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Material de Apoio – Leitura Necessária e Obrigatória Teologia de Umbanda Sagrada – EAD –

Material de Apoio – Leitura Necessária e Obrigatória Teologia de Umbanda Sagrada – EAD Curso Virtual Ministrado por Alexandre Cumino

Texto 022

Curso Virtual Ministrado por Alexandre Cumino Texto 022 Sistemas Religiosos Texto do livro “Deus, Deuses,

Sistemas Religiosos

Texto do livro “Deus, Deuses, Divindades e Anjos” (Alexandre Cumino / Ed. Madras)

Formas de Teísmo, conhecimento e adoração a Deus. Religiões diferentes têm formas diferentes de entendimento e adoração a Deus. São sistemas religiosos diferentes, o fato de ser crer em uma forma não nega o crer do outro. Em religião, o contrário de uma verdade nem sempre é falso para uma outra religião ou para a mesma. Duas verdades podem se opor e uma terceira pode harmonizá-las, como por exemplo:

Uma verdade diz que Deus está dentro de nós, outra diz que Deus está fora de nós e uma terceira pode dizer que Deus está dentro e fora ao mesmo tempo. Da mesma forma pode-se crer apenas no “Deus Único” ou em muitos deuses, em anjos ou divindades. O Ser Supremo se manifesta de várias formas. Os Sistemas Religiosos ocidentais se aproximam e se assemelham, ao observar os sistemas orientais ou ainda os naturais e aborígenes encontraremos formas diferentes que podem e devem ser observadas mais de perto. Judaísmo, Cristianismo e Islamismo têm uma visão dualista da criação e ao mesmo tempo se identificam com o Monoteísmo. É também partindo deste ponto de vista que surgem o Politeísmo, Panteísmo, Totemismo, Animismo e ou Paganismo com ou sem Mitologias como vemos abaixo:

Mitologia Do grego, “mythos” = relato. Portanto, mito é um relato, e mistério deriva de mito. Mitologia é um relato alegórico dos mistérios, do que é oculto, haja vista que alegoria significa “dizer outra coisa”, portanto, que tem a finalidade de explicar o sobrenatural, e que encerra verdades de ordem espiritual, moral ou religiosa, de forma velada, para os que têm “olhos para ver”. Costuma criar explicações para o inexplicável aos olhos leigos, de forma que apenas é aceito ou não, comprovado jamais. Entendido mediante a iniciação nos mistérios. Logo, Mitologia compreende muito mais do que “contos e fábulas não aceitos pela mente

do homem moderno”. Mitologia explica todo o panteão (conjunto das Divindades) de uma religião, e

do homem moderno”. Mitologia explica todo o panteão (conjunto das Divindades) de uma religião, e se emprega esse termo para designar o seu estudo. Os Mitos, As Mitologias e as Religiões Mitológicas são as formas mais antigas de se cultuar e explicar Deus e suas Divindades, Os Deuses e Panteões.

Monoteísmo

Do grego, “monos” = único / “Theos” = Deus.

É o culto a um único Deus.

Como religião, traz doutrina e teologia que não aceita outros “Deuses”. Em tese, é contrária à politeísta, mas precisamos de um estudo neutro e aprofundado para entender que ambas expressam a mesma verdade de formas diferentes. Encontraremos no seio das grandes religiões monoteístas algo como diferentes nomes para Deus, no qual cada um deles faz evocar qualidades diferentes do mesmo Deus, como “El Shadai” (Deus dos seios maternos), que evoca as qualidades feminina e maternal de Deus, ou seja, uma divindade “Mãe” de “Sabaot” (Deus dos exércitos) evoca as mesmas qualidades de uma divindade da Guerra. Sem falar dos Anjos e Arcanjos, a religião católica encontrou nos santos a solução perfeita para preencher o espaço vago deixado pelas Divindades pagãs anteriores à sua expansão.

E, sendo assim, o Monoteísmo não é tão diferente do Politeísmo. Claro que nomes, anjos e santos

não são Deuses, mas em “Politeísmo” veremos algo muito parecido para explicar a multiplicidade de

“Deuses” e a resposta será “Divindades”.

Politeísmo

Do grego, “polys” = muitos / “Theos” = Deus.

É o culto a muitos “Deuses”.

Como religião, traz doutrina e teologia que aceita vários “Deuses”. Em tese, é contrária à monoteísta, mas o que vamos encontrar nas grandes religiões politeístas é a aceitação de um Deus Único, inefável, acima de nossa compreensão e que é adorado por intermédio de suas Divindades, que,

em verdade, são potências desse Deus Único. Os conceitos se perdem e muitas vezes este, que aqui apreciamos, ficava restrito aos “iniciados”, apresentando as Divindades como verdadeiros Deuses ao

povo. Logo, classificar monoteísmo e politeísmo não é algo tão simples. As religiões antigas não foram elaboradas por ignorantes como muitas vezes se acaba crendo, e sim crenças religiosas muito bem pensadas, que em nada deixam a dever a qualquer outra.

Panteísmo Do grego, “pan” = todo / “Theos” = Deus. “Sistema filosófico que identifica Deus com a Natureza e vice-versa, e em virtude da qual a Natureza é apenas o aspecto físico, a manifestação visível ou o corpo da Divindade suprema ou, melhor dizendo, da Alma do Mundo, princípio infinito e onipresente, que a tudo anima.” São muitas as religiões panteístas. Elas enxergam as manifestações de Deus na natureza.

Totemismo

É a religião que subordina um grupo de homens, chamado clã, a determinada espécie de seres sagrados ou coisas sagradas chamadas totens.

A palavra totem era empregada por alguns índios da América do Norte, os Algonquins. Foi

encontrada pela primeira vez em um livro publicado em Londres, em 1791, por um “intérprete índio”, J. Long, ao contar suas viagens.

Foi entre os índios da América do Norte que primeiro se estudaram as instituições e

Foi entre os índios da América do Norte que primeiro se estudaram as instituições e crenças totêmicas. Na metade do século XIX, descobriu-se que fatos análogos tinham sido encontrados entre os “primitivos” da Austrália.

Animismo

Do latim Anima = o que dá vida, essência. “Por animismo pode-se entender a religião que coloca em toda a natureza espíritos mais ou menos análogos ao espírito do homem.”

O Animismo foi, a princípio, chamado Fetichismo. Essa palavra foi introduzida na história das

religiões, no século XVII, pelo Presidente De Brosses (1709-1777), autor da obra Du Cultedes dieux

fetiches, surgida em 1760.

A palavra fetiche procede do vocábulo português feitiço, derivado do latim facticius: por esse

termo, que significa coisa feiticeira, encantada, dotada de força mágica, os navegadores portugueses

designavam os objetos de piedade e instrumentos de magia dos negros.

Paganismo

Do grego “paganus” = da natureza, do campo.

O pagão é aquele que cultua suas Divindades e sua religião na natureza. Por ser contra o sistema

“monoteísta”, instituído pelo Cristianismo, foi considerado sistema e religião de “hereges”. Herege (haeresis) significa opinião, sistema, doutrina, seita, que acabou, na Idade Média, por tomar o sentido

de ser o que nega ou contraria a doutrina estabelecida (por um grupo). Ficou ainda o conceito de que aquele que não fosse batizado na fé católica automaticamente permanecia pagão.

Fanatismo

Do grego “Fanus” = do templo.

Chama-se fanatismo o comportamento do fanático.

O fanático é aquele que “trocou” Deus pelo templo. A adoração dele já não é para Deus e sim

para “coisas” do Templo em si. É a pessoa apegada ao meio e não ao fim pelo qual este meio busca alcançar. Ele se prende entre procedimentos rituais, dogmas e tabus. Um grande sinal de fanatismo é aquele onde a pessoa além de não pensar em outra coisa, senão no “Templo” com suas “regras”, também crê que sua religião é melhor que as outras. O fanático é

aquele que quer converter todas as pessoas a sua religião, chega ao ponto de criticar de forma negativa e atacar quem pensa ou professa uma fé diferente.

O fanático além de ser imaturo para as questões que dizem respeito à deidade também é um

“viciado religioso”.

Gnóstico

Do grego “Gnose” = conhecimento. Gnósticos poderiam ser definidos como aqueles que creem e formulam um pensamento sobre a natureza e a existência da deidade. São conhecidos os Evangélicos Gnósticos, parte de textos apócrifos encontrados em Nag Hamadi, também são conhecidos como gnósticos o grupo cristão ligado a estes textos e que tinham pensamentos diferentes do pensamento “Católico Romano” à cerca da divindade. Acreditavam que o Deus do Velho Testamento é um, e o Deus do Novo Testamento é outro, realmente dois Deuses e não apenas dois pontos de vista diferentes a cerca do mesmo Deus, como creem os Cristãos.

Os gnósticos acreditavam que o Deus do Velho Testamento é um Deus de uma classe

Os gnósticos acreditavam que o Deus do Velho Testamento é um Deus de uma classe inferior e egoísta, teria criado este mundo para se satisfazer às custas do ser humano. Também acreditavam que através do conhecimento, “devoção” e “sacrifício”, como o de Cristo, pode-se chegar ao Bom Deus, o verdadeiro Deus de todo o Universo, O Senhor deste mundo.

A quem se interesse por estes textos recomendamos o livro “A Biblioteca de Nag Hamadi”, da

Editora Madras.

O recém-encontrado Evangelho de Judas também é um texto gnóstico onde Judas é o herói, o

único dos apóstolos que teria entendido a mensagem de Cristo. Ficou a cargo de Judas a tarefa mais difícil, que inclusive foi mal entendida pelos outros apóstolos que também não teriam entendido a profundidade da missão de Cristo, teria ele entregue Jesus por ordem do próprio mestre que neste sacrifício supremo, da crucificação, teria a oportunidade de ir além do Deus terrível, com esta entrega Jesus alçaria um nível acima indo direto ao encontro do Bom Deus. Este movimento também é chamado de gnóstico cristão, ou como uma forma de cristianismo primitivo. Para muitos, estes são os ensinamentos secretos de Jesus a seus discípulos, um conhecimento oculto e superior, como confirma o Evangelho de Tomé:

“Estes são os provérbios secretos que Jesus vivo falou e que Judas Tomé, o apóstolo, escreveu.”

Agnóstico

Agnóstico é aquele que nem crê e nem deixa de crer em Deus.

Um agnóstico simplesmente não concebe e nem formula nenhum conceito sobre Deus.

O agnóstico se abstém de explicar, tentar entender ou pensar em Deus.