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A importância das Demonstrações Financeiras intercalares para as Sociedades Cotadas nas Bolsas de Valores

A importância das Demonstrações Financeiras intercalares para as Sociedades Cotadas nas Bolsas de Valores

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Esta dissertação de mestrado, têm como objetivo provar cientificamente, através de dois métodos estatísticos diferentes, se as sociedades cotadas em bolsa, que publicam demonstrações financeiras resumidas em períodos inferiores a 3 meses agregam mais valor as suas ações.
Esta dissertação de mestrado, têm como objetivo provar cientificamente, através de dois métodos estatísticos diferentes, se as sociedades cotadas em bolsa, que publicam demonstrações financeiras resumidas em períodos inferiores a 3 meses agregam mais valor as suas ações.

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UNIVERSIDADE AUTÓNOMA DE LISBOA

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS E EMPRESARIAIS
MESTRADO EM GESTÃO DE EMPRESAS
A IMPORTÂNCIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERCALARES
PARA AS SOCIEDADES COTADAS NAS BOLSAS DE VALORES
Dissertação para obtenção do grau de
Mestre em Gestão de Empresas.
ORIENTADOR:
PROFESSOR DOUTOR JOSÉ FIGUEIREDO ALMAÇA
APRESENTADA POR:
LICENCIADO PABLO PETERSEN SANTOS CONSULI
LISBOA, OUTUBRO DE 2007.
II
AGRADECIMENTOS
Ao concluir este trabalho, olhei para trás e percebi que não teria conseguido se não
fosse a ajuda de muitas pessoas que fazem ou fizeram parte da minha existência. Para estas
pessoas, que contribuíram directa ou indirectamente para o meu sucesso, quero deixar os
meus mais sinceros agradecimentos. Agradeço, em especial:
A Deus, por iluminar o meu caminho e estar sempre presente na minha vida.
Ao meu orientador, estimado Prof. José Almaça, homem de carácter e benevolência
singular, cujo apoio e conhecimento foi fulcral para o início e fim deste trabalho científico.
Ás Professoras Ana Angélica, Anaci Paim e Constança Urbano de Sousa, três
mulheres tão diferentes e distintas e ao mesmo tempo tão parecidas, na sua força, na sua
determinação e na sua generosidade; sem as suas ajudas, não seria possível a concretização
deste sonho.
Aos Professores do Mestrado, em especial ao Prof. Joaquin Quirós, cujas aulas e
conhecimentos de Contabilidade Financeira vieram preencher as lacunas de uma graduação
deficiente nesta área.
À equipa de funcionários da Biblioteca da UAL, cujo auxílio e prestatividade foram
determinantes em diversos momentos de angústia e, em especial à sua Directora Profª
Madalena Mira, pela ajuda no que se refere à correcção ortográfica e gramatical do texto.
Muito obrigado a todas, pela ajuda e boa-vontade demonstrada.
Aos grandes amigos, poucos mas bons, que sempre estiveram ao meu lado,
principalmente nos momentos mais difíceis, nunca deixando de me socorrer e amparar, não só
com palavras mas também com atitudes; Alexandre Ribeiro e Marco Aurélio, amigos de toda
hora.
Aos outros amigos, conhecidos e colegas, que passaram ou ainda fazem parte da
minha vida, que prefiro não nomear aqui para não correr o risco de ser injusto e esquecer
alguém, mas que todos sabem quem são.
III
Ao Prof. Djalma Boaventura e meu padrinho de graduação Sr. Anchieta Nery, muito
mais que um docente e um protector, dois amigos e conselheiros, pelas palavras e incentivos,
durante todo o período em que fazer o mestrado era apenas um sonho distante.
Ao Prof. Manuel Mendes da Cruz, do Instituto Superior de Contabilidade e
Administração de Lisboa (ISCAL), que tão prontamente disponibilizou os dados necessários
para a execução da pesquisa empírica referente aquela instituição; se todos tivessem a mesma
postura que ele, fazer ciência seria muito mais descomplicado e prazeroso.
À minha família (tio Chico, tia Denise, tia Neuza, tia Teresa, tia Sónia, tio Anderson,
tio Marcos, tio Márcio, tia Patrícia, tia Susy, tio Tadeu, Armando, meu avó Laudelino, minhas
avós Valdenice e Geraldina, e todos os outros tios, tias, primos, primas e agregados) que
nunca deixaram de acreditar no meu potencial e sempre me fizeram sentir especial e amado;
sou feliz e agradeço pela família que Deus me deu.
Por fim, quero agradecer às três pessoas mais importantes da minha vida: Meu pai
António Eliezer, que apesar de ter estado muito pouco tempo presente fisicamente, que Deus
o tenha do seu lado, foi sempre o maior exemplo de honra e dignidade na minha vida. Pai,
nunca deixei de senti-lo presente ao meu lado, me protegendo e me amando, a toda hora a
todo instante; minha irmã Raquel Petersen, pelo carinho, paciência e motivação. Irmã, mesmo
que eu viva um milhão de anos, não poderia querer outro Irmão que não fosse você. Obrigado
por existir em meu caminho; e, à minha abençoada mãe, Geraldina Petersen, por tudo e por
nada, pelos ensinamentos, pela dedicação, pela perseverança, pela coragem, pela honestidade,
pelo carinho, pelo amor … mãe, me faltam palavras para descrevê-la e para descrever o
quanto sou grato a você. Você é o meu caminho, meu Norte. Tudo que eu sou, fui ou serei um
dia, devo a você. Te amo.
IV
RESUMO
Com o advento do fenómeno mundial conhecido como globalização, onde os
conceitos de países, fronteiras e empresas nacionais perderam grande parte do seu significado,
tornou-se necessária uma regulamentação mais rigorosa e abrangente de/para as empresas
cotadas, no sentido de proteger o mercado de acções e seus utlizadores, evitando-se assim,
casos de fraudes contabilísticas como a Parmalat, a Enron, a World.Com entre outros.
Esta necessidade de maior transparência das informações financeiras, aliada a uma
forte exigência dos utilizadores daquelas, levou a que as empresas com valores cotados em
mercados regulamentados, rompessem uma série de antigos paradigmas e, realizassem
significativas mudanças na sua forma de se relacionar com o exterior. Neste sentido, em
pouco mais de uma década, estas organizações deixaram de ser obrigadas a publicar as suas
contas somente uma vez ao ano, passando a ser obrigadas, a publicar as suas informações
contabilísticas referentes a períodos anuais, semestrais e trimestrais.
Tendo em conta que, perguntas tipo “quem”, “quando”, “como” e “onde” as
informações financeiras intercalares serão publicadas, ainda não foram devidamente
regulamentadas pelas instituições competentes, acirrados debates de ideias, pró/contra a
elaboração e publicação das DF intercalares, ainda terão espaços garantidos nos meios
académicos e científicos pelos próximos tempos.
Por fim, uma vez que grande parte das obras bibliográficas que abordam este assunto,
o fazem apenas no sentido de expor a obrigatoriedade de publicação das IF intercalares, por
parte das Sociedades Cotadas, era pretensão deste estudo científico, dar um valioso contributo
ao tema, na medida em que procurou analisar duas variáveis distintas da questão: A percepção
dos utentes das IF em relação à publicação das DF intercalares e, se a divulgação periódica
daquelas, traz algum benefício directo/indirecto para as organizações cotadas. Estes resultados
foram obtidos através da aplicação de um questionário directo entre diversas classes de
utilizadores das DF e, através de uma análise estatística dos valores de cotação,
anteriores/posteriores à data da publicação da IF intercalar, das acções de 4 das 5 empresas
com maior volume de negócios na Euronext Lisbon nos últimos sete anos.
V
ABSTRACT
With the advent of THE world-wide phenomenon known as globalization, where the
concepts of countries, borders and national companies have lost great part of its meaning, a
more rigorous and including regulation became necessary from/to the quoted companies, in
the sense of protecting the market shares and its users, avoiding thus cases of accounting
frauds such as the ones of Parmalat, the Enron, the World.Com, among others.
This need of a bigger transparency of the financial information, allied to a strong
demand of it users, led the companies with values negotiated in regulated markets to breach a
series of old paradigms, and carried on significant changes in its form of relating with the
exterior. Therefore, in little more than a decade, these organizations weren’t no longer obliged
to publish its accounts only once a year, but started to be obliged to publish its referring
accounting information in annually, semester and quarterly periods.
Since questions like "who", "when", "how" and "where" these intercalated financial
informations will be published, have not yet been regulated by the competent institutions,
incited debates of ideias, pro/against the elaboration and publication of the intercaleted FD,
will still have it’s room guaranteed in the scientific and academic fields in the upcoming
years.
Since great part of the bibliography on this subject, does it only in the sense of
displaying the need of mandatory publication of the Intercalate FI by the Share Societies, it’s
a pretension of this scientific study to contribute valuably on this subject, in the way that it
intended to analyze two distinct variables of the following question: The perception of the
users of the FI in relation to the publication of the iIntercalate FD and, if the periodical
publishing of those brings some benefit directly/indirectly to the share organizations. These
results were obtained through the application of a direct questionnaire among different classes
of users of the FD and, through statistical analysis of these share values, before/after the
publication date of the Intercalate FI, of the shares of 4 of the 5 bigger volume business-
oriented companies in the Euronext Lisbon in the last seven years.
VI
ÍNDICE
Agradecimentos ..................................................................................................................II
Resumo................................................................................................................................IV
Abstract...............................................................................................................................V
Lista de Figuras ..................................................................................................................X
Lista de Quadros ................................................................................................................XI
Lista de Gráficos.................................................................................................................XII
Lista de Anexos...................................................................................................................XIV
Siglas e Abreviaturas..........................................................................................................XV
INTRODUÇÃO..................................................................................................................1
CAPÍTULO 1: ASPECTOS METODOLÓGICOS...........................................................7
1.1 Definição do problema....................................................................................................8
1.2 Objectivos ......................................................................................................................8
1.2.1 Objectivo geral....................................................................................................8
1.2.2 Objectivos específicos.........................................................................................8
1.3 Delimitação de âmbito ....................................................................................................9
1.4 Definição da hipótese......................................................................................................10
1.5 Metodologia utilizada .....................................................................................................11
1.6 Estrutura da Investigação................................................................................................15
1.7 Investigações Futuras......................................................................................................17
CAPÍTULO 2: A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE...........................................18
2.1 Considerações Gerais......................................................................................................19
2.2 Breve histórico da contabilidade – do mundo antigo ao mundo científico........................19
2.2.1 Origem dos registos contabilísticos .....................................................................19
2.2.2 Contabilidade na idade média..............................................................................23
2.2.3 A contabilidade moderna e o método das partidas dobradas.................................25
2.2.4 A contabilidade científica....................................................................................27
2.3 Conceito e natureza da contabilidade .............................................................................30
2.4 Objecto e objectivo da contabilidade .............................................................................33
2.5 Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites (P.C.G.A.).............................................35
VII
2.5.1 Análise e conceituação dos princípios ................................................................37
2.5.1.1 Da continuidade ...................................................................................37
2.5.1.2 Do acréscimo ou da especialização dos exercícios...............................38
2.5.1.3 Da consistência ....................................................................................39
2.5.1.4 Da prudência ........................................................................................40
2.5.1.5 Da substância sobre a forma.................................................................40
2.5.1.6 Da materialidade ..................................................................................41
2.5.1.7 Do custo histórico ................................................................................42
CAPÍTULO 3: DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ....................................................44
3.1 Considerações gerais ......................................................................................................45
3.1.1 Estrutura conceptual – breves considerações ......................................................49
3.1.2 Utilizadores das demonstrações financeiras........................................................51
3.1.3 Características qualitativas da informação financeira .........................................53
3.1.4 Elementos das demonstrações financeiras ..........................................................57
3.1.4.1 Posição financeira...................................................................................58
3.1.4.2 Desempenho económico .........................................................................60
3.1.5 Reconhecimento e medida dos elementos das DF...............................................61
3.2 Documentos obrigatórios das DF ...................................................................................65
3.2.1 Balanço...............................................................................................................65
3.2.2 Demonstração dos resultados por natureza .........................................................68
3.2.3 Demonstração dos resultados por funções ..........................................................71
3.2.4 Anexos ao balanço e à demonstração dos resultados ..........................................72
3.2.5 Alterações no capital próprio..............................................................................73
3.2.6 Demonstração dos fluxos de caixa.......................................................................74
3.2.7 Quadros e código de contas .................................................................................76
3.2.8 Concentrações de actividades empresariais..........................................................77
CAPÍTULO 4: BOLSAS DE VALORES ..........................................................................80
4.1 Considerações Gerais......................................................................................................81
4.2 Conceitos iniciais............................................................................................................82
4.2.1 Sociedades ..........................................................................................................83
4.2.2 Sociedades comerciais.........................................................................................83
4.2.3 Sociedades limitadas ...........................................................................................84
VIII
4.2.4 Sociedades anónimas...........................................................................................84
4.2.4.1 Sociedades anónimas abertas ou fechadas .............................................88
4.3 Euronext lisbon...............................................................................................................89
4.3.1 Conceituação de bolsas de valores.......................................................................89
4.3.2 Histórico das bolsas de valores em Portugal ........................................................90
4.3.3 Funções da bolsa ................................................................................................. 91
4.3.4 Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) - autoridade de tutela
em Portugal......................................................................................................... 93
CAPÍTULO 5: DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DE EMPRESAS COTADAS
NA EURONEXT LISBON................................................................................................. 95
5.1 Considerações gerais.......................................................................................................96
5.2 Regulamentação internacional ........................................................................................97
5.3 Harmonização contabilística e normas internacionais de contabilidade............................99
5.3.1 Transparência da informação financeira para o mercado......................................103
5.3.2 Segmentação da informação................................................................................105
5.3.3 Informação sobre riscos.......................................................................................107
5.4 Relatório de gestão .........................................................................................................108
5.4.1 Corporate governance ou governo corporativo ....................................................111
5.4.2 Informação voluntária .........................................................................................113
5.5 Divulgação de informações financeiras na internet..........................................................115
5.6 Peridiocidade das informações financeiras ......................................................................118
5.7 Auditoria das contas........................................................................................................122
CAPÍTULO 6: INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA ................................................................127
6.1 Considerações gerais.......................................................................................................128
6.2 População e amostra seleccionada...................................................................................129
6.2.1 Representatividade da amostra ............................................................................132
6.3 Técnica de recolha de dados............................................................................................135
6.3.1 Apresentação do questionário..............................................................................137
6.3.1.1 Pré-teste ............................................................................................137
6.3.1.2 Modelo final do questionário ................................................................137
6.3.2 Resultados gerais do questionário........................................................................139
6.1.3.1 Identificação parcial do inquirido..........................................................139
IX
6.3.2.1.1 Idade dos inquiridos ............................................................139
6.3.2.1.2 Anos no exercício da função................................................139
6.3.2.1.3 Nível de escolaridade inicial/actual......................................141
6.3.2.2 Avaliação da informação financeira ......................................................144
6.3.2.2.1 Satisfação das necessidades de informações financeiras .......144
6.3.2.2.2 Evolução qualitativa/quantitativa das DF .............................146
6.3.2.2.3 Representatividade de alguns factos para a actual conjectura
contabilística em Portugal .................................................... 148
6.3.2.2.4 Satisfação com as actuais exigências
qualitativas/quantitativas de publicação das IF por parte das
empresas cotadas.................................................................. 150
6.3.2.3 Periodicidade das informações financeiras ............................................152
6.2.3.4 Qualidade/quantidade das DF intercalares.............................................154
6.3.2.4.1 Características qualitativas das DF intercalares ....................154
6.3.2.4.2 Segurança das DF intercalares trimestrais.............................156
6.3.2.4.3 Quantidade das DF intercalares ............................................159
6.3.2.5 Importância das DF intercalares para as sociedades cotadas..................160
6.3.2.5.1 Benefícios para as S.A. na publicação de DF intercalares .....160
6.3.2.5.2 Publicação voluntária de mais IF intercalares por parte das
empresas cotadas.................................................................. 163
6.4 Análise estatística do valor das acções ............................................................................166
6.4.1 Teste das hipóteses..............................................................................................168
CAPÍTULO 7: CONCLUSÕES.........................................................................................171
7.1 Conclusões por capítulos ................................................................................................172
7.2 Conclusões gerais ...........................................................................................................176
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................................184
ANEXOS.............................................................................................................................A1
X
LISTA DE FIGURAS
Figura 1.1 Representação do processo de investigação.................................................12
Figura 3.1 Envolvente Legal da Empresa .....................................................................48
Figura 3.2 Grupos de interesses no meio envolvente da empresa..................................52
Figura 3.3 Características qualitativas da informação financeira...................................56
Figura 4.1 Entidades que podem fiscalizar a empresa com base nas demonstrações
financeiras ............................................................................................................87
Figura 4.2 Hierarquia legal a ser seguida pelas empresas cotadas na Euronext Lisbon.. 94
Figura 5.1 1º Nível da Normalização Contabilística em Portugal.................................. 103
Figura 6.1 Etapas realizadas para a conclusão da investigação empírica deste trabalho
científico.....................................................................................................130
XI
LISTA DE QUADROS
Quadro 1.1 Famílias, enfoques e técnicas de investigação............................................13
Quadro 2.1 Comparativo dos P.C.G.A.........................................................................37
Quadro 3.1 Responsabilidade pela elaboração e publicação das Demonstrações
Financeiras................................................................................................47
Quadro 3.2 Definição dos objectivos das Demonstrações Financeiras..........................50
Quadro 3.3 Características qualitativas das Informações Financeiras ...........................53
Quadro 3.4 Bases valorimétricas das classes das Demonstrações Financeiras ..............63
Quadro 5.1 Propostas para normalizar a publicação de informação prospectiva ...........114
Quadro 6.1 Composição inicial do universo da pesquisa empírica................................ 131
Quadro 6.2 Composição final da população-alvo da pesquisa empírica........................132
Quadro 6.3 Amostra da pesquisa empírica ...................................................................135
Quadro 6.4 Grau de escolaridade dos utentes no início de carreira ...............................141
Quadro 6.5 Grau de escolaridade dos utentes actualmente ...........................................143
Quadro 6.6 Motivos que geram insatisfação em relação as if publicadas pelas
sociedades cotadas ....................................................................................145
Quadro 6.7 Representatividade de cada facto para a actual conjectura contabilística
em Portugal...............................................................................................148
Quadro 6.8 Periodicidade das Demonstrações financeiras............................................152
Quadro 6.9 Características qualitativas das IF publicadas pelas sociedades cotadas .....155
Quadro 6.10 Quantidade das DF intercalares .................................................................160
Quadro 6.11 Benefícios que podem fluir para a empresa cotada em decorrência da
publicação periódica das DF intercalares...................................................161
Quadro 6.12 Motivos levados em consideração pelas sociedades cotadas na publicação
das DF intercalares....................................................................................165
XII
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 6.1 Percentual geral de anos no exercício da função .......................................140
Gráfico 6.2 Percentual geral de anos no exercício da função por subgrupos de utentes 140
Gráfico 6.3 Qualificação académica relativa dos utentes no início da carreira .............142
Gráfico 6.4 Percentual geral dos utentes na qualificação académica actual ..................143
Gráfico 6.5 Percentual geral dos utentes satisfeitos com as DF publicadas pelas
empresas cotadas na Euronext Lisbon.......................................................144
Gráfico 6.6 Percentual relativo dos motivos que geram insatisfações em relação as
DF............................................................................................................145
Gráfico 6.7 Percentual geral no universo total respondente, dos motivos e das
opiniões que geram insatisfações em relação as DF..................................146
Gráfico 6.8 Percentual geral do nível de opiniões em relação a mudança qualitativa
das IF após o ingresso de Portugal na CE .................................................147
Gráfico 6.9 Percentual geral do nível de opiniões em relação a mudança quantitativa
das IF após o ingresso de Portugal na CE .................................................147
Gráfico 6.10 Percentual relativo dos factos para a actual conjectura contabilística em
Portugal....................................................................................................149
Gráfico 6.11 Percentual geral de cada motivo/facto para a actual conjectura
contabilística em Portugal ........................................................................150
Gráfico 6.12 Percentual geral de satisfação em relação as actuais exigências
qualitativas/quantitativas de publicação de informações financeiras..........151
Gráfico 6.13 Percentual geral de motivos que levariam a um maior grau de satisfação
por parte dos utentes com as DF publicadas por empresas cotadas............151
Gráfico 6.14 Percentual relativo de cada opinião nos períodos de tempo para
publicação e elaboração de DF por parte das empresas cotadas.................153
Gráfico 6.15 Percentual geral de cada motivo em cada período de tempo para
publicação e elaboração de DF por parte das empresas cotadas.................154
Gráfico 6.16 Percentual relativo de cada opinião nas características qualitativas da IF...156
Gráfico 6.17 Percentual geral de cada opinião e de cada característica qualitativa no
universo total de pesquisados ...................................................................156
XIII
Gráfico 6.18 Percentual geral de utentes que consideram necessário efectuar uma
revisão/auditoria nas DF trimestrais..........................................................157
Gráfico 6.19 Melhor opção para se realizar um processo de auditoria nas DF
trimestrais ................................................................................................159
Gráfico 6.20 Percentual geral de utentes que consideram as DF intercalares benéficas
para as empresas cotadas..........................................................................161
Gráfico 6.21 Percentual relativo de opiniões em cada benefício, que pode ser gerado
para as sociedades cotadas em decorrência da publicação periódica de
DF intercalares .........................................................................................162
Gráfico 6.22 Percentual geral no universo de inquiridos, das opiniões e de cada
benefício, que pode ser gerado para as S/A pela publicação periódica de
DF intercalares .........................................................................................163
Gráfico 6.23 Percentual geral no universo total de inquiridos, por subgrupos de utentes,
que acreditam na publicação de mais IF intercalares por parte das
sociedades cotadas ...................................................................................164
Gráfico 6.24 Percentual relativo de opiniões em cada motivo levado em consideração
na elaboração e publicação de DF intercalares..........................................165
Gráfico 6.25 Percentual geral no universo total de pesquisados, de cada opinião e de
cada motivo levado em consideração na elaboração e publicação das DF
intercalares...............................................................................................166
Gráfico 6.26 Média dos 5 valores cotados antes/após a data de publicação da
informação financeira (anual ou intercalar) da Portugal Telecom SGPS
NOM........................................................................................................167
Gráfico 6.27 Média dos 5 valores cotados antes/após a data de publicação da
informação financeira (anual ou intercalar) da Sonae SGPS......................167
Gráfico 6.28 Média dos 5 valores cotados antes/após a data de publicação da
informação financeira (anual ou intercalar) da EDP NOM........................168
Gráfico 6.29 Média dos 5 valores cotados antes/após a data de publicação da
informação financeira (anual ou intercalar) da Sonaecom SGPS...............168
XIV
LISTA DE ANEXOS
Anexo I Modelo do Questionário............................................................................. A2
Anexo II Amostra Pesquisada ................................................................................... A8
Anexo III Análise Estatística...................................................................................... A28
Anexo IV Cotação Diária dos Títulos Negociados pelas 4 Empresas Seleccionadas.... A72
Anexo V Modelo de Demonstrações Financeiras Trimestrais .................................... A86
XV
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
AAA American Accounting Association
AAPA American Association of Public Accountants
AECA Asociación Española de Contabilidad y Administración de Empresas
AIA American Institute of Accountants
AICPA American Institute of Certified Public Accountants
APB Accounting Principles Board
BOVESBA Bolsa de Valores Bahia-Sergipe-Alagoas
BOVESPA Bolsa de Valores de São Paulo
BP Banco de Portugal
BVLP Bolsa de Valores de Lisboa e Porto
CAP Committee on Accounting Procedures
CE Conselho Europeu
CEE Comunidade Económica Europeia
CESR Committee of European Securities Regulators
CFC Conselho Federal de Contabilidade
CLC Certificação Legal das Contas
CMVM Comissão do Mercado de Valores Mobiliários
CNC Comissão de Normalização Contabilística
CNCAP Comissão de Normalização Contabilística da Administração Pública
CSC Código das Sociedades Comerciais
CTOC Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas
CVM Comissão de Valores Mobiliários
DC Directriz Contabilística
DEL Decreto-Lei
XVI
DF Demonstração Financeira
ECSC European Coal and Steel Community
EUA Estados Unidos da América
FASB Financial Accounting Standards Board
FIFO First In First Out
FIPECAFI Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuáriais e Financeiras
IAS International Accounting Standard
IASB International Accounting Standards Boards
IASC International Accounting Standards Committee
ICAC Instituto de Contabilidad y Auditoria de Cuentas
ICC Interstate Commerce Commission
IF Informação Financeira
IFAC International Federation of Accounting Commitee
IFRS International Financial Reporting Standards
IOSCO International Organization of Securities Commissions
ISA International Standard on Auditing
ISCAL Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa
ISCTE Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
ISP Instituto de Seguros de Portugal
LIFO Last In Last Out
NIC Normas Internacionais de Contabilidade
NYSE New York Stock Exchange
OEDC Organization for Economic Co-operation and Development
OROC Ordem dos Revisores Oficiais de Contas
PCGA Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites
XVII
POC Plano Oficial de Contabilidade
ROC Revisores Oficiais de Contas
S.A. Sociedades Anónimas
SEC Securities and Exchanged Commission
SFAC Statements of Financial Accounting Concepts
TOC Técnicos Oficiais de Contas
UAL Universidade Autónoma de Lisboa
US GAAP United States Generally Accepted Accounting Principles
INTRODUÇÃO
2
INTRODUÇÃO
A humanidade mantém relações de comercialização de bens e serviços por ela
produzidos, há centenas de séculos. “No mundo moderno a produção de bens e serviços, é na
sua maior parte, realizada por entidades denominadas empresas. Sem dúvida, ainda existem
actividades produtivas executadas por pessoas físicas, especialmente na área de serviços e na
produção de pequenas quantidades de bens (...) Todavia apesar de extremamente importante,
não se pode negar que são as empresas, entidades que se organizam e congregam capital e
trabalho, que oferecem ao mercado a grande parte dos bens e serviços por este demandado”.
(Sá, 1987, p. 27)
Desde o princípio do séc. XV quando as primeiras Sociedades Anónimas
1
(S.A.)
foram criadas na Holanda, até os dias actuais, passando pela reformulação das leis que regem
estas sociedades após o crash de 1929 nos Estados Unidos da América, existem e existiram
muitas controvérsias acerca de qualquer tema relacionado com a forma ideal de procedimento
público das mesmas; bem como, da sua relação com os diversos utentes, especialmente
investidores, que de alguma forma estão ligados a estas organizações. Com o surgimento do
fenómeno mundial conhecido como Globalização, e da criação dos Mercados Únicos,
especialmente o Europeu na década passada
2
, trazendo como consequência directa a
eliminação das barreiras transfronteiriças, tornou-se necessário por parte das empresas cotadas
nos Mercados Regulamentados, Bolsas de Valores, uma maior publicidade a nível qualitativo
e quantitativo das Demonstrações Financeiras (DF’S) das mesmas. Isso porque, “o bom
funcionamento do mercado de acções e das bolsas requer que os investidores disponham de
informação qualificada a acessível contendo os elementos essenciais sobre a situação
financeira das sociedades cotadas” (Pereira, 1991, pág. 286).
Cipriano (2000, pág.5) complementa a afirmação anterior quando diz: “Na dupla
perspectiva do funcionamento dos mercados e da segurança dos negócios, assim como da
acessibilidade e gestão da informação económica geral, as demonstrações financeiras
1
Sociedades com fundamentação e preceitos similares as sociedades S.A. actuais, pois na verdade, segundo este
autor, a primeira sociedade por acções, a Sociedade dos Moinhos do Basacie e do castelo de Toulouse, foi criada
em França por volta do ano de 1250 (Bellettant, Dicionário da Bolsa e dos Mercados. 1997, p.57).
2
Apesar de já existir como Comunidade Económica Europeia (CEE) desde 1957, com a assinatura do Tratado de
Roma, um Mercado Comum está assente em três pressupostos principais, a livre circulação de pessoas,
mercadorias e capitais. O Mercado Comum Europeu, só entrou em vigor a partir de 1 de Janeiro de 1993. A nível
macro, a CEE passou a se designar posteriormente Comunidade Europeia (CE) e, actualmente União Europeia
(EU). Estes termos, são designados nesse trabalho, consoante o tempo histórico a que se referem.
3
constituem um elo fundamental”. O referido autor afirma ainda, metaforicamente falando, que
em nível de importância poder-se-ia comparar de forma similar, a necessidade de informação
para os mercados, assim como do sangue para o corpo humano. Esta preocupação com a
qualidade das DF’S, também pode ser observada no n.º 31 da introdução da directiva
2001/34/CE do Parlamento Europeu, “Uma política de informação adequada dos investidores
no sector dos valores mobiliários é susceptível de melhorar a sua protecção, de reforçar a sua
confiança nos mercados desses valores e de assegurar assim o seu bom funcionamento”.
Devido ao crescente amadurecimento dos Mercados internacionais na última década,
também os utentes das Demonstrações Financeiras estão se tornando cada vez mais exigentes.
Assim, não é exagero dizer que existe um “aumento da pressão que nos anos mais recentes se
vem fazendo sentir generalizadamente sobre as empresas, no sentido de que estas preparem e
divulguem cada vez mais e melhor informação, sobretudo financeira”. (Machado, 1998,
pág.9). Desta forma, no sentido de proteger estes utilizadores, diferentes entidades
internacionais vêm criando e publicando leis, normativos, pareceres e todo o tipo de
instrumentos legais, que visam coibir e obrigar as sociedades S.A. a adoptarem certas posturas
com o intuito de garantir a veracidade e fiabilidade das informações financeiras
disponibilizadas pelas mesmas.
Há cerca de uma década atrás, as empresas cotadas em Portugal eram obrigadas a
publicar as suas demonstrações financeiras apenas uma vez por ano. Entretanto, esta situação
começou a mudar quando o International Accounting Standards Boards (IASB), e outras
entidades regulamentadoras, sintonizadas com as novas aspirações mundiais e portuguesas,
compreendendo que o espaço de um ano entre a publicação das informações financeiras das
empresas anónimas, é insuficiente para atender às necessidades dos utentes, resolveram sair
da inércia em que se encontravam e expandiram essa obrigatoriedade, regulando e criando
normativos específicos sobre Demonstrações Financeiras Intercalares, que segundo o n.º 2 da
Introdução da International Accounting Standard
3
(IAS) 34, Relato Financeiro Intercalar,
significa: “Um relatório financeiro intercalar é um relatório financeiro que contém quer um
3
As [International Accounting Standards (IAS) ou] Normas Internacionais de Contabilidade (NIC) são
elaboradas pelo International Accounting Standards Committee (IASC), cujo objectivo consiste em criar um
conjunto único de normas contabilísticas a nível mundial. Na sequência da reestruturação do IASC, uma das
primeiras decisões do novo órgão de direcção consistiu em alterar a denominação deste comité para International
Accounting Standards Board (IASB) a partir de 1 de Abril de 2001 e, no que diz respeito às futuras normas
internacionais de contabilidade, foi determinado que as NIC passariam a denominar-se [International Financial
Reporting Standards (IRFS) ou] Normas Internacionais de Informação Financeira (NIIF) (Regulamento CE n.º
1606/2002, art. 7º). Este órgão regulador será estudado mais detalhadamente no capítulo 5.
4
conjunto completo quer um conjunto condensado de demonstrações financeiras relativas a um
período mais curto do que um ano financeiro completo de uma empresa.”
Completando esta afirmação, pode-se transcrever um trecho do art. 14º do parecer do
Banco Central Europeu n.º CON/2003/21, que diz: “A oportuna divulgação pública de
informação periódica garante que todos os participantes no mercado financeiro têm acesso à
informação financeira pertinente, o que auxilia a eficiência do processo de descoberta do
preço dos activos financeiros”.
Apesar de historicamente recente, visto que a criação da IAS 34 somente foi aprovada
em Fevereiro de 1998, com validade para os períodos que começassem em/após 1º de Janeiro
de 1999, a publicação deste normativo veio solidificar uma série de outras publicações por
parte das entidades responsáveis pelo funcionamento dos mercados de capitais Português. A
Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), conforme relatório on-line anual de
1997, no seu ponto 2.1.3 afirma: “Em 1997 foi também iniciado o processo de
regulamentação da obrigatoriedade de prestação de informação trimestral. Foi elaborada,
aprovada e publicada a Portaria n.º 1222/97, de 12 de Dezembro, que obriga as sociedades
com acções admitidas ao mercado de cotações oficiais a elaborar e publicar trimestralmente
informação financeira.”
Entretanto, salienta-se, que apesar do carácter geral da IAS 34, aquela não determina
quais, quando e como as empresas deverão publicar informações financeiras intercalares. Tal
incumbência ficou a cargo dos Estados Nacionais e das entidades reguladoras do mercado,
bem como das organizações contabilísticas e entidades bolsistas. Assim, em Portugal, fica a
cargo dos legisladores nacionais e da CMVM, principalmente, legislar acerca do assunto
4
.
Um outro factor a ser ressaltado, refere-se aos custos para criação e divulgação das
informações intercalares. Muitos profissionais e empresários acreditam serem desnecessários
tais tipos de informações, tendo em conta o custo que elas representam para as empresas em
geral. Tal opinião vai em sentido contrário as opiniões expressadas pelos órgãos
regulamentadores e autores diversos. Confirmando esta divergência de opiniões, pode-se
4
Apesar de não possui competências legais para legislar sobre este assunto de forma irrestrita, outras entidades o
fazem, mas apenas orientando os seus associados de forma geral. São exemplos de entidades que legislaram
sobre o assunto, a Euronext Lisbon, a OROC e a CTOC.
5
transcrever o n.º 6 do parecer, citado anteriormente, do Banco Europeu. Tal artigo diz: “Além
do mais, maiores exigências de prestação de informação irão provavelmente fazer baixar os
custos de capital das empresas. (…) O acréscimo de informação reduz o grau de incerteza
associado às actividades negociais presentes e futuras das empresas. Este facto fará aumentar
a confiança dos investidores nos anúncios das empresas relativamente aos seus resultados, e
tenderão a fazer baixar os custos de capital das mesmas”. Ainda de acordo com o referido
artigo, pode-se afirmar que “num meio em que exista assimetria de informação entre
administração, accionistas e obrigacionistas, a divulgação de informação adicional serve para
atenuar a selecção adversa e os problemas resultantes da incompatibilidade de incentivos, o
que tem como contrapartida positiva um custo de capital inferior”.
Segundo Machado (1998, pág.9), o principal motivo para uma sociedade empresarial
refrear a torrente de saída de fluxos de informação para o exterior, não é propriamente o custo
de elaboração e divulgação, visto, que “a divulgação da informação financeira não deixa de
ser também importante para a própria empresa, que pode por esta via reduzir os custos dos
seus financiamentos externos, através da melhoria de imagem e consequente abaixamento do
prémio de risco exigido pelos financiadores”, mas sim, o conhecimento pela concorrência das
estratégias adoptadas pela empresa no meio envolvente ao qual pertença. Ainda segundo o
referido autor, “neste jogo de ‘informa-esconde’ em que se pode transformar a informação
financeira empresarial há que procurar os adequados equilíbrios”.
Desta forma, a normalização e regulamentação deste assunto, ainda vai desencadear
grandes discussões e controvérsias. Conforme Machado (1998, pág.11) diz: “Apesar de ser
objecto de algumas posições divergentes, a informação intercalar tem visto quase
genericamente a sua importância (…) mas o que não é consensual e pode fazer a diferença na
forma e no conteúdo da informação intercalar, é saber se ela deve ser considerada, parte
integrante da informação anual, ou como uma peça de informação verdadeiramente
autónoma”. Não podemos deixar de levar também em consideração, que apesar das S.A.
estarem obrigadas a demonstrar trimestralmente a situação patrimonial e económico-
financeira da organização, e existindo correntes contrárias de pensamentos no meio
profissional que contestam o seu custo-benefício, estes, afirmam ainda, que as informações
podem conter distorções devidas principalmente ao curto prazo em que são preparadas, assim
como a inclusão de eventos sazonais ou cíclicos únicos, induzindo os utentes a uma
interpretação errónea das mesmas. Respondendo a esta afirmação, Machado (1998, pág.11)
6
diz: “Os investidores aprenderão depressa a fazer a sua leitura correcta, desde que a afirmação
seja apresentada de forma compreensível e segundo as regras conhecidas e, de preferência,
uniformizadas.”
CAPÍTULO 1
ASPECTOS METODOLÓGICOS
8
1. ASPECTOS METODOLÓGICOS
1.1 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA
Existem diversas literaturas de cariz científico ou normativo, que exprimem opiniões
sobre a necessidade qualitativa e quantitativa das DF’S elaboradas e publicadas pelas
empresas em geral. Entretanto, conforme dito anteriormente, por ser um tema historicamente
recente, não podemos afirmar o mesmo em relação às Demonstrações Financeiras
Intercalares; insuficientes são as obras existentes relacionadas com este tema. Outro factor a
ser salientado, é a falta de análise nessas obras, do impacto causado na imagem e na estrutura
organizacional das empresas que elaboram e publicam informações financeiras periódicas. É
de conhecimento público, e opinião geral dos autores, que a elaboração e publicação deste
tipo de informação traz benefícios directos para os utilizadores externos da Contabilidade.
Mas será que também os traz para a organização?
Por essas razões, e face ao exposto até o momento, a problemática da pesquisa que irá
nortear a criação deste estudo, pode ser descrita através da seguinte pergunta: “Qual a
importância, o conteúdo e a periodicidade das DF´S Intercalares mais benéficas para as
empresas cotadas em bolsas, e os utentes dessas informações financeiras?”
1.2 OBJECTIVOS
1.2.1 OBJECTIVO GERAL
Identificar, compreender e comparar, o grau de importância que as Demonstrações
Financeiras Intercalares possuem para a criação de valor nas empresas cotadas em Bolsa, e a
percepção das mesmas assumidas pelos diversos utentes.
1.2.2 OBJECTIVOS ESPECÍFICOS:
a) Verificar o ponto de equilíbrio para elaboração e publicação das Demonstrações
Financeiras Intercalares nas Sociedades Anónimas;
9
b) Identificar possível correlação entre a publicação sistemática e frequente das DF´S
periódicas, com a liderança de mercado nas empresas que servirão como estudo de
caso deste trabalho;
c) Identificar os factores, obrigacionistas ou não, que levam as sociedades cotadas em
Mercados Regulamentados a elaborar e publicar DF´S Intercalares;
d) Analisar a literatura específica existente, fazendo uma relação entre as normas
portuguesas e internacionais.
e) Analisar a percepção dos utentes acerca das DF’S intercalares; e
f) Identificar possíveis necessidades dos utilizadores da informação financeira
intercalar, no que respeita a quantidade e qualidade das mesmas.
1.3 DELIMITAÇÃO DO ÂMBITO
Considerando a gigantesca abrangência do tema em estudo, tornou-se necessária uma
reflexão com o intuito de delimitar o âmbito do mesmo, e desta forma concluir este trabalho
com o máximo de qualidade, eficiência e eficácia possível.
Foram consideradas diversas variáveis para análise:
a) Bolsas de valores/ zona geográfica;
b) Empresas/sectores económicos;
c) Utentes/tipos;
d) Utentes/zonas geográficas; e
e) Estudo estatístico/tempo.
Da análise efectuada, escolheu-se a seguinte composição:
a) Bolsa de Valores – a bolsa escolhida para servir de referência neste estudo foi a
Euronext Lisbon, situada na cidade de Lisboa;
b) Dimensão das empresas e sector económico – devido à complexidade em se
analisar todas as empresas que constituem a população actuante na Euronext
Lisbon, escolheu-se como parâmetro quatro, entre as cinco maiores (em volumes
de negócio) do índice PSI-20, a saber:
10
- SONAE SGPS S.A.;
- EDP - NOM. (EDP-ENERGIAS DE PORTUGAL, S.A.);
- PORTUGAL TELECOM, SGPS-NOM.; e
- SONAECOM, SGPS, S.A.
c) Utentes – diversas são as classes de utentes que poderiam e deveriam responder ao
questionário para se conseguir uma base científica com 100% de margem de
acerto. Entretanto, delimitamos o estudo para os seguintes utentes:
- Revisores Oficiais de Contas (ROC), individuais ou sócios de sociedades
inscritos na CMVM a nível nacional;
- Técnicos Oficiais de Contas (TOC), inscritos na câmara a nível nacional;
- Professores de Contabilidade e Auditoria da Universidade Autónoma de
Lisboa (UAL), do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de
Lisboa (ISCAL), do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
(ISCTE) e do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG);
- Correctores/Intermediários Financeiros ou sociedades de
correctores/Intermediários Financeiros inscritos na CMVM, que operem a
nível nacional;
d) Estudo Estatístico – este estudo irá se basear nas DF’S das empresas referenciadas
no item “b”, durante os últimos 6 anos (2000 à 2006).
1.4 DEFINIÇÃO DA HIPÓTESE
Segundo Kerlinger (1980, p.38), “uma hipótese é um enunciado conjetural [sic] das
relações entre duas ou mais variáveis. Hipóteses são sentenças declarativas e relacionam de
alguma forma variáveis a variáveis”. O referido autor afirma ainda, que para as hipóteses
“serem cientificamente úteis (...) precisam ser testáveis, ou no mínimo conter implicações
para teste” (idem, p. 41). Esse teste, preconiza a necessidade de utilização de uma abordagem
empírica.
11
Convém ressalvar, que a investigação das teorias e normativos contábeis, torna-se
fundamental para a validação ou rejeição das hipóteses postas. A satisfação das necessidades
dos diferentes utentes e utilizadores da informação financeira intercalar, pressupõe a correcta
elaboração e divulgação das mesmas; estas, dependem directamente da forma em que estão
estruturadas. Conhecer e reconhecer as bases dessa estruturação, através das literaturas
contábeis existentes, torna-se desta forma indispensável.
Outro ponto a ser salientado, mas não menos importante, refere-se ao estudo empírico
e a análise estatística; estas, irão respaldar ou rejeitar as hipóteses colocadas, analisadas sob a
óptica dos utilizadores das informações intercalares e da influência que as mesmas exercem
sobre a cotação das acções das empresas investigadas.
Assim, este estudo irá trabalhar com as seguintes hipóteses, que poderão ser validadas
ou refutadas, em consequência dos resultados das investigações efectuadas:
Hipótese Nula H
0
: A elaboração e publicação das Demonstrações Financeiras
Intercalares, não originam melhorias na imagem organizacional e, não retornam
uma maior credibilidade perante empregados, clientes e fornecedores, assim
como, não representam nenhuma influência directa no valor real das acções, ou
outros valores negociáveis, emitidos pela organização.
Contra-Hipótese H
1
: A elaboração e publicação das Demonstrações Financeiras
Intercalares, traz como consequência manifesta, uma melhoria da imagem
organizacional e, uma maior credibilidade perante empregados, clientes e
fornecedores, assim como, representam uma influência directa no valor real das
acções, ou outros valores negociáveis, emitidos pela organização.”
1.5 METODOLOGIA UTILIZADA
Por ser um trabalho de investigação científica, torna-se necessária a adopção de um
padrão científico que transmita confiança e que se baseie em regras gerais e predeterminadas
aceites pelo meio académico. Bravo (1996), define etimologicamente a palavra investigação,
como sendo a junção dos termos latinos in (em, em direcção de) e vestigium (pista, prova).
Daí o seu significado original “em direcção a pista” ou “seguir a pista”, buscar ou averiguar
12
seguindo algum rastro. Outra maneira possível de se descrever o processo investigativo, seria
através de uma ilustração gráfica (Fig. 1.1), representando a investigação como um “processo
circular análogo ao processo de aprendizagem” (Blaxter, Hughes, Tight, 2000, p. 27). No
nosso entendimento, esta seria a maneira mais correcta de se definir o referido processo, visto
cada ciclo incidir e actuar sobre os ciclos sucessivos, tornando desta maneira todo o processo
contínuo e com constantes revisões de pensamentos e ideias.
Fernandes (1995), nos diz que é de senso comum que a apresentação de um trabalho
monográfico, dissertação ou tese, surge como resultado de uma pesquisa que pode ser mais ou
menos demorada, aprofundada e exigente. Seu desenvolvimento origina-se, pois, através da
recolha dos dados e elementos inerentes ao tema escolhido ou com ele relacionados.
Entretanto, por mais diversos e numerosos que sejam os dados recolhidos, os mesmos só terão
significado quando forem interrelacionados, analisados, comparados, sistematizados e
explicados. Este processo, deve obedecer a uma certa orientação (perspectiva de
investigação), recorrer a diversos meios (métodos e técnicas) e respeitar determinados
padrões (regras de elaboração e apresentação)”.
Os métodos a serem utilizados constituem parte essencial de um trabalho de
investigação científica, de modo que torna-se necessário um conhecimento acerca das opções
disponíveis e dos pontos fortes e fracos de cada um deles. Segundo Blaxter (2000, p. 90), “o
‘método’ relaciona-se, sobretudo, com as ferramentas de recolha de dados, ou com o que nós
Marco Conceitual
(Teoria, Bibliografia)
Perguntas/Hipóteses
da Investigação
Tese
Observação empírica
Análise
dos dados
Colecta de dados
Fonte: Adaptado Blaxter, Hughes, Tight Apud Rudestam y Newton, 2000.
Indutivo Dedutivo
Figura 1.1 – Representação do processo de investigação
13
denominamos técnicas. A ‘metodologia’ tem um significado mais geral e filosófico, e poderia
aplicar-se ao plano das famílias ou dos enfoques” (vide quadro 1.1).
QUADRO 1.1 – FAMÍLIAS, ENFOQUES E TÉCNICAS DE INVESTIGAÇÃO
Famílias de investigação
- Quantitativa ou qualitativa
- Trabalho de Gabinete ou trabalho de campo
Enfoques de investigação
- Investigação – acção
- Estudo de caso
- Experiências
- Amostragem
Técnicas de investigação
- Documentos
- Entrevistas
- Observações
- Questionários
Fonte: Adaptado Blaxter, Hughes, Tight, 2000.
É de salientar, que Lakatos (1995), faz uma distinção etimológica diferente de Blaxter,
quando afirma que é preciso distinguir entre método (de abordagem) e métodos (de
procedimento). Isso porque, ambos se situam em níveis distintos no que se refere à inspiração
filosófica, grau de abstracção, finalidade explicativa, etapas e momentos da investigação em
que se encontram situados. Ainda segundo a autora, “o método se caracteriza por uma
abordagem mais ampla, em nível de abstracção mais elevado, dos fenómenos da natureza e da
sociedade”. (...) Os métodos, “constituem etapas mais concretas da investigação, com
finalidade mais restrita em termos de explicação geral dos fenómenos menos abstractos.
Pressupõem uma atitude concreta em relação ao fenómeno e estão limitadas a um domínio
particular” (idem, p. 106).
14
Desta forma, o método científico geral acatado no desenvolvimento deste estudo pode
ser considerado como indutivo (Fernandes, 1995), “cuja aproximação dos fenómenos caminha
geralmente para planos cada vez mais abrangentes, indo das constatações mais particulares às
leis e teorias (conexão ascendente)” (Lakatos, 1995, p. 106).
Utilizará como métodos de procedimentos, os métodos:
a) Comparativo, “por proceder à investigação de indivíduos, classes, fenómenos,
fatos, padrões ou comportamentos, com vistas a ressaltar as semelhanças e
diferenças entre eles, possibilitando o estudo de grande agrupamentos sociais,
separados pelo tempo e pelo espaço” (Paulo, 2002, p.24); e,
b) Estatístico, o qual permitirá obter representações simples e quantificáveis dos
fenómenos estudados, através de manipulação estatística, e constatar se essas
verificações simplificadas têm relações entre si (Lakatos, 1995).
Seguirá como estratégia geral, os preceitos de uma investigação quantitativa, pois
procurará analisar dados baseados em forma numérica, dados estes que podem ser
interpretados com mais prontidão (Blaxter, 2000); e, descritiva, pois procurará explorar,
descrever, analisar ou verificar as relações entre factos e fenómenos, com o intuito de
verificar ou rejeitar a hipótese posta, bem como, identificar características comuns na
população escolhida para o estudo empírico (Fortin, 1999).
Consistirá principalmente num trabalho de gabinete, ou laboratório, onde a maior parte
do processo de investigação poderá e deverá ser efectuada internamente. Salienta-se porém,
de que as diligências efectuadas com o intuito de aquisição dos bancos de dados para envio
dos questionários, pode ser considerada como trabalho de campo (Blaxter, 2000; Lakatos,
1995).
Por fim, fará utilização de diversas técnicas para recolha e colecta dos dados
necessários. Na forma directa podemos citar:
a) A observação directa extensiva – o qual visa o estudo de uma população numerosa
por métodos práticos, capazes de fornecerem com suficiente aproximação as
indicações requeridas. A técnica a ser utilizada neste tipo de observação, é a
15
pesquisa por sondagem, que nada mais é do que o estudo de uma amostra reduzida
de uma grande comunidade humana, extendendo as conclusões obtidas à
comunidade total (Fernandes, 1995, p. 171). Esta, dar-se-á através do envio de
questionários estruturados para a amostra populacional pretendida.
Na forma indirecta iremos utilizar:
a) A pesquisa documental (ou de fontes primárias), será baseada na colecta de dados
restrita a documentos oficiais emitidos pelos organismos regulamentadores
nacionais e internacionais ligados ao tema em estudo (Lakatos, 1995); e,
b) A pesquisa bibliográfica (ou de fontes secundárias), consistirá na consulta, colecta,
selecção e análise de toda literatura existente sobre o assunto em estudo. Esta é
constituída principalmente pela consulta a livros, teses e dissertações existentes, e
a consulta a revistas e jornais científicos. De referir também, que a pesquisa
bibliográfica, perpassa pela consulta a sites diversos na Internet, e aos resumos em
CD-ROM, ou outros meios informáticos, de autores conceituados.
1.6 ESTRUTURA DA INVESTIGAÇÃO
O presente estudo está organizado em sete capítulos distintos, os quais obedecem aos
preceitos estabelecidos na metodologia científica de uma forma geral, no que concerne às
regras de apresentação, de editoração e de referência.
Inicialmente, é descrita uma introdução geral, que contextualiza o leitor com a
amplitude do tema pesquisado, apresentando as divergências de opiniões existentes, bem
como, o cenário actual volátil e pouco explorado do assunto-tema em estudo. Em seguida, é
apresentado o primeiro capítulo, o qual corresponde à parte introdutória da pesquisa, onde é
exposta e definida a problemática básica da mesma, os objectivos e hipóteses, bem como a
metodologia norteadora da investigação.
No segundo capítulo, é feito um resumo histórico da contabilidade, passando das
origens primitivas da mesma até aos dias actuais. Em seguida, são apresentadas definições
salutares para o perfeito entendimento deste trabalho, como conceito, natureza, objecto e
16
objectivo da Contabilidade, para por fim, fazer alusão aos Princípios Contabilísticos
Geralmente Aceites em vigor no Estado Português.
No terceiro capítulo, fazemos referência às Demonstrações Financeiras de uma forma
geral, com o sentido de situar o leitor no amplo universo que este sub-tema representa. São
apresentados conceitos sobre a importância de uma estrutura conceptual, quem são os
utilizadores das informações financeiras e, as características qualitativas que delas são
esperadas; quais são os elemeentos das demonstrações financeiras e a forma de se reconhecê-
los. Por fim, é descrito de forma resumida, quais são os mapas contabilísticos exigidos em
Portugal, os principais normativos nacionais e internacionais levados em consideração na
elaboração, bem como os principais componentes dos mesmos.
No quarto capítulo, é introduzido ao leitor as nuances das bolsas de valores, com um
breve histórico, seguido da apresentação de conceitos iniciais, também indispensáveis para o
entendimento geral deste estudo, como sociedades, sociedades comerciais, sociedades
anónimas entre outros. Após esta primeira parte, é apresentado ao leitor as características, o
histórico e as funções da bolsa de valores analisada neste trabalho, a Euronext Lisbon. Este
capítulo termina, com uma breve explanação sobre a CMVM, autoridade de tutela
responsável pelo funcionamento do mercado português.
No quinto capítulo, considerado o mais importante da parte teórica, é exposto de uma
forma mais abrangente as características gerais, os normativos nacionais e internacionais a
serem respeitados, a periodicidade e a segurança (leia-se auditoria das contas) necessária para
que as empresas cotadas possam elaborar e publicar as suas Demonstrações Financeiras.
No sexto capítulo, é apresentada a investigação empírica. Esta, possui duas etapas
distintas mas de igual importância. A primeira, relaciona-se exclusivamente com a
investigação empírica da opinião dos utentes/utilizadores das IF. São apresentados
pormenorizadamentes todos os detalhes que compunham aquela pesquisa: a população e a
amostra seleccionada; a técnica de recolha de dados, os modelos do questionário (do pré-teste
e final) e os resultados obtidos, expostos por grupos de perguntas separadamente. A outra
parte, relaciona-se com a análise estatística do valor de cotação das acções das 4 empresas
previamente seleccionadas nos últimos 6 anos. É nesta etapa que foi realizado o teste
paramétrico das hipóteses.
17
O sétimo capítulo, dedicado às considerações finais, revê as questões e os objectivos
que o estudo propôs abordar, confrontando com as informações obtidas na investigação
empírica e no teste das hipóteses, apresentando os resultados e conclusões do trabalho.
1.7 INVESTIGAÇÕES FUTURAS
As conclusões a que chegamos no decorrer deste trabalho, anima-nos a confiar no
potencial do tema, como uma linha de investigação futura, ou quem sabe ainda, numa
perspectiva pessoal e profissional mais aliciante, como uma possível tese de doutoramento na
área.
Acreditamos ainda, que se este assunto for devidamente explorado, com tempo e
recursos suficientes, extendendo a pesquisa empírica ao nível europeu, não somente de
utentes, mas também de empresas a serem consideradas para a análise estatística, tornando
assim o resultado obtido mais abrangente e fiável; que este, ou futuros estudos baseados neste
trabalho, poderão gerar uma mais-valia significativa para as entidades contabilísticas
europeias, uma vez que, em relação a elaboração e publicação de Demonstrações Financeiras
Intercalares, ainda não estão devidamente regulamentadas perguntas como “quem”, “quando”,
“onde” e “como” estas informações deverão ser publicadas.
CAPÍTULO 2
A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE
19
2. A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE
2.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
Como é de conhecimento público, o assunto tema deste estudo científico, é um dos
alicerces da contabilidade, como também irá ser demonstrado a posteriori. Neste sentido,
antes de nos aprofundarmos na fundamentação teórica base deste trabalho, é salutar introduzir
o leitor no vasto mundo da ciência contabilística. Ou será técnica contabilística?
Esta e outras perguntas, serão respondidas no seu devido tempo. Convém ressalvar,
que para que o leitor consiga contemplar o todo desta obra, é imprescindível o entendimento
destes conceitos básicos e iniciais.
Assim, este capítulo, irá tratar de assuntos como a história, a conceituação, o objecto e
os objectivos da contabilidade, bem como dos outros pilares da Contabilidade, os Princípios
Contabilísticos Geralmente Aceites, exigidos pelos normativos nacionais e internacionais.
2.2 BREVE HISTÓRICO DA CONTABILIDADE – DO MUNDO ANTIGO AO
MUNDO CIENTÍFICO
2.2.1 ORIGEM DOS REGISTOS CONTABILÍSTICOS
Não existe um consenso formal entre os autores antigos e contemporâneos acerca da
origem da contabilidade. “A génese da contabilidade é explicada – segundo a maioria dos
autores – pela necessidade sentida pelo homem de preencher as deficiências da memória,
mediante um processo de classificação e registo que lhe permitisse recordar facilmente as
variações sucessivas de determinadas grandezas, para que em qualquer momento pudesse
saber a sua extensão” (Borges, Rodrigues, Rodrigues, 1990, p. 17).
É provável, que essa necessidade de classificação e registo fez-se presente desde os
primórdios da humanidade, quando o homem evoluiu da sua fase mais primitiva, a arborícola,
passando “pelas três fases sucessivas da caça e pesca, domesticação de animais e agricultura”
(Monteiro, 2004, p. 27.). Nesse período, encontrando-se inserido numa forma incipiente de
sociedade, como pastores e/ou agricultores, tornou-se necessária a utilização de um método
20
“rudimentar” de contagem, que “quer por palavras quer por sinais, deve ter sido adoptado
pelo homem desde o momento em que sua inteligência distinguiu uma coisa da outra”
(Caiado 1999, p. 35). Sobre essa época, o referido autor, afirma ainda que, “as primeiras letras
derivam do desenho das imagens em consequência da evolução da vida dos homens que
passaram gradualmente da caça à agricultura e à pastorícia. Na verdade, não era fácil ao
guardador de rebanhos o desenho de cada um dos animais, pelo que cada uma era anotada
com um sinal adequado”. Sá (1996), é de opinião semelhante, quando diz que é provável que
o conhecimento contábil tenha sido uma das primeiras manifestações de progresso do
raciocínio do homem.
Através da crescente necessidade de comunicação e expressão entre o homem e seus
semelhantes, foram se desenvolvendo, ainda que de forma lenta e gradual, nos diferentes
povos, inúmeras técnicas que visavam a solução deste complexo problema. Actualmente são
referenciadas como técnicas mnemotécnicas
5
. Existem inúmeros indícios acerca dessas
técnicas elementares utilizadas pelos povos de outrora. “Uma das mais antigas conhecidas é a
das cordas de nós, que usavam os Tártaros, os Persas, os Mexicanos e os Peruanos, de quem
são famosos os kwipa, ou quipos”
6
. Ainda segundo o autor Monteiro (2004, p. 31), “uma das
mnemotécnicas mais antigas, mas que ainda se projecta na actualidade, é a dos entalhes ou
riscos feitos em paus”.
Com o aparecimento de técnicas escritas mais elaboradas como os hieróglifos
egípcios, que possuíam por base o desenho figurado, e a escrita cuneiforme
7
, utilizada pelos
Babilónicos, Assírios, Medos, Persas, entre outros, surgiu o alfabeto, cuja origem remonta a
um povo semita (os hicsos) que invadindo o Egipto, escolheram vinte e uma letras, retiradas
da escrita egípcia. Contudo, deve-se aos fenícios, povo essencialmente viajante e comerciante,
5
Mnemotécnica, adjectivo relativo a mnemotecnia, que significa “Técnica que favorece a expansão da memória
para a tornar mais apta a reter o que é necessário memorizar, por meio de associações ou exercício apropriado
(Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, Vol. II, pág. 2497).
6
“Consistiam estes numa corda grossa à qual amarravam, como se fosse uma franja, cordéis multicores de
comprimentos e espessuras diferentes. Faziam-se nós nestes cordéis e, quanto mais próximo estava um nó da
corda, mais importante era a mensagem. Um nó preto significava a morte; um nó branco, o dinheiro e a paz; um
nó vermelho, a guerra; um amarelo, o ouro; um verde o pão, etc.”. (Martim Noel Monteiro, Pequena História da
Contabilidade, 2.ª ed., 2004, p. 30).
7
A escrita cuneiforme consistia em linhas e traços feitos “por estiletes em uma placa de argila mole que depois
secavam ao sol”. Possuíam este nome, porque as letras tinham a forma de cunha (Elizabete Marinho Serra
Negra, Evidências das partidas dobradas através da Matemática na Mesopotâmia, revista do conselho regional de
contabilidade do Paraná, ano 27 . nº 136. 2 º quad. de 2003).
21
a difusão posterior do mesmo, o qual sendo alterado constantemente no tempo e espaço, deu
origem aos alfabetos gregos, eslavo e latino (Caiado, Apud Monteiro, 1999, p. 36).
Há mais de 4.000 a.C., já existia na região da Suméria, o Império Babilónico, uma
sociedade desenvolvida, organizada e especializada, pólo comercial do mundo antigo, cuja
recolha e manutenção dos impostos é considerada prioridade para os seus governantes.
Actualmente, existe desse império, incontáveis evidências acerca daquele desenvolvimento.
Provavelmente, a maior e mais importante delas seja o “Código de Hamurabi”, código de
direito civil e comercial, que regulava entre outros os contractos de comércio, escrito na época
do imperador Hammurabi (2285 a 2242 a.C.). É suposto afirmar ainda, que “muito antes do
reinado de Hammurabi, já existiam registos contabilísticos, que na sua maior parte pertencem
aos templos e definem uma economia rural (...) Uma tábua de pedra de Lagash mostra-nos um
inventário estimativo de terra, de cerca de 3000 a.C.. Outra de argila, relativa a período
posterior (cerca de 2600 a.C.), existente no Musée du Cinquantenaire, de Bruxelas, evidencia
uma conta de tributos em cereais do período de Urukagina. E ainda uma terceira, do período
do rei Shulgi (2310-2263 a.C.), existente no British Museum, em Londres, mostra uma conta
de distribuição de grão” (Monteiro, 2004, pp. 39/40).
O antigo Egipto, sob o governo dos Faraós, também influenciou grande parte dos
registos contabilísticos praticados naquele tempo. É de conhecimento público, centenas de
papiros que fazem referência a entrega dos impostos, em moeda ou géneros diversos, ao
comando do faraó, o pagamento dos salários e a conta dos templos
8
. “Um fragmento de
pergaminho de Tebas, de 1293 a.C., mostra uma conta em escrita hierática relativa a tributos”
(Monteiro, 2004, p. 41).
Convém salientar, que nessa época já existia a preocupação em exercer um
determinado tipo de fiscalização e controle sobre os registos contabilísticos realizados, e as
pessoas que o faziam. O ensino correcto da contabilidade também era levado em
consideração, “a este propósito é extremamente interessante verificar que, segundo um
papiro de Rhind existente no Museu Britânico contendo o manual do bom contabilista, já
no ano de 1700 a.C., na Universidade de Alexandria, o ensino da contabilidade era
8
Enquanto os autores pesquisados anteriormente para escrita deste trabalho, não fazem referências específicas
acerca da origem dos registos contabilísticos no antigo Egipto, dados retirados do website
http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/historia.htm afirmam que os mesmos remontam a 6.000 a.C.
22
considerado tão importante como o da filosofia e astronomia” (Barata Apud Lionel Collins,
1996, p. 27).
Dois outros povos contribuíram de forma significativa para o avanço da contabilidade
no mundo antigo
9
: Os gregos e os romanos.
Na Grécia, já existia um sistema contábil organizado e bem fundamentado, que servia
de alicerce para a economia pública, privada e bancária. Segundo o autor Monteiro (2004, p.
42), as contas gregas mais antigas que se têm conhecimento, “são as dos tributos do império
ateniense, que remonta ao século V a.C. São constituídas por 49 fragmentos de mármore,
alguns deles fazendo parte de duas pedras principais que foram reconstruídas, mas com
muitas faltas, e outros isolados. Nos mesmos estão inscritos os nomes de cidadãos do império
sujeitos ao pagamento de um sexto dos tributos estatais ao templo de Athena. Trata-se de
uma conta de previsão de receita”. Convém referir, que existia uma preocupação constante em
controlar e fiscalizar todo e qualquer cidadão que tivesse desempenhado um lugar no Governo
ou na Administração, sendo as contas anuais e de final de mandato, gravadas em pedra
mármore e expostas em locais públicos. Ainda segundo o referido autor, os gregos utilizavam
quotidianamente dois livros de contabilidade: “as efemérides, ou diários, e os trapedzitika
grammatu, ou livro de contas (que hoje diríamos Razões). As operações eram registadas com
a data de entrada e de saída e cada cliente tinha uma conta aberta em seu nome, com uma
página para o débito e outra para o crédito” (Idem, p. 43).
Baseado no pensamento de Sá (1997), pode-se afirmar que, ao analisarmos o mundo
romano, após suceder a Grécia como centro hegemónico mundial, sendo possuidor de grandes
acumulações de riquezas e territórios, com avançados sistemas jurídicos e administrativos, e
com uma estrutura social bem delimitada, poderemos perceber as dificuldades e a necessidade
de fiscalização e controle do enorme património enfrentadas pelos próprios; desta forma, uma
contabilidade organizada era sentida mais como uma necessidade conjuntural administrativa,
do que uma simples opção.
9
Período que estende-se desde às primeiras civilizações conhecidas, que existiram à mais de 4.000 a.C., até a
decadência do Império Romano no Ocidente em meados do séc. V d.C. Dados retirados do website
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiguidade.
23
O autor Wilson Antunes Amorin (Apud Consenza, 2003), corrobora este pensamento
quando diz: “Todavia, mesmo não sendo ainda uma Contabilidade sistematizada, a
escrituração romana alcançou um elevado grau de perfeição e de organização, chegando a
empregar a sistemática do orçamento das despesas e receitas e de estabelecer a taxação
tributária baseada nas despesas de custeio previstas para o exercício seguinte, além de
desenvolver sistemas de controles internos, visando a evitar a fraude ou dolo patrimonial”.
Não é escusado afirmar, que já nesta época existiam inúmeros bancos, assim como
grandes companhias e sociedades comerciais (com todas as características das similares
contemporâneas). Além disso, era constante o uso dos cheques de viagem, similares aos
nossos, e das cartas de crédito. De acordo com Monteiro (2004, p. 44), o livro principal do
sistema contabilístico romano era o codex accepti et expensi, ou registo de receita e despesa,
onde eram transcritos a data, o género e a importância de todas as transacções. Os dados
registrados neste livro eram retirados de um outro livro de despesas, o adversaria, que era
unitário e pessoal a cada chefe de família, e por ele preenchido, onde anotava todas as
despesas e receitas de sua casa. “Havia ainda o livro kalendarium, ou de empréstimos, em que
assentavam os vencimentos dos capitais e dos juros (...) Além deste, tinham o liber ratíonum,
ou livro de contas, com uma conta aberta a cada cliente. Trata-se - até pela palavra rationum -
do precursor do nosso actual Razão”.
2.2.2 CONTABILIDADE NA IDADE MÉDIA
Com o declínio e invasão do Império Romano do Ocidente pelos bárbaros a partir do
séc. V d.C., a Europa (principalmente os territórios compreendidos entre a Europa Central e
Ocidental), viu surgir um novo sistema político-administrativo e económico-social,
comummente conhecido como feudalismo
10
. Durante este período, os avanços contabilísticos
conhecidos até então caíram no esquecimento, e a sua prática era realizada de maneira isolada
e disforme.
A partir do séc. XII, ressurge o comércio em grande escala, principalmente entre as
cidades italianas de Génova, Veneza, Pisa e Florença (que serviam de entrepostos comerciais
10
Sistema centrado na instituição do feudo, que nada mais é do que “o conjunto de bens concedidos pelo rei ou
mordomo da casa real a homens juramentados (fidelis), pela prestação de serviços nobres habituais (honores)”,
que podiam ser militares ou civis (Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, Vol. VIII, pp. 707 a 713).
24
entre o médio oriente e o ocidente), e o resto do mundo. “Na Itália, pulula a pequena
indústria, a economia monetária volta a substituir o quase total regresso à economia natural,
o crédito propaga-se imenso, e com ele as letras de câmbio e outros títulos” (Monteiro,
2004, p. 51). Desta forma, e com a intensa actividade económica, e sua consequente
necessidade de controlo, presencia-se o renascimento da Contabilidade.
Quando uma economia urbana se baseia num sistema de troca directa, onde o artesão
que fabrica os seus produtos os vende a dinheiro, controlando desta forma os seus estoques,
seus custos e despesas e os seus proveitos e receitas, não se torna necessário nenhum tipo de
instrumento de controle mais rigoroso. A própria memória realiza essa função. Entretanto,
com o aparecimento do crédito entre os agentes económicos, fomentando assim as relações
comerciais entre os centros de produção e consumo, passou-se a ter necessidade de registo
gráfico da posição de cada devedor e credor. “Os primeiros registos têm a forma de simples
«memorial», até que vão evoluindo e deles se destacam as contas de devedores e credores,
que virão a constituir a chamada partida simples. Aparecem as anotações escritas de cada
operação de débito e crédito, formando duas séries de contas: uma conta aberta a cada
devedor e outra a cada credor. A cada assento segue-se um espaço livre para anotar o
pagamento na data deste. As contas dizem-se simples por cada assento constar só de débito ou
só de crédito, conforme se refira ao registo da transacção inicial ou da sua liquidação”
(Monteiro, 2004, p. 53). Corroborando esta afirmação, Borges (1990, p. 60), afirma que “as
primeiras contabilidades conhecidas, as do século XIII, comportavam somente as contas de
devedores, credores e banqueiros, ou seja, contas de «pessoas». O método de registo
contabilístico adoptado então ficou conhecido por método das partidas simples ou unigrafia,
que consistia na inscrição em cada conta (pessoal) dos movimentos que lhe respeitam, sem
qualquer interligação com inscrições feitas noutras contas”.
Muitos autores consideram o ano de 1202, como o da demarcação entre a
contabilidade antiga e a moderna. Foi nessa data que o escritor italiano Leonardo Fibonaci (o
Pisano) escreveu a obra denominada como Liber Abbaci
11
, primeiro manual de cálculo e de
técnica comercial e bancária conhecido até então.
11
Dados retirados do website http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/historia.htm
25
2.2.3 A CONTABILIDADE MODERNA E O MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS
O método das partidas simples perdurou durante muitos anos, e o seu progresso e
aperfeiçoamento deu-se de forma lenta e gradual. Somente com a evolução do sistema
artesanal para o capitalismo
12
, e consequentemente, com o aumento da complexidade que
passou a existir nas relações económicas e comerciais entre os indivíduos e companhias, é que
verificou-se um considerável avanço nos processos contábeis. As empresas passaram a
investir volumosos capitais destinados ao comércio, ao fabrico industrial e às operações
cambiais e bancárias. Desta forma, aparecem as primeiras contas dos componentes
patrimoniais como: mercadorias, dinheiro, matérias, dívidas activas e passivas, entre outras.
Surge também, a principal conta que viria a dar possibilidade à criação e utilização do Método
das Partidas Dobradas, a conta de Capital
13
.
Nestas contas, utilizavam-se o mesmo sistema de anotações dare (deve) e avere
(haver), utilizados no método unigráfico. “A aplicação daquelas expressões a estas novas
contas fez com que, implicitamente, a palavra dare (deve) passasse a significar aumento de
activo ou diminuição de passivo (conta de capital inclusa como crédito dos capitalistas) e a
palavra avere (haver) como diminuição de activo ou aumento de passivo (conta de capital
inclusa pela mesma razão)” (Monteiro, 2004, p. 56). Ainda segundo o pensamento de
Monteiro (Apud Melis, 2004, idem), podemos definir matematicamente da seguinte maneira
as palavras deve e haver:
+ + (variação positiva num componente positivo)
- - (variação negativa num componente negativo)
- + (variação negativa num componente positivo)
+ - (variação positiva num componente negativo)
12
Sistema económico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção, decorrente da poupança e
investimento de massas monetárias por particulares, aos quais são, assim proporcionados rendimentos, e pelo
facto de a distribuição e a produção (esta dinamizada pelo móbil do máximo lucro) serem comandadas pelo
funcionamento dos mercados. (Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, edição século XXI, Vol. V, p. 1215).
13
Indícios da utilização desta conta foram descobertos já em meados do séc. XIV na cidade de Génova. (António
Campos Pires Caiado, Modelo de Classificação Racional das Operações Empresariais, 1999, p. 41).
+ (Deve)
- (Haver)
26
Desta forma, a contabilidade tinha evoluído de forma significativa com a
representação total do património nos seus elementos constituintes positivos (activos) e
negativos (passivos) e na sua síntese como fundo de valores (capital).
Em 1494, foi publicado pelo frei franciscano Luca Pacioli a sua obra Summa de
Arithmetica, Geometria, Proportioni et Proportionalita, a qual continha o famoso Tratactus
Particulares de Computis et Scripturis. Neste tratado, Pacioli expõe as bases do Método das
Partidas Dobradas. Esta obra é considerada como divisória entre a contabilidade praticada na
era medieval, e a contabilidade moderna, tendo não só sistematizado a Contabilidade, como
também aberto precedentes para que novas obras pudessem ser escritas sobre o assunto.
Apesar de ter sido o precursor da divulgação escrita do referido método, é consenso
entre os autores pesquisados para este trabalho, de que Pacioli não pode e não deve ser
considerado o inventor e difusor do mesmo. Segundo Elizabete M. S. Negra (2003), apenas
coube a Pacioli demonstrar num livro impresso o método que os comerciantes italianos
utilizavam naquela época para registro e controle de suas actividades comerciais. De acordo
com Caiado (1999), não era objectivo de Pacioli, dar qualquer contribuição original à arte da
escrituração contábil, mas apenas seguir o “método de Veneza”. Monteiro (2004) afirma que
muitos anos antes da publicação do Tratactus Particulares de Computis et Scripturis, já se
utilizava a partida dobrada em numerosas empresas comerciais, ignorando-se quem a tivesse
adoptado pela primeira vez. O referido autor cita ainda, que muito provavelmente a partida
dobrada não foi inventada por nenhum indivíduo, foi sim o resultado de uma lenta progressão
dos métodos de registos anteriores.
Neste tratado, o Frei Pacioli destacava inicialmente o necessário ao bom comerciante.
Era necessário informar sem demoras ao mesmo, as informações pertinentes sobre o seu
património. A melhor maneira passava pela realização de um inventário completo dos seus
activos e passivos
14
. A seguir ao inventário, o autor discorria sobre os livros mercantis a
serem utilizados, a forma de abri-los, autenticá-los e registar as operações de aquisições,
permutas, sociedades, entre outras. Discorria ainda sobre as contas em geral; como abrir e
como encerrar as contas de armazenamento, de lucros e perdas, correcções de erros;
arquivamento das mesmas, etc. Eram três os livros citados por Pacioli: o memorial, o diário e
14
Em seu tratado, Pacioli conceituou inventário, a maneira como realizá-lo, e as datas certas em que deveriam
ser feitos.
27
o razão. Cabe salientar, que apesar de não ser considerada uma monografia contabilística, a
obra do Frei Luca, apresenta exemplos simples (composto apenas de uma conta devedora e
uma credora) de lançamentos contábeis. Foi Pacioli também o responsável pela utilização e
adaptação da terminologia "Por ", mediante o qual se reconhece o devedor, e "A ", pelo qual
se reconhece o credor. Acrescentou ainda, que primeiro deve vir o devedor, e depois o credor,
prática utilizada até os dias actuais.
Por fim, segundo afirmações de Caiado (1999, p. 44), o método das partidas
dobradas
15
caracteriza-se por:
a) A conta é dividida em deve e haver;
b) O mesmo facto é anotado duplamente (a débito e a crédito);
c) A operação é registada em dois livros: Diário e Razão;
d) Existem contas de pessoas e contas de valores.
E, as principais diferenças entre o modelo apresentado em 1494 por Pacioli, e o actual
modelo de escrituração contábil são:
a) Não há separação nos livros de primeira entrada;
b) Todas as entradas, com excepção das transferências e do fecho, são diárias;
c) A conta de lucros e perdas é elaborada por uma via diferente;
d) As existências não têm o actual tratamento.
2.2.4 A CONTABILIDADE CIENTÍFICA
Nos séculos a seguir à publicação da obra de Pacioli, poucas foram as alterações
efectuadas pelos teóricos da época. Destacam-se as promovidas por
16
: Jehan Impyn (1519),
publicou uma verdadeira monografia contabilística, com grande clareza didáctica e inúmeros
conceitos iniciais; Domenico Manzoni (1540), que faz distinção entre as contas vivas (de
pessoas) e as contas mortas (de coisas); Claez P. de Deventer (1576), com duas distintas
inovações, agrupando as operações por conceito e criando um livro de gastos, tornou-se
15
Segundo Monteiro (op. cit, p. 56), entende-se como partida dobrada, “o registo duplo de um mesmo facto
respectivamente no débito de uma ou mais contas e no crédito de outra ou outras contas, de modo a constituir
uma igualdade que conduz ao balanço.
16
Monteiro, op. cit., pp. 68 à 74.
28
precursor da centralização; Angelo Pietro (1586), que tendo adoptado a contabilidade
comercial a todos os organismos não lucrativos, distinguiu três classes de contabilidade,
bancária, mercantil e patrimonial. Foi o primeiro também a se preocupar com as contas de
previsão de receitas e despesas; Simon Stevin (1605 a 1608), foi o primeiro a estudar e a
aplicar a partida dobrada na contabilidade pública; Ludovico Fiori (1636), primeiro a
introduzir os lançamentos complexos, com uma ou mais contas devedoras e credoras.
Giovanni D. Peri (1638), primeiro a empregar o termo azienda, exprimindo a ideia não
somente de empresa, mas de um organismo económico e sua administração; Matthieu de La
Porte (1685), tentou estabelecer uma classificação racional das contas e formulou o princípio
da personalidade jurídica da empresa, onde faz distinção entre aquela e o proprietário da
mesma. Em Portugal só se conhecem obras de contabilidade a partir do séc. XVIII, com a
publicação de Norte Mercantil e Crisol de Contas..., de Gabriel de Souza Brito em 1706.
Foi a partir deste século, que a Contabilidade começou a ganhar contornos de ciência,
ao invés de simples arte de escrituração. Entretanto, somente a partir de 1840, com a
publicação da obra intitulada “La Contabilità Applicatta alle Amministrazioni Private e
Pubbliche”, do escritor Franscesco Villa, a Contabilidade começou a adquirir carácter
científico. Segundo Villa, a escrituração e o processo de guarda livros poderiam ser realizadas
por qualquer pessoa inteligente, mas para exercer a Contabilidade, era necessário se conhecer
a natureza, os detalhes, as normas, as leis e as práticas que regem a matéria administradas,
resumindo, o património
17
.
Segundo alguns autores, dentre eles Melis citado por Monteiro (2004, p. 80), os
estudos envolvendo a Contabilidade nesse período, deram origem a três escolas do
pensamento contábil: a primeira, chefiada pelo próprio Francisco Villa, a Escola Lombarda; a
segunda, a Escola Toscana, representada por Giusepe Cerboni; e a terceira, a Escola
Veneziana, encabeçada por Fábio Bésta.
Cerboni, principal representante da escola Toscana ou personalista, publicou em 1886
a sua obra fundamental, “La ragioneria scientifica e le sue relazione com le discipline
ammnistrative e social”. Para Cerboni, uma unidade económica (azienda), “é a série de
relações jurídicas e económicas que ligam um proprietário à sua propriedade” (Caiado, 1999,
17
Dados retirados do website http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/historia.htm
29
p.61). O maior equívoco de Cerboni, e duramente criticado pelos seguidores de outros
pensamentos contabilísticos, foi a tentativa do mesmo, de englobar em uma única disciplina
todos os conhecimentos que os contabilistas deveriam possuir, conjugando entre si, como se
de uma única função se tratasse, a Contabilidade e a Administração geral da empresa.
Fábio Besta, seguidor de Francisco Villa, e um dos principais opositores da escola
personalista de Cerboni, foi o fundador da escola veneziana. Nela, apresenta uma teoria
materialista, onde demonstra o elemento fundamental da conta, o valor. Sua obra principal foi
o La Ragioneria (1909/1910) composta por três volumes. Para Besta, “a Contabilidade
enquanto teoria, estuda e enuncia as leis do controlo económico nas empresas de qualquer
espécie” (Caiado Apud F.V. Gonçalves da Silva, 1999, p.56), sendo que por essa razão a sua
escola também é conhecida como controlista, materialista ou bestana. Besta classificou ainda
as contas em elementares, representando os elementos patrimoniais, e derivadas,
representando os elementos do rédito. Para os seguidores do controlismo, “as contas,
balanços, orçamentos, mapas de resultados, etc. Destinam-se a focalizar os movimentos de
riqueza à disposição das unidades económicas e a obrigar as pessoas que com ela lidam a
exercer a actividade de modo que os administradores considerem mais vantajoso” (idem,
ibidem).
Por fim, foi Vicenzo Masi, seguidor de Fábio Besta, quem pela primeira vez, em 1923,
definiu o património como objecto da Contabilidade
18
. Desta maneira, enquadrando a
Contabilidade como elemento fundamental e indispensável da equação aziendalista, possui,
sobretudo, o mérito de chamar a atenção para o facto de que, a mesma representa muito mais
do que um mero registo patrimonial, consiste num instrumento básico de gestão. “Essa
doutrina, que ficou conhecida mundialmente como Escola Patrimonialista da Contabilidade,
ergueu as suas bases fundamentada numa abordagem de que a escrituração, os registros e as
demonstrações contábeis não deveriam ser os "fins", mas, sim, os "meios" dos quais a
Contabilidade se utilizaria para observar os fatos económicos e delimitar seus efeitos no
património administrado”
19
.
18
Este assunto será estudado oportunamente no item 2.3
19
José Paulo Consenza, Repensar a contabilidade eis a questão!, art. electrónico disponível no website
www.lopesdesa.com.br/repensar.html
30
2.3 CONCEITO E NATUREZA DA CONTABILIDADE
Se ao demonstrar historicamente as origens e o progresso da Contabilidade ao longo
dos séculos, não pode ser considerado uma tarefa simples, devido à dissonância de opiniões
entre os diversos autores e teóricos estudados, conceituar e teorizar a mesma torna-se muito
mais complicado. Tal facto deve-se ainda e principalmente, à discordância entre estes mesmos
autores, a respeito da natureza da mesma; deve-se considerar a contabilidade “como ciência
ordenada, como elaborado corpo doutrinal acerca de uma dada ordem de conhecimentos, e
das suas pertinentes técnicas, e como a sua aplicação consciente de que, para além da sua
simples função representativa e descritiva, ela tem ínsita outra interpretativa dos fenómenos
de que se ocupa” (Monteiro, 2004, p. 25), ou como uma técnica cuja finalidade seja
“descrever e registar os factos patrimoniais ocorridos” (Borges, Rodrigues e Rodrigues Apud
F.V. Gonçalves da Silva, 1990, p. 22). Esta dualidade (ciência/técnica de escrituração), que
por si só seria um assunto pertinente para uma investigação científica completa e
aprofundada, vinha acalorando e enriquecendo os debates científicos internacionais a respeito
da Contabilidade.
Mas afinal qual será a natureza da Contabilidade?
Actualmente, grande parte da Comunidade Científica Internacional, entende e aceita a
Contabilidade como Ciência. Faz-se mister salientar, que esta postura vem sendo defendida
desde 1840, com a publicação da obra de Francesco Villa
20
. Posteriormente a Villa, inúmeros
teóricos estudaram e expuseram ideias a respeito desta temática. Mas o que é uma ciência?
Segundo Tesche (1991, p.15), ciência “é um conjunto de conhecimentos certos e gerais,
referentes a um objeto [sic] delimitado, obtidos através de métodos racionais”. Em resumo,
para que uma área de conhecimento possa vir a ser considerada como Ciência, a mesma deve
possuir:
a) Um objecto próprio e delimitado de estudo;
b) Um conjunto de conhecimentos, amplos e gerais; e,
c) Um conjunto de conhecimentos que devem ser adquiridos através de uma
metodologia racional.
20
Vide Tópico 2.1.4
31
Contudo, apesar de genericamente ser considerada como ciência, não podemos
desconsiderar a parte prática da Contabilidade. Acerca disso, Iudícibus (2005, p.8) diz: “O
irromper das questões práticas, que devem ser resolvidas a fim de a Contabilidade ter sua
função na vida real das organizações e das entidades, de forma alguma pode perturbar, mas
sim potencializar, as especulações teóricas enquanto ciência. Não se pode esquecer que a
Contabilidade, genuína e amplamente explicada por teorias de caráter [sic] científico, tem sua
faceta prática, extremamente importante que é a de servir como instrumento de
accountability...”.
Complementando a afirmação anterior, F. V. Gonçalves da Silva (In Borges, et al,
1990, p. 23), faz uma distinção efectiva acerca da Contabilidade em Strictu Sensu, como
sendo “a técnica de registo e de representação de todas as transformações sofridas pelo
património de qualquer entidade económica durante o exercício da sua actividade, de modo a
saber em qualquer momento a sua composição e o seu valor”; e a Contabilidade Latu Sensu,
como sendo “a ciência dos processos descritivo-qualitativos utilizados na análise, registo,
interpretação e controlo dos factos de gestão. Visa «quantificar» tudo o que ocorre numa
unidade económica fornecendo, simultaneamente, dados para a tomada de decisões de
gestão”.
Desta forma, conhecendo-se a natureza da Contabilidade, pode-se teorizar e conceituar
a mesma. Poder-se-ia apresentar dezenas, ou até mesmo centenas de definições diferentes
acerca “do que é a Contabilidade”. Para não perder a finalidade elucidativa deste estudo,
tornando a redacção monótona e repetitiva, citaremos apenas as definições apresentadas por
cinco diferentes autores.
Segundo Sérgio de Iudícibus podemos afirmar que:
“A Contabilidade, campo de conhecimento essencial para a formação dos agentes
decisórios dos mais variados níveis, é fruto concebido da relação entre o desenrolar dos fatos
económico-financeiros e sua captação e processamento segundo os paradigmas de uma
metodologia própria e potencializada pela racionalidade científica”. (Sérgio de Iudícibus, et
al., 2005, p.8)
De acordo com Carlos B. da Costa, podemos dizer que:
32
“A Contabilidade é uma actividade «que proporciona informação, geralmente
quantitativa e muitas vezes expressa em unidades monetárias, para a tomada de decisões,
planeamento, controlo das fontes e operações, avaliação do desempenho e relato financeiro a
investidores, credores, autoridades reguladoras e ao público»”.(Carlos B. da Costa, et al.,
1999, p. 37, apud Ralph Estes)
Destaca-se ainda, a definição de Leandro Cañibano, citado por Armando do C.
Gonçalves, que expõe:
“A Contabilidade é uma ciência de natureza económica, cujo objecto é o
conhecimento passado, presente e futuro da realidade económica em termos quantitativos a
todos os níveis organizativos, mediante métodos específicos apoiados em bases
suficientemente aferidas, a fim de elaborar uma informação que cubra as necessidades
externas e as de planificação e controlo internas”. (Armando do C. Gonçalves, 2002, p. 8,
Apud Leandro Cañibano)
Conforme é de conhecimento público, o desenvolvimento prático da Ciência da
Contabilidade, deveu-se muito aos autores oriundos dos países de Língua e cultura anglo-
saxónica, que por possuírem um sentido pragmático mais apurado que o sentido teórico,
conseguiram estabelecer e adequar as teorias contábeis aos problemas e necessidades do dia-
a-dia das organizações. Daí nasceu, e se desenvolveu, a Contabilidade de Gestão
21
. Tal facto
pode ser demonstrado através da teoria de Sheila Burden que diz:
“A contabilidade é o processo de gravação, classificação e resumo da informação
financeira colectada por guarda-livros para a análise e a interpretação. Proporcionam a
orientação para a tomada de decisões do negócio e fornecem a informação económica útil as
partes interessadas e usuários que dependem destes resultados”. (Sheila Burden, et al., 1998,
p.2)
Ou da descrição de Alvin A. Arens, que reza:
21
A Contabilidade de Gestão é definida como um dos principais ramos, ou subdivisões, da Contabilidade Geral,
e têm como objectivo, apoiar e fornecer informações úteis, fiáveis e pertinentes, para as tomadas de decisões e
administração das organizações.
33
“A contabilidade é a gravação, classificação e resumo de eventos económicos em
uma maneira lógica com a finalidade de fornecer a informação financeira para a tomada de
decisão. A função de contabilidade é proporcionar determinados tipos de informações
quantitativas que a gerência e outros podem usar para tomar decisões”. (Alvin A. Arens, et
al., 1997, p. 4)
Por fim, estas definições não estariam completas se não levássemos em consideração o
cariz social da contabilidade. Este componente social vem sendo exposto desde 1973, quando
foi publicado o Report of the Study Group on the Objectives of Financial Statements, do
Trueblood Committee
22
, contendo as principais conclusões e objectivos a serem consideradas
na elaboração e publicação das Demonstrações Financeiras (DF’S) na época. Seu objectivo
n.º 12 (Sociedades) afirma: “Um objectivo das demonstrações financeiras é informar as
actividades importantes da empresa, que afetam [sic] a sociedade, onde podem ser
determinadas, descritas ou mensuradas, e na qual são importantes para empresa no seu
ambiente social” (Paulo, 2002, p. 89). Acerca do carácter social da ciência da Contabilidade, o
autor afirma ainda que a “Contabilidade trata com empresas, que são certamente grupos
sociais; está interessada com transacções e outros eventos económicos na qual tem
consequências sociais e influência relações sociais; produzem conhecimento que são úteis e
significativos para seres humanos que se ocuparam de actividades que têm implicações
sociais; é originalmente mental em natureza. Na base das directrizes disponíveis,
Contabilidade é uma Ciência Social” (Idem, apud Matute, 2002, p. 18).
2.4 OBJECTO E OBJECTIVO DA CONTABILIDADE
O ponto inicial para qualquer disciplina ou campo de actuação, é delimitar o seu
campo de abrangência, estabelecendo os limites de sua actuação, seu objecto e objectivos.
(Crepaldi, 2001; Gonçalves, 2002). Na Contabilidade, como um ramo das ciências sociais,
também não pode e não deve ser diferente.
22
O Trueblood Committee foi um grupo de estudos do American Institute of Certified Public Accountants
(AICPA), formado principalmente com o intuito de responder as crescentes críticas empresariais e sociais contra
a falta de trabalho conceptual daquela entidade. Tinha como função primária definir os principais objectivos das
Demonstrações Financeiras. Ficou conhecido com este nome, devido ao seu presidente, Robert M. Trueblood.
(Edilson Paulo, Comparação da estrutura conceitual da contabilidade financeira: experiência brasileira, norte-
americana e internacional, 2002, p. 33).
34
Desde a publicação da obra de Masi em 1923, que o património vem sendo defendido
como objecto da ciência contábil. Segundo esta teoria, a Contabilidade deveria ser capaz de
reconhecer e mensurar, em qualquer momento do tempo e espaço, o valor do património, suas
variações e mutações. Gonçalves (2002, p. 8-9), comenta a opinião de diversos autores que
consideram a realidade económica (Mattessich, Calafell, Canibaño) e a social (Langerderfer,
Montesino, entre outros) como sendo o verdadeiro objecto da Contabilidade.
Entretanto, inúmeros autores concordam com a explanação de Masi, que de todas nos
parece ser a mais correcta. Dentre eles, Pifarre e Schneider, citado por Goçalves (idem,
ibidem), Lopes de Amorim, Herrmann Jr. e A. Lopes de Sá (Caiado, op.cit., p. 59), Francisco
d’Áuria, José Maria Fernandez Pirla e Paul Garnier (Consenza).
A título de exemplo complementar, citamos o Estado Brasileiro
23
, onde é
comummente aceite esta definição patrimonialista da Contabilidade, sendo a mesma
legalmente regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade Brasileiro (CFC), no
item n.º 1.2 da sua resolução n.º 774/94, que diz: “...Na Contabilidade, o objecto é sempre o
PATRIMÓNIO de uma Entidade, definido como um conjunto de bens, direitos e de
obrigações para com terceiros, pertencente a uma pessoa física, a um conjunto de pessoas,
como ocorre nas sociedades informais, ou a uma sociedade ou instituição de qualquer
natureza, independentemente da sua finalidade, que pode, ou não, incluir o lucro”.
Podemos ainda citar Caiado (1997, p. 47), que define o objecto da Contabilidade
Geral, como sendo “o controlo das relações com terceiros, a revelação das variações
patrimoniais e o apuramento do resultado global”.
Em se tratando dos objectivos da Contabilidade, existe um consenso mais geral entre
os diversos autores existentes. Tais objectivos podem ser visualizados de maneira bastante
clara e precisa na definição de Contabilidade do American Accounting Association (AAA),
que afirma: Accounting is “the process of identifying, measuring, and communicating
economic information to permit informed judgments and decisions by the users of the
information”. (Hermanson, Edwards, 1998, p. 2). Desta forma, pode-se definir os objectivos
da Contabilidade como sendo: controlar e avaliar as situações económicas e financeiras da
23
Salienta-se, que em relação aos normativos contábeis, o Brasil segue os preceitos emitidos pela entidade norte
– americana Financial Accounting Standards Board (FASB).
35
empresa e informar adequadamente o processo decisório quanto ao planejamento [sic]
empresarial
24
. Ou ainda “captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fenómenos que
afetam [sic] as situações patrimoniais, financeiras e económicas de qualquer entidade”, com o
intuito de “fornecer informações para o processo de tomada de decisão e de formulação de
estratégias” (Muller; Oliveira, 2002, pp. 27 e 30).
Crepaldi (2001, p. 309), corrobora as afirmações acima quando afirma que “a razão de
ser da contabilidade é corresponder às necessidades do usuário. O objectivo tem a ver com o
fornecimento útil dos recursos para a tomada de decisão económica” dos mesmos. O autor vai
mais adiante quando afirma que a parte mais crítica destes objectivos, é definir e constituir o
que é ou não é “útil”. Para se solucionar tal problema, deve-se primeiramente reconhecer à
quem está destinada a informação gerada contabilisticamente, e o que dela é esperada.
Por fim, podemos distinguir os objectivos da Contabilidade através de duas ópticas
diferentes: a óptica científica, a qual “manifesta-se na correta [sic] apresentação do
Património [sic] e na apreensão e análise das causas das suas mutações” (Resolução CFC n.º
774/94, art. 1.4); e a óptica pragmática, onde aplicando-se a “Contabilidade a uma Entidade
particularizada, busca prover os usuários com informações sobre aspectos de natureza
econômica [sic], financeira e física do Património [sic] da Entidade e suas mutações, o que
compreende registros, demonstrações, análises, diagnósticos e prognósticos, expressos sob a
forma de relatos, pareceres, tabelas, planilhas, e outros meios” (idem, ibidem).
2.5 PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS GERALMENTE ACEITES (P.C.G.A.)
Toda ciência, seja ela social ou não, baseia-se num conjunto de princípios, cujas
premissas universais e verdadeiras, ultrapassam a condição de simples conceitos,
conservando a validade e sendo aplicadas sobre e em qualquer circunstância. No caso
específico da Contabilidade, os seus princípios fundamentais, valem para qualquer tipo de
património, independente das entidades que os possuem, as formas jurídicas aos quais
estejam revestidos e as finalidades para qual sejam utilizados (Resolução CFC n.º 774/94,
art. 1.3). Estes princípios, “na condição de verdades primeiras de uma ciência, jamais serão
24
Martinez, José Walter. Registro dos resultados contábeis ou registro contábil dos resultados. Instituto de
Economia. Dados retirados do website http://www.eco.unicamp.br/artigos/artigo50.htm, acessado em
12/03/2006.
36
diretivas [sic] de natureza operacional, característica essencial das normas (...), tanto nos
aspectos substantivos, quanto nos formais” (idem, ibidem). Cabe salientar, que a que a busca
pelos princípios contábeis ganhou fundamental importância, nas décadas de 20 e 30,
especialmente nos Estados Unidos da América, visto a Contabilidade ter mudado o foco dos
seus objectivos, passando a centrar as informações na direcção dos investidores e accionistas,
ao invés de unicamente nos administradores e credores. (Paulo, 2002, p.28).
Em Portugal, os profissionais da contabilidade, aquando da elaboração das
Demonstrações Financeiras, devem basear-se e orientar-se principalmente por essas
«verdades primeiras», essas «premissas universais», que são comummente conhecidos como
Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites (P.C.G.A.)
25
. De acordo com o item 3º da
Directriz Contabilística (DC) n.º 18, são dois os referenciais dos P.C.G.A. no Estado
Português:
“a) O das normas internacionais de contabilidade, tal como definidas nos artigos 2.º e
3.º do Regulamento n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19
de Julho; e
b) O do normativo contabilístico nacional, aprovado no uso das competências dos
órgãos normalizadores em Portugal”.
Assim, na elaboração e publicação das Demonstrações Financeiras, as entidades
empresariais devem respeitar os princípios contabilísticos constantes a nível nacional no
Plano Oficial de Contabilidade (POC) instituído pelo Decreto-Lei 47/77, sendo modificado e
acrescentado pelo decreto-lei 410/89, já adaptado a 4º Directiva da CEE – que estabelece os
requisitos em matéria de elaboração das contas anuais de certas formas de sociedades, e nas
Directrizes Contabilísticas (DC) emitidas pela Comissão de Normalização Contabilística; e
a nível internacional, devem ser seguidos os princípios constantes nas International
Accounting Standards/International Financial Reporting Standards (IAS/IRFS), nas Standing
Interpretations Committee/International Financial Reporting Interpretations Committee
(SIC/IFRIC), e os inclusos na estrutura conceptual «framework» do IASB, publicado em 1989
(vide quadro 2.1).
25
“A expressão «geralmente aceites» significa que um organismo contabilístico normalizador, com autoridade e
de larga representatividade, estabeleceu um princípio contabilístico numa dada área ou aceitou como apropriado
determinado procedimento ou prática, atendendo à sua aplicação generalizada e ao seu enquadramento na
estrutura conceptual e num dado ambiente normativo” (DC n.º 18, item 12º).
37
Convém ressaltar, que o IASB, não faz menção nas suas normas internacionais de
Contabilidade, ao Princípio do Custo Histórico. Princípio este, exigido pelo POC – 90 e pela
4ª Directiva Comunitária ao tecido empresarial português. Percebe-se também, que a
Directiva Comunitária citada, obriga ainda, que sejam obedecidos mais dois princípios
Contabilísticos, o da Não Compensação de Saldos, e o da Correspondência de Balanços
Consecutivos. Os P.C.G.A. exigidos pelo POC, serão conceituados e pormenorizados
adiante.
QUADRO 2.1 – COMPARATIVO DOS P.C.G.A
PRINCÍPIO USA IASB 4ª DIR.COM. POC – 89
Continuidade X X X X
Consistência X X X X
Acréscimo X X X X
Prudência X X X X
Substância Sobre a Forma X X X X
Materialidade X X X X
Custo Histórico X X
Não compensação de Saldo X
Corresp. de Balanços Consecutivos X
Entidade X
Balanceamento X
Divulgação Total X
Ciclo Operacional X
Objectividade X
Inclusividade Total X
Fonte: Adaptado Cunha, 2002.
2.5.1 ANÁLISE E CONCEITUAÇÃO DOS PRINCÍPIOS
2.5.1.1 DA CONTINUIDADE
Considerado por alguns autores como sendo um dos mais importante dentre os
P.C.G.A., este princípio pressupõe que a entidade opere continuadamente, e com duração
ilimitada no futuro previsível, entendendo assim “que a empresa não tem nem a intenção nem
a necessidade de liquidar ou reduzir drasticamente o nível das suas operações” (framework
IASB, item n.º 23). Pode-se afirmar inclusive, que todos os outros princípios contabilísticos
baseiam-se neste princípio (Cunha, 2002, fazendo referência a IAS 1, a 4ª Directiva da CEE, e
ao POC).
38
O n.º 1 do art. 15 do Código das Sociedades Comerciais (C.S.C.) apesar de não fazer
menção a nomenclatura princípios contabilísticos, também regula acerca da continuidade da
empresa quando diz:
“1 - A sociedade dura por tempo indeterminado se a sua duração não for estabelecida
no contrato”.
A menos que a gerência pretenda liquidar a empresa ou cessar de negociar, ou não
tenha alternativa realista senão fazer isso, as demonstrações financeiras devem ser preparadas
na base da empresa em continuidade (IAS 1, item 23º). Existindo tal intenção ou necessidade
de liquidação, “os elementos activos e passivos deverão ser avaliados segundo o critério do
valor realizável líquido, sendo assim obtido um balanço que traduz o valor da empresa em
liquidação, que como é evidente, é diferente do que se obteria se esta continuasse em
funcionamento” (Cunha, 2002, p.268).
Cunha (idem, ibidem) afirma ainda, que o princípio da continuidade, é o único dentre
os P.C.G.A., que faz depender o valor dos activos dos proveitos que os mesmos serão capazes
de produzir no futuro, o que noz conduz desta forma ao conceito de valor utilizado pelos
economistas (Valor do bem = Valor actual das receitas provenientes do bem – valor das
despesas necessárias à produção destas receitas). E que o único problema deste princípio, é
determinar antecipadamente quando/por quais motivos a continuidade da empresa pode ou
não ser posta em causa.
2.5.1.2 DO ACRÉSCIMO OU DA ESPECIALIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS
Este princípio tem por objectivo incluir nas Demonstrações Financeiras dos períodos a
que elas respeitam, os efeitos das operações e outros acontecimentos (entenda-se
proveitos/custos) quando elas ocorrem, e não quando o dinheiro ou o seu equivalente seja
recebido ou pago. “As demonstrações financeiras preparadas de acordo com o regime de
acréscimo informam os utentes não somente das operações passadas envolvendo o pagamento
e o recebimento de dinheiro mas também das obrigações de pagar dinheiro no futuro e de
recursos que representam dinheiro recebido no futuro” (estrutura conceptual IASB, item n.º
22).
39
2.5.1.3 DA CONSISTÊNCIA
A utilização deste princípio pressupõe a aplicação dos mesmos procedimentos
contabilísticos ao longo dos sucessivos períodos financeiros. A não adopção deste princípio,
derroga uma das características principais que as IF necessitam possuir, a comparabilidade;
impedindo desta forma, os utentes da informação de realizar comparações no tempo (a nível
da própria empresa) e no espaço (com outras empresas).
Caso a empresa realize alterações nas suas políticas contabilísticas, e que estas sejam
materialmente relevantes, a entidade deve referir e quantificar estas alterações no n.º1 do
Anexo às contas, devendo igualmente os auditores referir este facto nas suas certificações
(Cunha, 2002).
Inúmeros exemplos poderiam ser dados, em relação à necessidade da utilização deste
princípio, de forma a evitar a distorção da imagem verdadeira e apropriada da organização por
parte dos responsáveis. Em relação ao imobilizado, a utilização deste princípio traduz-se na
necessidade de manter a mesma política de reintegrações e amortizações ao longo da vida do
elemento imobilizado. Ao se referir às existências, a utilização do princípio da consistência,
verifica-se na necessidade de utilização e manutenção do critério valorimétrico de custeio das
saídas, isto porque, a alteração dos métodos LIFO, FIFO ou Custo Médio, ao decorrer do
exercício provocaria alterações nos resultados e na situação financeira da entidade, induzindo
assim aos utilizadores das DF ao erro (idem, ibidem).
Por fim, este princípio pode ser derrogado, quando “uma alteração significativa na
natureza das operações da empresa ou uma revisão da sua apresentação de demonstração
financeira mostre que a alteração resultará numa apresentação mais apropriada de
acontecimentos ou transacções”; ou quando a alteração seja exigida por uma Norma
Internacional de Contabilidade ou por uma interpretação do Standing Interpretations
Committee (IAS 1, item n.º 27). Cabe aqui referir, que qualquer P.C.G.A. pode e deve ser
derrogado, desde que o objectivo seja uma melhor apresentação da imagem fiel e verdadeira
da organização para a tomada de decisões dos utentes.
40
2.5.1.4 DA PRUDÊNCIA
A utilização deste princípio, significa que “nas operações passíveis de incerteza
registam-se sempre as perdas estimadas, mas não os ganhos estimados, com base nos dados
disponíveis. Esta cobertura deverá ser feita de forma a não dar lugar a criação de reservas
ocultas «provisões em excesso»” (Barata, 1996, p. 48-49). Por outras palavras, significa
integrar um grau de precaução nas contas, de forma a não permitir a “criação de reservas
ocultas ou provisões excessivas ou a deliberada quantificação de activos e proveitos por
defeito ou de passivos e custos por excesso” (POC, item n.º 4, letra ‘e’).
Apesar de alguns autores considerarem o princípio da prudência como sendo o
princípio do pessimismo, Cunha (2002, p. 269), afirma que faz-se necessário a adopção da
prudência “com realismo, sem o que introduzir-se-ão distorções nas estimativas e, por
conseguinte, nas contas”.
Em certas situações a adopção do princípio da prudência, derroga o princípio do custo
histórico. Isso porque, se na data do balanço existirem existências valorizadas ao custo de
aquisição ou de produção, e estes valores forem superiores aos praticados no mercado, deverá
ser registada a perda correspondente, com referência ao preço de mercado. “Trata-se da
aplicação do princípio da prudência ao conceito de recuperação dos custos das existências
através da venda ou do consumo, de acordo com o POC e a 4ª Directiva” (Cunha, idem,
ibidem).
2.5.1.5 DA SUBSTÂNCIA SOBRE A FORMA
A utilização deste princípio, determina que “aquando dos registos ou mensuração de
qualquer evento, a substância ou realidade económico-financeira deve prevalecer
relativamente à forma legal” (Barata, 1996, p.49), e tem como objectivo principal, a
inclusão de todos os bens, direitos e obrigações que contribuíram para o desempenho da
empresa, pelo seu valor adequado (Barata, idem).
Um exemplo da utilização deste princípio, refere-se à contabilização dos activos
objectos de leasing, ou locação financeira. Neste tipo de situação, os activos objectos de
leasing, embora constante das contas do imobilizado, não pertencem à empresa, e por isso
41
não servem de garantia aos credores (Cunha, 2002). Assim, Barata (1996) afirma que a
empresa locatária devem registar esses activos pelo valor de aquisição, e amortizá-los com
base no critério já seguido pela entidade, mas somente se a opção de compra no final do
contracto estiver vigorando; caso contrário, estes bens deverão ser amortizados durante o
período do contracto de locação, se este for inferior ao da vida útil do bem.
2.5.1.6 DA MATERIALIDADE
Este princípio determina, que nas DF, devem estar devidamente presentes e
evidenciados, todos os elementos que sejam relevantes e que possam influenciar as decisões
dos utilizadores dessas informações (Barata, 1996; Cunha, 2002; POC-90; IAS 1).
O objectivo principal deste princípio, é confrontar o custo-benefício a ser gerado
pela informação, e a relevância material do facto em causa. Pode-se afirmar inclusive, que
as decisões que a gerência das entidades devem tomar acerca do que é materialmente
relevante ou não, correlaciona-se directamente com a dimensão da empresa (Cunha, 2002),
e com a dimensão e natureza dos itens ajuizados na nas circunstâncias particulares das suas
emissões (IAS 1, item n.º 31).
A IAS 1, expõe uma relação directa entre materialidade e agregação dos itens
constantes nas DF. Acerca disso, transcrevemos o item n.º 30 do normativo referenciado,
que diz:
“30. As demonstrações financeiras resultam do processamento de grandes
quantidades de transacções que são estruturadas ao serem agregadas em grupos de acordo
com a sua natureza ou função. A fase final no processo de agregação e classificação é a
apresentação de dados condensados e classificados que formam linhas de itens quer na face
das demonstrações financeiras quer nas notas anexas. Se uma linha de item não for
individualmente material, é agregada com outros seja na face das demonstrações financeiras
seja nas notas. Um item que não seja suficientemente material para justificar a sua
apresentação separada na face das demonstrações financeiras pode porém ser
suficientemente material para que deva ser apresentado separadamente nas notas anexas”.
42
Como exemplo poderíamos citar um maquinário pesado, que em uma grande
organização, pode ser considerado como custo do exercício, por não ser materialmente
relevante, para uma pequena organização, o mesmo equipamento pode ser considerado o
principal imobilizado disponível na empresa, desta forma, o bem deverá ser capitalizado
considerando a sua materialidade.
Por fim, podemos dividir a materialidade em quantitativa, e qualitativa (critérios de
contabilização e políticas contabilísticas). Apesar de que, do ponto de vista contabilístico o
princípio da materialidade (quantitativa) não faz muito sentido, tendo em conta que as
empresas privadas, assim como as entidades públicas, não podem deixar de registar nenhum
documento ou facto, independente do seu valor. A materialidade quantitativa, só faz sentido
do ponto de vista da auditoria, dos utentes das IF, e quando em presenças de estimativas
(provisões, amortizações, etc.), em que o critério de gestão é imprescindível (Cunha, 2002).
2.5.1.7 DO CUSTO HISTÓRICO
A utilização deste princípio, estabelece que as operações empresariais devem tomar
por base uma realidade objectiva (valores constantes dos documentos contabilizados), que
seja susceptível de verificação, ao invés de valores aleatórios ou subjectivos (Barata, 1996;
Cunha, 2002).
O principal objectivo deste princípio, é evitar a sub ou sobrevalorizações do
património da entidade, e seus reflexos sobre os resultados.
Apesar de ser considerado como imprescindível, a adopção deste princípio também
reflecte alguns problemas. Há alguns anos atrás, quando a economia portuguesa era
assolada por uma inflação significativa, os efeitos da utilização deste princípio no balanço
deveriam ser considerados materialmente relevantes, por apresentar elementos registados a
valores cada vez mais defasados quando comparados com o respectivo valor de mercado.
Actualmente, com o controle da inflação, o avanço tecnológico, e a evolução dos processos
produtivos de bens e serviços, a situação tende a inversão. Alguns valores apresentados no
balanço, baseados no custo histórico, apresentam uma sobrevalorização quando comparados
com o mesmo valor de mercado destes bens, não o sendo assim recuperáveis através da
venda ou consumo dos mesmos. O principal exemplo desta situação, são os bens e
43
equipamentos informáticos. Um computador considerado hoje como topo de gama, daqui há
um ano provavelmente já será considerado obsoleto e ultrapassado.
Entretanto, a adopção deste princípio ainda vem sendo exigida por diferentes
entidades normalizadoras nacionais e internacionais, “por razões de certeza e segurança,
contra aquilo que se designa por Contabilidade Criativa” Cunha (2002, p. 271).
CAPÍTULO 3
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
45
3. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
Apesar de serem conceptualmente parecidos, não devemos confundir Informação
Financeira (IF), com Demonstrações Financeiras de Finalidades Gerais
26
, daqui por diante
entendidas apenas como Demonstrações Financeiras (DF). Segundo Cunha (2002, p. 266),
“não é possível existir informação financeira sem a elaboração de demonstrações financeiras”.
Assim, percebe-se a principal diferença entre ambas. A elaboração e correcta divulgação das
Informações Financeiras com o intuito de auxiliar os utentes nas tomadas de decisões,
consiste no objectivo primordial da Contabilidade (fim). Para concluir este objectivo, torn-se
necessário, que as IF, sejam apresentadas e disponibilizadas aos utentes/utilizadores das
mesmas de alguma maneira. Esta apresentação (meios), dá-se através das Demonstrações
Financeiras.
“As demonstrações financeiras fazem parte do processo do relato financeiro”
(estrutura conceptual do IASB, item 7º), e “são uma representação financeira estruturada da
posição financeira e das transacções empreendidas por uma empresa” (International
Accounting Standards n.º1, item 5º).
Para satisfazer os objectivos a que se destinam, as DF devem proporcionar
informações pertinentes das entidades a que respeitam, sobre os seguintes componentes:
a) Activos;
b) Passivos;
c) Capital Próprio;
d) Rendimentos e Gastos (incluindo ganhos e perdas); e
e) Fluxos de Caixa (idem, ibidem).
26
“As demonstrações financeiras de finalidades gerais são as que se destinam a satisfazer as necessidades de
utentes que não estejam em posição de exigir relatórios feitos para ir ao encontro das suas necessidades
específicas de informação. As demonstrações financeiras de finalidades gerais incluem as que são apresentadas
separadamente ou adentro de um outro documento para o público tal como um relatório anual ou um prospecto”
(IAS 1, item n.º 2).
46
Levando-se em análise o POC actual, pode-se classificar como sendo as seguintes as
Demonstrações Financeiras mínimas exigidas para o tecido empresarial em Portugal:
a) Balanço;
b) Demonstração dos resultados por natureza;
c) Demonstração dos resultados por funções;
d) Anexos ao Balanço e a Demonstração de Resultados;
e) Quadro Síntese e código de contas;
f) Demonstração dos Fluxos de Caixa.
Apesar de não ser de carácter obrigatório nos normativos internacionais, mesmo
possuindo referência no POC, a “Demonstração dos resultados por funções” possui evidente
utilidade para a gestão da maioria das organizações. Dessa maneira, o CNC, em Junho de
1997 publicou a Directriz Contabilística n.º 20, que logo nos objectivos declara: “A presente
directriz tem por objectivo actualizar conceitos e desenvolver procedimentos para a
elaboração da demonstração dos resultados por funções, com vista a encorajar a generalização
do seu uso e divulgação, dadas as vantagens para os destinatários da informação financeira,
quer a nível interno da entidade, quer a nível externo no país e no estrangeiro”.
Faz-se mister ressalvar, que quando levamos em consideração a referida NIC 1, as
entidades empresariais cotadas na Euronext Lisbon, possuem a obrigação de elaborar e
publicar, um outro relatório contábil que mostre as alterações no capital próprio – ou
alterações no capital próprio que não sejam as provenientes de transacções de capital com
detentores e distribuições a detentores (IAS 1, item n.º 7). As empresas também são
“encorajadas a apresentar, fora das demonstrações financeiras, uma explanação financeira
feita pela gerência que descreva e explique as características principais do desempenho
financeiro e da posição financeira da empresa e as principais incertezas com que ela encara”
(IAS 1, item n.º 8). A referida NIC, fomenta ainda, as empresas a apresentar fora das
demonstrações financeiras mínimas exigidas, relatórios adicionais, tais como relatórios
ambientais e demonstrações de valor acrescentado, quando a gestão acreditar que tais
relatórios ajudarão os utentes a tomar decisões económicas (IAS 1, item n.º 9).
Segundo o item n.º 11 da estrutura conceptual do IASB, fica a cargo da gerência da
empresa, a responsabilidade principal pela elaboração e divulgação das demonstrações
47
financeiras da mesma. Cipriano (2000, p. 56) afirma, que do ponto de vista funcional e legal,
as DF devem ser encaradas sob o ângulo da sua preparação efectiva, o ângulo da sua
apresentação formal (vide quadro 3.1), e do ângulo da sua credibilização perante os
utilizadores externos, que nada mais é do que a Certificação Legal das Contas, efectuada por
um Auditor ou Revisor Oficial de Contas, de acordo com padrões profissionais específicos.
Outro factor a ser salientado, é que além dos diversos normativos referenciados até
ao momento neste trabalho, as organizações empresariais, como demonstra a figura 3.1,
devem considerar um “complexo de diplomas legais cuja existência e observância é
essencial para a credibilidade das contas e salvaguarda do património” (Barata, 1996, p. 71).
QUADRO 3.1 – RESPONSABILIDADE PELA ELABORAÇÃO E PUBLICAÇÃO DAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
ELABORAÇÃO
SERVIÇOS DE
CONTABILIDADE
RESTANTES SERV.
DA EMPRESA
ADM -
GERÊNCIA
Relatório de Gestão X X
Balanço X
Dem. Dos Resultados X
Anexo ao Bal. e Dem. Result. X
Alterações no Capital Próprio X
Demonstração de Fluxos de Caixa
e seu Anexo
X
Outras Informações X X X
APRESENTAÇÃO
Relatório de Gestão X
Balanço X
Dem. Dos Resultados X
Anexo ao Bal. e Dem. Result. X
Alterações no Capital Próprio X
Demonstração de Fluxos de
Caixa e seu Anexo
X
Outras Informações X
Fonte: Adaptado Ciprino (2000)
48
Estes normativos, visam assegurar que a Gestão/Gerência da empresa irá demonstrar
o true and fair view da informação, “principalmente” no que concerne à determinação da
matéria tributável para efeitos de fiscalidade.
Como exemplo de controle que os diferentes normativos legais, não especificamente
contabilísticos, exercem sobre a necessidade de divulgação de informações financeiras
verdadeiras e apropriadas por parte das entidades empresariais, podemos citar o item 1º do
art. 42º (prestação de contas) do Código do Registo Comercial (DEL n.º 403/86), cuja última
Fonte: Adaptado Barata, 1996.
Figura 3.1 – Envolvente Legal da Empresa
Empresas
Código Comercial
Código das Sociedades
Comerciais
Regime Legal do
Estabelecimento Ind.
de Responsabilidade
Código do Registo
Comercial
Código do Imposto
sobre Rendimento das
Pessoas Colectivas
Código do Imposto
sobre Rendimento das
Pessoas Singulares
Código do Imposto
sobre o Valor
Acrescentado
Tratados e directivas
(União Europeia)
Regime Jurídico das
Infracções Fiscais não
Aduaneiras
Outros diplomas legais
Plano Oficial de
Contabilidade
49
actualização deu-se através do DEL nº 410/99, de 15/10. Este item afirma que: “1. - O registo
da prestação de contas consiste apenas na entrega, para fins de depósito, da acta de aprovação
donde conste a aplicação dos resultados, acompanhada dos documentos seguintes:
a) O relatório da gestão;
b) O balanço analítico, a demonstração dos resultados e o anexo ao balanço e
demonstração dos resultados;
c) A certificação legal de contas;
d) O parecer do órgão de fiscalização, quando exista.
Um passo importantíssimo “para orientar o julgamento dos responsáveis pela
regulação contabilística e para facilitar a comunicação de tais responsáveis entre si e entre
as partes interessadas no processo de normalização contabilística” (Castelo Branco;
Rodrigues, 2000, p. 198), foi a criação e elaboração da estrutura conceptual do IASB. Não
poderíamos dar prosseguimento a esta investigação, se não nos reportássemos uns instantes
acerca da criação, histórico e comparação desta estrutura com a estrutura conceptual do
Financial Accounting Standards Board (FASB) dos Estados Unidos.
3.1.1 ESTRUTURA CONCEPTUAL – BREVES CONSIDERAÇÕES
Castelo Branco e Rodrigues (2000, p. 198), explanam muito bem quando colocam
que o desenvolvimento de uma estrutura conceptual “corresponde fundamentalmente a uma
interpretação da teoria da contabilidade que fundamente teoricamente a produção e
apresentação da informação financeira, (...) sirva de orientação à promulgação, revisão e
revogação de normas de contabilidade financeira”.
O primeiro país a se preocupar com a criação de uma estrutura conceptual foi os
Estados Unidos da América. A elaboração e publicação desta estrutura, deu-se entre 1978 e
1985, na forma de Statements of Financial Accounting Concepts (SFAC). Posteriormente
aos USA, O Canadá (1988), a Austrália (1990), a Nova Zelândia (1992), Reino Unido (1990
a 1995 e depois em 1999), Franca (1996) e Espanha (1999) também elaboraram e
publicaram estruturas conceptuais de cariz nacional, que pudessem servir de suporte a
elaboração e emissão de normas contabilísticas. O IASB, que na época ainda denominava-se
50
IASC, só veio publicar um documento, onde apresentava ao público a sua proposta de
estrutura conceptual, em 1989 (Castelo Branco e Rodrigues, 2000).
Apesar de em linhas genéricas, seguir o adoptado pelas SFAC norte-americanas, o
framework do IASB, possui um nível de generalidade maior, podendo assim ser alterado e
remodelado para inúmeras situações diferentes. Cabe aqui salientar, conforme não poderia
ser diferente, que os normativos portugueses de resolução obrigatória (nomeadamente o
POC, nos seus pontos 3 e 4, e a DC n.º 18), que possuem não apenas um carácter normativo,
mas também consultivo e orientativo, e as IAS/IRFS, seguem de perto e de forma
obrigatória, respectivamente, as orientações constantes na estrutura do IASB, tornando
assim, esta estrutura a única relevante para execução deste estudo
27
.
Castelo Branco e Rodrigues (2000, p. 200) afirmam ainda que as estruturas
conceptuais do IASB e da FASB “seguem claramente o itinerário lógico – dedutivo. Ou
seja, consideram em primeiro lugar os objectivos das demonstrações financeiras, a que se
segue a definição das características qualitativas da informação financeira, a definição dos
elementos das demonstrações financeiras e o tratamento do seu reconhecimento e medida”.
Apesar de serem semelhantes na sua forma, as estruturas do FASB e do IASB, não o
são no seu conteúdo. Um exemplo disto seria a definição dos objectivos das Demonstrações
Financeiras (vide quadro 3.2) explicitados por ambas as estruturas, acrescido as definições
do POC e da DC n.º 18.
QUADRO 3.2 – DEFINIÇÃO DOS OBJECTIVOS DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
ENTIDADE OBJECTIVOS DAS DF
FASB
O relato financeiro deve fornecer informação útil a investidores presentes e
potenciais e credores para tomar decisões racionais de investimento, crédito e
outras similares. A informação deve ser compreensível para aqueles que têm um
conhecimento razoável das actividades económicas e empresariais e estão
dispostos a estudar a informação com diligência razoável. (FASB, 1978: §34)
IASB
Proporcionar informação acerca da posição financeira, desempenho e alterações
da posição financeira de uma empresa que seja útil a um leque vasto de utentes na
tomada de decisões económicas. As demonstrações financeiras também mostram
os resultados da condução dos negócios da gerência, ou a responsabilidade da
gerência pelos recursos que lhe foram confiados. (IASB, 1989: par. 12 e 14)
27
As referências a estrutura conceptual norte-americana, dá-se unicamente a título comparativo com o mesmo
documento do IASB. Deve-se a isto, o facto daquela concorrer em “pé-de-igualdade”, no que se refere, a
importância e aceitação como padrão internacional para elaboração e divulgação das DF.
51
POC-90
As demonstrações financeiras devem proporcionar informação acerca da posição
financeira, das alterações desta e dos resultados das operações, para que sejam úteis
a investidores, a credores e a outros utentes, a fim de investirem racionalmente,
concederem crédito e tomarem outras decisões; contribuem assim para o
funcionamento eficiente dos mercados de capitais. (POC, 1989: item 3.1)
DC 18
Os objectivos das Demonstrações Financeiras são os de proporcionar informações
acerca da posição financeira, do desempenho e das alterações da posição
financeira de uma entidade, que sejam úteis àquele vasto conjunto de utentes para
a tomada de decisões. (CNC, 2005: item 3)
Fonte: Elaboração Própria.
No quadro acima, percebe-se a semelhança dos conceitos. Apesar do FASB,
considerar como sendo utilizadores das IF, um leque mais abrangente de utentes
(investidores presentes e potenciais e credores e outros utilizadores), e o IASB considerar
«um leque vasto de utentes, «apesar de depois remover todos os outros utilizadores excepto
os investidores (Castelo Branco; Rodrigues, 2002, apud Purdy), o conceito do POC, está em
sintonia com o do IASB e da FASB, apenas o da DC 18, é que vem alterar minimamente
esta situação pois abre a perspectiva de supor que elas são preparadas para diversos grupos
de utentes, possuindo assim objectivos múltiplos (idem, ibidem, apud Cravo).
3.1.2 UTILIZADORES DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Referiu-se anteriormente neste trabalho, acerca dos principais objectivos que a
Contabilidade possui, e os fins a que se propõe. Para se atingir estes objectivos, não basta
apenas publicar para o exterior IF acerca da posição financeira e suas alterações, e do
desempenho económico-financeiro das entidades empresarias; torna-se necessário,
primeiramente, conhecer e reconhecer a quem as IF estão destinadas, e o que delas se
esperam. Muito se tem falado, inclusivamente nos tópicos anteriores deste estudo, acerca dos
utentes/utilizadores das Demonstrações Financeiras, mas quem são eles? Quais utilidades eles
esperam das IF?
Com o intuito de se responder a tais questões, os diversos normativos nacionais e
internacionais (POC, estrutura conceptual do IASB, entre outros) caracterizaram de uma
forma geral os interessados (e seus interesses) nas informações financeiras a serem elaboradas
e publicadas pelas organizações. Convém salientar, que inúmeros autores, antes e após a
publicação da estrutura conceptual do IASB, têm debatido e explanado insistentemente
acerca da importância desse reconhecimento de interessados/interesses. Barata (1996, p.
25), elaborou e sintetizou uma descrição gráfica dos grupos de interesses no meio
52
envolvente das entidades empresariais, e na qualidade das informações financeiras
disponibilizadas pelas mesmas (vide figura 3.2).
Cipriano (2000, p. 53), baseando-se nos normativos acima citados (POC, e framework
do IASB), resume e enumera os principais grupos interessados, nas Demonstrações
Financeiras das entidades, assim como seus principais interesses, da seguinte maneira:
a) Investidores, para decidirem quando comprar, deter ou vender um investimento em
capitais próprios ou alheios das empresas;
b) Administradores, para conhecer os resultados da sua actuação e avaliar os seus
deveres de gestão e sua responsabilidade;
c) Empregados, para avaliar a capacidade da empresa de pagar e proporcionar outros
benefícios;
d) Credores e Financiadores, para avaliar a segurança quanto à recuperação das
quantias emprestadas à empresa;
e) Clientes, estão preocupados com a continuidade da empresa e a qualidade
proporcionada pelos seus produtos;
Fonte: Adaptado Barata, 1996.
Figura 3.2 – Grupos de interesses no meio envolvente da empresa
EMPRESA
Estado
Clientes
Instituições
Financeiras
Detentores
de capital
Equipa de
gestão
Quadros da
empresa
Associações
empresariais
Concorrentes
Público em
geral
Grupos
activistas
Partidos
políticos
Associações
sindicais
Fornecedores
53
f) Estado-Poder Público, para determinar as políticas de impostos ou de apoios à
economia;
g) Accionistas, para determinar os lucros distribuíveis e os dividendos;
h) Estado-Regulador da economia, para preparar e usar as estatísticas do rendimento
nacional ou regulamentar as actividades das empresas; e
i) Público em geral, estão cada vez mais interessado em acompanhar a vida das
empresas, como pólos criadores de riqueza e geradores de emprego, nos planos
nacional, regional e local.
3.1.3 CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DA INFORMAÇÃO FINANCEIRA
Além dos debates científicos internacionais, e das citações em estudos particulares
(inclusive neste trabalho científico), acerca dos objectivos que a ciência contabilística se
propõe a cumprir, a forma, e a quem se destina o resultado do seu trabalho; para que estes
objectivos possam ser atingidos, as informações financeiras, devem ainda cumprir uma série
de requisitos no que concerne à clareza, veracidade, fiabilidade, objectividade,
comparabilidade e tempestividade das mesmas.
Observou-se no quadro 2.1, que comparativamente, os Estados Unidos da América,
são o país que possui uma maior quantidade de princípios contabilísticos a serem obedecidos.
Entretanto, ao levarmos em consideração as características qualitativas, presentes nas
estruturas conceptuais do IASB e do FASB, a serem obedecidas quando da preparação e
apresentação das Demonstrações Financeiras, esta situação tende ao equilíbrio (vide quadro
3.3).
QUADRO 3.3 – CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS
FASB IASB
Restrição difusa – Benefícios > custos ---------------
Compreensibilidade Compreensibilidade
Relevância
Valor preditivo
Valor feedback
Tempestividade
Relevância
Valor preditivo e confirmatório
Materialidade
Fiabilidade
Verificabilidade
Neutralidade
Fiabilidade de apresentação
Fiabilidade
Representação fidedigna
Substância sobre a forma
Neutralidade
Prudência
54
Plenitude
Característica secundária e interactiva
Comparabilidade
Comparabilidade
Limiar para o reconhecimento - Materialidade
Restrições a informação relevante e fiável
Tempestividade
Balanceamento entre benefícios e custos
Balanceamento entre características qualitativas
Fonte: Adaptado Castelo Branco; Rodrigues, 2000.
Conforme dito anteriormente, para efeitos de relevância neste estudo, considera-se
válido apenas a estrutura conceptual do IASB, uma vez que é nesta estrutura que as IAS se
fundamentam. Apesar de não possuir qualidade de Norma Internacional de Contabilidade,
apenas carácter informativo, e expondo unicamente dois pressupostos subjacentes que
norteiam a elaboração das DF (o regime contabilístico do acréscimo, item 22º, e da empresa
em continuidade, item 23º), o framework do IASB, faz menção a uma série de características
e sub-características qualitativas (itens 24º a 42º), que as informações financeiras devem
possuir para atender as necessidades gerais dos utilizadores das mesmas. São elas:
a) Compreensibilidade – a informação proporcionada nas demonstrações financeiras
deve ser rapidamente compreensível pelos utentes;
b) Relevância – para ser útil a informação tem de ser relevante às necessidades de
tomada de decisões dos utentes. A informação é relevante quando influencia as
decisões económicas dos utentes e os ajuda a avaliar os acontecimentos passados,
presentes ou futuros ou confirmar/corrigir, as suas avaliações passadas. Possui
como sub-característica qualitativa:
- Materialidade – a informação é (de relevância) material se a sua omissão ou
inexactidão influenciarem as decisões económicas das utentes tomadas com
base nas demonstrações financeiras.
c) Fiabilidade – para que seja útil, a informação também deve ser digna de confiança.
Para tal, deve estar isenta de erros materiais e de preconceitos, e os utentes dela
possam depender ao representar fidedignamente o que ela pretende. Para tanto,
considera-se como sub-característcas qualitativas da fiabilidade:
55
- Representação Fidedigna - para ser digna de confiança a informação deve
representar fidedignamente as operações e outros acontecimentos que ela ou
pretende representar ou possa razoavelmente esperar-se que represente.
- Substância Sobre a Forma - se a Informação deve representar fidedignamente
as operações e outros acontecimentos que tenha por fim representar é
necessário que eles sejam contabilizados e apresentados de acordo com a
substância e realidade económica e não meramente com a sua forma legal.
- Neutralidade - para que seja fiável, a informação contida nas demonstrações
financeiras deve ser neutra, isto é, livre de preconceitos.
- Prudência - inclusão de um grau de precaução no exercício dos juízos
necessários ao fazer as estimativas requeridas em condições de incerteza tais
como os activos ou os proveitos não serem sobreavaliados e os passivos ou os
custos não serem subavaliados
- Plenitude - para que seja fiável, a informação nas demonstrações financeiras
deve ser completa adentro das fronteiras da materialidade e do custo.
d) Comparabilidade – os utentes devem ser capazes de comparar as demonstrações
financeiras de uma empresa, com as demonstrações financeiras de diversas
empresas, ou dela própria, através do tempo e espaço, a fim de nelas identificar e
avaliar tendências na posição financeira e no desempenho.
Existem também duas características restritivas (itens 43º e 44º) que devem ser
consideradas na elaboração e publicação das DF´S, que são:
a) Tempestividade - Se houver demora indevida no relato da informação ela pode
perder a sua relevância;
b) Ponderação entre Benefício e Custo - Os benefícios derivados da informação
devem exceder o custo de a proporcionar. A avaliação dos benefícios e custos é,
contudo, substancialmente um processo de julgamento.
Percebe-se na análise ao quadro 3.3, que existe algum consenso ao nível de
características qualitativas exigidas pelas duas estruturas conceptuais citadas. É normal que
existam algumas diferenças entre ambas. Provavelmente, uma das principais delas reside na
56
questão da “materialidade”. Enquanto o IASB, reconhece a mesma como sendo um
componente da relevância e descreve-a como uma característica qualitativa, o FASB, trata a
mesma como sendo um elemento restritivo das IF. O inverso acontece com a
“tempestividade”. Enquanto o FASB, reconhece esta característica como componente da
“relevância”, o IASB, trata a mesma como sendo uma restrição para a elaboração e
divulgação das DF (Castelo Branco; Rodrigues, 2000).
Uma análise diferente à existente no POC e no framework do IASB, é apresentada
através de uma descrição gráfica das características qualitativas a serem obedecidas na
elaboração e publicação das DF (vide figura 3.3), idealizada e resumida por Barata (1996, p.
68).
Naquela época, o autor expôs uma hierarquia a ser seguida, distinguindo em grau de
importância primário e secundário as características das IF, considerando relevantes apenas
duas características e 7 sub-características qualitativas (primárias). Entretanto, após a
verificação das características primárias, as IF para cumprirem seu objectivo primordial de
informar a imagem verdadeira e apropriada da organização, deveriam cumprir com outras 4
características (secundárias) hierarquicamente inferiores, mas não menos importantes.
Requisitos da
informação
financeira
Características
primárias
Relevância
Valor previsional
Valor retroinformativo
Tempestividade
Características secundárias
Comparabilidade
Consistência
Clareza na apresentação
Economia de apresentação
Fiabilidade
Verificabilidade
Integridade
Objectividade
Prudência
Fonte: Adaptado Barata, 1996.
Figura 3.3 – Características qualitativas da informação financeira
57
Um factor a ser salientado, por mera questão de curiosidade, é que enquanto os
diferentes órgãos reguladores e inúmeros normativos a serem obedecidos em Portugal,
tratam os pressupostos da consistência, da prudência, da substância sobre a forma e da
materialidade como princípios contabilísticos, a estrutura conceptual do IASB, define aos
mesmos apenas como características qualitativas da informação financeira.
Por fim, no intuito de se conseguir a correcta percepção da imagem verdadeira e
apropriada da organização, muitas vezes torna-se necessário um balanceamento, ou uma
ponderação entre as diferentes características acima citadas e o seu custo-benefício. Tal
ponderação, em algumas situações, fica a cargo do julgamento profissional dos responsáveis
pela elaboração das DF. Outro factor a ser salientado, é que somente a utilização destas
características na elaboração da informação financeira, por si só não transmitem o true and
fair view das mesmas, nesse sentido, o frameworK do IASB (item n.º 46) afirma: “(...) a
aplicação das principais características qualitativas e das normas contabilísticas apropriadas
resulta normalmente em demonstrações financeiras que transmitem o que é geralmente
entendido como uma imagem verdadeira e apropriada ou como apresentando
razoavelmente tal informação (sublinhado nosso)”.
3.1.4 ELEMENTOS DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Existem duas perspectivas fundamentais acerca do conceito de resultado, a primeira
que se traduz na atribuição do primado conceptual aos proveitos e custos, e a segunda que se
traduz na atribuição deste primado aos activos e passivos (Castelo Branco; Rodrigues, 2000).
Sendo necessária a adopção de um deles, o IASB, através de sua estrutura conceptual,
decidiu-se de forma clara pela utilização do segundo, ou seja, “as definições de todos os
outros elementos das demonstrações financeiras são derivadas das definições de activos e
passivos” (Castelo Branco; Rodrigues, 2000, p. 2003, apud Storey e Storey).
Entretanto, apesar de considerar os activos e passivos, como sendo os elementos
fundamentais das DF, o framework do IASB, conceitua e enumera os outros elementos que
compõem as mesmas, dividindo-os em classes, conforme o item n.º 47 daquela estrutura
conceptual afirma. Tal item, nos diz que: “as demonstrações financeiras retratam os efeitos
financeiros das operações e de outros acontecimentos ao agrupá-los em grandes classes de
58
acordo com as suas características económicas. Estas grandes classes são denominadas os
elementos das demonstrações financeiras…”
Consoante é de conhecimento público, podemos distinguir as Demonstrações
Financeiras conforme os seus objectivos principais. Informar sobre a posição financeira da
entidade, cuja informação é principalmente proporcionada pelo balanço; informar sobre o
desempenho económico da entidade, cuja informação é principalmente evidenciada através de
uma demonstração de resultados; e informar acerca das alterações na posição financeira da
organização, cujas IF são proporcionadas sobretudo através da Demonstração dos Fluxos de
Caixa. Um factor a ser salientado, é que “as partes componentes das demonstrações
financeiras interrelacionam-se porque reflectem diferentes aspectos das mesmas operações ou
outros acontecimentos” (Estrutura conceptual do IASB, itens 19/20).
Complementando as afirmações acima, podemos afirmar ainda que: “as classes
directamente relacionadas com a quantificação da posição financeira no balanço são os
activos, os passivos e os capitais próprios. As classes directamente relacionadas com a
quantificação do desempenho na demonstração de resultados são os proveitos e os custos. A
demonstração de alterações na posição financeira reflecte geralmente classes da demonstração
de resultados e as alterações de classes do balanço; concordantemente, esta estrutura
conceptual não identifica nenhumas classes que sejam únicas àquela demonstração”
(Estrutura conceptual do IASB, item n.º 42).
3.1.4.1 POSIÇÃO FINANCEIRA
Segundo o item n.º 16 da estrutura conceptual supracitada, não é escusado afirmarmos
que “a posição financeira de uma empresa é afectada pelos recursos económicos que ela
controla, pela sua estrutura financeira, pela sua liquidez e solvência e pela sua capacidade de
se adaptar às alterações no ambiente em que opera”.
Desta forma, as informações referentes aos recursos económicos dispostos pela
entidade, bem como a avaliação passada destes recursos, são úteis para predizer a capacidade
futura de gerar recursos e receitas pela entidade. As informações acerca da estrutura
financeira da empresa, são úteis no prognóstico de futuras necessidades de empréstimos, e
para reconhecer como os lucros futuros e fluxos de caixa serão distribuídos entre os que têm
59
interesses na empresa. Já as informações acerca da liquidez (disponibilidade financeira no
futuro próximo, após terem sido considerados os compromissos financeiros do mesmo
período) e da solvência (disponibilidade financeira a médio e longo prazo, para honrar os
compromissos financeiros à medida em que forem vencendo) são úteis para prever a
capacidade da empresa de satisfazer os seus compromissos financeiros à medida que se
vencerem.
Conforme tópico 3.1.4 visto anteriormente, as classes directamente relacionadas com a
quantificação da posição financeira da empresa, são os activos, passivos e o capital próprio.
Segundo o item n.º 49 do framework do IASB, podemos conceituar da seguinte maneira estas
classes:
“a) Um activo, é um recurso controlado pela empresa como resultado de
acontecimentos passados, e do qual se espera que fluam para a empresa benefícios
económicos futuros;
b) Um passivo, é uma obrigação presente da empresa proveniente de acontecimentos
passados, da liquidação da qual se espera que resulte um exfluxo de recursos da
empresa incorporando benefícios económicos.
c) Capital Próprio, é o interesse residual nos activos da empresa depois de deduzir
todos os seus passivos”.
Cabe referir, que os investimentos dos proprietários e a distribuição aos mesmos, são
considerados como aumentos e diminuições do capital próprio, o que significa dizer em
última instância, que são definidos em termos de aumento ou diminuições nos activos e
passivos (Castelo Branco; Rodrigues, 2000).
Por fim, torna-se necessário distinguir entre activos e passivos correntes e não
correntes. Basicamente podemos considerar um activo como sendo corrente, quando é
esperado que o mesmo seja realizado, negociado, vendido ou consumido no decurso normal
do ciclo operacional da empresa, comummente aceite como coincidindo com o ano civil. Ou
se o activo em questão, for um activo de caixa ou equivalente, desde que não esteja
restringido na sua utilização. Todos os outros activos são considerados como não correntes
(IAS 1, item n.º 57). Um passivo deve ser classificado como passivo corrente, quando se
espere que seja ou esteja para ser liquidado no decurso normal do ciclo operacional da
60
empresa, ou dentro dos doze meses a partir da data do balanço. Todos os outros passivos
devem ser classificados como passivos não correntes (IAS 1, item n.º 60).
3.1.4.2 DESEMPENHO ECONÓMICO
Nas sociedades empresariais de “um modo geral”, as variantes do lucro são utilizados
na determinação do desempenho, ou como base para reconhecimento de medições
importantes tais como os ganhos por acção, retorno do investimento, entre outros. “A
informação acerca do desempenho (ou performância) é útil na predição da capacidade da
empresa gerar fluxos de caixa a partir dos recursos básicos existentes. É também útil na
formação de juízos acerca da eficácia com que a empresa pode empregar recursos adicionais”
(framework IASB, item n.º 17).
Podemos afirmar, fazendo novamente referência ao tópico 3.1.4, que os elementos
directamente relacionados com a quantificação do lucro, e consequentemente com a
quantificação do desempenho económico da organização, são os proveitos e custos. Segundo
o item n.º 70, do normativo acima citado, podemos conceituar os proveitos como sendo “os
aumentos nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma de influxos ou
melhorias de activos ou de diminuições de passivos que resultem em aumentos no capital
próprio, que não sejam os relacionados com as contribuições dos participantes no capital
próprio”; e os custos como sendo as “diminuições nos benefícios económicos durante o
período contabilístico na forma de exfluxos ou deperecimentos de activos ou na incorrência
de passivos que resultem em diminuições do capital próprio, que não sejam as relacionadas
com distribuições aos participantes no capital próprio”.
Sobre isso, cabe salientar, que os proveitos e custos podem ser apresentados de
maneiras diferentes na Demonstração dos Resultados, a fim de proporcionar informações que
possam ser relevantes para a tomada de decisões dos utentes. Exemplo desta afirmação, é a
prática comum de distinguir entre os elementos dos proveitos e dos custos, os que sejam
originados das actividades correntes (ou ordinárias) da entidade, dos que não o são.
Os proveitos que se originam das actividades correntes de uma empresa são definidos
como réditos, e podem ser referidos por uma variedade de nomes diferentes, incluindo
vendas, honorários, juros, dividendos, “royalties” e rendas. Os ganhos representam outra
61
classe que satisfaz a definição de proveitos, não sendo de natureza diferente dos réditos. A
diferença entre eles é que estes podem, ou não, provir do decurso das actividades correntes de
uma empresa. Entre os ganhos podemos citar, os que provêm da alienação de activos não
correntes.
A definição de custos, também engloba duas distinções diferentes. São conhecidas
como sendo os custos que se originam das actividades correntes de uma empresa, que
geralmente possuem a forma de um exfluxo ou depereciamento de activos como dinheiro e
seus equivalentes, existências e activos fixos tangíveis, e que incluem por exemplo, o custo
com mão-de-obra, aquisição de materiais e matéria-prima, o custo das vendas, depreciações,
entre outros; e as perdas, que satisfazendo a definição de custos e possuindo natureza idêntica
aqueles, é diferente dos primeiros, no sentido de que podem, ou não, surgir no decurso das
actividades ordinárias da empresa. Exemplos de perdas incluem, as perdas com catástrofes
naturais ou acidentes e as perdas provenientes da alienação de activos não correntes.
3.1.5 RECONHECIMENTO E MEDIDA DOS ELEMENTOS DAS DF
Sendo responsabilidade da Contabilidade medir e valorar os elementos e factos
patrimoniais, expressando aqueles em moeda, são as DF, o recurso principal para que esta
expressão possa ser realizada. Quer a posição financeira, suas alterações, e o desempenho
económico, são expressas em unidades monetárias, sendo portanto valorizadas (Cipriano,
2000, p.58).
Segundo Gonçalves (2002, p. 59), um facto e a respectiva informação que a ele
respeita, deverão ser reconhecidos nas DF, se forem satisfeitos os quatro critérios de
reconhecimento abaixo:
“a) O facto satisfaz a definição de um elemento das DF;
b) O item deve ser capaz de ser medido com suficiente fiabilidade;
c) A informação acerca do item é relevante, capaz de influenciar a decisão do
utilizador;
d) A informação acerca do item pode ser representada com exactidão, de forma
verificável e neutral”.
62
Para o IASB, um elemento deve ser reconhecido e incorporado no balanço e na
demonstração de resultados, se o mesmo satisfizer a definição de classe, assim como, ser
provável que benefícios económicos futuros associados aos elementos, fluam de ou para a
empresa, e que possua um custo que possa ser quantificado com fiabilidade. Devem ser
levadas ainda em consideração as condições de materialidade e custo/benefício. Se um
elemento possuir as características essenciais de uma classe, mas falhar em satisfazer os
critérios de reconhecimento, este, no entanto, deve ser divulgado nas notas, no material
explicativo ou em quadros suplementares.
Baseando-se nas estruturas conceptuais do IASB e da FASB, e nas afirmações de
Castelo Branco e Rodrigues (2000), podemos afirmar que a medida dos elementos das DF,
inclui a observação a três questionamentos principais:
a) A base ou atributo de medida;
b) A unidade de medida;
c) O conceito de manutenção de capital.
Quando falamos em bases de medida, primeiramente torna-se necessário o
conhecimento do conceito de valorimetria, que segundo o item n.º 99 da estrutura conceptual
do IASB, nada mais é do que “(...) o processo de determinar as quantias monetárias pelas
quais as classes das demonstrações financeiras devam ser reconhecidas e inscritas nas
demonstrações do balanço e dos resultados”. Grande parte dos autores da área, tendo como
base as estruturas conceptuais acima referenciadas, expõe a existência de quatro distintas
bases (vide quadro 3.4), que podem ser combinadas em diferentes variações, para a
valorimetria aplicável aos elementos das DF, que constituem o cerne da informação
(Cipriano, 2000, p.58).
É de salientar, que o Custo histórico, reconhecido como princípio contabilístico
geralmente aceite pelo POC, é “a base de valorimetria mais geralmente adoptada pelas
empresas ao preparar as suas demonstrações financeiras (...) Este é geralmente combinado
com outras bases de valorimetria. Por exemplo, os inventários são geralmente registados ao
mais baixo custo ou do valor realizável líquido, os títulos negociáveis podem ser registados
pelo valor de mercado e os passivos por pensões de reforma são registados pelo seu valor
presente” (item n.º 101 da estrutura conceptual do IASB).
63
Ao se fazer referência às outras três bases valorimétricas explicitadas pelo IASB,
aquelas são em circunstâncias precisas, determinantes em algumas situações para demonstrar
a imagem verdadeira e apropriada da organização. Por exemplo, nas construções de balanços
em fusões e cisões, a base do valor actual pode ser mais relevante que o custo histórico, e em
situações de elevadas taxas de inflação, ou grande avanço tecnológico (vide tópicos 2.4.1.4 e
2.4.1.7), a valorimetria ao custo corrente pode ser a mais correcta alternativa à utilização do
custo histórico.
QUADRO 3.4 – BASES VALORIMÉTRICAS DAS CLASSES DAS DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
CUSTO HISTÓRICO
ACTIVOS
Registados pela quantia de dinheiro, ou seu equivalente, suportada, ou pelo justo
valor da retribuição para que se faça a sua aquisição num dado momento.
PASSIVOS
Registados pela quantia dos produtos recebidos em troca da obrigação, ou em
algumas circunstâncias, pelas quantias de dinheiro que se espera vir a pagar por esse
passivo no decurso dos negócios.
CUSTO CORRENTE
ACTIVOS
Registados pela quantia de dinheiro, ou seu equivalente, que teria de ser paga se o
mesmo ou um activo equivalente fosse correntemente adquirido
PASSIVOS
Registados pela quantia não descontada de dinheiro, ou seus equivalentes, que seria
necessária para liquidar, correntemente a obrigação
VALOR REALIZÁVEL (OU DE LIQUIDAÇÃO)
ACTIVOS
Registados pela quantia de dinheiro, ou seu equivalente, que possa correntemente ser
obtida com sua venda decidida
PASSIVOS
Registados pelos seus valores de liquidação, ou seja, pelas quantias não descontadas
de dinheiro, ou seu equivalente, que se espera vir a pagar para satisfazer essa
obrigação, no decurso dos negócios.
VALOR PRESENTE (OU ACTUAL)
ACTIVOS
Registados pelo valor actualizado/descontado das futuras entradas de caixa, ou seus
equivalentes, que se espera que esse activo gere durante os negócios.
PASSIVOS
Registados pelo valor actualizado/descontado das futuras saídas de caixa ou seus
equivalentes, que se espera via a ser necessário para liquidar esse passivo, no decurso
dos negócios
Fonte: Adaptado Cipriano, 2000.
O POC faz menção da forma e utilização dos critérios valorimétricos nas seguintes
classes de activos e passivos:
a) Disponibilidades – faz referência ao método de contabilização das disponibilidades
em moedas estrangeiras, com possibilidade de existirem diferenças de câmbio na
data do balanço, e dos títulos negociáveis e outras aplicações de tesouraria;
64
b) Dívidas de/a terceiros – regula o método e a forma a ser utilizado em situações de
dívidas em moedas estrangeiras, assim como as possíveis diferenças de câmbio
resultantes destas dívidas;
c) Existências – faz menção explícita à utilização do custo histórico. Entretanto, abre
precedentes para utilização do critério do custo corrente se na data do balanço
existirem perdas com obsolescência, deterioração, quebra de preços ou outros
factores análogos. Concluindo existirem desperdícios, refugos, resíduos e
subprodutos, o POC, aconselha à utilização do critério do valor realizável líquido.
É normalizado também, neste regulamento, a utilização de 5 diferentes métodos
para custeio das saídas (custo específico, custo médio ponderado, First in first out
«FIFO», Last in last out «LIFO», e custo padrão). Por fim, o Plano Oficial de
Contabilidade, regula sobre o critério valorimétrico a ser adoptado em alguns
sectores industriais específicos, como indústrias extractivas, explorações agrícolas
e pecuárias, indústria piscatórias, actividades de carácter plurianual, entre outras.
d) Imobilizações – Nesta classe, o POC afirma que devem ser valorizados ao custo de
aquisição/produção, exceptuando-se os investimentos financeiros representados
por partes de capital em empresas filiadas e associadas; nesta situação devem ser
valorizados pelo seu valor contabilístico e pelo método da equivalência
patrimonial.
Relativamente a unidade utilizada para reconhecimento e medida dos elementos das
DF, a estrutura conceptual do IASB, diferentemente da estrutura do FASB que afirma que a
unidade monetária utilizada continuará a ser a unidade monetária nominal (SFAC n.º 5, itens
45-48), expõe, que a medida a ser utilizada dependerá do conceito de capital adoptado.
Existe no framework do IASB (item n.º 102), duas distinções para o conceito de
capital. O conceito financeiro (dinheiro investido ou poder de compra investido), sendo o
capital sinónimo de activos líquidos ou de capital próprio da empresa; e o conceito físico de
capital (capacidade operacional), onde o capital é visto como a capacidade produtiva da
empresa baseada em unidades de produção diária, por exemplo.
Por conseguinte, esta duplicidade de conceitos deu origem também a dois diferentes
conceitos de manutenção de capital. A manutenção de capital financeiro, onde o “lucro só é
obtido se a quantia financeira (ou de dinheiro) dos activos líquidos no fim do período exceder
65
a quantia financeira (ou de dinheiro) dos activos líquidos do começo do período, depois de
excluir quaisquer distribuições a, e contribuições de, os detentores da empresa durante o
período”, e não requer a adopção de nenhuma base valorimétrica em particular; e a
manutenção do capital fixo, onde o “lucro só é obtido se a capacidade física produtiva (ou
capacidade operacional) da empresa (ou os recursos ou os fundos necessários para conseguir
essa capacidade) no fim do período exceder a capacidade física produtiva do começo do
período, depois de excluir quaisquer distribuições a, e contribuições de, os detentores da
empresa durante o período”, e requer a adopção dos custos correntes como base valorimétrica
(itens n.º 104 e 106).
3.2 DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS DAS DF
3.2.1 B BA AL LA AN NÇ ÇO O
De acordo com o POC, dentre os “dois modelos de balanço previstos na 4.ª Directiva
o escolhido é o que menos se afasta da apresentação tradicional. Sendo a estrutura do balanço
obrigatória, indica-se a correspondência de cada um dos seus elementos com as contas do
Plano, cuja seriação se mantém. Diferentemente do critério anterior, que classificava os
elementos do activo exclusivamente segundo a sua natureza, passou-se a atender também ao
seu destino ou aplicação.”
Estas mudanças, vieram de certa forma, ajustar esta Demonstração Contábil exigida
no normativo nacional, à Demonstração exigida pela Comunidade Europeia. Segundo
Oliveira (1997), neste modelo também foram introduzidas melhorias no que concerne à
percepção da informação desejada, uma vez que, o desenvolvimento da conta “Resultados
Transitados” por exercícios, e da conta referente a indicação do imposto sobre o rendimento
do exercício, foram suprimidas, levando-se em conta, que tais informações também constam
da Demonstração de Resultados.
Diferentemente do que ocorre na legislação contábil de alguns países, o Plano Oficial
de Contabilidade Português, e a Comissão de Normalização Contabilística, possuem modelos
de Demonstrações Financeiras amplos e gerais, que norteiam os trabalhos desenvolvidos pelas
empresas na elaboração das suas informações contábeis. Podemos afirmar ainda, que esta
66
peça contábil evidenciada nos normativos nacionais, adequa-se às exigências internacionais
aferidas na IAS 1, no que concerne à inclusão dos itens básicos e obrigatórios na face da
mesma. Tal afirmação pode ser comprovada fazendo-se referência ao item n.º 66 da
supracitada NIC, o qual afirma que: “Como mínimo, a face do balanço deve incluir itens que
apresentem as quantias seguintes:
a) Activos fixos tangíveis;
b) Activos intangíveis;
c) Activos financeiros (excluindo quantias mostradas segundo d, f e g);
d) Investimentos contabilizados pelo uso do método da equivalência patrimonial
(equity method);
e) Inventários;
f) Dívidas a receber comerciais e outras;
g) Caixa e seus equivalentes;
h) Dívidas a pagar comerciais e outras;
i) Passivos e activos por impostos como exigido pela IAS 12, Impostos sobre o
Rendimento;
j) Provisões;
k) Passivos não correntes que vençam juros;
l) Interesses minoritários;
m) Capital social emitido e reservas.”
Cabe salientar ainda, que a Legislação Portuguesa formata este demonstrativo,
dividindo e agrupando suas contas em diversas classes. Segundo o POC, as classes constantes
neste Relatório Contábil são:
1. DISPONIBILIDADES – Esta classe inclui as disponibilidades imediatas e as
aplicações de tesouraria de curto prazo. De acordo com o novo POC, os depósitos
bancários que não possam ser classificados como disponibilidades, que por tradição
eram escriturados como disponibilidades, passou a ser escriturado na conta “4151 –
Investimentos Financeiros”. Dentre as contas mais significativas desta classe,
podemos destacar as seguintes:
- Caixa;
67
- Depósitos à ordem, e a prazo;
- Títulos Negociáveis, etc.
2. TERCEIROS – Nesta classe estão configuradas as contas que representam as
diferentes espécies de entidades, e de naturezas de operações que a empresa mantém
no decurso de suas actividades. Interna a esta classe, encontram-se, entre outras, as
seguintes contas:
- Clientes;
- Fornecedores;
- Accionistas;
- Provisões – para cobrança duvidosa e para riscos e encargos;
- Empréstimos Obtidos, etc.
3. EXISTÊNCIAS – Nesta classe, encontram-se todas as contas relacionadas à
produção da actividade fim da empresa. Dentre as mais importantes contas desta
classe, podemos citar as seguintes:
- Compras;
- Mercadorias:
- Produtos Acabados e Intermédios;
- Matérias – Primas, etc.
4. IMOBILIZAÇÕES – Esta classe inclui os bens detidos com continuidade ou
permanência e que não se destinem a ser vendidos ou transformadas no decurso
normal das operações da empresa, quer sejam de sua propriedade, quer estejam em
regime de locação financeira (Oliveira, 1997). Dentre as principais contas desta classe,
podemos referenciar as seguintes:
- Imobilizações corpóreas, incorpóreas e em curso;
- Investimentos Financeiros;
- Amortizações Acumuladas, etc.
68
5. CAPITAL, RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS – Nesta classe
encontram-se as contas referentes à composição do capital próprio da empresa. Dentre
estas contas podemos citar como sendo mais importantes, as seguintes:
- Capital;
- Acções;
- Reservas de Reavaliação:
- Reservas;
- Resultados Transitados, etc.
8. RESULTADOS – Nesta classe, situam-se as contas que, como o próprio nome
diz, demonstram os resultados obtidos pela empresa durante o exercício. É por estas
contas, que podemos definir se a empresa obteve lucros ou prejuízos decorrentes das
suas actividades durante o exercício. As duas contas situadas nesta classe, que são
encontradas no balanço são:
- Resultado Líquido do Exercício;
- Dividendos Antecipados.
3 3. .2 2. .2 2 D DE EM MO ON NS ST TR RA AÇ ÇÃ ÃO O D DO OS S R RE ES SU UL LT TA AD DO OS S P PO OR R N NA AT TU UR RE EZ ZA A
28
Ainda segundo o Plano Oficial de Contabilidade, cuja redacção se baseia na 4ª
Directiva da CE, dentre os quatro modelos de demonstração de resultados apresentados, “foi
escolhido, como obrigatório, aquele que apresenta, em disposição horizontal, os custos e
proveitos classificados por natureza. Esta estrutura é muito próxima da do anterior POC. O
modelo adoptado privilegia uma classificação que permite comparabilidade dos resultados, no
tempo e no espaço. Para melhor informação dos utentes, esta demonstração financeira
também inclui as quantias correspondentes ao ano anterior.”
28
Torna-se necessário recordar, que a NIC 1, não faz distinção entre Demonstração de Resultados por Natureza e
por Funções. Esta distinção é feita exclusivamente pelos normativos portugueses, conforme citação no tópico
3.1. Os normativos internacionais, dentre os quais inclui-se a NIC 1, apenas faz referência a Demonstração de
Resultados como sendo uma única peça contábil. Esta peça, quando comparada com os normativos nacionais,
traduz-se na Demonstração dos Resultados por Natureza.
69
De acordo com Oliveira (1997), que no sentido de tornar menos densa esta
demonstração, considerou-se que a informação fundamental relativa às compras podia, sem
qualquer prejuízo, ser transferida para o anexo, deixando de repetir as existências iniciais e
finais, agora constantes do balanço, acrescido com as quantias correspondentes ao ano
anterior.
Sendo um relatório de carácter fundamental para a apreciação da situação líquida da
empresa, uma vez que o Balanço “apenas apresenta o resultado líquido final, deixando de
mostrar a natureza do múltiplo custo e proveito, normais e anormais, determinantes daquele
resultado” (SÁ, 1987, p. 117), a veracidade e autenticidade das informações contidas nesta
demonstração, são essenciais para a tomada de decisão dos investidores que planeiam investir
nas acções da empresa. Assim, de maneira idêntica ao Balanço, este relatório contábil,
também se encontra explicitado e normalizado pelo POC e pela CNC.
Ao analisarmos o modelo desta peça contábil, disponibilizado pela CNC, percebemos
claramente o atendimento às exigências descritas na IAS 1, no que concerne aos requisitos
mínimos a serem apresentados pela mesma. O artigo n.º 75 da NIC 1, estabelece como sendo
obrigatórios os seguintes elementos na Demonstração de Resultados:
a) Réditos;
b) Os resultados de actividades operacionais;
c) Custos financeiros;
d) Participação nos lucros e perdas de associadas e de empreendimentos conjuntos
contabilizados que usem o método da equivalência patrimonial;
e) Gasto de impostos;
f) Resultados de actividades ordinárias;
g) Itens extraordinários;
h) Interesses minoritários; e
i) Resultado líquido do período.
Assim como no Balanço, este modelo de demonstração contábil, também é dividido e
organizado em distintas classes. O POC classifica da seguinte maneira as classes de contas
que compõem este relatório:
70
6. CUSTOS E PERDAS – Nesta classe situam-se as contas que representam os
custos e perdas decorrentes do exercício, onde se considera como custos e perdas, “os
valores que dentro dos limites tidos como razoáveis, se tornou indispensável suportar,
para a realização de proveitos e ganhos”. As contas desta classe são subdivididas em
três diferentes distinções de custos, que são: Correntes; financeiros e extraordinários.
Dentre as principais contas desta classe, podemos destacar as seguintes como
principais:
- Custos das mercadorias vendidas e das matérias consumidas;
- Custos com o pessoal;
- Amortizações do exercício;
- Provisões do exercício;
- Custos e perdas (financeiras e extraordinários).
7. PROVEITOS E GANHOS – “Consideram-se proveitos ou ganhos os derivados
de operações de qualquer natureza, em consequência de acção normal ou ocasional,
básica ou meramente acessória”. Dentre as contas componentes desta classe, podemos
destacar as seguintes:
- Vendas;
- Prestações de serviços:
- Proveitos e ganhos financeiros;
- Proveitos e ganhos extraordinários.
8. RESULTADOS – Idêntico ao Balanço, exceptuando-se pelas contas constantes
deste relatório contábil. São consideradas como principais:
- Resultados antes de impostos;
- Impostos sobre o rendimento do exercício;
- Resultado líquido do exercício.
71
3 3. .2 2. .3 3 D DE EM MO ON NS ST TR RA AÇ ÇÃ ÃO O D DO OS S R RE ES SU UL LT TA AD DO OS S P PO OR R F FU UN NÇ ÇÕ ÕE ES S
Conforme exposto no item 3.1, a Directriz Contabilística (DC) n.º 20 de Junho de
1997, veio normalizar e estruturar este relatório contábil de forma definitiva, tornando-o
assim obrigatório para todo o tecido empresarial português, e consequentemente para as
empresas que possuam títulos negociáveis na Euronext Lisbon. Faz-se mister ressaltar
novamente, que apesar de ser obrigatório a nível nacional, esta peça contábil não é exigida
pelos diferentes normativos internacionais, leia-se IAS/IFRS.
Segundo a DC referenciada acima, “A demonstração dos resultados por funções,
quando apresentada juntamente com as demais demonstrações financeiras, contribui para os
objectivos destas ao divulgar de forma específica os componentes do resultado líquido que
sejam significativos para uma avaliação do desempenho da entidade.” Ainda de acordo com
este regulamento, bem como no Plano Oficial de Contabilidade, a determinação dos níveis de
resultados alcançados pela empresa no período analisado, deve obedecer à seguinte estrutura:
- Resultados brutos;
- Resultados operacionais;
- Resultados correntes (antes e depois de impostos);
- Resultados extraordinários (antes e depois de impostos);
- Resultados líquidos;
- Resultados por acção.
Este modelo de demonstração contábil, encontra-se representado no POC desde a
versão original do mesmo no ano de 1977. Entretanto, com o tempo, foram introduzidas
melhorias no mesmo, visando atingir uma maior simplicidade, assim como, para se aproximar
da unificação dos conceitos e normas internacionais emitidos pelo IASC/IASB. O modelo
experimental disponibilizado pela CNC deste demonstrativo contábil encontra-se transcrito no
website daquela entidade.
72
3 3. .2 2. .4 4 A AN NE EX XO OS S A AO O B BA AL LA AN NÇ ÇO O E E À À D DE EM MO ON NS ST TR RA AÇ ÇÃ ÃO O D DO OS S R RE ES SU UL LT TA AD DO OS S
Apesar de “aparentemente” não possuírem grande utilidade para os utentes de forma
geral, as notas anexas ao Balanço e a Demonstração de Resultados, constituem uma
importante e essencial peça contábil para aqueles que utilizam as IF para a tomada de
decisões. Silva, Pereira (1991, p. 303) afirmam que, “a qualidade da informação financeira
das empresas está muito dependente do conteúdo divulgado nestas notas.” Isto porque,
esclarece e comenta contas importantes constantes do balanço e das demonstrações de
resultados, permite realizar comparações entre empresas, e permite avaliar factos ou
acontecimentos que não estando inseridos nas outras demonstrações contábeis, influenciam
ou podem vir a influenciar a posição financeira da organização (POC, IAS 1).
Complementando estas afirmações, transcrevemos o artigo n.º 91 da IAS 1, o qual
expõe que “obrigatoriamente” as notas explicativas devem:
a) Apresentar informação acerca do regime de preparação das demonstrações
financeiras e das políticas contabilísticas específicas seleccionadas e aplicadas para
transacções e acontecimentos significativos;
b) Divulgar a informação exigida pelas Normas Internacionais de Contabilidade que
não seja apresentada noutro lugar nas demonstrações financeiras; e
c) Proporcionar informação adicional que não seja apresentada na face das
demonstrações financeiras mas que seja necessária para uma apresentação
apropriada.
Segundo o Libro Blanco do Instituto de Contabilidad y Auditoria de Cuentas (ICAC)
29
espanhol, entidade directamente subordinada ao Ministério da Economia daquele país, é
habitual que, pela relevância que pode ter determinadas situações e transacções, os
reguladores contábeis de todos os países desenvolvidos obriguem as empresas com títulos
admitidos a cotação a revelar determinadas informações sobre factos e transacções com um
conteúdo especial, ao que são muito sensíveis os investidores e analistas financeiros (Libro
29
O Libro Blanco foi publicado em Junho de 2002, após estudo efectuado pelo Instituto de Contabilidad y
Auditoria de Cuentas. Este estudo foi encomendado por ordem do Ministério da Economia Espanhol, e tinha
como objectivo principal o debate de ideias e pensamentos, e o conhecimento prévio da opinião dos usuários,
responsáveis pela preparação das IF, profissionais da contabilidade, académicos e restantes interessados no
processo de emissão de normas contábeis, acerca do alcance e das consequências que deveriam existir em
Espanha com o cumprimento das Directrizes Comunitárias.
73
Blanco, 2002, pág. 203). Desta forma, este marco espanhol acrescenta uma série de assuntos a
serem tratados pelas companhias cotadas nos anexos ao balanço e à Demonstração de
Resultados
30
.
Saindo do âmbito da IAS 1, cuja abrangência é mais global, e do Libro Blanco do
ICAC, que apesar de estar em conformidade com as IAS, possui abrangência apenas na
Espanha, e adentrando nas especificidades portuguesas; pode-se referir, que o número de
notas anexas ao Balanço e a Demonstração de Resultados, e que encontra-se normalizado pelo
POC, totalizam o montante de 48 notas. Em um primeiro momento, os utentes tendem a
imaginar que trata-se de um número exageradamente alto, entretanto, “no modelo menos
desenvolvido o número de notas se reduz a 33” (Silva; Pereira, 1991, pág. 303) e como o
próprio POC afirma, “Se bem que se possa considerar extenso o número de notas a divulgar, é
de notar que para a grande maioria das empresas o seu número será reduzido, por não
aplicação”.
3 3. .2 2. .5 5 A AL LT TE ER RA AÇ ÇÕ ÕE ES S N NO O C CA AP PI IT TA AL L P PR RÓ ÓP PR RI IO O
Baseando-se na IAS 1, podemos afirmar que este relatório reflecte o aumento ou
diminuição dos activos líquidos ou riqueza de uma empresa durante o período analisado,
tomando-se em consideração as alterações do capital próprio da mesma. A referida NIC, faz
ainda, uma análise mais profunda da importância deste relatório, quando afirma: “(...) excepto
para alterações resultantes de transacções com accionistas, tais como contribuições de capital
e dividendos, a alteração global no capital próprio representa os ganhos e perdas totais
gerados pelas actividades da empresa durante o período” (IAS 1, Item n.º 87).
De maneira inversa ao que aconteceu no tópico 3.2.3, esta demonstração financeira é
exigida pelas International Accounting Standards, especialmente pela IAS 1, sem todavia
possuir a respectiva exigência por parte do POC. Convém ressaltar, que mesmo não
possuindo nenhuma DC específica sobre esta Demonstração Financeira, a Comissão de
Normalização Contabilística, através do seu website, disponibiliza um projecto de modelo da
mesma.
30
As sugestões para elaboração e publicação dos anexos ao Balanço, e à Demonstração dos resultados, para
empresas cotadas em Espanha podem ser devidamente esclarecidas no item 9.2.4 do Libro Blanco.
74
A NIC 1 regulamenta os itens mínimos que devem constar desta DF através do seu
item n.º 86, o qual afirma: “Uma empresa deve apresentar, como um componente separado
das suas demonstrações financeiras, uma demonstração que mostre:
a) O resultado líquido do período;
b) Cada item de rendimento e de gasto, de ganho ou de perda que, como exigido por
outras Normas, seja reconhecido directamente no capital próprio, e o total destes
itens; e
c) O efeito cumulativo de alterações de políticas contabilísticas e a correcção de erros
fundamentais descritos nos tratamentos de referência da IAS 8.
d) Transacções de capitais com proprietários e distribuição a proprietários;
e) O saldo de lucros ou perdas acumulados no início do período e à data do balanço,
e os movimentos do período; e
f) Uma reconciliação entre a quantia escriturada de cada classe de capital próprio, de
prémios de acções e de cada reserva no início e no fim do período, divulgando
separadamente cada movimento.”
3 3. .2 2. .6 6 D DE EM MO ON NS ST TR RA AÇ ÇÃ ÃO O D DO OS S F FL LU UX XO OS S D DE E C CA AI IX XA A
Possuindo regulamentação própria, a nível nacional e internacional, esta DF é regulada
consoante a directriz contabilística n.º 14 (Demonstração dos Fluxos de Caixa), de Julho de
1993, cujos princípios básicos foram norteados pela IAS 7 (Demonstrações de Fluxos de
Caixa), revista em meados de 1992.
Cipriano (2000, p. 53) afirma, que a nível internacional, esta peça contábil veio
superar as Demonstrações Financeiras dos Mapas de Origem e Aplicação de Fundos, e de
Variação dos Fundos Circulantes, exigidos pelo Plano Oficial de Contabilidade até há poucos
anos atrás, e cuja utilização não se faz correntemente pelos profissionais portugueses.
A importância deste relatório é evidenciada já no objectivo da IAS 7, que expõe: “A
informação acerca dos fluxos de caixa de uma empresa é útil ao proporcionar aos utentes das
demonstrações financeiras uma base para determinar a capacidade da empresa para gerar
dinheiro e equivalentes a determinar as necessidades da empresa de utilizar esses fluxos da
caixa. As decisões económicas que sejam tomadas pelos utentes exigem uma avaliação da
75
capacidade de uma empresa de gerar dinheiro e os seus equivalentes e a tempestividade e
certeza da sua geração”.
Percebe-se na afirmação anterior, que os objectivos principais deste relatório contábil,
são o de evidenciar aos utentes, a capacidade de liquidez e solvência da empresa em questão;
bem como, dar aos mesmos, o conhecimento dos fluxos de caixa a que a empresa teve acesso
durante um determinado período de tempo assim como o destino que lhes foi dado. O facto de
uma empresa apurar lucros, não significa necessariamente, que a mesma disponha de dinheiro
para pagar o seu passivo, investir, ou adaptar-se a situações de flexibilidade financeira (item
n.º 4 IAS 7, item n.º 2 DC 14).
Ainda de acordo com os normativos acima referenciados (IAS 7 e DC 14), podemos
nomear e teorizar os termos utilizados na elaboração deste demonstrativo contábil, atribuindo-
lhes significados específicos. São eles:
a) Caixa - Compreende o numerário e os depósitos bancários imediatamente
mobilizáveis.
b) Equivalentes a caixa - Compreende os outros depósitos bancários e os
investimentos de curto prazo cuja conversão em numerário possa efectuar-se sem
grandes riscos de alterações de valor no prazo máximo de três meses a contar da
data da sua constituição ou aquisição. São ainda de considerar como componentes
negativos dos equivalentes a caixa os descobertos bancários ("overdraft').
c) Fluxos de Caixa - São as entradas em caixa (recebimentos) e as saídas de caixa
(pagamentos) e seus equivalentes.
d) Actividades operacionais - São as que constituem o objecto das actividades da
empresa e outras que não sejam de considerar como actividades de investimento
ou de financiamento.
e) Actividades de investimento - Compreendem a aquisição e alienação de
imobilizações corpóreas e incorpóreas e aplicações financeiras não consideradas
como equivalentes a caixa.
f) Actividades de financiamento - São as que resultam de alterações na extensão e
composição dos empréstimos obtidos e do capital próprio da empresa.
76
A demonstração dos Fluxos de Caixa deve ser elaborada escolhendo-se um dos dois
métodos distintos, que são reconhecidos pelos normativos nacionais e internacionais, o
método directo e o indirecto. O método indirecto possui grandes semelhanças com os Mapas
de Origem e Aplicação de Fundos, o qual possui como principal desvantagem a dificuldade
de compreensão por parte dos utentes da informação financeira. (Santos, 1999, p.43). Desta
forma, o método directo atende melhor à finalidade proposta, que é o de facilitar o seu
entendimento pelo maior número de usuários, a respeito do fluxo de recursos que transita na
empresa. Como se aproxima mais de uma movimentação de caixa convencional, este, é
naturalmente mais conhecido (Santos, 1999, p.44 citando estudo da FIPECAFI).
O item n.º 18 da IAS 7, define da seguinte maneira os dois métodos:
1. Método directo – método pelo qual, são divulgadas as principais classes dos
recebimentos de caixa brutos e dos pagamentos brutos de caixa; e
2. Método indirecto - método pelo qual o resultado líquido é ajustado pelos efeitos
de operações de natureza que não sejam por caixa, de quaisquer diferimentos ou
acréscimos de recebimentos a pagamentos de caixa operacionais passados ou
futuros e rubricas de réditos ou gastos associados com fluxos de caixa de
investimento ou de financiamento.
3 3. .2 2. .7 7 Q QU UA AD DR RO OS S E E C CÓ ÓD DI IG GO O D DE E C CO ON NT TA AS S
Desde 1977, quando da criação do POC, que esta peça contábil não sofre mudanças
significativas em sua estrutura. Assim como nos anexos, este quadro, para a maioria das
empresas portuguesas, não se põe na sua totalidade, tendo em conta a não observância da
maioria das contas em suas demonstrações contábeis.
É evidente que nenhum normativo geral, como o POC, pode prever e contemplar todas
as situações possíveis e imagináveis de contas, desta maneira o POC admite que em muitas
contas “as empresas possam criar subcontas, evidenciadas por reticências, segundo as suas
necessidades, mas recomenda-se o maior cuidado na utilização desta faculdade e que se
respeite sempre o conteúdo da conta principal” (POC, item n.º 2.5).
77
3 3. .2 2. .8 8 C CO ON NC CE EN NT TR RA AÇ ÇÕ ÕE ES S D DE E A AC CT TI IV VI ID DA AD DE ES S E EM MP PR RE ES SA AR RI IA AI IS S
Existem diversos normativos nacionais e internacionais que norteiam os tratamentos
contabilísticos a serem dados em situações de concentrações de actividades empresariais.
Podemos citar, a título de exemplificação, os seguintes: o POC, a Directriz Contabilística n.º 1
(1991), a IAS nº.27 (revista em 2000), e a IAS n.º 28 (revista em 2000).
Segundo a DC n.º 1, considera-se que existe concentração de actividade empresarial,
quando:
a) Se der a fusão de duas ou mais empresas, anteriormente independentes: por
absorção de uma ou mais empresas por outra; ou por constituição de uma nova
empresa à custa da dissolução de outras;
b) Uma ou mais pessoas que já controlem pelo menos uma empresa, ou uma ou mais
empresas, adquirirem o controlo directo ou indirecto da totalidade ou de partes de
uma ou mais empresas: por compra de partes de capital ou de activos; por
contrato, ou por qualquer outro meio.
De acordo com o POC, “empresas-mães são as que, por si só ou em conjunto com uma
ou mais empresas, dominam ou controlam outra ou outras empresas. Empresas filiais são
aquelas sobre as quais uma empresa (empresa-mãe) detém o poder de domínio ou de
controlo.”
Ainda baseando-se no POC, podemos classificar como empresa-mãe aquela que:
a) Tiver a maioria dos direitos de voto dos titulares de capital de uma empresa;
b) Tiver o direito de designar ou destituir a maioria dos membros dos órgãos de
administração, de direcção, de gerência ou de fiscalização de uma empresa e for,
simultaneamente, titular de capital desta empresa;
c) Tiver o direito de exercer uma influência dominante sobre uma empresa da qual é
um dos titulares de capital, por força de um contrato celebrado com esta ou de uma
cláusula dos estatutos desta;
d) For titular de capital de uma empresa, detendo, pelo menos, 20% dos direitos de
voto e a maioria dos membros dos órgãos de administração, de direcção, de
78
gerência ou de fiscalização, desta empresa, que tenham estado em funções durante
o exercício a que se reportam as demonstrações financeiras, bem como no
exercício precedente e até ao momento em que estas sejam elaboradas, tenham
sido exclusivamente designados como consequência do exercício dos seus direitos
de voto;
e) For titular de capital de uma empresa e controle, por si só, por força de um acordo
com outros titulares de capital desta empresa, a maioria dos direitos de voto dos
titulares de capital da mesma. Empresas associadas são aquelas sobre as quais uma
empresa participante exerce uma influência significativa sobre a gestão e a sua
política financeira, presumindo-se que existe uma tal influência sempre que a
participante detenha 20% ou mais dos direitos de voto dos titulares do capital e
não possa ser considerada como empresa-mãe.
De acordo com a IAS 28, “uma associada é uma empresa em que a investidora tem
influência significativa e que não seja nem uma subsidiária nem um empreendimento
conjunto da investidora. Influência significativa é o poder de participar nas decisões de
política financeira e operacional da investida mas que não seja o controlo sobre essas
políticas.
Quando da existência de concentração de actividades empresariais, conforme descrito
acima, o POC regula que as demonstrações financeiras devem ser consolidadas como um todo
e compreendem: O balanço consolidado; A demonstração de resultados consolidada; e os
anexos ao balanço e à demonstração de resultados consolidados. O POC recomenda ainda a
inclusão da demonstração consolidada de origem e aplicação de fundos. O objectivo destas
demonstrações consolidadas encontra-se transcrito na DC n.º 1, que afirma: “o objectivo
principal das demonstrações financeiras consolidadas é o dever de apresentar uma imagem
verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas
compreendidas na consolidação.”
Por fim, ainda de acordo com a DC n.º 1, podemos afirmar que são três os métodos de
consolidação de contas que devem ser utilizados, sendo a aplicação dos mesmos em função da
natureza e da importância das actividades.
79
a) Método de consolidação integral, que consiste na integração no balanço e na
demonstração dos resultados da empresa consolidante dos elementos respectivos
dos balanços e das demonstrações dos resultados das empresas consolidadas,
evidenciando os direitos de terceiros, designados para este efeito “interesses
minoritários”;
b) Método de consolidação proporcional, que consiste na integração no balanço e na
demonstração de resultados da empresa consolidante da parte que
proporcionalmente lhe corresponder nos elementos respectivos dos balanços e das
demonstrações de resultados das empresas consolidadas;
a) Método de equivalência patrimonial, que consiste na substituição no balanço da
empresa consolidante do valor contabilístico das partes de capital por ela detidas
pelo valor que proporcionalmente lhe corresponde nos capitais próprios da
empresa participada.
CAPÍTULO 4
BOLSAS DE VALORES
81
4. BOLSAS DE VALORES
4.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
Existem nos meios científicos e académicos, inúmeras dúvidas acerca de “onde” e
“quando” surgiram as primeiras organizações conhecidas como Sociedades Anónimas (S/A).
Poucos estudiosos, inclusive, se arriscam a tentar nomear estes dados. Belletante (1997, p.57),
em seu livro Dicionário da Bolsa e dos Mercados, é um deles, quando afirma: “A
primeiríssima sociedade por acções foi criada por volta de 1250: A Sociedade dos Moinhos de
Basacie e do Castelo de Toulose.” Tal afirmação vai de encontro a explicação dada por Silva,
Pereira (1991, p. 14), que explana: “Embora mergulhe as suas raízes na Antiguidade, a
sociedade anónima, filha dilecta do capitalismo, nasceu, pode-se dizer, nas repúblicas
italianas da época medieval, nas quais já havia sociedades caracterizadas pela divisão do
capital em partes iguais e transmissíveis e pela limitação da responsabilidade à participação de
cada um
31
.”
Apesar dessa divergência de opiniões acerca do surgimento das S/A, a maioria destes
mesmos autores, possuem opiniões semelhantes, no que concerne à manifestação definitiva
das S/A na “essência” como as conhecemos hoje. Tal afirmação pode ser corroborada pelas
palavras de Sá (1987, p. 30), quando afirma: “Todavia, se dúvidas existem quanto à origem
dessas sociedades, é afirmativa unânime que sua manifestação definitiva se deu na Holanda,
quando da fundação da Companhia das índias Orientais, em 1606.”
A partir deste momento, nos maiores Estados Absolutistas da época (Inglaterra –
1612, França – 1626 e Portugal – 1628), surgiram companhias similares à Holandesa em
forma e conteúdo, exclusivamente vocacionadas para o comércio marítimo.
Nota-se, que em tais companhias, já se observava a característica principal das
sociedades anónimas, que é a diversidade de capital, oriundos de múltiplas pessoas, que se
agregam em torno de uma actividade, com maior ou menor risco, e cujo objectivo primordial,
é a busca do lucro.
31
O autor especifica neste livro, que as S/A surgiram em decorrência dos empréstimos feitos por credores aos
Estados Absolutistas da época, que recorriam aos mesmos para financiar as suas actividades bélicas.
82
Com o crescente avanço científico, tecnológico, económico e social, principalmente
do século XIX, expandiram-se e generalizaram-se estas sociedades ao redor do mundo,
tornando-se então necessária, uma normalização “de” e “para” estas companhias, o que
originou em Junho de 1867, a criação do código comercial francês, que regulamentava tais
companhias no que dizia respeito à emissão, subscrição e realização do capital, à
negociabilidade das acções entre outros. (Silva, Pereira, 1991, p. 15)
Sendo necessário uma regulamentação e normalização global das S/A, o código
comercial francês, foi copiado e modificado no tempo e no espaço por quase todos os países
capitalistas do mundo. Todos, tentando adequar a realidade do referido código, às suas
especificidades regionais. Em Portugal, há algumas décadas atrás, as empresas eram reguladas
pelo Código Comercial, instituído por carta de lei de 28 de Junho de 1888, publicada em 6 de
Setembro de 1888, assinada pelo rei Dom Luís, rei de Portugal e dos Algarves. Actualmente,
as Sociedades Anónimas são regulamentadas pelo Código das Sociedades Comerciais (CSC)
Português (DEL 262/86). Esta Lei, veio suprir parte das deficiências de um mercado cada vez
maior e mais complexo, que se iniciava com o processo do ingresso português na
Comunidade Europeia.
A partir do início da década de 90, quando o mundo se tornou uma “aldeia global”, a
prolixidade dos mercados de valores mobiliários internacionais, passou a aumentar a cada
instante. Assim, tornou-se necessária uma legislação que compreenda “a possibilidade da
elaboração de informações contábeis, dentro de padrões internacionalmente aceitos [sic], com
regras claras de transparência, e que possam ser entendidas e aceitas nos principais mercados
de valores mobiliários” (Geraldes, 2005, p. 380). Este, será o grande desafio dos legisladores
europeus para o século XXI em relação aos mercados mobiliários, possuírem capacidades
analíticas, sensitivas e emocionais suficientes, para criarem Leis que atendam principalmente
as demandas dos mercados de valores mobiliários da Comunidade Europeia como um todo, e
concomitantemente do mundo, sem esquecer de atender às necessidades dos utentes dos
mercados de valores mobiliários de cada país-membro da UE.
4 4. .2 2 C CO ON NC CE EI IT TO OS S I IN NI IC CI IA AI IS S
3 32 2
32
Antes de prosseguirmos com este estudo científico, torna-se necessário a releitura de alguns conceitos iniciais,
com vistas ao melhor entendimento das matérias constantes neste e nos próximos capítulos.
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4 4. .2 2. .1 1 S SO OC CI IE ED DA AD DE ES S
Inicialmente definimos contrato de sociedade, como sendo “aquele em que duas ou
mais pessoas se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício em comum de
certa actividade económica, que não seja de mera fruição, afim de repartirem os lucros
resultantes dessa actividade” (Código Civil in Silva, Pereira, 1991, p. 9). Desta forma,
podemos sublinhar os elementos definidores do conceito básico de sociedade, como sendo:
a) Obrigação de contribuição com bens e serviços;
b) Exercício de actividade económica;
c) Fim Lucrativo – Partilha dos resultados.
4 4. .2 2. .2 2 S SO OC CI IE ED DA AD DE ES S C CO OM ME ER RC CI IA AI IS S
3 33 3
Segundo Silva, Pereira (1991), uma sociedade para ser comercial, caracteriza-se pela
presença de dois elementos fundamentais: o objecto, que doravante pode ser entendido como
o exercício da actividade própria, ou actos de comércio (§ 2 art. 1º do CSC) e o tipo, que é
regulamentado por Lei própria. A informação constante no art. 1º do Código das Sociedades
Comerciais, subdivide as mesmas nos seguintes tipos:
a) Sociedade em nome colectivo;
b) Sociedade por quotas;
c) Sociedade anónima;
d) Sociedade em comandita simples
e) Sociedade em comandita por Acções;
É de conhecimento geral, que apenas as Sociedades Limitadas, ou por quotas, e as
Sociedades Anónimas, possuem “relevância” nas práticas económicas e jurídicas portuguesa e
por que não dizer mundiais; tal situação, deve-se ao facto de as mesmas responderem pela
quase totalidade das organizações empresariais, e de capital investido, existentes em grande
parte do planeta.
33
Por se tratar de um estudo relacionado com empresas cotadas num mercado regulamentado, apenas as
Sociedades Anónimas possuem qualquer tipo de interesse para este estudo. Entretanto, por questões de
curiosidade e esclarecimento científicos, iremos fazer breves esclarecimentos acerca das sociedades por quotas.
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4 4. .2 2. .3 3 S SO OC CI IE ED DA AD DE ES S L LI IM MI IT TA AD DA AS S
De acordo com Sá (1987, p. 28), as sociedades limitadas têm a vantagem de atrair
capitais que não procurariam qualquer das outras formas de sociedades descritas na Lei. Tal
afirmação, baseia-se na característica principal deste tipo de sociedades, onde, a
responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, sendo entretanto, todos os
membros da sociedade responsáveis por responder solidariamente pela integralização do
capital social.
Percebe-se na afirmação acima, que as sociedades limitadas assemelham-se por um
lado com as sociedades anónimas, pois a responsabilidade é limitada ao valor de suas quotas,
mesmo com a obrigação de responderem solidariamente pela subscrição das quotas que outros
sócios deixarem de subscrever; e, por outro lado, com as sociedades em nome colectivo, pois
possuem características similares àquelas, como por exemplo, número de sócios reduzido,
sendo que, todos podem intervir directa ou indirectamente na gestão organizacional, difícil
alteração dos membros da sociedade, possibilidade de adopção para a firma de uma razão
social, etc. (Silva, Pereira. 1991, pp. 12 e 13). Este tipo de sociedade costuma se adequar de
forma mais eficaz, às pequenas e médias organizações empresariais.
4 4. .2 2. .4 4 S SO OC CI IE ED DA AD DE ES S A AN NÓ ÓN NI IM MA AS S
Para se entender o que é de facto uma sociedade anónima, torna-se necessário
compreender a sua característica principal, que está especificada logo no art. 271º do CSC,
que diz: “Na sociedade anónima, o capital é dividido em acções e cada sócio limita a sua
responsabilidade ao valor das acções que subscreveu”. Podemos definir acção, como sendo “a
fracção unitária do capital social de uma sociedade anónima” (Sá, 1987, p. 39).
Este tipo de companhia se diferencia de todas as outras formas de sociedade, devido a
uma série de características. Resumidamente, as principais são:
a) Responsabilidade Limitada de todos os sócios aos valores (em acções) por eles
possuídos;
b) Representação do capital social em acções, sendo o mesmo valor nominal de cada
uma;
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c) Indivisibilidade das acções em relação à companhia;
d) Maior número de sócios;
e) Elevada importância do capital;
f) Valor nominal mínimo de cada acção;
g) Feição totalmente impessoal,
h) Severas fiscalizações a nível interno e externo;
i) Fácil liquidez das acções;
j) Mudança constante de sócios;
k) Maior separação entre propriedade e gestão.
No tocante à administração e fiscalização das S/A, o art. 278º do Código das
Sociedades Comerciais permite a opção de utilização de uma em um conjunto de três
modalidades. A estrutura clássica monista (conselho de administração e conselho fiscal); ou,
conselho de administração, compreendendo uma comissão de auditoria, e revisor oficial de
contas; e por fim, uma opção pela estrutura dita dualista, inspirada no modelo alemão e já
adoptada na lei francesa das sociedades comerciais de 1966, que assenta na repartição
daquelas funções entre três órgãos (conselho de administração executivo, conselho geral e de
supervisão e revisor oficial de contas), sendo da competência do conselho geral e de
supervisão, entre outros actos, a nomeação e destituição dos directores e a aprovação das
contas, depois de examinadas pelo revisor oficial (Silva, Pereira, 1991, p. 17). Convém
salientar, que além dos órgãos acima referenciados, a fiscalização das sociedades anónimas
dá-se ainda efectivamente por entidades/grupos externos a organização (vide figura 4.1).
Acerca dos órgãos anteriormente citados, podemos relatar o seguinte:
a) Assembleia-geral – Legalmente considerado o órgão soberano da empresa. As
características inerentes a este órgão, são reguladas pelos arts. 373 à 389 do CSC.
Específico a este órgão, podemos distinguir dois géneros diferentes, que são:
- Assembleia-geral ordinária, realizada obrigatoriamente uma vez por ano, no
prazo de até três meses a contar da data do encerramento do exercício, ou no
prazo de cinco meses a contar da mesma data quando se tratar de sociedades
que devam apresentar contas consolidadas ou apliquem o método da
equivalência patrimonial (art. 376 do CSC). Possui como objectivos principais
a deliberação sobre os relatórios de gestão, as contas do exercício, e sobre as
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propostas de aplicação dos resultados, assim como, proceder com a avaliação
geral da administração e fiscalização da sociedade;
- Assembleia-geral extraordinária, convocada sempre que o conselho de
administração (ou a direcção) e o conselho geral (ou conselho fiscal) as
julguem procedentes, ou quando sejam requeridas por um ou mais accionistas
que detenham um montante de acções correspondentes a pelo menos 5% do
capital social da empresa (Silva, Pereira, 1991, p.17), salvo se o presidente da
mesa da assembleia geral indeferir, com justificação por escrito, o
respectivo requerimento (art. 375 do CSC).
b) Conselho de Administração – tem exclusivos e plenos poderes de representação da
sociedade. Compete ao Conselho de Administração gerir as actividades sociais da
companhia. Subordina-se à Assembleia-geral, ou a intervenções do conselho
fiscal, se a lei ou o contrato de sociedade assim o determinarem (Sá, 1987, p.35).
Suas disposições principais estão reguladas pelos arts. 390º à 412ª do CSC.
c) Conselho Fiscal – órgão técnico e/ou consultivo, destinado a aconselhar,
acompanhar, apreciar e fiscalizar os actos dos administradores, fiscalização
administrativa, e proceder a frequentes exames e verificações das contas da
sociedade, fiscalização contabilística. Sua legalização encontra-se transcrita nos
arts 413º à 423º do CSC. Em se tratando de sociedades que possuam títulos
negociados num mercado regulamentado, o conselho fiscal deve ser composto pelo
número de membros fixado nos estatutos, sendo três o número mínimo de
membros efectivos, e por um revisor oficial de contas ou uma sociedade de
revisores oficiais de contas que não seja membro daquele órgão. Sendo três os
membros efectivos do conselho fiscal, devem existir um ou dois suplentes,
havendo sempre dois suplentes quando o número de membros for superior (art.
413º do CSC).
d) Conselho de Administração Executivo – é composto por um número de
administradores fixado nos estatutos. O conselho de administração executivo, pode
ser composto por um único membro se o capital da sociedade não exceder a
200.000 €. Compete ao conselho de administração executivo gerir as actividades
da sociedade, possuindo plenos poderes de representação da sociedade perante
terceiros (art. 431º do CSC). As atribuições desse conselho estão regulados pelos
arts 424º à 433º do CSC.
87
e) Conselho geral e de supervisão – É composto pelo número de membros fixado no
contrato de sociedade, mas sempre superior ao número de administradores. Os
membros são designados no contrato de sociedade ou eleitos pela assembleia-geral
ou constitutiva. Seus princípios básicos são regulados pelos arts. 434º à 445º do
CSC. Possui como atribuições principais:
- Nomear e destituir os administradores, se tal competência não for atribuída
nos estatutos à assembleia-geral;
- Representar a sociedade nas relações com os administradores;
- Fiscalizar as actividades do conselho de administração executivo;
- Vigiar pela observância da lei e do contrato de sociedade;
- Verificar, quando o julgue conveniente e pela forma que entenda adequada,
a regularidade dos livros, registos contabilísticos e documentos que lhes
servem de suporte, assim como a situação de quaisquer bens ou valores
possuídos pela sociedade a qualquer título; entre outros.
Empresa
*Administração
*Técnico Oficial de Contas
Conselho Fiscal
Auditores Internos
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Fonte: Adaptado Barata, 1996.
Figura 4.1 – Entidades que podem fiscalizar a empresa com base nas demonstrações financeiras
88
f) Revisor oficial de contas – podendo ser substituído por uma sociedade de revisores
oficiais de contas, é órgão obrigatório nas sociedades anónimas com conselho de
administração executivo e conselho geral (Sá, 1986, p. 37). Possui como
incumbência principal, proceder com o exame das contas da sociedade, emitindo
parecer próprio e independente, que pode ser favorável ou não à veracidade das
informações financeiras da entidade empresarial.
4 4. .2 2. .4 4. .1 1 S SO OC CI IE ED DA AD DE ES S A AN NÓ ÓN NI IM MA AS S A AB BE ER RT TA AS S O OU U F FE EC CH HA AD DA AS S
Uma sociedade anónima pode ser considerada aberta ou fechada, consoante os valores
mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos a negociação em bolsa ou num mercado
regulamentado.
Tal afirmação, pode ser complementada com um texto retirado do site da Bolsa de
Valores de São Paulo (BOVESPA), que afirma “Todas as empresas listadas na BOVESPA
são companhias abertas. Uma companhia é considerada aberta quando promove a colocação
de valores mobiliários em bolsas de valores ou no mercado de balcão. São considerados
valores mobiliários: acções, bónus de subscrição, debêntures e notas promissórias para
distribuição pública.”
Por fim, segundo o art. 13º do Código dos Valores Mobiliários, emitido pela Comissão
do Mercado de Valores Mobiliário (CMVM), “considera-se sociedade com o capital aberto ao
investimento do público (…), a sociedade que se tenha constituído através de oferta pública
de subscrição dirigida especificamente a pessoas com residência ou estabelecimento em
Portugal; ou a sociedade emitente de acções ou de outros valores mobiliários que confiram
direito à subscrição ou à aquisição de acções que tenham sido objecto de oferta pública de
subscrição dirigida especificamente a pessoas com residência ou estabelecimento em
Portugal”.
89
4 4. .3 3 E EU UR RO ON NE EX XT T L LI IS SB BO ON N
4 4. .3 3. .1 1 C CO ON NC CE EI IT TU UA AÇ ÇÃ ÃO O D DE E B BO OL LS SA AS S D DE E V VA AL LO OR RE ES S
Existem diversas definições acerca do que é uma Bolsa de Valores. Algumas mais
sofisticadas, como a definição encontrada no website da BOVESBA (Bolsa de Valores Bahia-
Sergipe-Alagoas), que diz: Bolsa de Valores é uma “(…) associação civil sem fins lucrativos.
Seu objectivo básico consiste em manter local adequado ao encontro de seus membros e à
realização, entre eles, de transacções [sic] de compra e venda de títulos e valores mobiliários,
em mercado livre e aberto, especialmente organizado e fiscalizado por seus membros e pelas
autoridades monetárias.” Outras mais simples, como a definição dada pelo website da
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que afirma: "É uma entidade formada pelas
próprias corretoras, para facilitar o encontro entre compradores e vendedores de acões [sic] e,
assim, promover a liquidez das ações [sic] e uma adequada formação de preços.” E, como a
definição dada pelo autor Bernard Belletante (1997, 56), que diz: “A Bolsa de Valores
Mobiliários é o lugar de encontro dos proprietários de títulos já emitidos e dos investidores
que desejam adquirir estes mesmos títulos.”
Porém, a definição mais completa acerca de Bolsa de Valores, vem da autora Saraiva
(2002, p. 2), quando afirma: “Bolsa de valores é uma entidade prestadora de um serviço que
aliando a transparência e segurança das operações efectuadas, tem por objectivo proporcionar
a transacção de valores mobiliários às contrapartes intervenientes (comprador e vendedor)
apoiando assim o mecanismo de formação de preços e conferindo segurança ao processo de
movimentação e de depósito dos valores.”
Este mercado é constituído basicamente por:
a) Mercado Primário, espaço onde têm acontecimento as novas emissões de activos
financeiros destinados à mobilização de poupança;
b) Mercado Secundário, espaço onde se transaccionam os activos financeiros já
existentes, proporcionando liquidez e um justo valor para os mesmos. Recorda-se
que o justo-valor é regulado pela Lei econométrica da Oferta e da Procura.
90
Salienta-se que apesar de negociar “predominantemente”, acções, debêntures e quotas
de fundos de investimento em renda variável, num mercado regulamentado, são
transaccionados ainda um universo muito mais amplo de títulos, como exemplos citamos os
bónus de subscrição, as notas promissórias, os certificados de depósito de valores mobiliários,
entre outros.
Por fim, e no sentido de esclarecer de forma explícita as especificidades deste
mercado, sintetizamos e enumeramos como principais características de uma bolsa de valores,
as seguintes:
a) Encontro entre compradores e vendedores de títulos;
b) Rigorosa fiscalização interna e externa;
c) Formação e adequação dos preços dos títulos no mercado de valores mobiliários;
d) Necessidade de segurança e transparências das informações Financeiras.
4 4. .3 3. .2 2 H HI IS ST TÓ ÓR RI IC CO O D DA AS S B BO OL LS SA AS S D DE E V VA AL LO OR RE ES S E EM M P PO OR RT TU UG GA AL L
3 34 4
Segundo Sá (1987, apud Fernão Lopes, p. 66.), “a primeira Bolsa de Valores de
Portugal, foi fundada no século XV, por D. Dinis, que fundou uma Bolsa em Lisboa e outra
no Porto.” Inicialmente ao ar livre, somente no século XVIII, por ordens do Marquês de
Pombal, deu-se a “instalação da Bolsa de Lisboa, ou mais precisamente, da Assembleia dos
Homens de Negócio” (dados retirados do website da Euronext Lisbon) na Praça do Comércio.
Com a bolsa do Porto não foi diferente, apesar de já existir a centenas de anos, a criação
efectiva da bolsa de valores do Porto, concretizou-se através de Decreto-Lei no dia
29/01/1891 (Sá, 1987, p. 66).
Apesar de ter sido criada há mais de duzentos anos, a regulamentação definitiva destas
entidades se deram apenas no ano de 1991, com a publicação do Código do Mercado de
Valores Mobiliários (esdruxulamente conhecida como “Lei Sapateiro"), operando-se assim a
transferência da gestão da Bolsa de Valores de Lisboa e da Bolsa de Valores do Porto e seus
patrimónios para as respectivas Associações de Bolsa.
34
Dados extraídos do website da bolsa de valores Euronext Lisbon (http://wwww.euronext.pt), bem como de
afirmações do autor GeraldoTosta de Sá.
91
Em 20/12/1999, foi realizado em simultâneo, as Assembleias-gerais das duas
Associações de Bolsa existentes – Associação da Bolsa de Valores de Lisboa e Associação da
Bolsa de Derivados do Porto. Nestas Assembleias foi deliberada a fusão das duas associações
de bolsa e a transformação desta nova entidade em sociedade anónima. A nova sociedade,
resultante da fusão, alterou a sua designação social para BVLP (Bolsa de Valores de Lisboa e
Porto) - Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A.
Em Fevereiro de 2002, a BVLP altera a sua denominação social para Euronext Lisbon.
E em Setembro de 2002 os Membros da Euronext Lisbon têm a possibilidade de negociar
todos os produtos do mercado a contado admitidos à negociação nos mercados da Euronext
Paris, Amsterdão e Bruxelas. Terminando assim a primeira fase de concretização da
plataforma Euronext, plataforma esta que visa a realização de uma Bolsa de Valores única
para toda a comunidade Europeia.
4 4. .3 3. .3 3 F FU UN NÇ ÇÕ ÕE ES S D DA A B BO OL LS SA A
Segundo texto disponibilizado no website da CVM, “a principal função do mercado de
valores mobiliários na economia é o atendimento às necessidades de financiamento de médio
e longo prazos por parte das empresas”. Ou seja, o mercado de valores mobiliários surge
como fonte de recursos capaz de financiar projectos de expansão ou de aperfeiçoamento
tecnológico das empresas, na medida em que reúne condições para oferecer às companhias
um volume adequado de recursos a custos satisfatórios, através de instrumentos atraentes para
o público, quanto a retorno, prazo, liquidez e garantia.
Apesar de correcta, tal definição encontra-se incompleta no ponto de vista da
amplitude que tal mercado possui perante as variáveis económicas e sociais de uma nação.
Bernard Bellettant (1997, pp. 58 a 65) afirma que as funções de uma bolsa de valores podem
ser classificadas em quatro diferentes tipos. São elas:
a) Atrair a Poupança – possibilidade oferecida a todos os aforradores e investidores
de satisfazer certos graus de mobilidade (possibilidade de mudar de aplicação) e de
liquidez (possibilidade de transformar um capital em dinheiro líquido) dos seus
capitais, flexibilizando assim a atracção de poupança;
92
b) Abrir o Capital – quando a empresa se encontra em crescimento, torna-se
necessário o financiamento das actividades concernentes ao objectivo da
sociedade; sejam eles: financiamento do aumento do volume de negócios,
financiamento para aquisição/construção de equipamentos e/ou instalações, entre
outros. Caso os sócios/proprietários não possuam o capital necessário para manter
um crescimento sustentável, uma das opções para assegurar este financiamento, é
a abertura do capital, e a consequente cotação da empresa na Bolsa de Valores. Ou
seja, abertura do capital nada mais é, do que a criação de novas acções destinadas à
subscrição pública e/ou a venda de uma parte das acções, cuja propriedade sejam
dos sócios fundadores da empresa.
c) Facilitar a Evolução dos Grupos Industriais – as operações de controlo, as
aproximações, as absorções e as fusões são grandemente facilitadas se o capital da
empresa estiver aberto. O meio mais eficaz, em termos de rapidez, para controlar
uma empresa cotada na Bolsa é o de propor ofertas públicas de aquisição dos seus
títulos. Com efeito, uma sociedade ou grupo que deseje, por motivos financeiros
ou comerciais, controlar uma empresa, deve por isso, ou efectuar a sua compra na
totalidade, ou adquirir um número suficiente de acções.
d) Reflectir as Realidades Económicas – a nível de organização, a realidade
económica se reflecte através do valor da acção. O valor de uma acção constitui
um julgamento do mercado acerca da capacidade da empresa em desenvolver os
seus recursos e os seus lucros. A nível macroeconómico, as realidades económicas
do país, pode ser reflectida de duas maneiras: a curto prazo, conhecido como efeito
sismógrafo, onde certos acontecimentos podem influenciar fortemente o valor das
acções cotadas na Bolsa, na medida em que os investidores os interpretem como
premissas de uma evolução importante. A longo prazo, reflectem sobretudo a
evolução da actividade económica, onde, ao longo de vários anos, o exame dos
índices bolsistas se torna significativo; isso porque, como os valores cotados nas
bolsas são influenciados pelas antecipações, eles reflectem mais o pessimismo ou
o optimismo dos meios financeiros acerca das conjunturas económicas futuras.
93
4 4. .3 3. .4 4 C CO OM MI IS SS SÃ ÃO O D DO O M ME ER RC CA AD DO O D DE E V VA AL LO OR RE ES S M MO OB BI IL LI IÁ ÁR RI IO OS S ( (C CM MV VM M) ) - -
A AU UT TO OR RI ID DA AD DE E D DE E T TU UT TE EL LA A E EM M P PO OR RT TU UG GA AL L
3 35 5
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), criada pelo Decreto-Lei
n.º 142-A/91, de 10 de Abril, é a autoridade a quem compete regular e supervisionar o
funcionamento dos mercados de valores mobiliários, as ofertas públicas sobre valores
mobiliários, e a actividade de todas as entidades que intervêm nesses mercados - entidades
gestoras de mercados e os organismos de investimento colectivo (fundos de investimento
mobiliário e imobiliário). Tal regulação e supervisão do Mercado de Valores Mobiliários, dá-
se através da rigorosa exigência de aplicação das Leis e Decretos-Leis concernentes s
actividades abrangidas pelo mercado supra, elaborados pelo Legislativo Nacional, bem como
pela rigorosa aplicação dos regulamentos, instruções, circulares e legislação complementar
elaboradas pela própria CMVM.
A CMVM é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de autonomia
administrativa e financeira e de património próprio. No exercício da sua actividade, a CMVM
orienta-se por três objectivos estratégicos:
a) Protecção dos investidores;
b) Garantia da integridade e da transparência dos mercados; e
c) Promoção do desenvolvimento dos mercados de valores mobiliários.
Estão directamente sujeitas à supervisão da CMVM as seguintes entidades:
a) Emitentes de valores mobiliários;
b) Intermediários financeiros, fundos de investimento e consultores autónomos;
c) Entidades gestoras de mercados, de sistemas de liquidação e de sistemas
centralizados de valores mobiliários;
d) Investidores institucionais e titulares de participações qualificadas em sociedade
aberta;
e) Fundos de garantia, o sistema de indemnização dos investidores e as respectivas
entidades gestoras;
35
Dados retirados do website da CMVM (http://wwww.cmvm.pt).
94
f) Auditores e sociedades de notação de risco;
g) Outras pessoas que exerçam, a título profissional ou acessório, actividades
relacionadas com valores mobiliários.
A CMVM mantém estreita ligação com diversas entidades/autoridades nacionais e
internacionais de supervisão e regulação dos mercados mobiliários e financeiros. Tais
ligações possuem o intuito de coordenar mutuamente os poderes de supervisão e regulação da
CMVM, com os poderes de supervisão e regulação de tais entidades. A nível nacional, a
CMVM mantém relações de cooperação com o Banco de Portugal, e com o Instituto de
Seguros de Portugal; a nível internacional a CMVM é membro participante da International
Organization of Securities Commissions (IOSCO), e do The Committee of European
Securities Regulators (CESR).
Apesar de estar em ligação directa com as entidades internacionais de fiscalização,
aquelas não possuem nenhum controlo legal sobre os emitentes de valores mobiliários no
mercado nacional (vide figura 4.2). De acordo com dados retirados do website da Euronext
Lisbon, podemos definir graficamente da seguinte maneira, a hierarquia legal e regulamentar
a serem seguidas pelas entidades emitentes de valores mobiliários na bolsa portuguesa.
Fonte: Euronext Lisbon, 2005.
Figura 4.2 – Hierarquia legal a ser seguida pelas empresas cotadas na Euronext Lisbon
EURONEXT LISBON
CÓDIGO DOS VALORES MOBILIÁRIOS
COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES
MOBILIÁRIOS (CMVM)
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 5 5
D DE EM MO ON NS ST TR RA AÇ ÇÕ ÕE ES S F FI IN NA AN NC CE EI IR RA AS S D DE E E EM MP PR RE ES SA AS S
C CO OT TA AD DA AS S N NA A E EU UR RO ON NE EX XT T L LI IS SB BO ON N
96
5 5. . D DE EM MO ON NS ST TR RA AÇ ÇÕ ÕE ES S F FI IN NA AN NC CE EI IR RA AS S D DE E E EM MP PR RE ES SA AS S C CO OT TA AD DA AS S N NA A E EU UR RO ON NE EX XT T
L LI IS SB BO ON N
5 5. .1 1 C CO ON NS SI ID DE ER RA AÇ ÇÕ ÕE ES S G GE ER RA AI IS S
Devido à entrada e efectiva participação de Portugal na Comunidade Europeia em
1986, o mesmo encontra-se num momento muito singular da sua história, não num único
aspecto, mas sim, nos diversos vectores inerentes à gestão de uma Nação; sejam eles: socio-
económicos, políticos, legais ou financeiros, entre outros. Desta forma, tornam-se necessários
ajustes internos desses vectores para todos os países membros da CE, no sentido de convergir
para um único sistema (jurídico, económico, contábil, administrativo, público, etc.) que
atenda as necessidades destes países membros.
No contexto contábil, Portugal possui um conjunto de entidades normalizadoras e
reguladoras independentes, que actuam em diferentes sectores, e com diferentes
características próprias. De acordo com o projecto de linhas de orientação para um novo
modelo de normalização contabilística, elaborado pelo CNC em Janeiro de 2003, podemos
citar como sendo as seguintes, as entidades normalizadoras contabilísticas de Portugal:
a) Banco de Portugal (BP) - para as instituições financeiras;
b) Instituto de Seguros de Portugal (ISP) - para as empresas seguradoras;
c) Comissão de Normalização Contabilística (CNC) - para as empresas comerciais e
industriais e outras entidades;
d) Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) – para as entidades com
valores negociados em bolsa;
e) Comissão de Normalização Contabilística da Administração Pública (CNCAP) –
para as entidades do sector público.
Tais entidades (prendendo-se nas duas relevantes para este estudo, a CNC e a CMVM)
possuem o amparo de inúmeros instrumentos legais, para nortearem os seus trabalhos.
Conforme dito nos capítulos anteriores deste estudo, estes instrumentos legais podem ser
classificados como sendo as NIC/IFRS, as SIC/IFRI, o POC, o CSC, e o Código dos Valores
Mobiliários, recentemente substituído por um novo Modelo, instituído pelo Decreto-Lei
486/99, com aplicação a partir de 1º de Março de 2000 (art. 2º). Aquém destes instrumentos,
97
as sociedades anónimas ainda são reguladas pelas Directivas Contabilísticas, emitidas pela
CNC, e pelos diversos instrumentos legais emitidos pela CMVM e pela Euronext Lisbon, a
título: regulamentos, instruções, circulares, pareceres e legislação complementar.
Convém referir mais uma vez, que Portugal por fazer parte da Comunidade Europeia,
“obrigatoriamente” a partir de 01 Janeiro de 2005, passou a adoptar e exigir das sociedades
com títulos cotados na Euronext Lisbon, as mesmas normas internacionais de contabilidade
adoptadas pelos outros estados – membros para elaboração e divulgação das DF, sejam elas
consolidadas, obrigação imposta pela directiva 78/660/CEE, e pelo regulamento CE n.º
1606/2002, ou individuais, opção do governo português.
Esta necessidade de normas internacionais de elevada qualidade e segurança, visa
sobretudo, harmonizar as políticas e métodos contabilísticos adoptados na elaboração e
publicação das contas das sociedades, cujo objectivo principal, é o de permitir uma maior e
mais segura comparabilidade no tempo e no espaço entre as mesmas, e as contas de outras
empresas situadas no espaço comum europeu, ou na zona geográfica de influência das NIC.
Por fim, além das características a serem obedecidas e das Demonstrações Financeiras
mínimas obrigatórias vistas no capítulo 3 deste estudo, as empresas cotadas devem ainda
obedecer a uma série de requisitos, bem como de recomendações de boas práticas,
disponibilizadas pelos órgãos reguladores, e associações profissionais. Estes
requisitos/recomendações, serão analisados mais pormenorizadamentes no decorrer deste
capítulo.
5 5. .2 2 R RE EG GU UL LA AM ME EN NT TA AÇ ÇÃ ÃO O I IN NT TE ER RN NA AC CI IO ON NA AL L
A necessidade conjuntural de regulamentação das sociedades empresariais,
especialmente as anónimas, existe há centenas de anos. Nos Estados Unidos da América, a
partir de 1840, as companhias férreas contavam com grande poder e concentração económica.
Entretanto, apenas em 1887 com a criação do Interstate Commerce Commission (ICC), foi
dado o primeiro passo no sentido de regulamentar estas empresas. Um ano antes, em 1886,
tinha sido constituída a American Association of Public Accountants – AAPA, primeira
associação profissional americana de contadores. Associação esta, que precedeu o American
Institute of Accountants - AIA e o American Institute of Certified Public Accountants –
98
AICPA. Esta associação tinha o objectivo de formular definições de termos técnicos, com o
intuito de uniformizar a contabilidade nos EUA (Paulo, 2002, p. 27).
Com o término da primeira guerra mundial, houve um consumo exacerbado, até então
reprimido, de bens essenciais, industriais e de consumo, nos USA, levando a bolsa de valores
de Nova York (New York Stock Exchange - NYSE) a registar um crescimento vertiginoso. É
notória a gigantesca especulação ocorrida em torno dos títulos disponibilizados naquela bolsa.
Uma das medidas especulativas correntes naquele período era a aquisição de acções
próprias “para tentar incrementar ainda mais a sua cotação, aproveitando o clima altista dos
meses anteriores à crise, e depois, quando ela estalou, com o objectivo de parar a queda
vertiginosa das cotações motivada pelo pânico vendedor” (Rocha, 1994, p. 98). Com a
“famigerada” crise de 1929, e a consequente quebra de “Wall Street”, muitas famílias e
investidores norte-americanos perderam tudo e entraram em concordata. Essa falência
generalizada, levou o governo dos Estados Unidos no ano de 1933, a divulgar recomendações
de práticas contabilísticas, recomendações estas, regulamentadas no ano seguinte, 1934, pelo
Security Act, o qual entre outras coisas regulava a forma de divulgação das DF das empresas
cotadas em bolsas nos EUA, e criava o Securities and Exchanged Commission (SEC), órgão
responsável pela regulamentação do mercado norte-americano e mundialmente conhecido
pelas rigorosas políticas de protecção aos investidores daquele mercado (Paulo, 2002, pp. 28 e
29).
A partir de então, uma regulamentação efectiva e cada vez mais eficaz começou a se
delinear nos USA, e nos países sob influência daquele. Em 1936, foi constituído pelo AIA, o
Committee on Accounting Procedures – CAP, que tornou-se Accounting Principles Board
(APB) em 1959, e por fim estabeleceu-se como Financial accounting Standards Board
(FASB) em 1972. É de salientar que o CAP e a APB, contribuíram significativamente para o
desenvolvimento dos princípios contábeis norte-americanos, sendo que, algumas destas
normas ainda fazem parte dos US GAAP em vigor na actualidade (Paulo, 2002, pp. 29 a 32).
Na Europa, a regulamentação contábil, também foi se estabelecendo devido aos
avanços ocorridos nas sociedades de uma forma geral. Quanto mais a Contabilidade se fixava
como ferramenta de gestão das organizações, e como instrumento de suporte e apoio
governamental, especialmente em se tratando de fiscalidade, mais necessárias se tornaram as
99
normas e regulamentos. Podemos afirmar, que um dos primeiros normativos contábeis
existentes na Europa foi o Companies Act do Reino Unido em 1844. Este regulamento, teve
como principal característica a exigência de que os livros fossem conservados e auditados,
sendo ainda de obrigação da empresa a preparação e envio de um balanço completo e justo,
que deveria ser enviado para os accionistas e posteriormente arquivado com o registo da Join
Stock Companies. Esta situação de obrigatoriedade perdurou até meados da década de 50,
sendo depois retomadas pelo Companies Act de 1900.
Outro exemplo, foi o German Act Companies de 1884, que “requeria das companhias
a declaração de seus resultados e balanço patrimonial actual com activos avaliados pelo
critério do custo ou mercado, dos dois o menor (Paulo, 2002, p. 52, apud Flegm). A partir de
então, os maiores países da Europa, cujos padrões contabilísticos ainda se encontravam em
níveis incipientes de criação, passaram a promulgar normas e regulamentos com o intuito de
uniformizar a prática contabilística do país.
5 5. .3 3 H HA AR RM MO ON NI IZ ZA AÇ ÇÃ ÃO O C CO ON NT TA AB BI IL LÍ ÍS ST TI IC CA A E E N NO OR RM MA AS S I IN NT TE ER RN NA AC CI IO ON NA AI IS S D DE E
C CO ON NT TA AB BI IL LI ID DA AD DE E
A partir da década de 50, os conceitos de “blocos económicos”, “espaço comum” e
“mercado único”, ganharam força na Europa e no mundo. “A primeira dessas iniciativas
concretas foi o Tratado de Paris, de 1951, que instituiu a European Coal and Steel Community
– ECSC, assinado por Alemanha, Bélgica, França, Itália, Holanda e Luxemburgo.
Posteriormente, os mesmos países foram os principais responsáveis pela criação da
Comunidade Económica Europeia para, posteriormente, consolidar a criação da União
Europeia como fruto do esforço de experiências anteriores” (Rodrigues, 1999, p.115).
Com o ingresso de grande parte ocidental do continente europeu na UE, inclusive
Portugal, na década de 80, a necessidade de “padronização”, ou normalização das normas
contábeis utilizadas na preparação e demonstração das IF se tornou imprescindível. Nesse
sentido, Martins apud R. F. Ferreira (2006, p. 206) correctamente nos diz que “a
harmonização
36
(sublinhado nosso) contabilística a nível internacional é necessária e
36
Faz-se mister salientar que entre os conceitos de normalização e harmonização, existe uma salutar diferença.
“Enquanto que na normalização se vão igualizar, (…) todos os aspectos da função técnica contabilística, não
deixando quase nada ao acaso, o mesmo é dizer, ao arbítrio do profissional, na harmonização impõem-se regras
apenas quanto aos aspectos verdadeiramente importantes, deixando ao profissional as decisões sobre aspectos
100
indispensável, tendo em conta a crescente internacionalização dos negócios e a actividade das
empresas de cada país, seus grupos nacionais e internacionais”. Amat, Blake (1996, p.27)
afirmam que a diversidade internacional das práticas contabilísticas cria inúmeros problemas
para as empresas multinacionais, e que uma harmonização internacional traria como
benefícios directos para aquelas empresas, a redução dos custos de preparação das contas
anuais de cada uma das empresas do grupo; redução dos custos requeridos com o ajustamento
das contas consolidadas; e, maior integração entre os sistemas internos e externos de
apresentação, assim como, o desenvolvimento de indicadores uniformes para avaliar o
desempenho da gestão.
No sentido de levar adiante esta delicada tarefa, a UE vem publicando diversos
normativos comunitários, cujo objectivo principal é a convergência de um único e
internacional conjunto de normas e procedimentos contábeis. Inúmeros acontecimentos
podem ser descritos como sendo marcantes para que esta intenção harmonizadora possa
eventualmente acontecer. A publicação em 1978 e 1983 da 4ª e da 7ª Directiva Comunitária,
respectivamente, que regulamentavam a elaboração e publicação das contas anuais de certas
formas de sociedade, podem ser consideradas como sendo os marcos iniciais para a
concretização deste objectivo.
Em Junho de 2000, em decorrência do Conselho de Lisboa que tinha sido realizado no
mês de Março do mesmo ano, a Comissão define “uma estratégia da UE para o futuro em
matéria de relato financeiro para as empresas”, comunicando ao Conselho e Parlamento
Europeu a necessidade das sociedades cujos títulos sejam negociados publicamente em Bolsas
de Valores Europeias deverem adoptar as IAS (nas contas consolidadas) o mais tardar até
2005. Em 27 de Setembro de 2001, é publicada a Directiva 2001/65/CE, que altera as
directivas 78/660/CEE (4ºdirectiva), 83/349/CEE (7º Directiva) e 86/635/CEE (Bancos e
Outras Instituições Financeiras) relativamente às regras de valorimetria aplicáveis às contas
anuais e consolidadas, acolhendo-se o conceito de justo valor. Em 11 de Setembro de 2002 foi
publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias o regulamento (CE) nº 1606/2002 do
Parlamento Europeu e do Conselho, relativo à aplicação das Normas Internacionais de
Contabilidade, para efeitos da elaboração das DF consolidadas das empresas cotadas
menores como por exemplo o nome das contas… (Ferreira, 2004, pp. 289/290). Ou como diz Rodrigues (2000,
p.39): “(…) um sistema baseado no princípio da equivalência em vez de no da uniformidade é apropriado,
porque provavelmente uma comparabilidade absoluta no relato financeiro, baseado num sistema perfeitamente
uniforme, não será possível nos próximos anos”.
101
(obrigatoriamente), podendo esta obrigatoriedade ser estendida ou não para as contas
individuais, conforme for a opção escolhida pelo Governo do Estado-Membro (Projecto de
linhas de orientação para um novo modelo de normalização contabilística, 2003, pp. 4-7).
Outro factor importante a ser levado em consideração, quando nos referimos à
harmonização contabilística, foi a criação em 29 de Junho de 1973, na cidade de Londres,
Inglaterra, do International Accounting Standards Commitee (IASC), actualmente conhecido
como International Accounting Standards Boards (IASB), devido a um acordo feito por
profissionais de Contabilidade da Austrália, Canadá, França, Alemanha, Japão, México,
Holanda, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos da América (Paulo, 2002, p. 57). Este
organismo de carácter profissional e de âmbito mundial, conta contemporaneamente com a
presença de mais de 143 membros (associações profissionais) em mais de 100 países
(Rodrigues, 2000, p.40). Conforme dito anteriormente, este órgão é o responsável pela
emissão das Normas Internacionais de Contabilidade, ou Normas Internacionais de Relato
Financeiro, como são chamadas presentemente.
Inúmeros eventos na história desta organização normalizadora, vêm contribuindo no
decorrer dos anos, para a consolidação da mesma como entidade de referência contabilística
internacional, e como diz Amat, Blake (1996, pp. 28 e 29), a única alternativa ao domínio
norte-americano. Em 1982, estabeleceu compromissos mútuos com o International
Federation of Accounting Commitee (IFAC). Em 1988 assinou o primeiro acordo com a
International Organization of Securities Comissions (IOSCO), principal organismo
internacional de entidades regulamentadoras de mercados mobiliários. Em 1989 publicou a
estrutura conceptual para elaboração das DF. Em 1993, o IOSCO, elaborou uma lista de IAS
que poderiam ser utilizadas pelas empresas multinacionais que desejassem cotar seus títulos
na bolsa. A partir de 1995, ocorreram os eventos mais importantes na história desta entidade;
foi nesse ano que o IOSCO e a UE, o reconheceram como fundamental no papel de
harmonização contabilística internacional., no ano seguinte a UE considerou que em carácter
geral as NIC não entravam em conflito com as directrizes comunitárias (Geraldes, 2005,
pp.378-379).
Em 2000, a Comunidade Europeia salientou a necessidade de conformidade
contabilística, para as empresas cotadas nos Estados-Membros no mais tardar em 2005; é de
salientar, que neste mesmo ano, o IASC iniciou um processo de reestruturação interna, com
102
profundas mudanças estruturais e sistémicas, das quais podemos citar a alteração de
nomenclatura para o actual International Accounting Standards Board, a criação do
International Accounting Standards Commitee Foundation (IASC Foundation), entidade-mãe
do IASB, e do Standards Advisory Council (SAC), cuja principal missão consiste na definição
das prioridades e avaliação da necessidade de novas normas consideradas relevantes a serem
emitidas pelo IASB, e da alteração de IAS para IFRS - International Financial Reporting
Standards (Paulo, 2002, pp. 57-58; Projecto de linhas de orientação para um novo modelo de
normalização contabilística, 2003, pp. 7-8). Com a publicação em 2002, do regulamento CE
n.º 1606, o IASB consolidou-se como única entidade normalizadora para toda a Comunidade
Europeia. Hoje, o grande objectivo do IASB, é melhorar e aperfeiçoar as NIC, com o intuito
de minimizar as diferenças com as Us Generally Accepted Accounting Principles (US
GAAP) do FASB.
Em Portugal, cabe ao CNC, órgão criado juntamente com o POC pelo DEL n.º 47/77,
e posteriormente regulamentado pelas portarias 819/80 e 262/97, sendo em 1999, através do
DEL n.º 367, reestruturado à concepção que possui hoje, de levar a cabo a empreitada de
harmonizar as normas contabilísticas adoptadas pelo tecido empresarial nacional, com as
normas utilizadas pelo resto da UE. Para isto, em consonância com o regulamento 1606,
publicou o projecto de linhas de orientação para um novo modelo de normalização
contabilística em Janeiro de 2003.
Naquele, o CNC advoga a adopção de dois níveis (um mais elevado, e outro com
regras mais simplificadas) dirigidos a grupos diferenciados de entidades económicas e
empresariais, sendo entrementes subordinados a uma mesma estrutura conceptual. A maior
parte, cerca de 97%, das entidades empresariais em Portugal, encontram-se situadas no 2º
nível da normalização contabilística, de cariz nacional, mais simples, flexível e económico.
Todavia, as S.A., independentemente do seu tamanho e complexidade, deverão publicar as
suas contas em conformidade com o modelo de 1º nível, dirigido essencialmente às entidades
económicas com maiores exigências de relato financeiro, seja em contexto nacional, europeu
e/ou internacional, apresentado pelo CNC (vide figura 5.1). Este nível, está regulamentado
pelos itens 50 a 54 do projecto referido acima.
103
O CNC divide este nível, em dois grupos de elementos distintos: um de adopção
obrigatória e outro de adopção facultativa. Podemos demonstrar da seguinte maneira, estes
dois conjuntos distintos:
a) Elementos de adopção obrigatória:
- Estrutura Conceptual (EC) do IASC;
- Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS);
- Interpretação das Normas Internacionais de Relato Financeiro (SIC-IFRI):
- Notas Anexas Adicionais.
b) Elementos de adopção facultativa, ainda que vivamente recomendados:
- Modelos de Apresentação das Demonstrações Financeiras para Contas
Individuais e Contas Consolidadas (MDF);
- Código de Contas (CC).
5 5. .3 3. .1 1 T TR RA AN NS SP PA AR RÊ ÊN NC CI IA A D DA A I IN NF FO OR RM MA AÇ ÇÃ ÃO O F FI IN NA AN NC CE EI IR RA A P PA AR RA A O O M ME ER RC CA AD DO O
Rocha (1994, p.97), nos diz que por constituírem “através dos seus índices gerais, um
dos indicadores económicos fundamentais para orientar as decisões dos poderes públicos e
FACULTATIVO, MAS
RECOMENDADO
}
}
OBRIGATÓRIO
ESTRUTURA CONCEPTUAL DO IASB
(FRAMEWORK)
IASB
GAAP
IAS/IFRS
CC
SIC-IFRI
MDF
NAA
Fonte: Adaptado do projecto de linhas de orientação para um novo modelo de normalização
contabilística, 2003.
Figura 5.1 – 1º Nível da Normalização Contabilística em Portugal
104
dos particulares” a transparência das IF das empresas cotadas em bolsas de valores faz-se
essencial, sobretudo pelo facto comum de existirem especuladores, que “procurando
manipular as cotações em proveito próprio ou de terceiro” afectam em maior ou menor escala
a transparência do mercado accionista. Segundo o Libro Blanco do ICAC (2002, p. 195), a
necessidade de se adequar as NIC, ofereceu uma oportunidade para melhorar a qualidade e
comparabilidade da informação financeira que as empresas emissoras de valores admitidos a
negociação, incluem em suas contas anuais individuais e consolidadas. Não é escusado
afirmar, que as demonstrações financeiras são amplamente afectadas pelas constantes
mudanças do meio. Corroborando esta afirmação, transcrevemos um trecho subtraído do livro
supracitado, que diz: “Ademais, as mudanças no meio e as transformações que estão
experimentando os negócios aconselham que as empresas revelem alguns elementos
adicionais aos obrigatoriamente estabelecidos, que permitam melhorar a qualidade da
informação facilitada aos usuários” (Libro Blanco, 2002, p.195).
Em 15 de Dezembro de 2004, o Parlamento Europeu e o Conselho, publicaram a
directiva 2004/109/CE, relativa è harmonização dos requisitos de transparência no que se
refere às informações respeitantes aos emitentes cujos valores mobiliários se encontrame
admitidos à negociação num mercado regulamentado. Este normativo, que no mais tardar a 20
de Janeiro de 2007, deve encontrar-se em cumprimento em todos os Estados-Membros, veio
solidificar a necessidade de transparência da informação financeira, em inúmeros aspectos.
Por exemplo, citamos partes do item 13 do preâmbulo do referido normativo que diz: “O
Parlamento Europeu e o Conselho congratulam-se com o compromisso assumido pela
Comissão de encarar rapidamente a possibilidade de aumentar a transparência quanto às
políticas de remuneração, ao montante global das remunerações pagas (incluindo
remunerações eventuais ou diferidas) e aos benefícios em espécie concedidos aos membros
dos órgãos de administração, gestão e supervisão…”
A obrigatoriedade de relatórios de gestão anual (art. n.º 4), e intercalares condensados
(arts. n.º 5 e 6), contendo explicações de ocorrências materiais feitas durante o período
relevante assim como uma descrição geral da posição financeira e da performance da
entidade, é um dos pontos mais significativos desta directriz. Outro ponto amplamente
debatido neste normativo comunitário, refere-se à organização do acesso dos investidores às
informações relativas aos emitentes, ao nível comunitário, com o intuito de promover uma
activa integração dos mercados europeus de capitais (itens n.º 24 a 29 do preâmbulo, e arts n.º
105
17 e 18), e colocar em pé de igualdade os investidores que não estejam situados no Estado-
Membro de origem do emitente, com os investidores daquele, quando assim o desejarem, no
que tange à disponibilidade e facilidade de aceder a informação.
Por fim, a presente directiva, estabelece requisitos relacionados com a divulgação da
informação periódica e contínua (anual e semestral), auditadas (arts. n.º 4 a 6), informação
respeitante às participações qualificadas, no que tange à notificação por parte do accionista,
para a entidade, quando o mesmo adquirir ou alienar participações qualificadas ou
percentagens significativas de direitos de voto (arts. n.º 9 a 16), e a obrigatoriedade de
divulgação das IF em uma língua aceite pela autoridade competente do Estado-Membro de
origem, quando os valores mobiliários estejam admitidos à negociação apenas num mercado
regulamentado do Estado-Membro de origem, e em uma língua aceite pela autoridade
competente do Estado-Membro de origem, e numa língua aceite pelas autoridades
competentes dos Estados-Membros de acolhimento, ou numa língua de uso corrente na esfera
financeira internacional, quando os valores mobiliários estejam admitidos à negociação num
mercado regulamentado, quer no Estado-Membro de origem, quer em um ou mais Estados-
Membros de acolhimento (art. n.º 20).
5 5. .3 3. .2 2 S SE EG GM ME EN NT TA AÇ ÇÃ ÃO O D DA A I IN NF FO OR RM MA AÇ ÇÃ ÃO O
O Libro Blanco (2002, p.197) do ICAC explicita muito bem esta questão em seu
capítulo 09, quando diz: “É habitual que as empresas cotadas em Bolsa, por seu tamanho,
complexidade e diversificação, tenham que apresentar sua informação financeira utilizando,
como guia da leitura e explicação, uma perspectiva de segmentos. Este enfoque é aplicável
tanto à informação obrigatória como à voluntária, e tem a mesma validez nas contas anuais
como no relatório de gestão”. Ainda em conformidade com o Libro Blanco do ICAC (idem,
ibidem, fazendo referência ao relatório Jenkins), podemos afirmar que “para os usuários que
analisam uma companhia implicada em actividades diversas, a informação a respeito dos
segmentos de negócio é a priori tão importante como a informação publicada sobre o
conjunto da empresa. A informação segmentada fornece uma ferramenta útil e provada que
serve para identificar e analisar as oportunidades e riscos aos que se enfrentam as companhias
diversificadas. O entendimento das oportunidades e riscos é chave para determinar se investir
ou ampliar o crédito e, se se decide fazê-lo, exigir uma determinada rentabilidade aos
investimentos ou um novo preço aos fundos prestados. É mais, para uma companhia
106
diversificada, os usuários encontram mais efectiva a projecção de benefícios ou fluxos de
tesouraria por segmentos que para a empresa em sua totalidade…”.
Assim como acontece em Espanha, em Portugal também ocorria uma tradição de
escassez das informações segmentadas por parte das Empresas cotadas em Bolsa. Nesse
sentido, foi publicado pela CNC em 2001, a DC n.º 27 (relato por segmentos), tendo em conta
a necessidade de se adequar a IAS 14 – Relato por Segmentos, cuja última revisão deu-se em
1997, e pela CMVM o regulamento n.º 6/2002 (apresentação de informação financeira por
segmentos). Neste regulamento, a CMVM, explicita a obrigatoriedade em seus artigos 1º e 2º
de divulgação informação financeira por segmentos, no anexo ao balanço e à demonstração
dos resultados anuais, e no âmbito das informações financeiras semestrais (art. 3º) pelos
emitentes de valores mobiliários em mercado regulamentado. Salienta-se entretanto, que essa
obrigatoriedade não se estende para as empresas que estejam obrigadas a elaborar contas
consolidadas e contas consolidadas por segmentos (art. 4º).
Na Espanha, o ICAC, já publicou inúmeros artigos, onde deixou claro que “não se
poderá avançar na qualidade da informação se não se convence ou se obriga as empresas
diversificadas a pensar na estrutura da informação segmentada como a forma normal de
oferecer, comentar e analisar sua informação. Ademais, os critérios de segmentação devem
coincidir com os utilizados pela direcção da empresa à hora de discutir suas estratégias e
decidir suas actuações, já que de outra maneira não terá sentido para o usuário, e só será uma
elaboração artificial para justificar o cumprimento, mais ou menos rigoroso, de uma obrigação
informativa” (Libro Blanco, 2002, p.198).
Um outro aspecto muito importante que podemos destacar acerca da informação
segmentada, é que devido à informação dos resultados e os fluxos de tesouraria de cada um
dos segmentos (em concreto a manifestação da política de fixação de preços entre os
diferentes segmentos), determinar a distribuição final dos fluxos económicos e financeiros,
este tipo de informação torna-se especialmente relevante para as empresas ou grupos que
operam em vários países. Permite ainda, determinar com maior rigor, os riscos a que os
emitentes estão expostos em determinada área geográfica ou sector de actividade.
107
5 5. .3 3. .3 3 I IN NF FO OR RM MA AÇ ÇÃ ÃO O S SO OB BR RE E R RI IS SC CO OS S
Como é de carácter público e notório, toda a actividade económica e comercial
envolve riscos e incertezas das mais diversas naturezas e relacionados com os mais diversos
vectores; riscos estes, que devem ser geridos da melhor forma possível, no intuito de garantir
a sobrevivência da empresa a longo prazo. Assim, e não poderia ser de outra maneira, se torna
necessário por parte das companhias cotadas, a publicação de informações adicionais acerca
do risco. O Libro Blanco (2002, pp. 198-199), expõe este assunto quando diz: “A tendência
internacional se encaminha a exigir a publicação de informação cada vez mais completa sobre
a exposição ao risco das empresas, a vulnerabilidade de seus benefícios e seu património, as
políticas de gestão de riscos estabelecidas e os sistemas de controlo interno. Enriquecer a
informação que publicam as empresas sobre os riscos de suas operações é um objectivo
particularmente importante para facilitar o entendimento dos estados financeiros, reforçar a
disciplina de mercado e favorecer as boas práticas de gestão e controle de riscos…”
Em 2001, o Conselho Europeu publicou a Directriz 65/2001, que altera a 4º e a 7º
directiva, relativamente às regras de valorimetria às contas anuais e consolidadas, e que entre
outros assuntos, possui um adendo (item n.º 4) ao art. 46 da directiva 78/660/CEE, falando
explicitamente sobre a questão dos riscos a que as empresas estavam submetidas, e de que
forma transmitir esta informação para os utilizadores da informação contábil da companhia.
Este adendo à 4º directriz, estabelece que as empresas cujas operações com instrumentos
financeiros resultem relevantes para valorizar seus activos, passivos, situação financeira e
resultados, devem decompor os objectivos e políticas de gestão do risco financeiro, incluíndo
a política aplicada para cobrir cada tipo de transacção significativa na qual se utilize a
contabilidade de coberturas, bem como sua exposição ao risco de preço, risco de crédito, risco
de liquidez e risco de fluxos de caixa.
Além do Libro Blanco do ICAC, e da Directriz supra, podemos ainda destacar em
matéria de regulamentação do risco, uma série de normativos internacionais. Podemos citar a
título de exemplificação: IAS 32, Instrumentos Financeiros: Divulgação e Apresentação, IAS
39, Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Medição, ambas actualmente em fase de
apreciação para melhoria pelo IASB, e o Fisher Report, que é um relatório que “recomenda às
entidades afectadas (banca, seguros e valores) fornecer informação sobre os riscos assumidos
ao fechamento do exercício e sobre a exposição máxima, mínima e média registrada ao longo
108
do exercício, utilizando magnitudes relacionadas com o valor ajustado ao risco (VaR),
principalmente em instrumentos financeiros da carteira de negociação. O Fisher Report
recomenda também decompor, entre outras informações, dados sobre concentração de riscos,
qualidade do crédito, métodos de avaliação dos diferentes tipos de risco, reflectindo
correctamente os mecanismos ou acordos de mitigação de perdas, etc.” (Libro Blanco, 2002,
pp. 200-201).
5.4 RELATÓRIO DE GESTÃO
Em muitas sociedades empresariais, as práticas no que concerne à confecção e
apresentação deste mapa contábil, tem sido ao longo dos anos irregulares e disformes entre si.
Este facto traz como principal acontecimento, a divulgação de peças irrelevantes e sem grande
valor explicativo para os utentes das IF. Ou como diz o item 7.2.2 do Libro Blanco (2002,
p.152) espanhol, “com muita frequência, as sociedades utilizam o relatório de gestão com
propósitos que tem mais a ver com a propaganda da imagem da entidade, ou de alguma de
suas marcas ou produtos, do que para oferecer explicações racionais da marcha económica
dos negócios. Tais informações tampouco podem ser consideradas parte do relatório de
gestão”.
Entretanto, apesar de em inúmeras sociedades o relatório de gestão ser indevidamente
confeccionado, muito devido ao carácter subjectivo do mesmo, onde a forma e conteúdo a
serem apresentados variam consoante os desejos da administração, é inquestionável a
relevância e importância que esta peça contábil possui para o entendimento da evolução das
actividades da empresa, assim como da compreensão das atitudes estratégicas adoptadas pelos
administradores dentro do plano estratégico geral da organização. Esta compreensão de
atitudes, proporciona aos utentes, uma visão sistémica das decisões económicas tomadas pela
entidade durante o período, e possibilita a formação de um juízo de valor acerca da
capacidade que os gestores possuem para abordar o futuro, assim como, os compromissos que
os mesmos assumem a esse respeito.
De acordo com o Libro Blanco (2002, p.153), entre os elementos mínimos essenciais
que deveriam estar contidos no relatório de gestão, para que este cumpra com os seus
objectivos, podemos citar os seguintes:
109
a) Quais são os objectivos gerais a médio e longo prazo a serem seguidos pela
empresa, segundo a vontade expressada por seus proprietários, ou pelo órgão de
administração;
b) Quais riscos, gerais e específicos, afectam o cumprimento dos objectivos
anteriores, de forma que a sua existência possa ameaçar de forma importante o
dever da empresa;
c) Como se gerem as principais áreas ou segmentos do negócio, para prevenir tais
riscos e alcançar o rendimento esperado; e
d) Qual a política de crescimento e expansão da empresa, derivada da estratégia geral
anunciada.
Além dos 4 tópicos acima relatados, inúmeras outras características e informações
secundárias, mas não menos importantes, devem constar deste demonstrativo financeiro para
que o mesmo possa cumprir com as finalidades a que se propõe. Entre elas, podemos citar: a
política de inovação da empresa, com especial destaque para as actividades de Investigação e
Desenvolvimento; a política de recursos humanos, onde estariam inclusos entre outras,
informações acerca da política salarial, sistema de formação e segurança e saúde; políticas de
aplicações financeiras separadas por zonas geográficas, ou segmentos de negócio; e, políticas
de gestão dos activos intangíveis (Libro Blanco, idem, ibidem).
Parte integrante obrigatória das DF das sociedades cotadas, este relatório não se
encontra totalmente normalizado pelos regulamentos nacionais e internacionais. Tal facto
pode ser explicado, pela característica principal do mesmo, a liberdade de expressão da forma
e conteúdo. Nem poderia ser diferente, o êxito e o acerto desta IF consiste na apresentação do
mesmo, numa forma que consiga transmitir aos utentes o conjunto de riscos, problemas e
oportunidades, que afectam o ambiente interno e externo da organização, e as estratégias
adoptadas para resolvê-los ou aproveitá-los. Os gestores, devem ter liberdade suficiente para
estabelecer uma linha de raciocínio que transmita os acontecimentos de maneira verdadeira,
sem entretanto comprometer as atitudes estratégicas futuras planeadas pela entidade.
Normalizar e regulamentar de forma completa um informativo desta natureza, pode agravar
muitos dos problemas indicados, ao invés de solucioná-los (Libro Blanco, idem, p. 154).
Nesse sentido, o art. n.º 245 do CVM, exige e obriga à elaboração do relatório de
gestão, como componente das Demonstrações Financeiras, não regulando entretanto, os
110
requisitos que devem constar do mesmo. O item n.º 7202 do regulamento I – Regras de
Mercado Harmonizadas, da Euronext Lisbon, também exige a obrigatoriedade de confecção
de um relatório de gestão, sendo o conteúdo do mesmo, regulamentando pelos avisos emitidos
a posteriori pela entidade. Opostamente as linhas de trabalho da CMVM, e da Euronext
Lisbon, o CSC, através do seu art. n.º 66, em consonância com o art. n.º 46 da 4ª Directiva, e
com os arts. n.º 8 e 9 da IAS I, regulamenta de forma geral, diversos itens mínimos a constar
daquele instrumento de informação.
Entre outros, podemos citar como mais importantes no artigo n.º 66, os seguintes
incisos: o relatório da gestão deve conter, pelo menos, uma exposição fiel e clara sobre a
evolução dos negócios, do desempenho e da posição da sociedade, bem como uma descrição
dos principais riscos e incertezas com que a mesma se defronta (§ 1º); a exposição prevista no
número anterior deve consistir numa análise equilibrada e global da evolução dos negócios,
dos resultados e da posição da sociedade, em conformidade com a dimensão e complexidade
da sua actividade (§ 2º); a evolução da gestão nos diferentes sectores em que a sociedade
exerceu actividade, designadamente no que respeita a condições do mercado, investimentos,
custos, proveitos e actividades de investigação e desenvolvimento (alínea “a” § 5º); os factos
relevantes ocorridos após o termo do exercício (alínea “b” § 5º); e, a evolução previsível da
sociedade (alínea “c” § 5º).
Fazendo-se uma análise comparativa entre o art. n.º 46 da directriz 78/660/CEE, os
arts. n.º 8 e 9 da IAS I, e o art. n.º 66 do CSC podemos afirmar que o normativo português
supera em grande parte as exigências daqueles primeiros. Como via de regra, citamos as
exigências de informações de carácter ambiental (§ 3º) que no CSC é extremamente vago e
subjectivo “ (…) a análise prevista no número anterior deve abranger tanto os aspectos
financeiros como, quando adequado, referências de desempenho não financeiras relevantes
para as actividades específicas da sociedade, incluindo informações sobre questões
ambientais (sublinhado nosso) e questões relativas aos trabalhadores”, na 4ª directiva, devido
a uma comunicação interpretativa de 1998, que rectificava alguns artigos da 4ª e da 7ª
directivas comunitária, entre eles o art. n.º 46 (item n.º 2.7), a preocupação da comunidade
com o meio ambiente tornou-se notória. Este item, regulamenta que as informações de
carácter ambiental devem ser incluídas no relatório de gestão, sempre que, os aspectos
ambientais sejam relevantes para a posição financeira da empresa, que a empresa adopte
políticas relativas à preservação e protecção do meio ambiente, incluindo se a aplicação das
111
mesmas seja devida a incentivos públicos como subsídios e bonificações fiscais, ou que sejam
realizadas pela empresa melhorias em áreas-chave do meio ambiente, entre outros.
5.4.1 CORPORATE GOVERNANCE OU GOVERNO CORPORATIVO
A partir dos anos 90, uma significativa quantidade de autoridades de supervisão, e
órgãos regulamentadores de diversos países do mundo, seguindo um movimento já iniciado e
consolidado no meio académico, deram início à elaboração e publicação de recomendações
sobre o corporate governance (governo corporativo, ou governo societário) das sociedades
cotadas (Alves, Mendes, 2001, p.58). Em Portugal, somente no ano de 1999, a CMVM
publicou 17 recomendações ligadas ao tema, 15 dirigidas às sociedades cotadas (sendo, 7
relativas à divulgação de informação, 2 respeitantes ao exercício de voto e representação
accionista, 2 sobre a adopção de certas regras societárias, e 4 sobre a estrutura e
funcionamento do órgão de administração), e as outras duas restantes destinadas aos
investidores institucionais (Alves, Mendes, 2001, pp. 59 a 62).
Estes regulamentos, visam orientar as empresas, no sentido de controlar de forma mais
eficiente os seus recursos, através da “(…) adopção de mecanismos que permitam uma mais
efectiva protecção dos interesses dos investidores face ao poder arbitrário de que gozam os
gestores no quadro de sociedades com o capital disperso…” (Alves, Mendes, 2001 p.58).
Cabe salientar entretanto, que essas regulamentações sobre o corporate governance, não
procuram se impor através de modelos rígidos e uniformes. O objectivo maior para a
publicação deste tipo de regulamentos, é o de “ (…) contribuir para a optimização do
desempenho das sociedades e favorecer todas as pessoas cujos interesses estão envolvidos na
actividade societária – investidores, credores e trabalhadores” (recomendações da CMVM
sobre o governo das sociedades cotadas, 2005, introdução).
A necessidade por transparência das “pautas de actuação dos órgãos de governo das
empresas é uma matéria da máxima importância para assegurar a disciplina de mercado”
(Libro Blanco, 2002, p. 209), nesse sentido, é correcto afirmarmos, que as recomendações
sobre governo societário, “estabelecem fortes exigências de informação e recomendam a
adopção de estruturas organizativas mais transparentes e mais facilmente fiscalizáveis”
(Alves, Mendes, 2001, p.58).
112
Por ser um assunto tratado a nível global, podemos citar inúmeros normativos
nacionais e internacionais que norteiam esta matéria. Em Portugal podemos citar o CVM e os
regulamentos CMVM 07/2001, 11/2003, 4/2004, e 10/2005 que regulam sobre o governo das
sociedades e os deveres de informação; a nível comunitário podemos citar o Relatório
“Winter” II, de Novembro de 2002, e a Comunicação da Comissão ao Conselho e ao
Parlamento Europeu: “Modernizar o direito das sociedades e reforçar o governo das
sociedades na UE” de Maio de 2003, a Directiva 2004/25/CE, relativa às ofertas públicas de
aquisição, e a Recomendação 2004/913/CE, relativa à instituição de um regime adequado de
remuneração dos administradores de sociedades; na vizinha Espanha podemos indicar o
Relatório “Olivencia” de Fevereiro de 1998, e a Comisión “Aldama” de Janeiro de 2003,
criada especificamente para tratar deste tema; nos Estados Unidos da América, podemos
relatar o Sarbanes-Oxley Act de Julho de 2002, e o The Business Roundtable de Maio de
2002. Pela Organization for Economic Co-operation and Development (OEDC) podemos
indicar o Principles of Corporate Governance de 1999, cuja última actualização deu-se em
Abril de 2004; e pelo IOSCO podemos notar o Report on Strenghening Capital Markets
against Financial Fraud de Março de 2005 (Silva, 2005, p.6). Por fim, citamos ainda os
relatórios realizados por grupos de peritos, para dois dos mercados mobiliários com maior
grau de importância e volume de negócios no mundo, os relatórios de Cadbury, de Greenbury
e de Hampel, para o Reino Unido, o relatório de Vienot, para França (Alves, Mendes, 2001, p.
57).
Concluindo, e baseando-se no Libro Blanco do ICAC (2002, pp. 210-211), podemos
afirmar, que para reforçar a tendência mundial de governo societário, torna-se necessário que
as empresas cotadas, bem como os grupos com filiais cotadas, incluam no Relatório de
Gestão, com carácter obrigatório, uma descrição das regras de governo corporativo que
aplicam. Esta informação, que seria de carácter opcional para as sociedades que não se
encontrem cotadas em mercados regulamentados, deveria conter pelo menos os seguintes
aspectos:
a) O tamanho e composição do Conselho, suas regras de funcionamento interno, os
mecanismos de cessação e reeleição de conselheiros, as políticas remuneratórias,
as comissões delegadas de controle (auditoria, etc.), os deveres de lealdade dos
conselheiros e as limitações impostas em relação com conflitos de interesses, usos
de activos sociais e oportunidades de negócio, as relações do Conselho com os
113
mercados e o cumprimento do princípio de transparência são, entre outros,
aspectos relevantes para os investidores que devem ser decompostos no Relatório
de Gestão.
b) As empresas que não tenham assumido as recomendações do Código de Bom
Governo ou que as tenham assumido parcialmente, deveriam incluir no Relatório
de Gestão uma declaração dos motivos que respaldam tal decisão, bem como
informar sobre a composição de seu conselho, conselheiros independentes se os
tivesse, processo de reeleição de cargos, existência de comités de apoio ao
Conselho, etc.
c) Também deve propor-se a possibilidade de estender as obrigações de informação
ao cumprimento dos Regulamentos Internos de Conduta das empresas cotadas,
para que decomponham aspectos relevantes sobre o seguimento das medidas
desenhadas para evitar o uso indevido da informação privilegiada, a eficácia das
muralhas chinesas, o controle das limitações impostas a empregados, directores e
conselheiros sobre a negociação das acções da própria empresa ou o dever de
abstenção quando pudessem existir conflitos de interesses.
5.4.2 INFORMAÇÃO VOLUNTÁRIA
Existem diversas e significativas informações de carácter voluntário, que as entidades
empresariais podem divulgar, com o intuito de ajudar os utilizadores na tomada de decisões
económicas que envolvam o investimento em acções. Tais informações podem ser do tipo
social (formação e promoção profissional dos empregados, segurança e saúde trabalhista,
etc.); relacionadas com o meio ambiente (prevenção, cuidados, e reparação dos possíveis
danos ao meio ambiente, emissão de gases e resíduos, uso energético de matérias renováveis e
não renováveis, etc.); e informações sobre os recursos intangíveis (capital humano e
intelectual, posição competitiva, etc.).
O Libro Blanco (2002, pp. 212-213) as qualifica como “informação prospectiva” - IF
cuja finalidade é dispor para os utentes e utilizadores das mesmas, de estimações razoáveis
sobre a evolução futura da empresa, apesar das incertezas que inevitavelmente as rodeiam.
Desta forma, podemos afirmar que “a informação prospectiva também adquire grande
relevância para avaliar as possibilidades que tem o negócio de seguir em marcha e cumprir
com o princípio de gestão continuada. Muitas empresas, com a finalidade de informar ou criar
114
expectativas aos diferentes usuários, publicam previsões sobre resultados e outras magnitudes
financeiras que estimam atingir num horizonte temporário mais ou menos amplo. Esta prática
não está restringida às empresas cujos títulos cotam no mercado, mas é particularmente
importante nas empresas cotadas, porque as projecções publicadas podem chegar a ter efeitos
significativos nos preços dos títulos” (Libro Blanco, idem, ibidem).
No sentido de evitar conflitos de interesses, as informações prospectivas, devem ser
verdadeiras, claras, e completas na medida do possível. Como possuem carácter voluntário,
devem basear-se nos planos assumidos e as projecções realizadas internamente pela empresa,
além de identificar o horizonte temporal em que estas projecções se encontram inseridas.
Em Portugal, existe uma carência normativa no que concerne à regulamentação
específica dos procedimentos de divulgação, e do conteúdo da informação prospectiva. Tal
facto, dificulta seu seguimento por parte dos organismos supervisores, impedindo ainda, a
comparabilidade no tempo-espaço dos dados publicados por outras empresas do sector, bem
como, dos estados financeiros históricos da própria empresa. Na falta de uma normalização
específica, a difusão voluntária de informações, pode ocasionar eventuais conflitos de
interesses nas decisões económicas dos investidores e outros usuários. Ao contrário do Estado
Português, a Espanha, através do Libro Blanco (idem, pp. 214-216), possui uma
recomendação de normalização dos procedimentos e de conteúdo para a informação
prospectiva, a qual incide sobre uma base de 10 propostas, reunidas na tabela 5.1.
QUADRO 5.1 – PROPOSTAS PARA NORMALIZAR A PUBLICAÇÃO DE INFORMAÇÃO
PROSPECTIVA
PROPOSTA
SOBRE
CONTEÚDO
Política
informativa
As empresas devem definir uma política informativa e submetê-la à aprovação de
seu Conselho de Administração. Esta política tem que descrever os objectivos da
empresa no que se refere aos prazos de publicação e conteúdo da informação
prospectiva básica e complementar.
Coerência
com os
planos e
orçamentos
As informações prospectivas a ser publicada pelas empresas, devem basear-se nos
orçamentos anuais aprovados internamente ou em planos plurianuais que incluam os
objectivos ou as melhores estimações realizadas pelo Conselho de Administração
sobre a evolução dos negócios, resultados, investimentos, etc.
Separação de
dados
As empresas devem expressar claramente a natureza dos dados prospectivos
oferecidos, realizando uma clara distinção entre objectivos e prognósticos.
Formatos
homogéneos
A apresentação das projecções deve responder a formatos homogéneos mantendo a
continuidade dos dados projectados e explicando o significado dos indicadores não
estritamente contábeis (resultado bruto, rentabilidade económica, rentabilidade
financeira, etc.), e incluir as principais hipóteses de partida e, em seu caso, os
115
métodos de cálculo utilizados nas estimações, bem como advertências precisas sobre
a razoabilidade da hipótese e grau de certeza dos dados projectados.
Coerência
dos critérios
utilizados
A informação prospectiva básica poderá mostrar os efeitos das projecções nos
resultados, balanços, fluxos de tesouraria ou património líquido, e para tal, deverá
ser elaborada respeitando-se as políticas contábeis utilizadas para formular contas
anuais e estados financeiros intermédios.
Segmentação
A informação complementar de variáveis poderá referir-se a previsões, para o
conjunto da empresa ou por segmentos principais de negócio, sobre quotas de
mercado, vendas, produção, planos de investimento, etc.
Horizonte
temporário
O horizonte temporário das previsões deverá ajustar-se preferencialmente ao
exercício em curso, sem exceder de um período de projecção máximo de 3 ou 5
anos. Em actividades cíclicas o período de projecção não poderá estender-se mais do
que o ciclo operacional dos negócios.
Justificativa
de desvios
As empresas que divulguem informação prospectiva, devem dispor de mecanismos
de contraste e verificação das projecções e publicar, tão cedo como se conheçam, as
divergências materiais detectadas nas hipóteses iniciais, e nos desvios significativos
que tenham acontecido entre as provisões financeiras e os dados reais registados.
Rectificação
de
estimações
A rectificação das previsões como consequência das divergências materiais
detectadas nas hipóteses de partida, exigirá a publicação de uma nova informação
prospectiva completa que abarque o horizonte temporário para o que foram
projectadas as previsões originais, bem como os desvios produzidas até a data.
Actualização
de dados
Qualquer actualização das previsões originais ou a apresentação de novas projecções
– anuais ou para um horizonte mais amplo – exigirá a publicação dos desvios
registados no período precedente, quantificando seus efeitos e detalhando as causas
que as motivaram, bem como as mudanças introduzidas nas hipóteses de partida e
seu grau de certeza.
Fonte: Adaptado Libro Branco, 2002.
5.5 DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES FINANCEIRAS NA INTERNET
A partir da década de 90, um novo e imprevisível factor, veio transformar de forma
considerável, o acesso às IF disponibilizadas pelas empresas: a utilização em larga escala da
world wide web, comummente conhecida como rede mundial, ou Internet. Não cabe aqui,
entrarmos em debate acerca da questão meritocrática da rede, mas gostaríamos de salientar,
que a Internet, trouxe e está trazendo até hoje, significativas e profundas mudanças na forma
de comunicação mundial. Tais mudanças, devem-se em grande parte, à conhecida facilidade
que a rede internacional traz para aqueles que andam à procura de informações – nada melhor
e mais funcional que alguns poucos cliques do rato, para conseguirmos aquilo que
pretendemos saber. Ou, como caracteriza muito bem, o Código de buenas prácticas para la
divulgación de información financiera en Internet (Asociación Española de Contabilidad y
Administración de Empresas «AECA», 2002, p 10), quando afirma: “A filosofia subjacente
na Internet é a de uma rede aberta que permite a interconexão entre pessoas que trocam
informações e acedam a conteúdos que aumentem sua capacidade e critério para tomar
decisões. Ademais, o cumprimento desta premissa encaixa perfeitamente com um velho
116
sonho: o acesso de todos os indivíduos a toda a informação em todo momento e em qualquer
lugar”.
Os órgãos reguladores portugueses, em especial a CMVM, não se encontram alheios
às transformações ocasionadas pela world wide web, no que tange à difusão de informações
financeiras pelas empresas cotadas. E foi ciente das facilidades criadas por esta ferramenta,
que desde 2001, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, vem publicando diferentes
normativos, com o intuito de tornar obrigatório o uso do espaço virtual para a
disponibilização das demonstrações financeiras. O regulamento CMVM n.º 7/2001, através do
seu art. 3.º - A, exige das empresas cotadas, a criação, manutenção e constante actualização,
de um sítio próprio na Internet, onde estejam disponibilizadas as informações básicas acerca
da empresa – endereço, contactos, estatutos, gabinete de apoio ao investidor, convocatórias
para a realização da assembleia geral, com 30 dias de antecedência, Demonstrações
Financeiras do período, entre outros.
A Circular de 18/07/2005 da CMVM, que trata dos deveres de envio e divulgação de
informação semestral, cuja entrada em vigor deu-se naquele mesmo ano, é mais explícita
quando informa no seu item 1.3, que os documentos de prestação de contas devem ser
preferencialmente enviados à CMVM, através de correio electrónico, em formato de ficheiros
com extensão pdf
37
, para endereço electrónico próprio daquele órgão. Em seu item 1.4, em
consonância com os regulamentos n.º 4/2004, e n.º 11/2003, bem como da instrução n.º
6/2004, os documentos de prestação de contas semestrais
38
devem ser publicados
obrigatoriamente, no sistema de difusão de informação da CMVM; e no sítio do emitente na
Internet, caso se trate de um emitente com acções cotadas. Adicionalmente, e de forma
voluntária, a publicidade destas informações poderão ser realizadas através de meios
electrónicos de divulgação de informação disponibilizado pela entidade gestora do mercado
ou em jornal de grande circulação nacional.
Percebe-se nos parágrafos acima, que a CMVM torna obrigatória a divulgação das
contas na Internet, sem entretanto, regular a forma como as organizações devem cumprir com
esta obrigatoriedade. Nesse sentido, a vizinha Espanha, encontra-se num estado muito mais
37
Os ficheiros com extensão pdf, são bastante utilizados pelos usuários da Internet para divulgação de
informações de todo e qualquer tipo. Estes ficheiros somente são visualizados através do software “Adobe
Acrobat Reader”, da Adobe Corporation.
38
Este assunto é abordado mais adiante, no tópico 5.6 – Periodicidade das Demonstrações Financeiras.
117
adiantado, elaborando e publicando uma série de documentos, estudos e recomendações com
o intuito de tornar a publicação de IF na rede mais fácil, eficaz e pragmática. O Libro Blanco
(2002), em seu item 7.8, trata especificamente desta questão, falando da importância da
difusão digital das informações financeiras, da necessidade de regulamentação dos requisitos
mínimos, e da segurança, ou certificação da informação digital.
O Código de buenas prácticas para la divulgación de información financiera en
Internet (AECA, 2002), pode ser considerado como marco conceptual acerca deste tema em
Espanha. Naquele, os espanhóis, expõem muito bem quando afirmam que a “informação
financeira é uma das informações que em maior medida tem crescido e evoluído na Internet
(…). Por tanto, se trata de informação que cumpre dois requisitos a saber, se apresenta e
distribui em formato digital e trata sobre aspectos económico-financeiros das empresas”
(idem, ibidem, p.11).
Dentre as vantagens assinaladas por este código (idem, ibidem, pp.12-13), para
utilização da Internet como meio de divulgação das IF, podemos citar:
- Universalidade;
- Diminuição significativa de custos:
- Velocidade de transmissão das informações em tempo real;
- Emissão de um volume maior de informações;
- Interactividade entre empresa/utentes das DF; e
- Gestão da informação (quando em formato digital) de maneira muito mais eficaz
por parte dos utilizadores das mesmas.
Todavia, existe também uma série de desvantagens demonstradas naquele normativo
(idem, ibidem, pp. 13-14). Podemos relatar como sendo:
- Acesso limitado à informação, consoante condições socio-económicas de cada
país;
- Fiabilidade da informação disponibilizada, uma vez que é de carácter voluntário, e
sem regulamentação internacional;
- Multiplicação da responsabilidade pelas IF divulgadas; e
118
- Sobrecarga de informações, quando o volume das mesmas é excepcionalmente
alto.
Para que a divulgação digital de informações financeiras consiga cumprir com os
objectivos a que se propõe, e se torne uma realidade tangível, torna-se necessário ainda, muito
tempo em pesquisas e investigação. São precisos regulamentos por parte do IASB, da
CMVM, ou qualquer outra entidade normalizadora a nível nacional ou internacional, no
sentido de regulamentar uma série de aspectos. Entre eles, podemos citar: os conteúdos
mínimos a serem divulgados (em quantidade e qualidade); a convergência da IF digital, com
as informações enviadas para o CMVM em outros formatos; a responsabilidade da entidade
empresarial com o conteúdo divulgado em sua página web; identificação clara e visível, dos
princípios contábeis utilizados em cada conjunto de DF; quantas e quais versões de idiomas,
deve conter a página electrónica; período de actualização das páginas; segurança da webpage
em se tratando a prevenção de manipulação por terceiros; contactos da empresa, mensagens
de aviso quando da identificação de erros de informação; e, o mais importante, quais padrões
de softwares informáticos deveriam ser utilizados, com vista a facilitar a utilização, análise,
tratamento e impressão da informação apresentada.
5 5. .6 6 P PE ER RI IO OD DI IC CI ID DA AD DE E D DA AS S I IN NF FO OR RM MA AÇ ÇÕ ÕE ES S
Característica integrante e principal para o desenvolvimento de qualquer mercado
financeiro no mundo, os períodos obrigatórios para o relato financeiro, ainda têm gerado
inúmeros debates e discussões nos meios académicos, profissionais e empresariais. Há muitos
anos, que as Demonstrações Financeiras anuais (coincidentes com o ano civil, na maioria das
empresas) constituem o principal motor de informações financeiras da entidade para os
utentes e utilizadores daquelas. Contudo, a necessidade de transparência e maior fiabilidade
das mesmas, trouxe à tona, a necessidade de informações financeiras por períodos
intermédios, ou como são comummente conhecidas nos meios próprios, informações
financeiras intercalares.
Apesar de já ser obrigatório em inúmeros mercados de valores mobiliários, foi
somente a partir de 1982 com a publicação da directiva 82/121/CEE, que tratava das
informações periódicas a serem publicadas pelas sociedades cujas acções se encontravam
admitidas à cotação oficial, que a comunidade internacional demonstrou a preocupação por
119
este assunto. Entretanto, apenas com a publicação da IAS 34
39
(Relato Financeiro Intercalar),
em 1998, seguindo a estratégia de harmonização contabilística, é que este tema ganhou a
relevância conceptual e normativa que merece.
Mas o que são Demonstrações Financeiras Intercalares? Segundo o item n.º 2 da
introdução da referida NIC 34, “um relatório financeiro intercalar é um relatório financeiro
que contém quer um conjunto completo quer um conjunto condensado de demonstrações
financeiras relativas a um período mais curto do que um ano financeiro completo de uma
empresa”. É de salientar, que esta norma, não regulamenta quais, quando e como as empresas
devem publicar relatórios financeiros intercalares, esta função cabe aos governos nacionais
dos Estados-Membros, aos reguladores de valores mobiliários, às bolsas de valores e às
organizações contabilísticas. Aquele normativo aplica-se às empresas, às quais sejam exigidas
a publicação de relatórios financeiros intercalares de acordo com as Normas Internacionais de
Contabilidade.
Em 2001, foi elaborado e publicado pela CE, de um documento de consulta
encaminhado com o intuito de modernizar a Directiva 82/121/CEE sobre divulgação de
informação periódica. Em dito documento, se propõe entre outras, exigir às empresas cotadas
que publiquem estados financeiros trimestrais, de acordo com os requisitos estabelecidos na
NIC 34, que sua divulgação e registo se realize em formato electrónico e num prazo máximo
de sessenta dias a contar desde a data de fechamento de cada trimestre, bem como requerer
aos auditores que realizem um relatório limitado dos estados financeiros trimestrais.
Seguindo a orientação comunitária, e as práticas dos principais mercados de valores
mobiliários do mundo, a CMVM também veio normalizar a exigência das companhias
cotadas de divulgar as suas informações financeiras em períodos intermediários além das
exigidas pelo POC após o exercício social da empresa. Tais informações encontram-se
normalizadas pelo art. n.º 245º (relatórios e contas anuais) e pelo art. n.º 246 (informação
semestral) do CVM. No art. 245º, este normativo exige a publicação do relatório de gestão, as
contas anuais, a certificação legal das contas (vide tópico 5.7), e demais documentos de
prestação de contas exigidos por lei, no mais tardar até 30 dias após a aprovação das contas
pela assembleia dos accionistas. No art. n.º 246º o Código do Valores Mobiliários exige que
39
A IAS 34 foi publicada em Fevereiro de 1998, mas com data de entrada em vigor somente a partir de 1º de
Janeiro de 1999.
120
até três meses após o término do 1º semestre do exercício, os emitentes de acções admitidas à
negociação devem publicar IF relativas à actividade e resultados daquele semestre que
contenha pelo menos os seguintes elementos: O montante líquido do volume de negócios; o
resultado antes ou após dedução de impostos; o texto integral do relatório de auditor registado
na CMVM.
É de salientar, que apesar dos relatórios semestrais serem de confecção obrigatória, os
relatórios trimestrais, são considerados pela própria entidade bolsista portuguesa e pala
CMVM, como sendo a aplicação de “boas práticas”, apesar de já se encontrar exigido pelo
art. n.º 10 do Regulamento 04/2004, e da circular de 15/04/2005 da CMVM. À nível
comunitário, segundo o § 3º do art.. n.º 6 da directiva 2004/109/CE, “até 20 de Janeiro de
2010, a Comissão apresentará ao Parlamento Europeu e ao Conselho um relatório sobre a
transparência dos relatórios financeiros trimestrais e declarações pelo órgão de gestão dos
emitentes, para analisar se as informações prestadas vão ao encontro do objectivo de permitir
aos investidores avaliarem, com conhecimento de causa, a posição financeira do emitente.
O Regulamento I da Euronext Lisbon, no seu item 7202/1, expõe que o emitente
deverá tornar público o seu relatório e contas anuais, incluindo as suas contas
anuais/semestrais consolidadas devidamente auditadas, num prazo de 3 meses após o termo
do correspondente exercício. No seu item 7203/01 para as contas semestrais, a
obrigatoriedade de publicação também se dá para um prazo máximo de 3 meses, após o
encerramento do 1º semestre do ano. Se tratando do conteúdo das informações intercalares, a
Instrução 7- 01 daquela entidade, é muito mais completa e abrangente. As IF intercalares,
segundo os arts. n.º 1 e n.º 2 da referida instrução, devem conter os seguintes elementos
mínimos:
a) Um balanço condensado do fim do trimestre corrente (ou do fim dos primeiros
seis meses do exercício, no caso dos relatórios semestrais) e um balanço
comparativo do fim do ano financeiro imediatamente precedente;
b) Demonstrações dos resultados condensadas do trimestre corrente e
cumulativamente para o ano financeiro corrente desde o início até à data, bem
como as demonstrações dos resultados condensadas comparativas para os períodos
intercalares comparáveis (trimestre corrente e desde o início do ano financeiro
corrente até à data) do exercício precedente ou uma demonstração dos resultados
121
condensada dos primeiros seis meses do exercício, comparativa com o mesmo
período intercalar precedente, quando o Emitente tenha decidido não dar
cumprimento às boas práticas referidas na regra 7205 do Regulamento I – Regras
do Mercado Harmonizadas (publicação de relatórios trimestrais);
c) Uma demonstração condensada que mostre alterações no capital próprio
cumulativamente para o ano financeiro corrente desde o início até à data, bem
como uma demonstração condensada comparativa para o período comparável
desde o início do ano até à data, do ano financeiro imediatamente precedente;
d) Uma demonstração dos fluxos de caixa cumulativamente para o ano financeiro
corrente até à data, com uma demonstração comparativa para o período
comparável desde o início do ano até à data, do ano financeiro imediatamente
precedente;
e) Notas explicativas seleccionadas.
Deve constar ainda das peças contábeis publicadas semestralmente, o relatório de
gestão intercalar condensado, o qual deve incluir informações sobre alterações verificadas
durante o período intercalar e após termo dos seis primeiros meses do exercício ou do
trimestre em curso no que respeita à administração, aos auditores, às actividades e linhas de
negócio principais do emitente; informações sobre a situação financeira do emitente, a sua
evolução e os resultados das operações no período a que respeitam, entre outros. Essas
exigências seguem de perto as orientações fornecidas pelo art. n.º 8 da NIC 34.
Podemos afirmar ainda, baseando-se na IAS 34, que na elaboração das demonstrações
financeiras intercalares, devem ser aplicadas as mesmas políticas contabilísticas que as
aplicadas na elaboração das contas anuais (art. n.º 28), se estas informações seguirem os
preceitos desta norma internacional, tal facto deve ser divulgado nas mesmas (art. n.º 19), e
deve-se sempre se avaliar a questão da materialidade, em relação aos dados financeiros do
período em questão, quando se trata de reconhecer, mensurar, classificar ou divulgar qualquer
item para finalidades de IF intercalares (art. n.º 23).
Segundo o Libro Blanco (2002, p. 218), “aplicar em todos seus extremos a NIC 34 à
informação trimestral melhoraria a transparência do mercado, mas implicaria um custo
adicional para as empresas cotadas, que estariam obrigadas a apresentar estados financeiros
intermédios completos quatro vezes ao ano, e poderia constituir um desincentivo para as
122
empresas interessadas em solicitar a admissão a negociação de seus valores. Uma possível
solução ao problema seria eliminar a obrigação de publicar a informação trimestral. Esta
alternativa, apesar de compatível com a Directiva 82/121/CEE”, se tornaria inviável pois vai
de encontro com as propostas de reformas que estão impulsionando a CE actualmente.”
Salienta-se ainda, que a informação semestral das empresas cotadas deve conter todos
os estados financeiros previstos na IAS 34, bem como os anexos de informação que sejam
precisos para facilitar a compreensão dos dados publicados. Quando as empresas cotadas
publiquem informação trimestral suplementar, que incorpore os estados financeiros principais
(balanço, conta de resultados, estado de fluxos de caixa, estado de mudanças do património),
tais estados devem ajustar-se aos requisitos estabelecidos na referida norma internacional de
contabilidade. A CMVM disponibiliza em seu website um modelo de DF trimestrais a serem
apresentados pelas empresas cotadas na Euronext Lisbon, cujo exemplo é transcrito na íntegra
no ANEXO V.
5.7 AUDITORIA DAS CONTAS
Apesar da auditoria de contas, consoante denominada apenas auditoria
40
, existir desde
a época do império romano, foi na Inglaterra do século XIX, como consequência da evolução
industrial vivida nos anos anteriores, que ela adquiriu as características modernas que hoje
possui (Costa, 2000, p.52). Foi nesse país também, que no ano de 1900, se tornou obrigatório
o processo de auditoria para as DF disponibilizadas pelas sociedades anónimas para os seus
accionistas. Mas o que é auditoria? Segundo Franco e Marra (2000, p.24), auditoria “é a
técnica que consiste no exame de documentos, livros e registros [sic], inspeções [sic],
obtenção de informações e confirmações independentes e internas, obedecendo a normas
apropriadas de procedimentos, objetivando [sic] verificar se as demonstrações contábeis
representam adequadamente a situação nelas demonstrada, de acordo com os princípios
fundamentais e normas de contabilidade de maneira uniforme”.
Após o efectivo exame das contas de uma empresa ou entidade, cabe ao
revisor/auditor elaborar um documento, no qual emite uma opinião profissional e
independente acerca da veracidade sobre aquelas demonstrações financeiras. Este documento
40
Em Portugal utiliza-se os termos revisão oficial de contas, e Revisor Oficial de Contas (ROC), para auditoria e
auditor respectivamente.
123
é conhecido em Portugal como Certificação Legal das Contas (CLC), cuja obrigatoriedade
passou a vigorar somente no ano de 1983 (Costa, 2000, pp. 568 a 571). É de salientar, que
actualmente as práticas de auditoria em vigor no Estado Português, obedecem às premissas
contidas nas Normas Técnicas de Revisão/Auditoria, emitidas pela Ordem dos Revisores
Oficiais de Contas (OROC). Estas normas técnicas são suplementadas e desenvolvidas através
de Directrizes de Revisão/Auditoria (DRA), emitidas por aquele órgão. Supletivamente, são
aplicáveis as normas e recomendações de auditoria, emitidas pela Internacional Federation of
Accountants (IFAC), através das International Standard on Auditing (ISA).
Segundo Costa (2000. pp. 573 à 593), contemporaneamente existem cinco modelos de
CLC em vigor no Estado Português. São eles:
a) CLC com opinião sem reservas – dá-se quando as demonstrações financeiras não
merecem qualquer reparo ao revisor/auditor, sendo de opinião do profissional que
as DF apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos
materialmente relevantes, a posição financeira, o resultado das operações e os
fluxos de caixa da entidade, no período a que elas respeitam;
b) CLC com opinião sem reservas mas com ênfases – origina-se em todas as
situações em que o revisor/auditor pondere existir incertezas que considere
fundamentais, tais como, acontecimentos materialmente relevantes após a data das
DF, e eventual inexistência ou ineficácia do sistema de controlo interno e de
informação da gestão;
c) CLC com opinião com reservas – decorre devido a situações nas quais o
auditor/revisor não pode declarar que as DF no seu todo, apresentam de forma
verdadeira e apropriada a posição financeira, o resultado das operações e dos
fluxos de caixa da entidade, porque as mesmas encontram-se afectadas por
situações cujos efeitos são materialmente relevantes. Pode ser por limitação,
quando existem limitações do âmbito da auditoria, cujo efeito tem, ou pode vir a
ter (na opinião do profissional) importância significativa nas IF proporcionadas,
e/ou por desacordo, quando existem incertezas fundamentais, distorções
materialmente relevantes, derrogação dos princípios contabilísticos e alteração das
políticas contabilísticas, entre outros, cujas divulgações ou justificações não se
encontram devidamente inseridas nas DF;
124
d) CLC com escusa de opinião – dá-se quando os eventuais efeitos das limitações de
âmbito sejam tão significativos e profundos, o qual exerce uma influência
significativa na possibilidade de obtenção de provas apropriadas e suficientes, e
leva a que o profissional de revisão/auditoria não se considere apto a expressar
uma opinião acerca das demonstrações financeiras no seu todo;
e) CLC com opinião adversa – situação extrema, derivada de situações em que os
efeitos do desacordo são tão significativos e intensos, afectando de tal modo as
DF, e consequentemente induzindo ao erro os utentes daquelas informações, o que
leva o profissional a emitir uma opinião adversa.
Em situações excepcionais, onde não existam matérias suficientes para apreciação
pelo auditor/revisor, o mesmo pode substituir a certificação legal das contas por uma
declaração de impossibilidade de CLC.
O crash da New York Stock Echange, maior bolsa norte-americana e mundial em
volume de negócios, em 1929, consolidou a necessidade de controlo, e fiabilidade das
informações financeiras disponibilizadas pelas empresas cotadas, tornando visível a
fragilidade do sistema. Com a “recente” quebra de grandes empresas multinacionais, cujas
complexas estruturas corporativas dificultam o trabalho de auditoria das contas pelos métodos
convencionais, possibilitando o ocultamento de informações e modificação dos resultados
(Chamero, 2001) como a Enron e a WorldCom nos USA, a Shell Oil no Reino Unido, e a
Parmalat na Itália
41
, foram colocadas em juízo toda a indústria das auditorias contabilísticas.
Desta forma, as empresas e associações de profissionais de auditoria, se comprometeram em
encontrar novos métodos de trabalho, que possam medir de forma eficaz o funcionamento de
megas companhias como as referenciadas acima (idem, ibidem).
Por outro lado, os órgãos normalizadores da maior parte dos mercados regulamentados
do mundo, resolveram pressionar estas mesmas associações e empresas de profissionais de
auditoria, emitindo regulamentos e normas mais rígidas e inflexíveis. Uma das maneiras
encontradas pelos órgãos nacionais e internacionais, para garantir a equidade, idoneidade e
41
A quebra da empresa italiana Parmalat S.A. trouxe como consequência directa o fechamento de uma das
maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo, a Artur Andersen, que fazia parte do selecto grupo
conhecido como big-six (seis maiores empresas de auditoria do mundo), hoje denominado big-five. Tal
encerramento deveu-se ao facto, de terem existido durante anos seguidos, fraudes e manipulação das contas da
empresa, acontecimento este encoberto pelos auditores da Artur Andersen, responsáveis pelo processo de
auditoria do grupo.
125
fiabilidade do trabalho desenvolvido pelos auditores, foi a responsabilização solidária dos
mesmos, com os accionistas e credores da organização, por eventuais danos causados a
empresa, devido a condutas culposas daqueles (art. n.º 82º do CSC, e art. n.º 10º do CVM).
Aquém do art. n.º 82º, o CSC regulamenta a obrigatoriedade da certificação legal de contas, e
as características principais daquela, consoante o modelo de administração e fiscalidade
adoptado pela empresa (conforme visto no tópico 4.2.4) através dos arts. n.º 262ª
42
, n.º 262ª -
A, n.º 420ª a 423º, e n.º 451º À 453º.
Inúmeros outros normativos de cariz nacional e/ou internacional solidificam a
exigência de uma revisão oficial das contas anuais. Entre eles podemos citar, a 4ª e a 7ª
directivas (através dos seus arts. n.º 51º e 51º-A, e n.º 37º respectivamente), a directiva
2004/109/CE, que através do seu art. n.º 4º, § 2º torna obrigatório que as DF anuais sejam
auditadas, e do § 4º do mesmo artigo, o qual exige que o relatório de auditoria, assinado pelo
(s) responsável (eis), deve ser divulgado na íntegra como peça integrante daquelas IF; e os §
1º do art. n.º 8º, e § 1º do art. n.º 245º da CVM, os quais obrigam o registo prévio na CMVM,
do ROC ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas (SROC), que irão emitir o parecer
acerca das contas.
Em se tratando de DF semestrais, a citada directiva 2004/109/CE, no seu § 5 do art.
n.º 5º, nos diz que se aquela IF tiver sido auditada, ou objecto de parecer, o relatório deve ser
reproduzido na íntegra, caso aquela informação não tenha sido auditada, ou objecto de parecer
por auditor, o emitente deve fazer uma declaração nesse sentido no seu relatório. A Circular
CMVM de 18/07/2005 no seu item n.º 2, expõe que caso seja realizada uma revisão limitada,
esta tecnicamente não é considerada como sendo uma auditoria. Entretanto, “as sociedades
podem optar por acordar com os auditores no sentido do seu trabalho poder ser desenvolvido
por forma a que seja proporcionada uma segurança aceitável e a opinião do auditor seja
expressa de forma positiva. Nesse sentido, as sociedades poderão apresentar a informação
semestral tecnicamente auditada, fazendo acompanhar a mesma com um Relatório de
Auditoria, na sua acepção técnica. (…) por forma a que não ocorram incongruências e com
vista a evitar falsas expectativas nos utilizadores da informação financeira semestral, que o
Relatório elaborado pelo auditor que seja baseado numa segurança moderada e no qual a
42
Faz-se mister relembrar, que as Sociedades empresariais que não ultrapassem 2 dos três limites do art. n.º 262º
do CSC durante dois anos consecutivos, ou possuam conselho fiscal, não são obrigadas a ter uma certificação
legal de suas contas. Contudo, quando se trata de sociedades com títulos cotados em mercado regulamentado,
esta premissa não é aplicada, sendo efectiva a obrigatoriedade de revisão das contas por profissional habilitado.
126
opinião seja expressa de forma negativa seja designado Relatório de Revisão Limitada
Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral (…). No caso de
ser acordado com o auditor uma full audit, proporcionando o seu trabalho uma segurança
aceitável cuja opinião seja expressa de forma positiva, o relatório deve intitular-se Relatório
de Auditoria sobre a Informação Semestral Elaborado por Auditor Registado na CMVM”. As
afirmações acima estão em consonância com o item 2 do regulamento CMVM n.º 4/2004.
Também nas DF semestrais, existe a obrigatoriedade do revisor, ou sociedade de revisores,
estar registado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (art. n.º 246º do CVM).
Acerca das Demonstrações Financeiras trimestrais, não existe ainda por parte dos
órgãos reguladores nacionais ou internacionais, nenhuma obrigação das mesmas serem
auditadas, devendo todavia, ser assinada pelas pessoas que possuem a responsabilidade pela
elaboração e publicação daquelas.
CAPÍTULO 6
INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA
128
6. INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA
43
6.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
Antes de iniciarmos a explanação acerca da parte prática deste trabalho académico, é
salutar relembrarmos um conceito básico e deveras indispensável para o entendimento do
mesmo: o conceito de pesquisa/investigação científica. Gil (1991, p.19), afirma que pesquisa
é um “ (…) procedimento racional e sistemático que tem como objectivo proporcionar
respostas aos problemas que são propostos”. Cervo e Bervian (1996, p.44) explanam que a
pesquisa “ (...) é uma actividade voltada para a solução de problemas, através do emprego de
processos científicos”. Fortin (1999, p.17) apesar de ser mais rigorosa em sua conceituação,
comunga das mesmas ideias apresentadas anteriormente, quando declara que na sua definição
“a investigação científica é em primeiro lugar um processo, um processo sistemático que
permite examinar fenómenos com vista a obter respostas para questões precisas que merecem
uma investigação. Este processo comporta certas características inegáveis, entre outras: ele é
sistemático e rigoroso e leva à aquisição de novos conhecimentos.”
Convém ressaltar, que para Minayo (1993, p.23 in Fernandes, Gomes) a investigação é
“uma actividade de aproximação sucessiva da realidade que nunca se esgota, fazendo uma
combinação particular entre teoria e dados”. Desta maneira, ainda baseando-se no pensamento
do referido autor, podemos afirmar que a investigação científica é uma constante e
permanente busca de certezas, onde não existem verdades absolutas, uma vez que as
descobertas são incessantemente renovadas.
Por ser um processo, a pesquisa é comummente realizada através de etapas (vide figura
6.1). Fortin (1999, p. 38) classifica em três fases principais o processo de investigação.
Primeiro, a fase conceptual (já visto no Cap. 1 deste estudo), geralmente iniciada com a
definição e formulação de um problema ou indagação, e a consequente escolha dos
procedimentos científicos adequados
44
a serem adoptados, a revisão da literatura pertinente, e
43
Convém salientar, que todas as tabelas e gráficos constantes deste capítulo foram elaboradas e desenvolvidas
pelo autor deste estudo, razão pela qual, não são informadas as “fontes de consulta” após a exposição de cada
uma delas.
44 Kerlinger (1980, p. 33 in Fernandes, Gomes) contraria em parte este enfoque, pois afirma que nem todo
problema é possível de ser resolvido através da utilização de procedimentos científicos. Os problemas de
engenharia (que se referem a como fazer algo de maneira eficiente) e problemas de valor (questões que indagam
se uma coisa é boa ou má, desejável ou indesejável, certa ou errada, melhor ou pior, etc.) não podem ser
129
a determinação e enunciação dos objectivos (principais e secundários) e das hipóteses.
Segundo, a fase metodológica, onde são definidas entre outras, a população alvo e a amostra a
serem investigadas e a escolha dos métodos de colheita e de análise dos dados. E por fim, a
fase empírica onde os dados são colhidos, analisados, interpretados e por fim comunicados.
6.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA SELECCIONADA
Enquanto o universo ou população, é composto por todos os elementos (animados ou
inanimados) que possuem determinadas características comuns que os identificam dentro de
uma mesma categoria, a amostra nada mais é, do que uma parte/parcela convenientemente
seleccionada dentro daquele universo. Nesse sentido, podemos definir população-alvo como
sendo “ (…) uma população particular que é submetida a um estudo… é constituída pelos
elementos que satisfazem os critérios de selecção definidos antecipadamente e para os quais o
investigador deseja fazer generalizações (Fortin, 1999, p.202)”, e amostragem como “ (...) o
procedimento pelo qual um grupo de pessoas ou subconjunto de uma população é escolhido
com vista a obter informações relacionadas com um fenómeno, e de tal que a população
inteira que nos interessa esteja representada. (Fortin, idem, ibidem)”
Conforme exposto no capítulo introdutório deste trabalho científico, era nossa
intenção quantificar a opinião acerca da qualidade/quantidade das DF’s intercalares nos
seguintes grupos de utentes: Revisores ou Sociedades de Revisores Oficiais de Contas
(ROC/SROC), inscritos na CMVM a nível nacional; Técnicos Oficiais de Contas (TOC),
inscritos na câmara a nível nacional; Professores de Contabilidade e Auditoria de 4
conceituadas instituições de ensino nacional: a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), o
Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL), o Instituto Superior
de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e o Instituto Superior de Economia e Gestão
(ISEG); e, Correctores/Intermediários Financeiros ou Sociedades de
Correctores/Intermediários Financeiros inscritos na CMVM, que operem a nível nacional.
considerados como problemas científicos. O autor justifica-se afirmando que "a pesquisa científica não pode dar
respostas a questões de engenharia e de valor porque sua correcção ou incorrecção não é passível de verificação
empírica".
130
Figura 6.1 – Etapas realizadas para a conclusão da investigação empírica deste trabalho científico
Fonte: Elaboração própria
Não
FASE CONCEPTUAL
Definição de objectivos
Definição da problemática
Definição das hipóteses
Escolha dos mét. científicos
Sim
FASE METODOLÓGICA
Definição da população-alvo
Não
Sim
Pop. Alvo
satisfaz crit. de
selecção?
Escolha mét. colheita de dados
Envio do quest. de pré-teste Rectificação de Modelo
Definição da amostra
Envio de questionários
Sim
FASE EMPÍRICA
Sim
Tabulação dos questionários /
Análise estatística da cotação
das acções nos últimos 6 anos
Interpretação dos Resultados
A amostra é
representativa?
Não
Modelo Final
do question.
aprovado?
Respostas
obtidas são
suficientes?
Não
Não
Sim
A divulgação de DF
intercalares traz
benefícios para a
organização?
Não rejeição de hipótese H0 Rejeição de hipótese H0
Existe uma influência
significativa entre a
publicação de DF
intercalares e o valor
de cotação da acção?
Não
Sim
Não rejeição de hipótese H0 Rejeição de hipótese H0
Publicação dos Resultados
131
Infelizmente, em relação aos dois primeiros subgrupos de utentes anteriormente
apresentados e, devido a uma completa falta de boa-vontade e cooperação por parte da
Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC) e da Ordem dos Revisores Oficiais de
Contas (OROC), no sentido de disponibilizar o acesso aos dados mínimos necessários para
envio do instrumento de pesquisa escolhido (leia-se nome, endereço e endereço electrónico
dos associados), utilizou-se como parâmetro, as informações constantes no website da
Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e no website das páginas amarelas
45
,
verificando-se desta maneira, um universo de 218 ROC/SROC (algarismo obtido através da
soma dos (48) registos disponibilizados pela CMVM, com os (170
46
) cadastros existentes nas
páginas amarelas de todo o país) e 351 TOC.
Em relação aos restantes subgrupos de utentes, foram desenvolvidas acções junto da
CMVM, da Euronext Lisbon e das 4 Instituições de Ensino Superior em estudo, no sentido de
obtenção dos bancos de dados actualizados. Como resposta, obteve-se as seguintes
informações: uma lista constituída por 114 instituições autorizadas a exercer a função de
intermediários financeiros; e, uma lista composta por 209 nomes de docentes que leccionam
disciplinas ligadas as áreas de contabilidade/auditoria. Deste conjunto, foram
disponibilizados 5 nomes pelo Departamento de Gestão da UAL, 53 registos pelo
Departamento Científico do ISCAL e 94 e 57 cadastros pelos websites do ISEG e do ISCTE
respectivamente. Estes dados encontram-se resumidos no quadro 6.1.
QUADRO 6.1 – COMPOSIÇÃO INICIAL DO UNIVERSO DA PESQUISA EMPÍRICA
UTENTES QTD % DO TOTAL
Correctores/Intermediários ou Sociedades de
Intermediários Financeiros
114 12,78%
Docentes de Contabilidade/Auditoria 209 23,43%
Revisores/Sociedades de Revisores Oficiais de
Contas
218 24,44%
Técnicos Oficiais de Contas 351 39,35%
TOTAL 892 100%
45
As páginas amarelas, são um conhecido serviço disponibilizado pelas empresas fabricantes de listas
telefónicas, cujo objectivo principal é facilitar a integração entre oferta e demanda de diferentes produtos e/ou
serviços. Esse objectivo é alcançado através da publicação de informações diversas (como nome, endereço,
telefone, tipo de actividade, razão social, entre outros) dos fabricantes de bens/produtos ou prestadores de
serviços. Salienta-se entretanto, que este serviço não é gratuito, uma vez, que para ter o cadastro activo nas
páginas amarelas, se torna necessário o pagamento de uma cota anual.
46
Ressalta-se, que este número precisou ser actualizado, visto que, existiam 29 registos repetidos e 37 cadastros
que já integravam a lista disponibilizada pela CMVM.
132
Deve-se ressaltar entretanto, que apesar do universo delimitado inicialmente ser
composto por 892 integrantes, a população-alvo final possui um número inferior de
elementos. Tal facto deve-se às discrepâncias existentes entre as informações disponíveis nas
páginas electrónicas das Universidades na Internet, e a característica essencial delimitadora
daquela subclasse de utentes: leccionar disciplinas ligadas às áreas de contabilidade/auditoria.
Como nos websites das Instituições de ensino não existem filtros específicos para as áreas
desejadas, mas somente para cursos e/ou departamentos, deparou-se com uma população real
de docentes superior à população pretendida.
No sentido de rectificar esta situação, foram realizadas intervenções perante os
mesmos, com o sentido de eliminar estas distorções. Após a realização dos contactos, 2
professores do ISCAL, 20 do ISEG e 9 do ISCTE responderam que o tema da investigação
não se relacionava com a área de docência e/ou pesquisa. Desta forma, o universo-alvo
pretendido ficou com a composição constante no quadro 6.2.
QUADRO 6.2 – COMPOSIÇÃO FINAL DA POPULAÇÃO-ALVO DA PESQUISA EMPÍRICA
UTENTES QTD % DO TOTAL
Correctores/Intermediários ou Sociedades de
Intermediários Financeiros
114 13,24%
Docentes de Contabilidade/Auditoria 178 20,67%
Revisores/Sociedades de Revisores Oficiais de
Contas
218 25,32%
Técnicos Oficiais de Contas 351 40,77%
TOTAL 861 100%
6.2.1 REPRESENTATIVIDADE DA AMOSTRA
Na definição do tamanho da amostra deve-se levar em consideração tanto a
confiabilidade dos resultados como a viabilidade do estudo. Quanto maior o tamanho da
amostra, maior será o grau de confiabilidade e segurança dos resultados obtidos, sendo
também maior, o tempo necessário de análise e os custos incorridos. De acordo com Zinder
(2006), o cálculo do tamanho da amostra depende de uma série de factores: do objectivo da
pesquisa (estimativa ou teste de hipótese), do tipo de variável a ser estudada (quantitativa,
ordinal, correlacional ou nominal) além do tipo de população (finita ou infinita).
133
Fortin (1999, p. 203) diz nos que “uma amostra é dita representativa se as suas
características se assemelham o mais possível da população alvo.” Nunes (2006)
complementa esta afirmação quando afirma que “o tamanho da amostra não determina se ela
é de boa ou má qualidade, mais importante do que o seu tamanho é a sua representatividade,
ou seja, o seu grau de similaridade com a população em estudo.”
Quando se ponderou a representatividade desta pesquisa, o principal factor levado em
consideração, foi a possibilidade de incidência de erros, amostrais (que são os erros que
ocorrem em função do número de elementos da amostra e do processo de selecção desses
elementos) e não amostrais (que são os erros cometidos durante o processo de pesquisa, e que
não sejam oriundos do tamanho e do processo de selecção da amostra). Para o caso dos erros
amostrais, Nunes (2006) aconselha a utilização de intervalos de confiança, os quais
estabelecem limites em torno das estimativas obtidas. Em relação aos erros não amostrais, a
autora afirma que os mesmos não são mensuráveis, tendendo a crescer à medida que aumenta
o tamanho da amostra.
Neste sentido, trabalhou-se com um nível de confiança de 95%, o que corresponde a
um desvio-padrão de 1,96 (o
47
). Considerou-se ainda, na determinação do tamanho da
amostra, uma percentagem máxima de erro permitido (E
48
) no total de 5%, e uma
percentagem com o qual o fenómeno se verifica (p
49
) de 50%.
Assim, podemos demonstrar graficamente da seguinte maneira, a fórmula matemática
utilizada para determinação do tamanho da amostra nesta pesquisa científica (Zinder, 2006):
| ) q p N E
N q p
· · + ·
· · ·
=
2 2
2
n
o
o
=
) 5 , 0 5 , 0 96 , 1 ( ) 05 , 0 (
) 5 , 0 5 , 0 96 , 1 (
n
2 2
2
· · + ·
· · ·
=
N
N
Onde:
n = tamanho da amostra
47
O nível de confiança estabelecido, é aquele em que indicará os desvios-padrão em relação à sua média. Isso
significa dizer que, se 100 amostras forem retiradas da população em estudo, em 95 delas os resultados ficariam
dentro do intervalo de confiança (Nunes, 2006).
48
Percentagem máxima de erro esperado, que nada mais é do que os erros de medição. Esta percentagem
diminui à medida que o tamanho da amostra aumenta.
49
Estimação prévia da percentagem com que se verifica um fenómeno dentro da amostra estudada.
134
o
2
= nível de confiança/confiabilidade = (95%)
p = proporção (da característica pesquisada)/de interesse = 50%
q = proporção complementar = 100 – p = 50%
N = tamanho da população
E
2
= erro de estimação permitido/margem de erro = (5%)
Desta maneira, com uma população composta por 861 elementos, como apresentado
no quadro 6.2, determinou-se uma amostra de 266 elementos. O método de amostragem
utilizado, foi o método não-probabilístico de amostragem por quotas, que segundo Fortin
(1999, p. 209) “consiste em formar estratos da população na base de certas características e
proceder de maneira que estas estejam representadas em proporções semelhantes às que
existem na população”. Santos (2006) diz nos, que por questões diversas, muitas vezes é
impossível se conseguir utilizar as técnicas de amostragem probabilística, entretanto, o bom-
senso irá indicar quando o processo de amostragem, mesmo que não sendo probabilístico,
pode ser empregue, para efeitos práticos, como tal. De acordo com Nunes (2006) “a principal
vantagem da amostra por quotas é a economia que se faz de tempo e de dinheiro”. O referido
autor afirma ainda, que em diversos países são utilizadas amostras por quotas em pesquisas
eleitorais, e que nessas situações, aquele método aproxima-se mais das dos resultados finais,
do que as amostras probabilísticas.
A principal característica levada em consideração, quando da selecção dos
elementos que compunham a amostra, para a separação em estratos, foi a existência de
um endereço electrónico (e-mail) válido
50
. Somente os componentes do universo que
possuíssem um endereço de e-mail activo, ou, no caso das SROC cadastradas na CMVM,
possuíssem residência na área da Grande Lisboa, foram considerados para efeito da amostra.
Visto que os custos operacionais para o envio de mensagens electrónicas são praticamente
fixos, e com o intuito de reduzir ao mínimo a possibilidade de existência de erros, aumentou-
se o tamanho da amostra para 479 questionários enviados (vide ANEXO II) conforme mostra
o quadro 6.3. Convém referir, que no subgrupo dos Intermediários Financeiros e no subgrupo
dos Docentes, foram enviados questionários (via Internet) para a quase totalidade do universo
- 84,21% e 84,27% respectivamente. Tal situação decorreu do facto de que a ampla maioria
50
Considerou-se como endereço electrónico válido, aquele, que após o envio do instrumento de pesquisa não
retornou nenhum tipo de mensagem de erro para o e-mail emitente.
135
dos integrantes destes subgrupos, satisfizeram a exigência mínima, citada anteriormente, para
pertencer a amostra.
Como o número de respostas ao questionário foi de 128, o que representa um
percentual de 26,72% dos questionários enviados, e outro de 48,12% da amostra exigida, a
mesma pode ser considerada estatisticamente válida e representativa da população-alvo.
6.3 TÉCNICA DE RECOLHA DE DADOS
É de consenso entre grande parte da comunidade académica, que a etapa de colecta de
dados é fundamental para o desenvolvimento e sucesso de uma pesquisa científica. Segundo
Gil (1991) esta recolha de dados dá-se através de técnicas específicas, de interrogação, que
possuem como objectivo primordial possibilitar a obtenção de informações a partir do ponto
de vista dos pesquisados (universo ou amostra seleccionada).
Conforme citado no decorrer deste estudo científico, a técnica de recolha de dados
escolhida foi o questionário (Vide ANEXO I), que segundo Gil (1991, p. 124) nada mais é do
que uma “ (...) técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de
questões apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo [sic] o conhecimento de
opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas etc”.
Os principais motivos que levaram a escolha do questionário como instrumento de
medida, foram: é menos dispendioso; pode ser enviado por correio, e-mail, ou ser entregue
pessoalmente; pode ser utilizado simultaneamente junto de um grande número de pessoas
QUADRO 6.3 – AMOSTRA DA PESQUISA EMPÍRICA
UTENTES
POP.
ALVO
ENVIADOS RESPONDIDOS %RELATIVO % DO TOTAL
Int. Financeiros 114 96 16 16,67% 12,50 %
Docentes 178 150 35 23,33% 27,34%
ROC/SROC 218 97 33 34,02% 25,78%
TOC 351 136 44 32,35% 34,3,8%
TOTAL 861 479 128 100%
136
dispersas por uma vasta região; garantem uma maior uniformidade e rigor na mensuração dos
dados e, por fim, ainda permite uma maior comparabilidade de opiniões, crenças ou atitudes
dos pesquisados (Zinder apud Goldenberg, 2006; Fortin, 1999, p. 254). A principal
desvantagem obtida com a utilização desta técnica, que também é referenciada pelos autores
anteriormente citados, foi a reduzida taxa de retorno e de respostas.
Faz-se mister referir, que houveram dois meios principais utilizados para colecta dos
dados e envio dos questionários. O primeiro e mais importante, responsável por mais de 90%
das respostas obtidas, foi o envio através de mensagens de correio electrónico, como citado no
ponto 6.2.1. O segundo, foi através de visitas pessoais às Sociedades de Revisores Oficiais de
Contas cadastradas na CMVM e com residência na área da Grande Lisboa.
Por fim, informa-se, que para todos os componentes da amostra seleccionada, foram
enviados questionários e efectuadas comunicações no sentido de obter respostas em diferentes
datas. Podemos apresentar da seguinte maneira estes dados:
- Revisores Oficiais de Contas – foram enviados questionários por e-mail no dia 05
e reenviados no dia 21 de Março de 2007. Foram ainda efectuadas visitas, para as
SROC previamente seleccionadas na listagem disponibilizada pela CMVM e
residentes na região da Grande Lisboa, nos dias 09 e 10 de Março de 2007, bem
como contactos telefónicos posterioris realizados na semana seguinte;
- Técnicos Oficiais de Contas – Foram enviados questionários no dia 25 de
Fevereiro e reencaminhados nos dias 05 e 21 de Março de 2007;
- Intermediários Financeiros – O instrumento de colecta de dados, foi encaminhado
para este subgrupo de utentes no dia 13 de Fevereiro e reencaminhado nos dias 22
de Fevereiro e 04 de Março de 2007; e
- Docentes – Configurou-se da seguinte maneira as datas de envio/reenvio dos
questionários neste subgrupo: UAL, enviados no dia 11 de Fevereiro e reenviados
nos dias 25 de Fevereiro e 05 de Março de 2007; ISCAL, enviados no dia 11 de
Fevereiro e reenviados nos dias 22 de Fevereiro e 04 de Março de 2007; ISEG e
ISCTE, primeiramente foram enviados na data de 20 de Fevereiro e
posteriormente reencaminhados em 04 de Março de 2007.
137
6.3.1 APRESENTAÇÃO DO QUESTIONÁRIO
6.3.1.1 PRÉ-TESTE
Fortin (1999, p. 253) nos diz que “o pré teste consiste no preenchimento do
questionário por uma pequena amostra que reflicta a diversidade da população visada… a fim
de verificar se as questões podem ser bem compreendidas”. A referida autora no diz ainda,
que esta etapa é deveras indispensável, pois permite corrigir/rectificar o questionário,
resolvendo problemas imprevistos de ordens diversas e mensurando a eficácia e pertinência
do mesmo (idem, ibidem).
Nesse sentido, com o intuito de se corrigir erros diversos, de ortografia, de redacção,
gramática, lay-out e compreensão das perguntas, metodologia adoptada entre outros, enviou-
se um modelo protótipo do questionário, para uma amostra reduzida de 10 pessoas, não
integrantes da amostra final. Estes indivíduos, foram escolhidos através de critérios
meramente subjectivos, e compunham-se exclusivamente de colegas do Mestrado e do
trabalho, cujas ocupações assemelham-se às profissões delimitadas para o estudo, ou seja
TOCs, ROCs e Intermediários Financeiros.
Um factor preponderante, que foi enfatizado para ser levado em consideração pelos
componentes desta resumida amostra, foi o tempo de preenchimento. Visto que, as pessoas
não “possuem muito tempo disponível” para actividades deste género, procurou-se optimizar
ao máximo possível o período de resposta. Após o recebimento dos questionários de pré-teste
e das respectivas sugestões, rectificou-se o modelo do mesmo, alterando, excluindo e/ou
acrescentando perguntas, chegando-se assim ao lay-out final do instrumento de colecta de
dados, cujo tempo médio de preenchimento oscilava entre os 10-15 minutos.
6.3.1.2 MODELO FINAL DO QUESTIONÁRIO
O modelo final adoptado de questionário, foi um modelo misto, composto por 20
questões, formadas por 7 perguntas fechadas (com a possibilidade de uma resposta apenas), 4
perguntas dicotómicas (cujas alternativas possuem valores opostos), 2 perguntas de múltipla
escolha (onde o entrevistado poderia escolher mais de uma opção) e 7 perguntas de gradação
de opinião, sendo a escala mais utilizada a que possui o intervalo de 1 (sem opinião) a 5
138
(muito importante), com os valores intermédios de 2 (sem importância), 3 (pouco importante)
e 4 (importante). Salienta-se, que na organização do questionário, utilizou-se ainda 4
perguntas que podem ser consideradas como sendo encadeadas/dependentes (onde a segunda
resposta depende da solução da primeira). Destas, 2 também se inseriam no subgrupo de
perguntas com gradação de opinião, 1 no subgrupo de perguntas fechadas e a última no
subgrupo de questões múltiplas.
Quanto a arrumação e estrutura do instrumento de colecta de dados, e baseando-se nos
problemas e objectivos propostos no capítulo introdutório deste trabalho, dividimos e
englobamos as questões em cinco grandes grupos distintos, que são:
1. Identificação parcial do inquirido – composto por 4 perguntas, que visavam um
melhor conhecimento subjectivo dos entrevistados. Neste grupo, procuramos
conhecer e estimar uma média de idade, de tempo de serviço na área e de
qualificação académica dos mesmos;
2. Avaliação da informação financeira – composto por 7 questões, este grupo visava
conhecer as opiniões e sentimentos dos inquiridos em relação à
qualidade/quantidade de Informações Financeiras disponibilizadas pelas empresas
cotadas na Euronext Lisbon;
3. Periodicidade das Demonstrações Financeiras – composto por apenas 1 questão
directa, este grupo tencionava reconhecer e mensurar os períodos de tempo
considerados como ideais para publicação de IFs, fazendo uma comparação com
os períodos de tempo exigidos pelas diversas legislações nacionais/internacionais
vigentes;
4. Qualidade/Quantidade das DF intercalares – sendo integrado por 4 questões, este
grupo possuía 3 objectivos distintos: planeava medir quais as características
qualitativas das IF eram consideradas prioritárias e mais relevantes na publicação
de DF intercalares; mensurar o grau de segurança mínimo aceitável pelos
entrevistados das DF trimestrais e, conhecer a composição ideal das DF
intercalares na opinião dos inquiridos; e
5. Importância das DF intercalares para as sociedades cotadas na Euronext Lisbon –
composto por 4 qgrupo de questões, este grupo tinha como objectivo principal
compreender e valorar, se a publicação de informações financeiras em períodos
intermédios, trariam como consequência benefícios directos/indirectos para a
139
organização e quais seriam eles. Possuía como objectivo secundário, perceber e
medir, a crença na boa-vontade apresentada pelas sociedades anónimas no que
tange a divulgação voluntária de informações financeiras e nos motivos que
levariam aquelas organizações a não publicar uma maior quantidade de IF do que
aquelas já exigidas por Lei.
6.3.2 RESULTADOS GERAIS DO QUESTIONÁRIO
Dos 476 questionários enviados, obtiveram-se 128 respostas, que corresponde a
48,12% da amostra seleccionada e 14,87% da população-alvo. Os dados estatísticos para os
subgrupos específicos de utentes, encontram-se no Anexo III.
6.3.2.1 IDENTIFICAÇÃO PARCIAL DO INQUIRIDO
Conforme dito anteriormente, a finalidade do 1º grupo de perguntas, era uma
caracterização subjectiva dos inquiridos. Esta caracterização visava considerar variáveis como
idade, tempo de serviço e qualificações académicas. Considerando as variáveis acima citadas,
podemos demonstrar da seguinte maneira os dados obtidos:
6.3.2.1.1 IDADE DOS INQUIRIDOS
Nem todos os inquiridos se sentiram à vontade para responder a esta questão. Dos 128
questionários recebidos, apenas 126 retornaram positivos para esta pergunta. A média
amostral calculada foi de 44,32 anos. Como este tipo de medida estatística é muito sensível
aos valores extremos encontrados na amostra, optou-se por também calcular a mediana, que
coincidentemente apresentou um valor quase similar ao da média, 45 anos. Por fim, os scores
que mais se apresentam na distribuição e que podem ser considerados como os valores
modais, foram o de 47 e 55 anos, que surgiram em 7 diferentes vezes cada um.
6.3.2.1.2 ANOS NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO
Procurou-se estimar nessa pergunta, os intervalos de anos no exercício da função de
cada um dos subgrupos. Os intervalos apresentados eram: 0 – 5 anos, 6 – 10, 11 – 15, 16 – 20
e mais de 21 anos. Os resultados obtidos, que podem melhor ser visualizados no gráfico 6.1,
140
demonstra que a maioria dos entrevistados, 32,81%, exercem a função há mais de 21 anos.
Este valor é seguido de perto pelas pessoas que trabalham entre os 11 e os 15 anos, 25,78%.
Por fim, aparece o intervalo de 0-5 anos com 17,97% das respostas e os intervalos de 6-10 e
16-20 anos com 11,72% cada um.
Fazendo-se uma análise por subgrupo de utentes, podemos chegar às seguintes
conclusões como demonstra o gráfico 6.2. Dos 32,81% de entrevistados que responderam
exercer a profissão há mais de 21 anos, 11,72%, 10,94% e 10,16% são TOC, ROC e Docentes
respectivamente. Percebe-se assim, a existência de uma simetria de respostas nestes
subgrupos.
32,81%
11,72%
17,97%
11,72%
25,78%
0-5 anos
6-10 anos
11-15 anos
16-20 anos
Mais de 21 anos
Gráfico 6.1 – Percentual geral de anos no exercício da função
Gráfico 6.2 – Percentual geral de anos no exercício da função por subgrupos de utentes
4,69%
3,13%
3,91%
0,78%
0,00%
3,13%
2,34%
7,81%
3,91%
10,16%
3,13%
2,34%
6,25%
3,13%
10,94%
7,03%
3,91%
7,81%
3,91%
11,72%
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
30,00%
35,00%
Intermediários Docentes ROC TOC
Mais de 21 Anos
16-20 Anos
11-15 Anos
6-10 Anos
0-5 Anos
141
Os 25,78% de respostas que aparecem no intervalo compreendido entre os 11-15 anos,
é composto por 7,81% de TOC, 6,29% de ROC, 7,81% de Docentes e 3,91% de
Intermediários Financeiros.
Por fim, por mera questão de curiosidade científica, podemos afirmar que a maior
parte dos profissionais pertencentes ao subgrupo de intermediação financeira, exercem a
profissão há menos de 5 anos; o que nos leva a concluir, a baixa média de idade destes
profissionais. Tal facto pode ser corroborado pela média amostral da idade dos mesmos, que
remonta aos 36 anos
51
. Se formos levar em consideração o valor da mediana geral, de 45
anos, como exposto anteriormente no ponto 6.3.2.1.1, apenas dois dos 16 respondentes deste
subgrupo se encontram acima deste valor.
6.3.2.1.3 NÍVEL DE ESCOLARIDADE INICIAL/ACTUAL
Composto pelas perguntas 1.3 e 1.4, possuía como objectivos primordiais conhecer a
qualificação académica dos inquiridos, no início da carreira e actualmente, para assim,
efectuar uma correlação de variáveis e descobrir o grau de importância atribuído pelos
diferentes subgrupos de utentes a uma melhoria da formação académica.
Desta forma, conforme demonstra o quadro 6.4, podemos perceber que a grande
maioria dos entrevistados (75,00%) iniciaram a carreira profissional possuindo o grau de
licenciatura ou bacharelato (leia-se somente licenciatura deste ponto em diante).
QUADRO 6.4 – GRAU DE ESCOLARIDADE DOS UTENTES NO INÍCIO DE CARREIRA
Utentes Técnico
Licenciatura ou
Bacharelato
Pós-graduação Mestrado Doutorado
Int. Financeiros 0 16 0 0 0
Docentes 0 21 4 8 2
ROC 0 29 0 4 0
TOC 11 30 2 1 0
TOTAL 11 96 6 13 2
% TOTAL 8,59% 75,00% 4,69% 10,16% 1,56%
51
Conforme citado anteriormente, estas informações podem ser confirmadas no estudo estatístico efectuado para
os subgrupos de utentes de forma individual, que consta no ANEXO III.
142
Gráfico 6.3 – Qualificação académica relativa dos utentes no início da carreira
100,00%
16,67%
21,88%
30,21%
31,25%
66,67%
33,33%
61,54%
30,77%
7,69%
100,00%
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
80,00%
90,00%
100,00%
Técnico Licenciatura ou
Bacharelato
Pós-Graduação Mestrado Doutorado
Intermediários
Docentes
ROC
TOC
Em segundo lugar com 10,16% das respostas aparece o Mestrado, como qualificação
académica inicial de carreira, seguido pelo grau de técnico, pós-graduado e doutorado com
8,59%, 4,69% e 1,56% respectivamente.
Conforme gráfico 6.3, que também é baseado nas informações do quadro 6.4, e mostra
as percentagens relativas de participação de cada subgrupo de utentes nos diversos graus
académicos, percebe-se que são os docentes, o subgrupo de usuários com uma maior
qualificação académica quando do início do exercício da profissão. Paralelamente, são os
Técnicos Oficiais de Contas o subgrupo com uma menor qualificação académica quando do
começo da carreira, sendo 11 dos respondentes possuidores do grau de técnico na altura. Ao
se analisar globalmente este valor, o mesmo representa apenas 8,59% do total, mas se formos
levar em consideração apenas o universo de TOC que responderam ao questionário, o mesmo
valor representa 25% daquele todo.
Ao considerarmos as respostas à pergunta 1.4, como demonstra o quadro 6.5,
percebemos claramente que os utentes priorizam de uma forma geral a melhoria na
qualificação académica. Novamente o grau de licenciatura continua à frente, como o nível de
escolaridade actual de 44,53% dos inquiridos. Percebe-se porém, que as pós-graduações
sprints senso e lato senso tiveram um acréscimo bastante expressivo, passando de 4,69%,
10,16% e 1,56% para 11,72% 28,13% e 10,16% na pós-graduação, no mestrado e no
doutorado respectivamente. É conveniente referir também, que houve uma melhora
significativa dos entrevistados que possuíam grau técnico no início da carreira, passando de
8,59% para 5,47% do total.
143
A nível individual, podemos afirmar que entre todos os subgrupos de utentes
pesquisados, o que mais investiu em melhoria da formação académica, foi o subgrupo de
docentes, que passou de uma percentagem relativa de 60,00%, 11,43% 22,86% e 5,17% para
0,00%, 11,43%, 51,43% e 37,14% na licenciatura, pós-graduação, mestrado e doutorado
respectivamente. O segundo subgrupo que relativamente mais priorizou a melhoria na
formação académica foi o dos intermediários financeiros, passando de 100% na licenciatura,
para 50%, 25% e 25% na licenciatura, pós-graduação e mestrado respectivamente. Em
terceiro lugar aparecem os revisores oficiais de contas, passando de 87,88% e 12,12% de
profissionais que iniciaram suas carreiras com uma licenciatura e um mestrado para 63,64%,
6.06% e 30,30% de profissionais com uma licenciatura, pós-graduação e mestrado
respectivamente.
QUADRO 6.5 – GRAU DE ESCOLARIDADE DOS UTENTES ACTUALMENTE
Utentes Técnico
Licenciatura ou
Bacharelato
Pós-graduação Mestrado Doutorado
Int. Financeiros 0 8 4 4 0
Docentes 0 0 4 18 13
ROC 0 21 2 10 0
TOC 7 28 5 4 0
TOTAL 7 57 15 36 13
% TOTAL 5,47% 44,53% 11,72% 28,13% 10,16%
Por último, os técnicos oficiais de contas, deve ser considerado o subgrupo de utentes
que menos importância dá à qualificação académica. No início do ofício, 25,00%, 68,18%,
4,55% e 2,27% daqueles profissionais, possuíam grau técnico, de licenciatura, de pós-
graduação e de mestrado, respectivamente. Actualmente, os mesmos possuem 15,91%,
63,64% 11,36% e 9,09% de indivíduos com os respectivos graus académicos citados
anteriormente.
0, 00%
6, 25%
3, 13%
3, 13%
0, 00%
0, 00%
3, 13%
14, 06%
10, 16%
0, 00%
16, 41%
1, 56%
7, 81%
0, 00%
5, 47%
21, 88%
3, 91%
3, 13%
0, 00%
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
30,00%
35,00%
Inte rmediários Docente s ROC TOC
Doutorado
Mes t rado
Pós -Graduação
Licenciat ura
Técnico
Gráfico 6.4 – Percentual geral dos utentes na qualificação académica actual
144
6.3.2.2 AVALIAÇÃO DA INFORMAÇÃO FINANCEIRA
6.3.2.2.1 SATISFAÇÃO DAS NECESSIDADES DE INFORMAÇÕES FINANCEIRAS
Dos entrevistados, a grande maioria (74,22%) afirmou que as DF disponibilizadas
pelas sociedades cotadas, respondem às suas necessidades de informação. O restante, 25,78%
declarou que as mesmas não respondem às suas necessidades de informação (pergunta 2.1).
Relativamente a cada subgrupo de utentes, os que se encontram mais insatisfeitos com
as IF disponibilizadas pelas S/A são os docentes, tendo 60% daquele universo afirmado que
se encontram satisfeitos e os 40% restantes atestado que se encontram descontentes.
Paralelamente, foi o subgrupo de intermediários financeiros com 100% de respostas positivas,
o que afirmou se encontrar mais satisfeito com as publicações financeiras das empresas. No
gráfico 6.5 são disponibilizadas as percentagens de respostas de cada subgrupo de utentes no
universo total de inquiridos.
Na pergunta seguinte (2.1.1), foi a primeira vez que foi utilizada uma escala de opinião
no questionário. Cabe salientar, que esta pergunta também era uma das encadeadas existentes
no instrumento de pesquisa. Outro factor relevante que vale a pena salientar, é que existiram
inquiridos, que mesmo tendo respondido “sim” na pergunta anterior (2.1), preencheram esta
questão, o que levou a um índice de respostas superior ao número de “não” existente. Nesta
pergunta, foram apresentados 5 diferentes motivos, que podem gerar insatisfação dos usuários
em relação às IF publicadas pelas sociedades cotadas, conforme demonstra-se no quadro 6.6.
12,50%
16,41%
18,75%
26, 56%
0, 00%
10,94%
7, 03%
7, 81%
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
80,00%
Sim Não
TOC
ROC
Docentes
Int ermediários
Gráfico 6.5 – Percentual geral dos utentes satisfeitos com as DF publicadas pelas empresas cotadas na
Euronext Lisbon
145
Gráfico 6.6 – Percentual relativo dos motivos que geram insatisfações em relação as DF
Solicitou-se aos inquiridos, que apresentassem as suas opiniões em uma escala numérica de
valores. Os intervalos apresentados foram: 1 (sem opinião), 2 (sem importância), 3 (pouco
importante), 4 (importante) e 5 (muito importante). Os entrevistados consideraram como
“importante” os motivos “a”, “c”, “d” e “e”. Apenas o motivo “b”, falta de tempestividade, foi
considerado “pouco importante” pela maior parte dos inquiridos.
QUADRO 6.6 – MOTIVOS QUE GERAM INSATISFAÇÃO EM RELAÇÃO AS IF PUBLICADAS
PELAS SOCIEDADES COTADAS
MOTIVOS DE INSATISFAÇÃO 1 2 3 4 5
a) As informações não são credíveis, não são dignas
de confiança;
5 8 7 9 5
b) Atraso, falta de tempestividade, na publicação
destas informações;
1 4 14 10 3
c) Conteúdo incompreensível, falta de objectividade
e/ou informações obscuras;
1 3 8 19 5
d) Canais de comunicação inadequados; 3 12 8 14 0
e) Demasiadas informações materialmente
irrelevantes;
0 10 6 16 5
f) Outras. Quais? 2 0 0 0 2
TOTAL 12 37 43 68 20
% TOTAL 6,67% 20,56% 23,88% 37,78% 11,11%
De forma geral, a opinião “importante” teve 37,78% das respostas seguidas pelas
opiniões “pouco importante”, “sem importância” “muito importante” e “sem opinião” com
23,88%, 20,56%. 11,11% e 6,67% respectivamente. No gráfico 6.6 apresenta-se os
percentuais relativos de cada opinião e em cada motivo isoladamente. No gráfico 6.7
demonstra-se os valores globais de cada opinião e de cada motivo no universo total de
respondentes.
14,71%
23,53%
20,59%
26,47%
14,71%
3,13%
12,50%
43,75%
31,25%
9,38%
2,78%
8,33%
22,22%
52,78%
13,89%
8,11%
32,43%
21,62%
37,84%
27,03%
16,22%
43,24%
13,51%
50,00%
50,00%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Motivo a) Motivo b) Motivo c) Motivo d) Motivo e) Motivo f)
Muito Importante
Importante
Pouco Importante
Sem Importância
Sem Opinião
146
Por fim, em relação ao motivo “f”, houveram por parte dos entrevistados, 4 sugestões
de motivos que podem deixar os utilizadores das IF insatisfeitos. São eles:
- “Informações ainda incompletas sobre muitos dos factos societariamente
relevantes;
- Falta de dados relevantes para o accionista;
- Falta informação voluntária que complementa as necessidades de informações
actuais; e
- Inexistência de um sistema fiável de controlo interno.”
6.3.2.2.2 EVOLUÇÃO QUALITATIVA/QUANTITATIVA DAS DF
Nas perguntas 2.2.1 e 2.2.2 procurou-se mensurar a percepção dos utentes pesquisados,
em relação à quantidade/qualidade das Demonstrações Financeiras disponibilizadas pelas
empresas cotadas. Utilizou-se como parâmetro de comparação, o ano de 1986, data de
ingresso de Portugal na Comunidade Europeia. Assim, questionou-se aos utentes através de
uma escala de gradação de opinião composta pelos intervalos “sem opinião” a “óptima”,
passando pelas opiniões “péssima”, “fraca” “regular” e “boa”, como os mesmos consideravam
as mudanças qualitativas/quantitativas sofridas pelas IF publicadas pelas S/A a partir do
momento em que Portugal ingressou na CE.
2,78% 4,44% 3,89% 5,00% 2,78%
0,56%
2,22% 7,78% 5,56% 1,67%
0,56%
1,67% 4,44% 10,56% 2,78%
1,67% 6,67% 4,44% 7,78%
5,56% 3,33% 8,89% 2,78%
1,11%
1,11%
0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00%
Motivo a)
Motivo b)
Motivo c)
Motivo d)
Motivo e)
Motivo f)
Sem Opinião
Sem Importância
Pouco Importante
Importante
Muito Importante
Gráfico 6.7 – Percentual geral no universo total respondente, dos motivos e das opiniões que geram
insatisfações em relação as DF
147
Em relação à mudança qualitativa, a grande maioria dos inquiridos, 71,20%
afirmaram que as DF disponibilizadas pelas empresas cotadas tiveram uma “boa” mudança
após o ingresso do Estado Português na Comunidade. A segunda opinião mais votada, foi a
que considera “regular” as alterações qualitativas sofridas por estas mesmas IF, com 22,40%.
Estes dados estão transcritos no gráfico 6.8
Em relação a mudança quantitativa sofrida pelas IF disponibilizadas pelas empresas
cotadas após o ingresso no espaço comum, o resultado obtido em nível de opiniões foi
idêntico ao comparado com as mudanças qualitativas, a única diferença consiste nos
percentuais apurados. A maioria dos entrevistados, 56,10%, considerou como sendo “boa” as
alterações quantitativas ocorridas nas IF das empresas cotadas. Em segundo lugar, com
34,96%, os inquiridos consideraram como “regular” as modificações sofridas por estas
mesmas DF. Estes dados encontram-se expostos no gráfico 6.9.
2,40%
1,60%
22,40%
71,20%
2,40%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
1
Sem Opinião
Péssima
Fraca
Regular
Boa
Óptima
Gráfico 6.8 – Percentual geral do nível de opiniões em relação a mudança qualitativa das IF após o
ingresso de Portugal na CE
Gráfico 6.9 – Percentual geral do nível de opiniões em relação a mudança quantitativa das IF após o
ingresso de Portugal na CE
0,00%
0,81%
6,50%
1,63%
56,10%
34,96%
Sem Opinião
Péssima
Fraca
Regular
Boa
Óptima
148
Percebe-se desta maneira, que de forma geral os utilizadores das DF consideram que
houve mais acréscimos de qualidade do que de quantidade nas informações financeiras
publicadas a partir de 1986.
A nível de subgrupos de utentes individualmente, são os intermediários financeiros
com 87,50% de respostas, os que melhor consideraram como sendo “boas” as modificações
ocorridas na qualidade, bem como, sendo “boas” (62,50%) e “óptimas” (12,50%) as
modificações quantitativas das IF apresentadas pelas Sociedades com valores em bolsa.
Ao nível inverso, são os docentes com 28,57% e 42,86% de respostas, o subgrupo que
mais considerou as modificações ao nível de qualidade, como sendo “fracas” (2,86%) e
“regulares” (25,71%), assim como, consideraram “fracas” (2,86%) e “regulares” (40,00%) as
modificações de ordem quantitativas ocorridas nas informações disponibilizadas pelas
sociedades cotadas.
6.3.2.2.3 REPRESENTATIVIDADE DE ALGUNS FACTOS PARA A ACTUAL
CONJECTURA CONTABILÍSTICA EM PORTUGAL
A pergunta 2.3 foi mais uma pergunta de gradação de opinião, com os intervalos de 1
(sem opinião) a 5 (muito importante), que tinha como objectivo quantificar a opinião dos
utentes em relação à importância de 6 factos previamente apresentados, para a actual
conjectura contabilística em Portugal. Os dados brutos, encontram-se no quadro 6.7.
Cabe referir, que foi explicitado no questionário, que as questões “e” e “f” eram
mutuamente exclusivas. Foi solicitado, que em caso de preenchimento de uma, o inquirido
não deveria preencher a outra. Entretanto, existiram pessoas que preencheram as duas. Nesse
sentido, optou-se por tabular os resultados da maneira em que foram respondidos pelos
inquiridos.
QUADRO 6.7 – REPRESENTATIVIDADE DE CADA FACTO PARA A ACTUAL CONJECTURA
CONTABILÍSTICA EM PORTUGAL
REPRESENTATIVIDADE DE CADA FACTO 1 2 3 4 5
a) Maior exigência do POC; 2 18 43 45 19
149
b) Criação da Comissão de Normalização
Contabilística (CNC);
1 8 38 56 25
c) Necessidade de adequação as directivas
comunitárias;
1 1 19 44 59
d) Necessidade de harmonização contabilística a nível
comunitário;
1 1 12 62 52
e) Menor exigência por parte dos utentes/utilizadores
das DF;
11 7 8 4 2
f) Maior exigência por parte dos utentes/utilizadores
das DF;
1 4 11 65 40
g) Outras. Quais? 3 0 0 1 4
TOTAL 22 39 131 277 202
% TOTAL 3,28% 5,81% 19,52% 41,28% 30,11%
Entende-se, que de forma geral, os utentes consideraram os factos apresentados como
“importantes” (41,28%) e “muito importantes” (30,11%) para a actual conjectura
contabilística em vigor no Estado Português. Relativamente, as questões “a” (com 33,86% e
14,17%) e “b” (com 29,69% e 6,25%) foram as hipóteses que obtiveram maiores scores
relativos de opiniões “pouco importante” e “sem importância” respectivamente, como está
representado no gráfico 6.10. Um outro padrão facilmente identificado nas respostas desta
pergunta, é que os profissionais inquiridos, consideram os factos relacionados com as
Directivas Comunitárias, e a harmonização contábil internacional (levada a cabo pelo IASB –
vide ponto 5.3) mais importantes para a actual situação contabilística em Portugal, do que os
factos ligados a política/legislação nacional. Esta afirmação pode ser corroborada pelas
percentagens relativas de opiniões “importantes” e “muito importantes” das questões “c”
(35,48% e 47,58%) e “d” (48,44% e 40,63%) respectivamente.
Gráfico 6.10 – Percentual relativo dos factos para a actual conjectura contabilística em Portugal
1,57%
14,17%
33,86%
35,43%
14,96%
0,78%
6,25%
29,69%
43,75%
19,53%
0,81%
0,81%
15,32%
35,48%
47,58%
0,78%
0,78%
9,38%
48,44%
40,63%
34,38%
21,88%
25,00%
12,50%
6,25%
0,83%
3,31%
9,09%
53,72%
33,06%
37,50%
0,00%
12,50%
50,00%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
Facto a) Facto b) Facto c) Facto d) Facto e) Facto f) Facto g)
Muito Importante
Importante
Pouco Importante
Sem Importância
Sem Opinião
150
No gráfico 6.11, é apresentado os percentuais integrais de cada opinião e de cada
facto, em relação ao todo de respondentes. Por fim, em relação à questão “g” foram
apresentados 5 factores considerados representativos pelos inquiridos. Três deles são
relacionados com a actuação da CMVM, e dois relacionam-se com assuntos diversos. Como
não cabe aqui julgar as sugestões dos pesquisados, transcreve-se na íntegra as mesmas. São
elas:
- “Adaptação séria e sensata das IFRS e POC às micros e PME’S, obviamente não
cotadas;
- Adaptação IAS – internacional X comunitário;
- Papel desempenhado pela CMVM e OROC;
- Exigências da CMVM; e
- Maiores exigências da CMVM.”
6.3.2.2.4 SATISFAÇÃO COM AS ACTUAIS EXIGÊNCIAS
QUALITATIVAS/QUANTITATIVAS DE PUBLICAÇÃO DAS IF POR PARTE DAS
EMPRESAS COTADAS
Composta pelas perguntas 2.4 e 2.4.1, esta parte do questionário visava complementar
as informações obtidas nas perguntas 2.2.1 e 2.2.2. Naquelas, procurou-se mensurar o grau de
avaliação dos utentes em relação às mudanças ocorridas nas IF disponibilizadas pelas
sociedades com títulos na Euronext Lisbon. Nestas, procurou-se quantificar o grau de
satisfação dos usuários em relação às DF publicadas.
0,30%
2,69%
6,44%
6,74%
2,84%
0,15%
1,20%
5,69%
8,38%
3,74%
0,15%
0,15%
2,84%
6,59%
8,83%
0,15%
0,15%
1,80%
9,28%
7,78%
1,65%
1,05%
1,20%
0,60%
0,30%
0,15%
0,60%
1,65%
9,73%
5,99%
0,45%
0,15% 0,60%
0,00%
2,00%
4,00%
6,00%
8,00%
10,00%
12,00%
14,00%
16,00%
18,00%
20,00%
Facto a) Facto b) Facto c) Facto d) Facto e) Facto f) Facto g)
Muito importante
Importante
Pouco Importante
Sem Importância
Sem Opinião
Gráfico 6.11 – Percentual geral de cada motivo/facto para a actual conjectura contabilística em Portugal
151
Assim, chegou-se aos seguintes valores: 75,78% dos entrevistados disseram que se
sentem “parcialmente satisfeitos” com a quantidade e qualidade das DF publicadas pelas
empresas com cotação em bolsa. Em segundo lugar, encontra-se a opinião “parcialmente
insatisfeito” com 14,06% das respostas totais. As opções “totalmente satisfeito”, “sem opinião
sobre o assunto” e “totalmente insatisfeito” aparecem em 3º, 4º e 5º lugares com 4,69%,
3,91% e 1,56% respectivamente.
A pergunta 2.4.1 era para ser um complemento para os utilizadores que tivessem
respondido “parcialmente insatisfeito” ou “totalmente insatisfeito” na pergunta anterior.
Entretanto, houveram inquiridos, que apesar de terem marcado outras respostas, fizeram
questão de também preencher esta questão. Assim, podemos afirmar que dos 65 respondentes
a esta pergunta, 87,69% expuseram que as sociedades deveriam publicar mais (58,46%) e
melhores (29,23%) IF e 9,23% declararam que as DF deveriam possuir um nível de qualidade
exigido mais flexível, conforme gráfico 6.13.
1,56%
3,13% 5,47% 2,34%
0,78%
4,69% 20,31% 1,56%
0,78%
2,34% 22,66% 0,00%
2,34%3,91% 27,34% 0,78%
0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00% 30,00% 35,00%
Intermediários
Docentes
ROC
TOC
Sem Opinião
Totalmente Insatisfeito
Parcialmente Insatisfeito
Parcialmente Satisfeito
Totalmente Satisfeito
Gráfico 6.12 – Percentual geral de satisfação em relação as actuais exigências qualitativas/quantitativas
de publicação de informações financeiras
1,54%
58,46%
29,23%
1,54%
9,23%
O nível de qualidade exigido deveria ser mais flexível
As sociedades cotadas deveriam publicar MENOS IFS
As sociedades cotadas deveriam publicar MELHORES IFS
As sociedades cotadas deveriam publicar MAIS IFS
Outros. Quais?
Gráfico 6.13 – Percentual geral de motivos que levariam a um maior grau de satisfação por parte dos
utentes com as DF publicadas por empresas cotadas
152
Nesta questão também houve uma sugestão por parte dos inquiridos, no sentido de
melhorar a satisfação em relação as DF publicadas. Afirmou o utilizador que:
- “Deveriam ser criados mecanismos que permitissem assegurar uma efectiva
independência dos auditores.”
6.3.2.3 PERIODICIDADE DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS
Composto por apenas 1 pergunta de escala de opinião, questão 3.1, este subgrupo de
perguntas do questionário tinha como finalidade principal atender um dos objectivos traçados
no Cap. 1 deste trabalho científico: “Verificar o ponto de equilíbrio para elaboração e
publicação das Demonstrações Financeiras Intercalares nas Sociedades Anónimas.”
Foram apresentados nesse questionamento seis intervalos de período, e solicitado aos
inquiridos que enumerassem o grau de importância de cada um deles. Os períodos de tempo
apresentados foram: 1 ano, 6 meses, 3 meses, 1 mês, 15 dias e outros períodos de tempo que
os entrevistados considerassem importante. Os intervalos de opiniões anunciados foram de 1
(sem opinião) a 5 (muito importante), passando pelos valores intermédios de 2 (sem
importância), 3 (pouco importante) e 4 (importante).
Faz-se mister salientar, que actualmente as Sociedades cotadas são obrigadas a
elaborar e publicar IF anual e semestralmente. As DF trimestrais, que oficialmente não são
obrigatórias, são consideradas “boas prácticas” pelos órgãos responsáveis pelo funcionamento
do mercado português, consideração esta, que habitualmente no dia-a-dia das organizações
cotadas possuem quase “força de lei” (vide ponto 5.6). Os dados brutos apurados, estão
apresentados no quadro 6.8.
QUADRO 6.8 – PERIODICIDADE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
PERÍODOS DE TEMPO 1 2 3 4 5
a) 1 Ano; 5 6 9 20 68
b) 6 Meses; 5 5 12 35 56
c) 3 Meses; 3 2 23 37 50
d) 1 Mês; 32 36 20 6 8
153
e) 15 Dias; 62 35 2 0 1
f) Outros Períodos. Quais? 4 0 0 1 0
TOTAL 111 84 66 99 183
% TOTAL 20,44% 15,47% 12,15% 18,23% 33,70%
Relativamente, os períodos de 1 ano, 6 meses e 3 meses são considerados “muito
importante” e “importante”, por 81,48% (62,96% e 18,52%), 80,53% (49,56% e 30,97%) e
75,65% (43,48% e 32,17%) dos respondentes respectivamente. Estes dados encontram-se
apresentados no gráfico 6.14.
Convém realçar que 66,67% (31,37% e 35,29%) e 97,00% (62,00% e 35,00%) dos
inquiridos afirmaram que não possuem opinião, ou que as demonstrações financeiras em
períodos menores que os três meses “exigidos” actualmente não possuem a mínima
importância para o bom funcionamento do mercado. Entretanto, um factor que deve ser
ponderado, é que uma percentagem respeitável dos utentes, 13,73% (5,88% e 7,84%) entende
como “importante” e “muito importante” a publicação de IF por parte das empresas cotadas
em períodos mensais. Se levarmos em consideração os 19,61% que consideram “pouco
importante”, teremos 33,33% (1 terço) de utilizadores que encaram de alguma maneira, serem
válidas a publicação destas IF neste período de tempo.
4,63%
5,56%
8,33%
18,52%
62,96%
4,42%
4,42%
10,62%
30,97%
49,56%
2,61%
1,74%
20,00%
32,17%
43,48%
31,37%
35,29%
19,61%
5,88%
7,84%
62,00%
35,00%
2,00%
1,00%
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
80,00%
90,00%
100,00%
1 Ano 6 Meses 3 Meses 1 Mês 15 Dias
Muito importante
Importante
Pouco Importante
Sem Importância
Sem Opinião
Gráfico 6.14 – Percentual relativo de cada opinião nos períodos de tempo para publicação e elaboração de
DF por parte das empresas cotadas
154
Informa-se ainda, que devido aos valores reduzidos apurados no quesito “f”, optou-se
por não dispor aquelas informações no gráfico acima. Entretanto, como nas questões
anteriores, expõe-se a sugestão apresentada pelo utente em relação a esta pergunta. O usuário
declarou que:
- Deveriam ser publicadas DF “sempre que ocorram factos relevantes na vida das
empresas.”
As percentagens totais, de cada opinião e de cada período de tempo, em reacção ao
universo global de respondentes desta questão, encontram-se dispostos no gráfico 6.15.
6.2.3.4 QUALIDADE/QUANTIDADE DAS DF INTERCALARES
Directamente relacionado com a problemática e os objectivos traçados na parte
introdutória deste estudo, este subgrupo de perguntas é composto por 4 questões, as quais
procuravam mensurar a percepção dos utentes em relação a variáveis como importância das
características qualitativas da IF, grau de segurança necessário e composição das DF
intercalares.
6.3.2.4.1 CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DAS DF INTERCALARES
Composto por uma pergunta de escala de opinião, este subgrupo visava mensurar o
grau de importância atribuído pelas organizações cotadas, no entendimento dos utentes
0,92%
1,10%
1,66% 3,68% 12,52%
0,92%
0,92%
2,21% 6,45% 10,31%
0,55%
0,37%
4,24% 6,81% 9,21%
5,89% 6,63% 3,68% 1,10% 1,47%
11,42% 6,45%
0,37%
0,18%
0,74%
0,18%
0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00%
1 Ano
6 Meses
3 Meses
1 Mês
15 Dias
Out ros P eríodos
Sem Opinião
Sem Import ância
Pouco Importante
Importante
Muito Importante
Gráfico 6.15 – Percentual geral de cada motivo em cada período de tempo para publicação e elaboração
de DF por parte das empresas cotadas
155
pesquisados, na elaboração e publicação das DF intercalares, de cada uma das características
qualitativas das IF exigidas pelos normativos nacionais e internacionais. Os intervalos
apresentados foram: 1 (sem opinião no momento), 2 (esta característica é completamente
desconsiderada), 3 (esta característica é parcialmente desconsiderada), 4 (esta característica é
levada em consideração) e 5 (esta característica é completamente utilizada). Os dados brutos
encontram-se dispostos no quadro 6.9
QUADRO 6.9 – CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DAS IF PUBLICADAS PELAS
SOCIEDADES COTADAS
CARACTERÍSITCAS QUALITATIVAS 1 2 3 4 5
a) Compreensibilidade; 5 5 45 50 22
b) Relevância (materialidade); 7 4 26 56 32
c) Fiabilidade (representação fidedigna, substância
sobre a forma, neutralidade, prudência e plenitude);
5 10 30 45 32
d) Comparabilidade; 5 7 29 64 20
e) Outras. Quais? 4 0 0 0 0
TOTAL 26 26 130 215 106
% TOTAL 5,17% 5,17% 25,84% 42,74% 21,07%
Percebe-se relativamente aos dados brutos apresentados, que de forma geral, os utentes
acreditam que as organizações cotadas “consideram” as características qualitativas das IF no
momento da elaboração e publicação das DF intercalares. Relativamente, a
“compreensibilidade” foi a característica qualitativa com um maior score de opiniões
“parcialmente desconsiderada” com 35,43%. Aquém desta, todas as outras características
qualitativas apresentadas ficaram com valores acima dos 20,00% para a opinião “parcialmente
desconsiderada”, o que nos leva a crer que uma significativa parte dos utentes das IF ainda
possuem dúvidas em relação à qualidade das DF intercalares.
Ao contrário do exposto anteriormente, foram as características de “relevância” e
“comparabilidade” as que possuíram maiores valores de opiniões “considerada” e
“completamente utilizada” com 70,40% (44,80% e 25,60%) e 67,20% (51,20% e 16,00%)
respectivamente.
156
O gráfico 6.16 mostra os percentuais relativos de cada opinião em cada característica,
e o 6.17 expõe o percentual geral de cada opinião e de cada característica qualitativa em
relação ao todo de respondentes.
6.3.2.4.2 SEGURANÇA DAS DF INTERCALARES TRIMESTRAIS
Composto pela perguntas 4.2 e 4.2.1, este subgrupo de perguntas tinha como objectivo
saber se os utilizadores consideravam importantes que as DF trimestrais, únicas que ainda não
são objecto de revisão/auditoria por profissional habilitado, deveriam passar a sê-lo, e em
caso positivo, qual a forma ideal de cumprir com esta exigência de segurança.
Assim, na pergunta 4.2 obtivemos 77,42% de respostas “sim”, contra 22,58% de
respostas “não”. Ou seja, a maior parte dos inquiridos, são de opinião que as DF trimestrais
também devem ser objecto de revisão/auditoria por um revisor/auditor. Os dados encontram-
se no gráfico 6.18.
3,94%
3,94%
35,43%
39,37%
17,32%
5,60%
3,20%
20,80%
44,80%
25,60%
4,10%
8,20%
24,59%
36,89%
26,23%
4,00%
5,60%
23,20%
51,20%
16,00%
100,00%
0,00%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
Compreensibilidade Relevância Fiabilidade Comparabilidade Outras
Completamente Utilizada
Considerada
Parc. Desconsiderada
Comp. Desconsiderada
Sem Opinião
Gráfico 6.16 – Percentual relativo de cada opinião nas características qualitativas da IF
0,99%
0,99%
8,95%
9,94%
4,37%
1,39%
0,80%
5,17%
11,13%
6,36%
0,99%
1,99%
5,96%
8,95%
6,36%
0,99%
1,39%
5,77%
12,72%
3,98%
0,80%
0,00%
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
30,00%
Compreensibilidade Relevância Fiabilidade Comparabilidade Outras
Comp. Utilizada
Considerada
Parc. Desconsiderada
Comp. Desconsiderada
Sem Opinião
Gráfico 6.17 – Percentual geral de cada opinião e de cada característica qualitativa no universo total de
pesquisados
157
Um dado complementar, é que na forma de subgrupos de atentes individualmente, são
os TOC, com 26,19% (vide ANEXO III), das respostas totais, os utilizadores que menos
consideram ser válido um processo de revisão/auditoria nas DF trimestrais. Ao contrário, são
os intermediários financeiros, com 87,50%, o subgrupo que mais importância dá a que as DF
trimestrais sejam revisadas/auditadas por um profissional habilitado.
Para os pesquisados que responderam “não”, que não concordam com um processo de
auditoria das DF trimestrais, foi apresentada uma possibilidade dos mesmos justificarem esta
opinião. Dando seguimento ao mesmo padrão apresentado em questionamentos anteriores,
expõe-se as afirmações subjectivas dos utentes, na forma como as mesmas foram
apresentadas, sem a existência de nenhum juízo de valor por nossa parte. Assim, podemos
enunciar que alguns usuários não concordam com o processo de revisão destas DF
específicas, porque:
- “Excessiva carga, basta que o sejam as semestrais;
- Porque seriam demasiadas verificações por exercício;
- É suficiente a periodicidade semestral;
- Porque as DF anuais e semestrais já o são;
- Basta as contas anuais serem auditadas;
- Será bastante a periodicidade semestral;
- O custo não compensa o benefício;
- Devido ao ciclo operacional da empresa;
Gráfico 6.18 – Percentual geral de utentes que consideram necessário efectuar uma revisão/auditoria
nas DF trimestrais
11.29%
20.97%
20.16%
25.00%
1.61%
6.45%
5.65%
8.87%
0.00%
5.00%
10.00%
15.00%
20.00%
25.00%
Sim Não
Intermediários
Docentes
ROC
TOC
158
- As auditorias devem englobar um ano fiscal;
- O mercado necessita de flow em tempo útil;
- Período demasiado curto;
- Diminuta utilização pela maior parte dos interessados;
- Mesmo as anuais têm validade real pouco credível;
- Seria um simples aumentar de burocracia;
- Mais burocracia; e
- A administração é suficientemente responsável pela informação que presta, sem
necessidade de impor procedimentos e rotinas que atrasem sem necessidade, e
acréscimo de valor a saída das DF.”
Em relação à pergunta 4.2.1, foram apresentadas três opções de escolha objectiva e 1
subjectiva, onde o utlizador poderia seleccionar aquela que mais se adequava as suas
preferências. Cabe salientar, que esta pergunta era um complemento para os utilizadores que
tivessem respondido “sim” na questão anterior, e tinha como objectivo conhecer a melhor
forma de efectuar um processo de revisão/auditoria das DF trimestrais. As escolhas
disponibilizadas foram:
- As DF trimestrais deveriam ser objecto de uma full-audit obrigatoriamente;
- As DF trimestrais deveriam ser objecto de uma revisão limitada
obrigatoriamente;
- Ficaria a cargo da administração da empresa, juntamente com o revisor/auditor
escolher o melhor procedimento de auditoria para as DF trimestrais; e
- Outros. Quais?
Desta forma, a opção mais escolhida foi a que afirmava que as DF trimestrais
deveriam ser objecto de revisão limitada obrigatoriamente, com 59,00% de respostas. Em
segundo lugar, com 25,00%, ficou a opção que expunha ser preferível ficar a cargo da
empresa juntamente com o revisor/auditor definir qual seria o melhor procedimento a ser
adoptado. Por último ficou a opção de uma full-audit obrigatoriamente, com 16,00% de
respostas. A opção “Outros. Quais?” não obteve nenhuma resposta. O gráfico 6.19 mostra os
percentuais gerais de respostas por subgrupos de utentes.
159
6.3.2.4.3 QUANTIDADE DAS DF INTERCALARES
Composta por 1 pergunta de múltipla escolha, a questão 4.3, tinha como objectivo
conhecer e reconhecer quais os mapas contabilísticos, na opinião dos utilizadores, que
deveriam obrigatoriamente constar nas Demonstrações Financeiras Intercalares.
Deve-se realçar, que por ser uma questão com várias possibilidades de selecção,
houveram entrevistados que marcaram ambas as respostas de cada uma das DF apresentadas,
marcaram apenas uma das respostas, ou por fim, não marcaram nenhuma das respostas em
alguns dos documentos contabilísticos apresentados, uma vez que, consideraram que os
mesmos somente eram necessários nas DF anuais.
Pode-se afirmar, que houve um intervalo de diferença muito reduzido, para a maior
parte das demonstrações apresentadas. De forma geral, houve um “empate”, com 50,44% de
respostas afirmando que os mapas contabilísticos deveriam estar presentes nas DF semestrais,
e 49,56% de que os mesmos também deveriam constar das DF trimestrais. Os dados
recolhidos encontram-se dispostos no quadro 6.10.
Relativamente, as maiores discrepâncias encontradas ficaram por parte do Balanço e
da Demonstração de Resultados por natureza condensados, onde 59,76% dos inquiridos
responderam que aquelas informações deveriam constar obrigatoriamente das DF trimestrais;
e, do relatório de gestão condensado, que 61,79% dos pesquisados entendem ser suficiente
constar apenas nas DF semestrais.
4,00%
2,00%
8,00%
0,00%
5,00%
17,00%
5,00%
0,00%
3,00%
18,00%
6,00%
0,00%
4,00%
22,00%
6,00%
0,00%
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
30,00%
35,00%
Intermediários Docentes ROC TOC
Outros
Escolha Revisor/empresa
Revisão Limitada
Full-Audit
Gráfico 6.19 – Melhor opção para se realizar um processo de auditoria nas DF trimestrais
160
QUADRO 6.10 – QUANTIDADE DAS DF INTERCALARES
SEMESTRAIS TRIMESTRAIS
MAPAS CONTABILÍSTICOS
QTD %REL QTD %REL
a) Balanço e DR por natureza condensados; 66 40,24% 98 59,76%
b) Demonstração dos Resultados por Funções condensada; 77 52,74% 69 47,26%
c) Políticas Contabilísticas e Notas Explicativas seleccionadas; 77 49,04% 80 50,96%
d) Anexo ao Balanço e Demonstração dos Resultados
condensado;
77 54,23% 65 45,77%
e) Demonstração condensada que mostre as alterações no
Capital Próprio;
68 51,52% 64 48,48%
f) Demonstração de Fluxos de Caixa condensada e seu Anexo; 70 46,98% 79 53,02%
g) Relatório de Gestão condensado; 76 61,79% 47 38,21%
h) Outras informações. Quais? 0 0 0 0
TOTAL 511 502
% TOTAL 50,44% 49,56%
6.3.2.5 IMPORTÂNCIA DAS DF INTERCALARES PARA AS SOCIEDADES
COTADAS
Directamente relacionada com as hipóteses postas no início deste estudo, as quais
questionavam se a publicação de DF intercalares traz benefícios directos para a organização,
incluindo um reflexo dos valores cotados, este subgrupo do questionário é composto por 4
perguntas, e possui como objectivo mensurar a opinião dos utentes, se a publicação das DF
intercalares traz ou não benefícios para as organizações cotadas, e quais são eles. Um
objectivo secundário é, reconhecer a opinião dos utentes em relação aos motivos que podem
levar as S/A a não publicar mais informações (de forma voluntária) dos que as já exigidas por
lei.
6.3.2.5.1 BENEFÍCIOS PARA AS S/A NA PUBLICAÇÃO DE DFS INTERCALARES
Este subgrupo é composto pelas perguntas 5.1 (dicotómica) e 5.1.1 (encadeada e de
gradação de opinião). Na pergunta 5.1, perguntou-se directamente aos pesquisados se os
mesmos consideravam que a elaboração e publicação de DF intercalares traz benefícios
161
directos para a organização. Desta forma, podemos afirmar que a grande maioria dos utentes
(94,40%) consideram que “sim”, a publicação das DF intercalares traz benefícios directos
para as empresas cotadas, contra 5,60% que consideram que este tipo de informação “não”
produz nenhum benefício para aquelas.
Os dados relativos por subgrupos de utentes encontram-se expostos no gráfico 6.20.
Na pergunta 5.1.1. apresentou-se aos pesquisados um conjunto de opções objectivas e
a possibilidade de acrescentar uma opinião subjectiva, acerca de possíveis benefícios que
podem surgir para/a favor da organização quando da publicação periódica de DF intercalares.
O intervalo de opiniões utilizado, foi o que variava de 1 (sem opinião) a 5 (muito importante).
Dos benefícios apresentados, os que apresentaram maiores scores relativos de
respostas 4 (importante) e 5 (muito importante) foram os benefícios de “melhoria da imagem
organizacional perante o mercado” com 41,35% e 42,11% e o benefício de “maior
credibilidade perante empregados, clientes e fornecedores” com 43,22% e 45,76%
respectivamente. Os valores brutos apurados neste questionamento, encontram-se
disponibilizados no quadro 6.11.
QUADRO 6.11 – BENEFÍCIOS QUE PODEM FLUIR PARA A EMPRESA COTADA EM
DECORRÊNCIA DA PUBLICAÇÃO PERIÓDICA DAS DF INTERCALARES
BENEFÍCIOS 1 2 3 4 5
a) Aumento da cotação das acções da empresa; 11 18 47 30 18
12,80%
25,60%
24,00%
32,00%
0,00%
1,60%
1,60% 2,40%
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
30,00%
35,00%
Sim N ão
In t e rme d iá rio s
Do ce n t es
ROC
TOC
Gráfico 6.20 – Percentual geral de utentes que consideram as DF intercalares benéficas para as
empresas cotadas
162
b) Melhoria da imagem organizacional perante o
mercado;
0 0 17 55 56
c) Diminuição dos custos de capital e financiamentos
externos;
13 18 32 34 23
d) Diminuição dos prémios de seguros; 16 31 49 14 6
e) Maior credibilidade perante empregados, clientes e
fornecedores;
0 3 10 51 54
f) Outras. Quais? 2 1 1 0 2
TOTAL 42 71 156 184 159
% TOTAL 6,86% 11,60% 25,49% 30,07% 25,98%
O benefício “aumento da cotação das acções da empresa” obteve um score relativo de
24,19% de respostas “importante” e 14,52% de respostas “muito importante”, totalizando um
montante de 38,71%. Se levarmos em consideração os 37,90% de respostas “pouco
importante” teremos um percentual total de 76,61% de inquiridos que consideram ser
importante de alguma maneira a publicação periódica das DF, para o aumento das acções da
empresa.
Podemos concluir então, baseando-se nas informações do quadro 6.11, que em
relação ao estudo empírico das opiniões dos utilizadores das DF intercalares, rejeitamos
a Hipótese-Nula H
0
, uma vez que existem evidências suficientes de que a publicação
periódica de DF intercalares, traz como consequência manifesta uma melhoria da
imagem organizacional e uma maior credibilidade perante empregados, clientes e
fornecedores. Os percentuais relativos de cada opinião e em cada benefício, encontram-se
dispostos no gráfico 6.21. Os percentuais gerais de cada opinião e de cada benefício no
universo total de inquiridos, encontram-se demonstrados no gráfico 6.22.
8,87%
14,52%
37,90%
24,19%
14,52%
0,00%
13,28%
42,97%
43,75%
10,83%
15,00%
26,67%
28,33%
19,17%
13,79%
26,72%
42,24%
12,07%
5,17%
2,54%
8,47%
43,22%
45,76%
33,33%
16,67%
16,67%
0,00%
33,33%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
Benefício "a" Benefício "b" Benefício "c" Benefício "d" Benefício "e" Benefício "f"
Muito Importante
Importante
Pouco Importante
Sem Importância
Sem Opinião
Gráfico 6.21 – Percentual relativo de opiniões em cada benefício, que pode ser gerado para as sociedades
cotadas em decorrência da publicação periódica de DF intercalares
163
Cabe referir, que nos diagramas 6.21 e 6.22, optou-se por não demonstrar
graficamente os scores obtidos na questão subjectiva “f”, uma vez que os valores obtidos
foram muito reduzidos (0,32%, 0,16%, 0,16%, 0,00% e 0,32% para as opiniões 1, 2, 3, 4 e 5
respectivamente), e poderiam causar uma certa confusão visual. Entretanto, os valores obtidos
naquela opinião, foram levadas em consideração quando do cálculo das percentagens gerais.
Neste questionamento, houveram também 4 sugestões por parte dos entrevistados.
Foram elas:
- “Melhoria da informação de gestão e da capacidade de análise do mercado;
- Sinal de talento do gestor;
- Maior transparência na informação disponibilizada para o mercado; e
- Maior controlo das operações.”
6.3.2.5.2 PUBLICAÇÃO VOLUNTÁRIA DE MAIS IF INTERCALARES POR PARTE
DAS EMPRESAS COTADAS
Composto pelas perguntas 5.2 e 5.3, possuía como objectivo reconhecer se os usuários
acreditam na proactividade das empresas cotadas em publicar uma maior quantidade de IF
intercalares, do que as já exigidas por Lei, e conhecer quais motivos eram considerados como
maiores impeditivos na elaboração e publicação deste tipo de informações.
1,80%
2,94%
7,68%
4,90%
2,94%
0,00%
0,00%
2,78%
8,99%
9,15%
2,12%
2,94%
5,23%
5,56%
3,76%
2,61%
5,07%
8,01%
2,29%
0,98%
0,00%
0,49%
1,63%
8,33%
8,82%
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
Benefício "a" Benefício "b" Benefício "c" Benefício "d" Benefício "e"
Muito Importante
Importante
Pouco Importante
Sem Importância
Sem Opinião
Gráfico 6.22 – Percentual geral no universo de inquiridos, das opiniões e de cada benefício, que pode ser
gerado para as S/A pela publicação periódica de DF intercalares
164
Na pergunta 5.2, pergunta dicotómica, concluímos que a maioria dos entrevistados,
com 70,73% de respostas do universo total, “não” acreditam na boa-vontade das sociedades
anónimas, crendo que as mesmas não irão publicar voluntariamente mais informações
intercalares além das exigidas legalmente. Apenas 29,27% dos utentes consideram que
aquelas sociedades irão publicar maiores informações intercalares. Os dados apurados por
subgrupos de utentes encontram-se disponibilizados no gráfico 6.23.
Convém referir, como pode ser verificado no gráfico acima, que relativamente, são os
intermediários com 50,00% de opiniões “sim”, o subgrupo de utilizadores que mais
consideraram que as empresas cotadas irão disponibilizar mais informações financeiras do
que as já exigidas actualmente. Ao contrário, foram os ROC com 78,13% de respostas “não”,
o subgrupo de utilizadores que menos crença possui na atitude das sociedades com títulos
cotados em publicar IF de forma voluntária.
Na questão 5.3, pergunta de gradação de opinião, foram apresentados aos
entrevistados 5 motivos (4 objectivos mais uma possibilidade subjectiva para expor uma
opinião pessoal) que podem ser levados em consideração pelas sociedades com títulos em
bolsa na elaboração e publicação das DF intercalares. Procurou-se mensurar o grau de
importância atribuído pelos pesquisados sobre cada um deles. Os resultados brutos obtidos,
encontram-se expostos no quadro 6.12. O intervalo de opiniões foi o comummente utilizado,
variando de 1 (sem opinião) a 5 (muito importante).
6,50%
6,50%
8,94%
18,70%
5,69%
20,33%
8,13%
25,20%
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
Intermediários Docentes ROC TOC
Não
Sim
Gráfico 6.23 – Percentual geral no universo total de inquiridos, por subgrupos de utentes, que acreditam
na publicação de mais IF intercalares por parte das sociedades cotadas
165
QUADRO 6.12 – MOTIVOS LEVADOS EM CONSIDERAÇÃO PELAS SOCIEDADES COTADAS NA
PUBLICAÇÃO DAS DF INTERCALARES
MOTIVOS 1 2 3 4 5
a) Custo para elaboração e divulgação das DF
intercalares;
2 13 28 48 31
b) Conhecimento pela concorrência acerca de
diferentes estratégias adoptadas pela empresa;
6 16 38 48 13
c) Quantidade de informações a serem tratadas; 1 9 38 62 8
d) Capacidade da área contabilística para gerar as
informações em tempo hábil;
1 12 18 58 36
e) Outras. Quais? 1 0 0 1 0
TOTAL 11 50 122 217 88
% TOTAL 2,25% 10,25% 25,00% 44,47% 18,03%
De forma geral, a opinião “importante” foi a mais votada com 44,47% das respostas
totais. Relativamente, os motivos “a” custo para elaboração e divulgação das DF intercalares e
“d” capacidade da área contabilística para gerar as informações em tempo hábil, foram as
opções que os utentes consideram mais importantes quando da elaboração e publicação das
DF intercalares pelas empresas cotadas, com 64,75 % (39,34% e 25,41%) e 75,20% (46,40%
e 28,80%) de respostas “importante” e “muito importante” respectivamente.
Os percentuais relativos de cada opinião em cada motivo encontram-se
disponibilizados no gráfico 6.24. Os percentuais gerais no universo total de respondentes, de
cada motivo e de cada opinião estão expostos no gráfico 6.25.
1,64%
10,66%
22,95%
39,34%
25,41%
4,96%
13,22%
31,40%
39,67%
10,74%
0,85%
7,63%
32,20%
52,54%
6,78%
0,80%
9,60%
14,40%
46,40%
28,80%
50,00%
50,00%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Motivo a) Motivo b) Motivo c) Motivo d) Motivo e)
Muito Importante
Importante
Pouco Importante
Sem Importância
Sem Opinião
Gráfico 6.24 – Percentual relativo de opiniões em cada motivo levado em consideração na elaboração e
publicação de DF intercalares
166
6.4 ANÁLISE ESTATÍSTICA DO VALOR DAS ACÇÕES
Encarado como sendo uma das partes mais importantes do estudo empírico, este
tópico irá demonstrar através de uma análise estatística, a existência/não existência de uma
possível correlação significativa entre a publicação periódica de IF intercalares e, a variação
(positiva ou negativa) no valor real das acções de 4 empresas previamente seleccionadas,
constantes do índice PSI-20.
Para se conseguir atingir o objectivo proposto e desta forma validar uma das
hipóteses, rejeitando-se consequentemente a outra, utilizou-se como parâmetro de
comparação, a cotação diária
52
do valor das acções das 4 empresas referenciadas na parte
introdutória deste trabalho, nos últimos seis anos.
Através de uma confrontação de valores, mediante uma operação aritmética simples
de divisão, entre as 5 cotações imediatamente anteriores/posteriores (dividendos) ao valor
utilizado como referência
53
(divisor), tomou-se conhecimento dos valores relativos antes e
após a publicação da DF. Estes dados, foram essenciais para se chegar à conclusão pretendida
de validação da hipótese nula H
0
ou da contra-hipótese H
1
. Com o objectivo de simplificar a
construção dos gráficos, tornando assim mais fácil a visualização das informações
52
As cotações diárias dos títulos negociáveis, transaccionados pelas 4 entidades descritas no ponto 1.4 nos
últimos 10 anos, foram disponibilizadas pela Euronext Lisbon. Salienta-se, que nossa intenção inicial era fazer
uma análise estatística destes valores na última década. Entretanto, como apenas estão disponibilizadas na página
electrónica da CMVM as demonstrações financeiras a partir do ano 2000, optou-se por analisar somente os
números correspondentes a este período.
53
O valor de referência considerado, foi o preço final da cotação da acção no dia da publicação da Demonstração
Financeira, anual ou intercalar.
0,41%
2,66% 5,74% 9,84% 6,35%
1,23%3,28% 7,79% 9,84% 2,66%
0,20%
1,84% 7,79% 12,70% 1,64%
0,20%
2,46% 3,69% 11,89% 7,38%
0,20%
0,20%
0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00% 30,00%
Motivo a)
Mot ivo b)
Motivo c)
Mot ivo d)
Motivo e)
Sem Op inião
Sem Importância
Pouco Important e
Import ant e
Muit o Important e
Gráfico 6.25 – Percentual geral no universo total de pesquisados, de cada opinião e de cada motivo levado
em consideração na elaboração e publicação das DF intercalares
167
pretendidas, obteve-se uma média (M) para os quocientes anteriores e outra para os
quocientes posteriores ao valor de referência. Os diagramas foram construídos por Sociedade
cotada separadamente e, estão disponibilizados nos gráficos 6.26, 6.27, 6.28 e 6.29.
Faz-se mister salientar, que existiram situações em que as publicações de IF referentes
a diferentes períodos intercalares (anuais, semestrais ou trimestrais) se deram em reduzidos
espaços de tempo, com uma diferença inferior a 10 dias. Nestes casos específicos, tomou-se
em consideração as linhas de cotações constantes na demonstração anterior/posterior, até que
o limite proposto, de 5 valores antes e 5 após o valor de referência fosse atingido. Torna-se
necessário informar ainda, que a utilização repetida destas informações, não repercutiu em
alterações significativas no estudo estatístico, uma vez que o número de cotações (mais de
1000 valores considerados) sobrepõe imensamente o número de valores repetidos (pouco
mais de 50).
Portugal Telecom - SPGS NOM. - Média do valor nominal das acções negociadas a partir de 2000
0,8
0,85
0,9
0,95
1
1,05
1,1
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Médias das cotações
anteriores ao valor de
referência
Médias das cotações
posteriores ao valor de
referência
Gráfico 6.26 – Média dos 5 valores cotados antes/após a data de publicação da informação financeira
(anual ou intercalar) da Portugal Telecom SGPS NOM
Sonae - SGPS - Média do valor nominal das acções negociadas a partir de 2000
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
1,2
1,4
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28
Média das cotações
anteriores ao valor de
referência
Média das cotações
posteriores ao valor de
referência
Gráfico 6.27 – Média dos 5 valores cotados antes/após a data de publicação da informação financeira
(anual ou intercalar) da Sonae SGPS
168
Para concluir, apenas por uma questão de curiosidade científica, podemos afirmar que
considerando as cotações das acções das 4 empresas isoladamente, a Portugal Telecom e a
Sonaecom SGPS tiveram uma média de acréscimo de valor na semana posterior à publicação
das IF de 0,88% e 0,69% respectivamente. Por outro lado, a Sonae SGPS e a EDP NOM.
tiveram uma média de decréscimo de valor na ordem dos 0,09% e 0,39% respectivamente. Ao
se analisar globalmente os valores dos títulos negociados das 4 sociedades cotadas citadas
acima, podemos concluir que a publicação de IF (anual/intercalar) trouxe como benefício
directo, uma média de aumento no valor dos mesmos, na ordem de 0,20% em relação aos 5
valores imediatamente anteriores ao valor de referência.
6.4.1TESTE DAS HIPÓTESES
Podemos afirmar, que uma hipótese estatística é uma conjectura sobre uma
característica de um universo, podendo “ser sobre a forma de distribuição ou sobre o valor de
parâmetros desconhecidos da população” (Neves, 1995/1996, p. 150) e, que um teste de
EDP NOM. - Média do valor nominal das acções negociadas a partir de 2000
0,85
0,9
0,95
1
1,05
1,1
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
Média das cotações
anteriores ao valor de
referência
Média das cotações
posteriores ao valor de
referência
Gráfico 6.28 – Média dos 5 valores cotados antes/após a data de publicação da informação financeira
(anual ou intercalar) da EDP NOM
Sonae - SGPS - Média do valor nominal das acções negociadas a partir de 2000
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
1,2
1,4
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28
Média das cotações
anteriores ao valor de
referência
Média das cotações
posteriores ao valor de
referência
Gráfico 6.29 – Média dos 5 valores cotados antes/após a data de publicação da informação financeira
(anual ou intercalar) da Sonaecom SGPS
169
¹
´
¦
=
=
0 :
0 :
1
0
D
D
H
H
u
u
hipóteses, nada mais é do que um procedimento estatístico que averigua se os dados obtidos
sustentam ou não uma hipótese.
Nos gráficos anteriores (6.26 a 6.29), verificou-se a existência de diferenças entre os 5
valores imediatamente anteriores e os 5 valores imediatamente posteriores ao valor da cotação
da acção na data de publicação da DF. Mas será que esta diferença é significativa? Somente
um teste estatístico pode responder a esta pergunta.
Convém referir, uma vez que num teste de hipóteses podem ser cometidos dois tipos
distintos de erros, que os diversos autores classificam como sendo: erro do tipo I: rejeitar H
0
sendo H
0
verdadeira (erro de rejeição); e, erro do tipo II: não rejeitar H
0
sendo H
0
falsa (erro
de não rejeição)
54
, fixou-se o nível de significância em 0,01. Salienta-se, que não foi
estipulado um valor para , uma vez que H
0
e H
1
não são compostas (Idem, ibidem, p. 154).
No cap. Introdutório deste estudo, foram formuladas duas hipóteses. A hipótese nula
H
0
, a qual afirmava que a elaboração e publicação das Demonstrações Financeiras
Intercalares, não representam nenhuma influência directa no valor real das acções, ou outros
valores negociáveis, emitidos pela organização; e, a contra-hipótese H
1
, a qual afirmava que a
publicação das Demonstrações Financeiras Intercalares, representam uma influência directa no
valor real das acções, ou outros valores negociáveis, emitidos pela organização.
Desta forma, a maneira mais correcta no nosso entender para se fazer o teste de
hipóteses necessário, é comparando-se os valores relativos após a publicação das DF
(anuais/intercalares) com os valores anteriores àquela publicação, analisando-se a sua
significância. Fortin (1999, pp. 293-297) afirma, que nesta situação, onde “queremos estudar o
comportamento de uma variável contínua avaliada em duas ocasiões no mesmo grupo de
sujeitos”, devemos utilizar um teste de t de Student para amostras emparelhadas. Podemos
sintetizar graficamente as duas hipóteses postas, da seguinte maneira:
54
Salienta-se que às probabilidades de cometer cada um destes erros, é comummente designada por (erro do
tipo I) e (erro do tipo II). Salienta-se ainda, que é chamado o nível de significância do teste e, 1 – é
chamado a potência do teste (Manuela Neves, Probabilidades e Estatística. Folhas de apoio à disciplina de
Estatística Aplicada. 1995/1996, pp. 153, 154)
170
n s
d
t
d
obs
=
Onde:
µ
D
= a média da variável diferença
Podemos perceber, no enunciado das hipóteses acima, que o teste a ser aplicado,
configura-se como um teste bilateral
55
. Tal afirmação, baseia-se no facto de que não é
importante sabermos se houve variação positiva ou negativa nos valores após a publicação da
DF em relação aos valores anteriores a mesma, mas sim, se houve uma variação significativa.
A fórmula utilizada para o cálculo observado da estatística do teste, foi a seguinte:
Onde:
d = Média da diferença dos pares de cotações analisados (-0.002177584)
n = Amostra analisada - pares de cotações antes/após a publicação da DF (550)
d
s = Desvio padrão da diferença (0.057999042)
Assim, para procedermos ao cálculo da estatística do teste, falta fixar a região crítica
(t
crítico
), ou zona de rejeição, do mesmo. A um nível de significância de 0.01 e, tomando
como base a tabela de valores críticos do teste t de Student (Fortin, 1999, p. 292) podemos
afirmar que para uma amostra de 550 unidades, a região crítica é de 2,576.
Após o cálculo da estatística do teste, chegamos a um valor de 0,726592385. Isso
significa dizer que, não rejeitamos a hipótese-nula H
0
, uma vez que não existem
evidências suficientes ao nível de significância considerado (1%), de que a publicação
periódica de DF intercalares exerçam influência sobre o valor de cotação das acções
negociadas.
55
Desta forma, consideramos que a lógica do teste estatístico deve ser transcrita da seguinte maneira: se
tobs> tn; /2, rejeitamos a hipótese nula H
0
e consideramos significativa a diferença existente entre as
amostras, senão, não rejeitamos H
0
e concluímos que a diferença não é significativa.
CAPÍTULO 7
CONCLUSÕES
172
7. CONCLUSÕES
7.1 CONCLUSÕES DOS CAPÍTULOS
No Capítulo 1, notamos que a realização deste estudo científico nos moldes
idealizados anteriormente, dependeria basicamente da pesquisa empírica e do estudo
estatístico do valor das acções das 4 empresas previamente seleccionadas. Somente os dados
obtidos com estes dois instrumentos, permitiriam validar ou rejeitar as hipóteses postas,
traduzindo este trabalho científico, em uma pesquisa de campo, com todas as dificuldades e
obstáculos a este tipo de investigação associados.
No capítulo 2, compreendemos a importância que a ciência contabilística possui
historicamente para as relações empresariais. Desde que o ser humano sentiu a necessidade de
fazer contas para simplificar sua vida, que vem utilizando técnicas contabilísticas,
rudimentares é claro, para ajudá-lo a conseguir cumprir a sua tarefa. Este facto, nos leva a
considerar a imprescindibilidade do papel desempenhado pela contabilidade na sociedade
humana, acreditando desta maneira, que independente da época e das pessoas existentes, em
algum momento no tempo, uma ciência com as especificidades da “contabilidade” seria criada
e aperfeiçoada.
Outro ponto fulcral deste capítulo, refere-se à necessidade de existência de uma série
de princípios gerais, que norteiem a elaboração das inforrmações contabilísticas, auxiliando o
raciocínio dos profissionais, para que possam convergir em uma mesma direcção, fornecendo
ao mesmo tempo a dinâmica necessária para o amadurecimento da ciência, uma vez que não é
exacta e, os parâmetros lógico e de comparabilidade das informações a serem prestadas.
A aplicação sobre e em qualquer circunstância deste conjunto de princípios, cujas
premissas universais e verdadeiras, ultrapassam a condição de simples conceitos, veio
contribuir de forma decisiva para um dos objectivos que a ciência contabilística se reserva a
cumprir, demonstrar de forma verdadeira e apropriada as IF das sociedades empresariais aos
utentes e utilizadores daquelas.
No capítulo 3, ao demonstrarmos o panorama geral acerca das Demonstrações
Financeiras, percebemos que não se trata apenas de elaborar e publicar as mesmas. Existem
173
uma série de preceitos a serem cumpridos e considerados, antes que a informação possa ser
devidamente divulgada. Felizmente, as entidades contabilísticas nacinais e internacionais
vêm se esforçando, no sentido de normalizar esses preceitos e assim evitar casos crassos de
má-fé e de indução ao erro, como as famosas fraudes da Parmalat, da Enrom e da
World.com.
Apesar de ter influenciado negativamente milhares de pessoas em todo o mundo,
tendo em conta a dimensão das empresas anteriormente citadas, não podemos deixar de
reconhecer que grande parte do avanço vivido nesta última década em relação aos normativos
e exigências internacionais da ciência contabilística, deve-se justamente ao facto daquelas
empresas terem iludido e ludibriado este significativo número de indivíduos, tornando público
o quão frágil e delicado eram as regras internacionais em vigor. Tornou-se latente, a
necessidade de aplicação de leis e normas mais rigorosas e seguras para as sociedades
cotadas, na tentativa de se evitar futuros casos de fraudes contabilísticas de grandes
proporções como os acima referenciados.
Uma vez que cada país possui regras internas que visam assegurar o bom
funcionamento dos seus mercados, a criação de uma estrutura conceptual de âmbito
internacional, veio solidificar uma exigência há muito desejada pelos utentes das DF, uma
maior comparabilidade das IF, tornando assim mais fácil o fluxo de capitais e investimentos
ao redor dos mercados regulamentados.
Outro processo deveras essencial para o bom funcionamento dos mercados, perpassa
pelos conhecimento mínimo que os utentes devem possuir acerca dos mapas contabilísticos
legalmente exigidos, sua estrutura e seus elementos. Não adianta apenas possuir a informação
desejada, se não soubermos o que fazer com ela. Nesse sentido, os utentes estão se preparando
cada vez melhor, para poderem fazer uma leitura correcta das informações contabilísticas
divulgadas, ao passo em que exigem uma divulgação maior e com mais qualidade deste tipo
de informações.
No capítulo 4, analisamos diversos conceitos, sem os quais o perfeito entendimento
deste trabalho estaria comprometido. Para se compreender o que é de facto uma bolsa de
valores, é necessário compreender também quais os tipos de empresas que fazem parte
174
daquele universo e, as condições que aquelas necessitam satisfazer para poderem “ingressar
no jogo dos mercados regulamentados”.
Por fazer parte da plataforma Euronext, a Bolsa de Valores portuguesa, está um passo
adiante da maior parte dos seus concorrentes internacionais. Isso porque, está directamente
ligada a grandes pólos industriais e comerciais, cujo poder dos seus mercados regulamentados
é notoriamente reconhecido. Os benefícios presentes e futuros obtidos ao se participar neste
tipo de plataforma, são inquestionáveis. Estes, não se traduzem somente em uma maior
agilidade de informações, mas principalmente, em uma maior simplificação dos
procedimentos e, consequentemente, em uma gigantesca abertura da carteira de
investimentos; possibilitando desta forma, aos investidores empenharem os seus recursos, nas
maiores e melhores empresas mundiais, de forma eficiente e eficaz e, principalmente, de
forma mais rápida e segura.
Não podemos deixar de referenciar por fim, o papel que a CMVM, ou a autoridade de
tutela em Portugal, vem desempenhando no decorrer dos últimos anos. Em sintonia com as
aspirações mundiais, esta entidade resolveu sair da inércia em que se encontrava no passado,
passando a agir como uma verdadeira entidade fiscalizadora e regulamentadora, publicando
uma série de importantes normativos, regulamentos e pareceres cuja importância para o bom
desempenho do mercado Português é vital. Podemos afirmar com segurança, que a CMVM
foi e, está sendo, um dos principais responsáveis pela transformação, inclusive em níveis de
visibilidade e montantes negociados, que a Bolsa portuguesa vem sofrendo na última década.
Por fim, tendo em conta que neste tópico não iremos fazer referência ao capítulo 6,
uma vez que as afirmações expostas no tópico das conclusões gerais (vide ponto 7.2)
baseiam-se praticamente nas informações obtidas com a investigação empírica e com o estudo
estatístico, procedemos com a análise do capítulo 5, considerado por nós, como o mais
importante dos capítulos teóricos apresentados.
Assim, podemos afirmar com segurança, que existe um desejo comum inerente à
maior parte dos utilizadores das IF, para que as diversas entidades emissoras de normas
contabilísticas, nomeadamente o IASB e a FASB, consigam entrar em mútuo acordo,
convergindo desta maneira, para um único padrão de normas mundialmente conhecidos.
175
Um pacto deste género, que possivelmente não será atingido nos próximos 5 anos,
simplificaria sobremaneira as relações existentes entre os diversos mercados regulamentados,
diminuindo inclusivamente os custos de elaboração das DF; uma vez que, as grande empresas
multinacionais, ou globais como preferem chamar os actuais académicos e pensadores da
Administração, precisam adaptar os seus mapas contabilísticos, consoante as regras em vigor
nos diferentes mercados em que actuem.
Não devemos entretanto, ter esperanças de que venha a existir uma normalização
contabilística e nível mundial num futuro breve, isso porque, uma regularização de normas
contábeis, pressupõe igualizar todo e qualquer aspecto da função técnica contabilística, não
permitindo que nada fique ao acaso (vide tópico 5.3). O que a comunidade científica, os
utilizadores das IF e os órgãos regulamentadores já perceberam, é que será impossível a curto
prazo, quebrar os antigos paradigmas, muitos dos quais já enraizados nas culturas nacionais e
empresariais. Durante muitas décadas, e por que não dizermos séculos, a elaboração pelos
Estados Nacionais de Leis, Decretos-Leis, regulamentos e todo tipo de instrumento legal,
apenas serviu para proteger os interesses nacionais e do seu mercado interno.
Desta forma, o desejo da comunidade científica, perpassa por uma harmonização
contabilística (o que já está vigorando na União Europeia), onde apenas são parametrizados os
aspectos verdadeiramente importantes, deixando assim abertura para as entidades
regulamentadoras nacionais, de adaptar aquelas normas e procedimentos, consoante as suas
necessidades e cultura interna.
Uma vez que os outros pontos mais importantes deste capítulo, como os períodos de
tempo para elaboração e publicação das DF e, a segurança daquelas, serão devidamente
comentados no tópico seguinte (7.2), destacamos um outro ponto deveras importante, que
mereceu a nossa atenção, e faz-se mister salientar: o giro de 180º (metaforicamente falando)
que as empresas cotadas foram “obrigadas” a sofrer no decorrer dos últimos anos. Hoje em
dia, não existe nas culturas empresariais, o pensamento de que as informações contabilísticas
devem ser preparadas apenas com o intuito de auxiliar a gestão na tomada de decisões. No
acirrado ambiente organizacional, já está mais do que óbvio, que as informações de cariz
contabilístico, são destinadas principalmente para os utilizadores externos das mesmas, em
especial os investidores.
176
Desta forma, muitas das grandes empresas em actuação nas Bolsas de Valores, vêm
tentando facilitar a divulgação e o entendimento das IF, recorrendo a uma série de atitudes
proactivas, extremamente benéficas para as regras de concorrência existentes nos mercados
regulamentados. Podemos citar a publicação financeira segmentada, onde a empresa expõe as
suas contas também, através de uma perspectiva de segmentos; ou ainda, a informação sobre
os riscos e incertezas a que as empresas estão sujeitas no decorrer das suas atividades, as
quais demonstram as políticas de gestão de riscos estabelecidas e assumidos pela entidade e,
os procedimentos assumidos pelos sistemas de controlo interno das mesmas, para minimizar
ou atenuar a exposição a esses riscos e incertezas.
Por fim, não podemos esquecer de salientar também, a utilização em larga escala da
Internet como difusor das IF das empresas. Por ser um meio eficiente, barato e extremamente
rápido de divulgação, as empresas quotizadas, resolveram apostar nesse canal de
comunicação, elaborando e disponibilizando as suas informações contábeis a todo e qualquer
tipo de utente, ao mesmo tempo que o faz para a entidade de tutela do país aonde estão sendo
negociados os seus títulos. Essa velocidade de informação, que possui um impacto directo na
tomada de decisões e no custo das mesmas, está revolucionando a forma como as empresas se
relacionam com os mercados. Entretanto, por ser um tema recente, não devemos esquecer,
que ainda existem significativos problemas com a utilização da wide world web, em especial
no que se refere à configuração das informações. É salutar a criação de um modelo de
divulgação das informações, que seja de fácil acesso, manuseamento, impressão e
armazenamento das mesmas, sem perda (intencional/não intencional) de qualidade. E este
será o grande desafio das empresas cotadas a curto prazo, arranjar soluções que possam
garantir o acesso às IF virtualmente pelos diferentes tipos de utentes, mantendo a mesma
qualidade e segurança que os antigos meios impressos proporcionavam. Sobre este ponto, não
há mais o que falar, apenas o que fazer.
7.2 CONCLUSÕES GERAIS
Nos últimos anos, devido a uma regulamentação internacional mais rigorosa, aliada
com uma forte exigência dos utilizadores das informações financeiras, as empresas cotadas,
tiveram que realizar significativas mudanças no seu pensamento organizacional e na forma de
se relacionar com o exterior. Este relacionamento, principalmente representado pela
elaboração e publicação das Demonstrações Financeiras, sofreu uma profunda alteração no
177
decorrer da última década, uma vez que, as S.A. deixaram de ser obrigadas a publicar somente
as contas anuais, passando a ser obrigadas, a publicar as suas informações contabilísticas
referentes a períodos anuais, semestrais e trimestrais.
Cabe salientar, que o assunto “publicação de DF intercalares”, apesar de ser
historicamente recente, já tem originado acirradas discussões e debates académicos entre duas
correntes doutrinárias distintas: a que defende uma maior publicação de demonstrações
financeiras por parte das sociedades quotizadas em períodos menores do que um ano
financeiro; e, a que afirma que o custo-benefício para publicação destas informações não é
satisfatório para as entidades empresariais. Não é escusado afirmar, que o segundo grupo,
apesar de possuir fortes argumentações, é considerado uma pequena parcela do universo total.
Prova desta afirmação, se traduz nas atitudes das principais entidades reguladoras dos
mercados a nível mundial, bem como das principais entidades contabilísticas, que cada vez
mais exigem maiores IF em períodos menores de tempo. Ao nível da Comunidade Europeia, é
proposta do IASB, que até o ano de 2010, esteja aprovado um projecto de IAS que
regulamente definitivamente a publicação das DF trimestrais (no mesmo género das DF
anuais e semestrais).
Tendo em conta que, grande parte das obras bibliográficas que abordam este assunto,
o fazem apenas no sentido de expor a obrigatoriedade de publicação das IF intercalares, por
parte das Sociedades Anónimas, era pretensão deste estudo científico, dar um valioso
contributo ao tema, na medida em que procurou analisar duas variáveis distintas da questão:
A percepção dos utentes das IF em relação à publicação das DF intercalares e, se a divulgação
periódica daquelas, traz algum benefício directo/indirecto para as organizações cotadas. Desta
forma, confrontando o arcabouço teórico apresentado nos capítulos anteriores, com os
resultados da pesquisa empírica demonstrada no capítulo 6, podemos retirar uma série de
conclusões finais, levando em consideração a problemática e os objectivos geral e específicos,
propostos inicialmente no capítulo introdutório deste estudo.
Em relação à percepção assumida pelos utentes quanto às demonstrações
financeiras intercalares publicadas pelas S.A., podemos afirmar com segurança, uma vez
que os percentuais apurados são demasiado elevados para permanecer qualquer tipo de dúvida
que:
178
a) Os utilizadores das DF apoiam e aprovam as actuais exigências de IF sofridas
pelas organizações quotizadas;
b) Esta satisfação de necessidades, deve-se principalmente pela regulamentação
contabilística imposta pela Comunidade Europeia;
c) Os utilizadores das IF estão mais conscientes acerca da importância do seu papel
como delimitadores do “jogo empresarial”, na medida em que resolveram assumir
uma atitude proactiva sem precedentes, de exigir mais e melhores informações
financeiras;
d) Os utentes de forma geral, não acreditam que as S.A. irão publicar de forma
voluntária mais IF do que as já exigidas por Lei, uma vez que não acreditam na
capacidade da área contabilística em produzir/tratar/publicar a IF em tempo hábil.
As afirmações acima, foram baseadas nos resultados apurados do 2º e 5º subgrupos de
perguntas do instrumento de pesquisa, onde se constatou que 74,22% dos usuários
entrevistados afirmaram que as demonstrações publicadas pelas sociedades cotadas,
satisfazem as necessidades de informação financeira dos mesmos (pergunta 2.1); 75,78% dos
inquiridos declararam se sentir “parcialmente satisfeitos” com a actual qualidade/quantidade
exigida das IF (pergunta 2.4); e 71,20% e 56,10% dos pesquisados consideram “boa” a
mudança qualitativa/quantitativa sofrida por aquele tipo de informação a partir de 1986, data
de ingresso de Portugal na CE (pergunta 2.2).
De forma a complementar as afirmações anteriores, recordamos ainda, os 83,06% e
89,06% dos pesquisados que consideram importante/muito importante para a actual
conjectura contabilística em Portugal, da necessidade de adequação às directivas comunitárias
e da necessidade de harmonização contabilística a nível comunitário, em detrimento dos
50,39% e 63,28% que consideram importantes/muito importantes uma maior exigência do
Plano Oficial de Contas (POC) e da criação da Comissão de Normalização Contabilística
(CNC) respectivamente (pergunta 2.3); e, dos 86,78% de respondentes, que na mesma
pergunta, afirmaram ser importante/muito importante para a actual situação contabilística do
país, uma maior exigência por parte dos utentes/utilizadores das DF.
Por fim, relembramos os 70,73% de investigados que afirmaram “não” acreditar na
boa-vontade das empresas cotadas na Euronext Lisbon em publicar de forma voluntária mais
IF do que as já exigidas legalmente (pergunta 5.2); e, os 75,20% de respondentes que
179
declararam (importante/muito importante), ser a capacidade da área contabilística em gerar as
IF em tempo hábil, o principal motivo a ser levado em consideração pelas S.A. na elaboração
e publicação das DF intercalares (pergunta 5.3).
Ao falarmos no ponto de equilíbrio para elaboração e publicação das DF intercalares,
podemos assegurar, que os períodos de tempo actualmente exigidos (1 ano, 6 e 3 meses)
satisfazem plenamente as necessidades de IF dos utentes e, que a publicação em períodos
inferiores aos já comentados anteriormente, acarretarão mais custos do que benefícios para as
empresas em geral.
As afirmações acima, baseiam-se principalmente nos valores apurados na questão 3.1
do questionário, onde se verificou que 81,48%, 80,53% e 75,65% dos utentes investigados
consideram importante/muito importante a publicação de DF em períodos anuais, semestrais e
trimestrais respectivamente, contra apenas 13,73% e 1,00% dos pesquisados que afirmaram
ser importante/muito importante a publicação de IF em períodos mensais e quinzenais.
Entretanto, uma situação a ser ponderada com a devida atenção pelas entidades
regulamentadoras, refere-se ao facto, de que se levarmos em consideração os 19,61% que
consideram “pouco importante”, a publicação das DF em períodos mensais, obtemos um
percentual de 33,33% (1 terço) de usuários que encaram de alguma maneira, serem válidas a
publicação das IF neste período de tempo. Será este percentual significativo, para que os
órgãos responsáveis pelo funcionamento dos mercados alterem os regulamentos e obriguem
as S.A. a publicar mensamenlte as suas contas? Esta é uma pergunta que não nos atrevemos a
responder.
Em se tratando da segurança, podemos asseverar que os utilizadores das DF,
consideram que as mesmas ainda não possuem um grau de transparência e fiabilidade
suficiente. Via de regra, os utentes pesquisados (77,42% - pergunta 4.2), desejam que as DF
trimestrais, únicas que ainda não são revisadas/auditadas, sejam objecto de um processo de
revisão/auditoria limitado (59,00% - pergunta 4.2.1) por um profissional habilitado.
Outro ponto fulcral deste estudo, refere-se à quantidade/qualidade das DF
intercalares. Nesse sentido, os resultados apurados nas perguntas 4.1 e 4.3 (relacionada com
a qualidade) também deixam margens para interpretações diferentes. É indiscutível que os
180
utentes das IF em sua grande maioria se sentem satisfeitos com aquele tipo de informação;
entretanto, parte considerável destes mesmos usuários, acreditam que as empresas cotadas não
consideram na sua totalidade as características qualitativas exigidas pelos normativos
nacionais/internacionais na elaboração e publicação dos seus mapas contabilísticos. Como
exemplo, citamos a notória complexidade das IF disponibilizadas pelas grandes empresas
cotadas; via de regra, quanto maior a entidade empresarial, menos compreensível ficam as
informações publicadas pela mesma. Esta afirmação pode ser ratificada pelos 39,37% de
respondentes, que afirmaram que a característica qualitativa “compreensibilidade” é
completamente/parcialmente desconsiderada pelas entidades quotizadas na elaboração e
publicação das suas DF intercalares.
Cabe aqui salientar, que não devemos confundir os dados apurados. O facto é, que
todas as características qualitativas das IF obtiveram scores superiores aos 50% de aprovação
(opções 4 – levada em consideração e 5 – completamente utilizada); entretanto, o que nos
compete salientar, é que os valores obtidos nas opções 2 (completamente desconsiderada) e 3
(parcialmente desconsiderada) foram superiores aos 20,00%, chegando perto dos 40,00% na
característica anteriormente referenciada e dos 35,00% na característica “fiabilidade”. A nossa
opinião, como iniciante no processo de investigação científica, é que estes valores são
extremamente elevados, para serem completamente desconsiderados.
Ao nos referimos à quantidade das DF intercalares (pergunta 4.3), podemos formular
duas conclusões complementares. Ao nível da quantidade global, podemos afirmar que os
componentes das DF são suficientes para satisfazer as necessidades dos utentes. Esta
afirmação, baseia-se no facto de que não houve uma única sugestão por parte dos usuários, de
documentos contabilísticos acessórios, aquém os já exigidos actualmente. Ao nível da
quantidade por peça contabilística, podemos afirmar que é desejo dos utilizadores das IF, de
que ambas as DF intercalares (semestrais e trimestrais) sejam compostas por todos os
documentos exigidos presentemente por Lei. A única excepção a esta regra, refere-se ao
Relatório de Gestão Condensado, que os utentes acreditam ser suficiente apenas nas DF
semestrais (61,79% dos respondentes).
Os valores apurados no questionamento citado anteriormente, possuem um significado
extremamente abrangente e prometedor; uma vez que, contemporaneamente, é de bom senso
por parte das empresas, uma publicação dos principais mapas contabilísticos condensados,
181
nas DF trimestrais, contudo, a própria CMVM em seu modelo destas demonstrações (Anexo
V) apenas “exige” o balanço e a demonstração de resultados condensados.
Outro ponto excessivamente importante, que nos propusemos a abordar no início deste
estudo científico, refere-se à criação de valor directa ou indirectamente para as
sociedades cotadas, com a publicação periódica de Demonstrações Financeiras
Intercalares. Neste sentido, as conclusões deste assunto, que são deveras interessantes,
relacionam-se intrinsecamente com as hipóteses postas no cap. I. Faz-se mister referir, que os
pressupostos iniciais são compostos por duas afirmações distintas e, que mereceram estudos
diferentes ao longo da investigação empírica.
Em conformidade com a primeira parte, que alude à criação de valor para as
sociedades quotizadas de forma indirecta (opinião dos entrevistados), podemos afirmar com
uma certeza “quase absoluta”, que a publicação periódica de IF intercalares traz como
benefícios, uma significativa (sublinhado nosso) melhoria na imagem organizacional e, uma
maior credibilidade da organização perante empregados, clientes, fornecedores e utentes em
geral. Esta afirmação, baseia-se nos 94,40% de inquiridos que consideram (pergunta 5.1) a
divulgação sistemática de IF em períodos menores que um ano financeiro, como acarretadora
de benefícios directos/indirectos para as sociedades que as divulgam.
De forma a complemetar as afirmações acima, citamos ainda, os 86,72% e 88,98%
(pergunta 5.1.1) de utentes, que afirmaram ser a melhoria da imagem organizacional e, o
aumento da credibilidade da entidade perante os utentes das DF respectivamente, os
benefícios indirectos gerados para a organização. Salienta-se, que os outros benefícios
apresentados nesta pergunta, obtiveram scores menores que 50,00% de opiniões 4
(importante) e 5 (muito importante), chegando o benefício “diminuição dos prémios de
seguro” a apresentar um percentual de opiniões positivas de apenas 17,24%. Estes valores nos
levam a acreditar, que a comunidade de usuários das IF, não consideram que outros benefícios
(como os apresentados no questionário) fruam de/para as organizações cotadas em
consequência da divulgação periódica de IF, contradizendo assim, a essência do parecer do
Banco Central Europeu n.º CON/2003/21 (vide Introdução do estudo) e outros documentos
produzidos e publicados por entidades legislativas e pensadores académicos.
182
A segunda parte das hipóteses, refere-se ao estudo estatístico do valor de cotação das
acções das empresas seleccionadas anteriormente a partir do ano 2000. Sobre isso, podemos
afirmar com segurança, uma vez que a estatística “não mente”, que a publicação periódica de
IF por parte das empresas quotizadas, não exercem nenhuma influência significativa sobre
os valores de cotações das acções.
Cabe referir, que existe uma diferença de apenas 0,20%, entre os 5 valores anteriores à
data de publicação das DF e, os 5 valores posteriores àquelas. Ao nível de significância
considerado no teste estatístico (1%), não podemos considerar a mesma como exercendo uma
influência expressiva nos valores de cotações das acções. Uma possível explicação para este
facto, seria a de que as DF intercalares, via de regra, apenas informam aos utentes, uma
confirmação das previsões anunciadas pelas empresas cotadas no início de cada ano
financeiro. Esta possível explicação, justifica também os picos de valores encontrados nos
grágicos 6.26 à 6.29 (em especial os gráficos 6.26 e 6.28), nos levando a acreditar, que os
mesmos decorrem mais do conteúdo da informação financeira, do que do acto de publicação
da mesma. Desta forma, os picos anteriormente citados, representariam uma alteração da IF
esperada, ou o acontecimento de algum evento que exerça pressão no mercado financeiro.
Salienta-se, que a “possível explicação” acima, é a que nos parece mais lógica e
viável. Entretanto, não podemos confirmar e ter certezas da mesma, uma vez que, a
investigação não se aprofundou no conteúdo das IF como um todo, bem como no historial
decorrente nos últimos anos das empresas seleccionadas, prendendo-se apenas, no valor de
cotação das acções.
Por fim, apesar de acreditarmos que o exposto até ao presente momento, responde à
problemática e aos objectivos propostos no início deste trabalho, temos consciência que o
mesmo apresenta algumas limitações. A principal delas, diz respeito aos próprios objectos de
estudo, que se resumiram a apenas quatro empresas, no caso, 4 das 5 empresas cotadas na
Euronext Lisbon com maior volume de negócios, bem como, o número “reduzido” de utentes
cujas opiniões foram questionadas. O ideal seria, que fosse adoptado um número maior de
companhias cotadas e, de utentes pesquisados, não só a nível de quantidade, mas também de
diversificação (gestores das companhias cotadas, representantes das Finanças e da Direcção
Geral dos Impostos, representantes das instituições de créditos financeiros, associações de
funcionários, clientes e fonecedores das companhias cotadas, entre outros) inclusivamente ao
183
nível de União Europeia. Outro aspecto limitativo, refere-se à comparabilidade dos
resultados obtidos com outros trabalhos do género; uma vez que, existe pouca quantidade de
teoria acerca deste assunto, cuja abordagem fosse similar à deste estudo.
Entretanto, confiamos que a presente investigação científica, contribui para divulgar a
importância das Demonstrações Financeiras Intercalares para as sociedades com valores
cotados em Bolsas de valores, acrescentando uma mais-valia sobre o tema, uma vez que
aborda não só os aspectos legais envolvendo a elaboração e publicação daquelas informações,
mas sim, o acréscimo de valor na opinião dos utentes das IF e no retorno financeiro para as
sociedades cotadas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
185
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
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mercado regulamentado.
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2001/34/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, relativa à admissão de valores
mobiliários à cotação oficial de uma bolsa de valores e à informação a publicar sobre
esses valores.
7. COMUNIDADE EUROPEIA – Parlamento/Conselho Europeu, 2001: Directiva
2001/65/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, que altera as Directivas 78/660/CEE,
83/349/CEE e 86/635/CEE relativamente às regras de valorimetria aplicáveis às contas
anuais e consolidadas de certas formas de sociedades, bem como dos bancos e de outras
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de 30 de Setembro de 2003. Solicitado pelo Conselho da União Europeia, sobre uma
proposta de directiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à harmonização dos
requisitos de transparência no que se refere às informações respeitantes aos emitentes
cujos valores mobiliários são admitidos à negociação num mercado regulamentado e que
altera a Directiva 2001/34/CE.
10. COMUNIDADE EUROPEIA – Parlamento/Conselho Europeu, 2004: Directiva
2004/109/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, relativa à harmonização dos
requisitos de transparência no que se refere às informações respeitantes aos emitentes
cujos valores mobiliários estão admitidos à negociação num mercado regulamentado e
que altera a Directiva 2001/34/CE.
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35. PORTUGAL – Decreto-Lei nº 262/86 de 2 de Setembro, republicado pelo Decreto-Lei
n.º 76-A/2006 de 29 de Março. Código das Sociedades Comerciais (CSC).
36. PORTUGAL – Decreto-Lei nº 403/86, actualizado pelo Decreto-Lei nº 410/99 de 15 de
Outubro. Código do Registo Comercial.
37. PORTUGAL – Decreto-Lei nº 486/99, alterado pelos DL n.º 61/2002, 38/2003,
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[Consultado em 09/03/2005].
6. http://www.cmvm.pt – Website da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários em
Portugal. [Consultado em diversas datas diferentes].
7. http://www.cnc.min-financas.pt – Website da Comissão de Normalização Contabilística
em Portugal. [Consultado em diversas datas diferentes].
8. http://www.pai.pt – Website das páginas amarelas na Internet. [Consultado em diversas
datas diferentes].
ANEXOS
A2
ANEXO I – MODELO DO QUESTIONÁRIO
A3
UNIVERSIDADE AUTÓNOMA DE LISBOA
Instituto para o Desenvolvimento e Investigação da Administração (IDIA)
Pesquisa de Mestrado em Auditoria Contabilística Económica e Financeira
Tema: “A importância das Demonstrações Financeiras Intercalares para as Sociedades Cotadas nas Bolsas
de Valores”
Pesquisador: Mestrando Pablo Petersen Santos Consuli
Orientador: Prof. Doutor José A. Figueiredo Almaça
Email: pconsuli@hotmail.com TLM: 919268296
Questionário: R001
INTRODUÇÃO
O objectivo geral deste questionário, é realizar um levantamento de dados, objectivando a construção do
conhecimento científico na área da Contabilidade. As finalidades específicas deste instrumento de colecta,
perpassam pelo conhecimento e reconhecimento acerca da opinião dos diversos utentes/utilizadores das
Informações Financeiras (IF) sobre a qualidade/quantidade das Demonstrações Financeiras (DF)
Intercalares (períodos menores que um ano financeiro completo de uma organização) elaboradas e
publicadas pelas sociedades cujos títulos encontram-se cotados na Euronext Lisbon.
A forma de preenchimento deste instrumento, é o comummente conhecido, com a marcação de um “X”
numa caixa de respostas. Consoante a pergunta, será solicitado ao inquirido uma resposta fechada (com a
possibilidade de uma resposta apenas), semi-aberta (pergunta em que o entrevistado responde e depois
justifica a resposta) e dicotómicas (pergunta cujas alternativas possuem valores opostos). Em casos
específicos, será requerido ao entrevistado, uma gradação de opinião, sendo a escala mais utilizada, a que
possui o intervalo de 1 (sem opinião) a 5 (muito importante), com os valores intermédios de 2 (sem
importância), 3 (pouco importante) e 4 (importante).
É de salientar, que todos os dados obtidos através da aplicação deste questionário, serão tratados e
sintetizados de forma estritamente confidencial, não existindo o manuseamento dos mesmos por pessoas
outras, que não o autor desta pesquisa. Agradecemos que este questionário seja preenchido e devolvido no
RSF em anexo, até a data limite de 20/03/2007. Caso seja de vosso interesse, enviar-lhe-ei as conclusões
finais deste estudo científico, logo que concluído o processo. A sua opinião faz-se necessária e
extremamente importante para a validade e fiabilidade dos resultados. POR FAVOR, COLABORE.
Fica expresso desde o presente momento, o meu reconhecimento e a minha gratidão.
1. IDENTIFICAÇÃO PARCIAL DO INQUIRIDO
1.1 Qual a sua idade? ______
1.2 Nos limites abaixo, seleccione aquele correspondente aos anos (aproximados ou exactos) que o (a) Sr.
(a) possui no exercício dessa função?
0-5 anos 5-10 anos 11-15 anos 16-20 anos Mais de 21 anos
1.3 Qual o seu grau de escolaridade na época em que iniciou os seus trabalhos nessa área?
Técnico
Licenciatura ou Bacharelato
Pós-Graduação
Mestrado
Doutorado
A4
1.4 Qual o seu nível de escolaridade actual?
Técnico
Licenciatura ou Bacharelato
Pós-Graduação
Mestrado
Doutorado
2. AVALIAÇÃO DA INFORMAÇÃO FINANCEIRA
2.1 Como utilizador de Informações Financeiras, o (a) Sr. (a) acha que as DF disponibilizadas pelas
empresas cotadas respondem às suas necessidades de informação?
Sim. Por favor, passe para a questão 2.2 Não
2.1.1 Se respondeu negativamente, indique na tabela abaixo, escalonando 1 (sem opinião), 2 (sem
importância), 3 (pouco importante), 4 (importante) ou 5 (muito importante) os motivos de sua opinião.
1 2 3 4 5
g) As informações não são credíveis, não são dignas de confiança;
h) Atraso, falta de tempestividade, na publicação destas informações;
i) Conteúdo incompreensível, falta de objectividade e/ou informações
obscuras;
j) Canais de comunicação inadequados;
k) Demasiadas informações materialmente irrelevantes;
l) Outras. Quais?
2.2 A partir de 1986, data de ingresso de Portugal na União Europeia, de que forma o (a) Sr. (a) avalia:
2.2.1 A evolução qualitativa das DF disponibilizadas pelas empresas cotadas na Bolsa de Valores do país.
Sem Opinião Péssima Fraca Regular Boa Óptima
2.2.2 A mudança quantitativa destas mesmas Demonstrações Financeiras.
Sem Opinião Péssima Fraca Regular Boa Óptima
2.3 Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem opinião) a 5 (muito importante), a sua opinião acerca
da representatividade de cada facto para a actual conjectura contabilística existente em Portugal. É
de salientar que as questões “e” e “f” são mutuamente exclusivas (ao assinalar uma, por favor não assinale
a outra).
1 2 3 4 5
a) Maior exigência do POC;
b) Criação da Comissão de Normalização Contabilística (CNC);
A5
c) Necessidade de adequação as directivas comunitárias;
d) Necessidade de harmonização contabilística a nível comunitário;
e) Menor exigência por parte dos utentes/utilizadores das DF;
f) Maior exigência por parte dos utentes/utilizadores das DF;
g) Outras. Quais?
2.4 Com relação as actuais exigências qualitativas/quantitativas de publicação de informações
financeiras por parte das empresas cotadas, o (a) Sr. (a) se consideraria:
Sem opinião sobre o assunto
Totalmente Insatisfeito
Parcialmente Insatisfeito
Parcialmente Satisfeito
Totalmente Satisfeito
2.4.1 Se respondeu totalmente ou parcialmente insatisfeito, seleccione a (s) opção (ões) que mais se
adequa (m) à sua opinião.
O nível de qualidade exigido deveria ser mais flexível
As sociedades cotadas deveriam publicar MENOS informações financeiras
As sociedades cotadas deveriam publicar MELHORES informações financeiras
As sociedades cotadas deveriam publicar MAIS informações financeiras
Outros. Quais? ______________________________________________________________________
3. PERIODICIDADE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3.1 Actualmente as sociedades cotadas na Euronext Lisbon, são obrigadas a elaborar e publicar
Demonstrações Financeiras anuais, semestrais e trimestrais (este último período é considerado pela
CMVM, como a aplicação de “boas práticas” por aquelas sociedades). Ponderando a afirmação anterior,
indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem opinião) a 5 (muito importante), quais os períodos de
tempo, considerados pelo (a) Sr. (a) como sendo ideais e minimamente razoáveis, para elaboração e
publicação obrigatória de informações financeiras.
1 2 3 4 5
a) 1 Ano;
b) 6 Meses;
c) 3 Meses;
d) 1 Mês;
e) 15 Dias;
f) Outros Períodos. Quais?
A6
4. QUALIDADE/QUANTIDADE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERCALARES
4.1 Dentre as características qualitativas da informação financeira, listadas na tabela abaixo, quais o (a) Sr.
(a) acredita, serem levadas em consideração por parte das empresas cotadas na elaboração e publicação das
DF intercalares? Faça uma mensuração do seu grau de opinião, utilizando os seguintes valores: 1 (sem
opinião no momento), 2 (esta característica é completamente desconsiderada), 3 (esta característica é
parcialmente desconsiderada), 4 (esta característica é levada em consideração) e 5 (esta característica é
completamente utilizada).
1 2 3 4 5
a) Compreensibilidade;
b) Relevância (materialidade);
d) Fiabilidade (representação fidedigna, substância sobre a forma,
neutralidade, prudência e plenitude);
d) Comparabilidade;
e) Outras. Quais?
4.2 Ao se comentar sobre segurança e fiabilidade das DF intercalares, o (a) Sr. (a) considera que as
informações financeiras trimestrais (única que ainda não é obrigatoriamente objecto de revisão/auditoria
por um profissional competente), deveriam ser revisadas/auditadas por um profissional habilitado?
Sim Não. Porquê? ______________________________________________________
4.2.1 Em caso afirmativo, indique qual das opções abaixo, o (a) Sr. (a) considera a mais viável:
As DF trimestrais deveriam ser objecto de uma full-audit obrigatoriamente.
As DF trimestrais deveriam ser objecto de uma revisão limitada obrigatoriamente.
Ficaria a cargo da administração da empresa, juntamente com o revisor/auditor escolher o melhor
procedimento de auditoria para as DF trimestrais.
Outros. Quais? ______________________________________________________________________
4.3 Dentre os mapas contabilísticos abaixo, qual (is) o (a) Sr. (a) considera que deveria (m)
obrigatoriamente constar das demonstrações financeiras intercalares?
Semestrais Trimestrais
h) Balanço e Demonstração dos Resultados por natureza condensados;
i) Demonstração dos Resultados por Funções condensada;
j) Políticas Contabilísticas e Notas Explicativas seleccionadas;
k) Anexo ao Balanço e Demonstração dos Resultados condensado;
l) Demonstração condensada que mostre as alterações no Capital Próprio;
m) Demonstração de Fluxos de Caixa condensada e seu Anexo;
n) Relatório de Gestão condensado;
o) Outras informações. Quais?
A7
5. IMPORTÂNCIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERCALARES PARA AS
SOCIEDADES COTADAS NA EURONEXT LISBON
5.1 O (a) Sr. (a) considera que a elaboração e publicação de informações financeiras em períodos
intercalares, trazem benefícios directos/indirectos para a organização?
Sim Não. Por favor, passe para a pergunta 5.2
5.1.1 Em caso afirmativo, indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem opinião), a 5 (muito
importante), a sua opinião do grau de importância acerca dos benefícios, que podem provir para entidade
com a publicação periódica de DF intercalares:
1 2 3 4 5
a) Aumento da cotação das acções da empresa;
b) Melhoria da imagem organizacional perante o mercado;
c) Diminuição dos custos de capital e financiamentos externos;
d) Diminuição dos prémios de seguros;
e) Maior credibilidade perante empregados, clientes e fornecedores;
f) Outras. Quais?
5.2 O (a) Sr. (a) acredita que as empresas cotadas na Euronext Lisbon, irão de forma voluntária publicar
mais informações financeiras que as já exigidas actualmente?
Sim Não
5.3 Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 a 5, a sua opinião acerca da importância de cada motivo, a
ser levado em consideração pelas empresas cotadas na elaboração e publicação de informações financeiras
intercalares.
1 2 3 4 5
d) Custo para elaboração e divulgação das DF intercalares;
m) Conhecimento pela concorrência acerca de diferentes estratégias
adoptadas pela empresa;
n) Quantidade de informações a serem tratadas;
o) Capacidade da área contabilística para gerar as informações em tempo
hábil;
p) Outras. Quais?
CONCLUSÃO
Caso seja vontade do entrevistado, enviarei os resultados desta pesquisa empírica, bem como as
conclusões finais do estudo científico em análise. Caso seja necessário algum esclarecimento acerca
deste questionário, terei o maior prazer, por telefone ou email, de dirimir toda e qualquer dúvida a
respeito do mesmo. Com os maiores cumprimentos.
Pablo Petersen Santos Consuli
A8
ANEXO II – AMOSTRA PESQUISADA
- Lista com nomes e endereços, ou endereços electrónicos válidos, dos seguintes grupos
de utentes das Demonstrações Financeiras, para os quais foram enviados os
questionários da pesquisa empírica:
Intermediários Financeiros ou Sociedades de Intermediários Financeiros inscritos na
CMVM;
Professores de Contabilidade e Auditoria da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL),
do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL), do Instituto
Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e do Instituto Superior de
Economia e Gestão (ISEG);
Revisores ou Sociedades de Revisores Oficiais de Contas (ROC/SROC), inscritos na
CMVM a nível nacional e no website das páginas amarelas, para os quais foram enviados
questionários através de mensagens electrónicas;
Revisores ou Sociedades de Revisores Oficiais de Contas (ROC/SROC), inscritos na
CMVM a nível nacional, para os quais foram entregues os questionários após realização
de visitas pessoais; e
Técnicos Oficiais de Contas (TOC) disponibilizados no website das páginas amarelas,
bem como pessoas indicadas por terceiros.
A9
a) Lista dos Intermediários Financeiros disponibilizada no website da CMVM
N.º NOME E-MAIL
DATA 1º
ENVIO
DATA 2º
ENVIO
DATA 3º
ENVIO
1 Altavisa - Gestão de Patrimónios, SA josecarlos@altavisa.org 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
2 Amorim Patrimónios - Sociedade Gestora de Patrimónios, SA geral@amorimholding.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
3 Atrium Investimentos - Sociedade Financeira de Corretagem, S.A. mpovoa@atrium.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
4 Banco ActivoBank (Portugal), SA apoioaclientes@activobank7.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
5 Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (Portugal), SA bbva.oper@bbva.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
6 Banco BPI, SA correio@bpi.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
7 Banco Comercial Português, SA investors@bcp.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
8 Banco do Brasil, SA lisboa@bb.com.br 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
9 Banco Espírito Santo de Investimento, SA mail@besinv.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
10 Banco Espírito Santo dos Açores, SA besdosacores@besdosacores.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
11 Banco Espírito Santo, SA investidor@bes.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
12 Banco Finantia, SA finantia@finantia.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
13 Banco Itaú Europa, SA bie.global@itaueuropa.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
14 Banco Madesant - Sociedade Unipessoal, SA jose.duarte@bmades.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
15 Banco Popular Portugal, SA sca@bancopopular.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
16 Banco Português de Gestão, SA bpg@bpg.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
17 Banco Português de Investimento, SA correio@bpi.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
18 Banco Privado Português, SA info@banco-privado.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
19 Banco Santander Totta, SA rosario.bettencourt@bta.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
20 Banif - Banco de Investimento, SA Banif.investimento@banifinvestimento.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
21 Banif - Banco Internacional do Funchal, SA info@banif.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
22
Banif Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento
Mobiliário, SA
Banif.investimento@banifinvestimento.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
23 Banque Privée Edmond Rothschild Europe - Sucursal Portuguesa bperepo@lcf-rothschild.lu 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
24 Barclays Bank PLC - Sucursal em Portugal comissao.executiva.pt@barclays.co.uk 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
25 Barclays Fundos, SA barclays.fundos.pt@barclays.co.uk 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
26 BBVA Gest - Sociedade Gestora de Fundos Investimento Mobiliário, SA cpgest@bbva.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
27 Blue Activos Financeiros - Sociedade Gestora de Patrimónios, SA blue@blue-investments.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
28 BMF - Sociedade de Gestão de Patrimónios, SA bmf@bmf.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
A10
29 BNP Paribas Private Bank - Sucursal em Portugal privatebank.portugal@bnpparibas.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
30
BPI Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento
Mobiliário, SA
bpi.gestao.activos@bancobpi.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
31 BPN - Banco Português de Negócios, SA dop@banco.bpn.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
32
BPN Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento
Mobiliário, SA
bpnfundos@fundos.bpn.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
33 BPN Imofundos - SGFII, SA bpnimofundos@imofundos.bpn.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
34 Caixa - Banco de Investimento, SA caixabi@caixabi.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
35 Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, Crl cccam@creditoagricola.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
36 Caixa de Aforros de Vigo, Ourense e Pontevedra (Caixanova) pcvigo.emp@mail.telepac.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
37 Caixa Geral de Depósitos, SA C.Administracao@cgd.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
38 Caixagest - Técnicas de Gestão de Fundos, SA caixagest@cgd.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
39 Companhia Gestora do Fundo Imobiliário Urbifundo, SA geral@urbifundo.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
40 Correia & Viegas - Sociedade Gest. Fundo Investimento Imobiliário, SA cviegas@mail.telepac.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
41 Crédito Agrícola Dealer - Sociedade Financeira de Corretagem, SA geral@cadealer.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
42
Crédito Agrícola Gest - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento
Mobiliário, SA
central.fundos@mail.eunet.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
43 Deutsche Bank (Portugal), SA dbline.dbp@db.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
44 Dif Broker - Sociedade Corretora, SA dif@dif.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
45 ESAF - Espírito Santo Fundos de Investimento Imobiliário, SA info@esaf.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
46 F&C Portugal - Gestão de Patrimónios, SA portugal@fandc.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
47 Fibeira Fundos - Sociedade Gestora Fundos Investimento Imobiliário, SA fibeira.fundos@fibeira.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
48 Fimoges - Sociedade Gest. de Fundos de Investimento Imobilário, SA adm-multiger@mail.telepac.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
49 Finantia - Sociedade Gest. de Fundos de Titularização de Créditos, SA finantia.sgftc@finantia.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
50 Fincor - Sociedade Corretora, SA fincor@fincor.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
51 Finibanco, SA crocha@finibanco.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
52 Finivalor - Sociedade Gestora de Fundos Mobiliários, SA finivalor@finibanco.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
53 Fortis Bank - Sucursal em Portugal espirito.santo@fortisbank.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
54 F.Turismo - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, SA sgfii@ifturismo.min-economia.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
55 Full Trust - Sociedade Gestora de Patrimónios, SA fulltrust@fulltrust.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
56 Fund Box - Sociedade Gest. de Fundos Investimento Imobiliário, SA fundbox@fundbox.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
57 Fundimo - Sociedade Gest.de Fundos de Investimento Imobiliário, SA fundimo@cgd.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
58 GEF - Gestão de Fundos Imobiliários, SA gef@gef.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
59 Gerfundos - Sociedade Gestora Fundos Investimento, SA ger@bancopopular.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
A11
60 Gesfimo - Espírito Santo Irmãos, SGFII, SA mclemencia@espart.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
61 Golden Assets - Sociedade Gestora de Patrimónios, SA golden.assets@goldenassets-sgp.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
62 Golden Broker - Sociedade Corretora, SA golden.broker@goldenbroker.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
63 Grow Investimentos - Gestão de Patrimónios, SA mail@growinvest.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
64 IBCO - Gestão de Patrimónios, SA mpacao@ibco.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
65 Imopólis - Sociedade Gest. de Fundos de Investimento Imobiliário, SA geral@imopolis.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
66
Imorendimento - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário,
SA
imorendimento@imorendimento.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
67 InterMoney Valores - Sociedade de Valores, SA - Sucursal em Portugal esilva@grupocimd.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
68 Intervalores - Sociedade Corretora, SA intervalores@intervalores.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
69 InvestQuest – Soc. Gestora de Patrimónios, SA info@investquest.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
70 Lisbon Brokers - Sociedade Corretora, SA lb@lisbonbrokers.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
71 LJ Carregosa - Sociedade Financeira de Corretagem, SA ljcarregosa@ljcarregosa.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
72 Luso Partners - Sociedade Corretora, SA lusopartners@lusopartners.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
73 Margueira - Sociedade Gest. Fundos Investimentos Imobiliários, SA geral@margueira.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
74 Millennium BCP - Gestão de Fundos de Investimento, SA info@af-investimentos.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
75 Navegator - Sociedade Gestora de Fundos de Titularização de Créditos, SA navegator.sgftc@db.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
76 Norfin - Sociedade Gest. de Fundos de Investimento Imobiliários, SA norfin@norfin.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
77 Oceanus - Sociedade Gest. de Fundos de Titularização de Crédito, SA Oceanus@pt.abnamro.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
78 Orey Valores - Sociedade Corretora, SA geral@oreyvalores.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
79 Pedro Arroja - Gestão de Fundos de Investimento Mobiliário, SA geral.prt@pedroarroja.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
80
Orey Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento
Mobiliário, SA
info@oreyactivos.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
81 Personal Value – Sociedade Gestora de Patrimónios, SA info@pvalue.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
82 Portucale – Soc. Gestora de Fundos de Titularização de Créditos, SA kakoo@esaf.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
83 Predifundos - Sociedade Gest.de Fundos Investimento Imobiliário, SA ger@bancopopular.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
84
Privado Fundos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário,
SA
tferreira@banco-privado.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
85 Refundos – Soc. Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, SA refundos@netcabo.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
86
Santander Gestão de Activos - Sociedade Gestora Fundos Investimento
Mobiliário, SA
raquel.garcia@gruposantander.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
87 Schroder Investment Management Ltd - Sucursal em Portugal leonardo.mathias@schroders.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
88 Selecta - Sociedade Gest. de Fundos de Investimento Imobiliário, SA geral@selecta-sgfii.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
89 SGFI - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, SA mail@sgfimobiliario.com 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
A12
90 Silvip - Sociedade Gestora do Fundo de Valores e Investimentos Prediais, SA fundo@silvip.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
91 Sofinac - Sociedade Gest. de Fundos de Investimento Imobiliário, SA Sofinac@bpi.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
92 Sonaegest - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, SA sonaegest@sonae.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
93
Square Asset Management - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento
Imobiliário, SA
p-coelho@netcabo.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
94 TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, SA pac@tduarte.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
95
Valor Alternativo Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de
Investimento Mobiliário, SA
Info-VA@valoralternativo.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
96
Vila Galé Gest - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários,
SA
vilagalegest@sapo.pt 13-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
A13
b) Lista dos Docentes de Contabilidade/Auditoria da Universidade Autónoma de Lisboa
(UAL)
N.º NOME E-MAIL
DATA 1º
ENVIO
DATA 2º
ENVIO
DATA 3º
ENVIO
1 Ana Pinheiro anapinheiro@sapo.pt 11-02-2007 25-02-2007 05-03-2007
2 Joaquín Quirós jtexeira@unex.es 11-02-2007 25-02-2007 05-03-2007
3 José Luís Correia jose.luis@nav.pt 11-02-2007 25-02-2007 05-03-2007
4 Luís Rita rita.laa@clix.pt 11-02-2007 25-02-2007 05-03-2007
A14
c) Lista dos Docentes de Contabilidade/Auditoria do Instituto Superior de Contabilidade
e Administração de Lisboa (ISCAL)
N.º NOME E-MAIL
DATA 1º
ENVIO
DATA 2º
ENVIO
DATA 3º
ENVIO
1 Alberto da Silva Barata asbarata@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
2 Ana Isabel Marinho Pires aipires@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
3 Ana Maria Vitória V. Gonçalves amgoncalves@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
4 Ana Sofia Carvalho ascarvalho@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
5 António dos Santos Machado asmachado@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
6 António Manuel Oliveira asoliveira@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
7 António Salgueiro asalgueiro@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
8 António Trindade Nunes atnunes@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
9 Armando do C. Gonçalves acgoncalves@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
10 Arménio Fernandes Breia afbreia@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
11 Carlos Alberto B. Costa cacosta@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
12 Carlos Alberto C. Caldeira cacaldeira@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
13 Carlos Alberto Santos Lemos calemos@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
14 Carlos Marques Bernardes cmbernardes@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
15 Domingos Silva Ferreira dsferreira@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
16 Dr. César Abel R. Gonçalves cagoncalves@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
17 Dr. Fernando Paulo Carvalho
fernandocarvalho@mail.tele
pac.pt
11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
18 Dr. Fernando Ramos Ascenção fernando.ascencao@cgd.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
19 Dr. Francisco de Melo Albino Melo.albino@incm.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
20 Dr. Gabriel Correia Alves gcalves@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
21 Dr. Hélder da Palma Miguel hpmiguel@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
22 Dr. João Pedro Bicho jpbicho@clix.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
23 Dr. José Manuel S. Pereira jose.s.pereira@ptprime.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
24 Dr. Manuel Mendes da Cruz mmcruz@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
25 Dr. Rogério Polainas das Neves rpneves@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
26 Dr. Rui Pais de Almeida pais_almeida@yahoo.com 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
27 Dr. Vítor Louro da Silva vlouro2004@yahoo.com. 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
28 Dra. Célia Vicente ccvicente@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
29 Dra. Maria do Céu Almeida mcalmeida@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
30 Dra. Maria João Cotter joaocotter@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
31 Dra. Maria Julieta Azevedo mjulieta@sapo.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
32 Dra. Maria Kuteeva kuteeva@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
33 Dra. Maria Manuela Duarte mmduarte@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
34 Dra. Tânia de Jesus tajesus@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
35 Eusébio Pires da Silva epiresdasilva@clix.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
36 Ezequiel António N. Fernandes eafernandes@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
37 Francisco Joaquim G. Carvalho fjcarvalho@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
38 Helder Viegas da Silva hvsilva@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
39 Jaime Abrantes da Silva Matos jamatos@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
40 João António Poço M. Asseiceiro jaasseiceiro@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
41 João Deus Vieira jdvieira@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
42 João Raposo Teixeira Nogueira jtnogueira@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
43 José Luís Silva jlsilva@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
44 José Manuel Ferreira Pacheco jmpacheco@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
45 Júlio Ferrolho jferrolho@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
A15
46 Luis António Farinha Campanha lacampanha@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
47 Luis Filipe Silva C. Quintino lfquintino@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
48 Manuel Martins Lourenço mmlourenco@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
49 Manuel Paulo Mano Canais mpcanais@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
50 Maria da Conceição F. Rodrigues mcrodrigues@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
51 Rui Pedro M. C. F. Carvalho rpcarvalho@iscal.ipl.pt 11-02-2007 22-02-2007 04-03-2007
A16
d) Lista dos Docentes de Contabilidade/Auditoria do Instituto Superior de Ciências do
Trabalho e da Empresa (ISCTE)
N.º NOME E-MAIL
DATA 1º
ENVIO
DATA 2º
ENVIO
1. Álvaro Daniel Silva Vistas Oliveira
cca.audiconsultores@mail.telepac
.pt
20-02-2007 04-03-2007
2. António M. V. Lousada dos Santos antonio.vilela@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
3. António Manuel R. Guerra Barbosa antonio.barbosa@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
4. Carlos Gonçalves carlos.goncalves@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
5. Carlos Manuel Romeiro Lopes carlos.lopes@monofasica.com 20-02-2007 04-03-2007
6. Cláudia Perdigão Dias Custódio claudia.custodio@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
7. Clementina Maria D. J. Silva Barroso clementina.barroso@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
8.
Dr. António Manuel C. Real de Freitas
Miguel
a.freitasmiguel@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
9. Dr. António Sarmento G. Mota gomes.mota@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
10. Dr. Arlindo F. dos Santos arlindo.santos@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
11. Dr. Emanuel Freire Torres Gamelas emanuel.gamelas@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
12. Dr. João Pedro Vidal Nunes joao.nunes@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
13. Dr. José Paulo Afonso Esperança jose.esperanca@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
14. Dr. Manuel Ramos de Sousa Sebastião msebastiao@bportugal.pt 20-02-2007 04-03-2007
15.
Dr. Miguel Luís Sousa Almeida
Ferreira
miguel.ferreira@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
16. Dr. Mohamed Azzim Gulamhussen magn@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
17. Dr. Victor Domingos S. Franco victor.franco@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
18.
Dr.a Ana Isabel A. Pereira Carvalho
Morais
ana.morais@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
19. Dr.a Clara Costa Raposo clara.raposo@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
20. Dr.a Helena de Oliveira Isidro helena.isidro@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
21. Dr.a Sofia Correia Brito Ramos sofia.ramos@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
22. João Carlos Monteiro de Macedo joao.macedo@netcabo.pt 20-02-2007 04-03-2007
23. João da Rocha Abrantes Costa joao.costa@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
24. João Miguel da Silva Lourenço joao.lourenco@caixabi.pt 20-02-2007 04-03-2007
25. José Carlos Athaíde dos R. Furtado jose.furtado@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
26. José Manuel Carreiras Carrilho jose.carrilho@caixabi.pt 20-02-2007 04-03-2007
27. José Manuel Pinhão Rodrigues jmpr@netcabo.pt 20-02-2007 04-03-2007
28. José Maria M. de Azevedo Rodrigues azevedorodrigues@cbrlda.pt 20-02-2007 04-03-2007
29. Luís Alberto Caetano Trindade caetanotrindade@netcabo.pt 20-02-2007 04-03-2007
30. Luís Alberto Ferreira de Oliveira luis.oliveira@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
31. Luís Miguel da Silva Laureano luis.laureano@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
32. Manuel Luís Araújo Prates mprates@dgci.min-financas.pt 20-02-2007 04-03-2007
33. Maria Antónia Jorge de Jesus antonia.jesus@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
34. Maria Ema de Assunção Palma jmsroc@mail.telepac.pt 20-02-2007 04-03-2007
35. Maria Irene Abreu miada@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
36. Maria Manuela Duarte Martins manuela.martins@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
37. Paulo Jorge Varela Lopes Dias paulo.dias@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
38. Pedro António Sousa Ferreira pedro.ferreira@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
39. Pedro Manuel Sousa Leite Inácio pedro.inacio@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
40. Rogério Marques Serrasqueiro rsserasqueiro@netcabo.pt 20-02-2007 04-03-2007
41. Rui Manuel M. dos Anjos Alpalhão rui.alpalhao@iscte.pt 20-02-2007 04-03-2007
42. Vitor Manuel Batista Almeida vbalmeida@parpublica.pt 20-02-2007 04-03-2007
A17
e) Lista dos Docentes de Contabilidade/Auditoria do Instituto Superior de Economia e
Gestão (ISEG)
N.º NOME E-MAIL
DATA 1º
ENVIO
DATA 2º
ENVIO
1. Dr. Alberto Augusto Ferreira Pereira albper@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
2. Dr. António M. G. da S. Saragga Seabra aseabra@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
3. Dr. António Maria Palma dos Reis apreis@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
4. Dr. Carlos Manuel Pereira da Silva csilva@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
5. Dr. Eduardo Barbosa do Couto ecouto@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
6. Dr. Fernando Lopes Ribeiro Mendes frmendes@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
7. Dr. Fernando Miguel Pereira Alves palves@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
8. Dr. Francisco Teixeira Pereira Soares fsoares2@ip.pt
20-02-2007 04-03-2007
9. Dr. João Carlos Carvalho das Neves jcneves@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
10. Dr. João da Silva Ferreira jofer@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
11. Dr. João José Quelhas Mesquita Mota joaomota@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
12. Dr. João Luis Correia Duque jduque@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
13. Dr. Jorge Fernando S.Romero Monteiro jr@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
14. Dr. Jorge H. da Cruz B. de Jesus Luís jbluis@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
15. Dr. Jorge Júlio Landeiro de Vaz jjlvaz@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
16. Dr. José Hermínio Paulo Rato Rainha jhrainha@hotmail.com
20-02-2007 04-03-2007
17. Dr. José Manuel Gonçalves Pinto goncalvespinto@gmail.com
20-02-2007 04-03-2007
18. Dr. Luís Filipe Nunes Coimbra Nazaré ln@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
19. Dr. Manuel Duarte Mendes M. Laranja mlaranja@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
20. Dr. Paulo A. Guedes Lopes Henriques lopeshen@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
21. Dr. Pedro Ferreira Fernandes dos Santos pedrosantos@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
22. Dr. Pedro M. da Silva Picaluga Nevado pnevado@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
23. Dr. Ricardo Figueiredo Belchior ricardofb@mail.pt
20-02-2007 04-03-2007
24. Dr. Sérgio Filipe M. da Costa Ferreira sferreira@coporgest.com
20-02-2007 04-03-2007
25. Dr. Vítor Fernando da C. Gonçalves vcg@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
26. Dr. Vítor Manuel M. Tavares de Castro vitorcastro@oceanario.pt
20-02-2007 04-03-2007
27. Drª. Cristina B. Gaio Martins da Silva cgaio@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
28. Dra. Maria C. P. Sousa C. dos Santos mcsantos@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
29. Drª. Maria Clara L. Teixeira de Almeida mclaralm@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
30. Dra. Maria de N. R. Esparteiro Barroso mnebarroso@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
31. Mestre Alcino Tiago Cruz Gonçalves tiago@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
32. Mestre Ana Isabel Ortega Venâncio avenancio@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
33. Mestre António Carlos de O. Samagaio antonio.samagaio@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
34. Mestre António Fernando Cardão Pito cardao@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
35. Mestre António M. Cerveira Duarte acduarte@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
36. Mestre Artur Manuel Barros da Cunha acunha@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
37. Mestre Cristiane Drebes Pedron cdpedron@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
38. Mestre Fernando Pinto Marques fm@cncarnes.pt
20-02-2007 04-03-2007
39.
Mestre Helena Abecassis do A. N. Ferreira
Pinto
hneto@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
40.
Mestre Inês Maria G. T. Ferreira da
Fonseca Pinto
inespinto@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
41. Mestre João Augusto Cantiga Esteves cantiga@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
42. Mestre Luís Filipe Gonçalves Pinto luis.pinto@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
43.
Mestre Maria Eduarda Mariano Agostinho
Soares
mes@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
A18
44. Mestre Maria João Coelho Guedes mjguedes@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
45. Mestre Nuno Joel Gaspar Crespo ncrespo@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
46. Mestre Pedro Luís Pereira Verga Matos pvmatos@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
47. Mestre Pedro N. Rino Carreira Vieira rino.vieira@gmail.com
20-02-2007 04-03-2007
48. Mestre Rita R. C. Fuentes Henriques rita.fuentes@ineti.pt
20-02-2007 04-03-2007
49. Mestre Rui Luis Dias Pereira de Sousa rui.sousa@edifer.pt
20-02-2007 04-03-2007
50. Mestre Sofia M. Morais Lourenço slourenco@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
51. Mestre Telmo F. Salvador Vieira tfv@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
52. Mestre Tiago M. Proença Cardão Pito tcp@iseg.utl.pt
20-02-2007 04-03-2007
53. Raquel Maria Medeiros Gaspar Rmgaspar@iseg.utl.pt 20-02-2007 04-03-2007
A19
f) Lista dos Revisores ou Sociedades de Revisores Oficiais de Contas (ROC/SROC), inscritos na CMVM a nível nacional e no website das
páginas amarelas, para os quais foram enviados questionários através de mensagens electrónicas
N.º NOME E-MAIL
DATA 1º
ENVIO
DATA 2º
ENVIO
1
Abílio Azevedo,António Baptista,Elísio Quintas e Lino Vieira-Sociedade de Revisores
Oficiais de Contas
geral@abqvsroc.com 05/03/2007 21/03/2007
2 Abreu & Cipriano-Auditores Sociedade de Revisores Oficiais de Contas sroc119@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
3 Alberto Martins & Henriques Pinto-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas roc.amartins@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
4 Alberto Ramon Borrego albertoramon@sapo.pt 05/03/2007 21/03/2007
5 Álvaro Falcão & Associados SROC lisboa@afa-sroc.pt, porto@afa-sroc.pt 05/03/2007 21/03/2007
6 Álvaro J Oliveira Queirós alvaroqueiros@netcabo.pt 05/03/2007 21/03/2007
7 Alves da Cunha, A Dias & Associados-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas acad-sroc@hotmail.com 05/03/2007 21/03/2007
8 Amália Baleiro & Manuel Fonseca-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas abmf.sroc@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
9 Américo A Martins Pereira americo.pereira.roc@netvisao.pt 05/03/2007 21/03/2007
10 Ana Gomes & Cristina Doutor-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Lda geral@acsroc.pt 05/03/2007 21/03/2007
11 Ângelo Couto,Alberto Couto & Carlos Ribeiro-S R O C coutosroc@sapo.pt 05/03/2007 21/03/2007
12 Aníbal Santos Almeida anibal.almeida@portugalmail.pt 05/03/2007 21/03/2007
13 António Borges João Macedo e Associados SROC ab_stoc@esoterica.pt 05/03/2007 21/03/2007
14 António Joaquim A Gonçalves agoncalvesroc@net.novis.pt 05/03/2007 21/03/2007
15 António Pimpão e Maximino Mota-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas mmota.sroc@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
16 António S Gameiro Rosa sgrosa@netcabo.pt 05/03/2007 21/03/2007
17 António Silvério Rodrigues asilverio@netc.pt 05/03/2007 21/03/2007
18 Arlindo Mateus Lourenço alconsulting@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
19 Armando Meireles & Lopes Vinga-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas sroc@vinga.cc 05/03/2007 21/03/2007
20 Armindo Costa & Serra Cruz-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas audit.jose@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
21 Assunção Oliveira e Sá e Cambão SROC geral@aoscsroc.pt 05/03/2007 21/03/2007
22 Baptista da Costa & Associados-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas bca.lisboa@bca-sroc.pt 05/03/2007 21/03/2007
23 Bernardo & Muralha-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas bmsroc@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
24 César Saraiva-Revisor Oficial de Contas ccgps@clix.pt 05/03/2007 21/03/2007
25 CFVN-Contabilidade e Fiscalidade de Vendas Novas Lda vendasnovas@cfvn.pt 05/03/2007 21/03/2007
26 Coiteiro & Fortunato-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Lda coiteiro@net.sapo.pt 05/03/2007 21/03/2007
A20
27 Diz Silva & Duarte-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas auditum@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
28 Duarte A P Figueira Barros duartebarros@netcabo.pt 05/03/2007 21/03/2007
29 Esteves & Pinho,SROC,Lda geral@inobest.com 05/03/2007 21/03/2007
30 Fátima Pinto e Vítor Freire-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas fpintovfreiresroc@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
31 Figueiredo Lopes & Manuel Figueiredo SROC,A ldf.sroc@netvisao.pt 05/03/2007 21/03/2007
32 Filipe Areosa & Faria Sroc geral@fafsroc.com 05/03/2007 21/03/2007
33 Gaspar Castro & Romeu Silva SROC gaspar@sroc153.com 05/03/2007 21/03/2007
34
Gonçalves & Fonseca-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
vicentepinto@netcabo.pt,
geral.agmmadeira@mail.telepac.pt
05/03/2007 21/03/2007
35 Gregório Carvalho & Costa Sroc Lda info@sroc-gcc.com 05/03/2007 21/03/2007
36 Henrique Duarte e Gonçalves SROC sroc@hdg.mail.pt 05/03/2007 21/03/2007
37 Horwath & Associados SROC Lda geral@horwath.pt 05/03/2007 21/03/2007
38 Humberto M Machado Araújo h.araujo@netc.pt 05/03/2007 21/03/2007
39 Inácio Almeida & Associado-Sociedade Revisores Oficiais de Contas iaa.sroc@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
40 Isabel Paiva Galvão,Mata e Associados SROC geral@ipsroc.pt 05/03/2007 21/03/2007
41 J Bastos,C Sousa Góis & Associado Sroc Lda jbcsga@vianw.pt 05/03/2007 21/03/2007
42 J Monteiro e Associados-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Lda jmsroc@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
43 Joaquim Camilo & Associado SROC geral@jcamilo-sroc.pt 05/03/2007 21/03/2007
44 Joaquim Guimarães,Manuela Malheiro e Mário Guimarães SROC mcguimaraes@jmmsroc.pt 05/03/2007 21/03/2007
45 Joaquim M Pinto Ferreira j.mpferreira@clix.pt 05/03/2007 21/03/2007
46 Joaquim Vicente Pinto vicentepinto@netcabo.pt 05/03/2007 21/03/2007
47 Jorge Manuel S B Pinto jorgebpinto@hotmail.com 05/03/2007 21/03/2007
48 José António N R F Pinheiro josepinheiro@vizzavi.pt 05/03/2007 21/03/2007
49 José F Antunes Rodrigues antunes.rodrigues@sapo.pt 05/03/2007 21/03/2007
50 Júlio Alves Mário Baptista & Associados-SROC julio.alves@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
51 Lampreia & Viçoso-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas lampreia.vicoso@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
52 Leal & Carreira-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas geral@lc-sroc.pt 05/03/2007 21/03/2007
53 Leontino Raimundo Aleixo raimundoaleixo@netcabo.pt 05/03/2007 21/03/2007
54 Lourita-Comércio e Serviços Lda acelmg@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
55 Luís P Aguiar Mendonça aguiarmend@hotmail.com 05/03/2007 21/03/2007
56 Manuel J Andrino Pereira manuel.andrino@oninet.pt 05/03/2007 21/03/2007
57 Manuel L Brito & Associados-SROC SA mlba@dfk.com.pt 05/03/2007 21/03/2007
58 Maria Adelaide M Trigo matrigo@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
A21
59 Marina C Cunha Osório marina_osorio@sapo.pt 05/03/2007 21/03/2007
60 Mário A Oliveira Dias mariodias.roc@net.vodafone.pt 05/03/2007 21/03/2007
61 Mariquito,Correia & Associados-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas sroc@mca.pt 05/03/2007 21/03/2007
62 Marques Almeida,S Tavares,J Nunes & V Simões SROC vsroc@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
63 Matos,Soares & Vaz-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas jopema@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
64 Mendes Ferreira & Soutinho-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Lda mendessroc@mail.net4b.pt 05/03/2007 21/03/2007
65 Moreira,Valente & Associados SA mvaaudit@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
66 Navalho,Martins & Associados SROC navalho@netcabo.pt 05/03/2007 21/03/2007
67 Noras Silvério & Bizarro do Vale-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas manuelfardilha@netc.pt 05/03/2007 21/03/2007
68 Número Par Contabilidade Lda numeropar@net.novis.pt 05/03/2007 21/03/2007
69 Óscar Quinta Canedo Mota & Pires Fernandes SROC oq.cm.pf.sroc@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
70
P Matos Silva,Garcia Jr,P Caiado & Associados,Sociedade de Revisores Oficiais de
Contas Lda
ms.sroc.co@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
71 Pagarim & C Lda lkroc@netcabo.pt 05/03/2007 21/03/2007
72 Patrício,Mimoso e Mendes Jorge Sociedade de Revisores Oficiais de Contas audiconsulte@audiconsulte.pt 05/03/2007 21/03/2007
73 Paulo J Alves Ferreira pauloferreiraroc@gmail.com 05/03/2007 21/03/2007
74 Pinto & Palma SROC pintopalma@clix.pt 05/03/2007 21/03/2007
75 Pires de Matos & Pinheiro Torres-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas lpinheirotorres@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
76 Ribeiro Pires & Sousa-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas rpssroc@rpssroc.pt 05/03/2007 21/03/2007
77 Rosa Lopes,Gonçalves Mendes & Associado-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas geral@rlgm.pt 05/03/2007 21/03/2007
78 Rui Lemos Pereira & Associado-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas rmanuel@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
79 Rui M Duarte Lopes ruilopes.oroc@sapo.pt 05/03/2007 21/03/2007
80 Santos Carvalho & Associados Sroc SA santoscarvsroc@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
81 UHY-A Paredes e Associados,SROC Lda geral.lisboa@uhy-portugal.pt 05/03/2007 21/03/2007
82 Vasco Amorim Figueiredo vascoafigueiredo@oninet.pt 05/03/2007 21/03/2007
83 Velosa Silva e Marques SROC velosanadais@ip.pt 05/03/2007 21/03/2007
84 Virgílio G Silva Constantino virgilioconstantino@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
85 Vítor M R Oliveira vohf.sroc@mail.telepac.pt 05/03/2007 21/03/2007
86 Vítor Valente & Manuel Domingues SROC manuel.domingues@sroc.pt 05/03/2007 21/03/2007
A22
g) Lista dos Revisores ou Sociedades de Revisores Oficiais de Contas (ROC/SROC), inscritos na CMVM a nível nacional, para os quais
foram entregues os questionários após realização de visitas pessoais.
N.º NOME ENDEREÇO COD. POSTAL
DATA
VISITA
1 Amável Calhau, Ribeiro da Cunha e Associados-SROC Rua Artilharia Um, nº 104 - 4º Esqº 1099-053 Lisboa 10/03/2007
2 António Grenha, Bryant Jorge & Moura Tavares - SROC Alameda Santo António dos Capuchos, nº 6 - 2º Esqº 1150-314 Lisboa 10/03/2007
3 Auren Auditores & Associados - SROC, S.A. Rua de Fradesso da Silveira, nº 6, 3º A, Bloco C 1300-609 Lisboa 10/03/2007
4 Barroso, Dias, Caseirão & Associados - SROC Avenida da República, nº 52 - 9º 1050-196 Lisboa 09/03/2007
5 Deloitte & Associados - SROC, SA Edifício Atrium Saldanha, Praça Duque de Saldanha, 1 - 6º 1050-094 Lisboa 09/03/2007
6 Ernst & Young Audit & Associados - SROC, SA Avenida da República, nº 90 - 6º 1600-206 Lisboa 09/03/2007
7 ESAC - Espírito Santo & Associados - SROC, S.A. Avª Estados Unidos da América, nº 97 - 6º Dtº 1700-167 Lisboa 09/03/2007
8 KPMG & Associados-SROC, SA Edif. Monumental, Av. Praia da Vitoria, 71/A - 11º 1069-006 Lisboa 09/03/2007
9 Leopoldo Alves & Associado - SROC Avenida da República, nº 48 - 1º Esqº 1050-195 Lisboa 09/03/2007
10 Oliveira Rego & Associados - SROC Avª Praia da Vitória, nº 73 - 2º Esqº 1050-183 Lisboa 09/03/2007
11 PricewaterhouseCoopers & Associados - SROC, Lda Palácio SottoMayor - Rua Sousa Martins, 1º - 3º 1050-217 Lisboa 09/03/2007
A23
h) Lista dos Técnicos Oficiais de Contas (TOC) disponibilizados no website das páginas amarelas, bem como TOC indicados por terceiros.
N.º NOME E-MAIL
DATA 1º
ENVIO
DATA 2º
ENVIO
DATA 3º
ENVIO
1 A F Durães-Contabilidade e Gestão Lda afduraes@oninetspeed.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
2 Abion & Santos-Organização e Gestão de Empresas Lda extratus@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
3 ACL-Algarve Comércio e Prestação de Serviços Lda acl.cps@net.novis.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
4 Adriana Moreira & A Moreira-Técnicos Oficiais de Contas Lda alvaromoreira@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
5 Adriano Nogueira Cunha nogueirap@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
6 Agência de Documentação Gold Pen goldpen@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
7 Alcides M Coutinho Jordão alcidesjordao@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
8 Alpiconta-Gabinete Técnico de Contabilidade Lda alpinconta@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
9 Altaconta-Contabilidade e Gestão de Empresas Lda altaconta@net.novis.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
10 Álvaro E Almeida Pimenta a.pimenta@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
11 Amélia Encarnação Vieira amelia_vieira@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
12 André & Filhos Lda af.andre@clix.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
13 António A Luís Costa aalcosta@clix.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
14 António J Ferreira Urbano ferbano@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
15 António Jerónimo Batalha cs.batalha@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
16 António Lemos Neves antoniolneves@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
17 António M Baptista Carrola antonio.carrola@oninet.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
18 António M Cabral Rodrigues amcrodrigues@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
19 António P Balesteiros Serrano a.serrano@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
20 Aqua Lata-Contabilidade,Fiscalidade e Gestão Lda aqua.lata@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
21 Audicontabil-Gabinete de Contabilidade e Auditoria Lda audicontabil@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
22 Audifirb-Contabilidade,Auditoria e Fiscalidade Lda afonseca.audifirb@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
23 Audimoura-Auditoria e Contabilidade Lda gestamareleja@gmail.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
24 Augusto Bastos-Gabinete de Contabilidade Lda augusto-bastos@clix.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
25 Brasague-Contabilidade Assessoria e Consultoria Fiscal Lda geral@brasague.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
26 Bruno Pereira contabilidade@advancecare.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
27 Burnay Gato & Rodrigues Lda bgrlda@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
28 C3F-Contabilidade a Empresas Lda contabilidade@c3f.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
29 Cacemconta - Centro Contabilidade Lda cacemconta@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
A24
30 Carlos A S Marques Lda cmcontas@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
31 Carlos L Moreira Barros carlos.barros@clmbarros.com.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
32 Carlos Bravo Carlos.bravo@manroland.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
33 Ceo-Centro de Estudos e Organização de Empresas Lda ceo.lda@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
34 Colaço & Colaço-Serviços de Contabilidade Lda colaco.colaco@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
35 Colevi-Contabilidade e Serviços de Gestão Lda colevi@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
36 Compacto-Comércio Geral e Representações Lda compacto@clix.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
37 Concentos-Contabilidade,Gestão e Formação Lda geral@concentos.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
38 Consulbeja-Consultadoria e Marketing Lda consulbeja.lda@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
39 Conta Directa-Consultoria de Gestão Lda geral@contadirecta.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
40 Conta Loios-Gabinete de Contabilidade dos Loios Lda olganaia@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
41 Contalgarve II-Sociedade de Técnicos Oficiais de Contas Lda contalgarve@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
42
Contalógica-Gabinete Técnico de Contabilidade, Gestão e Assuntos Fiscais
Lda
geral@contalogica.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
43 Contique-Contabilidade Lda geral@contique.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
44 Contordem-Organização & Gestão Lda geral@contordem.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
45 Cosmelli consultoria e gestão cosmelli-c-g@clix.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
46 Costa & Leite-Serviços Integrados Gestão Lda geral@jcl-costaleite.com.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
47 Cristoc-Contabilidade e Apoio Fiscal Unipessoal Lda cristoc@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
48 Cyber Rio-Computadores,Contabilidade e Serviços Lda cyberrio@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
49 Maria João T. Diogo maria.diogo@vodafone.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
50 Domingos Martins-Unipessoal Lda dcmartins@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
51 Dora Caetano-Contabilidade doracaetano@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
52 Duarte Nuno Santos dns84@hotmail.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
53 Ecotaxa-Técnicos Oficiais Contas Lda ecotaxa@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
54 Escrirede-Contabilidade e Serviços Lda escrirede@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
55 Eurolider-Sociedade dos Técnicos Oficiais de Contas Lda eurolider@eurolider.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
56 Execontábil-Executora Técnica de Contabilidade Lda geral@execontabil.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
57 Expressamente Eficaz-Serviços de Estafetas Lda expressamenteeficaz@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
58 Fernando Araújo-Contabilidade e Gestão Lda fernandodearaujo@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
59 Fernando F Carvalho Unipessoal Lda fernando.f.carvalho@clix.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
60 Fernando J Pereira Santos fpereirasantos@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
61 Fiducial Lisboa-Av República republica@fiducial.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
A25
62 Filipe Almeida filipe.almeida@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
63 Fiscomapa Contabilidade e Gestão de Empresas, Lda fiscomapa@fiscomapa.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
64 Francisco Fernando F Moreira fermoconta@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
65 Geralconta-Gabinete de Gestão e Execução Contabilística Lda geralconta@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
66 Gescar-Carlos Manuel Silva Santos-Contabilidade,Auditoria e Gestão Lda consultoria@gescar.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
67 Gesconta jrs80@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
68 Gestamareleja-Gestão e Contabilidade Lda gestamareleja@gmail.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
69 Global Vista-Consultadoria Fiscal Lda dieter@huenermund.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
70 Hbp - Serviços de Contabilidade Lda hbpcont@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
71 Isoforma-Estudos Contabilidade Lda isoforma@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
72 Ivone Inácio Oliveira ivone_oliveira@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
73 J M Dinis-Contabilidade e Consultoria de Gestão Lda forcaset@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
74 Jerónimo Raposo Dias jeronimodias@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
75 João Abreu joao.abreu@kanguru.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
76 João M Brazido Martins jbrazido@portugalmail.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
77 João P Nunes Mata j.mata@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
78 Joaquim E Santos Costa emidio@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
79 Joaquim Roque joaquim-roque@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
80 Joresil-Contabilidade,Fiscalidade e Serviços Lda joresil@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
81 José A Tavares Moutela jmoutela@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
82 José Almeida rae85c4@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
83 José António V Sustelo jasustelo@netvisao.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
84 José M S S Miranda simao_miranda@hotmail.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
85 Lapa & Filhos Lda lapaefilhos@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
86 Leonel Ribeiro contabilidade@advancecare.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
87 Luís Brito-Contabilidades Lda luis.de.brito@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
88 Luís Lopes-Contabilidade e Gestão Unipessoal Lda luislopes.lda@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
89 luisa anacoreto lanacoreta@porto.ucp.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
90 Lurdes Grosso-Contabilidade e Fiscalidade Unipessoal Lda lurdesgrosso@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
91 M J R Contabilidade e Gestão Lda mjrcontabilidade.ptm@clix.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
92 M Piedade Marques Carmo contabmpcarmo@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
93 Madureira-Técnico Oficial de Contas Unipessoal Lda madureira@madureira.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
94 Manuel Amâncio de Medeiros César Lda amanciocesar@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
A26
95 Manuel Borges Pacheco m_b_pacheco@netc.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
96 Manuel J Alves Vilão mjavilao@hotmail.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
97 Manuel J Pereira Escada manuelescada@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
98 Manuel Lopes locontel@oni.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
99 Maria C A Pratt Grave conceicao-pratt@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
100 Maria G Antunes Rodrigues contacor@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
101 Maria J P C Rodrigues Caseiro geral@2c-contabilidade.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
102 Maria M Mariano Felício manuelafelicio@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
103 Maria T Ferreira Silva mteresasilva@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
104 Mário A Estevens Correia mariocontas@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
105 Mário Rodrigues Gomes Aguiar marioaguiar@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
106 Método Diário-Contabilidade Lda metodo.diario@net.novis.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
107 Mónica Mandim mmandim@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
108 Nelconta-Contabilidade, Fiscalidade e Auditoria Lda nelconta@clix.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
109 Nelson M Gil Afonso nelson.g.afonso@yorn.net 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
110 Norconta-Gabinete de Contabilidade e Serviços m_ribeirocosta@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
111 Nuno Costa Gomes Lda nuno.c.gomes@ip.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
112 Objeconta-Contabilidade e Gestão Lda obje.conta@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
113 One Financial-Contabilidade e Consultoria Fiscal Lda geral@onefinancial.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
114 Patrícia Martinho patricia.martinho@oniduo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
115 Paula Antunes antunes@corp.vodafone.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
116 Paulo da Luz & Carla Rodrigues-Técnicos de Contas Associados info@tcagest.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
117 Pedro A Canavarro A M Paulo pcmpaulo@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
118 Pesquita,Amaro & Caneira-Contabilidade e Fiscalidade Lda amaro.caneira@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
119 Pevinfor-Gabinete de Contabilidade e Gestão Lda pevinfor@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
120 Pim-Projectos e Investimentos de Monção Lda pimoncao@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
121 Pinto da Gama-Gabinete de Contabilidade Lda pintodagama@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
122 Planiconta-Queirós & Guedes Lda planiconta@netcabo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
123 Post Scriptum-Contabilidade e Serviços Lda info@postscriptum.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
124 Razão-Contabilidade e Representações waltercorreia@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
125 Refine-Gabinete Técnico de Contabilidade Lda refine@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
126 Regicontrol-Gabinete de Planeamento e Execução Contabilística Lda regicontrol@hotmail.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
127 Revisal-Gestão Auditoria e Contabilidade Lda revisal@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
A27
128 Setzimbra-Gabinete de Contabilidade e Projectos de Investimento Lda geral@clover.com.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
129 Siscalpoc-Contabilidade e Fiscalidade Lda siscalpoc@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
130 Socontas - Gabinete Técnico de Contabilidade Lda socontas@socontas.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
131 Tiago Montez-Contabilidade Fiscalidade Gestão e Serviços Lda tiagomontez@tm.mail.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
132 Trionalis-Contabilidade Gestão e Planeamento Lda trionalisjl@iol.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
133 Ulísses M B Jorge Veríssimo umjv@sapo.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
134 Unitécnica-Escritório Técnico de Contas Lda unitecnica.tocs@clix.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
135 Vericonta-Economia e Gestão Lda vericonta@vericonta.com 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
136 Visoconta-Gabinete de Processamento de Dados Lda visoconta@mail.telepac.pt 25-02-2007 05-03-2007 21-03-2007
A28
ANEXOIII – ANÁLISE ESTATÍSTICA
a) UNIVERSO TOTAL DE PESQUISADOS
A29
- 1º Grupo de perguntas – identificação parcial do inquirido
1.2 Nos limites abaixo, seleccione aquele
correspondente aos anos (aproximados ou
exactos) que o (a) Sr. (a) possui no exercício
dessa função?
1.3 Qual o seu grau de escolaridade na época em que
iniciou os seus trabalhos nessa área?
1.4 Qual o seu nível de escolaridade actual?
UTENTES
1.1 Média de
Idade?
0-5
anos
6-10
anos
11-15
anos
16-20
anos
Mais
de 21
anos
Téc. Lic.
Pós-
Graduação
Mestrado Doutorado Téc. Lic.
Pós-
Graduação
Mestrado Doutorado
Int. Financeiros 36,00 Anos
6 4 5 1 0 0 16 0 0 0 0 8 4 4 0
Docentes 45,60 Anos
4 3 10 5 13 0 21 4 8 2 0 0 4 18 13
ROC 48,39 Anos
4 3 8 4 14 0 29 0 4 0 0 21 2 10 0
TOC 43,05 Anos
9 5 10 5 15 11 30 2 1 0 7 28 5 4 0
TOTAL 128 128 128
%RELATIVO 17,97% 11,72% 25,78% 11,72% 32,81% 8,59% 75,00% 4,69% 10,16% 1,56% 5,47% 44,53% 11,72% 28,13% 10,16%
%Int. Financeiros 4,69% 3,13% 3,91% 0,78% 0,00% 0,00% 12,50% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 6,25% 3,13% 3,13% 0,00%
%Docentes 3,13% 2,34% 7,81% 3,91% 10,16% 0,00% 16,41% 3,13% 6,25% 1,56% 0,00% 0,00% 3,13% 14,06% 10,16%
%ROC 3,13% 2,34% 6,25% 3,13% 10,94% 0,00% 22,66% 0,00% 3,13% 0,00% 0,00% 16,41% 1,56% 7,81% 0,00%
%TOC 7,03% 3,91% 7,81% 3,91% 11,72% 8,59% 23,44% 1,56% 0,78% 0,00% 5,47% 21,88% 3,91% 3,13% 0,00%
A30
- 2º Grupo de perguntas – avaliação da informação financeira
a) Pergunta 2.1 – Satisfação das necessidades de informações financeiras
2.1 Como utilizador de Informações Financeiras, o (a) Sr. (a) acha que as DF
disponibilizadas pelas empresas cotadas respondem às suas necessidades de
informação?
UTENTES
Sim Não
Int. Financeiros 16 0
Docentes 21 14
ROC 24 9
TOC 34 10
TOTAL 128
%RELATIVO 74,22% 25,78%
%Int. Financeiros 12,50% 0,00%
%Docentes 16,41% 10,94%
%ROC 18,75% 7,03%
%TOC 26,56% 7,81%
A31
b) Pergunta 2.1.1 – Satisfação das necessidades de informações financeira (continuação)
2.1.1 Se respondeu negativamente, indique na tabela abaixo, escalonando 1 (sem opinião), 2 (sem importância), 3 (pouco importante), 4 (importante) ou 5
(muito importante) os motivos de sua opinião.
a) As informações não são credíveis, não são
dignas de confiança;
b) Atraso, falta de tempestividade, na publicação
destas informações;
c) Conteúdo incompreensível, falta de
objectividade e/ou informações obscuras;
UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Docentes 2 3 3 4 1 1 1 6 3 2 1 2 3 7 1
ROC 0 2 1 3 2 0 1 4 3 0 0 1 2 5 1
TOC 3 3 3 2 2 0 2 4 4 1 0 0 3 7 3
TOTAL 34 32 36
%RELATIVO 14,71% 23,53% 20,59% 26,47% 14,71% 3,13% 12,50% 43,75% 31,25% 9,38% 2,78% 8,33% 22,22% 52,78% 13,89%
%Int. Financeiros 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%Docentes 5,88% 8,82% 8,82% 11,76% 2,94% 3,13% 3,13% 18,75% 9,38% 6,25% 2,78% 5,56% 8,33% 19,44% 2,78%
%ROC 0,00% 5,88% 2,94% 8,82% 5,88% 0,00% 3,13% 12,50% 9,38% 0,00% 0,00% 2,78% 5,56% 13,89% 2,78%
%TOC 8,82% 8,82% 8,82% 5,88% 5,88% 0,00% 6,25% 12,50% 12,50% 3,13% 0,00% 0,00% 8,33% 19,44% 8,33%
d) Canais de comunicação inadequados;
e) Demasiadas informações materialmente
irrelevantes;
f) Outras. Quais?
UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Docentes 1 5 3 5 0 0 3 3 6 2 0 0 0 0 2
ROC 1 2 3 3 0 0 2 1 5 1 1 0 0 0 0
TOC 1 5 2 6 0 0 5 2 5 2 1 0 0 0 0
TOTAL 37 37 4
%RELATIVO 8,11% 32,43% 21,62% 37,84% 0,00% 0,00% 27,03% 16,22% 43,24% 13,51% 50,00% 0,00% 0,00% 0,00% 50,00%
%Int. Financeiros 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%Docentes 2,70% 13,51% 8,11% 13,51% 0,00% 0,00% 8,11% 8,11% 16,22% 5,41% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 50,00%
%ROC 2,70% 5,41% 8,11% 8,11% 0,00% 0,00% 5,41% 2,70% 13,51% 2,70% 25,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%TOC 2,70% 13,51% 5,41% 16,22% 0,00% 0,00% 13,51% 5,41% 13,51% 5,41% 25,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
A32
c) Pergunta 2.2 – Evolução qualitativa/quantitativa das demonstrações financeiras
2.2 A partir de 1986, data de ingresso de Portugal na União Europeia, de que forma o (a) Sr. (a) avalia:
2.2.1 A evolução qualitativa das DF disponibilizadas pelas empresas cotadas
na Bolsa de Valores do país.
2.2.2 A mudança quantitativa destas mesmas Demonstrações Financeiras.
UTENTES
Sem
Opinião
Péssima Fraca Regular Boa Óptima
Sem
Opinião
Péssima Fraca Regular Boa Óptima
Int. Financeiros 0 0 0 2 14 0 0 0 0 4 10 2
Docentes 1 0 1 9 23 1 2 0 1 14 18 0
ROC 1 0 1 7 24 0 1 0 0 11 19 0
TOC 0 0 0 10 28 2 5 0 0 14 22 0
TOTAL 125 123
%RELATIVO 2,40% 0,00% 1,60% 22,40% 71,20% 2,40% 6,50% 0,00% 0,81% 34,96% 56,10% 1,63%
%Int. Financeiros 0,00% 0,00% 0,00% 1,60% 11,20% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 3,25% 8,13% 1,63%
%Docentes 0,80% 0,00% 0,80% 7,20% 18,40% 0,80% 1,63% 0,00% 0,81% 11,38% 14,63% 0,00%
%ROC 0,80% 0,00% 0,80% 5,60% 19,20% 0,00% 0,81% 0,00% 0,00% 8,94% 15,45% 0,00%
%TOC 0,00% 0,00% 0,00% 8,00% 22,40% 1,60% 4,07% 0,00% 0,00% 11,38% 17,89% 0,00%
A33
d) Pergunta 2.3 – Representatividade de cada facto para a actual conjectura contabilística em Portugal
2.3 Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem opinião) a 5 (muito importante), a sua opinião acerca da representatividade de cada
facto para a actual conjectura contabilística existente em Portugal. É de salientar que as questões “e” e “f” são mutuamente exclusivas (ao
assinalar uma, por favor não assinale a outra).
a) Maior exigência do POC;
b) Criação da Comissão de Normalização
Contabilística (CNC);
c) Necessidade de adequação as directivas
comunitárias;
UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 0 2 3 9 2 0 0 4 8 4 0 0 0 8 8
Docentes 0 7 11 13 3 0 4 9 15 7 0 0 8 7 20
ROC 0 4 10 11 8 0 3 8 15 7 0 1 8 7 17
TOC 2 5 19 12 6 1 1 17 18 7 1 0 3 22 14
TOTAL 127 128 124
%RELATIVO 1,57% 14,17% 33,86% 35,43% 14,96% 0,78% 6,25% 29,69% 43,75% 19,53% 0,81% 0,81% 15,32% 35,48% 47,58%
%Int. Financeiros 0,00% 1,57% 2,36% 7,09% 1,57% 0,00% 0,00% 3,13% 6,25% 3,13% 0,00% 0,00% 0,00% 6,45% 6,45%
%Docentes 0,00% 5,51% 8,66% 10,24% 2,36% 0,00% 3,13% 7,03% 11,72% 5,47% 0,00% 0,00% 6,45% 5,65% 16,13%
%ROC 0,00% 3,15% 7,87% 8,66% 6,30% 0,00% 2,34% 6,25% 11,72% 5,47% 0,00% 0,81% 6,45% 5,65% 13,71%
%TOC 1,57% 3,94% 14,96% 9,45% 4,72% 0,78% 0,78% 13,28% 14,06% 5,47% 0,81% 0,00% 2,42% 17,74% 11,29%
d) Necessidade de harmonização
contabilística a nível comunitário;
e) Menor exigência por parte dos
utentes/utilizadores das DF;
f) Maior exigência por parte dos
utentes/utilizadores das DF; UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 0 0 1 9 6 0 1 0 0 0 0 0 3 7 6
Docentes 0 0 3 16 16 3 3 2 1 1 0 2 3 19 9
ROC 0 1 4 14 14 4 0 3 2 0 0 0 2 19 9
TOC 1 0 4 23 16 4 3 3 1 1 1 2 3 20 16
TOTAL 128 32 121
%RELATIVO 0,78% 0,78% 9,38% 48,44% 40,63% 34,38% 21,88% 25,00% 12,50% 6,25% 0,83% 3,31% 9,09% 53,72% 33,06%
%Int. Financeiros 0,00% 0,00% 0,78% 7,03% 4,69% 0,00% 3,13% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2,48% 5,79% 4,96%
%Docentes 0,00% 0,00% 2,34% 12,50% 12,50% 9,38% 9,38% 6,25% 3,13% 3,13% 0,00% 1,65% 2,48% 15,70% 7,44%
%ROC 0,00% 0,78% 3,13% 10,94% 10,94% 12,50% 0,00% 9,38% 6,25% 0,00% 0,00% 0,00% 1,65% 15,70% 7,44%
%TOC 0,78% 0,00% 3,13% 17,97% 12,50% 12,50% 9,38% 9,38% 3,13% 3,13% 0,83% 1,65% 2,48% 16,53% 13,22%
A34
g) Outras. Quais?
UTENTES
1 2 3 4 5
Int. Financeiros 0 0 0 0 0
Docentes 0 0 0 1 2
ROC 1 0 0 0 0
TOC 2 0 0 0 2
TOTAL 8
%RELATIVO 37,50% 0,00% 0,00% 12,50% 50,00%
%Int. Financeiros 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%Docentes 0,00% 0,00% 0,00% 12,50% 25,00%
%ROC 12,50% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%TOC 25,00% 0,00% 0,00% 0,00% 25,00%
A35
e) Perguntas 2.4 e 2.4.1 - Satisfação com a qualidade/quantidade das demonstrações financeiras
2.4 Com relação as actuais exigências qualitativas/quantitativas de
publicação de informações financeiras por parte das empresas
cotadas, o (a) Sr. (a) se consideraria:
2.4.1 Se respondeu totalmente ou parcialmente insatisfeito, seleccione a (s) opção (ões) que
mais se adequa (m) à sua opinião.
UTENTES
Sem
opinião
Totalmente
Insatisfeito
Parcialmente
Insatisfeito
Parcialmente
Satisfeito
Totalmente
Satisfeito
O nível de
qualidade
exigido deveria
ser mais flexível
As sociedades
cotadas
deveriam
publicar
MENOS IFS
As sociedades
cotadas
deveriam
publicar
MELHORES
IFS
As sociedades
cotadas
deveriam
publicar MAIS
IFS
Outros. Quais?
Int. Financeiros 0 2 4 7 3 0 0 6 2 0
Docentes 1 0 6 26 2 1 0 12 5 1
ROC 1 0 3 29 0 3 1 7 5 0
TOC 3 0 5 35 1 2 0 13 7 0
TOTAL 128 65
%RELATIVO 3,91% 1,56% 14,06% 75,78% 4,69% 9,23% 1,54% 58,46% 29,23% 1,54%
%Int. Financeiros 0,00% 1,56% 3,13% 5,47% 2,34% 0,00% 0,00% 9,23% 3,08% 0,00%
%Docentes 0,78% 0,00% 4,69% 20,31% 1,56% 1,54% 0,00% 18,46% 7,69% 1,54%
%ROC 0,78% 0,00% 2,34% 22,66% 0,00% 4,62% 1,54% 10,77% 7,69% 0,00%
%TOC 2,34% 0,00% 3,91% 27,34% 0,78% 3,08% 0,00% 20,00% 10,77% 0,00%
A36
- 3º Grupo de perguntas – Periodicidade das demonstrações financeiras
3.1 Actualmente as sociedades cotadas na Euronext Lisbon, são obrigadas a elaborar e publicar Demonstrações Financeiras anuais, semestrais e
trimestrais (este último período é considerado pela CMVM, como a aplicação de “boas práticas” por aquelas sociedades). Ponderando a afirmação
anterior, indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem opinião) a 5 (muito importante), quais os períodos de tempo, considerados pelo (a) Sr.
(a) como sendo ideais e minimamente razoáveis, para elaboração e publicação obrigatória de informações financeiras.
a) 1 Ano b) 6 Meses c) 3 Meses
UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 4 0 0 2 10 2 2 0 4 8 1 1 2 6 6
Docentes 1 3 1 3 19 1 1 2 8 17 0 0 7 10 14
ROC 0 0 4 9 17 0 0 5 12 13 0 1 7 10 10
TOC 0 3 4 6 22 2 2 5 11 18 2 0 7 11 20
TOTAL 108 113 115
%RELATIVO 4,63% 5,56% 8,33% 18,52% 62,96% 4,42% 4,42% 10,62% 30,97% 49,56% 2,61% 1,74% 20,00% 32,17% 43,48%
%Int. Financeiros 3,70% 0,00% 0,00% 1,85% 9,26% 1,77% 1,77% 0,00% 3,54% 7,08% 0,87% 0,87% 1,74% 5,22% 5,22%
%Docentes 0,93% 2,78% 0,93% 2,78% 17,59% 0,88% 0,88% 1,77% 7,08% 15,04% 0,00% 0,00% 6,09% 8,70% 12,17%
%ROC 0,00% 0,00% 3,70% 8,33% 15,74% 0,00% 0,00% 4,42% 10,62% 11,50% 0,00% 0,87% 6,09% 8,70% 8,70%
%TOC 0,00% 2,78% 3,70% 5,56% 20,37% 1,77% 1,77% 4,42% 9,73% 15,93% 1,74% 0,00% 6,09% 9,57% 17,39%
d) 1 Mês e) 15 Dias f) Outros Períodos. Quais?
UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 4 6 4 0 2 12 4 0 0 0 0 0 0 0 0
Docentes 8 7 5 2 3 14 9 1 0 0 1 0 0 1 0
ROC 13 9 3 0 1 18 7 1 0 1 1 0 0 0 0
TOC 7 14 8 4 2 18 15 0 0 0 2 0 0 0 0
TOTAL 102 100 5
%RELATIVO 31,37% 35,29% 19,61% 5,88% 7,84% 62,00% 35,00% 2,00% 0,00% 1,00% 80,00% 0,00% 0,00% 20,00% 0,00%
%Int. Financeiros 3,92% 5,88% 3,92% 0,00% 1,96% 12,00% 4,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%Docentes 7,84% 6,86% 4,90% 1,96% 2,94% 14,00% 9,00% 1,00% 0,00% 0,00% 20,00% 0,00% 0,00% 20,00% 0,00%
%ROC 12,75% 8,82% 2,94% 0,00% 0,98% 18,00% 7,00% 1,00% 0,00% 1,00% 20,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%TOC 6,86% 13,73% 7,84% 3,92% 1,96% 18,00% 15,00% 0,00% 0,00% 0,00% 40,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
A37
- 4º Grupo de perguntas – qualidade/quantidade das DF intercalares
a) Pergunta 4.1 – Características qualitativas das IF publicadas pelas Sociedades Cotadas
4.1 Dentre as características qualitativas da informação financeira, listadas na tabela abaixo, quais o (a) Sr. (a) acredita, serem levadas em
consideração por parte das empresas cotadas na elaboração e publicação das DF intercalares? Faça uma mensuração do seu grau de opinião,
utilizando os seguintes valores: 1 (sem opinião no momento), 2 (esta característica é completamente desconsiderada), 3 (esta característica é
parcialmente desconsiderada), 4 (esta característica é levada em consideração) e 5 (esta característica é completamente utilizada).
a) Compreensibilidade b) Relevância (materialidade)
c) Fiabilidade (representação fidedigna,
substância sobre a forma, neutralidade,
prudência e plenitude);
UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 0 0 3 12 1 2 0 4 10 0 0 0 5 11 0
Docentes 1 1 12 12 8 1 1 6 16 10 1 3 10 11 8
ROC 1 1 12 15 5 1 1 7 14 9 1 4 5 10 11
TOC 3 3 18 11 8 3 2 9 16 13 3 3 10 13 13
TOTAL 127 125 122
%RELATIVO 3,94% 3,94% 35,43% 39,37% 17,32% 5,60% 3,20% 20,80% 44,80% 25,60% 4,10% 8,20% 24,59% 36,89% 26,23%
%Int. Financeiros 0,00% 0,00% 2,36% 9,45% 0,79% 1,60% 0,00% 3,20% 8,00% 0,00% 0,00% 0,00% 4,10% 9,02% 0,00%
%Docentes 0,79% 0,79% 9,45% 9,45% 6,30% 0,80% 0,80% 4,80% 12,80% 8,00% 0,82% 2,46% 8,20% 9,02% 6,56%
%ROC 0,79% 0,79% 9,45% 11,81% 3,94% 0,80% 0,80% 5,60% 11,20% 7,20% 0,82% 3,28% 4,10% 8,20% 9,02%
%TOC 2,36% 2,36% 14,17% 8,66% 6,30% 2,40% 1,60% 7,20% 12,80% 10,40% 2,46% 2,46% 8,20% 10,66% 10,66%
d) Comparabilidade e) Outras. Quais?
UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 0 4 2 10 0 0 0 0 0 0
Docentes 1 1 12 16 5 1 0 0 0 0
ROC 1 1 9 16 5 2 0 0 0 0
TOC 3 1 6 22 10 1 0 0 0 0
TOTAL 125 4
%RELATIVO 4,00% 5,60% 23,20% 51,20% 16,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%Int. Financeiros 0,00% 3,20% 1,60% 8,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%Docentes 0,80% 0,80% 9,60% 12,80% 4,00% 25,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%ROC 0,80% 0,80% 7,20% 12,80% 4,00% 50,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%TOC 2,40% 0,80% 4,80% 17,60% 8,00% 25,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
A38
b) Pergunta 4.2 e 4.2.1 – Segurança das DF trimestrais
4.2 Ao se comentar sobre segurança e fiabilidade das DF
intercalares, o (a) Sr. (a) considera que as informações
financeiras trimestrais (única que ainda não é
obrigatoriamente objecto de revisão/auditoria por um
profissional competente), deveriam ser revisadas/auditadas
por um profissional habilitado?
4.2.1 Em caso afirmativo, indique qual das opções abaixo, o (a) Sr. (a) considera a mais viável:
UTENTES
Sim Não. Porquê?
As DF trimestrais
deveriam ser objecto
de uma full-audit
obrigatoriamente.
As DF trimestrais
deveriam ser objecto
de uma revisão
limitada
obrigatoriamente.
Ficaria a cargo da
adm./Revisor escolher o
melhor procedimento de
auditoria para as DF
trimestrais.
Outros. Quais?
Int. Financeiros
14 2 4 2 8 0
Docentes
26 8 5 17 5 0
ROC 25 7 3 18 6 0
TOC 31 11 4 22 6 0
TOTAL 124 100
%RELATIVO 77,42% 22,58% 16,00% 59,00% 25,00% 0,00%
%Int. Financeiros 11,29% 1,61% 4,00% 2,00% 8,00% 0,00%
%Docentes 20,97% 6,45% 5,00% 17,00% 5,00% 0,00%
%ROC 20,16% 5,65% 3,00% 18,00% 6,00% 0,00%
%TOC 25,00% 8,87% 4,00% 22,00% 6,00% 0,00%
A39
c) Pergunta 4.3 – Quantidade das DF intercalares
4.3 Dentre os mapas contabilísticos abaixo, qual (is) o (a) Sr. (a) considera que deveria (m) obrigatoriamente constar das demonstrações financeiras intercalares?
a) Balanço e DR
por natureza
condensados;
b) Demonstração
dos Resultados por
Funções
condensada
c) Políticas
Contabilísticas e
Notas Explicativas
seleccionadas
d) Anexo ao
Balanço e
Demonstração dos
Resultados
condensado
e) Demonstração
condensada que
mostre as
alterações no
Capital Próprio
f) Demonstração de
Fluxos de Caixa
condensada e seu
Anexo
g) Relatório de
Gestão condensado
h)Outras
informações.
Quais?
UTENTES
6 Meses 3 Meses 6 Meses 3 Meses 6 Meses 3 Meses 6 Meses 3 Meses 6 Meses 3 Meses 6 Meses 3 Meses 6 Meses 3 Meses 6 Meses 3 Meses
Int. Financeiros 6 14 10 6 8 10 12 5 8 10 7 9 8 8 0 0
Docentes
20 27 26 18 23 22 20 20 21 17 20 23 21 13 0 0
ROC 18 25 21 16 23 18 20 18 16 17 22 21 21 12 0 0
TOC 22 32 20 29 23 30 25 22 23 20 21 26 26 14 0 0
TOTAL 164 146 157 142 132 149 123 0
%RELATIVO 40,24% 59,76% 52,74% 47,26% 49,04% 50,96% 54,23% 45,77% 51,52% 48,48% 46,98% 53,02% 61,79% 38,21% 0,00% 0,00%
%Int.
Financeiros
3,66% 8,54% 6,85% 4,11% 5,10% 6,37% 8,45% 3,52% 6,06% 7,58% 4,70% 6,04% 6,50% 6,50% 0,00% 0,00%
%Docentes 12,20% 16,46% 17,81% 12,33% 14,65% 14,01% 14,08% 14,08% 15,91% 12,88% 13,42% 15,44% 17,07% 10,57% 0,00% 0,00%
%ROC 10,98% 15,24% 14,38% 10,96% 14,65% 11,46% 14,08% 12,68% 12,12% 12,88% 14,77% 14,09% 17,07% 9,76% 0,00% 0,00%
%TOC 13,41% 19,51% 13,70% 19,86% 14,65% 19,11% 17,61% 15,49% 17,42% 15,15% 14,09% 17,45% 21,14% 11,38% 0,00% 0,00%
A40
- 5º Grupo de perguntas – Importância das DF intercalares para as Sociedades
cotadas na Euronext Lisbon
a) Pergunta 5.1 – Benefícios para as S/A na publicação de DF intercalares
5.1 O (a) Sr. (a) considera que a elaboração e publicação de informações financeiras
em períodos intercalares, trazem benefícios directos/indirectos para a organização?
UTENTES
Sim Não
Int. Financeiros
16 0
Docentes
32 2
ROC 30 2
TOC 40 3
TOTAL 125
%RELATIVO 94,40% 5,60%
%Int. Financeiros 12,80% 0,00%
%Docentes 25,60% 1,60%
%ROC 24,00% 1,60%
%TOC 32,00% 2,40%
A41
b) Pergunta 5.1.1 – Benefícios para as S/A na publicação de DF intercalares (continuação)
5.1.1 Em caso afirmativo, indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem opinião), a 5 (muito importante), a sua opinião do grau de importância acerca dos
benefícios, que podem provir para entidade com a publicação periódica de DF intercalares:
a) Aumento da cotação das acções da empresa
b) Melhoria da imagem organizacional perante o
mercado
c) Diminuição dos custos de capital e
financiamentos externos
UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 2 1 3 5 5 0 0 0 6 10 4 1 1 2 8
Docentes 3 4 16 8 4 0 0 4 17 11 2 5 11 10 5
ROC 1 7 11 8 3 0 0 4 18 14 3 5 6 13 4
TOC 5 6 17 9 6 0 0 14 14 21 4 7 14 9 6
TOTAL 124 133 120
%RELATIVO 8,87% 14,52% 37,90% 24,19% 14,52% 0,00% 0,00% 16,54% 41,35% 42,11% 10,83% 15,00% 26,67% 28,33% 19,17%
%Int. Financeiros 1,61% 0,81% 2,42% 4,03% 4,03% 0,00% 0,00% 0,00% 4,51% 7,52% 3,33% 0,83% 0,83% 1,67% 6,67%
%Docentes 2,42% 3,23% 12,90% 6,45% 3,23% 0,00% 0,00% 3,01% 12,78% 8,27% 1,67% 4,17% 9,17% 8,33% 4,17%
%ROC 0,81% 5,65% 8,87% 6,45% 2,42% 0,00% 0,00% 3,01% 13,53% 10,53% 2,50% 4,17% 5,00% 10,83% 3,33%
%TOC 4,03% 4,84% 13,71% 7,26% 4,84% 0,00% 0,00% 10,53% 10,53% 15,79% 3,33% 5,83% 11,67% 7,50% 5,00%
d) Diminuição dos prémios de seguros
e) Maior credibilidade perante empregados,
clientes e fornecedores
f) Outras. Quais?
UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 4 3 5 2 2 0 0 0 10 6 0 0 0 0 0
Docentes 4 7 13 6 2 0 2 2 12 16 0 0 1 0 1
ROC 4 11 12 1 0 0 0 5 13 11 1 0 0 0 0
TOC 4 10 19 5 2 0 1 3 16 21 1 1 0 0 1
TOTAL 116 118 6
%RELATIVO 13,79% 26,72% 42,24% 12,07% 5,17% 0,00% 2,54% 8,47% 43,22% 45,76% 33,33% 16,67% 16,67% 0,00% 33,33%
%Int. Financeiros 3,45% 2,59% 4,31% 1,72% 1,72% 0,00% 0,00% 0,00% 8,47% 5,08% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%Docentes 3,45% 6,03% 11,21% 5,17% 1,72% 0,00% 1,69% 1,69% 10,17% 13,56% 0,00% 0,00% 16,67% 0,00% 16,67%
%ROC 3,45% 9,48% 10,34% 0,86% 0,00% 0,00% 0,00% 4,24% 11,02% 9,32% 16,67% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%TOC 3,45% 8,62% 16,38% 4,31% 1,72% 0,00% 0,85% 2,54% 13,56% 17,80% 16,67% 16,67% 0,00% 0,00% 16,67%
A42
c) Pergunta 5.2 – Publicação voluntária de mais IF intercalares por parte das empresas
cotadas
5.2 O (a) Sr. (a) acredita que as empresas cotadas na Euronext Lisbon, irão de
forma voluntária publicar mais informações financeiras que as já exigidas
actualmente?
UTENTES
Sim Não
Int. Financeiros 8 8
Docentes 11 23
ROC 7 25
TOC 10 31
TOTAL 123
%RELATIVO 29,27% 70,73%
%Int. Financeiros 6,50% 6,50%
%Docentes 8,94% 18,70%
%ROC 5,69% 20,33%
%TOC 8,13% 25,20%
A43
d) Pergunta 5.3 – Motivos levados em consideração pelas S/A, para publicação de IF intercalares
5.3 Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 a 5, a sua opinião acerca da importância de cada motivo, a ser levado em consideração pelas empresas
cotadas na elaboração e publicação de informações financeiras intercalares.
a) Custo para elaboração e divulgação das DF
intercalares;
b) Conhecimento pela concorrência acerca de
diferentes estratégias adoptadas pela empresa;
c) Quantidade de informações a serem tratadas;
UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 0 1 2 8 5 2 0 8 6 0 0 0 4 10 2
Docentes 0 3 8 14 8 1 2 17 10 3 0 3 6 21 2
ROC 1 3 13 9 5 0 11 6 10 3 0 1 17 10 1
TOC 1 6 5 17 13 3 3 7 22 7 1 5 11 21 3
TOTAL 122 121 118
%RELATIVO 1,64% 10,66% 22,95% 39,34% 25,41% 4,96% 13,22% 31,40% 39,67% 10,74% 0,85% 7,63% 32,20% 52,54% 6,78%
%Int. Financeiros 0,00% 0,82% 1,64% 6,56% 4,10% 1,65% 0,00% 6,61% 4,96% 0,00% 0,00% 0,00% 3,39% 8,47% 1,69%
%Docentes 0,00% 2,46% 6,56% 11,48% 6,56% 0,83% 1,65% 14,05% 8,26% 2,48% 0,00% 2,54% 5,08% 17,80% 1,69%
%ROC 0,82% 2,46% 10,66% 7,38% 4,10% 0,00% 9,09% 4,96% 8,26% 2,48% 0,00% 0,85% 14,41% 8,47% 0,85%
%TOC 0,82% 4,92% 4,10% 13,93% 10,66% 2,48% 2,48% 5,79% 18,18% 5,79% 0,85% 4,24% 9,32% 17,80% 2,54%
d) Capacidade da área contabilística para gerar
as informações em tempo hábil;
e) Outras. Quais?
UTENTES
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Int. Financeiros 0 0 3 9 4 0 0 0 0 0
Docentes 0 3 3 20 8 0 0 0 1 0
ROC 0 4 6 20 2 0 0 0 0 0
TOC 1 5 6 9 22 1 0 0 0 0
TOTAL 125 2
%RELATIVO 0,80% 9,60% 14,40% 46,40% 28,80% 50,00% 0,00% 0,00% 50,00% 0,00%
%Int. Financeiros 0,00% 0,00% 2,40% 7,20% 3,20% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%Docentes 0,00% 2,40% 2,40% 16,00% 6,40% 0,00% 0,00% 0,00% 50,00% 0,00%
%ROC 0,00% 3,20% 4,80% 16,00% 1,60% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
%TOC 0,80% 4,00% 4,80% 7,20% 17,60% 50,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
A44
b) SUBGRUPO DE UTENTES
I - INTERMEDIÁRIOS FINANCEIROS
Pergunta 1.1 – Qual a sua idade
R: 24; 25; 28; 30; 30; 32; 32; 32; 36; 37; 38; 39; 41; 43; 53 e 55 anos.
Média: 36 anos;
Mediana: 34 anos;
Moda: 32 anos.
Pergunta 1.2 - Nos limites abaixo, seleccione aquele correspondente aos anos (aproximados
ou exactos) que o (a) Sr. (a) possui no exercício dessa função?
Anos no Exercício da Função
0-5 anos 5-10 anos 11-15 anos 16-20 anos
Mais de 21
anos
6 4 5 1 0
TOTAL 16
%RELATIVO 37,50% 25,00% 31,25% 6,25% 0,00%
Pergunta 1.3 - Qual o seu grau de escolaridade na época em que iniciou os seus trabalhos
nessa área?
Grau de escolaridade no início da carreira
Técnico
Licenciatura
ou
Bacharelato
Pós-
Graduação
Mestrado Doutorado
0 16 0 0 0
TOTAL 16
%RELATIVO 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00%
Pergunta 1.4 - Qual o seu grau de escolaridade actual?
Grau de escolaridade actual
Técnico
Licenciatura
ou
Bacharelato
Pós-
Graduação
Mestrado Doutorado
0 8 4 4 0
TOTAL 16
%RELATIVO 0,00% 50,00% 25,00% 25,00% 0,00%
A45
Pergunta 2.1 - Como utilizador de Informações Financeiras, o (a) Sr. (a) acha que as DF
disponibilizadas pelas empresas cotadas respondem às suas necessidades de informação?
Resposta as necessidades de informação
Sim Não
16 0
TOTAL 16
%RELATIVO 100,00% 0,00%
Pergunta 2.1.1 - Se respondeu negativamente, indique na tabela abaixo, escalonando 1
(sem opinião), 2 (sem importância), 3 (pouco importante), 4 (importante) ou 5 (muito
importante) os motivos de sua opinião.
R: Não houveram respostas para essa pergunta nesse subgrupo de utentes especificamente.
Pergunta 2.2 - A partir de 1986, data de ingresso de Portugal na União Europeia, de que
forma o (a) Sr. (a) avalia:
2.2.1 A evolução qualitativa das DF disponibilizadas pelas empresas cotadas
na Bolsa de Valores do país.
Sem
Opinião
Péssima Fraca Regular Boa Óptima
0 0 0 2 14 0
TOTAL 16
%RELATIVO 0,00% 0,00% 0,00% 12,50% 87,50% 0,00%
2.2.2 A mudança quantitativa destas mesmas Demonstrações Financeiras.
Sem
Opinião
Péssima Fraca Regular Boa Óptima
0 0 0 4 10 2
TOTAL 16
%RELATIVO 0,00% 0,00% 0,00% 25,00% 62,50% 12,50%
A46
Pergunta 2.3 - Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem opinião) a 5 (muito
importante), a sua opinião acerca da representatividade de cada facto para a actual
conjectura contabilística existente em Portugal. É de salientar que as questões “e” e “f” são
mutuamente exclusivas (ao assinalar uma, por favor não assinale a outra)
Representatividade de cada facto para a actual conjectura contabilística em Portugal
Factos 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Maior exigência do POC; 0 0,00% 2 12,50% 3 18,75% 9 56,25% 2 12,50% 16
b) Criação da Comissão de
Normalização
Contabilística (CNC);
0 0,00% 0 0,00% 4 25,00% 8 50,00% 4 25,00% 16
c) Necessidade de
adequação as directivas
comunitárias;
0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 8 50,00% 8 50,00% 16
d) Necessidade de
harmonização contabilística
a nível comunitário;
0 0,00% 0 0,00% 1 6,25% 9 56,25% 6 37,50% 16
e) Menor exigência por
parte dos utilizadores das
DF;
0 0,00% 1 100,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 1
f) Maior exigência por
parte dos utilizadores das
DF;
0 0,00% 0 0,00% 3 18,75% 7 43,75% 6 37,50% 16
g) Outras. 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0
Pergunta 2.4 - Com relação as actuais exigências qualitativas/quantitativas de publicação
de informações financeiras por parte das empresas cotadas, o (a) Sr. (a) se consideraria:
Sem opinião
sobre o
assunto
Totalmente
Insatisfeito
Parcialmente
Insatisfeito
Parcialmente
Satisfeito
Totalmente
Satisfeito
0 2 4 7 3
TOTAL 16
%RELATIVO 0,00% 12,50% 25,00% 43,75% 18,75%
Pergunta 2.4.1 - Se respondeu totalmente ou parcialmente insatisfeito, seleccione a (s) opção
(ões) que mais se adequa (m) à sua opinião.
O nível de
qualidade
exigido deveria
ser mais flexível
As sociedades
cotadas deveriam
publicar MENOS
IFS
As sociedades
cotadas deveriam
publicar
MELHORES IFS
As sociedades
cotadas
deveriam
publicar
MAIS IFS
Outros.
Quais?
0 0 6 2 0
TOTAL 8
%RELATIVO 0,00% 0,00% 75,00% 25,00% 0,00%
A47
Pergunta 3.1 - Actualmente as sociedades cotadas na Euronext Lisbon, são obrigadas a
elaborar e publicar Demonstrações Financeiras anuais, semestrais e trimestrais (este último
período é considerado pela CMVM, como a aplicação de “boas práticas” por aquelas
sociedades). Ponderando a afirmação anterior, indique na tabela abaixo, escalonando de 1
(sem opinião) a 5 (muito importante), quais os períodos de tempo, considerados pelo (a)
Sr. (a) como sendo ideais e minimamente razoáveis, para elaboração e publicação
obrigatória de informações financeiras.
Periodicidade das Demonstrações Financeiras
Períodos de
tempo
1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) 1 Ano; 4 25,00% 0 0,00% 0 0,00% 2 12,50% 10 62,50% 16
b) 6 Meses; 2 12,50% 2 12,50% 0 0,00% 4 25,00% 8 50,00% 16
c) 3 Meses; 1 6,25% 1 6,25% 2 12,50% 6 37,50% 6 37,50% 16
d) 1 Mês; 4 25,00% 6 37,50% 4 25,00% 0 0,00% 2 12,50% 16
e) 15 Dias; 12 75,00% 4 25,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 16
f) Outros Períodos. 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0
Pergunta 4.1 - Dentre as características qualitativas da informação financeira, listadas na
tabela abaixo, quais o (a) Sr. (a) acredita, serem levadas em consideração por parte das
empresas cotadas na elaboração e publicação das DF intercalares? Faça uma mensuração do
seu grau de opinião, utilizando os seguintes valores: 1 (sem opinião no momento), 2 (esta
característica é completamente desconsiderada), 3 (esta característica é parcialmente
desconsiderada), 4 (esta característica é levada em consideração) e 5 (esta característica é
completamente utilizada).
Características qualitativas das IF publicadas pelas Sociedades cotadas
Características
Qualitativas
1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Compreensibilidade; 0 0,00% 0 0,00% 3 18,75% 12 75,00% 1 6,25% 16
b) Relevância (mater.); 2 12,50% 0 0,00% 4 25,00% 10 62,50% 0 0,00% 16
Fiabilidade; 0 0,00% 0 0,00% 5 31,25% 11 68,75% 0 0,00% 16
d) Comparabilidade; 0 0,00% 4 25,00% 2 12,50% 10 62,50% 0 0,00% 16
e) Outras. 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0
A48
Pergunta 4.2 – Ao se comentar sobre segurança e fiabilidade das DF intercalares, o (a) Sr.
(a) considera que as informações financeiras trimestrais (única que ainda não é
obrigatoriamente objecto de revisão/auditoria por um profissional competente), deveriam ser
revisadas/auditadas por um profissional habilitado?
Necessidade de Revisão/Auditoria das DF trimestrais
Sim Não
14 2
TOTAL 16
%RELATIVO 87,50% 12,50%
Pergunta 4.2.1 - Em caso afirmativo, indique qual das opções abaixo, o (a) Sr. (a) considera
a mais viável:
Melhor opção para a Revisão/Auditoria das DF trimestrais
As DF trimestrais
deveriam ser
objecto de uma
full-audit
obrigatoriamente.
As DF trimestrais
deveriam ser
objecto de uma
revisão limitada
obrigatoriamente.
Ficaria a cargo da
adm., juntamente com
o revisor escolher o
melhor procedimento
de auditoria para as
DF trimestrais.
Outros.
4 2 8 0
TOTAL 14
%RELATIVO 28,57% 14,29% 57,14% 0,00%
Pergunta 4.3 - Dentre os mapas contabilísticos abaixo, qual (is) o (a) Sr. (a) considera que
deveria (m) obrigatoriamente constar das demonstrações financeiras intercalares?
Quantidade das DF intercalares
Semestrais Trimestrais
Mapas Contabilísticos
Qtd % Rel Qtd % Rel
Total
Balanço e DR por natureza condensados; 6 30,00% 14 70,00% 20
Demonstração dos Resultados por Funções
condensada;
10 62,50% 6 37,50% 16
Políticas Contabilísticas e Notas Explicativas
seleccionadas;
8 44,44% 10 55,56% 18
Anexo ao Balanço e Demonstração dos Resultados
condensado;
12 70,59% 5 29,41% 17
A49
Demonstração condensada que mostre as alterações
no Capital Próprio;
8 44,44% 10 55,56% 18
Demonstração de Fluxos de Caixa condensada e seu
Anexo;
7 43,75% 9 56,25% 16
Relatório de Gestão condensado; 8 50,00% 8 50,00% 16
Outras informações. 0 0,00% 0 0,00% 0
Pergunta 5.1 - O (a) Sr. (a) considera que a elaboração e publicação de informações
financeiras em períodos intercalares, trazem benefícios directos/indirectos para a
organização?
Benefícios para a organização em virtude da publicação de DF
intercalares
Sim Não
16 0
TOTAL 16
%RELATIVO 100,00% 0,00%
Pergunta 5.1.1 - Em caso afirmativo, indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem
opinião), a 5 (muito importante), a sua opinião do grau de importância acerca dos benefícios,
que podem provir para entidade com a publicação periódica de DF intercalares:
Benefícios que podem fruir para a organização decorrente da publicação periódica de DF intercalares
Benefícios 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Aumento da cotação das
acções da empresa;
2 12,50% 1 6,25% 3 18,75% 5 31,25% 5 31,25% 16
b) Melhoria da imagem
organizacional perante o
mercado;
0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 6 37,50% 10 62,50% 16
c) Diminuição dos custos de
capital e financiamentos externos;
4 25,00% 1 6,25% 1 6,25% 2 12,50% 8 50,00% 16
d) Diminuição dos prémios de
seguros;
4 25,00% 3 18,75% 5 31,25% 2 12,50% 2 12,50% 16
e) Maior credibilidade perante
empregados, clientes e
fornecedores;
0 0,00% 0 0,00% 0 0,00%
1
0
62,50% 6 37,50% 16
f) Outras. 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0
A50
Pergunta 5.2 - O (a) Sr. (a) acredita que as empresas cotadas na Euronext Lisbon, irão de
forma voluntária publicar mais informações financeiras que as já exigidas actualmente?
Publicação voluntária de mais IF do que as já exigidas por Lei
Sim Não
8 8
TOTAL 16
%RELATIVO 50,00% 50,00%
Pergunta 5.3 - Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 a 5, a sua opinião acerca da
importância de cada motivo, a ser levado em consideração pelas empresas cotadas na
elaboração e publicação de informações financeiras intercalares.
Benefícios que podem fruir para a organização decorrente da publicação periódica de DF intercalares
Benefícios 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Custo para elaboração e
divulgação das DF intercalares;
0 0,00% 1 6,25% 2 12,50% 8 50,00% 5 31,25% 16
b) Conhecimento pela
concorrência acerca de diferentes
estratégias adoptadas pela
empresa;
2 12,50% 0 0,00% 8 50,00% 6 37,50% 0 0,00% 16
c) Quantidade de informações a
serem tratadas;
0 0,00% 0 0,00% 4 25,00% 10 62,50% 2 12,50% 16
d) Capacidade da área
contabilística para gerar as
informações em tempo hábil;
0 0,00% 0 0,00% 3 18,75% 9 56,25% 4 25,00% 16
e) Outras. 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0
A51
II - DOCENTES
Pergunta 1.1 – Qual a sua idade
R: 26; 27; 29; 29; 30; 33; 37; 37; 38; 39; 42; 42; 43; 43; 45; 47; 47; 47; 48; 48; 49; 50; 50; 52;
55; 55; 55; 56: 57; 58; 59; 65 e 67 anos.
Média: 45,61 anos;
Mediana: 47 anos;
Modas: 47 e 55 anos.
Pergunta 1.2 - Nos limites abaixo, seleccione aquele correspondente aos anos (aproximados
ou exactos) que o (a) Sr. (a) possui no exercício dessa função?
Anos no Exercício da Função
0-5 anos 5-10 anos 11-15 anos 16-20 anos
Mais de 21
anos
4 3 10 5 13
TOTAL 35
%RELATIVO 11,43% 8,57% 28,57% 14,29% 37,14%
Pergunta 1.3 - Qual o seu grau de escolaridade na época em que iniciou os seus trabalhos
nessa área?
Grau de escolaridade no início da carreira
Técnico
Licenciatura
ou
Bacharelato
Pós-
Graduação
Mestrado Doutorado
0 21 4 8 2
TOTAL 35
%RELATIVO 0,00% 60,00% 11,43% 22,86% 5,71%
Pergunta 1.4 - Qual o seu grau de escolaridade actual?
Grau de escolaridade actual
Técnico
Licenciatura
ou
Bacharelato
Pós-
Graduação
Mestrado Doutorado
0 0 4 18 13
TOTAL 35
%RELATIVO 0,00% 0,00% 11,43% 51,43% 37,14%
A52
Pergunta 2.1 - Como utilizador de Informações Financeiras, o (a) Sr. (a) acha que as DF
disponibilizadas pelas empresas cotadas respondem às suas necessidades de informação?
Resposta as necessidades de informação
Sim Não
21 14
TOTAL 35
%RELATIVO 60,00% 40,00%
Pergunta 2.1.1 - Se respondeu negativamente, indique na tabela abaixo, escalonando 1
(sem opinião), 2 (sem importância), 3 (pouco importante), 4 (importante) ou 5 (muito
importante) os motivos de sua opinião.
Factos que podem gerar insatisfação em relação as DF publicadas pelas empresas cotadas
Benefícios 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) As informações não são
credíveis, não são dignas
de confiança;
2 15,38% 3 23,08% 3 23,08% 4 30,77% 1 7,69% 13
b) Atraso, falta de
tempestividade, na
publicação destas IF;
1 7,69% 1 7,69% 6 46,15% 3 23,08% 2 15,38% 13
c) Conteúdo
incompreensível, falta de
objectividade e/ou
informações obscuras;
1 7,14% 2 14,29% 3 21,43% 7 50,00% 1 7,14% 14
d) Canais de comunicação
inadequados;
1 7,14% 5 35,71% 3 21,43% 5 35,71% 0 0,00% 14
e) Demasiadas informações
materialmente
irrelevantes;
0 0,00% 3 21,43% 3 21,43% 6 42,86% 2 14,29% 14
f) Outras. 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 2 100,00% 2
Pergunta 2.2 - A partir de 1986, data de ingresso de Portugal na União Europeia, de que
forma o (a) Sr. (a) avalia:
2.2.1 A evolução qualitativa das DF disponibilizadas pelas empresas cotadas
na Bolsa de Valores do país.
Sem
Opinião
Péssima Fraca Regular Boa Óptima
1 0 1 9 23 1
TOTAL 35
%RELATIVO 2,86% 0,00% 2,86% 25,71% 65,71% 2,86%
A53
2.2.2 A mudança quantitativa destas mesmas Demonstrações Financeiras.
Sem
Opinião
Péssima Fraca Regular Boa Óptima
2 0 1 14 18 0
TOTAL 35
%RELATIVO 5,71% 0,00% 2,86% 40,00% 51,43% 0,00%
Pergunta 2.3 - Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem opinião) a 5 (muito
importante), a sua opinião acerca da representatividade de cada facto para a actual
conjectura contabilística existente em Portugal. É de salientar que as questões “e” e “f” são
mutuamente exclusivas (ao assinalar uma, por favor não assinale a outra)
Representatividade de cada facto para a actual conjectura contabilística em Portugal
Factos 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Maior exigência do POC; 0 0,00% 7 20,59% 11 32,35% 13 38,24% 3 8,82% 34
b) Criação da Comissão de
Normalização
Contabilística (CNC);
0 0,00% 4 11,43% 9 25,71% 15 42,86% 7 20,00% 35
c) Necessidade de
adequação as directivas
comunitárias;
0 0,00% 0 0,00% 8 22,86% 7 20,00% 20 57,14% 35
d) Necessidade de
harmonização contabilística
a nível comunitário;
0 0,00% 0 0,00% 3 8,57% 16 45,71% 16 45,71% 35
e) Menor exigência por
parte dos utilizadores das
DF;
3 30,00% 3 30,00% 2 20,00% 1 10,00% 1 10,00% 10
f) Maior exigência por
parte dos utilizadores das
DF;
0 0,00% 2 6,06% 3 9,09% 19 57,58% 9 27,27% 33
g) Outras. 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 1 33,33% 2 66,67% 3
Pergunta 2.4 - Com relação as actuais exigências qualitativas/quantitativas de publicação
de informações financeiras por parte das empresas cotadas, o (a) Sr. (a) se consideraria:
Sem opinião
sobre o
assunto
Totalmente
Insatisfeito
Parcialmente
Insatisfeito
Parcialmente
Satisfeito
Totalmente
Satisfeito
1 0 6 26 2
TOTAL 35
%RELATIVO 2,86% 0,00% 17,14% 74,29% 5,71%
A54
Pergunta 2.4.1 - Se respondeu totalmente ou parcialmente insatisfeito, seleccione a (s) opção
(ões) que mais se adequa (m) à sua opinião.
O nível de
qualidade
exigido deveria
ser mais flexível
As sociedades
cotadas deveriam
publicar MENOS
IFS
As sociedades
cotadas deveriam
publicar
MELHORES IFS
As sociedades
cotadas
deveriam
publicar
MAIS IFS
Outros.
Quais?
1 0 12 5 1
TOTAL 19
%RELATIVO 5,26% 0,00% 63,16% 26,32% 5,26%
Pergunta 3.1 - Actualmente as sociedades cotadas na Euronext Lisbon, são obrigadas a
elaborar e publicar Demonstrações Financeiras anuais, semestrais e trimestrais (este último
período é considerado pela CMVM, como a aplicação de “boas práticas” por aquelas
sociedades). Ponderando a afirmação anterior, indique na tabela abaixo, escalonando de 1
(sem opinião) a 5 (muito importante), quais os períodos de tempo, considerados pelo (a)
Sr. (a) como sendo ideais e minimamente razoáveis, para elaboração e publicação
obrigatória de informações financeiras.
Periodicidade das Demonstrações Financeiras
Períodos de
tempo
1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) 1 Ano; 1 3,70% 3 11,11% 1 3,70% 3 11,11% 19 70,37% 27
b) 6 Meses; 1 3,45% 1 3,45% 2 6,90% 8 27,59% 17 58,62% 29
c) 3 Meses; 0 0,00% 0 0,00% 7 22,58%
1
0
32,26% 14 45,16% 31
d) 1 Mês; 8 32,00% 7 28,00% 5 20,00% 2 8,00% 3 12,00% 25
e) 15 Dias; 14 58,33% 9 37,50% 1 4,17% 0 0,00% 0 0,00% 24
f) Outros Períodos. 1 50,00% 0 0,00% 0 0,00% 1 50,00% 0 0,00% 2
Pergunta 4.1 - Dentre as características qualitativas da informação financeira, listadas na
tabela abaixo, quais o (a) Sr. (a) acredita, serem levadas em consideração por parte das
empresas cotadas na elaboração e publicação das DF intercalares? Faça uma mensuração do
seu grau de opinião, utilizando os seguintes valores: 1 (sem opinião no momento), 2 (esta
característica é completamente desconsiderada), 3 (esta característica é parcialmente
desconsiderada), 4 (esta característica é levada em consideração) e 5 (esta característica é
completamente utilizada).
Características qualitativas das IF publicadas pelas Sociedades cotadas
Características
Qualitativas
1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Compreensibilidade; 1 2,94% 1 2,94% 12 35,29% 12 35,29% 8 23,53% 34
b) Relevância (mater.); 1 2,94% 1 2,94% 6 17,65% 16 47,06% 10 29,41% 34
A55
Fiabilidade; 1 3,03% 3 9,09% 10 30,30% 11 33,33% 8 24,24% 33
d) Comparabilidade; 1 2,86% 1 2,86% 12 34,29% 16 45,71% 5 14,29% 35
e) Outras. 1 100,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 1
Pergunta 4.2 – Ao se comentar sobre segurança e fiabilidade das DF intercalares, o (a) Sr.
(a) considera que as informações financeiras trimestrais (única que ainda não é
obrigatoriamente objecto de revisão/auditoria por um profissional competente), deveriam ser
revisadas/auditadas por um profissional habilitado?
Necessidade de Revisão/Auditoria das DF trimestrais
Sim Não
26 8
TOTAL 34
%RELATIVO 76,47% 23,53%
Pergunta 4.2.1 - Em caso afirmativo, indique qual das opções abaixo, o (a) Sr. (a) considera
a mais viável:
Melhor opção para a Revisão/Auditoria das DF trimestrais
As DF trimestrais
deveriam ser
objecto de uma
full-audit
obrigatoriamente.
As DF trimestrais
deveriam ser
objecto de uma
revisão limitada
obrigatoriamente.
Ficaria a cargo da
adm., juntamente com
o revisor escolher o
melhor procedimento
de auditoria para as
DF trimestrais.
Outros.
5 17 5 0
TOTAL 27
%RELATIVO 18,52% 62,96% 18,52% 0,00%
Pergunta 4.3 - Dentre os mapas contabilísticos abaixo, qual (is) o (a) Sr. (a) considera que
deveria (m) obrigatoriamente constar das demonstrações financeiras intercalares?
Quantidade das DF intercalares
Semestrais Trimestrais
Mapas Contabilísticos
Qtd % Rel Qtd % Rel
Total
Balanço e DR por natureza condensados; 20 42,55% 27 57,45% 47
Demonstração dos Resultados por Funções
condensada;
26 59,09% 18 40,91% 44
A56
Políticas Contabilísticas e Notas Explicativas
seleccionadas;
23 51,11% 22 48,89% 45
Anexo ao Balanço e Demonstração dos Resultados
condensado;
20 50,00% 20 50,00% 40
Demonstração condensada que mostre as alterações
no Capital Próprio;
21 55,26% 17 44,74% 38
Demonstração de Fluxos de Caixa condensada e seu
Anexo;
20 46,51% 23 53,49% 43
Relatório de Gestão condensado; 21 61,76% 13 38,24% 34
Outras informações. 0 0,00% 0 0,00% 0
Pergunta 5.1 - O (a) Sr. (a) considera que a elaboração e publicação de informações
financeiras em períodos intercalares, trazem benefícios directos/indirectos para a
organização?
Benefícios para a organização em virtude da publicação de DF intercalares
Sim Não
32 2
TOTAL 34
%RELATIVO 94,12% 5,88%
Pergunta 5.1.1 - Em caso afirmativo, indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem
opinião), a 5 (muito importante), a sua opinião do grau de importância acerca dos benefícios,
que podem provir para entidade com a publicação periódica de DF intercalares:
Benefícios que podem fruir para a organização decorrente da publicação periódica de DF intercalares
Benefícios 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Aumento da cotação das
acções da empresa;
3 8,57% 4 11,43% 16 45,71% 8 22,86% 4 11,43% 35
b) Melhoria da imagem
organizacional perante o
mercado;
0 0,00% 0 0,00% 4 12,50% 17 53,13% 11 34,38% 32
c) Diminuição dos custos de
capital e financiamentos
externos;
2 6,06% 5 15,15% 11 33,33% 10 30,30% 5 15,15% 33
d) Diminuição dos prémios de
seguros;
4 12,50% 7 21,88% 13 40,63% 6 18,75% 2 6,25% 32
e) Maior credibilidade perante
empregados, clientes e
fornecedores;
0 0,00% 2 6,25% 2 6,25% 12 37,50% 16 50,00% 32
f) Outras. 0 0,00% 0 0,00% 1 50,00% 0 0,00% 1 50,00% 2
A57
Pergunta 5.2 - O (a) Sr. (a) acredita que as empresas cotadas na Euronext Lisbon, irão de
forma voluntária publicar mais informações financeiras que as já exigidas actualmente?
Publicação voluntária de mais IF do que as já exigidas por Lei
Sim Não
11 23
TOTAL 34
%RELATIVO 32,35% 67,65%
Pergunta 5.3 - Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 a 5, a sua opinião acerca da
importância de cada motivo, a ser levado em consideração pelas empresas cotadas na
elaboração e publicação de informações financeiras intercalares.
Benefícios que podem fruir para a organização decorrente da publicação periódica de DF intercalares
Benefícios 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Custo para elaboração e
divulgação das DF intercalares;
0 0,00% 3 9,09% 8 24,24% 14 42,42% 8 24,24% 33
b) Conhecimento pela
concorrência acerca de
diferentes estratégias adoptadas
pela empresa;
1 3,03% 2 6,06% 17 51,52% 10 30,30% 3 9,09% 33
c) Quantidade de informações
a serem tratadas;
0 0,00% 3 9,38% 6 18,75% 21 65,63% 2 6,25% 32
d) Capacidade da área
contabilística para gerar as
informações em tempo hábil;
0 0,00% 3 8,82% 3 8,82% 20 58,82% 8 23,53% 34
e) Outras. 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 1 100,00% 0 0,00% 1
A58
III - REVISORES OFICIAIS DE CONTAS
Pergunta 1.1 – Qual a sua idade
R: 26; 27; 29; 31; 32; 34; 35; 37; 39; 39; 40; 45; 45; 46; 47; 47; 47; 50; 50; 51; 51; 53; 55; 56;
57; 58; 59; 63; 67; 67; 68; 72 e 74 anos.
Média: 48,39 anos;
Mediana: 47 anos;
Moda: 47 anos.
Pergunta 1.2 - Nos limites abaixo, seleccione aquele correspondente aos anos (aproximados
ou exactos) que o (a) Sr. (a) possui no exercício dessa função?
Anos no Exercício da Função
0-5 anos 5-10 anos 11-15 anos 16-20 anos
Mais de 21
anos
4 3 8 4 14
TOTAL 33
%RELATIVO 12,12% 9,09% 24,24% 12,12% 42,42%
Pergunta 1.3 - Qual o seu grau de escolaridade na época em que iniciou os seus trabalhos
nessa área?
Grau de escolaridade no início da carreira
Técnico
Licenciatura
ou
Bacharelato
Pós-
Graduação
Mestrado Doutorado
0 29 0 4 0
TOTAL 33
%RELATIVO 0,00% 87,88% 0,00% 12,12% 0,00%
Pergunta 1.4 - Qual o seu grau de escolaridade actual?
Grau de escolaridade actual
Técnico
Licenciatura
ou
Bacharelato
Pós-
Graduação
Mestrado Doutorado
0 21 2 10 0
TOTAL 33
%RELATIVO 0,00% 63,64% 6,06% 30,30% 0,00%
A59
Pergunta 2.1 - Como utilizador de Informações Financeiras, o (a) Sr. (a) acha que as DF
disponibilizadas pelas empresas cotadas respondem às suas necessidades de informação?
Resposta as necessidades de informação
Sim Não
24 9
TOTAL 33
%RELATIVO 72,73% 27,27%
Pergunta 2.1.1 - Se respondeu negativamente, indique na tabela abaixo, escalonando 1
(sem opinião), 2 (sem importância), 3 (pouco importante), 4 (importante) ou 5 (muito
importante) os motivos de sua opinião.
Factos que podem gerar insatisfação em relação as DF publicadas pelas empresas cotadas
Benefícios 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
54. As informações não são
credíveis, não são dignas
de confiança;
0 0,00% 2 25,00% 1 12,50% 3 37,50% 2 25,00% 8
55. Atraso, falta de
tempestividade, na
publicação destas IF;
0 0,00% 1 12,50% 4 50,00% 3 37,50% 0 0,00% 8
56. Conteúdo
incompreensível, falta de
objectividade e/ou
informações obscuras;
0 0,00% 1 11,11% 2 22,22% 5 55,56% 1 11,11% 9
57. Canais de comunicação
inadequados;
1 11,11% 2 22,22% 3 33,33% 3 33,33% 0 0,00% 9
58. Demasiadas informações
materialmente
irrelevantes;
0 0,00% 2 22,22% 1 11,11% 5 55,56% 1 11,11% 9
59. Outras. 1 100,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 1
Pergunta 2.2 - A partir de 1986, data de ingresso de Portugal na União Europeia, de que
forma o (a) Sr. (a) avalia:
2.2.1 A evolução qualitativa das DF disponibilizadas pelas empresas cotadas
na Bolsa de Valores do país.
Sem
Opinião
Péssima Fraca Regular Boa Óptima
1 0 1 7 24 0
TOTAL 33
%RELATIVO 3,03% 0,00% 3,03% 21,21% 72,73% 0,00%
A60
2.2.2 A mudança quantitativa destas mesmas Demonstrações Financeiras.
Sem
Opinião
Péssima Fraca Regular Boa Óptima
1 0 0 11 19 0
TOTAL 31
%RELATIVO 3,23% 0,00% 0,00% 35,48% 61,29% 0,00%
Pergunta 2.3 - Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem opinião) a 5 (muito
importante), a sua opinião acerca da representatividade de cada facto para a actual
conjectura contabilística existente em Portugal. É de salientar que as questões “e” e “f” são
mutuamente exclusivas (ao assinalar uma, por favor não assinale a outra)
Representatividade de cada facto para a actual conjectura contabilística em Portugal
Factos 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Maior exigência do
POC;
0 0,00% 4 12,12% 10 30,30% 11 33,33% 8 24,24% 33
b) Criação da Comissão de
Normalização
Contabilística (CNC);
0 0,00% 3 9,09% 8 24,24% 15 45,45% 7 21,21% 33
c) Necessidade de
adequação as directivas
comunitárias;
0 0,00% 1 3,03% 8 24,24% 7 21,21% 17 51,52% 33
d) Necessidade de
harmonização
contabilística a nível
comunitário;
0 0,00% 1 3,03% 4 12,12% 14 42,42% 14 42,42% 33
e) Menor exigência por
parte dos utilizadores das
DF;
4 44,44% 0 0,00% 3 33,33% 2 22,22% 0 0,00% 9
f) Maior exigência por
parte dos utilizadores das
DF;
0 0,00% 0 0,00% 2 6,67% 19 63,33% 9 30,00% 30
g) Outras. 1 100,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 1
Pergunta 2.4 - Com relação as actuais exigências qualitativas/quantitativas de publicação
de informações financeiras por parte das empresas cotadas, o (a) Sr. (a) se consideraria:
Sem opinião
sobre o
assunto
Totalmente
Insatisfeito
Parcialmente
Insatisfeito
Parcialmente
Satisfeito
Totalmente
Satisfeito
1 0 3 29 0
TOTAL 33
%RELATIVO 3,03% 0,00% 9,09% 87,88% 0,00%
A61
Pergunta 2.4.1 - Se respondeu totalmente ou parcialmente insatisfeito, seleccione a (s) opção
(ões) que mais se adequa (m) à sua opinião.
O nível de
qualidade
exigido deveria
ser mais flexível
As sociedades
cotadas deveriam
publicar MENOS
IFS
As sociedades
cotadas deveriam
publicar
MELHORES IFS
As sociedades
cotadas
deveriam
publicar
MAIS IFS
Outros.
Quais?
3 1 7 5 0
TOTAL 16
%RELATIVO 18,75% 6,25% 43,75% 31,25% 0,00%
Pergunta 3.1 - Actualmente as sociedades cotadas na Euronext Lisbon, são obrigadas a
elaborar e publicar Demonstrações Financeiras anuais, semestrais e trimestrais (este último
período é considerado pela CMVM, como a aplicação de “boas práticas” por aquelas
sociedades). Ponderando a afirmação anterior, indique na tabela abaixo, escalonando de 1
(sem opinião) a 5 (muito importante), quais os períodos de tempo, considerados pelo (a)
Sr. (a) como sendo ideais e minimamente razoáveis, para elaboração e publicação
obrigatória de informações financeiras.
Periodicidade das Demonstrações Financeiras
Períodos de
tempo
1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) 1 Ano; 0 0,00% 0 0,00% 4 13,33% 9 30,00% 17 56,67% 30
b) 6 Meses; 0 0,00% 0 0,00% 5 16,67% 12 40,00% 13 43,33% 30
c) 3 Meses; 0 0,00% 1 3,57% 7 25,00% 10 35,71% 10 35,71% 28
d) 1 Mês; 13 50,00% 9 34,62% 3 11,54% 0 0,00% 1 3,85% 26
e) 15 Dias; 18 66,67% 7 25,93% 1 3,70% 0 0,00% 1 3,70% 27
f) Outros Períodos. 1 100,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 1
Pergunta 4.1 - Dentre as características qualitativas da informação financeira, listadas na
tabela abaixo, quais o (a) Sr. (a) acredita, serem levadas em consideração por parte das
empresas cotadas na elaboração e publicação das DF intercalares? Faça uma mensuração do
seu grau de opinião, utilizando os seguintes valores: 1 (sem opinião no momento), 2 (esta
característica é completamente desconsiderada), 3 (esta característica é parcialmente
desconsiderada), 4 (esta característica é levada em consideração) e 5 (esta característica é
completamente utilizada).
Características qualitativas das IF publicadas pelas Sociedades cotadas
Características
Qualitativas
1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Compreensibilidade; 1 2,94% 1 2,94% 12 35,29% 15 44,12% 5 12,12% 33
b) Relevância (mater.); 1 3,13% 1 3,13% 7 21,88% 14 43,75% 9 28,13% 32
A62
Fiabilidade; 1 3,23% 4 12,90% 5 16,13% 10 32,26% 11 35,48% 31
d) Comparabilidade; 1 3,13% 1 3,13% 9 28,13% 16 50,00% 5 15,63% 32
e) Outras. 2 100,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 2
Pergunta 4.2 – Ao se comentar sobre segurança e fiabilidade das DF intercalares, o (a) Sr.
(a) considera que as informações financeiras trimestrais (única que ainda não é
obrigatoriamente objecto de revisão/auditoria por um profissional competente), deveriam ser
revisadas/auditadas por um profissional habilitado?
Necessidade de Revisão/Auditoria das DF trimestrais
Sim Não
25 7
TOTAL 32
%RELATIVO 78,13% 21,88%
Pergunta 4.2.1 - Em caso afirmativo, indique qual das opções abaixo, o (a) Sr. (a) considera
a mais viável:
Melhor opção para a Revisão/Auditoria das DF trimestrais
As DF trimestrais
deveriam ser
objecto de uma
full-audit
obrigatoriamente.
As DF trimestrais
deveriam ser
objecto de uma
revisão limitada
obrigatoriamente.
Ficaria a cargo da
adm., juntamente com
o revisor escolher o
melhor procedimento
de auditoria para as
DF trimestrais.
Outros.
3 18 6 0
TOTAL 27
%RELATIVO 11,11% 66,67% 22,22% 0,00%
Pergunta 4.3 - Dentre os mapas contabilísticos abaixo, qual (is) o (a) Sr. (a) considera que
deveria (m) obrigatoriamente constar das demonstrações financeiras intercalares?
Quantidade das DF intercalares
Semestrais Trimestrais
Mapas Contabilísticos
Qtd % Rel Qtd % Rel
Total
Balanço e DR por natureza condensados; 18 41,86% 25 58,14% 43
Demonstração dos Resultados por Funções
condensada;
21 56,76% 16 43,24% 37
A63
Políticas Contabilísticas e Notas Explicativas
seleccionadas;
23 56,10% 18 43,90% 41
Anexo ao Balanço e Demonstração dos Resultados
condensado;
20 52,63% 18 47,37% 38
Demonstração condensada que mostre as alterações
no Capital Próprio;
16 48,48% 17 51,52% 33
Demonstração de Fluxos de Caixa condensada e seu
Anexo;
22 51,16% 21 48,84% 43
Relatório de Gestão condensado; 21 63,64% 12 36,36% 33
Outras informações. 0 0,00% 0 0,00% 0
Pergunta 5.1 - O (a) Sr. (a) considera que a elaboração e publicação de informações
financeiras em períodos intercalares, trazem benefícios directos/indirectos para a
organização?
Benefícios para a organização em virtude da publicação de DF
intercalares
Sim Não
30 2
TOTAL 32
%RELATIVO 93,75% 6,25%
Pergunta 5.1.1 - Em caso afirmativo, indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem
opinião), a 5 (muito importante), a sua opinião do grau de importância acerca dos benefícios,
que podem provir para entidade com a publicação periódica de DF intercalares:
Benefícios que podem fruir para a organização decorrente da publicação periódica de DF intercalares
Benefícios 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Aumento da cotação das
acções da empresa;
1 3,33% 7 23,33% 11 36,67% 8 26,67% 3 10,00% 30
b) Melhoria da imagem
organizacional perante o
mercado;
0 0,00% 0 0,00% 4 11,11% 18 50,00% 14 38,89% 36
c) Diminuição dos custos de
capital e financiamentos
externos;
3 9,68% 5 16,13% 6 19,35% 13 41,94% 4 12,90% 31
d) Diminuição dos prémios
de seguros;
4 14,29% 11 39,29% 12 42,86% 1 3,57% 0 0,00% 28
e) Maior credibilidade
perante empregados, clientes
e fornecedores;
0 0,00% 0 0,00% 5 17,24% 13 44,83% 11 37,93% 29
f) Outras. 1 100,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 1
A64
Pergunta 5.2 - O (a) Sr. (a) acredita que as empresas cotadas na Euronext Lisbon, irão de
forma voluntária publicar mais informações financeiras que as já exigidas actualmente?
Publicação voluntária de mais IF do que as já exigidas por Lei
Sim Não
7 25
TOTAL 32
%RELATIVO 21,88% 78,13%
Pergunta 5.3 - Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 a 5, a sua opinião acerca da
importância de cada motivo, a ser levado em consideração pelas empresas cotadas na
elaboração e publicação de informações financeiras intercalares.
Benefícios que podem fruir para a organização decorrente da publicação periódica de DF intercalares
Benefícios 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Custo para elaboração e
divulgação das DF intercalares;
1 3,23% 3 9,68% 13 41,94% 9 29,03% 5 16,13% 31
b) Conhecimento pela
concorrência acerca de
diferentes estratégias adoptadas
pela empresa;
0 0,00% 11 36,67% 6 20,00% 10 33,33% 3 10,00% 30
c) Quantidade de informações
a serem tratadas;
0 0,00% 1 3,45% 17 58,62% 10 34,48% 1 3,45% 29
d) Capacidade da área
contabilística para gerar as
informações em tempo hábil;
0 0,00% 4 12,50% 6 18,75% 20 62,50% 2 6,25% 32
e) Outras. 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0
A65
IV - TÉCNICOS OFICIAIS DE CONTAS
Pergunta 1.1 – Qual a sua idade
R: 25; 26; 26; 27; 27; 28; 29; 29; 30; 31; 32; 33; 33; 35; 36; 39; 39; 40; 40; 41; 41; 45; 45; 46;
46; 47; 48; 48; 49; 49; 50; 51; 51; 53; 54; 54; 54; 54; 55; 55; 57; 65; 65e 66 anos.
Média: 43,05 anos;
Mediana: 45 anos;
Modas: 54 anos.
Pergunta 1.2 - Nos limites abaixo, seleccione aquele correspondente aos anos (aproximados
ou exactos) que o (a) Sr. (a) possui no exercício dessa função?
Anos no Exercício da Função
0-5 anos 5-10 anos 11-15 anos 16-20 anos
Mais de 21
anos
9 5 10 5 15
TOTAL 44
%RELATIVO 20,45% 11,36% 22,73% 11,36% 34,09%
Pergunta 1.3 - Qual o seu grau de escolaridade na época em que iniciou os seus trabalhos
nessa área?
Grau de escolaridade no início da carreira
Técnico
Licenciatura
ou
Bacharelato
Pós-
Graduação
Mestrado Doutorado
11 30 2 1 0
TOTAL 44
%RELATIVO 25,00% 68,18% 4,55% 2,27% 0,00%
Pergunta 1.4 - Qual o seu grau de escolaridade actual?
Grau de escolaridade actual
Técnico
Licenciatura
ou
Bacharelato
Pós-
Graduação
Mestrado Doutorado
7 28 5 4 0
TOTAL 44
%RELATIVO 15,91% 63,64% 11,36% 9,09% 0,00%
A66
Pergunta 2.1 - Como utilizador de Informações Financeiras, o (a) Sr. (a) acha que as DF
disponibilizadas pelas empresas cotadas respondem às suas necessidades de informação?
Resposta as necessidades de informação
Sim Não
34 10
TOTAL 44
%RELATIVO 77,27% 22,73%
Pergunta 2.1.1 - Se respondeu negativamente, indique na tabela abaixo, escalonando 1
(sem opinião), 2 (sem importância), 3 (pouco importante), 4 (importante) ou 5 (muito
importante) os motivos de sua opinião.
Factos que podem gerar insatisfação em relação as DF publicadas pelas empresas cotadas
Benefícios 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
60. As informações não são
credíveis, não são dignas
de confiança;
3 23,08% 3 23,08% 3 23,08% 2 15,38% 2 15,38% 13
61. Atraso, falta de
tempestividade, na
publicação destas IF;
0 0,00% 2 18,18% 4 36,36% 4 36,36% 1 9,09% 11
62. Conteúdo
incompreensível, falta de
objectividade e/ou
informações obscuras;
0 0,00% 0 0,00% 3 23,08% 7 53,85% 3 23,08% 13
63. Canais de comunicação
inadequados;
1 7,14% 5 35,71% 2 14,29% 6 42,86% 0 0,00% 14
64. Demasiadas informações
materialmente
irrelevantes;
0 0,00% 5 35,71% 2 14,29% 5 35,71% 2 14,29% 14
65. Outras. 1 100,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 1
Pergunta 2.2 - A partir de 1986, data de ingresso de Portugal na União Europeia, de que
forma o (a) Sr. (a) avalia:
2.2.1 A evolução qualitativa das DF disponibilizadas pelas empresas cotadas
na Bolsa de Valores do país.
Sem
Opinião
Péssima Fraca Regular Boa Óptima
0 0 0 10 28 2
TOTAL 40
%RELATIVO 0,00% 0,00% 0,00% 25,00% 70,00% 5,00%
A67
2.2.2 A mudança quantitativa destas mesmas Demonstrações Financeiras.
Sem
Opinião
Péssima Fraca Regular Boa Óptima
5 0 0 14 22 0
TOTAL 41
%RELATIVO 12,20% 0,00% 0,00% 34,15% 53,66% 0,00%
Pergunta 2.3 - Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem opinião) a 5 (muito
importante), a sua opinião acerca da representatividade de cada facto para a actual
conjectura contabilística existente em Portugal. É de salientar que as questões “e” e “f” são
mutuamente exclusivas (ao assinalar uma, por favor não assinale a outra)
Representatividade de cada facto para a actual conjectura contabilística em Portugal
Factos 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Maior exigência do
POC;
2 4,55% 5 11,36% 19 43,18% 12 27,27% 6 13,64% 44
b) Criação da Comissão de
Normalização
Contabilística (CNC);
1 2,27% 1 2,27% 17 38,64% 18 40,91% 7 15,91% 44
c) Necessidade de
adequação as directivas
comunitárias;
1 2,50% 0 0,00% 3 7,50% 22 55,00% 14 35,00% 40
d) Necessidade de
harmonização
contabilística a nível
comunitário;
1 2,27% 0 0,00% 4 9,09% 23 52,27% 16 36,36% 44
e) Menor exigência por
parte dos utilizadores das
DF;
4 33,33% 3 25,00% 3 25,00% 1 8,33% 1 8,33% 12
f) Maior exigência por
parte dos utilizadores das
DF;
1 2,38% 2 4,76% 3 7,14% 20 47,62% 16 38,10% 42
g) Outras. 2 50,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 2 50,00% 4
Pergunta 2.4 - Com relação as actuais exigências qualitativas/quantitativas de publicação
de informações financeiras por parte das empresas cotadas, o (a) Sr. (a) se consideraria:
Sem opinião
sobre o
assunto
Totalmente
Insatisfeito
Parcialmente
Insatisfeito
Parcialmente
Satisfeito
Totalmente
Satisfeito
3 0 5 35 1
TOTAL 44
%RELATIVO 6,82% 0,00% 11,36% 79,55% 2,27%
A68
Pergunta 2.4.1 - Se respondeu totalmente ou parcialmente insatisfeito, seleccione a (s) opção
(ões) que mais se adequa (m) à sua opinião.
O nível de
qualidade
exigido deveria
ser mais flexível
As sociedades
cotadas deveriam
publicar MENOS
IFS
As sociedades
cotadas deveriam
publicar
MELHORES IFS
As sociedades
cotadas
deveriam
publicar
MAIS IFS
Outros.
Quais?
2 0 13 7 0
TOTAL 22
%RELATIVO 9,09% 0,00% 59,09% 31,82% 0,00%
Pergunta 3.1 - Actualmente as sociedades cotadas na Euronext Lisbon, são obrigadas a
elaborar e publicar Demonstrações Financeiras anuais, semestrais e trimestrais (este último
período é considerado pela CMVM, como a aplicação de “boas práticas” por aquelas
sociedades). Ponderando a afirmação anterior, indique na tabela abaixo, escalonando de 1
(sem opinião) a 5 (muito importante), quais os períodos de tempo, considerados pelo (a)
Sr. (a) como sendo ideais e minimamente razoáveis, para elaboração e publicação
obrigatória de informações financeiras.
Periodicidade das Demonstrações Financeiras
Períodos de
tempo
1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) 1 Ano; 0 0,00% 3 8,57% 4 11,43% 6 17,14% 22 62,86% 35
b) 6 Meses; 2 5,26% 2 5,26% 5 13,16% 11 28,95% 18 47,37% 38
c) 3 Meses; 2 5,00% 0 0,00% 7 17,50% 11 27,50% 20 50,00% 40
d) 1 Mês; 7 20,00% 14 40,00% 8 22,86% 4 11,43% 2 5,71% 35
e) 15 Dias; 18 54,55% 15 45,45% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 33
f) Outros Períodos. 2 100,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 2
Pergunta 4.1 - Dentre as características qualitativas da informação financeira, listadas na
tabela abaixo, quais o (a) Sr. (a) acredita, serem levadas em consideração por parte das
empresas cotadas na elaboração e publicação das DF intercalares? Faça uma mensuração do
seu grau de opinião, utilizando os seguintes valores: 1 (sem opinião no momento), 2 (esta
característica é completamente desconsiderada), 3 (esta característica é parcialmente
desconsiderada), 4 (esta característica é levada em consideração) e 5 (esta característica é
completamente utilizada).
Características qualitativas das IF publicadas pelas Sociedades cotadas
Características
Qualitativas
1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Compreensibilidade; 3 6,98% 3 6,98% 18 41,86% 11 25,58% 8 18,60% 43
b) Relevância (mater.); 3 6,98% 2 4,65% 9 20,93% 16 37,21% 13 30,23% 43
A69
Fiabilidade; 3 7,14% 3 7,14% 10 23,81% 13 30,95% 13 30,95% 42
d) Comparabilidade; 3 7,14% 1 2,38% 6 14,29% 22 52,38% 10 23,81% 42
e) Outras. 1 100,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 1
Pergunta 4.2 – Ao se comentar sobre segurança e fiabilidade das DF intercalares, o (a) Sr.
(a) considera que as informações financeiras trimestrais (única que ainda não é
obrigatoriamente objecto de revisão/auditoria por um profissional competente), deveriam ser
revisadas/auditadas por um profissional habilitado?
Necessidade de Revisão/Auditoria das DF trimestrais
Sim Não
31 11
TOTAL 42
%RELATIVO 73,81% 26,19%
Pergunta 4.2.1 - Em caso afirmativo, indique qual das opções abaixo, o (a) Sr. (a) considera
a mais viável:
Melhor opção para a Revisão/Auditoria das DF trimestrais
As DF trimestrais
deveriam ser
objecto de uma
full-audit
obrigatoriamente.
As DF trimestrais
deveriam ser
objecto de uma
revisão limitada
obrigatoriamente.
Ficaria a cargo da
adm., juntamente com
o revisor escolher o
melhor procedimento
de auditoria para as
DF trimestrais.
Outros.
4 22 6 0
TOTAL 32
%RELATIVO 12,50% 68,75% 18,75% 0,00%
Pergunta 4.3 - Dentre os mapas contabilísticos abaixo, qual (is) o (a) Sr. (a) considera que
deveria (m) obrigatoriamente constar das demonstrações financeiras intercalares?
Quantidade das DF intercalares
Semestrais Trimestrais
Mapas Contabilísticos
Qtd % Rel Qtd % Rel
Total
Balanço e DR por natureza condensados; 22 40,74% 32 59,26% 54
Demonstração dos Resultados por Funções
condensada;
20 40,82% 29 59,18% 49
A70
Políticas Contabilísticas e Notas Explicativas
seleccionadas;
23 43,40% 30 56,60% 53
Anexo ao Balanço e Demonstração dos Resultados
condensado;
25 53,19% 22 46,81% 47
Demonstração condensada que mostre as alterações
no Capital Próprio;
23 53,49% 20 46,51% 43
Demonstração de Fluxos de Caixa condensada e seu
Anexo;
21 44,68% 26 55,32% 47
Relatório de Gestão condensado; 26 65,00% 14 35,00% 40
Outras informações. 0 0,00% 0 0,00% 0
Pergunta 5.1 - O (a) Sr. (a) considera que a elaboração e publicação de informações
financeiras em períodos intercalares, trazem benefícios directos/indirectos para a
organização?
Benefícios para a organização em virtude da publicação de DF
intercalares
Sim Não
40 3
TOTAL 43
%RELATIVO 93,02% 6,98%
Pergunta 5.1.1 - Em caso afirmativo, indique na tabela abaixo, escalonando de 1 (sem
opinião), a 5 (muito importante), a sua opinião do grau de importância acerca dos benefícios,
que podem provir para entidade com a publicação periódica de DF intercalares:
Benefícios que podem fruir para a organização decorrente da publicação periódica de DF intercalares
Benefícios 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Aumento da cotação das
acções da empresa;
0 11,63% 0 13,95% 0 39,53% 0 20,93% 0 13,95% 43
b) Melhoria da imagem
organizacional perante o
mercado;
0 0,00% 0 0,00% 0 20,45% 0 31,82% 0 47,73% 44
c) Diminuição dos custos de
capital e financiamentos
externos;
0 10,00% 0 17,50% 0 35,00% 0 22,50% 0 15,00% 40
d) Diminuição dos prémios
de seguros;
0 10,00% 0 25,00% 0 47,50% 0 12,50% 0 5,00% 40
e) Maior credibilidade
perante empregados, clientes
e fornecedores;
0 0,00% 0 2,44% 0 7,32% 0 39,02% 0 51,22% 41
f) Outras. 0 33,33% 0 33,33% 0 0,00% 0 0,00% 0 33,33% 3
A71
Pergunta 5.2 - O (a) Sr. (a) acredita que as empresas cotadas na Euronext Lisbon, irão de
forma voluntária publicar mais informações financeiras que as já exigidas actualmente?
Publicação voluntária de mais IF do que as já exigidas por Lei
Sim Não
10 31
TOTAL 41
%RELATIVO 24,39% 75,61%
Pergunta 5.3 - Indique na tabela abaixo, escalonando de 1 a 5, a sua opinião acerca da
importância de cada motivo, a ser levado em consideração pelas empresas cotadas na
elaboração e publicação de informações financeiras intercalares.
Benefícios que podem fruir para a organização decorrente da publicação periódica de DF intercalares
Benefícios 1 % Rel 2 % Rel 3 % Rel 4 % Rel 5 % Rel Total
a) Custo para elaboração e
divulgação das DF intercalares;
1 2,38% 6 14,29% 5 11,90% 17 40,48% 13 30,95% 42
b) Conhecimento pela
concorrência acerca de
diferentes estratégias adoptadas
pela empresa;
3 7,14% 3 7,14% 7 16,67% 22 52,38% 7 16,67% 42
c) Quantidade de informações
a serem tratadas;
1 2,44% 5 12,20% 11 26,83% 21 51,22% 3 7,32% 41
d) Capacidade da área
contabilística para gerar as
informações em tempo hábil;
1 2,33% 5 11,63% 6 13,95% 9 20,93% 22 51,16% 43
e) Outras. 1 100,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 0 0,00% 1
A72
ANEXO IV – COTAÇÃO DIÁRIA DOS TÍTULOS NEGOCIADOS PELAS 4
EMPRESAS SELECCIONADAS
A73
a) PORTUGAL TELECOM – SGPS – NOM.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/05/12 11,13 1,022039 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/04/22 8.4 1.037037
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/05/15 10,65 0,977961 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/04/23 8.48 1.046914
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/05/16 11,32 1,039486 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/04/24 8.44 1.041975
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/05/17 10,99 1,009183 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/04/26 8.23 1.016049
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/05/18 11,32 1,039486 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/04/29 8.29 1.023457
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/05/19 10,89 DA P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/04/30 8.1 DT
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/05/22 10,8 0,991736 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/05/02 7.64 0.943210
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/05/23 10,8 0,991736 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/05/03 7.68 0.948148
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/05/24 10,31 0,946740 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/05/06 7.64 0.943210
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/05/25 10,56 0,969697 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/05/07 7.54 0.930864
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/05/26 10,8 0,991736 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/05/08 7.8 0.962963
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/11/17 9,22 0,922000 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/08/16 6 0,923077
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/11/20 9 0,900000 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/08/19 6 0,923077
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/11/21 9,25 0,925000 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/08/20 6,03 0,927692
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/11/22 9,06 0,906000 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/08/21 6,17 0,949231
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/11/23 9,22 0,922000 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/08/22 6,54 1,006154
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/11/24 10 DS P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/08/23 6,5 DA
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/11/27 9,76 0,976000 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/08/26 6,4 0,984615
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/11/28 9,7 0,970000 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/08/27 6,59 1,013846
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/11/29 9,71 0,971000 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/08/28 6,54 1,006154
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/11/30 9,4 0,940000 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/08/29 6,54 1,006154
P.Telecom, SGPS - Nom. 2000/12/04 9,26 0,926000 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/08/30 6,59 1,013846
P.Telecom, SGPS - Nom. 2001/04/27 10.57 0.969725 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/09/20 5,4 1,097561
P.Telecom, SGPS - Nom. 2001/04/30 10.94 1.003670 P.Telecom, SGPS - Nom. 2002/09/23 5,21 1,058943
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A74
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
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A75
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
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P.Telecom, SGPS - Nom. 2006/11/24 9,73 0,992857
LEGENDA
DA – DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA ANUAL
DS – DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA SEMESTRAL
DT – DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA TRIMESTRAL
A76
b) SONAE - SGPS
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
Sonae-SGPS 2000/04/20 45,3 1,005549 Sonae-SGPS 2001/05/04 1,07 1,038835
Sonae-SGPS 2000/04/26 45 0,998890 Sonae-SGPS 2001/05/07 1,05 1,019417
Sonae-SGPS 2000/04/27 43,15 0,957825 Sonae-SGPS 2001/05/08 1,04 1,009709
Sonae-SGPS 2000/04/28 44,2 0,981132 Sonae-SGPS 2001/05/09 1,03 1,000000
Sonae-SGPS 2000/05/02 44,9 0,996670 Sonae-SGPS 2001/05/10 1,05 1,019417
Sonae-SGPS 2000/05/03 45,05 DT Sonae-SGPS 2001/05/11 1,03 DT
Sonae-SGPS 2000/05/04 45,2 1,003330 Sonae-SGPS 2001/05/14 1,02 0,990291
Sonae-SGPS 2000/05/05 47,35 1,051054 Sonae-SGPS 2001/05/15 1,04 1,009709
Sonae-SGPS 2000/05/08 50 1,109878 Sonae-SGPS 2001/05/16 1,04 1,009709
Sonae-SGPS 2000/05/09 48,81 1,083463 Sonae-SGPS 2001/05/17 1,03 1,000000
Sonae-SGPS 2000/05/10 46,3 1,027747 Sonae-SGPS 2001/05/18 1,01 0,980583
Sonae-SGPS 2000/08/01 1,8 1,052632 Sonae-SGPS 2001/08/31 0,65 1,065574
Sonae-SGPS 2000/08/02 1,84 1,076023 Sonae-SGPS 2001/09/03 0,65 1,065574
Sonae-SGPS 2000/08/03 1,76 1,029240 Sonae-SGPS 2001/09/04 0,64 1,049180
Sonae-SGPS 2000/08/04 1,78 1,040936 Sonae-SGPS 2001/09/05 0,64 1,049180
Sonae-SGPS 2000/08/07 1,75 1,023392 Sonae-SGPS 2001/09/06 0,63 1,032787
Sonae-SGPS 2000/08/08 1,71 DA Sonae-SGPS 2001/09/07 0,61 DA
Sonae-SGPS 2000/08/09 1,75 1,023392 Sonae-SGPS 2001/09/10 0,61 1,000000
Sonae-SGPS 2000/08/10 1,72 1,005848 Sonae-SGPS 2001/09/11 0,57 0,934426
Sonae-SGPS 2000/08/11 1,72 1,005848 Sonae-SGPS 2001/09/12 0,54 0,885246
Sonae-SGPS 2000/08/14 1,73 1,011696 Sonae-SGPS 2001/09/13 0,52 0,852459
Sonae-SGPS 2000/08/16 1,7 0,994152 Sonae-SGPS 2001/09/14 0,49 0,803279
Sonae-SGPS 2000/11/08 1.5 1.048951 Sonae-SGPS 2001/10/11 0,58 0,763158
Sonae-SGPS 2000/11/09 1.5 1.048951 Sonae-SGPS 2001/10/12 0,62 0,815789
Sonae-SGPS 2000/11/10 1.37 0.958042 Sonae-SGPS 2001/10/15 0,64 0,842105
Sonae-SGPS 2000/11/13 1.34 0.937063 Sonae-SGPS 2001/10/16 0,69 0,907895
Sonae-SGPS 2000/11/14 1.41 0.986014 Sonae-SGPS 2001/10/17 0,72 0,947368
Sonae-SGPS 2000/11/15 1.43 DT Sonae-SGPS 2001/10/18 0,76 DS
Sonae-SGPS 2000/11/16 1.4 0.979021 Sonae-SGPS 2001/10/19 0,76 1,000000
Sonae-SGPS 2000/11/17 1.41 0.986014 Sonae-SGPS 2001/10/22 0,77 1,013158
Sonae-SGPS 2000/11/20 1.39 0.972028 Sonae-SGPS 2001/10/23 0,78 1,026316
Sonae-SGPS 2000/11/21 1.36 0.951049 Sonae-SGPS 2001/10/24 0,76 1,000000
Sonae-SGPS 2000/11/22 1.35 0.944056 Sonae-SGPS 2001/10/25 0,73 0,960526
Sonae-SGPS 2000/12/19 1,32 1,109244 Sonae-SGPS 2001/10/22 0,77 1,054795
Sonae-SGPS 2000/12/20 1,27 1,067227 Sonae-SGPS 2001/10/23 0,78 1,068493
Sonae-SGPS 2000/12/21 1,27 1,067227 Sonae-SGPS 2001/10/24 0,76 1,041096
Sonae-SGPS 2000/12/22 1,25 1,050420 Sonae-SGPS 2001/10/25 0,73 1,000000
Sonae-SGPS 2000/12/27 1,26 1,058824 Sonae-SGPS 2001/10/26 0,72 0,986301
Sonae-SGPS 2000/12/28 1,19 DS Sonae-SGPS 2001/10/29 0,73 DT
Sonae-SGPS 2000/12/29 1,2 1,008403 Sonae-SGPS 2001/10/30 0,72 0,986301
Sonae-SGPS 2001/01/02 1,27 1,067227 Sonae-SGPS 2001/10/31 0,74 1,013699
Sonae-SGPS 2001/01/03 1,23 1,033613 Sonae-SGPS 2001/11/02 0,74 1,013699
Sonae-SGPS 2001/01/04 1,28 1,075630 Sonae-SGPS 2001/11/05 0,83 1,136986
Sonae-SGPS 2001/01/05 1,24 1,042017 Sonae-SGPS 2001/11/06 0,84 1,150685
Sonae-SGPS 2001/04/20 1,19 1,053097 Sonae-SGPS 2002/04/19 0,89 1,000000
Sonae-SGPS 2001/04/23 1,15 1,017699 Sonae-SGPS 2002/04/22 0,88 0,988764
Sonae-SGPS 2001/04/24 1,13 1,000000 Sonae-SGPS 2002/04/23 0,89 1,000000
Sonae-SGPS 2001/04/26 1,13 1,000000 Sonae-SGPS 2002/04/24 0,9 1,011236
Sonae-SGPS 2001/04/27 1,13 1,000000 Sonae-SGPS 2002/04/26 0,89 1,000000
Sonae-SGPS 2001/04/30 1,13 DT Sonae-SGPS 2002/04/29 0,89 DT
Sonae-SGPS 2001/05/02 1,1 0,973451 Sonae-SGPS 2002/04/30 0,87 0,977528
Sonae-SGPS 2001/05/03 1,07 0,946903 Sonae-SGPS 2002/05/02 0,83 0,932584
Sonae-SGPS 2001/05/04 1,07 0,946903 Sonae-SGPS 2002/05/03 0,83 0,932584
Sonae-SGPS 2001/05/07 1,05 0,929204 Sonae-SGPS 2002/05/06 0,82 0,921348
Sonae-SGPS 2001/05/08 1,04 0,920354 Sonae-SGPS 2002/05/07 0,8 0,898876
A77
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
Sonae-SGPS 2002/08/29 0,52 1,040000 Sonae-SGPS 2003/09/23 0,47 1,000000
Sonae-SGPS 2002/08/30 0,51 1,020000 Sonae-SGPS 2003/09/24 0,47 1,000000
Sonae-SGPS 2002/09/02 0,5 1,000000 Sonae-SGPS 2003/09/25 0,47 1,000000
Sonae-SGPS 2002/09/03 0,51 1,020000 Sonae-SGPS 2003/09/26 0,47 1,000000
Sonae-SGPS 2002/09/04 0,5 1,000000 Sonae-SGPS 2003/09/29 0,47 1,000000
Sonae-SGPS 2002/09/05 0,5 DA Sonae-SGPS 2003/09/30 0,47 DS
Sonae-SGPS 2002/09/06 0,51 1,020000 Sonae-SGPS 2003/10/01 0,52 1,106383
Sonae-SGPS 2002/09/09 0,51 1,020000 Sonae-SGPS 2003/10/02 0,54 1,148936
Sonae-SGPS 2002/09/10 0,51 1,020000 Sonae-SGPS 2003/10/03 0,54 1,148936
Sonae-SGPS 2002/09/11 0,5 1,000000 Sonae-SGPS 2003/10/06 0,55 1,170213
Sonae-SGPS 2002/09/12 0,5 1,000000 Sonae-SGPS 2003/10/07 0,56 1,191489
Sonae-SGPS 2002/09/19 0,47 1,093023 Sonae-SGPS 2003/10/23 0,59 0,967213
Sonae-SGPS 2002/09/20 0,47 1,093023 Sonae-SGPS 2003/10/24 0,58 0,950820
Sonae-SGPS 2002/09/23 0,46 1,069767 Sonae-SGPS 2003/10/27 0,58 0,950820
Sonae-SGPS 2002/09/24 0,44 1,023256 Sonae-SGPS 2003/10/28 0,6 0,983607
Sonae-SGPS 2002/09/25 0,43 1,000000 Sonae-SGPS 2003/10/29 0,6 0,983607
Sonae-SGPS 2002/09/26 0,43 DS Sonae-SGPS 2003/10/30 0,61 DT
Sonae-SGPS 2002/09/27 0,41 0,953488 Sonae-SGPS 2003/10/31 0,59 0,967213
Sonae-SGPS 2002/09/30 0,4 0,930233 Sonae-SGPS 2003/11/03 0,6 0,983607
Sonae-SGPS 2002/10/01 0,4 0,930233 Sonae-SGPS 2003/11/04 0,59 0,967213
Sonae-SGPS 2002/10/02 0,41 0,953488 Sonae-SGPS 2003/11/05 0,58 0,950820
Sonae-SGPS 2002/10/03 0,4 0,930233 Sonae-SGPS 2003/11/06 0,59 0,967213
Sonae-SGPS 2002/10/22 0,39 1,054054 Sonae-SGPS 2004/04/16 0,91 1,011111
Sonae-SGPS 2002/10/23 0,37 1,000000 Sonae-SGPS 2004/04/19 0,91 1,011111
Sonae-SGPS 2002/10/24 0,38 1,027027 Sonae-SGPS 2004/04/20 0,91 1,011111
Sonae-SGPS 2002/10/25 0,39 1,054054 Sonae-SGPS 2004/04/21 0,91 1,011111
Sonae-SGPS 2002/10/28 0,39 1,054054 Sonae-SGPS 2004/04/22 0,91 1,011111
Sonae-SGPS 2002/10/29 0,37 DT Sonae-SGPS 2004/04/23 0,9 DA
Sonae-SGPS 2002/10/30 0,38 1,027027 Sonae-SGPS 2004/04/26 0,89 0,988889
Sonae-SGPS 2002/10/31 0,38 1,027027 Sonae-SGPS 2004/04/27 0,89 0,988889
Sonae-SGPS 2002/11/04 0,4 1,081081 Sonae-SGPS 2004/04/28 0,9 1,000000
Sonae-SGPS 2002/11/05 0,39 1,054054 Sonae-SGPS 2004/04/29 0,92 1,022222
Sonae-SGPS 2002/11/06 0,39 1,054054 Sonae-SGPS 2004/04/30 0,92 1,022222
Sonae-SGPS 2003/04/09 0,38 0,974359 Sonae-SGPS 2004/04/27 0,89 0,967391
Sonae-SGPS 2003/04/10 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/04/28 0,9 0,978261
Sonae-SGPS 2003/04/11 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/04/29 0,92 1,000000
Sonae-SGPS 2003/04/14 0,38 0,974359 Sonae-SGPS 2004/04/30 0,92 1,000000
Sonae-SGPS 2003/04/15 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/04/29 0,92 1,000000
Sonae-SGPS 2003/04/16 0,39 DA Sonae-SGPS 2004/04/30 0,92 DT
Sonae-SGPS 2003/04/17 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/05/03 0,92 1,000000
Sonae-SGPS 2003/04/22 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/05/04 0,94 1,021739
Sonae-SGPS 2003/04/23 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/05/05 0,98 1,065217
Sonae-SGPS 2003/04/24 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/05/06 0,97 1,054348
Sonae-SGPS 2003/04/25 0,38 0,974359 Sonae-SGPS 2004/05/07 0,97 1,054348
Sonae-SGPS 2003/04/23 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/09/22 0,89 0,978022
Sonae-SGPS 2003/04/24 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/09/23 0,88 0,967033
Sonae-SGPS 2003/04/25 0,38 0,974359 Sonae-SGPS 2004/09/24 0,88 0,967033
Sonae-SGPS 2003/04/28 0,38 0,974359 Sonae-SGPS 2004/09/27 0,9 0,989011
Sonae-SGPS 2003/04/29 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/09/28 0,9 0,989011
Sonae-SGPS 2003/04/30 0,39 DT Sonae-SGPS 2004/09/29 0,91 DS
Sonae-SGPS 2003/05/02 0,38 0,974359 Sonae-SGPS 2004/09/30 0,9 0,989011
Sonae-SGPS 2003/05/05 0,38 0,974359 Sonae-SGPS 2004/10/01 0,91 1,000000
Sonae-SGPS 2003/05/06 0,38 0,974359 Sonae-SGPS 2004/10/04 0,93 1,021978
Sonae-SGPS 2003/05/07 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/10/05 0,93 1,021978
Sonae-SGPS 2003/05/08 0,39 1,000000 Sonae-SGPS 2004/10/06 0,94 1,032967
A78
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
Sonae-SGPS 2004/10/26 0,92 0,938776 Sonae-SGPS 2006/03/30 1,37 1,000000
Sonae-SGPS 2004/10/27 0,94 0,959184 Sonae-SGPS 2006/03/31 1,35 0,985401
Sonae-SGPS 2004/10/28 0,95 0,969388 Sonae-SGPS 2006/04/03 1,36 0,992701
Sonae-SGPS 2004/10/29 0,96 0,979592 Sonae-SGPS 2006/04/04 1,37 1,000000
Sonae-SGPS 2004/11/01 0,98 1,000000 Sonae-SGPS 2006/04/05 1,37 1,000000
Sonae-SGPS 2004/11/02 0,98 DT Sonae-SGPS 2006/04/06 1,37 DA
Sonae-SGPS 2004/11/03 0,96 0,979592 Sonae-SGPS 2006/04/07 1,38 1,007299
Sonae-SGPS 2004/11/04 0,96 0,979592 Sonae-SGPS 2006/04/10 1,38 1,007299
Sonae-SGPS 2004/11/05 0,96 0,979592 Sonae-SGPS 2006/04/11 1,37 1,000000
Sonae-SGPS 2004/11/08 0,97 0,989796 Sonae-SGPS 2006/04/12 1,37 1,000000
Sonae-SGPS 2004/11/09 0,97 0,989796 Sonae-SGPS 2006/04/13 1,38 1,007299
Sonae-SGPS 2005/04/27 1,24 1,033333 Sonae-SGPS 2006/05/15 1,33 1,055556
Sonae-SGPS 2005/04/28 1,24 1,033333 Sonae-SGPS 2006/05/16 1,32 1,047619
Sonae-SGPS 2005/04/29 1,23 1,025000 Sonae-SGPS 2006/05/17 1,31 1,039683
Sonae-SGPS 2005/05/02 1,22 1,016667 Sonae-SGPS 2006/05/18 1,27 1,007937
Sonae-SGPS 2005/05/03 1,22 1,016667 Sonae-SGPS 2006/05/19 1,27 1,007937
Sonae-SGPS 2005/05/04 1,2 DA Sonae-SGPS 2006/05/22 1,26 DT
Sonae-SGPS 2005/05/05 1,2 1,000000 Sonae-SGPS 2006/05/23 1,25 0,992063
Sonae-SGPS 2005/05/06 1,2 1,000000 Sonae-SGPS 2006/05/24 1,23 0,976190
Sonae-SGPS 2005/05/09 1,18 0,983333 Sonae-SGPS 2006/05/25 1,27 1,007937
Sonae-SGPS 2005/05/10 1,17 0,975000 Sonae-SGPS 2006/05/26 1,27 1,007937
Sonae-SGPS 2005/05/11 1,19 0,991667 Sonae-SGPS 2006/05/29 1,26 1,000000
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Sonae-SGPS 2005/12/06 1,5 1,006711
A79
c) EDP-NOM.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
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A80
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
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EDP-Nom. 2003/06/18 1,8 DA EDP-Nom. 2004/05/13 2,27 DA - VI
EDP-Nom. 2003/06/19 1,8 1,000000 EDP-Nom. 2004/05/14 2,28 1,004405
EDP-Nom. 2003/06/20 1,83 1,016667 EDP-Nom. 2004/05/17 2,19 0,964758
EDP-Nom. 2003/06/23 1,88 1,044444 EDP-Nom. 2004/05/18 2,19 0,964758
EDP-Nom. 2003/06/24 1,84 1,022222 EDP-Nom. 2004/05/19 2,21 0,973568
EDP-Nom. 2003/06/25 1,88 1,044444 EDP-Nom. 2004/05/20 2,21 0,973568
A81
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EDP-Nom. 2004/09/23 2,37 1,008511 EDP-Nom. 2005/10/20 2,31 0,995690
EDP-Nom. 2004/09/24 2,37 1,008511 EDP-Nom. 2005/10/21 2,32 1,000000
EDP-Nom. 2004/09/27 2,36 1,004255 EDP-Nom. 2005/10/24 2,33 1,004310
EDP-Nom. 2004/09/28 2,31 0,982979 EDP-Nom. 2005/10/25 2,34 1,008621
EDP-Nom. 2004/09/29 2,32 0,987234 EDP-Nom. 2005/10/26 2,31 0,995690
EDP-Nom. 2004/09/30 2,35 DS EDP-Nom. 2005/10/27 2,32 DT
EDP-Nom. 2004/10/01 2,33 0,991489 EDP-Nom. 2005/10/28 2,33 1,004310
EDP-Nom. 2004/10/04 2,36 1,004255 EDP-Nom. 2005/10/31 2,36 1,017241
EDP-Nom. 2004/10/05 2,36 1,004255 EDP-Nom. 2005/11/01 2,34 1,008621
EDP-Nom. 2004/10/06 2,37 1,008511 EDP-Nom. 2005/11/02 2,36 1,017241
EDP-Nom. 2004/10/07 2,32 0,987234 EDP-Nom. 2005/11/03 2,35 1,012931
EDP-Nom. 2004/10/20 2,34 1,012987 EDP-Nom. 2006/05/02 3,13 1,009677
EDP-Nom. 2004/10/21 2,35 1,017316 EDP-Nom. 2006/05/03 3,11 1,003226
EDP-Nom. 2004/10/22 2,36 1,021645 EDP-Nom. 2006/05/04 3,11 1,003226
EDP-Nom. 2004/10/25 2,31 1,000000 EDP-Nom. 2006/05/05 3,1 1,000000
EDP-Nom. 2004/10/26 2,27 0,982684 EDP-Nom. 2006/05/08 3,12 1,006452
EDP-Nom. 2004/10/27 2,31 DT EDP-Nom. 2006/05/09 3,1 DA
EDP-Nom. 2004/10/28 2,32 1,004329 EDP-Nom. 2006/05/10 3,06 0,987097
EDP-Nom. 2004/10/29 2,32 1,004329 EDP-Nom. 2006/05/11 3,03 0,977419
EDP-Nom. 2004/11/01 2,34 1,012987 EDP-Nom. 2006/05/12 3,03 0,977419
EDP-Nom. 2004/11/02 2,37 1,025974 EDP-Nom. 2006/05/15 3,04 0,980645
EDP-Nom. 2004/11/03 2,39 1,034632 EDP-Nom. 2006/05/16 3,04 0,980645
EDP-Nom. 2005/04/22 2,19 1,042857 EDP-Nom. 2006/05/18 2,9 1,013986
EDP-Nom. 2005/04/25 2,2 1,047619 EDP-Nom. 2006/05/19 2,84 0,993007
EDP-Nom. 2005/04/26 2,1 1,000000 EDP-Nom. 2006/05/22 2,86 1,000000
EDP-Nom. 2005/04/27 2,08 0,990476 EDP-Nom. 2006/05/23 2,87 1,003497
EDP-Nom. 2005/04/28 2,1 1,000000 EDP-Nom. 2006/05/24 2,86 1,000000
EDP-Nom. 2005/04/29 2,1 DA EDP-Nom. 2006/05/25 2,86 DT
EDP-Nom. 2005/05/02 2,11 1,004762 EDP-Nom. 2006/05/26 2,96 1,034965
EDP-Nom. 2005/05/03 2,11 1,004762 EDP-Nom. 2006/05/29 2,94 1,027972
EDP-Nom. 2005/05/04 2,12 1,009524 EDP-Nom. 2006/05/30 2,88 1,006993
EDP-Nom. 2005/05/05 2,12 1,009524 EDP-Nom. 2006/05/31 2,88 1,006993
EDP-Nom. 2005/05/06 2,1 1,000000 EDP-Nom. 2006/06/01 2,86 1,000000
EDP-Nom. 2005/05/17 2,11 1,000000 EDP-Nom. 2006/07/20 3 0,983607
EDP-Nom. 2005/05/18 2,09 0,990521 EDP-Nom. 2006/07/21 2,97 0,973770
EDP-Nom. 2005/05/19 2,09 0,990521 EDP-Nom. 2006/07/24 3 0,983607
EDP-Nom. 2005/05/20 2,13 1,009479 EDP-Nom. 2006/07/25 3,01 0,986885
EDP-Nom. 2005/05/23 2,14 1,014218 EDP-Nom. 2006/07/26 3,05 1,000000
EDP-Nom. 2005/05/24 2,14 DT EDP-Nom. 2006/07/27 3,05 DS - ER
EDP-Nom. 2005/05/25 2,08 0,985782 EDP-Nom. 2006/07/28 3,1 1,016393
EDP-Nom. 2005/05/26 2,1 0,995261 EDP-Nom. 2006/07/31 3,1 1,016393
EDP-Nom. 2005/05/27 2,11 1,000000 EDP-Nom. 2006/08/01 3,1 1,016393
EDP-Nom. 2005/05/30 2,09 0,990521 EDP-Nom. 2006/08/02 3,09 1,013115
EDP-Nom. 2005/05/31 2,06 0,976303 EDP-Nom. 2006/08/03 3,14 1,029508
EDP-Nom. 2005/09/23 2,31 1,000000 EDP-Nom. 2006/09/20 3,14 0,918129
EDP-Nom. 2005/09/26 2,32 1,004329 EDP-Nom. 2006/09/21 3,16 0,923977
EDP-Nom. 2005/09/27 2,35 1,017316 EDP-Nom. 2006/09/22 3,16 0,923977
EDP-Nom. 2005/09/28 2,32 1,004329 EDP-Nom. 2006/09/25 3,17 0,926901
EDP-Nom. 2005/09/29 2,32 1,004329 EDP-Nom. 2006/09/26 3,22 0,941520
EDP-Nom. 2005/09/30 2,32 DS EDP-Nom. 2006/09/27 3,42 DS
EDP-Nom. 2005/10/03 2,31 1,000000 EDP-Nom. 2006/09/28 3,39 0,991228
EDP-Nom. 2005/10/04 2,31 1,000000 EDP-Nom. 2006/09/29 3,42 1,000000
EDP-Nom. 2005/10/05 2,3 0,995671 EDP-Nom. 2006/10/02 3,51 1,026316
EDP-Nom. 2005/10/06 2,29 0,991342 EDP-Nom. 2006/10/03 3,44 1,005848
EDP-Nom. 2005/10/07 2,28 0,987013 EDP-Nom. 2006/10/04 3,48 1,017544
A82
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EDP-Nom. 2006/11/03 3,49 0,969444
EDP-Nom. 2006/11/06 3,59 0,997222
EDP-Nom. 2006/11/07 3,58 0,994444
EDP-Nom. 2006/11/08 3,6 1,000000
EDP-Nom. 2006/11/09 3,61 1,002778
EDP-Nom. 2006/11/10 3,6 DT
EDP-Nom. 2006/11/13 3,59 0,997222
EDP-Nom. 2006/11/14 3,56 0,988889
EDP-Nom. 2006/11/15 3,6 1,000000
EDP-Nom. 2006/11/16 3,59 0,997222
EDP-Nom. 2006/11/17 3,58 0,994444
LEGENDA
DA – DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA ANUAL
DS – DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA SEMESTRAL
DT – DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA TRIMESTRAL
VI – VERSÃO INGLESA*
ER -ERRATA
* Concomitantemente com a Demonstração em Português do
Período
A83
d) SONAECOM SGPS
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
SONAECOM, SGPS 2000/11/08 9,74 1,022036 SONAECOM, SGPS 2002/04/19 3,13 1,022876
SONAECOM, SGPS 2000/11/09 9,74 1,022036 SONAECOM, SGPS 2002/04/22 3,13 1,022876
SONAECOM, SGPS 2000/11/10 9,55 1,002099 SONAECOM, SGPS 2002/04/23 3,14 1,026144
SONAECOM, SGPS 2000/11/13 9,2 0,965373 SONAECOM, SGPS 2002/04/24 3,13 1,022876
SONAECOM, SGPS 2000/11/14 9,5 0,996852 SONAECOM, SGPS 2002/04/26 3,1 1,013072
SONAECOM, SGPS 2000/11/15 9,53 DT SONAECOM, SGPS 2002/04/29 3,06 DT
SONAECOM, SGPS 2000/11/16 9,35 0,981112 SONAECOM, SGPS 2002/04/30 2,73 0,892157
SONAECOM, SGPS 2000/11/17 9,41 0,987408 SONAECOM, SGPS 2002/05/02 2,49 0,813725
SONAECOM, SGPS 2000/11/20 9,2 0,965373 SONAECOM, SGPS 2002/05/03 2,36 0,771242
SONAECOM, SGPS 2000/11/21 9,06 0,950682 SONAECOM, SGPS 2002/05/06 2,46 0,803922
SONAECOM, SGPS 2000/11/22 8,92 0,935992 SONAECOM, SGPS 2002/05/07 2,41 0,787582
SONAECOM, SGPS 2001/04/19 4,8 1,103448 SONAECOM, SGPS 2002/09/05 1,7 1,030303
SONAECOM, SGPS 2001/04/20 4,7 1,080460 SONAECOM, SGPS 2002/09/06 1,67 1,012121
SONAECOM, SGPS 2001/04/23 4,41 1,013793 SONAECOM, SGPS 2002/09/09 1,66 1,006061
SONAECOM, SGPS 2001/04/24 4,41 1,013793 SONAECOM, SGPS 2002/09/10 1,66 1,006061
SONAECOM, SGPS 2001/04/26 4,41 1,013793 SONAECOM, SGPS 2002/09/11 1,67 1,012121
SONAECOM, SGPS 2001/04/27 4,35 DT SONAECOM, SGPS 2002/09/12 1,65 DA
SONAECOM, SGPS 2001/04/30 4,48 1,029885 SONAECOM, SGPS 2002/09/13 1,62 0,981818
SONAECOM, SGPS 2001/05/02 4,44 1,020690 SONAECOM, SGPS 2002/09/16 1,56 0,945455
SONAECOM, SGPS 2001/05/03 4,31 0,990805 SONAECOM, SGPS 2002/09/17 1,51 0,915152
SONAECOM, SGPS 2001/05/04 4,25 0,977011 SONAECOM, SGPS 2002/09/18 1,46 0,884848
SONAECOM, SGPS 2001/05/07 4,17 0,958621 SONAECOM, SGPS 2002/09/19 1,47 0,890909
SONAECOM, SGPS 2001/07/16 2,32 0,970711 SONAECOM, SGPS 2002/09/13 1,62 1,109589
SONAECOM, SGPS 2001/07/17 2,25 0,941423 SONAECOM, SGPS 2002/09/16 1,56 1,068493
SONAECOM, SGPS 2001/07/18 2,45 1,025105 SONAECOM, SGPS 2002/09/17 1,51 1,034247
SONAECOM, SGPS 2001/07/19 2,41 1,008368 SONAECOM, SGPS 2002/09/18 1,46 1,000000
SONAECOM, SGPS 2001/07/20 2,33 0,974895 SONAECOM, SGPS 2002/09/19 1,47 1,006849
SONAECOM, SGPS 2001/07/23 2,39 DA SONAECOM, SGPS 2002/09/20 1,46 DS
SONAECOM, SGPS 2001/07/24 2,37 0,991632 SONAECOM, SGPS 2002/09/23 1,43 0,979452
SONAECOM, SGPS 2001/07/25 2,35 0,983264 SONAECOM, SGPS 2002/09/24 1,38 0,945205
SONAECOM, SGPS 2001/07/26 2,35 0,983264 SONAECOM, SGPS 2002/09/25 1,35 0,924658
SONAECOM, SGPS 2001/07/27 2,41 1,008368 SONAECOM, SGPS 2002/09/26 1,36 0,931507
SONAECOM, SGPS 2001/07/30 2,5 1,046025 SONAECOM, SGPS 2002/09/27 1,36 0,931507
SONAECOM, SGPS 2001/10/11 2,08 0,812500 SONAECOM, SGPS 2002/10/07 1,25 0,925926
SONAECOM, SGPS 2001/10/12 2,29 0,894531 SONAECOM, SGPS 2002/10/08 1,25 0,925926
SONAECOM, SGPS 2001/10/15 2,35 0,917969 SONAECOM, SGPS 2002/10/09 1,23 0,911111
SONAECOM, SGPS 2001/10/16 2,38 0,929688 SONAECOM, SGPS 2002/10/10 1,25 0,925926
SONAECOM, SGPS 2001/10/17 2,37 0,925781 SONAECOM, SGPS 2002/10/11 1,34 0,992593
SONAECOM, SGPS 2001/10/18 2,56 DS SONAECOM, SGPS 2002/10/14 1,35 DS - VI
SONAECOM, SGPS 2001/10/19 2,55 0,996094 SONAECOM, SGPS 2002/10/15 1,48 1,096296
SONAECOM, SGPS 2001/10/22 2,57 1,003906 SONAECOM, SGPS 2002/10/16 1,46 1,081481
SONAECOM, SGPS 2001/10/23 2,56 1,000000 SONAECOM, SGPS 2002/10/17 1,51 1,118519
SONAECOM, SGPS 2001/10/24 2,57 1,003906 SONAECOM, SGPS 2002/10/18 1,54 1,140741
SONAECOM, SGPS 2001/10/25 2,45 0,957031 SONAECOM, SGPS 2002/10/21 1,53 1,133333
SONAECOM, SGPS 2001/10/22 2,57 0,871186 SONAECOM, SGPS 2002/10/22 1,5 0,920245
SONAECOM, SGPS 2001/10/23 2,56 0,867797 SONAECOM, SGPS 2002/10/23 1,45 0,889571
SONAECOM, SGPS 2001/10/24 2,57 0,871186 SONAECOM, SGPS 2002/10/24 1,5 0,920245
SONAECOM, SGPS 2001/10/25 2,45 0,830508 SONAECOM, SGPS 2002/10/25 1,55 0,950920
SONAECOM, SGPS 2001/10/26 2,54 0,861017 SONAECOM, SGPS 2002/10/28 1,68 1,030675
SONAECOM, SGPS 2001/10/29 2,95 DT SONAECOM, SGPS 2002/10/29 1,63 DT
SONAECOM, SGPS 2001/10/30 2,82 0,955932 SONAECOM, SGPS 2002/10/30 1,68 1,030675
SONAECOM, SGPS 2001/10/31 2,95 1,000000 SONAECOM, SGPS 2002/10/31 1,65 1,012270
SONAECOM, SGPS 2001/11/02 3,29 1,115254 SONAECOM, SGPS 2002/11/04 1,7 1,042945
SONAECOM, SGPS 2001/11/05 3,65 1,237288 SONAECOM, SGPS 2002/11/05 1,68 1,030675
SONAECOM, SGPS 2001/11/06 3,39 1,149153 SONAECOM, SGPS 2002/11/06 1,75 1,073620
A84
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
SONAECOM, SGPS 2003/03/31 1,68 0,903226 SONAECOM, SGPS 2004/04/23 3,12 1,012987
SONAECOM, SGPS 2003/04/01 1,69 0,908602 SONAECOM, SGPS 2004/04/26 3,15 1,022727
SONAECOM, SGPS 2003/04/02 1,74 0,935484 SONAECOM, SGPS 2004/04/27 3,14 1,019481
SONAECOM, SGPS 2003/04/03 1,73 0,930108 SONAECOM, SGPS 2004/04/28 3,08 1,000000
SONAECOM, SGPS 2003/04/04 1,76 0,946237 SONAECOM, SGPS 2004/04/29 3,09 1,003247
SONAECOM, SGPS 2003/04/07 1,86 DA SONAECOM, SGPS 2004/04/30 3,08 DT
SONAECOM, SGPS 2003/04/08 1,83 0,983871 SONAECOM, SGPS 2004/05/03 3,07 0,996753
SONAECOM, SGPS 2003/04/09 1,77 0,951613 SONAECOM, SGPS 2004/05/04 3,09 1,003247
SONAECOM, SGPS 2003/04/10 1,75 0,940860 SONAECOM, SGPS 2004/05/05 3,1 1,006494
SONAECOM, SGPS 2003/04/11 1,76 0,946237 SONAECOM, SGPS 2004/05/06 3,06 0,993506
SONAECOM, SGPS 2003/04/14 1,76 0,946237 SONAECOM, SGPS 2004/05/07 3,05 0,990260
SONAECOM, SGPS 2003/04/23 1,76 0,967033 SONAECOM, SGPS 2004/09/20 3.24 1.009346
SONAECOM, SGPS 2003/04/24 1,76 0,967033 SONAECOM, SGPS 2004/09/21 3.23 1.006231
SONAECOM, SGPS 2003/04/25 1,74 0,956044 SONAECOM, SGPS 2004/09/22 3.21 1.000000
SONAECOM, SGPS 2003/04/28 1,77 0,972527 SONAECOM, SGPS 2004/09/23 3.18 0.990654
SONAECOM, SGPS 2003/04/29 1,75 0,961538 SONAECOM, SGPS 2004/09/24 3.18 0.990654
SONAECOM, SGPS 2003/04/30 1,82 DT SONAECOM, SGPS 2004/09/27 3.21 DS
SONAECOM, SGPS 2003/05/02 1,83 1,005495 SONAECOM, SGPS 2004/09/28 3.24 1.009346
SONAECOM, SGPS 2003/05/05 1,9 1,043956 SONAECOM, SGPS 2004/09/29 3.25 1.012461
SONAECOM, SGPS 2003/05/06 1,92 1,054945 SONAECOM, SGPS 2004/09/30 3.24 1.009346
SONAECOM, SGPS 2003/05/07 1,9 1,043956 SONAECOM, SGPS 2004/10/01 3.25 1.012461
SONAECOM, SGPS 2003/05/08 1,87 1,027473 SONAECOM, SGPS 2004/10/04 3.26 1.015576
SONAECOM, SGPS 2003/09/17 1,97 0,985000 SONAECOM, SGPS 2004/11/02 3,36 0,976744
SONAECOM, SGPS 2003/09/18 1,98 0,990000 SONAECOM, SGPS 2004/11/03 3,36 0,976744
SONAECOM, SGPS 2003/09/19 2,02 1,010000 SONAECOM, SGPS 2004/11/04 3,36 0,976744
SONAECOM, SGPS 2003/09/22 1,99 0,995000 SONAECOM, SGPS 2004/11/05 3,41 0,991279
SONAECOM, SGPS 2003/09/23 2,01 1,005000 SONAECOM, SGPS 2004/11/08 3,45 1,002907
SONAECOM, SGPS 2003/09/24 2 DS SONAECOM, SGPS 2004/11/09 3,44 DT
SONAECOM, SGPS 2003/09/25 1,98 0,990000 SONAECOM, SGPS 2004/11/10 3,43 0,997093
SONAECOM, SGPS 2003/09/26 1,98 0,990000 SONAECOM, SGPS 2004/11/11 3,43 0,997093
SONAECOM, SGPS 2003/09/29 2 1,000000 SONAECOM, SGPS 2004/11/12 3,41 0,991279
SONAECOM, SGPS 2003/09/30 1,99 0,995000 SONAECOM, SGPS 2004/11/15 3,4 0,988372
SONAECOM, SGPS 2003/10/01 2,04 1,020000 SONAECOM, SGPS 2004/11/16 3,41 0,991279
SONAECOM, SGPS 2003/10/22 2,07 0,981043 SONAECOM, SGPS 2005/04/06 3,92 1,010309
SONAECOM, SGPS 2003/10/23 2,05 0,971564 SONAECOM, SGPS 2005/04/07 3,88 1,000000
SONAECOM, SGPS 2003/10/24 2,07 0,981043 SONAECOM, SGPS 2005/04/08 3,89 1,002577
SONAECOM, SGPS 2003/10/27 2,08 0,985782 SONAECOM, SGPS 2005/04/11 3,87 0,997423
SONAECOM, SGPS 2003/10/28 2,11 1,000000 SONAECOM, SGPS 2005/04/12 3,85 0,992268
SONAECOM, SGPS 2003/10/29 2,11 DT SONAECOM, SGPS 2005/04/13 3,88 DA
SONAECOM, SGPS 2003/10/30 2,11 1,000000 SONAECOM, SGPS 2005/04/14 3,89 1,002577
SONAECOM, SGPS 2003/10/31 2,08 0,985782 SONAECOM, SGPS 2005/04/15 3,85 0,992268
SONAECOM, SGPS 2003/11/03 2,08 0,985782 SONAECOM, SGPS 2005/04/18 3,76 0,969072
SONAECOM, SGPS 2003/11/04 2,08 0,985782 SONAECOM, SGPS 2005/04/19 3,78 0,974227
SONAECOM, SGPS 2003/11/05 2,07 0,981043 SONAECOM, SGPS 2005/04/20 3,85 0,992268
SONAECOM, SGPS 2004/04/22 3,04 0,983819 SONAECOM, SGPS 2005/05/02 3,8 1,010638
SONAECOM, SGPS 2004/04/23 3,12 1,009709 SONAECOM, SGPS 2005/05/03 3,81 1,013298
SONAECOM, SGPS 2004/04/26 3,15 1,019417 SONAECOM, SGPS 2005/05/04 3,8 1,010638
SONAECOM, SGPS 2004/04/27 3,14 1,016181 SONAECOM, SGPS 2005/05/05 3,76 1,000000
SONAECOM, SGPS 2004/04/28 3,08 0,996764 SONAECOM, SGPS 2005/05/06 3,78 1,005319
SONAECOM, SGPS 2004/04/29 3,09 DA SONAECOM, SGPS 2005/05/09 3,76 DT
SONAECOM, SGPS 2004/04/30 3,08 0,996764 SONAECOM, SGPS 2005/05/10 3,72 0,989362
SONAECOM, SGPS 2004/05/03 3,07 0,993528 SONAECOM, SGPS 2005/05/11 3,72 0,989362
SONAECOM, SGPS 2004/05/04 3,09 1,000000 SONAECOM, SGPS 2005/05/12 3,72 0,989362
SONAECOM, SGPS 2004/05/05 3,1 1,003236 SONAECOM, SGPS 2005/05/13 3,71 0,986702
SONAECOM, SGPS 2004/05/06 3,06 0,990291 SONAECOM, SGPS 2005/05/16 3,71 0,986702
A85
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
EMPRESA DATA
VALOR
COTAÇÃO
VALOR
RELAT.
SONAECOM, SGPS 2005/09/14 3,4 1,002950 SONAECOM, SGPS 2006/11/09 5,16 0,998066
SONAECOM, SGPS 2005/09/15 3,38 0,997050 SONAECOM, SGPS 2006/11/10 5,15 0,996132
SONAECOM, SGPS 2005/09/16 3,38 0,997050 SONAECOM, SGPS 2006/11/13 5,18 1,001934
SONAECOM, SGPS 2005/09/19 3,36 0,991150 SONAECOM, SGPS 2006/11/14 5,22 1,009671
SONAECOM, SGPS 2005/09/20 3,38 0,997050 SONAECOM, SGPS 2006/11/15 5,19 1,003868
SONAECOM, SGPS 2005/09/21 3,39 DS SONAECOM, SGPS 2006/11/16 5,17 DT
SONAECOM, SGPS 2005/09/22 3,36 0,991150 SONAECOM, SGPS 2006/11/17 5,18 1,001934
SONAECOM, SGPS 2005/09/23 3,36 0,991150 SONAECOM, SGPS 2006/11/20 5,08 0,982592
SONAECOM, SGPS 2005/09/26 3,39 1,000000 SONAECOM, SGPS 2006/11/21 5,11 0,988395
SONAECOM, SGPS 2005/09/27 3,52 1,038348 SONAECOM, SGPS 2006/11/22 5,13 0,992263
SONAECOM, SGPS 2005/09/28 3,52 1,038348 SONAECOM, SGPS 2006/11/23 5,15 0,996132
SONAECOM, SGPS 2005/10/27 3,42 0,963380
SONAECOM, SGPS 2005/10/28 3,46 0,974648 LEGENDA
SONAECOM, SGPS 2005/10/31 3,51 0,988732 DA – DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA ANUAL
SONAECOM, SGPS 2005/11/01 3,53 0,994366 DS – DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA SEMESTRAL
SONAECOM, SGPS 2005/11/02 3,51 0,988732 DT – DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA TRIMESTRAL
SONAECOM, SGPS 2005/11/03 3,55 DT VI – VERSÃO INGLESA*
SONAECOM, SGPS 2005/11/04 3,52 0,991549
SONAECOM, SGPS 2005/11/07 3,49 0,983099
SONAECOM, SGPS 2005/11/08 3,5 0,985915 * Concomitantemente com a Demonstração em Português do Período
SONAECOM, SGPS 2005/11/09 3,5 0,985915
SONAECOM, SGPS 2005/11/10 3,52 0,991549
SONAECOM, SGPS 2006/04/21 4,25 1,000000
SONAECOM, SGPS 2006/04/24 4,27 1,004706
SONAECOM, SGPS 2006/04/25 4,25 1,000000
SONAECOM, SGPS 2006/04/26 4,28 1,007059
SONAECOM, SGPS 2006/04/27 4,25 1,000000
SONAECOM, SGPS 2006/04/28 4,25 DA
SONAECOM, SGPS 2006/05/02 4,27 1,004706
SONAECOM, SGPS 2006/05/03 4,25 1,000000
SONAECOM, SGPS 2006/05/04 4,26 1,002353
SONAECOM, SGPS 2006/05/05 4,33 1,018824
SONAECOM, SGPS 2006/05/08 4,57 1,075294
SONAECOM, SGPS 2006/05/08 4,57 1,031603
SONAECOM, SGPS 2006/05/09 4,65 1,049661
SONAECOM, SGPS 2006/05/10 4,56 1,029345
SONAECOM, SGPS 2006/05/11 4,5 1,015801
SONAECOM, SGPS 2006/05/12 4,46 1,006772
SONAECOM, SGPS 2006/05/15 4,43 DT
SONAECOM, SGPS 2006/05/16 4,51 1,018059
SONAECOM, SGPS 2006/05/17 4,5 1,015801
SONAECOM, SGPS 2006/05/18 4,38 0,988713
SONAECOM, SGPS 2006/05/19 4,4 0,993228
SONAECOM, SGPS 2006/05/22 4,3 0,970655
SONAECOM, SGPS 2006/09/21 5,27 0,998106
SONAECOM, SGPS 2006/09/22 5,32 1,007576
SONAECOM, SGPS 2006/09/25 5,13 0,971591
SONAECOM, SGPS 2006/09/26 5,13 0,971591
SONAECOM, SGPS 2006/09/27 5 0,946970
SONAECOM, SGPS 2006/09/28 5,28 DS
SONAECOM, SGPS 2006/09/29 5,28 1,000000
SONAECOM, SGPS 2006/10/02 5,38 1,018939
SONAECOM, SGPS 2006/10/03 5,31 1,005682
SONAECOM, SGPS 2006/10/04 5,3 1,003788
SONAECOM, SGPS 2006/10/05 5,33 1,009470
A86
ANEXO V – MODELO DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS TRIMESTRAIS
- Modelo de Demonstrações Financeiras Trimestrais a serem apresentadas pelas
empresas cotadas na Euronext Lisbon, disponibilizado pela Comissão do
Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), em seu regulamento n.º 4/2004 –
Deveres de Informação.
A87
Informação Trimestral Individual Consolidada
INFORMAÇÃO TRIMESTRAL INDIVIDUAL/CONSOLIDADA (Não Auditada)
(aplicável às entidades sujeitas à disciplina normativa contabilística das IAS/IFRS)
Empresa:__________________________________________________________________
Sede:__________________________________________ NIPC:_______________________
Período de Referência: Valores de referência em Euros:
1º Trimestre 3º Trimestre 5º trimestre (1)
Início: ___/___/______ Fim: ___/___/______
Individual
Elementos do Balanço
n n-1 Var. (%)
ACTIVO (2)
Activos Fixos Tangíveis X X +/- X
Goodwill X X +/- X
Activos Intangíveis (3) X X +/- X
Investimentos em Associadas X X +/- X
Instr. Financeiros detidos até à Maturidade X X +/- X
Activos Financeiros Disponíveis para Venda X X +/- X
Contas a Receber Terceiros (activ. comercial) X X +/- X
CAPITAL PRÓPRIO
Capital Social (montante em euros) X X +/- X
Nº de Acções Ordinárias X X -
Nº de Acções de outra Natureza X X -
Acções Próprias (montante em euros) X X +/- X
Nº de Acções com Voto X X -
Nº de Acções Pref. sem Voto X X -
Ajustamentos incl. no Cap. Próprio (4) X X +/- X
Interesses Minoritários X X +/- X
PASSIVO
Provisões X X +/- X
Contas a Pagar Terceiros (activ. comercial) X X +/- X
Outros Passivos Financeiros X X +/- X
TOTAL DO ACTIVO X X +/- X
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO X X +/- X
TOTAL DO PASSIVO X X +/- X
A88
Individual e/ou Consolidada
Elementos da Demonstração dos Resultados
N (5)
Homólogo
n-1
Var. (%)
Réditos X X +/- X
Custo das Vendas ou da Prestação Serviços X X +/- X
Resultados Brutos X X +/- X
Resultados antes de gastos financeiros, impostos,
depreciações e amortizações
X X +/- X
Gastos Financeiros X X +/- X
Gasto de Impostos X X +/- X
Interesses Minoritários X X +/- X
Resultado Líquido ao Trimestre (6) X X +/- X
Resultado Líquido ao Trimestre p/ Acção básico (7) X X +/- X
Resultado Líquido ao Trimestre p/ Acção diluído (7) X X +/- X
(1) Aplicável no primeiro exercício económico das sociedades que adoptem um exercício
anual diferente do correspondente ao ano civil (art. 65.º - A do Código das Sociedades
Comerciais);
(2) Ilustram-se alguns elementos do Activo que serão objecto de divulgação. A lista não
contempla todas as rubricas do Activo pelo que a ordem não segue necessariamente a
distinção corrente/não corrente ou em ordem à liquidez;
(3) São incluídos todos os elementos abrangidos pela IAS 38 – Activos Intangíveis,
excluindo-se assim o goodwill, identificado autonomamente;
(4) Totalidade dos itens de rendimento e gasto que, nos termos das IAS/IFRS ou
Interpretações decorrentes, sejam reconhecidas directamente em capital próprio;
(5) A data deve ser identificada e as respectivas rubricas devem conter os valores acumulados
até à data em referência (3 meses, 9 meses ou, de forma extraordinária, 15 meses conforme.
(1));
(6) O resultado líquido do trimestre refere-se ao acumulado até à data de reporte. No caso do
3º trimestre serão os valores acumulados ao longo dos 9 meses do exercício, apurados após
interesses minoritários;
(7) Calculado nos termos da IAS 33.

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