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Memorial de cálculo - JAHYR - JUNIOR 2003

Memorial de cálculo - JAHYR - JUNIOR 2003

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o nome ja diz tudo
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INTRODUÇÃO

Este memorial tem como função a descrição do procedimento utilizado para dimensionamento das instalações hidro-sanitárias para os condôminos em determinado condomínio residencial. Este condomínio residencial, localizado na cidade de Chapecó – SC, encontra-se na rua “D”, em terreno que faz esquinas com a rua “D” e a rua Suruqua e se apresenta próximo à entrada oeste da UNOCHAPECÓ. As instalações hidro-sanitárias são divididas em duas etapas: • • Instalações hidráulicas; Instalações sanitárias.

Estas são sub-divididas em: • Instalações hidráulicas: o o o • Água fria; Água quente; Pluvial.

Instalações sanitárias o Redes de esgoto.

Neste trabalho demonstraremos como são obtidos os resultados apresentados nas plantas em anexo.

ETAPAS DO DIMENSIONAMENTO

Para o dimensionamento da distribuição de água fria certa ordem foi tomada para fins de cálculo. Primeiramente foi realizada a contagem dos apartamentos e determinada a população residente no condomínio. Foi adotado um número de habitantes por apartamento de 5 (cinco) indivíduos. A partir deste número, foi estimado um consumo médio de 200l (duzentos litros) por habitante por dia. Com estes dados foi determinado o conjunto de cálculos através da seqüência: • • • • • • • Determinação do consumo diário total; Dimensionamento dos reservatórios; Determinação do consumo máximo possível; Determinação do consumo máximo provável; Cálculo da perda de carga do barrilete; Dimensionamento do sistema elevatório; Dimensionamento da tubulação de entrada do edifício.

DETERMINAÇÃO DO CONSUMO DIÁRIO TOTAL

Depois de determinado o consumo por habitante e o número de habitantes no edifício, o consumo total de água diário foi realizado. Multiplicando o consumo diário pelo número de residentes no condomínio foi obtido o consumo total de água fria por dia:

* 4 apartamentos por andar, 5 habitantes por apartamento, 3 andare e consumo de 200 litros por habitante.

Assim o consumo de água diário foi determinado como de 12000l (doze mil litros) de água por dia.

DIMENSIONAMENTO DOS RESERVATÓRIOS

Tendo como base o consumo diário de água no edifício de 12000l (doze mil litros) os reservatórios puderam ser dimensionados. Pelo fato do edifício possuir duas escadas e estas serem locais privilegiados para a locação de reservatórios pela sua alta capacidade de suportar cargas, foi decidido pela colocação de dois reservatórios superiores, cada um localizado sobre uma escada. Em caso de falta de água ou qualquer outro problema, uma reserva de água para dois dias foi incorporada no cálculo, sendo assim:

Para facilitar a entrada de água e o bombeamento para os reservatórios superiores, dois reservatórios foram locados sob as escadas. Desta forma os 24000l (vinte e quatro mil litros) de água foram divididos entre os reservatórios superiores e inferiores da seguinte forma: • • 60% (sessenta por cento) no reservatório inferior; 40% (quarenta por cento) no reservatório superior.

Em cada lado do edifício será armazenado 12000l (doze mil litros) de água. Assim:

Segundo norma, o reservatório superior é responsável por armazenar uma quantidade intocada de água que servirá como reserva de incêndio para uso dos bombeiros. Para isso um total de 7500l (sete mil e quinhentos litros) foi adicionado aos reservatórios superiores. Então cada reservatório superior terá a capacidade de 12300l (doze mil e trezentos litros).

DETERMINAÇÃO DO CONSUMO MÁXIMO POSSÍVEL

O consumo máximo possível é a quantidade máxima de água que pode ser consumida simultaneamente na edificação. Para calcular este valor soma-se a o consumo de cada acessório (ex. vasos sanitários, tanque de lavar roupas, máquina de lavar louças) e determina-se o consumo total de água. Para isso, deve-se determinar a bitola do cano de entrada de água no acessório. Isto é feito analisandose a tabela 1.1 de onde retira-se a vazão do acessório, depois com este valor retirase a bitola comercial mais adaptada para este valor de vazão de projeto.

Aparelho sanitário Bacia sanitária Banheira Bebedouro Bidê Chuveiro ou ducha Chuveiro elétrico Lavadora de pratos ou de roupas Lavatório Com sifão integrado Mictório cerâmico Sem sifão integrado

Peça de utilização Caixa de descarga Válvula de descarga Misturador (água fria) Registro de pressão Misturador (água fria) Misturador (água fria) Registro de pressão Registro de pressão Torneira ou misturador (água fria) Válvula de descarga Caixa de descarga, registro de pressão ou válvula de descarga para mictório Caixa de descarga ou registro de pressão Torneira ou misturador (água fria) Torneira elétrica Torneira Torneira

Vazão de projeto L/s 0,15 1,7 0,3 0,1 0,1 0,2 0,1 0,3 0,15 0,5

0,15 0,15 por metro de calha 0,25 0,1 0,25 0,2

Mictório tipo calha Torneira ou misturador (água fria) Torneira Pia elétrica Tanque Torneira de jardim ou lavagem em geral Tabela 1.1

Ao analisar a tabela 1.1 chegamos ao valor de consumo por uma bacia sanitária com caixa acoplada de 0,15l/s. Com este valor olhamos na tabela 1.2 o valor de vazão que mais se adapta a este valor.

Diâmetro (mm e pol.) 13 (1/2) 19 (3/4) 25 (1) 32 (1 1/4) 38 (1 1/2) 50 (2) 63 (2 1/2) Tabela 1.2

Velocidade Máxima (m/s) 1,60 1,95 2,25 2,50 2,50 2,50 2,50

Vazão Máxima (l/s) 0,2 0,6 1,2 2,5 4,0 5,7 8,9

Segundo tabela 1.2 a vazão que mais se adapta ao consumo de 0,15l/s é de 0,2l/s. Sendo assim, a bitola correspondente a este acessório é de 1/2”. Ao somarmos os valores dos acessórios de um cômodo obtivemos a vazão correspondente àquela tubulação de entrada. Como o cômodo se repete em todos os andares, formamos assim uma coluna de água fria (CAF). Esta coluna de água fria tem vazão total igual a somatória das vazões acumuladas a cada andar. Ao acumularmos as vazão pudemos determinar a bitola da CAF em cada andar segundo a tabela 1.3. COLUNA TIPO 1 (CAF’s 1, 2, 3 e 4) diametr peças o VS 1/2 CH 1/2 LV 1/2 diametr peças o VS 1/2 CH 1/2 LV 1/2 diametr peças o VS 1/2 CH 1/2 LV 1/2 diametr peças o Tabela 1.3 Q ANDAR 3 Q sub D. sub ramal ramal Q acumulado 0,2 0,6 3/4 0,2 0,2 ANDAR 2 Q sub D. sub ramal ramal Q acumulado 0,2 0,6 3/4 0,2 0,2 ANDAR 1 Q sub D. sub ramal ramal Q acumulado 0,2 0,6 3/4 0,2 0,2 Q sub ramal TÉRREO D. sub ramal Q acumulado D da coluna (pol.) 1,8 1 1/4"

Q

D da coluna 1,2 1"

Q

D da coluna 0,6 3/4"

Q -

D da coluna -

Devida a disposição das peças para distribuição, três tipos diferentes de colunas foram criadas. Acima temos a coluna tipo 1 (banheiro tipo 1) que abastece as CAF’s 1, 2, 3 e 4. Abaixo temos as tabelas correspondentes a coluna tipo 2 (banheiro tipo 2, tabela 1.4) abastece as CAF’s 5, 6, 7 e 8 e a coluna tipo 3 abastece as CAF’s 9 e 10 (cozinhas e áreas de serviço, tabela 1.5). Leganda das colunas: VS – Vaso sanitário CH – Chuveiro LV – Lavatório MLR – Máquina de lavar roupa MLL – Máquina de lavar louças PIA – Pia da cozinha TANQ – Tanque de lavar roupas TORN – Torneira de jardim COLUNA TIPO 2 (CAF’s 5, 6, 7 E 8) diametr peças o VS 1/2 CH 1/2 LV 1/2 diametr peças o VS 1/2 CH 1/2 LV 1/2 diametr peças o VS 1/2 CH 1/2 LV 1/2 diametr peças o Tabela 1.4 Q ANDAR 3 Q sub D. sub ramal ramal Q acumulado 0,2 0,6 3/4 0,2 0,2 ANDAR 2 Q sub D. sub ramal ramal Q acumulado 0,2 0,6 3/4 0,2 0,2 ANDAR 1 Q sub D. sub ramal ramal Q acumulado 0,2 0,6 3/4 0,2 0,2 Q sub ramal TÉRREO D. sub ramal Q acumulado D da coluna (pol.) 1,8 1 1/4"

Q

D da coluna 1,2 1"

Q

D da coluna 0,6 3/4"

Q -

D da coluna -

COLUNA TIPO 3(CAF’s 9 E 10) peças MLR MLL PIA TANQ MLR MLL PIA TANQ diametro 3/4 3/4 1/2 3/4 3/4 3/4 1/2 3/4 ANDAR 3 Q Q sub ramal D. sub ramal 0,6 2 1 1/4 0,6 0,2 0,6 0,6 2 1 1/4 0,6 0,2 0,6 Q acumulado D da coluna 12,6 4"

ANDAR 2 peças diametro Q Q sub ramal D. sub ramal MLR 3/4 0,6 2 1 1/4 MLL 3/4 0,6 PIA 1/2 0,2 TANQ 3/4 0,6 MLR 3/4 0,6 2 1 1/4 MLL 3/4 0,6 PIA 1/2 0,2 TANQ 3/4 0,6 LV 1/2 0,2 ANDAR 1 Q Q sub ramal D. sub ramal 0,6 2 1 1/4 0,6 0,2 0,6 0,6 2 1 1/4 0,6 0,2 0,6

Q acumulado

D da coluna 8,6 2 1/2"

peças MLR MLL PIA TANQ MLR MLL PIA TANQ

diametro 3/4 3/4 1/2 3/4 3/4 3/4 1/2 3/4

Q acumulado

D da coluna 4,6 2"

TÉRREO peças diametro Q Q sub ramal D. sub ramal TORN 3/4 0,6 0,6 3/4

Q acumulado

D da coluna 0,6 3/4

Tabela 1.5

DETERMINAÇÃO DO CONSUMO MÁXIMO PROVÁVEL

O consumo máximo provável leva em consideração a chance de determinadas peças serem utilizadas simultaneamente. Para isso, cada peça recebe um determinado peso, dependendo do seu grau de utilização. Estes pesos podem ser retirados na tabela 1.6

Aparelho sanitário Bacia sanitária Banheira Bebedouro Bidê Chuveiro ou ducha Chuveiro elétrico Lavadora de pratos ou de roupas Lavatório Com sifão integrado Mictório cerâmico

Sem sifão integrado

Mictório tipo calha Torneira ou misturador (água fria) Pia Torneira elétrica Tanque Torneira de jardim ou lavagem em geral Tabela 1.6

Peça de utilização Caixa de descarga Válvula de descarga Misturador (água fria) Registro de pressão Misturador (água fria) Misturador (água fria) Registro de pressão Registro de pressão Torneira ou misturador (água fria) Válvula de descarga Caixa de descarga, registro de pressão ou válvula de descarga para mictório Caixa de descarga ou registro de pressão Torneira ou misturador (água fria) Torneira elétrica Torneira Torneira

Peso relativo 0,3 32 1 0,1 0,1 0,4 0,1 1 0,3 2,8

0,3 0,3 0,7 0,1 0,7 0,4

Determinados os pesos de cada peça, é feita a somatória dos pesos do cômodo. Como a cada andar estes valores se repetem, os pesos se acumular a cada andar. Com estes pesos acumulados são determinadas as vazões e o diâmetro de projeto da tubulação interpolando os valores através do ábaco 1.1. Ex.: Para um cômodo temos um vaso sanitário, um chuveiro e um lavatório. VS – peso 0,30 CH – peso 0,50 LV – peso 0,50 O peso acumulado neste caso é de 1,30. Sendo o edifício de três andares, obtivemos os pesos acumulados de 1,30 para o primeiro andar, 2,60 para o segundo andar e 3,90 para o terceiro andar. Usando o ábaco 1.1, conseguimos os valores de vazão e bitola para as CAF’s em cada andar: Andar 3 2 Diâmet ro 1 1/4" 3/4" Vazão 0,6 0,5

1 3/4" Tabela 1.7

0,34

Ábaco 1.1 Seguindo os passos mostrados anteriormente, pudemos montar as tabelas (1.8, 1.9, 1.10) a seguir de acordo com cada CAF.
Andar 3 Diâmetro 1 1/4" COLUNA TIPO 1 (CAF's 1, 2, 3 e 4) Vazão P. Acumulado Soma Pesos Peça Diâmetro 0,6 3,9 1,3 LV 1/2" CH 1/2" VS 1/2" 0,5 2,6 1,3 LV CH VS 1,3 LV CH VS 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" Peso 0,3 0,5 0,5 0,3 0,5 0,5 0,3 0,5 0,5

2

3/4

1

3/4

0,34

1,3

Térreo -

-

-

-

-

-

-

-

Tabela 1.8
Andar 3 Diâmetro 1 1/4" COLUNA TIPO 2 (CAF's 5, 6, 7 e 8) Vazão P. Acumulado Soma Pesos Peça Diâmetro 0,6 3,9 1,3 LV 1/2" CH 1/2" VS 1/2" 0,5 2,6 1,3 LV CH VS 1,3 LV CH VS 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" Peso 0,3 0,5 0,5 0,3 0,5 0,5 0,3 0,5 0,5

2

3/4

1

3/4

0,34

1,3

Térreo -

-

-

-

-

-

-

-

Tabela 1.9
CAF 5 Andar Diâmetro Vazão P. Acumulado Soma Pesos Peça 3 1 1/2" 1,6 23,2 7,4 MLL MLR PIA TANQUE MLL MLR PIA TANQUE 2 1 1/4" 1,3 15,8 7,4 MLL MLR PIA TANQUE MLL MLR PIA TANQUE 7,4 MLL MLR PIA TANQUE MLL MLR PIA TANQUE 1 MANGUEIRA Diâmetro Peso 3/4" 1 3/4" 1 1/2" 0,7 3/4" 1 3/4" 1 3/4" 1 1/2" 0,7 3/4" 1 3/4" 3/4" 1/2" 3/4" 3/4" 3/4" 1/2" 3/4" 3/4" 3/4" 1/2" 3/4" 3/4" 3/4" 1/2" 3/4" 3/4" 1 1 0,7 1 1 1 0,7 1 1 1 0,7 1 1 1 0,7 1 1

1

1"

0,85

8,4

Térreo 3/4"

0,3

1

Tabela 1.10

CÁLCULO DA PERDA DE CARGA DO BARRILETE Deve-se calcular a perda de carga no barrilete para determinar a altura final onde será localizado o reservatório superior. O método utilizado para este cálculo é o método de Hunter. Para isso deve-se determinar a distancia real que a água percorre no barrilete, desde a saída do reservatório até chegar até chegar à CAF. Neste projeto decidimos dividir os trechos para determinação das distâncias, pois uma mesma saída do reservatório divide-se em duas CAF’s, no caso dos trechos A-B-C-D e A-B-E (ver projeto do barrilete). Depois de determinados os trechos, os pesos de cada trecho foram determinados, a partir da somatória dos pesos acumulados. Com os valores dos pesos, o diâmetro da tubulação e a vazão de cada trecho foram determinadas a partir do ábaco 1.1. Determinadas as vazões e diâmetros de cada trecho utilizou-se o ábaco 1.2 para a determinação da velocidade de escoamento e também a perda de carga por metro de tubulação, esta devido ao atrito que a água sobre ao escoar (conduto forçado – fórmula de Fair-Whipple-Hsiao).

Ábaco 1.2 Para determinar os valores de perda de carga e velocidade, acha-se os pontos no ábaco correspondentes a vazão e diâmetro, e com o auxílio de uma régua, prolonga-se uma reta que intercepta o eixo de “J” e “V”. Como não foram admitidos valores de perda de carga maiores que 0,34m/m, alguns diâmetros obtidos tiveram que ser mudados, isto aconteceu no trecho A-B, assim, todos os diâmetros correspondentes ao trecho tiveram que ser aumentados. Cada trecho é formado pela tubulação e também por acessórios como cotovelos, válvulas e curvas. Isto faz com que aumente a perda de carga localizada. Por isso, cada acessório representa um valor equivalente em comprimento de tubulação segundo a segundo a norma NB-92 e NBR-5626. Assim em cada trecho obtivemos: Colunas tipo 1 e 2 Caixa – A – 2 curvas de 90° - 2x0,7 = 1,2m (Ø = 1 1/4") A – B – tê de passagem direta – 1,5m (Ø = 1 1/4") B – C – 1 curva de 90° - 0,7m (Ø = 1") C – D – 1 curva de 90° - 0,7m (Ø = 1") C – E – 1 curva de 90° - 0,7m (Ø = 1") Coluna tipo 3 Caixa – A – 2 curvas de 90° - 2x1,2 = 2,4m (Ø = 1 1/2") Caixa – A – 1 curva de 90° - 1,2m (Ø = 1 1/2")

Com a somatória destes valores obtemos o comprimento equivalente da tubulação em cada trecho. Somando o comprimento equivalente com o comprimento real da tubulação, obtivemos o valor do comprimento total. O comprimento total é então multiplicado pela perda de carga por metro de tubulação, assim chegamos à perda de carga total em cada trecho. O valor da maior perda de carga na tubulação, corresponde a medida a qual o reservatório deve ser elevado para que a menor pressão de projeto seja mantida. Neste projeto a perda pressão mínima de trabalho foi estabelecida como de 3mca, então, segundo nossas contas o reservatório deve se localizar à uma altura mínima de 4,33m. Segundo tabela 1.11

COLUNA TIPO 1 (CAF's 1, 2, 3 e 4) V. J l/m peso Q L/s diametro vel. m/s m/m real equival total hp 7,8 0,88 1 1/4" 1,1 0,073 1,53 1,4 2,93 0,21 7,8 0,88 1 1/4" 1,1 0,073 6,82 1,5 8,32 0,61 3,9 0,6 1 1,2 0,12 1,19 0,6 1,79 0,21 3,9 0,6 1 1,2 0,12 1,82 0,6 2,42 0,29 total (hf) 1,33 COLUNA TIPO 2 (CAF's 5, 6, 7 e 8) V. J l/m trecho peso Q L/s diametro vel. m/s m/m real equival total hp CAIXA - A 7,8 0,88 1 1,1 0,073 1,53 1,4 2,93 0,21 A-B 7,8 0,88 1 1,1 0,073 6,82 1,5 8,32 0,61 B-E 3,9 0,6 1 1,2 0,12 0,18 0,6 0,78 0,09 total (hf) 0,91 trecho CAIXA - A A-B B-C C-D COLUNA TIPO 3 (CAF's 9 e 10) trecho CAIXA - A A-B peso Q L/s diametro 23,2 1,6 1 1/2" 1 1/2" V. vel. m/s J l/m m/m real equival total hp 2 0,1 0,27 2,4 2,67 0,27 2 0,1 6,1 1,2 7,3 0,73 total (hf) 1,00

DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA ELEVATÓRIO Determinada a altura do reservatório e o consumo diário de água, tivemos de projetar o sistema de elevação de água. Este sistema deve se dimensionado para retirar a água das cisternas e mandá-la para os reservatórios superiores, de onde seguirão para consumo. A vazão mínima necessária para o edifício é calculada por:

Este valor da vazão é para um funcionamento da bomba em um período de 24h. Para dimensionamento utilizamos o tempo de funcionamento da bomba igual a 5 horas, ou seja, aproximadamente 20% de um dia. Então:

Com o valor da vazão calculamos o diâmetro de recalque pela fórmula:

Sendo:

Assim:

Sendo a bitola comercial que mais se adapta igual a 3/4", a bitola de sucção deve ser imediatamente superior, sendo escolhida de 1”. Para determinação da potência a ser utilizada na bomba, deve-se calcular o comprimento total da tubulação de recalque e tubulação de sucção. Sendo assim, o comprimento equivalente de sucção correspondente aos acessórios utilizados é dado por: Curva de 90° - 0,6m (Ø = 1") Válvula gaveta aberta – 0,2m (Ø = 1") A perda de carga para tubulação a tubulação é de J=0,03m/m Assim:

Então a perda de carga pode ser calculada como sendo:

Então a altura manométrica foi dada por:

Para calcular a altura de recalque utilizamos: 2 Curvas de 90° - 0,5x2=1,0m (Ø = 3/4") Válvula gaveta aberta – 0,1m (Ø = 3/4") A perda de carga para tubulação a tubulação é de J=0,12m/m Assim:

Então a perda de carga pode ser calculada como sendo:

Então a altura manométrica foi dada por:

Com estes valores determinamos a altura manométrica total do sistema como sendo:

A altura total do sistema é dada por:

A potência da bomba então pode ser determinada por:

Sendo n o rendimento da bomba igual a 50%:

Adota-se então a potência comercial aproximada de:

DIMENSIONAMENTO DA TUBULAÇÃO DE ENTRADA DO EDIFÍCIO

Calculado anteriormente o valor de Q, sendo a vazão mínima de água por dia. O valor de Q foi determinado através do cálculo:

A velocidade de 1m/s é considerada ideal para a entrada no edifício. Através do ábaco de Fair-Whipple-Hsiao (1.2 acima), determinamos como sendo o diâmetro de entrada para o edifício igual a 1/2".

DIMENSIONAMENTO DA REDE DE ÁGUA QUENTE Para o dimensionamento da tubulação de água quente foi determinado o tipo de aquecimento que seria usado pelo condomínio. Como determinado, o aquecimento é feito através de aquecedor de passagem localizado individualmente em cada apartamento. Cada apartamento possui uma coluna de água quente (CAQ) responsável por fornecer toda a água a ser aquecida e consumida naquele apartamento.

DIMENSIONAMENTO DA TUBULAÇÃO DE ÁGUA QUENTE Para determinação do diâmetro utilizado na tubulação de água quente foi utilizado o método dos pesos (máximo provável) para determinação dos diâmetros. Levando em consideração que o condomínio possui quatro apartamentos por andar e três andares sendo todos os apartamentos iguais, o dimensionamento de apenas uma coluna de água quente já determina os valores para as demais. Usando o método desenvolvido no dimensionamento de colunas de água fria pelo sistema de Maximo provável chegamos à tabela:
COLUNA TIPO 1 (CAQ's 1, 2, 3 e 4) Andar 3 Diâmetro 1" Vazão 0,78 P. Acumulado 6,9 Soma Pesos 2,3 Peça LV CH LV CH PIA 2 1" 0,64 4,6 2,3 LV CH LV CH PIA 1 1" 0,45 2,3 2,3 LV CH LV CH PIA Térreo Diâmetro 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" 1/2" Peso 0,3 0,5 0,3 0,5 0,7 0,3 0,5 0,3 0,5 0,7 0,3 0,5 0,3 0,5 0,7

Analisando a tabela a cima vimos que o maior diâmetro é de uma polegada isso corresponde ao diâmetro da tubulação do barilete.

DIMENSIONAMENTO DO AQUECEDOR Partindo do consumo de água para cada peça, dimensionamos o aquecedor individual de cada apartamento:
Consumo de água quente Peça LV CH PIA Consumo (l/h) 5,2 97,5 26

Número de peças: - 2 LV - 2 CH - 1 PIA

Sendo o consumo máximo provável em apartamentos igual a 30% e capacidade do reservatório de 125%, calcula-se:

Usando um reservatório padrão, tem-se a dimensão de 100 l e consumo de 1kw.

DIMENSIONAMENTO DA TUBULAÇÃO DE AGUA PLUVIAL Para o dimensionamento do sistema pluvial as áreas contribuintes foram divididas em duas: captação na cobertura e captação no terreno. Para fins de cálculo, usou-se uma intensidade de chuvas igual ao usado para a cidade de Chapecó, sendo que este valor muda de região para região.

CAPTAÇÃO DE AGUA NA COBERTURA Sendo a área construída de 408,3 m², e a área correspondente à captação da chuva de 378,05, calcula-se:

Vazão

Este valor caracteriza a vazão total sobre a cobertura.

DIMENSIONAMENTO DAS CALHAS Para determinação das calhas houve a necessidade de separação da cobertura em áreas de contribuição para cada calha. Estas foram delimitadas pela separação das águas constituintes dos telhados. As águas foram divididas em dois grupos. O grupo de calhas centrais e grupo de calhas laterais. Área de contribuição das calhas centrais 1 e 2 corresponde a 75,70 m² cada uma

para cada uma das calhas centrais.

Área de contribuição das calhas laterais 3, 4, 5 e 6 corresponde à área de 37,625m² cada uma

para cada uma das 4 calhas laterais.

A partir da vazão calculada e do caimento das calhas, dimensiona-se a calha como a partir da tabela:
VAZÕES EM L/MIN EM CALHAS RETANGULARES DE CONCRETO LISO LÂMINA D'AGUA E MEIA ALTURA DIMENSÃO (m) DECLIVIDADE a 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 b 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 0,50% 366 1626 4124 8171 14050 22022 33334 45220 60903 1% 518 2299 5832 11656 19870 31144 45727 63950 86130 2% 732 3251 8248 16343 28100 44044 64668 90439 121806

Segundo a tabela para uma declividade de 1%, as dimensões da calha para uma vazão de (calhas centrais), temos: Altura: Largura: Para as calhas laterais, Altura: Largura: a , temos:

DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES VERTICAIS Ao obter os dados correspondentes à vazão de cada calha, os condutores verticais foram dimensionados a partir do ábaco para determinação do diâmetro de calhas verticais:

Sendo a altura do prédio de 12m, chegamos aos valores: Condutores verticais centrais: Dois tubos (um para cada calha) de 4” Condutores verticais laterais 4 tubos (um para cada calha) de 3”

CAPTAÇÃO DE ÁGUA NO TERRENO Levando em consideração uma área total construída de 408,3 m², em uma área cuja taxa de ocupação é igual a 60%, a área total do terreno totaliza 680,5 m². Com esses dados a área de captação relativo ao terreno totaliza 272,2 m². Com isso calcula-se:

Vazão :

Somando a vazão de água que é encaminhada da cobertura com a vazão de água recolhida pelo terreno chegamos:

A partir deste valor determinamos o diâmetro da tubulação de saída de água para a rede pública de água pluvial. Considerando uma declividade de 0,1% e rugosidade n=0,011, temos:

ESGOTO

DIMENSIONAMENTO DOS TUBOS DE QUEDA Para o dimensionamento da tubulação de esgoto relativa a cada condomínio, utilizase o método de Hunter para a determinação do diâmetro nominal da tubulação. Como os banheiros de cada apartamento têm as mesmas peças a tabela para dimensionamento da tubulação pode ser dada por:
Tubo de queda dos banheiros Diâmetro do ramal secundário acumulado 50 100 9 100 9 100

Andar 3

Peça LV CH VS 2 LV CH VS 1 LV CH VS

Hunter 1 2 6 1 2 6 1 2 6

Diâmetro do ramal secundário 40 40 100 40 40 100 40 40 100

Hunter acumulado 3 6

Hunter acumulado

diâmetro do ramal primário

Hunter dos tubos de queda

tubo de queda

3 6

50 100 9 100 18 100

3 6

50 100 9 100 27 100

Térreo -

Primeiramente obtém-se o numero de Hunter de cada peça. Com este número o diâmetro da tubulação que sai de cada peça é determinado. Para o diâmetro do ramal secundário, soma-se o numero de Hunter da tubulação que despeja neste ramal. A partir deste número de Hunter acumulado o diâmetro do ramal secundário pode ser determinado. Somando os números de Hunter da tubulação dos ramais secundários obtém-se o número de Hunter dos ramais primários. Estes números também são utilizados para o dimensionamento dos tubos de queda.

Para o cálculo da tubulação de esgoto da cozinha obtém-se a seguinte tabela:
Tubo de queda das cozinha Diâmetro do ramal secundário 50 50 50 40 50 50 50 40 50 50 50 40 7 13 50 50 17 75 51 100 7 13 50 50 17 75 34 100 7 13 50 50 17 75 17 100 Diâmetro do ramal secundário acumulado diâmetro do ramal primário Hunter dos tubos de queda tubo de queda

Andar 3

Peça PIA MLL MLR TQ 2 PIA MLL MLR TQ 1 PIA MLL MLR TQ

Hunter 3 4 7 3 3 4 7 3 3 4 7 3

Hunter acumulado

Hunter acumulado

Térreo -

SISTEMA DE VENTILAÇÃO Para dimensionarmos a tubulação de ventilação deve-se primeiramente quantificar as unidades Hunter do ramal primário. A partir deste valor obtemos para os banheiros um número de Hunter acumulado de 9. Para este valor é necessário um diâmetro nominal de 50mm, o qual foi adotado. Segundo a tabela:
Grupo de aparelhos com bacia sanitária Número de unidades de Hunter de Diâmetro nominal do ramal de contribuição ventilação até 17 18 à 60 50mm 75mm

Para a cozinha obtivemos um valor de Hunter acumulado de 17, por isso o valor adotado como diâmetro nominal do ramal de ventilação foi de 50mm.

DIMENSIONAMENTO DOS COLETORES Para o dimensionamento dos coletores de esgoto parte-se dos números de Hunter acumulados no final de cada tubo de queda. Esses valores são somados a cada tubo de queda que entra no trecho. Para isso usa-se a tabela abaixo, com declividade de 1%.
Coletores Número máximo de unidades Hunter de Diâmetro contribuição nominal para declividade do tubo de 1% 100 150 200 250 300 400 180 700 1600 2900 4600 8300

No final do primeiro trecho temos um Hunter acumulado de:

Com isso temos um trecho acumulado de 27 e uma tubulação com diâmetro nominal de 100mm, acumulando o trecho seguinte, obtemos um numero de Hunter igual a 54. Os demais valores são apresentados na tabela:
Coletores e sub-coletores Caixa de inspeção 1 2 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 Hunter do tubo de queda 27 27 102 102 27 27 27 27 102 102 27 27 420 150 Hunter Acumulado 27 54 156 102 183 210 27 54 156 102 183 210 DN 100 100 100 100 150 150 100 100 100 100 150 150

A partir da tabela acima, determinamos os diâmetros dos sub-coletores e coletores até a saída do esgoto do terreno, onde é feita a ligação do esgoto na rede pública através de um tubo de 150mm.

PROJETO DE INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS E SANITÁRIAS

Jahyr Sarayva Júnior Junior Flach

Dezembro de 2009

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