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Relatório da Administração 2009 - CCR

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Companhia de Concessões Rodoviárias
Companhia Aberta CNPJ nº 02.846.056/0001-97

Relatório da Administração
1. Aos Acionistas É com grande satisfação que submetemos à apreciação de V.Sas. o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009, acompanhadas do parecer dos auditores independentes. 2. Apresentação A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) é uma holding cujo
Companhia de Concessões Rodoviárias
Companhia Aberta CNPJ nº 02.846.056/0001-97

Relatório da Administração
1. Aos Acionistas É com grande satisfação que submetemos à apreciação de V.Sas. o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009, acompanhadas do parecer dos auditores independentes. 2. Apresentação A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) é uma holding cujo

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Companhia de Concessões Rodoviárias

Companhia Aberta CNPJ nº 02.846.056/0001-97

Relatório da Administração
1. Aos Acionistas É com grande satisfação que submetemos à apreciação de V.Sas. o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009, acompanhadas do parecer dos auditores independentes. 2. Apresentação A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) é uma holding cujo objetivo é a exploração no Brasil e no exterior, direta ou indiretamente e por meio de consórcios, de negócios de concessões de obras e serviços públicos, especificamente, a prestação de serviços de operação de estradas de rodagem, vias urbanas, pontes, túneis e infraestruturas metroviárias. A criação da CCR foi o resultado de uma decisão estratégica dos seus acionistas fundadores, para concentrar os esforços dos mesmos em uma só empresa, aumentando o desempenho de cada concessionária e agregando maior valor aos negócios. A CCR detém 100% do capital social da Concessionária do Sistema Anhanguera-Bandeirantes S.A. (AutoBAn), da Concessionária da Rodovia Presidente Dutra S.A. (NovaDutra), da Concessionária da Ponte Rio-Niterói S.A. (Ponte), da Concessionária da Rodovia dos Lagos S.A. (ViaLagos) e da Concessionária das Rodovias do Oeste de São Paulo S.A. (ViaOeste) e 85,92% do capital social da RodoNorte – Concessionária de Rodovias Integradas S.A. (RodoNorte) Tem ainda 58% da Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A. (ViaQuatro), 40% da Renovias Concessionária S.A. (Renovias), 95% da Concessionária do Rodoanel Oeste S.A. (RodoAnel) e a mais recente delas, 45% da Controlar S.A (Controlar). Além disso, a CCR detém 99,90% do capital social das seguintes empresas prestadoras de serviços para o grupo: Actua Serviços Compartilhados Ltda., Actua Assessoria Ltda. e Engelog Centro de Engenharia Ltda.; 99,00 % da CPC (Companhia de Participação em Concessões), da CPCI (Companhia de Participações em Concessões de Infraestrutura) e da CPCSP (Companhia de Participações em Concessões de Serviços Públicos); 85,92% do capital social da Parques Serviços Ltda. e 38,25% do capital social da STP Serviços e Tecnologia de Pagamentos S.A. Com o objetivo de expandir sua área de atuação, a CCR pretende concorrer em novas concessões, por meio de licitações e Parcerias Público-Privadas (PPP) de governos Federal, Estaduais e Municipais, assim como aquisições de outras concessionárias já existentes. É também parte integrante de sua estratégia a exploração de atividades relacionadas à atividade principal, além de buscar novas oportunidades no mercado internacional, assim como concessões metroviárias e urbanas. 3. Mercado A partir de 1994, os governos Federal e Estaduais estabeleceram programas de concessão, entre eles, o programa de concessão de rodovias, cujo modelo possibilita a obtenção de recursos por meio da cobrança de pedágio para a recuperação e desenvolvimento da malha rodoviária brasileira. Grande parte dos recursos destinados à modernização e ampliação das rodovias é oriundo de empréstimos de longo prazo, concedidos pelo sistema financeiro nacional e estrangeiro, juntamente com investimentos diretos do setor privado. Restrições orçamentárias, dos governos Federal e Estaduais continuam a indicar a continuidade de novas oportunidades de crescimento para a empresa por meio de novas licitações de rodovias no mesmo conceito das atuais concessões. No final de 2004, foi aprovada no Congresso Nacional a regulamentação das PPP – Parcerias Público Privada, que pode significar a expansão do nosso mercado de atuação. O Brasil conta com aproximadamente 1,6 milhão de km de rodovias sendo que desses, 196,3 mil km são pavimentados, e, conforme mencionado no Relatório Anual ABCR 2008, aproximadamente 12,8 mil km são atualmente operados pela iniciativa privada. Em outubro de 2007, o governo Federal licitou sete rodovias com uma extensão total de aproximadamente 2.600 km. O leilão foi promovido pelo Ministério dos Transportes e pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), sendo o seu critério de julgamento o menor valor de tarifa de pedágio. Em março de 2008, o governo do Estado de São Paulo licitou o trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas, concessão onerosa, interligação entre os corredores de acesso à metrópole de São Paulo - SP-348; SP-330; SP-280; SP-270 e BR-116. A CCR foi a licitante que apresentou o menor valor de tarifa básica de pedágio ofertada e passou a explorar esse trecho a partir de junho 2008. Em outubro de 2008, o governo do Estado de São Paulo licitou cinco rodovias com uma extensão total de aproximadamente 1.763 km. O leilão foi promovido pela ARTESP (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo), sendo o seu critério de julgamento o menor valor de tarifa de pedágio. 4. Desempenho Econômico-Financeiro Destaques Em R$ mil 2009 2008 _________ _________ Receita Bruta 3.387.330 2.951.577 Receita de Pedágio 3.209.250 2.832.121 Outras Receitas 178.080 119.456 (-) Deduções da Receita Bruta 297.993 217.363 Receita Líquida 3.089.337 2.734.214 (-) Custos Totais 1.610.163 1.366.312 EBIT 1.479.174 1.367.902 Margem EBIT 47,9% 50,0% (+) Depreciação/amortização 425.551 353.829 (+) Despesas Antecipadas 54.524 10.121 EBITDA 1.959.249 1.731.852 Margem EBITDA 63,5% 63,3% (-) Resultado Financeiro Líquido 422.151 252.998 (-) Imposto de Renda e Contribuição Social 415.150 392.128 (-) Participação de acionistas não controladores 7.309 9.190 Lucro Líquido 634.564 713.586 Dívida Bruta 5.034.505 3.722.093 Investimentos 983.608 796.046 Veículos equivalentes (em milhares) 700.651 598.340 Na elaboração das demonstrações financeiras a Companhia adotou as alterações na legislação societária introduzidas pela Lei nº 11.638, aprovada em 28 de dezembro de 2007, bem como as respectivas modificações introduzidas pela Lei nº 11.941/09 (MP 449/08). Receita Operacional Consolidada A receita de pedágio em 2009 representou 94,7% do total da receita. O incremento das receitas de pedágio é conseqüência do tráfego, - que, medido em termos de veículos equivalentes, teve aumento de 17,1%. Além disso, a tarifa média apresentou uma redução de 3,2%, devido à incorporação da concessionária RodoAnel, onde proporcionalmente o percentual do aumento de tráfego foi maior do que o registrado na receita de pedágio. Em 2009, as receitas acessórias apresentaram um crescimento de 18,5%. Custos Totais Os Custos Totais (Custo dos Serviços Prestados somados às Despesas Administrativas) atingiram R$ 1.610.163 mil no ano de 2009, apresentando um aumento de 17,8% em relação a 2008. Os principais motivos dessas variações são indicados abaixo: As despesas de Depreciação e Amortização somaram R$ 425.551 mil no ano de 2009. O aumento de 20,3% refere-se à transferência de ativo em andamento para ativo definitivo e conseqüentemente início da depreciação, e à amortização do ágio pago na aquisição de participação de 40% na concessionária Renovias e 45% na Controlar. O Custo da Outorga (somado à apropriação de despesas antecipadas) atingiu R$ 267.213 mil. O aumento de 31,6% deveu-se à parcela variável da outorga, que é resultado do crescimento da receita bruta, à parcela fixa que foi reajustada em julho/09 nas concessionárias AutoBAn, ViaOeste e Renovias, e a incorporação da concessionária RodoAnel. O Custo de Serviços de Terceiros, atingiu R$ 378.150 mil no ano de 2009. O aumento de 3,6% decorreu principalmente da incorporação das concessionárias Renovias, RodoAnel, ViaQuatro e Controlar. O Custo com Pessoal atingiu R$ 295.199 mil no ano de 2009, registrando aumento de 17,4%. Esse aumento foi devido principalmente ao dissídio de 4% ocorrido em março/09 e ao aumento do quadro de funcionários (+458 funcionários). Os Outros Custos (seguros, aluguéis, marketing, viagens, meios eletrônicos de pagamentos e outros) atingiram R$ 244.050 mil no ano de 2009. O aumento de 26,4% foi o resultado do maior consumo de material para manutenção e conservação de rotina além da incorporação das concessionárias Renovias, RodoAnel, ViaQuatro e Controlar. Resultado financeiro No ano de 2009, o resultado financeiro líquido negativo foi de R$ 422.151 mil, comparado a um resultado financeiro líquido negativo de R$ 252.998 mil em 2008. Esse aumento deveu-se principalmente ao maior estoque da dívida e ao efeito não recorrente da adesão ao programa de redução e parcelamento de débitos de tributos Federais, conforme demonstrado na nota explicativa 18.b. Lucro Líquido Em 2009, o Lucro Líquido foi de R$ 634.564 mil, apresentando uma queda de 11,1% em relação a 2008. Essa queda decorreu principalmente do efeito não recorrente conforme mencionado no parágrafo anterior. Excluindo-se o efeito não recorrente, o Lucro Líquido em 2009 atingiu R$ 722.964 mil, apresentando um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Dívida Em 2009, a dívida bruta da CCR cresceu 35,3% em relação ao ano de 2008. Do total da dívida, o montante denominado em moeda local representava, em 2009, 78,5%, e o montante da dívida com vencimento em longo prazo representava 80,4%, comparado a 90,3% e 52,7%, respectivamente, no ano de 2008. O crescimento da dívida foi devido principalmente a dívida subordinada de R$ 347.000 mil da concessionária NovaDutra (julho/09), emissão de debêntures da CCR holding no valor de R$ 598.000 mil (agosto/09) e a contratação de financiamento de longo prazo para a concessionária RodoAnel nos valores de R$ 750.000 mil (outubro/09) e US$ 500.000 mil (dezembro/09). Investimentos No acumulado do ano de 2009 foram investidos 23,6% a mais do que no ano de 2008, conforme previsto nos cronogramas de investimentos das concessionárias. As concessionárias que mais investiram foram AutoBAn, NovaDutra e ViaOeste, representando respectivamente 28,3%, 17,6% e 24,2% do total investido. A AutoBAn investiu principalmente nas obras do Complexo Anhangüera e nas Marginais de Campinas e Sumaré. A NovaDutra investiu na implantação das marginais do Rio de Janeiro (km 169 a 172,5), na recuperação geral do pavimento e sinalização. A Concessionária ViaOeste investiu principalmente no Complexo Cebolão, remodelação do trevo de Jandira e reconfiguração das praças de pedágio do Km 18 e 20. Dividendos A Administração da CCR propõe a distribuição complementar de dividendos aos seus acionistas referentes ao exercício de 2009 de R$ 0,23 por ação, totalizando R$ 101,5 milhões, montante a ser submetido à aprovação da Assembléia Geral Ordinária (AGO). Considerando-se a antecipação de dividendos pagos em 30 de setembro de 2009 de R$ 1,16 por ação, teremos como resultado um “payout” de 89,7%, referente ao exercício fiscal de 2009. 5. Destaques do ano de 2009 No dia 9 de fevereiro de 2009, a CCR anunciou um Compromisso de Compra e Venda, irrevogável e irretratável, para aquisição de 45% do capital social da Controlar S/A. O valor final ajustado da aquisição foi de R$ 142.067 mil. No dia 4 de maio de 2009, a CCR anunciou um Compromisso de Compra e Venda, irrevogável e irretratável, para a venda de sua participação de 10% do capital social da empresa Northwest Parkway, LLC pelo valor de US$ 29.143 mil. No dia 30 de setembro de 2009, a CCR efetuou o pagamento de dividendos intermediários aos seus acionistas no valor de R$ 1,16 por ação, totalizando R$ 467.599 mil. No dia 22 de outubro de 2009, a CCR realizou oferta primária de ações com a emissão de 38.295.000 de ações ordinárias, incluindo 15% do lote suplementar – “Green Shoe” - ao valor de R$ 33,00 por ação, totalizando uma captação líquida para a companhia no valor de R$ 1.234.000 mil para financiar o desenvolvimento de novos negócios dentro do curso ordinário de nossas atividades e conforme nosso objeto social. No dia 27 de novembro de 2009, a CCR realizou o 5º CCR Day. No dia 3 de dezembro de 2009, a Companhia concluiu a contratação de financiamento de longo prazo para a Concessionária do RodoAnel Oeste, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Japan Bank for International Cooperation (JBIC) e Bancos Comerciais no valor total de U$ 500.000 mil. Responsabilidade Corporativa Em 2009, ano em que a CCR completou 10 anos, a empresa continuou contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico de suas regiões, investindo mais de R$ 8 milhões em projetos e ações sustentáveis, que beneficiaram milhares de usuários, moradores das cidades cortadas pelas suas rodovias e também a população em geral. Esses recursos viabilizaram mais um ano dos programas Estrada para a Cidadania e Estrada para a Saúde, o apoio aos projetos esportivos voltados à popularização do esporte como instrumento social, os projetos culturais Cine Tela Brasil e Circo Roda Brasil e uma ação inovadora em comemoração ao ano especial: a Festa do Teatro. As principais ações de responsabilidade corporativa desenvolvidas e patrocinadas pelo Grupo CCR em 2009 estão descritas a seguir: CCR Cultura nas Estradas A política cultural CCR Cultura nas Estradas tem o objetivo de apoiar a produção e distribuição de bens culturais genuinamente brasileiros para um público que nem sempre tem acesso a manifestações artísticas de qualidade, por meio do patrocínio de projetos itinerantes e regionais. Em 2009, foram investidos R$ 4,3 milhões nos diversos projetos culturais apoiados pelo Grupo CCR. Os dois carros-chefe do CCR Cultura nas Estradas são o Cine Tela Brasil e o Circo Roda Brasil. Ambos atualmente viajam todos os anos pelas rodovias do Grupo CCR, oferecendo cultura, lazer e entretenimento às comunidades lindeiras. O Cine Tela Brasil é a primeira sala de cinema itinerante do País. Iniciativa dos cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi, o projeto é apoiado pela CCR desde 2004 e, em seis anos, já foi visto por aproximadamente 550 mil pessoas, que moram nas cidades próximas às rodovias administradas pelas concessionárias do Grupo CCR. Reconhecido por seu sucesso de público e crítica, o projeto Circo Roda Brasil nasceu em 2006, quando o Grupo CCR decidiu investir na modernização da arte circense do Brasil, por meio do patrocínio à iniciativa dos grupos Parlapatões e Pia Fraus. Assim como em 2008, o Circo Roda Brasil viajou pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná com o espetáculo Oceano. Mas a grande novidade de 2009 no âmbito cultural foi a pioneira e inovadora Festa do Teatro. Idealizada e patrocinada pela CCR, distribuiu mais de 30 mil ingressos para cerca de 100 peças em cartaz na cidade de São Paulo durante 10 dias do mês de junho. Responsabilidade social, ambiental e esportiva Os projetos sociais, ambientais e esportivos continuaram no radar do Grupo CCR em 2009, beneficiando usuários e comunidades lindeiras. Novos projetos foram implementados e outros ampliados. Veja, a seguir, algumas dessas ações: Estrada para a Saúde Atentas às dificuldades do caminhoneiro em cuidar de sua saúde e aos riscos de acidentes decorrentes de problemas como sono e automedicação, as concessionárias CCR AutoBAn, CCR ViaOeste, CCR NovaDutra e CCR RodoNorte realizam o programa Estrada para a Saúde. O programa é a união de todos os projetos de saúde realizados pelas concessionárias do Grupo CCR e oferece acompanhamento contínuo aos caminhoneiros, por meio de exames médicos, tratamento odontológico e serviços gratuitos, além de orientações preventivas para melhorar sua qualidade de vida e bem-estar. Em 2009, o Estrada para a Saúde realizou mais de 13 mil atendimentos. Trailer Odontológico O projeto das concessionárias CCR NovaDutra, CCR AutoBAn e CCR ViaOeste oferece atendimento odontológico gratuito aos caminhoneiros e reforça a importância das práticas de higiene bucal com o objetivo de reduzir os níveis atuais de cáries e doenças periodontais, bem como a ampliar o acesso desses profissionais ao tratamento. Em 2009, realizou cerca de 4.500 atendimentos. Estrada para a Cidadania O programa dissemina informações sobre segurança de trânsito e cidadania entre os alunos de 3ª e 4ª séries das redes públicas de ensino fundamental nas cidades lindeiras. Realizado pelas concessionárias CCR AutoBAn, CCR NovaDutra e CCR ViaOeste, o Estrada para a Cidadania envolve educadores e crianças na faixa etária entre 8 e 11 anos. Em 2009, o programa foi aplicado em 66 cidades, beneficiando diretamente 155 mil alunos e quase 6 mil educadores. Desde a criação do projeto, em 2002, mais de 750 mil crianças tiveram a oportunidade de aprender noções sobre segurança no trânsito, transformando-se em agentes disseminadores de conhecimento e valores sobre a preservação da vida. Para 2010, a grande novidade será a expansão do projeto para as concessionárias CCR Ponte, CCR ViaLagos, CCR RodoNorte e CCR RodoAnel. Site Viva o Trânsito A CCR NovaDutra mantém, em parceria com o Denatran, o site Viva o Trânsito (www.vivaotransito.com.br), com o objetivo de multiplicar o acesso ao conteúdo do programa Estrada para a Cidadania. Em 2009, o site foi reformulado e recebeu mais de 4 mil visitas. Programa Parto Humanizado Realizado pela concessionária CCR RodoNorte, o programa visa auxiliar os municípios na luta pela redução da mortalidade infantil. Para isso, a empresa motiva as gestantes para a realização do pré-natal, presenteando com um enxoval as mães que comprovam a realização de, no mínimo, seis consultas na rede pública de saúde nas cidades de Ponta Grossa, Apucarana, Piraí do Sul, Ortigueira e Imbaú. Em 2009, o programa Parto Humanizado beneficiou mais de 3 mil gestantes. O programa, reconhecido e aprovado no Paraná, contribuiu com a redução de 50% no índice de mortalidade infantil em uma série de municípios do Estado do Paraná, como Piraí do Sul, na região dos Campos Gerais. Gincana da Qualidade Além dos projetos sociais voltados à saúde do caminhoneiro e da gestante, a CCR RodoNorte realiza anualmente o programa Gincana da Qualidade, evento que incentiva os colaboradores e parceiros da concessionária para a arrecadação de alimentos e brinquedos. Em 2009, mais de 360 pessoas foram envolvidas pelo trabalho de sensibilização desenvolvido pela CCR RodoNorte e mais de 38 toneladas de alimentos foram doadas para a coordenação da Campanha do Natal Sem Fome, em Ponta Grossa. Voluntários da Vida A concessionária CCR AutoBAn motiva seus colaboradores a participar de uma causa nobre: a doação de sangue. Em 2009, foram mais de 400 doadores, que beneficiaram cerca de 1.600 pessoas. Projeto SacoLona O material que antes servia para a divulgação de campanhas educativas e informação dos usuários atendidos pela concessionária CCR RodoNorte agora é transformado em bolsas customizadas, nécessaires, estojos escolares, bolsas universitárias, aventais, sacolas de feira, entre outros. Os objetivos do projeto são a geração de emprego e renda para cerca de 60 profissionais que integram a Associação para a Produção de Sacolas Retornáveis (Aprosar) e a destinação ecologicamente correta para as lonas utilizadas pela concessionária. Instituto Caminhos para a Vida O Instituto Caminhos para a Vida, promovido pelas concessionárias CCR Ponte e CCR ViaLagos, atua em quatro frentes distintas: a Escola de Vida, com foco em jovens de 15 a 19 anos, sob risco social; a Requalificação Profissional, voltada para adultos, principalmente, desempregados; a Consciência Comunitária, na qual são desenvolvidas ações sócio-ambientais em comunidades carentes; e o Instituto Solidário, voltado para o apoio material e afetivo em instituições de caridade. Em 2009, foram investidos mais de R$ 210 mil na Escola de Vida e a Requalificação Profissional do Instituto. Menor Aprendiz A CCR tem ainda importante parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), com o projeto Menor Aprendiz. Todos os anos, a CCR abre suas portas e contrata esses profissionais para atuar nas empresas do grupo. Programa Na Mão Certa A CCR, ao lado de outras grandes empresas, líderes em seus setores de atuação, decidiu abraçar uma causa extremamente delicada: o combate à exploração sexual de menores. O Programa Na Mão Certa, idealizado pelos institutos WCF-Brasil e Ethos, quer mobilizar toda a sociedade civil em prol da causa. Estão sendo adotadas diversas estratégias para a busca de soluções mais eficazes, como a criação de um Pacto Empresarial, além de ações voltadas especificamente para os caminhoneiros. Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência O programa, iniciado em 2007 e realizado também em 2009, tem o objetivo de Incluir nas empresas do Grupo CCR pessoas portadoras de necessidades especiais. Além disso, busca capacitar e preparar esses profissionais para o mercado de trabalho. Caravana do Esporte Coordenado pela ex-jogadora de vôlei, Ana Mozer, o programa visa utilizar o potencial do esporte como elemento de transformação social. As ações do programa são decididas de acordo com as características de cada município e envolvem a realização de oficinas de vários esportes para jovens e educadores; palestras especializadas para os educadores e exibição de vídeos educativos; oficinas para confecção de redes, raquetes e bolas; e a doação de material esportivo para as comunidades. Em 2009, o Caravana do Esporte beneficiou cerca de 310 mil crianças, de diversas cidades cortadas pelas rodovias do Grupo CCR. Rugby Social Por meio de uma parceria firmada entre o São José Rugby Clube e a CCR NovaDutra, com base em Lei de Incentivo Fiscal do CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente), crianças e adolescentes da cidade têm a possibilidade de serem incluídos no projeto Rugby Social. A prática do esporte oferece iniciação esportiva para 150 meninos e meninas com idades entre sete e 17 anos, moradores de bairros carentes de São José dos Campos. Duas vezes por semana um transporte especial pega os participantes do projeto em seus bairros de origem e os leva para o Campo do Centro Poliesportivo, sede do Clube. Lá, eles têm uma hora de aula de ginástica em academia e duas horas de aulas teóricas, fundamentos e prática do rugby. Ao final de cada aula, todos recebem refeição completa e são levados de volta para suas casas. Asfalto Ecológico As rodovias administradas pela CCR RodoNorte utilizam o Asfalto Ecológico, produzido por meio da utilização de pneus que anteriormente eram descartados. Entre os benefícios gerados pela tecnologia, além da questão ecológica, estão o aumento da segurança, a diminuição de ruídos e o aumento na vida útil do pavimento. Em 2009, a CCR RodoNorte investiu cerca de R$ 12 milhões no projeto. Manejo de Animais Silvestres Todas as concessionárias do Grupo CCR realizam com sua equipe de atendimento o treinamento para o manejo adequado dos animais silvestres. O resultado é o menor índice de acidentes nas rodovias, melhor colaboração com a Polícia Militar Ambiental e a contribuição com a preservação da fauna e flora da região. 6. Gestão de Pessoas no Grupo CCR A CCR acredita na capacidade criativa, realizadora e transformadora do ser humano, o que motiva a realização de um trabalho em equipe, levando a organização a superar desafios e limites. Fundamentada nesta crença, a empresa desenvolveu uma política de Gestão de Pessoas, por meio da qual oferece subsídios para promover o crescimento de seus profissionais, de maneira sólida e responsável. Os resultados desse conjunto de iniciativas demonstram o aumento de satisfação dos colaboradores, que, em 31 de dezembro de 2009, já somavam 5.584 pessoas, localizadas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. 7. Governança corporativa Primeira empresa a ingressar no Novo Mercado, o segmento mais exigente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a CCR continuou acessando, em 2009, o mercado de capitais como uma plataforma para seu crescimento qualificado. Em novembro, a empresa concluiu sua terceira oferta pública de ações na Bovespa, arrecadando R$ 1,234 bilhão. Com a operação, colocou mais de 38 milhões de novas ações no mercado, aumentando o percentual de ações em circulação para 34,78%, muito além do exigido pelo Novo Mercado. Além disso, o montante negociado diariamente na Bovespa subiu de R$ 20 milhões para R$ 40 milhões. Ações como esta, realizadas durante todo o ano, mostraram mais uma vez que a governança corporativa é um dos grandes diferenciais da CCR e uma das razões que explicam o sucesso da empresa perante os investidores e o mercado internacional. O pioneirismo que marcou o ingresso da empresa no mais alto nível de governança da Bovespa é visto também dentro de casa. A CCR foi a primeira empresa brasileira a instituir um Comitê de Governança, cuja principal função é avaliar o desempenho dos membros do Conselho de Administração. Isso demonstra o total comprometimento da Companhia e de seus administradores com a transparência e as melhores práticas. Há ainda outros pontos em que a CCR é considerada exemplo mundial. A administração é profissional e desvinculada das empresas controladoras. Os acionistas têm participações equilibradas, não havendo qualquer veto ou aprovação singular por qualquer dos controladores (quorum especial de 67% para determinadas matérias). Além disso, a empresa informa regularmente a Bovespa todos os contratos assinados com partes relacionadas. Para que isso ocorra de forma transparente e eficiente, o Plano de Investimentos do Grupo CCR é previamente aprovado para cada um dos negócios e a aplicação dos recursos são financiadas por terceiros que, constantemente, fiscalizam os preços e a execução por meio de engenheiros e empresas especializadas. Maiores informações e detalhes sobre a atuação da CCR no âmbito da governança corporativa podem ser encontrados em nosso site, por meio do endereço www.grupoccr.com.br/ri. 8. Perspectivas A CCR continua a trabalhar com a estratégia de capturar sinergias por meio da otimização administrativa do conjunto de seus negócios, com reflexos positivos em suas margens operacionais. A Companhia entende que seu crescimento de tráfego nas rodovias em que opera deverá, em geral, acompanhar o crescimento do PIB brasileiro. Adicionalmente, a administração continua em busca de novas oportunidades de negócios nos mercados nacional e internacional - primário e secundário - de concessões rodoviárias e metro-ferroviárias. 9. Agradecimentos Finalizando, queremos expressar os nossos agradecimentos aos usuários, acionistas, instituições governamentais, financiadores, prestadores de serviços e todos os colaboradores da CCR. 10. Considerações Finais Em atendimento à determinação da Instrução CVM 381/2003, informamos que, no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009, não contratamos nossos Auditores Independentes para trabalhos diversos daqueles correlatos da auditoria externa. Em nosso relacionamento com Auditor Independente, buscamos avaliar o conflito de interesses com trabalhos de não-auditoria com base no seguinte: o auditor não deve (a) auditar seu próprio trabalho, (b) exercer funções gerenciais e (c) promover nossos interesses. As demonstrações financeiras da Companhia de Concessões Rodoviárias – CCR aqui apresentadas estão de acordo com os critérios da legislação societária brasileira, a partir de informações financeiras auditadas. As informações não financeiras, assim como outras informações operacionais, não foram objeto de auditoria por parte dos auditores independentes. 11. Cláusula Compromissória A CCR está vinculada à arbitragem na Câmara de Arbitragem do Mercado, conforme Cláusula Compromissória constante do seu Estatuto Social. 12. Declaração da Diretoria Em observância às disposições constantes no artigo 25 da Instrução CVM nº 480/09, de 07 de dezembro de 2009, a Diretoria declara que discutiu, reviu e concordou com as opiniões expressas no parecer da KPMG Auditores Independentes, emitido nesta data, e com as demonstrações contábeis relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009. São Paulo, 18 de fevereiro de 2010. A Administração.

Balanços Patrimoniais
Em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais) Ativo Circulante Disponibilidades Conta reserva Contas a receber de clientes Partes relacionadas Dividendos e juros sobre o capital próprio Imposto a recuperar Impostos diferidos Pagamentos antecipados relacionados à concessão Contas a receber com operações de derivativos Despesas antecipadas e outras Total do ativo circulante Não circulante Realizável a longo prazo Conta reserva Partes relacionadas Imposto a recuperar Impostos diferidos Pagamentos antecipados relacionados à concessão Contas a receber com operações de derivativos Despesas antecipadas e outras Investimentos Imobilizado Intangível Diferido Total do ativo não circulante Total do ativo Nota 5 26 6 11 7 8a 9 24 10 Controladora ___________________ 2009 2008 ________ ________ 1.510.938 535.755 193.021 34.927 2.339 _________ 2.276.980 _________ 775.133 82 2.847 360.329 22.441 2.262 _________ 1.163.094 _________ Consolidado ____________________ 2009 2008 ________ ________ 2.121.145 1 135.864 97.977 59.573 24.398 68.036 1.797 26.828 _________ 2.535.619 _________ 1.037.871 1.771 103.912 74.672 46.328 19.756 34.360 18.262 34.597 _________ 1.371.529 _________ Passivo Circulante Financiamentos e empréstimos Debêntures Contas a pagar com operações de derivativos Fornecedores Arrendamento mercantil Impostos e contribuições a recolher Impostos e contribuições parcelados Imposto de renda e contribuição social Impostos diferidos Obrigações sociais e trabalhistas Partes relacionadas Dividendos e juros sobre o capital próprio Provisão para contingências Obrigações com o poder concedente Outras contas a pagar Total do passivo circulante Não circulante Financiamentos e empréstimos Debêntures Contas a pagar com operações de derivativos Arrendamento mercantil Impostos e contribuições a recolher - parcelados Impostos diferidos Provisão para contingências Provisão para passivo a descoberto Obrigações com o poder concedente - obras a executar Partes relacionadas Outras contas a pagar Participações de acionistas não controladores Total do passivo não circulante Patrimônio líquido Capital social Ajuste acumulado de conversão Reservas de lucros Total do passivo e patrimônio líquido Nota 15 16 24 21b 18a 18b 8a 11 22 20 27a 19 Controladora ___________________ 2009 2008 ________ _________ 59.536 2.744 118 248 12 3.777 17.410 101.523 72 _________ 185.440 _________ 1.119.577 237 175 8.300 10.890 900 _________ 1.140.079 _________ _________ 1.140.079 _________ 2.026.108 (2.827) 854.709 _________ 2.877.990 _________ 4.203.509 _________ 352.700 4.646 321 3.439 18.056 141.085 74 _________ 520.321 _________ 558.470 10.633 899 _________ 570.002 _________ _________ 570.002 _________ 791.761 (2.499) 789.265 _________ 1.578.527 _________ 2.668.850 _________ Consolidado ____________________ 2009 2008 ________ _________ 612.574 371.955 23.432 229.350 1.345 48.635 44.872 7.939 19.561 42.901 93.670 109.241 1.785 11.330 30.239 _________ 1.648.829 _________ 1.230.352 2.819.624 2.030 1.849 408.394 26.030 12.486 9.546 10.890 3.333 _________ 4.524.534 _________ 33.476 _________ 4.558.010 _________ 2.026.108 (2.827) 854.709 _________ 2.877.990 _________ 9.084.829 _________ 1.144.078 617.755 765 159.625 43.098 20.182 18.197 6.730 43.402 56.204 143.506 2.496 8.568 38.589 _________ 2.303.195 _________ 340.314 1.619.946 339.827 32.049 6.998 10.254 10.633 3.752 _________ 2.363.773 _________ 25.080 _________ 2.388.853 _________ 791.761 (2.499) 789.265 _________ 1.578.527 _________ 6.270.575 _________

Demonstrações de Resultados
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais) Controladora ______________________ Nota __________ _________ 2009 2008 67.976 66.883 (2.378) __________ 65.598 (22) (12.744) (16.679) (5.281) (1.173) __________ (35.899) __________ 29.699 23 23 (71.103) (131.760) 118.752 (6.742) 12 __________ 695.718 634.564 8b 8b _________ 634.564 __________ 634.564 __________ 1,44 _________ (2.618) _________ 64.265 Consolidado ____________________ 2009 2008 ________ _________ 3.387.330 2.951.577 (297.993) ________ 3.089.337 (217.363) _________ 2.734.214 (313.432) (278.617) (202.983) (145.814) (38.652) (78.940) _________ (1.058.438) _________ 1.675.776 (279.252) (440.952) 187.954 (28.622) _________ 1.114.904 (374.318) (17.810) _________ 722.776 (9.190) _________ 713.586 _________

Receita operacional bruta Deduções da receita bruta Receita operacional líquida Custos dos serviços prestados Depreciação e amortização Serviços Custo da outorga Custo com pessoal Materiais, equipamentos e veículos Outros Lucro bruto Receitas (despesas) operacionais Despesas gerais e administrativas Despesas financeiras Receitas financeiras Outras despesas operacionais Resultado de equivalência patrimonial Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social - Correntes Imposto de renda e contribuição social - Diferidos Lucro líquido antes da participação de acionistas não controladores Participação de acionistas não controladores Lucro líquido do exercício Lucro líquido por ação (em reais - R$)

(9) (372.191) (16.005) (306.225) (267.213) (14.154) (175.774) (5.786) (41.149) (2.099) ________ (92.319) _________ (38.053) ________ _________ (1.254.871) 26.212 1.834.466 (85.803) (33.281) 48.956 (7.693) 765.195 _________ 713.586 (318.332) (787.977) 365.826 (36.960) ________ 1.057.023 (428.709)

26 11 7 8a 9 24 10 12 13 14

3.626 62.342 154 _________ 66.122 _________ 1.848.148 1.478 10.781 _________ 1.926.529 _________ 4.203.509 _________

2.833 46.333 10 _________ 49.176 _________ 1.438.006 1.046 17.528 _________ 1.505.756 _________ 2.668.850 _________

1.538 1.902 62.355 39.548 2.037.988 32.544 8.892 _________ 2.184.767 _________ 3.754.529 528.281 81.633 _________ 6.549.210 _________ 9.084.829 _________

657 1.109 46.333 23.812 1.043.340 33.598 8.232 _________ 1.157.081 _________ 63.927 3.160.201 431.555 86.282 _________ 4.899.046 _________ 6.270.575 _________

15 16 24 21b 18b 8a 20 12b 27d 11 19

13.559 _________- _________ 713.586 _________ 713.586 _________ 1,77 _________ 641.873 (7.309) ________ 634.564 ________

22 22 22

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Quantidade de ações ao final do exercício (em unidades) 441.396.800 403.101.800 __________ __________ As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

www.grupoccr.com.br

continua

f.lopes

continuação

Companhia de Concessões Rodoviárias
Companhia Aberta CNPJ nº 02.846.056/0001-97

Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais) Nota Saldos em 1º de janeiro de 2008 Distribuição de dividendos Lucro líquido do exercício Ajustes acumulados de conversão Aumento de capital Destinações: Reserva legal Dividendos Reserva de retenção de lucros Saldos em 31 de dezembro de 2008 Distribuição de dividendos Lucro líquido do exercício Ajustes acumulados de conversão Aumento de capital Destinações: Reserva legal Dividendos intermediários Dividendos propostos Reserva de retenção de lucros Saldos em 31 de dezembro de 2009 Capital social ____________ 571.234 220.527 ____________ 791.761 1.263.734 ____________ 2.055.495 ____________ Custos de captação ____________ ____________ (29.387) Reservas de capital ____________ 220.527 (220.527) ____________ Reservas de lucros __________________________________ Legal Retenção de lucros ____________ __________________ 821.417 (201.551) 35.679 ____________ 35.679 31.728 133.720 __________________ 753.586 (129.750) Ajuste acumulado de conversão _________________ (136) (2.363) _________________ (2.499) (328) _________________ (2.827) _________________ Lucros acumulados ________________ 713.586 (35.679) (544.187) (133.720) ________________ 634.564 (31.728) (337.849) (101.521) (163.466) ________________ ________________ Total ____________ 1.613.042 (201.551) 713.586 (2.363) (544.187) ____________ 1.578.527 (129.750) 634.564 (328) 1.234.347 (337.849) (101.521) ____________ 2.877.990 ____________

Demonstrações do Valor Adicionado
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais) Controladora ___________________ 2009 2008 ________ _________ Receitas Serviços prestados Insumos adquiridos de terceiros Custos dos serviços prestados Materiais, energia, serviços de terceiros e outros Valor (reduzido) adicionado bruto Depreciação e amortização Valor (reduzido) adicionado líquido (consumido) gerado pela Companhia Valor adicionado recebido em transferência Resultado de equivalência patrimonial Receitas financeiras Valor adicionado total a distribuir Distribuição do valor adicionado Empregados Remuneração direta Benefícios FGTS Outras Tributos Federais Estaduais Municipais Remuneração de capitais de terceiros Juros Aluguéis Outorga Remuneração de capitais próprios Dividendos Lucros retidos do exercício Participação de acionistas não controladores nos lucros retidos 67.976 (19.034) (20.919) ________ 28.023 ________ (7.177) 20.846 ________ 695.718 118.752 ________ 835.316 ________ 49.651 6.652 1.704 315 9.238 336 130.743 2.113 439.370 195.194 ________ 835.316 ________ 66.883 (23.731) (47.068) _________ (3.916) _________ (8.178) (12.094) _________ 765.195 48.956 _________ 802.057 _________ 37.786 5.392 1.626 582 8.284 498 32.562 1.741 544.187 169.399 _________ 802.057 _________ Consolidado ____________________ 2009 2008 ________ _________ 3.387.330 (430.323) (179.453) ________ 2.777.554 ________ (425.551) 2.352.003 ________ 365.826 ________ 2.717.829 ________ 201.082 44.560 10.835 3.172 608.810 397 160.168 762.698 17.021 267.213 439.370 195.194 7.309 ________ 2.717.829 ________ 2.951.577 (308.787) (250.201) _________ 2.392.589 _________ (353.829) 2.038.760 _________ 187.954 _________ 2.226.714 _________ 172.738 35.129 9.452 4.002 539.619 356 98.231 437.513 3.915 202.983 544.187 169.399 9.190 _________ 2.226.714 _________

22 a 22 c 22 d 22 c

163.466 ____________ ____________ ____________ __________________ (29.387) 67.407 787.302 ____________ ____________ __________________ ____________ As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) 1. CONTEXTO OPERACIONAL Viabilizar soluções de investimentos e serviços em infraestrutura. Essa é a principal contribuição da CCR - Companhia de Concessões Rodoviárias (Companhia) para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. A CCR, um dos maiores grupos privados de concessões de rodovias do mundo, tem como objeto social participar em empresas que possuam concessão de exploração de rodovias, assim como em empresas prestadoras de serviços relacionados à operação de rodovias, vias urbanas, pontes, túneis, infraestruturas metroviárias e inspeção ambiental veicular. Fazem parte do Grupo CCR as seguintes empresas: • Concessionária da Rodovia Presidente Dutra S.A. (CCR NovaDutra) • Concessionária do Sistema Anhanguera-Bandeirantes S.A. (CCR AutoBAn) • Concessionária da Rodovia dos Lagos S.A. (CCR ViaLagos) • Concessionária da Ponte Rio-Niterói S.A. (CCR Ponte) • Concessionária de Rodovias Integradas S.A. (CCR RodoNorte) • Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo S.A. (CCR ViaOeste) • Concessionária do Rodoanel Oeste S.A. (CCR RodoAnel) • Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A. (ViaQuatro) • Companhia de Participações em Concessões (CPC) • Parques Serviços Ltda. (Parques) • Actua Serviços Compartilhados Ltda. (Actua Serviços) • Actua Assessoria Ltda. (Actua Assessoria) • Engelog Centro de Engenharia Ltda. (EngeLog) • Serviços e Tecnologia de Pagamentos S.A. (STP) • Companhia de Participações em Concessões de Infra-Estrutura (CPCI) • Companhia de Participações em Concessões de Serviços Públicos (CPCSP) • Companhia de Concessões Rodoviárias México S. de R.L de C.V. (CCR México) • CCR - USA, LLC. (CCR Estados Unidos) Concessões do Grupo CCR A CCR é responsável por 1.922,6 quilômetros de rodovias da malha concedida nacional, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, sendo que em 1.832,02 quilômetros é responsável pela administração e em 90,58 quilômetros pela conservação e manutenção. As rodovias estão sob a gestão das concessionárias Ponte, NovaDutra, ViaLagos, RodoNorte, AutoBAn, ViaOeste, Renovias e RodoAnel Oeste. Além disso, quando do início das operações da concessionária ViaQuatro, a CCR passará a administrar, também, 12,8 quilômetros de malha metroviária, no Estado de São Paulo. Veja, a seguir, mais detalhes das concessões do Grupo CCR: CCR NovaDutra: Rodovia BR-116/RJ/SP (Via Dutra) entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, num total de 402,2 km. O prazo do contrato de concessão vai até fevereiro de 2021; CCR AutoBAn: Sistema Anhanguera-Bandeirantes, composto pelas rodovias SP-330 e SP-348, entre São Paulo e Limeira, sendo responsável pela administração (operação, conservação e manutenção) de 316,8 quilômetros, e manutenção-conservação de 5,9 quilômetros. O prazo do contrato de concessão vai até dezembro de 2026; CCR ViaLagos: Ligação viária entre os municípios de Rio Bonito, Araruama e São Pedro da Aldeia, abrangendo as rodovias RJ-124 e RJ-106, totalizando 56 km. O prazo do contrato de concessão vai até janeiro de 2022; CCR Ponte: Ponte Presidente Costa e Silva (Rio-Niterói), totalizando 23,3 km. O prazo do contrato de concessão vai até maio de 2015; CCR RodoNorte: Rodovia BR-376, de Apucarana a São Luís do Purunã; Rodovia BR-277, entre São Luís do Purunã e Curitiba; PR-151, de Jaguariaíva a Ponta Grossa; e BR-373, entre Ponta Grossa e o Trevo do Caetano, sendo responsável pela administração (operação, conservação e manutenção) de 487,5 quilômetros, e manutençãoconservação de 80,28 quilômetros. O prazo do contrato de concessão vai até novembro de 2021; CCR ViaOeste: Rodovias SP-280 Castello Branco, SP-270 Raposo Tavares, SP-075 Senador José Ermírio de Moraes e SP-091 Dr. Celso Charuri, entre a capital e o oeste do Estado de São Paulo, sendo responsável pela administração (operação, conservação e manutenção) de 168,62 quilômetros, e manutenção-conservação de 4,4 quilômetros. O prazo do contrato de concessão vai até dezembro de 2022; CCR RodoAnel: Trecho oeste do RodoAnel Mário Covas, interligação entre os corredores de acesso à cidade de São Paulo (SP-348, SP-330, SP-280, SP-270 e BR-116), numa extensão total de 32 km. O prazo do contrato de concessão vai até junho de 2038. ViaQuatro: Operação e manutenção da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, totalizando 12,8 km. A empresa está em fase pré-operacional, com previsão de início das operações no primeiro semestre de 2010. O prazo do contrato de concessão vai até novembro de 2038, podendo ser prorrogado até 2041. Renovias (através da Controlada CPC): responsável pela administração das rodovias SP-215, SP-340, SP-342, SP-344, e SP-350, entre Campinas e o Sul de Minas Gerais, com extensão de 345,6 km. O prazo do contrato de concessão vai até maio de 2022. Controlar (através da Controlada CPC): A Controlar é uma concessionária de serviços públicos municipais que detém, até abril de 2018, a concessão para implantação e execução do Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso do Município de São Paulo. Outras empresas do Grupo Além destas concessões, a CCR possui participação nas seguintes empresas: Companhia de Participações em Concessões (CPC): A controlada tem participação de 99% da CCR e de 1% da Actua Assessoria Ltda. Seu objetivo é participar do capital de outras sociedades. A CPC detém 40% do capital social da Renovias, concessionária responsável, até maio de 2022, pelas rodovias SP-215, SP-340, SP-342, SP-344, e SP-350 do Estado de São Paulo. A CPC e a Brisa firmaram, em fevereiro de 2009, Contrato de Compra e Venda de Ações sob Condições Suspensivas, com a empresa CS Participações Ltda. seus acionistas e respectiva controlada BR Inspeções S.A. para aquisição de 45% do capital social da Controlar pela CPC e 10% pela Brisa, correspondente a 50% das ações ordinárias (CPC) e 100% das ações preferenciais (Brisa). Em 13 de agosto de 2009 foi concluída a compra da Controlar, tendo sido pago pela CPC o montante total de R$ 142.067. Actua Serviços Compartilhados Ltda., Actua Assessoria Ltda., Engelog Centro de Engenharia Ltda. e Parques Serviços Ltda. que têm por objetivo a prestação de serviços às empresas controladas da Companhia. Serviços e Tecnologia de Pagamentos S.A (Grupo STP) e suas controladas Centro de Gestão de Meios de Pagamento S.A. e Sociedade de Gestão de Meios de Pagamento Ltda., cujo objetivo é operar os serviços de pagamento automático de pedágios e estacionamentos. Atualmente presta serviços nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A CCR detém 38,25% do capital social da STP. Companhia de Concessões Rodoviárias México S. de R.L de C.V. cujo objetivo principal é prospectar, em território mexicano, os mercados de concessões rodoviárias e de infraestrutura de trens subterrâneos (metrô). Atualmente esta controlada não detém nenhum contrato de concessão. CCR - USA, LLC, cujo objetivo principal é prospectar negócios de concessão nos Estados Unidos da América. Em 04 de maio de 2009, a controlada firmou Contrato de Compra e Venda de Ações com a Brisa - Autoestradas de Portugal S.A. (“Brisa”), para a venda da totalidade da sua participação, correspondente a 10% do capital social na empresa Northwest Parkway, LLC, no valor de US$ 29.143 mil, o que resultou em um ganho de US$ 1.789 mil, integralmente liquidados em 05 de maio de 2009. A Northwest Parkway é a concessionária responsável pela exploração da concessão de aproximadamente 14 km que integra o anel viário da cidade de Denver, no estado do Colorado, EUA. Consequentemente, após a alienação deste investimento a controlada passou a não deter nenhum contrato de concessão. CPCI (Companhia de Participações em Concessões de Infra-Estrutura) e CPCSP (Companhia de Participações em Concessões de Serviços Públicos), ambas com participação de 99% da CCR e de 1% da Actua Serviços Compartilhados Ltda. As empresas foram criadas com objetivo de participação no capital de outras sociedades. Sobre o negócio As concessões rodoviárias do Grupo CCR consistem na exploração de rodovias/ponte mediante arrecadação de pedágio e, em extensão limitada, receitas provenientes da exploração da faixa de domínio ao redor das rodovias. As concessionárias são responsáveis por reparar, ampliar, conservar, manter e operar estas rodovias. Como parte do contrato de concessão, os Poderes Concedentes transferiram às concessionárias os imóveis e demais bens que estavam em seu poder até a assinatura do contrato de concessão, sendo responsabilidade dessas zelar pela integridade dos bens que lhes foram cedidos, além de fazer novos investimentos para a construção ou melhorias das rodovias e da ponte. O Grupo CCR detém a concessão metroviária para exploração da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo, por um período de trinta anos. A concessão é no regime de parceria público-privada pela qual há o pagamento, pelo Poder Concedente, de contraprestações pecuniárias. A concessionária é responsável pelo fornecimento dos trens e sistemas (sinalização, comunicação e controle) e o Poder Concedente pela infraestrutura metroviária. Além das concessões de rodovias, ponte e infraestrutura metroviária, o Grupo CCR, por meio de sua controlada Controlar (controle compartilhado), detém a concessão municipal para prestar os serviços públicos relativos ao programa de inspeção ambiental veicular do município de São Paulo. A concessão contempla a implantação dos Centros de Inspeção e a realização da inspeção obrigatória de veículos licenciados no município, leves e pesados, com motores do Ciclo Otto e Ciclo Diesel. Os contratos de concessão não incluem cláusulas de renovação, com exceção da ViaLagos, Controlar e ViaQuatro. A extensão do prazo de concessão pode ocorrer em caso de necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato pactuado entre as partes. No final do período de concessão de rodovias, ponte e infraestrutura metroviária, retornam ao Poder Concedente todos os direitos, privilégios e bens adquiridos, construídos ou transferidos no âmbito do contrato de concessão. As concessionárias terão direito ao ressarcimento relativo aos investimentos necessários para garantir a continuidade e atualidade dos serviços abrangidos pelo contrato de concessão, desde que ainda não tenham sido depreciados, e cuja implementação devidamente autorizada pelo Poder Concedente tenha ocorrido nos últimos cinco anos do prazo de concessão. Os contratos de concessão determinam reajustes anuais das tarifas básicas de acordo com fórmulas específicas neles descritas e são baseadas em índices de inflação também especificados nos contratos. 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS a. Apresentação As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as normas emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em 18 de fevereiro de 2010 foi autorizada pela Administração da Companhia a conclusão destas demonstrações financeiras. b. Reclassificações Reclassificações nos fluxos de caixa consolidado As reclassificações foram efetuadas para melhor apresentação de acordo com o pronunciamento técnico do CPC nº 03 - Demonstração dos fluxos de caixa, conforme abaixo demonstrado: Saldo 2008 Itens apresentado Reclassificações Reclassficado ___________ _______________ ____________ Atividades operacionais Ajuste do lucro do período Constituição e juros sobre contingências 4.136 (2.139) 1.997 Variação de ativos e passivos Contas a receber (28.336) 191 (28.145) Partes relacionadas (12.662) 2.843 (9.819) Despesas antecipadas outorga fixa (842.915) 2.749 (840.166) Despesas antecipadas e outras (10.555) 1.485 (9.070) Fornecedores 45.865 (1.496) 44.369 Obrigações sociais e trabalhistas 14.251 (1.516) 12.735 Impostos e contribuições a recolher e parcelados e provisão para imposto de renda e contribuição social 97.058 (2.136) 94.922 Obrigações com o poder concedente 7.977 (4.092) 3.885 Outras contas a pagar (17.803) (5) (17.808) Atividades de investimento Aquisição de investimentos (93) (18.207) (18.300) Pagamento pela compra de 40% da Concessionária Renovias S.A., líquido do caixa adquirido (263.954) (263.954) Aquisição de ativo imobilizado (1.048.182) 116.310 (931.872) Aquisição de ativo intangível 204.634 204.634 Atividades de financiamento Resgates/Aplicações na conta reserva (2.428) 1.830 (598) Captações 2.602.984 (36.497) 2.566.487 3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS Apuração do resultado O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência do exercício. A receita operacional é reconhecida quando da utilização pelos usuários das rodovias e da ponte e quando da prestação de serviços. Uma receita não é reconhecida se há incerteza significativa na sua realização. Estimativas contábeis A elaboração das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração da Companhia use de julgamentos na determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos sujeitos a estimativas e premissas incluem valor residual do ativo imobilizado, intangível e diferido, provisão para redução ao valor recuperável, provisão para devedores duvidosos, imposto de renda diferido ativo e passivo, provisão para contingências, mensuração de instrumentos financeiros e pagamentos baseados em ações. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados em razão de imprecisões inerentes ao processo da sua determinação. A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto revisam as estimativas e as premissas trimestralmente. Instrumentos financeiros Os instrumentos financeiros são classificados em: • Mensurados ao valor justo por meio do resultado: referem-se a ativos e passivos financeiros que são mantidos para negociação ou que são instrumentos financeiros derivativos (exceto instrumentos de hedge de fluxo de caixa definidos como efetivos) e que, no reconhecimento inicial, tenham sido assim classificados; • Mantidos até o vencimento: são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e com vencimentos definidos, para os quais a Companhia tem a intenção positiva e capacidade financeira de manter até o vencimento. São valorizados pelo custo amortizado em contra partida do resultado; • Empréstimos e recebíveis: são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos e determináveis, que não são cotados em mercado ativo e não estejam classificados como mantidos para negociação, disponíveis para venda, ou que tenham sido classificados inicialmente como mensurados ao valor justo por meio do resultado e são valorizados pelo custo amortizado em contra partida do resultado; • Disponíveis para venda: são ativos financeiros não derivativos que estão disponíveis para venda e não são classificados nas outras categorias. Esses instrumentos são valorizados pelo seu valor justo, sendo as receitas decorrentes da valorização reconhecidas no resultado e o ajuste a valor de mercado em contas destacadas de patrimônio líquido, líquido dos efeitos fiscais. Custo de transação na emissão de títulos Os custos incorridos na captação de recursos junto a terceiros estão sendo apropriados ao resultado em função da fluência do prazo, com base no método do custo amortizado, que considera a taxa interna de retorno (TIR) da operação para a apropriação dos encargos financeiros durante a vigência da operação. A utilização do custo amortizado faz com que os encargos financeiros reflitam o efetivo custo do instrumento financeiro e não somente a taxa de juros contratual, ou seja, incluem-se neles os juros e os custos de transação da captação, bem como prêmios recebidos, ágios, deságios, descontos, atualização monetária e outros. Assim, a taxa interna de retorno considera todos os fluxos de caixa, desde o valor líquido recebido pela concretização da transação até todos os pagamentos efetuados ou a efetuar para a liquidação dessa transação. Moeda estrangeira A Administração da Companhia definiu que sua moeda funcional é o real, de acordo com as orientações do CPC 02 - Efeitos nas Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis, aprovado pela Deliberação CVM nº 534. As transações em moeda estrangeira, isto é, todas aquelas não realizadas na moeda funcional, são convertidas pela taxa de câmbio das datas de cada transação. Ativos e passivos monetários em moeda estrangeira são convertidos para a moeda funcional pela taxa de câmbio da data do fechamento. Os ganhos e as perdas de variações nas taxas de câmbio sobre os ativos e os passivos monetários são reconhecidos na demonstração de resultados. Ativos e passivos não monetários adquiridos ou contratados em moeda estrangeira são convertidos com base nas taxas de câmbio das datas das transações ou nas datas de avaliação ao valor justo, quando este é utilizado, e passa a compor o valor de registro contábil em reais destas transações, não se sujeitando a variações cambiais posteriores. Os ganhos e as perdas, decorrentes de variações de investimentos no exterior, são reconhecidos diretamente no patrimônio líquido na conta de ajustes acumulado de conversão e reconhecidos no demonstrativo de resultado quando esses investimentos forem alienados total ou parcialmente. As demonstrações financeiras das controladas no exterior são ajustadas às práticas contábeis do Brasil e posteriormente convertidas para a moeda funcional local, pela taxa de câmbio da data do fechamento. Ativos circulante e não circulante Contas a receber de clientes As contas a receber de clientes referem-se, substancialmente, a receitas de pedágio eletrônico e acessórias, as quais são registradas pelo valor faturado, incluindo os respectivos impostos incidentes sobre o faturamento. A provisão para devedores duvidosos foi constituída em montante considerado suficiente pela administração para suprir as eventuais perdas na realização dos créditos. Investimentos Os investimentos em controladas com participação no capital votante, superior a 20% ou com influência significativa e em demais sociedades que fazem parte de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum são avaliados por equivalência patrimonial. Outros investimentos que não se enquadrem na categoria acima são avaliados pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para desvalorização, se aplicável. As informações sobre os investimentos estão divulgadas na nota explicativa nº 12. Ativo imobilizado O imobilizado é demonstrado ao custo de aquisição ou construção, deduzido das depreciações acumuladas. As principais melhorias são capitalizadas e os gastos com manutenção e reparos, quando incorridos, são debitados no resultado. Os custos com projetos de expansão, construção e melhorias, enquanto não finalizados, são contabilizados como imobilizações em andamento. A depreciação é computada pelo método linear, às taxas consideradas compatíveis com a vida útil e/ou o prazo de concessão, dos dois o menor. Outros gastos são capitalizados apenas quando há um aumento nos benefícios econômicos desse item do imobilizado. Qualquer outro tipo de gasto, quando incorrido, é reconhecido no resultado como despesa. As principais taxas de depreciação estão demonstradas na nota explicativa nº 13. Ativos intangíveis Os direitos de uso e custos de desenvolvimento de sistemas informatizados são demonstrados ao custo de aquisição, deduzido da amortização, a qual é calculada pelo método linear. Os ágios gerados na aquisição e aumento das participações em investidas com vida útil definida e fundamentados com base na expectativa de rentabilidade futura, são amortizados linearmente até o limite do prazo da concessão / contrato. Os ágios gerados na aquisição ou aumento de participações em negócios que não tenham vida útil definida não são amortizados. As taxas de amortização do intangível estão divulgadas na nota explicativa nº 14. Gastos Pré-operacionais A partir de 1º de janeiro de 2009, os gastos pré-operacionais não podem mais ser capitalizados e, consequentemente, passaram a ser registrados como despesas operacionais, com exceção daqueles que se qualificam como composição do custo dos ativos, a exemplo de custos de pessoal diretamente vinculado ao processo de aquisição e preparação dos ativos para funcionamento, bem como os juros de empréstimos relacionados à aquisição dos ativos enquanto estes estiverem em construção. Arrendamento mercantil • Arrendamento mercantil operacional Os pagamentos efetuados sob um contrato de arrendamento operacional são reconhecidos como despesas no demonstrativo de resultados em bases lineares pelo prazo do contrato de arrendamento, conforme nota explicativa nº 21. • Arrendamento mercantil financeiro Determinados contratos de arrendamento mercantil transferem substancialmente para a Companhia os riscos e benefícios inerentes a propriedade de um ativo. Esses contratos são caracterizados como contratos de arrendamento financeiro e os ativos são reconhecidos pelo valor justo ou pelo valor presente dos pagamentos mínimos previstos em contrato. Os bens reconhecidos como ativos são depreciados pelas taxas de depreciação aplicáveis a cada grupo de ativo. Os encargos financeiros relativos aos contratos de arrendamento financeiro são apropriados ao resultado ao longo do prazo do contrato, com base no método do custo amortizado e da taxa de juros efetiva, conforme nota explicativa nº 21. Ativo Diferido O ativo diferido refere-se às despesas pré-operacionais. A controlada RodoAnel e a controlada em conjunto ViaQuatro optaram por manter o saldo do ativo diferido existente até 31 de dezembro de 2008 até a sua realização total por meio de amortização ou baixa contra o resultado. Esses ativos são amortizados linearmente pelo prazo máximo de dez anos. Redução ao valor recuperável Os ativos imobilizados e intangíveis têm seu valor recuperável testado, no mínimo, anualmente, caso haja indicadores de perda de valor. O ágio (goodwill) e ativos intangíveis com vida útil indefinida têm a recuperação do seu valor testada anualmente, independentemente de haver indicadores de perda de valor. Passivos circulante e não circulante Os passivos circulante e não circulante são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data do balanço patrimonial. Provisões Uma provisão é reconhecida no balanço patrimonial quando a Companhia, suas controladas e controladas em conjunto possuem uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. Pagamentos baseados em ações Os efeitos de pagamentos baseados em ações são calculados com base no valor justo e reconhecidos no balanço patrimonial e demonstração de resultados, à medida que as condições contratuais sejam atendidas. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social do exercício corrente e diferido são calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ 240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, considerando a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real. Para as empresas tributadas no regime de lucro presumido, as alíquotas são as mesmas citadas acima, porém a base de cálculo é de 32% sobre a receita operacional bruta, acrescida das receitas financeiras. A Companhia considerou a adoção do Regime Tributário de Transição (RTT) para a apuração de imposto de renda e contribuição social. A opção definitiva e irretratável foi formalizada por ocasião da entrega da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica em 2009 (ano base 2008). Os impostos ativos diferidos, decorrentes de prejuízo fiscal, base negativa da contribuição social e diferenças temporárias, foram constituídos em conformidade com a Instrução CVM nº 371, de 27 de junho de 2002, e consideram o histórico de rentabilidade e a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros, fundamentados em estudo técnico de viabilidade aprovado pelos órgãos da administração. Direito de concessão A Companhia segue a prática contábil de não ativar o direito de outorga, tratando-o como uma espécie de arrendamento operacional (aluguel), não reconhecendo o passivo relativo às obrigações futuras de pagamentos de direito de outorga ao Poder Concedente, conforme divulgado nas notas explicativas nº 9 e nº 27. Essa prática, assim como a contabilização de todos os eventos contábeis relacionados, está sob a égide de decisão do Colegiado da CVM, ocorrida em novembro de 2002. As divulgações requeridas pelo Comunicado Técnico nº 03/03 do IBRACON, referendado pelo Ofício-Circular/CVM/SNC/SEP nº 01/2007 encontram-se descritas na nota explicativa nº 27. A Companhia adotará norma específica relativa a contratos de concessão, quando emitida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis e homologada pela Comissão de Valores Mobiliários. Novos pronunciamentos, interpretações e orientações emitidos Dentro do processo de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil para as normas internacionais de relatórios financeiros (IFRS) diversos pronunciamentos, interpretações e orientações foram emitidos durante o ano de 2009 com aplicação mandatória para os exercícios encerrados a partir de dezembro de 2010 e para as demonstrações financeiras de 2009 a serem divulgadas em conjunto com as demonstrações de 2010 para fins de comparação. A Companhia está em processo de avaliação dos potenciais efeitos relativos a esses pronunciamentos, interpretações e orientações, os quais poderão ter impacto relevante nas demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009 a serem apresentadas comparativamente às demonstrações financeiras relativas ao exercício a findar-se em 31 de dezembro de 2010, bem como sobre os próximos exercícios. As demonstrações financeiras consolidadas do próximo exercício serão elaboradas conforme o CPC 37 - Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade, conforme Instrução CVM 457 de 13.07.2007. 4. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações da Companhia, suas controladas e controladas em conjunto a seguir relacionadas:

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações dos Fluxos de Caixa - Método Indireto
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais) Controladora ____________________ 2009 2008 ________ _________ Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro líquido do exercício Ajustes por: Imposto de renda e contribuição social diferidos Apropriação de despesas antecipadas Ganho na alienação de investimento Depreciação e amortização Baixa do ativo imobilizado, intangível e diferido Amortização do ágio Variação cambial sobre empréstimos, financiamentos e derivativos Variação monetária das obrigações com o poder concedente Juros e variação monetária sobre debêntures, empréstimos e financiamentos circulantes e não circulantes Juros sobre arrendamento mercantil financeiro Resultado de operações com derivativos Constituição e juros sobre contingências Provisão para devedores duvidosos Juros e variação monetária sobre mútuo com partes relacionadas Juros sobre impostos parcelados Juros, multa e outros encargos sobre impostos parcelados - Lei 11.941 Descontos obtidos sobre impostos parcelados - Lei 11.941 Participação dos minoritários Equivalência patrimonial Variações nos ativos e passivos (Aumento) redução dos ativos Contas a receber Partes relacionadas Impostos a recuperar Despesas antecipadas outorga fixa Despesas antecipadas e outras Aumento (redução) dos passivos Fornecedores Partes relacionadas Obrigações sociais e trabalhistas Impostos e contribuições a recolher e parcelados e provisão para imposto de renda e contribuição social Contingências Obrigações com o poder concedente Outras contas a pagar Caixa líquido proveniente (usado nas) das atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos Aquisição de investimentos Baixa pela alienação de investimento Pagamento pela compra de 45% da Controlar S.A., líquido do caixa adquirido Pagamento pela compra de 40% da Renovias Concessionária S.A., líquido do caixa adquirido Aquisição de ativo imobilizado Aquisição de ativo intangível Adiantamento para aquisição de imobilizado Reclassificação (constituição) de ativo diferido Caixa líquido usado nas atividades de investimentos Fluxo de caixa das atividades de financiamento Resgates / Aplicações (conta reserva) Liquidação de operações com derivativos Contratação de derivativos Mútuos com partes relacionadas Captações Pagamentos Arrendamento Mercantil financeiro Captações Pagamentos Empréstimos, financiamentos e debêntures: Captações Pagamentos Apropriação do custo da transação Aumento de capital Integralização Custo de captação Dividendos: Pagos Recebidos Juros sobre capital próprio recebidos Caixa líquido proveniente das atividades de financiamento Aumento das Disponibilidades Demonstração do aumento das disponibilidades No início do exercício No final do exercício Consolidado _____________________ 2009 2008 _________ _________ (Reclassificado) 634.564 (13.559) 54.524 (3.714) 384.736 2.969 40.815 (107.219) 304 419.708 270 62.104 8.032 7.071 331 3.405 217.474 (111.828) 8.396 (38.600) (23.304) (27.010) (1.082.848) 7.473 68.798 37.309 (1.765) (23.929) (3.255) 1.750 (8.781) _________ 514.221 _________ 7.727 59.586 (137.029) (978.037) (5.249) (322) 392 _________ (1.052.932) _________ 889 (2.711) (18.530) 28.198 (1.255) 1.380 (761) 5.158.302 (4.185.418) 10.929 1.263.734 (29.387) (603.385) _________ 1.621.985 _________ 1.083.274 _________ 1.037.871 2.121.145 _________ 1.083.274 _________ 713.586 17.810 10.121 323.037 15.328 30.792 50.869 165 320.558 (42.884) 1.997 7.534 3.002 8.142 (28.145) (9.819) (27.653) (840.166) (9.070) 44.369 8.755 12.735 94.922 (1.361) 3.885 (17.808) _________ 690.701 _________ (18.300) (263.954) (931.872) 204.634 (61.801) (40.843) _________ (1.112.136) _________ (598) (11.097) 2.566.487 (1.274.953) 3.743 (604.653) _________ 678.929 _________ 257.494 _________ 780.377 1.037.871 _________ 257.494 _________ 258.033 250.934

634.564 433 13 6.744 126.295 2 (31.922) 126 (38) (695.718) 82 3.604 (28.495) (221) (1.902) 3.159 338 26 (1) ________ 17.089 ________ (340.681) (862) (13) ________ (341.556) ________ (899.802) 390.870 353 593.418 (454.368) 2.598 1.263.734 (29.387) (608.682) 797.780 3.758 ________ 1.060.272 ________ 735.805 ________ 775.133 1.510.938 ________ 735.805 ________

713.586 467 2 7.711 27.026 (765.195) (59) (2.983) (9.387) (841) 2.907 4.432 (18) 131 (25.699) _________ (47.920) _________ (307.137) (244) (19) _________ (307.400) _________ 781.423 (52.571) 551 (604.653) 453.744 _________ 578.494 _________ 223.174 _________ 551.959 775.133 _________ 223.174 _________

Divulgação suplementar às informações do fluxo de caixa Caixa pago durante o exercício Juros 86.690 15.071 383.235 Imposto de renda e contribuição social 420.338 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

• Controladas Concessionária da Rodovia Presidente Dutra S.A. 100,00 100,00 Concessionária do Sistema Anhanguera - Bandeirantes S.A. 100,00 100,00 Concessionária da Rodovia dos Lagos S.A. 100,00 100,00 Concessionária da Ponte Rio-Niterói S.A. 100,00 100,00 RodoNorte - Concessionária de Rodovias Integradas S.A. 85,92 85,92 Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo - ViaOeste S.A. 100,00 100,00 Companhia de Participações em Concessões (*) 99,00 99,00 Concessionária do Rodoanel Oeste S.A. 95,00 95,00 Parques Serviços Ltda. 85,92 85,92 Actua Serviços Compartilhados Ltda. 99,90 99,90 Actua Assessoria Ltda. 99,90 99,90 Engelog Centro de Engenharia Ltda. 99,90 99,90 CPCI - Companhia de Participações em Concessões de Infra-Estrutura 99,00 99,00 CPCSP - Companhia de Participações em Concessões de Serviços Públicos 99,00 99,00 Companhia de Concessões Rodoviárias México S. de R.L de C.V. 100,00 100,00 CCR - USA, LLC 100,00 100,00 (*) Detém 40% da Renovias Concessionária S.A. e 45% da Controlar S.A., sob a forma de controle em conjunto • Controladas em conjunto Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A. 58,00 58,00 Serviços e Tecnologia de Pagamentos S.A. 38,25 38,25 O Consórcio Operador Parques foi considerado como uma extensão das atividades da investidora e está sendo apresentado na proporção de 84,20% de seus ativos, passivos e resultados integrados às demonstrações financeiras individuais da Companhia de Concessões Rodoviárias (controladora). As políticas contábeis foram aplicadas de maneira uniforme em todas as empresas consolidadas e são consistentes com aquelas utilizadas no exercício anterior. Descrição dos principais procedimentos de consolidação a. Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas; b. Eliminação das participações no capital, nas reservas e nos prejuízos acumulados das empresas controladas; c. Eliminação dos saldos de receitas e despesas, bem como de lucros não realizados, decorrentes de negócios entre as empresas; d. Eliminação dos encargos de tributos sobre a parcela de lucro não realizado apresentados como tributos diferidos no balanço patrimonial consolidado; e. As participações dos minoritários da Rodonorte - Concessionária de Rodovias Integradas S.A., da Parques Serviços Ltda. e da Concessionária do Rodoanel Oeste S.A., no patrimônio líquido e no resultado, foram destacadas e registradas na rubrica “Participação de acionistas não controladores”; f. A prática contábil adotada pela Companhia é de não reconhecer no ativo intangível e no passivo o direito de outorga, como descrito na nota explicativa nº 3, no item Direito de Concessão. Por esse motivo, as demonstrações financeiras da controlada em conjunto Renovias, para fins desta demonstração, foram ajustadas para considerar esta prática contábil;

Porcentagem de participação __________________________ 2009 2008 ________ _______

www.grupoccr.com.br

continua

continuação

Companhia de Concessões Rodoviárias
Companhia Aberta CNPJ nº 02.846.056/0001-97

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) g. A Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A. (ViaQuatro), a Serviços e Tecnologia de Pagamentos S.A. (STP), a Renovias Concessionária S.A. (Renovias) e Controlar S.A. (Controlar), controladas em conjunto, são avaliadas por equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras individuais da controladora e consolidadas proporcionalmente nas demonstrações financeiras consolidadas. O montante dos principais grupos do ativo, passivo e resultado das controladas em conjunto STP, ViaQuatro, Renovias e Controlar, bem como o percentual de participação em cada uma delas, estão a seguir demonstrados: 2009 ___________________________________________________________________________________ STP Renovias ViaQuatro Controlar __________________ __________________ __________________ ________________ 100% 38,25% 100% 40% 100% 58% 100% 45% _______ _______ _______ _______ _______ _______ ______ ______ Ativo circulante 394.103 150.744 18.315 7.326 45.705 26.509 10.828 4.873 Ativo não circulante 61.751 23.620 341.831 136.732 322.285 186.925 67.468 30.360 Realizável a Longo Prazo 23.788 9.515 36.338 21.076 168 75 Imobilizado 53.927 20.627 317.743 127.097 242.560 140.685 58.508 26.329 Intangível 7.824 2.993 300 120 48 27 4.290 1.931 Diferido 43.339 25.137 4.502 2.025 _______ _______ _______ _______ _______ _______ ______ ______ Total do ativo 455.854 174.364 360.146 144.058 367.990 213.434 78.296 35.233 _______ _______ _______ _______ _______ _______ ______ ______ Passivo circulante Passivo não circulante Patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido 386.453 526 68.875 _______ 455.854 _______ 147.818 201 26.345 _______ 174.364 _______ 181.206 76.860 102.080 _______ 360.146 _______ 72.482 30.744 40.832 _______ 144.058 _______ 37.797 244.986 85.207 _______ 367.990 _______ 21.922 142.092 49.420 _______ 213.434 _______ 68.816 3.582 5.898 ______ 78.296 ______ 30.967 1.612 2.654 ______ 35.233 ______ Ativo ViaLagos (1) ViaLagos (2) ViaOeste (2) AutoBAn (2) RodoNorte (1) RodoNorte (2) NovaDutra (2) EngeLog(2) STP (2) CPC (2) Ponte (2) Parques (2) ViaQuatro (1) ViaQuatro (4) Passivo CPC (3) ViaLagos (4) Ponte (4) RodoNorte (4) ViaQuatro (4) 2009 _______ 24.054 273 10.022 4.528 958 6.106 1.276 866 844 3.123 396 4.421 7.079 _______ 63.946 _______ 16.299 9.731 3.536 374 15.651 _______ 45.591 _______ 2008 ______ 12.500 50 9.851 7.894 5.407 1.308 2.084 1.633 955 777 452 397 260 ______ 43.568 ______ 20.625 11.423 6.168 521 42 ______ 38.779 ______

Ativo circulante Ativo não circulante Realizável a Longo Prazo Imobilizado Intangível Diferido Total do ativo Passivo circulante Passivo não circulante Patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido

2008 _____________________________________________________________ STP Renovias ViaQuatro __________________ __________________ ________________ 100% 38,25% 100% 40% 100% 58% _______ _______ _______ _______ _______ _______ 282.615 108.100 31.993 12.797 104.658 60.702 47.916 18.328 305.768 122.307 163.881 95.051 14.750 5.900 44.200 16.907 290.736 116.294 119.826 69.499 3.716 1.421 282 113 40 23 44.015 25.529 _______ _______ _______ _______ _______ _______ 330.531 126.428 337.761 135.104 268.539 155.753 _______ _______ _______ _______ _______ _______ 292.646 215 37.670 _______ 330.531 _______ 111.937 82 14.409 _______ 126.428 _______ 55.913 104.479 177.369 _______ 337.761 _______ 22.365 41.792 70.947 _______ 135.104 _______ 5.600 216.905 46.034 _______ 268.539 _______ 3.248 125.805 26.700 _______ 155.753 _______

Receita operacional líquida Custos dos serviços prestados Lucro bruto Despesas (Receitas) operacionais Resultado operacional Receitas financeiras líquidas Resultado antes do IR e CS IR e CS corrente e diferido Lucro líquido do exercício

2009 ___________________________________________________________________________________ STP Renovias ViaQuatro Controlar(*) __________________ __________________ __________________ ________________ 100% 38,25% 100% 40% 100% 58% 100% 45% _______ _______ _______ _______ _______ _______ ______ ______ 201.317 77.004 211.182 84.473 27.295 12.283 (69.517) (26.590) (115.952) (46.381) (1.298) (753) (16.605) (7.472) _______ _______ _______ _______ _______ _______ ______ ______ 131.800 50.414 95.230 38.092 (1.298) (753) 10.690 4.811 (67.041) (25.644) 1.341 536 (16.659) (9.662) (14.469) (6.511) _______ _______ _______ _______ _______ _______ ______ ______ 64.759 24.770 96.571 38.628 (17.957) (10.415) (3.779) (1.700) 7.241 2.770 (8.576) (3.430) 40.667 23.587 (2.622) (1.180) _______ _______ _______ _______ _______ _______ ______ ______ 72.000 27.540 87.995 35.198 22.710 13.172 (6.401) (2.880) (23.448) (8.969) (34.224) (13.690) (7.534) (4.370) 413 186 _______ _______ _______ _______ _______ _______ ______ ______ 48.552 18.571 53.771 21.508 15.176 8.802 (5.988) (2.694) 2008 _______________________________________ STP Renovias __________________ _________________ 100% 38,25% 100% 40% _______ _______ _______ _______ 127.605 48.809 122.147 48.859 (38.544) (14.743) (58.110) (23.244) _______ _______ _______ _______ 89.061 34.066 64.037 25.615 (39.098) (14.955) (3.369) (1.348) _______ _______ _______ _______ 49.963 19.111 60.668 24.267 5.299 2.027 (5.341) (2.136) _______ _______ _______ _______ 55.262 21.138 55.327 22.131 (18.708) (7.156) (21.128) (8.451) _______ _______ _______ _______ 36.554 13.982 34.199 13.680

Receita operacional líquida Custos dos serviços prestados Lucro bruto Despesas (Receitas) operacionais Resultado operacional Receitas financeiras líquidas Resultado antes do IR e CS IR e CS corrente e diferido Lucro líquido do exercício (*) Refere-se ao resultado de 12 de agosto a 31 de dezembro de 2009 5. DISPONIBILIDADES

Caixa e bancos Aplicações financeiras

Controladora _____________________ 2009 2008 _________ _______ 149 656 1.510.789 774.477 _________ _______ 1.510.938 775.133 _________ _______

Consolidado _____________________ 2009 2008 _________ _________ 63.373 40.015 2.057.772 997.856 _________ _________ 2.121.145 1.037.871 _________ _________

As aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa. Essas aplicações financeiras referem-se substancialmente a certificados de depósitos bancários e fundos de renda fixa, remuneradas à taxa de 100% do CDI, equivalente a 9,96% ao ano (12,21% ao ano em 31 de dezembro de 2008). Controladora Consolidado ____________________ _____________________ 2009 2008 2009 2008 _________ _______ _________ _________ Aplicações financeiras Fundos de investimentos 1.510.789 636.692 2.054.551 802.491 CDBs pós-fixados 137.785 3.207 193.698 Debêntures 1.663 Títulos de capitalização 14 4 _________ _______ _________ _________ Total 1.510.789 774.477 2.057.772 997.856 _________ _______ _________ _________ 6. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES Controladora _____________________ 2009 2008 _________ _______ Circulante Pedágio eletrônico - STP (a) Receitas acessórias (c) Pedágio eletrônico - outros (b) Outros Provisão para devedores duvidosos (d) Não circulante Poder Concedente - ViaOeste (e) Receitas acessórias (c) Provisão para devedores duvidosos - ViaOeste (e) Provisão para devedores duvidosos (d) _________ _________ _________ _________ _________ _________ 82 _______ 82 _______ 82 _______ _______ _______ _______ Consolidado _____________________ 2009 2008 _________ _________ 134.906 12.192 8.445 789 _________ 156.332 (20.468) _________ 135.864 _________ 24.292 2.118 _________ (24.292) (2.118) _________ _________ 97.408 12.194 6.925 782 _________ 117.309 (13.397) _________ 103.912 _________ 24.292 2.118 _________ (24.292) (2.118) _________ _________

(1) De acordo com a Instrução CVM nº 371 de junho de 2002, a controlada ViaLagos e a controlada em conjunto ViaQuatro registraram ativos fiscais diferidos sobre a parcela realizável dos prejuízos fiscais e base negativa da contribuição social, suportada por projeções de lucros aprovadas pelos respectivos órgãos da Administração. (2) Ativo fiscal diferido constituído sobre diferenças temporárias. (3) O imposto de renda e contribuição social diferidos decorrem dos ajustes de prática contábil, conforme nota explicativa nº 4f. (4) Refere-se ao imposto de renda e contribuição social diferidos incidentes sobre as diferenças temporárias decorrentes dos resultados de operação de swap (quando aplicável) e variações cambiais, os quais estão sendo diferidos conforme facultado pela legislação fiscal, ou seja, estão sendo considerados somente no momento de sua realização. A Administração considera que os ativos diferidos decorrentes de diferenças temporárias serão realizados na proporção da resolução final das contingências e dos eventos. A controlada ViaLagos e a controlada em conjunto ViaQuatro estimam recuperar o crédito tributário decorrente de prejuízos fiscais e base negativa da contribuição social, descrito no item 1, nos seguintes exercícios: 2010 4.782 2011 3.060 2012 4.740 2013 3.603 2014 a 2016 7.065 2017 a 2019 5.225 ______ 28.475 ______ As estimativas de recuperação dos créditos tributários foram fundamentadas nas projeções dos lucros tributáveis, levando em consideração diversas premissas financeiras e de negócios. Consequentemente, as estimativas estão sujeitas a não se concretizarem no futuro, tendo em vista as incertezas inerentes a essas previsões. A Companhia (controladora) e a controlada RodoAnel não registraram o ativo fiscal diferido sobre os prejuízos fiscais e bases negativas acumulados até 31 de dezembro 2009, nos montantes de R$ 75.550 e R$ 75.598 respectivamente, para a controladora e R$ 125.141 (prejuízos fiscais e bases negativas) para a controlada RodoAnel, em virtude do disposto na Instrução CVM nº 371 de junho de 2002. Se fosse registrado em 31 de dezembro de 2009, o saldo do ativo fiscal diferido seria de R$ 25.691 para a Controladora e R$ 42.548 para a controlada RodoAnel. A controlada ViaLagos não registrou parte do ativo fiscal diferido sobre os prejuízos fiscais e bases negativas acumulados até 31 de dezembro de 2009, em virtude do disposto na Instrução CVM nº 371 de junho de 2002. Se fosse registrado em 31 de dezembro de 2009, o saldo do ativo fiscal diferido seria aumentado em R$ 6.975. b. Conciliação do imposto de renda e contribuição social - correntes e diferidos A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: Controladora Consolidado ____________________________________ ______________________________________. 2009 2008 2009 2008 __________________ _________________ __________________ __________________ IRPJ CSLL IRPJ CSLL IRPJ CSLL IRPJ CSLL ________ ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ Regime fiscal de lucro real Lucro antes da tributação/participação 634.564 634.564 713.586 713.586 1.057.023 1.057.023 1.114.904 1.114.904 Lucro das controladas tributadas pelo lucro presumido (38.047) (38.047) (28.371) (28.371) Participação de acionistas não controladores (7.309) (7.309) (9.190) (9.190) Ajuste referente juros sobre o capital próprio 25.054 25.054 25.824 25.824 ________ ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ Lucro antes do IRPJ e CSLL 659.618 659.618 739.410 739.410 1.011.667 1.011.667 1.077.343 1.077.343 Ajuste referente ao resultado de equivalência patrimonial (REP) (695.718) (695.718) (765.195) _______ ________ ________ ________ (765.195) ________ ________ ________ ________ Lucro/(prejuízo) antes do IRPJ, CSLL e REP (36.100) (36.100) (25.785) (25.785) 1.011.667 1.011.667 1.077.343 1.077.343 Ajustes para o cálculo dos impostos Adições 61.629 61.629 19.867 19.867 406.053 405.945 113.473 113.473 Exclusões (45.343) (45.343) (9.352) (9.352) (384.519) (383.988) (126.974) (126.974) ________ ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ Base de cálculo dos impostos (19.814) (19.814) (15.270) (15.270) 1.033.201 1.033.624 1.063.842 1.063.842 Compensação de prejuízos fiscais e base negativa (24.505) (29.468) (32.634) (32.634) ________ ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ Lucro real/(prejuízo) a compensar (19.814) (19.814) (15.270) (15.270) 1.008.696 1.004.156 1.031.208 1.031.208 ________ ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ Impostos correntes (lucro real) 305.961 113.859 267.444 98.990 ________ ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ Regime fiscal de lucro presumido Receita bruta 80.497 80.497 71.638 71.638 Receita financeira 538 538 413 413 ________ ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ Base de cálculo (32% da receita bruta + receita financeira) - ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ 26.297 26.297 23.337 23.337 ________ Impostos correntes (lucro presumido) 6.521 2.368 5.786 2.098 ________ ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ Total de impostos correntes (lucro real e presumido) 312.482 116.227 273.230 101.088 ________ ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ Impostos diferidos Diferenças temporárias (2.790) (3.349) 40.603 40.603 Compensação de prejuízos fiscais e base negativa 24.505 29.468 32.634 32.634 Constituição de ativo fiscal diferido - ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ (56.378) (56.378) (20.860) (20.860) ________ Base de cálculo de impostos diferidos - ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ (34.663) (30.259) 52.377 52.377 ________ Impostos diferidos (10.263) (3.296) 13.095 4.715 ________ ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ Total de impostos correntes e diferidos 302.219 112.931 286.325 105.803 ________ ________ ________ _______ ________ ________ ________ ________ Alíquota efetiva 29% 11% 26% 10% 9. PAGAMENTOS ANTECIPADOS RELACIONADOS À CONCESSÃO Consolidado ____________________ 2009 2008 ________ _______ 68.036 ________ 1.740.213 297.775 ________ 2.037.988 ________ 34.360 _______ 851.297 192.043 ________ 1.043.340 ________

Circulante Pagamentos antecipados relacionados à concessão - início da concessão (1) Não circulante Pagamentos antecipados relacionados à concessão - início da concessão (1) Despesa antecipada de outorga fixa - extensão do prazo da concessão (2)

(a) Referem-se aos créditos a receber decorrentes dos serviços prestados aos usuários, relativos à taxa de manutenção de TAG´s e estacionamentos da Serviços e Tecnologia de Pagamentos S.A., bem como de tarifas de pedágio que serão repassadas às concessionárias. (b) Referem-se aos créditos a receber decorrentes, basicamente, de operações com cartões de crédito e vale-pedágio. (c) Referem-se aos créditos de receitas acessórias (principalmente ocupação de faixa de domínio e locação de painéis publicitários) previstas nos contratos de concessão. (d) Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) - É constituída provisão para devedores duvidosos para títulos vencidos há mais de 90 dias. (e) Refere-se ao saldo a receber do Poder Concedente, originado pelas receitas asseguradas quando da adoção de Regime Especial Transitório conforme previsto no Termo Aditivo Modificativo nº 3 para o período de agosto de 2002 a abril de 2004, decorrente da diminuição do tráfego da Rodovia Castello Branco pela interferência do Rodoanel Mário Covas. Este valor está em discussão entre as partes e os assessores jurídicos entendem que o desfecho da causa possilvemente será favorável à controlada. Mesmo com base nesse entendimento, por ser um ativo cuja realização ainda não é praticamente certa, foi totalmente provisionado. 7. IMPOSTOS A RECUPERAR Controladora _____________________ 2009 2008 _________ _______ Circulante Imposto de renda retido na fonte Saldo negativo de Imposto de renda e contribuição social COFINS CSLL PIS ISS de pedágio Outros Não circulante Saldo negativo de Imposto de renda e contribuição social COFINS PIS 28.859 41 3.970 1.189 861 5 2 _________ 34.927 _________ 61.794 450 98 _________ 62.342 ________ 13.364 750 5.958 1.072 1.292 5 _______ 22.441 _______ 46.333 _______ 46.333 _______ Consolidado _____________________ 2009 2008 _________ _________ 29.898 20.340 5.146 1.594 1.134 462 999 _________ 59.573 _________ 61.794 461 100 _________ 62.355 ________ 15.858 15.757 6.391 1.224 1.577 5.048 473 _________ 46.328 _________ 46.333 _________ 46.333 ________

8. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a. Impostos diferidos O imposto de renda e a contribuição social diferidos são registrados para refletir os efeitos fiscais futuros atribuíveis às diferenças temporárias entre a base fiscal de ativos e passivos e o seu respectivo valor contábil. De acordo com a Instrução CVM nº 371, de 27 de junho de 2002, a Companhia, suas controladas e controladas em conjunto, fundamentadas na expectativa de geração de lucros tributáveis futuros e baseadas em estudos técnicos aprovados pela Administração, reconheceram os créditos tributários sobre prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social de exercícios anteriores que não possuem prazo prescricional e cuja compensação está limitada a 30% dos lucros anuais tributáveis. O valor contábil do ativo fiscal diferido é revisado periodicamente e as projeções, anualmente. Se ocorrerem fatores relevantes que modifiquem essas projeções, elas serão revisadas durante o exercício pela Companhia, suas controladas e controladas em conjunto. O imposto de renda e a contribuição social diferidos têm a seguinte origem: Consolidado ___________________ 2009 2008 _______ ______ Ativo circulante Prejuízos fiscais a compensar 3.507 4.725 Base negativa de contribuição social 1.263 2.151 Diferenças temporárias decorrentes da adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09 (MP nº 449/08) 9.578 27 Perdas com operação de derivativos 2.009 260 Provisão para participação nos resultados (PLR) 3.555 5.712 Provisão para comissão sobre empréstimos 1.510 4.070 Provisão para devedores duvidosos 1.924 1.734 Provisão para despesas com taxa de manutenção de TAG´S 691 540 Provisão para contingências 138 414 Provisão de consultoria fiscal 101 Provisão para perda de investimentos 122 123 _______ ______ 24.398 19.756 _______ ______ Ativo não circulante Prejuízos fiscais a compensar 17.430 8.111 Base negativa de contribuição social 6.275 2.920 Diferenças temporárias decorrentes da adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09 (MP nº 449/08) 1.960 807 Provisão para devedores duvidosos 8.960 8.901 Provisão para contingências 4.562 1.967 Ajuste de prática contábil para consolidação Renovias 777 Provisão para perda de investimentos 356 325 Provisão para participação nos resultados (PLR) 5 4 _______ ______ 39.548 23.812 _______ ______ Passivo circulante Variação Cambial Diferenças temporárias decorrentes da adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09 (MP nº 449/08) Ganhos com operação de derivativos 18.062 1.486 13 _______ 19.561 _______ 9.120 16.299 611 _______ 26.030 _______ 521 278 5.931 ______ 6.730 ______ 20.625 700 10.724 ______ 32.049 ______

(1) Outorga da concessão (1.1.) Durante o primeiro ano da concessão, a controlada AutoBAn efetuou pagamentos antecipados ao Poder Concedente, basicamente relacionados às obrigações decorrentes de contratos sub-rogados e obrigações relacionadas à outorga, sendo esses valores registrados no ativo, na rubrica de pagamentos antecipados relativos à concessão. O saldo remanescente em 31 de dezembro de 2009 era de R$ 4.727 no circulante e de R$ 75.631 no não circulante (R$ 4.727 e R$ 80.358 em 31 de dezembro de 2008). Em razão da mudança no prazo de concessão, prorrogado de 20 para 28 anos e 8 meses, o saldo de pagamentos antecipados da Outorga da Concessão, existente em 31 de dezembro de 2006, passou a ser apropriado daquela data até o novo prazo final de concessão, em 31 de dezembro de 2026. (1.2) Durante o primeiro ano da concessão, a controlada ViaOeste efetuou pagamentos antecipados ao Poder Concedente relacionados à outorga da concessão. O saldo remanescente em 31 de dezembro de 2009 era de R$ 3.297 no circulante e de R$ 39.564 no não circulante (R$ 3.297 e R$ 42.860 em 31 de dezembro de 2008). Em razão da mudança no prazo de concessão, prorrogado de 20 para 24 anos e 9 meses, o saldo de pagamentos antecipados da Outorga da Concessão, existente em 31 de dezembro de 2006, passou a ser apropriado daquela data até o novo prazo final de concessão, em 31 de dezembro de 2022. (1.3) A controlada ViaLagos efetuou, em 30 de novembro de 2005, o pagamento antecipado da outorga referente às parcelas a incorrer a partir da data mencionada até o final da concessão. O saldo remanescente em 31 de dezembro de 2009 era de R$ 1.177 no circulante e de R$ 11.968 no não circulante (R$ 1.177 e R$ 13.146 em 31 de dezembro de 2008). (1.4) A controlada RodoAnel efetuou pagamentos relativos à outorga, os quais serão apropriados ao resultado pelo prazo remanescente da concessão. O saldo remanescente em 31 de dezembro de 2009 era de R$ 58.835 no circulante e de R$ 1.613.050 no não circulante (R$ 25.159 e R$ 714.933 em 31 de dezembro de 2008). (2) A mudança do prazo de concessão, mencionada no contexto operacional, não impactou no valor dos pagamentos mensais de outorga fixa, descritos na nota explicativa nº 27. Para adequar o valor do custo mensal do direito de outorga fixa reconhecido no resultado ao novo prazo de concessão, as controladas ViaOeste, AutoBAn e a controlada em conjunto Renovias, nesta última para fins desta demonstração, passaram a tratar parte do valor pago mensalmente ao Poder Concedente como despesa paga antecipadamente. Esse saldo será apropriado no período correspondente ao aumento do prazo de concessão, de forma que o custo de outorga fixa seja reconhecido de forma linear no resultado durante o prazo remanescente da concessão, conforme segue: • de abril de 2018 até dezembro de 2022 – ViaOeste; • de maio de 2018 até dezembro de 2026 – AutoBAn; • de abril de 2018 até maio de 2022 – Renovias. Em 31 de dezembro de 2009, o saldo dos valores reduzidos do custo referente ao pagamento de outorga fixa e reconhecidos como despesa paga antecipadamente é de R$ 297.775 (R$ 192.043 em 31 de dezembro de 2008), sendo, na ViaOeste R$ 36.065 (R$ 23.530 em 31 de dezembro de 2008), na AutoBAn R$ 255.416 (R$ 164.489 em 31 de dezembro de 2008) e na Renovias R$ 6.294 (R$ 4.024 em 31 de dezembro de 2008). 10. DESPESAS ANTECIPADAS E OUTROS Controladora Consolidado ________________________ ________________________ 2009 2008 2009 2008 ________ ________ ________ ________ Circulante Seguros 10.161 14.101 Depósitos judiciais 7.200 7.196 Adiantamentos a terceiros 1.449 1.291 4.330 6.659 Adiantamentos de pessoal 164 470 1.262 3.810 Outros 726 501 3.875 2.831 ________ ________ ________ ________ 2.339 2.262 26.828 34.597 ________ ________ ________ ________ Não circulante Depósitos judiciais Outros 154 ________ 154 ________ 10 ________ 10 ________ 8.799 93 ________ 8.892 ________ 8.019 213 ________ 8.232 ________

11. PARTES RELACIONADAS Os principais saldos de ativos e passivos, assim como as transações que influenciaram o resultado dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008, relativos às operações com partes relacionadas, decorrem de transações entre a Companhia, suas controladoras, entidades controladas em conjunto, controladas, coligadas, profissionais chave da administração e outras partes relacionadas. Estas operações foram realizadas substancialmente em condições de mercado. a. Controladora Transações Saldos ______________________ ____________________________________________________ Ativo Passivo ________________________ ________________________ Serviços Não Não Prestados Receitas Circulante circulante Circulante circulante __________ ________ _________ _________ _________ _________ Controladas Rodonorte - Concessionária de Rodovias Integradas S.A. (a) 4.447 Actua Assessoria Ltda. 1.210 99 CGMP - Centro de Gestão de Meios de Pagamentos S.A. 2 Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo - ViaOeste S.A. 1.724 Concessionária do Rodoanel Oeste S.A. (b) 530.894 Parques Serviços Ltda. (d) 2.286 Engelog Centro de Engenharia Ltda. 937 79 Consórcio Operador Parques (a) 67.697 Actua Serviços Compartilhados Ltda. 1.078 88 Controladoras Camargo Corrêa Investimentos em Infra-Estrutura S.A. (e) 13 720 Construtora Andrade Gutierrez S.A. (e) 720 Serveng-Civilsan S.A. - Empresas Associadas de Engenharia (e) 476 Brisa Participações e Empreendimentos Ltda. 412 Outras partes relacionadas Benito Roggio Transporte Ltda. (c) 951 RATP Developpment S.A. (c) 951 Profissionais chave Remuneração dos administradores 20.312 7.628 Plano de incentivo de longo prazo 6.228 7.217 8.974 __________ ________ _________ _________ _________ _________ Total, 31 de dezembro de 2009 29.765 67.697 535.755 3.626 17.410 10.890 __________ ________ _________ _________ _________ _________ Total, 31 de dezembro de 2008 21.290 65.866 2.847 2.833 18.056 10.633 __________ ________ _________ _________ _________ _________ (a) Contas a receber e receita do Consórcio Operador Parques pela prestação de serviços de operação e manutenção na controlada RodoNorte. (b) Contratos de mútuo, remunerados às taxas de CDI + 1,18% a.a., CDI + 0,74% a.a. e CDI + 1,25% a.a. para a controlada RodoAnel. Os vencimentos previstos para os contratos são em 29 de junho de 2010, 31 de agosto de 2010, 30 de setembro de 2010, 29 de outubro de 2010, 12 de novembro de 2010 e 17 de dezembro de 2010. As taxas de remuneração são equivalentes às praticadas no mercado, nas datas em que as transações foram realizadas. (c) Contratos de mútuo entre as empresas, remunerados pelo IPC, com vencimento em 28 de fevereiro de 2015. (d) Contas a pagar do Consórcio Operador Parques para despesas de folha de pagamento. (e) Adiantamento para futuro aumento de capital.

Passivo não circulante Variação cambial Ajuste de prática contábil para a consolidação da Renovias Diferenças temporárias decorrentes da adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09 (MP nº 449/08) Ganhos com operação de derivativos O imposto de renda e a contribuição social diferidos por Companhia estão representados por:

www.grupoccr.com.br

continua

continuação

Companhia de Concessões Rodoviárias
Companhia Aberta CNPJ nº 02.846.056/0001-97

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) b. Consolidado Transações _____________________________________ Serviços prestados _________ Controladoras Brisa Participações e Empreendimentos Ltda. Andrade Gutierrez Concessões S.A. (c) Construtora Andrade Gutierrez S.A. (c) Construtora Andrade Gutierrez S.A. (h) Camargo Corrêa S.A. (c) Camargo Corrêa Investimentos em Infra-Estrutura S.A. (c) Camargo Corrêa Investimentos em Infra-Estrutura S.A. (h) Serveng-Civilsan S.A. - Empresas Associadas de Engenharia (c) Serveng-Civilsan S.A. - Empresas Associadas de Engenharia (h) Controladas Engelog - Centro de Engenharia Ltda. Actua Assessoria Ltda. Actua Serviços Compartilhados Ltda. Controladas em conjunto Centro de Gestão de Meios de Pagamento S.A. (a) Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A. Outras partes relacionadas COPER - Consórcio Operador da Rodovia Presidente Dutra (b) Consórcio Construtor Anhanguera (e) Consórcio Operador Parques (d) Consórcio Vila Velha (f) Companhia Operadora de Rodovias Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. (c) Benito Roggio Transporte Ltda. (g) RATP Developpment S.A. (g) Encalso Construções S.A. Cesbe S.A. Engenharia e Equipamentos J. Malucelli Construtora de Obras Ltda. b. Movimentação dos saldos Saldo em 31 de dezembro de 2008 Resultado de equivalência patrimonial Aumento de capital Dividendos e juros sobre o capital próprio Lucro não realizado Ajustes acumulado de conversão Provisão para passivo a descoberto Saldo em 31 de dezembro de 2009 NovaDutra __________ 235.793 173.333 (88.736) 677 __________ 321.067 __________ AutoBAn __________ 422.676 309.367 (294.550) 886 __________ 438.379 __________ Parques ________ 704 396 (695) ________ 405 ________ ViaLagos __________ 15.077 32.463 (27.655) __________ 19.885 __________ Actua Serviços _____________ (14) 16.697 (16.580) _____________ 103 _____________ Ponte __________ 35.390 26.369 (20.330) 20 __________ 41.449 __________ Actua Assessoria _______________ 10.818 12.673 (11.104) (658) _______________ 11.729 _______________ RodoNorte __________ 153.475 82.240 (51.255) 152 __________ 184.612 __________ EngeLog __________ (6.022) 18.649 (18.600) (2.327) 8.300 __________ __________ ViaOeste __________ 257.944 119.435 (96.000) 82 __________ 281.461 __________ CPCI __________ 1 __________ 1 __________ CPC __________ 271.144 (1.135) 141.636 __________ 411.645 __________ CPCSP __________ 1 __________ 1 __________ RodoAnel __________ (3.531) (118.419) 182.400 26 __________ 60.476 __________ CCR México __________ 3.644 (1.924) (627) __________ 1.093 __________ STP __________ 14.409 18.571 (6.635) __________ 26.345 __________ CCR USA __________ (203) (657) 637 299 __________ 76 __________ ViaQuatro __________ 26.700 8.802 16.009 (2.090) __________ 49.421 __________ Total __________ 1.438.006 696.860 340.682 (634.230) (1.142) (328) 8.300 __________ 1.848.148 __________ Saldos ____________________________________________________ Ativo Passivo ________________________ ________________________ Não Não Circulante circulante Circulante circulante _________ _________ _________ _________ 412 96.794 98 1.291 3 1.142 12 6.160 201 720 720 476 b. Consolidado Transações _____________________________________ Serviços prestados _________ Profissionais chave Remuneração dos administradores Plano de incentivo de longo prazo Total, 31 de dezembro de 2009 38.548 6.228 _________ 257.899 _________ Saldos ____________________________________________________ Ativo Passivo ________________________ ________________________ Não Não Circulante circulante Circulante circulante _________ _________ _________ _________ _________ 97.977 _________ _________ 1.902 _________ 21.861 7.217 _________ 93.670 _________ 8.974 _________ 10.890 _________

Imobilizado __________ 65.490 -

Receitas _________ 866 2.619 2.077 -

Imobilizado __________ __________ 122.674 __________

Receitas _________ _________ 5.562 _________

Total, 31 de dezembro de 2008 231.775 116.722 4.802 74.672 1.109 56.204 10.633 _________ __________ _________ _________ _________ _________ _________ Os valores e a remuneração dos serviços prestados às concessionárias por partes relacionadas foram estabelecidos, principalmente, com base nos valores orçados, quando da preparação do plano para exploração das concessões. (a) Valores de tarifa de pedágio cobrado de usuários do sistema de pedágio eletrônico, os quais serão repassados para as controladas no período subsequente. (b) Refere-se ao custo de operação, manutenção e conservação da controlada NovaDutra. (c) Contrato de prestação de serviços de obras nas rodovias. (d) Refere-se ao custo para execução de manutenção de serviços de conservação e operação da controlada RodoNorte. (e) Obras do Complexo Anhanguera na Marginal Tietê, conforme contrato de prestação de serviços firmado em 22 de fevereiro de 2008. (f) Obras nas rodovias operadas pela controlada RodoNorte. (g) Contratos de mútuo com as empresas, remunerados pelo IPC, com vencimento em 28 de fevereiro de 2015. (h) Adiantamento para futuro aumento de capital. Os montantes referentes às despesas com profissionais chave da administração estão apresentados abaixo: Controladora Consolidado ________________________ ________________________ 2009 2008 2009 2008 ________ ________ ________ ________ Remuneração fixa 6.490 6.088 15.433 13.423 Outros benefícios de curto prazo (1) 13.822 9.243 23.115 17.034 Plano de incentivo de longo prazo (2) 6.228 1.728 6.228 1.728 ________ ________ ________ ________ Total 26.540 17.059 44.776 32.185 ________ ________ ________ ________ (1) Remuneração variável, seguro de vida e previdência privada. (2) Conforme detalhado na nota explicativa nº 17. 12. INVESTIMENTOS a. Composição dos saldos Controladora Consolidado ________________________ ________________________ 2009 2008 2009 2008 ________ ________ ________ ________ Participações em empresas controladas e controladas em conjunto 1.848.148 1.438.006 Outros investimentos (1) 63.927 ________ ________ ________ ________ Total 1.848.148 1.438.006 63.927 ________ ________ ________ ________ (1) Em 04 de maio de 2009 a controlada CCR-USA firmou Contrato de Compra e Venda de Ações, irrevogável e irretratável, com a Brisa Autoestradas de Portugal S.A., para a venda da totalidade de sua participação de 10% no capital social na Northwest Parkway, LLC, no valor de US$ 29.143 mil.

202.028 11.095 -

39.644 11.769 5.771 -

-

137 415 30 91 -

951 951 -

16.249 693 2.088 3 27.968 98 8.684

-

Saldo em 31 de dezembro de 2008 Resultado de equivalência patrimonial Aumento de capital Dividendos e juros sobre o capital próprio Lucro não realizado Ajustes acumulado de conversão Provisão para passivo a descoberto Saldo em 31 de dezembro de 2009

(*) Para obter o resultado da equivalência informado na controladora, deve-se somar a equivalência das controladas mais o valor do lucro não realizado (R$ 1.142 em 31/12/09) c. Informações das investidas NovaDutra ____________________ 2009 2008 _______ _______ 230.769 208.601 128.766 64.383 64.383 321.067 128.766 64.383 64.383 235.793 AutoBAn ____________________ 2009 2008 _______ _______ 218.750 176.162 175.000 175.000 438.379 175.000 175.000 422.676 ViaLagos ___________________ 2009 2008 _______ _______ 11.292 11.292 35.168 17.584 17.584 19.885 35.168 17.584 17.584 15.077 Ponte __________________ 2009 2008 _______ _______ 26.662 24.502 19.421 9.711 9.710 41.449 19.421 9.711 9.710 35.390 superiores e custos inferiores ao previsto, em montante que superou as perdas de receita decorrentes da não autorização tempestiva de reajustes e o valor dos investimentos adicionais ainda não reequilibrados. O pedido de liminar foi negado. A Justiça Federal não se reconheceu competente para julgar a causa, contra o que, foi interposto recurso pela Concessionária e ao qual foi dado provimento. Foi mantida a competência da Justiça Federal, em virtude da União e DNIT serem partes no processo. Sentença de extinção da ação sem julgamento do mérito, com recurso da parte contrária pendente de julgamento. Concessionária do RodoAnel Oeste S.A. Ação Popular - Lei Estadual nº 2.481/53 que limita instalações de pedágio no raio de 35 km do marco zero da Capital de São Paulo Trata-se de ação popular proposta por único autor em face do Estado de São Paulo, da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado de São Paulo-ARTESP e dos acionistas da Concessionária do Rodoanel Oeste S.A., Companhia de Concessões Rodoviárias e Encalso Construções Ltda., com pedido de anulação das cláusulas do contrato de concessão, protocolada em 15 de dezembro de 2008. Em 8 de janeiro de 2009, foi deferida liminar determinando a paralisação da cobrança de pedágio, tendo a controlada RodoAnel recebido e acatado determinação da Agência Reguladora neste sentido, por não ser parte da ação. Em 9 de janeiro de 2009, em virtude de Suspensão de Liminar apresentada pelo Estado de São Paulo, o Tribunal de Justiça suspendeu tal decisão, restabelecendo a cobrança de pedágio até trânsito em julgado do processo. A ação foi julgada procedente. O Governo de São Paulo/Fazenda do Estado de São Paulo e a ARTESP interpuseram recurso perante o Tribunal de Justiça de São Paulo contra a aplicação imediata da sentença em razão de anterior decisão do Tribunal de Justiça. Em 03 de agosto de 2009, o Vice-Presidente do Tribunal de Justiça, deferiu o pedido de liminar suspensiva requerida no Pedido da Reclamação, mantendo a cobrança até o trânsito em julgado da ação. Os acionistas controladores e a administração das controladas reiteram o seu entendimento sobre os procedimentos legais vigentes, aplicáveis aos contratos de concessão e mantêm a expectativa de um desfecho favorável para todos os casos. As demonstrações financeiras das referidas controladas e as da controladora não contemplam nenhum ajuste decorrente dos processos acima descritos, tendo em vista que até a presente data não houve nenhum desfecho ou tendência desfavorável para nenhum deles. Os ativos e as receitas líquidas representam respectivamente 4,13% e 10,43% para a controlada RodoNorte e 24,75% e 3,62% para a controlada RodoAnel, dos valores consolidados. 13. IMOBILIZADO Taxa média anual de depreciação% ____________ 10 15 4 Taxa média anual de depreciação% ____________ 12 19 22 5 7 6 11 7 6 6 6 8 24 6 6 11 8 Controladora _______________________________________________________________ 2009 2008 ______________________________________________ ________ Custo Depreciação Líquido Líquido ______ ___________ _______ _______ 1.345 (734) 611 352 1.344 (929) 415 641 550 (549) 1 53 451 451 ______ ___________ _______ _______ 3.690 (2.212) 1.478 1.046 ______ ___________ _______ _______ Consolidado _______________________________________________________________ 2009 2008 ______________________________________________ ________ Custo Depreciação Líquido Líquido ______ ___________ _______ _______ 17.496 (7.942) 9.554 6.939 121.812 (67.877) 53.935 35.305 45.702 (31.105) 14.597 17.735 220.563 (74.265) 146.298 142.840 300.766 (107.452) 193.314 145.169 231.021 (109.541) 121.480 101.302 1.960.094 (1.171.199) 788.895 688.928 180.847 (66.636) 114.211 101.291 773.978 (215.056) 558.922 411.224 384.780 (164.980) 219.800 198.003 30.541 (16.560) 13.981 15.006 73.927 (20.381) 53.546 46.538 181.676 (141.348) 40.328 33.820 507.170 (171.417) 335.753 296.421 195.072 (94.946) 100.126 105.390 269.865 (171.878) 97.987 130.297 188.058 (70.118) 117.940 108.125 712.061 712.061 513.990 61.801 61.801 61.878 ________ ___________ ________ ________ 6.457.230 (2.702.701) 3.754.529 3.160.201 ________ ___________ ________ ________

Capital social Quantidade de ações ou quotas possuídas (em lote de mil) Ordinárias Preferenciais Patrimônio líquido Participação no capital social, no final do exercício - % Participação no patrimônio líquido

Capital social Quantidade de ações ou quotas possuídas (em lote de mil) Ordinárias Preferenciais Patrimônio líquido Participação no capital social, no final do exercício - % Participação no patrimônio líquido

100 100 321.067 235.793 RodoNorte _____________________ 2009 2008 ________ ________ 107.480 107.480 1.846.936 645.198 1.201.738 214.865 1.846.936 615.645 1.231.291 178.626

100 100 438.379 422.676 ViaOeste ______________________ 2009 2008 _________ _________ 139.763 139.763 13.976.292 6.988.146 6.988.146 281.461 13.976.292 6.988.146 6.988.146 257.944

100 100 19.885 15.077 CPC ___________________ 2009 2008 _______ _______ 413.148 270.081 445.580 222.790 222.790 415.803 270.081 135.041 135.040 273.882

100 100 41.449 35.390 RodoAnel __________________ 2009 2008 _______ _______ 200.000 8.000 190.000 95.000 95.000 63.659 44.192 22.096 22.096 (3.717)

Capital social Quantidade de ações ou quotas possuídas (em lote de mil) Ordinárias Preferenciais Quotas Patrimônio líquido Participação no capital social, no final do exercício - % Participação no patrimônio líquido

85,92 85,92 184.612 153.475 STP ____________________ 2009 2008 _______ _______ 37.050 16.358 8.529 8.529 68.875 8.529 8.529 37.670

100 100 281.461 257.944 ViaQuatro ____________________ 2009 2008 _______ _______ 73.635 46.035 63.572 32.882 30.690 85.207 63.572 31.786 31.786 46.034

99 99 411.645 271.144 Parques ___________________ 2009 2008 _______ _______ 10 10 9 9 471 9 9 819

95 95 60.476 (3.531) Actua Serviços __________________ 2009 2008 _______ _______ 10 10 10 10 103 10 10 (14)

Móveis e utensílios Máquinas e equipamentos Instalações e edificações Imobilizações em andamento

Capital social Quantidade de ações ou quotas possuídas (em lote de mil) Ordinárias Preferenciais Quotas Patrimônio líquido Participação no capital social, no final do exercício - % Participação no patrimônio líquido

38,25 38,25 26.345 14.409 Actua Assessoria ____________________ 2009 2008 _______ _______ 10 10 10 10 11.741 10 10 10.829

58 58 49.420 26.700 EngeLog ____________________ 2009 2008 _______ _______ 10 10 10 10 (8.308) 10 10 (6.028)

85,92 85,92 405 704 CPCI ___________________ 2009 2008 _______ _______ 1 1 1 0,5 0,5 1 1 0,5 0,5 1

99,90 99,90 103 (14) CPCSP __________________ 2009 2008 _______ _______ 1 1 1 0,5 0,5 1 1 0,5 0,5 1

Capital social Quantidade de ações ou quotas possuídas (em lote de mil) 4.100 4.100 0,3 0,2 441.397 403.102 441.397 403.102 Ordinárias 441.397 403.102 441.397 403.102 Quotas 4.100 4.100 0,3 0,2 Patrimônio líquido 1.093 3.644 76 (203) 2.877.990 1.578.527 2.877.990 1.578.527 Participação no capital social, no final do exercício - % 100 100 100 100 100 100 Participação no patrimônio líquido 1.093 3.644 76 (203) 2.877.990 1.578.527 Outras informações relevantes Rodonorte - Concessionária de Rodovias Integradas S.A. i. Redução unilateral de tarifa de pedágio Em 20 de julho de 1998, o Governo do Paraná reduziu unilateralmente a tarifa de pedágio de todas as concessionárias paranaenses. No caso da Companhia, a redução foi de 50% (cinquenta por cento). Proposta ação judicial contra a medida em 13 de agosto de 1998, a mesma foi encerrada por acordo, homologado judicialmente em 24 de março de 2000. O Ministério Público Federal recorreu visando: (a) à anulação do acordo, pela ausência de participação do Ministério Público na definição do acordo; ou (b) à redução da tarifa em 50%. Os pedidos do Ministério Público não foram acatados e o processo foi julgado definitivamente, sem resolução de mérito. As tarifas de pedágio continuam sendo cobradas com base no acordo. ii. Anulação de Aditivos ao Contrato de Concessão (2000 e 2002) A ação visa à anulação dos termos aditivos ao contrato de concessão (2000 e 2002), os quais restabeleceram as tarifas de pedágio e reequilibraram o contrato. De início, o processo teve seu andamento suspenso, condicionado ao julgamento definitivo da ação sobre redução unilateral de tarifa (item “i”). Tendo ocorrido tal julgamento, a ação retomou seu andamento e encontra-se em fase de instrução. iii. Processo de encampação Em 4 de julho de 2003, foi publicada a Lei nº. 14.065, autorizando o Estado do Paraná a encampar a Controlada, nos termos da legislação e contrato de concessão. Essa medida é admissível, mas pressupõe respeito ao devido processo legal e pagamento prévio de indenização dos investimentos, multas por rescisões contratuais e lucros cessantes. A Controlada propôs ação judicial em 22 de agosto de 2003, contra a União, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Estado do Paraná e o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER/PR). Os trabalhos da Comissão de Encampação estão suspensos com base em liminares concedidas em ações similares propostas pelas outras concessionárias paranaenses. A ação principal encontra-se arquivada, provisoriamente, até julgamento de todos os recursos interpostos. iv. Decreto expropriatório Em 8 de janeiro de 2004, o Governo do Paraná promulgou o Decreto nº. 2.462, declarando de utilidade pública, para fins de desapropriação e aquisição do controle acionário, 100% das ações com direito a voto da Controlada. Em razão disso, os acionistas e a Controlada ajuizaram ação em 14 de janeiro de 2004, contra a União, o DNIT, o Estado do Paraná e o DER/PR. Em 10 de fevereiro de 2004, medida liminar suspendeu a eficácia do referido Decreto até o julgamento final da ação. O Estado do Paraná recorreu dessa decisão liminar em três oportunidades (STJ em 5 de maio de 2004; Pleno do STJ em 6 de maio de 2004; e Corte Especial do STJ em 17 de novembro de 2004), sem resultado favorável, mantendo-se suspenso o Decreto nº. 2.462/04. v. Reajustes tarifários de 2003 a 2009 Desde o ano de 2003, a Controlada vem encontrando dificuldades em conseguir junto ao DER do Estado do Paraná a autorização para aplicação do reajuste tarifário contratual, cuja data base é 1º de dezembro; tendo sido necessário o ajuizamento de ação para garantir esse direito. Todos os reajustes tarifários foram aplicados de acordo com o percentual previsto em contrato, após a obtenção de liminares. As ações referentes aos reajustes de 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, tiveram sentenças favoráveis à Controlada, com recurso da parte contrária pendente de julgamento. Em relação ao reajuste de 2003 a Controlada apelou quanto ao aspecto formal da sentença e ao ônus da sucumbência. E em 2009, teve liminar deferida favoravelmente à Controlada, estando em fase inicial. O contrato de concessão prevê o reequilíbrio econômico-financeiro, ressarcindo a Controlada pelo período que a tarifa vigorou sem o reajuste contratual. vi. Ação Civil Pública - pavimento O Ministério Público de Ponta Grossa ajuizou Ação Civil Pública em 27 de janeiro de 2006, em face da Controlada, por supostas irregularidades de pavimento no trecho entre os km 288 e 476, da BR-376, que desatenderiam ao índice de IGG (Índice de Gravidade Global). A Controlada contestou a ação, demonstrando o cumprimento do cronograma de restauração do pavimento. Houve transação entre as partes, homologada por sentença com resolução de mérito. vii. Procedimentos administrativos O DER/PR expediu Autos de Infração contra a Controlada, no primeiro semestre de 2004, por supostas irregularidades de pavimento, que desatenderiam ao índice IGG (Índice de Gravidade Global). A Controlada se defendeu alegando que esse índice contratual somente é aplicável aos trechos rodoviários restaurados, o que não era o caso dos trechos fiscalizados. Além disso, demonstrou o cumprimento do cronograma de restauração de pavimentos. O DER/PR negou provimento e aplicou multas no valor aproximado de R$16.000. A Controlada ajuizou ação e as multas encontram-se suspensas, liminarmente, desde 22 de agosto de 2005. Em dezembro de 2004 o DER/PR abriu outro processo administrativo para apuração das mesmas irregularidades, mas visando declarar a caducidade do contrato de concessão. A Controlada ingressou com ação judicial alegando a duplicidade de procedimentos e penalidades decorrentes dos mesmos fatos, além de vícios formais na constituição da comissão julgadora do procedimento. Em 03 de fevereiro de 2005, foi deferida liminar para suspender o processo administrativo e a exigibilidade das multas aplicadas. A ação está em fase de instrução. Paralelamente, o Estado do Paraná recorreu da decisão liminar, mas não obteve êxito. viii. Lei de Isenção Em 15 de agosto de 2007, foi editada a Lei Estadual nº. 15.607, regulamentada pelo Decreto nº. 1.352, de 21 de agosto de 2007, assegurando a isenção do pagamento de tarifa de pedágio a todos os veículos pertencentes aos moradores de municípios onde estejam localizadas praças de pedágio no Estado do Paraná. As Concessionárias do Estado impetraram Mandado de Segurança conjunto, tendo sido concedida liminar em 31 de agosto de 2007, para sustar os efeitos dos referidos atos. O governo recorreu da concessão de liminar, mas não obteve êxito. A ação foi julgada favoravelmente à Controlada em 26 de março de 2009. O governo recorreu da sentença, mas o recurso foi rejeitado em 19 de junho de 2009. Processo com decisão favorável à Concessionária, transitada em julgado. Processo arquivado. ix. Lei de Isenção - motocicletas Em 10 de dezembro de 2007, foi editada a Lei Estadual nº. 15.722, assegurando a isenção do pagamento de tarifa de pedágio nas rodovias do Estado do Paraná às motocicletas e veículos similares. A Controlada impetrou Mandado de Segurança, tendo sido concedida liminar em 27 de dezembro de 2007 para sustar os efeitos dos referidos atos. O governo recorreu da decisão de concessão de liminar, mas não obteve êxito. Em 26 de março de 2009, foi proferida sentença concedendo a segurança e confirmando a liminar deferida. Em 25 de maio de 2009, a sentença transitou em julgado e o processo foi encerrado. Processo arquivado. x. Redução de tarifa - receita maior O DER propôs ação civil pública, em maio de 2007, pleiteando redução das tarifas de pedágio, sob alegação de que a Controlada auferiu receitas alternativas e financeiras

99,90 99,90 11.730 10.818 CCR México ______________________ 2009 2008 ________ ________ 9.975 9.937

99,90 99,90 (8.300) (6.022) CCR USA _____________________ 2009 2008 ________ ________ 6.900 6.263

100 100 1 1 Controladora _____________________ 2009 2008 ________ ________ 2.026.358 791.761

100 100 1 1 Consolidado ____________________ 2009 2008 ________ ________ 2.026.358 791.761

Móveis e utensílios Máquinas e equipamentos Veículos Desapropriações Instalações e edificações Dispositivos de proteção e segurança Pavimentos Projetos e investimentos ambientais Obras de arte especiais Obras de arte correntes Acessos, trevos, entronc., retornos, instal. e mob. canteiros Gerenciamento, fiscalização e obras de melhorias Sinalizações Terraplenagem, terraplenos e estruturas de contenção Obras preliminares e complementares Sistemas operacionais Imobilizado de Rodovias - Renovias Imobilizações em andamento (1) Adiantamento para aquisição de imobilizado

(1) Os saldos totais e a descrição das principais imobilizações em andamento em 31 de dezembro de 2009 são as seguintes: • AutoBAn: R$ 286.506 - obras do complexo Anhanguera na SP330; implantação de marginais dos Km 92 ao 98 na SP330; obras do complexo do km 110 na SP330; recuperação de obras de artes especiais na SP330 e SP348; recuperação de pórticos e semi-pórticos na SP 330 e SP348 e melhorias viárias na marginal Tietê; • ViaOeste: R$ 206.376 - obras do complexo Cebolão, obras no trevo de Jandira na SP280; implantação do posto geral de fiscalização (PGF) no km 73,5 pista leste da SP270; reconfiguração das praças de pedágio dos km 18 e 20 da SP280; recuperação de obras de artes especiais; melhorias do entroncamento do km 20 da SP280 e alças RodoAnel; • NovaDutra: R$ 78.760 - recuperação, reforço e alargamento de obras de arte especiais; recuperação de ponte sobre o rio Guandu e ponte sobre Rio dos Poços; execução de serviços de estabilização de taludes; obras e encabeçamentos e capeamentos; obras no viaduto Bulhões no km 292,79; implantação de marginal do km 169 ao 172,9 sul; construção e ampliação da praça de pedágio no km 204 Parateí Norte e construção da praça de pedágio no km 182,5 Parateí Sul; • RodoNorte: R$ 26.754 - recuperação e manutenção de pavimento flexível; manutenção de pavimento rígido e obras de contenção de talude em pontos críticos; • RodoAnel: R$ 24.506 - implantação da segunda fase das obras na praça de pedágio no km 13; conservação especial de túneis; recuperação de taludes e recuperação de obras de artes especiais; • Ponte: R$ 6.108 - reforma de aduelas sobre o mar; • ViaLagos: R$ 931 - recuperação e tratamento superficial do pavimento flexível e sinalização; • ViaQuatro: R$ 139.498 - aquisição de equipamentos (trens e sistemas). Movimentação do custo - consolidado 2008 2009 _________ ________________________________________________________________________________________ Eliminação Aquisição lucro não Transferências Custo Controlar Adições Baixas realizado (1) e outros (2) Custo _________ _________ _________ _________ ___________ _____________ _________ Móveis e utensílios 13.873 483 2.200 (532) 1.472 17.496 Máquinas e equipamentos 79.088 2.656 14.504 (3.289) 28.853 121.812 Veículos 42.668 321 61 (1.899) 4.551 45.702 Desapropriações 207.252 45 (940) 14.206 220.563 Instalações e edificações 238.354 17.757 6.658 (30) 38.027 300.766 Dispositivos de proteção e segurança 201.199 29.822 231.021 Pavimentos 1.698.461 261.633 1.960.094 Projetos e investimentos ambientais 158.927 23 21.897 180.847 Obras de arte especiais 590.920 183.058 773.978 Obras de arte correntes 345.638 13 39.129 384.780 Acessos, trevos, entronc., retornos, instal. e mob. canteiros 30.518 23 30.541 Gerenciamento, fiscalização e obras de melhorias 64.067 (4.214) 14.074 73.927 Sinalizações 153.964 27.712 181.676 Terraplenagem, terraplenos e estruturas de contenção 443.497 63.673 507.170 Obras preliminares e complementares 190.323 4.749 195.072 Sistemas operacionais 298.440 1.017 (4.537) (25.055) 269.865 Imobilizado de Rodovias - Renovias 164.435 23.629 (6) 188.058 Imobilizações em andamento 513.990 906.449 (318) (708.060) 712.061 Adiantamento para aquisição de imobilizado 61.878 322 (399) 61.801 _________ _________ _________ _________ ___________ _____________ _________ 5.497.492 21.217 954.922 (11.545) (4.214) (641) 6.457.230 _________ _________ _________ _________ ___________ _____________ _________ (1) A eliminação refere-se à prestação de serviços da controlada Engelog Centro de Engenharia Ltda., através do Consórcio Vila Velha, para a controlada Rodonorte - Concessionária de Rodovias Integradas S.A. (2) O valor líquido de R$ 641 corresponde às reclassificações entre as contas do ativo imobilizado, intangível e diferido. Movimentação da depreciação - consolidado 2008 2009 ___________ ________________________________________________________________________________________ Eliminação Aquisição lucro não Transferências Depreciação Controlar Adições Baixas realizado (1) e outros (2) Depreciação ___________ _________ _________ _________ ___________ _____________ ___________ Móveis e utensílios (6.934) (40) (1.365) 319 78 (7.942) Máquinas e equipamentos (43.783) (311) (15.969) 2.381 (10.195) (67.877) Veículos (24.933) (47) (7.114) 1.581 (592) (31.105) Desapropriações (64.412) (10.143) 213 77 (74.265) Instalações e edificações (93.185) (995) (13.972) 5 695 (107.452) Dispositivos de proteção e segurança (99.897) (9.617) (27) (109.541) Pavimentos (1.009.533) (161.730) 64 (1.171.199) Projetos e investimentos ambientais (57.636) (8.999) (1) (66.636) Obras de arte especiais (179.696) (35.359) (1) (215.056)

www.grupoccr.com.br

continua

continuação

Companhia de Concessões Rodoviárias
Companhia Aberta CNPJ nº 02.846.056/0001-97

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) 2008 ___________ 2009 ________________________________________________________________________________________ Eliminação Aquisição lucro não Transferências Controlar Adições Baixas realizado (1) e outros (2) Depreciação _________ _________ _________ ___________ _____________ ___________ Movimentação do custo - consolidado 2009 _____________________________________________________________________ Aquisição TransfeCusto Controlar Adições Baixas rência (1) Custo _______ _________ _______ _______ _________ _______ Direitos de uso de sistemas informatizados 25.631 396 2.885 (9) 883 29.786 Custos de desenvolvimento de sistemas informatizados 11.251 517 2.364 (94) 14.038 Ágio - ViaOeste (a) 251.709 251.709 Ágio - STP (b) (*) 9.911 9.911 Ágio - Parques e RodoNorte (c) 15.308 15.308 Ágio - Incorporação Siga Livre pela STP (d) 2.970 2.970 Ágio - CPC - Renovias (e) 209.209 209.209 Ágio - Aquisição de quinhão consorcial (f) 16.569 16.569 Ágio - CPC - Controlar (g) 136.719 136.719 _______ _________ _______ _______ _________ _______ 542.558 913 141.968 (9) 789 686.219 _______ _________ _______ _______ _________ _______ (1) O valor de R$ 789 corresponde às reclassificações do ativo imobilizado para as contas de intangível. Movimentação da amortização - consolidado 2008 2009 ___________ _____________________________________________________________________ Aquisição TransfeAmortização Controlar Adições Baixas rência (1) Amortização ___________ _________ _______ _______ _________ ___________ Direitos de uso de sistemas informatizados (14.350) (53) (4.070) 4 (171) (18.640) Custos de desenvolvimento de sistemas informatizados (3.145) (152) (2.157) 479 (4.975) Ágio - ViaOeste (a) (57.414) (13.919) (71.333) Ágio - STP (b) (*) (5.555) (5.555) Ágio - Parques e RodoNorte (c) (8.419) (3.062) (11.481) Ágio - Incorporação Siga Livre pela STP (d) (2.970) (2.970) Ágio - CPC - Renovias (e) (8.717) (14.944) (23.661) Ágio - Aquisição de quinhão consorcial (f) (10.433) (3.682) (14.115) Ágio - CPC - Controlar (g) (5.208) (5.208) ___________ _________ _______ _______ _________ ___________ (111.003) (205) (47.042) 4 308 (157.938) ___________ _________ _______ _______ _________ ___________ (1) O valor de R$ 308 corresponde às reclassificações do ativo imobilizado para as contas de intangível. (*) Conforme disposto na deliberação CVM nº. 565 de 17 de dezembro de 2008, o ágio apurado na controlada em conjunto STP deixou de ser amortizado a partir de janeiro de 2009, em decorrência deste investimento não ter vida útil definida. O ágio é submetido anualmente a teste de recuperabilidade. Os demais ágios têm vida útil definida e por este motivo continuam sendo amortizados linearmente pelo prazo de vida útil, sendo submetidos a teste de recuperabilidade anualmente. a. Ágio - ViaOeste Refere-se ao ágio gerado na aquisição da controlada Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo - ViaOeste S.A., amortizado linearmente pelo prazo remanescente da concessão. O ágio está fundamentado na expectativa de rentabilidade futura. b. Ágio - STP Refere-se ao ágio gerado na aquisição da Serviços e Tecnologia de Pagamentos S.A., pago às outras concessionárias. O ágio está fundamentado na expectativa de rentabilidade futura. c. Ágio - Parques e RodoNorte Refere-se ao aumento de participação na Parques Serviços Ltda. e na Rodonorte - Concessionária de Rodovias Integradas S.A. O ágio está fundamentado na expectativa de rentabilidade futura. d. Ágio - Incorporação Siga Livre pela STP Refere-se ao ágio gerado na incorporação da Siga Livre Participações S.A. pela CGMP - Centro de Gestão de Meios de Pagamentos S.A., - controlada da Serviços de Tecnologia de Pagamentos S.A. O ágio está fundamentado na expectativa de rentabilidade futura. e. Ágio - CPC - Renovias Refere-se ao ágio gerado na aquisição de 40% da Renovias Concessionária S.A., amortizado linearmente pelo prazo remanescente da concessão da Renovias. O ágio está fundamentado na expectativa de rentabilidade futura. f. Ágio - Aquisição de quinhão consorcial Refere-se ao ágio gerado na aquisição de quinhão consorcial do Consórcio Operador Parques, amortizado até o encerramento do contrato em agosto de 2010. O ágio está fundamentado na expectativa de rentabilidade futura. g. Ágio - CPC - Controlar Refere-se ao ágio gerado na aquisição de 45% da Controlar S.A., amortizado linearmente pelo prazo remanescente da concessão da Controlar. O ágio está fundamentado na expectativa de rentabilidade futura. Custos de transação incorridos __________________ 535 109 814 567 407 Saldo dos custos de transação a apropriar __________________ 472 Consolidado ________________________________ 2009 2008 __________ __________ 28.731 208.619 17.239 11.493 5.746 25.812 21.037 24.211 14.364 5.259 3.220 362.500 23.298 3.723 1.607 3.752 554 __________ 761.165 __________ 1.900 75.479 24.743 3.686 500.263 333.486 110.276 31.928 __________ 1.081.761 __________ 1.842.926 __________ 614.253 (1.679) __________ 612.574 __________ 1.284.064 (53.712) __________ 1.230.352 __________ 42.472 25.483 16.989 8.494 50.562 32.985 139.739 69.733 69.674 101.439 101.466 50.746 372.950 21.520 1.307 7.666 18 2.142 1.334 4.559 1.732 __________ 1.123.010 __________ 4.914 100.479 33.663 26.453 97.998 28.220 69.655 __________ 361.382 __________ 1.484.392 __________ 1.145.066 (988) __________ 1.144.078 __________ 348.665 (8.351) __________ 340.314 __________ 2008 _______

Depreciação ___________ Obras de arte correntes (147.635) (17.343) (2) (164.980) Acessos, trevos, entronc., retornos, instal. E mob. canteiros (15.512) (1.043) (5) (16.560) Gerenciamento, fiscalização e obras de melhorias (17.529) (5.301) 2.446 3 (20.381) Sinalizações (120.144) (14.966) (6.238) (141.348) Terraplenagem, terraplenos e estruturas de contenção (147.076) (24.301) (40) (171.417) Obras preliminares e complementares (84.933) (10.013) (94.946) Sistemas operacionais (168.143) (23.698) 4.087 15.876 (171.878) Imobilizado de Rodovias - Renovias ___________ (56.310) (13.808) (70.118) _________ _________ _________ ___________ _____________ ___________ (2.337.291) (1.393) (374.741) 8.586 2.446 (308) (2.702.701) ___________ _________ _________ _________ ___________ _____________ ___________ ___________ _________ _________ _________ ___________ _____________ ___________ (1) A eliminação refere-se à prestação de serviços da controlada Engelog Centro de Engenharia Ltda., através do Consórcio Vila Velha, para a controlada Rodonorte - Concessionária de Rodovias Integradas S.A. (2) O valor de R$ 308 corresponde às reclassificações do ativo imobilizado para as contas de intangível. 14. INTANGÍVEL Taxa média anual de Direitos de uso de sistemas informatizados Ágio - STP (b) (*) Ágio - Parques e RodoNorte (c) Ágio - Aquisição de quinhão consorcial (f) amortização % _____________ 11 20 22 Controladora _______________________________________________________________ 2009 2008 ______________________________________________ ________ Custo Amortização Líquido Líquido ______ ___________ _______ _______ 609 9.911 15.308 16.569 ______ (465) (5.555) (11.481) (14.115) ___________ 144 4.356 3.827 2.454 _______ 147 4.356 6.889 6.136 _______

42.397 (31.616) 10.781 17.528 ______ ___________ _______ _______ ______ ___________ _______ _______ Foi realizado teste de redução ao valor recuperável das unidades geradoras de caixa abaixo, baseado em seu valor em uso, mediante o desconto do fluxo de caixa de dividendos futuros gerados a partir do uso continuado da unidade ou até o fim dos contratos de concessão. Os valores em uso foram superiores aos valores contábeis e, portanto, nenhum ajuste foi reconhecido. Taxa média Consolidado _______________________________________________________________ anual de 2009 2008 ______________________________________________ ________ amortização % Custo Amortização Líquido Líquido _____________ ______ ___________ _______ _______ Direitos de uso de sistemas informatizados Custos de desenvolvimento de sistemas informatizados Ágio - ViaOeste (a) Ágio - STP (b) (*) Ágio - Parques e RodoNorte (c) Ágio - Incorporação Siga Livre pela STP (d) Ágio - CPC - Renovias (e) Ágio - Aquisição de quinhão consorcial (f) Ágio - CPC - Controlar (g) 14 20 6 10 20 7 22 11 29.786 14.038 251.709 9.911 15.308 2.970 209.209 16.569 136.719 _______ 686.219 _______ _______ 15. FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS Taxas Contratuais __________________________ Em moeda nacional 1.1 Bco.Nac.Desenv.Econômico e Social - BNDES 1.1 Bco.Nac.Desenv.Econômico e Social - BNDES 1.1 Unibanco - União de Bcos. Bras. S.A. - BNDES 1.1 Banco Bradesco S.A. - BNDES 1.1 Banco ABN Amro Real S.A. - BNDES 1.1 HSBC Bank Brasil S.A. 1.1 Banco Alfa de Investimentos S.A. 1.2 Bco.Nac.Desenv.Econômico e Social - BNDES 1.5 Banco ABC Brasil S.A. 1.5 Banco Bradesco BBI S.A 1.5 Banco Santander S.A. 1.5 Banco ABN Amro Real S.A. 1.5 Banco Alfa de Investimentos S.A. 1.5 Banco do Nordeste do Brasil S.A. 1.5 Banco Société Générale Brasil S.A. 1.5 Banco UBS Pactual S.A. 1.6 Bco.Nac.Desenv.Econômico e Social - BNDES 1.6 Bco.Nac.Desenv.Econômico e Social - BNDES 1.6 Banco ABC Brasil S.A. 1.6 HSBC Bank Brasil S.A. 1.6 Banco Bradesco S.A. 1.8 Banco Itaú BBA S.A. 1.8 Bco.Nac.Desenv.Econômico e Social - BNDES 1.9 Banco Itaú BBA S.A. 1.11 Banco Bradesco S.A. 1.12 HSBC Bank Brasil S.A. 1.13 Unibanco - União de Bcos. Bras. S.A. e Banco Bradesco S.A. 1.14 Banco Bradesco S.A. Subtotal moeda nacional Em moeda estrangeira 1.2 Bco.Nac.Desenv.Econômico e Social - BNDES 1.3 Banco do Brasil S.A. 1.4 Banco ABN Amro Real S.A. 1.4 Banco ABN Amro Real S.A. 1.5 Inter-American Development Bank - BID 1.5 Inter-American Development Bank - BID 1.7 Inter-American Development Bank - BID 1.7 Inter-American Development Bank - BID 1.10 HSBC Bank S.A. Subtotal moeda estrangeira Total de financiamentos e empréstimos Circulante Financiamentos e empréstimos Custos de transação Total Não circulante Financiamentos e empréstimos Custos de transação Total TJLP + 5% a.a. TJLP + 2,12% a.a. TJLP + 5% a.a. TJLP + 5% a.a. TJLP + 5% a.a. CDI + 0,831% a.a. CDI + 0,558% a.a. TJLP + 5% a.a. CDI + 1,25% a.a. CDI + 1,18% a.a. CDI + 1,18% a.a. CDI + 1,18% a.a. CDI + 1,25% a.a. CDI + 1,25% a.a. CDI + 1,25% a.a. CDI + 1,25% a.a. TJLP + 4,72% a.a. TJLP + 5% a.a. CDI + 0,275% a.m. TJLP + 5,3% a.a. CDI + 2,25% a.a. CDI + 1,8% a.a. TJLP + 4,5% a.a. CDI + 4,3% a.a TJLP + 1% a.a. TJLP + 1,7% a.a. TJLP + 3% a.a. TJLP + 4,3% a.a. (18.640) (4.975) (71.333) (5.555) (11.481) (2.970) (23.661) (14.115) (5.208) ___________ (157.938) ___________ ___________ 11.146 9.063 180.376 4.356 3.827 185.548 2.454 131.511 _______ 528.281 _______ _______ Taxa efetiva do custo de transação (% a.a.) ____________________ N/I 8,1901% (a) N/I N/I N/I N/I N/I N/I 0,6714% (a) 0,9503% (a) 0,9503% (a) 0,9503% (a) N/I N/I N/I N/I N/I N/I N/I N/I N/I N/I N/I N/I N/I N/I N/I N/I 11.281 8.106 194.295 4.356 6.889 200.492 6.136 _______ 431.555 _______ _______

Vencimentos ______________________ 15 de janeiro de 2012 15 de fevereiro de 2017 15 de janeiro de 2012 15 de janeiro de 2012 15 de janeiro de 2012 29 de janeiro de 2010 31 de março de 2010 15 de novembro de 2010 20 de maio de 2009 13 de abril de 2009 13 de abril de 2009 13 de abril de 2009 20 de maio de 2009 20 de maio de 2009 20 de maio de 2009 20 de maio de 2009 15 de dezembro de 2011 15 de março de 2009 17 de junho de 2011 15 de julho de 2009 11 de fevereiro de 2010 30 de dezembro de 2010 15 de fevereiro de 2009 11 de fevereiro de 2010 15 de novembro de 2014 15 de outubro de 2013 15 de julho de 2012 15 de abril de 2011

C.MOEDAS + 5% a.a. Iene + 5,8225% a.a. US$ + 3,19% a.a. US$ + 3,19% a.a. LIBOR + 3,75% a.a. LIBOR + 3,50% a.a. LIBOR + 1,9% a.a. a 2,5% a.a. LIBOR + 2,2% a.a. a 2,8% a.a. US$+5,05% a.a. e US$+5,9% a.a.

N/I N/I N/I N/I 5,5263% (a) 5,5263% (a) 4,9930% (a)(b) 4,9930% (a)(b) N/I

22.633 15.088 13.906 3.903 -

22.633 15.088 13.428 3.770 -

15 de janeiro de 2011 20 de agosto de 2010 9 de julho de 2010 9 de julho de 2010 15 de novembro de 2024 15 de novembro de 2022 15 de fevereiro de 2020 15 de fevereiro de 2023 11 de maio de 2009

(a) O custo efetivo destas transações refere-se aos custos incorridos na emissão dos títulos e não considera taxas pós-fixadas, uma vez que a liquidação dos juros e principal dar-se-á no final da operação e na data de cada transação não são conhecidas as futuras taxas aplicáveis. Estas taxas somente serão conhecidas com a fluência do prazo de cada transação. Seu método de cálculo está de acordo com o pronunciamento contábil CPC 08. Quando uma operação possui mais de uma série/tranche, está apresentada a taxa média ponderada. (b) Alternativamente poderá ser utilizada a ABR Prime, conforme previsão contratual. N/I - Custo de transação não identificado em função da impraticabilidade ou imaterialidade. Cronograma de desembolsos (não circulante) Consolidado _____________________________ 2009 2008 _________ _________ 2010 177.470 2011 137.877 61.877 2012 105.799 24.107 2013 120.416 24.531 Após 2013 919.972 60.680 _________ _________ Total 1.284.064 348.665 _________ _________ A seguir especificamos as principais condições, garantias e restrições vinculadas aos contratos de empréstimos e financiamentos, seguindo a indexação da primeira coluna do quadro. As condições, garantias e restrições pactuadas vêm sendo cumpridas regularmente. 1. Empréstimos e Financiamentos Nos financiamentos junto ao BNDES e nos contratos de FINAME, quando a TJLP for superior à taxa de 6% a.a., a diferença será capitalizada ao saldo devedor, o qual será liquidado financeiramente conforme o cronograma de amortizações originalmente previsto. 1.1 AutoBAn Em 10 de julho de 2000, a controlada firmou contrato de financiamento mediante abertura de crédito no valor total de R$ 220.000, sendo parte direto com o BNDES e outra parte com repasse junto aos bancos Bradesco, Unibanco e Sudameris (ABN Amro Real). Sobre o principal da dívida incidem juros de 5% a.a. mais TJLP, com exigibilidade mensal. A amortização do principal será paga em 105 prestações mensais, entre 15 de maio de 2003 e 15 de janeiro de 2012. As principais garantias e cláusulas restritivas deste contrato de financiamento são as seguintes: • Penhor em primeiro grau de 100% das receitas oriundas do contrato de concessão; • Penhor de todas as contas bancárias, inclusive das receitas financeiras delas decorrentes; • Cessão da indenização que venha a ser devida pelo Poder Concedente, no caso de término antecipado do Contrato de Concessão; • Caução da totalidade das ações emitidas pela controlada; • Não constituir ônus ou vender nenhum bem relativo ao contrato de concessão, exceto em circunstâncias previstas no contrato de financiamento; • Manter em conta reserva o equivalente a 6 meses do serviço da dívida projetado ou obter carta de fiança bancária ou seguro garantia para o mesmo valor. O montante das fianças bancárias em 31 de dezembro de 2009 é de R$ 137.800. • Não distribuir dividendos ou juros sobre o capital próprio em quaisquer outras datas que não entre 01 de abril e 01 de junho de cada ano e/ou 01 de outubro e 01 de dezembro de cada ano; • A controlada está impedida de distribuir dividendos ou juros sobre capital próprio, exceto se as demonstrações financeiras auditadas do ano fiscal anterior ou as demonstrações financeiras revisadas do primeiro período apresentem, cumulativamente, no mínimo, os seguintes índices: • Dívida líquida/EBITDA menor ou igual a 2,5, onde: - Dívida líquida = dívida decorrente dos contratos de financiamento com o BNDES, debêntures e outras dívidas autorizadas pelos financiadores, menos o disponível (caixa, bancos e aplicações financeiras); - EBITDA (lucro operacional + depreciação e amortização - receitas e despesas financeiras) calculado considerando os últimos 12 meses. • Índice de cobertura do serviço da dívida (caixa + juros + “fees” e outros débitos relacionados à dívida / serviço da dívida pago no referido período) maior ou igual a 1,3; A controlada também possuía contratos de financiamento junto ao IFC, BID e BNDES, que foram liquidados, antecipadamente, em 11 de maio 2006. Entretanto, mantém-se a obrigação de pagar, até 31 de dezembro de 2010, juros adicionais de 10% da receita (2,42% ao IFC, 3,49% ao BID e 4,09% ao BNDES) sobre o excedente do volume de veículos que ultrapassar o estipulado no contrato de financiamento. Os juros adicionais correspondentes aos anos de 2004 a 2007 foram de R$ 6.963, cujo pagamento foi feito entre outubro de 2008 a março de 2009. O valor referente ao ano de 2008 foi R$ 7.062, e o pagamento realizado em maio e junho de 2009. Em virtude de mudanças significativas da estrutura das operações em relação à época de assinatura do contrato, a controlada entrou em processo de negociação com os financiadores sobre a forma de cálculo dos juros adicionais, cuja formalização foi finalizada em outubro de 2008. A controlada possui provisionado em 31 de dezembro de 2009, na rubrica de outras contas a pagar, o montante de R$ 4.441 (R$ 11.970 em 31 de dezembro de 2008) para o cumprimento dessa obrigação. Em 05 de fevereiro de 2009, a controlada firmou contrato de financiamento mediante abertura de crédito junto ao BNDES, no valor total de R$ 267.353. Sobre o principal da dívida incidem juros de 2,12% a.a. mais TJLP. O principal será amortizado em 72 parcelas mensais a partir do dia 15 de março de 2011, sendo que a última parcela será paga em 15 de fevereiro de 2017. Os juros serão pagos trimestralmente nos meses de fevereiro, maio, agosto e novembro de cada ano, entre 15 de maio de 2009 e 15 de fevereiro de 2011. A partir de 15 de março de 2011 os juros serão pagos mensalmente, sendo que a última parcela será paga em 15 de fevereiro de 2017. Em fevereiro de 2009 foi liberada a primeira parcela do financiamento, no valor de R$ 110.000, em maio de 2009 a segunda parcela, no valor de R$ 75.000 e a terceira parcela foi liberada em novembro de 2009, no valor de R$ 22.000. As principais garantias e cláusulas restritivas desse contrato de financiamento são as seguintes: • Cessão de eventual indenização do Poder Concedente em caso de término antecipado do Contrato de Concessão; • Penhor das receitas auferidas pela controlada em decorrência do contrato de concessão; • Penhor de todas as contas bancárias, inclusive das receitas delas decorrentes; • Penhor de todas as ações emitidas pela controlada; • Manter, durante a vigência do Contrato, o seguinte índice apurado trimestralmente: (Patrimônio Líquido + Dividendos a Pagar) / Ativo Total: igual ou maior que 20% (vinte por cento). Em 24 de setembro de 2009 a controlada emitiu junto ao Banco HSBC Bank Brasil S.A. duas Cédulas de Crédito Bancário Empréstimo - Capital de Giro (CCB), nas seguintes condições: • A Primeira: com valor de R$ 12.061 e com custo correspondente à variação acumulada das taxas médias diárias dos DI (Depósitos Interfinanceiros) de um dia, acrescida exponencialmente equivalente a 0,867% a.a., quitada em 30 de outubro de 2009; • A Segunda: com valor de R$ 25.222 e com custo correspondente à variação acumulada das taxas médias diárias dos DI (Depósitos Interfinanceiros) de um dia, acrescida exponencialmente equivalente a 0,831% a.a., quitada em 29 de janeiro de 2010. Em 23 de dezembro de 2009 a controlada emitiu junto ao Banco Alfa uma Cédula de Crédito Bancário Empréstimo - Capital de Giro (CCB), com vencimento em 31 de março de 2010, com valor de R$ 21.000 e custo correspondente à variação acumulada das taxas médias diárias dos DI (Depósitos Interfinanceiros) de um dia, acrescida exponencialmente equivalente a 0,558%a.a. A remuneração poderá ser paga integralmente na data de vencimento ou na data do pagamento antecipado. 1.2 RodoNorte Em 01 de novembro de 2001, a controlada firmou contrato de financiamento mediante abertura de crédito, no valor total de R$ 169.301, dividido em subcréditos A e B, com valores respectivos de R$ 16.930 e R$ 152.371, junto ao BNDES. Sobre o principal da dívida no subcrédito A incide taxa de juros de 5% a.a., acima da taxa variável reajustada trimestralmente, com base no custo médio ponderado de todas as taxas e despesas incorridas pelo BNDES, na captação de recursos em moeda estrangeira no trimestre civil imediatamente anterior ao mês de reajuste da referida taxa de juros, publicada pelo BNDES no Diário Oficial da União, nos meses de janeiro, abril, julho e outubro de cada ano. A exigibilidade dos juros é mensal. Sobre o principal da dívida no subcrédito B incide juros de 5% a.a. mais TJLP, com exigibilidade mensal. A amortização do principal do subcrédito A será em 84 prestações mensais, entre 15 de fevereiro de 2004 e 15 de janeiro de 2011. Para o subcrédito B, também será em 84 prestações mensais, entre 15 de dezembro de 2003 e 15 de novembro de 2010. As principais garantias e cláusulas restritivas deste contrato de financiamento são as seguintes: • Caução das ações emitidas pela controlada representativa de 99,99% de seu capital social; • Caução e cessão de 100% das receitas auferidas pela controlada em decorrência do contrato de concessão; • Cessão de eventual indenização do Poder Concedente em caso de término antecipado do Contrato de Concessão; • Cessão dos direitos e benefícios decorrentes de todas as apólices e contratos de seguro; • Não contrair ou manter, sem o consentimento do BNDES e do Agente Fiduciário, qualquer dívida exceto as abaixo listadas: (i) dívidas subordinadas contraídas diretamente com os Patrocinadores; (ii) empréstimo de capital de giro que não excedam o montante de R$ 10.000 e; (iii) dívidas de longo prazo para financiamento de mudanças no escopo dos investimentos até o limite de R$ 30.000. • Não distribuir dividendos antes da Conclusão Técnica e Financeira do Projeto e do atingimento de Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) mínimo de 1,3. • Manter em conta reserva o equivalente a 12 meses do serviço da dívida projetada ou obter carta de fiança bancária ou seguro garantia para o mesmo valor. Em 31 de dezembro de 2009 o montante de fiança bancária é de R$ 60.000. Em 27 de dezembro de 2007 a RodoNorte obteve a Conclusão Técnica e Financeira do Projeto, e a partir daquela data está livre para distribuir dividendos aos acionistas. 1.3 ViaLagos Em 05 de setembro de 2007 a controlada firmou contrato de empréstimo em iene no valor de R$ 68.000 junto ao Banco do Brasil S.A., com vencimento em parcela única em 20 de agosto de 2010 e com encargos financeiros de 5,8225% a.a. Foi realizada uma operação de hedge (swap) com taxa de 103,20% do CDI, vinculada a este empréstimo. Em 29 de agosto de 2008, o empréstimo e a operação de swap vinculada foram parcialmente liquidados, sendo o valor de principal amortizado de R$ 7.807, juros de R$ 453 e hedge (swap) de R$ 1.666. 1.4 Ponte Em 14 de julho de 2008 a controlada firmou 2 contratos de empréstimo em dólares norte-americanos junto ao ABN AMRO Real S.A., com vencimento para 14 de julho de 2009 e encargos financeiros de 6,13% a.a., nos montantes de US$ 11.001 mil e US$ 13.999 mil, e contratou hedge (swap) às taxas de 109,70% da variação do CDI, vinculada a este empréstimo. Em 14 de julho de 2009, os contratos de hedge (swap) foram integralmente liquidados e um dos contratos de empréstimo foi liquidado parcialmente, sendo que os saldos remanescentes de US$ 2.085 mil e US$ 13.999 mil foram prorrogados para 09 de julho de 2010, com juros de 3,19% a.a. e com a taxa do hedge alterada para 123,50% da variação do CDI. 1.5 RodoAnel Nas datas de 01 de outubro de 2008, 03 de novembro de 2008, 11 de março de 2009, 23 de abril de 2009 e 30 de outubro de 2009, a controlada firmou contratos de coordenação, colocação e distribuição pública de notas promissórias comerciais da segunda, terceira, quarta, quinta e sexta emissões, respectivamente. A segunda emissão, no valor total de R$ 460.000, com juros remuneratórios de CDI mais 1,18% a.a., foi totalmente liquidada em 13 de abril de 2009. A terceira emissão, no valor total de R$ 650.000, com juros remuneratórios de CDI mais 1,25% a.a., foi totalmente liquidada em 20 de maio de 2009. A quarta emissão, no valor total de R$ 650.000, com juros remuneratórios de CDI mais 1,18% a.a., foi totalmente liquidada em 10 de outubro de 2009. A quinta emissão, no valor total de R$ 650.000, com juros remuneratórios de CDI mais 2,10% a.a., foi totalmente liquidada em 16 de novembro de 2009. A sexta emissão, no valor total de R$ 500.000, com juros remuneratórios de 108% do CDI, foi totalmente liquidada em 24 de dezembro de 2009. Em 03 de dezembro de 2009, a concessionária assinou o contrato de financiamento de longo prazo com o BID (Inter-American Development Bank) e JBIC (Japan Bank for International Cooperation) no valor de US$ 500 milhões, sendo US$ 300 milhões com o BID e outros bancos comerciais (BID A e BID B) e US$ 200 milhões com o JBIC. Tal valor foi desembolsado integralmente no dia 22 de dezembro e conta com as seguintes condições financeiras: • Pagamentos de juros: semestrais a cada 15 de maio e 15 de novembro, a partir de 15 de maio de 2010; • Pagamentos de principal: semestrais a cada 15 de maio e 15 de novembro, a partir de 15 de maio de 2011. Os valores dos pagamentos são crescentes, sendo os dois primeiros no montante de US$ 750 mil (BID A e BID B) cada e o último de US$ 6.000 mil para o BID A e de US$ 14.500 mil para o BID B; • Vencimento final: - BID A e JBIC: 15 de novembro de 2024; e - BID B: 15 de novembro de 2022. • Remuneração: - BID A e JBIC: Libor (6 meses) + 3,75% a.a. e - BID B: Libor (6 meses) + 3,50% a.a. O financiamento exige um programa de hedge mínimo que considera: i) proteção contra flutuações da taxa Libor por um período mínimo de 5 anos; e ii) proteção contra flutuações cambiais do fluxo de pagamentos de juros e principal por um período mínimo de 24 meses. As principais garantias e cláusulas restritivas deste financiamento são as seguintes: • Alienação fiduciária das ações da concessionária; • Cessão fiduciária de direitos e de créditos; • Cessão condicional de contrato; • Assunção condicional temporária (step-in rights); • Suporte dos acionistas para determinados eventos; • Conta reserva do serviço da dívida equivalente a 6 meses do valor do serviço da dívida a vencer; • Conta reserva de operação e manutenção equivalente a 25% do valor estimado de gastos operacionais no ano; e • A concessionária está impedida de realizar qualquer pagamento restrito (o qual inclui distribuição de dividendos aos acionistas) caso o ICSD seja inferior a 1,25. ICSD = (Geração de Caixa Líquida / Serviço da Dívida Sênior), ambos definidos no contrato de financiamento. Em 31 de dezembro de 2009 o montante de fiança bancária é de R$ 6.217. Por outro lado, o financiamento permite uma realavancagem com compartilhamento de garantias caso, após a entrada em operação do Trecho Sul do RodoAnel Mario Covas, o ICSD seja superior a 1,5 e permaneça assim, considerando tal realavancagem. Os recursos da realavancagem deverão ser usados obrigatoriamente para a amortização antecipada das debêntures subordinadas. 1.6 CPC - Renovias Em 10 de março de 1999 a controlada em conjunto Renovias firmou o contrato de abertura de crédito no valor total de R$ 91.271, junto ao BNDES, subdividido em dois subcréditos: A) R$ 53.305 remunerado à taxa de juros de 5% a.a. mais a TJLP, tendo sido integralmente liquidado em setembro de 2008. B) R$ 37.966 remunerado à taxa de juros de 5% a.a. mais a TJLP, tendo sido integralmente liquidado em 15 de março de 2009. Em 04 de dezembro de 2006, a controlada em conjunto Renovias firmou novo contrato de abertura de crédito junto ao BNDES, no valor total de R$ 53.202. Sobre o principal da dívida incidem juros de 4,72% a.a. mais TJLP, com exigibilidade trimestral, nos meses de dezembro, março, junho e setembro de cada ano, no período compreendido entre dezembro de 2006 e dezembro de 2008 e, mensalmente, a partir do dia janeiro de 2009 até dezembro de 2011. As principais garantias e cláusulas restritivas para o contrato de financiamento são as seguintes:

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continuação

Companhia de Concessões Rodoviárias
Companhia Aberta CNPJ nº 02.846.056/0001-97

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) • Penhor em primeiro grau de 100% das receitas oriundas do contrato de concessão; • Cessão da indenização que venha a ser devida pelo Poder Concedente no caso de término antecipado do Contrato de Concessão; • Penhor da totalidade das ações emitidas pela Renovias; • Não alienar nem onerar bens operacionais a terceiros, com exceção de veículos de pequeno porte; • Manter em conta reserva o equivalente a duas vezes o valor da última prestação vencida de amortização do principal e acessório da dívida, durante 30 meses do prazo de amortização e manter o valor equivalente à última prestação vencida de amortização do principal e acessório da dívida, durante os últimos seis meses do contrato. Em 31 de dezembro de 2009, o saldo da conta reserva é de R$ 3.619. • Seguro destinado à garantia das parcelas do produto da cobrança do pedágio, na hipótese de interrupção de sua arrecadação, com cobertura mínima equivalente a 90 dias de arrecadação e franquia aceitável pelo BNDES; • Não distribuir dividendos até a completa realização do projeto financiado; • Manter uma relação mínima entre o patrimônio líquido e o passivo total de 30%, excluindo, para efeito do cálculo, o valor lançado como ônus fixo da concessão constante do passivo total, e • Não contratar empréstimo de curto prazo, inclusive as renovações dos demais contratos já firmados após a celebração deste contrato, cujo valor acumulado supere R$ 3.500, com data base de 10 de março de 1999, reajustado na mesma forma e nas mesmas épocas do reajuste da tarifa, sem a prévia e expressa autorização do BNDES. Em 13 de julho de 2006, a controlada em conjunto Renovias em conjunto firmou contrato de abertura de crédito no valor total de R$ 26.000 junto ao Banco ABC Brasil S.A. Sobre o principal da dívida incidem juros calculados pela Taxa DI-Cetip Over, divulgada pela CETIP, acrescida de 0,275% ao mês. A amortização do principal será paga em prestações mensais e sucessivas entre agosto de 2006 e junho de 2011. A principal garantia e cláusula restritiva deste contrato de financiamento é a cessão fiduciária dos direitos de crédito perante a CGMP Centro de Gestão de Meios de Pagamentos S/A e o Banco Itaú S/A, (“Devedores dos Recebíveis”). Em 28 de dezembro de 2009 a controlada em conjunto Renovias emitiu junto ao Banco Bradesco S.A. uma Cédula de Crédito Bancário Empréstimo Capital de Giro (CCB), no valor de R$ 8.050, com vencimento em 11 de fevereiro de 2010. A remuneração desta Cessão é correspondente à variação acumulada das taxas médias diárias dos DI (Depósitos Interfinanceiros) de um dia, acrescida exponencialmente equivalente a 2,25% a.a., sendo a remuneração paga integralmente na data de vencimento, ou na data do pagamento antecipado. 1.7 ViaQuatro Em 7 de outubro de 2008, a controlada em conjunto ViaQuatro contratou financiamento de longo prazo, no valor total de US$ 368.700 mil junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com a participação de outros bancos comerciais. Este financiamento destina-se a investimentos previstos nas Fases I e II do Contrato de Concessão e está assim dividido: • Empréstimo BID A (Fase I): • Valor: US$ 69.200 mil; - Prazo total: 15 anos; - Custo: Libor +2,20% a.a.: até a Conclusão do Projeto da Fase I; Libor +2,50% a.a.: entre a Conclusão do Projeto Fase I até o início da operação da Fase II; Libor +2,80% a.a.: a partir do início da operação da Fase II. • Empréstimo BID A (Fase II): • Valor: US$ 59.500 mil; - Prazo e custo: condições de mercado no momento da Fase II. • Empréstimo BID B (somente Fase I): • Valor: US$ 240.000 mil; - Pr1% a.a.: até a Conclusão do Projeto da Fase I; Libor +2,20% a.a.: entre a Conclusão do Projeto Fase I até o início da operação da Fase II; Libor +2,50% a.a.: a partir do início da operação da Fase II; De acordo com as condições estipuladas no Contrato de Financiamento, poderá ser utilizada Taxa Básica Alternativa em substituição a Libor quando: • Em razão de circunstâncias que afetem o mercado, meios adequados e razoáveis não existam para identificar a Libor na data de apuração da taxa de juros em questão; • Os participantes necessários determinarem e notificarem o BID, por escrito, que a Libor não refletirá de modo adequado e justo o custo para os participantes. Os montantes são creditados à Concessionária mediante o atendimento de condições precedentes. A primeira liberação ocorreu no dia 11 de dezembro de 2008 nos valores de US$ 22.146 mil referente ao BID A e US$ 76.828 mil referente ao BID B, a segunda liberação ocorreu em 30 de julho de 2009 nos valores de US$ 12.799 mil referente ao BID A e US$ 44.402 mil referente ao BID B. As principais garantias e cláusulas restritivas deste financiamento são as seguintes: • Alienação fiduciária e usufruto condicional de 100% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais da controlada em conjunto; • Cessão fiduciária dos direitos e créditos da controlada em conjunto, inclusive aqueles decorrentes das contas bancárias da controlada em conjunto; • Cessão fiduciária dos direitos e créditos oriundos do Contrato de Concessão, inclusive de eventual indenização do Poder Concedente em caso de término antecipado do Contrato de Concessão; • Contratar operação de hedge de taxa de juros ao montante de 75% do valor total desembolsado, até 15 de fevereiro de 2013. Após essa data o montante protegido deverá ser de 100% do total desembolsado, até o vencimento do financiamento. • Contratar operação de hedge de moeda ao montante de 25% do valor total desembolsado, caso a taxa a termo do dólar de março de 2010 esteja acima de R$ 2,40. Após a entrega das obras de infraestrutura, deverá ser efetuado hedge de 100% do valor correspondente aos próximos quatro pagamentos de juros e principal (2 anos). • Não constituir qualquer ônus sobre qualquer direito, participação ou propriedade da controlada em conjunto, exceto aqueles expressamente permitidos no contrato de financiamento; • Não contrair ou manter, sem o consentimento do BID, qualquer dívida exceto, dentre outras: (i) dívidas subordinadas contraídas diretamente com a CCR/os patrocinadores do projeto; (ii) empréstimo de capital de giro/dívida de curto prazo que não exceda R$ 7.500; • Não alienar ou de alguma forma dispor de seus ativos ou direitos, exceto em circunstâncias previstas no contrato de financiamento; • Manter em conta reserva o equivalente a 6 (seis) meses do serviço da dívida projetado ou obter carta de fiança bancária para o mesmo valor, após último desembolso do financiamento da Fase I do Projeto; • Não distribuir dividendos ou juros sobre o capital próprio antes da data de Conclusão do Projeto da Fase I; • Somente distribuir dividendos ou juros sobre o capital próprio, após a Conclusão do Projeto, se as demonstrações financeiras auditadas do ano fiscal anterior ou as demonstrações financeiras revisadas do primeiro período apresentarem, no mínimo, o seguinte índice: - Índice de cobertura do serviço da dívida (caixa + juros + “fees” e outros débitos relacionados à dívida / serviço da dívida pago no referido período) maior ou igual a 1,3. 1.8 NovaDutra Em 09 de agosto de 2004 a controlada firmou contrato de financiamento mediante abertura de crédito junto ao BNDES, no montante total disponível de R$ 39.377. Sobre o principal da dívida incidiram juros de 4,5% a.a. mais TJLP, com exigibilidade mensal. Esse contrato foi amortizado em 42 prestações mensais, entre 15 de setembro de 2005 e 15 de fevereiro de 2009, e suas respectivas cláusulas restritivas extintas. Em 29 de julho de 2009, a CCR transferiu a totalidade de seus direitos e obrigações previstas em Contrato de Mútuo firmado com a controlada em 10 de fevereiro de 2009, para o Itaú BBA S.A. através do Aditamento e Consolidação de Dívida Subordinada, sendo o montante desta Cessão de R$ 347.354, com vencimento em 30 de dezembro de 2010. A remuneração desta Cessão é correspondente à variação acumulada das taxas médias diárias do CDI de um dia, acrescida de 1,80% a.a., sendo a remuneração paga integralmente na data de vencimento, ou na data do pagamento antecipado facultativo. Esta dívida está subordinada exclusivamente em ordem de pagamento à dívida representada pelas Debêntures, a qual possui vencimento em 1º de julho de 2010. 1.9 Controlar Em 24 de novembro de 2009, a controlada em conjunto contratou financiamento com o Banco Itaú BBA S.A., no montante de R$ 70.000 destinados a (i) prorrogar vencimento de financiamento de R$ 35.000 contratado em 2008 e (ii) captar R$ 35.000 adicionais para a expansão de suas atividades, tendo sido liberado até 31 de dezembro de 2009 o montante de R$ 15.000. A remuneração deste financiamento corresponde à CDI + 1,7% a.a., sendo que a amortização do principal e o pagamento dos juros inicia após um ano, trimestralmente durante 3 anos. A renovação do montante de R$ 35.000 está sendo realizada de acordo com as datas de vencimento de cada CCB. Do montante adicional de R$ 35.000, R$ 15.000 foram liberados em 27 de novembro de 2009 através da emissão de uma nova CCB e R$ 20.000 foram liberados em 08 de janeiro de 2010, também através da emissão de uma nova CCB. As garantias e as principais cláusulas restritivas deste contrato de financiamento são as seguintes: • Fiança dos acionistas para 100% do endividamento; • Cessão Fiduciária dos Direitos Creditórios do Projeto e indenizações devidas pelo Poder Concedente; • Limitação do endividamento líquido em R$ 100.000; • Manutenção do índice endividamento líquido / EBITDA inferior a 3,0, sendo a apuração deste índice realizada semestralmente; • Restrição de distribuição de dividendos, pela controlada, além do mínimo legalmente permitido, durante o período decorrido entre a assinatura de cada CCB e a data na qual deverá ser paga a primeira parcela de principal; e • Restrições para modificações da composição dos acionistas controlada em conjunto sem a prévia anuência do financiador. 1.10 CCR-USA, LLC Em 16 de novembro de 2007, a controlada firmou contrato de empréstimo em dólares norte-americanos junto ao HSBC BANK BRASIL Grand Cayman Branch, no montante de US$ 26.500 mil, com encargos financeiros de 5,05% a.a., com a finalidade de integralização de capital na concessionária Northwest Parkway, em Denver, Estados Unidos da América. Em 20 de dezembro de 2007, a controlada firmou contrato de empréstimo em dólares norte-americanos junto ao HSBC BANK BRASIL Grand Cayman Branch, no montante de US$ 1.700 mil, com encargos financeiros de 5,90% a.a., com a finalidade de complementar a integralização de capital na concessionária Northwest Parkway e reforço do capital de giro. Estes empréstimos foram liquidados em 04 de maio de 2009. 1.11 FINAME com encargos financeiros de 1,0% a.a. mais TJLP. Em 10 de agosto de 2009 e 26, 29 e 30 de setembro de 2009, a controlada AutoBAn firmou seis contratos de Financiamento Mediante Abertura de Crédito (FINAME) junto ao Bradesco, no montante total de R$ 833, destinado à compra de caminhões, caminhão trator, plataforma auto socorro e guincho de socorro (reboque). A amortização do principal se dará em quarenta e cinco e em cinquenta e sete parcelas mensais, entre 15 de dezembro de 2009 e 15 de outubro de 2014. Os juros serão pagos trimestralmente, em 15 de novembro de 2009 e 15 de janeiro de 2010 e mensalmente no período de amortização. Em 13 e 17 de agosto de 2009 e 22 de setembro de 2009, a controlada RodoNorte firmou seis contratos de Financiamento Mediante Abertura de Crédito (FINAME) junto ao Bradesco, no montante total de R$ 2.277, destinado à compra de caminhões, caminhão trator, plataforma auto socorro e guincho de socorro (reboque). A amortização do principal se dará em cinquenta e sete e em quarenta e cinco parcelas mensais, entre 15 de dezembro de 2009 e 15 de outubro de 2014. Os juros serão pagos trimestralmente, em 15 de novembro de 2009, 15 de dezembro de 2009 e 15 de janeiro de 2010 e mensalmente no período de amortização. Em 14, 24 e 25 de agosto de 2009, a controlada RodoAnel firmou três contratos de Financiamento Mediante Abertura de Crédito (FINAME) junto ao Bradesco, no montante total de R$ 610, destinado à compra de caminhões e guincho de socorro (reboque). A amortização do principal se dará em cinquenta e sete e em quarenta e cinco parcelas mensais, entre 15 de janeiro de 2010 e 15 de novembro de 2014. Os juros serão pagos trimestralmente, em 15 de dezembro de 2009 e 15 de fevereiro de 2010 e mensalmente no período de amortização. 1.12 FINAME com encargos financeiros de 1,7% a.a. mais TJLP Em 01 de julho de 2008, a controlada ViaOeste firmou um contrato de Financiamento Mediante Abertura de Crédito (FINAME) junto ao HSBC, no montante total de R$ 421, destinado à compra de caminhões e cesta aérea . A amortização do principal se dará em quarenta e oito parcelas mensais, entre 17 de agosto de 2009 e 15 de julho de 2013. Os juros serão pagos trimestralmente, entre 15 de janeiro de 2009 e 15 de julho de 2009 e mensalmente no período de amortização. Em 02 de julho de 2008, a controlada RodoNorte firmou um contrato de Financiamento Mediante Abertura de Crédito (FINAME) junto ao HSBC, no montante total de R$ 706, destinado à compra de caminhões e cesta aérea . A amortização do principal se dará em quarenta e oito parcelas mensais, entre 17 de agosto de 2009 e 15 de julho de 2013. Os juros serão pagos trimestralmente, entre 15 de janeiro de 2009 e 15 de julho de 2009 e mensalmente no período de amortização. Em 04 de agosto de 2008, a controlada ViaOeste firmou um contrato de Financiamento Mediante Abertura de Crédito (FINAME) junto ao HSBC, no montante total de R$ 186, destinado à compra de caminhões e cesta aérea . A amortização do principal se dará em quarenta e oito parcelas mensais, entre 17 de agosto de 2009 e 15 de julho de 2013. Os juros serão pagos trimestralmente, entre 15 de outubro de 2008 e 15 de julho de 2009 e mensalmente no período de amortização. Em 10 de outubro de 2008, a controlada NovaDutra firmou um contrato de Financiamento Mediante Abertura de Crédito (FINAME) junto ao HSBC, no montante total de R$ 435, destinado à compra de equipamentos. A amortização do principal se dará em quarenta e oito parcelas mensais, entre 17 de agosto de 2009 e 15 de outubro de 2013. Os juros serão pagos trimestralmente, entre 15 de outubro de 2008 e 15 de julho de 2009 e mensalmente no período de amortização. 1.13 FINAME com encargos financeiros de 3% a.a. mais TJLP Em 26 de junho de 2007, a controlada RodoNorte firmou cinco contratos de Financiamento Mediante Abertura de Crédito (FINAME) junto ao Unibanco, no montante total de R$ 2.432, destinado à compra de caminhões, guinchos e ambulâncias. A amortização do principal se dará em quarenta e oito parcelas mensais, entre 15 de agosto de 2008 e 15 de julho de 2012. Os juros serão pagos trimestralmente, entre 15 de outubro de 2007 e 15 de julho de 2008, e mensalmente no período de amortização. Em 03 de abril de 2007 e em 16 de abril de 2007 a controlada ViaOeste firmou três contratos de Financiamento Mediante Abertura de Crédito (FINAME) junto ao Unibanco, no valor total de R$ 1.160, destinado à compra de caminhões e equipamentos. A amortização do principal se dará em quarenta e oito parcelas mensais, entre 15 de maio de 2008 e 15 de maio de 2012. Os juros serão pagos trimestralmente, entre 15 de julho de 2007 e 15 de abril de 2008, e mensalmente no período de amortização. Em 08 e 30 de novembro de 2006 e em 06 de julho e 31 de agosto de 2007, a controlada NovaDutra firmou cinco contratos de Financiamento Mediante Abertura de Crédito (FINAME) junto ao Bradesco e Unibanco, no valor total de R$ 2.920, destinados à compra de caminhões, ambulâncias e plataforma de auto-socorro. O pagamento dos juros e a amortização do principal ocorrerão entre 15 de fevereiro de 2007 e 15 de maio de 2012. 1.14 FINAME com encargos financeiros de 4,3% a.a. mais TJLP Em 12 de abril de 2006, a controlada ViaOeste firmou dois contratos de Financiamento Mediante Abertura de Crédito (FINAME) junto ao Bradesco, no valor total de R$ 1.836, destinado à compra de caminhões e guinchos. A amortização do principal se dará em cinquenta e quatro parcelas mensais, entre 15 de novembro de 2006 e 15 de abril de 2011. Os juros serão pagos trimestralmente, entre 15 de julho de 2006 e 15 de abril de 2011, e mensalmente no período de amortização. 16. DEBÊNTURES Custo Taxas efetivo contratuais (% a.a.) _________________ ________ IGP-M + 11% a.a. 11,2495% IGP-M + 9,5% a.a. 10,0164% IGP-M + 9,5% a.a. 10,0164% 105% do CDI 0,2388% 100% do CDI +1,6% a.a. 0,3499% 14,75% a.a. 15,5213% 112% do CDI 0,7282% IPCA + 7,5% a.a. 0,6215% IGP-M + 10,65% a.a. 10,8793% IGP-M + 10,65% a.a. 10,8759% 103,3% do CDI 1,1846% 104,5% do CDI 0,2917% IGP-M + 7,6% a.a. 7,9755% IGP-M + 7,6% a.a. 7,9755% 117% do CDI 117,50% do CDI 0,0136% 117,50% do CDI 0,0136% Custos de transação incorridos _________ 886 1.469 1.469 1.601 1.046 17.532 3.550 1.188 877 877 2.809 3.668 2.431 2.431 188 3.577 Saldo dos custos de transação a apropriar __________ 13 62 134 16.396 3.157 1.104 356 341 596 1.852 1.351 1.285 178 3.384 Controladora _____________________ 2009 2008 _________ _________ 77.042 117.367 484.150 462.459 155.462 _________ 1.179.113 _________ 62.286 (2.750) _________ 59.536 _________ 1.137.618 (18.041) _________ 1.119.577 _________ 310.788 483.015 _________ 911.170 _________ 354.821 (2.121) _________ 352.700 _________ 575.000 (16.530) _________ 558.470 _________ Consolidado _____________________ 2009 2008 _________ _________ 27.585 56.107 24.181 49.261 29.269 77.042 117.367 484.150 462.459 155.462 105.270 96.048 228.682 203.556 163.669 150.188 250.479 38.140 724.668 _________ 3.191.579 _________ 377.993 (6.038) _________ 371.955 _________ 2.843.795 (24.171) _________ 2.819.624 _________ 310.788 483.015 128.656 122.183 323.447 240.164 194.263 183.181 _________ 2.237.701 _________ 622.609 (4.854) _________ 617.755 _________ 1.642.332 (22.386) _________ 1.619.946 _________ Cronograma de desembolsos (não circulante) Controladora _____________________ 2009 2008 _________ _________ 37.500 37.500 37.500 500.128 49.995 500.000 549.995 _________ _________ 1.137.618 575.000 _________ _________ Consolidado _____________________ 2009 2008 _________ _________ 342.936 274.072 266.223 1.468.181 183.821 230.133 138.916 871.409 710.436 _________ _________ 2.843.795 1.642.332 _________ _________

2010 2011 2012 2013 Após 2013 Total

1.1 1.2 1.2 1.3 1.3

Série única Série 1 Série 2 Série única Série única

(a) (a) (a) (b) (b) (a) (b) (a) (a) (a) (b) (b) (a) (a) (b) (b)

Vencimentos __________________ Maio de 2010 Julho de 2010 Janeiro de 2010 (*) Março de 2011 Setembro de 2009 (**) Dezembro de 2018 Agosto de 2012 Agosto de 2014 Abril de 2014 Outubro de 2013 Abril de 2012 Julho de 2015 Julho de 2015 Janeiro de 2015 Dezembro de 2016 Novembro de 2012 Novembro de 2012

A seguir especificamos as principais condições, garantias e restrições vinculadas às emissões de debêntures, seguindo a indexação da primeira coluna do quadro de debêntures. As condições, garantias e restrições pactuadas vêm sendo cumpridas regularmente. 1.1 RodoNorte Em 1° de maio de 2001, a controlada emitiu trezentos e quarenta debêntures nominativas escriturais, com garantias reais, de série única, com valor nominal de emissão de R$ 85.000, as quais foram subscritas e integralizadas em 14 de novembro de 2001, no valor total atualizado monetariamente de R$ 96.170, com deságio de 4,98%, que foi registrado como despesas pagas antecipadamente. As debêntures sofrem atualização monetária do valor nominal de acordo com a variação do IGP-M e sua remuneração é baseada em taxa de juros de 11% a.a., incidente sobre o saldo não amortizado do valor nominal atualizado, que será pago em nove parcelas anuais, entre 1º de maio de 2002 e 1º de maio de 2010. A amortização do principal ocorre em sete parcelas anuais, entre 1º de maio de 2004 e 1º de maio de 2010, sendo a primeira parcela, no valor correspondente a 10% do valor nominal, na data de emissão e as demais, no valor correspondente a 15% do valor nominal, também na data de emissão. Como garantia da emissão das debêntures, a controlada está sujeita à caução de 99,99% das ações representativas de seu capital social até a amortização final; caução das receitas decorrentes da exploração das rodovias; cessão de indenização dos seguros contratados; caução das contas bancárias vinculadas e aplicações financeiras e cessão da indenização do Poder Concedente em caso de término do Contrato de Concessão. Essas garantias são compartilhadas entre o BNDES e os Debenturistas de forma proporcional aos respectivos saldos devedores do contrato de financiamento citado no item 1.2 da nota explicativa nº.15. 1.2 NovaDutra Em 1º de julho de 2004, a controlada emitiu dezoito mil debêntures nominativas escriturais, com garantias reais e não conversíveis em ações, em duas séries de nove mil debêntures cada, com valor nominal total de emissão de R$ 180.000, as quais foram subscritas e integralizadas, em 16 de agosto de 2004, no valor total de R$ 185.425. As debêntures sofrem atualização monetária do valor nominal de acordo com a variação do IGP-M e sua remuneração é baseada em juros de 9,5% a.a., incidente sobre o saldo não amortizado do valor nominal atualizado. O valor nominal atualizado das debêntures e os juros serão pagos da seguinte maneira: • Primeira série: • Amortização: parcelas anuais, entre 1º de julho de 2006 e 1º de julho de 2010; • Juros: parcelas anuais, entre 1º de julho de 2005 e 1º de julho de 2010. • Segunda série: • Amortização: parcelas anuais, entre 1º de janeiro de 2007 e 1º de janeiro de 2010; • Juros: parcelas anuais, entre 1º de janeiro de 2006 e 1º de janeiro de 2010. • A segunda série foi liquidada em sua totalidade no dia 30 de dezembro de 2009. Como garantia da emissão das debêntures, a controlada está sujeita à penhora de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais, 100% do produto oriundo da cobrança de pedágios e demais receitas, bem como das contas correntes e respectivas aplicações financeiras detidas pela emissora, incluindo todo e qualquer ganho ou receita financeira delas decorrentes; cessão de eventual indenização do Poder Concedente em caso de término do Contrato de Concessão e manter em conta reserva o equivalente a 06 meses de serviço da dívida projetada ou obter carta de fiança bancária ou seguro garantia para o mesmo valor. Em 31 de dezembro de 2009, o montante de fiança bancária é de R$ 31.900. Os bens e direitos permanecerão empenhados até o cumprimento das obrigações assumidas pela controlada na escritura de emissão e nos contratos de financiamento junto ao BNDES. 1.3 CCR • Em 1° de março de 2005, a Companhia emitiu quinze mil debêntures nominativas escriturais quirografárias (sem garantia de preferência), não conversíveis em ações, com valor nominal total de emissão de R$ 150.000, as quais foram subscritas e integralizadas em 4 de abril de 2005, no valor total de R$ 152.733. A remuneração das debêntures é baseada em 105% da variação do CDI, paga semestralmente a partir da data de emissão. O valor nominal das debêntures será pago em quatro parcelas anuais entre 1º de março de 2008 e 1º de março de 2011. • Em 26 de setembro de 2008, a Companhia emitiu uma debênture simples, em lote único e indivisível, em série única, não conversível em ações da espécie quirografária (sem garantia de preferência), de forma nominativa e escritural, com valor nominal unitário de R$ 300.000. A remuneração da debênture é baseada em 100% da variação do CDI e spread de 1,60% a.a. O valor nominal da debênture foi pago em parcela única, em 11 de agosto de 2009. • Em 29 de dezembro de 2008, a Companhia emitiu uma debênture simples, em lote único e indivisível, em série única, não conversível em ações da espécie quirografária (sem garantia de preferência), de forma nominativa e escritural, com valor nominal unitário de R$ 500.000. A remuneração da debênture é baseada em juros de 14,75% a.a. O valor nominal atualizado da debênture e os juros serão pagos da seguinte maneira: • Amortização: parcelas anuais, entre 29 de dezembro de 2016 e 31 de dezembro de 2018; • Juros: parcelas semestrais, entre 29 de dezembro de 2009 e 31 de dezembro de 2018. A Debênture poderá ser resgatada antecipadamente, a critério da emissora, desde que verificados cumulativamente: (i) prazo mínimo de 24 (vinte e quatro) meses a contar da data de emissão e (ii) ocorrência da Comprovação dos Investimentos nos termos e condições descritos na escritura de debênture. • Em 1° de agosto de 2009, a Companhia emitiu 598.156 (quinhentas e noventa e oito mil, cento e cinquenta e seis) debêntures simples, não-conversíveis em ações, da espécie com garantia flutuante, em duas séries, todas nominativas e escriturais, da quinta emissão da CCR. Com valor nominal unitário de R$ 1, perfazendo o montante total de R$ 598.156. A remuneração das debêntures da primeira série será baseada em 112 % do CDI a.a., enquanto que a da segunda série é de 7,5% a.a. mais a atualização do principal baseada no IPCA. Os montantes, prazos, amortizações e pagamento de juros ocorrerão da seguinte maneira: • Primeira série (R$ 448.156): prazo de três anos, com amortização em 1º de agosto de 2012 e pagamento de juros semestralmente, entre 1º de fevereiro de 2010 e 1º de agosto de 2012; • Segunda série (R$ 150.000): prazo de cinco anos, com amortizações em 1º de agosto de 2012 (33,34%), 2013 (33,33%) e 2014 (33,33%) e pagamento de juros anualmente, entre 1º de agosto de 2010 e 1º de agosto de 2014; As Debêntures de ambas as séries poderão ser resgatadas antecipadamente, a critério da emissora. Um dos principais eventos de vencimento antecipado é: • Não-manutenção, por dois trimestres consecutivos dos seguintes índices financeiros apurados trimestralmente, com base nas demonstrações financeiras consolidadas da CCR, feita a anualização, mediante a soma do trimestre em questão com os três trimestres imediatamente anteriores: • Dívida líquida/EBITDA menor ou igual a 3,0, onde: - Dívida líquida = soma dos empréstimos e financiamentos, bem como avais, fianças e demais garantias prestadas em benefício de empresas não consolidadas nas demonstrações financeiras consolidadas da CCR, diminuído do somatório de (i) disponibilidades e (ii) saldo de Conta Reserva registrada no realizável a longo Prazo; - Disponibilidades = (Caixa e Bancos + Aplicações Financeiras + Conta Reserva); - EBITDA (lucro operacional + depreciação e amortização receitas e despesas financeiras + amortização dos pagamentos antecipados relacionados à concessão) calculado considerando os últimos 12 meses. • EBITDA/Despesas Financeiras inferior a 2 onde: - Despesas financeiras ao longo dos últimos 12 meses, apurados pelo regime competência, excluída as variações monetárias e cambiais passivas e o resultado das operações de hedge cambial, deduzidas das receitas financeiras, excluídas as variações monetárias e cambiais ativas e o resultado das operações de hedge cambial, calculadas pelo regime de competência ao longo dos últimos 12 meses, excluídas as variações monetárias e cambiais ativas, em bases consolidadas. 1.4 AutoBAn Em 1° de abril de 2006, a controlada emitiu cinquenta e uma mil debêntures nominativas escriturais, com garantias reais e não conversíveis em ações, em três séries, sendo as de primeira e segunda séries de nove mil e oitocentas debêntures cada uma e a terceira série de trinta e uma mil e quatrocentas debêntures, com valor nominal total de emissão de R$ 510.000, as quais foram subscritas e integralizadas em 1º de agosto de 2006, no valor total de R$ 533.883. As debêntures da primeira e da segunda série terão seu valor nominal atualizado pelo IGP-M, com remuneração baseada em juros de 10,65% a.a. Para a terceira série, a remuneração é baseada em 103,3% do CDI. O valor nominal atualizado das debêntures e os juros serão pagos da seguinte maneira: • Primeira série: • Amortização: seis parcelas anuais, entre 1º de abril de 2009 e 1º de abril de 2014; • Juros: anualmente, entre 1º de abril de 2007 e 1º de abril de 2014. • Segunda série: • Amortização: cinco parcelas anuais, entre 1º de outubro de 2009 e 1º de outubro de 2013; • Juros: anualmente entre 1º de outubro de 2007 e 1º de outubro de 2013. • Terceira série: • Amortização: sete parcelas semestrais, entre 1º de abril de 2009 e 1º de abril de 2012; • Juros: vencimentos semestrais, entre 1º de abril de 2007 e 1º de abril de 2012. Como garantia da emissão das debêntures, a controlada está sujeita à penhora de 99,9% das ações e 100% do produto oriundo da cobrança de pedágios e demais receitas, bem como das contas correntes detidas por ela. As garantias são compartilhadas sempre na proporção de 45% para o BNDES e 55% para os debenturistas. Na hipótese da controlada contrair dívidas adicionais junto ao BNDES, essa proporção permanecerá inalterada e se a controlada contrair dívidas com quaisquer outros credores que não o BNDES, estes deverão compartilhar do percentual de 55% destinados ao Agente Fiduciário. 1.5 ViaOeste Em 1° de julho de 2007, a controlada emitiu sessenta e cinco mil debêntures simples, não conversíveis em ações, todas nominativas e escriturais, com garantias reais, em 3 séries, sendo a primeira de vinte e oito mil debêntures e a segunda e a terceira séries de dezoito mil e quinhentas debêntures cada, com valor nominal total de emissão de R$ 650.000, as quais foram parcialmente subscritas e integralizadas em 31 de julho de 2007, e as restantes em 1° de agosto de 2007. A remuneração das debêntures da primeira série será baseada em 104,5% do CDI a.a., enquanto que as das segunda e terceira séries serão de 7,6% a.a. mais a atualização do principal baseada no IGP-M. Os prazos, amortizações e pagamento de juros ocorrerão da seguinte maneira: • Primeira série: prazo de oito anos, com amortizações e pagamento de juros semestralmente, entre 1º de julho de 2008 e 1º de julho de 2015; • Segunda série: prazo de oito anos, com amortizações e pagamento de juros anualmente, entre 1º de julho de 2008 e 1º de julho de 2015; • Terceira série: prazo de sete anos e meio, com amortizações e pagamento de juros anualmente, entre 1º de janeiro de 2009 e 1º de janeiro de 2015. Como garantia da emissão das debêntures, a controlada está sujeita à penhora de 100% de suas ações e 100% do produto oriundo da cobrança de pedágios e demais receitas, bem como das contas correntes detidas por ela, e eventual indenização do Poder Concedente no caso de término antecipado do contrato de concessão. Os principais critérios para o estabelecimento de vencimento antecipado são: • Contrair ou manter sem o consentimento dos Financiadores qualquer dívida exceto as listadas: (i) dívidas subordinadas, (ii) empréstimos de capital de giro que não excedam o valor do principal total de R$ 50.000, (iii) dívidas de longo prazo para financiamento de investimentos não previstos no Contrato de Concessão, para os quais tenham sido acordados mecanismos legais de restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro do Contrato de Concessão e (iv) outras dívidas, desde que: (a) aprovadas em Assembléia Geral de Debenturistas por maioria simples das Debêntures em circulação; e (b) seja observado o limite estabelecido no item “a”, parágrafo primeiro do artigo 60 da Lei das Sociedades por Ações; • Criar ou permitir a existência de quaisquer ônus ou gravames sobre as propriedades, ativos ou receitas; • Distribuir dividendos ou juros sobre o capital próprio, exceto se as demonstrações financeiras auditadas do ano fiscal anterior ou revisadas do primeiro período apresentarem, no mínimo, os seguintes índices: • Índice de cobertura do serviço da dívida (caixa + juros + “fees” e outros débitos relacionados à dívida / valores de principal e juros pagos no referido período) maior ou igual a 1,2; • Dívida líquida/EBITDA menor ou igual a 3,0, onde: - Dívida líquida = dívida relacionada à emissão das debêntures + outras dívidas financeiras permitidas o disponível (caixa, bancos e aplicações financeiras); - EBITDA (lucro operacional + depreciação e amortização receitas e despesas financeiras + amortização dos pagamentos antecipados relacionados à concessão) calculado considerando os últimos 12 meses. Em 22 de dezembro de 2009, a controlada emitiu duzentas e cinquenta debêntures simples, não conversíveis em ações, série única, da espécie subordinada, sem garantias, da segunda emissão, com valor nominal unitário de R$ 1.000, com valor nominal total da emissão de R$ 250.000, as quais foram subscritas e integralizadas, em 23 de dezembro de 2009. As Debêntures farão jus ao pagamento juros remuneratórios correspondentes à variação acumulada de 117% (cento e dezessete por cento) das taxas médias diárias das Taxas DI Depósito Interfinanceiros de um dia, Over Extra-Grupo. O valor nominal atualizado das debêntures e os juros serão pagos da seguinte maneira: • Amortização: parcelas semestrais, entre 22 de dezembro de 2011 e 22 de dezembro de 2016; • Juros: parcelas semestrais, pagas nos dias de 22 de dezembro e de junho de cada ano até a data de vencimento, iniciadas em 22 de junho de 2010. As debêntures poderão ser facultativamente resgatadas, totalmente, a qualquer momento, a critério da emissora. 1.6 RodoAnel Em 9 de outubro de 2009, a controlada emitiu vinte debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie subordinada com garantia adicional fidejussória, em duas séries, sendo a primeira de uma debênture e a segunda de dezenove debêntures, com valor nominal total de emissão de R$ 750.000, as quais foram totalmente subscritas e integralizadas em 09 de outubro de 2009. As Debêntures da 1ª Série e as Debêntures da 2ª Série serão garantidas, respectivamente, por fianças prestadas pela Encalso e pela CCR. A remuneração das debêntures será baseada em 117,5% do CDI a.a. e as parcelas de juros serão pagas nas seguintes datas: 15 de maio de 2011, 15 de novembro de 2011, 15 de maio de 2012 e 15 de novembro de 2012, esta última correspondente à data de vencimento, quando será devida a última parcela de juros e a totalidade do valor do principal. 17. PLANO DE INCENTIVO DE LONGO PRAZO A Companhia possui plano de incentivo de longo prazo, tendo por objetivo estimular a retenção de talentos, associado à geração de resultados e criação sustentável de valor por meio do alinhamento de interesses entre acionistas e executivos da Companhia. Esse plano está baseado na venda a determinados colaboradores, escolhidos de forma discricionária pela Administração da Companhia, de títulos virtuais denominados Unidades de Investimento - UI´s. Cada UI é um instrumento patrimonial que confere ao seu titular um direito pecuniário referenciado na variação de uma Unidade Virtual de Valor (“UVV”). A UI não atribui ao seu titular a condição de acionista da CCR, sendo sua liquidação em dinheiro. O incentivo do Plano ocorre pelo aumento da UI, ou seja, pela valorização da UVV (UVV no resgate UVV na compra), após um prazo de carência pré-determinado (vesting), no qual o executivo deverá permanecer na Companhia. A UVV é apurada mediante a ponderação da cotação média das ações da Companhia em determinado período do ano (30%), nos dividendos pagos aos acionistas (40%) e em indicador relacionado à criação de valor (30%). Atualmente existem dois Planos de Incentivo vigentes, tendo sido o Plano 1 aprovado pelo Conselho de Administração no ano de 2005 e o Plano 2 no ano de 2007. Cada plano possui seus respectivos Programas. Caso o contemplado tenha seu vínculo empregatício encerrado com a CCR em função de aposentadoria, invalidez ou morte, durante a vigência do Plano, ele ou seus sucessores terão todas as UIs resgatadas com base no último valor real calculado das UVV’s. Em desligamentos ocorridos por qualquer outro motivo, o beneficiário perde todos os seus direitos ao resgate de UI’s ainda não exercidos. As UIs são compradas à vista pelos beneficiários do Plano, em data específica, ao preço estabelecido no plano. A cada ano um novo Programa é iniciado, no qual UIs são compradas pelos participantes eleitos. O pagamento dos resgates anuais de UIs ocorrerá somente em mês específico determinado no Plano. O direito de resgate das UIs ocorre de forma gradual, dividindo em parcelas anuais o número total de UIs de cada Programa. O período de carência mínimo é de 3 anos, após o qual o beneficiário terá o direito de resgatar suas UIs de forma gradual até o final do respectivo Programa, que normalmente tem prazo máximo de 6 anos. Não é obrigatório o resgate de UIs ao término do período de vesting, podendo o beneficiário, a seu exclusivo critério e risco, deixar o resgate para períodos futuros, limitado ao último ano do respectivo Programa. Ao final de cada Programa, as UI´s serão automaticamente resgatadas. A criação de cada Programa está condicionada ao alcance de meta anual de valorização mínima da UVV com base em projeções submetidas e aprovadas pelo Conselho de Administração (CAD). A conquista de um Novo Negócio também poderá ensejar a criação de um Programa específico. A criação de novos Planos e seus respectivos Programas estão sujeitos à aprovação do Conselho de Administração da Companhia. Não ocorreram no período referente a essas demonstrações financeiras, modificações nos critérios estabelecidos inicialmente em cada um dos Planos ou Programas de incentivo, bem como nenhuma UI foi expirada. Em virtude dos contemplados dos Programas serem colaboradores da Companhia, o valor justo dos serviços recebidos em troca das UI´s, durante o período a que estas demonstrações financeiras se referem, foram considerados como o próprio valor justo dos instrumentos patrimoniais outorgados, levando-se em conta os respectivos períodos de vesting. Para este efeito, foi reconhecido como despesa o montante de R$ 6.228 em 31 de dezembro 2009 (R$ 1.728 em 31 de dezembro de 2008). A partir do exercício de 2008, adotando-se o CPC-10, passou-se a provisionar os custos de incentivo de longo prazo durante o período de vesting, apurando-se o valor justo dos montantes relativos ao plano de incentivo, bem como divulgação detalhada de seus critérios. O saldo, nesse sentido, em 31 de dezembro de 2009 era de R$ 16.191 (R$ 13.687 em 31 de dezembro de 2008).

1.3 Série única 1.3 Série 1 1.3 Série 2 1.4 Série 1 1.4 Série 2 1.4 Série 3 1.5 Série 1 1.5 Série 2 1.5 Série 3 1.5 Série única 1.6 Série 1 1.6 Série 2 Total

Circulante Debêntures Custos de transação Total Não circulante Debêntures Custos de transação Total

(a) O custo efetivo destas transações refere-se à taxa interna de retorno (TIR) calculada considerando os juros contratados mais os custos de transação. Para os casos aplicáveis, não foram consideradas para fins de cálculo da TIR as taxas contratuais variáveis. (b) O custo efetivo destas transações refere-se aos custos de transação incorridos na emissão dos títulos e não considera taxas pós-fixadas, uma vez que na data de cada transação não são conhecidas as futuras taxas de CDI aplicáveis. Estas taxas somente serão conhecidas com a fluência do prazo de cada transação. Os métodos de cálculo acima estão de acordo com o pronunciamento contábil CPC 08. (*) Liquidação antecipada em 30 de dezembro de 2009. (**) Liquidação antecipada em 11 de agosto de 2009.

www.grupoccr.com.br

continua

continuação

Companhia de Concessões Rodoviárias
Companhia Aberta CNPJ nº 02.846.056/0001-97

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) Saldo Total em 31.12.08 Saldo Prov. c/ Passivo em 31.12.08 ______________________________________________________ ______________________________________________________ Quantidade VJUMP (R$) Quantidade VJUMP (R$) de UI´s em 31.12.08 Total de UI´s em 31.12.08 Total _______________ _______________ _______________ _______________ _______________ _______________ Plano 1 Programa 1 (2005) 49.534 52,96 2.623 49.534 52,96 2.623 Plano 1 Programa 2 (2005) 58.837 57,38 3.376 58.837 57,38 3.376 Plano 1 Programa NN (2005) 33.964 59,41 2.018 33.964 59,41 2.018 Plano 1 Programa 3 (2006) 67.431 49,30 3.325 67.431 49,30 3.325 Plano 2 Programa 4 (2007) 377.464 12,87 4.859 153.141 11,35 1.739 Plano 2 Programa 5 (2008) 336.843 12,82 4.319 76.451 10,86 830 Plano 2 Programa 6 (2009) Custo aquisição UI´s (224) (224) _______________ _______________ _______________ _______________ Total 924.073 20.296 439.358 13.687 _______________ _______________ _______________ _______________ Exercidas entre 01.01 e 31.12.09 ______________________________________________________ Quantidade Valor de resgate de UI´s da UI (R$) Total _______________ _______________ _______________ 49.534 58,10 2.878 5.752 58,10 334 4.590 58,10 267 7.084 39,94 283 (33) _______________ _______________ 66.960 3.729 _______________ _______________ Saldo Total em 31.12.09 ______________________________________________________ Quantidade VJUMP (R$) de UI´s em 31.12.09 Total _______________ _______________ _______________ 53.085 67,74 3.596 29.374 67,74 1.990 60.347 57,96 3.498 377.464 14,05 5.303 336.843 13,91 4.684 250.200 13,52 3.383 (229) _______________ _______________ 1.107.313 22.224 _______________ _______________ Outorga entre 01.01 e 31.12.2009 _______________________________________________________ Quantidade VJUMP (R$) de UI´s em 31.12.08 Total _______________ _______________ _______________ 250.200 10,62 2.657 (38) _______________ _______________ 250.200 2.619 _______________ _______________ Exercíveis em junho de 2010 _______________________________________________________ Quantidade VJUMP (R$) de UI´s em 31.12.09 Total _______________ _______________ _______________ 53.085 67,74 3.596 29.374 67,74 1.990 37.870 51,16 1.937 125.822 10,23 1.287 (79) _______________ _______________ 246.151 8.731 _______________ _______________ Canceladas entre 01.01 e 31.12.09 _______________________________________________________ Quantidade VJUMP (R$) de UI´s em 31.12.08 Total _______________ _______________ _______________ _______________ _______________ _______________ _______________

Plano 1 Plano 1 Plano 1 Plano 1 Plano 2 Plano 2 Plano 2

Programa 1 (2005) Programa 2 (2005) Programa NN (2005) Programa 3 (2006) Programa 4 (2007) Progrma 5 (2008) Programa 6 (2009) Custo aquisição UI Total

Saldo Prov. c/ passivo em 31.12.09 _______________________________________________________ Quantidade VJUMP (R$) de UI´s em 31.12.09 Total _______________ _______________ _______________ 53.085 67,74 3.596 29.374 67,74 1.990 60.347 57,96 3.498 377.464 14,05 5.303 115.504 12,23 1.412 46.365 13,45 622 (229) _______________ _______________ 682.139 16.191 _______________ _______________

VJUMP (R$) = Valor Justo Unitário Médio Ponderado em Reais VJU (R$) = Valor Justo Unitário em Reais Totais em milhares Premissas utilizadas no cálculo do valor justo Critérios de apuração de dados utilizados no modelo de avaliação Preço corrente Preço de exercício Preço corrente da UVV com base em números realizados. Preço da UVV de resgate, de acordo com os critérios mencionados acima, com atualizações futuras estimadas. Dados R$ 131,77 para os programas do Plano 1 e R$ 35,85 para os programas do Plano 2 Para os programas 2 e NN1, R$ 56,24 para 2010 Para o programa 3, R$ 75,59 para 2010, R$ 77,65 para 2011 Para o programa 4, R$ 25,92 para 2010, R$ 26,63 para 2011 e R$ 27,98 para 2012 Para o programa 5, R$ 31,17 para 2011, R$ 32,75 para 2012 e R$ 34,85 para 2013 Para o programa 6, R$ 32,51 para 2012, R$ 45,84 para 2013 e R$ 44,66 para 2014 Tempo Volatilidade esperada Dividend Yield Taxa de juros livre de risco Expectativa de cancelamento Prazo decorrido entre a data base desta demonstração financeira e prazo de resgate da tranche de cada Programa, conforme informado acima. Desvio-padrão do logaritmo natural da variação diária das ações da Companhia entre 01.01.2003 até a data base desta demonstração financeira. Logaritmo natural da média histórica anual entre 2003 e a data base desta demonstração financeira. Logaritimo natural da estimativa na data base desta demonstração da Selic para os períodos em análise. Taxa histórica de cancelamento de UI´s até a data base de apuração desta demonstração financeira. Taxa histórica de postergamento de resgate de UI´s até a data base de apuração desta demonstração financeira. As regras do plano não permitem realização de resgate antecipado. 180 dias para os resgates de 2010 e 360 dias adicionais para cada ano seguinte 2,61% a.d. 4,43% a.a. 8,75% (2010), 8,19% (2011), 8,96% (2012), 8,08% (2013) e 7,75% (2014) 2,21% 55,59% no primeiro ano e 47,28% no segundo ano A Companhia possui ativos num montante de R$ 4.003 obtidos por meio de contratos de arrendamento mercantil financeiro. Os contratos possuem prazo de duração de até 3 anos, com cláusula de opção de compra. Os ativos abaixo discriminados estão incluídos no ativo imobilizado da Companhia e da controlada em conjunto Controlar. Valor contábil líquido dos bens obtidos por meio de contratos de arrendamento financeiro 2009 ____________________________ Controladora Consolidado _____________ _____________ Móveis e utensílios 194 Máquinas e equipamentos 748 Equipamentos de informática 892 Equipamentos de telefonia 17 Veículos 353 583 Softwares 68 Benfeitorias em imóveis de terceiros 516 _____________ _____________ 353 3.018 _____________ _____________ Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, a Companhia e sua controlada em conjunto reconheceram como despesa no resultado referente a arrendamento mercantil financeiro os montantes de R$ 270 relativo a despesas financeiras e R$ 2.424 relativo a despesa de depreciação. Os pagamentos futuros mínimos estão segregados da seguinte forma: 2009 ___________________________________________________________ Controladora Consolidado ____________________________ ____________________________ Valor Valor Valor Valor Nominal Presente Nominal Presente (*) ____________ ____________ ____________ ____________ Até um ano 118 118 1.345 1.249 Acima de um ano e até cinco anos 237 237 1.849 1.720 (*) Valor presente foi calculado com base na taxa de juros dos contratos de arrendamento mercantil. 22 Patrimônio líquido a. Capital social O capital autorizado é de 480.000.000 ações ordinárias e o subscrito e integralizado é de 441.396.800 ações ordinárias. Em 22 de outubro de 2009 o Conselho de Administração da Companhia aprovou o aumento de capital social de 33.300.000 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, passando de 403.101.800 para 436.401.800 ações ordinárias. Em 17 de novembro de 2009 o Conselho de Administração da Companhia aprovou o aumento de capital social de 4.995.000 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, em razão do exercício da Opção de Lote Suplementar pelo Banco BTG Pactual S.A., passando de 436.401.800 para 441.396.800 ações ordinárias. O preço de cada ação foi definido em R$ 33,00 (trinta e três reais), através de processo de “bookbuilding” aprovado em 22 de outubro de 2009. Com a emissão de ações o capital social passou de R$ 791.761 para R$ 2.055.495. b. Custo de captação São os gastos relativos à oferta pública de ações. O montante desses gastos incorridos até 31 de dezembro de 2009 foi de R$ 29.387. c. Reservas de lucros • Reserva legal É constituída à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos termos do art. 193 da Lei nº. 6.404/76, até o limite de 20% do capital social. • Reserva de retenção de lucros É constituída para a aplicação em investimentos previstos no orçamento de capital, aprovado em Assembléia Geral Ordinária. d. Dividendos Os dividendos são calculados em conformidade com o estatuto social e de acordo com a Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/76). Em 15 de abril de 2009, a Assembléia Geral Ordinária aprovou a distribuição de dividendos, no montante de R$ 141.085, correspondente a R$ 0,35 por ação, relativo aos lucros do exercício de 2008, os quais foram registrados no passivo circulante. Desse montante, foram pagos em 29 de abril de 2009 R$ 100.775, correspondente a R$ 0,25 por ação e disponibilizados em 30 de setembro de 2009 R$ 40.310, correspondente a R$ 0,10 por ação. Em 12 de agosto de 2009, em reunião do conselho de administração, foi aprovada a distribuição de dividendos, no montante de R$ 467.599, correspondente a R$ 1,16 por ação, sendo R$ 129.750 relativos aos lucros retidos do exercício de 2008 e R$ 337.849 relativos aos lucros apurados no 1º semestre de 2009, os quais foram disponibilizados em 30 de setembro de 2009. A Administração da CCR propõe a distribuição complementar de dividendos aos seus acionistas, referentes ao exercício de 2009, de R$ 0,23 por ação, totalizando R$ 101.521; montante a ser submetido à aprovação da Assembléia Geral Ordinária (AGO) Os dividendos foram calculados conforme segue: Lucro líquido do exercício 634.564 (-) Reserva legal (31.728) Base de cálculo 602.836 __________ (+) Dividendos propostos (-) Dividendos antecipados Dividendos a pagar 23. Resultado financeiro Controladora ________________________ 2009 2008 __________ __________ Despesas financeiras Juros sobre empréstimos, financiamentos e debêntures Variação monetária sobre debêntures Variação cambial sobre empréstimos e financiamentos Variação monetária sobre obrigações com poder concedente Juros e variações monetárias sobre mútuos Perda com operações de derivativos Juros e multas sobre obrigações fiscais Juros sobre obrigações fiscais – Lei nº 11.941/09 Multas sobre obrigações fiscais – Lei nº 11.941/09 Juros indedutíveis – Lei nº 11.941/09 Multas indedutíveis – lei nº 11.941/09 Juros sobre obrigações sociais – Lei nº 11.941/09 IOF Taxas, comissões e outras despesas financeiras (126.931) (1.962) (290) (264) (727) (1.586) __________ (131.760) __________ (27.577) (109) (293) (5.302) __________ (33.281) __________ Consolidado _______________________ 2009 2008 __________ __________ (440.745) (7.066) (10.538) (304) (572) (65.995) (5.655) (68.532) (16.400) (25.663) (97.420) (3.273) (21.650) (24.164) __________ (787.977) __________ (229.481) (78.872) (75.681) (912) (92) (30.811) (1.303) (1.760) (22.040) __________ (440.952) __________ 439.370 (337.849) __________ 101.521 __________

Expectativa de postergação de resgate Expectativa de exercício antecipado Modelo utilizado na avaliação Black-Scholes-Merton

18. IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECOLHER E PARCELAMENTOS Controladora _____________________ 2009 2008 _________ _________ 54 70 17 46 61 _________ 248 _________ 145 89 87 _________ 321 _________ Consolidado _____________________ 2009 2008 _________ _________ 2.834 2.582 5.171 2.311 17.042 18.085 610 _________ 48.635 _________ 4.506 1.997 18.236 15.466 2.893 _________ 43.098 _________

a. Impostos e contribuições a recolher Circulante Retidos e a Recolher PIS, COFINS e CSLL retidos INSS retido IRRF PIS COFINS ISS Outros (IPTU, CIDE e IOF) Total circulante

b. Impostos e contribuições parcelados Circulante Imposto de Renda e Contribuição Social 30.163 816 PIS e COFINS 12 14.028 19.148 IRRF 30 INSS 651 218 _________ _________ _________ _________ Total circulante 12 44.872 20.182 _________ _________ _________ _________ Não circulante Imposto de Renda e Contribuição Social 393.298 309.909 PIS e COFINS 175 8.844 29.918 IRRF 353 INSS 5.899 _________ _________ _________ _________ Total não circulante 175 408.394 339.827 _________ _________ _________ _________ Total 187 453.266 360.009 _________ _________ _________ _________ Em 16 de novembro de 2009 o Conselho de Administração aprovou a adesão ao programa de redução e parcelamento de tributos disposto na Lei nº. 11.941/09. Os principais impactos desta decisão são os seguintes: Entre 1º de julho de 2006 e 30 de outubro de 2009, o Imposto de Renda e a Contribuição Social Correntes das controladas AutoBAn e ViaOeste foram pagos considerando-se diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) as deduções fiscais relativas à amortização do direito de outorga e as respectivas variações monetárias, decorrentes das obrigações junto ao Poder Concedente. Durante a aplicação desse procedimento, as diferenças temporárias de impostos, geradas pela diferença entre o lucro contábil e o lucro real (fiscal), foram registradas no passivo não circulante. Atualmente, a controladora, as controladas AutoBAn, ViaOeste e NovaDutra e a controlada em conjunto Renovias aderiram ao programa de parcelamento disposto pela Lei nº 11.941/09 e estão aguardando a homologação do parcelamento por parte da Receita Federal do Brasil. Os tributos que estão aguardando a homologação dos parcelamentos são os seguintes: Controladora Consolidado ____________ ___________ IRPJ e CSLL 423.461 PIS e COFINS 187 22.872 IRRF 383 INSS 6.550 ____________ ___________ 187 453.266 ____________ ___________ A adesão supra citada teve um efeito de R$ 187 no resultado da controladora e de R$ 116.464 (R$ 84.579 líquido de impostos) no consolidado. A natureza dos efeitos econômicos estão, demonstradas abaixo: Controladora Consolidado ____________ ___________ Receitas financeiras 38 111.828 Despesas financeiras (106) (211.288) Encargos legais (20) (6.186) PIS e COFINS (101) (106) INSS (2.306) Imposto de renda s/ remessa ao exterior (183) Imposto de Renda e Contribuição Social correntes (8.223) ____________ ___________ (187) (116.464) ____________ ___________ Os impostos parcelados através da Lei nº 11.941/09 serão pagos em até 180 parcelas, mensais, iguais e consecutivas, e atualizados mensalmente com base na taxa Selic. 19. OUTRAS CONTAS A PAGAR Controladora _____________________ 2009 2008 _________ _________ 72 _________ 72 _________ 900 _________ 900 _________ 74 _________ 74 _________ 899 _________ 899 _________ Consolidado _____________________ 2009 2008 _________ _________ 9.965 4.769 4.441 3.608 2.020 1.875 1.505 2.056 _________ 30.239 _________ 2.433 900 _________ 3.333 _________ 9.969 5.972 11.970 3.608 1.628 3.408 592 1.442 _________ 38.589 _________ 2.853 899 _________ 3.752 _________

Controladora _____________________ 2009 2008 _________ _________

Consolidado _____________________ 2009 2008 _________ _________

Controladora ________________________ 2009 2008 __________ __________ Receitas financeiras Variação monetária sobre debêntures Variação cambial sobre empréstimos e financiamentos Juros e variações monetárias sobre mútuos Ganho com operação de derivativos Descontos obtidos Descontos obtidos – Lei nº 11.941/09 Rendimento sobre aplicações financeiras Juros e outras receitas financeiras 32.212 39 84.027 2.474 __________ 118.752 __________ 298 9.365 35.380 3.913 __________ 48.956 __________

Consolidado _______________________ 2009 2008 __________ __________ 17.174 106.736 241 3.891 203 111.828 118.495 7.258 __________ 365.826 __________ 2.698 22.837 254 73.696 9.502 72.839 6.128 __________ 187.954 __________

Circulante Receitas acessórias a apropriar Verbas contratuais Comissões a pagar Indenizações a pagar Provisão de custos com AVI Seguros a pagar Adiantamento de clientes Outros Não circulante Receitas acessórias a apropriar Outros

20. PROVISÃO PARA CONTINGÊNCIAS - CONSOLIDADO A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto são parte em ações judiciais e processos administrativos perante vários tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal das operações, envolvendo questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis e outros assuntos. A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, análise das demandas judiciais pendentes e, quanto às ações trabalhistas, com base na experiência anterior referente às quantias reivindicadas, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as prováveis perdas estimadas com as ações em curso, conforme segue: 2009 2008 _________ _________ Circulante Cíveis - Indenização aos usuários das rodovias 88 212 Trabalhistas e previdenciárias 1.697 2.284 _________ _________ 1.785 2.496 _________ _________ Não circulante Cíveis - Indenização aos usuários das rodovias 11.678 6.405 Trabalhistas e previdenciárias 808 571 Tributárias 22 _________ _________ 12.486 6.998 _________ _________ A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto possuem outras contingências passivas relativas a questões tributárias e cíveis, avaliadas pelos assessores jurídicos como sendo de risco possível, no montante estimado de R$ 147.853, em 31 de dezembro de 2009 (R$ 192.488, em 31 de dezembro de 2008), para os quais nenhuma provisão foi constituída, tendo em vista que as práticas contábeis adotadas no Brasil não requerem sua contabilização. Existem também outras contingências passivas relativas às questões cíveis e trabalhistas, cuja mensuração do valor e a probabilidade de desfecho não puderam ser determinadas com suficiente segurança, em decorrência do estágio em que se encontram e, portanto, nenhuma provisão para perdas foi registrada nas demonstrações financeiras. Além de efetuarem depósitos judiciais, as controladas NovaDutra, AutoBAn, RodoNorte, ViaOeste, Ponte e ViaLagos contrataram fianças bancárias no montante de R$ 101.363 para os processos em andamento. a. Autuação da controlada AutoBAn por parte da Receita Federal do Brasil Em 29 de janeiro de 2010, após fiscalização da Receita Federal do Brasil, relativamente aos anos de 2004 a 2007, a controlada AutoBAn foi autuada, basicamente em função das diferenças de tratamento contábil e fiscal na apuração de IRPJ e CSLL decorrentes do direito de outorga da concessão. Os valores de principal, multa e juros já estão registrados nestas Demonstrações Financeiras e foram tempestivamente objeto de pedido, junto à Receita Federal do Brasil, de adesão ao programa de descontos e parcelamentos de débitos tributários federais, previsto na Lei 11.941/09 (vide nota explicativa nº 18 destas Demonstrações Financeiras). Há divergência de premissas entre aquelas adotadas pela Administração no pedido de parcelamento e aquelas adotadas pelo fisco, notadamente no que se refere à multa incidente sobre compensação de créditos fiscais ser de mora (20%) ou de ofício (75%). Os assessores legais da companhia preliminarmente classificam como possível o êxito da eventual defesa da controlada. Caso a consolidação dos débitos junto à Receita Federal do Brasil no âmbito da Lei 11.941/09 ocorra sob a forma apurada pelo fisco, o efeito econômico líquido da divergência seria da ordem de dezoito milhões de reais. 21. Arrendamento mercantil a. Operacional - consolidado Os pagamentos mínimos futuros dos arrendamentos mercantis operacionais não canceláveis estão segregados da seguinte forma: Pagamentos futuros mínimos _________________ 2009 2008 ________ ________ Até um ano 855 3.969 Acima de um ano e até cinco anos 410 156 A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto operam com 405 veículos de frota através de contrato de arrendamento mercantil operacional. Os contratos possuem prazo de duração de no máximo 24 meses, com cláusulas de opção de renovação, sem opção de compra e com reajustamento a cada 12 meses pelo IGP-M. A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto reconheceram basicamente na rubrica de Materiais, Equipamentos e Veículos os seguintes valores de despesas com operações de arrendamento mercantil operacional: 2009 2008 ________ ________ Despesas com arrendamento mercantil operacional 8.773 7.058 b. Financeiro

24. Instrumentos financeiros Política A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto mantêm operações com instrumentos financeiros. A administração desses instrumentos é efetuada por meio de estratégias operacionais e controles internos visando assegurar liquidez, rentabilidade e segurança. A contratação de derivativos com o objetivo de proteção é feita por meio de uma análise periódica da exposição ao risco que a administração pretende cobrir (câmbio, taxa de juros e etc.). A política de controle consiste em acompanhamento permanente das condições contratadas versus condições vigentes no mercado. A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto não efetuam aplicações de caráter especulativo em derivativos ou quaisquer outros ativos de risco, como também não efetuam operações definidas como derivativos exóticos. Os resultados obtidos com estas operações estão condizentes com as políticas e estratégias definidas pela administração da Companhia. É adotada a manutenção de contratos de hedge para proteção de 100% dos pagamentos de empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira vincendos nos próximos 12 meses, ou de acordo com critérios estabelecidos nos contratos de financiamento. Para apoio ao Conselho de Administração da Companhia, nas questões financeiras estratégicas, a Companhia possui um Comitê Financeiro, formado por conselheiros indicados pelos acionistas controladores e conselheiros independentes, que analisa as questões que dizem respeito à política e estrutura financeira da Companhia, acompanha e informa o Conselho de Administração sobre questões financeiras chave, tais como empréstimos/refinanciamentos de dívidas de longo prazo, análise de risco, exposições ao câmbio, aval em operações, nível de alavancagem, política de dividendos, emissão de ações, emissão de títulos de dívida e investimentos. Todas as operações com instrumentos financeiros estão reconhecidas nas demonstrações financeiras da Companhia, suas controladas e controladas em conjunto, conforme o quadro a seguir: Instrumentos financeiros por categoria Controladora _________________________________________________________________________________________________ 2009 2008 __________________________________________________ _____________________________________________ Valor justo Custo Valor justo Custo através Disponível amortiatravés Disponível amortido resultado para venda zado (a) Total do resultado para venda zado (a) Total ___________ __________ __________ _____________ ___________ __________ _________ _________ Ativos Aplicações financeiras Contas a receber de clientes Partes relacionadas Passivos Debêntures Fornecedores e outras contas a pagar Partes relacionadas Arrendamento mercantil Total ___________ ___________ 1.510.789 539.381 1.510.789 539.381 774.477 82 5.680 774.477 82 5.680

- (1.179.113) (1.179.113) (911.170) (911.170) (3.714) (3.714) (5.619) (5.619) (28.300) (28.300) (28.689) (28.689) (355) (355) __________ __________ _____________ ___________ __________ _________ _________ 1.510.789 (672.101) 838.688 774.477 (939.716) (165.239) __________ __________ _____________ ___________ __________ _________ _________ Consolidado _________________________________________________________________________________________________ 2009 2008 __________________________________________________ _____________________________________________ Valor justo Custo Valor justo Custo através Disponível amortiatravés Disponível amortido resultado para venda zado (a) Total do resultado para venda zado (a) Total ___________ __________ __________ _____________ ___________ __________ _________ _________ 34.341 2.057.772 1.539 135.864 99.879 2.057.772 1.539 135.864 99.879 34.341 51.860 997.856 2.428 103.912 75.781 997.856 2.428 103.912 75.781 51.860

Ativos Aplicações financeiras Aplicações financeiras vinculadas - Conta Reserva Contas a receber de clientes Partes relacionadas Contas a receber com operações de derivativos

Passivos Empréstimos em moeda nacional (444.849) (444.849) (946.398) (946.398) Empréstimos em moeda estrangeira (103.908) (103.908) (230.250) (230.250) Financiamentos em moeda nacional (316.316) (316.316) (176.612) (176.612) Financiamentos em moeda estrangeira (977.853) (977.853) (131.132) (131.132) Debêntures - (3.191.579) (3.191.579) - (2.237.701) (2.237.701) Fornecedores e outras contas a pagar (262.921) (262.921) (201.966) (201.966) Partes relacionadas (104.560) (104.560) (66.837) (66.837) Arrendamento mercantil (3.194) (3.194) Contas a pagar de operações de derivativos (25.462) (25.462) (765) (765) ___________ __________ __________ _____________ ___________ __________ _________ _________ Total 8.879 2.059.311 (5.169.437) (3.101.247) 51.095 1.000.284 _________ _________ ___________ __________ __________ _____________ ___________ __________ (3.811.203) (2.759.824) (a) Valores líquidos dos custos de transação Para fins de divulgação, caso a Companhia tivesse adotado o critério de reconhecimento dos ativos e passivos financeiros pelo valor justo, teria apurado os seguintes valores:

www.grupoccr.com.br

continua

continuação

Companhia de Concessões Rodoviárias
Companhia Aberta CNPJ nº 02.846.056/0001-97

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) Controladora ______________________________________________ 2009 2008 ______________________ ______________________ Valor Valor Valor Valor contábil justo contábil justo _________ _________ _________ _________ 1.510.789 1.510.789 774.477 774.477 82 82 539.381 539.381 5.680 5.680 3.714 3.714 5.619 5.619 28.300 28.300 28.689 28.689 355 355 1.199.904 1.193.304 929.821 917.958 Consolidado _____________________________________________ 2009 2008 ______________________ _____________________ Valor Valor Valor contábil justo contábil _________ _________ _________ _________ Valor justo 2.057.772 2.057.772 997.856 997.856 1.539 1.539 2.428 2.428 135.864 135.864 103.912 103.912 99.879 99.879 75.781 75.781 262.921 262.921 201.966 201.966 104.560 104.560 66.837 66.837 3.194 3.194 541.814 542.813 1.185.987 1.187.531 3.221.788 3.261.324 2.264.941 2.244.403 1.356.504 1.356.504 307.744 307.744 Coluna 36 Coluna 37 Coluna 38 Coluna 39 Obras de arte especiais (Pontes, viadutos e passarelas) Pavimento Terraplenagem Serviços de Consultoria

Aplicações financeiras Conta reserva Contas a receber de clientes Créditos - partes relacionadas Fornecedores e outras contas a pagar Dívidas - partes relacionadas Arrendamento mercantil Empréstimos (*) Debêntures (*) Financiamentos (*) (*) Os valores estão brutos dos custos de transação Os valores justos informados não refletem mudanças futuras na economia, tais como taxas de juros e alíquotas de impostos e outras variáveis que possam ter efeito sobre sua determinação. Os seguintes métodos e premissas foram adotados na determinação do valor justo: • Aplicações financeiras – São definidos como ativos disponíveis para venda. Os valores contábeis informados no balanço patrimonial são idênticos ao valor justo em virtude do curto prazo de vencimento desses instrumentos. • Contas a receber de clientes, créditos - partes relacionadas, fornecedores, dívidas - partes relacionadas, arrendamento mercantil e outras contas a pagar – São classificadas como mantidas até o vencimento e mensuradas pelo custo amortizado. • Debêntures – São classificadas como passivos financeiros não mensurados ao valor justo e estão registradas pelo custo amortizado. Esta definição foi adotada, pois os valores não são mantidos para negociação e têm volume insignificante de transações em um mercado secundário, não proporcionando, de acordo com entendimento da Administração da Companhia, informação contábil mais relevante. Para fins de divulgação, as debêntures tiveram seus valores justos calculados com base em taxas de mercado secundário da própria dívida ou dívida equivalente, divulgadas pela ANBIMA. • Empréstimos – São classificados como passivos financeiros não mensurados ao valor justo e estão registrados pelo custo amortizado. Esta classificação foi adotada, pois os valores não são mantidos para negociação e no entendimento da Administração, os valores mensurados ao custo amortizado refletem a informação contábil mais relevante. Para fins de divulgação, os empréstimos tiveram seus valores justos calculados com base nas projeções de índices futuros divulgados pela BM&F. • Financiamentos – São classificados como passivos financeiros não mensurados ao valor justo e estão contabilizados pelo custo amortizado. Consideram-se os valores contábeis desses financiamentos equivalentes aos valores justos, por se tratarem de instrumentos financeiros com características exclusivas, oriundos de fontes de financiamento específicas para financiamento de investimentos, atrelados à TJLP – Taxa de Juros do Longo Prazo, UMBNDES – Unidade Monetária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ou à LIBOR. Conforme descrito na nota explicativa nº. 15, esses financiamentos são relativos a operações de “Project Finance” (financiamentos do BNDES e BID). As operações da Companhia, suas controladas e controladas em conjunto estão sujeitas aos fatores de riscos abaixo descritos: Risco de crédito Decorre da possibilidade de a Companhia, suas controladas e controladas em conjunto sofrerem perdas decorrentes de inadimplência de suas contrapartes ou de instituições financeiras depositárias de recursos ou de investimentos financeiros. Para mitigar esses riscos, a Companhia, suas controladas e controladas em conjunto adotam como prática a análise das situações financeira e patrimonial de suas contrapartes, assim como a definição de limites de crédito e acompanhamento permanente das posições em aberto, exceto para contas a receber de meios eletrônicos que potencialmente sujeitam as controladas e controladas em conjunto à concentração de risco de crédito. No que tange às instituições financeiras, a Companhia, suas controladas e controladas em conjunto somente realizam operações com instituições financeiras de baixo risco avaliadas por agências de rating. Risco de taxas de juros e inflação Decorre da possibilidade de a Companhia, suas controladas e controladas em conjunto sofrerem ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. Visando à mitigação desse tipo de risco, a Companhia, suas controladas e controladas em conjunto buscam realizar parte de suas captações com indexadores equivalentes àqueles que reajustam as suas receitas. A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto estão expostas a taxas de juros flutuantes, principalmente relacionadas às variações (1) da LIBOR relativa aos empréstimos denominados em dólares norte-americanos, (2) da TJLP e CDI relativos aos empréstimos em reais, (3) da Cesta de Moedas (UMBNDES) relativa ao empréstimo em reais tomado com o BNDES, (4) IGP-M e CDI relativo às debêntures e (5) IGP-M e IPCA relativo ao ônus da concessão. As taxas de juros nas aplicações financeiras são em sua maioria vinculadas à variação do CDI. Detalhamentos a esse respeito podem ser obtidos nas notas explicativas nº. 5, 15 e 16. As tarifas de pedágio e de metrô são atualizadas pela variação dos seguintes índices: Controladas AutoBAn ViaOeste Renovias RodoAnel ViaQuatro NovaDutra RodoNorte Ponte ViaLagos Índices de atualização (variação) 100% do IGP-M 100% do IGP-M 100% do IGP-M 100% do IPCA Média ponderada, sendo: 50% IGP-M e 50% IPC Média ponderada de componentes (colunas) de índices (FGV) da construção civil, sendo: 13% da 36, 16% da 37, 20% da 38 e 51% da 39. Média ponderada de diversos índices, sendo: 10% do INCC (coluna 2), 10% do IGP-M e os seguintes componentes (colunas) de índices (FGV) da construção civil: 20% da 36, 20% da 37, 10% da 38 e 30% da 39. Média ponderada de componentes (colunas) de índices (FGV) da construção civil, sendo: 30% da 36, 30% da 37 e 40% da 39. Média ponderada de componentes (colunas) de índices (FGV) da construção civil, sendo: 15% da 36, 20% da 37, 15% da 38 e 50% da 39.

As colunas de índices da FGV mencionadas acima são relativas aos seguintes itens da construção civil: Composição dos saldos de instrumentos financeiros derivativos para proteção patrimonial (hedge)

Em 20 de julho de 2009, a controlada em conjunto ViaQuatro, para cumprir exigência do contrato de financiamento com o BID contratou operação de hedge da taxa Libor de seis meses com teto (cap) de 4,5% a.a., através da aquisição de opções de compra, com vencimentos de acordo com o fluxo de pagamento de juros da dívida. O valor nocional das opções corresponde a 75% do valor dos desembolsos do BID até 15 de fevereiro de 2013. Após essa data, o valor da proteção correspondente a 100% do total desembolsado até o vencimento do financiamento. Em 18 de dezembro de 2009, a controlada RodoAnel, para cumprir exigência do contrato de financiamento com o BID, contratou operação de hedge trocando a variação da taxa Libor de seis meses mais spread de 3,75% a.a. para o BID A e 3,5% a.a. para o BID B pela taxa de juros fixa de 6,782% a.a. para tranche A e 6,53% a.a. para a tranche B. O valor nocional das operações corresponde aos saldos da dívida em USD que é base para o cálculo dos juros dos próximos 5 anos, ou seja, até maio de 2014. A medida que as parcelas vincendas forem pagas, serão contratadas novas operações de hedge de forma a garantir uma taxa de juros fixa para o fluxo de pagamento de juros dos próximos 5 anos. Risco de taxas de câmbio Decorre da possibilidade de oscilações das taxas de câmbio das moedas estrangeiras utilizadas pela Companhia, suas controladas e controladas em conjunto para a aquisição de insumos e a contratação de passivos financeiros. Além de valores a pagar e a receber em moedas estrangeiras, a Companhia tem investimentos em controladas no exterior e tem fluxos operacionais de compras e vendas em outras moedas. A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto avaliam permanentemente a contratação de operações de hedge (Swap) para mitigar esses riscos. As controladas financiam parte de suas operações com empréstimos em moeda estrangeira vinculados ao dólar (EUA) e ao Iene (Japão), equivalentes em 31 de dezembro de 2009, a R$ 1.136.680 (R$ 361.382 em 31 de dezembro de 2008) (nota explicativa nº. 15). Desse montante, as controladas contrataram operações de hedge (Swap) no valor de R$ 241.192 (R$ 200.787 em 31 de dezembro de 2008). Não estão protegidos por operações de hedge para variação cambial, o financiamento vinculado a cesta de moedas do BNDES da controlada RodoNorte, no montante de R$ 1.900, o principal e os juros do financiamento do BID da controlada em conjunto ViaQuatro, assim como as parcelas de principal e juros com vencimento a partir de novembro de 2011 da controlada RodoAnel. A controlada em conjunto ViaQuatro possui compromissos de aquisição de equipamentos vinculados ao Dólar (EUA) e ao Euro (EUR) e para proteção de seus fluxos de caixa futuros contratou operação de hedge de variação cambial, equivalente em 31 de dezembro de 2009 a R$ 10.224. Essa operação tem vencimento em 05 de janeiro de 2010. Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro) Decorre da escolha entre capital próprio (aportes de capital e retenção de lucros) e capital de terceiros que a Companhia, suas controladas e controladas em conjunto fazem para financiar suas operações. Para mitigar os riscos de liquidez e a otimização do custo médio ponderado do capital, a Companhia e as suas controladas monitoram permanentemente os níveis de endividamento de acordo com os padrões de mercado e o cumprimento de índices (covenants) previstos em contratos de empréstimos, financiamentos e debêntures. Instrumentos financeiros derivativos A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto têm por política efetuar operações com instrumentos financeiros derivativos com o objetivo de mitigar ou de eliminar riscos inerentes à sua operação, conforme descrito no item anterior. A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto não possuem instrumentos financeiros derivativos de caráter especulativo, tampouco, os nomeados, instrumentos financeiros derivativos exóticos. A Administração da Companhia, suas controladas e controladas em conjunto mantêm monitoramento permanente sobre os instrumentos financeiros derivativos contratados, por meio dos seus controles internos. A Companhia (controladora) não contratou instrumentos financeiros derivativos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e de 2008. Os instrumentos derivativos utilizados pelas controladas e controladas em conjunto são relativos a: • Contratos de hedge (swap) onde há troca da moeda e da taxa de juros, de dólares norte-americanos (USD), Euros (EUR) e Ienes japoneses (JPY) por um percentual do CDI onde há troca da Libor por uma taxa fixa. • Opções de compra da taxa Libor com teto (cap) de 4,5% a.a. para todo o fluxo de pagamento de juros da dívida da controlada em conjunto ViaQuatro com o BID, de acordo com as condições definidas no contrato de financiamento (vide nota explicativa nº 15 – subitem 1.7, onde estão descritas as condições para a contratação de hedge). • Contratos a termo de moeda onde há troca da variação da moeda norte-americana (USD) por uma cotação fixa no vencimento das parcelas do contrato. As operações com derivativos têm por objetivo a proteção contra variações cambiais nas captações realizadas e fluxos de pagamento em moeda estrangeira, sem caráter especulativo. Dessa forma, são caracterizados como instrumentos de hedge e estão registrados pelo seu valor justo. Por não ter atendido todas as condições para contabilização pelo método de hedge accounting, os efeitos dos ajustes de valor justo estão sendo contabilizados no resultado quando incorridos. Os valores justos dos instrumentos financeiros derivativos são calculados projetando-se os fluxos futuros, de acordo com as taxas contratuais, e trazendo esses fluxos a valor presente, utilizando as projeções para o cupom limpo, divulgado pela BM&F, relativo ao último dia útil do período a que as demonstrações financeiras se referem. Os valores justos foram determinados com base na curva ativa dos contratos, tendo sido adotado como valor justo para a curva passiva, os valores contábeis atualizados registrados pela curva. Essas estimativas não indicam necessariamente os montantes que efetivamente serão realizados quando da liquidação financeira das operações. O valor justo das opções de compra da controlada em conjunto ViaQuatro é calculado utilizando o modelo de Black para precificação de opções de taxa de juros. O quadro abaixo apresenta todas as operações de instrumentos financeiros derivativos contratados, assim como os respectivos valores justos calculados pela Companhia, suas controladas e controladas em conjunto:

Operações em Aberto (Valor Justo) Opções de Compra ViaQuatro Posição ativa Posição passiva NDF RodoAnel Posição ativa Posição passiva SWAP Ponte Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva ViaLagos Posição ativa Posição passiva ViaQuatro Posição ativa Posição passiva RodoAnel Posição ativa Posição passiva Total Operações em Aberto Operações Liquidadas (Valor Justo) Ponte Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva ViaQuatro Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Posição ativa Posição passiva Total Operações Liquidadas Total Operações

Valores Brutos Valores de Referência (Nocional) Valor Justo Liquidados Efeito Acumulado Resultado _________________________________________ _____________________ _____________________ _______________________________________ _____________________ Efeito acumulado Moeda Local Valores a Data de início Data de Moeda Estrangeira Moeda Local Moeda Local Recebidos (Pagos) receber (recebido) Valores a pagar (pago) ganho / (Perda) ____________________ _____________________ ____________________ ______________________ _____________________ _____________________ _____________________ Contraparte dos contratos Vencimento Posição (Valores de Referência) 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008 _____________________________ _____________ _____________ ____________________________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________

Vários (1)

30/09/2009

15/02/2023(2)

Libor Libor c/ “Cap” 4,5% a.a. USD Taxa Fixa de 1,83% a 2,09% a.a. USD + 3,19% a.a. 123,5% do CDI USD + 3,19% a.a. 123,5% do CDI JPY + 5,8225% 103,2% do CDI USD+ 1,0% a.a. 100 % do CDI

9.865 66.765 13.999 2.085 3.504.507 5.800 500.000 -

4.032.258 -

17.176 116.247 (119.616) 24.743 (29.220) 3.685 (4.352) 75.479 (75.992) 10.108 (10.224)

100.479 (68.942) -

15.689 128.141 (131.628) 24.988 (29.220) 3.722 (4.352) 77.275 (75.992) 10.092 (10.224)

102.539 (68.942) -

7.352 -

(1.666) -

15.689 (7.352) 1.283 -

33.597 -

3.485 4.232 630 132 -

(1.666) -

(1.487) (3.485) (4.232) 6.722 (32.315) (132) -

31.033 -

Vários(3)

21/12/2009

10/11/2011(4)

Banco ABN Amro Real Banco ABN Amro Real Banco do Brasil Banco Bradesco Vários (3)

14/07/2009 14/07/2009 05/09/2007 30/11/2009 22/12/2009

09/07/2010 09/07/2010 20/08/2010 05/01/2010

15/05/2014(5) Libor + Spred de 3,5% a 3,75% a.a. Taxa Fixa de 6,53% a 6,782% a.a.

867 282.628 388 388 - _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ (1.452) - (282.240) 7.449 _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ 31.537 8.879 33.597 7.352 (1.666) 10.008 33.597 8.479 (1.666) (34.541) 31.033 _________ 13.999 11.001 73 3.533 73 742 2.136 1.980 73 3.533 108 3.533 73 33.663 (23.961) 26.453 (18.828) 34.121 (23.961) 26.813 (18.828) (5.281) (4.150) 10.160 7.985 (5.281) (4.150) (10.160) (7.985) 10.160 7.985 (3.524) (2.769) -

Banco ABN Amro Real Banco ABN Amro Real Banco ABN Amro Real Banco ABN Amro Real Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco Banco Bradesco

14/07/2008 14/07/2008 16/07/2007 16/07/2007 30/10/2009 30/10/2009 30/09/2009 30/09/2009 04/09/2009 31/08/2009 31/08/2009 05/08/2009 31/07/2009 31/07/2009 31/07/2009 06/07/2009 19/06/2009 05/06/2009 11/05/2009 19/06/2009 19/06/2009 05/06/2009 22/05/2009 02/04/2009 30/04/2009 05/05/2009 23/04/2009 14/04/2009 27/02/2009 15/12/2008 27/02/2009 31/03/2009 23/03/2009 13/03/2009 15/12/2008 03/03/2009 15/12/2008 19/02/2009 27/02/2009 15/12/2008 04/02/2009 15/12/2008 15/12/2008 15/12/2008 15/12/2008 15/12/2008 15/12/2008 15/12/2008

14/07/2009 14/07/2009 14/07/2008 14/07/2008 30/11/2009 30/11/2009 30/10/2009 30/10/2009 30/09/2009 30/09/2009 30/09/2009 04/09/2009 31/08/2009 31/08/2009 20/08/2009 05/08/2009 08/07/2009 06/07/2009 03/07/2009 26/06/2009 26/06/2009 19/06/2009 19/06/2009 19/06/2009 05/06/2009 05/06/2009 22/05/2009 05/05/2009 11/05/2009 30/04/2009 30/04/2009 30/04/2009 23/04/2009 14/04/2009 02/04/2009 31/03/2009 31/03/2009 23/03/2009 20/03/2009 13/03/2009 03/03/2009 27/02/2009 27/02/2009 27/02/2009 03/02/2009 13/02/2009 19/02/2009 30/01/2009

USD + 3,19% a.a. 123,5% do CDI USD + 3,19% a.a. 123,5% do CDI USD + 3,19% a.a. 123,5% do CDI USD + 3,19% a.a. 123,5% do CDI USD+ 9,5% a.a. 99,5% do CDI EUR+ 13,0% a.a. 99,5% do CDI USD+ 7,5% a.a. 99,5% do CDI EUR+ 6,0% a.a. 99,5% do CDI USD+ 9,0% a.a. 100% do CDI EUR+ 1,4% a.a. 100% do CDI USD+ 1,4% a.a. 100% do CDI USD + 1,0% a.a. 100% do CDI EUR+ 1,0% a.a. 100% do CDI USD+ 1,5% a.a. 100% do CDI USD+ 2,0% a.a. 100% do CDI EUR+ 2,15% a.a. 100% do CDI USD+ 6,0% a.a. 100% do CDI EUR+ 5% a.a. 99% do CDI USD+ 0,8% a.a. 100% do CDI USD+ 31,0% a.a. 100% do CDI USD+ 31,0% a.a. 100% do CDI USD+ 1,1% a.a. 99% do CDI USD+ 1,0% a.a. 100% do CDI USD+ 8,3% a.a. 100% do CDI EUR+ 5,0% a.a. 100% do CDI USD+ 7,0% a.a. 100% do CDI USD+ 0,5% a.a. 100% do CDI USD+ 1,7% a.a. 100% do CDI USD+ 0,7% a.a. 100% do CDI EUR + 4,6% a.a. 100% do CDI EUR + 0,4% a.a. 100% do CDI USD + 12% a.a. 100% do CDI USD + 1,6% a.a. 100% do CDI USD + 9% a.a. 100% do CDI USD + 3,30% a.a. 100% do CDI USD + 1,3% a.a. 100% do CDI EUR + 4,1% a.a. 100% do CDI USD + 5% a.a. 100% do CDI EUR + 0,6% a.a. 100% do CDI USD + 2,7% a.a. 100% do CDI USD + 1% a.a. 100% do CDI EUR + 3,2% a.a. 100% do CDI USD + 2,2% a.a. 100% do CDI EUR + 3,2% a.a. 100% do CDI USD + 1,70% a.a. 100% do CDI USD + 1,80% a.a. 100% do CDI USD + 2,15% a.a. 100% do CDI EUR + 2,9% a.a. 100% do CDI

11.250 3.686 11.250 3.686 4.460 3.686 8.910 4.460 3.686 11.029 1.414 2.968 3.536 2.968 706 742 3.536 742 3.535 3.535 2.968 742 3.536 742 706 73 2.968 3.528 3.536 742 3.533 3.528 73 3.536 351 742 3.528 2.136 1.979 73 3.533 108 3.536 73

122 (122) 122 39 (39) 40 (570) (570) (570) (114) (114) (114) (339) (339) (339) (374) (374) (374) (965) (965) (965) 99 (99) 99 18 (18) 18 (195) (195) (195) (63) (63) (63) (430) (430) (430) (33) (33) (33) (142) (142) (142) (112) (112) (112) (5) (5) (5) (22) (22) (22) 7 (7) 7 (1.169) (1.169) (1.169) (241) (241) (241) (432) (432) (432) (144) (144) (144) (717) (717) (717) (46) (46) (46) (253) (253) (253) 240 241 (32) 4 (32) (36) 4 (237) (237) (517) (517) (517) (506) (506) (506) (215) (215) (215) (111) (111) (111) 8.269 8.297 (566) (566) 186 (380) (186) (8.482) (8.483) (385) (385) (385) 240 241 (18) 4 (18) (22) 4 (237) (237) (333) (333) (333) 7 (7) 7 1.737 1.741 (95) (95) 41 (54) (41) (1.782) (1.782) 262 (262) 262 7.062 7.073 (647) 106 (647) (753) 106 (6.967) (6.967) 4.631 4.638 (170) (170) 115 (55) (115) (4.753) (4.753) 240 240 (22) 3 (22) (25) 3 (237) (237) 8.263 8.272 (266) (266) 211 (55) (211) (8.482) (8.483) 253 253 (15) (15) 6 (9) (6) (259) (259) 8.264 8.278 (329) (329) 205 (124) (205) (8.482) (8.483) 240 240 (24) 3 (24) (27) 3 (237) (237) _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ 16.611 17.501 (10.063) (9.431) (554) 18.265 (10.617) (8.667) (27.563) 11.208 _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ 7.449 _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ _________ 48.148 8.879 51.098 (2.711) (11.097) 9.454 51.862 (2.138) (10.333) (62.104) 42.241 _________

www.grupoccr.com.br

continua

continuação

Companhia de Concessões Rodoviárias
Companhia Aberta CNPJ nº 02.846.056/0001-97

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) (1) As contrapartes são: Banco Santander (Brasil) S.A., SMBC Capital Markets Limited, Banco Bilbao Vizcaya Argentina, S.A, WestLB AG, New York Branch, Espirito Santo Investiment P.L.C, Societe Generale/Paris. (2) As opções de compra estão divididas em cinquenta e quatro tranches, sendo uma para cada vencimento de juros de cada tranche do contrato de financiamento do BID, com o primeiro vencimento em agosto de 2009. (3) As contrapartes são: Calyon, New York Branch; Banco Espirito Santo S.A.; Caixa Banco de Investimento, S.A. (4) As NDF´S estão divididas em quatro tranches, sendo uma para cada vencimento de juros e principal do financiamento do BID com o primeiro vencimento em maio de 2010. (5) Os Swap´s estão divididos vinte tranches, sendo uma para cada vencimento de juros de cada tranche do contrato de financiamento do BID com o primeiro vencimento em maio de 2010. Todos os instrumentos financeiros derivativos das controladas e controladas em conjunto foram negociados em mercado de balcão. As controladas e controladas em conjunto registraram resultados com instrumentos financeiros derivativos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008, conforme o quadro abaixo: Receitas e (despesas) com instrumentos financeiros derivativos Consolidado _________________ Derivativos com propósito de proteção 2009 2008 ________ ________ Riscos cambiais Riscos de juros Total (61.005) 42.241 (1.099) ________ ________ (62.104) 42.241 ________ ________ Do montante de R$ 42.241 relativos a resultados com operações de hedge no exercício de 2008, R$ 644 refere-se a perdas nos contratos de hedge (swap) da controlada ViaQuatro, que se encontra em fase pré-operacional, sendo seus valores classificados para a rubrica ativo diferido, no ativo não circulante. Dessa maneira, o valor efetivamente registrado no resultado do exercício de 2008 é de R$ 42.885. Análise de sensibilidade Análise de sensibilidade de variações na moeda estrangeira Em atendimento à Instrução CVM nº 475, apresentamos no quadro abaixo os valores nominais futuros referentes à variação cambial (efeito no resultado) para os contratos de empréstimos e financiamentos sujeitos a esses riscos. Os valores correspondem aos efeitos durante todo o prazo dos contratos e foram calculados de acordo com as projeções, na data destas demonstrações financeiras, de cotações futuras para cada vencimento de principal e juros, obtidas na BM&FBovespa, adicionadas, nos cenários A e B dos percentuais de estresse definidos na referida Instrução. Consolidado Operação ViaQuatro Dívida em USD Hedge de dívida em moeda estrangeira Banco Bradesco Ponte Hedge de dívida em moeda estrangeira Banco ABN Amro Real ViaLagos Hedge de dívida em moeda estrangeira Banco do Brasil RodoAnel Dívida em USD Hedge de dívida em moeda estrangeira BID, JBIC e outros Novembro de 2024 Novembro de 2011 Novembro de 2011 Aumento da cotação do USD (2) Efeito de Ganho ou (Perda) Derivativo - Queda da cotação do USD Dívida - Aumento da cotação do USD Efeito de Ganho ou (Perda) Total dos Efeitos de Ganho ou (Perda) (912.083) (912.083) (7.746) 7.746 (1.001.178) (1.137.274) (1.137.274) (12.512) 12.512 (1.248.643) (1.364.206) (1.364.206) (15.537) 15.537 (1.497.849) Agosto de 2010 Agosto de 2010 Derivativo - Queda da cotação do Iene Dívida - Aumento da cotação do Iene Efeito de Ganho ou (Perda) (3.577) 3.577 (4.471) 4.471 (5.366) 5.366 Julho de 2010 Julho de 2010 Derivativo - Queda da cotação do USD Dívida - Aumento da cotação do dólar (USD) Efeito de Ganho ou (Perda) (833) 833 (1.041) 1.041 (1.249) 1.249 Fevereiro de 2023 Janeiro de 2010 Janeiro de 2010 Aumento da cotação do USD (2) Efeito de Ganho ou (Perda) Derivativo - Queda da cotação do USD Dívida - Aumento da cotação do USD Efeito de Ganho ou (Perda) (89.095) (89.095) (2.091) 2.091 (111.369) (111.369) (2.613) 2.613 (133.643) (133.643) (3.136) 3.136 Vencimentos até Risco Cenário provável Cenário A 25% Cenário B 50% Além desse cenário, a CVM através da Instrução nº. 475 determinou que fossem apresentados mais outros dois com deterioração de 25% e 50% da variável do risco considerado. Esses cenários estão sendo apresentados de acordo com o regulamento da CVM, como cenários A e B, respectivamente. As análises de sensibilidade acima têm por objetivo ilustrar a sensibilidade a mudanças em variáveis de mercado nos instrumentos financeiros da Companhia, suas controladas e controladas em conjunto. As análises de sensibilidade são estabelecidas com base em premissas e pressupostos em relação a eventos futuros. A Administração da Companhia, suas controladas e controladas em conjunto revisam regularmente essas estimativas e premissas utilizadas nos cálculos. No entanto, a liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados devido à subjetividade inerente ao processo utilizado na preparação das análises. 25. Cobertura de seguros A Companhia, suas controladas e controladas em conjunto adotam a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria das demonstrações financeiras, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2009, as coberturas proporcionadas pelas apólices de seguros da Companhia, suas controladas e controladas em conjunto foram resumidas conforme abaixo: • Responsabilidade Civil – de R$ 15.000 a R$ 75.000; • Riscos de Engenharia – Conservação e Manutenção – de R$ 10.137 a R$ 89.534; • Riscos de Engenharia – Ampliação e Melhoramentos – de R$ 113 a R$ 77.828; • Riscos Patrimoniais / Operacionais – de R$ 15.000 a R$ 500.000; • Perda de Receita – de R$ 15.000 a R$ 110.000. 26. Ônus sobre ativos e garantias prestadas a terceiros A controlada AutoBAn e a controlada em conjunto Renovias mantinham aplicação financeira em conta reserva, no montante de 1.358 em 31 de dezembro de 2009 (R$ 2.247 em 31 de dezembro de 2008), para garantia dos financiamentos contratados junto ao BNDES e será liberado quando do pagamento das parcelas ou substituição da garantia (vide nota explicativa nº.15). A controlada ViaOeste mantinha conta poupança, no montante de R$ 181 em 31 de dezembro de 2009 e 2008, para garantia da realização de compensação ambiental. Os montantes classificados no circulante totalizam R$ 1 em 31 de dezembro de 2009 (R$ 1.771 em 31 de dezembro de 2008) e no não circulante R$ 1.538 em 31 de dezembro de 2009 (R$ 657 em 31 de dezembro de 2008). 27. Compromissos vinculados a contratos de concessão a. Compromisso com o Poder Concedente Decorrente do direito de outorga fixo Refere-se ao ônus da concessão assumido no processo de licitação, determinado com base em valor fixo a ser pago ao Poder Concedente, conforme demonstrado a seguir: Valor nominal Valor presente ________________________ _______________________ AutoBAn RodoAnel ViaOeste Renovias (*) 2009 __________ 1.709.206 424.977 357.623 173.040 __________ 2008 __________ 2.022.656 1.385.562 407.253 198.979 __________ 2009 __________ 1.401.656 390.203 294.388 164.389 __________ 2008 __________ 1.620.519 1.303.842 329.512 189.029 __________

2.664.846 4.014.450 2.250.636 3.442.902 __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ (*) Trata-se de 100% do compromisso da concessionária. Os compromissos das concessionárias AutoBAn, ViaOeste e Renovias serão pagos em parcelas mensais e iguais até 2018, corrigidas monetariamente pela variação do IGP-M, em julho de cada ano. O cálculo do valor presente foi efetuado considerando-se uma taxa de juros de 5% a.a., compatível com a taxa estimada para emissão de dívida com prazo similar ao ônus da outorga, não tendo vinculação com a expectativa de retorno do projeto. O compromisso da concessionária RodoAnel será pago em parcelas mensais e iguais até maio de 2010, corrigidas monetariamente pela variação do IPCA, em julho de cada ano. Esses compromissos, atualizados até 31 de dezembro de 2009, estavam assim distribuídos: Valor nominal Valor presente _____________ _____________ 2010 2011 2012 2013 Após 2013 até 2018 Total 695.558 267.231 267.231 267.231 1.167.595 _____________ 653.258 248.304 237.314 226.846 884.914 _____________

Os valores acima refletem o efeito no resultado em cada um dos cenários, caso as parcelas de principal e juros vincendas não sejam protegidas por novos contratos de hedge além dos já existentes. As controladas e controladas em conjunto possuem empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira e instrumentos financeiros derivativos destinados a eliminar (ou mitigar) esses riscos. No quadro acima, são considerados três cenários, sendo o cenário provável calculado com base nas cotações dos indexadores dos respectivos contratos sujeitos a esses riscos, na data dessas demonstrações financeiras. Além desse cenário, a CVM através da Instrução nº. 475 determinou que fossem apresentados mais outros dois com deterioração de 25% e 50% da variável do risco considerado. Esses cenários estão sendo apresentados de acordo com o regulamento da CVM, como cenários A e B, respectivamente. Análise de sensibilidade de variações nas taxas de juros Em atendimento à Instrução CVM nº 475, apresentamos no quadro abaixo, os valores nominais futuros referentes aos juros e variações monetárias variáveis (efeito no resultado) para os contratos de empréstimos e financiamentos e debêntures sujeitos a esses riscos. Os valores correspondem aos efeitos durante todo o prazo dos contratos e foram calculados de acordo com as projeções, na data destas demonstrações financeiras, de cotações futuras para cada vencimento de principal e juros, obtidas na BM&FBovespa, adicionadas, nos cenários A e B dos percentuais de estresse definidos na referida Instrução. Consolidado ____________________________________________________ Controlada/controlada Cenário Cenário A Cenário B Operação Risco Vencimentos até em conjunto provável 25% 50% ____________ _____________________ ________________ ___________________ ________________ ________________ ________________ Passivos Financeiros BID Aumento da Libor Fevereiro de 2023 ViaQuatro (35.835) (44.794) (53.752) Hedge de taxa de juros Aumento da Libor Fevereiro de 2023 ViaQuatro ________________ ________________ ________________ 15.689 24.210 32.957 Efeito líquido (20.146) (20.584) (20.795) BID Aumento da Libor Novembro de 2024 RodoAnel (557.598) (696.998) (836.398) Hedge de taxa de juros Taxa fixa Maio de 2014 RodoAnel ________________ ________________ ________________ 387 32.496 64.004 Efeito líquido (557.211) (664.502) (772.394) Debêntures Aumento do IGP-M Outubro de 2013 AutoBAn (44.777) (46.959) (49.160) Debêntures Aumento do IGP-M Julho de 2015 ViaOeste (89.333) (94.177) (99.076) Debêntures Aumento do IGP-M Maio de 2010 RodoNorte (2.653) (2.690) (2.728) Debêntures Aumento do IGP-M Julho de 2010 NovaDutra (3.577) (3.629) (3.681) Debêntures Aumento do CDI Abril de 2012 AutoBAn (25.225) (31.354) (37.417) Debêntures Aumento do CDI Dezembro de 2016 ViaOeste (178.697) (240.375) (286.854) Debêntures Aumento do CDI Agosto de 2012 CCR (129.108) (164.222) (200.502) Debêntures Aumento do CDI Novembro de 2012 RodoAnel (221.927) (277.168) (332.327) Debêntures Aumento do IPCA Agosto de 2014 CCR (88.384) (101.391) (112.406) Capital de Giro Aumento do CDI Agosto de 2010 ViaLagos (6.160) (7.694) (9.225) Capital de Giro Aumento do CDI Julho de 2010 Ponte (2.665) (3.321) (3.974) Capital de Giro Aumento do CDI Janeiro de 2010 ViaQuatro (29) (36) (42) Capital de Giro Aumento do CDI Junho de 2011 CPC (433) (510) (587) Capital de Giro Aumento do CDI Março de 2010 AutoBAn (637) (779) (918) Capital de Giro Aumento do CDI Dezembro de 2010 NovaDutra (37.759) (45.578) (53.395) Capital de Giro Aumento do CDI Fevereiro de 2010 Controlar (745) (894) (1.042) BNDES Aumento da TJLP Fevereiro de 2017 AutoBAn (75.297) (91.530) (108.629) BNDES Aumento da TJLP Novembro de 2010 RodoNorte (1.279) (1.456) (1.633) BNDES Aumento da TJLP Dezembro de 2011 CPC (1.550) (1.769) (1.990) Unibanco Aumento da TJLP Janeiro de 2012 AutoBAn (1.983) (2.259) (2.536) Bradesco Aumento da TJLP Janeiro de 2012 AutoBAn (1.322) (1.506) (1.691) ABN Amro Real Aumento da TJLP Janeiro de 2012 AutoBAn (661) (753) (845) BNDES (Cesta de Moedas) Aumento da UMBNDES Janeiro de 2011 RodoNorte ________________ ________________ ________________ (103) (115) (127) Total do efeito de ganho ou (perda) (1.491.661) (1.805.251) (2.103.974) ________________ ________________ ________________ 8,55% 10,69% 12,83% 6,00% 7,50% 9,00% 4,25% 5,31% 6,38% -1,7123% -1,2894% -0,8850% 3,05125% e 3,81406% e 4,57688% e 2,75125% 3,439606% 4,12688% LIBOR (6) 3,75% e 3,5% 4,69% e 4,38% 5,63% e 5,25% IPCA (7) 7,50% 9,38% 11,25% (1) As taxas apresentadas acima serviram como base para o cálculo. As mesmas foram utilizadas até os vencimentos de cada um dos contratos. (2) Refere-se à taxa de 30/12/2009, divulgada pela CETIP. (3) Refere-se à TJLP da taxa do quarto trimestre de 2009, divulgada pelo BNDES. (4) Refere-se à variação da anual da cesta de moedas do BNDES em 16/01/2010. (5) Refere-se à variação anual da taxa em 31/12/2009, divulgada pela Anbima. (6) Refere-se à taxa Libor para seis meses utilizada no cálculo dos juros do financiamento do BID (tranche A e B) em 31/12/2009. (7) Refere-se à variação anual do IPCA projetada pelo BNDES e divulgada em 16/01/2010. Os valores acima refletem o efeito no resultado em cada um dos cenários, caso as parcelas de principal e juros vincendas não sejam protegidas por novos contratos de hedge além dos já existentes. Não foram calculados valores de sensibilidade para os contratos relativos ao Finame, em virtude de não relevância dos valores, adicionado à ausência de taxa capitalizada variável da TJLP no trimestre, conforme previsão contratual. No quadro acima, são considerados três cenários, sendo o cenário provável calculado com base nas cotações dos indexadores dos respectivos contratos sujeitos a esses riscos, na data dessas demonstrações financeiras. As taxas de juros consideradas foram (1): CDI (2) TJLP (3) UMBNDES (4) IGP-M (5) LIBOR (6)

2.664.846 2.250.636 _____________ _____________ _____________ _____________ No decorrer do exercício foi pago ao Poder Concedente o montante de R$ 1.233.743 referente ao direito de outorga fixa (R$ 998.577 no exercício de 2008). Decorrente do direito de outorga variável – AutoBAn, ViaOeste, RodoAnel e Renovias Refere-se ao preço da delegação do serviço público, representado por valor variável, correspondente a 3% da receita bruta efetivamente obtida mensalmente, com vencimento até o último dia útil do mês subsequente. O compromisso, em 31 de dezembro de 2009, era de R$ 9.303 (R$ 8.568 em 31 de dezembro de 2008). No decorrer do exercício foi pago ao Poder Concedente o montante de R$ 57.304 referente ao direito de outorga variável (R$ 48.468 em 31 de dezembro de 2008). b. Compromissos relativos às concessões – (não auditado) Além dos pagamentos ao Poder Concedente, as controladas e controladas em conjunto assumiram o compromisso de melhorar, conservar e expandir as rodovias, bem como adquirir o material rodante, implantar sistemas, operar e realizar manutenção da Linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo. Em 31 de dezembro de 2009, esses compromissos de investimentos estavam estimados em R$ 5.694.904 (R$ 5.953.156 em 31 de dezembro de 2008), a serem realizados até o final do prazo da concessão, conforme demonstrado a seguir: 2009 2008 ________ ________ RodoNorte ViaQuatro (*) AutoBAn ViaOeste NovaDutra RodoAnel Renovias (*) Ponte ViaLagos 1.331.936 1.219.997 1.289.941 600.977 520.382 312.555 356.088 51.681 11.347 ________ 1.403.633 1.329.295 1.237.634 634.225 512.373 431.510 338.272 55.565 10.649 ________

5.694.904 5.953.156 ________ ________ ________ ________ (*) Trata-se de 100% do compromisso da concessionária. c. Ativo imobilizado transferido pelo Poder Concedente à concessão (não auditado) A prática contábil adotada pelas concessionárias é a de não registrar o imobilizado transferido pelo Poder Concedente à concessão; entretanto é mantido controle auxiliar com a segregação dos valores dos imobilizados transferidos e do valor relativo à delegação dos serviços públicos (custo, depreciação e amortização acumulada). A segregação foi realizada com base em laudo de avaliação emitido por empresa independente e especializada. A posição consolidada está demonstrada conforme segue: Líquido _______________________ Taxa média anual de Depreciação e depreciação/amortização % Custo amortização acumulada 2009 2008 _________________________ __________ _______________________ __________ __________ Imobilizado transferido: Serviços iniciais 3,49 22.069 (11.869) 10.200 10.970 Terraplanagem 5,56 130.233 (84.467) 45.766 53.002 Pavimentação 14,29 197.770 (197.770) Obras de arte correntes 8,33 39.924 (38.802) 1.122 4.449 Obras de arte especiais 8,33 255.934 (248.742) 7.192 28.520 Sinalização e segurança 25 15.328 (15.328) Obras complementares 6,25 7.228 (5.271) 1.957 2.409 Recomposição ambiental e outros 10 8.673 (8.673) Equipamentos de arrecadação e pesagem 25 9.500 (9.500) Delegação dos serviços públicos (*) 3,59 __________ 3.637.415 (920.165) 2.717.250 2.738.730 _____________ __________ __________ 4.324.074 (1.540.587) 2.783.487 2.838.080 __________ _____________ __________ __________ (*) Refere-se à delegação dos serviços públicos das concessionárias RodoAnel, AutoBAn, ViaOeste, ViaLagos e Renovias (40%). Parte do custo da delegação dos serviços públicos está registrada como pagamentos antecipados relacionados à concessão, conforme nota explicativa nº.9. d. Obras a executar - ViaOeste 2009 2008 ________ ________ Não circulante 9.546 10.254 Conforme descrito no Termo Aditivo Modificativo nº. 7, de 23 de abril de 2004, com o objetivo de promover a melhor adequação das condições de concessão para cumprimento dos fins de interesse público, entre outros aspectos, o Poder Concedente transferiu a responsabilidade da execução das obras de implantação dos contornos dos trechos urbanizados de São Roque e de Brigadeiro Tobias para a controlada ViaOeste. Conforme descrito no Termo Aditivo Modificativo nº. 11, de 08 de dezembro de 2006, quando o total das retenções atingisse o montante de R$ 98.303, a controlada deveria voltar a depositar o saldo remanescente do ônus fixo, após efetuar as compensações previstas nos itens 3.1 e 3.2 do Termo Aditivo e Modificativo nº. 7/2004. O total de retenções foi atingido no terceiro trimestre de 2008 e a controlada passou a depositar o ônus fixo. 28. Demonstrações dos fluxos de caixa Em complementação às Demonstrações dos Fluxos de Caixa Consolidado destas demonstrações financeiras, abaixo apresentamos abertura das informações relativas aos ativos adquiridos e dos passivos assumidos, decorrente da compra de 45% da Controlar S.A. no período: Caixa e bancos 1.275 Aplicações financeiras 3.763 Contas a receber 423 Impostos a recuperar 4 Despesas antecipadas 170 Outras contas a receber 194 Imobilizado 19.824 Intangível 708 Diferido 2.112 Empréstimos (17.456) Arrendamento mercantil (2.305) Fornecedores (927) Impostos e contribuições a recolher (1.161) Obrigações sociais e trabalhistas (1.264) Outras contas a pagar (12) __________ Ágio na aquisição da Controlar 136.719 Caixa da Controlar (5.038) __________ Fluxo de caixa da aquisição menos caixa da Controlar 137.029 __________

Conselho de Administração
Ana Dolores Moura Carneiro de Novaes Conselheira Henrique Sutton de Sousa Neves Conselheiro Ana Maria Marcondes Penido Sant’Anna Conselheira João Afonso Ramalho Sopas Pereira Bento Conselheiro Eduardo Borges de Andrade Conselheiro Ricardo Coutinho de Senna Conselheiro Francisco Caprino Neto Conselheiro Rodrigo Cardoso Barbosa Conselheiro Gilberto Audelino Correa Conselheiro Valdemar Jorge Martins Mendes Conselheiro

Diretoria
Renato Alves Vale Diretor-Presidente Arthur Piotto Filho Diretor Financeiro e de Relações com Investidores Marcio José Batista Vice-Presidente Leonardo Couto Vianna Diretor de Novos Negócios Ítalo Roppa Diretor Vice-Presidente de Gestão de Negócios Luís Rebelo da Silva Diretor de Planejamento e Controle Antônio Linhares da Cunha Diretor de Desenvolvimento Empresarial Marcus Rodrigo de Senna Diretor Jurídico

Contador
Hélio Aurélio da Silva CRC 1SP129452/O-3

Parecer dos Auditores Independentes
Ao Conselho de Administração e aos Acionistas da Companhia de Concessões Rodoviárias São Paulo - SP 1. Examinamos os balanços patrimoniais da Companhia de Concessões Rodoviárias e os balanços patrimoniais consolidados dessa Companhia e suas controladas, levantados em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, e as respectivas demonstrações de resultados, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado, correspondentes aos exercícios findos naquelas datas, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras. 2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreenderam: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da Companhia e suas controladas; b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração da Companhia e suas controladas, bem como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. 3. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia de Concessões Rodoviárias e a posição patrimonial e financeira consolidada dessa Companhia e suas controladas em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido, os seus fluxos de caixa e os valores adicionados referentes aos exercícios findos naquelas datas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Paulo, 18 de fevereiro de 2010.

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

José Luiz Ribeiro de Carvalho Contador CRC 1SP141128/O-2

Parecer do Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), no uso de suas atribuições legais, em reunião realizada nesta data, examinou o Relatório Anual da Administração e as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009. Com base nos exames efetuados, considerando ainda o Parecer da KPMG Auditores Independentes, emitido em 18 de fevereiro de 2010, manifesta-se favoravelmente às referidas demonstrações, que estão em condições de serem votadas pela Assembléia Geral dos Acionistas. São Paulo, 22 de fevereiro de 2010 Adalgiso Fragoso de Faria Newton Brandão Ferraz Ramos Manuel Bissaya Barreto

www.grupoccr.com.br

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