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Linhas, Micro-ondas e Antenas Klystrons nao so mais tao utilizadas na maioria dos equi- pamentos de micro-ondas. Diodos Gunn tém substituido as valvulas klystrons de reflexes menores em aplicacéo de geracdo de sinais porque eles so menores e de mais baixo custo e néo necessitam de tensdes de alimentacao CC altas, ‘As maiores vlvulas Kystrons de multicavidade estdo sendo substituidas por tubos de ondas progressivas (TWTs) em aplicacées de alta poténcia >> Magnetrons Outra valvula de micro-ondas utilizada 6 a MAGNETRON, uma combinacao simples de um diodo a valvula com ressonado- res de cavidade embutidos e um ima permanente extrema mente poderoso. Uma montagem de uma magnetron tipica mostrada na Figura 3-40 consiste em um anodo circular no qual foi usinado um ntimero par de cavidades de ressonan- cla. O didmetro de cada cavidade é igual a meio comprimen- ‘to de onda na frequéncia de operacao desejada. O anodo & geralmente feito de cobre e é conectado a uma tensao CC Positiva alta. No centro do anodo, chamado de cAmARA DEINTERAGKO, é um catodo circular que emite elétrons quando aquecido. Em valvulas diodo normais, os elétrons fluem diretamente do Percurso do elétron Cavidades \digmetro 8 fae “Anode com tenséo +CC - Saida Cimarade interacao Catodo ‘Nota: O campo magnético ¢ perpendiculara pagina. Figura 3-40 Uma valvula magnetron usada como um oscilador. catodo para o anodo, fazendo fluir uma alta corrente. En= {tretanto, em uma valvula magnetron, o sentido dos elétrons: € modificado porque a valvula é rodeada por um campo: magnético forte. O campo é normalmente fornecido por um ima permanente em forma de C centrado sobre a céma~ ra de interacao. Na figura, 0 campo ¢ rotulado perpendicular 4 pagina, isso significa que as linhas de forca poderiam en- trar osairda pagina, dependendo da construcio da valvula, Os campos magnéticos dos elétrons que se mover intera- ‘gem com 0 forte campo fornecido pelo ima. O resultado é: que 0 percurso do fluxo de elétrons do catodo para 0 ano- do nao é em linha reta, mas curva, Ajustando corretamente a tensdo do anode e a intensidade do campo magnético, é possivel fazer os elétrons se encurvarem de tal forma que eles raramente alcancem 0 anodo e causem o fluxo de cor- rente, O percurso torna-se laos circulares, como ilustrado na Figura 3-40, Eventualmente, os elétrons atingem 0 ano- do.e causam o fluxo de corrente. Ao ajustar a tenséo CC do ‘nods e a intensidade do campo magnético, o percurso dos. elétrons torna-se circular. Ao fazer seus percursos circulares na cdmara de interaco, os elétrons excitam as cavidades de ressonancia levando-as 8 oscilacao. Portanto, a magnetron & tum oscilador, endo um amplificador. Uma espira em uma ca- vidade fornece a saida. ‘Magnetrons séo capazes de desenvolver niveis extremamen- te altos de energia de micro-ondas. Podem ser produzidos mithares ¢ até milhées de watts de energia por uma magne- tron. Quando operada em um modo pulsado, as magnetrons podem gerar varios megawatts de poténcia na regido de micro-ondas. Magnetrons pulsadas sio normalmente usadas em sistemas de radar. Magnetrons de ondas continuas tam- bbém sao usadas e podem gerar centenas e até milhares de watts de poténcia, Uma aplicasao tipica para uma magnetron de onda continua é para fins de aquecimento em fornos de rmicro-ondas. >> Tubos de ondas progressivas Um dos mais versateis amplificadores de poténcia RF em tmicro-ondas é 180 DE ONDA pRocnEssiva (TWT ~ TRAVELING: -WAVE TuBE), que pode gerar centenas e até milhares de wat- ts de poténcia de micro-ondas. A principal virtude do TWT uma banda extremamente larga. Ele ndo é ressonante em uma nica frequéncia. AFigura 3-41 mostra a estrutura bésica de um tubo de onda progressiva, Ele consiste em um catodo com um filamento de aquecimento mais um anodo que é polarizado positivamen- ‘eppara aceleraro feixe continuo de elétrons e para focalizé-o em um feixe estreito. Os elétrons séo atraidos por uma placa positiva chamada de coletor na qual é aplicada uma tensao ‘comprimento de 1 pé aalguns pés. £m qualquer caso, ocom- primento do tubo é normalmente varios comprimentos de ‘onda na frequéncia de opera¢ao. imas permanentes ou ele- troimas em torno do tubo mantém os elétrons firmemente focalizados em um feixe estreito. Envolvendo 0 comprimento do tubo de onda progressiva existe uma espiral ou bobina. O feixe de elétrons passa pelo ‘exo da espiral. O sinal de micro-ondas para ser amplificado € aplicado na extremidade da espiral proxima ao catodo ea da é obtida a partir da extremidade da espiral proxima ao jetor. O propésito da espiral é fornecer um caminho para inal RF que vai desacelerar a sua propagacéo. A propaga- 0 do sinal RF ao longo da espiraléfeita aproximadamente 8 velocidade do feixe de elétrons de catodo para cole- Aespiral & configurada de modo que a onda progressiva longo dela saja ligeiramente mais lenta do que o feixe elétrons. ;passagem do sinal de micro-ondas na espiral produz cam- s elétricos e magnéticos que interagem com o feixe de trons. O efeito sobre o feixe de elétrons é similar a0 que ‘CC muito alta. Os tubos de ondas progressivas podem ter 0 - corre em um tubo klystron. O campo eletromagnético pro- duzido pela espiral faz com que os elétrons sejam acelera- dos e desacelerados. Isso produz modulacéo da velocidade do feixe, que por sua vez produz modulagio de densidade. Obviamente a modulagao de densidade faz concentracées de elétrons formarem grupos distanciados de um compri- mento de onda. Essas concentracdes de elétrons percorrem © comprimento da vélvula em direcao ao coletor. Uma vez que o feixe de elétrons de densidade modulada esté, essen- ialmente, em sintonia com a onda eletromagnética que percorre a espiral, as concentracdes de elétrons induzem tensdes na espiral que reforcam a tensdo existente. O resul- tado é que a intensidade do campo eletromagnético sobre a espiral aumenta & medida que a onda percorre o tubo em diregao ao coletor. No final da espiral, o sinal & consideravel mente ampliado. Normalmente, é usado um cabo coaxial de estruturas de guia de onda para extrair energia da espiral. Tubos de ondas progressivas podem ser feitos para am- plificar sinais em uma faixa desde UHF até centenas de gi- > Tubos de micro-ondas diversos Em Um OSCILADOR DE ONDA INVERSA (BWO ~ BACKWARD WAVE OS- ‘cattator), uma variago da TWT, a onda se desloca a partir do. anodo do tubo de volta para o canhéo de elétrons, onde é ex- traida. BWOs podem gerar até centenas de watts de poténcia de micro-ondas na faixa de 20 a 80 GHz. A frequéncia de ope- racao do BWO pode facilmente ser ajustada pela variagdo da tensao de coletor. ‘GynoTRoNs, que so construidas e operam como klystrons, so usadas para a amplificagdo em frequéncias de micro-on- das acima de 30 GHz dentro da faixa de ondas milimétricas. Elas também podem ser conectadas para operar como os- ciladores. Gyrotrons séo 0s tinicos dispositivos disponiveis atualmente para amplificacio de poténcia e geracio de sinal na faixa de ondas milimétricas. UM AMPLIFICADOR DE CAMPO CRUZADO (CFA - CROSSED-FIELD AM- Purier) é similar a uma TWT. Seu ganho é menor, mas é um_ pouco mais eficiente. Para uma determinada poténcia, a ten- so de operacio de um CFA é normalmente inferior ao de uma TWT, A largura de banda é aproximadamente de 20 a 660% da frequéncia de projeto, Podem ser alcancados niveis de poténcia de até alguns megawatts no modo de pulso. a >> Antenas de micro-ondas Todas as antenas que discutimos no Capitulo 2 também po- dem ser usadas em frequéncias de micro-ondas. No entanto, sas antenas serdo extremamente pequenas. Em 5 GHz um dipolo de meia-onda é um pouco menor do que 1 polegada ‘e uma antena vertical de um quarto de onda ¢ ligeiramente inferior a 0,5 polegada de comprimento. Essas antenas po- dem, naturalmente, radiar sinais de micro-ondas, mas de forma ineficiente. Por causa da transmissao de sinais de mi- cto-ondas em linha de visada direta, séo preferiveis antenas altamente diretivas porque elas no desperdicam a energia itradiada e porque proporcionam um aumento no ganho, o que ajuda compensar os problemas de ruldo em frequéncias de micro-ondas. Por esses motivos importantes, as antenas altamente diretivas, de alto ganho, sio normalmente utiliza- das em aplicacbes de micro-ondas. | Nas frequéncias baixas de micro-ondas, menos de 2 GHz, normalmente sao utilizadas antenas padrao, incluindo o polo e suas variagdes, como as antenas gravata-borboleta, Yagi e plano-terra. Qutra variacdo € 0 REFLETOR DE CANTO mOs- trado na Figura 3-42. Essa antena é um dipolo de meia-onda mais espesso e de ampla largura de banda alimentado com cabo coaxial de baixas perdas, Por tras do dipolo est um refletor feito de chapa de metal sélido, um grupo de hastes horizontals espacadas ou, ainda, uma tela de maha fina para reduzira resisténcia a0 vento. Esse arranjo permite uma me- thor reflexdo do que uma haste reletora usada em uma Yagi, de modo que o ganho é maior. E BOM SABER Antenas especiais de alto ganho ov alta cietvidade, sao utilizadas em aplicagtes de micro-ondas porque nao desper- igam a energia irradiada, Elas também proporcionam urn ‘aumento no gant que ajuda 2 compensaros problemas cam ruldo nessas frequéncias. 0 Angulo do refletor & geralmente 45°, 60° ou 90°. 0 espa- ‘camento entre 0s dipolos ¢ o refletor de canto é geralmente na faixa de aproximadamente 0,25A e 0,75A. Dentro desse intervalo de espacamento, o ganho varia apenas cerca de 1,5dB. No entanto, a impedancia do ponto de alimentagao do dipolo varia consideravelmente com o espacamento. O espacamento em geral é ajustado para um melhor casamen- to de impedancia. E comum o uso de cabo coaxial de 50 ou 75 ©, que é relativamente facil de casar. Um dipolo dobra- do também pode ser usado se a antena operar nas faixas de UHF ou VHF. O ganho global de uma antena com refletor de canto é de 10. 15 dB. Ganhos mais altos podem ser obtidos com um refletor parabélico, mas os refletores de canto so mais faceis de construire muito menos dispendiosos. >> Antenas corneta Como discutido anteriormente, os gulas de onda sao 0 tipo mais predominante de linha de transmisséo usado com si- nnais de micro-ondas, Abaixo de cerca de 6 GHz, cabos co- eon Supe Dipole inna Sasa = x Y setexso Uinhade == almentagio Lipa sta lites Visa fona Figura 3-42 Umrefletor de canto usado com um dipolo para frequéncias balxas de micro-ondas. axiais especiais podem ser utilizados de forma eficaz se as distancias entre a antena e 0 receptor ou transmissor tém menos de 50 pés. Na maioria dos sistemas de micro-ondas, uias de onda séo preferidos por causa de sua baixa perda. Portanto, antenas de micro-ondas devem ser alguma exten- so do guia de ondas ou compativel com o mesmo. Guias de ondas so, naturalmente, radiadores ineficientes se sua extremidade for deixada aberta. O problema com 0 uso de ‘um guia de ondas como um radiador & que ele fornece um casamento de impedincia ineficiente com 0 espago livre, € esse descasamento resulta em ondas estacionérias e potén- cia refletida. O resultado é uma tremenda perda de poténcia dio sinal irradiado. Esse descasamento pode ser compensado simplesmente alargando a extremidade do guia de ondas para criar urna ANTENA CoRNETA, como mostra a Figura 3-43. Quanto mais longo e gradual for esse alargamento, melhor ‘0 casamento de impedncia e menor a perda. Uma antena ccometa tem excelentes ganho e ditetividade. Quanto maior ‘2 comneta, maior 0 seu ganho e diretividade. Diferentes tipos de antenas corneta podem ser criados por ‘alargamento da extremidade do guia de ondas de diferentes -maneiras. Por exemplo, o alargamento do guia de ondas em. ‘Guia de ondas retangular soca ou \ abertura > da cometa Gargalo da comneta Sentido da radiagio Figura 3-43 Antena cometa bisica. apenas uma dimenséo cria uma cometa setorial, como mos- tra.a Figura 3-44(a) e (b). Dols dos lados da cometa perma- rnecem em paralelo com os lados do guia de ondas, ea outra dimenséo é alargada. 0 alargamento nas duas dimens6es da cometa produz uma cometa piramidal, como mostra a Figu- 1 3-44(c). Se for usado um guia de ondas circular, o alarga~ mento produz uma comneta conica, como na Figura 3-44(0), BOM SABER ‘Antenas grandes em estactes terrestres usam a configuracao. Cassegrain O ganho e a diretividade de uma comneta sao uma fungio reta de suas dimensdes; as dimensdes mais importantes so © comprimento da cometa, adrea de abertura eo Angulo de abertura (Figura 3-45). (© comprimento de uma corneta tipica é geralmente de 2A a 15A na frequéncia de opera¢éo. Supondo uma frequén- cia de operacio de 10 GHz, o comprimento de A é 300/f 300/10,000 = 0,03 m, onde f é dado em megahertz. Um comprimento de 0,03 m é igual a 3 cm; 1 polegada é igual 2,54 centimetros, portanto, um comprimento de onda em 10.GHz 63/2,54 = 1,18 polegada. Assim, uma cometa tipica ‘em 10GHz poderia ter um comprimento de cerca de 2% a 18 polegadas. Cometas mais longas sdo, naturalmente, mais di- ficeis de montar etrabalhar, mas proporcionam maior ganho e melhor diretividade. A abertura é a drea do reténgulo formado pela abertura da cotneta e é 0 produto da altura (h) pela largura (w) da come- ta, como mostra a Figura 3-45. Quanto maior essa érea, maior o ganho e diretividade. O angulo de abertura também afeta ganho e diretividade. Angulos de abertura tipicos varia de cerca de 20° a 60°. Obviamente, todas essas dimensdes estao, inter-relacionados. Por exemplo, aumentando 0 angulo de abertura, aumenta a rea de abertura e, para uma dada area abertura, diminuindo comprimento aumenta o angulo de abertura, Qualquer uma dessas dimensoes pode ser ajustada para atingir 0 objetivo de projeto desejado. Largura do feixe. Lembre-se quea diretividade de uma antena é medida em termos de largura de feixe, o angulo for- mado pelas linhas que se estendem do centro da curva de resposta da antena para os pontos de 3dB de atenuacéo. No capitulo 3 » Comunicagzo em micro-ondas Linhas, Micro-ondas e Antenas (a) ) ~N @ Figura 3-44 Tipos de antenas cometa. (a) Cometa setorial (6) Corneta setorial. c) Corneta piramidal.(d) Cometa cSnica. exemplo da Figura. 3-46, a largura do feixe é de aproximada- mente 30°, Antenas cometa tém normalmente um angulo de fixe na faixa de 10° 60°. O sinal iradiado a partir de uma antena é tridimensional. 0 padrio de diretividade indica 0 padrao de radiagéo horizon- tal da antena. A antena também tem um padrdo de radiagao vertical. A Figura 3-47 & um grafico tipico de um padréo de radiacao vertical de uma antena corneta. Em cornetas pira- midais e cénicas,alargura do feixe vertical costuma ser apro- ximadamente 0 mesmo angulo da largura de feixe horizon- tal. Isso no é verdade para cornetas setoriais. Vista lateral Vista frontal ae Comprimento _ | Angulo de abertra jews AnH XW Area de aberturs Abertura do guia de ondas Figura 3-45 Dimensées de uma comneta. A largura de feixe horizontal 8 de uma corneta piramidal & calculada usando 2 expresso =. WA conde w = largura da cometa + = comprimento de onda da frequéncia de operacdo Como exemplo, suponha uma frequéncia de operacao de 10 GHz (10.000 MHz), que dé um comprimento de onda de 0,03 m, como calculado anteriormente, Se a cometa piramidal for 10cmde altura e 12 em de largura, a largura do feixe seré 80/ (0,12/0,03) = 80/4 = 20°. Ganho. 0 ganho de uma cometa piramidal também pode ser calculado a partir de suas dimens6es. O ganho de potncia aproximado de uma antena cometa é G= 4m x conde A = abertura da cometa, m? A = comprimento de onda, m = constante derivada do quao uniformementea fase 2 amplitude dos campos eletromagnéticos sé0 distribuidos pela abertura ‘Figura 3-46 Diretividade de uma antena conforme medido pela largura de feixe, (0s valores tipicos de K esto entre 0,5 0,6. _ Jomemos como exemplo a corneta descrita anteriormente {altura = 10 cm; largura = 12 cm).A drea de abertura é A= altura X largura = 10 X 12 = 120cm* = 0,012 m* Afrequéncia de operacio é 10 GHz, de modo que A = 0,03 m ‘ou 3 cm. Oganhoé 4(3,14)(0,50,012) _ 007536 _ g5 7 (0,03) 0,009 Figura 3-47 Diretividade vertical de uma antena, Essa é a relacdo de poténcia P. Para encontrar 0 ganho em decibéis, a formula de poténcia padrao ¢ utilizada: B= 10logP onde P éa relacdo de poténcia ou ganho. Neste caso, dB = 10 log 83,7 0(1,923) = 19,23 Esse 6 0 ganho de poténcia da corneta em relacéo a um di- polo de meia-onda padrao ou vertical de um quarto de onda. Largura de banda. A maioria das antenas tem uma largura de banda estreita porque elas séo ressonantes em apenas uma frequéncia, Suas dimensdes determinam a fre- quéncia de operacao. A largura de banda é uma considera- ‘cao importante nas frequéncias de micro-ondas porque 0 espectro transmitido em portadora de micro-ondas é geral- mente muito amplo, de modo que uma quantidade consi- deravel de informagées pode ser transportada. As cornetas so essencialmente nao ressonantes ou aperiédicas, ou seja, elas podem operarem uma ampla faixa de frequéncia. Alargura de banda de uma antena cometa tipicaé cerca de 10% da frequéncia de operacéo. A largura de banda de uma corneta em 10 GHz é de aproximadamente 1 GHz. Essa lar- ura de banda é enorme, larga o suficlente para acomodar ‘quase qualquer tipo de sinal de modulagdo complexo. >> Antenas parabélicas ‘Antenas corneta séo usadas sozinhas em muitas aplicacoes de micro-ondas. Quando é desejavel maiores ganho e dire- tividade, usa-se uma corneta em conjunto com um refletor pparabélico. Um RerLeToR parAs6uico é uma estrutura em for- ma de prato grande feita de metal ou uma tela. A energia inradiada pela cometa est apontada para 0 refletor, que concentra a energia irradiada num feixe estreito e o reflete em direcdo ao destino. Devido & forma parabdlica Unica, as ondas eletromagnéticas so concentradas em um feixe ex: tremamente pequeno. Larguras de feixe de apenas alguns {graus s80 tipicas com refletores parabélicos. claro, tis lar- uras de feixe estreitas também representam ganhos extre- mamente altos, Uma parabola é uma figura geométrica comum. Veja Figura 3-48, Uma dimensao importante de uma parébola é uma li: nha tragada a partir de seu centro no ponto Z para um ponto ro eixo identificado por F, que é o ponto focal, As extremida- capitulo 3.» Comunicagao em micro-ondas Linhas, Micro-ondas e Antenas ? {ponto focal Pardbola Figura 3-48 Vista em corte de uma antena parabdlica des de uma parabola, teoricamente, se estendem para fora or uma distancia infinita, mas para aplicacbes praticas, so limitadas. Na figura, os limites si0 mostrados pela linha tra- » Linhas, Micro-ondas e Antenas Refletor parabélicg, Refletor 5 hiperbotico Foco da © pardbolae a hipérbole Figura 3-51 Alimentacdo Cassegrain. A alimentacao Cassegrain tem algumas vantagens sobre a configuragio de alimentacéo na Figura 3-50. A primeira 6 quea linha de transmissao de guia de onda é mais curta, Além disso, as curvas radicais no guia de onda sao elimi das. Essas duas caracteristicas contribuem para uma menor atenuacao do sinal. A figura de ruido também melhora um pouco. A maioria das antenas de estacdes terrestres usa a configuracio de alimentacéo Cassegrain. Muitas outras configuracdes de alimentacao foram desen- volvidas para refletores parabélicos. Em antenas usadas para recepcao de TV via satélite, nao é usado guia de ondas. Em vez disso, uma antena cometa montada no ponto focal 6 geralmente alimentada com um largo cabo coaxial de micro-ondas. Em outros sistemas de antenas grandes, sio Usadas varias configuragdes mecanicas para permitir que a antena possa ser rotacionada ou que sua posi¢ao seja de outra forma alterada fisicamente. Muitas antenas de estacéo terrestre devem ser configuradas de forma que o azimute ea elevacdo delas possam ser alterados para garantir a orienta- G0 adequada para a antena receptora. Isso ¢ especialmente verdadeiro para antenas utilizadas em sistemas de comuni- cagdo via satélite, EXEMPLO 3-4 ‘Uma antena de rfletor parabélico tem um diametro de 5 pés. Cal- ‘cule (a) a menor frequencia de operacdo possivel, (8) 0 ganho em 15 GHze (c) a largura de fei em 15 GHz, (A frequéncia minima de servigo ocore quando o diametro da parabdlica é A.) 984 foe = Spés fu = 9A = 1868 We ‘b. 1 metro corresponde a 3,28 pés, de modo que 5/3,28 = 1,524 m. 15 GHz = 15.000 MHz 300 300 ae 2 q 6 =9(2} ofiszt} 31.838,5 —(elacan de densidade ah MORE de poténcia) ‘dB = 10 log 34.838,6 = 45,42 70 _ 70% _ 700,02) Dh D828 Alguns sistemas sofisticados usam muitiplas cometas ern um Unico refletor. Esses alimentadores miltiplos permitem que alguns sinais em frequéncias diferentes sejam radiados ou recebidos com uma grande estrutura de reflexao. >> Antenas helicoidais Uma ANTENA HELICOIDAL, como o préprio nome sugere, é helicoide de fio (Figura 3-52). Um suporte de isolamento central € usado para manter 0 fio grosso ou tubo formatado ‘em uma bobina circular ou helicoide. O diametro da helicoi- de é normalmente um terco do comprimento de onda, € 0 espacamento entre espiras é aproximadamente um quarto de onda. A maioria das antenas helicoidais usa de 6 a 8 espl- ras. Uma antena de plano-terra quadrada ou circular ou um refletor & usado atrés da helicoide, A Figura 3-52 mostra uma linha de alimentacao coaxial, Antenas helicoidais sio ampla- mente utilizadas em faixas de VHF e UHF. © ganho de uma antena helicoidal esté normalmente na faixa de 12 20 dB e larguras de feixe que variam de apro- ximadamente 12° a 45°, Embora esses valores no se com- prem favoravelmente com aqueles obtidos com cornetas e refletores parabélicos, as antenas helicoidais sao favorecidas ‘em muitas aplicagdes devido & simplicidade e ao baixo custo. ‘A maioria das antenas transmite campos eletromagnéticos polarizados verticalmente ou horizontalmente. No entanto, ‘com uma antena helicoidal, o campo eletromagnético gira. Refletor de plano-terra ~ circular ou quadrado / og Diametro da helicoide Sentido a Bobina helcoidal radiagso alimentagéo coaxial “J Figura 3-52. Antena helicoidal Isso € conhecido como rouanizacko cincutar. Dependendo do sentido do enrolamento da helicoide, pode ser produzida ‘uma polarizacao circular & direita (sentido horério) ou a es- querda. (sentido anti-horério). Devido & natureza de rotacéo do campo magnético, um sinal polatizado circularmente pode facilmente ser recebido por qualquer antena de recepcao de polarizac3o vertical ou horizontal. Uma antena helicoidal tam- ‘bém pode receber facilmente sinais polarizados horizontal ‘ou verticalmente. No entanto, note que um sinal polarizado circularmente 8 direita nao pode ser captado por urna antena polarizada circularmente & esquerda e vice-versa. Portanto, antenas helicoidats utilzadas em enlaces de comunicacéo de transmissao e recepcéo devem ter a mesma polarizacao. Para obter maior ganho e menor largura de feixe, algumas antenas helicoidais podem ser usadas ern uma matrizem um arranjo com refletor comum. Uma configuragao comum é lum grupo de quatro antenas helicoidais. >> Antenas bicénicas A maioria das antenas de micro-ondas é altamente direcional. Mas em algumas aplicagbes pode ser necesséria uma antena ‘omnidirecional. Uma das antenas de micro-ondas omnidi- recionais mais utilizadas é a icowica (Figura 3-53). Os sinais so alimentados nas antenas bicdnicas através de um guia de onda circular que termina em um cone alargado. O cone supe- rior age como um refletor,fazendo o sinal ser irradiado igual- mente em todos os sentidos com uma largura de feixe vertical Suporte central solante muito estreita, Uma versio do bicone substitu o cone superior por um disco plano horizontal que executa a mesma funcéo. EBOM SABER Antenas slot séo amplamente utilizadas em aeronaves de alta velocidade, porque elas podem ser integradas na superficie metalica do avo e, prtanto, nao interferem na dinémica do fiuxo de ar em altas velocidades. >> Antenas Slot Uma anrena stot (Fewoa) é um radiador feito cortando uma fenda de meio comprimento de onda em uma folha condu- tora de metal ou em um lado ou em cima de um guia de on- das, Aantena slot bésica éfeita cortando uma fenda de meio comprimento de onda em uma folha de metal grande. Ela tem a mesma caracteristica de uma antena dipolo padrio, desde que a folha de metal seja muito grande em compara- «So com A na frequéncia de operacéo. A forma mais comum de fazer uma antena slot é mostrada na Figura 3-54. A fenda deve ter um comprimento de meta-onda na frequéncia de ‘operacdo. A Figura 3-54(a) mostra comoas fendas dever ser, posicionadas no guia de ondas para irradiar. Se as fendas so posicionadas nas linhas de centro dos lados do guia de on- das, como na Figura 3-54(6), elas nao vo irradia. Comunicagao em micro-ondas capitulo 3» Linhas, Micro-ondas e Antenas Guia de ondas circular Figura 3-53 Antena bicénica omniditecional. Algumas fendas podem ser cortadas em guia de ondas mes- mo para criar um conjunto de antenas slot (Figura 3-55). Ar- ranjos de fendas, que séo equivalentes aos arranjos aciona- dos com muitos elementos, tém melhor ganho e diretividade do que as antenas de fenda tinica. Antenas slot so muito utilizadas em aeronaves de alta velo- cidade. Antenas externas seriam arrancadas em velocidades to altas ou retardaria a aeronave. A antena slot pode ser in- Linhas de centro A xtremidade fechada (a) oucomterminacéo tegrada na superficie metdlica da aeronave. A fenda em si é preenchida com um material isolante para criar uma super- ficie lisa. >> Antenas de lentes dielétricas Como discutido anteriormente, as ondas de radio, semelhan- temente as ondas de luz, podem ser refetidas, refratadas, fratadas e manipuladas de outra forma. Isso é especialmente verdadeiro para micro-ondas, que estio proximas da frequén- cia da luz. Assim, uma antena de micro-ondas pode ser cada através da construgso de um dispositivo que funciona como uma lente para micro-ondas, assim como vidro ou plastico pode servir como uma lente para as ondas de luz, Essas ANTE- INAS DE LENTES DieLETRICAS usam um material dielétrico especial para colimar ou focalizar as micro-ondas de uma fonte em um feixe estreito, A Figura 3-56 mostra como uma lente concentra 0s raios de luz de uma fonte em um feixe focalizado estreito, Uma antena de lente dielétrica opera de forma similar. ‘Um exemplo de uma antena de lente é aquela usada na faixa de ondas milimétricas. A energia das micro-ondas 6 acoplada a uma antena de cometa através de um guia de ondas. Uma lente dielétrica é colocada na extremidade de ‘uma commeta, que concentra as ondas em um feixe estreito com maiates ganho e diretividade. Em termos técnicos, a lente recebe as micro-ondas de uma fonte com uma frente de onda esférica (por exemplo, uma antena comneta) e as concentra em uma frente de onda plana. Uma lente comoa ‘mostrada na Figura 3-57(a) pode ser usada. A forma da len- o Figura 3~54 Antenas slot em um guia de ondas. (a) Fendas de radiacéo. (b) Fendas que nao irradiam. Figura 3-55. Um arranjo de antenas slot. Fonte deluz focalizados Lentes calimadoras Figura 3-56 Como uma lente focaliza raios de luz. te garante que todas as ondas que entram com uma frente de onda esférica sao colocadas em fase na saida para criar uma frente de onda plana concentrada. No entanto, a lente na Figura 3-57(o)iré funcionar apenas quando ela for muito espessa no centro. Isso cria uma grande perda de sinal, prin- cipalmente nas frequéncias mais balxas de micro-ondas. Para contornar esse problema, pode ser usada uma lente ‘em degraus ou zoneada, como mostra a Figura 3-57(b). A frente de onda esférica ainda é convertida para uma fren- te de onda plana focalizada, mas a lente mais fina provoca menos atenuacio. Ondasestéricas Lentes delétricas nds planasfoclzadas @ Antenas de lentes sio normalmente feitas de poliestireno ou algum outro tipo de pléstico, embora outros tipos de dielé- tricos podem ser usados. las raramente séo utilzadas nas frequéncias mais baixas de micro-ondas. Sua utilizacao prin- cipal éna milimétrica acima de 40 GHz. >> Antenas patch AnTENAS PaTcH sao feitas com microstrip em PCBs. A antena é uma area circular ou retangular de cobre separado do plano- -terra na parte inferior da placa pela espessura do material isolante da PCB (veja a Figura 3-58). A largura da antena re- tangular é aproximadamente meio comprimento de onda & o didmetro da antena circular é cerca de 0,55A a 0,59A. Em ambos 05 casos, as dimensdes exatas dependem da constan- te dielétrica e da espessura do material da PCB. O material ‘mais usado na PCB para antenas patch é uma combinacao de fibra de vidro com teflon. (O método de alimentacao para antenas patch pode ser co- axial ou borda. Com 0 método coaxial, o condutor central de um cabo coaxial esté conectado em algum lugar entre o-centro e a borda do patch, e a blindagem coaxial é conec- tada ao plano-terra [Figura 3-58(a)]. Se a antena for alimen- tada na borda, um comprimento de microstrip & conectado, da fonte para a borda, como mostrado na Figura 3-58(b) A impedancia da alimentacéo de borda é cerca de 120.2. Uma se¢ao Q de um quarto de onda pode ser usada para casar essa impedincia com a impedincia de 50 © que éca- racteristico da matoria dos circuitos. Quando a alimentagio coaxial é utilizada, a impedancia é zero no centro da antena aumenta para 120.0 na borda, 0 posiclonamento correto do centro do cabo coaxial no patch [dimensdo x na Figura Ondas estercas ‘Ondas planas Figura 3-57 Funcionamento de antenas de lentes. (a) Lentes dielétrica. 6) Lentes zoneadas. capitulo 3. > Comunicagao em micro-ondas Linhas, Micro-ondas e Antenas D= 0554.20.59 a wey — | F vase . L & 4 S x 7 Plano-ierra Cabo coaxial PB <_ 209 A: 7 Plano-terra ) 4h Vista lateral T Cabo coaxial ve enetor L i aU imentacao na Borda : dn Vista lateral ‘b= espessura da PCB nstante delétrica do material da PCB Figura 3-58 Antenas patch ou microstrip. (a) Aimentagao coaxial. (b) Aimentacdo na borda, 3-58(a)] permite um casamento de impedancia extrema- ‘mente preciso. Antenas patch sio pequenas, baratas e faceis de construit. Em muitas aplicagdes, podem simplesmente ser integradas ‘na PCB com o transmissor ou receptor. Uma desvantager de antenas patch é a sua largura de banda estreita, que em ge- ral nao é maior do que aproximadamente 5% da frequéncia de ressonancia com patches circulares até 10% com patches retangulares. Alargura de banda est diretamente relacionada com a espessura do material da PCB, ou seja, a distancia entre a antenae o plano-terra[h na Figura 3-58(b)]. Quanto maior a espessura do dielétrico da PCB, maior a largura de banda, O padrdo de radiago de uma antena patch é aproximada- mente circular no sentido oposto ao do plano-terra. >> Arranjos em fase Um arranuo eM Fase é um sistema de antenas feito de um gran- de grupo de antenas semelhantes em um plano comum. Po- dem ser usadas antenas patch em uma PCB comum, ou ante- nas separadas como dipolos podem ser fisicamente montadas Juntas em um plano, Veja a Figura 3-59. Antenas slot também ‘so utilizadas, As antenas sao acionadas por linhas de trans- missio que incorporam casamento de impedancia, divisio ‘Antena ppateh ou slot O Placa de circultoimpresso Figura 3-59 Um arranjoem fase 8 x 8 usando antenas patch. (As linhas de alimentacao nao sao mostradas) de poténcia e circuitos de deslocamento de fase. A finalida- de basica de um arranjo é melhorar o ganho e a diretividade. Arranjos também oferecem melhor controle de diretividade, pois antenas individuals em um arranjo podem ser ligadas ou desligadas, ou acionadas por diferentes deslocadores de fase. O resultado é que o arranjo pode ser“direcionado’ isto é,0 seu padrdo de radiagio pode ser apontado através de uma ampla gama de diferentes diregdes, sem mover fsicamente a antena, ‘como 6 necessério com antenas Yagis ou parabdlicas. Hé duas modalidades comuns de arranjos em fase. Em uma > Antenas em circuito impresso Como as antenas sdo muito pequenas em frequéncias de mi- cro-ondas, elas podem ser implementadas convenientemen- te direto em uma placa de circuito impresso, que também contém os Cls do transmissor e do receptor e os circuitos relacionados, Nenhuma estrutura de antena em separado, ha de alimentago ou conectores sao necessérios. As ante- nas patch e slot discutidas anteriormente so exemplos. Mas existem alguns outros tipos que so muito utilizados. Essas sos antenas loop, Finvertido ede linha sinuosa, mostradas nna Figura 3-60. Antena loop. Aantena foop &, como o proprio nome in- dica, apenas um tinico loop fechado que normalmente & re- ‘angular mas pode ser citcular também. Veja a Figura 3-60(a).. © comprimento do loop em geral é de 0,1 a.A na frequéncla operacéo. O Joop em geral é ressonante com um capacitor paralelo. Devido & impedancia caracteristica do circuito ser ‘muito baixa, cerca de 10. em 0,5A, mas téo elevada quanto 120.0 para A, é usada alguma forma de linha de transmis- 0 microstrip para casar com a impedancia do receptor ou ‘ransmissor. Os loops sio relativamente ineficientes, mas so, eficazes em aplicacées de curto alcance, como aplicagées para abertura de portées de garagem e para dispositivos de controle remoto por rédio (RKE) em carros e pagers Finvertido. Essa antena original é uma variacdo do pla- nno-terra, pois foi projetada para trabalhar ao longo de um plano-terra condutor. Veja a Figura 3-60(b), Note os compri- mentos dos varios segmentos. Esses sao definidos conforme co desempenho desejado, ¢ de acordo com o casamento de impedancia com a linha de transmissao, Uma caracteristica ‘Comunicagao em micro-ondas capitulo 3 >» Linhas, Micro-ondas e Antenas O1ha1 0 Capacitor de I Casamento de Para Oude rl = 015, ann Planovterra Ponto de alimentacio 0) Padrio de wihas de cobre - Ponto de —> c | C) Figura 3-60 Antenas em PCB comuns. (a) Loop. ()Finvertido. ()Linha sinuosa, desejavel & que 0 padrao de radiacao ¢ efetivamente omni- ditecional Linha sinuosa. A linha sinuosa na Figura 3-60() é uma tentativa de encurtar uma antena dobrando os condutores de volta sobre si mesmos para economizar espaco. 0 projeto essencialmente um dipolo de meia-onda com o mesmo de- sempenho. Todos 0s tipos de variagées foram criados usando, trechos curvos e padres em cruz, além do projeto gravata- -borboleta (bow tie) discutido anteriormente. Antenas dielétricas. Uma antena dielétrica ¢ aquela Cujos padrées de trthas de cobre so formados sobre algum tipo dé material dielétrico ressonante, tais como ceramica ou algum derivado dela. O dielétrico é projetado para ser resso- nnante com a frequéncia de operagéo e realmente contribui para a radiagio. As antenas dielétricas costumam usar con- figuragées de F invertido, dipolo ou linha sinuosa. Nenhum, plano-terra é necessério para a operacdo. As antenas dielé- tricas so pequenas e t8m uma largura de banda larga. Essas antenas estio frequentemente disponiveis como um com- ponente para montagem em uma placa de circulto impresso. >> Tecnologia de antenas inteligentes ‘Antenas inteligentes séo antenas que trabalham em conjunto ‘com circuitos eletrdnicos de tomade de decisdo para modifi- caro desempenho da antena para atender situacées que mu- dam. Elas se adaptam aos sinais recebidos ¢ ao ambiente no qual transmitem.Também chamadas de antenas adaptativas, esses novos projetos melhoram a transmissdo e a recep¢ao. ‘em ambientes de multipercurso e também podem multipli- carontimero de usuarios de um sistema sem fio. Atualmente, algumas antenas adaptativas comuns usam diversidade, en- trada e saida miiltiplas e formacao automatica de feixe. Diversidade. A diversidade foi discutida no Capitulo 2. Ela usa duas ou mais antenas que recebem o sinal a partir de diferentes posicoes fisicas. Dessa forma, as antenas re- cebem sinais diferentes. A antena com 0 sinal mais forte é selecionada, ou os sinais séo combinados para produzit um al total mais forte, Mais e mais equipamentos de micro- condas esto usando simplesmente a diversidade por causa dos efeitos degradantes do sinal de miltiplos percursos, reflexdes, difracoes e outras condigées que enfraquecem o sinalem ambientes complexos. Alguns sistemas uiizam trés ou quatro antenas com diferentes modos de selecio de sinal para otimizar a recepeao. ™ “Amplificador de poténcia » MIMO. Méitiplas entradas, muftiplas safdas (MIMO - mut pple-input, multiple-output) leva aidela da diversidade para um, nivel totalmente novo. Sdo usadas duas ou mais antenas para a recepcao, mas também utiliza duas ou mais antenas para transmissio. Um possivel arranjo é mostrado na Figura 3-61. Os dados a serem transmitidos sao divididos em dots fluxos de bits distintos que so transmitidos simultaneamente. Uma vez que existem dois caminhos de dados separados, 0 efeitoé dobrar a taxa real de dados de transmissao. Por exemplo, em tm tipo de LAN wireless a taxa maxima de dados é 54 Mbps. Com dois fluxos de dados, a taxa de transferéncia composta 6 108 Mbps. As antenas transmissoras so fisicamente sepa- radas por um comprimento de onda ou mais, de modo que elas realmente geram caminhos diferentes para o receptor. A modulacdo é usualmente algum tipo de OFDM, e os dados so transmitidos na mesma largura de banda, No receptor sao usadas trés ou mais antenas. Os dois sinais transmitidos tomam caminhos diferentes para as quatro antenas receptoras mostradas na Figura 3-61. As antenas receptoras so separadas por um comprimento de onda ‘ou menos, fornecendo varios percursos para cada um dos dois sinais transmitidos. Os sinais podem softer reflexdes, de multipercursos ¢ outras anomalias ao longo do percurso. As antenas receptoras captam qualquer sinal. As saidas dos ‘quatro receptores sao entio digitalizadas com conversores, analégicodigital (ADCS), e suas saidas sio combinadas em um DSP. Algoritmos especiais sdo programados para o DSP manipular e combinam os sinais em diferentes formas para vy RK Amplif: cador de potencia Entrada dedados | | Banda base ADC = conversor analogico-tiital Salda dedados Figura 3-61 Em MIMO, dois transmissores enviam dados em paralelo, dobrando a taxa de dados, para miltiplos receptores que processam os sinais para melhorar 0 ganho e a confiabilidade, capitulo 3 » Comunicagéo em micro-ondas Linhas, Micro-ondas e Antenas minimizar os efeitos de multipercursos e para criarsinais uti- lizaveis que no estariam disponiveis com apenas um trans- missor e um receptor. A técnica MIMO proporciona ur au- mento surpreendente no ganho do sinal ena confiabilidade. E apesar de custo e complexidade aparentemente elevados desse esquema, na realidade, os receptores e transmiss0es com Cs de baixo custo tornam essa técnica muito simples e acessivel do ponto de vista do hardware, A complexidade real e a"magica” estdo dentro do DSP. A técnica MIMO possi- bilita que uma aplicago wireless, antes imposstvel, funcione fornecendo miltiplos sinais que podem ser combinados e processados para praduzir um sinal iti >> Formacao de feixe adaptativo Antenas adaptativas so sistemas que automaticamente ajustam as suas caracteristicas a0 meio ambiente. Elas usam técnicas de formacao e direcionamento de feixe para zero ‘em sinais a serem recebidos e para assegurar a transmisséo sob condicées de ruido e interferéncia de outras fontes. ‘Antenas de formacao de feixe so miltiplas antenas como os arranjos de fase discutidos anteriormente. Usando muitas antenas, 0 padrao de transmissdo/recepcéo pode ser ajusta- do conforme exigido pela situacao. 0 feixe pode ser estreita- do ou alargado, e 0 direcionamento dele pode ser ajustado eletronicamente gracas a controles eletrénicos. Essas an- tenas direcionais podem identificar um sinal especifico en- quanto rejeita sinais de interferéncias na mesma frequéncia ‘em locais préximos, Antenas de formacao de feixe também tem alto ganho, o que ajuda a aumentar a intensidade do si- Feixeselecionado ~ Localizagao do sinal. detransmissio desejado Figura 3-62 Antena inteligente de feixe comutado. nal desejado e melhora a confiabilidade do enlace, visto que ruido e interferéncia s4o minimizados, Existem dois tipos de antenas adaptativas, arranjo de feixe comutado e arranjos adaptativos. O padrao de radiacéo de uma antena de feixe comutado ¢ algo parecido com a Figura 3-62. A antena em si é geralmente um arranjo miltiplo em fase. Por exemplo, pode haver quatro arranjos em fase, cada um capaz de cobrir de 90° a 100° de azimute. Miltiplos fei- xe so formados nessa faixa de 90°, A eletrOnica de controle do arranjo orienta ofeixe por meio de algum algoritmo pré- -determinado. O arranjo mais comum para a antena varrer toda a faixa de 360° em busca de um sinal. A medida que cada feixe é ligado, a intensidade do sinal é monitorada. 0 feixe com o sinal mais forte é entéo selecionado. Sinais fora do feixe nao sao recebidos ou, no maximo, apenas uma pe- ‘quena quantidade de sinal estaré presente. Essas antenas podem proporcionar um ganho de 20a 50 dB. ‘Uma antena adaptativa também pode cobrir toda a faixa de 360", mas usa mais algoritmos de controle sofisticados. O ar- ranjo adaptativo nao s6 procura o sinal mals forte e ajusta a largura de feixe para melhoré-lo, mas também reconhece sinais de interferéncia e ajusta a antena para recepcao nula do sinal de interferéncia, Veja a Figura 3-63. Arranjos adap- tativos rastreiam sinais e entéo fazem um ajuste fino para ‘melhor recepcéo. Tudo isso acontece automaticamente em vvelocidades eletrénicas. s arranjos de feixe comutado e adaptativo ja estao sendo ‘empregados em alguns sistemas de telefonia mével e LANs. wireless mais recentes. Eles so especialmente benéficos Sinal desejado Sinal de Interferénca > Antena Figura 3-63 Um arranjo adaptativo direcionado para o sinal desejado enquanto anula os sinais de interferéncia, para os sistemas de telefonia mével, porque eles realmente podem aumentar a capacidade do sistema, uma vez que po- dem reutilizar as mesmas frequéncias varias vezes e permitir que a antena capte sinais na mesma frequéncia de interfe- réncia que outro, Esse conceito é conhecido como multiple- -xasdo por dvisdo espacial ou acesso miltiplo por divisdo espa- ial (SDMA ~ spatial division multiple access). Dia >> Aplicagées de micro-ondas As aplicagées de comunicagao em que as micro-ondas s80 mais utilizadas atualmente s80 comunicacao telefénica, re- des de computadores, telefones celulares,satélites e radar. No entanto, existe muitos outros usos significativos de fre- quéncias de micro-ondas na comunicacSo. Por exemplo, es- tagées de TV usam enlaces de micro-ondas em vez de cabos coaxiais para transmitir sinals de TV por longas distanclas, e as redes de TV a cabo usam comunicacao via satélite para transmit os programas de um local para outro. A comunica- ‘<0 com satélites, sondas espaciais e outras espaconaves ge- ralmente é feita por transmissao de micro-ondas porque os sinais ndo so refletidos ou absorvidos pela ionosfera, como corre com muitos sinals de baixa frequéncia. A radiagao ele- tromagnética das estrelas ocorre também principalmente na regido de micro-ondas; apenas receptores de radio sensiveis grandes antenas que operam na regio de micto-ondas s8o utilizados para mapear o espaco exterior com uma preciso muito maior do que poderia ser alcancada com telescopios Opticos. Finalmente, as micro-ondas também so utilizadas para aquecimento na cozinha (forno de micro-ondas), na pratica médica (maquinas de diatermia usadas para aquecer miisculos ¢ tecidos sem causar danos a pele) e na indiistria, para a fusdo de materiais e tratamento térmico. A Figura 3-64 resume as principais aplicagbes de micro-on- das. Os militares usar micro-ondas para a comunicacéo multicanal com intervalos de 1 a 160 km para visada direta e comunicagées troposférica. Os miltiplos canais podem ‘ransportar uma variedade de sinais de comunicacao. Orestante deste capitulo é dedicado & discussio sobre radar Satélites s50 abordados em detalhe no Capitulo 4 >> Radar 0 sistema de comunicagao eletronica conhecido como RA- cor (radio detection and ranging) ¢ baseado no principio de que os sinais RF de alta frequéncia sdo refletidos por alvos Comunicagae em micro-ondas > capitulo 3 Linhas, Micro-ondas e Antenas 1, Radar a. Aeronave e navegasao maritima b. Deteccio de ameaga militar Altimetros 4d. Graficos do tempo . Controle da velociade de trfego f. Prevengéo de colisbes automotivas e controle de velocidade 2. Satélte ‘a. ComunicagdotelefOnica b, Transmissao de TV (cabo, de curto aleance, direta) © Vigilancia 4, Graficas do tempo , Navegagio (GPS, etc) 3. Redes wireless LAN @ PAN ‘2 IEEEBO2116/g Ethernet, 24 GHa,taxas de 11 a 54 Mbps b. IEEE802.11a Ethernet, 5 GHz, taxa de 54 Mbps © 802110 Ethemet, 24 GH, taxa de 250 Mbps 4. Bluetooth 24H, taxa a3 Mbps fe, HomenF 2,4GtHz taxa a 10 Mbps £ Bandaubralarga Taxa 1 Gbps 4, _Acesso de bands larga wireless Internet a. MDS b. LDS WIMAX, 5. Telefonescelulares(alocacdes nas falas de 1,8, 1,9 €2,3 GH) 6. Aquecimento ‘a, Formos de micro-ondas (doméstco) , Aquecimento por micro-ondas (industrial) 7, Radiotelescopios Figura 3-64 Principais aplicacdes de micro-ondas. condutivos. Os alvos mais comuns sao aviées, misseis, na- vios e automéveis. Em um sistema de radar, um sinal étrans- Imitido em direcio 20 alvo. O sinal refletido ¢ captado por um receptor na unidade de radar. O sinal de rédio refletido ‘ou de retorno é chamado de eco. A unidade de radar pode entéo determinar a distancia até o avo (intervalo) a sua di- reco (azimute) e, em alguns casos, sua elevacao (distancia acima do horizonte). ‘A capacidade do radar para determinar a distancia entre um, ‘objeto remoto e a unidade de radar depende de saber a ve- locidade exata de transmissio dos sinais de io. Na maioria das aplicacdes de radar, sao usadas milhas néuticas, em vez de milhas terrestres, para expressar velocidades de transmis- so. Uma milha néutica equivale a 6.076 pés. Avelocidade de um sinal de radio é 162.000 milhas nauticas por segundo. (As vezes, é usada uma unidade especial, conhecida como uma milha radar. Uma milha radar é igual a 6.000 pés,) € preciso tum sinal de rédio de 5,375 us para percorrer 1 milha e 6,18 us para percorrer 1 milha ndutica, Um sinal de radar deve percorrer duas vezes a distancia entre aunidade de radar eo alvo remoto. Osinal étransmitido, um tempo finito passa antes de osinal atingiro alvoe ser refleti- do, ¢ entéo osinal percorre uma distancia igual de volta para a fonte. Se um objeto esté exatamente uma milha nautica de disténcia,o sina leva 6,18 us para atingir oalvo e 6,18 ps para retornar. 0 tempo total decorrido desde o instante de ‘transmissao inicial para a recepgio do eco é 12,36 ps. Adistancia para oalvo remoto ¢ calculada usando a expressio i 12,36 conde D = distancia entre a unidade de radar e o objeto re- moto, milhas nauticas T= tempo total entre transmisséo e recepsio do sinal, ws Em aplicagdes de curta dist&ncia, ajarda é a unidade comum. de medicao de distancia. Um sinal de rédio percorre 328 jar- das/s, entao a distancia até um objeto em metros écalcu- lada como p= 280 » Comunicagao em micro-ondas Linhas, Micro-ondas e Antenas um deslocador de fase varidvel para cada antena, a largura de feixe e diretividade pode ser controlada eletronicamente. Isso permite a varredura répida ¢ o ajuste de diretividade em ‘tempo real, Radares de arranjo de fase ellminam os sistemas mecdnicos necessérios nos radares convencionais. Radar UWB. A mais recente forma de radar é chama- da de RADAR DE BANDA utTRALARGA (UWB). Esse é um tipo de radar pulsado que irradia um fluxo de pulsos muito curtos, algumas centenas de picossegundos, em vez de uma raja- da de RF em uma frequéncia de portadora especifica. O1es- pectto resultante, conforme determinado por uma andlise de Fourier, é muito amplo, geralmente varios gigahertz de largura. Esse espectro normalmente se sobrepdea sinais de radio dentro da largura de banda do sinal, em geral na faixa de 1 a 10 GHz, Para evitar interferéncia com outros sinais de radio, é usada uma poténcia muito baixa (microwatts). Os pulsos muito estreitos proporcionam a esse radar extrema precisdo € resolucdo de pequenos objetos e detalhes. No. entanto, a baixa poténcia restringe a operacio em distén- cias curtas (<100 m). 0 circuito utilizado € relativamente simples, o que o torna barato, podendo ser colocado em um Linico chip. E utilizado em sistemas de detecgao de coliséo em curto alcance em avides e, em breve, estard em automé- veis para frenagem automstica com base na distancia do veiculo da frente. Outra aplicacao do radar UWB é a deteccao de pessoas no ‘campo de batalha. Esses radares podem penetrar paredes para detectar a presenca de seres humanos. Aplicacées do radar. Um dos usos mais importantes do radar & em sistemas de armas de defesa e em sistemas de seguranca e navegacéo. Radares de busca sao usados para localizar inimigos misseis, avides ¢ navios. Radares de rastreamento séo usados em misses ¢ avides para localizar concentrar em alvos. Os radares so muito utilizados em avides e navios para a navegacdo cega em nevoeiro ou mau tempo. Radares ajudam os controladores em terra a localizar identifica avides nas proximidedes. Radares especiais auxi- liam aviGes em pouso com mau tempo quando a vsibilidade é quase zero. 0s radares também séo utilizados como altimetros para me- diraltura. Os radares de alta frequéncia podem realmente ser Usados para mapear o terreno em uma drea. Radares espe- ciais que seguem o terreno permitem a jatos de alta veloc dades voarem muito préximos ao solo para evitar a deteccso por radar inimigo. Sistemas de prevengao de colisbes de ae~ ronaves também usam radar. Em aplicagées civ, os radares so utilizados em barcos de todos os tamanhos para a navegacdo em mau tempo. Ap cia usa o radar para identificar veiculos acima da velocidade permitida, Unidades pequenas portateis de radar Doppler ‘também podem ser usadas em eventos esportivos para mar- car tempos de carros de corrida ou determinar a velocidade de uma bola em um arremesso de basebol ou um saque de tenis, Alguns dos mais recentes veiculos de ponta de empre- as como Lexus e Mercedes Benz vm com radares embuti dos que detectam a distancia do veiculo da frente e ajustam automaticamente a velocidade para manter uma distancia segura, Esses radares de curto alcance operam em bandas de 20 2 40 GHz. Finalmente, radares em satélites e na terra sio ‘muito usados para restrear nuvens, tempestades e outros fe- ‘némenos com a finalidade de previséo do tempo. E BOM SABER Unidades de radar da policia usam radar Doppler de onda continua para medira velocidade dos veiculs. Talvez o bene- ‘cio mais signiicativo do radar de onda continua seja a sua capacidade para medira velocidade de objetos distantes, REVISAO DO CAPITULO Resumo [As micro-ondas ocupam a faixa de frequéncla de 1 a 300 GHo. As Comunicagdoem micro-ondas Linhas, Micro-ondas e Antenas 2, 23, 24, 25. 26. 27. 28, 29, 30. 31. 32, 33, 34, 35. 36. 37, 38. 39. 40, a1. 42, 43, 45. 46. 47. Um guia de ondas funciona como que tipo de filtro? \Verdadeiro ou falso? Um guia de ondas com uma frequéncia de corte de 635 GHz permite a passagem de um sinal de 7,5 GHz. (Os campos magnético e elétrico em um guia de ondas séo de- signados por quais letras? Cite o modo de operagio bésico da maioria dos quias de ondas. ‘Como se denomina o mecanismo de acoplamento usado para Definir os termos progressiva retrégrado geocentro, apogeu,perigeu,ascendente, ___ descendente, perioda, angulo de inclinagdo, geossincrono, latitude, longitude e meridiano. > Citar 0s prncipios fisicos operativos de langamento de um satélte e manutencio de suaérbita, » Desenhar um diagrama em bloco do sistema de comunicacao via satélite, nomed-toe ‘explicarcomo ele funciona. __» Listaros sels principals subsistemas de um satélite, >> Desenhar um diagrama em bloco de uma estacdo terrestre de satélite,identificando ‘05 cinco subsistemas principals e explicando o funcionamento de cada um. > Citartrés aplicagdes comuns para satlits indicar qual 6a mais comum. > Explicaro conceit eo funcionamento do Sistema de Posicionamento Global (GPS). ‘Desenhar um diagrama em bloco de um receptor GPS e explicarafuncao de cada ‘componente. Linhas, Micro-ondas e Antenas >> Orbitas de satélites Acapacidade de lancar um satélite e manté-lo em érbita de- pende da observancia de leis fisicas e matematicas bem co- nhecidas que sio classificadas coletivamente como dindmica orbital. Nesta secao, vamos introduzir esses principios antes de discutir os componentes fisicos de um satélite e como ele 6 usado em aplicagées de comunicacio diversas. >> Principios de érbitas e posicionamento de satélites Se um satélite fosse lancado verticalmente da terra e em se- {uida liberado, ele caria de volta Terra por causa da gravi- dade, Para o satélite entrar em drbita ao redor da Terra, é ne- cessirio algun movimento horizontal. Por essa razéo, quando ossatélite ¢ lancado, ele deve apresentar movimento vertical e horizontal. O movimento horizontal produz a inércia, que tende a manter o satélite em movimento em linha reta. No entanto, a gravidade tende a puxar o satélite em direcdo a Terra. A inércia do satelite € equalizada pela forca gravitacio- nal da Terra. O satélite muda constantemente sua diredo de ‘uma linha reta para uma linha curva para girar sobre terra. Sea velocidade de um satélite for muito alta ele iré superara forca gravitacional da Terra e ir para 0 espaco. € preciso uma vvelocidade de escape de aproximadamente 25.000 mish para satélte @ fazer uma espaconave vencer a forca gravitacional da Terra. Em velocidades menores, a gravidade exerce uma forca cons- tantemente puxando o satélite em direcéo a Terra. O objetivo 6 dar ao satélite aceleracdo e velocidade que equilibrem exa- tamente a forca gravitacional Quanto mais préximo o satélite estiver da Terra, mais forte 0 efeito da forca gravitacional da Terra. Assim, em érbitas bai- xas, 0 satélite deve se deslocar mais répido para evitar cair na Terra. A orbita terrestre pratica mais baixa é aproximada- mente 100 mihas. Nessa altura, a velocidade do satélite deve ser cerca de 17.500 mish para manter 0 satélite em érbita, Nessa velocidade, o satélite orbita a terra em cerca de 1% h. 3s satélites de comunicacio esto geralmente muito mais longe da terra. A distancia tipica é 22.300 mithas. Um satélite necessita se deslocar apenas cerca de 6800 mi/h para perma- necer em érbita a essa distancia, Nessa velocidade, o satelite gira em torno da Terra em aproximadamente 24 h, o tempo da prépria rotacio da Terra, E BOM SABER Satélites de comunicagoes geralmente orbitam a Terra a uma distancia de cerca de 22.300 milhas em uma velocidade de cerca de 6,800 mi/h, o Figura 4-1 Orbitas de satélites. (a) Orbita circular. (b) Orbita eliptica. Ha mais a respeito da érbita de um satélite do que apenas a salt, velocidade ea forga gravitacional. 0 satélite também éafeta- do pela forea gravitacional da lua e do sol. Um satélite gira em tomo da Terra em uma érbita circular ou eliptica, como mostra a Figura 4-1. Circulos e elipses so figu- ses ras geométricas que podem ser descritas com preciso mate- mitica. Devido as érbitas serem circulares ou elipticas, € pos- sivelcalcular a posi¢do de um satélte a qualquer momento, satelite Um satélite gira em uma érbita que forma um plano que pas- sa pelo centro de gravidade da terra chamado ceocenrRo (Fi ura 4-2). Além disso, 0 sentido de rotacao do satélite pode estar no mesmo sentido de rotacéo daTerra ou, entao, no sen tido contrério. No primeiro caso, dizse que a orbita é procnes- swva ou direta)e, neste tiltimo caso, RerROcRaDA. A maioria das Grbitas s4o progressivas. Em uma érbita circular, a velocidade de rotagao & constante, No entanto, em uma érbita eliptica, a velocidade muda dependendo da altura do satélite acima da terra, Naturalmente, a velocidad do satélite € maior quando ele esté perto da terra do que quando esté longe. KS Vista lateral Q Figura 4-2 O plano da 6rbita passa pelo geocentro. E BOM SABER Velocidade de um satélite. Como indicado anterior- Antes de serem lancados ao espaca, satélites em fase de mente, a velocidade varia de acordo com a distancia do ‘testes vao para centro de vibragao, de gravidade, vacuo e Satélite da terra. Para uma 6rbita circular a velocidade & ‘choque térmico. constante, mas para uma 6rbita eliptica a velocidade varia de acordo com a altura. Satélites terrestres de baiva altitude (cerca de 100 milhas) tém uma velocidade nas vizinhanas Altura do satélite. Em uma érbita circular, a altura é sim- plesmente a distancia entre satélite e Terra, No entanto, em » Comunicacao via sat capitulo 4 Linhas, Micro-ondas e Antenas comunicagio global. Esses sistemas utiliza de 24 a mais de 100 satélites. Em um determinado momento, vérios satelites estao a vista er qualquer lugar na Terra, tornando a comuni- agi continua possivel, Sistemas com vérios satélites esto geralmente localizados ‘em duas faixas acima da terra. Os satélites de drbita terrestre baixa, geralmente conhecidos como LEOs (low earth-orbi- ting), S40 colocados na faixa de 400 a 1000 milhas acima da Terra. Os Satéites de drbita terrestre média ou MEOs ocupam a faixa de 1000 a 6000 milhas acima da Terra ‘Quanto maior a altura acima da terra, melhor a vista e mator ‘a drea de cobertura de radio na superficie da Terra. Quando ‘© objetivo for uma cobertura mais ampla por satélite, o MEO € obviamente preferivel ao LEO, No entanto, quanto mais alto 0 satelite, maior a poténcia necesséria para comunica- «0 confidvel e maior serd o atraso, Apesar das ondas de ré- dio se deslocarem a 186.400 mi/s, hé um atraso consideravel em qualquer sinal de voz do enlace de subida (uplink) para enlace de descida (downlink), Para MEOS, 0 atraso de ida e volta é cerca de 100 ms em média. O atraso em LEOs médio éde 10 ms. £ BOM SABER OSSP dos satéltes geossincronos se movem em relacao 2 tum dado ponto de referéncia na terra. Para esses satlites, 0 SSP traga uma linha na Terra, conhesida como percurso de sub-satélte ou rastro terest, ‘Amelhor solucao é lancar um satélite sincrono ou geoesta- Cionario, Erm uma ORBITA TERRESTRE GEOSSINCRONA (GEO ~ Geo- SYNCHRONOUS EARTH ORBIT), o satélite orbita a Terra sobre equador a uma distancia de 22.300 milhas (ou 35,888 km). Um satélitea essa distancia gira em torno da Terra em exata- mente 24 h. Em outras palavras,o satélite gira em sincronis- ‘mo exato com a Terra. Por esse motivo, parece estar fixo ou parado, por iss0 os termos sincrono, geossincrono ou érbita _geoestaciondria. Uma vez que o satélite permanece aparen- ‘temente fixo, no é necesséria nenhuma antena especial de rastreamento em uma estacéo terrestre. A antena é simples- mente apontada para o satélite e permanece em uma po: 80 fixa. Com esse arranjo, a comunicacao continua é pos- sivel. Os satélites de comunicagao mais em uso atualmente 80 0s geossincronos. Aproximadamente 40% da superficie da Terra pode ser"vista’ ou acessada a partir desse tipo de sa- ‘lite. Usuarios dentro dessa drea poder usar o satélite para comunicacéo. E necesséria uma poténcia maior para uma distancia tdo grande, ¢ 0 atraso de ida e volta é de cerca de 2601ms, o que é bastante perceptivel na comunicacao de voz. Coordenadas de posicéo em latitude e longitu- de, Para usar um satélite, devernos ser capazes de locali Zar a sua posico no espa¢o. Essa posicéo é geralmente pre- determinada pelo projeto do satélite e é alcancada durante langamento inicial e subsequentes ajustes de posicéo. Uma ‘vez que a posi¢do é conhecida, a antena da estacéo terrestre pode ser apontada para o satélite para melhores transmissio € recepcéo. Para satélites geossincronos, a antena da esta- «do terrestre pode ser ajustada uma vez, e ela permanecer nessa posicdo, exceto para pequenos ajustes eventuals. As posicdes de outros satélites acima da terra variam de acordo com as suas caracteristicas orbitals. Para usar esses satélites, devem ser empregados sistemas de acompanhamento espe- cial. Um sistema de rastreamento é essencialmente uma an- tena cuja posicao pode ser alterada para seguir o satélite no céu. Para manter melhores transmissao e recepcao, a antena deve ser continuamente apontada para o satélite conforme ele gira, Nesta seco, discutimos métodos de localizacao e rastreamento de satélites. Alocalizacao de um satélite & em geral especificada em ter- ‘mos de latitude e longitude, exatamente como seria descrito ‘um ponto na Terra. A localizacao do satelite é especificada or um ponto na superficie da Terra diretamente abaixo do satélite, Esse ponto é conhecido como 0 Ponto sussaréuire {SSP).0 ponto abaixo do satélite ¢ entao localizado usando designagées convencionais de latitude e longitude. Latitude e longitude formam um sistema para alocalizacio de qualquer ponto na superficie da Terra. Ese sistema é ampla- mente utilizado para fins de navegacio, Se voce jé estudou um globo terrestre, deve ter visto as linhas de latitude e lon- gitude. As linhas de longitude, ou meRioianos, séo desenhados sobre a superficie da terra entre os polos norte e sul. As linhas de latitude séo desenhadas sobre a superficie da terradeleste a veste, em paralelo ao equador. A linha central de latitude é 0 equador, que separa a Terra nos hemisférios norte e sul. LarrTupe é definida como o angulo entre a linha tragada a partir de um dado ponto da superficie da terra até o ponto no centro da terra chamado GEoceNTRO e a linha entre 0 ge- ocentro eo equador (veja a Figura 4-7). A latitude 0° esta no equador, e 90° esta em qualquer um dos polos, norte ou sul. Geralmente um N ou um S é adicionado 20 angulo de latitu- de para designar se 0 ponto esté no hemisfério norte ou sul. Uma linha desenhada na superficie da terra entre os polos norte e sul é geralmente denominada de meridiano. Um me- ridiano especial chamado primeino MERIDIANO é usado como um ponto de referéncia para medira longitude. Esse meridia- no éa linha na superficie da Terra, desenhada entre os polos norte e sul, que passa por Greenwich, Inglaterra. A longitude cde um determinado ponto é 0 angulo entre a linha que liga ‘centro da terra ao ponto onde o primeiro meridiano e 0 equador se cruzam ea linha do centro da Terra, a0 meridiano que contém o determinado ponto de interesse no ponto de cruzamento com o equador(vejaa Figura 47). A designacéo leste ou oeste é normalmente adicionada a0 angulo de lon- gitude para indicar se 0 angulo esta sendo medido para leste ou oeste do primeiro meridiano. Como exemplo, a localiza- Ao de Washington, DC, é dada pela latitude e longitude de 30° nortee 77° oeste. Para mostrar como latitude e longitude so usadas para local zar um satelite, consulte a Figura 4-8. Essa figura mostra alguns dos muitos satélites de comunicacao geoestacionérios que server aos Estados Unidos e outras partes da América do Nor- te, Visto que os satélites geoestacionérios giram em torno do ‘equador, seu ponto subsatéliteesté no equador. Por essa raz50, todos os satdites geoestacionarios tém uma latitude O° Ponto sobre aterraa serlocalizado: 30°N, 7790 N (ouseja, Washington 0c) | _, Polo SL norte Geacentra | \ Angulo de ' ' ' latitude ' t ' ' ' | | Angulo de longitude s Figura 4-7 Rastreamento e navegacio por latitude e longitude. Azimute e elevagdo. Conhecer a ocalizagio do satelite € uma informacio insuficiente para a maioria das estagées terrestres que devem se comunicar como satélite. A estacdo terrestre realmente precisa saber as configuragbes de azi- mute e elevacao de sua antena para interceptar o satélite. A rmaioria das antenas de satélite de estacio terrestre é alta- mente direcional e deve ser precisamente posicionada para “apontar" para o satelite. As designacdes de azimute e eleva- 80 em graus informam para onde apontar a antena (veja a Figura 4-9). 0 Aucuto pe azimure refere-se & diregao onde o norte igual a 0°.O angulo de azimute é medido no sentido horério em relaco a0 norte. O AnguLo DE ELevacho é 0 éngulo entre o plano horizontal e a direc3o apontada pela antena. Uma vez que 0 azimute e a elevacao séo conhecidos, a an- tena da estacdo terrestre pode ser apontada nessa direcéo, Para um satélite geoestacionério, a antena simplesmente permanece nessa posico. Para qualquer outro satélite, a an- tena deve ser movida quando o satélite passa em cima. Para satélites geoestacionétios, os angulos de azimute e elevacdo so relativamente ficeis de determinar. Como os satélites geoestacionarios s20 fixos em uma posicéo sobre 0 equador, tém sido desenvolvidas formulas especiais e técni- cas para permitira fixacdo facil de azimute e elevacao para qualquer satélite geoestacionério em qualquer ponto daTer- ra. 0 Exemplo 4-1 mostra como os calculos sao feos. EXEMPLO4-1 Uma estapdo terestre de satdlite esta focalizada na longitude 9° oeste, latitude 30° norte O satélite esta localizado a 121° de fongitude oeste em érbita gevestacionéria. Determine os valores aproximados de arimute e elevacdo para a antena. a. Diference a longitude do satlite¢ longitude da localizagéo: 121 = 95 = 26° , Localize diferenga de longitude (longitude relative latitude. c. Determine a elevacdo das curvas: ae fi. Determine a posigao radial: wr . Calculeo azimute real 360 — 137 = 223° Comunicagao via satélite » + Linhas, Micro-ondas e Antenas aro @ COMSTARI @ 1280 \ westar @ ~ 12350 119 an canada RCA I Lo er ee © western 30 ‘comstar D2 'WESTARI ANIKI ANIKI 99°0 Canada Cenadé #0 10g 1080 >> Sistemas de comunicagdo via satélite SATELITES DE COMUNICACKO Néo S80 05 originadores da infor- macao a ser transmitida. Embora alguns outros tipos de sa- ‘lites gerem a informagéo a ser transmitida, a comunicacéo. via satélites néo. Em vez disso, esses satélites sdo estagoes de retransmissao para as fontes na Terra, Se uma estacao de transmissao nao pode se comunicar diretamente com uma ‘ou mais estacdes de recepséo, por causa de restricdes de linha de visada, pode ser usado um satélite. A estacao de transmissao envia as informacdes para o satélite, que por sua vez retransmite para as estacdes de recepcao. Osatélite, nessa aplicacao, geralmente é conhecido como reverivor. ' - | Angulo of | deatimte ee? ‘yt * tt Anguiode = elevarso 0 Figura 4-9 Azimute e elevacio: Azimute = 90°; elevacdo = 40» jura 4-8 A localizacio de alguns satélites de comunicacdo em drbitas gecestacionérias. >> Repedidores e transponders A Figura 4-10 mostra o funcionamento basico de um saté te de comunicagao. Uma estacdo terrestre transmite infor- mac6es para o satélite. O satélite contém um receptor que capta 0 sinal transmitido, amplifica e converte o mesmo em outra frequéncia. O sinal na nova frequéncia 6 ento retrans- mitido para as estagées de recepgao na Terra. O sinal original transmitido da estacao terrena para 0 satélite é chamado de ENLACE DE suBIDA (UPLINK), € 0 sinal retransmitido do sa- télite para as estacies de recepeao & chamado de ENLACE DE DesciDA (DowNuINk). Geralmente, a frequéncia do enlace de descida é menor do que o de subida. A frequéncia tipica de um enlace de subida é 6 GHz, e uma frequéncia de descida comum é4 GHz. ‘A combinacao transmissor-receptor no satélite é conhecida ‘como TRANSPONDER. As fungdes basicas de um transponder 380 amplificagao e conversao de frequéncia (veja a 4-11). A razio para a conversio de frequéncia é que o trans- pondes néo pode transmitirereceber na mesma frequéncia, O sinal mais forte do transmissor iria sobrecarregar ou “des- sensibilizar’o receptor e bloquear o sinal do enlace de subi- da, proibindo assim qualquer comunicacéo. Frequéncias de transmissao e recepcao bem espacadas evitam interferén- cias. Transponders também so unidades de largura de banda ampla de modo que eles possam receber e transmitir mais Satdite de comunicacso repetidor transmissora receptora Figura 4-10 Usando um satélte como um enlace de ‘micro-ondas. de um sinal. Qualquer sinal de estacao terrestre dentro da largura de banda do receptor seré amplificado, convertido € retransmitido em uma frequéncia diferente. Embore 0 transponder tipico tenha uma ampla largura de banda, ele é usado com apenas um sinal de enlace de subi- da ou descida para minimizara interferéncia e melhorar a confiabilidade da comunicacao. Para ser economicamente iével, um satélite deve ser capaz de lidar com varios ca- nais. Como resultado, a maioria dos satélites contém varios transponders, cada um operando em uma frequéncia dife- rente. Um satélite de comunicacao tipico tem 24 canals, 12 polarizados na vertical e 12 na horizontal. Cada transpon- petom sete reer terse Amplificador Amplificador eho vido Wisuador sepa ‘te a> > Figura4-11 Um transponder de satéite. der representa um canal de comunicacao individual. Varios esquemas de acesso miltiplo sao usados para que cada ca- nal possa realizar transmissées de multiplas informacoes. Alocagées de frequéncias. & maioria dos satélites de comunicagao operam no espectro de frequéncias de micto-ondas. No entanto, existem algumas excecdes. Por exemplo, muitos satélites militares operam na faixa de VHF/UHF de 200 a 400 MHz. Além disso, os satélites OSCAR, de radio amador operam na faixa VHF/UHF. Os sinais de VHF, UHF e micro-ondas penetram a ionosfera com pouca ‘ou nenhuma atenuacdo € nao séo refratados para a terra, como ocorre com os sinais de baixas frequéncias na faixa de 3 a 30 MHz O espectro de micro-ondas é dividido em faixas de frequén- ia que foram alocadas para satélites, bem como outros servigos de comunicagéo, tals como radar. Essas bandas de frequéncias so geralmente designadas por uma letra do al- fabeto. A Figura 4-12 mostra as varias bandas de frequéncias utilizadas na comunicacéo via satélite. Uma das bandas de comunicacao mais utilizadas por sa- ‘élite & a banda C. As frequéncias de enlace de subida séo, de 5,925 a 6,425 GHz. Em qualquer discussao geral sobre a banda C, diz-se que o enlace de subida geralmente é de 6 GHz, O enlace de descida esté na faixa de 3,7 a 4,2 GHz. Mas, novamente, em qualquer discusséo geral sobre a banda C, diz-se que o enlace de descida é, nominalmente, de 4 GHz. Ocasionalmente, a banda C é conhecida pela designacao 6/4 GHz, onde a frequéncia do enlace de subida é dada em pri- meito lugar. BANDA FREQUENCIA 225-390 MHz 350-530 MHz 1530-2700 Miz 2500-2700 MHz 3400-6425 MHZ 7250-8400 Miz 1095-145 GHz 177-31 GHz 36-46 GH 46-56 GHz 56-100GH2 e? Utilizagdo do espectro Lembre-se das frequéncias designadas para os enlaces de subida e descida na banda C. Elas sao 5925 a 6425 e 3700 a 4200 MHz, respectivamente. Podemos ver que a largura de banda entre os limites superior e inferior é de 500 MHz. Essa 6 uma banda extremamente larga, capaz de transportar um enorme numero de sinais. Na verdade, 500 MHz cobre todo 0 espectro de rédio tao bem conhecido de VLF a VHF e além. A maioria dos satélites de comunicacao é projetada para apro- veitar essa largura de banda total. Isso Ihes permite trans- portar o maior nimero possivel de canais de comunicacéo. Claro, essa largura de banda extremamente ampla é uma das principais razdes pelas quais as frequéncias de micro-ondas 'sd0 tdo Uteis na comunicacao. Nao apenas muitos canais de comunicacao podem ser suportados, mas também os dados digitais de alta velocidade que requerem uma grande largura de banda séo suportados, O transponder do receptor ‘analisa’ toda a largura de banda de 500 MHz e capta qualquer transmissio de Id. No entanto, a entrada é “canalizada” porque as estacdes terrestres ope- ram em frequéncias ou canais selecionados. A largura de banda de 500 MHz é normalmente dividida em 12 canais separados de transmisséo, cada urn com uma largura de 36 MHz. Hé bandas de guarda de 4 MHzentre canais que séo utilizadas para minimizar a interferéncia de canais adjacen- {es (veja a Figura 4-13). Note a frequéncia central para cada, ‘canal, Lembre-se que as frequéncias de enlace de subida 80 convertidas para a frequéncia do canal de descida. Em. ambos 0s casos, 0 total da largura de banda (500 MHz) ea largura de banda do canal (36 MHz) sao iguais. A bordo do satélite, um transponder separado é alocado a cada um dos 12canais, Apesar de 36 MHz parecer estreito em comparacao com 500 Mz, a largura de banda de cada transponder é capaz de transportar uma quantidade enorme de informac6es. Por exemplo, um transponder tipico pode lidar com até 1000 conversagées telefonicas analégicas unidirecionais bem como um canal de TV em cores. Cada canal de transponder também pode transportar dados digitals de alta velocidade. Usando certos tipos de modulacéo, um transponder padrso de largura de banda 36 MHz pode lidar com dados digitais em taxas de até 60 Mbps. EXEMPLO 4-2 Um transponder de satélite pera na banda C (veja a Figura 4-12) Considere uma frequéncia de oscilador local de 2 GH. a, Qual é a frequencia de recepgao do enlace de subida se 0 transmissor do enlace de descida for canal 4? A frequéncia do enlace de descida do canal 4 ¢ 3840 MHz (Figura 4-13), A frequencia do enlace de descida é a diferenca entre a fre (quéncia do enlace de subida €o oscilador local = t= fo th: Qual € taxa maxima de dados se um transponder for usado para transmisséo bindria? A largura de banda de um canal de trensponder € 36 MHz. Para a transmissao binaria a taxa de dados tesrica maxima ua capacidade do canal C para uma determinada largura debanda Bé c= = 2136) = 72 Mbps Largura de banda do receptor << 00H. > 5925 Miz 1 i i t i 3960 040 120 t t 6425 Mie 160 CCanais de transmissdo Frequénclas entra dos canals Figura 4-13 Larguras de banda de transmissio e recepcéona banda Cem um satélite de comunicacdo. Embora os transponders sejam bastante capazes, eles rapi- damente ficam sobrecarregados com 0 trafego. Além disso, {as vezes hid mais tréfego do que transponders suficientes para lidar com 0 tréfego. Por essa razao, numerosas técnicas ‘tém sido desenvolvidas para aumentar efetivamente a capa- cidade de largura de banda e de transporte de sinal do satéli- te, Duas dessas técnicas so conhecidas como reutilizagao de frequéncia e isolamento espacial. Reutilizagao de frequéncia. Um sistema para dobrar a largura de banda ea capacidade de transporte de informa & conhecido como REUTILIZACKO DE FREQUENCIA. Nesse sistema, um satélite de comunicacao é equipado com dois conjuntos lanticos de 12 transponders. O primeiro canal em um trans- ponder opera no mesmo canal que o primeire transponder no ‘outro conjunto, ¢ assim por diante. Com esse arranjo, 0s dois ‘conjuntos de transponders transmitem no mesmo espectto de frequéncia e, portanto, parecem interfer um com 0 outro. Entretanto, esse no & 0 caso. Os dois sistemas, embora ope~ rando exatamente com as mesmas frequéncias, sao isolados ‘um do outro pelo uso de técnicas especials de antenas. Uma técnica para manter as transmissbes independentes ¢a utilizacao de polarizacao de antena diferentes. Por exemplo, uma antena de polarizacio vertical nao vai responder a um sinal polarizado horizontalmente e vice-versa. Ou uma ante- nha com POLARIZACAO CIRCULAR A ESQUERDA (LHCP) nao respon- » Comunicagao via satélite Linhas, Micro-ondas e Antenas ‘A multiplexacdo por diviséo de frequéncia (FM), normal- mente chamada de ACESSO MULTIPLO POR DiViSKO DE FREQUENCIA (FOMA), foi muito utilizada nos primeiros satélites. Atual- mente, a multiplexacio por divisso de tempo (TDM), tam- bém conhecida camo ACESS0 MULTIPLO POR DIVISKO DE TEMPO (TDMA), € mais predominante. Essa técnica digital atribui a cada usuério um intervalo (slot) de tempo dentro da largura de banda total do canal do transponder. Os métodos de mo- dulacdo s80 QPSK e BPSK, embora também seja usado 0 QAM de multinivel (16 QAM, 32 QAM e 256 QAM) para aumentar, a velocidade de transmiss6es digitals para uma determinada largura de banda. O espalhamento espectral (SS) é usado em alguns dos mais recentes satélites. Tamibém conhecido como AACESSO MOLTIPLO PoR DivisKo DE céoIGo (CDMA), esse método, espalha os sinais digitais de varios usurios sobre a largura, de banda total do canal do transponder e os classifica usan- do um cédigo pseudoaleatério. CDMA também fornece a se- guranca to importante atualmente em sistemas wireless e, hoje, cada vez mais satélites usam SDMA para fornecer aces- so miltiplo enquanto conserva o espectro, ee >> Subsistemas de satélite Todos os sistemas de comunicacéo via satéite s80 compos- tos por duas partes basicas,o satélite ou nave espacial e duas cou mais estaces terrestres. 0 satélite tem a funcao de um re- petidor de rédio ou estagio de retransmissio. Duas ou mais, estacbes terrestres podem se comunicar entre si através da sa- télte, 0 invés de diretamente via ponto a ponto sobre aTerra. Os satlites variam de tamanho de cerca de 1 pé” para umsa- telite LEO pequeno para mais de 20 pés de comprimento. Os maiores satélites s80 aproximadamente do tamanho de um reboque com 18 rodas. 0 peso varia cerca de 100 libras, para os satélites menores, até 10.000 libras para o maior. O coragdo de um satélite de comunicaczo é 0 subsistema de comunicagéo, ou seja, um conjunto de transponders que re- cebe 0s sinais do enlace de subida e os retransmite para a terra, Um transponder é um repetidor que implementa um canal de comunicagao de banda larga que pode transportar ‘muita transmissées simulténeas de comunicacao, Os transponders operam em conjunto com uma variedade de subsistemas de suporte adicionais. Entre esses, inciuem- -se osubsistema de energia,o de rastreamento de telemetria 0 de comando, as antenas € o subsistema de propulsdo e estabilzacdo da atitude Esses sio essencials para anatureza autossustentavel do satelite A Figura 4-14 é um diagrama em bloco geral de um satelite. Todos os subsistemas principals so llustrados. Os painéis solares fornecem energia elétrica para a nave espacial. Eles acionam os reguladores que distribuem a poténcia CC para todos os outros subsistemas. Eles também carregam as ba- terias que operam o satélite durante os periodos de eclipse. Os conversores AC-CC e 0s inversores CC-CA sao usados para suprir tens6es especiais de alimentacdo para alguns subsis- temas. A capacidade de poténcia total vai de algumas cente- nas de watts em unidades menores para alguns quilowatts ‘em sistemas maiores. O subsistera de comunicacéo consiste em miltiplos trans- ponders. Eles recebem os sinais do enlace de subida, am- plifica-os, converte-os para outra frequéncia e amplifica-os novamente para retransmiti-os como sinais em enlace de descida. Os transponders compartilham um subsistema de antena para a recepcao e a transmissao. O subsistema de telemetria,rastreamento e comando (TT&C) monitora as condicées internas, tals como temperatura e tensio da bateriae transmite esses dados de volta para a es- tacdo terrestre para andlise. A estacdo terrestre pode emitir ordens para o satélite transmitindo um sinal para o subsis- tema de comando, usado para controlar diversas funcdes da nave espacial, tals como os propulsores a jato. Os propulsores a jato e o motor do apogeu (AKM) sao parte do subsistema de propulséo. Eles so controlados por coman- dos a partir da terra, O subsistema de controle de posicao fornece estabilizacao na érbita e detecta variagées na orientagéo. Ele aciona os propulsores a jato para realizar 0 ajuste de posicao e de ma- rnutengao da posigao do satélite na érbita definida. >> Subsistemas de comunicacao “A carga titi principal em um satélite de comunicagéo, é cla- 0,60 subsistema de comunicacdo que executa a funcdo de uma estagao repetidora ou de transmisséo. Uma estacéo terrestre recebe os sinais a serem transmitidos, conhecidos como SiNAIS DE BANDA BASE, € modula uma portadora de mi- cro-ondas. Ts sinais de banda base mais comuns so voz, video e dados de computador. Os sinais do enlace de subida 580 entao amplificados, convertidos em outra frequéncia e sen Paints solaes ws Subsistema de energla x cen pes Reguladores: | Cattegador fores | conversor cc/ce ebaterias poeedoes yl Inversor CCICA lcondicionamenta} TTT CC para todos ceechare ‘os subsstemas aessen: especial [fear = Conversor raeaist } Sec [de frequéncia| S f Sibsstema } ‘Transponder 7—-| de controle t de posczo ' Siehempeedes on [ Entades dos Subsitema ‘Subsistema sensores, de telemetria, Subsistema daantena | integredos >| rastreamento de propulsio | ipa —| “eomat / sinsiede | | J | cenrole (a para todos Ratenas de A os subsistemas comniagio Antena de aa telemetria os Figura 4-14 Diagrama em bloco geral de um satélite de comunicacdo. retransmitidos no enlace de descida para uma ou mais es- tacdes terrestres. 0 componente que executa essa funcSo € conhecido como um TRANSPONDER. A maioria dos satélites modernos de comunicagées contém pelo menos 12 trans- ponders. Satélites mais avancados contém muito mais. Esses transponders operam na faixa de frequéncia de micro-ondas. ‘Afinalidade bésica de um transponder é simplesmente rege- nerar o sinal do enlace de subida e retransmiti-lo no enlace de descida. Nese papel, o transponder executa a funcéo do ‘um amplificador. No momento em que o sinal do enlace de subida alcanca o satélite, esta extremamente fraco. Portanto, ele deve ser amplificado antes que possa ser retransmitido para que seja recebido por uma estacao terrestre. No entanto, transponders so mais do que apenas amplifica- dores. Um amplificador é um circuito que recebe um sinal e ‘aumenta 0 nivel de tensao ou poténcia desse sinal sem alterar sua frequéncia ou seu contetido. Portanto, um transponder ‘como esse consiste literalmente em um receptor e um trans- mmissor que opera na mesma frequéncia, Devido a proximida~ de entre transmissor e receptor no satélite, a alta poténcia de saida do transmissor para o enlace de descida é captada pelo receptor do satélite, Naturalmente, o enlace de subida é total- capitulo 4» Comunicacao via satélite Linhas, Micro-ondas e Antenas mente destruido. Além disso, a safda do transmissor alimenta de volta a entrada do receptor provocando oscilacao. Para evitar esse problema, o receptor eo transmissor do transponder do satélite s4o projetados para operar em fre- quéncias separadas. Dessa forma, eles ndo vao interferir um no outro, 0 espagamento de frequéncia é téo grande quanto, pratico para minimizar o efeito do transmissor e dessensibi- lizar 0 receptor. Em muitos repetidores, mesmo que as fre- quéncias de recepcio e transmissdo sejam diferentes, a alta poténcia de salda do transmissor ainda pode afetar os circul- tos de entrada de um receptor sensivel e, de fato, dessensibi- lizé-los, tormando-os menos sensiveis na recepSo dos sinais ffacos do enlace de subida. Quanto maior o espacamento de frequéncia entre transmissor e receptor, menor serd 0 pro- blema da dessensibilizacao. Em satélites tipicos, as frequéncias de entrada e salda sio se- paradas por grandes valores. Nas frequéncias da banda C, 0 sinal do enlace de subida esté na faixa de 6 GHz. o sinal do enlace de descida est na faixa de 4 GHz. Esse espacamento, de 2 GHz 6 suficiente para eliminara maioria dos problemas. Contudo, para garantir 0 maximo de sensibilidade e interfe- réncia minima aos sinais dos enlaces de subida e descida, 0 transponder contém varios filtros que nao apenas forcem a ‘analizacao, mas também ajudam a eliminar interferéncia a partir de sinais externos independentemente de sua origem. Trés configuragées bésicas de transponder séo usadas em. satélites de comunicac&o. Todas elas apresentam variagSes minimas entre si, mas cada uma tem suas vantagens e des- vantagens. Esses sao 0s transponders de conversdo simples, dupla converséo e regenerativo. Um Transronoer De convenso simetes utiliza um nico mis- turador para converter a frequéncia do sinal do enlace de subida para o de descida, Um TRANSPONDER DE DUPLA coNvER- sho faz a conversao de frequéncia em duas etapas com dois rmisturadores, Nenhuma demodulagio ocorre. Um ePerioon ecenenarivo demodula o sinal do enlace de subida apés a frequéncia ser convertida para um valor intermedirio me- nor. 0 sinal de banda base recuperado é entdo usado para modular o sinal do enlace de descida, Configuragées de multicanal. Praticamente todos os satélites de comunicacéo modernos contém transponders miltiplos. Isso permite que muito mais sinais sejam recebi- dos e transmitidos, Um satélite de comunicagao comercial tipico contém 12 transponders, ou 24, se estiver incorpora- de reutilizagao de frequéncia. Satélites militares frequente- mente contém menos transponders, enquanto os maiores satélites comerciais mais recentes tém provisées para até 50 canais. Cada transponder opera em uma frequéncia se- parada, mas sua largura de banda é ampla o suficiente para transportar varios canais de voz, video e informacao digital Existem duas arquiteturas basicas multicanal em uso em sa~ télites de comunicagao. Uma delas é um sisterna de banda larga, ea outra é um sistema totalmente canalizado. Sistema de banda larga. Como indicado anteriormente, Cc espectro de um satélite de comunicacdo tipico tem largura de 500 MHz. Essa faixa é normalmente dividada em 12 canais separados, cada um com uma largura de banda de 36 MHz. espacamento da frequéncia central entre canais adjacentes é de 40 MHz, proporcionando, assim, um espacamento de 4 MHz ‘entre 0s canais para minimizar interferéncia de canal adjacen- te, Consulte a Figura 4-13 para obter detalhes. Um repetidor de banda larga (Figura 4-15) é projetado para receber qualquer sinal transmitido dentro da largura de banda total de 500 MHz. ‘Aantena receptora é conectada a um amplificador de baixo ruido (LNA) como em todos os transponders. Circuitos sinto- nizados de banda larga sao usados de modo que toda a lar- gura de banda de 500 MHz seja recebida e amplificada. Um ‘amplificador de baixo ruido, geralmente um FET GaAs, forne- ‘ceoganho. Um misturador converte todos os sinais de entra- da para as suas respectivas frequéncias menores dos enlaces de descida. Em um satélite de comunicacao na banda C, os sinais de entrada esti localizados entre 5925 e 6425 MHz. Um oscilador local que opera na frequéncia de 2225 GHz é Usado pare converter as entrada para a faixa de 3,7 24,2 GHz. Um amplificador de banda larga seguido por um misturador amplifica esse espectro intelro. Proceso de canalizagdo. 0 PROcesso DE CANALIZAGKO corre no restante do transponder. Por exemplo, ern um sa- télite de 12 canais, 12 filtros passa-faixa, cada um centrado fem um dos 12 canais, so utilizados para separar todos os diversos sinais recebidos. A Figura 4-13 mostra os 12 canais bsicos com suas frequéncias de centro, cada um com uma largura de banda de 36 MHz. Os filttos passa-faixa fitram os sinais de saida indesejados do misturador e retém apenas (0 sinais diferenca. Em sequida, 05 AMPLIFICADORES DE ALTA PO- ‘TeNcia (HPAs) individuals s8o usados para aumentar o nivel do sinal. Esses so geralmente VALYULAS DE ONDA PROGRESSIVA (TWTS}. A saida de cada amplificador TWT & novamente fit trada para minimizar distorgéo harménica e problemas de fe Combinador Antena do enlace de subida vps f HPA . Antena do enlace dedescida ie HPA Frequéncias de recepio Figura 4-15. Um repetidor de banda larga de miltiplos canais, intermodulacéo. Esses fltros sao geralmente uma parcela de uma montagem maior conhecida como multiplexador ou combinador. Esse é um ressonador de cavidade em um guia de ondas que fitra e combina todos os sinais para serem aplicados em uma tnica antena, E légico supor que se a funcdo de recebimento pode ser fe- ta por amplificador de banda larga e circuitos misturadores, deve ser possivelfornecer a funcSo de trensmisséo da mes- ma forma. No entanto, geralmente nao é possivel gerar po- ‘téncia de safda muito alta em uma ampla largura de banda como essa. 0 fato é que nenhum componente ou circuito pode fazer isso também. Os amplificadores de alta poténcia nna maioria dos transponders séo de valvulas de onda pro- ‘gressiva que inerentemente tém largura de banda limitada. Elas operam bem sobre uma pequena faixa, mas nao podem lidar com toda a largura de banda de 500 MHz alocada para tum satélite. Portanto, para alcangar 0s altos niveis de potén- cia éusado o processo de canalizacéo. E BOM SABER Um satélite de comunicagao tipico contém 12 transponders, u 24, se @ reutilizapao de frequencia estiver incorporada. Os ‘satélites mais recentes e maiores podem user até 50 canais. Frequéncias de transmissio >> Subsistemas de poténcia Hoje, praticamente cada satélite utiliza painéls solares como sua fonte de alimentacao bésica. Os PaINeis SOLARES séo gran- des conjuntos de fotocélulas ligadas em circuitos em série e em paralelo para criar uma potente fonte de corrente con- tinua. Os primeiros painéis solares podiam gerar centenas de watts de poténcla, Atualmente, enormes painéis solares sio capazes de gerar muitos quilowatts. A principal exigén- cia é que 0s painéis solares sempre estejam apontados em direcio ao sol. Ha duas configuracées basicas de satélite. Em satélites cilindricos, as células solares cercam toda a unidade @, portanto, uma parte delas esté sempre exposta & luz solar. Em satélites de corpo estabilizado, ou trés eixos, os painéis solares individuals so manipulados com vérios controles para garantir que eles estejam corretamente orientados com relagéo a0 sol. Paineis solares geram uma corrente continua que é utlizada para operar os varios componentes do satélite. No entanto, 2 poténcia CC é normalmente usada para cartegar baterias secundérias que funcionam como um acumulador. Quan- do o satélite entra em eclipse ou quando os painéls solares nao esto posicionados corretamente, as baterias assumem ‘e mantém o satélite temporariamente em operacio. As ba~ terias ndo so grandes o suficiente para abastecer o satélite or um longo tempo; elas sd0 usadas como um sistema de ite é A lo4 Linhas, Micro-ondas e Antenas backup para eclipses, orientacao e estabilizacao inicial do sa- télite ou condicées de emergéncia. A tenséo CC bésica dos painéis solares deve ser condiciona- da de varias maneiras. Por exemplo, ela normalmente passa através de circuitos reguladores de tensio antes de ser util zada para alimentar indlvidualmente os circuitos eletrénicos. As vezes, tenses maiores do que as produzidas pelos painéis solares também devem ser geradas. Por exemplo, os amplifi- cadores TWT, na maioria dos transponders de comunicacao, nnecessitam de centenas de volts para operar adequadamen- te, Conversores CC-CC especias s80 usados para converter a tensio Caixa dos painéis solares para. tenséo Calta que osTWTs necessitam. >> Telemetria, comando e controle de subsistemas ‘Todos os satélites tém um SUBSISTEMA DE TELEMETRIA, COMANDO E connote (TC&C), que permite a uma estacdo terrestre monito- rare controlar as condicdes no satélite, O sistema de telemetria 6 usado para relatar o status dos subsistemas de bordo para a estacio terrestre (veja a Figura 4-16). 0 sistema de telemetria rnormalmente consiste em: diversos sensores eletrénicos para medir as temperatures, niveis de radiacéo, tenses de alimen- tacdo e outras importantes caracteristcas de opera¢ao. Poder, ser usados tanto sensores anal6gicos quanto digitais. Os sen- sores so selecionados por um multiplexador e entao conver- tidos em sinais digitais, que ento modulam um transmissor intemo. Esse transmissor envia a informagao de telemetria de volta para a estacao terrestre, onde é registrada e monitorada, Com essa informagéo, a estacéo terrestre entéo determina 0 status de operacio do satélite em todos os momentos. Um sistema de comando e controle permite que a estacSo terrestre controle o satélite. Normalmente, o satélite contém um receptor de comando que recebe sinais de controle do transmissor na estacio terrestre. Os sinais de controle s80, composts de: varios codigos digitais que determinam o que co satélite deve fazer. Varios comandos podem iniciar uma se- quéncia de telemetria, ativar 0s propulsores para a correcdo. de posi¢do, reorientara antena ou realizar outras operacdes, conforme exigido pelos equipamentos especiais especificos para a missio, Geralmente, 0s sinais de controle sao proces- sados por um computador de bordo. ‘A maioria dos satélites contém um pequeno computador digital, normalmente baseado em um microprocessador, que funciona como uma unidade de controle central para © satelite inteiro, 0 computador contém uma ROM interna com um programa de controle mestre que opera 0 com- putador e faz todos os outros subsistermas operarem como planejado.O receptor de comando e controle normalmente leva 05 cédigos de comando que recebe da estagdo terres- tre e 0s transfere para 0 computador, que entéo realiza a agio desejada © computador também pode ser utilizado para tomar deci sdes e fazer célculos necessérios. A informagéo recolhida 2 partir do sistema de telemetria pode ser processada pri- meiro pelo computador antes de ser enviada a uma esta- «do terrestre, A meméria do computador também pode ser utilizada para armazenar dados temporariamente antes do processamento ou antes de serem transmitidos de volta para terra, © computador também serve como contador de eventos ou clock. Portanto, o computador é um elemento de controle versatil que pode ser reprogramado através do sis- tema de comando e controle para realizar qualquer funcéo adicional que possa ser necesséria, especialmente aquelas que nao foram adequadamente previstas pelos projetistas da missio. >> Subsistemas de aplicacées O subsistema de aplicacao é composto pelos componentes especiais que permitem ao satélite cumprir a sua finalidade. Para um satélite de comunicaco, esse subsistema é consti tuido de transponders. Um satélite de observacao tais como aqueles usados para a coleta de informagées ou monitoramento do tempo pode sar cémeras de TV ou sensores infravermelhos para captat varias condigées na terra e na atmosfera. Essa informacio & transmitida de volta 8 Terra por um transmissor especial pro- jetado para esse propésito. Exister muitas variacdes desse subsistema, dependendo do uso. 0 SisTEMA DE POSICIONAMEN- To Guosal (GPS) por satéltes é um exemplo de um subsis- tema usatio para navegacao. Esse sistema é discutido em detalhe mais adiante neste capitulo. ee >> Estacées terrestres [A ESTACAO TenREsTRE é a base terrestre do sistema. Ela se ‘comunica com o satélite para levar a cabo a misao ide- Amplificadores decondicionamento Para. registrador desinas de deslocamento Apartc O SH Ac do mux Sensores 7 digital analgices S FR Contadortregistrador oO —_— Muliplexador | hock Ties analgica ae oscatcada | a Trensdutors = digitais ‘Modulador| Tec_ Registrador de [Transmissor} ; desiocamento Mux digital Antena Unidade de Sinais de Receptor de conuale > controle para Sat} memoria. [-———~ todosos v0. subsstemas (0) Figura 4~16 (o} Diagrama em bloco geral de uma unidade de tel alizada. A estacdo terrestre pode estar localizada nas ins- talagdes do usuério final ou remotamente fazendo uso de enlaces de comunicagio entre a estacao terrestre e 0 Usuério final. Nos primeiros sistemas de satélites, as esta- Ges terrestres eram colocadas em locals remotos do pa Por causa de suas antenas enormes e outros requisites cri- ticos, nao era pratico sua localizacio no centro da cidade Jemetria de um satélite.(b) O receptor de comando e o controlador. ‘ou zonas urbanas. Atualmente, estagdes terrestres ainda do complexas, mas suas antenas so menores. Muitas estagées terrestres agora sio localizadas no topo de edi- {icios altos ou em outras reas urbanas diretamente onde reside o usuario final. sso oferece a vantagem de eliminar sistemas de intercomunicacdo complexos entre a estacdo terrestre e 0 usurio final Comunicagao via satélite capitulo 4» Linhas, Micro-ondas e Antenas Como o satélite, a estacdo terrestre é constituida de varios subsistemas diferentes, Os subsistemas, na realidade, geral- mente cortespondem aqueles a bordo do satélite, mas s80 maiores e muito mais complexos. Além disso, existem varios subsistemas adicionais nas estacdes terrestres que nao se- riam apropriados em um satélite, Uma estacdo terrestre é composta por cinco subsistemas principais: antena, receptor, transmissor, EQUIPAMENTO DE conTnoLe TERRESTRE (GCE) € o subsistema de poténcia (vejaa Figura 4-17). Nao estd mostrado aqui os subsistemas de tele- ‘metria, controle e instrumentacao. (O subsistema de poténcia fornece toda a poténcia para os outros equipamentos. A fonte principal de alimentagao usa a linha de alimentago CA padréo. Esse subsistema opera fon- tes de alimentacdo que distribuem uma variedade de ten- ses CC para outro equipamento. O subsistema de poténcia também consiste em fontes de alimentacéo de emergéncia ‘ais como geradores diesel, baterias ¢ inversores para garan- ‘tiruma operacio continua durante falhas de energia Como mostrado na Figura 4-17, 0 subsistema de antena in- lui um o1PLexapoR, ou seja, uma montagem de guia de on- das que permite ao transmissor e ao receptor usarem a mes- Osclador r Ww i 1 1% . ! i cna i Conversor i : | edescida i io ! || ee A sstasde FE Qe Le] fees }-|omu | St i 2 it , | ree ->- s|— | ' o 1 Et ite i oe ! — i i Subsistema | = aed I t 1 if : ; ! ' t | t Diplexador| | f ! PorenclaCe = sucitma para todos 3 subsstemas —t on subse Figura 4-17 Diagrama em bloco geral de uma estacéo terrestre. i daportadora i Ee E | in Ee tosis f pote MUX | banda base HEL: ee we > Subsistemas de antenas Todas as estacées terrestres tem uma antena parabdlica re- lativamente grande que é utilizada para envio e recepcao de sinais do e para o satélite. Os primeiros satélites tinham trans- missores de poténcia muito baixa e, assim, 0s sinais recebidos na terra eram extremamente pequenos, Eram necessérias antenas enormes de alto ganho para captar os sinals do sa- télite. As parabOlicas nas estacGes terrestres eram de 80a 100 pés ou mais de didmetro, Antenas desse tamanho ainda sio usadas em alguns sistemas atuais de satélite e antenas ainda maiores sio usadas para sondas espacials longinquas. Os satélites modemos agora transmitem com poténcias muito maiores, Avangos também ocorreram nos circuitos € componentes de receptores. Por isso, antenas de estacoes terrestres menores sao praticas. Em algumas aplicagbes, pe- quenas antenas, como, por exemplo, de 18 pés de diametro, podem ser usadas. Normalmente, a mesma antena é usada para transmissao e recepgéo. Um diplexador é utilizado para permitir que uma nica antena seja usada por miltiplos transmissores e/ou receptores. Em algumas aplicacées, ¢ usada uma antena se- parada para telemetria e fungdes de controle. A antena em uma estagSo terrestre também tem que ser orientével. Ou seja, deve ser possivel ajustar o seu azimute e sua elevagao de modo que @ antena possa ser alinhada com o satélit. Entretanto, estacies terrestres de satélite geoesta- cionarios podem geralmente ter posicio fixa. Os ajustes de azimute e elevacdo sdo necessdrios para direcionar a antena para o satélite e permitir uma menor quantidade de ajustes 20 longo da vida do satélit. >> Subsistemas de recepcao O enlace de descida é o sussistemA DE REcERGKO da estacdo terrestre, Ele geralmente consiste em um pré-amplificador de baixissimo rufdo que recebe 0 pequeno sinal de um sa lite € 0 amplifica até o nivel adequado para processamento posterior. O sinal é entdo demodulado e enviado para outras partes do sistema de comunicaggo. Circuitos do receptor. Osubsistema de recepso con- siste em um LNA, conversores de descida e componentes relacionados. 0 objetivo do subsistema de recepcao é am- plificar o sinal do enlace de descida do satélite e converté- -lo para uma frequéncia intermedidria adequada. A partir desse ponto, o sinal Fl é demodulado e demultiplexado conforme necessério para gerar 0s sinais originais de ban- da base. Consulte 0 diagrama em bloco geral do subsistema de recep¢o mostrado na Figura 4-18. A Figura 4-18(a) mos- ‘tra um conversor de descida de converséo dupla. 0 filtro, passa-faixa de entrada permite 2 passagem de toda a fai- xa de 500 MHz do satélite. Esse alimenta um misturador juntamente com um oscilador local. A saida do misturador 6 um sinal Fl, geralmente 770 MHz. Este passa através de um filtro passa-faixa nessa frequéncia com uma largura de banda de 36 MHz. O sinal é entéo aplicado a outro misturador. Quando com- binado com a frequéncia do oscilador local, a saida do mis- turador é 0 valor Fl padréo de 70 MHz. Um Fl de 140 MHz é usado em alguns sistemas. Um filtro passa-faixa de 36 MHz de largura, posicionado apés 0 misturador, permite a passa- gem do canal desejado. Comunicagao via sat > capitulo 4 Linhas, Micro-ondas e Antenas een fan Co)“ we PSG) foe fo ° | L 7 5 Ea B o Entrada Misturador 770 MHz \ ‘Misturador “ge 7oo son —[ oe JC) ws PSC 2 a o a B = ta Figura 4-18 Conversores de descida de dupla conversao. (a) Sintonia RF. (b) Sintonia Fl. Nos conversores de descida de dupla conversio, sfousadas 9 > Subsistemas de transmissao Oenlace de subida é o subsistema de transmisso da estacao terrestre. Ele é composto por todos os equipamentos eletro- nicos que recebem o sinal a ser transmitido, amplificam e enviam para a antena. Em um sistema de comunicagio, os sinais a serem enviados para o satélite podem ser progre- mas de multiplas chamadas telefnicas ou dados digitais de um computador. Esses sinais so usados para modular a portadora, que é ampiificada por um amplificador de valvula de onda progressiva ou klystron. Esses amplificadores nor- malmente geram muitas centenas de watts de poténcia de said Is0 € enviado para a antena através de guias de ondas, combinadores e diplexadores para micro-ondas, (O sussisTeMa DE TRANSMISSAO consiste em duas partes bdsicas, 0 conversores de subida e os amplificadores de poténcia. Os conversores de subida convertem os sinais de banda base modulados nas portadoras de subida para as frequén- cias de micro-ondas do enlace de subida final que so apli- cados na antena. As portadoras moduladas so criadas no GCE transmissor. Equipamentos de controle terrestre de transmis- do. O subsistema de transmisso comeca com os sinais de banda base. Eles sao inseridos no multiplexador, se os miiltiplos sinais devem ser transportados por um transpon- der inico. As chamadas telefonicas s30 um bom exemplo. (Os multiplexadores por divisdo de frequéncia ou tempo so usados para montar o sinal composto. A saida do multiple- xador passa entao para um demodulador. Em sistemas ana- légicos, normalmente é usado um modulador de frequén- cia de banda larga. Ele opera a uma frequéncia portadora de 70 MHz com um desvio maximo de #18. Os sinais de video so enviados para o modulador diretamente; eles ndo so multiplexados. Em sistemas digitais os sinais analégicos sao primeiro igita- lizados com conversores PCM. A saida digital serial resultante € entdo usada para modular um modulador OPSK. Circuitos transmissores. Uma vez que 0s sinais F! mo- dulados foram gerados, a conversio de subida e a amplifi- aco acontecerdo antes da transmissao. Os conversores de subida individuals s80 conectados em cade saida do modu- lador. Cada conversor de subida é acionado por um sinte- tizador de frequéncia que permite a selecao da frequéncia de transmissio final. 0 sintetizador de frequéncia seleciona o transponder que iré usar no satélite. Os sintetizadores s80 geralmente ajustévels em incrementos de 1 kHz, de modo que qualquer conversor de subida possa ser ajustado para qualquer frequéncia de canal ou transponder. ‘Assim como nos conversores de descida, os conversores de subida usam conversio dupla. Séo usadas tanto a sintonia de RF quanto a de Fl (Figura 4-19). Coma sintonia de Fl, uma portadora sintonizével de um sintetizador de frequéncia & aplicada 20 misturador para converter o sinal modulado em um nivel Fl, geralmente 700 MHz. Outro misturador alimenta- do por um oscilador loca (LO) de frequéncia fia reaiza entio a conversdo de subida final para a frequéncia transmitida. Comunicagao via sat » capitulo 4 Linhas, Micro-ondas e Antenas isturador — listurador os we TE . forse ——-SQ}—“Pe PG} [we J = Fvesieseel Lo Para ampli- nd Misturador a ; aN : modulador ™ 0 Sintetizador de frequéncia o Figura 4-19 Circuitos tipicos de conversores de subida, (a) Sintonia Fl. (b) Sintania RF. Na sintonia RF, um misturador alimentado por um oscilador local de frequénciafixa realiza uma conversao de subida ini- cial para 700 MHz. Em seguida, um sintetizador de frequéncia RF sofisticado aplicado a um segundo misturador fornece a ‘conversio de subida para a frequéncia de micro-ondas final, Em alguns sistemas, todos os sinais F de 70 ou 140 MHz s80 combinados antes da conversio de subida, Nesse sistema, s80, usadas frequéncias portadoras diferentes em cada um dos moduladores para fornecer a canaliza¢so desejada. Quando convertido para.a conversao de subida, afrequéncia da porta- dora converterdasfrequéncias centrals dos transpondersindi- Viduais, Um circuito combinador Fl especial mistura todos os sinaislinearmente e os aplica em um tnico conversor de subi- da, Esse conversor de subidacria o sinal de micro-ondas final No entanto, na maioria dos sistemas, os conversores de subi- da (U/C) individuais s80 usados em cada canal modulado. Na saida dos conversores de subida, todos os sinais s80 combi- rnados em um combinador de micro-ondas que produz um sinal de saida Unico que alimenta os amplificadores finais. Esse arranjo é ilustrado na Figura 4-20. 0 sinal combinado final a ser transmitido para o satélite aparece na saida do combinador RF. Mas ele tem que ser pri- ‘metro amplificado consideravelmente antes de ser enviado ara a antena. ss0 ¢ feito pelo amplificador de poténcia. O ~amplificador de poténcia geralmente comeca com um est- gio inicial chamado de AMPLIFICADOR De POTENCIAINTERMEDIARIA (IPA). Este aciona adequadamente o amplificador de alta poténcia (HPA) final. Note, também na Figura 4-20, que so Usados amplificadores redundantes. O IPA principal eo HPA so usados até ocorrer ume falha. Chaves (SW) automatica- mente desconectam o amplificador principal com defeito € conectam o sobressalente para garantir operacao continua. Osinal amplificado ¢ entao enviado para aantena via quia de ‘ondas, diplexador filtro Ti8s tipos de amplificadores de poténcia sao utilizados em es- tagdes terrestres: transistor, valvula de onda progressiva (TWT) ekiystron. Amplificadores de poténcia transistorizados s80 usa- dos em pequenas e médias estacbes terrestres com baixa po- téncia, Poténcias até 50 W so comuns, Normalmente, transis- tores de efeito de campo de arsenieto de galio (GaAs MESFETS) e dispositivos MOSFETS de silicio sa usados nessa aplicacao. (Os mais recentes MESFETs de GaAs e dispositivos MOSFET de poténcia, quando operam em paralelo, podem atingir potén- cias de até 100 W. Melhorias adicionais séo esperadas. A maioria das estacdes terrestres de alta e média poténcias Usa TWTs eklystrons nos amplificadores de poténcia. Hé duas faixas de poténcia tipicas, uma de 200 a 400W e a outra de 2a 3 KW. A quantidade de poténcia depende da localizacao da estacdo e do tamanho de suas antenas. As caracteristcas —lue 4 Principal «| Dos ‘moduladores ——-[ ye || no GCE Paraa SW} antena ‘Combinador RF 2 Figura 4-20 Um combinador RF e um amplificador de poténcia. dos transponders dos satélites também influenciam no valor da poténcia necessaria para a estacSo terrestte. Como tém ocorrido methorias nos amplificadores de baixo ruido e os satélites tém sido capazes de transportar transponders de maior poténcia, os requisitos de poténcia do transmissor da estacio terrestre tém diminuido consideravelmente. Isso ‘também é verdade para os tamanhos das antenas, >> Subsistemas de poténcia A maiotia das estacoes terrestres séo alimentadas a partir de fontes CA normais. As fontes de alimentacao padrao conver- tema poténcla CA para tenses CC necessarias para operar todos os subsistemas. No entanto, a maioria das estagées terrestres tem sistemas de backup de energia. Sistemas de satélite, especialmente aqueles usados para comunicacéo confidvel de conversas telefdnicas, programas de TV, dados de computador, e assim por diante, no podem ‘cir’ Os sis- temas de backup de energia assumem a funcao de alimen- taco se ocorrer uma falha na linha CA. O sistema de backup de energia pode consistir em um motor diesel que aciona tum gerador CA. Quando a rede CA falhar, um sistema auto- rmético dé partida no motor a diesel. 0 gerador produz uma poténcia CA equivalente, automaticamente comutada para : =)p>- Sobressalente Chave SPOT eletrénica automtica — sw —_ © sistema, Sistemas menores podem usar FONTES DE ALIMENTA- ‘cho minrennupras (UPS), que derivam sua energia principal de baterias. Arranjos com grandes baterias acionam inverso- res CC-CA que produzem tensdes CA para o sistema. Fontes de alimentacao ininterrupta nao sao adequadas para longas falhas da rede elétrica porque as batertas se descarregam ra- pidamente. No entanto, para curtas interrupgdes de alimen- taco, ou seja, menos de 1 hora, elas sao adequadas. >> Subsistemas de telemetria econtrole O equipamento de telemetria consiste em um receptor € nos gravadores e indicadores que mostram os sinais de te- emetria.O sinal pode ser recebido pela antena principal ou uma antena de telemetria em separado. Um receptor sepa- rado em uma frequéncia diferente daquela dos canais de comunicacao € usada para fins de telemetria. Os sinais de telemetria dos varios sensores e transdutores no satélite sao multiplexados em uma unica portadora e sdo enviados & es- tacdo terrestre, O receptor da estacao terrestre demodula e demultiplexa os sinais de telemetria em saidas individuais. Essas sao entao gravadas e enviadas aos diversos indicadores como registradores gréficos, medidores e displays digitas. capitulo 4 » Comunicagao via satélite Linhas, Micro-ondas e Antenas Os sinais podem ser em formato digital ou convertidos para esse formato. Eles podem ser enviados para um computador ‘onde podem ser processados ¢ armazenados. 0 subsistema de controle permite que a estacao terrestre controle o satélite. Esse sistema geralmente contém um computador para inserir os comandos que modulam uma portadora que & amplificada e alimenta a antena principal. 0s sinais de comando podem fazer ajustes na posicéo do satélite ligar e desligar transponders, acionar os circuitos re- dundantes se 0s principais falharem e assim por diante. Emalguns sistemas de satélite em que a comunicagéo no é 2 funcao principal, alguns instrumentos podem ser uma par- te da estacéo terrestre, Instrumentacdo € 0 tetmo geral para todos os equipamentos eletrénicos usados para lidar com a informagéo transmitida de volta para a estacao terrestre, A instrumentacio consiste em demoduladores, demultiple- xadores, amplificadores, itros, conversores A/D ou proces- sadores de sinais. O sussistemA DE INSTRUMENTACAO é na reali- dade uma extensio do sistema de telemetria. Juntamente 8 veiculacao de informacéo sobre o préprio satélite,o sistema de telemetria pode ser usado para enviar informacées de volta relacionadas aos diversos experimentos cientificos rea- lizados no satélite. Em satélites utilizados para vigilancia, @ instrumentacéo pode ser de tal forma que ele pode lidar com fotografias ou ainda sinais de TV digital enviados de volta a partir de uma camera a bordo. As possibilidades sao extensas e dependem da real missio do satélite >> Terminal de abertura muito pequena (Um Terminat 0€ aseRTURA Muro Pequena (VSAT) é uma minia- tura de satélte e estacdo terrestre de baixo custo, No passa- do, a maioria das estacbes terrestres era grande e cara, Eram ‘grandes devido as enormes antenas parabdlicas, geralmente necessérias ¢caras devido ao custo dos equipamentos, Mas a0 longo dos anos, semicondutores e outras tecnologias descobertasfizeram diminuir muito o tamanho e o custo de estagdes terrestres. O VSAT é um resultado. Essas unidades sdo extremamente pequenas e montadas no topo ou na la- teral de um prédio e, em algumas vers6es, cabem em uma mala. Os custos variam de alguns milhares de délares para cerca de nao mais do que 6000 délares hoje. Eles podem ser instalados rapidamente por meio de conexées e apontando aantena Um VSAT & uma estacdo terrestre transmissora-receptora completa. A maioria delas, usadas nos Estados Unidos e na Europa, opera na banda Ku, de modo que as antenas sio muito pequenas, normalmente de 0,6 a 2,4 m de diametro. \VSATS na Asia, Africa e América Latina usam a banda C, que necessita de parabélicas maiores. VSATS APENAS DE RECEPCAO (RO) também sao disponiveis para aplicacées especiais,tais como transmissdo de video digital (DVBs). A maioria dos transmissores-receptores eletrénicos em um VSAT est con- tido em um invélucro montado na parabélica, Uma caixa contendo a antena corneta de alimentacao no ponto focal da pardbola contém 0 LNA, conversores de descida e de- moduladores no receptor e o amplificador de poténcia do transmissor. Em alguns sistemas, esses circuitos podem estar, contidos em um abrigo perto da base da antena para manter ‘curta a conexéo coaxial entre a antena cometa e a unidade transmissor-receptor. Um cabo conecta as entradas e saidas de banda base (voz, video ou dados) para um computador conectado ao sistema, Aaplicagao mais comum de VSATs atualmente é na conexdo de varias empresas remotas ou organizacdo em um sistema de computador principal. Por exemplo, a maioria dos postos de combustivel e lojas de varejo usam VSATs como terminais de ponto de venda (PoS) para transmitir operacdes de ven- das para o escritério, verificar cartoes de crédito de clientes € transmisso de dados de inventério, Empresas como Shell, Wal-Mart e Barnes & Noble usam VSATS. A maioria das lojas que vende bilhetes de loteria usa um VSAT como a maioria das cabines de pedagio usam SpeedPass e outras identifica- Bes por radiofrequéncia (RFID) de veiculos para pedagios. Um bom exemplo de RO VSAT é 0 aparelho receptor usado por clientes para recepcio de TV via satélite (DBS). iE >> Aplicagées de Satélite Cada satélite foi projetado para desempenhar alguma tarefa especifca, Sua aplicacao predeterminada especifica tipo de equipamento que deve ter a bordo e sua érbita. Embora neste capitulo sobre satélites a fase seja a comunicac30, 05 satélites sao tels para fins de observacao. >> Satélites de comunicacgao Aprincipal aplicacao para satélites atualmente é na comuni- cacao. Os satélites utilizados para esse fim funcionam como estacdes de retransmissao no céu. Eles permitem a comuni- cago de longa distancia confidvel em todo o mundo. Eles resolvem muitas das necessidades crescentes de comunica- fo da indtistria e do governo, Aplicagdes de comunicagSo continuarao a dominar essa indiistria, uso primério de satélites de comunicagéo é no servico de telefonia de longa distancia. Os satélites simplificam muito ‘no 56 a telefonia de longa distancia dentro dos Estados Uni- dos, mas também externamente. Outra aplicaco de comunicacgo importante é a TV. Hé mui- 0s anos, 05 sinais de TV sao transmitidos através de satélites para redistribuicéo, Por causa da alta frequéncia de sinais envolvidos na transmissao de TV, outros métodos de trans- isso de longa distancia no sao vidveis técnica e econo- micamente. Cabos coaxiais especiais e cabos de fibra dptica, bem como ligagdes de micro-ondas, tém sido utilizados para transmissio de sinais de TV de um local para outro. No en- tanto, com os satélites de comunicagao atuais, os sinais de TV. podem ser transmitidos facilmente de um lugar para outro, Todas as grandes redes de TV e empresas de TV a cabo usam os satélites de comunicacao para distribuigdo de sinais deTV. Transmissdo direta via satélite (DBS). 0 servico de TV via satélite mais recente & 0 SERVIGO DE TRANSMISSAO DIRETA via sarétre (DBS). € um sistema de distribuicéo de sinal de TV projetado para distribuit sinais diretamente para os con- sumidores. Os Estados Unidos tém uma ampla cobertura por satélite com transmisséo de alta poténcia semelhante 20 servico de TV a cabo para os domicilios equipados com receptores DBS especiais. Esses novos satélites trabalham em frequéncias de micro-ondas altas (Banda K) com po- téncia maior, de modo que sao necessérias apenas antenas ‘muito pequenas. O sistema DBS permite 0 uso confidvel de parabdlicas com didmetros to pequenos quanto 18 pole- gadas. Os receptores a FET GaAs de baixo ruido mais recen- tes tornam isso possivel Telefone mével via satélite. Uma aplicacio em de- senvolvimento é o servigo de telefonia mével via satélite. 0 sistema de telefonia mével celular conta com muitas células de baixa poténcia que funcionam como intermediarios en- treo sistema de telefonia padrao e os milhdes de telefones celulares mévels. Os novos sistemas propostos usam sat lites de baixa érbita para estabelecer um servigo de trans- isso para o sistema de telefonia principal ou para fazer a conexao diretamente entre dois telefones celulares usando osistema. ‘Apesar de tetmos uma oferta de quase uma cuizia de diferen- tes sistemas de telefonia mével via satélite, o mais avancado 6 odesenvolvido pela Motorola, Conhecido como Iaioium, ele utiliza uma constelacio de 66 satélites em 6 érbitas polares com 11 satélites por orbita situadas a 420 milhas da Terra (consulte a Figura 4-21). Os satéites operam na banda Lna faixa de frequéncia de 1,61 a 1,6265 GHz. Os satélites se co- ‘municam com estagdes terrestres denominadas de GATEWAY que conectam o sistema a rede telefénica pablica comutada. O satélites também se comunicam entre si. A comunicacao com os gateways e intersatélite ocorre a0 longo de frequén- cias de banda kA. O sistema proporciona uma cobertura ver- dadeiramente global entre dois aparelhos celulares ou entre um telefone celular e qualquer outro telefone na terra. E BOM SABER A principal utlizagao dos satélites de comunicagdo ¢ o serigo de telefonia de longa distancia. Gutro uso importante & a ‘ransmissdo de sinais de TV em longas cisténcias. Cada satélite do sistema transmite de volta Terra, criando 48 feixes pontuais que de fato formam dreas celulares de cobertura que se mover. Os feixes pontuais fornecem se- paraco espacial para permitir que mais de um satélite use as mesmas frequéncias para comunicacées simultaneas. A reutiizag3o de frequéncia faz uso eficiente de um pequeno nnlimero de frequéncias. A transmissao é feita por técnicas digitais. Uma forma espe- cial de QPSK é usada para modulacdo. O acesso mOLriPto Por bivisto DE Temro (TDMA), uma forma especial de multiplexa- (Bo por divisdo de tempo, é usada para fornecer miltiplos canais de voz por satélite. Além da comunicagao de voz, 0 Iridium seré capaz de for- necer todo um espectro de outros servicos de comunicacéo indluindo: 1, Comunicagéo de dados E-mail e outra comunicagéo de computador. 2. Fax Faxbidirecional. 3. Paging Paging global para os receptores com um dis- play alfanumérico de duas linhas. Comunicacdo via satélite capitulo 4» Linhas, Micro-ondas e Antenas 6 étitas polares com 11 satélites em cada uma Figura 4-21 Sistema de telefonia mével via satélite da Motorola 4. Servigos de Determinagéo de rédio (RDSs) Um subsistema que permite a satélites localizarem trans- ceptores na terra. A precisio esperada esté dentro de 3 milhas. O sistema Iridium tornou-se totalmente operacional no pe- riodo 1999-2000, e ainda esté operacional em uma escala limitada. 0 custo do servico é alto, mas acessivel a empresas € governos que precisam de comunicacao global ‘Outros sistemas de telefonia via satélite em todo o mundo tiveram problemas similares. Ao lado do Iridium, 0 Globals- tar 6 0 mais usado. Esse sistema utiliza 48 satélites LEO € CDMA para voz e comunicagao de dados. Outros sistemas de satélite menores em todo 0 mundo sao Teledesic, G2 € INMARSAT. >> Radio digital via satélite Uma das aplicacées de satélite mais recente é em RADIO DIGI- ‘TAL VIA SATELITE OU 0 SERVICO DE RADIO DIGITAL DE AUDIO (DARS)*. Esse servico oferece centenas de canais de misica, noticias, esportes e programas de rio principalmente para o carro @ para casa. As estacdes convencionais de radio AM e FM. cobrem apenas distancias curtas ¢ esto sujeitas aos efei- tos de propagacao de radio local e mesmo nacional. Quan- do estamos viajando de carro ou caminho, as estacdes de radio vémn e vao a cada 40 milhas ou menos. Se dirigirmos * N.de RT: Este servico ainda ndo existe no Basil nas areas rurais norte-americanas, nao vamos captar estado alguma. Isso ndo ocorre com o radio via satélite, que fornece cobertura continua completa da estacao selecionada onde quer que se esteja nos Estados Unidos, O sistema usa técni- «as de transmisséo digital que garantem alta qualidade de som estéreo imune ao ruido. Alm disso, 0 formato digital permite que os satélites transmitam outras informacdes, como o titulo das misicas e o artista, 0 tipo de miisica e ou- tos dados que sao mostrados em uma tela LCD. Dois sistemas desse tipo sao 0 XM Satellite Radio e o Sirius Satellite Radio. O primeiro usa dois satélites geoestacionarios chamadas Rock e Roll, posicionados para cobrir os Estados Unidos. O sistema Sirius Satellite Radio usa trés satélites de <6rbita eliptica. Cada satelite aparece sobre os Estados Unidos por aproximadamente 16 h/dia. Um satélite est sempre dis ponivel pare cobrir qualquer lugar nos Estados Unidos. Esses dois sistemas operam em 2,3 GHz, banda S. XN Sirius geram suas programacbes como fazem outas es- tacées de radio, e entao enviam os sinais digitalizados, enlace de subida, para os satélites. Os satélites fornecem cobertura continua de veiculos na estrada e nas casas norte-americanas. Os receptores de micro-ondas sao montados em carros como os outros rédios, mas eles exigem uma antena espe- cial externa ou montada na janela para uma melhor recep- (0. Normalmente, a unidade também contém um recep- tor AM e FM padrao, Esses rédios digitais por satélite esto disponiveis como uma op¢o na maioria dos cartos novos, € muitos fabricantes estdo oferecendo rédios digitais para veiculos existentes. Unidades para casa e portiteis também esto disponiveis >» Satélites de vigilan Outra aplicacdo de satélites esté na vigilancia ou observa- fo. A partir da vantagem de um ponto de vista elevado no céu, os satélites podem olhar para a Terra e transmitir ‘© que veem para as estagdes terrestres para uma grande variedade de propésitos. Por exemplo, os satélites militares sio usados para executar reconhecimento. Cameras a bor- do tiram fotografias que podem mais tarde ser enwviadas do satélite de volta & Terra para recuperacio, Cameras de TV podem filmar e enviar as imagens de volta & Terra como si- nais elétricos. Sensores infravermelhos detectam fontes de calor. Os radares de pequeno porte podem definir o perfil de caracteristicas da Terra Essas aeronaves funcionam um pouco como os satéltes. A aeronave, enquanto sobrevoa, fomece comunicacao de banda larga para clientes abaixo. Clientes a0 longo de milhares de quil6metros quadrados podem receber servicos tis como filmes, videoconferénci, Internet etelefone. O servico nao é prejudicado por cima, edificios,drvores ou pelas caractersticas do terreno. Osistema, chamado Halo, foi bem nos testes, farnecendo 52 Mbps. A ideiaé pilotar aeronaves Proteus sobre as grandes cidades nos padrdes fixados em 57,000 pés ou superior (acima dos avides e do mau tempo). O sistema foi desenvolvido pela Raytheon e Angel Technologies. Satélites de inteligéncia coletam informagées sobre os inimi- os e 0s potenciais inimigos. Esses satélites permitem moni- toramento com a finalidade de comprovar a observancia de outros paises da proibigio de testes nucleares e tratados de arsenais de misseis. Ha muitos tipos diferentes de satélites de observacao. Um tipo especial & 0 satélite meteorolégico, ou de condigdes climaticas. Esses satélites fotografam as nuvens e enviam de volta para a terra imagens que so usadas para determinar e prever oclima, Satélites geodésicos fotografam a terra coma finalidade de criar mapas mais precisos com mais detalhes. » Si Aterceira area de aplicagdes é a navegacéo. Sistemas ele- trdnicos tm sido usados hd anos para fornecer informagées sobre a posigdo exata de navios, avides e veiculos terrestres. Loran e Omega sdo sistemas bem conhecidos utilizados na navegacao maritima. LORAN é um sistema de alta precisio que utiliza estagbes costeiras ao longo das fronteiras de gua dos Estados Unidos. Mais de 50 estacdes transmitem fem uma frequéncia de cerca de 100 kHz em uma faixa que 6 muito limitada. Oss Usa sinais na faixa de 10 a 13 kHz e com oito estagdes pode cobrir o planeta. Em ambos os casos, a preciséo é limitada dentro da faixa de 1000 a 2000 pés. No entanto, essa é uma boa precisdo para a navegacio em geral. MA O ‘Aeronaves usam 0 VOR/DME Tacan system de navegagao. YOR significa van VHF e DME significa ISTANCIA, Tacan Se refere a NAVE lar, mas de alta frequéncia, em relagiod versio de maior preciséo do VOR/DME utlizada pe- Comunicagao via satélite > Linhas, Micro-ondas e Antenas los militares. YOR usa centenas de estacdes-farol que trans- mmitem um sinal de feixe estreito rotativo que vetora avides de uma estacdo VOR para outra a0 longo de rotas de tréfego. ‘aéreo comuns. DME permite medicées exatas de distancias centre estacdes. VOR transmite na feixa de 108 118 MHze0, Tacan opera na faixa de 960 a 1215 MHz. Precisdo tipica est na faixa de 200 a 600 pés. Obviamente, 0 uso é limitado aos Estados Unidos. Os sistemas de satélite superam alguns dos problemas com. os sistemas de navegago baseados em terra. Primelro, eles podem fornecer cobertura global para que avides e navios possam navegar em qualquer lugar na Terra. Usando varios satélites, pode ser obtida a cobertura global, superando as- sim as limitagdes dos sistemas em terra que esto confing- dos a um alcance definido pelas condigdes de propagacdo. dosinal Usando sistemas de satélte, sinais de alta frequéncia podem ser usados. Sinais de alta frequéncia proporcionam uma me- Ihor resolugéo e preciso no posicionamento, Finalmente, 0s sistemas de satélite podem fornecer dados de altitude ‘que outros sistemas no podem. Os sistemas de navegacéo. construidos pela Navy, como o Transit, foram todos descon- ‘tinuados em favor do GPS. >> Sistema de posicionamento global Sistema be Posicionamenro Gtosat (GPS), também conhe- cido como Navstar, é um sistema de navegagéo baseado em satélites que pode ser usado por qualquer pessoa com um receptor apropriado para identificar sua localizacdo na Terra. ‘A matriz de satélites GPS transmite, com alta preciséo,infor- mages de tempo codificadas que permitem a um receptor ‘alcular a sua localizacao exata em termos de latitude e fon- gitude na Terra ber como a altitude acima do nivel do mar. O.GPS foi desenvolvido pela Forca Aétea dos Estados Unidos para o Departamento de Defesa como um sistema global de radio-navegacao continuo que todos os servicos militares poderiam usar para navegacao de preciséo. Seu desenvol- vimento foi iniciado em 1973 e, em 1994, 0 sistema estava totalmente operacional. Osisterna Navstar GPS é um sIsTEMA DE NAVEGACKO ABERTO; OU seja, qualquer pessoa com um receptor GPS pode usé-lo. No entanto,o sistema é projetado para fornecer um navegacéo ‘com uma precisdo de até 100 m. A parte complementar do sistema, a0 mesmo tempo acessivel para uso militar e cha- ada de oispontsitinane seteriva (SA), oferece uma preciso Dispositivos GPS com mapas so pequenos o suficiente para serem montados em um painel ou guardados em uma mochila. Eles s0 populares também entre os velejadores. ‘muito maior (de 10 a 20 m). Essa precisdo & agore disponivel para qualquer usuario de GPS. 0 sistema bésico é altamente preciso e mais eficiente do que praticamente qualquer outro sistema de navegacao eletronica existente. Como resultado, (GPS esté gradualmente substituindo antigos sistemas mil tates e sistemas civis baseados em terra. 0 GPS é um excelente exemplo de um sistema baseado em satélites modernos e de técnicas de comunicacdo de alta tec- nologia usadas para implementé-lo. Aprender sobre GPS é uma excelente maneira de reunire ilustrar os conceitos com- plexos apresentados neste capitulo € nos anteriores. (0GPS consiste em ts segmentos principais:o segmento es- pacial,o segmento de controle e o segmento usuario. >> Segmento espacial secmento espaciat é a constelacao de satélites em érbita acima da Terra, com transmissores que enviam informacdes de tempo de alta precisdo para os receptores GPS na Terra. Os receptores no segmento de usudrios podem ser usados em terra, mar ouar. 2é satltes em 6 rbitas com angulode SS" de inclinagdo.e com altura de 10.898 milhas Figura 4-22 Segmento espacial do GPS. © GPS totalmente implementado consiste em 24 satélites operacionais principais ativos mais 3 satélites de reserva (veja a Figura 4-22). Os satélites esto organizados em seis orbitas, cada 6rbita contendo 3 ou 4 satélites. Os planos orbi tais formam um angulo de 55° com 0 Equador. A drbita dos satélites est a uma altura de 10.898 milhas nduticas acima da Terra (20,200 km). 0 periodo orbital de cada satélite é de aproximadamente 12h (11h58min). Cada um dos satélites em drbita contém quatro relégios atémicos de alta precisio. Eles fornecem pulsos em tempos precisos usados para gerar um cédigo binério tinico, ou sej tum cédigo pseudoaleatério que identifica o satélite espect- fico na constelagao que ¢ transmitido para a Terra, O satélite também transmite um conjunto de dados efemérides codifi- «cados digitalmente que define completamente a sua érbita precisa, O termo efeméride é em geral associado com a es- pecificag3o do local de um corpo celeste. Tabelas foram cal- culadas de modo que seja possivel identificar a localizacdo dos planetas e outros corpos celestes em locals e horérios precisos. Dados de efemérides também podem ser calcula- dos para qualquer corpo em érbita como um satélite. Essa informacao diz onde o satélite esta em um determinado mo- mento, e sua localizacao pode ser especificada com preciséo em termos de latitude e longitude. Informagées efemérides so codificadas e transmitidas a partir do satélte, fornecen- do uma indicacao precisa da posicéo exata do satélite acima da Terra, em determinado momento, Os dados de efeméride do satélite so atualizados uma vez por dia pela estacao de controle terrestre para garantira preciso, Um receptor de GPS na Terra é projetado para captar sinais de trés, quatro ou mais satélites simultaneamente. O recep- tor decodifica a informagao e, usando os dados de tempo e efernérides, calcula a posicio exata do receptor. O receptor contém um microcomputador de alta velocidade que efe- tua 0s célculos, em ponto flutuante, necessérios. A saida do receptor é um display decimal de latitude e longitude, bem como altitude. Leituras de apenas trés satdites so necessi- rias apenas para informacées de latitude e longitude, Uma leitura de um quarto satélite € necesséria para calculara alti- tude. A maioria dos receptores GPS agora inclui uma tela de mapa detalhado em um LCD a cores. Cada satélite GPS carrega dois transmissores que, juntos, trans- miter os sinais de sincronismo e localizacao para os recepto- res de terra, Um dos transmissores envia um sinal chamado L1 em 1.57542 MHz. O sinaltransmitido é um cédligo pseudealea- Comunicagao via satélite capitulo» Linhas, Micro-ondas e Antenas trio (PRO) chamado de cédigo de aquisicdogrosseiro (C/A). Ele transmitido a uma taxa de 1 Mbps usando BPSK. Ele repete a cada 1023 bits. 0 cédigo C/A € como os cédigos pseudoa- leat6rios usados em espalhamento espectral para distinguir entre sinais transmitidos no receptor. Todos os 24 satélites GPS transmitem na mesma frequéncia, mas 0 PRC é Unico para cada satéite para que o receptor possadistinguilos. Cada satélite também contém outro transmissor em uma frequéncia de 1227,6 MHz. Este é chamado de sinal L2. Ele ccontém outro RPC conhecido como o cédigo P transmitido ‘a uma taxa 10 Mbps. 0 cédigo P também pode ser cripto- arafado, e dessa forma foi chamado o cédigo ¥. Os cédigos P e foram originalmente projetados para uso somente por receptores GPS militares que seriam mais precisos do que os J0) que recebem apenas o sinal L1. Esse recurso foi chamado DISPONIBILIDADE SELETIVA (SA). O re- curso SA foi abandonado em 1 de maio de 2000. Atualmente, todos os receptores captam os dois sinais, permitindo que todos os receptores tenham uma preciso que identifica @ localizagao dentro de 10 m. As informacGes basicas contidas no sinal L1 consiste em da- dos de almanaque, dados das efemérides e data e hora atuais. (0s dados de almanaque efetivamente notificam cada recep- tor onde cada satélite esté durante o dia, Os dados de alma- aque ajudam o receptor a interceptarinicialmente em um sinal. Os dados de efeméride contém a posicdo e o instante exato de cada satdlite. Sdo esses dados que o receptor utiliza nos céleulos para identificar a sua localizacéo. O sinal hora e data vem dos elégios atémicos que cada satélte possul, Como todos os outros satéites, os satlites GPS contém uma Unidade de TT & C que é usada pelas estagies terrestres para transmit dados de efemérides atualizados e para garantir que ossatélite esté na sua posicao exata. Propulsores pequenos co- rmandados a partir da Terra permitem que as estacbes terrestres corrijam pequenos desvios que introduzem erros na medicao. >> Segmento de controle e relégios atémicos (© seamenro oe conrRoLe do GPS refere-se a varias estacdes terrestres que monitoram os satélites e fornecem informa- Bes de controle e atualizagio. A estagao de controle mestre 6 operada pela Forca Aérea dos Estados Unidos em Colorado Springs. Estacbes de controle e monitoramento adicionais esto localizadas em Hawall, Kmajalein, Diego Garcia e As- cension Islands. Essas quatro estagées de monitoramento nao so operadas por pessoas. Elas monitoram constan- temente 05 satélites e coletam informacdes de alcance de cada um, As posigées dessas estagdes de monitoramento so precisamente conhecidas. A informacio é enviada de Volta para a estacao de controle mestre no Colorado, onde toda a informagéo € recolhida eos dados de posicdo de cada satélite sio calculados. A estacdo de controle mestre ento transmite novas efemérides e dados de rel6gio para cada sa- télte no enlace de subida na banda S uma vez por dia, Esses dads atualizam a mensagem de navegacao, NAV-msg, com tum sinal de 50 bps que modula a portadora L1 e contém os bits que descrevem as érbitas dos satélites, as corregées de relégio e outras caractersticas do sistema, Os dados de telemetria transmitidos como parte da NAV- -msg também so recebidos pela estagdo de controle terres- {te para acompanhar o status de cada receptor. O sistema de controle com enlace de subida na banda S permite 8 estacéo terrestre fazer alguma estacdo corrigir a posigao do satélite conforme necessério. O posicionamento é realizado com os propulsores de hidrazina Relégios atémicos. 0 sinais precisos de temporizacao so derivados de reldgios atomicos. A maioria dos sistemas digitais deriva suas informagdes de temporizagao a partir de um oscilador de precisdo a cristal denominado de clock. Osciladores a cristal, embora precisos ¢ estéveis, ndo tém a preciséo e a estabilidade necessérias para o GPS. Dados de tempo devem ser extremamente precisos para fomecer in- formagées de navegacdo precisa, (Os RELOcios aTOmICos S40 osciladores eletronicos que usam a energia de oscilagéo de um gés para fornecer uma frequéncia de operacio estvel. ertos elementos quimicos tém dtomos que podem oscilar entre niveis baixo e alto de energia. Essa frequéncia de oscilagéo é extremamente precisa e estvel 0 césio @ 0 rubidio sd0 usados em relégios atémicos. Na forma gasosa, eles sa0 irradiados por energia eletromagné- tica em uma frequéncia proxima do seu ponto oscilante. No caso do césio, esta 9.192.631.770 Hz; no caso do rubidio, é 6.834.682.613 Hz. Esse sinal é gerado por um oscilador con- tolado por cristal de quartzo cuja frequéncia pode ser ajus- tada pela aplicaco de uma tensio controle em um varactor. 0 sinal de oscilagao do gas césio (ou rubidio) é detectado e convertide em um sinal de controle que opera o oscilador. Um detector de erros determina a diferenca entre a frequén- cia do cristal e as osclacdes do césio e gera a tensdo de con- ‘trole para ajustar com precisdo 0 oscilador a cristal. A saida do oscilador a cristal € entéo usada como um sinal de tempo- rizacdo preciso. Divisores de frequéncia € PLLs sao previstos para gerar os sinals de batxa frequéncia para serem usados. Esses sinais operam os geradores de cddigo C/A e P. O satélite GPS contém dois relé de césio e dois de rubi- dio, Apenas um € usado em um determinado momento. Os teldgios sao plenamente operacionais, de forma que se um falhar 0 outro pode ser acionado imediatamente. >> Receptores GPS Um recepror GPS & um receptor de micro-ondas super- -heterédino complexo projetado para captar os sinais GPS, decodifcé-los, e calcula a localizacao do receptor. A saida é geralmente um display LCD que fornece as informacdes de latitude, longitude e altitude e/ou um mapa da érea Ha muitos tipos diferentes de receptores GPS. Mais de 40 fabricantes produzem algum tipo de receptor GPS. As uni- dades maiores e mais sofisticadas sao usadas em veiculos. Existem também receptores civis sofisticados para uso em Varios tipos de aplicacdes de precisdo, tals como topografia cartografia.Diferentes modelos estio disponiveis para uso em aeronaves, navios e caminhdes. Unidades portétels tam- bém estéo disponiveis. Sintetzador © mais utilizado receptor GPS é 0 tipo portal, néio muito ‘maior do que uma calculadora de mao de dimensdes maio- res. A maioria dos circuitos utlizados na fabricacéo de um receptor GPS foi reduzida a forma de circuito integrado, per- mitindo que um receptor inteiro sea inserido em uma unida- de extremamente pequena alimentada por baterias. Tenha em mente que todos os receptores GPS nao so apenas re- ceptores de comunicacio super-heterodinos, mas também computadores sofisticados. Uma quantidade consideravel de matemética de alto nivel deve ser realizada para calcular a posigao do receptor a partir dos dados recebidos. ‘A Figura 4-23 é um diagrama em bloco geral de um receptor, GPS de uma tipica unidade portatil comercial simples e de baixo custo. O receptor consiste na antena, na seco de RF/ Fino oscilador de clock padro e em um sintetizador de fre- quéncia que fornece os sinais do oscilador local, bem como ‘os sinais de temporizacéo e clock para restante do receptor. utras segdes do receptor incluern um processador de sinais. digitais e um microcomputador de controle juntamente com ‘sua RAM e ROM. Os circuitos de Interface oferecem cone- xdes como display LCD. sistema de antena é um tipo de antena patch feita em uma placa de circuito impresso. Ela € projetada para receber sinais de polarizacdo circular a direita (RHCP) a partir dos satélites, GPS. Nas unidades portéteis, a antena é parte da estrutura, ye bance mn ms secre __t os etnies \ ane j— Demodulacor fF - =~ rrelsatert 4 snot ae oe de frequénca Osetadorde slockacrista Figura 4-23 Um receptor GPS. capitulo 4 » Comunicagao via satélite Linhas, Micro-ondas e Antenas Triangulagao GPS AAdeterminacao da localizagdo de um receptor GPS é baseada na medic&o da distancia entre o receptor e trés satélites. A distancia € determinaca medindo o tempo de chegada dos sinais dos satélites © entao calculando a distancia com base na velocidade das ‘ondas de radio, com fatores de orrecdo, Veja a Figura 4-25. Considere os trés satdlites A, Be C. receptor calcula primeira dis- tancia dele até o satelite A Note que a distancia de Aesté sobre um ciculo que cobre uma grande érea sobre a terra. Em seguida, ‘receptor calcula a distancia ao satlite B. Essa distancia 6 definida ao longo de outro circu. Os dois eiulos se interceptam em dois pontos. Um desses & a localizagdo exata, mas néo sabemos qual deles antes da leitura do terceiro satélite. A distancia do saté- lite € intercepta os outros dois circulos em apenas um ponto, Esse é o ponto de lacalizagao do receptor. ‘Agora, converta mentalmente cada circulo para uma esfera, Entao, podemos ver como os sinais realmente vieram juntos, Usando um quarto satliteobtemas um quarto ponto de intersecao que permite determinar a altitude, fisica unica e esté ligada diretamente & entrada do receptor. Em alguns receptores GPS maiores e mais complexos, a an- tena é uma unidade separada e pode ser montada em um onto alto e conectada ao receptor com cabo coaxial. receptor pode determinar sua posicéo exata somente cal- culando as informacdes de posi¢éo obtidas a partir de quatro satélites.O receptor capta os sinais de quatro satéltes simulta- neamente (veja a Figura 4-24). R1 a Ré sio satsltes de abran- géncia doiate. Como é usado espalhamento espectra, 0 recep- tor ignora todos os sinais,exceto aquele cujo pseudocddigo foi introduzido e usado para interceptar. Uma vez que o receptor satélte3 Satélite 4 late Figura 4-24 Navegacao com o GPS. intercepta um satélte, toda a informacéo extrafda do satéli- te, Em seguida, o cédigo C/A é comutado para outro satélite & vista, € 0 processo € repetido, Em outras palavras, o receptor realiza uma opera¢ao de multiplexacono tempo sobre os qua- tro satélites dentro do campo de visdo do receptor. Os dados so extraldos de cada um dos quatro satélites e armazenados na meméria do receptor. Dados de trés satélites sio necessérios para fxara posicSo do receptor. Seas dados de um quarto saté- lite estiverem disponiveis, a altitude pode ser calcula Uma vez que todos os dados foram acumulados, o micropro- cessador de dados e controle de alta velocidade no receptor ‘executa 0s célculos finais. O microprocessador é geralmente uma unidade de 16 bits com capacidade de ponto flutuante, Numeros de ponto flutuante dever ser usados para fomecer a preciso de célculo para a localizacao exata, 05 célculos realizados pelo receptor séo dados abatxo. Primeito, receptor calcula os alcances de R1 a R4 de cada um dos quatro satélites. Essas informag6es sdo obtidas medindo o desvio de ‘tempo entre os pulsos recebidos, que é o atraso na transmis- so entre 0 satélite e 0 receptor. Esses 540 0s tempos de T, a T, dados abaixo. Multiplicando esses pela velocidade da luz c, obtemos o alcance em metros entre o satélite e o receptor. ES- ses quatro valores de distancias so usados nos célculos fina: Ri=cxT, xh, xT, cxT, Ra O célculo das distancias ¢ a solugdo para as quatro equacdes simultaneas, como indicado na Figura 4-26.0s valores x, Ye Z Localizagéo realdo receptor Figura 4-25 Como funciona a triangulacéo para localizar um receptor GPS. so derivados do dado NAV-msg transmitido por cada um dos satélites.0 C, 60 viés do clock. Uma vez que existe uma diferen- gaeentrea frequéncia de clock no eceptor eo clock dos satélites, haverd alguma diferenca denominada de viés. No entanto, a0 fatoraro erro do clock nas equacées, ele seré cancelado, objetivo do microprocessador ¢ resolver para a posicao do usuétio, designado U,, U, U, nas equacoes. Uma vez que 0 <élculo foi feito, o microprocessador converte essa informa- ‘40 para latitude, longitude, altitude e dados, que sao exi- bidos na tela LCD. O display do receptor também mostra a hora do dia, que é altamente precisa, porque é derivada de rel6gios atémicos dos satelites Calculo das coordenadas de posigio (quatro equacées com quatro varivels) O- Uy, PHO- UF HZ— Up PHB GP Ort e424 @r- a © %-@)r+0,- Gy +e,- r= @- ©r %-@y+0-@y +2,-@y=a- © Calcul das coordenadas das posicées {(U,U,,U) €0 viés do clock (¢,) Figura 4-26 As equacdes resolvidas pelo receptor GPS. >> GPS aprimorado ‘Ao longo dos anos, uma série de servicos foram criados para ‘melhorar a preciséo do GPS. Essa precisdo inerente é menos de 10 m agora quea disponibilidade seletiva foi desabilitada, No entanto, para muitos, essa preciso é insuficiente. Erros causados por diferencas de velocidade de propagacao de si- nal na ionosfera e troposfera, pequenas variacées da posi¢So do satélite sinais de multipercursos e até mesmo diferencas de tempo causadas por deriva do clock se somam & perda de preciséo da posigao. Um dos servicos methorados & 0 GPS pirenenciaL (DGPS). Esse servico é executado pela Guarda Costeira dos Estados Uni- dos e esta disponivel apenas naquele pais, principalmente nas costas e nos principals rios. DGPS usa uma estacao fixa, cuja localizagéo exata é conhecida, Essa estagdo monitora to- dos os satélites e compara dados de localizacdo do satélite com a sua posicio conhecida. Ela determina qualquer erro na posicao que eles criam e transmite esse erro para os re- ceptores GPS, onde os dados de erro atualizam os dados re- cebidos para dar uma posi¢ao mais precisa, Os sinais de erro sao transmitidos em um radio separado de modo que um re- ceptor GPS também deve ter um receptor para o sinal DGPS para fornecer as informacdes de correcio de erros. Radios GPS com DGPS habilitado esto amplamente disponiveis, Comunicacdio via satélite » lo 4 Linhas, Micro-ondas e Antenas mas custam um pouco mais do que uma unidade padrao. Se voce quiser as informacées de posi¢ao mais precisa disponi- vel com um erro inferior a 5 m, esse € 0 servico para usar, se ele estiver disponivel localmente. Outro GPS aprimorado & chamado de sis PUADA (W senvolvido pela Federal Aviation Admistration (FAA) e pelo Departament of Transportation (DoT) nos Estados Unidos, de modo que as aeronaves poderiam usar 0 GPS como ins- trumento de controle de pouso cego. Atualmente, mesmo ‘com DGPS, 0 erro é grande demais para supor que um avido seria capaz de identificar com precis4o 0 fim da pista e suas extremidades. ‘OWAAS consiste em cerca de 25 estacées terrestres em torno dos Estados Unidos com localizacbes precisamente conhecidas e duas estacdes costeiras que coletam todos os dados das outras estagdes. Os dados coletados sao usados para determinar todos os erros e entao os sinais de correcgo diferencia sao transmitidos até um dos dots satélites qeoes- tacionérios que, por sua vez, transmite os sinais de correc3o para os receptores GPS. Assim como com o DGPS, o recep- tor tem que ter um WAAS habilitado para receber os dados corrigidos. 0 uso de WAAS melhora a preciso com um erro menor do que 3 pés, >» Apli ‘A principal aplicacéo do GPS € a navegacdo militar e afins. GPS é usado por todos os servicos de navios, aeronaves de todos 05 tipos e tropas terrestres. Usos civis também tém aumentado drasticamente por causa da disponibilidade de muitos receptores portétels de baixo custo. Na verdade, ago- a6 possivel comprar um receptor portatil por menos de 200 délares, A maioria das aplicacbes civis envolve navegacio, que normalmente & maritima ou relacionada com a aviacao. Caminhantes, campistas e outros entusiastas de esportes 20 arlive também usam GPS, E BOM SABER ‘06PS foi primeico usado com muito sucesso na operagdo ‘Tempestade no Deserto. Usos civisdesse sistema envolvem nravegacdo, agrimensura, carlografiae dispositivos de rastrea- mento de veculo 5 Aplicagées comercials incluem agrimensura, cartografia e construcgo. Localiza¢ao de vefculos é uma aplicagéo cres- cente para caminhdes e empresas de entrega, taxi, Onibus e transporte de trem. Servicos de policia, bombeitos, ambulén- < = | omunica¢do Optica Os sistemas de comunicacao éptica usam a luz para transmitir informagdes de um lugar para outro. A luz é um tipo de radiagao eletromagnética, como ondas de rédio. Hoje, a luz | infravermelha esta sendo usada cada vez mais como portadora para informacdes em um | sistema de comunicacao. 0 meio de transmisséo o espaco livre ou um cabo especial A que transporta a luz, chamado de cabo de fibra dptica. Como a frequéncia da luzé extremamente alta, ele pode acomodar taxas muito altas de transmissio de dados com excelente confiabilidade. Este capitulo apresenta os conceitos basicos, 0s citcuitos e as tecnologias de redes dpticas mais utilizadas. ais do espectro 6ptco e suas respectvas fairs de comprimento de onda. > Gitar oito beneficios dos cabos de fbra Spica sobre os caboseltricos para ccomunicagao. Citar sels aplicacbes tipicas de comunicagao que usam cabo de fibra 6ptica. : > Explicar comoa luz se propaga através de um cabo de fibra éptica, Citar os trés tipos biisicos de cabos de fibra Optica, bem como os dots materiais com os quais eles sao feitos. Calculara perda de transmissdo em decibéts de cabos de fra épticae conectores a0 longo de uma distancia, ! 2 Gitar os dois tipos de componentes de um transmissor Optico e suas principals | ‘aractersticas de operacéo. > Explicar ofuncionamento de um detector e um receptor éptico , > Citara natureza ea falxa de frequéncia do infravermelho, bem comoas fontes artificial ce natural de luz infravermelha. >> Principios de éptica ‘Acpnica em sié um importante campo de estudo e vai muito além do escopo deste livro. A maioria dos cursos de fisica in- ‘troduz os principios basicos da luz e da 6ptica. Vamos revisar brevemente os principios que se relacionam diretamente 2os sistemas de comunicacao éptica e componentes >» Luz ‘luz, as ondas de rédio e as micro-ondas so formas de raia- @o eletromagnética. As frequéncias de luz esto localizadas entreas de micro-ondas e raios X, como mostraa Figura 5-1 (a), Frequéncias de radio variam de aproximadamente 10 kHz a 300 GHz. As micro-ondas se estendem de 1 a 300 GHz. £ BOM SABER ‘Aluz raramente € referida em termos de frequéncia; preferivel- ‘mente, o comprimento e a onda da luz séo medidos em metros ‘entre os picos de uma onda. Afaixa de cerca de 30 a 300 GHz é geralmente definida como ondas milimétricas. Mais acima na escala est 0 ESPECTRO etc «cape de oma route se Iniaverneio caves fais 1 | __, con ] fadarcomuniago || * | T I ado | 1 | Geddes mi | | oe + Vemee + vot fsx Tas soowiz Gite sata | tart Aas alregitcas i done 20K Esnecvo ote Freq) ——> nas ongas ondascuras + conpanintndeonda 1020 um tum 077 um 1m er 06296 057 048 O45 Odum gium i {Ever tarnie [vere [ voles |! i | fimo ato And i : Micro-ondas Infravermeino | E Luz visivel | Ultravioleta "Tonge tudo teanot wt so0caie o0e Phe Ge = olgahert = 10H TH 10" a = petahera = 10" Figura 5-1 0 espectro dptico, (a) Espectro de frequéncias eletromagnéticas mostrando o espectro éptico. (b) Detalhes do espectro Sptico. capitulo 5 3 Comunicagao optica Linhas, Micro-ondas e Antenas rico, composto por luzinfravermelha,visivel e ultravioleta. A frequéncia do espectro optico esta na faixa de 3 x 10" a 3 X 10!° Hz. Isso inclui tanto a faixa do infravermelho quanto 2 do ultravioleta, bem como as partes visiveis do espectro. 0 espectro visivel é de 4,3 x 10a 7,5 x 10'*Hz. Raramente nos referimos 8 frequéncia da luz" Aluzé expres- sa em termos do comprimento de onda, Lembre-se que com- primento de onda é a distancia medida em metros entre os picos de uma onda. Ele é calculado com a expresséo familiar $300,000.00 = Soseaooe onde A (lambda) é 0 comprimento de onda, em metros, 300.000.000 6 a velocidade da luz em metros por segundo e £62 frequéncia em hertz, Os detalhes do espectro éptico sio mostrados na Figura 5-1(6). a (Ondas de luz s80 muito curtas e, geralmente, expressas em ‘NaNomeTROS (nm, um bilionésimo de metro) ou micROMETROS (um, um milionésimo de metro). Um termo mais antigo para micrometto é micron. A .uz visivet esté na faixa de 400 700 nm ou 0,4 20,7 wm, dependendo da cor da luz. A luz Violeta (400 nm) tem um comprimento de onda curtoe a ver- melha (700 nm) tem comprimento de onda longo. Outra unidade de medida para comprimento de onda de luz €oanasrrom. Um angstrom (A) € igual a 10~"° mou 10" am. Dizendo de outra forma, 1 zm é igual a 10.000 A. Logo abaixo da luz visivel esta uma regio conhecida como infravermelho. Seu espectro é de 0,7 a 1000 um. As vezes, ‘ouvimos infravermelho referido como infravermelho curto ou longo. Infravermelho curto corresponde as frequéncias proxi- ‘mas do espectro éptico einfravermelho longo é a frequéncia ‘mais baixa préxima da regido de micro-ondes superior [veja a Figura 5-1(6)], Logo acima do espectro visivel est a FAIKA DO ULTRAVIOLETA. Essa faixa esta acima da luz visivel violeta que possui um comprimento de onda de 400 nm ou 0,4 um até cerca de 10°® mou 0,01 jum ou 10 nm. Quanto maior a frequéncia da luz, menor o comprimento de onda. A principal fonte de luz Ultravioleta é 0 sol. Infravermetho e ultravioleta estao inclui- dos no que chamamos de espectro 6ptico, Velocidade da luz. As ondas de luz se desiocam em li- nha reta como as micro-ondas. Os raios de luz, emitidos por uma vela, lémpada ou outra fonte de luz, se move para fora em linha reta em todos os sentidos. As ondas de luz s80 consideradas como tendo uma frente de onda esférica, como as ondas de rédio. A vetocioave on wuz & aproximadamente 300,000,000 mis, ou cerca de 186.00 mi/s no espaco livre. Esses so 05 valores normalmente usados em célculos, mas para um resultado mais preciso, os valores reais sao proximos de 2,998 x 10° m/s ou 186.280 mils. Avelocidade da luz depende do meio no qual ela se propa- ga. A Figura 5-1 esté correta para os casos em que a luz se propaga no espaco livre, ou seja, 0 vacuo ou oar. Quando a luz passa para outro material, tal como vidro, agua ou plésti- 0, sua velocidade é menor, >» Optica fisica Oprica Fisica refere-se 85 formas com que a luz pode ser processada. A luz pode ser processada ou manipulada de diversas maneiras. Por exemplo, as lentes sdo muito utiliza- das para se concentrar, ampliar ou diminuir 0 tamanho das ‘ondas de luz de alguma fonte. Reflexao, A maneira mais simples de manipular a luz é refleti-la. Quando os raios de luz atingem uma superficie re- flexiva, como um espelho, as ondas de luz so jogadas para tris ou refletidas. Usando espelhos, a direao de um feixe de luz pode ser alterada, Areflexdo da luz a partir de um espelho seque uma lel fisica simples. sto &, 0 sentido da onda de luz refletida pode ser facilmente previsto, se 0 Angulo do feixe de luz que atinge o espelho for conhecido (consulta Figura 5-2). Considere uma linha imaginéria perpendicular com a superficie do espelho plano. Uma linha perpendicular, é claro, faz um angulo reto com a superficie, como mostrado. Essa linha imaginaria per- pendicular é denominada de normal. A normal é geralmente desenhada no ponto em que o espelho refleteo feixe de luz. Se 0 feixe de luz segue @ normal, a reflexao simplesmente Voltaré ao longo do mesmo caminho. O raio de luz refletido ‘coincidiré exatamente com o raio de luz original. Se oraio de luz atinge o espelho em algum angulo em rela- 20 a normal, oraio de luz refletido deixa o espelho no mes- ‘mo Angulo Bem relacéo a normal. Esse principio é conhecido comoa Le1DA nerLExAo. Ela 6 geralmente expressa da sequin- te forma: 0 éngulo de incidéncia éigual ao Gngulo de reflexdo, O raio de luz da fonte de luz é geralmente chamado de nalo ‘ncioenre. Ele faz um angulo A com a normal na superficie re- fletora, chamado de AnGuto DE INCIDENCIA. O raio refletido é a onda de luz que deixa a superficie do espelho. Seu sentido é alo ineidente: nian 1 I I I 1 ' t alo refletide (— Raio reratado Figura 5-2 tlustragdo da reflexdo e refragdo na interface de dois materiais Spticos determinado pelo angulo de reflexdo 8, que é exatamente igual a0 angulo deincidéncia Refragdo. 0 sentido do raio de luz também pode ser alterado pela retracko, que é a curvatura de um raio de luz que ocorre quando os raios de luz passam de um meio para outro. Na reflexdo, 0 raio de luz salta para fora da superficie de reflexo em vez de ser absorvido por ela ou passar através do espelho. A refracéo ocorre somente quando a luz passa através de material transparente como ar, agua e vidro. A re- fracéo ocorre no ponto onde duas substancias diferentes se tunem, Por exemplo, a refracao ocorre onde a gua e o ar se tunem. A linha divis6ria entre duas substancias diferentes ou meio é conhecida como fronteira ou interface. BOM SABER ‘forma mais simples de manipular a luz ¢ fazendo- a refletir O sentido da luz refletida pode ser previsto aplicando a lei da reflexéo: 0 Angulo de incidencia€ igual 20 Angulo de reflexdo. Para visualizara refragao, coloque uma colher ou um canudo em um copo de égua, como mostraa Figura 5-3(a). Se obser- varmos 0 copo de agua de lado, iré parecer que a colher ou 0 canudo esta dobrado ou apresenta um desvio na superficie da gua Outro fenémeno causado pela refracéo ocorre sempre que observaros um objeto sob a dgua, Podemos estar de pé em um riacho de aguas claras e observando uma pedra no fun- do. A pedra esté em uma posicio diferente de onde ela pa- rece estara partir da nossa observacao [veja a Figura 5-3(b)], A refracao ocorre porque a luz se propaga com velocidades diferentes em materiais diferentes. Avelocidade da luz noes- aco livre €em geral muito maior do que a velocidade da luz na agua, vidro ou outros materiais. A quantidade de refracio da luz de um material é normalmente expressa em termos do inpice be rerracho n. Essa é a razao entre a velocidade da luz no are velocidade da luz na substancia. € também uma fungao do comprimento de onda de luz. Naturalmente, o indice de refragdo do ar € 1, simplesmente porque 1 dividido por ele mesmo € 1. 0 indice de refragao da ‘gua é de aproximadamente 1,3 €0 do vidro ¢ 1,5, Comunicacao éptica > capitulo 5 Linhas, Micro-ondas e Antenas Desvio provocade pela refagéo \ 'S) canudo Video = Posigio —Posigio f aparente real Leto do racho @ © Figura 5-3 Exemplos do efeito da refracéo. Para obter uma melhor compreensdo dessa ideia, considere um pedaco de vidto com um indice de refracio de 15. sso significa ‘que a luz vai se propagar através do ar 1,5 pés, porém, durante ‘omesmo tempo, a luz iré se propagar apenas 1 pé através do vidro.O vidro diminui a onda de luz consideravelmente. 0 in- dice da refracio ¢ importante porque diz exatamente o quanto uma onda de luz ir encurvar em varias substancias BOM SABER (0 desvio ds raios de luz, conhecido como refracao,ocorre por- ‘que a luz se propaga em velocidades diferentes em materais diferentes. Esse fen meno ocare no ponto em que as duas substancias diferentes se unem. Quando um raio de luz passa de um meio para outro, a onda de luz encurva de acordo com o indice de refracéo. Na Figura 5-2, oraio incidente atinge a superficie em um angulo A do normal, mas é refratada por um angulo C. A relacdo entre os angulos e indices de refracéo é rn, senA=n, sen Agora veja a Figura 5-4. Um raio de luz passa através do ar. Faz um Angulo A com a normal. Na interface entre 0 ar € 0 Vidro,o sentido do raio de luz alterado. A velocidade da luz é mais lenta; portanto, o Angulo que o feixe de luz faz coma normal é diferente do &ngula de incidéncia. Seo indice de re- fracao for conhecido, o angulo exato pode ser determinado coma formula dada anteriormente, Se oraio de luz passa do vidro de volta para oar, ele vai nova- mente mudar de sentido, como mostra Figura 5-4. 0 ponto importante a notar é que &ngulo do rao refratado B ndo é igual ao angulo de incidéncia A Se 0 angulo de incidéncia for aumentado, em algum mo- mento 0 angulo de refragio seré igual a 90° em relagio a normal, como mostra a Figura 5-5(a). Quando isso acontece, co 1aio de luz refratado em vermelho se propaga ao longo da interface entre ar eo vidro, Nesse caso, diz-se que o angulo de incidéncia A é 0 Anguto cririco. O valor do ngulo critico depende do indice de refragao do vidro. Se fizermos 0 angulo de incidéncia maior que 0 angulo cri- ico, 0 raio de luz seré refletido a partir da interface [veja a Figura 5-5(b)]. Quando 0 raio de luz atinge a interface em um Angulo maior que o angulo critico, o rato de luz néo Normal " ' | Ago angulo | denies 7 t ar ' : Varo ' Aluz desvia por Pee causa da mudanca i A na velocidade { "ey { % Normal Figura 5-4 Como os alos de luz sdo desviados quando pas- sam de um meio para outto. passa através da interface para o vidro. O efeito é como se existisse um espelho na interface, Quando isso ocorre, (© angulo de reflexao B 6 igual ao Sngulo de incidéncia A, ‘como se um espelho real fosse usado. Essa acdo é conhe- ida como REFLEXKO INTERNA TOTAL, que ocorre somente em materiais em que a velocidade da luz é mais lenta que no at. Esse 6 0 principio basico que permite a um cabo de fibra <6ptica funcionar. re >> Sistemas de comunicacdo éptica ‘Sistemas de comunicacao éptica usam a luz como a portadora da informacao a ser transmitida. Como indicado anterior- aaa | Angulo > Justificativa para a comunicacgao por ondas de luz Apprincipal limitacao dos sistemas de comunicacéo é a sua capacidade restrita de transporte de informacdo. Em ter- mos mais especificos, isso significa que o melo de comu- nicagéo pode transportar uma quantidade limite de men- sagens. Essa capacidade de manipulacéo de informacées € diretamente proporcional a largura de banda do canal de comunicagio. O uso da luz como meio de transmissio oferece larguras de banda muito maiores. Em vez de usar um sinal elétrico que se propaga ao longo de um cabo ou ondas eletromagnéticas se propagando no espaco, a infor- macao € colocada em um feixe de luz que é transmitido através do espaco ou através de um guia de ondas de fibra Optica especial. >> Comunicagao por ondas da luz no espaco livre A Figura 5-6 mostra os elementos de um sistema de comuni- cacao Optica utilizando o espago livre. Ele consiste em uma fonte de luz modulada pelo sinal a ser transmitido, um foto- detector para pegar a luz e converté-la de volta em um sinal elétrico, um amplificador e um demodulador para recuperar ‘o sinal de informacdo original. maior | doque | oanguio| crtico | i Vidro 1 ta o Figura 5-5 Casos especiais de refracao. (2) Ao longo da superficie. (b) Reflexio. Comunicagao éptica » capitu Linhas, Micro-ondas e Antenas tees Ton LY, ae fonede Informagdo — Modulador (banda base) Espaco Figura 5-6 Sistema de comunicacao éptica usando 0 espago livre. Fontes deluz. Umtransmissoré uma fonte de luz. Outras, fontes de luz comuns sao D1000s emissones DE Luz (LEDs) e /a- sers. Es8a8 fontes podem seguir variacdes de sinais elétricos 180 répidas quanto 10 GHz ou mais. Lasers geram luz monocromdtica, ou de frequéncia tnica, que é totalmente coerente, ou seja, todas as ondas de luz esto alinhadas em sincronismo uma com a outra e, como resultado, produzem um feixe de luz muito estreito e Intenso. Modulador. Um mopu.apor ¢ usado para variar a inten- sidade do feixe de luz de acordo com o sinal modulante de banda base. A mopuLacao DE AMpuiTUDE, também conhecida como moDULAGAO DE INTENSIDADE, é usada onde a informa- ‘40 ou sinal de inteligéncia controla o brilho da luz. Sinais, analégicos variam o brilho de forma continua ao longo de um intervalo especificado. Essa técnica é usada em alguns sistemas de TV a cabo. Sinais digitais simplesmente ligam & desligam o feixe de luz a ume taxa de dados. E BOM SABER ‘Amaior parte da comunicagao por ondas de luzé realizada através de modulagéo de pulso, embora 4 modulagao de amplitude sea usada com sinais analégices Um modulador para sinais analégicos pode ser um transis- tor de poténcia em série com a fonte de luz e sua fonte de alimentago CC (veja a Figura 5-7). Um sinal de voz, video ou de outras informacées é aplicado a um amplificador que aciona um modulador a transistor classe A. A medida que o sinal anal6gico se torna positivo, o acionamento da base no transistor aumenta, fazendo o transistor conduzir mais, dimi- ‘nuindo a sua tensdo coletor-emissor. Isso aplica mais da ten- sio da fonte de alimentacdo fazendo a fonte de luz brilhar ‘mais. Uma diminuicSo na amplitude do sinal ou quando 0 ondas Lentes deluz “Amplificador m Fotodetector lie Sinal de informaci0 ‘em banda base ara negativo, leva o transistor no sentido do cor- te, reduzindo, assim, sua cortente de coletor e aumentando ‘a queda de tensdo no transistor. Isso faz diminuir a tenso na fonte deluz. Amodulago de frequéncia néo é utilizada na comunicacio de luz, Nao hé uma maneira pratica para variar a frequéncia da fonte de luz, até mesmo uma fonte monocromatica, como um LED ou um laser. A modulacéo de amplitude é usada com sinais analégicos, mas diferentemente a maior parte da co- municagao por ondas de luz é realizada por modulagao de pulso. ‘A moDUuLAcho DE Putso refere-se a ligar e desligar a fonte de luz de acordo com algum sinal bindrio serial. O tipo mais co- mum de modulaggo de pulso ¢ a modulacio por codificagéo de pulso (PCM), em que os dados bindrios em série séo orga- nizados em bytes ou palavras mais longas. Os formatos Ze Manchester s80 comuns. Receptor. A onda de luz modulada é captada por um fotodetector. Esse geralmente é um fotodiodo ou transistor, cuja condugéo € controlada pela luz. O pequeno sinal é am- plificado e demodulado para recuperar o sinal originalmente transmitido. Pode ser necessério um processamento digital, Por exemplo, se o sinal original for de voz, digitalizado por um conversor A/D antes de ser transmitido como um sinal PCM, entéo seré necessério um conversor D/A no receptor para recuperaro sinal de voz Comunicacéo por feixe de luz no espaco livre ¢ impraticével a disténcias muito longas por causa da grande atenuacao da luz devido aos efeitos atmosféricos. Nevoeiro, neblina, po- luigdo, chuva, neve e outras condigées absorver, refletem, refratam e dispersam a luz, atenuando e limitando muito a distancia de transmissao. Feixes de luz artificial usados para transportar informacées 40 destruidos durante o dia pelo sol. E podem softer interferéncia de qualquer outra fonte de luz que aponta na diregéo do receptor. As distancias so