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A importância da Logística na Educação a Distancia no Estado do

Amazonas – Um Estudo de caso na Universidade Federal do


Amazonas

CELIA MAIA1
FRANCISCO CUNHA2
ROBERTA CASTRO3

RESUMO

Palavras Chaves: Logística, Ensino à Distância, Distribuição.

1 INTRODUÇÃO

O ensino a distancia e muito recente no estado do Amazonas

2 A LOGÍSTICA NO AMAZONAS

No Amazonas é imprescindível conhecer as particularidades do transporte, pois faz


parte de uma logística delicada, encontrando-se numa região de difícil acesso e onde os custos
são mais altos e diferenciados.

Segundo SILVA (2007), a logística é um processo com o qual se dirige de maneira


estratégica a transferência e armazenagem de materiais, componentes e produtos acabados,
começando dos fornecedores, passando através das empresas, até chegar aos consumidores.

O transporte na maior parte da região Amazônica é realizado por meio de modais de


transporte hidroviários e aeroviários. Manaus, sob o ponto de vista das condições geográficas
(isolamento e acessibilidade), pode ser considerada uma “ilha”, conforme SILVA (2007) para
a maior parte do continente brasileiro, pois os acessos são feitos basicamente por barcos e

1
Graduaçao em Administraçao
2
Graduação em Administração
3
Graduação em Economia
aviões. Portanto o transporte rodo-fluvial é predominante na região norte do país. Manaus é
um dos maiores pólos geradores de carga geral, por causa do Pólo Industrial de Manaus.

O transporte hidroviário de passageiros é realizado por meio de embarcações mistas


para passageiros e cargas, que fazem, para muitos municípios e vilas ribeirinhas, o mesmo
papel que o ônibus e o caminhão para o resto do país.
3 O ENSINO A DISTÂNCIA

Segundo MORAN (2005), Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem,


mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacialmente e ou
temporalmente, O ensino aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente
juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente
as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a
televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes. Confirmando, de
certo modo, as palavras de William Harper, escritas em 1886: "Chegará o dia em que o
volume da instrução recebida por correspondência será maior do que o transmitido nas aulas
de nossas academias e escolas; em que o número dos estudantes por correspondência
ultrapassará o dos presenciais."

A educação a distância (EaD), em sua forma embrionária e empírica, é conhecida


desde o século XIX. Entretanto, somente nas últimas décadas passou a fazer parte das
atenções pedagógicas. Ela surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões
de pessoas que, por vários motivos, não podiam freqüentar um estabelecimento de ensino
presencial, e evoluiu com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico, as quais
influenciam o ambiente educativo e a sociedade.

No do século XX, final da Primeira Guerra Mundial, surgiram novas iniciativas de


ensino a distância em virtude de um considerável aumento da demanda social por educação,
com o aperfeiçoamento dos serviços de correio, a agilização dos meios de transporte e,
sobretudo, o desenvolvimento tecnológico aplicado ao campo da comunicação e da
informação influíram decisivamente nos destinos da educação a distância. Em 1922, a antiga
União Soviética organizou um sistema de ensino por correspondência que em dois anos
passou a atender 350 mil usuários. A França criou em 1939 um serviço de ensino por via
postal para a clientela de estudantes deslocados pelo êxodo.

A partir daí, começou a utilização de um novo meio de comunicação, o rádio, que


penetrou também no ensino formal. O rádio alcançou muito sucesso em experiências
nacionais e internacionais, tendo sido bastante explorado na América Latina nos programas de
educação a distância. Após as décadas de 1960 e 1970, a educação a distância, embora
mantendo os materiais escritos como base, passou a incorporar articulada e integradamente o
áudio e o videocassete, as transmissões de rádio e televisão, o videotexto, o computador e,
mais recentemente, a tecnologia de multimeios, que combina textos, sons, imagens, assim
como mecanismos de geração de caminhos alternativos de aprendizagem (hipertextos,
diferentes linguagens) e instrumentos para fixação de aprendizagem com feedback imediato
(programas tutoriais informatizados) etc..

A educação a distância foi utilizada inicialmente como recurso para superação de


deficiências educacionais, para a qualificação profissional e aperfeiçoamento ou atualização
de conhecimentos. Hoje, cada vez mais esta sendo usada para um melhor discernimento das
formas de educação, também usada em programas que complementam outras formas
tradicionais, face a face, de interação, e é vista por muitos como uma modalidade de ensino
alternativo que pode complementar parte do sistema regular de ensino presencial.

O desenvolvimento da EaD pode ser descrito basicamente em três gerações,


conforme os avanços e recursos tecnológicos e de comunicação de cada época.

Primeira geração: Ensino por correspondência, caracterizada pelo material


impresso iniciada no século XIX. Nesta modalidade, por exemplo, o pioneiro
no Brasil é o Instituto Monitor, que, em 1939, ofereceu o primeiro curso por
correspondência, de Radiotécnico. Em seguida, temos o Instituto Universal
Brasileiro atuando há mais de dezenas de anos nesta modalidade educativa, no
país;
Segunda geração: Teleducação e Telecursos, com o recurso aos programas
radiofônicos e televisivos, aulas expositivas, fitas de vídeo e material impresso.
A comunicação síncrona predominou neste período. Nesta fase, por exemplo,
destacaram-se a Telescola, em Portugal, e o Projeto Minerva, no Brasil;

Terceira geração: Ambientes interativos, com a eliminação do tempo fixo


para o acesso à educação, a comunicação é assíncrona em tempos diferentes e
as informações são armazenadas e acessadas em tempos diferentes sem perder
a interatividade. As inovações da World Wide Web4 possibilitaram avanços na
educação a distância nesta geração do século XXI. Hoje os meios disponíveis
são: teleconferência, chat, fóruns de discussão, correio eletrônico, weblogs,

4
A World Wide Web (que em português significa, "Rede de alcance mundial"; também conhecida como
Web eWWW) é um sistema de documentos em hipermídia que são interligados e executados na Internet.
espaços wiki, plataformas de ambientes virtuais que possibilitam interação
multidirecional entre alunos e tutores.

A caracterização do estabelecimento de uma comunicação de múltiplas vias, com


vários referenciais que foram fundamentados nos quatro pilares da Educação do Século XXI
publicados pela UNESCO5, que são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver
juntos e aprender a ser.6 Para com isso a Educação deixa de ser concebida como mera
transferência de informações e passa a ser norteada pela contextualização de conhecimentos
úteis ao aluno. Na educação a distância, o aluno é desafiado a pesquisar e entender o
conteúdo, de forma a participar da disciplina.

No Brasil, desde a fundação do Instituto Rádio Técnico Monitor, em 1939, o hoje


Instituto Monitor, depois do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, e o Instituto Padre Reus
em 1974, várias experiências de educação a distância foram iniciadas e levadas a termo com
relativo sucesso, durante a década de 1960, com o Movimento de Educação de Base (MEB),
Igreja Católica e Governo Federal utilizavam um sistema radio-educativo: educação,
conscientização, politização, educação sindicalista etc.. Em 1970 surge o Projeto Minerva, um
convênio entre Fundação Padre Landell de Moura e Fundação Padre Anchieta para produção
de textos e programas. Dois anos mais tarde, o Governo Federal enviou à Inglaterra um grupo
de educadores, tendo à frente o conselheiro Newton Sucupira: o relatório final marcou uma
posição reacionária às mudanças no sistema educacional brasileiro, colocando um grande
obstáculo à implantação da Universidade Aberta e a Distância no Brasil.

Na década de 1970, a Fundação Roberto Marinho era um programa de educação


supletiva a distância, para ensino fundamental e ensino médio. Entre as décadas de 1970 e
1980, fundações privadas e organizações não-governamentais iniciaram a oferta de cursos
supletivos a distância, no modelo de Teleducação, com aulas via satélite complementadas por
kits de materiais impressos, demarcando a chegada da segunda geração de EaD no país. A
maior parte das Instituições de Ensino Superior brasileiras mobilizou-se para a EaD com o
uso de novas tecnologias da comunicação e da informação somente na década de 1990. Em
1992, foi criada a Universidade Aberta de Brasília (Lei 403/92), podendo atingir três campos

5
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) fundou-se a 16 de
Novembro de1945 com o objetivo de contribuir para a paz e segurança no mundo mediante a educação, a
ciência.
6
Pronunciamento: "Os Quatro Pilares da Educação: O seu Papel no Desenvolvimento
Humano". UNESCO (25 de Outubro de 2008. Disponível em <
http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001298/129801por.pdf > Acesso em 25 de outubro de 2008.
distintos: a ampliação do conhecimento cultural com a organização de cursos específicos de
acesso a todos, a educação continuada, reciclagem profissional às diversas categorias de
trabalhadores e àqueles que já passaram pela universidade; e o ensino superior, englobando
tanto a graduação como a pós-graduação. Em 1994, teve início a expansão da Internet no
ambiente universitário. Dois anos depois, surgiu a primeira legislação específica para
educação a distância no ensino superior.

O ensino a distância em Administração de empresas é uma área que vem se


desenvolvendo. Experiências em países de língua portuguesa, notadamente no Brasil, e em
outros países têm demonstrado uma atividade já consolidada. No Brasil, o MEC intensifica o
seu apoio governamental a cursos à distância para nível superior (stricto sensu e latu sensu),
entre outras áreas para cursos de administração.

3.1 CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - CED

O Centro de Educação a Distância - CED, da Universidade Federal do Amazonas tem


abrangência em onze municípios como pólos de irradiação: Manaus, Maués, Coari,
Itacoatiara, São Gabriel da Cachoeira, Parintins, Humaitá, Manacapuru, Lábrea, Eirunepé e
Benjamin Constant. Para tanto, levou-se em conta: os municípios que a UFAM tem Campi
instalados; o número de habitantes por município; número de professores em exercício sem
licenciatura e a estrutura de parcerias já existentes entre a Universidade Federal do Amazonas,
Prefeituras Municipais e Governo do Estado.

A população dos onze municípios representa aproximadamente 67% da população do


Estado. Nesses municípios concentram-se 69% dos professores que precisam cursar
licenciatura.

O objetivo do CED é construir e desenvolver processos sociais, tecnológicos e


pedagógicos de “Comunidades de Aprendizagem” fundadas na interação em “redes”
presencial-virtuais, semipresenciais e a distância. Os Pólos situam-se em locais estratégicos
das chamadas calhas (leitos agregadores) dos rios que cortam o Estado do Amazonas.

Levando sempre em conta as características regionais do Estado Amazonas, as


condições estruturais da Universidade Federal do Amazonas, a sistemática de parcerias
existente entre as instituições públicas e os suportes tecnológicos e teóricos de gestão da
aprendizagem em EaD.

Para a implementação do Programa, é imprescindível a organização da estrutura


administrativa, pedagógica, tecnológica e física na sede da Universidade e nos seus Pólos,
visando integrar os processos de concepção, execução, acompanhamento e avaliação dos
projetos a serem desenvolvidos. Indica-se três instâncias articuladoras desses processos,
configuradas de modo interdependente num Fórum de EaD, voltado para a gestão
administrativa, logística, tecnológica e pedagógica dos cursos, composto pela Coordenadoria
Executiva de Educação a Distância - CEEAD/UFAM, Coordenações de Curso e Pólos de
EaD.

Composição da Coordenadoria Executiva de Educação a Distância – CEEAD/UFAM

• Coordenador Geral;
• Secretaria Acadêmica;
• Coordenadores de Curso;
• Coordenadores de Pólo;
• Equipe de Apoio Administrativo;
• Equipe de Produção de Material Didático (Arte-gráfica, Roteiro Jornalismo,
Produção, Gravação, Logística, Edição, Cópias, Vídeo, Videoconferência e
Teleconferência);
• Equipe de Avaliação da Aprendizagem;
• Equipe de Produção e Apoio à UFAM Virtual;
• Comunicação e Marketing do Programa;
• Consultor Externo.

Composição das Coordenações de cada Curso:

• Coordenador de Curso;
• Equipe de Professores;
• Tutores.

Os Pólos se constituem meio e fim das atividades da EaD, para a qual devem se
articular os trabalhos da Coordenadoria Executiva e dos Cursos. A Universidade Federal do
Amazonas possui em cada Pólo, onde estão sediados os alunos, uma infra-estrutura e
organização de serviços que permitam o desenvolvimento de atividades de cunho
administrativo e acadêmico que um curso universitário de qualidade exige, dando especial
atenção aos processos tecnológicos, comunicacionais e de conhecimento da Educação a
Distância.

Para implantar e explorar as interfaces entre a comunicação, as tecnologias da


informática, o mundo do trabalho e a educação a distancia o CED teve que desenvolver,
implantar e manter projetos de informatização e recursos computacionais como suporte
pedagógico comunicativo.

Para produzir material instrucional em diversas mídias utilizando tecnologias da


inteligência no processo educacional para se criar e manter pesquisas, laboratórios e
bibliotecas correspondentes a área das tecnologias aplicadas à educação semipresencial e a
distância foi criado uma especialização, aos professores ministrante para realizar estudos e
pesquisas inter-relacionando os saberes formais e da comunidade, através de projetos de
desenvolvimento, reintegração de recursos do meio ambiente, cursos de formação continuada
e/ou de comunicação entre culturas e etnias diferentes na Amazônia e no país, para promover
eventos de socialização de conhecimentos e articulação institucional.

Estimulando e promovendo a realização de consultoria técnica, de programas de


capacitação e atendimento a solicitações de órgãos e instituições, com ênfase em
planejamento de políticas e programas de formação de docentes, colaborar com outras áreas
da Universidade, especialmente em atividades interdisciplinares de EAD com isso
possibilitando a Realização de ações que possibilitem o intercâmbio acadêmico, cultural e
tecnológico com as demais universidades da Amazônia brasileira e outras instituições de
âmbito internacional. Oferecendo cursos de formação inicial e continuada, em nível de
graduação e pós-graduação na modalidade a distância.
Fonte http://www.manausonline.com/tur_mapas_estado.asp - calhas dos rios da região amazônica

Mapas da região no google

Mapas da região no Yahoo

3.2 OS PÓLOS DO EAD DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

3.2.1 Município de Coari

O município de Coari foi criado em 21 de maio de 1854, sua área territorial é de


57.922 km², sua população é de 67.055 habitantes (conforme contagem feita pelo IBGE em
2008 - e enviada para o TCU em 14/11/2007), o que a coloca na posição de quinta maior
cidade do Amazonas, fica 363 km em linha reta e a 463 km em via fluvial de distância da
capital Manaus. Os meios de acesso a esse município é por transporte aéreo (01 hora) em
fluvial de barco regional são 2 dia, em barco de alumínio (a jato) são 8 horas. Coari teve um
bom desenvolvimento social e econômico, proporcionado pelo grande investimento do
governo federal no município, com a extração do gás. Essa contribuição permitiu desenvolver
programas sociais melhorando a qualidade de vida da população. A economia está baseada na
agropecuária e Indústria, principalmente na extração do gás. Em 2005 de acordo com IBGE o
PIB foi de 980.166 mil reais.

A Educação Superior no município teve um grande avanço a partir de 2001, quando as


instituições superiores começaram a ofertar seus cursos. Até o ano de 2001, os estudantes de
Coari, para ingressar na universidade precisavam deslocar-se para a capital do Estado. Hoje,
no município, está presente a UFAM com uma sede e vários cursos presenciais, assim como a
modalidade à distância em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a
Universidade Estadual do Amazonas (UEA) com uma sede e cursos presenciais.

3.2.2 Município de Lábrea

Lábrea foi criado em 11 de setembro de 1894, sua área territorial é de 68.229 km², sua
população é 38.451 habitantes (conforme contagem feita pelo IBGE em 2008 - e enviada para
o TCU em 14/11/2007), fica a 610 km em linha reta e a 1672 km via fluvial de distância da
capital Manaus. Os meios de acesso ao município são por transporte aéreo (02 horas e 20
minutos) ou fluvial de barco regional são 5 dia, em barco de alumínio (a jato) são 34 horas . O
município tem investido na educação, por acreditar que a melhoria da qualidade de vida da
população, hoje marcado por elevados índices de pobreza, só será possível se a educação tiver
um papel fundamental na formação da sociedade.

A economia do município está baseada na agropecuária e o setor de serviços. O PIB


do município em 2005 de acordo com o IBGE foi de 96.728 mil reais.

Grandes avanços já podem ser vistos no setor educacional. A UAB em parceria com a
UFAM levou ao município no ano de 2007 quatro cursos na modalidade à distância, entre eles
o curso de administração. A UAB em parceria com a UNIFESP e FIOCRUZ levou cursos na
área de Gestão de saúde. Há a presença de faculdades particulares em parceria com a
prefeitura oferecendo cursos para a população.

3.2.3 Manacapuru

Manacapuru foi criado em 15 de fevereiro de 1786 sua área territorial é de 7.329 Km²,
sua população é de 100.646 habitantes (conforme contagem feita pelo IBGE em 2007), a
distância da capital é de 79 km em linha reta e 102 km via fluvial de distância da capital de
Manaus. O acesso a esse município é feito por travessia em balsa e depois rodoviário.

Atualmente Manacapuru tem avançado na área socioeconômica, pois a construção do


gasoduto Coari-Manaus abriu oportunidades para o desenvolvimento da população, gerando
empregos diretos. A Economia do município baseia-se na agropecuária, na indústria e no
setor de serviços, e no ano de 2005 de acordo com o IBGE seu PIB foi de 282.213 mil reais.

A educação do município está avançando, pois hoje conta com um campus da


Universidade Federal e Estadual, com cursos presenciais e conta também com um pólo CED-
UFAM em parceria com a UAB. Sendo que o pólo atende outros municípios como Anamá e
Novo Airão, Caapiranga e Anori;

 Anama a Manacapuru: 4 a 5 horas de a jato (meio fluvial);


 Novo Airão a Manacapuru: 120 km de estrada;
 Caapiranga a Manacapuru: 5 a 6 horas de a jato (meio fluvial). Barco normal 10 a
12 horas.
 Anori a Manacapuru: de 6 a 7 horas.

3.2.4 Maués

Maués foi criado em 25 de junho de 1833, sua área territorial é de 39.988 Km², sua
população é de 48.808 habitantes (conforme contagem feita pelo IBGE em 2008 - e enviada
para o TCU em 14/11/2007), a distância da capital é de 267 km em linha reta e 356 km via
fluvial. O acesso a esse município é feito por transporte aéreo (50 minutos) e fluvial. A
população sobrevive do plantio e venda do guaraná e de serviços terceirizados. A economia
está baseada na cultura do guaraná, sua atividade mais importante. A agricultura e a pesca
aparecem, também, como outras fontes de renda do município. O PIB de 2005 de acordo com
o IBGE foi de 150.751 mil reais.
A educação superior do município conta com o apoio da Universidade Estadual-UEA
e um pólo do CED-UFAM, permitindo que parte da população busque qualificação em seu
próprio município, não precisando deslocar-se para os grandes centros.

4 QUAIS AS PRINCIPAIS DIFICULDADES DA LOGÍSTICA NO EAD DA UFAM?

Segundo Lorenzo Mangabeira, 2005 Costuma-se dizer que o problema da Região


Amazônica não é de logística e sim de falta de infra-estrutura para o atendimento da região.
Se o estado das rodovias, ferrovias e hidrovias brasileiras é precário ou tem o seu potencial
subutilizado, na região norte do País a situação é ainda mais grave. O maior exemplo disso
talvez seja o da Transamazônica, que deveria construir o milagre brasileiro, mas hoje é o
pesadelo de produtores que dependem dessa estrada para escoar sua produção. O que
diferencia o Amazonas dos demais Estados Brasileiros

É claro que a solução para os problemas de infra-estrutura passam pelo âmbito


governamental. Tanto nas instâncias estaduais quanto federais precisam fazer a sua parte,
investindo na manutenção e conclusão de rodovias, além de elaborar um plano de utilização
do grande potencial hídrico da região, contribuindo para reduzir custos e agilizar o tráfego de
produtos na região.

A Universidade Federal do Amazonas não ficou esperando os investimentos do


governo para tomar uma atitude. Foi preciso tomar a iniciativa com vários projetos, buscando
alternativas para reduzir os problemas e descobrindo novas oportunidades de ensino. Nesse
aspecto, a logística passa a ser fundamental para unir os alunos e professor em busca de
soluções que minimizem custos aumente a produtividade, a eficiência e a satisfação dos
consumidores da região. Nesse enfoque, a logística deixa de ser o problema para se
transformar em solução para os problemas estruturais da região norte

Para demonstrar-mos o quanto é importante a educação a distancia no Estado do


Amazonas em virtude das distancias territoriais. Nas outras regiões contamos horas o
translado de um estado a outros, aqui na nossa região norte se conta em dias pra se
deslocamos de um município ao outro um exemplo se sairmos de Manaus e fomos para o
município de Guajará de barcos são 34 dias de barcos navegando dia e noite de avião.

O nosso principal meio de transporte e de via fluvial que são os barcos regionais, isso
torna a necessidades de levar a educação a quase todo canto do estado que é de dimensões
continentais. Os alunos e professores do interior moram em comunidade de dias de viagens do
seu pólo tem que vir ao pólo ou ir à localidade que estiver internet para poder postar suas
atividades.

Essa é uma das maiores dificuldade que o aluno encontra para estuda não sendo só, mas
a capacitação para professores presenciais, com um ensino de qualidade e mais barato para os
governantes sendo essa modalidade de ensino a distancia bem vantajoso em relação ao ensino
presencial e menos logística para sua realização.
CONCLUSÃO
BIBLIOGRAFIA

SILVA, Olavo Celso Tapajós. Conhecendo a logística amazônica. São Paulo: All Print
Editora, 2007.

LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia cientifica Marina de Andrade


Marconio, Eva Maria Lakatos. – 6ª. ed. – 6 reimpr. – São Paulo: Atlas 2008.

www.ufam.edu.br/c

Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3oa_Dist%C3%A2ncia


>. Acessado em 25 de outubro de 2008 às 16h:28.

Disponível em < http://www.eca.usp.br/prof/moran/dist.htm > . Acesso em 25 de outubro de


2008 às 16h:00

http://www.ead.ufms.br/ambiente/historico/

Pronunciamento: "Os Quatro Pilares da Educação: O seu Papel no Desenvolvimento


Humano". Unesco (13 de junho de 2003). Página visitada em 23 de dezembro de 2007.

Sérgio Guidi (26 de julho de 2000). Movimento Nacional em Defesa da Língua Portuguesa.
Página visitada em 23 de dezembro de 2007.

Leituras Adicionais

Marco Silva (org.). Educação Online: Teorias, Práticas, Legislação, Formação Corporativa.
1.ed. São Paulo: Loyola, 2003. 514 p. ISBN 85-15-02822-0

Disponível em < http://www.manausonline.com/tur_mapas_estado.asp > . acesso em 01 de


novembro de 2008 às 12:110 hs 25 de outubro de 2008 às 16h:00.

Lorenzo Mangabeira - Gerente de negócios da Kom International / ABGroup. Disponível em


< www.abgroup.com.br > . Acesso em 25 de outubro de 2008 às 18h:00
Os desafios da logística na Amazônia

Lorenzo Mangabeira

Isso sem citar a BR 163 (rodovia que interliga o leste do Pará à Cuiabá, no Mato Grosso) que
reduziria consideravelmente os custos com a exportação da soja brasileira para a Europa, além
de desafogar o tráfego da rodovia Belém Brasília (rota utilizada atualmente para todo o
transporte rodo-fluvial da região). Para se ter uma dimensão das perdas ocasionadas pela falta
de infra-estrutura, hoje a soja produzida em Mato Grosso tem de viajar 13.232 quilômetros até
chegar a Rotherdam (o maior porto da Holanda e canal de entrada dos nossos produtos na
Europa) via porto de Santos. Se essa mesma produção fosse escoada pelo porto de Santana,
no Amapá, via BR 163, a distância percorrida seria de 8.584 quilômetros. Ou seja, uma
economia de 65% no percurso de viagem.

Fica claro, portanto, o quanto essas deficiências afeta a competitividade das empresas
instaladas na região em comparação com as localizadas em outros estados. Enquanto no sul e
sudeste as empresas já passaram trabalham com estoque mínimo, que em muitos casos não
ultrapassa sete dias, na Amazônia o estoque médio das empresas é de 22 dias, ocasionando
um aumento nos custos na ordem de R$ 40 bilhões ao ano, segundo estudos da Associação
Paraense de Supermercados (ASPAS).

Se por um lado há excesso de certas mercadorias, por outro há a falta de oferta de


determinados produtos, os chamados pontos de ruptura. Significa que fabricantes, atacadistas,
distribuidores e varejistas perdem vendas a cada vez que o consumidor não encontra o
produto que pretendia adquirir no momento da compra. Segundo levantamento realizado na
região nos mais diversos ramos, as rupturas são responsáveis por até 40% das perdas no
faturamento das empresas.

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