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PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA

Prefeito
CARLOS ALBERTO RICHA

Vice-Prefeito
LUCIANO DUCCI

SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE

Secretário
MICHELE CAPUTO NETO

Superintendente
EDIMARA FAIT SEEGMÜLLER

CURITIBA, 2005

2 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


APRESENTAÇÃO

A inteligência, desde tempos pré-históricos, levou o ser humano a buscar na


natureza elementos que, quando utilizados, restabelecessem o equilíbrio e a
normalidade de seu organismo, quando abalado eventualmente por algum
desconforto ou sofrimento. A especialização de tal conhecimento fez surgir
curandeiros, pajés, magos e bruxos, e o desenvolvimento da ciência desvendou
segredos naturais, sintetizando seus princípios ativos e criando uma poderosa
indústria voltada à produção de medicamentos, que não para de crescer.

Primeiro sintético farmacêutico, a aspirina foi lançada no mercado em 1897,


o primeiro antibiótico em 1941, o primeiro antimalárico em 1943, o primeiro
tuberculostático em 1944. Na década de 50 vieram os contraceptivos orais,
as drogas para o diabetes melito e para as doenças mentais, logo seguidas de
outras para doenças infecciosas, cardiovasculares, e centenas de outras. Hoje,
a medicina já tem tratamento medicamentoso para a maioria das doenças
infecciosas e crônicas que afetam a população mundial.

O desenvolvimento de políticas adequadas para o setor de fármacos é


fundamental para os serviços públicos de saúde, porque representa melhoria
para a qualidade do cuidado e democratização para o acesso a um bem que,
na maioria das situações, estaria fora do alcance de muitos cidadãos brasileiros.
Além disso, representa a possibilidade da racionalização e do controle do uso
de insumos, sempre onerosos para os orçamentos das três instâncias
governamentais.

No município, a política de medicamentos deve estar em permanente


construção, acompanhando os planos plurianuais de saúde em seus programas
específicos, e reavaliando-se do ponto de vista técnico-científico, de modo a
acompanhar essa evolução, baseada em evidências, e manter um alto grau
de eficácia e efetividade.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 3


Curitiba, hoje em gestão plena do Sistema Único de Saúde, através da
Secretaria Municipal da Saúde, reedita o Memento Terapêutico da Farmácia
Curitibana, revisto, ampliado e atualizado, como parte da política municipal
de medicamentos essenciais e assistência farmacêutica. Existente desde 1993,
a Farmácia Curitibana foi composta inicialmente por uma lista de 62
medicamentos, incorporando gradativamente novos itens. Assim, passa para
81 medicamentos, em 1995, quando a SMS lança a primeira edição do
memento terapêutico, e para 104, em 1998.

Atualmente a SMS mantém os estoques de 256 medicamentos em caráter


permante, incluindo aqueles para atenção aos programas de Saúde Mental,
Doenças Respiratórias na Infância, Mãe Curitibana, entre outros, preservando
a importância da terminalidade do atendimento nas Unidades de Saúde, e
reforçando a postura conceitual, técnica e política, de descentralização e
fortalecimento da atenção básica. Não foram contemplados neste memento
os medicamentos utilizados em pacientes internados nas Unidades de Saúde
24 Horas.

Na elaboração do Memento Terapêutico, optamos pela concisão e


objetividade, sem omitir informações relevantes. Estes aspectos tiveram
cuidado especial e desejamos que este memento auxilie no uso racional dos
medicamentos da Farmácia Curitibana.

Esperamos que este trabalho multiprofissional, resultado de mais um esforço


coletivo, compartilhado por instituições parceiras, possa subsidiar com
segurança nossas equipes.

Cabe salientar que a atualização e a revisão das informações contidas neste


memento serão constantemente uma preocupação, e toda sugestão e
observação sobre o texto serão valiosas e estimadas.

MICHELE CAPUTO NETO


SECRETÁRIO MUNICIPAL DA SAÚDE

4 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


Sumário

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 5


6 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA
COMO USAR ESTE MEMENTO ........... 11 CAPTOPRIL ............................................ 41

A CARBAMAZEPINA ..................................... 42

ABACAVIR ............................................ 15 CEFALEXINA .......................................... 43

ACICLOVIR ............................................ 16 CETOCONAZOL ....................................... 44

ACICLOVIR ............................................ 17 CICLOPENTOLATO .................................... 45

ÁCIDO ACETILSALICÍLICO ............................ 18 CIMETIDINA .......................................... 46

ÁCIDO FÓLICO ....................................... 19 CIPROFLOXACINO .................................... 47

ÁCIDO FOLÍNICO .................................... 20 CLARITROMICINA .................................... 48

ÁCIDO TRICLOROACÉTICO ........................... 21 CLINDAMICINA ....................................... 49

ÁCIDO VALPRÓICO .................................. 22 CLOMIPRAMINA ...................................... 50

ADRENALINA ......................................... 23 CLORETO DE POTÁSSIO .............................. 51

AMINOFILINA ........................................ 24 CLORETO DE SÓDIO ................................. 52

AMINOFILINA ........................................ 25 CLORPROMAZINA .................................... 53

AMITRIPTILINA ....................................... 26 CLORPROMAZINA .................................... 54

AMOXICILINA ........................................ 27 D
AMOXICILINA + CLAVULANATO ................... 28 DAPSONA ............................................. 55

AMPICILINA .......................................... 29 DESLANOSIDO ........................................ 56

AMPRENAVIR ......................................... 30 DEXAMETASONA ..................................... 57

ATROPINA ............................................ 31 DEXAMETASONA ..................................... 58

AZITROMICINA ....................................... 32 DEXAMETASONA ..................................... 59

B DEXAMETASONA + CLORANFENICOL ............. 60

BECLOMETASONA .................................... 33 DEXCLORFENIRAMINA ............................... 61

BECLOMETASONA .................................... 34 DIAZEPAM ............................................ 62

BENZOATO DE BENZILA ............................. 35 DIAZEPAM ............................................ 63

BICARBONATO DE SÓDIO ........................... 36 DICLOFENACO ........................................ 64

BIPERIDENO .......................................... 37 DIDANOSINA ......................................... 65

BIPERIDENO .......................................... 38 DIGOXINA ............................................ 66

BUDESONIDA ......................................... 39 DIPIRONA ............................................ 67

C DIPIRONA ............................................ 68

CÁLCIO ................................................ 40 DOPAMINA ........................................... 69

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 7


E HIDROCORTISONA ................................... 96

EFAVIRENZ ............................................ 70 HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO ......................... 97

ERITROMICINA ....................................... 71 HIOSCINA ............................................ 98

ESPIRAMICINA ........................................ 72 HIOSCINA ............................................ 99

ESTAVUDINA .......................................... 73 HIOSCINA + DIPIRONA .......................... 100

ESTRADIOL ............................................ 74 I
ESTREPTOMICINA .................................... 75 IMIPRAMINA ........................................ 101

ETAMBUTOL .......................................... 76 IMUNOGLOBULINA ANTI-RHO (D) ............. 102

ETIONAMIDA ......................................... 77 INDINAVIR .......................................... 103

F INSULINA ........................................... 104

FENILEFRINA .......................................... 78 ISONIAZIDA ......................................... 105

FENITOÍNA ............................................ 79 ISONIAZIDA + RIFAMPICINA ..................... 106

FENOBARBITAL ....................................... 80 ISOSSORBIDA ....................................... 107

FENOBARBITAL ....................................... 81 ITRACONAZOL ...................................... 108

FENOTEROL ........................................... 82 L
FENOTEROL ........................................... 83 LAMIVUDINA ....................................... 109

FLUCONAZOL ......................................... 84 LEVOMEPROMAZINA ............................... 110

FLUORESCEÍNA ....................................... 85 LEVONORGESTREL + ETINILESTRADIOL .......... 111

FUROSEMIDA ......................................... 86 LIDOCAÍNA ......................................... 112

FUROSEMIDA ......................................... 87 LIDOCAÍNA ......................................... 113

G LÍTIO ................................................ 114

GLIBENCLAMIDA ..................................... 88 LOPINAVIR + RITONAVIR ........................ 115

GLICOSE 50% ...................................... 89 M


H MEBENDAZOL ...................................... 116

HALOPERIDOL ........................................ 90 MEDROXIPROGESTERONA ......................... 117

HALOPERIDOL ........................................ 91 MEPERIDINA ....................................... 118

HALOPERIDOL ........................................ 92 METFORMINA ...................................... 119

HANSENÍASE MB ................................... 93 METILDOPA ........................................ 120

HANSENÍASE PB .................................... 94 METILERGOMETRINA .............................. 121

HIDROCLOROTIAZIDA ................................ 95 METOCLOPRAMIDA ................................ 122

8 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


METOCLOPRAMIDA ................................ 123 SALBUTAMOL ....................................... 148

METRONIDAZOL ................................... 124 SAQUINAVIR ........................................ 149

N SOLUÇÃO FISIOLÓGICA ............................ 150

NELFINAVIR ........................................ 125 SOLUÇÃO FISIOLÓGICA NASAL ................... 151

NEVIRAPINA ........................................ 126 SOLUÇÃO GLICOSADA ............................. 152

NIFEDIPINA ........................................ 127 SULFADIAZINA ...................................... 153

NISTATINA .......................................... 128 SULFAMETOXAZOL + TRIMETOPRIM ............ 154

NITROFURANTOÍNA ................................ 129 SULFATO FERROSO ................................. 155

NORETINDRONA ................................... 130


T
NORETISTERONA + ESTRADIOL ................. 131 TALIDOMIDA ....................................... 156

P TERBUTALINA ....................................... 157

PENICILINA G BENZATINA ........................ 132 TINIDAZOL + MICONAZOL ...................... 158

PENICILINA G PROCAÍNA ......................... 133 TIORIDAZINA ....................................... 159

PERMANGANATO DE POTÁSSIO ................... 134 TROPICAMIDA ...................................... 160

PILOCARPINA ....................................... 135


V
PIRAZINAMIDA ..................................... 136 VITAMINA A + D ................................ 161

PIRIMETAMINA ..................................... 137 VITAMINA B1 ..................................... 162

POLIMIXINA B + NEOMICINA + CORTICOSTERÓIDE Z


...................................................... 138 ZALCITABINA ....................................... 163

PREDNISONA ....................................... 139 ZIDOVUDINA ....................................... 164

PREDNISONA ....................................... 140 ZIDOVUDINA + LAMIVUDINA ................... 165

PROMETAZINA ...................................... 141

PROPRANOLOL ..................................... 142 Anexos ....................................... 167

PROXIMETACAÍNA .................................. 143


Abreviaturas ............................... 176

R
Medicamentos para pacientes
RETINOL + CLORANFENICOL + AMINOÁCIDO ... 144
internados nas U.S. 24 horas ...... 178
RIFAMPICINA ....................................... 145

RITONAVIR ......................................... 146 Referências Bibliográficas ........... 183

S
SAIS REIDRATAÇÃO ORAL ......................... 147

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 9


10 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA
COMO USAR ESTE MEMENTO

O memento terapêutico da Farmácia Curitibana contém os


medicamentos padronizados na Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba,
que são apresentados pelo nome genérico e em ordem alfabética.
As informações sobre os medicamentos foram descritas de modo a
facilitar sua consulta pela equipe de saúde, sobretudo pelos profissionais
que prescrevem e dispensam os mesmos. Estão estruturadas em itens e
sub-itens da seguinte forma:

DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome – genérico do fármaco
DCB – Denominação Comum Brasileira - ou DCI – Denominação
Comum Internacional
Apresentação – existente na Farmácia Curitibana

CLASSE TERAPÊUTICA
De acordo com o uso na Farmácia Curitibana

INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos – indicações gerais do medicamento
Dosagem

FARMÁCIA CURITIBANA
Classificação de acordo com o uso na Farmácia Curitibana, quando
específico

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 11


Usos terapêuticos – quando o uso na Farmácia Curitibana é específico
para uma ou mais indicações gerais
Dosagem – padronizada nos protocolos e manuais da Secretaria
Municipal da Saúde de Curitiba e do Ministério da Saúde;

ALERTAS
Precauções
Contra-indicações
Efeitos adversos – os mais freqüentes e/ou graves
Interações – principais interações medicamentosas
Gravidez – classificação de risco teratogênico de acordo com a Food
and Drug Administration (FDA)
Lactação – informações sobre a excreção no leite materno, a
possibilidade de uso e a segurança do medicamento durante a lactação
Via de excreção principal
Aspectos legais – de acordo com a Portaria 344/98 do Ministério da
Saúde

ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Principais orientações ao usuário, durante a administração do
medicamento, como horário de tomada, ingestão com ou sem alimentos,
cuidados ao executar atividades que exijam atenção, interrupção do
tratamento entre outras.

Encontram-se em anexo informações sobre a classificação dos


medicamentos, de acordo com a indicação de uso na Farmácia Curitibana
assim como a classificação de risco de teratogenicidade.

12 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


Medicamentos

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 13


14 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA
ABACAVIR
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Abacavir – ABC
DCI: Abacavir
C
Apresentação: Comprimidos 300 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Terapia anti-retroviral de HIV/AIDS.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS


Dosagem:
Crianças:
< de 3 meses: Uso não aprovado.
> de 3 meses e adolescentes: 8 mg/kg/dose, VO, de 12/12 h, até o máximo de 300 mg, de 12/12 h.
Adultos: 300 mg, VO, de 12/12 h.

5. ALERTAS
Precauções: Insuficiência hepática ou renal. Não reiniciar o fármaco após ocorrência de hiper-
sensibilidade pelo risco de reação potencialmente fatal. Risco de acidose láctica fatal, hepatomegalia
com esteatose nos pacientes com doenças hepáticas.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Reações de hipersensibilidade, náusea, vômito, diarréia, anorexia, dores abdomi-
nais, letargia, fadiga, cefaléia, insônia, tosse, dispnéia, pancreatite, acidose láctica, elevação de AST,
ALT, amilase, bilirrubinas e CPK.
Interações: Não foram relatadas interações. O etanol reduz sua eliminação.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Fecal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Ressaltar a importância do cumprimento dos horários de tomada. Na presença de sintomas de hiper-
sensibilidade, procurar imediatamente um serviço médico.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 15


A ACICLOVIR
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Aciclovir
DCB: Aciclovir
Apresentação: Comprimidos 200 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento inicial e prevenção de recorrência de herpes simples (HSV - Herpes
simplex virus), herpes zoster e varicela (VZV –Varicella-zoster virus).

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento das Infecções Oportunistas da AIDS


Dosagem:
Crianças
< de 1 ano: Uso não recomendado.
> de 1 ano:
Varicela e herpes zoster (VZV):
Tratamento: 80 mg/kg/dia, VO, 5 vezes ao dia, durante 10 dias.
Profilaxia: 80 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h, do 9º ao 14º dia da exposição.
Herpes simples (HSV): 80 mg/kg/dia, VO, 5 vezes ao dia, durante 10 dias.
Adultos:
Herpes zoster e varicela (VZV):
Tratamento: 800 mg, VO, de 4/4 h, durante 7 a 10 dias.
Profilaxia: 400 mg, VO, de 4/4 h, durante 7 a 10 dias.
Herpes genital (HSV):
Tratamento: 200 mg, VO, de 4/4 h, durante 10 dias, num episódio inicial, ou durante 5 dias, em
episódios recorrentes. Nos casos de proctite herpética, 400 mg, VO, de 4/4 h, durante 10 dias ou até
resolução clínica.
Profilaxia: 400 mg, VO, de 6/6 h.
Quadros recorrentes (≥ 6 episódios/ano): 400 mg, de 12/12 h, durante 6 a 12 meses (avaliar tratamento).
Ajuste de dose: Insuficiência renal, pacientes em diálise, idosos e obesos.

5. ALERTAS
Precauções: A segurança e a eficácia em crianças menores de dois anos não foi determinada. Pacien-
tes com distúrbios renais, hepáticos ou neurológicos, desequilíbrio eletrolítico, hipóxia, uso concomi-
tante com agentes nefrotóxicos.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Erupção cutânea, anorexia, vômito, diarréia, dor abdominal, letargia, convulsão,
tontura, confusão mental, agitação, coma, cefaléia, tremor, alucinação, insônia, depressão, anemia,
leucopenia, trombocitopenia e elevação das transaminases.
Interações: Zidovudina, ácido valpróico, fenitoína, vacinação recente contra varicela, micofenolato mofetil.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação. Mães com HIV/AIDS não
devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Aumentar a ingestão de líquidos. Evitar contato sexual durante a manifestação herpética genital.

16 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ACICLOVIR
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Aciclovir
DCB: Aciclovir
C
Apresentação: Creme dermatológico 5%

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral


3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento de herpes simples (HSV - Herpes simplex virus), herpes zoster e
varicela (VZV –Varicella-zoster virus).

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento das Infecções Oportunistas da AIDS


Dosagem: Cobrir a região afetada, 4 a 6 vezes ao dia, durante 10 dias.

5. ALERTAS
Precauções: A segurança e a eficácia em crianças menores de dois anos não foi determinada. Pacien-
tes com distúrbios renais, hepáticos ou neurológicos, desequilíbrio eletrolítico, hipóxia, uso concomi-
tante com agentes nefrotóxicos.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Sensação de queimação, ressecamento, eritema, prurido ou ardor local.
Interações: Zidovudina, ácido valpróico, fenitoína, vacinação recente contra varicela, micofenolato
mofetil.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação. Mães com HIV/AIDS não
devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não aplicar o creme nos olhos ou mucosas. Utilizar luvas ou dedeiras, lavando as mãos antes e após
cada aplicação. Evitar contato sexual durante a manifestação herpética genital.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 17


A ÁCIDO ACETILSALICÍLICO
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Ácido Acetilsalicílico


DCB: Ácido Acetilsalicílico
Apresentação: Comprimidos 100 mg e 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiinflamatório não esteróide; analgésico; antipirético; anti-


agregante plaquetário

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Dor leve a moderada, incluindo dismenorréia; doenças reumáticas e outros dis-
túrbios musculoesqueléticos; febre; enxaqueca; doenças cerebrovasculares; infarto do miocárdio.
Dosagem:
Crianças:
Analgésico e antipirético: 40 a 60 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h; não exceder 60 a 80 mg/kg/dia. Dose
máxima diária de 3.600 mg.
Antiinflamatório: Dose inicial de 60 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h; aumentar até 100 mg/kg/dia, VO, de 6/
6 ou 8/8 h. Dose máxima diária de 3.600 mg.
Antiagregante plaquetário: 1 a 2 mg/kg/dia, VO.
Adolescentes e adultos:
Analgésico e antipirético: 300 a 900 mg, VO, de 4/4 ou 6/6 h. Dose máxima diária de 4.000 mg.
Antiinflamatório: 1.000 a 1.500 mg, VO, de 6/6 h. Dose máxima diária de 6.000 mg.
Antiagregante plaquetário:
Profilaxia: 75 a 150 mg/dia, VO.
Tratamento: 150 a 300 mg/dia, VO.
Ajuste de dose: Insuficiência renal ou hepática.

4. ALERTAS
Precauções: Asma e estados alérgicos, insuficiência renal ou hepática, período pós-cirúrgico (risco de
hemorragias), idosos, deficiência de GFDH, desidratação, hipertensão arterial não controlada.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco e outros AINEs; crianças e adolescentes com febre,
desidratação ou com suspeita de quadro viral (risco de Síndrome de Reye); ulceração gastrintestinal
ativa; hemofilia e outros distúrbios de coagulação; gota.
Efeitos adversos: Náusea, dispepsia, ulceração gastrintestinal com sangramento oculto, outros qua-
dros hemorrágicos (incluindo subconjuntival), tinito, vertigen, confusão mental, reações de hipersen-
sibilidade, aumento do tempo de sangramento, edema, miocardite, trombocitopenia.
Interações: Acetazolamida, ácido valpróico, alendronato, antiácidos, anticoagulantes, antiinflamató-
rios esteróides e não esteróides, ativadores de plasminogênio recombinante, bloqueadores de canais
de cálcio, cálcio, capsaicina, clorpropamida, espironolactona, etanol, fenindiona, furosemida, gliben-
clamida, IECA, insulina, metotrexato, nitroglicerina, probenecida, quinidina, sufinpirazona, tolbuta-
mida, vacina contra varicela.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; uso inseguro.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Tomar com comida, leite ou bastante água. Não ingerir bebidas alcoólicas.

18 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ÁCIDO FÓLICO
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Ácido Fólico
DCB: Ácido Fólico
C
Apresentação: Comprimidos 5 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antianêmico


3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Estados de deficiência de folato (anemia megaloblástica), gestação e lactação,
prevenção de defeitos do tubo neural na gestação, hiperhomocisteinemia.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Usos terapêuticos: Estados de deficiência de folato no alcoolismo.
Dosagem: 5 mg, VO, 3 vezes ao dia, durante 30 dias.
Ajuste de dose: Idosos e pacientes em diálise.

5. ALERTAS
Precauções: Pode mascarar deficiência de vitamina B12.
Contra-indicações: Anemia perniciosa ou megaloblástica causadas por deficiência de vitamina B12.
Efeitos adversos: Desconforto gastrintestinal, gosto amargo na boca, distúrbios do sono, irritabilidade,
comportamento psicótico, convulsão, reações alérgicas dermatológicas, depleção de zinco.
Interações: Fenitoína, pirimetamina.
Gravidez: Categoria A.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação; uso seguro.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 19


A ÁCIDO FOLÍNICO
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Ácido Folínico


DCB: Folinato Cálcico
Apresentação: Suspensão oral extemporânea 2 mg/mL; Comprimidos 15 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Vitamina; antídoto contra antagonistas do ácido fólico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Prevenção e tratamento de intoxicação pelos antagonistas do ácido fólico (meto-
trexato, trimetoprima, pirimetamina); anemia megaloblástica por deficiência de folatos.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Mãe Curitibana; Tratamento das Infecções Oportu-


nistas da AIDS
Usos terapêuticos: Profilaxia e tratamento de intoxicação pela pirimetamina utilizada na toxoplas-
mose gestacional, congênita e na co-infecção HIV/AIDS.
Dosagem:
Profilaxia: 0,5 a 5 mg, VO, de 12/12 h, administrado junto à pirimetamina.
Tratamento: 5 a 15 mg/dia, VO.
Ajuste de dose: Insuficiência renal; desidratação; edema.

5. ALERTAS
Precauções: Para a efetividade no tratamento de intoxicação por antagonista de ácido fólico, o ácido
folínico deve ser empregado nas primeiras 24 horas após o início dos sintomas.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco; anemia perniciosa ou megaloblástica causadas
por deficiência de vitamina B12.
Efeitos adversos: Hipereosinofilia, convulsão, hipocalcemia, tetania, soluço.
Interações: Capecitabina, fenobarbital, fenitoína, fluorouracil, primidona.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação; uso seguro. Mães com HIV/
AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

20 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ÁCIDO TRICLOROACÉTICO
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Ácido Tricloroacético
DCB: Ácido Tricloroacético
C
Apresentação: Solução aquosa 80%

2. CLASSE TERAPÊUTICA Adstringente; agente dermatológico cáustico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Verrugas, condilomas genitais, queratoses actínicas, lesões hiperpigmentadas na
face, remoção de tatuagens.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Usos terapêuticos: Cauterização de verrugas e condilomas.
Dosagem: Aplicar pequena quantidade, somente na área a ser tratada. Após formação de crosta
branca, aplicar talco ou bicarbonato de sódio, para neutralizar o excedente aplicado. Repetir semanal-
mente, se necessário.
Ajuste de dose: Para aplicação em lesões planas, diluir o produto em 25 a 50%.

5. ALERTAS
Precauções: Proteger a região da pele limítrofe à lesão com uma pomada hidrófoba inerte (vaselina).
Contra-indicações: O produto não deve ser ingerido.
Efeitos adversos: Eritema, hipo ou hiperpigmentação, fotossensibilidade.
Interações: Soluções alcalinas neutralizam seus efeitos cáusticos.
Gravidez: dados não disponíveis.
Lactação: Seguro.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 21


A ÁCIDO VALPRÓICO
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Ácido Valpróico


DCB: Ácido Valpróico
Apresentação: Suspensão oral 50 mg/mL; Cápsulas 250 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiepiléptico; estabilizador do humor

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento e prevenção de crises de ausência; convulsões parciais; convulsões par-
ciais complexas; convulsões tônico-clônicas; convulsões mioclônicas e convulsões generalizadas; profila-
xia de enxaquecas; episódios maníacos associados ao transtorno bipolar; estabilizador do humor.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Epilepsia na Infância; Programa de Saúde Mental


Usos terapêuticos: Tratamento e prevenção de crises de ausência; convulsões parciais; convulsões
parciais complexas; convulsões tônico-clônicas; convulsões mioclônicas e convulsões generalizadas;
episódios maníacos associados ao transtorno bipolar; estabilizador do humor.
Dosagem:
Crianças: Dose inicial de 10 a 15 mg/kg/dia, VO; aumentar 5 a 10 mg/kg/dia semanalmente, de
acordo com a necessidade e tolerância. Se a dose diária exceder 250 mg, fracionar em 8/8 ou 12/12
h. Dose máxima diária de 60 mg/kg.
Adolescentes e adultos:
Epilepsia: 600 a 2.500 mg/dia, VO, de 8/8 ou 12/12 h.
Estabilizador do humor: Dose inicial de 250 mg/dia, VO; aumentar para 250 mg, VO, de 8/8 ou 12/
12h, num período de 3 a 6 dias. A dose terapêutica varia de 1.200 a 1.500 mg/dia.

5. ALERTAS
Precauções: Crianças menores de 2 anos (maior risco de hepatotoxicidade); disfunção hepática; pancrea-
tite; monitorar função hepática durante os 6 primeiros meses de tratamento, especialmente em pacientes
de risco; lupus; evitar retirada brusca do medicamento; o tempo de sangramento pode estar aumentado.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco; hepatopatias; porfirias.
Efeitos adversos: Irritação gastrintestinal, náusea, aumento de apetite, ganho de peso, hiperamone-
mia, ataxia, tremor, alopécia, edema, disfunção hepática, insuficiência hepática fatal (principalmente
em crianças menores de 2 anos), sedação, distúrbios de comportamento, pancreatite, leucopenia,
pancitopenia, hipoplasia eritrocítica, trombocitopenia, inibição da agregação plaquetária, redução de
fibrinogênio, irregularidades menstruais, amenorréia, demência, necrólise epidérmica tóxica, síndro-
me de Stevens-Johnson, vasculite.
Interações: Aciclovir, amitriptilina, aspirina em uso crônico, carbamazepina, colestiramina, clomipra-
mina, DHEA, eritromicina, fenitoína, GinKgo biloba, isoniazida, lamotrigina, lorazepam, mefloquina,
nimodipino, fenobarbital, primidona, rifampicina, ritonavir, tiagabina, topiramato, zidovudina.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação.
Gestação: Categoria D.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
No primeiro dia, administrar com alimento e depois ingerir com água, logo após a alimentação; as cápsulas
não devem ser mastigadas. Efeito estabilizador do humor aparece 5 a 15 dias após o início do tratamento.
A necessidade diária de carnitina pode estar aumentada pelo uso contínuo do medicamento.

22 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ADRENALINA
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Adrenalina
DCB: Cloridrato de Epinefrina
C
Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL – 1 mg/mL (1:1.000)

2. CLASSE TERAPÊUTICA Simpatomimético

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento de broncoespasmo, hipotensão, choque, anafilaxia, choque anafiláti-
co, parada cardiorespiratória.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem:
Atenção: Para via intravenosa, usar solução diluída 1:10.000 (1 mL da solução 1:1.000 de adrenalina
em 9 mL de SF 0,9%).
Crianças:
Choque anafilático: 0,01 mg/kg (0,1 ml/kg de uma solução 1:10.000), IV, até o máximo de 0,3 mg
(3 mL de uma solução 1:10.000); ou 0,01 mg/kg (0,01ml/kg de uma solução 1:1.000), SC ou IM,
até a dose máxima de 0,3 mg (máximo de 0,3 mL de uma solução 1:1.000). Repetir, se necessário,
mais duas vezes, a cada 15 a 20 minutos.
Bradicardia e parada cardiorespiratória: 0,01 a 0,03 mg/kg (0,1 ml/kg de 1:10.000), IV ou IT, repe-
tidos a cada 3 a 5 minutos, se necessário. Doses de 0,1 a 0,2 mg/kg (0,1 a 0,2 ml/kg de 1:1.000)
podem ser administradas por via IT ou IC.
Broncoespasmo: 0,01 mg/kg (0,01 ml/kg de 1:1.000), SC, até 3 doses, a cada 20 minutos, se
necessário. A maior dose não deve ultrapassar 0,3 mg.
Adultos:
Choque anafilático: 0,5 mg (0,5 mL de 1:1.000), IM, ou 0,5 mg (5 mL de 1:10.000), IV lenta (1
mL/minuto); repetir a cada 5 minutos, se necessário.
Parada cardiorespiratória: 1 mg (10 mL de uma solução 1:10.000), IV; repetir a cada 3 a 5 minutos,
se necessário; ou 2 mg a 2,5 mg, via IT.
Broncoespasmo: 0,2 mg a 0,5 mg (0,2 – 0,5 mL de 1:1.000), SC, até 3 doses, a cada 20 minutos, se
necessário.

5. ALERTAS
Precauções: Angina, doença cardiovascular, insuficiência cerebrovascular, arritmia, doença pulmo-
nar crônica, Diabetes mellitus, idoso, hipertensão, hipertireoidismo, hipersensibilidade aos simpa-
tomiméticos.
Contra-indicações: Dilatação cardíaca, insuficiência coronariana, anestesia por halotano ou ciclo-
propano, dano cerebral orgânico, injeção intra-arterial do fármaco, trabalho de parto, glaucoma de
ângulo estreito.
Efeitos adversos: Ansiedade, tremor, taquicardia, extremidades frias, náusea, vômito, cefaléia, sudo-
rese, fraqueza, tontura, hiperglicemia; em altas doses pode causar arritmia, hemorragia cerebral, ede-
ma pulmonar.
Interações: Betabloqueadores, IMAO, diidroergotamina, entacapona, guanetidina, halotano, antide-
pressivos tricíclicos, zotepina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 23


A AMINOFILINA
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Aminofilina
DCB: Aminofilina
Apresentação: Solução oral 10 mg/gota; Comprimidos 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiasmático

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Asma, broscoespasmo reversível associado a outras patologias pulmonares, ede-
ma agudo de pulmão.
Dosagem:
Crianças: A partir de 1 ano de idade a dose inicial é de 15 mg/kg/dia, VO, de 8/8 h; aumentar a dose
em 25% a cada 3 dias.
Dose máxima diária de acordo com a faixa etária:
De 1 a 9 anos: 24 mg/kg.
De 9 a 12 anos: 20 mg/kg.
De 12 a 16 anos: 18 mg/kg.
> de 16 anos: 13 mg/kg.
Adultos: 100 a 200 mg, VO, de 6/6 h ou 8/8 h.
Ajuste de dose: Insuficiência hepática, diálise, ICC, cor pulmonar, febre, obesidade, tabagismo.

4. ALERTAS
Precauções: Doença cardíaca, hipertensão, hipertireoidismo, úlcera péptica, refluxo gastroesofagia-
no, epilepsia, hipoproteinemia, enxaqueca.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, porfiria.
Efeitos adversos: Irritação gastrintestinal, irritabilidade, ansiedade, tremor, palpitação, cefaléia, insô-
nia, tontura, reações alérgicas dermatológicas, aumento da diurese.
Interações: Adenosina, alopurinol, azitromicina, benzodiazepínicos, barbitúricos, carbamazepina, ci-
metidina, ciprofloxacino, enoxacina, diltiazem, dissulfiram, efedrina, eritromicina, etinilestradiol, etin-
tidina, fluvoxamina, fenitoína, halotano, idrocilamida, imipenem, interferon (alfa-2-A e alfa-2-B),
ipriflavona, isoproterenol, cetamina, lítio, mestranol, mexiletina, moricizina, nilutamida, norelgestro-
mina, noretindrona, norfloxacino, norgestrel, pancurônio, paroxetina, perfloxacino, pentoxifilina, áci-
do pipemídico, piperina, propafenona, propranolol, prulifloxacino, rifocina, riluzol, ritonavir, ropiva-
caína, Hypericum perforatum, sulfinpirazona, tacrina, tacrolimus, tiabendazol, ticlopidina, tabaco,
troleandomicina, verapamil, viloxazina, zafirlucast, zileutono.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação; uso seguro.
Via de excreção principal: Renal.

24 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


AMINOFILINA
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Aminofilina
DCB: Aminofilina
C
Apresentação: Injetável – ampolas 10 mL – 24 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiasmático

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Asma, broscoespasmo reversível associado a outras patologias pulmonares, ede-
ma agudo de pulmão.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Inteno na Unidade de Saúde


Dosagem:
Crianças: Dose inicial de 6 mg/kg, IV, diluídos em 25 a 50 mL de SF 0,9%, infundidos em 20 a 30
minutos. Dose de manutenção de 5 mg/kg, IV, de 6/6 h, diluídos e administrados como descrito
anteriormente.
Adultos: 6 mg/kg (240 a 480 mg), IV, diluídos em 25 a 50 mL de SF 0,9%, infundidos em 30
minutos, de 12/12 h.
Ajuste de dose: Caso o paciente tenha recebido aminofilina nas últimas 4 a 6 horas antes da dose de
ataque, esta deve ser reduzida para 3 mg/kg; insuficiência hepática, idoso, diálise, ICC, cor pulmonar,
febre, obesidade, tabagismo.

5. ALERTAS
Precauções: Doença cardíaca, hipertensão arterial, hipertireoidismo, úlcera péptica, epilepsia.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, porfiria.
Efeitos adversos: Fibrilação atrial, bradicardia, palpitação, síncope, parada cardíaca, taquicardia,
hemorragia intracraniana, convulsão, agitação, irritabilidade, nervosismo, ansiedade, depressão, is-
quemia cerebral, episódio febril agudo, distúrbio gastrintestinal, aumento da diurese, reações alérgi-
cas dermatológicas, síndrome de Stevens-Johnson.
Interações: Adenosina, alopurinol, azitromicina, benzodiazepínicos, barbitúricos, carbamazepina, ci-
metidina, ciprofloxacino, enoxacina, diltiazem, dissulfiram, efedrina, eritromicina, etinilestradiol, etin-
tidina, fluvoxamina, fenitoína, halotano, idrocilamida, imipenem, interferons alfa-2-A e 2-B, ipriflavo-
na, isoproterenol, cetamina, lítio, mestranol, mexiletina, moricizina, nilutamida, norelgestromina,
noretindrona, norfloxacino, norgestrel, pancurônio, paroxetina, pefloxacino, pentoxifilina, ácido pi-
pemídico, piperina, propafenona, propranolol, prulifloxacino, rifocina, riluzol, ritonavir, ropivacaína,
Hypericum perforatum, sulfimpirazona, tacrina, tacrolimus, tiabendazol, ticlopidina, tabaco, trolean-
domicina, verapamil, viloxazina, zafirlucast, zileutono.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação; uso seguro.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 25


A AMITRIPTILINA
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Amitriptilina
DCB: Cloridrato de Amitriptilina
Apresentação: Comprimidos 25 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antidepressivo tricíclico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Depressão moderada a severa, profilaxia da enxaqueca, cefaléia tensional, fibro-
mialgia, dor neuropática, prevenção de ataques de pânico, bulimia, enurese.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Usos terapêuticos: Depressão moderada a severa.
Dosagem:
Adolescentes e idosos: 25 a 50 mg/dia, VO, em dose única ao deitar ou fracionada durante o dia.
Dose máxima diária de 100 mg.
Adultos: Dose inicial de 25 mg/dia, VO; aumentar 25 mg/dia, a cada 2 ou 3 dias, até atingir a dose
terapêutica de 75 a 150 mg/dia. A retirada deve ser lenta, reduzindo a dose diária cerca de 25 mg/
mês. Dose máxima diária de 300 mg.
Ajuste de dose: Em pacientes hospitalizados, a dose de ataque poderá chegar a 200 a 300 mg/dia.

5. ALERTAS
Precauções: Doença cardíaca, epilepsia, insuficiência hepática, doenças da tireóide, feocromocitoma,
mania, psicose, glaucoma de ângulo estreito, retenção urinária, tratamento eletroconvulsivo, evitar
retirada abrupta, anestesia.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, infarto do miocárdio recente, arritmia, fase maníaca
do transtorno bipolar, doença hepática severa, crianças, porfiria.
Efeitos adversos: Sedação, boca seca, visão borrada, constipação, náusea, dificuldade de micção, altera-
ções no ECG, arritmia, hipotensão postural, taquicardia, síncope, sudorese, tremor, reações alérgicas
dermatológicas, distúrbios de comportamento, hipomania, confusão, disfunção sexual, alterações da
glicemia, aumento de apetite, ganho de peso, dilatação testicular, ginecomastia, galactorréia, convulsão,
distúrbios do movimento, discinesia, febre, agranulocitose, leucopenia, eosinofilia, púrpura, tromboci-
topenia, hiponatremia, alterações das provas de função hepática.
Interações: Anticoagulantes orais, anfetaminas, amprenavir, anisindiona, bepridil, betanidina, carba-
mazepina, cimetidina, cisaprida, clonidina, IMAO, diazepam, anti-histamínicos, dissulfiram, dofetili-
da, enflurano, fluconazol, ISRS, fenitoína, furazolidona, quinolonas, guanadrel, guanetidina, halofan-
trina, ibutilida, levometadil, nefazodona, nefopam, pimozida, propafenona, quinidina, riluzol, ritona-
vir, s-adenosilmetionina, salmeterol, sotalol, Hypericum perforatum, simpatomiméticos de ação dire-
ta, tramadol, ácido valpróico, varfarina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; ação desconhecida sobre o concepto.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não interromper abruptamente o tratamento.

26 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


AMOXICILINA
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Amoxicilina
DCB: Amoxicilina
C
Apresentação: Suspensão oral 50 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Infecções do trato urinário, infecções do trato respiratório superior, bronquite, pneumo-
nia, otite média, abscesso dental, osteomielite, doença de Lyme, profilaxia da endocardite, profilaxia pós-
esplenectomia, infecções ginecológicas, gonorréia, erradicação de Helicobacter pylori.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Crescendo com Saúde


Usos terapêuticos: Infecções respiratórias agudas na infância.
Dosagem:
Crianças:
< de 3 meses: 30 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h.
> de 3 meses a 40 kg: 30 a 50 mg/kg/dia, VO, de 8/8 h.
> de 40 kg: 250 a 500 mg, VO, de 8/8 h, podendo ser aumentada de acordo com a gravidade da
infecção.
Dose máxima diária: 1.500 mg.
Ajuste de dose: Insuficiência renal severa, diálise.

5. ALERTAS
Precauções: História de reação alérgica às penicilinas e cefalosporinas; disfunção ou imaturidade
renal; diarréia.
Contra-indicações: Hipersensibilidade às penicilinas; mononucleose infecciosa.
Efeitos adversos: Náusea, vômito, diarréia, rash cutâneo, urticária, angioedema, anafilaxia, reação do
tipo doença do soro, anemia hemolítica, nefrite intersticial, colite pseudomembranosa, neutropenia,
trombocitopenia, distúrbios de coagulação, agranulocitose, convulsão (altas doses).
Interações: Aminoglicosídeos, antibióticos bacteriostáticos, metotrexato.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não descontinuar o tratamento antes do período determinado pelo médico.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 27


A AMIXICILINA + CLAVULANATO
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Amoxicilina + Clavulanato


DCB: Amoxicilina + Clavulanato de Potássio
Apresentação: Suspensão oral 50 mg/mL de Amoxicilina + 12,5 mg/mL de Clavulanato de Potássio

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Infecções por bactérias produtoras de betalactamase, incluindo as do trato respi-
ratório, geniturinário, infecções abdominais, mordeduras de animais, infecções dentais severas e pro-
filaxia cirúrgica.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Crescendo com Saúde


Usos terapêuticos: Infecções respiratórias agudas na infância.
Dosagem (baseada no componente amoxicilina):
Crianças:
< de 3 meses: 30 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h.
> de 3 meses a 40 kg: 30 a 50 mg/kg/dia, VO, de 8/8 h.
> de 40 kg: 250 a 500 mg, VO, de 8/8 h, podendo ser aumentada de acordo com a gravidade da
infecção.
Ajuste de dose: Insuficiência renal grave, diálise.

5. ALERTAS
Precauções: Insuficiência renal ou hepática graves, colite pseudomembranosa.
Contra-indicações: Hipersensibilidade aos fármacos e às penicilinas; história prévia de icterícia e disfun-
ção hepática induzidas pelo medicamento, mononucleose infecciosa.
Efeitos adversos: Náusea, vômito, diarréia, rash cutâneo, reação de hipersensibilidade incluindo urticá-
ria, angioedema, anafilaxia, reação do tipo doença do soro, anemia hemolítica, nefrite intersticial, colite
pseudomembranosa, neutropenia, trombocitopenia, distúrbios de coagulação, convulsão (altas doses),
hepatite, icterícia colestática, eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica
tóxica, dermatite esfoliativa, manchas superficiais nos dentes.
Interações: Aminoglicosídeos, antibióticos bacteriostáticos, metotrexato.
Gestação: Categoria B.
Lactação: Baixa excreção da amoxicilina; excreção do clavulanato desconhecida.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Melhor absorvido se ingerido no início das refeições. Não descontinuar o tratamento antes do perío-
do determinado pelo médico.

28 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


AMPICILINA
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Ampicilina
DCB: Ampicilina
C
Apresentação: Cápsulas 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Infecções dos tratos gastrintestinal, geniturinário e respiratório causadas por mi-
croorganismos sensíveis.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Leptospirose; Programa Mãe Curitibana


Usos Terapêuticos: Tratamento de leptospirose e processos infecciosos na gestante.
Dosagem:
Adolescentes e adultos:
Leptospirose: 1.000 mg, VO, de 6/6 h, durante 7 a 10 dias.
Processos infecciosos em gestantes:
Infecções respiratórias: 250 mg, VO, de 6/6 h, podendo ser aumentada de acordo com a gravidade.
Infecções gastrintestinais ou geniturinárias: 500 a 1.000 mg, VO, de 6/6 h, durante no mínimo 10 dias.
Ajuste de dose: Insuficiência renal.

5. ALERTAS
Precauções: História de hipersensibilidade às penicilinas, cefalosporinas.
Contra-indicações: Hipersensibilidade às penicilinas, mononucleose infecciosa.
Efeitos adversos: Náusea, vômito, diarréia, colite pseudomembranosa, reações alérgicas, anemia,
trombocitopenia, púrpura, eosinofilia, leucopenia, agranulocitose; aumento de AST; candidíase vagi-
nal, intestinal e oral; nefrite; hiperatividade, agitação, ansiedade, insônia, confusão mental, vertigem,
alterações do comportamento.
Interações: Alopurinol, tetraciclina, eritromicina, sulfonamidas, cloranfenicol, metrotexato, contra-
ceptivos orais, probenicida.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Segurança não estabelecida; risco de sensibilização alérgica no lactente.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não descontinuar o tratamento antes do período determinado pelo médico.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 29


A AMPRENAVIR
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Amprenavir – APV


DCB ou DCI: Inexistente
Apresentação: Cápsulas 150 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da protease

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Terapia anti-retroviral de HIV/AIDS.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS


Dosagem:
Crianças:
< de 4 anos: Uso não recomendado.
De 4 a 12 anos (até 50 kg):
Solução oral: 22,5 mg/kg/dose, VO, de 12/12 h, ou 15 mg/kg/dose, de 8/8 h; dose máxima de 2.800 mg/dia.
Cápsulas: 20 mg/kg/dose, VO, de 12/12 h, ou 15 mg/kg/dose, de 8/8 h; dose máxima de 2.400 mg/dia.
Obs.: A cápsula não é equivalente, peso por peso, à solução oral.
Adolescentes (acima de 50 kg): 1200 mg de APV, de 12/12 h.
Adultos: 600 mg de APV, VO, duas vezes ao dia, associado a 100 mg de RTV, 2 vezes ao dia; ou 1200
mg de APV associado a 200 mg de RTV, 1 vez ao dia; ou 1200 mg de APV, 2 vezes ao dia.
Ajuste de dose:
Insuficiência hepática: 300 a 450 mg, VO, de 12/12 h. Não associar ao ritonavir.

5. ALERTAS
Precauções: Alergia a outras sulfonamidas, doenças hepáticas, Diabetes mellitus, hemofilias A e B,
pacientes de origem asiática, exacerbação dos distúrbios de coagulação relacionados à carência de
vitamina K. Evitar suplementos com vitamina E (as formulações de amprenavir contêm altas doses de
vitamina E que podem exacerbar os distúrbios de coagulação). A solução oral de amprenavir contém
propilenoglicol, devendo ser evitada em pacientes alérgicos ao produto e em gestantes e crianças
menores de 2 anos, pelo risco de acidose láctica.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, crianças menores de 4 anos, gestantes e pacientes
com insuficiência renal ou hepática.
Efeitos adversos: Hemorragia espontânea em pacientes hemofílicos, cefaléia, parestesia, depressão,
alterações de humor, hiperglicemia, hiperlipidemia, náusea, vômito, diarréia.
Interações: Alcalóides do ergot, alho, amiodarona, antiácidos, antidepressivos tricíclicos, astemizol,
bepridil, benzodiazepínicos, bloqueadores de canal de cálcio diidropiridínicos, carbamazepina, cisa-
prida, ciclosporina, contraceptivos orais combinados, dapsona, dexametasona, dissulfiram, dofetilida,
Hypericum perforatum, estatinas, fentanila, fenitoína, fenobarbital, lidocaína, metronidazol, quinidina,
rifampicina, sildenafil, sirolimus, tacrolimus, verapamil, varfarina.
Considerações sobre associação com outros anti-retrovirais:
Didanosina: administrar com intervalo mínimo de uma hora.
Efavirenz: diminui os níveis de APV. No adulto, quando associado ao RTV, a dose do APV pode ser
reduzida para 600 a 750 mg, duas vezes ao dia.
Ritonavir: aumenta os níveis de APV. No adutlo, utilizar 100 mg de RTV com 600 mg de APV.
Delavirdina, nevirapina, indinavir, saquinavir e nelfinavir: evitar uso concomitante em crianças e ado-
lescentes.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Fezes.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não utilizar suplementos vitamínicos e contendo alho sem prescrição médica.

30 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ATROPINA
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Atropina
DCB: Sulfato de Atropina
C
Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL – 0,25 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Parassimpatolítico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Envenenamento por organofosforados e carbamatos; pré-medicação anestésica;
antiespasmódico; bradicardia.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem:
Crianças:
Envenenamento: 0,02 mg/kg/dose, IV ou IM, a cada 2 a 5 minutos, até sinais de melhora e/ou atro-
pinização. A dose pode ser repetida após 1 a 4 horas, se necessário.
Bradicardia: Dose inicial de 0,02 mg/kg, IV (variando usualmente entre 0,1 a 0,5 mg). Dose máxima de 1 mg
para crianças e 2 mg para adolescentes pode ser repetida 5 minutos após a dose inicial.
Adultos:
Envenenamento: 1 a 4 mg, IV ou IM, a cada 5 a 10 minutos, até sinais de melhora e/ou de
atropinização.
Bradicardia: 0,03 mg/kg, IV (0,5 a 1 mg por dose, repetidos, a cada 3 a 5 minutos, se necessário.
Ajuste de dose: Idoso.

5. ALERTAS
Precauções: Crianças, idosos, doença pulmonar; neuropatia autonômica; doença hepática ou renal;
ileostomizados, colostomizados; hipertireoidismo; doença coronariana, infarto do miocárdio, arrit-
mia, ICC, hipertensão arterial; hipertrofia prostática; recém-nascidos (toxicidade por metilparabeno).
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, glaucoma de ângulo estreito, doença obstrutiva
gastrintestinal, colite ulcerativa, megacólon tóxico, uropatia obstrutiva, instabilidade cardiovascular
por hemorragia aguda ou tireotoxicose, íleo paralítico ou atonia intestinal, Miastenia gravis.
Efeitos adversos: Angina, arritmia, bloqueio AV, hipertensão arterial, desorientação, delírio, déficit de
memória, coma, sedação, convulsão, porfiria, hipertermia, boca seca, regurgitação, íleo paralítico, di-
plopia, aumento da pressão intra-ocular, rubor facial, anafilaxia, ototoxicidade.
Interações: Ambenônio, antidepressivos tricíclicos, neurolépticos fenotiazínicos, nitratos sublinguais,
anticolinesterásicos.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Compatível.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 31


A AZITROMICINA
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Azitromicina
DCB: Azitromicina
Apresentação: Comprimidos 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano macrolídeo

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Otite média aguda; gonorréia; cancróide; pneumonia comunitária; doença pul-
monar obstrutiva crônica associada à infecção, profilaxia e tratamento de infecções oportunistas da
AIDS como as causadas pelo Mycobacterium avium complex (MAC), incluindo a micobacteriose atípi-
ca (Mycobacterium avium-intracellulare – MAI), doença inflamatória pélvica; infecções estafilocócicas
(pele) e estreptocócicas.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento das Infecções Oportunistas da AIDS


Usos terapêuticos: Profilaxia e tratamento de infecções oportunistas da AIDS.
Dosagem:
Crianças (dose máxima diária de 500 mg):
MAI - HIV:
Tratamento: 20 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h, associada ao etambutol, 15 a 20 mg/kg/dia, VO, 1 vez ao
dia, e à claritromicina, 15 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h.
Profilaxia primária: 20 mg/kg/dose, VO, 1 vez por semana.
Profilaxia secundária contra recidivas (como 2ª escolha): 5 mg/kg/dia, VO (dose máxima de 250 mg),
associada ao etambutol, 15 mg/kg/dia, VO (dose máxima de 900 mg).
Criptosporidiose: 10 mg/kg/dia, VO, durante período indefinido.
Adultos:
MAC – HIV:
Profilaxia: 1,2 g, VO, 1 vez por semana, associada à rifabutina, 300 mg/dia, VO.
Monoterapia: 10 a 20 mg/kg/dia, VO, até no máximo 40 mg/kg/dia, se necessário.
Tratamento combinado: 600 mg/dia, VO, associada ao etambutol, 15 mg/kg/dia, VO.

5. ALERTAS
Precauções: Disfunção hepática; insuficiência renal ou hepática grave; arritmia ventricular.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou aos macrolídeos.
Efeitos adversos: Trombocitopenia, palpitação, dor no peito, arritmia, Torsade de Pointes, cefaléia,
tontura, náusea, vômito, dor abdominal, diarréia, alteração do paladar, descoloração da língua, pru-
rido, rash cutâneo, urticária, eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica
tóxica, Miastenia gravis, reações de hipersensibilidade incluindo febre, xerostomia, eritrodermia gene-
ralizada, oligúria.
Interações: Alcalóides do ergot, antiácidos de alumínio e magnésio, ciclosporina, digoxina, disopira-
mida, fentanila, fenitoína, pimozida.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Desconhecido; uso inseguro. Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Biliar.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
O uso concomitante de antiácido reduz a absorção da azitromicina. Não descontinuar o tratamento
antes do período determinado pelo médico.

32 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


BECLOMETASONA
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Beclometasona
DCB: Dipropionato de Beclometasona
C
Apresentação: Aerossol – inalador oral – 250 mcg/unidade de dose

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiinflamatório esteróide

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Asma.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Crescendo com Saúde


Usos terapêuticos: Asma na infância.
Dosagem:
Crianças maiores de 6 anos: Uma inalação, 1 a 2 vezes ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Monitorar crescimento e desenvolvimento; risco de supressão adrenal durante a mudan-
ça de tratamento sistêmico para inalatório; candidíase; aspergilose; doenças virais; catarata; alterações
da pressão intra-ocular e glaucoma.
Contra-indicações: Status asmaticus ou episódio agudo de asma; hipersensibilidade ao fármaco ou a
componentes da fórmula.
Efeitos adversos: Retardo do crescimento; supressão adrenal; coriorretinopatia serosa central; candi-
díase e aspergilose orofaríngeas; alteração do paladar; disfonia; faringite; tosse; eosinofilia pulmonar
infiltrativa; osteoporose; reações de hipersensibilidade.
Interações: Não descritas.
Via de excreção principal: Fezes.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Enxaguar a boca após a inalação.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 33


A BECLOMETASONA
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Beclometasona
DCB: Dipropionato de Beclometasona
Apresentação: Spray – instilador nasal – 50 mcg/unidade de dose

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiinflamatório esteróide

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Rinite (alérgica ou não); polipose nasal.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Crescendo com Saúde


Usos terapêuticos: Rinite alérgica na infância.
Dosagem:
Crianças maiores de 6 anos: 1 a 2 aplicações nasais, 2 vezes ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Monitorar crescimento e desenvolvimento; risco de supressão adrenal durante a mudan-
ça de tratamento sistêmico para tópico; candidíase; aspergilose; doenças virais; perfuração do septo
nasal; catarata; alterações da pressão intra-ocular e glaucoma.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou aos componentes da fórmula.
Efeitos adversos: Rinorréia, ataques de espirro, irritação nasal; perfuração do septo nasal; disfonia,
supressão adrenal; candidíase e aspergilose nasofaríngea; coriorretinopatia serosa central; catarata;
glaucoma; eosinofilia pulmonar infiltrativa; osteoporose; reações de hipersensibilidade; retardo no
crescimento.
Interações: Não descritas.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Fezes.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não dirigir o jato para o septo nasal.

34 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


BENZOATO DE BENZILA
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Benzoato de Benzila
DCB: Benzoato de Benzila
C
Apresentação: Emulsão 25%

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiparasitário

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Escabiose; pediculose.
Dosagem:
Crianças:
A emulsão deve ser diluída em 1:1.
Escabiose: Aplicar na região afetada, após o banho, permanecendo por 24 horas (próximo banho).
Repetir por 3 dias consecutivos.
Pediculose: Aplicar na região afetada, após o banho, permanecendo por 24 horas (próximo banho).
Repetir em 7 e 14 dias.
Adultos:
Escabiose: Aplicar na região afetada, após o banho, permanecendo por 24 horas (próximo banho).
Repetir por 3 dias consecutivos.
Pediculose: Aplicar na região afetada, após o banho, permanecendo por 24 horas (próximo banho).
Repetir em 7 e 14 dias.

4. ALERTAS
Precauções: Evitar o contato com os olhos e mucosas. Quando houver infecção secundária associada,
tratá-la previamente.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao produto; inflamação e infecção de pele, escoriações.
Efeitos adversos: Irritação local, dermatite de contato, reações de hipersensibilidade.
Interações: Não descritas.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: A amamentação deve ser interrompida quando o produto for aplicado nas mamas.
Via de excreção principal: Não há absorção pela aplicação tópica.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não ingerir. Evitar o contato com os olhos e mucosas. Quando usado em crianças, diluir a emulsão na
mesma quantidade de água (1:1).

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 35


A BICARBONATO DE SÓDIO
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Bicarbonato de Sódio


DCB: Bicarbonato de Sódio
Apresentação: Injetável 8,4% – ampolas 10 mL – 1 mEq/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Eletrólito

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Acidose metabólica e parada cardiorrespiratória prolongada.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem:
Crianças menores de 2 anos: Iniciar com 1 mEq/Kg, IV, e a seguir, 0,5 mEq/Kg a cada 10 minutos, se
necessário. Usar solução 4,2% (diluir em solução fisiológica 1:1). Dose máxima diária de 8 mEq/Kg.
Crianças maiores de 2 anos e adultos: Dose inicial de 1 mEq/Kg, IV; repetir 0,5 mEq/Kg, IV, a cada
10 minutos, se necessário.
Ajuste de dose: Em maiores de 60 anos, a dose máxima diária não deve ultrapassar 8 g (96 mEq).

5. ALERTAS
Precauções: Respeitar a velocidade de infusão de 1 mEq/Kg/min. Antes da administração, deve-se
assegurar adequado suporte ventilatório e monitoramento contínuo do paciente.
Contra-indicações: Alcalose metabólica ou respiratória, hipocalcemia.
Efeitos adversos: Alteração da consciência, alterações metabólicas, aumento dos reflexos musculares,
cálculo renal, cólica, distensão abdominal, dor no local da injeção, necrose do tecido muscular (extrava-
samento da injeção intravenosa), piora da insuficiência cardíaca, edema, tremor.
Interações: Quinidina, anfetamina, efedrina, pseudoefedrina, simpatomiméticos, anorexígenos, me-
camilamina, metenamina, salicilatos.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

36 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


BIPERIDENO
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Biperideno
DCB: Cloridrato de Biperideno
C
Apresentação: Comprimidos 2 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiparkinson; anticolinérgico central

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Sintomas extrapiramidais induzidos por medicamentos; adjuvante na Doença de
Parkinson.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Doença de Parkinson; Programa de Saúde Mental


Dosagem:
Adultos: Iniciar com 1 mg, VO, 2 vezes ao dia, passando gradualmente a 2 mg, VO, 3 vezes ao dia.
Dose máxima diária de 16 mg.

5. ALERTAS
Precauções: Idosos, doença cardiovascular, insuficiência renal ou hepática, neuropatia autonômica,
hipertireoidismo, ileostomia ou colostomia, hipertrofia prostática. Evitar conduzir veículos ou operar
máquinas perigosas. Evitar retirada abrupta.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou a outros anticolinérgicos, Miastenia gravis, glau-
coma de ângulo estreito, doenças obstrutivas urinárias e gastrintestinais, atonia intestinal, esofagite de
refluxo, colite ulcerativa, megacólon tóxico, instabilidade cardiovascular por hemorragia aguda.
Efeitos adversos: Sonolência, boca seca, constipação, visão borrada, retenção urinária, taquicardia,
arritmia, confusão mental, transtorno mental (altas doses).
Interações: Procainamida, antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos fenotiazínicos, anticolinesterási-
cos, nitratos.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não interromper abruptamente o tratamento. Cuidado ao executar atividades que exijam atenção.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 37


A BIPERIDENO
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Biperideno
DCB: Lactato de Biperideno
Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL – 5 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiparkinson; anticolinérgico central

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento sintomático de parkinsonismo arteriosclerótico, idiopático e pós-en-
cefalíco e alívio de reações extrapiramidais induzidas por fármacos.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Doença de Parkinson; Programa de Saúde Mental


Dosagem:
Crianças: Dose inicial de 0,04 mg/kg, IM; repetir, se necessário, a cada 30 minutos, até o máximo de
4 doses em 24 horas.
Adultos: Dose inicial de 2mg, IM ou IV; repetir, se necessário, a cada 30 minutos, até o máximo de 4
doses em 24 horas.

5. ALERTAS
Precauções: Idosos, crianças, doença cardiovascular, insuficiência renal ou hepática, neuropatia auto-
nômica, hipertireoidismo, ileostomia ou colostomia, hipertrofia prostática. Evitar conduzir veículos ou
operar máquinas perigosas.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou outras drogas anticolinérgicas, Miastenia gra-
vis, glaucoma de ângulo estreito, doenças obstrutivas urinárias e gastrintestinais, atonia intestinal,
refluxo gastroesofageano, colite ulcerativa, megacólon tóxico, hemorragia aguda.
Efeitos adversos: Agitação, confusão, euforia, boca seca, cicloplegia, midríase, taquicardia, retenção
urinária, constipação, transtornos mentais, hipertermia, convulsão, bloqueio neuromuscular resultan-
do em fraqueza ou paralisia.
Interações: Antiarrítmicos (quinidina), antidepressivos tricíclicos, anti-histamínicos, fenotiazínicos,
outros antipsicóticos e fármacos anticolinérgicos.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Cuidado ao executar atividades que exijam atenção.

38 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


BUDESONIDA
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Budesonida
DCB: Budesonida
C
Apresentação: Spray nasal - 32 mcg/unidade de dose

2. CLASSE TERAPÊUTICA Glicocorticóide

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Rinites (alérgicas ou não); polipose nasal.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Crescendo com Saúde


Usos terapêuticos: Rinite alérgica na infância.
Dosagem:
Crianças maiores de 6 anos: 2 doses em cada narina, 2 vezes ao dia, ou 4 doses em cada narina pela
manhã.

5. ALERTAS
Precauções: Insuficiência adrenal potencial e sintomas de retirada na transferência da terapia sistêmi-
ca para a tópica; monitorar o crescimento e desenvolvimento; infecções fúngicas ou virais; herpes
simples ocular; catarata, glaucoma, alteração de pressão intra-ocular; úlceras septais, epistaxe recor-
rente e cirurgias recentes; síndrome de Cushing, hiperglicemia, glicosúria; descontinuar o produto em
caso de irritação local; não aplicar nos olhos.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Nervosismo, cefaléia, insônia, distúrbios de comportamento nas crianças; retardo
no crescimento; boca seca, náusea, alteração do paladar, dispepsia, candidíase orofaringo-esofágica;
cataratas, alteração da pressão intra-ocular por aplicação inadvertida nos olhos; desenvolvimento de
estrias nas regiões das articulações; epistaxe, tosse, faringite, dispnéia, crises de espirro, disfonia, pode
mascarar estados alérgicos e sintomas da tuberculose; dermatite perinasal; osteoporose; reações de
hipersensibilidade incluindo anafilaxia.
Interações: Cetoconazol.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não dirigir o jato para o septo nasal. A melhora clínica da rinite deve surgir em 3 a 7 dias após o início
do tratamento.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 39


A CÁLCIO
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Gluconato de Cálcio


DCB: Gliconato de Cálcio
Apresentação: Injetável 10% – ampolas 10 mL – 100 mg/mL – 90 mg de cálcio/g

2. CLASSE TERAPÊUTICA Suplemento mineral

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Hipocalcemia aguda ou crônica, tetania, hipermagnesemia, intoxicação por
bloqueadores de canais de cálcio, em paradas cardíacas onde hipocalcemia ou hiperpotassemia
estão presentes.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem:
Crianças: Diluir em soro glicosado 5% ou água destilada e infundir lentamente, em 10 a 30 minutos,
com monitoramento da freqüência cardíaca (suspender se FC < 100 bpm).
Hipocalcemia e hiperpotassemia: 50 a 100 mg/kg (0,5 a 1,0 ml/kg), IV lento (não exceder 5 mL/min).
Repetir a dose, se necessário.
Adultos:
Parada cardíaca e intoxicação por bloqueadores de canais de cálcio: 500 a 800 mg, IV lento (não
exceder 5 mL/min). Repetir após 10 minutos, se necessário.
Hipocalcemia: A dose deve ser individualizada dentro da faixa de 500 a 2.000 mg, IV lento.
Hipermagnesemia: 1.000 a 2.000 mg, IV lento.
Ajuste de dose: Insuficiência renal e durante a diálise, de acordo com os níveis séricos de cálcio.

5. ALERTAS
Precauções: Deve ser administrado somente por via IV e lentamente, para evitar síncope cardíaca; o
paciente deve permanecer em repouso após a injeção, para evitar tonturas; pode ocorrer aumento da
pressão arterial em pacientes idosos ou hipertensos e elevação da temperatura corporal.
Contra-indicações: Fibrilação ventricular durante ressuscitação cardíaca, hipercalcemia, intoxicação
por digitálicos.
Efeitos adversos: Trombose venosa, arritmia, hipertensão arterial, letargia, fraqueza muscular.
Interações: Digitálicos, aminoglicosídeos, diuréticos tiazídicos, verapamil.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Seguro.
Via de excreção principal: Renal.

40 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


CAPTOPRIL
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Captopril
DCB: Captopril
C
Apresentação: Comprimidos 25 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anti-hipertensivo inibidor da enzima conversora de angiotensina

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Hipertensão arterial sistêmica; Insuficiência cardíaca.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Atenção à Hipertensão Arterial Sistêmica


Dosagem:
Hipertensão:
Monoterapia: Dose inicial de 12,5 mg, VO, de 12/12 h; dose de manutenção de 25 a 50 mg, VO, de
12/12 h. Dose máxima diária de 450 mg, na hipertensão severa.
Associado a diuréticos: Dose inicial de 12,5 mg, VO, em dose única ao deitar; dose de manutenção de
25 a 50 mg, VO, de 12/12 h.
Insuficiência Cardíaca Congestiva: Dose teste de 6,25 a 12,5 mg, VO, de 8/8 h; dose usual de 25 a 100
mg, VO, de 8/8 h. Dose máxima diária de 450 mg.
Obs.: Soluções extemporâneas de captopril podem ser preparadas para tratamento de ICC em crianças.
Ajuste de dose: Insuficiência renal, diálise.

5. ALERTAS
Precauções: Risco de anafilaxia na aférese lipídica e na dessensibilização aos himenópteros, angioe-
dema, estenose aórtica, estenose de artéria renal, tosse, disfunção hepática, neuropatia autonômica
do Diabetes mellitus, hiperpotassemia > 5,5 mEq/mL, hipotensão, neutropenia, insuficiência renal,
anestesia cirúrgica.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco e a outros IECA, insuficiência renal com anúria;
angioedema idiopático hereditário.
Efeitos adversos: Hipotensão severa, insuficiência renal, disfunção sexual masculina, angioedema,
rash cutâneo, tosse seca persistente, sintomas inflamatórios de trato respiratório superior; pancreatite,
náusea, vômito, dispepsia, diarréia, constipação, alteração das provas de função hepática, icterícia
colestática, hepatite, distúrbios de coagulação, leucopenia, neutropenia, anemia hemolítica; cefaléia,
tontura, fadiga, alteração do paladar, parestesia, broncoespasmo, febre, serosite, vasculite, mialgia,
artralgia, positivação de anticorpos antinucleares, aumento da velocidade de hemossedimentação,
eosinofilia, leucocitose, fotossensibilidade.
Interações: Alopurinol, antiácidos, aspirina, azatioprina, bipuvacaína, capsaicina, clorpromazina, ci-
closporina, interferon alfa–2-A, sulfato ferroso, lítio, diuréticos de alça, efedrina, nesiritida, suplemen-
tos de potássio, diuréticos poupadores de potássio, diuréticos tiazídicos.
Gravidez: Categoria D.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação; uso seguro.
Via de excreção principal: Renal

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar uma hora antes ou duas horas após as refeições.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 41


A CARBAMAZEPINA
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Carbamazepina
DCB: Carbamazepina
Apresentação: Suspensão oral 20 mg/mL; Comprimidos 200 mg e 400 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiepiléptico; estabilizador do humor

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Convulsões parciais e tônico-clônicas generalizadas; neuralgia do trigêmio; trans-
torno bipolar, desintoxicação em alcoolismo.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Epilepsia; Programa de Saúde Mental


Dosagem:
Crianças:
< de 6 anos: 10 a 20 mg/kg/dia, VO, de 6/6, 8/8 ou 12/12 h. Dose máxima diária de 35 mg/kg.
> de 6 anos: Dose inicial de 100 mg, VO, de 12/12 h (comprimidos), ou 50 mg, VO, de 6/6 h
(suspensão); aumentar 100 mg/dia a cada semana, até obter resposta clínica efetiva. Dose de manu-
tenção de 400 a 800 mg/dia. Dose máxima diária de 1.000 mg.
Adolescentes e adultos: 200 mg, VO, 2 vezes ao dia (comprimidos), ou 100 mg, VO, 4 vezes ao dia
(suspensão). Aumento gradativo de 200 mg/dia semanalmente até resposta clínica efetiva. A dose de
manutenção é de 800 a 1.000 mg/dia. Dose máxima diária de 1.200 mg.

5. ALERTAS
Precauções: Disfunção hepática ou renal; risco de convulsão rebote; idosos; crise de ausência atípica;
pressão intra-ocular elevada; transtorno mental latente; antecedentes de lesão cardíaca, hematotoxicidade
ou reações de hipersensibilidade induzida por fármacos. Solicitar hemograma completo antes da prescri-
ção. Avaliar função hepática, colesterol e natremia eventual. Retirar a medicação gradativamente. Inter-
romper o uso se ocorrer reação alérgica.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou à imipramina, bloqueio AV, doenças hematológicas,
insuficiência hepática ou doença hepática ativa, uso concomitante com IMAO.
Efeitos adversos: Bradicardia, alterações do ECG, diarréia, epigastralgia, náusea, vômito, dor abdominal,
hepatotoxicidade; prostatismo; ataxia, diplopia, tontura, sonolência; prurido, rash cutâneo, fotossensibili-
dade, dermatite esfoliativa; agranulocitose, anemia aplástica, leucocitose, eosinofilia, leucopenia, plaque-
topenia e pancitopenia; hipotireoidismo, síndrome de secreção inadequada de ADH, alopécia, síndrome
de Stevens-Johnson; nistagmo, tremores finos, disartria; aumento do apetite e ganho de peso, hiponatre-
mia, hipercolesterolemia. indutor enzimático;
Interações: Anticoagulantes cumarínicos ou derivados indandiônicos, anticonvulsivantes, barbitura-
tos, hidantoínas, succinimida, clonazepam, primidona, ácido valpróico, haloperidol, primozida, loxa-
pina, maprotilina, molindona, fenotiazinas, tioxantenos, cimetidina, claritromicina, contraceptivo oral
contendo estrogênio, estrogênio, quinidina, costicosteróides, diltiazem, verapamil, eritromicina, isoni-
azida, IMAO, propoxifeno, risperidona.
Gravidez: Categoria D. Avaliar risco/benefício.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação; uso seguro.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Guardar em local seco pois a umidade reduz a atividade do fármaco em 30%. Administrar os compri-
midos com alimentos. No caso da suspensão, não ingerir com outros medicamentos líquidos ou
diluentes. Não interromper o uso abruptamente.

42 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


CEFALEXINA
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Cefalexina
DCB: Cefalexina
C
Apresentação: Comprimidos 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano cefalosporínico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Infecções bacterianas causadas por microorganismos sensíveis ao fármaco.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Mãe Curitibana


Usos terapêuticos: Gestantes com infecção geniturinária causada por microorganismos resistentes à
ampicilina.
Dosagem: 500 mg, VO, de 6/6 h, durante 7 a 10 dias.
Obs.: Para o tratamento das infecções causadas por estreptococos beta-hemolíticos, a duração do
tratamento é de no mínimo 10 dias.
Ajuste de dose: Disfunção renal.

5. ALERTAS
Precauções: Hipersensibilidade às penicilinas, colite pseudomembranosa.
Contra-indicações: História de hipersensibilidade à cefalexina ou cefalosporinas.
Efeitos adversos: Neutropenia, eosinofilia, diplopia, cefaléia, convulsão, psicose, náusea, vômito,
diarréia, desconforto abdominal, colite pseudomembranosa, candidíase genital, elevação das enzimas
hepáticas, rash cutâneo, urticária, dermatite, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxi-
ca, reações de hipersensibilidade incluindo hipertermia.
Interações: Aminoglicosídeos, colestiramina.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação; uso seguro.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não descontinuar o tratamento antes do período determinado pelo médico.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 43


A CETOCONAZOL
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Cetoconazol
DCB: Cetoconazol
Apresentação: Comprimidos 200 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antifúngico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento de candidíase oral, esofagiana, cutânea e vulvovaginal, dermatofito-
se, onicomicose, pitiríase versicolor, histoplasmose, esporotricose, paracoccidioidomicose;

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento das Infecções Oportunistas da AIDS


Dosagem: 200 a 800 mg/dia, VO, por um período mínimo de 10 dias.
Ajuste de dose: Insuficiência hepática.

5. ALERTAS
Precauções: Insuficiência hepática; precipitação de insuficiência adrenal; na presença de acloridia.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Náusea, vômito, dor abdominal, cefaléia, rash cutâneo, urticária, prurido, angioe-
dema, trombocitopenia, parestesia, fotofobia, tontura, alopécia, ginecomastia, oligospermia, hepato-
toxicidade severa.
Interações: Antiácidos, antiulcerosos, alprazolam, anticoagulantes cumarínicos, astemizol, bloquea-
dores de canais de cálcio, budesonida, cálcio, carbamazepina, cisaprida, ciclosporina, delavirdina,
estatinas hipolipidemiantes, fentanila, fitofármacos hepatotóxicos, indinavir, isoniazida, levometadil,
metilprednisolona, nevirapina, pimozida, prednisolona, prednisona, quetiapina, quinidina, rifabuti-
na, rifampina, ritonavir, sirolimus, sildenafil, tacrolimus, tolbutamida, tretionina, triazolam, trimetre-
xato, varfarina, zolpidem.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido; uso inseguro. Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Biliar.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Evitar uso concomitante de antiácidos para não prejudicar a absorção. Administrar com 240 mL de
suco de laranja ou refrigerante.

44 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


CICLOPENTOLATO
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Ciclopentolato
DCB: Cloridrato de Ciclopentolato
C
Apresentação: Solução oftálmica 1%

2. CLASSE TERAPÊUTICA Parassimpatolítico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Indução de midríase e cicloplegia em diagnósticos e condições pré e pós-opera-
tórias, tratamento da uveíte, profilaxia de sinéquias posteriores.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Visão Saudável


Dosagem:
Crianças menores de 2 anos: Uma gota, em cada olho, de solução 0,5% (diluir 1:1).
Crianças maiores de 2 anos e adultos: Uma gota, em cada olho; repetir após 5 a 10 minutos, se
necessário.

5. ALERTAS
Precauções: Fotossensibilidade e visão borrada após o procedimento, comprometendo a acuidade
visual.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou outras drogas anticolinérgicas, Miastenia gra-
vis, glaucoma de ângulo estreito, paralisia espástica em crianças, pressão intra-ocular elevada, lesão
cerebral ou Síndrome de Down.
Efeitos adversos: Vasodilatação, taquicardia, visão borrada, aumento da pressão intra-ocular, irrita-
ção local, dermatite, eritema, ataxia, distúrbios do comportamento, psicose, alucinação, hipertermia,
cansaço, astenia, alteração da fala, dispepsia, boca seca, sonolência.
Interações: Hioscina, atropina, escopolamina, cisaprida, procainamida, carbacol, pilocarpina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não dirigir após o procedimento.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 45


A CIMETIDINA
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Cimetidina
DCB: Cimetidina
Apresentação: Comprimidos 200 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiulceroso bloqueador anti-histamínico H2

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Ulceração gástrica ou duodenal benigna, esofagite de refluxo, síndrome de Zollin-
ger-Ellison, hiperacidez gástrica.
Dosagem:
Ulceração gástrica ou duodenal benigna: 800 mg/dia, VO, ao deitar, ou 400 mg, VO, de 12/12 h. O
período de tratamento varia de 4 semanas, nas úlceras duodenais, 6 semanas, nas úlceras gástricas, a
8 semanas, nas úlceras induzidas por AINEs. Doses de 400 mg, VO, de 6/6 h, podem ser necessárias
nas úlceras por estresse. A dose de manutenção é de 800 mg, em dose única ao deitar, ou 400 mg de
12/12 h. Dose máxima diária de 2.400 mg.
Esofagite de refluxo: 400 mg, VO, de 6/6 h ou 800 mg, de 12/12 horas, durante 4 a 8 semanas.
Síndrome de Zollinger-Ellison: 400 mg, VO, de 6/6h.
Ajuste de dose: Insuficiência renal, idoso.

4. ALERTAS
Precauções: Insuficiência hepática ou renal, insuficiência cardíaca (altas doses).
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Distúrbio gastrintestinal, alteração das provas de função hepática, cefaléia, tontura,
rash cutâneo, cansaço, confusão mental em idosos, bradicardia, bloqueio atrioventricular, agranuloci-
tose, trombocitopenia, impotência, ginecomastia, reações de hipersensibilidade incluindo hipertermia
e artralgia.
Interações: Alprazolam, antidepressivos tricíclicos, antifúngicos azólicos, azelastina, bloqueadores de
canais de cálcio, carbamazepina, carmustina, caverdilol, cloroquina, clomipramina, clozapina, ciclos-
porina, delavirdina, digitoxina, dofetilida, epirrubicina, fenindiona, fenitoína, fosfenitoína, labetalol,
levometadil, lidocaína, meperidina, metformina, metoprolol, midazolam, moclobemida, morfina,
nevirapina, pentoxifilina, pramipexol, procainamida, propranolol, quinidina, sertralina, sirolimus, sul-
foniuréias, tacrolimus, tansulozina, teofilina, timolol, tocainida, tolazolina, tolbutamida, tretinoína,
trimetrexato, tubocurarina, varfarina, zalcitabina, zaleplona, zolmatriptano.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

46 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


CIPROFLOXACINO
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Ciprofloxacino
DCB: Cloridrato de Ciprofloxacino
C
Apresentação: Comprimidos 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano fluoroquinolínico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Gastroenterites incluindo cólera, shigelose, diarréia dos viajantes, campylobacter
e salmonelose; tifóide; gonorréia; cancróide; doença dos legionários; meningite incluindo profilaxia
de meningite meningocócica; infecções do trato respiratório por pseudomonas na fibrose cística; in-
fecções do trato geniturinário; infecções ósseas e articulares; septicemia; infecções dermatológicas;
profilaxia em cirurgia.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento das Infecções Oportunistas da AIDS


Dosagem:
Menores de 18 anos: Uso contra-indicado.
Maiores de 18 anos:
Infecções devidas a microorganismos sensíveis: 250 a 750 mg, VO, de 12/12 h.
Gonorréia, cancróide, shigelose ou cólera: 500 mg, VO, em dose única.
Infecção respiratória por pseudomonas na fibrose cística: 750 mg, VO, de 12/12 h.
Profilaxia de meningite meningocócica: 500 mg, VO, em dose única.
Ajuste de dose: Insuficiência renal, idosos, diálise.

5. ALERTAS
Precauções: Litíase, elevação da pressão intracraniana, convulsão.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou às fluoroquinolonas; menores de 18 anos (ris-
co de artropatias).
Efeitos adversos: Náusea, vômito, dispepsia, dor abdominal, diarréia, colite medicamentosa, icterícia,
hepatite, alteração das enzimas hepáticas; cefaléia, tontura, alteração sensorial, distúrbios do sono, tre-
mor, sonolência, cansaço, depressão, confusão mental, alucinação, convulsão, parestesia; rash cutâneo,
síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, prurido, fotossensibilidade, hipertermia, ur-
ticária, angioedema, artralgia, mialgia, tendinite, anafilaxia, anorexia, insuficiência renal, nefrite, crista-
lúria, discrasia sangüínea, vasculite, taquicardia.
Interações: Aminofilina, antiácidos, AINEs, ciclosporina, didanosina, fenitoína, fosfenitoína, gliburi-
da, olanzapina, probenecida, riluzol, ropinirol, sais de ferro, sais de zinco, sucralfato, teicoplanina,
teofilina, varfarina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; uso não recomendado. Mães com HIV/AIDS não devem ama-
mentar.
Via de excreção principal: Renal e fecal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não descontinuar o tratamento antes do período determinado pelo médico.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 47


A CLARITROMICINA
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Claritromicina
DCB: Claritromicina
Apresentação: Comprimidos 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano macrolídeo

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Infecções respiratórias, de pele e tecidos moles, erradicação do Helicobacter pylori,
tratamento e prevenção de infecções oportunistas da AIDS como as causadas pelo Mycobacterium avium
complex (MAC), incluindo a micobacteriose atípica (Mycobacterium avium-intracellulare – MAI).

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento das Infecções Oportunistas da AIDS


Usos terapêuticos: Tratamento e prevenção de infecções oportunistas da AIDS.
Dosagem:
Crianças:
< de 6 meses: Segurança não estabelecida.
> de 6 meses:
Infecções em geral: 15 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h, durante um período máximo de 10 dias.
MAI – HIV:
Profilaxia: 15 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h.
Tratamento: 15 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h associado ao etambutol 15 a 20 mg/kg/dia, VO, e à azitro-
micina 20 mgKg/dia, VO, de 12/12 h.
Adultos:
Infecções em geral: 500 a 1.000 mg/dia, VO, de 12/12 h, de acordo com a gravidade da infecção,
durante 7 a 14 dias.
MAC – HIV:
Profilaxia: 1.000 mg/dia, VO, de 12/12 h.
Tratamento: 1.000 mg/dia, VO, de 12/12 h associado ao etambutol 15 mg/kg/dia, VO, ou à rifabutina
300 mg/dia, VO.
Ajuste de dose: Insuficiência renal.

5. ALERTAS
Precauções: Insuficiência renal severa.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou aos macrolídeos, doença cardíaca pré-existen-
te, desequilíbrio hidroeletrolítico.
Efeitos adversos: Eosinofilia, trombocitopenia, arritmia, cefaléia, náusea, vômito, diarréia, alteração de
paladar, dispepsia, dor abdominal, colite pseudomembranosa, disfunção renal idiopática, hematúria e
proteinúria, hepatite colestática, insuficiência hepática, síndrome de Stevens-Johnson, reações de hipersen-
sibilidade incluindo rash cutâneo, urticária e anafilaxia.
Interações: Acenocumarol, ácido valpróico, alcalóides do ergot, alfentanila, alprazolam, astemizol, carba-
mazepina, cisaprida, ciclosporina, delavirdina, diazepam, digoxina, disopiramida, dofetilida, efavirenz,
fenitoína, fentanila, fluoxetina, hexobarbital, imatinib, itraconazol, lovastatina, metilprednisolona, midazo-
lam, pimozida, prednisona, rifabutina, ritonavir, sinvastatina, sirolimus, tacrolimus, teofilina, tolterodina,
triazolam, verapamil, varfarina, zidovudina (azidotimidina).
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido. Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não descontinuar o tratamento antes do período determinado pelo médico.

48 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


CLINDAMICINA
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Clindamicina
DCB: Cloridrato de Clindamicina
C
Apresentação: Comprimidos 300 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano lincosamida

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Infecções ósseas ou articulares causadas pos estafilococos, peritonite, profilaxia da
endocardite em pacientes alérgicos às penicilinas, encefalite toxoplásmica em pacientes alérgicos às sulfas.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento das Infecções Oportunistas da AIDS


Dosagem:
Crianças:
Encefalite por Toxoplasma: 40 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h, associado à pirimetamina 2 mg/kg/dia, VO, de
12/12 h, durante 3 dias e 1 mg/kg/dia posteriormente, e ao ácido folínico 5 a 10 mg, VO, 1 vez ao dia,
durante 30 a 40 dias.
Adultos:
Encefalite por Toxoplasma: 300 a 450 mg, VO, de 6/6 h, associado à pirimetamina 75 mg/dia, VO, e
ao ácido folínico 15 mg/dia, VO, de 12/12 h, durante 6 semanas.
Pneumonia por Pneumocystis jiroveci (exceto casos muito graves): 300 a 450 mg, VO, de 6/6 h,
associado à primaquina 15 mg/dia, VO, durante 21 dias.
Ajuste de dose: Insuficiência hepática.

5. ALERTAS
Precauções: Descontinuar o tratamento na ocorrência de diarréia ou colite, monitorar níveis das
funções hepática e renal.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou à lincomicina.
Efeitos adversos: Diarréia, náusea, vômito, desconforto abdominal, colite pseudomembranosa, rash cutâ-
neo, urticária, anafilaxia, eritema multiforme, dermatite exfoliativa e vesículo-bolhosa, icterícia, alteração das
provas de função hepática, neutropenia, eosinofilia, agranulocitose, trombocitopenia.
Interações: Ciclosporina, caolim, relaxantes musculares curarizantes, tioridazina.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno; uso controverso; compatível com a amamentação. Mães com
HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não descontinuar o tratamento antes do período determinado pelo médico.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 49


A CLOMIPRAMINA
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Clomipramina
DCB: Cloridrato de Clomipramina
Apresentação: Drágeas 10 mg e 25 mg; Comprimidos de liberação lenta 75 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antidepressivo tricíclico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Estados de fobia e obsessão associados ao TOC, síndrome do pânico, depressões
moderadas e graves.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Usos terapêuticos: Estados de fobia e obsessão associadas ao TOC; síndrome do pânico.
Dosagem:
Crianças:
< de 10 anos: Uso não recomendado.
> de 10 anos e adultos: Dose inicial de 25 mg/dia, VO; aumentar 25 mg/dia, a cada 2 ou 3 dias, até atingir a
dose terapêutica de 50 a 100 mg/dia. A retirada deve ser lenta, reduzindo a dose diária cerca de 25 mg/mês.
Dose máxima diária de 200 mg (3 mg/kg) para crianças e de 300 mg para adultos.
Ajuste de dose: Idoso.

5. ALERTAS
Precauções: Cardiopatia, epilepsia, idoso, insuficiência hepática, doenças da tireóide, feocromocito-
ma, transtorno bipolar, risco de suicídio, glaucoma de ângulo estreito, retenção urinária, terapia ele-
troconvulsiva concomitante, anestesia, evitar retirada abrupta.
Contra-indicações: Infarto do miocárdio recente, arritmia, fase maníaca do transtorno bipolar, doen-
ça hepática severa, porfiria, crianças menores de 10 anos.
Efeitos adversos: Sedação, boca seca, visão borrada, aumento da pressão intra-ocular, constipação,
náusea, retenção urinária, alterações do ECG, arritmia, hipotensão postural, taquicardia, síncope, su-
dorese, tremor, reações dermatológicas de hipersensibilidade e fotossensibilidade, distúrbios de com-
portamento, hipomania ou mania, confusão, disfunção sexual, alterações de glicemia, aumento de
apetite, ganho ou perda de peso, aumento testicular, ginecomastia, galactorréia, convulsão (risco
maior em crianças), distúrbios de movimento, febre, agranulocitose, leucopenia, eosinofilia, púrpura,
trombocitopenia, hiponatremia, alteração das provas de função hepática.
Interações: Ácido valpróico, amprenavir, anfetaminas, anticoagulantes cumarínicos, bepridil, betani-
dina, carbamazepina, cimetidina, cisaprida, clonidina, difenidramina, dofetilida, droperidol, enala-
pril, esparfloxacino, estrogênios, etanol, Hypericum perforatum, fenindiona, fenitoína, fosfenitoína,
gatifloxacino, grepafloxacino, guanadrel, halofantrina, ibutilida, ioimbina, isocarboxazida, ISRS, IMAO,
modafinila, moxifloxacino, nefopam, olanzapina, oxibutinina, propafenona, quinidina, ritonavir, S-
adenosilmetionina (same), salmeterol, simpatomiméticos de ação direta, sotalol, tramadol.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação; uso controverso.
Via de excreção principal: Renal.

5. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não interromper abruptamente a medicação. Cuidado ao executar atividades que exijam atenção.

50 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


CLORETO DE POTÁSSIO
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Cloreto de Potássio
DCB: Cloreto de Potássio
C
Apresentação: Injetável 19,1% - ampolas 10 mL – aproximadamente 2,5 mEq/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Eletrólito

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Profilaxia e tratamento da hipopotassemia, reposição eletrolítica.
Dosagem:
Recém-nascidos: 0,5 a 1 mEq/kg, IV, diluído e administrado em 1 hora (na hipopotassemia sintomá-
tica aguda). Soluções com no máximo 30 mEq/l.
Crianças: 2 a 3 mEq/kg/dia. Solução com 20 a 40 mEq/l; taxa de infusão média de 0,3 a 0,5 mEq/kg/
hora, com monitoramento cardíaco.
Adultos: 40 a 80 mEq/dia. Solução com 20 a 40 mEq/l; taxa de infusão média de 10 a 20 mEq/hora.
Ajuste de dose: Disfunção renal.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde 24 horas

5. ALERTAS
Precauções: Sempre diluir e administrar lentamente para evitar hipercalemia. Acidose metabólica
com oligúria, bloqueio cardíaco, desidratação aguda, diarréia, doença de Addison, hipoadrenalismo,
insuficiência renal crônica, miotonia congênita, alteração da motilidade gastrintestinal, obstrução gas-
trintestinal, paralisia periódica familiar, sensibilidade ao potássio.
Contra-indicações: Hipercalemia, insuficiência renal com oligúria, anúria ou azotemia, doença de
Addison, adinamia, desidratação aguda.
Efeitos adversos: Hipercalemia, hemorragia, obstrução ou perfuração gastrintestinal, diarréia, náu-
sea, vômito, desconforto abdominal, exantema, arritmia cardíaca, paralisia respiratória, hipotensão.
Interações: Diuréticos poupadores de potássio, IECA, indometacina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 51


A CLORETO DE SÓDIO
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Cloreto de Sódio


DCB: Cloreto de Sódio
Apresentação: Injetável 20% – ampolas 10 mL – 3,42 mEq/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Eletrólito

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Regulação da osmolaridade e do equilíbrio ácido-básico, hiponatremia, como
base para preparação de soluções intravenosas adaptadas às necessidades do paciente.
Dosagem:
Recém-nascidos e crianças até 12 anos: 2 a 4 mEq/kg/dia, IV. A dose deve ser individualizada de
acordo com a necessidade do paciente.
Adolescentes e adultos: A dose deve ser individualizada de acordo com a necessidade do paciente.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde 24 horas

5. ALERTAS
Precauções: Insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência circulatória, disfunção renal, cirrose, hi-
pervolemia, hipoproteinemia, obstrução do trato urinário, uso concomitante de medicamentos que
causam retenção de sódio.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, hipernatremia, retenção fluídica,
Efeitos adversos: Trombose, flebite, febre, hipernatremia, edema.
Interações: Corticosteróides, soluções contendo dexorrubicina, etopocida, vincristina e manitol (pre-
cipitam o cloreto de sódio).
Gravidez: Categoria A; abortivo no segundo trimestre de gravidez.
Lactação: Inseguro.
Via de excreção principal: Renal.

52 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


CLORPROMAZINA
A
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO B
Nome: Clorpromazina
DCB: Cloridrato de Clorpromazina
C
Apresentação: Solução oral 4 mg/mL; Comprimidos 25 mg e 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antipsicótico fenotiazínico; neuroléptico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Esquizofrenia e outros distúrbios psicóticos, mania, agitação psicomotora, com-
portamento violento, adjunto na ansiedade severa.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Dosagem:
Crianças:
< de 6 meses: Uso contra-indicado.
De 1 a 5 anos: 0,5 mg/kg/dose, VO, de 4/4 ou 6/6 h. Dose máxima diária de 40 mg.
De 6 a 12 anos: 25 a 40 mg/dia, em doses fracionadas. Dose máxima diária de 75 mg.
Adolescentes e adultos: Dose inicial de 25 mg, VO, de 8/8 h ou 75 mg, VO, em dose única à noite.
Dose de manutenção de 100 a 300 mg/dia, VO, de acordo com a resposta clínica. Doses até 1.200 mg/
dia podem ser necessárias nas psicoses.
Ajuste de dose: Idoso (um terço da dose), insuficiência hepática.

5. ALERTAS
Precauções: Doença cardio e cerebrovascular, doença respiratória, parkinsonismo, epilepsia, infecção
aguda, insuficiência renal ou hepática, história de icterícia, leucopenia, hipotireoidismo, Miastenia
gravis, hipertrofia prostática, glaucoma de ângulo estreito. Evitar retirada abrupta.
Contra-indicações: Crianças menores de 6 meses, estados de inconsciência, depressão de medula
óssea, feocromocitoma.
Efeitos adversos: Sintomas extrapiramidais, discinesia tardia irreversível, síndrome neuroléptica ma-
ligna, hipotermia, depressão, apatia, palidez, pesadelo, agitação, alterações do EEG, convulsão, con-
gestão nasal, distúrbios menstruais, galactorréia, ginecomastia, impotência, ganho de peso, reações
de hipersensibilidade, agranulocitose, leucopenia, leucocitose, anemia hemolítica, fotossensibilidade,
dermatite de contato, rash cutâneo, icterícia, disfunção hepática, síndrome como lupus eritematoso,
opacidade da córnea, púrpura.
Interações: Adrenalina, agonistas dopaminérgicos, anfetaminas, antiácidos, anticoagulantes cumarí-
nicos, anticolinérgicos, beta bloqueadores, beladona, captopril, cisaprida, DHEA, diazóxido, dofetili-
da, droperidol, etanol, fenilalanina, fenitoína, fenmetrazina, fenobarbital, gatifloxacino, grepafloxaci-
no, guanetidina, halofantrina, ibutilida, Piper methysticum (kava), levodopa, levofloxacino, levometa-
dil, lítio, meperidina, metrizamida, moxifloxacino, noradrenalina, pimozida, porfimer, sotalol, espar-
floxacino, tramadol, trazodona, varfarina, ziprasidona, zotepina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; efeito desconhecido sobre a criança; uso inseguro.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Evitar o contato direto no manejo dos comprimidos pelo risco de sensibilização. Administrar com
alimento ou leite para reduzir irritação gástrica. Os comprimidos de clorpromazina não devem ser
mastigados e as soluções devem ser manipuladas com cuidado.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 53


A CLORPROMAZINA
B 1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO

C Nome: Clorpromazina
DCB: Cloridrato de Clorpromazina
Apresentação: Injetável – ampolas 5 mL – 5 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antipsicótico fenotiazínico; neuroléptico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Esquizofrenia e outros distúrbios psicóticos, mania, agitação psicomotora, com-
portamento violento, adjunto na ansiedade severa; náusea e vômito; tétano; soluço intratável; porfiria
aguda intermitente.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental; Uso Interno na Unidade de Saúde


Usos terapêuticos: Esquizofrenia e outros distúrbios psicóticos, mania; segunda escolha para contenção
química nos quadros psicóticos com agitação, comportamento violento; adjunto na ansiedade severa.
Dosagem:
Crianças:
< de 6 meses: Uso contra-indicado.
> de 6 meses: 0,5 mg/kg, IM, de 6/6 ou 8/8 h. Dose máxima diária de 40 mg para crianças com peso
até 25 Kg, e 75 mg para crianças com peso entre 25 e 50 Kg.
Adolescentes e adultos: Dose inicial de 25 mg, IM. Dose adicional de 25 a 50 mg, IM, pode ser
repetida após 1 hora, de acordo com a resposta clínica.
Ajuste de dose: Idoso (um terço das doses para adultos), insuficiência hepática.

5. ALERTAS
Precauções: Doença cardio e cerebrovascular, doença respiratória, parkinsonismo, epilepsia, infecção
aguda, insuficiência renal ou hepática, história de icterícia, leucopenia, hipotireoidismo, Miastenia
gravis, hipertrofia prostática, glaucoma de ângulo estreito. Evitar retirada abrupta.
Contra-indicações: Crianças menores de 6 meses, estados de inconsciência, depressão de medula
óssea, feocromocitoma.
Efeitos adversos: Sintomas extrapiramidais, discinesia tardia irreversível, síndrome neuroléptica ma-
ligna, hipotermia, depressão, apatia, palidez, pesadelos, agitação, alterações do EEG, convulsão, con-
gestão nasal, distúrbios menstruais, galactorréia, ginecomastia, impotência, ganho de peso, reações
de hipersensibilidade, agranulocitose, leucopenia, leucocitose, anemia hemolítica, fotossensibiliza-
ção, dermatite de contato com rash cutâneo, icterícia e alterações da função hepática, síndrome como
lupus eritematoso, opacidade da córnea, púrpuras dermatológica, de córnea e retina.
Interações: Adrenalina, agonistas dopaminérgicos, anfetaminas, antiácidos, anticoagulantes cumaríni-
cos, anticolinérgicos, beta bloqueadores, beladona, captopril, cisaprida, DHEA, diazóxido, dofetilida,
droperidol, etanol, fenilalanina, fenitoína, fenmetrazina, fenobarbital, gatifloxacino, grepafloxacino,
guanetidina, halofantrina, ibutilida, Piper methysticum (kava), levodopa, levofloxacino, levometadil,
lítio, meperidina, metrizamida, moxifloxacino, noradrenalina, pimozida, porfimer, sotalol, esparfloxaci-
no, tramadol, trazodona, varfarina, ziprasidona, zotepina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; efeito desconhecido sobre o lactente; uso inseguro.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

54 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


DAPSONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Dapsona
DCB: Dapsona
Apresentação: Comprimidos 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano sulfona; antimicobacteriano D


3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Hanseníase, hanseníase tuberculóide, dermatite herpetiforme, pneumonia por P.
E
jiroveci, toxoplasmose.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Hanseníase, das Infecções Oportunistas da AIDS


F
e de Acidente Loxoscélico
Dosagem:
Hanseníase – poliquimioterapia - vide Protocolo de Atenção à Hanseníase em Curitiba:
Crianças:
De 0 a 5 anos: 25 mg/dia, VO.
De 6 a 14 anos: 50 a 100 mg/dia, VO.
Adultos: 100 mg/dia, VO.
Obs.: O período de tratamento é de 6 meses para a forma paucibacilar e 12 meses para a multibacilar.
Infecções oportunistas da AIDS (vide manuais do Ministério da Saúde):
Crianças:
Pneumonia por Pneumocystis jiroveci:
Crianças maiores de 5 anos:
Profilaxia primária: 1 mg/kg/dia, VO.
Profilaxia secundária contra recidivas: 2 mg/kg/dia, VO.
Tratamento (como segunda opção): 1 mg/kg/dia, VO, 1 vez ao dia, associada à trimetoprima 20 mg/
kg/dia, VO, de 6/6 h, por 21 dias.
Toxoplamose: 2 mg/kg/dia, VO, uma vez ao dia, associado à pirimetamina 1 mg/kg/dia, VO, 1 vez ao
dia, e ao ácido folínico 5 a 10 mg/dia, VO.
Adultos:
Pneumonia por Pneumocystis jiroveci:
Profilaxia primária e secundária: como monoterapia, 100 mg/dia, VO, 1 vez ao dia.
Tratamento (mais eficaz em casos leves e moderados): 100 mg/dia, VO, associado à trimetoprima 20
mg/dia, VO, 4 vezes ao dia, durante 21 dias.
Toxoplamose: Uma dose diária de 50 mg, VO, associado a uma dose semanal de pirimetamina 50 mg,
VO, e ao ácido folínico 15 mg, VO.
Acidente loxoscélico (forma cutânea grave): 50 a 100 mg/dia, VO, durante 14 dias, associado à
soroterapia.
Ajuste de dose: Insuficiência renal; altas taxas de acetilação.

5. ALERTAS
Precauções: Anemia, deficiência de G6PD, porfiria.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco e às sulfonas.
Efeitos adversos: Hemólise e metahemoglobinemia, dermatite esfoliativa, fotodermatite, necrólise epi-
dérmica tópica e síndrome de Stevens-Johnson, náusea, vômito, dor abdominal, anorexia; hepatite,
agranulocitose, síndrome dapsona-mononucleose, febre, icterícia, eosinofilia; cefaléia, nervosismo, in-
sônia, alucinação, visão borrada, parestesia, neuropatia periférica reversível, psicose; hematúria.
Interações: Amprenavir, delavirdina, didanosina, probenecida, rifabutina, rifampina, saquinavir, tri-
metoprima-sulfametoxazol, zidovudina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Inseguro, é excretado no leite materno. Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar com alimento para reduzir irritação gástrica.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 55


DESLANOSIDO
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Deslanosido
DCB: Deslanosido

D Apresentação: Injetável - ampolas 2 mL - 0,2 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Glicosídeo cardíaco


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Insuficiência cardíaca congestiva, edema pulmonar de causa cardíaca, fibrilação e
flutter atrial, taquicardia paroxística supraventricular.
Dosagem:
Recém-nascidos: Dose de ataque de 0,01 a 0,02 mg/kg/dia, IV, de 8/8 h.
Crianças: Dose de ataque de 0,02 a 0,04 mg/kg/dia, IM ou IV, de 8/8 h. Dose de manutenção de 1/3
da dose de ataque, IV, de 12/12 h.
Adultos: 0,8 a 1,6 mg/dia, IM ou IV, de 12/12 ou 24/24 h. Dose máxima diária de 2 mg.
Obs.: Início de efeito entre 5 a 30 minutos, pico de efeito em cerca de 2 a 6 horas.
Ajuste de dose: Insuficiência renal, idoso, diálise.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde

5. ALERTAS
Precauções: Relacionadas com risco/benefício quando existem arritmias ventriculares, síndrome de
Wolf – Parkinson – White, bloqueio AV, estenose subaórtica hipertrófica, pericardite constritiva, com-
prometimento da função renal ou hepática, níveis séricos de cálcio, potássio e magnésio, doença
pulmonar grave, miocardite, gravidez, isquemia miocárdica.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, fibrilação ventricular, taquicardia ventricular.
Efeitos adversos: Perda do apetite, náusea, vômito, desconforto abdominal, diarréia, fraqueza, ton-
tura, cefaléia, alteração visual, sonolência, confusão, depressão mental, ginecomastia, trombocito-
penia, arritmia e óbito por intoxicação.
Interações: Midodrina, succinilcolina, diuréticos tiazídicos, anfotericina B.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Não há informação específica sobre a excreção no leite; compatível com a amamentação;
usar com cautela.
Via de excreção principal: Renal.

56 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


DEXAMETASONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Dexametasona
DCB: Fosfato Dissódico de Dexametasona
Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL – 2 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiinflamatório esteróide


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
E
Usos terapêuticos: Processos inflamatórios e alergo-inflamatórios em geral, edema cerebral, imunos-
supressão, doenças neoplásicas, insuficiência adrenal.
F
4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde
Usos terapêuticos: Tratamento de emergência de processos alergo-inflamatórios em geral, edema
cerebral e choque.
Dosagem:
Crianças: A dose parenteral em crianças não é bem estabelecida.
Dose usual: 0,08 a 0,3 mg/kg/dia, IV ou IM, fracionada em 2 a 4 administrações.
Adulto:
Dose usual: 0,5 a 20 mg/dia, IM ou IV, 1 a 4 vezes ao dia.
Reação alérgica aguda: 4 a 8 mg/dia, IM, em dose única.
Edema cerebral: 10 mg, IV, seguido de 4 mg, IM, de 6/6 h, até remissão de sintomatologia.

5. ALERTAS
Precauções: Pode mascarar sintomas de infecções ou diminuir a imunidade; malária cerebral, amebí-
ase latente, vacinações (em especial caxumba, pelo risco de inativação da vacina), infestação por
estrongilóide, tuberculose, infarto recente do miocárdio, hipotireoidismo, cirrose hepática, afecções
gastrintestinais. Na exposição à varicela e sarampo está indicada a profilaxia com imunoglobulinas.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, infecções fúngicas sistêmicas.
Efeitos adversos: Leucopenia, contração ventricular prematura, bradicardia em crianças, hipertensão
arterial, supressão adrenal, hiperglicemia, cetoacidose, coma hiperosmolar, hipopotassemia, porfiria,
perfuração de úlcera gástrica e duodenal, soluço, prurido vulvar, elevação da pressão intra-ocular,
glaucoma, predisposição à pneumonia por P. jiroveci, acne, dermatite, equimose, eritema, hirsutismo,
exantema pustuloso, catabolismo muscular em crianças, reações de hipersensibilidade, superinfecção.
Interações: Talidomida, aldesleucina, donepezil, fenitoína, hormônio do crescimento, irinotecano,
efedrina, fenobarbital, insulina, rifampina, saquinavir, bloqueadores neuromusculares (cumarínicos).
Gravidez: Categoria C.
Obs.: Quando administrado à gestante antes do parto, para prevenir a síndrome de dificuldade respi-
ratória do recém-nascido, ocasiona déficit no desenvolvimento físico e motor, além de retardar o
crescimento até o terceiro ano de vida da criança.
Lactação: Desconhecido; uso inseguro.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 57


DEXAMETASONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Dexametasona
DCB: Dexametasona

D Apresentação: Creme dermatológico 0,1%

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiinflamatório esteróide


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Dermatite alérgica atópica ou de contato, eczema, psoríase, dermatite seborréica,
líquen plano, lesão cutânea loxoscélica não infectada.
Dosagem: Aplicar sobre a área afetada, 3 a 4 vezes ao dia. Curativos oclusivos podem ser utilizados
nas condições dermatológicas mais severas.
Ajuste de dose: Quantidades adequadas devem ser estabelecidas para pacientes pediátricos, uma vez
que estes apresentam maior susceptibilidade à absorção sistêmica.

4. ALERTAS
Precauções: Doenças virais; pode mascarar sinais de infecção ou diminuir a resistência local à mesma;
suspender o uso em caso de irritação local. A aplicação nas mucosas geniturinárias e retal pode resul-
tar em absorção sistêmica relativamente aumentada. Não aplicar nos olhos.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, idoso com lesão vascular periférica, lesão derma-
tológica por vírus, fungos e tuberculose. Não aplicar nos olhos.
Efeitos adversos: Atrofia da pele, hipertricose, prurido, acne, foliculite, infecção secundária, pele
seca, descoloração da pele, irritação local.
Gravidez: Categoria C , de acordo com o índice de absorção sistêmica e período de exposição.
Lactação: Desconhecido; uso inseguro.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Utilizar apenas durante o período prescrito; não repetir o tratamento sem reavaliação médica.

58 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


DEXAMETASONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Dexametasona
DCB: Dexametasona
Apresentação: Elixir 0,1 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiinflamatório esteróide


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
E
Usos terapêuticos: Antiinflamatório, imunossupressor, hiperplasia adrenal congênita virilizante, ede-
ma de vias respiratórias.
F
4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Crescendo com Saúde
Usos terapêuticos: Laringite.
Dosagem: 0,1 mg/kg/dose, VO, de 6/6 h, por até 4 dias.

5. ALERTAS
Precauções: Pode mascarar sintomas de infecção ou diminuir a imunidade; amebíase latente, vacina-
ções (em especial caxumba, pelo risco de inativação da vacina), infestação por estrongilóide, tubercu-
lose, hipotireoidismo, cirrose hepática, afecções gastrintestinais. Na exposição à varicela e sarampo
está indicada a profilaxia com imunoglobulina.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, infecção viral (varicela e sarampo), infecção fún-
gica sistêmica.
Efeitos adversos: Leucopenia, contração ventricular prematura, bradicardia, supressão adrenal, por-
firia, prurido vulvar, elevação de pressão intra-ocular, glaucoma, predisposição à pneumonia por P.
jiroveci, dermatite, equimose, eritema, exantema pustuloso, catabolismo muscular, reações de hipersen-
sibilidade, superinfecção.
Interações: Albendazol, aldesleucina, aminoglutetimida, amprenavir, aspirina, bloqueadores neuro-
musculares não-despolarizantes, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, fluoroquinolonas, fosfenitoína,
hormônio do crescimento, indinavir, irinotecano, primidona, rifabutina, rifampina, ritonavir, vacina con-
tra rotavírus, saquinavir, talidomida, vacina de vírus atenuados.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Utilizar apenas durante o período prescrito. Não repetir o tratamento sem reavaliação médica.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 59


DEXAMETASONA + CLORANFENICOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Dexametasona + Cloranfenicol
DCB: Dexametasona + Cloranfenicol

D Apresentação: Pomada oftálmica – Dexametasona 0,5 mg/g + Cloranfenicol 5 mg/g

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiinflamatório esteróide; antimicrobiano


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Infecção e inflamação intra-ocular.


Dosagem: Uma pequena quantidade de pomada no fundo do saco conjuntival, 4 vezes ao dia.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Visão Saudável

5. ALERTAS
Precauções: Evitar o uso prolongado.
Contra-indicações: Hipersensibilidade aos fármacos, crianças, idosos, herpes epitelial, infecção viral agu-
da na conjuntiva ou na córnea, infecção ocular fúngica, infecção micobacteriana, uso de lentes de contato,
catarata, Diabetes mellitus, doenças que causem adelgaçamento da córnea, glaucoma.
Efeitos adversos: Catarata subcapsular, aumento da pressão intra-ocular, lesão do nervo óptico, edema
do disco óptico e glaucoma, discrasia sangüínea, depressão da medula óssea, anemia aplástica, pali-
dez, febre, hemorragia, cansaço e fraqueza.
Interações: Antiglaucomatosos ou anticolinérgicos tópicos oculares.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Promover a higiene ocular antes da aplicação com solução fisilógica, com auxílio de gaze esterilizada.

60 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


DEXCLORFENIRAMINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Dexclorfeniramina
DCB: Maleato de Dexclorfeniramina
Apresentação: Solução oral 0,4 mg/mL; Comprimidos 2 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antialérgico


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
E
Usos terapêuticos: Alergia, dermatite alérgica, rinite alérgica, urticária.
Dosagem:
F
Crianças:
< de 2 anos: A segurança não está estabelecida, sendo contra-indicado o uso para prematuros e
recém-nascidos.
> de 2 anos: 0,15 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h.
Adultos: 2 mg, VO, de 6/6 h.

4. ALERTAS
Precauções: Glaucoma de ângulo estreito, úlcera péptica estenosante, obstrução piloroduodenal ou
esfíncter vesical. A solução oral possui corante e pode provocar reação alérgica.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou a componentes da fórmula, prematuros e re-
cém-nascidos.
Efeitos adversos: Sonolência, estimulação do SNC, agranulocitose, anemia aplástica, trombocito-
penia, arritmia, discinesia, reações psicóticas, reações cutâneas, boca seca.
Interações: Anticolinérgicos, antialérgicos sedantes, depressores do SNC, etanol, fenitoína.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Cuidado ao executar atividades que exijam atenção. Risco de adição.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 61


DIAZEPAM
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Diazepam
DCB: Diazepam

D
Apresentação: Injetável – ampolas 2 mL – 5 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Ansiolítico; hipnótico

E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Convulsões agudas repetitivas, Status epilepticus, esclerose múltipla e lesões da
medula espinhal, ansiedade, insônia, cefaléia tensional, tremores, síndrome de abstinência de álcool,
síndrome do pânico, medicação pré-anestésica, espasmos musculares.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Usos terapêuticos: Convulsões agudas repetitivas, Status epilepticus, ansiedade, insônia, síndrome
de abstinência de álcool, síndrome do pânico.
Dosagem:
Recém-nascidos: Eficácia e segurança não estabelecidas. Dose de 0,1 a 0,3 mg/kg, IV lento ou via
retal lenta, a cada 15 a 30 min, se necessário, até dose máxima de 5 mg.
Crianças:
Convulsões: 0,2 a 0,5 mg/kg, IV lento ou via retal lenta, de 15/15 minutos, se necessário. Dose
máxima de 5 mg, em menores de 5 anos, e 10 mg, em maiores de 5 anos.
Sedação: 0,1 a 0,3 mg/kg, IV lento, podendo ser repetida em 2 a 4 horas, se necessário.
Adolescentes e adultos:
Convulsões: 5 a 10 mg, IV lento, de 10/10 ou 15/15 minutos, se necessário, até dose máxima diária
de 30 mg. Só utilizar administração IM quando IV não for possível.
Sedação: 5 a 10 mg ou 0,1 a 0,2 mg/kg, IV ou IM, podendo ser repetida em 2 a 4 horas, se necessário.
Ajuste de dose: Insuficiência hepática e renal, idoso, obeso.

5. ALERTAS
Precauções: Investigar distúrbio metabólico em menores de 1 mês. Gravidez, insuficiência renal ou
hepática, ingestão de álcool, uso de outros psicotrópicos e anticonvulsivantes, depressão, capacidade
pulmonar limitada. Bradicardia, colapso cardíaco e parada respiratória podem ocorrer após injeção IV
rápida. Pode causar adição.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, glaucoma agudo de ângulo estreito, administra-
ção intra-arterial, recém-nascidos, predisposição ao uso de substâncias.
Efeitos adversos: Trombose venosa, flebite, irritação local, hipotensão, arritmia, depressão ou excita-
ção paradoxal do SNC, retardo psicomotor, acidose láctica, náusea, constipação, soluço, alteração de
salivação, incontinência e retenção urinária, icterícia, aumento da pressão intra-ocular, depressão res-
piratória, rash cutâneo, urticária, espasmo músculo-esquelético paradoxal. Em crianças, reações para-
doxais como excitação aguda, aumento de ansiedade, agressividade e ira.
Interações: Amitriptilina, amprenavir, buprenorfina, antibióticos macrolídeos, dissulfiram, etanol,
fluvoxamina, isoniazida, antifúngicos azólicos, Piper methysticum (kava), mirtazapina, rifampina, rito-
navir, teofilina, valeriana.
Gravidez: Categoria D.
Lactação: Excretado no leite materno; efeitos desconhecidos sobre o lactente; uso não recomendado.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista B1 – Notificação de Receita B

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Cuidado ao executar atividades que exijam atenção. Risco de adição.

62 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


DIAZEPAM
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Diazepam
DCB: Diazepam
Apresentação: Comprimidos 5 mg e 10 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Ansiolítico; hipnótico


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
E
Usos terapêuticos: Contenção química de intoxicação alcoólica aguda, cocaína, alucinógenos, ina-
lantes, maconha e anticolinérgicos; quadros de agitação devido à abstinência de álcool e drogas hip-
F
nótico-sedativas; quadros não psicóticos; tratamento de convulsões; espasmo muscular.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Usos terapêuticos: Contenção química de intoxicação alcoólica aguda, cocaína, alucinógenos, inalantes,
maconha e anticolinérgicos; quadros não psicóticos; prevenção e tratamento de quadros de agitação devi-
do à abstinência de álcool e drogas hipnótico-sedativas; tratamento de convulsões.
Dosagem:
Dose usual: 2 a 10 mg, VO, 2 a 4 vezes ao dia.
Desintoxicação em alcoolismo (de acordo com a escala CIWA-Ar): 5 a 10 mg, VO, 4 vezes no 1º dia e
5 a 10 mg, VO, 2 vezes ao dia, por 2 dias. Dose máxima diária de 70 mg. A partir do 4º dia, reduzir
gradativamente a dose em 5 mg a cada 3 dias, retirando completamente a medicação num prazo
máximo de 3 semanas, para evitar dependência.
Ajuste de dose: Insuficiência hepática, idosos, obesos.

5. ALERTAS
Precauções: Evitar retirada abrupta, insuficiência hepática ou renal, pacientes idosos, debilitados,
severamente deprimidos e/ou com capacidade pulmonar limitada.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, glaucoma de ângulo estreito.
Efeitos adversos: Discrasias sangüíneas, sedação, confusão, vertigem, ataxia, hipotensão, bradicar-
dia, depressão respiratória.
Interações: Ácido valpróico, amitriptilina, amprenavir, antibióticos macrolídeos, buprenorfina, cetoco-
nazol, cimetidina, digoxina, dissulfiram, Hypericum perforatum, fenitoína, fentanila, fluoxetina, fluvoxa-
mina, GinKgo biloba, isoniazida, itraconazol, josamicina, Piper methysticum (kava), mirtazapina, propo-
xifeno, quinupristin/dalfopristin, rifabutina, rifampina, ritonavir, sertralina, teofilina, valeriana.
Gravidez: Categoria D.
Lactação: Excretado no leite materno; efeitos desconhecidos sobre o lactente; uso não recomendado.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista B1 – Notificação de Receita B

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Cuidado ao executar atividades que exijam atenção. Risco de adição. Comprimidos de 10 mg são de
uso exclusivo para desintoxicação em alcoolismo.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 63


DICLOFENACO
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Diclofenaco
DCB: Diclofenaco Sódico ou Diclofenaco Potássico

D Apresentação: Injetável – ampolas 3 mL – 25 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiinflamatório não esteróide


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Processos inflamatórios e dolorosos em geral; cólica renal.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Usos terapêuticos: Na dor aguda que necessite de alívio rápido, prevenção da dor pós-operatória,
cólica renal.
Dosagem:
Crianças: Segurança e eficácia não estabelecidas. Uso não recomendado em menores de 12 anos.
Adultos: 75 mg, via IM profunda. Em cólica renal, pode-se repetir após 30 minutos, se necessário. O
período máximo recomendado para uso é de 2 dias.

5. ALERTAS
Precauções: Ulceração, sangramento e perfuração gastrintestinal, asma, distúrbios de coagulação,
infecção, hepatopatia, insuficiência renal, distúrbios cardiovasculares agravados por retenção líquida e
edema.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco; rinite, urticária, asma e/ou história de reações
alérgicas a aspirina e aos AINEs.
Efeitos adversos: Hematomas e sangramentos espontâneos; agranulocitose, anemia hemolítica, ede-
ma, hipertensão arterial, ICC, tromboflebite, cefaléia, vertigem, insônia, sonolência, agitação, depres-
são, irritabilidade, ansiedade, encefalite relacionada à influenza, parestesia, diarréia, dispepsia, náu-
sea, constipação, flatulência, ulceração, sangramento e perfuração gastrintestinal, broncoespasmo,
rash cutâneo, prurido, urticária, angioedema, reações de hipersensibilidade, anafilaxia, sensibilidade
cruzada aos salicilatos, necrose muscular (Síndrome de Nicolau).
Interações: Anticoagulantes cumarínicos, ácido acetilsalicílico, ciclosporina, heparinas de baixo peso
molecular, digoxina, cetorolaco, quinolonas, sais de lítio, diuréticos de alça, tiazídicos e poupadores
de potássio, metotrexato, fenindiona, tacrolimus, warfarina.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

64 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


DIDANOSINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Didanosina (ddI)
DCB: Didanosina
Apresentação: Comprimidos 25 e 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
E
Usos terapêuticos: Terapia anti-retroviral de HIV/AIDS. F
4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS
Dosagem:
Crianças:
< de 3 meses: 50 mg/m², VO, de 12/12 h.
> de 3 meses: 90 a 120 mg/m², VO, de 12/12 h. Dose máxima de 200 mg de 12/12 h.
Adolescentes e adultos:
< de 60 Kg: 125 mg, VO, 2 vezes ao dia, ou 250 a 300 mg, VO, 1 vez ao dia.
> de 60 Kg: 200 mg, VO, 2 vezes ao dia, ou 400 mg, VO, 1 vez ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Pancreatite ou fatores de risco para pancreatite, insuficiência hepática e renal, gestação
(risco de acidose láctica quando associada a outros anti-retrovirais como a estavudina), neurite óptica
e alterações de retina, neuropatia periférica, hiperuricemia assintomática.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou a algum dos componentes da fórmula.
Efeitos adversos: Intolerância gastrintestinal, diarréia, dor abdominal, náusea, vômito, neuropatia
periférica, acidemia assintomática, lipoatrofia, pancreatite, toxicidade hepática, despigmentação reti-
niana, acidose láctica com esteatose hepática (grave, pode ser fatal).
Interações: Etanol, metadona, ganciclovir, ribavirina, medicamentos neurotóxicos como etambutol,
etionamida, fenitoína, hidralazina, glutetimida, isoniazida, vincristina e cisplatina, medicamentos as-
sociados à pancreatite como pentamidina, medicamentos que necessitam acidificação gástrica para
sua absorção tais como dapsona, cetoconazol, itraconazol, tetraciclinas e fluoroquinolonas.
Considerações sobre associação com outros anti-retrovirais:
Ritonavir ou delavirdina: administrar com intervalo de 2 horas.
Indinavir: administrar com intervalo mínimo de 1 hora.
Zalcitabina: evitar uso concomitante.
Estavudina: evitar associação em gestantes.
Tenofovir: reduzir ddI para dose única diária de 250 mg.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar até 30 minutos antes ou duas horas após a ingestão de alimentos. Deve ser diluído em
água ou mastigado.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 65


DIGOXINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Digoxina
DCB: Digoxina

D Apresentação: Comprimidos 0,25 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiarrítmico; cardiotônico


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Fibrilação atrial, taquiarritmia supraventricular, ICC.


Dosagem:
Adolescentes e adultos:
Digitalização rápida: Dose total diária de 0,75 a 1,25 mg/dia. Administrar inicialmente 0,5 a 0,75 mg, VO,
seguido de frações adicionais de 0,125 a 0,375 mg, VO, de 6/6 ou 8/8 h, até que haja resposta clínica.
Digitalização lenta e dose de manutenção: 0,125 a 0,5 mg/dia, VO, uma vez ao dia. Considerar o
fracionamento da dose diária quando esta exceder 0,3 mg ou se houver história prévia ou risco de
intoxicação digitálica.
Ajuste de dose: Idosos, insuficiência renal, diálise, pacientes debilitados e portadores de marca-
passo cardíaco.

4. ALERTAS
Precauções: Insuficiência renal, desequilíbrio eletrolítico (hipocalemia, hipercalcemia, hipomagnese-
mia), infarto do miocárdio recente, bloqueio AV, síndrome de Wolff-Parkinson-White, estenose suba-
órtica hipertrófica idiopática, doenças do nó sinusal, fibrilação atrial, pericardite constritiva crônica,
cardiomiopatia constritiva ou doença cardíaca amilóide, miocardite aguda, doença pulmonar severa,
mixedema, estado hipermetabólico, hipotireoidismo.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, fibrilação ventricular.
Efeitos adversos: Náusea, anorexia, trombocitopenia, cefaléia, fadiga, confusão mental, visão turva
ou amarelada, delírio, alucinação, depressão, psicose, arritmia cardíaca, alterações no ECG, gineco-
mastia, rash cutâneo.
Interações: Medicamentos que provocam hipocalemia (corticosteróides, anfotericina B, diuréticos),
amiodarona, antiácidos, antiarrítmicos, succinilcolina, simpatomiméticos, adsorventes antidiarréicos,
colestiramina, colestipol, bloqueadores dos canais de cálcio, indometacina, sulfato de magnésio pa-
renteral, sais de potássio, propafenona, quinidina, espironolactona, sucralfato.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Evitar a ingestão de alimentos ricos em fibras durante o uso do medicamento.

66 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


DIPIRONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Dipirona, Metamizol
DCB: Dipirona Sódica
Apresentação: Injetável – ampolas 2 mL – 500 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Analgésico; antipirético


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
E
Usos terapêuticos: Cólica renal ou biliar, dor pós-operatória, febre não responsiva a outros tratamentos.
Dosagem:
F
Recém-nascidos: 10 mg/kg/dose, IV lento, de 6/6 h. Alguns autores não recomendam o uso em
crianças menores de 3 meses ou com peso inferior a 5 kg.
Crianças: 20 mg/kg/dose, IM ou IV lento, de 6/6 h. Dose máxima diária de 500 mg.
Adolescentes menores de 15 anos: 8 a 15 mg/kg/dose, IM ou IV lento, de 6/6 h.
Adolescentes maiores de 15 anos e adultos: 1.000 a 2.500 mg/dia, IM ou IV lento, 1 a 4 vezes ao
dia. Dose máxima diária de 3.000 mg.
Ajuste de dose: Insuficiência renal aguda, choque cardiogênico.

4. ALERTAS
Precauções: Não misturar outros medicamentos na mesma seringa. Monitorar pressão arterial, fre-
qüência respiratória e cardíaca. História prévia de ulceração, sangramento e perfuração de trato gas-
trintestinal, insuficiência renal e hepática, distúrbios cardiovasculares, porfiria, deficiência de G6PD.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, discrasias sangüíneas, supressão de medula ós-
sea; rinite, urticária, asma e/ou reações alérgicas à aspirina ou outros AINEs.
Efeitos adversos: Anemia hemolítica, anemia aplástica, agranulocitose, hipotensão arterial, sonolên-
cia, cansaço, cefaléia, náusea, vômito, irritação gástrica, boca seca, broncoespasmo, rash cutâneo,
urticária, necrose epidérmica tóxica, sudorese, reações de hipersensibilidade, anafilaxia.
Interações: Anticoagulantes cumarínicos, ciclosporina, heparinas de baixo peso molecular, sulfoniluréi-
as, cetorolaco, quinolonas, sais de lítio, IECA, diuréticos de alça, tiazídicos e poupadores de potássio,
metotrexato, fenindiona, tacrolimus, barbitúricos, clorpromazina (pode induzir à hipotermia grave).
Gravidez: Avaliar risco/benefício.
Lactação: Excretado no leite materno; uso inseguro.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 67


DIPIRONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Dipirona, Metamizol
DCB: Dipirona Sódica

D Apresentação: Solução oral 500 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Analgésico; antipirético


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Febre e dor em geral.


Dosagem:
Recém-nascidos: 10 mg/kg/dose, VO, de 6/6 h. Alguns autores não recomendam o uso em crianças
menores de 3 meses ou com peso inferior a 5 kg.
Crianças: 20 mg/kg/dose, VO, de 6/6 h. Dose máxima diária de 500 mg.
Adolescentes menores de 15 anos: 8 a 15 mg/kg/dose, VO, de 6/6 h.
Adolescentes maiores de 15 anos e adultos: 500 a 750 mg/dose, VO, 1 a 4 vezes ao dia. Dose
máxima diária de 3.000 mg.
Ajuste de dose: Insuficiência renal aguda; choque cardiogênico.

4. ALERTAS
Precauções: História prévia de ulceração, sangramento e perfuração de trato gastrintestinal, insufici-
ência renal e hepática, distúrbios cardiovasculares, porfiria, deficiência de G6PD, descontinuar uso no
aparecimento de lesões de mucosa.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, discrasias sangüíneas, supressão de medula ós-
sea; rinite, urticária, asma e/ou reações alérgicas à aspirina ou outros AINEs.
Efeitos adversos: Anemia hemolítica, anemia aplástica, agranulocitose, hipotensão arterial, sonolên-
cia, cansaço, cefaléia, náusea, vômito, irritação gástrica, boca seca, broncoespasmo, rash cutâneo,
urticária, necrose epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, sudorese, reações de hipersensibi-
lidade, anafilaxia.
Interações: Anticoagulantes cumarínicos, ciclosporina, heparinas de baixo peso molecular, sulfoniluréi-
as, cetorolaco, IECA, sais de lítio, diuréticos de alça, tiazídicos e poupadores de potássio, metotrexato,
fenindiona, tacrolimus, quinolonas, barbitúricos, clorpromazina (pode induzir à hipotermia grave).
Gravidez: Avaliar risco/benefício.
Lactação: Excretado no leite materno; uso inseguro.
Via de excreção principal: Renal.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não ingerir bebidas alcoólicas devido à potencialização dos efeitos do álcool.

68 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


DOPAMINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Dopamina
DCB: Cloridrato de Dopamina
Apresentação: Injetável – ampolas 10 mL - 5 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Simpatomimético


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS E
Usos Terapêuticos: Tratamento da descompensação cardíaca pela ICC, hipotensão aguda presente na
síndrome do choque causada por infarto agudo do miocárdio, trauma, septicemia endotóxica, cirur-
F
gia cardíaca ou insuficiência renal.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde 24 horas


Dosagem:
Preparo da solução usual com 400 mcg/mL: diluir uma ampola de 10 mL em 125 mL de solução
fisiológica 0,9% ou solução glicosada 5%, para infusão EV contínua. Administrar em veias de grosso
calibre. Concentração máxima de 3.200 mcg/mL.
Recém-nascidos e Crianças:
Efeito delta (para aumento do fluxo renal): 1 a 5 mcg/Kg/min.
Efeito delta e beta-1 (para aumento do débito cardíaco e fluxo renal): 2 a 10 mcg/Kg/min.
Efeito alfa (para aumento da resistência periférica e pulmonar): > 10 mcg/Kg/min. Dose máxima de
20 mcg/Kg/min.
Adultos:
Dose baixa: 1 a 5 mcg/Kg/min.
Dose média (dose cardíaca): 5 a 10 mcg/Kg/min.
Dose alta (dose vasopressora): 10 a 20 mcg/Kg/min.

5. ALERTAS
Precauções: O extravasamento pode levar à necrose tecidual, infundir em veias de grosso calibre ou
em veia central. A infusão deve ser iniciada após a correção da volemia em crianças e recém-nascidos.
A infusão em artéria umbilical não é recomendada. Angina pectoris. Corrigir hipovolemia, hipercap-
mia, hipóxia e acidose antes da administração. Uso concomitante com IMAO, aterosclerose, Diabetes
mellitus, doença de Raynaud. Alergia a sulfitos.
Contra indicações: Feocromocitoma, taquiarritmia, arritmia ventricular, fibrilação ventricular.
Efeitos adversos: Náusea, vômito, cefaléia, palpitação, dispnéia, hipotensão arterial, vasoconstrição,
taquiarritmia, angina, necrose tecidual.
Interações: Entacapone, ergonovina e ergotamina (risco de gangrena), fenitoína, fosfenitoína, isocar-
boxacida, pargilina, tranilcipromina, fenelzina, selegilina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 69


EFAVIRENZ
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Efavirenz – EFZ
DCI: Efavirenz

D Apresentação: Cápsulas 600 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da transcriptase reversa não análogo de


E nucleosídeo

F 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Terapia anti-retroviral de HIV/AIDS.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS


Dosagem:
Crianças menores de 3 anos: Dados não disponíveis.
Crianças maiores de 3 anos:
13 a 15 kg: 200 mg, VO, 1 vez ao dia. 15 a 20 kg: 250 mg, VO, 1 vez ao dia.
20 a 25 kg: 300 mg, VO, 1 vez ao dia. 25 a 32,5 kg: 350 mg, VO, 1 vez ao dia.
32,5 a 40 kg: 400 mg, VO, 1 vez ao dia. ≥ 40 kg: 600 mg, VO, 1 vez ao dia.
Adolescentes e adultos: 600 mg, VO, 1 vez ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Ajustar a dose do anticoncepcional oral ou utilizar outro método contraceptivo. Disfunção
hepática, medicamentos hepatotóxicos, hepatite B ou C, transtorno mental, uso de substâncias psicoativas.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, co-administração com derivados do ergot, aste-
mizol, terfenadina, cisaprida, midazolam, triazolam.
Efeitos adversos: Erupção cutânea, sintomas neuropsiquiátricos como pesadelos e sonhos bizarros,
alucinação, alteração do pensamento, despersonalização, insônia, sonolência, amnésia, agitação, de-
pressão, euforia, dificuldade de concentração, ginecomastia, hiperglicemia; hipercolesterolemia, hi-
pertrigliceridemia e elevação das transaminases.
Interações: Nelfinavir, fenobarbital, claritromicina, carbamazepina, fenitoína, rifampicina, rifabutina
(ajustar a dose para 450 a 600 mg/dia), suplementos de alho, Hypericum perforatum, metadona
(ajustar a dose para evitar síndrome de abstinência por opiáceos), etinilestradiol, warfarina.
Considerações sobre associação com outros anti-retrovirais:
Amprenavir: se associado ao ritonavir, manter a dose do APV em 600 mg, 2 vezes ao dia;
Indinavir: em adultos aumentar para 1.000 mg de IDV, de 8/8 h; em crianças considerar ajuste de dose;
Lopinavir/r: aumentar para 533 mg/133 mg de LPV/r, 2 vezes ao dia;
Ritonavir: havendo intolerância em adultos, considerar redução de RTV para 500 mg, 2 vezes ao dia;
em crianças, monitorar toxicidade;
Saquinavir: administrar somente associado com RTV; em crianças, evitar o uso como único inibidor
de protease.
Outros ITRNN: evitar uso concomitante.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Fecal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar preferencialmente à noite, com ou sem alimentos, evitando alimentos gordurosos que
podem comprometer a absorção.

70 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ERITROMICINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Eritromicina
DCB: Estolato e Estearato de Eritromicina
Apresentação: Estolato - Suspensão oral 50 mg/mL; Estearato – Comprimidos 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano macrolídeo


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS E
Usos terapêuticos: Amigdalite, coqueluche, disenteria amebiana, faringite, endocardite bacteriana,
infecção por Chlamydia trachomatis (endocervical, conjuntivite, pneumonia na infância), pneumonia
F
atípica por Mycoplasma, infecção urogenital durante a gravidez, sífilis primária, leptospirose.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Mãe Curitibana; Programa Crescendo com Saúde;


Tratamento da Coqueluche; Tratamento da Leptospirose
Usos terapêuticos: Coqueluche, infecção por Chlamydia trachomatis (conjuntivite e pneumonia na
infância), pneumonia atípica por Mycoplasma, crianças com hipersensibilidade às penicilinas, leptos-
pirose; gestantes com sífilis com hipersensibilidade às penicilinas.
Dosagem:
Recém-nascidos: 5 a 10 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h.
Conjuntivite ou pneumonia por clamídia: 12,5 mg/kg, VO, de 6/6 h, durante 14 dias.
Crianças:
Dose usual: 30 a 50 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h.
Pneumonia atípica por Mycoplasma: 50 a 70 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h.
Infecções por clamídia: 12,5 mg/kg, VO, de 6/6 h, durante 14 dias.
Coqueluche: 40 a 50 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h, durante 14 dias.
Leptospirose: 50 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h, durante 7 a 10 dias.
Gestantes (estearato de eritromicina exclusivamente):
Tratamento de sífilis: 500 mg, VO, de 6/6 h, durante 15 dias (sífilis primária) ou 30 dias (sífilis latente
ou não classificada).
Ajuste de dose: Insuficiência renal severa e insuficiência hepática.

5. ALERTAS
Precauções: Arritmia cardíaca, disfunção hepática, Miastenia gravis.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, antecedentes de alterações hepáticas, uso conco-
mitante com alfentanila, astesmizol, cisaprida, pimozida e terfenadina.
Efeitos adversos: Reações gastrintestinais, vômito, náusea, diarréia, hepatite colestática, ototoxicida-
de em altas doses, estenose pilórica hipertrófica nas crianças.
Interações: Alfentanila, anticoagulantes orais, anti-histamínicos, astemizol, terfenadina, bromocriptina,
carbamazepina, ciclosporina, digoxina, metilprednisolona, penicilinas, teofilinas, triazolam ou midazolam.
Gravidez: Categoria B (estearato). O estolato de eritromicina é contra-indicado na gravidez pelo
risco de colestase.
Lactação: Excretado no leite; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Biliar.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Estearato: Ingerir preferencialmente longe das refeições. Não descontinuar o tratamento antes do
período determinado pelo médico.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 71


ESPIRAMICINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Espiramicina
DCB: Espiramicina

D Apresentação: Suspensão oral 100 mg/mL; Comprimidos 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano macrolídeo


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Infecções por microorganismos sensíveis, criptosporidiose, toxoplasmose.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Mãe Curitibana


Usos terapêuticos: Toxoplasmose na gestante e congênita.
Dosagem:
Crianças: 100 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h.
Adultos: 1.000 mg, VO, de 8/8 h.

5. ALERTAS
Precauções: Hipersensibilidade a outros antibióticos macrolídeos, doenças hepáticas, insuficiência
renal, distúrbios gastrintestinais.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Leucopenia, trombocitopenia, prolongamento da curva QT, parada cardíaca, vasculi-
te, zumbido, sonolência, cefaléia, parestesia, vertigem, anorexia, colite, diarréia, boca seca, disfagia,
esofagite, náusea, colite pseudomembranosa, vômito, hepatite colestática, elevação das enzimas hepáti-
cas, visão borrada, rash cutâneo, urticária, pustulose exantemática, reações alérgicas dermatológicas.
Interações: Levodopa/carbidopa, fentanila, tioridazina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; efeito desconhecido.
Via de excreção principal: Biliar.

72 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ESTAVUDINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Estavudina (d4T)
DCB: Estavudina
Apresentação: Cápsulas 30 e 40 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS E
Usos terapêuticos: Infecção por HIV/AIDS. F
4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS
Dosagem:
Recém-nascidos: Dose sob estudo em ensaios clínicos.
Crianças < 30 Kg: 1 mg/kg, VO, de 12/12 h.
Adolescentes e adultos:
< 60 Kg: 30 mg, VO, de 12/12 h.
≥ 60 Kg: 40 mg, VO, de 12/12 h.
Ajuste de dose :
Insuficiência hepática: usar com cautela a dose habitual.
Insuficiência renal:
Ajustar de acordo com o clearance de creatinina:
10 a 50 mL/min: 15 mg a 20 mg , VO, 2 vezes ao dia.
<10 mL/min: 15 mg a 20 mg, VO, 1 vez ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Uso concomitante com medicamentos neurotóxicos.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou a qualquer componente da fórmula, uso con-
comitante com zidovudina.
Efeitos adversos: Cefaléia, distúrbios gastrintestinais, exantema, pancreatite, toxicidade hepática,
neuropatia periférica, lipoatrofia, acidose láctica, acidemia assintomática.
Interações: Zidovudina, zalcitabina, didanosina, metadona, cloranfenicol, cisplatina, dapsona, etam-
butol, etionamida, hidralazina, isoniazida, lítio, metronidazol, nitrofurantoína, fenitoína, glutetimida,
vincristina, zalcitabina.
Gravidez: Categoria C; evitar uso pela possibilidade de acidose láctica e esteatose hepática no con-
cepto.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 - Lista C4 - Formulário Específico

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 73


ESTRADIOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Hexaidrobenzoato de Estradiol
DCB: Hexaidrobenzoato de Estradiol

D Apresentação: Injetável – ampolas1 mL - 5 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Hormônio estrogênico


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Tratamento da insuficiência ovariana e suas conseqüências.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Mãe Curitibana


Usos terapêuticos: Inibição da lactação na puérpera HIV positivo.
Dosagem: 10 mg, IM, em dose única.

5. ALERTAS
Precauções e contra-indicações: Gestantes; antecedente ou presença de doenças tromboembólicas,
infecções cardiovasculares, tumores malignos mamários e uterinos, hepatopatia grave ou recente,
tumores hipofisários.
Efeitos adversos: Náusea, aumento de peso, depressão, sangramento intermenstrual, prurido vagi-
nal, irritação nos olhos quando há uso de lentes de contato.
Interações: Carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, primidona, barbitúricos, griseofulvina, rifampi-
cina, ciclosporina.
Gravidez: Contra-indicado.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Biliar.

74 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ESTREPTOMICINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Estreptomicina
DCB: Sulfato de Estreptomicina
Apresentação: Injetável – frascos 1 g + diluente 5 mL – 200 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano aminoglicosídeo


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS E
Usos terapêuticos: Infecções por microorganismos sensíveis ao antimicrobiano (gram negativos) e no
tratamento da tuberculose. Bacteriostático em doses baixas e bactericida em doses efetivas.
F
4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Tuberculose
Usos terapêuticos: Tratamento da tuberculose.
Dosagem:
Esquema III – Para falência dos casos I e I reforçado, associado à pirazinamida, ao etambutol e à
etionamida. Usada na primeira fase do tratamento, durante três meses.
Crianças e adolescentes:
Até 20 kg: 25 mg/kg/dia, IM.
De 20 a 35 kg: 600 mg/dia, IM.
De 35 a 45 kg: 800 mg/dia, IM.
> 45 kg: 1.200 mg/dia, IM.
Adultos até 60 anos: 1.200 mg/dia, IM, 1 vez ao dia.
Adultos com mais de 60 anos: 500 mg/dia, IM, 1 vez ao dia.
Obs.: Em situações especiais pode ser aplicada por via IV, diluída em 50 ou 100 mL de solução
fisiológica 0,9%, administrada em 30 minutos, no mínimo.
Ajuste de dose: Insuficiência renal.

5. ALERTAS
Precauções: Idoso, gestação, uso concomitante com medicamentos neurotóxicos, nefrotóxicos e oto-
tóxicos, disfunção auditiva, insuficiência renal.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, aos componentes da fórmula, aos sulfatos ou a
aminoglicosídeos.
Efeitos adversos: Disfunção coclear e vestibular com hipoacusia, tinito, ataxia, vertigem e nistagmo,
exantema, náusea, vômito, neurite periférica, Miastenia gravis, depressão do sistema nervoso central
em crianças.
Interações: Aminoglicosídeos, penicilinas, cefalosporinas, bloqueadores neuromusculares.
Gravidez: Categoria D.
Lactação: Excretado no leite; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 75


ETAMBUTOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Etambutol
DCB: Etambutol

D Apresentação: Solução oral 2,5% - 25 mg/mL; Comprimidos 400 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano; antimicobacteriano


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Tratamento da tuberculose e de outras infecções por micobactérias.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Tuberculose


Usos terapêuticos: Tratamento da tuberculose, em associação com outros agentes tuberculostáticos.
Não deve ser empregado de forma isolada. Indicado nos seguintes esquemas terapêuticos:
Esquema IR (recidiva após cura e abandono do esquema I): Primeira (2 meses) e segunda (4 meses)
fases;
Esquema III (falência do esquema I e IR: Primeira (3 meses) e segunda (9 meses) fases.
Dosagem:
Até 20 kg: 25 mg/kg/dia, VO.
De 20 a 35 kg: 600 mg/dia, VO.
De 35 a 45 kg: 800 mg/dia, VO.
> 45 kg: 1.200 mg/dia, VO.
Ajuste de dose: Insuficiência renal, diálise.

5. ALERTAS
Precauções: Avaliação prévia através de testes de acuidade visual e de discriminação de cores, disfun-
ção renal.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou aos componentes da fórmula, neurite óptica,
crianças menores de 6 anos.
Efeitos adversos: Náusea, vômito, anorexia, dor abdominal, neurite óptica com diminuição da acui-
dade visual, cegueira, perda da visão periférica, incapacidade de distinção de cores, cefaléia, tontura,
confusão, desorientação, alucinações, neuropatia periférica, neutropenia, trombocitopenia, hepatoto-
xicidade e gota.
Interações: Medicamentos neurotóxicos, etionamida.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

76 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ETIONAMIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Etionamida
DCB: Etionamida
Apresentação: Comprimidos 250 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano; antimicobacteriano


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS E
Usos terapêuticos: Tratamento da tuberculose, hanseníase e infecções atípicas por micobactérias. F
4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Tuberculose
Usos terapêuticos: Tratamento da tuberculose, em associação com outros agentes tuberculostáticos.
Indicado no esquema III (falência dos esquemas I e IR), na primeira (3 meses) e segunda (9 meses) fases.
Dosagem:
Até 20 kg: 12 mg/kg/dia
De 20 a 35 kg: 250 mg/dia
De 35 a 45 kg: 500 mg/dia
> 45 kg: 750 mg/dia
Ajuste de dose: Insuficiência renal severa, com clearance de creatinina < 10 mL/min, fazer 50% da
dose usual.

5. ALERTAS
Precauções: Alcoolismo, Diabetes mellitus, epilepsia, doenças psiquiátricas, depressão, hipotireoidis-
mo, porfiria aguda.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco e lesão hepática severa.
Efeitos adversos: Anorexia, náusea, vômito, estomatite, diarréia, boca seca, gosto amargo na boca,
cefaléia, hipotensão postural, alterações de pressão arterial, depressão, alterações da personalidade,
surdez, ginecomastia, impotência, icterícia e hepatopatia.
Interações: Cicloserina, ácido aminosalicílico, etambutol, pirazinamida, isoniazida, rifampina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar com alimentos para diminuir efeitos gastrintestinais.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 77


FENILEFRINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Cloridrato de Fenilefrina
DCB: Cloridrato de Fenilefrina

D Apresentação: Solução oftálmica 10%

2. CLASSE TERAPÊUTICA Simpatomimético


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Midriático, descongestionante oftálmico e auxiliar de diagnóstico, profilaxia e


tratamento de uveíte com sinéquias posteriores.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Visão Saudável


Dosagem:
Recém-nascidos: Uso não recomendado.
Crianças: 1 gota da solução 2,5% (diluir uma parte em 3 partes iguais de solução fisiológica 0,9%).
Adultos: 1 gota da solução 2,5 a 10%, podendo ser repetida 3 vezes ao dia em pacientes para uso crônico.

5. ALERTAS
Precauções: Anestesia com agentes que sensibilizem o miocárdio aos simpatomiméticos, usuário de
lentes de contato, lacrimação reduzida, anestesia ocular, oftalmopatias, cirurgias oftálmicas recentes,
doença tireoideana, idoso, Diabetes mellitus, HAS, hipotensão ortostática idiopática, doença cardio-
vascular, asma brônquica, arteriosclerose cerebral.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco e a agentes adrenérgicos, predisposição ou ante-
cedentes de glaucoma de ângulo estreito.
Efeitos adversos: Taquicardia, hipertensão arterial, arritmia, cefaléia, lacrimejamento, oclusão de
ângulo em pacientes com glaucoma de ângulo estreito, retração palpebral, aumento transitório da
pressão do humor vítreo, miose de rebote (idoso), hiperemia conjuntival, midríase, sintomas neuroló-
gicos transitórios, conjuntivite, dermatite de contato, vertigem, transpiração excessiva, palidez, tre-
mor, pigmentação no humor vítreo 30 a 45 min após a administração (idoso). Vasodilatação, conges-
tão e rinite medicamentosa quando utilizado por períodos maiores que 3 a 5 dias.
Interações: Antidepressivos tricíclicos, maprotilina, IMAO, guanadrel e guanetidina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

78 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


FENITOÍNA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Fenitoína
DCB: Fenitoína
Apresentação: Injetável – ampolas 5mL – 50 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiepiléptico


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS E
Usos terapêuticos: Crises tônico-clônicas, Status epilepticus, nevralgia do trigêmeo, arritmia atrial e
ventricular induzida por digitálicos.
F
4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde 24 horas
Usos terapêuticos: Tratamento de crises convulsivas.
Dosagem:
Recém-nascidos:
Dose de ataque: 15 a 20 mg/kg/dose, IV, na velocidade de infusão ≤ 1 mg/kg/min.
Dose de manutenção: 4 a 8 mg/kg/dia, IV, de 12/12 h.
Crianças:
Dose de ataque: 20 mg/kg, IV.
Dose de manutenção: 10 mg/kg/dia, na velocidade de infusão de 1 mg/kg/min; dose máxima de 50 mg/min.
Adultos:
Dose de ataque: 300 a 600 mg, IV, de 12/12 h.
Dose de manutenção: 20 mg/kg/dia, em velocidade de infusão ≤ 50 mg/min nas primeiras 24 horas.
Ajuste de dose: Idosos (menor dose preconizada).

5. ALERTAS
Precauções: Injetar lentamente. Altamente instável em qualquer solução IV. Risco de precipitação
quando administrada em catéter central, cristaliza-se no músculo se administrada por via IM. Gravi-
dez; porfiria, uso de álcool, Diabetes mellitus, insuficiência hepática. Remoção rápida pode precipitar
Status epilepticus. Suspender o uso se ocorrer erupção cutânea.
Contra-indicações: Hipersensibilidade a hidantoínas, bradicardia sinusal, bloqueio sinoatrial, blo-
queio AV de 2° e 3° grau ou síndrome de Adam-Stokes.
Efeitos adversos: Encefalopatia, ataxia, confusão, letargia, nistagmo, discurso alterado, tremor das
mãos, irritabilidade, hiperplasia gengival, depressão miocárdica, agranulocitose, leucopenia, pancito-
penia, trombocitopenia, icterícia colestática, hepatotoxicidade, coreoatetose, periarterite nodosa, do-
ença de Peyronie, osteomalácia, desequilíbrio de vitamina D ou cálcio, infiltração pulmonar ou fibro-
se, nefrotoxicidade, reações cutâneas.
Interações: Bloqueadores neuromusculares, dopamina, lidocaína, bleomicina, carboplatina, vinblas-
tina, vincristina, metotrexato, carmustina, cisplatina, sucralfato, metilfenidato, fosfenitoína, nafimido-
na, piperina, donepezil, midazolam, saquinavir.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 - Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Cuidado ao executar atividades que exijam atenção.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 79


FENOBARBITAL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Fenobarbital
DCB: Fenobarbital Sódico

D
Apresentação: Injetável – ampolas 2 mL - 100 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiepiléptico

E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Status epilepticus; quadros convulsivos e encefalopatia-hipóxico-isquêmica neo-


natais; convulsões decorrentes de síndrome de abstinência alcoólica e narcótica.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem:
Convulsões:
Recém-nascidos:
Dose de ataque: 15 a 20 mg/kg, IV, diluído em solução fisiológica 0,9%, em infusão lenta, por mais de
10 a 15 minutos; repetir 10 mg/kg, IV, por mais duas vezes, se necessário.
Dose de manutenção: 2 a 5 mg/kg/dia, IV, de12/12 h; administrar após 12 horas da dose de ataque.
Dose máxima de 40 mg/kg.
Status epilepticus:
Crianças:
Dose de ataque: 15 a 20 mg/kg, IV, diluído em solução fisiológica 0,9%, em infusão lenta, por mais de
10 a 15 minutos.
Dose de manutenção: 3 a 5 mg/kg/dia, IV, de12/12 h; administrar após 12 horas da dose de ataque.
Dose máxima de 20 mg/kg.
Obs: A taxa de infusão IV para crianças é de 1a 2 mg/kg/min até um total de 20 mg/kg/dia.
Adultos: 200 a 300 mg, IV. Dose máxima de 100 mg/min.
Ajuste de dose: Insuficiência renal ou hepática, idosos, desnutridos e durante diálise.

5. ALERTAS
Precauções: Estados depressivos, insuficiência renal ou pulmonar, idosos, disfunção renal e hepática,
risco de adição.
Contra-indicações: Hipersensibilidade aos barbitúricos, porfiria, insuficiência hepática acentuada,
doenças respiratórias acompanhadas de dispnéia e obstrução.
Efeitos adversos: Hipotensão e choque, tromboflebite em altas doses, náusea, vômito, constipação,
depressão respiratória, apnéia, pneumotórax, enfisema intersticial em recém-nascidos, urticária, angi-
oedema, rash cutâneo morbiliforme, necrose epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson.
Interações: Anticoagulantes cumarínicos, anti-retrovirais, alprenolol, propranolol, capsaicina, carba-
mazepina, cloranfenicol, clorpromazina, clozapina, antiinflamatórios esteróides, ciclosporina, ciclo-
fosfamida, dexametilfenidato, digitoxina, doxiciclina, etosuximida, contraceptivos hormonais que con-
têm estrógenos, eucaliptol, Ginkgo biloba, griseofulvina, itraconazol, Piper methysticum (kava), lamo-
trigina, levometadil, metoxiflurano, metoprolol, nimodipino, fenindiona, quinidina, rifabutina, sevo-
flurano, sirolimus, tacrolimus, teofilina, tioridazina, valeriana (Valeriana officinalis), verapamil, warfa-
rina, zotepina, álcool, depressores do SNC, ácido valpróico.
Gravidez: Categoria D.
Lactação: Excretado no leite materno; uso inseguro; usar com cautela.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista B1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Cuidado ao executar atividades que exijam atenção. Não interromper abruptamente o uso.

80 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


FENOBARBITAL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Fenobarbital
DCB: Fenobarbital
Apresentação: Solução oral 40 mg/mL; Comprimidos 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiepiléptico


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS E
Usos terapêuticos: Sedativo para o controle da ansiedade, tensão e apreensão, hipnótico para trata-
mento da insônia a curto prazo, pré-anestésico, tratamento das crises convulsivas tônico-clônicas
F
generalizadas e corticais focais, estado de mal convulsivo.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Epilepsia


Usos terapêuticos: Tratamento das crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas e corticais focais,
estado de mal convulsivo.
Dosagem:
Recém-nascidos: 3 a 5 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h; iniciar 12 a 24 horas após a dose de ataque IV.
Crianças: 3 a 5 mg/kg/dia, VO, 1 vez ao dia.
Adultos: 100 a 200 mg/dia, VO, de 12/12 ou 24/24 h.

5. ALERTAS
Precauções: Depressão, doença hepática, risco de adição, insuficiência renal e pulmonar, idoso, evi-
tar retirada abrupta quando há uso prolongado. Aumentar a oferta de ácido fólico e suplementos com
vitamina D.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco e aos barbituratos, porfiria, disfunção hepática,
doença respiratória com dispnéia ou obstrução.
Efeitos adversos: Depressão do SNC, excitação, hiperatividade em crianças, alucinação, alteração
súbita do humor, comprometimento de memória e cognição, náusea, vômito, constipação, artralgia,
deficiência de folatos, hipocalcemia, reações de hipersensibilidade, síndrome de Stevens-Johnson.
Interações: Adrenocorticóides, glicocorticóides, mineralocorticóides, corticotropina, álcool, medica-
ções depressoras do SNC, anticoagulantes cumarínicos ou derivados de indandione, carbamazepina,
contraceptivos orais que contém estrógeno, divalproato de sódio, ácido valpróico.
Gravidez: Categoria D.
Lactação: Excretado no leite materno; uso inseguro; usar com cautela.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista B1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Cuidado ao executar atividades que exijam atenção.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 81


FENOTEROL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Fenoterol
DCB: Bromidrato de Fenoterol

D Apresentação: Gotas 5 mg/mL – 0,25 mg/gota

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiasmático


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Asma, bronquite, broncoespasmo, enfisema pulmonar e doença pulmonar obs-
trutiva crônica.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem:
Crianças: 0,1 mg/kg/dose (1gota/3 kg), diluído em 3 a 5 mL de solução fisiológica 0,9%, via inalató-
ria, 3 a 4 vezes ao dia. Dose máxima de 6 gotas por inalação.
Adolescentes e adultos: 0,5 a 2 mg (2 a 8 gotas), diluído em 5 mL de solução fisiológica 0,9%, via
inalatória, 3 a 4 vezes ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Diabetes mellitus, insuficiência hepática ou renal, uso concomitante com agentes simpa-
tomiméticos, gravidez a termo, feocromocitoma, glaucoma de ângulo estreito ou pressão intra-ocular
aumentada, HAS não controlada.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, aos componentes da fórmula ou a agentes simpa-
tomiméticos, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva, hipertireoidismo, coronariopatia, taquiarritmia.
Efeitos adversos: Angina pectoris, taquicardia, palpitação, cefaléia, fadiga, irritabilidade, agitação
psicomotora, boca seca, sudorese, tremores nas mãos, vertigem.
Interações: Hormônios tireoideanos, bloqueadores beta-adrenérgicos, anti-hipertensivos, anestésico
hidrocarbonado halogenado, estimulantes do SNC, levodopa, digitálicos, diuréticos, nitratos, IMAO e
outros simpatomiméticos, xantinas, ritodrina.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno; efeito desconhecido sobre o lactente.
Via de excreção principal: Renal.

82 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


FENOTEROL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Fenoterol
DCB: Bromidrato de Fenoterol
Apresentação: Aerossol – 100 mcg/unidade de dose – 100 a 200 doses

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiasmático


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS E
Usos terapêuticos: Asma, bronquite, broncoespasmo, enfisema pulmonar e doença pulmonar obs-
trutiva crônica.
F
4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Crescendo com Saúde
Dosagem: 1 a 2 inalações (100 ou 200 mcg), 3 a 4 vezes ao dia, se necessário. Não administrar com
intervalo inferior a 4 horas.

5. ALERTAS
Precauções: Diabetes mellitus, insuficiência hepática ou renal, uso concomitante de agentes simpato-
miméticos, gravidez a termo, feocromocitoma, glaucoma de ângulo estreito ou pressão intra-ocular
aumentada, HAS não controlada.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, aos componentes da fórmula ou a agentes simpa-
tomiméticos, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva, hipertireoidismo, coronariopatia, taquiarritmias.
Efeitos adversos: Angina pectoris, taquicardia, palpitação, cefaléia, fadiga, irritabilidade, agitação
psicomotora, boca seca, sudorese, tremores nas mãos, vertigem.
Interações: Hormônios tireoideanos, bloqueadores beta-adrenérgicos, anti-hipertensivos, anestésico
hidrocarbonado halogenado, estimulantes do SNC, levodopa, digitálicos, diuréticos, nitratos, IMAO e
outros simpatomiméticos, xantinas, ritodrina.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno, efeito desconhecido sobre o lactente.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 83


FLUCONAZOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Fluconazol
DCB: Fluconazol
Apresentação: Cápsulas 100 mg

D 2. CLASSE TERAPÊUTICA Antifúngico

E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da candidíase vaginal, orofaríngea, esofagiana ou sistêmica; trata-

F mento da meningite criptocócica. Profilaxia em pacientes que recebem quimioterapia e/ou radiotera-
pia, ou submetidos a transplante de medula óssea.
4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento das Infecções Oportunistas da AIDS
Usos terapêuticos: Tratamento de candidíase, criptococose, coccidioidomicose e histoplasmose em
portadores de HIV/AIDS.
Dosagem:
Crianças menores de 6 meses: Segurança e eficácia não estabelecidas.
Crianças maiores de 6 meses:
Candidíase:
Oral: 3 a 6 mg/kg/dia, VO, de 12/12 ou 24/24 h.
Esofagiana: 3 a 6 mg/kg/dia, VO, de 12/12 ou 24/24 h, durante 10 a 28 dias.
Perineal: 3 a 6 mg/kg/dia, VO, de 12/12 ou 24/24 h, durante 7 dias.
Criptococose: 3 a 6 mg/kg/dia, VO, 1 vez ao dia, durante 6 a 10 semanas. Manter com 3 a 6 mg/kg/dia,
VO, 1 vez ao dia, indefinidamente.
Adolescentes e adultos:
Candidíase:
Oral: 50 a 100 mg/dia, VO, durante 14 dias. Nos casos refratários, até 400 mg/dia, VO, até a resolução
do quadro. Tratar novamente se houver recidivas.
Esofagiana: 200 mg, VO, até a resolução do quadro. Tratar novamente se houver recidivas.
Vaginite: 150 mg/dia, VO, em dose única.
Criptococose (1ª escolha para a manutenção, 2ª escolha para o tratamento):
Não meníngea: 200 a 400 mg/dia, VO, até reconstituição imune.
Meningite: 400 a 800 mg/dia, VO, durante 8 a 12 semanas. Manter com 200 a 400 mg/dia, VO, até
reconstituição imune.
Coccidioidomicose:
Tratamento (2a escolha): 400 a 800 mg/dia, VO.
Manutenção (1a escolha): 400 mg/dia, VO.
Histoplasmose: 800 mg/dia, VO, até reconstituição imune.
Ajuste de dose: Insuficiência hepática e renal. Clearance de creatinina menor de 50 mL/min, fazer
50% da dose usual diária. Após hemodiálise, administrar uma dose usual do fármaco.

5. ALERTAS
Precauções: Descontinuar uso se houver sinais e sintomas de doença hepática e rash cutâneo progres-
sivo. Acloridria ou hipocloridria, alcoolismo ativo ou em remissão, insuficiência hepática, insuficiência
renal. Não se recomenda uso contínuo para prevenir recidivas pelo desenvolvimento de cepas resis-
tentes ao fármaco. Sensibilidade a outros antifúngicos imidazólicos e triazólicos.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, uso concomitante à terfenadina.
Efeitos adversos: Náusea, vômito, dor abdominal, diarréia, elevação das provas de função hepática,
hepatotoxicidade, hipocalemia, alteração na síntese de cortisol e testosterona, anafilaxia, dermatite
esfoliativa incluindo Síndrome de Stevens-Johnson, rash cutâneo, agranulocitose, trombocitopenia,
hipertermia em crianças.
Interações: Hipoglicemiantes orais, álcool, medicamentos hepatotóxicos, terfenadina, antiácidos,
anticolinérginos, antiespasmódicos, bloqueadores H2, omeprazol, sucralfato, astemizol, carbamazepi-
na, cisaprida, ciclosporina, didanosina, digoxina, indinavir, isoniazida, rifampicina, lovastatina, sinvas-
tatina, midazolam, triazolam, fenitoína, warfarina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação. Mães com HIV/AIDS não
devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

84 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


FLUORESCEÍNA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Fluoresceína
DCB: Fluoresceína Sódica
Apresentação: Solução oftálmica – frasco 3 mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Agente diagnóstico


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS E
Usos terapêuticos: Diagnóstico de planimetria e doenças vasculares da retina, adaptação a lentes de
contato, abrasão ocular por corpos estranhos, lesões herpéticas ou por lentes de contato, teste de
F
permeabilidade do canal lacrimal, determinação pós-operatória de ângulo esclerocorneal.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Visão Saudável


Dosagem: 2 a 3 gotas na conjuntiva do olho. Remover o excesso por lavagem com solução fisiológica
0,9% antes da observação diagnóstica.

5. ALERTAS
Precauções: Uso de lentes de contato gelatinosas, doenças pulmonares ou cardiovasculares e convul-
sões, antecedentes de reações de hipersensibilidade a medicamentos.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco e aos componentes da fórmula; crianças.
Efeitos adversos: Reações alérgicas.
Interações: Não relatado.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno, compatível com a amamentação. Não amamentar até 12 horas
após a administração do colírio.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 85


FUROSEMIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Furosemida
DCB: Furosemida

D Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL – 10 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Diurético anti-hipertensivo


E 3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS

F Usos terapêuticos: Edema generalizado, edema agudo de pulmão, insuficiência cardíaca congestiva,
oligúria.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem:
Recém-nascidos: 1 mg/kg/dose, IV ou IM, de 12/12 h ou 24/24 h. Aumentar a dose em 1 mg/kg, se
necessário. Dose máxima de 6 mg/kg/dose.
Crianças: Dose inicial de 1 a 2 mg/kg/dose, IV ou IM. Dose de manutenção de 0,5 a 2 mg/kg/dose, IV
ou IM, até 6 vezes ao dia. Dose máxima de 6 mg/kg/dose ou 600 mg/dia.
Adultos:
Edema: 20 a 40 mg, IM ou IV, em dose única. Repetir após 2 horas, se necessário.
Edema Agudo de Pulmão: 20 a 40 mg, IV, podendo administrar 80 mg, IV, 1 hora após a primeira
dose, se necessário.
Ajuste de dose: Insuficiência renal e hepática, idosos (monitorar potássio sérico).

5. ALERTAS
Precauções: Desequilíbrio hidroeletrolítico, hiperuricemia e gota, alterações na glicemia, doenças
hepáticas, hipersensibilidade às sulfonamidas, doenças renais progressivas, lupus eritematoso sistêmi-
co, ototoxicidade após injeção rápida. Evitar exposição da solução de furosemida à luz pelo risco de
descoloração (neste caso não deve ser utilizada). Não refrigerar para evitar cristalização e precipitação
(apesar da precipitação não interferir na estabilidade do fármaco).
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, anúria, coma hepático, hiponatremia e hipopo-
tassemia severas, hipovolemia (com ou sem hipertensão).
Efeitos adversos: Hipotensão ortostática, prejuízo da função de bombeamento de ventrículo es-
querdo, bradicardia, taquicardia supraventricular, parestesia, vertigem, cefaléia, pancreatite, fotos-
sensibilidade, dermatite esfoliativa, eritema multiforme, necrose tecidual, síndrome de Stevens-
Johnson, ototoxicidade.
Interações: Aminoglicosídeos, IECA, ácido acetilsalicílico, bepridil, cefepima, cefaloridina, colestira-
mina, ácido etacrínico, cetanserina, levometadil, curares.
Gravidez: Categoria C. Na doença hipertensiva específica da gestação é categoria D.
Lactação: Excretado no leite materno; utilizar com cautela.
Via de excreção principal: Renal.

86 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


FUROSEMIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Furosemida
DCB: Furosemida
Apresentação: Comprimidos 40 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Diurético anti-hipertensivo


D
3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS E
Usos terapêuticos: Tratamento de edema associado com ICC e doenças pulmonares, renais e hepáti-
cas, insuficiência renal. Monoterapia ou terapia associada da HAS. Pode ser efetivo em pacientes que
F
não respondem a diuréticos tiazídicos.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Atenção à Hipertensão Arterial Sistêmica


Usos terapêuticos: Monoterapia ou terapia associada da HAS.
Dosagem: 20 a 80 mg/dia,VO, de 12/12 h.
Ajuste de dose: Reduzir a dose de outros agentes anti-hipertensivos quando associar furosemida.
Insuficiência renal e hepática.

5. ALERTAS
Precauções: Desequilíbrio hidroeletrolítico, hiperuricemia e gota, alterações na glicemia, doenças hepá-
ticas, hipersensibilidade às sulfonamidas, doenças renais progressivas, lupus eritematoso sistêmico.
Contra-indicações: Hipersensibilidade à furosemida, anúria, hiponatremia e hipocalemia severas.
Efeitos adversos: Desequilíbrio hidroeletrolítico com risco de desidratação, hipovolemia e alcalose
metabólica, hipotensão arterial, trombocitopenia, leucopenia, anemia, cefaléia, vertigem, parestesia,
náusea, vômito, constipação, anorexia, hiperglicemia, aumento dos níveis de lipídios séricos, hiperu-
ricemia, fotossensibilidade, dermatite esfoliativa, eritema multiforme, necrose tecidual, síndrome de
Stevens-Johnson; ototoxicidade, icterícia colestática.
Interações: Diuréticos, anticoagulantes, anti-hipertensivos, bepridil, corticosteróides, digitálicos, ami-
noglicosídeos, cefalosporinas, AINEs, lítio, tubocurarina, succinilcolina, metformina, propranolol, su-
cralfato, colestiramina, colestipol.
Gravidez: Categoria C. Na doença hipertensiva específica da gestação é categoria D.
Lactação: Excretado no leite materno; utilizar com cautela.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 87


GLIBENCLAMIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Glibenclamida
DCB: Glibenclamida
Apresentação: Comprimidos 5 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Hipoglicemiante

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Adjuvante no tratamento de Diabetes mellitus tipo 2.

G 4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Atenção ao Diabetes mellitus


Dosagem: 2,5 a 5 mg/dia, VO, em dose única, com a primeira refeição do dia. A dose poderá ser

H ajustada até 15 mg/dia ou em casos excepcionais, até 20 mg/dia. Doses superiores a 10 mg/dia devem
ser divididas em 2 tomadas.

I Ajuste de dose: Insuficiência hepática e renal, idosos.

5. ALERTAS
Precauções: Hipoglicemia, falência secundária às sulfoniluréias, estresse (trauma, infecções, febre,
cirurgias podem necessitar associação de insulina).
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, Diabetes mellitus tipo 1, cetoacidose, insuficiên-
cia renal (clearance de creatinina < 50 mL/min).
Efeitos adversos: Hipoglicemia, sensação de plenitude gástrica, náusea, enurese noturna, urolitíase,
colestase, hepatite, urticária, eritema, prurido, dermatite esfoliativa, reações de hipersensibilidade,
reações tipo dissulfiram.
Interações: Acarbose, AINEs, betabloqueadores, clofibrato, cimetidina, fluoroquinolonas, gemfibro-
zil, ginseng, eucalipto, Psyllium, itraconazol, miconazol, sulfonamidas, IECA, Hypericum perforatum,
ciclosporina, bosentan, warfarina, tiazidas, rifabutina, rifampicina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal e biliar.

88 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


GLICOSE 50%
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Glicose 50%
DCB: Glicose
Apresentação: Injetável – ampolas 10 mL – 500 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Repositor eletrolítico; agente calórico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da hipoglicemia causada por diferentes situações clínicas.
Dosagem:
Crianças: Preparar uma solução a 10% (diluir em 1:4) e administrar 2 a 5 ml/kg/dose (200 a 500 mg/
kg/dose), IV. Em concentrações > 12,5% infundir somente em veia central.
G
Adultos: 20 a 50 mL, IV lento (3 mL/min). Não ultrapassar 800 mg/kg/hora. Para gotejamento contí-
nuo, 1.500 a 3.000 mg/kg/dia, IV.
H
4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde I
5. ALERTAS
Precauções: Uso exclusivo por via intravenosa, Diabetes mellitus, tolerância diminuída à glicose,
hiperglicemia, síndrome hiperosmolar, intoxicação alcoólica (pode precipitar encefalopatia de Werni-
cke se administrada antes da tiamina).
Contra-indicações: Alergia ao milho, anúria, hemorragia intracraniana e intraespinhal, Delirium tre-
mens (quando acompanhado de desidratação), coma diabético e hiperglicemia, síndrome de má
absorção de glicose e galactose.
Efeitos adversos: Hiperglicemia, desequilíbrio hidroeletrolítico, desidratação induzida por hipergli-
cemia, dor, flebite e esclerose do vaso, hiperosmolaridade, síndrome hiperosmolar e insuficiência
cardíaca congestiva, anafilaxia.
Interações: Quando administrado com sangue no mesmo kit de infusão, causa hemólise.
Gravidez: Categoria C.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 89


HALOPERIDOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Haloperidol
DCB: Haloperidol
Apresentação: Solução oral 2 mg/mL; Comprimidos 1 e 5 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antipsicótico do grupo das butirofenonas

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Crises de esquizofrenia e prevenção de recaídas, depressão psicótica, doença de
Huntington, doença de Gilles de la Tourette, psicose atípica, psicose na infância, psicose induzida por
substância, psicose reativa breve, quadros demenciais com agitação, síndrome cerebral orgânica agu-

G da (Delirium), transtorno bipolar (episódios de mania e nos transtornos resistentes), transtorno esqui-
zoafetivo, transtorno delirante, transtorno de personalidade com impulsividade e/ou agitação.

H 4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Usos terapêuticos: Tratamento das psicoses, transtorno bipolar e transtorno de personalidade, sedação.
I Dosagem:
Crianças:
< de 3 anos: Uso não recomendado.
de 3 a 12 anos:
Quadros não psicóticos: 0,05 a 0,075 mg/kg/dia,VO, de 8/8 ou 12/12 h.
Quadros psicóticos: 0,15 mg/kg/dia, VO, de 8/8 ou 12/12 h.
Adolescentes: 0,5 a 5 mg, VO, de 8/8 ou 12/12 h.
Adultos:
Crise: 10 a 15 mg/dia, VO.
Manutenção 5 a 10 mg/dia, VO.
Ajuste de dose:
Idosos e pessoas debilitadas: Dose inicial de 1 a 6 mg/dia, VO, de 8/8 ou 12/12 h.
5. ALERTAS
Precauções: A concentração plasmática estabiliza-se após 5 dias de tratamento. Uso concomitante de
anticoagulantes e depressores do SNC como opióides, anestésicos e etanol; história de alergia; mania;
antecedentes de convulsão; síndrome neuroléptica maligna; tireotoxicose; distúrbios cardiovasculares
severos (angina); retenção urinária; neoplasia de mama; glaucoma; insuficiência pulmonar; síndrome de
Sjögren; uso de lentes de contato. Crianças com alteração de consciência, transtornos convulsivos, apla-
sia ou hipoplasia de medula óssea e lesões subcorticais (maior risco de síndrome neuroléptica maligna).
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, doença de Parkinson, estado comatoso e depres-
são severa do SNC.
Efeitos adversos: Leucopenia, hipertensão, batimento prematuro ventricular, demência, confusão, dé-
ficit de memória, desorientação, sintomas extrapiramidais, rigidez muscular, tremores, afonia, disfagia,
distonia, acatisia, discinesia tardia, convulsão, psicose, alterações do eletroencefalograma, hipoglicemia,
hiperprolactinemia, ginecomastia, secreção inadequada de ADH, síndrome neuroléptica maligna, hiper-
termia, anorexia, dispepsia, náusea, vômito, constipação, diarréia, hepatotoxicidade, dermatite sebor-
réica, fototoxicidade, rabdomiólise, Miastenia gravis, dependência física com síndrome de abstinência.
Interações: Anticoagulantes, opióides, anestésicos, etanol e outros depressores do SNC, epinefrina,
anticolinérgicos, levodopa, pergolida, lítio, antidepressivos tricíclicos, IMAO, glibenclamida, quinidi-
na, zotepina, moclobemida, metildopa, hidralazina, minoxidil.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; uso controverso na amamentação; efeitos desconhecidos sobre
o lactente.
Via de excreção principal: Renal.
6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar com alimento ou leite para reduzir a irritação gastrintestinal. Administrar à noite para evitar
acidentes. Cuidado ao executar atividades que exijam atenção. Não interromper o uso abruptamente.

90 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


HALOPERIDOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Haloperidol
DCB: Haloperidol
Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL - 5 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antipsicótico do grupo das butirofenonas

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Crises de esquizofrenia, depressão psicótica, doença de Huntington, doença de
Gilles de la Tourette, psicose atípica, psicose na infância, psicose induzida por substância, psicose
reativa breve, quadros demenciais com agitação, síndrome cerebral orgânica aguda (Delirium), trans-
torno bipolar (episódios de mania e nos transtornos resistentes), transtorno esquizoafetivo, transtorno G
H
delirante, transtorno de personalidade com impulsividade e/ou agitação.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Usos terapêuticos: Tratamento das emergências necessitando neuroleptização rápida em psicoses,
transtorno bipolar e transtorno de personalidade; sedação.
I
Dosagem:
Crianças: Segurança e efetividade não estabelecidos. Em crianças de 6 a 12 anos a dose usual é de 1
a 3 mg/dose, IM, de 4/4 a 8/8 h. Dose máxima diária de 0,15 mg/kg.
Adolescentes e adultos: 5 mg, IM, a cada 30 minutos, até a melhora do quadro. Dose máxima de 30 mg.
Ajuste de dose: Idosos e pessoas debilitadas.

5. ALERTAS
Precauções: A concentração plasmática estabiliza-se após 5 dias de tratamento. Atividades que exi-
jam atenção. Uso concomitante de anticoagulantes e depressores do SNC como opióides, anestésicos
e etanol; história de alergia; mania; antecedentes de convulsão; síndrome neuroléptica maligna; tire-
otoxicose; distúrbios cardiovasculares severos (angina); retenção urinária; neoplasia de mama; glauco-
ma; insuficiência pulmonar; síndrome de Sjögren; uso de lentes de contato. Crianças com alteração de
consciência, transtornos convulsivos, aplasia ou hipoplasia de medula óssea e lesões subcorticais (mai-
or risco de síndrome neuroléptica maligna).
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, doença de Parkinson, estado comatoso e depres-
são severa do SNC.
Efeitos adversos: Leucopenia, hipertensão, batimento prematuro ventricular, demência, confusão, dé-
ficit de memória, desorientação, efeitos extrapiramidais, rigidez muscular, tremores, afonia, disfagia,
distonia, acatisia, discinesia tardia, convulsão, psicose, alterações do eletroencefalograma, hipoglicemia,
hiperprolactinemia, ginecomastia, secreção inadequada de ADH, síndrome neuroléptica maligna, hiper-
termia, anorexia, dispepsia, náusea, vômito, constipação, diarréia, hepatotoxicidade, dermatite sebor-
réica, fototoxicidade, rabdomiólise, Miastenia gravis, dependência física com síndrome de abstinência.
Interações: Anticoagulantes, opióides, anestésicos, etanol e outros depressores do SNC, epinefrina,
anticolinérgicos, levodopa, pergolida, lítio, antidepressivos tricíclicos, IMAO, glibenclamida, quinidi-
na, zotepina, moclobemida, metildopa, hidralazina, minoxidil.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; uso controverso na amamentação; efeitos desconhecidos sobre
o lactente.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1– Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Cuidado ao executar atividades que exijam atenção.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 91


HALOPERIDOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Haloperidol Decanoato
DCB: Decanoato de Haloperidol
Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL – 50 mg/mL de Haloperidol base, equivalente a 70,52 mg
de Decanoato de Haloperidol

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antipsicótico do grupo das butirofenonas

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Crises de esquizofrenia, depressão psicótica, doença de Huntington, doença de

G
Gilles de la Tourette, psicose atípica, psicose na infância, psicose induzida por substância, psicose
reativa breve, quadros demenciais com agitação, síndrome cerebral orgânica aguda (delirium), trans-
torno bipolar (episódios de mania e nos transtornos resistentes), transtorno esquizoafetivo, transtorno
H delirante, transtorno de personalidade com impulsividade e/ou agitação.

I 4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Usos terapêuticos: Tratamento de pacientes resistentes ao tratamento de psicoses, transtorno bipolar
e transtorno de personalidade.
Dosagem:
Crianças: Segurança e efetividade não estabelecidas.
Adolescentes e adultos: 50 mg, IM, a cada 20 a 30 dias. Dose máxima de 450 mg/mês nos dois
primeiros meses. Dose de manutenção varia entre 25 a 260 mg/mês.
Ajuste de dose: Idosos e pessoas debilitadas.

5. ALERTAS
Precauções: A concentração plasmática estabiliza-se após 5 dias de tratamento. Atividades que exi-
jam atenção. Uso concomitante de anticoagulantes e depressores do SNC como opióides, anestésicos
e etanol; história de alergia; mania; antecedentes de convulsão; síndrome neuroléptica maligna; tire-
otoxicose; distúrbios cardiovasculares severos (angina); retenção urinária; neoplasia de mama; glauco-
ma; insuficiência pulmonar; síndrome de Sjögren; uso de lentes de contato. Crianças com alteração de
consciência, transtornos convulsivos, aplasia ou hipoplasia de medula óssea e lesões subcorticais (mai-
or risco de síndrome neuroléptica maligna).
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, doença de Parkinson, estado comatoso e depres-
são severa do SNC.
Efeitos adversos: Leucopenia, hipertensão, batimento prematuro ventricular, demência, confusão, dé-
ficit de memória, desorientação, efeitos extrapiramidais, rigidez muscular, tremores, afonia, disfagia,
distonia, acatisia, discinesia tardia, convulsão, psicose, alterações do eletroencefalograma, hipoglicemia,
hiperprolactinemia, ginecomastia, secreção inadequada de ADH, síndrome neuroléptica maligna, hiper-
termia, anorexia, dispepsia, náusea, vômito, constipação, diarréia, hepatotoxicidade, dermatite sebor-
réica, fototoxicidade, rabdomiólise, Miastenia gravis, dependência física com síndrome de abstinência.
Interações: Anticoagulantes, opióides, anestésicos, etanol e outros depressores do SNC, epinefrina,
anticolinérgicos, levodopa, pergolida, lítio, antidepressivos tricíclicos, IMAO, glibenclamida, quinidi-
na, zotepina, moclobemida, metildopa, hidralazina, minoxidil.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; uso controverso na amamentação; efeitos desconhecidos sobre
o lactente.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Cuidado ao executar atividades que exijam atenção.

92 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


HANSENÍASE MB
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Rifampicina, Clofazimina, Dapsona
DCB: Rifampicina, Clofazimina, Dapsona
Apresentação: Cartela Multibacilar Adulto: 2 cápsulas de Rifampicina 300 mg; 3 cápsulas de Clofazimina 100 mg; 27
comprimidos de Clofazimina 50 mg e 28 comprimidos de Dapsona 100 mg. Cartela Multibacilar Infantil: 1 cápsula de
Rifampicina 150 mg; 1 cápsula de Rifampicina 300 mg; 16 comprimidos de Clofazimina 50 mg e 28 comprimidos de
Dapsona 50 mg.

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano; antimicobacteriano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Hanseníase

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Hanseníase G


H
Dosagem:
Crianças:
De 0 a 5 anos:
Dose mensal supervisionada: Rifampicina: 150 a 300 mg, VO; Clofazimina 100 mg, VO e Dapsona: 25 mg, VO.
Dose semanal auto-administrada: Clofazimina 50 mg, VO, 2 vezes por semana. I
Dose diária auto-administrada: Dapsona 25 mg, VO.
De 6 a 14 anos:
Dose mensal supervisionada: Rifampicina: 300 a 450 mg, VO; Clofazimina 150 a 200 mg, VO e Dapsona: 50 a 100 mg, VO.
Dose semanal auto-administrada: Clofazimina 50 mg, VO, 3 vezes por semana.
Dose diária auto-administrada: Dapsona 50 a 100 mg, VO.
Adultos:
Dose mensal supervisionada: Rifampicina: 600 mg, VO; Clofazimina 300 mg, VO e Dapsona: 100 mg, VO.
Dose diária auto-administrada: Dapsona 100 mg, VO, e Clofazimina 50 mg, VO.
Obs.: O período de tratamento para a forma multibacilar é de12 meses.
Ajuste de dose: Rifampicina: Disfunção hepática. Dapsona: Insuficiência renal; altas taxas de acetilação.

5. ALERTAS
Precauções: Rifampicina: Disfunção hepática, hiperbilirrubinemia; indutor enzimático; o uso no tratamento de meningi-
tes como agente isolado leva à rápida resistência bacteriana; monitorar função hepática. Clofazimina: Gravidez, amamen-
tação, insuficiência hepática. A clofazimina deve ser diminuída ou descontinuada caso ocorram sintomas gastrintestinais
como dor ou queimação abdominal, náusea, vômito ou diarréia. Dapsona: Anemia, deficiência de G6PD, porfiria.
Contra-indicações: Rifampicina: Hipersensibilidade ao fármaco. Clofazimina: Hipersensibilidade ao fármaco. Dapsona:
Hipersensibilidade ao fármaco e às sulfonas.
Efeitos adversos: Rifampicina: Hepatite, trombocitopenia, anemia hemolítica, leucopenia, eosinofilia, agranulocitose, cefaléia,
tontura, parestesia, diarréia, náusea, epigastralgia, dor abdominal, colite pseudomembranosa, insuficiência renal aguda, reações
cutâneas, modificação da cor do suor e da urina (cor de laranja), febre, vasculite, nefrite intersticial. Clofazimina: ressecamento
da pele, alteração na coloração da pele e suor, diminuição da peristalse, dor abdominal. Dapsona: Hemólise e metahemoglobi-
nemia, dermatite esfoliativa, fotodermatite, necrólise epidérmica tópica e síndrome de Stevens-Johnson, náusea, vômito, dor
abdominal, anorexia; hepatite, agranulocitose, síndrome dapsona-mononucleose, febre, icterícia, eosinofilia; cefaléia, nervosis-
mo, insônia, alucinação, visão borrada, parestesia, neuropatia periférica reversível, psicose; hematúria.
Interações: Rifampicina: Álcool, anticoagulantes cumarínicos, anticoncepcional oral, estrógenos, antifúngicos azólicos,
hipoglicemiantes orais, barbiturato, betabloqueador, ciclosporina, clofibrato, cloranfenicol, corticosteróide, dapsona,
digitálicos, disopiramida, mexiletina, propafenona, quinidina, tocainida, aminofilina, oxifilina, teofilina, medicamentos
hepatotóxicos, anti-retrovirais inibidores de protease, isoniazida, metadona, verapamil oral. Clofazimina: nenhuma de
alta significância clínica. Dapsona: Amprenavir, delavirdina, didanosina, probenecida, rifabutina, rifampina, saquinavir,
trimetoprima-sulfametoxazol, zidovudina.
Gravidez: Rifampicina, clofazimina e dapsona,: Categoria C.
Lactação: Rifampicina: Excretado no leite materno, compatível com a amamentação. Clofazimina: Excretada no leite
materno, produzindo uma coloração avermelhada. Não deve ser utilizada por mulheres que estejam amamentando.
Dapsona: Inseguro, é excretado no leite materno.
Via de excreção principal: Rifampicina e Clofazimina: Fezes. Dapsona: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Rifampicina: Administrar 1 hora antes ou 2 horas após as refeições. Altera a cor da urina e do suor. Clofazimina: Ingerir
com leite ou com alimentos. Evitar exposição prolongada ao sol. Usar roupas e chapéu para proteger a pele. Pode
ocorrer alteração do paladar e da saliva. Dapsona: Administrar com alimento para reduzir irritação gástrica.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 93


HANSENÍASE PB
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Rifampicina, Dapsona
DCB: Rifampicina, Dapsona
Apresentação: Cartela Paucibacilar Adulto: 2 cápsulas de Rifampicina 300 mg; 28 comprimidos de
Dapsona 100 mg. Cartela Paucibacilar Infantil: 1 cápsula de Rifampicina 150 mg; 1 cápsula de Rifam-
picina 300 mg; 28 comprimidos de Dapsona 50 mg.

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano; antimicobacteriano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Hanseníase

G 4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Hanseníase

H Dosagem:
Crianças:

I
De 0 a 5 anos:
Dose mensal supervisionada: Rifampicina: 150 a 300 mg, VO.
Dose diária auto-administrada: Dapsona 25 mg, VO.
De 6 a 14 anos:
Dose mensal supervisionada: Rifampicina: 300 a 450 mg, VO.
Dose diária auto-administrada: Dapsona 50 a 100 mg, VO.
Adultos:
Dose mensal supervisionada: Dapsona: 100 mg, VO; Rifampicina: 600 mg, VO.
Dose diária auto-administrada: Dapsona 100 mg, VO.
Obs.: O período de tratamento para a forma paucibacilar é de 6 meses.
Ajuste de dose: Rifampicina: Disfunção hepática. Dapsona: Insuficiência renal; altas taxas de acetilação.

5. ALERTAS
Precauções: Rifampicina: Disfunção hepática, hiperbilirrubinemia; indutor enzimático; o uso no tra-
tamento de meningites como agente isolado leva à rápida resistência bacteriana; monitorar função
hepática. Dapsona: Anemia, deficiência de G6PD, porfiria.
Contra-indicações: Rifampicina: Hipersensibilidade ao fármaco. Dapsona: Hipersensibilidade ao fár-
maco e às sulfonas.
Efeitos adversos: Rifampicina: Hepatite, trombocitopenia, anemia hemolítica, leucopenia, eosinofilia, agra-
nulocitose, cefaléia, tontura, parestesia, diarréia, náusea, epigastralgia, dor abdominal, colite pseudomem-
branosa, insuficiência renal aguda, reações cutâneas, modificação da cor do suor e da urina (cor de laranja),
febre, vasculite, nefrite intersticial. Dapsona: Hemólise e metahemoglobinemia, dermatite esfoliativa, fotoder-
matite, necrólise epidérmica tópica e síndrome de Stevens-Johnson, náusea, vômito, dor abdominal, anore-
xia; hepatite, agranulocitose, síndrome dapsona-mononucleose, febre, icterícia, eosinofilia; cefaléia, nervosis-
mo, insônia, alucinação, visão borrada, parestesia, neuropatia periférica reversível, psicose; hematúria.
Interações: Rifampicina: Álcool, anticoagulantes cumarínicos, anticoncepcional oral, estrógenos, an-
tifúngicos azólicos, hipoglicemiantes orais, barbiturato, betabloqueador, ciclosporina, clofibrato, clo-
ranfenicol, corticosteróide, dapsona, digitálicos, disopiramida, mexiletina, propafenona, quinidina,
tocainida, aminofilina, oxifilina, teofilina, medicamentos hepatotóxicos, anti-retrovirais inibidores de
protease, isoniazida, metadona, verapamil oral. Dapsona: Amprenavir, delavirdina, didanosina, pro-
benecida, rifabutina, rifampina, saquinavir, trimetoprima-sulfametoxazol, zidovudina
Gravidez:, Rifampicina e dapsona: Categoria C.
Lactação: Rifampicina: Excretado no leite materno, compatível com a amamentação. Dapsona: Inse-
guro, é excretado no leite materno.
Via de excreção principal: Rifampicina: Fezes. Dapsona: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Rifampicina: Administrar 1 hora antes ou 2 horas após as refeições. Altera a cor da urina e do suor.
Dapsona: Administrar com alimento para reduzir irritação gástrica.

94 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


HIDROCLOROTIAZIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Hidroclorotiazida
DCB: Hidroclorotiazida
Apresentação: Comprimidos 25 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Diurético anti-hipertensivo

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Edema associado à cardiopatia, hepatopatia ou doença renal; tratamento da
HAS; Diabetes insipidus nefrogênico.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Atenção à Hipertensão Arterial Sistêmica G


Usos terapêuticos: Adjuvante no tratamento da hipertensão arterial sistêmica como monoterapia ou
associado a outros anti-hipertensivos.
H
Dosagem: 12,5 a 25 mg, VO, 1 vez ao dia. Dose máxima diária de 50 mg.
Ajuste de dose: Idosos.
I
5. ALERTAS
Precauções: Hepatopatias, nefropatias, associação com corticosteróides, digitálicos e lítio, hiperurice-
mia, Diabetes mellitus, lupus eritematoso sistêmico, histórico de alergias e asma.
Contra-indicações: Hipersensibiidade às sulfonamidas, anúria.
Efeitos adversos: Desequilíbrio hidroeletrolítico, hipotensão, alcalose metabólica, hipercalcemia,
anorexia, náusea, vômito, cólicas, cefaléia, tontura, astenia, redução da tolerância à glicose e precipi-
tação de Diabetes mellitus, hiperglicemia, fotossensibilidade, erupções cutâneas, discrasias sangüíneas
como trombocitopenia e anemia hemolítica, redução da libido, impotência, pancreatite, hepatopatia,
insuficiência renal, edema pulmonar.
Interações: Anticoagulantes cumarínicos, uricosúricos, insulina, sulfoniluréias, anfotericina B, corti-
costeróides, AINEs, seqüestradores de ácidos biliares, metenaminas, anestésicos, diazóxido, glicosíde-
os cardíacos, lítio, diuréticos de alça, anti-hipertensivos, vitamina D, quinidina (risco de taquicardia
ventricular polimórfica grave).
Gravidez: Categoria C, na doença hipertensiva da gestação é categoria D.
Lactação: Excretado no leite; compatível com a amamentação; pode suprimir a lactação.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar longe das refeições, preferencialmente pela manhã.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 95


HIDROCORTISONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Hidrocortisona
DCB: Hidrocortisona
Apresentação: Injetável – frasco-ampolas – 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Glicocorticóide

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Processos inflamatórios e alergo-inflamatórios em geral, insuficiência adrenocor-
tical aguda (IAA), choque que não responde à terapia habitual se há suspeita de IAA, trauma severo,

G anafilaxia, hipoglicemia do recém-nascido, adjuvante no broncoespasmo.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


H Usos terapêuticos: Processos inflamatórios e alergo-inflamatórios em geral, choque que não respon-

I
de à terapia habitual se há suspeita de IAA, trauma severo, anafilaxia, hipoglicemia do recém-nascido,
adjuvante no broncoespasmo.
Dosagem:
Recém-nascidos:
Hipoglicemia: 10 mg/kg/dia, IM ou IV, de 12/12 h.
Crianças:
Dose usual: 1 a 5 mg/kg/dia, IM ou IV, em 2 a 4 doses.
Insuficiência adrenal aguda: Dose inicial de 1 a 2 mg/kg/dia, IV, em bolus, seguida de 25 a 150 mg/
dia, IV, de 6/6 ou 8/8 h.
Adultos:
Dose usual: 100 a 500 mg/dia, IM ou IV, de 2/2, 4/4 ou 6/6 h, de acordo com a resposta clínica e a
gravidade da situação a ser tratada. Manter altas doses até no máximo 72 horas.
Casos graves: 25 a 50 mg/kg, IV, em dose única ou fracionada.
Ajuste de dose: Insuficiência hepática.

5. ALERTAS
Precauções: Associar antiácidos profilaticamente. Infecções virais, tuberculose, estados psicóticos e
depressivos, doenças do cólon, úlcera péptica ativa ou latente, insuficiência renal, hipertensão arterial,
osteoporose, Miastenia gravis, estados hiperglicêmicos. Pode mascarar sintomas de infecções ou dimi-
nuir a imunidade, malária cerebral, amebíase latente, vacinações (em especial caxumba, pelo risco de
inativação da vacina), infestação por estrongilóide, tuberculose, infarto recente do miocárdio, hipoti-
reoidismo, cirrose hepática, afecções gastrintestinais. Na exposição à varicela e sarampo está indicada
a profilaxia com imunoglobulinas.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco e a qualquer componente do produto, no pós-
operatório imediato ou precoce de ileocolostomia, infecções fúngicas sistêmicas.
Efeitos adversos: Leucopenia, contração ventricular prematura, bradicardia em crianças, hipertensão
arterial, supressão adrenal, hiperglicemia, cetoacidose, coma hiperosmolar, hipopotassemia, porfiria,
perfuração de úlcera gástrica e duodenal, soluço, prurido vulvar, elevação de pressão intra-ocular,
glaucoma, predisposição à pneumonia por P. jiroveci, acne, dermatite, equimose, eritema, hirsutismo,
exantema pustuloso, catabolismo muscular em crianças, reações de hipersensibilidade, superinfecção.
Espasmo coronariano, surto psicótico, pancreatite, candidíase gastrintestinal.
Interações: Bloqueadores neuromusculares, diuréticos tiazídicos, rifampicina, fenitoína, vacinas com
vírus vivo atenuado e vacinas com bactérias, fluoroquinolonas.
Gravidez: Categoria C, risco D no primeiro trimestre.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

96 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Hidróxido de Alumínio
DCB: Hidróxido de Alumínio
Apresentação: Suspensão Oral 6,2% - 62 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiácido

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Hiperacidez gástrica, gastrite, duodenite, esofagite, úlcera péptica, hérnia de
hiato, prevenção de úlcera de stress, síndrome de Mallory–Weiss, síndrome de Zollinger-Ellison,
mastocitose sistêmica, adenoma múltiplo endócrino, hiperfosfatemia, prevenção de cálculos uriná-
rios de fosfato.
G
Dosagem:
Recém-nascidos: 1 ml/kg/dose, VO, de 4/4 h.
H
Crianças: 5 a 15 mL, VO, de 4/4 h ou 6/6 h.
Adolescentes e adultos: 10 a 20 mL, VO, de 6/6 h ou 4/4 h. Nos quadros hipersecretórios, dobrar
I
a dose.
Ajuste de dose: Insuficiência renal.

4. ALERTAS
Precauções: Avaliar risco/benefício em idosos, constipação, diarréia crônica, doença de Alzheimer,
insuficiência renal, hemorróidas, obstrução gástrica, hipofosfatemia, obstrução intestinal. Pode mas-
carar sangramento gastrintestinal. Reduz a biodisponibilidade de vários fármacos. Dieta rica em cálcio
pode acarretar altas concentrações de cálcio e alcalose, uremia e calcinose.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Constipação, obstrução intestinal, hipofosfatemia, alcalose, osteomalácia, ina-
petência.
Interações: Anfetaminas, quinidinas, anticolinérgicos, cloreto de amônia, ácido ascórbico, metionina
racêmica), citratos, fluoroquinolonas, mecamilamina, ácido fólico, antagonistas dos receptores H2,
preparações contendo ferro, isoniazida, cetoconazol, penicilamina, fenotiazinas, fenitoína, salicilatos,
fluoreto de sódio, sucralfato, tetraciclinas orais, fosfatos orais, quenodiol, digitálicos.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Evitar consumir dieta rica em cálcio concomitantemente. Administrar 1 a 3 horas após as refeições e
antes de deitar.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 97


HIOSCINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Brometo de N-butilescopolamina
DCB: Butilbrometo de Escopolamina
Apresentação: Comprimidos 10 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anticolinérgico; antiespasmódico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Cólicas em geral.
Dosagem:

G Crianças maiores de 7 anos e adultos: 10 a 20 mg, VO, de 6/6 a 8/8 h, de acordo com a necessida-
de e a tolerância.
H Ajuste de dose: Idosos.

I 4. ALERTAS
Precauções: Idoso, criança, ICC, doença coronariana, hipertireoidismo, hipertensão arterial, neuro-
patia periférica, xerostomia, refluxo gastroesofágico, febre, atonia intestinal, ileostomia e colostomia,
hepatopatias e nefropatias; pode causar bloqueio neuromuscular.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, estenose mecânica do trato urinário ou gastrin-
testinal, íleo paralítico, glaucoma de ângulo estreito, taquiarritmia cardíaca, Miastenia gravis, hiper-
trofia prostática, atonia intestinal, colite ulcerativa, megacólon tóxico.
Efeitos adversos: Constipação, boca seca, sonolência, visão borrada, congestão nasal, desconforto
abdominal, dificuldade para deglutir, diminuição da transpiração, bradicardia, cefaléia, febre, agita-
ção psicomotora, irritabilidade, náusea, vômito, palpitação, supressão da lactação, hipotensão postu-
ral, sedação, fotofobia, tontura, reações dermatológicas de hipersensibilidade, dificuldade miccional.
Interações: Antidepressivos tricíclicos, anti-histamínicos, antiácidos, procainamida, anticolinérgicos.
Gravidez: Categoria C, associado a malformações no primeiro trimestre.
Lactação: Segurança não estabelecida, compatível com a amamentação. Pode inibir a lactação.
Via de excreção principal: Fecal.

5. ORENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar 30 minutos antes das refeições e não mastigar os comprimidos. Cuidado ao executar
atividades que exijam atenção.

98 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


HIOSCINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Brometo de N-butilescopolamina
DCB: Butilbrometo de Escopolamina
Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL - 20 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anticolinérgico; antiespasmódico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Cólicas em geral.

4. FARMÁCIA CURITIBANA
Dosagem:
Uso Interno na Unidade de Saúde
G
Crianças: 0,5 mg/kg/dose, IM ou IV, de 6/6 ou 8/8h. Dose máxima de 10 mg.
Adultos: 20 mg, IM ou IV, de 6/6 ou 8/8 h, de acordo com a necessidade e a tolerância. Dose máxima
H
diária de 100 mg.
Ajuste de dose: Idosos.
I
5. ALERTAS
Precauções: Idoso, criança, ICC, doença coronariana, hipertireoidismo, hipertensão arterial, neuro-
patia periférica, xerostomia, refluxo gastroesofágico, febre, atonia intestinal, ileostomia e colostomia,
hepatopatias e nefropatias; pode causar bloqueio neuromuscular.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, estenose mecânica do trato urinário ou gastrin-
testinal, íleo paralítico, glaucoma de ângulo estreito, taquiarritmia cardíaca, Miastenia gravis, hiper-
trofia prostática, atonia intestinal, colite ulcerativa, megacólon tóxico.
Efeitos adversos: Constipação, boca seca, congestão nasal, desconforto abdominal, dificuldade para
deglutir, diminuição da transpiração, bradicardia, cefaléia, febre, agitação psicomotora, irritabilidade,
náusea, vômito, palpitação, supressão da lactação, hipotensão postural, sonolência, sedação, ciclople-
gia, fotofobia, tontura, reações dermatológicas de hipersensibilidade, dificuldade miccional.
Interações: Antidepressivos tricíclicos, anti-histamínicos, antiácidos, procainamida, anticolinérgicos.
Gravidez: Categoria C, associado a malformações no primeiro trimestre.
Lactação: Segurança não estabelecida; compatível com a amamentação. Pode inibir a lactação.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 99


HIOSCINA + DIPIRONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Brometo de N-butilescopolamina + Dipirona
DCB: Butilbrometo de Escopolamina + Dipirona Sódica
Apresentação: Injetável – ampolas 5 mL - 4 mg de Hioscina + 500 mg de Dipirona/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anticolinérgico; antiespasmódico; analgésico; antitérmico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Cólicas em geral.

G 4. FARMÁCIA CURITIBANA
Dosagem:
Uso Interno na Unidade de Saúde

H Adultos: 5 mL (1 ampola), IV, em administração lenta (acima de 5 minutos), com o paciente deitado.
Ajuste de dose: Idosos, insuficiência renal aguda.

I 5. ALERTAS
Precauções: Idoso, criança, ICC, doença coronariana, hipertireoidismo, hipertensão arterial, neuro-
patia periférica, refluxo gastroesofágico, atonia intestinal, ileostomia e colostomia, hepatopatia, nefro-
patia, história prévia de ulceração, sangramento e perfuração de trato gastrintestinal, porfiria, defici-
ência de G6PD; pode causar bloqueio neuromuscular.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, estenose mecânica do trato urinário ou gastrin-
testinal, íleo paralítico, glaucoma de ângulo estreito, taquiarritmia cardíaca, Miastenia gravis, hiper-
trofia prostática, atonia intestinal, colite ulcerativa, megacólon tóxico, discrasias sangüíneas, supressão
de medula óssea; rinite, urticária, asma e reações alérgicas aos AINEs.
Efeitos adversos: Sonolência, secura de mucosas, desconforto abdominal, taquicardia, palpitação,
hipotensão postural, cefaléia, agitação psicomotora, cicloplegia, midríase, constipação, confusão mental,
anemia hemolítica, anemia aplástica, agranulocitose, cansaço, náusea, vômito, irritação gástrica, bron-
coespasmo, rash cutâneo, urticária, necrose epidérmica tóxica, diaforese e anafilaxia.
Interações: Antidepressivos tricíclicos, anti-histamínicos, antiácidos, procainamida, anticolinérgicos,
anticoagulantes cumarínicos, ciclosporina, heparinas de baixo peso molecular, sulfoniluréias, cetorola-
co, quinolonas, sais de lítio, diuréticos de alça, tiazídicos, poupadores de potássio, metotrexato, fenin-
diona, tacrolimus, warfarina, barbitúricos, clorpromazina.
Gravidez: Hioscina - categoria C, associado a malformações no primeiro trimestre. Dipirona – avaliar
risco/benefício.
Lactação: Segurança não estabelecida, compatível com a amamentação. A hioscina pode inibir a
lactação e a dipirona é excretada no leite materno.
Via de excreção principal: Renal.

100 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


IMIPRAMINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Cloridrato de Imipramina e Pamoato de Imipramina
DCB: Cloridrato de Imipramina e Pamoato de Imipramina
Apresentação: Cloridrato de Imipramina - Comprimidos 10 e 25 mg
Pamoato de Imipramina - Comprimidos 75 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antidepressivo tricíclico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento dos sintomas principais da depressão e distúrbios funcionais de origem depressiva, fobias,
pânico, transtorno obsessivo compulsivo, enurese, ejaculação precoce, dor crônica, déficit de atenção com hiperatividade.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental G


Usos terapêuticos: Transtorno depressivo maior; episódio depressivo do transtorno afetivo bipolar (uso associado ao
estabilizador de humor); transtorno distímico. H
I
Dosagem:
Crianças:
< de 6 anos: Uso não recomendado.
> de 6 anos (2ª escolha): 1 mg/kg/dia, VO, com aumento de 20 a 30% da dose a cada 4 ou 5 dias. Dose máxima
diária de 2,5 mg/kg.
Adultos: 25 mg/dia, VO, com aumento de 25 mg/dia a cada 2 ou 3 dias até alcançar a dose terapêutica de 75 a 300 mg/dia.
Idosos: Dose inicial de 10 mg e aumentar até 30 a 50 mg/dia. Dose máxima diária de 75 mg/dia.
Ajuste de dose: Disfunção hepática.

5. ALERTAS
Precauções: Cardiopatias, bloqueio AV, convulsão, idoso, doenças hepáticas ou renais, cirrose, doenças da tireóide,
hiperatividade, feocromocitoma, transtorno bipolar, esquizofrenia e distúrbios esquizoafetivos, risco de suicídio, glau-
coma de ângulo estreito, hipertrofia prostática, retenção urinária, terapia eletroconvulsiva concomitante, anestesia,
Miastenia gravis; evitar retirada abrupta.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, infarto do miocárdio recente, ICC, doença cardiovascular, angina
pectoris, arritmias, fase maníaca do transtorno bipolar, uso concomitante com IMAO.
Efeitos adversos: Sedação, boca seca, visão borrada, aumento da pressão intra-ocular, constipação, náusea, retenção
urinária, tinito, refluxo gastroesofágico, alterações do ECG, arritmia, hipotensão postural, taquicardia, síncope, hiper-
tensão arterial, cardiomiopatia, isquemia cerebral, vasoconstrição, sudorese, tremor, reações dermatológicas de hiper-
sensibilidade e fotossensibilidade, distúrbios de comportamento, psicose, delírio, hipomania ou mania, agressividade,
desorientação, insônia, confusão, disfunção sexual, alterações de glicemia, hipertireoidismo, secreção inadequada de
ADH, aumento de apetite, ganho ou perda de peso, aumento testicular, ginecomastia, galactorréia, convulsão, distúrbi-
os de movimento, hipertermia, paresia, parestesia, mioclonia, discinesia, acatisia, agranulocitose, leucopenia, eosinofi-
lia, púrpura, trombocitopenia, porfiria, hiponatremia, nefrotoxicidade, ototoxicidade, hepatotoxicidade, alteração das
provas de função hepática.
Interações: Ácido valpróico, amprenavir, anfetaminas, anticoagulantes cumarínicos, bepridil, betanidina, carbamaze-
pina, cimetidina, cisaprida, clonidina, difenidramina, dofetilida, droperidol, enalapril, fluoroquinolonas, estrogênios,
etanol, Hypericum perforatum, fenindiona, fenitoína, fosfenitoína, guanadrel, halofantrina, ibutilida, ioimbina, isocar-
boxazida, ISRS, IMAO, modafinila, nefopam, olanzapina, oxibutinina, propafenona, quinidina, ritonavir, S-adenosilme-
tionina, salmeterol, simpatomiméticos de ação direta, sotalol, tramadol.
Gravidez: Categoria D.
Lactação: Excretado no leite materno, uso controverso na amamentação, efeito desconhecido sobre o lactente.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Os resultados terapêuticos são observados após um período de 2 a 6 semanas. Cuidado ao executar atividades que
exijam atenção. Evitar exposição ao sol. Não interromper abruptamente o uso. Havendo risco de suicídio, a medicação
deve ser fornecida por um cuidador ou indica-se hospitalização.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 101


IMUNOGLOBULINA ANTI-RHO (D)
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Imunoglobulina Anti-Rho (D)
DCB: Imunoglobulina Anti-Rho (D)
Apresentação: Injetável – frasco-ampolas – 250 a 300 mcg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Imunoglobulina

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Gestantes Rh negativo, não sensibilizadas, cujo pai biológico do concepto é Rh
positivo ou desconhecido nas seguintes situações: terceiro trimestre (a partir da 28a semana) de gesta-

G ção, no pós-parto ou pós-abortamento (até 72 horas), punção de vilo corial, amniocentese, gravidez
ectópica.
H Dosagem: 1 ampola, IM, em dose única.

I 4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Mãe Curitibana

5. ALERTAS
Precauções: Risco de anafilaxia, observar pelo menos 1 hora após a administração.
Contra-indicações: Hipersensibilidade a medicamentos contendo imunoglobulinas homólogas, par-
ticularmente em pacientes com deficiência de IgA, ou a qualquer outro componente da fórmula
(timerosal). Não administrar a recém-nascidos.
Efeitos adversos: Elevação de temperatura corporal, reações cutâneas, calafrios, dor ou inchaço no
local da aplicação, náusea, vômito, mal estar, cefaléia, dificuldade respiratória, reações cardiovascula-
res e anafilactóides.
Interações: Vacinas de vírus vivos por via parenteral como caxumba, sarampo, rubéola e varicela
(observar intervalo de pelo menos três meses antes da vacinação).
Gravidez: Uso sem restrições.
Lactação: Desconhecido. Excretado no leite materno mas não absorvido no trato digestivo do recém-
nascido. Compatível com a amamentação.

102 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


INDINAVIR
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Indinavir (IDV)
DCI: Indinavir
Apresentação: Cápsulas 400 mg
2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da protease

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da infecção por HIV/AIDS.
4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS

G
Dosagem:
Recém-nascidos: Dados não disponíveis.
Crianças com superfície corporal < 0,6 m²: 300 a 400 mg/m², VO, de 8/8 h.
Crianças com superfície corporal > 0,6 m²: 500 mg/m², VO, de 8/8 h.
Obs.: a dose em crianças está sob estudo em ensaios clínicos
H
Adolescentes: 800 mg, VO, de 8/8 h.
Adultos: 800 mg, VO, de 8/8 h, ou 800 mg associado ao ritonavir 100 a 200 mg, VO, de 12/12 h. I
Ajuste de dose:
Na insuficiência hepática, usar com cautela: 600 mg, VO, de 8/8 h (não associar ao RTV).
Associado a delavirdina, cetoconazol, itraconazol: 600 mg, VO, de 8/8 h.
Associado a efavirenz ou nevirapina: 1.000 mg, VO, de 8/8 h.
Associado ao ritonavir: ajustar as doses para IDV 800 mg, 2 vezes ao dia + RTV 100 a 200 mg, 2
vezes ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Hemofílicos; intolerância à glicose e Diabetes mellitus; hepatopatias; nefrolitíase; risco
de resistência; associação com outros fármacos; anemia hemolítica.
Contra-indicações: Hipersensibilidade aos inibidores da protease, uso concomitante com terbinafi-
na, astemizol, cisaprida, midazolam, triazolam, rifampicina, derivados do ergot, sinvastatina, lovasta-
tina, Hypericum perforatum.
Efeitos adversos: Náusea, vômito, alterações do paladar, boca seca, dor abdominal, nefrolitíase,
hematúria, astenia, fadiga, hiperbilirrubinemia, tontura, sangramento espontâneo em hemofílicos,
hiperglicemia, Diabetes mellitus, cetoacidose, dislipidemia, lipodistrofia, ginecomastia, anemia hemo-
lítica, alopécia, alteração de pele, unha encravada.
Interações: Terbinafina, astemizol, cisaprida, amprenavir, saquinavir, midazolam, triazolam, rifampi-
cina, derivados do ergot, sinvastatina, lovastatina, Hypericum perforatum, delavirdina, nelfinavir, ne-
virapina, efavirenz, cetoconazol, itraconazol, didanosina, rifabutina (reduzir a dose desta à metade),
aciclovir, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina, sildenafil (não exceder 25 mg/dia deste).
Considerações sobre associação com outros anti-retrovirais:
Didanosina: administrar com intervalo mínimo de 1 hora.
Amprenavir ou saquinavir: evitar uso concomitante.
Delavirdina: reduzir a dose de IDV para 600 mg, VO, de 8/8 h.
Efavirenz ou nevirapina: considerar ajuste da dose de IDV para 1000 mg, VO, de 8/8 h.
Ritonavir: ajustar as doses para IDV 800 mg, 2 vezes ao dia + RTV 100 a 200 mg, 2 vezes ao dia.
Gravidez: Categoria C; pode levar à elevação de bilirrubinas e nefrolitíase no concepto.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Fecal.
6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar 1 hora antes ou 2 horas após as refeições, ou ingerir com dieta pobre em alimentos
gordurosos e protéicos. Quando associado ao ritonavir, a alimentação não interfere na absorção do
medicamento. Quando associado à didanosina, administrar com intervalo mínimo de 1 hora entre
ambos. Seguir rigorosamente a dose e o horário de tomada. Havendo perda de alguma dose, a
seguinte deve ser tomada normalmente.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 103


INSULINA NPH E REGULAR HUMANA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Insulina NPH Humana, Insulina Regular Humana
DCB: Insulina Humana
Apresentação: Injetável - frasco-ampolas 5 a 10 mL - 100 UI/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Hormônio hipoglicemiante

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Complicações agudas do Diabetes mellitus como cetoacidose, acidose, cetose, coma hiperglicêmico
hiperosmolar; Diabetes mellitus tipo 1; Diabetes mellitus gestacional; Diabetes mellitus tipo 2 quando outras medidas
não controlaram o quadro; Diabetes mellitus secundário a endocrinopatias e síndromes genéticas.

G 4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Atenção ao Diabetes mellitus

H Usos terapêuticos: Complicações agudas do Diabetes mellitus como cetoacidose, acidose, cetose, coma hiperglicêmico
hiperosmolar; Diabetes mellitus tipo 1; Diabetes mellitus gestacional; Diabetes mellitus tipo 2 quando outras medidas

I não controlaram o quadro; Diabetes mellitus secundário a endocrinopatias e síndromes genéticas.


Dosagem:
Diabetes tipo 1:
Dose inicial de 0,5 U/kg/dia de insulina NPH ou da mistura de insulinas NPH + regular (2/3 de NPH + 1/3 de regular
ou ¾ de NPH + ¼ de regular, via SC, aplicando 2/3 da dose pela manhã, antes do desjejum, e 1/3 antes do jantar.
Ajustar a dose diária a cada 2 dias, aumentando em 10% a dose, de acordo com a glicemia. As necessidades diárias de
insulina variam:
Na prática de atividade física regular: < 0,5 U/kg/dia, via SC.
Na vigência de infecções e na puberdade: 1,5 U/kg/dia, via SC.
Fenômeno lua de mel: redução da necessidade diária algumas semanas após o início do tratamento: 0,1 a 0,2 U/kg/dia, via SC.
O esquema de doses múltiplas vem sendo empregado atualmente e consiste em 3 injeções de insulina regular antes das
refeições e 1 de NPH antes de dormir.
Diabetes tipo 2:
Dose inicial de 0,3 U/kg/dia de insulina NPH, via SC, pela manhã. Doses superiores a 30 U/dia devem ser fracionadas (2/
3 pela manhã e 1/3 antes do jantar) e a mistura de insulinas pode proporcionar melhor controle metabólico. A neces-
sidade diária pode ser superior a 1 U/kg/dia em pacientes com resistência insulínica.
Ajuste de dose: De acordo com o perfil glicêmico.
Aumento da necessidade diária: Em situações de stress como traumas, febre, infecções, cirurgias, hipertireoidismo.
Diminuição da necessidade diária: Hipotireoidismo, malabsorção, diarréia, náusea e vômito, insuficiência renal e hepática.

5. ALERTAS
Precauções: Resistência à insulina, hipocalemia.
Contra-indicações: Reações alérgicas sistêmicas, hipoglicemia.
Efeitos adversos:
Sistêmicos: Hipoglicemia com sintomas de ansiedade, cansaço incomum, taquicardia, confusão mental, dificuldade de
concentração, dor de cabeça, fala enrolada, fome excessiva, fraqueza, náusea, pele pálida e fria, pesadelos, suores frios, visão
borrada, convulsões, coma, ganho de peso. Reações dermatológicas e de hipersensibilidade, visão borrada, hipocalemia.
Locais: Dor, formação de nódulos, reações alérgicas cutâneas e lipodistrofia.
Interações: Adrenalina, anticoncepcional oral, tabaco, corticosteróides, dextrotoxina, diltiazem, diurético tiazídico, hormô-
nio tireoideano, álcool, esteróide anabolizante, betabloqueador, clofibrato, IMAO, salicilato, tetraciclina, sulfimpirazona.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Armazenar em geladeira ou no local mais fresco da casa (próximo do filtro de água, por exemplo). Não congelar, não
expor ao sol ou deixar o frasco em local com temperatura elevada. O frasco em uso pode ser mantido em temperatura
ambiente (15 a 30 ºC). Seguir rigorosamente a técnica de preparo e de aplicação de insulina (vide manual do programa
e do Ministério da Saúde).

104 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ISONIAZIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Isoniazida
DCB: Isoniazida
Apresentação: Comprimidos 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano; antimicobacteriano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Profilaxia da tuberculose em pessoas infectadas pelo M. tuberculosis; tratamento
da tuberculose, em associação a outros agentes tuberculostáticos.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Tuberculose G


Usos terapêuticos: Profilaxia da tuberculose, tratamento da tuberculose em associação a outros agentes
tuberculostáticos.
H
Dosagem:
Quimioprofilaxia: 10 mg/kg/dia, VO, durante 6 meses. Dose máxima diária de 300 mg.
I
Tratamento: Indicado nos seguintes esquemas:
Esquema I (básico): Durante a primeira (2 meses) e a segunda (4 meses) fases;
Esquema II (tuberculose meningoencefálica): Durante a primeira (2 meses) e a segunda (7 meses) fases;
Esquema IR (recidiva após cura e abandono do esquema I): Durante a primeira (2 meses) e a segunda
(4 meses) fases.
Doses preconizadas:
Até 20 kg: 10 mg/kg/dia, VO.
De 20 a 35 kg: 200 mg/dia, VO.
De 35 a 45 kg: 300 mg/dia, VO.
> 45 kg: 400 mg/dia, VO.
Ajuste de dose: Insuficiência renal, clearance de creatinina < 10 mL/min, fazer 50% da dose.

5. ALERTAS
Precauções: Consumo elevado de etanol diariamente, disfunção renal severa, hepatopatia crônica.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, doença hepática, hepatite induzida por isoniazida
previamente.
Efeitos adversos: Neuropatia periférica, hepatotoxicidade, náusea, vômito, epigastralgia, dor abdo-
minal, artralgia, artrite, cefaléia, febre, euforia, insônia, ansiedade, sonolência, prurido, psicose, con-
vulsão, encefalopatia, coma, neurite ótica, trombocitopenia, leucopenia, eosinofilia, anemia hemolíti-
ca, agranulocitose, vasculite, adenomegalia, acne, síndrome semelhante ao lupus.
Interações: Etanol, alfentanil, carbamazepina, dissulfiram, medicamentos hepatotóxicos e neurotóxi-
cos, cetoconazol, fenitoína, rifampim.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar longe das refeições.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 105


ISONIAZIDA + RIFAMPICINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Isoniazida + Rifampicina
DCB: Isoniazida + Rifampicina
Apresentação: Comprimidos 100 mg de Isoniazida + 150 mg de Rifampicina
Comprimidos 200 mg de Isoniazida + 300 mg de Rifampicina

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano; antimicobacteriano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da tuberculose, em associação a outros agentes tuberculostáticos.

G 4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Tuberculose

H Usos terapêuticos: Tratamento da tuberculose, em associação a outros agentes tuberculostáticos, nos


seguintes esquemas:

I Esquema I (básico): Durante a primeira (2 meses) e a segunda (4 meses) fases;


Esquema II (tuberculose meningoencefálica): Durante a primeira (2 meses) e a segunda (7 meses) fases;
Esquema IR (recidiva após cura e abandono do esquema I): Durante a primeira (2 meses) e a segunda
(4 meses) fases.
Dosagem:
Até 20 kg: 10 mg/kg/dia de isoniazida + 10 mg/kg/dia de rifampicina, VO.
De 20 a 35 kg: 200 mg de isoniazida + 300 mg de rifampicina/dia, VO.
De 35 a 45 kg: 300 mg de isoniazida + 450 mg de rifampicina/dia, VO.
> 45 kg: 400 mg de isoniazida + 600 mg de rifampicina/dia, VO.
Ajuste de dose: Insuficiência renal, clearance de creatinina < 10 mL/min, fazer 50% da dose.

5. ALERTAS
Precauções: Consumo elevado de etanol diariamente, disfunção renal severa, hepatopatia crônica,
indução enzimática.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, doença hepática, hepatite induzida por isoniazida
previamente.
Efeitos adversos: Neuropatia periférica, hepatotoxicidade, náusea, vômito, epigastralgia, dor abdo-
minal, diarréia, colite pseudomembranosa, artralgia, artrite, cefaléia, tontura, febre, euforia, insônia,
ansiedade, sonolência, prurido, psicose, convulsão, encefalopatia, coma, neurite ótica, trombocito-
penia, leucopenia, eosinofilia, anemia hemolítica, agranulocitose, vasculite, adenomegalia, acne, sín-
drome semelhante ao lupus, insuficiência renal aguda, nefrite intersticial, reações cutâneas, modifica-
ção da cor da urina e do suor.
Interações: Etanol, alfentanil, carbamazepina, dissulfiram, medicamentos hepatotóxicos e neurotóxi-
cos, fenitoína, rifampim, anticoagulantes cumarínicos, anticoncepcional oral, estrógenos, antifúngicos
azólicos, hipoglicemiantes orais, barbiturato, betabloqueador, ciclosporina, clofibrato, cloranfenicol,
corticosteróide, dapsona, digitálicos, disopiramida, mexiletina, propafenona, quinidina, tocainida,
aminofilina, oxifilina, teofilina, medicamentos hepatotóxicos, anti-retrovirais inibidores de protease,
isoniazida, metadona, verapamil oral.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal (isoniazida) e fecal (rifampicina).

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar 1 hora antes ou 2 horas após as refeições. Altera a cor da urina e do suor.

106 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ISOSSORBIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Isossorbida
DCB: Isossorbida
Apresentação: Comprimidos sublinguais 5 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Vasodilatador coronariano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Alívio imediato de crise dolorosa em angina estável, instável e de Prinzmetal (por
via sublingual); insuficiência cardíaca (associado à hidralazina).

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde G


Dosagem:
Angina: 2,5 a 5 mg, sublingual, de 2/2, 3/3 h ou de acordo com a necessidade.
H
5. ALERTAS I
Precauções: Anemia severa, hemorragia cerebral, hipotensão postural, cardiomiopatia hipertrófica,
trauma craniano, pressão intracraniana elevada, pressão intra-ocular elevada, hipertireoidismo, tam-
ponamento pericárdico. Monitorar pressão arterial e freqüência cardíaca.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Cefaléia, rubor facial, visão turva, hipotensão ortostática, anemia, metahemoglobi-
nemia, tontura, astenia, bradicardia sinusal, assistolia ventricular, rash, dermatite esfoliativa, edema
periférico e tolerância.
Interações: Sildenafil, disopiramida.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Deixar o comprimido dissolver-se por completo na saliva antes de deglutir.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 107


ITRACONAZOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Itraconazol
DCB: Itraconazol
Apresentação: Cápsulas 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antifúngico derivado triazólico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento de infecções fúngicas como candidíase oral, esofagite e vaginite por cândi-
da, paracoccidioidomicose, aspergilose, dermatofitose, histoplasmose, esporotricose e onicomicose.

G 4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento das Infecções Oportunistas da AIDS

H Usos terapêuticos: Tratamento e profilaxia de infecções fúngicas oportunistas da AIDS.


Dosagem:

I Crianças: Segurança e eficácia não estabelecidas.


Paracoccidioidomicose: 3 a 4 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h. Manter com 3 a 4 mg/kg/dia, VO, 1 vez ao dia.
Aspergilose (2ª escolha): 3 a 6 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h.
Profilaxia secundária de histoplasmose (1a escolha) e criptococose (2a escolha): 5 mg/kg/dia, VO, a
cada 24 ou 48 h.
Adolescentes e adultos:
Dose usual: 100 a 200 mg, VO, de 12/12 ou 24/24 h. Nas infecções graves, 200 mg, VO, de 8/8 h.
Aspergilose (2a escolha): 200 mg, VO, de 12/12 h (droga em investigação).
Histoplasmose (2a escolha; casos leves e moderados sem envolvimento do SNC): 200 mg, VO, de 12/12 h.

5. ALERTAS
Precauções: Hepatopatias, insuficiência renal, disfunção ventricular, doença isquêmica ou valvular,
doença pulmonar significativa, edema, hipersensibilidade prévia a outros derivados azólicos, aclori-
dria (reduz a absorção).
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, co-administração com cisaprida, astemizol, mida-
zolam, triazolam, sinvastatina, lovastatina, dofetilida, pimozida, quinidina.
Efeitos adversos: Náusea, vômito, dor abdominal, rash cutâneo, prurido, angioedema, necrose epi-
dérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, cefaléia, tontura, sonolência, anorexia, elevação de
enzimas hepáticas, diminuição da libido, ginecomastia, hipertrigliceridemia, hipocalemia, hepatotoxi-
cidade, hipertensão arterial, ICC, edema pulmonar e periférico.
Interações: Cisaprida, astemizol, midazolam, triazolam, sinvastatina, lovastatina, dofetilida, pimozi-
da, quinidina, etanol, antiarrítmicos, digoxina, hipoglicemiantes orais, antilipêmicos, terfenadina, ci-
closporina, benzodiazepínicos, didanosina, carbamazepina, fenitoína, isoniazida, rifampicina, antiáci-
dos, anticolinérgicos, antagonistas de receptores H2, omeprazol, sucralfato, warfarina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno. Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Biliar.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar junto às refeições. Evitar ingestão de bebidas alcoólicas.

108 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


LAMIVUDINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Lamivudina (3TC)
DCI: Lamivudina
Apresentação: Solução oral 10 mg/mL; Comprimidos 150 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da infecção por HIV/AIDS.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS


Usos terapêuticos: Tratamento da infecção por HIV/AIDS. Deve ser sempre usado em esquema HA-
ART, supressor do HIV, pelo risco de desenvolvimento de alta resistência ao 3TC em poucas semanas.
Dosagem:
Recém-nascidos com menos de 30 dias: 2 mg/kg, VO, de 12/12 h.
Crianças: 4 mg/kg, VO, de 12/12 h. Dose máxima de 150 mg, de 12/12 h.

J
Adolescentes e adultos:
Peso < 50 Kg: 2 a 4 mg/kg, VO, de 12/12 h.

K
Peso ≥ 50 Kg: 150 mg, VO, de 12/12 h.
Ajuste de dose: Ajustar a dose de acordo com a função renal.
Clearance de creatinina:
10 a 50 mL/min: 150 mg/dia. L
< 10 mL/min: 50 mg/dia.

5. ALERTAS
Precauções: Insuficiência renal, achados laboratorias e clínicos condizentes com hepatopatia e acido-
se láctica. Na co-infecção com hepatite B, manter o 3TC porque sua suspensão pode acarretar deteri-
oração hepática.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, crianças com antecedentes de pancreatite ou fa-
tores de risco para pancreatite (na impossibilidade de usar outro medicamento, monitorar freqüente-
mente a evolução do paciente).
Efeitos adversos: Neutropenia, anemia, trombocitopenia, elevação de transaminases, amilase e bilir-
rubinas, cefaléia, fadiga, febre, calafrios, náusea, diarréia, anorexia, neuropatia, distúrbios do sono
como insônia, alterações do comportamento, tosse, sintomas nasais, dor abdominal, dispepsia, de-
pressão, exantema, mialgia, artralgia, paroníquia, esteatose, acidemia, acidose láctica, pancreatite. Em
crianças, pode ocasionar parestesias e neuropatia periférica.
Interações: Sulfametoxazol + trimetoprim, isoniazida, fenitoína, didanosina, zalcitabina, estavudina.
Gravidez: Categoria C. Indicado em associação a outros medicamentos (AZT + nelfinavir ou nevirapi-
na) para o controle da infecção e a redução da transmissão vertical do HIV.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 109


LEVOMEPROMAZINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Maleato de Levomepromazina; Levomepromazina
DCB: Maleato de Levomepromazina; Levomepromazina
Apresentação: Solução oral 40 mg/mL; Comprimidos 25mg e 100 mg.

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antipsicótico fenotiazínico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Crises de esquizofrenia e prevenção de recaídas; depressão psicótica, doença de
Huntington, doença de Gilles de la Tourette, psicose atípica, psicose na infância, psicose induzida por
substância, psicose reativa breve, quadros demenciais com agitação, síndrome cerebral orgânica agu-
da (delirium), transtorno bipolar (episódios de mania e transtornos resistentes), transtorno esquizoa-
fetivo, transtorno delirante, transtorno de personalidade com impulsividade e/ou agitação.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Usos terapêuticos: Tratamento das psicoses, do transtorno bipolar e de personalidade.

J
Dosagem:
Crianças: 3 a 6 mg/kg/dia, VO, com aumento progressivo da dose.

K
Adultos: Dose inicial de 400 a 600 mg/dia, VO, de 8/8 ou 12/12 h; dose de manutenção de 300 a 600
mg/dia. Dose máxima diária de 1.200 mg.

L
Ajuste de dose: Idosos (iniciar com 1/3 a 1/2 da dose), pacientes debilitados ou com doença cardíaca.

5. ALERTAS
Precauções: Evitar exposição ao sol pela fotossensibilidade; interrupção abrupta pode desencadear
síndrome de abstinência.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco e às fenotiazinas, câncer de mama prolactino-
dependente, transtornos convulsivos, depressão acentuada do SNC, estados comatosos, discrasias
sangüíneas recentes ou pregressas, glaucoma de ângulo estreito, doença cardiovascular, hepática e/ou
renal severas, hipotensão significativa, uso concomitante de anti-hipertensivos incluindo IMAO.
Efeitos adversos: Agranulocitose, pancitopenia, boca seca, constipação, reações psicóticas, reações
extrapiramidais, hipotensão ortostática, sedação, torcicolo, rigidez muscular, fotossensibilidade, sín-
drome neuroléptica maligna, depósitos granulares na córnea e retinopatia pigmentar, glaucoma, se-
creção reduzida de ACTH, teste imunológico de gravidez falso-positivo ou falso-negativo, bilirrubinú-
ria e fenilcetonúria falso-positiva.
Interações: Anticolinérgicos, álcool, antidepressivos tricíclicos, depressores do SNC, antitireoideanos,
epinefrina, anti-hipertensivos, IMAO, medicamentos que causam reações extrapiramidais, levodopa,
lítio, metrizamida, zotepina.
Gravidez: Categoria C (contra-indicado principalmente no primeiro trimestre).
Lactação: Excretado no leite materno, não recomendado durante a lactação pelo risco de sedação.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar após as refeições. Evitar ingestão de bebidas alcoólicas. A forma líquida não deve ser
administrada com café, cerveja com ou sem álcool, chá, citrato de lítio, refrigerantes tipo cola ou sucos
ácidos. Cuidado ao executar atividades que exijam atenção.

110 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


LEVONORGESTREL + ETINILESTRADIOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Levonorgestrel + Etinilestradiol
DCB: Levonorgestrel + Etinilestradiol
Apresentação: Comprimidos 0,15 mg de Levonorgestrel + 0,03 mg de Etinilestradiol

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anticoncepcional hormonal

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Anticoncepção hormonal oral.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Planejamento Familiar


Usos terapêuticos: Anticoncepção hormonal oral.
Dosagem: Iniciar no 1º dia do ciclo menstrual (1º dia do sangramento menstrual), tomando 1
comprimido/dia, durante 21 dias consecutivos, no mesmo horário (após o jantar ou antes de dei-
tar), em intervalos que não excedam 24 horas. Após o término da cartela, fazer intervalo de 7dias,
durante o qual ocorrerá o fluxo menstrual, e iniciar nova cartela no 8º dia.

5. ALERTAS J
Precauções:
Se um comprimido for esquecido o mesmo deve ser tomado assim que se lembrar, desde que não ultrapas- K
L
se 12 h do horário de tomada. O próximo comprimido deve ser usado no horário habitual. Havendo
intervalo maior que 12 horas do horário de tomada ou se mais comprimidos forem esquecidos pode-se:
Abandonar a cartela em uso, começar imediatamente outro método contraceptivo e aguardar a
menstruação para recomeçar uma nova cartela;
Continuar a usar os comprimidos da cartela em uso até o seu término mas associar imediatamente
outro método contraceptivo até o reinício de nova cartela, conforme as orientações anteriores.
Interromper imediatamente se ocorrer: Aparecimento, pela primeira vez, de cefaléias semelhantes
à enxaqueca ou com freqüência e intensidade não habituais, alterações da percepção, sinais precurso-
res de tromboflebites ou tromboembolias, sensação de dor e constrição do tórax, cirurgias programa-
das (6 semanas antes da data prevista), icterícia, hepatite, prurido generalizado, exacerbação de crises
convulsivas, aumento considerável da pressão arterial.
Contra-indicações: Neoplasia estrogênio-dependente como câncer de mama e de endométrio, doença
cerebrovascular, doença coronariana, doença hepática, doença tromboembólica, gestação, insuficiência
cardíaca, sangramento uterino ou genital não diagnosticado, antecedentes de herpes gravídico.
Efeitos adversos: Cefaléia, distúrbios gástricos, náusea, tensão mamária, sangramentos inter-mens-
truais, alterações de peso ou da libido, estados depressivos, cloasma, diminuição da tolerância ao uso
de lentes de contato, acidentes flebíticos, trombóticos ou tromboembólicos, hipertensão arterial, he-
patopatia, agravamento de certas doenças como Diabetes mellitus, elevação do colesterol e triglicerí-
deos, acne ou seborréia, retenção hídrica, agravamento da monilíase.
Interações: Ampicilina, amoxicilina, barbitúricos, carbamazepina, fenitoína, primidona, rifampicina,
tetraciclinas, ritonavir, acetominofen, anticoagulantes cumarínicos, guanetidina, sulfoniluréias, loraze-
pam, metildopa, oxazepam, betabloqueadores, diazepam, clordiazepóxido, vitamina C.
Gravidez: Contra-indicado.
Lactação: Não recomendado no período da lactação. A anticoncepção neste período é realizada com
anticoncepcionais contendo somente progestogênios em baixas doses.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Seguir criteriosamente as orientações descritas na dosagem.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 111


LIDOCAÍNA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Lidocaína
DCB: Cloridrato de Lidocaína
Apresentação: Injetável – frasco-ampolas 20 mL – 20 mg/mL (sem vasoconstritor)

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anestésico; antiarrítmico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Anestesia, arritmias ventriculares.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Usos terapêuticos: Anestesia local, infiltração ou bloqueio de nervo periférico.
Dosagem: 0,5 a 4,5 mg/kg.
Ajuste de dose: Idosos (fazer metade da dose).

5. ALERTAS

J
Precauções: Síndrome de Adam-Stokes, insuficiência cardíaca avançada, bloqueio cardíaco, hipovo-
lemia, doença renal, choque, bradicardia sinusial, síndrorme de Wolf-Parkinson-White, convulsão,

K
hipotensão.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.

L Efeitos adversos: Dor no local da injeção, ansiedade ou irritabilidade, tontura, sonolência, sensação
de frio ou calor, reações alérgicas. Reações de overdose incluem visão turva, diplopia, náusea, vômito,
zumbido, tremor ou espasmo, fraqueza, convulsão e bradicardia. Pode causar constrição arterial ute-
rina com risco de hipóxia fetal.
Interações: Anticonvulsivantes, antiarrítmicos, betabloqueadores, cimetidina, bloqueadores neuro-
musculares, procainamida.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

112 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


LIDOCAÍNA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Lidocaína
DCB: Cloridrato de Lidocaína
Apresentação: Geléia 2 % - bisnagas 30 g.

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anestésico local

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Anestesia tópica local.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde 24 horas


Usos terapêuticos: Anestesia de uretra.
Dosagem: 5 a 10 g em mulheres e 2 aplicações de 10 g em homens, aplicados 5 minutos antes do
procedimento.

5. ALERTAS

J
Precauções: Criança (aumenta o risco de metahemoglobinemia), dermatite atópica, eczema, queima-
dos, deficiência de G6PD, metahemoglobinemia congênita ou idiopática.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco e dermatopatias severas.
Efeitos adversos: Metahemoglobinemia, dermatite de contato, sensação de queimação, edema, pru- K
rido, reações anafiláticas como angioedema, broncoespasmo, urticária e choque.
Interações: Medicamentos que induzem metahemoglobinemia. L
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 113


LÍTIO
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Carbonato de Lítio
DCB: Carbonato de Lítio
Apresentação: Comprimidos 300 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Estabilizador do humor

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Transtorno bipolar do humor, controle e prevenção dos episódios de mania;
potencializador dos antidepressivos no transtorno depressivo maior, transtorno esquizoafetivo (associ-
ado a um antipsiótico), agressividade, impulsividade.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Dosagem:
Crianças: 15 a 60 mg/kg/dia, VO, 6/6 ou 8/8 h, não excedendo a dose de adultos. O uso não está bem
estabelecido.
Adultos: Dose inicial de 600 mg/dia, VO, de 12/12 h; aumentar 300 mg/dia até alcançar a dose
J efetiva que varia entre 900 a 2.100 mg/dia.
Idosos: Dose inicial de 150 mg/dia, VO; aumentar gradativamente.
K Ajuste de dose: Disfunção renal.

L 5. ALERTAS
Precauções: Realizar exame clínico cuidadoso e avaliar função renal, hemograma, eletrólitos, TSH, T4
e ECG. Quadros de diarréia, desidratação, dieta restritiva de sal e infecções concomitantes podem
provocar hemoconcentração e maior risco de toxicidade. Suspender o uso antes de cirurgias (duas
últimas doses), porque há potencialização dos bloqueadores neuromusculares, e antes do início de
eletroconvulsoterapia. Dosar o lítio sérico cinco dias após o início do tratamento (12 horas após a
última tomada). Em idosos, as dosagens devem ser mais freqüentes. A litemia deve estar entre:
0,9 e 1,2 mEq/l, na fase aguda da mania;
0,6 e 0,9 mEq/l, na manutenção do transtorno bipolar;
0,4 e 0,6 mEq/l, na potencialização de um antidepressivo.
Contra-indicações: Hipotireoidismo não controlado, arritmias ventriculares severas, bradicardia sinu-
sal, ICC, insuficiência renal severa e creatinina sérica persistentemente elevada.
Efeitos adversos: Arritmias ventriculares, taquicardia sinusal, alterações do ECG, náusea, vômito, diarréia,
gosto metálico, cáries dentárias, Diabetes insipidus nefrogênico, nefrite intersticial, bócio, hipotireoidismo,
leucocitose, acne, rash cutâneo máculo-papular, alopécia, psoríase, tremores finos, aumento do apetite,
ganho de peso, fadiga, fraqueza muscular, tontura, síndrome nefrótica, ataxia, cefaléia, convulsão.
Interações: AINEs, cálcio, potássio, glicerol, clorpromazina e outras fenotiazinas, diuréticos, haloperi-
dol, molindone, carbamazepina, antidepressivos tricíclicos, clozapina.
Gravidez: Categoria D.
Lactação: Excretado no leite; contra-indicado na lactação.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar após as refeições; ingerir líquidos em abundância; intensificar cuidados com a higiene
bucal. Restringir carboidratos e gorduras na dieta de pacientes com sobrepeso, obesidade ou tendên-
cia a engordar.

114 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


LOPINAVIR + RITONAVIR
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Lopinavir + Ritonavir (LPV/r)
DCI: Ritonavir (Lopinavir - não encontrada)
Apresentação: Cápsulas 133,3 mg de Lopinavir + 33,3 mg de Ritonavir

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da protease

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Terapia da infecção por HIV/AIDS.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS


Usos terapêuticos: Terapia da infecção por HIV/AIDS.
Dosagem:
Adultos:
Monoterapia: 400/100 mg, VO, 2 vezes ao dia.
Associado ao efavirenz ou nevirapina: 533/133 mg, VO, 2 vezes ao dia.

J
Associado ao saquinavir: 400/100 mg + 1000 mg SQV, VO, 2 vezes ao dia.
Ajuste de dose: Idosos (farmacocinética não bem estudada), insuficiência hepática.

5. ALERTAS K
Precauções: História pregressa ou recente de pancreatite, avaliar função renal, hepática e pancreática
antes e durante o tratamento, hemofilia, Diabetes mellitus. L
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao sal; co-administração com rifampicina, astemizol, flecaini-
da, propafenona, derivados do ergot, sinvastatina, lovastatina, cisaprida, pimozida, terfenadina, mi-
dazolam, triazolam e Hypericum perforatum.
Efeitos adversos: Dispepsia, flatulência, náusea, vômito, diarréia, cefaléia, astenia, exantema e rash
cutâneo vesículo-bolhoso; edema de membros inferiores; hepatite, hemorragia digestiva alta, sangra-
mento espontâneo em hemofílicos, pancreatite, Diabetes mellitus, lipodistrofia, hiperglicemia, hiper-
trigliceridemia e hipercolesterolemia.
Interações: Dissulfiram, secnidazol, metronidazol, tinidazol, didanosina, efavirenz, nevirapina, feno-
barbital, carbamazepina, dexametasona, fenitoína, atorvastatina, cerivastatina, amiodarona, biperidil,
nifedipina, nicardipina, felodipina, lidocaína sistêmica, quinidina, ciclosporina, rapamicina, metado-
na, cetoconazol, itraconazol, sildenafil (não exceder a dose de 25 mg em 48 horas), rifabutina (reduzir
a dose desta em 75%, etinilestradiol.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Biliar.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar com as refeições para melhorar a tolerância. Quando administrado com didanosina, deve-
se observar intervalo mínimo de 1 hora entre ambos.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 115


MEBENDAZOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Mebendazol
DCB: Mebendazol
Apresentação: Suspensão oral 20 mg/mL; Comprimidos 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anti-helmíntico de amplo espectro

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Anti-helmíntico polivalente ativo contra nematódeos (Ascaris lumbricoides, Tri-
churis trichiura, Enterobius vermicularis, Ancylostoma duodenale, Necator americanus) e cestódeos
(Taenia solium, Taenia saginata).
Dosagem:
Crianças menores de 2 anos: Segurança e dose não bem estabelecidas.
Crianças maiores de 2 anos: 100 mg, VO, de 12/12 h, durante 3 dias consecutivos.
Adultos:
Infestações por nematódeos: 100 mg, VO, de 12/12 h, durante 3 dias consecutivos.
Infestações por cestódeos: 200 mg, VO, de 12/12 h, durante 3 dias consecutivos.
Ajuste de dose: Disfunção hepática.

4. ALERTAS
Precauções: Relatos esporádicos de convulsões em menores de 1 ano, devendo ser usado nestes
pacientes se a infestação for a causa de desnutrição importante com prejuízo do desenvolvimento.

M
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou a algum componente da fórmula.
Efeitos adversos: Reações alérgicas do tipo exantemático, urticária e angioedema, constipação, diar-

N
réia, dor abdominal transitória, leucopenia, neutropenia, tontura, cefaléia.
Interações: Carbamazepina e hidantoína; cimetidina, teofilina, fosfenitoína.

O
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Fecal.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
O medicamento pode ser ingerido com água, inteiro, mastigado, triturado ou dissolvido.

116 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


MEDROXIPROGESTERONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Acetato de Medroxiprogesterona
DCB: Acetato de Medroxiprogesterona
Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL – 150 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anticoncepcional

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Anticoncepcional de ação prolongada que deve ser administrado em intervalos
de 3 meses.
Dosagem: 150 mg, via IM profunda, a cada três meses.
Obs.: Primeira administração somente durante os cinco primeiros dias de um ciclo menstrual normal.
Em puérperas que não estão amamentando, iniciar nos primeiros cinco dias após o parto. Em puérpe-
ras que amamentam a primeira injeção deve ser usada seis semanas após o parto.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Planejamento Familiar

5. ALERTAS
Precauções: Hepatite com função hepática normal, osteopenia, osteoporose, condições que propi-
ciem edema, enxaqueca, asma, epilepsia, disfunção renal ou cardíaca, ganho de peso, antecedentes
de depressão, intolerância a carboidratos, antecedentes de alterações visuais (perda da visão, prop-
tose e diplopia).
Contra-indicações: Grávidas ou com suspeita de gravidez, hipersensibilidade ao fármaco, sangra-
mento geniturinário de causa não diagnosticada, neoplasia mamária comprovada ou suspeita, dis-
função hepática, doenças tromboembólicas. M
Efeitos adversos: Anorexia, nervosismo, prurido, anafilaxia, edema angioneurótico, acne, hirsutis-
mo, náusea, vômito, icterícia, sonolência, cefaléia, irregularidades do ciclo menstrual (principalmente
N
durante os primeiros meses de uso), amenorréia, modificação da duração e do intervalo entre as
menstruações.
O
Interações: Aminoglutetimida.
Gravidez: Categoria X.
Lactação: Não interfere de forma adversa na lactação.
Via de excreção principal: urina.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não massagear o local da injeção após a aplicação.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 117


MEPERIDINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Meperidina
DCB: Petidina
Apresentação: Injetável – ampolas 2 mL – 50 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Hipnoanalgésico; adjuvante anestésico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Dores intensas ou sem tratamento aos analgésicos periféricos, medicação pré-
anestésica (anestesia basal), analgesia.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem:
Recém-nascidos: 0,5 a 1,0 mg/kg/dose, SC, IM, IV lento (diluído em 1 mg/mL de água destilada),
infundido em 3 a 5 min. Dose máxima de 2 mg/kg/dose.
Crianças maiores de 2 anos: 1 a 1,5 mg/kg/dose, SC, IM, IV lento (diluído em 1 mg/mL); repetir em
intervalos de 3 a 4 horas, se necessário. Dose máxima diária de 100 mg.
Adultos:
Dose usual: 25 a 100 mg, SC, IM, ou IV lento, repetindo em intervalos de 3 a 4 horas se necessário.
Dose máxima diária de 500 mg.
Ajuste de dose: Reduzir a dose em idosos, Doença de Addison, hipertrofia prostática ou estreitamen-
to uretral, hipotireoidismo, depressores do SNC (fenotiazínicos).

M 5. ALERTAS
Precauções: Monitorar função respiratória; cirrose, abdome agudo, taquicardia supraventricular, fi-
N brilação atrial, arritmia cardíaca, hipotireoidismo, doença de Addison, hipertrofia prostática ou estrei-

O
tamento uretral, adição, síndrome de abstinência, histórico de convulsões, risco de adição.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, uso concomitante com IMAO, lesão intracrania-
na, depressão respiratória, coma, insuficiência renal, gravidez.
Efeitos adversos: Depressão respiratória e do SNC, náusea, vômito, constipação, diarréia, hipotensão
ortostática, retenção urinária aguda, prurido, convulsões, alucinações, nervosismo, hepatotoxicidade,
taquicardia, febre, coriza, inquietação, irritabilidade, cólicas estomacais, perda de apetite, tremor,
fadiga, insônia, secura da boca, estímulo paradoxal do SNC.
Interações: Alfentanila, fentanila, sufentanila; anti-hipertensivos ou diuréticos; IMAO, metocloprami-
da, álcool ou depressores do SNC, anticolinérgicos, antidiarréicos ou antiperistálticos, bloqueadores
neuromusculares, hidroxizina, naloxona, anticoagulantes cumarínicos e idantiônicos, anfetaminas.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno, compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 - Lista A1 – Notificação de Receita A

118 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


METFORMINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Metformina
DCB: Metformina
Apresentação: Comprimidos 850 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Hipoglicemiante

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento do Diabetes mellitus tipo 2.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Atenção ao Diabetes mellitus


Dosagem:
Crianças: Segurança e eficácia não estabelecidas; uso não recomendado.
Adultos: 500 a 1.000 mg/dia, VO. Dose máxima diária de 2.550 mg.
Ajuste de dose: Idosos.

5. ALERTAS
Precauções: Monitorar função renal e hepática; estados hipermetabólicos (infecção, febre, trauma,
queimaduras), hipoglicemia, associação com outros hipoglicemiantes, dieta inadequada e exercício
excessivo, uso concomitante de drogas nefrotóxicas, acidose láctica, coma, desidratação, estados hi-
poxêmicos como colapso cardiovascular, infarto agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca congesti-
va aguda, insuficiência respiratória, alcoolismo, predisposição à anemia por deficiência de vitamina
B12. Considerar risco/benefício quando houver gastroparesia, diarréia, obstrução intestinal e condi-
ções que retardam a absorção do alimento, hipo ou hipertireoidismo não controlado.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, insuficiência cardíaca congestiva, acidose meta-
M
bólica aguda ou crônica (inclusive cetoacidose), insuficiência renal ou disfunção renal (creatinina séri- N
O
ca ≥ 1,5 mg/dL em homens e ≥ 1,4 mg/dL em mulheres), uso concomitante de contrastes iodados
(reiniciar 48 horas após), doença hepática, procedimentos cirúrgicos.
Efeitos adversos: Diarréia, distensão abdominal, flatulência, náusea, vômito, dispepsia, gosto metá-
lico, perda de peso, acidose láctica, anemia megaloblástica, hipoglicemia.
Interações: Cimetidina, amilorida, bloqueadores do canal de cálcio, digoxina, morfina, procainami-
da, quiridina, quirina, ranitidina, trimetoprima, vancomicina, furosemida, álcool.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar junto à refeição da manhã.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 119


METILDOPA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Metildopa
DCB: Metildopa
Apresentação: Comprimidos 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anti-hipertensivo simpatolítico de ação central

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da hipertensão arterial moderada ou severa.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Mãe Curitibana


Usos terapêuticos: Tratamento da hipertensão arterial em gestantes.
Dosagem: 250 mg, VO, de 8/8 h ou 12/12 h. Ajustar a dose a cada 2 dias de acordo com a resposta
terapêutica. A dose de manutenção varia de 500 a 2.000 mg/dia, divididas em 2 a 4 tomadas. Dose
máxima diária de 3.000 mg.
Ajuste de dose: Insuficiência renal.

5. ALERTAS
Precauções: Anemia hemolítica autoimune, insuficiência renal, antecedentes de hepatopatia, evitar
interrupção abrupta devido ao risco de hipertensão, movimentos coreoatetóicos, doença cerebrovas-
cular bilateral, edema, antecedentes de hipotensão postural e disfunção autonômica.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou aos sulfitos, doença hepática ativa ou antece-
dentes de hepatopatia induzida por metildopa.
M Efeitos adversos: Reações imunomediadas, agranulocitose, sonolência, hipotensão ortostática, ede-

N
ma periférico, colestase, hepatite, miocardite, pancreatite, trombocitopenia, necrose hepática, hiper-
prolactinemia, congestão nasal, colite, fibrose retroperitoneal, sedação e depressão dose-dependente.

O
Interações: Diuréticos, anti-hipertensivos, anestésicos, levodopa, lítio, IMAO, cocaína, norepinefrina,
fenilefrina e preparações orais de ferro.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

120 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


METILERGOMETRINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Metilergometrina
DCB: Metilergometrina
Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL – 0,2 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Agente ocitócico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Profilaxia e tratamento da hemorragia pós-parto e pós-aborto.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde 24 horas


Dosagem: 0,2 mg, IM, repetido a cada 2 a 4 horas, se necessário, até completar 5 doses.
Obs.: Monitorar pressão arterial e contrações uterinas.

5. ALERTAS
Precauções: Septicemia, doença vascular obliterativa, doenças hepáticas ou renais, pacientes no
segundo estágio de trabalho de parto, estenose valvar mitral. Monitorar pressão arterial e contra-
ções uterinas.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, gravidez, toxemia, hipertensão, indução ao par-
to, ameaça de aborto, reações alérgicas idiossincráticas prévias, angina do peito instável, infarto do
miocárido recente, acidente cerebrovascular, acidente isquêmico transitório, doença arterial coronari-
ana, eclâmpsia ou pré-eclâmpsia, fenômeno de Raynaud grave.
Efeitos adversos: Reações alérgicas (inclusive choques), bradicardia, vasoespasmo coronariano, pa-
rada cardíaca ou arritmia ventricular, palpitação, infarto do miocárdio, vasoespasmo periférico, hiper- M
N
tensão arterial transitória, náusea, vômito, visão obscurecida, cefaléia, tontura, convulsões, zumbido
nos ouvidos, dor no peito ou dispnéia, tromboflebite, congestão nasal, hematúria, diaforese.

O
Interações: Agentes antianginosos, nitroglicerina, bromocriptina, alcalóides do ergot, tabaco, vaso-
constritores e vasopressores, anestésicos gerais, nicotina, anti-retrovirais, clotrimazol, fluconazol.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; usar com cautela e evitar uso prolongado ou em altas doses.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 121


METOCLOPRAMIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Metoclopramida
DCB: Cloridrato de Metoclopramida
Apresentação: Injetável – ampolas 2 mL – 5 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiemético

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Náuseas, vômitos.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem:
Recém-nascidos: 0,033 a 0,1 mg/kg/dose, IV, de 8/8 h.
Crianças: 0,1 mg/kg/dose, IM ou IV, até 4 vezes ao dia. Dose máxima diária de 0,8 mg/kg.
Adultos: 10 mg, IM ou IV, de 8/8 h.
Ajuste de dose: Insuficiência renal.

5. ALERTAS
Precauções: Proteger os recém-nascidos da luz (risco de metahemoglobinemia); crianças (maior inci-
dência de reações extrapiramidais), idosos, disfunção renal, câncer de mama, insuficiência cardíaca
congestiva, anastomose gastrintestinal, cirrose, doença de Parkinson, hipertensão arterial. Pode com-
prometer a habilidade mental e física, terapia antidepressiva.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco; hemorragia, obstrução e perfuração gastrintesti-
M nal; uso concomitante de medicamentos com reações extrapiramidais, feocromocitoma, convulsões.
Efeitos adversos: Agranulocitose, agitação psicomotora, síndrome similar ao pânico com doses altas,
N ansiedade, discinesia tardia (mulheres, idosos, uso de anticolinérgicos e neurolépticos, transtornos

O
afetivos), tontura e sonolência, reações extrapiramidais, hipotensão e hipertensão, taquicardia, de-
pressão, constipação, estímulo à produção de prolactina, rash cutâneo, reações de hipersensibilidade.
Interações: Anticolinérgicos, analgésicos narcóticos, levodopa, álcool e depressores do SNC, succinil-
colina, Piper methysticum (kava), ciclosporina, IMAO e outros medicamentos que causam reações
extrapiramidais.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite; compatível com a amamentação, utilizar com precaução.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Cuidado ao dirigir ou executar tarefas que exijam atenção.

122 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


METOCLOPRAMIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Cloridrato de Metoclopramida
DCB: Cloridrato de Metoclopramida
Apresentação: Solução oral 4 mg/mL; Comprimidos 10 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiemético

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Distúrbio de motilidade gastrintestinal, náusea, vômito, dispepsia.
Dosagem:
Recém-nascidos: 0,033 a 0,1 mg/kg/dose, VO, de 8/8 h.
Crianças: 0,1 mg/kg/dose, VO, de 8/8 h. Dose máxima diária de 0,75 mg/kg/dia.
Adultos: 10 mg, VO, 3 vezes ao dia.
Ajuste de dose: Insuficiência renal.

4. ALERTAS
Precauções: Proteger os recém-nascidos da luz (risco de metahemoglobinemia Crianças (maior inci-
dência de reações extrapiramidais), idosos, disfunção renal, câncer de mama, insuficiência cardíaca
congestiva, anastomose gastrintestinal, cirrose, doença de Parkinson, hipertensão arterial. Pode com-
prometer a habilidade mental e física, terapia antidepressiva.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco; hemorragia, obstrução e perfuração gastrintesti-
nal; uso concomitante de medicamentos com reações extrapiramidais, feocromocitoma, convulsões.

M
Efeitos adversos: Agranulocitose, agitação psicomotora, síndrome similar ao pânico com doses altas,
ansiedade, discinesia tardia (mulheres, idosos, uso de anticolinérgicos e neurolépticos, transtornos afeti-

N
vos), tontura e sonolência, reações extrapiramidais, hipotensão, hipertensão arterial, taquicardia, de-
pressão, constipação, estímulo à produção de prolactina, rash cutâneo, reações de hipersensibilidade.

O
Interações: Anticolinérgicos, analgésicos narcóticos, levodopa, álcool e depressores do SNC, succinil-
colina, Piper methysticum (kava), ciclosporina, IMAO e outros medicamentos que causam reações
extrapiramidais.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite; compatível com a amamentação; utilizar com precaução.
Via de excreção principal: Renal.

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar 30 minutos antes das refeições. Cuidado ao dirigir ou executar tarefas que exijam atenção.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 123


METRONIDAZOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Metronidazol
DCB: Metronidazol
Apresentação: Suspensão oral 40 mg/mL; Comprimidos 250 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiprotozoário; antimicrobiano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Infecções por bactérias anaeróbicas; tratamento de infecções cirúrgicas; infecção
puerperal; vaginites por Gardnerella vaginalis; tricomoníase urogenital.
Dosagem:
Crianças:
Giardíase e tricomoníase: 15 mg/kg/dia, VO, de 8/8 h, por 5 a 10 dias, até o máximo de 750 mg/dose.
Amebíase: 35 a 50 mg/kg/dia, VO, de 8/8 ou 12/12 h, por 7 a 10 dias, até o máximo de 750 mg/dose.
Infecção por anaeróbios: 30 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h, até o máximo de 4.000 mg ao dia.
Adultos:
Amebíase: 750 mg, VO, de 8/8 h, por 5 a 10 dias.
Giardíase: 250 mg,VO, de 8/8 h, por 5 dias.
Tricomoníase: 2.000 mg, VO, em dose única ou 250 mg, VO, de 8/8 h, por 7 dias.
Gardnerella vaginalis: 500 mg, VO, de 12/12 h, por 5 a 7 dias.
Helicobacter pylori: 250 mg, VO, de 6/6 h, por 14 dias, em associação.
Infecção oral por anaeróbios: 7,5 mg/kg/dose, VO, de 6/6 h.

M
Colite pseudomembranosa: 500 mg, VO, de 8/8 h.
Periodontite bacteriana: 200 a 400 mg, VO, de 8/8 h, durante 7 a 10 dias.

N
Dose máxima diária de 4.000 mg.
Ajuste de dose: Disfunção renal e hepática.

O 4. ALERTAS
Precauções: Gestação, doenças do SNC, doença hepática severa, discrasias sangüíneas, uso concomi-
tante com anticoagulantes, fenitoína e fenobarbital; álcool (efeito antabuse).
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco e a compostos imidazólicos; primeiro trimestre de
gestação.
Efeitos adversos: Náusea, anorexia, gosto metálico na boca; boca seca; congestão nasal; desconforto
abdominal, colite pseudomembranosa, leucopenia, cefaléia, tontura, ataxia, confusão mental, neuro-
patia periférica, convulsão; depressão; artralgias; coloração escura da urina; ressecamento da vagina e
da vulva; pancreatite; reações de hipersensibilidade; sintomas urinários; diminuição da libido.
Interações: Dissulfiram, monossulfiram, varfarina e outros anticoagulantes orais, barbituratos, hidan-
toína, terfenadina, astemizol, lítio.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno. Interromper amamentação por 12 a 24 horas após a adminis-
tração da dose única.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não ingerir álcool durante e até 3 dias após o período de tratamento.

124 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


NELFINAVIR
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Nelfinavir
DCI: Nelfinavir
Apresentação: Comprimidos 250 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da protease

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Terapia anti-retroviral de HIV/AIDS.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS


Dosagem:
Recém-nascidos: Dose sob estudo em ensaios clínicos.
Crianças: 30 mg/kg, VO, de 8/8 h. Dose máxima de 750 mg de 8/8 h.
Adultos e adolescentes: 1250 mg, VO, 2 vezes ao dia ou 750 mg, 3 vezes ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Insuficiência hepática, resistência cruzada a outros inibidores de protease, hemofilia A e
B, hiperglicemia, Diabetes mellitus.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco; co-administração com sinvastatina, lovastatina,
rifampicina, astemizol, terfenadina, cisaprida, midazolam, triazolam, derivados do ergot e Hypericum
perforatum.
Efeitos adversos: Diarréia, astenia, dor abdominal, intolerância gastrintestinal, flatulência, náusea,
aumento de sangramentos em hemofílicos, exacerbação de doença hepática crônica, elevação das
transaminases, dor muscular, dislipidemia, lipodistrofia, hiperglicemia, Diabetes mellitus e exantema.
M
Interações: Sinvastatina, lovastatina, rifampicina, astemizol, terfenadina, cisaprida, midazolam, tria- N
O
zolam, derivados do ergot, Hypericum perforatum, delavirdina, amprenavir, efavirenz, nevirapina,
etinilestradiol (usar método contraceptivo alternativo), fenobarbital, fenitoína e carbamazepina (dimi-
nuem os níveis de nelfinavir), rifabutina, bloqueadores de cálcio, sildenafil.
Considerações sobre associação com outros anti-retrovirais:
Lpinavir/ritonavir: não administrar concomitantemente
Didanosina: administrar com intervalo mínimo de uma hora
Saquinavir: ajustar dose de saquinavir para 800 mg 3x/dia ou 1.200 mg 2x/dia).
Gravidez: Categoria B. Indicado em associação a outros medicamentos (AZT + 3TC) para o controle
da infecção e a redução da transmissão vertical do HIV (vide manual do MS).
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Fecal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar com as refeições para melhorar a tolerância. Quando associado à didanosina, deixar
intervalo de uma hora entre os medicamentos.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 125


NEVIRAPINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Nevirapina
DCI: Nevirapine
Apresentação: Comprimidos 200mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da transcriptase reversa não análogo de


nucleosídeo

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Terapia anti-retroviral de HIV/AIDS.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS


Dosagem:
Recém-nascidos: 5 mg/kg ou 120 mg/m2 (iniciar por 14 dias, 1 vez ao dia, seguido de 120 mg/m2, de
12/12 h, por 14 dias e ajustar a dose para 200 mg/m2, de 12/ 12 h) Protocolo ACTG356.
Crianças: 120 a 200 mg/m2, VO, de 12/12 h. Iniciar com uma dose, uma vez ao dia, por 14 dias e
aumentar para a dose usual, na ausência de erupção cutânea ou outros efeitos adversos. Dose máxima
de 200 mg de 12/12 h.
Adolescentes e adultos: 200 mg, VO, de 12/12 h. Iniciar com 200 mg/dia durante 14 dias e aumen-
tar para a dose usual, na ausência de exantema ou outros efeitos adversos. Havendo interrupção do
tratamento por mais de 7 dias deve-se reiniciar com 200 mg ao dia.
Ajuste de dose: Disfunção renal e hepática.

M 5. ALERTAS
Precauções: Doenças hepáticas ou renais (avaliar função renal e hepática antes e durante o tratamen-
N to). O aparecimento de lesões de pele deve ser informado precocemente à equipe de saúde.

O
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco. Pacientes em uso de rifampicina, cetoconazol,
Hypericum perforatum, outros inibidores da transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos.
Efeitos adversos: Reações cutâneas, hepatotoxicidade, ambas potencialmente fatais nas primeiras
oito semanas; febre, exantema, artralgia, mialgia, distúrbios gastrintestinais, fadiga, toxicidade hema-
tológica; elevação de transaminases, especialmente nas primeiras oito semanas de tratamento.
Interações: Amprenavir, ITRAN, rifampicina, cetoconazol, Hypericum perforatum, opiáceos, etiniles-
tradiol (usar método contraceptivo alternativo), ritonavir, nelfinavir.
Considerações sobre associação com outros anti-retrovirais:
Indinavir e lopinavir/ritonavir: aumentar a dose dos mesmos quando associados
Saquinavir: administrar apenas se associado ao ritonavir
Gravidez: Categoria C. Indicado em associação a outros medicamentos (AZT + 3TC) para o controle
da infecção e a redução da transmissão vertical do HIV (vide manual do MS).
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Relatar imediatamente a presença de efeitos adversos como febre, exantema, artralgia ou mialgia.

126 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


NIFEDIPINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Nifedipina
DCB: Nifedipino
Apresentação: Comprimidos 20 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anti-hipertensivo bloqueador de canais de cálcio

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Profilaxia de enxaqueca, angina vasoespástica, angina crônica, fenômeno de Ray-
naud, hipertensão arterial, DHEG, trabalho de parto pré-termo, dismenorréia.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Atenção à Hipertensão Arterial Sistêmica


Usos terapêuticos: Tratamento da Hipertensão arterial sistêmica.
Dosagem:
Adultos: 20 mg/dia, VO, de 12/12 h.

5. ALERTAS
Precauções: Insuficiência renal crônica, exacerbação da angina no início do tratamento, combinação
de terapia com betabloqueadores, hipotensão, insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência hepáti-
ca, terapia com antidiabéticos (pode ser necessário ajustes), crises hipertensivas, edema periférico,
anestesia com fentanil (interromper uso 36 horas antes); descontinuar uso na presença de reações
dermatológicas persistentes.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou a outros bloqueadores de canais de cálcio,
estenose aórtica, angina instável, IAM recente (há menos de 4 semanas).
Efeitos adversos: Rubor; vertigem, tontura, hiperplasia gengival, cefaléia, edema periférico, fraque-
M
za, náusea, pirose, ginecomastia (principalmente em idosos e durante terapêutica prolongada). N
O
Interações: Amiodarona, beta-bloqueadores, fentanil, magnésio, mibefradil, AINEs, anticoagulantes
orais, amprenavir, saquinavir, cimetidina, ciclosporina, delavirdina, diltiazem, fluconazol, itraconazol,
cetoconazol, omeprazol, ritonavir, contraceptivos orais, nafcilina, rifampicina, etanol, blufomedil, di-
goxina, fenitoína, metformina, tacrolimus, nortriptilina, quinidina, teofilina e vincristina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 127


NISTATINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Nistatina
DCB: Nistatina
Apresentação: Suspensão oral 100.000 UI/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antifúngico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento de infecções fúngicas, candidíase oral e vaginal.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento das Infecções Oportunistas da AIDS


Usos terapêuticos: Tratamento da candidíase orofaríngea.
Dosagem:
Prematuros e crianças com baixo peso: 1 mL (100.000 UI), VO, 4 vezes ao dia.
Lactentes: 2 mL (200.000 UI), VO, 4 vezes ao dia.
Crianças e adultos: 4 a 6 mL (400.000 a 600.000 UI), VO, 4 vezes ao dia.
Obs.: Tratar no mínimo por 48 horas após a remissão dos sintomas e as culturas terem retornado ao
normal.

5. ALERTAS
Precauções: Descontinuar o uso se houver reações de hipersensibilidade.
Contra-indicações: Hipersensibilidade à nistatina.
Efeitos adversos: Distúrbio gastrintestinal, náusea, vômito, diarréia, erupções cutâneas e síndrome
M de Stevens-Johnson.
Interações: Não descritas.
N Gravidez: Categoria C.

O
Lactação: Seguro.
Via de excreção principal: Fecal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Agitar o frasco antes de usar. Administrar metade da dose em cada lado da bochecha, procurar reter
na cavidade oral o máximo de tempo possível antes de deglutir.

128 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


NITROFURANTOÍNA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Nitrofurantoína
DCB: Nitrofurantoína
Apresentação: Cápsulas 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento de infecções urinárias agudas e crônicas produzidas por bactérias
sensíveis à nitrofurantoína.
Dosagem:
Recém-nascidos: Uso contra-indicado.
Crianças:
Tratamento da infecção: 5 a 7 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h, durante 7 dias.
Quimioprofilaxia: 1 mg/kg/dia, VO, em dose única ao deitar ou de 12/12 h.
Adolescentes e adultos:
Tratamento da infecção: 50 a 100 mg, VO, de 6/6 h, durante 7 dias.
Quimioprofilaxia: 50 a 100 mg, VO, em dose única ao deitar.
Ajuste de dose: Disfunção renal.

4. ALERTAS
Precauções: Doenças pulmonares; neuropatia periférica; nefropatia, hepatopatia, anemia hemolítica,

M
deficiência de G6PD.
Contra-indicações: Disfunção renal com clearance de creatinina < 60 mL/minuto; fase final da gesta-

N
ção, crianças menores de 1 mês de idade, hipersensibilidade ao fármaco, infecção prostática em
idosos, pielonefrite e abcesso perinefrético.

O
Efeitos adversos: Anorexia, náusea, vômito, dor abdominal, diarréia, colite pseudomembranosa,
parotidite, cefaléia, tonturas, sonolência, mialgia, neuropatia periférica, pseudotumor cerebral, erup-
ções cutâneas, febre, calafrios, icterícia, anemia hemolítica, leucopenia, agranulocitose, metahemo-
globinemia, eosinofilia e reações pleuropulmonares, pneumonites, alopécia, hepatite, pancreatite,
síndrome de Stevens-Johnson.
Interações: Anticolinérgicos, trissilicato de magnésio, norfloxacina, probenecida, sulfimpirazona,
medicamentos neurotóxicos e hemolíticos.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: compatível com a amamentação; risco de toxicidade em crianças com deficiência de G6PD
e com predisposição à hiperbilrrubinemia.
Via de excreção principal: Renal.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar junto às refeições.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 129


NORETINDRONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Noretindrona
DCB: Noretisterona
Apresentação: Comprimidos 0,35 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Hormônio progestogênico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Contracepção, hemorragia uterina disfuncional, distúrbios do ciclo menstrual.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Planejamento Familiar


Usos terapêuticos: Contracepção.
Dosagem: Administrar 1 comprimido diariamente, de preferência no mesmo horário. Não interrom-
per na menstruação. Se um comprimido for esquecido por mais de 3 horas, administrá-lo assim que
se lembrar e o próximo no horário habitual. Associar método de barreira nas próximas 48 horas.

5. ALERTAS
Precauções: Asma, doença cardiovascular, enxaqueca, epilepsia, hiperlipemia, Diabetes mellitus ,
imobilização prolongada, disfunção renal, perda parcial ou total de visão, proptose ou diplopia.
Contra-indicações: Hipersensibilidade a algum componente da fórmula, gravidez diagnosticada ou
suspeita, tromboflebite e doenças troboembólicas, apoplexia cerebral, doença hepática aguda, carci-
noma de mama, sangramento vaginal anormal não diagnosticado, disfunção hepática severa, aborto
inevitável.
M Efeitos adversos: Irregularidade menstrual, sangramentos freqüentes e irregulares, sangramento de

N
longa duração e amenorréia, cefaléia, enxaqueca, desconforto nas mamas, náusea, vertigem, fenôme-
nos tromboembólicos, cloasma, melasma, neurite óptica, trombose vascular de retina, depressão,

O
edema, acne, hirsutismo e ganho de peso.
Interações: Fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, rifampicina, aminoglutetimida, ciclosporina.
Gravidez: Categoria X.
Lactação: Compatível com a amamentação; acompanhar ganho de peso do lactente.
Via de excreção principal: Renal (provavelmente).

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar os comprimidos sempre no mesmo horário. Se um comprimido for esquecido por mais
de 3 horas, administrá-lo assim que se lembrar, e o próximo no horário habitual. Associar método de
barreira nas próximas 48 horas.

130 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ENANTATO DE NORETISTERONA + VALERATO DE ESTRADIOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Enantato de Noretisterona + Valerato de Estradiol
DCB: Noretisterona + Valerato de Estradiol
Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL - 50 mg de Enantato de Noretisterona + 5 mg de Valerato
de Estradiol

2. CLASSE TERAPÊUTICA Hormônio estrogênico e progestogênico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Contraceptivo hormonal injetável mensal.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Planejamento Familiar


Dosagem: 1 ampola, IM profunda, em região glútea, mensalmente. Aplicar a 1a dose no primeiro dia
da menstruação e as subseqüentes a cada trinta dias ± 3 dias, independente de haver fluxo menstrual.

5. ALERTAS
Precauções: Deve-se evitar a administração de uma nova injeção se durante o tratamento ocorrerem
pela primeira vez cefaléias do tipo enxaqueca, ou cefaléias com freqüência e intensidade fora do habitu-
al. Ganho de peso, dislipidemias, disfunção hepática, lentes de contato, transtornos de humor, edema.
Contra-indicações: Gravidez, disfunção hepática severa, antecedentes de icterícia idiopática gravídica
ou prurido gestacional grave; processos tromboembólicos arteriais e venosos; anemia falciforme, car-
cinoma de mama ou de endométrio, Diabetes mellitus grave com alterações vasculares, transtornos
do metabolismo lipídico, antecedentes de herpes gravídico.
Efeitos adversos: Cefaléia, transtornos do humor, depressão, hipertensão, fenômenos tromboembó- M
N
licos, infarto do miocárdio, distúrbios gástricos, náusea, tensão mamária, amenorréia, galactorréia,
alterações do peso e da libido, edema, intolerância à glicose, pancreatite, hepatotoxicidade, retinopa-

O
tia pigmentar, fotossensibilidade, acne, reações cutâneas, lupus, deficiência de vitaminas ou minerais,
cloasma (mulheres predispostas).
Interações: Barbitúricos, fenilbutazona, hidantoína, rifampicina, ampicilina, hipoglicemiantes orais,
insulina.
Gravidez: Categoria X .
Lactação: Não utilizar durante a amamentação.
Via de excreção principal: Renal e fecal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não massagear o local da aplicação e utilizar esparadrapo para impedir extravazamento.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 131


PENICILINA G BENZATINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Penicilina G Benzatina
DCB: Benzilpenicilina Benzatina
Apresentação: Injetável – frasco-ampola + diluente - 600.000 UI e 1.200.000 UI de Penicilina G
Benzatina

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento de infecções causadas por microorganismos sensíveis.
Dosagem:
Crianças:
Infecções estreptocócicas (grupo A) do trato respiratório superior e da pele:
até 27 kg: 300.000 a 600.000 UI, IM, em dose única (50.000 UI/Kg).
> 27 kg: 900.000 a 1.200.000 UI, IM, em dose única.
Profilaxia da febre reumática e da glomerulonefrite: 50.000 UI/Kg, IM, em dose única, a cada 3 ou 4
semanas. Dose máxima de 1.200.000 UI, IM, por dose.
Sífilis congênita (período neonatal, mães inadequadamente tratadas): 50.000 UI/Kg, IM, em dose única.
Adultos:
Profilaxia de infecção de pele, tratamento de infecções estreptocócicas (grupo A) do trato respiratório
superior e da pele: 1.200.000 UI, IM, em dose única.
Profilaxia da febre reumática e da glomerulonefrite: 1.200.000 UI, IM, 1vez por mês, em dose única,
ou a cada 3 semanas, se houver recorrência ou lesão valvular grave.
Sífilis:
Primária: 2.400.000 UI, IM, (1.200.000 UI em cada nádega), em dose única.
Secundária e latente recente: 2.400.000 UI, IM, (1.200.000 UI em cada nádega); repetir a dose após
uma semana (dose total 4.800.000 UI).
Terciária (latente tardia e neurossífilis): aplicar 2.400.000 UI, IM, (1.200.000 UI em cada nádega),
repetindo esta dose por 3 semanas (dose total de 7.200.000 UI).
Ajuste de dose: Disfunção renal, idosos.

4. ALERTAS

P
Precauções: Investigar antecedentes de reações de hipersensibilidade às penicilinas e cefalosporinas;
predisposição atópica, asma, histórico de convulsões.
Contra-indicações: Reação de hipersensibilidade às penicilinas ou às cefalosporinas.
Q Efeitos adversos: Lesões neurovasculares (administração próxima a grandes troncos nervosos ou via
intra-arterial); fibrose e atrofia do quadríceps femural (injeção em região ântero-lateral da coxa); erup-

R ções cutâneas (formas máculo-papulosas até dermatite esfoliativa), urticária, edema de laringe, reações
semelhantes à doença do soro, incluindo febre, calafrios, edema, artralgias e prostração, eosinofilia,
anemia hemolítica, leucopenia, granulocitopenia, agranulocitose, trombocitopenia, neuropatia e nefro-
patia, parada cardíaca, miocardite, infarto do miocárdio, convulsões, neuropatia, mioclonia, hipocale-
mia, hipernatremia, alcalose metabólica, dor abdominal, colite pseudomembranosa, pneumonite, ne-
frotoxicidade, hepatotoxicidade, síndrome de Stevens-Johnson, reação de Jarisch-Herxheimer.
Interações: Probenecida, cloranfenicol, eritromicina, sulfonamidas, tetraciclina, metotrexato, anti-
concepcionais orais.
Gravidez: Categoria B; efeitos não conhecidos sobre o concepto.
Lactação: Excretada no leite materno, compatível com a amamentação. Pode causar sensibilização
alérgica na criança.
Via de excreção principal: Renal.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Aplicar exclusivamente por via IM profunda, no quadrante superior lateral da nádega. Em lactentes e
crianças pequenas pode ser preferível administrar na face lateral da coxa. O frasco deve ser agitado
antes da retirada da dose a ser injetada para completa homogeneização do produto; a agitação deve
ser cuidadosa evitando-se a formação de espuma.

132 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


PENICILINA G PROCAINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Penicilina G Procaína
DCB: Benzilpenicilina Procaína
Apresentação: Injetável – frasco-ampola + diluente - Penicilina G Procaína 300.000 UI + Penicilina
G Potássica 100.000 UI

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento de infecções causadas por microorganismos sensíveis, causadores de
faringite, faringoamigdalite bacteriana, pneumonia, broncopneumonia, impetigo estreptocócico e outras
piodermites, erisipela, febre por mordida de rato, difteria, infecções dentárias, sífilis e blenorragia.
Dosagem:
Crianças:
Dose usual: 25.000 a 50.000 UI/kg/dia, durante 7 a 10 dias.
Infecções estreptocócicas: 300.000 UI, IM, em dose única diária, durante 10 dias.
Sífilis congênita: 50.000 UI/kg/dia, IM, durante 10 dias (vide manual do MS ou do programa Mãe
Curitibana).
Dose máxima diária de 4.800.000 UI.
Adolescentes e adultos: 600.000 a 1.200.000 UI/dia, IM.
Ajuste de dose: Disfunção renal severa ou hepática (metade da dose), idosos.

4. ALERTAS
Precauções: Investigar antecedentes de reações de hipersensibilidade às penicilinas e cefalosporinas;
predisposição atópica, asma, histórico de convulsões. Tratamento por mais de 14 dias aumenta o risco
de neutropenia e reações semelhantes à doença do soro.
Contra-indicações: Reação de hipersensibilidade às penicilinas ou às cefalosporinas.
Efeitos adversos: Lesões neurovasculares (administração próxima a grandes troncos nervosos ou via
intra-arterial), fibrose e atrofia do quadríceps femural (injeção em região ântero-lateral da coxa), erup-
ções cutâneas (formas máculo-papulosas até dermatite esfoliativa), urticária, edema de laringe, reações P
semelhantes à doença do soro, incluindo febre, calafrios, edema, artralgia, prostração, eosinofilia, ane-
mia hemolítica, leucopenia, granulocitopenia, agranulocitose, trombocitopenia, neuropatia, nefropatia, Q
parada cardíaca, miocardite, infarto do miocárdio, convulsões, neuropatia, mioclonia, hipocalemia, hi-
pernatremia, alcalose metabólica, dor abdominal, colite pseudomembranosa, pneumonite, nefrotoxici- R
dade, hepatotoxicidade, síndrome de Stevens-Johnson, reação de Jarisch-Herxheimer.
Interações: Probenecida, cloranfenicol, eritromicina, sulfonamidas, tetraciclina, metotrexato, anti-
concepcionais orais.
Gravidez: Categoria B; efeitos não conhecidos sobre o concepto.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação. Pode causar sensibilização
alérgica na criança.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Aplicar exclusivamente por via IM profunda, no quadrante superior lateral da nádega. Em lactentes e
crianças pequenas pode ser preferível administrar na face lateral da coxa. O frasco deve ser agitado
antes da retirada da dose a ser injetada para completa homogeneização do produto; a agitação deve
ser cuidadosa evitando-se a formação de espuma.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 133


PERMANGANATO DE POTASSIO
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Permanganato de Potássio
DCB: Permanganato de Potássio
Apresentação: Comprimidos 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antisséptico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Feridas, úlceras, infecções secundárias ou abcessos em eczemas e dermatoses agu-
das, bromidrose, infecções micóticas como pé de atleta, lesões cutâneas loxoscélicas não ulceradas.
Dosagem:
Dose usual: Diluir 1 comprimido de 100 mg em 1 litro de água (solução a 0,1%) e aplicar sobre a
superfície afetada 2 a 3 vezes ao dia.
Acidentes loxoscélicos: Diluir 1 comprimido de 100 mg em 4 litros de água e aplicar as compressas
durante 5 a 10 minutos, 2 vezes ao dia.

4. ALERTAS
Precauções: Irritação da pele e das mucosas; tingimento da pele e das roupas. O produto pode ser
explosivo se entrar em contato com outras substâncias orgânicas ou substâncias facilmente oxidáveis.
Tóxico se ingerido.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Cáustico e irritante dos tecidos, alterações da cor da pele.
Interações: Incompatível com iodetos, agentes redutores e com a maioria das substâncias orgânicas.

P
Q
R

134 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


PILOCARPINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Pilocarpina
DCB: Cloridrato de Pilocarpina
Apresentação: Solução oftálmica 2%

2. CLASSE TERAPÊUTICA Parassimpatomimético

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Indução de miose pós-operatória ou de miose após oftalmoscopia; tratamento de
glaucoma de ângulo aberto, glaucoma de ângulo agudo durante ou após a iridectomia, glaucoma
secundário.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Visão Saudável


Dosagem:
Glaucoma de ângulo agudo: Instilar 2 a 3 gotas (solução 1% - 2%) a cada 15 minutos.
Pré-operatório: Instilar 2 a 3 gotas 1 hora antes da cirurgia.
Outras indicações: Instilar 2 a 3 gotas nos olhos afetados a cada 4 ou 6 horas.

5. ALERTAS
Precauções: Hiperemia conjuntiva, risco de descolamento de retina, hipertireoidismo.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, glaucoma de ângulo fechado, asma não controla-
da, glaucoma após extração de catarata, crianças, iridociclite.
Efeitos adversos: Visão borrada, dificuldade na visão noturna, cefaléia, espasmo ciliar, dor e irritação
local, transpiração excessiva, tremor, náusea, vômito, diarréia, salivação, dispnéia.
Interações: Alcalóides da beladona, ciclopentolato, agonistas beta-adrenérgicos, solução oftálmica
de sulfacetamida.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.

P
Via de excreção principal: Renal.

Q
R

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 135


PIRAZINAMIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Pirazinamida
DCB: Pirazinamida
Apresentação: Suspensão oral 3%; Comprimidos 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano; antimicobacteriano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da tuberculose e de infecções micobacterianas atípicas.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Tuberculose


Usos terapêuticos: Tratamento da tuberculose, em associação a outros agentes tuberculostáticos.
Indicado na primeira fase (duração de 2 meses) dos seguintes esquemas:
Esquema I (básico)
Esquema II (tuberculose meningoencefálica)
Esquema IR (recidiva após cura e abandono do esquema I)
Esquema III (falência de tratamento dos esquemas I e IR)
Dosagem:
Até 20 kg: 35 mg/kg/dia, VO.
De 20 a 35 kg: 1.000 mg/dia, VO.
De 35 a 45 kg: 1.500 mg/dia, VO.
> 45 kg: 2.000 mg/dia, VO.
Ajuste de dose: Doença renal severa e obesos (usar peso corporal ideal).

5. ALERTAS
Precauções: Antecedentes de hiperuricemia e gota, Diabetes mellitus, doença renal severa.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, disfunção hepática severa, gota aguda.
Efeitos adversos: Irritação gástrica, náusea, vômito, epigastralgia, dor abdominal, disfunção hepáti-

P
ca, artralgia, artrite, acne, anemia sideroblástica, fotossensibilidade, pelagra, gota, hiperuricemia, ra-
bdomiólise, mioglobinúria e insuficiência renal.

Q
Interações: Ciclosporina, fosfenitoína, fenitoína, etionamida, probenecida, rifampicina, zidovudina.
Gravidez: Categoria C.

R
Lactação: Excretado no leite; efeitos desconhecidos sobre o lactente.
Via de excreção principal: Renal.

136 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


PIRIMETAMINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Pirimetamina
DCB: Pirimetamina
Apresentação: Suspensão oral 2 mg/mL; Comprimidos 25 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiprotozoário

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da toxoplasmose, malária e infecções por Pneumocystis jiroveci.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Mãe Curitibana


Usos terapêuticos: Tratamento da toxoplasmose na gestante e no recém-nascido.
Dosagem: uso associado a outros medicamentos (seguir protocolo do programa).
Gestante:
Dose de ataque: de 50 mg, VO, de 12/12 h, por 2 dias
Dose de manutenção de 50 mg, VO, uma vez ao dia.
Crianças: A droga deve ser manipulada em solução, na concentração de 2 mg/mL.
Dose de ataque: 2 mg/kg/dia (1 ml/kg/dia), VO, por dois dias consecutivos.
Dose de manutenção: 1 mg/kg/dia (0,5 ml/kg/dia), VO, 1 vez ao dia, três vezes por semana. Dose
máxima diária de 25 mg.

5. ALERTAS
Precauções: Deficiência de G6PD, insuficiência hepática ou renal, asma ou alergia severa, crises con-
vulsivas, após tratamento com cloroquina, crianças; fazer controle hematológico mensal e suspender o
uso na presença de alterações.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, anemia megaloblástica com deficiência de folato,
porfiria, uso concomitante de aurotioglucose.
Efeitos adversos: Discrasias sangüíneas, anemia megaloblástica, anemia aplástica, trombocitopenia,

P
leucopenia, anorexia, dor abdominal, diarréia, glossite, ataxia, eritema multiforme, erupções de pele,
síndrome de Stevens-Johnson.

Q
Interações: Metrotexato, cotrimoxazol, dapsona, ácido fólico, sulfametoxazol e trimetoprima, auroti-
oglucose, lorazepan.

R
Gravidez: Categoria C. Teratogênico, não utilizar no primeiro trimestre de gestação.
Lactação: Excretado no leite; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 137


POLIMIXINA B + NEOMICINA + CORTICOSTERÓIDE
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Sulfato de Polimixina B + Sulfato de Neomicina + Hidrocortisona ou Fluocinolona
DCB: Sulfato de Polimixina B + Sulfato de Neomicina + Hidrocortisona ou Acetonido de Fluocinolona
Apresentação: Solução otológica com no mínimo 5 mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano; corticosteróide

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento de infecções bacterianas superficiais do canal auditivo externo; coad-
juvante no tratamento das otites externas e otites médias com efusão.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Crescendo com Saúde


Dosagem:
Crianças: 3 gotas, no conduto auditivo, 3 a 4 vezes ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Não exceder o período de 10 dias de uso, descontinuar uso nos casos de hipersensibili-
dade local, otite média crônica, perfuração da membrana timpânica.
Contra-indicações: Hipersensibilidade aos componentes, herpes simplex, vacínia, varicela, meringite
bolhosa, herpes zoster na orelha, infecções fúngicas, virais ou tuberculosas da orelha.
Efeitos adversos: Sensação de ferroada e ardência quando atinge a orelha média, edema, eritema,
secura e prurido local; ototoxicidade e nefrotoxicidade.
Gravidez: Categoria C.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não descontinuar o tratamento antes do período determinado pelo médico.

P
Q
R

138 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


PREDNISONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Prednisona
DCB: Prednisona
Apresentação: Solução oral 1,5 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiinflamatório esteróide

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Antiinflamatório e imunossupressor.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Mãe Curitibana


Usos terapêuticos: Tratamento da toxoplasmose congênita.
Dosagem: 1,5 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h, até a regressão do processo inflamatório. Retirar gradativa-
mente.
Ajuste de dose: Insuficiência hepática severa, hipertireoidismo.

5. ALERTAS
Precauções: Pode mascarar sintomas de infecção ou diminuir a imunidade; amebíase latente, vacina-
ções (em especial caxumba), infestação por estrongilóide, tuberculose, hipotireoidismo, cirrose hepática,
afecções gastrintestinais, Miastenia gravis, insuficiência renal, hipertensão, psicose, catarata, glaucoma,
Diabetes mellitus, tolerância diminuída à glicose. Na exposição à varicela e sarampo está indicada a
profilaxia com imunoglobulinas. Não retirar abruptamente, monitorar crescimento e desenvolvimento.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, infecções fúngicas sistêmicas.
Efeitos adversos: Anemia, eosinopenia, leucocitose, linfopenia, trombocitopenia, crise hipertensiva,
hipertensão, psicose, esquizofrenia, sintomas extrapiramidais, pseudotumor cerebral, hiperglicemia,
hiperuricemia, hipercalcemia, supressão adrenal, Síndrome de Cushing, porfiria, dislipidemia, hipoca-
lemia, úlcera péptica, pancreatite, dor abdominal, nefrotoxicidade, proteinúria, catarata, glaucoma,
papiledema, acne, osteonecrose, osteoporose, miopatia, infecções.

P
Interações: Albendazol, aldesleucina, aminoglutetimida, amprenavir, anfotericina B, antiácidos, AAS,
hipoglicemiantes orais, insulina, glicosídeos digitálicos, diuréticos, agentes indutores enzimáticos he-

Q
páticos, mitotano, bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes, carbamazepina, fenitoína, fe-
nobarbital, fluoroquinolonas, fosfenitoína, hormônio do crescimento, indinavir, irinotecano, primido-

R
na, rifabutina, rifampina, ritodrina, medicamentos ou alimentos contendo sódio, ritonavir, vacina
contra rotavírus, saquinavir, suplementos de potássio, talidomida, vacina de vírus atenuados.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 139


PREDNISONA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Prednisona
DCB: Prednisona
Apresentação: Comprimidos 5 e 20 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiinflamatório esteróide

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Antiinflamatório e imunossupressor.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Hanseníase; Reumatologia; Tratamento de Aci-


dente Loxoscélico e Alergias Respiratórias na Infância
Usos terapêuticos: Acidente loxoscélico, artrite reumatóide e outras colagenoses, estados reacionais
tipo 1 e tipo 2 da hanseníase, asma na infância
Dosagem:
Crianças:
Acidente loxoscélico – havendo identificação do agente causal ou nas formas cutâneas moderadas e
graves: 1 a 2 mg/kg/dia, VO, durante 5 a 10 dias, de acordo com a gravidade.
Artrite reumatóide e outras colagenoses: 0,5 a 2 mg/kg/dia, VO, em dias alternados (para evitar inter-
ferência no crescimento), de acordo com a situação clínica.
Crise de asma aguda: 1 a 2 mg/kg/dose única, VO; após, 1 mg/kg/dia, VO, de 12/12 h, por 5 dias.
Adolescentes e adultos:
Acidente loxoscélico – havendo identificação do agente causal ou nas formas cutâneas moderadas e
graves: 40 a 60 mg/dia, VO, durante 5 a 10 dias, de acordo com a gravidade do caso.
Artrite reumatóide e outras colagenosas: 5 a 60 mg/dia, VO, dividido em 1 a 3 tomadas (maior dose
pela manhã), de acordo com a situação clínica. Dose máxima diária de 2 mg/kg/dia.
Estados reacionais tipo 1 e 2 da hanseníase: 1 a 2 mg/kg/dia, VO, até melhora acentuada. Dose
máxima diária de 60 mg. Reduzir gradualmente, de 15/15 dias, num período mínimo de 2 meses.
Ajuste de dose: Insuficiência hepática severa, hipertireoidismo.

5. ALERTAS
Precauções: Pode mascarar sintomas de infecções ou diminuir a imunidade, amebíase latente, vacina-

P ções (em especial caxumba), infestação por estrongilóide, tuberculose, hipotireoidismo, cirrose hepática,
afecções gastrintestinais, Miastenia gravis, insuficiência renal, hipertensão, psicose, catarata, glaucoma,

Q
Diabetes mellitus, tolerância diminuída à glicose. Na exposição à varicela e sarampo está indicada a
profilaxia com imunoglobulinas. Não retirar abruptamente, monitorar crescimento e desenvolvimento.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, infecções fúngicas sistêmicas.
R Efeitos adversos: Anemia, eosinopenia, leucocitose, linfopenia, trombocitopenia, crise hipertensiva,
hipertensão, psicose, esquizofrenia, sintomas extrapiramidais, pseudotumor cerebral, hiperglicemia,
hiperuricemia, hipercalcemia, supressão adrenal, Síndrome de Cushing, porfiria, dislipidemia, hipoca-
lemia, úlcera péptica, pancreatite, dor abdominal, nefrotoxicidade, proteinúria, catarata, glaucoma,
papiledema, acne, osteonecrose, osteoporose, miopatia, infecções.
Interações: Albendazol, aldesleucina, aminoglutetimida, amprenavir, anfotericina B, antiácidos, aspi-
rina, hipoglicemiantes orais, insulina, glicosídeos digitálicos, diuréticos, agentes indutores enzimáticos
hepáticos, mitotano, bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes, carbamazepina, fenitoína,
fenobarbital, fluoroquinolonas, fosfenitoína, hormônio do crescimento, indinavir, irinotecano, primi-
dona, rifabutina, rifampina, ritodrina, medicamentos ou alimentos contendo sódio, ritonavir, vacina
contra rotavírus, saquinavir, suplementos de potássio, talidomida, vacina de vírus atenuados.
Gravidez: Categoria C e no primeiro trimestre categoria D.
Lactação: Excretado no leite, compatível com a amamentação em doses inferiores a 20 mg/dia.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar com alimento.

140 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


PROMETAZINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Prometazina
DCB: Prometazina
Apresentação: Injetável – ampolas 2 mL – 25 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anti-histamínico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Alergias, sedação, náusea, vômito, terapia adjuvante anestésica.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem:
Crianças:
< de 2 anos: Uso contra-indicado.
> de 2 anos:
Antiemético: 0,25 a 0,5 mg/kg/dose, IM, até 4 vezes ao dia.
Anti-histamínico: 0,25 a 1,0 mg/kg, IM, de 6/6 h, enquanto necessário.
Adultos:
Antiemético: 12,5 a 25 mg, IM ou IV, até 6 vezes ao dia.
Anti-histamínico: 25 mg, IM ou IV. Repetir após 2 horas, se necessário.

5. ALERTAS
Precauções: Risco de distonia em crianças desidratadas; suspender o uso em crianças com Síndrome
de Reye ou outras doenças hepáticas; avaliar risco/benefício nos casos de glaucoma de ângulo estreito,
úlcera péptica estenosante, hipertrofia prostática sintomática, obstrução de colo vesical e obstrução
piloroduodenal; depressão de medula óssea; pode reduzir o limiar convulsivo; doença cardiovascular,
insuficiência hepática.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, crianças menores de 2 anos, uso concomitante de

P
altas doses de depressores do SNC, estados comatosos, sintomas respiratórios, asma, apnéia do sono.
Efeitos adversos: Agranulocitose, sintomas extrapiramidais, psicose, discinesia tardia, alucinações,

Q
galactorréia, porfiria, hipertermia, icterícia colestática, constipação intestinal, retenção urinária dimi-
nuída, sedação, parada respiratória, apnéia, necrose tecidual, descoloração da pele, lipodistrofia e

R
fotossensibilidade. Em crianças pode ocorrer hiperexcitabilidade, pesadelos e morte súbita.
Interações: Depressores do SNC, álcool, medicamentos com ação anticolinérgica, adrenalina, cisapri-
da, medicamentos que causam reações extrapiramidais, levodopa, IMAO, gatifloxacino, levofloxaci-
no, moxifloxacino, pimozida.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido, uso não recomendado.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 141


PROPRANOLOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Propranolol
DCB: Propranolol
Apresentação: Comprimidos 40 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anti-hipertensivo bloqueador beta-adrenérgico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Angina do peito, enxaqueca (profilaxia), arritmia cardíaca, hipertensão arterial,
cardiomiopatia hipertrófica, infarto do miocárdio, tremor senil e tremor essencial.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Atenção à Hipertensão Arterial Sistêmica


Usos terapêuticos: Tratamento da hipertensão arterial sistêmica.
Dosagem:
Adulto: 40 a 160 mg/dia, VO, de 12/12 h. Dose máxima diária de 320 mg.

5. ALERTAS
Precauções: Evitar retirada abrupta (recomendado retirada gradativa em uma a duas semanas), Dia-
betes mellitus, doença hepática, insuficiência cerebrovascular, hipertireoidismo, doença vascular peri-
férica, doença renal, depressão, dislipidemia.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao propranolol, bloqueio atrioventricular do 2º e 3º graus,
bradicardia sinusal, choque cardiogênico, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio (se houver hi-
potensão), asma brônquica ou doença pulmonar obstrutiva crônica.
Efeitos adversos: Ansiedade, fadiga, congestão nasal, constipação, depressão, psicose, disfunção
sexual, pesadelos, insônia, sonolência, broncoespasmo, insuficiência arterial periférica, tolerância a
exercícios diminuída, hipoglicemia, hipertireoidismo, crises tireotóxicas.
Interações: Bloqueadores dos canais de cálcio, clonidina, guanabenzo, diazóxido, reserpina, cocaína,
hipoglicemiantes orais, insulina, imunoterapia antialérgica, extratos alérgicos para testes na pele, sim-

P
patomiméticos, xantinas, AINEs, estrogênios, IMAO.
Gravidez: Categoria C.

Q
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

142 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


PROXIMETACAÍNA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Proximetacaína
DCB: Cloridrato de Proximetacaína
Apresentação: Solução oftálmica 0,5%

2. CLASSE TERAPÊUTICA Anestésico local

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Anestesia da conjuntiva e córnea para processos diagnósticos ou cirúrgicos.
Dosagem:
Anestesia superficial: 1 a 2 gotas no olho afetado.
Anestesia profunda: 1 gota no ollho afetado, a cada 5 a 10 minutos, até o máximo de 5 a 7 aplicações.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Visão Saudável

5. ALERTAS
Precauções: Segurança e efetividade do uso em crianças não foram bem estabelecidas; doença cardí-
aca, hipertireoidismo, uso prolongado.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Reações de hipersensibilidade como ceratites e outras manifestações de córnea,
ardor local, opacificação da córnea em uso prolongado.
Interações: Hialuronidase, fenilefrina e tropicamida.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

P
Q
R

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 143


RETINOL + CLORANFENICOL + AMINOÁCIDO
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Retinol + Cloranfenicol + Aminoácidos
DCB: Acetato de Retinol + Cloranfenicol + (Aminoácidos)
Apresentação: Pomada oftálmica - Retinol 10.000 UI + Cloranfenicol 5,0 mg + Aminoácidos 25,0 mg.

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano; cicatrizante; regenerador tecidual

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Epitelizador e regenerador dos tecidos oculares.
Dosagem:
Crianças: Uso contra-indicado.
Adultos: Aplicar cerca de 1 cm da pomada no saco conjuntival inferior, 3 a 4 vezes ao dia.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Visão Saudável

5. ALERTAS
Precauções: Discrasias sangüíneas, reações de hipersensibilidade.
Contra-indicações: Hipersensibilidade aos componentes do fármaco, crianças, gestantes, lesões con-
taminadas por agentes resistentes ao cloranfenicol.
Efeitos adversos: Neurite óptica, atrofia óptica, hipoplasia medular, diplopia, eczema, eritema, des-
coloração da pele.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Não descontinuar o tratamento antes do período determinado pelo médico.

P
Q
R

144 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


RIFAMPICINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Rifampicina
DCB: Rifampicina
Apresentação: Suspensão oral 2%; Cápsulas 300 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano; antimicobacteriano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da tuberculose e hanseníase, de infecções por agentes bacterianos
sensíveis ao medicamento, bloqueio de meningite bacteriana, infecções ortopédicas, endocardite bac-
teriana, infecções fúngicas (associação).

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Tuberculose; Tratamento da Hanseníase; Blo-


queio da Meningite Bacteriana
Usos terapêuticos: Tratamento da tuberculose, hanseníase e bloqueio de meningite bacteriana.
Dosagem:
Tuberculose: Indicado nos seguintes esquemas:
Esquema I: primeira (2 meses) e segunda (4 meses) fases;
Esquema IR (recidiva após cura e abandono do esquema I): primeira (2 meses) e segunda (4 meses) fases;
Esquema II (tuberculose meningoencefálica): primeira (2 meses) e segunda (7 meses) fases.
Até 20 kg: 10 mg/kg/dia, VO.
De 20 a 35 kg: 300 mg/dia, VO.
De 35 a 45 kg: 450 mg/dia, VO.
≥ 45 kg: 600 mg/dia, VO.
Bloqueio de meningite por meningococo ou hemófilo B:
< de 1 mês: 5 mg/kg/dose, VO, de 12/12 h, por 2 dias;
> de 1 mês até 10 anos: 10 mg/kg/dose, VO, de 12/12 h, por 2 dias. Dose máxima diária de 600 mg;
> de 10 anos: 600 mg/dose, VO, de 12/12 h, por 2dias.
Hanseníase: Administrado através de esquema-padrão, de acordo com a classificação operacional do
doente em Pauci ou Multibacilar, em cartelas específicas. No esquema alternativo, é utilizado em associ-
ação com ofloxacina e minociclina, em centros de referência (vide manual do Ministério da Saúde).
Ajuste de dose: Disfunção hepática.
P
Q
5. ALERTAS
Precauções: Disfunção hepática, hiperbilirrubinemia; indutor enzimático; o uso no tratamento de
meningites como agente isolado leva à rápida resistência bacteriana; monitorar função hepática
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco. R
Efeitos adversos: Hepatite, trombocitopenia, anemia hemolítica, leucopenia, eosinofilia, agranuloci-
tose, cefaléia, tontura, parestesia, diarréia, náusea, epigastralgia, dor abdominal, colite pseudomem-
branosa, insuficiência renal aguda, reações cutâneas, modificação da cor do suor e da urina (cor de
laranja), febre, vasculite, nefrite intersticial.
Interações: Álcool, anticoagulantes cumarínicos, anticoncepcional oral, estrógenos, antifúngicos azó-
licos, hipoglicemiantes orais, barbiturato, betabloqueador, ciclosporina, clofibrato, cloranfenicol, cor-
ticosteróide, dapsona, digitálicos, disopiramida, mexiletina, propafenona, quinidina, tocainida, ami-
nofilina, oxifilina, teofilina, medicamentos hepatotóxicos, anti-retrovirais inibidores de protease, iso-
niazida, metadona, verapamil oral.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno, compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Fezes.

6. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar 1 hora antes ou 2 horas após as refeições. Altera a cor da urina e do suor.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 145


RITONAVIR
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Ritonavir - RTV
DCI: Ritonavir
Apresentação: Solução oral 80 mg/mL; Cápsulas 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da protease

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Terapia anti-retroviral HIV/AIDS.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS


Dosagem:
Recém-nascidos: dose sob estudo em ensaios clínicos.
Crianças: 350 a 400 mg/m2 , VO, de 12/12 horas. Dose máxima: 600 mg, VO, de 12/12 horas. Iniciar
com 200 mg/m2 e aumentar 50 mg/m2 de 3 em 3 dias até atingir a dose usual.
Adolescentes: 600 mg, VO, de 12/12 horas. Iniciar com 300 mg, VO, de 12/12 horas e aumentar 100
mg de 12/12 horas a cada 3 a 4 dias, até atingir a dose usual.
Adultos:
Associação:
Saquinavir: RTV 400 mg, VO, 2 vezes ao dia + SQV 400 mg, VO, 2 vezes ao dia ou
RTV 100 mg, VO, 2 vezes ao dia + SQV 1000 mg, VO, 2 vezes ao dia.
Indinavir: RTV 100 a 200 mg, VO, 2 vezes ao dia + IDV 800 mg, VO, 2 vezes ao dia.
Amprenavir: RTV 100 mg, VO, 2 vezes ao dia + APV 600 mg, VO, 2 vezes ao dia ou
RTV 200 mg + APV 1200 mg, VO, 1 vez ao dia
RTV isolado (uso raro):
RTV 600 mg, VO, 2 vezes ao dia: iniciar com dose de 300 mg, VO, 2 vezes ao dia e aumentar 100 mg,
VO, 2 vezes ao dia a cada 3 ou 4 dias, até atingir 600 mg no máximo em 14 dias.

5. ALERTAS
Precauções: Disfunção hepática, intolerância digestiva.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao ritonavir, co-administração com meperidina, amiodarona,
astemizol, beperidil, derivados do ergot, sinvastatina, bupropiona, cisaprida, clozapina, pimozida, piro-
xicam, propoxifeno, encainida, flecainida, propafenona, quinidina, terfenadina, alprazolam, diazepam,
P flurazepam, clorazepato, estazolam, midazolam, triazolam, zolpidem e Hypericum perforatum.
Efeitos adversos: Náusea, vômito, diarréia, anorexia, dor abdominal, alteração do paladar, pareste-

Q sias periféricas e peribucais, cefaléia, vertigem, astenia, mialgia, hepatite, hemorragia, pielonefrite,
nefrolitíase, insuficiência renal, lipodistrofia, hiperglicemia, asma, pneumonia intersticial, exantema e

R
rash cutâneo vesículo-bolhoso.
Interações: Didanosina, efavirenz, nevirapina, amprenavir, indinavir, saquinavir, delavirdina, lopina-
vir/r, meperidina, amiodarona, astemizol, beperidil, derivados do ergot, suplementos à base de alho,
sinvastatina, bupropiona, cisaprida, clozapina, pimozida, piroxicam, propoxifeno, encainida, flecaini-
da, propafenona, quinidina, terfenadina, alprazolam, diazepam, flurazepam, clorazepato, estazolam,
midazolam, triazolam, zolpidem, Hypericum perforatum, teofilina, carbamazepina, dexametasona,
fenobarbital, fenitoína, digoxina, rifampicina, rifabutina, cetoconazol, desipramina, metronidazol,
secnidazol, tinidazol e dissulfiram.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Fecal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar com alimentos para melhorar a tolerância.
O fumo pode reduzir os níveis do RTV.
Conservar as cápsulas entre 2 a 8ºC, evitando congelamento e luz direta do sol. Caso não possa ser
mantido sob refrigeração, utilizar no máximo em 30 dias à temperatura ambiente (inferior a 25ºC).

146 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


SAIS PARA REIDRATAÇÃO ORAL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Sais para Reidratação Oral
DCB: Citrato de Sódio + Cloreto de Sódio + Cloreto de Potássio + Glicose
Apresentação: Envelopes - 27,9 g de pó contendo Cloreto de Sódio 3,5 g, Cloreto de Potássio 1,5 g,
Citrato de Sódio 2,9 g e Glicose 20 g

2. CLASSE TERAPÊUTICA Repositor eletrolítico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Reposição oral de água e eletrólitos, desidratação leve ou moderada.
Dosagem:
Preparo da solução: Diluir 1 envelope em 1 litro de água filtrada ou fervida e fria.
Na fase de reposição, a dose média é de 10 ml/kg (200 mL no máximo), após cada evacuação. A
solução deve ser oferecida em pequenas quantidades e com grande freqüência.

4. ALERTAS
Precauções: Debilitados, idosos, disfunção renal.
Contra-indicações: Íleo paralítico, obstrução e perfuração intestinal, vômitos incoercíveis, insuficiên-
cia renal com anúria ou oligúria, desidratação severa em tratamento com reposição intravenosa.
Efeitos adversos: Vômitos após administração rápida e de grandes quantidades, hipernatremia e
hipercalemia decorrente de hiperidratação (pacientes com comprometimento da função renal ou er-
ros na preparação da solução).
Gravidez: Categoria A.
Lactação: Seguro.
Via de excreção principal: Renal.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Reconstituir apenas com água e no volume indicado. Conservar a solução hidratante em ambiente
fresco ou geladeira, devendo ser administrado ou consumido até 24 horas após o preparo. Não ferver
ou aquecer após o preparo.

S
T
U

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 147


SALBUTAMOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Salbutamol
DCB: Sulfato de Salbutamol
Apresentação: Solução oral 0,4 mg/mL; Comprimidos 2 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Simpatomimético agonista beta-2-adrenérgico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Broncoespasmo.
Dosagem:
Crianças: 0,15 mg/kg/dose, VO, de 6/6 h. Dose máxima de 2 mg/dose.
Adolescentes e adultos: 2 a 4 mg, VO, de 6/6 h. Dose máxima de 8 mg/dose.

4. ALERTAS
Precauções: Avaliar risco/benefício na presença de Diabetes mellitus, hipertensão arterial, hipertireoi-
dismo, glaucoma, hipocalemia pré-existente, distúrbios convulsivos e insuficiência coronariana.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao salbutamol, arritmia cardíaca pré-existente; diante de abor-
tamento iminente.
Efeitos adversos: Tremor nas mãos, tontura, cefaléia, agitação, nervosismo, insônia, taquicardia e
ligeira queda na pressão diastólica, vasodilatação periférica, angina, lesões dermatológicas, síndrome
de Stevens-Johnson, reações alérgicas, urticária, sudorese, vômito, cãimbras pela redução de potássio
sérico ocasional, aumento do apetite, dificuldade para urinar, náusea, pirose, epistaxe, midríase, diar-
réia, constipação, broncoespasmo paradoxal, tosse.
Interações: Atomoxetina, epinefrina, norepinefrina, levonordefrina, antidepressivos tricíclicos, anti-
histamínicos, levotiroxina sódica, alcalóides do ergot, bloqueador alfa-adrenérgico (fentolamina), be-
tabloqueadores e fenotiazina, anti-hipertensivos, insulina, hipoglicemiantes orais, anestésico hidrocar-
bonado halogenado, ciclopropano, digitálicos, diurético mercurial, halotano, IMAO.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; ação desconhecida sobre o concepto; avaliar risco/benefício.
Via de excreção principal: Renal.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar junto às refeições.

S
T
U

148 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


SAQUINAVIR
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Saquinavir - SQV
DCI: Saquinavir
Apresentação: Cápsulas 200 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da protease

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da infecção por HIV/AIDS.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS


Dosagem:
Adolescentes maiores de 18 anos e adultos:
Associação com Ritonavir:
SQV 1.000 mg, VO, 2 vezes ao dia + RTV 100 mg, VO, 2 vezes ao dia ou
SQV 400 mg, VO, 2 vezes ao dia + RTV 400 mg, VO, 2 vezes ao dia ou
SQV ( cápsula mole) 1200 mg, VO, 3 vezes ao dia.
Associação com Lopinavir/r:
SQV 1000 mg, VO, 2 vezes ao dia + LPV/r 400/100 mg, VO, 2 vezes ao dia
Associação com Nelfinavir:
SQV (cápsula mole) para 800 mg, VO, 3 vezes ao dia, ou 1200 mg, VO, 2 vezes ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Insuficiência renal ou hepática, Diabetes mellitus, hemofilia.
Contra-indicações: Insuficiência hepática severa, hipersensibilidade ao fármaco, co-administração
com sinvastatina, lovastatina, rifampicina, rifabutina, derivados da ergot, astemizol, terfenadina, cisa-
prida, midazolam, triazolam, Hypericum perforatum, delavirdina, amprenavir e indinavir.
Efeitos adversos: Diarréia, mucosite, desconforto abdominal, náusea, vômito, cefaléia, neuropatia
periférica, parestesia, zumbido, insônia, alteração de humor, ataxia, dor musculoesquelética, astenia,
febre, possível sangramento em hemofílicos, prurido, rash, erupções cutâneas, síndrome de Stevens-
Johnson, trombocitopenia e outros distúrbios hematológicos, convulsões, lesão hepática, pancreatite,
nefrolitíase, lipodistrofias, hiperglicemia, Diabetes mellitus , elevação de transaminases.
Interações: Bloqueadores de canais de cálcio, astemizol, estatinas, bepridil, carbamazepina, macrolíde-
os, cisaprida, ciclosporina, dapsona, dexametasona, derivados do ergot, fentanil, flunarizina, fenitoína,
suplementos à base de alho, antifúngicos azólicos, midazolam, fenobarbital, pimozida, sildenafil (não
excedê-lo de 25 mg/dia), Hypericum perforatum, tacrolimus, terfenadina, triazolam, warfarina.
Considerações sobre associação com outros anti-retrovirais:
S
Didanosina: administrar com intervalo de 1 hora.
Efavirenz, nevirapina e rifampicina: co-administrar apenas em associação com ritonavir.
T
Nelfinavir e ritonavir: ajustar doses.
Delavirdina, amprenavir e indinavir: contra-indicados.
U
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Fezes.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 149


SOLUÇÃO FISIOLÓGICA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Solução Fisiológica
DCB: Cloreto de Sódio
Apresentação: Injetável - frascos 250 e 500 mL – 9 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Eletrólito

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Reposição de cloreto de sódio, diluição de drogas injetáveis compatíveis, limpeza
de catéteres, ferimentos e queimaduras, reposição de líquido extracelular.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem: A critério médico.

5. ALERTAS
Precauções: ICC, insuficiência circulatória, disfunção renal, hipoproteinemia, cirrose, hipervolemia, obs-
trução do trato urinário, possibilidade de retenção sódica quando utilizado no período pós-cirúrgico.
Contra-indicações: Hipernatremia, retenção líquida, hipersensibilidade ou intolerância aos compo-
nentes da formulação.
Efeitos adversos: Trombose venosa e flebite, perda urinária de cálcio, febre, edema e embolia pulmo-
nar, pneumonia, necrose, infecção da pele por extravasamento (uso IV), irritação ocular (uso oftálmico).
Interações: Não descritas.
Gravidez: Categoria A.
Lactação: Seguro.
Via de excreção principal: Renal.

S
T
U

150 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


SOLUÇÃO FISIOLÓGICA NASAL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Solução Fisiológica Nasal
DCB: Cloreto de Sódio + Cloreto de Benzalcônio
Apresentação: Solução nasal - Cloreto de Sódio 0,9% + Cloreto de Benzalcônio 0,01%

2. CLASSE TERAPÊUTICA Solução salina isotônica fluidificante

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Fluidificante que auxilia na remoção das secreções nasais e paranasais.
Dosagem: Uma a três gotas em cada narina, quantas vezes forem necessárias ao dia ou conforme
orientação médica (em geral, 4 a 6 vezes ao dia).

4. ALERTAS
Precauções: Não deve ser usado ininterruptamente durante longos períodos.
Contra-indicações: Não são conhecidas contra-indicações específicas. O cloreto de benzalcônio pode
ocasionar irritação e lesão da mucosa nasal pelo uso prolongado, em concentrações acima de 0,01%.
Efeitos adversos: Desconhecidos.
Interações: Desconhecidas.
Gravidez: Categoria A.
Lactação: Compatível.
Via de excreção principal: Renal.

S
T
U

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 151


SOLUÇÃO GLICOSADA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Solução Glicosada
DCB: Glicose
Apresentação: Injetável - frascos 125, 250 e 500 mL – 50 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Repositor de glicose

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Reposição calórica, diluição de drogas injetáveis compatíveis.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde


Dosagem: A critério médico.

5. ALERTAS
Precauções: Diabetes mellitus, tolerância diminuída à glicose, cardiopatias e nefropatias.
Contra-indicações: Anúria, coma diabético, hemorragia intracraniana ou intra-espinhal, Delirium
tremens, síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Efeitos adversos: Dor local, reação febril, hiperglicemia, glicosúria e diurese excessiva.
Interações: Verificar compatibilidade com outras misturas intravenosas.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

S
T
U

152 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


SULFADIAZINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Sulfadiazina
DCB: Sulfadiazina
Apresentação: Suspensão oral 100 mg/mL; Comprimidos 500 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano; antiprotozoário

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Infecções do trato urinário, toxoplasmose, malária e outras infecções provocadas
por microorganismos sensíveis.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Mãe Curitibana; Tratamento das Infecções Oportu-


nistas da AIDS
Usos terapêuticos: Toxoplasmose na gestante e congênita; infecções oportunistas da AIDS.
Dosagem:
Mãe Curitibana:
Toxoplasmose:
Recém-nascido: 100 mg/kg/dia (1 ml/kg/dia), VO, de 12/12 h.
Gestante: 3.000 mg, VO, dividido em 2 a 3 tomadas, a partir da 14a semana de gestação, de acordo
com o esquema terapêutico preconizado no protocolo do programa.
AIDS:
Toxoplasmose:
Crianças: Iniciar com 100 mg/kg/dia, VO, de 6/6 h, por 4 a 6 semanas. Manter com 75 mg/kg/dia, VO,
2 vezes ao dia, indefinidamente.
Adultos: 1.000 a 2.000 mg, VO, de 6/6 h, durante aproximadamente 6 semanas; manutenção de 500
a 1.000 mg, VO, de 6/6 h, indefinidamente.
Nocardia: 1.000 mg, VO, de 6/6 h, durante 6 meses, aproximadamente.
Infecção do trato urinário: 500 a 1.000 mg, VO, de 6/6 h, durante 3 a 14 dias.
Ajuste de dose: Desnutrição protéico-calórica.

5. ALERTAS
Precauções: Disfunção hepática ou renal, porfiria, pacientes oligúricos e com urina ácida (risco de
cristalúria), discrasia sangüínea, hemólise e deficiência de G6PD, antecedentes de alergia à furosemida,
diuréticos tiazídicos, sulfoniluréias e inibidores da anidrase carbônica (hipersensibilidade cruzada).
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, crianças com menos de 2 meses de idade (exceto
nos casos de toxoplasmose congênita), antes da 14a e após a 34ª semana de gestação, pelo risco de
desenvolver kernicterus no RN.
S
Efeitos adversos: Reações de hipersensibilidade, febre, doença do soro, fotossensibilidade, anorexia,
náusea, vômito, diarréia, estomatite, discrasia sangüínea como mielossupressão, anemia hemolítica,
T
hepatite, pancreatite, síndrome de Stevens-Johnson, síndrome de Lyell, cefaléia, encefalopatia, ataxia,
neurite periférica, insônia, tinito, cristalúria, insuficiência renal.
U
Interações: Hipoglicemiantes orais (hipoglicemia severa), anticoagulantes orais, ciclosporina, fenito-
ína e fosfenitoína, medicamentos hepatotóxicos e hemolíticos, metotrexato, metenamina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno, compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Renal.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 153


SULFAMETOXAZOL + TRIMETOPRIM
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Sulfametoxazol + Trimetoprim
DCB: Sulfametoxazol + Trimetoprima
Apresentação: Suspensão oral 40 mg de SMX + 8 mg de TMP/mL; Comprimidos 400 mg de SMX +
80 mg de TMP

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antimicrobiano

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento de infecções do trato urinário, do trato respiratório superior e inferior,
diarréias infecciosas e outras infecções decorrentes de agentes suscetíveis ao fármaco como cocos
Gram-negativos e alguns cocos Gram-positivos, bacilos Gram-negativos; brucelose aguda, nocardiose,
blastomicose sul-americana; infecções por clamídia e hemófilo. Tratamento e profilaxia de pneumonia
por Pneumocystis jiroveci em pacientes imunocomprometidos, inclusive AIDS.
Dosagem:
Crianças menores de 2 meses: Uso contra-indicado.
Crianças maiores de 2 meses e com até 40 Kg: 20 a 30 mg de SMX + 4 a 5 mg de TMP/Kg/dose,
VO, de 12/12 h.
Adolescentes e adultos: 800 mg de SMX + 160 mg de TMP, VO, de 12/12 h.
Ajuste de dose: Insuficiência renal.

4. ALERTAS
Precauções: Disfunção hepática ou renal, idosos, discrasia sangüínea, supressão de medula óssea,
deficiência de G6PD, história de alergia severa e asma brônquica, deficiência de folato, idosos, alcoo-
listas, uso de anticonvulsivantes, síndromes de má-absorção e desnutrição; antecedentes de alergia a
diuréticos tiazídicos, furosemida, sulfoniluréias e inibidores da anidrase carbônica (hipersensibilidade
cruzada); descontinuar o uso se ocorrer rash cutâneo..
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, crianças com menos de 2 meses de idade, ges-
tantes, anemia megaloblástica por deficiência de folatos.
Efeitos adversos: Reações de hipersensibilidade, fotossensibilidade, náusea, vômito, diarréia, discra-
sia sangüínea como mielossupressão, anemia hemolítica, hepatite, pancreatite, síndrome de Stevens-
Johnson, necrólise epidérmica tóxica, cefaléia, febre, cristalúria, urolitíase, insuficiência renal, disfun-
ção tireoideana, nefrite intersticial, tromboflebite, meningite asséptica, toxicidade do SNC, reações
tipo dissulfiram.
Interações: Hipoglicemiantes orais, anticoagulantes orais, ciclosporina, fenitoína e fosfenitoína, me-

S dicamentos hepatotóxicos e hemolíticos, metotrexato, metenamina, digoxina, dofetilida, enalapril,


metronidazol, procainamida, pirimetamina, etanol.
T Gravidez: Categoria C.
Lactação: Excretado no leite materno; compatível com a amamentação (exceto em prematuros ou
U lactentes com estresse, hiperbilirrubinemia ou deficiência de G6PD).
Via de excreção principal: Renal.

154 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


SULFATO FERROSO
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Sulfato Ferroso
DCB: Sulfato Ferroso
Apresentação: Solução oral - 25 mg/mL (1,25 mg/gota) de ferro elementar (125 mg de Sulfato
Ferroso/mL); Comprimidos 40 mg de ferro elementar (200 mg de Sulfato Ferroso)

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antianêmico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento e profilaxia das deficiências nutricionais de ferro e das anemias ferro-
privas na infância, adolescência e gestação.
Dosagem (ferro elementar):
Profilaxia:
Recém-nascido pré-termo: 2 mg/kg/dia, VO.
Recém-nascido a termo: 1 a 2 mg/kg/dia, VO.
Lactentes: 3 a 5 mg/kg/dia, VO, durante o primeiro ano.
Mulheres em idade reprodutiva: 20 mg/dia, VO.
Tratamento:
Lactentes e crianças: 4 a 6 mgKg/dia, VO, 2 vezes ao dia.
Adultos: 100 a 200 mg/dia, VO, 2 vezes ao dia.
Ajuste de dose: Idoso.

4. ALERTAS
Precauções: Intolerância digestiva (fracionar a dose diária), dentição, interação com alimentos e
fármacos.
Contra-indicações: Hipersensibilidade aos componentes do produto, anemia hemolítica, anemias
não ferroprivas, hemossiderose, hemocromatose, porfiria cutânea.
Efeitos adversos: Constipação intestinal, diarréia, sabor metálico, epigastralgia, hemossiderose, náu-
sea, vômito, fezes enegrecidas, inapetência, manchas nos dentes (com preparações líquidas).
Interações: Antiácidos, colestiramina, extratos pancreáticos, vitamina E, doxaciclina, tetraciclina e
cloranfenicol, penicilamina, tetraciclina, fluoroquinolonas, etidronato, dimercaprol.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Excretado no leite materno, compatível com a amamentação.
Via de excreção principal: Traços na urina e nas fezes.

5. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar próximo das refeições, longe da ingesta de leite. Administrar 1 hora antes ou 2 horas após
S
o uso de antiácidos, suplementos de cálcio, ovos, café, chá, pão integral ou com cereais. A administra-
ção com sucos cítricos, ricos em vitamina C, auxilia sua absorção. A escovação adequada dos dentes
T
evita a impregnação do produto em placa bacteriana e manchas nos mesmos. U

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 155


TALIDOMIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Talidomida
DCB: Talidomida
Apresentação: Comprimidos 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Imunossupressor

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento das manifestações reacionais (eritema nodoso, eritema polimorfo) na
hanseníase, LES, AIDS, doença do hospedeiro X enxerto; tratamento de mieloma múltiplo, câncer de
próstata, câncer de mama, sarcoma de Kaposi e glioblastoma.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento da Hanseníase, do Lupus Eritematoso Sistêmico e


da Doença Hospedeiro X Enxerto
Usos terapêuticos: Tratamento das manifestações reacionais na hanseníase; lupus; AIDS e doença do
hospedeiro X enxerto.
Dosagem:
Adultos:
Tratamento do eritema nodoso hansêmico - reação tipo II: 100 a 400 mg/dia, VO, uma vez ao dia ou
em doses divididas, conforme a intensidade do quadro, mantendo a dose inicial até regressão clínica
do quadro reacional.

5. ALERTAS
Precauções: Não descontinuar o uso se ocorrerem lesões cutâneas; leucopenia, hipotensão postural,
bradicardia; cuidado ao executar atividades que exijam atenção; medicamentos neurotóxicos; história
ou risco de crises convulsivas; eliminado no sêmen.
Contra-indicações: Gestantes, mulheres em idade fértil, hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Constipação, boca seca, secura nasal, sonolência, rash cutâneo, eritema de face,
neuropatia periférica severa e irreversível, edema unilateral de membros inferiores, bradicardia, ton-
tura e hipotensão ortostática, neutropenia, púrpura trombocitopênica, trombose venosa profunda.
Interações: Dexametasona, medicamentos neurotóxicos.
Gravidez: Categoria X.
Lactação: Desconhecido; contra-indicado.
Via de excreção principal: Renal.

S
6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C3 – Notificação de Receita Especial

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO

T Administrar no mínimo uma hora após a refeição, preferencialmente com água, geralmente antes de

U
deitar. Nos homens com vida sexual ativa, orientar uso de condom durante o uso do medicamento.
Cuidado ao executar atividades que exijam atenção.

156 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


TERBUTALINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Terbutalina
DCB: Sulfato de Terbutalina
Apresentação: Injetável – ampolas 1 mL - 0,5 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Simpatomimético agonista beta-adrenérgico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Profilaxia e tratamento do broncoespasmo observado na asma brônquica, bron-
quite crônica, enfisema e outras pneumopatias; miorrelaxante uterino no manuseio de trabalho de
parto prematuro não complicado.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Uso Interno na Unidade de Saúde 24 horas


Usos terapêuticos: Tratamento do broncoespasmo.
Dosagem:
Crianças: 0,0035 a 0,005 mg/kg (3,5 a 5 mcg/Kg), SC.
Adolescentes e adultos: 0,25 a 0,5 mg (250 a 500 mcg), SC, até 4 vezes ao dia (dose máxima em 4
horas de 0,5 mg; aplicar e aguardar melhora em 15 a 30 minutos). Dose máxima diária de 2 mg.
Ajuste de dose: Insuficiência renal.

5. ALERTAS
Precauções: Não administrar concomitantemente com outras aminas simpatomiméticas, Diabetes me-
llitus, hipertensão arterial, hipotireoidismo, doenças cardíacas e epilepsia. Controlar pressão arterial e
freqüência cardíaca. Suspender ou diminuir a dose se a freqüência cardíaca for superior a 180 bpm.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, crianças menores de 12 anos.
Efeitos adversos: Tremor, tontura, fadiga, cefaléia, náusea, nervosismo, palpitação, zumbido, vascu-
lite, taquicardia, angina, arritmias, hipotensão, sonolência, insônia, edema pulmonar e erupções má-
culo-papulares, hipocalemia.
Interações: Furazolidona, IMAO, succinilcolina, teofilina.
Gravidez: Categoria B.
Lactação: Seguro.
Via de excreção principal: Renal.

S
T
U

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 157


TINIDAZOL + MICONAZOL
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Tinidazol + Miconazol
DCB: Tinidazol + Nitrato de Miconazol
Apresentação: Creme vaginal – 30 mg de Tinidazol + 20 mg de Miconazol em 1 grama

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antifúngico; antiprotozoário

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Vulvovaginites causadas por fungos e tricomonas, balanopostites por fungos.
Dosagem:
Mulher: 5 g (conteúdo de um aplicador), via intravaginal, 1 vez ao dia, antes de deitar, durante 14
dias consecutivos, ou 2 vezes ao dia, durante 7 dias.
Homem: Aplicar uma fina camada do creme na região da glande ou sulco balanoprepucial, 2 vezes ao
dia, até o desaparecimento dos sintomas, ou até o término do tratamento da parceira sexual.

4. ALERTAS
Precauções: Descontinuar o uso no caso de irritação local. Avaliar risco/benefício no uso durante o
terceiro trimestre de gestação.
Contra-indicações: Hipersensibilidade aos componentes da fórmula; durante o primeiro trimestre de
gestação.
Efeitos adversos: Reações de hipersensibilidade ou irritação local.
Interações: Não foram relatadas interações com o medicamento tópico.
Gravidez: Contra-indicado durante o primeiro trimestre de gestação.
Lactação: Excretado no leite materno.
Via de excreção principal: Renal.

S
T
U

158 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


TIORIDAZINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Cloridrato de Tioridazina
DCB: Cloridrato de Tioridazina
Apresentação: Comprimidos 50 mg; Drágeas 100 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antipsicótico derivado piperidínico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Crises de esquizofrenia e prevenção de recaídas; depressão psicótica, doença de
Huntington, doença de Gilles de la Tourette, psicose atípica, psicose na infância, psicose induzida por
substância, psicose reativa breve, quadros demenciais com agitação, síndrome cerebral orgânica agu-
da (delirium), transtorno bipolar (episódios de mania e nos transtornos resistentes), transtorno esqui-
zoafetivo, transtorno delirante, transtorno de personalidade com impulsividade e/ou agitação.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Dosagem:
Crianças menores de 2 anos: Uso não recomendado.
Crianças maiores de 2 anos: 1 a 4 mg/kg/dia, VO, com aumento progressivo da dose, em doses divididas.
Adultos: 300 a 600 mg/dia, VO, 2 a 4 vezes ao dia, alcançando no máximo 1.200 mg/dia nas crises.
A dose de manutenção não deve ultrapassar 800 mg/dia.
Ajuste de dose: Idosos (iniciar com 1/3 a 1/2 da dose).

5. ALERTAS
Precauções: Síndrome de abstinência pela interrupção do medicamento; realizar hemograma na sus-
peita de agranulocitose; realizar ECG em cardiopatas e pacientes com uso de altas doses.
Contra-indicações: Hipersensibilidade às fenotiazinas; câncer de mama prolactino-dependente, trans-
tornos convulsivos, depressão acentuada do SNC, discrasia sangüínea recente ou pregressa, glaucoma
de ângulo fechado, doença cardiovascular grave.
Efeitos adversos: Boca seca, constipação, náusea, vômito, parotidite, visão borrada, efeitos extrapi-
ramidais como acatisia, parkinsonismo, distonia muscular, rigidez muscular, torcicolo, crises oculógiras
e tremores finos, discinesia tardia, hipotensão, retinopatia pigmentar, depósitos granulares na córnea,
arritmias, prolongamento de QT, morte súbita, hipotensão, leucopenia, agranulocitose, trombocito-
penia, confusão, psicose, porfiria, hirsutismo, galactorréia, ginecomastia, hiperprolactinemia, hiper-
termia, disfunção sexual, incontinência, hepatotoxicidade, fototoxicidade, hipocromia, síndrome neu-
roléptica maligna.
Interações: Depressores do SNC, etanol, antidepressivos tricíclicos, agentes antitireoideanos, epine-
frina, medicamentos que causam reações extrapiramidais, lítio, metrizamida, medicamentos que pro-
S
duzem hipotensão, medicamentos hepatotóxicos e hematotóxicos.
Gravidez: Categoria C.
T
Lactação: Excretado no leite materno; uso não recomendado; provoca sedação no lactente.
Via de excreção principal: Renal.
U
6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C1 – Receita Dupla Carbonada

7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Cuidado com atividades que exijam atenção; preferir administração à noite, evitando sedação impor-
tante durante o dia. Evitar exposição ao sol pela fotossensibilidade.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 159


TROPICAMIDA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Tropicamida
DCB: Tropicamida
Apresentação: Solução oftálmica 1% – 1 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Parassimpatolítico

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Indução de cicloplegia e midríase para realização de exame de refração, retinos-
copia, pré e pós-operatório.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa Visão Saudável


Dosagem:
Midríase: 1 gota de solução 0,5%, no saco conjuntival, 20 minutos antes do exame. Repetir após 5
minutos, se necessário.
Cicloplegia: 1 gota de solução 1%, no saco conjuntival, 20 minutos antes do exame. Repetir após 5
minutos, se necessário.
Obs.: Efeitos sistêmicos em crianças menores são menos freqüentes com o uso de solucão 0,5%.

5. ALERTAS
Precauções: Predisposição à pressão intra-ocular aumentada, idosos, Síndrome de Down, visão bor-
rada, fotossensibilidade; crianças menores ou de cabelos e olhos claros, com paralisia espástica e/ou
lesão cerebral.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco; glaucoma de ângulo fechado.
Efeitos adversos: Irritação da córnea, visão borrada, fotofobia, rinite, edema, sedação, cefaléia,
dificuldade de concentração, fadiga, sonolência, distúrbios de comportamento, reações psicóticas,
boca seca, taquicardia, colapso cardiorrespiratório, erupção cutânea e reações alérgicas.
Interações: Cisaprida, procainamida, proparacaína.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Desconhecido.
Via de excreção principal: Renal.

S
T
U

160 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


VITAMINA A + VITAMINA D
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Vitamina A + D
DCB: Acetato de Retinol + Colecalciferol
Apresentação: Solução oral – 50.000 UI de Acetato de Retinol + 10.000 UI de Colecalciferol em 1
mL (20 gotas)

2. CLASSE TERAPÊUTICA Suplemento nutricional

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Prevenção e tratamento dos estados carenciais de vitamina A e D; osteoporose;
osteomalácia, hipofosfatemia, raquitismo, hipoparatireoidismo, osteodistrofia renal.
Dosagem:
Lactentes: 1 a 2 gotas, VO, ao dia.
Crianças: 2 a 3 gotas, VO, ao dia.
Ajuste de dose: Disfunção renal e hepática.

5. ALERTAS
Precauções: Condições cardíacas pré-existentes, hiperfosfatemia, insuficiência renal, doença hepáti-
ca, uso concomitante de substâncias contendo cálcio, sarcoidose, hiperlipidemia.
Contra-indicações: Hipersensibilidade aos componentes do fármaco, hipervitaminose A e D, hiper-
calcemia, síndrome de má-absorção.
Efeitos adversos: Hipercalcemia, hipercalciúria, anemia, neutropenia, distúrbios de coagulação, ce-
faléia, sonolência, convulsões, pseudotumor cerebral, hepatotoxicidade, reações dermatológicas.
Interações: Antiácidos, preparações contendo cálcio ou fósforo, diuréticos tiazídicos, análogos de vitami-
na D, colestiramina, colestipol, sucralfato, óleo mineral, análogos de vitamina A (isotretinoína, etretinato).
Gravidez: Categoria A - não exceder dose diária de 5.000 UI de acetato de retinol e 400 UI de
colecalciferol. Categoria X para doses diárias superiores (teratogênico).
Lactação: Excretado no leite materno; uso recomendado de doses diárias inferiores a 4.000 UI de
acetato de retinol e 400 UI de colecalciferol.
Via de excreção principal: Biliar e renal.

V
W
X
Y
MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 161 Z
VITAMINA B1
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Vitamina B1
DCB: Tiamina
Apresentação: Comprimidos 300 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Suplemento nutricional

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Deficiência de tiamina (profilaxia e tratamento), alcoolismo, neurite, polineurite.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Programa de Saúde Mental


Usos terapêuticos: Prevenção de encefalopatia de Wernicke e a síndrome de Wernicke-Korsakoff
durante a desintoxicação de alcoolismo.
Dosagem: 300 mg, VO, durante 30 dias.

5. ALERTAS
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos: Diarréia, náusea; sensação de queimação e dor no local da injeção, hipersensibili-
dade como distress respiratório, prurido, choque e dor abdominal (raro).
Interações: Incompatível com soluções alcalinas ou neutras (bicarbonato, citrato, eritromicina, ferro,
barbituratos); bloqueadores neuromusculares.
Gravidez: Categoria A para doses diárias inferiores a 1,5 mg. Categoria C quando em doses diárias
superiores.
Lactação: Compatível com a amamentação, doses diárias recomendadas de 1,6 mg.
Via de excreção principal: Renal.

V
W
X
Y
Z 162 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA
ZALCITABINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Zalcitabina (ddC)
DCB: Zalcitabina
Apresentação: Comprimidos 0,75 mg

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da infecção por HIV/AIDS.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS


Dosagem:
Crianças menores de 12 anos: Eficácia e segurança não estabelecidas; uso não recomendado.
Adolescentes e adultos: 0,75mg, VO, de 8/8 h.
Ajuste de dose: Disfunção renal. Ajustar de acordo com o clearance de creatinina:
10 a 50 mL/min: 0,75 mg, VO, 2 vezes ao dia.
< 10 mL/min: 0,75 mg, VO, 1 vez ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Associação com medicamentos neurotóxicos ou com toxicidade pancreática; neuropatia
periférica anterior ou recente, insuficiência hepática ou renal, pancreatite, cardiomiopatia, insuficiên-
cia cardíaca, mielossupressão severa, úlceras orais e esofageanas.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco ou a qualquer componente da fórmula.
Efeitos adversos: Neuropatia periférica, estomatite, ulcerações esofageanas, pancreatite, esteatose
hepática (pode ser fatal), acidose láctica, cardiomiopatia, insuficiência cardíaca congestiva, reações
alérgicas.
Interações: Estavudina, lamivudina, álcool, pancreatite como didanosina, etambutol, pentamidina,
estrógenos, sulfonamida, tetraciclinas, diuréticos tiazídicos, furosemida, metildopa, etionamida, feni-
toína, hidralazina, glutetimida, vincristina, cisplatina, cloranfenicol, dapsona, lítio, metronidazol, ni-
trofurantoína, isoniazida (administrar com intervalo de 1 hora), cimetidina, probenecida. Considera-
ções sobre associação com outros anti-retrovirais:
Didanosina, estavudina e lamivudina: evitar uso concomitante.
Gravidez: Categoria C (teratogênico).
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

V
W
X
Y
MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 163 Z
ZIDOVUDINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Zidovudina (AZT)
DCB: Zidovudina
Apresentação: Solução oral 10 mg/mL; Cápsulas 100 mg; Injetável – ampolas 20 mL – 10 mg/mL

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antiviral inibidor da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da infecção por HIV/AIDS, profilaxia da transmissão vertical do HIV e
da infecção por HIV após exposição ocupacional.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Profilaxia e Tratamento de HIV/AIDS


Dosagem:
Recém-nascidos: Iniciar até 24 horas após o parto (preferencialmente até a 8a hora):
Prematuros < 34 semanas de gestação (dose sob estudo em ensaios clínicos): 1,5 mg/kg, VO ou IV,
de 12/12 h, nas primeiras duas semanas, e 2 mg/kg, VO ou IV, de 8/8 h, por mais 4 semanas.
Recém-nascidos e crianças menores de 90 dias: 2 mg/kg, VO, de 6/6 h, ou 1,5 mg/kg IV de 6/6 h.
Obs.: Utilizar via IV no mesmo esquema posológico caso o RN não tenha condições de receber medi-
camento por via oral. Não há evidências de benefício quando a administração do AZT é iniciado após
48 horas de vida.
Crianças: 90 a 180 mg/m2, VO, de 8/8 h, ou 135 a 270 mg/m2, de 12/12 h. Dose máxima diária de 600 mg.
Adolescentes e adultos: 200 mg, VO, de 8/8 h, ou 300 mg, VO, de 12/12 h.
Ajuste de dose: Hemodiálise, diálise peritoneal, disfunção renal; ajustar de acordo com o clearance
de creatinina:
10 a 50 mL/min: 300 mg, VO, 2 vezes ao dia.
< 10 mL/min: 300 mg, VO, 1 vez ao dia.
Insuficiência hepática: 200 mg, 2 vezes ao dia.

5. ALERTAS
Precauções: Fazer hemograma completo mensalmente no primeiro trimestre de tratamento, e a cada
3 meses após; comprometimento de medula óssea, anemia, granulocitopenia, obesidade, presença
de fatores de risco para hepatopatia e para acidose láctica, uso prolongado.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco, co-administração com estavudina.
Efeitos adversos: Mielossupressão, anemia, neutropenia, granulocitopenia, náusea, vômito, anorexia, aste-
nia, cefaléia, insônia, mal estar geral, dores musculares, miosite, neuropatia, vasculite, convulsões, miocardi-
opatia, hiperpigmentação cutânea ungueal e de mucosas, acidose láctica, esteatose hepática (pode ser fatal).
Interações: Agentes mielotóxicos como ganciclovir, interferon alfa, anfotericina B, flucitosina, dapso-
na, pirimetamina, citostáticos, sulfadiazina e SMX-TMP; estavudina e ribavirina (reduz atividade anti-
retroviral); claritromicina (administrar com intervalo de 4 horas); probenecida, fluconazol, paraceta-
mol, atovaquona, metadona e ácido valpróico (monitorar toxicidade do AZT).
Gravidez: Indicado em associação a outros medicamentos (3TC + nelfinavir ou nevirapina) para o
controle da infecção e a redução da transmissão vertical do HIV (vide manual do MS).
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

V 6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

W 7. ORIENTAÇÃO NA DISPENSAÇÃO
Administrar com ou sem alimentos, de preferência não gordurosos.

X A forma injetável não deve ser administrada com soluções biológicas ou coloidais (produtos do san-
gue, soluções que contêm proteína).

Y
Z 164 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA
ZIDOVUDINA + LAMIVUDINA
1. DESCRIÇÃO DO FÁRMACO
Nome: Zidovudina (AZT) + Lamivudina (3TC)
DCB: Zidovudina + Lamivudina
Apresentação: Comprimidos 300 mg (AZT) + 150 mg (3TC)

2. CLASSE TERAPÊUTICA Antivirais inibidores da transcriptase reversa análogos de


nucleosídeo

3. INDICAÇÕES PRINCIPAIS
Usos terapêuticos: Tratamento da infecção por HIV/AIDS; profilaxia na pós-exposição ocupacional
ao HIV.

4. FARMÁCIA CURITIBANA Tratamento de HIV/AIDS


Dosagem:
Adolescentes e adultos:
Dose usual: 300 mg de AZT + 150 mg de 3TC, VO, 2 vezes ao dia.
Profilaxia de infecção por HIV após acidente pérfuro-cortante: vide Manual de Condutas em Exposição
Ocupacional a Material Biológico: Hepatites e HIV do Ministério da Saúde.

5. ALERTAS
Precauções: Antecedentes ou sintomatologia sugestiva de pancreatite, insuficiência renal, compro-
metimento hematológico, presença de fatores de risco para hepatopatia e para acidose láctica; risco
de recorrência de hepatite B após suspensão da lamivudina, uso prolongado
Contra-indicações: Hipersensibilidade a um dos componentes da fórmula.
Efeitos adversos: Cefaléia severa, febre, náusea, vômito, anorexia, diarréia, dor abdominal, dispep-
sia, pancreatite, mielossupressão, anemia, leucopenia, granulocitopenia, trombocitopenia, fadiga, ton-
tura, insônia, sonolência, depressão, lipotímia, parestesias, neurotoxicidade, tosse e sintomas nasais,
mialgia, artralgia, exantema, acidose láctica, hepatotoxicidade, hepatite colestática, aumento de tran-
saminases, amilase.
Interações: Zalcitabina (antagonismo potencial com lamivudina); fenitoína, isoniazida e estavudina
(maior risco de pancreatite), SMT+TMP, agentes mielotóxicos como ganciclovir, interferon alfa, anfote-
ricina B, flucitosina, dapsona, pirimetamina, citostáticos, sulfadiazina e SMX-TMP; ribavirina (reduz ativi-
dade anti-retroviral); claritromicina (administrar com intervalo de 4 horas); probenecida, fluconazol,
paracetamol, atovaquona, metadona e ácido valpróico (monitorar toxicidade do AZT); rifampicina.
Gravidez: Categoria C.
Lactação: Mães com HIV/AIDS não devem amamentar.
Via de excreção principal: Renal.

6. ASPECTOS LEGAIS Portaria 344/98 – Lista C4 – Formulário Específico

V
W
X
Y
MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 165 Z
Anexos
168 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA
Os medicamentos que compõem a Farmácia Curitibana foram classificados
de acordo com o caráter de dispensação e de uso dos mesmos. Quando o
medicamento for de uso interno nas Unidades de Saúde, não sendo dispensado
ao usuário, ou estiver vinculado a programas da Secretaria Municipal da Saúde
de Curitiba ou a tratamentos de condições específicas, esta indicação estará
descrita no item Farmácia Curitibana, da seguinte forma:

Uso Interno na Unidade de Saúde

Uso Interno na Unidade de Saúde 24 horas

Programa de Atenção à Hipertensão Arterial Sistêmica

Programa de Atenção ao Diabetes mellitus

Programa Crescendo com Saúde

Programa Mãe Curitibana

Programa de Planejamento Familiar

Programa de Saúde Mental

Programa Visão Saudável

Bloqueio de Meningite Bacteriana

Tratamento de Acidente Loxoscélico

Tratamento da Epilepsia na Infância

Tratamento da Hanseníase

Tratamento de HIV/AIDS

Tratamento de Infecções Oportunistas da AIDS

Tratamento de Leptospirose

Tratamento da Tuberculose

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 169


ASPECTOS LEGAIS

Aspectos legais que normatizam a prescrição e dispensação de


medicamentos sujeitos a controle especial, de acordo com a Portaria 344/98
do Ministério da Saúde, estarão descritos quando existentes.

A Receita consiste na prescrição escrita de medicamentos e orientação


quanto ao seu uso, efetuada por profissional legalmente habilitado, quer seja
de formulação magistral ou de produto industrializado. Estas informações
deverão ser escritas de forma legível, evitando erros durante a dispensação.
Para substâncias de controle especial, a receita deverá ser dupla, de cor branca,
ou acompanhada da Notificação de Receita, documento padronizado para
notificação da prescrição que se classifica em:

Tipo A – para entorpecentes, receita de cor amarela;

Tipo B – para psicotrópicos, de cor azul;

Tipo Especial – para retinóides de uso sistêmico ou imunossupressores,


de cor branca.

A notificação tipo A e B deverá ser firmada por profissional devidamente


inscrito no Conselho Regional de Medicina, no Conselho Regional de Medicina
Veterinária ou no Conselho Regional de Odontologia, enquanto que a tipo
especial deverá ser firmada exclusivamente por profissional devidamente
inscrito no Conselho Regional de Medicina.

170 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


Resumo do receituário e prescrição de medicamentos de controle
especial segundo a portaria 344/98 do Ministério da Saúde
LISTA SUBSTÂNCIAS RECEITUÁRIO LIMITE POR MEDICAMENTOS
E AMBITO PRESCRIÇÃO POR RECEITA
A1 Entorpecentes

Entorpecentes NRA* (amarela),


5 ampolas ou
A2 (concentrações justificativa para
quantidade p/30 dias
especiais) outro estado
1 medicamento
A3 Psicotrópicas

B1 Psicotrópicas
NRB* (azul), 5 ampolas ou
Psicotrópicas estadual quantidade p/60 ou
B2
Anorexígenas 180 dias
(antiparkinson e
Outras Substâncias Dupla (branca), anticonvulsivantes)
C1 3 medicamentos
de Controle Especial nacional

5 ampolas ou
C2 Retinóicas NR especial, estadual
quantidade p/30 dias 1 medicamento
C3 Imunossupressoras NR especial, estadual Quantidade p/30 dias

C4 Anti-retrovirais Formulário específico 5 ampolas ou 5 medicamentos


quantidade p/30
Dupla (branca), (anti-retrovirais)
C5 Anabolizantes 1 medicamento
nacional ou 60 dias

* Notificação de receita (NR) tipo A (NRA), tipo B (NRB), tipo especial (específico para a substância).

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 171


MEDICAMENTOS SUJEITOS A CONTROLE ESPECIAL (PORTARIA 344/98)

172
QUANT.
LIMITE POR LIMITE POR
LISTA SUBSTÂNCIAS MEDICAMENTO POR LIVRO BALANÇOS
PRESCRIÇÃO PRESCRIÇÃO RECEITA
NOTIFICAÇÃO DE
05 ampolas ou
RECIETA A ( NRA
quantidade BA, BMPO
Amarela), numerada,
suficiente para 2 vias
MEPERIDINA 50 MG/ML injetável com nome e endereço 1 medi-
A1 Entorpecentes 30 dias se sob livro 1 trimestral
(Petidina) do paciente, data camento
as demais e anual
assinatura e carimbo do
formas MCPM
médico, acompamhada
farmacêuticas
da pres-crição médica.

NOTIFICAÇÃO DE
RECEITA B (NRB Azul), 05 ampolas ou
numerada, com nome e quantidade
DIAZEPAM 5 MG – comprimido
endereço do paciente, suficiente para
DIAZEPAM 10 MG – comprimido 1 medi-
B! Psicotrópicas data, assinatura e 30 dias se sob livro 2
DIAZEPAM 10 MG – injetável camento
carimbo do médico, as demais
MIDAZOLAM 15 MG – comprimido
acompanhada de formas
prescrição médica. farmacêuticas

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


VALIDADE ESTADUAL

Carbamazepina 200 Mg Com.


Clorpromazina 25 Mg Injet.
Fenobarbital 100 Mg Comp.
Fenobarbital 200mg Injet. 05 ampolas ou
RECEITA BRANCA
Carbamazepina 400 Mg Comp. quantidade
outras CARBONADA EM DUAS
Cloridrato de Ciclopentolato 1% - Colírio suficiente para
substâncias de VIAS COM NOME DO 3 medi-
C1 Cloridrato de Proximetacaína 0,5% - Colírio 60 dias se sob livro 3
controle PACIENTE, DATA, camento
Tropicamida 1% - Colírio as demais
especial ASSINATURA E
Fenitoína 50 Mg/Ml Injet. formas
CARIMBO DO MÉDICO
Haloperidol 5 Mg Comp. farmacêuticas
Haloperidol 5 Mg Injet.
Decanoato de Haloperidol 50 Mg/Ml Injet.
Lactato de Biperideno 5 Mg Injet.
MEDICAMENTOS SUJEITOS A CONTROLE ESPECIAL (PORTARIA 344/98)
QUANT.
LIMITE POR LIMITE POR
LISTA SUBSTÂNCIAS MEDICAMENTO POR LIVRO BALANÇOS
PRESCRIÇÃO PRESCRIÇÃO RECEITA
Cloridrato de Biperideno 2 Mg Comp.
Cloridrato de Clorpromazina 25 Mg Comp.
Cloridrato de Clorpromazina 100 Mg Comp.
Pamoato de Imipramina 75 Mg Comp.
Carbonato de Lítio 300 Mg Comp.
Cloridrato de Clomipramina 25 Mg Comp.
Levomepromazina 25 Mg Comp.
Cloridrato de Tioridazina 50 Mg Comp.
Cloridrato de Amitriptilina 25 Mg Comp.
Haloperidol 1 Mg Comp.
Cloridrato de Imipramina 25 Mg Comp.
Cloridrato de Tioridazina 100 Mg Comp.
Maleato de Levomepromazina 100 Mg 05 ampolas ou
RECEITA BRANCA
Comp. quantidade
outras CARBONADA EM DUAS
Ácido Valpróico 250 Mg Cáps. suficiente para
substâncias de VIAS COM NOME DO 3 medi-
C1 Ácido Valpróico 250 Mg/5 Ml Susp.Oral. 60 dias se sob livro 3
controle PACIENTE, DATA, camento
Carbamazepina 20 Mg/Ml Susp. Oral as demais
especial ASSINATURA E
Cloridrato de Clomipramina 75 Mg Comp. formas
CARIMBO DO MÉDICO
Cloridrato de Clomipramina 10 Mg Drágea farmacêuticas
Cloridrato de Clorpromazina 40 Mg/Ml
Gotas
Cloridrato de Imipramina 10 Mg Comp.
Fenobarbital 40 Mg/Ml Sol.Oral.
Haloperidol 2 Mg/Ml Gotas

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


Levodopa 250 Mg+Carbidopa 25 Mg
Comp.
Levomepromazina 40 Mg/Ml Gotas
Maleato de Levomepromazina 100 Mg Comp.
Pramipexol 0,25 Mg Comp.
Pramipexol 1 Mg Comp.
Selegilina 5 Mg Comp.

173
MEDICAMENTOS SUJEITOS A CONTROLE ESPECIAL (PORTARIA 344/98)

174
QUANT.
LIMITE POR LIMITE POR
LISTA SUBSTÂNCIAS MEDICAMENTO POR LIVRO BALANÇOS
PRESCRIÇÃO PRESCRIÇÃO RECEITA

C3 Imunossupres- Talidomida NOTIFICAÇÃO DE SUFICIENTE 1 medica- livro 4


soras RECEITA ESPECIAL (NRE PARA 30 DIAS mento por
Branca), acompanhada DE receita
Do termo de TRATAMENTO
esclarecimento para o
Usuário de TALIDOMIDA
devidamente preenchido
assinado e datado pelo
médico e pelo usuário

C4 Anti-retrovirais AMPRENAVIR 150 MG COMP. RECEITA BRANCA 5 AMPOLAS 5 medica- livro 3


DIDANOSINA 25 MG COMP. CARBONADA EM DUAS OU mentos por
EFAVIRENZ 200 MG COM. VIAS COM NOME DO QUANTIDADE receita
DIDANOSINA 100 MG COMP. PACIENTE, DATA, SUFICIENTE
ESTAVUDINA 30 MG CÁPS. ASSINATURA E PARA 60 DIAS.
ESTAVUDINA 40 MG CÁPS CARIMBO DO MÉDICO.
INDINAVIR 400 MG CÁPS. VALIDADE ESTADUAL.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


LAMIVUDINA 150 MG COM.
LAMIVUDINA 10 MG/ML SOL. ORAL
LOPINAVIR+RITONAVIR CÁPS.
NELFINAVIR 250 MG COMP.
NEVIRAPINA 200 MG COMP.
RITONAVIR 100 MG CÁPS.
RITONAVIR 80 MG/ML SOL. ORAL
SAQUINAVIR 200 MG CÁPS.
ZALCITABINA 0,75 MG COMP.
ZIDOVUDINA 100 MG CÁPS.
ZIDOVUDINA 10 MG/ML INJETÁVEL
ZIDOVUDINA 10 MG/ML SOL. ORAL.
ZIDOVUDINA+ LAMIVUDINA 300+150
MG COMP.
CLASSIFICAÇÃO DOS MEDICAMENTOS
QUANTO AO RISCO TERATOGÊNICO

O quadro abaixo descreve a classificação de risco de teratogenicidade dos


medicamentos, quando utilizados durante a gravidez, de acordo com a Food
and Drug Administration (FDA).

Classificação dos medicamentos quanto ao risco teratogênico


CATEGORIA
Estudos controlados em mulheres não demonstraram risco para o feto no primeiro
A trimestre; não há evidências de risco nos trimestres posteriores; a possibilidade de
agravo é remota.

Estudos de reprodução animal não demonstraram riscos para o feto e não há estudos
controlados em mulheres.
B OU
Estudos de reprodução animal demonstraram efeitos adversos sobre o feto que não
foram confirmados em estudos controlados em mulheres no primeiro trimestre.

Estudos de reprodução animal demonstraram efeitos adversos sobre o feto e não há


estudos controlados em mulheres.
C OU
Estudos controlados de reprodução animal e em mulheres não foram realizados.
O uso deve ser indicado somente se o benefício potencial justifique o risco potencial.

Há evidências de risco fetal humano mas os benefícios do uso durante a gestação são
D aceitos apesar do risco (risco de vida ou doenças graves onde drogas mais seguras são
inefetivas ou não existem).

Estudos em animais e humanos demonstraram anormalidades fetais e/ou há evidên-


cias de risco fetal baseado na experiência humana e o benefício do uso não justifica o
X
risco potencial. A droga é contra-indicada para gestantes e mulheres com probabili-
dade de engravidar.

Fonte: Food and Drug Administration

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 175


ABREVIATURAS

AAS – ÁCIDO ACETILSALICÍLICO


ACTH – HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO
ADH – HORMÔNIO ANTI - DIURÉTICO
AIDS – SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA
AINE – ANTINFLAMATÓRIO NÃO ESTERÓIDE
ALT – ALANINA AMINOTRANSFERASE
APV – AMPRENAVIR
AST – ASPARTATO AMINOTRANSFERASE
AV – ÁTRIO VENTRICULAR
AVE – ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
AZT – ZIDOVUDINA
CPK – CREATINA FOSFOQUINASE
d4T – ESTAVUDINA
ddC – ZALCITABINA
DHEA – DIIDROEPIANDROSTENEDIONA
DHEG – DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO
DPOC – DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA
ECG – ELETROCARDIOGRAMA
EEG – ELETROENCEFALOGRAMA
EFZ – EFAVIRENZ
G6PD – GLICOSE - 6 - FOSFATO DESIDROGENASE
HAART – HIGHLY ACTIVE ANTI-RETROVIRAL THERAPY
HAS – HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
HIV/AIDS – VIRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA/SÍNDROME DA
IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA

176 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


HIV – VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA
HSV – HERPES SIMPLEX VÍRUS
IAA – INSUFICIÊNCIA ADRENOCORTICAL AGUDA
IAM – INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO
ICC – INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA
IDV – INDINAVIR
IECA – INIBIDOR DA ENZIMA COVERSORA DA ANGIOTENSINA
IMAO – INIBIDORES DA MOMOAMINOXIDASE
IO – INTRA - ÓSSEO
ISRS – INIBIDOR SELETIVO DA RECAPTAÇÃO DA SEROTONINA
IT – INTRATRAQUEAL
ITRAN – INIBIDOR DA TRANSCRIPTASE REVERSA NUCLEOSÍDEO
ITRNN – INIBIDOR DA TRANSCRIPTASE REVERSA NÃO NUCLEOSÍDEO
LES – LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
LPV/r – LOPINAVIR + RITONAVIR
MAC – MYCOBACTERIUM AVIUM COMPLEX
MAI – MYCOBACTERIUM AVIUM INTRACELLULARE
MS – MINISTÉRIO DA SAÚDE
RN – RECÉM - NASCIDO
RTV – RITONAVIR
SMX – SUFAMETOXAZOL
SNC – SISTEMA NERVOSO CENTRAL
SQV – SAQUINAVIR
T4 – TIROXINA
TMP – TRIMETOPRIM
TOC – TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO
TSH – HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE
VZV – VARICELA - ZOSTER VÍRUS
3TC – LAMIVUDINA

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 177


MEDICAMENTOS PARA PACIENTES
INTERNADOS NAS U.S. 24 HORAS

ÁGUA PARA INJEÇÃO


AMBROXOL 30MG – COMPRIMIDOS
AMIODARONA 150MG - SOL.INJ.
BICARBONATO DE SÓDIO 8,4% - 250ML
BROMETO DE IPRATRÓPIO 0,025% SOL INALAÇÃO
CARVÃO ATIVADO 50G
CEFAZOLINA 1G - SOL.INJ.
CLORANFENICOL – COLÍRIO
CLORETO DE SÓDIO 0,9%, 10 ML - SOL.INJ.
COLÍRIO ANESTÉSICO TETRACAÍNA
DICLOFENACO SÓDICO OU POTÁSSICO GOTAS
DIMENIDRATO SOL.INJ.
DIMETICONA GOTAS
DIPIRONA 500MG COMPRIMIDOS
ENALAPRIL 20MG – COMPRIMIDOS
ENEMA FOSFATO DE SÓDIO MONOBÁSICO
FENITOÍNA 100MG – COMPRIMIDOS
FLUMAZENIL 0,5 MG/5ML - SOL.INJ.
GENTAMICINA 80MG - SOL.INJ.
HEPARINA 5000 UI SUBCUTÂNEA - SOL.INJ.
HIDRATO DE CLORAL 10%
HIDROCORTISONA 100MG - SOL.INJ.
HIOSCINA + DIPIRONA COMPRIMIDO
HIOSCINA GOTAS

178 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


ISOSSORBIDA 10MG COMPRIMIDO
METILPREDNISOLONA 500MG – SOL.INJ.
MIDAZOLAM 15MG - SOL.INJ.
MORFINA SULFATO 10MG - SOL.INJ.
MORFINA SULFATO 1MG - SOL.INJ.
NITROPRUSSIATO DE SÓDIO 50MG - SOL.INJ.
NORADRENALINA - SOL.INJ.
PARACETAMOL 100MG/ML – GOTAS
PARACETAMOL 500MG – COMPRIMIDO
PENICILINA CRISTALINA 5.000.000 UI
PROCAINAMIDA 500MG - SOL.INJ.
RANITIDINA ( CLORIDRATO) - SOL.INJ.
RANITIDINA 150MG – COMPRIMIDO
RINGER COM LACTATO 500ML
SALBUTAMOL 0,5MG/1ML - SOL.INJ.
SALBUTAMOL GOTAS P/ INALAÇÃO
SOLUÇÃO DE MANITOL A 20%
SOLUÇÃO FISIOLÓGICA 0,9% - 1000ML
SOLUÇÃO FISIOLÓGICA 0,9% - 125ML
SOLUÇÃO GLICOFISIOLÓGICA 500ML
SOLUÇÃO GLICOSADA 10% - 500ML
SULFATO DE MAGNÉSIO 50% - SOL.INJ.
VASELINA POMADA
VERAPAMIL 5MG - SOL.INJ.
VITAMINA B6 - SOL.INJ.
VITAMINA K 10MG - SOL.INJ.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 179


EQUIPE TÉCNICA DE ELABORAÇÃO

COORDENADOR

Lidio José Leonardi


Enfermeiro; Coordenador de Recursos Materiais da SMS.

MEMBROS EFETIVOS

Ágda de Jesus Silva Moreira


Farmacêutica da Coordenação de Recursos Materiais e
Responsável pela Assistência Farmacêutica na SMS.

Ana Maria Cavalcanti


Médica Clínica Geral, Coordenadora de Saúde do Adulto e Idoso
do Centro de Informação em Saúde da SMS.

Cristiane Maria Leal Vardana Marangon


Médica Pediatra, Coordenadora de Saúde da Criança
do Centro de Informação em Saúde da SMS.

Roberto Rosenstein Júnior


Médico Ginecologista e Obstetra e Autoridade Sanitária da
Unidade de Saúde da Mulher.

180 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


COLABORADORES

Cibele Sorace Korkievicz


Farmacêutica do Centro de Informação sobre Medicamentos
do Conselho Regional de Farmácia do Paraná.
Fernando Fabiano Castelano Júnior
Médico Clínico Geral/Emergencista do Centro de Informação
em Saúde da SMS.
Jackson Carlos Rapkiewicz
Farmacêutico do Centro de Informação sobre Medicamentos
do Conselho Regional de Farmácia do Paraná.
Jeter Leopoldo Slongo
Farmacêutico do Centro de Informação sobre Medicamentos
do Conselho Regional de Farmácia do Paraná.
José Gilberto Pereira
Farmacêutico do Centro de Informação sobre Medicamentos
do Conselho Regional de Farmácia do Paraná.
Luciane Glus Scharnoski
Farmacêutica da Coordenação de Recursos Materiais da SMS.
Luzia Viviane Fabre
Médica Psiquiatra da Coordenação Municipal de Saúde Mental
do Centro de Informação em Saúde da SMS.
Maria Alice Pedotti
Socióloga do Centro de Informação em Saúde da SMS.
Marcia Luiza Krajden
Médica Ginecologista e Obstetra do Centro de Informações em
Saúde da SMS.
Margarete Solá Soares
Médica Pediatra do Centro de Informações em Saúde da SMS.
Murilo Costa Pinto Filho
Médico Clínico Geral/PSF de Unidade de Saúde da Família.

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 181


Raquel Ferreira Scholz Uhlig
Médica Ginecologista e Obstetra do Centro de Informação em
Saúde da SMS.
Sílvia Maria Gomes de Rossi
Médica Infectologista da Coordenação Municipal de DST/AIDS
do Centro de Informação em Saúde da SMS.

EQUIPE DE REVISÃO

Ágda de Jesus Silva Moreira


Ana Maria Cavalcanti
Cristiane Maria Leal Vardana Marangon

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

Antonio Carlos Patitucci


Marcelo Victorino Nunes

O Grupo de Trabalho para revisão e atualização do Memento Terapêutico da


Farmácia Curitibana foi designado pela Portaria N.º 37/2002-SMS de 22/05/2002.
A primeira iniciativa de revisão do Memento da Farmácia Curitibana foi
realizada pela farmacêutica Maria de Fátima Soares Guandalini, quando de-
senvolvia suas atividades junto à Coordenação de Recursos Materiais da Se-
cretaria Municipal da Saúde de Curitiba em 1.999.

APOIO TÉCNICO E DIGITAÇÃO DO TEXTO:

Clara Fernanda Morelato Elero


Secretária do Centro de Informação sobre Medicamentos do
Conselho Regional de Farmácia do Paraná.

182 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA


Bibliográficas
Referências

MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA 183


184 MEMENTO TERAPÊUTICO DA FARMÁCIA CURITIBANA
Brasil. Guia de tratamento clínico da infecção pelo HIV em crianças. Brasília:
Ministério da Saúde, 2001.

Brasil. Guia de tratamento clínico da infecção pelo HIV em crianças. Brasília:


Ministério da Saúde, 2002.

Brasil. Guia de tratamento clínico da infecção pelo HIV em crianças. Brasília:


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