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GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA PARA ASSUNTOS DA COPA DO MUNDO DA

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO

SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA PARA ASSUNTOS DA COPA DO MUNDO DA FIFA BRASIL 2014 SECOPA

PROJETO EXECUTIVO DE PAVIMENTAÇÃO

OBRA:

Duplicação da Estrada da Guarita

TRECHO:

Entr. Avenida Ulisses Pompeu de Campos –

Passagem da Conceição

LOCAL:

Bairros Guarita I e II – Várzea Grande-MT

EXTENSÃO:

8.472,39 m

VOLUME 1 - RELATÓRIO DO PROJETO E DOCUMENTOS PARA CONCORRÊNCIA

EXTENSÃO: 8.472,39 m VOLUME 1 - RELATÓRIO DO PROJETO E DOCUMENTOS PARA CONCORRÊNCIA CUIABÁ/MT Novembro/2011

CUIABÁ/MT

Novembro/2011

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA PARA ASSUNTOS DA COPA DO MUNDO DA

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO

SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA PARA ASSUNTOS DA COPA DO MUNDO DA FIFA BRASIL 2014 SECOPA

PROJETO EXECUTIVO DE PAVIMENTAÇÃO

OBRA:

Duplicação da Estrada da Guarita

TRECHO:

Entr. Avenida Ulisses Pompeu de Campos –

Passagem da Conceição

LOCAL:

Bairros Guarita I e II – Várzea Grande-MT

EXTENSÃO:

8.472,39 m

VOLUME 1 - RELATÓRIO DO PROJETO E DOCUMENTOS PARA CONCORRÊNCIA

Contratante:

Secretaria Extraordinária para assuntos da Copa

Elaboração:

do Mundo da FIFA Brasil 2014 - SECOPA Exímia Construções e Serviços Ltda.

Eng.° Resp.

Mauriney Cezar Pinheiro da Silva CREA 1203846380

e Serviços Ltda. Eng.° Resp. Mauriney Cezar Pinheiro da Silva CREA 1203846380 CUIABÁ/MT Novembro/2011 1

CUIABÁ/MT

Novembro/2011

1

1.0 - ÍNDICE

1.0 - ÍNDICE 2
1.0 - ÍNDICE 2

2

ÍNDICE

2.0

- APRESENTAÇÃO

 

04

3.0

- MAPAS DE SITUAÇÃO E LOCALIZAÇÃO

06

4.0

INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO

09

5.0

ESTUDOS

 

13

5.1 - Estudos de Topográficos

14

5.2 -

Estudos

de

Tráfego

16

5.3 - Estudos Geológicos

19

5.4 - Estudos Geotécnicos

30

5.5 - Estudos Hidrológicos

51

6.0

PROJETOS

 

61

6.1 - Projeto Geométrico

62

6.2 - Projeto de Terraplenagem

64

6.3 -

Projeto

de

Pavimentação

71

6.4 - Projeto de Drenagem e Obras de Arte Correntes

79

6.5 - Projeto de Sinalização

118

6.6 -

Projeto

Ambiental

124

6.7 - Projetos Complementares

128

7.0

DOCUMENTOS PARA CONCORRÊNCIA

130

7.1 - Quadro de quantidades

131

7.2 - Quadro de Consumo de Materiais e Quantitativos para Transportes

138

7.3 Mapa de Localização das Fontes de Materiais p/ pavimentação

169

7.4 Localização do Canteiro de Obras

171

8.0

INFORMAÇÕES P/ ELABORAÇÃO DO PLANO DE EXECUÇÃO DAS OBRAS

173

8.1 Fatores condicionantes

174

8.2 Recomendações p/ elaboração do plano de execução da Obra

174

8.3 - Cronograma Físico de Execução

175

8.4 - Aspectos Técnicos e de Segurança

176

9.0

TERMO DE ENCERRAMENTO

177

3

2.0 - APRESENTAÇÃO

2.0 - APRESENTAÇÃO 4
2.0 - APRESENTAÇÃO 4

4

2.0 – APRESENTAÇÃO

A empresa Exímia – Construções e Serviços Ltda. apresenta o Projeto Executivo de Pavimentação da Obra de Duplicação da Estrada da Guarita – Trecho Urbano no Volume em que se refere.

Volume 1: Relatório do Projeto e Documentos para Concorrência;

Projeto Executivo de Pavimentação;

Processo Administrativo: nº 361680/2011;

Edital: nº. 004/2011/AGECOPA;

Data e Hora do Pregão: 06/06/2011 – 9:00 horas;

Instrumento Contratual: nº 008/2011/AGECOPA;

Data de Assinatura do Contrato: 07/06/2011;

Número da Ordem de Serviço: 361680/2011;

Data da Ordem de Início dos Serviços: 27/06/2011;

Obra: Duplicação da Estrada da Guarita

Trecho: Entr. Avenida Ulisses Pompeu de Campos – Passagem da Conceição

Local: Bairros Guarita I e II

Município: Várzea Grande-MT

Extensão: 8.472,39 m

Lote: 03

É objetivo deste Volume, permitir uma visão geral do Projeto de Engenharia da Obra, razão pela qual se constitui basicamente o s eu extrato. É destinado ao u so de t écnicos interessados em ter um conhecimento geral do Projeto e de firmas construtoras visando à licitação da obra, motivo pelo qual ele relata e reúne todos os elementos que sejam de interesse para a Licitação da contratação da obra.

Eng.º Civil Mauriney Cezar Pinheiro da Silva EXÍMIA – Construções e Serviços Ltda.

Coordenador Geral

5

3.0 - MAPA DE SITUAÇÃO E LOCALIZAÇÃO

3.0 - MAPA DE SITUAÇÃO E LOCALIZAÇÃO 6
3.0 - MAPA DE SITUAÇÃO E LOCALIZAÇÃO 6

6

MATO GROSSO Várzea Grande CUIABÁ Localização da Obra OBRA: Duplicação da Estrada da Guarita Projeto
MATO GROSSO Várzea Grande CUIABÁ Localização da Obra OBRA: Duplicação da Estrada da Guarita Projeto
MATO GROSSO Várzea Grande CUIABÁ
MATO GROSSO
Várzea
Grande CUIABÁ
MATO GROSSO Várzea Grande CUIABÁ Localização da Obra OBRA: Duplicação da Estrada da Guarita Projeto
Localização da Obra
Localização
da Obra

OBRA:

Duplicação da Estrada da Guarita

Projeto Executivo de Pavimentação

TRECHO:

Entr. Ulisses Pompeu de Campos - Passagem da Conceição Bairros Guarita I e II / Várzea Grande - MT

LOCAL:

 

EXTENSÃO: 8.472,39 m

MAPA DE SITUAÇÃO

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NM FINAL DO FINAL DO SEGMENTO SEGMENTO AndreazzaMárioRod. GuaritadaEstrada INÍCIO DO INÍCIO DO SEGMENTO
NM
FINAL DO
FINAL DO
SEGMENTO
SEGMENTO
AndreazzaMárioRod.
GuaritadaEstrada
INÍCIO DO
INÍCIO DO
SEGMENTO
SEGMENTO
PROJETO EXECUTIVO DE PAVIMENTAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO
OBRA:
MAPA DE LOCALIZAÇÃO
SECOPA
TRECHO:
Duplicação da Estrada da Guarita
Entr. Ulisses P. de Campos - Passagem da Conceição
Bairros Guarita I e II / Várzea Grande - MT
FOLHA:
LOCAL:
ÚNICA

8

4.0 – INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO

4.0 – INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO 9
4.0 – INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO 9

9

4.0 – NFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO

CARACTERÍSTICAS

ONDULADA

Velocidade diretriz mínima

60 km/h

Raio mínimo de curva horizontal do traçado

45 m

Taxa máxima de superelevação

5,0%

Rampa máxima

6,75%

Largura de cada faixa de rolamento

3,50 m

Inclinação transversal da semiplataforma

3,0%

Inclinação dos taludes de corte em solo

1(v): 1(h)

Inclinação dos taludes de corte em aterro

2(v): 3(h)

As obras para implantação da rodovia incluem os seguintes serviços:

- Terraplenagem;

- Pavimentação;

- Drenagem e Obras de Arte Correntes;

- Obra de Arte Especial;

- Sinalização;

- Projeto de Recuperação do Meio Ambiente.

Terraplenagem

Será executada uma limpeza na parte onde será implantada a pista de duplicação com retirada da vegetação existente em uma faixa variável de no m ínimo 15,00 m de largura longo do segmento. Os serviços de escavação, carga e transporte na própria pista serão realizados com escavadeira. Já o bota- fora do material que não puder ser aproveitado no aterro, assim como o ex purgo da limpeza será depositado na Jazida J-02 (Jazida do Juarez ou Chapéu do Sol) localizada a 9,82 km do Segmento. O material de aterro para compor a obra também advém desta mesma Jazida. Em razão do perfil da pista existente e dos acessos que serão mantidos, boa parte do greide de terraplenagem na du plicação procurou seguir o mesmo nivelamento desta via principalmente no t recho anterior ao c ruzamento da Estrada da Guarita com a Rod. Mário Andreazza. Porém, em razão da drenagem da pista, foi necessário propor modificações no perfil da pi sta existente tornando-o com declividade longitudinal mínima para satisfazer o escoamento das águas pluviais nas sarjetas. Nos alargamentos da pista existente a maioria da terraplenagem será feita através de cortes “caixão” para acomodar as camadas do pavimento. O material proveniente destes cortes que não for aproveitado na pista irá para o bota-fora.

10

Pavimentação

Após executada a r egularização do Subleito e a terraplenagem, será executada as camadas de Sub-base e Base com 20,0 cm de espessura cada. O solo empregado será oriundo da Jazida (J-04) distante 22,70 km do segmento na localidade de Capão Grande à margem rodovia MT-351 em Várzea Grande-MT. A Imprimação da base sera executada com CM-30 proveniente da empresa situada no Distrito Industrial localizado a 25,11 km do trecho. A capa revestimento asfáltico será de CBUQ com 5,0 cm de espessura com CAP 50/70 proveniente da empresa situada no Distrito Industrial localizado a 50,40 km da Usina de asfalto.

Drenagem e Obras de Arte Correntes

Consta dos serviços de D renagem e Obras de A rte Correntes a i mplantação de di spositivos necessários ao escoamento das águas pluviais e proteção do corpo estradal tais como:

- Meio-fio e sarjeta

- Caixa Coletora de Sarjeta

- Tubos de concreto

- Bocas-de-Lobo

- Poços de Visita

- Caixa de Ligação e Passagem

- Bueiro

- Drenos profundos

- Entradas d’água

- Descidas d’água

- Dissipadores de energia

- Dissipadores de energia

Sinalização

A pista será sinalizada para adequação do sistema viário visando à segurança e praticidade destas novas vias, objetivando salvaguardar vidas, A sinalização horizontal será executada com, tinta acrílica com espessura de 6,00 mm, largura das faixas de 10,00 cm e zebrados de 40, 00 cm, Tachas e Tachões conforme indicado em projeto Volume - 02. A sinalização Vertical será com placas metálicas adesivadas com película totalmente refletiva e pontaletes de madeira.

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Projeto de Recuperação do Meio Ambiente

O Projeto de Recuperação do Meio Ambiente cuidou da proteção do corpo estradal da via através de proteção vegetal para controle de erosões, com plantio de árvores nas áreas de exploração das jazidas e plantio de grama ao longo dos canteiros e taludes de aterros.

12

5.0 - ESTUDOS

5.0 - ESTUDOS 13

13

5.1 - ESTUDOS TOPOGRÁFICOS

5.1 - ESTUDOS TOPOGRÁFICOS 14

14

5.1 – ESTUDOS TOPOGRÁFICOS

Os Estudos Topográficos do Projeto Executivo de Pavimentação; Trecho: Entr. Avenida Ulisses Pompeu de Campos – Passagem da Conceição; com extensão de 8.472,39 m, tem como objetivo materializar no campo o eixo do pr ojeto definitivo das melhorias bem como cadastrar todas as confrontantes existentes nas laterais da pista. Esses estudos foram desenvolvidos de modo a atender as especificações vigentes no DNIT (IS- 205), segundo a metodologia convencional para estudos dessa natureza, sendo elaborados nas seguintes fases distintas:

a) Locação do eixo no projeto

O eixo de projeto foi locado por coordenadas, com emprego de Estação Total (TOPCON modelo

GTS 239W) com leitura direta de 1” e precisão de 9”, de 20 em 20 m etros e em todos os seus pontos notáveis, tais como início e final de curvas, cruzamentos com a rodovia, divisas de propriedades etc. nos quais adotou-se os seguintes parâmetros:

- Em todos os pontos locados, foi cravado um prego (devido local pavimentado) e j unto a este, para identificação dos pontos, foi realizado uma pintura com tinta indelével de um círculo em volta do prego e anotado a identificação do ponto locado ao lado deste círculo; - Quando possível tais pontos foram identificados, em postes, muros etc.

b) Nivelamento do eixo do projeto Todos os pontos foram nivelados, de acordo com o que preconiza NBR 13133/94.

c) Levantamento de seções transversais

Foram levantadas seções transversais ao longo de todo segmento, para detalhamento do projeto e precisão dos dados de campo. As seções transversais do segmento em estudo foram levantadas com nível “WILD”. Nos locais considerados críticos as seções passaram a t er espaçamentos de até 5 m e o s comprimentos prolongados o suficiente para os estudos. Neste levantamento também foram cadastrados todos os pontos notáveis existentes abrangidos pelas seções transversais.

d) Levantamento de ocorrências de materiais;

Todas as ocorrências dos materiais de Jazidas foram locadas, colhidas amostras e tiveram seus materiais ensaiados conforme especificações. Foram locadas com GPS e Estação Total no intuito de se obter o perímetro e a malha das jazidas, com indicação das distâncias e deflexões referidas. O diagrama de localização das fontes de m ateriais para pavimentação está apresentado no V olume 2 - Projeto de Execução.

e) Levantamentos específicos – Cursos d’água e bacias hidrográficas:

O segmento em questão está inserido na sub-bacia do Rio Cuiabá. Porém, o Rio Pari é o único

curso d’água que a Obra de Duplicação da Estrada da Guarita transpõe.

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5.2 - ESTUDOS DE TRÁFEGO

5.2 - ESTUDOS DE TRÁFEGO 16

16

5.2 – ESTUDOS DE TRÁFEGO

5.2.1 – Objetivos

Os estudos de tráfego foram realizados com o objetivo de quantificar as variáveis que influem nas soluções do Projeto Executivo de Pavimentação especialmente no que diz respeito ao dimensionamento e execução do pavimento. Neste Projeto, porém, o estudo de tráfego considerado foi apenas baseado nos estudos feitos pela PMSP - Prefeitura Municipal de São Paulo no que diz respeito a tráfego urbano.

5.2.2 – Determinação do número “N”

A Obra de Duplicação da Estrada da Guarita será muito importante para melhoria do fluxo de

veículos que circulam nas vias do entorno. Além de beneficiar o tráfego, a obra de duplicação será um dos desbloqueios necessários quando se der inicio as outras obras de adequação viária e mobilidade urbana que prepara a cidade para a Copa de 2014, bem como também uma opção de tráfego durante os jogos. Pela a hierarquização viária do IPDU – Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Urbano do município de Cuiabá, esta avenida é considerada um via estrutural. A duplicação desta via de tráfego viabilizará o melhor fluxo de veículos que seguem de Várzea Grande a Região Oeste do Município de Cuiabá, região esta onde

esta localizada a Arena Pantanal, que será palco dos jogos da Copa de 2014. Será também importante como uma via de acesso rápido da região Oeste de Cuiabá ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon em Várzea Grande conhecida como cidade industrial e que forma uma conurbação com a capital Cuiabá. Então, tendo em vista essa possibilidade, classificou-se para fins de projeção do número ‘N’ num período

de projeto de 10 a nos pela tabela da PMSP, a função predominante daquela via como ‘coletora e estrutural’, cujo volume de tráfego previsto é ‘meio pesado’. Esta tabela foi desenvolvida e é utilizada pela Prefeitura Municipal de São Paulo para casos de tráfego urbano como este, em que uma contagem volumétrica, classificatória e de pesagem tornam-se difícil.

A seguir é apresentada a tabela com a qual o número “N” foi determinado em função do tipo de via

a ser pavimentada:

VALORES DE "N" TABELADOS POR TIPO DE VIA

Função

Tipo de

Período de

Volume Inicial na Faixa mais carregada (Vo)

Faixa

"N"

Predominante

Tráfego

Projeto

para "N"

Característico

da Via

Previsto

(anos)

Veículos

Caminhão

 

Leves

ou Ônibus

 

Leve

10

100 a 400

4 a 20

2,70 x 10 4

Via Local

a

1,0 x 10 5

1,40 x 10 5

Via Local e coletora secundária

Médio

10

401 a 1.500

21 a 100

1,40 x 10 5 a 6,80 x 10 5

5,0 x 10 5

 

Meio Pesado

10

1.501 a 5.000

101 a 300

1,40 x 10 6

 

a

2,0 x 10 6

3,10 x 10 6

Vias coletoras

Pesado

12

5.001 a 10.000

301 a 1.000

1,0 x 10 7 a 3,30 x 10 7

 

e estruturais

2,0 x 10 7

 

Muito Pesado

12

> 10.000

1.001 a 2.000

3,30 x 10 7

 

a

5,0 x 10 7

6,70 x 10 7

Faixa exclusiva

Volume médio

12

-

< 500

3,0 x 10 6 5,0 x 10 7

1,0 x 10 7 5,0 x 10 7

de Ônibus

Volume pesado

12

-

> 500

Fonte: PMSP, 2004.

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Logo, percebe-se que para ‘Vias coletoras e estruturais’ como é o caso da Obra de Duplicação da Estrada da Guarita; tem-se um tipo de tráfego ‘meio pesado’ onde o valor de “N” característico indicados pela tabela é N = 2,0 x 10 6 .

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5.3 – ESTUDOS GEOLÓGICOS

5.3 – ESTUDOS GEOLÓGICOS 19

19

5.3 – ESTUDOS GEOLÓGICOS

O presente Estudo visa oferecer um melhor conhecimento da área em apreço, no tocante não só

aos aspectos geológicos como também geomorfológicos, pedológicos, de vegetação, climatológicos etc.

5.3.1 – METODOLOGIA

O estudo foi subdividido em duas fases:

- 1-Pesquisa Bibliográfica.

- 2-Pesquisa de Campo.

5.3.2 – LOCALIZAÇÃO

O objeto do estudo situa-se no Município de Várzea Grande conhecida como cidade industrial e

que forma uma conurbação com Cuiabá, capital do Estado de Mato Grosso. Várzea Grande faz limites com os municípios de Cuiabá, Santo Antônio de Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Acorizal e Jangada.

A Obra de Duplicação da Estrada da Guarita está compreendida no município de Várzea Grande,

cujo, as Coordenadas dos 2 eixos em UTM são as seguintes:

Início do segmento:

Final do segmento:

Lado Direito:

Lado Direito:

8.270.380,9503 N

8.278.381,1140 N

592.625,84165 E

591.893,9570 E

Lado Esquerdo:

Lado Esquerdo:

8.270.366,1090 N

8.278.386,9183 N

592.618,1910 E

591.839,2462 E

5.3.3 – ASPECTOS FISIOGRÁFICO

5.3.3.1 Clima

Cuiabá está situada a cerca de 150 m de altitude e seu balanço hídrico sazonal é representativo do vale do m édio curso do rio homônimo. A configuração geográfica e a i ncidência insignificante de f ortes massas de ar sobre a região refletem um aspecto climatológico quase homogêneo e sem grandes anomali- as consideráveis (CPRM, 2006).

De maio a agosto o declínio de temperatura, apesar de não ser muito grande, é suficiente para re- duzir consideravelmente a evapotranspiração potencial, motivo pelo qual, não obstante as chuvas serem muito raras e pouco copiosas, os déficits hídricos não são grandes como seria de se esperar (Miner & Brandão, 1989).

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Segundo Weska et al. (1991) e Nimer (1997), citados por Rocha (2003), o clima local da área de estudo, conforme suas características, está enquadrado como AW na classificação de Köppen, sendo do- minante na região o tipo tropical, quente, semiúmido, com quatro a cinco meses secos e duas estações bem definidas, uma seca (outono-inverno) e outra chuvosa (primavera-verão).

a) Em suma o clima do município é o tropical chuvoso quente e úmido, com dois períodos bem defini- dos:

ESTAÇÃO CHUVOSA:

- De outubro a abril;

ESTAÇÃO SECA - De maio a setembro;

As temperaturas variam entre 20 e 40ºC e a umidade relativa média gira em torno de 80%.

5.3.3.2 – Vegetação

O Mato Grosso possui grande parte de seu espaço territorial dentro da região de domínio dos Ecossis- temas da Região. Amazônica (469.910 km²), correspondente aproximadamente a 52,1% do território do Estado que apre- senta ainda 40,86% da superfície coberta por Cerrados e aproximadamente 7,04% de sua área com ocor- rência do ecossistema Pantanal. Mais especificamente pode-se encontrar pelo Estado formações vegetaci- onais tais como região de savana (cerrado), florestas arborizadas e s avana parque, florestas ombrófilas densa e aberta e florestas estacionais, além de zonas de tensão ecológica e áreas de formações pioneiras (vegetação aluvial).

Obviamente, considerando-se o potencial agrícola estadual ocorrem, sobre todas estas formações ve- getais a influencia antrópica associada à substituição parcial ou total da vegetação nativa para inserção de campos antrópicos destinados à pecuária e cultivos de algodão, soja e milho. O município de Cuiabá insere-se na porção centro sul do estado do Mato Grosso sob influencia vegetal dos biomas do cerrado e pantanal. A vegetação savânica do cerrado ocorre sobre formas estacionais e ombró- filas, apresentando, em geral, dois estratos distintos, um arbóreo lenhoso xeromorfo, formado por árvores de pequeno a médio porte, com troncos e galhos tortuosos e outro gramíneo lenhoso composto predomi- nantemente por caméfitas dotadas de xilopódios e hemicriptófitas.

5.3.3.3 – Hidrografia

De acordo com PCBAP (1997), a bacia do rio Cuiabá, situado no estado de Mato Grosso, totaliza aproximadamente 29.000 km² de área, com perímetro de aproximadamente 840 km, abrangendo as cabe- ceiras dos rios Cuiabá da Larga e Cuiabá Bonito, que são formadores do rio Cuiabá até a confluência do rio Coxipó-Assú, pouco a jusante da cidade de Santo Antônio do Leverger.

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Nesse perímetro estão inseridos treze municípios, que compõem os principais núcleos urbanos do estado, e algumas zonas de proteção ambiental como o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, localizado perto da foz do rio Cuiabá; o Parque Nacional Chapada dos Guimarães, localizado no trecho alto da bacia, e uma Área de Proteção Ambiental (APA) que lhe é adjacente.

A sazonalidade entre os períodos, seco e chuvoso, é bem definido interferindo sobremaneira na va-

zão do rio e de todos os seus tributários. Observa-se, nos meses de maior intensidade de chuva, um regis-

tro de vazões entre 480 e 1000m³/s no perímetro urbano de Cuiabá. A partir dos meses de abril e maio começa a ocorrer um forte decréscimo das vazões, que chegam a atingir níveis críticos, abaixo de 100m³/s nos meses de maior seca.

O núcleo urbano de Cuiabá é interceptado por três cursos d’água principais, afluentes do rio Cuiabá,

o Ribeirão da Ponte e os rios Coxipó e Aricazinho. As sub-bacias destes afluentes são caracterizadas pelo

seu desenvolvimento dendrítico e regime perene. Diversos outros cursos d’água, perenes ou intermitentes, compõem a densa hidrologia local. A seguir é apresentado um esboço das principais calhas de drenagem ocorrentes na zona urbana (região hachurada) do município de Cuiabá.

na zona urbana (região hachurada) do município de Cuiabá. 5.3.3.4 – Relevo Os domínios morfoestruturais ou

5.3.3.4 – Relevo

Os domínios morfoestruturais ou unidades morfoestruturais (Guerassimov, 1946 e Mecerjakov, 1968, apud Ross, 1992) correspondem às grandes estruturas geológicas representadas pelas bacias sedimenta- res, plataformas ou crátons e cinturões orogênicos (Ross, 1992). No município em estudo estão presentes pequenas porções de duas bacias sedimentares, uma atual ou quaternária, a Bacia Sedimentar do Panta-

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nal e outra pretérita ou paleozóica, a Bacia Sedimentar do Paraná, bem como a Faixa de Dobramentos Paraguai-Araguaia. Nestes domínios morfoestruturais ocorrem formas geomorfológicas diversas, entre elas estão: planaltos conservados ou dissecados, depressões dissecadas ou pediplanadas e planícies fluviais.

Cada unidade morfológica é constituída por formas de relevo relativamente semelhantes das quais se destacam as seguintes estruturas: Chapadas; colinas amplas; patamares; morrotes; colinas médias, escarpas erosivas; rampas coluvionadas; morros e encostas ravinados; planícies aluvionares; planícies fluviais; e, leques fluviais.

Considerando-se os domínios e formas morfoestruturais destacam-se, o Planalto do Guimarães, a Depressão Cuiabana e a Planície do Pantanal Mato-grossense, os quais estão representados pelo menos em pequenas parcelas na área em estudo.

- Planalto dos Guimarães

O Planalto dos Guimarães, de acordo com Ross (1982 e 1997) estende-se pela extremidade noroes- te da Bacia Sedimentar do Paraná, configurando-se como uma unidade contínua e alongada correspon- dendo a um trecho dos planaltos divisores entre as bacias do Prata e do Amazonas.

Na área estudada está presente a subunidade geomorfológica Chapada dos Guimarães. As formas de relevo desta subunidade foram elaboradas sobre as rochas areníticas da Formação Furnas, rochas argi- líticas da Formação Ponta Grossa, bem como dos arenitos da Formação Botucatu. Nas porções norte e nordeste da área estão presentes as bordas da subunidade Chapada dos Guimarães, que contorna a su- perfície pediplanada da Depressão Cuiabana, por meio de escarpas e ressaltos sustentados por arenitos da Formação Furnas e argilitos da Formação Ponta Grossa, bordejado por morros com cristas ravinadas, exumados pelo recuo da escarpa, marcando a transição entre a depressão e o planalto.

- Depressão Cuiabana

Na área em estudo, a Depressão Cuiabana apresenta formas de relevo variadas destacando-se as dissecadas em colinas, morrotes e morros com controle estrutural sob influência da Faixa de Dobramentos Paraguai-Ara-guaia, formas pediplanadas em rampas e formas aplanadas na planície e terraço fluvial do rio Cuiabá.

Essas formas de relevo foram modeladas em rochas de idade pré-cambriana do Grupo Cuiabá, re- presentadas por metagrauvacas, metarcóseos, filitos, filitos arcoseanos, quartzitos e metaconglomerados, normalmente encoberta por coberturas detríticas relacionadas a couraças ferruginosas intemperizadas e solos rasos, constituídos por material argilo-arenoso com ocorrência comum de horizonte concrecionário e cascalheiras.

- Pantanal Mato-grossense

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Esta extensa unidade estende-se a oeste e a sul para os territórios da Bolívia e de Mato Grosso do Sul, respectivamente, com altimetrias em torno de 80 m, junto ao rio Paraguai e 150 m no contato com a Depressão Cuiabana. Constituída por sedimentos da Formação Pantanal e aluviões recentes, esta unidade apresenta uma topografia bastante plana, com caimentos quase inexpressivos. Desta forma, o escoamento do rio Paraguai provoca um barramento natural ao fluxo dos afluentes, ocasionando o alagamento de ex- tensas áreas.

Nas áreas mais elevadas, em torno de 150 m, mais distantes dos cursos d’água e com solos com horizonte superficial de textura arenosa, a infiltração é mais rápida e o encharcamento do solo menos pro- longado. Nas áreas mais baixas, com solos de textura média e argilosa, o tempo de permanência da água é maior, especialmente nas áreas deprimidas, com altimetrias inferiores a 100 m, situadas próximas das planícies fluviais, onde o alagamento torna-se quase permanente.

5.3.3.5 – Solos

A pedogênese atuante na região em estudo caracteriza-se por gerar solos dotados de características físicas e químicas extremamente diversificadas, sempre associadas à diferenciação do substrato geológico regional. Ao todo, avaliando-se mapas produzidos pelo CPRM, percebe-se que o mosaico que com- põe o substrato pedológico apresenta quatro diferentes grupos de solos, que podem ainda apresentar subdivisões decorrentes da variação da saturação por bases ou outros minerais.

- Plintossolo pétrico

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPRA, constituem solos formados por material mineral, apresentando horizonte plíntico, litoplíntico ou concrecionário, em uma das seguintes condições: iniciando dentro de 40cm da superfície; ou iniciando dentro de 200 cm da superfície quando precedidos de horizonte A, ou E, ou de out ro horizonte que apresente cores pálidas, variegadas ou com mosqueados em quantidade abundante.

Horizontes plínticos caracterizam-se pela presença de plintita em quantidade igual ou superior a 15%, em volume, e espessura de pelo menos 15 cm. Configura um horizonte B e/ou C mineral que apre- senta cores vermelhas e acinzentadas ou brancas, com ou sem cores amareladas ou brunadas. Sua textu- ra é franco arenosa ou mais fina, com estrutura variável, podendo ser maciça, ou em forma de blocos, mo- deradamente desenvolvida. Quando seco, estes solos apresentam-se compactos e duros.

Solos plínticos se formam em terrenos com lençol freático alto ou em zonas onde o terreno apresen- te restrições temporárias à percolação da ág ua e, especificamente, os plintossolos pétricos configuram solos com horizonte concrecionário ou litoplíntico.

24

- Cambissolo

Solos constituídos por material com horizonte B incipiente subjacente a qualquer tipo de horizonte superficial, exceto hístico com 40cm ou mais de espessura, ou horizonte A chernozêmico, quando o B inci- piente apresentar argila de atividade alta e saturação por bases alta. Plintita e peroplintita, horizonte glei e horizonte vértico, se presentes, não satisfazem os requisitos para Plintossolos, Gleissolos e V ertissolos, respectivamente (EMBRAPA, 2006).

Na região em estudo apresentam-se como solos dotados de argila de alta atividade, elevadas con- centrações de ferro e alta ou baixa saturação de bases, para Eutróficos e Distróficos respectivamente. Sua textura é moderada e é bastante comum a ocorrência de cascalhos de quartzo associados aos horizontes superficiais. Geralmente ocorrem associados a áreas de relevo mais acentuado ou em domínios geológi- cos quartziticos.

- Latossolo vermelho-amarelo

Segundo o Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos, proposto pela EMBRAPA, os latossolos são constituídos por material mineral, apresentando horizonte B latossólico, imediatamente abaixo de qual- quer tipo de horizonte A, dentro de 200 cm da superfície do solo ou dentro de 300cm, se o horizonte A apresenta mais que 150cm de espessura.

São solos cujos constituintes evidenciam avançado estágio de intemperização, explícita pela altera- ção quase completa dos minerais primários menos resistentes ao intemperismo. Geralmente é constituído

por quantidades variáveis de óxidos de ferro e de alumínio, minerais de argila, quartzo e outros mais resis-

tentes ao intemperismo.

Usualmente, apresenta alto grau de floculação nos horizontes mais afastados da superfície e com menor teor de matéria orgânica. Em síntese estes solos apresentam horizonte B subsuperficial que não apresenta características diagnósticas de glei, textural, ou nítico, com espessura mínima de 50 cm e dotado de grande estabilidade de agregados.

Os estudos para o presente projeto acusaram a presença de Latossolos vermelho-amarelos distrófi- cos, de textura média argilosa, com saturação por bases baixa (V < 50%) na maior parte dos primeiros 100

cm do horizonte B.

- Neossolo litólico

Conforme a EMBRAPA, os neossolos são entidades pedológicas pouco evoluídas constituídas por material mineral, ou por material orgânico com menos de 20 cm de espessura, não apresentando qualquer tipo de horizonte B diagnóstico.

25

Na região estes solos se assentam diretamente sobre a rocha ou sobre um material com 90% de seu volume constituída por fragmentos de rocha com diâmetro maior que 2 mm, que apresentam um contato lítico típico ou fragmentário dentro de 50cm da superfície do solo.

5.3.3.5 – Geologia Regional

- Contexto Geotectônico

A região em estudo apresenta um substrato geológico composto principalmente por rochas metasse-

dimentares do Grupo Cuiabá, compreendidas na unidade tectônica Faixa Paraguai. Além do Grupo Cuiabá, ocorrem no l imite norte da área estudada, na r egião da C hapada dos Guimarães, rochas sedimentares pertencentes à Bacia do Paraná e representadas pelos grupos Rio Ivaí, Paraná e São Bento, representa- dos por diversas de suas Formações. Unidades cenozoicas ocorrem ainda suprajacentes ao embasamento são representadas pela Formação Pantanal, Aluviões Recentes e Coberturas Detrítico-lateríticas.

A Faixa Paraguai constitui uma faixa de dobramentos de aproximadamente 1.200km de comprimen-

to, caracterizando uma unidade geotectônica evoluída às margens SSE do Cráton Amazônico. Esta entida- de apresenta formato convexo em direção ao antipaís e estende-se desde o Paraguai e Bolívia passando por Corumbá até a região de Cuiabá onde inflete para a região da Bacia do Bananal/Araguaia (MANZANO, GODOY e ARAÚJO, 2008).

O modelo evolutivo proposto por Brito Neves et AL. (1985) interpreta a evolução das unidades da Faixa Paraguai em conjunto com unidades expostas na Bolívia e propõe o modelo de junção tríplice, em função do arranjo das bacias definindo um ângulo de aproximadamente 120º entre si a sul de Corumbá. Segundo Almeida a evolução da Faixa Paraguai apresenta três estágios estruturais separados por discor- dâncias e mudanças contrastantes de litologia, dispostas em longas e estreitas faixas que bordejam o crá- ton. Ruiz et al. (1999) denominou as unidades apresentados por Almeida como Domínio Tectônico das Coberturas de Antepaís, Domínio Tectônico Externo e Domínio Tectônico Interno. As rochas do Domínio Interno são constituídas por representantes do Grupo Xavantina, restrito a região homônima, e do G rupo Cuiabá, de maior abrangência.

- Caracterização Estratigráfica Regional

O segmento alvo do estudo em pauta insere-se dentro dos domínios da cidade de Cuíabá, implanta-

da sobre rochas datadas do Proterozóico e Fanerozóico, do Grupo homonimo, em suas subunidades 5, 6 e

7, e da Formação Pantanal, nas fáceis terraços e depósitos aluvionares.

As primeiras referências às rochas do Grupo Cuiabá devem-se ao Conde Francis de Castelnau (1850) quando descreveu os quartzitos e filitos da cidade de Cuiabá. Evans (1894) denominou de “Cuyaba Slates” as ardósias aflorantes na Baixada Cuiabana. Posteriormente, Oliveira & Leonardos (1943) descre- veram como “Série Cuiabá” os filitos e m etaconglomerados que ocorrem nas proximidades de Cuiabá. Hennies (1966) substituiu o termo “Série Cuiabá” por “Grupo Cuiabá”, no que foi corroborado por Guima-

26

rães & Almeida (1971). Mais recentemente, Luz et al. (1980) foram os responsáveis pela subdivisão litoes- tratigráfica do Grupo em oito subunidades (CPRM, 2006).

A subunidade 5 expõe-se por toda Cuiabá, Várzea Grande e municípios do entorno, configurando a

entidade geológica de maior abrangência no município estudado. Suas litologias afloram em núcleos de anticlinórios e sinclinórios e também em faixas limitadas por falhas de empurrão de direção, predominando filitos e filitos sericíticos com intercalações subordinadas de m etarcóseos, metarenitos e quartzitos. Em função das características de bai xa competência das rochas, o relevo ocorrente sobre esta subunidade apresenta relevo aplainado, com as rochas muito alteradas superficialmente, originando depósitos de cas- calhos oriundos da desagregação dos veios de quartzo.

Os filitos e filitos sericíticos mostram cores variando de cinza-prateado a cinza-escuro quando inalte- rados e tonalidades avermelhadas e amarronzadas quando alterados. Os metarcóseos e metarenitos são de cor cinza-esverdeado a c inza- claro tornando-se avermelhados a am arronzados quando alterados. Composicionalmente os metarcóseos são constituídos por quartzo, sericita, feldspatos e óxido de ferro, e diferem dos metarenitos por apresentarem maiores quantidades de feldspatos. Por serem mais resistentes à erosão estas rochas, em determinados locais, formam elevações de pequeno porte, ou constituem mor- ros-testemunhos (monadnoks) como no caso dos morros de Santo Antônio e do Jacaré. Ao longo de todo o pacote aparecem pequenas intercalações de quartzito de no máximo 3 metros de espessura. Estas rochas mostram-se compactas, de granulação fina a média, e são compostas por quartzo, feldspato, clorita, serici- ta e óxidos de ferro.

O contato com a Subunidade 6 é transicional ou por falha como pode ser observado na região de

Várzea Grande- Cuiabá, onde u ma falha de em purrão de direção N45E coloca em contato as litologias destas duas subunidades. Nota-se também contato erosivo e por discordância angular com os sedimentos quaternários da Formação Pantanal, além das aluviões recentes (Q2a2), principalmente ao longo dos rios Cuiabá e Aricá-Açu e do Ribeirão do Couro.

A subunidade 6 por sua vez aflora principalmente na porção norte do município ocupando a aba de

anticlinórios e sinclinórios. Por toda a região ocorrem filitos conglomeráticos com intercalações de metareni- tos e mais raramente de quartzitos. Os filitos apresentam-se de cor cinza-claro a esverdeado, tornando-se avermelhados ou amarronzados quando alterados. Normalmente são de granulação fina, matriz filitosa, englobando fragmentos de quartzo, quartzito e filitos subarredondados a angulosos, variando de grânulos a calhaus.

Quando comparada à subunidade 5, apresenta relevo mais acentuado e acidentado, formando coli- nas com cotas acima de 200 m. Os metarenitos, de cor cinza-claro a esverdeado, formam pequenos corpos alongados, sobressaindo-se no relevo devido a maior resistência a erosão. Os quartzitos são semelhantes aos metarenitos apenas mais compactados e com grãos de quartzo recristalizados. Os veios de quartzo de segregação são comuns e estão dobrados juntamente à rocha suportante. O contato com a Subunidade 7 é gradacional e nã o são observados contatos tectônicos. No extremo- leste da área observa-se contato erosivo e por discordância angular com os sedimentos da Formação Pantanal e com aluviões recentes.

27

Finalmente, a subunidade 7, assim como a Subunidade, aflora na porção norte da área e é respon- sável pelas porções mais acidentadas do relevo, principalmente nas proximidades da Chapada dos Guima- rães. Litologicamente é constituída por metaparaconglomerados petromíticos (diamictitos), com raras inter- calações de filitos e metarenitos. Os metaparaconglomerados possuem cor cinza-claro a cinza-esverdeado e matriz silto-arenosa, na qual encontram-se dispersos fragmentos angulosos a subarredondados de tama- nho variando de grânulos até matacões de quartzo, quartzito, filito, granitos, metacalcáreos e rochas bási- cas.

A Formação Pantanal, denominada por Oliveira & Leonardos (1943) como os sedimentos que ocor- rem ao longo de toda a área denominada Pantanal Matogrossense, foi dividida em três unidades, a saber:

Sedimentos arenosos e c onglomeráticos, localmente laterizados que constituem a pl anície aluvial mais antiga; Sedimentos argilosos da planície aluvial sub-recente, ocupando zonas ainda sujeitas a inundação; e, Sedimentos areno-siltosos de aluviões recentes associados às calhas das principais drenagens. As duas últimas unidades estão referenciadas neste trabalho sob a definição de Aluviões Recentes.

No geral a Formação Pantanal, em sua unidade de Sedimentos arenosos e conglomeráticos, é cor- responde a antigos terraços de inundação das drenagens, formada principalmente por sedimentos areno- sos semi-consolidados, de cor cinza-claro a amarelados, de granulação fina a média e com grãos bem arredondados e polidos. São comuns intercalações de canga limonítica onde predominam fragmentos de quartzo, quartzito, metarenito e metarcóseos com cimento ferruginoso.

Por sua vez os aluviões recentes são representados por sedimentos inconsolidados, depositados em regiões ainda sujeitas a inundações periódicas, que caracterizam depósitos fluviolacustrinos compostos por deposição de sedimentos de suspensão siltosos e argilosos com bolsões arenosos. Estas formações po- dem também decorrer da deposição de acresção lateral de margem de canal e de carga de fundo incluindo barras em pontal, barras de meio de canal, e depósitos de carga de fundo e ainda na planície de inundação principalmente dos rios Cuiabá e Aricá-Açu.

Abaixo é apresentado o mapa geológico para o município de Cuiabá, Varzea Grande e entorno e a legenda das principais formações ocorrentes na região de Cuiabá.

28

MAPA GEOLÓGICO PRÉ-CAMBRIANO SUPERIOR Região do entorno do perímetro urbano de Cuiabá - MT CUIABÁ
MAPA GEOLÓGICO
PRÉ-CAMBRIANO
SUPERIOR
Região do entorno do
perímetro urbano de
Cuiabá - MT
CUIABÁ
Fonte: RADAMBRASIL
Caracterização geológica predominante no em Cuiabá - MT.
LEGENDA
p cb - Rochas incipientemente
metamorfisadas
com predominância
de metapara-
conglomerados
polimíticos, cores
variegadas cinza-chumbo
a marrom-chocolate,
p
cb
Grupo Cuiabá
matriz siltico-arenosa, bem orientada (xistosidade), com clastos de quartzo, felds-
pato, quartzitos, granitos e rochas básicas; metarenitos, quartzitos, metarcóseos,
metassiltitos, metargilitos, filitos, filitos conclomeráticos, microconglomerados e
calcário.

29

5.4 - ESTUDOS GEOTÉCNICOS

5.4 - ESTUDOS GEOTÉCNICOS 30

30

5.4 - ESTUDOS GEOTÉCNICOS

5.4.1- Introdução

Os estudos geotécnicos realizados na região de interesse, da Obra de Duplicação da Estrada da Guarita; trecho urbano visou primeiro subsidiar o dimensionamento da estrutura do pavimento a ser implantado no segmento objeto deste projeto, e em seguida, estudar agregados para utilização na pavimentação e nos concretos de cimento para drenagem, além de selecionar material para a composição do corpo estradal. Tais estudos orientaram-se no sentido de se obter conhecimento das características dos materiais ocorrentes no terreno natural, no subleito e nas áreas adjacentes a diretriz em estudo e se constituíram nos elementos básicos para a definição dos projetos de terraplenagem e pavimentação. Foram realizados os seguintes estudos:

a) Estudo de subleito;

b) Estudo de ocorrências de materiais;

5.4.2 – Estudo do Subleito

A caracterização do subleito foi obtida a partir da programação de furos de sondagem efetuada com base no anteprojeto geométrico. Foram sondados ao todo 418 furos em pontos estratégicos do eixo de implantação da obra, conforme indicados no perfil do projeto geométrico. A profundidade dos furos variou entre 0,15 m e 1,50 m, todas as amostras coletadas foram objetos de análise em laboratório dos seguintes ensaios:

Granulometria sem sedimentação;

Índices físicos (LL e LP);

Compactação e;

ISC.

5.4.3.1 – Estudo de empréstimo lateral

Em se tratando de via urbana, não há áreas disponíveis para utilização como empréstimo lateral.

5.4.3.2 – Estudo de empréstimo Concentrado

Na Obra em questão houve a necessidade de fazer Empréstimo concentrado. Para isto foi locada uma Jazida, J-02 (Juarez – Guarita II) para retirada de Aterro, localizada no bairro Guarita II no Município de Várzea Grande aproximadamente a 9,82 km do segmento.

31

5.4.4 - Estudo do material para pavimentação

Trata-se de um dos estudos mais importantes dos materiais para compor o pav imento. No caso deste segmento, foram encontradas ocorrências de materiais granulares relativamente próximos ao eixo locado. O material granular a ser utilizado nas camadas de Sub-base e Base, também será proveniente da Jazida (J-04). Já os materiais pétreos que serão usados na pavimentação, nas obras de arte correntes e drenagem superficial serão provenientes da pedreira comercial Brita Guia (P-01), situada no município de Cuiabá – MT, distante 42,68 km do canteiro de obras. Os materiais terrosos granulares e pétreos foram caracterizados da maneira padronizada pelas normas que regem os ensaios para estes serviços.

5.4.4.1 - Jazida

O estudo da jazida (J-04) para a Base e S ub-base, demonstra que esta foi reconhecida e prospectada na fase preliminar sendo julgada aproveitável. Devido à extensão da área da jazida (350 x 350 m) e a h omogeneidade do solo, julgou-se tecnicamente aceitável lançar uma malha reticular de 60 m de lado sobre a área utilizável, em cujos vértices numerados processaram-se os furos de sondagem, que foram submetidos aos seguintes ensaios:

Realizado em todos os furos

Granulometria

Índices físicos (LL e LP)

Realizado em furos alternados

Compactação

ISC

Densidade “ín situ”

Expansão

A jazida (J-04) foi submetida a estes ensaios visando a sua utilização para sub-base e base. Assim o solo prospectado nesta Jazida teve o seu ISC determinado com energia do proctor modificado para Base e intermediário para Sub-base.

5.4.4.2 – Pedreira

A brita pesquisada e selecionada para a execução das obras de pavimentação e para as Obras de Drenagem será adquirida na pedreira comercial (P-01), Brita Guia, localizada no município de Cuiabá - MT a aproximadamente 42,68 km do canteiro de obras.

Para a sua aprovação à pedra foi submetida dos seguintes ensaios:

Granulometria

Módulo de finura

Diâmetro Máximo

Massa unitária

32

Massa especifica real

Teor de material pulverulento

Abrasão “Los Angeles”

Absorção

Massa especifica aparente

Esmagamento

Índice de forma

5.4.4.3 - AREAL

Foi estudado o areal, (A-01) passível de utilização nas obras do trecho em estudo. A ocorrência A-01 é o Areal Santa Luzia, localizado as margens do rio Cuiabá no município de Várzea Grande - MT, distante 11,01 km aproximadamente do canteiro de obras e foi submetida aos seguintes ensaios:

Granulometria

Módulo de finura

Equivalente de Areia

5.4.5 – Cálculos elaborados

Para cada uma das ocorrências fez-se o estudo estatístico das características físicas dos solos encontrados nas quais foram agrupadas segundo sua classificação TRB. Para cada grupo de solo foram determinados, estatisticamente, a média aritmética, o desvio padrão, coeficiente de variação e o índice de suporte de projeto.

A metodologia empregada nos estudos estatísticos é a pr econizada pelo DNIT, e c ompreende as

seguintes etapas:

a) Cálculo da média aritmética, através da fórmula:

()

x 1

x =

N

Onde:

X = Média aritmética

∑x = Somatória dos valores da variável

N

= Número de valores

c)

Determinação do desvio-padrão, calculado pela expressão:

σ

=

( x − x ) 2
(
x − x
)
2

N 1

33

Onde:

σ

= Desvio padrão

c)

Determinação do coeficiente de variação por meio da expressão:

cv = σ

x

Onde:

Cv = Coeficiente de variação

d) Estabelecimento do intervalo de aceitação dos valores computados, expresso por:

x ± Ł.σ (3)

Sendo obtido Ł em função do número de valores utilizados, variando segundo a tabela a seguir:

N

3

4

6

10

20

Ł

1,0

1,5

2,0

2,5

3,0

e) Rejeitados os valores situados fora do intervalo delimitado, segundo a expressão (3), calcula-se a

nova média e o novo desvio padrão, através das fórmulas (1) e (2), respectivamente;

f) Calculados e apresentados os valores seguintes:

x, σ e cv já definidos, determinamos os parâmetros das ocorrências de solo com o cálculo de:

x −1,29 σ µ mín = N 1,29 σ µ máx = x + N
x −1,29
σ
µ mín =
N
1,29
σ
µ máx
= x +
N

xmín = µmín 0,68σ

xmáx = µmáx + 0,68σ

g) O valor de µmin. Corresponde ao ISC adotado com o ISp da ocorrência, com um limite de

confiança de 80% para N ≥ 9

34

5.4.6 - Resultados obtidos

5.4.6.1 – Sondagem do Subleito

O subleito teve seu solo constituinte analisado e e nquadrado na classificação TRB. Foram

encontrados a partir dos ensaios, os índices físicos LL (limite de liquidez), IP (índice de plasticidade), IG

(índice de grupo), D. máx (densidade máxima), Expansão e ISC (Índice Suporte Califórnia).

Assim com os dados obtidos dos ensaios realizados no s ubleito procedeu-se ao agr upamento dos solos de características semelhantes e aplicou-se a esses grupos a análise estatística para estimativas dos valores máximos e mínimos, conforme metodologia do DNER.

De acordo com a análise dos solos existentes no subleito do segmento em estudo, verificou-se que

alguns dos resultados não atendem as especificações. A solução adotada foi a r emoção deste material

com baixa capacidade de suporte. A seguir apresentamos os quadros resumos das analises estatísticas do subleito:

Da Estaca: 0,0 à Estaca: 418

   

ESTUDO ESTATÍSTICO

 

Obra: Duplicação da Estrada da Guarita

 
 

DNIT

Trecho: Entr. Avenida Ulisses Pompeu de Campos – Passagem da Conceição

 

Local: Bairros Guarita I e II - Várzea Grande-MT Extensão: 8.472,39 m

 

SUB-LEITO

 

SOLO

PARAMETRO

N

X

σ

xmin.

xmax.

 

LL

42

30,84

14,45

18,14

43,54

IP

42

11,86

14,13

0,00

24,28

A-4

IG

42

 

4,6

D.máx

42

1,85

0,13

1,73

1,96

 

ISC

42

8,32

5,31

3,64

12,99

Expansão

42

0,93

1,53

0,00

2,27

A seguir é apresentado o Boletim de sondagem e Resultado dos ensaios do subleito:

35

 

EXÍMIA CONSTRUÇÕES E SERVIÇOS LTDA.

Obra: Duplicação da Estrada da Guarita

 

Data:

Trecho: Entr. Avenida Ulisses Pompeu de Campos – Passagem da Conceição

Local: Bairros Guarita I e II

 

Estaca: 0 - 418

 

BOLETIM DE SONDAGEM DE SUB LEITO

ESTACA

POSIÇÃO

PROFUNDIDADE (m)

CLASSIFICAÇÃO EXPEDITA

DE

A

0

LD

0,00

0,15

REVESTIMENTO PRIMÁRIO

   

0,15

1,15

SILTE ARGILOSO COM PEDREGULHO COR VARIEGADA

     

1,15

LIMITE DE SONDAGEM

10

LD

0,00

0,30

ATERRO

   

0,30

0,85

ARGILA SILTOSA COM PEDREGULHO VERMELHO

   

0,85

1,60

SILTE COR VARIEGADA

     

1,60

LIMITE DE SONDAGEM

20

LE

0,00

0,35

CAPA VEGETAL

   

0,35

0,70

SILTE ARGILOSO ARENOSO COR VARIEGADA

   

0,70

1,20

ARGILA SILTOSA VERMELHA

     

1,20

LIMITE DE SONDAGEM

30

LD

0,00

0,40

CAPA VEGETAL (ATERRO)

   

0,40

0,80

SILTE ARGILOSO COM PEDREGULHO COR VARIEGADA

     

0,80

FOLHELHO ROCHA

43

LE

0,00

0,30

CAPA VEGETAL (ATERRO)

   

0,30

1,10

SILTE ARGILOSO COM PEDREGULHO COR VARIEGADA

     

1,10

LIMITE DE SONDAGEM (FOLHELHO ALTERAÇÃO ROCHA)

50

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

SILTE ARGILOSO COM PEDREGULHO COR VARIEGADA

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

60

LD

0,00

0,40

ATERRO (LIXO)

   

0,40

1,00

PREDEGULHO ARGILO ARENOSO MARROM

     

1,00

LIMITE DE SONDAGEM

70

LD

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

1,20

ARENO SILTOSA CINZA CLARO

     

1,20

LIMITE DE SONDAGEM

80

LD

0,00

0,30

CAPA VEGETAL (ATERRO)

   

0,30

0,80

SILTE ARGILOSO COM PEDREGULHO CINZA

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

90

LE

0,00

0,15

CAPA VEGETAL

   

0,15

0,75

SILTE ARGILOSO AMARELADO

     

0,75

LIMITE DE SONDAGEM

36

 

EXÍMIA CONSTRUÇÕES E SERVIÇOS LTDA.

Obra: Duplicação da Estrada da Guarita

 

Data:

Trecho: Entr. Avenida Ulisses Pompeu de Campos – Passagem da Conceição

Local: Bairros Guarita I e II

 

Estaca: 0 - 418

 

BOLETIM DE SONDAGEM DE SUB LEITO

100

LE

0,00

0,10

CAPA VEGETAL

   

0,10

0,70

SILTE ARGILOSO COM PEDREGULHO AMARELADO

     

0,70

LIMITE DE SONDAGEM

110

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

1,00

ARGILA SILTOSA MAROM CLARO

     

1,00

LIMITE DE SONDAGEM

120

     

ALAGADO

       

ENTRE 02 LAGOA

130

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

ARGILA SILTOSA MAROM

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

140

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

ARGILA SILTOSA MAROM

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

150

LE

   

1,70 M DE ENTULHO

160

LE

0,00

0,30

CAPA VEGETAL

   

0,30

1,00

ARGILA SILTOSA MAROM CLARO

     

1,00

LIMITE DE SONDAGEM

170

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

ARGILA SILTOSA AMARELADA

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

190

LE

0,00

0,10

CAPA VEGETAL

   

0,10

0,45

ATERRO (ENTULHO)

   

0,45

1,00

ARGILA SILTOSA AMARELADA

     

1,00

LIMITE DE SONDAGEM

200

     

ATERRO COM ENTULHO

205

     

ALAGADO

210

LE

0,00

0,10

CAPA VEGETAL

   

0,10

0,30

ATERRO

   

0,30

0,90

ARGILA SILTOSA CINZA CLARO

     

0,90

LIMITE DE SONDAGEM

220

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

ARGILA SILTO ARENOSA AMARELADO

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

230

LE

   

ALAGADO

37

 

EXÍMIA CONSTRUÇÕES E SERVIÇOS LTDA.

Obra: Duplicação da Estrada da Guarita

 

Data:

Trecho: Entr. Avenida Ulisses Pompeu de Campos – Passagem da Conceição

Local: Bairros Guarita I e II

 

Estaca: 0 - 418

 

BOLETIM DE SONDAGEM DE SUB LEITO

240

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

1,00

ARGILA SILTOSA MAROM CLARO

     

1,00

LIMITE DE SONDAGEM

250

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

ARGILA SILTOSA CINZA CLARO

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

260

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

ARGILA SILTOSA CINZA CLARO

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

270

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

ARGILA SILTOSA CINZA CLARO

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

280

LE

   

NIVEL DE AGUA

290

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

1,15

ARGILA SILTOSA CINZA CLARO

     

1,15

LIMITE DE SONDAGEM

300

LE

0,00

0,25

CAPA VEGETAL

   

0,25

0,90

ARGILA SILTOSA CINZA CLARO

     

0,90

LIMITE DE SONDAGEM

310

LD

0,00

0,30

CAPA VEGETAL

   

0,30

1,00

AREIA ARGILOSA MARROM CLARO

     

1,00

LIMITE DE SONDAGEM

320

LD

0,00

0,30

CAPA VEGETAL

   

0,30

1,20

AREIA ARGILOSA MARROM CLARO

     

1,20

LIMITE DE SONDAGEM

330

LE

0,00

0,30

CAPA VEGETAL

   

0,30

1,20

AREIA ARGILOSA MARROM CLARO

     

1,20

LIMITE DE SONDAGEM

340

LE

0,00

0,30

CAPA VEGETAL

   

0,30

0,50

PEDREGULHO ARGILO SILTOSO CINZA

   

0,50

1,50

SILTE COM PEDREGULHO COR VARIEGADA

     

1,50

LIMITE DE SONDAGEM

350

LE

0,00

0,30

CAPA VEGETAL

   

0,30

1,50

SILTE COM PEDREGULHO

     

1,50

LIMITE DE SONDAGEM

       

FOLHELHO ROCHA ALTERADO

38

 

EXÍMIA CONSTRUÇÕES E SERVIÇOS LTDA.

Obra: Duplicação da Estrada da Guarita

 

Data:

Trecho: Entr. Avenida Ulisses Pompeu de Campos – Passagem da Conceição

Local: Bairros Guarita I e II

 

Estaca: 0 - 418

 

BOLETIM DE SONDAGEM DE SUB LEITO

360

LE

0,00

0,15

CAPA VEGETAL

   

0,15

0,70

PEDREGULHO ARENO ARGILOSO AMARELADO

     

0,70

LIMITE DE SONDAGEM

370

LE

0,00

0,10

CAPA VEGETAL

   

0,10

0,50

PEDREGULHO ARENO ARGILOSO AMARELADO

   

0,50

1,50

SILTE ARGILOSO AMARELADO

     

1,50

LIMITE DE SONDAGEM

380

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

ARGILA SILTOSA AMARELADA

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

390

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

SILTE ARGILOSO COM PEDREGULHO AMARELADO

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

400

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

SILTE ARGILOSO COM PEDREGULHO AVERMELHADO

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

410

LD

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

1,70

SILTE ARENOSO COM PEDREGULHO AMARELADO

     

1,70

LIMITE DE SONDAGEM

418

LD

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

ARGILA SILTOSA AMARELADA

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

418

LE

0,00

0,20

CAPA VEGETAL

   

0,20

0,80

ARGILA SILTOSA AMARELADA

     

0,80

LIMITE DE SONDAGEM

39

150

LE

0,20

1,70

   

N

Ã

O

 

C

O

E

T

A

D

O

 

1,70 M

 

E

N

T

U

L

H

O

                       

140

LE

0,20

0,80

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

95,25

31,70

9,96

 

0

A-2-4

       

Normal

18,40

1,570

16,34

1,521

1,00

58,20

18,34

1,569

0,26

51,58

20,34

1,539

0,13

24,13

51,58

0,26

 

130

LE

0,20

0,80

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

95,21

33,58

12,31

 

9

A-6

       

Normal

17,90

1,580

15,79

1,545

1,55

2,37

17,79

1,579

0,75

3,03

19,79

1,553

1,39

3,41

3,03

0,75

 

120

       

A

L

A

G

A

D

O

     

A

L

A

G

A

D

O

   

A

L

A

G

A

D

O

               

110

LE

0,20

1,00

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

99,73

97,42

52,29

22,55

 

16

A-7-6

       

Normal

18,20

1,596

16,20

1,573

2,68

0,95

18,20

1,596

3,09

2,08

20,20

1,714

0,10

1,99

2,08

3,09

 

100

LE

0,10

0,70

100,00

94,27

66,54

63,19

54,94

45,38

38,30

34,86

41,70

11,85

 

16

A-7-6

       

Normal

16,60

1,858

14,38

1,824

5,25

1,56

16,38

1,857

4,78

2,13

18,38

1,835

4,42

1,70

2,13

4,78

 

90

LE

0,15

0,75

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

97,42

40,65

15,91

 

11

A-7-6

       

Normal

19,00

1,640

17,20

1,620

2,22

1,42

19,20

1,640

1,93

2,08

21,20

1,599

0,10

2,41

2,00

2,00

 

80

LD

0,30

0,80

100,00

100,00

94,15

90,82

86,55

80,86

74,37

65,91

22,23

5,25

 

1

A-4

       

Normal

11,11

1,92

9,11

1,907

0,80

4,54

11,11

1,925

0,60

5,58

13,11

1,902

0,57

3,50

5,58

0,60

 

70

LD

0,20

1,20

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

99,40

62,69

23,24

8,21

 

0

A-2-4

       

Normal

9,80

1,944

7,08

1,893

0,68

7,10

9,08

1,939

0,52

12,30

11,08

1,927

0,24

6,10

11,00

0,42

 

60

LD

0,40

1,00

100,00

96,93

87,28

74,07

61,74

55,68

48,09

41,02

37,85

19,12

 

2

A-2-6

       

Normal

10,90

2,020

8,30

1,840

0,83

4,97

10,30

2,006

0,81

5,58

12,30

1,984

0,31

2,74

5,58

0,81

 

50

LE

0,20

0,80

100,00

100,00

100,00

98,88

94,14

91,33

87,37

81,78

40,38

12,38

 

8

A-7-6

       

Normal

15,90

1,814

13,68

1,735

1,78

4,73

15,68

1,812

2,38

5,02

17,68

1,776

1,88

4,73

5,02

2,38

 

43

LE

0,30

1,10

100,00

100,00

100,00

100,00

99,70

99,51

99,51

97,38

97,38

93,13

 

11

A-7-6

       

Normal

16,40

1,800

14,26

1,736

0,74

10,60

16,26

1,799

0,35

12,07

18,26

1,755

0,35

12,07

12,07

0,35

 

30

LD

0,40

0,80

100,00

100,00

100,00

99,10

96,20

88,09

82,65

62,04

24,67

4,24

 

0

A-2-4

       

Normal

12,00

1,898

7,97

1,828

0,10

9,23

9,97

1,841

0,11

16,47

11,97

1,898

0,13

13,44

16,5

0,11

 

20

LE

0,70

1,20

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

99,10

97,17

79,33

40,77

14,33

 

3

A-7-6

       

Normal

12,37

1,905

10,37

1,857

2,40

5,68

12,37

1,905

1,97

9,75

14,37

1,881

1,41

11,55

9,8

1,97

 

20

LE

0,35

0,70

100,00

100,00

100,00

100,00

99,72

98,91

95,77

89,91

36,47

10,02

 

8

A-6

       

Normal

14,20

1,756

13,66

1,753

5,54

1,99

15,66

1,745

5,38

1,70

17,66

1,736

5,08

1,14

1,9

5,52

 

10