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Universidade Federal de Santa Maria

Trabalho de História da Música II.

“Ópera: Panorama Geral e Händel.”

Prof.ª: Maria Del Carmen.

Grupo:
Charles Figueiredo
Juliano Ozga
Marcelo Martins.
Prefácio:

Introdução;

1- Ópera: Panorama Geral;

2- Panorama Geral de Ópera em Handel;

2- Características e Temas das Óperas de Händel;


Introdução.

Neste trabalho sobre o Panorama Geral da Ópera em Handel iremos expor o


panorama geral de Ópera; o panorama geral de Ópera em Handel; e para finalizar uma
descrição geral, seus temas e características de oito Óperas Barrocas de Händel.

1. Ópera: Panorama Geral.


A ópera somente pode ser entendida em relação á sua inclinação literária, o
intermédio (execução entre os atos de uma comédia ou de outra obra de teatro) e o drama
pastoril. Na ópera, o drama se impregnava de música graças ao recitativo continuado, ou
seja, na ópera, drama e música se fundiram resultando um drama com música, ou drama in
musica.

2. Panorama Geral de Ópera em Händel.


As óperas de Händel foram um dos pontos altos da música na primeira metade do
século XVIII, caracterizado pela oscilação entre reforma e inovação (ênfase na expressão
dramática), e no outro extremo, a reação ou consolidação (preferência pela música pura e o
cultivo hedonista do canto e das árias). Uma característica das óperas de Händel era que
uma saída de cena devia invariavelmente rematar cada ária, sempre dedicada a expressão
dos sentimentos individuais. Os libretos eram organizados com base nas árias “típicas”
(expressão de compaixão, tristeza, fervor amoroso, arrependimento, desespero,
determinação, ardor guerreiro etc.). Os castrados eram a grande sensação, e a música para
heróis como Júlio César e Hércules era destinada a virtuoses dotados de uma técnica
respiratória e de um volume de voz que aparentemente compensavam um físico não raro
obeso. Noinício do século XX, os heróis castrati se tornaram barítonos ou baixos, o que
com a renascença händeliana, veio a prevalecer uma atitude voltada para a erudição.
O próprio Händel em função das circunstâncias pode ter promovido alterações,
modificando um papel de soprano para um tenor, transpondo determinada passagem de
uma obra a outra, para atender uma nova prima donna, adicionando ou cortando conforme
lhe parecia conveniente o que implicava um novo trabalho de composição. Ultrapassando
as convenções, é evidente o senso dramático do compositor, domínio da carpintaria teatral.
Cantadas segundo as indicações e em obediência ao espírito do original, as montagens
modernas demonstram, portanto, que as óperas de Händel são obra de um dos raros autores
de gênio no gênero.

1-Título da Ópera: RINALDO; ópera em três atos; libreto de Giacomo Rossi com
base em Aaron Hill; Estreia: Haymaker, Londres, 07/03/1711 (calendário moderno);
Personagens: GOFREDO (contratenor ou contralto); ALMIRENA (soprano);
RINALDO (mezzo-soprano); EUSTAZIO (contralto); ARGANTE (baixo); ARMIDA
(soprano); MAGO CRITÂO (baixo); ARAUTO (baixo); SEREIA (soprano); DUAS
SEREIAS (sopranos).
Ambiente: Na Palestina, durante as cruzadas.
Características: extravagância do espetáculo cênico, a concepção original é expressa
por cenas mágicas e de transformação; Händel posteriormente modificou a ópera, como no
caso de Gofredo passou de soprano a castrato, Rinaldo de castrato a mezzo-soprano,
Eustazio, de contralto para castrato e depois sendo eliminado. Também houve a
modificação de Arminda e Aragnte descerem para os infernos, ao invés de se converterem
ao cristianismo. Rinaldo é ópera de caráter mágico, mais voltada para o espetáculo.
2-GIULIO CESARE; ópera em três atos; libreto de Nicola Haym; Estreia:
Haymaket Threatre, Londres, 20/02/1724;
Personagens: JÚLIO CÉSAR (contralto [barítono]); CÚRIO (baixo); CORNÉLIA
(contralto); SEXTO POMPEU (soprano [tenor]); CLEÓPATRA (soprano); PTOLOMEU
(contralto [baixo]); ÁQUILA (baixo); NIRENO (contralto [baixo]).
Ambiente: Egito, 48 a.C.
Características: Uma das explicações para o sucesso de Giulio Cesare certamente foi
as implicações históricas que a mesma cotribuiu para a reação positiva do público alemão
no “renascimento” händeliano da década de 1920; é uma das óperas de Händel que
fornecem tantos números isolados ao repertório de concerto, embora suas árias surtem mais
efeito no devido contexto dramático; sem dúvida esta ópera é uma das obras musicais mais
completas e convincentes do ponto de vista teatral.
3-TAMERLANO; ópera em três atos; libreto de Nicola Haym/original de Agostino
Piovene, extraído da tragédia Tamerlam ou La mort de Bajazet, de Jacques Pradon; Estreia:
King’s Threatre, Haymarket, Londres, 31/10/1724.
Personagens: TAMERLANO (alto); BAJAZET (tenor); ASTÉRIA (soprano);
ANDRÔNICO (contralto); IRENE (contralto); LEO (baixo); ZAIDE (papel mudo).
Ambiente: Em 1402 na Prusa, capital da Bitínia .
Características: Possivelmente composta no prazo de 20 dias. Sua temática gira em
torno do soberano tártaro Tamerlano que venceu em combate o imperador turco Bazajet I e
o fez prisioneiro. Com uma introdução solene, um austero allegro contrapontístico e um
minueto, a abertura nos conduz, carregada de presságios, ao palácio de Tamerlano, onde
Bijazet está preso. Sua parte central apresenta entre outras, uma ária com um toque de
triunfo e outra com um certo sarcasmo. Na parte final, entre allegros e scena de grande
força dramática, Tamerlano e Irena trocam juras, com um coro em tom mais consentâneo
com os sombrios acontecimentos da ópera do que com o habitual final feliz da opera seria.
4- RODELINA; ópera em três atos; libreto de A. Salvi (escrita original para a ópera
homônima de Petri, 1710), revisto por Nicola Haym. Conclusão em 1725; Estreia: no
King’s Threatre, Haymarket, Londres, 13 ou 24/02/1725.
Personagens: RODELINA (soprano); BERTARIDO (contralto); GRIMOALDO
(tenor); EDUIGE (contralto); UNULFO (contralto); GARIBALDO (baixo); FLAVIO
(papel mudo).
Ambiente: No palácio real, Milãp, século XV.
Características: Uma peculiaridade é o tenor possuir o papel do vilão. Possui a ária
famosa “Dove sei”. Após um início majestojo, a abertura é brilhante e rebuscada.
5-ARIODANTE: ópera em três atos; libreto de Antonio Salvi, com base no poema
de Ariosto, Orlando Furioso; Estreia: Londres, Covent Garde, 19/01/1735.
Personagens: ARIODANTE (mezzo-soprano); GINEVRA (soprano); DALINDA
(soprano); POLINESSO (contralto); LURCANIO (tenor); O REI DA ESCÓCIA (baixo);
ODOARDO (tenor.
Características: é uma de suas óperas mais inspiradas, recorrendo com generosidade
aos coros e à dança, graça à disponibilidade dos corpos estáveis.
6- ALCINA: ópera em três atos; libreto de Antonio Marchi, estraído de Orlando
Furioso de Ariosto; Estreia: Covent Garden, Londres, 27/04/1735.
Personagens: ALCINA 9soprano); RUGGIERO (mezzo-soprano); MORGANA
(soprano); BRADAMANTE (contralto); ORONTE (tenor; MELISSO (baixo); OBERTO
(tenor).
Ambiente: Numa ilha encantada.
Características: desastroso do ponto de vista dramático, porém com ação de árias
longas e complexas para os diferentes personagens, frequentemente de maravilhosa beleza
expressiva. Possui também muita música de inegável força e imaginação. Foi uma de suas
óperas mais populares.
7- SERSE: ópera em três atos; libreto de Nicola Minato e Silvio Stampiglia; Estreia:
King’s Theatre, Haymaker, Londres, 26/04/1738.
Personagens: XERXES (mezzo-soprano); ARSAMENES (mezzo-soprano ou
contralto); AMASTRIS (mezzo-soprano); ARIODATE (baixo); ROMILDA (soprano);
ATALANTA (soprano); ELVIRO (barítono).
Ambiente: Na corte do rei Xerxes , na Pérsia.
Características: cenas sérias e mesmo trágicas alternam com a comédia e a farsa
com ingredientes do heroísmo e da paródia. O libreto de Xerxes lhe deu maior liberdades
de movimentos e de método, sem a obrigatoriedade de todo personagem sair depois de
cantar uma ária, reduzindo o número de solos da capo. Também possui leveza e textura
mais variada.
8-SEMELE: ópera em três atos; libreto de William Congreve; composta entre
03/06/-04/07/1743, só estreio em 10/02/1744, no Convent Garden.
Personagens: JÚPITER (tenor); JUNO (contralto); ÍRIS (soprano); CADMOS
(baixo); SEMELE (soprano); INO (contralto); ATAMAS (alto); SONO (baixo); APOLO
(tenor); CUPIDO (soprano); GRÃO-SACERDOTE DE JUNO (baixo); Sacerdotes e
áugures, zéfiros, ninfas e jovens camponeses, criados.
Características: a música é tão variada, o recitativo tão expressivo, a orquestra tão
inventiva, a caracterização dos personagens tão hábil, o empenho imaginativo tão elevado e
o enredo tão carregado de situações e incidentes verossímeis. A obra como um todo de tal
modo convém à encenação num teatro de ópera que só por pura abnegação (ou ignorância)
podemos compreender que tenha sido relegada durante tanto tempo pelas companhias
profissionais.
Bibliografia:
1- KOBBÉ, Gustave. “O livro completo de ópera”. Ed. conde de Harewood.
Tradução: Clóvis Marques. Rio de Janeiro.Jorge Zahar Ed., 1997;
2- GROUT, Donald/PALISCA, Claude. “Historia de la Musica Ocidental,1”.
Ed Alianza Editorial. Madrid, 1997;
3- “The New Grove: Dictionary of Music and Musicians. Vol. Eigth. Ed.
Stanley Sadie. 1980.