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[Slides II] Contribuicoes Da Psicologia a Educacao

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Slides produzidos pela professora Verônica para o ensino da psicologia do ensino.
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Contribuições da Psicologia à Educação

:
como a Ps icolog ia tem s ervido e pode s ervir à educação?

Psicologia da Educação
R amo da psicologia dedicado às problemáticas da educação e do proces s o ens ino-aprendizag em. C entra-se no es tudo dos mecanis mos de aprendizag em e na eficácia das es tratég ias educacionais usadas em contexto escolar, bem como, no des envolvimento de um projeto educativo adequado.

C onhecimento imprescindível para os profissionais que têm de lidar de modo direto com outras pes s oas . P ara os futuros profes s ores , a psicologia, como disciplina da licenciatura, procura fornecer dados que ajudem o profissional a criar condições favoráveis no processo de ens ino-aprendizag em. Ajuda a entender como s e dá a trans pos ição dos conhecimentos de um determinado corpo científico para os

Nenhuma das matrizes disciplinares da P sicologia foi criada com o intuito de res ponder a ques tões formuladas no terreno da educação em geral e, muito menos, no campo específico da educação es colar. Toda e qualquer utilização educacional dos saberes oriundos da P sicologia é pas s ível de dis cus s ão.

As formulações psicológicas paradig máticas não s ão trans pos tas , pelo próprio autor para a sala de aula. Assim surgem diversas pos s ibilidades de ação, que variam quanto ao modo de situar o valor dos conteúdos das matérias es colares , o papel do profes s or na sala de aula, os ins trumentos de avaliação, enfim, sobre todos os componentes da

Q uais são as razões que decidem entre as divers as pos s ibilidades de apropriação de um mesmo paradig ma pelos educadores? D iante das finalidades almejadas para o empreendimento educacional dá-se a decisão quanto ao melhor paradig ma ps icológ ico a empregar, o qual é transformada em métodos de trabalho pedag óg ico, de modo a constituir o dis curs o e as práticas es colares .

Teorias da aprendizagem
TEOR IA é uma cons trução humana para interpretar sistematicamente uma área de conhecimento: prever e explicar fenômenos ; constituídas de conceitos e princípios ; contém s is temas de valores ou vis ões de mundo, que mudam com o

O conceito de APR ENDIZAG E M tem vários s ig nificados não compartilhados entre os teóricos da área: condicionamento, mudança de comportamento, aquisição de informação, aumento de conhecimento, resolução de problemas, construção de novos significados, revisão de modelos mentais

S ão diferentes de modelos de ensino. S ão construídas para interpretar a área do conhecimento que chamamos aprendizagem. R epresentam o ponto de vis ta de um autor ou autores. Mudam com o tempo e dependem de fatores sociais, políticos, culturais e econômicos da

C omportamentalis ta (P avlov, Watson, S kinner, etc.)

Ivan P avlov (1849-1936)

John B roadus Watson (1878-1958)

B urrhus Frederic S kinner (1904-1990)

Comportamentalismo
Ê nfase nos comportamentos obs erváveis e controláveis : respostas aos estímulos externos. O comportamento é controlado por suas cons eqüências . Não há hipótes es sobre as atividades mentais que ocorrem entre o estímulo e a resposta. E mbasou a “ins trução prog ramada” nas décadas de 60 e 70 e influencia o ens ino até os dias de

Comportamentalismo
Iniciativa para construir uma teoria g eral que contemplas s e as leis de reg ularidade e uniformidade do comportamento humano, em que estivessem descritas as relações entre as res pos tas emitidas por um organismo e os es tímulos ambientais .

No interior da es cola:
A ordem social e política converte-se em rig oros os e ríg idos ordenamentos dos conteúdos a serem ensinados. A trans mis s ão do conhecimento é mantida sob estrito controle. O s valores morais presentes nos saberes ensinados são transformados em comportamentos obs erváveis , mensuráveis, objetivamente apreensíveis, com o que fica garantido o resultado do processo de aprendizagem.

C og nitiva (P iaget, Vygotsky, Johnson-Laird, etc)

Jean P iaget (1896-1980)

Lev S emenovitch Vygotsky (1896-1934)

Cognitivismo
E nfatiza a cog nição, o ato de conhecer, como o ser humano conhece o mundo. Es tuda os proces s os mentais , isto é, o como conhecemos. Ocupa-s e da atribuição de s ig nificados , da compreens ão, trans formação, armazenamento e uso da informação, percepção, res olução de problemas, tomada de decis ões , compreens ão e outros.

Cognitivismo
um conjunto de tes es formuladas para responder a questões relacionadas com a orig em e o des envolvimento da capacidade cog nitiva do s er humano, e, mais amplamente, para explicar como nasce e evolui a competência do indivíduo para apreender abs tratamente o mundo que o cerca.

Construtivismo = cognitivista + interpretacionista.
O ser humano tem a capacidade criativa de interpretar e repres entar o mundo, não somente de responder a ele. O aluno deixa de ser visto como mero receptor de conhecimento e passa ser considerado ag ente da

No interior da es cola:
O profes s or é responsável pelo arranjo dos conteúdos em respeito às particularidades do desenvolvimento dos alunos. E levar o educando à posição de indivíduo intelig ente e s ocializado exige que a cultura, a his tória e as noções es pecíficas de cada área do conhecimento sejam trabalhadas de modo sistemático.

Afetiva (R ogers, Novak)

C arl R ansom R ogers (1902-1987)

Humanismo
E nfatiza o aprendiz. Auto-realização da pessoa. Além do intelecto, cons idera s entimentos e ações . Domínio afetivo. E nsino “centrado no aluno” e “es colas abertas ”.

Ps icomotora (G estalt, Lewin, etc)

M ax Wertheimer (1880-1943)

Kurt Lewin (1890-1947)

Ingressar na carreira docente força o educador a adotar um dos paradig mas da P sicologia para nortear sua prática pedag óg ica. E le se defronta com um conjunto de arg umentos , críticos e elog ios os , cada qual situado no interior de um paradigma em confronto com os demais.

O debate entre concepções científicas consiste na circularidade dos argumentos postos em ação, uma vez que cada contendor toma o objeto em es tudo a partir dos referenciais que adota e que não compartilha com seus opos itores . Torna-se vitorios o o paradigma que conquis tar o maior número de adeptos , e não necessariamente aquele que contiver maior número de

Apesar da presença das ciências da educação na formação pedagógica, aprende-se o ofício de ens inar sem qualquer exigência de que o professor venha a tomar atitudes condizentes com este ou aquele paradig ma científico dentro da s ala de aula.

É importante tornar a atividade pedag óg ica cada vez mais sustentada na ciência, cada vez mais apoiada em paradig mas , ps icológ icos ou outros. Alguém que se diga conduzido exclusivamente pelo s ens o comum, pela intuição ou pela tradição ceg a.

Q ual é o paradigma científico que contempla alguma contribuição para a consecução destas finalidades? Nenhum deles, inteiramente, e todos eles, de certo modo.

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