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DESENHO PUBLICITAR! PAGINA 4 = NOCOES EB _PRIMEIROS EXERCICTOS Voe8, quando quer desenhar um objeto, procura delinear seu contdrno, nao é verdade ? (fig. 1) Tracando © contérno, voc verifica pela simplificacio das linhas, - que © objeto por vocé desenhado possue forma determinada, Pela simplificacao - das formas dos objetos, verificamos que elas representam Formas Geonétricas, - tais como quadrados (fig. 2), esferas (fig. 3), cilindros (fig. 4), cones (fig 5) @ pirdmides (fig. 6) De fato, pensando bem, as coisas materiais procuram direta ou indi- retamente tomar uma das formas geométricas assinaladas acima, Veja nas figu~ ras 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13 e 14, a verdade da nossa assertiva. Serd até inte~ ressante que vocd procure descobrir quais as formas geonétricas que representa cada um, Serd som divida, um dtimo exere{eig.: Vamos, estimule sua inteligéncia, ij ee DESENHO PUBLICITARIO PAGINA N° 2 Se vocé conseguir descobrir tédas ou a maioria delas, esta de para~ bens, pois mostra que esta compreendendo as aulas, Vamos agora entrar na parte pratica das aulas. Pegue um lapis novo, dos comuns, de preferéncia n° 1. Corte-o em duas partes, conforne a figura 15. Fig. 1S © => => Aponte-os con cuidado, vite pontas demasiadanente curtas ou muite . O meio terme ¢ o correta (fig. 16) 22 LICko DESENHO_PUBLICITARIO PAGINA NO 3. Perguntard voos, porque o professor mandou doie pedagos desiguats 7 figlt cortar 0 1dpis Paciéncia, bom aluno, vamos explicar-lhe | 0 e&te de lipis, © pequeno, servi- sd para vocé realizar sxorefcios de "amoleci- mento da mio". 0 pedago maior sera para vocd gurendo-o da maneira usual. 0 exerofoic de anolecimento da mao wainte. Tome o pedago menor do desenhar consiate no ldpis dentre da ado (fig. 17). Face em seguida ama acrie de tracos horizontain, paraleles usa s outra (fig. 18). Vinie exerefcios por vez é 0 m{nimo que Ihe a conselhamos, Em segaida trace linhas paralelas verticais (fig. 19), depois una série de oblf{quas (fig. 20). reitado todos os dias), a adrie (que deve eer o: Praticando bem volte a tragar linhas horizontais, apenas desta vez vocé deve fazé-lo em senti. do contrario, ii é, da direita para a esquerde (fig. 21), Trace agora as ver de baizo para cima (fig. 22) e por fim as obliques, também no mesmo sentide (fig. 23), Para a execugao déstes exercfcios nao apoie a mao sdbre papel. B pratique-os com constancia até atingir a 7 Ligao. é RAL DESENHO PUBLICITARIO 5= A FORMA DoS CORPOS — HXURCICTOS Insistimos com vocé sobre a importancia de um bom conhecimento dos elementos de desenho, antes de entrar no estudo da téenica publicitdria pré- priamente dita. 0 aluno que nao sabe desenhar, nao sd encontraré enormes difi- culdades mais tarde, para a execugdo de um trabalho publicitério, como poderd mesmo ser impedido de chegar a ser um dosenhista por falta de base. Portanto, B especial atencao aos exerc{cios destas primeiras ligdes, e pratique com von tade férrea e constaneia. Pois que, de nada adianta uma pessoa conhecer a ar- te publicitdria apenas pela teoria, se nao sabe desenhar. Bn que voniste @sse exerefeios ? Vamos empregar um sistena nove e prético. Paldmos em licdes passadas sSbre a forma dos objetos, © de como estes se baseavam na forma dos sélidos, tais como cubos e paralelep{pedos (quadra- - dos), nas esferas (redondos), nos cilindros, nas piraémides e¢ nos cones, A pro- porgao que falarmos sdbre cada um déases sdlidos, daremos um ou mais exere{ci- os correspondentes, que o aluno deve, ado 96 estudar, mas principalmente pra~ ticar. As formas quadradas: os cubos © os paralelep{pedos sao os seus re~ presentantes (fig. 1 ¢ 2). Invmeros sio os objetos que reproduzem essa forma Uua caixa ¢ 0 exemplo mais simples, Bxercitemo-nos pois com uma caixa (figs. 3 Nota importante: 0 aluno quando fizer seus exerefeios, nin precisa seguir exa- tauente o tamanho de nossas ilustragoes. Serd preferivel mesmo que as faca em naiores proporgoes. be LIG.o A forma eaférica: esta ¢ a que comimente chananos de redonia, Redon sas sa0 as bolas, a parte inferior da lampada, o cranio humano, uma xicara Una xfeara ? Mas a xfeara é um objeto que sdnente posse uma parte curva t - perfeitamente, ¢ por isso que o mencionamos. Vocé precisa saber, que para sim- plificagao dos nossos ensinamentos, chamarenios de forma quadrada, redonda, ci lindrica, cdnica ou piramidal, a quaisquer objetos ou corpos que sigan as tor- nas citadas, mesmo que nio seja una forma geondtrica perfeira, ou que Ihe tal ebeve tear eters © alguma parte, Maa vejamos quais os exerefcios que voce ue hre-se senpre que as linhas curvas sin importantes para o desennista esyecial= nente porque obriga a0 uso dos tracos a mao livre (figs, 5, % © 7). see fig.T Notu importante: em todos os exercicios, 0 aluno desenhara a mao lives, para har Parneza e ast lidaite, te, ou ums 80, nao se exige que o objeto tenha diametro conatante, Basta que tenha raze. velnente es cilfndricas 22 LICko DESENHO PUBLICTTARIO PAGINA No.5. As formas cil{ndricas: um tubo de ensaio, um rélo de papei, um pos imples cano, todos éles possuem a forma cil{ndrica, Também neste ta forma, Assim os bracos ou pernas de wma pessoa sao considerados , como cilfndricas sao a cdmara de ar de uma roda e o peneu. A cas. ca, 0 1dpis, a caneta, tddas elas sio eilindricas (figs. 8 © 9). om lados t A_focmy pirapidal: a pirduide, que 0 exenple tipico, ¢ um sélido ridngulares, tendo por base un polfgono, mais comumente um quadri- Piranidais sio todos os ohjetos © corpos ye seguen esta forna (figs fig fe eee) cae (a iB ce Observeco; Muitas vezes, para facilitar uo delineamento de um determinads ~ corpo, Poderemos usar uma forna geometrica para guia dos contarnos. 28 LIgko DESENHO PUBLICITARIO PB INA NOT A-forma cGnica: é a forma t{pica de um funil, Devemos dife encid-la da forma piramidal, embora ambas terminen em vértice. A base do cone é circu- Jar, enquanto a da pirdmide é poligonal. # preciso também nao confun ir cir- euler com ceférica, Para focilitar poderfamos diter que o cfrculo ¢ omo um diseo, enquanto a esfera ¢ uma bola (fig. 12). A saia rodada de um .estido - de baile tem forma cénica, como cénica ¢ a ogiva de um foguete, Se um corpo - posse a forma cénica, mas é truncado na sua parte superior, nem por isso dei- xa de ter a forma cénica (fig. 13 © 14). Pratique bastante com os exercfeivs— absizo (fig. 16). Fig 13 fig. 4 ar d Ligdo seguinte quando julgar que es~ Observagaa: 0 aluno sdmente deve pa: td executando razoavelmente todos os exercfcios. Venga galhardamente tédas ag dificuldades iniciais } 22 Lieko DESENHO PUBLICITARIO PAGINA N° 8 6 = MANEIRAS PRETICAS DE SE MEDIR 0S CORPOS Bsperanos que a esta altura, vooé ja esteja manejando 0 épis com maior desenvoltura, Neste caso, passemos ds ligdes nas quais voc’ deverd dese~ nhar a0 natural. 0 primeiro obstdeulo que se nos depara ¢ 0 das medidas. Sabendonse que um objeto ten altura, largura e profundidade, devenos achar un método sim- ples e prético de medigdo, sem sairmos do lugar onde estamos desenhando Vejanos. Que tal se enpregarmos o 1dpis, 0 nosso brago ¢ o polegar como instrumentos de medigao ? Nio acredita ? Pois é coisa perfeitamente po: sfvel, Suponhamos um objeto qualquer, a determinada distancia Esticando-se © vrago, © tonande 0 1épis na posigao assinalada pela ilustragao u? 1, podere- mos fazer coincidir o Angulo visual do objeto com o da parte livre do ldpis. 0 processo seguinte ¢ muito fécil. Do mesmo modo como medimos “a al- tura do objeto, poderenos conseguir a sua largura, e demais medidas suplenen res (figs. 2, 3 ¢ 4) = digao da fargura ai¢ao de largura \ magi de fre mech ge fro fig.2 A partir das medidas tiradas déste modo prético, poderenos reprodu- dir 0 objeto conforme a sequéncia ilustrada, e que Ihe dard melhor idéia da sig plicidaue do processo (fig. 5). PAGINA N29. DESENHO PUBLICITARIO Topot of YRAGOS AUAIXO pEVEM RR FEITOS A LAPIS & 966 3 largiura ofA op e1ny)e largura do gargale 32 Licko DESRNHO PUBLICITARIO PAGINA N22 1_- PERSPECTIVA E SUA IMPORTANCIA Sendo « perspectiva um assunto tio importante © conplexo, corre rfanos aqui, 0 risco de termos que nos extender denasiado, com evidentes pre jufzos para o aluno, Mas ao mesmo tempo, una explicagao superficial iria dar fo discfpulo apenas una idéia vaga e pouco esclarecedora. Assim, pos, para u beneffeio, procurénos sempre -uo poss{vel, usar de uma linguagen simples, menos técnica, mas compreens{vel, Dentro désse aistena, © aluno iré aprender todos os pontos easenciais da perspectiva. Que é perspectiva ? Perspectiva ¢ a ilusao dtica, segundo a qual, os corpos que eatao perto, sio vistos de modo diferente dos que estdo mis a fastados, De que modo notamos esta dife-enca ? Em primeiro lugar, dois cor— pos de igual tamanho, se um estiver mais perto do observador e 0 outro mais afastado, o que estd mais prézimo pareceré naior, e 0 outro Sbviamente, me~ nor. 0 mesmo se nota taubém em relacdo ao préprio corpo do objeto. As partes do objeto mais préximo do ob- ervador, serdo vietas malores, enquanto as partes mais afastadas diminuirao gra datavanente, Ora, do que faldnos até agora, ressalta a importancia da perspectiva na execugao de figures ou grupos de figuras de quais quer espécies, pois sdmente com o auxf— lio da perspectiva, poderemos dar @ ilug tracie, a imagem fiel daquilo que nossos olhos véen. Jim desenho sem perspectiva, a Pareceria diante de nés, deformado, com aparéneia pouco natural, Assin, os deseahos © pinturas da antiguidade, eran executados on um ad plano, frequentemente belos revelande alto senso art{s tico, mas jamais se completavam, pois faltava nessas obras, a medida de pro~ tundidade. Com Ucello, surgiram as prineiras tentatives para resolver ésse problema pictérico, A Reni cenga dew grande impulso ao estudo da perspecti- va, @ meetres como Michelangelo, elevaram-na como uma das chaves do bom de: nho. Estude, bom aluno, estude e pratique a perepectiva, que nao se ropenderé, Poderé & primeira vista, parecer aulas algo enfadonhas, mas voce, que pretende ser bom desenhista, verd yue se trata Ge assunto fascinante. U- na firme base de conhecimentos de perspectiva, Ihe proporcionard uma vanta- g0m considerdvel sdbre outros desenhistas falhos na natéria, Procurarenos en sinar-the apenas 0 essencial, para que o aluno nao fique demasiadamente sobfe carregado, nas Sate essencial é indispensdvel. qualquer divida surgida no de- correr das aulas, deve ser comunicada ao professor, para que éste possa es- —_—W ge LIgko DESENHO PUBLICIT&AIO PAGINA NO 2. clareeé-lo. Coragem, 48 especial atengio a dete capitulo, porque & realmente — important, B= PRIMETRAS NoGURS — PERSPECTIVA SIMPLES Bom aluno, suponde que vocé enterre em fila, uma série de estacas de igual comprimento, notard imediatamente uma coisa: enbora tdas ae estacas Sejam do meamo tamanho, « primeira parccerd maior que a segunda, a segunda — maior que @ terceira, esta maior que a quarta, © assim por diante, de modo — que, da ostaca que estd mais proxina até u ditina, haverd uma diminuigdo gra- dativa (tig. 1). Assim como acontece com as estacas, sucuderdé com tudo que virmos — ma natureza, isto 6, diminmuigao gradativa de um coryo em relagac a outro, de om profundidade, @ acompanhe com culdado 0 texto © as ilustragies. acdrdo com a distanei: Agora, Sabendo-se que os corpos diminuem visualmente, d medida que se dis tanciam do observador, tal facto acontece sem disciplina ? Nao, os eorpos ai minuem ordenadamente, dirigindo-se para determinade ponto. E ésse ponto tan— bém 6 determinado, situando-se na linha do horizonte. Linha do horizonte ? - Ora, todos © que ¢ @ linha do horizonte, Worizcnte ¢ aquela linha que delimita a terre do céu, isto é, @ parte mais distante que os olhos podem al- cangar, Pois en perspectiva, « LINUA D0 HORIZONTE ou L.tl,, ¢ em princfpio, és te limite do e¢u coma terra (fig. 2). = = * Fig 2 Faldémos que oa corpos diminuem ordenadamente, dirigindo-se para um Ligho DESENHO PUBLICITARIO PAGINA N¢ 3 ponto na linha do horizonte. Este ponte é o que chamamos PONTO DE FUGA ou P.F. (fig. 3). Se éste fica em frente ao primeiro corpo, o ponto de fuga esconde— Bi ve red atrés do meso. i medida que — Pare © observador se afasta para o : lado, © ponte de tuga corre pe. la linha do horisonte, afastan- do-se também (figs. 4,5, 6 e 7). ‘Supondo-se que em vez de um, sao vérios os corpos, estes se loca, lizarao dentro das retas que li mitam 0 tépo ea base do primes ro corpo (figs. 8, 9, 10 © 11). fig. © primeire corpo serve sempre de referénei: os demais sao mais altos ou mais baixos (figs, 12 e 13), Por éle beremos se — as Ligio DESENHO PUBLICITARIO PAGINA NO 4 Polas tlustragies cima, verificaxos que todos 96 corpos que se si- tuam acina don Limites, die-nos « impre do serem mais altos que o prineire, 0 contrévic aucede quando un ou mais cerpos so eituam abaixo das linhas, Ora, Sate fate ¢ muito importante. Quando desenhamos, por exemplo, uma paisagem, - ‘tragande a perspective do corpo om primeire plano,que nea aervird de guia, po- deremos controlar o tamanho ¢ altura dos demais, sem que incorramos Bs erros ~| de proporga pectiva, Veja sao frequeates om desonhistas que nao conhecem per: dois quadros abaixe. Ho primeiro, diverses elementos estao civados de falhas. No segundo, procurimes corrigir os erroa, por meio de una - correta aplicagao da perspectiva (figs. 14 e 15). Agora que voed, bom cluno, eatd compreondends a grande importéneia da perspectiva, vejamos mais alguns problemas quo lhe dizem respeito. Podere- mos, por oxenplo, colocar uma aérie de cerpos que a situan em distincias i- gusis, em perspectiva ? Perfeitamente, Exis: cangar Gate f diversos nétodon para se al- Vamos ensinar-Ihe 0 mais simples © 0 mais prético. Suponhamos que existe uma série de srvores, colocadas em fila, ea dietancias iguais uma da outra, conforms mostra a figura 16. Agora nos coloca mos em posicao tal que a fila de drvores se dirija para uma diregao dete: da, rumo & linha do horigonte. Precisamos dispor as drvores de tal modo que, 32 _Ligko DESENHO PUBLICITARIO PAGINA N2_5 Talia conservem entre uma e outra a moana distancia, mas que en perapectiva, parecem aproxinar | se gradativamente, Na sequén- eta que dames absixo, vocd ve ri come é féeil separar as dr vores om distincian propercionais ( figs. 17, 18, 19 © 20 ). Primeirasiente desenhémoa a drvore guia, ou seja a que fi ca mais préxima, nao esquecendo de tragar a linha do horizonte e fixando o pon to de fuga. 0 segundo pasno foi determinar o centro da drvore, tracando a par- tir déese ponto, uma reta que també: se dirige ao ponte de fuge. Feito 0 que, desonhdnos a segunda drvore a qualquer disténcia da primeira, Determinada a distancia entre uma drvore e outra, ¢ reato é simples. Tracamos una diagonal - da parte mais alta da prim: go cruze com a linha da be guerd a terceira drvore. Fa: ira devore 0 mole da aogunda, de mode que Sete tra . 0 ponte de eruzamonto fornece » lugar onde se er ae 0 nesme com a segunda drvore oa terceira, de modo # achar o local da quarta drvore, » assim por diant. Até agora tratdmos de casos en que o corpo estava ao nivel de nos sos olhos, de maneira que a linha do horizonte se situava sempre entre os ex— trenos do mesmo, Mas se uma pessoa olha 0 corpo do alto, date corpo seri vie— Ligio DESENHO_PUBLICITARIO PAGINA N° 6 to de modo diferente, de vez que a Linha do horizonte tanbén se elevaré. Bo ~ quante mais alto fica o observader, mais alto também se situaré a linha do ho- rizonte. £0 que o aluno poderd verificar nas ilustrags comparativas que da- mos @ seguir (figs. 21, 22 ¢ 23). A quarta ilustracio mostra que qualquer que seja a disposicdo dos corpos, o sistema de divisio proporcional, om perspecti- va é igual (fig. 24), Quando un ou mais corpos se acham situados om posigao superior a - nossa, isto é, estio no alto ends a olhar de baixo, inverten-se os fatores. A Linha do horizonte se estende om posigio inferior ao do corpo. Neste caso, ve- mos © campo de perspectiva do seguinte modo (figs. 25, 26 ¢ 27). A figura 27, nos elucida também que, quando 0 corpo se acha em plano muito elevado, os de- mais, que se acham mais distantes, vao desaparecendo por trés do morro, A figu ra 28 & a reafirmagao de que, qualquer que seja a posigae do corpo, o sistema de divisie proporcional continua © meane, 32 Licko DESENHO PUBLICITARIO PAGINA N° 7 Ainnaa Do nomnonrE aaaie o ack Do cmio 9 = PERSPECTIVA DE SOLIDOS Esperamos que vocé, aplicado aluno, tenha compreendido as aulas que Ihe domes até agora. Reloia as 1igées se ainda pairar alguna divida, ¢ #0 ain da assim achar obscuras algunas pansagens, escreva-nos pedindo esclarecinen= tos. Vejanos neste novo capitulo, a perspectiva aplicada em sélidos. To~ maremos como forma padrao os edlidos formados por quadrados ¢ retangulos, ou sejam, os eubos e os paralelep{pedos. No momento em que vocé dominar esta pri- meira parte, o restante Ihe pareceré bem mais simples, como lhe demonstraremos depois. tiverem mais Vocé sabe que na perspectiva, as partes do corpo que préximos do observador, sao vistas maiores, e que a medida que éle se afasta, 38 Ligko DESENHO PUBLECITARIO PAGINA NO 8 | menor as vemos, E ainda mais, esta diminuigas de tamanho se processa de maneira ordenada, diriginde-se em linha reta para um ou mais pontos da linha do horizon te, Com sélido sucede o mesmo, Verifique bem a ilustragao abaixo (fig. 1). ia Fig. 2 Vemon um quadrade, e acima a linha de horizonte e um ponte de fuga Tragande-se re de todos os pontes extri 5 do quadrade ponte de fuga, te remes determinado a direc do sdiido (fig, 2). Tragande em seguida paralelaa ds linbas do quadrade, teremos conseguido formar e cube em perapectiva, na sua forma mais simples (fig. 3). © mesmo sucede com os paralelepfpedos (figs. 4, 5 © 6) Pratique bastante com os exercfcios acima, 0 ponto de fuga pode es— do ponto de fuga, pois terd nogao mais precisa da diregao seguida pelo sélido. Voo8 deve ter notado que nox exemplos j& dados, vemos 0 corpo pra- ticamente de frente, sendo que em perapectiva, observamos apenas una das par tes do sélido, No entanto, se mudarmos de posicao, de modo a podermos ver os dois Iados, teremos que deterninar dois pontes de fuga em lugar de apenas um, Isto acontece porque, se vemos os dois lados, est em perspectiva, Veja nas figuras 7, 8 e 9, como solucionamos o problema. Note que partimos de um nico trago vertical ab (fig. 7). Tragando-se em seguida - mais duas verticais cd ¢ dois lados serao vistos — determinamos outros dois lados do sélido (£ig.8). En seguida tracanos d@stes pontos, retas que se dirigem para os dois pontos tar d direita ou d esquerda do corpo, Seré bom que o aluno varie a disposicao a 32 LI¢Ko PAGINA NO 9 de fuga, Com isso, consegui- mos formar 0 corpo todo do - eubo, visto en perspectiva (tig. 9). 0 mesmo proceso ¢ ui do pa- ra os paralelep{pedos (figs. 10, lle 12), 0 aluno observe o seguint quanto mais perto o ponte de fuga ge afastar do corpo, - mais serd a extensao vis{fvel do lado correspondente, As— sim, se 0 ponte de fuga do — lado direito estiver mais a- fastado, significaré que o - observador eatd postads mais do lado direito. Logo, éste lado apareceré mais, Fazenda se 0 contrério, isto ¢, ates tando-se 0 ponto de fuga do lado esquerdo, éste sera a - parte mais vis{vel (figs. 13 e 14). Poderemos também, pelo sim ples afastamento das parale- las, dar impré ou menor dimensao do objeto (figs. 15 © 16). A meama coi ao de maior 8a ae consegue, aumentando- se a altura dos lados (fixe. 17 0 18). 32 LIgko PAGINA NO_10 Quando estudamos perapectiva das drvores, vinos que de acdrdo com a situagde da linha do horizonte, os objetos poderao ser colocades abaixo ou aci, ma do nfvel dos olhos. 0 mesmo acontece com os sélidos de qualquer espécie (fi guras 19, 20 © 21), Quando o objeto estd situade bem acima da linha do horizon é auspenso (fig. 22). te, 0 mesmo dari 4 inpressiio de que 32 Ligko PAGINA No J] adado bem as ligdes dadas até agora, Tratarenos em seuida da perspectiva dos demais adlidos, que seré facilmente — assinilada, pois ba Esperamos que o aluno tenha la-ae na perspectiva dos quadrados, Comecenos pela pirdmide que é a mais simp] Construimos primeira. mente un cubo ou um paralelep{pedo em perspectiva. Dividino-lo em sua parte su perlor por diagonais que se eruzam. Hasta depois erguer retaa que partam dos - vértices inferiores ao ponto de cruzamente da parte superior (figs, 23 © 24). I a Fig. 24 Para a perspectiva de cones ¢ cilindros, precisamos antes dar-Ihe - uma explicagio preliminar, B isto se refere @ perspectiva do cfreulo. Veja-se que o cfrculo se encaixa perfeitamente em um quadrado (fig. 25), Ora, sendo féeil colocar-se o quadrado em perspectiva, basta que o cfr culo encaixado dentro do primeiro siga a mesna perspectiva, Vamos usar um mé- toco fdcil e prético., Dividamos o quadrado em partes iguais (fig. 26). Colo- cando~se 0 quadrado em perepectiva, nés o verenos conforne mostra a figura 26, Bastard entéo tragar o cfreule de modo a coincidir com os pontos ocupados p Jo meamo no quadrado normal (fig. 27). —... 3% Ligko PAGINA N@ 12 Outre método fdcil ¢ o que mostraremos abaixo (figs, 28 e 29) e que 7 0 circulo nie oferece nenhuma dificuldade, a nao ser a de que vocé deve tra: 8 mao livre. fig. 29 Muito bem, Chegando a Gate ponto, « perspectiva do cone ¢ do cilin dro torna-se trabalho de rotina. Repetinos a operagao feita coma pirdmide - (figs. 30, 31, 32 e 33), Se 0 cone ou o eilindro estéo inelinados ou deitados, 0 processo 0 mesmo, Apenas, nestes casos, ostario visiveis tddas as partes planas dos citados sélidos (figs. 34 ¢ 35). Ligko PAGINA NO 13 Finalmente, para encerrar ests primeira parte, vamos estudar a ea fera, do ponte de vista da perspectiva. Partirenes do meane ponte que o dos deuais aélidos, isto ¢ do qua, drado, Sabendo-se que o cfrculo se encaixa dentro do quadrado, podenos dizer - tambéa que a eafera.ae encaiza dentro do cubo. De fato, comegancs por constra iy um cubo (fig. 36), desenhando dentro déste, bem centralizado, dois quadr dos, Vocd sabe como tragar cfroulo dentro de um quadrade em perapectiva. Pots 6 © que fazemos nos dois quadrados (fig. 37). Sitnando-se outros planos diago- mais, que teéricamente poderian ser infinitos, e desenhando dentro deles outras eircunferéneias, teremos conseguide a forma esférica. Para melhor comprensao,— observe atentanente a sequéncia das ilustragées até « figura 38. 36 Voe’, eatudiogs aluno, que tem seguide com aplicagao © entusiasno as nosaas aulas, dé ds ligdes de perapectiva, una atengao téda especial. Procure - compreendé-las, © exercite-se bastante, pois simente com o aux{lio da perspec- tiva voed poderé ser um dev: .hieta realmente bom, 10 = PERSPEOVIVA APLICADA Se vocd sabe o que é linha do horizonte, ponto de fuga, vojegao das Linas de um corpo para os reféridos ponto de/fuga © linha do horiz ate, entdo estaré apto a dar 0 ultine passo, Isto é, poderd aplicar con segure cx a pers= pectiva para diversos fins. ' Vamos nesta aula, mostrar-lhe como é fdcil de agora em diante, mane~ Jar a povapectiva como ajuda de slugunas Ligden simples Por exemplo, se voc’, om lugar de un cubo sénente, tivesse una série, Ligadas una d outra, ¢ quizesse projeté-las em perspectiva, qual seria a solu gio ? Vejanos. Principiomos por desonhar o prineire eubo om porspectiva (fig. jay. querenos agora tracar @ segundo cubo, que en perapectiva deverd ser nenor que © primeiro, mas proporcionaluente das mesmas dimensdes. Basta tracar 8 diagonal ab. 0 ponto de interseccio 9 serd o lugar onde deverd se erguer a Parte mais afastada do cubo n? 2 (fig, © mesno serd feito on relacko ao terceiro e demais cubos (fig. 3). = 42 LICKO PAGINA N22) Estudiose aluno, antes de passar a 1icho seguinte, pratique, prati~ que bastante para familiarizar- e com @ perspectiva, o vord que ela seré de - grande valia para a solugio de diverses problemas, Assim ¢ que, nos citados ca- S08 de cubos ou paralelep{pedos em perspective, voc’ poderé aprender a desenhar un grupo de casas iguais que diminuam proporeionalnonte, Basta que em lugar doa ecubos, voc’ desenhe casas, Vamos exemplificar, Voltomos portanto aos nossea — cubes, Una série de casas geminadas, isto é, ligadas unas as outras, nao sao om tudo semelhantes aos blocos quadrados ? Veja a figura n? 4 ¢ diga se nio te Bn geral, quando o aluno comeca a entender melhor a perspectiva, ine taitivanente deseobre que certos detalies sacm imperfeitos so feitas apenas " a othe", #0 caso, por exemplo de querermos dar medidas justas a duas jenelas do mesmo tomonho, estando as meena om perapectiva, Vanos primeiramente, desenbar as janelas de ume casinha vistas de frente, portanto sem problemas quanto @ sua medigao, possivel de ser efetuada com o auxilio de uma régua (fig. 5). aa 45 om. > gee > <— se > 6 om, woe Lo eeenet Ibem 42 Licko PAGINA N° 3 Mostremo-las agora em perspective (fig. 6). Vamos dessecar pormenorisadamante todos o# pa os dados por nés, 0- {cheger & solugio final, Primeiranente traganos duas calas, uma vertical ¢ outra horizontal, conforme mostra a fig, n? 7, qwareuaa vrvose figsT | | | EFEALA HORIZONTAL Em seguida tragamos a Linha do Horizonte e determinamos o Ponto de Fuga (fig. 8). fig.8 Ligio PAGINA NO 4 Na Escala Vertical, marcamos as medidas de altura do prédio, janelas e porta, Ne Escala Horizontal fazemos 0 mesmo com as medidas de largura, Em qualquer ponte da Linha do Horizonte prézime ¢ Escala Vertical, usroanos P. i, (Ponto de medidas), conforme a figura 9. ead bm. on °F a 5 wo Gtaia WoReOn Tae medidas da Escala Horizon— 0 passo seguinte ¢ ligar P.M, « tédas tal, Também ligamos as medidea da Escala Vertical ao Ponto de Fuga (fig. 10). Erguenos finalmente verticais @ Escala Horizontal, de modo que pas~ son polas intersecgdes das linhas de P.M, © a base do prédio, Con isso determi nanos a posicio das janelas, porta e denuis detalhes que estiveren assinalados (fig. 11). se Lito PAGINA N° 5 |pocerd, Pratique bastante, 2 verd que é bastante simples, K mais ainda, Voce | usando Gase sistema, dispor en perspectiva, nio sé una, mas diversas ca |sas ou prédios, de alturae ¢ comprimentos varidveis, Basta tracar as Escalas Verticais ¢ Horizontais, de modo que a Escala Vertical corresponda ds medidas — das alturas dos prédios, e a Escala Horizontal sos comprimentos dos mesmos. | |reste mais préxima do primeiro prédie dove corresponder @ linha da Eacala Verta cal, Para melhor compreensao do aluno, vamos dar um exemplo ilustrado (figs. 1 a SEE See EGE Ere SEER EEPREE 44 Licko PAGINA NO_¢ Caso voo8 queira desenhar nos prédios, Janclas © portas, basta fazer tantas marcagses, quantes forem as citadas janelas © portes, conforme onsinasos nas aulas anteriore a ré estar compreendendo o uso e a importéncia da perspectiv ta altura do curso, voc® que tem estudado aplicadamente, jd deve Vejamos de que modo & perspectiva pode nos ajudar, quando dispomos ~ de mais de duas pessoas, ou outros motives quaisquer. 0 prine{pio ¢ senpre o ~ mesmo, Linha do Horizonte e Ponto de Fuga. Déste modo, duas pessoas situadas om um plano, mantém relacoes determinadas em relagao & perspectiva (fig. 14), Su- pondo-se que haja uma terceira pei oa neste plano, também cota estard relaciona da, nado sé coma primeira mas também com a segunda pessoa (fig. 15). Até agora vimos que as figuras por nds ostudadas, seguem una sé dire cio. Pode acontecer poréa que a terceira pessoa esteja fora desta direcdo. Mas ainda assim ela mantén relagéo com as outras figuras, conforme provamos com a i, lustracao abaixo (fig. 16), B se mais pessoas houverem, nem por isso deixario — lo manter relagées sob 0 ponte de vista da perspectiva (fig. 17). ae ign) BAGINY NP 7 Eeperamos que yocd, estudiose aluno, no esteja entastiado pela rela live aridez das eulas de perspectiva. Mas garantimos que se vocé vencer galbar- lamente eata parte do eneine, ters conseguide cominhar una boa metade da extra da que o levaré ao sucesso, Portanto, continuemos, Ea thdaa a Ligdes de porapectiva que denos até agora, a figura ou - Tiguras situavam-se om uma superficie plana, de modo que tédas as linhas eeguian invariavelmente rumo a linha do horizonte. Tomos que considerar porém o seguidte: frequentemente encontranos pe la frente, acidentes geogrdficos e acidentes artificiais, Isto é, na paisagem podem surgir montes alt{ssimos, montes ou simples morros, Outras vezes encontra nos depressées, fendas © vales. Ora, isto tudo pode oferecer certas dificnlda- les para o desenho de perspectiva, Mas nio tenha receie, bon alune, Se voré conpreendeu bon as ligdes anteriores de porspectiva, Ssses obstdculos Ihe pare- cerao mais simples do yne julga. Observe a ilustracao (Fi 18). —_— areko PAGINA NO 8 Notamos que a estrada desce © sebe morros, até desaparecer no hori- zonte, Todavia, vemos que se usarmos o sistema de perspectiva até agora empre— gade, ndo chegarenos a uma resolugio correta. Realuente, dissemos que ma pers Pectiva, as linhes se dirigen para un ponte de fuga, situado ma linha do hori- zonte, Ora, se prolongarmos as Linhes da estrada no trecho n¢ 1, veremos que as mesnas iro juntar-se om um ponto do fuga muito acima da linha do herizonte. Tgualmente, 0 trecho n? 2 da estrada ndo se une na Linke do horizonte, e sim abeixe desta, 0 trecho n? 3 por sua ver, segue a perspectiva normal (fig. 19). 42 LIcko PAGINA N29 Se observarnos bem, verenos que nada hé de extraordinério, Uma estra da que "sobe", isto é, que estd em aclive, ind juntar-se em determinada linha. Bota linha que no é a linha do horizonte verdadeira, toma a denominagio de 1i- aha de horizonte fale Do mesmo modo @ linha de horizonte falsa, o horizonte — situado abaixo do nfvel normal, provocada por una estrada que “desce", isto é, quo estd om declive. Para finalizar esta parte da perspectiva, daremos mais trés exemplos de sua aplicacéo. 0 primeiro se refere a variagao do ponto de fuga numa linha do hori- zonte conum, Supondo-se também una estrada, que nao send reta como nos outros casos, possua curvas, toremos um problema senelhante ao estude tratado anterior mente. Sendo a estrada curva, terenos que determinar una série de pontos de fu- a para cada trecho do caminho (fig. 20). Veromos agora, 0 caso em que 0 ponto de fuga se situa, nao no horizonte - | comum, mas acima de nossas cabecas, ou seja no "eéu", Ba perspectiva a~ plicada aos altos ediffcios. A pers— pectiva no caso, refere-se nao ao ~ comprimento dos prédios, e sim d sua altura (fig, 21). Finalmente, vejamos 0 caso em que o odservador esté situade no alto e o- lha para baixo, 0 ponto de fuga esta, r& situado em determinado lugar om profundezas da terra, para onde se dirigen tédas a¢ linhas dos prédios (fig. 22). Desejanos fazer sentir ao aluno, que 0 estudo da perspective nio termina aqui, Frequentenente langarenos mio ae a uso do decorrer de noseas au- las. Todo aquele que desejar progre- dir no estudo de desenho, preciea couhecer a perspectiva, Naturalnente nao pode renos dar um curse completo da matéria, pois que sdmente « perapectiva daria mo tivo para completarmos diversos volunes. 0 aluno consciencioso deveré consultar | livros que tratem de perspectiva e ir aperfeicoande seus estudos. Pode estar. | certo, vocd nio estard desperdicando sen tenpo. 43 LIcko PAGINA Ne 11 ~ SOMBRAS 1 SOMBREAMENTOS Serd infantil de nossa parte perguatar-Ihe 0 que é sombra, ndo & ver dade ? Porque ne realidade todes nds sabemos que a sombra é un fendmeno provo~ cado pela falta de iluminagao, Mas vamos mais adiante. Voc8 esté cansado de ver sombras, porén, & bew provavel que nao tenhe feito una distincio entre duas es- pécies diferentes: a Sombra no objeto © a sombra provocada pelo objeto. Para me Uhor eselarecé—to vamos estudar os dois desenhos abaixo (figs. 1 © 2). Observe 8 figure n° 1, Yenos que o sélide estd sombreado, porque as partes opostes & luz ndo recebem ilnminacio. Agora veja a figura n? 2. Veuos ~ ane além ca sonbra ecitada, aparece outra sonbra que nao se situa no objeto, mas fore de mesmo, Esta sombra suplementar ¢ 0 que chanamos sonbra projetada, Visto que tenes duas sombras distintas, estudeno-las separadamente. Conecenos pela sombra n° 1, Bstudioso aluno, pegue um objeto qualquer e coloqne-o contra a lua, Voo8 voré que a parte que fica em frente ao foco luminoso torna-se clara, enquan| | te a que fies opoata & luz entra na penuabra, Isto ¢ uaa coisa comum na nature za. A prépria Terra & um exemplo vivo dé@ste fendmeno, A noite e o dia nada mais sio que as fases em que o nosso planeta girande em térno de si mesmo, mostra u- jm face ao sol, enquanto a outra metade dele se oculta, Sabedores que somos age se do que é a sombra no objeto, cumpre-nos fazer uma pergunta: toda e qualquer objeto on coisa sombreia-se do mesmo modo ? A questéo chega-nos em boa ocasiao Porque a reaposta ¢, nde. A diferenca na sombra dos objetos baseia-se na forma dos mesmos, A sombra de um corpo plano é diferente da de um curvo esférico, En una superficie plana, a sombra ¢ uniforne, Exenplo: a sombra que se verifica na superficie do cubo, da pirdmide, do parelelep{pedo (figs. 3, 4 5). TZ) 42 vieko PAGINA N2_12 Nas formas eaféricas ou curvas notamos que a sombra nao é uniforme -| (figs, 6 © 7). | Vemos que hé una nuance provocada pela superffeie curva. Bnquanto nas superf{cies planas ha un limite distinto entre a parte iluminada @ a parte na penumbra, nos corpos curvos, « luz e a sombra vio se separande aos pouces. Para que voeé verifique melhor éste fondmeno, desenhemos uma eafera em ponto grande, e eatudemos juntos « gradi cao existente entre a parte ilumin da ee parte na sombra (fig. 8) Sabendo-se que a luz se propaga em linha reta, temos que ela ilunins | | metade da eafera, enquanto « outra metade fica na sombra, Mas, devido & sua supertfcie curva a sombra nao | comeca abruptamente, Na figura ao la do, vemos em A, a parte clara, ilu- A par tir da metade, a esfera comega a es, nminada frontalmente pela luz, curecer gradativamente, formando un | meio tom (B), para finalmente na — parte oposta ficar em sombra total (c). Temos pois que, em um corpo ex férico hi trés regioes destacdvei alta luz, meio ton © sombra total. Mas isto aimente ¢ poss{vel quande a esfera esté isolada de outros cor pos, tal como acontece com a lua. Se existiren outros corpos perto da esfora, estes corpos fardo o papel de espelhos. A propria base em que se assentar a eafera desempenhara — um papel modificador, Em que consis 4 Licto PAGINA 891 te esta acto ? Ha agdo do eapéiho, isto ¢, refletiré qualquer luz que sibre ¢| Ja incida, qualquer corpo poderd refletir luz, com maior ou menor intensininde. Neste caso, a parte sombreada do corpo receberé a agio desta luz refloxa, for- mando uma feixa mais clara (fig. 9). Lenbramos mais uma voz eo aluno que, a luz se propagando em linha re ta, sempre uma parte do corpo, ow seja a metade, recebe of efeitos do foco luni nose, ¢ 4 outra metade fica na penumbra, Assim pois, a medida que o corpo gira en torno da luz, ou esta ao redor do mesmo, tanto a metade iluminada como a me- ‘ade na soubra se deslocam sempre em Angulo rete (fig. 10), Corpos como eilindros, tém superficie curva, mas seguindo una mesma |facrecastrertanceteateccuraiUcanarstaettinateIoenteceiamsterrmndca Teeth meic tom e sombra total), o fazem em comprimento, seguindo a diregao do sélido (41g, 11), Imualmente, © cone, adlide curve que é, posaui sombras com as mes. nas varacter{stieas, ombora seguindo sua odnformagao (fig. 12). Aconsethanos 0 aluno a, bascando-se nas ilustracdes das aulas, pre ticar com afinco, desenhando com lapis escuro (N¢ 1) uma série de esferas, cu- hos, piramides, cilindros @ comes, Ac desenhar, imagine que a luz vem de deter minado lugar, © procure onto eituar a sombra na parte correta dos slides. Be tea exercicios lhe serao utilfssino: 12 ~ SOMBRA PROJETADA © eluno deve estar lembrado de termos felade que, existe outra esod- cie de sombre, que ¢ projetada pelo corpo, Quando estamos ac ar livre, » um so} forte nos ilumina, notamos a formagao de nossa sombra. Quando o sol eaté a pi- nu, esta sombra praticamente se confunde aos nossos pés, Mas de manha ou 4 de, esta sombra aumenta, quanto mais o sol estiver prdximo do horizonte, 0 nes- mo acontece com os demais corpos, quer estejam iluminados pelo sol ou por uma - luz artificial. M essa sombra nao se forma de qualquer jeite, mas sim segue a pers- pectiva, Veja, caro aluno, que a perapectiva ¢ utilizada também nas sombras, ~ Mais um motive pare que voeé releia pratique as 1 goes sdbre o assunto. A sombra projetada de um corpe gue o contérno déste mesmo corpo. Va oa iniciar pelos exomplos mais simples. Suponhamos una tdbua retanguler enter~ Fada em un chao plano (fig. 1). Desenhemo-la de acdrdo com a perspective. Supon do-se que a Iuz ineida de cheio sdbre a tébua, a determinada altura do eéu, Inz caminhando em linha reta, ird delimitar regularmente a sombre de tébua. mais, esta sombra também esta regulada pelas leis da perspectiva. rato é, suas linhas exteriores dirigem-se para ponto de fuga sitvada nuna linha do hori- zonte, que nada mais aso que o ponto de fuga ¢ a linha do horizonte da tdbua — (fig. 2). Do mesmo modo como Tizenos com a tdbua, outros corpos teréo a mesma wancira de projetar a sonbra (figs. 3, 4, 5 ¢ 6). ae Licto PAGINA N?_15 Bm todos of exenplos acima, vemos que a sombra foi delimitada pela ~ perspective. 0 foce luminoso serviu mo caso come un ponto de fuga. Voltando aos corjos quadrangalares (cubos ¢ paralelep{pedos), que Sucedéria se 0 foco luminoso estivesse ineidindo de vida, ou seja, de lado ? Un reo comum nos Leiges ¢ eupor que a sombra de um sélido como o cubo ow un para~ lelep{pedo, tem que ter necesadrianente a8 suas formas. Nio é assim ne realida~ de. Se @ direedo do foco luninoso © @ diregio do cubo so diferentes, a sonbra projetada do corpo adguire formas das mais extravegantes, mas perfeitanente cor retas. | Veja 0 exenplo que Ihe anos av Lado. Jaier A sombra projetada foi delissitada com n) 9 auxf1io da perapectiva. Conseguimos @sse resultado da seguinte forma: da- do um foco luminoso, tragamos a par- tir déstes, retas que passam por té- : das as extremidndes superiores do - corpo. Una perpendicular do foco Iu minoso d linba do horizonte, determi na o ponte de fuga da sombra, Déete ponto de fuga da sombra, tracamoa re tas que passan por tédas as extromi- dades inferiores do corpo. 0s pontos de encontro das retas superiores con as retas inferiores, determinan os ~ limites da sombre projetada. Basta unir todos Gsses pontos e terenos a formacao da sombra corretanente apre sentada (fig. 7), fate caso se refe re d sombre projetada, quando 0 torn Inuinoso esta situade & frente do observador e do corpo. Sistema diferente ¢ 0 que usanos quando o observador e 0 corpo ten a SS 44 LIgho PAGINA NO 16 luz por trés, e portanto a sombra projetada ve localiza do lado oposto, Veja ilustragdo nf 8. Neste caso, verificanos a diregdo da luz, que seré aasinalada em forma de uma reta que se dirige a linha do horizonte, iste ponto de encon- tro serd 0 ponte de fuga da sombra, Do ponto de fuga da sombra beixanos una per Penticular. Assinalanos nesta perpendicular © ponto em que deve incidir a luz 40 foco luminoso, Este ponto serd o ponte de fuga da luz, 0 tratamento agora se ra igual ao do caso anterior. Para o ponto de fuga da luz serdo tracedas retas de tédas as extremidades superiores, Para o ponte de fuga da sombra dirigir~ seciio retas que pasean pelas extremidades inferiores. Basta entio, Ligar os pon tos de encontro des duas séries de retas e¢ terenos determinado a sombra proje~ toda, fig. ? Se tivermos diversos corpos, todos Slee seguirdo a meana orientagio (tig. 9)5 Na proxima ligao iniciaremos o estudo da figura humana. CURSO_DE_DESENHO FOLIA DE EXAME DA 4° LICAO Nome, matron, Rua, Re Caixa Postal, Bairro, Cidade, Rotate, PERGUNTAS: # = que é Linke do horizonte ? = Que é ponte de fuga ? ‘3% - Qual a utilidade da perspectiva no de RESPOSTAS: is PROVAS_PRAPICAS: 1% = Dado un cabo, a linha do horigonte_e og pontos de faga, tracer mais dots eubos iguais em qualquer dae diregces (desenho abaizo). Pe on 2* - Desenbar um cubo e uma esfera, © em seguida sombres-los. 5 Licko PAGINA Ne A PIGURA HUMANA truture A esta altura, o aluno deve estar com a cabega estalando, « resolver sous problemas de perspectiva. Mas nada receie, pois o pequeno exerefcio mental pelo qual passou, dar-Ihe-d juros duplicados. Além disso, cheganos a um capitu- lo novo e fascinante: 0 estudo do corpo bunano. Artistas de tddas as dpocas, desde a antignidade d renascenga ¢ até| on dias de hoje, trataram « figura humana com todo o carinho ¢, respeito, crian- do belas obras de arte d imagen do honem Veo’, bom aluno, que ten seguido as nessas ligdes com elogidvel apli| cagio, vai encontrar boa oportunidade para de- senvolver suas aptides art{sticas em meio a e- xerefeios agradéveis, 0 estude do corpo humano comporta 4 confecgao de verdadeiros compéndios, conpreendende a parte histérica © anatGmica, in| cago. Sie assuntos — para diverses volumes, As ESCOLAS ASSOCIADAS the dani, atraves de Ligdes simples © inte- elusive sua completa dil ressantes, tudo que de mais importante houver - para o reel aproveitamento do aluno. Dentro déa te nove capitulo, vocd teré preliminarmente, 6 aulas importantes que deverio sor diligentenen te estudadas © exercitadas: A Rstrutura Gssea, A Bstrutura Maseular Externa, A Proporeio, As Articulagdes, A cabeca,e finalmente, as Mios & Os Pés. Comecemos pela Estrutura Gasca, ou seja, pelo — asquelote, Nie, nio se impressione, Para o dese nhista, Saae arcabonge nada maia representa que un agrupanento de ossos fixos ou articulades, deveras interessante para quem o estuda, Pola que, o simples fato de sabernos desenhar um es~ queleto corretanonte, jd nos ad base para 0 0o- nheeinente da forma priméria, do tamanho e pro- porgio do corpo, tanto masculino como feminine. Na pégina seguinte mostramos 0 eaqueleto em destaque © detalhado. 0 esqueleto da esquerda, corresponde ao do honen, ¢ 0 da direita ao da mulher - (figuras 1 e 2), se uicko | PAGINA NO_2. Nete » aluno que o eaqueleto feminino apresenta-ve menor que o mag walino, © assim o é na maior parte das vézes, lentro dessa diferenga, venos tam hém que a parte corresponiente aos onbros, acusa maior envergadura para 9 ho- men, Outro detalhe importante ¢ 0 que se refere ao pelvis. 0 da mulher ¢ anis amplo, © apresenta a abertura da hacia larga, ac contedrio da do homem, alonga~ fa e de abertura menor, Chamamos # especial alencao do aiuno para as partes que a Ss Ba _Licko PAGINA NO propositadamente tragamos em linhas fortes, 0s ossos, nestas regides tm par— ticipagdo ativa no contérno de figura, pois fieando @ flor da pelo, com miscu- los que os cubran, formam saliéucias vis{veis, No desenho do corpo hunano, és- ses detalhes tém grande importincia, conforme vooé verd mais tarde, Exercite-se bastante, Mas nao o faga de qualquer joito, as presses, Seja observador, Note por exemplo a confornacae dos fémures, que sio os ossos das coxas. Veja que elas descem obliquanente, juntando-se em sua parte infe- rior, nos joelhos (quando a pessoa esta com as pernas fechadas), B vocé repa~ rou como sio compridos os ossos dos membros inferiores ? Bn conjunto, elas o- cupam a metade da altura total do esqueleto, Os menbros superiores, ou sejam, os bragos, ante-bragos © maos, t8n dos ombros & ponta dos dedos, a extensio e~ quivalente a distancia do alto da cabeca a parte inferior do pelv: Voe8 tinha reparade nisse tudo ? Olhe que sao detalhes inportantis simos, Sabe vocé, que estando o brace caido naturalmente, a ponta dos dedos — chega aproximadamente 4 altura da metade da coxa ? Quando vocé eativer se e- xercitando, tenha essas coisas em mente. Observe, observe sempre. Nada é mais fei que ¢ desproporcio, pois torne a figura grotesca © artificial, Pratique ~ também com o esqueleto visto de lado e por tras (figuras 3 e 4), , = cuvieois cuavicuna OMOPLATA — -omopL ata dere : a Beanery Costenas-—— i eotNA Venresieat EOE FELAS COLUNA VERTED RAL. Api0. -- sacro penvis I72 BESS ahene. eaeite = RADIO 221 eoeux Pema — FEMUR Reta. — —- Tibia peRduxo se Loko PAGINA N° 4 A_FIGURA HUMANA Sistema Muscular 0 s8r humano, como todos os manfferos superiores, possui o esqueleto envolto em verdadeiras almofadas de carne, Estas carnes, dispostas por téda a estruture dasea, dio a figura humana a sua aparéncia normal, tal como vemos nas pessoas que nos ceream, inclusive voc€ mesmo, Na realidade a criatura humana es td coberta, nao apenas de camadas de carne ou misculos, mas tanbén em certas re zides, de um vecido macio, denominado adiposo, alén de gorduras, tendées ea ne le. Para o estudo da confornacio exterior do corpo, todos ésses elenen tos so importantes, © convém que o estudenos, 0 sistema muscular do homen © da | mulher sio em tudo semelhantes, mas o do primeiro apresenta maior contraste. Por| isso; nos basearenos na musculatura masculina, sempre que tivermos que ilustrar dotalhes. Dristem no sistema muscular, dois grupos de misculos: os internos © on externoa, Para o eatude da anatomia, darenos especial atengio a estes dlti- mos, jé que sio visfveis em sua conformagio, plasmando o contdrno do corpo hu= mano, Observe as figuras absixo, ¢ note como on misculon se dispoen em faizaa e rulos salientes (figuras 1, 2 ¢ 3). raat ee 52 LIcko PAGINA NOS, 0 desenhista que deseja tracar ficlmonte a forma do corpo humano, - precisa estudar atentamente os diversos misculos existentes. Para facilitar as ligdes, vamos dividir o corpo em diversas secgoes. Cada parte sera observada - em seus minimos detalhe Assim, terenos a cabega, 0 tronco, os membros superio| res e membros inferiores, Embora « cabega seja a primeiro da lista, nds a deixa-| renos para o fim, quando terenos um estndo especial sdbre o assunto. Principienos pelos misculos do tronco, Vamos omitir os misculos in- tertores, com excegio das partes que surgen @ superffcie. Nas figuras 4 ¢ 5 te mos os principais miseulos das partes anterior © posterior do tronco, Hd, com v8, dois grupos de misculos: os duplos, um de cada lado do corpo, © os comuns, centralizados, Por estarem intimamente ligados ac tronco, incluimos nos desenhos a cima, os importantes misculos chamados deltdides, que constituem a parte supe- rior dos bracos, © que nds conhecenos por onbros. Dé especial atengio aos mis~ culos denominados peitorais, esterno clido mastofdeo, oblique externo, e reto do abdome, todos ésses pertencentes & parte anterior, Na parte posterior tenos © trapéeio e 0 dorsal, que nerecem destaque. 0s misculos citados tém influén~ cia decisiva na conformasio geral do tronco hunano, 1¢ko PAGINA NO 6 Nas ilustracdes que se seguem, procuranos mostrar a importancia de pedeoukisoorfivefprine i yaiatmiseuloe}aztavaos sh¥ejettededconpacaear|entrelea loot’ po Duvano com o sistema muscular a descoberto, ¢ 0 weano revestido de pele, Nas trée séries, corpo de frente, de lade © de costas, veuos como os misculos dao - realce e beleza ao f{sico humano (figuras 6, 7 ¢ 8). Nos demais desenhos, danos para estudo do aluno, poses diversas, que evidenciam a plasticidade dos miseu— los (fieura 1). abdome Seguen-se, ilustragSos do sistona muscular referentes aos membros superiores e membros inferiores (figuras 10, 11, 12 6 13). Existemontre 08 misculos dos menbros superiores, algun gue deveio merecer uma especial atengio do aluno, Notanos de infeio 0 Deltside, citato ~ também quando tratanos dos misculos do tronco, Loyo abaixo veuoa 9 miacuio wais conhecido dentre todos: o Biceps, o qual, quando se contrai o brago, forma uma vedonda ¢ dura saliéncia, e que todos nfs gostanos de exibir pare mostrar o nos! 80 "augue", Na parte posterior hé um tr{plice agrupamento de méscuios, denout ne do por isso mesmo de Friceps, Sio éstes os misculos mais importantes to bra, Do ante-braco devemos destacar 0 Adutor e os Extensores. se svedores. de reférencia tanto pela sua importdncia visual ¢ anatOmico-artiati: vu pem la sua acdo fisfea, pois sao les que concrolam ox movimentos dos dedos. 5a Ld PAGINA NOB Aconselhamos o aluno a, ao término da leitura destas aulas, praticar| ae com afinco, desenhando com euidade a conformagdo do corpo hunano atravé seu sistema muscular, No basta desenbar ou conhecer simplesmente 0 none dcsads culos, £ preciso que vocé os desenhe corretamente. Mas voltemos ds nossas ligces, Nos membros inferiores encontramos all guns mfsculos de grande valor do ponto de vista art{etico, Iniciamos com o wé- dig © o Grande Glitro, Este tltimo sempre coberte por uma camada de tecido adi-| je um misculo alonga-| Pose, encontrado en maior volume no corpo feminine. Seau: do denouinade Costureiro, e os importantes Reto Anterior e Yaste Externe, Dois misculos pequenos nas imprescind{reis no desenho anaténico sio o Extensor do Facia Lata, na perte superior da coxa, ¢ 0 Yasto Interne, grande, mas que surce @ cuperficie, apenas en sua parte mais inferior, quase junto aoe joelhos, Tenos Ainda,na regiao das coxas, © Reto Interne, digno de ostudos nas posigdes om que @ pessoa se oncontra de frente ou de costas, Dos mésculos das pernas destacanos os Geos, vulgarmente conhecidos como a barriga das pernas. Atengdo para o So-| dear, miseulo que dé forma a segunda metade inferior dus pernas, Nao tratarenos aqui dos misculos das mios e dos pés, Bate assunto ae| ré assunte de um capitulo especial, dada a situagao peculiar que ocupa dentro do ensino de desenho. Apenas para que o aluno possa ver a relagio entre as per. nase os pés, assim como entre os ante-bragos ¢ as mios, ilustrané-la abaixo, | anat@micamente (figuras 14, 15, 16 e 17). 5s Lrgio PAGINA NP 0 A FIGURA HUMANA A Proporcao 0 eatndo das proporgaes ¢ um dos pontos bdsicos dentro das aulas de suutomia, Se 0 aluno seguir fielmente 6 instrugoes, inevitavelmente, “ef guras humana que desenhar terao proporgao justa e serao agraddveis de se) Hi para a medida do corpo banane, um sistena universal, usado pelos maiores artistas em todos os tempos, Heferfao-nos ao emprégo da cabega humana, rrir de medida ? Muito sim ples, Veja-se as ilustragoes abaixo (figuras 1, 2 © 3). come medida padrio. De que mode a cabega pode .- + Fig 1 Fig. 2 Medinos a altura da cabega, do tépo do erinio ponte do queizo. - Maltiplicamos essa medida por oito. Pronto, essa medida de oite cabecas repre- senta uma altura ideal, tanco para o homem como para a mulher. Na pintnrs el sica, e nas colas acad@mices, usa-se a medida de 7 cabecas © a¢va. ituslmen~ te, para a apresentacao de figuras modernas, aumentou - meia cabeca, porque ~ essa medida dé maior beleza aos desenhos, En determinados casos, costuns-se elevar essa proporgao para vito ca becas e até nove cabecas. Mas isso ¢ ass into de aulas posteriores, Por enyuan- to, © aluno deverd praticar, © praticar com todo 0 cuidado, no tracado de ti- guras de cite cabecas, Na figura esquenstica do lado, 0 aluno | deverd observar a relagio oxistente en- tre os tragos horizontais, representan— do a medida das cite cabegas © a cor- reapondente a regio do corpo por elas atravessadas (figura 4), ‘Lt_cabeca - altura do alto do cranio a ponta do queixe, ° 24 cabeca — ponta do queixe aoe mamilos 34 cabeca - dos manilos ao unbigo. 4% cabeca - do umbigo a parte baiza do pabis. 54 cabeca - do pubis a parte inferior 6% cabega ~ das coxaa & parte inferior dos joolhos, 12 cabeca - dos joclhos 4 metade das - BE caboca ~ da metade das pernas & plaa| ta dos pés. Repare que os onbros ficam @ altura de 1/3 da segunda cabeca. 0s anto-brages comegam & altura do um- bigo. Ag mais situan-se na altura da metade das coxas A largura dos onbros corresponde a alta| ra de duas cabecaa. Pontos de importincia a serem observa dos pelo aluno: a descida acentuada dos, miseulos do trapézio. As trés aberturas coxas e das per| nas. Essas aberturas sio mais acentua- existentes ao longo a das no corpo masculino, No corpo femini| no, a abertura das coxas ¢ qua inexig| tente, devido ds camadas de gordura que rodeiam a maior parte do seu sistema — muscular, Nas figuras estampadas a se- guir, mostramos as diferencas exister~ Lr By wt tes entre o corpo masculine e o corpo feminine (figuras 5, 6 © 7). Basus diferengas aio mais acentuadas nos ombros © nos quadris, 0 contdrne do corpo feminine ¢ sempre mais suave que o masculine, sendo quase — invisfveis as saligneias dos misculos, Lembrar-se tambed que, embora mais bai-| xn que o home, a mulher conserva em sua proporgio, a medida de oito cabegas. Bom aluno, leia © releia estas aulas, Acostune-se a desenhar corre, tanente © corpo humano, Poia nas préximas aulas, muitos serdo os exercicios a executar, CURSO_DE_DESENIO FOLWA DE EXAME DA 5 Licko Nome, Mat ri Rus, Ne, Caixa Postal, Bairro, Cidade__ Eatado, 1* = quais a8 diferencas fundamentais entre o corpo masculine e 0 feminino ? Resposta: 2° - onde 40 situados oa misculos denominados DELTOIDE, BICEPS e TRAPEZIO > Reaposta: 3® = Sabemos que a altura do corpo hunano masculino ¢ dividida em partes iguais Qual @ medida que usamos para isso ? E para o corpo teninino ? Resposta: FXERCICIOS: — Desenhe una figure humana, baccaro aas Ligies que voc’ aprenden, Licko PAGINA N° 1 AS ARTICULACOES — A CABECA — uios B PES 16 = AS ARTICULAG Conhecemoa até agora a formacio dsven ea formacio muscular do corpo hhumano. Sabenos também qual a proporgae do corpo hunano. Mas isto ainda nao é 0 suficiente, Tudo que vocd aprendeu sébre a figura humana se refere ao corpo os tdtico, trio, sew movimento, Preciaamos estudar agora quais os movimeitos de - que € capaz o sér humeno, Para isso, devemos falar das articulagies Para tornar a aula ben clara ¢ compreens{vel ao aluno, diremos que a articulacde ¢ como o movimento executade pela porta quando abre e fecha em rela gio ao batente (figura 1), 0 brago eo antebraco, por exenplo, fazem o mesmo — (figura 2), A coxa movimenta-se como uma porta em relagio ao pélvia (batente) - (figura 3). As extremidades de alguns ossos funcionam como se fossem dobradicas. Ora, se desejanos desenhar una figura en determinada atitude ou movinento, pre~ cisanos saber quais as articulagdes que exe fan essas fungses, do contrario fa renos ilustrugies forgadas e claranente erradas, _- SS 63 Licko PAGINA NO_2 Mostramos @ seguir as articulagdes do corpo humano (figuras 4, 5 e 6). ig) Amticunagio DA cABECA Para facilitar a explanagdo, usarenos una figura simplificada do cor fs se boneco serd doravante o seu guia, © receberd um nome (ENSINO THCNICO PAULIS= TA): Professor ETEPE. Passemos pois a palavra ao nosso boneco ¢ professor BTEPE, Pe humano, ¢ por meio dela, descreveremos os variados movimentos e flexs: “aluno amigo, jf que fomos apresentados, permita- me iniciar desde jd as aulas sdbre os movimentos executados pelas diversas partes do corpo humane. Antes de mais nada devo dizer-Ihes que, além da articulagdes, outras regides sio capazes de se - moveren, ombora de modo mais restrito. Nem por ia] 30 8&0 menos importantes, © voc8 devo estudé-la -| bem,” Comecemos pela aio exercida pelo pescoce, que determina 0 movimentos da cabega, Acsim, — quando ngs erguenos ou baixamos a cabeca, ou a viranos para os lados, ou executames um movimento de rotacie, ¢ 0 pescoge que provoca tais situa- Gea, sob acdo dos miseulos que o circunden (fi exercifeios. guras 7, 8, 9 © 10). Pratique éa: 6a LIgko PAGINA NO 3 Seguindo agora em diregio aos onbros, encontramos duas articulagses, que permitem o ato de levantar e baixar os membros superiores, assim como fa- los executar movimentos lnterais (figuras 11, 12, 13 © 14), Pratique Seses e- \e ras Mas repare, os menbros superiores tem seus movimentos limitades a pes ee +6 determinado ponte, quando o brace ¢ levade para trés, movimentos ésses posat- veis sdmente com auxilio de grande pressao (figuras 15, 16 e 17). Pratique @ figt Articulagie importante na representagdo de figuras ¢ a que liga ¢ - braso como antebrage, na regiso dos cotovelos. B no entanto, essa articulacio até que néo é muito versdtil, pois o tinico movimento possivel ¢ 0 de dobrar 0 brago para o lado interno (figuras 18, 19 e 20). Pratique @asea exercfeios. 90 Pi 5s tgko PAGINA NP 4 ? > Pe DS aie Me Aap Na extremidade dos membros superiores, tenos outra articulagao, & qual devenos prestar muita atengao, Referimo-nos a articulagio do pulso, que — permite os movimentos das fsaes movimentos se processam para fora e para cima (figura 21), para dentro e pare cima (figura 22) e para os lados, de modo restrito, alids (figuras 23 ¢ 24), Nos movimentos para fora e para cima, se a nko estiver apoiada em uma superficie resistente, conseguir-se-d um Zngulo que se aproxima dos 45% (figura 25), Pratique ésses exercfeios. (As articulagses — dos dedos sera tratados no capitulo das maos), fig a | \. 22 : tr fig.23 ig. 14 oat ZN Volvemos nossa atengao agora para o tronco. Aqui nao encontrayos ar= ticulagdo alguna. Todos os movinentos, bastante restritos, sio provocedes pela coluna vertebral. fsses movimentos sao para a frente (figura 26), forcados pe- los misculos do abdone, para trés (figura 27) devido ao misculo sacro espinhal,| © para os lados (figura 28) pela acao dos misculos obliquo esternos. Pratique — Soses exerofeios, = ] [ ge Ligko | PAGINA NE 5) Ene articulagdo das coxas com 0 pélvis que encontramos um dos pon tos mais importantes desta aula, £ ela que permite o levantamento dos membros inferiores, © portanto « prépria locomogio das pessoas (figuras 20, 30 e 31). 9 movimento do tronce para a frente ¢ consequencia dessa articulagie (figuras 32 33). # de articulagdo permite o movinento livre apenas pa- ra a fronte, 0 movimento das coxas para trie ¢ bastante restrito, © possivel - notar que ea: quando exercida determinada pri 5 5 A aS ig.29 meni figs ee $ i A articulagae dos joelhos determina, ao contrério da anterior, movi- mento de dobra para dentro e para tréa (figuras 35, 36 ¢ 37), Estude e exercite se nestas ligdes, jo (figura 34), Pratique ésses exercfcios. "Oe \ fig 37 \ Finalmente, na extremidade inferior temos a articulagao das pernas - com os pés, Os movimentos que se podem executar por intermédio dessa articula— gdo para cima para baixo (figuras 38 e 3), assim como para os lados (figuras 40 ¢ 41). Si porém movinentos restritos. Pratique Gases exercicios. 0 estudo - dos pés serao tratados mais tarde, be Jo tig.38 fig-39 fig.40 fig. Al See i 7 YEA § \ Le a PAGINA 17 A CABECA Desejo agore conversar com vocé sébre a cabega, Lembra-se qne deizance Sete assunte de lado, nde por que foase acoua| aério, ms justanente para der-Inc 0 justo des que, em ue me qula especial. Creio firmemente que o fato de muitas pessoas que gostan de desenbar, nao conseguirem tragar corretamente uma cabe-| ga humana, decorra do fato de nao estudarem bem a formacao éssea do mesmo, Em suma, e1 weceram de dar a devida aten- gao 4 caveira, Bu, o professor Etepé, nao desejo que tal acontega a vocé, aluno entusiasta que é. Portanto examine atentamente-os desenhos abaizo (figuras 1, 2 e 3). VISTA POR TRAS. VISTA POR CIMA, aS —_—7 6s LIcko PAGINA N° 8. Chano a atengdo do aluno pare ov pontos assinalados. Assim, voed re Pare nas protuberancias que atravessan as partes laterais do crénio (a). 08 - temporaia (b) penetram profundamente atrés dos zigomdticos. 08 zigondticos (c) formam pronunciadas saliéneias nos lados do rosto, juntanente com os ossos ma lares (4). Lembre-se que @sses ossos sio importantes na conformagio do rosto. No maxilar inferior temos de cada lado uma pequena saligneia (o), na parte em que cla inicia a curvatura em diregao do queixo, Voc deve ter reparado que em tédas as apresentagdes de caveiras, aparece na regide onde deveria cetar 0 no- riz, uma abertura, separada no meio por uma parede fina (f), Mas como? Eo osso do nariz ? Bxplicamos. A saliencia nazal em realidade, sdmente é de con sistencia dssea na parte superior. 0 restante ¢ constituido de metéria cartila ginosa, cobrindo a abertura nasal. Muito ben, Agora que voed reparou bem na aparéncia tétrica, mas ing fensiva da caveira, vanos 4 parte prética. 0 rosto hunano é, pode-se dizer, om | sua conformacao, nada mais nada menos que a caveira coberta de pele ¢ de algus Poucos musculos que se agrupam em sua maioria na parte des faces (figuras 4 e 5), De modo que, se tragarmos uma linha cont{nua, acompanhando « caveira, in- eluindo as cartilagens (nariz e as orelhas), teremos quase que desenhadas na sua forma definitiva, a cabega humana. | 64 LIcko PAGINA N° 9 Vejemos un método prético para vocd treinar a forma da cabeca. Dese nhe primeiramente uma bola (figura 6). Em seguida trace a parte dos maxilares inferiores (figura 7). Paga de conta que a bola ¢ de masea mole © achate-a dss dois lados, levemente inclinada, conforme a figura 8). Fig. 6 oY T O g 0 exercfcio acima deve ser repetido diversas vezes para voce se a— costumar a executdé-lo com facilidade. Bm seguida passe para a segunda parte. Desenhe a eabeca (figura 9) Trace una rete pelo meio (figura 10). Divide a cabeca em trés partes iguais, - de modo que s@bre uma quarta parte menor, Esta parte, situada no tdpo da cabe- §° correaponde & regiao mais coberta pelos cabelos (figura 11). ig: 10 : Sébre segunda linha, desenhamos as sobrancelhas (figura 12). 0 com primento entre a segunda e terceira linha é igual ao comprimento do nariz (fi- (figura 14). 08 1g gure 13). 08 olhos localizam-se logo abaixo das sobrancelh Dios devom ser desenhados de tal modo que o ldbio inferior fique acima da mota- de do fitimo espaco (figura 15), Pratique bastante, com paciéncia e cuidado, U- lépia escuro e mole (n® 1). 62 LIgio PAGINA N21( A série de desenhos que estampamos a seguir (olhos, nariz, orelhas e ldbios) deve ser estudada com tdda engao, Tome um papel e reproduza cuida- dosamente, cada um dos drgios, conforme a dieposigae que denon (figuras 16, 17, 18 © 19). Giobo Ocular vs v S. S pase fo Sw” Siglh © GhOBO ocuLAN € HoveL NIC’ Veja o aluno, que « mudanga na posigdo do rosto determina a mudanca também na forma como venos os olhos, nariz, bica e orelhas (figuras 20, 21, 22 23). I H/o ¢ \ Qa <= — —. 62 LICdo PAGINA N21 Precisamos néo esquecer dos cabelos, A mio ser nas pessoas completa mente calvas, caso em que as coisas simplificam, os séres humanvs ostio wu~ nidos de espessas ou ralas caboleiras, das mais variadas edres e tipos. cloras, eacuras, lisas, onduladas, encaracoladas ete. 0 contérno do cabelo também varia de pessoa para pessoa. A cabeleira da mulher sofre com os diversos penteados, - quando essa adordvel criatura nao cisma de usar perucas Enfim, ¢ este una importante matéria a ser ostudada, 01 dosenbos que se seguem,exemplificam a variedade com quo os cabelos podem ae apresentar no crfnio de uma pessoa, sendo neces: 24, 25, 26 © 27). irio que voo8 se exercite neles (figuras SS 64 LIgko 1s - Mios B pés PAGINA N® 12 Poucas pessoas, pouguissimas peso. nos ¢ os pés, em desenhar corretamente as 8 extranhdvel € 0 fato de desconhecermos a forma exata das — maos, quando é uma parte do corpo humano que te. td constantemente d nossa vis— Mesmo dentre as pessoas que gostam de desenhar, temos notedo uma acentua- da deficiéncia neste particular. Bu, 0 professor ETEPE, julgo que isto se deva a falta de exerc{cios, Tenho a certeza de que com voces, bom aluno, tal coisa nao ira suceder, Basta — que ontude 0 pratique com dedicagio explicagoes que daremos a seguir. 0s dois primeiros desenhos mostram a mao (palma e dorso) em forma - osquendtica (figuras 1 © 2). Repare, mas repare bem nos seguintes detalhes: (a) posicao do pole~ gar, acentaadamente abaixo de linha dos demais dedos; (b) 0 dedo nédio ¢ 0 mais comprido de todos; (c) 0 indicador ¢ o mais curte que o anuler; (a) a base doe tr€s dedos maiores esté quasi que om uma nica linha, enquanto o dedo ninimo - fica levemente mais abaixo; (e) veja que nas juntas dos osses doa dedos, forma Se sompre saligncias. Agora vejamos outros detalh + 0 corpo da mao mostra-nos 0 lado do polegar mais largo que o do mfnimo (figura 3). 0 mesmo acontece com a palma (figure 4), 0 polegar, embora curto, tem sua base sentada em larga massa de miisculos, que se inicia a partir do pulse (figuras 5 ¢ 6), 6¢ LICKo PAGINA NO 13 U. Vejanos as unhas, Vistas de frente elas se mostram do seguinte mo- do (figura 7), Naturalmente as unhas nio uma infinidade de tipos (figuras 8, 9, 10 ¢ 11), Mae vocS, quando for dese 0 tédas iguais. Pelo contrério, ha nhar unhas, deve optar pelo tipo standard, WA 1 F fig! Agora que conhecemos intimamente a forma e caracter{sticas da mao, precisanos praticar bastante, desenhando-a en varios angulos. Para isso voc’ dove reparar atentanente nes articulagses da mao ¢ dos dodos, 0 melhor método 6 0 do exemplo ilustrado. Ne figura 12, 19, 14 ¢ 15, vemos os movinentos da - mio na confluéncia com o pulso. ey os Lick PAGINA N@_14 Agora é a vez dos dedos. As séries 16, 17 e 18, mostram as articu- lagdes, ¢ @ dependéncia que cada uma mantén com a outra. Figl6 [ Naa figuras 17 e 18, vemos o movimento de dobra dos dedos, agindo sempre em fig. " Repare na figura 10. 0 polegar apresenta apenas una articulagio, conjunto, Uma articulagao nao pode dobrai fo dem que as donais também 0 fo gam. Sémente com ajuda de agdo extranha & poss{vel dobrar-se ua articulagio independente da outra. 0s desenhos abaixo, deven ser exercitados pelo aluno, até conseguir executd-los a contento. Ainda mis, vood deve praticar constantomente, procu- rando reproduzir suas proprias mios, Um eep@iho seré bastante til, pois au- mentard o minero de angulos para se praticar. 0 espélho Ihe oferece ainda ea ta vantagem. A mdo eaquerda refletida no espelho, aparece na posigao da mio ~ ‘ireita, Smpunhando un ldpis, uma cancta, uma xfcara ete., com a mao eaquerda elo espSlho, vocd @ vers tal como ela age normalnente (a ndo ser que a pessoa seja canhota), ou seja, coma mao direita, 2 LICko PAGINA N° 15 Os pés, tal como as mios, nem sempre sio conhecidos en sua forme cor reta, Prineiramente vamos mostrdé-los em quatro posicces (figuras 19 e 20). 1 fig9 fig. 198 wot { fig.208 Pratique bastante, 0s exercfeios que danos @ seguir facilitardo a voc’, seguir © contérno dos pés (figuras 21, 22 © 23), ‘Ny, fig. 22 au fig. 23 A unica articulagde importante doa pés, corresponde acs tornozelos, mediante os quais, consegue-se os movimentos tal como nas ilustracoes 24, 25, 26 © 27, Dos dedoa, apeni quando levantamos o caleanhar, se acentua a articu- lado do tarso com o metatarso, ou seja, do corpo do pé com og dedos. 83 LIGho PAGINA No_16 Procure praticar bastante, reproduzindo os pés nas variadas posicoes que apresentamos a seguir, As partes assinaladas por uma seta sao de capital im| portinoia para a perfeita execagia do desenho. Lembre estudioso aluno, Pouce ou nada a pratica consegue 5: constante, e a observagao cuidadosa dos detalhes e do todo. Iniciaremos na prézima aula, uma série de estudos dos corpos mascu- lino ¢ feminine, especialmente do mi, tao importante para a execugao da figura, quer no canpo artfetico, quer no publicitiérie, 1? Exerefeio - Desenhar un corpo humane, com a proporgae de 8 cabecas. 2e Exerefcio - Devenbur una cabeca completa, seguindo fielnente 3 Exercfcio - Desenhar um par de maos e pés, em posicao a escolha do aluno. 12 Exerefcio 20 Exerefcio CURSO _DE_DESENHO FOLHA DE EXAME DA 62 LICAo Nome. Matricula, Rua, No, Caixa Postal, Bairro, Cidade, Estado, instrugoes do Curso. 3° Brerefcio Lig! PAGINA N@_1 A PIGURA HUMAN: Postcbes Nas aulas até agora dadas, c corpo foi estudado geralmente na posig: om pé. Vocd Ja anbe a mancira correta de nedir © corpo, ou aeja, dividinde-o en ito partes iguais, cada qual correspondendo ac comprimento da cabeca. Mas, fro dtentenente, tomos que executar ilustragdes em que & pessoa esté sentada, ajoc- Inada, ete, Como agir nestes casos? Muito simple = Supondo-se que @ pessoa es toja sentada, dividimos 0 corpo por aecgoes; assim, @ primoira secgao compreen- derd cabega © tronco, ¢ a segunda secgao, os menbros inferiores ( fig. 1). * QUANDO UMA PESSOA SE ERGUE Wa PONTA DOS AEG, AUTOMATICAMENTE FOR" ‘aa mais Uta sEccA0. AOMENTA ASI ARTIB ~ CULMENTE A ALTURA DO con Po. A figura acima mostra o corpo com as pernas estiradas; nesta caso bas taram duas secgdes para resolver 0 problema, Faganos, porén, com que osta figu ra dobre os joelhos( fig 2) _ Teronos, neste caso, trés secgies. A dificaldade causa disso, 0 importante ¢ que vocd minade parte do corpo. Basta,entao, tratar cada divi: sem unidades independentes( fig. 3), fh tal se elevard, 0 mesmo acontecendo Sa. Ligko PAGINA Ne_2 serd maior por 0 fica deter— saiba em que parte da divi jo de per si, como ve fég © aluno, através de prética constante, aca bard por familiarizar-se com as propor- gdee de cada regize do corpo. Porque - qualquer que aeja a atitude de uma pes~ soa, @ medida do corpo continuaré a mea— a, con poucas variagsos, Assim ¢ que, 0 antebraco © 0 brago, estando esticados, terdo a mesma medida se estiverem dobra- doa; ou para deixar mais claro: © brago dobrado tem 0 meamo conprimento do brace esticado. Apenas houve uma quebra de di- regio. 0 mesmo podemos dizer doe nenbros inferiores, (figs, 4 ¢ 5). Sendo assim, convém que o aluno tone cuidado ¢ dbeer- ve certas situagses, Vejamos um exemplo simples. Duas vigas presas nas extremi- dades por uma dobrediga. A viga horizon tal representa os ombros, ¢ a viga oblf qua, 0 draco esticado ( figs. 6 e 7), Se movimentarnos a viga obl{qua - confor me se vé na figura 8 -, a viga horizon ~ com os ombros ( figura 9). a2 LIcio PAGINA A mesma coisa é aplicdvel aos menbros inferiores (figs. 10 © 11). ] Lj i G Fig. 10 4 > 0 CORFO HUMANO 8 0 ENPREGO DA ELRSPECTIVA Avancemos mais um passo no estude da figura hunwna. Consideramos té aqui, 0 corpo visto de una altura média, nornal, Como farfanos, todavia, se una pessoa estivesse deitada, com a cabeca ou com os pés voltados para ads ? Ou se a véssenos de um plano mais baixo ou mais alto, isto é, se estivesse sé- bre una cadeira, mesa ou andaine; on polo contrério, se fasemos née « ootar en usa dessas posigdes © estivéssonos a olhar para baixo, cono verfamos as pes- s0as em posicao inferior ? - Séo problemas que afetam a perspectiva, Leia, pois com atencao estas aulas ¢ pratique bastante, a fim de poder executar seus dese- nhos rapidanente ¢ de modo correto, jd entio, sen auxflio dos diagranas yve ird aprender agora. Voltenos a dividir o corpo hunano no einen de oito cubecas (canon & © none dado as sedidas pré-fixadas de modelos nas artes plésticas), Coloqueno- lo em um quadro (fig. 1). eee i se tasfo PAGINA Ne 4 Facamos em seguida a projegao do quadro citado para qualquer diregao( Projetar quer dizer conseguir-se outra figura geométrica utilizende as perpen- diculares que pase pelas extremidades de um corpo), Para o noi 0 cane, faga- 08 a projegio dae perpendi ~ b*, Ned" e "ef" da figura 3, Ceo ainda ae len | bre das aulas de perspecti- Joa ¢ e culeres Ponto de Fuga va,(esperanos que sim) a ~ seqtiéncia cerd fdcil, Se es— quecea, volte a estudé-la,ur gentemente, Olhando 0 exemplo ao lado, vocé vé que projeta— mos 0 primeiro quadre, segun~ do a perapectiva, isto é, f zendo com que as linhas con - | verjam para un ponto de fuga. Em seguida dividimos o qua - ro projetade em oito partes, do corpo buma— 0, 0 modo como executamos tal que ¢ a divi divisao proporcional jd é de eeu conhecimento, A primeira diviaio tem profundidede facut tativa, ¢ deve ser maia eatrei ta, pois eatd om perepectiva. A obtengao das demais divisoes € simples, pois con gue por meio de diagonais, 0 aluno de- ve lembrar-ae de que tudo isso J& foi amplamonte explicado ~ aulas de perspectiva, Ago ra vejamos: feito 0 quadro pro jetado, b a que tracenos 0 contdrae do corpo, seguinds 0 contérno da primeira figura, isto é, vista de pé, Se tomarmos cuidado para que cada parte do corpo coincida com o seu lugar respective no — eee ge Licko PAGINA No 5 quadro, © resultado serd automiticanente correto, Veja-se # figura 2, 1) A figura em perspeetiva pode situar-se em Veet qualquer posigio, com os pés voltados para nés, como no exemplo dado, ou pelo contréri= 0, © a cabega mais para perto do observe- dor ( figura 5). Repare que em anbos os ca | soa, pode hever uaa dupla interpretacio, No primeiro, a figura tanto pode estar dei- tada como om pé. Estaria deitada sc o obser dor eativesse om angulo com ela ( figure 4); ¢ om pé, se ambos se situassem om pla nos paralelos( figura 5). No segundo caso, eataria ela deitada quando em angulo com o observador,( figura 6 ) © de cabega para — baixo quando em planos paralelos ( figure 1). Tey) fig. Figs 5 % iV A perepectiva é aplicdvel ao corpo humane, também quando o vemos de lado. Pela perspectiva, as partes préximas do observador sao vistas em ponto maior e as mais afastadas em ponto menor, Una pessoa, portant, estando de lado para — nés, serd vista de acdrdo com as regras acima (Figura 8) Auxiliard bastante o 82 LIgko PAGINA NY 6 © aluno, se ste cuidar em coloes-la dentro do quadro dividide ( Pigura 9), A viedo do corpo, do ponte de vista da perspective, muda conforme 0 vemos de mais baixo ou mais alto, 08 endo conveniente ao aluno que a: com a figura humana vista de diverso: exemplos abaizo atestam esa assertiva, reite bastante, @ fim de familiarizar-e a a 81 Ligho BAGINA Ne 7 0 convo WOMANO SOMBREAMBNTO 0 estude do sombreamente tem finalidade dupla: dar & figura plana e fria, a se sao de relévo, através do qual ela toma vida e adquire dimenaio de 5 diz respeite tanbém, & parte eatética, isto é, 0 omprégo dos efei. tos de Iuz e sombra para a boa apr profundida ntagéo do desenho. 0 primeiro caso, pode- aos dizer, é ciémcia; o segundo, arte, 0 fato do uma figura apresenter luz ¢ sombra é inevitdvel, ¢ fendmeno natural. Ma’ © modo como podemos dispor da luz © da sombre para melborar a qualidade de uma ilustragéo é de competéncia do ar- tista, Eis porque, este aula sera dividida em duas partes, Nan ligdes adbre sombroancnto, evtudanos que a luz, incidinde en un corpo plano, provoca uma iluminagao uniforme na face frontal; e sombra também uniforme na face oposta ( Figuras, 1 © 2), fea doa claridade | 1 Fig. fig 2 Bs corpos curves ou irregulares, tolevia, bi um variagio de tonalida- des. Ora, © corpo humane no tom priticamente nenhuna regiio plana, Nestas con Gigies, 0 estudo do sombreanento oferece um campo sugestive e variado, para que © aluno pratique e desenvolva seus conhecinentos de matéria, Conecemos por considerar o corpo humano como uma série de adlidos geo nétricos ligados entre si, Assim, a cabega serd uma esfera, enquanto que o — tronco ¢ os membros superiores © inferiores serdo cilindros. Estas partes, por tonto, meste eatudo preliminar, deverdo comportar-se como tais, sob o ponto de vista da luz e da sombra, ( Figuras 3 e 4), —Peseoge —embro eee age — coxa | anke-bnago —joatho cobeca |—perna fig 3 tronco fig T ws Ligh PAGINA Ne 8 Tomemos 0 caso particular da caboga. Na conformagéo geral,ela ten forma catérica, Notamon, todavia, que a cabeca poseui ume eérie de acidentes, relevos © suleos, Aqui, ainda ame ves, Ai mister recapitular as aulas de sombreanento. Téda a parte oculta dos réios de luz, epresenta-se eweura; a que recede luz, - | nontra-se clara, Se uma superficie é curva, haverd uma gradagao de tons, que po derd ir do bem claro ao hem escuro, Ora, o rosto apresenta tddaa e: varia - vbes, Neste momento, torna-se imperisse que conheganos adlidamente a anatomia, Viti fique o primeiro desenho abaixo ( Figura 5), representande uma cabeca esque | matizada , com todos os relevos provocades por ossos, musculos e cartilegens. "um foco de: luz incidir de determinada directo sdbre esaa cabega, notaremoe o sparecimento de dreas claras e dreas escuras, sendo que estas aio de dois tipos: vomira natural da superf{eie e sombra projetads ( Figuras 6 © 7), Veja que os exenplos acima foram feitos de um modé1o osquenatizado, Mas ‘es swsmos prine{pios podem e devem ser observados no rosto normal das pessoas, | smportante que 0 aluno, mo comfgo, sprenda a sombrear un rosto, sendo Gate to~ callzade apenas por uma luz, vinda doe lados en diagonal ( Figura 8), Caso a luz ou o roste mudem de posicho, a sombra também se modificard ( Figuras 9 © 10) . ge Lig PAGINA NE @ © mesmo fendneno se verifica no corpo humane, sujeito, como 0 roste, de variages de Iuz © sonbra, Aqui também se percede a importincia do conheci- relevos © sulcos mento da anatomia humana, pois a luz © sombra se amold: dos misculoa, Tomemos como prime‘ros exemplos, 0 torso masculine © 0 torso fe- minino, ( Figuras 11 e 12), fig 2 ¥ VoJa que regides como oa ombros e o8 seios femininos exigen o meano sombreamento empregado na eafera, Os seios, formande forte relévo para a fren= te, provocam quase sempre una sonbra projetada, Veja nos desenhos que se seguen © sombreanento de diversas partes do corpo, en que se nota a preponderincia de 13, 14, 15 e 16), forma cilindrica ( Piguri CURSO DE DESENHO FOLHA DE BXAME DA g¢ LICKO Nome. Matrfcula Rua. Ne. Caixa Postal, Bairro, Cidade, Estado, PROVAS PRATICAS: 16 ~ Desenhar um homen (ou una mulher) sentada, usando o canon de 8 cabecas. 20 — Sombrear um rosto (homen ou mulher), 3¢ - Sombrear um corpo humano (homem ou mulher), diaponde o foco luminose @ di reita da figura. 2 Lrgio PAGINA Ne 1 A_FIGURA INFANTIL Complemento indispensdvol ds aulas sbre a figura humana ¢ 0 estudo da orianga. 0 que torna esta aula um pouco mais oxtonsa é 0 fato de quando falanos em figura infantil, precisamos traté—la por etapas, pois, desde que nasce, o be moti ficagdes sensfveis om sua configurago f{- bé aos poucos se transforma, co: sica no correr dos anos, Uma erianga recém-nascida difore da que tem um més, ¢ a que tem um ano apresenta desenvolvimento suficiente para distinguf-la da pri- neira e da segunda. Um menino ou menina de cinco ou seis anos possuem caracte- Ffaticas diferentes dos de dez ou doze anos, idade esta om que se notabiliza pe-| lo répide crescimento . At os quinze ou dezeaseis anos, o rapaz on a mocinha se tranaforaan radicalmente, aproximando-se da conformagio definitiva do adulto. A partix desta idade, o s@r humano continua a modificer-se, de modo menos sens{vel, porém, © © seu estudo se encaixa dentro do que jé vinos em aulas anteriores, Ve-| mos dividir esta aula em trés capftulos: 12 — Proporgdo e desenvolvimento; 2° — A cabeca infantil; ~ 3° - Forma e figuras infantis, Caracterfetica mais importante na figura infantil a desproporedo en tre a cabeca © as domais partes do corpo, 0 adulto, conforme voc? sabe, mede ( do ponto de vista artistico) uta média de 8 cabegas, Jéjna crianca, a cabeca ¢, em relacio ao seu corpo, bem maior. Néo trataremos do recém-nascide, pois éate, Se apresenta ainda disforme, por assim dizer, Mas, @ partir do primeiro méa de vida em diante, o beb@ ganha, paulatinamente, traces e conformagio definidas( figuras, 1, 2 ¢ 3) 92 LIgko PAGINA NE _2 Ao chegar & idado de um ano, 0 crianga jd se posta Olbande-se 0 pequenin madamente 70 a 75 cms,, ¢ sua cabega ocupa o eapago de 1/4 da altera total, # costume, porém, em desenbo, diminuir sempre om pouco a altura das eriangas cujas idades sejam manos Ge dex anos, © aumeatd-las « partir de entao. Sie efeites ue cessdrios para melhor apresentacao ¢ configuragao da figura em relagac & idade, Motemos, também, que, d medida que a erianca avanca nos anos, # propor ya com o rastante do corse se modifica. De 4 cabogas, que ¢ a prepor+ gao art{stica da crianga de 1 ano, passa a 5 cabegas na de 3 a 4 anos Pé, ¢ ensaie op jSe,vomos que sua estature de eproxi- primeiros pa 26 co begas nae de 5 6 6 anos e de 7 cabecas mas de 7 © 10 anos, Veja a eecala de pro Porgoes que damos abaixo para melhor ilustrar o aluno ( figura 4) Ee eee ce ee Ed fe NV A CY UL fr VMN UY VL HALE th : eee) ene) ane) | Note. @ que, com o aumento da proporgae do corpo com a cabega, aumenta igualmen- PAGINA No 9 te © tamanho real tanto de um como de outro, Conforme dissenos atrés, © corpo continua aumentando, e, « partir da Puberdade Sste desenvolvimento se intensifica, adquirindo, tanto o homen como a mulher, ao caracterfsticas que se aproximan gradativamente do cénon de oito ca begas( figuras 4, 5 © 6) PUBERDADE cy 75 Ys = G | ~ | = ca 2 oS Noe, SS 7 Ee Fig 4 fig 5 fig. 6 Lio PAGINA Ne 4 Caracter{eticas importantes do corpo infantil sao notedas nos membros superiores © inferiores, assim como no troneo, 0s monores do sexo masculino, d medida que crescem vdn aumentar « proporgdo dos ombros om relagie aos quadrie, em oposigae ao verificado no sexo feminine, nos quais a bacie se alarga mais ripidanente que os ombros; tal fenémeno se intensifica a partir de puberdade, ( figuras 7, 8,9 e 10), A CABBGA INFANT 0 desenho da cabega de adultos teve sempre papel de destaque em qual quer tipo de (lustragio © para og maie diversos fins, A cabeca infantil ten idéa| tica importancia A cabeca de uma crianga de 1 a 3 anos, mostra preponderdncie do crénio sdbre 0 roste, Besa diferenga vai diminuindo com a idade, até atingir 0 idade adulta, Sabemos,de ligses passadas, como desenhar uma cabeca adulta (figuras 1 © 2), onde venos que as sombrancelhas se elevem acima da metade do rosto, Na crian ¢a, a sombrancetha situa-so ao nivel médio, ocupando o craic, téda « parte sa- perior ( figuras 3 ¢ 4). Vamos dar agora ao aluno, um método prdtico para desenhar a cabeca de una crianga, ( figuras 5 e 6). fig. S fig. 6 Note que, - visto de frente - enquanto na cabeca do adulto o quadro 6 alongado, na da crianga forma-se praticamente um quadrado,( iste quando ele é normalmente desenvolvida),devide ao rosto curto e arredondado, Afirmamos, por isso, que a forma bésica da cabeca infantil é a esfera, ou seja, una bola, Una prética aconselhdvel é treinar cabecas infantis, desenhando-se esferas cone — Linhas bdsicas. ( figuras 7). ge Ligio PAGINA NO 6 Fagamos em seguide um estudo mais pormonorizado do rosto infantil,Veja— sea ilustracio ebatxo,( fig.8), Dividindo-se o quadro em duas metades iguais, pee eee eae ee era aetna eta fig 8 dos mexilares, que se vcultam et; @ parte superior é ocupada pe- lo crénio. A porcao inferior 6 dividida om quatro partes ~ iguais. Verificamos 0 seguin~ tet sombrancelhas acompanhando 9 links diviséria; base dos - olhos seguinde « segunda Linke © nariz, curto ¢ baize, ccupe © segundo espaco, com cua base se assentando na terceira 14 ~ nha. Baca, com 1dbios polpudos ¢ bem arqueados para baizo, lo celiza-se no terceiro espace , com base sébre a quarte linha, Finalmente 0 queixo apoi na linha inferior, Importante € localizar as orelhas abaixo da linhe des sombrancelhas Caracterfetice proprie dee criancas, é a situagao baizy dae bochechas arredondadas. As ilustragoes que seguem, procuram mostrar ao aluno as partes que de: ven ser destacadas ne cabega ¢ principelmente no resto de uns crianca, (figure %). gs LIgio PAGING N27 Couo t3da e qualquer ilustragao, a cabega infantil exige que o desenhia ta a pratique bastante e em diversas poses e atitudes, Para o principiante tor- na~se algo diffcil desenhar um rosto infantil do natural, pois o bebé dificilmen| te permanece imovel, Um bom retrato constitui razodvel motivo para a prética de estudes ( figura 10), TRACE PRIMEIRAMENTE — DEFINA AS DivERSaE OCONTéRNO, DEoCURAN- “DART ES DO kosrO = 0 passo enan af 0 20 FORMA E PROPORCAO AS REGIGES SOMBREADAS, —-ACABAMENTO Damos abaixo algunas ilustracdes para que o aluno treine, aio 8S na forma da cabece infantil, mas tanbém no sombreanento, que alids ¢ bastente sin- plificado pele préprie estrutura desea da crianga ( figura 11). —_ —_— 92 LIgho PAGINA No 8 Oe jévons ey em cepecial as eriancas, revelan a idade pela jovialidade, pelos folguedos ¢ pelas travessuras, Daf ser importante a prética de exere{cios en desenhos que 6s retratem em suas atividades quotidianas, Ainda aqui, um trei- no,em que o8 bonecos sio usados cone base para 0 estudo dos movimentos, se Lorna necessdrio. Lembra-se, o inteligente aluno, dos bonocos? Claro que sim, nao € verdade? fu, 0 professor Etepé, sou representado tanbén por un boneco, senelhan= te, recordanse? Apenas, nas figuras in.entis, mister se torna adaptar 0 bohees as proporgdes jf mencionadas. Usaremos, como padrao, uma crianga de 3a 4 anos, fe deizemos que os pequenos bonecos se movimentem @ vontade, ( figura 1), Ss ge _uigio | PAGINA N@_10 oe tudo do desenho deve ser acompanhado pelo aluno também por pesqui- } ver 0 que se passa ao redor, e: cerca, As figuras infanti 8 préprii inar formas de tudo o que o + na peosos de um irmiozinho, de un filho, do pequeno vizinho ¢ outras mais que apresentarem, devem ser objeto de observacoes; te deve ser o espfrito do d As Alustragies deven ser reproduzidas peli aluno, ueando 1épis escure ( nf 1 ou 3, 4¢ 5B). Lembranos ao aluno que o estude do corpo hunano, adultos © criancas, é aisolutamente necessdrio para a perfeita execucao de figuras vestivas, Serd és— se 0 tema de nssas proxinas aulas, cuRso DE 1 SENo FOLHA DE EXAME DA_9¢ LIGKo Nome, Matricula, Rua, Ne. Caixa Postal Bairro, Cidade, ado, 1® Exercfcio - Desemhar um rasto de crianca ( meni: 2° Gxercicio - Desenhar quatro figuras, corresponientes de idades de 2, 5, 8 12 anos, — los Licio CURSO DE DESENHO PAGINA N21 © VESTUARIO (Pregas e Drapeados) Se vocé, inteligente aluno, praticou com diligéncia, tudo aquilo que ensinanos acérea da figura hunana, este nova anla he parecerd ben simples, e — féeil de aprender. Até agora, voce se limitou ao estudo do corpo hunano, sob o ponto de vista anatémico-art{atico, ou seja,do nu. Trataremos agora de vé-lo, conforne mandam as normas da civilizagio, isto é, vestido, De inicio, poderemos dizer que o vestido, na sua forma mais simples, ou seja, uma bata, nada mais é que um ci- Lindro de pano, no interior do qual se in troduz 0 corpo da pessoa (fig. 1). Se pu déssenos dar-Ihe a devida consisténcia, ~ gomaia, por exemplo, v vestide tomaria a forma de um cano, puxade para baixo pelo préprio péso, devido a férca da gravida- de, Querenos aliés que 0 aluno dé mereci- do destayue & acho da firca da gravidade, quando estiver praticando no desenho do vestudrios, Verifique 0 seguinte: desde - que nao haja nenhum suporte, e que o teci| do seja razoavelmente leve, éste caird 1i| vrenente, em diregdo vertical ao slo. & oa pano estendido sabre a tdboa da mesa, tea verenos na figura n® 2, na qual, um sun parte livre caida, em dngulo reto. De um modo mais complexo, 0 mesmo sucede a - toalha de mesa (figuras 3 © 4), quando co locada sébre o mével, CURSO DE DESENHO Nos dois ditimos casos, jé notanos as pregas, motivadas pela aio - da gravidade sdbre as sobras do tecido, pregas que surgem sempre que haja sa~ ligneias, 0 mesmo efeito da gravidade, pode ser exercido sdbre um tecido, des do que haja una f@rga puxando o mesmo de um ou mais pontos (figs. 5 6). Esta #Orca, que estd exemplificada pela mio que puxa o tecido, ¢ exercida no vestud regides do corpo humano, conforme veremos mais tarde. rio por diferente: A LINHA PONTILHADA REPRE- SENTA oO recIDO BM SUA PO- Bigao ORIGINAL. Se 08 pontos de sustentacao ou de apéio de un tecido sio de pequena superficie, surgirio pregas, sempre sob a agio de arraste da fSrga da gravida— de, Suponhamos uma toalha presa por dois pregos numa parede vertical. Se os - pregos estiverem encravados nas extremidades e o pano esticado, a férga de ¢: vidade exerceré una agio uniforne, mas se os colocarnos de modo que haja sobra de tecido, logo surgirao pregas, que se acentuarao quanto mais aproximarmos os pontos de sustentagao, isto é, quanto mais sobra de tecido houver (figs. 7, & 29). qos LIcko CURSO DE DESENHO PAGINA N23 Usando os mesmos exemplos, podemos verificar outro fato importante, que po: tecido é arrastado verticalmente ao solo, Se um tecido é colocado torto, isto iilitarie © desenko correto do vestuério, Sob a ado da gravidade, 0 &, obifquo ao chdo (fig. 10) e deizarmos que @le caia naturalnente preso ape- nas pelo pontos de sustentacao, veremos que suas pregas terao tomado uma dire~ gd vertical ao solo, e nao obliquo, como no primeiro instante (fig. 11). Forgan de compressdo des extremidades para o centro, tanbém produ zen pregas, por exemplo, como acontece quando tocanos um acordeon (fig. 12). Apenas, no caso do tecido, as pregas em forma de sanfona sio irregulares, de~ pendendo de vérias circunstancias (fig. 13), Movimentos de torgao produzem pre gas correspondentes (fig. 14). Lot Licio URSO_DE_DESENHO PAGINA NO 4 Vood deve ter perosbide que nestes ities exenplos, 0 tecido eavol- ve formas cilfndricas, no caso das figuras, os bragos, pernas etc., correspon- dendo ao pano das mangas, calgas e neias, Veja que as pregas seguen determinada diregie, ou seja a diregio pa- va onde oe exerce a agio. For outro lado, se @sses cilindros dobraren-se ao meio, outras pro- kas surgiréo, a partir do ponto ou pontes onde se exerga a tensao (figs. 15, 16 e 17). | | Ao aluno, é sums ente interessante observar "in loco”, do natural - (ou de boas fotogratias) na pessoa de um parente ou de um amigo que se preste a ausilid-Lo nos eptudos. Veja e pratique com lépis escuro, desenhando as dobras © progas que irradiam de determinados pontos, de acdrdo com a posigdo ou novinen| to da pessoa, CURSO DE DESENHO ROUPAS MASCULINAS E PEMININAS Antes de mais nada, veremos da real importéncia que assume o estudo do corpo humano, quando pretendenos desenhar uma figura vestida, Existem no cor po humano, regices que chamaremoa de zona de eustentacao, e que correspondem no exenplo dado anteriormente, d superficie da mosa, na qual se apoia o tecido (Fi guras 1, 2, 3, 4, 5 © 6).- NORD i AW Any vy Figg! SX Hy \ ie ie] 8 Vemos, que estendo © corpo en pé, om posigdo natural, essas zonas de sustentagao aio as seguintes: ombros, parte superior do tronco (costas e peito), on quadrin ¢ as nédegas, 0 tecido deacansa por assim dizer, nestas regiées, cainl do livrenente a partir de entéo (como quando cai da borda da mesa), Los LIgio CURSO _DE_DESENHO PAGINA Ne 6 Naturalmente, nao sao sémente estas as nonas de sustentagao. Outras surgirdo se a peasoa executar determinados movinentos, Assim é que zonas de sus tentagae o sao também o braco, quando esté exticado, a perna quando elevada ou dobrada, as costas ¢ a barriga, se a pessoa estiver em decubito dorsal ou ven- tral (figs. 7, 8, 9 e 10). Entremos agora no estudo do vestudrio propriamente dito, Suponhamos que um honem e uma mulher se dispoe a sair para o trabalho ou para um passeio. Vatos vesti-los a partir dos trajes menores... (figs. 11, 12, 13 © 14). o# Licgko CURSO DE DESENHO PAGINA N° 7 Os trajes, chensdos menores, geraimente se amoldam ao corpo, confor, me vimos, produzinde pois pregas insignificantes. Por isso mesmo, a representa gao dessas pecas, acompanham a forma anatémica das pessoas, Os homens, apés os trajes menores, ves~ tem diretamente a camisa, as calcas © o paleté, As mulheres, em geral, sam ma- una pega de "Lingerie", ow seja, a combinagao, Essa pega, embora anoldando aa parte superior do corpo, jd se apre- senta mais folgada, com pontos de sus- tentagio importantes nos quadt{s ¢ seio: Wotar que loge apés os pontos de susten-| tagdo dos quadris, 0 tecido, cai livre- mente ao redor, em forma cilfndrica, ~ | sempre por férga da gravidade (figs. 15 e 16). A peca seguinte é camisa (no homem) e bluse (ne mulher). Quando a camisa ou blusa estio soltos, soem naturalnente, em forma de saco (fi guras 17 e 18), Todavia, tanto blusa co mo camisa exigem complenentos (cxlgas © saias) que comprimem o tecido, provoeai do pregas (figs. 19, 20, 21 e 22). ob- servar os seguintes detalhes importan— tes: 0 colarinho, o punho, e @ maneira diversa com que se abotoam as pegas fe~ mininas e masculinas, fig! fig 21 Fig.22 los Li¢ko CURSO DE DESENEO PAGINA N28 Passemos agora ao palets (do terno masculine e"taillour" fominino). Sio pocas feitas om geral de tecidos forte e grosso, Daf surgirem poucas pre= gas, quando a pessoa extd em posigdo normal (figs. 23, 24, 25, 26, 27, 28 e cil Figg 25 fig. 26 eee fig 24 fig. 27 As calgas, tanbén de tocide grosso, sofren ainfludncia do vince - (nos trajes contempordneos), ¢ estando « pessoa ereta, caem lisas ao redor das pernas (figs, 30, 31 ¢ 92). Apenes notamos uma ligeira dobra em sua parte in- ferior,motivada pelo encontro de um obstéculo (os pés). A saia, em sua form — mais simplificada (de tecido grosso) cai a partir dos pontos de sustentacso, normalmente, em forma de um cone (figs, 33, 34-e 35), Fig.33, Fig. 34 Fig 35, tia.30 Fig. 31 Fig 32 CURSO DE DESENHO PREGAS E MOVIMENTO PAGINA. As roupas, e em especial o vestido, sofrem influéncia decisiva dos pontos de sustentacao. Veja nos exemplos abaixo, como a posigao do corpo dita a diregio do tecido (fig. 1). Movimentos do tronco ¢ dos bragos, nas diversas atitudes, provocam pregas de caracter{sticas mais ou menos uniformes, variando em mimero, de acér do com a consisténcia do tecido (fig. 2). los 11¢ko CURSO DE _DESENHO PAGINA N¢ 11 Nesta parte final, querenvs que 0 aluno pratique no sombreamento do vestudrio, Tudo aquilo que explicamos © que vocd deve conhecer perfeitamente s4| bre @ matéria, tm agora a sua serventia. Questées de uz © sonbra, de tons e meios tons, de sonbra préprianente dita e de sonbra projetada, sao in| portantes no acabamento final de um desenho de vestudrio, £0 que procuranos — The mostrar nas ilustragdes abaixo (rig. 4). SOMBRA PROJETADA SomoRA SOMBRA PRO)ETADA SoMBRA SOMBRA PROJETADA FOMBRA — $OMBRA PRO)ETADA SOMBRA SOMBRA PROJETADA qs re 1s as CURSO DE DESENHO FOLHA DE EXAME DA 10% LIGKO Nome. Matricula Rui N' Caixa Postal, Bairro, Cidad Estado, - Qual é a forma bdsica de um vestido? Resposta ~ Qual é a fSrga que arrasta o tecido para o solo? Resposta: = Se doin ou mais pontos de sustentagio se aproximan, © tecido apresenta , mais ou menos preg: Resposta PARTE PRATICA ©: Desenbar uma figura masculina trajando camisa e calgas. 2°: Desenhar uma figura feminina vestida de blusa e sdias.