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Federação Brasileira das Associações de

Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO

Concurso para Obtenção do Título de Especialista


em Ginecologia e Obstetrícia – TEGO 2005

1- GINECOLOGIA

INSTRUÇÕES

 Este Caderno contém um total de 100 questões.

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neste Caderno.
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 Para cada questão há APENAS uma ÚNICA resposta correta.

 Responda a todas as questões.

 A duração da prova é de 3 horas.

 Durante a realização das provas não será permitida a utilização de agenda eletrônica, telefone celular, bip, pager, walkman
ou de qualquer aparelho eletrônico.
 O candidato somente poderá sair do prédio após transcorrida 1 hora do início da prova, sendo obrigatória a permanência
dos 3 últimos candidatos de cada sala de prova, até que o último a tenha concluído.
 Ao término da prova, entregue a Folha Definitiva de Respostas ao fiscal da sala.

AGUARDE A ORDEM PARA ABRIR ESTE CADERNO DE QUESTÕES.

Nome do candidato Número de inscrição

31.07.2005
Manhã
FEBRASGO/Ginecologia 2
GINECOLOGIA

01. São malformações paramesonéfricas:


I. septo vaginal;
II. útero bicorno;
III. anomalias das tubas;
IV. agenesia de ovário.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

02. O diafragma pélvico é formado pelos músculos:


(A) obturador interno e piriforme.
(B) levantadores do ânus e coccígeos.
(C) transverso profundo e esfíncter uretral.
(D) transverso superficial e isquiocavernoso.

03. Na embriologia das gônadas


(A) a diferenciação testicular ocorre na quinta semana de vida embrionária.
(B) a síntese de testosterona se inicia no momento da diferenciação testicular.
(C) o fator determinante para a diferenciação testicular é produto de genes do cromossoma Y.
(D) as células de Sertoli só aparecem após a produção hormonal pelas células de Leydig.

04. Em relação à bioesteroidogênese ovariana, pode-se afirmar que


(A) a foliculogênese inicial é FSH e LH dependente.
(B) a inibina produzida na granulosa é supressora do FSH hipofisário.
(C) a apoptose pré-antral ocorre com níveis baixos de LH e altos de FSH.
(D) o HDL sérico é convertido em esteróides ovarianos.

05. Qual das anomalias cromossômicas é estrutural?


(A) Translocação.
(B) Mosaicismo.
(C) Aneuploidia.
(D) Poliploidia.

06. Paciente de 27 anos queixa-se de corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso e com odor fétido. Qual prope-
dêutica prática deve ser realizada para completar o diagnóstico?
(A) Coloração pelo Gram.
(B) Exame a fresco.
(C) Cultura.
(D) Colpocitologia.

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07. A citologia vaginal, representada na figura, revela a presença de

(A) lactobacillus sp.

(B) mobiluncus sp.

(C) mycoplasma hominis.

(D) gardnerella vaginalis.

08. Paciente de 23 anos queixa-se de corrimento vaginal e ardência genital. O exame com espéculo e o esfregaço do conteúdo
vaginal corado pelo Gram, conforme as figuras, indicam

(A) candidíase.
(B) tricomoníase.
(C) vaginose bacteriana.
(D) vaginite descamativa.

09. Que agentes infecciosos estão mais envolvidos primariamente em doença inflamatória pélvica?
(A) Gardnerela e Mobuluncus.
(B) Bacteróides e Enterococos.
(C) Clamídia e Neisseria.
(D) Micoplasma e Ureaplasma.

10. O quadro clínico de corrimento vaginal bolhoso, pH vaginal > 4,5 – teste das aminas positivo, lâmina a fresco mostrando
muitos piócitos e corpos ovalares móveis e maiores do que os leucócitos revela
(A) candidíase.
(B) vaginite estreptocócica.
(C) vaginose bacteriana.
(D) tricomoníase.

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11. Quando a lesão condilomatosa não responde ao tratamento convencional, deve-se realizar
(A) biologia molecular.
(B) raspado citológico.
(C) biópsia da lesão.
(D) colposcopia.

12. Esta imagem colposcópica revela

(A) pontilhado grosseiro.


(B) mosaico.
(C) vasos atípicos.
(D) halos glandulares espessados.

13. A figura corresponde a lesão que deve ser tratada com

(A) aciclovir.
(B) penicilina benzatina.
(C) fluconazol.
(D) azitromicina.

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14. Para evitar infecção secundária nas lesões herpéticas, utiliza-se:
I. água boricada a 2%;
II. aciclovir creme;
III. permanganato de potássio (1:10.000);
IV. cremes à base de antibióticos e corticóides.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

15. Paciente de 25 anos de idade, com adenopatia inguinal bilateral, febre, mialgia, apresenta, na vulva, dor e lesões iniciadas há
uma semana. A citologia de esfregaço das lesões mostra inclusões tipo amoldamento nuclear. O diagnóstico é

(A) linfogranuloma venéreo.


(B) donovanose.
(C) sífilis.
(D) herpes genital.

16. Paciente com sífilis recente relata história de hipersensibilidade à penicilina em duas tias. A escolha terapêutica, nesse caso, é
(A) azitromicina.
(B) ceftriaxone.
(C) eritromicina.
(D) penicilina.

17. O Ministério da Saúde preconiza o rastreio da infecção pelo HIV com

(A) dois testes de triagem simultâneos com princípios diferentes.

(B) teste de Imunofluorescência.

(C) dois testes de triagem simultâneos em laboratórios diferentes.

(D) teste de Western blot.

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18. Paciente de 23 anos apresenta febre e refere dor intensa no baixo-ventre. A ultra-sonografia revelou presença de massa
complexa, sugestiva de abscesso tuboovariano de 5 cm. A conduta imediata é
(A) culdotomia.
(B) laparoscopia.
(C) laparotomia.
(D) antibioticoterapia.

19. Os receptores beta-adrenérgicos estão localizados principalmente no(a)


(A) colo vesical.
(B) corpo vesical.
(C) uretra proximal.
(D) fáscia endopélvica.

20. O diagnóstico definitivo de hiperatividade do detrusor é dado pela


(A) cistoscopia.
(B) cistometria.
(C) fluxometria.
(D) eletromiografia.

21. Paciente com perda de urina aos esforços, índice de massa corpórea de 40, com pressão de perda na urodinâmica de 100 cm
de água. Qual a cirurgia indicada?
(A) Marion.
(B) Burch.
(C) Sling.
(D) Kelly-Kennedy.

22. Paciente com 32 anos, durante o exame clínico apresentou perda urinária em posição ortostática, em grande quantidade, sob
forma de jato contínuo, alguns segundos após o esforço solicitado (tosse). O quadro indica
(A) lesão neurológica adquirida.
(B) instabilidade do músculo detrusor.
(C) lesão anatômica do assoalho pélvico.
(D) lesão esfincteriana intrínseca da uretra.

23. Na orientação de pacientes com episódios freqüentes de infecção do trato urinário, deve-se
(A) indicar o uso de diafragma e espermicida.
(B) aumentar o intervalo entre as micções.
(C) estimular a micção após atividade sexual.
(D) restringir a ingesta de líquidos.

24. Com relação ao tratamento clínico da incontinência urinária, os fármacos utilizados para proporcionar contração da muscula-
tura lisa da uretra são de origem
(A) alfa-adrenérgica.
(B) alfa-bloqueadora.
(C) beta-adrenérgica.
(D) beta-bloqueadora.

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25. Para pacientes com incontinência urinária de esforço e hipermobilidade do colo vesical, qual cirurgia não está indicada.
(A) Kelly-Kennedy.
(B) Sling.
(C) Burch.
(D) T.V.T.

26. Em relação à puberdade, pode-se afirmar que


I. não há mais crescimento após a menarca;
II. os pêlos do tipo adulto estão presentes antes do final do desenvolvimento mamário;
III. a adrenarca precede a telarca;
IV. a menarca ocorre após o pico da velocidade de crescimento.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

27. No desenvolvimento puberal normal feminino, pode-se afirmar que


(A) o desenvolvimento da bacia óssea ocorre nos estágios finais do período puberal.
(B) o desenvolvimento dos órgãos genitais externos e internos ocorre entre 11 e 14 anos.
(C) o desenvolvimento dos folículos ovarianos ocorre entre 11 e 14 anos.
(D) os pêlos axilares aparecem antes dos pêlos pubianos.

28. Menina de 7 anos, desenvolvimento mamário há 6 meses, sem sangramento vaginal. Mamas em estágio II (de Tanner), e pêlos
pubianos em estágio I. Ultra-som pélvico com endométrio de 8 mm e imagens anecóicas nos ovários medindo até 6 mm de
diâmetro. Estradiol 85 pg/mL, FSH 6,2 U/mL. Trata-se de
(A) telarca precoce.
(B) desenvolvimento puberal normal.
(C) puberdade precoce verdadeira.
(D) pseudopuberdade precoce.

29. Para o diagnóstico de puberdade precoce heterossexual, os seguintes exames são importantes:
I. 17-OH progesterona;
II. TSH e T4 livre;
III. Testosterona total;
IV. Estradiol e FSH.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

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30. Paciente de 30 anos, G0 P0, em amenorréia há seis meses. Ao exame físico, apresenta galactorréia e muco cervical filante.
Qual o exame indispensável?

(A) Progesterona.

(B) Testosterona.

(C) FSH.

(D) Prolactina.

31. Paciente de 14 anos, com queixa de metrorragia desde a menarca aos 13 anos. Deve-se solicitar
I. prolactina;
II. FSH;
III. TSH;
IV. coagulograma.

Está correto o contido apenas em

(A) I, II e III.

(B) I e III.

(C) II e IV.

(D) IV.

32. Considere os possíveis exames complementares que auxiliam no diagnóstico de hemorragia genital:
I. coagulograma;
II. citologia oncológica;
III. gonadotrofina coriônica;
IV. dosagem de estradiol e progesterona.

Está correto o contido apenas em

(A) I, II e III.

(B) I e III.

(C) II e IV.

(D) IV.

33. Paciente de 29 anos em amenorréia secundária.Teste de progesterona negativo. Após o estímulo com estrogênio e progestogê-
nio, apresentou sangramento. As dosagens de FSH e LH mostraram níveis elevados. Deve ser considerado como diagnóstico:

(A) insensibilidade androgênica incompleta.

(B) amenorréia hipotalâmica.

(C) síndrome dos ovários policísticos.

(D) falência ovariana precoce.

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34. Paciente de 25 anos (foto) apresenta amenorréia primária, FSH 80 mU/mL. Assinale o exame a ser pedido.

(A) Cariótipo.

(B) Laparoscopia.

(C) Prolactina.

(D) Testosterona total.

35. Paciente de 24 anos, ciclos irregulares desde a menarca, queixa-se de hirsutismo. Ao exame físico, encontra-se, na escala de
Ferriman e Gallwey, um escore de nove. São indicados os exames de
I. testosterona;
II. 17 hidroxiprogesterona;
III. sulfato de DHEA;
IV. estradiol.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

36. Paciente de 35 anos em propedêutica de amenorréia secundária. Os seus exames revelam: Beta-hCG negativo, TSH: 7 mUL/mL,
T4 livre: 0,5 ng/dL e prolactina: 40 ng/mL. Está indicado o uso de
(A) bromocriptina.
(B) danazol.
(C) hormônio tiroidiano.
(D) análogos do GnRH.

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37. Considere as drogas que possivelmente causam hiperprolactinemia:
I. antidepressivos tricíclicos;
II. propranolol;
III. opiáceos;
IV. quinolonas.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

38. Em relação à osteoporose na mulher, pode-se dizer que


I. a reabsorção óssea começa a superar a formação em torno dos 40 anos;
II. a prescrição de cálcio e vitamina D é essencial na sua prevenção, a partir do climatério;
III. a perda óssea se acelera com a deprivação estrogênica;
IV. o uso de estrogênio reduz a perda óssea, mas não diminui o risco de fraturas.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

39. Em relação à função das glândulas tireóide e paratireóide, pode-se afirmar que
(A) diminui devido ao climatério.
(B) as alterações que ocorrem não se relacionam ao envelhecimento.
(C) aumenta devido ao climatério.
(D) não se altera devido ao climatério.

40. No climatério ocorre


(A) diminuição da produção ovariana de testosterona.
(B) aumento da produção ovariana de inibina.
(C) aumento da produção adrenal de androstenediona.
(D) diminuição da produção adrenal de SDHEA.

41. Com relação ao raloxifeno é correto dizer que

(A) atua como agonista sobre o tecido mamário.

(B) é eficaz sobre os fogachos.

(C) atua como agonista sobre o osso.

(D) aumenta o nível do colesterol total.

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42. Na propedêutica do climatério, o exame que auxilia na escolha da via de administração da terapia hormonal é
(A) o perfil lipídico.
(B) a colpocitologia oncótica.
(C) a mamografia.
(D) a ultra-sonografia.

43. Com relação às alterações urogenitais que ocorrem durante o climatério, pode-se dizer que há
I. aumento do tônus da musculatura lisa;
II. diminuição da vascularização uretral;
III. aumento do tecido conjuntivo;
IV. diminuição do glicogênio celular na vagina.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

44. O efeito dos estrogênios sobre o aparelho cardiovascular é a


(A) vasoconstrição.
(B) diminuição do débito cardíaco.
(C) diminuição da resistência vascular.
(D) liberação endotelial de tromboxano.

45. O efeito do estrogênio sobre o metabolismo ósseo é


(A) diminuir a absorção intestinal de cálcio.
(B) diminuir os níveis de vitamina D.
(C) aumentar a excreção renal de cálcio.
(D) aumentar a apoptose dos osteoclastos.

46. É incorreto afirmar que


(A) a associação estroprogestativa é capaz de reduzir o risco para câncer de mama.
(B) a associação de progestogênio por 12 a 14 dias mensais é indicada para proteger o endométrio.
(C) o uso prolongado da terapia hormonal associa-se ao aumento do risco absoluto para câncer de mama.
(D) o uso de estrogênio isolado está associado à hiperplasia uterina e ao câncer de endométrio.

47. A terapia hormonal combinada no climatério aumenta o risco relativo do câncer de:
I. cólon;
II. colo uterino;
III. endométrio;
IV. mama.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.
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48. A lesão (foto) é típica de

(A) doença de Paget.


(B) vitiligo.
(C) líquen plano.
(D) hiperplasia escamosa.

49. A confirmação diagnóstica das lesões vulvares (foto) deve ser feita por meio de

(A) vulvoscopia.
(B) teste de Collins.
(C) citologia por imprint.
(D) biópsia incisional.

50. Paciente de 55 anos com queixa de prurido vulvar. O exame clínico revela área hipocrômica de 3 cm em região do vestíbulo
e fúrcula vaginal. Não há lesões ulceradas ou vegetantes à inspeção com iluminação natural. A melhor opção diagnóstica será
(A) biópsia da área.
(B) exérese de toda a área.
(C) corticóide tópico.
(D) propionato de testosterona.

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51. O diagnóstico clínico da lesão vulvar (foto) é compatível com

(A) melanose.
(B) vitiligo.
(C) líquen escleroso.
(D) esclerodermia.

52. O tratamento da lesão apresentada na foto é

(A) marsupialização.
(B) exérese da glândula.
(C) antibioticoterapia.
(D) drenagem.

53. Paciente de 45 anos percebeu tumor na vulva, indolor, na região do grande lábio esquerdo. Ao exame clínico, identifica-se
tumor com consistência firme, bem circunscrita, com 4 cm de diâmetro, revestido por epitélio normal. A mais provável
hipótese clínica é de
(A) fibrolipoma.
(B) síndrome de Behçet.
(C) carcinoma do grande lábio esquerdo.
(D) hiperplasia de células escamosas.

54. Paciente apresenta lesão pruriginosa no grande lábio direito da vulva, com 2 cm de diâmetro, e o histopatológico mostra
carcinoma com invasão de 6 mm. Está indicada, para esse caso, a
(A) vulvectomia radical com linfadenectomia inguinofemoral bilateral.
(B) vulvectomia radical.
(C) excisão local radical com linfadenectomia inguinofemoral bilateral.
(D) excisão local radical com linfadenectomia inguinofemoral unilateral.

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55. Em mulher de 26 anos, cujo exame citopatológico revelou alteração sugestiva de NIC 2, é correto
(A) repetir o exame em citologia líquida.
(B) fazer nova citologia em 3 meses.
(C) fazer colposcopia e biópsia.
(D) fazer hibridização para HPV.

56. A neoplasia maligna de ovário mais comum na infância é:


(A) tumor de células da granulosa.
(B) tumor de células de Sertoli-Leydig.
(C) tumor do seio endodérmico.
(D) Struma ovarii.

57. Qual a droga de escolha utilizada na quimioterapia do carcinoma escamoso do colo do útero?
(A) Bleomicina.
(B) Cisplatina.
(C) Melfalan.
(D) Paclitaxel.

58. A mama axilar acessória se origina do folheto


(A) mesodérmico.
(B) ectodérmico.
(C) mesenquimal.
(D) endodérmico.

59. Mulher de 45 anos refere nódulo em mama direita, percebido há três semanas. Ao exame físico: nódulo indolor, móvel, medindo
3 cm em seu maior eixo em quadrante súpero-lateral. Mamografia: mamas densas, ausência de nódulos, calcificações, distorções.
Ultra-sonografia: Nódulo hipoecóico, homogêneo, contorno regular e com reforço acústico posterior, medindo 3,1 x 2,4 cm.
Realizada biópsia aspirativa por agulha fina, com citologia positiva para células neoplásicas malignas. A conduta é
(A) biópsia por agulha grossa.
(B) quadrantectomia e esvaziamento axilar.
(C) mastectomia radical modificada.
(D) biópsia incisional.

60. A imagem (foto) típica do câncer de mama no exame ultra-sonográfico revela nódulo

(A) com limites irregulares, ecotextura homogênea, sem sombra acústica e maior eixo paralelo à pele.
(B) com limites irregulares, ecotextura heterogênea, com sombra acústica e maior eixo perpendicular à pele.
(C) hipoecogênico, ecotextura homogênea, sem sombra acústica e maior eixo perpendicular à pele.
(D) hipoecogênico, ecotextura heterogênea, com sombra acústica e maior eixo paralelo à pele.
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61. Paciente de 32 anos, com ultra-sonografia visibilizando cisto simples de 4 cm em mama direita. É correto fazer
(A) punção aspirativa com agulha fina.
(B) mamotomia.
(C) mamografia.
(D) exérese cirúrgica.

62. A mastalgia associada a alterações funcionais benignas das mamas


I. está associada à presença de estrogênio;
II. melhora com o uso de progestogênio;
III. desaparece na pós-menopausa;
IV. pode sugerir presença de câncer concomitante.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

63. A etiologia mais freqüente de fluxo papilar sanguinolento, unilateral, em paciente de 45 anos, é
(A) fibroadenoma hipercelular.
(B) papiloma intraductal.
(C) carcinoma de mama.
(D) adenose mamária.

64. Nos cistos mamários, indica-se exérese quando apresenta


(A) conteúdo seroso.
(B) crescimento significativo.
(C) dor localizada.
(D) componente sólido.

65. Um laudo da categoria 2 de BI-RADS indica


(A) avaliação imaginológica adicional.
(B) seguimento com intervalo de 6 meses.
(C) risco de câncer igual a 0%.
(D) PAAF (punção aspirativa com agulha fina).

66. A foto mostra:

(A) fator tuboperitoneal de infertilidade.

(B) útero bicorno.

(C) histerosalpingografia normal.

(D) miomatose uterina.

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67. Paciente de 37 anos, com ciclos de 31 dias, na avaliação do fator ovariano, as seguintes dosagens são importantes, exceto
(A) progesterona no 24.º dia.
(B) FSH no 3.º dia do ciclo.
(C) prolactina no 24.º dia.
(D) estradiol no 12.º dia.

68. Uma paciente de 41 anos, G2P2, que refere ciclos menstruais regulares e está em seu segundo matrimônio há 5 anos, não
consegue engravidar há 1 ano. Trouxe espermograma e histerossalpingografia recentes que não evidenciam patologias. Den-
tre os exames a seguir, qual pode ser descartado nessa fase de investigação do perfil ovulatório?
(A) Dosagem do FSH.
(B) Dosagem da androstenediona.
(C) Ecografia com contagem de folículos antrais.
(D) Dosagem da inibina.

69. Paciente de 32 anos, tentando engravidar há 3 anos, apresentando ciclos menstruais regulares (26/26 dias), foi submetida à
propedêutica para infertilidade com os seguintes achados:
– ultra-som endovaginal: ovários de tamanho normal, com aspecto micropolicístico;
– histerossalpingografia: sem alterações;
– dosagens hormonais início da fase folicular (LH, FSH, prolactina, TSH): dentro dos limites da normalidade;
– espermograma: vol. = 2,7 mL; concentração = 37,5 milhões/mL; morfologia (OMS): 28% ovais;
– motilidade: A=12%; B=23%; C=32%; D=33%;
– progesterona (21.º dia do ciclo): 15 ng/dL.
Com esse quadro, a conduta é
(A) administrar citrato de clomifeno para corrigir a anovulação.
(B) biópsia endometrial no 25.º dia do ciclo.
(C) repetir o espermograma com morfologia estrita (critérios de Kruger).
(D) encaminhar a paciente para fertilização in vitro.

70. Quanto aos mecanismos de ação dos anticoncepcionais hormonais orais, considere os seguintes componentes:
I. progestacional evita o pico de LH;
II. progestacional estabiliza o endométrio;
III. estrogênico suprime a ação do FSH;
IV. estrogênico torna o muco cervical mais espesso.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

71. Paciente iniciou no mês passado anticoncepcional hormonal oral combinado de 20 mcg, refere sangramento de pouca inten-
sidade 3 a 4 dias antes do último comprimido. É correto afirmar que
(A) o agente progestacional proliferou pouco o endométrio.
(B) a matriz estromal foi pouco desenvolvida pela ação progestacional.
(C) é necessário aumentar a concentração do agente estrogênico.
(D) se deve mudar para anticoncepcional hormonal oral combinado de 15 mcg.

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72. É causa de sangramento genital anormal em meninas pré-púberes:
(A) sarcoma botrióide.
(B) mioma sub-mucoso.
(C) pólipo cervical.
(D) coagulopatia.

73. É critério menor para diagnóstico de doença inflamatória pélvica:


I. temperatura axilar de 37 graus C;
II. leucocitose com desvio para a esquerda;
III. dor pélvica;
IV. comprovação de clamídia/gonococo na endocérvice.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

74. Em relação ao uso de marcadores tumorais para o diagnóstico de massas anexiais pélvicas, é correto afirmar que
(A) devem ser utilizados como rotina.
(B) não devem ser utilizados durante a idade reprodutiva.
(C) podem ser úteis quando associados a outros dados.
(D) apresentam alta acurácia.

75. Para mulher de 55 anos, na pós-menopausa, com ultra-sonografia visibilizando cisto ovariano de 30 mm de diâmetro, homogê-
neo e bem delimitado, sem septos ou áreas sólidas em seu interior (foto), a conduta a ser seguida é a

(A) observação.
(B) punção aspirativa.
(C) laparoscopia.
(D) laparotomia.

76. Uma jovem é submetida a laparotomia exploradora, em virtude de tumor pélvico complexo de 12 cm. A histopatologia mostra
teratoma imaturo grau 3. A laparotomia de estadiamento confirma que a doença é um tumor no estágio Ia. Qual a conduta?
(A) Observação.
(B) Radioterapia.
(C) Hormonioterapia.
(D) Quimioterapia.

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77. São fatores que caracterizam a fisiologia sexual, com o envelhecimento, exceto:
(A) aumento do tempo para ficar sexualmente excitada.
(B) ocorrência de orgasmos menos intensos.
(C) manutenção da capacidade para ter orgasmos.
(D) igual probabilidade de ter orgasmos múltiplos.

78. Paciente de 42 anos, referindo dismenorréia importante, hipermenorréia, dispareunia, sensação de peso no baixo ventre duran-
te a fase de excitação sexual. Exame ginecológico normal, e a ultra-sonografia revelou útero aumentado e ovários normais. O
diagnóstico é
(A) congestão pélvica.
(B) adenomiose.
(C) endometriose externa.
(D) doença inflamatória pélvica.

79. Todos os medicamentos relacionados interferem na função sexual, exceto


I. anti-hipertensivos;
II. contraceptivos orais;
III. anti-histamínicos;
IV. hipoglicemiantes orais.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

80. O vaginismo pode ser causado pelas seguintes ocorrências, exceto:


(A) candidíase.
(B) primeiro exame ginecológico muito doloroso.
(C) experiência sexual anterior desagradável.
(D) ortodoxia religiosa.

81. Qual das opções não deve ser utilizada no tratamento do vaginismo?
(A) Autoconhecimento da anatomia.
(B) Prática dos exercícios de Kegel.
(C) Uso de dilatadores vaginais graduados.
(D) Cirurgia de alargamento do intróito vaginal.

82. Mulher de 24 anos nunca foi capaz de introduzir um absorvente interno ou de submeter-se a exame pélvico. Tem orgasmos na
masturbação. Quando ela e o parceiro tentam manter relações sexuais, fica ansiosa e não permite penetração. Esse distúrbio é
conhecido como
(A) dispareunia.
(B) fobia ao sexo.
(C) vaginismo.
(D) diminuição da excitação.

19 FEBRASGO/Ginecologia
83. Pacientes que sofreram violência sexual devem fazer profilaxia de hepatite B, sendo correto afirmar que
(A) as imunizadas contra hepatite B (3doses) devem fazer reforço.
(B) as imunizadas contra hepatite B (3doses) usam imunoglobulina humana anti-hepatite B.
(C) as imunizadas incompletas usam imunoglobulina humana anti-hepatite B.
(D) as não imunizadas recebem vacina (0,1,6 meses) e imunoglobulina humana anti-hepatite B.

84. As mulheres adultas, vítimas de abuso sexual na infância, estão sob maior risco de desenvolver todos os distúrbios relaciona-
dos, exceto
(A) depressão.
(B) disfunção sexual.
(C) esquizofrenia.
(D) distúrbios alimentares.

85. No atendimento de paciente vítima de violência sexual, a melhor opção de contracepção de emergência é o uso de
(A) levonorgestrel 0,75 mg, em 2 doses com intervalo de 12 horas.
(B) contraceptivos contendo etinilestradiol, na dose de 20 mcg/dia, por 21 dias.
(C) contraceptivos contendo etinilestradiol, na dose de 30 mcg associados ao gestodene.
(D) acetato de medroxiprogesterona 10 mg/dia, por 10 dias consecutivos.

86. Para paciente de 18 anos que apresenta dor aguda de início abrupto, localizada na fossa ilíaca esquerda, acompanhada de
nauseas e vômitos, a hipótese diagnóstica é
(A) cistite.
(B) salpingooforite.
(C) torção de anexo.
(D) apendicite.

87. A imagem colposcópica (foto) em questão representa maior probabilidade de

(A) lesão de alto grau.


(B) metaplasia.
(C) lesão de baixo grau.
(D) inflamação aguda.

FEBRASGO/Ginecologia 20
88. Em crianças com traumatismo genital:
I. o tratamento do hematoma vulvar é sempre cirúrgico;
II. a queda a cavaleiro pode levar à retenção urinária;
III. o exame sob anestesia deve ser feito em toda queda à cavaleiro;
IV. quando houver lesão da porção superior da vagina deve ser feita laparotomia.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) IV.

89. Em cirurgia ginecológica, os seguintes procedimentos são adequados para a profilaxia do tromboembolismo, exceto
(A) deambulação precoce.
(B) uso de meias elásticas.
(C) heparinização em baixas doses.
(D) uso de ácido acetilsalicílico.

90. A distensão abdominal (íleo) no pós-operatório, após vômitos prolongados, deve-se à


(A) hipocalemia.
(B) hipocalcemia.
(C) hiponatremia.
(D) hipermagnesemia.

91. Paciente obesa foi submetida a histerectomia total abdominal, por endometriose do septo reto-vaginal. Dois meses depois,
começa a se queixar de saída de flatos e fezes pela vagina. O exame físico revelou fístula reto-vaginal com grande perda
tecidual, dando passagem fácil ao dedo indicador do examinador. Qual a conduta adequada para o caso?
(A) Aguardar resolução espontânea.
(B) Correção cirúrgica imediata.
(C) Colostomia e correção cirúrgica.
(D) Amputação abdomino-pélvica e colostomia definitiva.

92. A figura corresponde a

(A) retocele.
(B) enterocele.
(C) elitrocele.
(D) cistocele.

21 FEBRASGO/Ginecologia
93. Não há indicação de colpectomia do terço superior no tratamento do câncer de

(A) vagina, com lesão situando-se no terço superior.

(B) colo uterino, na cirurgia de Wertheim-Meigs.

(C) endométrio, na profilaxia das metástases de vagina.

(D) colo uterino, com recidiva nessa topografia após tratamento radioterápico exclusivo.

94. Paciente de 24 anos, assintomática, apresenta citologia cervical com NIC III. Ao exame com espéculo, não se identificaram
anormalidades no colo uterino. À colposcopia com ácido acético, surge lesão de epitélio branco e pontilhados difusos. A
biópsia de colo revelou cervicite crônica. Conduta:

(A) repetir a citologia em 6 meses.

(B) repetir a citologia em 3 meses.

(C) repetir a biópsia sob colposcopia.

(D) conização do colo uterino.

95. Dos seguintes procedimentos, não é aceitável para o tratamento de carcinoma microinvasor IA1 do colo uterino:

(A) vaporização a laser.

(B) conização (com bisturi) e margens negativas.

(C) histerectomia total abdominal.

(D) traquelectomia.

96. A histeroscopia diagnóstica pode ser indicada em casos de


(A) gestação.
(B) infecção genital.
(C) metrorragia.
(D) presença de DIU.

97. Ao realizar laparoscopia diagnóstica em mulher hígida de 26 anos, detectou-se cisto ovariano e, no mesmo ato, realizou-se
ooforectomia laparoscópica. Do ponto de vista ético,

(A) o médico está correto, pois evitou novo procedimento cirúrgico-anestésico.

(B) o médico deveria obter autorização prévia da paciente.

(C) como a paciente concordou com a laparoscopia, ficou implícita a autorização para a ooforectomia.

(D) o médico deveria solicitar que a enfermeira consultasse algum familiar antes de realizar a ooforectomia.

98. Paciente está em fase terminal, em coma, fazendo hemodiálise, quando a notícia de um doador mobiliza seu filho para que a
equipe médica providencie o transplante. A equipe se recusa. Essa conduta é baseada no seguinte Princípio da Bioética:

(A) autonomia.

(B) beneficência.

(C) justiça.

(D) não maleficência.

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99. Ginecologista coordenou pesquisa científica no Hospital A, juntamente com 2 outros pesquisadores. Antes da publicação do
estudo, o coordenador foi contratado pelo Hospital B para desenvolver pesquisa na mesma área. Meses depois, foi publicado
um artigo sobre o mesmo tema, mas como tendo sido realizado no Hospital B e com novos colaboradores. Nesse caso, o
pesquisador

(A) não precisa citar seus antigos colaboradores no estudo.

(B) deve fazer referência aos dois Hospitais e a todos os colaboradores envolvidos.

(C) não é obrigado a citar o Hospital A.

(D) deveria ser proibido de publicar nessa área.

100. É princípio básico para ética em pesquisa:


I. não maleficência para os sujeitos de pesquisa;
II. autonomia para profissionais;
III.confidencialidade para os sujeitos de pesquisa;
IV.descoberta de produto para o financiador.
Está correto o contido apenas em

(A) I, II e III.

(B) I e III.

(C) II e IV.

(D) IV.

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