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Professor Silvio Araujo de Sousa

Geografia - Economia
Atividade extra classe - PIB - 2009
PIB - Produto Interno Bruto - 2009 Escola Estadual Prof. Renê Rodrigues de
Brasil Oitava Economia do Mundo Moraes - Guarujá - SP— 20/03/2010

PIB - Produto Interno Bruto - Brasil


Definição – PIB – Produto Interno Bruto È definido como a somatória
de toda a riqueza (bens, produtos e serviços ) que o país produz du-
rante um determinado período, geralmente um ano. Isso inclui do
pãozinho até o apartamento de luxo. Ou seja, é um dos principais
indicadores utilizados para avaliar a evolução da ativida-
de econômica de uma região (país, estado, cidade) durante um de-
terminado período de tempo (mês, trimestre, ano). O PIB revela a
riqueza da região em avaliação.
Aplicação
É uma ferramenta que permite de forma prática medir a evolução da
economia, quando se compara a variação anual do PIB em cada tri-
mestre , comparando com o mesmo trimestre correspondente do
ano anterior. A comparação do PIB do 1 º trimestre de 2009 com o
1º trimestre de 2008, dará uma estimativa do crescimento anual do
PIB no período.
Cálculo do PIB
Produto Interno Bruto leva em conta três grupos da economia: Agropecuária, formada por Agricultura, Extrativa
Vegetal e Pecuária; Indústria, que engloba Extrativa Mineral, Transformação, Serviços Industriais de Utilidade Pú-
blica e Construção Civil; e Serviços, que incluem Comércio, Transporte, Comunicação, Serviços da Administração
Pública e outros serviços.
Fatores que influenciam o PIB
O primeiro fator que influencia diretamente a variação do PIB é o consumo da população. Quanto mais as pessoas
gastam, mais o PIB cresce. Se o consumo é menor, o PIB cai. O consumo depende dos salários e dos juros. Se as
pessoas ganham mais e pagam menos juros nas prestações, o consumo é maior e o PIB cresce. Com salário baixo
e juro alto, o gasto pessoal cai e o PIB também. Por isso os juros atrapalham o crescimento do país. Os investi-
mentos das empresas também influenciam no PIB. Se as empresas crescem, compram máquinas, expandem ati-
vidades, contratam trabalhadores, elas movimentam a economia. Os juros altos também atrapalham aqui: os em-
presários não gastam tanto se tiverem de pagar muito pelos empréstimos para investir. Os gastos do governo são
outro fator que impulsiona o PIB. Quando faz obras, como a construção de uma estrada, são contratados operá-
rios e é gasto material de construção, o que ele eleva a produção geral da economia. As exportações também fa-
zem o PIB crescer, pois mais dinheiro entra no país e é gasto em investimentos e consumo.
Quem calcula ?
Os cálculos do PIB são feitos e divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), um órgão do
governo que tem a missão institucional de retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua
realidade e ao exercício da cidadania.
A fórmula mais utilizada para calcular o PIB é:
PIB = C+I+G+X-M. Onde C representa o consumo privado, I é a totalidade dos investimentos realizados , G equi-
vale aos gastos do governo, X é o volume de exportações e M é o volume de importações.
Nova Metodologia de Cálculo
A nova metodologia implantada incluiu novos critérios propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em
sintonia com o crescimento de serviços como telefonia celular e levando em conta a economia informal. O novo
método trabalha com mais fontes de informação e leva em consideração 110 produtos (antes eram 80) e 56 ativi-
dades econômicas (contra 43 da metodologia passada). Segundo o IBGE, isso permite fazer um cálculo mais pre-
ciso. O novo método para contabilizar o desempenho da economia brasileira passou ainda a utilizar como fontes
de dados as pesquisas anuais setoriais da Indústria, Comércio e Construção Civil do IBGE e as receitas declaradas
das empresas à Receita Federal. A melhora metodológica significa um cálculo mais preciso das riquezas geradas
no país.
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Padronização Internacional
Cada país tem o seu próprio órgão ou instituto e sua própria metodologia para o cáculo do PIB, mas a medida que
a economia do país demonstra sinais de estabilidade, e ganha confiança do investidor estrangeiro, como é o caso
do Brasil, que atingiu um n ível de reservas internacionais acima de US$ 100 bilhões, risco país abaixo de 165,
aproximando-se da taxa média dos países emergentes, quitou sua dívida junto ao FMI, configurando uma situação
em que os técnicos do país vêem necessário adequar os cálculos para obtenção do PIB aos padrões internacionais,
países que seguem as orientações propostas pela ONU, obtém dados mais próximos da realidade e com muito
mais credibilidade.
Padrões Internacionais
Estes padrões internacionais encontram-se no Manual de Contas Nacionais de 1993 (System of National Accounts)
da ONU (Organização das Nações Unidas), realizado sob a responsabilidade conjunta de entidades com o Banco
Mundial, a Comissão das Comunidades Européias (Eurosat), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organiza-
ção para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Cálculo do PIB
O cálculo do PIB, no entanto, não é tão simples. Do preço final de cada produto, é preciso saber a contribuição de
cada setor para a produção e composição do preço final do produto. Por exemplo se você produziu uma obra de
arte e vendeu por R$ 50,00 , sabendo que precisou comprar madeira a R$ 10,00 mais as tintas R$ 20,00 , neste
caso a participação da indústria foi de R$ 30,00 e você que transformou a madeira em arte contribuiu com mais
R$ 20,00 para o PIB nacional. O índice só considera os bens e serviços finais, de modo a não calcular a mesma
coisa duas vezes. A matéria-prima usada na fabricação não é considerada. No caso de um pão, a farinha de trigo
usada não entra na conta. Um carro de 2002 não é computado no PIB de 2006, pois o valor do bem já foi incluído
no cálculo daquele outro ano. O IBGE precisa fazer cálculos para toda a cadeia produtiva brasileira. Ou seja, ele
precisa excluir da produção total de cada setor as matérias-primas que ele adquiriu de outros setores. Depois de
fazer esses cálculos, o instituto soma a riqueza gerada por cada setor, chegando à contribuição de cada um para a
geração de riqueza e, portanto, para o crescimento econômico.
O PIB em 2009
O valor do Produto Interno Bruto - PIB (a soma das riquezas produzidas pelo país) de 2009 sofre a primeira varia-
ção negativa desde 1992, ano em que a inflação atingia a casa do 20% mensais. Registrando com uma retração
de –0,2%, o fechamento das contas de 2009 revelou um PIB de R$ 3.143 bilhões.
As Causas da Estagnação Econômica
A crise global que teve início no mercado financeiro americano e se expandiu para todas as praças financeiras do
mundo, e consequentemente atingiu o Brasil, resultando na restrição de investimentos, redução das exportações,
abalou a indústria e desacelerou o consumo em 2009. A turbulência empurrou a economia brasileira para uma
estagnação.
A Ação do Governo
Medidas como a desoneração de tributos em artigos como carros, geladeiras, fogões e móveis e a expansão do
crédito em bancos públicos conseguiram atenuar esses efeitos e impulsionar o consumo das famílias que cresceu
4,1%, o menor nível desde 2004 (3,8%). Foi esse consumo, mesmo abaixo da média recente, que impediu uma
freada mais forte da economia. O governo também ampliou gastos como forma de fazer política anticíclica: seu
consumo aumentou 3,7% em 2009. Sob a ótica da produção, o setor de serviços, menos sujeito às crises e emba-
lado pelo consumo interno, avançou 2,6% em 2009 e atenuou a queda do PIB.
A crise travou também o comércio exterior do país: as exportações recuaram 10,3%. As importações cederam
com mais intensidade: 11,4%. Desse modo, o país teve a primeira contribuição positiva do setor externo para a
economia desde 2005, com acréscimo de 0,1 ponto percentual.

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Apuração 2009
No acumulado no ano de 2009, em relação ao mesmo período de 2008, o PIB variou -0,2%, resultado
da taxa de -0,1% para o valor adicionado e da redução de 0,8% nos impostos. Nessa comparação, a
agropecuária (-5,2%) e a indústria (-5,5%) tiveram quedas, enquanto os serviços (2,6%) cresceram.
PIB per capita
Assim, segundo as informações das Contas Nacionais Trimestrais, em 2009, o PIB em valores
correntes alcançou R$ 3.143 bilhões. Como em 2009, a população brasileira cresceu 0,99%, o PIB per
capita ficou em R$ 16.414, sofrendo uma queda de 1,2%, em volume, em relação a 2008.

Brasil - volta a ser a oitava economia do mundo e a segunda das Américas


Após 11 anos, Brasil voltou ao posto que havia sido perdido para a Rússia segundo ranking que considera PIBs em
dólares. Uma melhor colocação no ranking global, ajuda a atrair mais investidores e a elevar influência geopolíti-
ca; dados foram compilados pela Economist Intelligence Unit.

Glossário
PIB - Bens e serviços produzidos no país descontadas as despesas com os insumos usados no processo de
produção durante o ano.

PIB per capita - Divisão do valor corrente do PIB pela população residente no meio do ano de referência.

Fontes:
IBGE - Instituto de Geografia e estatística - Comunicação Social - 11 de março de 2010
Folha Dinheiro - São Paulo, sexta-feira, 12 de março de 2010
http://countryanalysis.eiu.com/ (acessado em 16/01/2010)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2803201002.htm (acessado em 16/01/2010)

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