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aps | 231 ABD RIO GRANDE DO NORTE Associacao Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas Por PAULO LAGUARDIA" Mosrass E OFICINAS Jé tealizamos varias oficinas € cursos de cinema, que contribuiram para agre- gar muitas pessoas a nossa entidade e serviram para transmitir conhecimentos informag6es sobre o cinema. Em 3 de jumbo de 2003, promovemos o Primeiro Semindrio Norte-Riograndense de Cinema e Televisio, que contou coma partici- pagho de 55 pesoas. Discutimos, basicamente, os temas: Meméria, Preservacio, Formagao, Pesquisa, Exibicao, Distribuiciio e Produgio. Nossa conclusao foi trans- formada em documento a ser encaminhado para os 6rg3os de cultura do Munict- pio e do Estado. DEBATES ESTETICOS Os debares, avaliagées estéticas discuss6es sobre linguagem cinemaco- gréfica, normalmente tém acontecido durante os cursos promovidos pela ABD, sempre em parceria com um 6rgio pablico ou privado. Discutimos nas reuni- Ges, normalmente, as questées préticas e, principalmente, as polfticas envol- vendo 0 cinema. Paulo Roberto Ribeiro Laguardia (Quiz de Fora/MG, 13/11/1943), residente em Natal/Rio Grande do Nore, jornalista, vice-presidente da. ABDeC/RN desde setembro/2002, j4 na segunda esto, ¢ viciado em cinema, desde a/infncia até seus atuais 60 anos, 232 | ABD 30 Anos FUNCINE POTIGUAR Estamos em negociaco com o poder piiblico de Natl para apsovar e implan- tar 0 Funcine ~ Fundo Municipal de Cinema. Foram inauguradas sete salas do grupo Moviecam em Natal. Vamos entrar em entendimentos com o grupo, para que seja destinacla uma sala para filmes de arte ¢ exibicao de curtas, garantindo 08 ahedistas desconto na entrada dos cinemas PRESENCA FEMININA. ‘As mulheres ¢ as chamadas “minorias”, infelizmente, também sf: minorias em nossos quadros. Tém pequena participagso. Dos 20 fundadores da ABD- RN, quatro eram mulheres, sendo que; na, primeira reunifo, dos 15 participan- tes, trés eram do sexo feminino. Na diretoria atual, contamos com apenas uma mulher, que faz parte do Conselho Fiscal. Temos quatro mulheres em nosso gua- dro de associados ~ Fernanda Pires Gurgel, Jurema Maria de Souza, Karen Ma- ria de Souza ¢ Ana Claudia Matra. Apesar de nao ser sécia da ABDeC/RN (ela esté morando em Natal) a cineasta potiguar Jussara Queiroz teve participagao ativa na ABD, nos anos 70 e 80. Jussara dirigiw A Arvore de Marcagao, documentério que ganhou mengao honrosa do Jiri OCIC (Organizagdo Carsli- a Internacional! do Cinema/1994), PARCERIAS Nosso relacionamento com os Grgios piblicos estaduais.e muncipais € ainda ‘um poutco timido, sobretudo face 40 pouco interesse dos gowernos pelo cinema, aqui no Rio Grande do Norte. A excegio € a Capitania das Artes, éxgio que cequivale & Secretaria Municipal de Cultura de Natal, com o qual mantemos boas relagées, parcerias ¢ em cujos locais fazemos nossas reunides (até mesmo a sede oficial da ABD funciona 14) LELDO CURTA Sobre a Lei do Curta, a posigio da ABDeC/RN é: “Curtas nas telas, j@". Parti de nés a sugestio (j4 enviada’a diretoria da ABD Nacional) de que, « partir do encontro das ABDs em Séo Paulo (2003), se promovesse grande campanha, pro- ‘vocando-discusso em todo-o pais sobre a volta dos curtas as telas brasileiras, come complemento do longa estrangeiro. BREVE HISTORICO DA CRIACAO DA ABDeC/RN O fato que desencadeou a criagio da nossa ABD foi a chegada, oriundo do Rio de Janeiro, do cineasta Carlos Tourinho a Natal, em abril de 2000. Apés a apps | 233 publicacao de trés reportagens na imprensa local, sendo a diltima em 30 de maio de 2000, as pessoas comecaram a telefonar para o Tourinho, expressando a vonta- de de participar das discusséies sobre a criagéo da entidade. Foi, entéio, xealizada a primeira reunifio, na Universidade Potiguar, em Natal, com a presenca de 15 pes- soas, sendo algumas 6rfis do Cineclube Tirol, que funcionou até meados da déca- da de 80, ¢ do Neicleo de Cinema de Natal, extinto apés a fuindagiio da ABDeC/ RN. A partir de entio, as reunides se sucederam, e em 13 de setembro de 2000, com 20 sécios, a ABDeC/RN foi fundada, seus estatutos aprovadas e sua primeira diretoria eleita, com mandato de dois anos (set/2000 a set/2002), sendo o sew presidente 0 cineasta Carlos Tourinho, reeleito, com renovacio da diretoria, para © exercicio 2002/2004. Varios cursos foram dados e oficinas realizadas com parti- Gipagio de 65 alunos, até:a presente data, o que deu maior visibilidade 8 ABDeC/ RN e, a0 mesmo tempo, trouxe para a nossa enttidade mais pessoas, principalmen- te jovens, algumas das quais, inclusive, integram a diretoria, atualmente. FATOS PITORESCOS Tiro no prOprio pé— Na reunifio de discuss2o dos estatutos, sew artigo quinto definia como s6eio aquele que comprovasse, no momento da filiacéo, terseu nome em ficha vécnica de producéo audiovisual. Resultado: varias pessoas que estavama fundando a ABDeC/RN nfo poderiam ser sécias, pois algumas nao exerciam ati- vidade cinemacogréafica e outras, se o exerciam, ndo a poderiam comprovat: E, sem esas pestoas, a ABDeC/RN néo tinha quérum para ser fiundada; para resolver essa contradigao, incluiu-se nas “DisposigGes Finais” um item, segundo:o qual *... 08 s6cios fundadores poderiam ser pessoas ligadas ao cinema, sem necessidade de satisfazerem as exigéncias do artigo quinto”. Em 4 de maio de 2001, houve uma reforma em nossos estatutos, alteranco a clausula de entrada de s6cios na ABDeC/ RN, tomnando-a mais aberta. Descobriu-se, ent&o,que as pessoas ligadas ao audiovisual nfo usavam pelicula, mas produziam o documentirio e 0: curta- metragem cultural em vidleo,alguns premiados no Fest Natal. Atualmente, com o incentivo da ABDeC/RN, patticipam de varios festivais na categoria video. A “Roubada” da Escola de Cinema — no inicio de 2001, rentaram fundar aqui a Escola de Cinema de Natal, com sede definida, casa alugada, etc. Foi oferecido espago para a ABDeC/RN na escola, inclusive, garantindo-nos uma sala, que funcionaria como nossa sede. A ABDeC/RN, com a Escola de Cinema de Natal, promoveu curso de Camera de Cinema e Video, no perfodo de 7 de maio a 1 de junho de 2001. Dezesseis alunos cbtiveram certificado de conclusio do curso, 0 tinico ministrado pela tal Escola de Cinema. A Escola possufa duas cfimeras de cinema: uma Arriflex 16 mm ST ¢ uma Arriflex 16 mm BL; uma ABD 30 Anos Qs anos dourados do curta Por CARLOS TOURINHO™ N. amos dourados do curta-metragem ¢ do documentiio, faziamos os nos- son filmes sem ajuda do governo, pois havia uma politica de reserva de mercado, que foi conseguida com bastante luta em tempos-de ditadura, “Tinhamos uma distribuidora do governo, a Embrafilme, que cobrava 20% para iseribuir os documentétios. Fazfamos as nossos filmes com dinheiro do préprio bolo ou emco-producdo com alguma produtora, A distribuidora s6 adiantawa ure, detetminado valor depois do filme pronto, censurado. Os filmes estavam nas telas. dos cinemas e 0 dinheiro investido na produgio retornava. Os que néo tinham produtora associavam-se A Corcina ~ Cooperativa dos Realizadores Cinematogefficos, uma cooperativa s6 de clocumentaristas. A prova disso 6 que estiio af os colegas daquela época: Sérgio Rezende, Wladimir Carvalho, Silvio Tendler, Orlando Bomfim, Sérgio Sanz, José Joffily, Sérgio Santeito, citando apenas os mais conhecidos, que me vém % meméria. ‘Além do. espaco garantido.no cinema; a turma pattia para o encontro com © piblico, transformando @ Cinelandia em palco de grandes exibighes de documentérios: 0 povde assistia, participava © aplaudia, Estvamos também nas faculdades ¢ nas escolas. O chamado mercado paralelo igualmente rendia, Toda semana tinhamos uma exibigio com a par ticipagie de realizadores debatendo o filme brasileiro eo mercado. Vale res~ saltar um ponto importante na conquista do espago na tela: a comissio que emitia os certificados de produto brasileiro de filme de curta-metragem, tam- 3 Carlos Touriako (Teresina/PT, 04/08/1939) —diretor cinematogréfico, documentarista, dire- tor de focografia © efmexa, repérter cinematogréfico. Na década de 70 realizou os dosumentéios Pontiettos-Noitada de Samba, Escola de Samba, Boiadeiro Su Rei, Caca a Bata, Assim Fos Yanomamis, centre outros. Partcipou da fundagio da ABD-RN, _—$ — + Pons | 105 bém uma conquista dos documencaristas, influenciando na escolha da maio- ria dos representantes: Coneine: Irondi Casto, Brigadeito Averrois Cellular Sindicato des Produtores Cinematograficos: Carlos Tourinho, Renato Neumann, Bruno Stropianna Embrafilme: Paulo Martins, Regina Machado Pesquisadores Cinematogréficos: Sérgio Santeiro, Silvio Tendler Exibidores: Roberto Dare Roberto Valensi ABD: Sérgio Rezende, Sérgio Sanz, Zachia Elias. Atualmente, as leis de incentivo estio & disposi¢ao de quem quiser participar, 86 que © bolo pequeno’e nao déipara todos, ‘Vejo que poxlemos retomar 0 espaco perclido nas telas dos cinemas. A curma da ABD Nacional, representada pelo Marcelo Laffitte, tem garra; temos também trés documentaristas no governo — Leopoldo Nunes.¢ Manoel Rangel na SDAv, ¢ Sérgio Sanz, no CTAv. © pessoal é bom de briga, sem falar nos demais colegas das ABDs pelo Brasil afora. Ahora é esta. Vamos reiniciar a retomada das telas 234 ABD 30 Anos grua\com dois bragos: um-com trés metros'e outro com cinco metros; um carri- nho com vinte metros de trilho. Nossa boa fé nos levou a acreditar no empreen- dimento, que néo chegou ao final do ano, falindo ¢ frustrando.a expectativa de muita gente daqui e de parte do Brasil, que j4 tentava as inscrig6es para os diversos cursos a serem oferecidos. NOVO TEMPO Estamos vivendo ui novo tempo. Tempo de produzit os trabalhos direcionados no s6 para o cinema, principal objetivo do documentarista e do curta-metragista do Rio Grande do Norte, como também para a televisfio. Diretoria da ABDeC/RN: Presidente: Carlos Tourinho; Vice-Presidente: Paulo Laguaxcia; Tesouteito: Geraldo Cavalcanti; Secretétio: Buca Dantas; Diretores: Cristévao Pereira, Adrovandro Claro, Rogério Silva Conselho Fiscal: Emanoel Amaral, Ana Claudia Mafra Enderecos: Av. Camara Cascudo, 434 — Ribeira - Natal ~ RN - CEP: 59012-390 Para correspondéncia: Rua Jaguarari,2077 - Lagoa Nova ~ Natal-RN Endereco. digital: carlostourinho@digizap.com.br CNPJ-05,112.978/0001-69 Data da fundacSo/aprovacéo. dos estatutos/eleicdo da: primeira direto- ria: 13.09.2000. A ABDeC/RN foi reconhecida como entidade de utilidade publica pela lei municipal 5.272, de 11.06.2001, publicada no Diario Oficial do Municipio de 12.06.2001; Niimero de associados: oficialmente, sic 20 0s sécios fundadares da enti- dade, mas © niimero atual € indeterminado, pois muitas das pessoas que participam da ABDeC/RN ainda nao preencheram a ficha de inscrigéo A entidade no tem sede propria, acervo, hemeroteca ov centro de docu- mentacio. © contato.entre a diretaria e os sécios ocorre através de e-mail ou telefone.