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2.010.1 Plano de Curso e Aula (Prof. Renato Cabral)

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CURSO: ODONTOLOGIA PLANOS DE CURSOS E DE AULA: INTRODUÇÃO A FILOSOFIA CH: 54 ANO: 2010 PERÍODO: 1º E METODOLOGIA EMENTA, PROGRAMA, CONTEÚDOS DISTRIBUÍDOS PELA FACULDADE CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe será composto de um membro de cada equipe. O representante de Classe comporá obrigatoriamente este Conselho. Cabe ao Conselho a mediação e intermediação entre professor, monitores e alunos com a prerrogativa principal de tentar o consenso nas pendências impasses, conflitos entre professor/a
CURSO: ODONTOLOGIA PLANOS DE CURSOS E DE AULA: INTRODUÇÃO A FILOSOFIA CH: 54 ANO: 2010 PERÍODO: 1º E METODOLOGIA EMENTA, PROGRAMA, CONTEÚDOS DISTRIBUÍDOS PELA FACULDADE CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe será composto de um membro de cada equipe. O representante de Classe comporá obrigatoriamente este Conselho. Cabe ao Conselho a mediação e intermediação entre professor, monitores e alunos com a prerrogativa principal de tentar o consenso nas pendências impasses, conflitos entre professor/a

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CURSO: ODONTOLOGIA PLANOS DE CURSOS E DE AULA: INTRODUÇÃO A FILOSOFIA CH: 54 ANO: 2010 PERÍODO: 1º E METODOLOGIA EMENTA, PROGRAMA, CONTEÚDOS DISTRIBUÍDOS

PELA FACULDADE CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe será composto de um membro de cada equipe. O representante de Classe comporá obrigatoriamente este Conselho. Cabe ao Conselho a mediação e intermediação entre professor, monitores e alunos com a prerrogativa principal de tentar o consenso nas pendências impasses, conflitos entre professor/alunos/monitores. O Conselho de Classe reunirá as equipes para discussão do plano de curso, da metodologia planejada, atividades didáticas, conteúdo teórico e prático, seleção de textos. O Conselho estabelecerá o limite de tolerância para ingresso em sala de aula. Haverá em cada encontro 2 chamadas ,uma no início e outra após intervalo O Conselho analisará os casos supervenientes e estabelecerá as exceções. Todos os assuntos da classe serão tratados via Conselho. O Conselho mediará a atuação dos monitores junto ao professor. O Conselho informará mensalmente ou mais amiúde, se houver necessidade, a situação de cada aluno sobre todos aspectos que envolvam a aprendizagem O conselho participará do processo avaliativo junto com o professor.
Melhorar! Melhorar sempre... É importantíssimo. É vontade de Deus. ...Assim como a lua que é crescente ou é minguante, também nós ou melhoramos ou regredimos; se paramos, regredimos. ...Por isso, melhorar sempre, pois chegará o dia em que não poderemos mais melhorar. Então, é melhor começar já. ( Chiara Lubich)

Os trabalhos obedecerão às normas dos trabalhos apresentados para conclusão de curso e elaborados pela Coordenação de Pós-graduação da ASCES. As citações seguirão especificamente a NBR 10520 e deverão no caso de citação direta – transcrição literal – de livros, internet, artigos etc. “as
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citações diretas de até três linhas dever estar contidas ente aspas duplas”. As citações com mais de três linhas devem ser destacadas com recuo de 4 cm, com letra menor do que a utilizada no texto” ( NBR-10.520 ABNT). Qualquer transcrição literal sem aspas ou recuo com letra menor e indicação da fonte em qualquer trabalho ou prova implicará em anulação de todo o trabalho ou prova com atribuição de nota zero. Isto se aplica também na cópia/cola de colegas. As referências bibliográficas deverão seguir a normatização da ABNT: NBR 6023/2000 CADERNO DE TAREFAS E PASTA DE TEXTOS ETC. Cada aluno deverá ter um caderno para execução das tarefas de casa e uma pasta ( dossiê) para arquivo do Plano de Curso e dos Planos de Aula. Os alunos deverão trazer para cada aula os livros ou textos a serem utilizados de acordo com o cronograma estabelecido no Plano de Curso. NUCLEO DE ATENDIMENTO AO DISCENTE: O professor estará à disposição em horário a ser oportunamente divulgado para atendimento individualizado ou grupal sobre problemas pedagógicos, dificuldades de aprendizagem, dificuldades na redação de trabalhos científicos etc. Os horários deverão ser previamente agendado com o docente. BIBLIOGRAFIA
ALÉM DA BÁSICA E COMPLEMENTAR INDICADAS, AS REFERENCIADAS EM CADA PLANO DE AULA

CRONOGRAMA/CALENDÁRIO DATA AULAS CONTÉUDO/ATIVIDADES OBSERVAÇÃO
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03.02.2010 10.02.2010 24.02.2010 03.03.2010 10.03.2010 17.03.2010 24.03.2010 07.04.2010 14.04.2010 28.04.2010 05.05.2010 12.05.2010 19.05.2010 26.05.2010 01.06.2010 08.06.2010 15.06.2010 22.06.2010

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Aula inicial ,planejamento CULTURA Fazer humano Platão Aristóteles Filme Matrix Painel de debates Avaliação Alienação e trabalho Meios de Comunicação Ideologia Hegel e Kant Religião e alienação Ética e cidadania Política e valores humanos avaliação 2ª chamada Prova final

Dist. P.curso

DEBATE

DATA : 03.02.2010 OBJETIVOS E INSTRUÇÕES: Você assistirá o filme 12 homens e uma sentença:

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“Henry Fonda, Lee J. Cobb, Ed Begley e Jack Klugman lideram o especialíssimo júri,
cujos personagens estão representados com perfeição de detalhes. Onze jurados estão convencidos que o réu é culpado por assassinato. O décimo segundo não tem dúvida sobre sua inocência. Como poderá este homem fazer com que os outros cheguem à mesma conclusão?. Todo o filme, exceto três minutos de projeção, foi filmado dentro de uma pequena, espartana e enclausurada sala de júri”
Jurados: Coordenador(cabeceira da mesa), publicitário, relojoeiro, proprietário de garagem, ancião, arquiteto, torcedor de baseball( outra cabeceira), pintor de paredes, homem da favela, corretor da bolsa, proprietário do serviço de mensageiro, caixa de banco. O baseball e o pintor de paredes à direita. Cada um assistirá a parte inicial do filme. Você fará um esquema com a posição acima ocupada pelos jurados. O arquiteto será o número um Você colocará a) ( 1) para o arquiteto e numerará os demais de acordo com a ORDEM o que você considera que irá mudar de opinião. Num segundo momento, cada grupo receberá uma folha semelhante que corresponderá a opinião do grupo. b) O consenso do grupo deverá ser a preocupação grupal.Consenso não é algo nada fácil de ser conseguido. E quantas vezes nas diversas reuniões e trabalhos ( PSF, por exemplo) que você participará não será necessário? c) A unanimidade é muito difícil de ser conseguido. Não partam para soluções simplificadoras que acabam com a discussão e evitam que o grupo cheguem a uma melhor solução. Por exemplo, votação. d) Evite discutir em defesa de sua ordenação. Justifique criticamente o porquê da sua escolha e a lógica do seu pensamento. Acolha as soluções alheias que pareçam mais lógicas. Não mude de opinião apenas para evitar a discussão. Tente sugerir alternativas quando existir impasse na discussão do grupo. e) f) Repetindo: não use técnicas para reduzir conflito: maioria de votos, média, barganha, cara ou coroa etc. Considere uma concordância imediata como suspeita. diferenças de opinião como algo natural e até útil para o processo decisório. h) “Promova uma flexibilidade inteligente e recuse-se a aceitar uma capitulação imediata. g) Considere que o seu grupo se sairá muito bem da tarefa. Evite atitudes derrotistas e aceite as publicitário está sentado à direita do Coordenador e o Caixa de Banco à esquerda do coordenador. O arquiteto à esquerda do torcedor de

PARTICIPANTE: Coordenador do Grupo ( ) CABECEIRA DA MESA Publicitário( )
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Relojoeiro ( ) Proprietário de garagem ( ) Ancião( ) Arquiteto ( ) Torcedor de Baseball ( Pintor de Paredes ( ) Homem da Favela ( ) Corretor da Bolsa ( ) Proprietário de serviço de mensageiro ( ) Caixa de Banco ( ) ) CABECEIRA DA MESA

GRUPO: Coordenador do Grupo ( ) CABECEIRA DA MESA Publicitário( Relojoeiro ( )
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)

Proprietário de garagem ( ) Ancião( ) Arquiteto ( ) Torcedor de Baseball ( Pintor de Paredes ( ) Homem da Favela ( ) Corretor da Bolsa ( ) Proprietário de serviço de mensageiro ( ) Caixa de Banco ( ) ) CABECEIRA DA MESA

ANÁLISE CRÍTICA DO FILME : 12 HOMENS E UMA SENTENÇA.

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No filme o processo de grupo ocupa mais de 95% da sua duração. Analise , de maneira crítica, todo o desenrolar do processo, conflito e as diversas tentativas de superação. Em determinado momento é dito a seguinte frase “ O PRECONCEITO SEMPRE OBSCURECE A VERDADE”. Em que a mensagem do filme pode ajudar você nos grupos que participa ( equipe da classe, família, amigos, etc) e no que possivelmente participará ( sociedade, associações,PSF etc.). ]
RESPONDA NESTA FOLHA COM NO MÍNIMO 20 LINHAS.
CHAVE 1. ARQUITETO 2.ANCIÃO 3. HOMEM DA FAVELA 4. RELOJOEIRO 5. CAIXA DE BANCO 6. PINTOR DE PAREDES 7. TORCEDOR DE BASEBALL 8. PUBLICITÁRIO 9. COORDENADOR DO GRUPO 10.PROPRIETÁRIO DA GARAGEM 11.CORRETOR DA BOLSA 12.PROPRIETÁRIO DO SERVIÇO DE MENSAGEIRO.

PLANO DE AULA DATA:10 e 24.02.2010 e 03/03/2010
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ASSUNTO: A cultura e a natureza humana.Valores morais e ética. OBJETIVOS: A ação instintiva , a inteligência concreta e a inteligência abstrata. A linguagem, o índice e o símbolo Compreender o conceito antropológico de cultura diferindo-o do conceito restrito de cultura. Perceber que existe pluralidade cultural, tradição e inovação. Compreender os pressupostos teóricos da natureza da cultura e como o homo sapiens se torna humano. Perceber o trabalho como atividade humana e compreender a dignidade humana. Perceber os diversos valores na diversas civilizações. Compreender a ética como norteadora das ações humanas METODOLOGIA: Chamada e preenchimento da caderneta Exposição dialogada. Discussão sobre temas e textos. Exibição de filme, dia 03.03.2010 TAREFA DE CASA: Redija um comentário crítico sobre o texto abaixo. RESPONDER COM CANETA AZUL OU PRETAEntregar até 03.3.2010 “A aranha realiza operações que lembram o tecelão, e as caixas suspensas que as a abelhas constroem envergonham o trabalho de muitos arquitetos. Mas até mesmo pior dos arquitetos difere, de início, da mais hábil das abelhas, pelo fato de que, antes de fazer uma caixa de madeira, ele já a construiu mentalmente. No final do processo de trabalho, ele obtém um resultado que já existia em sua mente antes de ele mesmo começar a construção. O arquiteto não só modifica a forma que lhe foi dada pela natureza, dentro das restrições impostas pela natureza, como também realiza um plano que lhe é próprio, definindo os meios o caráter da atividade aos quais ele deve subordinar sua vontade.” Karl Marx, O capital . FILMES DA PROXIMA AULA : O MILAGRE DE ANA SULLIVAN E/OU O ENIGMA DE KASPAR HAUSER QUARTO ENCONTRO: 03 HORAS AULA. Data

COMPETÊNCIAS/HABILIDADES: Trabalhar em equipe Correlacionar as bases filosóficas e a sua importância para o exercício da odontologia e para o dia a dia da vida de cada um e de cada uma. 8 RENATO CABRAL DE OLIVEIRA FILHO FONE: 81. 96563054 91047360 Email: renatocabralofilho@yahoo.com.br renatocabralofilho@hotmail.com

PLANO DE AULA: ATIVIDADES Chamada, preenchimento da caderneta, ENTREGA DA TAREFA DE CASA. EXPOSIÇÃO SOBRE SÓCRATES. VIDEO E DISCUSSÃO SOBRE O PRIMEIRO CAPITULO DE O MUNDO DE SOFIA Discussão no grupão para amarração e conclusões finais Total do tempo TEMPO ( + OU -) 30 MINUTOS 120 MINUTOS RESTANTE 3 HORAS/AULA

ESTRATÉGIAS: Aula expositiva dialogada. Exibição do primeiro capítulo do DVD o Mundo de Sofia DESENVOLVIMENTO DO CONTEÚDO Considerações sobre Sócrates. TAREFA DE CASA. Respostas de próprio punho das seguintes questões: Quem é você? Por que está no mundo? De onde vem o mundo? Quem foi Sócrates? REFERÊNCIAS BÁSICAS: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 3 ed. São Paulo: Moderna, 2003. GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: romance da história da filosofia. São Paulo:Cia de Letras, 1995.

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PLANO DE AULA O FAZER HUMANO DESENVOLVIMENTO:

DATA

EXPOSIÇÃO ANÁLISE DA LETRA DA MÚSICA

Comida
Titãs
Composição: Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto Bebida é água. Comida é pasto. Você tem sede de que? Você tem fome de que? A gente não quer só comida, A gente quer comida, diversão e arte. A gente não quer só comida, A gente quer saída para qualquer parte. A gente não quer só comida, A gente quer bebida, diversão, balé. A gente não quer só comida, A gente quer a vida como a vida quer. Bebida é água. Comida é pasto. Você tem sede de que? Você tem fome de que? A gente não quer só comer, A gente quer comer e quer fazer amor. A gente não quer só comer, A gente quer prazer pra aliviar a dor. A gente não quer só dinheiro, A gente quer dinheiro e felicidade. A gente não quer só dinheiro, A gente quer inteiro e não pela metade.

QUARTOE QUINTO ENCONTRO: 03 HORAS AULA. Data 09 e 16.03.2009 COMPETÊNCIAS/HABILIDADES: RENATO CABRAL DE OLIVEIRA FILHO FONE: 81. 96563054 91047360 Email: renatocabralofilho@yahoo.com.br renatocabralofilho@hotmail.com 10

Trabalhar em equipe Correlacionar as bases filosóficas e a sua importância para o exercício da odontologia e para o dia a dia da vida de cada um e de cada uma

ATIVIDADES Chamada, preenchimento da caderneta, ENTREGA DA TAREFA DE CASA. EXPOSIÇÃO SOBRE PLATÃO E ARISTÓTELES. VIDEO E DISCUSSÃO SOBRE O SEGUNDO E TERCEIRO CAPITULO DE O MUNDO DE SOFIA Discussão no grupão para amarração e conclusões finais Total do tempo

TEMPO ( + OU -) 30 MINUTOS 120 MINUTOS RESTANTE 3 HORAS/AULA

QUARTO ENCONTRO: FILME MATRIX 1 ESTRATÉGIAS: Aula expositiva dialogada. Exibição do primeiro capítulo do DVD o Mundo de Sofia Exibição do filme Matrix. Relacionar o conteúdo de Matrix com a filosofia e o mundo de hoje DESENVOLVIMENTO DO CONTEÚDO A FILSOOFIA DE PLATÃO E ARISTÓTELES. TAREFA DE CASA. Respostas de próprio punho das seguintes questões: Qual o papel de Platão e Aristóteles no mundo ocidental Responder questões sobre o filme MATRIX REFERÊNCIAS BÁSICAS: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 3 ed. São Paulo: Moderna, 2003. GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: romance da história da filosofia. São Paulo:Cia de Letras, 1995. WILLIAM, Irwin. Matrix: bemvindo ao deserto do real. São Pulo: Mdras, 2003.

DATA: 16.03.2009 Ficha Técnica Título Original: The Matrix Gênero: Ficção Científica Tempo de Duração: 136 minutos

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Ano de Lançamento (EUA): 1999. Direção: Andy Wachowski e Larry Wachowski Roteiro: Andy Wachowski e Larry Wachowski Produção: Joel Silver Música: Don Davis Direção de Fotografia: Bill Pope Elenco Keanu Reeves (Thomas A. Anderson/Neo) Laurence Fishburne (Morpheus) Carrie-Anne Moss (Trinity) Hugo Weaving (Agente Smith) Gloria Foster (Oráculo) Joe Pantoliano (Cypher) Marcus Chong (Tank) Julian Arahanga (Apoc) Matt Doran (Mouse) Belinda McClory (Switch) Ray Anthony Parker (Dozer) Sinopse Em um futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador de computador que mora em um cubículo escuro, é atormentado por estranhos pesadelos nos quais encontra-se conectado por cabos e contra sua vontade, em um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas ocasiões, acorda gritando no exato momento em que os eletrodos estão para penetrar em seu cérebro. À medida que o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Thomas descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto, está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade e à liberdade.

QUESTÃO PARA ESTUDO: 1. Assista o filme e procure ver a relação entre o filme, os conteúdos de filosofia e os filósofos que serão estudados 2. Qual a relação de Sócrates com Neo. 3. E o mito da caverna de Platão onde se enquadra na mensagem do filme? Por que?

Questões para discussão nos grupos e apresentação após 01 hora de debate intragrupal. 1) Segundo Sócrates qual é o papel do filósofo? 2) Na alegoria da caverna como se dá o processo de liberação do prisioneiro? 3) Qual o Papel do filósofo segundo a alegoria da caverna?
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4) Qual a principal crítica de Aristóteles aos Platônicos.? 5) Qual a posição de Aristóteles acerca da Virtude? 6) Por que, segundo Aristóteles o homem é um animal político?

27.04.09 – DISCUSSÃO EM GRUPO DOS DOIS TEXTOS DE GIUSEPPE E PESQUISA, EM GRUPO, DAS QUESTÕES DE ARANHA. A política com muitas palavras e nenhuma justiça. Platão escreveu o diálogo Górgias ao redor do ano de 386 a. de Cr.; e contudo, algumas temáticas daquele debate são ainda atuais. Trata-se, no enfoque que quero propor, da relação entre a retórica e a política. Sócrates indaga Górgias acerca do “objeto da sua arte”. O Sofista tem dificuldades em definir o “objeto” da retórica, pois esta, por ser, apenas, um método, - o “método da persuasão” -, aplica-se à qualquer arte, da matemática à medicina; mas, sobretudo à política, enquanto é uma arte “eficaz” para conquistar o poder. Górgias afirma que o método da persuasão é, sempre, útil e leva vantagem, pois quem conhece a arte da retórica convence a multidão, em qualquer assembléia. E a capacidade de convencer os outros é a base do poder. Um poder sem adjetivos, pois pode ser democrático, mas

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também autoritário ou tirânico. Sócrates quer saber se a retórica se faz cargo de ensinar, também, a justiça no exercício do poder. Górgias responde que não. A retórica é a arte de convencer os outros sem distinguir entre a justiça e a injustiça. A retórica serve aos políticos, para conquistar o poder, mas não para decidir o que é justo e o que é injusto. Na concepção de Górgias, portanto, a conquista e o exercício do poder estão desvinculados do uso, justo ou injusto, que dele é possível fazer. Isto é, o problema ético fica totalmente alheio à esfera do poder político. Esta posição resulta “atual e corrente” no exercício do poder político e no governo dos Estados. A classe política pleiteia a conquista do poder, recorrendo à arte da retórica que facilita o aliciamento dos eleitores com a oferta das “vantagens” que podem obter do seu governo; mas, ao mesmo tempo, evita de falar da justiça e da ética civil, que deveriam alicerçar as relações entre todos os cidadãos. Cria-se uma “relação viciosa” entre quem busca a conquista do poder político, para seu benefício, e os cidadãos que lhe entregam o poder, também buscando benefícios para si e para o seu grupo de relações e de interesses. Afinal, as “elites” e as maiorias cooptadas criam uma relação perversa, que relega a política na pura esfera do exercício do poder em benefício das facções vencedoras e de seus suportes. Contra a visão a-ética do poder político, indiferente ao problema da justiça, Sócrates propõe uma concepção política que incorpora o “logos” ético, isto é o discurso sobre as finalidades, as motivações e as conseqüências da ação política. Esta forma de encarar a política apresenta-se como um caminho para poucos. E Sócrates reivindica a sua solidão ao declarar-se o “único“ homem político em Athenas, pois considera-se o único capaz de refletir sobre a “justiça” na cidade, e de reivindicá-la como o valor ético mais importante. Em relação ao “exercício” do poder declara a sua incapacidade a gerir os processos administrativos, mas não julga este seu limite como uma desonra, pois considera que o mais importante, na política, seja a afirmação do valor da justiça para todos os cidadãos. A política é, portanto, mais uma ação ética que deve cuidar da realização da Justiça, antes que uma ação técnica de gestão do poder para favorecer os interesses de alguns contra os interesses de outros. Com certeza, trata-se de uma reflexão “edificante” e severa, que, porém, não encontra muitos ouvintes no meio do barulho das campanhas eleitorais, em andamento, nos diferentes rincões do mundo. Giuseppe Staccone

QUESTÕES PARA PESQUISAR
1. Por que o cinema e a televisão são considerados meios de comunicação de massa. 2. Cinema experimental,o que é e porque dificilmente é uma cultura/comunicação de massa. 3. Descreva o gênero cinematográfico documentário. 4. Fale sobre o filme de ficção. 5. Descreva o cinema comercial 6. 7. 8. 9. Diferenças entre telejornal e documentário. Diferenças de impacto entre filmes no cinema e na televisão. Caracterize a linguagem da televisão. Descreva< exemplificando, o gênero televisivo diálogo, as formas musicais e o videoclipe. 10. Fale sobre as narrativas seriadas. 11. Descreva o telejornal. 12. Como você compreende as transmissões ao vivo . 13. Uso alternativo da televisão.

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14. Televisão: bem ou mal. 15. Explique como o homo faber e o homo sapiens representam duas dimensões inseparáveis do ser humano. 16. Por que o trabalho manual e, em decorrência a técnica, era desvalorizadas na Antiguidade e na Idade Média. 17. Descreva o papel da burguesia no desenvolvimento da técnica. 18. Diferença entre trabalho e alienação e porque os animais não trabalham . 19. O que é a tecnocracia e o seu papel na atualidade. 20. Diferencie cultura e natureza e pluralidade cultural. 21. Compare como determinada espécie animal ( onça, macaco etc.) “ensina” sua prole e a família humana. 22. Compare o fazer humano com o fazer animal e os tipos de inteligência. 23. Conceitue humanidade e antropologia. 24. Descreva a sociedade pós-industrial. 25. Comente a frase: greve: recurso do trabalhador ou desordem social. 26. Em que consiste a razão instrumental

A CIDADANIA NO BRASIL Acabo de passar seis meses no Brasil e me atrevo a dizer a minha sobre a situação no País, em relação aos direitos de cidadania. Trata-se de um enfoque particularmente importante, pois diz respeito à qualidade da democracia e ao status dos direitos dos cidadãos. Antes de tudo, tenho a percepção de que a “sociedade” brasileira continue a recusar o reconhecimento, dolorido e humilde, da realidade material e social em que se encontra o País. Os anúncios e as promessas de uma “terra sem males”, em que estaria transformando-se o Brasil, continuam a mistificar a realidade que, de acordo com todos os indicadores econômicos e sociais, éticos e culturais, apresenta-se injusta, excludente e, sobretudo, escandalosamente desigual. Ao mesmo tempo, continua a monótona propaganda que assevera uma condição de vantagem do Brasil em relação ao resto do mundo, nesta fase de crise econômica. Será? O “slogan” da propaganda, veiculado em todas as salsas, soa: “Brasil um país para todos”! Será o País, também, dos brasileiros sem trabalho, sem escola e sem acesso a um sistema de saúde decente? De acordo com os dados do IBGE, ano de 2006, 52,4% dos trabalhadores brasileiros, inseridos no mercado formal de trabalho, ganham até um salário mínimo; outros 23,3% ganham até dois salários mínimos. Em total: 75,7% dos trabalhadores brasileiros, com carteira assinada, ganham até dois salários mínimos. Além disso, de acordo com várias pesquisas realizadas no País, resulta que cerca de 50% da população ativa está fora do mercado formal de trabalho. Esta quantia estatística, traduzida em números reais, daria cerca de 38 milhões de brasileiros. Por outro lado, pesquisando a situação patrimonial dos brasileiros, o Atlas de Exclusão Social, estudo anual de pesquisadores paulistas, fez as contas e descobriu que 10% da população detém 75,6% da riqueza nacional. Sobram 24,4% das propriedades e do dinheiro para os restantes 165 milhões de brasileiros. Vale lembrar que o PIB per capita (divisão do total do PIB pela população residente) é pequeno, alcançando R$ 13.515 per capita em 2007. Nasce espontânea, para mim, uma pergunta: uma pessoa, milhões de pessoas, excluídas (permanentemente) do mercado de trabalho podem ser consideradas cidadãos que gozam dos direitos de cidadania? Os milhões de brasileiros roubados de um sistema de “educação pública de qualidade” podem ser contados entre os cidadãos? Estes

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brasileiros, sem cidadania, têm um futuro melhor pela frente, visto que a escolaridade é um fator decisivo para a melhoria da renda e das condições de vida? Poderia-se, também, medir a qualidade da cidadania focalizando as condições de segurança nas cidades brasileiras. Diante da violência urbana (estupros, prostituição de menores, assaltos, roubos, invasões de prédios, guerrilha urbana nalgumas metrópoles, homicídios... etc.) os cidadãos “de bem” (isto é, os bem colocados na sociedade) invocam, genericamente, mais polícia nas ruas, nas praças, nas esquinas de seus prédios e de suas mansões, penas mais duras para os “bandidos”, carceragens mais longas, etc. Em contraponto: quantos cidadãos, bem inseridos na “sociedade afluente”, põem para si as perguntas “necessárias” e iniludíveis sobre a origem da violência? Não será a violência um fruto amargo da injustiça social e da falta de perspectivas, para milhões de jovens, de encontrar um lugar na sociedade afluente? E mais: porquê, os “excluídos” e os “refugos” deveriam respeitar as leis de uma sociedade que os encurrala às margens da convivência civil e solidária? Porquê esperar que os “bandidos” respeitem os direitos dos outros, quando eles não têm direitos reconhecidos? Digo isto a partir do pressuposto de que a relação ética está fundada no reconhecimento recíproco e na solidariedade entre todos homens que vivem em sociedade. “O Presidente Lula defende nova ordem mundial ética": é a manchete da Folha on-line de 16/04/2009. "Queremos uma globalização com ética, que coloque as pessoas no centro de nossas ações. As respostas devem ser socialmente justas e combater a pobreza", afirmou Lula, no discurso de abertura da 4ª edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial. Mas, diante de tais declarações, muito compartilháveis, nasce espontânea a pergunta: porquê Lula não começa a promover no Brasil a cura dos males que justamente denuncia? Porquê, em lugar de promover a compra de carros e motos não financia a construção de escolas e hospitais públicos? Porque não se põe um limite ao escândalo do uso impróprio e criminoso dos cofres públicos? Aquelas somas vultosas, usadas em benefício de poucos privilegiados, não poderiam se alocadas para pagar salários dignos aos professores das escolas públicas de todos os níveis, em todo o País? A cidadania é exigente e se fundamenta num sistema complexo de relações éticas, jurídicas, políticas, sócias, econômicas, etc., que demandam de todos os cidadãos e de todas as instituições um compromisso sério e sincero com a reciprocidade do reconhecimento e a solidariedade no uso de todos os bens disponíveis. Despeço-me citando um texto que indica os caminhos a percorrer: "A cidadania é o direito a ter direitos, pois a igualdade em dignidade e direitos dos seres humanos não é um dado. É um construído da convivência coletiva, que requer o acesso ao espaço público. É este acesso ao espaço público que permite a construção de um mundo comum através do processo de asserção dos direitos humanos." (Hannah Arendt)". Giuseppe Staccone gstacco@gmail.com

DATA: 04.05.2009 FILME O NOME DA ROSA. Após o filme responder as questões formuladas individualmente

FILME: O NOME DA ROSA Ficha técnica:

Ficha Técnica Título Original: Der Name Der Rose Tempo de Duração: 130 minutos Ano de Lançamento (Alemanha): 1986 Direção: Jean-Jacques Annaud Roteiro: Andrew Birkin, Gérard Brach, Howard Franklin e Alain Godard, baseado em livro de Humberto Eco Produção: Bernd Eichinger Música: James Horner Fotografia: Ronino Delli Colli Desenho de Produção: Dante Ferretti Figurino: Gabriella Pescucci Edição: Jane Seitz Elenco Sean Connery (William de Baskerville) Christian Slater (Adso von Melk) Helmut Qualtinger (Remigio da Varagine) Elya Baskin (Severinus) Michael Lonsdale (Abade) Volker Prechtel (Malachia) Feodor Chaliapin Jr. (Jorge de Burgos) William Hickey (Ubertino da Casale)

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Michael Habeck (Berengar) Urs Althaus (Venantius) Valentina Vargas (Garota) Ron Perlman (Salvatore) Leopoldo Trieste (Michele de Cesena) Franco Valobra (Jerome de Kaffa) Vernon Dobtcheff (Hugh de Newcastle) Donald O'Brien (Pietro d'Assisi) Andrew Birkin (Cuthbert de Winchester) F. Murray Abraham (Bernardo Gui) Sinopse Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço que o acompanha, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália. William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas a atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro. William de Baskerville começa a investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além dos mais religiosos acreditarem que é obra do Demônio. William de Baskerville não partilha desta opinião, mas antes que ele conclua as investigações Bernardo Gui (F. Murray Abraham), o Grão-Inquisidor, chega no local e está pronto para torturar qualquer suspeito de heresia que tenha cometido assassinatos em nome do Diabo. Considerando que ele não gosta de Baskerville, ele é inclinado a colocá-lo no topo da lista dos que são diabolicamente influenciados. Esta batalha, junto com uma guerra ideológica entre franciscanos e dominicanos, é travada enquanto o motivo dos assassinatos é lentamente solucionado. http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/nome-da-rosa/nome-da-rosa.asp ALGUNS QUESTIONAMENTOS(RESPONDA): 1. 2. 3. 4. 5. O que foi a Inquisição e qual o seu papel na história da humanidade? O que representou o Renascimento na Idade Média.? Influências de Platão e Aristóteles na civilização Ocidental. O papel da Igreja católica como guardiã da cultura ocidental. Limite, avanços e retrocessos. O significa a “ briga” entre Franciscanos e Dominicanos.

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INTRODUÇÃO À FILOSOFIA Data: 08.06.2009
AVALIAÇÃO DO SEMINÁRIO

GRUPO RACIONALISMO EMPIRISMO ÉTICA E CIDADANIA
PLATAO,SÓCRATES E ARISTÓTELES

APRESENTAÇÃO

SEGURANÇA

RECURSOS

MÉDIA

FILOSOFIA DO SUS CAPITALISMO E SOCIALISMO , LIMITES E POSSIBILIDADES REPRESENTANTES: GRUPO GRUPO GRUPO GRUPO GRUPO A: LARISSA - RACIONALISMO B: DANIELE BENJOÍNO - EMPIRISMO C: BRUNA CORREA – ÉTICA E CIDANIA D: ÂNGELA -PLATÃO, SÓCRATES E ARISTÓTELES E1: RAMON – FILOSOFIA DO SUS NA ATENÇÃO BÁSICA. 18

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GRUPO E2 : JESSICA INGRID – FILOSOFIA DO SUS NA ATENÇÃO BÁSICA GRUPO F – LUCIRENE – CAPITALISMO E SOCIALISMO: LIMITES E POSSIBILIDADES.

QUESTÕES PARA A SEGURANÇA

1) 2)

Explique a frase: “ Nascemos homens; tornamo-nos humanos.

O que foi a Inquisição e qual o seu papel na história da humanidade e seus reflexos ainda hoje no Brasil e no mundo.
Qual a diferença entre o fazer humano e o fazer animal. O que é o SUS e qual a sua filosofia.

3) 4)

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PROVA DE SEGUNDA CHAMADA DE FILOSOFIA ALUNO: DATA 15.06.2009 Dentre aqueles prazeres ou desejos que não necessários há, em meu entendimento, os que são desregrados:cada um está exposto a encontrá-los em si;mas,de outro lado, há a possibilidade, se eles são reprimidos pelas leis e pelos desejos que valem mais, que alguns homens, com o concurso do raciocínio ou se desembaracem deles completamente, ou então só os deixem subsistir em pequeno número e sem força; há a possibilidade também que ganhem força e número. - Quais são estes desejos dos quais você quer falar? - São,respondi os que despertam por ocasião do sono, todas as vezes que dorme a parte da alma cujo papel é raciocinar e comandar outrem pela doçura, enquanto a parte bestial e selvagem, enchendo-se de alimento ou bebida, se agita e, repudiando o sono, trata de tomar a dianteira e de saciar sua própria inclinação. Você sabe muito bem que, em tal ocorrência, não há audácia diante da qual esta recue, como desatada, desembaraçada de toda vergonha e de toda reflexão: nem, com efeito, diante da idéia de querer se unir à sua mãe ou a não importa quem,homem, divindade, besta; de se manchar com não importa qual assassínio, de não se abster de alimento algum. Numa palavra, em ponto algum desta a salvo da desrazão nem da indiferença à vergonha. – Sua linguagem diz ele é a própria verdade! - Mas todas as vezes imagino que, ao contrário, se tem a saúde em seu foro interior e uma sábia moderação; que se passa ao sono depois de ter acordado o elemento de si que raciocina e calcula; que se fez seu festim de belos discursos e de belas reflexões; que se alcançou a concentrar sobre si mesmo sua meditação pessoal; que não nos entregamos a função desejante nem às privações nem à saciedade, a fim de adormecê-la e de impedi-la de vincular ao que há de melhor, o tumulto de suas alegrias ou de suas tristezas, que, antes, permitiu-se àquele ter por si mesmo, de acordo consigo mesmo, sozinho , na pureza de seus exames e suas aspirações , a percepção de alguma coisa que não conhece, coisa passada, atual, futura; que, depois de ter tal moldo apaziguado o elemento que se caracteriza pelo ardor do sentimento, adormecemos sem que,com um coração agitado, fiquemos encolerizado contra tal ou tal; todas as vezes, ao contrário, que, depois de haver tranqüilizado estas duas formas da alma e de haver dado impulso à terceira, aquela na qual se produz o ato de pensar, experimenta-se assim o repouso;você não sabe que é neste estado que se está, no mais alto grau, em contato com a verdade e que também é o mínimo possível do desregramento das visões que nos aparecem em nossos sonhos? – Sim, claro! Disse ele: é perfeitamente o estado do qual você fala! - Pois bem! Deixamos prolongar excessivamente esta disgressão! Mas nosso propósito é de bem compreender que, decididamente, há em cada um de nós uma espécie de desejo terrível, selvagem, desregrado; e é nossa opinião que dá-se o mesmo com algumas pessoas que, dentre nós, são completamente comedidas. Ora, a consideração dos sonhos tornou isso manifesto, como vimos, pois bem, reflita sobre isso, veja se minha opinião vale, a seus olhos, e se você adere a ela. Mas adiro! Platão. A República
SOBRE ESTE TEXTO RESPONDA: 1. Por que dos desejos desregrados só podem se achar dentre os desejos que não são necessários? A repressão desses desejos pode algo, ou nada, quanto à sua força e seu número?

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2. 3.

Quais são os desejos desregrados?Que nome lhe daríamos hoje? Por que é importante compreender que existe em cada um de nós uma espécie de desejo terrível, selvagem, desregrado? Por que PLATÂO sublinha que ele existe até para aqueles que são completamente comedidos?

PROVA FINAL: Aluno: Data: 22.06.2009 Homem: o ser que pergunta. Normalmente perguntamos sem refletir sobre o próprio perguntar,sem indagar pelo significado dessa operação da inteligência que se acha na raiz de todo conhecimento e de toda ciência. E ao perguntar por perguntar, convertemos essa operação, que nos parece tão banal, tão quotidiana, em tema filosófico, a partir do momento em que passamos a considerá-la do ponto de vista da crítica radical. Se compararmos, nesse aspecto, o comportamento humano com o do animal, verificaremos que o animal não pergunta, não indaga, limitando-se a responder. Mas, por que o animal não pergunta? Não pergunta porque não precisa perguntar. E por que não precisa perguntar? Porque, para viver e reproduzir-se, dispõe de instinto que o torna capaz de fazer, embora inconscientemente e sonambulicamente, tudo que é necessário para sobreviver e assegurar a sobrevivência de sua espécie. O animal não pergunta, limita-se a responder a estímulos e provocações do contexto em que se encontra, a responder imediatamente, fugindo do perigo, quando é ameaçado, e atacando a presa quando está com fome. Em contraste, o homem pergunta. E, por que pergunta? Porque precisa perguntar.Mas , por que precisa perguntar? Precisa perguntar porque não sabe e precisa saber, saber o que é o mundo em que se encontra e no qual deve viver. Para poder viver, e viver é conviver, com as coisas e com os outros homens, precisa saber como as coisas e outros homens se comportam, pois sem esse conhecimento não poderia orientar sua conduta em relação às coisas e aos homens. Para o ser humano o conhecimento não é facultativo, mas indispensável, uma vez que a sua sobrevivência dele depende. Ora, que está origem tanto do conhecimento , tanto filosófico quanto científico? Na origem desse conhecimento está a capacidade, ou melhor, a necessidade de perguntar, de indagar, o que são as coisas e o que é o homem. (ROLAND CORBISIER, Introdução à filosofia, t.1, p 125-127)

Questões: 1. Baseando-se no texto, responda: por que o animal para viver não precisa perguntar? 2. Em contraste com o animal, por que o homem precisa perguntar? 3. Qual é a contradição irônica entre o que diz Corbisier a respeito do ser humano e a classificação da espécie humana? 4. Comente a seguinte afirmação. Apesar de pouco praticado, perguntar é um ato inteligente e muito importante numa conversação. É a melhor maneira de confirmar que o que a pessoa está entendendo é realmente o que quis dizer o outro. Por meio de perguntas, a pessoa também mostra a sua atenção, curiosidade, seu interesse e respeito pelo que faz, sente e pensa seu interlocutor. Não fica apenas preocupada em exibir seus próprios conhecimentos ou esconder sua ignorância, e aprende mais. Por isso há quem diga que fazer pergunta é mais importante do que dar respostas.

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INTRODUÇÃO À FILOSOFIA Data

AVALIAÇÃO INDIVIDUAL ALUNO (A):________________________________________ Questão 1. “Há homens desumanos à força de crueldade, de selvageria, de barbárie. Mas seria tão desumano quanto eles contestar sua pertinência à humanidade. Nascemos homens; tornamo-nos humanos. Mas quem não consegue se tornar, nem por isso deixa de ser homem. A humanidade é recebida, antes de ser criada ou criadora.(...) Não é uma essência, é uma filiação: homem, porque filho de homem.” Considerando essa citação de ComteSponville, responda: a. O que o autor quer dizer com “ Nascemos homens; tornamonos humanos. b. A partir deste trecho, qual seria a opinião do autor sobre tortura, castigos cruéis e pena de morte. c. Em função dos assuntos sobre violência que tem dominado a mídia nas últimas semanas e em relação ao texto, qual o seu ponto de vista a respeito. d. Para os alunos que não fizeram o trabalho sobre o filme Enigma de Kaspar Hauser, faça uma analogia entre a mensagem do texto e do filme. Questão 2. Dissertação: “Hoje, com os dados acumulados em mais de 30anos de pesquisas semanais sobre os hábitos e os costumes da população brasileira, a televisão produz uma programação rigorosamente ajustadas às classes sociais, faixas etárias, níveis de renda e de escolarização da população”(Alcione Araújo)

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“A aranha realiza operações que lembram o tecelão, e as caixas suspensas que as a abelhas constroem envergonham o trabalho de muitos arquitetos. Mas até mesmo pior dos arquitetos difere, de início, da mais hábil das abelhas, pelo fato de que, antes de fazer uma caixa de madeira, ele já a construiu mentalmente. No final do processo de trabalho, ele obtém um resultado que já existia em sua mente antes de ele mesmo começa a construção. O arquiteto não só modifica a forma que lhe foi dada pela natureza, dentro das restrições impostas pela natureza, como também realiza um plano que lhe é próprio, definindo os meiose o caráter da atividade aos quais ele deve subordinar sua vontade.” Karl Marx, O capital .

Fazer uma leitura crítica individual e discuti-la em grupo.

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DATA: 12.05.2008 Ficha Técnica Título Original: The Matrix Gênero: Ficção Científica Tempo de Duração: 136 minutos Ano de Lançamento (EUA): 1999. Direção: Andy Wachowski e Larry Wachowski Roteiro: Andy Wachowski e Larry Wachowski Produção: Joel Silver Música: Don Davis Direção de Fotografia: Bill Pope Elenco Keanu Reeves (Thomas A. Anderson/Neo) Laurence Fishburne (Morpheus) Carrie-Anne Moss (Trinity) Hugo Weaving (Agente Smith) Gloria Foster (Oráculo) Joe Pantoliano (Cypher) Marcus Chong (Tank) Julian Arahanga (Apoc) Matt Doran (Mouse) Belinda McClory (Switch) Ray Anthony Parker (Dozer) Sinopse Em um futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador de computador que mora em um cubículo escuro, é atormentado por estranhos pesadelos nos quais encontra-se conectado por cabos e contra sua vontade, em um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas ocasiões, acorda gritando no exato momento em que os eletrodos estão para penetrar em seu cérebro. À medida que o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Thomas descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto, está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade e à liberdade.

QUESTÃO PARA ESTUDO: 1. Assista o filme e procure ver a relação entre o filme, os conteúdos de filosofia e os filósofos que serão estudados

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FILME O NOME DA ROSA

PROVA A PRIMEIRA QUESTÃO: Analise o texto anexo do professor Giuseppe Staccone e faça um comentário crítico, inclusive relacionando-o aos assuntos estudados e a eleição de outubro próximo.
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SEGUNDA QUESTÃO: Há uma referência ao paladar no filme Matrix ao ser servido um bife. Como podemos entender verdade, deserto do real e relacionar o filme com os referenciais teóricos estudados. TERCEIRA QUESTÃO: O filme O nome da Rosa, baseado na obra de Umberto Eco, retrata uma fase importante da história da civilização ocidental no que diz respeito a filosofia, costumes, etc. Qual os aspectos positivos e negativos da obra que você aplicaria num PSF onde trabalhasse e para sua vida como cidadão. QUARTA QUESTÃO A idade média , entre outras coisas, caracterizou-se pela hegemonia cultural, econômica e também política da Igreja Católica. Neste período tivemos a Patrística e a Escolástica: Responda: 1. Em que consistia a patrística e qual era o seu objetivo/ 2. Como se entende a Cristianização de Platão? 3. De que maneira o conceito de graça divina defendido por Agostinho, rompe com a ética pagã.

A política com muitas palavras e nenhuma justiça. Platão escreveu o diálogo Górgias ao redor do ano de 386 a. de Cr.; e contudo, algumas temáticas daquele debate são ainda atuais. Trata-se, no enfoque que quero propor, da relação entre a retórica e a política. Sócrates indaga Górgias acerca do “objeto da sua arte”. O Sofista tem dificuldades em definir o “objeto” da retórica, pois esta, por ser, apenas, um método, - o “método da persuasão” -, aplica-se à qualquer arte, da matemática à medicina; mas, sobretudo à política, enquanto é uma arte “eficaz” para conquistar o poder. Górgias afirma que o metodo da persuasão é, sempre, útil e leva vantagem, pois quem conhece a arte da retórica convence a multidão, em qualquer assembléia. E a capacidade de convencer os outros é a base do poder. Um poder sem adjetivos, pois pode ser democrático, mas também autoritário ou tirânico. Sócrates quer saber se a retórica se faz cargo de ensinar, também, a justiça no exercício do poder. Górgias responde que não. A retórica é a arte de convencer os outros sem distinguir entre a justiça e a injustiça. A retórica serve aos políticos, para conquistar o poder, mas não para decidir o que é justo e o que é injusto. Na concepção de Górgias, portanto, a conquista e o exercício do poder estão desvinculados do uso, justo ou injusto, que dele é possível fazer. Isto é, o problema ético fica totalmente alheio à esfera do poder político. Esta posição resulta “atual e 26 RENATO CABRAL DE OLIVEIRA FILHO FONE: 81. 96563054 91047360 Email: renatocabralofilho@yahoo.com.br renatocabralofilho@hotmail.com

corrente” no exercício do poder político e no governo dos Estados. A classe política pleiteia a conquista do poder, recorrendo à arte da retórica que facilita o aliciamento dos eleitores com a oferta das “vantagens” que podem obter do seu governo; mas, ao mesmo tempo, evita de falar da justiça e da ética civil, que deveriam alicerçar as relações entre todos os cidadãos. Cria-se uma “relação viciosa” entre quem busca a conquista do poder político, para seu benefício, e os cidadãos que lhe entregam o poder, também buscando benefícios para si e para o seu grupo de relações e de interesses. Afinal, as “elites” e as maiorias cooptadas criam uma relação perversa, que relega a política na pura esfera do exercício do poder em benefício das facções vencedoras e de seus suportes. Contra a visão a-ética do poder político, indiferente ao problema da justiça, Sócrates propõe uma concepção política que incorpora o “logos” ético, isto é o discurso sobre as finalidades, as motivações e as conseqüências da ação política. Esta forma de encarar a política apresenta-se como um caminho para poucos. E Sócrates reivindica a sua solidão ao declarar-se o “único“ homem político em Athenas, pois considera-se o único capaz de refletir sobre a “justiça” na cidade, e de reivindicá-la como o valor ético mais importante. Em relação ao “exercício” do poder declara a sua incapacidade a gerir os processos administrativos, mas não julga este seu limite como uma desonra, pois considera que o mais importante, na política, seja a afirmação do valor da justiça para todos os cidadãos. A política é, portanto, mais uma ação ética que deve cuidar da realização da Justiça, antes que uma ação técnica de gestão do poder para favorecer os interesses de alguns contra os interesses de outros. Com certeza, trata-se de uma reflexão “edificante” e severa, que, porém, não encontra muitos ouvintes no meio do barulho das campanhas eleitorais, em andamento, nos diferentes rincões do mundo. Giuseppe Staccone

PROVA B PRIMEIRA QUESTÃO: Analise o texto anexo do professor Giuseppe Staccone e faça um comentário crítico, inclusive relacionando-o aos assuntos estudados e a eleição de outubro próximo. SEGUNDA QUESTÃO: Morpheus diz a Neo que ele “ nasceu numa prisão para a mente(dele) . Até os escravos tem a mente livre. Comente a analogia do filme com os mitos platônicos. TERCEIRA QUESTÃO: O filme O nome da Rosa, baseado na obra de Umberto Eco, retrata uma fase importante da história da civilização ocidental no que diz respeito a filosofia, costumes, etc. Qual os aspectos positivos e negativos da obra que você aplicaria num PSF onde trabalhasse e para sua vida como cidadão. QUARTA QUESTÃO A idade média , entre outras coisas, caracterizou-se pela hegemonia cultural, econômica e também política da Igreja Católica. Neste período tivemos a Patrística e a Escolástica: Responda:
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1. O que era a escolástica e em que contexto histórico se desenvolveu? 2. Inserida no movimento escolástico, já nasce com objetivos preestabelecidos: não contrariar a fé. Justifique esta afirmativa. 3. Para Tomas de Aquino o que era o mal?

A POLÍTICA E OS POLÍTICOS A “política” foi uma invenção dos gregos, nos séculos V-IV antes de Cristo; e nasceu da necessidade de organizar a sociedade complexa, que estava surgindo das relações sociais e econômicas, sempre mais amplas e diversificadas, entre os clãs familiares, as colônias gregas no exterior e os povos mediterrâneos. O governo da sociedade complexa exigia uma nova cultura, uma nova ética e uma nova organização política, original e criativa. Pois, passava-se da estrutura tribal dos pequenos reis, sacerdotes e pastores, que governavam um clã, ao governo de interesses diversificados de grupos sociais em competição entre si; da condução familiar de propriedades comuns a todos, à administração de interesses diversificados de livres cidadãos, residentes na mesma “polis”. A cidade, no projeto dos míticos legisladores gregos, devia constituir um espaço ordenado e seguro, para que todos os homens livres pudessem alcançar o bem estar e a felicidade. Os primeiros teóricos da filosofia política, Platão e Aristóteles, viam uma afinidade, de tipo analógico, entre a cidade e os cidadãos; e, entendiam que há uma relação dialética entre a busca da felicidade individual e o bem da cidade. Quando, por diferentes motivações, quebra-se esta relação, e alguns cidadãos passam a repor a felicidade na riqueza pessoal e familiar, no poder tirânico de um ou de poucos, ou no descalabro da multidão ignara, que decide aos gritos nas praças, a cidade adoece, e os cidadãos sofrem pelo mau governo. E não conseguem mais alcançar o bem estar pessoal e social, a paz e a felicidade. Aristóteles percebe, na maioria dos cidadãos do seu tempo, a aspiração irrefreável pela liberdade e pela igualdade, que são as qualidades características dos homens e das cidades “democráticos”, e podem constituir o fundamento de um regime democrático “bom”, a pacto de que, -ressalva muito importante-, os políticos sejam escolhidos entre os “melhores” cidadãos. Mas, nesta equação aninha-se, freqüentemente, o desencontro entre as expectativas que os cidadãos repõem na política e o retorno que conseguem ter da concreta atuação dos homens políticos. Muitos dos quais, pelo mundo afora, agem como facínoras, canalhas e aproveitadores, jogando o descrédito encima da política, que os cidadãos entendem, mesmo que confusamente, como a arte de governar a sociedade complexa, com justiça, equidade, e desinteresse pessoal. Se diz que, cada Estado é regido pelos políticos que os cidadãos merecem. Na ótica dos antigos filósofos gregos, a afirmação é procedente. E eu, pessoalmente, não vejo argumentos sérios, que

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poderiam derrubar aquela equação. Se temos políticos que, eleitos livremente pelos cidadãos, se comportam como facínoras e canalhas, fica evidente que abundam, na sociedade, cidadãos do mesmo feitio. Ao menos que, e esta parece-me ser a causa mais comum, os eleitores sejam pessoas de pouca, ou nenhuma, capacidade crítica; e portanto, incapazes, por falta de cultura e de educação democrática, a escolher os “melhores”, para governar o Estado segundo justiça e equidade. Pessoalmente fico indignado diante dos “excessos” de safadeza e de comportamentos anti-sociais e vulgares de muitos políticos, e me pergunto em relação às capacidades mentais ou à formação ética dos eleitores que os enviaram a representá-los. A coisa torna-se ainda pior, e mais revoltante, quando os mesmos políticos de conduta reprovável, são reeleitos em sucessivas eleições e nos mesmos colégios eleitorais. Voltando à equação dos antigos filósofos gregos, é verossímil que os cidadãos democráticos contribuam, com a sua participação política, livre e consciente, a construir sociedades e Estados democráticos. É também verossímil que, os cidadãos não educados para a convivência democrática favoreçam a subida ao poder de homens facínoras, que usam do poder político para cultivar interesses pessoais e de categoria, levando assim todos os cidadãos a viver “mal” no interior de sociedades, estruturalmente, injustas, e sempre na beira do abismo das desordeiras comoções sociais. Se valem estas premissas, cada um pode tirar as conclusões pertinentes! Giuseppe Staccone

PROVA C PRIMEIRA QUESTÃO: Analise o texto anexo do professor Giuseppe Staccone e faça um comentário crítico, inclusive relacionando-o aos assuntos estudados e a eleição de outubro próximo. SEGUNDA QUESTÃO: Você tomaria a pílula vermelha ou a azul? Por que? Justifique sua resposta à luz dos referenciais teóricos estudados. TERCEIRA QUESTÃO: O filme O nome da Rosa, baseado na obra de Umberto Eco, retrata uma fase importante da história da civilização ocidental no que diz respeito a filosofia, costumes, etc. Qual os aspectos positivos e negativos da obra que você aplicaria num PSF onde trabalhasse e para sua vida como cidadão. QUARTA QUESTÃO A idade média , entre outras coisas, caracterizou-se pela hegemonia cultural, econômica e também política da Igreja Católica. Neste período tivemos a Patrística e a Escolástica: Responda: 1. Em que consiste a cristianização de Aristóteles. 2. Qual o conceito de mal para Santo Agostinho? 3. Como se explica o dito agostiniano: ama e faze o que quiseres.

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Retórica democrática e regimes oligárquicos Os filósofos gregos da política tinham clara a distinção entre uma constituição de tipo democrático e outra de tipo oligárquico. Tanto Platão como Aristóteles avaliam negativamente estas duas formas de governo, e nos oferecem algumas reflexões, muito interessantes, para os nossos dias. No diálogo platônico protagonizado pelo sofista Protágoras, Sócrates escarnece o seu interlocutor porque sustenta que todos os homens (livres) são iguais e capazes de apreender a “politiké techne”, a arte da política. Sabemos que Platão tinha uma concepção muito diferente, pois defendia a tese de que: só aqueles que nasceram para governar, os filósofos, têm a sabedoria para fazê-lo. Mas, o mundo grego que Platão conhecia, apesar da retórica democrática de Péricles e do parêntese tirânico dos Trinta, era o mundo governado pelas oligarquias. Os atenienses, na tentativa de se libertar da tirania dos oligarcas, introduziram dois instrumentos dissuasivos, “democráticos” e bastante eficazes: o ostracismo e o graphé paranomon. Com o primeiro votava-se a proposta de exilar qualquer cidadão que fosse tido perigoso para a polis, porque excessivamente rico e poderoso. Se a maioria votasse pelo ostracismo, o cidadão em julgamento devia exilar-se da cidade, enquanto seus bens eram confiscados em benefício da coletividade. No segundo caso, contra uma proposta levada à votação na Assembléia, alguém podia levantar a “questão de inconstitucionalidade”, o graphé paranomon. Se esta recebesse o consenso da maioria, a proposta apresentada devia ser retirada ou rejeitada. Este instrumento de defesa contra os demagogos e os oligarcas, capazes de manobrar as assembléias dos cidadãos, remete, segundo Moses I. Finley (Democracy Ancient and Modern, 1972) aos valores fundantes das cidades gregas: a amizade e a justiça. Por sinal, no diálogo citado, Sócrates contrapõe à “politiké techne”, defendida por Protágoras, a necessidade da philia, isto é da amizade entre os cidadãos, como fundamento da convivência política. Eu assumo como fundamental, na definição do conceito de democracia, que não basta reconhecer as regras e/ou o método democrático, mas é necessário aceitar os valores fundantes da sociedade política, isto é os valores da convivência solidária (philia) e da justiça, aceitos, geralmente, de modo explícito ou implícito nas Constituições da maioria dos Países democráticos. Se aceitarmos este referencial, torna-se evidente o déficit de verdadeira democracia pelo mundo afora, inclusive nos países de cultura cristã-ocidental. A democracia que temos, nada mais é que o governo das oligarquias ou das elites, que defendem, sobretudo, e mais que nada, os seus próprios interesses. A retórica democrática serve de véu protetor, e de embaçamento para que os nossos olhos não vejam a desordem gritante da injusta repartição dos bens e das riquezas, produzidas com o trabalho de todos. Apresentam-nos o mercado como o “par” da democracia. Todos teríamos chances de consumir e de governar. Um engodo! Quero tentar de propor os valores da convivência solidária (philia) e da justiça na perspectiva cultural do nosso mundo cristão.Um doutor da Lei apresentou-se a Jesus para experimentá-lo. Perguntou: “Que devo fazer para possuir a vida eterna?”. Ele sabia já, de cor, a resposta à sua própria pergunta, como o texto de Lucas deixa claramente ver. Mas, diante do primeiro remate de Jesus: “Respondeste corretamente; faze isto e viverás”, o doutor quis pôr à prova a sua abertura de mente e de coração, pondolhe uma segunda pergunta; desta vez verdadeira, porque dela desconhecia a resposta, que poderia receber. Perguntou-lhe: “Quem é o meu próximo?”. Jesus retomou a palavra para contar uma narração breve, mas que abre cenários novos e inesperados. Disse: um homem descia de Jerusalém a Jericó, foi assaltado,

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despojado, espancado e abandonado semimorto na estrada. Um sacerdote, que fazia caminho pela mesma estrada, “viu-o e passou adiante”; da mesma forma comportou-se um levita. Depois chegou um samaritano, “viu-o e moveu-se à compaixão. Aproximou-se e cuidou das suas chagas...”. Dirigindo-se Jesus ao doutor da Lei, perguntou: “Qual dos três foi o próximo do homem vítima dos assaltantes?”. Não tem via de fuga, nem para o doutor, que respondeu, imediatamente: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Concluiu Jesus: ”Vai, e também tu, faze o mesmo”. Seria possível pensar uma democracia que tivesse como fundamentos os valores de philia, de próximo e de justiça? Que dizer àqueles que passam seus dias a acumular bens e riquezas, tirando o pão da boca dos famintos, as roupas dos corpos dos necessitados, os remédios do alcance dos doentes, ... a vida dos pobres? Podemos falar em democracia realizada, enquanto vivermos em sociedades divididas entre uma camada privilegiada de poucos ricos, e uma maioria imensa de pobres e de excluídos? Giuseppe Staccone

1. Em que consistia a patrística e qual era o seu objetivo/ 2. Como se entende a Cristianização de Platão? 3. De que maneira o conceito de graça divina defendido por Agostinho, rompe com a ética pagã. 1. O que era a escolástica e em que contexto histórico se desenvolveu? 2. Inserida no movimento escolástico, já nasce com objetivos preestabelecidos: não contrariar a fé. Justifique esta afirmativa. 3. Para Tomas de Aquino o que era o mal? 4. Em que consiste a cristianização de Aristóteles. 5. Qual o conceito de mal para Santo Agostinho? 6. Como se explica o dito agostiniano: ama e faze o que quiseres.

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PROVA A RESPOSTAS: PRIMEIRA QUESTÃO: Analise o texto anexo do professor Giuseppe Staccone e faça um comentário crítico, inclusive relacionando-o aos assuntos estudados e a eleição de outubro próximo. NECESSÁRIO ALUSÕES AOS SOFISTAS, AO QUE PENSAVAM EM CONTRAPONTO COM SÓCRATES. SEGUNDA QUESTÃO: Há uma referência ao paladar no filme Matrix ao ser servido um bife. Como podemos entender verdade, deserto do real e relacionar o filme com os referenciais teóricos estudados. PARA RESPONDER A ESTA QUESTÃO COM PROPRIEDADE NECESSÁRIO SE FAZ A LEITURA DO CAPÍTULO 4 : VER, CRER, TOCAR E A VERDADE, DO LIVRO INDICADO. TERCEIRA QUESTÃO: O filme O nome da Rosa, baseado na obra de Umberto Eco, retrata uma fase importante da história da civilização ocidental no que diz respeito a filosofia, costumes, etc. Qual os aspectos positivos e negativos da obra que você aplicaria num PSF onde trabalhasse e para sua vida como cidadão. NECESSÁRIO UMA ALUSÃO A IDADE MÉDIA, SEUS VALORES, SUA IMPORTÂNCIA E COMO O PROFISSIONAL TER QUE SER TOLERANTE DIANTE DA DIVERSIDADE CULTURAL E RELIGIOSA QUE ENFRENTARÁ. QUARTA QUESTÃO A idade média , entre outras coisas, caracterizou-se pela hegemonia cultural, econômica e também política da Igreja Católica. Neste período tivemos a Patrística e a Escolástica: Responda: Em que consistia a patrística e qual era o seu objetivo. Como se entende a Cristianização de Platão? De que maneira o conceito de graça divina defendido por Agostinho, rompe com a ética pagã. (Livro de Cotrin capitulo sete)
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PROVA FINAL ALUNO:_______________________________________________DATA: 30.06.2008

PRIMEIRA QUESTÃO:

“A aranha realiza operações que lembram o tecelão, e as caixas suspensas que as a abelhas constroem envergonham o trabalho de muitos arquitetos. Mas até mesmo pior dos arquitetos difere, de início, da mais hábil das abelhas, pelo fato de que, antes de fazer uma caixa de madeira, ele já a construiu mentalmente. No final do processo de trabalho, ele obtém um resultado que já existia em sua mente antes de ele mesmo começa a construção. O arquiteto não só modifica a forma que lhe foi dada pela natureza, dentro das restrições impostas pela natureza, como também realiza um plano que lhe é próprio, definindo os meiose o caráter da atividade aos quais ele deve subordinar sua vontade.” Karl Marx, O capital . Faça uma comentário crítico, com no mínimo 20 linhas, sobre o texto acima, relacionando-o com o referencial teórico estudado. SEGUNDA QUESTÃO:
“Há homens desumanos à força de crueldade, de selvageria, de barbárie. Mas seria tão desumano quanto eles contestar sua pertinência à humanidade. Nascemos homens; tornamo-nos humanos. Mas quem não consegue se tornar, nem por isso deixa de ser homem. A humanidade é recebida, antes de ser criada ou criadora.(...) Não é uma essência, é uma filiação: homem, porque filho de homem.” Considerando essa citação de Comte-Sponville, responda: A. O que o autor quer dizer com “ Nascemos homens; tornamo-nos humanos. B. A partir deste trecho, qual seria a opinião do autor sobre tortura, castigos cruéis e pena de morte. C. Em função dos assuntos sobre violência que tem COLOCADO PERNAMBUCO como um dos estados mais violentos do Brasil e em relação ao texto, qual o seu ponto de vista a respeito 33

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DISCIPLINAS ISOLADAS:

NOME ANDRESSA ELAINY DE F.

1 UNIDADE NOTAS

2ª UNIDADE NOTAS

1 UNIDADE FALTAS

2ª UNIDADE FALTAS

8,5

7,7

COUTO Rúbia de Almeida 8,2 Lima

7,0

Data: 30.06.2008

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