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Refúgio d'Alma - poesia - Galdy Galdino

Refúgio d'Alma - poesia - Galdy Galdino

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Refúgio

d’Alma

FOTO DA CAPA

Autor
FOTO DA CONTRACAPA

Bigú Fotos
ARTE DA CAPA

Rodolfo Rey Revisão José Olívio

Galdy Galdino

Refúgio
d’Alma

Copyright© Romildo Galdino dos Santos 4853 / 1 – 250 – 88 – 2009
O conteúdo desta obra é de responsabilidade do(a) autor(a), proprietário(a) do Direito autoral.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

___________________________________________________
Galdino, Galdy Refúgio d’alma / Galdy Galdino. – São Paulo: Scortecci, 2009. ISBN 978-85-366-1446-5 1. Poesia brasileira I. Título.

09-01754

CDD-869.91 Índices para catálogo sistemático:

______________________________________________________

1.

Poesia: Literatura brasileira

869.91

Grupo Editorial Scortecci
Scortecci Editora Caixa Postal 11481 – São Paulo – SP – CEP 05422-970 Telefax: (11) 3032-1179 e (11) 3032-6501 www.scortecci.com.br editora@scortecci.com.br Livraria e Loja Virtual Asabeça www.asabeca.com.br

Dedicatória

A todas as pessoas que sofrem – seja qual for a dor – e morrem depois da esperança...

Agradecimento

A Deus – por ter criado a vida –, às pessoas – por darem sentido à vida – e (por que não?) a mim – por desafiar a morte!

Nota

O livro original tem 88 páginas. Nesta versão, portanto, desconsiderei as páginas em branco (folhas de guarda). Os textos que aparecem aqui como: “Apresentação” e “Biografia”, são, respectivamente, os textos de orelha da capa e da contracapa.

Galdy Galdino

Apresentação*

O jovem poeta Galdy Galdino é mais um soldado a lutar na trincheira da poesia. Sendo jovem, e como tal, perfeitamente informatizado, não esqueceu a “Parábola dos Talentos”, multiplicando com esforços próprios o talento que Deus lhe concedeu. “Vou lançar um livro/Antes esforçar-me/Para obter o montante/Depois ver impresso o sonho/Agora realizado”. Não importa que seja “encerrado em estantes e armários”. Importa é que “despejando em palavras seus pensamentos, emoções, independentes de crítica ou congratulações”, faça sua parte no colorir o mundo com a poesia, com a emoção, provando ao homem que ele não é máquina, mas um refém do sentimento, e que é indispensável amar e ser amado. Quando digo soldado da poesia é porque não somente pelo bom uso das Figuras de Linguagem, da Função Poética, mas ao dar o tesouro do seu tempo real ao exercer o cargo espontâneo de Bibliotecário da Casa do Poeta de Alagoinhas no período 2005/2007. A Poesia agradece e premia-lhe com a inspiração de Refúgio d'Alma, além dos prêmios de 3º Lugar no XXII Concurso de Poesias Biblioteca Municipal João XXIII de Mogi Guaçu - SP em 2006, além de outros. Parabéns, Galdy, pela dedicação, abnegação, nos trabalhos produzidos. Enfim, por sair do papel para a realidade, está cumprindo luminosamente o seu papel.

José Olívio, autor do Amendoim Torrado

___________________
*texto da orelha de capa.

Sumário

Devaneios ...........................................................,...................................13 Paisagem .................................................................................................14 Controvérsia ...........................................................................................15 Cidade-fantasma .....................................................................................16 No caminho da vida ................................................................................17 Redenção ................................................................................................18 Um novo começo ...................................................................................19 Epitáfio .................................................................................................. 20 Conselhos .............................................................................................. 21 Juízo final .............................................................................................. 22 Sabendo viver ........................................................................................ 23 Somos dependentes ................................................................................ 24 É fácil ser feliz ....................................................................................... 26 Eu nasci só para vê ................................................................................ 27 Perfil ...................................................................................................... 28 Vida perdida .......................................................................................... 29 Mau tempo ............................................................................................. 30 Espontaneidade ...................................................................................... 31 O rei ....................................................................................................... 32 Fidelidade .............................................................................................. 34 Eu, apenas um andarilho ....................................................................... 35 Dias ....................................................................................................... 36 O sol ...................................................................................................... 37 Triângulo da vida .................................................................................. 39 Lágrimas ............................................................................................... 40 No meio do caminho ............................................................................. 41 Razão de viver ....................................................................................... 42 Jornada .................................................................................................. 43

Vigília .................................................................................................... 45 Quando eu morrer .................................................................................. 47 A mesma coisa ...................................................................................... 48 Protagonista da vida .............................................................................. 49 Viver para amar ..................................................................................... 50 Cosmo melancólico ............................................................................... 51 Poção do amor ...................................................................................... 52 Só preciso estar com você ..................................................................... 53 Lágrimas de um poeta ........................................................................... 54 Outros devaneios ................................................................................... 55 Eu quase acreditei ................................................................................. 57 Mundo desigual ..................................................................................... 58 Dá-me um sinal ..................................................................................... 60 Maçã do amor ........................................................................................ 62 Frases feitas ........................................................................................... 64 Via-Crúcis ............................................................................................. 66 Eu .......................................................................................................... 68 Cristo ..................................................................................................... 69 Essa gente .............................................................................................. 70 Retalho .................................................................................................. 71 Há coisas boas ainda ............................................................................. 72 Vou lançar um livro ............................................................................... 74 Paralelo .................................................................................................. 75 Aspecto .................................................................................................. 76 Melancolia ............................................................................................. 78 Figura contra o reflexo .......................................................................... 80 Desintegração ........................................................................................ 82 Um dia pra morrer.................................................................................. 84

Devaneios

Quando o sol nascer de novo Tudo vai mudar Amanhã é outro dia Se há esperança... Vamos esperar! Já está tarde Preciso descansar O que passou é passado O futuro é o que virá Se me arrependo de alguma coisa Arrependo-me do que não fiz Dos dias livres que me encarcerei Da vida que não vivi Se pudesse voltar ao passado Saberia o caminho a trilhar Contemplava mais a natureza Chorava quando queria chorar Amava mais as pessoas Ria quando tinha que rir Falava palavras de amor Fazia uma criança sorrir Madrugada fria Cabeça no travesseiro As horas se passam Não consigo dormir Melancólico na cama Sinto um vazio dentro de mim... 13

Paisagem

Nunca me esquecerei daquele dia Em que tudo mudou na minha vida Fui ao parque E sob um tronco esquelético Que outrora fora uma frondosa árvore Deitei-me para repousar Folhas secas cobriam-me Senti sede Da torneira nenhuma gota caía Lago seco Rio vazante Água salgada Então sentei na calçada A olhar a paisagem: Desidratada, desnutrida, poluída, Violentada, morta, assassinada, Muda, sem vida... Jamais poderei esquecer-me desse dia

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Controvérsia

E se somos personagens de um grande drama Chamado vida Escrito por um único autor-diretor onipotente Que decide os papéis de cada uma das suas personagens E o desenrolar da trama? E se a vida não passa de um sonho Ou pesadelo se prefere De um único Ser, que algum dia despertará E verá que tudo não passou de um sonho? E se de fato somos de verdade Vivendo num mundo de verdade Com glórias e sofrimentos de verdade Com guerras e a paz não conquistada? Mas de uma coisa temos certeza: Foi Deus quem criou o mundo e nos fez Dando-nos livrearbítrio para vivermos

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Cidade-fantasma

Caminhando pelas ruas Não vejo ninguém Cadê todo mundo? Onde se esconderam? O que aconteceu? Ruas desertas Só o uivo dos ventos Papéis e plásticos Folhas sem vida... No silêncio sepulcral Só escuto os meus passos Estou sozinho Dessa vez é pra valer E nessa cidade-fantasma Não tenho nada para fazer Não tenho com quem conversar Em cada esquina uma tristeza Em cada rua uma saudade... Talvez seja eu o fantasma Vagando pelo mundo Que não mais me pertence Onde todos transitam E ninguém me vê E sendo assim Não vejo ninguém Vou fechar os olhos Quem sabe assim Volta à vida essa cidade...

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No caminho da vida

Estou no caminho da vida Em direção ao meu destino Mas o meu corpo se cansa Da longa caminhada E para pra descansar Deitando-se numa sombra Porém a minha alma não para E continua a sua caminhada Deixando para trás O corpo sem vida

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Redenção

Deus olhe por essa gente Que não está contente Com a vida que tem Deus abençoe a humanidade Que desconhece a fraternidade E o amor que tem Deus perdoe as criaturas Que se revoltam contra os irmãos Mesmo sabendo Que o Senhor é o nosso Pai Deus proteja essa nação Que esquece que o Senhor Mora em nosso coração Deus lembre-se de mim Pois também faço parte dessa gente

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Um novo começo

Eu nunca pensei que fosse ser assim Mas o tempo passa e todas as coisas mudam E o que pensamos que não iria acontecer Acaba acontecendo E o que acontece Nem sempre é o que esperávamos acontecer O antes é sempre melhor do que o agora Porque agora sentimos saudade do antes Antes quando tudo era melhor Quando todos se falavam Se divertiam e se entendiam Éramos felizes e não sabíamos No começo é sempre complicado Mas compete a nós descomplicar E quando tudo está indo bem Se complica novamente e chega ao fim Às vezes o final pode ser um novo começo Mesmo porque o fim é sempre o início E é por isso que estou aqui Tentando me reinventar Pois já cheguei ao meu fim

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Epitáfio

Nasce o sol Não sinto calor no meu corpo Cai a chuva Não sinto gotas no meu rosto As flores desabrocham Não sinto o perfume Os pássaros cantam Não ouço o canto Chega a noite Já não tem mais lua As estrelas não brilham E o vento sopra O frio do infinito...

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Conselhos

Se fosse para dar conselhos Eu lhe diria o seguinte: Tenha medo! Pois o medo lhe fortalecerá E fará você seguir no caminho reto Chore! Pois, chorando, você será consolado E descobrirá motivos para sorrir Cale-se! Pois, no silêncio, ouvirá a voz da razão E saberá as palavras que dizer Isole-se! Pois, na solidão, encontrará companhia E conhecerá os verdadeiros amigos Ame! Pois o amor lhe fará feliz E vencerá qualquer mal

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Juízo final

Caminhamos na mesma direção E no final a gente se encontra Mesmo em caminhos diferentes Chegaremos ao mesmo lugar O nosso destino é um só Não importa o que façamos Todos nós nos encontraremos No Juízo Final Ao som das sete trombetas Tocadas pelos sete anjos Será lido o veredicto Temos que vencer Para nos livrar da segunda morte E comer da árvore da vida No paraíso

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Sabendo viver

Temos que procurar O que há de bom nas pessoas Pois, com certeza, Entre espinhos há uma rosa E todas as pessoas Têm algo a nos ensinar Não podemos nos desesperar Diante de uma desventura Pois a vida é uma provação Para que possamos nos salvar Se você se sente preso A algo que lhe faz mal Liberte-se e será libertado Na vida tudo é importante Se soubermos aproveitar Pois tudo tem o seu lado bom Mesmo parecendo ser mau Mas o que faz bem Também pode fazer mal E quando os momentos difíceis passam Vemos que não foram tão ruins

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Somos dependentes

Na vida ninguém é independente Mesmo que você seja dono da sua vida Você precisa de alguém para viver Somos dependentes uns dos outros Ninguém caminha só Mesmo que não queira Sempre precisará de alguém Estando sós, ninguém é tímido Todos têm o que falar Todos sabem o que fazer A timidez se dá na presença de outrem Quando se está inseguro de si Mas se você não fala Ninguém ouve Se você não faz Ninguém vê E todos têm uma opinião a seu respeito Que nem sempre é a verdade Então mostre o que há de bom em você Sem querer ser melhor do que os outros Não se curve mediante críticas Erga a cabeça e siga em frente Pois ninguém conhece os seus pensamentos Para poder duvidar do seu caráter Não se deixe influenciar Por pensamentos negativos Não tente mudar

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Só porque alguém quer que mude Seja sempre você Mas nunca queira machucar alguém Só porque foi machucado

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É fácil ser feliz A vida é difícil Se pararmos para pensar Mas se pensarmos bem Vemos que é muito fácil Fazer o que você quer Só depende de você Mas algo atrapalha Todo o seu querer O caminho é desconhecido Só conhecemos Quando estamos caminhando A vida é boa Quando estamos amando Mas sem amor Somos eternos sofredores Tudo é simples Somos nós que complicamos Todo mistério Se soubermos desvendamos Agradar a todos não é fácil Ao menos tente agradar A quem está do seu lado E mesmo querendo o bem de alguém Esse alguém não entende E ainda diz que o errado é a gente É fácil ser feliz Difícil é conseguir

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Eu nasci só para ver

Eu nasci só para ver que: Os dias foram inventados Para não haver monotonia O que vai não volta E se voltar não é a mesma coisa Eu nasci só para ver que: As diferenças são iguais Os opostos são um só Tudo e nada têm a mesma importância Eu nasci só para ver que: Certo e errado é pura concepção Perto ou longe não há limite No passado e no futuro não se vive Eu nasci só para ver que: O medo é o que me apavora A solidão é quem me consola O amor é o que me faz forte... Mas por não ter um amor Estou constantemente fraco

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Perfil

Se, às vezes, eu pareço assim apático Não ligue O problema não é você, não é ninguém Sou eu É que às vezes não sei o que pensar Às vezes não sei o que dizer Mas pode contar comigo Não tenho nada contra você E nem contra ninguém É que às vezes acho Que nos preocupamos à toa Que damos muita importância A coisa sem importância E se você me acha esquisito Tudo bem, eu não ligo Você tem o direito de pensar o que quiser Eu que não quero pensar Não é que eu não me importe com você É que às vezes eu não sei o que fazer Estou acostumado a não ser compreendido Mas eu compreendo e fica tudo bem Às vezes é melhor não tentar explicar E nem tentar entender Não quero lembrar Já cansei dos meus medos É melhor deixar pra lá Mesmo que você tente Não vai descobrir quem realmente sou 28

Vida perdida

Tenho certeza E você tem Tenho dúvidas E sei que você também Tenho um coração Que não mais é meu E o seu também não é De quem é esse coração? Quem sofre mais? A menina que se vende pra viver Será que nessa vida há prazer? O menino de pés no chão Mendigando pelo seu pão A criança sofrida Que nasceu no seio pobre E está desnutrida O enfermo no leito de hospital... E você ainda reclama Das coisas do coração

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Mau tempo

Hoje choveu o dia inteiro Fiquei em casa só Os meus temores voltaram Às vezes olho no espelho E vejo um estranho de mim mesmo Meus movimentos estão tolhidos Preciso sair A chuva está muito forte E a enxurrada arrasta o lixo Deixado na calçada Daqui a pouco cai a noite Não tenho mesmo o que fazer Está tudo tão obscuro Vou tentar descobrir uma saída Ou então perder o medo da chuva E ver que é mais fácil enfrentar os problemas Sem medo e sem querer fugir Faço tantos planos Mas como agarrar os sonhos de braços cruzados? É preciso lutar E ter alguém que acredite Esse mau tempo vai passar E novamente o sol voltará a brilhar

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Espontaneidade

Eu poderia ser feliz Se eu me sentisse bem assim Do meu jeito Talvez se eu fizesse O que tenho vontade de fazer Se eu falasse as coisas que penso Se não me escondesse tanto... Mas é bom quando as coisas Acontecem com naturalidade Quando o sentimento é recíproco O acaso é sempre melhor que o planejado Às vezes é bom fazer planos Mas sem fantasiar um acontecimento Mesmo porque não sabemos como será O desenrolar das coisas é que vai dizer Não adianta forçar É preciso paciência O tempo cuida de ajeitar tudo Não devemos aceitar A primeira resposta como definitiva Nem esperar sem nada fazer Todos estão suscetíveis a se enganar Mas o que tiver de ser será O acontecimento espontâneo É sempre melhor

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O rei

Eu nunca soube mesmo Caminhar sem direção E sempre precisei de orientação Mas não sei onde estou Eu desconheço essa nação Estou indo e não sei se volto Não sei o que vai acontecer Talvez o mundo não seja assim... O que ninguém percebe Vai ver que nem existe E a realeza está na plebe O povo é o rei de um país soberano Mas quem está no trono não é o rei Ergueremos nosso castelo Juntaremos tesouro E os ladrões virão nos roubar Descobriremos a verdade Mas viveremos em falsidade Seremos escravos da nossa própria invenção E no nosso peito baterá um coração Temeroso e descompassado Por causa dessa opressão Mas sempre há tempo Para enveredar no caminho da salvação Usar o que está no recôndito Servir ao Pai Celestial O mundo está perdido Próximo à sua destruição Precisaremos ser ajudados

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E deixaremos de acreditar nos homens Só Deus irá nos salvar!

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Fidelidade

Ninguém tem dono Mas você é só minha Ciúmes eu tenho Quando estou sem você... Medo de quê? Vai ver que não há confiança Ninguém está seguro Se a carne é fraca É preciso ter cuidado... Mas por quê? Fazer marcação cerrada Cobrar fidelidade Querer provas de amor... Fazer o quê? Se acontecer o que tanto tememos Foi porque deixamos acontecer

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Eu, apenas um andarilho

Tenho dois corações e duas almas E um corpo insignificante Tenho uma máquina que me comanda Todos os meus movimentos são controlados De vez em quando perco o controle Às vezes ouço o coração E a razão sempre diz o contrário Tem dois anjos me acompanhando E um só quer me atrapalhar O meu segundo coração é de pedra A minha alma negra Tenta macular a minha alma pura Estou caminhando E nas calçadas vejo alguns mendigos Eu, apenas um andarilho, não posso ajudar Mas um anjo me diz Que só depende de mim No escuro eu busco a luz Na luz não há trevas Mas preciso me livrar da alma negra E do coração de pedra

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Dias

Dias simples de viver Dias que fazem medo Dias que a chuva vem cedo Dias que nem vem Dias que o sol brilha alto Dias que nem tem Dias que não há sossego Dias que não há o que fazer Dias, felizes, que quero fazer tudo Dias que não quero nem viver

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O sol

Está difícil Tenho que conseguir Vou deixar acontecer E quando eu conseguir Vou querer muito E muito ser feliz Olho o sol Que está brilhando para mim Mas a nuvem vem chegando Eu sou a nuvem Que apaga o sol Parece loucura Não o que eu faço E sim o que deixo de fazer Não o que eu falo E sim o que deixo de dizer Eu sempre pensei Que você não pensava em mim Que minha presença ou ausência Não faziam diferença Eu sempre achei Que você me achava errado Que eu era inferior a todos E não tinha capacidade

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A nuvem vai se dissipando O sol ainda está brilhando para mim Eu sou o sol!

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Triângulo da vida

Necessidade eu tenho Não preciso de dinheiro Para ser feliz Mas não tenho também Amor é fundamental Só que para ficar bem Saúde é importante Carência de tudo Saúde, amor e dinheiro O triângulo da vida Os catetos: amor e saúde Formam os ângulos retos E a hipotenusa: dinheiro O lado oposto A soma dos quadrados dos catetos... Temos que ter saúde e amor ... É igual ao quadrado da hipotenusa E honestamente ganhar dinheiro A felicidade só depende de nós!

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Lágrimas

No rosto uma lágrima No peito um coração Algumas palavras acabam a relação O silêncio às vezes é o fim Na solidão do quarto Molhando a fronha do travesseiro Uma saudade Uma dor no peito Lendo alguns versos Lágrimas Gotas de humor Traduzem sentimentos de dor A tristeza que parte o coração A desilusão que deprime Lágrimas Lavam a alma...

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No meio do caminho

Olhar perdido Não há escuridão Só não sabe ao certo O que tem no coração Pensamento distante Não consegue se encontrar Procura motivo Para a vida continuar Sente-se fraco Sem ao menos lutar A solidão está ao lado E o sonho abalado Com medo de não conseguir Parece mesmo Que não é desse mundo Tem tantos caminhos Mas não sabe o qual seguir... Olhar perdido Vive perdido Pensamento distante Está distante No meio do caminho Não sabe mesmo aonde ir...

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Razão de viver

Quero uma explicação Do que já foi explicado É que não entendi Por que dói o coração Quando não é amado Me explica Quero entender a razão Por que ainda dói o coração Mesmo quando é amado Me diz que a voz doce que encanta É a razão de viver de quem ama Que há entendimento Entre os sentimentos Dos que estão amando E que somos felizes E não há motivo para brigar Quero uma explicação Se tem explicação Para quem quer amar

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Jornada

As horas se passam Em relógios inventados Com compromissos diversos E com atrasos Chegaremos ao futuro Mas Sempre caminhando no passado Olhando o sol De braços cruzados Perdido na galáxia... Se os pensamentos Não fossem tão sombrios O sol brilharia Eu só vejo o que eu vejo E não vejo Se o seu coração não é apenas um órgão Se a sua alma pode ser vista Se eu sou o camelo Que atravessa o deserto Se eu sou a rocha No alto da montanha Ou se eu sou mesmo humano E encaro a vida de peito aberto Mas sempre tento Não cerrar os olhos Perder o medo do futuro incerto É apenas uma jornada O nosso espírito Só está pegando carona no corpo E irá saltar

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Quando o seu ponto chegar Vamos valorizar o essencial Que é a vida Somos nós que nos conduzimos Mas a estrada está esburacada Precisamos ter cuidado...

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Vigília

Começo de amizade Começo de namoro No começo é sempre bem Mas antes do fim Vêm as desconfianças Ter amigos Em tempos bons é muito fácil Mas precisamos dos amigos também Quando não estivermos bem Aí, então, veremos Quem são os verdadeiros amigos No relacionamento Sempre tem problemas Que causamos Por achar que há problemas Tudo é relativo Os nossos dias As nossas vidas Os sentimentos Tudo pode mudar As armadilhas do destino Podem nos separar Ou então nos unir Só precisamos discernir A nossa felicidade Às vezes está em nossa frente E a gente não vê Pensando encontrar em outro lugar Viver é maravilhoso Mas precisamos vigiar

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Tudo está confuso E também complicado E confiar Às vezes é arriscado E amar é confiar E o coração cheio de amor Faz tão bem Feliz de quem sente que tem... A felicidade é o amor!

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Quando eu morrer

Quando eu morrer Eu não vou morrer Vou estar vivo Na lembrança de vocês Então não chorem Mas se as lágrimas Forem incontidas Chorem... Mas não se desesperem Digam descanse em paz Que em paz estarei Se a emoção for grande Cante uma canção Pois a música Embala o sono dos justos Declame um poema (Que pode ser este) Ou façam silêncio Dispenso o séquito Mas se quiserem se despedir Não façam com lamentações Não anunciem Esqueçam esse dia... E se alguém perguntar por mim Não digam que eu morri Pois ainda estou vivo Apenas digam Que estou numa longa viagem... 47

A mesma coisa

Quando eu era menino Vivia como menino Aí inventaram a adolescência Uma decente indecência Um achar que já sabe o que quer Um dependente Em busca da sua independência Hoje sou homem feito Porém imperfeito Vejo tudo por espelho O passado continua presente Foi só o tempo que mudou É o mesmo produto Numa nova embalagem É uma mentira Dentro de uma verdade Poderemos ter tudo Mas sem amor É o mesmo que nada ser Agora parece estar tudo bem Mas só conhecemos em parte E só quando conhecermos face a face Viveremos de verdade Com o amor eterno...

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Protagonista da vida

Maior parte do meu tempo Eu passei lendo Livros que me levavam Aos lugares que eu não podia ir História feliz ou triste Num cenário Que parecia ser bonito Sempre gostei de ficar no meu canto Com um livro Nos dias em que eu podia sair Depois de assistir a um bom filme Eu me sentia melhor A vida está rodando Sendo projetada de algum lugar Pode ser um curta ou um longa Depende de como atuar Eu sou o figurante da minha história Mas também sou o ator principal

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Viver para amar

Se conviver fosse fácil Ninguém detestaria E todos gostariam de amar Vida é viver A vida de quem não vive Na marginal ou no poder Ter um dia de sol Pra passear Deixar o vento guiar Mas numa louca tempestade Não precisa temer Que a fé fosse o bastante Pra não se desesperar Que o amor fosse maior Que a vontade de brigar Pensar que a vida dos outros É interessante Se a nossa também pode ser Se não fosse para amar De nada adiantaria viver!

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Cosmo melancólico

Essa não é a noite mais feliz As estrelas surgiram em lágrimas A lua melancólica A depressão tem gosto de morte E eu não sei por que Eu não me sinto bem Se hoje o dia parece melhor Deve ser apenas sair Ou saber que você gosta de mim De que adianta se consumir Com problemas pequenos? A vida está aí É para se ter prazer E eu ainda não fiz Tudo o que queria fazer Sinto a corrente me atrapalhar E nem quero comentar O motivo da dor Só queria ter você do meu lado Palavras bonitas podem convencer Mas a atitude é que tem valor E eu não estou sendo eu Vai ver que é por isso Que eu não sou feliz

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Poção do amor

Mesmo que eu fosse O mais fiel dos cristãos Eu não teria moral Para julgar ninguém Pois a imperfeição Nasceu comigo Canto a minha tristeza Para espantar a minha dor Vou caminhando Só para sentir os meus pés Vejo você Esboço um sorriso E digo que está tudo bem Mas comigo apenas Eu vejo que não é assim Quero uma vida quase impossível E o mundo quer me alucinar Estou cansado desse tédio Eu sou forte Mas às vezes Dá vontade de chorar Só você pode me dar A poção do amor Deixe que eles continuem Em suas cadeiras Fingindo que estão a favor da gente Que não querem nos dominar E que tudo é sério Agora eu quero viver Esse momento de prazer E que o resto vá pro inferno!

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Só preciso estar com você

Acordo sem querer levantar Não tenho aonde ir Mas tenho vontade De encarar uma aventura Não consigo dormir Antes de cansar o pensamento Já não sei mais sonhar A realidade não tem o mesmo sabor Sinto que não tenho Vontade de sorrir Se fosse só um coração triste Mas é tanta coisa Que eu não sei O que me deixa assim... Por que será que eu não consigo ver As coisas com simplicidade? Sei que fui eu Que não soube caminhar Mas só preciso estar com você Para eu sentir a felicidade

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Lágrimas de um poeta

Que bom se fosse Só dizer eu te amo Simplesmente com um beijo Ser feliz... Se o calor daquele abraço Fosse eterno E as palavras Fluíssem como o mel... Não fosse a boca O sorriso favoreceria E a vida seria um deleite Agora um poeta Trancado em seu quarto A solidão escreve um livro Belas poesias que se faz Com a dor que se sente Seu coração imenso Pode amar a todos Mas sofre Por não ter um certo alguém A sua musa Onde estará? Será que ela sabe Que faz o poeta chorar?

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Outros devaneios

Já é meia-noite O silêncio é cortado Pelas batidas do meu coração Uma vez ou outra Barulhos difusos Pela noite que não dorme A escuridão revela imagens claras Que na claridade do dia A gente não percebe Vejo que as coisas Podem ser resolvidas sem sofrimentos Fingir não vai curar A dor que se sente Só aumentará A vida é feita de fatos Se não vivê-los Como é que vai ser? Não se pode estar sempre sonhando Nem ignorar a realidade Só por não estar gostando Do que está acontecendo Senão Tudo parecerá uma mentira Preocupação só serve Para a gente temer Ouço a melodia noturna Mas o sono não vem Agora já são duas horas Tento dormir Para esquecer o que passou

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E acordar Com o espírito renovado Para, quem sabe? O dia nascer feliz

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Eu quase acreditei

Todos os dias Durmo e acordo O mesmo dia Já teve um tempo Em que eu pensei que acreditava Que estava fazendo a coisa certa Não estava machucando ninguém Que era só dormir No outro dia tudo estaria bem Eu queria acreditar Que sou feliz Só por estar vivo Eu queria acreditar Que não tenho problemas Que meu coração bate tranquilo Eu queria acreditar Na palavra amor Com sinceridade Sem ter que duvidar Eu queria acreditar Que só depende de mim Que não preciso temer Que a vida é boa de viver Eu queria acreditar Que você não gostou de mim Que eu não quero mais lhe ver

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Mundo desigual

Eu sou fácil de me apaixonar Tanto quanto ver E sentir a emoção De estar juntinho Calor esse Que não quero perder jamais Basta um olhar Oculto de desejo Uma doce voz Um sorriso Um terno beijo É coisa que não tem explicação Tudo fica tão bonito Quando o que está bem é o coração Mas eu sou difícil de me curar Uma simples ferida Não consegue cicatrizar A insônia me faz ver Que o outro dia ainda é o mesmo A dor de tão forte Quase me leva ao desespero Faço amizade com a solidão E passo a viver num mundo desigual Tudo fica cinza... Não são as coisas que são difíceis Acho que sou eu Que não sei resolvê-las

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Eu só queria Ter a boca a beijar E não sofrer mais

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Dá-me um sinal

O que estou fazendo aqui? Me diz O que eu preciso fazer Para estar com você? Será que eu mereço o seu amor? Eu quero ter a coragem Que deixei de ter Houve um tempo Em que eu me preocupava com o tempo Já cheguei a achar Que nunca iria mudar Tive medo Já escrevi no escuro Um pouco confuso Mas deu para entender Se o muro é alto Transpor é pulá-lo Obstáculo é o que sentimos Já cheguei a afirmar Que o meu sofrer É o meu existir Que a minha dor É o meu desejo de sorrir Será que eu tenho algo de especial? Talvez eu saiba Mas preciso ouvir você dizer Que eu sou o seu bem-querer Dá-me um sinal Que tudo está certo Dá-me um sinal

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Com os seus olhos inquietos Mostra-me o caminho Que eu devo seguir O meu coração já pode ouvir o seu Só com você Eu serei feliz!

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Maçã do amor

Dentro de mim bate um coração Sozinho e sofredor Tenho quase certeza Que não sabe o que é amor Acho também Que preciso de um pouco de malandragem Já que estou aprendendo a viver Mas não conheço a verdade Eu sou complicado Porque a minha vida é simples demais Eva, por favor! Ofereça-me a maçã do amor O amor é tão bonito Às vezes quando vem é um perigo Para quem não esperava chorar por alguém E não saber mais viver sozinho... A vida é um complexo de acontecimentos Não se deve apenas Se amarrar a um tormento Tudo à nossa volta é subsídio Para alcançarmos o que desejamos Não precisamos sofrer Mas parece que gostamos Pois sempre estamos procurando motivos Nem sempre estamos certos Mas não tão errados Em acreditar que tudo isso vai mudar... Sei que tomei uma decisão precipitada Acreditei, fui lá Quebrei a cara

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Aqui voltei mais forte Sabendo onde pisar Só que estou cansado dessas aparências Dessa saúde que se passa por doença Desse medo E de tudo que não me leva a nenhum lugar Mas não posso deixar de sonhar Se o meu desejo fosse o bastante Para mudar o mundo Eu não sofreria a cada segundo

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Frases feitas

Frases que parecem perfeitas São frases feitas De tanto repeti-las Parecem vazias Um bom dia Para o dia não parecer ruim Boa sorte só para incentivar Quero fazer uma boa-viagem pela vida Que seja bem-vindo o futuro Do passado não quero um volte sempre Cerimônias e formalidades Tudo pra parecer que somos educados No mundo de estúpidos Às vezes o medo nos faz tomar decisões O desespero nos faz aceitar certo tipo de vida Ainda vejo rostos miseráveis Amargando por uma consulta Na espera interminável Da cura pela saúde pública Com um salário de fome Mês a mês E o remédio não cura esse tédio Ah, eu quero outra vida! Que não seja limitada Ao oxigênio que os pulmões inalam Numa sessão de cinema Com pipoca e refrigerante No escuro da vida Não sei o que é bom Eu só sei viver a vida que eu quero

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Do lado da minha amada Dizendo eu te amo! Com muito carinho Sei que estou longe disso Mas estou perto do caminho E por enquanto O meu coração em pranto É um prisioneiro da solidão Minha vida é uma eterna prisão...

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Via-Crúcis

Nasci num dia comum Numa cidade comum Minha vida sempre foi comum Coração partido Amor não correspondido É comum No mundo em que vivemos Dor e sofrimento É tão comum Força e marra A gente sempre tem Vontade é o que não falta Coragem talvez Temos um longo caminho E algumas quedas É preciso superar E construir a casa nas pedras Comer, beber e vestir É necessidade de todos Não precisa se afligir A cada dia o seu mal Na esperança do bem Primeiro temos que buscar o amor Do Pai Celestial E demais coisas serão acrescentadas Com nossas fraquezas Lamúrias é natural Assim vamos tendo nossas vidas sacrificadas Com as nossas escolhas E nossos erros

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Com momentos de glórias E de medos Vamos fazendo o nosso caminho Derramando suor e lágrima Estoicamente Ou em desespero Esses são os passos Para a libertação das nossas almas

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Eu

Na verdade Eu não tenho certeza Sobre meus desejos Às vezes Eu quero ter alguém Outras vezes Eu prefiro estar só Minha vida É um completo fingimento Ainda não encontrei ninguém Que eu pudesse conversar Sinceramente Existe um eu Para cada situação Que eu me encontre Não sou bonito o suficiente Para querer Ser desejado ardentemente Por uma mulher Que desconhece O que em mim se esconde

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Cristo

Mataram Um Santo Que Foi Um Homem E Ressuscitou O Verdadeiro Amor Está Com Ele

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Essa gente

Eu queria ser igual a essa gente Que sofre Mas vive contente Com um pouco de amor Sei que eu tento seguir calmamente Também sou forte Mas sinto que em mim Algo se quebrou Como eu queria ter a fé dessa gente Que sonha Luta E vive Dizendo que é feliz Sei que eu também tenho sonhos Mas parece que se perderam por aí E eu fico a admirar essa gente Que sabe o que faz Quando não se tem o que fazer Essa gente que encara a realidade Pois sabe que não adianta fugir Sei que eu tento Mas não consigo ser assim Talvez se eu fosse como essa gente Eu conseguisse dizer que sou feliz

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Retalho

Quisera amor Não poemas de amor Quisera flores Não enfeitar dores Quisera vida Não sufocar a vida

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Há coisas boas ainda

Hoje o sol está brilhando Um dia bom para não fazer plano Simplesmente viver! Quando a chuva caía Eu sentia a falta de um amor Lágrimas rolavam Saudade de quem não era minha E algo mais me machucava Mas tudo passa Não vivemos o mesmo tempo A dor do passado Não pode ser um tormento Para toda a vida Há coisas boas ainda Eu era aquele cara Que ficava em sua casa A sonhar com um mundo bonito Viver é mais que isso Caminhar pelas ruas Não é uma exibição É sentir que estamos vivos Ver pessoas não é um ofício É mostrar que temos coração De tanto errar Eu acertei E quando me vi morto Senti uma imensa vontade de viver Não me peça para explicar Só direi uma vez Se alguém disser que não gosta de mim

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Eu entenderei E se disser que me ama Aí, eu não sei Mas vou ficar feliz Às vezes pareço artificial Ainda mais quando falo de amor Não importa o que os outros pensam E sim o que eu sinto Sei que haverá pessoas do meu lado E outras contra mim Na verdade, acredito que serei feliz

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Vou lançar um livro

Vou lançar um livro Despejar em palavras Meus sentimentos Meus pensamentos Mistura de ideias e fatos Aventurando-me Ser lido e criticado Sendo congratulado Ou censurado Encerrado em estantes e armários Ou espalhados em todos os cantos Nas mãos de leitores ávidos Vou lançar um livro Antes esforçar-me Para obter o montante Depois ver impresso o sonho Agora realizado Lançar um livro Ser lançado... Livro Depois de lido Para que serve?

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Paralelo

Quem disser que o amor não acaba É porque, ainda, não sofreu A falência do amor Quem disser que todo amor acaba É porque nunca viveu Um verdadeiro e grande amor

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Aspecto

Tem dias que tudo parece Parece perfeito Parece combinado Parece mais do mesmo Parece complicado Parece que o mundo se acaba a cada dia Parece que a cada dia o mundo é renovado Parece fácil (Parece) Porque é mais fácil falar Quando a dor vira passado (Parece) Porque é fácil ter solução Para os problemas dos outros (Parece) Tudo parece simples Quando não é com a gente Parece que é só desligar a TV E adormecer Por fora tudo bem (Parece) Por dentro uma ferida que entristece Na verdade Eu não sei a verdade (Parece) No sonho (Meus sonhos!) Quem eu sou, eu sei Sou prático Na vida real

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Parece que eu não sei viver Estou sozinho Tudo parece o fim Parece que eu preciso De uma ideologia pra viver Nessa louca vida Parece que eu enlouqueci

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Melancolia

Por eu estar sozinho Eu queria ficar sozinho Não queria conversar Ninguém entenderia O que eu não conseguiria explicar Meu coração partido Minha cara de poucos amigos Minha dor Meu forçado ricto Eu estava sem chão Andava deprimido Numa confusão Mas esse tempo mórbido de solidão Mostrou-me algumas verdades Apesar de ter fé Não tenho rito Para fazer o bem Não é preciso voto de devoção Numa humana humanidade Eu não acredito E pra mim Política é sinônimo de corrupção E hipocrisia Sempre quis ter muitas amizades Ser natural Era o que eu não conseguia Por não ser como sempre desejei Da realidade eu fugia Sonhava Mas não ouvia o meu coração

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Apaixonei-me por várias garotas E só uma eu amei Mas não tive nenhum amor Foi sempre vida vazia Cheia de ilusão E melancolia

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Figura contra o reflexo

Não sou um animal desgarrado do rebanho Então, não precisa ter pena de mim Eu posso estar sozinho E às vezes até chorando Mas tenho planos pra uma vida feliz Eu agradeço por você rezar por mim Mas se as coisas não vão bem Não fique tão triste assim A esperança lança forças Para a gente conseguir Em todo o caso temos Deus Viver é mesmo foda E querer milagre é tolice demais Por um tempo me desprendo das horas E o que eu vejo no espelho É o meu reflexo real E é natural pensamento disperso Querer melhorar a vida Querer um mundo melhor Ser um pouco egoísta Ver a miséria e sentir dó E de que forma pensam em restaurar a paz? Palavra, grito, passeata, cartaz... Já vi gente dizer que é do bem E fazer alguém sofrer Já vi gente que faz o bem Ser perseguida e morrer E se eu procuro um amor Sou uma andorinha sem verão E a chuva, de tão forte, destrói um sonho

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Num mundo de desgraças Já não cabem tantos porquês Mas, ainda, bate um coração Que a vida não é um mar de rosas Você sabe Mas a vida nos reserva muitas belezas Porém, quando as flores são para os mortos Quem fica contente em recebê-las?

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Desintegração

Tudo o que eu digo É antítese do que eu não disse E o que se pode dizer do que eu não digo? Não é nada do que vão dizer Então, o que dizer? Eu nunca fui um bom orador Nas orações sou o sujeito com pavor Pedindo mil perdões a Deus Louco que sou Na poesia que eu não vivo Tentando contentar a vida Com os erros meus De um ser que fornica Não se deve guardar relíquia Posto que, em vida, de atitude nobre É o lobo que com pele de cordeiro se cobre Uma mente brilhante Num corpo opaco Que vive distante Quando tudo está desintegrado É um mundo, dentre outras coisas Um tanto desvairado Parece que não são mais as palavras a cativar: São os números! 82

Sofre-se mais por amor Mas é a falta de dinheiro O fator do desespero Não sei se tudo vale à pena Se nada faz sentido Que estou só Com o meu coração partido Quando a morte tornar-se vida Não viverei de reminiscências De um tempo bom, que já foi Não tão bom assim, como poderia ser Passará o tempo Virão alguns lamentos Após um sofrimento A vida continuará Pra quem o sol brilhar Terá o firmamento O pulcro Jazerá no sepulcro...

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Um dia pra morrer

Numa tarde Uma tarde que não se via o sol Uma tarde que não chovia Vieram-me algumas lembranças E um angustioso sentimento Que de tristeza meus olhos ardiam Meu passado, meus erros Meu presente, minha vida vazia Meu futuro incerto Só me resta a poesia Se fosse pra escolher Um dia pra morrer Essa tarde morreria...

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Biografia*

Galdy Galdino é Romildo Galdino dos santos, nascido em 15 de dezembro de 1982 em Alagoinhas-BA. Começou a escrever aos 20 anos. Em julho de 2005 se associou à Casa do Poeta de Alagoinhas (CASPAL) assumindo, em novembro, o cargo de bibliotecário (biênio 2005/2007). Obteve o 3° lugar no XXII Concurso de Poesias Biblioteca Municipal João XXIII de Mogi Guaçu-SP com a poesia Essa gente (2006). Participou da coletânea Alma de Poeta – Coletânea dos Poetas de Alagoinhas (2006), realizada pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL) e das Antologias Uma História no seu Tempo (2007) e Elo de Palavras (2008), pela Scortecci Editora.

___________________________ *texto da orelha da contracapa.

CONTATO COM O AUTOR:

galdygaldino@hotmail.com

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