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Revista (R)Evolution

Revista (R)Evolution

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A revista sobre a atmosfera terrestres.
Camada de ozono, aquecimento global, auroras, etc...
E ainda c/ exercicios e jogos,
A revista sobre a atmosfera terrestres.
Camada de ozono, aquecimento global, auroras, etc...
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ATMOSFERA – POLUIÇÃO – OZONO – RADIAÇÕES

E ainda…

Jogos Didácticos

Evolução da Atmosfera
Camadas atmosféricas e camada de Ozono.

Aquecimento Global
Poluição atmosférica tem as suas consequências…
Radicais livres e energias de dissociação de moléculas

GRANDE TEMA:

- Grupo 3 12ºB Escola Secundaria Penafiel All Rights Reserved ® Cont. PVP: Gratuito

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Evolução da Atmosfera Camadas da Atmosfera Componentes vestigiais da Atmosfera Camada do Ozono As Radiações e a atmosfera Aquecimento Global Tornados Auroras Chuvas ácidas

21 23 25 27 29 34

Meteorologia Cimeira Novidades no mundo da ciência Jogos Mostra o que sabes… Soluções

1000kg de CO2! Um balão instalado perto da sede da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas mostra o espaço ocupado por uma tonelada de gás carbônico na atmosfera.
Cada brasileiro é responsável por dois balões desses em emissões de gases-estufa, a cada ano; já um americano emite 20 (Foto: Dennis Barbosa)

Anúncio ambientalista mostra ursos de 400 kg em queda livre Um anúncio veiculado em cinemas pela organização Plane Stupid, que luta contra a expansão da indústria de aviação, tenta impactar os consumidores britânicos mostrando ursos polares de 400 kg em queda livre sobre uma metrópole, enquanto um avião passa. De acordo com a peça, criada pela agência Mother e dirigida por Daniel Kleinman, uma viagem de avião dentro da Europa gera cerca de 400 kg de gases responsáveis pelo efeito estufa por pessoa - o peso médio de um urso polar adulto. A propaganda ambientalista começa com tomadas de prédios com vidros espelhados e é possível ver pontos pretos caindo do céu. As imagens vão se aproximando e mostram os ursos batendo violentamente contra os prédios ao som da passagem de um avião. A Plane Stupid alega que a aviação é um dos sectores emissores de gases que mais cresce actualmente e ajuda a mudar o clima do planeta. A organização pede o fim de voos curtos e tenta impedir a construção de mais aeroportos.

Segundo um artigo no jornal britânico The Guardian, a violência do anúncio pode não surtir efeito no espectador. "Propagandas impactantes funcionam melhor com mudanças de comportamento imediatas, tangíveis e pessoas, como usar camisinha e não beber e dirigir", afirmou Ed Gillespie, co-diretor de uma agência de comunicação sustentável

Magazine (R)evolution, um nome que não é por acaso. Esta revista, iniciada no inicio do ano escolar, vai apresentar todos os conteúdos programáticos que necessitas saber para o exame nacional sobre a “Atmosfera Terrestre”. Como sabes a atmosfera terrestre teve um impacto de grande importância no nosso planeta, considerada até Revolucionária pois foi através dela que a existência de vida se tornou possível. A atmosfera tem vindo a sofrer alterações ao longo do tempo, tendo sofrido uma evolução até à composição actual. Foi por esta evolução que foi e ainda é tão revolucionária no nosso planeta que lhe apresentamos a (R)evolution. http://atm-revolution.blogs.sapo.pt

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Da atmosfera primitiva à atmosfera actual
O sistema solar, a que a terra pertence, formou-se À cerca de 5 milhares de milhões de anos e, possivelmente, a Terra foi formada a partir dos produtos ejectados pelo sol, essencialmente hidrogénio e hélio.

O inicio
Ao longo do tempo, o planeta Terra sofreu diversas alterações dando origem à atmosfera terrestre. Há cerca de 4600 milhões de anos a Terra era uma bola rochosa em fusão, frequentemente bombardeada por cometas e meteoritos. Devido à sua baixa densidade, o hidrogénio e o hélio ter-se-ão afastado da superfície da Terra. Nesta fase, o nosso planeta ainda não possuía atmosfera.

1º Etapa - Origem
A atmosfera primitiva foi originada pela emissão de gases provocada pela actividade vulcânica do planeta. Durante este período, a quantidade de substâncias expelidas foi tão grande que parte delas não retornavam ao solo acumulando-se na atmosfera que assim se via enriquecida, principalmente com vapor de água, dióxido de carbono e azoto.

2º Etapa – Era Química
À medida que a Terra foi arrefecendo e os gases foram-se libertando, a atmosfera primitiva começou a ficar saturada de vapor de água. Esta começou a cair sobre a forma de chuva criando assim mares e oceanos. Com a condensação da água, a concentração de dióxido de carbono começou a diminuir gradualmente devido á sua dissolução nos oceanos formados. A concentração de azoto aumentou passando a ser o seu principal constituinte.

3ª Etapa – Era microbiológica
As condições estão desenvolvidas e favorecem o aparecimento de vida na Terra, que veio condicionar a composição e evolução da atmosfera. Os primeiros organismos vivos produziam oxigénio a partir de dióxido de carbono que obtinham através da fotossíntese, traduzida pela equação química: O oxigénio produzido por fotossíntese é quase na sua totalidade consumido durante a respiração, mas uma pequena parte acumula-se na atmosfera.

4ª Etapa – Era Biológica
Com o aumento da quantidade de oxigénio na atmosfera, foi-se formando gradualmente a camada de ozono, que permitiu a colonização dos solos, tendo a atmosfera evoluído até á composição actual.

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Composição da Atmosfera actual:
Actualmente, a atmosfera terrestre é constituída por: Azoto, componente maioritário com 78, 1 % de volume, seguido do Oxigénio com 20,9 %de volume. No entanto, para além do vapor de água, cuja quantidade varia consoante o ar esteja seco ou húmido, existem: Árgon, Dióxido de Carbono, Néon, Hélio, Metano, Crípton, Hidrogénio e Xénon.

Se recuássemos 4,6 biliões de anos não encontraríamos a Terra, víamos apenas moléculas e partículas a formar uma massa gasosa no interior de uma nebulosa muito lentamente, acabando com o tempo por se condensar em formas sólidas e líquidas. Por arrefecimento formam-se os continentes e oceanos, mas como o centro da Terra ainda queima a uma temperatura muito elevada, a atmosfera repousa sobre essa superfície. De acordo com os cientistas a atmosfera original da Terra escapou do interior do planeta. O ar era completamente irrespirável, rico em metano, amónia, vapor de água e néon, não havia qualquer oxigénio livre (O2). Ao contrário do que possam esperar não foi com a mudança desse cenário que os organismos começaram a evoluir, mas sim a evolução dos organismos unicelulares que produziam oxigénio que resultou na mudança na composição química. Apesar da influência humana sobre o clima mundial com a revolução industrial do século XIX, muitos cientistas consideram o começo com a revolução agrícola, há milhares de anos atrás. Segundo William Ruddiman (cientista ambientalista) a concentração de dióxido de carbono começou a crescer há 8000 anos atrás, como consequência das práticas agrícolas na Ásia, Índia, Europa, pois usavam queimadas nas terras de cultivo.

“Pensou-se uma vez que a atmosfera primordial da Terra fosse muito diferente da actual.
Como o Hidrogénio é o elemento mais abundantemente difundido no universo, era natural acreditar que ele predominasse na atmosfera original. Porém essas ideias foram recentemente trazidas à discussão. O Hidrogénio é tão pouco denso que a gravidade da Terra não é suficiente para retê-lo e, por isso, ele tende a dispersar-se espaço a fora...É plausível pensar, então, que grande parte do Hidrogénio presente no princípio tenha se dispersado, tenha escapado tão rapidamente que nunca tenha vindo a ser um elemento predominante na atmosfera. Afirma-se hoje com bases em dados experimentais obtidos em função da média do conteúdo de Hidrogénio de todas as rochas disponíveis, que a atmosfera do passado não era muito diferente da actual.

” Crick
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A atmosfera terrestre divide-se em camadas ou regiões:

A

primeira camada chama-se Troposfera, esta camada é a que está em contacto com a superfície terrestre e a que contem o ar que respiramos. A sua altura varia entre 8km nos Pólos e 16km no Equador, em que a sua zona limite é a Tropopausa. Embora seja a camada menos espessa é a camada mais densa (cerca de 80% de gases). O ar é quente junto ao solo, e vai diminuindo a temperatura com a altitude (podendo atingir -60ºC). De seguida, a camada mais próxima da superfície terrestre é a Estratosfera, que se encontra entre os 12km e os 50km, localização que coincide com a da camada do ozono. A temperatura nesta camada aumenta entre -60ºC e 0ºC devido a interacção química e térmica dos gases aí existentes e da radiação solar. No final desta camada temos a Estratopausa. Posteriormente temos a Mesosfera que se situa entre os 50 km e os 80km. Esta é a camada mais fria da atmosfera (podendo atingir -100ºC), e a razão para tais temperatura está relacionada com a fraca radiação solar que nela incide. O limite entre esta camada e a seguinte é a Mesopausa.

A última camada da atmosfera é a Termosfera, situada entre os 80km, podendo ir até aos 1000km. O nome desta camada deve-se às suas temperaturas elevadíssimas (2000ºC), fazendo dela a camada mais quente, tal ocorre devido a radiação de energia superior a

9,9  10 19 J , verificando-se conjugações
dos efeitos térmicos e químicos. Esta camada divide-se em Ionosfera (até aos 550km) e em exosfera (a partir dos 550km).

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Componentes vestigiais da atmosfera…
Causas da sua alteração

D

esde o início do século XX que a composição da atmosfera tem vindo a sofrer alterações. Estas alterações têm vindo a verificar-se, apenas, em certos componentes vestigiais e alguns que foram emitidos para a

atmosfera, mas nunca nos componentes maioritários (azoto, oxigénio).

O que aconteceu?
Durante muito tempo estes gases foram produzidos e consumidos ciclicamente. Por exemplo, no caso do dióxido de carbono (CO2) e do oxigénio (O2), os animais consumiam o O2, produzido pelas plantas, e depois produziam CO2, que era consumido pelas mesmas, através da fotossíntese. Ao longo dos tempos a velocidade com que se emitia gases para a atmosfera começou a ser superior à velocidade com que os mesmos gases eram retirados, tornando-se assim, nocivos para o meio natural e para os seres vivos.

Componentes vestigiais da Atmosfera Terrestre
Emissão de gases para a Atmosfera Terrestre ao longo do tempo

Até 2010 verificou-se o aumento do óxido nitroso.

Aumento do dióxido de carbono

Aumento de CFC’S

Causas:
O aumento destes gases deve-se a dois tipos de causas: causas naturais e causas antropogénicas. Nas causas naturais temos os vulcões e a biosfera. Os vulcões quando entram em erupção lançam milhares de gases (dióxido de enxofre, SO 2), cinzas e poeiras; a biosfera também contribui para o aumento dos gases na atmosfera, pois, por exemplo, os arrozais emitem metano (CH 4). Quanto às causas antropogénicas são todas as que resultam da actividade humana (actividade industrial, circulação de automóveis, etc.), sendo estas as mais prejudiciais.

Causas antropogénicas
O homem é o maior responsável pelo aumento de concentração de gases, como CO 2, CO, NOx, SO2, O3, CH4 e CFC’s (sprays, etc). Exemplos de poluição: o o o o o o Desflorestação – CO2 Incêndios florestais –CO2, CO, SO2 Indústrias – CFC, SO2 Agricultura – NOx, CH4 Produção de energia eléctrica através da queima de combustíveis fósseis – CO2, SO2, CO Circulação automóvel – NOx, CO2, O3, CO

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A

camada de ozono existe na estratosfera entre os 16 e os 30 km de altitude e é esta camada que nos proporciona a cor azul do céu. Tem apenas 3 mm de espessura.

permite que este não desvaneça no espaço.

Substâncias Poluentes
As substâncias que destroem a camada de ozono são os clorofluorcarbonetos (CFC), hidrocarbonetos (HCFC) provenientes da refrigeração, produção de espumas expandidas, aerossóis e solventes e brometo de metilo proveniente dos solos na agricultura e da queima de biomassa. Outras substâncias que provocam a destruição da camada de ozono são o dióxido de carbono expelido pelos veículos e os combustíveis fosseis (carvão e petróleo). Mas, os CFC’s são os principais responsáveis pela destruição da camada e, estes demoram cerca de 8 anos até atingirem a estratosfera, e quando são atingidos pelas radiações ultravioleta desintegram-se e libertam cloro, reagindo com o ozono e dão origem a oxigénio (O2). O grande problema é que este oxigénio não protege o nosso planeta dos raios UV. Cada molécula de CFC pode destruir cerca de 100 mil moléculas de ozono.

O Ozono
O ozono é formado por 3 átomos de oxigénio. O oxigénio é formado por 2 átomos de oxigénio mas, com os raios ultravioletas provenientes do Sol, o oxigénio pode-se separar e estes ficam livres para se ligarem ao ar, e que depois vai originar o ozono. O ozono quando presente junto à superfície terrestre, não é desejável em concentrações elevadas visto que é um gás irritante com influência negativa no sistema respiratório do ser humano e pode também dar origem às chuvas acidas. Mas, quando se está a falar do ozono que se encontra na estratosfera, este protege animais, plantas e seres humanos dos raios ultravioletas emitidos pelo sol. O ozono, nesta situação, é um filtro de vida porque sem ele, os raios UV (ultravioleta) arruinariam todas as formas de vida existentes no planeta Terra.

Historicamente
Desde os anos 80 que os cientistas estão preocupados com a camada de ozono, desde a sua descoberta. Nessa altura, os governos criaram o Protocolo de Montreal que tinha por princípio banir os gases

Destruição da camada de ozono
O Homem é o principal culpado da destruição da camada de ozono. O Homem produz substâncias que vão contribuir para o aumento do efeito de estufa visto que a camada de ozono conserva o calor e não

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responsáveis pela destruição da camada de ozono que podiam ser encontrados nos aerossóis e condicionadores de ar. Em 2009, o Parlamento Europeu aprovou novas normas para tentar reconstruir a camada de ozono. As normas vão além do estabelecido no Protocolo de Montreal, pois além de proibir a comercialização de substâncias nocivas à camada, inclui proibição das substâncias contidas em frigoríficos e material de isolamentos de edifícios.

O que é que cada um de nós pode fazer?
- Tentar usar produtos que emitam CFC’s em menor quantidade; - Ter a certeza que os técnicos reciclam os velhos CFC’s que estão contidos em certos electrodomésticos (frigoríficos, aparelhos de ar-condicionado…) e garantir que estes não são libertados para a atmosfera; - Evitar fugas das substâncias tóxicas; - Pedir para mudar o refrigerante do carro caso o aparelho de ar-condicionado necessite de uma grande reparação; - Ajudar a criar um programa de recuperação e reciclagem na área de residência caso tal ainda não exista; - Trocar extintores que usem “halon” por outros que usem compostos alternativos (ex. dióxido de carbono); - Sugerir actividades escolares com o objectivo de aumentar a consciência cívica do problema e desenvolver a acção local.

“Buraco” na Antárctida
Actualmente, confirma-se que o buraco na camada de ozono continua a aumentar na Antárctida permitindo assim que os raios UV atinjam a Terra e consequentemente há um aumento da temperatura e pode mesmo provocar o degelo. A Antárctida é, actualmente, o local onde o buraco da camada de ozono é maior e prevê-se que o “buraco” se feche entre, aproximadamente, 2030 e 2070.

Camada de ozono em Portugal
Em Portugal, a diminuição da espessura da camada também foi sentida. Há medições da espessura da camada de ozono desde 1951. Os dados recolhidos permitem concluir que a quantidade total de ozono, no período 1968-1997, apresenta uma tendência estatisticamente significativa de redução da espessura da camada de 3.3 % por década, o que é perfeitamente consistente com a redução que se tem observado noutros países da Europa.

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As Radiações e a Atmosfera
Um perigo bem protegido …

partículas de forma a aumentar a sua energia cinética, que por sua vez faz aumentar a temperatura, podemos portanto dizer que as radiações influenciam a temperatura terrestre. No efeito químico a radiação solar é utilizada pelas partículas para desencadear reacções químicas, nomeadamente, na quebra de ligações de moléculas e na ionização de átomos ou moléculas. Estas reacções químicas designam-se por reacções fotoquímicas ou fotólises. Grande parte das radiações são absorvidas pelas partículas na região alta da atmosfera, tendo esta temperaturas mais elevadas que a região baixa, que é atingida com uma menor radiações. quantidade de

C

onstantemente inúmeras radiações atingem a nossa atmosfera, colidindo com as partículas aí existentes, transferindo-lhes energia, causando dois efeitos: o efeito térmico e o efeito químico. No efeito térmico a energia é absorvida pelas

Energia de dissociação de moléculas Diz-se energia de

dissociação à energia necessária para romper uma ligação química. Na estratosfera existe uma grande abundância de radiações

Ultravioletas (UV), que não permitem a existência de vida, pois estas radiações destroem todas a ligações em

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que existe partilha de electrões. Em suma estas radiações provocam a dissociação de moléculas dando origem aos radicais livres, extremamente reactivos. Cada

HCl + 7,2 x 10-19 J ----» H* + Cl* Se a radiação incidente possuir energia superior a 7,2 x 10-19 J, o excesso de energia reverte como energia cinética das partículas formadas e esse aumento de energia cinética traduz-se num aumento de temperatura dessas partículas. Se a

partícula para se dissociar, necessita de um valor mínimo de energia, designada por energia de dissociação. Por exemplo, a energia de
-19

radiação incidente possuir energia inferior a 7,2 x 10-19 J, a radiação não é absorvida e nada acontece.

dissociação da molécula de HCl é 7,2 x 10

J, isto é, para quebrar a ligação covalente entre o átomo H e o átomo Cl é necessário que a radiação que nela incida tenha a energia de 7,2 x 10-19 J (radiação UV).

Na tabela seguinte indicam-se alguns valores de energias de dissociação. Molécula N2 O2 HCl ClO BrO Dissociação N2 ----» N* + N* O2 ----» O* + O* HCl ----» H* + Cl* ClO ----» Cl* + O* BrO ----» Br* + O* Energia de dissociação 1,6 x 10-18 J 8,3 x 10-19 J 7,2 x 10-19 J 3,4 x 10-19 J 3,9 x 10-19 J

Tabela 1 - Energias de dissociação de algumas espécies químicas moleculares

Alguns exemplos de radicais livres presentes na atmosfera são: OH*, O*, Cl*, Br*.

Energia de ionização de uma partícula Nos fenómenos de ionização as partículas absorvem a radiação solar para remover um electrão, ficando com carga +1.

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Cada partícula possui a sua energia mínima de remoção, e apenas ocorre ionização se a energia da radiação for igual ou superior a essa mesma. A energia mínima de remoção pode também

Há medida que se vão extraindo electrões a energia de ionização vai aumentando, pois as repulsões entre os electrões vão diminuindo, ficando estes mais atraídos ao núcleo. I1 < I2 < I3 < I4 … Como as energias de ionização são bastante elevadas, este fenómeno é mais frequente na termosfera e menos na mesosfera, já que é a camada mais exterior da atmosfera, retendo logo as radiações mais energéticas.

designar-se como energia de primeira ionização (E1 ou I1), e expressa-se em joule por partícula (J). Quando a energia da radiação é superior à energia de remoção, esse excesso vai transformar-se energia cinética, ganhando o electrão removido, velocidade.

Geralmente é o azoto e o oxigénio que sofrem ionizações. Partícula N2 O2 N* O* Energia de 1ª ionização 2,5 x 10 J 1,9 x 10-18 J 2,3 x 10-18 J 2,2 x 10-18 J
-18

Tabela 2 - Energias de 1ª ionização de algumas espécies químicas

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A

atmosfera

como

filtro

da

pois a energia não é suficiente para ionizar as partículas, apenas para dissociar

radiação solar As radiações UV absorvidas entre estratosfera e a cimeira de troposfera têm energia compreendida entre 6,6x10-19 e 9,9x10-19 J. Os gases que principalmente absorvem estas radiações são o oxigénio e o azoto, CFC’s, compostos de bromo e óxidos de azoto. Na parte de cima da troposfera existe apenas a formação de radicais livres,

algumas moléculas de gases. Como já foi dito, as ionizações ocorrem em grande parte na termosfera, pois esta é atingida pelas radiações mais elevadas, sendo também a camada com as temperaturas mais elevadas, pelo facto de, por vezes, após uma ionização existir ainda uma energia disponível, libertando-se os

electrões com alguma energia cinética.

Em suma, na termosfera verifica-se:  A dissociação das moléculas de N2 e O2 e a formação dos respectivos radicais livres – N* e O*;  A ionização das partículas existentes – formação, sobretudo, de N2+, O2+, mas também de O*+;  O aumento da energia cinética destas partículas, devido ao excesso de energia absorvida relativamente ao efeito químico, dissociação ou ionização.

As radiações de maior energia ficam aqui retidas, atingindo apenas a superfície terrestre UV de menor energia, radiações visíveis e IV, caso assim não fosse era impossível a existência de vida na superfície terrestre.

Exercício de aplicação
A energia de ionização da molécula de oxigénio é 1,9 × 10 – 18 J, enquanto a sua energia de dissociação é 8,3 × 10 – 19 J. As radiações, que são absorvidas pelas espécies químicas existentes na estratosfera, têm valores de energia entre 6,6 × 10 – 19 J e 9,9 × 10 – 19 J. Com base nestes dados, indique, justificando, se o processo que ocorre na estratosfera será a dissociação ou a ionização da molécula de oxigénio.
Teste Intermédio de Física e Química A (13.02.2008)

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Influência dos CFC na atmosfera  Formação e decomposição do ozono (O3)

Para haver um equilíbrio na atmosfera é necessário que a velocidade de formação e de decomposição, da camada de ozono, seja igual. Contudo tem-se vindo a verificar, que as quantidades de ozono têm vindo a diminuir. Os responsáveis principais responsáveis por este fenómeno são as emissões de CFCs para a atmosfera, que vão actuar na estratosfera como catalisadores na decomposição do ozono. São os radicais de cloro (Cl*), que derivam dos CFCs, que são os culpados por este fenómeno. Os CFCs são derivados halogenados, que têm uma grande volatilidade e estabilidade química, que lhes permite atravessar a troposfera e atingir a estratosfera intactos. As intensas radiações UV neste local vão provocar a fotodissociação da molécula dando origem aos radicais de cloro: CF2Cl2 + Energia (UV) ----» CF2Cl* + Cl*

Os átomos de cloro são muito reactivos acelerando a destruição do ozono: Cl* + O3 ----» ClO + O2 ClO + O* ----» Cl* + O2

Reacção geral: 2O3 ----» 3O2 Para além de serem muito reactivos, os átomos de cloro são também regenerados após cada ciclo, sendo um simples radical capaz de destruir milhares de moléculas de ozono. Onde estão presentes os CFC’s?  Sprays e aerossóis;  Produção de espumas expandidas;  Refrigeração (frigoríficos e ar condicionado);  Neve artificial;  Na limpeza de circuitos electrónicos;  etc. …

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Consequências:  Efeito de estufa;  Diminuição da camada de ozono;  Invasão da troposfera por radiações UV, que podem e provocar ainda doenças reduzir o

cancerígenas,

aproveitamento de culturas agrícolas.

Existem alternativas aos CFC’s? Sim, hoje em dia existem alguns substitutos para alguns dos tipos de CFC’s, que são 20 no seu total, sendo alguns deles insubstituíveis. Estes produtos alternativos podem ser divididos em duas categorias: a dos hidroclorofluorcarbonetos (HCFC’s), ou seja, o CFC com uma dose de hidrogénio, fazendo com que reaja ligeiramente menos com a camada de ozono; e uma segunda categoria, a dos hidrofluorcarbonetos (HFC’s), também composta pelo hidrogénio mas sem o cloro, deste modo não representa qualquer inconveniente para a atmosfera. Os derivados do petróleo podem também substituir os CFC’s dos sprays, com uma mistura de butano com propano. Na tabela seguinte são dados alguns exemplos de CFC’s e os seus substitutos.

CFC CFC-11 (triclorofluormetano) CFC-12 (Diclorodifluormetano) R-13/R-503 CFC-114 R-502 HCGC-123

Substitutos

HCFC-134a; R-401A; R-401B; R-409A R-508B HCFC-123; HCFC-124 R-402A; R-408A; R-404A; R-507C; HCFC-22
Tabela 3 – Substitutos dos CFCs

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Aquecimento Global
A poluição atmosférica tem as suas consequências…
Salvar o planeta está nas suas mãos!

Nos últimos anos o planeta tem sofrido alterações climatéricas que podem afectar gravemente a sobrevivência do planeta. A causa do aquecimento global é ainda hoje objecto de debate, porém com estudos realizados recentemente conclui-se que o aumento de temperatura é de consequência antropogénica.

O

Aquecimento global deve-se a um aumento de temperatura média da superfície terrestre devido ao envio excessivo de poluentes atmosféricos, isolando a Terra, impedido assim que radiações provenientes do Sol sejam reflectivas para o espaço. Efeito estufa: Parte da energia solar captada pela superfície terrestre é irradiada para a atmosfera, ficando outra parte absorvida. Os gases naturais da atmosfera terrestre, como o dióxido de carbono e certos gases formam uma camada protectora que impedem uma dispersão total do calor para o espaço, e daí a ausência de perdas significativas de calor durante a noite, para assim manter o planeta quente, indispensável para a manutenção da vida. Porém por diversos factores a composição dos gases raros está a ser alterada, destabilizando o equilíbrio térmico da Terra. Quais as suas consequências? Os previstos não são animadores e esperase que se não forem tomadas medidas de

providência vai ocorrer o degelo que leva ao aumento do nível médio das águas do mar o que põe muitas populações em risco. Como consequência, as águas vão aquecer e evaporar o que levará à ocorrência de furações de categoria 4 e 5 (máximo da escala) multipliquem bastante. E por assustador que seja o total de áreas atingidas por secas dobrou e actualmente um quarto da superfície do planeta é agora deserto… As ondas de calor vão ser frequentes em regiões de temperaturas amenas… Existem soluções? Actualmente não existem soluções para o efeito estufa mas há cuidados a ter que podem preservar o planeta durante mais alguns anos. Para isso diminuir o uso de combustíveis fosseis e aumentar o uso de biocombustiveis, regular constantemente os automóveis para evitar a queima de combustíveis de forma desregulada e o uso obrigatório de catalisadores em escapamentos, instalação de sistemas de controlo de emissão de gases poluentes nas industrias, ampliar a geração de energia através de fontes limpas e renováveis, evitar o uso de

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termoeléctricas, que usam combustíveis fosseis, uso de transportes colectivos, reciclar e sistema de colheita selectiva, recuperar o gás metano nos aterros sanitários, uso de luz natural, não queimar arvores, uso de técnicas limpas e avançadas na agricultura para evitar a emissão de carbono e construção de prédios com sistemas de economização de energia, são tudo pequenos gestos que podem fazer a diferença.

Efeito Smog: Uma das principais provas do excesso de poluição atmosférica, principalmente nos locais urbanos é o efeito de smog, uma grande massa de ar estagnando em conjunto com vários gases, vapores e fumaça que estão em contacto com os nossos pulmões. A palavra smog é uma combinação de smoke (fumo) e fog (neblina).

Aquecimento Global

Um mal de muitas frentes…
O efeito estufa é um fenómeno natural que mantém a temperatura suficiente para que haja vida na Terra.

A energia do Sol aquece a Terra.

A Terra absorve o calor vindo do Sol e erradia uma parte que volta para o espaço (raios infravermelhos). 35% da radiação que recebemos vai ser de novo reflectida para o espaço, ficando os outros 65% retidos na Terra. Cerca de 1% da atmosfera terrestre é composta pelos chamados gases com efeito estufa, sobretudo vapor de água, dióxido de carbono e ozono. Em conjunto esses gases reflectem para a Terra calor suficiente para manter a temperatura média da atmosfera em cerca de15 C ̊ Se não existisse o efeito estufa a terra seria um local gelado e sem vida, tal como acontece com Marte.

Caso a temperatura aumente de 2 a 3 graus, 40% das árvores da Amazónia podem desaparecer ate ao final do século Actualmente existem 750 biliões de toneladas de CO2 na atmosfera. De acordo com as estimativas feitas pelo painel intergovernamental de mudança climática, a temperatura média global terá uma taxa de elevação entre 2 a 4,5 °C até ao final do século. Devido à falta de chuvas, todo o ano 2000 km2 se transformam em deserto. Com o aquecimento da Terra e com outros danos registados no ambiente a selecção natural vai num ritmos 50 vezes mais rápido do que o registado há 100 anos atrás. Prevê-se que 9 a 58% das espécies terrestres e marítimas de extingam nas próximas décadas segundo diferentes hipóteses.

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O que é um tornado?
Um tornado é uma violenta coluna de ar, móvel e rotativa (redemoinho de vento), que pode entrar em contacto ou não com o solo. Caso o redemoinho toque o solo destrói quase tudo que estiver no seu caminho, devido á queda na pressão atmosférica e aos ventos com velocidades elevadas (podem alcançar os 500 km/h).

Como se formam?
Tudo começa quando há uma mudança na direcção do vento, um aumento da velocidade e a existência de uma grande quantidade de energia potencial disponível para convecção, provocando assim uma diminuição na pressão atmosférica. De seguida o ar ascendente da atmosfera junta-se á tempestade e o ar em rotação da posição horizontal muda para a posição vertical. Assim há formação de uma área em rotação, conhecida por wall cloud, onde não se verifica presença de chuva, com um comprimento de 4 a 6 Km que corresponde a quase toda a extensão da tempestade.

Representação esquemática da circulação num tornado

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Tornados em Portugal
Desde o final do séc. XX que se tem recolhido todos os dados disponíveis relativos aos tornados em Portugal. Até agora sabe-se que ocorreram 42 tornados desde 1936 até agora, aqui no nosso país. Verificou-se que o tornado mais intenso em Portugal ocorreu em Castelo Branco a 6 de Novembro de 1954, causando 5 mortos e 220 feridos, tendo, ainda destruído a estação meteorológica local. O tornado mais recente ocorre na madrugada de 7 de Outubro de 2009 que provocou vários estragos no concelho de Ferreira do Zêzere.

Qual é a diferença entre tornado e furacão?
Os tornados são mais localizados, mais energéticos e apresentam em funil relativamente estreito que raramente atinge diâmetros superiores a 1Km e duram cerca de 20 minutos, enquanto que os furacões medem centenas de quilómetros de diâmetro, formam-se sempre sobre as águas dos oceanos, sendo lá que obtém a sua energia (perdendo esta, gradualmente, quando atingem terra firme) e podem durar vários dias.

Curiosidade:
Os tornados são sistemas muito raros à escala mundial, mas observam-se ocasionalmente em muitas regiões. Nas planícies da América do Norte (Oklahoma, Arizona, etc.) existem condições favoráveis à sua formação, ocorrendo anualmente cerca de 800. Outros sistemas, de menor dimensão e intensidade, podem por vezes confundir-se com tornados: caso das trombas de água, por vezes observadas em águas costeiras, e os dust devils ("demónios de areia"), frequentes em zonas desérticas e com a dimensão horizontal de apenas alguns metros

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Auroras Polares

céus nocturnos em regiões próximas a zonas polares, as auroras que circundam o pólo magnético norte chamamos de aurora boreal e as que circundam o pólo magnético sul chamamos de aurora

A

aurora

polar

é

um

vento

solar que

interagem com os

fenómeno óptico composto de um brilho observado nos

elementos da atmosfera terrestre, sendo estes canalizados segundo o campo

magnético, levando esta interacção entre as forças electrónicas e as forças

magnéticas ao movimento das mesmas auroras. A cor da aurora depende do átomo que colide com o electrão e da altitude em que se dá essa colisão.

austral. Este fenómeno ocorre devido aos electrões de carga elevada provenientes do

   

Oxigénio - verde, até 240 quilómetros de altitude Oxigénio - vermelha, até 240 quilómetros de altitude Azoto - azul, até 96 quilómetros de altitude Azoto - púrpura/violeta, acima de 96 quilómetros de altitude

O aparecimento das auroras ocorre normalmente nas épocas de Setembro a Outubro e de Março a Abril, nas zonas polares. Este fenómeno não é exclusivo

somente da Terra, é também observável noutros planetas do Sistema Solar como Júpiter, Saturno, Marte e Vénus.

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Cultura…

As chuvas ácidas são chuvas com um nível de acidez substancialmente maior, com pH ácido (abaixo de 4.5) como resultado da combinação de Enxofre (S) e do Azoto (N) com o oxigénio, formando-se assim o Dióxido de Enxofre (SO2) e Dióxido de Azoto (NO2).
Na ausência de contaminantes atmosféricos, a água da chuva é levemente ácida com um pH de 5,2 a 20ºC ( inferior ao da água destilada devido a presença de outros compostos na atmosfera). Apesar de localmente poder ser influenciada pela presença de compostos orgânicos voláteis e de óxidos de azoto gerados por trovoadas, esta acidez resulta essencialmente da dissociação do dióxido de carbono atmosférico dissolvido na água, formando um ácido fraco, conhecido como ácido carbónico, segundo a reacção: CO2 (g) + 2H2O (l) ⇌ H2CO3 (aq) O ácido carbónico sofre ionização em solução aquosa, formando baixas concentração acidificantes de iões hidrónio: 2H2O (l) + H2CO3 (aq) ⇌ CO32- (aq) + 2H3O+(aq) Esta ionização ocorre nas gotículas de água atmosférica, na água existente na superfície de gelos ou cristais de neve, no orvalho e na agua absorvida em partículas sólidas em suspensão no ar. Apesar de muito divulgado o termo utilizado deveria ser substituído por “deposição ácida” uma vez que a acidificação da precipitação pode ocorrer na ausência da chuva. Como resultado quando a precipitação contém concentrações apreciáveis de um ou mais ácidos fortes, apresenta no limite um pH inferior a 4,5 (a 20ºC), causando efeitos negativos sobre plantas, organismos vivos aquáticos, estruturas construídas e com equipamentos com os quais entre em contacto.

Acidez acrescida resulta maioritariamente da interacção dos componentes naturais da atmosfera terrestre com poluentes primários (óxidos de azoto e os óxidos de enxofre), os quais reagem com a água atmosférica para formar ácidos fortes como sejam o ácido sulfúrico e o ácido nítrico. Embora os existam processo naturais como os gases lançados pelos vulcões e os gerados pelos processos biológicos que ocorrem nos solos, pântanos e oceanos principal fonte desses poluente primários é a queima de combustíveis fósseis para produção de energia térmica, energia eléctrica e para a propulsão de veículos, indústrias as centrais termoeléctricas e os veículos de transporte motorizado. Os gases libertados podem ser transportados na circulação atmosférica por muitos milhares de quilómetros antes de reagirem com gotículas de água, originando então os compostos que acidificam a

precipitação.

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O que é a meteorologia?
A meteorologia ou ciência atmosférica investiga os fenómenos da atmosfera terrestre e de outros planetas, com foco nos processos físicos que envolvem múltiplas escalas e na previsão do tempo.
Carta meteorológica

Conceitos básicos sobre meteorologia
A meteorologia é a ciência que investiga os fenómenos que ocorrem na atmosfera terrestre, sendo o seu principal objectivo o previsão do tempo. O tempo pode ser definido pelo estado da atmosfera num determinado local e instante. Os próprios animais estão sincronizados com as
A

mudanças do tempo pois são mais sensíveis às mudanças da pressão, do ar, e da água que podem sinalizar tempestades ou outras mudanças atmosféricas. Em tempos passados, o Homem limitava-se a observar os animais, a vegetação, as nuvens e a lua para determinar o tempo que ai se avizinhava, mas hoje tem a seu dispor outras tecnologias, usando actualmente:

Balões meteorológicos – registam a humidade,
pressão, vento e temperatura.

Satélites meteorológicos – podem ser satélites
geoestacionários ou satélites polares. Os satélites geoestacionários estão estacionados em relação a um local da Terra pois apresentam o mesmo período de rotação que esta, tendo a função de tirar consecutivamente fotos à atmosfera, permitindo o seu estudo podendo-se calcular a velocidade e a direcção do vento, como detectar tempestades. Existem ainda satélites polares que orbitam em torno dos pólos.

Bóias robô – estudo das condições meteorológicas
no mar, todas as informações são enviadas via rádio para os centros meteorológicos.

Barómetro – mede a pressão do ar Termómetro – mede a temperatura Higrómetro – mede a humidade. 21

Ciclones e Anticiclones. Quais as diferenças?
Um ciclone (ou depressão ou centro de baixas pressões) é uma região em que o ar relativamente quente se eleva e favorece a formação de nuvens e precipitação. Por isso, tempo nublado, chuva e vento forte estão normalmente associados a centros de baixas pressões. A instabilidade do ar produz um grande desenvolvimento vertical de nuvens associadas a cargas de água.

Um anticiclone (ou centro de altas pressões) é uma região em que o ar se afunda e suprime os movimentos ascendentes necessários à formação de nuvens e precipitação, por isso está associado ao bom tempo, seco e sem nuvens

Frente Quente/ Frente Fria
Frente quente é a parte dianteira de uma massa de ar quente em movimento. O ar frio é relativamente denso e o ar quente tende a dominá-lo, produzindo uma larga faixa de nuvens, chuva fraca e às vezes nevoeiro. As frentes quentes tendem a deslocar-se lentamente e podem ser facilmente alcançadas por frentes frias, formando frentes oclusas. Quando uma frente deixa de se mover, designa-se por frente estacionária.. As frentes quentes deslocam-se do equador para os pólos. Como o ar quente é menos denso que o ar frio, a massa de ar quente sobe por cima da massa de ar mais frio e geralmente ocorre precipitação.

Frente fria é a borda dianteira de uma massa de ar frio, em movimento ou estacionária. Em geral a massa de ar frio apresenta-se na atmosfera como um domo de ar frio sobre a superfície. O ar frio, relativamente denso, introduz-se sob o ar mais quente e menos denso, provocando uma queda rápida de temperatura junto ao solo, seguindo-se tempestades e também trovoadas.

LEITURA DE CARTAS METEOROLÓGIAS As cartas meteorológicas têm normalmente representadas isóbaras, linhas que unem pontos com igual valor de pressão atmosférica; centros de acção, os anticiclones (A) e os ciclones (B); frentes quentes e frias, frentes quentes representadas por semicírculos e frentes frias representadas por triângulos.

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Climate change conference O que foi a Cimeira de Copenhaga?
Realizou-se os dias 7 e 18 de Dezembro de 2009, os ministros do Ambiente reuniram-se em Copenhaga para a conferência do clima das Nações Unidos. O objectivo era “encontrar” um substituto para o Protocolo de Quioto. A cimeira teve lugar no maior centro de conferência da Dinamarca, o Bella Center. Esta foi a última de uma série de reuniões, que tiveram a sua origem na Cimeira do Rio em 1992. A cimeira teve como protagonistas os países em desenvolvimento, como a China e a Índia, que defendiam e defendem que países ricos como os Estados Unidos e o Reino Unido devem dar um "claro exemplo" na redução de emissões de gases como efeito de estufa. Os Estados Unidos não ratificaram o Protocolo de Quioto. O presidente dos Estados Unidos da altura, George W. Bush, argumentou que a redução exigida por Quioto (menos 5% de emissões) iria "arruinar a economia dos Estados Unidos", além de não exigir reduções aos países emergentes. As possibilidades de alcançar um acordo aumentaram com a chegada de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. No entanto, o presidente enfrentou um problema interno, já que o Congresso ainda não tinha aprovado a legislação para reduzir as emissões de CO2.

O "ponto mais quente" da cimeira foi a chamada "partilha de encargos". Ou seja, que países devem reduzir emissões e em que montante? Por exemplo, a China já superou os Estados Unidos como maior poluidor do mundo. No entanto, historicamente, os Estados Unidos são mundo. maiores emissores do que a China e as emissões per capita chinesas são cerca de um quarto das dos Estados Unidos. O Governo chinês argumenta que tem o direito moral ao desenvolvimento e ao crescimento da economia – e que, inevitavelmente, as emissões vão aumentar. Há ainda outra questão: os países desenvolvidos transferem as emissões de gases com efeito de estufa para as nações em desenvolvimento, ao instalarem nestes países indústrias que provocam emissões de CO2. Assim, a China defende que devem ser os consumidores a assumir a responsabilidade das emissões geradas para produzir certos bens e não os países onde são produzidos.

Objectivos da Cimeira de Copenhaga A cimeira tentou alcançar um novo acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que termina em 2012. Segundo Yvo de Boer, secretário executivo da UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change), as questões mais importantes para alcançar um acordo eram:   Qual o montante de emissões que os países industrializados estão dispostos a cortar? O que estão dispostos a fazer os principais países em desenvolvimento, como a China e a Índia, para limitar o aumento das suas emissões? Que ajuda precisam os países em desenvolvimento para reduzir as emissões e adaptarem-se aos impactos das alterações climáticas? Como é que o dinheiro vai ser gerido?

“…A incapacidade de concluir um acordo global (sobre redução de emissões de gases com efeito
de estufa) em Copenhaga seria moralmente indesculpável, de vistas-curtas em termos económicos e politicamente mal-avisado…

” Ban Ki-moon (Secretário geral das Nações Unidas)
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Resultado da cimeira de Copenhaga
Depois de 13 dias de negociações e uma maratona que atravessou a última noite, a cimeira de Copenhaga terminou com um acordo muito longe do que se ambicionava. Ao invés de um novo tratado contra o aquecimento global, legalmente vinculativo e adoptado por todos os países da ONU, tudo o que emergiu do encontro foi um acordo voluntário, para já subscrito por algumas nações. Segundo o acordo, os países que o adoptarem prometem fazer mais esforços para combater as alterações climáticas, mas sem qualquer compromisso legal. Até ao último minuto, porém, vários países em desenvolvimento contestaram o processo que deu origem ao acordo, argumentando que se tratava de uma imposição de cima, contrariando o processo negocial das Nações Unidas. O texto fala do limite máximo de 2ºC para o aumento da temperatura média da Terra no futuro. Prevê a constituição, até Fevereiro do próximo ano, uma lista de promessas dos países desenvolvidos e em

desenvolvimento para reduzir as suas emissões de dióxido de carbono ou para conter o seu crescimento. E aponta um mecanismo para a moderação e verificação dos esforços dos países em desenvolvimento. Foi ainda criado o Fundo Climático de Copenhaga com 21 mil milhões de euros para os países pobres nos próximos três anos. E promete mais 70 mil milhões de euros anuais a partir de 2020. O modo como o acordo foi submetido à aprovação foi criticado por vários países. Alguns, como o Sudão e o Tuvalu, argumentaram que se tratava de uma forma de “comprar” a adesão dos países mais vulneráveis, com a oferta de dinheiro a curto prazo.
O resultado da conferência originou reacções mistas – entre um completo desastre e um primeiro passo positivo para um novo tratado que de facto comprometa todos os principais emissores mundiais de CO2. As negociações para este eventual tratado prosseguirão agora, com uma nova ronda em Bona, Alemanha, em Junho, e a próxima conferência climática na Cidade do México, no final de 2010.

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Novidades sobre o Mundo da CiÊncia
Uma notÌcIa Revolucionaria
Segundo um artigo da revista Science parece que as imagens dos vulcões expelir gases para atmosfera poderão ser fictícias. Põe-se em hipótese de os gases como fonte da atmosfera e possivelmente dos oceanos, provirem não do interior da Terra, mas sim do ESPAÇO… Greg Holland, coordenador do projecto refere "Encontrámos uma assinatura clara de meteoritos nos gases vulcânicos". Assim, depois de testados, os investigadores concluem que os gases vulcânicos não tiveram importância significativa, por isso a origem da atmosfera e dos oceanos serem originadas a partir do lançamento de materiais ricos em água e gás, semelhante a cometas. Também referiu que não havia instrumentos capazes detectar estas assinaturas em amostras no interior da Terra, o que agora já é possível. Assim, as técnicas mediram pequenas quantidades de Kryton e Xenon (gases vulcânicos não reactivos) revelarem semelhanças com meteoritos e bastante diferentes dos gases solares, diz o estudo.
Para ver noticia mais detalhada: http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?topic=72651.0

Plutão tem atmosfera “de cabeça para baixo”
Plutão, o corpo celeste mais excêntrico do Sistema Solar, tem uma atmosfera que fica de cabeça para baixo quando comparada com a atmosfera da Terra, isto é, as suas temperaturas aumentam em vez de descer com a altitude. Recentemente, os Astrónomos conseguiram determinar a concentração de metano, um dos causadores do efeito de estufa, na atmosfera de Plutão, utilizando um telescópio de grandes dimensões do Observatório Meridional Europeu. Estas medições demonstraram ser este o segundo gás mais abundante da atmosfera de Plutão, sendo este responsável pela subida das temperaturas à medida que aumenta a altitude. Devido às elevadas concentrações deste gás, as camadas mais elevadas da atmosfera de Plutão são cerca de 50 graus mais quentes que a superfície do planeta, que por sua vez é feito de gelo e rocha. A equipa de astrónomos, comandada pelo francês Emmanuel Lelouch, do Observatório de Paris, especula que é possível que exista uma camada fina congelada, ou porções congeladas, de metano e de outros gases na superfície de Plutão. Quando Plutão órbita mais perto do sol, os gases congelados sublimam (vaporizam), arrefecendo a superfície de Plutão e aquecendo a atmosfera do planeta anão.

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Um cientista que sabia o que medir Charles D. Keeling desde cedo dedicou a sua vida na medição dos teores de CO2 na atmosfera, que mais tarde lhe permitiu demonstrar que este gás estaria a aumentar, obrigando os governos a tomar medidas – Protocolo de Quioto. Keeling desconfiava que o CO2 produzido pela queima de petróleo se poderia estar a acumular na atmosfera, e por isso em 1958 iniciou as suas medições, numa montanha do Havia, bem longe de todas as fontes de CO2. Os dados que obteve permitiram-lhe desenhar uma curva em montanha russa, em que os valores atingiam o seu máximo no inverno e o seu mínimo no verão, no entanto de ano para ano os picos eram cada vez mais altos em relação ao ano anterior. Por fim acabou por demonstrar que de 1958 a 2002 os níveis de CO2 aumentaram 1%. Os resultados de Keeling foram a base para a discussão do efeito de estufa e do aquecimento global.

Cientistas descobrem primeiro exoplaneta com atmosfera detectada Acima, uma concepção artística do planeta gigante GJ1214b, em volta de sua estrela. É o primeiro exoplaneta do tipo onde uma atmosfera foi detectada, tudo graças ao telescópio do Observatório Europeu do Sul. Este planeta trata-se do primeiro exoplaneta com essas dimensões onde os cientistas encontraram uma atmosfera. O exoplaneta, baptizado de GJ1214b, orbita uma pequena estrela a cerca de 40 anos-luz de distância, e abre novas perspectivas na procura de mundos habitáveis. O gigante tem uma massa de cerca de seis vezes a massa terrestre e o seu interior é provavelmente constituído por gelo, embora sua superfície parece ser quente. O planeta encontra-se envolvido por uma atmosfera densa, o que o torna inóspito para abrigar formas de vida tais como as que conhecemos sobre a Terra. É a segunda vez que uma “super-Terra” é detectada, depois da recente descoberta do planeta Corot-7b. O recentemente descoberto planeta tem uma massa de cerca de seis vezes a massa da Terra e 2.7 vezes o seu raio. Embora a massa de GJ1214b seja similar à do Corot-7b, o seu raio é muito maior, o que sugere que a composição dos dois planetas seja muito diferente. O GJ1214b orbita a sua estrela em cerca de 38 horas a uma distância de apenas dois milhões de quilómetros - 70 vezes mais próximo da sua estrela do que a Terra está do Sol.

Cientistas criam máquina que extrai CO2 da atmosfera De forma a combater as mudanças climáticas cientistas canadianos da universidade de Calgary desenvolveram um protótipo capaz de capturar CO2 directamente da atmosfera, e em qualquer lugar do mundo. Os investigadores pretendem absorver o carbono que os carros e os aviões libertam para o ar, pois estes emitem mais de metade dos gases que causam do efeito de estufa no planeta, este passo seria bastante importante no combate contra o aquecimento global do planeta. Até hoje existem apenas no mercado máquinas capazes de remover o CO2 da fonte poluidora, o CSS (captura e armazenamento de carbono) permite capturar o CO2 em qualquer parte do mundo, já que este vagueia pela atmosfera. Após a captura, devido à presença de hidróxido de sódio, o carbono é armazenado para ser usado na produção de combustíveis.

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Jogos
Palavras cruzadas

Horizontais: 1- Principal constituinte da atmosfera. 2- Camada da atmosfera que está em contacto com a superfície terrestre. 3- Radiação responsável pela interacção química e térmica entre a radiação solar e os gases da Estratosfera. 4- Neblina poluente. 5- Camada onde se encontra o buraco do ozono. 6- Espécies muito reactivas originadas por dissociações moleculares. 7- Camada de gases que envolve o Planeta Terra. Verticais: 8- Gás que tem a composição molecular O3. 9- Derretimento da neve e gelo. 10- Causas de poluição atmosféricas por acção do homem. 11- Composto que provoca o aumento do aquecimento global. 12- Quarta era da evolução terrestre.

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Sopa de letras Encontra as seguintes palavras que se podem encontrar na vertical, horizontal e diagonal: primitiva, gases, oxigénio, azoto, química, componentes, mesosfera, fotólise, decomposição e microbiológica.

M I C R O B I O L O G I C A I

D F V Ç S Z G Q R L J B E C O

C A P Q Ç P F O X I G E N I O

N Ç Q R J R D N E Q B T U M H

J L D P I H Ç G N B F Q F I C

P X X Ç Q M X Q M C P G A U O

A I C V S O I L E J Q H M Q M

E J B H T A Z T P V C E D J P

D E C O M P O S I Ç A O A X O

F N Z F D V M P N V B Ç T B N

G A G A V B G U D Q A U L V E

C B Z R P J A E S O C T H G N

Ç B Q T M E S O S F E R A F T

O A F M Ç L E C Q P Z Ç A I E

F O T O L I S E M T J R S O S

Adivinhas:
A)De gota em gota me formei Em vapor de água exagerei Devagar muito devagar Às plantinhas dei lugar. C)Há pertenço E facilmente me encontras Respira e eu apareço Sou quem te dá a vida, no final B) Em primeiro lugar estou E a mais pequenina sou, Quanto mais me “escalas”, mais frio fica, E em gases sou rica. D)Oxigénio produzi CO2 consumi E com a ajuda solar Consegui seres vivos criar. de contas. F)Pequena estou a ficar E o Homem vou culpar Conservo o calor, Para não te causar dor. atmosfera actual E) Liberto gás e poeira Prejudicando a atmosfera Natural e primeira Através de mim foi iniciada uma nova era.

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Mostra o que sabes …

1- Classifique como verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações:
a) A composição da atmosfera primitiva era substancialmente diferente da composição da atmosfera actual. b) O principal constituinte da atmosfera primitiva era o oxigénio. c) Actualmente, um dos componentes maioritários da atmosfera é o dióxido de carbono. d) O dióxido de carbono é um componente importante na atmosfera porque é responsável pelo equilíbrio térmico da Terra. e) A composição de cada camada atmosférica é praticamente igual. f) Os únicos poluentes existentes provêm de fontes antropológicas. 2 - Complete a afirmação seguinte, utilizando uma das proposições anexas. “ A evolução da atmosfera deveu-se à …” a) … existência de água sólida no planeta. b) … elevada temperatura, que permitiu a formação de vapor de água. c) … existência de agua no estado liquido.

3 - Os factores abaixo indicados, provavelmente, contribuíram para a evolução da atmosfera. Ordene-os de modo a dar uma ideia cronológica da evolução da atmosfera. a) Consumo de CO2 e formação de O2. b) Ocorrência de tempestades. c) Existência de água líquida. d) Formação de microrganismos. e) Reacção do CO2 atmosférico com a água. f) Aparecimento de plantas

4 - Complete as alíneas seguintes, indicando os componentes da atmosfera que permitiram a existência de vida tal como a conhecemos.
a) A formação dos primeiros compostos orgânicos, provavelmente, deveu-se á existência de __________ e __________. b) A existência das plantas foi possível devido á presença __________ e originou __________. c) A evolução dos seres vivos até ao aparecimento dos animais deveu-se á existência de ________.

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5 - Classifique como verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações:
a) b) c) d) e) A atmosfera e dividida em camadas e regiões. A primeira camada da atmosfera, que se situa a 6km da superfície, chama-se mesosfera. A temperatura na estratosfera varia entre os -60ºC e os 0ºC. Na termosfera a temperatura ronda os 2000ºC, esse facto explica o seu nome. A atmosfera é constituída por 4 camadas e 2 subcamadas.

6 - Nas alíneas seguintes seleccione a resposta correcta:
6.1- A última camada da atmosfera é: a) Mesosfera b) Termosfera c) Exosfera

6.2 - O componente maioritário da atmosfera é o: a) Oxigénio b) Azoto c) Dióxido de carbono

6.3 - As auroras boreais ocorrem na: a) Estratosfera b) Termosfera c) Exosfera

6.4 - A estratosfera situa-se entre os: a) 6km a 18km b) 12km a 50km c) 80km a100km

7 - Classifique como verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações: a) No principio os gases eram produzidos e consumidos ciclicamente, mas com o passar do tempo a velocidade com que os gases eram emitidos eram menores que a velocidade com que os gases eram retirados da atmosfera, provocando desta forma um desequilíbrio. b) Existem dois tipos de causas: as antropogénicas e as naturais. c) A poluição provocada pelos automóveis é uma causa natural. d) O homem é o principal responsável pelo aumento de gases, como CO 2, SO2,O2 e CH4.

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e) A produção de energia através da queima dos combustíveis fósseis é um exemplo de poluição por parte do Homem.

8 - Nas alíneas seguintes seleccione a resposta correcta:
8.1 - Os componentes maioritários da atmosfera são: a) b) c) d) Oxigénio e dióxido de carbono Oxigénio e azoto Hidrogénio e dióxido de carbono Hidrogénio e metano

8.2 - Qual das seguintes causas de poluição não é antropogénica? a) b) c) d) Desflorestação Arrozais Indústrias Agricultura

9 - Classifique como verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações:
a) b) c) d) e) f) g) Os clorofluorcarbonetos (CFC) são os principais responsáveis pela destruição da camada de ozono. A contaminação da atmosfera está directamente relacionada com a utilização das energias alternativas. Se não existisse efeito de estufa a vida na Terra seria repleta de biodiversidade. O efeito de estufa é uma consequência do aquecimento global. O clima da Terra depende da concentração dos gases de estufa. A Terra também está sujeita a um arrefecimento global. Estabelecer e cumprir um máximo mundial para as emissões de CO 2, mediante limitações do uso de combustíveis fósseis na indústria e transportes, é uma das medidas para diminuir o efeito de estufa. Os subprodutos da actividade humana não influenciam a camada de ozono.

h)

10 - Nas alíneas seguintes seleccione a resposta correcta:
10.1 - Actualmente, os diversos meios de comunicação vêm alertando a população para o perigo que a Terra começou a enfrentar já há algum tempo: o chamado efeito estufa. Tal efeito é devido ao excesso de CO2, presente na atmosfera, provocado pelos poluentes dos quais o homem é responsável directo. O aumento de temperatura provocado pelo fenómeno deve-se ao facto de: a) a atmosfera é transparente á energia radiante e opaca para as ondas de calor; b) a atmosfera é opaca à energia radiante e transparente para as ondas de calor; c) a atmosfera é transparente tanto para a energia radiante como para as ondas de calor; d) a atmosfera é opaca tanto para a energia radiante como para as ondas de calor;

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e) a atmosfera funciona como um meio reflector para a energia radiante e como meio absorvente para as ondas de calor.

10.2 - Qual é a principal função de ozono? a) Filtrar a radiação ultravioleta emitida pelo Sol b) Assegurar o equilíbrio térmico da Terra c) Facilitar a circulação atmosférica d) Absorver o dióxido de carbono e) Absorver a radiação infravermelha libertada pela superfície da Terra.

10.3 - O que é o Ozono? a) b) c) d) e) É o gás responsável pelo efeito de estufa É um gás azulado constituído por três átomos de oxigénio É um elemento abundante na troposfera É o gás que quando misturado com o vapor de agua dá origem às chuvas ácidas É um gás formado por um átomo de oxigénio.

10.4 - Onde se concentra a camada de ozono? a) b) c) d) e) À superfície da Terra Na estratosfera – por volta dos 25 km de altitude Na camada inferior da atmosfera – troposfera Distribui-se uniformemente pela atmosfera Diminui à medida que aumenta a altitude

10.5 - A destruição da camada de ozono tem efeitos na saúde humana a) b) c) d) e) Provocando principalmente problemas cardiovasculares Aumentando o risco de melanoma Diminuindo as defesas do organismo Fazendo aumentar a incidência de cancro nas vias respiratórias Reduzindo os glóbulos vermelhos no sangue.

10.6 - Qual a principal causa da destruição da camada de ozono? a) b) c) d) e) O efeito de estufa A concentração de CO2 Os CFCs As chuvas ácidas A destruição das florestas

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11 - Classifique como verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações: a) A atmosfera é um filtro solar porque absorve as radiações infravermelhas vindas do sol. b) O ozono absorve radiações UV que seriam prejudiciais se atingissem a superfície terrestre com elevada intensidade. c) O aquecimento global não tem quaisquer consequências no clima do planeta. d) Os óxidos de azoto destroem a camada de ozono. e) A energia de ionização vai diminuindo à medida que os electrões vão sendo removidos de uma partícula. f) Apenas uma parte das radiações UV, visíveis e IV é que atingem a superfície terrestre. g) Se as radiações UV atingissem na sua totalidade a superfície da Terra ávida continuaria a ser assegurada. h) O ozono formou-se pela junção de uma molécula de oxigénio e um radical de oxigénio (O*). i) Os CFCs actuam como catalisadores na formação de ozono (O3). j) Os radicais de cloro provêm dos CFCs dos sprays.

12 - Indique todas as reacções que ocorrem para a decomposição do ozono por influência dos radicais de cloro. 13 - Indique uma razão pela qual a decomposição de ozono ocorre mais rapidamente do que a sua regeneração.

14 - Classifique como verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações:
a) Há quem defenda que o aquecimento global é um processo natural que viria a acontecer ao longo do tempo, não tendo o Homem quaisquer intervenção neste processo. b) Se houvesse uma dispersão total das radiações incidentes para o espaço não haveria condições para a existência de vida no planeta Terra. c) O aquecimento global é um ligeiro aumento de temperatura por não reenviar as radiações provenientes do Sol para o espaço. d) Com o desequilíbrio térmico que esta a ocorrer na terra, o nível médio das águas do mar vai aumentar e as áreas atingidas por secas vão aumentar. e) Aumentar o uso de biocombustiveis e outras técnicas de fontes limpas e renováveis vai solucionar o problema do aquecimento global. f) O efeito smog é uma massa de ar extremamente poluente, que por estar em contacto com os nossos pulmões pode originar muitos problemas.

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S O L U !Ç Õ E S
Sopa de letras
M I C R O B I O L O G I C A I D F V Ç S Z G Q R L J B E C O C A P Q Ç P F O X I G E N I O N Ç Q R J R D N E Q B T U M H J L D P I H Ç G N B F Q F I C P X X Ç Q M X Q M C P G A U O A I C V S O I L E J Q H M Q M E J B H T A Z T P V C E D J P D E C O M P O S I Ç A O A X O F N Z F D V M P N V B Ç T B N G A G A V B G U D Q A U L V E C B Z R P J A E S O C T H G N Ç B Q T M E S O S F E R A F T O A F M Ç L E C Q P Z Ç A I E F O T O L I S E M T J R S O S

Páginas 29-33 1 - Verdadeiras: a, e. Falsas: b,c,d,f,g. 2 – c) 3 – b-c-d-a-e-f 4 a) Água, dióxido de carbono. b) Dióxido de carbono, oxigénio c) Oxigénio. 5 - Verdadeiras: a, c, d, e. Falsas: b 6.1 – b 6.2 – b 6.3 – c 6.4 – b 7 - Verdadeiras: b, e. Falsas: a, c, d 8.1 – b 8.2 – b 9 – Verdadeiras: a, d, e, h. Falsas: b, c, f, g, i 10.1 – a 10.2 – a 10.3 – b 10.4 – b 10.5 – b 10.6 – c

Palavras cruzadas:

Adivinhas: A) Era química B) Troposfera C) Oxigénio D) Fotossíntese E) Vulcões F) Camada de ozono

11 – Verdadeiras: b, d, f, h, j. Falsas: a, c, e, g, i 12 – Cl* + O3 --» ClO + O2 ClO + O* --» Cl* + O2 ou 2O3 --» 3O2 13 – Com as emissões de CFCs para atmosfera formam-se os radicais de cloro que vão actuar como um catalisador na reacção de decomposição do ozono, isto é aumentam a velocidade da reacção e regeneram-se no final desta podendo depois fazer parte de outra reacção de decomposição. 14 – Verdadeiras: b, c, d, f. Falsas: a, e

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