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Subestação 
Concepção e Projecto 
 
 
Celso Silva   
Filipe Rocha 
José Alexandre   
 
 

   

[CONCEPÇÃO E PROJECTO] 
Projecto académico de uma subestação 60/15 kV no âmbito do Mestrado Integrado de Engenharia Electrotécnica 
e de Computadores da Faculdade de Engenharia do Porto 
ÍNDICE 
 
1.  JUSTIFICAÇÃO ..................................................................................................................................................... 4 
2.  LOCALIZAÇÃO ..................................................................................................................................................... 4 
3.  CONSTITUIÇÃO ................................................................................................................................................... 4 
3.1  Generalidades ...................................................................................................................................................... 4 
3.1.1  Subestação exterior ......................................................................................................................................... 5 
3.1.2  Subestação interior .......................................................................................................................................... 5 
3.1.3  Quadro de Comando e Serviços Auxiliares ...................................................................................................... 5 
3.2  ESQUEMAS UNIFILARES ....................................................................................................................................... 6 
3.2.1  Esquema Unifilar de 60kV ................................................................................................................................ 6 
3.2.2  Esquema Unifilar de 15kV ................................................................................................................................ 6 
4.  MONTAGEM ....................................................................................................................................................... 7 
5.  APARELHAGEM .................................................................................................................................................. 8 
5.1  ESTRUTURAS E FERRAGENS ................................................................................................................................. 8 
5.2  APARELHOS DE 60kV ............................................................................................................................................ 8 
5.3  EQUIPAMENTO DE 15kV .................................................................................................................................... 10 
5.3.1  Quadro de 15kV ............................................................................................................................................. 10 
5.3.1.1  Composição do Normabloco ................................................................................................................. 10 
5.3.2  Pára‐Raios de 15Kv ........................................................................................................................................ 11 
5.3.3 ............................................................................................................................................................................ 11 
5.3.4  Transformador Serviços Auxiliares, trifásico, em banho de óleo .................................................................. 11 
5.3.5 ............................................................................................................................................................................ 11 
5.4  QUADRO DE COMANDO E SERVIÇOS AUXILIARES ............................................................................................. 11 
5.4.1  Painel 1 – Serviços Auxiliares de C.A. e C.C. ................................................................................................... 11 
5.4.2 ............................................................................................................................................................................ 11 
5.4.3  Painel 2 – 60kV ............................................................................................................................................... 11 
5.4.4  Painel 3 – Contagem ...................................................................................................................................... 12 
5.4.5  FONTES DE ALIMENTAÇÃO DOS SERVIÇOS AUXILIARES ................................................................................ 12 
5.4.6  Corrente Alternada ........................................................................................................................................ 12 
5.4.7  Corrente Contínua ......................................................................................................................................... 12 
6.  LIGAÇÕES ......................................................................................................................................................... 13 
6.1  EM 60kV E 15kV ................................................................................................................................................. 13 
6.1.1  Rígidas ............................................................................................................................................................ 13 
6.1.2  Ligadores ........................................................................................................................................................ 13 
6.2  EM 15kV ............................................................................................................................................................. 13 
6.2.1  Cabos Isolados ............................................................................................................................................... 13 
6.3  LIGAÇÕES À TERRA ............................................................................................................................................. 14 

Concepção e Projecto 
 
6.3.1  Subestação Exterior ....................................................................................................................................... 14 
6.3.2  Posto de Seccionamento ............................................................................................................................... 14 
7.  REDE DE TERRAS ............................................................................................................................................... 15 
8.  PROTECÇÕES .................................................................................................................................................... 16 
8.1  EQUIPAMENTOS ................................................................................................................................................. 16 
8.1.1  Protecções Eléctricas ..................................................................................................................................... 16 
8.2  PESSOAS ............................................................................................................................................................. 17 
9.  NORMAS E REGULAMENTOS ............................................................................................................................. 19 
10.  ANEXOS ............................................................................................................................................................ 20 
   

Concepção e Projecto 
 
1. JUSTIFICAÇÃO 
Temos como objectivo a concepção do projecto de uma subestação de AT/MT de 60/15kV (com transformador de 
potencia ‐ 10MVA, com regulação de tensão) A subestação será uma instalação mista, com aparelhagem de montagem 
exterior a instalar no Parque Exterior de Aparelhagem e de montagem interior, a instalar no Edifício de Comando.  
Todas  as  infra‐estruturas  eléctricas  incluídas  no  âmbito  do  planeamento  da  subestação  serão  concebidas, 
dimensionadas e executadas em harmonia e conformidade com as peças escritas e desenhadas do respectivo projecto, 
com as normas habituais de execução e em conformidade com os preceitos legais e regulamentares vigentes. 
Na concepção geral do nosso projecto seguimo‐nos pelos princípios básicos de segurança geral das pessoas e bens; 
simplificação e padronização da construção; facilidade de condução e manutenção. 
   
Uma  subestação  deve  funcionar  com  regularidade.  Acima  de  tudo  deve  ser  económica  (custos  finais  e  iniciais 
reduzidos), segura e o mais simples possível. Deve prever uma ampliação e permitir funcionamento flexível, assim como 
disposição  adequada  das  linhas.  Além  disso,  deve  dispor  de  meios  necessários  para  que  seja  feita  a  manutenção  das 
linhas, disjuntores e seccionadores sem interrupção de serviço. 
 
A  implementação  de  uma  subestação  permite  uma  melhoria  na  produção  devido  ao  aumento  da  potência 
fornecida ao consumidor e na diminuição de custos para a empresa devido à diminuição do custo da energia. Apesar do 
grande investimento inicial, a diminuição do custo da energia origina um retorno do investimento a curto prazo. Além 
disso,  e  cada  vez  mais  importante  hoje  em  dia,  há  um  aumento  de  fiabilidade,  sendo  menos  provável  ocorrer  uma 
quebra no fornecimento de energia eléctrica o que implica óbvios problemas para a empresa a nível de produção. Este 
aumento de fiabilidade deve‐se ao facto de uma rede de AT ser menos complexa que uma rede inferior havendo menos 
espaço para falhas. 

Na  elaboração  deste  projecto  tivemos  também  em  consideração  a  regulamentação  em  vigor  contida  no 
"Regulamento de Segurança de Subestações e de Postos de Transformação e de Seccionamento" publicado pelo DL n.º 
42 895, de 31 de Março de 1960 e respectivas alterações; 
 
 
2. LOCALIZAÇÃO 
A  subestação  projectada  será  do  tipo  exterior,  construída  numa  zona  não  alagável  num  terreno  com 
aproximadamente  6000m2.  Será  situada  no  lugar  de  Penelas,  freguesia  de  Cambres,  pertencente  ao  concelho  de 
Lamego, distrito do Viseu. 
 
 
3. CONSTITUIÇÃO 
  A subestação projectada é uma subestação muito usual, de tipo misto, com aparelhagem de montagem interior 
e exterior, nomeadamente no Parque Exterior de Aparelhagem e no Edifício de Comando. 

3.1 Generalidades 

  A realização deste projecto inicia‐se com a escolha do local onde irá ser implementada a subestação. Procurou‐
se uma localização geográfica que permitisse não ficar muito distante da linha de alta tensão e que houvesse alguma 
equidistância aos restantes pontos de ligação. 

  Toda  a  projecção  e  estudo  da  subestação  foram  realizados  tendo  em  conta  as  normas  e  regulamentos  em 
vigor, regulamentos esses que estão identificados no capítulo “Normas e Regulamentos”. 
 
 
 

Concepção e Projecto 
 
3.1.1 Subestação exterior 

O Parque Exterior de Aparelhagem é constituído por: 
 
 Linhas aéreas com tensão de 60 kV e respectivos barramentos 
 Transformador de Potência (10MVA – 60/15Kv); 
 Transformador de Tensão; 
 Transformadores de Intensidade; 
 Bateria de Condensadores; 
 Aparelhagem de protecção; 
 Edifício de Comando; 
 Descarregadores de Tensão. 
 
 
 
3.1.2 Subestação interior 

O Edifício de Comando irá ser o local onde estará instalado o equipamento para MT (quadro metálico blindado 
tipo NORMAFIX), assim como os sistemas de comando, controlo e alimentação, estes últimos integrados em armários 
próprios  para  o  efeito  em  espaço  próprio.  Será  ainda  dotado  de  um  vestíbulo  de  entrada,  instalações  sanitárias, 
armazém/arquivo, repartidor de saídas e sala de comando 
 
Edifício de comando em alvenaria (concebido segundo um tipo de arquitectura que se enquadre, na medida do 
possível, na paisagem envolvente), previsto para acomodar um No Edifício de Comando ficará instalado o equipamento 
principal  de  MT  ‐  quadro  metálico  blindado  ‐  e  os  sistemas  de  alimentação  e  de  comando  e  controlo,  estes  últimos 
integrados em armários próprios para o efeito. 
No  edifício  referido  no  ponto  anterior,  serão  ainda  adoptadas  medidas  construtivas que permitam  assegurar 
um  elevado  isolamento  térmico,  de  modo  a  garantir  uma  temperatura  média  interior  compreendida  entre  os  15ºC  e 
25ºC. Como acção complementar destas medidas, o edifício de comando, deverá ainda, ser dotado de um sistema de ar 
condicionado. 
 
 
3.1.3 Quadro de Comando e Serviços Auxiliares 

Os  armários  de  comando  e  controlo  serão  concebidos  de  modo  a  receber  os  Dispositivos  Electrónicos 
Inteligentes dos painéis AT do Sistema de Protecção, Comando e Controlo Numérico, os equipamentos complementares 
necessários ao correcto funcionamento destes painéis e à ligação dos cabos de BT. 

Os equipamentos destinados ao sistema de contagem, qualidade de energia e sistema de comunicações, bem 
como os referentes aos Serviços Auxiliares de Corrente Alternada e Contínua, incluindo os seus Dispositivos Electrónicos 
Inteligentes, serão também instalados em armários idênticos aos anteriores. 

Os serviços auxiliares podem ser de corrente alternada ou de corrente contínua: 
 
Os serviços auxiliares de corrente alternada da subestação estão previstos para 400 ‐ 230 V, uma frequência 
de  50  Hz,  sendo  que  a  sua  alimentação  é  assegurada  por  duas  fontes  distintas  que  corresponderão  aos  dois 
transformadores de serviços auxiliares MT/BT ligados a cada barramento de MT da instalação.  

Existirá também um sistema automático que garanta a comutação para outra fonte disponível em caso de falha 
da fonte em serviço. 
 
Os serviços auxiliares de corrente contínua da subestação da subestação estão previstos para 110 V, sendo a 
sua alimentação realizada a partir de um conjunto bateria‐carregador (bateria de tipo alcalino) que integra a função de 
televigilância.  

Concepção e Projecto 
 
Estarão equipados com um dispositivo de controlo permanente do isolamento dos circuitos, para a detecção e 
sinalização  da  ocorrência  de  defeitos  à  terra.  Em  caso  de  defeito  o  disparo  automático  não  será  provocado  devido  a 
imperativos de exploração. 

3.2 ESQUEMAS UNIFILARES 

Os esquemas unifilares encontram‐se disponíveis em anexo. 

3.2.1 Esquema Unifilar de 60kV 

É constituído pelos seguintes elementos: 

 Seccionador de facas 
 Transformador de tensão 
 Transformador de intensidade 
 Transformador de potência 
 Disjuntor 
 Aparelhagem de medida 
 Pára‐raios 
 

3.2.2 Esquema Unifilar de 15kV 

É constituído pelos seguintes elementos: 

 Pára‐raios 
 Bloco Normafix de cinco celas 
o Interruptor seccionador 
o Protecção do transformador com disparo por fusão de fusíveis 
o Duas protecções gerais dos cabos 
o Transformador de tensão 
 Transformador de serviços auxiliares 
 Aparelhagem de medida 
 
   

Concepção e Projecto 
 
4. MONTAGEM 
  Para a construção de uma subestação é necessário: 
 
 Executar o projecto e o seu licenciamento; 
 Executar a obra em que se insere a montagem; 
 Colocação em serviço da subestação 
 
  Sendo  o  objectivo  deste  trabalho  apenas  restringido  à  montagem  da  subestação,  apenas  iremos  focar  essa 
parte do projecto. É necessário: 
 
 Proceder à desmatação e terraplanagem do terreno caso seja necessário; 
 Construir os maciços de fundação, incluindo a instalação da rede de terra e betonagem. Maciços enterrados 
para a fundação de pórticos metálicos e de suporte de aparelhagem exterior, caminhos de cabos, troços de 
valetas, rede de terras; 
 Construir o parque interior da subestação que inclui a estrutura e instalações eléctricas; 
 Executar as redes de drenagem de águas residuais e pluviais. Bocas de saída e descarga nas linhas de água 
existentes, poço absorvente, fossa séptica; 
 Colocar estruturas de transporte, montagem e levantamento de estruturas metálicas. 
   

Concepção e Projecto 
 
5. APARELHAGEM 
5.1 ESTRUTURAS E FERRAGENS 

 
O  dimensionamento  das  estruturas  metálicas  a  instalar  no  Parque  Exterior  de  Aparelhagem  deverá  ser 
calculado de modo a resistirem eficazmente à conjugação dos esforços resultantes das forças de tracção, do peso e do 
vento que sobre elas sejam exercidos. 

Os pórticos de amarração de linhas AT serão dimensionados para um esforço de tracção de 1500 daN numa 
direcção  perpendicular  ao  pórtico,  por  fase,  no  caso  dos  condutores,  e  de  500  daN  também  numa  direcção 
perpendicular ao pórtico, por cabeçote, no caso dos cabos de guarda.  

As estruturas metálicas de suporte da aparelhagem AT e MT possuirão uma única coluna de apoio, em posição 
central,  executada  em  tubo  de  perfil  quadrado  de  aço.  Exceptuam‐se  os  seguintes  casos,  nos  quais  as  estruturas 
metálicas  serão  dotadas  de  duas  colunas  de  apoio:  suporte  dos  disjuntores  de  AT,  devido  aos  esforços  e  vibrações 
provocados pelo seu funcionamento, e suporte dos descarregadores de sobretensão fase‐terra e neutro‐terra, de forma 
a facilitar a ligação do neutro do TP, independentemente da sua posição relativa.  

Todas as estruturas metálicas de suporte de aparelhagem AT e MT e pórticos de amarração de linhas AT serão 
fixados,  aos  respectivos  maciços,  por  intermédio  de chumbadouros  metálicos,  de  modo  a  facilitar a  sua  montagem  e 
alinhamento.  

A  protecção  anticorrosiva  das  estruturas  metálicas  e  seus  acessórios  será  assegurada  por  galvanização  por 
imersão em banho de zinco quente, com excepção dos parafusos, porcas e anilhas que serão de aço inox. 
 
 
5.2 APARELHOS DE 60kV 

Seccionador 

O seccionador escolhido foi o SHDT 72,5 fabricado pela EFACEC. Este seccionador é de duas colunas rotativas, 
com  corte  central,  de  pólos  separados,  para  exterior.  Podendo  ser  actuado  através  de  ser  comando  manual  local  ou 
comando eléctrico à distância. 
 
 Tensão nominal máxima: 72,5 kV 
 Intensidade de corrente nominal: 1250A 
 Tensão de Ensaio de impulso: 
o Entre pólos e à terra: 325KV (pico)  
o Sobre a distância de seccionamento: 375KV (pico) 
 Tensão de Ensaio à frequência Industrial: 
o Entre fases e à terra: 140KV (eficaz)  
o Sobre a distância de seccionamento: 160KV (eficaz)  
 Intensidade máxima admissível:  
o De curta duração: 50 kA (valor eficaz) 
o De Pico: 80A (valor de pico) 
 
 
Disjuntor 
 
O  disjuntor  escolhido  é  o  disjuntor  GL309  F1‐3120,  fabricado  pela  EFACEC.  Este  tipo  de  disjuntores  possui 
câmara  de  corte  a  gás,  neste  caso  o  SF6.  Estes  são  compostos  pelos  pólos,  base  dos  pólos,  comando  e  estruturas  de 
suporte. Cada pólo é suportado por uma coluna de suporte que faz o isolamento à terra e um isolador onde está situada 
a câmara de corte do disjuntor. Os pólos e as tubagens de SF6 estão num compartimento único.  
 

Concepção e Projecto 
 
 Tensão nominal máxima: 72,5 kV 
 Intensidade de corrente nominal: 2000A 
 Tensão de Ensaio de impulso: 
o Entre pólos e à terra: 325KV (pico)  
o Sobre a distância de seccionamento: 375KV (pico) 
 Tensão de Ensaio à frequência Industrial: 140KV 
 Poder de corte em curto‐circuito: 31,5 kA 
 Poder de fecho em curto‐circuito: 80 kA p 
 Sequência de manobra nominal : A‐0,3seg ‐FA‐3 min‐FA ouFA‐15s‐FA 
 Duração nominal do curto‐circuito: 3s 
 
Transformadores de tensão  
 
O  transformador  de  tensão  escolhido  é  o  UTB  72,  fabricado  pela  ARTECHE.  O  transformador  de  tensão 
escolhido  tem  isolamento  do  tipo  papel‐óleo,  sendo  hermeticamente  fechado  e  funcionando  com  nível  de  óleo 
constante. Este transformador possui um indicador do nível do óleo e uma válvula de forma a ser possível o controlo do 
nível e da qualidade do óleo. São bastante utilizados devido ao seu tamanho, fácil manuseamento, sendo quase nula a 
sua manutenção ao longo do seu tempo de vida útil. 
 
 Tensão nominal máxima: 72,5 kV 
 Intensidade de corrente nominal: 2000A 
 Tensão de Ensaio de ao choque Atmosférico: 325 kV (pico) 
 Três enrolamentos secundários; 
 Relação de transformação:  
60000 100 100 100
/ / /  
√3 √3 √3 3
 As classes de precisão: 
5VA – cl 0,2 
10VA – cl0,5 
20VA – cl3P 
Transformadores de corrente 
 
O  transformador  de  intensidade  escolhido  é  o  TICXH  72,  fabricado  pela  Arteche.  Este  transformador  de 
intensidade escolhido é isolado com resina epoxy sendo revestido a porcelana. Com esta solução, obtêm‐se as mesmas 
características de um transformador a óleo, reduzindo o custo.  
 
 Tensão nominal máxima: 72,5 kV 
 Intensidade de corrente nominal: 2000A 
 Tensão de Ensaio de ao choque Atmosférico: 325 kV (pico) 
 Relação de transformação:  
100/1‐1‐1A 
 As classes de precisão: 
5VA – cl 0,2 
10VA – cl 0,5 
20VA – cl 5P20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Concepção e Projecto 
 
Pára‐Raios  
 
O  pára‐raios  escolhido  é  o  2HSRC(P)75  fabricado  pela  Tyco.  Este  equipamento  apresenta  como  principais 
características a homogeneidade apresentada pela resina e fibra de vidro em torno da superfície de óxido de zinco, uma 
boa condutividade mesmo quando sujeito a elevadas descargas e um peso reduzido em relação à porcelana. 
 
 Tensão Nominal: 75 kV 
 Tensão Máxima de Operação: 60kV 
 Corrente de Descarga: 10kA 
 
Para  o  transformador  de  potência  o  pára‐raios  escolhido  é  o  2HSRB(P)60  que  apresenta  as  mesmas 
características gerais do anterior diferindo apenas nos valores de alguns parâmetros.  
 
 Tensão Nominal: 60 kV 
 Tensão Máxima de Operação: 48kV 
 Corrente de Descarga: 10kA 
 
Transformador de potência 
 
O  transformador  de  potência,  trifásico  e  com  os  enrolamentos  separados  em  banho  de  óleo,  possui  as 
seguintes características: 
 
 Tensão Nominal AT: 60 kV 
 Tensão Nominal MT: 15 kV 
 Regulação de tensão:  111,5% 
 Ligação do lado de AT: Estrela 
 Ligação do lado de BT: Triangulo 
 Método de arrefecimento: ONAN/ONAF 
 Potência nominal: 10 MVA 
 Tensão de curto‐circuito: 8 % 
 

 
5.3 EQUIPAMENTO DE 15kV 

5.3.1 Quadro de 15kV 

5.3.1.1 Composição do Normabloco 

Na subestação projectada, temos nove células Normafix. 
Sendo estas células normalizadas elas obedecem a certas características comuns quaisquer que sejam as suas 
funções: 
 
 Tensão Nominal 24KV 
 Nível de Isolamento: 
o 125KV ao choque(1,2/50 µs) pico 
o 50 KV à frequência industrial (1 min) eficaz 
 Intensidade de corrente nominal : 630A 
 Corrente de curta duração admissível (valor eficaz): 16KA(3s) 
 Grau de protecção do invólucro: IP3XC 
 
 
Em  seguida,  enuncia‐se  as  características  dos  componentes  que  fazem  parte  destas  células  e  respectivas 
características eléctricas: 
 
 

Concepção e Projecto 
 
Normafix Interruptor (ISF): 
 
 Corrente nominal: 400A ou 630A 
 Corrente de curta duração admissível (valor eficaz):  16KA (3 s) 
 
Normafix Seccionador  (F):    
 
 Corrente nominal: 630A 
 Corrente de curta duração admissível (valor eficaz):  16KA (3 s) 
 
Normafix Disjuntor:     
 
 Corrente nominal: 630A 
 Corrente de curta duração admissível (valor eficaz):  16kA (3 s) 
 Poder de fecho : 40kA (pico) 
 
5.3.2 Pára‐Raios de 15Kv 

O  pára‐raios  escolhido  é  o  HSRB(P)24    que  apresenta  as  mesmas  características  gerais  dos  dois  anteriores 
diferindo apenas nos valores de alguns parâmetros específicos. 
 
 Tensão Nominal: 24 kV 
 Tensão Máxima de Operação: 19kV 
 Corrente de Descarga: 10k 
5.3.3  

5.3.4 Transformador Serviços Auxiliares, trifásico, em banho de óleo 

Os  serviços  auxiliares  de  corrente  alternada,  serão  abastecidos  a  partir  de  um  transformador  de  potência, 
25kVA, 15/0,4kV, que possui as seguintes características: 
 
 Potência nominal: 25kVA 
 Tensão nominal primária: 15kV 
 Tensão nominal secundária: 400 V 
 Corrente nominal (BT): 343 A 
 Tensão curto‐circuito: 4% 
 Regulação: ±2x 2,5% 
 Grupo de ligação: Dyn5 
5.3.5  

5.4 QUADRO DE COMANDO E SERVIÇOS AUXILIARES 

5.4.1 Painel 1 – Serviços Auxiliares de C.A. e C.C. 

Será  utilizado  uma  unidade  terminal  de  protecção  de  transformadores  e  regulação  de  tensão,  a  TPU  TC420. 
Esta  unidade  é  equipada  com  regulador  em  carga,  e  com  protecção  e  unidade  terminal  de  supervisão  e  controlo  do 
respectivo andar de Média Tensão. 
 

5.4.2 Painel 2 – 60kV 

Este painel contém os serviços relativos à alimentação da aparelhagem auxiliar do equipamento instalado no 
parque  exterior,  como  motores  e  comandos  dos  seccionadores,  disjuntores  e  motores  de  accionamento  dos 
ventiladores do transformador de potência. 

Concepção e Projecto 
 
5.4.3 Painel 3 – Contagem 

A contagem é realizada a partir do quadro de comando que irá conter uma unidade UAC 420 com as seguintes 
características: 
 
 Comando, Controlo e Supervisão 
 Medidas das grandezas eléctricas com elevada precisão 
 Contagem de energia 
 Supervisão e medida da alimentação auxiliar 
 Registo Cronológico de Eventos 
 Detecção de Defeitos 
 Diagrama de Carga 
 Oscilografia 
 
5.4.4 FONTES DE ALIMENTAÇÃO DOS SERVIÇOS AUXILIARES   

5.4.5 Corrente Alternada 

Serviços auxiliares de corrente alternada em BT (230/400V) a partir do transformador de 25 kVA (15/0,4 kV). 

5.4.6 Corrente Contínua 

Serviços  auxiliares  de  corrente  contínua  em  BT  (12,  48,  110  V)  sendo  que  os  110  V  serão  alimentados  por 
Carregadores  Industriais  de  Baterias  Switching:  EFAPOWER  CIB  S  110/20  que  apresenta  as  seguintes  características 
gerais: 
 
Circuito AC 
 
 Bornes para ligação do sistema à rede 
 Disjuntor para protecção da entrada do módulo rectificador 
 Um módulo rectificador AC/DC ‐ SMF2800 para 110V/20A 
 
Circuito DC 
 
 Disjuntor magnetotérmico para seccionamento e para protecção contra a inversão da polaridade 
 Shunt's para medida da corrente de bateria e da corrente total do carregador 
 Disjuntor de saída para protecção das baterias 
   

Concepção e Projecto 
 
6. LIGAÇÕES 
6.1 EM 60kV E 15kV 

6.1.1 Rígidas 

As ligações entre a aparelhagem de AT e a ligação dos painéis de AT ao barramento serão efectuadas em cabo 
de  alumínio  nu  multifilar.  As  ligações  entre  os  seccionadores  de  barramento  de  painéis  AT  dispostos  frente  a  frente 
serão efectuadas em tubo de alumínio, sendo em cabo de alumínio nu multifilar a ligação destes tubos ao barramento 
AT.  

O barramento de AT em tubo de cobre nú será E‐Cu F 50/40 com secção de 706,9 mm2.  

Todas  estas  ligações  apresentam  um  afastamento  entre  fases  de  1,5m  com  a  excepção  das  ligações  aos 
disjuntores  de  AT  e  aos  transformadores  de  potência  AT/MT,  que  dependem  da  distância  entre  pólos  do  respectivo 
equipamento.  

O barramento de MT em tubo de cobre será E‐Cu F 40/36 com secção de 239 mm2.  

O tipo de montagem adoptado para as ligações aos transformadores de potência permitirá a sua substituição 
de uma forma expedita, uma vez que, apenas será necessário desligar os condutores em cabo de alumínio ligados aos 
terminais  AT  e  MT  do  referido  transformador  e  as  ligações  de  BT  que  serão  asseguradas  por  intermédio  de  fichas 
extraíveis. 

Os cálculos que determinaram estas escolhas encontram‐se disponíveis em anexo. 

6.1.2 Ligadores 

Numa subestação, as ligações entre condutores nús (entre si ou entre estes e a aparelhagem) são realizados 
por  ligadores  concebidos  de  forma  a  serem  de  montagem  simples  e  com  características  eléctricas  e  mecânicas 
adequadas. 

Os ligadores devem: 

 Assegurar uma repartição suficiente da corrente nos condutores a ligar; 
 Não aumentar a resistência eléctrica dos elementos do circuito onde estiverem inseridos; 
 Não originar aquecimentos suplementares em qualquer ponto do circuito durante a passagem de corrente; 
 Não  dar  origem  a  uma  queda  de  tensão  superior  a  aquela  observada  num  comprimento  equivalente  de 
condutor da mesma capacidade 
 Ser insensíveis aos balanços e às vibrações dos condutores, assim como às variações de tensão mecânica e 
de temperatura; 
 Ser resistentes à corrosão e aquecimento; 
 Possuir dispositivos que se oponham eficazmente ao desaperto em serviço 
 
Os ligadores podem ser fixos, elásticos ou deslizantes, de acordo com as ligações a realizar. 
 
6.2 EM 15kV 

6.2.1 Cabos Isolados 

Os cabos isolados de MT que realizam a ligação dos secundários dos transformadores de potência AT/MT, dos 
transformadores dos serviços auxiliares MT/BT, das reactâncias de neutro e dos escalões de baterias de condensadores 
às  respectivas  celas  do  quadro  metálico  de  MT  serão  cabos  unipolares,  possuindo  alma  condutora  em  alumínio, 
isolamento  constituído  por  uma  camada  extrudida  de  polietileno  reticulado  (PEX)  e  blindagem  em  fios  de  cobre 
envolvidos por fita de cobre.  

Concepção e Projecto 
 
No andar MT de 10 kV, devido à maior corrente estipulada necessária para os cabos isolados de MT, a ligação 
dos  secundários  dos  transformadores  de  potência  AT/MT  às  respectivas  celas  do  quadro  metálico  de  MT  será 
assegurada por cabos unipolares com alma condutora em cobre.  

Todos os cabos isolados de MT referidos deverão ter a sua armadura ligada à terra nas duas extremidades.  

Os cabos isolados de MT referentes aos circuitos de ligação dos secundários dos transformadores de potência 
AT/MT,  dos  transformadores  dos  serviços  auxiliares  MT/BT,  das  reactâncias  de  neutro  e  dos  escalões  de  baterias  de 
condensadores às respectivas celas do quadro metálico de MT serão instalados na totalidade do seu trajecto em tubos 
ou caleiras reservados para o efeito.  

Os cabos isolados de MT referentes aos circuitos das linhas serão instalados em tubos ou caleiras reservados 
para o efeito até à zona das saídas aéreas, onde passarão a ser instalados em valas até aos apoios de transição cabo 
subterrâneo/linha aérea. 

No dimensionamento dos cabos foi tido em conta a protecção contra curto‐circuitos, intensidade de corrente a 
transmitir e a secção mínima que permite que se verifique a condição de queda de tensão.  

Os cabos isolados de BT que asseguram os circuitos de corrente contínua e os circuitos de corrente alternada 
serão do tipo XV, com tensão nominal de 0,6/1 kV e secção de acordo com as funções que irão desempenhar, tendo em 
conta  as  considerações  enunciadas  atrás.  Estes  cabos  devem  ser  isentos  de  halogéneos,  resistentes  ao  fogo  e  não 
propagadores da chama e do fogo.  

Serão  instalados  em  tubos  e  caleiras  reservados  para  o  efeito,  com  excepção  dos  trajectos  de  subida  à 
aparelhagem, aos  comandos  da  aparelhagem  e armários  de  reagrupamento de  cabos.  Todos os cabos  isolados de BT 
deverão ter a sua armadura ligada à terra nas duas extremidades.  

Este dimensionamento encontra‐se descriminado em anexo. 

6.3 LIGAÇÕES À TERRA 

6.3.1 Subestação Exterior 

A ligação à terra das massas da instalação é efectuada através de um afloramento de um eléctrodo de terra em 
forma de laço, sendo que as ligações à terra dão‐se a nível de cada maciço das estruturas metálicas e apoios AT e junto 
aos prumos de vedação da subestação. 

Em  pontos  específicos  serão  instalados  eléctrodos  de  terra  verticais  e  varetas  de  aço  cobreado  com  2  m  de 
comprimento. 

6.3.2 Posto de Seccionamento 

As ligações à terra são realizadas nas extremidades da armadura dos cabos de baixa e média tensão, assim 
como ao nível do Quadro MT. 

   

Concepção e Projecto 
 
7. REDE DE TERRAS 
  De modo a reduzir os riscos de tensões de passo e de contacto e limitando‐as a valores não perigosos, em caso 
de defeito à terra é necessário conceber a rede geral de terras de forma a constituir uma rede equipotencial. 
 
Esta rede será um conjunto interligado formado por: 
 
 terra de protecção: destina‐se a contribuir para a segurança das pessoas nas proximidades de um objecto 
metálico da instalação susceptível de colocação acidental sob tensão em caso de defeito de isolamento; 
 terra de serviço: destina‐se a influenciar o comportamento da rede em caso de defeito à terra; 
 cabos de guarda: para proteger a instalação contra descargas atmosféricas directas. 
 
A  rede  geral  de  terras  será  uma  terra  única  constituída  por  um  circuito  de  instalação  subterrânea  e  por  um 
circuito de instalação à superfície, ligados entre si, e deverá obedecer ao regulamento em vigor. 

Dependendo  de  factores  como  a  resistividade  do  solo,  distância  à  subestação  de  alimentação  da  rede  AT  e 
respectiva  corrente  de  curto‐circuito  máxima  trifásica  e  fase‐terra,  assim  como  das  características  da  interligação  à 
subestação de alimentação à rede AT é efectuado o seu dimensionamento. 
 
Para  o  seu  dimensionamento  teremos  que  ter  em  conta  diversos  factores  condicionantes  da  localização  da 
subestação, tais como: 
 
 resistividade do solo; 
 valor da duração da corrente de curto‐circuito; 
 
Em caso de rotura acidental de um cabo de terra, nenhuma massa deve ficar isolada. É então necessário dispor 
duas  vias  de  escoamento  da  corrente  em  todas  as  ligações,  obrigando  a  que  todas  as  estruturas  e  massas  metálicas 
sejam ligadas aos circuitos de terra malhados sem interrupção do condutor. 

Na rede geral de terras, ficará o adjudicatário da empreitada de engenharia civil responsável por deixar pontas 
derivadas  do  circuito  de  instalação  subterrânea  junto  a  cada  maciço  das  estruturas  metálicas  e  apoios  AT,  junto  aos 
prumos  de  vedação  da  subestação  e  no  interior  do  Edifício  de  Comando.  Ficará  o  Adjudicatário  da  Empreitada  de 
Equipamento responsável pelo estabelecimento do circuito de terra de instalação à superfície e pela interligação deste 
às pontas derivadas do circuito subterrâneo, além da ligação dos tapetes e bancos equipotenciais. 
   

Concepção e Projecto 
 
8. PROTECÇÕES 
A  corrente  eléctrica,  quer  enquanto  fenómeno  de  causas  naturais  (caso,  por  exemplo,  das  descargas 
atmosféricas)  quer  enquanto  forma  de  energia  –  absolutamente  essencial  –  é,  como  se  sabe,  invisível  e,  ao  mesmo 
tempo, perigosa para bens e pessoas. 

  Afectação da 
Perigos da 
Riscos Eléctricos  Segurança de 
Electricidade 
pessoas e bens 

 
Pretende‐se que as funções de protecção da subestação sigam os seguintes princípios: 
 
 Selectividade de actuação minimizando a área afectada; 
 Redundância  na  actuação  permitindo  colmatar  o  deficiente  funcionamento  de  qualquer  componente  do 
sistema de protecções; 
 Coexistência  com  os  restantes  funcionalismos  do  SPCC  (Sistema  de  Protecção,  Comando  e  Controlo 
Numérico) 
 
 
8.1 EQUIPAMENTOS 

 
8.1.1 Protecções Eléctricas 

A protecção dos equipamentos contra descargas atmosféricas directas será efectuada por meio da instalação 
de  um  conjunto  de  condutores  de  terra  ‐  cabos  de  guarda  ‐  repartidos  sobre  a  área  total  do  Parque  Exterior  de 
Aparelhagem,  dando  continuidade  aos  cabos  de  guarda  das  linhas  aéreas,  montados  longitudinal  e  transversalmente 
nos  topos  das  colunas  dos  pórticos  da  subestação  e  da  estrutura  de  suporte  de  equipamento  MT  do  painel  do 
transformador 60 kV/MT. 
 
Quanto às sobretensões de origem interna ou atmosférica que penetram na subestação irá ser realizada uma 
protecção através da montagem de hastes de descarga nas cadeias de amarração das linhas AT, assim como através da 
instalação de descarregadores de sobretensão nas fases das linhas. 
 
Os  transformadores  de  potência  60  kV/MT  terão  protecção  especial  realizada  através  da  montagem  de 
descarregadores de sobretensão cuja função será a de limitar as sobretensões incidentes a valores compatíveis com os 
niveis de isolamento da aparelhagem a proteger. 
 
O  sistema  de  alimentação  de  BT  será  protegido  por  um  sistema  de  protecção  contra  sobretensões.  Na 
alimentação  de  corrente  alternada  deverá  ser  prevista  a  instalação  de  três  níveis  de  protecção  (alta  capacidade, 
primária ou média e secundária ou fina) e na alimentação de corrente contínua deverão ser instalados dois níveis de 
protecção (alta capacidade e primária ou média). 
 
 
 
 
 
 
 

Concepção e Projecto 
 
8.2 PESSOAS 

As partes activas do equipamento eléctrico devem ser permanentemente protegidas, a fim de se protegerem 
as vidas e bens contra os perigos devidos à corrente eléctrica. Assim, devem‐se tomar medidas especiais de segurança 
de acordo com a natureza do perigo que representam: 
 
 Protecção contra contactos directos com as partes activas 
 Protecção  contra  contactos  indirectos  com  componentes  eléctricos  e  outras  partes  electricamente 
condutoras, que podem ficar em tensão, no caso de defeito acidental de isolamento 
 
A protecção contra contactos acidentais com condutores nus ou aparelhos em tensão, que não se encontrem 
protegidos por isolamento, é prevenida utilizando técnicas de segurança por afastamento e por obstáculo. 
 
São  consideradas  duas  zonas  para  as  distâncias  de  afastamento  de  segurança:  zonas  de  guarda  e  zonas  de 
segurança. A primeira  assegura  a  ausência  de  risco  de  escorvamento  e  depende  do  valor  da  tensão,  enquanto  que  a 
segunda define o espaço dentro do qual todos os perigos relacionados com contactos eléctricos estão afastados. Esta 
última é composta por distância de segurança vertical e para trabalhos. 
 
 

â ç  
â ç
ç
â ç

 
 

Zona de  Zona de Segurança (m) 
Tensão 
Guarda  Segurança  Zona de Trabalhos 
(kV) 
(mm)  Vertical  Horizontal Vertical 
15  240  3  3  3 
60  700  3.5  3  3 
Distâncias de afastamento de segurança 
 
A  segurança  por  obstáculos  é  também  utilizada  para  tornar  inacessível  qualquer  condutor  ou  aparelho  não 
protegido por isolamento que se encontre em tensão, por adopção de quadros metálicos. 
 
Os  quadros  metálicos  são  envolventes  metálicas  que  são  sujeitas  a  normas  de  construção  rigorosas, 
apresentando boas características ao nível da segurança das pessoas, da qualidade de serviço e de fiabilidade: 
 
 Facilidade de montagem 
 Utilização de SF6 ou vácuo como meio dieléctrico 
 Integração dos encravamentos necessários para evitar falsas manobras 
 Seccionador de terra com operação independente do operador, possuindo poder de fecho para correntes 
de defeito de curta duração da cela 
 Resistência ao arco interno 
 
Os quadros metálicos são do tipo blindado e compostos por celas elementares pré‐fabricadas, cada uma das 
quais se encontra dividida em compartimentos fechados em todas as suas faces. 
 
Os  arcos  internos  que  eventualmente  surjam  no  interior  do  quadro  metálico,  quando  de  um  defeito  ou 
condições de serviço excepcionais, não podem colocar em risco a segurança das pessoas que possam encontrar‐se no 

Concepção e Projecto 
 
local, razão pela qual é dispensada grande atenção à sua concepção. Além disso, a concepção dos quadros é de forma a 
garantir que um incêndio resultante de um defeito interno numa cela não se propaga às celas vizinhas. 
 
Os equipamentos que exijam conservação periódica e os que tenham maior probabilidade de avaria, devem ser 
montados de forma extraível. Um desses casos é o disjuntor, permitindo assegurar a função normalmente atribuída aos 
seccionadores de isolamento de linha ou de barras, pois o corte é visível pela posição do disjuntor na cela.  
 
Com  a  finalidade de não  permitir  falsas  manobras,  os  quadros  são dotados de dispositivos  de  encravamento 
dos órgãos de manobra. 

Apenas os trabalhos de conservação podem necessitar de desmontagem parcial das envolventes metálicas de 
protecção e nesse caso, adoptar‐se‐ão medidas complementares de segurança tais como verificação de tensão e ligação 
à terra dos condutores envolvidos nos trabalhos. 

Quanto à protecção contra contactos indirectos com partes da instalação que é condutora temporariamente, 
normalmente por avaria, mas que está isolada das partes condutoras da instalação, devem ter‐se em atenção medidas 
adicionais  no  caso  do  contacto  indirecto,  de  forma  a  prevenir  a  ocorrência  ou  a  persistência  de  tensões  de  contacto 
perigosamente altas, nos componentes do equipamento eléctrico ou nas partes condutoras na sequência de defeitos de 
isolamento. 
  
Existem vários tipos de ligações à terra, designadas normalmente por associação de duas ou três letras, onde a 
primeira  define  a  situação  do  neutro  em  relação  à  terra,  e  a  segunda,  a  situação  das  massas  em  relação  à  terra;  a 
terceira letra fornece uma informação complementar sobre as funções do condutor de protecção. 
 
O presente projecto usam o sistema TT que tem as seguintes características técnicas e operacionais: 

Disparo obrigatório ao 1º defeito 
Tipo de 
Operação  Sistemas por detecção de corrente de defeito e corrente residual‐
diferencial 
Neutro ligado directamente à terra; 

Princípio de  Massas deverão ser ligadas à terra por meio de condutores de 
protecção, directamente ou através do condutor geral de protecção; 
Funcionamento 
Dispositivo de protecção assegurando o corte em caso de defeito, 
num tempo compatível com a curva de segurança; 

Se as massas forem ligadas à terra em vários pontos, é preciso instalar 
um DDR para cada grupo de saídas ligadas à mesma terra; 
Exigências 
Técnicas  O condutor de protecção deverá sempre ser ligado exteriormente ao 
Suplementares  toro; 
Aconselhada a realização de ligações equipotencial principal e 
suplementar; 
Controlo frequente das condições de disparo dos aparelhos 
Exigências  diferenciais; 
Operacionais  Controlo de sistemas de terra de protecção das massas; 
 

A segurança de pessoas e da própria subestação deverá ser garantida pela instalação ou adopção dos seguintes 
procedimentos: 
 
 Disjuntores diferenciais em todos os circuitos correspondentes aos serviços; 
 Distâncias de isolamento de segurança; 
 Sistema de encravamentos que evitem falsas manobra; 
 Sistema de pessoas no edifício e respectivo alarme; 
 Sistema de detecção de incêndios no edifício e respectivo alarme; 
 Sistema de protecção do parque exterior contra sobrecargas atmosféricas directas, realizado com base em 
pára‐raios do tipo “Franklin” e complementado por cabos de guarda; 

Concepção e Projecto 
 
9. NORMAS E REGULAMENTOS 
  Para a realização deste projecto foram utilizadas as seguintes normas e regulamentos: 
 
 Regulamento de Segurança de Subestações e de Postos de Transformação e de Seccionamento, publicado 
pelo DL n.º 42 895, de 31 de Março de 1960 e respectivas alterações; 
 Directivas  Europeias  transpostas  para  o  enquadramento  legal  nacional  pelos  DL  n.º  441/91  de  14  de 
Novembro e DL n.º 155/95 de 1 de Julho, regulamentada pela Portaria n.º 101/96 de 3 de Abril; 
 Norma Portuguesa NP ENV 206 (1993); 
 Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré‐Esforçado ‐ REBAP (1983); 
 Regulamento de Estruturas de Aço em Edifícios ‐ REAE, e Eurocódigo 3; 
 Regulamento  Geral  das  Edificações  Urbanas  publicado  pelo  DL  n.º  38  382,  de  7  de  Agosto  de  1951  e 
respectivas alterações 

   

Concepção e Projecto 
 
10. ANEXOS 
CÁLCULOS ELÉCTRICOS 
Impedância da Rede 

2500 10 60 10
1 . . 
2500 10 60 10

Impedância dos transformadores 

2500 10 15 10
0,08 20 . .  
10 10 15 10

2500 10 15 10
0,04 4000 . .  
25 10 15 10

Cálculo das correntes de curto‐circuito 

 Para a linha AT 

60  

2500  

2500 10
24  
√3 √3 60 10

 Para o transformador, com  z=8%: 

100 100
10 10 125  
8

Tendo em conta que o transformador se encontra em série com a rede: 

2500 125
119  
2500 125

Assim, a corrente de curto‐circuito correspondente vem, e com  15 : 

119 10
4,58  
√3 √3 15 10

 Para o transformador dos serviços auxiliares 

100 100
50 10 1,25  
4

Concepção e Projecto 
 
Correntes de serviço 

10 10
96,23  
√3 √3 60 10

10 10
384,90  
√3 √3 15 10

25 10
36,08  
√3 √3 400

DIMENSIONAMENTO DOS CABOS DE MÉDIA TENSÃO E BAIXA TENSÃO 
Média Tensão 

Os  cabos  serão  escolhidos  tendo  em  conta  a  tensão  da  rede.  Para  a  Média  Tensão  (MT),  a  15  kV,  os  cabos 
escolhidos foram do tipo LXHIOV da Cabelte. Cabos monopolares em alumínio e isolamento em PEX. É necessário ter 
em atenção, aquando da escolha do cabo, as correntes de curto‐circuito para que em caso da ocorrência de um defeito 
o cabo esteja dimensionado de forma a suportar o esforço até ao momento da actuação das protecções.  

Dimensionando os três cabos que ligam o parque exterior á cela de entrada do quadro NORMAFIX 

A corrente é:   384,90 . 

Assim  e  tendo  em  conta  esta  corrente  e  que  a  tensão  máxima  de  serviço  será  17,5kV,  o  cabo  escolhido  é: 
LXHIOV (3x185mm2) ao ar e instalado em esteira. Tensão nominal: 8,7/15kV. 

Escolheu‐se  este  cabo  porque  a  intensidade  de  corrente  máxima  em  regime  permanente  é  de  :  406  (A). 
Portanto superior à corrente nominal de 384,90 (A). 

Características do cabo: 

Iz (A)  406 

S (mm2)  185 

Icc_máx (kA)  17,5 

R20ºC (Ω/km)  0,164 

Lesteira (mH/km)  0,48 

C (µF/km)  0,35 
 

23
⁰ ⁰ 1 í 90 20 0,164 1 0,004 90 20 0,00483 Ω  
1000 1000

23
2 2 50 0,48 10 0,00347 Ω  
1000 1000

⁰ 0,00483 0,00347 Ω  

Concepção e Projecto 
 
15 10
0,09Ω 
2500 10

Cálculo de If e Iq: 

384,90 0,8 307,92  

384,90 36,87° 230,94  

Cálculo da queda de tensão: 

∆ 0,00483 307,92 0,00347 230,94 2,29  

Cálculo da impedância equivalente: 

0,00483 0,00347 0,00483 0,00347


0,054 0,039 . .  
0,09

1 20 0,054 0,039 0,054 21,039 . .  

Cálculo da corrente de curto‐circuito: 

1
0,048 . .  
0,054 21,039

2500 10
0,048 4,62  
√3 15 10

Cálculo do tempo de fadiga térmica: 

185
√ 94 3,76  
4,62 10

Assim, pode‐se verificar que o cabo se encontra bem dimensionado. 

Para o cabo que liga a cela de protecção do transformador de serviços auxiliares e o próprio: 

A corrente é:   384,90 . 

Tendo em conta a corrente e a tensão máxima de serviço que será 17,5kV, o cabo escolhido é: LXHIOV (3x185mm2) ao 
ar e instalado em esteira. Tensão nominal: 8,7/15kV. 

Escolheu‐se este cabo porque a intensidade de corrente máxima em regime permanente é de : 406 (A).  

Características do cabo: 
Iz (A)  406 

  S (mm2)  185 

Icc_máx (kA)  17,5 
  R20ºC (Ω/km)  0,164 

Lesteira (mH/km)  0,48 

C (µF/km)  0,35 

Concepção e Projecto 
 
8,5
⁰ ⁰ 1 í 90 20 0,164 1 0,004 90 20 0,0017 Ω  
1000 1000

8,5
2 2 50 0,48 10 0,0013 Ω  
1000 1000

⁰ 0,0017 0,0013 Ω  

15 10
0,09Ω 
2500 10

Cálculo da queda de tensão: 

∆ 0,0017 307,92 0,0013 230,94 0,82  

Cálculo da impedância equivalente: 

0,0017 0,0013
0,019 0,014 . .  

1 20 0,054 0,039 0,019 0,014 0,073 21,053 . .  

Cálculo da corrente de curto‐circuito: 

1
0,048 . .  
0,073 21,053

2500 10
0,048 4,62  
√3 15 10

Cálculo do tempo de fadiga térmica: 

185
√ 94 3,76  
4,62 10

Assim, pode‐se verificar que o cabo se encontra bem dimensionado. 

O cabo de baixa tensão que liga o transformador de serviços auxiliares e o quadro dos serviços auxiliares: 

Sendo  que  a  corrente  nominal  aqui  é  de  36,08  (A).  Para  este  cabo  optou‐se  pela  utilização  de  3  cabos 
multifilares em esteira do tipo: (4 x XV16mm2) (0,6/1kV).  

Características do cabo: 

Iz (A)  83 
S (mm2)  16 
Icc_máx (A)  96 
R20ºC (Ω/km)  0,15 
Lesteira 
(mH/km)  0,24 
   

Concepção e Projecto 
 
12
⁰ ⁰ 1 í 90 20 0,15 1 0,004 90 20 0,00216 Ω  
1000 1000

12
2 2 50 0,24 10 0,001 Ω  
1000 1000

⁰ 0,0173 0,001 Ω  

400
6,4 10 . .  
2500 10

Cálculo de If e Iq: 

36,08 0,8 28,87  

36,08 36,87° 21,65  

Cálculo da queda de tensão: 

∆ 0,00216 28,87 0,001 21,65 0, 08  

Cálculo da impedância equivalente: 

0,00216 0,001
33,75 15,625 . .  

1 20 0,019 0,014 0,054 0,039 4000 33,75 15,625 33,82 4036,68 . .  

Cálculo da corrente de curto‐circuito: 

1
0,000248 . .  
33,82 4036,68

2500 10
0,000248 895  
√3 400

Cálculo do tempo de fadiga térmica: 

16
√ 143 2,56  
895

Assim, pode‐se verificar que o cabo se encontra bem dimensionado.  

   

Concepção e Projecto 
 
DIMENSIONAMENTO DOS BARRAMENTOS 
Barramento de 60kV: 

A distância entre as barras considerada é de 1,3 (m), e a distância máxima entre dois pontos de fixação é de 4 (m).  

Força electrodinâmica por unidade de comprimento: 

1,8 √2 1,8 √2 24 61  

Assim:   

5
2,04 10 2,04 10 61 253  
1,5

Momento flector máximo: 

253 500
á 7906,3  
16 16

Valor mínimo de módulo de resistência à flexão: 

á 7906,3
í 6,58  
1200

Pelo que a escolha do barramento será: tubular e em cobre de 50/40mm.  

O momento de inércia é:  

5,0 4,0
7,24 í  
32 32 5,0

5,0 4,0
18,11  
64 64

Temos então uma barra escolhida que é ‐  E‐Cu F de 50/40 mm, com as características explicitadas em seguida: 

 Secção útil: 706,9 mm2; 
 Massa por unidade de comprimento: 0,06 kg/cm 
 Corrente permanente: 1410 (A) 

Solicitações e esforços térmicos: 

Sendo este o barramento de AT o tempo de actuação das protecções é 0,3 (s). 

2,5 

0,2 ; 0,7. 

Pelo que se obtém: 

√ 24 0,2 0,7 22,8  

Concepção e Projecto 
 
22,8 10
í √ 0,3 84,5  
148

Visto  que  a  secção  do  barramento  está  bem  acima  deste  valor  de  secção  mínima,  pode‐se  afirmar  que  o 
condutor apresenta condições térmicas suficientes. 

Condição de ressonância 

Frequência de oscilação do barramento: 

1,1 10 18,1
112 112 8,2  
0,06 500

Como a frequência própria de oscilação está fora dos limites não admissíveis com intervalos: [40, 60] (Hz) 

[90, 110] (Hz) 

 O barramento escolhido respeita a condição de ressonância. 

Barramento de 15kV: 

A distância entre as barras considerada é de  0,4(m), e a distância máxima entre dois pontos de fixação é de 5 
(m).  

Força electrodinâmica por unidade de comprimento: 

1,8 √2 1,8 √2 4,58 11,66  

Assim:   

5
2,04 10 2,04 10 11,66 34,7  
0,4

Momento flector máximo: 

34,7 500
á 1083  
16 16

Valor mínimo de módulo de resistência à flexão: 

á 1083
í 0,9  
1200

A escolha para a barra do barramento foi por uma de 30/26 mm, mas que devido aos baixos valores, optou‐se 
pela utilização de uma barra que será: tubular e em cobre de 40\36mm. O momento de inércia é:  

4,0 3,6
2,16 í  
32 32 4,0

4,0 3,6
4,31  
64 64

Temos então uma barra escolhida que é ‐  E‐Cu F de 40/36 mm, com as características explicitadas em seguida: 

Concepção e Projecto 
 
 Secção útil: 239 mm2; 
 Massa por unidade de comprimento: 0,02 kg/cm 
 Corrente permanente: 790 (A) 

Solicitações e esforços térmicos: 

Para o barramento de MT o tempo de actuação das protecções é 0,3 (s). 

2,5 

0,2 ; 0,7. 

Pelo que se obtém: 

√ 4,58 0,2 0,7 4,34  

4,34,8 10
í √ 0,3 16  
148

Visto  que  a  secção  do  barramento  está  bem  acima  deste  valor  de  secção  mínima,  pode‐se  afirmar  que  o 
condutor apresenta condições térmicas suficientes. 

Condição de ressonância: 

Frequência de oscilação do barramento: 

1,1 10 4,3
112 112 6,9  
0,02 500

Como a frequência própria de oscilação está fora dos limites não admissíveis com intervalos: [40, 60] (Hz) 

[90, 110] (Hz) 

 O barramento escolhido respeita a condição de ressonância. 

Dimensionamento dos isoladores em Média Tensão: 

Os  isoladores  são  dimensionados  segundo  a  força  electromagnética,  dilatação  longitudinal  ou  a  força  crítica  de 
encurvamento. 

Esforços devidos a dilatação longitudinal: 

4,34 10
∆ 45 0,0061 0,3 45 45,1⁰  
239

∆ 2,39 1,1 10 1,7 10 45,1 2014,3  

Força crítica de encurvamento: 

Concepção e Projecto 
 
Força máxima para curvar o condutor tubular: 

1,1 10 4,31
347,4  
239

Visto que se verifica que F>Fk, a força longitudinal aplicada aos isoladores de extremidade será igual a Fk.  

Classe de Isoladores: 

O esforço a que os isoladores intermédios est~ºao sujeitos corresponde a: 

34,7  

Assim a força total exercida será: 

34,7 347,4
174,6  
2 2 2 2

Então, os isoladores intermédios a usar serão do tipo A, que suportam no máximo 375 kgf. 

Concepção e Projecto