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Sexta-feira

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18 de Setembro de 2015

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I Série - N." 130

DIARI DA REPUBLI A
ÓRGÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE ANGOLA
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IMPRENSA NACIONAL
ERRATA
Errata de Edição referente a Carta de Ratificação n." 3/15, de 18 de
Agosto, publicado no Diário da República n." 117/15, I série,
que Ratifica a Convenção da Corrente de Benguela, entre o Governo
da Repúb lic a de Angola, o Governo da República da Namib ia e o
Governo da República da África do Sul, através da Resolução
n." 15/15, de 3 de Julho, na página 3049.

SUMÁRIO
Assembleia Nacional
Lei n." 25115:
Lei das Medidas Cautelares em Processo Penal. - Revoga a Lei
n." 18-A/92, de 17 de Julho e todos os preceitos, nomeadamente, do
Código do Processo Penal, que contrariem as disposições da presente Lei.

Ministério da Agricultura
Decreto Executivo n. ° 541/15:
Aprova o Regulamento Interno do Instituto dos Serviços de Veterinária.

Ministério da Administração Pública,
Trabalho e Segurança Social
Despacho n." 290/15:
Susp ende a actividade laboral no dia 18 de Setembro do corrente ano
a todos os trab alhadores da função púb lica e aumenta uma hora ao
período diário de trabalho na função pública do dia 14 a 16 e de 21
a 24 de Setembro do corrente ano p ara c ornpensar a observância do
período de trabalho semanal.

ASSEMBLEIA NACIONAL
Lei n. 025115
de 18 de Setembro

A diversidade do regime jurídico da prisão preventiva
no nosso País tem constituído uma fonte de dificuldades e
problemas resultantes, em grande parte, da ambiguidade que

do selo, dependendo

a publicação

da

caracteriza a vigência das normas a aplicar no decurso do
processo, visto que aquele instituto jurídico é regulado, na
fase de instrução preparatória, pela Lei n." 18-A/92, de 17 de
Julho, enquanto na s fases seguintes vigora ainda o Código do
Processo Penal de 1929.
A dogmática processual penal modema diversifica as
medidas cautelares e sujeita-as a princípios fundamentais
como os da necessidade, proporcionalidade, subsidiariedade
e adequação, prescrevendo um vasto leque de medidas
cautelares de coacção pessoal, como também de medidas
relevantes de garantia patrimonial e a figura da detenção, acto
processual que antecede a prisão preventiva, mas que dela se
distingue claramente.
Tendo em conta a necessidade de se criar novas medidas
de coacção processual, no âmbito da reforma do Processo
Penal em curso;
AAssembleia Nacional aprova, por mandato do Povo, nos
termos da alínea b) do artigo 161.° da alínea c) do artigo 164. °
e da alínea d) do n." 2 do artigo 166.°, todos da Constituição
da República de Angola, a seguinte:

LEI DAS MEDIDAS CAUTELARES
EM PROCESSO PENAL
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
(Enumeração

ARTIGO 1."
das medidas

cautelares)

As medidas processuais de naureza cautelar são as seguintes:
a) A detenção;
b) As medidas de coacção pessoal;
c) As medidas de garantia patrimonial.
ARTIGO 2."
(Condições gerais de aplicação da detenção
e das medidas de coacção pessoal)

1. A detenç ão pressupõe a existência de fortes indíc ios de
que a pessoa detida praticou uma infracção penal punível com

° em ãagrante delito) 1. As medidas de coacção aplicadas por Magistrado do Ministério Público.° e ãnalídades da detenção) ARTIGO 7. Quando o exercício da acção penal depender de queixa. se nenhuma daquelas autoridades estiver presente ou não pudei' ser chamada em tempo útil. peI'ante a autoridade judiciária. b) Apresentar o detido perante o Magistra do do Ministério Público. ARTIGO 4. praticada unicamente com o objectivo de: a) Apresentar o detido em flagrante delito para julgamento sumário. o juiz pode. é admitida a entrada em casa habitada ou suas dependências fechadas." 1 não suspende a execução da medida de coacção aplicada. 2. Contra os que infringirem as disposições anteriores é instaurado. Nos crimes permanentes só há flagrante delito. que imediatamente distribui o processo ao juiz de tumo para decisão no prazo máximo de (8) oito dias úteis. a entrada para efeito de detenção em casa habitada ou suas dependências fechadas. c) Garantir a presença do detido em acto processual. a execução de pena de prisão ou de medida de segurança privativa de liberdade. rea lizar novo interrogatório ao arguido. o captor deve tomar as precauções necessárias para evitar a fuga da pessoa a prendei: 5. O interrogatório. ii excepção do teimo de identidade e residência. enquanto se mantiverem sinais que mostrem claramente que o crime está a Sei'cometido e o agente está nele a participar. independentemente do consentimento dos moradores. para o primeiro interrogatório e subsequente aplicação ou substituição de medida de coacção. Fm caso deflagrante delito. se achar necessário. desde que o captor seja portador e exiba autorização para o efeito. mas apenas ii identificação do infractor. neste caso. se este for negado. A impugnação feita nos termos do n. ou que se acabou de cometei'. A aplicação das medidas de coacção pessoal. d) Assegurar a notificação de sentença condenatória. (Detenção ARTIGO 6. Qualquer autoridade judiciária ou entidade policial deve e qualquer cidadão pode. 2. Se a prisão tiver sido efectuada por qualquer cidadão. 0 0 ARTIGO 5. se ela não estiver ainda nessa condição processual. que lhe pertença é. no lugar em que o facto está a Sei'cometido ou acabou de se cometer. para efeitos de aplicação de medidas de coacção processual. junto dos órgãos de investigação criminal. a contar da data de recepção do processo. em rela ção ao disposto no número anterior. somente é permitida com autorizaç ão dos moradores da casa ou seus donos. a entrada de dia. 3. deve ser imediatamente levantado o correspondente auto de notícia e de seguida Sei' apresentado o detido ao magistrado do Ministério Público junto do Tribunal competente para promover julgamento sumário ou perante o magistrado do Ministério Púb lico." 2 do artigo 10. o recurso deve Sei'apresentado ao Juiz Presidente do Tribunal competente para o julgar. Se. permitida sem qualquer formalidade. procedendo-se ii apresentação ao magistrado do Ministério Público. processo de averiguação. 4. houver oposição ii entrada. independentemente de queixa do ofendido. a detenção só se mantém se o titular do resp ectivo direito vier exercê-lo em acto seguido. CAPÍTULon Detenção (Conceito 3. no lugar do cometimento do crime) 1. 0 . (Físcalízação ARTIGO 3. 3. É flagrante delito todo o facto punível que esteja a Sei' cometido. 2. e o captor não for nem autoridade judiciária nem entidade policial. devendo. perseguido por qualquer pessoa ou encontrado com objectos ou sinais que mostrem claramente que a cometeu ou nela participou. Em caso de impugnação.° jurisdicional das medidas de coacção) 1. emitida por Magistrado Público. sem prejuízo do disposto no número seguinte. ou quando o mandado de captura expressamente o ordenar. ainda que não seja acessível ao público ou se trate de casa habitada ou suas dependências fechadas. nos termos do n. 2. só é permitida com consentimento dos moradores e. Se o procedimento criminal dependei' de acusação particular. Tratando-se de pessoas que gozem de foro especial. na presença do Magistrado do Ministério Público e do seu defensor. e 13. na fase de instrução preparatória. depende da prévia constituição como arguido e da existência de fortes indícios de crime punível com pena de prisão superior a (1) um ano.° (Nnçãn de tlagrante delito) 1. procedei' ii detenção em flagrante delito. a autoridade competente mandar levantar o respectivo auto. não há lugar ii detenção em flagrante delito. 5. Considera-se também como flagrante delito o caso em que o infractor é. logo a seguir ii prática da infracção. 2. imediatamente. é feito nos termos dos artigos 12. Em casos excepcionais. 3. Efectuada a detenção. podem Sei' impugnadas pelo arguido ou seu representante perante o Juiz Presidente do Tribunal territorialmente competente. 2.0 (Entrada 1. A detenção é o acto processual de privação precária da liberdade por temp o não superior a (48) quarenta e oito horas.DIÁRIO DA REPÚBLICA 3334 pena privativa de liberdade e determina a sua constituição como arguida. pelo dono da casa ou lugar. por crime punível com pena de prisão superior a (6) seis meses. 4. A entrada em casa alheia seja ou não habitada. 3. deve o detido ser entregue imediatamente ii autoridade ou agente de autoridade que for encontrado mais próximo do local. ou suas dep endências fechadas. deve aquele limitar-s e a chamar qualquer uma destas entidades e a aguardar pela sua chegada ou saída do infractor. devendo no final decidir pela manutenção ou não da medida de coacção. 4. imediatamente. durante a noite. De noite.

a pena ou medida de segurança aplicada e a sentença que a decretou. As autoridades de polícia criminal podem também ordenar a detenção fora de flagrante delito. se o detido o tiver.I SÉRIE-N. são ditadas pelo Magistrado do Ministério Público mantendo-se. O detido é interrogado em auto apropriado e de ac ordo com as disposições da legislação processual aplicável.° dos mandados de detenção) 1. c) A indicação do facto que motivou a detençã o e a sua fundamentação legal. 3. para o que lhe deve Sei'presente com a indicação dos motivos e das provas que a fundamenta. 3.0 (Primeiro ínterrogatõrío de arguído detido) 1. seja insuficiente para apresentar o detido perante o magistrado competente para o respectivo processo. No caso previsto no número anterior o detido deve ser presente ao Magistrado do Ministério Público dentro das (48) quarenta e oito horas após a detenção e as provas que a fundamentam sob pena de o detido ser imediatamente restituído à liberdade. 4. tantos exemplares quantos os necessários. caso em que deve ser convocado. sob pena de irregularidade processual. 7.°. Os agentes encarregados do cumprimento do mandado de captura devem informar o arguido dos direitos que o assistem e da forma como os pode exercer. 2. indicando os motivos por que não a efectuou e entregar os mandados a quem a ordenou. 3335 4. o Magistrado do Ministério Público pode proibir a comunicação do arguido com Ceitas pessoas ou condic ioná-la. b) Existirem elementos que tomem fundado o receio de fuga. não comparecei' em tempo útil. certidão mencionando o dia. ARTIGO 9. da residência e mais elementos que possam identificá-la e facilitar a detenção. o primeiro interrogatório é feito pelo magistrado competente da área em que a detenção OCOITeu. (Exequíbilidade ARTIGO 10. Quando não tenha sido possível efectuar a detenção. convocado. mas se não o fizer. Ao detido é exibido o mandado de detenção e entregue uma das cópias. . o interrogatório deve Sei' efectuado no primeiro dia útil. 3. assim como a entrega de uma cópia do mandado ao detido. enquanto durar a instrução preparatória. com menção do nome e. quando não for possível. 5. p ara esse efeito. 2. 3.° (Modo de interrogar o arguido detido) 1. 2. ARTIGO 13. 6. 5. durante a noite. quando necessário. a detenção só é permitida quando houver razões suficientes para crer que a pessoa a deter não se apresentaria voluntária e espontaneamente perante a autorida de judiciária no prazo que lhe fosse fixado. e não seja possível ouvir-se o apresentado. no exemplar do mandado que tiver de ser junto ao processo. Os mandados de detenção são exequíveis em todo o território nacional e são executados por oficiais de diligências ou por quem os substituir. elaborar certidão." 1 do artigo 4. O arguido detido que não deva Sei'julgado em processo sumário é interrogado pelo Magistrado do Ministério Público no prazo máximo de (48) quarenta e oito horas após a detenção. 2. salvo com o seu advogado ou familiar a comunicar a pretensão da constituição dernandatário. o seguinte: a) A identificação da pessoa a deter. É considerado noite o período compreendido entre as (19) dezanove e as (6) seis horas. se tal se mostrar indisp ensável para evitar tentativas de perturbação da instrução do processo. Sem prejuízo do disposto no número anterior. Quando o prazo referido no número 1 termine em domingo ou dia feriado. deve. por qualquer meio. é nomeado ao arguido detido um defensor. para assistir à diligência. serem pa ssados ou extrair-se deles cópias. Fora de flagrante delito. A execução dos mandados pode também ser solicitada aos órgãos da polícia ou às autoridades militares.° (Requisitos dos mandados de detenção) 1. tanto quanto possível. Na falta de advogado constituído ou se o advogado constituído não pudei' Sei' convocado ou se. o mandado deve conter ainda a indicação da infracção cometida. ARTIGO 8. sob pena de nulidade. A detenção a que se refere o número anterior é efectuada mediante mandado do Magistrado do Ministério Público na fase de instrução preparatória e pelo juiz da causa nas restantes fases.o BO-DE 18DE SETEMBRO DE 2015 6.0 (Detenção fora de ãagrante delito) 1. ARTIGO (lncomunlcabílidade n> do detido) 1. O detido pode ditar as suas respostas. se possível. esp erar p ela intervenção do Magistrado do Ministério Púb lico e nas seguintes situações: a) Se tratar de caso em que é admissível a prisão preventiva. sendo sempre permitido aos mesmos o recurso à força pública. 4. No caso previsto na alínea d) do n. podendo. de preferência entre advogados. Os mandados de detenção são passados em triplicado e devem conter. as expressões proferidas pelo respondente. não pode ser negada nas casas e lugares sujeitos por lei à fiscalização especial da polícia. dada a situação de urgência e de perigo na demora. b) A identificação e a assinatura da autoridade competente. se o houver. É instaurado procedimento disciplinar ou penal nos termos previstos na legislação penal contra o captor que certificar falsamente a impossibilidade de cumprimento do mandado. Havendo fundado receio de que o prazo de (48) quarenta e oito horas. a que se refere o número 1. 2. O detido não pode comunicar-se com pessoa alguma antes do primeiro interrogatório. hora e local em que a efectuou. Quem proceder à detenção deve passar. ARTIGO 12. A entrada. O interrogatório é efectuado na presença do advogado constituído. 2. quem dela for encarregado. advogados estagiários ou licenciados em direito. de fOlma que cada palavra possa Sei'bem compreendida por ele.

notificado também ao seu defensor. 2. sempre que essa indicação não possa pôr em risco o êxito da investigação ou a integridade física e a vida dos participantes processuais ou da vitima do crime. Encerrado o interrogatório. sob pena de irregularidade: a) A descrição sumária dos factos imputados ao arguido. limitar a liberdade das pessoas.0 (Principio da legalidade) As medidas de coacção pessoal são exclusivamente O despacho que aplicar medida de coacção pessoal. o Magistrado do Ministério Público. A decisão que o Magistrado do Ministério Público tomar deve Sei'sempre fundamentada. Ao defensor é vedada qualquer interferência no decurso do interrogatório. o Magistrado do Ministério Público deve: a) Validar a detenção e ordenar a prisão preventiva ou aplicar outra medida de coacção. mas pode lavrar protestos.0 (Requisitos Sem prejuízo do previsto no artigo 61. considerando a gravidade do crime que lhe é imputado. ao d) A referência aos factos concretos que preenchem os pressupostos da aplicação da medida. são medidas de coacção pessoal as seguintes: a) O Teimo de identidade e residência. Sei' aplicadas se. sem prejuízo do disposto quanto à cumulação. havendo funda das razões p ara crer na existência de causas de extinção da responsabilidade criminal do arguido. em seu entendei'. deve contei'. (Despacho ARTIGO 15.0 de aplicação das medidas de coacção) I. e) A Interdição de saída do País. no momento da sua aplicação. c) A Caução. ARTIGO 16. . d) A Proibição e a obrigação de permanência em local concreto e a proibição de contactos. conservação e integridade da prova.0 (Tipologia das medidas) ARTIGO 21. (Pressupostos ARTIGO 19. O despacho é notificado ao arguido. Nenhuma medida de coacção pessoal deve ser aplicada. no fim. não forem suficientes ou adequadas as menos gravosas. ou ojuiz. (Principios ARTIGO 18. por uma medida de coacção. adequação. As medidas de coacção a aplicar pelo Magistrado do Ministério Público devem Sei' as necessárias e adequadas às exigências do caso concreto e proporcionais à gravidade da infracção. à excepção do teimo de identidade e residência. da Constituição da República de Angola. ARTIGO 22. em concreto. pode. j) A Prisão domiciliária. tratando-se de prisão preventiva. Nenhuma medida de coacção. o auto é lido ao arguido detido. em função da natureza. Sei'introduzidas.0 da necessidade. (Despacho ARTIGO 20. do despacho) 0 as previstas na presente Lei e só elas e a detenção podem. c) Perigo da continuação da actividade criminosa ou de perturbação grave da ordem e tranquilidade pública. se considerar verificados os pressupostos de facto e de direito. As medidas de coacção mais gravosas para o arguido só devem. descendentes ou outros parentes até ao 6. não se verificar alguma das seguintes circunstâncias: a) Fuga ou perigo de fuga. o grau da linha colateral e respectivos afins. fazei' pedidos de esclarecimento relativamente às respostas e.0 (Constituição de advogado) O advogado pode ser constituído verbalmente pelo detido. CAPÍTULO III Medidas de Coacção Pessoal 2.DIÁRIO DA REPÚBLICA 3336 3. b) Perigo de perturbação da instrução do processo. com a advertência das consequências do incumprimento das obrigações que lhe SECÇÃO r Di sp osiç ões Gel' ai s são impostas e. consignando-se expressamente se o ratifica ou que alterações devem. bem como os motivos que determinaram a violação. 4. companheiro de união de facto. requerer ao magistrado competente que formule ao arguido detido as perguntas que achar relevantes para o esclarecimento da verdade.0 do Magistrado do Ministério Público) 1. g) A Prisão preventiva. As medidas de coacção pessoal de coacção) são aplicadas por despacho do Magistrado do Ministério Público. na fase de instrução preparatória. arguir nulidades. pelos seus ascendentes. Findo o interrogatório e lavrado o correspondente auto. nomeadamente. ou pelo cônjuge. à excepção do teimo de identidade e residência pode ser aplicada se. 2. consignando-se o facto nos autos. se não considerar verificados os pressupostos.0 (Violação das obrigações impostas) Se o arguido violar as obrigações que lhe foram impostas proporcionalidade 1. na fase de instrução preparatória. e subsidiariedade) b) A indicação dos indícios recolhidos nos processos que comprovem os factos imputados. em função de exigências processuais de natureza cautelar. impor-lhe outra ou outras medidas adequadas ao caso e legalmente admissíveis. ARTIGO 14. c) A qualificação jurídica dos factos imputados arguido. b) A Obrigação de apresentação periódica às autoridades.0 de aplicação das medidas I. b) Restituir o detido à liberdade. 2. ARTIGO 17. das circunstâncias do crime e da personalidade do arguido. nas fases subsequentes. à produção.

e) O trânsito em julgado da sentença condenatória. Quando as circunstâncias se alterem de forma a que uma medida de coacção se tome excessiva. o Magistrado do Ministério Público pode impor-lhe separada ou cumulativamente: a) A proibição de permanência em determinada localidade ou. mesmo sendo interposto recurso. decorridos os prazos de prisão preventiva estabelecidos no artigo 40. 2. Se o arguido residir fora ou for residir para fora da circunscrição judie ial onde decorram os trâmites do proc esso. b) O despacho que ordenar o arquivamento do processo ou que mande aguardar produção de melhor prova. salvo para lugares pré-estabelecidos. 3. b) Da obrigação de não mudar de residência nem dela se ausentar por mais de cinco dias sem comunicar a nova residência ou o lugar onde possa Sei' encontrado. quando se verifique que: a) Não foram aplicadas nas circunstâncias em que a lei o permite. nomeadamente. devendo. onde possa ser notificado.o BO-DE (Revogação 18DE SETEMBRO DE 2015 ARTIGO 23. sem autorização. A identidade considera-se provada se for conhecida do Magistrado do Ministério Público ou de qualquer funcionário de justiça. Se o arguido for condenado ii prisão. b) A proibição de contactar. em determinados locais. c) De que o incumprimento das obrigações estabelecidas nas alíneas anteriores não impede que o processo prossiga. em dia e hora pré-estabelecidos. Do teimo deve constar que foi dado conhecimento ao arguido: a) Da obrigação de comparecer peI'ante a autoridade competente e de se manter à sua disposição. A revogação e a substituição são requeridas pelo Magistrado do Ministério Público ou pelo arguido ou ordenadas oficiosamente pelo juiz. a caução só se extingue com o início da execução daquela pena. o seu local de trabalho ou outro domicílio ii sua escolha. quando a pena aplicada não for superior ii duração daquelas. 2. 2. 0 Proibição e Residência ARTIGO 25. 3. 4. se as circunstâncias que a justificam voltarem a OCOITeI'. ssccxo n Termo de Identidade (Prestação que a lei o obrigar ou para isso for devidamente notificado. Quando ao crime imputado ao arguido for aplicável pena de prisão superior a (1) um ano. o magistrado do Ministério Púb lico pode suj eitá-lo a teimo de identidade e residência. 3.mas em tal caso. c) A obrigação de não se ausentar. que se conta como se a medida não tivesse sido interrompida. da localidade onde reside. mesmo havendo recurso.I SÉRIE-N. c) O despacho de não pronúncia ou de rejeição da acusação. comunicar ao Magistrado do Ministério Público as faltas de apresentação que o arguido não justificar. A sentença condenatória extingue imediatamente as medidas de prisão preventiva e de prisão domiciliária. deve ser respeitada a unidade do prazo legal. b) As circunstâncias deixarem de as justificar. no prazo de dez (10) dias a contar da sua verificação. A medida de coacção prevista no presente artigo extingue-se com o decurso dos prazos estabelecidos para a prisão preventiva no artigo 40. salvo o disposto no n. depois de ouvidos os sujeitos processuais. ou determinar uma fOlma menos gravosa de a executar. 4. deve indicar pessoa residente nesta última para que na respectiva residência possa receber as notificações que lhe são destinadas. No termo.0 do termo de identidade 3337 ou Obrigação SECÇÃO IV de Permanência e Proibição de Contactos ARTIGO n° (Aplicação da medida) 1. A obrigação de apresentação periódica é cumulável com qualquer outra medida de coacção com ela compatível. na determinação daquela autorida de e no pré-estab ele cimento dos dias e horas de apresentação. dentro dela. sem autorização." 3 deste artigo. As medidas de coacção aplicadas devem ser revogadas p elo Juiz do Tribunal territoria 1mente comp etente. sempre SECÇÃO III Periódica às Autoridades ARTIGO 26. O teimo de identidade e residência é cumulável com qualquer outra medida de coacção pessoal. 6. o arguido faz prova da sua identidade e declara a sua residência. A medida de coacção prevista no presente artigo extingue-se. pela exibição do bilhete de identidade ou de docurnento de igual força ou por intermédio de pessoa idónea que declare conhecei' o arguido. A revogação não impede que uma medida revogada seja de novo imposta. efectuando-se as notificações por editais e anúncios. o Magistrado do Ministério Público pode impor-lhe a obrigação de se apresentar p eriodicamente a uma autoridade judiciária. Findo o interrogatório do detido. para localidades em que trabalhe ou estude. d) A sentença absolutória. (Extinção ARTIGO 24. ter-se na devida conta as exigências profissionais do arguido e o local em que reside. 0 . com Ceitas pessoas. nomeadamente na residência onde foi cometido o cnme. Quando ao crime imputado ao arguido for aplicável pena de prisão superior a (1) um ano. 4. se o processo tiver de continuar.0 e substituição das medidas de coacção) 1.0 das medidas de coacção) 1. 2.0 de apresentação periódica) 1. p ode ojuiz substituí -la por outra menos gravosa para o arguido. 3. de polícia criminal ou a urna estrutura policial. 2. Apresentação (Obrigação e residência) 1. A entidade a quem o arguido ficar com a obrigação de se apresentar deve. 5. As medidas de coacção aplicadas ao arguido extinguem-se com: a) O decurso do respectivo prazo legal.

0 0 0 ssccxo vrrr Prisão Preventiva ARTIGO 31. a gravidade do crime.° (Aplíc ação da medida) 1. salvo as de prisão domiciliária e a de prisão preventiva. penhor. Quando. Quebrada a caução. desde que ao crime seja aplicável pena de prisão superior a (2) dois anos. Afiscalização e o controlo do cumprimento das obrigações do arguido durante a prisão domiciliária podem fazer-se por qualquer meio não proibido por lei. 3. o ordenar. forem conhecidas ou sobrevierem circunstâncias que a tomem insuficiente ou que determinem modificações no modo de a prestar. 2. Aprisão domiciliária pode Sei'cumprida em instituição de saúde ou de solidariedade social. ou pelo não cumprimento das obrigações a que o arguido em liberdade provisória está sujeito. 0 1. Quando ao crime imputado ao arguido for aplicável pena de prisão sup erior a (2) dois anos. bem como as medidas aplicáveis em substituição desta. ARTIGO 29. garantia bancária ou nos termos concretamente admitidos pelo Magistrado do Ministério Público. considerar inadequadas ou insuficientes as medidas de coacção referidas nos artigos anteriores. 4. Se. Só é permitido o intemamento de qualquer pessoa em estabelecimento de detenção mediante mandado de captura ou mandado de condução datado e assinado pela entidade competente.° (Modos e meios de prestação) 1. nomeadamente. o Magistrado do Ministério Público pode impor-lhe a proibição de saída do País. se o Magistrado do Ministério Público. o seu valor reverte para o Estado. os estabelecidos no artigo 40.° (Aplicação da medida) 1. com determinadas pessoas. 3. 4. no caso concreto. o Magistrado do Ministério Público pode impor ao arguido uma ou mais medidas.° (Internamento dos presos) 1. 3. punível com pena de prisão superior a (3) três anos. A obrigação de prestar caução. ARTIGO 36. O Magistrado do Ministério Público que impuser a medida de coacçã o estab elecida e regulada no presente artigo deve proceder às comunicações necessárias às autoridades migratórias para aplicação desta medida. o dano por este causado e a condição económica e social do arguido. deve o Magistrado do Ministério Público ter em consideração os fins que a medida se destina a acautelar. A caução pode ser prestada por depósito. faltar a um acto processual a que deva comparecer ou não cumprir as obrigações derivadas de medida de coacção que lhe tenham sido cumulativamente impostas. do qual consta a identificação do detido e a indicação dos motivos da prisão. no caso do número anterior. Se o crime imputado ao arguido for punível com pena de prisão superior a um ano. Se depois de prestada a caução. podem ser impostas em cumulação com qualquer outra. Os prazos de duração da medida de interdição de saída do País são. 3. A caução considera-se quebrada quando o arguido. à excepção da prisão domiciliária e da prisão preventiva. aplica-se o disposto no n. 2. a 28. Quando a causa da extinção tiver sido o esgotamento do prazo de duração. sem justificação. de acordo com os artigos 26. o arguido não puder satisfazer as exigências impostas pelo Magistrado do Ministério Público. A prisão domiciliária é cumulável com a proibição de contacto. O Magistrado do Ministério Público pode autorizar que o arguido que já tenha prestado caução por um dos meios estabelecidos no número anterior a substitua por qualquer outro meio de prestação de caução. o Magistra do do Ministério Público pode impor o seu reforço ou que seja alterada a prestação. ARTIGO 34. 3. A prisão domiciliária obriga o arguido a permanecer na habitação onde resida. A caução é processada por apenso. Na determinação do montante da caução. SEcÇÃOVll Prisão Domicílíáría ARTIGO n° (Aplíc ação da medida) 1. o p ara a prisão preventiva. Se o arguido não puder prestar a caução que lhe foi fixada ou tiver dificuldade em prestá-Ia pode o Magistrado do Ministério Público. 2. autoridade policial e meios electrónicos de controlo à distância. hipoteca. O Magistrado do Ministério Público pode impor ao arguido a medida de prisão preventiva quando considerar inadequadas ou insuficientes as medidas de coacção estabelecidas nos artigos antecedentes e existirem fortes indícios da prática de um crime doloso. Extinta a medida de prisão domiciliária. 2.° (Obriga ção de prestar cauçã o) 1. 2. . o Magistrado do Ministério Público pode impor-lhe a prestação de caução. cessam imediatamente as restrições à liberdade individual impostas ao arguido. oficiosamente ou a requerimento do arguido.DIÁRIO DA REPÚBLICA 3338 SECÇÃO V Caução ARTIGO 28.° (Prazos de duração) 1. 2. face às circunstâncias de vida e de saúde do arguido. Os prazos de duração de prisão domiciliária são os estabelecidos no artigo 40. o Magistrado do Ministério Público pode impor ao arguido a medida de prisão domiciliária." 3 do artigo 28.° (Quebr a de caução) ARTIGO 35. reduzir o seu valor ou substituí-Ia por qualquer outra das medidas de coacção aplicáveis. ARTIGO 30. 5. correspondentemente.° (Re ror ç o ou modific açã o da cauçã o) 2. sem prejuízo do disposto no artigo 22. não se ausentando da mesma sem autorização. 0 SECÇÃO VI Inter díção de Saída do País ARTIGO 32. fiança. por qualquer meio.

Os pressupostos de aplicação da prisão preventiva devem Sei"obrigatória e oficiosamente reexaminados. c) Quando for proferida decisão que conheça do objecto do processo e não determine a extinção da prisão preventiva. O Magistrado do Ministério Público pode suspendei" a execução da medida de prisão preventiva aplicada ao arguido sempre que sobrevier qualquer das situações descritas no n. (Suspensão ARTIG04J. No despacho que decretar a prisão preventiva. c) Nos demais crimes que a lei declare imprescritíveis ou em que tome obrigatória a prisão preventiva. ARTIGO 42. na fase judicial. quando se trate de crime punível com pena de prisão superior a (8) oito anos e o processo se revestir de especial complexidade. podendo o Magistrado do Ministério Público solicitar ou determinar os exames que se mostrarem necessários para se certificar da sua real existência e duração e ordenar a transferência do detido para um hospital. 4. terrorismo. o Magistrado do Ministério Público deve. nos termos do n. indicar as razões que considere inadequadas ou insuficientes ii aplicação de outras medidas de coacção pessoal. não podendo. 2. para efeito de determinação do prazo decorrido. terrorismo internacional e financiamento ao terrorismo. (Inaplicabilidade ARTIGO 37. 2.°. 3339 (Reexame ARTIGO 39. Findo O prazo de prisão preventiva. salvo se se tratar de internamento em hospital-prisão. Em caso de suspensão. do carácter violento ou organizado do crime e do particular circunstancialismo em que foi cometido. substituir a prisão preventiva por prisão domiciliária e sujeitar cumulativamente o arguido a outras medidas de coacção com ela compatíveis.° mês de gravidez." 2. c) Doze meses sem condenação em primeira instância.° (Suspe nsão da execução da medida de prtsão preventiva) 1. A prisão preventiva deve cessar quando. 2. Pode o Magistrado do Ministério Público. nas seguintes situações: a) De dois em dois meses. Quando a prisão preventiva se extinguir por se terem esgotado os prazos estabelecidos no <litigo40. adiar-se a prisão por mais de (30) trinta dias. b) No dia em que tenha falecido o cônjuge ou qualquer ascendente.O da prísão preventiva) A prisão preventiva suspende-se: a) Por doença física ou mental que imponha o internamento hospitalar do arguido. descendente ou afim nos mesmos graus. e) À pessoa que estiver a tratar de cônjuge. que esteja doente e quando o tratamento prestado. 3. na fase da instrução preparatória." 1 do artigo anterior. 3. em função do número de arguidos e ofendidos.o BO-DE 18DE SETEMBRO DE 2015 2. 3. O tempo de detenção sofrida pelo arguido e o tempo de prisão domiciliária que lhe tenha sido imposta contam-se. a menos que deva continuar preventivamente preso em virtude de outro processo. 4. ARTIGO 38. comprovado por exame médico. sempre que o seu estado de saúde comprovadamente desaconselhe a privação de liberdade." 3 do artigo 36. quando se mostrar necessário.'" 2 e 3 do <litigo anterior.° (Prazos máximos de prísão preventiva) 1. 2. o disposto nos n. nos casos em que é inadmissível ou inconveniente a liberdade provisória. Em todos os casos referidos no n.° dos pressupostos da pr ísão preventiva) 1. c) Em caso de fuga do arguido e enquanto durar a evasão. correspondentemente e com as devidas adaptações. A prisão preventiva é.° da medida de prtsão preventiva) 1. no entanto. A prisão preventiva não pode ser imposta: a) À pessoa portadora de doença grave e que declaradamente tome incompatível a privação da sua liberdade. mantendo-se a residência sob vigilância. enquanto subsistir a situação de inaplicabilidade. O disposto no presente artigo. 4.I SÉRIE-N. 2. sob pena de irregularidade processual. como tempo de prisão preventiva. Os prazos esta belecidos nas alíneas do número anterior são acrescidos de dois meses. O dever de reexame compete ao magistrado do Ministério Público. b) Quando for deduzida a acusação ou proferido despacho de pronúncia. ascendente. devidamente comprovada por exame médico. descendente ou afim nos mesmos graus e nos três (3) dias imediatos. b) Seis meses sem pronúncia do arguido. não se aplica aos crimes referidos no n. e durante os três meses a seguir ao parto. c) e e) são comprovadas por relatório médico. 3.° ARTIGO 40. comprovadarnente se considere indispensável. É ilegal a prisão preventiva destinada a obter indícios de que o arguido cometeu o crime que lhe é imputado. onde fique sob custódia. As situações referidas nas alíneas a). obrigatoriamente. c) À mulher grávida com mais de (6) seis meses de gravidez e até (3) três meses depois do parto. o Magistrado . b) A partir do 6. obrigatória: a) Nos crimes de genocídio e contra a humanidade. ii ordem do qual deve Sei"mantido. ° 1. aplica-se. b) Nos crimes de organização terrorista. ou o arguido fique de tal forma vigiado corno se estivesse num estabelecimento prisional. Os prazos de prisão preventiva podem ser oficiosamente elevados. por despacho devidamente fundamentado. desde o seu início decorrerem: a) Quatro meses sem acusação do arguido. e ao juiz.° (Líb ertaç fio do arguido sujeito ~ prtsão preventiva) 1. porém. o arguido é imediatamente restituído ii liberdade. Para evitar a fuga da pes soa a deter. d) A quem tiver mais de (70) setenta anos de idade. devem Sei"tomadas as devidas precauções.

a crédito do lesado. 27. A caução prestada para os fins indicados no n. desde que fixada a caução económica. nas fa ses subsequentes. Tratando-s e de crime do foro comum deve o detido Sei' entregue imediatamente ao Procurador Geral da República e em caso de crime essencialmente militar ao Procurador Militar. nos casos previstos no número anterior." I. 6. 2. excepto em flagrante delito por crime doloso punível com pena de prisão superior a (2) dois anos. Havendo fundado receio de falta ou diminuição relevante das garantias de pagamento da multa. decretar arresto preventivo dos bens do arguido ou da pes soa civilmente resp onsável. pode impor ao arguido uma ou mais das medidas de coacção previstas nos artigos 26. ARTIGO 46. excepto em flagrante delito por crime punível com p ena de prisã o sup erior a (2) dois anos. A caução económica e a caução como medida de coacção pessoal mantêm-se distintas e autónomas. até que se extingam as obrigações que ela se destina a garantir. a todo o tempo. as custas do processo e as dívidas para com o lesado. de pena de substituição ou resultado de conversão de outras penas.DIÁRIO DA REPÚBLICA 3340 do Ministério Público. . o disposto no artigo 17. devendo.° ~ Assembleia Nacional) Os Deputados não podem ser detidos ou presos sem autorização a conceder pela Assembleia Nacional ou pela Comissão Permanente." I pode aproveitar ao lesado. Ministros.° n. a indemnização e outras dívidas do arguido derivadas do crime. quer se trate de pena principal. sucessivamente. devendo neste caso o preso ser apresentado de imediato ao Procurador Geral da República para interrogatório. O arresto é revogado logo que a caução económica fixada p elo juiz sej a prestada.° (Caução económica) I.° e 32.° (Arresto preventivo) 1.°. 3. ARTIGO 48. 3. o Magistrado do Ministério do Público deve requerer que o arguido preste caução económica." 2. sub stituído p elo juiz da causa. só podem ser pres os depois de culpa formada. (Titulares ARTIGO 47. 4.° das medidas de coacção pessoal pelo juiz) Em todos os casos em que haja necessidade de aplicação de medidas de coacção ao arguido após a fase da instrução preparatória. O arresto preventivo é autuado por apenso e segue os trâmites estabelecidos pela Lei do Processo Civil. das custas do processo ou de qualquer outra dívida ao Estado relacionada com o crime. em caso de condenação. com as devidas adaptações. Secretários de Esta do. Pelo valor da caução económica prevista no n. artigo 18. sucessivamente." I são pagas. 2. na sua qualidade de ComandanteEm-Chefe das Forças Armadas. Sempre que estiverem esgotadas as razões que fundamentaram a prisão preventiva o magistrado do Ministério Púb lic o. Aplicam-se às medidas de garantia patrimonial. ou o juiz.28. Pelo valor da caução económica requerida pelo lesado são pagas.° 3. b) O arresto preventivo. São medidas de garantia patrimonial: a) A caução económica. subsistindo a primeira até decisão final abs olutória ou. a multa. em caso de condenação. a requerimento do Magistrado do Ministério Público ou do lesado. CAPÍTULO V Das Imunidades (Deputados CAPÍTULO IV Medidas de Garantia Patrimonial (Medidas ARTIGO 43. excepto em flagrante delito por crime doloso punível com pena de prisão superior a (2) dois anos. neste caso. validação da prisão e comunicação ao Juiz Presidente do Tribunal Supremo. na fase de instrução preparatória. do Ministério Público e equiparados não podem Sei'presos sem culpa formada. ARTIGO 45. Os Oficiais Generais das F orç as Armadas Angolanas e Comissários da Polícia Nacional não podem ser presos sem culpa formada. quando se trate de magistrado judicial.° (Oficiais Gener ais e Comíssáríos da Policia Na cí ona I) 1. através do Procurador Geral da República.° (Magistra dos) Os Magistrados Judiciais. indicando no requerimento os termos e modalidades em que ela deva ser prestada. ou juiz. na fase da instrução preparatória. 2. 5. tal como a caução económica prevista no n." 2 pode aproveitar ao Estado. O lesado pode requerer a prestação de caução pelo arguido ou pela pessoa civilmente responsável. CAPÍTULO VI Disposições Finais e Transitórias (Aplicação ARTIGO 50. este não a preste no prazo de (8) oito dias. ainda que se trate de comerciante. devendo neste caso a prisão ser imediatamente comunicada ao Presidente da Assembleia Nacional.° e 21.°. Ojuiz pode.° ARTIGO 44. o preso ser apresentado de imediato ao Procura dor Geral da República para interrogatório. validação e comunicação da prisão ao Presidente da República.° de garantia patrimonial) I. sendo condenatória. Vic e-Ministros e entidades equipara das.° n. excepto em flagrante delito por crime doloso punível com pena de prisão superior a (2) dois anos. para interrogatório.° de cargos de responsabilidade politica) Os Ministros de Estado. 2. as custas do proces so e outras obrigaç ões para com a justiça. nas fases subsequentes. o Magistrado do Ministério Público é. nas suas competências. validação da prisão e comunicação ao Titular do Podei' Executivo. artigos 19. deve restituir o arguido à liberdade. ARTIGO 49.

nomeadamente. através do Ministério da Agricultura ao qual compete: a) Aprovar o plano e o orçamento anual proposto pelo Instituto. Afonso Pedro Canga. Promulgada aos 10 de Setembro de 2015.° . c) Estabelecer. anexo ao presente Decreto Executivo e do qual é palte integrante. deve ser instituída a nível dos tribunais. seus produtos. 2. aos 12 de Agosto de 2015. EDUARDO DOS SANTOS." 541115 de 18 de Setembro Havendo necessidade de se regulamentar o funcionamento dos órgãos e serviços do Instituto dos Serviços de Veterinária. escala com periodicidade semanal. O disposto no presente Regulamento aplica-se aos órgãos. criado para assegurar a coordenação e a execução das políticas e estratégias definidas no domínio da pecuária nacional. José ARTIGO 3. Luanda. O Instituto dos Serviços de Veterinária está sujeito li tutela e a superintendência do Executivo.° da presente Lei. Publique-se. CAPÍTULO I Disposições Gerais ARTIGO 1.° da Constituição da República de Angola. dotada de personalidade jurídica e de autonomia administrativa.° (Sede e âmbito de aplicação) 1. O Instituto dos Serviços de Veterinária. abelhas. Vista e aprovada pela Assembleia Nacional. conforme o caso. determino: 1. b) Velar pela protec ção do território nacional contra as doenças animais. trânsito e comércio de animais e produtos de origem animal. saúde pública e sanidade animal.I SÉRIE-N.É aprovado o Regulamento Interno do Instituto dos Serviços de Veterinária. O Ministro." 30/14. O Presidente da Assembleia Nacional. de 13 de Fevereiro. nos termos do <litigo 137.As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e aplicação do presente Decreto Executivo são resolvidas por Despacho do Ministro da Agricultura.° .o 130-DE 18DE SETEMBRO DE 2015 ARTIGO 51. Fernando da Piedade Dias dos Santos. ARTIGO 2. pelo Presidente do Tribunal respectivo. é uma pessoa colectiva de direito púb lico.° (Juiz de turno) 3341 REGULAMENTO INTERNO DO INSTITUTO DOS SERVIÇOS DE VETERINÁRIA 1. que aprova o Estatuto Orgânico do referido Órgão." 1 do artigo 3. fauna selvagem e as zoonoses. em colaboração com outras autoridades sanitárias. d) Acompanhar e avaliar os resultados da actividade do Instituto. qualquer que seja o seu vínculo e a natureza das funções exercidas. serviços centrais e locais e a todos os trabalhadores do ISV. 3." (Objecto) ARTIGO 52." 6/10. ARTIGO 54. e de acordo com o artigo 2. O Presidente da República. que contrariem as disposições da presente Lei. as normas sanitárias de importação. ARTIGO 5. de 17 de Julho e todos os preceitos. nos termos do disposto no <litigo24.° (Atribuições) O Instituto dos Serviços de Veterinária tem as atribuições seguintes: a) Contribuir para a formulação da política agrária no domínio da produção pecuária. c) Definir as grandes linhas da actividade do Instituto. . ARTIGO 4.° (Natureza) ARTIGO 53. de 24 de Fevereiro. do Código do Processo Penal. financeira e patrimonial. Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente da República. aos 18 de Setembro de 2015.° . o juiz de tumo fica dispensado do exercício das demais funções.O presente Decreto Executivo entra em vigor na data da sua publicação. Durante o período referido no número anterior. 2.° (Tutela e superíntendêncía) MINISTÉRIO DA AGRICULTURA Decreto Executivo n. abreviadamente designado por IS V.° (Revog~ç fio) O presente Regulamento tem p 01' objecto defmir as competências e a forma de organiza ção e funcionamento dos órgãos e serviços do Instituto dos Serviços de Veterinária. É revogada a Lei n. b) Conhecer e fiscalizar a actividade financeira do Instituto. em Luanda.° do Decreto Presidencial n.° (Entrada em vigor) A presente Lei entra em vigor no prazo de (90) noventa dias.° (Dúví da s e omi ss ões) As dúvidas e as omissões que resultarem da interpretação e da aplicação da presente Lei são resolvidas pela Assembleia Nacional. quinzenal ou mensal. Publique-se. exportação e trânsito de animais." 18-AJ92. 2.° do Decreto Presidencial n. O Instituto dos Serviços de Veterinária tem a sua sede em Luanda é de âmbito nacional e projecta-se a nível nacional através dos Departamentos Provinciais e Serviços Municipais de Veterinária. Para efeitos do disposto no n. incluindo as dos peixes. a contar da data da sua publicação.