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Métodos e Técnicas de Pesquisa Social 0s vaamartoe const moda de esq a tnd no canon i lian Sue orasponden fmt da pace ne po ‘oe dor cere rundo am Cnoar Sosa Prclogs Poses, See Sisale Comics sv cost um manual de pocedimentas bos pro desatiment Diener ds ttc conenlnas eu tr mo ety ea Seat ‘mene donna dros dtouoy eet dope tu ou So ae Sites ein a cr mines bmg Sno et So cescrzgi ne guna glans A pc por pivigero ears ‘ts prercnts tecesik aleage eamtamants asl 94 ‘Seqertoe o utr he rena oe Mattos Teo oe Peat Em sinmn, soba tata oa utc da olin ai, dor moor det epee ‘oui pau Soc frm fo praoy de mora Wie ‘se, do inno pena, do opreconalze do vores de amo ‘Sams perqln soe, dr snows e and, ot eta a dos ferur velo de dosmmrton, 6 anlses mura, lati ot ANTONIO CARLOS GIL, 6 satus em Circa Plc « Soci, eancingo {Gansu Soo «Pads dor am Cnc pe Funda Exls Se Scesloyas Poiten se io Bao. Exprofeaar oe Pontes Uniwtadacn Cx ‘sles ce Campin protezr do nse unit gr Enain Sarin = MES (Sio'Gonrna ou SP do tetuto Moda x Erne Storr 1S (Sis demao do Capo 3. pouicacao mp sate ot diiping METODOS € TECNICAS DE PESQUISA dor arson, Se" Ears, Socsega,Paesings, Comvata Sols Econom, Ltrs, incre proton es de Pesce Maren “s pongmdunoemcivaas na pari Oe ee AIM publice @ = et Cant a ANTONIO CARLOS GIL, Mét{odos e Técnicas de Pesquisa Social 28 Esicto Ko pauto. EDITORA ATLAS SA, ~ 1989 @ orToRa ATLAS SA, us Cena Ni, 198 (Campos Es) (shasta 7188 Tel: (011] 2219148 (ABR) Ya0s Seu (1 1. 1997; 2.0, 190 Isa es 22600865, Ingres no Bras rined in Brit Peat ‘7000505 oIFEIOS RESERVA ~ roi «prt opr. Fal ea Laie Ono exons ne Puae nine cee pin oni Cao Gi {sen a5 22608805 J. Oldie soils — Metoeloi 2. erate ~ Metadcona Pig old SodalogaPreqait Taa. n ‘00-0072 som “Sots nes pra ato stam: J. Metocloi Sailog 201018 Pigeon an soot 90072 5: Pique sos Paanenta Gana social 20072 4, Reuse tsoligs Mateos SOTOT8 A Antonio «Mara, mews pie ‘A Ang Maria, minha mather ‘A Femando, Lucia, Antonio Marcos e Maria Inés, meus fos Sumario ANATUREZA OA CIENCIA SOCIAL, 19 1.1 Oconhasimente de mundo, 18 12 Anatureza de elncl, 20 13 Aussfiepio dos clénees, 21 118 Pecullaricades dos sineis socks, 22 Lotus 8 Ereroos wababes patios 26 2 (05 METODOS DAS CIENCIAS SOCIA'S, 27 24 0 método centico,27 22 Os métodos gerais des edncias coco, 28 223 Carectersicesbbslas dor métodos gral, 28 222 O mtodo hipettio-cadutvo, 8 223 0 mbtoao disco, 31 224 0 mtedo fenomenolégeo, 93 2 Os métososespecicns Gas clendas soca, 34 224 Carecteraets blaine dos métodos expecting, 3 23.2 Omstedo experimental, 38 23 O métedo obsorvaconsl 36 re — 10 2.34 O método comparativo, 35 235 Ométodo estatisic, 98 236 Omélodo clineo, 36 24 Os qundros de ofordncia, 37 241 Taories« quadtos de rofercis, 37 242 0 fineonaism, 38 2.43 Ocsuturalismo, 38 2.48 A "compremnsto", 40 eiuras recomend Eerie erable pins «2 3 : APESQUISA SOCIAL, 43 3. Danian, «8 322 Finalidades de pesquisa, 43 2.2 Nivea do porquis, a@ 33.1 Peeguisos oxploratérias, 4 3.3.2 Poseuiss dosrtivas, 48 23.3 Peequieas explicativas, 6 1324. envoivimanta do posquleedor na pesquisa, 48 34.1 0 modelo essen de posauies 8 43.42 Penqiesapto a posauisa paticipante, 47 35 tapos da pesuiss, [A FORMULAGAO DO PROBLEMA, 52 41 Conceituaeto, 52 £2 Aceeolna do problema de pesquisa 53 4425 Implcagdes ne escoIha do problema, 52 422 Arelevineia do problema, 32 223 A oportunidade de pesquisa, ‘424 Ocompromatimanto na esoths do problem, 55 425 Omodisma na exvolna do arobloma, 36 143 Rogras para a adequads frmulazae do problems, 57 ‘ ACONSTAUGAO DE HIPOTESES, 60 151 Conceituséo, 60 52 Tipos de hipstesos, 60 5.24 Hipdteses casuit 522 Hipsteses que se fel 5:25 Mipdtesos que estaelecem rolayses entre varidvels 6 5.231 Verve e suas lage, 61 £232 Relagh causal 62 5.229 Relagoes simetiias, assimétrea €reciprocs, OF 153 Fontes de hipoteses, 68 eas da hipoteseaplictvel, 67 (0 DELINEAMENTO DA PESQUISA, 70, 1 Concsituagto, 70 62 A civarsideds de doingementos, 7) 63 Peequita bibliogetia, 71 644 Pesquisa documenta 73 185 A pesausa experimental, 73 55 Pesquisa expost‘acte, 7 827 Levantamentos, 76 3 O estudo de caso, 78 [A OPERACIONALIZAGAO DAS VARIAVEIS, 81 17.4 © esquema de operacionaliag$o, 01 7.2 Amansoracio nas ciénclas soca, 8 721 A complandode do problems. 88 72.2 Nive de manauregeo, 34 " 2 73 Aconstrugt de indies, 85 Loins comands 90 _Bresicas vabaPcs patos 90 A AMOSTRAGEM NA PESQUISA SOCIAL, 91 44 Arcade anostnge na pin ol 98 2 ca a 2 pos dei omoeage 82 24 Fore ates 8 2 Reese rising 9 2:3 ametaten uate 23 Aetagen ened a8 3 Arocatpn pr cntorsi, £0 i £25 Ateesomer oe 888 Arooogo por satate, 57 | 49 Arweranom priate 3? Sita aroraaen prot as bolt ett sas, 98 35% Fans edema at ono 9 SET Apu to vob 2512 ale deco tet, 8 2554 tnomaana ponte a8 Oba hacaingen a ue nme sever, 8 saa Ecos ann sont, 00 S831 Fobra UAC Beavis o opal een saa Rnul'pan eto e anoxia pe pool coon 4 omarinat dae ao, 02 AOBSERVACAO, 104 9.1 Observaio come téenics de clata de dade, 104 8.2 Obeervege simples, 105, 19.3 Observe participant, 107 94 Obeervagao sistema, 109 recorded, 11 ous rericas erabaas pics, 12 0 ENTREVISTA, 113 103 Introdugso, 118 TOR Vantagene elimitagses do entrevista, 118 Yo21 Vantagens do entrevista, 114 1022 Limitapbes de entrevista, 16 1033 Classficaga das entrevista, 115 Sot Enreviate formal 15 10.28 Entrevists por Joa Enrevat estrturada, 117 104 Acondupso da entrevista, 113 sen 18 {et Seema oat Joa? A formulagto dos porguntss, 1 0a Eetimalo a resposts completa, 120 Yok © registro da roxpostes, 21 OAS A concluséo do entreviste, 122 ofr rocomendads, 122 rericos o rabaas plas, 123 ‘0 QUESTIONARIO, 128 112 Conesttuagio, 126 112 Vantaganse limitagSes do questions, 125 1122 Vantogens do questions, 125 4122 Limitapson do gestion, 125 11.3 Aeonstructo do questionério, 128 iB A torr das pergumas, 125 1132 0 contaigo dos porguntes, 127 3133 A eeooiha das pergunts, 128 134 formulegae dss pergunas, 129 11.38 Onimero do porgunis, 1138 A oraam das pergunt 12 0 1137 A ravengie de doformecoes, 130 11338 A aprosontacso do questioniio, 191 1.4 O présteete do quetionsla, 132 Leia ocomendacs, 153 ‘Boris ewabahas pos, 193 2 AS ESCALAS SOCIAIS, 194 122 Conceitusgio, 196 422 Problema bisios dos escalas soca, 195 1221 Dafinigbo de um continuo, 135 1222 Fiaecignidedo, 136 1223 Votaade, 136 122.4 ponderacéo dos tens, 157 3228 Anaturer dos tans, 138 422.6 A igualdode das unidaces, 138 12 Escaloesocais mets atlzadas, 128, 423.1 Estalae de ordenepto, 138 1232 Exess e gracuogao, 139 323.3 Exoaas de astncta soa, 120 1234 Escala de Thorstone, 141 1235 Escala de Lier, 142 atin, 144 2 (05 TESTES, 148 48.1 Conceltuagto, 146 122 Reguistos da um testo, 147 1321 Vatdode, 147 1222 Procisso, 15 1923 Pacronizogs, 148 1824 Norigso, 108 123 Classifica dos testes, 149 18:4 Aplcagso dos tests na pesauis 485 Os tests projtives, 181 Y3S.1 Teste vials, 151 135.2 Tests vorba 1383 Tastes prfeas, 153 33804 Tests locos, 154 1366 O teste soclmstice, 154 socal, 180 142 As Fontes do 142 05 rogitros 142 Docomentos possoas, 161 1a Comuneasao de nasse, 14 Andlize de contetdo, 168 [AANALIGE € A INTERPRETACAO, 160, 48.1 Concoitueéo, 186 182 0 estebelecimento de catego 153 Coatieagio, 168 SA Sabulegso, 108, 15:61 Tabulagdo manual, 169 38142 Tabulagio mecinca, 171 {523 Tabulngso etnies, 178 465 Analee exttstica dos dados, 174 {o54 Derergao dos dados, 174 {e5.14 Coractanzardo do que 6 tpeo n0 grupo, 175 JE812 Indcapdo. ds verabildade dos Incvidvos no grupo, 178 15:12 BisibugGo dos individuos em elagfo # deter. inadae varsves, 176 1 187 16 185.14 Determinasio da forga da relozso entre vars vals 177 18:52 Avaliagbo des generalizagbes obtides com 08 dados, 182 6 DO RELATORIO DA PESQUISA, 191 16.1 A redapto do eeatéio, 191 102 A sstutura do tonto, 182 16:21 O prabiems, 192 16.22 A motodoiogia vilzeds, 192 1623 Aprasentaqao dos resultados, 198 3624 Concusdes «sugestes, 18 163 O erie do raatsrie, 194 1633.1 Qualidodes bisieas da record cient 1832 Impestoatidade, 195 1623 Charen, 195 1034 Pravato, 195 1825 Concia, 108 164 Aspects grfieos do relatrio, 196 1841 Organizardo das partes et 18:42 Disposigdo do toro, 157 1543 Citagoe, 197 18a Not de rodape, 198 8A Bloiogra 1648 Tabols, 200 18.7 Graficos eslstragées, 201 0,196 Prefacio ‘Ag spresentarmos este vo, estamos ceros de que muitos inc gu "Por que mals un lvro de metodoloai, quando hi tantos ds ponies em agua portuguesa?” FReconhecemos que a pergunia¢ pertinente, posto qua, de fat, oom grande nero er obrar que trata dos métodos ewenicas do pesquisa social. A propria Editor Atlas diode de vérosttulos nessa lea, elaborates por renomados especilistes, como Pedro Demo, Jo80 ‘Alvaro Rutz, Eve Mara Lakatos, Marina de Andrade Marcon e Rober te Jarry Richardson. Todavia, estamos Seguros de que este modesto Tivo eorresponde 3 uma necesidade que foclmente podord ser iagnosticads ‘Alguns dos mals conecldos tfulos eovrespondem 2 alentados ‘wabalhos que tim come objetivo tatarexaustvamante dos mals versos métodos e ténicas de pesquisa soca outros sto lives que cb- Jesivam eonsttuirse em cbrasintrodutérias 8 matodologa cient fics; ‘tos, anda, consituemse em livros que sintatizam os procedimen- {os necesiros&elaborarao de trabahos universities erelatérios Ge pesauie. © Tro que ore publicanos apresntaalgumas paculiaridades am ralagdo acs considerados. E uma obra que trata dos problemas fur- Garmenais as ciéncas ocieis © de seus métodos, proporcionand os ementos ecesrioe pare asia carsteizario mo qusdro ges! dat ‘encls. Por outro Taso, consul um manual de prececimentos 2 Sarum absrvades no desovolvimento dos pesquisa socials, sobretado ‘aqulas que slo definidas como levantamenton. ‘Quando deeidimos pivileyaro ersino dos procedimentos nes sirion#telizaeio de levantamentos, Fiza lo com baw a sxperibn: 7 8 cis de 15 anos lecionando Métodos ¢ Téenicas de Pesquls,iiciads tia candiege de asistnte do saudoxo Protessr Alfonso Trujillo Fer Far Como os levantamentot consttuem a modaidade de pesquse nai dftundiga no eanpo dss cigncias seis eeorrespondem & mao Tia dz pesulss devrvalvidse por alunos dos casos de graduardo em ‘lenaes Soria, Prcoogi, Pedanoale,Servigo Social e Comunicares, tte lvro tomase, portent, sufente para sender is expectativas fraforia ds alunos profesiores da ccipina Métodos ¢ Téeness Prague ANTONIO CARLOS GIL 1 A Natureza da Ciéncia Social 4.4 O CONHECIMENTO DO MUNDO (© homem, valendo-se de suas espacidedes, procura conhecer 0 ‘mundo que rodeis, Ao longo dos sécules, vem desnwolvendo ss ‘has malt ou menos elaborades que Ihe pernitem conhecar@nstureze ‘os cols #0 comportenanta das posoas Pele obsowarto 0 homer adgule grande quantidade de conhect: rmentos. Velendoe dos enti, recebe €intorpreta as informa [So money exterior, Olhs para 0 ou e vi formaremse nuvens cine fo. Pereebe que vai chover eprocura abrigo. A observa consti, Sem divda, importante font de conhecimento ‘ho nscer, 0 homer deparase também com um conjunto de crengas que Ire alam sarca de Deus, de uma vid além da morte © {mam de seus everas para com Daus 0 proximo. Para mutts, 28 {renga reigioss constituem fontes piviegiadss de conheciment, (ue se sbrepbem a qualquer outa Romances como os de Dostoiévsky © posmas como os de Far nando Fess também poem proporcionar importantes informerBes Sabre of antimentos ¢ ge motive dar pesoss. Embora bandos fue estar eras ssa de fceSo, nfo hd como deixar de atribulrhes Tinportinela enquanto elementos capazes de proporionarinformarses ‘teres do mundo. Outre forma de conhscimento & dervada da autordade. Pat © professors deszrevem mundo para & eriangas. Governants, eres Paristros, jomelstas © estore defn normas e procodimentos un asl so ce mais edema. E decide au egmentn thes i ek, ess concimanios eos tone va Eas formas conhaciment, ent, no sian sx gpictoma is ian qe obo con ao ene hz graves enutoons, vio vltm os homens so arene fevomanes mas smo. At wider stom fa varaaone hae infomoiies contodteras A pores & abt aersen ra 12 ANATUREZADACIENCIA tinolesicamants cites signiteacorbainerto No hi civ berm. quanto nadsuardo desta detncto,contcrasc ne eat {90 de covohiment a clirela Ha conbeinant sani encom 8 clénca, como'oconsecmento vg ouionse coe -aceprio, 0 filossfico, nan 0 oe no ses ano tino no sgn Beri es ori! hae datrrsa deforma ane Si cline, Pots coke om sentats So oan ca Sefinigio, avendo mesmo autores que considera cua diem ne Embors ainda sem uma solupio definitive para o prableme de Getnico, tomase postive, mesiante refiendo, daarimineee ~20%vel gras de preciso entre o conhesimenta cietificae outras for ‘mas de conhecimenta. odes conscersr a elncia como uma forms de conhecimento Prada ~ se posivel, com aux dalnguegem materia — le que gem ot fendmenos. Embors senda ae mals variads, ess les aote- {nitim viios pontes em comum: 380 expseae de descrever tes de fenomenor; si0 comprovéves por melo do obeerardoe de experimen” apo; sBo eapazes de prover ~ pelo menos de forma probablistice ‘somecimentos Neuro Podese definircincia do forme satsatria mediante identi. ‘ago de Sus carateistleas ese. Aim, cincla pode ser cara turizads como uma forma de conhecimenta objetivo, riciona, site ético, geal, verifeéel e fall O eonhacimentacentifico ¢ objet vo poraue deserve a realidad indepencentemante dos capichoe do Pexquitdor. € racional porque se vale sbrotudo da razio, © nfo de ‘sensacbo ou impreses, pore chegar a seus resultados. € setomstice ‘oraue se preocupa am consult sstemar de lr orpanizadas rato haimente ¢ em incluir os conhecimentos parciais en totalidades code ‘wz mais amples € geal porque seu Interese 2 ge tundamertal ent & elaboracto de lel ou norma goals, que explicam todos 0: fentmenos de carto tipo. € veriicvel porque sempre postibita de ‘onstrar a verecdade das informarses. Finalmente, €falvel porque, 0 contrrio de outres sistema de conheclments elaborates pelo hhomem, recanhece sua prépria eapocide Ge era. A petit deste caracterstles tomas posivel, em boa parte dos iso, distinguir ents 0 que & cidnea eo que fod Hb situates, er tretato, em que nfo se tora possvel determiner com tadeclrees Ss deteminado conhecmento pertence & ciclo ou 3 flosfia. Estat Stuarbesocorrem sobretudo no domini dar eines hurmanas 0 que compreensive,vsto que hé autores que chagem a incl a Niosta, po rol does cg, 13 ACLASSIFICAGAO DAS CIENCIAS Em vitude 6a multiplicidade de objeto consderacos pel cn ia, deervolvemse 4s cinias particule. Ao longo dete Seserv0 Vimento, muitos autores vim procurando defini um stems dean ‘ieseBo des incmerascineia.Nenhm dete sistema 2 most bso. a 22 lutamentesstsetrio. Tedava, podem se classifiers encas, um Bimeiro momento, em duas grandes eategris: formals © emp reas. ‘As primeirastratam de entidades ideals de sue relarbe,sando 8 Mo tematiea @ Logica Formal as mais importantes. As mpnastetam i foto © de procesios. Incluem-se nesta categorie Czas Como Fisica, Guiles, Biologia aa Paleo, As cléncis empires, por sua vez, poder se clasitlades em hnatuais © tociis. Dantre cine naturals ean: Fite, # Cu ‘ea, a Astronomia © 2 Biologia. Dent ae ciéncae socials eto. © Sociologia, a Antropolosia, a iéneia Politica, 2 Economia e 9 Hits fia, A Paleoogia, a Gespeto de apresontaralgumaseaacterietcae Que 8 sproximam des ciéncias natura, consitul também ume eign Soci. Ito porgue, 20 tratar do etude do compartment humane, tiatz0 sobretudo a pet da interago entie ae neivioves 14 PECULIARIDADES DAS CIENCIAS SOCIAIS E tebido que os cigncas sos nfo gozam do mesmo preigio| conferdo és eines tscas. Ha mesmo autoree que #80 portation Go sue noncluséo no rol das verdadlrseinclr.Asprinciplsobjpes ‘que aprecntam slo a soginte: £.0s fendmenos humanos no ocorrem de scordo com um ‘orden semolnante & absewadena univero sic, o aue tor ‘a impossiel a sue previsiicade 1b) As clgncas humana iam com entidades que no so past ‘is de quantiiewao, o que tora dffl a communicate dos resultados obtides om suas invetinaren. ©) Os pesuisadoes soci, por serem hurano,trazem pare ‘ue investiga Ses certs normasimpllits aerea do bam & ‘domal,prejudicando os resultados de ss peanuies. {A clancia val fundamentaimente do método experimen: tal, que exige, entre cutras coisas, 0 controle dee velavels 5 poseriointerferir no fenémeno estudado, Os Yendme Nob toca, por outro lado, envoWem ume vstedade So rene de fatores que tomar ine, na malaria dos ears, 2 realizario do ura peaqulorigimente experimental As objesdes acima no sS0 emocionsis. Sto bastante sires @ imerecom ser estodades& luz da Flsofia ds Cnc, Por esa ratio 8 fue a mehor defers do carter clentiticn da Plclogia, Sotalol, Aotropolen ¢ ouiras cicplinas designedas rab 0 titulo de clenlos Socials no esté om demonsiar a false destonargumentoebea, cs antes, em evdencia que, cesmo nes cincie natura im obra 8 Figoross observancia dos tens conideradosE também eu, 8dr ‘belto oe suse citiculdades, a clncis socal podem ser capaves te for neces expicayes sequndo padrbes que nlo 80 dancer muito dos Com o spoio de perausadores « de extudiotos da Filosofia da Giéncia,podese proveder 3 dtese do eater cient tico das clénclos ‘soca, Em respostaa esas objet, pods coniceer 40 deteminismo soit dos iris narra & tebe tune. quesionedo, Se. sto tyornmnene, cle Como «Gena nio podria sr concrats eto ito unas de us eplagies ode ntiee pres Biliein. Em une dr exper probabil couuet tals en, vo, setrminmo worn sede, etd por ue cc Het Bon a ee {For ohana “apo de Copan eer 180 BLT740) Ast, 4 trees ene’ cee nous Sia, mo toc b sun exper, eta sone om ‘Rew lta do mat probaisicn os spines 1€ impossvel nega que o cientita sail li com varies sb difeil quantfcapso. Tarbém dif! dscordar ca de. taieio de que 0 grande adlntamento de una cérela pode Ser determinado pela preciso de sae instruments cme. sida. Contudo, o problema da quantiiagso em cgncas so ais, se analsado com a merece profunddede, mostrar ‘seem menos rfc do que sparta Primero, € necessro reconhecer qua © objeto de etudo ds cine soins 6 visto em algun aioe de forma tal que sificalta sou watamanto. quantitative. So trequentes os ‘frmades do tipo: homem nia pode se redusio sum 'némero; nao se pode tat o homem como um coniunto de {repos quantiicados ete. Estas sitmogbas to geraiments ‘emorionais eno podem merecar a atenclo dos qos dod cam is clncias soci, Enetnto, merece steno gues tlonemento sores dt possiblidede de meneuragso de fone. 23 2 ‘menos intangiwis, tas come intligtnela, emo, atu: es, nivel de acultireefoe mobilidade soca te E aro que o comportamente humane ¢ complexe econ- Seqentamente muito mas mutivel que o comportement de roehas, metis ou gas. Tsto no ignites, pore, gue s2)8 impossve tratar do comportamenta human cient camente. O que ocorre & que os Tenbmanos humnongs nfo oder ser quantiicados com a mesmo gra de press det ‘lncias naturals, Mas, em Boa prt, podem ser mensurados com a apliaedo deescla menos sofiticade{Ganominades Delos estaisticos de nominal ordinas). Mediante ext fecales, podem ter atribuldos nomeros categorise que 30 clstingem apenas por serem mutuarante exclusiva fesce: ‘es nominss) ou por deiarem impltcto aig tive de or senordo (esis ordinal). Como exemplos do primero ‘280, tos a clasiieato de populares tagundo vce tlt ‘como 2x0, cor da pele e naionalidate. Do segundo caro, temos como exemplos @ordenarao de popularbesseyunds Sejam mals ou menos ayressvas, ou spresentem diferentes ves sclo-seontmicos, Embora exes nfveis de media sj rudimentares, moe ‘tome suficientes para multes dor propésios perseguldos pelos cenit soci, ©} Um dos grandes obstéculos com que se params cincies Socials reside no fato do estar o pesauisador, de elma for a, eniolvido com o fendmeno. que pretence investiga. Nio hi como deixar de amr que os valores person a5 esqulss socials, tomando-an multo dif eveilos, Mas Sto nfo signifies que sola impossvel superar esa cfu Sid Hegenbory (1969, p. 218), apolsndo-se em Pasmore (1949), numa tentativa de esclarovar exe quest, cise 9s problemas cintics em és grandes Satgories woe 08, wnicos dio, Os t6rleor sao tetados medionte hinbtesese observacbes.Jé oF de afSo envalvem considera. ‘84s veloratvas. Por exemplo, sa cenit soci fore in ‘dogs aeares da convenneia da exttizcto dos moi de DrodueSo,serao obtidas gums espa fevoras ou ‘ras contrias. Todava, saré bastante provivel que esses ‘esmos cients, embora com posgGes diametialment® ‘poste, veniam ao entender no referents ds conseadncle: lesa medida. Poderio sustentar, por exempo, cus implica: Fia © aumento do poder do Estado sabre os cidadioe, Ese scordo, no imped, no entanto, dlcrepincies sobre 0 sorro da medida. um grupo de centists, que wé como 9 ‘maior problema do capitalsma © poder em moe de grapes fseondmicos, no importaré tanto © aumento de Poder Go Esado, Am arupo ques pesiions eantraemente £0 ‘rer co Estado sobre Indiv fouo a media seria conden vel Vése assim que o problama da extazapio pod set snfocsde do ponio de wsta wore, quando so consider dds ae sues conseqiincias, e do ponto de vista oo ado, ‘quando 6 examinade a sua convene, 6 0% problemas ténicas s8o de tipo verso, Poderiam ser eareteizados pla perqunta: "Como consul alg se. undo determinadas expecticarbes?” Neste eato no sto ‘envolvidos valores, [quo os problomar tanicos conduzem ‘verifies do que de no do que dove se. Estas considers no deve inccar,entretanto, que 1 cifncios coral devar lege 20 euscmento todos os ‘Quesifes de valor O vnlor precisa ger consierado. pele igcies sovas, pare que cumpra um Ge sous mals knpor ‘antes paps, que € 0 de aixiliar ne promogso Go ser humana. {IE verdade que o experimento em investigerbes soca ¢ ber ouco uillado, visto que, de mado geal 0 Cents nfo Doss 0 poder de introduar moificagts nos fenbmenos ue pretend pescuisar.Cabe, no entant,indaper sede foto © experimento controlado € realmente Inlsperséel paras ‘bteneo de resultados contiticaments aceite. io hé como deixar de simitir que 2 exporimentarto representa uma des mais notes contibuigs ao desovot vimento da cincs, Isto no sige, no entant, que se deve syperestimar © papel do experimento contoledo. A uita de exerplo, pedese lembrar que's Astfonomie ¢ + Geologa no deve sua espetablidade& utilizar de pro, tadimentos experimentas. A Embriologia, a8 Na bom pou: <0, desenvoleuse indepshdentoments ds experimentao. E-daque dzor da Files Fata? Cabe ainda lembrar que as posiilidades de experimen- ‘apo nas ciénlas socials tm so muita vezesnegigenca: as. Signiienves dominios de Psicologis So ssc eis de experimentasBo. Em Psicologia Soc! e mesmo em Sociol fia [dtm so erada stuagbes de Laboretério muito pare fides com qua existom nar ciéncice naturale. Um exemple pode ser dado pelos pesausas em Sociologia Industral, am ‘ue sistemas “Semocriticas" @ "ditatorialt” so imolante dos entre grupos de operris de ume fibres, Outros exam plo inde mas amplos so as pesquses sobre miarogss, comportamento politica e varaglo de Indices de natal fase, que, embora no sndo radamente experiment, posibiltan razofel grau de controle das varies enval aes. LEITURAS RECOMENDADAS EGENBERG, La. Epes Sh Pr, a, 196, ip, BUNGE, Mati. Za cess, método y m fof. Boos As, So Vee 1974.1 EXERCICIOS E TRABALHOS PRATICOS. 1. Considere como o tema vida éanaisado diferentemente por fiéso- ‘os, cemtistas, posts, acerdotess passa comuns 2. Faca um resumo e uma sndlisecrtca des ponderactes de Hogan berg sobre as crengas com que viveres (Ch. Labnides Hegenbera, op.cit. cap. 1) 3, Aalse a expresso: “A clénca, 20 contréro de outros sistemas ola bovados pola homem, reconhess sua capacidade deere.” 4 Rlaion corto nmr de circa , «sear, procure defini sus objeto me '5,Analise em que medida o corhecimenta sociolésico é objetivo, re ional, sstmdtca, gral, werifcbe! fale. 2 Os Métodos das Ciéncias Sociais 24 OMETODO CIENTIFICO AA eéncia tem como objetivo fundamental cheger & veracidade os fates, Nest sentido nfo % ditingue de outeas formas de conheci ‘mento, © que toms, porim, 0 conesimento centfico dlstinto dos ‘male & que tem como corectrisica fundamental a su verifisbil ‘a, Para que um conhesimanto possa sr consderadociatifico, to nase necesiioIdentiiear os operabes mantaisetdnicas que pos ita 9308 verfesst. Ou, em eutas pales, determiner 0 método cue posibilitou chegar a ose conhecimento, Podese definir mitada como camino para se cheger = determi: nado fim, & método eentifieo come 0 corjunto de procadimentos Inteectsis tenis adotases parse ating o conhecimento Muitos ensidores do peseada manifertram 2 amir de det nie um métod wniverse apledvel a todos os ramos do conhecimenta, Hoje, porém, oe cents ¢ os Slsofos da cnca preerom falar rum’ siveidade de métodes, que s8o determinados pelo tipo da ‘bjeto 2 investigare pala claste'de proposes 2 descobrir. Asim, Podese efirmar que a Matematica nfo ten 0 mesmo mstodo da Fisica ue esta no tm 9 mesmo metodo da Astronemia E com roledo 3 nie socials, pode mesmo dar que capoem de grande varied Sede métodor CConsiderandos ese grand nimero de métodos clent(eos, ur 8 © Intrese em clsifistos. Vriossotemas de dass ico podem fer aprsontadon, © aqul asotado divide ox todos em goals espe eins. Os primeirs si os que proporcionam a base légca par ‘wstigo, Sto esancialmente métods de racicini, Os ultimos 0 ‘os que indiean os procedimentas tonicos«Serem atid na ves ‘eeto centtics, 22 0S METODOS GERAIS DAS CIENCIAS SOCIAIS 22.1 Carastristioas isis dos métods gral. 0s métodos gerais procuram garantir 30 posguisadar 2 obletiv ‘dade neces 20 vataranto dos ftos sci. Oferocem normas ba {ante gers destinais a ertabelocor a ruptura dos objetos Genes ‘com of do senso cemur. Medians ests mtedos,o pesquisador pode ‘decidir aceres do aleance de sua investigazso, dhs ears de expiagB0 ‘ds fatcs@ da vadede das generalzogber. Page dizer que os mato dos gers tém como ebjetva fundamental ofrecer solurdes pare 0s Droblemasopstema'Sgicos da nvertagdo lente, Tris so ot metodos goris mais adotedos nos eiénclas humans © hipotticodedutvo, odiolsteo eo fenomenalgien, Estes metodos ‘0350 mutants exclusives, |d que Ho frequents os investigagor ‘esenvolvidas a pane de prineipis de mat ds um métade. 22.2 Ométodo hipotitico dadutve Este metodo apresantaso& elena como tentatva de superarso| ds limita dos dois ndtodas dscns! o decutivo 0 ndutho. (© método dedutivo, de scordo com a aapeta disia, €0 que porte do gral ee seguir, cesce ao partiular. © raciocinio dedutvo part de prin pies corsideredos como verdadiro indice pars ‘Shagar a Conclusses de manera puramonte formal, to, 2m vitude Unicamente des bain, © protitipe do raciocinio dedutivo & 0 slog, que, a parti de dass proposes chamacos promises, tia uma terol, nels Josicarenteimpicades,chamada conlusio, Sia o exempio Tod homemé mortal (premiss msior! Pedro ¢ homem (premissa menos) Pedro ¢ mortal (contusio} 0 método indutva procede iversamente. Parte do particular © ‘oloca a generalizagSo como um produta posterior do trabalho deco. leta de datos particalaes. Um exempl clsiea de splicarto deste me todo éo dos cisnes:omente depos Ges verificar ox casos prtculares os cise @ que se pode emitir a concls geral de que todor 0: ‘dines so brancos. De aeordo com o ralocinia Indutho, genera Zaelo nfo dove ser buseada zriorsticamante, mas consatase» partie 4a abservaio dum nimero da carn conereto sufisentements ton Firmacores de supose ead, (0 racocinio indtivo infunciou muito 0 persamento cent ico. Desde o aparecimento dos tabalhos de Franls Bseon (1821-1526) © de outtosempiistas,o método indstive passou aser visto como ome ‘odo por excléncle ar cénest natura, Coro savento do post vismo, ua importiacla fol reload « asso ser proporto amb ome método dt invertiaro nas cincis humanas, Os indutivistas apesantam duas objets shia .deduro, A pri. aia é de qu 0 racioinio dative &emancalmente tutolicn, oo ‘ja, aprsenta, de forma ciferente, 8 mma coisa. eto po mr ver fieado no exerplo apresentado. Gisndo se aeita que toda hemam & ‘mortal, colocar o cate particular de Pedro nada sdcions, pols er (arctertstca (0 ndiend na promiata malo. A segunda obj rtere-se a0 carter apriorstico do raciocinio| \dedutvo. De fat, parr de ume afmarao gorl signifies supor um ca- rbecimento previo. Come & que se pode amar que todo nomen & ‘moral? Este conhacimento So pode derivar do obsarverde vepetide 4p casos particulars, pols sto seis nto. A afirmerdo de ve fod homam ¢ morta fo! previamante adotadae nfo pode sr colocnes am {entim menor rgidez no planejamento. Habitualmente envowver ie vantamento billogéfice 'e dooumenti, entevisar no. padronizs ‘as eestudos a cas. Procedimertos de amostragom ¢téciess Quan titties de colts de dados ndo sf costurelramenteapicados nests pesauias, Peiguisas exploratiias sto dtserwolidas com 9 objetiva de ‘roporeionar visio gar, de tipo aproximatvo, acerca de determinado ‘aco, Este tipo ce pesgilsa 6 realizado especialmente quando o tems {selhido ¢ poucn explorado @torn-se dill sobre ele formal hips {ese precise opereionalzive’s. Muitas vezee at pasquses exploratries contituem 8 primer ‘etapa oe tina imetigario mais ample, Cuando 0 tema excohido é ‘Satan gundrico, tomam se necasarios seu oxlerecimento e delim Gado, © quo eng rovio da literatura, dizusso com especalists © ‘ites procodimentos, O produto final deste proceso pasa a sr um Droblema mals excarecido, passive oe investigagso mediante proce ‘Simentor mais sstematizados, 33.2 Pesquisas dscritivas ‘As pesquises dest tio tm como objetivo primordia » des. fo das earaterfateas de determined populao ou fendmeno ou o ‘eabelecmento de relagbes ent vardels. Sto inimeros os etudos fue pocem er clesificasos sob este eulo# umade ues caacterist Ee ate tonifiatves ests na utliaao de ténicaspaironizades oleta de dads. entre as pesquists descritvasaaliotam- squeat que sém por objet esudar a ceracterfsteas de um grupo: sua ditibugso Dor ise, sexo, procedinia, nivel do escleridae, estado de sade { Sica'¢ mental ete, Outrat pesquias deste tipo sBo 08 que s2propdem fsudar 0 nivel de etenoimento dos Grgos pubicos de urna comuni- Aldo, uo candies de aortas de sus habitants, o inde de imi faldede que a we rgetra ete. So Inculdss neste grupo as pescuisas {ue tm por objetivelevantar 3s opines, atiudes ereneas de ume Sepulacéo, Tamim so pesquiss cocrtvesaqueles que visa des Cabra exstncia de asociegbos entre varias, como, por exer, pemuies leitorais que India # rela entre preferéncia poll- fice partidniae nivel de rendimentos ou de exolriade. ‘Algumas pesquisa desertivas vao al da simples idenifcario da existncio de relays entre varies, pretendendo determinar na ‘Gera Gos relegio, Neste exo tonae uma porque devritive que Moxie do expistive, Por auto lado, ha pesqusas que, embora Gefinidas omno aeteritvee a patr e sous objelives,aesbam sevin~ {domes pera proporcionar ume nova visio do probleme, o que a aro in dor pesqusas exploratries. 4 ‘As pesquiss deseritivassfo,juntmente com as exploratris, 25 ‘que hablevalmenterealizam os pequlsadoes socists preocupados com SVuardo pratice, Sio tants ae mat sltadas por organizanBes como inetiigdes edueaionas, empresas comercat, partidos poll 33.3 Pesquisas explcativs ‘So aquelas pesqutas que tim came preocupasto contra ident fica on ftores que determinam aU que contrbuem parse ocoréncla dd fenémenos. Este € 0 ipo de pesquisa que mals eprofunda 9 co Ihacimento de relidede, porque expliea 8 razio, 0 poraué dis coises, Por isto mesmo #0 tipo mais complexo e delicado,j3 que 0 "seo de Cometer eros aumanta conigeravelmente, Podese dizer que 0 canhecimenta cientiicaestéasentado nos rewutados oferecdos pslor estudos expletives. Ito no signifies, porém, que e peaguiss exploratis e desritvastonham menos vse foes porque quase sempre conetiuem stape privisindieponsivel pare ta0s fe possam obterexplicarbes cent fcas, Ura pesquisa expicativa pode ser a cortinuarbo de outa dscrita, posto que identifeagzo flo faroree que cetrminam um fenémene exige que este eteja suf ‘entemente deserve detahado, ‘As pesquiasexplieatvas nas ciéncas naturals vale quase que exclusvementa do metodo experiment. Nas cites Socks, vir te das cifiulddes Js comantads, ecortese a outros metodo, sobre- {ido 90 obeeracional. Nom sompre se tora possiel a realizr30 Ge Desnuiesrgidamanta expbcatives om eidcia soca, mas er alumas Gress, sobretudo da Pacologa, er pesquisas revestom-s de elevado (gue, controle, chegando: mesmo sr cosignades “quase-exper mena” 24 © ENVOLVIMENTO DO PESQUISADOR NAPESQUISA 3.4.1 0 modelo cléssico de pesquisa (© estaelecimento de regrss eres do prooader clentfico tem sido bana infueniado pelo oientaedo postvt, que preconiza = Utiizagio de procesimentos rigorosamente emptricoe com vist nt ‘btenedo dour miximo de objetividade na pesquisa. Aim € que Durkheim estabelee coma ® primate tegra do método socolégieo eater dot ater aociie como cows". Skinner recomend 808 pee cuisadores uma ati de asolutanautralidade em rela0 ao fn Meno pesqusedo, Pars se 8 cdncia "uma dsposeso pars acoiar {tos, mesmo quando let te opbem aos doses” (Skinner, 1953, pss ‘A objetividade, entretanto, nfo ¢ faclimenteobtis por causa do sua sutra implicagbs complexes, Too coaheclment® do mundo € aletado pela predisposes dos abservadores, Quanto mas es Ob “enrdes se sfetam dn raldade fice, maiores as posiblidades do “istoreda, Quando vm bilogo fda com bactiias, por exemolo, hé pouses posbiidades de distoredo, porque ses pantos de vist inl faces pessoals ifcimente intrerrao no estudo. Mas quando os Cents trata do tomas como petsonaidae, citvdade, autor {eremo ou clogs social, a ponibgader de distoreso umentam con Siderssemente Comm 0 objetivo de evita problema da subjtividad,o&tericos positvetr sige que 3 invstigae30 dos fenémenossocas retin ‘par bqilo que poo ser efetiemente obeervado, Skiner indice que EMivohor flearsem resposte do que acatar uma espostansdequada {skiner, 1983, P13). Este posture pastivsta de estudar os fendmenossocsis da mes imo forme quo os Gnas naturals teve e contin tr mUTOs dep tos. Asoparacto rig entre or stems de valores do cirtstae os fo { sociats encanto bjeto de andl ¢ propesta por indmores mato {Sélogos, Alege em favor dea posture que as clgncas socials dever fer neutas, apolteas e doscomprometias. Nese sentido, © msiria {Sos manuais elaseot oe pesquse soil propem o maximo distan tlamento anve 0 pesqulsadar eo ebjato pesqusedo 34.2 Psquisa-apo e pesquisa participante Nuits erties tim ico flat 20 mado clésco de pesquisa am: inca, Habermas (1971, p, 308) ale que os emprstas so marcodos pols “ilsio objetvita, a0 adnitem que, pola obseragso Arata {os tater, ela posal hogar i ovidenla mediates, sam o avo fe qualquer elemento subjtivo ou da apS0 consciente. de ujitos ttivos. Marcus (1968, p. 46) afrme que a reaidade & uma cols ‘muito mal le do que aquilo que estécosiicado na gia dos fatos «@ que, par compreender como af cose verdaderamants sfo, tor hase recesiia vecusor aia ples fetciede, As critics abs procadimentos cldscos do pesquit,afora os eno- onal, tém sido motwvadas por razBes de orgem pits a iol Ogie. 'AS primeira resaltam o& wltooos custos da pestusa eos Comparam ‘com sous resultados, nom sempre signification, Alege esses ritieos ‘a a pesquisa igorose,« depeito de aig utilzas3o ob anos ‘curios humancs, meteiais © fanceioe, nfo condur resltadon de ‘qualidade muito superior & obtide pelo snto comum. Leman tam: bb que multas desis pesquisa, porenvolveem exastivas tates de Dlansjamento,coleta de dades, andi «InterpretarSo, 36 tornam pos {ela comunieagio de seus rsiltados apds decorride rzzohl palo {do de tempo a cantar de se ino, As crticas mais wementes conta as pesquisasrlgorosamente em prea tam sido, entrant, determinades por res de oder ideo legica. Os arguientos mais fore tm sido os que Idantfcam a pes ‘uisa social ompirica com former de controle social. Nese send, Habermas (1971, p. 8) ciz que por ts dos métocos amp ces ora ‘eos existe um interes coghitvo — 0 do contol inerumental — que “preulpa 0 significado de determinados concen, intererindo, asim, no «6 na construplo das teolas, como também na mansira como elas slo tetadas". Olivera @ Olteia (1989, p. 221 firma ‘ue "os clentstassoias contrbulrem para 9 implantoréo gral de {oa uma sre de instugbes de controle social ~ desde aexola até © aslo psiquitrico » apristo —cuja fnalidade é modeler o comperta ‘manto de todos pelos padres de normalidade detinidos pelos Gonos bo poder". Com a fnaidade de postibiltar 2 obtencto de resultados so- ialmente mais elevates, alguns madelos ltemativor de. pesquisa vim sendo proports, sendo a “pesquiseapl0" « a “pesquisa part ‘hpante" oe mas divlgedos, A pesquls-s%o, segundo a definite de Tiolont (1985, p, 1 “n € um tipo de pesquisa socil com bate empies que é ‘coneebide e realzads em esveita asoclero com ume 30 ‘4 com s reslueao de um problema coletvo tno qual os pes ‘uisadores eos participanesrepresetativos ds stuep30 ou do roblema esto envolvides do" modo cooperative Ou pat. patio.” ——— ‘A pesos participant, de acordo com Fas Borda (1983, 43) @ aperquiss “que miponde especialmente 8 necesidades de popula ‘Bes que compreendm operris, camponese,eqrialtres © Indios ~ as lanes mas carentes na extrturs fora contem Borineas ~ levando om conta suas asiactes e poteneiliga Ser de conhecer# agra metodolonia que procure incent ‘at 0 desonvolvimenta autdnom lautaconfane) partir dos Dates ¢ ura relativaindependéncia do exterior." “Tanto a pesqulso-a¢d0 quanto pesquita participant se earacte Fizam pelo envolvimento dos pisquitadores © dor peaquisacos no pro iso de peauis, Neste sentido dstancion-se dos pinepioe de pes Guisacintifica acadimica, A objetividade da pescuisaemptics cls Sica nio # observa. Os teéricos da pesquiseseo propSam fn rube tituko pola “eletvidade cbserveional” (Thillent, 1905, p, 28), Squid a qual a realidase nto Tha eo observador esau nsruman {os desorperinam papel atvo na clea, anise interpreta doe Sos. Sous tericos,por outro lao, associan-na 3 postura celtics, que fenfocs probleme da objetvidade de maneia dverea do posto. BR datica procura eaotar os fendmenos histricos, eractarzados elo Constante dev. Pilea, pois, o lado eonflitoso da reaidade Social. Asim, o relacionarento ent pesquisador © pesquisado So i como inera observario do primeiro elo Segundo, mas ambos “atabam se identifiando, sobrevado quondo os objetos Ho suelo racist embém, 0 que permit dearer aia de objeto qu cabora omente em eiéoeas naturals (Damo, 1984, p. 118) 35 ETAPASDAPESQUISA ‘As pesquisa sci, tanto por sus obetives, quanto pelos pro- edimantos que envowver, slo mato ciferenes entre ti. Por ext o- io tomse impomvel spresntar um exqueme gue indie todos O° pasos de proceso de pesgulsa No que parece haverconconso de parte ‘da msiria dos autores é que todo processo de peseula socal enol planejamento, coleta de dads, anda interpretarlo © recario do Telatério, Cada uma desas grandes etopas pode ser subdivide om ures mas expec dino rem aon a ceon ier. A ‘S momento no fo posivel define um modelo que apesente Se fr ‘ma absolvtamente precisa @sstemdtcs, ot pasts «seem observados Ro processo de pesguss. Nao Ré uma tari suficentemente sorangnee 1 para tl, © quo faz com que os divrsos autores procedam 8 dter- minesio e 20 encadeamento das fase ds peaguiea com carta arbre ‘edad, 1 esquema aqui edotado compreende nove etapa, que so spre: sentadeseagul: 4 formals do problems; D)construrio de hipéteses ou determinaeio dos cbetves; ©} delinesmento de pesquisa; € operacionalizaro dos cnceltoso vardvls; slag da ametra: #1 elaboraeo dos instrumentos de colata de dado; 1) coleta de dado; 1 sive interpretagbo dos resultados; 1 rodeo do ratio, A sucaséo dest faes nom sempre &rgorosomente obsenvede, odendo ocorer que algunas dol no apareea caromente em mi {as pesquisa. Contudo, esse encadeamento de fants parece ser 9 mals legen com base noe & que sro desvolvidos ox demas optus LEITURAS RECOMENDADAS. SELLTL, Cink a. Método de psqule na relaet soc Sto Pat, Het “1967-3. ‘TMIOLLENT, Mich, Metodoloys de pestis ay. Se Palo, Cote, 1985, C9. ‘BRANDAO, Cus Rodos (or). usu partopunt Sto Pal, Brn: 1981. Cops 13 f f ; EXERCICIOS E TRABALHOS PRATICOS 1. Inigue rarbes de ordem e prétca para a realizar de pesquisa so- re: religiosdade, agresvidese, preconento recta & metivedo no bath. 2. Analse 2 expresso: “Pesquisas deserivesreferemse ao que @ eX: caivas 0 porgud”. 3 Analise a implicerBes 69 rope definite por Durkheim: “Tretar os {atos socls coma cols, 4. Estbelega relates entra 0 meétodo dilética @ 2 pesqui-gertice ante sabretudo no ques efere 2 papel do pasgutear, 5. Anglsevirioselatrioe de pasquiss Procure clastic asem explo- fatoras, descr tv e explietvs A Formulacao do Problema 4.1 CONGEITUAGAD ‘Quando se diz que toda pesquisa tem iniio 6am algum tipo de probleme, tomes conveniente eslerecer 0 significado deste term. {Uma acepelo bastante corrente identities problema com queso qu «dé magem a hestacSo ou perplexidade, por eiffel de explicar ou re Solver. Outra acepeio identifica problema com algo que grovora dese ‘qullfori, mabestar,sofrimento au constrencimento i pessoas. Contu- fo, na acapeo ciantfes, problema € qualquer questo no solide © ‘ue €cbjeto de aaeuso, em qualquer dominio do conhecimento, ‘Asin, podem ser conideradss como problemas cientficce at Indagaies Qual 8 composggo da stmostes ce Vanus? Qual 3 cause Ga enxaqueca? Qual #orgem do homam smaricana? Qual a probsbi- ‘idee de éxito dot operacdes para transplanta de fgado? ‘As quostBessequntss, por sua vz, podem sr consideradas como problemas do. imbito dar clincies soci Seré que ® pronanenda ce gara pela TV Indur so hibito de fumar? Em que medida t del (Uércajuveil ests reacionada& carnciaafetva? Cul elo es tte ubdeuonvolvimento e dependéncia econémica? Que ftores dte- Iminar 2 deteiorsedo de uma sea urbane? Quai a posivets conse. ences culturas ca sbertura de utna estrada om toretrio indiana? ‘Qual a ettude dos alunos universitaros em rlapbo tos trsbalhos om rina? Como a populako vi a hseelo a Igee nos movimentcs Para entender © que é um problema cintifico, Kevinger (1980, . 32) propte, primelramente, que soja consierada aquilo que nfo € 52 Por examplo: Coma faver para melharer os rangports uroanos? 0 que pode ser feito para se consouir mathor dstrbuiggo de Fenda? © cue pode ser felt para melnarr a stuago dos pobres) Nerhum estes problema €rgorosamante um problema clenttca,porgue No dm ser pesquisados segundo métoros cant feo, pelo manos 9 {forma em que so propartos "Como melnorar 0s transports urbane" &utn problema de “en ‘enheca. De mesma forma as quests da rendae dos pobre, spur So Keringer, so também questbes de "engonhaia”. A clenle pode {omocersugistese inferéncias acerca de possvelerexpostay mos 0 fesponer cietamente a esses problemas. Ele 080 se rater ® Como so at cols, sus cut © coneguicin, mas lndojum ores Ge Tamim no So centficos estes problomat: Qual a melhor tée nica pscoteripica? E bom adotar jogos simulasber como teenies ‘idea? Os pas dover dar palmadas nos filhor? Sto antes problernas {ae valor, assim como todos aqueles que Indagem sa uma coe & bos, m8, desjéel, ndesjavel, certs ou efada, ou se & methor ou POT ue ‘outs, S30 igualmante problemss de valor agueles Gueindapam sa 499 dove ou devera nr fata, Embora nfo se posse afirmar que siantista nad tom a ver com exes problema, o certo € que »pesausacintifica no pode dar r- posta a questéas de “engonnaria’'e de vale, porque sua corregto oo ‘correo nao &pasivel do veriiarao emp ca, A partir desta considerartes pode-# dizer que um problema & ‘este clentificamente quando arvote varies que podem ser obs ‘vades ou manipuladas. As proposgoes que se sequem poxem ser tiles, {amo testes: Em que medide »ereclaridade determine a prefers a politico-paridara? A desnuwiogo determina o buxarento in telectua? Téonicas de dindmica de grupo faclitam sinter entre os ‘hnos? Todos estes problemas envelvem varie suscetivels de obser ‘oeHo ou de manipulseo. E pareltamente possiel, por exerplo eile» peferncia pollticopanidara de determinide grupo, be como 0 stu nivel de escolaridade, para depois determina am que Me ga esa varus et rlaclonedsonte 42. A ESCOLHA DO PROBLEMA DE PESQUISA 42.1 Implicarbes na escoha do problems No proceso de investigacio social,» primera trea excolher 0 robleia a ser pesquisa, Esa esclhe, por vez, cond 8 ndaqs. 53 54 es: Por que pesquisr? Qual a importancia do fendmeno 8 ser pes- Sulbedo? ue pence: ou grupos se banaiirdo orn os tus teal aden? sees \ E taro que » preccupscdo em buscar respons para indices ‘io 6 imune as influéncas e contadiges sais, O pesqusador de de a excole do problems, rcabeinfuénela de su meio cultura 50 Gial © econdmico. A estalha do problema cecore de grupos, institu: 52s, comunidades ou téologis om que o pesqisador a6 shove. AS sim, na eszohs do problems de pesquisa padem ser verifcada tos implcagées, tis como relevinia, atrosn's, oportunidace compro: ‘metiment (Truilo Ferrari, 1982p. 88). 4.22 Aretevincia do problema ‘pesquisa soval visa fomeearrespottas tanto a problemas de teeminados por interes intelectual, quanto por interes pétice, In teresa, pols, na frmularSo do problema determinar ual 8 sua iele~ vincia am termas cantifico prateos, Um problema sr relevant em temotcentifieos A medi que ond ebtendo de novos conmecantes, Paras esepure de Spear ncn amano Deen doe {nttando em contato or os pease ja roaizadsvericande qua problemas qe no foram pasquledos, quis es cur bso fora Sequadamente v quis ex que wim rctbondo rspestes contri. ‘an Eats evartamento bilogrien 6 multasvlet amorsco pose onituir meno uma pasa de cuno explorstn, Sup podto final sed recooceco Ja problems 30 un novo prism, A rolevinee pritica do problema esté nos beneficios que podem lecorrer de sus solugdo. Multa perquisat #80 propostes por Gro: gpvernamentos,estocisebes de clase, empress, Istituicbes elves onsis ou partidos politics, vsando 8 utilizag tic de seus eau {ados. Assim, o problems srdrelevante 3 medida que at rosposts ob ‘das trouxerem Eonseeibcis favors 9 quem 0 sropss ‘Ao st falar da rlevinciapréica do problems, cabe consideréie também do panto de vista social. Neste totic, viriae qustbes po Sem at formule: Ql loinc do eda pra detrmna iedase? Quem se beneficars com 3 relugto do presleme? Qua 36 onsequéncas socials do extudo? [A relevineis social de um problema eatérelacionad indi Yelments gos valores de quer a jugs. © que pode er rlevante pa Um pode ndo ser para outro. Enretanto, ata dscusda tornese impar {ane 9 medide que sud & exlitar as creebes postin de uma In \estgarboe sus frente consequencas, 4.23 A oportuniade de pesquisa Mults vezes 2 etcotha de um problema ¢ determinads nfo por tia relevnla, mos pola oportunidade que oferecam determinacs ine Titus, Hi entices Que oferecem financlamento para pequlss tem determinada ares. Ostras,embora slo proporcionan os melas ‘inancsras, ofeocem certas concigbes materais pare o desenvol ‘ana de pesnuia, Ear condier podem sar 9 senso determinads puesto, uso ce documents, ou vlzegZo de instrumental ars oleta © andise dor dad. Em abet as Stace, o ereconamento ‘pesquisa ters determinado mas pelos cvcunstincias das organize ‘Ber do que por seu Interest cletiico. Ist no impede, porém, gue Dessuitse importantes poaam ser devenvaWvidar com ester condi Dantes O gus ae toma necessrio & a sufiiante hallidade do esau {ador no sentido de adequar as oporturidades oferecdas a objetivos ‘equados 4.2.4 0 comprometimonto na esotha do problems [A eszolha do problema de pescusa sempre implica algum tipo de compromtimanto. Quando © pesquisador ests integrado como téc- ‘ice numa organize, tende a dasenvaver as pequises que Ihe S80 proponas pela direpdo ou por seus cents. Mesmo que a escolha do problema soja de Ive excoiha do perausndor, 0 comprometimento = bode estar ligado aos programas ou 8 Iolani da organizario.Alnds ‘os eaios em ae 0 pesauisador desenvolve 0 seu trabalho de forma {iténoma, com objetives fundarantalmente cont oos, existe um “miime de compromatimento, pois os padas cultura, sofas de ide ideologis cram cert engeemento ne seleio do problems. Unt pesquitador pode, por exemplo, pesqussro fen’mmeno ds toxicomania, formulando oseguinte problems: 56 “Qual a relsco entre o vicio em entorpacente @ x estrus da personalidad do ilados?™ utto pesquisador poderia formular o problema sob outa “Em que medide 0 viclo am entorpecntes 6 Influensiado Delo nivel de frustrro des anseio sets do individu?" Fica claro que cada um dos pesnuisadores s orienta numa dire {lo lferente na busca de rsposta pare 0 problema O prmoiro pre {endo buscar a resposa no propria Indiv, w a sequndo na soeieds- de. Refetem, portanto, dot modelos de eoncentao do homer. Flea lar, pols, que »ideolgia do pesquisador pode inluencar significa tivamente na esctha do problems 4.25 0 modismo na escalha do problama E freqiante sr a essolha de ur problama detarminada por me- dlsmo, Quando em pales mais dasewalvidos sho relizades com sucer 40 invesigapes em determinads tea, verticase 9 tendéncia para re pliesias em outos patos Esta stuapio pode ser clramente verifeasa no desenvolvimento 6 pesquisesocsl ro Bras. sucesto dos estudos Ge comunisade ns Estados Unidos fez eam que no Brat fess desonvolvasindmeras pesquisa silos. A realzao a extudos sobre prescott real Nos Estados Unidos também infuenciou muitos ientsas soca bre Slers nairwestiacio dea fenomono, Por outro Ixdo, quando um sssunto & amplamente debstide, sobretudo pes melos de comunicae,patea acer otjoto de interes os pesquitedores socials. Por examplo,s eeigSer de 1974 no Bras, ‘com a significative vitéria ds opostSes,determinou oInteresee ela pesquisa do comportament eleltoral Da mesma forma, exsuntoscoma Sivérco,legalzaro do aborto, interes por futebol, eranga em divas voadores,tambm amplamsnte debatides« dvilgdon pelos ron de ivugeedo, torneramse objeto de atensio dos peso iadores sci 43. REGRASPARA A ADEQUADA FORMULAGAO DO PROBLEMA, 1A acequsd tormulagio de um problema de pesquisa no é ze {4 das mols Fees, Cohen © Nag! (1994, p. 253) chegam a ldentiicar 2 eapacidade de formulae problems comma sinal do ginia cient io. “Todavla, a experiénca dos pesquisadres soca j8¢ sutclente para © estabelecimento de sgumas regras que facitam a formulagzo de pro blmas do pesquisa [As cagras existentes no si abeolutamente rigid, cabendo sos pesqulsadores amolds sds epoeticidess dos problems a sorem pes fulsados. Séo abaixo spresentacasalgumas das gras que, de ecordo om os principals autores, s8o as mals Ges para a adoquade formul {8 do problema: 8) © problema deve ser formulado como uma pergunts Este proarelmento facta siento do que eetvamente s ‘dja pesqusr, Podese, por exemple, formula um pro- biome desta mancia: "As esretdgjon de enino nas ezolae do 29 prs.” Se formulado como pergunta ~ "Ce estes Se de entino tio sdotadas nar esolas de 29 fal?” ~ te. ‘eum problema mas explicit, 110 problema daw ser deimitado s ume dimensto vit! Freqlentamenta o problema é formulado. de mala {30 smpla que se tora Impratiewelchopar aurea sluio si fatbria, Nem todos os aepectos do problema poser sr pes qulsedos smultencamante. Tomase necessro, portant, Feduair a tarefa sum sspecto le poss sor tatado em om Unico estudo, ou dvidido em subauestdes que posim ser twatadas em esos soparados. Um pesqussdor pouco experient poder propor ur pro bloma do tipo: "O qe leva ‘0s jovens 90 sleoallzmo?” Ao procurar desenvoler a pesquls, veriearé que os fatores fue podem determinar ee fondmeno slo inlmeros e que ‘muitos dees js foram razoavelmente esticados, Para cond ia invertigardo de mansra mais edequade, everd tornar © ‘problema mas spect. Poderd tr o caro mesmo de ‘Sesanvalver Um estuge exploatério que, modiante andl Seda Terstirnexistente 2 reoliapao de entrevista unto ‘is pessoas que thveram exporineia com o preblome, possi Ite a formulae deum problems mais prez, 87 58 10 problema dove ter clareza. Os trmosutlzadoedevem sor slaros, deixando expliito 0 significado com que est5o ‘endo utlizads, Um problema que envolva, por examplo, 0 termo socializapio dave ser exclorecido, Este temo, em So- Clolops, refere a v0 proceso de integra mals intense dos Indiviis no grupo; envotanto, a acep—s0 com que 6 mae Uslleado ¢ 9 de extoneSo de vartagons partiulors & soe. ‘dade inter, 4410 probleme deve sr preciso. Embora com significado clarecido, nem sempre os temas spresantaos na formols. {80 do problama delxam claro os limites de sua plea cde. Por exemplo,se uma pesqulza tem como abjelivo et ‘ar populagdes cor balxo nivel de socaizao urbana, tor ‘noe necesério confor maior arelsso 90 ones, in 16 ques possam eonhecar os limites a partir dos qual 0 ede consierar que Uma papulagio spresenta baixo nivel (e vocializapo urbana, 10 problema dove apresentar rafencise emp (oss, A obser inca a est cite nem sempre Yael nas edncis sons. comum esperar desasciznles resorts pare problemas que envelvem Julzes do valor. Problems do tp "0 case” onto & bor?" “0 parlanenterama #o mals alequado re. time polticor™, que indagam scarea do corto e do ered das coiss, so valorativos, tomandose muito dffl, 0 ‘mesmo impose, estos empircaments, Haque 1 consider, também, que 0 problems do emp: rlamo nas cides huranas € bastante dct. 6 auto. res em Psicologia que tguem a orienta subjetvsts, que considers o conhecimanto camo pure atvidase da concin- ‘ia, negondoshe o status de exietinca rel Para este, oer ‘ério doempirsme dies ae er olvonte, Esse quettionamento assume contornot epstroldgicos, 1 que envoive os imites do connecimento conti 0 cue procs fear caro, entretanto, ¢ que medi que se pret ‘de estudar um fenémeno clentiicamante (eonforme de rnigbo de cigncia atotada no primeim cap/tulol, tomes ecesirio aftr os ulaoe de valor, LEITURAS RECOMENDADAS. 1, SELLTIZ, Cae eta Método de peruse rls scl, Sto Palo, ete, 1967, Cap-2 2.TRUJILLO FERRARI, Alfoeso. Merodloir di pent sence Sio ‘ilo, Meum ld ra 98D Cp. 7. EXERGICIOS E TRABALHOS PRATICOS 1. Formule problemas de pesauisa » partir dos tems: aresviade, preconosito rela, prefréoca polticnpartidéia e mobilidade 30: 5) Vertique, a seguir, se ests 0 ajustam 3 regras apresentaos ‘paras formulas de problemas cientficos. 2. Procure anal em que medida 0 cri do empirismo ne form: Ine do robles pogs wr corslgeada por um pemuador Guo {toma decide azote 0 sto fenomeneloaco- Procure relcionar guns “mardsmos" que vim determinando in {eroae poe rea sag do pegs soi Pera a vrs esoas para frmularen poblones. A suit, pro- Cote Gassislon em probiotics, dealt ov 8 “eng haa A Construcao de Hipoteses 5:1 CONCEITUAGAO 0 primero pass a sr dado numa pesquisa centfcs, como fo ‘eelarecio no capitulo anterior, 6 2 formularao clara de um problems, O sequnte #3 construc de hindters, IMuitas defnigbes so propostes pare o trmo hfptese, Para Goode @ Hatt (1069, p. 75) "uma proposicko que pode ser eoloes 6 9 prova para determinar sua vaidade”. Neste sentido, hipotese & ums supostaresposta 20 problema a sr investigedo. E uma propos: fe gn forma ue rd. eta omen ep de __0 papel fundamental da hipstese na pesquisa 6 suger expla 6s para os fatos,Esss sugestOes pedem so a solue50 era o probe tna, Podem sor verdadelras ou flsas, mas, sempre que bam eaborades, Cenaizem Sarina amps, ai 60 propento da peri cen 52 TIPOSDE HIPOTESES. 5.2.1 Hipbtose coniteas AlgumaehinStemsrfareme a algo que overeat determinad aso; afirmam gue um abjeto, ou ume pesto, ou um fro expcticd tem determinada carater‘stea, Por exomplo, pode-se formulae 160 hipétee de que Shokespese nunca exitv; que ae cbrae itera oe atrbu(das foram na rola eertat por outres pessoas. Outro frempla:@ lvra Maisie « 0 maneteisno, de Freie, iniiese com = Fipstess de que Mobs ers epipcioenBo jude. [As hipsters exeustions so multo frente na pesquis Hist vie, em que 08 fats 3a tides como "Unies", no sentido de que no 15.2.2 Hipbtover que se reterem 8 tragincn de scontecimantos Hipateses deste upo aparcer em pesqusss deserves sobrew do no snbito de Antroplogi, Sololgl «Psicologia Social. De mo- {do ger, entecipam que cetenminadsearacteristica corr, com maior ‘81 menor intersdade, num grupo, sciedade ou ealtur. Por exemolo, pode. formular a hipotze de que o hibit de ler remanees polis ‘Frnuito Intenso nim grupo de Uniaritaios. Ou entio a hipotese de us # crenga em howacopos # muito difundida entre oshebitantes de Geterminads cided 5.2.3 HipGteser que estabelacom ores entre variévls 152.1 VARIAVEIS E SUAS RELAGOES [As hipbteses deste grupo to mais complexas que as dos anti res, Hd autores que chegam a considerar que s6 a partir deste nivel & Gon 2 tom ‘igorosimante hipétees. Asim, Keringer (1980, p. 38) Gefioe hipotese como “urn enuneiado conjetural das rlarbes entre hss ou mas varies 0 termo variéve 6 dos mais empregados na linguegem dos cién- cas elas A eprosnso correta de seu significado ¢ necssrap Sdequode caractrzacio dashipbtees deste grupo. De maneira bertante prtica, podese dizer que varie ¢ qua quer eoise que pode sr lasfcage em duas ou mais categories. "Se- 116%, por examplo, € uma varie, pois envole dus cetopovis: ma. Calina'e feminine, "Claae Social” também # vargel, i que envo ‘versa cotgorias, como alta, mda bala. Tamblm idade cos {ful ume vr, podendo ebranger uma quantidae infnita de val [es humércos. Otfosexemlos de vargvels io: estat, estado cl, _—_—— a nivel de esclaridade, sgressivdade, politieo, nivel intelectual ae Deve far claro que o coneelto varie! prowim da matemition Logicamente é de natureza quanttativa,o que fez com que a verié ‘da usvelmentesejam clesteacas como continua a dscretas, As tneias so aquels culos valores podem ser facionades, como, por remplo,idode, ertatura ete. A tims, por sua vez, epresntam-se Sempre sob a forme de nlmeros intros, como, por axamplo, 0 froro de fines de un eal, quantidads de pass que postuem bombs TMomics ete, Nas eéncar soca, enrearto, boo parte das varies € {ualtativa estas pogtm tor clasficadas en ordendveis eno orden Me As prmelres soo sunetlee dp agi Upo de ordenaco, como, por extmpla, clare socal, estigio de desenvolvimento esanémico ec, As Chinas spenes possibilitem cesiiarao em categorie, sem ‘ualquer ordonaeBo, come, por exenpo, sexo, estado civil er introverio, consenaderieme © significado de rela 6 “ir junto”, ou sj, 0 que a varies tam em comum.Padese dae, por exerpio, qua existe rela entre proveltamanto escolar © clate social Isto significa que = crianeas ‘presentam aproveltamento escolar dferenciaco, segundo pertancam Pe cls socal mae alts ou mas babes. Podese tambem firmer fue he relagio ene conservadorsmo politico e preconceto rack Sieclise que estas vorawis“andam juntas", Ou sa, quanto maior © consarvadoisne, maior 0 preconcaito. 523.2 RELAGAO CAUSAL ‘As hip6teses considered incicam apenes a existincia de relarto centre vrs, minicar ansturea dessa rol. Em bos parte das pesquisa, antetanto, interes veriear so uma varével interfere na ‘uta ou, em auras lavas, se uma vrivel 6 eauss da outa, sas pesquisa exigem a construeS0 de hipétass de rear 30 cau sal, ou simpesnentehipbteses caves, que v6 carcterizam por enval- ‘er ume varie Independante o cuts dependent Independiente & = ‘argv que ee supte Inflencir outa veri, 2 dependants. Ao Cizer que fustacto provace syresto, frusarto ¢ varie indepen dite ¢ soresto, a Gepondente. Quando se afirma que a preferinia partdéra dapende do nivel de escolaridade das pessoas esa ¢ a ide pendent e profits parler adeperdents, Na pesquisa, a verivel independents ¢ incade ple letra “x” © ‘adepondonte pla let "y".Sojam os examples: 2) clase socal ds me (x), nfludneie no temo de amamen tapfo dos fis V1: blquanto mis elvade foro posto de uma poss (x, maior Sra seu conformisma om flee ds normasdo grupo (yl: € 0 Idade das pesoas (x), infoéncla na protetnciapotico ‘paride 'As hinétees deste grupo envolvem 0 conceito de causalidede, ‘que ¢extromamentecomploo e merece algumes consierarés, De acordo cam © modelo césice de causslidade, procurase des ober conaigbes nocoarea# suflonts para a ocor‘enca de deter ‘nado fender. Condo necesiia & aquela que precisa existe para que ocors fo fndmang de que 6 4 causa, Sa xé condiao nocesiia de y, eno {7 28 poderd ovorrer caso acarra x. Exemplo: 2 prsenga de oxigénio 1 concieto nacostira para quo hai combusto, CGandic8o suficionte & aquela que & sempre sequida do fenémeno die que & uina cous, Se x € condo suerte de y, sempre que x cower, ocorerd y. Exempla: a destuicbo do nervo Gico € condi80 Sifient para ocorrncla a cease, pols ninguém pode enrgar ‘om anervo ico destruido, Ume condicto 28 pode ser considerada causa te for suiiente necemia para @ concen do Tenémeno. Nese iso, y score: fis x tambon ocorene, € sampre que x ocoresey fambim abo" fers, Nentum dos dos exemplosetados se ajusta a ese modo, Em. bor a combusdo sb pon cover om presenga de oxigeno, sta proche, port 5, no € condiebo sufilent pare que corre com: Fist. Por cto lado, embora a destuieSo do nervo ico (x spre rovoque cequera y}, este pode se decorrente de outro (atores, Frese com o ner Gtico parti, A destruigdo do ner ético con {ry ponanto, condi suficlnte, mas nso neoesséra pare a ocr rancin do copula. 64 5.2.3.8 RELAGOES SIMETRICAS, ASSIMETRICAS E RECIPROCAS (© modelo do explicarSo caus! no € muito adequado Bs cincias tocils, om virtude do grande rimero eda cmplexidade Js varigvis ‘que intorferem na produrdo des fonémenor socas, Por esa rzio, 2 figsofos da ciénca ecientistss propdem modelos menos rgidos Dare @constufto de hipétoms na pesquisa soca. Rosenberg (1976, p. 27) die que a cavsapto & apenas uma des ‘muites vias para se cheger 2 explicacio © & compreenso. Bunge 1959, p. 305), por sua vez, afma que a causlidace ndo € condigso suflente pera compreende a tealidade, ombora eja, com frequen. a, um componante da expiaydo clentfice, De modo ger, 3s hipbteses elaboradis nat clncis soci nfo so rigorosenente causa; apenas indica @ extn de lgum tp Ge vlardo entre a vars, A relapio entre varivels pode ser de natureza aiverea, Quando uns dt varies influent auto, tom ea velorSo denominada ae ‘métvica. Quando a varveie en influnciam mutuamente, tose 8 ‘elaco chamada reiprocs. Quando, por fim, nerhuma dis vardvels Influenia a outra, tems alae do tipo simdtia, As hipétess que envolvem relates asimtrics soos mas sig ‘eaivs ns ciéncas socials podem so lasificadas em si tpos, de scordo com modelo proposto por Rosenberg (1876, 271.0 prime: fo doses pos ervoWe asocloo entra um extimulo © uine respons Por exemple: cs adolscenta,fihor do pair vidves ou divoriades asta a tor autoastine em menor gra qusndo seus pala cas ovamente Neste caso, © novo casimento & um eetimul (x) que termina come respstao rebslxamenta de auto estima i), © segundo tipo de relat ¢ 0 de asocigdo entre ums dspotiio fe uma resporta, Estas disposgdes podem ser constitu as por ati ot, caperdedes, hibits, valores, impulsos, Vagos de personalidad we Examplo: pesoas avtoritias manifestem proconosita racial em grav eovado. O autortariamo (x) & uma disposes que determing ome respastao preconeeit racial (y) © tercvro tipo 6 © que envolve ums propriedade do individuo como varie! Independents ¢ uma dsposgia ov ato coma depen ‘ent. Como exempls do prooriedades temse: mo, ade, nature lide, religio, cor da pele ete. Quando se stro, por exo, au oF ‘catdicos Ho menos Taverdves a divrcio que os protestante, tom se ume propriadade ~ 2 iio be) — qua conduz a ume dip, ql ‘Sins mtu pornte ods ato tipo € aque am gue vr ndepandents consti prtagiendipesiel put ecovanca Gowrminato eft Fost wera, por exempo, flo enve earwatmento tno Iijeo ao mo nose e pase de amarneto moder 0 dewvoliner teoeeliico nfo caus oomutnonto cles, apees tome pas {21 Algunor nope terloglsments deenveivides, coma Sui, TEs posuom boron stomess. A ecnolog ser, pertnto,condeSo teow, mas no suet para que ume nfo produ armamen {nucle ‘© quit tno envoe uma rele manatee dss var or exempt, hé Inagutvace rego entre uberizwto oscar Winsige qi se dome 0 srescimento elds 0 desta tt eet ay xeon am do nd ‘dom luer 8 plete rasona No € que uma vole cae Stien mas ques eularento name da urbane. timo tipo enohe ral en maior fis Verifies, por xorg aus ota me rl ete emp delat ao ete S10 ol wrovetanonta one or cos om aaperécs peso Pies coment, Bearer come po td item Sports ati ue patna cer fat, mando Si aa wringer. Em mits hip, 3¢ vars 1b podem, de medi se closifendns como incapocntes 9 dependents. € cra de hip eae voriecleapreontan vlabersmeteas u oro No cao ds loses sma, nanhuma des varies 8m ae sobre uta, Sur flo pode ceiver de aes diver. Uma dis see lors de seta etn fata da rem varies fos Ss acai om, Por exe, aia rr eae de orae ‘teslinse dus ven vss lo agen que por forge do etre dos Uidhsos ue formal ot pesoerdaioam vojr oe, avo. Uma outa Goaats conoqbindla Go dewnvalment sontmieo. Mita ours rates podem ser esponsivels pala simetis, Pode zn rs nm ee je sean fran, Oo re hover Telos, por exemplo, entree propor de tallnose © con- Slime de manor 6 moro sent da iti a poral. No caso das celagbes reofprocet, a6 vardveisintragom e refor camse mutuanente, Por example, pessoas conservadorsstendem a ler jorais conervadores« of esquerditas a lar jomals de esquerda [Nest coo, a Infugncia entre a vcvl letra de amnals ideolonis Doli aa noe doe sentdos. Conviogdesconsrvadoras evan apes Soa # peferir noticias canseradorase, por out lado, esas ments ‘gens retorcam as convieqes conservadors. 53. FONTESDE HIPOTESES [As hiptesa onginame dos mai diversas fonts. Algumas dei van da simples observario dos fotos. Outys de pesqusas [8 eliza ‘ds, HA hinotenes que #80 abides pati de teria e outres que im ‘Fig na itis. [A observieso. dos fatos constitu! o procedimento fundamental ne construgto de hipéter. O enabelecimento asstemético de rele- ‘Bes env fator na cla rd 6 que forbec os inaios para 8 slutao ‘doe problemas propostes pele cerca. Tadava, por s 6, esas hip {tees oferooom pause posibldadas do se choger sum conhecimento suficlontament gral e explestivo, [As hinbtesee decorentes des reultados de outa pesquisa cond zum 9 conelvsbes mais amples. A medida que uma hipdtese se basia fm estudos anterior, © so extudo em que se Insee a confirma, 0 rewltado auxila na demonstraio de que a relarBo se repete requ ‘mente. Por exemplo, s9 uma pesquss reaizade nor Estos Unidos ‘conta que tmpregados de me elevado s30 rrenos mativados por fslirios que por desfios, © pesquisa postorior 9 confirma no Breil, {tos resultados past 9 gor de signifiative grou da confiabiidade, As hip6teses deriva de coos so as mas intrestants no sn ‘ido de au proporcionam liga clara cam o conjunto mais oto de ‘conhecimentor dat nels soci. Tadava, nom sempre isto se tna Domivel vata que muitos campes da clanla sola earecen de ieorias fiilontemente ecarecedoras da elie ‘Também hi hipgtees derivadas do simples papites ou de inti es, A Nstéia da edna ropistraviros casos de hiptewes dese tipo fue condszirm 2 importantes descoberas. Como, pore, a In ‘bes, por sia prépri naturezs,nBo deixam claro mazes que ode {erminaram, somese «leit avaliar 9 priori a qualidade dessas Kips 54 CARACTERISTICAS DA HIPOTESE APLICAVEL Nem tedas as hipstoses so testes. Com freqnca, 0s pes ‘ulzadores labora extonsareaglo de hipétaese, depois de etion Sndise,descartam a maior parte dls, Para que Uma hipdtese poss Se considerada logicamerte aceltvel, deve spresntar determinodss {eretarioae, Abaino so consgerador sins requisitor, baeadot Prircipalmants em Goods e Hatt (1989) e MeGuigan (1976), median feos ols toma possivel decir acerca do tetabilidade da hips ses, 43} Dove ser concstualmente clara. Os eoncelts contidos ne hip6tse,particularmente os referents avalées, preesam estar claramente defiidos, Dove's prefri as defines ‘peracionals, isto 6, aqueles que indica a operagSes part+ ulaes que possbitam o estlarecmento do conceta. Por exemple, uma hipétese pode-sereferie a nivel de reiglos ode, que sé defnido operacionalments @ parte da fre ‘aides oe sults rlinieoe. ‘Dove ser especttica. Muitas hipsteses so concsitalmente ‘lara, mar no xpress om trmos to gpa, @ com bet: Vo tho pretensiogo, que no podem ser verifcadss, Por fexamplo, © cones Ge satus social € claro; entetanto, ‘to existe ausdmentedefrilo operational eapar do deter: ‘minarsatisfetoramente @ posedo dos inaividuos na scie de, Por esa rarlo sto prefer eis s hipteses que expect- ‘cam o que de fato se pretence vrfcar. Poder a mesmo ser 0 caso do cviir a hipétet ampla am subhipstasas mais Drain refrindo se arena, one, nel acional et, ©) Dove tor referinciss emplricas. As hipéteses que envoiver julgamantos de valor nao podem ser adequacmentetests- fas. Paavras como bom, may, deve edeveria nao conarem | erifiewo empiri, devenGo ser evitads na eonstrueso Ge hips. A amos "Mus alunos nto devem ingress fem feculdaces de medicine” pode ser tomada como exe lo de hipétes que ndo pode sar tstada emprricarent Pda sat 0 caso ce sb aprosontits sab 9 forms “Alunes com Balko nivel de aprovetamento escola apresentam mmaloesdifculdades para o exercilo de profs de med 6 co", Neste cao, a hipdteseenvolv conctos que podem sor ‘eriflesdos pola observer, Deve ser parcimonioss. Uma hipétese simples ¢ sempre roferel ume msi compl, desde quo fonha o mesmo oder expictive. A li de Lloyd Morgan consul impor ante guia para aplcarso do prinplo da parcimonva & pesqisn pucolgice! “enhuma atvidede mental deve ser Interpretezs, em termos de procesos psica\gicos mas ol ton, b puoby ser raroavelmenteinterpretade Por prosesio# nots balca na esata de evlugzo desenvolvimento psiso- {Bgiee" (Morgan, 1906, p. 59), Um examlo eitado por eGuigan (1876, p. 53) etclaree esta requisto, Seumapes Sow edlvinhou comretamenteo simboto de um nimero maior Ge carts do que sara provarel casulmente, pode levan {ar uma série de hipétnes pore expicaro fnémeno. Ums eles poderiaconsderar 3 pereeprao exte-sensrial e ou “que sueito esplou dealgumo forma. Edge que a ditims P'S mais parimonioss © deve sor 9 preferida, pelo menos ‘umm prioera momonto da ivestiggo. ) Deve estar relacionads com as téenicas dlsponives, Nem ‘ompre ume hipote teoricamente bem elaborads pode sor {ertade empiricamente, € nacessrio que haa tenis ade {quades para acolete dos dados exigidos para seu teste. Por (Soo cto, recomoncese aor praqusasores 0 exame dela {rion de pesquta sob © anunto a ser investigado, cm vis {as no conhecimenta ss terscasutllzadss, Quando nfo foram encontradas téenies cioponivels para o teste des hipéteee, 0 mols conveniance pasa a sera realizerto de Uns perguiea sobre as tenicas de pesquisa necessxias, Ou, ‘endo, a eformulso da hipétese com vistas no sau autor tmenta i eneascsponivos, 4 Deve estar rolaionads com wma tora. Erm multas pesau fie soviis este crtéia nfo € considera, Entretanto, Fipotete elaboradat om qualquer vinculeedo & teria exi- {entes nfo possblltan 2 generalized sous resultcos, Goode ¢ Hate (1909, p. 63) ctan o exemplo ds hipdtess felvclonanderapae nivel intelectsl, qu foram testadas nos Estados Unidos, na perfodo compraencido ent as das fuerras mundi. Medianteaplicaro de testes dene in felectal verifeou-se que fhos de imigrantesialianes © hegros spresentavam nivel intelectual mols baiKo que os 3 a evericanes de origem srglo-txénies. Eeashipérases, po ‘én, ombora contirmads, so bastante rites quanto sve (onaralidade. Hi teoras sugerindo que 2 estrutura intlee: {al da mente humanaé detorminade pel estruturade sole: dace, A partir douse eoras foram slaboradae vila Np {eats relaclonando © nivel intslectual t experéncias por ‘que pssaram os Individuos. Esse hisses foram conf ‘mada por s vncularem a um sistoma tw6rio consistent, stem maior podor de expliaglo que es entero. LEITURAS RECOMENDADAS. (GOODE, Wain J. & HATT, Pal K. Méodb em pesqie oil So Po, ‘Noel 1963. Cop. 6 MeGUIGAN, Fenk Jsph. Picola expen uma abode metodo ‘es Slo Pl, BFUJEDUSP, 1976. Cap. 3, EXERCICIOS E TRABALHOS PRATICOS 1. Formula vias hiptees incicando causes de determinado fone: fo socist Em squids, dentique & Yrives eatidos nessa ibe ‘tease clasifiquess em indapendentes a dependentes. 2. Formule vérashipdteses «depos indique 0 tipo de pesausalexplo- tore, dseritiva ou explicate) 2 que coresponcem. 9. Consrua suas hipgteses que ewolvam relanBes causls entre Norby e dapoeverfigue se 2 varlivel independent & de Tato cor ‘edo neceasria osufcionte pare acorncle do enémena, 4 Anaiterelatrioe oe pesquisa e ldetitique 3 hipéresaselaboradas pelos pesquisadores, 6 ODelineamento da Pesquisa 6. CONCEITUAGAO 1k formulseSo do problema, 2 construo de hipStse ©» iden tifiaeio. dos tolapoes ente vores constituem pasos do extabele ‘Cimento do mares tebrica ‘ov sstema concetval de pesquisa, A me- Sisa que ester tres slo plonemento reaizadas, o trabalho de ives. Tigeeée amuimo. carster de um sistema coordenado e coeente de Coneeltos © proposigges. O estabelecimento desse marco teico, ou {Stems eoncetul, que derive fundamentamente do exercicios 16 {Joon é esencal pera que o problema asuma siificado cientiica ‘Tosti, por si Heras torelasnJo posiblit colar o problems Gaines Ue veifasio. empties. Tomes, pols, neestro, pare ‘Gattomar 9 wafo tecrea do problems, com os dados da realidad, Satin delinaamento da pesuis (0 etineamento referese ao plansamento da pesquisa om sua dimende mus trol, envalvenda tanto a sua Glgremario quanto 2 Siow do endinee interpretarSo dos cados, Ente autos aspectos, S"Gelineamento consdere © ambiente wh que sbo colstads os dedos, ‘em come 8s formar de convele cas vervesenvalvidot. ‘Com 0 delineamento da pesquisa, as preocupartes exerci 1 locas tories Go fase anterior cadar ugar aos problemas Tat pritcor Ge verfeagie. O dellneamento ocupese orecizamenty ‘So contrasts entre a tora of fatose sua forma é a de uma esyai®- {Ja ov plane gual que determine as operates necessris para faz To. ‘Cohstel, pors 0 elinzamento 2 etapa ef que o Pesquisidor pas a utizar of Chamados métodos parviulares, j6 que extard 70 provcopado furcamentalmonts com os meis tenicos dl inventigne. eal cl FE 62. ADIVERSIDADE DE DELINEAMENTOS Gralment, a slusSe dos problemas de pesquisa ocorre median ‘wo tere das RipStees, Conlderando que Né mutes possbiidades ‘e tesr hipotses, surge grande variadade de delinzomentos. Pode se esmno dizer que cada, pesquisa posal um delinearnento préprio, peaulor, ceterminado pelo cbjeto de investiga, pela cificuldede obtnedo dos dados plo nivel de precio exigido e pelos reout~ os materia de que dapbe © pesquisa. Pores raz, a propos {Gs Ge casiflearSo dos vilostipos de delineamento eferem- sm Bis aba, po ea, roman ao meno or © elemento mai important para Kentifeaeo de um deine mento #0 procodimante edotaco pare a coleta de dados. Assim, po {fen ser defnidos doe grandes grupos de celineamentos: ques que Se vole das chamadas fonts de “papel” e aqueles cjos dedos S50 ‘emecidos por pessoas No primero grupo estio » pesaus bil ‘gilts © 0 pesquia documenal. No iegundo estéo 2 perquits expe Finentel, a pels oxporefecto, 0 Toventamentoe oestudo deca. Et clesticardo nfo pode ser tomads como abrolstaments rigid, visto que sigumas porquies, em fancto de suas caocterst onde se enquadam falimente num ou noutro modelo. Enretan- {or na mairia dor eamas,tomase possivel rotlar es pesqises com base nos tus ratrodefnidos 6.3 PESQUISA.BIBLIOGRAFICA 'A pesquisa bibliogitica ¢ desenvolvie « partir de mato i6 claborede conattido prinspsimante de livros @ artigos cente0s, Embors tn quase todos op etudos soja exigido algum tipo de tre- batho esta matureza, hi pesquses Geenvolvias exclswvamente part de fonts bibliogsieas. Boa pare dos estudos exploretérios dem Ser Getinigor coma pesqulsa biliogrfias,esim como ot Fo'nomero ce pesausar demrvolvides partir ds tdenca de andlie 1 conta ‘A principal ventager da psauit bblogtia reside 20 foto de omit” go investigedor 9 cobertura oe wma gime de fenimencs Frute mas ampla do que aquele ave poderia pesquisardietamente Eats ventagem se fore particulerments importante quando 0 pro blems de pessuiss cequer dodor mito dipereos pelo eipapa. Por fexamplo, seria impossvel « um pesquisator percorer todo © trt- ‘rio brasiera em busca de dados sobre. pepulaeéo ow renda per ‘capita; todavia, @ tom 3 sua dispasieso uma bibligraia adequacs, ‘io tard maiotes ebstaclas para contr com nfermanos recut Gos. A pesquisa Dblogfis também €Indspensivel nos extudor hi {Grices, Em multasstuagées, nde hs outa manela de conhecer 0: ‘atos pssads sn com base em dacosscundrios. Estas vantagens da pesquisa bibliogrfic tim, contudo, umecon trapartida que pode comprometer em muito a qualidade de pesquisa, ‘Multes veres as fonts secundiasapresntam dadoscoletados ou pro- czstados de forma aquvocada. Assim, um tabulho fundarnentado nes Ss fontes tenderd a raproduzir ou thesmo a amplar sas eros. Para ‘eauzir esta. posbilidade, conven sos pesquiadoressseguroem 2 das concies em que os dados forem daridos, nelsat em protur obtenedo de grande quantise- Se Ge dador em curto empazo de tempo. Por outro Todo ‘quando os dados Bo obtidos mediante questionéios, of isos tomar elatvamentebaios. ©} Quantficapie. Or dados obtidos mediante levantementos podem sor arupados em fabels, possibltndo e sua ang Fife estates, Ae varies em extudo podem ser codiicn tes, permitindo 9 Uso de corrlagbes e outros procadimen tos eatutistons, A medide que os ovortamentos salem te omostas probebilisties, tora possivel até mesmo Coniecer a marr de ero dos resultados obtides. Dente as principal imitages dos levantamentosesti: 1) Enfase nos aspectos perceptvos. Os lvantamentos reco: them dados referents 8 pereepedo que as pessoas tem acer fa de si mesma. Ora, 9 percepcao &subjetive, 0 que pode {aultat em dads distorldos, Ha muita dferenge ene © (Guo s pesscas fara ou sontem e 0 que eles dizom a ee fespelto Exbtem algune recursos para contomar este pro Bema: € possve, em primal lugar, om es perguntas fque sbidaments. @ maria das pestoas no sabe oU 950 (Quer responder. Tembém se pode, mediante perguntas. i Siretan comrolor ay espostas das polo informants, To r dav, estes recursos, em muitos dos casos, oinsuficienes para tanar o problemas consierados. 1) Pouca profundidade no esto do estruura e dos process owls Maclante levantementos possfvel a cbtengdo de france quantidade de dados 4 respeito dos individvos. Co Fr'porsm, os fendmenos soca slo determinados sobre {ldo! por fatores interests insttuconas, os leven monies mostra pouco sdequados pare a investgerso Drofunds des fanémencs. ! Limitadapreensio do processo de mudanga. O levnta mont, de modo gerl, proporciona uma vio estes do ‘enbmeno estudedo. Oferece, por asim dizer, ume expéce Se fowyeta. de determinado problama, ms ndo indi ‘Stes tendencas bvariaglo'e multo menos as possves mu Sanger exrutarsis: Como tentatiea de superaedo dese Timvoeéess vam sevdo desanvolvicos com fequencia oe fants os leventamentes do ipa panel, que consstem na oleta de dados de mesma amostra 20 longo do tempo. Fiuitesinformarder importantes tem sido obtidas med Unie ewes provedimentes, pareularmants. em estudos bre nivel Ge renda 8 cesempreg. Enirotanto, of lean {amentos do tivo panel aresenta sérialimiacio, que & 1 progresiva redupio da amosva por causas cess, tis ome mudanga de residciaefadige cos respondentes. Consderando es wantagans e limita exportes, pode dies {que os levantamontos tomar muito mals adequados para estos deseethos que explestvoe So. inapcoriades para 0 aprotunds mento dos apectos picldgjicos © puccsociels mais complexes, po Tian muito eficazes para problemas mencs delicads como preterénce ‘Gator, comportamento co corsumidor. S80 muito tei para © fsuuso de opines © atiuder, porim pouce insieados no estodo de problemas referontes a elanSes¢esrutrassciis comple. 68 O ESTUDODECASO estado de caso 6 caracterzado pelo estudo profundo # exaus tivo de'um ou de pouces obetes, de manera 2 permitir conhec tonto. amplo # eetalhado Jo. mea! fretaprateaments impesst- {ol mediante os outs delineamantoscorsiderados Este delinoamento se fundaments na iddia de que a andlse de uma Unldese de Geterminado universe posblita a compreensio do ‘Geraldade do mesmo ou, pelo monos, 0 estaelecimento ce bases Serer Invetignedo posterior, mals sjtemstica © precisa. A expe Pe" soumalade com delinzaments desta natureza conte val- {lads sense suposgdo, multo ombor no sje postive sua sustentarSo {do ponto de vista légien, Isto porque pode ocerer que @ unidade se. GRite para estado co cos sja astant anormal dente 3s mal Sede tub expec, 0 gue conduriria a conclusbes totalmente ro Fue Se, por exemple, um pesgulsaor etl intoreedo am concer Tee dui e 0 furlonamente dan comunidades eclesiais de Dae. 20 ‘ZaSoter ume. pora investiga, supde que todas as comunidades SetScam algunas caracteticar comuns que naturalmente estarbo ecantes oud que fl tomada pata etudo. Nao tert, porém, es Picauador 2 geronte plana de que 3 comunidede escolhide sola feprosntaive co se univer, 'A impoasbildede de genesizaco dos resultados ties com 0 stude ta caso constitul sia lmitapd0 deste tipo de delinesmento, Fodavia, 0 esudo de cao & multo frequents ma pequisa social, do ‘Tao i aus relate simpicdade @ economia, [8 que pode ser realizado oP Ste tien Investigator, ou por Um grupo pequeno en requer 8 Eptcao de tonieas de masa para coleta de dado, como ooorTe noe fevantamentos. 'A mor wildade do extudo de caso 6 verificede nas pesauios exploration Por aua fexdildase, 6 recomendvel nas fess iniciis FPS investigarao sobre temas eomplexos, pare construcio de fpoteas ou retormulegso do preblama. Tambem se eplica com per [Ghancie nos stuagder em que o objeto de estudo jé 6 uficinterente ‘Sonn ponto de sr enquadrado em determinado tipo ideal For Sramplo, seas informecter dsponivels fos sufeents pare afi ease exist tes tpos diferentes de comunidades de Base © how ue imerese err clear um comuridade espectica em slgum ‘Jes tpes,entao o ertido de caso erie 0 delinesmento mels ade quade, ‘Algira dos inconveniontes do ertudo da caso podem sir su porados etudandrse carta varedad de casos. Isto exipe, porém, ave Etenhe slgum conhecimento pravio do univeso, Saino (1978, p 110) incon sguneertrios para salecionar os casos. So ees: 1) Busar ceos tips. Tratase de explorarcbjetos que, em fanelo de informesio préva, param sar a melhor ex resto do tipo dea da categoria, 73 | bi Selecionar cass extremot. A vantagem da ilizaio de ‘aoe extremos esté am que podem fornecer uma id6is dos fimites dentro da qual 8 vardvels podem oxi. ) Tomar eatos marginal. Trat-se de encontrar casos aipt orcs snormals para, por contrasts, conhecer es paulas dos ‘esos normale st poses couss de devo ‘Quando cs peaqutadores tomam a precausio de slecioner oF casos adeqvadarente, meslante estes e outros eriéios, ¢ possval Gus as concles Go estudo apresrtam um valor mute alto» que ‘esa ser gonerlizadar pare todo o univers, com razoével grau de Eontians. LEITURAS RECOMENDADAS. “TRUILLO FERRARI, Alfons. Meodlon ds pes cote $5 Po, Mccain 1982, Cap. FESTINGER, Laon & KATZ, Dane 4 pesquisa na picoogs sca Rio de Taw, Fondo Gat Veg 197 Cape 1 EXERCICIOS E TRABALHOS PRATICOS 1. Formule um problema de pesquis @ localize mater biioars ‘ico preumivelmente importante pate 0 seu desevolvimento 2. Formule probloras de pesquisa no Brito das cénces soca gue possam ser pesqulsados expermentalmente, 3. Avalise relatos de pesquisa « procure classifica de acordo ‘com ae vari ios de linesment, 4. Formule problemes de pesquite cujos dados posam ser btidos ‘Exclusverhente a partida andlise de documentos 7 A Operacionalizagao das Variaveis 17.1 0 ESQUEMA DE OPERACIONALIZAGAO ia pesquisa social hi uma foe essncialmente teres, ae 2 de fonnelando do problema © de sux Insredo numa perspectiva ma GRoure que gerdmente envolve 8 cnstrucbo de hipgteses€ 2 iden {iRbecko Jos senor entre at varévis. A seguir, veo deineamento ‘Je pesguise, que indica de que maneira os conceitos e as valiveis ‘evga colocedon em contato com os fatos ompricos para sobtey- Glo de resostos spnificativas Resta, ainda, ouve tact, que 6 i Figerasia para que se pose obtar os dados necessros oo teste ds itbweam £2 opracionlizacio das variévels, que pode sr dfiniga ‘no a proceso que sofre ua varie (ou um conceit) a fim de SS trcortrar os comelatos emprricos que peasibilitem sua mensure (io ou cluscaro. ‘Quando se pretends que uma proposieio atinja status de i pose centice, € condigio biice que sia pesivel de refutapio Biotic, Para tanto, sue vrives dover ser operecionalizadas, ov Se tradurdos en cononitos mansurivels. Bos parte das varivels ‘Giuticaas nos posquitse socials corrpondem ' categoria de “tems ‘oda nfo monifestes", de acordo com a terminologis de Durkheim. imo 2 prove empirica exge medicio, & necesirio estudar ets {ios ndo'monifesos por Interméalo co fatos manifests que 0s re Pies arn, Ou sje ecesiro etnias varies terieas em termos ‘Se varius omprics, (0 proceso Iéico de operacionalizacSo de uma verve requer pimeramente a defini terica da varivele 2 enumerario de suas Slmanséns, no caso de ser Uma varivel muito complexs. A sui, Bt e tomase necesiria outa definigéo de varivel, agora uma definiggo bmpiriea Esta deinilo, que pode ser chamada de operacone, Fors foferénca 2 seus indlesdores, aoe elementos que Indica su valor ‘Se forms prita. A partir df, torase posstel 2 madicso deses indleadores 0 que possiblitar conocer o valor da varia, Sele 0 caso do “status siclo-econdmies”. Pode se definiio teorieamante como * posgdo de um inividua na soiedode, toman ‘dose como referinea a posi des euros Individuns em clapao 8 ‘Sie. Neturalments esta © uma voriivel eomplena, sendo pssiol identiticer varies chmensbes elavantes pora Sus mensurofa9, tals como: = ecendmica, eavcaional e's de prestijio ocupacienal. Estes tres dlimansbes, por ua vee, podem ser medidas por indicadores coma: renda mens, gra educaciona lcangado © ocupario (dese que ja onheeio 0 gfu de prestgiorlatvo das ocupacdes. Estes indica ‘doves, por earem baxtante concrete, possibitam sa medio, co ‘dizindo ao extabelecimento da valor da varével Deve ficar claro que as operaqSes a seam ralizndas com as de rmensBes de un varie pare fomila mansirével dependam de Uistinea em ralogb0 20 plano empiica. Asim, 2 dimansio edurs ‘lonal enquanto concsito esta muito mais préxina da realidad con treta que # dmensio presisio ocupacioal. Tanto que basta 0 Conhecimento do grade educaez Formal de um Indvidvo para me Gira dimersdo educational, J8amensuracio do prestsio ocspectenal nig» consideragdo de indcadores divers, tls como: denoring- ‘ode ocuparso, posgfo na ocupar, trois desempentatas © 4 Scala de prstgio dar ocupares no local em que se realiza a men ‘Sra, Nos casos come 0 do prestisio ocupacional, que exige a sl io de divercsindieadores, a mensuaedo eatva S60 faz meds { eombinaego dos vslores obtiges pelo Individuc em cada um dos incieasore propastos. Este combinardo € danomineds Ince ‘A terefa de spo dos indicadores, embora simples, é bastante delicada eexige do investigasor malts argicle © expeiéncls, Ocore fue muitay veces existem umerios indladores pero uma mesma Varival, tommandose lel selecionar © mals adequado. Em sins nos of indleadores tides coma mais spronrados neo sio Técis de madi, devanda sar eubrtitufdo por outros manos coniéval,todevia Pasrves de moti pelos meios de que dspée o posquiador. Tam bir hf cats em que of Indieadores no se refer exetamante & \arlével em quastio, mss a um sipecto conexo de mener rlevencia, Pare bem seid acarea dos indieadores @necesario que o Invest dor mj dotado de grande intuigdo que postu séldos conhecimen {or sobre o tema perqulzdo, Caso contrri, 8 peequta, e deapeito erevestirse ca grande aparto téenico, tenderd » produai results dos bastante equiocados. 7.2 AMENSURAGAO NAS CIENCIAS SOCIAIS 7.2. A complexiade do problema ‘A qualidade de uma pesquisa depend, entre outros aspects, os process da mensuacio emprogados.Jé fol considerado no pr fmoiro capitulo que uine des principals diiculdades com que sede Daram sg ctnels socials @ 2 da mensuraps0 de seus objetes Por es Fazio, o pesqulador sockal daverd estar atonto aos problema de mon ‘rego, se demjar ober resultados sgifeatvos. [A mensurardo de uma entidade sempre & felt por comparsio. Medi lgo consists em verifiear quantasvazes uma unidade de medida fabs no objeto 2 medi. Quando sa dow, por examplo, medir a ox ‘ensio de um objeto, colocase uma fta métrica sobre o mesmo ‘abiervase quontos cantimetros ou metros abatea 9 objeto em ques {oO que se Taz ner caso € comparar 0 cbjeto com 0 padrdo de ‘medida Yeantimetres ou mates) para determiner quantas fap do mesmo inl Quando os varies slo fsleas, nfo hé grandes difculdades na mensurarso. Cuando, parm, 35 varévelssfo seca, a complexidade tumenta, Isto porque as varldvels deste tipo nfo podem sor mens Fads com estalas tao simples como 2 linea, também, porque no ftom para comparapio padrGes de mecidauniversimente defi fos @ aeelios Por exenpl, pare medi o gfau de consarvadorismo ‘de um politeo nfo existe ums esis smplamentsreconhcias, 5250 pela qual © Invesigador se ve obrigado a escolher ume dente a Uuliadas em outras pesquisa ou a elaborar uma sdaptada as suas hocesidades especies. O grau de conservedorismo no 6 uma ve "vel simples como 0 peso ou a extensto, pols resuta de um conju to compiexo de soncitas ¢stitudes. Mensurer consarvedorim in Pilea ume sire de opersedes, que ewolvem, all da aaflngso das Gimensces que a intgram ¢ a slacdo de inleadores que as expres: sam, a construgo de ums escala sproprisds, Podese definir excla como um continuo de valores ordenador enve um ponta iisal © outro final. No casa eo aprovtamenta a escolar, pode etabelacer uma exelevariando de zero 3 der, or ferpondando ao. minima. e 90 mxkno rendimento pessiel Com bse nests limiter, pod se conlul »elabordo da esas, mediante © etabeleciment “dos pontos Intrmedirios. Teme essim uma tesla capar de mersurer 0 rendimanto académico, com bese em in cedores coneretos dos vabalhos elaborados pelos estudantes, xa | ‘es, proves outos procedimantos de avalaci. Pare que ume esale sola considcada adequids para mensirar “bjetvamente ee varie, eve presenta dols requisitos bascos: 0) Fidedignidede: referee & capacidade para disriminar de forma constante entre um valor ¢ Outro. Podee dizer que tum esesla 6 fldecigna quando, epicada & mesme amostra, produz osmesmos resultados. i Vatidade:reere-se &capacidade de mecir realmente ss aus Tigades para ss quae fol eleboreda. Hé esas que, emo. ra sendo fidedignat, nfo. slo valdes, porque, apesar oe Coostrutdes pare mensurer determinada werdvel,trminam | or mensure indacriminadsmontedstnise varies 52 erposta. Muites sie os procadimentos dspontvels para testar a vlidede a fldecinicade des esse, Alun deles envalom aourados testes fvtatstions Todaviay em mutes dat pesquisa, 2 fisdlgnidade © 2 ‘nlidede cas escsloe sp detorminadas a partic de eitros puramente (Gatos, envolendo sande tedriea u mesmo ¢ do "snso Comum” 7.2.2 Nivel de mensuragso Exietem diferentes tpos de escala, que vars entre sl confor: sma o rigor de sia saboraelo e 0 tipo de varie que medem, Cor trae elasiear os vordvels em quatro nives: nominal, orci, ‘de intervao ede rato, Esealst nominal so aquelas constituldas por dat ou mais categories, nes qusie to caslieados cs objetos ou indviduos. A finieerelasdo expecificedo entre os categories & que slam diferentes fntre , no exbtindo 2 supasgso. de que representam "mais" ou SThenos” da categorie que ers sondo media. A clssiicpto dei Giibues sera cum raed, reli ou coupe, pe ‘ecomplo, constitu uma esala nomial. AAs esclas ondinais definem 2 posigio relative de objetos ou Individvoe em relagda 9 ums caracteristes, mas nfo tim suposgbes {quanto 3 distancia entre ae posiees. A exigénclabésics para uma es ala orcinal € quo posible verifier se 0 objeto ou individuo que Sei sero mensurado possul melor ou menor quantdade de deter Imineds eareceristie, quando comparada a outros objets 04 Ind ‘Viduos. Tem, por exemplo, uma excla ordinal de conservedorsmo ‘quando & porsivel ordenar st posose segundo sjam male ou menos onserveoros, mas fom qualauer suposgdo quanto ar dstancias que ‘param um valor do out. [As exzalas de intervslo caracterizamse por estar a difrenca entre seus intervals caramente determina e por sem estes Iguls ‘tres. Por exemplo, a eval de tamoeratur € de inarale, porque fenve 20 0 22 graus hd a mesma diferenca que ente 45 47. He cer fe nbmera de valves om cincia soci que pode, tuslmeno, sor ‘ensuao com trees de Interval: nivel inteleetal, aprovetamento ‘seoler, ditneta socal. A principal imitacdo que aprosonta este tipo ‘de exele & quo no posul Um zero absolut, Um Zero que express: ausinca absolut ds quaidede medida ‘As escalas de razio supiem a exstincia de un valor zero abso- luto, 0 que posite» reslzee8o de operacbes aritmticas como @ ‘btangso de rarbes ou quocentas. Ito significa que, por exemple, © ‘lor 100 numa escsla dete tipo & e dabro do valor 20 © qumeuple do valor 20. Como exemplos do escala de ravbg tim: 0 peso, 8 ex ‘enelo, 2intenidade de corrente etic et. € muito raro nes Ces Cas soos a aplicardo de esalas deste tipo. Apenes na economis vem endo posivel ¢ utlzgs0 ce esl de rezdo com razodvel au de eficlincl 7.3 ACONSTRUGAO DE INDICES Boa parte das varies na pesquisa social « pode ser mensurads adequegamente # pari da ientiesedo de cata nino de indies ores £0 caso, por exemplo, do "stats seiesconamice”, ja con Siderade, © do utas varlves complexas, que ervolvem ehtpls ‘A mensuragio de ums vrivel dew tipo exige primelramente 10 enabelecimenta. eo noe dimensées. Para coda uma deer. dian Se serio slecionscor im ot) mais indieadores. Para ca inceador S214 Seleconada ume seal, Por fm, esas essalas ser intgradas 3 de mancira tal que se obtenta um valor total, que & denominado ‘indies. ‘Um exemplo pritica, ara fins daiteos, cere da construso de indices #0 referent 8 veravel “exposiedo aos mos de comuniearso de mosse,apresentede por Sabino (1978, p. 140), Exisem rultos {elon de communica de massa na sociedide moderna, sendo o cine tha, telvitdo, ordio@ Joris of male importante. Assim, poder ‘Sr idonieadse gust dlmensbes do valde que corespondem 8 ex: posit a cada um dor meior de comunicarSo. Os Indicadores desos Eimensbes, por 32 ez, podem ser doinidos como a intensidade do {cantata que um indvidv0 ov grupo tem com esses mes, Mas expe ‘ieamente: ‘9 Exposiolo a0 cineme: freiiécia mental de astatncis a filmes no cinema. 1 Expasicio 0 ro: mdi semanal de horas escutads. ‘9 Exposisio& TV: médie semana de hore sists. 1 Exposio a ormst: mds semaral de Joris idos. ‘Apis @ defnigdo dos incicodoces, a taofssequinte & 9 constru- ‘0 do excalas quo posible medi cada um dog indicedores. No ‘oto a exposigso eo cinema, a esala podera sr conttulda de tes Nalores,correpondendo a babxa, médla alts exposicio. Ceda um ‘esse irs graus 6 expos estardassoiodo summa condita expres Seem terms quanttatives que, por su8 vez, spresntaré uma equiv Tinea numérica. Dose forme, ts “Tabela 71. Valor escalares correspondents &exposieB0 a0 cinema. concerros eonouras ones, Tapas | Vinentimiernormmmaane | 8 Meceewice | Virunastieemonrmisediems | 3 Sansone, | wnatarctiwnapornmociwe | 2 Pra cada um dos outros mel da comunicero se reliad refa somhente, Aas, sr construldas as soguines eal ‘Tobele 7.2. Valores ascalares corampondontas&exposic3o a0 ric. valor “ones conouras ones oe Fomsegouse. | Det 43h sma ae we ' Mowers | Osmiar hows homme | 5 aa teexmito | Mr de Oto ena eto 2 “Tabele 73. Veloce esclares corespondentes dexposicSo 8 TV. a VALORES. ‘concerros ‘conouts wanes. Tafinsexoonpio | Menos ae una hoa sana o usa expoiio | De Te 8hoasanas 1 tuk erpeiso | Op lege S10 horas semanas 2 weroareo | De ma 1004 20hore ems a Iwito te eccrieto | Mein 20 hors aman 4 “Tebsla 7.4, Volorsescalares corespondentes a expetirao ajornals. ccetT08 ‘CONDUTAS raones. Toa oo | Nove ral i parson ° Sabaespse | Oe 1 3) por arene 1 Med oxpteto | Des 7a par smare 2 Atwemocito | ti ors spor wane 2 De poste destas quero exeles, ums para cade incicader, pode- «az chepar laboreedo do (nice. Pare tanto sera necessiro 3) guar a escalas ones Dy ponderar os incieaores ora igslar as esas, omsie wm valor nice que corresponde- 16 20 méximo. de cada urna dees. De modo geal, tomase 0 valor 400, por sr o mals pritica, Dass forma, a pesos mals expost 9 cds um dos msios de comunicaro recsberd 0 valor 1002 menos expos- 12, 0valor2ere, ‘A escala rofoonta ao cinema, que originslmente vaiava de zero 4 dois, pana a varior de ero 2 100, O valor Intermedia, que era tim, pasta aor 50 ns nova ela, ‘As excalas referentet 20 rl @ 203 Jomals, que apresontavam quatro valores, pasar ter 08 segunts valores proporciona. ‘VALOR ORIGWAL "VALOR PROPORCIOWAL ° ° Por fim, a exzala reerente & TV, que sbrenga cinco pontos pe ero sequins valores. 2% VAR onicmat | lqualadae as esas,» trefo segunte pasta a sera de pondere- co don indieadoren Esta pondrafgo so faz necrsirla porque & r= Zoivel conderar que os varios meies de comnunicssSo exorcem In- fluéncis mator ov menor sobre © plblco. € sabido, por exerpl, ‘que infléncia proporcionada pela expesido & TV € maior que xporicio 20 cinema, A ponderayso. dot indlcadores cbjetva, por fant, ertabeleer 0 peso influneleroltva que cada indiador tem tm ela & verve, Para tanto, sero atribuldes valores numé ficos 2 cada indzador de forma tal que a ola entre eles rita, ‘ua maior ou menor importncla entra do conjunt. [A ponderacio det tens exige conhecimento prévio soerca do ‘endmeno. quo ets endo medido. No caso aqui considerado, tome- ‘2 necesirio ssber anlecipadarante qual 3 influncie relative dos 18, vies melos de comunicardo sobre as pesos. Esa influéncla vara, raturalmante, em funeSo do tempo e da regio consierada, Pesquisas om finlidae epecttica podersoescarecerscoca esses dodo. 0 examplo aquconsderado 6 arbitrrio, mis suponheae que se jam connecidas os valores: Pare TV cecsese 10 Perajomeis 20.1! "7 Pars radio 4 Pere 0 cinems 2 Convérn ressatar que estes coofclntssnéo podem sor conse rados om qualquer siuaeéo. Corrspondam a uma reaidade expect fica, Os valores relatives sofrem alterarSo signfiatva om funedo da ‘waldo do perfodo considerado, € possve, por exemplo, que em dex termneda Tocalléade 0 rio spresante malor poder ce Infuencla ‘ques TV, em vite de ser este timo melo pouoo difundido na real, Como iustragéo para 0 exemple equl consderado, tomes & situapfo de uma pesos que ten Informed que Vaio cinema dua vees por més, em média, Escute iio durante 4 au 6 horas por semana «@ Assise programas de TV carca de duas horas ra © LB um joral por di [A Tabsla 75 indica ab operardes necesirias pare a obtengio do Ines de exposeso referent e esa peoa. “Tabula 7.8. Cilculo do indice de exposieso. Vanna] acon )eOERGIENTE] coMMeagno| EREALA |PROPORCIOUAL|poyoeaco| (1X 2) ey Chane 7 @ aan a 2 S 7 138 CO velo de Indie passa 9, onto: Ete indice exprsia que pore 2 pessoa consderade existe um rau de exposicbo de 69 pontos nume esala que val de um minimo Se zero a um maximo de 100 pontos. Se expresso em temos per fentuals, 0 ga de exposiclo Jess pessoa corrsponde = 69% do ‘ixeno pest LEITURAS RECOMENDADAS. SELLTI, Ct a Mado de paginas rede sll So Plo, Heder, 1967. cap. 5. BOUDON, Reyne. Métdon quntebor om social Peto, Vows, 197. ap. 2 EXERCICIOS & TRABALHOS PRATICOS 1. Seleclona caro ndmera de varie clasfqueas de acordo com sou nel de mansuraco, 2, Seleciona inicadoree para ve ward: aolopa politica, prestio ‘ocupacionaleifacio a0 tabslhoe precorcart rca 3, Proponhs detniges operacionss para 0s conceitos: sprapSo pro flslonal opinio sobre 9 casaieat © nel intelectual 4, Seleione, por acso, 20 conesitos de um lvro de pscologis ou do ecole e vorfique qual oF que mais Taclmente poderdo sr Operacionalizados. 8 A Amost{ragem na Pesquisa Social 8.1 A NECESSIDADE DA AMOSTRAGEM NAPESQUISA SOCIAL De modo geal, a= pesquisa socials abrangem um univers de ementor tho grande que se torna Impossvel considerelos em a {otalidode, Por oss 8280, nas pesgulses socials € muito frequents ‘rabalhar com uma amosta, ou ja, paquens port dos elementos ‘ue compaem univers, ‘Quenda um pesqulsdor seleciona ums pequena perta de uma populado, espera que ela sje repesentatva dessa popularso que Bretonde estidar. Para tanto neces observar os procedimentos de Fnidos pela Teoria da Armostroer. [A Teoria da Amostragem encontrsse hoje consderavelmente ‘desenvolvda,feando diel quelauer pesqulswdor jusifiar ale (lo de uma smosra som rezrre a seus prineipios. 8.2 CONCEITOsBASICOS [A ctfinigdo de siguns concrtos bisicos 6 fundamental pre 2 compreensio do. prablema da smotragem na pesquse sora. S80 sie 1a] Univero ov populao. € um conjunto definido de ee mentee que porevem determinadas earocteistiss, Commu- mr 2 mente faleae de populacdo como refertncia a0 total de habitants” de determinado lugs. Todava, em twrmos ttattios, uma popularzo pode sar defini como 0 co Junto ce alunos matrieuladoe numa escola, os operrios filledos a um sindieat, todoe os intagrantsé de um reba ‘ho. do cxterminada loclidse, 0 total de indGstras de Um ekade, todo 2 producto de toovisores de uma fabri 1b) Amostra, Subconjunto do universo ou da popularda, por telo do qual sa extabelecom ou se estimar as caracers- ‘eas Sen universo ou populacho. Uma amostra pode ser ‘constuids, por exemplo, por eam emprogados de uma po- pulagio. de 4.000" que trestham em uma fbriea. Outro emp de amostrs pede ser dad por determinado nme: {ode excoles que intaqram a rode etadual de ensino. Outros fexemplos: uma quantidade definide de pees ratrados de ‘eterminado ro, certo. namnero. de partusos retrados do ‘al da produgso dia de uma Indéstia ou um esice de Vinho de um tore 83 PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS DA AMOSTRAGEM | amostrager a fundaments em leis osatftiat que the conte rom furementacto cients lel dos grandes nimeros, 2 fl da re bulrade esttitien, 2 Tel do Inércia dos grandes nGmeros e all de Bermanéneie dos poquenos nimeres. [A lei dos grandes némera afirma que, se numa prova a probe bitdade de um bventa & pe 80 ese s rpete grande nmero deve 25, 8 relagdo entre ae vets que se produz o suceso e a quantldde {otal de proves, ou sla f, tongs a aproximer-e cada vez mas da pro: bebidge p. Ou, em outta pairs, s0 0 nomere de proves 6 sf Chniomente grande, tome sltamente improvével que a diferenea entre fep ea snifiatv ‘A el de rogulridade erttitica indice que um conjunto de tuniddes tomadr 80 seato de Um corjunto NV ted provavemente ‘st earactersticas do grupo malor. A lei da infcia dot grandes nde assgura que, na mors os fendmencs, quando ume parte vara num direpae, & provivel fue parte igual do mesmo grupovarie em direpo opost. A lei da parmanéncls dos pequanos nimeras diz que, se uma mostra auficentemante umerasa 6 representative. da. popula, {Une segunda amos de igual mapnitude deverd or semethante & primeira Asti se na primera smosts #0 encontrados poutosin- Slufddos com earscter(sueas rar, & de se eserer que ne segunda selam encontrades em aval propor. 2.4 TIPOS DE AMOSTRAGEM Na pesqulse social sfo utiizsdos avers tpos de amostragem, ‘ave podem ser clasificados em dois grandes grupos: amostagem probebifatica © noprobsblietiea. Os tines do primeira grupo s80 Figorosamente ciantificose te baolam nas leis consderadas.no tem {Mion Os do segunda grupo no spresantam fundamentago mate frutica ou estetatica, dapendendo unicamante de critésios do pes Gulsador, Claro que cs procedimentor deste timo to 0 muito thal rtticos em reapio & validade do sus resultados, todavia spe ‘Sntam algunas vontapen, sabretudo no que so refers a0 custo e 20 ‘ampa despendido (tipo de amostragem probabilftica mais uss slo: aloaté- tia simples, stemitie,extratiicads, por conglomerado e por etapes, Dente os tpos de amostragem no probabilities, oF mats conhei- ot s80: por acesibldade, por tedade por cots. 84.1. Amostragem aleatria simples |A amostragem aletiria simples & o procadimento bisico de ‘amomajom eientiiea. Paden dizar mesmo que todos 03 outros rocodimentosadotades pare compor smosvas so varigbes deste 'A amostrgern aletira simples consist em atribui cael mento da pepulegao um nimero Gnico para depos selecionr alguns Afsoes elementos de form coal Pra s grant que ascothe dese morta eja doide felmente a0 aces, podem utilize tbuas de ‘urmeros slestorion, Estas tibusasBo consttufdas por namercs ape Sotades em colunss, em. paginas conscutives. Um fragmento. de pitino do nimeroe sears 6 sql epresaado como stars.