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www.cpad.com.br 0 2 3 Ss < o ® g $ 16 8 o 3 8 a ® 3. 2 B g ie = = - CULTURA DE HOJE " 5 Rares Cneteo oreo Ts pered Enna eg cree diferenga no ambiente em que vive, Jeia este livro e seja um fator positivo Pert ene n Reece Oe Tita ilustra, através de histérias, os principais PO ea TE RCOn era m ate tm ie een ey visio secular dominante. Cada capiwulo contém estudos montados com base em Pree tere Dee emittoe ee tarts Bago TMT Meee 0800 ‘Uma andlise cultural cris que traz a0 Teemnomescet ie tcy fetter emcee ct Geant Munem rea a Econe tree inne scr ert) Pee eee cee! erence eRe ed absoluta acima de todas as ideologias. stag ol RIN Comentario; CLAUDIONOK CORI DE ANDRADE Gonsultor Doutrinario e Tealogico; ANTONIO GILBERTO. Ligdes do 4° Trimestre de 2006 Ligao 1 A importéncia da Doutrina Biblica para a vida ctis Ligao 2 Deus, 0 Ser Supremo por exceléncia wun. Ligao 3 Jesus Cristo, verdadeiro homem e verdadero Deus... 13 Licao 4 Espirito Sanio, nosso divino Consolador Ligav 5 \Santissima Trindade, uma verdade incoatestavel 23 Liga 6 ‘Anjos, ministros ¢ enviados por Deus, .... aa? Ligao 7 © Homem, coroa da Criagao. Ligao 8 O pecado, a transgressao da Lei divina. Ligao 9 Salvaedo, o plano de Deus para a Redengao humana, . Ligao 10 Igreja, 0 coxpo espiritual de Cristo. Ligao ‘ABiblia, a inspirada c inerrante Palavra de Deus. Liga 12 Oacrebatamento da Igreja ¢ as ultimas coisas, Ligao 13 ADoutrina produz oavivamento, . 59 Ligao 14 A importancia da leitura na vida do CriStAO esses settee 62 iCOes Biblicas ALUNO Publicacao Trimescral da Casa Publicadora das Assembléas de Deus Presidente da Convengio Geral is Assembléias de Deus José Wellington Bezerra da Costa Presidente do Conselho Administrative Jose Wellington Costa hinior Diretor Executive Ronaldo Roulrigues le Souza Gerente Financeiro Walter Alves tle Azeverto Gerente de Produgio Ruy Rergsten, Gerente Comercial Cicero da Sily Gerente de Publicacoes Claudionor de Andrade Setor de Bduca Marcos Tuler Bsdris Costa Hentho: ‘Debora Ferre'ra da Costa Miriam Mendes Reiche Crista _| olesaiocosarnt-crame-antle horsboues LIVRARIAS CPAD eros shoots o7090 nen Stab nec ia SAM et eae at an me coeds nei SS Eat ntle dW oer PARANA: Rasanater avo Cen 469 -0teen-90-ca fa Glaea “Curtoa 3h ds tat eepee eon uvoadepadcamr. Garena Nota stem Prose | PEMMANBUCO: 1, Daas Baro, 12% Sao Jos 5020 O09 Mcle = PE” Tuas (at) aasseeDs° oa) ‘eole@zaadean Geena kee date cae Sue RO DEANEIRO, Veer de cars 4 visontece Ornahs 4060- Veen dette. 21210100" Nedadanace ATL Bh See aioli zeblezest «ax: 1) 2404689 © Enel ‘omar teeoscondr- Gren nvm ceil Nord Runhurlee tsar idso8. 2492010 Congo Nov Pl Tel: ft Baaatsta be as at se uelriero upad aAn Li Getemto Hage Uae Sones Sia Nova lguiga: Av Goverascs Aaa Paty 427- e101 9 tose Saibted” Gxveatnlans teri Mts galls h Tis iy 28er 4004 Telefax (et) Beareh so ea pyneuivcgodcan r= Gears Mo risetenie (sto de SANTA Gaara: Hu Foips Seid 22 Les D3 Ch bioned,trr aOre rea ts eruns sr ac ane ale e RO PAULO «Aun Cc asctsie cteggo, 21). sacee-om Bolencinho < Gh Tolelas ¢) eadanigy 7 aah ‘acpeue padcombl: GatentsessdeFioiag MINAS GERAIS us Si Pauls 19H Lan 4170131 eyo, Sob Morzor “NG. 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La INTRODUGAG Qual o segredo do avanco irresistivel da Igreja Primitiva? Ja nos capitullos iniclais dos Atos dos Apostolos, constatamos algo de suma importancia. Mesmo nao possuindo uma formula magica de administracao, a Igreja precisou de apenas trés décadas para chegar aos pontos mais distantes do Im= pério Romano. Consolidados no ensino da Pa- lavra de Deus, mantinham-se os cristéos firmes na comunhao, no partir da pao e nas oracées. Em cada alma havia temor e reverén- cia. E muitas eram as maravilhas que 0 Senhor operava por inter- médio deles, Ao contrario do que pensam alguns estudiosos, a Igre- ja do Pentecostes nao era picgas mem emocional; era biblica e teo- Jogicamente cristocéntrica: A fim de nos alicercarmos no ensino dos apdstolos ¢ dos profe- tas, entraremos a esiudar, a partir deste domingo, as doutrinas fun- damentais dé nossa #8. E a cada li (Ap constataremos: sem a instru- Go da Palavra de Deus, o aviva- mento é impossivel. Hib bie ‘Ao contrério da filosotia, a dou- trina ctistd niio se perde em espe- culagses, Se por um lado, conduz nos a conhecer mais intimamente a Deus; por outro, constrange-nos a ter uma vida santa irrepreensi- vel, Andrew Bonar, ao destacar-Ihe a importancia em nosso cotidiano, foi enfético: “Doutrina € coisa pri- tica, visto yue desperta o coracao” 1, Definico. A doutrina é um conjunto de principios que, tendo como base as Sagradas Escrituras, orienta 0 nosso relacionamento com Deus, com a Igreja e com os nossos semelhantes. Ela pode ser definida, ainda, como ensino da Bi- blia, Este, contudo, tem de ser per- sistente, sistematiea e ordenado, induzindo os santos a se inieira- rem de todo conselho de Deus (AC 20.27), 2. Objetivos. O principal ob- jetivo da doutsina biblica ¢ apro- fundar_0 nosso conhecimento de Deus (Os 6.3). Se nao o conhecer- mos experimental e redentivamen- te, como haveremos de colacar-nos a seu servico? (1 $m 3,7). O Israel do Antigo Testamento caiu na apos- tasia por nao conhecer a Jeava, Atrayés de Oséias, lamenta 0 amo- roso Senhor: “O meu povo foi destruido, porque the faltou 0 co- nhecimento” Ts 4.6)> De igual modo, Visa a doutrin. biblica 4 perfei¢do moral ¢ espiri- tual do ser humano. Eserevendo ao jovem pastor Timoéteo, © apastola 73 Lig6es Biblicas Paulo é mais do que claro; 6 inci- sivo: “Para que 0 homem de Deus soja perfeito, ¢ perfeitamente ins truido para toda a boa obra” (2 Tm. J; Ideal inatingivel? Se contar- S apenas com as nossas propsi- as forcas, jamais atingiremos seme- Ihante padrao, No entanto, se nos entregarmos & graga de Nosso Se- nhor, nossa yereda refulgira de tal forma que viremos a resplandecer como os astros no firmamento (Py 4,18; Dn 12.3), 3. Doutrina e costumes. Doutrina nao s4o costumes. Todos j4 ouvimos essa frase. No entanto, aboa doutrina, quando corretamen te interpretada, gera costumes bons @ sadios, Consegilentemente, um pove que ignora as verdades bibli- cas. com facilidade assimilard os cos- tumes do Rgito ¢ de Canaa (Ly 18.3). Foi 0 que ocorreu com os israelitas: durante a peregrinacio no deserto, imitaram os egipcios; naTerra Pro- metida, os cananeus, bis porque so- mos instados a nao amar o mundo (LJo 2.15) ~ Por conseguinte, quanto mais doutrinados forem os crentes, mai 08 seus costumes conformar-se-2o a Palavra de Deus. Al Martin é positi- yo: “A finalidade para a qual Deus instrui a mente é para que Ele pos- sa transformar a vida’, No Salmo 119, pergunta Davi: “Como purifi- “cara 0 jovem o seu caminho?” Res- ponde o salmista: “Observando-o conforme a tua palayra” (51 119.9). Nao podemos, portanio, disso: clar os bons costumes da doutrina. Licoes Biblicas Como aqueles dependem desta, logo: a boa doutrina gera, neces riamente, os bons costumes. Il, A NECESSIDADE DA DOUTRINA HA crist4os que, menosprezan do a doutrina biblica, alegam: *O importante nao € a teoria; e, sim: a pratica”, Entretanto, quem disse que a doutrina biblica é meramen- te tedrica? Bla a vontade de Deus E, como tal, deve ser posta em pra- tica. Aos filhos de Israel, ordena 0 Senhor: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarao no teu coracao; eas intimards a teus filhos, e delas falardy assentado em tua casa, andando pelo caminho, ¢ deitando- tee levantando-te, Também as ata- ras por sinal na tua m por testeiras entre os teus olhos. E as escreveras nos umbrais dé tua casa, ¢ nas tuas portas” (DE6.6-9). Vejamos por que a doutrina biblica é necessaria 1, A doutrina biblica pro- porciona-nos a salvacdo em Cristo. Paulo instrui ao seu jovem filho na fé: “Tem cuidado de ti mesmo ¢ da doutrina: persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvards, tanto a ti mesmo como aos que te ouvern” (17 2. A doutrina biblica san- tifica-nos, Em sua oragdo sacer dotal, refere-se 0 Gristo ao poder santificador da Palavra de Deus: “Dei-thes a tua palavra, ¢ 0 mun- do os aborreceu, porque nao sio do mundo, assim comoeundo sou | do mundo. Nao peco que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Nao sao do mundo, como eu do mundo nao sou. Santifica-os na | verdade; a tua palavra é a yerda- | de" (Jo 17.1417). 7— 3. A doutrina iBIbIteaN tor- z| | na-nos sabios. Timoteo, instru: | | ido por sua mae, Eunice, e por sua | { avo, Loide, veio a tornar-se um dos || | maiores obreiros da Nova Testa- mento. Jovem ainda, veio ele a ser considerade um sébio, conforme | Ihe escreve Paula: “E que desde a | tua meninice sabes as sagradas le- iras, que podem fazer-te sdbio: para a salyacao, pela fé que haem Cristo Jesus” (2 Tm 3.15)._-——— Enfim, é a douirina biblica im- prescindivel para 0 nosso cresci- mento na vida cristi, Sua necessi dade pode ser constatada tanto coletiva quanto individualmente, William S. Plumer analisa a efica- cia da doutrina biblica na vida cris- | 14: “Doutrinas fracas nao sio pa Teo para tentacoes fortes”, Ill. A DOUTRINA BiBLIcA EO) | SERVICO CRISTAD Infelizmente, ha obreiros que, no fmpeto de evangelizar, nao se aplicam a aprender a doutrina bi blica, Acham que 0 ensino sistema- tico das Sagradas Escrituras é per- da de tempo. Deveriam eles aten- taraesta recomendacao de Charles | Spurgeon: “Os homens, para serem verdadeiramenie ganhos, precisam ser ganhos pela verdade”. Vejamos 6 por que a dowtrina biblica ¢ impor tante ao servico cristao, 1. Na evangelizacao, Na divulgacao do Evangelho, acha-se implicito o ensino da doutrina bi- blica, conforme podemos inferir da Grande Comissao que nos con fiou 6 Sénhor Jesus: “Ide, portan- to, fazei discipulos de todas as na- c0es, batizando-os em nome do Pai, ¢ do Filho, ¢ do Espirito San- to; ensinando-os a guardar todas a8 coisas que vos tenho ordenado, E cis que estou conyosco todos 0s dias até a consumacao do século” (Nt 28,19,20.- ) LEITURA BiBLICA EM CLASSE 10A0 16.7-15 7-Lodavia, digo-vos a verdade: que Vos convéem que eu v4, porque, se eu nao for, o Consolador nao vird a v6s; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei, 8-E, quando ele vier, convencera 0 mundo do pecado, edajustica, edo juizo: 9- do pecado, porque ndo créem em mim; 40 - da justia, porque vou para meu Pai, € 140 me vereis inais; Quinta - Rm 5.5 O Espirito Sanio derrama o amor em nosso coracao, Sexta -1 60 2.13 O Espirito Santo nas ensina. | Sabado-1 Ts 16 0 Espirito Santo enche-nos de alegria. | Licées Biblicas 11-edojuizo, porque j4o principe | deste mundo esta julgado. 12 - Ainda tenho muito que vos dizer, mas vs nao 0 podeis supor- tar agora. 13-Mas, quando vier aquele Espiti- to da verdade, ele vos guiara em todaa verdade, porque nao falara de simesmo, mas dira tudo 0 que tiver ouvido e vos anunciara o que ha de vir. 14 - Ele me glorificara, porque ha de receber do que é men ¢vo-lo ha de anunciar. 15 - Tudo quanto o Pai tem € meu; por isso, vos disse que ha de re ber do que é meu e yo-lo ha de anunciar. INTRODUGAO Jodo Wesley explica porque o ministério do Espirito Santo é tao importante na vida do crente: “Sem o Espirito de Deus no po- demos fazer nada, a ndo ser acres- centar pecado sobre pecado”. 0 evangelista inglés buscou deixar bem claro, com essa afirmacao, que o Espirito Santo nao é uma influéncia como dizem vs hereges; €a Terceira Pessoa da Santissima Trindade; acha-se ativo na vida da Igreja, consolando-nos ¢ dirigindo- nos em todas as coisas. Nesta licio, veremos o que a Biblia ensina acerca de sua perso- nalidade, atuacao e obra, Também veremos os pecados cometidos Licées Biblieas contra Ele e 0 seu ministério nos dias de hoje. Tenho certeza de que, na conclusao, todos haveremos de conscientizar-nos: nossa preocupa- ¢4o concernente ao Espirito Santo no deve ser apossar-nos dEle; e, sim, permitir que Fle se aposse de nossa alma, de nosso coracdo e de nosso corpo; somos o seu templo e santuari 1. APESSOA DO ESPIRITO SANTO A Biblia mostra o Espirito San- to atuando como um ser divino do Génesis ao Apoealipse. 1, A Pessoa do Espirito Santo. Nao fosse o Espirito Santo uma pessoa, teria a Biblia no-lo apresentado como tal? O que ¢, porém, uma pessoa? £ um ser cons- cio de sua existéncia, dotado de au- todeterminacao e que possui capa- cidade para agir. Nao obstante essa definicao ser mais apropriada ao ser humano, utilizemo-la a fim de compreendermos a personalidade do Espirito Santo. 2, O Espfrito Santo age como uma pessoa. O Espirito Santo age e interage como uma pes- _soa completa e perfeita: fala (At 2); direciona (At 15.28); revela 0.23), ensina (1Co testifica (Hb 10.15). Tivéssemos es- pacgo, poderiamos citar outros versiculos e passagens da Palavra de Deus, provando que o Espirito San- to , de fato, uma pessoa. Econtraa Palavra de Deus de nada valem os argumentos e sofismas humanos. 19 Il, A DIVINDADE DO ESPiRITO Além de ser uma pessoa com- pleta ¢ perfeita, 60 Espirito Santo também divino; assim no-lo apre- senta a Biblia, Nao € sem raztio que © identificamos, teologicamente, como a Terceira Pessoa da Santis- sima Trindade. Conforme veremos, a seguir, Ele possui os mesmos atri- butos existentes no Pai e no Filho, segundo as Escrituras, Além disso, atuou em todos os atos divinos pois divino Ele 6 1. O Espirito Santo é tra- tado como Deus na Biblia. As Sagradas Fserituras nao se limitam | a expor a personalidade do Espiri- to Santo; tratam-no igualmente como Deus. Observemos esta pas- sagem de Atos: “Disse, entio, Pedro: Ananias. por que encheu Satands 0 teu coragao, para que mentisses a0 Espirito Santo?... Nao mentiste aos homens, mas a Deus” (AU5.3,4). Pode haver alguma divida so- bre a divindade do Espirito Santo? Detenhamo-nos, pois, nos atributos divinos que Ihe so conferidos. 2. Atributos naturais e imanentes, Os atributos naturais fazer de Deus 9 que realmente ble & 0 Ser Supremo por exceléncia, Sendo o Espirito Santo também Deus, possui Ele, além dos atribu- los naturais, os imanentes, através dos quais pée-se Ele em contato com a criagéo, Por conseguinte, 0 Espirito Santo é eterno (1b tem vida ¢ transmite vida @16.8), isclente (S1139.7 tente (Le 1.2 tos revelam? 0 Espirito Santo é Deus: somente Deus ¢ quem pos- sui semelhantes qualidades. II. A OBRA DO ESPIRITO NA VIDA DO CRENTE Ao tratar da obra do Espirito Santo na vida do ser humano, J. Blanchard € ao mesmo tempo abrangente e sintético: “O ministé- rio do Espirito Santo ¢ levar o im- penitente ao Salvador ¢ tornélo parecido com Ele”. De fato, a sua principal obra ¢ levar-nos ao ideal divino: “Porque cu sou 0 SENHOR, vosso Deus; portanto, v6s vos santificareis e sereis santos, por- que eu sou santo” (Ly 11.44). Por isso, Ele é denominado Espirito Santo; santifica-nos, tornando-nos semelhantes a Deus. Sua obra tem inicio, em nds, a0 conyencer-nos do pecado. 1. A conyiccao de pecados. Ignorando 9 homem natural as demandas biblicas quanto a uma vida piedosa ¢ reta diante de Deus, 0 Espirito Santo convence-o do pecado, da justi¢a e do juizo, cons- trangendo-o a receber a Cristo Je- sus camo Salvador e Redentor (Jo . No entanto, conforme ensi- ‘na a Biblia, € possivel resistir a0 chamamento do Espirito Santo (Me 16.16; At 7.51). 2. A santificacdo. Confor- me ja ressaltamos, a santificacao do crente € @ principal obra do Espirito Santo que, neste proces- 80, Nos constrange a sermos como a luz da aurora (Py 4.18). Conhe Ligdes Biblicas cido também como 0 Espirito de Santificagao (Rm1.4), tem Ele como propésito santificar-nos e dar-nos poder sobre 0 pecado. 3.A plenitude de poder. Como pentecostais, cremos na atu- alidade do batismo no Espirito Santo ¢ dos dons espirituais. O batismo no Espirito Santo é 6 revestimento que nos concede poder nao apenas sobre o pecado, ‘mas também para testemunhar de [ Cristo (ATI.8). O sinal que eviden-| | ciao batismo no Espirito Santo 60 falar novas nguas (At 2.4; At/ 10.46; At 19, Lessieh 4 "A funcdo dos dons espirituai que o crente recebe no ato do ba- tismo, ou depois deste, ¢ doar a Igreja de poderes sobrenaturais, para que cla seja edificada e cum- pra a sua missao de forma eficaz (At 19.6; 1 Co 12.7; 14.12) 0S CONTRA 0 IRITO SANTO Além da blasfémia contra 0 Es- pfrito Santo, considerado 0 mais grave dos pecados, ha outras ofen- sas, igualmente graves e serissimas, que podem condenar-nos & perdi- cao eterna, Vejamos, em primeiro lugar, por que a blasfémia contra o Espirito Santo 6 imperdoavel. _ 1. A blasfémia contra o Espirito Santo. Os fariseus dizi- am grosseiramente, que Jesus ex- pulsava os deménios com 0 poder de Belzebu. A adverténcia aue Ihes dirigiu o Senhor foi mais do que enérgica; foi sentencial: “Portanto, Ligdes Biblicas eu vos digo: todo pecado e blasté- mia se perdoard aos homens, mas a blasfémia contra o Espirito nao ri perdoada aos homens” (Mt 2230. ‘Afinal, em que consiste esse pecado? Em palavras ofensivas ¢ desrespeitosas 20 Espirito Santo. Mas por que é um pecado imper- doavel? Vejamos a explicacto do sumo sacerdote, Bli, ao repreender os scus filhos profanos: “Pecando homem contra homem, os juizes 0 julgarao; pecando, porém, 0 ho- mem contra o SENHOR, quem ro- gard por ele?” (1 Sm 2.25). 2. Resisténcia contra o Espirito Santo, Este foi o peca~ do que earacterizou os filhos de Israel quer no Antigo, quer no Novo Testamento (AL7.51). O que ignifica resistin ao Lspirito Santo? Significa opor-se, consciente e pre- meditadamente, contra a acao regeneradora e santificadora do Espirito, Os que assim procedem correm 0 risco de serem condena- dos ao lago de fogo, menos que se arrependam. 3. Entristecer 0 Espirito Santo, Entristecer 0 Espirito San- to é opor-se a Ele; é ignorar-the a yontade e adotar 0 mundanismo como norma de vida. Aos irmaos de Efeso, exorta Paulo: “E nao en- tristegais o Espirito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da reden¢ao” (Ef 4.30). O selo a que se refere 0 aposto- lo nao 6 o batismo no Espirito San- to; 6a garantia de vida eterna que temos nos méritos de Nosso Senhor al Jesus Cristo, Caso contrério, apenas 08 batizados no Espirito Santo en- trariam no céu, Em Efésios 1.13, ressalta Paulo, que o selo 6-nos con- cedido no ato de crer e nao no ato do batismo no Espirito Santo. CONCLUSAO Nesta licdo, nao tivemos condi- cées de fazer um estudo mais exaustivo sobre a pessoa ¢ a obra do Espirito Santo, Poderfamos fa- lar, por exemplo, sobre os seus homes, acerca de sua atuacdo no Antigo e no Novo Testarento ¢ a respeito de sua presenca na lere- Ja. 20s dons ministeriais? 0 Espirito Santo continua a operar na Igreja de Cristo tanto coletiva como individualmente, ble atua na regeneracio do ser huma- no, na santificacko do crente, re- vestindo-o de poder, objetivando levé-lo a um trabalho eficiente no Reino de Deus. Assim, estaremos preparando-nos para 0 arrebata- mento da Igreja que, segundo os inais, em breve acontecera. GLOSSARIO Cénscio: Que sabe bem o que faz ou 0 que deve fazer; ciente, consciente. Herege: Que professa doutri- na contrria ao que foi ensinado na Lscritura. Impenitente; Que persiste no erro; contumaz. Sintético; Resumido; sintese; esboco. Sofisma: Argumento contradi- lério, e que supoe mé fé por parte de quem 0 apresenta; erro; engano. et | 1. Quem € 0 Lspitito Santo? | 2, Qu: ais 05 atributos pessoais do Espirito Santo na Biblia? 3. Quais 08 principais atributos naturais do Espirito Santo? 4. Quais os principais pecados contra o Espirito Santo? 5. Como podemos detinir o batismo no Espirito Santo? Lighes Biblicas Hee LAY a a a4 “A graca do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, ea comunhao do Fspirito Santo sejam com vos todos. Amém!” (2 Co 13.13). Py Ve ry (4:4 ‘A doutrina da Santissima Trin- dade é uma verdade biblica fun- damental e nao pode ser ignorada nem desprezada por aqueles que aceitaram a Cristo como Salvador. | . LEITURA DIARIA MATEUS 3.13-17 13-Entao, veio Jesus da Galiléia ter com Joao junto do Jordao, para ser batizado por ele. 14-Mas Joao opunha-se-lhe, dizen- do:Eu cateco de ser batizado port, evens tu a mim? 15 - Jesus, porém, respondendo, disse-the: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justica. Entéo, ele o permitin. 16 - F, sendo Jesus batizado, saiu | logo da agua, e eis que se Ihe abri- “do Universo. Terga - Gn 1.26 A Trindade na criacao do homem. | Quarta - 2 Go 13.13 A Trindade na bénciio apostolica Ligdes Biblieas Quinta-Mt3I317 A Trindade no batismo de Cristo. Sexta - Jo 1.32-34 A Trindade no testemunho de Joao Batista. ‘Sabado - Jo 14.16,26 A Trindade testemunhada pelo proprio Cristo. : 23 ram os céus, ¢ viu 0 Espirito de Deus descendo como pomba ¢ vin- do sobre ele. 17 - E cis que uma voz dos céus dizia: Este €omeuFilhoamado,em quem me comprazo. INTRODUGAG Nesta lig&o, estudaremos um dos capitulos mais importantes da teologia. Se para constatar a exis- tencia de Deus, é-nos suficiente a f6 © a razio; para compreender a ‘Trindade, carecemos, conjunta mente, da revelacia divina que s6 encontrathos na Biblia Sagradé Nao é algo que se aprende através da luz natural da razao; e, sim, da iluminacao espiritual que nos pro- porciona 9 Espirito Santo na Pala- yra de Deus. 1 OQUEEA SANTISSIMA ‘TRINDADE Nossa mente jamais conseguira explicar adequadamente, o que éa Santissima Trindade. Alids, foi o que certa vez confessou Agostinho, um dos maiores tedlogos do Oci- dente. Todavia, contamos nds com a assisténcla do Espirito Santo que, por intermédio das Sagradas Escri turas, revela-nos 0 necessirie para aceitarmosa beleza dessa verdade. 1, Definicao, Doutrina segun- do a qual a Divindade, embora ana em sua essCncia, subsiste eterna: mente nas pessoas do Pai, do Fie Iho e do Espirito Santo, As trés Pes- 24 S0aS sao iguais na substancia e nos atributos absulutos e morais. Ape- sar de 0 termo nao se encontrar nas Sagradas Uscrituras, as evidén- Cias que atestam a doutrina sao, lanto no Antigo quanto no Novo Testamento, incontestaveis, 2. A origem do termo. A palayra Trindade foi usada pela primeira vez, em sua forma grega, por Tedfilo; e, em sua forma lati- na, por Tertuliano. 3. 0 Credo Atanasiano. Com toda a razdio, Attanasio € con- siderado 0 pai da ortodoxia, em virlude de seu redobrado zelo.em prol da pureza doutrinaria das gradas Bscrituras, No Credo que claborou, assim professa sobre a Trindade: “Adoramos um Deus em trindade, ¢ a trindade em unida- de, sem confundir as pessoas, sem separar a substancia’, Il A SANTISSIMA TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO A doutrina da Santissima Trin- dade nao é exclusiva do Novo Tes- tamento; é uma ampliacao de uma verdade que se acha desde o Ge- nesis ao profeta Malaquias. Entao, por que a rejeitam os judeus? Pe- Jas mesmas razdes que os levaram a repudiar a messianidade de Je- sus de Nazaré: cegueira espiritual e dureza de coracao (2 Co 3.14- 16), A Trindade 6 claramente apre- sentada tanto na criagio do Uni verso, como na expectativa messi- anica da alma hebreia e em cada episédio da Historia Sagrada. Lig6es Biblicas 1. A Trindade na criacio do Universo, Se levarmos em conta que a palavra hebraica ‘élohim (Gn. 1,1) é um substantivo plural, concluiremos: a Santissima Trindade encontrava-se ativa na criagio da Universo, Por conse- guinte, quando 4 Biblia afirma que no principio Deus eriou os céus e a terra, atesta: no ato da criacao, estiveram presentes Deus Pai, Deus Filho e Deus Espirito Santo, 0 Pai criow 0 Universo por intermédio do Filho (Jo 1.3), enquanto 0 Espf- rito Santo transmitia vida a tudo quanto era criado (Gn 1,2), 2.A Trindade na expecta- tiva messianica da alma hebréia. A expectativa messiani- ca, que sempre foi um fator de consolacao a alma hebréia, tam- bém revela a presenca da Santissi- ma Trindade no Antigo Testamen- to. Ler SI 110.1,4, Em ambas as passagens, 0 au- tor sagrado, inspirado pelo Espiri- to Santo, mostra o Pai referinda- se ao Filho ~ Jesus Cristo (Mc 12.36; Hb 5.6). Um trecho que mostra, de ma- neira explicita ¢ clara, a presenca da Santissima Trindade no Antigo Testamento ¢ Daniel 7.13-14. Fis mais algumas passagens que demonstram a Trindade no Anti- go Testamento: Is 6.8; 7.14; 9.6. Eno Novo Testamento que en- contramos as mais claras @ expli- citas manifestacoes da Santissima LigGes Biblicas Trindade: no batismo de Jesus, em seu ministério © em sua ressurrei= cdo ¢ ascensio e, de forma abun- dante, na vida da Igreja Primitiva. 1, No batismo de Jesus (Mt 3.16,17). Nessa cléssica mani tacao da Trindade, vemos a Segun- da Pessoa (0 Filho) submeter-se ao batismo, a Terceira Pessoa (o Es- pirito Santo) descer como pomha sobre a Segunda Pessoa e a Primei- ra Pessoa declarar o seu amor a Segunda Pessoa. 2. No ministério de Jesus (Le 4.18,19). Nesta passagem de Isafas (61.1), € impossivel nao ver a manifestacao da Santissima Trindade, 3. Na ressurreicao e na ascensdo de Jesus. Ja prestes a ser assunto av céu, o Senhor Jesus Cristo, a0 dar altimas instrucoes aos discipulos, declarou; “Portan- to, ide, ensinai todas as nacées, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo” (Mt 28.19). Pode ainda restar mais al- guma ditvida acerca da Trindade? 4.Na vida da Igreja Primi- tiva, Nos Atos dos Apéstolos, a Santissima Trindade aparece ope- rando ativamente, desde 0s primei- ros versiculos (At 1.1,2). Nesse li- yro, encontramos a Trindade na proclamagio do Evangelho (At 5,32; At 10.38); no testemunho efi- caz, da fé crista (At 7.35); no cha- mamento de obreiros (At 9.17); no Concilio de Jerusalém (At 15.1-35). Nas epistolas, muitas sto as passagens sobre a Trindade (Rm 14.17; 15.16; 2 Co 13.13; Ef 4.30; | @ testifica que somos filhos de Deus Hb 2.3.45 2 Pe 1.16-21; 1 Jo $.7), através dos méritos de Nosso Se= No Apocalipse, a Santissima Trin- | nhor Jesus Cristo. dade encontra-se do principio ao | Quiio consoladora é a doutrina fim: 1.1,2; 2,8,11, ete. da Santissima Trindade, CONGLUSAO SLeSsAnIO Alucinado: Iludido, arrebata- A doutrina da Santissima Trin- i do, por efeito de alucinacio; louco. dade nao é um mero exercicio in- telectual; é uma verdade consola- Incontestavel: Indiscutivel dora: ensina-nos diversas coisas | que nao admite discussao. vitais para a nossa vida crista. Em primeiro lugar, com a ascensao de Nosso Senhor, nao famos deixados Mero: Simples, comum, vulgar. orfaos, Ele rogou ao Pai que, amo- Ortodoxo: Absoluta confor rosa e prontamente, enviou-nos o | midade com um principio ou Consolador, F este, com inexpre- | doutrina; conservador; de acordo miveis gemicos, intercede por nds | com a tradicao. QUESTIONARIO 1. Defina a doutrina da Santissima Trindade, Mérito: Merecimento. 2. Como 0 Credo Atanasiano define a Trindade? 3. Cite (6s passagens do Antigo Testamento que falam sobre a ‘Trindade, 4. Cite trés passagens do Novo Testamento que fala sobre a | Trindade, 5. Por que a doutrina da Santissima Trindade 6 um ensina consolador? Ao oe whe hino WD. kas i 26 Ligées Biblicas bye “Nao sio, porventura, todos eles espiritos ministradores, enviados pata servir a favor daqueles que bao de herdar a salvacho?” (Hb 1.14), aT er Embora magnificos em poder, 08 anjos nao devem nem podem ser adorados. Sta missao é exaltar aDeuse trabalhar em prol dos que ho de herdar a vida eterna. Os anjos ministram a Cristo Lighes Biblicas NT Segunda-Le 9.26 Quinta - Hb 1.14 ‘ 0s anjos sAo seres gloriosos. Os anjos so enviados para servir — i fehl aos santos. s ‘Terga - SI 103.20 Os anjos so magnificos Sexta - Mt 16.27 2 emi poder. Qs anjos compdem 0 exército de Cristo. Quarta - Mt 4.11 Sabado - Mt 24.31 Os anjos no final dos tempos. | Eee REUS 1.1-8 1 Havendo Deus, antigamente, | falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, anésfalou-nos, nestes tiltimos dias, pelo Filho, 2-a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. 3-Oqual, sendo oresplendordasua gléria, ea expressa imagem da sua pessoa, € sustentando todas as coi- sas pela palavra do seu poder, ha- vendo feito por si mesmoa purifica- 27 ao dos nossos pecatlos, assentou- seadestrada Majestade, nasalturas; 4 - feito tanto mais excelente do | que 0s anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. 5 - Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez; Eu the serei por Pai, e ele me seta por Filho? 6-E, quando outra vez introduz no mundo o Primogénito, diz: E todos 08 anjos de Deus o adorem. 7-E, quanto aos anjos, diz: 0 que de seus anjos faz ventos € de seus ministros, labareda de fogo. 8- Mas, do Filho, diz: 6 Deus, oteu | trono subsiste pelos séculos dos séeulos, cetro de eqitidade é 0 ce- tro do teu reino. INTRODUGAO A angelologia biblica é uma doutrina que fos leva a uma du- pla reflexao. Se por um lado, so- mos confortados, sabendo que os anjos de Deus acham-se a disposi- a0 dos que hao de herdar a vida eterna (Hb 1,14); por outro, ape- sar de sua capacidade e poderio que Jhes conferiu o Senior, nao devem nem podem ser adorados (Ap 19.10; 22.9). Nesta licdo, veremos 0 que a Biblia ensina acerca dos anjos. 1. QUEM SAO 0S ANJOS 1. Os anjos s4o criaturas morais. 0 Senhor Deus criou os anjos no para que fossem meros 28 automatos; criou-os dotados de li- \re-arbitria, a fim de que o servis sem amorosa e yoluntariamente. Eles so tratados por qualificativos que [hes ressaltam a responsabili- dade moral: ministros e servos de Deus (Hb 1.7; Ap 19.10). 2. A criagio dos anjos.Can- ta 0 Salmista terem sido os seres angélicos criados pela Palavra dle Deus: “Mandou, ¢ logo foram cria- dos” (SI 148.5; 33.6; Ne 9.6). Il. OS ANJOS NA BIBLIA 1, Os anjos no Antigo Tes- tamento. A presenca dos anjos, no Antigo Testamento, pode ser fa- cilmente detectada nas seguintes Passagens: a) Na ora patriarcal, Abraio Jaco tiveram varias experiéncias com os anjos de Deus. Abraao en- controu-os em, pelo menos, du: ocasiées (Gn 18.1-33; 22.1-17); Jac6, em trés (Gn 28.12; 32.1, 24), bj Na peregrinacao de Isracl a Canada, A assisténcia dos anjos na peregrinagao israelita rumo a Ter- ra Prometida é claramente obser- vada na chamada de Moisés (Ex 3.2), na protegao de Israel quan- do da travessia do Mar Vermeliio (Ex 14,19) e em sua conducao pelo deserto (Ex 23.23) ¢) Na vida dos hebreus em Isra- el, Yejamos algumas: na epoca dos juizes (Jz 2.4; 6.11; 13.3); na épo- ca dos reis (2 Sm 24.16; Is 37.36); na atividade profética (Is 6.1-3; Dn 6.22), Alias, é no profeta Daniel que encontramos a mais desenvolvida angelologia do Antigo Testamento. Pela primeira vez, na Biblia, so os anjos chamadas por seus respecti- Ligoes Bibticas vos nomes: Gabriel (Dn 8.16) & Miguel (Dn 10.13; 12.1). 2. Os anjos no Novo Tes- tamento. Eles podem ser encon- trados tanto no ministério de Cris- to quanto no avanco da Igreja, a) No ministério de Cristo. No aniincio do nascimento de Cristo (Le 1.26). Na proclamacdo de seu nas- Gimento aos pastores (Le 2.9-11). Na tentacao do deserto (Mt 4.11), Em sua paixito e morte (Lic 22.43), E em sua ressurreicao (Lc 241-12). 1b) Na lereja Primitiva, No confor to dos discipulos apos a ascensto de Cristo (At 1.10,11). No livramento dos apéstolos (At 5.19,20; 12.7,85 27.23.24). No auxilio 4 proclama: ao do Evangelho (At 8.26; At 10.3). Ill. 0 GARATER DOS ANIOS 1. Os anjos como seres elei- tos. Os anjos bons sao assim classi- ficadas nao por que hajam sido cr: ados para setem eleitos (1 Tm 5.21); classifica-os dessa maneira a Biblia devido 4 escotha que lizeram em seryir ao Senor dos Exércitos. Os que optaram cm seguir a Lucifer foram chamados de anjos das tre- vas. Demonstra-1i0s isso que, a nos sa semelhanga, sia os anjos também. dotados de livre-arbitrio, 2, Os anjos sao santos. Por que os anjos de Deus sao dessa for- ma consideradds? Em primeiro lu- gar, por haverem escolhido obede- cer-Ihe as ordens. Quanto aos au- tros, optaram por seguir a Satanas em sua rebelido contra o Senhor. Ler Mt 25.31,41 ¢ Ap 14.10. Ligdes Biblicas 3. Os anjos so sdbios. Sio 0s anjos também considerados s- bios em virtude de seu temor a Deus (Pv 1.7), No Antigo Testamen- to, eles sao vistos como sinénimo de sabedoria (2 Sm 14.20). Besta nao € meramente intelectual; & ¢s- sencialmente amorosa tanto paca servir e adorar a Deus como para auxiliar os que hio de herdar a vida eterna, Os anjos s4o sabios porque sabem fazer o bem ¢ o fazem, 4. 08 anjos so obedien- tes. Na Oracko Dominical, 0 Se- nhor Jesus mostra, de modo im- plicito, serem 0s anjos piedosamen- te submissos & vontade divina (Mt 6.10). Como se pode deduzir d Sa passagem, séo os anjos eficazes na execugio das ordens que rece- bem do Senhor. Ww. ae canes eae 1. Anjo do Senhor. Este € 0 mais especial dos anjos. Fm nome Ge Deus, aceitava adoracao (Ex 3.1- 6; Js 513-15), executaya juizos (Nm 22.22), intercedia pelo povo escolhido (Zc 1.12), A ciéncia de Deus encontra-se em seus labios como nos labios do sacerdote se achava a lei e o conselho (MI 2.7). Aexpressio “o anjo do Senor’, dependendo da passagem, pode referir-se profeticamente an Senhor Jesus em sua préencarnagdo, Em ML 3.1b, “o anjo do concerto” é uma alusdo a Ele. O “concerto” 6 Certa- mente o de Mt 26.28. 2. Arcanjo Miguel. Unico arcanjo citado nas Sagradas Bs- 29 crituras. Sua missao: conduzir os exércitos de Deus (Ap 12.7) e lu- tar em prol dos filhos de Israel (Dn 12.1), Foi ele quem sepultou o cor- po de Moisés (Jd 1.9), Ele é conhe- cido também como um dos primei- ros principes (Dn 10.13). Arcanjo significa, literalmente, principal entre os anjos. 3. Gabriel. Conhecido como varo, ou herdi de Deus, aparece Gabriel como intérprete dos arca- nos divinos. F ele quem explicou a Daniel 0 mistério das setenta se- manas (Dn 9.20-27). Assistindo di- ante do trono de Deus (Lc 1.19), anunciou a encarnagéo do Verbo de Deus (Le 1.26,27). Apesar de sua importancia, a Biblia néo 0 menciona como arcanjo. 4, Querubins. Sao os queru- bins responsaveis por sustentar 0 trono divino e por reivindicar seja 0 nome Todo-Foderoso constante- mente santificado pelos homens (Gn 3.24; $1 99.1; Ez 10.1). Perten- cia Satanas a classe dos querubins (Ez 28.14). Dos textos biblicos, in- ferimos serem os querubins uma das miais elevadas classes de seres angélicos. 5. Serafins. A missao dos serafins que, em hebraico, signifi- cam ardentes, é magnificar o nome de Deus, louvando-o constante- mente ¢ exaltando a santidade di- vina (Is 6.1-6). Esta € a Unica pas- sagem biblica que os menciona 6. Outras classes angéli- cas. Sto também tidas como clas ses angélicas estas categorias men- cionadas por Paulo: Jesus “6 ima- gem do Deus invisivel, 0 primogé- 30 nito de toda criacdo; porque nele foram criadas tadas as coisas que ha nos céus e na terra, visiveis ¢ invisfveis, sejam tronos, sejam do- minages, sejam principados, se- jam potestades; tudo foi criado por ele ¢ para ele” (Cl 1.15.16). 1, Enaltecer a Deus, Em Tsafas lemos que os anjos nao ces- sam de clamar dia e noite: “Santo, Santo, Santo é 0 Senhor dos Exér- citos” (Is 6.3). Quando do nasci mento de Cristo, 0s anjos forma- ram corais que magnificaram o nome de Deus (Le 2.13,14). 2. Trabalhar em prol dos que hao de herdar a vida eterna. 0 autor da Epistola aos Hebreus descreve a missao dos anjos entre os santos em Hb 1,14, No livro de Atos, sao os anjos en- viados em diversas ocasides para socorrer os discipurlos de Cristo (At 5.19; 12.7; 27.23). 3, Proteger a nacho de Is- rael. Em Daniel 12.1, lemos que, nos uiltimos dias, levantar-se-a Miguel, o grande principe, para protegera nagao hebréia, Nao f sea interveneao divina, certamen- te Israel nao mais existiria, pois muitos $40 08 sets inimigos. Acon- tece que Israel ¢ ainda povo de Deus, alvo de seus cuidados; aguarda-o um futuro promissor. Wi. 0 CULTO AOS ANIOS Embora poderosos em obras, nao podem 0s anjos ser adorados: sao criaturas de Deus, nossos Ligdes Biblicas conseryos ¢ também comprometi- dos com a gloria de Deus. Vejamos por que os anjos nao devem ser objetos de nosso culto. 1, Os anjos sao criaturas de Deus. Somente 0 Criador € digno de toda a honra e de todo 0 louvor; sendo os anjos criaturas (SI 33.6), tém como missio louvar a Deus, 2. Os anjos sao nossos conservos. Sendo eles criados por Deus, consideram-se nossos conservos (Ap 19.10). 3. 0s anjos sao comprome- tidos com a gloria de Deus sta é recomendacdo dos anjos: “Adora a Deus” (Ap 22.9), Erram, portanto, aqueles que, menospre- zando 0 Criador de todas as coisas, buscam adorar a criatura (Rm 1.25). O culto aas anjos ¢ uma pe- rigosa idolatria, na qual muitos tem naufragado, Ler também (I 2.18, CONCLUSAD E reconfortante saber que o Senhor nos colocou a disposicao um exército eficiente que ios aju- da em todas as instAncias. Embora seja-lhes proibido anunciar o Evangelho, assistem-nos nesta glo- riosa tarefa. Todavia, nao pode- mos, sob hipotese alguma, adora- los. Eles nao sitio deuses; sao ser- vos de Deus e conservos nossos; servitos ao mesmo Senhor, Devemos todos sempre dar gra- gas a Deus pelo ministério provi- dente & protetor dos seus anjos em nosso favor. GLOSSARIO Arcano: Segredo, mistérin, oculto, Automato: Pessoa que age como maquina, sem raciocinio. as OE) 1. Quem sao os anjos? 4, Qual a missao das anjos? 2. Onde, na Biblia, encontramos a mais desenvolvida angelologi. 3. Como é o carater dos anjos? | | Por que os anjos ndo devem ser adorados? | } Ligdes Bibli “SENHOR, que é 0 homem, para que 0 conhecas, e 0 filho do homem, para que 0 estimes?” (SI 14,3) MN) ht YC) Obra-prima de Deus, tem 0 ho- mem como dever glorificar-lhe o nome e voluntariamente honra-lo em todas as suas atividades, Segunda - Gn 1.26 O homem € prod ‘erga - Gn 3.22-24 O homem expulso do paraiso por causa do pecado. Cr Gn6.2 A limitacao biologica do homem. 32 UR Cyrene tnt hoa 4°) 8 PE A eae tS | SALMOS 8.1-9 1-6 SENHOR, Senhor nosso, quao admiravel € 0 teu nome em toda a terra, pois puseste a tua gloria so- bre os céus! 2- Da boca das criancas ¢ dos que mamam tu suscitaste fora, por causa dos teus adversarios, para fazeres calar o inimigo € vingativo. 3 - Quando vejo 08 teus céus, obra dos teus dedos, a tua ¢ as estrelas que preparaste; Quinta - $1 103.16 A brevidade da vida humana. Sexta - Pv 3.13 A verdadeira sabedoria do | homem vem de Deus. Sabado - Ec 12.13 O dever de todo homem € guardar a Palayra de Dens Ligdes Biblicas PALAW IAS QUE TRAZEM CONHECIMENTO Manual do Pentateuco Malco O desejo do meu coragdo Vieror P Hailes We G, Griffiths Deere ener Um estilo declbado acerea dos Ele esteve lt iando.o Mestrefoi Se woot sempre dese) primeiros livos biblicos reso, Bk vis melhar o Todo-Poda Contém comenririos ecionadasia do Senhor.. esa vida foi coralmente Gom eade 0 co textne do Antigo ‘Malco na apresentaco e cone atti daquele momento! des eireun de Testansento, Excelente pata aatedido por Pedra, que cnenntwou historias prdticas 0 autor consteoi pesquisas cada eapfuulo pessui uma —aibrdadeem Jesus, Desesbra, nesta uma trsjetdria de bibliografia que pode enriquecer 30, aemoqaodeuma historia mostra como d aida mais seus estas, recheida deaventuras, mamance ef xloragio a Deus, Prego: consulte nossa tabela Preco: consulte nossa tabela Prego: consulte nossa tabela PALAVRAS QUE EDIFICAM A FAMILIA Li Qs Maravilhosos Anos Be da Adolescéncia ‘Sexo, Romance e a Reftigio Contra o Abuso Dibora Ferreira da Corte Gloria de Deus Maney Nason Clark 0 livso abordia iropartineia de Gh Mahaney eee ree ceducagao jurcnil as igreje efa2 uma Bescado no Livno de Centarcs Vina stagio atctia un rdlne da desctnct, fuses de Salonga, exprenaa eecbragee torment que aban alin. Seve compreerders pecularidedesdesia da intimidede conjucedetorma _ot-algiém desi conliecdmente. pecan tolageua Ama ra eee Seas sete Pescou por une stuaggo de abuss © denrenticcespaa pas idee deDew Tioborseadidado | dndanaocorwesulnsctecrguet ou professures de Bcucreso Criss com — expedialmente aos matidos, sofic corn Hem rane dos tenis divemicasde grupo, anvidacesc — Glimanbrdhestéacaspousiao Onn csteliow € urn eas que téenieas de ensins sgestarde lel pretend ajcdar-vitimas © cancelhsirs. Cod, VSI 145 21/272 phis Cid 1248297142101 /120peinw Prego consulte nossa tabela Langamento: até o final do ano chegara mais um livro de Max Lucado “Cura para a monotonia”. Aguarde! LIVROS EM PROMOGAO H Convey DE ANog Promessas. 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O KETE EFOX CONTA DO CLIENIE. Cole aqui 4-que é 0 homem mortal para que te lembres dele? E 0 filho do ho- mem, para que 0 visites? 5-Contudo, pouco menor 0 fizeste do que os anjos ¢ de gloria e de honra 0 coroaste. 6 Fazes com que ele tenha domi- nio sobre as obras das tuas maos; tudo puseste debaixa de seus pés: 7 - todas as ovelhas e bois, assim como 05 animais do campo; 8 -as ayes dos céus, ¢ os peixes do mar, c tudo 0 que passa pelas vere- das dos mares. 9-0 SENHOR, Senhor nosso, quao admiravel € o teu nome sobre toda a terra! INTRODUGAD Com o fervor que Ihe era tao. peculiar, expressa Agostinho toda a sua esperanca na redencao hu- mana: “A esséncia mais profunda da minha natureza é que sou ca paz de receber Deus em mim”. Mostra o tedlogo african, de for- ma despretensiosa, mas profunda, Por que 0 nosso espirito anseia por receber a Deus: fomos por Ele cri- ados, ¢ a nossa alma s6 descanisa~ rd quando repousar em sua paz. Nesta licho, faremos uria abor- dagem do que a Biblia ensina a res- peito Go homem: sua criacao, que- a, rédengao ¢ glorificactio. E, as~ sim, haveremos de constatar: o ser humano nao é produto de um pro- cesso evolucionério; 6 0 resultado, de um ato eriativo do Todo-Pode- Ligdes Biblicas Toso. Eis por que somos conside- rados a coroa de sua criagdo. Neste t6pico, entraremos a ver alguns fatos a respeito da homem que, feito a imagem e a semelhan- ¢a do Criador, ¢ a principal de suas criaturas. 1. Criatura de Deus. Na Epistola aos Romanos, 0 apéstolo Paulo censura os gentios por hon- rarem mais a criatura do que o Criador (Rm 1.25). F assim, atola- dos em idolatrias abominacées, menosprezavam-the a gloria, a fim de adorar coisas vas. 0 que é isto sendo gpequenardhe o senhorio? Como feituras de Deus, temas por obrigacao honré-1o, porque Ele nos fez ¢ dEle somos (J6 4.17; Ee 12.1). 2, Imagem e semelhanca de Deus. 0 homem foi criado a imagem e semethanga de Deus (Gn 1.26). Deyemos, por conseguinte, agir como Deus age (BI 5.1), Exor- ta-nos 0 Mestre; “Assim resplande- aa vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem © vosso Pai, que esta nos céus” (Mt 5.16). 3. Coroa da criacdo divi- na. Criado por Deus, destaca-se 0 homem como a coroa da criagio (1 Co 11.7), pois tem, como mis- so, governar tudo quanto 0 Se- nhor fizera (Gn 1.28). Mas, devi do a sua queda deliberada no Eden, transgredindo a vontade di- Vina (1 ‘Tm 2.14), a criacio ficou submissa & vaidade (Rm 8.20-22). a8. II, A GRIAGAO DO HOMEM 1. 0 pacto solene da cria- Ao do homem. No sexto dia da criaco, assim o Senhor Deus esta- peleceu o pacto quanto A criacto do ser humano: “Facamos 0 homem 4 nossa imagem, conforme a nossa semelhanga; ¢ domine sobre os pe’ xes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre 0 gado, e sobre tada a terra, € sobre todo réptil que se move sobre a terra” (Gn 1.26). 2, A criacio do homem foi um ato criativo. Ao contrario do que imaginam os evolucionis- tas, nao 6 0 homem 0 subproduto de um processo evolutivo que, ten- do inicio no hipotético big-bang, arrastow-se por milhdes de anos até que o ser humano aparecesse sobre a terra Apesar de sua linguagem clen- tifica, ndo passa 0 evolucionismo de uma loucura’ ignora a Deus € a0 seu infinito poder. Trata-se, como diz a Biblia, de uma falsa ciéncia (1 Tm 6.20). Ill, OBJETIVOS DA CRIAG! DO HOMEM Vejamos por que o homem foi criado, Sua primeira tarefa é glo- icar 0 nome do Criador, 1. Glorificar 0 nome de Deus. Lemos em Primeiro aos Corintios 11.7, que Deus formou o homem do pé da terra para que este Ihe refulgisse a gloria, No Eden, Adao nao era um mero ador. no; era 0 instrumento da majesta~ de divina. 2, Cultivar a terra, Nao sto poucos os que imaginam sejao tra: balho a maldigao que nos adveio por causa do pecado. Nada mais antibfblico. Muito antes de o ho- mem cair em transgressao (Gn 3), Deus j4 0 havia encarregado de fazer o plantio da terra © guardar © jardim do Eden. Além disso, 0 proprio Deus “trabalha até agora” (Jo 5.17). Q trabalho ¢ uma das maiores béngios na vida do ser humano. 3. Reinar, em nome de Deus, sobre a criacio. Deus criou Addo para que reinasse so- bre toda a terra (Gn 1,28). Ele, no entanto, perdeu tal dominio ao se fazer servo do pecado (Rm 8.18- 20; 3.9}. UNIDADE RACIAL DO HOMEM © monogenismo € a doutrina que ensina serem todos os homens pravenientes de um tinico tronco genético. Apesar da variedade da cor de nossa pele, todos somos des- cendentes de Adio e Eva. 1, 0 monogenismo bibli- co. Bm seu discurso no Areopago, em Atenas, realca 0 apostolo Pau- lo: “Pois ele mesmo é quem da a todos a vida, a respiragio e todas as coisas; e de um so fez toda a ge- racao dos homens para habitar sobre toda a face da terra, deter- minando os tempos j4 dantes or- denados ¢ os limites da sua habi tacao” (At 17.25,26). Ligdes Biblicas 2. A variedade lingafstica revela unidade. Se todos pro- viemos de um mesmo tronco ge- nético, por que falamos tantas lin- guas diferentes? No principio, toda a humanidade comunicava-se num tinico idioma (Gn 11.1), Todavia, por haver se concentrado num s6 lugar para formar um super-impé- rio em rebeliio conira Deus, resol- yeu o Senhor confundir ali, em Sinear, a lingua de nossos ances trais, Nao obstante, os lingiiistas detectam, através de um exame nos idiomas atuais, os vestigios de uma Kngua comum, ressaltando, uma ver mais, a verdade biblic V. A CONSTITUIGAO DO HOMEM De acordo com as Sagradas Es- crituras, o ser humano ¢ desta for- ma composto: espfrito, alma ¢ cor- po (1 I's 5.23), limbora nao seja facil explicar a tricotomia huma- na, ela, todavia, é uma realidade. 1. Espirito. Por intermédio do espirito, entramos em contato com Deus. Por isso, deve 0 nosso espiri- to ser quebrantado (SI 51.17), vo- luntério (151.12) e reto (S151,10). ‘Testemunha o apdstolo Paulo que servia a Deus em seu espirito (Rm 1.9). Quando de nossa morte, en- tregamos a Deus o espirito (Lc 23,46; At 7.59). O espirito dos impios, Deus o lanca no inferno (Le 16.19-31; $19.17; Mt 13.40-42; 25.41,46), Nao podemos separar a alma do espirito, pois ambos for- mam uma unidade indivisivel. Ligdes Biblicas 2. Alma. Através da alma, 6 nos possivel, utilizando-nos de nossos sentidos, entrar em conta- to com o mundo exterior. Nao po- demos esquecer-nos de que, na Biblia, a palavra alma aparece como sindnimo de espirito (Gn 2.19; $1 42,2). 3. Corpo. Nosso corpo nao é a realidade final de nosso ser. 0 seu. movimento é proveniente do sopre que do Criador recebemos (Gn 2,7). Atrayés dele, cabe-nos glorificar a Deus, pois nao é ins- trumento de imundicie, mas de santificacao (1 Co 6.18-20). WI. O FUTURO GLORIOSO DO HOMEM EM CRISTO Dorado de livre-arbitrio, 0 ho- mem pecou contra o seu Deus (Gn 3). A sua transgressao, porém, nao pegou a Deus de surpresa (Ap 13.8). Através de Cristo, prové-nos eterna e suficiente redengao, dis- pensando-nos um tratamento tao especial. Somos, portanto, conhe- cidos como: 1. Filho de Deus. Aceitando a Cristo, 0 homem nao € apenas criatura de Deus, mas filho de Deus (Jo 1.14), Nessa condicao, temos livre acesso ao Pai Celeste a quem, amorosa ¢ intimamente, clamamos “Aba, Pai "(Rm 8,15; Gl 4.6). 2. Co-herdeiro de Cristo. Sendo 0 homem filho de Deus, torna-se imediatamente co-her- deiro de Cristo (Gl 4.7; Rm 8.17), com livre acesso a todos os bens espirituais, 35 3, Templo do Espirito San- to. Nosso corpo é 0 templo e ha- bitacao do Espirito Santo (1 Co 6.19). Conforme jé frisamos, é um instrumento de santificacao. 4. A glorificacao final. Como se nao bastara todas essas bén¢os, os que recebemos a Cris- to aguardamos a bem-aventurada esperanga ~ a vinda de Cristo (Tt 2.13)-Nossos corpos serao, num abrir e fechar de olhos, gloriosa- mente transformados. Quanto & morte, nao mais ter4 poder sobre nés. Aleluia! CONCLUSAO Lmbora 0 pecado tenha-o des- tituido da gloria divina, 0 homem nao ficou abandonado a propria sorte, O Pai Celeste providenciou- Ihe eficaz, redencio por intermédio de Cristo Jesus, Hoje, somos cha mados filhos de Deus, apesar de nao ter se manifestado ainda a ple- nitude de nosso ser (1 Jo 3.2). Mas quando Cristo voltar, seremos to- mados por Ele e, assim, estaremos para sempre em sua companhia. GLOSSARIO Big-bang: Teoria segundo a qual o Universo, formou-se a par- tir de uma grande explosao. Despretensioso: Modesto; franco; sem afetacao. Hipotético: Duvidosa, incerto. Monogenismo: Doutrina se- gundo a qual todas as racas huma- nas procedem de um tipo primiti- yo tinico, OU 1, O que € 0 homem? N . Como foi a criagdo do homem? 3. Quais os objetivos da criagdo do homem? 4, De que forma é 0 homem constituido? 3 36 Qual o futuro glorioso do homem em Cristo? LigGes Biblicas WHY “Qualquer que comete 0 pecadd também comete iniguidade, porque o pecado é iniquiidade” (1 fo 3.4), ea) ape $6 existe um antidoto eficaz contra o pecado: o sangue de Cris- derramado na cruz do t Qua ta - 1 Co 15.56 aguilhao da morte ecado. Ligdes Biblicas 19 de novembro de 2006 ff] LEITURA BiBLICA EM CLASSE 1JOA0 3.1-7 1 Vede quao grande caridade nos tem concedido o Pai: que fossemos chamadbos filhos de Deus. Por isso, omundo nao nos conhece, porque ‘a0 conhece a ele, 2- Amados, agora somos filhos de Deus, ¢ ainda nado é manifesto 0 que havemos de ser. Mas sabemos: que, quando ele se manifestar, se- remos semelhantes a ele; porque assim como é 0 veremos. Sexta - Rm 6.14 O pecado nao tera dom Sobre 08 que esto sob a gr: Sébado - Jo 16.8 Somente o Espirito Santo pode conyencer-nos do pecado, 3-E qualquer que nele tem esta esperanga purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. 4- Qualquer que comete o pecado também comete iniqiiidade, por- que o pecado ¢ iniqiiidade. 5 -Ebem sabeis que ele se manifes- tou para tirar os nossos pecados: € nile nao ha pecado. 6 - Qualquer que permanece nele niio peca; qualquer que peca nao 0 yiu nem 0 conheceu. 7-Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justica é justo, assim como ele é justo. INTRODUGAO “O pecado néio ¢ um brinque- do~ é um tirano.” A afirmacao de J. Blanchard, além de explicitar a natureza do pecado, adverte-nos severamente: embora o pecado seja. considerado um mero folgue- do pelos que zombam de Deus e de sua Palavra, pode lancar-nos no inferno se nao o vencermos pelo sangue de Cristo. Nesta licdo, esttidaremos 2 dou- trina do pecado: origem, nature- za, conseqiéncias. Mostraremos ainda que, apesar de seu império, vse ele ante o sacrificio do 1. Definigio etimolégica. Tanto em hebraico como no gr 38 go, a palavra pecado traz esta conotacio: errat 0 alvo. Veio o Todo-Poderoso e ordenou ao ho- mem: “Este é © caminho; andai nele, sem vos desviardes nem para adireita nem para a esquerda” (Is 30.21). Mas 0 ser humano, a0 des- prezar a recomendacio divina, posse a trilhar a senda da rebe- lido, errando assim o alvo que lhe propusera o Criador: servi-lo na beleza de sua santidade. 2. Definicdo teologica. 0 pecado pode ser definido, teolagi- camente, como a transgressio de- liberada e voluntaria das leis estabelecidas por Deus. 3. Definicdo biblica. Em 1 Joao 3.4, temos uma defini¢ao, embora pequena, essencial e com- pleta: “O pecado ¢ inigiiidade” It. A POSSIBILIDADE DO PECADO 1. O pecado de Satands. Em 1 Joao 3.8, escreve Joao que o Diao peca desde o inicio; ele ja- mais se firmou na verdade (Jo 8.44). Dotado de livre-arbitrio, o mais excelso e maravilhoso dos anjos, conhecido também como querubim ungido, envaideceu-se até que, em si, foi achada iniqiii- dade (Bz 28.15). Seu pecado é co- nhecido também como a “conde- nacio do diabo” (1 Tm 3.6). 2. O livre-arbitrio do ho- mem. Dotado de livre-arbitrio ¢ menosprezando a recomendacio divina, o homem apostatou-se con- tra o seu Criador, pensando que, Ligées Biblieas assim, seria tao sabia e perfeito quando Deus, Todavia, ao inves da onisciéncia, velo a adquirir uma consciéncia culpada e envergonha- da pelo pecado (Gn 3.9-11), 3. A tentacdo. Foram nossos primeiros genitores tentados pela concupiscéncia dos olhos, pela con- cupiscéncia da carne e pela sober- ba da vida (1 Jo 2.16). Eva, vendo que o fruto da arvore era bom para se comer (concupiscéncia da car- ne), agradavel aos olhos (concupis- céncia dos olhos) e desejavel para dar entendimento (soberba da vida), 0 tomou, o comeu ¢ ainda ofereceu ao seu marido (G ciclo da queda estava completo. 0 que era tentacdo torna-se, agora, transgressdio da Lei de Deus 4. O agente tentador. Por que Satanas tentou Adao ¢ Eva? Por devotar-lhes intenso e implacavel Odio. Assevera o Senhor Jesus que 0 Diabo 6 homicida desde o prin- cipio (Jo 8.44). Tivera ele permis- so, mataria 0 homem ali mesmo, no Eden, Como nao pade fazé-lo, induziti Adao ¢ revoltar-se contra 0 Senhor, Nesta sanha, nfo medi esforgos para arruinar nossos pais. Usando a serpente para levar Eva ao pecado (2 Co 11.3), ato conti- nuo, induziu 2 esta a instigar o ho- mem A rebelio contra o Criador (1 Tm 2.14), Leia com atencao G nesis 3. II. A ONIVERSALIDADE BO PECADO 1. Os gentios. Paulo enfoca a universalidade do pecado no 's Biblicas am 3.6).0 | mundo greco-romano, garantindo que a mais brithante civilizagao da fhist6ria era, na verdade, uma abo- minacéo contra o Senhor (itm 1,23-27) 2. Os judeus. Em seguida, o apéstolo trata da apostasia dos ju- deus, mostrando estarem eles tao comprometidos com o pecado quanto os gentios (Rm 2.17-23), 3. A universalidade do pecada. No capitulo trés, o apds- tolo ¢ obrigado a concluir: “Porque todos pecaram e destituidos estao da gloria de Deus” (Rm 3.23). Por conseguinte, nao ha nacao, por mais adiantada ou por mais atra- sada, que nao possua uma clara nocao de pecado. IV. AS CONSEQUENCIAS nO PECADO Vejamos, pois, as conseqiiénci- as do pecado, 1. No homem, Colocado por Deus no Eden para que 0 lavrasse, o homem nao pode considerar 0 trabalho como se fora uma maldi- Go. Devido ao pecado, porém, tar- nax-se-lhe-ia 0 trabalho mui peno- so (Gn 3.17-19). 2. Na mulher. Por causa de sua desobediéneia, a mulher mui- to sofreria em sua mais sublime missdo: dar & luz filhos (Gn 3.16). 3. Na natureza. Nao fora o pecado, a natureza seria harméni- Ca ¢ beniazeja em todes os senti dos. Assevera Paulo que a criagio geme em conseqiiéncia da trans- gress4o adamica (Rm 820-22). 4. No relacionamento com Deus. Em conseqiiéncia do peca- do, foi o homem expulso do Eden e perden: a comunhio que desfru- tava com o Senhor (Is 59.2). Sem Cristo, nao passamos de filhos da ira (Bf 2.3). | 5. 0 salario do pecado éa morte, Além de causar a morte espiritual, o pecado leva A morte fisica (Gn 2.17; Rm 6.23); € caso persista o homem em seus delitos, haverd de experimentar a segun> | da morte; 0 Jago de fogo (Ap 21.8). CONCLUSAO, Na Biblia, encontramos nao poucos exemplos de homens gue conheciam a Deus e com Ele anda- vam. No entanto, por falta de vigi Jancia, acabaram por pecar contra © Senhor, Haja vista Davi, Tais exemplos nulificam © que Jodo es- cteveu? De forma alguma. 0 que o apéstolo pracura mostrar é que, na vida de quem ama a Deus, 0 peca- do nao € um babito; € um Jamenta- vel ¢ triste acidente, O versiculo 6 poderia ser também assim tradu- do: “O que nEle permanece, nao vive na pratica do pecado”. GLOSSARIO Antidoto; Medicamento usado para frustrar a aco de um veneno, Asseverar: Afirmar com cer- feza, seguranca; assegurar; Dar como certo; certificar; atestar. Benfazejo: Que faz o hem; caritativo, Nulificar: Anula nulo; invalidar. Sanha‘ Ira, odio, rancor, furia, tornar bat ET 1. O que 60 pecado de acordo com 1 Jo 3.4? 2, Quais os trés tipos de pecados mencionados em 1 Jo 2.16? 3. 0 que vocé eniende por universalidade do pecado? | | | 4, Quais as conseqiténcias do pecado? 5. Quem foi o agente tentador no Eden? Lig6es Biblicas “Porque a graca de Deus se hi, ianifestado, trazendo salvacao a todos os homens” (Te2.11), Mat Va ate A salvacao oferecida por Deus, através de Cristo, ¢ amorosamen- te inclusiva: contempla todos os seres humanos e nao apenas um grupo ou naga LEITURA BIBLICA EM CLASSE JOA0 3.14-21 14 - E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim impor- ta que o Filho do Homem seja le- vantada, 15 - para que todo aquele que nele cré nao pereca, mas tenha a vida eterna, 16-PorqueDeusamouomundode tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele cré nao pereca, mas tenha | a vida eterna. MY A salvacao € obtida somente em nome de Jesus. Terca - Am 1.16 © Evangelho ¢ poder de Deus para a salvacao, Quarta - Rm 18.11 A salvagao esta mais perto de nos | do que quando aceitanos a fe Ligdes Biblicas Quinta - 2 Co 6.2 5 Eis 0 tempo aceitavel, eis o tempo de salvagio. dete Sexta-1Ts 5.9 Deus nao nos destinou par a ira, mas para a salvacao. Sabado - 2 Tm 3.15 4 Sabios para a salvacav. | 41 17-Potque Deus enviou o seu Filho 20 mundo néio para que condenas- seomundo, mas para que omundo fosse salvo por ele. 18 - Quem cré nele nao € condena- do; mas quem nao cré ja est con- denado, porquanto nao cré no nome do unigénito Filho de Deus. 19 «EB a condenacdo é esta: Que a luz veio 20 mundo, e os homens amaram maisastrevas do quealuz, porque as suas obras eram mas. 20 - Porque todo aquele que faz 0 mal aborrece a luz e nao vem para a luz para que as suas obras nao sejam reprovadas. 21 - Mas quem pratica a verdade vem paraa luz, a fim de que assuas obras sejam manifestas, porque sio feitas em Deus. INTRODUGAO Afirma Mathew Henry que a nossa “salvacao € tao bem proje- tada, tao bem harmonizada, que Deus pode ter misericérdia dos pobres pecadores © estar em paz com eles, sem nenhum prejuizo de sua verdade ¢ justica”. Quem ha de contestar 0 irmao Henry? Cer- to tedlogo, alias, chegou a decla- rar que 0 Plano de Salvacdo € tio eterno quanto 0 proprio Deus Neste domingo, veremos 0 que a Biblia ensina acerca da salvacao; 6 um tema que se estende do Ge nesis a0 Apocalipse 42 1,0 QUE EA SaLWAGaO 1. Definicdo etimolégica. Na lingua original do Novo Testa- mento, a palavra sovérfa, além de salyacao, traz as seguintes signifi- cagées: “libertacao de um perigo iminente, Livramento do poder e da maldicao do pecado. Restitui- a0 do homem a piena comunhao com Deus” (Dicionario Teolégico). 2. Definicio teolégica. Doutrina segundo a qual, Deus, em seu insondavel amor, ofereceu 0 seu Unigénito para salvar pela gra- 6, por intermédio da fé, os que 0 aceitam como 0 Unico e suficiente Salvador (Ef 2.8-10). A salvacao ¢ amorosamente inchusiva; contem- pla a humanidade por inteiro, vis- to que todos nés, em Adao, caimos no pecado pela transgressio da Lei de Deus; logo: todos precisamos ser resgatados por Cristo. Ler Rm §.12,17,18; Gl 4.4,5; Is 43.27. Tl. A GRAGA DE DEUS NA SALVAGAO DO HOMEM Agostinho realca a doutrina da graca divina: “A graca de Deus nao encontra homens aptos para a sal- vac4o, mas torna-os aptos a rece- be-la”. Nesta admiravel defini¢ao, temos a esséncia do que é ¢ do que representa a graca de Deus 1. Definicéo etimoldgica. ‘Tanto a palavra hebraica hessed, quanto a grega charis, trazem a idéia de favor imerecido. Esta 6 a mais universal ¢ classica definicao de graca. 2. Definicao teoldgica. A graca, portanto, é 0 favor imereci- Lighes Biblicas do que Deus, gratuitamente, con- cede a raga humana, capacitando- nos a compreender, a aceitar e a usufruir, de imediato, das bencaos do Plano de Salvacao (Ef 2.8,9), 3. Objetivos da graca de Deus. A graca tem por objetivos: 1) salvar 0 homem da condenagio do pecado; e 2) restringir a acao deste, levando o ser humano a vi- ver nas regides celestiais em Cris. to Jesus (Im 5,2; Bf 2.8). A gracaé operada mediante a fé, AOE ESTINAGAD Conforme Efesios 1.4,5, a elei- cao (v.4) precede a predestinacao (v.5) que, embora infinita einson- vel, nado ¢ a salvacdo em si, A predestinacao € “para a salvacao” (2 Ts 2.13), a fim de sermos filhos de adag&o (Ef 1.5) 1, Eleigdo (Ef 1.4,5). Antes mesmo de o Universo ter sido cria~ do, nds j4 haviamos sido eleitos por Deus para usufruir plenamente da salvacdo, Leia também 1 Pe 1.1,2, 2, Predestinacao. 0 apésto- lo afirma que fomos nao somente eleitos, mas igualmente predesti- nados vida eterna (Lf 1.5). Isto no significa, porém, que Deus tenha amado apenas uma parte da raca humana; amou-a por completo. Pois a promessa do Salvador foi feita em primeiro lu- gar a Adao - 0 pai de todas as fa- milias da terra ¢ representante de toda a’ humanidade (Gn 3.15). Portanto, basta o homem receber ligées Biblicas a Cristo para desfrutar, de imedi- ato, dos beneficios da eleigao e da predestinacao. im sua prescién- cla, Deus elegeu, em seu Filho, aqueles que, aceitando o Evange- tho, experimentam o milagre da regeneracio. IV. A REGENERAGAO Neste topico, entraremos a ver por qué a tegeneracao € tao im- portante a tni4o do ser humano com Deus. Vejamos, pois, 0 que ¢ a regeneracao? 1, Definicdo etimolégica. A palavra regeneracéo significa gerar de novo, nascer outra vez. 2, Definicdo teologica. A regeneracao € a obra fundanien- tal e Instantanea de Deus que con- cede gratuitamente ao pecador uma nova vida espiritual através dos méritos de Cristo. F a nature- za divina operando no crente por intermédio da acio do Espirito Santo (2 Pe 1.1-5). 3. A necessidade da rege- nera¢do. £ necessaria para se en- trar no céu (Jo 3.3); para se resis- tir a0 pecado (1 Jo 3.9); para se ter uma vida de retidao (1 Jo 2.29). V. A JUSTIFICAGAD 1. Definicao etimoldgica. A palavra justificagao é oriunda do hebraico tsadege do grego dikaios, Significa, declarar justo pelos mé- ritos de Cristo. 2. Definigdo teolégica. Jus- tificacao ¢ um termo forense e traz 43 esta tiea conotaeao: declarar al- guém justo, como se este jamais houvera cometido quaisquer ini- gitidades. Logo: 6 mais do que ab- solvicdo; é colocar 0 pecador are pendido no lugar de justo. 3. Beneficios da justifica- ¢40, Estes sao alguns dos benefi- cios da justificagdo: 1) um novo re lacionamento coma Lei (At 13.39); 2) um novo relacionamento com Deus (Rm 5.1,9); uma nova con- cepeao sobre a propria culpa (Rm 8.33); uma nova perspectiva quan- to ao futuro (Tt 3.7), Vi. AADOGAG Antes de aceitarmos a Cristo, ramos apenas criaturas; agora, ca- herdeiros de Cristo Jesus com ple- no acesso a todas as béncaos que, nEle, reservou-nos o Pai Celeste (Ef 1,13; 1 Co 3.21). Aadocao, portan- to, @uma das mais belas ¢ confor- tadoras doutrinas da Biblia, 1, Definicdo etimologica. A palayra adogao, considerada li- teralmente, significa colocar na nosigdo de filho. 2. Definicdo teoldgica, No Noyo Testamento, o yocabulo des- creve 0 ato pelo qual Deus recebe, como filho, alguém que, legal e espiritualmente, nao destruta do direito de t@-10 como Pai. A partir desse momento, passa esse al- guém, mediante o sacrificio de Cristo no Calvario, a desfrutar de todos 0s privilégios que Deus pre- parou Aqueles que aceitam a Cris- to como dnico ¢ suficiente Salva- 44 dor, © termo acogao encontra-se apenas nas epistolas paulinas (Rm 8.15, 23; 9.4; GL 4.5; BF 1.5), 3. Os privilégios da ado- g40. Adotado por Deus, 0 crenie & considerado come filho do Pai Celeste (1 Jo 3.2); como irmao de Jesus (Hb 2.1.1); como herdeiro dos céus (Rm 8.17). De igual modo, é libertado do medo (Rm 8.15) ¢ desiruta de seguranca e certeza de vida eterna (Gl 4.5,6). VII. A SANTIFICAG! A doutrina da santificacao é uma das mais negligenciadas de nosso pillpito. Apesar disso, sua validade ¢ reivindicacées continu- am to elogiientes hoje como nos tempos biblicos, O que ¢, todavia, a santiticacao2 1, Definigdo etimologica. A palavra santificacdo, nos seus dois principais termos. das Sagradas Es- crituras (qddesh, no A.T,, ¢ hagiazo, no N.T), significam: separacio do mundo € consagracao a Deus. 2. Definicao teol6gica. Te do por base a graca divina, a santi- ficacao leva o crente a separar-se do mundo, de sita filosofta de vida e de suas vis concupiscéncias, a fim de consagrar-se totalmente a Deus € ao servico de seu Reino, 3. A santificagao é um proceso, Se a regeneracio é um ato instantaneo, a santificacao € um processo, através do qual o ho- mem, continuamente, torna pela acao do Espirito Santo, mais parecido com Deus (Py 4.18; Fp 3.12-14; 2 Co 3.18). Ligdes Biblicas 4. Os propésitos da santi- ficacao. Levar o homem a identi- ficar-se com o seu Criador (Ly 19.2; G1 2.19) e constranger o ho- mem a dedicar-se ao servico de Deus (Ex 19.6). 5. Os meios da santifica- 40. Estes sfio 0s meios através dos quais Deus opera, em nos, a santi- ficagao: a Palavra (Jo 17.17); 0 san- gue de Jesus (Hb 13.12); 0 Espiri to Santo (2 Ts 2.13); a fe em Deus (At 26.18). CONCLUSAl Como € maravilhoso experi mentar a salvacdo em Cristo Jesus! Todavia, 0 melhor esi por vir. Quando Ele voltar para buscar a sua Igreja, haveremos de experi- mentar a salvagao em toda a sua plenitude. Conforme ensina 0 apéstolo Paulo, os salvos seremos transformados num abrir e fechar de olhos ante o toque da ultima trombeta. [, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Alcluial Vocé ja experimenteu a salvacio? Aceite a Cristo imediaramente. GLOSSARIO Depositario; Aquele que re- cehe em depdsito. Etimologia: Estudo que trata da origem de uma palavra. Forense: Respeitante ao foro judicial; judicial. Iminent tecer, breve, Que ameaga QUESTIONARIO 2. Qual 3. O que & a regeneracio? 4, O que é a justificacto 5. O que é a adocao? Aaah Livoes Biblicas 1. O que é a doutrina da salvacao?, a definicao teologica do termo graca? ee ) “Mas chegastes ao monte Sito, 4 cidade do Deus vivo, 4 Jerus& Iém celestial, e aos muitos milhares de anjos, 4 universal assembléia e igreja dos primogénitos, que estao inscritos nos céus” (Hb 12.22,23). Ma ah vt A Igreja de Cristo nao é uma simples organizacdo; e, sim: um organismo vivo que, no poder do Espirito Santo, manifesta o Reino de Deus a um mundo que jaz no maligno, y \4 jareja revela agora a SUE AS 9 MATEUS 16.13-20 13-E, chegando Jesus as partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discipulos, dizendo: Quem dizem os homens ser 0 Filho do Homem? 14 - E eles disseram: Uns, Jodo Batista; outros, Elias, ¢ outros, Jeremias ou um dos profetas. 15 - Disselhes ele: E vos, quem dizeis que eu sou? 16 - E Simao Pedro, respondendo, disse: Tu é5 0 Cristo, 0 Filho do Deus vivo. Pe Quinta - 1 Tm 3.1 A lgreja é a coluna e fi da verdade. Sexta - Hb 12.23 A lgreja € a universal assembléia dos santos. Sabatio - Ap 2.20 | A lgreja € 0 castical de Deus. | LigGes Biblicas 17 + E Jesus, respondendo, diss Ihe: Bem-ayenturado és tu, Simao Batjonas, porque nao foi carne sangue quem to revelou, mas meu Pai, que est nos céus. 18 - Pois também eu te digo que tu és Pedro ¢ sobre esta pedra edificarei a minha igreja, eas por- tas do inferno nao prevalecerio contra ela. 19-Eeutedareias chaves do Reino dos céus, e tudo 0 que ligares na terra serd ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra serd desli- gado nos céus. 20- Entdo, mandow aos seus disci pulos queaninguém dissessem que ele era o Cristo. INTRODUGAO “A lgreja é a herdeira da cru: Esta declaracao de Thomas Adams, | além de realcar a importancia e a natureza da Igreja de Cristo, deixa bem claro: a Igreja nao surgiu de um projeto humano, mas do pré- prio Senhor. Como definir a Igreja? William Gurnall assim 0 faz: “A Iereja nao 6 nada mais do que Cristo mani- festado”. Como seus representan- tes, devemos nos empenhar em ter uma vida santa ¢ irrepreensivel, a fim dé que os homens, ao ver a nossa conduta, venham a glorifi- car a Cristo - 0 cabeca da lereja Ligdes Biblicas 1, DefinicAo etimolégica. A palavra igreja vem do hebraico gahals e do grego ekklesia. Ambas as palayras, do texto sagrado, carre- gam o mesino significado: reunitio publica, ou assembleia regular- mente conyocada, cujo objetivo ¢ congregar-se para deliberar sobre bem comum. 2. Definicao teologica. Igre- ja € 0 conjunto daqueles que, acei- tando a Crista pela fé, sao imedia- tamente agregadas em seu corpo espiritual Como sua possessao, a fim de testemunhar acerca do Eyangelho. O mesmo termo é aplicado ao ajuntamento dos fidis num deter- minado lugar para adorar a Deus. Com 0 tempo, a palavra passou a designar o lugar de reuniao dos crentes, Il, A FUNDAGAO DA IGREJA Quando exatamente foi a Igre- ja fundada? Com o nascimento de Cristo? Com a declaracio de Pedro em Cesaréia? Ou com a ressurrei- ¢40 de Nosso Senhor? Embora a Igreja sempre houvesse sido uma realidade na presciéncia de Deus, cla s6 passou a existir com o der- ramamento do Espirito Santo no dia de Pentecostes (Ef 3.8-11). HI. OS FUNDAMENTOS DA IGREJA 1. A Palavra de Deus. Sol damente fundamentada na Palavra de Deus, a Igreja nao é uma inven- G40 dos discfpulos, mas o maior projeto de Deus. 0 Antigo Testa- AF mento revela que, em Cristo, to- das as nacoes haveriam de se con- gregar em Deus (Gn 12.1-3; Ag 2.7), O fundamento maior da igre- ja 6 sem diivida alguma, a Pala- vra de Deus (1 Co 3.10; Ef 3.5; 2 Pe 3.15-17}, 2. A Declaracio de Cesa- réia. im Mateus 16, deparamo-nos com uma das mais concorridas pas- sagens da Liblia, Os catélicos, bus- cando alicercar a autoridade papal, afirmam ser Pedro @ pedra a que se refere 0 Senhor Jesus. |4 0s pro- testantes asseveram: a pedra em questo nao € 0 apostolo, mas a de- claragdo que este, inspirado pelo Espirito Santo, fez a respeita da messianidade do Nazareno, Alias, © proprio apostolo Pedro afirma que a pedira 6 Cristo (1 Pe 2.4-8). 1, Glorificar a Deus. NoSer- mao da Montanha, exorta-nos 0 Cristo a agirmos de tal forma, a fim de que os homens glorifiquem 20 Pai Celeste (Mt 5.16). 2. Ser habitacdo do Espi- rito Santo (1 Co 6.19). Algreja 60 templo espiritual de Deus; nela habita o Espirito de Deus, Os que a procuram, tém de saber que Deus, de fato, esta entre nds (1 Co 14,25), 3. Tornar conhecida a sa- bedoria de Deus. Através da exposicdo das Sagradas Escritu- ras, pode a Igreja demonstrar guao superior é a sabedoria divi- na (Ef 3.10,11). 48 4, Proclamar o Evangelho. | A principal missio da Igreja acha- se mui dara no texto da Grande Comissao (Mt 28.18,19). 5, Edificar seus membros na Palayra, Através da Palavra de Deus vaia Iyreja edificando os seus membros (Ef 4.1 1-13) V. 0S MEMBROS DA IGREJA A Igreja € composta pelos sal- vos por Cristo oriundos de todas as nacionalidades, 1. Os judeus. Embora os pri- meiros cristaos fossem de origem judaica, nfo tiveram estes aprima zia absoluta na Igreja, conforme o demonstra Pedro (At 10.34). 2. Os gentios. Considerados pelos fudeus como cachorrinhos (Mt 15.26), por estarem alijados da comunidade de Israel (Ef 2.12), foram os gentios admitidos & fa- mulia dos santos com pleno acesso as bencAos espirituais, 3. A Igreja de Deus. Forma- da por judeus e gentios, alyreja de Deus ¢ vista como a Universal As- sembléia dos Santas (Hb 12.22-24). VI. AS ORDENANGAS DAIGREJA 1, Defini¢ao teologica. Por constituirem em ordenacées expli- Gitas de Nosso Senhor 2 sua Tgreja, assim so denominados 0 batismo em 4gua e a Santa cela. 2. O batismo. Constitui o ba- tismo um simbolo da morte e res- surreicdo de Cristo, Através do ba- Ligdes Biblicas tismo, realizado por imersio e em. nome do Pai, da Filho ¢ do Espiri- to Santo (Mt 28.18,19), 0 novo convertido declara publicamente haver aceitado de forma plena, pela {6 0 sacrificio de Cristo. De igual modo, testemunha ja haver morride para o mundo e, agora, ressuscitado espirituaimente, vive em novidade de vida (Rm 6.4). 3. Santa Ceia, fa Santa Ceia a segunda ordenanca observada pela Igreja (Mec 14.12-26). Seus cle= mentos: 0 pao e 0 vinho, simboli- zam, respectivamente, 0 corpo ¢ a sangue de Cristo oferecidos em resgate da humanidade (1 Co 11.24,25) Contém a Santa Cela duas men- sagens centrais: a) Memorial: leva-nos a recor- dar o sacri 0 vicdrio de Cristo. bj Profética: alerta-nos quanto avinda de Nosso Senhor Jesus para buscar a sua Igreja (1 Co 11.26). 1. O que 6a Igreja? 2, Quem pode fazer parte da Igr 3. Quais as duas ordenancas da | 4. Quando a Igreja foi fundada? O destino da Igreja é mui glo- riosa, conforme as Sagradas Escri- turas. Ler Jo 14,2,3; Ef 5.27. Alem de sua beleza ¢ distingao no pre- sente, sera ela, quando da volta do Senhor, revestida de inefavel glo. ria, uma gléria, alias, que somen- te Jess pode conceder-nos. Se ler mos com atencio 05 dois altimos capitulos de Apocalipse, seremos constrangidos a orar ¢ a jejuar, a fim de que venhamos destrutar de tudo quanto Le preparou-nos na cruz, Se. com 0 Senhor, hoje sofre mos; com 6 mesmo Seahor have- remos de ser glorificado: nos, pois, suplicar: Maranata: vem, Senhor Jesus”. Alicergar: Fundamentar, ba- sear, fundamentar. Alijar: Apattar de si; desem- baracat-se, desobrigar-se ja’ Igroja? 5. Quais as duas mensagens centrais da Santa Ceia? a 5 = wy a LigGes Biblicas fis 10 de dezembro de 2006 DIA DA BIBLIA bia , “Toda Escritura divinamente inspirada € proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiga, para que 0 homem de Deus sejz perfeito e perfeitamente instrur- do para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17). PETE A Biblia € a inspirada, inerran- te, infalivel, completa e soberana Palavra de Deus. \ Segunda - 2 Tm 3.16,17 A Biblia 6 divinamente inspirada. Terca ~ Pv 30.5 A Biblia é absolutamente inerrante. Quarta ~ Mc 13.31 A Biblia é infalivel, 50 SA eh 2 TIMOTEO 3.10-17 10- Tu, porém, tens seguido a mi- nha doutrina, modo de viver, inten- cao, fé, longanimidade, caridade, paciéncia, 11 - perseguicdes € afligoes tais quais me aconteceram em Antio- quia, em Icénio eemLListra;quantas persegnicdes sofri, ¢ 0 Senhor de todas me livrou. 12 - E também todos os que pia- mente querem yiver em Cristo Je- sus padecerao persegnicé eeu ENT Quinta - Is 8.20 A Biblia 6 soherana Sexta - S$] 19.7 A Biblia ¢ perfeita. Sabado - 2 Tm 3.15 A Biblia é suficiente em si mesma, Ligdes Biblicas 13-Mas os homens maus e engana- dores irio de mal pata pior, enga- nando e sendo enganados. 14- Tu. porém, permanece naguilo que aprendeste e de que foste intei- rado, sabendo de quem o tens aprendido. 15 - E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que po- dem fazer-te sabio para a salvacio, pela fé que ha em Cristo Jesus. 16 - Toda Escritura divinamente inspirada é proyeitosa para ensi- nar, para redargiiir, para corrigir, para instruir em justica, 17-para que o homem de Deus seja perfeito ¢ perfeitamente instruido pata toda boa obra. INTRODUGAG Afirmou Thomas Browne que a Biblia Sagrada, além dé ser a Pala- vra de Deus, ¢a mais sublime obra literavia ja produzida, Somos cons- trangidos a concordar com Brow- ne, Tudo nela @ singular: estilo, correcdo, graga © proposta, Sua singularidade, porem, acha-se 20 fato de ela ser a Palayra de Deus, Que outro livre pode fazer seme- Jhante reivindicacao? Embora produzida no contex to historico e cultural judaico, nin- guem havera de negar-ihe a uni- versalidade. E @ tinico livro con temporaneo de toda a humanida- Ge; sua mensagem nao se perde com 9 tempo Licdes Biblicas Nesta ligdo, estudaremos a Bi blia nao propriamente como obra literaria; estudé-la-emos como a Palavra de Deus, Se assim nao a acolhermos, de nada nos adianta- rd exaltarthe as qualidades artis- ticas. Foi-nos ela entregue, a fim de que reconhecamos a Deus como 0 Ser Supremo por exceléneia ea seu Filho Unigénito como 0 nosso Salvador O QUE E ABIBLIA Neste tépico, veremos 0 que é a Biblia Sagrada. Em primeiro lu gar, buscaremos uma definicao ctimologiea & palavra Biblia, Em se guida, constataremos o que pen- sam 08 liberais, os neo-ortodoxos © 08 tenlogieamente conservadores acerea das Sagradas Escrituras. 1, Definigao etimologica. Originaria do grego, a palavra Bi- bli significa livros ou colecao de pequenos livros, Atribui-se a Jodo Crisostomo a disseminacao desse voeabulo. 2, Posic&o liberal. Os teé logos liberais, contaminados por um racionalismo inerédulo e per- nicioso, nao reconhecem a Biblia como a Palayra de Deus, Perden- dose em especulacdes, asseveram que ela apenas a contém. Infeliz mente, muitos desses mestres ¢ doutores tem-se intiltraco em se- mindrios dantes conservadares ¢ vem, de maneira sutil, desviando 08 alunos da verdade 3. Posicdo neo-ortodoxa Reagindu contra o liheralismo te- oldgico, ensinam os neo-ortodoxos que a Biblia torna-se a Palavra de Deus a medida que alguém, ao 1é- la, tem um encontro experimental com 0 Senhor, Apesar das aparén- cias, tal posicionamento fere a santissima fé (Jd v.20). A Biblia n&o se torna a Palavra a Deus; cla 6a Palavea de Deus. Portanto, erram aqueles que afirmam: “A Biblia fechada é um simples livro; aberta, é a boca de Deus falando”. Nada mais errado; aberta ou fechada, a Biblia é a Pala- vra de Deus inspirada ¢ inerrante. 4, Posicdo ortodoxa. Os or todoxos afirmamos que a Biblia é a Palavra de Deus. Dessa forma, colocamo-la no lugar em que ela tem de estar: como a nossa supre- ma & inquestionavel arbiira em materia de fé e pratica. Se a Biblia 0 diz, é a nossa obrigacho obede- cé-la sem quaisquer questiona- mentos, Ela é soberanal! Il. AINSPIRAGAO DIVINA DA BIBLIA Mattew Henry, un dos maiores expositores das Sagradas Escritu- ras, 6 categérica ao referir-se & ins- piragio da Biblia: “As palavras das Uscrituras devem ser consideradas palavras do Espirita Santo”. Como nao concordar com Henry? Basta ler a Biblia para sentir, logo em suas palavras iniciais, 2 presenca do Espirito Santo, 1. Definicao etimolégica. A palavra inspiracao vem de dois vocdiulos gregos: Theas, Deus; & 52 pneustos, sopro. Literalmente sig- nifica: aquilo que é dado pelo so- pro de Deus. 2. Definicdo teoldgica “Acao sobrenatural do Espirito Santo sobre os eseritores sagrados, que os levou a produzir, de ma- neira inerrante, infalivel, tinica'e sobrenatural, a Palavra de Deus - a Biblia Sagrada” (Dicionario Teo Jogica - CHAD) 3. Inspira¢io verbal e ple- naria da Biblia. Doutrina que assegura ser a Biblia, em sua tota~ lidade, produto da insp' na, Plenaria: todos os livros da Bic lia, sem qualquer excecao, foram igualmente inspirados por Deus. Verbal: 0 Espirito Santo guiou os autores nio somente quanto As idéias, mas também quanto as pa- lavras dos mistérios ¢ concertos do Altissimo (2 Tm 3.16), A inspiracio plenacia € verbal, todavia, nao eliminou a participa- cio dos autores humanos na pro- ducdo da Biblia, Pelo contrario; foram eles usados de acordo com seus tracos personais, experiénci- as ¢ estilos literarios (2 Pe 1.21). 4. A inspiracdo da Biblia é tinica. Mém da Biblia, nenhum ou- 10 livro foi produzido de igual for- ‘ma; a Palayra de Deus éa obra-prima por exceléncia da race human IH. A INERRANCIA DA BIBLIA A melhor maneira de se com preender uma doutrina é buscar the uma definicao adequada, Sua conceituacao, a partir daf, torna- Ligées Biblicas se mats fécil e nfo pecara pela fal- ta de clareza e objetividade. Veja~ mos, pois, de que forma havere- mos de definir a doutrina da inerrancia biblica, 1. Definicdo etimoldgica. A palavra inerrincia vem do vo- cabulo latino inerrantia e signifi- a, literalmente, qualidade daqui- lo que nao tem erro. 2. Definicio teolégica. A inerrancia biblica é a doutrina, segundo a qual as Sagradas Escri- turas no contém quaisquer erros por serem a inspirada, infalivel e completa Palavra de Deus (SI 119.140). A Biblia éinerrante tan- to nas informagSes que nos trans- mite como nos propésitos que ex- poe e nas reivindicacées que apre senta, Sua inerrancia ¢ plena ¢ ab- soluta, Isenta de erros doutrindri- 05, culturais ¢ cientificos, inspira~ nos ela confianca plena em seu contetido (SI 19.7) WwW. A Pee een DA Ao tratar da infalibilidade da Palavra de Deus, ousadamente ex- pressou-se Carl £, Henry: “Ha ape- nas uma unica coisa realmente ine- vitivel: é necessario que as turas se cumpram”, O que isto sig- nifica? Simplesmente, que a Biblia é infalivel. 1, O que é a infalibilida- de. f a qualidade, ou virtude, do que ¢ infalivel; é algo que jamais podera falhar. Ligdes Biblieas 2. Definicao teol6gica: Dou- trina que ensina ser a Biblia infali- vel em tudo o que diz. Fis porque a Palavra de Deus pode ser assim considerada: 1) Suas promessas sio rigorosamente observadas; 2) Suas profecias cumprem-se de forma Getalhada ¢ clara (haja vista as Se- tenta Semanas de Daniel); 3) 0 Pla- no de Salvagio ¢ executado apesar das oposicées satanicas. Nenhuma de suas palayras jamais caiu, nem cair4, por terra. 3. A Biblia dé testemunho de sua infalibilidade, Leia com atenc2o as seguintes passagens: Dt 18.22; Dn 9.2; Mt 1.22; Mc 13.31; ACLS. V. A SUPREMACIA 7 Da Spun martmn DE FEE “A autoridade da Biblia nao provém da capacidade de seus au- tores humanos, mas do cardter de seu Autor”. Foi o que afirmou J. Blanchard. Ora, se a autoridade da Biblia ¢ absoluta, como haveremos de question4-la? Vejamos, em pri- meiro lugar, 0 que é a autoridade. 1. Definicao etimolégica. Oriunda do vocabulo latino auro- ritatem, esta palavra significa: Di- reito absoluto ¢ inquestiondvel de se fazer obedecer, de dar ordens, de estabelecer decretos e, de acor- do com estes, tomar decis6es e agir a fim de que cada decreto seja ri- gorosamente ohservado. 2. Definicdo teoldgica, Po- der absoluto e inquestionavel rei- 53 vindicado, demonstrado e susten- | regularmente a Biblia? Tem-na es- tado pela Biblia em matéria de fée pratica, Tal autoridade adyém-lhe Go fato de ela sera inspirada, iner- rante ¢ infalivel Palavra de Deus, 3, Testemunho da Biblia a respeito de sua autoridade. Leia as seguintes passagens: Is 151 Co 14.37, Como filhos de Deus, nao po- emos alastar-nos jamais das $a- gradas Escrituras; destas, todos dependemos vitalmente, Quanto mais as lermos, mais intimios sere- mos de seu Autor. Tem vor? lido tudado todos os dias? Se vocé re- almente deseja um avivamento, comece'a ler com redobrada fer- vor o Livro dos livros. Sem a Bi- blia ndo pode haver avivamento. GLOSSARIO Arbitrar: Determinar, deci dir, resolver. Disseminacao: Difusito, pro- pagacao, vulgarizacao. Especulacao: Investigacao. leorica; exploracao, Etimologia: Parte da gramati ca que trata da origem das palavras. 1, Qual o sign, 2, O.que ¢ a inspiracao da Biblia? ado da palavra Bibli: 3. O que 6a inerrancia da Biblia? 4,0 que é a infalib) idade da Biblia? 5. O que € a autoridade da Biblia? Aa wage Ligdes Biblicas Cd O ARREBATAMENTO DA IGREJA E AS ULTIMAS COISAS Wars [eet ee re eC Nad “Sede vs também pacientes, fortalecei 0 vosso coragao, porque Ja vinda do Senhor estd proxima... Bis que o juiz esta a porta” (Tg 5.8,9). VERDADE PRATICA 4 volta de Jesus nao é uma hi- potese teologica; é uma verdade biblica inquestionavel e infalivel, ‘Segunda -Ap 16.15 Jesus vira como 0 ladrao. Terga ~ Mc 13.35 | Jestis vira inesperadamente, Quarta - Le 18.8 Jesus vira num tempo de incredulidade. Licdes Biblicas PU TELA WH ets 4 I TESSALONICENSES 4.13-18 13-N4o quero, porém, irmaos, que sejais ignorantes acerca dos que ja dormem, para que nao vos entriste- cais, como os demais, que nao tém esperanca. 14 - Porque, se cremos que Jesus morreu € ressuscitou, assim tam- bém aos que em Jesus dormem Deus 0s tornara a trazer com ele. 15 - Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nés, os que a] Quinta - Mt 25.5 Jesus vira guando muitos estiverem dormindo. Sexta - be 21.34 Jesus vird de improviso. Sabado - ITs 4.16 Jesus vira ante 0 toque da ultima trombeta. ficarmos vivos para a vinda do Se- nhor, nao precederemos os que dormem. 16-Porque omesmo Senhordesce: | r4docéucomalarido, ecom vozde arcanjo, e coma trombeta de Deus; ¢ 08 que morreram em Cristo res. suscitarao primeiro; 17 « depois, nés, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados junta- mente com eles nas nuvens, a en- contrar 0 Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com 0 Senhor. 18 - Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras. INTRODUGAO Sendo o Cristianismo um re- lacionamento amoroso e vital com 0 Cristo de Deus (Jo 15.4), leva-nos a aguardar ansiosamen= te por sua volta. Nesta licao, veremos o que a Palavra de Deus ensina sobre 0 ar- rebatamento da Igroja Esta vocé preparado para esse grande dia? Jesus esta as portas! Em breve a trambeta soara. 1. AIGREIA SERA ARREBATADA ANTES _ DA GRANDE TRIBULAGAO Nao so poucos os que confun- dem 0 prémilenismo com o pré- tribulacionismo. Vejamos as dife- rengas entre ambas as posicdes. 1, Pré-milenismo, Como o proprio nome o indica, o pré milenismo ensina que « Tgreja pas~ 56 sara pela Grande Tribulacao, mas sera arrebatada antes do estabele cimento do Milénio, 2, Pré-tribulacionismo. 0 pré-tribulacionismo afirma que Jesus arrebatard a Tgreja antes da Grande Tribulagao. Esta posicao acha-se em perfeita harmonia com as Sagradas Escrituras (Ap 3.10). Examinar também Le 21.35,36; 1 Ts 1,10; 5.9, O arrebatamento tem a ver com a Igreja; a manifestacao visivel de Jesuis em gléria tem a ver: 1) com 0 livramento de Israel do poder do Anticristo, ¢ 2) com o julgamento das nagdes. Jesus, por conseguin te, vird buscar a sua Tgreja antes da Grande Tribulagdo. A seguir, yeremos 0 que € 0 arrebatamento dos santos. Ml. 0 ARREBATAMENTO. DAIGREIA Consideremos 0 arrebatamento da Igreja em dois sentidas: etimo- logico e biblico-teolégico. Tanto no Antigo quanto no Nove Testamen- to, encontramos centenas de pas- sagens sabre essa doutrina. 1, Sentido etimoldgico. A palavra atrebatamento, no con- texto da escatologia biblica signifi- ca tirar com rapidez e de forma inesperada, Quando o Novo ‘lesta- mento foi traduzido para o latim, aptou-se pelo yoetbula raptus que, originando-se do verbo raptare, comporta os seguintes significados: tirar, atrancar, tomar das mios al- guma coisa de forma violenta. Lagdes Biblicas 2. Definicao biblico-teold- | maneceremos indiferentes 4 imora- gica. Oarrebatamento é a retirada imprevista ¢ repentina da Igreja deste mundo, pelo poder de Deus, para que, trasladada as regides ce- lestes, esteja para sempre com 0. Senhor Jesus. O Novo ‘Testamento dedica duas passagens ao arreba- tamento da Igreja: 1 Co 15¢ 1 Ts 4 Nesta, Paulo descreve o rapto dos santos; naquela, mostra como nos- SbS Corpos serio glorificados. I. QUANDO SE DARA 0 ARREBATAMENTO? Embora 9 arrebatamento este- ja mui proximo, ninguém sabe, nem pode afirmar, quando ele se dara. Alias, a Biblia adverte para ninguém especular quanto a data do arrebatamento. Tudo 0 que sa- bemos é que Jesus esta as portas. 1, O tempo do arrebata- mento, 0 arrebatamento dar-se-a a qualquer instante, Jesus Cristo vira como o ladrao (1 Ts Pe 3.10). Vigiemos para que este dia nao nos surpreenda, A exortacao é do proprio Cristo: “Eis que venho como ladrao, Bem-aventurado aque- le que vigia © guanda as suas vestes, para que ndio ande nu, e nao se ve- jam as stias vergonhas” (Ap 16.15). 2. Prenunclos do arreba- tamento, A maioria dos sinais das profecias, prenunciando o re- torno de Cristo, j é uma realida- de, 0 que dizer da criacao do Esta- do de Israel? as guerras e rumo- res de guerra? E as fomes? E as pes- tes? Bas sucessivas catistrofes? Per- Ligdes Biblicas lidade que vai enlameando os le res? Nao reagiremos & apostasia que ameaga a Igreja de Cristo? Leia com atencao todo o capitulo 24 de Mateus. E imposstvel nao yer 0s si- nais da vinda de Cristo As adverténcias af estio; nao po- demos brincar de crentes; temos de lear a sério nossa vida espiritual. IV. COMO SE DARA 0 ARREBATAMENTO? O apéstolo Paulo assim descre- ye 0 arrebatamento da Igreja de Cristo aos irmaos de Tessalonica: 1, Ressoada a trombeta de Deus, descera o Senhor Jesus dos céus com alarido e voz de arcanjo (1 Ts 4.16). 2. Ato continuo, os que dor- mem em Cristo ressuscitarao e, imediatamente, serao trasladados as regides celestes para encontrar o Senhor nos ares (1 Ts 4.16). 3. Quanto aos que estiverem vivos, seremos transformados, ar- rebatados e levados ao encontro do Senhor (1 Ts 4.17). A glorificagao dos santos, quer yivos quer mortos, ocorrera num momento (1 Co 15.52). A palavra no original grego, para “momento”, é mui expressiva: atom0. Trata-se de uma fracao de tempo tao infi- ma que nao comporta nenhuma di- visdo. Ao exemplificar tal fracao, Paulo traz A tona uma imagem co- mum a todos nos: 0 abrir e fechar de olhos; um instante pequeno de- mais para ser mesurado segundo a nocau de tempo do ser humano. Afinal, 0 que temos aqui? Um ato ou um processo! Sem diivida, um ato repentino; um milagre. F algo que desafia as leis da fisica. CONCLUSAO A qualquer momento, vird o Senhor Jesus arrebatar a sua Igce- ja, Esta € a nossa bendita esperan- ga (Tt 2.13). Nao fora este leniti- vo, nossa vida seria insuportavel Como, porém, nossa existéncia nao se acha circunscrita a este mundo, em breve, ante o estrugir da alti- ma trombeta, seremos tomados pelo Senor ¢, com 0 Cordeiro de Deus, estaremos para sempre, “Portanto, Consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (1 Ts 4.18). 4. Quais as duas principais pas io arrebatamento? sagens do Novo Tes 4 voce preparado para o ar- rebatamento? Camo estiia sur vida espiritual? ‘Tem orado regularmen- te? Tem guardado 0 seu coracao do mal? Que o Senhor nao nos encon- tre despercebidos. Esttugir: Fazer estremecer com estrondo; atroar; estrondear. Hip6tese: Suposicao, conjetu- ra; acontecimento incerto. Indizfvel: Que nao se pode di- ver; inefavel. Infimo: 0 mais baixo de todos; pequeno; irrelevante. Lenitiyo: Alivio, consolacao. Mesurado: Comedido, medido. 3. O que afirma o pré-tribulacionismo? amento acerca 5. Vocd esta preparado para o arrebatamento? se a Aad ices Biblicas WOAH “Quvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, 6 SENHOR, a uta obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na iva lembra-te da misericordia” (He 3.2) Oavivamento so € possivel atra- ves do estudo amorosa, persisten- te ¢ sistemiitico da Biblia Sagrada, | Segunda - 2 Rs 23.2.3 O avivamento ¢ a Palavra de Deus, Terea - Ne 8.1-9 O avivamento e o ensino da Palavra de Deus. Quarta - 2 Cr 7.14 O avivamento e a oracao, Ligoes Biblicas Pee WET T) Pe AL att) 4 2-E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregacao, assim de homens como de mulheres e de todos 0s entendidos para ouvirem, no primeiro dia do sétimo més. 3-Eleu nela, diante da praca, que estd diante da Porta das Aguas, des- dea alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e entendidos; € 08 ouvidos de todo 0 povo esta- vam atentos ao livro da Lei. Quinta - Jn 3.1-10 O avivamento eo arrependimento nacional. Sexta - At 5.1-16 O avivamento ¢ o temor a Deus. Sabado - 16013 O ayivamento eo amor, } E Esdras abriu o livro perante os olhtos de todo 0 povo; porque esta- ya acima de todo 0 povo; e, abrin- do-0 ele, todo 0 povo se pos em pé. 6 - E Esdras louvou o SENHOR, 0 grande Deus; ¢ todo 0 povo respon- deu: Amém! Amém!-,levantando as méos; ¢ inclinaram-se € adoraram 0 SENHOR, com 0 rosto em terra. Oa INTRODUGAG Certa feita, declarou Charles Finney: “Todos os ministros deve, ser ministros de avivamiento, e toda pregacio deve ser pregacao de a yamento”, Um minisiro de avive~ mento é um obreiro comprometido com 0 ensino sistemético da Biblia. 0 avivamento pode ser defini- do como © retorno aos prinefpias que caracterizavam a Igreja Primi- tiva, E 0 retomno @ Biblia como a nossa tinica regra de fé ¢ pratica. E a retomada da orac&o como a mais bela expressio do sacerdécio uni- versal do crente. Eo regresso 4 Grande Comissao, cujo lema conti- nua a ser: Até aos confins da terra 1. HABACUQUE E 0 AVIVAMENTS (HE 3.2) O profeta roga ao Senhor que desperte os judeus a reerguerem- se como sua particular heranga, a fim de que proclamem © seu co- nhecimento entre as nacdes. 60 M1. 0 AVIVAMENTO EA PALAVRA DE DEUS avivamento promovido pelo bom rei Josias teve inicio com a descoberta do Livro da Lei na Casa do Senhor (2 Rs 22.8). 1, Um avivamento super- ficial (2 Rs 23.25). Infelizmen- te, ndo teve esse avivamento resul- tados permanentes; morrendo 0 rei, morreu o avivamento (2 Ks 23.31-37). Em menos de vinte anos, voltava Juda aos antigos pecados, forcando 0 Senhor a entregd-lo nas maos dos babilonios (2 Rs 24.1-7) 2. Um avivamento mais duradouro. Depois de um exilio de setenta anos, vollaram os filhos | de Juda a sua herdade (Fé 1.1-11). E sob a lideranca de homens como Zorobabel e Neemias, comecaram a ser instruidos por Esdras na Lei de Deus. Leia Neemias & Kevendo a Historia Sagrada, constatamos: o avivamento foi mais do que suficiente para conduzir os judeus por todos aqueles anos de siléncio profético até que, no de- | serto da Judéia, fosse ouvida a voz de Jodo Batista, anunciando a che- gada do Reino de Deus com a vin- da de Jesus Cristo (Mt 31-11). IV. 0 ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS Do capitulo oito de Neemias, concluimos: o que se deu em Juda, apds 0 cativeire e depois de reconstruido o Santo Templo, foi um grande avivamento espiritual. Os judeus foram despertados pelo ensino amoroso € persistente da | Palavra de Deus. Licdes Biblicas 1. 0 anseio do povo pelo ensino da Palavra. 0 povo an- siava por ser instruido na Palavra de Deus (Ne 8.1). 2. O compromisso de Es- dras com a Palavra. Se por um lado, ansiava a nagao pelo ensino da Palavra de Deus: por outro, os seus lideres, tendo a frente Ni emias, 0 governador, ¢ Esdras, um sacerdote e escriba versado na Lei de Deus, achavam-se comprome- tidos com a Palavra. Observemos © compromisso de Esdras com o ensino das Sagradas Escrituras (Ne 8.2). 3. O ensino persistente da Palavra. Acaréncia espiritual do Povo era taq flagrante, que a ins- trucio biblica estendeu-se da alva ao meio dia (Ne 8,3}. 4. A explicacdo da Palavra. Embora erudito, Esdras nao se os: tendeu a erudicao; através de sua didatica magna, tornava 0 ensino da Palayra de Deus inteligivel ¢ cla~ ro para toda a nac&o (Ne 8.8) 5. 0 avivamento que vem do ensino da Palavra. |4 devi- damente instruido na Palavra de Deus, 0 povo pos-se a chorar; a Pa- lavra de Deus era irtesistivel; 0 avi- yamento havia chegado. Entretan to, © que era choro, converteu-se em jiibilo (Ne 8.12) CONCLUSAO De acorde com Arthur Wallis, Q avivamento ¢ a intervencao di- vina no curso normal das coisas. No tempo de Esdras, 0 aviva- mento yeio através do ensino das Sagradas Escrituras, Portanto, se quisermos igrejas avivadas, come- cemos pela Palavra de Deus, Sem | ela, nao pode haver avivamento 1. 0 que é 0 avivamento espiritual? 2. Quando teve inicio o avivamento promovido por Josias? 3. Qual 0 resultado do avivamento impilsionado por Esdras? 4. Como Esdras explicava a Palavra de Deus? 5. Qual o fundamento do verdadeiro avivamento? e a. & -Meea A ie lie Licdes Biblicas woe PY wey} 41 “Persiste em ler, exortar c ensinar, até que eu va" (1 Tm 4,13), RAWAL tks 9 I TIMOTED 4.12-15 12 - Ninguém despreze a tua moci- dade; mas sé 0 exemplo dos fidis, na palavea, no trato, na caridade, WC ae | Se quisermos, de fato, estudar as doutrinas biblicas, temos de per- sistir em ler, estudar e pesquisar as Sagradas Escrituras, a fim de com- preendermos toda a mensagem de Deus aos seus filhos amados. ‘Segunda - $1119.24 A Palawra de Deus é conselho. Terca - S1119.47 A Palavra de Deus produz alegria. APalavra de Deus é luz 62 _ far, até que eu va. ——— | 14- Nao desprezes o dom que ha no espitito, na fé, na pureza, 13 - Persiste em ler, exortar € ensi- em ti, o qual te foi dado por profe- Gia, com a imposigao das maos do presbitério, — 15 = Medita estas coisas; ocupa-te nelas, para que o teu aproveita- mento seja manifesto a todos. Quinta - SIT A Palavra de Deus ¢ justa. i Sexia- SI 119.160 APalavra de Deus ¢a verdade, | | | Sabado - SI 119.89 A Palavra de Deus é eterna. Ligdes Biblicas INTRODUGAD Até esta licao, vimos estudando as verdades centrais de nossa fé como as encontramos na Biblia Sa~ grada. E um estudo que, apesar do espaco de que dispomos, procurou ser ordenada, logico e sistematico. Nesta licao, buscaremos apre- sentar as raz6es pelas quais deve- mos nos aprofundar nos estudos, Em primeiro lugar, vejamos como se deve estudar a Biblia, 1. ATITUDE ESPIRITUAL AO LER A BIBLIA A leitura da Biblia nao é um ato mecanico. Ela exige de quem dela se aproxima uma atitude de amor e dedicacao a Deus. Por esse moti vo, devemos procurdda co: 1. Sede de conhecer o seu autor. No Salmo 42,1,2 Davi ex- pressa todo o seu amor e sede para com Deus ¢ a sua Palavra. Tem voce sede de Deus? Busca a sua palavra todos os dias? Ou ja se acostumou a uma vida espiritual seca e sem vida? 2. Amor 4 Palavra de Deus. Por que tinha Dayi tantos éxitos em sua vida? Fle nao somente bus- cava a Palavra, como demonstra va por ela um grande @ aprofun- dado amor: “Quanto amo a tua leit” (SI 119.97a). 3. Dedicagdo a Palavra de Deus. “Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu va" (1 Tm 4.13). Tem voce persistido na leitura? Ligbes Biblicas | I. COMO ESTUDAR | APALAURA DE DEUS Ja que sabemos da importan- cia da leitura da Biblia Sagrada de que forma deyemos aproximar- nos dela, vejamos neste topico como devemos estuda-la, 1. Ler a Biblia todos os dias. “Ea minha meditacao, em todo 0 dia!” (SL 119.97b). Seja dis- ciplinado na leitura da Palavra de Deus, Leia-a todas os dias, Se vocé let 0 equivalente a tres capitulos por dia, conseguira ler a Biblia uuma ver por ano. Adquira Biblias de Estudo que Sejam realmente conservadoras © ortodoxas, Alem disso, tenha sem pre em mios as principais yersoes da Biblia em portugues, tendo o Cuidado, ¢ claro, de averiguar a procedéncia das traducdes 2. Ler a Biblia, conhecen- do 0 seu real significado, Esta € 4 regra aurea de interpretacao das Sagradas Escrituras: A Biblia interpreta-se a si mesma. Procure | adquirir livros de autores compro- metidos com a sd doutrina, ¢ que sejam mestres na interpretacao da Biblia, Uma das preocupacdes de Esdras, conforme j4 vimos, era ex: | plicar 0 real significado do Santo | Livro. Ler Neemias 8.8, 3. Ler a Biblia, conhecen- _ do suas doutrinas. Precisamos conhecer as doutrinas tundamen- tais da fé crist&, Caso contrario, ja mais nos firmaremos nos caminhos do Senhor. O Fvangeiho de Lucas foi escrito e dedicado a um nobre, | a fim de que este se inteirasse das 63 revelagdes concernentes ao Cristo de Deus (Le 1.1-4). 1, MONTANDO UMA BIBLIOTECA Em 2 Tm 4.13, demonstra o apostolo que 0 obreiro, além de se dedicar a leitura da Palavra de Deus, que tem de ser a nossa prio- ridade maxima, deve cultivar 0s seus conhecimentos nas diversas: dreas do saber humano, 1, 0 aprendizado da lingua materna. Vocé consegue falar ¢ es: crever corretamente 0 seu idioma. O salmista era um profundo conhe- cedor do idioma patrio (S1 45.1). 2. O aprendizado de ou- tros idiomas, Oaprendizado de outros idiomas nos abre novos horizontes culturais e ministeriais conforme demonstra a biogralia de Paulo, que dominava tanto 0 gre- go como o hebraico (At 21.37-40). Certamente, ele conhecia tambem © latim, tendo em vista o seu mi- nistério em Roma, 3. A importancia da cul- tura geral. A cultura geral aju- da-nos a entender 0 mundo e prin- cipalmente a sociedade na qual vivemos. Por isso, ¢ imprescindi- vel que tenhamos s6lidas nocées de diversas disciplinas (At 7.22). CONGLUSAO Ha os que alegam que nfo po- demos dedicar-nos ao estucto, por- que a letra mata (2 Go 3.6). Ora, 0 apostolo, nesta passagem, mio se re- fere ao estudo e, sim, a letra da Lei de Moisés que, em relacdo ao peca- dor, agia de forma rigorosa Dediquemo-nos, pois, 2 leitura. Formemos a nossa biblioteca, Afi- nal, como disse Salomao, nao hi limites para se fazer livros. Ce yO) Et 2. Como se deve ler a Biblia? 3. Qual a regra durea na interpretagao da Biblia? | 1. Qual deve ser a nossa afitude diante da Biblia? | 4. Como podemos ler a Biblia toda em um ano? | 5. Por que é importante possuir cultura geral? ligies Biblicas REVISTAS. DE ESCOLA. BREV Navo visual Ineliisfo de duas tiovas faixas-etacias: Berga Ie Pre-adolescentes § Comentirios c exerefcios Malosamente eluborados, de acorde com as Mis normas da Pedagagia Dy Comentarisias s20 tesiogos, pedagogos e POlissionais de larga experiencia, respeitades Pil fodo 0 Brasil, e comprometidos com a sa Mouiina di Palavra do Seahor Cirifeulo biblico em seus fundamentos, dosa- MO em dssuntos, atualizado ds nescessidades do glino e formador do cardter cristao Tangamento na 11 Conferéncia de ED (Rio de Janeiro) Valid pars todo 0 territério nacional, BUA Europa e Japao a partir do 1° Trimestre de 2007 PALAVRAS Nas niviaans eyancrticas ou exo wewnacpadcomebr Biblia de Estudo Expli MeNair A Biblia de Estudo Explicada McNair fol publicada anteriarmente camo comentario *ABiblia Explicada’. Agora, acompanha texto | biblico @ dicionério, Os comentarios seo - feitos capitulo por capitule oferecendo praticidade e contetido sdlido para aqueles ole querem ler e se aprofundar nas Eserit- tas. O que era bom ficou inelliar= Biblia, comentarie e diciondrio em uma so obra Y Noss ivsestuas EvannsSlic4s OU PHO nnaspadsom