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Primeira Guerra Púnica

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Principais batalhas da Primeira Guerra Púnica.

A Primeira Guerra Púnica foi um conflito travado entre 264 e 241 a.C. que opôs Cartago
à República de Roma, as maiores potências da região do Mediterrâneo da época. Foi a
primeira de três guerras entre os dois povos, todas vencidas pelos romanos. As baixas e
conseqüências econômicas do confronto foram muito altas para ambas as partes.

Índice
[esconder]

• 1 Antecedentes
• 2 Os combates
o 2.1 Os primeiros combates na Sicília
o 2.2 Primeiras batalhas navais
o 2.3 Combates na África
o 2.4 As tempestades de 255 e 253 a.C.
o 2.5 Cerco a Lilybaeum
o 2.6 Amílcar Barca
o 2.7 A nova frota de Roma
• 3 Conseqüências
o 3.1 Termos de paz
o 3.2 Perdas no conflito
o 3.3 Cartago após a guerra
• 4 Cronologia
• 5 Referências

• 6 Ligações externas

[editar] Antecedentes
No meio do século III a.C., Roma já era uma força militar e dominava toda a península
Itálica, seja por meio de guerras ou por alianças com outros grupos, dentre os quais as
cidades gregas na península, tendo Tarento como a mais importante, que após o fracasso da
invasão de Pirro (comandante grego que tentou dominar a Itália e a Sicília entre 280 e 275
a.C.) se renderam a Roma.

Cartago antes da Primeira Guerra Púnica.

Cartago era uma potência comercial e marítima no Mediterrâneo, com portos no norte da
África, península Ibérica e na Sicília. Cartago possuía uma inimizade histórica com
Siracusa, cidade grega situada ao leste da ilha da Sicília, tendo ambas pretensões de
dominar a ilha.

Cartago e Roma eram aliados comerciais e tinham inclusive combatido junto contra Pirro,
pouco mais de uma década antes do inicio da Primeira Guerra Púnica.

Em 288 a.C., uma companhia de mercenários italianos que havia lutado por Siracusa contra
Cartago, os Mamertinos, atacou a cidade de Messina, até então em poder de Siracusa,
matando todos os homens e fazendo das mulheres suas esposas. Os Mamertinos dominaram
o Estreito de Messina que separa o sul da Península Itálica da ilha da Sicília, atrapalhando
rotas importantes da região. O sucesso da ocupação incentivou uma rebelião semelhante na
cidade romana de Rhegium (atual Reggio di Calabria) do outro lado do Estreito de Messina
que só foi controlada dez anos depois, em 270 a.C..

Assumindo o poder de Siracusa em 270 a.C., Hierão II decidiu reconquistar Messina e


sitiou a cidade. Acuados, os Mamertinos pediram ajuda simultaneamente a Roma e a
Cartago. Cartago viu no pedido de ajuda uma oportunidade de prejudicar Siracusa e
aumentar seu poder na Sicília e assim respondeu enviando tropas.

Apesar de os Mamertinos serem italianos, os romanos ficaram relutantes em ajudá-los


contra Siracusa, principalmente por terem sofrido em Rhegium um conflito semelhante
contra mercenários, mas temiam um aumento do poder de Cartago em suas vizinhanças.

Em 264 a.C., um exército romano chegou e atacou os sitiantes, com sucesso, o que levou
Hierão a abandonar em 263 a.C. seus aliados cartagineses e aliar-se a Roma.[1]

A guerra antes envolvendo o controle de uma cidade nas mãos de mercenários, tornou um
conflito entre as maiores forças da região do mediterrâneo.
[editar] Os combates
[editar] Os primeiros combates na Sicília

Os romanos comandados pelo cônsul Appius Claudius atacaram e venceram primeiro as


tropas de Siracusa, e em seguida as de Cartago, forçando-os a recuar e fugir em desordem.
Com o sucesso e a ida de tropas sob comando do novo cônsul Manius Valerius Messalla, os
romanos atacaram e sitiaram Siracusa, forçando Hierão a mudar de lado no conflito, se
aliando a Roma contra Cartago em 263 a.C..

Agrigento, Roma e Cartago.

Com a situação desfavorável, Cartago passou a utilizar exércitos mercenários e concentrou


sua força na cidade de Agrigentum (atual Agrigento), principal cidade na Sicília sob seu
domínio. Em 262 a.C., Roma começou um grande e demorado cerco à cidade. Aníbal
Grisco, o comandante das tropas sitiadas, pediu por reforços e mantimentos para Cartago e
Hanno foi mandado com tropas e elefantes para ajudá-lo. Hanno conseguiu significativas
vitórias atacando as linhas de suprimentos do exercito romano, mas devido à situação (fome
e deserções nas tropas de Grisco que continuavam sitiadas), Hanno teve que partir para uma
batalha contra as tropas principais de Roma. A batalha de Agrigentum terminou com vitória
dos romanos, apesar de Grisco ter conseguido fugir com a maior parte de suas tropas
abandonando a cidade para os inimigos.

[editar] Primeiras batalhas navais

Após a vitória em Agrigento, Roma passou a controlar grande parte do território da Sicília,
entretanto Cartago continuava a dominar os mares, atacando as cidades costeiras aliadas a
Roma e dificultando a chegada de reforços e suprimentos. Com isso, Roma decidiu
começar a produzir uma frota marítima.[1]

Até o começo da guerra, Roma não possuía nenhuma experiência naval, mas com a ajuda
das cidades gregas sob seu domínio, produziu uma frota de 100 quinquerremes[1] e 20
trirremes, a partir de navios capturados de Cartago.
A primeira batalha naval (Batalha de Lipari), foi travada próximo às Ilhas Eólias e terminou
com derrota das inexperientes forças romanas. Pouco depois, em uma batalha maior
(Batalha de Mylae), os romanos alcançaram sua primeira vitória naval, sob o comando do
cônsul Gaius Duilius, que passou a ser tido como um herói em Roma. Essa e as demais
vitórias romanas na fase inicial da guerra se devem em grande parte a um novo dispositivo
que passou a equipar os navios romanos: o corvus. O corvus era uma espécie de ponte que
os romanos prendiam nos navios inimigos ao se aproximar e assim tomavam o navio,
utilizando sua superioridade no combate homem a homem. Com essa tática, Roma acabou
com o domínio marítimo de Cartago, vencendo as batalhas de Sulci (258 a.C.) e Tyndaris
(257 a.C.).

Batalha de Ecnomus.

Em 256 a.C., uma grande força com cerca de 330 navios foi montada sob o comando dos
cônsules Marcus Atilius Regulus e Lucius Manlius Vulso para invadir o Norte da África.
Cartago, ciente desta ameaça, enviou sua frota para barrar o ataque. Os generais Hanno e
Hamilcar (conhecidos por suas ações em Agrigento e Paropus) foram postos no comando
da frota de Cartago. Quando essas duas forças se enfrentaram a sudeste da Sicília na
Batalha do Cabo Ecnomo, na maior batalha naval da antiguidade, a frota romana saiu
vitoriosa, podendo seguir para o ataque aos territórios de Cartago na África.

[editar] Combates na África

Após a batalha, grande parte da força romana voltou com Lucius para Roma ou para a
Sicília, deixando Regulus com 15 mil homens na África. Regulus avançou atacando cidades
menores. Cartago mandou um exército para enfrentá-lo quando sitiava Adys. A batalha de
Adys foi ganha pelos romanos, o que fez com que Cartago tentasse um acordo de paz com
os invasores. Entretanto as condições impostas pelos romanos foram tão severas que o
acordo não foi concretizado.

Sem acordo, Cartago contratou o general mercenário espartano Xantipo para organizar sua
defesa contra as legiões romanas. Xantipo enfrentou Regulus na Batalha de Tunis, onde os
romanos sofreram pesada derrota.

[editar] As tempestades de 255 e 253 a.C.


Ao saber da derrota em Túnis, Roma enviou sua frota para resgatar os sobreviventes.
Cartago tentou impedir, mas foi derrotada na batalha naval de Hermaeum. Entretanto, no
retorno à Sicília, uma tempestade destruiu a maior parte dessa frota (quase 300 navios
destruídos).

Devido à tragédia, Roma teve que construir uma nova frota rapidamente. Essa frota foi
mandada para Sicília onde conquistou a cidade de Panormus (atual Palermo), a mais
importante sob o domínio de Cartago.

Após a vitória, parte da frota foi para África onde atacou algumas cidades, mas no retorno
foi novamente surpreendida por tempestades, perdendo cerca de 150 navios.

[editar] Cerco a Lilybaeum

Após alguns anos sem maiores batalhas, Cartago tentou reconquistar Panormus (atual
Palermo), mas foi derrotada. A vitória reanimou e encorajou as forças de Roma, que tinha
acabado de reconstruir sua frota. Roma cercou por terra e por mar Lilybaeum (atual
Marsala), a última cidade de Cartago na Sicília. Cartago mandou reforços para a cidade,
que sob comando de Himilco vinha conseguindo se defender.

A frota de Cartago sob comando do almirante Aderbal se encontrava próxima e apesar do


cerco, vinha conseguindo enviar suprimentos para a cidade.

Para terminar com esse problema, o cônsul Publius Claudius Pulcher decide atacar a frota
inimiga de surpresa, mas o ataque a Drepana (atual Trapani) é um fracasso completo,
tornando a batalha de Drepana a maior derrota naval dos romanos na guerra. Pouco depois,
o resto da frota romana que não havia participado da batalha foi destruída por tempestades
enquanto tentava cercar a frota de Aderbal. Depois disso, Cartago voltou a ter o domínio
marítimo na guerra e Roma ficou anos sem construir uma nova frota.

Em terra, o cerco a Marsala e à base naval de Trapani continuou, mas sem maiores avanços.

Assustada com o rumo que a guerra estava tomando, Roma nomeia Aulus Atilius Caiatinus
para ditador.

[editar] Amílcar Barca

Em 247 a.C. Amílcar Barca, pai de Aníbal Barca, tornou-se comandante das forças de
Cartago e começou a aproveitar o domínio marítimo para atacar cidades costeiras no Sul da
Península Itálica. No mesmo ano, ele se estabeleceu com seu exército próximo de
Panormus (atual Palermo), no meio do território inimigo. De lá, seus ataques a cidades
italianas se estenderam até Cumae (atual Cumas) e graças a esses ataques ele conseguia
suprimentos para suas tropas, visto que a essa altura da guerra a economia de Cartago e até
mesmo de Roma já estavam bastante abaladas. Apesar dos constantes ataques seu exercito
não apenas conseguiu se defender como avançou para Mt. Eryx (Monte San Giuliano).
[editar] A nova frota de Roma

Navio romano.

Devido à dificuldade enfrentada na guerra em terra contra Amílcar, Roma voltou a


construir uma frota visando acabar com a chegada de suprimentos por mar às tropas de
Cartago na Sicília.

Como o Estado não tinha mais condições de bancar essa nova frota, ela foi custeada pelos
cidadãos ricos que se organizaram em pequenos grupos cada um dos quais construindo um
navio. Assim Roma, mesmo falida pela guerra que já se estendia por mais de 20 anos,
conseguiu uma nova frota de 200 navios.

Em 242 a.C., a nova frota foi mandada para as proximidades de Lylibaeum (atual Marsala).
Ao saber da inesperada força naval romana, Cartago mandou sua frota com suprimentos
esperando que chegasse à base de Amílcar, onde embarcaria os experientes marinheiros sob
seu comando. Entretanto a frota foi avistada, o que resultou na batalha das Ilhas Aegates
(Ilhas Égadi) ganha pelos romanos. A cidade de Marsala acabou dominada, restando na
Sicília apenas a base de Amílcar, isolada e sem suprimentos que chegavam por mar.

Cartago, sem recursos para tentar qualquer manobra na guerra, aceitou a derrota e, sob o
comando de Amílcar, negociou um tratado de paz com Roma, pondo fim à guerra.

[editar] Conseqüências
Roma ganhou a Primeira Guerra Púnica após 23 anos do conflito e substituiu Cartago
como o poder naval dominante do mediterrâneo. No fim da guerra, ambos os estados
estavam esgotados financeira e demograficamente.

Para determinar as fronteiras finais de seus territórios, fizeram uma linha reta através do
mediterrâneo. Espanha, Córsega, Sardenha e África permaneceram com Cartago. Tudo ao
norte dessa linha foi incorporado por Roma.
A vitória de Roma foi influenciada extremamente por sua recusa persistente em admitir a
derrota e aceitando somente a vitória total. Além disso, a habilidade da república de atrair
investimentos privados no esforço de guerra, usando o patriotismo dos seus cidadãos para
bancar navios e tripulação, foi um dos fatores decisivos na guerra, principalmente quando
comparado com o descaso aparente da nobreza de Cartago em arriscar suas fortunas para o
bem comum. O fim da primeira guerra Púnica resultou também no nascimento oficial da
marinha romana, que no futuro proporcionou a expansão do Império Romano.

[editar] Termos de paz

Os termos da paz projetados pelos romanos eram particularmente pesados contra Cartago,
que não estava em posição de negociar. Foi imposto a Cartago:

• Evacuar a Sicília;
• Libertar seus prisioneiros de guerra sem resgate, mas pagar resgates para que os
seus fossem libertados;
• Não atacar Siracusa e aliados;
• Transferir para Roma um grupo de pequenas ilhas ao Norte da Sicília;
• Evacuar todas as pequenas ilhas entre a Sicília e a África;
• Pagar uma indenização de 2200 talentos em dez prestações anuais, mais uma
indenização adicional de 1000 talentos imediatamente.

Outras cláusulas determinavam que os aliados de cada lado não seriam atacados pelos do
outro e ambos os lados foram proibidos de levantar tropas dentro do território do outro. Isto
impedia Cartago de usar forças mercenárias romanas.

[editar] Perdas no conflito

O número de vítimas em cada lado é sempre difícil de determinar precisamente, devido à


parcialidade nas fontes históricas, dirigidas normalmente para realçar o valor de Roma.

Entretanto, considerando que (excluindo vítimas da guerra terrestre):

• Roma perdeu 700 navios (principalmente devido ao mau tempo e aos líderes
incompetentes) e ao menos parte de suas tripulações;
• Cartago perdeu 500 navios e ao menos parte de suas tripulações;
• Cada navio tinha aproximadamente 100 homens.

Chega-se à conclusão que, embora incertas, as vítimas eram definitivamente pesadas para
ambos os lados. O historiador Políbio comentou que a guerra foi, até então, o mais
destrutivo em termos de vítimas na história das guerras, incluindo as batalhas de Alexandre,
o Grande, o que pode dar uma idéia da dimensão do conflito. Olhando os dados do censo
romano do século III a.C., Adrian Goldsworthy notou que durante o conflito Roma perdeu
aproximadamente 50.000 cidadãos. Isto exclui tropas auxiliares e os homens no exército
sem status de cidadão, que estariam de fora da contagem principal.
[editar] Cartago após a guerra

Após a guerra, Cartago não tinha praticamente nenhum dinheiro e não pôde sequer pagar os
exércitos mercenários mobiliados. Isto conduziu a um conflito interno, a Revolta dos
Mercenários, ganha após duro esforço por Amílcar Barca.

Talvez o resultado político mais imediato da Primeira Guerra púnica tenha sido a queda
de Cartago como um poder naval principal. As condições assinadas no tratado da paz
comprometeram a situação econômica de Cartago e impediram a recuperação da cidade. A
indenização exigida pelos romanos causou uma tensão adicional nas finanças, forçando a
cidade a olhar para outras áreas de influência para obter o dinheiro para pagar Roma. Isso
resultou numa ocupação cada vez mais agressiva nas colônias de Hispania (atual Espanha),
o que mais tarde causou a Segunda Guerra Púnica.

Uma comparação interessante pode ser feita com a política da Alemanha após a derrota na
Primeira Guerra Mundial. O tratado de Versalhes levou à crise econômica e por
conseqüência a Segunda Guerra Mundial.

Para Roma, o fim da Primeira guerra púnica marcou o começo da expansão além da
península Itálica. A Sicília transformou-se na primeira província romana governada por um
praetor, em vez de um aliado. A Sicília se tornaria muito importante para Roma como uma
fonte de cereais. Em 238 a.C. Roma anexou a Sardenha como outra província e a Córsega
como um território (ambos perdidos por Cartago).

[editar] Cronologia

Principais batalhas da Primeira Guerra Púnica.

• 264 a.C. – Os Mamertinos pedem ajuda a Roma e Cartago para lidar com os
ataques de Hiero II de Siracusa. Ambas as cidades respondem ao pedido.
• 263 a.C.- Hiero II é derrotado pelo consul Mânio Valério Messala; Siracusa torna-
se aliada de Roma.
• 262 a.C.- Começa a intervenção romana contra a ocupação cartaginense da Sicília;
início do cerco de Agrigentum.
• 261 a.C.- Batalha de Agrigentum, que resulta numa vitória de Roma; os romanos
decidem construir uma marinha de guerra para ameaçar o poderio naval de Cartago.
• 260 a.C. – O primeiro encontro nos mares (Batalha de Lipari) é um desastre para
Roma; pouco depois, o consul Gaius Duilius ganha a batalha de Mylae e torna-se
num herói nacional.
• 259 a.C. – A guerra em terra estende-se à Sardenha e Córsega.
• 258 a.C. – Batalha naval de Sulci: vitória romana
• 257 a.C. – Batalha naval de Tyndaris: vitória romana
• 256 a.C. – Roma tenta invadir o território de Cartago no Norte de África. A marinha
cartaginense tenta intersectar a frota de transportes mas é derrotada na batalha de
Ecnomus. As tropas romanas desembarcam e conseguem uma primeira vitória na
batalha de Adys. Desenrolam-se negociações de paz, que resultam infrutíferas. A
guerra continua.
• 255 a.C. – Cartago contrata o general espartano Xanthippus para organizar a defesa
da cidade; o general é bem sucedido e derrota os romanos na batalha de Tunes. Os
sobreviventes são evacuados para Roma, mas a frota onde são transportados é
destruída por uma tempestade.
• 254 a.C. – Roma constrói nova frota de 140 navios de guerra.
• 253 a.C. – Os romanos organizam vários raides a cidades cartaginenses em África.
Depois de um sucesso moderado, regressam a casa e a frota é novamente destruída
pelas condições meteorológicas.
• 251 a.C. – Início do cerco de Lilybaeum.
• 249 a.C. – Cartago vence a batalha de Drepana (a sua única vitória naval) e põe fim
ao cerco de Lilybaeum. No mesmo ano Amílcar Barca consegue importantes
vitórias na Sicília. Roma nomeia um ditador para lidar com a situação, que será
Aulus Atilius Caiatinus.
• 248-242 a.C. – Combates esporádicos na Sicília; Roma constrói nova frota em 242.
• 241 a.C. – A 10 de Março ocorre a batalha das Ilhas Aegates (Ilhas Égadi); a vitória
romana é decisiva e põe fim ao conflito, obrigando Cartago a aceitar condições de
paz.

Hierão II
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Restos do monumento funerário de Hierão II em Siracusa

Hierão ou Hieron, feito rei com título de Hierão II (306 a.C. - 215 a.C.), foi tirano de
Siracusa, na Sicília entre 270 a.C. e 215 a.C..

Índice
[esconder]

• 1 Biografia
• 2 Curiosidade
• 3 Ver também

• 4 Referências

[editar] Biografia
Depois da marcha desastrosa de Pirro, rei de Épiro, à Sicília em 276 a.C., os siracusanos
nomearam a Hierão comandante de suas tropas. Reivindicava para si ascendência nobre,
como filho ilegítimo de Hierocles, que dizia-se descendente de Gelo, imperador no século
V a.C. Afirmou sua posição casando-se com Filistes, filha de Leptines, que era o cidadão
mais poderoso de Siracusa.

Em 270 a.C., derrotou aos mamertinos, em Centuripas, confirmando a vitória depois em


Milas, obrigando-os a refugiarem-ne em Messina. Após estas vitórias, Hierão voltou a
Siracusa, que já enfrentava as hostilidades dos cartagineses, ocasião em que foi eleito rei,
com o nome de Hierão II.

Em 265 a.C., tentou expulsar os mamertinos de Messina, aliando-se para tal a Cartago. Os
mamertinos chamaram Roma em seu auxílio, tendo início assim a Primeira Guerra Púnica.
Depois de um primeiro revés frente aos romanos, Hierão decidiu submeter-se a Roma em
263 a.C.[1], não interferindo no conflito romano-púnico, e conservando assim uma relativa
independência sob a tutela de Roma.
Com a sua morte, em 215 a.C., triunfou na cidade a facção que apoiava a aliança com
Cartago, durante a Segunda Guerra Púnica. Siracusa declarou, então, guerra a Roma,
ocasião em que os inventos de Arquimedes tiveram vital importância para a resistência
contra as forças navais romanas, mas não o suficiente para evitar que a cidade viesse a cair.

[editar] Curiosidade
Durante o reinado de Hierão II viveu em Siracusa o sábio grego Arquimedes, que entre
outras descobertas, formulou o princípio impulsão dos corpos, ocasião em que teria gritado
o famoso "Eureka! Eureka!" ("Encontrei! Encontrei!"').

[editar] Ver também


• Guerras Púnicas
• Magna Grécia

Referências
1. ↑ Grandes Impérios e Civilizações: Roma - Legado de um império.
1.ed. Madri: Ediciones del Prado, 1996. pp. 112 p.. 2 v. v. 1 ISBN 84-7838-740-4

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Categorias: Guerras púnicas | Inimigos e aliados da
ARQUIMEDES O SABIO DE SIRACUSA
Nascido possivelmente em 287 a.c, na colônia grega de Siracusa.Seu pai era um
conhecido astrônomo de nome Fídias.
Este fazia reuniões com filósofos de ciência, de modo que
influenciou muito o menino ainda pequeno, que foi logo foi se entusiasmando
com a ciência estudada e comentada por toda parte.
Os romanos não tinha tempo para estudar matemáticas
eles não pensavam nessas coisas se dedicavam ao militarismo de forma que tinham medo
de ARQUIMEDES
pois este era o mentor militar de siracusa.
Herói de guerra
Com a morte de Hiero II, subiu ao trono de siracusa um novo rei
que teve a infeliz idéia de aliar-se aos cartagineses então em guerra com Roma. Em
represália, uma frota romana foi imediatamente enviada para sitiar a cidade onde morava
Arquimedes.
Pessoalmente, o sábio poderia ter ficado quieto nos seus estudos,
mas seus compatriotas viam-no um inventor sábio para cuidar
da cidade contra seus oponentes.
Então, no dia em que a esquadra romana tentou atacar o porto de Siracusa, viu erguer-se
sobre as muralhas da cidade um espantoso tentáculo mecânico, munido de pinças
gigantesca.
E enquanto as embarcações de seus inimigos eram despedaçadas na frente
as que vinham se aproximando ao longe iam afundando afundando
com grandes saraivadas com a porá, mais outra gigantesta arma
progetada por arquimedes.
Após a invasão de seus inimigos,soldados o encontrarm estudando com seus inventos.
Destraido e calmamente trabalhando nas suas engenharias,
pediu ao soldado romano que não estragasse seus trabalhos.
Este por fim enfurecido com sua calmaria, o matou com a espada
e o mundo perdeu umas das maiores mentes de toda historia da
humanidade do tempo antigo.

H[i]erão ou H[i]éron I de Siracusa


( ~535 - 467 a.C.)
Tirano das colônias gregas de Gela e Siracusa (478-467 a.C.) nascido em Gela, que como sucessor do irmão
mais velho Gelão (~540-478 a. C.) desenvolveu uma política intervencionista na Magna Grécia. Filho e
segundo herdeiro do tirano Deinomenes de Gela, foi o braço direito do irmão quando este era governo, que o
nomeou como seu representante em Gela. Com a morte de Gelão (478 a.C.) assumiu o controle total daquelas
colônias com o título de Hierão I. Apoiou Síbaris na sua disputa com Crotona e também conseguiu evitar que
o sogro, Anaxilas do Régio, atacasse Locros. Apoiou a colônia grega de Cumas na vitória sobre os etruscos,
na batalha naval da baía de Nápoles (474 a. C.), encerrando o poderio naval etrusco. Continuando a política
de povoamento iniciada junto com o irmão, deslocou a população iônia da cidade de Catânia para Leontini,
refundou Catânia com colonos dórios e com o novo nome de Etna e nomeou seu filho Deinômenes como
governador. Grande incentivador da cultura, deu grande apoio aos artistas e intelectuais de sua época,
abrigando em sua corte poetas e filósofos como Ésquilo, Simônides e Epicarmo. Também apoiou as
competições esportivas e participou nos Jogos Olímpicos e nos Jogos Píticos como patrocinador das corridas
de cavalos. Suas vitórias foram celebradas com odes famosas por Píndaro e Baquílides. Foi sucedido pelo
seu irmão Trasíbulo, que seria derrubado do poder um ano depois, durante uma revolta dos estados da Sicília,
que terminou com o tiranato e instalou a primeira democracia naquela cidade-estado grega. Outro tirano local
famoso em Siracusa com esse mesmo nome foi Hierão II (306-215 a. C.), tirano por 55 anos (270-215 a.C.).

H[i]erão ou H[i]éron II de Siracusa


(306 - 215 a. C.)
Tirano de Siracusa por 55 anos (270-215 a. C.), diplomata culto e corajoso que desempenhou um papel
preponderante na Primeira Guerra Púnica e ainda era rei de Siracusa no início da Segunda Guerra Púnica.
Depois da desastrosa marcha de Pirro, rei de Épiro, à Itália e a Sicília (281-276 a. C.), na tentativa de criar
um Império grego do Ocidente, abrangendo o sul da Itália e a ilha sicíliana, ele foi escolhido comandante das
tropas locais. Depois da morte de Pirro, rei de Épiro, em Argos, no Peloponeso (272 a. C.), foi-se a derradeira
tentativa de salvar o helenismo ocidental, perante as ambições romanas e púnicas e a independência da Magna
Grécia terminou com a queda de Tarento (272 a. C.). Ele declarou-se nobre, como filho ilegítimo de
Hiérocles, e descendente de Gelão (~540-478 a. C.), um histórico tirano local do século V a. C. e casou-se
com Filistes, filha de Leptines, o mais poderoso cidadão de Siracusa. Em seguida derrotou os inimigos
mamertinos, em Centuripas e definitivamente em Milas (270 a. C.). Os mamertinos eram mercenários
campanienses trazidos por Agátocles, sogro de Pirro, que se apossaram de Messina (289 a. C.), cidade
sicíliana de enorme importância e que hoje dá o nome ao estreito que separa a ilha do sul da Itália. Depois de
expulsar os mamertinos para Messina, voltou a Siracusa para ser aclamado rei, com o nome de Hierão II.
Aliou-se aos cartagineses e com isso atraiu o ataque dos romanos (265 a. C.) dando início a Primeira Guerra
Púnica. Derrotado decidiu submeter-se a Roma (263 a. C.), permanecendo sem perder a coroa, mas sob a
tutela de Roma e assim permaneceu rei até sua morte, em Siracusa. Logo após sua morte (215 a. C.), a cidade
voltou a se aliar com Cartago, durante a Segunda Guerra Púnica. Na história desta guerra, a cidade foi sitiada
pelos romanos, que resistiu ao cerco durante mais de dois anos (215-212 a. C.) graças aos inventos defensivos
de Arquimedes. Porém essa resistência contra as forças navais romanas do cônsul Marcelo, não foi
suficiente para evitar a queda da cidade e o conseqüente assassinato de Arquimedes (287-212 a. C.). Sobre
este cientista, o maior cientista e matemático da antiguidade e que viveu quase toda sua vida em Siracusa, o
tirano tinha-lhe a mais elevada consideração e prestava-lhe as mais respeitosas atenções. Entre os dois ficou
histórico o episódio denominado Eureka, freqüentemente repetido em livros de história e de ciências.