Você está na página 1de 75
acompanha uma fita | cassete Sumario aac Prefiicio/ Toninho Horta 1S Introdugiio 17 PARTE I: 7 Improvisagao por centros tonais 19 Centos tonais maiores: 21 1.1 Acordes diaténicos a tonalidade maior 2 1.2 Exemplos de progressdes envolvendo um ou mais centros tonais 27 Exemplo 1 : Bossa Nova Exemplo 2: Bolero 1.3 Exercicios para a pritica de improvisagao sobre centros tonais maiores 22 Exereicio 1 : Salsa lenta Exercicio 2 : Swing Centros tonais menores: 23 2.1 Acordes diatdnicos & tonalidade menor 23 2.2. Exemplos de progress6es envolvendo um ou mais centros tonais: 24 Exemplo 3 : Bossa Nova Exemplo 4 : Disco Funk 2.3. Exercicios para a prética de improvisagao sobre centros tonais menores 26 Exercicio 3 : Bossa Nova Exercicio 4 : Samba-cango Exercfcios diatonicos 27 Fung0es harmOnicas 28 4.1.” Notas caracteristicas das fungdes 28 4.2. Acordes caracteristicas das fung6es 29 43. Cadéncia tipica 30 Tensdes diatnicas/notas evitadas 30 5.1. Andlise da escala diatinica sobre os graus diatinicos do centro tonal maior 30 5.2, Andlise da escala diatinica sobre os graus diatSnicos do centro tonal menor 32 Progressbes para a pritica da improvisagiio por centros tonais 33 Progressio 1: Baio 33 Progressiio 2: Bossa Nova 33 Progresso 3 : Swing 34 Progresso 4: Funk 34 PARTE II: Improvisagio sobre V7 secunddrios, alterados e substitutos 35 1 4 Dominante secundério 37 im cadencial 37 Escalas para dominantes secundérios Im cadencial 38 3.1. Preparagdo de acorde maior 38 3.2. Preparagio de acorde menor 38 13 Fraseado para dominantes secundirios 38 V7 (alt) esubV7 40 4.1. Tritono 40 42. Resolugdes do tritono 40 43. Escala alterada <1 44, Escala idiob7 41 —a e Frascado para resolugdes VT(ait) “I ou subV7 2 Progress6es para a pritica da improvisagdo sobre dominantes secundarios, substitutos e alterados 43 Progressio 5: Bossa Nova 43 Progressio 6 : Balada 45 PARTE IIL: Escalas pentatonicas 47 1 Aplicagées das escalas pentatOnicas 47 1.1, Pentatdnicas sobre 0 acorde tipo "7M/6" 49 1.2. PentatOnicas sobre 0 acorde tipo "m7" 50 13. Pentatdnicas sobre o acorde tipo "m7(bS)" 48 1.4, Pentatdnicas sobre 0 acorde tipo "7" 51 Frascado pentat6nico 57 Progress0es para a pritica de improvisaglo pentatOnica $3, Progresso 7: Samba-cangao $3 Progresso 8 : Salsa 53 Progressio 9: Samba 53 PARTE IV: Escalas simétricas 55 1. Escala diminuta 57 1.1, Aplicagdes da escala diminuta 58 1.2, Frascado diminuto 59 2, Escala de tons inteiros 60 2.1. Aplicagdes da escala de tons inteiros 61 2.2. Fraseado sobre aescala de tons inteiros 67 Escala cromética 63 3.1. Alvos 63 3.2. Fraseado cromtico 64 4. Progressbes para a pritica de improvisago com as escalas simétricas 65 Progresso 10: Frevo 66 Progressio 11: Blues 66 Progresso 12: Bossa Nova 67 — om PARTE V: Improvisagio sobre tim? V7 “I7MelIm7(bs)_VF “Im7 op 1. Improvisaglo sobre Him7_VF “ITM 71 ms 1.1, Quattro geral de opgdes de escalas para lin? _ vi n 1.2. Quadro geral de opgBes de escalas pentatdnicas para Tha? al 1.3. Quadro geral de opedes de arpejos (tétrades) para lim? V7 17M 73 os. 1.4. Quadro geral de opgdes de arpejos (wiades) para lim? V7 17M 74 ms. 15. Fraseado para tim? Wi “IM 75 on 2. Improvisagao sobre Him7(b5) VF “Im? 77 a 2.1. Quadro geral de opgdes de escalas para Iim7(bS) VF “Im? 77 a 2.2. Quadro geral de escalas pentat6nicas para lim7(bS) V7 “Im? 78 vat 2.3. Quadro geral de opgdes de arpejos (tétrades) para lIm7(bs) V7 “Im7 79 7 24. Quadro geral de opgOes de arpejos (trfades) para IIm7(bS) V7 Im? $0 mo 2.5. Fraseado para lim7(b5) V7 “Im? 81 ta Progressdes para a prética da improvisag3o sobre tlm? V7 I7Me a Him7(s) V7 “Im 83 Progressiio 13 : Samba-cango 83 Progresso 14: Bossa Nova 84 Progresstio 15: Samba lento 86 PARTE VI: Solos 87 Solo 1; Bossa Nova 89 Solo 2: Swing 90 Solo 3:F Blues 91 Solo 4: Jazz 92 Solo 5: Retornos harmonics 94 Bibliografia 95 a Introducao PN reretnee reese oreealesceese oa adic eres areese tie rane gradativa como inter-relacionamento entre escalas e acordes e desenvolver a arte da improvisagdo no estilo “paso a passo" Este livro € destinado a qualquer instrumentista. Os ajustes de tessitura das frases ¢ transposigao devem ser feitos de acordo com a necessidade de cada instrumento. Na primeira parte, trabalhamos a improvisagdo por centros tonais, que consiste basicamente em tocar a escala do tom do momento (centro tonal) sobre os seus acordes diaténicos. Esta é a primeira etapa de improvisagdo, e exige como pré-requisito que o estudante saiba executar as escalas maiores e as trés formas da escala menor (natural, harménica e mel6dica) no seu instrumento, Caso vocé ainda nfo tenha dominado totalmente estas escalas em todas as tonalidades, utilize-se das progressdes, exemplos ¢ exercicios dados para praticé-las. Na segunda parte, acrescentamos progresses com o uso de dominantes secundérios, alterados ¢ substitutos (sub V7). A partir de entio, as demais partes se desenrolam apresentando opgées de sonoridades para progresses comuns, como o uso de escalas pentatOnicas (parte III), simétricas (cromatica, diminuta e tons inteiros — parte IV), frases para Ilm__Y (um resumo das opgdes de uso das escalas diatonicas, pentatdnicas, simétricas ¢ superposigdes de arpejos — trfades e tétrades — sobre a progressa.mais encontrada em misica popular — parte V) e, na parte VI, temos entio solos escritos sobre progresses standards em jazz e misica brasileira, que exemplificam uma aplicagao prética do material estudado. Junto com o livro,vocé encontra uma fita de apoio didético, que com certeza o auxiliard na assimilagdo do material contido nos captulos. A fita apresenta progressOes, exemplos exercfcios gravados no estilo "sé falta o solista", onde poderé ser praticado 0 uso das escalas. Encontraremos também as frases tocadas no andamento original e em seguida em um andamento mais lento, para que possam ser assimiladas com mais facilidade as nuances de interpretago, No comego de cada lado da fita encontra-se a nota Lé (442 Hz) para ajustar a afinagao do seu instrumento a da fita. E importante dizer que este livro oferece muitas das ferramentas necessdrias para vocé se desenvolver como um bom solista (improvisador), mas que a misica ndo ¢ feita nem de regras nem de clichés; a miisica transcende a estas coisas, ¢ deve ser tocada e estudada tendo sempre este sentido em mente. Em todas as partes deste livro so encontradas sugestdes de progresses com as opges de escala para improvisagao escritas sobre cada acorde. Experimente fazer um estudo gradativo para o domfnio na ‘mudanga das escalas, tocando inicialmente apenas mfnimas, depois sem{nimas, colcheias, etc. E importante {que no haja nenhuma interrupgdo nas mudancas das escalas, forgando o solista ao desenvolvimento da fluéncia no improviso. Gostaria também de lembrar que a improvisago é uma linguagem e deve ser estudada como tal, ou seja, nfo adianta muito sabermos toda a teoria se ndo pararmos um pouco para “ouvir como soa” Espero que este livro contribua para aflorar idéias inovadoras contidas nas pessoas que, muitas vezes por falta de ferramentas, no tém como se expressar. 0s pré-requisitos bésicos para que se tire maior proveito deste livro sio: reconhecimento dos intervalos, formagio das escalas e dos acordes, leitura de cifras e dominio no instrumento, da escala maior e das trés formas da escala menor (natural, harmOnica ¢ mel6dica) em todas as tonalidades. PARTE VI Improvisacgado por centros tonais Nelson Faria 1. Centros tonais maiores ‘Sao formados pelos acordes diat6nicos A tonalidade maior. 1.1. Acordes diaténicos a tonalidade maior (exemplo em D6 maior) SF aa cifra: 7M Dm7 Em7 F7™M. Am7 Bm7(bs) andlise: 17M m7 1m? 1V7M ” VIm7 —_-ViIm7(b5) 1.2, Exemplos de progresses envolyendo um ou mais centros tonais Nos primeiros 4 compassos do exemplo 1 nés temos uma progressio formada por acordes diatonicos & escala de Fé maior, seguidos de mais 4 compassos em Mib maior, 4 compassos em Ré maior e, para finalizar, mais 4 compassos em Fé maior. No exemplo 2 0s centros tonais envolvidos s4o: Dé maior (6 compassos), Fé maior (4 compassos), Lé maior (4 compassos), ¢ finalizando , Dé maior (4 compassos). Para improvisarmos sobre progressdes envolvendo um ou mais centros tonais, devemos tocar as escalas dos centros tonais envolvidos sobre os seus acordes diatdnicos. Com 0 auxilio de um gravador ou colega, experimente improvisar sobre os exemplos abaixo. Exemplo 1: Bossa Nova | sore | tom D/ F# Bm7 inne Vi lem pm a Aaarte da improvisagio Exemplo 2: Bolero vi rT eee a Vim7 la lcm | am7 | sae wae m7 Gm7 - Amaior.... : ant m7 Bm7 C maior. | 1v7M F7M c™ 1.3 Exercicios para a pratica de improvisacdo sobre centros tonais maiores Com auxilio de um gravador ou colega, pratique a improvisago sobre as progressdes abaixo. Pratique 0 suficiente para se sentir confortavel na mudanga das escalas e s6 entio siga & frente no livro. Tenha paciéncia e determinagao. Exercicio 1: Salsa lenta F maior. Eb mai Bb maior.....+. om | o cm | mr | or eae Domaerceesesesegy Gb Bbm7 Bbm7 | ab7 Abm7 | Db7 mao ber, Fem? | 7 m7 | 7 G maior. Em? aq m7 | 2 = Nelson Faria Bb maior. cmt | ¥7 Avuatr © Ghee. see vom | ror | an |e ffl: ator | oor nal. Dios ssseessene 5 rem7 | 07 | em | em | ar | rain Baler, Dim7 | Ge com | ver | Armaior...... om? | F maior. . om | cr em | m7 | wom | x 2. Centros tonais menores ‘Sao formados pelos acordes diatdnicos advindos das trés formas basicas da escala menor: natural, harménica e melédica, 2.1 Acordes diatdnicos a tonalidade menor a) Menor natural: _————— cifra: Cm? Dm7(bs)_—EB7M m7 Gm7 AbTM Bb7 andlise: Im7 Im7(bS)_bIII7M_—sI'Vm7 Vm7 —bVITM_——bVII7 a ee el Centro tan Guest Musical de Aperteigoamento tr7.4428 23 L Rua Direita, 94 (31) Aarte da improvisagao b) Menor harménica: a (SSS cifra: | Cm(7M) — Dm7(bs)_ EbTM(#5)_—Fm7 Ab7M Be andlise: Im(7™M) —Im7(bS)_ bITI7M(#S)_-1Vm7 "7 bvI™M vue c) Menor melédica: = cifra: © Cm(7M) Dm7 Eb7M(#5) 7 GT Am7(b5) Bm7(bS) analise: Im(7M) Tim? bIEI7M(#S) V7 v7 Vim7(bS) — Vm7(b5) 2.2 Exemplos de progressées envolvendo um ou mais centros tonais advindos de uma ou mais formas da escala menor Para improvisarmos sobre progresses envolvendo um ou mais centros tonais menores, a exemplo dos centros tonais maiores, devemos tocar as escalas dos centros tonais envolvidos sobre os seus acordes diaténicos. Com 0 auxilio de um gravador ou colega, experimente improvisar sobre as progressdes dadas. Exemplo 3: Bossa Nova Neste exemplo nds temos uma progressio envolvendo acordes diaténicos a tonalidade de Sol menor advindos, porém, das trés formas da escala: natural (N), harmOnica (H) e melédica (M). Note que a diferenga entre as trés formas da escala menor é sempre de uma ou no maximo duas notas, ¢ que para improvisarmos sobre este tipo de progresso devemos ficar atentos a estas notas. G menor (N). ene Ee My pene sus se (NDE H) Im? ‘Vim7(s) bVIM VT m7 | cme | ems | com pr | ON reer rere are OM) ce en rer eee ea Niee pret Im? IVm7 vir |enr ler | cm | vas | bvI7M Tim70s) v7 | wom | am7es) | or 24 Ma is ue Exemplo 4: Disco Funk Nelson Faria Esta progressio envolve acordes diatOnicos as tonalidades de Dé menor, Sol menor, Fa menor ¢ Mib menor. Em todos os centros tonais envolvidos encontramos acordes advindos das trés formas da escala menor. Obs. C menor (N)... IVm7 } Fm7 ON eer ee = Im7 m7 (MWe seer cesees bITITMGS) Eb7™M (tees 1m(7™M) Gm7™m) (Mp. Tm(7™M) Fm(7™) ees 2.001 (Ha bVIM V7 m7 cmibh | Ab™M GT (N) =acordes advindos da escala menor natural ® (M) \cordes advindos da escala menor harménica .cordes advindos da escala menor melédica cee Pmenor (N).-« .G menor (N)...- Tim7(b5) Am7(b5) Im7(bs) Gm70s) a yuan RTOS gieeeee..-- rns) vt | no7 | Fm7(b5) menor (N)..+-++ Tm7(b5) Dm7(b5) Aarte da improvisagio 2.3 Exercicios para a pratica de improvisacdo sobre centros tonais menores Com o auxilio de um gravador ou colega, pratique a improvisagio sobre as progressdes abaixo, Note que sobre 0 acorde menor nés usamos a forma natural da escala menor e sobre o acorde dominante (tipo 7) nés tocamos a forma harmonica, Pratique o suficiente para se sentir confortével na mudanga das escalas e s6 entdo siga A frente no livro. Tenha paciéncia e determinagio. Exe io 3: Bossa Nova G menor (N)...(H).. D menor (N)..(H). Amenor(N).(H)..... 4x, Dm7 | a7 am? | 7 Emenor(N)..H)...se000. B menor (N)..(H).. F# menor (N)..(H).. x Em? | or Fem? | #7 C# menor (N)...(H)... Eb menor (N)..(H).... ax com? | Ger Bbm7 | B07 Bb menor (N)..(H)..... menor (N)..(H).. im? |r em | oF Exercicio 4: Samba-cangao Neste exercicio usamos as trés formas da escala menor. Natural sobre o segundo grau, harménica sobre o quinto ¢ melédica sobre o primeiro (com 7M ou 6). Cm)..(H).......(M).. Bom (N)..(H)....66.(M)sesseee ones] cr | ems | ons ms) | F7 | pemc7a | Bom Ab MN). (Hee. (Mecceesesseeesees Gbm(N).. (Hee cee. (M eae hms] Bb7 | AbmrTM) | Abme bm7¢05| DbT | Goma) | Gime y Em(N).-(H)eeeeee(M)ocsseeseee DmN)..(H).-...6(M)eveees [fre90s{ 97 [ema | me :iffemras| a7 | mc | ms: 26 3. Exercicios diaténicos Estes exercicios so importantes néo apenas por dar ao instrumentista habilidades técnicas, mas também por proporcionar subsidios melédicos para a improvisago diatdnica. O exercicio esta apresentado em duas células basicas (ascendente ¢ descendente), que devem ser executadas sobre toda a extensio da escala, trabalhando-as no maior niimero possivel de digitagdes. ‘Transponha estas idéias para todas as 12 tonalidades ¢ para as trés formas da escala menor. ascendente descendente Aarte da improvisagao etc... By. 5 SS ire be —— = ; ee. - _ —— eye r : en GP ee | seers re ov 4. Fungdes harmonicas ete... etc, > A tonalidade pode ser dividida em trés “sensagdes” bdsicas, as quais damos 0 nome de “fungdes”: a) Ténica (T): estavel e de sentido conclusivo; b) Dominante (D): instdvel, tensa, sentido suspensivo, pede resolugio na ténica; e ) Subdominante (S): sentido suspensivo mas nao tenso, faz. cadéncia normalmente para a dominante. 4.1 Notas caracteristicas das fungdes (exemplo em D6) a) Tom maior: 4.2 Acordes caracteristicos das fungdes (exemplo em D6) a) Tom maior: SS = [eel ite ef as pe b) Tom menor: ‘Natural: fd eect [ant i erases Seana Obs.: O grau Vm? tem funcao especial —dominante menor —, sendo mais usado no contexto modal ou como acorde de empréstimo. Harménico: fut és =] MimT5)1¥m7AVITM mt) amas) v7 vue aioe genet wee Melédico: = SS ee et ee Im7 IVT ‘Vim7(bS) Im(7M) bITI7M(#5) V7 Vilm7(bS) jot male haat, Obs.: O grau IIm7 é usado apenas em contexto modal (dérico) e os graus IV7 e Vim7(bS) sdo parte de uma Juncado especial — subdominante maior —, que se confunde com a t6nica. Exemplo: Am?(bS) = C6, F7 = Cm6(11).. arte da improvisagao 4.3. Cadéncia tipica A tendéncia naturalda-harmonia tonal € de fazer cadéncias inigiadas e terminadas na funcio ténica, preparada pela dominante precedida pela subdominante. Fr Re DT Exemplos: > sp >D. >T. . vim? Him? v7 1™ 16 | am7 |pm7 |or | cm |e > sp > D—————-> T = 17 Tm70s) V7 Im) Im7 | m7 Fm/eb [Dm7bs) | G7 | emer [em7 5. Tensoes diaténicas/notas evitadas Para melhor compreendermos o inter-relacionamento entre acordes ¢ escalas, classificaremos as notas da scala em trés categorias bisicas: a) Notas de acorde: so as notas da escala que formam 0 som bisico (1, 3, 5, 7) do acorde sobre 0 qual estamos improvisando em um determinado momento, b) Tensao diaténica: so as notas da escala nfo pertencentes ao som bisico do acorde (T9, T11, T13). evitada: é a nota que caracteriza a fungdo por vir na cadéncia tipica. Exemplo: No centro tonal de Dé maior, temos no acorde G7 as notas Sol, Si, Ré, Fé como “notas de acorde”, as notas Mi e La como “tensdes diatdnicas” ¢ a nota Dé como “nota evitada”. 670,13) eno) S$ TI3 v7 5.1 Anilise da escala diat6nica sobre os graus diatnicos do centro tonal maior (exemplo em D6) Neste t6pico nés temos os 7 graus da escala maior (Inico, Dérico, Frigio, Lidio, Mixolidio, Eélio e Lécrio) analisados quanto s suas notas de acorde (notas brancas), tensOes diat6nicas (notas pretas) e notas evitadas (notas pretas entre parénteses). E importante que vocé se familiarize com os nomes dados aos graus da escala que sio largamente empregados na diddtica da harmonia e da improvisago. Experimente tocar cada um dos acordes apresentados seguidos de suas respectivas escalas, procurando sentir 0 efeito de cada uma das categorias de notas (de acorde, tenso ou a evitar). Tonico: C7M/6 (9) ores 5s o6 7 ree Obs.: No acorde tipo “7M" consideramos T13 como nota de acorde “6” por ser esta intercambidvel com a sétima maior. 30 Dérico: Dm7 (9,11) GCs ee sa Kes br Se] Frigio: Em7 (11) 1 3 TH Ss 7 SSS Lidio: F7M/6 (9,#11) dss Tes ea) SS Obs.: Por ser menos usada em miisica popular a cadéncia IV —> V, consideramos T#11 como tenséo diaténica dispontvel Mixolidio: G7 (9,13) 1°79 3 S TI3 b7 E6lio: Am7 (9,11) 179 TH § bo ee Lécrio: Bm7 (b5, 11, b13) 1 b3 TIL bs TbI3 b7 SSS Nelson Faria 31 A arte da improvisacio 5.2. Anilise da escala diatonica sobre os graus diatonicos do centro tonal menor (exemplo em Do): Neste tépico 0 que temos so 0s 7 graus da escala menor advindos das trés formas: natural, harmdnica ou mel6dica. Note que apresento apenas os acordes mais usados para cada grau da escala. E6lio: Cm? (9,11) Melédico: Cm (7M/6,9,11) eon erties 7 MTS) STI) SB i6d 27 SSS eS Lécrio: Dm7 (6S, 11, b13) 3 TIT bs THIS Obs.: Neste caso a nota Mib é evitada por fazer semitom com a fundamental do acorde, resultando em combinagdo acusticamente pobre. Ténico: Eb7M/6 (9) Lidio: #5: Eb7M/6 (#5, 9, #11) Ao Nees ober: , aN Saat Eros awit tgs oonee a) | = i ee ee 1 | Dérico: Fm7 (9, 11, 13) Lidio b7: F7 (9, #11, 13) peepee or sts a7 yi Pos wis mw ee o Mixolidio: b9, b13: G7 (b9, b13) tpcneses 5 Ths 7 Lidio: Ab7M/6 (9, #11) Lécrio 9M: Am7 (bS, 9, 11, b13) TS TSMR SRITRIE TSG 7 79 ob TIL bs Tbs 7 1 fs by, ——— 1 a sn 2. | Mixolidio: Bb? (9, 13) Diminuta do VII: B° (11, b13) 1 19 3 5 713 7 b3 TIL bs THI3 BOT SSS fee 6. Progressdes para a pratica de improvisa¢ao por centros tonais Com 0 auxitio de um gravador ou um colega, pratique a improvisagdo sobre os centros tonais envolvidos nas progressGes abaixo. Progressio 1: Baido Nesta progressio vocé pode praticar a improvisagdo na tonalidade de G menor, passando pelas trés formas da escala: natural, harménica e melédic: G menor (N) Gm (rena Deca ©. EDM b7b9) Gm wiz ap... Amr765) D709) an.. C70, Progressio 2: Bossa Nova Esta é uma progressdo com cadéncias tipicas envolvendo os centros tonais de C menor e Db maior. C menor (N).-- + €m709) ©... Cm7@} Dm7b5) Db maior. Ebm70) © menor (N)..- an. Dm7(bs) THI Aarte da improvisacio Progresso 3: Swing Nesta progressvio podemos praticar o improviso sobre centros tonais maiores, descendo de tom em tom. D maior... 22.200 ee Em7®) A7G3) pime)” maior... : é ee Dm79) G73) ‘eamais} Bb maior... = , m7) F7U3) = D menor (N) : ay. Em705) ATGI3) AD. es ATI) Progressio 4: Funk Esta € uma progressiio comum que vocé pode encontrar em diversas miisicas. C menor (N)-.. +++ : F maior. Em709) Gmt ats Pugphalte. ceeteeeeress Eb maior FIM Fe Fm? “B73 o> 5 = Db maior. 3 See Ebm79) AbTG3) re ‘ egies iCmmeuprl (Ngee enon cee De aca eT) Dm7bs) C7013) M4 PARTE II Improvisacao sobre V7 secundarios, alterados e substitutos 1. Dominante secundario Exemplo: LEN 2. Im cadencial formando 0 padréo“IIm__V7” Exemplos: a) Preparagdo de acorde maior: cee hen fio de acorde menor: ea Um7(b5) Ww Im7 Tons or | car oe 1m ow m7 | c™ |* epee fe | Em7 fe Nelson Faria Dominante principal (ou primério) € o acorde diaténico do V grau que prepara o acorde da t6nica (I grau) Dominante secundério € 0 acorde de estrutura dominante (tipo “7”) que prepara os demais graus diaténicos, Iv7™M | F7™M Fe Todo acorde de fungiio dominante (primdrio ou secundério) pode ser precedido por um Ilm cadencial, 3 A.arte da improvisagio 3. Escalas para dominantes secundarios e [Im cadencial 3.1. Preparacao de acorde maior Para improvisarmos sobre o dominante secundério que prepara 0 acorde maior, devemos usar 0 conceito aprendido no capitulo anterior (improvisago por centros tonais), ou seja, sobre o Im cadencial devemos tocar a escala dérica e sobre o V7 secundério, a escala mixolidia. Exemplo: Cmaior.. G aor. comix cm : Snr o tre ee ——— Se —= oss ©? = Rie iil Ne eibnaeaee pane shone. c 2 fod vidst.u et rom Dm? a 3.2. Preparagao de acorde menor Para improvisarmos sobre o dominante secundério que prepara o acorde menor, devemos usar 0 conceito aprendido no capitulo anterior (improvisagdo por centros tonais), ou seja, sobre o Im cadencial devemos tocar a escala I6cria e sobre o V7 secundério a escala mixolidia b9, b13. Exemplo: Gales cia ctange ies c+ Aimix bo, BIS. c™M = D dérico Dm?) 3.3. Fraseado para dominantes secundarios Neste tépico apresentaremos algumas idéias mel6dicas para a preparagdo de acordes maior e menor, que exemplificam 0 uso das escalas mixol{dia e mixolidia b9, b13. Experimente estas idéias com ou sem a presenga do acorde Im cadencial, transpondo-as para outras tonalidades e outras oitavas. Frase 1: baseada nos “exercicios diaténicos” apresentados no capitulo anterior, esta frase é uma seqiiéncia em sextas sobre a escala de G mixolidio. WG a c™ Nelson Faria Frase 2: construida basicamente sobre a escala A mixolidia b9, b13 com notas de aproximago cromética (D# -> Ee G#-> A), esta frase funciona sobre a cadéncia V7 ou IIm7(b5) V7 que prepara o acorde menor. vs Em7b5) A709) Frase 3: construida sobre a escala E mixolidio b9, b13, esta frase inclui passagens cromiticas (F# ->G, G# >A e A# ->B) € 0 uso de tercinas e sextinas, Bm7(bs) E7(b9) 6 Frase 4: esta frase inclui uma sugestio para resolugo no acorde maior por notas de aproximago cromitica DI) D719) the Frase 5: esta frase inicia com uma idéia ascendente na escala de C mixolidio e, a partir do terceiro tempo do primeiro compasso estabelece uma célula melédica baseada nos arpejos diatonicos de F maior descendo em tergas, c7 F™M Aarte da improvisagio 4. V7 (alt) e subV7: Para melhor compreéhdermos os acordes dominantes alterados, substitutos € suas respectivas escalas, devemos saber 0 que € 0 “tritono” e entender suas resolugdes. 4.1. Tritono Tritono é o nome que se d4 a um intervalo de 3 tons (quarta aumentada ou quinta diminuta) e que representa © som preparat6rio do acorde dominante. O tritono diatonicamente acontece entre a subdominante ¢ a sensivel de uma tonalidade, “atraindo” as notas de resolugo mediante e tOnica, Exemplo: 3x 4 7 —>1 ee 4.2. Resolugées do tritono Um mesmo tritono pode ter duas resolugGes diferentes: uma “abrindo” e outra “fechando”. Isto se dé porque as notas que formam o tritono podem ser subdominante e sensivel, respectivamente, ou vice-versa. Por exemplo, 0 tritono formado entre as notas Fé-Si pode representar o som preparatério das tonalidades de D6 ou Sol bemol. aa) a a te Db7 Notamos entio que os acordes G7 ¢ Db7 tém o mesmo tritono, ou seja, o mesmo som preparat6rio e que assim sendo podem ser usados como acordes “substitutos” um do outro. A este acorde substituto damos 0 nome de subV7 (dominante substituto). Exemplo: = baixo desce quinta justa 4 I. baixo desce 1/2 tom. Nelson Faria Analisando as notas do acorde de Db7 em relagiio ao acorde G7, podemos dizer que Db? = G7 (b9, b5), ou seja, subV7 = V7 (alt), Obs.: Por “(alt)” entenda-se a livre combinagdo de alteragdes na quinta e na nona do acorde dominante. V7(alt) = V7(bS), V7(#5), V7(b9), V7(#9), V7( #5, #9), V7(b5, #9) etc. DoT = GOTO) py |S 4.3, Escala alterada Formada pelo som basico doacorde dominante (1, 3, 67) e suas alteragdes de quinta (b5, #5) € nona (09, #9), a escala alterada é usada quando queremos gerar mais tensio no acorde dominante. G alterado 1 oT TH 3 o7 ee 4.4, Escala lidio b7: Para melhor compreendermos a escala do subV7, € importante observarmos que este pode ser encarado como um V7(alt) invertido (com a quinta diminuta no baixo). Portanto, a escala do subV7 (Lidio b7) tem as mesmas notas da escala do V7(alt), comecando pela quinta diminuta. 1 Teo 6 T#9) 3 TOS TST G alterado Db lidio b7 Aaarte da improvisacao eee - 5. Fraseado para resolucées V7(alt) “TousubV7 ‘1. Construidas basicamente sobre as escalas alterada e Iidio b7, estas frases melédicas podem ser usadas em outros contextos que nio os apresentados pelo autor. Experimente estas idéias em outras oitavas e diferentes tonalidades, acrescentando ou omitindo notas a seu gosto. A intengiio deste t6pico € fornecér idéias melédicas que possam expandir 0 seu “vocabulério musical" e, conseqiientemente, a sua capacidade de expressiio. Note que as idéias para V7(alt) “I funcionam para een subV7 “Le vice-versa.~ oo Frase 6: esta frase € um “cliché” jazzfstico sobre a progressio subV7 —_‘I na tonalidade de Dé maior. Note 0 uso de figuras ritmicas como a sincopa e a quidltera Db719) cm b, oes Frase 7: construida sobre a escala de D alterado, esta frase é usada sobre acadéncia V7__‘I na tonalidade de Sol maior. Note que a escala alterada ¢ 0 sétimo grau de uma escala menor melédica, ou seja, D alterado tem as mesmas notas da escala Eb menor melédica. D7(#9) c™ Frase 8: esta frase comeca por uma sextina delineando o arpejo de Eb maior com #11 (décima primeira aumentada), a partir do terceiro tempo faz uma alternancia entre as triades de A maior ¢ Eb maior (trfade do V7 e subV7), resolvendo por uma nota de aproximagio cromética (G#—> A) na quinta de D7 ATb9) Dm7 Nelson Faria Frase 9: construida pela alternfincia entre as trfades de C maior e Bb maior, esta frase é usada na progressio V7(ali) “I. Experimente-a com o uso de subV7 e no acorde de Fm6, Lembre-se que sempre existem outras aplicagdes para as frases dadas e que vocé pode construir novas idéias a partir das sugeridas aqui. E7(b9) Am7 ao Frase 10: esta frase funciona sobre a progressio V7(alt) Ina tonalidade de D6 menor fazendo uso de notas crométicas no primeiro e tiltimo tempos do primeiro compasso. o7(88) cm7 Frase 11: usada sobre a mesma progressdo da anterior, encontramos nesta frase a presenga de unfssonos intervalos largos. G79) b, Frase 12: construfda sobre G alterado, esta frase tem grande movimento vertical. Experimente esta idéia em outros contextos. Sugestdes harménicas: Abm6, Fm7(b5), Bb7sus4(b9), Db7(13) e B7M(#5). onl b, a3 A arte da improvisagao 6. Progressées para a pratica de impro' substitutos e alterados Com 0 auxflio de um gravador ou um colega, pratique a improvisagao sobre os dominantes secundérios, alterados e substitutos envolvidos nas progresses abaixo. co sobre dominantes secundarios, Progressao S: Bossa Nova Esta progressio oferece varias situagdes harménicas encontradas em misica popular, principalmente na misica brasileira. (am myblsleoy, feo egeeecoce sn ceceeses Git dim VEE grau Ame Gr G dorieo........ Cate. ‘ , FT F lidio.. Gm? E709) F7M 4 IGerio 9M... Fam70bs) « Elécrio 9M... Em7(b5) = D Werio 9M... ..60-2s0ssee++ BMGerio. . -E.mix b9, DIS [Am tm Dm7(b5) Bm7(b5) E7109) Amo = 2 TA con + Diid bt... ree Am7 p70) G dérico. SED Cinta... o2viaeataas «Pile. Gm? C70) F6 G aorico. = Comix, Gm? C79) E frigio.... See Pn A stiles. Pan ST $b Niio B7 Em? ‘Am? Bb7GEI1) Nelson Faria Progressao 6: Balada Esta progressdo envolve cadéncias tipicas com dominantes secundérios e substitutos na tonalidade de Ré menor. D dévico.......-2+..+ Db lid Dm7) Db79) b7. Fal Pen sereoeera ec De Ble os alt F709) BOM. A709) = Dm metédico Dms(9) A cétio. : ces Dadérico Amr) Dm719) 6 a ett I PARTE III Escalas pentaténicas Nelson Faria Escala pentat6nica, por definigdo, é qualquer escala formada éxclusivamente por 5 notas. A intengo deste capitulo € apresentar as diversas aplicagdes de trés formas bésicas da escala pentatOnica: maior, menor e dominante © pentatdniea Cm _pentatdnica C7 pentatdnica A 7 9 == = ss | & =o] eo ole ‘aren eaten ae 1, Aplicagées das escalas pentaténicas | As escalas pentatonicas sio usadas para acrescentar ao som bisico dos acordes (1, 3, 5, 7) as tensoes disponiveis (9, 11, 13). A seguir encontram-se relacionadas as possibilidades de superposiges de escalas pentatonicas em acordes | tipo 7M, m7, m7(b5), 7 e 7(alt) | 1.1, Pentaténicas sobre 0 acorde tipo “7M/6” (exemplo C7M) Acorde: C7M/6 Escalas pentatdnicas Notas de acorde Notas de tensio C _pentatonica 4 1 G_ pentatinica 4 1 D_ pentatonica 2 2 D7 pentattniea Ss] 3 7 Obs.: Considerando-se 6M como nota de acorde. Ke ee A arte da improvisagao 1.2. Pentaténicas sobre o acorde tipo “m7” (exemplo Cm7) Acorde: Cm7 Escalas pentatonicas Notas de acorde Notas de tensio = ta S55 : : Obs.: Considerando-se 6M e 7M como notas de tensio v 1.3. Pentaténicas sobre 0 acorde tipo “m7(b5)” (exemplo Cm7(b5) Acorde: Cm7(b5) | Escalas pentatonicas Notas de acorde Notas de tensio | Ab7 pentator — 4 1 | | ne Sy: 2 : i 50 Nelson Faria 1.4. Pentaténicas sobre o acorde tipo “7” (exemplo C7): Acorde: C7 Escalas pentaténicas Notas de acorde Notas de tensio a C pentaténica 3 2 Acorde: C7(alt) Escalas pentatnicas Notas de acorde Notas de tensio 2. Fraseado pentaténico Construfdas sobre uma ou mais escalas pentatdnicas, as frases apresentadas neste t6pico tém como objetivo oferecer material melédico para a utilizagdo pratica das escalas pentatonicas. Experimente estas idéias em outras situagSes, modificando-as ao seu gosto. Componha novas idéias ¢ utilize-as em seus solos. Frase 13: construfda sobre a escala de Am pentatonica, esta frase pode ser aplicada em diversos contextos. Algumas sugest6es harménicas: Bb7M(#11), Am7(9), F#7(#5,#9), C7(13), C7sus4(9), Dm7(9,11), Gm6. 2 & 7a = 1 5 Bt Aarte da improvisagio Frase 14: esta frase, também construfd:. na escala de Am pentatonica, pode ser usada sobre os mesmos acordes sugeridos para a frase anterior. 3 Frase 15: aplicada sobre uma cadéncia Im7_V- sobre G7(alt) a escala de Bbm pentatonica, subindo cromaticamente a cada mudanca di pentaténica. 1, esta frase usa sobre Dm7 a escala Am pentaténica, © sobre C7M a escala Bm pentatonica, ou seja, pentaténicas le acorde. Experimente este conceito com qualquer idéia Dm7 G7(alty c™ co Frase 16: usando basicamente intervalos de quartas e tergas, esta frase foi construfda sobre a escala de cm Pentat6nica e Fm pentat6nica (\iltimo tempo do primeiro compasso), —_— —_— __ Frase 17: construida sobre a escala de Bm pentatdnica, em intervalos de sextas e sétimas, esta frase d4 sentido dérico ao acorde de Am7. am7(9) Frase 18: construfda sobre a escala de A pentatdnica, esta frase pode ser usada em vérios contextos. Sugestdes harménicas: G7M(#11), Em6, Em7(9), C#m7(bS), D7(#9), D7(b9), B7sus4(9), B7(13), | F#m7(11). Nelson Faria 3. Progressdes para a pratica de i provisacdo pentaténica Com o auxilio de um gravador ou um colega, experimente as aplicagdes das escalas pentatonicas sobre as progresses dadas. Use também os conceitos aprendidos nos capitulos anteriores misturados as idéias pentat6nicas. Progresso 7: Samba-cangéo Esta progressio ¢ muito usada no final de misicas na tonalidade maior. Vocé vai encontré-la em vérios standards da miisica brasileira e internacional. C7 pent. Cm pent. ocaesnol ae! sess Bbm pent. : Emmis) Amis) Dm7ts) 7013) = = Ab7 pent Cm7tbs) Abm pent... 2... oe re F713) 7M bs. Progressao 8: Salsa Esta progressio, conhecida como retomo harménico (turnaround), vocé vai encontrar em vérias misicas, Principalmente como introdugo ou fim, ‘Am pent Bbm pent... Dm? G73) + Cm pent A713) Progressio 9: Samba Esta € uma progressio tipica no tom menor. PEM eee eeseesees Gb pent... Fim pent ..eseeseeeeseses Gmpent. Cm?" C79) Fm? Fm/eb Gm pent cesses: Bbm pent i 7 pent ae Dm pent Dm7bs) G71H9) mM) cmt D pent... Mipentcost nia cease ADTGHS) DbIM Bis Gm pent... Bbm pent pease ADR pent or c-.4c--¢22,/Bben pent Dm70s) 6708). cma) G79). PARTE) EY, Escalas simétricas Escalas simétricas sdo escalas construidas pela repeticéo ou alternancia de intervalos constantes. Neste tépico trataremos de trés tipos basicos de escalas simétricas: diminuta, de tons inteiros e cromdtica. 1. Escala diminuta Formada pela alternancia entre tons e semitons. C diminuta Observando a simetria entre os graus da escala, podemos dizer que as escalas diminutas se equivalem em tergas menores, ou seja: Cdim = Eb dim = Gb dim = A dim dim =G dim = Bb dim = Ab dim =B dim Exemplo: Aarte da improvisagio LLL. Aplicagées da escala diminuta A escala diminuta pode ser aplicada sobre dois tipos de acorde: diminuto ¢ dominante. a) Sobre o acorde diminuto Podendo ser tocada sobre o acorde diminuto em qualquer uma de suas fungdes, a escala diminuta localizada sobre a fundamental do acorde gera tensdes tipo T7, T9, T11, Tb13. Exemplo: b) Sobre o acorde dominante Podendo ser tocada sobre o acorde dominante em suas fungées de V7 primério, V7 secundério ou subV7, a escala diminuta localizada 1/2 tom acima da fundamental do acorde dominante gera tensdes tipo Tb9, T#9, T#11 e T13. Cifragens comuns: V7(b9 ,13) e subV7(#9) Exemplo: a 1 me) 009) se eis tis br oS Obs.: A mesma escala diminuta pode ser tocada sobre o Im7(bS) cadencial. Exemplo: Ab aim... ree seeseeseetes Cd6rico co. Dabs G73 Cm709) Ab aim. ane sires C dérico . Dm7ins) Db7Gw9) Cm79) Nelson Faria 1.2. Fraseado diminuto Construido sobre a escala diminuta, o fraseado diminuto pode ser transposto por tergas menores, ascendentes ou descendentes, € ser aplicado sobre o mesmo acorde. Experimente outras aplicagdes harménicas para as frases dadas, modificando-as a seu gosto. zo” Frase 19: construida sobre a escala de Eb diminuta, esta frase € usada na cadéncia Tm7(bS)_Vj7_—sIm7 na tonalidade de Sol menor. Experimente-a para as cadéncias V7 “17M na tonalidade de Sib maior ou para a cadéncia bII° — Ilm7 na tonalidade de Dé maior. Am7(bs) pi() Gm7 Frase 20: construida pela alternancia entre as trfades do V7 e subV7 (Ge Db), esta frase gera tensdes Tb9 e T#11 no acorde dominante. ery om é eet. ] ’ Frase 21: esta frase foi construfda com as triades de Eb, A , Gb e C , cujas fundamentais formam um acorde diminuto. A1(8) D7M(9) \ b, 7 6 Frase 22: construfda sobre a escala diminuta, esta frase é 0 desenvolvimento das 2 primeiras células (primeiras 8 notas), transpostas em quintas diminutas descendentes. Sugestdes harménicas: C7(b9,13), Eb7(#9), A7(13), Gb7(#11), Db°, G®, E°, Bb. b, toms Frase 23: esta frase funciona sobre a cadéncia V7 __T-na tonalidade de Fé maior. As primeiras 8 notas estabelecem uma célula mel6dica que é transposta em tergas menores descendentes até a resolugao no acorde de F7M. ce F™ A arte da improvisagao Frase 24: construfda sobre a escala de Ab diminuta, uma das aplicagdes desta frase € sobre a progressiio V7 “Imna tonalidade de Dé menor. G79) 5 cm79) 2. Escala de tons teiros Construfda por intervalos de tons inteiros consecutivos, esta escala se repete a cada tom, ou seja, podemos dizer que as escalas de tons inteiros se reduzem a apenas duas: C ¢ C#, pois as demais se equivaleriam a uma ou a outra, Exemplo: se observarmos a simetria entre os graus da escala, notaremos que as escalas de C, D, E, Fi, Gite Bb tons inteiros tém as mesmas notas. = D tons inteiros Bb tons inteiros ‘O mesmo se dé entre as escalas Db, Eb, F, G, Ae B tons inteiros, cobrindo-se assim as 12 possibilidades da escala de tons inteiros. 60 2.1. Aplicagées da escala de tons inteiros Podendo ser tocada sobre os acordes tipo V7 ou subV7, a escala de tons inteiros localizada sobre a ' fundamental do acorde gera tensdes tipo T#5, T9 e TH11. Exemplo: a ape ke ree (7 ee 2.2. Fraseado sobre a escala de tons inteiros Construfdo sobre a escala de tons inteiros, o fraseado hexafonico pode ser aplicado sobre as fung6 primério, secundsrio ou subV7. Experimente variagdes ritmicas e melédicas sobre as frases dadas, modificando-as a seu gosto. de V7 Importante: Estas frases podem ser transpostas em tons inteiros e aplicadas sobre o mesmo acorde. Frase 25: esta frase delineia uma cadéncia de dominante substituto para o acorde de Dm7, resolvendo com um arpejo de F7M sobre 0 acorde de Dm7. <= 6719) Dm719) a Frase 26: construfda sobre a escala de G_ tons inteiros, esta frase inicia por uma célula de 4 notas que é transposta em tergas maiores descendentes até o término da frase. GTI) | a arte da improvisagio Frase 27: esta frase € formada por arpejos aumentados transpostos ascendentemente em tons inteiros. C7. Io pe, foe Frase 28: esta frase funciona sobre acadéncia V7 Tou subV7_—_ I no tom de D maior. Inicia por una célula de 4 notas que € transposta em tritonos (quarta aumentada ou quinta diminuta) ascendentes até a resolugiio na quinta do acorde t6nico. A7(#5) Se Frase 29: construfda sobre a escala de A tons inteiros, esta frase exemplifica 0 uso dos arpejos de B aum € F aum, alternadamente. AT(#S) DIM 3 Frase 30: construfda sobre a escala de A tons inteiros, esta frase tem as mesmas aplicagdes das duas ‘anteriores, Nesta frase temos uma exemplificago do uso de superposigao de arpejos, usando as triades de A um ¢ Eb aum sobre 0 acorde de A7(#5). Experimente esta frase nos acordes G7(#5), B7(#5), F7(#5), Db7(#5) e Eb7(#5). AT(#5) DIM 3 a Nelson Faria 3. Escala cromatica | _ Construfda por semitons consecutivos, a escala cromética é usada para interligar notas diatonicas. | Exemplos: | Escala maior cromatizada ascendentemente: / & | Escala maior cromatizada descendentemente: SSS = ——— Escala menor cromatizada ascendentemente: au SSS | Escala menor cromatizada descendentemente: = Se SS 3.1. Alvos As notas ou tensdes de um acorde Podem ser precedidas de uma ou mais notas crométicas (inferiores ou superiores), as quais damos o nome de notas de aproximagdo cromética. Exemplo: cm7(9) notas ‘alvo™ 6 A.arte da improvisagao Outros exemplos: c™ c™ m7 3.2. Fraseado cromatico Construfdo por “alvos”, 0 fraseado com cromatismos pode ser aplicado a qualquer tipo de acorde. Experimente as frases apresentadas neste t6pico em outras situages harménicas e em acordes similares de mesma fungdo. Frase 31: esta frase inicia por 4 notas de aproximagdo cromitica que preparam o arpejo de Cm, seguido de outro grupeto cromitico que prepara 0 arpejo de Eb7M. No segundo compasso temos novamente um grupeto de aproximagdo cromética ao arpejo de Cm, que é resolvido por uma apojatura B -D —C. m7 Nelson Faria Frase 32: nesta frase, as primeiras notas de cada tempo (Eb, C e A) formam 0 acorde Cm6. Opgies harménicas: F7(9), Am7(b5), Eb7M(#5), B7(#9), D7sus4(b9). Cm6(9) so yee ra Frase 33: esta frase inicia com uma idéia ascendente na escala de Fa menor melédica, cromatizando descendentemente até a nota F. Note a cromatizagio com “pedal” na melodia no terceiro grupeto do primeiro compasso e no segundo grupeto do segundo compasso. Fm7(9) Frase 34: basicamente cromatizagées da escala mixolidia, esta frase pode ser aplicada sobre outras situagdes harménicas. Sugest6es: C7(#11), C7(13), Gm7, Em7(b5), Bb7M(#11), cy Frase 35: construida por cromatizagdes na escala L4 menor melédico, esta frase inicia por uma aproximacio cromética dupla para uma tensio do acorde (T9). Am6 Frase 36: esta frase inicia com uma idéia na escala de D Blues, seguida de cromatizagdes sucessivas, terminando com uma idéia na escala D lidio b7. D7(sh) ab, 6s Aarte da improvisagio 4. Progressdes para a pratica de improvisacao com as escalas simétricas Com 0 auxilio de um gravador ou um colega, pratique a improvisagao sobre situagdes harménicas que possibilitam o uso das escalas de tons inteiros e diminuta. As idéias cromaticas podem ser aplicadas sobre qualquer situagdo harménica, devendo ser aplicado apenas 0 conceito de notas “alvo”. Experimente aplicar as frases de exemplo em situagGes priticas. Progressio 10: Frevo Esta progressao € encontrada normalmente como introdugio ou final de uma misica em D6 maior. Cionico ..... Bb dim ooo ceeeeeseesees Ddérico sees Ab dim. C7 A769, 13) Dm?) G79, 13) Progressio 11: Blues Esta € uma progresstio standard de um Blues de 12 compassos em Fé maior. F lidio BT... see Bb lio b7 F709) Bb7A3) F liao b7 be 7 Fitted tnt yer eers cet Bb lidio b7 ceeseeerees Bedien F7Gi5) B73) BUSI BT: ccessceercenes Eb dim. F709) D7H9} Ctons int... Pitonsints....2... Ditoms ints.eeeeees @tomsintsoeeece eee Ctons int a F70) 7s) G70) cunt) 66 Nelson Faris Progressao 12: Bossa Nova Esta progressioexemplifica 0 uso do acorde diminuto em diferentes situagdes harménicas ¢ cadéncias tipo Im? V7 “17M. Am metodico G aérico . comix 70) = Fiidio secseeee 8 dorigos: F7M m7) ee Bb im. seers Em705) AT) B73) ve D tidio &7 | p79) mid! Fimo. cee Ti dérieo cece fee BBM DT occ eee Bm705) E79) m7) BB7CI3) best D dorico “A7(1369) Ddorico....... G mix. erent. <=, C semen Dm70) Gras 6 Fdim Bm70b5) o <= PARTE V qi mprovisagao sobre IIm7 V7 17M_ e Im7(b5)_V V7 Im7 Nelson Faria : c 1. Improvisagao sobre Im7_V7 17M “Iign7_ V7" € um cliché harménico utilizado para a preparagdo de acorde maior. Por ser esta cadéncia das mais usadas modemamente em miisica popular, trataremos neste t6pico das opgdes de escalas, superposigdes de arpejos e do fraseado aplicado a esta progressio. aan 1.1. Quadro geral de opgées de escalas para I7_V,7__17M (exemplos em Dé maior) Abaixo temosum resumo das opgGes entre escalas diatOnicas e simétricas para a progressio Iim7 V7 “I7M. Note que o acorde da dominante (V7) é 0 que oferece maior variedade de sonoridades. Experimente o uso dessas escalas, improvisando idéias que interliguem fluentemente o IIm7 a0 V7 eo V7 20 17M. Dnt @ ou D reo G nisi C ile h h Ss f 1 _——— a 6 6 ace 6 nctio ce eS Sa inna, SSE] eee = n A arte da improvisagio = 1.2. Quadro geral de opgoes de escalas pentaténicas para m7 V7 17M (exemplos em Dé maior) Soy oo ‘Abaixo temos um resumo das opgdes de escalas pentatdnicas para a progressio m7 V7 17M. Note | que oacorde da dominante (V7) € 0 que oferece maiores opgdes de escalas. Experimente 0 uso dessas, escalas, procurando caminhos que possam interligar fluentemente 0 Ilm7 ao V7 ¢ 0 V7 a0 I7M. Dat a cM | Dn pati 7 pena ——— St =| (Sse | fons —_. - x i = = 1 pation pata =~ 1.3. Quadro geral de opgoes de arpejos (tétrades) para m7 _V,7_ 17M (exemplos em Dé maior) eee que The agradarem. Obs.: Os acidentes ocorrentes referem-se apenas d nota imediatamente posterior. ‘Abaixo temos um resumo das opgdes de arpejos (tétrades) para a progressio Ilqn7 Vf “17M. 0s arpejos esto organizados pela escala da qual se originam de forma acumulativa, ou seja, 0 arpejo jé apresentado em uma escala, que se repetir em outra, sera suprimido da segunda escala, evitando-se redundancias. Note que as tétrades contidas em escalas que no tém notas evitadas estio todas disponiveis para a superposi¢io. Experimente encadear os arpejos nas mudangas dos acordes colocando em prética imediatamente aqueles Dn? a cM dir nimiio C ince a ™ w a 1 mits m ™ a 4 4 ep = | & 0 v a wimido B18 MS) 5 = Galera ahs) mM) at TMG) 77 sins 7185) TAS) 15) 145) 145) 185) B Aarte da improvisagao = 1.4. Quadro geral de opgdes de arpejos (triades) para im7 V7 17M (exemplos em Dé maior) ax baixo temos um resumo das opgdes de arpejos (triades) para a progressio Im7 7 “I7M. Os arpejos esto organizados como no tépico anterior. Obs. 1: 05 acidentes ocorrentes referem-se apenas a nota imediatamente posterior. Obs. 2: M = triade maior, m = triade menor, ° = trade diminuta, + = triade aumentada. Dat G mM mind C li 1% Nelson Faria faa, 15, Fraseado para m7 V7 ‘17M Por abranger uma vasta gama de opges entre escalas e superposigdes de arpejos, o fraseado para U7. 7M constitui-se em um dos mais importantes no desenvolvimento do “vocabulério fraseolégico”. Neste t6pico, apresento alguns exemplos dos usos destas escalas e superposigdes. Pratique-os no maior nimero de tonalidades posstvel, variando as frases ritmica ou melodicamente, ao seu gosto. Frase 37: esta frase € um exemplo das superposicdes de arpejo. Inicia com o arpejo de F7M sobre o acorde de Dm7(9), ligado por uma nota de aproximago cromatica aos arpejos (triades) de B° e Eb+ sobre 0 da dominante (G7) e resolvendo com a triade D sobre o acorde de C7M, dando-Ihe um sentido Ifdio. Dm79) G7(b13) c™9) (rem o ee el acorde Frase 38: esta frase € um cliché jazzistico que exemplifica o uso da escala dérica sobre o IIm7 ea escala diminuta sobre o V7, com um encadeamento fluente entre as duas escalas. Sobre o acorde de Eb7™M ( usado o proprio arpejo do acorde, acrescido da T9. Fm7(9) Bb7(8) Eb™M(9) 3 = Frase 39: construida sobre a progress4o Umi? “I7M na tonalidade de Fé maior, esta frase exemplifica a superposigao do arpejo do subV7 (trfade de Gb) sobre 0 acorde da dominante (V7). Gm7 C709) F7™M cs L@— Le Se (17M) é Frase 40: esta frase inicia com um arpejo de F7M, seguido de uma aproximagao cromética dupla para a nota F ¢ o arpejo de Am sobre o acorde de Dm7, e exemplifica 0 uso de quartas no modo mixolidio. Dm7 Gr Sela L—rm—_ Lam Frase 41: esta frase exemplifica 0 uso da escala dérica com passagens cromaticas sobre Am7, e das escalas mixolidia (primeira metade do segundo compasso) e alterada (segunda metade do segundo compasso) sobre D7. Am7 D7(#9) cm 5 Aarte da improvisagaio Frase 42: com o uso de yma nota pedal na melodia, esta frase exemplifica a superposigo de triades na Im7_V7 “ITM. No caso, temos trfade de C sobre D7, trfade de Eb sobre G7 ¢ triade de D Dm79) 67013) c™) DER ee SPST ER a YAR G e ca Wb [WP TS Sein Frase 43: esta frase inicia com uma aproximagao cromética C# —D, seguida do arpejo de Dm7 com uma passagem melédica que conduz ao arpejo da triade de E sobre G7, gerando as tensdes Tb9 e 13 na dominante. Dm7 G73) c7™M 4 eter be 1 oi aS aa 6 —— Frase 44: esta frase usa sobre Gm7 a escala dérica com duas notas crométicas (C# Dif) e sobre C7(b9) 0 arpejo de Gb acrescido da nota Dé (T#11). Gm yore F7™M. Nelson Faria ~o™ >. Improvisacdo sobre Tim7(b5)_ Vi Imz: “Im7(b5)_V,7” é um cliché harménico utilizado para a preparagdo de acorde menor. Por ser esta cadéncia das mais usadas modernamente em musica popular, trataremos neste t6pico das opgdes de escalas, | _superposigdes de arpejos e do fraseado aplicado a esta progressio. e. (2.1. Quadro geral de opcées de esealas para Iim7(b5)_V7 __ Im (exemplos em Dé menor) | _ Abaixo temos um esumo das opgdes entre escalas diatOnicas € simétricas para a progressio Inp7(bS)_Y7 “Im. Experimente o uso dessas escalas improvisando idéias que interliguem fluentemente 0 Im7(b5) a0 V7 € 0 V7 ao Im7. Inf) a a D erie mln WLS Cele | } p_ SS] e a Sa & + = a] dea es fess fees [aS ” | 7a 2.2. Quadro geral de opgGes de escalas pentatdnicas para Hm7(bS)_ V7 Im7 (exemplos em C menor) sil Abaixo temos um resumo das opgdes de escalas pentatonicas para a progressio Hm7(b5)_ V7 Im. | Experimente 0 uso dessas escalas, procurando caminhos que possam interligar fluentemente 0 IIm7(b5) a0 V7 0 V7 a0 Im7. | | Dats) a Cn | peat ‘Dbt peta (Co pentatinca | \ es — =| oe = | oe = =| } i a ya pti a pia ee Nelson Faria 2:3; Quadro geral de opcoes de arpejos (tétrades) para Iim7(bS)_ V7 Im (exemplos em D6 menor) Tata Tans Abaixo temos um resumo das opgdes de arpejos (tétrades) para a progressio Im7(b5) vi “‘im.os arpejos esto organizados pela escala da qual se originam de forma acumulativa, ou seja, 0 arpejo j4 apresentado em uma escala que se repetir em outra ser suprimido da segunda escala, evitando-se redundincias. Note que as tétrades contidas em escalas que no tém notas evitadas esto todas disponiv para a superposigao. Experimente encadear os arpejos nas mudangas dos acordes colocando em pritica imediatamente aqueles que Ihe agradarem, Obs.: Os acidentes ocorrentes referem-se apenas & nota imediatamente posterior. Daft) a (a ie 6 mio b8 Cele ” 1 amt my 7 : w Mow ull! ee | oh lou | 6 tele in , yes aN aM) at MAS) 7 Tai a aes & _ FS fesbboppy = — 3 = 4 ci (ne wi 1 z 1 _ aM) TMS) mts) G asin 18) 185) 14 189) TH) 149) ” Aarte da improvisagao 7 2.4. Quadro geral de opcdes de arpejos (triades) para Hm7(bS)_V7 Im (exemplos em Dé menor) ae Abaixo temos um resumo das Opgdes de arpejos (triades) para a progressio Im7(b5)_Y7 Im. Os arpejos esto organizados como no t6pico anterior. Obs. 1: Os acidentes ocorrentes referem-se apenas a nota imediatamente posterior. triade diminuta, + = trfade aumentada. Obs. 2: M = trfade maior, m = triade menor, Dats) a ce 6 min eile Nelson Faria o™ 2.5. Fraseado para Im7(b5)_Y7 Im Por abranger uma,vasta gama de opgGes entre escalas e superposigoes de arpejos, ofraseado para Timp7(b5) V7 “Im constitui-se em um dos mais importantes no desenvolvimento do “vocabulério fraseolégico". Neste t6pico, apresento alguns exemplos dos usos destas escalas e superposigdes. Pratique-os no maior nimero de tonalidades possfvel, variando as frases ritmica ou melodicamente, a0 seu gosto. Frase 45: na frase abaixo temos um exemplo do uso de um mesmo motivo melédico transposto uma terga ‘menor do primeiro para 0 segundo acorde, ¢ uma terga maior do segundo para o terceiro acorde. No caso, € ‘0 arpejo do acorde de Bb7M(#5) sobre Em7(b5), arpejo de C#7M(#5) sobre A7(b9) ¢ 0 arpejo de F7M(#5) sobre Dm6(9). Note que este artificio (transposig4o em tergas de um mesmo motivo) dé upidade ritmica e melédica & frase e pode ser feito com qualquer idéia sobre a progressio Im7(bS)_V7_ “Im. Em7(bs) Ambo) Dm6(9)_3 a lL BOTM(AS) J CHTM(RS) JL F7MGS) J Frase 46: esta frase exemplifica 0 uso da escala Ré I6crio 9M sobre 0 acorde de Dm7(b5) ¢ a escala de Sol alterado sobre G7(#9). Note mais uma vez 0 uso da superposigo de arpejos :Ab 7M(#5) sobre Dm7(b5) ¢ B7M(#5) sobre G7(#9). Dm7(b5) G7(H9) —emt9) 3 (—avmyp—— mes —— =o ; Frase 47: construida sobre a progressio Im7(b5)_V¥7 —_Imna tonalidade de Dé menor, esta frase inicia por um arpejo de Dm7(b5) encadeado para um arpejo de G7, seguido do arpejo de Eb+ no segundo compasso e resolvendo com o arpejo de Eb7M sobre Cm7. Dm7b5) G713) m9) 81 Aarte da improvisagao Frase 48: primeiro compasso so duas oitavas do arpejo de Am7(b5) com a nota Ré (T11) acrescentada, No segundo compasso, temos o arpejo das triades de Abe F, alternadamente, sobre 0 acorde de D7. Gm Am7(bs) p7(b9) Frase 49: esta frase exemplifica 0 uso das superposicdes de arpejos, utilizando sobre Dm7(b5) os arpejos de Ab7M(#5) e Fm(7M) ¢ sobre G7 a triade de Db. Dm7(b5) G79) m7 b, a (eS (ee aera) Lapras F™™ A Frase 50: esta frase inicia na escala l6crio 9M, indo outside no acorde Bm7(b5), ¢ exemplifica o uso da escala alterada sobre 0 acorde da dominante E7(#9). Bm7(S) E79) Am7(9) Frase 51: iniciada pela escala diminuta, esta frase faz. uso de intervalos largos no primeiro compasso ¢ cromatismo no segundo compasso. Bm7(5) E7(#9) Am70) b, b, Nelson Faria 3. Progressdes Face 8 ode ica de improvisacao sobre IIm7 vi YM elIm7(b5) V7 Im Com 0 auxilio de um gravador ou um colega, pratique a improvisagao sobre as progressdes dadas, utilizando os conceitos aprendidos no livro. Por serem muitas as opgdes de escalas e a escolha do improvisador, encare as sugestées aqui apontadas como uma referéncia, ficando livre para o uso de outras sonoridades. Progressao 13: Samba-cangao Esta é uma progressio caracterfstica yo estilo samba-cangdo da misica brasileira. Temos exemplos de Mm? Ime IIm7(b5)_V7 “Im para praticarmos e desenvolvermos um improviso fluente com 0 uso de frases, escalas e superposi¢ao de arpejos. Conta... egestas Aves BoBC see DM 6HIC0. eee eee coy A713) Dm79) = Bb dim. a Bees Drsteed G mixoliaio. .. Em705) A709) Dm79) ionico. 7M) cesses © mix, aes cH) F™M A mix b9, bi. ANb13) Ab aim, z See os Te doe ae. Ghebr i3) Em70) F dor. AGRE ee eee ce cece cee eee ALIN DS, BIB. ce + D tidio b7... Ale) ‘A7009) D709) D dorico. .. Dm79) c™@) 83 Aarte da improvisagao Progresso 14: Bossa Nova Nesta progressio podemos prajicar a improvisagdo sobre cadéncias caracteristicas da Bossa Nova. G tiaio w7 F ionico. FIM G aorico, € mixotiaio, Gm? C79) | Ge tai ari 7. FM Goat) liaio. FA7M BA d6tIC0. eee ceeeee eee c++ Bilidio b7, ss secre FR dérieo, Fm? B70) Fam? G dérico... ao Eb lidio 7.02... Gm? Eb7(9) | Nelson Faria A darico, rieeeaee Eb dim. Am? D7Qb9) G dorico. asses uannegapaaeeal c= Gm? CH1b9) GDddeica RC one cane Db dim... eee F lio. Gm? C709) F7M Gb lidio B7. .. Goren) + B lidio, FIMGHi) 85 Aarte da provisacio Progresso 15: Samba lento Esta progress demonstra-e uso de harmonias mais elaboradas, que encontramos na miisica brasileira principalmente entre compositores mineiros. Edérteo. Agic Gio... Fr atterado. Ems) a Gamat ete t Balterado, BdSeteo. 2-2-3 Ge toc om ca at \ 03) Emm) Sims) Cai) i = = | F# mixolidio. Cmix. cece Thi pnbxol : re e) Bf ni ta 7, ree aR sacsalcipal mir) Am Bases) ; } heteed Th mixotiai. | 5 8 B Jiao. F# tonico. EROOIA® F aorico. oe Bb diminuta, Em70) A719, 13) AWiliosi2t csses0 seiceeee Eedérie ATG Em79) Bb dimi AT09, 13) = Edorico.. oe... Alidio......- AT™I6 PARTE VI Solos A intengdo deste capitulo é exemplificar o uso dos conceitos apresentados neste livro. Estes solos poderdo ajudd-lo a colocar em prdtica o material aprendido, dando exemplos de como conectar uma frase a outra, melodicamente, fazendo uso das escalas dos acordes e das superposteBes de arpejos. Procure extrair destes solos idéias que possam auxilid-lo na composigdo de seus préprios solos. Nelson Faria Solo 1: Bossa Nova Este solo exemplifica o improviso sobre,um tema na tonalidade de Dé menor. Nos compassos 5 ¢ 6 temos uma frase para IIm7(bS)_Y7 “im egnstrufda sobre a escala de Ab diminuta; nos compassos 9, 10e 11 temos uma frase paralim7 V7 “7M construida por notas de aproximagao cromatica; nos compassos 13 ¢ 14 temos um egemplo de transposigdio de um mesmo motivo, uma terga menor acima sobre a cadéncia IIm7(b5)_V7 “Im; e no compasso 16, uma frase intercalando as trfades do V7 e subV7 (Ge p= m7 Fm7 Dm7(bs) 6709) cm7 Ebm7(9) B73) Db7M(9) Dm7(bs) G79) Cm79)_ G7(09) cm79) 89 Aaarte da improvisagao Solo 2: Swing Esta progressio oferece variadas situagGes harménicas exemplos do uso da escala diminuta (compassos 5, 6 € 10) de tons inteiros (compassos 17 e 18), além de idéias para Im7(bS) V7 (compassos 10-11,14, 25- 26 e 29-30) ¢ Ilm7_V7 (compassos 5, 6 e 7). A719) Em7(b5) cm7 5 F7(13) Fm7 Bb7(%) ED7™M(9) fey Ab7(13) Bb7M Em7(5) A709) be Dm? Bbm7 Eb79) F7™M Em7(bs) A709) Am7(b5) D7b9) GT013), m7 Ab7(13) ie tt} AM(b9) Dm7(bs) G79), Nelson Faria Solo 3: F Blues Este solo exemplifica um improviso sobre a forma do Blues em 12 compassos. O solo esté escrito em uma regido grave e deve ser transposto oitava acima para alguns instrumentos, tornando possfvel a execugio. Os dois tltimos compassos do chorus (compassos 11 e 12) so chamados "retorno harménico” e servem para Preparar um novo chorus. Encontramos neste solo frases na escala diminuta (compassos 5 e 6), na escala mixolidio b9, b13 (compassos 8 € 10) ¢ também idéias crométicas e alteradas. Extraia deste solo as idéias que the agradarem e aplique-as em seus proprios solos. F709) Bb7(13) F709) 3 B73) Bb7A13) Be b F709) D709) Gm7 C719) F709) D7(b9) Gm7 C719) F7H9) mn Aarte da improvisagio li | Solo 4: Jazz Este solo exemplifica 2 chorus de improviso sobre uma progressio com passagens modulantes ¢ vérios | 2che |) exemplos de m7 ‘7M | B7M D7 G™ ‘Bb7 Eb7™M Am7 D7 b7 cG™ BT Eb7™M Nelson Faria pT G™ Bb7 Eb™ Fa7 B™M. Fm7 Bb7 Eb™ D7 G™M Ctm7 Fa7 B™M Fi ‘m7 Bor | c#m7 Fe7 93 Aarte da improvisagio Solo 5: Retornos Harménicos Este solo apresenta 12 compassos com idéias para improvisagio sobre uma das progressdes mais usadas | como introdugao ou final énf musica popular. F™ D7(b9) Gm7—— C79) F™M D7(b9) Gm7 C79) F™ D7(b9) Gm7 C709) F7™M D7(b9) Gm7—— C719) q Gm7 C7009) F7™M Bibliografia__ Chediak, Almir. Harmonia e improvisagao, 2 volumes, Editora Lumiar, Coker, Jerry. Improvising jazz, Prentice Hall. Diorio, Joc. Fusion, Dale F. Zdenek Publications,1977. + Intervalic designs, R.E.H. Publications. - Manuscritos. Eschete, Ron. The jazz guitar, Luck Music Publisher, 1980. Gambale, Frank. The Frank Gambale technique book, vol. I, Legato Publications. Greene, Ted. Manuscritos. Guest, Ian. Manuscritos. Martino, Pat. Linear expressions. Most, Sam. Metamorphosis, P.M. P. Publications, Mock, Don. Hot licks, R. E. H. Publications, Parker, Charlie. Omnibook. Roberts, Howard. Apostilas G I T (Guitar Institute of Technology), Slonimsky, Nicolas. Thesaurus of the scales and melodic paulecns, Charles Acribner’s Sons, 1974. Wise, Les. Bebop Bible, R.E. H. Publications. 98