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ft ge oh Cong Ses Ceo brMie gmestes Contd OE Eri esi on Fired ‘eran mera ‘vation sade ie 1 REFLEXOES SOBRE A MEMORIA, A HISTORIA £0. ESQUECIMENTO" Meércio Seligmann-Siloa™ Schimmelgin ist das Haus des Vergessens, ‘Vor jedem der wehenden Tore baut dein nthaupteee Spielmann. Ex schligt de die Tromme! aus Moos und biee- rem Schamaar; mic schwirender Zehe male er im Sand deine Brave Langer zechnet er se alk sie war, und das Rot deiner Lippe, ‘Du fills hierdie Umnen und speisest dein Herz, aut Crtany “Der Sand as den Urnen® Tato apecnado no Senn ntnaconl Mend Dep ‘sto, organiza pelo Coli Internaions| de Estudos Flocea et Trandcpinares ma Universide do Esta do Rip de Jansing its 2 27 de agosto de 1998, ~ Useue [Werdemao css do esqucinento, ‘Diane deca porta rane ulate aoe deapada le fr rte pra os amore de musgo © mara vhs com ari sopra ca aes tua sebraenin, Denham comprid do gue rao vere Thode tes ion Eches age auras depose corgi. “Rare unas") Lembrar de exquecer A historogafi tl come osteo XX aconheceu uma ivengto do séul anterior. Pode-e dizer — com Walter Besjamin — que ess hstoriogmfa representa sna im dos wonbos que penetra © umbrl da asta En Ao qo tudo inda, extamos despertando dese sono upendelo —recrents—dobistoncimo que eedion ‘a posbildade dee concer opassdo “tl como ee de tee eco Np oni fn os mates vis plo desperar deve sonko e pla sa iter pragio que Nicasche no seuteto"Dos soe edesan- {agenda htiapuraa ids” (°Von Naz nd Nacht det Histo dos Len) firma ques (.] pane ‘und gar unmdglic, ohne VergetenGberaup len” [etotamenteimpssel de se vver em o exqueciment), como amb ea convene de ue -Asega, bos conecnci otf aconfianga mg Ing vm —to ie depends em cna nd asin come no ovo, xine de wna nd que ere 0 viel clo, do que no pode ee dando exam de (pew nba ano enore at brs ora come em «ue se recone nora ei, de que at pss sina com um instnto forte quando & neces sents de md isco nfo-histrico. Essa € 4 proposigo + que @ Ietor jstamente condos observ hrc in ‘amo bist st iguaont necro pare sade de ade dit, de wm poe de ma clara®™ Benjamin reatualizou essa critica a presenga es ‘magidors do histérco no seu ensaio “Experiénca © po. breza", de 1933. Afele mio apenas experimentou um logo 20 esquecimento e um “eonceito nave epositvo de barbs. rie” — que nos *impelea pari para frente, a comegar de novo” — como também crtcou o interior burgués que sufoca seus visitantes pelo excesso de Spuren, isttos ¢ ‘marcas. Na transparénea da argitetua de vido se conere- ‘zara para ele a utopia (negaiva?) da nova barbie. no seu conhecido enssio sobre a obra de arte, ele defend 2 “queda da aura nas obras de arte” —e portantoa superagio es e af seus procedimentos — nio pode [..] substi- {hires 4 memériacoletiva nem erat uma tradigho alter- sativa que possa ser parilhac Mas a dignidade essencial da vocag histéria permanece, eo seuimperativo moral prece-me ter hoje em dia mais urgéncia do que aunca. [No mundo que €0 nosso no se rata mais de wna questio de decadéncia da memériacoletiva ede declinio da cons- citcia do passado, mas sim da violagfo brutal daguilo aque a memésia ainds pode conservar, da mentits deli= berada pela deformagio das fontes ¢ dos arquives, da ae imvengio de pasados tecompostos emiticosaservigo de po- derestenebrosos, Contracssesmitantes do esquecimesto, texicaes de documentos or ssassinos da memoria contra op revisores das encclopédias eos conspradoresdo silencio, contra agueles que, paa retomar 2 imagem magnifica de ‘Kundera, poem apagar um homem de uma fotografi para ‘qe no fique sada sendo seuchapeu,ohistoriador apenas 0 Iistorador animado pla paso austera dos fatos das pro- 3, dos testemunhos, que soo alimento da sua profissio, pode velar e moma guarda! ‘A Histéria assume diante da forga que a ars oblivionis adquire—sobretudo como uma reacio 20s fatos extremos do nosso século —o carster de um tribunal. Ja para Benjamin “Escrever a Historia quer dizer [J citar a Historia” (V, 595). As testemunhas sio citadas diante do tsibunal, Nao & casual se recentemente Annette Wieviorka dlenorninou a nossa Era (como Shoshana Felman ji o fic vera) de L'ére du témoin;? o testerumbo surge nos tltimos anos com uma forga e conquistou tuma presenca que nos “obriga a rever todas as nogbes herdadas de séculos de teo- via poética e dos géneros. — Yerushalmi chama-nos aten-