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Técnico Auxiliar de Saúde Módulo 1 Prevenção e controlo da infeção: princípios básicos na prestação
Técnico Auxiliar de Saúde Módulo 1 Prevenção e controlo da infeção: princípios básicos na prestação
Técnico Auxiliar de Saúde
Módulo 1
Prevenção e controlo da infeção: princípios básicos na prestação de cuidados de saúde I
Prevenção e controlo da infeção: princípios básicos a considerar na prestação de cuidados de saúde
Prevenção e controlo da infeção: princípios
básicos a considerar na prestação de
cuidados de saúde
Formador: Diamantino veríssimo
Formador: Diamantino veríssimo
da infeção: princípios básicos a considerar na prestação de cuidados de saúde Formador: Diamantino veríssimo
da infeção: princípios básicos a considerar na prestação de cuidados de saúde Formador: Diamantino veríssimo
Pessoal Subjetivo
Pessoal
Subjetivo

SAÚDE

✓ Deriva da raiz latina sanus  são. ✓ Estado daquele que está bem. ✓
✓ Deriva da raiz latina sanus  são.
✓ Estado daquele que está bem.
✓ Estado positivo no que respeita à
Saúde física, ao equilíbrio mental e à vida
social.
Noção de bem estar e de
desenvolvimento pessoal, bem como
valores de identidade,
liberdade,
participação e utilidade.
SAÚDE CONCEITOS ✓Estado de bem estar físico, mental e social e não consiste apenas na
SAÚDE
CONCEITOS
✓Estado de bem estar físico, mental e social e
não consiste apenas na ausência de doença ou
enfermidade. (OMS)
✓Estado que permite a uma pessoa funcionar
com o seu potencial máximo, num
determinado aspecto específico - Permanente
adaptação (Dunn)
SAÚDE Todos temos uma determinada reserva de saúde que utilizamos sem que disso nos apercebamos.
SAÚDE
Todos temos uma determinada reserva
de saúde que utilizamos sem que disso
nos apercebamos.
Só na sua ausência é que tomamos
consciência dela.
Para certas pessoas, estar com saúde
significa sentir-se bem, estar em forma
e feliz.
SAÚDE É um estado dinâmico e um processo que se desenrola ao longo da vida,
SAÚDE
É um estado dinâmico e um processo que se desenrola
ao longo da vida, durante o qual cada um espera e
interpreta efeitos diferentes.
As noções mais correntemente expressas são:
A ausência de doença e de incapacidade;
Possibilidade de trabalhar para assegurar a sobrevivência; Certa paz e segurança conjugadas para o desenvolvimento
Possibilidade de trabalhar para assegurar a sobrevivência;
Certa paz e segurança conjugadas para o desenvolvimento
do indivíduo;

Todos estes diferentes entendimentos da noção de

saúde, e todas as variáveis ligadas às etapas do ciclo

de vida, fazem com que este conceito seja muito relativo.

SAÚDE Quando se associa saúde e envelhecimento, o conceito ainda se torna mais difícil de
SAÚDE
Quando se associa saúde e envelhecimento, o
conceito ainda se torna mais difícil de definir.
É impossível ligar saúde à idade cronológica.
O ciclo de vida está dividido em diferentes etapas
correspondentes a momentos particulares do
desenrolar da vida.
A idade é um elemento estatístico interessante,
mas não representa uma medida adequada para
determinar o estado de saúde de uma pessoa.
SAÚDE
SAÚDE

As experiências da vida conduzem-nos

progressivamente à morte, embora para cada um de

nós por caminhos diferentes, não coincidindo necessariamente com a idade cronológica.

Ter saúde é: for a idade ou as limitações.
Ter saúde é:
for a idade ou as limitações.

Sentir-se bem na sua “pele”, seja qual

SAÚDE
SAÚDE
Conceito de Pessoa A pessoa é um ser social e agente intencional de comportamentos baseados
Conceito de Pessoa
A pessoa é um ser social e agente intencional de
comportamentos baseados em valores, nas
crenças e nos desejos da natureza individual,
o que torna cada pessoa num ser único, com
dignidade própria e direito a auto determinar-
se.
Ambiente “…pessoas vivem e se desenvolvem, é constituído por elementos: humanos, físicos, políticos,
Ambiente
“…pessoas vivem e se desenvolvem, é
constituído por elementos: humanos, físicos,
políticos, económicos, culturais e
organizacionais, que condicionam e
influenciam os estilos de vida e que se
repercutem no conceito de saúde.”
Ordem dos enfermeiros
Qualidade de Vida “a perceção, por parte de indivíduos ou grupos, da satisfação das suas
Qualidade de Vida
“a perceção, por parte de indivíduos ou grupos,
da satisfação das suas necessidades e daquilo que
não lhes é recusado nas ocasiões propícias à sua
realização e à sua felicidade. “
OMS
Modelo Teórico de Nancy Roper
Modelo Teórico de Nancy Roper
Prevenção Primária Tem por objetivo atuar sobre os fatores de risco; Evita a doença.
Prevenção Primária
Tem por objetivo atuar sobre os fatores
de risco;
Evita a doença.
Prevenção Secundária Identifica sinais de deterioração precoce; A intervenção pode atrasar a evolução.
Prevenção Secundária
Identifica sinais de deterioração precoce;
A intervenção pode atrasar a evolução.
Prevenção Terciária Atrasa o desenvolvimento de uma incapacidade existente; Melhora a função residual.
Prevenção Terciária
Atrasa o desenvolvimento de uma incapacidade
existente;
Melhora a função residual.
Prevenção e Controlo de Infeção •CUIDADO: •BACTÉRIAS •TRABALHANDO

Prevenção e Controlo de Infeção

Prevenção e Controlo de Infeção •CUIDADO: •BACTÉRIAS •TRABALHANDO
•CUIDADO: •BACTÉRIAS •TRABALHANDO
•CUIDADO:
•BACTÉRIAS
•TRABALHANDO
Prevenção e Controlo de Infeção •CUIDADO: •BACTÉRIAS •TRABALHANDO

MICRORGANISMOS

MICRORGANISMOS  Seres vivos muito pequenos  Invisíveis à vista desarmada  Só visíveis ao microscópio

Seres vivos muito

pequenos

Invisíveis à vista desarmada

Só visíveis ao microscópio

MICRORGANISMOS  Seres vivos muito pequenos  Invisíveis à vista desarmada  Só visíveis ao microscópio
MICRORGANISMOS  Seres vivos muito pequenos  Invisíveis à vista desarmada  Só visíveis ao microscópio
MICRORGANISMOS  Seres vivos muito pequenos  Invisíveis à vista desarmada  Só visíveis ao microscópio

MICRORGANISMOS

Cultura de

microrganismos em laboratório

MICRORGANISMOS Cultura de microrganismos em laboratório
MICRORGANISMOS Cultura de microrganismos em laboratório

MICRORGANISMOS

Habitantes do pó

MICRORGANISMOS Habitantes do pó
MICRORGANISMOS Habitantes do pó

MICRORGANISMOS

Estão por todo o lado…

MICRORGANISMOS Estão por todo o lado…
MICRORGANISMOS Estão por todo o lado…
Bactérias Tuberculose Pulmonar
Bactérias
Tuberculose Pulmonar

Bacilo de Kock

Organismo unicelular procariótico, evidenciando a sua atividade em
Organismo unicelular
procariótico,
evidenciando a sua
atividade em

importantes reações químicas e na produção de doenças.

unicelular procariótico, evidenciando a sua atividade em importantes reações químicas e na produção de doenças.

Vírus

O vírus é um organismo biológico com grande capacidade de replicação, utilizando para isso a
O vírus é um organismo
biológico com grande
capacidade de replicação,
utilizando para isso a
estrutura de uma célula
sadia (hospedeira). É um
agente capaz de causar
doenças em animais e
vegetais.

Fungos

Os fungos são microrganismos

formados por uma única célula (leveduras) ou por grupos de

células (bolores) que

necessitam da incorporação de compostos orgânicos do meio externo para obterem a

energia de que necessitam para realizarem as suas funções.

meio externo para obterem a energia de que necessitam para realizarem as suas f u n
meio externo para obterem a energia de que necessitam para realizarem as suas f u n

Candida Albicans

Parasitas

Parasitas são organismos que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para
Parasitas são organismos
que vivem em associação
com outros dos quais
retiram os meios para a sua
sobrevivência, normalmente
prejudicando o organismo
hospedeiro.
retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro. Ascaris lumbricoides

Ascaris lumbricoides

História natural da doença
História natural da doença
História natural da doença

Programa Nacional de Controlo da Infeção (PNCI)

Programa Nacional de Controlo da Infeção (PNCI) - Criado em 14 de Maio de 1999; -

- Criado em 14 de Maio de 1999;

- Sedeado na Direcção-Geral da Saúde, no Departamento da Qualidade na Saúde e na Divisão de Segurança do Doente;

- Tem como principal objetivo reduzir as infeções associadas aos cuidados de saúde, evitáveis, através da implementação de práticas basadas na evidência;

Programa Nacional de Controlo da Infeção (PNCI)

Programa Nacional de Controlo da Infeção (PNCI) O Grupo Coordenador do PNCI é constituído por microbiologistas,

O Grupo Coordenador do PNCI é constituído por

microbiologistas, médicos e enfermeiros.

O Grupo Coordenador do PNCI, trabalha em estreita

articulação com os Grupos Coordenadores regionais de Controlo de Infeção, sedeados nas Administrações regionais de Saúde.

com os Grupos Coordenadores regionais de Controlo de Infeção, sedeados nas Administrações regionais de Saúde.

Programa Nacional de Controlo da Infeção (PNCI)

Programa Nacional de Controlo da Infeção (PNCI) Missão: O PNCI tem por missão melhorar a qualidade

Missão:

O PNCI tem por missão melhorar a qualidade dos

cuidados prestados nas unidades de saúde, através de

uma abordagem integrada e multidisciplinar para a vigilância, a prevenção e o controlo das infeções associadas aos cuidados de saúde. Os projetos em desenvolvimento estão dirigidos às seguintes áreas:

Vigilância epidemiológica Desenvolvimento de normas de boas práticas

Consultadoria e apoio

às seguintes áreas: Vigilância epidemiológica Desenvolvimento de normas de boas práticas Consultadoria e apoio

Comissões de Controlo de Infeção

(CCI)
(CCI)
Comissões de Controlo de Infeção (CCI) Infecção (CCI) – Circular normativa 15/10/2007. Em todas as unidades
Infecção (CCI) – Circular normativa 15/10/2007.
Infecção (CCI) – Circular normativa 15/10/2007.

Em todas as unidades prestadoras de cuidados de saúde públicas e privadas deve ser constituída e/ou operacionalizada uma Comissão de Controlo de

Comissões de Controlo de Infeção (CCI)

Comissões de Controlo de Infeção (CCI) Coordenador O Coordenador, preferencialmente da Carreira Médica ou de
Coordenador O Coordenador, preferencialmente da Carreira Médica ou de Enfermagem. Para o exercício das suas
Coordenador
O Coordenador, preferencialmente da Carreira Médica ou de Enfermagem. Para o
exercício das suas funções, deve ser-lhe atribuída uma carga horária ajustável à
dimensão e especificidades da unidade de saúde.
Enfermeiro (s) de Controlo de Infecção (ECI)

A afetação de ECI às Unidades de Internamento e Unidades de Ambulatório deve contemplar os recursos e especificidades de cada Unidade de Saúde.

os recursos e especificidades de cada Unidade de Saúde. Apoio Administrativo Deve ser assegurado à CCI
Apoio Administrativo
Apoio Administrativo

Deve ser assegurado à CCI apoio administrativo a tempo completo. A escolha deste profissional deve contemplar conhecimentos de informática, tratamento estatístico de dados e de arquivo.

A escolha deste profissional deve contemplar conhecimentos de informática, tratamento estatístico de dados e de arquivo.

Comissões de Controlo de Infeção

(CCI) Funções
(CCI)
Funções

Vigilância epidemiológica;

Elaboração e monitorização do cumprimento de

normas e recomendações de boas práticas;

Formação e informação a profissionais de saúde,

utentes e visitantes;

Consultadoria e apoio.

Epidemiologia
Epidemiologia

Estudo da ocorrência, da distribuição e do controlo

das doenças.

Epidemiologia estuda os fatores que determinam a frequência e a distribuição das doenças em grupos de pessoas.

Epidemiologia estuda os fatores que determinam a frequência e a distribuição das doenças em grupos de
Cadeia Epidemiológica
Cadeia Epidemiológica

Agente patogénico (vírus ou bactéria, …);

Reservatório ;

Via de transmissão / Porta de Entrada;

Recetor (sintomático ou assintomático);

Porta de saída.

Infeção cruzada
Infeção cruzada
Transferência de microrganismos de uma pessoa
Transferência de microrganismos de uma pessoa
(ou objeto) para outra pessoa, resultando
(ou objeto) para outra pessoa, resultando
necessariamente em uma infeção.
necessariamente em uma infeção.
para outra pessoa, resultando necessariamente em uma infeção. As mãos são habitualmente os principais responsáveis.
As mãos são habitualmente os principais responsáveis.
As mãos são habitualmente os principais responsáveis.
Nas mãos existe:
Nas mãos existe:
Nas mãos existe: Flora Transitória: formada por microrganismos que adquirimos no contacto com o ambiente quer

Flora Transitória: formada por microrganismos que

adquirimos no contacto com o ambiente quer seja

animado ou inanimado.

no contacto com o ambiente quer seja animado ou inanimado. Residente: existe normalmente na se multiplica,
Residente: existe normalmente na se multiplica, tendo funções importantes
Residente: existe
normalmente
na
se
multiplica, tendo
funções
importantes

Flora

epiderme

onde

de

prevenção da colonização com a flora transitória.

Colonização microbiana
Colonização microbiana
Crescimento de determinados
Crescimento
de
determinados
microrganismos no hospedeiro
microrganismos
no
hospedeiro
sem existirem manifestações
sem
existirem
manifestações
clínicas
clínicas
INFEÇÃO Entrada e multiplicação de microrganismos nocivos ao organismo provocando doença.
INFEÇÃO
Entrada e multiplicação
de microrganismos
nocivos ao organismo
provocando doença.
INFEÇÃO Nº de microrganismos; Capacidade de “provocar” doença; “Veículos transportadores” Local de
INFEÇÃO
Nº de microrganismos;
Capacidade de “provocar”
doença;
“Veículos transportadores”
Local de entrada;
Defesas da pessoa;

INFEÇÃO
INFEÇÃO
Aumento das Defesas da pessoa (contributo muito importante):
Aumento das Defesas da pessoa
(contributo muito importante):

Alimentação; Apoio; Boa disposição; …

INFEÇÃO Aumento das Defesas da pessoa (contributo muito importante): Alimentação; Apoio; Boa disposição; …
INFEÇÃO Aumento das Defesas da pessoa (contributo muito importante): Alimentação; Apoio; Boa disposição; …
INFEÇÃO Aumento das Defesas da pessoa (contributo muito importante): Alimentação; Apoio; Boa disposição; …
Resistência Microbiana Um problema ainda sem solução à vista…
Resistência Microbiana
Um problema ainda
sem solução à vista…
INFECÇÃO (HOSPITALAR) (associada aos cuidados de saúde) É uma infeção que surge em consequência da
INFECÇÃO (HOSPITALAR)
(associada aos cuidados de saúde)
É
uma
infeção
que
surge
em
consequência
da
prestação
de
cuidados
de
saúde,
independentemente
do
local
onde
são
prestados.
(CS,
Hospital,
Lar,
Domicilio…)
Pode também afetar os profissionais
de saúde e outras pessoas
INFEÇÃO
INFEÇÃO

O modo mais frequente de transmissão

INFEÇÃO O modo mais frequente de transmissão de infeções é por contacto direto. A transmissão de

de infeções é por contacto direto.

de transmissão de infeções é por contacto direto. A transmissão de infeção por contacto pode ser
de transmissão de infeções é por contacto direto. A transmissão de infeção por contacto pode ser

A transmissão de infeção por contacto pode ser efetuada diretamente entre

pessoas ou através de equipamentos ou

infeção por contacto pode ser efetuada diretamente entre pessoas ou através de equipamentos ou de produtos

de produtos orgânicos.

infeção por contacto pode ser efetuada diretamente entre pessoas ou através de equipamentos ou de produtos
infeção por contacto pode ser efetuada diretamente entre pessoas ou através de equipamentos ou de produtos
INFEÇÃO Vias de transmissão:
INFEÇÃO
Vias de transmissão:
INFEÇÃO Vias de transmissão: Indireto Direto Via aérea Gotículas Contacto Veículo (água, sangue, soro, alimentos)
Indireto Direto
Indireto
Direto

Via aérea

Gotículas

Contacto

Indireto Direto Via aérea Gotículas Contacto Veículo (água, sangue, soro, alimentos) Vectores (pulga,

Veículo (água, sangue, soro,

Indireto Direto Via aérea Gotículas Contacto Veículo (água, sangue, soro, alimentos) Vectores (pulga, mosquito)

alimentos)

Vectores (pulga, mosquito)

INFEÇÃO Fontes/reservatório de microrganismos:
INFEÇÃO
Fontes/reservatório de microrganismos:
INFEÇÃO Fontes/reservatório de microrganismos:  Doentes  Profissionais  Visitas  Ambiente hospitalar

Doentes Profissionais Visitas Ambiente hospitalar

INFEÇÃO Fontes/reservatório de microrganismos:  Doentes  Profissionais  Visitas  Ambiente hospitalar
INFEÇÃO Fontes/reservatório de microrganismos:  Doentes  Profissionais  Visitas  Ambiente hospitalar
INFEÇÃO Fontes/reservatório de microrganismos:  Doentes  Profissionais  Visitas  Ambiente hospitalar
INFEÇÃO Fontes/reservatório de microrganismos:  Doentes  Profissionais  Visitas  Ambiente hospitalar
INFEÇÃO Fontes/reservatório de microrganismos:  Doentes  Profissionais  Visitas  Ambiente hospitalar
INFEÇÃO Fontes/reservatório de microrganismos:  Doentes  Profissionais  Visitas  Ambiente hospitalar

Exemplos de Reservatórios para microrganismos

De natureza Inanimada:
De natureza Inanimada:
de Reservatórios para microrganismos De natureza Inanimada:  Solo, animais e plantas mortas podem ser fontes

Solo, animais e plantas mortas podem ser fontes de tétano, gangrena gasosa, botulismo.

A água pode ser reservatório de Pseudomonas, entre outros microrganismos.

Exemplos de Reservatórios para microrganismos

Exemplos de Reservatórios para microrganismos De Natureza Animal: • Intestino dos animais domésticos - Toxoplasma •

De Natureza Animal:

Intestino dos animais domésticos - Toxoplasma Gado e porcos - Pseudomonas e Proteus (infeções de feridas)

Aves de capoeira - Salmonelas Ovos Salmonelas, Campylobacter Leite Brucela (Brucelose ou febre de Malta) Ratos - Peste, Leptospiroses. Papagaios, pombos, piriquitos Psitacose. Mosquitos (picada) - Febre amarela, Malária. Cão (mordedura) - Raiva.

Exemplos de Reservatórios para microrganismos

Exemplos de Reservatórios para microrganismos O próprio Homem: Tuberculose; Gripe; Febre tifóide; Portadores

O próprio Homem:

de Reservatórios para microrganismos O próprio Homem: Tuberculose; Gripe; Febre tifóide; Portadores transitórios

Tuberculose;

Gripe;

Febre tifóide;

Portadores transitórios - por contacto (profissionais de saúde, familiares) Clostridium difficile / SAMR

tifóide; Portadores transitórios - por contacto (profissionais de saúde, familiares) – Clostridium difficile / SAMR
MÃOS
MÃOS

HIGIENE das

MÃOS • HIGIENE das
MÃOS • HIGIENE das
AS MÃOS SÃO UM HOTEL DE 5  PARA OS MICRORGANISMOS
AS MÃOS SÃO UM HOTEL DE 5  PARA OS MICRORGANISMOS
AS MÃOS SÃO UM HOTEL DE 5  PARA OS MICRORGANISMOS

AS MÃOS

SÃO UM HOTEL DE 5

PARA OS MICRORGANISMOS

AS MÃOS SÃO UM HOTEL DE 5  PARA OS MICRORGANISMOS
AS MÃOS SÃO UM HOTEL DE 5  PARA OS MICRORGANISMOS

Higiene das Mãos

Lavagem com água e

sabão;

Fricção com solução

alcoólica; Hidratação da pele.

Higiene das Mãos  Lavagem com água e sabão;  Fricção com solução alcoólica;  Hidratação
Higiene das Mãos  Lavagem com água e sabão;  Fricção com solução alcoólica;  Hidratação

Higiene das Mãos

Muito importante:

Higiene das Mãos Muito importante: Retirar/não usar anéis, pulseiras e relógios de pulso

Retirar/não usar anéis,

pulseiras e relógios

de pulso

Higiene das Mãos Muito importante: Retirar/não usar anéis, pulseiras e relógios de pulso
Como lavar as Mãos
Como lavar as Mãos
Como lavar as Mãos
• Lavagem das mãos
• Lavagem das mãos

Lavagem das mãos

• Lavagem das mãos

Higiene das Mãos!

Para Quê?

Antes da Lavagem

Depois da Lavagem

Higiene das Mãos! Para Quê? • Antes da Lavagem Depois da Lavagem
Higiene das Mãos! Para Quê? • Antes da Lavagem Depois da Lavagem
Quando Lavar as Mãos 1. Antes do contacto com o doente”; 2. Antes de procedimentos
Quando Lavar as Mãos
1.
Antes do contacto com o doente”;
2.
Antes de procedimentos limpos ou assépticos
3.
Após risco de exposição a fluidos orgânicos”;
4.
Após contacto com o doente”;
5.
Após contacto com o ambiente envolvente do doente”.
Estabelecimento de barreiras físicas, de níveis variáveis de modo a limitar ou mesmo a suprimir,
Estabelecimento de barreiras
físicas, de níveis variáveis de
modo a limitar ou mesmo a
suprimir, a transmissão de
agentes infeciosos:
De um doente para outro;
Dos doentes para os prestadores de
cuidados;
Dos prestadores de cuidados para os
doentes.

Prevenir a transmissão de infeções em meio hospitalar

de cuidados; Dos prestadores de cuidados para os doentes. Prevenir a transmissão de infeções em meio
de cuidados; Dos prestadores de cuidados para os doentes. Prevenir a transmissão de infeções em meio
INFEÇÃO
INFEÇÃO

Para não ser mais um fator de agressão

INFEÇÃO Para não ser mais um fator de agressão para as pessoas doentes é necessário ter
INFEÇÃO Para não ser mais um fator de agressão para as pessoas doentes é necessário ter
INFEÇÃO Para não ser mais um fator de agressão para as pessoas doentes é necessário ter

para as pessoas doentes é necessário ter

alguns cuidados básicos:
alguns cuidados básicos:
pessoas doentes é necessário ter alguns cuidados básicos: Lavar as mãos; Não utilizar anéis, pulseiras e

Lavar as mãos;

Não utilizar anéis, pulseiras e relógio de pulso no local de trabalho;

ter alguns cuidados básicos: Lavar as mãos; Não utilizar anéis, pulseiras e relógio de pulso no

Quando constipado evitar o contacto muito

local de trabalho; Quando constipado evitar o contacto muito próximo com os doentes e outras pessoas;
local de trabalho; Quando constipado evitar o contacto muito próximo com os doentes e outras pessoas;

próximo com os doentes e outras pessoas;

trabalho; Quando constipado evitar o contacto muito próximo com os doentes e outras pessoas; Cumprir as

Cumprir as normas definidas.

trabalho; Quando constipado evitar o contacto muito próximo com os doentes e outras pessoas; Cumprir as
CUSTOS DAS INFEÇÕES ASSOCIADAS AOS CUIDADOS DE SAÚDE
CUSTOS DAS INFEÇÕES ASSOCIADAS AOS
CUIDADOS DE SAÚDE
Serviços Hospitalares
Serviços Hospitalares

- Dias de internamento - Exames complementares de diagnóstico - Tratamentos
- Dias de internamento
- Exames complementares de diagnóstico
- Tratamentos
- Exames complementares de diagnóstico - Tratamentos Serviços da Comunidade Consultas Médicas Cuidados de

Serviços da Comunidade Consultas Médicas Cuidados de Enfermagem Exames e tratamentos

- - -
-
-
-
CUSTOS DAS INFEÇÕES ASSOCIADAS AOS CUIDADOS DE SAÚDE
CUSTOS DAS INFEÇÕES ASSOCIADAS AOS
CUIDADOS DE SAÚDE
Despesas pessoais - Transportes, medicamentos, etc. •€ - Outras consequências: dor, desconforto, ansiedade, morte
Despesas pessoais
- Transportes, medicamentos, etc.
•€
- Outras consequências: dor,
desconforto, ansiedade, morte
Custos para a sociedade - Perda da produtividade do doente
Custos para a sociedade
- Perda da produtividade do doente

-

Tempo despendido pelos familiares

Utilização de Luvas

Utilização de Luvas REGRAS BÁSICAS →Usar sempre que se prevê contacto com produtos biológicos excepto o

REGRAS BÁSICAS

Utilização de Luvas REGRAS BÁSICAS →Usar sempre que se prevê contacto com produtos biológicos excepto o

→Usar sempre que se prevê contacto com produtos

biológicos excepto o suor, e em contacto com pele não

integra e mucosas.

→Escolher o tipo de luvas adequadas ao procedimento e

ao utilizador.

→Lavar as mãos, antes e depois do procedimento.

Utilização de Luvas

Utilização de Luvas Mudar de Luvas: ➦ Entre procedimentos; ➦ Entre o contacto com uma zona

Mudar de Luvas:

➦ Entre procedimentos; ➦ Entre o contacto com uma zona contaminada e uma zona limpa,
➦ Entre procedimentos;
➦ Entre o contacto com uma zona contaminada e uma
zona limpa, no mesmo doente;
➦ Sempre que exista rutura das luvas com contaminação
das mãos;
➦ Sempre que no decorrer duma técnica asséptica haja
contaminação das luvas.

Utilização de Luvas

Utilização de Luvas OBJECTIVOS DA UTILIZAÇÃO Para proteção do doente → Geralmente implica o uso de

OBJECTIVOS DA UTILIZAÇÃO

Para proteção do doente → Geralmente implica o uso de
Para proteção do doente → Geralmente implica o uso de

Para proteção do doente Geralmente implica o uso de

luvas esterilizadas.

Para proteção do pessoal Implica o uso de luvas não esterilizadas, com o objetivo de cumprir as “Precauções

Básicas.

Para proteção simultânea do pessoal e do doente Pode implicar o uso de luvas esterilizadas ou não, consoante se trate, de uma técnica asséptica ou de uma técnica limpa.

implicar o uso de luvas esterilizadas ou não, consoante se trate, de uma técnica asséptica ou
implicar o uso de luvas esterilizadas ou não, consoante se trate, de uma técnica asséptica ou

As luvas esterilizadas (luvas cirúrgicas) são indicadas para a realização de procedimentos invasivos ou manipulação de material estéril Exemplos: cirurgias, suturas, pensos, cateterismo vesical, etc

As luvas não esterilizadas (de procedimento) são limpas, porém não esterilizadas, e seu uso é

indicado para proteger o profissional durante a

manipulação de material, quando do contato com superfícies contaminadas ou durante a execução

de procedimentos com risco de exposição a

sangue, fluidos orgânicos e secreções.

As luvas devem ser utilizadas de acordo com as precauções básicas e de contacto;
As luvas devem ser utilizadas de acordo com as
precauções básicas e de contacto;

A utilização de luvas não substitui a necessidade de lavar as mãos;

Deve-se retirar as luvas e lavar as mãos sempre que há indicação para tal;

Deve-se rejeitar as luvas depois de cada tarefa e depois de lavar as mãos;

Usar as luvas apenas quando indicado.

Luvas esterilizadas

Luvas esterilizadas
Luvas esterilizadas
Luvas esterilizadas
Luvas esterilizadas
Luvas esterilizadas
Luvas esterilizadas
Luvas esterilizadas

Luvas não esterilizadas

Luvas não esterilizadas Latex
Luvas não esterilizadas Latex
Luvas não esterilizadas Latex
Luvas não esterilizadas Latex
Luvas não esterilizadas Latex
Luvas não esterilizadas Latex

Latex

Luvas não esterilizadas

Luvas não esterilizadas Vinil
Luvas não esterilizadas Vinil
Luvas não esterilizadas Vinil
Luvas não esterilizadas Vinil
Luvas não esterilizadas Vinil
Luvas não esterilizadas Vinil

Vinil

Luvas não esterilizadas Vinil

Luvas não esterilizadas

Luvas não esterilizadas Nitrilo
Luvas não esterilizadas Nitrilo
Luvas não esterilizadas Nitrilo
Luvas não esterilizadas Nitrilo
Luvas não esterilizadas Nitrilo
Luvas não esterilizadas Nitrilo

Nitrilo

Luvas não esterilizadas Nitrilo

Luvas não esterilizadas

Luvas não esterilizadas Menage
Luvas não esterilizadas Menage
Luvas não esterilizadas Menage
Luvas não esterilizadas Menage
Luvas não esterilizadas Menage
Luvas não esterilizadas Menage

Menage

Luvas não esterilizadas Menage
Cuidados de isolamento

Cuidados de isolamento

Cuidados de isolamento

Precauções Básicas

Precauções Básicas • As precauções universais, atualmente denominadas precauções básicas, são medidas de
Precauções Básicas • As precauções universais, atualmente denominadas precauções básicas, são medidas de
Precauções Básicas • As precauções universais, atualmente denominadas precauções básicas, são medidas de
Precauções Básicas • As precauções universais, atualmente denominadas precauções básicas, são medidas de

As precauções universais, atualmente denominadas

precauções básicas, são medidas de prevenção que

devem ser utilizadas nos cuidados prestados a todos os

utentes, nomeadamente na manipulação de sangue,

secreções e excreções e no contato com mucosas e

pele não-íntegra.

Precauções Básicas

Precauções Básicas • Incluem a utilização de equipamentos de proteção individual (E.P.I.), com a finalidade de
Precauções Básicas • Incluem a utilização de equipamentos de proteção individual (E.P.I.), com a finalidade de

Incluem a utilização de equipamentos de proteção

individual (E.P.I.), com a finalidade de reduzir a exposição do profissional a sangue ou fluidos corporais, e os cuidados específicos recomendados para manipulação e descarte de materiais perfurantes e/ou cortantes, contaminados por material orgânico.

EPI NA SAÚDE

EPI NA SAÚDE
EPI NA SAÚDE
EPI NA SAÚDE
EPI NA SAÚDE
Protector ➫ Tal como o nome indica, este isolamento é estabelecido para proteger das infeções
Protector
Tal
como
o
nome
indica,
este
isolamento
é
estabelecido
para
proteger
das
infeções
um
indivíduo
imunocomprometido;
De contenção ➫ Quando o que se
pretende é a prevenção da
transmissão dos agentes
infeciosos de um indivíduo para
os outros.
Exemplos
Exemplos

Via Aérea

Tuberculose Pulmonar

Gotículas

Meningite, gripe

Contacto

Diarreia

Exemplos Via Aérea Tuberculose Pulmonar Gotículas Meningite, gripe Contacto Diarreia