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TEORIA DA NORMA JURIDICA 71 modo de enunciacao, da forma de prescricao, da forma de sancao, do ambito de aplicacao, das conseqtiéncias, da densidade normati- va, da funcao e do modo de aplicagao de cada norma. Uma classificagao esquematica segundo esses critérios encon- tra-se no Quadro sinotico 4. Neste capitulo utilizamos varios simbo- los para explicar a estrutura das normas. Para facilitar a leitura ela- boramos 0 Quadro sinotico 5, indicando o significado dos simbolos empregados. 3.1 Quanto ao destinatario O destinatario geral da norma juridica é 0 ser humano. A nor- ma é um dever ser que objetiva influenciar o nosso comportamento. A norma possui duas partes: a parte descritiva e a parte prescritiva. Tomemos 0 exemplo do art. 1.303 do Codigo Civil: “Na zona rural, nao sera permitido levantar edificacdes a menos de trés metros do terreno vizinho”. Inicialmente, a norma descreve determinada conduta humana, algo que pode ocorrer na realidade: “levantar edi- ficacdes a menos de trés metros do terreno vizinho na zona rural”. Lendo atentamente esse artigo vemos que, além da descri¢ao, 0 legislador emite uma ordem em relacdo a situacdo descrita na nor- ma. Diz que “nao sera permitido”, ou seja, proibe levantar edifica- ¢des a menos de trés metros do terreno vizinho na zona rural. Essa € a prescricao emitida pelo legislador. Quem deve seguir essa prescri- ¢4o? A norma em exame nao define explicitamente seus destinata- rios. Entendemos, porém, que sao destinatarios da norma todos aque- les que desejam construir em qualquer zona rural do pais. O numero e as caracteristicas dos destinatarios dependem do tipo da norma. A norma pode dirigir-se a todos os seres humanos, aos nacionais, aos funcionarios publicos, aos aposentados, aos indios, aos presos, até a uma nica pessoa. Podemos, assim, distinguir entre normas gerais e individuais. As normas gerais abrangem grupos muito amplos, cujos inte- grantes nao sao conhecidos no momento da criagao da norma. Exem-