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ACj3865 1209 - DIREITO PROCESSUAL PENAL ( Supremo Tribunal Federal N°I AC 0003865 - 04/05/2015

ACj3865

1209

-

DIREITO

PROCESSUAL

PENAL

ACj3865 1209 - DIREITO PROCESSUAL PENAL ( Supremo Tribunal Federal N°I AC 0003865 - 04/05/2015 14:37
ACj3865 1209 - DIREITO PROCESSUAL PENAL ( Supremo Tribunal Federal N°I AC 0003865 - 04/05/2015 14:37
ACj3865 1209 - DIREITO PROCESSUAL PENAL ( Supremo Tribunal Federal N°I AC 0003865 - 04/05/2015 14:37

( Supremo Tribunal Federal

1209 - DIREITO PROCESSUAL PENAL ( Supremo Tribunal Federal N°I AC 0003865 - 04/05/2015 14:37 0002171-16.2015.1.00.0000

N°I

AC 0003865 - 04/05/2015 14:37

0002171-16.2015.1.00.0000

1111111111111111111111111111111111111111111111111

,

1111111111111111111111111111111111111111111111111 , , ACĂO CAUTELAR .,. ) . A~AO CAUTELAR 3865 PROCED.

,

1111111111111111111111111111111111111111111111111 , , ACĂO CAUTELAR .,. ) . A~AO CAUTELAR 3865 PROCED. ORIGEM.
1111111111111111111111111111111111111111111111111 , , ACĂO CAUTELAR .,. ) . A~AO CAUTELAR 3865 PROCED. ORIGEM.

ACĂO CAUTELAR

.,.

)

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A~AO CAUTELAR

3865

PROCED.

ORIGEM.

:

DISTRITO

FEDERAL

INQ-3983-SUPR:C:MO

TRIBUNAL

FHDE?~i\:"

RELATOR(A}:

AUTOR{A!S) iES)

PROC. (A!S) ,:ESj

MIN_

TEORI

ZAVASCKI

tHNISTERIO

PROCURADOR-GERAL

PUBLICO

DA

FEDER

Zl,.L

REPIJBLICA

D:STRIBTJICAO

Ei.,

04/05/201~

~~============================~~==7----~~

I~

.

\1

MINISTI~RIO PUBLICO FEDERAL

Procllradoria-Gcral da Republica

Peti~ăo (vinculal'ao ao Inquerito n~ 3983)

/2015 ASJCRIM/SAJlPGR

Relator

Requerido:

Ministru Teori Zavascki

EDUARDO CUNHA

SIGILOSO (OCULTO)

PROCESSO PENAL. INQuERiTO INSTAURADO PARA

APURAR FATOS ENVOLVENDO AUTORIDADE COM

PRERROGATIVA DE FORO. NECESSIDADE DE ACESSO

A DADOS DE SISTEMA INFORMATIZADO DA CÂ-

MARA DOS DEPUTADOS. NECESSIDADE DE MANU-

TEN<;:ĂO, POR ORA, DO SIGILO

DA DILiGENCIA

1. lnquerito instaurado para apurar fatos envolvendo parlamentar, gue

teriam reeebido guantia proveniente de desvios da PETROBRAS.

2. Necessidade de acesso a dados constantes de sistema informatizado

da Câmara dos Deputados e outras informar;6es.

3. Preservar;ao do sigila do procedimento, coma providcncia indis-

pensavcl a eficăcia da medida pretcndida

4. lnstaurayaa de incidente em apartado de carâter sigiloso, na forma

do disposto no art. 230-C, § 2

0 do RISTF.

5. N ecessidade de expedir;ăo de medida de urgencia teoda em

possibilidade concreta de

quisitados.

6. Requerimento, ad caute/am, 00 sentido de que seja determinado o

encaminhamento imediata e a vista da aprcsentayao do mandado dos

dados necessarios ao esclarecimento dos fatos.

vista a

desITuir;ao de alguns dos dados a serem rc-

o Procurador-Geral da Republica vem perante Vossa Exce-

lencia expor e reguerer o gue segue.

Prodlradoria-Gl'ral da Rcptiblic.l. lnqucnto 39<)'\

gu('br~ de ,ig!lo bancârio l' fisea]

I. Fatos e fundamentos

Foi instauraclo perante essa E. Corte inquerito para apurar fa-

EDUARDO CUNHA, Deputado Federal pelo

tos envolvendo

Estado do Rio de Janeiro e Presidente da Cârnara dos Deputados.

do Rio de Janeiro e Presidente da Cârnara dos Deputados. •   Dentre os fatos apurados

 

Dentre os fatos apurados no inquerito, hâ a participayao de

EDUARD O CUNHA no esguema de obten,ao de vantagens in-

devidas, no contexto de contratos de aluguel de navios-sondas en-

tre SAMSUNG e PETROBRAS, corn interven,ăo da MITSUE.

No que importa especificamente ao presente requerimento, te-

nha-se em destaque a injunyăo do investigado sobre o empresârio

JULIO CAMARGO, para gue retomasse a efetuar os pagamentos

da vantagem indevida, interrompidos por determinado periodo.

Segundo

reJatado

por ALBERTO YOUSSEF a estrategia

por EDUARDO CUNHA para gue JULIO CAMAR-

adotada

GO retomasse o pagamento de vantagens indevidas - que era in-

termediado por FERNANDO BAlANO - foi a de formular re-

querirnentos perante comissăo da Cârnara dos Deputados de in-

formayoes a respeito de contratos firmados por JULIO CAMAR-

GO e suas empresas corn a PETROBRAS. Ainda de acordo corn ALBERTO YOUSSEF a estrategia surtiu efeito, e os pagamentos

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e suas empresas corn a PETROBRAS. Ainda de acordo corn ALBERTO YOUSSEF a estrategia surtiu efeito,
• • foram retomados. Em depoimento prestado em ALBERTOYOUSSEF disse: 13.10.2014 (Termo n. 13), QUE

foram retomados.

Em depoimento prestado em

ALBERTOYOUSSEF disse:

13.10.2014

(Termo

n.

13),

QUE incla.gado acerca dos fatos referentes ao Anexo n. 13,

NAVIOS E SAMSUNG, afirma que PAULO ROBERTO

COSTA intermedîou o aluguel de um navio plataforma

junta a area internacional da PETROBRAS, em contrato

gue foi formalizado entre a SAMSUNG e a PETROBRÂS,

tambem corn a participac;ao da MITSUE, cujo representante

no Brasil era JULIO CAMARGO; QUE para viabilizar a

assinatura do contrata corn a

gue JULIO CAMARGO repassasse para o PMDB percen-

tual gue o dedarante năo sabe precisar, mas que se destinava

a pagamenta de vantagem indevida a integrantes do partido

PMDB, notadamente o deputado federal EDUARDO CU-

NHA, bem como em favor de PAULO ROBERTO COS-

TA, a epoca Diretor de Abastecimento da PETROBRAs;

QUE

coma broker em taI operac;ăo, inclusive respaldado em con-

trata firmada entre ele e a SAMSUNG, passou a repassar va-

lores a FERNANDO SOARES, conhecido por FERNAN-

DO BAIANO; QUE JULIO CAMARGO, enquanto

broker, recebia comissionamenta da SAMSUNG, em per-

centual gue o declarante desconhece, mas a partir do gual

FER-

passou a fazer frente aos pagamentos destinados a

SAMSUNG, foi demandada

para

gerar

taI

valor, JULIO

CAMARGO, agindo

NANDO BAIANO; QUE FERNANDO SOARES repre-

sentava o deputado

QUE afirma que FERNANDO SOARES "representava" o

PMDB no âmbito da PETROBRĂS, isto e, era o operador

do PMDB tal gual o declarante era a operador do PP; QUE

FERNANDO SOARES, nesse sentido, viabilizava recursos

em especie para pagamentos de propinas e formac;ăo de cai-

xa dois, desde o ano de 2004;

QUE indagado sobre o que

EDUARDO CUN HA, do PMDB;

sabe de FERNANDO SOARES, afirma que foi ele

PAULOr

quem fez a Hiun.yao" do PMDB. tanto da Câmara Fe-

deral

quanto

do

Senado

Federal, corn

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• BERTO COSTA, para gue, junto corn o Pp, mantivessem PAULO ROBERTO na posi,ao de

BERTO COSTA, para gue, junto corn o Pp, mantivessem

PAULO ROBERTO na posi,ao de Diretor de Abasteci-

mento da PETROBRÂS; QUE em decorrencia disso, PAU-

LO ROBERTO COSTA passou a viabilizar tambem

a destinas::ăo de valores ao PMDB decorrentes de

contratos firmados junto il PETROBM.S, tanto no

âmbito da Diretoria de Abastecimento quanto da Diretoria

Internacional,

SOARES; QUE o contato de PAULO ROBERTO COS-

TA na ârea internacional era a pessoa de NESTOR CUNA-

TE CERVERO, este tambem indicado pela PMDB para co-

ordenar a Diretoria InternacÎonal; QUE indagado sobre

fraudes especîficas praticadas no âmbito da Diretoria Inter-

nacional, afirma que sabe que FERNANDO SOARES ope-

[ava em [avar do PMDB em tai diretoria, mas nâo sabe deta-

lhes das opera<;:6es e dos contratos, embora saiba gue um

cartel de empresas tambem funcionava em taI diretoria, ge-

rando valores excedentes para pagamentos de propina e for-

ma~ao de caixa dois; QUE especificamente em rela~ao ao

afretamento do navio plataforma referido, o declarante

dizer se houve algum favorecimento pessoal de NES-

QUE durante O aluguel, a

TOR CERVER6; [

sabe

nao

em ambas por intermedia de FERNANDO

]

SAMSUNG suspendeu o comissionamento que era

pago em favor de JULIO CAMARGO no exterior re-

ferente a tai loca~ao, embora continuasse a prestar e a re-

da PETROBRÂS os valores devidos a titulo de alu-

QUE o cOmlssionamento se refe-

guel do navio plataforma;

ceber

ria a intermedia<;:ao feita por JULI O CAMARGO;

QUE o

pagamento do comissionamento era feito mediante

emlssao

de invoice, no exterior; QUE acredita gue havia contrata de

brokeragem entre

GO e a SAMSUNG, possivelmente a TREVISO, AUGURI

oU PIEMONTE; QUE JULI O CAMARGO demandou a

SAMSUNG na Carte de Londres para receber as cOmlssoes

gue deixaram de ser pagas; QUE diante da paralisas;:ao do

pagamento das comissoes. JULIO CAMARGO dei-

xou de repassar taI dinheiro a FERNANDO SOA-

RES; QUE EDUARDO CUNHA, por conta disto, re-

alizou uma representacao perante uma comissao na

Câmara dos Deputados. e nela pediu informacoes

junto il PETROBAAS acerca da MITSUE, TOYO e

10 CAMARGO· VE re uisitou ne tais infor-

uma das empresas de JULIO CAMAR-

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PETROBAAS acerca da MITSUE, TOYO e 10 CAMARGO· VE re uisitou ne tais infor- uma das

ProctlrJdoria~Geral da n.epllblicJ.:.!.!.lguenro 3994

9.uchra

de sigilo bandirio (' fisc:al

macoes fossem prestadas pela PETROBRAS. sendo

que na realidade isso foi um subterft'igio para fazer

pressao em JULIO CAMARGO a fim de que este

voltasse a efetivar os pagamentos a FERNANDO SO-

ARES que, por sua vez. os repassaria ao PMDB;

QUE diante de taI pressao, JULIO CAMARGO, de um

lada, demandau contra a SAMSUNG em Londres, por causa

dos contratos

gue esta possuîa corn suas empresas, conforme

dito; QUE de outro lado, por conta da pressao. JULIO

CAMARGO pagou, ele proprio, as vantagens indevi-

das a pessoa de FERNANDO SOARES, por interme-

dio do declarante; QUE o pagamento realizado pelo

declarante foi no total de RS 6 milhoes de reais, em

especie; QUE desse montante, recebeu 70% no exterior

mediante opera~oes de dolar cabo, viabilizados por contas de

LEONARDO MEIRELLES, e os outros 30% em especie,

entregues

ca. tendo o declarante retirado o montante no escri-

torio utilizado pelos mesmos em Sao Paulo/SP;

QUE na sequencia. o declarante repassou os valores a

FERNANDO SOARES. no seu escritorio na Av. Rio

Branco. em Sao Paulo/SP. por diversas vezes. no ano

de 2012 ou 2013" (grifos "ossos)

por JULI O CAMARGO, pela pessoa de FRAN-

(grifos "ossos) por JULI O CAMARGO, pela pessoa de FRAN- Ern depoimento complementar prestado no dia

Ern depoimento complementar prestado no dia 11 de feve-

reiro de 2015 (Termo n. 15, corn autoriza~ao do Supreme Tribu-

nal Federal), ALBERTOYOUSSEF destacou:

QUE em relacao ao pagamento de valores para

EDUARDO CUNHA e CERVERO pela empresa SAM-

SUNG, o declarante se recorda que, em determinado

dia, o JULIO CAMARGO ligou ao declarante para

que fosse ao escrit6rio de JULIO para conversar com

ele; QUE o declarante foi e ao chegar ao escriterio ate es- tranhou pois atendeu o declarante de maneira bastante rapi-

da, o gue era incomum; QUE, entao, JULIO CAMARGO

[ ]

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tranhou pois atendeu o declarante de maneira bastante rapi- da, o gue era incomum; QUE, entao,
• • disse ao declarante que tinha intermediado um con- trato de aluguel de sondas,

disse ao declarante que tinha intermediado um con-

trato de aluguel de sondas, no qual PAULO ROBERTO

COSTA, GENU e FERNANDO SOARES participaram,

entre SAMSUG MITSUE

TROBRAS; QUE JULIO CAMARGO relatou ao de-

clarante que, ern determinado momento, deixou de

repassar os valores para FERNANDO SOARES e este

ultimo, para pressionar. fez um pedido para que

EDUARDO CUNHA pedisse a urna Comissăo do

Congresso para questionar tudo sobre a empresa

TOYO, MITSUE e sobre JULIO CAMARGO, SAM-

SUNG e suas relafoes corn a PETROBRAS, cobran-

do contratos e outras questoes; QUE por isto JULIO

CAMARGO fieou bastmte assustado; QUE este pedido a

PETROBRAS foi feita por intermedia de dois Depurados

do PMDB; Que esta Comissao fez questionamentos a PE-

TROBRAS sobre a SAMSUNG, o que pode ser comprova-

do perante a PETROBRAS; QUE houve um pagamento

para FERNANDO SOARES, no valor de US$ 2,0

milhoes~ na RFY ou DGX~ ern Hong Kong, e o de-

clarante fez o pagamento deste valor diretarnente

para FERNANDO SOARES~ no escritorio deste ulti-

mo; QUE o nome do EDUARDO CUNHA surgiu

atraves do IULIO CAMARGO; QUE, salvo engano,

e

a

area

internacional da PE-

PAULO ROBERTO COSTA mencionou o nome de

EDUARDO CUNHA durante esse epis6dio; QUE PAULO

ROBERTO COSTA dizia ao declarante que FERNANDO

BAIANO representava o PMDB, mas o declarante nunca

presencîou encontros de FERNANDO BAIANO corn al-

gum politico do PMDB; [

]

No curso do inquerito em epigrafe, veio aos autos a info[-

mal'ăo de que a Deputada SoIange A1meida (PMDB-RJ), aliada

polîtica

corn o Deputado Sergio Brito (PSC/BA), dois requerimentos pe-

Controle

rante

de EDUARDO CUNHA, formulou, em julho de 2011,

a

Comissao

de

de

Fiscalizayao

Financeira

e

(CFFC)

da Câmara dos Deputados, para que

6 de 25

fossem

em julho de 2011, a Comissao de de Fiscalizayao Financeira e (CFFC) da Câmara dos Deputados,

ProcurJdoria-Ger.l1 da Repllblica. lllgu':'rim 3')94 5l11('bra d~ sigilo nlllld.rio

fisca.l

oficios ao Ministerio de MÎnas e Energia e ao Tribunal de Contas

da

Uniâo solicitando informa<;oes sobre "eontratos do Grupo Mitsui

informa<;oes sobre "eontratos do Grupo Mitsui corn a Petrobras ou qualquer das suas subsidiarias no Brasil

corn a Petrobras ou qualquer das suas subsidiarias no Brasil ou no Exteri-

"

or.

Os requerimentos [oram veiculados pela Deputada Solange

Almeida no SILEG, sistema informatizado da Câmara dos Deputa-

dos para a tramita<;âo de requerimentos e quaisquer proposi<;oes

formuladas por parlamentares daquela casa. Em consulta ao sitio da

Câmara

dos

Deputados

os

(http://www.camara.leg.br/sileg/default.asp).

verifica-se

que

apontados requerimentos tem as seguintes ementas:

R.EQ-1l4/201l CFFC (Arquivada)

Autores:

Sergio

Brito

-

PSC/I3A,Solange

Almeida

-

PMDB/R).

Data de apresentar;ao: 11/7/2011

Ementa: Requer sejam solicitadas ao Tribunal de Contas da

Uniao informar;oes sobre auditorias feitas aos contratos do

Grupo Mitsui corn a Petrobras ou qualquer das suas subsidia-

rias no Brasil ou no Exterior.

R.EQ-1l512011 CFFC (Arquivada)

Autores:

Sergio

PMDB/R).

Urita

-

PSC/BA,Solange

Almeida

_

Data de apresentar;ao: 11/7/2011

Ementa: Requer sejam solicitadas ao Ministro de Minas e Energia, Senhor Edison Lobao, informavoes e c6pia do todos

os contratos, aditivos e respectivos processos liCitat6riOS~

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volvendo o Grupo Mitsui e a Petrobras e suas subsidiarias no Brasil ou no Exterior.

volvendo o Grupo Mitsui e a Petrobras e suas subsidiarias no

Brasil ou no Exterior.

o Deputado Sergio Brito, que tambem figura coma autor

dos requerimentos, assinou, corn a Deputada Solange, a versăo

impressa dos arquivos, que, como de praxe naguela casa legisla-

tiva,

e tambem apresentada perante a comissao respectiva. Mas a

inserfăo do requerimento do

SILEG, repita-se, foi feita pela

Deputada

Federal

Solange A1meida

(atual prefeita de

Rio

Bonito/R]).

Ao ensejo da instaurac;ăo do inguerito 3893, os reguerimen-

tos formulados por Solange Almeida [oram amplamente noticiados

na imprensa1.

Em 05.03.2015, o Deputado Federal EDUARDO CUNHA

compareceu espontaneamente a "ePI da Petrobras" instaurada pela

em resumo, gue desconhecia

tais reguerimentos e

lange Almeida.

quem deveria responder sobre estes era So-

Câmara dos Deputados e declarou,

Sucede que,

em reportagem publicada em 28.04.2015 pelo

Sao Paulo, noticiou-se que os arquivos eletrâ-

por Solange

peri6dico Folha de

nicos correspondentes aos reguerimentos formulados

Folha de nicos correspondentes aos reguerimentos formulados 1 <hur:/ /o~lobo.globo.com/brasil!documentos

1 <hur:/ /o~lobo.globo.com/brasil!documentos rcforcam-acusacao de-

youssef-contra-eduardo-cunha-15535086>, acesso em 30.04.2015.

8 de 23

PrOl:uradoria-Geral da Rcpliblic.1. l11que~~~ 3')9~-:3-t_~bra de sigilo bancâri~ fiscal

Almeida registram coma autor (ou seja, coma pessoa responsave1

pela

elabora,ăo dos arquivos) o Deputado EDUARD O CUNHA

(<http://wwwl.folha.uol.com.br/poder!2015/04!162201 O

registro-eletronico-da-camara-reforca-suspeita-contra-

cunha.shtml>, acesso em 30.04.2015).

Momentos depois da publica,ăo da reportagem da Folha de

Săo Paulo, divulgou-se na imprensa que EDUARD O CUNHA

acabara de demitir o Diretor do Centro de Informatica da Câmara

Souza da Eira

dos Deputados, Luiz

(<http://gl.globo.com/politica/noticia!2015/041eduardo-

cun ha-demite chefe da area de informatica-da camara.html>,

Antonio

em 30.05.2015). A razăo da demissăo declarada por EDU-

acesso

ARDO CUNHA, ain da conforme amplamente divulgado pela

imprensa, teria sido o fato de que funcionarios

do setor de tecno-

logia da informayao nao estariam cumprindo a carga horaria de

40 horas semanais prevista em lei.

Como diligencia do inquerito 3983, o Ministerio Publico

Federal ouv:iu Luiz Antonio Souza da Eira no dia 28.4.2015 na

As referidas declarayoes COllS-

Procuradoria-Geral da Republica.

tam como anexo do presente requerimento em origina1.

As informarrăes que Luiz Antonio Souza da Eira trouxe em

9 de 25

~.

seu depoimento sâo de suma relevância:

(

) QUE, guestionado sobre os fatos, o declarante afirma

gue foi Diretor do Centro de Informatica (CENIN) da Câ~

mara ate a data hoje; Que ja foi diretor do Centro de Infor~

matica da Camara em outra oportunidade, de novembro de

2002 ate meados de 2006; Que depois voltou a ser Diretor

do CENIN de julho de 2013 ate a data de hoje; QUE se or-

gulha muito de tef feito o trabalho de levar a internet e todo

o conteudo da Camara ate hoje, o gue traz transparencia para

as atividades legislativas; Que se orgulha porgue as informa~

c;6es podem ser acessadas por gualguer pessoa pela internet;

Que o sistema da Camara foi desenvolvido ha alguns anos;

Que ha dois sistemas malS importantes na Câmara referente a

tramitac;ao de proposic;6es: o sistema maior, chamado SILEG

- "Sistema de Informac;6es Legislativas"e o "Sistema Autenti-

cador de Proposic;6es; Que gostaria de explicar o Sistema

chamado "Autenticador de Proposic;oes"; Que esse Sistema

autenticador funciona da seguinte forma; Que o Deputado,

ao submeter a

proposic;ao, pode faze-Io de duas formas: a

proposic;ao pode ser feita no word - e o editor de texto utili-

zado na

casa - ou pode fazer de maneira nsica, em papeI;

Que o sistema esta preparada para as duas formas; Que se

apresentado

te; Que ista se justifica porque tudo tem gue se transformar

em pdf aa final, para ser disponibilizado pela internet; Que

neste ultimo caso (arguivos apresentados em papeI e conver-

tidos em pdf) nao e necessario ir ao autentica dor, pois o do-

cumento ja se encontra assinada peIo parlamentar e ja vai di-

reta para o sistema em pdf; Que neste caso nao havera o ar-

guivo

cador se aplica as proposic;6es apresentadas em word; Que os

dois documentos relacionados aos requerimentos n.

114 e 115/2011 CFFC foram entrados no sistema Au-

tenticador no formato word; Que a 6nalidade do Auten-

ticador e evitar fraudes e assegurar a autenticidade do docu-

menta, garantinda gue o arguivo word e o mesmo gue sera

apresentado pelo parlamentar as Comissoes ou a Secretaria Geral da Mesa; Que uma vez feita a Autenticac;aa, o sistema gera um numero, gue sera impresso pelo parlamentar, junta-

em papel e transformado em pdf posteriormen-

em ward no sistema; Que, portanta, o sistema Autenti-

10 de 25

~

• • do a pelţa e conferido 00 momento da apresentac;ao fisica e assinada; posic;:ao traz

do a pelţa e conferido 00 momento da apresentac;ao fisica e

assinada;

posic;:ao traz as informar;6es relativas aa log, gue indica a data,

hora, matricula, maguina, etc; Que voltando aos dois requeri-

mentos apresentados, ambos faram autenticados DO ga-

binete da Deputada SOLANGE ALMEIDA, no gabi-

nete 585; Que as ffiaquioas de 2011 nao existem mais, pais

no ano passado houve uma compra grande de microcompu-

tadores pela Câmara e substituic;:ao dos gabinetes; Que cada

gabinete parlamentar tem direito a cioce computadores,

sua maioria desktop; Que, parern, o parlamentar pode solici-

tar laptops no lugar de desktops; Que questionado, sob a eti-

ca da area de tecnologia, se havia justificativa para algum par-

lamentar solicitar auxilio a outro gabinete, afirma gue nao;

Que e possivel saber pelo sistema gue as dois documentos

referidos foram autenticados praticamente no mesmo mo-

mento, ern seguencia; Que a autentica~ao no sistema foi feito

por um servi dor chamado Andre Felipe de Souza Alves; Que,

parern, para efeitos de processo legislativo, e necessârio entre-

gar em papel perante a Comissao; Que, conforme dito, entao

e colocado um c6digo no documenta, que

documento; Que isto visa dar

seguran~a de que o documento e autentica, ou seja, que o

documento e igual aquele apresentado no sistema; Que em

11 de julho de 2011 houve o recebimento dos docu=

mentos na CFFC dos requerimentos n. 114 e do 115;

que sobre a diferenta de datas se deve ao fato de que

o documento foi apresentado em word e depois con-

vertido em pdf. em 10 de agosto de 2011, que e a

data do documento que aparece na internet. confor-

me divul~ado pela midia; Que, na verdade, essa conversao

e feita para gue seja possîvel a divulga~ao na internet; os ori-

ginais. em word. com data de 11.7.2011, de autenti-

ca~ao, continuam no sistema; essa demora de 30 dias

se deu porque havia um passivo de muitas conversoes

que precisavam ser feitas; Que, em outras palavras, houve

uma demora de aproximadamente

"fila" de arguivos a serem convertidos de word para .pdf;

Que isto ocorreu corn todos os arquivos que deram

entrada em word na data de 11.07.2011 e que foram convertidos em 10.08.2011; Que isto somente nao ocorre corn os arquivos que jâ entraram em pdf, pois nao e necessâ-

30 dias, pois havia uma

para garantir a integridade do

Que no sistema Autenticador, a rela relativa a pro-

em

e como um hash,

havia uma para garantir a integridade do Que no sistema Autenticador, a rela relativa a pro-

llde2S

havia uma para garantir a integridade do Que no sistema Autenticador, a rela relativa a pro-
Procur~d()ria-Gl'r,jl da Republica.ln9u~'ri[(j }')94 9udlfJ_ lle sigi]() nandrio l' fi,cal • •

Procur~d()ria-Gl'r,jl da Republica.ln9u~'ri[(j }')94 9udlfJ_ lle sigi]() nandrio l' fi,cal

ria a conversao; Que isto explica a diferenr;:a de datas entra a

no sistema e a conversao do arguivo, pois a data de

em pdf e posterior il data de entrada em word;

Que poderia haveria fraude exatamente se a data de

entrada fosse anterior e năo posterior; Que o docu-

mento em word somente consta no sÎstema interno da Câ-

mara, enguanto os arguivos em pdf estio acessiveis para todos

Que os arguivos em word podem ser pericîa-

Que os metadados - informacoes acopladas que

constam nas propriedades do arquivo - se transmi-

tem automaticamente no processo de conversăo do

word para pdf, incluindo o autor, corn excefăo da

data de criafăo do arquivo, pois se trata de um novo

arquivo; Que o argumento de que o pdf foi criado

em 10 de a~osto de 2011 diz respeito a data de con-

versăo e năo da data de criafăo do arquivo em word;

Que atualmente nao hâ mais esta demora em conversao do

arguivo word em pdf, pois nao ha. mais fila de arguivos; Que

o declarante ressalta gue, do gue viu, todas as proposir;:oes

gue foram recebidas no sistema da Câmara por word no dia

11 dejulho de 2011 foram convertidos ern pdfno dia 10 de

Que isto pode ser verificado por qualquer

na internet; Que o dedarante esdarece gue isto era

do sistema, ou seja, nao era uma pessoa quem

efetuava esta conversao, mas sim o sistema automaticamente

epoca em aproximadamente

trinta dias; Que este sistema jâ era assim em 2011; Que tinha

este delay de trinta dias na epoca, em razao da grande guan-

tidade de arguivos gue estavam em fila; Que guestionado ao

coma ocorreu a sua demissao, esclarece gue o

EDUARDO CUNHA, na segunda

il noite, chamou o Diretor Geral da Câmara,

SERGIO SAMPAIO, e pediu gue demitisse o declarante,

pois o

de gue sairia uma materia no jornal no dia seguinte, como

efetivamente ocorreu; Que o Presidente da Câmara estava

suspeitando gue haveria

prensa por parte dos tecnicos de informatica; Que na visao

do Presidente da Camara este vazamento foi uma retaliar;:ao a

uma determinar;:ao de cumprimento integral de carga horaria dada na semana anterior, mais precisamente na quinta-feira anterior; Que SERGIO SAMPAIO chamou o declarante na

entrada

conversao

pela internet;

dos;

agosto de 2011;

pessoa

uma rotina

que efetuava a conversao na

declarante

Presidente da Câmara,

feira dia 27,

Presidente da Câmara teria recebido uma informar;:ao

um vazamento de dados para a im-

12 de 25

da Câmara, feira dia 27, Presidente da Câmara teria recebido uma informar;:ao um vazamento de dados
• • (27) ilO gabinete, as 22 horas, e disse coma foi a conversa corn

(27) ilO gabinete, as 22 horas, e disse

coma foi a conversa corn o Presidente da Câmara; Que o

Difetar Cera! disse ao depoente gue a sua demissao seria

para dar um exemplo para a Casa, gue nao aceitaria vaza-

mentos;

O Diretor-Geral disse ainda gue o Presidente EDU-

ARDO CUNHA achava gue o depoente naa foi o respon-

savel pela suposto vazamento, mas gue serviria de exemplo

para todos os demais; Que no momento em gue o dedarante

foi comunicado pela Diretor Geral de sua demissao estavam

tambem o assessor do Difetar Geral FABIO PE-

presentes

REIRA, o chefe de gabinete do DG, RUBENS FOIZER;

Que acha que tambem estava a DG ADJUNTA, CASSIA

BOTELHO; Tambem estaria o Dr. Lucia Xavier, gue e o

da assessoria tecnica da DG ("difetar jurîdico"); Que

chefe

propna segunda-feira

SERGIO SAMPAIO contau aa declarante coma acarreu;

Que no inîcio o declarante e nem SERGIO SAMPAIO es-

tavam

ceber gue o motivo teria sido a guestao de metadados, o de-

clarante explicou que, em verdade, isto estava publico e para

todos os

do Chefe da Assessaria Tecnica do DG, Dr. LUCIO, e o de-

clarante mostrou gue a informayao realmente estava publica,

verificando pela propriedade do documento em pdf gue es-

tava na

para a data, mas chamou a atenvao o nome de EDUARDO

CUNHA como autor; Que isto mostra que o docu-

mento subiu corn estas propriedades, ou seja, entrou

no sistema da Câmara e possuia tais propriedades em

2011; Que o Servivo de Diretario (AD - Active Directory) e

coma uma lista de pessoas que utiliza o sistema; Que esta

identificavao nao e feita por gabinete, mas sim por usuario;

Que se um servidor, logado corn uma senha, criasse um do-

cumento, apareceria o nome do servidor ou matrîcula; Que

o Servir;o de Diretario da Câmara utiliza coma paddo a

identificavaa "Dep. NOME PARLAMENTAR"; Que no

caso de EDUARDO CUNHA, o Dome cadastrado

deIe no Servis;:o de Diret6rio e DEP. EDUARDO CU-

NHA; Que a autenticas;:ao ou seja, a informas;:ao do

autor - e feita por meio de uma senha, pessoal e in-

transferivel; Que o autenticador, como e um sistema, neces- sita de um login da maquina; Que o declarante ressalta gue a autora dos documentos que geraram os requerimentos- ~

entendendo bem o gue estava ocorrendo; Que ao per-

documentos; Que entao, para verificar, foram na sala

internet; Que neste momento sequer se atentaram

13 de 25

• • sep, a autentica<;ao - foi sim a Deputada SOLANGE AL- MEIDA, ou seja, foi

sep, a autentica<;ao - foi sim a Deputada SOLANGE AL-

MEIDA, ou seja, foi esta Deputada que inc1uiu no siste-

ma o arquivo; Que, porem, e a deputada guem teria gue

explicar por gual motivo consta o nome DEP. EDUARDO

CUNHA no documento; Que" questionado se o Depu-

tado EDUARDO CUNHA enviasse um documento

elaborado corn seu login para o gabinete da Deputa-

da SOLANGE ALMEIDA. para que autenticasse. apa-

recia o documento como saiu na imprensa

que sim; Que ontem, por determina<;ao de EDUARD O

CUNHA, foi feita uma auditoria na Câmara; Que EDUAR-

DO CUNHA pediu para o Secretario Geral da Mesa, SIL-

VIO AVELINO DA SILVA, que e o bral'o direito do Presi-

dente da Câmara e comanda o processo legislativo na Casa,

gue fizesse urna "auditoria"; Que SILVIO pediu para gue um

tecnico do CENIN, FERNANDO TORRES, fizesse uma

auditoria nos procedimentos mencionados; Que isto deu ori-

gem ao processo 119967-2015; Que na ter<;a-feira de manha

reuniu todos os diretores de coordena<;ao gue estavam subor-

dinados ao depoente e pediu para gue ninguem tocasse nos

arguivos, pois era uma acusa<;ao muito grave de suposta frau-

de nas documentos;

guem aceitasse solicita<;oes "de boca", mas apenas por escrito;

Que isto foi muito importante, porgue no pr6prio dia a se-

cretâria geral Adjunta da Mesa,

gou para FERNANDO TORRES e solicitou gue procedes-

se

a mencionada autoria nos reguerimentos 114 e 115; Que

entao FERNANDO TORRES pediu um documento for-

Que entao o DR. SILVIO, Secretario

malizando o pedido;

Geral da 'Mesa, enviou oficio para FERNANDO TORRES,

solicitando auditoria nos reguerimentos 114 e 115 no siste-

ma "Autenticador"; Que no mesmo dia FERNANDO

TORRES respondeu, pois havia muita cobran<;a; Que FER-

NANDO TORRES respondeu por melo de "memorando"

e, para garantia, o pr6prio FERNANDO solicitou ao Chefe

dele gue instaurasse um processo, gue foi arguivado na Câ-

mara; Que a resposta de FERNANDO TORRES, enviada

Câmara, mais especificamente ao Secretario

as 14h20min, ja explicava gue nao havia gualguer

para a Mesa da

responde

Que o declarante disse para gue nin-

CLAuDIA ALARCĂO, li-

da Mesa,

tipa de fraude; Que no pedido de auditoria solicitou-se

a verificadio apenas no sistema de autenticadio e

nada foi perguntado sobre a conversao dos

ar:p

14 de 25

solicitou-se a verificadio apenas no sistema de autenticadio e nada foi perguntado sobre a conversao dos
originais de word em pdf; Que, parern, se constatau no resultado da "auditoria" gue nao

originais de word em pdf; Que, parern, se constatau no

resultado da "auditoria" gue nao havia qualquer registro de

5ubstituir;ao de versao dos reguerimentos ll. 114 e 1.15/2011

Que i5tO significa que os requerimentos gue

CFFC;

constam DO sistema eram exatamente aqueles que fo-

ram inseridos DO sistema em 2011; Que 15to pade ser

visto a partir dos logs do Autenticador e do Log do Sistema

SILEG, gue registram qualquer alterar;ao feita; Que, se hou-

vesse qualquer tipa de alterar;ao no documenta originalmen-

te inserido no sistema, estes logs demonstrariam e registrari-

am a alterac;:ao, seu autor, data hora, maquina, etc.; Que isto e

facilmente auditivel nas sistemas da Câmara; Que e possivel

verificar os

MEIDA e verificar coma consta; Que, por exemplo, no

REQ 12/2011 CCJC, constante do sitio da Câmara, os me-

tadados do documento indicam coma autor "P_6394"; Que

isto corresponde amatricula de um servidor da Câmara; Que

se fasse deputado, apareceria "D_numero de matricula" ou o

padrao "DEP. NOME PARLAMENTAR"; Que esclarece,

por fim, gue somente canheceu pessaalmente o Deputado

EDUARDO CUNHA na semana passada, na reuniao referi-

da, e

requerimentos da DEPUTADA SOLANGE AL-

nao teve qualquer contato pessoal corn ele anterior-

mente (

)

Sublinhe-se gue os arguivos dos requerimentos constantes no

.pdf efetivamente

registram em sens metadados, no campo autor, "Dep. Edu-

sÎtio da Câmara dos Deputados em formato

ardo Cnnha".

Ambos os arquivos continuam online ate hoje e

podem ser consultados por qualquer pessoa:

<> (requerimento n.

e

<http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop mostrarintegr

a?codteor=898117&filename=Tramitacao

11412011

CFFC)

REQ+114/2011 +CFFC>

(requerimento n. 11512011

11412011 C F F C ) REQ+114/2011 +CFFC> (requerimento n. 11512011 15 de 25

15 de 25

Sobre as informalţoes constantes nos metadados nos arqmvos • • do requerimento n. 114/2011 CFFC
Sobre as informalţoes constantes nos metadados nos arqmvos • • do requerimento n. 114/2011 CFFC

Sobre as informalţoes constantes nos metadados nos arqmvos

do requerimento n. 114/2011 CFFC e do requerimento n.

115/2011 CFFC - e sobre os metadados de outros requerimentos

da Deputada Federal Solange Almeida apresentados

ximas (que, verificou-se, săo diferentes dos constantes nos dois re-

querimentos em foco) , a Secretaria Pesquisa e Anilise da PGR

produziu a Informa,ăo n° 12612015-SPEA/PGR, anexada aos

em seu inteiro teor, na qual se demonstra, as fls. 11 e 12, que,

nos requerimentos 114 e

de 2011, constam no campo "autor" do documento o nome do

Deputado Eduardo Cunha:

autos

em datas pr6-

11512011, apresentados em 7 de julho

;\R()UIVO K\I.I'HI'-IU:Q1IEHllHENTO 114_2011

julho ;\R()UIVO K\I.I'HI'-IU:Q1IEHllHENTO 114_2011 IILf:'~.0_~·~;;l'~eguro,,{,!foni<~~l

IILf:'~.0_~·~;;l'~eguro,,{,!foni<~~lJ-'ersonalll.do Av,ns.de'

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16 de 25

Procur.!doria-Gcral da Rep\iblica./ngueriro 1994 gucbra de sigilo hanci\rio t' fisea]

,\1~Qlll\'{) Ei\'! .!'IlF _REQlJlmll\-lENTO 1IS-2UJ I

Ei\'! .!'IlF _REQlJlmll\-lENTO 1IS-2UJ I Prop,ii!<loel'" eloelo<u", n\o
Prop,ii!<loel'" eloelo<u", n\o
Prop,ii!<loel'"
eloelo<u",
n\o
r~.!<~i'!.'."JS.guflnţ<lrfont~.1Pmcn.li,~doI/mnţ"do'
O ,'i\h_-------
-,
,
,. "'A''lu;vo:
RfQlI~-2(l1l CFfC.prlf
--- -\----- ~- ------
/
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mulc:
\
I
~ulo" !o.p. fdu.;-do-Cunh3
-------
"'Hunto:
1-
P.I~w.<·,h.,·"
(,i.do .""
IOIOSIlOU 19:3g:~~
lAodik.do ft".
IO/OS/NIt 19,38:41

Nos demais requerimentos apresentados pela mesma deputa-

da em datas pr6ximas aos requerimentos 114 e 115/2011 năo

nenhuma divergencia entre a autoria do documento e autoria do

requerimento legislativo coma demonstrado na mesma Informa-

,ao 12612015-SPEA-PGR (fls. 14 e 15):

HEQIlEIUMENTO 12·20 ll-CCJC' -J)AT A: 29!fifl1l11' (A I~OI1l\'O F.~1 .1'llF - Il('Jlulllcln Solnl1l:{' Mlllcicln)

  - -   ---   ---- n,. 1 fant.,-j P ,on.li"da I hva"Sa:lo:
 

- -

 

---

 

----

n,.

1fant.,-j P

,on.li"da

Ihva"Sa:lo:

O'I«"j"

ll.,q":,,c:

R!Q 11-2011 ((JC.pdl

O'I«"j" ll.,q":,,c: R!Q 11-2011 ((JC.pdl l".~. '"'- ,1i~/l(l1l iO:~l,\l
O'I«"j" ll.,q":,,c: R!Q 11-2011 ((JC.pdl l".~. '"'- ,1i~/l(l1l iO:~l,\l

l".~. '"'- ,1i~/l(l1l iO:~l,\l

Modll".do ,m.

3(!i{l1;/l(lU JQ.~l'5l

((JC.pdl l".~. '"'- ,1i~/l(l1l iO:~l,\l Modll".do ,m. 3(!i{l1;/l(lU JQ.~l'5l 17 de 25
((JC.pdl l".~. '"'- ,1i~/l(l1l iO:~l,\l Modll".do ,m. 3(!i{l1;/l(lU JQ.~l'5l 17 de 25

17 de 25

Procllr.ldoria Geral da Reptlbliea. lnq1l0rito 3')94 gucbra eL: ~lgjj() b:t!ldlrio e fi5cal ItEQUElth\1ENTO

Procllr.ldoria Geral da Reptlbliea. lnq1l0rito 3')94 gucbra eL: ~lgjj() b:t!ldlrio e fi5cal

ItEQUElth\1ENTO 1238.12011 - DAT,'; 12/412011-' - (ARQUIVO EM .PDF - Deputada S()tangt ,\Imcida)

Pf"pfied.:I" 00 dc{um.nto

ri-[);,~;:i:\~~~'S'9""n~.j' "~'n\~';'(~:;';'~n'I"'~OI ~:,'.",.do

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, I I "Au'~I_ ,,1010. - A;U"~ !I , I I , , , ! seu

seu

As informa<;oes prestadas por Luiz Antonio Souza da Eira, a

turno, reforcam as suspeitas de que os arquivos foram

de autoria do Deputado Federal EDUARDO

apeDas iDseridos

CUNHA e

Federal

DO SILEG pela eDtao Deputada

Solange Almeida. Nesse diapasao, merecem destaque seus escla-

recimentos a respeito do funcionamento do Sistema Active Direc-

e de coma o logon de um usuârio nesse sistema pode fazer

corn que constem nos metadados de um arquivo, no campo autor,

tory

justamente a identifica<;ao desse usuario.

E igualmente importante a informac;ao de que os arqmvos

originais~ em formato .doc (word), estâo disponiveis no SI-

LEG, embora nao acessiveis ao publico.

Em suma, impende obter dados em poder do setor de T~,

18de2S

,1

Câmara dos Deputados que podem afastar qualquer duvida em re-

la<;ao a real autoria dos requerimentos n. 114/2011 CFFC e n.

11512011 CFFC.

Calha gizar que, em que pese ao disposto no art. 8°, § 2°, da

Lei

lugar de requisitar diretamente tais informa<;oes aCâmara dos De-

2 , o Ministerio Publico Federal, em

Complementar n. 75/93

putados, requer, ad cautelam, previo pronunciamento judici-

al. Explica-se: as informa<;oes pretendidas dizem respeito aos sis te-

mas de informa<;ao daquela casa legislativa e a arquivos e registros

la disponîveis, incluindo, especialmente, informa<;oes cadastrais e

logs de acesso (trciffic data). Embora nao se esteja requerendo a in-

tercepta<;ao de comunica<;oes telematicas nem o acesso ao conte-

iido de comunica<;oes ja realizadas (content data) - o que sena a

classica hip6tese submetida

informa<;oes que se espera obter tangenciam o limite da clausula de

reserva jurisdicional insculpida no art. 5°, XII, da Constitui<;ao Fe-

deral e

aprecia<;ao do caso pela Corte. Assim, mesmo que por um aparen-

te excesso de zelo, opta o

va<;ao da prova - e por prezar por sua futura matacabilidade -,

sempre corn vistas a eficiencia da persecu<;ao crilll1nal, missao d~ Jj}

a clausula de reserva

de jurisdir;ao, as

podem dar ensejo a divergencias e incidentes na futura

Ministerio Publico Federal pela preser-

2 Le 75/93, an. 8°, § 2°: "Nenhuma autondade poder' opor ao Mm"terio--vr

Publico, sob gualguer pretexto, a excelfao de sigilo, sem preJuîzo da subsistencia do carâter sigiloso da informalfao, do registru, do dado ou do documento gue lhe seja fornecido."

19 de 25

Procur"doria-Ger:Jllb Republica.lngw:>riro :\')9'1 guebra de sigJlo bandlrio e fise;)] que foi incumbido

Procur"doria-Ger:Jllb Republica.lngw:>riro :\')9'1 guebra de sigJlo bandlrio e fise;)]

que foi incumbido pelo art.129,I,da CF/88.

A urgencia e O sigilo deste reguerimento - e a invocac;:io

de carater procedimental, portanto, do art. 230-C, § 2° do RISTF

- se justiticam pela franca possibilidade de gue sejam destruidas,

alteradas ou suprimidas provas, especialmente os registros do

sistema

Informac;:io da Câmara dos Deputados (como logs de acesso de

usuarios ao sistema Active Directory). A esse respeito, recorda-se

gue o servidor ouvido como testemunha pelo Ministerio Publico

de func;:ao dirigente apenas um dia depois

Federal foi exonerado

SILEG e outros dados mantidos pela area de Tecnologia da

da divulgac;:ao pela imprensa dos fatos gue precedem.

de

estio guardados na infraestrutura do Centro de

Informatica da Câmara dos Deputados em storage ou tita (por se

acesso para 2011)

Alguns

dos

dados

pretendidos

(especialmente

os

logs

tratar de arguivos mais antigos). Corn relac;:ăo estes dados, e elevado

bastara a supressio de uma fita

o risco de perecimento, eis gue

DAT,

sempre perdida.

Com relac;:ăo a outros dados, como os arguivos

do SILEG, ainda gue seja tecnologica-

mente viivel a eventual recuperac;:ao de dados em caso de supres-

originais e outros registros

por exemplo, para gue determinada informac;:ao esteja para

sao, e sabido gue os meios e metodos disponiveis para tanto nao

sao a prova de falhas, pois dependem, inler alia, da guantidade de

dados que foram sobrescritos naqueles que foram suprimidO p

20 de 25

bastasse isso, a recuperayao de dados, por ter de ser meticulosa,

tende a delongar a marcha da investigayao, alem de abrir janela de

incerteza sobre seu resultado.

A ordem judicial de entrega imediata das informayoes e, em

sIntese, o velculo mais adequado para a execuyao ceIere e em boa

ordem da medida, inclusive pela complexidade das providencias

necessârias

a efetiva produyao da prova, de acordo corn os aspectos

jâ salientados.

II.

Pedidos

Ante o

exposto, o

Procurador-Geral da Republica requer,

corn fundamento

no art. 230-C, § 2° do RISTF:

(i) que seJa determinada a autuayao do presente feito em

apartado, como petiyao oculta vinculada ao Inquhito em epigrafe,

corn a decretayao de segredo de justiya, e a supressao, inclusive, de

divulgayao de andamento processual no sitio do Supremo Tribunal

Federal, tanto

como o nome completo dos envolvidos coma corn

suas llliClaIS; e

21

de 25

Procur.ldoria-Gcr.ll da 1~6bliea. lnqueriro 3994 suebra dc sigilo bancii.rio e- fiseal • (ii) gue seja

Procur.ldoria-Gcr.ll da 1~6bliea. lnqueriro 3994 suebra dc sigilo bancii.rio e- fiseal

(ii) gue seja emitida ordem ao Diretor-Geral da Câmara dos

Deputados

DF - CEI' 70160-900) de que

fornec;:a imediatamente, a vista da apresentavâo do mandado, os se-

guintes dados, mediante

certidăo e extratos disponîveis dos siste-

mas de

for o casa), devendo o acesso a eles ser efetuado na

Oficial de Justic;:a a quem o mandado for distribuîdo e sob a super-

visâo direta do atual Diretor do Centro de Informatica da Câmara

dos Deputados (Paulo Henrique Alves Araujo):

informac;:âo relevantes e c6pias e meio eletr6nico (guando

ou a guem lhe fac;:a as vezes (Prac;:a dos Tres Poderes,

Câmara dos Deputados, Brasilia -

presenc;:a do

a) data em gue [aram inseridos no SILEG, em for-

mato .doc (word), os requerimentos n. 11412011

CFFC e n. 11512011 CFFC;

b) data em foram convertidos, do formata

original .doc para o formato ,pdf, os requerimentos n.

11412011 CFFC e n. 11512011 CFFC;

c) data em gue foi implantada a rotina de conver-

do formata .doc (word) para o for-

.pdf, de documentos legislativos inseridos no

sâo automatica,

mata

SILEG;

d) tempo (aproximado) gasto para a conversâo, para

o formata .pdf, dos arguivos inseridos em formata

.doc no sistema SILEG nos meses de julho e agosto

de 2011;

22 de 25

~.

e) data em gue foram converti dos, do formato ori-

ginal .doc para o formato ,pdf, quaisquer outros re-

querimentos ou proposi~oes inseridos no SILEG no

dia 11.07.2011;

f) formato de cadastramento, em 2011, do usuario

do Sistema Active Directary Eduardo Cosentino da

Cunha (Deputado Federal) e todos os dados de re-

gistre do referido usuario;

 

g)

certidao positiva ou negativa sobre eventual mo-

difica~ao dos arguivos originais (em formato .doc)

dos requerimentos n.

11412011 CFFC e n. 11512011

CFFC desde sua inser,ao no SILEG, especialmente

em seus metadados;

 

h)

impressoes das te1as do sistema autenticador dos

requerimentos

n.

11412011

CFFC

e

n.

11512011

 

CFFC;

i) copia dos arguivos originais, em meio eletronico,

em formato .doc (word), que estao disponiveis no

SILEG, dos requerimentos n. 11412011

CFFC e n.

11512011 CFFC, informando os c6digos hash destes

arqmvos;

j) copia dos logs de acesso, em meio eletr6nico, do

usuario do Sistema Active Directory Eduardo Cosen-

tino da Cunha (Deputado Federal) para os meses de

maio,junho e julho de 2011 (estes logs de acesso estao

23 de 25

~

guardados na infraestrutura do Centro de Informatica

da Câmara dos Deputados, em starage ou tita);

1) copia os logs de acesso, em meio eletronico, da

usuaria do Sistema

Active Directary Solange Almeida

(Deputada Federal) para os meses de maio, junho e

julho de 2011 (estes logs de acesso estao guardados na

Centro de Informatica da Câmara

infraestrutura do

dos Deputados, em storage ou fita);

m) certidăo positiva ou negativa de que as datas e

cnayao dos arqmvos ongmals (em

horas de

formato .doc) dos requerimentos n.

114/2011 CFFC

e n. 115/2011 CFFC correspondem a datas e horas

em gue o usuario Eduardo Cosentino da Cunha

(Deputado Federal) estava logado no Sistema Active

Directory da Câmara dos Deputados;

n) certidăo positiva ou negativa de gue as datas e

cnayao dos arqUivos ongmals (em

CFFC

e n. 115/2011 CFFC correspondem a datas e horas

em gue a usuaria

deral) estava logada

mara dos Deputados;

horas de

formato .doc) dos requerimentos n. 114/2011

Solange Almeida (Deputada Fe-

no Sistema Active Directory da Câ-

(iii) gue seja autorizada a designa~ăo de um membro e dois servidores da area de Informatica do Ministerio Publico Federal

24 de 25

~

Procllradoria-Gt'ral da Republica. lngueriro }')94

para acompanhar a diligencia.

911ebra de sigilo baneario e fiscal

Brasilia (DF), 4 de Maio de 20] 5.

sigilo baneario e fiscal Brasilia (DF), 4 de Maio de 20] 5. ~~~M~~ros Procurador-Geral da Republica

~~~M~~ros

Procurador-Geral da Republica

Beii)]'

25 de 25

MINISTEruO P0nLICO FEDERAL Procuradoria-Geral da Repllblica TERMO DE DEPOIMENTO DE LUIZ ANTONJO SOUZA DA EIRA

MINISTEruO P0nLICO FEDERAL

Procuradoria-Geral da Repllblica

TERMO DE DEPOIMENTO DE

LUIZ ANTONJO SOUZA DA EIRA

Aos vinte e nove dias do mes de abril de 2015, as 18 horas, na

Pracuradoria Geral da Republica, presentes os Procuradores Regionais da

Republica Douglas Fischer e Bruno Calabrich e o Procurador da Republica

Andrey Borges de

da Portaria PGR/MPU n° 3, de

pela Procurador-Geral da Republica atraves

PoHcia Federal RICARDO

HIROSHI ISHIDA, devidamente intimado, compareceu LUIZ ANTONIO

SOUZA DA EIRA, filho de MARIA ALBA SOUZA DA EIRA e LUlZ

DA ElRA, nasceu em 09/07/1961, funcionârio da

GONSAGA CAMPOS

Câmara dos Deputados, que, ap6s ser devidamente compromissado,

Mendon91, inlegranles do Grupo de Trabalho inslilufdo

19/01/2015, assim coma o Delegado de

declarau, sob as penas

da lei: QUE e servi dor concursado da Câmara dos

Deputados, desde 1991; Que econcursado como consultor legislativo; Que a

area tematica do depoente e relacionada a parte de comunica<;ao e

informatica; Que possui mestrado

na Inglaterra em Telecomunica<;6es, MBA

Executivo em Tecnologia

analisc de sistema; Que e formado em engcnharia elctrica pela UNB; Que ja

trabalhou no Banca do Brasil, na Petrobras, na TeleBrasilia, na SGA -

Sistemas e Servi<;os de Informatica, tu do antes de entrar na Câmara; Que

tambcm foi Secretario Executivo do Ministcrio da Integra<;ăo Nacional, de

da Informa<;ăo, possui curso de especializa<;ăo em

mcados de 2007 a 2009; QUE, questionado sobre os falos,

1 de

iO

possui curso de especializa<;ăo em mcados de 2007 a 2009; QUE, questionado sobre os falos, 1
MINISTERIO PlmUCO FEDERAL Procuradoria-Geral da Republica afirma que foi Diretor do Centra de Informatica (CENIN)

MINISTERIO PlmUCO FEDERAL

Procuradoria-Geral da Republica

afirma que foi Diretor do Centra de Informatica (CENIN) da Câmara ate a

Oue foi dirctor do Centro de Informatica da Câmara em DutTa

oportunidade, de novembra de 2002 ate meados de 2006; Que depois voltou

data hoje;

a ser Diretor do CENIN de julho de 2013 ate a data de hojc; QUE se orgulha

muita de tcr fcita o trabalho de levar a internet e toda o conteudo da Câmara

ate hoje, o que traz transparcncia para as atividadcs lcgislativas; Oue se

orgulha porque as informa<;6es podem ser acessadas por qualquer pessoa

pela internet; Que o sistcma da Câmara foi desenvolvido hâ alguns anos;

Oue hâ dois sistemas mais importantes na Câmara referente a tramita<;ăo de

proposi'Yoes: o sistema maior, chamado SILEG - "Sistema de Informac;oes

Legislativas"e o "Sistema Autenticador de Proposic;oes; Que gostaria de

"Autenticador de Proposiyoes"; Que esse

Sistema autenticador funciona da seguinte forma; Oue o Deputado, ao

explicar o Sistema chamado

submeter a proposigao, pode faze-Io de duas formas: a proposigao pode ser

feita no word - e o editor de texto utilizado na casa - ou pode fazer de

maneira fisica, em papel;

Oue se apresentado em papel e transformado em pdf posteriormente; Oue

isto se justifica porque tu do tem que se transformar em pdf ao final, para ser

disponibilizado pela internet;

em papel e convertidos cm pdt) nao e necessârio ir ao autenticador, pois o

documento jâ se enconlra assinado pelo parlamentar e jâ vai direto para o

sistema em pdf;

Oue neste caso nao havera o arquivo em word no sistem a;

Oue, portanto, o sistema Autenticador se aplica as proposig6es apresentadas

em word; Oue os dois documentos relacionados aOs requerimentos n. 114 e

Oue o sistcma estâ preparado para as duas formas;

Oue neste ultimo caso (arquivos apresentados

2d,1O

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--Ij ~:;'.

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MINISTERIO P(muco FEDERAL Procuradoria-Geral da Republica 115/2011 CFFC foram cntrados no sistema Autenticador no

MINISTERIO P(muco FEDERAL

Procuradoria-Geral da Republica

115/2011 CFFC foram cntrados no sistema Autenticador no formato word;

Que a finalidade do Autenticador

do documenta, garantindo que o arquivo word

aprcscntado pela parlamentar as Comissocs ou a Sccrctaria Geral da Mesa;

e o mcsmo que sera

e evitaT fraudes e assegurar a autcnticidade

Oue uma vez feita a Autenticac;ăo, o sistema gera um numero, que sera

impresso pela parlamentar, juntado a pcc;a e conferido no momento da

aprcsenta<săo fisica e assinada; Oue no sistema Autenticador, a tela relativa

a proposic;ăo traz as informac;oes relativas ao Jog, que indica a data, hora,

matricula, maquina, etc; Que voltando aos dois requerimentos apresentados,

ambos foram autenticados no gabinete da Deputada SOLANGE ALMEIDA,

no gabinete 585; Que as mâquinas de

passado houve uma compra grande de microcomputadores pela Câmara c

substitui~ăo dos gabinetes; Oue cada gabinete parlamentar tem direito a

cinco computadores, em sua maioria desktop;

2011 nao existem mais, pois no ano

Oue, porem, o parlamentar

pode solicitar laptops

no lugar de desktops; Que questionado, sob a 6tica da

ârea de tecnologia, se havia justificativa para algum parlamentar solicitar

auxîlio a outro gabinete, afirma que nao; Oue e possîvel saber pela sistema

que os dois documentos referidos foram autenticados praticamentc

mesmo momento, em sequencia; Oue a autentica~ao TIa sistema foi feito por

Andre Felipe de Souza Alves; Oue, porem, para

um servidar chamado

efeitos

Comissao;

que e coma um hash, para garantir a integridade do documenta; Oue isto

visa dar seguran~a de que o documento e autentico, ou seja,

Oue, conforme dito, entao e colocado um c6digo no documento,

de processo legislativo, e necessario entregar em papel perante a

no

r

3 de 10

'v

d

~"

" .'

c-

MINISTERIO PUBLIca FEDERAL Procuradoria-Geral da Republica documenta e igual aquele apresentado no sistema; Oue em

MINISTERIO PUBLIca FEDERAL

Procuradoria-Geral da Republica

documenta e igual aquele apresentado no sistema; Oue em 11 de julho de

2011 houve o recebimento dos documentos na CFFC dos requerimentos n.

114 e do 115; que sobre a diferen~a de datas se deve ao fato de que o

10 de

agosto de

para

que seja possîvcl a divulga<;ţao na internet; os originais, em word, corn data

de 11.7.2011, de

dias se dcu porque havia um passivo de muitas conversoes que precisavam

ser fcitas; Oue, em outras palavras, houve uma demara de aproximadamente

30 dias, pois havia uma "fila" de arquivos a serem convertidos de word

para .pdf; Que isto ocorreu corn todos os arquivos que deram entrada em

11.07.2011 e que foram convcrtidos em 10_08.2011; Que

word na data de

autentica<;ţâ.o, continuam no sistema; essa demora de 30

documento foi apresentado em word e depois convertido em pdf, em

2011, que e a data do documenta que aparece na internet,

conforme divulgado pela mîdia; Que, na verdade, essa conversao e fcita

pela mîdia; Que, na verdade, essa conversao e fcita isto somente nao ocorre corn os arquivos

isto somente nao ocorre corn os arquivos que entraram em pdf, pois năo e

necessâria a conversăo; Que isto explica a diferem:;a de datas entra a entrada

no sistema c a conversâo do arquivo, pois a data de conversao em

posterior adata de entrada em word; Que podcria haveria fraude exatamentc

nao posterior; Que o documento em

word somente consta

em pdf estâo acessîveis para todos pela internet; Que os arquivos em word

podem ser pcriciados; Que os

do arquivo - se transmitem automaticamente TIa

processo de conversao do word para pdf, incluindo o autor, corn exce<;ao da

constam nas propriedades

no sistema interno da Câmara, enquanto os arquivos

pdf e

se a data de entrada fosse anterior e

metadados -

informa9i5es acopladas que

data de cria<;â.o do arquivo, pois se trata de um novo

arquivo;

Qr

4 de 10

v ~>_~ ~.

MINISTERIO P0Duco FEDERAL Procurndoria-Geral da Republica argumento de que o pd[foi criado em 10 de

MINISTERIO P0Duco FEDERAL

Procurndoria-Geral da Republica

argumento de que o pd[foi criado em 10 de agosto de 2011 diz respeito a

data de conversao e nao da data de cria<;ăo do arquivo em word; Oue

atualmente nao ha mais esta demara em conversao do arquivo word em pdf,

pois rraa ha mais fila de arquivos; Que o declarante ressalta que, do que viu,

tadas as

11 de julho de 2011 foram converti dos em pdf no dia JO de agosto de

propasic;6es que faram rcccbidas no sistema da Câmara por word

no dia

2011; Que isto pade ser vcrificado por qualquer pessoa na internet; Oue o

dcc1arante esclarece que isto era uma mtina do sistema, ou seja, nao era uma

pessoa

que efetuava a conversao na epoca em aproximadamente trinta dias; Oue

este sistema era assim em 2011; Oue tinha este delay de trinta dias na

epoca, em razao da grande quantidade de arquivos que estavam em fila; Quc

questionado ao declarantc como ocorreu a sua demissao, escJarece que o

Presidente da Câmara, EDUARDO CUNHA, na scgunda feira dia 27, a

noi te, chamou o Diretor GemI da Câmara, SERGIO SAMPAIO, e pediu que

quem cfetuava esta conversăo, mas sim o sistema automaticamente

demitisse o declarante, pois o Presidcntc da Câmara tcria recebido uma

informa~ăo de que sairia uma materia no jornal no dia seguinte, como

efetivamente ocorreu; Que o Presidente

haveria

informâtica; Que na visăo do Presidente da Câmara este vazamento foi uma

retalia~ăo a uma determina~ăo de cumprimento integral de carga horâria

Que

dada na semana anterior, mais precisamente na quinta-fcira anterior;

SERGIO SAMPAIO chamou o declarante na propria scgunda-feira (27) no

gabinete, as 22 horas, e disse como foi a conversa corn o preside~-

da Câmara estava suspeitando que

um vazamenlo de dados para a imprensa por parte dos tecnicos de

5 de 10

'v ~.~

~~-

MINISTERIO PlmLlCO FEDERAL Procuradoria-Geral da Republica Câmara; Que O Diretor Geral disse ao depoente que

MINISTERIO PlmLlCO FEDERAL

Procuradoria-Geral da Republica

Câmara; Que O Diretor Geral disse ao depoente que a sua demissao seria

para dar um exemplo para a Casa, que naa aceitaria vazamentos; O Diretor-

Geral

disse ainda que o Presidente EDUARDO CUNHA achava que o

depoente naa foi o responsăvel pela suposto vazamento, mas que serviria de

exemplo para tados os demais; Que no momento em que o declarante foi

comunicado pelo Diretor Geral de sua demissao estavam prcsentcs

tam bem

o assessor do Diretor Geral FÂBIO PERElRA, o chefe de gabinele do DG,

RUBENS FOIZER; Que acha que tambem eslava a DG ADJUNTA,

CASSIA BOTELHO; Tambem eslaria o Dr. Lucio Xavier, que c o chefe da

DG ("diretor juridico"); Que SERGIO SAMPAIO

assessoria tecnica da

contou ao declarante comO ocorreu; Oue no inîcio o declarante e ncm

SERGIO SAMPAIO estavam entendendo bem o que estava ocorrendo; Que

ao pcrceber que o motivo teria sido a questăo de metadados, o declarante

em verdade, isto estava publico e para todos os documentos;

explicou que,

Oue entao, para verificar, foram na sala do Chefe da Assess6ria Tecnica do

DG, Dr. LUCIO, e o declarante mostrau que a informa~ăo realmente eslava

publica, verificando pela propriedade do documento em pdf que estava na

internet; Oue neste momento sequer se atentaram para a data, mas chamou a

aten~ăo o nome de EDUARDO CUN HA coma autor; Que isto moslra que o

documenta subiu corn estas propriedades, ou seja, entrou no sistema da

Cârnara e possuîa tais propriedades em 2011; Oue o Servi<;o de Dirct6rio

(AD - Active Directory) e coma uma lista de pcssoas que utiJiza o sistema; Oue esta identifica<;ăo nao e feita por gabinete, mas sim por usuârio; Oue se um servi dor, logada corn uma senha, criasse um documento,

6de 10

aparec~_a

V ~~~

MINISTERIO PUBLlCQ FEDERAL Procuradoria-Geral da Republica nome do servi dor ou matrîcula; Que O Servi~o

MINISTERIO PUBLlCQ FEDERAL

Procuradoria-Geral da Republica

nome do servi dor ou matrîcula; Que O Servi~o de Diret6rio da Câmara

utiliza como padrilo a identifica~ilo "Dep. NOME PARLAMENTAR"; Que

no caso de EDUARDO CUNHA, o nome cadastrado deIe no Servi<;o de

Diret6rio

e DEP. EDUARDO CUNHA; Que a autentiea,ilo - ou seja, a

informayâo do autor - e feita por meio de uma senha, pessoal e

intransferîvel; Que o autenticador, como e um sistema, necessita de um login

da mâquina; Que o declarante ressalta que a autora dos documentos que

ou seja, a autenticayâo - foi sim a Deputada

geraram os rcquerimcntos-

SOLANGE ALMEIDA, ou seja, foi esta Deputada que incluiu no sistema o

arquivo; Quc, porem. e a deputada quem teria quc explicar por qual motivo

consta o nome DEP. EDUARDO CUNHA no documento; Que, questionado

se o Deputado EDUARDO CUNHA enviasse um documento elaborado corn

seu login para o gabinete

da Deputada SOLANGE ALMEIDA, para que

autcnticasse. aparecia o documenta como saiu na imprensa, responde que

sim; Que ontem, por determina<;ăo de EDUARDO CUNHA, foi feita uma

EDUARDO CUNHA pediu para o Secretârio

Geral da Mesa,

direito .do

auditoria na Câmara; Que

SILVIO AVELINO DA SI LVA, que e o bra<;o

Presidente da Câmara e comanda o processo legislativo na Casa. que fizessc

uma "auditoria"; Que SILVIO pediu para que um tecnico do CENIN,

FERNANDO

mencionados; Que isto deu origem ao processo 119967-2015; Que na ter<;a-

feira de manhă reuniu todos os diretores de coordcna~ăo que estavam subordinados ao depoente e pediu para que ninguem tocasse nos arquivos,

pois era uma acusa<;ăo muito grave de suposta fraude nos documentos~.

TORRES, fizesse uma auditoria nos procedimentos

7 de 10

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MINISTERIO P(rnLlCO FEDERAL Procuradoria-Geral da Republica o declarante dissc para que ninguem aceitasse solicita~5es

MINISTERIO P(rnLlCO FEDERAL

Procuradoria-Geral da Republica

o declarante dissc para que ninguem aceitasse solicita~5es '''de boca", mas

apenas

por escrito; Que isto foi muito importante, porque no proprio dia a

secretaria geral Adjunta da Mesa, CLAuDIA ALARCAo, ligou para

FERNANDO TORRES e solicitou quc procedessc il mencionada autoria nos

rcquerimentos 114 e 115; Que

entăo FERNANDO TORRES pediu um

cntăo o DR. SILVIO, Secretârio

oHeio para FERNANDO TORRES, solicitando

Geral da Mesa, enviou

auditoria nos requerimentos 114 e 115 no sistema "Autenticador"; Que no

mesmo dia FERNANDO TORRES respondeu, pois havia muita cobranga;

Que FERNANDO TORRES respondeu por meio de "memorando" e, para

garantia, o proprio FERNANDO solicitou

processo, que foi arquivado na Câmara; Que a resposta de FERNANDO

documento formalizando o pedido; Que

ao Chefe deIe que instaurasse um

TORRES, enviada para a Mesa da Câmara, mais especificamente ao

da Mesa, as 14h20min, explicava que nao havia qualquer tipa

no pcdido de auditoria solicitau-se a verificac;ăo apcnas no

sistema de autenticac;ao c nada foi perguntado sobre a conversăo dos

arquivos originais de word

da "auditoria" que nao havia qualquer registro de substituiyao de versao dos

em pdf; Que, porern, se constatou no resultado

Secretârio

de fraude; Que

requerimentos

n.

114

e

115/2011

CFFC;

Que

isto

significa

que

os

requerirnentos que constam no sistema eram exatarncnte aqueles que foram

no sistema em 2011; Que isto pode ser visto a partir dos logs do

inseridos

Autenticador e do Log do Sistema SILEG, que registram qualquer altera~ăo

documento

fcita;

Que,

se

houvesse

qualquer

tipa

de altera<;ăo no

originalmente inserido no sistema, estes logs demonstrariam e registr~

8dolO

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MINISTERIO PlmUCO FEDERAL Procuradoria-Geral da Republica altera~ăo, seu autor, data hora, maquina, etc.; Oue isto

MINISTERIO PlmUCO FEDERAL

Procuradoria-Geral da Republica

MINISTERIO PlmUCO FEDERAL Procuradoria-Geral da Republica altera~ăo, seu autor, data hora, maquina, etc.; Oue isto e

altera~ăo, seu autor, data hora, maquina, etc.; Oue isto efacilmente auditâvel

nas sistemas da Câmara; Oue e possÎvel vcrificar as requerimentos da

DEPUTADA SOLANGE ALMEIDA e verificar coma consta; Que, por

exemplo, no REQ

12/2011 CCJC, constante do sitio da Câmara, os

metadados do documenta indicam cama autar "P_ 6394"; Que ista

carrespande â matrîcula de um servidor da Câmara; Oue se fasse deputada,

de matricula" au a padraa "DEP. NOME

apareceria "D_numero

PARLAMENTAR"; Que esclarece, por fim, que somente conheceu

pessoalmente o Deputado

EDUARDO CUNHA na semana passada, na

reuniăa referida, e naa teve qualquer cantata pessaal cam ele anteriarm~

Encerrado âs 20hSOmin.

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Procuradoria-Geral da Republica

DO HIROSH

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DO HIROSH ISHIDA Delegado de Policia Pc craI ~" U- ~ A. L'- LUlzANTONIO S'OUZA DA

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MPF

Ministi!rio PublÎ<o Federal

Procuradoria-Geral da Republica Gabinete do Procurador-Geral da Republica Secretaria de Pesquisa e Analise - SPEA/PGR

SIGILOSO

Secretaria de Pesquisa e Analise - SPEA/PGR SIGILOSO • • Informa~iio N° 126/2015 - SPEA/PGR 28

Informa~iio N° 126/2015 - SPEA/PGR

28 de abril de 2015.

Informa ao N° 126/2015

Ementa: Inquerito 3983/STF. Requerimentos nOs 114

e 115 de 201 J. Investigado: Deputado Eduardo Cunha.

Senhor Procurador da Republica e

Secretario de Pesquisa e Analise,

Dr. DANIEL DE RESENDE SALGADO

Cumprimentando-o,

e

em

atendimento

ao

Memorando

105/2015-

SPENPGR, apresento a seguir as informa<;6es obtidas no srtia da Câmara dos Deputados 1

referentes aos requerimentos nas 114 e 115, de 7 de julho de 2011, apresentados pelos

Deputados Federais Solange Almeida (PMDB/RJ) e Sergio Brito (PSC/BA) il Comissao de

Fiscaliza<;ăo e Contre le (CFFC) da Câmara dos Deputadas, os quais seguem nas anexos 1

e 2 deste relat6rio.

I http://www.camara.gov.br/proposicoesWeblfichadetramitacao?idProposicao=:5 12020 e http://www.camara.gov.br/proposicoesWeblfichadetramitacao?idProposicaoo=512019, acesso em 28/4/2015 as 12:00

hs.

e http://www.camara.gov.br/proposicoesWeblfichadetramitacao?idProposicaoo=512019, acesso em 28/4/2015 as 12:00 hs. 1115

1115

MPF Procuradoria-Geral da Republica Gabinete do Procurador-Geral da Republica Secretaria de Pesquisa e Anâlise - SPEA/PGR

Ministerio P"blico Federal

SIGILOSO

Anâlise - SPEA/PGR Ministerio P"blico Federal SIGILOSO lnforma~iio N° 126/2015 - SPENPGR 28 de abril de

lnforma~iio N° 126/2015 - SPENPGR

28 de abril de 2015.

o Requerimento n° 114/2011, dos referidos Deputados, solicita ao Tribunal

de Contas da Uniao informac;6es sobre auditorias feitas aas contratos do Grupa Mitsui

corn a

Petrobras ou qualquer das subsidiarias no Brasil ou no Exterior. O documenta

apresenta justificativa para proposiC;âo de existir varios contratas envolvendo a

construc;ao, operac;ao e financiamento de plataformas e sondas da Petrobras, celebrados

corn o Grupa Mitsui, contem especulac;6es de denuncias de improbidade,

superfaturamento, juros elevado5,

ausencia de licitac;ao e beneficiamento a esse grupa

• que tem coma cotista o senhor Julio Camargo, conhecido coma intermediario.

No Requerimento n° 115/2011, os Deputados solicitam ao Ministro de

Minas e Energia, Senhor Edison

Mitsui e a Petrobras e

suas subsidiarias no Brasil e no Exterior. A justificativa apresentada para proposic;ao e

existir varios contratos envolvendo a construc;ao, operac;ao e financiamento de

Petrobras, celebrados corn o Grupo Mitsui, que contem

especulac;6es de denuncias de improbidade, superfaturamento, juras elevados, ausencia

plataformas e sondas da

aditivos e respectivos processos licitat6rios, envolvendo o Grupo

Lobao, informac;6es e copia de todos os contratos,

de

licitac;âo e beneficiamento a esse grupo que tem como cotista o senhor JulÎo

Camargo, conhecido coma intermediario.

Em 3 de agosto de 2011, a Comissao de Fiscalizac;ao Financeira e Contrale

2 da Câmara

aprovou os Requerimentos nas 114 e 115/2011, conforme pesquisa no sftio

em 28/4/2015, as 12:00 hs.

2 http://www.camara.gov.br/proposicoesWcblfichadetram itacao?idProposicao=5 12020 e http://www.camara.gov.br/proposicocsWcb/fichadetramitacao?idProposicao=512019 , acesso em 28/4/2015 âs 12:00

h,.

/

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Ministerio PUblico Federal

Procuradoria-Geral da Republica Gabinete do Procurador-Geral da Republica Secretaria de Pesquisa e Anălise - SPENPGR

SIGILOSO

Secretaria de Pesquisa e Anălise - SPENPGR SIGILOSO Informa~ao N" 126/2015 - SPEAjPGR 28 de abril

Informa~ao N" 126/2015 - SPEAjPGR

28 de abril de 2015.

- REQUERIMENTO 114 de 2011

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REQ 114/2011 CFFC Intciro tear

Requerimento

e

Situa~ao:Arquivada

Identific3I;ăo da ]Jroposil;3.0

Autor

Sergio Brita - PSClBA, Solange Almeida - PMDB/RJ

Apresentm;âo

11/07/2011

Ementa

Requcr sejam solicitadas ao Tribunal de Contas da UnUia infonnayoes sobre auditorias fcitas aas contratos do Grupa Milsui corn a Pctrobms ou qualquer das suas subsidiarias no Brasil ou 110 Exterior.

fcitas aas contratos do Grupa Milsui corn a Pctrobms ou qualquer das suas subsidiarias no Brasil

3/J 5

MPF

Minismrio PUblico Federal

Procuradoria-Geral da Republica Gabinete do Procurador-Geral da Republica

Secretaria de Pesquisa e Anălise - SPEAjPGR

SIGILOSO

Secretaria de Pesquisa e Anălise - SPEAjPGR SIGILOSO • • lnforma~âo N° 125/2015 - SPEA/PGR Jnformayoes

lnforma~âo N° 125/2015 - SPEA/PGR

Jnformayoes de Tramitary8.o

Forma de Aprccia~ăo

Rcqucrimento

Rcgimc de Tramita.;âo

Ordinaria

Ultima Al;âo Legislativa

Data

A.;âo

21103/2012

Comissăo

Arquivado

de

Fiscalizaf;âo

Financcira

e

Arvorc de apensados e outros documentos da materia

28 de abril de 2015.

Controle (

CFFC

Documentos Ancxos e Rcfcrcnciados

Avulsos

Destaques ( O)

Emcndas ao Projeto ( O )

Emcndas ao Substitutiyo (O)

Hist6rico de despachos ( O)

Lcgislaryâo citada

l-list6rico de Pareccres, Substitutivos e Votos (O)

RecurSDS ( O)

Redar;ăo Final

Mensagens, Oficios e Requerimentos ( O)

Relat6rio de conferencia de assinaturas

Dossie digitalizado

Cadastrar para acompanhamentoTra~_ita~ao

)

Ohs.: o andamento da proposh;cio fora desla Casa Legislativa mia li tratado pela sistemCl, devenc/o ser

cOl/sili/ada 110S vrgaos re~jJeclivos.

devenc/o ser cOl/sili/ada 110S vrgaos re~jJeclivos. 1 1 / 0 7 1 2 0 1 1

11/0712011

Andamento

Comissâo de Fiscaliza.;âo Financeira c Controle ( CFFC )

.

,

Apresenta~âo do Requerimento n.

114/2011, pelos Deplltados Sergio Brito (PSC~I;

,.

BA) e Solange Almeida (PMDB-RJ), qlle: "Reqller sejam solicitadas ao Tribunal de i

,.

Contas da Uniiio informar;:ocs sobre auditorias feitas aos contratos do Grupa Mitsui corn/

~4t"

MPF

Ministerio Poibli<o Federal

Procuradoria-Geral da Republica

Gabinete do Procurador-Geral da Republica Secretaria de Pesquisa e Amilise - SPEA/PGR

SIGILOSO

Secretaria de Pesquisa e Amilise - SPEA/PGR SIGILOSO   03/08/2011 04/08/2011 •  
Secretaria de Pesquisa e Amilise - SPEA/PGR SIGILOSO   03/08/2011 04/08/2011 •  
 

03/08/2011

04/08/2011

 

10/08/2011

16/08/2011

 

01/11/2011

09111/2011

21103/2012

Andamento

!nforma~iio N° 126/2015 - SPENPGR

28 de abdi de 2015.

a Pctrobras ou qualquer das suas subsidiârias no 8rasil ou DO Exterior". Inteiro teOf

"

li

Comissao de Fjscaliza~ăo Financeira e Controle ( CFFC ) - 09:00 Reuniao Deliberativa

Ordinaria

• Aprovado

Comissao de Fiscaliza'tâo Financcira e Controle ( CFFC )

Enviado Oficia 523/2011/CFFC-P para o Exmo Sr Benjamin Zymler, President~ do

Tribunal de Contas da Uoiao, solicitando informavoes sobre auditorias fCitas; nos

I

,

contratos do Grupa Mitsui corn a Petrobnis ou qualquer de suas subsidiarias 110 Brasil ou

110 Exterior.

,

Comissâo de Fiscaliza~âo Financeira e Controle ( CFFC )

Recebido

Aviso

o01229GPITCU

acusando

o

recebimento do Oficio

523120 11!CFFC-P que "Solicita infonna~oes sobre auditorias feitas nos contratos

do

Grupa Mitsui

corn

a

Pctrobras ou qualguer de suas subsidiărias 00 Brasil ou

no

Exterior". ExpedieDte autuado DO TCU coma Processo TC 026.125/20 II-O

Comissâo de Fiscaliza~âo Financeira e Controle ( CFFC )

• Enviado ao Autor, c6pia do Oficia 554/2011/CFFC-P, que encaminha c6pia do

Aviso 1229 GP/TCU .

Comissâo de Fiscaliza~ăo Financeira e Controle ( CFFC )

• Recebido Aviso 0° 1560-Seses-TCU-Plenărio, eocaminhando c6pia do Acordăo

2747/20 Il proferido nas autos do proccsso n° TC 026.125/201 J-O, acompanhado do

Relat6rio e do Voto que o fundamcntam.lnteiro tcor

Comissao de Fiscaliza~ao Financeira e Controle ( CFFC )

Enviado Oficia n° 852/2011/CFFC-P â Deputada Solange Almeida, encar(linhando

,

,

copia Aviso n° 1560-Seses-TCU-Plcnărio, que encaminha c6pia do Ac6rdăo

,

2747/2011, proferido nas autos do processo Te n° 026.125/2001-0, acompanhado do

Relat6rio e do Voto glie o fundamentam.

,

Comissâo de Fiscaliza~âo Financeira e Controle ( CFFC )

acompanhado do Relat6rio e do Voto glie o fundamentam. , Comissâo de Fiscaliza~âo Financeira e Controle

5/15

MPF

Ministerio Publico Federal

Procuradoria-Geral da Republica

Gabinete do Procurador~Geral da Republica

Secretaria de Pesquisa e Anâlise - SPEA/PGR

SIGILOSO

Secretaria de Pesquisa e Anâlise - SPEA/PGR SIGILOSO • • 09/03/2015 10103/2015 18/03/2015 [nforma<;ăo

de Pesquisa e Anâlise - SPEA/PGR SIGILOSO • • 09/03/2015 10103/2015 18/03/2015 [nforma<;ăo N°

09/03/2015

10103/2015

18/03/2015

[nforma<;ăo N° 126/2015 - SPENPGR

Andamento

• Arquivado

28 de abril de 2015.

Comissâo de Fiscaliza.;âo Financeira e Controle ( CFFC )

• Rccebido Oficia sIn, do Dep. Sergio Brito, solicitando a copia dos auto5 do

114 e do REQ 115, de 2011.

1

I

R:EQ

,

.

Comissâo de Fiscaliza~iio Financeira e Contrale ( CFFC )

• Dcspacho do Presidente da CFFC: deferido o pedido do Dep. Sergio Brito .

Comissâo de Fiscaliza~âo Financcira e Controle ( CF,FC )

• Enviado Oficia 29/2015/CFFC-P, ao Dep. Scrgio Brito, cam copia dos autos dos

Requcrimentos 114 e 115/20 Il .

,

REQUERIMENTO 115 de 2011

eittcana

e 1 15/20 Il . , REQUERIMENTO n° 115 de 2011 eittcana +- ' C' ti

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