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LAUDO TÉCNICO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS SPDA

LAUDO TÉCNICO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS SPDA Ourinhos / SP Abril de 2015

Ourinhos / SP Abril de 2015

1.0

Objetivo:

Laudo Técnico do SPDA - Sistema de proteção contra descargas atmosféricas

O presente documento tem a finalidade de atestar as condições técnicas do Sistema de

Proteção Contra Descargas Atmosféricas SPDA instalados na DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS MAITAN LTDA, localizado na Rua Celestino Lopes Bahia nº 795 Vila São Luiz na Cidade de Ourinhos SP, cujos setores vistoriados são todas as instalações existentes no mercado e que estão de acordo como o projeto de SPDA.

Em função da localização geográfica e demais características específicas, as considerações elencadas a seguir
Em função da localização geográfica e demais características específicas, as
considerações elencadas a seguir levam em conta o Nível de Proteção II, adequado para
a edificação.
As referências para a elaboração desse laudo são do projeto fornecido pelo Maitan da
edificação existente atendendo a NBR-5419 de 29 de julho de 2005.
2.0 Normas Atendidas:
Norma Técnica Brasileira NBR-5419/2005
3.0 Sistemas de Proteção Contra Descarga Atmosférica

3.1 Subsistemas de Captores

Tipo: Gaiola de Faraday

O Subsistema captor é constituído de telhas metálicas que tem a função de um captor

natural, e também é composto por terminais aéreos e uma malha no plano horizontal da

cobertura cobrindo todos os lados da fábrica e também por um anel, sendo esta feita

através de barra chata de alumínio formando a gaiola de Faraday.

Foi realizada inspeção nas conexões das uniões das barras chatas de alumínio e nas

conexões dos terminais aéreos e se encontram em perfeito estado de conservação.

Foi vistoriado o subsistema de captores, e está de acordo com o nível de proteção II,

segundo a NBR-5419/2005.

Segue fotos no anexo fotográfico do subsistema captor.

3.2 Subsistemas de Condutores de Descida Realizado a inspeção no subsistema de condutores de descida.
3.2 Subsistemas de Condutores de Descida
Realizado a inspeção no subsistema de condutores de descida.
O subsistema de condutores de descida é composto por dezessete (17) descidas externa
retilínea e vertical que interligam o anel superior à cobertura metálica ao anel de
aterramento, as descidas estão bem distribuídas ao redor do perímetro da fábrica sendo a
mesma realizada através de barra chata de alumínio 7/8x1/8” até o ponto onde se
localiza o conector de medição, que após este é realizada através de cobre nu 35 mm².
Os condutores de descida estão protegidos mecanicamente por Eletrodutos de PVC 1” e
conduletes fixado na parede a uma altura de aproximadamente 2,5 metros acima do
nível do solo.
3.3 Conexões de medição

As descidas estão providas de conexão de medição sendo usados terminais de pressão TA (35mm²), conforme foto em anexo.

3.4 Subsistemas de Aterramento

O subsistema de aterramento é formado por uma malha em forma de anel através de

cabo de cobre nu 50mm² enterrado no piso a 50cm de profundidade.

A caixa d’agua é considerado captor natural e mesmo assim está conectada ao SPDA da Empresa.

Os aterramentos existentes estão em ótimas condições elétricas e de conexões.

4 Grandezas Elétricas

As resistências de aterramento indicadas abaixo foram verificadas por unidade de descida, ou seja, após as desconexões físicas e elétricas existentes.

O instrumento utilizado foi o, MTD 20Kwe n série MR 3188 E, com certificado de calibração expedido pela empresa Megabras datado em 24/05/2013 (foto em anexo).

Medições da malha de aterramento da fábrica. Descida 01 02 03 04 05 06 07
Medições da malha de aterramento da fábrica.
Descida
01
02
03
04
05
06
07
08
09
Resistência (Ω)
4,23
3,56
0,99
1,03
1,19
1,79
0,94
4,62
1,59
Descida
10
11
12
13
14
15
16
17
Resistência (Ω)
3,72
1,07
1,10
3,7
3,04
1,89
1,54
1,52

De acordo com a NBR 5419/2005, Para assegurar a dispersão da corrente de descarga atmosférica na terra sem causar sobre tensões perigosas, o arranjo e as dimensões do subsistema de aterramento são mais importantes que o próprio valor da resistência de aterramento. Entretanto, recomenda-se, para o caso de eletrodos não naturais, uma resistência de aproximadamente 10 Ω, como forma de reduzir os gradientes de potencial no solo e a probabilidade de centelhamento perigoso.

Os resultados demonstram homogeneidade e, consequentemente, equipotencialização elétrica existente na malha de aterramento. As pequenas variações provavelmente decorrem dos diversos referenciais adotados pelo instrumento de medição.

5 Conclusões do Laudo

O SPDA está em boas condições de acordo com a norma vigente NBR-5419/2005 e

estando de acordo com o projeto.

Obs.: Uma inspeção visual e medição do aterramento do SPDA devem ser efetuadas

anualmente.

Uma inspeção completa a cada cinco anos de todos os componentes do SPDA se estão

em bom estado, as conexões e fixações estão firmes e livres de corrosão. A resistência

de aterramento inferior a 10 ohms.

Nota: Encerra-se este laudo com 9 páginas.
Nota: Encerra-se este laudo com 9 páginas.

ART: 92221220150460023

Engenheiro Responsável Alexandre Maiochi Scuculha.

CREA

5063901236

Anexo Fotográfico
Anexo Fotográfico
FOTO 01 - Cobertura metálica e malha superior com barra chata de alumínio FOTO 02
FOTO 01 - Cobertura metálica e malha
superior com barra chata de alumínio
FOTO 02 - Cobertura metálica e malha
superior com barra chata de alumínio
FOTO 03 - Captor terminal aéreo e conexão
de descida
FOTO 04 - Descida em barra chata de
alumínio
FOTO 05 - Proteção do condutor de descida
por Eletrodutos de PVC
FOTO 06 - Caixa de medição
FOTO 07 - Descida em barra chata de alumínio FOTO 08 - Descida em barra
FOTO 07 - Descida em barra chata de
alumínio
FOTO 08 - Descida em barra chata de
alumínio
FOTO 09 - Proteção do condutor de descida
por Eletrodutos de PVC
FOTO 10 - Caixa de medição
FOTO 11 - Preparação para medição
FOTO 12 - Medição de descida
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