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Neuropsicanálise já passou pela

cabeça de Freud?!

por Alberto Filgueiras

Sigmund Freud fundou um


pensamento alheio ao proposto pelas
ciências da saúde mental à sua época.
Foram diversas as contribuições que
podem ser atribuídas a este
neurofisiologista alemão que se tornou
a principal referência das pessoas de todo o Hemisfério Ocidental quando o assunto é
Psicologia. O Projeto de uma neurologia para psicólogos (Freud, 1895/1999) inaugura a
vontade de Freud em estabelecer, para a Psicologia, a faculdade de ciência natural
compreendendo os processos psíquicos como estados quantitativamente determinados a
partir de partículas materiais empiricamente verificáveis (Winograd, Sollero-de-
Campos, Landeira-Fernandez, 2007).
Podemos, portanto, imaginar que a teoria psicanalítica possui algumas valências
já mapeadas pelos neurocientistas, contudo isso não é bem assim. Muito ainda está
sendo estudado pelos psicanalistas para que possam compreender finalmente a mente
brilhante por trás da Psicanálise, e sem este conhecimento firmado e esclarecido, a
atividade da neurociência fica, de certa maneira, com obstáculos para demonstrar os
correlatos cerebrais e biofisiológicos dos construtos psicanalíticos. Apesar de eu
imaginar que tais correlatos não estejam em somente uma região, mas em um conjunto
de processamentos em rede de neurônios em todo o SNC, ainda assim deverá ser
possível construir teorias que estruturem a neuropsicanálise como campo de
conhecimento científico. Vale refletir!

OBS: A figura acima é referente a desenhos produzidos por Freud em 1879 em seus
estudos na área de neurofisiologia.

Este documento foi criado por Alberto Filgueiras. Se for usá-lo, referencie-o
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