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Aplicação do Método de Rayleigh-Ritz e do Método de Elementos Finitos em uma Viga

Aplicação do Método de Rayleigh-Ritz e do Método de Elementos Finitos em uma Viga

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João 3: 16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Giovanni 3: 16 Dio infatti ha tanto amato il mondo da dare il suo Figlio unigenito, perché chiunque crede in lui non muoia, ma abbia la vita eterna.

Jean 3: 16 Car Dieu a tant aimé le monde qu'il a donné son Fils unique, afin que quiconque croit en lui ne périsse point, mais qu'il ait la vie éternelle.

John III: Sic enim Deus dilexit mundum, ut Filium suum XVI unigenitum daret ut omnis qui credit in eum non pereat sed habeat vitam aeternam.

Juan 3: 16 Porque tanto amó Dios al mundo que dio a su Hijo unigénito, para que todo aquel que en él cree no se pierda, mas tenga vida eterna.

John 3: 16 For God so loved the world that he gave his only begotten Son, that whosoever believes in him should not perish, but have everlasting life.

Johannes 3: 16 Want so lief het God die wêreld gehad, dat Hy sy eniggebore Seun, sodat elkeen wat in Hom glo, nie verlore mag gaan nie, maar die ewige lewe.

John 3: 16 Jer Bog je tako ljubio svijet da je dao svog jedinog Sina, da tko god vjeruje u njega ne pogine, nego da ima vječni život.

John 3: 16 Sillä niin on Jumala maailmaa rakastanut, että hän antoi ainokaisen Poikansa, että jokainen, joka uskoo häneen, ei hukkuisi, vaan saisi iankaikkisen elämän.

約翰福音3:16神愛世人,甚至將他給他的獨生子,叫一切信他的,不至滅亡,反得永生。

요한 복음 3 : 그는 그를 멸망 치 않고 영생을 얻게하려 하심에서 누구든지 믿는, 그의 독생자를 주신 하나님 (16)는이 세상을 사랑했다.

ヨハネ3:神のために16は、そのように誰でも彼を信じることは滅びるが、永遠の命を持つべきではないことを、彼は彼のひとり子をお与えになったほどに、世を愛された。
يوحنا 3: 16 لأنه هكذا أحب الله العالم حتى انه اعطى ابنه الوحيد، أن كل من يؤمن أن له لا يموت، بل تكون له الحياة الأبدية.

Иохан 3: түүнийг мөхөхгүй, харин мөнх амьтай байх ёстой гэж үзэж байгаа хэн боловч тэр нь түүний цорын ганц Хүүгээ өгсөн Бурханд 16 ертөнцийг үнэхээр хайрласан.

یوحنا 3: 16 برای خدا عاشق جهان است که او تنها پسر مولود، که هر کس به او ایمان هلاک نگردد، بلکه حیات جاودانی.

Иоанна 3: 16 Ибо так возлюбил Бог мир, что отдал Сына Своего Единородного, дабы всякий верующий в Него, не погиб, но имел жизнь вечную.

Johannes 3: 16 Also hat Gott die Welt geliebt, dass er seinen einzigen Sohn hingab, damit jeder, der an ihn glaubt, nicht zugrunde geht, sondern das ewige Leben.

John 3: 16 Vì Đức Chúa Trời yêu thương thế gian đến nỗi đã ban Con Một của Ngài, hầu cho hễ ai tin Con ấy không bị hư mất mà được sự sống đời đời.

Yuhanna 3: O onu helak, ama hepsi sonsuz yaşama sahip olmamalıdır içinde kim inanıyor, onun biricik Oğlunu verdi Tanrı için 16 yüzden dünyayı ekledi.

Ιωάννης 3: 16 Για το Θεό τόσο αγαπούσε ο κόσμος που έδωσε τον μονογενή Υιό του, ότι όποιος πιστεύει σ 'Αυτόν δεν πρέπει να χαθεί, αλλά να έχει αιώνια ζωή.
João 3: 16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Giovanni 3: 16 Dio infatti ha tanto amato il mondo da dare il suo Figlio unigenito, perché chiunque crede in lui non muoia, ma abbia la vita eterna.

Jean 3: 16 Car Dieu a tant aimé le monde qu'il a donné son Fils unique, afin que quiconque croit en lui ne périsse point, mais qu'il ait la vie éternelle.

John III: Sic enim Deus dilexit mundum, ut Filium suum XVI unigenitum daret ut omnis qui credit in eum non pereat sed habeat vitam aeternam.

Juan 3: 16 Porque tanto amó Dios al mundo que dio a su Hijo unigénito, para que todo aquel que en él cree no se pierda, mas tenga vida eterna.

John 3: 16 For God so loved the world that he gave his only begotten Son, that whosoever believes in him should not perish, but have everlasting life.

Johannes 3: 16 Want so lief het God die wêreld gehad, dat Hy sy eniggebore Seun, sodat elkeen wat in Hom glo, nie verlore mag gaan nie, maar die ewige lewe.

John 3: 16 Jer Bog je tako ljubio svijet da je dao svog jedinog Sina, da tko god vjeruje u njega ne pogine, nego da ima vječni život.

John 3: 16 Sillä niin on Jumala maailmaa rakastanut, että hän antoi ainokaisen Poikansa, että jokainen, joka uskoo häneen, ei hukkuisi, vaan saisi iankaikkisen elämän.

約翰福音3:16神愛世人,甚至將他給他的獨生子,叫一切信他的,不至滅亡,反得永生。

요한 복음 3 : 그는 그를 멸망 치 않고 영생을 얻게하려 하심에서 누구든지 믿는, 그의 독생자를 주신 하나님 (16)는이 세상을 사랑했다.

ヨハネ3:神のために16は、そのように誰でも彼を信じることは滅びるが、永遠の命を持つべきではないことを、彼は彼のひとり子をお与えになったほどに、世を愛された。
يوحنا 3: 16 لأنه هكذا أحب الله العالم حتى انه اعطى ابنه الوحيد، أن كل من يؤمن أن له لا يموت، بل تكون له الحياة الأبدية.

Иохан 3: түүнийг мөхөхгүй, харин мөнх амьтай байх ёстой гэж үзэж байгаа хэн боловч тэр нь түүний цорын ганц Хүүгээ өгсөн Бурханд 16 ертөнцийг үнэхээр хайрласан.

یوحنا 3: 16 برای خدا عاشق جهان است که او تنها پسر مولود، که هر کس به او ایمان هلاک نگردد، بلکه حیات جاودانی.

Иоанна 3: 16 Ибо так возлюбил Бог мир, что отдал Сына Своего Единородного, дабы всякий верующий в Него, не погиб, но имел жизнь вечную.

Johannes 3: 16 Also hat Gott die Welt geliebt, dass er seinen einzigen Sohn hingab, damit jeder, der an ihn glaubt, nicht zugrunde geht, sondern das ewige Leben.

John 3: 16 Vì Đức Chúa Trời yêu thương thế gian đến nỗi đã ban Con Một của Ngài, hầu cho hễ ai tin Con ấy không bị hư mất mà được sự sống đời đời.

Yuhanna 3: O onu helak, ama hepsi sonsuz yaşama sahip olmamalıdır içinde kim inanıyor, onun biricik Oğlunu verdi Tanrı için 16 yüzden dünyayı ekledi.

Ιωάννης 3: 16 Για το Θεό τόσο αγαπούσε ο κόσμος που έδωσε τον μονογενή Υιό του, ότι όποιος πιστεύει σ 'Αυτόν δεν πρέπει να χαθεί, αλλά να έχει αιώνια ζωή.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA
Aplicação do Método de Rayleigh-Ritz e do Método de Elementos
Finitos em uma Viga
Aluno: Giovanni Bratti
Prof.: Júlio A. Cordioli, Dr. Eng.
Florianópolis, 07 de Outubro de 2009.
Introdução
Este exercício tem como objetivo aplicar métodos aproximados para resolução das equações
diferenciais do movimento de uma estrutura mecânica. Será utilizado aqui o Método de Rayleigh
Ritz (MRR) e o Método de Elementos Finitos (FEM) em um modelo de viga engastada-livre
com seção transversal variável ao longo da longitude.
Com isso, serão calculadas as quatro primeiras formas modais e as quatro primeiras frequên-
cias naturais da viga, e no final são feitas as comparações entre os resultados obtidos pelos
métodos.
3
1 Proposta do exercício
1. Seja a viga engastada-livre, sujeita a movimentos de flexão abaixo:
Figura 1.1: Viga bi-engastada, com seção transversal variável.
A seção transversal da viga é retangular, com largura b constante, e altura h(x) variável
e dada por:
h(x) = h

1 −x
2L

(1)
Através do Método de Rayleigh-Ritz e assumindo que as dimensões da seção transversal
da viga são muito menores que o comprimento de onda considerado, derive as equações
do problema de auto-valores usando as funções base d
i
(x) = x
i+1
. Assumindo uma viga
de alumínio com dimensões L = 0, 6m, b = 0, 1m e h = 0, 05m, compare as frequências
naturais e formas modais dos quatro primeiros modos para n = 4, 6 e 8, onde n é o número
de funções base consideradas.
2. Modele a viga do exercício 1 usando o Método de Elementos Finitos e:
a) Compare as freqüências naturais e formas modais dos quatro primeiros modos para
n = 4, 8 e 36, onde n é o número de elementos.
b) Compare as freqüências naturais e formas modais dos quatro primeiros modos para
n = 36 com os resultados obtidos usando o Método de Rayleigh-Ritz com 8 funções
base.
5
2 Método de Rayleigh Ritz
Esta abordagem utiliza o Método energético de Rayleigh-Ritz (que é um método aproxi-
mado) para estimar as formas modais e as frequências naturais de flexão de uma viga com
seção transversal variável [1]. De modo geral, o método transforma um problema contínuo, de
dimensão infinita, em um problema de autovalores de dimensão n.
Este método utiliza a energia cinética que está relacionada com a inércia do sistema e a
energia potencial que está associada com a rigidez do sistema. Este tratamento é feito para
encontrar as matrizes reduzidas de massa [M] e de rigidez [K] da viga, para que então seja
resolvido o problema de autovalores que é montado com essas matrizes [K] e [M]. Neste
caso, os autovalores são com certa aproximação iguais as frequências naturais ao quadrado
e os elementos dos autovetores são usados em conjunto com funções base para estimar as
formas modais. Será assumido aqui módulo de elasticidade E = 7, 1×10
10
N m
−2
e densidade
ρ = 2700Kg m
−3
.
2.1 Vibração de Flexão de Viga com Seção Transversal Variável
Considere a viga da figura abaixo como sistema:
Figura 2.2: Viga bi-engastada, com seção transversal variável.
O método de Rayleigh-Ritz admite que a solução aproximada do problema de autovalores
relacionada ao sistema contínuo possa ser dada através combinação linear da seguinte equação:
v(x, t) =
n
¸
i=1
d
i
(x)q
i
(t) (2)
onde os d
i
(x) são funções previamente definidas e q
i
(t) são os coeficientes da expansão, os quais
são função do tempo. Normalmente neste método o número de funções base necessárias é igual
6
ou maior que o dobro do número de modos de interesse [1], porém, neste exercício os cálculos
serão realizados com quatro, seis e oito funções base, com interesse nos quatro primeiros modos.
De forma a garantir a convergência da série na Eq.(2), as funções d
i
(x) devem obedecer as
as seguintes regras [2]:
1. Satisfazerem as condições de contorno geométricas
2. Formarem um conjunto linearmente independente
3. Serem contínuas e com derivadas de ordem (p − 1), onde p é a maior ordem da equação
da energia, também contínuas no intervalo considerado
4. Forme uma série completa, definida como:
lim
n→+∞

L
0
¸
v(x, t) −
n
¸
i=1
d
i
(x)q
i
(t)
¸
2
dx = 0 (3)
ou seja, converge na média (espacial).
No caso de uma viga em flexão, tem-se que:
• p = 2
• As condições de contorno geométricas são:
x = 0 ⇒

v(0, t) = 0
∂v(0,t)
∂x
= 0
(4)
x = L ⇒

v(L, t) = 0
∂v(L,t)
∂x
= 0
(5)
Para encontrar as formas modais e as respectivas frequências naturais utilizando o método
de Rayleigh-Ritz, admitem-se as seguintes funções base (dada na proposta do exercício):
d
i
(x) = x
i+1
(6)
que busque representar, através de combinações lineares, as formas modais da estrutura,
respeitando as regras estabelecidas acima.
Como o sistema passou a ter um número finito de graus de liberdade (G.L), pode-se aplicar
a equação de Lagrange dada por:
d
dt

∂T
∂ ˙ q
i

+
∂D
∂ ˙ q
i
+
∂U
∂q
i
= Q
i
i = 1, 2, 3 . . . , n (7)
7
Tem-se que a Eq.(serie) pode ser escrita como:
v(x, t) =
¸
d(x)
T
¸
{q(t)} (8)
portanto, a energia cinética para um elemento de viga em flexão com seção transversal A, é
dada por:
T =
1
2

L
0
ρA

∂v(x, t)
∂t

2
dx (9)
=
1
2
{ ˙ q}
T
¸
L
0
ρA{d(x)} {d(x)}
T
dx

. .. .
[M]
{ ˙ q} (10)
=
1
2
{ ˙ q}
T
[M] { ˙ q} (11)
onde [M] é dado por:
[M] =

L
0
ρA{d(x)} {d(x)}
T
dx (12)
ou ainda para cada elemento da matriz como:
M
ij
=

L
0
ρAd
i
(x)d
j
(x)dx (13)
No caso da energia potencial, tem-se que:
U =
1
2

L
0
EI
z


2
v(x, t)
∂x
2

2
dx (14)
onde E é o módulo de elasticidade do material considerado. Portanto, da mesma forma como
foi calculada a matriz de massa, tem-se que a matriz de rigidez da viga é dada por:
[K] =

L
0
ρEI
z


2
d(x)
∂x
2


2
d(x)
∂x
2

T
dx (15)
ou ainda para cada elemento da matriz como:
K
ij
=

L
0
ρEI
z


2
d
i
(x)
∂x
2


2
d
j
(x)
∂x
2

dx (16)
onde I
z
é o segundo momento de área ao redor do eixo z.
8
No caso dos trabalhos virtuais, tem-se:
{δW} =

L
0
F
y
(x, t) {d(x)}
T

q
(t)} dx (17)
=
¸
L
0
F
y
(x, t) {d(x)}
T
dx

. .. .
{Q}

q
(t)} (18)
e logo,
{δW} = {Q}
T
{δq(t)} (19)
Finalmente, substituindo as equações da energia na equação de Lagrange Eq.(7), chega-se a
equação do movimento dada por:
[M] {¨ q(t)} + [K] {q(t)} = {Q} (20)
onde assume-se um sistema não amortecido.
Considerando {Q(t)} = {0} e movimento harmônico,
{q(t)} = {a} sen(ωt) (21)
onde {a} é o vetor de amplitudes complexas. Levando a Eq.(21) à Eq.(20), tem-se:

[M] −ω
2
[M]

{a} = 0 (22)
Para que o problema tenha solução não-trivial, tem-se que:

[K] −ω
2
[M]

= 0 (23)
A Eq.(22) é conhecida como problema de autovalor, sendo que os valores de ω que satisfazem
a Eq.(23) são os autovalores (ω
i
).
Tem-se ainda para cada ω
i
uma única solução {a}
i
, denominado autovetor. Os valores de
{a}
i
estão em coordenadas generalizadas, e a forma modal do i-ésimo modo de vibração é dado
por:
φ
i
(x) = {d(x)}
T
{a}
i
(24)
ou seja, {a}
i
fornece a contribuição de cada função base na forma modal i.
As matrizes de massa [M] e rigidez [K] dadas respectivamente pela Eq.(13) e Eq.(16), foram
calculadas com o auxílio do programa MatLab (R2007a). Com isso, o problema de auto-
valor/autovetor também foi resolvido.
9
Utilizando 4, 6 e 8 funções bases, a comparação das quatro primeiras frequências naturais
‘f
n
’ (que é a raiz quadrada de cada autovalor) obtidas são dadas na Tabela 1 e as respectivas
formas modais na Fig.(2.3).
Modo f
n
(4 funções bases) f
n
(6 funções bases) f
n
(8 funções bases)
1 107.29 107.28 107.28
2 477.45 476.97 476.87
3 1329.13 1207.32 1200.51
4 3299.76 2316.31 2282.12
Tabela 1: Frequências naturais da viga calculada por Rayleigh Ritz
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
0
0.1667
0.3333
0.5
0.6667
0.8333
1
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Forma Modal por Rayleigh Ritz


n=4 funções bases
n=6 funções bases
n=8 funções bases
(a) Primeira forma modal
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
−1
−0.7333
−0.4667
−0.2
0.0667
0.3333
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Forma Modal por Rayleigh Ritz


n=4 funções bases
n=6 funções bases
n=8 funções bases
(b) Segunda forma modal
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
−0.7333
−0.4667
−0.2
0.0667
0.3333
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Forma Modal por Rayleigh Ritz


n=4 funções bases
n=6 funções bases
n=8 funções bases
(c) Terceira forma modal
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
−1
−0.7333
−0.4667
−0.2
0.0667
0.3333
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Forma Modal por Rayleigh Ritz


n=4 funções bases
n=6 funções bases
n=8 funções bases
(d) Quarta forma modal
Figura 2.3: Formas Modais Calculadas pelo Método de Rayleigh Ritz
10
3 Método de Elementos Finitos
O método de Elementos Finitos (FEM) é uma técnica numérica para obtenção de uma solução
aproximada das equações diferenciais parciais de um problema [2]. É de uso rotineiro nas
análises de problemas dinâmicos de estruturas, sendo normalmente utilizado quando o sistema
a ser modelado possui geometria complexa, inviabilizando a solução por métodos analíticos
tradicionais. Este método foi inicialmente desenvolvido para análise de tensões, e hoje, é
utilizado na análise de problemas de várias áreas, tais como vibrações e acústica.
Neste método, a estrutura de geometria qualquer é representada por um conjunto de elemen-
tos de geometria simples. Estes elementos são unidos de tal forma que sua união representa
aproximadamente a forma geométrica real do sistema. As coordenadas dos vértices de cada
elemento definem os nós da malha de elementos usados no modelo.
Ao selecionar o tipo de elemento, define-se o grupo de equações o qual monta-se um problema
de autovetores, e quando resolvidas produzem as respostas da estrutura em termos de um grupo
de frequências naturais. Para cada frequência natural (associada ao autovalor), as respostas nos
nós na forma de amplitude e fase relativa (autovetor), fornecem a forma do modo de vibração
da estrutura naquela frequência .
Geralmente este método é aplicado em regiões onde o tamanho do elemento do modelo
proporcione um tempo de solução razoável. Uma vantagem deste método é a possibilidade de
se detalhar regiões complexas da geometria, como soldas, junções e reforços em chapas.
O Método de Elementos Finitos pode ser visto como uma generalização do Método de
Rayleigh Ritz (MRR) que fornece um procedimento automatizado para obter as funções base.
Este procedimento é feito da seguinte forma:
1. Dividi-se a estrutura em elementos 1D, 2D ou 3D (malha)
2. Define-se um conjunto de pontos de referência (nós), cada um com número de grau de
liberdade G.L
3. Define-se um conjunto de funções base que satisfazem os critérios de convergência do
MRR e de forma que cada função forneça um valor unitário para um dado G.L e zero
para todas as demais.
3.1 Vibração de Flexão de Viga com Seção Transversal Variável
O sistema considerado é a viga engastada-livre da Fig.(2.2). As equações de energia e trabalho
virtual são dadas:
U =
1
2

a
−a
EA

∂v
∂x

2
dx (25)
11
T =
1
2

a
−a
ρA˙ v
2
dx (26)
δW =

a
−a
p
x
δvdx (27)
onde a maior ordem da derivada das equações de energia é p = 2, assim, basta que d
i
(x) seja
contínua, e portanto 2 G.L é necessário, onde d
i
(x) e
∂d
i
(x)
∂x
devem ser funções contínuas.
Seja o cado onde a viga é divida em quatro elementos e cinco nós Fig.(3.4).
462 8 Introduction to Numerically Based Analyses of Fluid–Structure Interaction
Fig. 8.3. (a) Beam divided into four elements; (b) transverse and angular degrees of freedom
at the five nodal positions shown in (a).
Fig. 8.4. Prescribed functions for bending vibration of a beam.
Figura 3.4: Representação de quatro elementos de viga
Portanto, tem-se que:
d
i
(x) ⇒ v(x)
∂d
i
(x)
∂x
⇒ θ(x)
Assim, as funções base que respeitam o MRR são dadas conforme a Fig.(3.5a) em que a
deformação de um elemento será descrito pela combinação de 4 funções, as quais são iguais
para todos os elementos.
De forma a satisfazer os critérios de de convergência do MRR, tem-se que as funções de forma
(de apenas um só elemento) devem:
1. Formar um conjunto linearmente independente
2. Possuir derivadas de ordem (p−1) contínuas no elemento e no contorno (compatibilidade)
3. Atender as condições de contorno geométricas
4. Formar uma série completa
No caso de polinômios, estes devem ser de no mínimo grau p para atender os critérios acima.
Seja então um elemento de viga como mostrado na Fig.(3.5b), propõe-se a seguinte função
de forma:
v(ξ) = α
1
+ α
2
ξ + α
3
ξ
2
+ α
4
ξ
3
(28)
12
462 8 Introduction to Numerically Based Analyses of Fluid–Structure Interaction
Fig. 8.3. (a) Beam divided into four elements; (b) transverse and angular degrees of freedom
at the five nodal positions shown in (a).
Fig. 8.4. Prescribed functions for bending vibration of a beam.
(a) Representação das funções base
464 8 Introduction to Numerically Based Analyses of Fluid–Structure Interaction
Fig. 8.5. Flexural beam element.
3. By solving the equations of static equilibrium to determine the deformation
of the element due to prescribed boundary displacement.
In practice, the most appropriate method is used for each type of element. As dis-
cussed above, the flexural beam element of Fig. 8.5 is characterised by transverse
and angular displacements at the nodal positions. If, for example, a polynomial
shape function is sought, then, although the Rayleigh–Ritz convergence criteria
require that the shape function and its first derivative are continuous functions so
that the shape function is twice differentiable in x, a polynomial of third order
is used so that the vibratory field v(x) within the element is uniquely defined by
the linear, v
1
and v
2
, and angular, θ
z1
and θ
z2
, nodal displacements.
As shown in Fig. 8.5, the polynomial shape function can be expressed as
a function of the dimensionless coordinate ξ = x/a, where 2a is the element
length, so that
v(ξ) = α
1
+ α
2
ξ + α
3
ξ
2
+ α
4
ξ
3
(8.18)
The transverse displacement given by Eq. (8.18) can be expressed in matrix
form as
v(ξ) = p(ξ) {a(α)} =

1 ξ ξ
2
ξ
3





α
1
α
2
α
3
α
4




(8.19)
Thus, the transverse displacements v
1
and v
2
, and angular displacements θ
z1
=
∂v
∂x

x=−a
=
1
a
∂v
∂ξ

ξ=−1
and θ
z2
=
∂v
∂x

x=a
=
1
a
∂v
∂ξ

ξ=1
at the two nodal positions,
(b) Representação de um elemento de viga com os
respectivos G.L
Figura 3.5: Representação das funções base (a) e de um elemento de viga (b)
definindo assim de forma única os 4 G.L. Pode-se reescrever a Eq.(28) da seguinte maneira:
v(ξ) = {p(ξ)}
T
{α} (29)
onde:
{p(ξ)} =
¸
1 ξ ξ
2
ξ
3
¸
T
(30)
{α(ξ)} = {α α α}
T
(31)
Através da relação dada por:
d
i
(x) = v(x)
∂d
i
(x)
∂x
= θ(x)
e aplicando a condições de contorno em ξ = ±1 chega-se na seguinte relação:

v
1

z1
v
2

z2

=

1 −1 1 −1
0 1 −2 3
1 1 1 1
0 1 2 3
¸
¸
¸
¸
¸
¸

α
1
α
2
α
3
α
4

(32)
13
ou ainda:
{ ¯ v
e
} = [A
e
] {α} (33)
isolando {α}, tem-se:
{α} = [C
e
] {v
e
} (34)
onde {v
e
} é dado por:
{v
e
}
T
= {v
1
θ
1
v
2
θ
2
} (35)
e
[C
e
]

2 a 2 −a
−3 −a 3 −a
0 −a 0 a
1 a −1 a
¸
¸
¸
¸
¸
¸
(36)
e levando a Eq.(34) à Eq.(29), tem-se:
v(ξ) = {n(ξ)}
T
{v
e
} (37)
em que:
{n(ξ)} =

1
4
(2 −3ξ + ξ
3
)
a
4
(1 −ξ −ξ
2
+ ξ
3
)
1
4
(2 + 3ξ −ξ
3
)
a
4
(−1 −ξ + ξ
2
+ ξ
3
)

(38)
As funções definidas no vetor {n(ξ)} são as funções de forma do elemento.
Da mesma forma como foram calculadas as equações das energias no MRR, tem-se que os
elementos da matriz de massa [Me], de rigidez [Ke] e do vetor Fe de cada elemento (e) de viga,
são dados por:
Me
ij
=

1
−1
ρAan
i
(ξ)n
j
(ξ)dξ (39)
Ke
ij
=

1
−1
EI
z
a
3

2
n
i
(ξ)
∂ξ
2

2
n
j
(ξ)
∂ξ
2
dξ (40)
fe
ij
=

1
−1
F
y
n
i
(ξ)dξ (41)
No exemplo aqui considerado, as propriedades geométricas AeI
z
varia com x.
As relações entre os G.L do elemento e os G.L da viga toda é dado por:
{¯ v}
T
= {v
1
θ
z1
v
2
θ
z2
v
3
θ
z3
v
4
θ
z4
v
5
θ
z5
} (42)
14
Para o elemento e, essa relação fica:
{v
e
} = [a
e
] {¯ v} (43)
e para o elemento e = 1, tem-se que:
[a
e
] =

1 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 1 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 1 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 1 0 0 0 0 0 0
¸
¸
¸
¸
¸
¸
(44)
Levando a Eq.(43) para as equações da energias e do trabalho virtual do elemento e somando
todos os elementos, tem-se:
T =
1
2
{
˙
¯ v}
T

¯
M

{
˙
¯ v} (45)
U =
1
2
{¯ v}
T

¯
K

{¯ v} (46)
δW = {δ¯ v}
T
¸
¯
f
¸
(47)
onde:

¯
M

=
4
¸
e=1
[a
e
]
T
[Me] [a
e
] (48)

¯
K

=
4
¸
e=1
[a
e
]
T
[Ke] [a
e
] (49)
¸
¯
f
¸
=
4
¸
e=1
[a
e
]
T
{fe} (50)
As matrizes de [a
e
] fornecem a posição das matrizes do elemento nas matrizes da viga completa.
Para aplicar as condições de contornos, basta retirar os G.L do vetor ¯ v associados as condições
de contorno, e da mesma forma, as linhas e as colunas das matrizes de massa, rigidez e força
da viga associadas a esses G.L. Para o caso da viga engastada-livre, tem-se que:
v
1
= θ
z1
{v}
T
= {v
2
θ
z2
v
3
θ
z3
v
4
θ
z4
v
5
θ
z5
}
15
[M] =

¯ m
3,3
¯ m
3,4
· · · ¯ m
3,9
¯ m
3,10
¯ m
4,3
¯ m
4,4
· · · ¯ m
4,9
¯ m
4,10
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
¯ m
9,3
¯ m
9,4
· · · ¯ m
9,9
¯ m
9,10
¯ m
10,3
¯ m
10,4
· · · ¯ m
10,9
¯ m
10,10
¸
¸
¸
¸
¸
¸
¸
¸
¸
(51)
[K] =

¯
k
3,3
¯
k
3,4
· · ·
¯
k
3,9
¯
k
3,10
¯
k
4,3
¯
k
4,4
· · ·
¯
k
4,9
¯
k
4,10
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
¯
k
9,3
¯
k
9,4
· · ·
¯
k
9,9
¯
k
9,10
¯
k
10,3
¯
k
10,4
· · ·
¯
k
10,9
¯
k
10,10
¸
¸
¸
¸
¸
¸
¸
¸
¸
(52)
{f}
T
=

¯
f
3,3
¯
f
3,4
· · ·
¯
f
3,9
¯
f
3,10
¸
(53)
Levando essas matrizes para a equação do movimento,
[M] {¨ v(t)} + [K] {v(t)} = {f} (54)
onde assume-se um sistema não amortecido, cai-se num problema de autovalores como no MRR.
Da mesma forma, através do software MatLab(R2007a), foram montadas as matrizes globais
da viga e então foi resolvido o problema de autovalores/autovetores encontrando-se assim as
frequências naturais e formas modais.
Utilizando 4, 8 e 36 elementos, a comparação das quatro primeiras frequências naturais ‘f
n

(que é a raiz quadrada de cada autovalor) obtidas são dadas na Tabela 2 e as respectivas formas
modais na Fig.(3.6).
Modo f
n
(4 elementos) f
n
(8 elementos) f
n
(36 elementos)
1 103.67 106.36 107.24
2 457.83 471.77 476.61
3 1153.48 1187.67 1199.79
4 2208.79 2257.95 2277.05
Tabela 2: Frequências naturais da viga calculada pelo Método de Elementos Finitos
16
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
0
0.1667
0.3333
0.5
0.6667
0.8333
1
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Forma Modal pelo Método dos Elementos Finitos


4 elementos
8 elementos
36 elementos
(a) Primeira forma modal
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
−0.3333
−0.0667
0.2
0.4667
0.7333
1
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Forma Modal pelo Método dos Elementos Finitos


4 elementos
8 elementos
36 elementos
(b) Segunda forma modal
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
−0.3333
−0.0667
0.2
0.4667
0.7333
1
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Forma Modal pelo Método dos Elementos Finitos


4 elementos
8 elementos
36 elementos
(c) Terceira forma modal
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
−0.3333
−0.0667
0.2
0.4667
0.7333
1
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Forma Modal pelo Método dos Elementos Finitos


4 elementos
8 elementos
36 elementos
(d) Quarta forma modal
Figura 3.6: Formas Modais Calculadas pelo Método de Elementos Finitos
17
4 Comparação entre os Métodos
A comparação realizada entre o Método de Rayleigh Ritz (MRR) e o Métodos de Elementos
Finitos (FEM) foi utilizando 8 funções base no MRR e 36 elementos em FEM, comparando
então as quatro primeiras frequências naturais ‘f
n
’ (dadas na Tabela 3) e as respectivas formas
modais (dadas na Fig.(4.7)) de cada método.
Modo f
n
(MRR) f
n
(FEM) Erro (%)
1 107,38 107,24 0,04
2 476,83 476,61 0,05
3 1200,51 1199,79 0,06
4 2282,12 2277,05 0,22
Tabela 3: Frequências naturais da viga obtidas pelo MRR com 8 funções bases com o FEM
com 36 elementos
Como pode-se ver, os valores de frequências naturais e formas modais ficaram muito próximas
mostrando assim a eficácia dos métodos. Uma observação feita é que quando a geometria do
sistema se torna complexa, o MRR fica mais difícil de ser aplicado devido a dificuldade de se
encontras as funções base que obedecem as condições imposta pelo método, sendo então o FEM
mais indicado.
18
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
−1
−0.8333
−0.6667
−0.5
−0.3333
−0.1667
0
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Comparação da Forma Modal


MRR (8 funções base)
FEM (36 elementos)
(a) Primeira forma modal
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
−1
−0.7333
−0.4667
−0.2
0.0667
0.3333
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Comparação da Forma Modal


MRR (8 funções base)
FEM (36 elementos)
(b) Segunda forma modal
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
−0.3333
−0.0667
0.2
0.4667
0.7333
1
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Comparação da Forma Modal


MRR (8 funções base)
FEM (36 elementos)
(c) Terceira forma modal
0 0.1167 0.2333 0.35 0.4667 0.5833
−0.3333
−0.0667
0.2
0.4667
0.7333
1
Posição x na Viga [m]

D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

(
N
o
r
m
a
l
i
z
a
d
o
)
Comparação da Forma Modal


MRR (8 funções base)
FEM (36 elementos)
(d) Quarta forma modal
Figura 4.7: Formas Modais da viga obtidas pelo MRR com 8 funções bases com o FEM
com 36 elementos
19
Referências Bibliográficas
[1] JORDAN, R. Apostila de fundamentos de vibrações. UFSC, Programa de Pós-Graduação
em Engenharia Mecânica, 2009.
[2] CORDIOLI, J. A. Notas de aulas de métodos numéricos em vibrações e acústica. UFSC,
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica, 2009.
20

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