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CENTRO DE REGISTROS - Núcleo de Produção Fonográfica FORMULÁRIO DE APRESENTAÇÃO DE PROJETO PARA GRAVAÇÃO

CENTRO DE REGISTROS - Núcleo de Produção Fonográfica

FORMULÁRIO DE APRESENTAÇÃO DE PROJETO PARA GRAVAÇÃO DE CD

TÍTULO DO PROJETO

Músicas do cancioneiro popular do Vale do Jequitinhonha

PROPONENTE

Nome completo:

 

Itzhak Perlman

 

CI:

CPF:

M

1.356.451

 

324.034.565.11

Endereço:

 

CEP - Cidade:

R. Luiz Peçanha, 32, apt. 102, Caiçara

 

30325-312 Belo Horizonte

Telefone fixo:

 

Celular:

e-mail:

(31) 3421-1631

(31) 9123-456

 

perlman@hotmail.com

Link do currículo Lattes:

 

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4212966T5

OBJETIVO DO PROJETO

Especifique o que se pretende com esse projeto (Máximo 4 linhas)

O

presente projeto tem como objetivo efetuar o registro sonoro de 10 canções recolhidas da

tradição oral do Vale do Jequitinhonha.

RESUMO

Descreva, de forma sucinta, o que consiste esse projeto e suas características principais. (Máximo 8 linhas)

O

objetivo desse projeto será alcançado tendo como ponto de partida registros grafados e sonoros

de melodias e letras de canções do cancioneiro popular. Tais registros, no total de dez, devidamente arranjados, serão interpretados por um grupo vocal e um grupo instrumental. Os arranjos musicais e os grupos serão constituídos seguindo as características regionais. Dessa forma, pretende-se manter o caráter do contexto original. O grupo vocal será composto de três vozes femininas e duas vozes masculinas e o grupo instrumental constituído por um violeiro, um

rabequeiro e um percussionista.

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JUSTIFICATIVA

JUSTIFICATIVA Apresentar justificativa para a realização do projeto por meio de argumentos próprios e a partir

Apresentar justificativa para a realização do projeto por meio de argumentos próprios e a partir das diretrizes da convocação, demonstrar como se encaixa naquele contexto, frisando ainda, a importância e relevância do projeto. (Máximo 30 linhas).

A Constituição Federal de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial e, também, ao estabelecer outras formas de preservação como o Registro e o Inventário além do Tombamento. Se este último é adequado, principalmente, à proteção de edificações, paisagens e conjuntos históricos urbanos, os demais, se adéquam ao que se constitui os Bens Culturais de Natureza Imaterial. Estes dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas). É sob esta perspectiva que este projeto se funda, uma vez que visa a preservação e difusão da memória, de bens patrimoniais e das tradições, usos e costumes coletivos característicos de uma região do Estado de Minas Gerais. Nesse sentido, ao se registrar as dez canções do cancioneiro popular do Vale do Jequitinhonha, estar-se-á preservando as peculiaridades expressas nas práticas do povo daquela região, com todo o conhecimento e técnicas intrínsecos a elas. E, como tal, se consolidam como parte integrante do patrimônio cultural nacional. Como elemento da tradição oral, estes bens estão sujeitos a serem constantemente recriados pelas comunidades e pelos grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade. Nesse sentido, contribuem para promover o respeito à diversidade cultural e a criatividade humana. Porém, se por um lado, como tradição oral esses bens vêm sendo transmitidos de geração a geração e, inclusive, sofrendo alterações dentro dessa dinâmica, é sabido que muitos desses bens vêm se perdendo ao longo do tempo. Assim, o registro fonográfico dessas canções, mesmo que em parte, atuará como memória permanente daquela cultura, estratificada num dado momento histórico. Nesse sentido, a presente proposta traz em si a originalidade de seu conteúdo que consolida sua relevância, uma vez que garantirá, para gerações futuras, ou mesmo àqueles que nunca tiveram ou terão contato com aquela cultura, alguns elementos de sua identidade.

futuras, ou mesmo àqueles que nunca tiveram ou terão contato com aquela cultura, alguns elementos de

COLABORADORE(S)/INTERPRETE(S)

Relacionar os nomes daqueles que irão participar, efetivamente, da execução das obras. (Máximo 10 linhas)

Jose Carreras, Luciano Pavarott, Maria Calas, Montserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, Nana Vasconcelos, Zé Coco do Riachão.

Jose Carreras, Luciano Pavarott, Maria Calas, Montserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, Nana Vasconcelos, Zé Coco do

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DESCRIÇÃO DO CD

DESCRIÇÃO DO CD Apresentar, de forma detalhada, todos os aspectos relevantes para caracterizar o produto final

Apresentar, de forma detalhada, todos os aspectos relevantes para caracterizar o produto final [autor(es) da(s) obras(s), estilo, instrumentação, repertório, tempo aproximado de cada obra, fixa técnica etc]. (Máximo 35 linhas)

Como já ressaltado, essa proposta tem como objetivo principal, o de registrar o fazer musical de um povo e uma região específica do estado de Minas, contribuindo assim, para a materialidade de parte do patrimônio imaterial da cultura daquela região. Dentro deste princípio é que se buscou a formação proposta, qual seja: grupos vocal e instrumental, dentro das características daquele contexto, como forma de manter, cientes de que em parte, a estética original.

A

formação dos componentes do grupo, mesmo que de base acadêmica, deve contribuir na busca

pelas características marcantes que fazem com que aquela música seja única. Assim, cada faixa do

cd deverá manter atmosfera e “clima sonoro” dentro da perspectiva narrativa proposta no material musical, bem como do contexto de onde foram retiradas.

O

processo para composição dos arranjos procurou fortalecer os sentidos regionais, procurando

sair o mínimo possível do que foi recolhido in locu. Dentro desse contexto, haverá ainda de se

observar a formação original que será mantida para as gravações de cada canção. Haverão faixas em que nas canções originais observou-se a presença de improvisos vocais e/ou instrumentais. Nestes casos, será apresentado o improviso original (recolhido in locu) e, sempre que necessário, o(s) músico(s) executante(s), num segundo momento, apresentará(ão) sua(s) versão(ões) (sempre respeitando as características do contexto musical). Guardando o já explicitado, o cd será composto das seguintes faixas:

1 O amor de Mariinha [instrumental-vocal Valseado] - 4'00"

2 Na picada das mula [instrumental Lundu] - 5'20"

3 Esperando chuvê [instrumental-vocal Calango de roda] - 4'30"

4 Na bera do corgo [vocal Quadra] - 5'30"

5 Com barro e mão [instrumental-vocal Toada baião] - 8'20"

6 Mandinga de cobra [rabeca solo Calango dobrado] - 7'10"

7 Lamento de viúva [viola solo Moda de viola] - 5'30"

8 Lumiá de lamparina [instrumental Marcha caipira] - 8'15"

Ropa no quarado [vocal Corrido] - 6'30" 10 Deus me livre [instrumental-vocal Lundu] - 6'45"

9

OBSERVAÇÕES COMPLEMENTARES

Se julgar necessário, coloque aqui suas considerações complementares. (Máximo 8 linhas)

Todas as peças já estão sendo trabalhadas, encontrando-se adiantadas neste processo.

complementares. (Máximo 8 linhas) Todas as peças já estão sendo trabalhadas, encontrando-se adiantadas neste processo.

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RELIASE DO(S) INTERPRETE(S)

RELIASE DO(S) INTERPRETE(S) Apresentar em poucas linhas, a atuação profissional que gualifica todos os integrantes na

Apresentar em poucas linhas, a atuação profissional que gualifica todos os integrantes na proposta. (Sem limite de extenção).

- ITZHAK PERLMAN - [Proponente]

Aprendeu a tocar sozinho, a partir de seus três anos de idade, usando um violino de brinquedo até ter idade suficiente para estudar com Rivka Goldgart, no conservatório Shulamit e, depois, na Academia de Música de Tel Aviv, onde deu o seu primeiro recital quando tinha 10 anos de idade. Em seguida, foi para os Estados Unidos para estudar na Juilliard School com os professores de violino Ivan Galamian e Dorothy Delay. Fez a sua estreia no Carnegie Hall em 1963 e, em 1964, ganhou a Leventritt Competition, primeiro dos muitos prêmios que viria a conquistar. Embora nunca tenha sido considerado um cantor, cantou no papel de "a jailer" de a Tosca de Puccini em 1981. Essa foi uma gravação da EMI na qual figuravam também, Renata Scotto, Plácito Domingo e Renato Bruson, com James Levine como maestro. Antes já tinha cantado num trecho de ópera em 1980 como parte das séries de Live from Lincoln Center com Luciano Pavarotti em Cavaradossi e com Zubin Mehta na frente da New York Philharmonic. A 5 de julho de 1986, tocou, junto à New York Philharmonic dirigida pelo maestro Zubin Mehta, no centésimo tributo à Estátua da Liberdade, no Central Park. Concerto transmitido ao vivo pela rede de televisão ABC. Em 1987 entrou na Israel Philharmonic Orchestra apresentando-se em concertos em Warsaw e Budapeste, assim como em vários países do leste europeu. Participou da "tournée" IPO na primavera de 1990, na sua primeira atuação na União Soviética, com concertos em Moscou e Leningrado. Ainda com IPO, atuou na China e Índia em 1994. Sendo, sobretudo, um violinista solo, tem atuado com muitos outros músicos notáveis incluindo Yo-Yo Ma, Jessye Norman, Isaac Stem. Com Yuri Temirkanov apresentou-se no 150º aniversário de Tchaikovsk em Leningrado, em dezembro de 1990. Também atuou e gravou com o seu amigo violinista israelita Pinchas Zukerman, em inúmeras ocasiões ao longo dos anos. Além de tocar e gravar música clássica, pela qual é bem conhecido, também tem interesse por tocar jazz. Daí surgiu um álbum feito com o pianista de jazz Oscar Peterson. Além disso, tem atuado como solista em muitos filmes. Destes ressalta-se, de 1993, a Lista de Schindler com a trilha de John Williams. Mais recentemente, em 2005, foi o violinista solista do filme Memórias de uma Gueisha, juntamente com Yo-Yo Ma ao violoncelo. Desde 2003 ocupa o lugar que pertenceu à sua professora Dorothy DeLay (já falecida), na escola de música Juilliard, como detentor da cadeira de Estudos de Violino da Fundação Dorothy Richard Starling. Também dá aulas no "Perlman Music Program", em Long Island, New York. Além de dar aulas no Centro Comunitário de Be'er Sheba, Israel e atuar no Programa de Música Pelerman onde prepara alunos antes de se apresentarem em audições em locais como o Sutton Place Synagogue e Escolas públicas.

- JOSE CARRETAS - [http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=T12966T5]

Começou a ter suas primeiras lições no Coservatório Municipal de Barcelona aos oito anos. Aos 11 anos de idade, fez sua estreia no Grande Teatro do Liceu, cantando o papel de El Trujiman em El Retablo de Maesse Pedro, de Monuel de Falla. Poucos meses depois ele cantou pela última vez como soprano, no segundo ato de La Bohème, de Giocomo Puccini. Na juventude, continuou a estudar música no Conservatório Superior de Música do Liceu e tendo aulas particulares com Francisco Puig e Juan Ruax. Em dezembro de 1970 canta o papel de Gennaro, em Lucrezia Borgia de Gaetano Donizetti, no Royal Festival Hall em Londres onde no ano

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seguinte, canta em Maria Stuarda, também de Gaetano Donizetti. Amabas performances ao lado da soprano

seguinte, canta em Maria Stuarda, também de Gaetano Donizetti. Amabas performances ao lado da soprano Montserrat Caballé. No fim de 1971 venceu o primeiro lugar da prestigiada competição Voci Verdiane em Parma, Itália, que o levou a estreia italiana como Rodolfo em La Bohème no Teatro Regio di Parma em janeiro do ano seguinte. Após um ano, ele fez sua estreia americana como Pinkerton em Madama Butterfly de Pussini com a Ópera de Nova Iorque. Outras estreias nas maiores casas de óperas seguiram-se: Ópera de São Francisco em 1973 como Rodolfo; na Companhia da Ópera Lírica da Filafélfia em 1973 como Alfredo em La Taviata de Verdi; Ópera Estatual de Viena em 1974 como Duque de Mantua em Rigoletto (Verdi); na Royal Opera House, também em 1974 como Alfredo e no Metropolitan Opera House de Nova Iorque como Cavaradossi em Tosca (Puccini) e no Teatro Allá Scala em 1975 como Riccardo de Um ballo im maschara (Verdi). Aos 28 anos de idade, já tinha cantado em mais de 24 óperas diferentes na Europa e América do Norte e um contrato exclusivo com a Philips Records, que resultou na gravação de inúmeras performances das óperas de Guiseppe Verdi, como Il Corsaro, I due Foscari, La Battaglia de

Lognano, Um Diorno di Regno e Stiffelio. Na década de 1980, ocasionalmente saiu do repertório operístico, fazendo inúmeras gravações em estúdio, com músicas de recitais de zarzuelas, musicais e operettas. Ele também fez a gravação completa de dois musicais West Side Story (1985, de Leonard Bermstein) e South Pacific (1986, Richard Rodgers) - ambos com a soprano Kiri Te Kanawa. Além da sua gravação para a Philips, em 1987, da missa argentina Misa Criolla. Em 1990, participou do primeiro concerto de Os Três Tenores, na Termas de Caracala, em Roma. Ainda cantando ao lado de Plácido Domingo e Luciano Pavarotti, apresentou-se Em Los Angeles em

1994.

Na década de 1990, continuou nos palcos de ópera, em Carmen e Fedora (Umberto Giordano) e fazendo sua estreia na ópera Samson et Dalila de Camille Saint-Saëns (Peralada, 1990), Stiffelio de Verdi (Londres, 1993) e Sly de Ermano Wolf-Ferrari (Zurique, 1998). Em março de 2001 apresentou-se na Samson et Dalila no Grande Teatro de Liceu e em julho de 2002 ele reprisou em Sly, em Tóquio.

- ZÉ COCO DO RIACHÃO

Aos 8 anos, já tocava viola que ele mesmo ia aprendendo a fazer com o pai, que também tocava. Iniciou a vida artística acompanhando seus pais nas folias-de-reis, das quais viria a tocar em mais de

50.

Por muitos anos, praticamente no anonimato, ocupou-se do ofício de construir e consertar instrumentos, além de animar bailes, compor melodias, muitas das quais se perderam por falta de registro. Não sabia ler nem escrever, e toda a habilidade desenvolvida com os instrumentos veio do convívio com eles sem nenhum estudo formal. A carreira em discos começou em1980 com o “Brasil Puro”. Neste disco toca não só a viola solo, mas também aparece fazendo a viola base, tocando rabeca, caixa de folia e pandeiro. O segundo disco, “Zé Coco do Riachão" [1981], interpreta canções de sua autoria em que sola e se acompanha ao mesmo tempo. O terceiro disco "Vôo das garças" saiu seis anos depois, através do projeto Trem da História. Este disco foi editado posteriormente em CD [1997], com acréscimo de três músicas inéditas: "Moda pra João de Irene", "Amanhecendo" e "Minha viola e eu". Em 1986, participou do vídeo "Viola caipira", produzido pela UnB - Universidade Nacional de Brasília, ao lado dos violeiros Paulo Freire e Roberto Corrêa. Calangos, valseados, dobrados deram o tom do repertório do artista. Autodidata, tem discípulos espalhados em várias partes do país, especialmente em Minas Gerais, São Paulo e Goiás, onde a viola faz escola. Entre essa nova geração de violeiros e rabequeiros, estão Marimbondo Chapéu, Sinval de Gameleira, Paulo Freire, Roberto Corrêa e Chico Lobo.

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Na Alemanha, a partir de um filme com Téo Azevedo sobre cantigas de vaqueiro produzido

Na Alemanha, a partir de um filme com Téo Azevedo sobre cantigas de vaqueiro produzido por Dr. Ralf do 1º Canal de Baden Baden, foi afirmado que Zé Coco do Riachão seria o "Beethoven do sertão". Em 2003, "Amanhecendo no sertão" e "Folia de Reis do Alto do Baeta", de sua autoria, faixas de seu 1º CD foi incluída no CD Violeiros do Brasil. O CD foi um projeto da gravadora Revivendo que reuniu importantes artistas da viola caipira de diversas regiões do Brasil.

Belo Horizonte, 15 / 05

/ 2013

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