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A importância do brincar e do brinquedo para as crianças de três a quatro anos na Educação Infantil

A importância do brincar e do brinquedo para as crianças de três a quatro anos na Educação Infantil

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Art. 29 – A educação infantil, primeira etapa
da educação básica, tem como finalidade o
desenvolvimento integral da criança até seis anos
de idade, em seus aspectos físicos, psicológico,
intelectual e social, complementando a ação da
família e da comunidade.
Art. 30 A educação infantil será oferecida

em:

I – Creches, ou entidades equivalentes, para
crianças de até três anos de idade;
II– Pré-escolas para as crianças de quatro a seis

anos de idade.

Art. 31 – Na educação infantil a avaliação se
fará mediante acompanhamento e registro do seu
desenvolvimento, sem o objetivo de promoção,
mesmo para o acesso ao ensino fundamental.

2 As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil

1-Educar e cuidar de crianças de zero a seis anos
supõe definir previamente para que a sociedade
isto será feito, e como se desenvolverão as práticas
pedagógicas, para que as crianças e suas famílias
sejam incluídas em uma vida de cidadania plena.
Para que isto aconteça, é importante que as
propostas Pedagógicas de Educação Infantil
tenham qualidade e definam-se a respeito dos
seguintes fundamentos norteadores:
a)Princípios Éticos da Autonomia, da
responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito
ao Bem Comum;
b)Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de
Cidadania, do Exercício da Criticidade e do
Respeito à Ordem Democrática;
c)Princípios Estéticos da sensibilidade, da
Criatividade, da Ludicidade, da Qualidade e da
Diversidade de Manifestações Artísticas e
Culturais.

2-Ao definir suas Propostas Pedagógicas, as
instituições de Educação Infantil deverão explicitar
o reconhecimento da importância da identidade
pessoal dos alunos, suas famílias, professores e
outros profissionais e a identidade de cada unidade
educacional no contexto de suas organizações.

3-Propostas Pedagógicas para as Instituições de
Educação Infantil devem promover em suas
práticas de educação e cuidados, a integração entre
os aspectos físicos, emocionais, afetivos,
cognitivos/ lingüísticos e sociais da criança,
entendendo que ela é um ser total completo e
indivisível. Desta forma ser, sentir, brincar,
expressar-se, cuidar-se, agir e responsabilizar são
partes do todo de cada indivíduo, menino ou
menina, desde bebês vão gradual e
articuladamente, aperfeiçoando estes processos nos
contatos consigo próprios, com as pessoas, coisas e
o ambiente em geral.

4-Ao reconhecer as crianças como seres íntegros,
que aprender a ser e conviver consigo próprias,
com os demais e o meio ambiente de maneira
articulada e gradual, as Propostas Pedagógicas das

Instituições de Educação Infantil devem buscar a
interação entre as diversas áreas de conhecimento e
aspectos da vida cidadã, como conteúdos básicos
para a constituição de conhecimentos e valores.
Desta maneira, os conhecimentos sobre espaço,
tempo, comunicação, expressão, a natureza e as
pessoas devem estar articulados com os cuidados e
a educação para saúde, a sexualidade, a vida
familiar e a social, o meio ambiente, a cultura, as
linguagens, o trabalho, o lazer, a ciência e a
tecnologia.

5-As propostas Pedagógicas para a Educação
Infantil devem organizar suas estratégias de
avaliação, através do acompanhamento e registros
de etapas alcançadas nos cuidados e educação para
crianças de zero a seis anos, “sem o objetivo de
promoção, mesmo para o acesso ao ensino
fundamental” (LDBEN, art.31).

6-As propostas Pedagógicas das creches para
crianças de zero a três anos, de classes e centros de
educação infantil para as crianças de quatro a seis
anos devem ser concebidas, desenvolvidas,
supervisionadas e avaliadas por educadores, com
pelo menos o diploma de curso de formação de
Professores, mesmo que da Equipe Educacional
participem outros profissionais das áreas de
Ciências Humanas, Sociais e Exatas, assim como
familiares das crianças. Da direção das instituições
de Educação infantil devem participar,
necessariamente, um educador, também com, no
mínimo, Curso de Formação de Professores.

7-As instituições de Educação infantil, devem,
através de suas propostas pedagógicas e de seus
regimentos, em clima de cooperação, proporcionar
condições de funcionamento das estratégias
educacionais, do espaço físico, do horário e do
calendário, que possibilitem a adoção, a execução,
a avaliação e o aperfeiçoamento das demais
diretrizes (LDBEN, art. 12 e 14).

3 Referencial teórico conceitual

A ação pedagógica junto à Educação Infantil, cumprindo a legislação existente
precisa definir metodologias na formação dos profissionais que nela vão atuar.
A Universidade Veiga de Almeida (UVA) define para o curso de formação de
professor de Educação Infantil, projeto cujo embasamento teórico e metodológico
passamos a expor:

O aparecimento da pré-escola no Brasil se deu sob as bases da herança dos
precursores europeus que inauguraram uma tradição na forma de pensar e apresentar
proposições para a educação da criança nos jardins de infância, diferenciadas das
proposições dos modelos escolares.
O modelo proposto por Fröebel orientou muitas experiências pioneiras no Brasil, da
mesma forma que Montessori e Decroly também integram grande parte das práticas
que proliferam no país, modelo este que privilegia o cuidar, em detrimento do educar,
num jardim em que a criança é a semente e a professora a jardineira.
Hoje, as influências teóricas e contextuais avançaram nas formas de pensar e fazer a
educação das crianças de zero a seis anos. As contribuições de Piaget, Emília Ferreiro,
Freinet, Vygotsky, Wallon, entre outros, assim como experiências concretas na
realidade brasileira, permitem uma perspectiva em que se prioriza na Educação Infantil
as bases primeiras de formação para cidadania, percebendo-se a criança como um ser
humano pleno. Os primeiros anos de vida são de extrema importância para a formação
do ser humano, tendo em vista a concepção da criança como um indivíduo em sua
totalidade. Este fato torna cada vez mais evidente a preocupação que se deve ter com a
criança de zero a seis anos.

A teoria de Piaget para a prática da educação infantil merece destaque porque
alguns princípios básicos que a orientam e enfocam a importância da ação, o
simbolismo, a atividade de grupo, a integração das áreas do conhecimento, tem como
eixo central as atividades.

Portanto, é importante a efetivação de um projeto de Educação Infantil que
represente uma tendência pedagógica criativa, com fundamentação psico-sócio-cultural,
cuja meta básica favoreça a implantação de escolas públicas e/ou privadas, que
reconheça e valorize as diferenças existentes entre as crianças, estimulando a todas, sem

distinções, no que se refere ao seu desenvolvimento pleno, à construção de sua
identidade pessoal, de sua sociabilidade e de seu próprio conhecimento, de forma
prazerosa e criativa, dando importância à necessidade do lúdico e do jogo, tal
característica da faixa etária em questão.
A ação pedagógica possibilitará a interação com outras crianças, além dos adultos,
pois, ao interagir com os seus pares a criança tem o seu ponto de vista confrontado com
os de outras, sendo que, principalmente em situações discordantes, se sentirá motivada a
rever sua idéia e a argumentar. Este conflito dará oportunidade para que a criança
reflita, discuta e se posicione, exercitando a sua autonomia, seu senso crítico e a
formação de valores como solidariedade e cooperação tão necessários à vida atual.
O projeto pedagógico do curso destinado à formação de professores para a
Educação Infantil desta Universidade parte do princípio de que a criança aprende
brincando e pesquisando, por isso, privilegia o tempo e o espaço para que o brinquedo
e a pesquisa aconteçam. A brincadeira proporciona o contato social e a reorganização
das relações emocionais.
Segundo Vygotsky, a criança vivencia a experiência no brinquedo como se ela fosse
maior do que é, na realidade, fator de grande importância no seu desenvolvimento.
Brincando a criança elabora hipóteses para a resolução dos problemas e toma atitudes
além do comportamento habitual de sua idade.
Da mesma forma, a curiosidade é uma característica da criança que deve ser

estimulada.

Demo (apud UVA 2005): afirma que “... a
criança é por vocação um pesquisador pertinaz,
compulsivo. A escola muitas vezes atrapalha esta
volúpia infantil, privilegiando em excesso a
disciplina, ordem, atenção subserviente, imitação
do comportamento adulto”.

Na educação das crianças menores de seis anos, em creches e pré-escolas, as
relações culturais sociais e familiares têm uma dimensão ainda maior que o ato
pedagógico.

É preciso enfatizar igualmente a multiplicidade de fatores que estão presentes nessas
relações exigindo um olhar multidisciplinar que se expresse nas suas ações
pedagógicas, que se diferenciam da escola básica, que envolve, sobretudo, além da
dimensão cognitiva, as dimensões lúdica, criativa e afetiva, numa perspectiva da

autonomia e da liberdade. Cabe sempre ressaltar a importância de perceber, na escola de
Educação Infantil, não apenas caráter
propedêutico, assistencialista ou compensatório, mas sua finalidade própria de cuidar e
educar, de formar a base para a construção da cidadania.
Portanto, a formulação de um projeto pedagógico destinado à formação de
professores para a educação infantil resultou de uma ampla reflexão teórica tendo como
preocupação básica a própria criança e o seu processo de constituição como ser humano
em diferentes contextos sociais, a sua cultura e as capacidades intelectuais, criativas,
estéticas e emocionais.

A formação de qualidade permite maior eficácia nós resultados da educação
diretamente no desenvolvimento da vida do educando.
Os pressuposto indicados no projeto da UVA, baseados em autores valorizados pela
comunidade mundial da Educação Infantil ditam os procedimentos necessários para
desenvolvimento pleno de cidadãos.

4 Educação para a cidadania e para o convívio com as diferenças

O que hoje pode ser erigido como marco maior de todo o processo de educação
infantil é o trabalho de formação para a cidadania. Ser cidadão significa ser tratado com
urbanidade e aprender a fazer o mesmo em relação às demais pessoas, ter acesso a
formas mais interessantes de conhecer e aprender a enriquecer-se com a troca de
experiências com o outros indivíduos.
Segundo Oliveira (2002, p. 52), isso implica tomar consciência de problemas
coletivos e relacionar a experiência da própria comunidade com o que ocorre em outros
contextos. A educação para cidadania inclui aprender a tomar a perspectiva do outro –
da mãe, do pai, do professor infantil, de outra criança, de quem perdeu a mãe, de quem
tem o pai muito doente ou preso na penitenciária – e ter consciência dos direitos e
deveres próprios e alheios. As crianças podem conversar sobre esses aspectos ou refletir
sobre eles com base, por exemplo, em enredos criados no faz-de conta.
Educar para cidadania envolve a formação de atitudes de solidariedade para com os
outros, particularmente com aqueles em dificuldade de superação de atitudes egoístas;

implica fazer gestos de cortesia, preservar o coletivo, responsabilizar-se pelas próprias
ações e discutir aspectos éticos envolvidos em determinada situação. Inclui, para cada
criança, poder ser expressar e respeitar a expressão do outro em relação a sentimentos,
idéias, costumes, preferências, ser aceita em suas características físicas e morais,
receber demonstração de interesse quando não comparece à creche ou pré-escola,
demonstrar interesse em saber as razões da ausência de outra criança e criar formas não
violentas de solução de conflitos.
A situação educativa torna-se com isso o ambiente ideal para o cultivo da tolerância,
do combate a preconceitos, do aprendizado com base nas diferenças. Para tanto, uma
educação para cidadania pode promover a realização de assembléias em que as crianças
escolhem e depois avaliem seus projetos de trabalho, que podem, por sua vez, incluir
atividades de preservação ambiental e reciclagem de materiais, entre outras. Ademais,
envolve aprender, em cada situação, a dar respostas mais adequadas à formação de
atitudes éticas.

O direito de gozar plenamente a infância e o de construir-se como cidadão devem
ser somados ao direito das crianças com necessidades educativas especiais de serem
incluídas no sistema de ensino – o que, sem dúvida, ainda é um tópico polêmico para
muitos. Daí a importância de trabalhar com as equipes das creches e pré-escolas
novas concepções acerca da pessoa portadora de deficiência, combatendo preconceitos
e desenvolvendo novas atitudes.
Para o conjunto das crianças de creches e pré-escolas a possibilidade de interagir e
partilhar experiências com crianças com necessidades educativas especiais será
oportunidade valiosa para ampliar a noção de amizade, a compreensão, a aceitação e a
valorização das diferenças entre as pessoas. Essa meta de promoção do
desenvolvimento psicológico no interior do clima de convivência democrática tem-se
mostrado marcante nas propostas mais avançadas de educação infantil neste início de
século, elaboradas em sociedades diversas, com suas possibilidades e contradições.

5 Resumo dos períodos do desenvolvimento humano

Para oferecer um processo educacional eficiente a opção por determinadas
metodologias deve tomar por base a idade da criança, suas possibilidades e limites.
Assim, julgamos por bem apresentar um resumo do desenvolvimento humano
característico de crianças até seis anos.
Há que se conhecer suas características epistêmicas, para que as situações-problema
apresentadas possam ser individualizadas.
Assim, apresentamos a seguir um quadro resumo sobre o desenvolvimento infantil
nos campos cognitivo, afetivo e social para melhor compreensão do leitor.

Cognitivo= Piaget

Afetivo

Social

Período

Características do Período

Principal Mudança do Período

Freud

Ericson

Sensório-motor.

(0-2 anos)
Estágio1(0-1mês)
Estágio 2 (1

-4
Estágio 3 (4-8 meses)
Estágio 4 (8-12 meses)
Estágio 5 (12-18 meses)
Estágio 6 (18-24 meses)

Somente atividade reflexa;
não faz diferenciação.
Coordenação mão-boca;
diferenciação via reflexo de
sucção.
Coordenação mão-olhos;
repete acontecimentos pouco
comuns.
Coordenação de dois
esquemas; atinge a
permanência dos objetos.
Novos meios através da
experimentação – segue
deslocamentos seqüenciais.
Representação interna; novos
meios através de combinações
mentais.

O desenvolvimento ocorre a partir
da atividade reflexa para a
representação e soluções
sensório-motoras dos problemas.
Inteligência prática. O ato de
aprender se confunde com Ação.

Fase oral

Egocentrismo
inconsciente e integral
(indissociação do eu e
o mundo) em pulsos
instintos e
elementares. Escolha
do objeto- a 1° é com
a mãe.
- Época das mordidas
nos grupos infantis.

Confiança Básica
X
Desconfiança
Básica

Das primeiras
relações, o ser
humano levará para
as demais um
sentimento de
confiança ou de
desconfiança.

Pré-operacional (2-7)
anos
Estágio simbólico (2-4
anos)
Estágio intuitivo (5-7
anos)

Aparecimento da linguagem
Problemas solucionados
através da representação.
Desenvolvimento da
linguagem (2-4 anos), tanto o
pensamento quanto a
linguagem são egocêntricos.
Não consegue resolver
problemas de conservação; os
julgamentos são baseados na
percepção e não na lógica.

O desenvolvimento ocorre a partir
da representação sensório-motora
para as soluções de problemas e
o pensamento pré-
lógico.Monólogo coletivo.
Animismo(dá vida às coisas),
dublagem da realidade. A
inteligência ainda é prática,
intuitiva; criança ordena o mundo
utilizando a percepção e a
representação que ela mesma tem
dos objetos (egocentrismo).

Função semiótica

Fase anal

Sentimentos de que
produz coisas(fezes)
suas que pode oferta
ou negar ao mundo.
Sentimentos /
interindividuais. É
necessário encontrar
substitutos simbólicos
para suas “fezes”.
Precisa brincar com
lama, areia, massinha
etc.

Fase fálica

Interesse pelas
diferenças entre sexos
masculino e feminino.
O Complexo de
Édipo; brincar de
casinha (papai-
mamãe– filho),
possibilidade de
identificação com
mesmo sexo.

Autonomia
X
Vergonha e dúvida

Desenvolvendo o
senso de autonomia
possivelmente na
vida escolar, terão
grande interesse na
aprendizagem- mais
uma conquista na
aprendizagem

Iniciativa X Culpa

É necessário um
esclarecimento da
sua curiosidade
sexual para que a
criança,adquira
iniciativa, sinta-se
segura de si, de seus
desejos e
sentimentos.

Operacional concreto
(7-11 anos)

Atinge a fase da
reversibilidade; consegue
solucionar os problemas de
conservação- operações lógicas
desenvolvidas e aplicadas a
problemas concretos; não
consegue solucionar problemas
verbais complexos. A
possibilidade da leitura
propriamente dita surge com a
construção da reversibilidade.

Inclusão de Classe

Usa o raciocínio e a lógica na
manipulação de objetos
concretos. Jogo de regras. O
desenvolvimento ocorre a partir
do pensamento pré- lógico para as
soluções lógicas de problemas
concretos. É capaz de construir
através de pensamento.

Latência

Diminuição das
fantasias e atividades
sexuais; a energia é
canalizada para
atividades socialmente
produtivas. Período
propício ao ensino
formal. Sentimentos
de justiça.
Organização da
vontade.

Industriosidade
X
Inferioridade

“Sentir-se” capaz de
fazer coisas, de
faze-las bem e até
perfeitamente. Sua
energia está
direcionada para
desenvolver novas
habilidades,
sentimento de
competência.
Educadores têm
papel importante.

Operacional formal
(11-15 anos)

Soluciona com lógica todos os
tipos de problemas- pensa
cientificamente: soluciona
problemas verbais complexos;
as estruturas cognitivas
amadurecem.

O desenvolvimento ocorre a partir
de soluções lógicas de todas as
classes de problemas. Operação
lógica. Pode abstrair, refletir,
imaginar possibilidades, analisar,
formular hipóteses.
Hipóteses-Probabilidades

Fase genital

Conquista da
personalidade inicia-se
na adolescência; é a
última fase do
desenvolvimento
psico-sexual da teoria
freudiana; considerada
sem fim.

Identidade
X
Confusão de

pap
éis

Finalmente o
indivíduo deverá
encontrar-se,
descobrir quem é;
sua identidade
ocupacional;
sentimento de
competência, o
indivíduo
considera-se uma
pessoa coerente,
integrada e única.

Fonte: Abdelnur, R. notas de aula UVA 2005

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