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No momento atual, quando a mulher procura a propria emaneipagao, rivaliza ‘mantenha ay caracte! propie 0 seu modelo: “A alma ca mulher deve ser ampla e aberta a tudo o que é humano, Deve ser cheia de paz, porque apugariam na tempestade; deve enregel para que, dev podem por em perigo sua de si para deixar amplo espago para 0s “ser, acima de tudo, dona de si e do prépr corpo para ue sua personalidade esteja sempre pronta a servir em enda nécessidade” M U segundo a natureza e a graca MULHER de: Die Fras ine gabe L. Deseale exclusivos de publicag Brasil adq EDITORA DA UNIVERSIDADE DO SAGRADO CORACAO Rua Irma Arminda CEP 17044-16 Fone (014) 235-7111 * Fax (014) 235-7219 edusc@use.br APRESENTACAO- A Universidade do Sagrado Coragio vive, inteasamente ‘© momento Santa Edith Stein, Momento que veio s desenhado desde sua morte, em agosto de 1942, ¢ que teve © seu dipice em 1998, data de sua cano- »,em Ro! Enquanto mundo inte espantado essa perso ssa contribu publicar A mulher: sua missdo segundo a natureza e a graga, a EDUSC langa luzes sobre uma das faces desse diamante puro, lapidado pelo estudo € pela dor. n, procura revelar toda a perspicacia ¢ atualidade ya Edith Stein que, com seu exempl SUMARIO. as do presente implement 261 la mulher na Igreja TL Levar a juventude 266 1 da feminilidade c sua importancia para a vida povo 279 © papel das mulheres catdlicas com formagio 295 PREFACIO DOS EDITORES* Edith Stein concen I. EDITH STEIN COMO PEDAGOGA 1.A VOCAGAO PEDAGOGICA Edith Stein poss : de juven: cente, dom esse que veio a manifestarse fevereiro de 1916, quando estava preparando sua tese de dou- toramento, entrou no magistério. O motivo cra de ordem financeira, mas cla mesma conta que pesava ainda mais a ale aria € 0 interesse de ensinar'.A essa altus a assumir uma posi¢io docente diante de criangas € jovens. ‘Ao lado desses dons inatos para a atividade docente, en- contram-se na personalidade de Edith Stein ticos que a identificam como ‘ith Stein dispoe d ‘empatia que Ihe abre « d6-Guitro, seja no contato ci 0 alunos em particular. ‘A determinacao com que persegue suas aspiragées faz dela uma pessoa firme em rclagio a si propria ¢ em relacao os outros que estio confiados 3 sua lideranca. Sua forga de vontade BU Essa atitude ide © a protege contra mo- dos de proceder inconseqiientes. ‘Acresce ainda que Edith Stein é capaz de um trabalho inte Jcctual incansivel, Sua rotina dldria correspond a longos clas cle trabalho veloz, Bla haure essa forca de concentractio fem Breslau, de ter me forma poder do Archi depo ventude da autora, m Carmelita: um Edith Stein, 2.C8, pex.p. ISL ese tes do presen 10 im best, and get most from Him, ... when wi tutmost;at the same time that we look nature in the confidence of faith and hope"* Dessa maneira, Edith Stein se apr fo interior da atitude ideal € do modo de vida do educador profundezas da pré her que esta tot mente entregi exterior e interior. Ela entra na sala de aula movida pelo ideal de ver na for maga humana em geral e na formacio feminina em particu ner ibrio de seu tem- peramento, a solidez de seu saber, 0 amor impessoal pclos ‘educandos garantem a fecundidade de seu trabalho docente sobe & tribuna sem medo, mas também sem vaida- de, para servir com seu discu ise What we have by nature to the is beyond prazer do sucesso pesso A noite pega a pena, para esquecer-se a si mesma nos estudos sobre a questo eterna do ses, entregando-se criativa, a0 Criador para enaltecé lo 1 $.Tomas de Aquino, Summa Iq 1 a8 ad 2 2, FORMAS DE TRABALIIO EDUCACIONAL a ssionais em cur ade, Edith Stein participou ativamen catdlicas. No di sos colegiais ¢ na faculd: te dos trubalhos do movimento das escol correr dos anos conquistou um lugar de lideranga espiritual sociacao das professoras cat6l em reunides anuais ¢ cong réncia par internamente do processo « lo, uma vez que as possibilidades do educador sio restritas a influéncia que age de fora. Ele pode tentar encontrar um rsas camadas profundas da alma do aluno, pode ‘aco ¢ ajuda, Mas sua participag A influéncia da professora ¢ edu bre © educando por meio de seu proprio exemplo pode ser sagens encontradas em scus escritos. um grande niimero de testem comprovado por Elas sio confirmadas que € perceptivel em qualquer repreensio ¢ que nem & rar 0 temor. O melhor recurso educ: palavra docente © as palavias pet © exemplo vivo,s m qual todas, professoras quanto no liceu part mogas. ‘Quem freq Posteriormente assumiu um cargo de professora tituto Alemao de Ciéncias Pedagogicas, em Miinst de um ano € meio de atividade docente, lar a esse cargo em conseqiiéncia das mudancas politicas discipulo décil constantei evari o Salvador para dentro de le est presente escola da Sagrada Es sua escola, € as criangas perceberio que dando no servico; assim, Ele to ard posse também de de Deus formando espontaneamente no mesmo sentid cago feminina, 1 Gitaglo de easaios pedagogicos a serem proximo volume das obras de Edith Stein. 13 3. IDEIAS PEDAGOGICAS FUNDAMENTAIS A educagio ¢ 0 educador formam uma unid: ca.A educagio exige um objetivo pelo qu 10s, no sio valores absolutos nem o objetivo nem os m 's variam de acordo com a personalidade do edu modo neutto, isto é, abstraindo de sua visio do mundo ¢ de sua atitude em relacio ao educando. Seu pet so influenciado: ‘Todo trabalho pedagégico bascia-se em idéias funda mentais que, para o educador, se transformam em tem: trais na medida em que as idéias ganham importancia atual amos trés idéias centrais:a neces- fundamentagio re © carater especial da formacio fe festagio da educadora bem como a direcio de seu interesse pedagégico. © estudo dessas i sua pers $s centrais pode ser considerado itroducio nos modos de ser mais profundos de alidade, A educacao harmoniosa do ser humano A crianga em desenvolvimer sob muitos aspectos. Bla precisa de fisicos e psiqui cos, Em relagio aos primeiros, existem os Grgios externos ¢ intemnos cor iuéncias especificas. Em relacdo aos til Jo 0 intelecto e as aspiragdes (desejos, sentimentos, dade de desenvo idades que the aproxima do ideal de harmoni (O conceito de harmonia no trabalho educat reivindicaclo de uma formacio abrangente € istOricas no ideal grego do ser humano de f © mental equilibrada. Esse ide pensamen r< gem de Deus na criagio € no ser Partindo da analogia entis de S.Tomis, Edith Stein par- te de principio de que a imagem de Deus esta presente na Ima humana em forma embrio volver essa forma interna, crianca precisa do auxilio so- magi aproximarse, com iniciativa que the € de todas as forgas existentes. O desdobs voravelme! adequado das outras forgas. O eq promove o desenvolvimento de cad: dualmente. A importincia espect rio de todas as forcas ma das forgas indivi- uma formagio educando para descnvolver, segu forgas que jazem net lade do edu tufisica do magistério e na conseqiient educador em relagio ao educando. Professor ¢ aluno servem ¢ obedecem a Deus. profes aleatoriamente constituido e, sim, aquele po confere ao professor 5 A afeicao do professor pelo aluno € 0 devotamento confiante do aluno ao professor tém o cariter do amor tivo. O educador se inclis pretende conquistar o amor do educando para si sim, para orientélo, através de sua pessoa, ao verdad ho educativo, 4 matéria a ser ensinada, de modo que bem jo se torna um valor permanente para 16 adaptada & forma interior do ed ‘Como professor questio da educagio de menina necessita de uma imagem nitida Edith Stein se vé confront as € mogas, € como docente universitiria enfrenta a tarefa de formar mulheres.As consi derages em torno da dida van-na a investigar a esséni sim poder estabelecer diretrizes seguros de teoria € pritica da educagio da mulher nas palavras:"O qu ~ Consideragées ont slo de que a espécie bumana se tintas: como espécie mas versidade da forma se manifesta emi toda a est provoca a formagio de tipos As analises steinianas le prevista na dobramento de sua humanidade, 7 n descreve a esséncia € a missio desdobra em duas natureza no € dividida em na em sua manifesta A idéia da propria espécie perfeita da natureza feminina baseiase teoricamente, part Edith Stein, nas verdades da fé Estas podem ser confirm: que cla seja cay Edith Stein tira a conclusio de que 0 lade perfeita se encontra realizada na A de Cristo, o novo Adio, ¢ que o prototipo da > fim eterno €, ao mes se desdobra em dois, permite outras conch mo tempo, especial da mulher. Esse Ivimento maximo € séncia a esséncia da propria Igreja, para ser seu sfmbolo' De acordo com sua ap ndi cumprir de trés formas a nil e da griga: no casamento, no exercicio de uma pi sendo que a formagio humana deve ser considera mais nobre dc profissional da muther, ¢ sob o véu da sponsa Christi 4. p.212 P. 3 thid, p.261 Jith Stein desereve na. Sobre csse fundo se des Edith Stein esta fami no mais profun: que reflete tam ira de ser. Ela mesma a coloca como seu modelo, desde a juventude procura imitéla em pa -va 4 condigio de nor no, sidade de racioct- sistema de forma her. Com a independéncia ¢ a metic nio que the sio proprias, desenv ncor Para a fetinilidade per Se Maria € 0 prototipo da genuina feminilidade,a imita- io de Maria devera ser a meta da formacio feminina”, Para © desenvolvimento di ‘uma vez que a. verdadeira formacao d le da meta € o ser hum 19 doa sua obra, escolhe arbi- |, que percorre 0 set cami 10 se trata do can Deus 0 lev: No ideal da virgo-mater estio reunidas duas 1 formagio da alma feminina para ser esposa ¢ miic, de um lado, esposa de Cristo, por outro lado. Desta mancira,o pro- blema cent vida de consagrad de € matriménio njo devem ser entendidos em ido estrito de mulher casada ¢ de religiosa. A hicrarquia das matérias deve corresponder 4s neces: sidades especificas da edueaca mas de a\ da mulher € de sua missio. Trés tivos pedagk rtir dessa, conseqiiéncias priticas iro de toda a forma- 1.p.223, 2 Wid. p. 224, 20 por em risco contetidos objetivamente mais importantes" "Para destilar o ser feminino Quanto 3 opgio profissional nal completa’ hor no erguer barreiras legais; basta insistir nt formagio e orientagio vocacional em acordo com 4 exigéncias obj Em principio, um trab: pode ser exec prias uma boa formacio € preparacio para o Considerando a natureza ¢ a miss :m disso, reconhecer um princi ho educacional completo s6 Jo por pessoas que receberam elas pré- teri. stavel: $6 as mu: de educar para a jente feminina”* Mid. p. 242 285 p85. 21 . IMPORTANCIA DOS ESTUDOS SOBRE A MULHER FUNDAMENTO HISTORICO. - Com o deslocames objeto de estudo, do elemento para a estrutura,realiza-se na vi- mada do século uma mudan sigio da psi cologia em relago as andlises. Seu interesse se volta 3 unidade viva das estruturas psiquicas qqais se procurt demonstrar o sentido contextual € 0s fatores que produzem a figuracao.A interpretagio mecanicista da psique d tudo das leis internas que regem as fungdes mentais, Com isso ida por formas concretas os estagios da vida, as Stein, como assessora em pro- ina, comecou a se dedicar a0 estu- e feminina nao e ns do ponto de vis se, Em diversas passagens de suas obras’ primeiros tate a terra incbgnita Edith Stein esta entre os pionciros em nas que se aprofundaram nas pec mulher. Seus ensaios ocupam um lugar permanente fferencial ria da psi FUNDAMENTO PEDAGOGICO. - Edith Stein depende ‘em suas atividades docentes de um sistema de ensino comple- tamente intelectualizado e orientado para as necessidades nentais da psique masculina. Quando existem esforcos de re- conhecimento da conveniéncia de um ensino feminino b sciamsse no ponto de vista do homem que nio visa a pect ridade da menina ou moca e, sim, a sua zdequagao 20 homem. Veja, p-ex..no presente volume & p. 174 22 je fundamen autora mostra a necessid: de dar as menin: mogas uma educacio apropriada 4 sua mancira de ser femini © conterido das diversas matérias deve ser escolhid lo de tal maneira que promova a concentragio da moga alidade viva € no ser humano concreto, Passaram-sc praticamente 25 anos desde que Es ina, posicion: se corajosamente contra o intelectualismo no cnsino mé ensaios 0 frescor origin: este je, mais do Mesmo assim, conservara importancia ple sob o ponto de Em suas explicagdes mais detalhadas quanto supracitada de uma educagio adequada a pect er, Edith Stein mostra que o elemento Ihes: Com essas reflexdes, Edith Stein ica um idedrio categorico a favor da motivagio objetiva, m0 reza do educando, da educagio religiosa, FUNDAMENTOS DA ATUACAO DE EDITH estudos sobre a mulher ni Buith Stcin:no Instituto em Speyer;no Instituto Alemio de Ciencias Pedagoyicas, em de Professoras ¢ Cicntistas. Miinster; na Associagio Cat 23 » entre publica de pritica docente, de um ento da alma humana, de um interesse les formam um grupo uniforme de claboracio deu a Edith Stein a oport 0 mesmo tempo, de maneira genial seus TI. AUTENTICIDADE DA EDICAO, s de Edith Stein inclui oito Jos em livro pelos organizacores graga. A seqiiéncia dos ensaios nolégica e, sim, de contetidos, Com a leitura apresentada, o leitor ganha uma imagem completa edece sobre a mulher, da atitude da autora ical que Edith Stein, enquanto na de Edith Stein mulher, procurs. Com a inclusao do apelo pedagdgico que Edith Stein hafen, entre os sigio € maturidade interi autora no tratamento dos problemas educacionais femis nos, Quando Faith St como oradora, em grande estilo, surpreendeu sua audiéncia com seu grande co izado € com seus dons geniais de orado Limos en- nhecimento especi 24 los, ela ja trazia em si como sistema madurecido, a motivaclo € 0 objetivo de ente feminina. A pa ra até entio desco de pensamento uma educagio € formagio especific: lestra de Ludwigshafen oferece uma vis -s teatadas detalhadamente ni Edith Stein esbocou nessa pa jo de conjunto de to- (Os manuscritos se compécm de folhas soltas, que pu- deram ser salvas' das ruinas do mosteiro de Herkenbosch Gotanda). A recuperagio dos manuscritos, Hse comparati ‘Os manuscritos encontram- Carmelitanum presente vol nuscritos, seguintes critérios: O texto foi estruturado de modo claro por meio de t= tulos € subi longos foram Passagens com construgécs falhas no manuscrito foram corrigidos sem interferéncia no sentido do texto A ortografia,a pont o foram uniformi: zadas de acordo com as regras da ortografia alemi em vigor: 2Ver Duden, 14a, ed, 1954 25 ‘manuscrito Em cada ensaio, as observagd responsabilidade dos textos foram di pos: informacdes histéricas, proprie meiras edigdes, apresentagao do texto. As informagées bistoricas Imente disponiveis no Archivui pectivo ensaio, Sob 0 item propriedade arquivistica sio relacionados de outras anotag nticas q Archivum possui em relacio ao respectivo ensaio, es sobre primeiras edicdes, 0 leitor en- ublicacao anterior do en. impresses do editor ori mencionadas. € tridugdes em outeas I 1s de autenticidade idos todos. textos carentes dos fundan Sob o item apresentagdo do texto esto re de outono A jornada realizada nos mbro de 1930 em Salzburgo ti ida profissional do bo. ea mem moderno, 26 Propriedade arquivis : posto. 1.0 manuserito da palestra com a seguinte folha A ética das profissdes femininas de Dra. Edith Stein (Speyer Introdugio: Ethos, ethos voc Rh) ethos das profis- € 0 ethos correspondente TI Outras profissdes “naturalmente” femininas: especificamente femininas profissional especificamente feminina brenatural da mulher 1. Forma feminina da vid re vida 2. Harmoni ethos da profissio n giosa feminin: 3. Meios de reali a) Contraste re oideal by Vida cucaristica ©) Vida litirgica Conclusi: sintese ¢ anexos Descrigio: pel: 46 foll s soltas, 2116.5 nta, texto $6 no anverso Leta 2. Um esboco do esquema bisico de 20.7.1930. Seu contetido esta de acordo com a folha de rosto supracitada n outro item que se refere além de uma nota sobre ural do homem”, ‘vocacio n Descri¢io! Papel: folha de um caderno de anotagées, com texto na frente € no verso, 19x11 Escrita: latina, a tinta € a lapis 3. Uma resenha da palestea no Jornal Heidelberger Bot de 1° de outubro de 1930. O re encontrado entre papéis deixados por Edith Stein. Como os comentirios do Dr. Viereisel constituem um complemento valioso do pro- ri ‘guns trechos Texto manusci ima impressio indelével nes palestra antecedeu por aca- 1a Cato entanto, € cidos de que sus atividade atual é importante e feutfer, maravilhoso, também, que em dois grandes v wos fundamer De Veritate. Em atengbes durante uma hora € meia que deveria ter bém sobre a ética das profissées masculinas. Numa reflexio espirituosa, ela deduziu da verdade formulada por Santo To is: anima forma corporis -a alma € o principio formador do corpo - que €m vista de o corpo feminino ser um corpo fe- 28 o dentro de cada ser humano, cxigindo, portanto, um olhar desimpedido e um amor desinteressado: exatamente essa € a atitude da mu nheira do homem’ € 0 estejam ligadas a missio da pesso sente viva a necessidade da estio jevaclas fungdes da educagio. Mas € s famo- eres, COMO, p. ex., uma atitude sos maus costumes das m al, ou a mania de monopolizar-as pessoas. A tegra vive em Maria como espost € miic insiste no direito de propriedade sobre o filho; como csposa cla demonstsa uma confianca ilimitada ¢ pratica a sub- o esposo Ihe por demais pessoa missio obediente, consoante a convicgio de 4 foi dado por De Existem outras vocagdes femininas além da maternal? A experiéncia de todos os séculos nos mostra que ela € ca- s. Nas ciéncias, o lugar er deve ser visto, sobretudo, It onde 0 objeto da ie viva, como por exemplo na hist na arte, ete, S40 femininas também todas ‘ses voltadas 10 servigo do Outro. Assim, a m ora, tradutora, coordenadora de traba- 29 Ihos cientificos ¢ ligbes de ‘ensino superior. Mas, mesm je mas. culinas podem receber o toque feminino, existe, por exemp de escritério a possibilidade de desen- volver virtudes femininas, ou a mulher ajuda o homem, colega, a suportar ¢: do que, por servico da gimento imi- pressente a neces sidade, como ela intervém sem que seja percebida, Uma mu Iher dese tipo esta pre: to benfazejo. como um espiri: © 0 ethos da vocacio feminina. introduzir, com as tarefas ficamente feminina na vid uma imagem bastante preocup: sobrecarga desmedida de tarefas fan tendéncia da mulher mesmo numa profissio escolhida por in: A palestra de Edith Stein convenceu porque soube man- terse longe da nitica do movimento feminista © por 30 que a palestrante personifi si propria, as suas idéias.A sua maneira de descer os degetus do estrado lembrava aquelas imagens em que os mestres antigos representavam @ apresentago da Virgem Maria no templo. 4,As idéias essenciais abordadas nessa palestra ¢ que se encontram freqiientemente cm estudos posteriores ja se en- contram num esboco no cadero de anotagdes mencio na (item 2) com notas sobre a missio da mulher catélica, < esboco € de 1929, 21.11.29 jo de intercessdo, de entrega como saci de peti¢io © expiagio. 2*. imagem: Belém e Nazaré cass beca, Filho nfio como prop dec, sim, de Deus para Deus. 3° imagem: Maria, a alma da primeira comunidade crista Mestra € chefe mater © manuscrito traz na foth: € datado, A partir da letra ¢ do papel do manuscrito, bem © das referencias bibliogrificas, pode 1¢ 0 ensaio foi redigido em 1931 © nome da cond cao ; edade arquivistica folha de anotagies de um caderno de anotagdes Propriedade arquiv n texto frente e verso, 19x11 iia tn 1.0 manuscrito do estudo Primeiras edigdes 1930 em Der katholische Gedanke, 1930, cad. 4 1931 como livrinho na c aas & Grabherr, Augs- bre o Estado ¢ Os estudos de S.Tomds de bre a verdade, quino so- Forma do texto © texto da primeira impressio corresponde a0 texto do mai Na edi titulos do sumirio, conforme 0 texto ta, texto S6 no anverso das folhas. 2. Um caderno de anotacées com 0 titulo: A. exto os Vocagio de homem e mulher. no corpo pracitada, Descrigio: VocACAO DO HOMEM E DA MULHE COM A ORDEM NATURAL E DA GRAGA DEACORDO. um esbogo d cial da natureza feminina cm relagio a0 bem moral io A vida | vino, de modo que deve caber & mulher a missio d | da cdi ¢ form: Origem ‘Uma nota de rodapé que acompai evista da mulher ' explica que este estudo sc deve quisas da autora em torno de uma formas: cuidar icho do manuscrito ' Ler presente © ime, p95. 33 Primeira edi¢io Em janeiro de 1932 na rev Forma do texto © texto da primeira impressdo corresponde ao texto do manuscrito, Quanto ao Edith Stein com o tit lo: Vocagdo do bomem ¢ da mulber de acordo com a ordem natural ¢ da graga (a tina), Dra Jina do manuscrito traz 0 veagao masculina e feminina © seus efeitos sobre a vida profissional (a tinta). Como esse sobrescrito foi riscado claramente pela propria Edith Stein, texto principal apenas o titulo da folha de capa. A VIDA CRISTA DA ML Origem Propriedade arquiv: 1.0 manuscrito do estudo com a seguinte follua de rosto, la cristai da mulber 4 conferéncias proferidas para a Organizacio Feminina utdlica em, em Janeiro de 1932 Edith Stein 34 Descrigio: 2.Anotagées e excertos de Hedwig Conrad-Martius, L’existenc Tame, 19321 Rudolf Peil, Konkrete Mddebenpadagogik, 1932 Rudolf Allers, Zur Charakterologie der Geschlechter, 1930 ages com tex- com o sobrescrito: Educa- as por outra pessoa margem € no verso das fol ¢ Edith Stein serviu de Nao existem outras informacOes nem a respe paragio para a impressio nem cos motivos de 35 Forma do texto O texto reproduz ficlmente 0 mani iminagdes ¢ alt marcas a pis - nao for AS BASES DA FORMAGAO PEMININA Origem ensaio é a claboracio por escrito de um tema tratado por Edith Stein numa pal la comissio de forma 10 da Associacao das Mulheres C: lemis,em Bendorf ita measal Gaminbos ao siléncto in redligiu para a Societas Religiosa, sociacao de mu gundo uma r Propriedade arquivistica 1, O manuscrito do ensaio.A primeira pagina tsaz 0 so- brescrito: Formagdo feminina, com um acréscimo na dupla que serve s thas do manuscrito. Na pagina de rosto de: soa anotou a lapis: apa, outra pes Stimmen der Zeit. Artigo do niimero de margo de 1931 As bases da formacao feminina Prova tipogrifica @ vias) c srta, Dra. Edith Stein, Speyes 1 via para nés. Descri¢ Papel: 41 folhas 5 Letra: latina, tnta, texto 36 no anverso. 2. Separata do ensaio publicado em Stimmen der Zeit, revista mensal para av marco de 1931, ntimero 6, Herder, Freiburg, Br Descri¢o: mela folha de impressio grampcada, 26x17,5, paginacao: 413-424 palestea, com Papel: Letra: latina, a tinta, texto 86 no anverso. ta de anotagdes com o seguinte esboco Formacio feminina 16.09 1. Que tipo de form: da mulher? jo exigem a natureza ¢ a missio TL Quais as exigéncias de nosso temps Ino interesse da mulher individualmente; 2.no interesse da vida puiblica? INL. Qual 0 cami ho a ser seguido na pratica? Formagio ética e rel I. Eiscola experimental ou modelar 's para todas as f xas etirias, segundo 0 principio de Montessori, Possibilidade de passagem part todo 0 tipo de profissional por 27.10 Formacio, dotes natu is da mulher, curriculo ex por eles: Economia doméstica Higiene ormacio da Psicologia Treinamento das forcas ‘Visio do Reino de Deus Deserigio: Papel: | folha solta, 13x8 Letra: latina, a l texto frente e verso Primeiras edigdes 1931 Ensaio: em Stimmen der Zeit, 1931, nimero 6. 1932 Exposicdes complementares:na revista mensal da Societas Religiosa, Movimento Feminino Cat6lico, Zurique, feverciro de 1932 1 Nas anotagGes falta 0 item IL 38 Forma do texto: 0 texto da separata corresponde ao esbogo do manus: crito. mensal tem pequenas cortes ¢ alteragbes de presente edi¢io corresponde ao te a epistola mensal nao forar A epi formulacio. O texto d scrito.Asalteragdes levadas em consideracao. PROBLEMAS DA FORMAGAO FEMININA Origem autora para a 4o.As anotagdcs de Bdith Stein mostram que 0 a prelegio foi: Problemas da formacao recente das Propriedade arquivistica crito do estudo contém ygmento do texto (p. 1-2 m numeragio de pi de capa, texto completo (p. 1-70), n numcragio de paginas. ha de capa, texto completo (p. 1 Capitulo VI: folha de capa varia. Descriga Papel: 250 fol 4 pedacos de papel ( 16,5x10,5 Letra: latina, a tint pedagos de papel com texto frente € verso. 6 fothas duplas, 21x16,5; narios), mais ou menos texto do manuscrito $6 no anverso, 2. Uma cépia a m: o segundo capitulo, com cor- mio, da autora 3.Sepa che Monatsschrife (zur Pflege des religiosen und ge bens), XIV, 1932, mtimeros 9-10 © 11-12; XV, ntimero dobr Descriglo: folha de impre 22,5x15,5 Primeiras edigées 1932 cm Benediktinische Monatscbrift 9.10 e 11-12, capitulo 1 1933 ibid., XY, ntimeros 1-2 € 3-4, capitulos Ile Il Observacio: Os eapitulos IV ¢ V continuaram inéditos. ie: A missdo da mulher de o VI: ver 0 ensaio se conduzir a juventude a Igreja 40 Forma do texto O texto desse estudo existe em trés versdes: o manus. ito original da preleciio sem ¢ com as emendas posteriores (do; 0 texto pul » na Benediktinis- visando a sua publi che Monatscheift A edicio presente baseia-se no manuscrito original re- visto para publicaco. As notas de rodapé (*) indicam texto da prel A MISSAO DA MULHER DE CONDUZIR A JUVENTUDE A Iorga Origem as presentes constituem © manust je depreender do sobrescrito. stra, conforme Se pc 0s detalhes historicos. ‘iste a scguinte relagio entre ess lo Problemas da formagao fe- nesmo tempo, capitulo 6 do est io do estu i encontrada numa do Problemas da formacao feminina c capa que indica a intencao de acrescentarIhe um 6 lo Insercdto da mulber no Corpo Mistico as da palestra de Augsburgo correspondem 6. Com excegio de variantes cacao do capitulo 6 sob peque 41 prelecio par diu palestra de Augsburgo no estudo sobre os pi da formagio feminina? O papel e a letra sugerem qu thas provinham do manuscrito da prelecio levando o t original da palestra de Augsburgo. Propriedade arquivistica 1.0 manuserito do estudo com o seguinte titulo na pri- A missdo da mulber de conduzir a juventude a Igreja Descrigio: folhas soltas, 21316,5 nta, te anverso cago na Benediktinische Montaschrift (zur Phlege religiéisen und geistigen Lebens). XV, 193: mz Deseri : fotha de impressio dobrada e grampeada, 22,5x15,5, paginacio: p. 412-425. a edigio 1933 em Benediktinische Monatschrift. XY; Forma do texto A edigao presente baseiase no texto do manuscr riantes em relacio ao texto impresso sio indicados por meio de notas de rodapé (9. 42 O VALOR DA FEMINILIDADE PARA A VIDA DO POVO Origem As folk uma conferénci dido da \s do manuscrito contém 0 esbogo do texto de introdut6ria proferida por Edith Stein a pe- retoria da Associagio das Ps ‘atdlicas da viera na 15*, Assembléia Geral em Ludwigshafen am Rhein, em 12 di de 1928 Propriedade arquivistica 1,0 manuscrito da palestra com o titulo, O valor da feminilidade para a vida do povo Palestra proferida na 15*, Assembléia Geral da Go das Professoras Catdlicas da Baviera em Ludwigshafen am Rhein em 12.04.1928 por Dra, Edith Stein (Speyer) Des pel Letra: Além de for- permite en fora, OF COMO so reproduzimos visio geral do roteiro da conferénci trever também \ilidade me pensadora, ora como oradora; por guir o silabo de forma integral O valor da feminilidade para a vida do povo da Dra, Edith Stein 43 Nos primérdios do mo rente poderia ser con: em tomo da“emancipacio’ objetivo éndividualista:0 de permit Gio livre de sua personalidade nasculinas”, chegouse 4 aberricio de negar smente toda e qualquer pectuliaridade; nesse caso no have- ria nem valor peculiar. A conquista dos riéncia nos m dizer que a situacio atual tem as s 2. existe a c% um valor peculiar; I deve ser procurado no context fechando seus olhos fis evidencias mais s da experiéncia podia negar ess peculiaridade E muitas seus olhos sendo aber. na das profissOes tr formas de tra- mar a profissio masculina em pr como ponto de partida as diet ‘maneira de ser feminina em relagao a seu valor peculiar; 1.a preferéncia pelo ascpeto pessoal e vivo em oposi- vo} cionamento a totalidade ¢ abrangéncia cm m todo € de formarse de empenharse a si propria como omo um todo € de ver também os neles um todo, de objetividade, perso- depois que estas fo- em ser discutidos 3 parte) po- u de I tornarse um ser bumano inteiro, isto é, um ser hu: 1e todas as forcas esto desenvolvidas ¢ ordena as de acordo com a sua importincia; 2. formar seres humanos inteiros; 3, fazer jus ao homem inteiro em todos os contatos Js pessoas, Esse valor peculiar consiste no dom preferent muther, desde que ele scja devi festadlo,encontra-se 0 remédio abordinagio da para certas doengas da cultura moderna pessoa as coi -senvolvimento unilateral de capacidades pessoais, fragmentacdo do ser interior m1 © valor peculiar da mulher pode tornar-se fecundo para a vida do povo por meio de su em casa, na vida profissional e na vida publica: 45 1. Formando como mae ou educadora profissi integrais, fomece a0 povo aquilo que este mais ta. Cada uma dessas pessoas é uma célula de igorosa no organismo coletivo, munido de defe is contra as tox se orga 2. E experiéncia dos tltimos anos mostrou s desagregadoras que penetraram nes. ao lado dessas profissOes que sempre foram consideradas as verda iramente femininas, cxistem outras que requerem a_ma- ncira peculiar de ser da mulher, uma vez que, no centro de suas atencoes, se encontra 0 ser bumano integral: 6 esse 0 caso da profissdo de médica em que a maneira especifica- mente feminina se opde aos lados negativos da especializa ‘cao, indo ao encontro da n integral do ser humano ne condigdes de vida. Finalmente, é possivel também que a m participacap na vida pil 10s legislativos, seja como ther ne} em 6rgios piblicos - um procedimento por demais abs 10 € no governo. ambiente da vida em que a mulher se encontra, independentemente de seu trabalho pro cla € capaz de atuar visando o ser humano completo: todas a profissdes a poem em contato com seres humanos dando- Ihe a oportunidade de influenciélos por meio de seu exem plo ea sua ei Para que possa exercer esse papel benfazejo & neces, sirio antes que a sua pecufiaridade feminina se transforme em valor peculiar, que ela propria seja um ser humano completo, uma personalidade madura e acabada. Para livid la de tragos demasiadamente femininos, da atengio presa 46 risco da imilaclo de uma maneira de ser demasiada- a supres- Para ganhar uma visio in correla entre valores pessoais ¢ objetive ira do modo de ser da pessoa e de s mente masculina, com su € dos outros que é impos- sivel de ser conseguido pelas vias naturais do conhecimen- forgas humanas se ajustem 3 or dem devida, é necessario que sejam atraidas por um ima que os poe na posicao adequada com a sua forca. Esse ima 86 pode ser 0 bem supremo que é a medida de todos os va- vos € pess © conhecimento do Deus que se fez homem dé-nos a magem de um scr humano acima de qualquer viés ut ralmente humano, ¢ nessa imagem podemos medir objetiva s80 proprio modo de ser ¢ o dos outros, O amor mente on Deus que nos apresent purificada como valor peculiar. Mas s6 podemos chegar ao conhecimento € a0 amor de Deus pelo relacionamento umiliar com cle,¢ a maneira mais segura de con: \eira mais pura a sua vocagao feminina € aquela que leva sto para todo lugar ¢ que desperta em todo lugar o amor, a Cristo. Desta forma, 0 valor peculiar da muther consiste\ mentalmente na libertagio da manetra de ser pecu- liar para dar lugar ao ser divino € 2 sua atuacio. 47 Deserigao: 5 folhas soltas, 33x21 (Copia) com corregdes a lapis pela 3. Um exemplar da revista : Kb. L.,nimero pai de,ntimero 5, 1° de jutho de 1928,em que a palestr fo Descrigio: 2 fol as ci tha de impressio), 32%24,5 Primeira edi¢io 1928 em K.b.J.L. ,mtimero para aj ho de 1928 Ide Forma do texto © contetido da primeira impressio correspo: nuserito A edigdo presente basciase no texto do manusctito, © PAPEL DAS MULITERES CATOLICAS DE FORMAGAO UNIVERSITARIA DA SUIGA Origem Em janeiro de 1932, Faith Stein deu uma série de palestras nna Suiga. No caso do manuscrito presente tritase com muita probabilidade do esboco para a palestra dada em Zurique. Propriedade arqui fica 1.0 rascunho da palestra traz 0 sobre: mulheres catGlicas de formagao univers 48 ata nem consta nele o nome da Oman .crito no Deserica Papel: 9 fol 1 27,5x21,5 iquina (c6pia) com 0 sobrescrito: Missito da nulber catolica de formacdo universitéria. A assinatura, , Minster i, W,, bem como o papel ¢ a letra io com Texto do manuscrito: Missiio da mulber catolica de formagdo untversitaria er voltaram a ser um arecido possivel ha pou- ti Os estudos superiores da m jema, mais do que nos teria tes grupos de alemio € 0 libera- também na v © movimento das mulheres catdlicas nao brotou desse 10. Um dos primeiros a posicionar'se publicamente frente baixo de nossos pés nao pode tremer porque estamos sobre uma rocha.A estrela que nos guia nao é um ideal humano € 49 todos os tempos. Deus criou a mulher p esse ao lado do homem, acima de ser seu auxilio adequ: ssolivel; ele uc tivessem forga c satide € Jos do reino de Deus. Ele fez ¢ ntificacio dos esposos. io que a Tgreja expressa sacramentum precisa ser resguar a das opinides de que aca burguesa. Que cle seja resguarda- do € uma questo vital para 0 nosso povo para to manidade. base tedrica para resguardi-lo do que a doutrina catélica, Para que possa ser resguardado € ne- cessério que existam mulheres que 0 compreenderam em profundidade € que orientam a sua vida por ele: preparadas para resistir & investida das idéias da época € para apoiar suas irmas. Essa € a grande mi r © instrumento de sentido tripto do matrin nas palavras fides, pro dado hoj os tempos tinha decidido, contra toda a tradi seu povo, que nao pertenceria a ncnhum homem, colocan do todo o seu ser a servigo do Senhor. Assim, cla se transfor mou no arquétipo da virgindade dedicada a Deus, n0 ar quétipo da sponsa Christi. Estar unido a Deus numa de vida permanente - cis a mais elevada forma de vida a que mana, a vocacio da Igreja. Mas em ninguém mais do que na mulher que dedica a sua vida in Nao estamos pensando apenas nas religiosas. No mundo de hoje ha muitas mulheres cujo destino € viverem sozinhas. Se tiverem abracado a vida profissional apenas por forga das cir- 50 har © seu po ou porque no a, vida profissio- ccunstincias qui contratio, enxergarem, que thes pede € fecunda:n em que for- ide espiritual, porque 0 de Deus. plen do esse ideal e formem a ara que sej io feliz na fee pirito que esteja prep: ambas as opcdes igualmente: para o matriménio no sentido mais clevado € puro e para a virgindade dedicada a Deus se gundo 0 exemplo e sob a direcio da Virgem Mie. Dra. Fdith Stein (Minster i.W.) Deserigio: Papel: 6 folhas soltas, 21,5%1 Letra: latina, 2 tinta, texto s6 no anverso das folhas. Primeira edigio Ambos os manuscritos sio in Forma do texto Reproduziuse literalmente 0 texto do manuscrito de Stein, Dr. Gelber 51 sitive que correspon Por Ethos profi da alma ow a totalidade de bibiros que se ja apenas damposta de fora - pe. trabalho ou por normas exter- ihas 5, mas que brote visivelmenic de dentro da pessoa. A fie delidade no cumprimento do dever © a conseienciosidade ‘ou pode ser despetado aus poucus pela execuyio frequen te chs atividades € dos comportamentas correlates; nesse Faso comega a diterminar & comportamente de dente da essa, sem que seja necessdria a regukimentacho extems, (0 fato de terem sxe convidado. para falur sobre Etbos a suposigio de que exis tem atitudes constantes da alma ferninina que, de dentro pact fora, dit forma 3 sua vile professional aléin disso su- pOese que a maneira peculiar de ser da mulher inclui sua ¥o- js cerminadas tarefas, Passemos ento a analisar essas duas hipdteses. 56 le psiquica que ela exige? » pela paisio da luta pederi que o corpo e a alma da fuller foram inalidacle especifica.A palavra clara e In- da Escritura expressa agquilo qve nos esti ensi- ridncia didria, desde 0 inicio do mundo a mu. jaa ser a companheira do-homem ¢a mie dos mas, € também uma conclusie que se tira do principio tomrtstice da anime forma corporis. Onde as forgas sie vio diferentes, deve haver também um por naturcea, cla € avesss a abstragiies lo, O pessoalvivente, objeto de suax todo concrete © requer os culados € 1 HOS DAS PROFISSOES FEMININAS. mn o: Ethos, ethos vocacional, es femininas rds 1s das pr » termo, ethos exprime algo du » ser hum: de cima, antes, € algo que forma interna, uma atitude de alma constan léstica chama de\babitd. Tais 55 ivos como um todo, nao como parte que pre} tros: ni © espirito as custas do corp. niio suporta isso nem em si nem nos outros. E tude pritica corresponde dio vale s6 para homem € a todos os se- igc também a em contato com ela, A essa predisposicio maternal se junta a de compa: nbeira, Seu dom ¢ sua felicidade consiste em dividir a vida ando de tudo que Ihe diz respei- las alegrias ¢ dos sofri € dos pre com outra pess homem se preocupa com o ‘assunto teresse e disponi le © compreensio, consegue aprofundarse em tems que, de per si, the sio estranhos © com os quais aunca se ria se nio fossc um interesse pessoal que a puses ntato com eles, Esse dome predispos orgas e aumenta & capac Assim cla tem uma fung mente maternal, de que necess pessoa amadurecida, ¢ ela se ap) 208 proprios filhos substituindo as fune ‘na medida em que esses vido crescend ‘A participacio da vida do marido leva cc te 8 subordinacao na obediéncia, conlorme ordenada pela palayra de Deus. Seguindo sua natureza,o homem serve dire famente a sua causa;a mulher a serve por amor a ele,€ assis Jo que cla 0 faca sob a orientacio dele. Que esse de- ainda ¢ especialmente a mbém em relagio 58 ordinados & mulher, como afazeres lecorre provavelmente menos no €, sim, da vocacao natural do bomem de se 6 protetor da mulher. A ordem natural correspond igua mente a tendéncia natural da mulher obe 0:"Obediente, jevado valor vital, Mas, tanto valor ético a ser considerado de importa que a natureza feminina se desdobre de mancira pura; mas essa condiglo no € absolutamente evidente, até podemos afirmar que ela 6 existe dentro de Circunstincias muito especiais. Pelo pecado orgi indo portanto a con: 1c 0 desenvolvimento puro a uma deformagio c da.A inclinagdo pessoal © trofia insana: de um I ea tendéncia de ocupar a si mesmo € os outros de modo de soa na forma de vaidade, do di n interesse exagerado pelos outros na o indis umente necessaria de cada uma das predisposicées, a tentativas superficiais em todas as areas; € no relacionamen- to com os outros ha uma tendéncia de tomar conta de vidas muito mais do que seria de esperar em virtude das fun: ges maternais. A companheira participante se transfor cm perturbadora que nfo admite o amadurecimento tran: lo € discreto; com isso, em ver, de promoyer o desenve vimento, o inibe e paralisa;a alegria de servir é substituida pela vontade de dominar, Quantos casamentos infelizes, {quantos estremecimentos entre mies € filhos mesmo adolescentes se devem a esse tipo de desvio. Se proc 0 contririo, a imagem do desenvolvi- mento puro da propria personalidade, da esposa e mie, de aconlo com sua vocagio natural, devemos olhar para a fina- culada. No centro de sua vida esta o filho.Ela o aguarda numa segue-o em seus ca do Senhor, cumprindo isso, ndo considera o filho missio que De como propriedade sua: Deus que o recebeu € € em suas maos que o dev ve acompanhando-o 4 morte na cruz. Vejamos a mac de Deus no scu papel de esposa: confianga t sem limites, uma confianga ilimitada; obediéncia ‘ |, no sofrimento; tudo isso em subor- dinagao a vontade de Deus que Ihe confiou o marido como protetor humano € cabega visiv A imagem da mac de Deus nos revela a atitude fun mental da alma que corresponde avoca¢ao natural da mu: Iher: obediéncia para com 0 marido, confianca e participa- (Cio da vida dele colaborando com suas tarefas objetivas ¢ com 0 desenvolvimento de sua personalidade; em incia confiante, incentivo © promogio dos dons que Deus Ihe deu; em relacao 4 ambos: entrega desin- ndo sua presenga é dis Ima vo vem de Deus € que deve ser exercida por obediéncia a De b a orientacio divina Como é que a mulher conse Ethos cm pensamentos € acdes, jd que impulsos poderosos da natureza caida se opdem procurando desvid-la em outras diregoes? Um remédio bom € natural contea todas as fraque- galgar as alturas 60 afastadas lo pessoal e a superficial > ao mesmo tempo uma aversio bjctivas,a ponto de levar ao treinamen- des, pro - deturpago tipica da natureza ide de muitas mulheres de extenuante deniors- tural. & um verdadeico para em do gentleman perfeito que Newman desei- Idea of a University: uma mulher de persona- ide com a verdadeira santidade. ,além desse ela se descontrola.A natureza de- 5 pode ser erradicada € reformada por dentro pela for- graca, nunca por fatores externos, Veremos mais adian- Jie que maneira isso se da na natureza feminina, LL. QUTRAS PROFISSOES NATURALMENTE FEMININAS mos A segunda questio importante: Existem ou- ? $6 0 embotamento de exercer le sadia pode exercer uma profissi0. E mais: nfo ha profissio que nio po: da por uma mulher. Quando se trata de substituir 0 provedor de criangas que perderam 0 pai, de sustentar irmios érfios 61 capacita para essa (ete, Em prin aquela atividade artistica, cientific 4 individual pod 's mais estranhas 2 nati no se fala em profissio fe iF em profissBes priprias quando pessoal ¢ concreta, isto ¢,3s ciéncias humanas, ¢ 20 trabalho de cariter auxiliar, de servigo, tradugao © publicagao, even- tual. Mas, com sos natu compensados por uma Além, que precisam ser aior a0 sactificio. rofissbes que ivos nfo combinam com o mais espe coneretos di téncia humana, podem vir a ser exercidas de uma maneira genuinamente feminina. O trabalho nas fabricas, aum escri tivos, num tica - todas essas ati inanimado ou abst 10 que retine pessoas num mesmo es a pessoa que sabe que no lo- Jam com espirito de cooperagio € ‘muita inclina- ria, Essa € uma das maneiras um cunho feminino que difere do dos homens. Existe ainda uma outra oma suportavel, melhora até do ponto de de melhor a seu objetivo do qu rode ser que 0 homem, is ¢ decretos, vise a melhor forma juri circunstincias con: cr, Se per sua natureza, também no parlamento € no ser o, deverd ter em mente o objetivo concreto, pro- curando adaptar a ele . Assim, a penetracio das mulheres nos diversos setores /profissionais pode vir a ser um beneficio para toda a © caminho certo, Eis Maria nas bodas de Cand: seu othar si lencioso e atento vé tudo ¢ percebe o que falta. Antes que outros se déem conta, antes de surgir algum constrangimen. resolveu o problema. £ cla que encontra os meios, \s instrucées, tudo sem alarido, imperceptivelmente 63 £ 0 modelo da mul que a coloquem, acordo com as cxigen ahecimento € atengio par si mesma, Ate cias percebe onde existe uma falha, onde alguém preci ajuda, intervindo entio de modo imperceptive de suas possibilidades, Assim, como uma boa al do para todos. jer na atividade profissional. 01 cumpre seu servigo em do momento, sem espe IIIA PROFISSAO SOBRENATURAL DA MULITER Acabamos de dar uma visto geral das atividades da mu- ica: trata-se de um campo de undo. Mas sua agdo no se esgota ni Hoje como sempre, desde q ¢ Cristo, 0 Se- nhor chama os seus escolhik eda vida Profissional para um servigo sagrado, A vocagio religiosa pode scr entendida como profissao feminina? O chamado € ido tanto a homens quanto a mulheres. Trata-se de uma io sobrenatural, pois vem do alto, do além, exigindo Itrapasse 0 campo do natural ¢ terrestre. Desta reCC que, nessa area, as diferencas naturais entre os le o prin cipio; gratia perfictt, non destruit naturam. § permitido su nto, que tanto a nature im suspens im, que pos © aproveitadas de um modo 10 enec analog: es terrenas.A profissio mente religiosa inteira ao servigo de Deus; ela esta condicionada ao uso dos meios que tornam a pesso essa profissio: re- mincia a qualquer tipo de propriedade; rentincia a toda liga. que se verifica nas profi centrega irrestrita do ser humano todo ¢ da vida g vontade propria. Esta las maneiras de concreti or exige dos seus pode A, preces e reparac: pus monasticus se diferencia em campos de ativida- repre ninas; 0 que difere & sua re- dos sexos, Contemplagio © ont ycsar das muitas iniciativas femininas nesse campo, es de ensino.As obras de cari- bem o trabalho com a juventude como tarefa apostolica. As congregagécs femininas ativas de tempos mais recentes, en tio, exercem atividades genuinamente femininas: grande maioria das comunidades sas femininas também exerce atividades externas. Se + uma diferenga, esta 86 pode ser formal, uma vez que dentro de si. Qu tanto mais rica enche a alma, Mas, vida divina é amor, que nada exige para si, que se doa livremente, amor que se inclina miscricordioso para todo ser carente, amor que Cui da ¢ conserva, alimenta, ensina e forma, amor que sc entris tece com os tristes € que sc mostra alegre com os alegre, que se pie a servico de todo ser para que este se torne aqui: Jo que o Pai the destinou, numa palavra: 0 amor do coracio divino. E esse o desejo pr arse amando, tornarse completamente propriedade de ou- trem ¢ possuir plenamente esse outro. E nisso q) me a inclinagdo para o elemento pessoal ¢ para 0 hos pareceu scr o trico especificamente feminino, Quando essa entrega se da cm relagio a um ser humano tratase de um despojamento errneo, de uma escravizacio ¢, mor transbordante ‘undo do coragio feminino: entre mo tempo, de uma pretensio injustifi neahum ser humano pode cumprir. S6 Deus pode entregarse assim a modo que preencha todo 0 seu ser sem per Ja de si. Por isso mesmo, a entrega completa, princi josa, € ao mesmo tempo a tinica realizagio 1. do desejo feminino. Mas a vida divina que se aloja na vida entregue a Deus, jue di € promove a perfeitamente a como sendo o Ethos profissional que se exige d Qual € entio a conclusio pritica que devemos tirar? Que todas as mulheres, para cumprir a sua vocagio, devem tornarse religiosas? Certamente, no, Mas pode se afirmar que a natureza feminina, caida c desfigurada, 6 pode ser res la cm sua pureza € levada ao auge pelo fthos profis- 66 za fem Deus, Quer quer ocupe um lugar de destaque na vida pt nuros silenciosos de um convento, deve ser serva do ina pura quando ela se esteja vivendo como enbor, como 0 foi a ma ida: como virgem do tem: ido, nas tarefas humildes de dos apéstolos € da primeira co- orte do filho.Toda mulher seja um Christi, uma apéstola vocacio fe- .endlentemente da situaciio em que vivessem € odas cumpririam st ima deserita pode ser tra cio pritico da profissio. Mas se q cio pr contraste entre as nos: er como cla costuma ser Sem quase esm: onal ou, muitas vezes, a; sempre nervosa, irritada; de onde the viria a tranqiti we © a alegria internas para poder oferecer aos outros o? Diariamente acontecem peque: reconhecimento ‘dades; a conseqiiéncia € o desconforto na cas la € 0 afrouxamento dos lacos que unem a comunidade mulheres correndo atras do prazer que contraem e desfazem casamentos, que deixam a casa € os filhos entre dos estranhos que também nao se rev mos ou a empre contingéncia de terem que trabalhar fora enxerg: trabalho apenas um meio para aleancar um No caso dessas mulheres nao se pode falar nem em io nem em Ethos. Blas sio como areia a truicio da vida familiar ¢ a d sencialmente, com 0 predominio desse grupo, Seu preval mento s6 poder ser impedido se, adequada das i \irmos diminuir seu ntimero. Examinando, finalmente,o ntim ante grande daquelas que, segundo sua inclinacio € predisposigo, abragam um profissio ¢ cla realizam feitos consideriveis, encontramos entre clas muitas que se mostram inicialmente satisfeitas, mas depois descobrem que suas expectativas nao se cumpri- ram, de modo que, saudosas, comecam a procurar outro ob: o de terem srgado para corresponderem 3 Sua posi de um homem";como no procurassem ou ni s de fazerem frutificar na vida profission (ina, essa mesma natu mos que, nem mesmo l4,a média das pessé scu ideal. Certamente, em todos os tempos houve reli que no estvessem plenamente conscientes do alcance de SeUs votos ou que, no fervor juvenil de sua profissio, estives: sem dispostos a0 sicrificio total, sem contudo terem a pe severanga necessiria: sua existéncia costuma transformarse em tormento para € de.Além 's proprios ¢ em peso para a comunida: ss0, existem as dificuldades trazidas pela vida mo- derna: a profissio dupla da religiosa que deve manterse al: tura dos requisitos exigidos de uma enfermeira, professora ou assistente social cumprindo,ao mesmo tem seus deve- 68 ssposa que exerce uma poem a perder em mui- ste da média das mulheres, ct nbitos da vida verdadeiras heroinas wr e na reclusio do conven- de nossa propria luz irradiam todo 0 calor € toda proprios, transmitindo-Ihes bén- fa e ainda para geragdes futu- conservam seu coracio aber- essidades dos outros; as professorinhas ¢ fun: ois do trabalho afazeres demésticos im reservar tempo ¢ dinheiro para as mais ritativas.AS religiosas que, tam pelas almas ameagadas € cm seus sacrificios voluntirios pelos pecadores, De 1¢s vem essa forga para atos que, sob © ponto de vis- mesmo nas horas de maior pressio nervo- sae psiquica? 6 a forca da graca & capaz de livrar a natureza de su escéria restituindothe a sua pureza € libertandoa para in sgressar na vida divina. E a propria vida divina € a forga gers dora das obras de amor. Quem quiser manté4a sempre dentro. de si precisa nutrHla constantemente das fontes das quais cla sobretudo 0 sem cessar que sto os santos sacrament 10 do Amor. Uma vida feminina, que visa ter como vino, tera de ser uma vida eucaristica. ecerse a si mesm: IS, ter um coracio aberto sidades - isto s6 € possivel na convivenci dor no Santissimo. Quem procura 0 Deus Eucaristico ¢ se 69 aconsella com ele em todas as dificuldades, purificar pela forca santificante que parte do cio, quem se oferece na do corpo mistico de Cristo, de modo q se transforma segundo a imagem do Cora a0 Coragio Di ‘que nossa alma se trilhamos 0 caminho que Fle proprio trill na Terra € que continua trilhando na continuagao de su mistica, € tem mais: com os othos da f€ penetramos nas pro- \lezas secrctas de sua vida oculta no seio indade. Por outro lado, essa participagio da vida divina exerce ela pré- pria um forga libertadora tirando das preocupacées terrenas Jo-nos, mesmo nessa temporilidade, wm. Ic, um reflexo da vida bem-aventurada um caminho na luz. As instrugdes para essa caminhada em ngia da Tgreja. Por isso, | Resumamos: inina é aque la em que a alma femi ga set os € que possi receber a sua forma pela alma feminina, © principio forma: alma dor intimo jor que brota di Divino.A alma feminina obtém esse principio formador por meio da n cucaristica e linirgica, Com um adendo gostaria de levantar ainda uma per 0 esta, gunta, que me veio a mente, repetidas vezes, enqu va refletindo sobre o presente tema: Por que 70 progra por seu jo? E mais: nao existe também itureza desfigurada pela queda ecida em sua pureza? crago benéfica dos sexos na vida profissional s6 seria ac ambos com toda a objetividade tivessem oserhu em. $6 do mod