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LIBERDADE

O ser Humano é um ser livre na medida em que possui a capacidade de se autodeterminar, ou


seja, de optar por realizar ou não uma acção. Neste contexto, filosoficamente, surge o
conceito de autonomia que se refere à capacidade que o homem possui de analisar factos,
reflectir sobre eles e só então deliberar. Por deliberar entende-se pôr em prática ou não
determinada acção. A reflexão que incide sobre os factos tem por base regras morais e
principios éticos que variam de invividuo para individuo, originando deste modo condutas
diferentes em situações semelhantes. Aindo no tópico da reflexão é possivel incerir um outro
conteodo: a consciencia moral. Por consciencia moral entendem-se os modelos que um
individuo aceita para o correcto e o incorrecto, estando esta sempre interiorizada no
individuo. Em resumo, a nossa consciencia moral actua como uma bussola que nos indica o
melhor caminho a seguir ( de acordo com os nossos principios interiores) com base no
diferente valor que cada acção pode adquirir.

Noutro contexto, porém consequente e indissosiavel da liberdade surge a noção de


responsabilidade. Todo o homem é livre e por isso, o unico responsavel pelo seus actos. Assim
torna-se impossivel falar de liberdade sem responsabilidade e, como foi dito por jean-paul
sartre: A liberdade é liberdade de escolher, mas não liberdade de não escolher. Não escolher
de facto, é escolher não escolher”

Em conclusão depreende-se que quando se fala em liberdade, fala-se também em autonomia,


responsabilidade e consciencia moral.

Éticas
As éticas maioritariamente aceites entre filosofos são as eticas deontologicas e as eticas
consequencialistas. Ambas se referem ao valor da acção, podendo esta ser moral ou imoral.

As éticas deontologicas defendem que a acção humana deve ou não ocorrer


independentemente das consequencias que dela advêm, ou seja, uma pessoa deve realizar
determinada acção sem reflectir acerca das consequencias boas ou más que dela pordem
resultar. Exemplificando: se um individuo para num sinal vermelhor por puro respeito á lei não
reflecte acerca das vantagens/ desvantagens de não passar o sinal. Neste exemplo a acção é a
própria finalidade. Assume a forma: Se queres x, então x. Na actualidade filosofica é immanuel
kant quem se destaca na defesa desta perspéctiva, contudo, segundo kant o conceito de boa
vontade está também implicito na mesma ( referencia à perspectiva), na medida em que este
afirma que nenhuma qualidade qualidade humana é boa em si mesma. Para kant, existe
apenas boa vontade que se refere à intenção ( boa ou má da acção), sendo que se associa ao
conceito de boa vontade as acções que agem por dever. Uma acção que age por dever é uma
acção que não persegue nenhum desejo particular e resulta em algo que se limita a respeitar a
lei.

Por oposição surgem as éticas consequencialistas , segundo as quais a acção deve ou não ser
realizada de acordo com as consequências boas ou más que dela resultarem, ou seja: deve
ocorrer a reflexão sobre os factos e só depois a acção própriamente dita. Esta teoria assume a
forma: Se queres X, então terás que fazer y, o que pode ser demonstrado no seguinte
exemplo: suponha-se que um adolescente pretende sair de casa. Segundo as éticas
consequencialistas, só o poderá fazer se informar préviamente uma entidade responsável ( os
pais, neste caso). Esta perspectiva é conectada ás acções conforme ao dever ( legalidade), ou
seja, o individuo restringe-se ao cumprimento da lei, contudo é a sua reflexão que determina a
sua acção; utilizando o exemplo inicial: Um condutor não passa no sinal vermelho; neste caso
do condutor é devida à sua reflexão onde são balançados os prós e os contras, sendo que se o
condutor opta por não passar o sinal é devido a facto hipotético de poder atropelar uma
pesssoa.

Imperativos
Para kant um imperativo é um principio, formula ou lei que expressa a noção de dever ser.
Funcionam exclusivamente como conselhos fornecidos ao ser humano, uma vez que este
continua a afirmar-se livre de escolher, ou seja, autónomo.

Existem dois tipos de imperativos, sendo eles os hipotéticos e os categóricos. Os primeiros


dizem-nos que uma acção é boa porque se transforma num meio para atingir um fim.
Assumem a forma: se queres x, então terás que fazer y. Estes imperativos remetem-nos para
as éticas consequencialistas, estando por isso ( segundo kant) desprovidos de qualquer
moralidade.

Por oposição os imperativos categóricos são aqueles que referem que uma acção é boa se, e
só se for realizada com boa vontade e por puro respeito à lei. A acção em si deve ser próprio
fim. Assume a forma...

Para kant, só os imperativos categoricos têm valor moral