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Arai FICHA CATALOGRAFICA Agostinho, Osvaldo Luis, 1943— Tolerénces, justes, desis e andlse de dimensbes, por Oswaldo Luiz Agostinho, Anténia Carlos dos Santos Rodrigues {e] Jodo Lire. Seo Pauo, Edgar Blache, a7? (Prine‘pios de engenharia de fabricapio mecénica, 1) 1. Usinagem de metais ~ Normas de producio |. Lirani Joie, N. Rodsigues, Antinia Carlos das Santas, 1940 ML. Titulo. 1. Série. 71-0913, cop-671.0212 indices para catalogo sistemético: 1. Metais : Fabricagda : Namas de producdo 671.0212 2. Usinagem de metais : Normas de produgéo 671.0212 PRINCIPIOS DE ENGENHARIA DE FABRICAGAO MECANICA Qoordenasao Eng.° Dr. ROSALVO TIAGO RUFFINO Chefe do Laboratério de Maquinas Ferramentat da -Excola de Entenhra de So Carbs da Universiade de So Paulo “Membro da Associa;ao Basie para o Progen da Cincia Membro da Sotety of Manufacturing Engineering TOLERANCIAS, AJUSTES, DESVIOS EANALISE DE DIMENSOES Eng? OSWALDO LUIZ AGOSTINHO, M.S c. Docente do Departamento de Mectnica da Escola de Engenharia de Sto Carlos da Universidade de 520 Paulo ‘ng.© de Fabricagdo de Equipamentos Clark S.A. Valinhos ~ Estado de Séo Paulo Eng.S ANTONIO CARLOS DOS SANTOS RODRIGUES Docente do Departamento de Mecinica da Escola de Engenheria de Sto Carlos da Universidade de Sao Paulo Eng. de Fabricacdo de Equipamentos Clark S.A. Velimhos ~ Estado de Sio Paulo Eng? JOAO LIRANI, Dr. Docente do Departamento de Mecinica da Escola de Engenharia de Séo Carlos da Universidade de Si0 Paulo ©1977 Editora Edgard Bliicher Ltda. 3.’ Reimpressio - 1986 E proibida a reprodugdo total ov parcial Por quaisquer mos sem autorizaglo escrita da edtora EDITORA EDGARD BLUCHER LTDA. (01000 Cama Posrat. $450 Ep. Taxeorinco: BLUCHERLIVRO. Sko Pauto—SP— Beast. Impresto no Brasil Printed in Brazil a Contetdo 1 APLICACAO DE TOLERANCIAS F. ACABAMENTO SUPERFICIAL INTRODUGKO... MEDIDA NOMINAL. . INTERCAMBIABILIDADE. .. TOLERANCIAS. 2. SISTEMA DE AJUSTE ABNT— SISTEMAS FURO-BASE F FIXO-BASE MEDIDAS... DIFERENCAS. TOLERANCIAS. . AIUSTES......- JOGOS E INTERFERENCIAS TOLERANCIA DE AJUSTE 7, CLASSES DE AJUSTES SISTEMAS DE AJUSTE. AIUSTES ISO-ABNT.. Tatrodusio.. Diametros findamentas.-.---- ; ‘Qualidade de trabalho — tolenincias Tundamentais...... Zonas toleradas pera medidas exteriores (cixos) ¢ medias interiores ts. Ihirodugto : Pog ds 2s iad representa grin. Abrevanuras. Sistemas de auste.. Introduo Buro-bate ¢ eixo Sistema misto - Determinasdo das diferencas. Classes de aust... Extensdo do sistema de 500 a 3180 mn Excotha dos ajustes oo Tablas de tes recomendados Aplicagbes. Tolerincias para perfis estriados e havea. Aplicasao de buchas entre eix0 ecubo Tolerncias para rolamentos Alguras apicagdestipicas. Exercicie de aplicao 3 TOLERANCIAS GEOMETRICAS INTRODUCAO..... TOLERANCIAS GEOMETRICAS — NECESSIDADE E IMMPLICAGDES FORMA E DIFERENCA DE FORMA Diference da reta (retilincidade).. Diferenca do plano (planicidade).. Diferenga do cireulo (crcularidade).. Diferenga da forma cilindrica (lindticidade). Diferenga de forma de uma linha qualquer. Diferenga de forma de uma superficie qualquer POSIGAO E DIFERENCAS DE POSICAO. Orientagdo para dois elementos associados Posigio para elementos associados . "Desvio de localizapdo. Desvios de simetra.... Desvios de concenricdade. Desvios de coaxialdade . DESVIOS COMPOSTOS DE FORMA E POSICAO. Davos da werdadin pose de um ponto— cdi rmiximo material... Desvios de batida, CONCLUSAO. : SIMBOLOGIA E INDICAQOES EM DESENHOS ‘Simbologia. Indicagées em desenhos. EXEMPLOS DE APLICACAO ..- Virabrequim.... . Roda de atrito. Bucha de monovia... ‘Mandl porta-ferramenta. een Rolo interior de rolamento de roles cdnicos..... Toerdnia de vera paigho— Bxengls de epicaca DESVIOS DE FORMA E POSICAO— Tabelas. RUGOSIDADE SUPERFICIAL. Introduséo.. Concetos fundamentas.. Sistemas de medigdo da rigosidade superficial ‘Simbologia e indicagdo em desenhos...... Uillizagdo dos pardmetras de rugosidade nos dversos paises. Relagées entre a qualidade ISO e a rugosidade superficial. Acabamento superficial para diversas processos de usinagem Aplicapbes tipicas de rugosidade superficial ‘Relagdo entre a rugosidade superficial e o tempo de Abc. Conversdo de escalas de rugosicade..... Indieapdo qualittiva da rugosidade superficial. 4. ANALISE DE DIMENSOES — PRINCIPIOS GERAIS DE COTAGEM ‘NTRODUGAO. PRINCIPIOS BASICOS E DEFINI gaeaLouLo DO COMPONENTE FINAL. 5 tae DESVIOS INTRODUZIDOS NA FABRICACAO; DISPERSAO DIMENSIONAL; LEIS DE FREQUENCIA DE DISTRIBUICAO. .... FATORES DF INFLUENCIA NOS DESVIOS ASSINALAVEIS — 'VARIAGOES DAS LEIS DE FREQUENCIA DE DISTRIBUIGAO. DeTERMINACAO DOS DESVIOS DO COMPONENTE FINAL. - MONTAGEM DE PECAS — DETERMINAGAO DE FOLGAS. Tntrodugio....- anes Determinasto de tolerncias deface... --.- Determinasdo de folga para mintagem de conjunios mecinicas Exerkis de apap. . ve Bibliografia, fndice. Aplicagao de tolerancias e acabamento superficial INTRODUGAO © aumento extraordinario do consumo de produtos e bens de servigo pelo mundo civilizado, com 0 fim tinico de se aumentar 0 conforto do homem através da elevagdo do seu nivel de vida, provocou o emprego da chamada fabricayaio seriada, que data do século XVIII. Houve a necessidade do abandono da fabri- cago individual feita por artesdos. ‘A fabricago seriada tem por objetivo principal fazer um determinado ‘produto em grande quantidade a0 prego mais baixo possivel. Esse processo Sujeita a produgdo do operdrio velocidade da linha de montagem. Néo ha possibilidade de se fazerem ajustes e usinagens suplementares durante a mon- tagem sem comprometer irremediavelmente toda a programagdo efetuada. Por essa razdo, todas as pegas usinadas isoladamente devem ser montadas ‘com sua peca par sem qualquer ajuste local. Esse procedimento s6 ser possivel se as pecas fabricadas forem iguais em forma e qualidade. ‘Todas as maquinas ou pegas sfo fabricadas a partir de desenhos que indicam a sua forma, assim como suas dimensdes em qualquer unidade de medida, de tal modo que se possam construir peas iguais em quantidade ilimitada. Dai, porém, no se pode concluir que as pegas serdo exatamente iguais em forma ¢ dimensdes. Ocorre que, durante a usinagem, haverd sempre um desvio, para mais ou para menos, da medida nominal, quando se fabrica uma quantidade muito grande de pegas. ‘Assim, para uma pega com uma cota nominal de 25mm, podem ser encon- tradas pegas com 24,95 mm, 24,75 mm, 25,01 mm, 25,15mm, medidas com apa- relhos mais simples. Naturalmente nio estio sendo considerados os possiveis ertos de forma e posigio que 86 poderiam ser determinados com medigdes mais, sofisticadas. E evidente que esses desvios, se no controlados, podem provocar problemas ‘no acoplamento das pecas usinadas em separado, quando da montagem de uma méquina, um dispositivo de usinagem, perturbando uma linha de montagem de fabricagdo seriada. E, dentro do espirito de que “tempo é dinheiro”, 0 produto assim fabricado no tera condigdes de competigtio no mercado. 2 Tolerincies, sjustes, desvios # andiiee de dimensdes MEDIDA NOMINAL A Ginica solugdo, a primeira vista, para evitar tal problema, seria usinar as pecas o mais préximo possivel da medida nominal, a qual, no exemplo dado, seria 25mm. Porém, nao também possivel, pois uma operacdo deste tipo absor- veria um tempo muito grande, originaria uma porcentagem muito alta de refugos, além de usinar a pega com uma preciso que, na grande maioria dos casos, no é necesséria. ‘A conseqiiéncia direta de um procedimento desse tipo seria o encarecimento do produto devido baixa produtividade ¢ ao alto tempo de usinagem. Na verdade, necessério somente determinar dentro de que desvio da medida nominal a pega pode ser executada, para que possa ser substituida por ‘outra em trabalho, ou ser livremente montada em um conjunto, exercendo cor- retamente a fungio para a qual foi projetada. Deve-se portanto, determinar a menor preciso possivel dentro da qual a Pega em questio exerca sua fungio corretamente. Qualquer melhoria na fabri- cago a partir desse ponto somente oneraria 0 produto. INTERCAMBIABILIDADE E evidente que pelo que foi dito acima, o problema da intercambiabilidade torna-se claro. Isso se deve ao fato de que a reposigo de pecas gastas pelo uso, torna-se uma necessidade. Além disso, as montagens sio feitas com lotes indis- criminados de pecas. Intercambiabilidade € a possibilidade de, quando se monta um conjunto mecanico, tomar-se ao acaso, de um lote de pecas semelhantes, prontas ¢ verifi- cadas, uma peca qualquer que, montada ao conjunto em questo, sem nenhum ajuste ou usinagem secundarias, daré condigdes para que o mecanismo funcione de acordo com o que foi projetado. desenvolvimento da fabricagdo em série conduziu os fabricantes a usinar pecas intercambidveis de tal modo que uma peca de uma série de fabricagéo qualquer possa set montada, sem necessidade de ajustes, em outra pega de uma série de fabricagdo também qualquer, qualquer que seja o lote de pecas de cada tipo fabricado, independente da data de fabricacdo. A intercambiabilidade obriga, evidentemente, que cada operério observe © melhor possivel as cotas assinaladas nos desenhos com mais preciso, visto que ele passa a usinar somente uma das operagdes da série necessaria para se usinar uma pega que compée um conjunto. Essa obrigagdo ¢ ainda mais impor- tamte visto que esses operirios podem trabalhar em fabricas distintas, com méquinas diferentes que podem estar distantes umas das outras, as vezes até em paises distintos. © problema da intercambiabilidade apareceu pela primeira vez no século XVIII, motivado pela indistria bélica, onde a reposic&o em tempo curto de esas gastas, cra uma nevessidade evidente. O sistema de pegas intercambiaveis, bem interpretado, aumenta a qualidade dos produtos e reduz os custos. Aplicagho de tolerincias @ acabamento superficial 3 TOLERANCIAS Este sistema moderno de fabricagdo, baseado nos conceitos de intercambia- bilidade, requer que cada pega ou conjunto de um produto final seja feito de acordo com as especificagées definidas quanto as dimensdes, forma ¢ acabamento. A aparig&o, 0 estudo e 0 desenvolvimento dos sistemas de tolerdncias est intimamente ligado aos problemas de intercambiabilidade. De posse dos con- ceitos de tolerancia, para se obter pecas intercambidveis, basta que o projetista coloque nos desenhos as dimensdes limites (méximas e minimas); além disso, E preciso quea fabrica usine as pecas dentro das tolerancias indicadas nos desenhos por notas ou cotas, sendo para isso necessiria a selegio de maquinas de usinagem corretas. Tudo 0 que foi feito acima ndo teré efeito se ndo se dispuser de meios efetivos para se comprovar as dimensdes indicadas. Eeevidente que nada poderia ser conseguido sem a evolugdo das ferramentas de corte, das méquinas-ferramentas, tornando possivel alta producdo e unifor- midade, assim como nos procedimentos de metrologia industrial conceito de tolerancia pode ser exposto do seguinte modo: quando se mede as dimensdes de diferentes pecas cujo funcionamento foi experimentado € considerado adequado, verifica-se que essas dimensdes podem oscilar dentro de certos limites, mantendo-se as condigdes de funcionamento anteriormente Previstas. A diferenca entre as duas medidas limites admissiveis, ou seja, entre os valores méximo e minimo, chama-se tolerancia.(Fig. 1-1) DO. MAX TOLERANCIA (a DLMIN, Figura 1.1. Tolerdncia ‘Quando forem indicadas nos desenhos as dimensdes da peca e também ‘8 tolerfincia permitida, ¢ somente necessirio, para se conseguir bom funciona- mento ¢ intercambiabilidade das pecas em questo, que estas se mantenham dentro dos valores méximo e minimo. Serio dados a seguir 0s conceitos fundamentais, desenvolvidos pelas normas DIN 7182 ¢ pela ABNT através de sua NB—86, e ISO R—286, Sistema de ajuste ABNT — Sistemas furo-base e eixo-base As definigdes dadas a seguir para ajustes cilindricos e planos servem por extensiio para quadrados, cones, roscas, etc, em getal, para todos os casos em ‘que pecas vao se acoplar. Todos os conceitos enumerados so previstos pelas normas DIN 7182, ABNT NB-86 € ISO R-286. MEDIDAS MEDIDA NOMINAL N. Medida que serve para indicagdo do tamanho ¢ a ‘qual se referem as diferencas. Por exemplo, eixo de 25 mm (Fig. 2.1) Ay Ay Figura 2.1. Definigdes fundamentais Medida nominal N Medida real / Medida méxima G Medida minima K Diferenga superior A, Diferenga inferior A, Diferenca real A, MEDIDA REAL J. £ a medida determinada numericamente por medigdo em uma pega, por exemplo: 25,015mm. A medida real, uma vez considerados os ‘eros que se pode cometer na medigéo, esté sempre sujeita a inseguranga proce- dheives ‘desta medio. a MEDIDA DE AJUSTE. E a medida nominal N acrescida de uma abreviatura serpent pon 18, DIN ou ABNT, e destinada a um acoplamento pre- Bigmplo: 25/7 258 25048 aah ct : Ay 20 Figura 2.2 Variacdo das diferencas A, e A, com a posiggo das medidas méximas (G) © minimas (K) com relagéo & linha zero MEDIDAS LIMITES. Séo as medidas (méximas ¢ minimas) entre as quais deve-se encontrar a medida real das pegas. Exemplo: 25,15 ¢ 24,90 mm, dados no exemplo anterior (257). MEDIDA MAXIMA 6. Designada por G, é a maior entre as medidas-limites. MEDIDA MINIMA K. Designada por K. ¢ a menor entre as medidas-limites. DIFERENGAS OU AFASTAMENTOS, DIFERENGA A. E a existente entre uma medida-limite e a medida nominal. Exemplo: 25,15—25,00 = 0,15 mm, 24,90-25,00 = 0,10 mm. DIFERENCA SUPERIOR A, ea nominal (N) lower Ea existente entre a medida méxima (G) Ay = G-N = 2515-2500 = + 0,15. A diferenga superior A, poderd ser negativa se G < NV. DIFERENGA INFERIOR 4, £ a diferenga entre a medida minima (K) ea nominal (N). A, = K-N; 24,90 25,00 = -0,10 mm, AA diferenga inferior poderd ser positiva se K > N. DIFERENGA REAL 4,. £ a diferenga entre a medida real “I” ¢ a medida no- minal (N) A,=1-N3 2495-2500 = -0,05mm, LINHA ZERO. Na representago grifica das zonas de tolerancia é a linha de referéacia para as diferengas A, = A, = 0 e, portanto, a que determina a medida ‘nominal (vide Fig. 22). __ Pode-se notar ainda, pela mesma figura, que, partindo-se da medida no- minal N, poder-se-4 ter diferencas superiores 4g e inferiores A,, positivas, nega- tivas ou nulas, dependendo da posigdo relativa entre as medidas Ge K, com relagdo a linha zero. 6 Tolertncias, juste, TOLERANCIAS Define-se tolerancia como a diferenga entre 0 valor méximo ¢ minimo admissiveis de uma propriedade mensuravel (por exemplo, medida, forma, qualidade, peso, etc). Particularizando-se este conceito para 0 caso em estudo, pode-se definir: TOLERANCIA DE MEDIDA. E a diferenca entre a medida maxima ea medida minima. T=G-K, T = 25,15~2490, T= 0.5mm, Utilizando-se a Fig. 2.3 tem-se: Figura 2.3 Toleréncia de medida ZONA DE TOLERANCIA. Na representagéo grifica ¢ a zona limitada pelas linhas das medidas méximas e minimas, a qual indica a tolerdncia em grandeza € posigo em relagdo a linha zero (Fig. 24). POSICRO DA ZONA DE TOLERANCIA LINHA ZERO ZONA OE TOLERANCIA Figura 2.4 Zonas de tolerancia A posic&o de tolerdncia é definida pela distancia da linha de limitaglo da zona de tolerdncia mais préxima em relagio a linha zero, sempre levando em conta o sinal. A posigo das zonas toleradas, normalizadas pelo sistema ISO, se designa por letras, sendo as maiéisculas para os furos e as minisculas para 8 eixoa. Agustes ‘Qtiando duas pecas devem ser montadas, define-se como ajuste a relagio entre pecas acopladas determinada pela diferenca de medidas das ‘Pegas antes do acoplamento (Fig. 2.5). furo-base oixo-bare 7 A INTERIOR PECA EXTERIOR Figura 2.8 Ajuste ente duas pegas Por exemplo, adotando-se o sistema ABNT de ajustes, 0 furo 25H7 ¢ 0 cixo m6 formam o ajuste 25 H7m6, ou, adotando-se valores numéricos, 0 furo 251220, © o eixo 2522021, formam 0 ajuste respectivo. ‘A seguir, so davas varias definigdes fundamentais, a saber: SUPERFICIE DE AJUSTE. Toda superficie de contato entre pegas acopladas, sejam elas fixas ou em movimento. AJUSTE CILINDRICO. Ajuste entre superficies de ajuste cilindricas circulares. Por exemplo, ajuste do aro interno de rolamentos com 0 eixo correspondente. AJUSTE PLANO. Ajuste entre pares de superficies de ajuste planas. Por exemplo, ajuste entre as guias prismaticas de uma maquina-ferramenta, AJUSTE CONICO. Ajuste entre superficies de ajuste cOnicas circulares. Por exemplo, ajuste entre pinos cénicos de centragem entre duas pegas. PECAS DE AJUSTE. Séo pecas destinadas a um ajuste. 8) Pega exterior (pega de ajuste exterior). a pega do ajuste que cobre a Pega que com ele ird se acoplar. (Fig. 2.6). ») Pega interior (pega de ajuste interior). E a pega do ajuste que é coberta pela pega que ird se acoplar com ela. (Fig. 2.6) ©) Pega intermedidria, Num ajuste méiltiplo, € a pega acoplada ou ajustada entre a exterior ¢ a interior. E designada pelo subindice M. No caso de varias Peras intermediérias, designa-se respectivamente de dentro para fora, M1 M2, ete. Por exemplo, buchas de bronze, cones Morse, etc. (Fig. 2.6). 8 Tolerdncias, ajustes, desvios ¢ andiise de dimensBes J-ENGRENAGEM 2-BUCHA DE BRONZE 3-E1X0 Figura 26 Pega exterior, intermediéria e interior JOGOS E INTERFERENCIAS ‘Apés a conceituagio precedente, consideram-se 08 diversos tipos de ajustes possiveis de serem obtidos com o acoplamento de duas pecas, dependendo da variagdo dimensional das medidas efetivas da pega exterior e interior, dentro das medidas méximas ¢ minimas. ‘As duas variagSes possiveis de acoplamento sero 1) com jogo 2) com inter- Sferéncia. A seguir, so dadas as definicdes: JOGO S. Em um ajuste, é a diferenga entre a medida interior da pega exterior (por exemplo, furo) ¢ a medida exterior da pega interior (por exemplo, cixo), sempre que a medida real da peca exterior seja maior que a medida real da peca interior (Fig. 2.7). . s Figura 2.7. Jogo entre duas pecae JOGO MAXIMO 5, diferenca entre a medida maxima da pega exterior (furo) ¢ a medida minima da pega interior (eixo) - Fig. 2.8. como exemplo 0 ajuste supracitado, teremos: faro: 25,15, exo: 2485, $+ 030mm. ‘Sietome de suste ABNT ~ Sistemas furo-base ¢ eixo-bate 9 Se Figura 2.8 Jogo maximo (S,) ¢ jogo minimo (S,) JOGO MINIMO S,. Diferenca entre a medida minima da peca exterior (furo) a medida maxima da peca interna (eixo); (Fig. 2.8) INTERFERENCIA U. Em um ajuste, é a diferenca antes do acoplamento entre ‘a medida interior da peca exterior e a medida exterior da peca interior, sempre que a primeira é menor que a segunda. Uma interferéncia deve portanto ser considerada como um jogo negativo (Fig. 29). L Figura 2.9 Interferéncia entre duas pecas INTERFERENCIA MAXIMA U,, Diferenga entre a medida minima da peca exterior ea medida maxima da pec2 interior (respectivamente furo e eixo), (Fig. 210). Exemplo: eixo: 50,25, furo: 50,00, 0,25. INTERFERENCIA MINIMA U,. Diferenga entre a medida maxima da pega exterior ¢ a medida minima da pega interior (Fig. 2.10). Exemplo: eixo: 50,15, furo: 50,10, Us = 0.05. 10 Tolerdncias, eJustes, detvios « antlise de dimensBer Figura 2.10 Interferéncia méxima (Ug) @ interferéncia minima (U,) TOLERANCIA DE AJUSTE 7, Tolerancia de ajuste T, ¢ a variagio possivel do jogo ou da interferéncia entre as pegas que se acoplam. 5 5,=5,+U, o-Ux por exemplo: eixo $0122% furo 501239 T, = Ug- Ux = 0,25-005 = 0,20 mm, donde, pode-se concluir que a toleréncia de ajuste 7, ¢ igual A soma das tole- rincias da pega exterior e da peca interior (Fig. 2.11) Se Figura 2.11 | VariagBo da tolerdncia de ajuste com os respectives jogos @ inter- foréncias num ajuste " }e;AQome por exemplo, para a Fig. 2.12, ter-se-ia, para um ajuste cilindrico: ite Se PEGA exierion fx 1 =he+h s, Figura 2.12 Tolerdncia de ajuste para um ajuste cilindrico ZONA TOLERADA DE AJUSTE. Na representagdo grifica, é a zona entre as linhas do jogo maximo ou aperto maximo para o jogo minimo ou aperto minimo. Indica tanto a grandeza da tolerdncia de ajuste como também sua posiglo em relagio a linha S = 0 ou U =0 (Fig. 2.13). AJUSTE..MOVEL AUUSTE S, INDETERM, Se Ux AUUSTE Ue PRENSADO Ue Figura 2.13 Zonas toleradas de ajuste — presentaco gréfica De acordo com as exigéncias de um ajuste, so diferentes a grandeza e a posigdo das zonas toleradas de ajuste. ‘A divisdo da tolerancia de ajuste na tolerdncia da pega interior (cixo) ¢ da peca exterior (furo), ndo tem influéncia sobre o ajuste em si, dependendo do pro- cedimento da fabricagao para cada uma das pecas. Como sera visto a seguir, a padronizagao dos ajustes para as pecas é feita para simplificar a aplicacao dos sistemas de tolerancia. Hé de se considerar que a tolerdncia de ajuste, como com- posigdo das tolerdncias individuais, ira determinar 0 tipo de ajuste para as pegas que esto sendo acopladas. CLASSES DE AJUSTES Dependendo da variagio dimensional entre duas pegas que se acoplam, + pode-se ter os ajustes seguintes, conforme a Fig. 2.14. AJUSTE MOVEL. Ajuste conseguido em acoplamento de peas em que existe Jogo, inéluindo-se 0 caso S, = 0. 12 Tolertncias, sustat, desvios 6 andliee de dimer AJUSTE PRENSADO. Ajuste no qual, depois do acoplamento das pegas existe pressfo ou interferéncia, incluindo-se 0 caso Ux = 0. AJUSTE INDETERMINADO. Ajuste no qual, segundo a posigao das medidas, reais e das medidas de acoplamento, dentro das zonas toleradas aps 0 acopla- mento, pode haver jogo ou interferéncia, Us Ye Figura 2.14 Classes de ajustes SISTEMAS DE AJUSTE Através da conceituagdo exposta acima, serd sempre possivel conseguir-se um acoplamento com jogo, interferéncia ou indeterminado, variando-se conve- nientemente os limites dimensionais da pega exterior (furo), ou imerior (¢ixo). Sob o ponto de vista de organizaco e emprego, um sistema assim definido no seria prético, visto que possibilitaria variagdes muito grandes nas dimensdes para 0 mesmo ajuste, provocando dispersdes. Assim, foram criados os sistemas de’ajuste, que compreendem uma série de ajustes metodicamente estabelecidos com distintos jogos e apertos. Diante dessa sistemética, define-se: SISTEMA FURO-BASE. Sistema de ajuste pelo qual, para todas as classes de ajuste, as medidas minimas dos furos so igvais 4 medida nominal. Os eixos so maiores ou menores que os furos onde, para 0 ajuste desejado, haja necessi- dade de interferéncia ou folga, respectivamente (Fig, 2.15). LINHA ZERO ‘auuste 2 AUUSTE ‘AUUSTE AJUSTE MGVEL —INDETERM.~INDETERM. PRENSADO Figura 2.15 Sistema furo-base Sistame de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-base e eixo-base 13 sistema furo-base ¢ 0 sistema normalmente adotado para todos os aco- tos entre eixos, polias, engrenagens, pelo motivo basico de que é normal- mente mais fécil usinar-se uma dimenso externa do que uma interna. SISTEMA EIXO-BASE. Sistema de ajuste pelo qual, para todas as classes de juste as medidas méximas dos eixos so iguais 4 medida nominal. Os furos silo maiores ol menores que 0s eixos onde, para o ajuste desejado, haja necessi- dade de interferéncia ou folga, respectivamente (Fig. 2.16). LINHA ZERO EIxO BASE Figura 2.16 Sistema eixo-base O sistema eixo-base é utilizado, por exemplo, no ajuste da capa externa de rolamentos com carcagas e também no ajuste entre uma bucha intermediaria pré-usinada {comprada pronta) com um furo de polia, etc Os sistemas furo-base € eixo-base, serio estudados nos capitulos poste- riores com mais detalhes, aps a introdugio dos conceitos de selecdo de ajustes pelo sistema ABNT, assim como a escolha das tolerdncias conforme seja neces- strio um ajuste mével, indeterminado ou com interferéncia, AJUSTES ISO-ABNT Introdugio A partir dos conceitos fundamentais emitidos no capitulo anterior, desen- volveu-se 0 conceito de ajustes ¢ tolerancias adotado por todos 0s paises do sistema métrico, elaborado pela /SO (International Standartization Organization). O sistema de ajustes e tolerancias ISO, determina trés condigdes catacteristicas: 1) uma série de grupos de didmetros de 1 a 500 mm; 2) uma série de tolerancias fundamentais, ou simplesmente tolerdncias que determinam a precisio da usinagem — existem dezoito qualidades distintas; 3) uma série de posigdes da tolerincia que definem a sua posigdo relativa 4 linha zero, ou seja, a classe do ajuste. Considerando-se a qualidade do ajuste Juntamente com sua posigio relativa a linha zero (classe), pode-se determinar © jogo ou interferéncia necessérios. 4 Tolertncies, alustes, dosvios # anéilee de dimentBet Diametros fundamentais Serio constantemente utilizadas, nos pardgrafos seguintes, tabelas de ajustes, nas quais serio levados em consideragdo somente alguns nimeros tomados como nominais no seu universo de variagdes possiveis dos nimeros decimais. A norma de ajustes tem, como primeira preocupagdo, a normalizagdo dos niimeros sobre os quais sero estabelecidas as respectivas normas de tole- rancias. Em todos os setores onde é possivel o emprego de nimero, surge a necessi- dade de se fixar, para cada caracteristica, a série de valores numéricos capaz de cobrir todas as necessidades com 0 niimero menor possivel de termos. ‘As principais conseqtiéncias ¢ influéncias de uma normalizagéo de nimeros para se cotar pegas meciinicas, sio: a) menor nimero de itens de ferramentas de corte (brocas, alargadores, fresas, etc.); possibilitando-se, assim, a redugdo de inventario do ferramental de produgdo, ») idem para os itens de ferramental de controle, tais como calibradores, ‘micrOmetros, instrumentos universais de medida, etc. As dimensdes tineares normais, aplicaveis a medidas de comprimentos, larguras, espessuras, profundidades, didmetros, etc, foram determinadas com base na teoria dos mimeros normais. Estes so termos de séries ou progresses geométricas cuja razBo é uma raiz de 10. Através de estudos desenvolvidos por Charles Renard, foram adotadas as seguintes séries, denominadas séries de Renard: RS —strie de razio ¢/10 = 1,5849 ou aproximadamente 1,6; R10 — série de razdo 70 = 1,2589 ou aproximadamente 1,25; R20 — série de razHo ¥0/10 = 1,220 ou aproximadamente 1,12; R40 — série de razio4Y/10 = 1,0593 ou aproximadamente 1,06. Assim, 0 desenvolvimento das diversas séries dard os seguintes resultados: Série RS — 1 - 1,6 ~ 2,5 - 4— 63 — 10 - 16 - 25 - 40 - 63 - 100 - 160 - 250 - ~~ 400 - 630 ~ 1.000 Série R 10 — 1 ~ 1,25~ 1,6- 2-25 - 3,15-4~5~ 63-8 - 10 - 12,5 - 16 - 20 ~~ 25~ 31,5 — 40 ~ 50 — 63 ~ 80 ~ 100 - 125 — 160 ~ 200 — 250 - 315 — ~ 400 - 500 ~ 630 - 800 - 1000. Série R20 ~ 1 ~ 1,12 - 1,25 ~ 1,4 - 1,6 - 1,8 -2- 224-25 - 28-315 355 ~4~45 -5— 56 - 63 -7,1-8 ~9— 10- 11,2 - 12,5 - 14 ~ 16 — ~ 18-20 — 22.4 - 25 ~ 28 - 31,5 - 40 ~ 45 - 50-56 — 63 — 71 — 80 - 7,90 ~ 100 ~ 112 ~ 125 ~ 140 — 160 ~ 180 - 200 — 224 - 250 - 280 — 315 ~355 ~ 400 — 450 - 500 — 560 - 630 ~ 710 - 800 - 900 - 1.000... Sea ‘Stetema de ajuste ABNT — Sistemas furo-base o sixo-base 15 Série R40 — 106 1,12 ~ 1,18 ~ 1,25 ~ 1,32~14-1,5- 1,6 ~ 1,7- 18-19 — = 2-212 - 2.24 ~ 2,36 ~ 25 265-283-315 ~ 335-355 = 3,15 ~ 4 ~ 425 — 45 ~ 45 - 5-53 ~56-6- 63-67-71 - ~75-8-8,5-9-95~ 10-106 11,2 118~125~130- 132-14 — ~ 15-16 ~ 17 ~ 18 — 19 - 20 ~ 21,2 ~ 22,4 - 23,6 - 25 - 26,5 ~ 28 — = 30 - 31,5 ~ 33,5 ~ 35,5 - 37,5 - 40 ~ 42,5 — 45 - 47,5 — 50 — 53 — = 56~ 60 — 63 - 67—71 ~ 75 ~ 80 85 - 90 ~ 95 ~ 100 ~ 106 — 112 - ~ 118 = 125 — 132 ~ 140 - 150 — 160 - 170 180 - 190 - 200 - 212 — ~ 224 - 236 ~ 250 - 265 - 280 - 300 ~ 315 - 335 - 375 — 400 — 425 = 450 — 475 ~ 500 - $30 — 560 — 600 - 630 — 670 ~ 710 — 750 ~- 800 — = 850 - 900 - 1.000... Na série R 10, encontram-se todos os termos da série R 5; na série R 20, ‘encontram-se os das séries R 5 eR 10; na série R 40, 0s das séries R 5, R 10 R 20, A série R 5 € denominada priméria, enquanto as outras sio denominadas intercaladas Os niimeros normais, também denominados nimeros de Renard, foram escolhidos entre os membros da série R 40, Os nimeros acima de “6” so arredon. dados de forma que resultem sempre inteiros, adotando-se ainda, o maximo pos. sivel de nimeros pares e miltiplos de “S”. Para se cotar pecas mecainicas, deve-se sempre dar preferéncia aos nimeros da série R 5, seguindo-se os da série R 10: 11d ~1.2= 14 ~ 16-18 -2-2,2~ 25-28 -3-3,5-4-45-5-55— ~6-7~8~9~10~11 ~ 12— 14-16 ~ 18 ~ 20 - 22 - 25 - 28 - 32 - 36 - 40 — ~ 45 ~ 50 ~ 56 — 63 ~ 70 ~ 80 - 90 ~ 100 - 110 - 125 - 140 - 160 - 180 - 200 — ~ 220 ~ 250 - 280 - 315 - 355 - 490 - 450 — 500... A partir desses niimeros normalizados, a norma ABNT NB-86, fixa os gru- pos de dimensdes utilizados para escolha de ajustes; (Tab. 2.1). Entende-se que ara todas as dimensoes, compreendidas num mesmo grupo, os valores das tole- Fancias e das diferengas sto iguais. Tabela 2.1 Grupo de dimensdes até 1mm 100 120 3 120 149 6 140 160 10 160180, 10° 14 = 180-200 4 18 200 2a 18 24-225 250 24 30-280 280 30 400280315 40 50315355 50 65 385400 6 80 = 400450 8 100 = 450500 Para a fixagdo dos grupos, foram adotados os seguintes critérios: ‘© para dimensdes compreendidas até 180mm, a divisio € baseada nos valores aceitos nas normas de tolerancias ¢ ajustes de varios paises; nélice de dimensBes 16 Tolerdncles, ajustes, desvios ‘© para dimens6es entre 180 ¢ 500mm, os valores limites dos grupos so baseados nos dos nimeros normalizados da série Renard R 10, de razio 1910 1,26. A série dos valores limites dos sucessivos grupos & pois, a seguint 3-6 - 10 ~ 18 — 30 ~ 50 ~ 80 ~ 120 — 180 — 250 - 315 — 400 ~ 500... ; ‘@ entretanto, para atender os casos de ajuste com grande folga ou grande interferéncia (de aa cera zc, ou Aa Ce Ra ZO, € prevista uma intercalacdo para cilculo dos afastamentos de valores intermediérios que, a partir de 140 mm, correspondem aproximadamente aos mimeros da série Renard R 20, de razio igual a 1,12. AA série completa passa a ser, pois, conforme prevista na Tab. 2.1: 1 ~ 3 ~ = 6 10-14 18 ~ 24 ~ 30 — 40 ~ 50 — 65 — 80 ~ 100 — 120 - 140 — 160 - 180 — 200 — 225 ~ 250 - 280 ~ 315 - 355 - 400 - 450 - 500. Entende-se que, para a mesma preciso, a tolerincia deveri ser maior quanto maior for o diametro da pega. Por exemplo, um erro de 1mm numa ‘pega de 5 mm, é inadimissivel, porém passa a ser bastante razodvel se esta mesma esa tiver uma dimensio de 500 mm, dependendo de sua aplicagao. As tolerdncias so fungées da medida nominal, aumentando 4 medida que esta aumenta, segundo uma pardbola cibica, e nao linearmente. ‘So utilizados os sistemas de eixo-base e furo-base, ambos com os mesmos ajustes, sendo equivalentes entre si. A linha zero é o limite inferior para as zonas toleradas no sistema furo-base © limite superior para as zonas toleradas no sistema eixo-base. As diferencas nominais, as medidas nominais ¢ as medidas limites das pecas sio grandezas teéricas, dentro das quais devem-se encontrar as dimensdes das pecas, incluindo-se os erros de medida dos fabricantes. Portanto as dimensGes- -limites das pecas no devem ser ultrapassadas em ponto algum. Ressalte-se dhe a temperatura de referéncia, ou seja, a temperatura em que devem estar os instrumentos de medida ¢ as pegas, é de 20°C. 1 8 fundamentais Qualidade de trabalho — tol E previsto pelo sistema de tolerancias para cada zona de medida nominal, 18 graus de tolerancia, denominadas como tolerdncias fundamentais. Cada grau é denominado qualidade, referindo-se sempre 0 conceito de qualidade 4 tolerancia da pega isolada. Define-se como base das tolerdncias a chamada unidade internacional de tolerancia. a /D+bD, 1) onde a) o segundo termo 6D leva em conta a inexatido de medida, originada por deformagio elistica, diferenga de temperatura, etc, aumentando linear- mente com o aumento de D; b) D (mm) é a medida geométrica entre ambos os limites da zona de medidas nominais. ‘Sistema de ajuste ABNT — Sistemas furo-base e eixo-base 7 Experimentalmente fixou-se donde sai a formula geralmente utilizada: 0,45 ¥/D + 0,001 D, (2.2) A unidade fundamental de tolerdncias i designada por IT (Iso Tolerance), Acrescene-se que essa formula aplicivel para o cileuo das qualidades 17'5 aIT 16. Além disso, ela foi calculada empiricamente baseada em tabelas experi- mentais de diversos paises, levando em consideracdo 0 fato de que, para as ‘mesmas condigées de fabricagao, a relagdo entre os valores dos erros de fabri- cagdo € 0 didmetro varia de acordo com uma fungo parabélica. As séries de tolerdncias fundamentais validas para a zona de medidas nomi- nais, designam-se por IT 1 até IT 16 e so escalonadas como se segue: a partir de IT6 os valores da qualidade sio miltiplos da unidade fundamental i, de acordo com uma progressdo geométrica de razSo 1,6 (série R 5, fator $/10), de forma que cada qualidade tem uma tolerancia 0% maior que a qualidade imediatamente inferior. A qualidade IT 6, por exemplo, IT 6 = 10 IT 1 = 10i. ae ie a relagdo entre os diversos graus de tolerancias, expressos segundo a Tab. 2: Tabela 2.2 Tolerdncias fundamentais em fungéo de / “I _{ ~«elevee T 6 7 8 910 11 12 13 «14 «15 6 Unidade de toleréncia 10 16 25 40 63 100 160 250 400 640 1000 Se Pode-se observar que, para as séries de tolerncias fundamentais IT6 a 1T 11, 08 valores foram determinados segundo a formula da unidade de tolerancia. Além disso, os valores IT 12 a IT 16 so dez vezes maiores que os valores 1T7 a ITIL. A sua aplicagdo destina-se a ajustes onde nao é exigida grande preciséo. s valores de IT para as qualidades de 1 a 5, inclusive, no seguem lei mate- matica alguma. Os valores de IT 5, aproximadamente igual a Ti, representam um valor lum pouco major ao equivalente da série R 5, com razo 1,6. Baseando-se em valores experimentais, a norma ISO R-236 adota as rela- es lineares seguintes para 0 cilculo de IT 1, ITO e IT 1: ITO1 = 0,3 + 0,008 D; ITO = 0,5 + 0,012D; IT1 =08 +0020; Tabele 2.3. Tolerincies fundamentais das qualidades /7 01 a /T 16 haapee ae Qualidade (/7) mm oo 1 2 3 45 67 8 9 Hf 12:13 «14 «15 16 De A 1 08 05 08 12 2 3 4 6 1014 2% % 6 — — — — — Te) 08 05 08 12 2 9 4 6 10 14 2% 40 60 100 140 260 400 600 3 6 04 06 10 15 25 4 5 68 12.18 a0, 48 76 120 180 300 680 750 6 10 04 06 10 15 25 4 6 9 15 22 36 5& 90 150 220 360 680 900 70. 18 05 08 12.2 3 8 6 11 18 27 43 70 110 180 270 430 700 1100 18.90 067015 28 4 6 9 13 mM 3a 52 84 130 2710 330 620 640 1300 30 +50 06 10 15 26 4 7 11 16°25 39 62 100 160 250 390 620 1000 1600 506008 122 +9 5 8 13 19 30 46 74 120 190 300 460 740 1200 1800 8 12010 15 25.4 6 10 15 22 35 54 67 140 220 350 540 870 1400 2200 720180122 38 5 8 12 18 25 40 63 100 199 250 400 630 1000 1600 2600 7602502 9 45 7 10 14 20 29 46 72 118 185 290 460 720 1160 1850 2900 250 315 25 4 6 8 12 16 23 32 52 81 130 210 320 520 810 1300 2100 3200 315 «4003. +5 +7 +9 13 18 2% 36 87 89 140 230 360 670 690 1400 2300 3600 400 500 4 6 68 10° 18 20 27 40 63 97 185 250 400 630 970 1550 2800 4000 2) Os valores das tolerancias fundamentois @ partir da qual das toleréncias fundamentais. £80 miitiplos da. uri b) A partir da qualidade A partir da qualidede 6, tais valores. aumentam, 05 valores da séri jade /T 6 so calculados em fungdo da unidade de tolerdncia i Segeuauyp op Saypue 2 sorasap ‘tmenje ‘se/2U910/01 ‘Sistema de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-base @ oixo-bate 19 onde [IT] = microns, [D] = milimetros. Os valores de IT 2 a IT'4 foram determinados interpolando-se geometri- camente os valores de IT 1 a IT'S ‘Assim, foram calculadas, a partir das consideragées acima, as toler IT correspondentes a cada grupo de dimensdes, de acordo com a Tab. 2.3. grupo de dimensdes pode estar subdividido em faixas menores, de acordo necessidade de aplicagio. Por exemplo, 0 grupo [18-30] pode-se subdi- ‘em [18-24] ¢ [2430], ainda segundo a norma NB-86. As classes “IT 1 a IT-4”, sto empregadas principalmente para a cons- trugio de calibradores, se bem que podem ser empregadas em pecas onde hajd- necessidade de preciso especial. Paralelamente, na construgdo de calibradores para pegas bastante gros- seiras, podem ser utilizadas as qualidades ITS a IT7. As qualidades IT 5 a IT 9 sio empregadas na grande maioria das constru- ges meciinicas, sendo que na construgdo de média preciso, so adotadas as qualidades 77 ¢ IT'8. Para as barras trefiladas, empregam-se principalmente as qualidades 9 € 11, sendo as mais comuns no mercado, as barras com qua- lidade 11. Podem ainda ser fabricadas com qualidade 8, porém somente por enco- menda ¢ em quantidades razodveis. Sua utilizagdo s6 se justfica quando o némero We pegas a ser fabricada é muito grande e garante-se a eliminagao de operaqbes principalmente de torno. E 0 caso geralmente empregado em pinos e eixos de pequenas dimensbes utilizados na industria automobilistica, onde a utilizagdo destas barras simpli- fica a produgo, com a climinagio de varias operagdes. As qualidades 17 12 a 16 so empregadas para pecas fundidas, soldadas ou barras laminadas. E 0 gue mostra 0 esquema a seguir. cias vi ‘Aetna de quate furnti eb yf fof [ep [ef fe 20 Tolerdncias, alustet, desvios o andlise de dimensBes Zonas toleradas para modidas exteriores (eixos) © medi interiores (furos) INTRODUCGAO sistema ISO prevé uma série de zonas toleradas para medidas exteriores (cixos) e para medidas interiores (furos). E bom ressaltar mais uma vez que os conceitos aqui emitidos valem para medidas interiores e exteriores de um modo geral. Assim, para exemplifcar, a largura de um canal de chaveta é uma medida interior, enquanto a largura da chaveta corresponde a uma medida exterior. 'A zona tolerada em representagdes grificas € a localizada entre as linhas que indicam as medidas méxima e minima, como nas Figs. 217 ¢ 218, ow po MEDIDA atetary] MINIMA, MeoioA MAXIMA MEDIDA, ? MEDIDA INTERIOR Tw AKIMA (FUROD MEDIDA INTERIOR Figura 2.17 Zona tolerada para medidas inte 20NA DE TOLERANCI MEDIDA, A MeoIDA MTN TMX MEDIDA EXTERIOR (E1X0) ZONA 0. OLERENCT Figura 2.18 Zona tolerada para medides exteriores Sistema de sjutte ABNT ~ Sistemas furo-base e eixo-base a POSIGAO DAS ZONAS TOLERADAS — REPRESENTACAO GRAFICA ‘A posig&o das zonas toleradas com relagdo linha zero, so designadas por letras, minésculas para medidas exteriores (cixos) ¢ maiusculas para medidas interiores (furos). A amplitude da tolerdncia fundamental correspondente indica-se por niimeros que caracterizam a qualidade (qualidade de 1 a 16). Para sua caracterizagdo sdo empregadas as seguintes letras: para eixos — medidas exteriores abcdefghjkmnprstuvxyz; para furos — medidas interiores ABCDEF GHJKMNPRSTUVXYZ Para atender casos especiais. prevéem-se, também pela ABNT NB-86, classes especiais, como CD; EF; FG; JS; ZA; ZB; ZC pata furos, existindo as mesmas classes para eixos. De acordo com 2 Fig. 2.19, as zonas toleradas de a a.g encontram-se abaixo da linha zero, para medidas exteriores (eixos) ¢ A a G encontram-se acima da linha de centro para medidas inferiores, sendo ae A as mais afastadas. As zonas keaz se encontram acima da linha zero (K a Z) abaixo da linha zero, sendo z (Z) aa mais afastada. As zonas h limitam a linha zero no seu limite superior, enquanto as zonas H limitam a linha zero no seu limite inferior. As zonas j-e J so cortadas pela linha zero. Destaca-se 0 fato de que as zonas toleradas j, k (para pecas exteriores) € J, K (para pecas interiores) podem ficar acima ou abaixo da linha zero respecti- vamente, dependendo da amplitude de cada uma de suas qualidades. rosigDEs 008 CAMPOS € TOLERANCIA Figura 2.19 Posig#o das zones toleradas com 2 Tolertnciat, sjustes, desvios ¢ andlise de dimensBet Tais zonas, como seri visto posteriormente, determinam os chamados ajustes indeterminados. ABREVIATURAS {As letras, justamente com os nimeros designativos das qualidades, formam a notagéo das zonas toleradas. ‘Assim, uma zona de tolerancia é designada pela sua letra, ¢ 0 niimero que caracteriza a qualidade da usinagem ¢ colocado imediatamente apés a letra, ‘Assim, por exemplo, h11 significa uma zona de tolerdncia para medidas exteriores (eixos), comegando na linha de centro ¢ situada no lado negativo, de acordo com 0 afastamento determinado pela qualidade 11 (IT 11). As notagbes so utilizadas em desenhos, literaturas ¢ para gravagdo em calibres. Sistemas de ajuste INTRODUGAO Duas pegas lisas que penetram uma em outra para formar uma montagem, ‘ou entrar na composicio de um conjunto mecinico, constituem 0 que se cha- mava, antes de se padronizar os sistemas de ajustes, conjunto, visto que uma peca precisava ser ajustada outra Depois da introdugéo das normas, esta palavra mudou para ajuste, no qual as partes ajustadas tém a mesma cota nominal, dependendo, entdo a dimensio real de cada uma das pegas, das tole- rancias adotadas, segundo a natureza do ajuste desejado. Num ajuste, existe sempre a pega externa e a pega interna. No caso da Fig. 220, a pega 26a externa ca pega 1 éa interna. As dimensdes de ajuste das pegas sto: pega 1- 5033858, peca 2~5038235. ae Figura 2.20 Ajuste entre peca externa © interna ‘Sistema da alutte ABNT ~ Sistemas furo-bate @ vixo-beve 23 ‘As duas pecas tém, portanto, a mesma medida nominal, porém tolerdncias diferentes: 0,025 mm ou 251m para a pega 2,¢ 0,016 mm ou 16m para a pega |. Para facilidade de uso, € comum que @ cota nominal venha acompanhada de letras ¢ nimeros designativos do ajuste em um sistema normalizado. ‘Assim, para 0 exemplo citado, teriamos a notago de eva 1 — S0r6, pega 2 ~ 50 H7. Este sistema de normas seré desenvelvido com o conceito de sistemas de juste. AN asim, © conceto de zones toleradas & empregado em primeiro lugar para ajustes. Ter-se-iam para cixos as qualidades 5 a 11 ¢ para furos as qualidades 6a 11, para as construgdes mecinicas usuais. ‘No entanto, as zonas toleradas podem ser utilizadas para outros fins, como por exemplo, para definir tolerdncias de fabricagdo para pecas isoladas, tais como pesas laminadas,trefiladas, forjadas, ou ainda, comprimentos de parafusos, altura de porcas, distincias de face, assim como qualquer medida de uma pega acabada. FURO-BASE E EIXO-BASE Ainda que pelo sistema ISO seja possivel acoplar livremente distintos furos ¢ eixos, no havendo uma obrigatoriedade rigida aum sistema, é no entanto conveniente na sua aplicagio, a utilizagdo de somente um sistema: ou furo-base ‘ou eixo-base. No sistema furo-base, a linha zero é o limite inferior da tolerdncia do furo, sendo que, no sistema eixo-base, 0 fimite superior da tolerincia do eixo é tam- bém a linha zero, | Conclui-se, portanto, que os furos H no sistema furo-base so os furos-base, sendo que os eixos variam de a a 2; para o sistema eixo-base 0s eix0s h so os eixos-base, variando-se os furos de A a Z. Conclui-se, portanto, que para o sistema furo-base, a dimensfo minima do furo & sempre igual 4 medida nominal, sendo o ajuste conseguido pela varia~ sfo das dimensdes do eixo (Fig. 2.21). Para o sistema eixo-base, a dimensio méxima do eixo sempre igual 4 medida nominal (diferenga superior nula). Os ajustes necessérios (jogo ou interferéncia) so conseguidos através da variago dos furos (Fig. 222). SISTEMA MISTO Deve-se adotar normalmente o sistema de furo-base, ¢ mais raramente 0 sistema eixo-base, ambos normalizados pelas normas ISO, DIN ¢ ABNT. Em casos excepcionais, pode ocorrer a necessidade, (para algumas empresas, com aplicagdes totalmente particulares) da utilizago de um sistema misto, no qual se obtém 0s jogos ou interferéncias fazendo variar os limites dos furos © dos eixos. A tolerincia passa a ter, portanto, uma posigéo qualquer, diferentes de Heh INTER. MAX.U,>065¢<0 INTERF MAX. U0 INTERF MAX. Ux =0 INTER. MAX.U,>0 INTERF. MIN. U>9 vOGO MAX 5, >0 JOGO MIN 5,20 [ Joco Max. S;>0 UOGOMIN. 5 <0 TJoco Max S >0 JOGO MAX S, =0 n z = 8 Ta wustd | AvUSTES INDETER- | auUSTES MINADOS PRENSADOS exos| | E1X0S yn mn EIX0S p.gns.tunz Figura 2.21 sspectiva qualidade 7 no sistema furo-l 1980 possivel dos eixos com sua Se>0 INTERF MAX. U,>0 INTERF MAX.U;>0 YOGO MAX. s,>0 INTERF MAX. Us >0 INTER. MIN Ux =0 INTERF, MAX. Us>o INTERE MIN. U,>o yoGo MAX JOGO MAX. S.>0 YOGO MAX S,>0 AUUSTE PRENSADO E1xos PORSTUXZ JAJUSTE] AJUSTE INDE TERMINADO com FUROS KMN Figura 2.22 VariagBo possivel dos furos com sua respectiva qualidade /T no sistema eixo-baso ‘Sistema de alutte ABNT — Sistemas furo-base @ eixo-bate 25 ‘A ISO prevé normalizagdo para certos elementos de material ferrovidrio, tais como M8//8, All/c12, D8/cl2, D8/d12. £ também o caso para utilizagZo em ajustes de furos estriados e canais de chaveta. Do mesmo modo que nos sistemas furo eixo-base, € possivel obterem-se ajustes com jogo, indeterminado © com interferéncia. Assim, tem-se: ea + 0,005, — 0025" * SOMB/f8 50 — 0,034 50 — 0,064 —ajuste indeterminado = 0,009 + 0,012 GONT/J6 60 ~ 0,039 60 — 0,007 —ajuste com interferéncia + 0,550 + 0,150 TO ALl/el1 70 +0;360 70 +0340 —ajuste com jogo E teoricamente possivel a utilizacio de um ajuste misto com cotas ndo normalizadas, 0 que deve sempre ser evitado. DETERMINACAO DAS DIFERENCAS Para a determinagdo das diferengas de cada uim dos eixos e furos, partiu-se dos eixos do sistema furo-base. Para estes, formaram-se as séries de diferencas mais préximas da linha zero por formulas,e baseadas na pritica do emprego de jogos e interferéncias. As diferencas dos furos foram determinadas de acordo com as dos eixos. ‘Como foram fixadas em primeiro lugar, as diferengas dos eixos do sistema furo- -base a partir de determinadas leis de variagdo (e somente a partir dele foram fixadas as diferengas dos furos do sistema eixo-base), o sistema furo-base tem certa preferéncia, porque nele a posigdo da letra define exatamente a posigdo do eixo em relagdo a linha zero. s eixos com classes de a e h, em todas as qualidades, tém diferensas supe- riiores determinadas. Conclui-se dai que, eixos com letras iguais em todas as ualidades, nessa faixa de variagdo da classe, dentro de uma zona de medidas nominais, tém diferencas superiores iguais, ou seja, igual distancia da linha zero. Eixos definidos pelas classes k a z sto determinados pelas suas diferencas inferiores. Também neste caso, eixos com letras iguais dentro de uma zona de medidas nominais, terdo diferencas inferiores iguais e, portanto, também igual distancia da linha zero. ‘Uma regra semelhante € valida para os furos com letras A até H. Visto que Podem ser encaradas como imagem especular dos eixos a até h (vide Fig. 2.19). ‘Assim, os furos com as classes citadas, com uma mesma letra, qualquer que seja qualidade correspondente, dentro de uma zona de medidas nominais, possuem. diferencas inferiores iguais, ou seja, igual distancia a linha zero. Para 0s furos K até Z, néo vale esta regra, pois que o tratamento para determinagdo do tipo de ajuste € diferente, como serd visto a seguir. Portanto pode-se afirmar que para furos A até He eixos a att h, a letra define sempre a diferenga mais proxima da linha zero, Para furos K até Z esta afirmago néo é valida. 26 Tolerdnciat, ajustes, desvios ‘As aplicagdes usuais dos dois sistemas de ajustes estilo exemplificadas nas ‘Tabs, 24 e 25, enquanto os afastamentos de referéncia para eixos € furos estilo determinados na Tab. 2.6. Mo sei rbt0 zwl0 10 x10 uO Feo ey ott aati dt ag Att Batt ott Ott BIZ att m2 m2 iz 12 #12 ma ma a9 B13 Tabela 2.5 Ajustes para o sistema eixo-base Dio cio att ma gent zen att 7 a CLASSES DE AJUSTES © sistema de ajustes prevé trés classes de ajustes: ajustes méveis ou desli- zantes; ajustes indeterminados; e ajustes prensados ou com interferéncia Para ajustes méveis, no sistema furo-base, previram-se eixos de a até hi istema cixo-base, furos de A até H. ‘Portanto, dos acoplamentos seguintes, resultam sempre ajustes com folga: dos eixos: a, 6, cay dye, efsf,f4,g, hy com furo H dos furos: A,B, C, CD, D, E, EF, F, FG, G, H, com eixo h Para 08 ajustes indeterminados e prensados, nos quais no & possivel uma separagfo a partir de uma determinada letra (pois que 0 ajuste depende de peva par), esto, para o sistema furo-base, eixos de j a 2, ¢, no sistema eixo-base, furos fe J a Z. Pondere-se, portanto, que podem resultar ajustes indeterminados ¢, ‘com interferéncia, conforme a posiglo dos campos de tolerincia ¢ as tolerancias das pegas a serem associadas, segundo a seqliéneié ixos: Js), ky mn, ps5: th 5% yy % 20, 2b, 2¢ com furo H; furos: J, JS, K, M,N, P,R,S,T, U,V, X, Y,Z, AZ, ZB, ZC com eixo h. no Tabela 2.6 Valores dos afastamentos de para eixos”” Famer rare wa aw pate Sal etm [ sansa a ls a] [ve] st ja gael seep els wLs i $ 3 = 2 ’ 3 : 8 3 28 Tolerdncias, ajustes, desvios « andlita de dimentBer __ Para se designar o ajuste, enumera-se em primeiro lugar o furo e depois 0 cixo, seja qual for o sistema adotado. Assim, ter-se-ia ou Hr mé © que significa, no sistema furo-base, um ajuste prensado com 0 f por 27 H7, e 0 eixo por 27 m6. aa Se © ajuste fosse feito no sistema eixo-base: }___227 MI Is furo— @ 27M7, ous ie cixo — B 2716. AJUSTES MOVEIS A folga determinada para estes ajustes deve acompanhar a variagéo das dimensdes das pecas. Ressalte-se que, para este caso, ter-se-o sempre compor- ements semelbants dat pees acopiadas de dimensbes dicentes P ° lo da capacidade de carga admissivel e para o julgamento das condigdes de lubrificag&o, é necessério considerar tanto a folga minima como a maxima. . (Os jogos minimos, que correspondem a diferengas mais proximas da linha zero, foram estabelecidas através de desenvolvimentos tedricos posteriormente confirmados pelas experiéncias praticas. A correspondéncia entre os ajustes ¢ qualidades ¢ dada pela Tab. 2.7. Tabela 2.7 Classificago dos ajustes moveis Ajustes 5 6 Nobre 6 7 Fino Bes Beg Liso Oa 1" Grosso 13 13 De grande jogo Sendo que as diferengas inferiores dos furos de ajuste m6 iguais & . a ajuste mével so iguais as diferengas superiores dos eixos de ajuste mével, obtém-se para os ajustes da ‘mesma, ze igenisfoloes minimas nos sistemas furo-base ¢ eixo-base, indepen- dentement q de. Para os ajustes da mesma letr ic também sfo-iguais as folgas maximas. nee Existem alguns critérios gerais aplicaveis na escolha de um ajuste com folga: a) Precisio de locag&o do eixo, ‘byreapacidade de carga ‘do mancal, ©) suavidade de marcha, ‘Sistema de ajuste ABNT — Sistemas furo-base 0 eixo-bese 29 4) temperaturas de funcionamento ¢ repouso, ) condigSes de lubrificagdo e velocidade de deslizamento, 1) limitagdo até a um minimo accitével das perdas por atrito. Note-se que a velocidade de destizamento influi na escolha dos ajustes através dos fatores acima enumerados. Hé de se notar ainda que os fatores que deter- minam se um conjunto responde a todas estas condigdes, so: caracteristicas mecinicas, a rotagdo do eixo, ¢ a lubrificagio. Entretanto, hd de se considerar que estes fatores nfo se comportam da mesma maneira com relagio as condigdes mencionadas, além do que, a impor- tancia relativa daquelas varia conforme 0 caso. Para a interpretagdo correta dos fendmenos que ocorrem nos ajustes desli- zantes, é de grande importincia um estudo mais apurado sobre a teoria hidr mecinica da lubrificagio, o que nio sera feito nesta obra por fugir a seus obje- tivos principais. (Os ajustes coin folga estudados a seguir levam em conta as condigées exis: tentes em mancais com lubrificagio. "Assim, estes podem ser classificados em: Ajustes com guias precisas Nesses ajustes, esperam-se guias precisas entre mancal ¢ eixo, fazendo-se com que as folgas minimas crescam lentamente com o aumento do diémetro. Experimentalmente provou-se que a expressio de variagdo das folgas minimas ppode ser colocada em fungdo de sua raiz cibica. As normas ISO e ABNT NB-86 prevéem que, para atender essas condigdes de ajustes, deve-se adotat furo-base H — eixo g eixo-base h — furo G quando se tera, para o célculo da folga minima folga minima = 2,5 D°**, com valores em microns. | Estiio enquadrados neste tipo de ajuste os seguintes casos: emontagens de engrenagens sobre eixos nas quais 0 momento torgor é transmitido por chaveta ou eixo e cubo estriado; ‘e montagem dé’ polias sobre eixos nas condigSes anteriores; idem para montagem de acoplamentos elisticos para a transmissio de momento torcor de um eixo para outro através de chaveta ou estriado: ‘¢ montagem de aro interno de rolamentos montados em polias ou engre- nagens loucas; ‘e montagem de pinos transmissores de momento torgor onde no possa haver jogos ‘e montagem de pinos de guia de referéncia de acoplamento entre duas peas pares. 30 Tolertncies, efustes, desvios # anélise de dimeneBet Ajustes com minimas perdas por atrito @ maxima capacidade de carga Ajustes cujos jogos ou folgas, para se conseguir minimas perdas por atrito ¢ indxima capacidade de carga, crescem com o didmetro, de modo que jogo médio aumenta proporcionalmente a uma raiz maior com relagéo 20 didmetro (= 044). Nesse caso, supée-se que a temperatura de funcionamento seja apro madamente igual a temperatura de fabricagdo. Praticamente, ter-se-A uma lei de variagéo da folga um pouco mais ampla daquelas vistas para ajustes com guias precisas. Tem-se neste caso os seguintes ajustes: eixos f furo H cixos e eixos d furos F cixo hh furos E furos D As leis de variacdo da folga sto as seguintes, coincidentes para os sistemas furo-base e eixo-base: cixo f € furo F — folga minima 5,5 x D°!, cixo e¢ € furo E —folga minima 11 x D%!, + eixo d ¢ furo D — folga minima 16 x D+! Estilo enquadrados neste tipo de ajuste todos os acoplamentos onde a folga entre furo ¢ eixo deve ser maior do que no caso anterior para possibilitar desloca- mentos de uma pega em relagéo 4 outra, sem grandes perdas por atrito ou redugdo de carga aplicada. E a aplicagdo tipica de engrenagens ou polias des- lizantes, acoplamentos com discos deslizaveis, sempre em baixa rotagao. Esto enquadrados neste caso também ajustes entre engrenagens e eixos de caixas de cimbio destinadas a transmissio de veiculos automotores, na grande maioria dos. casos. Ajustes com grandes jogos Em tais ajustes, 0 objetivo é conseguir bom funcionamento das partes em acoplamento nos casos seguintes: 8) Em maquinas de alta velocidade, a fim de obter-se rotag&o sem vibrago do eixo e redusio das perdas por atrito. Neste caso devido a alta rotagio do eixo, os desvios de forma ¢ posigéo tém sua influéncia bastante aumentada, passando 4 interferir diretamente no ajuste das pecas em acoplamento. Assim, desvios re ovalizagio, conicidade, linearidade, planicidade, paralelismo, perpendicula- Fimo, concentricidade, etc, que, em baixa rotagdo nao influem no ajuste entre a8 Povas, passam a ter bastante influéncia em altas rotagdes, principalmente fem pevas de grandes dimensdes. E a aplicacdo tipica de rotores de turbina, grandes mototes clétricos, etc } ‘Sieteme de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-bese 0 oixo-bate a” Em méquinas, cujas temperaturas em regime de funcionamento, devam oct ccaschenrlaents malorea Ge ax temperaturas de fabricagio. Neste caso, 08 ajustes determinados 4 temperatura ambiente deverdo prever folgas aparente- mente grandes, 2s quais iro diminuindo a medida que todo o conjunto comece a atingir a temperatura de regime. Aplicam-se, nesse caso, ajustes para redutores que trabalham em altas temperaturas, tais como fundigdo, laminago, siderir- filagBes, etc. < : Bees Onde 8 aplicagdo no exija grandes precisdes, tais como méquinas ¢ implementos agricolas. Ainda de acordo com as normas ISO ¢ ABNT, tais ajustes so: eixos c, be a para furos H, e eixos h em furos C, B, A. As leis de variagio das folgas minimas para estes casos, para os sistemas furo- -base ¢ eixo-base, so: cixo c ¢ furo C — 52D? para D < 40mm 95 +08 D para D > 40mm cixo b e furo B — 140 +085 D para D < 160mm 1,8 D para D > 160mm cixo a ¢ furo A — 2,65 + 1,3 D para D < 120mm 35 D para D > 120mm 4) Ajustes apropriados para unides, cujas pecas no giram continuamente ou so sujeitas apenas a rotagies parciais. ©) Ajustes para pegas de movimento alternativo ou guiados entre si, tais como pecas telesobpicas, etc. ; Para 0s casos d € e, 05 ajustes serfio adotados segundo as circunstincias existentes. Em todos o& tipos de ajustes folgados citados acima, onde sja da uma lubrificagdo, j4 estd levada em conta nos ajustes recomendados, ts cibenst do filme de lvrifcantes. Partndorse das dierencas superiores ¢ inferiores fixadas conjuntamente com as tolerancias fundamentais das diversas, qualidades, pode-se formar um grande numero de campos de tolerdncia de eixos e furos com ajustes com folga. Entretanto, para limitagéo das aplicagdes de um modo mais sistémico, foi feita uma selecdo de modo a atender as neoes- sidades correntes da mecinica, conforme indicagdo das Tabs. 28 € 29. Nos casos particulares, ou em outras aplicagdes, podem ser calculadas as diferengas dos eixos e dos furos a partir das folgas minimas fixadas e das Tabela 2.8 Ajustes com folga — furo-base Fur-base Eixo 16 mk SS = 7 aS a a a a. La ae ea, | en er ra ae TT Hi mt eee eee 32 Tolersncias, austes, desvios # ansiice de dimentBer Tabela 29 Ajustes com folga — eixo-base MW - os 5 H6 Cae = = = WG? Fs‘? bsoy a7 #8 — fl & BIO. calca 88/69 Aa re Mei G7_ Fah) DIO. — m0 — — 0 — = mya St tolerincias da qualidade desejada. Entretanto, tais furos e eixos sb devem ser empregados quando néo sio suficientes as combinagSes de ajustes indicados nas Tabs. 28 ¢ 29. AJUSTES INDETERMINADOS Os ajustes indeterminados sdo os compreendidos entre os ajustes moveis © os prensados. Neste tipo de ajuste, pode-se ter folga ou interferéncia indiferentemente, dependendo das dimensdes reais das pecas (Fig. 2.23). Porém, essas folgas ou interferéncias so minimas, pois as dimensdes das peas podem variar em torno da linha zero, de uma quantidade muito pequena. Retomando-se a Fig. 2.23, verifica-se que: a) adotando-se a dimensfo maior do furo (peca exterior) e a dimensio menor do eixo (pega interior), obter-se-d um jogo positivo, e portanto, folga; b) adotando-se a dimensio menor do furo (pega exterior) e a dimensio maior do eixo (pega interior), obter-se-4 um jogo negativo, e portanto, inter- feréncia. VOGO MAX POSSIVEL, LINHA ZERO Figura 2.23 Ajustes indeterminados | Sistema de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-base ¢ eixo-base 33 Conelui-se, portanto, que, dependendo das dimensdes obtidas no furo ¢ no eixo durante a fabricagao das pegas, ter-se-4 indiferentemente folga ou inter- feréncia. ‘Nos ajustes indetcrminados, existem campos de tolerdncia apenas dos eixos de qualidades 4, 5, 6, 7, 8. Para © calculo das diferengas inferiores dos eixos servem as formulas seguintes: cixo k, 06 /D: cixo m, 28 YD; eixo n, 5 x D4; onde D é dado em mm e representa a média geométrica dos limites de uma zona. de medidas nominais, ¢ as diferengas em microns. Também neste caso, foram arredondados os valores numéricos em con- cordancia com determinadas regras. O eixo m6 mostra pequenas irregularidades, 44 que foi colocado sua diferenca superior coincidindo com a diferenca superior do furo H7. Pata os eixos j.de qualidades 5-6-7, foram determinadas as dife- tengas inferiores de acordo com a experiéncia, sem vinculagdo a nenhuma formula. Os eixos de qualidade j5 ¢ j6, foram estudados principalmente levando-se em consideragao as necessidades de montagens de rolamentos. Experimental- mente, evitou-se um aumento excessivo das diferengas inferiores, a fim de limitar 08 esforgos e deformagdes provenientes do acoplamento entre 0 aro interior do rolamento ¢ 0 eixo, devido 4 falta de rigidez inerente 4 sua construgdo. Alem disso os desvios de forma e posigdo necessdrios sio sempre bastante estreitos, para possibilitar seu bom desempenho. As diferengas superiores dos eixos, para os ajustes indeterminados, foram calculadas a partir das diferencas inieriores e das tolerancias fundamentais, As diferengas para os furos fixaram-se de tal modo que para os ajustes indeterminados correspondentes ao sistema furo-base ¢ ao sistema eixo-base, obtem-se sempre 0 mesmo jogo ou interferéncia, supondo-se sempre que os furos, para ajuste indeterminado, se acoplem sempre ao eixo da qualidade imediatamente mais precisa. Assim, 0 ajuste H7/m6, corresponde exatamente ao ajuste h6/M7, Fig. 2.24. A troca das qualidades do cixo ¢ do furo daria lugar a outro tipo de ajuste. ‘Nos ajustes indeterminados com eixos m7 poderia resultar, como conseqiiéncia das grandes tolerdncias de ajuste, tanto um jogo como um aperto significativo. Como as diferencas dos eixos je m, assim como dos furos J e M, aproxi- mam-se demasiadamente para medidas nominais pequenas, foram suprimidos ‘os eixos k e os furos K intermediarios. Os ajustes indeterminados sao utilizados quando é necessério grande pre- cisio de giro sem que possa artiscar qualquer excentricidade devido & folga tesultante, ou ainda quando existe variagdo de esforgo ou de temperatura durante ‘© funcionamento. O momento torgor deve ser transmitido através de elementos mecanicos auxiliares, tais como chavetas, pinos, estrias, buchas, etc. Assim, para os ajustes 34 Toleréncies, slustes, desvios @ andlise de dimensbet yOGO 134 he /My 9 2 Ta yooo 1 rminados nos sistemas eixo-base Figura 2.24 Equivaléncia entre os ajustes indet @ furo-base ee j,tem-se 0 caso de ajustes indeterminados com jogo ou aperto com tendéncia 0 jogo, ou seja, 0 jogo médio é sempre positive, Devem ser colocados no lugar com fraca prensagem, e podem ser desmontados sem provocar deterioragdo das superficies de contato. Sao ainda utilizados para aplicages com grande preciso de giro, com carga fraca ¢ direcdo indeterminada da carga. ‘Sio 0s casos de assentos de rolamento em miquinas de alta velocidade, ventiladores montados com chaveta, pinhdes em pontas de eixo-Arvore de maquinas-ferramentas, etc. Para 0s ajustes m ¢ n, correspondentes a uma grande preciso que dio jogo ou aperto com tendéncia ao aperto, 0 jogo médio sempre negativo. A utilizagdo é reservada para aplicagSes orde a carga aplicada maior, ou ainda existe um aumento progressivo da temperatura de funcionamento. Neste caso, 0 apertos devem predominar para compensar as deformacies elisticas. E 0 caso de aplicagio de pegas méveis entre si, que podem ser montadas ‘ou desmontadas com martelo sem danificagao des superficies. Esse ajuste € aplicado em cubos de rodas, mancais em suportes, unides facilmente desmon- taveis de cubos em eixos através de lingleta de arraste. A selegio de ajuste indeterminado especifico depende, quando nao existem as variagSes citadas anteriormente, da freqiéncia de desmontagem das pegas acopladas durante a operagdo regular. Assim, em mquinas-ferramentas, engre- nagens de mudanga de velocidade ou avanco so constantemente trocadas na se- lego de avangos e rotagdes adequadas para uma determinada usinagem. Neste ‘caso, deve-se Optar por um ajuste indetetminado tendendo a folga, por exemplo jou k nos eixos. Se tais engrenagens sio raramente trocadas (3 a 5 vezes durante ‘a vida dtl da miquina), poder-se-ia optar por um ajuste indeterminado tendendo a interferéncia. ‘Os ajustes com jogo médio negativo (tendendo & interferéncia), sfo uti zados cot vantagem quando as peras acopladas so sujeitas a cargas de choque. ‘Neste caso, o airito entre as pegas resultante da interferéncia, poderd parcial- mente: livrar'as chavetas, esirias ¢ embreagens dos efeitos diretos das cargas de choque. ‘Sistema de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-bate o aixo bare 35 Hi que sempre se levar em consideragio que os ajustes indeterminados, por possuirem diferencas inferiores ¢ superiores (para furos ¢ eixos) muito pré- ximos da linha zero, sio sempre de grande preciso, necessitando, na maioria ‘dos casos, de equipamentos de usinagem mais refinados. Assim, para a usinagem de furos e eixos para estes ajustes, serA sempre necessdrio, além de retificas cilindricas externas ¢ internas, ferramental de calibragem com bastante preciso, quando se trabalha em regime de produgdo seriada. Se a produgio nfo for seriada, onde ¢ comum a utilizagio de instrugnentos universais de medigéo na produgio, serio necessirios micrémetros externos e internos de preciso. ‘© bom desempenho das peas acopladas num ajuste indeterminado depende essencialmente da qualidade da fabricago empregada nas peas isoladas. AJUSTES PRENSADOS Os ajustes prensados sto todos aqueles nos quais os didmetros dos eixos sdo sempre maiores que os diimetros dos furos, no. havendo qualquer pos- sibilidade de folga. Por esse motivo, necessita-se sempre de um esforgo exterior mais ou menos intenso para sua efetivado. Quanto maior for a diferenca entre os didmetros, mais forte deverd ser 0 esforgo para 0 ajuste entre as duas pecas. Em casos de grande interferéncia, ou ainda onde seja necessiria grande preciso de prensagem, pode-se utilizar ‘uma prensa hidrdulica. Dentro de uma classificagdo mais genérica, classificam-se como “forgados” 08 ajustes conseguidos sem auxilio de equipamentos especiais, ¢ como “pren- sados” 0s que realmente necessitam desses ajustes para sua efetivagdo. Os ajustes, nestes casos, so conseguidos por: ) por prensagem de uma pega contra a outra; ) por esquentamento da pega exterior (anel ou cubo) acima da tempe- ratura ambiente, de modo que com o esfriamento da pega exterior, consegue-se 8 fixagdo por contragio da pega exterior; ©) por esfriamento da peca interior abaixo da temperatura ambiente, de tal modo que, ao esquenté-la 4 temperatura da pega exterior, consegue-se 0 ajuste; 4) por aplicacdo simultanea dos dois casos anteriores, quando se tratar de um ajuste muito prensado. Pode-se distinguir dentro dos tipos de prensagens especificados anterior- mente, as seguintes classificagdes: Ajuste prensado longitudinal. . E um ajuste prensado (ou forgado), formado pela introdugao sob pressio do eixo e furo, no sentido da linha de centro do eixo (Fig. 2.25). Note-se que nesse caso nfo existe nenhuma folga inicial entre as pegas exterior ¢ interior, sendo que 0 acoplamento & feito a temperatura ambiente, através de um esforgo externo no sentido longitudinal, obtido por prensa ou por outro meio a disposico. 36 Tolertacies, austes, desvios # anélise de dimensSes ESFORCO EXTERNO Y Figure 2.25 Ajuste prensado longitudinal Ajuste prensado transversal & um ajuste prensado no qual 0 ajuste entre 0 eixo ¢ furo € feito sem eslorco, sendo que o esforgo de prensagem € conseguido: a) Por esfriamento ¢ contragdo da_peya previamente aquecida; & deno- minado ajuste por contracdo (Fig. 2.26), E um proceso bastante utilizado para prensagem de anéis externos em rodas de vagoes ferrovidrios. O aquecimento pode ser feito em 6leo quente, ou ainda em um forno de aquecimento. Figura 2.26 Ajuste prensado transversal por contragéo, b) Por aquecimento ¢ dilataco da peca interior previamente resfriada; € denominado ajuste por dilatagdo. O esfriamento a até 80°C pode ser conse~ guido através da imersio da pega em gelo seco. Adotando-se 0 ar liquido como meio de resfriamento, & possivel atingir-se temperaturas de até -200°C. A Fig. 2.27 mostra o esquema de um ajuste prensado transversal por dilatacdo. ‘Shama do este ABNT ~ Sistemas furo-base @ oixo-base 37 Figura 2.27 Ajuste prensado longitudinal por dilatago ) Pode-se obter prensagem por plasticidade da pega interior, que obrigada f ajustar-se a pega exterior através de uma expansio provocada por dispo- sitivos tais como expansores cénicos, etc. (Fig. 2.28). Figura 2.28 Ajuste prensado transversal obtido por plasticidade da peca interior Normalizagdo. Para a normalizagio dos ajustes prensados, pode-se levar em conta somente os apertos existentes entre eixo € furo € no os demais fatores Que influem na forga de aderéncia, como por exemplo, comprimento e espes- sura da parede do cubo, eixo macigo ou oco, médulo de elasticidade ¢ limite de estricgto do eixo do cubo, aspereza da superficie nos pontos de ajustes, lubrificante a0 prensar € temperatura de funcionamento, Por essa razio, a normalizacio limita-se & criagdo de uma numerosa e bem ordenada série de 38 Tolerdncias, afustes, desvios @ ondiise de dimensBee zonas toleradas para acoplamentos de ajustes prensados que permita a escolha de um ajuste para cada caso particular, uma vez consideradas todas as condigdes, sendo que em cada caso, seré necessdrio verificar o aperto maximo e minimo. No aperto minimo dever-se-4 levar em consideracdo as condigdes de transmissio de momento torgor e movimentos de esforgo longitudinal. Com o aperto méximo deve-se considerar as tenses admissiveis dos materiais em acoplamento. ‘As posigdes de tolerdncia que dao interferéncia com eixos h (eixo-base) € furo H (furo-base), so respectivamente: para furos ~ P, R, S, T, U, ¥, X, ¥, Z, ZA, ZB, ZC; Para eixos — pr, 5, t 6 x, % 2a, 2b, Ze. Para a determinagio do ajuste, a condigao determinante seré sempre 0 aperto minimo, devido as condig6es funcionais. Para isso, determinou-se inicialmente a diferenga inferior dos eixos que, confrontando-se com a diferenga superior do furo H7, obtém-se o aperto minimo necessério. A partir dessa linha experimental, com a fixagdo do aperto minimo como pardmetro, para determinagdo das dife- rengas, foi fixado 0 eixo p6 como eixo de ajuste prensado mais leve para 0 furo H7, de tal modo que exista 0 menor aperto possivel, mas que ainda chegue a garantir um ajuste prensado, fazendo-se entdo variar sua diferenga inferior segundo uma pardbola cibica. A diferenga inferior dos eixos r foram obtidas ‘como média geométrica dos valores previstos para os eixos p ¢ s determinados para furos H7. A diferenga inferior de s foi determinada de tal modo a produzir sempre interferncia com 0 furo H8. Com 0 furo H8, obtém-se ajustes prensados com cixos de s a z. Para os furos H9 e H10, 0s ajustes prensados serio de: ua ze 2c, respectivamente. Os furos H11 so aplicados para eixos z a zc. Os valores numéricos calculados para as formulas precedentes foram ar- tedondados de acordo com determinadas regras, e sio encontradas normalmente as tabelas. Os valores dados por férmulas para as diferencas inferiores aumen- tam ligeiramente nas zonas dos diametros nominais inferiores para que no se juntem demasiadamente os ajustes prensados na regido das medidas nominais ¢ também para que se tenham apertos cada vez maiores nessas zonas. Desta forma, leva-se em considerag&o que, como conseqiiéncia das asperezas das superficies 0 aperto real decisivo para efeito de dimensionamento das pecas é sempre menor que a diferenca dos didmetros entre o eixo e o furo. Nota-se por observacii as diferencas nos ajustes escolhidos que, tal afirmago é mais sensivel ppara os didmetros menores que para os maiores, onde o acabamento das super- ficies ndo tem a mesma influéncia. Atente-se ainda ao fato de que a diferenca superior & obtida a partir da diferenga inferior somando-se a qualidade cor- respondente, ou seja: Aya A, + IT ‘Assim, adotando-se a Fig. 2.29, tem-se: eixo $6, para dimensio nominal de 25mm, diferenga inferior do cixo s6 = 35 um, tolerancia da qualidade 6 (IT 6) = 13 um, ‘Sutembide ajuste ABNT — Sistamas furo-bate 0 a/xo- po.unto, a, diferenca superior de 56 serd . Ay = +35 +13 = 48 ym. ‘As diferencas dos furos para os ajustes prensados foram calculadas de modo ‘08 ajustes correspondents no sistema furo-base e sistema eixo-base, tenham iguais apertos miximos e minimos, supondo-se que os eixos sempre se acoplem ‘a um furo de qualidade imediatamente inferior (Fig. 2.29). APERTO MINIMO PERTO MINIM / a i mi H g 1 i] Figura 2.29 Equiv sistema furo-base ‘eixo-t As diferengas inferiores dos furos de ajustes prensados resultam assim iguais as diferengas superiores dos eixos de ajustes prensados da mesma letra da qualidade mais fina imediata, sendo que, em ambas, os apertos méximos sfio iguais. As diferengas superiores dos furos para ajustes prensados sio obtidas das diferengas inferiores a partir da soma algébrica das tolerancias respectivas. Exemplo: Furo S7 para dimensio nominal 25mm, diferenga superior do eixo S6 = + 48 um, portanto, a diferenga inferior do furo S7 seré de 48 um, tolerancia da qualidade 7 (IT 7) = 21 um, portanto, a diferenca superior de S7 seré Ay =A+IT1=48 + 21 = 27. AAs diferengas inferiores dos eixos de ajustes prensados das qualidades 5 ¢ 7, sflo iguais aos da qualidade 6. Com 0 furo H6 obtém-se com 0 eixo n5 0 ajuste prensado que tem as menores tenses em todas as aplicagdes possiveis de inter- feréncia, seguido do furo H7 e 0 eixo n6. Por esse motivo, esse ajuste € enquadrado na categoria de indeterminados, por permitir desmontagem € mon- tagens sucessivas sem a danificagdo das superficies e dos ajustes. O cilculo para as diferengas inferiores para os eixos, ¢ superiores para furos nos ajustes prensados, sio especificados na Tab. 2.9. Os valores de A = 1T,-1T,-, Tepre- Tebela 2.10 Céiculo das diferencas superior para ajustes prensados Classe Vitor de diterongs Valor aiteranga C ua aa D Oustidede pera D talerbncia om) tolerdncia {erm O17 ee ae Inclusive 4,=-U77 +005) + 4 ’ a Cees Po Bete Ale -ur7 +088) inclusive Cay (774005) +8 ' ue) 77 +088) povistos parses 0 5) Canes pe ¢ aiTestea ~ pare D = 60 ora? . totes 4,=177 + 040 S$ ctusive 77 +040) +8 puaD > 50 para D > 50 ASaUTes tea) oats pu D = 50 inclusive (7 +340) pera 0 > 60 oe er inclusive (77 +063 0) +8 ‘ ‘oans T7*0830 FT g'atg Ay=—(/T? + 0630) inclusive oe en Inclusive Ag=—(77 +0) + 8 e Cs yo sete =Ur7 +0) ~ ee sents yo inlusive y= 077 + 1,28 0) + 8 . peek Baie Al=—U77 +1280) inclusive ae (77 4480)+ 8 x todas A, = 40774160 x Sigcerael eae Inclusive Ay>—UT7 +20) +8 ’ cena Yo gig Al=-0r7220) inclusive . A 0 een zp ineuave Ay 077 +280) +8 ‘odes eee oat 20174250) inclusive ores A, w sire 3s inclusive A= (T8335 0) +4 HT SBeSA 0 2A gy tb Ay=— (T8435 D) inclusive * eee ze inches Ayr (T9440) +8 eee Ranked oa 16 = Urs 40) ee inclusive Ore * =sirt0+ Imes Ay=—(IT19 +50) +a cee ena 2 S18 Aye UTI) +80 - inclusive ‘Sistema de sjuste ABNT ~ Sistemas furo-base ¢ eixo-bate a sentam a diferenga entre a tolerancia da qualidade considerada ¢ a qualidade imediatamente mais fina, sendo que seus valores numéricos esto representados na Tab. 2.11 Tebela 2.11 Valores de /7,—/7,_, = 4 Grupos de dimensées ‘em milimetros Mais de Ate 3 4 5 6 7 8 _o 3 @ oOo oo 066 “3 6 1 15 1 3 4 6 6 10 1 18 2 3 6 7 10 18 1 2 3 3 7 3 18 30 15 2 3 4 8 12 30 50 18 3 4 5 8 14 a) 80 2 3 5 6 1 16 80 120 2 4 5 7 13 18 120 180 3 4 6 7 16 23 180 250 3 4 6 8 7 26 250 318 4 4 7 9 20 28 315 400 4 8 7 1 2 32 400 500 6 5 7 13 23: 4 Cileulo de ajustes prensados i) Influéncia da grandeza das interferéncias Para a determinagdo de ajustes prensados longitudinal ou transversalmente, & nevessério conhecimento das caracteristicas dos materiais, principalmente os seus coeficientes de ruptura, limite eldstico e coeficientes de dilatago. Pelo que j4 foi visto, os ajustes prensados podem estar sujcitos a duas solicitagdes principais: destizamento longitudinal entre as pegas, ou giro delas entre si, Tais esforgos terio que set compensados pelo atrito ou aderéncia produzido pelas tensdes eldsticas geradas nas superficies de ajuste. Todo ajuste com interferéncia apresentaré um valor maximo ¢ um minimo. Pode-se afirmar que: a interferéncia minima seré aquela necesséria para absorver todos os esforgos € solicitagées externas; a interferencia méxima deverd ser menor que o limite elastico do material para nfo provocar ruptura das pecas que &tic’ sendo acopladas. 42 re dimensboe rdncias, sjustas, desvios @ ents Portanto, o procedimento para o cilculo de um ajuste com interferéncia seré em primeiro lugar a determinago da interferéncia minima, e, posteriormente, ainterferéncia méxima que absorverd 0s esforgos elésticos internos dos materiais que formam 0 conjunto. Se a tensio provocada pela interferéncia maxima nfo ultrapassar © limite eléstico de ambos os materiais, ter-se4 entdo a maxima tensdo de aderéncia, qualquer que seja ajuste em estudo. A principio cuidava-se que a tensio origindria da interferéncia maxima no deveria ultrapassar 0 limite elistico de ambos os materiais. Atualmente, porém, apés valores experimentais obtidos constatou-se que ¢ possivel ultra- assar esse valor, mantendo-se a tenso de aderéncia em valores compativeis com 0 ajuste, nfo sendo necessariamente a méxima possivel. ‘A Fig. 2.30, representa, em um sistema de coordenadas cartesianas, 0 comportamento dos assentos de ajustes prensados longitudinalmente, ultra- passando-se 0s limites eldsticos dos materiais. A, = ADERENCIA MAXIMA Ay = ADERENCIA MINIMA An < Ae. BRONZES > ADERENCIA AGOS Us INTERFERENCIA’ Figura 2.30 Comportamento de um ajuste prensado longitudinal Como jé foi dito, a interferéncia maxima, que normalmente deverd ser comparada aos valores de regime elistico, pode ser definida pela equagdo: Ug= T+ T.+ Up onde, Ug = interferéncia méxima, U, = interferéncia minima, tolerancia da peca interior. Para ajustes cilindricos, seré a tolerancia do eixo, T, = tolerancia da peca exterior. Para ajustes cilindricos, seré a tolerdncia do furo. ae ‘Sistema de ajusto ABNT ~ Sistemas furo-base e eixo-bewe 43 44 foi visto também que a soma de T, € T, representa a tolerancia de ajuste 7, Logicamente, a interferéncia méxima, assim obtida, nfo deveré ultrapassar ‘0 ponto 4 da Fig. 2.30, onde ¢ atingido o limite de elasticidade do material, se no se desejar sair do limite elAstico. Voltando-se ainda Fig. 230 ¢ adotando-se o trecho OAB (para ag0s), se as interferéncias forem crescendo até ultrapassar o limite B, 0 ajuste sera feito na zona de escoamento plastico. Através desse sistema, é possivel traba- thar-se com tolerancias mais abertas e, portanto, com maior economia, man- tendo-se a aderéncia necessiria. Ha que se considerar ainda que a ordenada levantada correspondente a interferéncia maxima, nunca deve ser inferior a calculada para a interferéncia minima, a fim de obter as condigdes necessdrias para satisfazer as condigdes externas. ii) Grandezas principais ‘Antes do célculo propriamente dito dos ajustes prensados, serio dadas algumas definigdes fundamentais, normalmente usadas para esses tipos de célculos. Todas essas definigées so normalizadas pela norma DIN 7182. Superficie de prensagem S. £ a superficie total do assento. S=nD, liametro de prensagem (praticamente igual ao didmetro nominal do ajuste) em mm, L, = comprimento do ajuste em mm, S = superficie de ajuste. O ditmetro de prensagem pode ser adotado como a média dos didmetros das esas exterior ¢ interior, se 0 furo nfo for perfeitamente cilindrico. Relagiio de didmetros Q. E 0 quociente entre os didmetros interior ¢ exterior de uma pega ajustada: a Q a sendo Q, = relagdo de didmetros do eixo, Q, = telacdo de diémetros do furo, d, = didmetro interior do eixo em mm, D, = didmetro interior do furo em mm, d, = didmetro exterior do eixo em mm, D, = diametro exterior do furo em mm, Interferéncia especifica ou relativa p. Eo quociente entre a interferéncia real € © didmetro de prensagem ou nominal. B 1000 D “4 Tolerdncias, ajustes, desvios sendo , v Perda de interferéncia por alisamento, E aquela que ocorre quando hé a dimi- nuigéo no didmetro da altura das rugosidades das pecas em acoplamento, 20 se efetuar 0 ajuste (Fig. 2.31). Pode-se definir: AU = 2B, + BD, interferéncia relativa em microns, interferéncia real em microns. sendo AU = perda de interferéncia em microns, B, = diminuigéo da altura da rugosidade ao produzir-se 0 alisamento da superficie do furo, B, = diminuigo da altura da rugosidade ao produzir-se, 0 alisamento da superficie do eixo. Be exo FURO Figura 2.31 Diminuigéo“da altura da rugosidade por alisamento Medida de aderéncia, E a que se obtém nos ajustes forcados ou prensados, € resulta da diferenga entre a interferéncia real U e a perda de interferéncia AU. M, = U-AU = U-2B,-B), onde M, = medida de aderéncia em microns. Medida de aderéncia relativa. E definido como o quociente entre a medida de aderéncia M, ¢ 0 didmetro de prensagem, onde medida de aderéncia relativa em yum/mm. Deformacio. E a variagao em ym do didmetro de cada uma das pegas ajustadas mediante um ajuste forcado. Pressdo. E a tenso normal ou pressio especifica p(kgf/mm*) na superficie de assento ou prensagem. a Sse 45 ‘Sistema de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-base 6 vixo-be Exforco de prensagem P,. O esforgo de prensagem em kgf é a forca necesséria, no sentido do eixo, pata efetuar uma montagem das pegas em ajuste. Exforco de aderéncia P. E a resisténcia apresentada em kgf por um ajuste com interferéncia a uma forga exterior. Distinguem-se neste caso: Esforco de deslocamento P,. & a forga exterior em kgf necesséria para provocar ‘© comego do deslizamento, num ajuste com interferéncia. Esforgo de deslocamento longitudinal P,,. E a forga exterior necesséria para provocar o deslizamento longitudinal das pegas prensadas. Esforco de deslocamento periférico ou torcional P.,. & a forga exterior necesséria, em kgf, & altura do raio da superficie de prensagem, para produzir deslocamento girat6rio das pecas, uma ver que estas estéio montadas. Exforco de deslizamento P,. Ea forga necesséria, em kgf, para manter o desliza- mento, uroa vez iniciado. Pode ainda ser definido como a forca somente neces- siria para manter 0 deslizamento, apés este ter sido iniciado pelo esforgo de deslocamento P, Esforgo de deslizamento longitudinal P,,. E a forca em kgf, capaz de manter 0 deslizamento longitudinal, apés este ter sido iniciado. Esforco de deslizamento periférico P,,. E a forga, em kgf, capaz de manter 0 deslocamento giratério das pecas, apés este ter sido iniciado. Momento de torcio de descolamento ou momento de descolamento M,. E 0 mo- mento de torcdo, em kgf mm, correspondente ao esforgo de descolamento P,,. Momento de torcéo de deslizamento, ou momento de deslizamento M,,. Eo mo- mento de torgao, em kgf mm, correspondente qo esforgo de deslizamento peri- ferico P,, Coeficiente de aderéncia v. Ea relagio entre 0 esforgo de aderéncia ve a carga normal calculada na superficie de prensagem i ps Adotando-se as definigdes dos esforgos de descolamento e deslizamento, pode-se definir os diversos coeficientes de aderéncia para as diversas situagdes. Assim, tem-se: P, Yn = Gg ~ Coeficiente de aderéncia para descolamento horizontal; Py : #5 —coeficiente de aderéncia para descolamento torcional ou peri- PXS Serica; Ya = fs —coeficiente de aderéncia para deslizamento longitudinal; Yep = fe — Coeficiente de aderéncia para deslizamento torcional ou periférico. 48 Tolerdncias, ejustes, desvios « andlize de dimensbes © coeficiente de aderéncia ¥,, seré definido em relagdo a0 esforgo maximo P que ocorre sempre no final ‘da prensagem. Temperatura de prensagem t. E a temperatura em °C, que devera ter cada pea para se efetuar a montagem. Por definiglo, t, € ;, serdo as temperaturas da pega exterior ¢ interior, respectivamente. Diferenca de temperatura de prensagem At. Ea diferenga em °C das tempera- turas de duas pecas imediatamente antes da prensagem. t= tt, fii) Método de cilculo dos ajustes prensados Ajustes longitudinais Para o cilculo propriamente dito dos ajustes com interferéncia, havera necessidade de se levar em conta duas solicitagdes principais a que so sub- metidas as pecas ajustadas: a) solicitagdio que provocaré tendéncia de deslocamento no sentido longi tudinal; b) Solicitagéo que provocaré tendéncia ao giro de uma peca em relagdo & outra. O esforco necessirio para se iniciar 0 movimento relativo entre duas pecas acopladas, variando suas inércias, é muito maior que necessdrio para manté-lo, ‘como jé foi dito anteriormente. Geralmente, adota-se para este dltimo um valor de 70°% do inicial,suficiente, inclusive para manter a tendéncia do movimento, ‘mesmo nos casos em que 0 ajuste esté sueito a vibragdes ou choques. Para a aplicagdo em cargas alternativas, o esforgo para se iniciar 0 movimento’ pode ser considerado como igual a0 necessario para manté-lo. ‘Varios fatores devem ser levados em consideragao no célculo das dimensdes das pegas a serem ajustadas, sendo os principais: a) As tensdes ¢ as deformagies obedecem a uma relacdo linear. Para 0 casade ajustes onde esta condigao ndo se cumpra, atingindo-se o regime plistico, as formulagdes sio somente aproximadas. ) O comprimento axial das pegas em acoplamento é igual. Assim sendo, © comprimento maior da uma das pegas em relagio a outra no faz sentido algum para 0 dimensionamento dos ajustes. ©) Nao sdo consideradas forgas centrifugas que tendem a reduzir as dife- rengas de interferéncia e, portanto, a forga correspondente. 4) Quando a pega exterior ou interior tiver nervuras, o aumento da pressio de prensagem teré que ser determinado experimentalmente. Interferéncia minima Conforme ja foi definido, a interferéncia minima, num ajuste prensado, deverd ser responsavel pela transmissio do momento torgor proveniente da oténca exigivel, Assim, a forga que atua sob ago de uma determinada poténcia N serd: Sistema de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-base @ aixo-bere 47 onde sforgo tangencial ou esforgo de gito a altura do raio em kg, momento torgor em kgf mm, diametro do assento em mm, N = poténcia solicitante em ev (~ HP), n= rotagdo das pegas em rpm, raio do assento em mm. Além do esforgo tangencial P,,, ha que se levar em considerago também © esforgo longitudinal P,,. Assim,"a forga necesséria para se manter 0 ajuste sera calculada como a soma vetorial das duas forgas acima, sendo seu médulo (© soguinte P= JP, +P onde forga total em kgf. Portanto a presséo minima, necessdria na zona de contato do ajuste, sera P, Pain = =D Ey onde pressiio minima necesséria em kgf/mm?, ‘comprimento do assento em mm, coeficiente de aderéncia. y Os coeficientes de aderéncia podem ser tomados da Tab. 2.12. 242 Cosficientes de aderéncia 1dos longitudinais com ‘Ajustes prensados transversais com de ecabemono tite Supeides do vo tap ‘hg #0 eatbono nomelaado, O18 com apo a0 exborn nome: a iene sam lbutcagbo "078 Feo 20 eaibono nomalzada, 012 onz com sto ao ewtono nome, a Age oom 890 2 lado’ com lubteasio” 048 035 Ago 40 cattone com toro OFF famtide Som hinted ot igo wonperato cam fore g 2 ons 12 ago com fone fundido a one Velocidade méxima de prensagem — 2 mm/i 48 Tolerdncias, alustes, desvios o andlise de dimensbes A norma DIN 7190 para ajustes prensados adota valores distintos para 08 diversos valores de vj, vip, ¥y © Ysp» calculando as diversas presses para (0s casos de inicio de deslizamento ¢ sua manutencdo. Como na grande maioria dos casos no ha necessidade de se calcular separadamente, seri adotado neste trabalho 0 método de célculo da determinagio de um esforgo tnico a partir da soma vetorial das forcas radial e axial com a adogdo também de um coeficiente de aderéncia. © erro introduzido, para a grande maioria dos casos, nio é significativo. A partir do conhecimento da presséo minima, a interferéncia determinada pela formula Uy= 10%K, + K)PminD + AU, onde 0s valores de K€ K, sfo obtidos a partir das expressdes Kc = et D+ 005 nEAl-O,) (n=) + (ne + NO? NEM - 98 onde n, © n, = coeficientes de Poisson para o material do furo ¢ do eixo. Os coeficientes de Poisson normalmente adotados sio ferro fundido — y = 4, agos — = 3: E,, E, — mddulos de elasticidade para 0 eixo e para o furo; K, @Q, —telacdo do didmetro do furo de ar D,-didmetro externo do furo, D,-didmetro interno do furo, Q,-relagao de didmetros do eixo did. A Fig. 232 mostra as diversas grandezas expostas acima. Os médulos de elas- ticidade normalmente adotados esto contidos na Tab. 213. PALL LEE. P| SSSSSSSSSSSE LLL LLL LLL Figura 232 Prensagem entre furo @ exo: grandezas principsis Sistema de ajuste ABNT — Sistemas furo-base 0 oixo-bate 49 Tabela 213 Médulos de elasticidade Material E (kat/mm?) ‘Ago a0 carbono (0.18 a 0.25% C) 20000 21.000 ‘Ago inoxidével 20000 Ago rapido 21000 2 23500 Foro fundido einzento 25000 @ 10500 Ferro fundido maledvel © modular 900 @ 10000 ‘Ago rapido Cobre 11.000 a 12500 ‘Aluminio @ suas ligas 6500 @ 7500 Ligas de magnésio 3600 @ 4700 Bronzes @ latdes 7000 a 8500 400 2 1600 7000 @ 7600 1000 A perda de interferéncia por alisamento AU, foi defi Pela expressio ja anteriormente AU = 1B, +B), onde B, B, representam a diminuigo da altura da rugosidade, ao produzir-se © alisamento da superficie do furo ¢ do eixo, fenémeno que ocorre durante @ Prensagem das duas pecas. Para o céleulo quantitativo de B,e B,, sero adotadas as seguintes relagies: onde i, H, — altura maxima de rugosidade do furo ¢ do cixo em microns; ‘h,, h, — distancia da linha média do perfil da rugosidade até o seu pico mais, alto em microns. Tais valores podem ser determinados em indistrias que possuem aparelhos Para se medir as grandezas He h, para furo e eixo, respectivamente. Em caso de nfo se dispor de meios para medigdo direta, a norma DIN 7190 recomenda que o valor de B seja adotado como 0,6 vezes o valor de H da Tab. 2.14. Com todos estes elementos, a interferéncia minima U, poder ser deter- minada. Apés a determinagdo desta, seré necessério calcular-se a interferéncia ‘maxima U,, acima da qual as pressdes de trabalho superardo os limites elAsticos do material. 50 TolerEncies, alustes, desvios ¢ enélise de dimensBes Tebela 2.14 Altura da rugosidade H em 1 para diversas superticies Operagio H Torneamento em desbaste 16 a 40 6 316 28a 6 Furacdo e escariado & maquina 10 a 25 Furagdo em semi-acabamento ¢ alargamento em uma operago 6 210 Furagdo em semi-acabamento com dois alargadores 28a 6 Retificaco em desbaste 16 a 40 Rotificago em semi-acabamento 6 316 Retificacao om acabamento, rebolo de grana fina 25a 6 Lapidago, brunimento, etc. 1 a 25 Brochamento 16a 4 As presses que atuam no acoplamento levando-se em conta as tensdes de escoamento serdo dadas pelas formulas: Pan ya Ege 1 Pe ox 6. 1+Q ‘* onde = pressio no furo em kgfimm?, — pressio no eixo em kgf/mm?, a —tenso de escoamento do material do furo em kgf/mm?, @,, — tensfo de escoamento do material do eixo em kef/mm?. Assim, a interferéncia maxima U., ser aquela na qual as presses sobre 0 furo € eixo so tais, que ndo ultrapassem o limite eldstico dos materiais correspon- dentes. Se 0 eixo for macico, pela propria expresso das pressdes resulta que , seré sempre menor que p,. Assim sendo, a interferéncia maxima seré cal- cillada pela expressio: Ug: 10%, x (K, + K) x D+ AU. ‘No valor da expresso anterior, sempre que o eixo for oco, haverd necessidade de se calcular 0 valor de p, € p,, adotando-se sempre 0 maior deles. A diferenga entre a interferéncia maxima U, ¢ a interferéncia minima U, determinaré a tolerancia do ajuste. A partir dela, serd possivel repartir-se essa tolerincia entre furo e eixo, enquadrando-as em ajustes normalizados. Se se chegar a conclusio, porém, de que as tolerdncias assim determinadas para 0 furo ¢ eixo forem demasiadamente estreitas para os recursos’ de fabricago ue se tenha disponivel, a solugio sera aumentar a tensio do material além do rae escoamento, atingindo-se neste caso, uma prensagem com deformagao ‘Sistema de ajuste ABNT — Sistemas turo-base e vixo-base 51 Pode-Se adotar como valor orientativo, para aos, que se 0 valor da pressio minima necesséria na sec¢do do ajuste (Pjj,) for menor que a metade do menor valor de p, ou p,, no ponto-limite superior de tensio da Fig 2.29, sera ultra- pasado 0 limite de escoamento do material. Portanto, a condi¢ao para se trabalhar no regime plastico em um ajuste com interferéncia, é que: P nin <0.5 * (menor valor de p, OW P). Os materiais distintos do ago, tais como ferro fundido, metais leves, ete, como no apresentam limite de escoamento, podem ser prensados sem inconveniéncia acima do limite pldstico, sempre que as tenses se mantenham abaixo do limite de ruptura. A utilizagdo da zona plastica para ajustes com interferéncia & sempre con- veniente, na medida em que se utilizam tolerdncias ISO mais abertas, e conse- giientemente, custos mais baixos. ‘Nota-se também que a passagem do limite eldstico para o limite plistico fica bastante influenciada pela relagdo de didmetros Q. Normalmente adota-se como valor limite: Q, = 0.75, para o qual a forga de aderéncia pode-se redurir até a metade do seu valor normal, sendo possivel a utilizagdo do regime plistico. Para valores menores de 0,75 ow seja, para pecas mais robustas, a denominago da forga de aderéncia € menor, Observagdes gerais Para se ter um bom ajuste, prensado longitudinal, seré preciso manter a perda de interferéncia por alisamento AU mais baixa possivel, obtendo-se super- ficies com bom acabamento dentro das condigées econdmicas permissiveis ‘Como jf foi visto, 4 medida que AU tende a zero, obter-se-d uma medida de aderéncia M, maior, o que contraria a tendéncia inicial de se supor que a interferéncia seria maior quanto maiores forem as vistas do perfil de rugosidade superficial das pegas em acoplamento. ara facilitar ainda mais 0 ajuste, costuma-se fazer uma superficie cénica na extremidade da pega interior com’ um comprimento de aproximadamente 2a Smm, 0 que corresponde a uma conicidade de aproximadamente 10°. O ‘cone assim formado evita, principalmente pata grandes interferéncias, a usinagem de um material sobre 0 outro, produzindo-se assim um alisamento das super- ficies, diminuindo a rugosidade superficial exatamente como se vé nos céleulos. Um arredondamento da extremidade da pega inferior deve ser evitado, sendo prejudicial ao ajuste. Além disso, ndo se deve ultrapassar um angulo de cone de 30°, pois, neste caso, a pera interior funcionaria como uma brocha de angulo de corte negativo, erodindo as superficies e prejudicando o ajuste. Para 0 caso de plisticos, no entanto, 0 comportamento das pecas em ajuste € completamente diferente, sendo empregados angulos de cone de 90°, (chantra- ‘mento de 45%), com raios de concordancia bastante suaves com a parte cilindrica. furo da pega exterior devera estar, neste caso, bastante arredondado no lado da entrada, para evitar que se arranque rebarbas da pega par durante a pren- sagem. 82 Tolerncies, ejustet, desvios « anélise de dimensbes Através de ensaios, provou-se que os materiais plisticos deformam-se continuamente quando submetides a tensdes. Apés 24 horas, o ajuste perde 30% da aderéncia inicial, podendo chegar a 50% com 0 passar do tempo apés fa prensagem. Essa variagio de forga de aderéncia deverd ser levada em conta ros célculos. O lubrificante na prensagem adquire papel importante, visto que @ indispensivel para um grande nimero de casos. ‘Quando a produgo das pecas for em grande escala, como 0 caso especifico de produgio seriada de produtos andlogos, sets sempre interessante fazer-se ‘uma série de experiéncias para se chegar ao melhor lubrificante. Para produgdes pequenas, onde ndo compense financeiramente um investimento neste tipo de pesquisa, poder-se-4 adotar, para qualquer tipo de lubrificante, um coeficiente de aderéncia da ordem de 0,065. Normalmente, emprega-se 6le0 hidraulico de baixa viscosidade como lubrificante. ‘Os ajustes com interferéncia no devem ser adotados como solugéo de projeto, a menos que haja limitagdes dimensionais, em conjuntos, onde a mon- tagem e desmontagem se efetuem com freqiiéncia, ou entio néo se tenha conhe- ccimento da freqiiéncia de desmontagem. A montagem e desmontagem constante levam a uma deterioragdo répida do ajuste, resultando assim um custo exces- sivamente alto de reposigées do conjunto completo, Se, porém, essa solugdo for necessairia, deve-se tomar 0 cuidado de no se fazer o ajuste com superficies oxidadas, pois uma progressio da oxidagio provo- card um aumento de volume das juntas, tornando impossivel a desmontagem sem aquecimento das pecas. A velocidade de prensagem ndo deve ultrapassar 2mm/s, para pecas de aco. As forcas de aderéncia diminuem com o aumento da velocidade de prensagem, podendo chegar a 1/4 da inicial para velocidades dez vezes maiores que a recomendada. Ajustes prensados transversais, © cAlculo de dimensionamento dos ajustes prensados transversais por dilatagao da pega interior ou por contragdo da pega exterior, é basicamente 0 ‘mesmo que o dos ajustes longitudinais, apesar de haver diferenciagao em alguns valores adotados. A influéncia da rugosidade superficial na forga de aderéncia «nos respectivos coeficientes de aderéncia, & diferente, visto que, nestes tipos de ajustes, 0 perfil da rugosidade das duas pegas tende a entrar um no outro, a0 contrario dos ajustes longitudinais, onde hé tendéncia de alisamento das super- ficies pelo deslocamento relativo entre ambas. Primeira vista, poderia parecer vantagem que para estes tipos de ajustes, as superficies fossem as mais ésperas possiveis. Tal no ocorre, porque se, apés a unido das pegas, for aplicada uma forga longitudinal ou um momento de giro, ‘uma pega se move em relago a outra, e os pontos mais altos do perfil da rugo- sidade das duas tenderio a cortar-se entre si. Tal situagio agrava-se quando as pegas esto submetidas a choque. Recomenda-se, portanto, que esse tipo de ajuste 86 seja feito quando se tenha a certeza de que as cargas aplicadas serio estéticas. Nao hé, portanto, nenhuma vantagem em se tornar as superficies mais dsperas Para uma mesma interferéncia dimensional maxima e minima, © ajuste com. superfices lisas resulta mais firme. Sistema de ajuste ABNT — Sistemas furo-bate 0 eixo-baso 53 © ajuste de contragdo tem certas vantagens com relagdo ao ajuste por dilatacdo, tais como economia de operasio, uniformidade, facilidade de intro- dugio da peca interior na exterior, (Por estar aquela na temperatura ambiente), sendo mais facil sua manipulacdo. Devem ser evitadas oxidagdes nas superficies de assento das peas para no prejudicar a qualidade do ajuste. As principais fontes de oxidscdo so os sistemas de aquecimento ou resfriamento onde deverd recair © maior cuidado operacional. (s sistemas de cllculo sio idénticos para os valores de Ug € Ux jd desen- volvides para o ajuste prensado longitudinal, sendo! que 0s valores para o coeficiente de aderéncia podem ser adotados da Tab 2.12. Para 0 célculo das temperaturas de esfriamento da pega interior ou aque- cimento da pega exterior, pode-se adotar a seguinte formulagdo: |, — temperatura a ser atingida na peca interior (cixo) no resfriamento (°C), 1 — temperatura a ser atingida na pega exterior (furo) no aquecimento (°C), {4 — temperatura ambiente (°C), Sz —folga minima necesséria para as pegas a serem acopladas, dada em microns, Ug — interferéncia maxima a ser atingida, dada em microns, D — didimetro de acoplamento (mm, 4,,a,— coeficiente de dilatagao térmica da pega exterior (furo) € pega interior (cixo). Tebela 2.16 Costicientes de dilataglo térmica a*t0* : Man ‘Aquecimento _Esfriamento ‘Age carbono @ ago répido " -85 Ferro fundido © ferro maledvel 10 8 Cobre 16 4 Bronze 7 a5 tbo 18 =6 ‘Aluminio @ sues ligas 23 8 iUges de magnésio 26 =a Resines sintéticas “40-70 i rete eee os Toterdncias, ajustes, desvios # andlise de dimensdes Os valores adotados para a maioria das aplicagées podem ser encontrados na Tab. 215. ‘Ao aquecer-se a pega exterior em forno com atmosfera controlada, sem entrada de ar, obtém-se um ajuste por contragio a seco, tomando-se sempre © cuidado de limpar a pesa interior, que tem coeficientes de aderéncia mais elevados. © mesmo ocorre com ajustes de dilatago quando 0 liquido refri- gerante vaporiza-se antes de se efetuar a unio, Se houver o aparecimento de escamas quando do aquecimento da pega exterior, aumentaré consideravelmente o coeficiente de aderéncia. Como exem- plo, uma camada de escamas acima de 1 ym em materiais diferentes ou de 0,15 um em materiais iguais, & suficiente para impossibilitar a separagio das egas ajustadas. Se for necessdrio desfazer-se 0 ajuste posteriormente, sem haver meios de evitar-se a formagéo de escamas, deverd ser empregado. um ajuste com dila- ago, ou ainda, o de compressio e expansdo simultaneamente. Os ajustes transversais podem ser utilizados imediatamente apés sua con- feosio, no sendo necesséria nenhuma espera para sua efetivagdo. Os banhos mais comuns para resfriamento e aquecimento das pecas uti- lizam os materiais da Tab. 2.16. Normalmente, nos ajustes de dilatacio, a pega interior € resfriada com gas carbénico ou ar liquido, enquanto nos ajustes de contragio 0 aquecimento da pega exterior € feito com dleos especiais. Tabela 2.16 Aquecimento e restriamento utilizados na prética Banhos de equecimento Temperatura de vapor ou resttiamento ‘ou inflamagéo (°C) CO, solidticado (gelo seco) -72 Ar liquide =190 Azeite mine +360 Exemplo de aplicagio Suponha-se que 0 eixo de saida de um redutor de elevagio de uma ponte Tolante siderirgica deva ser acoplado, com interferéncia, 4 engrenagem cor- Tespondente, devido a alta solicitagéo ¢ regime ininterrupto de trabalho em aciaria. Nesse caso, justifica-se o ajuste com interferéncia devido ao rigor da solicitagdo e da alta periculosidade proveniente de uma quebra provinda de luma unido com chaveta ou estrias, A forga de deslocamento horizontal ou forga de aderéncia P,,, = 2000 kgf, ‘enquanto © momento torgor a ser transmitido ¢ igual a 30000 kgf mm. ‘So dados aind: didmetro do acoplamento — D = 90mm, diametro do cubo da engrenagem ~ D, = 150mm, largura da ensrenagem — L = 150mm material: ABNT 1030 ‘Sistema de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-bate e eixo-bsse 55 4 = 50 kgf/mm? — limite de resistencia, ©, = 27,5 kgf/mm? — limite de escoamento, E = 20000 kgf/mm? — médulo de elasticidade, 1 = 10/3 ~ coeficiente de Poisson, H, = 16 um — altura da rugosidade; caracteristicas do eixo: material SAE 1050, limite de resistencia — 0, = 70 kg{/mm?, limite de escoamento ~ 0, = 38 kgf/mm?, médulo de elasticidade —"E = 20000 kgf/mm?, coeficiente de Poisson — 4 altura de rugosidade — H, coeficiente de aderéncia Acoplamento feito com lubrificagio de 6leo mineral fino. A prensagem deverd ser feita através de uma prensa de 35 toneladas. Cileulo 1. Esforgo tangencial M, 30.000 Pyy = 2 GE = 2x Gy = 610 kl, P,, = 610 kgf. 2. Esforgo necessério para se manter 0 ajuste ‘PE + PE = / 670? + 2000? = 2109 kgf, 2109 kgf. 3. Presstio minima necesséria 2109 tx 90 x 150 x 0,12" 0,414 kgf/mm? 4, Interferéncia minima U, sendo Ug = 104K, + K)PqigD + AU, calculando-se as constantes da formula, tem-se ttt D+ =F f 1£1-)) sendo ny = 10/3, temos , +1 = 10/3 +1 10 56 Tolartncies, ajuster, desvios w andlite de dimensBes portanto, K, =0,121 x 103, = MD + + WOE, 5 NEL -Q2) sen portanto K, = 0,035 x 10°. © valor da perda de interferéncia por alisamento AU é calculado pela expresso a AU = 2B, + BD mae 1, = 06 H, ¢ B= 06H, AU = 2(10 + 6) = 32 nm, AU = 32 um. Portanto, o valor da interferéncia minima seré Ug = 100,121 + 0,035) x 0,414 x 90 x 1073 + 32 Ug = 58 +32 = 38 um, Uy = 38 um. 5. Interferéncia maxima Ug A interferéncia maxima seré calculada pela expressio: U = 10° x p(K, + KD + AU, sendo que a pressio p, que atua no acoplamento seri ~ 120} "ge Py colocando valores numéricos = 12,9 kef/mm?, Portanto, Ug = 120,121 + 0,035) x 90 x 10-9 x 10% + 32 213 pm. Portanto, a tolerincia de ajuste T, serd: Esta tolerncia de ajuste deverd ser repartida entre o furo e 0 eixo. Adotando-se tolerancias fundamentais convenientes, que, para este caso, serio IT 9 para Sistema de aluste ABNT — Sistemas furo-base 0 eixo-bese 57 © furo © IT 8 para o eixo, ter-se-4 IT 9+ IT 8 =87 + 54 = 141 pm, Este valor é menor que 0 determinado para 0 ajuste, mantendo-se, por conse- Buinte, na zona eldstica. Neste caso, se poderia utilizar também o ajuste dentro da zona plistica, pois que Pp, _ 129 2 Prin = O14 kgf/mm? < FL = “= 6,45 kgfmm*. Adotando-se 0 sistema furo-base, a classe adotada para 0 furo sera H. Assim, a tolerancia adotada para o furo seri H9. Portanto, ter-se-&: 90 H9 = 9079.58. Portanto, a tolerancia do eixo fica determinada por: T,-(IT), = 175-87, 88 um, Que deverd estar compreendida entre as seguintes diferencas: a) diferenga superior = interferéncia maxima U, ») diferenga inferior = diferenga superior do furo + interferéncia minima U,-87 + 38 = 213-88 = 125 um; diferenga inferior = 125 um. Portanto, a tolerdncia do eixo deverd estar entre os valores: sore De acordo com a normalizagao ISO, 0 eixo que mais se aproxima dessa norma- lizagdo & 90u9 = 90387. Serd entdo necessdrio, por forga de normalizagéo, adotar-se pata 0 eixo a qualidade 9, Neste caso, tem-se IT9 + IT9 = 87+ 87 = 174 ym < 175 um, uw exo do que se conclui que, mesmo para este caso, ainda é mantida a zona eléstica no ajuste entre as pegas. Portanto, 0 ajuste adotado seré a) furo, 90 H9 cixo, w= Wyoihas ) interferéncia maxima efetiva U = 213 um, interferéncia minima efetiva Uy = 124-87 = 37 um. EXTENSAO DO SISTEMA DE 500 A 3150 mm A norma ABNT NB-86, prevé a extensdo dos sistemas de ajuste para pegas com dimensées maiores que 500 mm, até 3150 mm. Os célculos das qualidades e classes das tolerdncias so (eitos baseando-se na dimensio D, que, analogamente para dimensdes menores que 500 mm, repre- Senta a média geométrica das dimensdes limites de cada grupo. Os grupos de dimens6es normalizadas so previstos na Tab. 2.17. 58 Tolertncias, ajustes, a Tabela 2.17 Grupos de dimensbes ‘500 860 1260-1400 560 630 1400 1600 630 710, 1600 1800 710 800, 1800 2000 800 900 2000 2240 900 1000 2240 2500 1000 1120 2600 2800 1120 1250 2800 3150 Qualidade de trabalho — toleréncias fundamentais [As tolerdncias esto estabelecidas de forma similar as j& previstas para © sistema de dimensdes abaixo de 500mm. So previstas onze qualidades de trabalho, designadas por IT 6, IT'7, IT 8, IT 9, IT 10, IT 1, IT 12, IT 13, IT 14, IT 15, IT 16, que constituem as qualidades fundamentais. Todas as quatidades fundamentais sio referidas & unidade fundamental de tolerdncia, calculadas pela equagdo: 1 = 0,004 D + 21, onde 1 = unidade fundamental de toleréncia, expressa em microns D = média geométrica dos dois valores extremos de cada grupo de dimensdes, expressa em milimetros. Os valores das tolerdncias fundamentais, em fung&o da unidade de tole- rancia [, figuram na Tab. 2.18, Tebela 2.18 Tolerfincias fundamentais em funcéo de J 76 77 8 WO ITI ITM M712 (713 IT14 1718 IT16 Yor 161 2617 407 641 1001 160 2501 4007 6401 10007 A Tab. 219 mostra os valores numéricos das tolerancias fundamentais, de acordo com a variagdo da dimensio D no grupo de dimensdes. Até a quali- dade 11, os valores so expressos em microns, enquanto que da qualidade 12 até a 16, estes passam para milimetros. Classes de trabalho Os valores das classes de trabalho, analogamente as qualidades funda- mentais, sto determinados a partir de formulas baseadas em desenvolvimentos tebricos apoiados em experiéncias praticas. ‘As distintas posigdes da tolerincia que se estabelecem para cada grupo de dimensdes, so designadas mediante letras maidsculas ou mindsculas, de acordo com a especificago de furos ou eixos, respectivamente. ajuste ABNT ~ Sistemas furo-bate 0 eixo-bate 59 ‘Gusieds 7) 1 ‘Valores em microns 0 175200 200320 705165 760 420660 1.05 1.68 125198 910 600780425 1.98” 180330976600 ~920 1828 T0475 789 4407001100178 135 21 330 640 860 1350 ‘A designagio das posigdes relativas dos cixos, com relagio a linha zero, € dada por: HELM DK MUA SEY enquanto as posigdes relativas dos furos so designadas por: D, E, F, G, H, Js. KM, N. PRS. T.U. (Os valores dos afastamentos ou diferengas de referéncia sao contidos na Tab 2.20. Para os eixos d até h, € 0s furos Jy até U, 0 afastamento de referincia & 0 afastamento superior, enquanto que, para 0s eixos js até ue para os furos D até H, 0 afastamento serd o inferior. Nota-se, ainda, que a posigdo do campo, correspondente as letras js ¢ Js, & simétrica a linha zero. © afastamento dos eixos desde d até h & negativo, enquanto de k até u positivo. Com relagio aos furos, o afastamento das letras D até H sera positivo, enquanto que o das letras K até U, seté negativo. Os valores dos afastamentos de referéncia sio determinados segundo as leis ¢ fOrmulas constantes da Tab. 221. Supde-se que, para os eixos da h, ¢ para os furos Js a U, o afastamento de referéncia é o superior, enquanto que para 0s eixos js au, € para os furos Da H,o afastamento de referéncia seta 0 inferior. Os valores da Tab. 2.20 foram arredondados segundo 8 valores da Tab. 2.22. ESCOLHA DOS AJUSTES A escolha dos ajustes para as pegas em acoplamento em um conjunto ‘mecinico, exige do projetista um profundo conhecimento dos processos de fabricagao ¢ da disponibilidade do equipamento. Além disso, o8 ajustes devem representar as necessidades e exigéncias do dimensionamento que precedeu a0 desenho de conjunto ¢ detalhamento das pecas. Somente de posse desses conhecimentos é que se podera optar, dentro de uma grande variaglo de alter- nativas, pela melhor solugio para a qualidade necesséria no acoplamento. Tabela 2.20 Valores do afastamento de referéncia Mande OH Tey gym te 0) me OO WiaeaeaweeTono 2% 72s 2 0 OM a8 100 Fb aa Top Mende TOMWIT0 oop 195 cm 0 0 a 08 mp HO 070 11D a ai de 1aH0 981100 es ago 0 wo 0? 0 we 70 two O_O HO 10 Wade 2000 622005 ay aay gu 0 © ow) 110 105 442100012800 itaeaezupoawateo © 80 1 3h OO T8185 20 ST aos Atop “texenye “sa/oup 0/04 segeuowyp op onypue ‘Sistema de aluste ABNT ~ Sistemas furo-base 0 alxo-bate or Tebela 2.21 Formulas dos afastamentos de referén nominal fem fung8o da dimensio Zona Formula Zona Formula aD 16D% nN 004 D+ 24 11 pet BP 0,072 D + 378 55 e1 aR média geométrica entre os valores 2.5 De previstos para p, Pes, S 0 3S 177+04D osm, ur 17 7+063D 0 aU 74D 0,024 D+ 12.6 : Tabela 222 Valores do arredondamento inm de — 60 100 200 600 1000 2000 6000 10000 mm \ até 69 100 200 500 1000 2000 5000 10000 20000 ‘Arredondados em 12 8 10 20 50 100 200 500 miltiplos de Devido a grande variagio das possibilidades de acoplamento que oferece 6 sistema de ajustes, conclui-se que a escolha de um ajuste deve levar em con- sideragdo determinados fatores, tais como, peso das pevas, custo de fabricacdo, vida itil desejavel a0 sistema’ mecdnico e intercambiabilidade das pecas em acoplamento. Para definir 0s ajustes, em qualquer tipo de indiistria, deve-se levar em consideragdo duas situagdes principais: 1. AJUSTES COM PECAS NORMALIZADAS Siio ajustes feitos com pecas cujas tolerancias so normalizadas; ou porque as suas fabricagSes j so normalizadas para redugio de custo, tais como, rola- mentos, retentores, etc, cv, ainda, porque a utilizago de algumas pegas com tolerdncias normalizadas provoca uma redugio de custo, quando unidas a outras, cujos ajustes ¢ intercambiabilidades sdo perfeitamente estudadas. A este grupo pertencem, por exemplo, os ajustes de chavetas, antis eldsticos, etc., que, se por imperativo de projeto podem ser projetados com dimensdes e ajustes especiais, torna-se anti-econémico utiliza-los de um modo geral, uma vez que assim seriam perdidas as vantagens de baixo custo e boa qualidade que se obtém nas firmas especializadas em sua fabricagao. 2, AJUSTES DE ESCOLHA LIVRE Dentro de uma grande gama de escolha, deve-se, em primeiro, determinar ‘a tendéncia segundo 0 tipo de industria interesses particulares sobre a prefe- éncia de implantar 0 sistema furo-base ou eixo-base. 62 Tolardncias, ajustes, dasvios @ andlite de dimontBes Para 0 caso especifice de ajustes diferentes em um mesmo eixo, havera ‘uma série de opg¥es entre um sistema e outro, ou ainda, por um sistema misto, que sfo desenvolvidas a seguir: 1) suponha que sobre um eixo (Fig. 2.33) se pretenda introduzir uma pea a, com interferéncia, e uma pega b com ajuste deslizante por necessidade de projeto. Nota-se que ao se introduzir a pega a, haverd tendéncia de se erodir a parte do assento correspondente a pega b. Portanto, a tendéncia légica seria, ou escalonar @ eixo, se possivel (Fig. 2.34), ou passar para o sistema furo-base (Fig. 235), ou para ajustes combinados (Fig. 236), 0 que exigiria um pequeno escalonamento entre as duas zonas de assento. Se se fixa em uma das solugBes, 1 opgio mais conveniente economicamente, sera o furo-base, j4 que sera neces- sdrio um menor nimero de calibradores. 4 AVUSTE AUUSTE FIXO MOVEL Figure 2.33 Ajuste entre duas pecas sat Figura 2.34 Ajuste entre duas pe¢as com escalonamento do eixo AVUSTE AUUSTE FIXO MOVEL Figura 2.35 Ajuste entre duas pecas adotando-se o sistema furo-base igura 2.36 Ajuste entre duas pecas adotando-se sistemas combinados ) suponha, agora, que sobre o mesmo eixo do exemplo anterior a pega a passe a ser montada com ajuste deslizante, enquanto a peca b seja montada ‘com interferéncia. Se se adotar o sistema furo-base (Fig. 2.37), nfo sera possivel executar-se 0 ajuste sem escalonar o eixo. Para evitar-se este escalonamento do eixo, a solugdo seria adotar-se o sistema eixo-base (Fig. 2.38) com a qual seria postivel executar-se perfeitamente a montagem. Poder-se-ia, também, optar por um sistema misto, de furo e eixo-base, obtendo-se a montagem que se deseja. Neste caso, também seria necessério usinar-se um anel entre uma superficie de ajuste e a outra. E 0 que mostra a Fig. 239. 64 Tolerdnclas, sjustes, dewvios @ AYUSTE AuUSTE MOVEL C/INTERFERENCIA Figura 2.37 Montagem com a peca 2 com ajuste mével e pega b com interfe- réncia utiizando-se o sistema furo-base Figura 2.38 Montagem com o sistema sixo-base Observa-se que em todas as combinagSes, a de menor custo ¢ menor inves- timento em calibradores seré o sistema cixo-base. Entretanto, deve-se levar ‘em consideragio, na escolha do sistema de ajustes, alguns fatores técnicos ¢ econdmicos, que sio enumerados a seguir. 4) Exigéncias de construgdo No sistema furo-base ¢ preciso escalonar os eixos para se conseguir cor- Tespondente ajuste, de acordo com as variagBes positivas e negativas; no sistema cixo-base no haveré necessidade de escalonamento. Porkm, 0 eixo-base no Shetoms de ajuste ABNT — Sistemas furo-base @ eixo-base 65 LA, BASE] BASE | TX a 2.39 Montagem utilizando-se sistema furo-base ¢ ei -base € un eixo liso, sem tolerdncias, sendo o escalonamento de didmetro necessario para se conseguir, sem problemas, os ajustes deslizantes e de interferéncia, Segundo o nimero de escalonamentos necessérios, pode-se optar por um ou Por outro sistema, ainda que fundamentalmente se possa executar 0 ajuste Por qualquer dos dois sistemas. sistema eixo-base € preferivel nos casos em que se empregam materiais extrudados ou trefilados, sem usinagem posterior, como por exemplo, 0 ajuste de polias ¢ acoplamento em eixos de transmissio, onde hé necessidade de ajustes prensados e deslizantes ao mesmo tempo. E ainda utilizado para os ajustes prensados de buchas em cubos de polias e engrenagens, além de todos os ajustes de capas externas de rolamentos com os respectivos furos de carcagas de assenta- mento, em todos os tipos de maquinas, ii) Consumo de material Se houver possibilidade de utilizagao de eixo liso, sera possivel uma cons- trugdo mais barata com economia de material através do sistema eixo-base. E 0 caso de transmissées com cixos longos ¢ muitas polias, onde se utilizam barras trefiladas com tolerdncia h1l € h8. Para todos os outros casos, nao hé diferenca sensivel de custo com relag#o a0 consumo de material iii) Custo de fabricagdo compra de ferramentas e calibradores Os custos de construcdo ¢ aquisigdo de ferramentas de fabricagio ¢ me- digo, so maiores para o sistema eixo-base, pois que, para cada furo dos dife- Tentes ajustes so necessdrios calibres-tampio de boca tipo passa-ndo-passa, com seus respectivos anéis de aferi¢do, que tém construgo mais cara ¢ sofis- ticada que os correspondentes calibradores de boca com seus respectivos padrdes de afericdo para cada assento de eixo no sistema furo-base. Com relagio a fabricagdo propriamente dita, € sempre mais facil a utili- zagdo de ferramentas para usinagem externa de eixos para as diversas variagbes € tolerdncias necessérias aos ajustes. 66 Tolertncies, sustet, desvios enélice de dimensBet shvome 60 sjuste ABNT ~ Sie er © ferramental para usinagem interna, geralmente, € mais sofisticado ¢ Tabela 2.23 Ajustas ISO — valores numéricos de mais dificil utilizagéo, como barras para mandrilamento, onde se pode compor = a usinagem de diversos didmetros simultancamente. v= 4 ‘Aliado a tudo isso, € sempre mais facil, supondo-se somente a dificuldade + 4 de fabricagdo, a usinagem externa de eixos do que a interna de furos. ‘No sistema eixo-base, conseguem-se custos menores de fabricagdo, s6 se age al ooe lon houver possibilidade de eliminagao de retifica de furos, condigo pouco possivel = fem construgo mecinica. 2 o¥0 iv) Montagem e colocagéio em servico te. H& sempre maiores facilidades de montagem ¢ desmontagem de cixos escalonados, sobretudo em maquinas de preciso, o que resulta maior interesse & ws fs fol sto fs fas fos |e na utilizaglo do sistema furo-base. y Pokal -fsceee betsy: [cer ps Es Conca be ee pee ees Para a construgio mecinica em geral, o sistema furo-base oferece maiores Bf fee stipe fe 6 fel eb te vantagens, principalmente quanto aos custos de fabricaglo © de ferramental, B feakal.faxfen[exbe forbs [el possibilitando ainda melhores condigdes de montagens e desmontagens para me Pope Pepe eee te todos 0s tipos de ajustes, devido possibilidade de escalonamento dos eixos. = res No sistema eixo-base deve ser usado, sempre que possivel, um eixo com BETS SARE Lee Ee es Re Ls ie uma ‘nica dimenso, sem escalonamento, 2 ames ‘Nao obstante 0 que {oi indicado, so dadas a seguir as tendéncias mais B fowl, Laks ea leofm [apo [ules fa] [> generalizadas na aplicaglo para os diversos tipos de projetos: eet Pepe fe abe fe be be fs fs ba fm construgio de baixa preciso — eixo-base, = |l Lakeke Sia et elles construgdo de média e alta preciso — furo-base. g dev) pero meter a rake ce? its CF Lu [oe As diversas aplicagées industriais sto: I ae material ferrovikrio — furo-base, fee) | PRLS BES Ls [5 fe fet [oe ‘maquinaria pesada — eixo-base, ie bs mecdnica leve e¢ média — eixo-base, furo-base ou ajustes combinados, te i. industria naval — furo-base, wes] | |. Fayatsbapa @ | maquinaria elétrica — furo-base, so" ee Ope pay maquinaria agricola e téxtl — eixo-base, jw méquinas-ferramentas — furo-base, im indastria automobilistica e aerondutica — furo-base, cixo-base ¢ ajustes shabe ty leaked s [os 2 - 2 |. . o [Rapti S BR LP ih fas] | as combinados. : : = i = i TABELAS DE AJUSTES RECOMENDADOS Sey | RISE? [cf fe foe Para os ajustes anteriormente citados, estdo previstas, pelas normas ABNT. = a ‘NB-86, ISO R-286 e DIN 7154, tabelas de utilizagio onde as diferengas superiores Boye |). AEE PAR? Peas Ls fos e inferiores, Para furos ¢ eixos estio calculadas em microns para os diversos Hes oo ‘grupos de dimensdes escalonados em milimetros. Assim, as Tabs. 2.23, 224, |. 0) ax] gs [eer foo be ae fos |e 7 fe 2 2.25, 2.26, 2.27, 2.28, 2.29, 2.30, 231, 2.32, 2.33, 234, 235 ¢ 2.36 dio os valores ateeaem oo yo pepere per ee eee” numéricos citados anteriormente. © emprego dessas tabelas € bastante fécil; 4 68 endlise de dimensbes Sistema de ajuste ABNT — Sistemas furo-base eixo-base 69 | Tabela 224 Austs 150 — valores numbicos Seen neey nomen aneen Ta] TTT ve Ey mq it od Tle F + hs 2 4 aeleh aie 7 it ae = Seaers Sa SIG: i io ba | ea ae peed 23 elalele ie he rete Pe ists a aaa aaa era Stee ara | BREET e beck et ob al bute be al. |_|. |. BRS ol oll an am SES -|-|- | -PPBRers tekst ers] seeps te 3 BS ete fee} so 8 fe oe ae Se : ere te 2a aaa a 2 bate be FA ee : ae = es pate [eps ld rere : fe abe arts los ft fs (oe SEES Ta past tt a pa eB Tot eels boket lal ate be : fe [robe be fas = oe ries aa 2 -|- | -| -eeeeeabekstelelsreteps ; Se ee z [a z Re iss 2 eixo-ba Sistema de ajuste ABNT- Sistemas furo-b. 70 Tolarbncias, sjuttes, deevios# andiise de dimenster la 2.27 Ajustes ISO — valores numéri Tabela 2.26 Ajustes ISO — valores numéricos Tabola 227 Ai lores coe) me a 4 te J q 1 } zw 3 q | ] | | solaateriea|e +9 |e20/ewjen sts ~ 4 SEAT Toa pet ma o fe] -[- Eel-T- SEal- [= be be bam xa ae 7 Shep ops SPEERLE fel -|- Cs : = * ee ass [> ae Ti] ae 2 Sapo a tee ele SEs |- be ts Pilar * 3 ;_S = ete u_jem [ep |e | - [oo | - fe] || ole) oleate fo fom |-o5|- a0 eR Si ae She sn ee a |= 0 as sf || Hi fie [oie = [tals Ls a aed joo {cane |e aye] ~ |e |e Pet | | of «| of-mbe bes [me jam SS SRR ais [zm at] [teoig[] ~ fs foot fae [o 9 ae Le ae [ew 5 ta [tial - [terse [a [st || oe z oe ee Sr on fae fr ae Le asi 2 ie [3 [oe] - [ale } fella ee] ) 6] «| aba le fe se laelas SP Sel ee at 8 fx fone fo [a oe |] [ay [ec ue [let fue Lowe (p> fe ae : 3 rae [tele [Sala ee Lae La | (oe ba eae ee a] ja pone foe fee [a [a ae ae fae Bf ae [25 [2 Se: aa | s/s ae | ve eg LS ee ie ea er! To] ao fae [ae fam fae Lae I | of: eae ee ae oP po fom fem fee fe] fat be Le eee F-fae = Se [cools ae | so) te [stor es [ie [ns [as Le [oe [0 = Sees eee] barber fos boss far bie Loe be ef [rw (sasleam | exe | a ee ee ° 7 ban fea |” Lat bn fam bo os Tx Fn fo | [ree [velo [sole ae [se Se fam hie ee = Sse eee ae ee ss bi bo fas bie fide | ao): em |: x5|. ne |: im to La eas Sea a ae 9 is be fem a ~ [emels | oo): we |e ow | - | = Eee ba bee bee | - Say ea ee “SE Ald} 310 2m fee foie +700 | 60. yo |. no ~ bi bo ie om [ae [ow Taare 7 55 fas pe ote He imi se toe bow | bs Bs . se sas] | | | Fe fame fons as] fae beso Fo - bee ° [om [ua [sion ES Bs Bs [ier L- . [ee [oe ar fas Faso fa _ = fee bs a a axe | (ae es me 0 L400 favo - | - ES -|-|- me ie IF 2 be Le arf f a x0 fo bom _ |. ae iF -|-| | Be pe bis be | : E fee fas Fee fen fa . a Kes be Les bao ne ae kes so [soc -[-]- ae = |e fe de 2] 2] 0 bée |.a95 bee 6a oo bamao| 7 { ce 1 fos Las [Sts FS Fs Fe Ear eve ie Tefen |: bo Ere , 7 Tolerdncias, ajvstes, desvios 0 andiise de dimensbes ‘Sistema da afuste ABNT ~ Sistemas furo-base @ eixo-base Tabela 2.28 Ajustes [SO — valores numéricos Tebela 229 Ajustes ISO — valores numéricos = cooatell v= te o | ted tee | 3 { ee 2 ° + I ° ° a | — he zs Papas stein pis pe ° ~ [Te Pals bal el talems [cae [2 Spay isterere pe re ' ~ |= Eee ecersrsrs fs F Lie 2 wT ol baseless fem [eam [eam [are x J+) [0-990 [oe | | aed Hi tS [-[- mee a 6 |. we [se ~ Leh ole Lae : ; Peay > |g has tel 5 | oe nage SES Le 3 te = mas a 3 tis = 0 Pe LHe z oes E 2 ee = [Ts Pe Ea] : oe Fe] fares] oe] Ee pe Py tee Ste ts tia-e— Ee pe] [ae be be wi om ag a Bt ae! solos bap hie | Lt Fee] be - bee Be pts cz ast 2 0) to ae Mo |. a es aio [ie ae 00 as mais oO |= 2% | 300 atte te Sie te oe =i ve] a ame be] pe teal sl ete 2 ae parece SEES [epee om oe et Ee Pa i = ra aa om [+ 7 fp a5 |~ ow |= a0] x60 |- 0 | ato. i J 12 2 ks, op eee ey To} 60] 0 | 45 Fam P- s20 SU BES SLs |e bgewkete bee be = a ropes [288 Le Lat CSE Sot a me fe ee Este poe bs ' rq ‘ Sts were es eee as bee be ie FA Stehe te bets Ee bee 5 = Se [tes [is iste bz See pe ale Le kepkmtete be be = = | olan Fae be oe [oe (8 [222 as Los FEEL Em | , Ed [lon |e file Cal Seyi be Ere po pee f 3 2 ere ie fe few |e Esp far Poo a = to Fm ae = [ee] «fae bie Ei Tis foe fos ban Cl sob eae Poe Pa = w]e jan | im Fea eee bebe popes 3 3 te] 2] 0] of mol mel pol xe [tr | io | Es oe| 0 |-2 EB Tifa [at Far mast oe Fo Pe z 2] lee |e Fee Fae He : 2 bee [oa we = ta] 0 |-m |-imo fue pus Sie : im Z Tabela 2.30 Ajustes ISO ~- valores numéricos ! ‘Sleteme de afuste ABNT ~ Sistemes furo-bate ¢ eixo-bexe 78 1 — = J Tebela 2.31 Ajustes ISO — valores numéricos te 1 a 00 L 4 re [ec]ne [reece ne lav |oe fae foc T 7 Te ler rare - {28 2] - ass ut u = [ze aL the Bs Cela? SS SS i Pel als 23[ is [ial-u [safe Hii 7 ett 3 fa ~fes| ee [euler a fee [ea fen 7 i Diefin |i] fish otis (ole : -» | ; sil-nles] ohebmpak aleado =]-n]-x | -a|eu fee fea fee [of 2 . aeflar | lait [larfian fis |” ok j we} aubolelebulabaleal so | a [espa abisbe [apy (eae role] om feafeae|-« [os [em |e bo ; SAILS [Safle [ale Le] ops : ve fash fe ae ee celes t i 2 ship af obs |: af a rp [cd] ie | |e a fe fegten f Fy BEEBTS 5 [om ok fs fe] BES EB] a]-a| obs feaak ab w | of x raed i SS Robles Eh fo iah Oh | Sh Taye : & «REE Te fese [oe fa fw [ea bw oe Seiko [oie LEP ELE = |-so} o barb b xp olen 23 ; af [c ot fast o bs wh 3 ¢ Pe o |e jcabe eke be fake TOES ota PSP SER I a]-20 |r|» hee ach sole 22 lh t Sy-a(23) haar oa ie bs +2 } saab k jae fas cl. wala lab shelope I PPS Too |e» [em] ale we 20)- ajo ey oe [re | Ss) 5 for pet 25 [8 bis zi of] =f. BREST Seale She]: of 83) = a BB bas a Ts bef ~ |. itel-ol-» Ls lente wf P|. Bas bie Lael fea aes sd cla | ape EP yobs ' + Barf ee ba] fe xfacl oa | oF ~ be fr ~ |. EB] -a fa fe ba bo | : Fc bat la Lac] oh a9] fe hans at Tix] im fe [ow fa br o|- fe |e Birk em pol at Sb Rb Bea): 8) ay ed - 219 Se fr rahe fa fw [a bo [OL TL BeBe ls ba] ef abo]. 0} wfas]-ac - | FREER ES Fe aE : fete feoretal ob sala] 8 ! eae Sistema de sjuste ABNT ~ Sistemas furo-base 0 eixo-base " anélisa de dimonsdos 4 76 Toleréncias, ajustes, desvic 2.32 Ajustes ISO — valores. numéricos | Tabola 233 Ajustes 1SO — valores numéricos | ane ase apts | Se eee eae a fn | TTT = -» 1 = fs 3 (fas fea fino fase s|er|es |e o]nelns eulrn es |owlerolenls w - Eee Pareto Tob ap as ala Sloe eae " Eeeel-bSste Elie Mio Pia ed edad 3 Fees berate lb apo er ak ek sl gie ‘ teat beeey = 1 bap eae a las] ea c j fas Fae | = Ee sl: BE sh: altel: Be bs fim | fe ffs ael2 efe fc - & cea - feb 7 be bx [ake be ie Fs = fafa) Ma) oo) | cee a “| a a) mbm a 3 = fnfe ee eae foe 5 28 of del. 59|s wae A rd ie FE J xe : «bol fea nao oe [0] ds 30. |e feem | =, oe % 352] eb Fm] | ~ vfs ors rad sat 2 5 ~fatbaet nef) [ef ef dem awlome I sapere | : fo 4g _ ht |r of Fd ae 5 5 |e B 2 =| : 7 2 = 3 = EA et Ss Ty) Ee Label af 2 Ed : ba sh ee St Fa 1 7 2 35 5 [3] 0 | 3 al 33 oo} |. | |. [Se || Leh |. o9| 10] nag] as [2-0] 5 -|-|- Fe “Gh tsk nef oo Zhe ‘Ds |=of rm] 0) of ca ca | az [ame [aw feelssce| |) | or srr ar 2 ~ (alate i Sigs : se [430 | 300 | 2 95 (oe (cess [cae 6s 00), 4 ed ee 26s es | ~ |] BSS SST OP Me SE SE SL ok ol ee eh [38 Pe L | Beles 7 Toleréncias, ajustes, desvios o ansiite de dimensBes ‘Sistema do ajuste ABNT ~ Sistemas furo-bese 0 vixo-bete - 79 Tabela 2.34 Ajustes ISO — valores numéricos la 235 Ajustes ISO — valores numéricos v= vom +a o vo i = ° ee -« wae To ST—T 71. Pere = a i So el Ii tree [ee [ow] - oe ate Es a I ira ]-9 |= cm Re [be a a [2% |e Emit [ h esc of ’o Io = |e | = fel css rhe Ese Issel (2) | Val salen foe tk te a ae aie ere E : FARA Ez Heese lel alm = eee Bel Peres a Stee Stabe ets et se bee [ome glee ces kas ae bse [aa] 3S ee ea oa oh rah mt ete bee te a eggs [castes sf os: se aah aot sk bee see er ere rele berere ke eelleellee ele se asia tas [| Sees Stee ee Stete te : =| eke Lele keke be [za] Bee ee SSeS aetash mt ek ok meebstee tes bas rebate elsek mel: 025) "shh a Bee ek wee be | ee B SS ae sae tae ae 3 es [za [= EP ees mite be | 2 Sacer ae a ietetele sare eeleaie all esse od eho wh oof Sek me a a cere pe SS ca Oh Septet Sstest wt 35 = 1000 = 50 2020. {= 1920] 4420 J —_ ay me. # Sa ae oe oe See ees Ste tie * - | - peek ielse bee | 60 frisio | “a0 |= 90 | reol seo} aso} «40+ role tok on ow 3 =a aoa | topos fecal | stat at ots Pa = Peeks | we bees [ase vara = Hor = = h ‘Bar fase ew fate |- to softer 2i7| LL FEES \ SSeS aces | Th St et SSE ee xo = 190 |- we | - 70 Som [i [eco [ds [zm bee Tolerincias, ajustas, Tebela 2.36 Ajustes ISO — valores numéricos desvios @ ansilise ds dimensdes vos +o eae ere ce ee ee eixo-base 81 Sistema de ajuste ABNT ~ Sistemas turo-bav desejanda-se emprega-las para um ajuste 100 H7n6, ter-se-a: furo 100 HT = 10078035, eixo n6 = 10079:835 Observa-se que para 0 furo 100 H7, no grupo de dimensdes compreendido entre 80 mm e 100 mm e, 120 mm inclusive, a diferenga superior sera de + 35 um. enquanto a diferenga inferior sera nula, como deve ser sempre para todos os furos de classe H. Para os mesmos didmetfos, 0 eixo 100 n6 tem diferenga inferior de 23 ym € a diferenca superior de 45 um. Assim, as cotas dos dois didmetros. - serdo: furo 100 H7: medida maxima = 100,035 mm, medida minima = 100,00 mm; eixo 100 n6: medida maxima = 100,045 mm, medida minima = 100,023 mm. ‘Com relagdo aos jogos ¢ interferéncias, tem-se: Jogo maximo Sq = 100,035 - 100,023 = 0,012 mm, So = 12 um; jogo minimo Sy = 0; interferéncia méxima Ug = 100,023 - 100,00 = 0,023 mm, Ug = 45 um; interferéncia minima Ux = 100,045 100,035 = 0,010 mm, Ug = 10 um. Conclui-se, através dos jogos e interferéncia calculadas, que se trata de um ajuste indeterminado, com jogos e interferéncias positivas, conforme previsio jd feita no desenvolvimento te6rico anterior. Aplicagdes As Tabs, 2.37, 2.38, 239 e 2.40, apresentam as aplicagdes industriais mais importantes dos ajustes normalizados, tanto para furo-base como para eixo-base. Aplicagdes semelhantes, para casos especificos, poderdo ser utilizadas depen- dendo da anilise de jogos e interferéncias passiveis de serem cfetivadas, de acorde com as exigéncias do cilculo de dimensionamento. Tabela 237 Tolerdincias abertas — construgia grosseira Furo:bowe _ Eho-base plcarbns MIL #01211 AT2 Peas movie com grande telerdncio © muito fooe mre mon wlamenias om mbcuinos agioolee ‘sconamento 40 fio de enor nveroptares giatStos lmitadores "se curso - vet mies ‘jutee Tuto epetas de foio Tonowsio WO G10 10. MO__ ies comorpondentas moe = O10 mmm mT paqueno loge Tabola 2.39 82 Tolerdnclas, ajuttes, desvios o andlise de dimenst Tebela 2.38 Tolerdncies de médie ‘precisio Furo-bewe Eno bane Tinos de ajustos icagiae Treiea x Eb/nePogas mbvais com jogo, desde evabrequine a PBlee ERIE parceptiveis ath amplo. Uttzados alae FING om candles pouco seve rolementoe formiinds Tunconemento sem eolamentor am bombas contttugas © do betieagto ongranagens soi:08 de ventindores FR GIO D10 FB Pocas mbvals com jogo multo emplo esuporet pam etos grandes (irvores do trenemistto) de scronamonto em guias seizes pr tare ‘potas foucas aml (uporter em ridquinas agricalas a Fale? Fayn? bracako bdia para paves vals jsies para rdauinns-foremestes 188 {qe gram ou desizam em mancal sojustes pars Alavances Se deslzament ‘Selustes pars Varbes FRR Fa ha Procnko bastante grande Ajusor do wassonto de évores de comando do fotagho de Gros que so efetuam —_véivl 5 fom buias condigbes de velocidade sees de bombs de Seo STyvensto,porbim no neceustam de sajuste dos pora-escoves nos motores 3 izeagem cuidedosa eatcos be We 18 HED Pecos que devem tor moniedat som wretentores om Wanamisaho 8 store» desist om funcionamenta. epolae fas @ inteyias ‘Smaniveing, engronagons, acoplementos ue desizam sobre seus 08 aa aoe We mt = Tipe de eluate Aplewsto oi 7 G09 17 Pores mbvels com grande joga. Assonto furor rouqueados om suport 10m atbrio folgado _ Senos bre suportas malik maquina operatiz Wi TFT 7 Pocas mévols com jogo apreidvel As- esupon de fusos om afadoras : Sem ghatérie, Provocam Jogor de fun sengrenagons comedicas em caias ‘lonamento pouce importantes ‘seem rolamontos do bisas Secoplementor com discos desloct pacar gsitéias ou deszantes’ om 0 Tolamentoe ou marcel, corespon ‘ont 9 ume rotegdo do menos de 1600 rpm presto do servigs menor ‘que 40 Kat/em? sfuxon com ressaos dvisores “Tr gh G7 W6 Niuste do pepes_mévels som Joga As epecar delzents do maquines for sm onto glatoug jurto amartas Hof 60 H6 justo do rande erecisto pare parat mé- _eantisexeires de rlamentos 6 5 ‘que exigem guioe prociaas © far HOS G8-M5Somenta deslizamente eslerencia & fo. esuste para rlamentos de ciinéros = tah. ‘socedoros i, . ecoplemente do discos devoctvels ou desscoplsea re valvlas ncsixe de cetrogem de tubulagbes ‘Sistema de ajuste ABNT — Sistemas furo-bese Furo-besw Gxo-bese eixo-bate (Continuacao) . Teas de sjuster od THING Raxanio Geazante om pocat lubnleades sexes do cont ponte HOInS com deazamanto A mbo ‘Shxapdo por chavetes Smontagem de aceetiroe om tone de orno ravelver ‘emancois de furadei (Scalunes-guia de furdoires cada ‘Srontogem de rolamentor de esteras oloe ‘stease 0m mands, cabogote bro: qveador Fe Aasanio Yorgado lave Podam sar morta. epocas de maquinas operates de Js nS dos ov desmontados & mio ou com mar “montades com ‘tequencla «com 6 15 telo de madeira, Nio sho suficites para fxo¢do conte gto como man teanamitroslorgo, sendo necossinie fixe- col, capee externas do rolamantos ‘ho das pocas. Emprogades tamblm pata de eslees, Buches em ongronegens Of casos om que ha necessidade deqrande ¢e cimbio Drocisho de giro, com carge love com eojustes em méquinas oldies (oa ‘eagho indetormineda anton polls, slojementos de che pas do exter) ‘laments em virabroquins pinhsos em pontae do exo (Miscon, engrgnogers, cvbo. ete, "Que Gaver deslocer-se fecivente _ or umachauase 16 17 Aasenio Torpedo médio montados ou das wangrens Toros do torne ‘montados com marl. NBO permite ro. sane! interotde colamento de esforas taco ou desiocamento ‘ciscor de oxctncos ‘pales fixes 0 volonas_om esos equeos esforgor “ig h7 Assenios Torgados com operto ‘sem maquinesferamentas, evar [Mr -né Montegem # desmontagom com marco, " gens que so mortam Me hs om fogitncia, mes que io de- ‘om ter Jogo aprecidval pole cones spinhdes © engranegens com assonto ‘prensado ou forgado com lngltae pera 200 rpm smancaie (2 extemo) nos suportes corespondentes 33) BB) We we uT we xt he we 6 aR oe veo xen 76 Tolertnciat, sjustet, detvios o ensiisa de dimensBes ‘Montedo « desmontado com grande ot ergo, com esforgo. Atsento freade dro ‘0 rl Montogam # dasmontagem semente com prensa 9 fo, ou com esquantament de ume das pecat deo quente NNio podem ser detmontedes sem proiu- cers xaphe mA ‘ponsagem » quente com prensa, com desmortagem impossivel som Dojudicr e supe, Possival wansmite rorgos pelo juste ‘juste delizonto pare poo tam com teclidede ‘Asis preneados ‘Ausios desizanios ‘Apicoon ‘andie extamos am contros Smancais do bronze no. cubo ‘indie sre eixos com intertartncia Splnhées om elxes motores ‘duaidos am dinemos weubor de inde motores eldticor srorores sobre wos th 50 mm de sfolamento para tens do leminapto tsmencais de bronze eh cubos (com ‘rabaiho forgedo) corous de bronze om rods de pers: uso. emf coroas do bronze pt engronagens ‘ecoplamento em pontas de eixo su joites # severes condigdes do to bane 5 pare maquinas eleas com turos cima de 335 mm sans coletves com furos cima de 50 mem pinkie @ enarenagena com 9 700 Tom presos com chavetas do cunha escoplmentos '¢ polet. ‘montadee sobre eixos Pel ie explicagto om tons do laminasso gio pa pm com chavta poles do freon com chavets » 200 femaneais do aro ronze intaigos. om ongrensgens lubricados com g rose 7} ‘Stetome de afuste ABNT ~ Sistemas furo-base 6 eixo-bate os TOLERANCIAS PARA PERFIS ESTRIADOS E CHAVETAS Para o ajuste de perfis estriados, através de tolerdncias normalizadas, hé que se distinguir, considerando a Fig. 239, onde: D —diametro maior do furo estriado, d— difmetro menor do furo estriado, b — vio circular do furo estriado, D, — diametro maior do eixo estriado, d, — diametro menor do eixo estriado, b, — espessura circular do eixo estriado. Figure 2.40 Ajuste com perfis estriados Tem-se dois casos distintos: 4) perfis estriados cujo ajuste € feito pelos flancos; neste caso, o ajuste & conseguido por variago de tolerdncias entre a espessura circular b do eixo 0 vio circular, havendo grande folga entre os didmetros D, Dy, de dy; ») perfis estriados cujo ajuste ¢ feito pelo fundo das estrias; 0 ajuste conseguido por variaglo de tolerancias entre 0s didmetros De D, oud € dy, havendo grande folga no ajuste entre as dimensies b ¢ b, De acordo com os dois casos anteriores, na Tab. 2.41 estdo todas as variagdes possiveis de ajustes entre eixo e furo, considerando ainda as variagées de dureza do cubo. 6 Tolectncias, ajustes, desvios @ andlise de dimensbes Tabela 2.41 Tolerancias para eixos e cubos estiados ze cube sem _cubo cabo Tompendo”“cubo tinge Temperar_—_temperado_e sem tamper @ sem temper Cube Ao mH mt @ Exo mévol 7 8 7 Ne cube jy ” Fo contragem a interior 6 fal ¥ 6 2. 6 Ei fino a5 ze me a «6 e Exo — = ”. —_ Exo mével 77 conragem 9 obo as fencoe a“ no cube - m3 +0 valor enue paréntees relere-ae a cubor t0m romper A Tab. 2.41 adota valores das toleréncias considerando-se estrias com grandezas normalizadas. Quando se tratar de estrias ndo-normalizadas, haver& necessidade de estudos particulares para se determinar as tolerincias especiais, ara cada caso. Para 0s casos em que os perfis estriados transformam-se em chavetas, como na Fig. 241, as tolerdncias adotadas so indicadas a seguir, supondo-se sempre que a chaveta seja de faces paralelas. Eixo —1 —tolerancia C11 b, — tolerdncia R8 . Furo — 1, —tolerincia HI1 b, — tolerancia H9 Chaveta — b — tolerancia h& A —tolerancia hit Nota-se que o ajuste entre chaveta ¢ eixo, dado pelas dimensdes b1(R8) ¢ b2(H9), ¢ feito com interferéncia nas faces laterais da chaveta ¢ do eixo, enquanto entre a chaveta ¢ o furo, tem-se um ajuste indeterminado, H9h8 entre as larguras 62 € b, sendo com grande folga no fundo do canal. Estes ajustes so necessdrios -para uma fixaclo rigida entre eixo e chaveta, para transmissio do’ momento fervor, além de grande preciso e possibilidade de constantes desmontagens \gntre chaveta e canal de chaveta no cubo. Como caso particular, tem-se a fixagdo ‘Shsema de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-base e eixo-bare Figura 2.41 Ajuste para chavetes de fresas com arraste de chaveta, cujo ajuste deve ser feito de acordo com as tolerdncias a seguir: para o diimetro de acoplamento — furo H7, eixo 16; para o canal e chaveta — ranhura das fresas — D10, ranhura dos eixos — HT, largura da chaveta — 18. As iolerdncias indicasas podem também ser utilizadas emi muitos casos de fixago com chaveta cénica. APLICACAO DE BUCHAS ENTRE EIXO E CUBO Para a aplicagio de bucha deslizante entre um furo ¢ um eixo, conforme grandezas da Fig. 2.42, prevé-se a aplicagio de ajustes conforme especificado na Tab. 2.42. O ajuste H9 € h8 & genérico, podendo mudar na medida que varia uswe.ts Figura 2.42 Tolerdncias para buchas intermedi ndlite de dimensBes 88 Toleréncias, ajustes, desvios ‘Tabela 2.42 Tolerancia para buchas intermedisrias Eixo di tolerdncia AB H9 ne DI tolerancia HO a1 Note-se que 0: ajuste entre 0 didmetro do eixo e D1 do furo da bucha H9h8, sendo portanto deslizante. O ajuste entre o diametro da bucha d2 e do furo D2 do cubo é H7r6, com interferéncia, para evitar que a bucha deslize no cubo. O ajuste H9A8 ¢ genérico, podendo mudar na medida em que varia 0 projeto do mancal TOLERANCIAS PARA ROLAMENTOS Introdugéo Uma condigfo importante para o funcionamento satisfatério dos rola- mentos, ¢ que seus ajustes sejam bem escolhidos. A escolha depende, prefe- rencialmente, das condigdes de servigo, se bem que outros fatores de menor importéncia podem ter alguma influéncia, cori a construgdo do rolamento, a condigdes de montagem e seu jogo interno. Devido a isso, é realmente dificil fazer-se a escolha correta dos ajustes scm se recorrer & experiéncia ja adquirida esse campo pelos principais fabricantes de rolamentos, como SKF, FAG, RIV, TIMKEM, etc. ‘A fabricagdo dos rolamentos jé esta devidamente normalizada pelas normas internacionais ISO. Para facilidade e redugdo de custos em sua fabricagio, adota-se: a) 0 furo do rolamento, em seu anel interno, adota o sistema furo-base, portanto, classe de ajustes H, conseguindo-se as montagens respectivas com a vaTiagdo da classe dos eixos nos quais ira assentado o rolamento. As qualidades utilizadas so IT 6 ¢ IT 7, dependendo da preciso do rolamento. . b) 0 diametro da capa externa adota o sistema eixo-base, portanio, classe. de ajuste h, conseguindo-se as montagens respectivas com a variagdo da classe dos furos dos alojamentos. As qualidades utilizadas sio IT 5 e IT 6, depen- dendo da preciso do rolamento. A partir dessa colocagio, serdo estudadas, agora, as possiveis variagBes nas tolerdncias dos eixos dos alojamentos para se conseguir 0 ajuste que se deseja com 0 rolamento indicado. Assim, devem ser considerados os seguintes fatores. a) Condigées de rotagao Sendo necessirio que um dos anéis de um rolamento possa deslocar-se em sentido axial, deve-se analisar qual dos dois anéis deverd receber ajuste destizante. O deslocamento axial do aro interior ou do aro exterior, devera Stems de sluste ABNT ~ Sistemas furo-base 8 alxo-bare 89 sempre ser previsto em projeto, para evitar bloqueamentos e, conseqiientemente, aumento das foreas axiais sobre os rolamentos devido a aumento de tempera. tura em funcionamento continuo ou altemado. Preliminarmente, é preciso definir a carga que atua sobre o anel, fazendo-se distingdo entre cargi rotativa © carga fixa. A principal fungio do ajuste em rolamentos é evitar que ocorra movimento relativo entre a superficie do aro de rolamento e a superficie da pega em ajuste com ele. A existéncia de movi- mento relativo entre as duas superficies provocaria a sua erosio ¢ a conseqiiente destruigéo dos assentos, estragando-se as pecas. A carga serd fixa sobre 0 aro do rolamento quando ndo varia sua posig&0 relativa com & rotagdo deste. Assim, tem-se 0 caso de carga fixa sobre o aro interior quando o aro exterior gira e 0 interior permanece parado. Nesse caso, a carga sera rotativa sobre 0 aro exterior do rolamento, visto que sua posi¢do variaré constantemente devido a rotagdo do aro exterior. E 0 caso de polias loucas, engrenagens loucas, rodas de auto- vefculos, etc. Conforme j foi citado, a carga serd rotativa sobre 0 aro do rolamento quando seu ponto de aplicaco variar continuamente devido a rotagdo deste Assim, para 0 caso de transmisso por engrenagens, correias, etc., onde 0 eixo sempre gira, tem-se 0 caso de carga rotativa sobre 0 aro exterior e fixa sobre © aro interior. ‘Uma carga fixa admitiré sempre um ajuste deslizante, visto que o aro nfo terd tendéncia de deslocamento no sentido axial. Contrariamente, uma carga rotativa tender sempre a afrouxar 0 ajuste, devido a deformago do aro, havendo portanto necessidade de um ajuste mais’ apertado. HA casos, no entanto, que no so abrangidos por esse esquema, como Por exemplo, eixos submetidos a tensdes de correias ¢ simultaneamente a fortes vibragées, ou ainda, mecanismo de manivela. Esses casos so definidos como “carga indeterminada”, e os aros interiores recebem ajustes como. se fossem submetidos a cargas rotativas. Para os aros exteriores, que tém maior super- fice de contato que os interiores, pode-se — sempre que a aplicagdo exija que © aro exterior tenha mobilidade axial dentro do suporte e ndo esteja submetido ‘8 grandes cargas — adotar um ajuste um pouco mais folgado que o indicado Para “carga rotativa sobre 0 aro exterior”. b) Grandeza da carga ¢ temperatura Sob a ago da carga, o aro interior dilata-se no sentido do seu perimetro € 0 ajuste entio se afrouxa. De modo idéntico atua geralmente uma elevagio de temperatura durante 0 funcionamento. Com carga rotativa sobre 0 aro interior, este aro deverd ter ajuste forte ndo Somente ao efetuar a montagem, como também durante 0 funcionamento. Se a carga & muito grande ¢ a variagto de temperatura é considerdvel, serd Recesshrio um ajuste mais forte entre o aro interior do rolamento € 0 eixo do ue © necessério para condigées de funcionamento mais moderadas. A mesma linha de raciocinio deve ser seguida quando for necessério escolher © ajuste para o aro exterior. 90 Tolertnciat, ajustes, desvios ¢) Influéncia do ajuste na exatidao da aplicagio Quando houver necessidade de uma grande preciso de giro do rolamento, seré preciso evitar deformagies eldsticas ¢ vibragées. Em tais casos no € acon- selhavel empregar-se, como regra getal, ajustes leves. Em aplicagdes precisas, como furos de méquinas, ferramentas de preciso, onde sio empregados rolamentos de grande exatido de giro, assume grande importancia a exatidao das formas das superficies em ajuste. Pequenos defeitos, tais como ovalizagdo, conicidade, falta de citcularidade, so transmitidos as pistas dos rolamentos, provocando ruidos ¢ vibragSes indesejiveis. Para se obter a preciso de giro necessaria, serd sempre necessério, para estes casos, que sejam retificados os assentos. Escolha do ajuste Como as tolerancias tanto para o furo como para o didmetro exterior dos rolamentos estiio padronizadas internacionalmente, 0 ajuste desejado € con- seguido pela fabricagdo tanto do alojamento como do eixo dentro de tolerancias adequadas. Para tanto, os principais fabricantes de rolamentos construiram tabelas para sua selegdo a partir da utilizagdo que se deseja. Para que uma zplica- io funcione satisfatoriamente, sera necessério respeitar-se as toleréncias reco- mendadas, ¢ para isso supde-se que se empreguem aparelhos de medida de alta preciséo. A construgao do suporte do roiamento depende, até certo ponto, do ajuste necessdirio. Os suportes bipartidos sto impréprios quando o aro exterior deve ter um ajuste forte, pois ha o risco de se comprimir 0 rolamento introduzindo-se neste uma ovalizagao. Onde € necessério grande preciso de giro, s6 se conse- guird a necessdria exatiddo de forma dos alojamentos com suportes inteirigos. Para suportes de material relativamente mole, como por exemplo, ligas nio-ferrosas, é necessério um ajuste mais apertado que os para 0 ferro fundido ago, devido & deformacao do material do suporte devido as tensdes provo- cadas pelo ajuste. Além disso, devido ainda as deformagées do material do suporte, os ajustes para suportes de paredes finas deve ser mais forte que os de paredes grossas. ‘A seguir séo dadas as Tabs. 2.43, 2.44, 245, onde sto detalhadas as escolhas dos ajustes dos eixos para rolamentos de esferas, de rolos ¢ autocompensadores de rolos, além de rolamentos axiais ¢ cénicos. ‘As Tabs. 2.46 e 2.47, detalham a escolha dos ajustes para os alojamentos correspondentes aos ajustes supracitados. CRITERIOS DE ESCOLHA Na escolha dos ajustes, tr8s critérios so de primordial importancia: efixagdo segura ¢ apoio uniforme dos antis ‘efacilidade na montagem ¢ desmontagem ibilidade de deslocamento axial do rolamento livre Tabela 2.43 Escolha de ajuste — (08 para rolamentos radiais Dismeire eixe_ (MM Condigtes otomemce PORTE Rolamenios TO Exemplos de aoicagdo Obeevarsee olamentos rolos ees eancia fetes llnticos ——omponador — Folamentos do furo ellndrico ‘Ao interior ia] fetes HE 6 | _Rodas lovces 4g Avo interior no 34 f : Gesloctvel Todos os didmetros ne | Polies tensa, rldanas s0br0 0 oxo de cabo ¢ sco | . 18 = : ly ‘Apareinos sléicos. Corgas loves (8) 100 o a 7] Mauinas ferment | Dect, com rolamentos a ~Gi00)-==200 | (40)--=140_| (60)--100 | AB] bombas, ventiadores, | stamente.precisos, em vaviveis todas do vagonete, exe. | Pege-se (8 KS © 75, 80 = (@140)===200 | (100)::200_ | m6 | | invie do 6. 48, m6. 8 = = 5] eApticarées om geval | Para rolamentos de rolos (a) 700 0 2 4 | eMotores eléticoe | €Bnicos, pode-se. em go- : acai (al, usa K6 © m6 20 inves (00) 140 | G0). 100 | 40) 65 [mB] stombas fame one Corgas normsis | —(140)---200 | (10o)=-t40_[ (65) 100 | m6] eturbinas ciclo deme rolemerno eee (20) 760_| (140) 200 [100/740 | 76] emotores » combustbo | nos deve lever em = (200) -=-400 | (140) ---280 | p6 | engrenagens ieee ° = = (280)"-=600 | 76] eMéauinas para madeira : = = 300) 7] ‘Cargas_posodas = (60) F40_[(60)-=-100_ [78 | Soaas ae g Dever s0¢ utiizados r0- paieolen! = (a0) = 260°] (100) 140 | 98] “Tocomotivas lamentos com folga malor fdtcol de = =| 1ra0y= 200] We] volts de toro | ave 0 normal funcionamento _| = = (20007800 -] 7] | *Motores de tracéo Cares puramente asi} Todos 08 didmeros | Todas se aplcapiee | 289-010} SRUUOIEIS — LNW BrERJe Bp eWOLHIS 92 Tolertncias, fustes, desvios @ anslise de dimensBes Tabela 244 Escolha de ajuste — rolamentos de furo cnico @ de anel cnico Tyei Todos os didmetros {9/175 | utien ‘eplicagbes om geral [A denominaclo 17 5 ‘cairas de rasa wa | ov 177 colocadas ‘voices ferovisicn tolerdnel, Cangas do todas «| ‘lesoe Todos os ditmeios| M0777] Tranamiadoe Tabela 2.45 Escolha de ajuste — eixos para rolementos axi Condicdes Cege fix sobre 0 wo fro do Ccarge combineds om tolementor axis de _—__ foles uiocompensadores C298 rotative sobre 0 a fixo #0 vito (200) ---400 fu degdo de carga indeteminada | ———~ Rolamentos radiais De modo geral, os anéis dos rolamentos no devem deslizar em seus assentos (cixo ou caixa). A maneita mais segura e simples de fixago consiste ‘num ajuste firme. Com um ajuste firme, os anéis so apoiados em toda a sua circunferéncia, 0 que é indispensével para que possa ser aproveitada integral- mente a capacidade de carga do rolamento. Quanto maiores forem a carga ea probabilidade de ocorréncia de choques, tanto maior deve ser a sobremedida de ajuste a ser escolhida. Ao determinar © ajuste adequado, também deve ser observada a diferenga térmica que pode ocorrer entre o anel do rolamento ¢ 0 eixo ou a caixa. Além disso, 0 tamanho €0 tipo do rolamento também so de grande importancia na escolha do ajuste. Geralmente, os rolamentos grandes so ajustados com maior firmeza que os rolamentos pequenos, principalmente no eixo. Os rolamentos de rolos sfo montados com um ajuste mais apertado que os rolamentos de esferas. ido pouca espessura dos anéis dos rolamentos, as irregularidades das superficies de assento so facilmente transmitidas s pistas.’Por essa razo, as tolerancias de forma, isto & a ovalizagio e a conicidade admissiveis do eixo ¢ do furo da caixa nao devem, normalmente, ultrapassar a 50% das toleréncias das medidas. wae” quando possivel, o didmetro do eixo deve ter um acabamento ‘8 qualidade IT 5. Para 0 furo da caixa 0 acabamento deve ser de acordo com a qualidade JT 6. Tolerancias maiores, conforme IT 6 para 0 eixo ¢ IT 7 para o furo da caixa, sio ainda admissiveis, dependendo, porém, das dondighes de servico. Tebela 246. Escolha de sjuste — Alojamento para rolamentos radiais Examplos ‘Cub de oda com rolamento de olen, Folamentos de Cubos de rads com fsferas Rolomontos e vrabreauim or Cages. peavernas ; i g i g 3 be ‘Supor Coraes pecades « rarmeis”Desloesmento Sxl, niosnecessing—Rolamamtos de do aro exteion apoio do temanho mécio Wrabrequins pequonas. Deacemento de tamanno médion ‘osojavel do aro Rolamentos de Sosloca-se pole de mente “wabreauins Direcdo do cargeindeterminads fenovisnios ‘plicgées or era. Grandes fribuings elsicas ‘om rlamertos de ‘Supones bipsridos ou inteigos ‘Comoe armas © ~CWranaminades SOB equenas com conaiodes ~Clindros secodares G7 iquinas lttese com autocompensadores de roles Crge ica sabre 0 ao exterior e e roticadorae slavicoe pequenos Suporte intros Snecesetio ‘eslocamento tet aro exterior Toleréncias, ajustes, Tobela 2.47 Exemplos de ajustes para rolamentos Aetcaco 1. vElouLos MoTORIZADOS eatin ina dat ove Rotenee rls cin com ats 2 Mortons sLétRIcos eae pr pation ‘es tecoae ‘Senmerves de monrron & one Engenagent pars vocos” ‘8 nie mais ai a aio 1808 in et ss08) sa) oe ome oe vesrr603) moe 13.00) ts) mane re ‘Siatema de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-base o eixo-bare Tabela 2.47 (Continuagdo) {aMinacones 5. CONSTAUGAO NAVAL 1. ConstmuGA0 MECANICA Vertes peuenoe Vosieors main Buchu fant ‘ite enone Sirona Bechas d teemontgam Cindes vibastioe ign condones une ne pra rato sei ‘aie ae 3 ane us ans nos ‘sales int ner ine aint Bas a i sme ace muir one oun * nurs moors Sus ” ene B Bio ies ours ‘cue rune ane rm oun ime 96 Toleréncias, ajustas, dasviosa andiisa de dimensBer Tabela 2.47 (Continuagéo) : Bow Be am 7, MAQUINAS OPERATRIZES mB Faso am urcoe mile . wo ® Series nde . am * . re) Enoronagune pare mbaine . nse 1. MAQUINAS PARA TRARALWAR os pore feraman . an s Poo ae evs . 5 rocco A oleae moles nscrniade - ” ara 0s assentos das buchas de fixago e de desmontagem no eixo podem ser admitidas maiores tolerdncias de didmetro. Em geral os eixos tém acaba- ‘mento conforme K7 ou h8 para buchas de desmontagem, ¢ 19 ou h10 para buchas de fixago. Entretanto, em todos 0s casos, as tolerdncias quanto a forma geo- métrica devem ser menores, isto é devem corresponder as qualidades IT 5 a IT 7. Os anéis de rolamentos separdveis podem ser montados com ajustes firmes. Tanto a montagem como a desmoritagem tornam-se simples, pois os anéis podem ser montados ¢ desmontados separadamente. No caso de rolamentos no-separdveis & necessétio, a fim de evitar danificagao das pistas, que um dos angis — geralmente 0 anel externo — receba um ajuste deslizante. Neste caso, as caracteristicas de apoio do ane! mével no correspondem exatamente ai condigSes descjadas. Para os rolamerios em caixas bipartidas no deve ser Sltema de ajuste ABNY — Sistemas furo-bate « eixo-bate Co previsto um ajuste demasiado apertado do anel externo, a fim de que este nflo sofra pré-carga. Via de regra, os furos das caixas bipartidas sto acabados de acordo com as classes de tolerancias H ou J. © deslocamento axial do rolamento livre é conseguido mais facilmente com rolamentos de rolos cilindricos e com rolamentos de agulhas. Todos os outros tipos de rolamentos, ao serem montados como rolamentos livres, devem receber um ajuste deslizante no anel externo ou no anel interno. Para tanto, © acabamento deve corresponder is classes g ou h para 0 eixo, ¢ G, H ou também J para a caixa. Rolamentos axiais Geralmente, esses rolamentos sio montados com um ajuste firme sobre © eixo. O tipo de ajuste na caixa depende da carga puramente axial ou com- binada — & qual o rolamento seré submetido, Rolamentos axiais de esferas € rolamentos axiais de rolos cilindricos s6 admitem cargas puramente axiais; por isso so sempre montados em combinagio com dois rolamentos radiais. O anel de caixa deve receber um ajuste tio folgado ‘que no possa apoiar-se no furo da caixa e, porventura, absorver cargas radiais. Da mesma forma, também os rolamentos fixos de esferas, 08 rolamentos ra de contato angular de esferas, 0s rolamentos axiais de contato angular de esferas € 08 rolamentos axiais autocompensadores de rolos devem tet um ajuste folgado na caixa, desde que atuem como rolamentos puramente axiais. As Gnicas excepdes silo 0s rolamentos axiais de rolos cilindricos, 08 quais, devido as suas pistas planas, se ajustam automaticamente em sentido radial, pelo que podem ser montados com ajuste firme tanto no eixo como na caixa. Os rolamentos axiais de contato angular de esferas e axiais autocompensadores de rolos admitem, além de cargas axiais, também cargas radiais. Em caso de tais cargas combinadas, revalecerdo, com respeito aos ajustes, os mesmos critérios jé definidos para rolamentos radiais. ALGUMAS APLICAGOES TIPICAS A seguir, sto exemplificados alguns casos tipicos de ajustes mais utilizados na construgdo mecénica em geral, a— Virabrequim montado em biela (Fig. 2.43) H7r6 — cabeca da biela e bronzina — ajuste com interferéncia para evitar que ‘a bucha se movimente em relaglo ao furo da biela. FT7K6 — assento do virabrequim nos mancais — ajuste deslizante, sistema eixo- base, devido a folga necesséria entre a bucha 0 colo do virabrequim. Esse ajuste poderd se tornar mais ou menos preciso dependendo das condigdes de lubrificagdo e rotacdo. H1j6 — astento da bucha nos mancais — ajustes indeterminados tendendo a folga devido & grande preciso de localizagio e assentamento da bucha no mancal, para evitar-se seu desgaste prematuro devido a forgas excéntricas. 98 Tolertncies, alustes, desvios o anslite de dimentbes Figura 2.43 Virabrequim assentado em biela Os colos do virabrequim so usinados na tolerdncia h6 para facilitar a fabricagio e diminuigfo dos custos de ferramental. b — Luva rigida (Fig. 2.44) H7k6 — eixo furo da luva. | ; ‘H7h6 — ajuste indeterminado devido a grande preciso necesséria para loca- lizag&o, além da necessidade de se minimizar a folga entre as pegas, a fim de ndo sobrecarregar 0 ajuste da chaveta com cargas alternativas ¢ com choque. =H Hy ke RY Figura 2.44 Luva rigida ‘Stenme de ajutte ABNT — Sistemas furo-bote « eixo-base 99 HTI}6 — pino e faros de luva — ajuste indeterminado, também devido a preciso neceatéria ¢ a impossibilidade de haver folga excessiva entre pino e furo que poderia provocar © scul cisalhamento. ¢ — Polias, pinhdes em eixos de motores elétricos (Fig. 2.45) H6KT — ajuste indeterminado em sistema cixo-base ~ & adotado o sistema eixo-base devido 4 construcdo dos eixos de motores elétricos, todos fabricados nesse sistema. Ajuste de precistio para evitar folgas e manter a localizagdo dentro de limites estreitos, principalmente em engrenagens, onde a folga excessiva poderia afetar a distincia entre centros © 0 contato com a engrenagem par. LZ — TZ | Mor a. iF 7 U \ Figure 2.45 Polias, pinhdes om eixos de motores elétricos d — Turbina hidréulica (Fig. 2.46) K7h6 ou H7k6 ~ ajuste indeterminado — neste caso, pode-se aplicar um ou ‘outro sistema na fabricacdo, dependendo das peculiaridades de cada fabrica. © ajuste indeterminado é utilizado para manter a precisio de localizagdo, a fim de nao se introduzirem folgas ou excentricidades excessivas, que provocariam vibragdes e desbalangamentos em altas rotagdes. € — Bomba centrifuga (Fig. 2.47) ‘HTj6 ou 16J7 — idem a0 caso d. f — Virabrequim montado com pegas ig. 2.48) ‘S76 — ajuste com interferéncia no sistema eixo-base — neste caso, 0 ajuste com interferéncia deve ser utilizado para transmitir os esforgos necessirios © diminuir os custos de fabricagéo. A montagem é conseguida através de aque- cimento ¢ posterior contragéo das pegas externas. & — Eixos com rodas para estrada de ferro (Fig. 2.49) H1r6 — ajuste com interferéncia — adotado para eixos montados para vagdes, ‘onde a responsabilidade & maior, assim como os esforgos a setem transmitidos. Hn6 — ajuste indeterminado tendendo a interferéncia — adotado para cixos ‘montados em rolos de vagonetas, onde os esforgos transmitidos so menores, Figura 2.47 Bomba centrifuga Figura 2.48 Virabrequim montado com pecas AUUSTE PARA EIXO E RODA DE VAGOES DE ESTRADA DE FERRO AUUSTE ESPECIAL TNTERFERENCIA 000m POR wm OE AUUSTE PARA FURO/EIXO EIXOS MONTADOS F/VAGOES - H, 1x05 MGNTADOS P/VAGONETES: Hy Figura 2.49 Eixos com rodas para estrada de ferro 102 Tolersncies, justes, desvios # andlise de dimensoes AJUSTE PARA CABECA DE BIELA-COXIM Figura 2.50 Cabeca de biela @ coxim orem a freqiiéncia de desmontagem é maior devido aos constantes reparos neces- shrios em vagonetes operando em extragio de minérios. 0,001 mm por milimetro de difmetro — ajuste com interferéncia especial — ajuste especial, fora de normas de ajustes, utilizados para fixagto do aro da Toda no seu cubo, conseguido através de aquecimento e posterior contrag&o do aro, h — Cabeca de biela e coxim (Fig. 2.50) H1j6 — ajuste indeterminado tendendo a folga — necessatio devido a grande preciso de localizago, a fim de evitar desgaste prematuro do coxim. H7h6 — ajuste indeterminado tendendo 4 folga — idem ao caso anterior. i ~ Pisdo © haste (Fig. 251) H6KS — ajuste indeterminado tendendo a folga — ajuste de grande preciso, com qualidades mais finas que os anteriores, devido & necessidade de se evitar erros de excentricidade nos movimentos do pistlo. Alojamento do anel na ranhura do pisttio A ranhura do pistio ¢ fabricada com tolerancia H7, sendo que jogo lateral sera variavel de acordo com as ordens de colocagéo do anel © sua aplicagao, Sistema de ajuste ABNT ~ Sistemas turo-base e eixo-bare 103 a Hs yaRvive: * I OOo Neeeeeee Roeseoe54] Figura 2.51 Pistdo e haste EXERCICIOS DE APLICACAO Na Fig. 2.52 € dato 0 desenho de conjunto de um redutor rosca sem-fim, com as seguintes caracteristicas a) poténcia de entrada—N = Sev, IV pélos; b) rotagdo de saida — 43 rpm; ©) redugo através de correias — 1:2; 4) redugio rosca sem-fim/coroa, redugdo — 1:17, rosca sem-fim — 2 entradas, m = 5, coroa — Z34, m5; ©) carcaga em ferro fundido; ) usinagem em médias-séries (100 unidades/més) em méquinas conven- cionais tornos paralclos, tomos-revélver, fresadora vertical, fresadora universal, cortadora de dentes tipo “Renania”, mandriladora universal, retifica cilindrica, 8) Aplicagdio Acionamento de valvula alimentadora de moinho de martelos, Com os dados acima, escolher os ajustes para cada peca, detalhando-os. Tolerincias, ajustes, desvios ¢ anélise de diman:Bex Redutor de parafusos sem-fim ‘Sistema de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-bate ¢ eixo-bere 105 Solupdo Inicialmente, tem-se que definir a qualidade de trabalho a ser adotada na fabricago. Devido ao tipo de preciso necesséria a este tipo de redutor, junta- mente com a possibilidade de fabricagio com as méquinas-ferramentas a dis- posiglo, pode-se adotar como qualidades limites de trabalho IT 6 para eixos © IT'7 para furos. Deve-se considerar ainda, que no sero necessérios ajustes indeterminados ¢ com interferéncia, cujas medidas apresentam grandes sobre- medidas. Isto se deve 20 fato de que 0s esforgos ndo so grandes tanto nos apoios quanto na rosca sem-fim, coroa e eixos, devido & poténcia de entrada relativamente baixa. Sera feita agora uma andlise dos ajustes adotados para cada pega. Serdo estudados nesta fase somente os ajustes cilindricos. CARCAGA MATERIAL FERRO FuNoIoo — COROA-2 Ms dpe 170mm a: 9mm 3 085 Ky saree 672 J, 272238 Figura 2524 Carcaga a) Carcaga (Fig. 252A) DBS K6- 85*8-004, = ajuste indeterminado tendendo & folga, cujo aro exterior néo se desloca axialmente muito facilmente — neste caso opta-Se por uma fixagdo um pouco maior do aro externo do rolamento, pois 0 eixo da coroa tem rotagio baixa, do havendo necessidade de deslocamento axial porque o aquecimento dos componentes assentados no eixo & pequeno. QT JO — ajuste indeterminado tendendo A folga — valem as mesmas con- sideragdes anteriores, adotando-se somente uma folga média maior, devido 106 Tor nélite de dimentBer Incias, afustes, desvi 4 necessidade de deslocamento axial. O deslocamento axial necessdrio devido alta rotago da rosca sem-fim, provocando seu. aquecimento, exigindo-se, portanto, uma liberdade de deslocamento axial. (Z 1©) 30:88 CARACTERISTICAS: 3078" COROADE BRONZE M5 CHAVETA 54H) 54:8 2235 DENTES 15H =1578°° Figura 2.528 Coroa de bronze 'b) Coroa (Fig. 2.52B) Furo: 51 H7 = 518032 — adogdo do sistema furo-base com ajuste des- lizante entre 0 eixo e 0 cubo da coroa. D120 H7p6 — ajuste com interferéncia para permitir transmissdo de momento torgor da coroa de bronze para o seu cubo — o ajuste adotado é¢ o de menor interferéncia, devido ao baixo esforgo solicitante. D120 HT = G120'2935 — furo da coroa de bronze, D120 p6 = B1201 223? — eixo equivalente ao didmetro externo do cubo de ferro fundido. D130 H7p6 — idem a 120 H7p6, D130 H7 = B1304 0-099, 130 pb = g13039 Chaveta — confornie’}f visto na p. 86 54 HL = 5470890 15 H9 = 153888 ©) Rosca sem-fim (Fig. 252C) 131 m6 = 3572.29 — assento da polia no eixo staan Sistema de ajuste ABNT ~ Sistemas furo-bave @ eixo-base 107 [CARACTERISTICAS PARAF SEM-FIM M5 AGO SAE 1050 10.8 Figura 2.52C Parafuso sem-fim Ajuste indeterminado com guia precisa para evitar folgas indesejveis entre furo da polia e eixo, evitando-se folgas adicionais desnecessérias. D31 h8 = B3125.585 Ajuste recomendado para assentamento de, retentores de borracha. B35 j6 = 35+ 008 Assento dos rolamentos de esferas 6207, com carga rotativa sobre o aro interior, sujeito a cargas eves e alta rotagdo (Tab. 2.43). Chavetas: 10 R8 45 Cl 10 AB, 8 AIL conforme jé foi explanado na p. 86. d) Eixo de saida (Fig. 2.52D) D3S m6 = 3530025 Ajuste indeterminado tendendo 4 interferéncia. Neste caso, 0 acoplamento das pegas deverd ser feito sem folga, devido ao momento torgor de saida alto, além de se ter guia precisa entre furo e eixo para evitar os problemas jé citados no item c. D0 ks = B40+9.018 DAS k6 = Bas poers 108 Tolerdnétes, ajustes, desvios @ anélisa ge dimensdes 1538 me 660 hy s5t hy cy F wh 4 35m 0388 rT ay 0888 65th 512888 554 ett 158 ca 63 hy 243 150 5c oi a Figura 2.520 Eixo de saida Ambos 0s casos assento de rolamentos de esferas com carga rotativa sobre 0 aro interior (Tab. 2.43). DSI h6 = gsi 79.200 Com 0 furo G51 H7, forma-se o ajuste H7h6, onde se tem guia bastante precisa necesséria para evitar deslocamentos axiais da coroa sobre 0 eixo, com con- seqilente desgaste desigual dos dentes em empurramento com a rosca sem-fim. DAB hil = Ba3"9-000 Tolerancia do fundo do canal do eixo para assentamento do canal de trava. Essas medidas so necessérias para se evitar que 0 didmetro interno do canal de trava toque 0 fundo do canal do eixo. Ajustes das chavetas — ja detalhado na p. 85. 10 A& = 104.090 16 A 10 ALL sci 45 Cl 10 R8 16 R8 Sieterne do aluste ABNT — Sistemas furo-bate 0 eixo-bare 108 105, 31 Hy 231788 673% 27308 55H, -55/80 Figura 252E Caixa do retentor e) Caixa do retentor do parafuso sem-fim (Fig. 2.52E) 31 HB = 3129933 Forma com o eixo 31 A8 o ajuste necessério para o labio do retentor, pois as folgas variam de 0 até 0,072 mm, formando um ajuste de preciso, porém, sem nunca provocar interferéncia que poderia deformé-lo. O55 HT = B5570838, para o alojamento do diémetro externo do retentor, obedecendo as mesmas consideragdes anteriores. Geralmente os retentores, quando tém capa externa revestidas de ago, sio construidos com tolerancia h6. Adota-se, para 0 alojamento da tampa na carcaga, um ajuste deslizante com bastante folga, visto ndo haver necessidade de preciso de ajuste entre a tampa © 0 furo da caixa. 1) Tampa do retentor (Fig. 252F) Valem as mesmas consideragdes que foram apresentadas para 0 mesmo ajuste do item ¢ O31 HB = 3139038 Ajuste adotado para dar livre passagem ao eixo. 110 Tolertncies, slustes, desvios o anélise de dimensBer BLO Hy 980 f, = 80:88 Figure 2.526 Tampa do retentor do eixo de salda ixo-bese m1 Sistema de ojuste ABNT — Sistemas furo-bese 1g) Tampa de vedago do eixo de saida (Fig. 252G) DAO HS = 24073933 Ajuste adotado para dar livre passagem ao cixo. 263 = B63 + 0,1 Dimensio adotada sem tolerancia, ¢, portanto, com variagdo de 02mm em torno da nominal por ndo se justificar tolerdncia controlada para assento de anel de feltro. D0 $7 = QRO= 9-03 Idem ao item f) Figura 252K Tampa de vedagio do parafiso sem-fim h) Tampa de vedag&o do parafuso sem-fim. BNS1 = ON=8E Ajuste folgado, somente para localizagio da tampa na carcaga (Fig. 2.52H). i) Tampa de rolamento traseiro do eixo de saida (Fig. 2.521) DBS fT = DBS~ 036 Idem a0 item £) j) Anel separador do eixo de saida (Fig. 2.52) DSI HT = B31383 Tolerdncia adotada para se ter ajuste preciso com 0 eixo Z51 h6 aproveitando-se a tolerancia adotada neste para 0 assento da coroa de bronze. Conforme pode-se observar durante as especificagées de tolerancia no exercicio presente, deve-se acrescentar, juntamente com toda teoria de ajustes apresentada nos capitulos anteriores, uma grande participagio do bom senso do projetista, aliado a um perfeito conhecimento das possibilidades de fabri- cagdo do parque de maquinas-ferramentas. Sem essas duas consideragSes com- plementares e indispensdveis, qualquer ajuste adotado poder antes complicar ‘a fabricagdo das pecas, do que faciliti-la como deve ser seu principal objetivo. 12 Toleréncies, ajustes, desvios e andiise de dimensBex 9917 PBI OO Figura 2.521 Tampa do rolamento traseito 651M, 251 Figura 2.52J Anel separador Ajustes adotados corretamente permitem que a fabricagdo das pecas de um determinado produto tenham todas as vantagens de baixo custo operacional, intercambiabilidade, qualidade repetitiva ao longo dos lotes. Porém, se mal escolhides, podem comprometé-lo, tanto sob o aspecto de qualidade como sob 0 aspecto de custo, tornando-o pouco competitive no mercado de vendas. Tolerancias geométricas INTRODUGAO AAs tolerncias dimensionais so insuficientes para se determinar exatamente ‘como deve estar a pega depois de pronta para evitar que haja trabalho posterior. Pela comparagio da pega real fabricada com a ideal especificada pelo projeto e mostrada no desenho da peca pode-se determinar que s4o diferentes. © grau dentro do qual a pega real difere da projetada, determinado pela quali- dade da usinagem, caracteriza a precisdo de fabricagdo. Em muitos casos, os desvios da pega original para a peca realmente fabricada podem ser indicados previamente, enquadrando-se assim nas chamadas tolerancias geométricas, representadas pelos desvios de forma e posig&o. Esses desvios provém da falta de rigidez da méquina-ferramenta, de um dispositivo de usinagem, da perda do gume cortante de uma ferramenta e outros inimeros fatores que influenciam diretamente na qualidade final de uma peca usinada, Tais erros devem ser limitados ¢ enquadrados em tolerdncias que néo prejudiquem 0 funcionamento, montagem ou resisténcia da peca a ser usinada. O projeto da referida pega deverd prever, além das tolerancias de ajuste € fabricagdo, também as tolerancias geométricas, a fim de se obter a melhor qualidade funcional possivel. s conceitos que se seguem constam das normas ISO R-1101 ¢ DIN 7184 TOLERANCIAS GEOMETRICAS — NECESSIDADE E IMPLICAGOES Na maioria dos casos, as peas so compostas de corpos._geométricos ligados entre si por superficies de formatos simples, tais como planos, super- ficies planas, cilindricas ou cOnicas. Durante usinagem, consideram-se também 0s desvios das formas da superficie real com relagdo a teérica, sejam eles macro ‘ou microgeométricos, assim como os desvios de posicdo entre as diversas super- ficies entre si. Os desvios descritos anteriormente poderdo ser clasificados em: a) Desolos de forma — definidos como o gra de variagdo das superficies reais vom relago aos sélidos geométricos que os definem. 14 Tolerdncies, ajustes, desvios @ andlise de dimensBes Podem ser classificados em: ’) Desvios macrogeométricos — retilineidade, circularidade, cilindricidade, planicidade, etc. ii) Desvios microgeométricos — rugosidade superficial. b) Desvios de posi¢éo — definidos como o grau'de variagdo entre as diver- sas superficies reais entre si, com relag&o ao seu posicionamento tedrico, Séo as tolerdncias de paralelismo, angulos, alinhamento, perpendicularismo, simetria € posicionamento. De um modo geral, serd necessario indicar tolerdncias de forma e posicio nas seguintes condigdes: a) em pegas para as quais a exatidio de forma requerida ndo seja garantida com os. meios normais de fabricago; b) em pecas onde deve haver coincidéncia bastante aproximada entre as superficies. As tolerdncias de forma devem ser inferiores ov, no méximo, iguais, as tolerdncigs de suas dimensdes de ajuste. * ¢) em pegas de um modo geral, onde se necessite, além do controle di- mensional, também do controle de formas para possibilitar montagens sem interferéncia. E 0 caso bastante comum de montagens seriadas de caixas de ‘engrenagens, onde erros de excentricidade, paralelismo, etc, podem influir no desempenho do redutor. Nesse caso, a montagem das pecas tem dimensdes inter-relacionadas de tal maneita que os deslocamentos da posi¢lo previamente fixada no podem ser superiores a um certo limite. As tolerancias de forma e posig&o dependem, em geral, do grau de preciso das tolerincias dimensionais das pegas e do grau de ajuste dos elementos que constituem um conjunto mecinico. A observancia das regras citadas anterior- mente sd de granée valia para a determinagéo de sua necessidade. ‘A norma ISO R-1101 indica algumas restrighes as especificages dos desvios de forma e posicio, a saber: a) as tolerancias geométricas nao devem ser indicadas a menos que sejam indispenséveis para assegurar a funcionalidade do uso da peca; ‘b) sempre que é prescrita somente uma tolerancia dimensional, esta também limitaré certos erros de forma ¢ posigéo (por exemplo, planicidade ou para- Jelismo). As superficies reais podem, entretanto, escapar da forma geométrica especificada, com a condigdo de ficar dentro da tolerincia dimensional ¢ da Precisio usual de fabricago. Se, no entanto, os erros de forma devem se encontrar dentro de outros limites, uma tolerancia de forma deve ser especificada; ©) uma tolerincia de forma ou posigdo pode ser especificada mesmo se alguma tolerancia dimensional nao for dada; 4) 0 fato de se indicar uma tolerincia de forma ou posig&o, no implica, necessariamente, no emprego de um processo particular de fabricagio, medigdo ou verificagto, As tolerincias geométricas sto geralmente especificadas para uma super- ficie, eixo ou plano meridiano tomados em toda sua extenséo. Entretanto poderé, Toleréncles geométricas 15 ‘em alguns casos, ser interessante especificé-las em termos de desvio linear por unidade de érea ou comprimento, como por exemplo “reto, dentro de 0,05 mm por 100 mm”. FORMA E DIFERENGA DE FORMA Diferenca de forma de uma peca & a diferenca entre a superficie real da peca ¢ a forma geométrica tebrica. A forma de um elemento isolado sera ju'gada correta quando a distincia de cada um de seus pontos a uma superficie de forma geométrica ideal, em contato com ele, for igual ou inferior ao valor da tolerancia dada. A diferenca de forma deve ser medida perpendicularmente a forma geomé- trica tebrica, tomando-se sempre o cuidado de que a pesa esteja corretamente assentada no dispositivo de medigdo para ndo se medir um valor falso. A posigdo teoricamente correta determinada quando for minimo o valor fa medido conforme mostra a TOL OE FORMA DIFERENCA DE FORMA PLANO DE MEDIDA Figura 3.1 Tolerdncia de forma @ diferenca de forma A tolerdncta de forma (diferenca de forma admissivel) T, & indicada por duas superficies paralelas ou, para 0 caso de perfis, por duas linhas paralelas entre as quais deve-se encontrar o perfil ou superficie real. Quando as tolerancias devem ser medidas somente em um setor, define-se 0 ramo de medida, dentro do qual deve ser observada a forma em questéo. ‘As toleraincias geralmente so dadas tomando-se um elemento de referéncia Para que este elemento tenha utilidade, & necessirio que seja acessivel ¢ ficil de set medido, quando comparado as medidas obtidas na pera em questo. ‘A sua forma deverd ser suficientemente precisa para que ela possa ser tomada como referéncia. Por essa razo, seré necessdrio adotar-se, em certos casos, tolerancias de forma também para os elementos de referéncia. Para certas me- 16 Tolertncias, ajustes, detvios a antiise de dimensBes digdes de maior preciso, haveré necessidade de se indicar a posigéo de certos Pontos que constituirdo elementos de referéncia provisérios para a usinagem € verificagao. A seguir, sfio dadas as formas ¢ diferengas de forma mais importantes. Diferenca da reta (retilineidade) A diferenga da linha reta, também denominada desigualdade, é determinada como se segue. O espago de tolerdncia para a diferenga admissivel da reta (desi gualdade admissivel) T, ¢ um cilindro de didmetro T,. Através da intersecgéo do cilindro de tolerancia com dois planos perpendiculares, deve ficar 0 perfil da reta interior a duas retas paralelas com distancia T, (Fig. 3.2). PLANOS OE MEDIDA Figura 3.2 Diferenca da rete T, A diferenca enunciada anteriormente vale para a conceituagao de desvios da reta em sélidos de revolucdo, tais como cilindros, eixos compridos e finos, etc. Quando porém, for necesséria a indicagio desses desvios para sélidos de formato cuja secgdo seja retangular, a diferenga da reta sera definida como se segue. © campo de tolerancia para a diferenca admissivel da reta seri definido Por um paralelepipedo, cujo corte transversal define as cotas fg € fq, de acordo com dois planos de medida perpendiculares entre si. Dentro desse paralelepipedo deverd' estar a reta real (Fig. 33). Para se medir as desigualdades admissiveis T,, pode-se alinhar a pega a set_medida segundo uma reta de comparagdo (formada pela interseogio dos dois planos de medida conforme a Fig, 32). A diferenga medida (maxima dife- renga de indicagdo dentro do ramo de medida) nfo deve ser maior que T,. Na prética, yeralmente, ¢ suficiente a medigao em um dos planos de medida, como & 0 exemplo de linhas geratrizes. 7 ranclas goométrica PLANOS OE MEDIDA Figura 3.3 Diferenca da reta para pecas com forma prismética ‘Numa pega cilindrica simples, a retilineidade poderd variar de diversas maneiras, como ilustra a Fig. 3.4. Se nio é especificada nenhuma tolerdncia de retilineidade, a pega poderd ter qualquer forma, desde que esteja dentro dos limites dos didmetros méximo ¢ minimo. ‘Quando se estreita os limites de desvio permissivel dos elementos da super- ficie cilindrica com relagdo as variagdes da forma reta, seré necessario especificar tolerdncias de retilineidade. A especificagdo da tolerdncia simplesmente reduziré o-tamanho da zona de toleréncia dentro da qual todos 9s pontos da forma real deverio estar contidos. Nesse caso, essa tolerincia deverd ser especificada em desenho, através de indicagdes corretas, (Fig. 3.5), Para maior clareza, 0 sistema de medi¢do para retilineidade € ilustrado na Fig. 36, ‘AS desigualdades da reta devem ser medidas em alinhamentos de canais de chaveta, de pinos de guia, eixos finos e compridos, etc. 2975 Fi 3975 Figure 3.4 Veriag6es de retilineidade 8 Toleréncias, ajuttes, desvios @ andlite de dimensdes RETO DENTRO DE #10 DENIRO DE ea os fora. an [—-+ nrerrretagio ZoNADE TOLERANCIA 905 TOTAL 8 40 Figura 3.5 EspecificagSes adicionais na tolerancia de retilineidade PONTO DE PEGA Figura 3.6 Sistema de modicdo da diferenca da reta Diferenga do plano (planicidade) A diferenga de plano admissivel, também conhecida como diferenga de Planicidade T, € a distancia entre dois planos paralelos, entre os quais deve encontrar-se a superficie real (Fig. 3.7). Tolertncies geométrices ne PLANOS O& MEDIDA Figura 37 Diferenga do plano T, s limites de imperfeicdo do plano sio de grande interesse, especialmente nna construgao de maquinas-ferramentas, onde o assento de carros ¢ caixas de engrenagens sobre guias prisméticas ou paralelas tém grande influéncia na preciso exigida da méquina. ‘A medigo da diferenga de plano é relativamente simples. A peca deve ser alinhada segundo um plano de comparago (por exemplo, um desempeno de granito) de modo que trés pontos da superficie da pega tenham distincia iguais a0 plano de referéncia A diferenca medida nao deve ser em nenhum onto maior que a tolerincia 7,, (Fig. 3.8). Atente-se que o plano de referéncia de- ve ser paralelo ao plano de desempeno. Relégio_comparador Desempeno_de grante Figura 3.8 Medigo da tolerancia 7, 120 Toleréncies, sjustes, desvio. Figura 3.9 Diferenca e tclerdncia de planicidade De uma maneira mais geral, a tolerdncia de planicidade ¢ medida através da intersecgiio de um plano perpendicular aos planos de medida A e B, sendo que 0 desvio do plano ideal f, deve estar incluso a tolerincia T,, conforme ilustragdo na Fig. 3.9. Entre 0s tipos de desvios de planicidade mais comuns, esto a concavidade € a convexidade. Concavidade é 0 desvio dos pontos na superficie real tal que a leitura obtida aumenta das extremidades para o centro Fig. 3.10) ¢ convexidade € 0 desvio dos pontos na superficie real tal que a leitura obtida diminui das extremidades para o centro (Fig. 3.11), Figura 3.11 Convexidade Figura 3.10 Concavidade Um grande niimero de ertos de planicidade pode ser aceito assumindo-se ue tolerancias dimensionais delimitam a forma plana, desde que esta varie de tal modo que seus limites mantenham-se dentro dos limites dimensionais, conforme mostra a Fig. 3.12. Quando porém, a variagdo de forma do plano tornar-se inadequada somente controlada pelos limites dimensionais, torna-se necessiria a especifi- cagdo de uma tolerincia de planicidade. Adotando-se a definicio jé estabelecida anteriormente, na Fig. 3.13 a espe- Gificagao adotada em desenho (a) seré interpretada segundo (b) e (0), ou seja, Tolertncies geométricas 45,00, 7280 Figura 3.12 Figura 3.13 planicidade 35.00 45.00 Desenho 44.90 Variagdes possiveis do plano de acordo com a tolerdincia di PLANO DENTRO DE 0.05 mm ZONA DE TOLERANCIA 'DEFINDA POR DOS PLA. NOS PARALELOS SEPARE (805 DE 005mm DEFINDA FOR DIS PLANOS PARALELOS ‘SEPRRAGKS DE Wsmm | § 300 Variagéo da forma plana através de especit 121 rensional ago da tolerdncia de 122 Tolertncias, austes, desvios @ andlise dé ensBet dentro da variagio dimensional, a forma plana deveré estar contida dentro da distincia entre dois planos paralelos que definem a tolerancia de planicidade Ty = 0005 mm. Pode-se notar, através da Fig 3.13, que a tolerdncia de planicidade & independente da tolerdncia dimensional especificada pelos limites de medida. Portanto, conclui-se que a zona de tolerdncia de forma poder variar de qualquer maneira dentro dos limites dimensionais que ainda satisferd as especificagdes de tolerdncia. Quando houver necessidade, expresses como “no deve ser céncavo” ou “no deve ser convexo” podem ser adicionadas as especificagSes de tolerancia. Geralmente, os erros de planicidade ocorrem pelos seguintes fatores: a} variagdo de dureza da pega a0 longo do plano de usinagem; b) desgaste prematuro do fio de corte; e c) deficiéncias de fixagao da peca que possam pro- ‘vocar movimentos indesejéveis durante a usinagem. As tolerdncias admissiveis 7, de planicidade mais comumente aceitas sio torneamento: 0,01 a 0,03 mm fresamento: 0,02 a 0,05 mm; retifica: 0,005 a 0,01 mm. Diferenca do circulo (circularidade) As diferengas do circulo real para 0 circulo tebrico so genericamente denominadas ovalizagées. Define-se como diferenca admissivel do circulo (ova- lizagao admissivel) T, como a diferenga dos diametros De d de dois circulos concéntricos entre 08 quais deve encontrar-se 0 perfil real T,. Dessas préprias definigdes, conclui-se que T, = 2T,, ou seja, no caso a diferenca admissivel é © dobro da tolerincia de forma, conforme mostra a Fig. 3.14, Em alguns casos, como no torneamento de buchas de paredes finas ou espagadores que podem sofrer distorgo na usinagem, porém sio forgadas & dimenso correta na montagem, a tolerincia pode ultrapassar 0 valor de T,, utilizando-se diretamente 08 valores de T,. Uma pega cilindrica & geralmente considerada circular, supondo-se que © desvio de forma esteja dentro dos limites dimensionais do didmetro, Para furos ¢ eixos dé qualidade até IT 8, inclusive, a tolerdncia de ovalizagao em geral seri no méximo igual a tolerdncia de fabricacdo. Para furos ¢ eixos desde IT 9, inclusive, a tolerancia de ovalizagio deverd ser igual a metade da tolerancia de fabricagdo. Raramente seri necessdrio especificar tolerdncia de circularidade, visto que 08 erros de forma, estando dentro das tolerancias dimensionais, so sufi- Gientemente pequenos para se obter montagem ¢ funcionamento adequados da pega. Existem casos, no entanto, que 0s ertos permissiveis, devido a razbes, fancionais, sd to pequenos que a preciso necessiria ndo pode ser garantida somente pela tolerncia dimensional. Nesses casos, serd necessirio especificar to- lerdncias de circularidade. E 0 caso tipico de cilindros dos motores a combustéo Tolerdncias goométricas 123 a Figura 3.14 Ovatizagao interna, oitde a tolerancia dimensional pode ser aberta (H11)), porém a toleranci da circularidade tem que ser necessariamente estreita, para evitar vasamentos, Dimensdes apenas em didmetro nao sao suficientes, para provar que a pega esti redonda. Pegas com “tripulagdo" tem erros de circularidade mesmo quando algumas de suas dimensées em didmetro, ou seja, as disténcias entre dois planos aralelos e tangentes & superficie, so constantes, conforme mostra a Fig. 3.15. Em verificagdes de produgo, um erro de ovalizagdo pode ser determinado com um dispositive de medig0 entre centros, medindo-se a grandeza T,. Se fa pega no puder ser medida entre centros, esta tolerdncia serd bastante dificil de ser verificada devido a infinita variedade de erros de forma que podem ocorrer 24 dificuldade de se estabelecer uma supetficie-padrdio com a qual a superficie acabada pudesse ser comparada. Quando no for possivel a utilizag4o dos Figura 3.15 Formas circulares “‘trianguladas” 124 Toleréncies, alustes, desvios e andliza de dimentBes Uy Le V1 PLU Figure 3.16 Sistemas de controle de circularidade em pegas sem centros centros para medigio, & sempre interessante acrescentar-se a tolerancia uma nota especificando como a pega deverd ser verificada. Geralmente adota-se um Prisma em V eum reldgio comparador, ou um relégio comparador que possa medir em trés pontos (Fig. 3.16). A medigdo mais adequada da ovalizagdo em Metrologia e Laboratério é feita com 0 dispositive esquematizado na Fig, 3.17, A peca deve ser alinhada de modo que o eixo de rotagio do dispositive de medida encontre-se na intersecgdio de dois didmetros da pea mutuamente Perpendiculares e perpendiculares ao plano de corte da pega. Com esse método de medida ¢ possivel medir-se a diferenga de forma f,. A diferenca medida, ou seja, a diferenca de maxima indicagdo ni deve ser em nenhum ponto do peri metre maior que a tolerincia. 7, = 27, A medicio. neste caso, deve\ ser feita em aparelhos especiais de medida de circularidade, utilizados em Metrologia e Laboratérios de Medigao. ‘Pode-se considerar, para usinagem em condigdes de produgdo, 08 seguintes valores para a tolerancia de ovalizagdo T,: tomeamento: até 0,01 mm, mandrilamento: 0,01 2 0,015 mm, Tetifcagdo: 0,005 a 0,015 mm. Tolerdncias geométricas 125 DisrosiTive DE MEDIGAO PEGA Figura 3.17 Medida da tolerincia de ovalizagéo ‘Normalmente, de acordo com a necessidade de usinagem ou montagem, tais, especificagdes so incluidas no desenho da peca como se segue: “ovalizagao maxima dentro de 0,01 mm”, “tedondo dentro de 0,01 mm” iferenca da forma cilindrica (cilindricidade) As diferengas do circulo podem ser consideradas como um caso particular das diferencas de forma cilindrica ovalizadas através de uma secgo do cilindro por um plano perpendicular a geratriz. Genericamente pode-se definir: a dife- renga a 1 T, do cilindro circular é a diferenga de didmetros de dois cilindros concéntricos, entre os quais deve estar localizada a superficie real. Concluiu-se, portanto, que T,=2T,, onde T, — tolerdncia da forma cilindrica (Fig. 3:18). Como se torna tecnicamente dificil medir ¢ controlar a diferenga admissivel T,, freqiientemente ela se divide em: a) diferenga admissivel medida na seccdo longitudinal do cilindro, que compreende: conicidade, concavidade, convexidade; ») diferenga admissivel na secco transversal do cilindro que compreende a ovalizagdo (diferenca do circulo). Para se medir a diferenca da forma cilindrica, utiliza-se 0 dispositive esque~ matizado na Fig. 3.19. A pega é medida nos diversos planos em todo o compri- mento. A diferenca entre a indicagdo maxima e minima ndo deve ser, em ponto algum do cilindro, maior que a tolerancia T,, Detalhando-se os desvios da forma cilindrica na secgdo longitudinal do cilindro, tem-s 126 Toleréncies, ajustes, desvios @ anélise de dimensBex Figura 3.18 Tolerancia da forma cilindrica Figura 3.19 Medico de erros da forma cilindrica Tolerdncias geométricas Convexidade ¢ concavidade Sao as diferencas entre os didmetros do meio e das extremidades da secco, conforme mostra a Fig. 3.20. Assim, tem-se: Typ = D,~d, convexidade, T, |, concavidade, Cr D,, D, — didmetros maiores, d,, d, — didmetros menores. Is. SSN [Tt SS SSS Pa Figura 3.20 Concavidade e convexidade A detecgao dessas medidas é feita através de varias medigdes axialmente ao furo. Conicidade A conicidade é definida como a falta de paralelismo entre duas geratrizes, sendo determinada pela expresso: onde d, — diametro menor, 1—comprimento entre 0s didmetros D, € d, A Fig 3.21 mostra o erro de conicidade para 0 mesmo tipo de pega furada das Figs. 3.19 © 320. Para cfeito de controle dimensional, tanto a convexidade quanto a conca- vidade ¢ a conicidade, sendo eros de forma, devem estar situadas entre os limites méximos da tolerancia da fabricago, no devendo entretanto, serem 128 Tolertnciet, slustes, desvios e ansiisa de dimentoex Figura 3.21 Conicidade NS Li confundidas com a tolerancia de fabricagio, sendo indicadas com anotagdes em separado no desenho. So comuns indicagées como: cBnico dentro de 0,05 mm/100 mm, conicidade tolerada 0,05 mm/100 mm. ha qualqui Diterenca de forma de uma ‘A usinagem de perfis especiais, tais como cames, curvas especiais, etc, exigem a especificagdo de forma do contorno especial a ser fabricado. Assim, define-se como tolerincia de forma de uma linha qualquer T,, a distancia entre duas linhas paralelas tangentes a uma circunferéncia de didmetro T,, cujo centro se desloca sobre a linha nominal (Fig. 3.22). A indicagdo das tolerdncias supracitadas, em desenhos, depende do sistema de cotagem adotado, LINHA REAL, Figura 3.22 Diferenca de forma de uma linha qualquer | | Tolerdncias geométricas 129 a i Figure 3.23 Tolerdncia de forma de um came Se se adota a cotagem através de cotas angulares ¢ a cota de didmetro ou cotas a partir de uma linha de referéncia, a zona de toleréncia seré definida referenciando-se através do perfil te6rico, que ficaré situado simetricamente as duas linhas que definam a tolerdncia. A largura da zona de toleréncia, medida num plano normal ao perfil em todos os seus pontos, é constante. A indicagdo em desenhos e sua interpretacdo slo mostradas nas Figs. 323 ¢ 3.24 Se, no entanto, as coordenadas a partir de um dos eixos so dadas por duas cotas encadeadas, as cotas que definem o perfil sio afetadas diretamente pelas tolerdncias. A largura da zona de tolerfincia, medida segundo um plano normal ao perfil, faz variar 0 perfil de maneira constante. A indicagdo em desenhos e sua interpretagdo so dadas nas Figs. 3.25 3.26. Figura 3.24 Tolerancia de forma de um perfil especial 130 @ ib Figura 3.25 Tolerdncia de forma para cotas encadeadas em perfil especial © padpenpeed poo pedfaaa R175] 70] 65 fas |55 [52 aw oo Figura 3.26 Tolerdncia de forma para cames com cotas encadeadas Diferenga de forma de uma superficie qualquer Da mesma maneira que para perfis especiais, € necessdrio especificar tole- rancias de forma para superficies especiais como esferas, superficies especiais de revolugo, ete. Tolertncles geométricas 131 Estora BT, Figure 3.27 Tolerancia de forma de uma superficie qualquer Define-se como tolerdncia de forma de uma superficie qualquer T, a dis- tancia entre duas superficies tangentes a uma esfera de didmetro T,, cujo centro deslocarse sobre a superficie nominal, conforme mostra a Fig. 3.27. A tolerancia de planicidade T, torna-se um caso particular da tolerancia T, quando a superficie teduz-se a um plano geométrico. A indicagio da tole- rancia T, faz-se importante na copiagem de matrizes para forjamento ou de estampagem, quando usinadas em fresadoras copiadoras ou por sistemas ndo- -convencionais, como por exemplo, eletroerosio, usinagem cletroquimica, etc POSIGAO E DIFERENGAS DE POSIGAO. Diferenga de posig&o é a diferenga entre uma aresta ou superficie da pea © a posigéo tebrica prescrita pelo projeto da pega. Esta é a posigio determinada Por tolerancias de angulo e distancia com relagdo a um sistema de referéncia, ‘como arestas ou superficies da pega determinadas @ priori Para o estudo. das diferengas de posigdo seri suposto que as diferencas da forma dos elementos associados so despreziveis com relago as suas dife- rengas de posi. Se tal nao ocorrer, sera necessaria uma separagdo entre os tipos de medigZo para a detecgo de um ou outro desvio. As diferencas de posigéo, de acordo com as normas ISO R-1101, podem ser classificadas em: orientagdo para dois elementos associados e posigo dos elementos associados. Orientacio para dois elementos associados Esse tipo de desvio de posigdo ¢ definido para elementos (linhas ou super- Vicies) que t&m pontos em comum através de interseogdo de suas linhas ou superficies. Dentro dessa classificagio, tem-se: DIFERENGA ANGULAR Existem dois métodos para se medir a tolerancia angular: o primeiro define como diferenga angular a diferenga entre o Angulo méximo e minimo entre os quais pode-se localizar duas superficies. A diferenga angular admissivel T, & a diferenga de Angulos entre os quais pode-se localizar duas superficies, conforme indica a Fig. 3.28. 132 Tolertncias, sjustes, desvios @ anéiise de dimensBes DESIGUALDADE ANGULAR [PeRwissivel @ 80" + 15° Figura 3.28 Tolerancia angular A indicagéo de 80° + 15’ na Fig. 3.28, significa que entre as duas superficies, em nenhuma medigo angular deve-se achar um Angulo menor que 80° ov maior que 80°15". ‘A indicagio suplementar T, = + 8' significa que a diferenca entre 0 Angulo maximo e 0 minimo medidos ‘nfo deve ser superior a 8’. ‘A medigdo das tolerdncias angulares pode ser feta através de transferidores, em baixa produgSo, ou através de méscaras ou calibradores angulares para médias ¢ altas produgdes. Algumas vezes pode-se indicar 0 valor da toleréncia, angular sob a forma de némeros decimais, por exemplo 36° + 0,5. ‘A norma DIN 7168 prevé os seguintes valores para as tolerdncias angulares, de acordo com a Tab. 3.1. 7 Tabela 3.1 Tolerdncias angulares ‘Alcance das medidas nominais (mm) aed Comprimento do lado mais curto do angulo Mais de 10 Mais de 50 Ate 10 mien Seven Mais de 100 Fino Médio ete £30" 42" +10 Grosso (desbaste) Pegas em bruto 43° 2° ao + PLANO DE MEDIDA VALOR NOMINAL. D0 ANGULO LINHA OE REFERENCA Figura 3.29 Tolerancia angular de duas linhas Tolertncies geométricas 133 A tolerancia angular T, pode ainda ser definida como a distancia entre dois planos paralelos, tomados em um plano de medida a eles perpendicular, dentro dos quais deveré estar a superficie teal. Os dois planos deverdo sempre estar inclinados de uma linha ou superficie de referéncia de um Angulo cujo valor é 0 nominal com relagdo a tolerdncia especificada. E 0 que indicam as Figs. 3.29 ¢ 3.30. Superficie reat Planos de medida xX Angulo nominal Plano de referéncia Figura 330 Tol Incla angular de dois planos DIFERENGA DA POSICAO PARALELA Dentro dessa classificaglo geral, pode-se determinar dois tipos principais de erros de paralelismo: ‘Tolerancia de paralelismo entre retas e planos Define-se como tolerancia admissivel para a diferenca de paralelisino entre duas retas Tp, 0 espago contido num cilindro de didmetro T,, cujo eixo & para- elo a uma das retas. Dentro desse cilindro deve encontrar-se a outra reta. ‘Normalmente, também para esse caso limita-se a medicGo somente em um plano. Dentro desta classificagdo, pode-se distinguir: 4) Tolerincia de paralelismo entre duas retas em um plano A tolerancia de paralelismo entre duas retas em um mesmo plano é definida como a diferenga entre a maxima e a minima distancia entre as duas linhas num determinado comprimento L. Na Fig. 3.31 tem-se: -B. Tron = 134 Tolerdncias, ajustes, desvios o andilse de dimentBes Figura 3.31 Tolerdncia de paralelismo entre duas retas num plano A tolerincia de paralelismo Tp,, pode ser utilizada mesmo quando néo seja explicitada em desenho. Adotando-se a peca da Fig. 3.32, a interpretago normal das dimensbes especificadas seria que a peca é aceitivel e a linha de centro média de cada furo localiza-se dentro de duas zonas de tolerdncia 0,40 mm. A mesma tolerdncia poder ainda significar que os furos estio inclinados entre si, como mostra o item c da mesma figura (a 0ese +> 3 | lterpreto 790 | 90 ra 7530 , (Ce Wariaggo passive «7580 Figura 3.32 Interpretagéo de tolerancias de paralelismo a partir de cotas dimen- Tolertncles geométricat 15 Entretanto, se a tolerdncia de paralelismo entre 0s dois furos for especi- ficada, 0 desvio angular entre as duas linhas de centro estaré limitada, porém este, com relagdo ao plano de referéncia, ainda seré definido pelos limites di mensionais da distancia entre centros, conforme a Fig. 3.33. 2 Fares paratelos ene ss dentro de 005 mm otal) A distinca X nb deve Varar da dstineaY mais que 005 mm Figura 3.33 Interpretacdo de toleréncia de paralelismo com notas especificas ii) Tolerdncia de paralelismo de eixos de superficies de revolugio A tolerancia de paralelismo entre dois eixos de superficie de revolucio, caracterizada pelo desvio espacial de um eixo com relago a outro tomado como referéncia, pode ser melhor compreendida subdividindo esse desvio de acordo com a Fig. 3.34, em duas tolerancias cartesianas. eTolerancia de paralelismo Tp... A tolerdncia de paralelismo de eixos de superficies de revolugio é igual 4 tolerdncia de paralelismo das projegdes do eixo, num plano teérico comum passado por um ponto desse eixo e pelo eixo tomado como referéncia (Fig. 3.34). eTolerancia de paralelismo Ty,,, A tolerdncia de paralelismo Tp,,, de eixos de superficies de revolugio, tolerancia de paralelismo das projegies do eixo num plano perpendicular a0 plano teérico comum. As tolerincias anunciadas sto as que normalmente devem ser consideradas no mandrilamento de caixas de redutores de engre- nagens para garantir engrenamento com folga prevista ¢ ruido admissivel de um par de engrenagens. 136 PLANO TEORICO COMUM Figura 3.34 Toleréncia de paralelismo TP», TPre, © TPix, d® eixos de super- ficies de revolugdo ‘Adota-se, para usinagens normais de mandriladoras: Trigg = + 0,07 mm/100 mm + 0,00 Thuge = + 007 mm/100 mm +000 fem distancias entre eixos até 300 mm. Para distincias superiores a 300 mm, adota-se: Toueg = + O15 mam/100 mm +0,00 Touey = + 0,15 mm/100 mm +000 E possivel obter-se, quando 0 projeto exigir, tolerdincias menores, porém, adotando-se dispositivos de fixagdo ¢ localizagdo das pegas mais elaborados ¢ mandriladoras sem deslocamento de cabegotes no sentido transversal e vertical. iii) Tolerancia de paralelismo de um eixo de superficie de revolugdo a ‘um plano A tolerdncia Tp,, determina as maximas ¢ minimas distancias entre uma super tomada como referéncia ¢ 0 eixo de revolugo a um compri- ‘mento (Fig. 335). Tal erro de posigdo também ocorre em operagdes de mandrilamento ¢ alargamento de furos, sendo mais sério em alargamentos, quando © pré-furo jé foi feito com broca, operagéo que no oferece condigbes Tolertncies geomstricas 137 AS N ¢ oe Li V Figura 3.35 Tolerdncia de paralelismo de um eixo a um plano de alinhamento, mesmo que esta seja feita com dispositivos provides de buchas de guia. Deve-se sempre evitar alargamentos de furos quando houver neces- sidade de uma tolerdncia de paralelismo Tp,, bastante estzeita. Nesses casos, @ sempre preferivel mandrilar-se 0 furo com fertamentas montadas, o que iré garantir um bom paralelismo, desde que 0 dispositivo de usinagem seja tal que garants bom posicionamento aliado a uma boa rigidez de fixagdo. Para operagdes normais, pode-se admitir valores Tp, como segue: mandrilamento — 0,05 a 0,1_mm/100 mm, fresamento — 0,08 a 0,15 mm/100 mm, alargamento - 0,2 a 0,3 mm/100 mm. A tolerincia Tp, pode ainda ser definida como a distancia de dois planos paralelos, afastadés entre si de uma distancia Tp,, e paralelos 4 reta tomada como referencia. E 0 que ocorre geralmente com Operagdes de faceamento em pegas nas quais sfo tomadas como referéncia eixos de revolugdo. TOLERANCIA DE PARALELISMO ENTRE DOIS PLANOS A tolerancia de paralelismo entre dois planos Tp,, € definida como a dis- tancia de dois planos paralelos a um plano de referéncia, entre os quais devem-se localizar os planos reais (Fig. 3.36). ‘A toleréncia de paralelismo T,,, também definida sempre com relagio a um comprimento de referéncia L.A interpretagdo da tolerincia T,,, pode ser esclarecida na Fig. 3.37. De acordo com especificagio do desenho, a superficie sobre a qual deve incidir a toleraricia de paralelismo Tp,,, deveré se localizar dentro de uma zona de tolerincia limitada por dois plants paralelos entre si e a superficie A, distantes entre si de 0.02 mm, Normalmente, a tolerancia de paralelismo depende bastante das condigdes de usinagem que se tenha a mio. Assim, o paralelismo entre faces numa opera~ do de torneamento sera mais facilmente conseguido & medida que se sofistica mais o processo de usinagem. Partindo-se do exemplo simples de usinagem das nélize de dimensBes 138 Tolertnciat, ejustes, desvio LESS 4+ KOSS supeRricies PLANO DE REFERENCIA Figura 3.36 Tolerdncia de paralelismo entre dois planos Paralelo a superticie A dentro e 0,02 mm total. Superticie A DESENHO Zona de tol 0.02 am ‘Superticie A INTERPRETAGAO Figura 3.37 Interpretag3o da tolerincia de paralelismo T,,., Tolerdnclas geométricas 139 faces de uma engrenagem, se esta for feita em torno paralelo, devido as duas fixa- es necessarias, haverd piores condigdes de paralelismo de faces que em um tor- no automatic monofuso, onde as ferramentas entram juntas (Fig. 3.38). ‘A mesma usinagem feita em torno automatico multifuso propiciaré uma qualidade ainda melhor de paralelismo, visto que ha possibilidade de se executar a usinagem com varias ferramentas. O mesmo problema ocorre com fresamento de faces de carcagas feitas em fresadoras comuns, onde ha necessidade de duas operagées de fresamento ¢ uma fresadora do tipo Duplex, onde o fresamento das faces é feito simultaneamente. Op, alUsinar Lado 1 Op. BUsinar lado 2 Torno paralelo ou revelver a D VOL i sescansctene” Bucha expansiva Fure com brochamento ‘anterior Torno automatice Monofuse Figura 3.38 Tolerdncia de paralelismo Tp, As tolerancias admissiveis T,, podem ser enquadradas dentro dos seguintes limites: tomeamento — 0,01 a 0,1 mm/100 mm, fresamento ~ 0,02 a 0,1 mm/100 mm. As operagies de retifica quase nunca apresentam problemas de paralelismo devido a precisio presente a0 processo. Jé foi dito que o paralelismo ¢ medido com relagéo a um comprimento de referéncia. Na Fig. 3.39 & esquematizada a forma correta para se medir 0 para- Ielismo de faces. SupSe-se, para rigor da medi¢&o, que a superficie da peca de comparagio seja suficientemente plana. DIFERENGA DA POSICAO PERPENDICULAR A diferenca da posicdo perpendicular. determinada por uma tolerdncia de perpendicularismo T,, € 0 desvio angular, tomado como referéncia o Angulo.