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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS

CENTRO DE LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO


Jor

FACULDADE DE JORNALISMO
Como ser um jornalista gastronômico
Curso Abril de Jornalismo: 29 de Maio de 2006.
Disponível em
http://cursoabril.abril.com.br/servico/noticia/materia_13
6048.shtml, acessado em 01/04/10
Entre as áreas de especialização do jornalismo, uma que vem crescendo bastante nos últimos
anos é a gastronomia. Revistas, sites e jornais têm se dedicado cada vez mais ao tema.
Entretanto, as faculdades de jornalismo ainda não dão tanta importância ao assunto - e é difícil
encontrar palestras e workshops sobre jornalismo gastronômico. Se você se interessa em seguir
essa especialização, leia aqui algumas dicas.
Em primeiro lugar, o jornalismo gastronômico se divide em dois grandes campos: a crítica e o
serviço (receitas e reportagens). No caso dos veículos de crítica gastronômica, sempre há um
perito no assunto que opina sobre pratos, restaurantes, bares, etc. Esse perito pode ser um chef
ou um jornalista. O importante é que ele tenha conhecimentos técnicos sobre os ingredientes e
sobre o preparo dos pratos. Por exemplo, saber qual o manjericão ideal para fazer um molho
pesto é imprescindível. Outros fatores que podem parecer meros detalhes - como a
apresentação do prato e sua temperatura - também devem ser levados em conta, e, para isso, é
necessário aprender a apreciá-los.
As revistas prestadoras de serviço, que apresentam desde receitas até reportagens sobre
tendências, trabalham de um jeito um pouco diferente. Geralmente elas possuem uma cozinha
experimental, onde testam e aprimoram todas as receitas. Feito isso, é hora de fotografar o
prato e adaptar a receita para que a leitora possa fazê-la em casa. Nessa fase é importante
lembrar que nem sempre o que é bonito é gostoso e vice-versa. Cabe à equipe encontrar a
melhor forma de mostrar o prato à leitora. Nessa hora, alguns truques são usados, como
cozinhar o feijão por menos tempo para que os grãos não estourem ou fazer um risoto menos
empapado do que o normal - tudo isso, claro, sem jamais enganar o leitor.
Uma das principais diferenças nesses dois jeitos de fazer jornalismo é que, no caso da crítica
gastronômica, o jornalista precisa exprimir uma opinião da maneira mais clara possível. Já no
caso dos veículos de serviços, a função dos jornalistas é produzir um material editorial em que
os pratos tenham a melhor aparência e as receitas sejam muito atraentes.
Mão na Massa
Na prática, o melhor a fazer é começar a ler os dois tipos de reportagem. É bacana prestar
atenção às notinhas de serviço e conferir aquilo que foi noticiado - por exemplo, se a nota diz
que um restaurante tem uma deliciosa casquinha de siri, é bom ir conferir e ver se a casquinha é
assim tão gostosa; se for ou não, tente entender o porquê.
Saber cozinhar também é importante, embora não seja necessário. Conhecer temperos,
especiarias, ervas, cortes de carne, tipos de massa, etc., e saber combiná-los pode ser um
grande diferencial no jornalismo gastronômico. Alguns livros também podem ajudar tanto para
consulta como para leitura, entre eles os dicionários gastronômicos gerais e especializados
(especiarias, massas, etc.) e os livros de história.
Serviço - Leia mais
A História da Gastronomia, de Maria Leonor de Macedo Leal
História da Alimentação no Brasil, de Luis da Camara Cascudo
História da Alimentação, de Jean Louis Flandrin e Massimo Montanari

Professor mestre Artur Araujo (artur.araujo@puc-campinas.edu.br)


site: http://docentes.puc-campinas.edu.br/clc/arturaraujo/
ftp: ftp://ftp-acd.puc-campinas.edu.br/pub/professores/clc/artur.araujo/
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