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CULTURA

Cultura é o conjunto acumulado de símbolos, idéias e produtos


materiais associados a um sistema social, seja ele uma sociedade inteira ou
uma família. Juntamente com ESTRUTURA SOCIAL, POPULAÇÃO e
ECOLOGIA, constitui um dos principais elementos de todos os sistemas
sociais e é conceito fundamental na definição da perspectiva sociológica.
A cultura possui aspectos materiais e não-materiais. A cultura material
inclui todo o que é feito, modelado ou transformado como parte da vida
social coletiva, da preparação do alimento à produção de aço e
computadores, passando pelo paisagismo que produz os jardins do campo
inglês. A cultura não-material inclui SÍMBOLOS –de palavras à notação
musical-, bem como as idéias que modelam e informam a vida de seres
humanos em relações recíprocas e os sistemas sociais dos quais participam.
As mais importantes dessas idéias são as ATITUDES, CRENÇAS, VALORES E
NORMAS.
É importante notar que cultura não se refere ao que pessoas fazem
concretamente, mas às idéias que têm em comum sobre o que fazem o os
objetos materiais que usam. O ato de comer com pauzinhos ao invés de
com talheres, ou com as mãos, por exemplo, não faz parte da cultura. O que
os homens fazem é que torna visível a influência da cultura. Os pauzinhos
de comer em si, contudo, constituem na verdade uma parte da cultura,
como também as expectativas comuns que definem esse ato como maneira
apropriada, e mesmo esperada, de comer em certas sociedades.
A distinção entre cultura, por um lado, e o que fazemos, por outro, é
importante porque o poder e a autoridade da cultura na vida humana têm
origem principalmente em nossa experiência da mesma como algo externo
a nós e que transcende o que fazemos na realidade. Nossa aparência ou
comportamento podem conformar-se ou desviar-se dos padrões culturais,
mas aparência ou comportamento não são em si partes da cultura e não
devem ser confundidos com esses padrões. O que torna uma idéia cultural,
e não pessoal, não é simplesmente o fato de ser comum a duas ou mais
pessoas: ela deve ser vista e vivenciada como tendo uma autoridade que
transcende os pensamentos do indivíduo. Não consideramos um símbolo ou
uma idéia como culturais porque a maioria das pessoas dele compartilha;
na verdade não temos meios de saber o que a maioria das pessoas numa
sociedade pensa. Em vez disso, supomos que a maioria das pessoas
compartilha de uma idéia cultural porque a identificamos como cultural.