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Jerzy G rotowski A Voz Creio que na formagao dos atores a maior parte dos erros se CO- metam no ambito dos exercicios vocais. Os mal-entendidos comegam com 0 problema da respiragao. Por volta do final do século xix € inicio do xx, os especialistas em exercicios yocais descobriram que era a Tes- piragao chamada abdominal, aquela praticada com 0 diafragma, que dava plenitude a voz. Existem muitos pontos de vista diferentes em relagdo a essa descoberta: alguns tedricos € praticantes sugerem que se use sé a respiragdo abdominal, 0 que quer dizer — muito simples- mente — que o abdémen deveria se mover em diregdo ao interior € em direcdo ao exterior durante a respiracao, enquanto 0 peito deve- ria permanecer imével. Outros acreditam —e substancialmente éuma teoria muito mais fundada — que a respiragao deyeria ser abdominal, mas que o peito deveria envolver-se em um segundo nivel. Esse € 0 modo de respirar das criangas e dos animais. O abdomen da inicio ao processo da respiragao, mas em certa medida o peito esta um pouco envolvido. Nao é a respiragao que infla o peito, como se vé nas foto- grafias dos atletas. E um movimento sutil, que se pode verificar mais com o tato do que com a observagao; porém € um movimento que de qualquer maneira existe. Na nossa civilizagdo a maior parte dos defeitos de respiragao deve- se ao vestudrio, mas também a certos tipos de moral e de comporta~ mentos sancionados pelo habito. F por esse motivo que as mulheres, sobretudo, respiram com o peito ~ que nao € a maneira organica de r causa do sutia € também gragas a um tipo de faceirice (aprendido socialmente) do comportamento delas etc. Esse tipo de respiragao € muito limitante porque utiliza somente a parte superior dos pulmées ¢ ndo a parte inferior que, na realidade, pode conter muito mais ar. respirar — po! 138 Se procurarem a r Caracteristica domi Esse método é Praticad € até mesmo no Teatro Verificar que a certos at mesmo 0 ar. Inspiram, ser facilmente imitado: al, usando 9 diafr ver 0 abdémen qu Oem Numerosos Programas de form Laboratério, no inicio do no Ores que usavam esse tipo de respiragao faltava Porém nao fazem entrar ar. Esse método Pode Os musculos abdominais movem-se imitando © processo da respiragao diafragmatica, mas, na realidade, 0 ar ndoé inspirado, Finalmente, Por meio de consultas ¢ Pesquisas, e através da minha observagao empirica (da vida cotidiana), encontrei novamente um método de controle Mais orgdnico, Ou Seja: um método bem mais diffeil de simular. A inspiracao que emprega o diafragm, costelas inferiores, tanto nas laterais quanto poste: comprova-lo por meio do tato. E dificil imit culos, e também sé tal imitacdo fosse inco: Movimento de que falo seria, e le se move, 'a¢a0 teatral SO trabalho. Pude a faz alargar as rlormente. Podemos ar ssa agao com os miis- nscientemente Possivel, o M tal caso, muito limitado. SSa respiragao acadé: Preciso do corpo e Predispor a iniciar 4 respiracdo. Na realidade, ali, ele “comega” ali, e quando vocés come¢ inferiores se €xpandem tanto nas laterais qu Ss lados. Podem descob mica, livresca, a me- € dali que devem se © processo ndo termina am a inspirar, as costelas anto posteriormente, mas ri-lo muito rapidamente e a qual o abdémen permanece com- ™M eVvitar os truques inconscientes do Pelas costelas, e¢ nao pelo abdémen. pletamente imével. Podem també ator verifica ndo a Tespiragdo dele Mas isso Por si sé nao resoly, ma. De fato, é falso presu- que todos podem respirar da mesma maneira. £ também falso izer que a Tespiracao seja a mesma em posigées diferentes ou duran- te acdes ou teagoes diferentes, Para estudar €sses problemas, vocés Podem facilm: lento dos recém-nascidos, NEM posigdes dift erentes, ou quando alguém os segura no 1 - Um outro exemplo € observar Os atletas €M a¢ao. Vocés pode, i : mir ‘4s teatrais ensinam Ustico. Os instruto- ™ tipo de Trespiragdo ™M geral, esse tipo de © nado podem respirar amente a diversidade 4 existéncia de c( “normal” e querem aplicar, e; Tespiracao a todos. Todavia existem individuos qui dessa maneira “normal”, €statistica (porque just. agma como 139 i rum é ado a usa Por fim, todo jovem ator Sor anes a ie mie See examina-la € tvd-la, ex: lemos obse eae ie vontade. Mas quando . ee mao podemos oo ae ae i isso qua a e respira. Por is: ea ie a Nesse caso, talyez i 0 y ale ue acontece: s bservar 0 que ate a uma quantidade sufici éo sintoma Cae que nao ¢ pee ‘i spira' elicado. Choldey pin assunto delic oe respiragao trola-la, 6 uma que met econ ados em uma acao, Frahmente cnvolvidos vacate tol 50, € o proprio ors org. do, € O prop ) processo See eae vabstaculos a0 p! oan ao cria obstaCu és deveriam Cea interferir. Voces di rive! prefe : lo se inspira | eter, mesmo se, d dificuldade com 0 ar, n se intrometer, mi alonnaoitcn a; e, vocés nao deveriamr uando age, te de ar qu onto de vista de te e ) ator ire |, Se ele comega a > todas as teorias, 0 ato! eH ama a ponto de vist de to esso organico, entao ¢ eee a lene : : sa mee i " i : Be fianga na natureza. Esse € n ni Ad : venham. Tenham coniia se funciona, nac 0 primeiro ponto. e: nas escolas teatrais sao feitos muitos is Sa0 os mu me Procede-se assim: inspirem eae 0. Procede-se assim: Insp - ae 2} 4 etc, até vinte, trinta etc. A x ae ar 0 folego, dria rceNATa! prolong 2 mor ssa forma o ator iré treinar-se Hees Essel UME ee idéia € que sees re com os discursos eee ent auto ane im na d dificulda 4 ao tem cpiracdo Org b sim nao tera a numeros Nac a expirag e que diz os I «al e enquanto usa a ft eenreenies Na O estudante q ente facil, e enq' forcos incon: al onde > totalment 4 certos esfor¢ ida causara é facil para ele, ‘gar ovanfara vonicsa =conomizar : uee Be econ aa rai c é esse (echamen a A primeira eu oe idade, af fecha a laring rer do trabalho. cesso da res- realidade, ai fec ances ; pao : iores dificuldades ni -al é a ingeréncia nc utebog as maiores di blemavocal C iiceva ia ° : > roble . Ha tam! is fazem s to) de um p: io da laringe. atrais fa: aparecimen’ é o bloqueio da laring oaeite e é o blog uitas esc es: p, d, egunda, € ob e, Em m! i sonsoantes: P, piragao, a si ia a Jaringe. iar as CO! a tc, € Sé Pro} sf aringe. ts, ¢ b ete. Se ee somente a fechar a consoantes: i: é sobre ii eo acento € ogais. Se € ae v pene Te aan eae para uate oe tee Lay 4 fechada. Por mo ent pode esta Se arated ado. 9 : eee e mas con: as consoantes, a = : is nsoante Keay » depois da consoa i ao, vocés devem exerci € antes ¢ depd sans veram ex Sars colo an wee respiragao, OS ue a : = dores, veriam exercitar-se Loe espa a Face nate Le eeepc do delet profisionas au eR do defeituosa ente” 5 rofissionais: 0 Pe cniracee mos dos defeitos profissiona ear ees Oa ates yee ae erendo resp! a 5 0 profissior ay cite fale aden tro os quais, q ern ne ae 3 tes elos dores de tea’ invés de no abi Pe eriecnren ees yeito ao inv! anes rae Cea in) no alto, Existem eat OP Oreante ee ste Meo treinamento fisico. Por nte nervosismo dura’ é 0 seguint O segundo ponto ¢ 0 eo sy xercicios para se obter uma 10} ng e i me é depois pronunciem Os nur Os exercicios fisicos, ficam sem fdlego e comegam a sufocar, Por qué? Hy dois motivo: alguns inspiram e depoi i © movimento; quando nao cons Piram rapidamente € comecam a se torturar, Outros Tespirar 0 mesmo ritmo com o qual se movem, 0 que é completamente errado. Se os movimentos do Corpo sao rdpidos, o estudante inspira na mesma velocidade, se OS Movimentos so lentos, respira com esse ritmo, O que tem de errado? Nao ha duvida, disso se encarregard a Nnatureza: se executamos acoes rdpidas com © COTpo, a respiracéo se acelerara, mas nao com o mesmo ritn 10; ndo ha diivida de que existe uma grande di- ferenga. Se a acdo do corpo é lenta, a respiragao, muito provavelmente, Sera também mais lenta, mas nao com © Mesmo ritmo do movimento, Se comecam a respirar com oO mesmo ritmo com o qual se movem — de Maneira consciente — voces violam 0 Processo organico da natureza iS conseqlentemente, o ator sufoca durante os Seus exercicios fisicos. Se o ator fica sem folego, é quase sempre por um desses dois motivos. ‘suem mais prender querem usar para Naturalmente, a mesma coisa acontecera durante 0 espetaculo se © ator agir sem os seus impulsos vivos e caso trate a agao teatral como se fosse uma ginastica, como uma espécie de automatismo: cometera um desses dois erros. Vocés nao devem controlar a sua res; cer seus bloqueios e suas resisténci. diferente. Observem o ator de for, piracdo, mas deveriam conhe- as. € isso é uma coisa totalmente a; dirijo-me agora aos diretores e aos Professores. A primeira Pergunta a fazer € esta: o ator tem dificulda- des de respiracao enquanto trabalha? Se encontra dificuldades e se € por uma das razdes que indicamos anteriormente, facam com que ele note. Ele deve ficar atento para nado interferir na respiragdo e ndo. procurar conscientemente coordenar seus Movimentos etc Mas esses nao sao 0s Unicos erros, Podemos ve: mete numerosos Irs assim chamados classicos: Por exemplo, quando Tespira, 05 ombros vao pai 7 al ra cima e para baixo. Mas Inclusive na respiragao abdominal ha um pouco desse Movimento, rificar que 0 ator co- E muito , Porque 0 abdémen nao u itO trabalha. Esse tipo de quentemente nas mulheres, alha ‘a parte superior do pe} Tespiragao ocorre muito fre 141 is, di- i . ». Depois, © spire, € tudo. D d Pe O tipo de Te voce ndo blo- “Agora voce , : es respi- as retamente, ante } ui é muito importa woo’ respira corretam nate usado ehdzos e nao: “Agora respirar corretamente bee ia 0 > ele quer respirar corretament®, 1 eat Dealt Porque se ele canednd © proceso. ie captors lie ravi be De Cee eo", nan € simples ule ra CONSC _ cu a aioe ndo bloqueia o tux faioarner o “Agora ee o de palav conjunto ri e que tr iga para ama " cqonee o =spirar normalmente aa respira ‘| hao, n vomited deveriam dizer do come¢ -lhe quand gam: “x zer um OUuLTO € Podem fazer w oe pirar e a outra a ins arina para I s We ormaliza assim, so! Mas essa também nao Freqdentemente sine iT perimento com © ator: F para expirar. eed tudo se se deita de éuma regra. ose n >» chao. a ) ator spiragao peste _ espiratorio. bananeira, Portanto, ormal- ir a re: a i em sua atengao a ta rferir no processo I r ito treinado —a planta iragao. scupar com a respirag ae nes ) e comega a respira Vocés podem colocando-o em pc ele nao possa, de m Se um ator comega — sealer fica ocupado demais para eu proce: Ene 6 aire ate: to, libera o seu proce ee neo Brice t ntemente € melhor esp s freqiientemen mente. Mas freq! eagaod »rado are iC enha libe = A lo durante os ensaios, t as ‘fea ee diretor parando um espetdc ae a tor, OS sé 8 organica do a’ U. e: é i rovavel em é muito p) n al 2 omento, € nee ) dentro do ator; ness 3 Be uenanters ee As veze: liberou 0 proces’ i =m. ; a iclos que 0 canse comece espirar be Ne oe Se que o ator comece i e See eee rene é a p ate mesmo _ : ied eg f no sentido fisico — ate nee at a deTIg' iS organico. Ao mesmo tempo € oy Se lee ‘ mas etc. Esse trabalho requ eee Sa casos nos quals somente CO! alguns ca istencia. de certos tipos de resistenci ao interfira mais n¢ m dem provocar CO ne fe experiéncia. At oe ator pode libera plexos, causas do d f r as caus: és deve encontra ee tas. Vocés deve Se ck Z ie r destruidas. O pre Po eReor Pee fim, criar uma situ 4 incd oe, . re staculo, do incomod iS foe Cer eiaeen a respiragdo normal F sas cesso se liberara edo de Jo intervenham cedo rocesso a de liberar o proces y- Q ez: de esperar, Nl i vez; devemn esperar, Repito-o mais uma vez: d ° mais, esperem D rem a maneit su ocurem a aauenee rem e, ou melhor, pr SO eac rant sso d is, esperen ce da aco, porque nesse caso, 1a Boe nated orgdnico por meio da agao, porque ne Le ae se liberara — quase ty an respiragao s x een nem controlado ou bloquea por si sé —€ assim 0 a respiragao a 142 O tipo de linguagem ~ repito - é muito importante, E sempre me- lhor usar frases no negativo do que no afirmativo. A respiragao é — sem dtivida — um problema indivi ator os bloqueios sao diferentes. Além disso, nao h de que a respiragéo nao inibida seja diferente diferenga — ainda que minima — é decisiy: dade. Portanto — dual. Para cada a nenhuma diivida para cada um. E essa ‘a quando se refere a naturali- isso é extremamente importante — nao existe nei modelo ideal, estatfstico para a respiragao, mas h abrir a respiragdo natural de voces, Por outro | muito raramente, mas acontece — que 0 ator nao possa respirar com o diafragma como caracterfstica dominante visivel. Nao sei porqué. Talvez se possa analisar esse caso do ponto de vista actistico. Se, por exemplo, uma mulher possui a caixa tordcica muito longa e estreita, freqtientemente nao pode movimentar o diafragma como caracteris- tica dominante visivel da Tespiragao e, nesse caso, deve procurar, de preferéncia, como utilizar mais a coluna vertebral na respiracao. Nao. de maneira excessivamente consciente: movi bral - como uma espécie de serpente ~ é um A coluna vertebral nao deveria nunca se maneira, a respiragdo torna-se livre. nhum 4 um caminho para lado, pode acontecer — imentar a coluna verte- a das adaptagées da vida. r rigida como uma vara. Dessa Passemos ao problema da voz. Excluidos graves defeitos organi- cos e funcionais do instrumento vocal (por exemplo, nédulos sobre as cordas vocais, a laringe deformada elc.), em todos 0s outros casos, todas as afirmacGes segundo as q Uais existem vozes grandes e fortes e vozes pequenas sao hist6rias absu irdas. Essas vozes nao existem, Existe somente 0 modo de usar a voz, é tudo. _ Muitos atores t¢m dificuldade com a vor porque observam 0 pré- prio instrumento vocal. O ator Preocupado com a prépria voz con- centra toda a atencéo no instrumento vocal: enquanto trabalha, obserya-se, escuta b xc -se, freqitientemente duvida de si mesmo, mas tam- bém se nao experi menta diividas, comete um ato de violé si. Com o simples ato i [ do observar, interfere constantemente no fun- cionamento do instrumento vocal. P. ‘odemos levantar varias hip6teses Para procurar a causa disso. Mas 0 resultado objetivo é o seguinte: se se observa o préprio instrumento vocal enquanto trabalha, nesse momento a laringe se fecha, nao totalmente, apenas um pouco, fica como semifechada. Esse semifechamento ao final é rompido na luta por uma voz plena. O resultado: forga-se a voz e depois comecam as dificuldades; 0 ator torna-se touco, violenta o seu instrumento ¢ causa defeitos, nao ainda fisiolégicos, mas defeitos funcionais: da laringe, das 143, Ss ) perfodo de tal violéncia, Por fi is de umm longo perio! or fim, depo! eel isiolOgicos cordas vocals ete. emas fi efel -se probl es defeitos podem tornar-se P esst instru- observar 0 instru= alho vocal ¢ ae 4ncia basi itar no trab eran tee vee ce ane ensinam eran ae ae poe Boe 1o. Por fim, o ator tem Pp! eee fess i vavelmente umas inalagoes- age ahaa lhe prescreve pro poe eee aenteen ore inverno as inala¢ nS a aum med i aan porém no inverno ¢ SO ees Oe eee sas. Com algumas inala¢c To se ai OnOrs no cue uecer o seu instrumento Vv oe ee ees Nao tera Ste ute daquele do exterior. Oa Feet ee ea dia torna-se mais nervoso Sane orn et eee ; otal Antes de falar, ate ee oS nee : ente E ae A hagrava 0 seu instrumer a nae Se asim aga a, fica com ° tic ee ee de seu instrumento ere eon Freed 3 sta pertur ; Sel ane Hea 1 natureza esta vera i is », toda sua at Sane Treen ae até © ponto em que 0S LT ea Set interferira agora : ue Neonat a voz, ficarao completamente eis comme que condizem tri porque esse problema ¢ Mm 0 2 rolon gags) Pee es. poten a ter disttirbios ee fp entees 2 te di : tre ae a defeitos fisiolégicos. Por eters ee ce sed te fentre os atores? Porque s¢ ac ae oe aaltperne Pa ices icada e forte, qu ea s pura, delica M te eate Gots 0: mrive nao € verdade. Diz-se ne ae Te eros eee sinianol No caso de um alors roan Bo aele f = — pensa-! ee dele: rasan dos homens em ae eee WeeinaDe fio, ems ; a a ausas. eee ls Igumas das © é mesmo um pouco rouco, Nav Cee aele ificuldades ana jo na infancia, mas €ss es - campones' z nao tem. OS i ém problemas e€ as pessoas So nceeye em campo aberto- pee Ben quando esta frio ou quan ta e nao tem problemas. eam eayanast é facil forgar a voz, can’ ate mesmo a voz. m dificuldades com a ensinam té ; quer Até mesmo aqueles que oe fessor no trabalho: 4 : pro! ds E por qué? Observem Bone ea que deve ter gestos real s i on artict ji seus movimen cece r controlar todosios cia quer falar com uma certa Se GnEe sublinha lares; com ee rvei isso em um seminario % Quer articular bem, e OUSLY Fi ic fetes ae Cansoantes: “Senthor Presidente... destaca as consoantes. todas as oe 6 ougam e, por esse mations tate muitas Vez quer que tod eae laringe fica semifechada A icereero(erl cima Resultado: a eu o seu lado fisico, por a aaa porém uma do nada, 0 set corpo é umalplants = ee umn pordo, uma espe do nada eada, como os brotos da batata em da, planta delica: ee laa de planta branco-pélida. A sua energia fisica existe cabega e em seu instrumento vocal. Por outro lado, calma compostura, controla-se, bloqueia os impulsos do corpo. £ sim que, em vez de usar 0 corpo inteiro, ele (ainda que incoMEnE is mente) submete a tensao 0 seu instrumento vocal E fala dessa cine por um longo tempo, varias horas por dia; no final tera danificadas seu instrumento vocal. Enquanto que as pessoas comuns, os Gig . neses nao tém problemas; eles cantam em agao. Me somente em sua quer manter uma Um dia estava no esc itorio e a mulher da limpeza estava tra- balhando; comegou a cantar — nao cantava bem — mas cant dificuldades. Estava em agao e nao observava como cantava, trolava seu modo de cantar: o resultado era que sua | aberta, tudo funcionava bem. Sai do escritério para ve va: respirava muito bem, coma respiragdo normal, ma ete. Era uma agao natural. Os camponeses canta ava sem ndo con- aringe estava T Como respira- usando o diafrag- m assim. Naturalmente podem existir problemas causados por doengas; por exemplo, as prostitutas sao freqiientemente roucas. Ha dois motivos para a falta de pureza da sua voz: um € 0 alcool — muitas vezes tam- bém, mas nao sempre, os excessivos cigarros — e 0 segundo: ficarem pelas ruas expostas as mudangas de temperatura. Isso porém nao é tudo: ha uma causa que nao é cientifica, mas na qual creio profun- damente. E 0 desprezo da mulher pelo seu corpo, uma certa atitude que a mulher tem em relagdo ao seu corpo, uma espécie de desprezo subentendido. E esse desprezo interferird, essa falta de confianga - ou essa confianca destorcida — essa divisao do proprio eu. Quando vejo os atores que possuem uma respiragdo organica por causa dos impulsos organicos, vives na acao, ainda que fumem muito, observo que nao tém nenhum problema vocal. Eu também fumo e nao tenho nenhum problema. Em alguns dias nos quais superei os meus limites — quando por exemplo fumei sessenta cigarros — no dia seguinte posso sentir alguma coisa na garganta. Penso que 0s cigarros sejam, sem duvida, Perigosos para o conjunto do organismo, mas seu efeito sobre a voz foi exagerado. Portanto, o ator pode se autodisciplinar para limitar o nimero de cigarros que fuma uma ou duas horas antes do espetaculo, Na verdade, muitos atores deveriam limitar 0 ntimero de cigarros antes do espetdculo, mas se a tentacao do cigarro for muito forte, tao forte quanto a tentagao da mulher por Santo Antonio, em tal caso, antes de entrar em cena, fumem um ¢l- garro; nao criem ansiedade. E sobretudo uma questao de bom senso. Simplesmente limitem-se, fumem um cigarro ao invés de cinco. Nao 145 de vontade” e “trei ento da forga d e m de “treinam' \ oe ; etal nao chega por melo de uma von ee ie or meio de uma atitude que envo! Meee et que concentra todos OS NOSsoOs eS GC uilo qu erem naquile SG 0 desenvolvimer i morte, gida, como a as por wadade da vida, uma atitude um tinico ponto- ; o- que tém dificuldades com a vO7, Hoe de maneira sintomatica, que € a lari as eira sintomatica, essa € a coisa mals Het i 50 esquematica da laringe etc. ne mates : i i nao cheguei a nenhuma ce a sae nie Se eas ratahas descobertas cont a a ee vi PSSA », O Dr. Ling era professor tanto na Escola de CT Opes je Pequim. Vinha de uma famiflia de atores HO desea Parca even tinha trabalhado como ator, € He yeonc quel ct ce tid um interesse pelo trabalho vocal, {oi o motivo pelo qual tinha mantido Ee ee do ponto de vista pratico. Foi 14 que entendi pela F éa laringe. Se observamos OS atores mos descobrir rapidamente, que interfere. Dem Estudei a conformag Eu sabia de antemao que a abertura ou 0 fechamento da ee eraacausa dos problemas dos atores, mas Como reconhecé-lo rapida- mente, aprendi em Xangai. Vocés podem estudar a laringe com os dedos. Existem dois pontos sobre cada lado do pomo do Addo, como duas pequenas protuberan- Gas, faceis de encontrar. Mas essas protuberancias estao um pouco confinadas como em um nicho e é necess4rio circundar a laringe até 0 ponto em que as protuberancias terminam. E depois vocés podem engolir e, tocando, podem observar os pontos onde acontece a mudan- 2. Quando engolimos a laringe esta fechada: é muito simples. Agora, observem quando falam: falam - Sim! esta aberta; ou — falam e esta fechada - nao totalmente, mas é assim. Os alunos do Dr. Ling faziam freqtientemente esse experimento. Nao acredito que seja necessario; ee que seja melhor evitd-lo. E é melhor que seja um instrutor “0, S€ nao se est seguro que o ator feche ou nao a laringe. Na eal Rs on = sae i ealidade, depois de uma longa experiéncia pratica, podem descobri-lo Sem tocar: vocés o sentem Fiz uso des e o i c Inge com sa OPeracao: tocar dire’ i : nee es Gi diretamente a laringe com os dedos eecnintlesos era perigosa se vocés nao so especialistas Sealenee ae . ne lem também abrir a laringe de uma pessoa Vocaisdesse rant cus dedos, podem fazer varios tipos de vibracdes Odo, mas pode ser muito Perigoso se as suas maos nao sd0 experientes Como aquelas de tecomendo esse UM cirurgido tipo de Mmanipulag. ao. Ha um outro modo, a lingua. Engulam! Pegue: Pressionem a carne sob a lingu quando engolem, Esta ali chada: esta contraida, B mole, a laringe esta abert um pouco fechada. Polegar, am). Fica contraida - A laringe esta fe. ? ou contraida? Esta aringe esta pelo menos 1a € observe} 4 sabedoria do Dr. Ling. agora: Falem! esta mole 4; se esta contraida, a |, muito simples. Quando os alunos d. crita. E uma boa idéi a minha opiniao; acredito que e descoberta, mas que possa criar y; Outro nivel, renovar velhos disttir ca faz convergir de novo a noss lo Dr. Ling cantam, tocam-se na maneira des- a? Nao 0 creio. De pois de muitos anos modifiquei ssa técnica tenha sido uma grande arios tipos de distiirbios ou, em um bios profissionais, Porque essa técni- ‘a aten¢ao para o Instrumento vocal Mas antes de dos exercicios vocal obrigatéri Nas afastadas, Passar a fase do Dr. Ling que, la, € eficaz Colog Sucessiva da pesquisa, do ponto de vista de uem-se em posicao e 9 tronco inclinado ligeiramente para a ligeiramente inclinado pare ‘a COM a parte infe. MOs “a cruz” (0 céccix analisarei um uma educagaéo Teta com as per- a frente. Por qué? a frente, para manter tior da espinha dorsal, ). Agora mantenham uma ‘4 coluna vertebral que va até 0 occipfcio. Tudo ‘ado. Com o dedo indicador, sustentem 0 queixo eM a parte sob a lingua que podem contrair ou a laringe estiyver aberta ou fechada. Depois, com Segurem as s. ‘as € as levantem, Fazendo isso a m'seu lugar. O queixo deveria ficar imével, cabega se move Para cima ¢ para baixo, a a boca se abre e o maxilar sao devem também contrair | Voces estd aberta, o queixo sem movimento, o pes- © deveria estar relaxada. a0 longo d. ria estar alinh & como polegar, togu relaxar — conforme 4 Outra mao, obrancelh; boca se abre, ¢ i nenhuma mu testa franzida inferior fica p. Move-se p; Os miisculos na parte Posterior da cabe os da frente relaxados, A laringe est4 aberta boca como em uma especie de ricochetear. O que vocés Criaram aqui sao as condigdes naturais para uma voz aberta, A Parte j i la coluna vertebral esta envolvida, Sustenta 0 corpo e este regula a Tespiracdo. Nessa Posigao — por meio da agdo da “cruz” — a Tespiragdo é quase sempre abdominal, Ha, além Ca estado contraidos e 147 i ue ao mesmo tempo, visto q e ilar SCOGO € lingua no max do pelo pe o sob a ling or format m refleto t do usou Jaxamento § jue nao de voces controla eres condigdes, 0 ator q ar 4 aberta. tee o poleg inge esta a jor, a laring' inferior, e ira ira vez, ouvir a sua Mecrs primeira vez, OUVII ae ; en igo: o ator se es nee) nunca a VOZ aberta ee indicar 0 ee pe cer a epete esse abe hse ie Baan a Ivez a sua ae ee cal. Entao, tal u iS pa cater Deeeiments ne ene ances St moss nea do sera organica. E a na 7 pe S erscick oz, ainda qu ee Pa ea vastan idamente. A VOZ, Leen teja aber bastante rapida A ace ci se ee do ator, porqt ee empo mecanic re oe aieobs earn “ry ouvir a VC ae neeeao strutor quer Aber fo een ili 1a yoz natural, ne: soy none tica. Se o pr eae : ese ee & mails. E! ‘ ae oie itio i eee o ator, uma Menta ae aa ae ae ie Here nrsetido desse tipo de rey hee ee e 0 uso repe i ee Hos isso, peso que a escola di escoberta, porque permite a pasate eae pOLGRE Peso cri si prop! ie . ras situagoes capazes de a Pe na vera ser encontradas out edie care sr enna ver mo efeito. Por exemplo, eee owe re ob sobre a cabega, nesse cas poe oe wn pro a Ps cee ocr ah aa manter 0 Sa Oe a ae He Bouse dl alguma coisa, utilizara momento canta L ia esse exerc u Todavia esse ¢ ee ouvir a voz aberta do ator. Na eirice, que- por esnobismo ou Deas a or ter 4 a 7 natural: por exemplo, vee Pconnaralestace tectscal nevemenlr al que € mais aguda; Fr i 1 ‘a uma tonalidade r ito mais iri voz MUILOT i -feriria uma Peas esteredtipo masculino, pre eae eitreniarayy harmonia com 0 es! React emieus vida cot A m i é Sa baixa e é a que tar . e as a iste entr situagao ex! ue forcada, nao organica. A a voz mais aguda do 4 eemmansicas orcad ras que querem ter ume ts nO. atrizes ou as car ° al. aquela que lhes € natura! Existem muitos atores que, fre- i nosa, que nuito fam sse de uma grande capo aes A causa des: o de uma le Z Lembro 0 cas! . es d sua voz ; yocais e ataque ce do que a qiientemente tem crises Oca sEe uma voz mais agudeetas os atores q ‘ Je que us i tiente ixos RB 5 o fato de servei freq ais bai: fendmeno esta ne > — eu o observe is agudos ou m ne éntica. & um fato que niveis mais agud nente dese auténtica. & um fe e no trabalho éntica, nao omens ae na vida e D jpria voz autentica, nat de distur que utilizam 1 da propria ém certos tipos ida todo * a gama natural s também 4tica, repetida do que a gam ises vocais, mas ta ao automatica, “30 a0 volverao certas ca esse tipo de wolagae destrutiva em relag nervosos. Talvez aeeiG agira de maneir By cada espe! G 0 dia, a cad 148 inteiro sistema Nervoso, Somente a parte mais b. ral, organica, pode mais baixo, porém Nao pretendo ator deveria usar alxa da sua voz Com a base da sua Voz naty. usar todaa sua voz, 0 Tegisi i 8 IS agudoe aquele confiando nessa base, nao lutando contra ela. dizer que o Mais baixa uti- © corpo e diferentes €COS. Quase todo 10s efeitos de Yma Sumac, famosa e Teno- Porque usava a voz — assim se diz ~ de todos os mulheres e de todos Os animais, a mais aguda e a mais baixa, Qualquer ator Pode fazé-lo. Mas deve ter como ponto de Partida — e para a sua vida — a sua propria voz, coma tonalidade dada por uma base Natural, organica, A natureza sempre se vinga se come- temos violéncia a quem realmente somos Superar nds mesmos? Sim, Mas nao podemos fingir ser diferentes daquilo que somos, Quando isto Ocorre, a natureza nos devolve me. €ssas perturbacdes e sofrimentos, ou thor, é 0 organismo que no-los devolve , NO seu tempo, homens e de todas as Todo esse trabalho que colocamos e nhia por anos e anos, todo e Estudamos os dife rios €specialistas, como mM pratica em nossa compa- s€ trabalho ndo foi realizado no vazio. Tentes fendmenos, Eu mesmo conversei com ya- observei atores e; m diversos paises, observei também aS pessoas de culturas diferentes e de Iinguas diferentes usam 0 proprio COrpo. quan. do usam a voz, Interroguei também varios Professores de surpreendido Recebi certas mensagens de plo, a Mensagem de alguém que era um conhecido, mas que tinha descobe; através do €nsinamento dos alunos, mente'o que 0 velho Professor havia descoberto, s6 uma espécie de ruinas, que observe; © entendi que ele tinha conhecido alguma coisa e salvei certos elementos que ja tinham sido €squecidos pelos alunos voz e fiquei fortemente forma indireta; por exem- 8rande professor, nao re- tto algo de organico na voz, E foi que destruiram quase completa- Descobri conhecidos: bito de Outros e] Professor, Sua profissao, ementos atray, és d €s em cid © professores de voz menos ades pequ €nas, desconhecidos no 4m- A Por exemplo, havia uma mulher que trabalhava em uma escola sates Saute tinha Percebido algumas Coisas muito interessantes oe Re as pasoantes) das vogais & inclusive sabre os ressonado- eS) 1€ acreditasse i A apenas dois deles: de qualquer form, Pp deles; mas era 4 importan Buida, vieram as observacées em 149 épera abalham os Ca ae = Ms oe nes consent ae studaram a Mabe repetem, renee ee, existe ie pe fa historia a Eos coe devera He Star S; ém me vee on bém mga Sa ie abate Bem oy cedennh Oe ms LN conalores) sem sequer se certos tipos de ress itros palse rexemp utros 5. Por ex 0 Pear ¢ classica: ae uma excegao- movimento € m- 5 discos: por exe itidas pelo: n- » foram transmitidas p nto o escutava, Pe) ier n », Enquar Certas mensagens 1 mous Armstrong. Enq observar e se pode 7 de a jorque s plo, o modo de erdeer que ele era rouco, P 2 > era falso d sava que € 2ja mais uM + talvez seja i e cantar: ta Z ) Oo can ‘ “se mesmo modo de SnsrOOR? i sas HOS entre 0s africanos ©: xa, Como canta Loul modo de cantar € iedcs tipo de iM var esse mien res interpretavam a i : ude observa lere me ie de um tigre. | ae classico onde as Eoale todos usavam vriadelo tipos de teatro orien! péis masculinos — Cy reuntei: “Qual é 0 Bre é 7 . 4 . ua os papéis — ate OS pak ancia animal. At pe ae animais selvag' ssa voz, com a ressona posta “Sao todos oe é es?” A res Spt 5 suas VOZE para a p obrir tam- cantam”. al e descobri sse= Talvez dev rsas escolas Diz-se: Assim, 9 a pas! e ir nateri omeutr 550 a passo, pude reunl , pai > ssO¢ e tudo is: nae ‘0 resultado de tt ae ‘ al € 0 result minado e ag é 5 coisa. Qu: > é denor _ entagao’ Dem alguna pelo problema que € como a “sustenta¢ mos a ido, na opera italiana, 4 retudo, de épera e, sol cee em ter uma bas' “Quando cantam, devem ter Ss! nn sia, existe européia, e Gpera eu snco na nos diversos tipos ea um ee Ateriestoo EON scialmente cantoras, a do estomago- ae cena. SS Caneel mivetetamiBee! Oo ORHbe como ore realae x aos sobre e rencao € ta : s quais ao eras ae Sede CO ee eS mlanane minal e, age como uma ees cantores da 6pe iS a respiragdo ee icdo remonta ac eviam usar a ‘asculos doa A A tradigao rem vam, que dev os muscu pressiO- cantayam, yiam contrair 0s 1 go, podem P vam, quando cantav. ao, deviar 4 no estomago, 1a falar. ento da inspira¢ de ar esta ne cantar ou a no momento de antidade de @ * comegam a car conduz a Quando a maxima qua omento em que ¢ a do at expirado ¢ nar com as maos No mM: forga. Essa forga nie q z Jo com os me é expirado fi yura BST crane oie essa manipulagao F voz. Para esco sa-se 0 len- técnica, isa ee ee can jor parte dos dos. maior ps % » as maos écnica para camuflar. Mas A um lengo entre Coe Pr aeeatern 0 estamago ¢¢ a porque seg ” esqueceu Pp até mesmo OS atores, nui- cinto um cinto mu a sa maneira és e 0s yerificar que = ude veri Jhavam ce era de Pequim pude s), trabalha o ae (de oito ou nove ano: muito jov ‘ des: abresposts que t ertad SP f d Perguntei o porque © 0); o apertadc 150 cantam melhor. E assim, acredito que, no final, 0 motivo seja o mes- mo: 0 cinto produz efeitos, o cinto que aperta e comprime continua- mente os musculos do abdémen. Se inspiram, o cinto criard por siuma pressao do ar no interior ea contracgdo dos miisculos que aperta. Isso € muito mais organico do que a manipulagao consciente da 6pera ita- liana porque vem por si s6. Portanto, existem algumas possibilidades Para sustentar a voz. Mas sao necessarias? Ouvi dizer freqiientemente que os atores deveriam praticar 0s exercicios de respiragao do Hataioga. Sabjamos gue interferir no pro- cesso da respiracdo € perigoso. Mas deve-se experimentar e assim o fizemos. Nao quero descrever essas experiéncias em detalhes, mas in- dicarei as conclusGes. O objetivo dos exercicios de respiragdo do Toga € eliminar a respiragao, E a mesma coisa com todos os exercicios do Hataioga. Nos textos sobre o Hataioga, repete-se que o seu objetivo é Parar os processos da respiragao, do pensamento e da ejaculagao. De fato, aqueles que, sob a orientacdo de um verdadeiro especialista e segundo as antigas prescricgdes do Hataioga, trabalham longamente a respiragdo, sdo capazes de torna-la mais lenta. Nao se pode mes- mo dizer que nao respirem, mas Trespiram muito menos. A respiragao torna-se mais lenta e todos os processos vitais, ainda que ndo parem, tornam-se mais lentos também. Qual € 0 ponto final de suas experiéncias? O resultado organico muito préximo da hibernagao invernal de certos animais. Se ob- servarem um animal nesse estado, ele respira, mas a sua respiragao é muito lenta. Apenas se move e quase nao estd consciente, se assim se pode dizer. Portanto, qual € 0 objetivo quando isso vem aplicado aos atores, cujo trabalho esté no extremo Oposto? Como fazem os exerci- cios de Hataioga? Comegam regulando a duracdo da inspiragao e da expiragao. Procuram como. inspirar lentamente e expirar ainda mais lentamente. Mas para expirar muito mais lentamente, deve fechar a laringe pela metade. E depois procuram a Pausa entre a inspiragao € a expiracao. A cada dia essa pausa deveria tornar-se um pouco mais longa. Mas para que essa pausa seja mais longa, devem fechar real- mente a laringe, ndo pela metade, mas totalmente, E depois a reabrem pela metade para expirar. Devem contar dentro de vocés para manter a relagao precisa entre a inspiragdo, a pausa e a expiragao. Tentam controlar 0 processo até o final. Isto pode trazer como consequén- cia somente erros € bloqueios Para 0 ator. Nao estou criticando essa técnica quando € aplicada com outros objetivos, mas Para os atores é absurda. E nauseante pensar como alguns especialistas podem aplicar irresponsavelmente uma técnica que provoca erros e bloqueios, sem esta 151 e iiéncias. Todos sabem eus resultados e consequ: ; enos estudado seus rest mnseq odo ees en nee a voz, € necessaria uma rompliaceo aa as Sa eethi ae pare ean uma terminologia diferente. A va a ye eee Bes capazes de fazer os exercicios. Mas Nee ae ie we Ar postas mais convent - De cl jetivos totalmente Seer esc de uma outra cultura, com ones ee ie tes Isto é irresponsabilidade. Esses exercl iferentes. mente um mito. iraga za a vor. Nao ha divida Nab ne cide as aren eae ou sutil. A nee ay ei davida Mas para conduzir a voz, a ous = eae ore (eae aberta. A laringe deve estar aberta aisy o eon a manipulagao técnica do instrumento V \ P i 5 os atores: NdO eco- Talvez exista somente uma receita para se dar a nomizem ar. Ma: e aplica habi mente, aquilo que s¢ alr , aquil i i p i Mas aquilo que se : : i i a ca nas escolas de teatro € 0 contrarlo. Ensinam uy 0 ee Be a a expiragao, ens! inam todos os exerct icios de expiragao € a ronuncar s mi fet s: 2, 3 etc. Colocam em pratica uma educagao e um trel- os nu 7a iara ° jemas. namento que criaré somente probl Ha alguns atores que mente. Falam duas 40 precisam 6 ecessario. Devem tomar folego quando for ae TER por nervosismo ou por mee) nee eae igam-lhes: e tomam ar. Digatr palavras e tor = Pe se intrometem?”. a ar. Por que se t disso? Acabarao por sufoca Pp 0 i o- 1c ro lado ha a res falam expiram so A s que quando ay alguns atores 4 1 : : ie : a a oe fecham parcialmente a oue ao ea a D e CO : a a eles deveriam dizer: ~O ar conduz a voz. Use in) y ar. ai a ie Tal do precisarem. E depois, nao Teno ae m, Tomem fdlego quance : f ‘ Nao o economize LOE aed Hee ov i es ah : Pe et o por ee tao longe, longe, sim, ike fantastico, fantastico pc qu C oO 1, r para um pon andem o ar! Expirem Nao o poupem!”. Mandem 0 0 pol SI a 1 ja desc dos ressona~ a de nossa pesquisa foi a He ee Se eee vibrador seja mais exata po q oe eae ae tae nao existe algo como os TE vista da precisdo © ys eet ei | — no curso para atores - anne eS oe Jana © que é a “mascara e £ a par cou ea oaks sobrancelhas, 0 cranio, os zigomas, compreende a testa, © ————— 152 arte é fare onde, em outros tempos, 0 i ntiguidade usavam su: I mascara”. A mascara da An ator usava v , ‘a uma masca las mascar. cara. 3 aearas sobre esse local ch Os atores iguidade reforgaya a voz amado “a 0 fe crorcnne teatra de prosa usa e , 0 uma espécie de 0 ator fala com ae a Nn essa parte d € € possivel ob: A Pe ‘ serva-la se voce ICES nao sobre a bochecha ou sobre ‘a parte da ca abega, ch oe : , chamada * Pena natural e, na vee : ie a cabega, sente-se uma vues Ocarem uma mdo sobre a cabo Ca, EPs a te ae tradigao bastante antiga a mas sobre 0 topo da cabeca ser usar 0 resson eatro europeu; = : ador da “mascara” peu; mas se cad, ressonador. E as a “Mascara”, entao a ator » E assi Saar, t acaba usa ee eltsdoneles sin Me tem uma certa cor, um TOA divertidl es dramaticos, ao mesmc e vibragao vo- 0 =e sonante. S. , AO Mesmo tempo nol é mui = : . Se observare tempo nobre ~ é muito querem aplicar ¢ observarem Os atore 5 = a tradigdo do sé s ingleses que ainda hi rao S lo século x: - ainda hoje claramente essa voz de Rane para dizer Shakespeare, Gua Depois di isso aprendi q 1 licence. a5 usam também um outro eh ee ativado se usam uma v. 3 usam esse Opera, por exempl nado. ej s ‘mplo, oz baixa near Bese ress Onaga ressonad Ones: s cantores com vi *haiyn” or. Os tenores usam mais a Pe de “baixo iL ra. Desde o init oe ini e tipica voz dos Boe zou ttabalholemn| teatrojsenti d Ps zi é 2 a palingeasdee cave: yee € nada mais do que histrionismo. Ob: exemplo: como fae ek podem ser tiradas algumes conclu ts que RES COE NS pes? Emitem alguns sons mentees ponto occipit a iciais. Vocé: 0 al que vib 's podem descobri e é mai e€ uma outra de Vota, O:occipital e s ipi Sana ae possibilidade e€ sob o occip' y ek pital. Po ‘! Nesse ponto. F possivel nS podem procurar como SSIcC nae ee anatomia, Eu também p a um europeu porque faz parte a ee mim erammuite Sees urei isso por meio de me ee ras que para mais agui sas: “King-King” p gudo do agudo, Para ee King”, e procurei ir muito alto, ao sdém por essa posterior d abega la cabeca, como uma Ga €, por fim, como atacar a parte © ponto occipi agulh 7 pital, e oe a que do ; cabe¢a nao fica nee ae Ki-Ki”. & mais ea Vel sepctan se) ye COIN) ca que se estica ea vibracao ex um pa i Ass. - iste e podem wenn nee vai bicar sob a nuca. A ato, : Em certas li as linguas Z esla’ 3 é sar que é 0 abdémen ele de usa-se mais o abdémen, E i que as pessoas gordas, qu i a ressonancia, Podem ta Boderiam pen- » que levam seus corpos a ae ém observar , centram-se na 153 ida japonés com sua grande barriga. “Expoem” como vibrador. Por fim, observei que também as ) aos atores. Propus-lhes que uatro —, ou melhor, com as ea voz que ia para da da vaca. Entao barriga - como 0 Bu a barriga, usando-a Or yacas usam. essa VOZ ea procure! junto assumissem a posigao da vaca — nao de q' pernas dobradas, a barriga projetada para a frente pbaixo, com essa associagao: a longa voz prolonga eram utilizados 0S vibradores do abdomen. Como falam os alemaes? Talvez nao seja muito objetivo; mas que- ro mostrar-lhes principalmente a direcao da pesquisa. Para mim, a lin- gua alema esta sempre associada a0s dentes. S40 os dentes que fazem osom “Auf Wiedersehen”. A associagao animal € 0 cio, um lobo e 0s Falem com 0 dentes”. £ como um cao ou um lobo Joquei as maos sobre 05 maxi- de ressonador € mperceptivel- xilares. exercicios eram que fala uma linguagem humana. Co!) lares, sobre os labios de um ator que usava esse tipo observei que até mesmo OS dentes vibravam, vibravam | mente. Talvez nao sejam os dentes, mas 0S OSSOS dos ma 2 Quando mia, nao é sem mo- ntao a experiéncia de o é simplesmente um Por fim, 0 gato. Como fala o gato a vertebral se move. Fiz € tebral, como um gato, nai ha dorsal que fala. vimento, a sua colun falar com a coluna ver" movimento, mas é a espin ar as diversas partes do t6rax que podem ser Estudei como utiliz: em ax podem fazer uma espécie de vibradores. Assim, quando usam 0 tor. impulso nas costas com a parte superior da coluna vertebral: comecem a falar, como se tivessem a boca no osso cervical. Aqui—e¢ é uma ou- tra voz. Toquei e observei que uma vibragao tinha sé produzido nesse ponto, E me perguntel: talvez haja uma vibragao tambem no meio da coluna vertebral. Cantei como se a minha boca estivesse ali. Observe € possivel. Toquei o ator que estava procurando isso. Coloquei a mao vertebral, tinha uma yibragao. E, ao mesmo tempo, diversa. Procurei a mesma coisa com “a cruz”, comegando pela barriga ¢ por fim em diregao “a cruz”. Aqui, neste ponto. Como se 4 minha boca estivesse aqui: ha efetivamente uma vibragao do oss0 Quase em qualquer lugar que vocés usarem 0S VI- bradores no corpo, ali comega uma vibragao fisica. sobre a sua coluna a voz era novamente Freqiientemente as pessoas que ouviram falar de vibragoes oo meio de certas anedotas — pensam que se trate de um fenomeno subje - vo. Nao. Na realidade €é uma vibragao fisica. Até mesmo na barriga -¢ € por isto que nao falamos de “ressonadores 7, porque na barriga, clen- tificamente, um ressonador € impossivel. Nao existem ossos. Todavia, 154 ha uma vibragao. Se pions quele ponto, € usa 0 vibrador a barri arriga, a carne vibra na Quando e ere eee mesmo procurei os dive 1vinte e qu. atro difere nte. mesmo tempo, a vibraca, Sayonte pe ree de todo 0 corpo, com i ciety aa braca ta vibragao meiiEfoet ee one aS ere 2 ao aplicagao, onde se eb10e ae este vibrador. O ator eny erdade, 0 corpo inteiro de a isan ings olvido em uma acgao de modgitsein cifras ‘al, sem pensar nela, 6um g v ol editava ¢ s! e F srande vib; : ee tador. Acreditava que i um meio mais mecanic se es . SSO pudesse ser obti ‘ tido por ‘SOS ti i : og Uipos de vibradores en © Para cada vibrador ha AD Como combinar sai a 8 vibradores? P, Serando 0 vibrador no cranio ne Mpo: 0 vibrador do er, al vou alta e ativam 0 vibr Tes que trabalham brincadeiras das cri. Or exe iy ee se usam a voz baixa an bane 4C0€S se verificam ao me: a abdomen. Ao contra Sake ne ador do peito, existem 20 mesmo temp iangas lo, se usam a ae ambém dois vibrado- © € 0 Cranio. S40 como as Aplicamos os y, Bes tocavam os vib Vocés podem e ibradores c Fi com plena pre: i ri a meditagao, 0: o . OS proprios ato: tadores e © procuray, ncont davam como obter a vi u descobri Tar as vibracoe: obter a vibracdo fis) ee ot riram, Passo a passo, Tagoes bastante rapidame raged) fisica. €s em seu COMO, © eli tc uma quantidade set a nie. Os atores aN Og do ator era mais is também Depois tive d He maior de vibra- m, lorte, " “pols duvide ne via Sumac: a voz muito a que podia produzir algun: Observei que da, como se Ha a Muito baixa, na a guns efeitos como ¢ diferente: 5 /0Z Muito diversifi era eee Pessoas @ de ae ce a 4, Mecdanica ~ nj. imais. nao era viy, ‘@ ~ nao quero di 4 Viva. Obse, quero dizer fria, mas, Procuray, ervei que, n , mas, avam certas » NO trabal. : comer formas yocais — as BO) Os atores avam a agir ¢ S résvoremedic npletamente duerenpen a totalidade do an ae enle, entao nd aan 7¢ ndo existiam mais a mais 0s ntes; ou i * OU OS vibradore: e S , que eles queriam usar cons- “ ema : E, dO mesmo teases antes, automatica: n: Podiam usar — se tadas da voz, M Uma outra coisa cor vibradores conscie| i clentemente, ; Ne: ssa fase, ey me pergunt artificial: @ i cial: e um dia entendi que t 7 a . jalmente difere voz era forte contudo ava por que tinharr lesMO erro, ane caido, por um caminho to- ervdvamo-nos; tinhamos 6 Nstrumento vocal; wae COrpo ©, por esse somente os vibradores 155 am colocado em movimento os diferentes tipos de voz, era tinhamos deixado de observar, de controlar 0 que tinh ar o corpo € mais natural, mas de qualquer igualmente 0 fato de que instrumento vocal. Control forma era auto-observagao voz dos animais selvagens, a “voz de foi colocado em agao. A laringe pode Quando quisemos usar a que isto acontega por si 6, que Armstrong”, o vibrador da laringe servir também como vibrador, desde seja organico. Se 0 ator quer prc yvocar isso premeditadamente — como nés fizemos com outros vibradores — comega a ficar rouco. Entao, para ativar o vibrador da laringe, comecgamos a estudar ea fazer varios tipos de animais selvagens. Naquele momento, observei que nds, os atores € eu, podiamos usd-lo sem dificuldade. E, ao mesmo tempo, esse res- sonador “selvager esse vibrador “animal”, 0 do tigre, era muito menos duro @ automatico do que 0s outros Perguniava-me porque era assim. Sem divida, porque nao podi- amos usar esse vibrador com premeditagao. Por € mplo: pedi a dois serar em si os animais selvagens, OS jogo ou de luta ou de agao “em pulsos em direcao a0 atores que procurassem como lit : deviam fazé-lo em forma de tigres etc. — quer dizer que deviam liberar os im relagao exterior, Vis a-vis. Foi 0 infcio da pesquisa em uma outra diregao. Observei que se ior, podem ativar 0s vibradores sem vocés quiserem criar um eco exten qualquer premeditagao. Se comecgam a falar em diregao ao teto, nes~ te momento, o vibrador do cranio ird libertar-se sozinho. Mas nao Jo subjetiva, 0 eco deveria ser objetivo, voces de- caso, a nossa atitude, a nossa atengao nao a nds mesmos, mas em diregdo ao exterior. er real e, ao mesmo tempo, 4 suficiente, eu costumava 4 sobre a cabega”. deveria ser uma a¢ vem ouvir o eco. Nesse esta orientada em diregao Porque escutaremos 0 eco. O eco dey voz deve ser dirigida ao teto. Se isso nao fosse ajudar o ator com uma formula: “A sua boca est Observei depois que se quisermos que 0 eco venha do chao, sob o Nosso corpo, nos poremos a procurar, e todo 0 corpo encontrara uma atitude especial. As pernas ligeiramente afastadas, agira 0 ventre. Ese ajudam o ator com a associagdo de que a sua boca esta no ventre ou no baixo ventre, o vibrador do ventre entrara em agao sozinho. cés, a uma am. Entao o impulso rocuram o eco da parede em frente a vor onadores do peito que funcion sta no peito”. Entao, se fazem. Por fim, se pr certa distancia, sao os ress podem dizer: “A sua boca ¢: 156 por tras — Para fazer esta 0 eco d. ? 4 bastante longe, e 0 eco oe ane eal, costas comec. ? um ¢a a funcionar como Tenens dacoliteaes ador. s de vocé VOCEs — € se essa Pared ic Tlebral e das Pelo préprio fato de ser. agi Se tee ram para trabalh gir em varias dire € automatica, nao ee Si Sos 0s difere vocés esta vol em dura nem pe oS ‘Std voltada para Olenlen: nN pe , aO MesmMo te tior, faze Natural. GOeS NO espaco, voces ‘Paco, Di A , VOR : ntes vibradores, A yoz I 0 sada, ela é viva. A alengao d Ie mpo, ouve M 0 eco ~ 0 fené e m ci Aen eno} 0 eco, 0 fendmeno con externo — cis 0 que é Por outr ro lado, o eee escuta e: , O ator nao 5 tar. Nesse caso, ele pode consegue © processo pode ser organi Spaces ee SEI Organico. Ni pee een Criar ou ca rae fg eee is 2) olhem para cima e ee a nessa posi¢do ¢ facil f ee tor Mas nao, nao fale a boca em cima da cabega” nung eee) ae fugir da tentagao de se eco. Entao, apesar de tudo, anecem alguns . F guns pe- a ‘Partir do teto, e ouvir o a polos Os musculos da garganta se es yy a laringe. Entao deveriam sa boca, a sua boca, mas fale ‘odavia, observe ambem nesse é , observei q nbém nes: mecar a fazer alg S CC ce ici Zz T algumas coisas aut omatica S. e 5 ambito 7 €M varios paises 0s atores podem co- Observei-o durante workshop Os partici icipantes mas palavras — s do workshop ¢ Bare omecam a repeti Chao! Chao! sam a repetir e repetir as mes- no caso d “Te T N chao lo teto: re : : me Teta etoile. : pe !...". No caso do chao: assur am para a esterilidade: o Te P, Essa tentac. rocurando alg esta 14 embaix. a0 — esse pe umas associa ©~no abismo. cado or es Bina ae podem evita-lo? a ara alguém: “O se i no fundo no fundo...” ee nee periodo, estud ae es circunstancias a has que falam uns 2 sim, pedi ao ator: "Fal uma montanha, Tales sou a gritar. Nao! ©. 0 abismo. : i o feném e cre: e e Sen ae de pessoas que cresceram em d de espago. Os moradores das mon- 10s Outros, d , de long je ge, libe Para a parede, mas Tae ies a voz sozinhos i setvei que, mais do qu ar em 1 do que liberar £8 animais, os atores brincayam d le 157 de quatro patas. f mais uma vez uma espécie de ersaiz. Podem criar também outras associagoes: Assaro. “Caminhe sobre a, bica seu cranio, sob o fazer 0S animais abrigo, de refrigio, de tentei com um ‘ator colocando sobre ele um P: o seu peito. Cante para ele. justamente agor ponto do occipicio” — etc. a, fiz um estudo no qual um ator reencontrou uma re- , mas de qualquer forma carnal, com uma mulher tinha reencontrado como companheira imagindria ara ela, ela colocou a mao na sua cabega” e, na- a voz se liberou no vibrador do cranio. Depoi também esses ressonadores se liberaram. Ponto associagao, varios ressonadores trabalharam no utomaticamente Em seguid lagao, nao sexual da sua vida, que Disse-Ihe: “Cante Pp quele momento, a Su “ela te toca 0 peito” € a ponto, por meio da sentido organico, nao a lemma mais essencial, 0 dos impulsos do ‘os atores tém reagoes vocals, bastan- circunstancias, mas retardadas com e, do ponto de vista da ordem orga- ‘© mais simples: alguem Em seguida surgiu um probl corpo. Observel muitas vezes que te naturais no que diz respeito as relagao aos impulsos do corpo qu nica, na vida, deveriam preceder a voz O cas i i bate o punho sobre a mesa € grita: “Chega”. Na vida a pessoa antes golpeia a mesa € depois grita. O intervalo pode ser pequeno, miniine: mas essa 6a ordem. Os atores fazem o contraro. Primeiro hd 0 grito © depois a reagao do corpo. Observe! que nesse caso a voz é Dlousae Pedi: “Fagam 0 contrario”, e notei que 5€ a reagao do corpo precede a reacao vocal, ela € organica. os: os atores gritam € n somente movimen- pressao, sem io ha muitos perig 57 berrando. Fazer everiam procurar sem Até mesmo nesse exerci urram. Pensam em liberar a VC tos violentos, batem etc: Vocés di forgar. vibrar a VOZ, fazé-la ecoar em todo o espa- _ diversos eXerciclos — mas Vocés podem fazer antas, com o vento. go-a sociagoes Com pl. no espago- Podem praticar com 0 ator, do exterior, diferentes manipulace* com a sua garganta, © seu diafragma, certos pontos da coluna ve! s bral etc. etc. & do exterior, podem provocar as reacoes do come conduzem a vOZ; podem liberar impulsos totalmente organicos. } a desse modo, podem. causar muito mal. Devo falar 8 porque éu v fendmeno objetivo. Podem abrir a voz do exterior. perigoso, ma: possivel. Por qué? OO —— 158 Pc i percidue por meio de diferen ees ae podem causar uma rea ilsos qu é int Jue provem do interior do corpo e que ao do corp 0, Mesmo a conduzem a voz que seja inarticulada, §, tes estimulos do co: a0 de todo o conan aplicados do D. Exister 3 m algun, ane precedem eee 40 esses Os impulsos que Podem liberar tod fecesnallbere dos os diversos ti e ee eae que para nos sao ae a ae pode Para ndo nos e: eee, exercicios no decorre! ae , poderiam suscit fais, a confissdo intima é Cnalivo. Se fazem os e : somente se es, ais e oe por meio de diferen : eqiientemente até mes- svazia o e até mes- a aD ndo deveriamos AR ae coe pea intima demais, Z de hipocrisi ee necessaria $1 sia. Em li xercicios eee somente durante o ae Sas regioes se abr ‘eriam penetrar nas regides inti pod se abrem sozinhas egides intimas AS associacé anne clacoes que libe r cern ‘de eftplifieaeao libe fam Os impulsos do corpo té le plantas, e magens por meio de imagens de ani ise denen longo, pequen quase fantdsticas como: Voce estd cere sta se tornando 10, grande etc.” ru § e etc : 2 moja Umal dire Tudo aquilo que é associativo e orientad lo tipo de jogo li G40 no espaco, tudo isto li 20 libera a , tudo isto libera a vo; aa i ‘a a voz, procurados no Amb: queles impulsos que nao sao aa esse s Is, Mas que sdo0 Bis ito da nos' 5 SO que criara a vi ssa memoria, do nosso “corpo-meméria” Tan osit 0z. Entao per ae “ mpulsos do r permanece um s6 problema: como libe- Ihar co} 10SSO “ci om a voz s ; ‘orpo-memori. aent se ria”? Vi m trabalhar com o “corpo raeti Nao pode ee -memoria’. Atualmente se: > ma re lente se b: i muita y z, do que sobre o jue di re a everiam fazer é, a meu a i vi 0 que nai i riam Deut Wer deveriam fazer coma nao deve er, r. Mas essa ciéncia: o ai B ‘m fazer 2 Muito mais i : 0 que Mao i AZer exercicios vocai 's importante; 5 es cicios que enyolvam Facies vocais, mas ee nte; quer dizer que ae Talvez dee O NOsso ser e nos aris a eae al isa Arent alhar a voz, devem pabeliey falando, cantand a voz ird se liberar Po. Sei também que na rabalhar com todo o seu ido, mas nao devem rigidas; que todas as nos deveriam trabalhar a v sereicom) todorolcoyg s < me i Pea eenenane dos atores a a nea Hass 0. Todas on ue trabalham a v. €ssas posigdes simétricas, sean bloqueiam a voz e Cas, posigoe: es sem Movi vime nto ou com movimentos automd 1tomdticos — tudo isso € estéril, Natural mente, atores- , NO casi 6 s atores:-cantores quase neee da 6pera italiana fun: pace © poresse motive, code oy mentem ciona, porque ld os eG 0, nae se - : ‘omatica, e , podem manter certos Heoai Peed s de sustentaga: agdo externa pa Ta a voz; 07; podem também usar certos ti Ss tipos de 159 cional, a voz é convencional, mas ‘0.0 resto. Tudo € geométrico, tudo é simétrico, € também ramos dizer — geométrica, sem uma linha natural € respiragao porque tudo isso é conven: também tod! a voz €— pode imprevisivel. Em seguida entendi que se pedirem aos atores que trabalhem com todo o seu corpo quando usam a vz, caem facilmente em uma espé- cie de movimento deliberado, programado. Algumas escolas vocais se baseiam nesse principio. Por exemplo, em certas escolas teatrais e em alguns centros de pesquisa vocal usa-se uma espécie de gindstica du- rante os exercicios yocais. $40 exercicios para surdos. Nos centros de reeducagao para 0S surdos, procura-se como ensinar-lhes a usar a vOZ, assim se procuram diferentes tipos de movimento para as diferentes consoantes @ vogals ¢, através desses movimentos, os surdos, apesar do fato de nao ouvirem, podem liberar a sua voz. a surda: é muito artificial - € € Jocam nos atores. B absur- tico e mecanico s6 criaré dificuldades. Se balhar com o instrumento no trabalho do instru- ‘orpo cantasse, como se Mas escutem a VOZ de uma pesso: exatamente essa VOZ artificial que voces co! do. Tudo aquilo que € automa querem liberar a voz, nado deveriam mais tra vocal, ou seja, nao deveriam prestar atengao mento vocal, deveriam trabalhar como se 0 ¢ o corpo falasse. Eoque éo instrumento vocal? £ somente 0 lugar através do qual “isso” passa, € apenas um corredor. Nada mais. Nao devemos fixar a atengao sobre nos mesmos, jamais, até mesmo se fixamos a atengao sobre nosso corpo e nao sobre 0 instrumento vocal, faltara sempre al- guma coisa. A voz é uma extensao do corpo, do mesmo modo que 0S olhos, as orelhas, as maos: é um 6rgdo de nos mesmos que Os estende em diregao ao exterior e, no fundo, € uma espécie de 6rgao material que pode até mesmo tocar. Por meio de certas associagdes, nao intelectuais 0U cerebrais, PO- rém simples, no nivel do corpo, vocés podem descobrir uma voz-espa- da, uma yoz-tubo, uma voz-funil, a voz esta entao afiada como uma espada, larga € Jonga como um tubo, é realmente uma forga material. E por fim observei que se querem fazer exercicios vocais, voces: criam somente dificuldades; 0s atores nao devem fazer exercicios vocais mals do que devem fazer exercicios de respiragao. to? Certamente. Mas nto, devem trabalhar nesse ambil nocere”. Dever cantar, No ental es e rmula de Hipocrates: “Primum non como? fa f6 160 devem comportar-se co. trabalhos domésticos, cantar. Devem també mo camponeses que cantam, Qu. deveriam cantar, quando se m brincar com os varios so! Como criar espagos diferentes com o se! ‘ando fazem os divertem, deveriam ns; devem Procurar u canto, como criar uma cate. resta. Deveriam estender o seu , Mas sem qualquer técnica premeditada, dral, um corredor, um deserto, uma flo Ser através da voz Igualmente, observei que em ce. rificar, fazer uma Spe as suas reagdes yor: Ttos periodos vocés deveriam ye- Cie de teste, para descobrir onde o ator bloqueia € como as bloqueia; para procurar como liberar a VOZ Organica, com a laringe aberta etc. Mas, depois, nao deveriam trabalhar com exercicios muito programados. Vocés devem procurar 0 treinamento no qual o “Ccorpo-memOria” possa estender-se por meio da voz, e é tudo Assim seria necessario faze t alguns jogos para o ator que envol- vam as nossas lembrangas, » a Nossa imaginagao, a nossa relagdo com OS partners (tanto Os partners da vida quanto os partners-atores), jogos que liberem o “corpo-memoria” estendido no espaco por meio da voz. Quer dizer, jogos com o “corpo-meméria” — nos quais vocés cantam, nos quais falam e buscam um contato Ha ainda um Perigo a ser evitado: mesm0s, através de pal tos que urros, gritos, truques consigo avras repetidas automaticamente ou movimen- nitem os impulsos vivos, que sao na realidade sé movimentos (€ nao impulsos), Movimentos programados, causados pelo exterior controlados pelo cérebro, nao 0 cérebro que quer eliminar uma espé- cie de caos, mas o cérebro que nos corta em dois: no pensamento que dirige e no Corpo que segue como uma marionete, Em casa, quando vocés estiverem fazendo alguma coisa, cantem! cantem enquanto arrumam a Casa, quando jogam, quando se diver- tem, quando 0 se. U corpo esta ocupado. Cantem, assim podem agir melhor com 0 corpo No trabalho (0 “corpo-meméria tendemos por meio da linguage: Ppanheiro imaginario, ou a um como uma tela sobre a Partner é ineyitdvel. Se 0S Jogos para o ator) nos es- m, em relagao a alguém, a um com- Partner trabalhando conosco que age qual projetamos os NOssos partners na vida. O ™ 0 partner, a extensao no espaco nao existe. Vocés poderiam pensar que tudo isso seja m exercicios vocais. Na 0 A ais facil do que os 0, € muito mais dificil, Porqu: e desse modo, nada | 161 SO, pro- individual; para cada cast -ada um tem um trabalho aeeguae arene um outro derecciian: ae dificuldades diversas, uma ©! iversos, blemas div sibilidades. memoria” € outras possibili *corpo- amanha. - deve ser superado i js, aquilo que se descobre hoje ce nate pata seguir © E depois, as ditado. “Nao se repita iverem encontrado. A ten- Nao por ene abandonando 0 que ja ae humanos, € procurar € : e voces, aba e todas OS sere: i caminho de sa o de todo 3 res, com! nee ee cao maior dos ato! »ceita nao existe. a uma receita fixa. Esta re ceil lesco! m2 a algumas perguntas que me sac regularmente mas perguntas que g £ d 5 as sao sobre Quero responder . Essas perguntas s an e ainda nao i e encontros, Wo ps et eee eat eae que apenas se iniciou, de m 1 rrati a um trabalho f “isso” existe, quan- snvolve, ou “isso” & Jeb “isso” se desenvolv -r) esté ainda no qual “isso’ 2 como fazer alcangou 0 ee do “saber-fazer (saber ¢ perigosa do a tentagao Ff presente. e7e “Como usar OS e ouco todas as vezes ©: _ ee A primeira pate a ea oe seguinte: ofa ae ae Fagen ou estao no prgeessa ee pun vibradores quando ini oe Eee no sao gone fo eee a nas nao esse problema Co es so “corpo-memoria’, n a5 mt nn consi procurando SEES Mas somente para aa a coe ee ae ae da nossa criagao da que scja a excegao b blemas no e dos esses pro: Je que é preferivel esquecer tod Estou seguro de trabalho criativo a alhar com 3 4 primeira: “Como trabalhai 2 rgunta esta proxima a Pee espetaculo — € mul- ee a 102" Nao trabalhem com ae com a confissao carnal, aa Sess aver com 0 papel, quer cu impulsos vivos entre as < es! Traba Pon rio dos to simple ssa confissao, 0 S a % estidade dessa C Be erdo a mais. soma oe eee E todo o resto obter margens da ie se, inica finalidade: S os vibradores tem, na base, une a ane ae Trabalhar com © que nossa voz nao ¢ limita ia ae ee fazer-nos eutendatasy coisa com a VOZ, cc eats ane ae a oeed o resto pertence a esfera sivel é possivel. i ele usa, E impulsos vivos, er do ator é um fluxo de imp use ares temente existem e impossiveis de ) todo © Ser | es ores em um Quande empo, os diferentes vibrate Preqiien! ao mesmo te modificam continuame: erevele na qual eles paradoxais, realmente imp: des quase relagdes 4! 162 dirigir consci iscientemente. Isso é i i - Isso € muito mais ri nica. A totalidade ais rico do qu ONseULs HGS eae a como um grande vires que des} e , Se até mesmo as arses desloc, técnica € sempre + i 0 as suas direcGes a MN s e€ muito mais limitad. ‘0es NO espaco, cessdria somente ada do que a acao, Spaco. A oa patiilovapenas soar entender que as possibilidades ae éne- Exerciclos no uma consciéncia que disciplina e Nee dertas, em a precisao, Em todos s OS Outros sentido: é eo ads Os outros s, Voces deveri eens Crlativa € 0 contrario da té a : a: € a tecnica daqueles que nao que, ainda assim, abandonaram qualquer téc- Jerzy Grotowski d am abandonar a técnica cnica no sentido corrente da pa- aem no diletanti or a Ismo @ a técnica. en | A nogao de exercicios difere segundo os varios tipos de artes per- formativas. Portanto a pergunta “Que tipo de exercicios eu deveria fazer?” depende da relagao criativa de vocés com 0 teatro. Em geral, quando falamos de exercicios, pensamos que devam consistir em diferentes elementos € movimentos paraginasticos que deveriam treinar uma certa agilidade. Por exemplo, no caso da pan- lomima, pensamos que se deva repetir continuamente um certo nui- mero de gestos, sinais, movimentos e que, por melo da repetigao, os assimilaremos até que eles funcionem como a nossa expressao da pantomima. Esse € 0 caso da Pantomima Classica. No teatro oriental dassico, por exemplo na Opera de Pequim, no teatro Kathakali in- diano, ou no Teatro No japonés (que é muito mais limitado do que a Opera de Pequim) existe, na realidade, uma espécie de alfabeto de signos que sao “signos do corpo”. Na Europa sao chamados quase sempre de “signos-gestos”, © que nao € muito preciso, porque nao sao somente gestos mas também movimentos especificos ¢ posigdes do corpo significantes, € até mesmo um certo ntimero de signos vo- cais, E aqui que se apresenta 0 verdadeiro problema: de que modo 0 | ator aprende uma tal qua ntidade de signos € a domina? Porque nao existem somente vinte ou trinta signos, mas centenas. O treinamento do ator no Oriente consiste no trabalho cotidiano para dominar esses -los; ao mesmo tempo, eles aperfeigoam A Voz Conferéncia " signos de modo a nao esquece- (0% 2 lGnmanie ee 05 estagidrios estrangeiros do T também uma natural agilidade fisica de modo a poder executar os ip €atro Laboratério de Wroctaw. signos sem que 0 Corpo oponha resisténcia; depois Dea o modo e ios fisicos do ator, no sentido de um excessivo de prevenir os bloquei 1 peso, da “entropia” ene! : tars jas” liberar es! ‘dita, de Jame: a bacias”, para libe mes Slowiak. pelo espaco, pela forsa rgética. Fazem uma série de exercicios, “acro- ses bloqueios naturais que nos sao impostos da gravidade etc. “La Voix” em Le Thea 4 édtre (Cahiers dirigé La Voix" ("The Voice"), versio j dirigés par Arrabal), n, 1 versao inglesa, iné i 164 O teatro ori é Cente ad oe é ue modelo de “teatro do alfabeto’ Bees euformistivas ae também a pantomima arenes pe 2 S as quais Os atores alc. Cla. Essas sq ¢a0 no seu oficio e i § aicangam uma relati oe Tornam-se a tal Rae quais. Os grandes atores parece peel Is mestres de s. Sai T ma, da sua lin; 5 Seu corpo, nos limi Poet s uagi ; , nos limi) an aren um certo Bare que e como um milagre. Mas ao oe feed ; de vista, é estéril, P . nO tempo, de signos, al oe . Podem trocar as c inacaeeue aes umes letras do alfabeto, mas isso aes See dos umana, quero dizer, 0 ator como ser, a nao revela a perso- No caso d so do teatro oriental i A al, onde o diretor nao exi Penna tat ol 140 existe, 0 i meee Ae Ae 4s Coisas. Esses espetaculos omrarenea oe ence a ye pace © mesmo papel com os mesnee Eve rtas modificagdes, i x Bee : cer INcagoes, muda dois és si ee ae ae © entao os espectadores Sterreqdeaeeet ni Fes hee tere voruse® 5 Indubitavelmente a personalidade dontee ee Eee le, no sentido do seu fascinio pessoal, da st a abil ee eane ae por cule lado ~ como dizer... em feb Sl aa Sea Hee Sao pessoas de enormes aueiaade 0s par oe a a os espetaculos do teatro oriental aes he ace abalhar de verdade, e: d ; ae i ‘dade, estar prepara : ee een © proprio Oficio ete. ee it ee eee eee ima civilizagao totalme: li ) u aes i‘ almente diferente e aqui mace mane Aerie a a expressdo fntima de nas nessa auaveae a determinada expressa é a ae oressao da espécie Pessoas pertencentes a uma nt cea a nal ou a uma elite. Existem c ave rls “tipos” h i erlos “tipos” humanos Be entanto nao sao criaches i como “O Gra a Sao criagGes individuais, so coe ee ee ahi letivos. No teatro ori Assi além disso desenvolve limites do espago e da ciClOS aparece na pant de trabalho desenvoly oe Seis € muito claro, Devem re- Tuma agilidade A 0S signos do corpo, devem foreaitie Sve Devem ultrapassar os omima. 0 que a ieee aspecto dos exer- Htc eG impulsos vivos ae nna Sane voz bloqueada porque, nesee me micos ext cence a extensao dos i Noe classico os ee ais do corpo. £ See go Somme \BiavOH(e Proyavelmente, ness: voz a perfeicao, mas a Gases catroromen tal ’ Hesse tipo de teatro, tudo isso fein Reena » conscientemen- te, porque hd um objeti 2a objetivo claro em 5 nestidade profissional. © eniiseiiittaballojhanisia/ sandal : grande ho- 165 Ja, em relagao aos atores europeus... O que fazem no denominado teatro “de prosa” para se prepararem para 0 trabalho? A maior parte deles nao faz nada. Ou seja, ensaiam e fazem 0 espetaculo. Stanislavski Ita de disciplina cotidiana dos atores € propunha alguns 6rios que chamava de “treinamento”. Tratava-se, os de ator” e, de outro, de exercicios para desen- 0, da yoz, das articulagoes. Stanislavski acreditava que 0 ator devia fazer varios tipos de gindstica, esgrima, um pouco de acrobacia. Se o ator hesita antes de um salto diffeil, hesitara antes do ponto culminante do seu papel. combatia essa fa exercicios preparat de um lado, de “jog volver as qualidades do corp nha aos atores alguns exercicios para desenvol- ver agoes cotidianas, por exemplo: trabalhar com objetos invisiveis, escrever com uma caneta semi segurd-la na mao, escrever sobre papel imaginario, escrever uma carta com uma caneta inexistente sobre pa- pel inexistente com toda a precisao necessaria. Fazer esse género de exercicio era uma idéia cara a Stanislavski. E, para o teatro que pra- ticava, era tao consciencioso quanto eficaz. Freqiientemente quando Qs atores querem se comportar em cena como na vida, aproximam-se somente das aces da vida e logo isso perde precisdo. Por exemplo, seguiram na mao uma caneta, uma caneta real, mas manuseiam essa caneta — como posso dizer — em geral. Nao € uma caneta concreta para escrever uma carta concreta, € sempre 56 um tipo de movimento. Faz- se de mancira desleixada, até mesmo com um objeto real, concreto, em uma situacao real. Stanislavski tinha observado que se yocés estu- dam algumas agoes simples, deveriam estudar toda uma série de agoes ainda menores. Deveriam saber como pegar a caneta, se € pesada ou leve, como se deve segurar, como contrair a mao de modo que nao caia, como manused-la para escrever, quanta pressdo exercer sobre ela. Se fazem todas essas agoes, primeiramente sem caneta, € depois com uma caneta ¢ depois, de novo, sem caneta, estao buscando: “Sim, FE como? Aqui. E agora deveria aper- deveria contrair um pouco aqui. 0! i. E deveria aper das agoes cotidianas. Ja nao € mais tar”, Isso desenvolve a precisdo ¢ Us ; uma tinica agao, escrever com uma caneta, é toda uma série: dez, vin- te, trinta pequenas ages cujo resultado é uma a¢gao maior: escrever. Se o ator estudou tudo isso sem 0 objeto, no momento de manusear 0 objeto real, cada coisa estaré ja muito precisa. Se nao perde nem mesmo um desses detalhes quase microsc6picos, dara a impressao de ser expressivo; na vida, isso existe por s! s6. Stanislavski propunha aos atores que fizessem esse exercicio com objetos diferentes: usar uma cadeira inexistente, livros, estudar um livro imaginario, vestir-se com roupas inexistentes, despir-se. Tudo isso para desenvolver a precisao das agoes cotidianas. Stanislayski propu 166 Stanislavski ski estudou certo: Ss aspect 7 para ree} e pectos concre Papameomne a preciso, por melo da pret, um Be recicntoie ae atras de seu nome para fa: oe encontrar grandes espe que é, na realidade, estéril vera ee é : lalistas nesse ¢; ee - Vocés pode: réncia das coisas i s€ campo: imitam s ie € evitam todas as difi im somente a a tentacao de ati s dificuldades fundamentais (ff apa- abe Cn itingir estados de “euforia” psiquic aad eal : “Deveriam sentir 0 obj iquica tomando isp). Eles sentir 0 objeto”. “P. “to porque Stanislavski i af °; 7 = 2 n SS eguem a caneta, Continuem a sored a a caneta, pousando-a, manus Y museando-a até da caneta’, Na até que conhecam de - Nao tem se sa e verdai saga Glacacance, unisentito porque nada é preciso. al sensagao MECH Untamineh Obserss Scan oe as Procuren ce FeannSebuti copa servo a mao do ator enquanto faz i harenysua Borete 540, uma imprecisao total. Mas dizi tay por meio d sensacao do objeto que conta”. A Sa © uma espé 2 @ * trabalho. Nao é ese engano psiquico e acham que isso sej tocar um obj amente trabalho. Pr. aoe ijeto e to ene: . Procuram a “sensagaéo” trabalho que mere a ncia do duro trabalho de Sania a é perdida, caf tigava 0 ator a domi no Weafdamoiplas yak dominar as peque: Bae plasma psiquico, nas sensacdes ae aoa rae agoes, 2 is “emogoes do objeto”; « 0%; “a sensacao d. j a 10 objet ci . nome de Stanislavski. bjeto”, “sinto... sinto’”, Eis o que se faz em NOSSO offcio terreno fér- i nao importa - Assim se auto-hipnotizam Stanislavski foi i eo as foi o primeiro a observar que tenedovda te wn certo ponto no corpo NGibeat gd0. Essa tensao pode ci i sratoresia os Sao pode conta i i meriitedieoruaiineeaecn ee oeong inteiro. agir. Stanislavski tracdo se ini inicia sempre a ee ‘ ‘0, poderia ser na ae ane esac quase todo ator, quando que se torna o centro da zer. No pl. ssi es! Plano profissional, e: i sso de contragao ird se desfa- evid eee seguinte abse AG identemente correta. atores que tém 2 num Cc Bole S 4 eenteerde Pen a também alguns 5 estao em um estado Psiquic cado pel vosismc espe quico artificial, provoe, pécie de ocad lo ne SMO OU po fi uma esr histeria issi Pprofission, nam frouxos eee demais certas partes d pos. 0 corpo e se t or- As pesqui orienta ei pee levee como exemplo ees pat ae ate aa xado até a mc . O gato esta se: Problema. Tomavy. ) orte. Esta rela mpre rela og xa xado, mas na nao rela- movimentos rapidos e eficaz 167 se mobilizam efetivamente até 0 ponto necessdrio e nao além dele. Assim, por exemplo, Stanislavski propunha aos atores que se sentas- m uma certa posigao e depois que relaxassem sem em uma Cadeira €' todos os mtisculos que nao fossem necessdrios para manter aquela posigao. Sem trocar de posigdo ou cair da cadeira. Dizia: isso é exa- tamente o que fazem na vida, mas quando estao em cena yocés se contraem muito mais. Entao, a primeira coisa é eliminar 0 excesso de tensao, aquela que nao é necessaria para essa agao especifica ou posigao precisa; depois, procurem o ponto em yocés onde comega a tensao artificial (contragao), devem descobrir esse ponto. E por terem ouvido dizer isso, 0s atores europeus € americanos ligaram ao nome de Stanislavski o problema do relaxamento. Pouco antes da Segunda Guerra Mundial, mas em proporgoes bem maiores depois, a psico- terapia médica comegou a usar diferentes sistemas de relaxamento. Existiam varias escolas, mas a mais conhecida é a escola de Schulz denominada “treinamento autégeno”. Essa escola de relaxamento se baseava em observagoes extraidas do Hataioga (Stanislavski também tinha pesquisado um pouco a influéncia do Hataioga sobre os pro- blemas do relaxamento. Mas nao aplicava as técnicas do Hataioga aos atores). O “treinamento autogeno” de Schulz, enquanto sistema que favorece uma certa harmonia psiquica (estar relaxados no sen- tido psicofisico) foi eficaz para muitas pessoas na nossa civilizagao que estao sempre tensas demais, nervosas demais, sempre sob a pres- sao da pressa etc. oO “treinamento-autogeno” nao imita 0 Hataioga: a diferenca entre as duas civilizagoes é grande demais. B antes uma versdo européia, fortemente radicada nos contextos € nas pesqui- sas européias. O relaxamento médico comegou a se tornar muito famoso. O proprio Hataioga estava na moda na Europa depois da Segunda Guerra Mundial. E assim muitos falsos profetas propuseram um novo remédio milagroso para os atores: relaxarem-se. Hoje, em muitas escolas de teatro em todo o mundo vemos atores deitados no chao relaxando. Em particular amam assumir a posigao que, no Toga, se denomina “Shayasana” que quer dizer: “a posigao do cadaver”. Naturalmente nao sabem que éa “posicao do cadaver”. Assim, na rea- lidade, treinam uma espécie de atrofia ou astenia do corpo. Observem esses estudantes. Movem-se em camera lenta; a boca semifechada, os . Caminham em circulo pensando em bracos que pendem como pesos. pen: algum estado psiquico excep- liberar a sua expressao ¢ em encontrar i r | cional. Na realidade, estimulam somente diferentes tipos de astenia. Depois, entram em cena. Alguns deles estao de novo completamente contrafdos, portanto yoltam a relaxar ainda uma vez. Os outros estao totalmente relaxados, ou seja, estao asténicos, como em uma especie de sono. Tudo isto se faz em nome de Stanislavski. i 168 Assim a proposta de Stan slavski de redescobrir s falso; pos Si ki col fal t oO; 'S Pontos de tensao e de elimi eliminar 0 uma consciéncia profi excesso de contragao (que imusinave profissional com vistas que era 0 resultad, avez em uma espécie de plasm a um objetiy lode sma, sem objetos : s, tommou-se Reet deitado no chao e ae um exercicio amorfo. Qual pouco de narcisismo ae Sentimo-nos bem. Been um pode estar horas, é isismo. Assim vocés o fa ste até me: , € uma espécie pee 0 fazem. Poder is = ° mM faze- somente, ao Pace’ alibi, Nada para 0 oficio, n a 10 por horas c excess. Talvez GeuLanaae, danos. E preciso valent luma vantagem, mas penso qu : ski nao tenha i inar a tensao é 1e estivessi analisado 0 sHOreT vida, um rio de ee plenamente consciente pease até o fim, interferem; nao pore , distensées que sao, tod, eee Stelicarda ser definidas nem podem ae 74, Maturalsie(qttt Ser sempre dirigid. as. Naturalmente e elimi el nnadas. Como também o relax. eee bloqueia a expressao, é o cae atuagao histé ii ma de nery , xs ‘OSIsIT individuo, onde ni xistem cert * as tensdes e} M excesso qi jue devem s er ‘ame. ee oO telaxamento em exces- ce eee im sintoma de uma disposi- ee ou, Mais simplesmente, um ee Ponto preciso, diferente para di no a0 OU O relaxamento em en é do 5 i Gear ee dois aspectos ele que sao 0 resultad dos do offcio, trans de plasma, algu mais facil, g0 trabal ae eae aprendizagem dos segre- ree ae charlatdes em uma espécie cee ter rapidamente, do modo noon a milagrosas Possam livrar-nos meta mulagrose: See ee aero “sentir 0 objeto” u a ne i noe a Poa ante sa necesidade eae ae outras. Por toda ete nee F peran¢a em recei rea § probl ‘eceitas Gini = Ite oO aumerOosas ages simples saminho que requer conscié ee sciéncia, coragem alavra “esforgo” — mas ma coisa que ee Na esperanca de foes OS Nossos problem, Celta milagrosa: “relax mento em que se cré., u. Nao estou de a dese: Reeves a totalidade dele: ¢a0 @, por outro, ai \ 169 e moderna e inclusive de elementos de pantomima; do junto, deveria dar-lhe a riqueza de expressao. de dan¢a classica e tudo isso, coloca mento é muito difundida. Quase em todos desse modo se preparam os atores para Se- rem Criativos, € € completamente falso. O que é mais bizarro em nos- sa profissao, mais surpreendente, é que ninguém colhe as verdades simples € essenciais, Mas por toda parte repetem-se continuamente os mesmos erros ingénuos. Um ator pode dangar, é verdade. Pode fazer danga classica ou moderna, no sentido de que pode executar movimentos de danga relativamente disciplinados. Portanto, se deve dangar em cena, sabera dancar; nao criard a propria danga, sabera re- petir uma danga ditada por alguma outra pessoa Depois (nao quero analisar agora o problema do trabalho vocal: permanegamos no am- bito dos exercicios fisicos) executa alguns elementos de pantomima, a caminhar no lugar, a fazer os signos da pantomima. Assim, aprende se houyer alguns fragmentos de pantomima no espetdculo, pode usa- los. Mas observem como, desse modo, ele usa sempre coisas que nao sao o resultado do processo criativo, que nao s40 pessoais, que provem de um outro ambito. Por exemplo, se 0 ator deve dangar a pavana? Sabe dangar a pavana. Deve fazer um pouco de mimica? fara alguns movimentos de mimica. Mas onde est4 o trabalho do ator? Onde esta a criagao do ator? Diz-se a ele que deveria fazer gindstica, faz e seu corpo fica um pouco mais desenvolvido, 0 que nao é mal. Mas vejam a expressdo vital, bioldgica, das pessoas bem treinadas na gimastica. sao Ageis? Sim, em movimentos especificos. Sao expressivas nos pequenos movimentos, nos sintomas de vida? Nao, elas sao bloqueadas. Parecem pesadas porque a ginastica desenvolve somente determinados muscu- los, desenvolve zonas especificas da forga e da ag) idade muscular. Essa agilidade m uscular pode ser aplicada em um a4mbito muito preciso: 0s saltos, os saltos mortais, a corrida, 0 levantamento de pesos. Essa filosofia do treina ‘os lugares se acredita que Quando o ator é treinado desse modo, podemos ver que se tornou uma espécie de “prabangao”. HE o nome de um cavalo muito pesado com muitos musculos atléticos, como os atores “culturistas”. Nas si- tuagGes dificeis, OS atores-“brabangoes” deixam-se facilmente tomar pelo panico € atravessam crises agudas. Existem outros atores que nao sao “brabangoes”, mas sao acrobatas, esportistas. Sao naturalmente fortes, “masculos”, mas todas as suas reagoes sa0 sempre cortadas. Sao pesados, fortes, ‘até mesmo dgeis, mas sem aquela linha de impulsos vivos, aqueles impulsos quase€ invisiveis, que tornam 0 ator irradian- te, que fazem com que, mesmo sem falar, fale continuamente, nao porque quer falar, mas porque € sempre vivo. A ginastica nao libera, a 170 ela aprisiona 0 corpo em um certo nu ae somente enero er hoes eee subdesenvolvidos. 0 tue: hee pened! Ha uma grande diferenga, P ay eee mente HEC sce eda oF scene or ser bloqueado por um exce vagilidaledon a eae ie : OF esso de agi e ee Gat Aa nein ultima andlise nao cece vices erar O Corpo, nado simplesmente relma ae IS zonas. Mas dar a "i S 0 corpo uma “ibd viv oar possibilidade. er e de ser irradiante, de ser A a Dar-lhe a possibilidade de ENLOS € reagdes erfeigoados, en Corpo nao é |j- Existem e: ici ; xercicios freqiiente gates i qtientemente denomi s “pla: re “ inados icos” Agee eee cul Os atores nem repetem cn e a h a0 epetissem os ¢ volveaa uma certa discipli : ean eee es talvez desenvolvess pee Ss repetem uma estéti ; neni Se ica do gesto. Movi Bien qiientemente, li cadena tae eae ntemente, na linguagem desses “ Ici uae Coa florescer”. As mas deer cee Hig . fay ee pene eon deveriam ser donkey seme Bee os . Repetem-se conti) eae Seas g nuamente essas pal Banhos, a : 0”. No fim das c eae GO Diivrer cn s is COntas, O que se trei 1 digeaue ski, Pobiedonéssikov dicen Sle ces : e Ov pergunta ao dir Pobiedonéssikoy sonha ae com “gente bonita em Blasi bales ne 0 palco “elfos, ninfas e ae um grande teatro onde se pos: avec s". E € exatamente aquilo ile votes aed e- rd0 com 0s “exercici xercicios di gestos do co lo gesto”. Nao sé é eo ave @ mbico ie Mas assim vocés separam os Existe a uma nogao errada dos gestos: expressivos da mao. f er r que a errado dize € SAO, por si s6s, expressivos. Se a : q e. Rae De 10 interior do meu corpo é 1. Paes sao movimentos i movimentos ‘da mao SecA en inicio na mao e nao dade, gesto”, e é falsa. Existem exercicios iar d BLO Nao é verdade, Nao deverieen on ® Onl ee a palavra greiner ace “teinar” e, por “ erard a sua expressao. es oe modo “ginastic pp oe adestsd oleic atemesng eM CoM OS BESLOS. AO contratio, tang toes ee saios, vocés deveriam conta trabalhando a ae come eee r Oat radamente dos en- Eu poderi, mu ja contar lon, i ee A a ma gas histérias SOD semente da criatividade. 171 5 incorremos em diversos tipos de erros denominados ” Quando, por exemplo, usamos a acrobacia (e com esultados), os atores faziam 0S conseguimos maus 1 ra frente, para tras, mas nao acredito que isso tenha e também no: “conyencionais a acrobacia nao saltos mortais, pa) trazido algo de essencial. Se querem fazer numeros de circo em cena, podem conseguir ar- tistas do circo que 0S farao muito melhor do que os atores. Todavia, os atores deveriam chegar ao nivel dos artistas do circo. B isso nao é facil. Existiram periodos durante o trabalho em Akropolis nos quais procuravamos a expressdo humana nao sentimental em uma situa- Gao tragica Representar a situacao de prisioneiros em um campo de concentragao em um registro sentimental seria faltar com qualquer modéstia e medida. Como reencontrar uma expressao humana que, em sua base, seja em um certo grau fria? Tomamos alguns elementos da pantomima, os mudamos de maneira que nao fossem mais reco- nheciveis como pantomime classica. Os elementos frios eram sempre transformados dentro do ator € superados pelos seus impulsos vivos. Isso criava um conflito ent 5 vivos. Mas antes re a estrutura € 05 impulso; de chegar aquele ponto, trabalhamos longamente para assimilar os exercicios de pantomima. Trabalhamos sobre 0S signos da pantomima até que percebemos que esses signos funcionam como esteredtipos que bloqueiam 0 processo dos impulsos pessoais. Tomemos agora como exemplo 0s exercicios praticados no Teatro Laboratorio. Selecionamos dois tipos essenciais deles. Chamamos esses exercicios, atendo-nos aos termos tradicionais, de exercicios plasticos € de exercicios corporais. Esses termos sao somente tradicionais, mas sua esséncia € diferente. No inicio, quando nos interessamos pelos exerci- cios plasticos — influenciados de algum modo por Delsarte — procura- vamos como diferenciar as reacoes que de nos vao em diregao ao outro das reagdes que do outro vao em diregdo a nos: introvertidas — extrover- tidas. Isso nao nos levou a lugar algum. Fina Imente, depois de ter apli- cado diferentes tipos traidos de sistemas bem de exercicios plasticos ex’ conhecidos (Delsarte, Daler 0, comegamos 4 oze e outros), passo 4 pass considerar esses exercicios plasticos como uma conjunctio oppositorum entre estrutura e espon taneidade. Nos movimentos do corpo existem formas fixadas. detalhes que podem set chamados de formas. A pri- meira coisa essencia | é fixar um certo ntimero desses detalhes € tor na-los precisos- Depois, reencontrar OS impulsos pessoais que podem encarnar esses detalhes; ao dizer encarnat, entendo: trans! forma-los. Transformaé-los, mas nao destrui-los. A pergunta é esta: como comecar improvisando somente a ordem dos detalhes, improvisando o ritmo 172 dos oe €s fixados, e depois mudar a composi¢ao dos detalhes, ndo de maneira pre medit es, nao d D: = acideimane " : xo ditado pelo proprio corpo? Como ree; : espontanea” que 6 encar e abr. carnada nos detalhes que Os ab 5 SU , ‘aga, Oo: pera, mas que ~ a’ o mesmo tery Z se os detalhes sao pete ~mantém a precisao deles? fi estao radi : , Se envoly s? EB in i adicados na totalidade do eae Osibraqosiciay neni gaee Oy € nao ordem e 0 ri ritmo e até € mesm 0a ada, mas com 0 flu. , Mas co) nce T No cor ‘ssa ontrar no corpo ess, linha Nas aul las de daneca classi ” langa clas: i pensa”, o qu ca classica, diz-se 7 le quer dizi = z-se a um mau bailari adapta seu corpo, No ae que quando executa certos Heat een nao € algo negativo, ao sso caso, descobrimos que es oan da danga siste em executar mi Ont ar € vital. A falsa “ ‘SSa “cOmpensacao” P s detalhes de aj at cabega gira para a ene aes de modo mais facil pone con- canbe © ombro até a ae ¢ deveria tocar ombien exemplo: a sua oe Mas a “compe; Bee cilitando, yocés a assim leyantam ém de adaptacio d pensagao” vital, que arruinaram todos os Ptagdo do corpo, © poderia ser chamada ta Y amada tam- origem no c esta li 5 ‘orpo e flui liga po e flui Orantettant: ie a causa do ajuste que tem corpo. Toda reacao auté (os detalhes a eee tem inicio no interior do « exterior nao nasce no 0s") €somente o fim desse orCons Oe eroy S2, morta, artificial aaunine Rb corponserdisempre cheese A resposta a essa Ree ee mimente Sempre enganadora ~ fal . Mas se voces fizerem ascir nn ie € apllic Ore daad assim, sera sempre fale ne sean Bi alsa e, se aplicada du- rante os ensai saios, esté bom senso e teri. Se porém € entendida di i le modo relati 2 ivo, com ser nde ae Importante para coluna vertebral, inclui (0 céccix iM1clo essa reagao? na parte i . |, inclu : ix), 5 rior. B ali que tém inf indo a inteira base ), 0u seja, a parte inferi eonsdent ‘em inicio os j base do torso, até inferior da solutae oe Bee Vocés Podem eee infe- te 0 espetdculo. 0 ue Mas nao é ee eae fem nerige: ye aezoeomo Hante Os exercicios ¢ j ite aa ab ja” cq uma Ss € jamais duran- essa e A $ran ran: base organica da reacao d ‘0S pontos de ae D la. Mas do co ae ee ch TPO que chamamos “a =e ee Passo a passo, isolamos jue ur 2 * que nos deram a possibilidade da met? de lade de e bos de ‘uma teacao cnenes “plasticos” nica, radi ‘ cada no 173 ncontra a sua realizagdo nos detalhes precisos. O fluxo esta encarnado nesses detalhes: eles sao mantidos, permanecem, apesar da espontaneidade. Por isso comegamos procu- rando os detalhes precisos com 0s atores, porque se essa precisao nao existe, nada pode ser feito, ou entdo iré transformar-se ¢m uma espécie de plasma. Na vida, todas as nossas reacGes se compoem de detalhes precisos. Mas, tanto na vida quanto na criagao, o que € importante € nao limitar o ndmero desses detalhes. Cada coisa que fazemos até o fim é precisa. Por exemplo, uma garota deixa cair um objeto porque, no periodo da puberdade, era “desajeitada”. Por que 0 deixou cair? Uma garota, nesta situagao, disse-me: “Queria cha, mas no momento em que levantei a xicara em diregao a boca, comecei a ficar yermelha e queria esconder meu rosto com a mao, assim deixei cair a xicara”. corpo e que © espontaneo do corpo Todavia cada elemento, até mesmo nesse movimento de reflexos confusos, é preciso. Existem muitos detalhes jlimitados evocados por um s6 momento, mesmo assim precisos. Se voces se exercitam € nao ha detalhes precisos, voces caem jmediatamente no plasma. moria seja algo de inde- 0 “corpo-memO6ria” Pensa-se que a me} menos para 0s atores, é€ pendente do resto do corpo. Na yerdade, a0 um pouco diferente. O corpo nao fem memoria, ele émeméria. O que devem fazer é desbloquear 0 “corpo-memoria’. Se comegam a usar detalhes precisos nos exercicios “plasticos” € dao o comando a voces: agora devo mudar o ritmo, agora devo mudar a seqiiéncia dos detalhes etc., nao liberarao 0 corpo-memoria Justamente porque éum comando. Portanto € a mente que age- Mas se voces mantém os detalhes precisos € deixam que 0 Corpo determine os diferentes ritmos, mudando continu- amente o ritmo, mudando a ordem, quase como pegando os detalhes do ar, entao quem da os comandos? Nao éa mente nem acontece por acaso, isso esta em relagao com 4 nossa vida. Nao sabemos nem mesmo como acontece, mas € 0 =corpo-mem6éria”, ou mesmo 0 “Corpo-' ida”, porque vai além da memoria. © “corpo-vida” ou “corpo-memoria” determina © que fazer em relagao a certas experiéncias ou ciclos de experiéncias de nossa vida. Entao qual éa possibilidade? £ um pequeno passo rumo aA encarnagao de nossa vida 0 impulso. Por exemplo, no nivel mais a mao e dos dedos irao se simples, certos detalhes dos movimentos d transformat, mantendo a precisdo dos detalhes, em uma volta ao pas- sado, a uma experiéncia na qual tocamos alguém, talvez uma amante, a uma experiénda importante que existit Ou que poderia fer existido. Eis como 0 eeepo-memoétia/corpo-vica se revela. Os detalhes existem, mas sao superados, tocando 0 nivel dos impulsos, do corpo -vida, o nivel — se preferem — da motivagao (mas a motiyacao j4 implica uma certa pre- 174 meditacdo, um ditame, um projeto, nao necessario aqui e até mesmo danoso). Muda o ritmo e a ordem. E um apds © outro, o cOrpo-vida “come” — isso acontece por si — os detalhes que ainda existem na preci- $40 exterior, mas é como se explodissem do interior, do impulso vital, 0 que alcangamos? Nao alcangamos nada. Liberamos a semente; entre as margens dos detalhes passa agora 0 “rio de nossa vida”. Espontaneidade € disciplina ao mesmo tempo. Isso é decisivo. Dizer que se trata de uma conjunctio oppositorum entre esponta- neidade e disciplina ou, antes, entre espontaneidade e estrutura, ou em outras palavras ainda, entre espontaneidade e precisao, seria um pouco como usar uma f6rmula drida, calculada. No entanto, do ponto de vista objetivo, é precisamente isso Mas, na pratica, acontece diferentemente. lizado em uma linha distante do plasma. Nos denominados exercicios “plasticos” o nivel dos detalhes é preciso. Por meio deles 0 corpo-me- Moria se manifesta. O corpo-meméria: a totalidade do nosso ser é me- m6ria. Mas quando dizemos a “ . totalidade do nosso ser”, comegamos a imergir, ndo na potencialidad ! ©, Mas nas recordagées, nas regides da nostalgia. Eis porque talyez Seja mais exato dizer corpo-vida. O corpo-vida esta cana- Indubitavelmente, vocés podem ampliar o ntimero dos detalhes “plasticos” Podem, passo a passo, encontrar novos. O ciclo dos deta- Ihes plasticos que criamos €ra 0 resultado de noss; A evolucao foi com: sa ‘0 a “selecdo natural” Os exercicios por uma base detalhes completamente naturalmente. Tudo isso coisas excessivamente a vida. O tipo de detalhe espirito das coisas. ‘a propria experiéncia. de Darwin. Podem comegar diferente. Podem encontrar um ciclo de diferente. Depois de muitos anos de trabalho, implica sempre em uma longa eliminagao de Ttificiais OU estéticas que bloqueiam o corpo- inicial nao € importante, 0 que importa é 0 Também nos exercicios corp de selegao e eliminagao natural, exercicios no Hataioga. Naturalmente, foram te-elaborados e seu ritmo condutor invertido (a dinamica tomou 0 lugar da estdtica). Podem usar MUILOS Outros tipos de S atores tem numerosos bloqueios nao somente no plano fisico mas, mui) é em relagao ao proprio corpo, Falam caem facilmente no harcisismo, no Muito mais verdadeiros no senti gico, narcisismo psicoldgico) orais seguimos wi ma longa evolugao Realme; ‘nte baseamos alguns desses 175 iz em se valorizarem e ser = e trabalham para a One ae x parte dos atores Se SAP iens ou como mulheres, Bee Sanne épri é le: b Be al aceitan o proprio corpo. Tém gran nao é faci! a éprio corpo. E muito ao é simplesmente envergonharem-se do etree dead Reo © corpo funciona tanto como algo Pi aincuTaedes, mais do que isso. écie de inimigo intimo. Isso cria ma espe 5 s derrotas e im- ue. Pad nao aoc Como se todas as sua Ou é dema! : ante - 10 e ele fosse resp feigoes na vida fossem projetadas sore : ne eee tempo, nao 0 per ae \ceitar O seu COTY 2 certo Z Querem a is e portanto aparece um savel por isso. ‘ citar demais e po leuina 2 Talvez o queiram ac ree: Ef de modo algum. aceitam. res realidade, vocés nao 0 aceitam narcisismo. i “mim” € 0 onstantemente dividida entre a ae i itos atores 0 Cl 0 -orpo” — como duas coisas diversas. A we spre aoe cues Ren indo de seguranga. Com © cone A ar alae ( erigo. Ha uma ee e, do antes em perigo- ! Seen pone Seiad uma falta de confianga em s! que 6, na re - divide o ser. A existéncia de voces € c ii ito evangélico: entemente 0 dit : cos. Ouvimos freque sa areca antos paradoxos. O eee Bee patna como a tl ee is Se aeenee a 1 imeiro lu; “ ee = érmula, em prir ) Se aire aia ace ene ue ae demais na realidade mone ee eaoes panna de. j. Para viver € ¢ dade e confianga em sl. eC eS ai ae scala eee mesmos. Porem, Dace Mente Te eae nesmos énecessario 0 outro, Be a ieee Bee doce divididos é a base para se es ee corp de vox ese ne e da criatividade corpo de voces quer dize: ey ividi a tar divididos, Nao es ie j fas da ooeivel inteireza. a é mente da t é também a se do ator, mas € tal do 6 ques- radoxo. Mas nao € i arecerd um pa’ jm. Aqui, nada i e vou dizer Pp: e, tudo assim. Aqul, ae aa estlticos: é, na verdade, t do de paradox! ra al. Sonia no plano l6gico form ipoteses diversas - mas, a — vocés podem formular ganic era Superar Nao sei DoE aa superar nds ie durante os exercicios é po: a : realmente, ¢ P' 7 3 ms i mos ee uilagdo. Alguns « 5 erar si mesmo’ is o é manip ; isso nao é sup nds mesmos na am e se atormentam, 1 - orenossentides de culpa. . is, se torture -repre: ThA e core manipulaggo paseadainaa to ponha resisténcia” ao supe pois “passivo” € “nao oO} Superar voce mesino ¢ passivo’ 3 lO. aoe mesmo. E tu - 176 Ha algo que tem qui i a alé e ser feito e esta além d é Ha al; i e s le voce. Na Sl aee ao fazé-lo. Até mesmo uma simples evolugao none cue rporais — arriscada, dentro de certos limites sem dtivida one i. 5 ‘smo assim arriscada, com a possibilid assin iscada, a pos jade da dor — tudo i é é nao resistir a assumir 0 risco. Oe Os exercicios corporais sao 0 fundamento ra vr para uma espéci etnies © nO mesmos Para quem participa, pee - peer ies mesmo assim deveria poder fazé-los. “Deveria po- Weaifahpfveaninceivals de fozeh odavia odo dovenana tiem ae a eae odavia nao deveria resisti eh ontoene aes Sc capaz de fazé-los em sentido GUIEEVGR poeaeee 8 cias, deveriam poder ser feitos. Aqui tem inici 4 erta da confianga em vocés mesmos. we : Peon Ee a Teofilo de Antioquia: “Mostra-me pace ete cere pon leu: “Mostra-me o teu homem e eu te mos- Pettis Beer EOS agora s6 a primeira parte desta Rice netielisiocs re sta € uma terminologia que vai além das MUiOige Ge Meee que com isso Tedfilo de Antioquia tenha Reger cbeaimines ental na vida do homem. Mostra-me 0 teu ea ae SCY tu — “o teu homem” ~ e ndo-tu, ndo- perenne Seo EEBCare) para os outros. E o tu-irrepetivel, otalidade da sua natureza: tu carnal, tu nu. E ao mesmo tempo, é 0 t ie enca: s, todos os s tu i 1 que enc eres, eee! q ra todos os outros, todos os seres, Se se pede ao { ator que foi Sioa de: ae Fe bese Se Oey aoe aquila‘que é possivel, que 0, porque ele-o ator pode fazer somente nee momento, gcse 3 Beni é ion homen que Oe a fazer coisas dificei : + “o teu homem”. ¢ trar a Pree ca ie meio do “nao resistir”, Sinem eee menos divididos. Nao e: ‘a NO NOsso corpo, em nds mesmos. Estam ‘a0 estar divididos — é essa a semente ae Nos exercicic 0: ‘ 9S corporais vocé : + ‘océs devem cretos, assim como manté evem manter os ele! b 0 : er os eleme : antém a precisao nos exercicios ee om concretude, come Be ‘ Ga 0 engano, o 2 ), Ohi a cadticos, as convulsdes e€ tudo isso olar pelo chdo, os movimentos eres se faz na convicgao de que sejam Poderia ser dito 4 que ha certos prob ponto de vista técnic »s problemas que po Hai por exemplo, Stare mas cuja solucdo me pee ee analisados do , lema do equilfbrio nas Toute OETA GR 0 Hataioga. 177 1 enganar, tentam de novo. Torna-se claro que a ditou esse ciclo de evolugées: caem de novo. Por que perdem 0 equilfbrio? Porque algo do ene as Saat tos, do seu controle calculado, comegou a agir. alvez uma iY os medo. “Perdi a confianga e caf. Nao segui 0 processo. A minha el éum sintoma disto”. Nao cairao se € verdadeirament¢ a natureza de yoces que OS guia. “Se comego a intervir sem necessidade, caio ime- diatamente”. Nesse exemplo 0 equilibrio €0 sintoma da confianga que se procura 0s exercicios corporais. Tentam, caem. Sem propria natureza nos Ppodemos elencar todos os elementos dos nossos exercicios. selecionamo-los durante anos, eliminando muito mais do que man- tendo elementos; mas nao ha diivida de que podem tomar como pre- texto uma outra base. De que modo 0 corpo-memorla nao somente age nos exercicios mas também os guia? Se vocés nao se recusam, entao, ao superar voces mesmos, descobrem uma certa confianga. Coe a viver, Entao 0 corpo-memoria dita 0 ritmo, a ordem dos ¢! ee a sua transformagao, mas OS elementos continuam concretos. ao se transformam em plasma. Aqui nao se trata da precisdo externa que existe nos detalhes dos exercicios plasticos, mas os elementos estao presentes € nao ditamos a nés mesmos a natural pulsagao ca = evolucoes. “Isto” se dita; “isto” se faz. Por fim, comegam ae oe conteudos viventes do nosso passado (ou do nosso futuro?). Por! a i é dificil dizer se sa0 exercicios ou antes um tipo de improvisagao; pode i jue ser 0 nosso contato com © OULTO, com os outros, com a Heese ugdes do corpo- Se o corpo-vida e reali z ma-se nas €vO} se realiza, encarn demos ser 0 espago, 0S Seres, S , uma outra diregao, po AGO, ean de nos, 0 sol, a luz, a auséncia de luz, calculo. Tudo comega 4 ser a paisagem que reside dentro 0 espaco aberto ou fechado; sem algum corpo-vida. Qualquer coisa compreendida € realizada como PD el uma receita de exercicios nao tem ee ects Rae es ee i se facil nao tem valor . SE, ibalho, aprendida e tornou-se facil nao c i Sn mantivemos certos elementos, tivemos mals como Mares iscip| 2 a ra nos i dita o corpo-memoria ou aa nao com sa daquilo que acontece por si SO- Vocés podem juntar aos exercicios uma quantidade de See Podem sempre procurar novas perspectivas ~ © Cae or lo — porque OS exercicios deveriam ser uma espécie de desafio 4 atacees Esse desafio deveria ser renovado. Porém devem sempre ter fa fundamento ao qual voltar, Sem isto, cairao no caos- ————— 178 ee mene chegamos aquela que chamamos de “a a ae cae ue regides do corpo-meméria, Por certas j -vida. la um gera 0 se“ mod ace ase Geleor a s lo e € aceito pelo: Tene ue criangas que procuram o modo de sera cee Hee ee imites do: espago e da gravidade. E nao através doe ae esas ianlamos ser criangas, porque ndo o somos. Porém can epee ee andlogas ou, talvez, até as mesmas fontes ee ioe eo d ; crianga dentro de nds, podemos procurar aqua nos E ‘que nao é acrobacia), que € indivi mene eee nese ‘la), que € individual e se ref oe Bae € vivas; isto é possivel se ndo cmeanen ne u ‘0 a pouco, renunciando ao desafio da nossa hatur tee e7a, ‘crobacia org. Ha numer = einamanto oo ae de acgdéo e mesmo certas possibilidades de sencial. Por ae F andonamos para concentrarmo-nos no que é : eaereciilos pone 2 ae) procurdvamos a mascara ‘acial cane s otal premeditaga i Hi artes aie cao e treinand Pr . do rosto: as sobrancelhas, as palpebras, os labio: . oO ante. Movimentos centrifugos - a Sa este ea vertidos movimentos centripet petos, extro: introverti 5 euedetona: pee abertos - fechados. Isso nos dava a possibili- demonstrou-se ere Toda de rostos, de madscaras, mas finalmente ‘odavia nos | E observouom 2 levou a uma descoberta — Ri iaiae ee no seu livro sobre Rodin ~ de que ac a aalpjinteiroldas peace tragado da nossa vida. As rugas abragam ° temente ao longo eS ao pe mental que se repetiram incessan- vida, as experiénci . 2 amente pro e xperiéncias que Gaaulnnee ne Como “Ah, estou cuatotlene CIA assim por diante Poe modo...” ou “Um dia sera a minha vez...” que responda a0 fara eeuence frase, até mesmo nao formulada lo”. Essas frases criam os tragos e depois as Tugas. Podemos | ler essas [6 a litroyeise enteni formulas nao formuladas um no rosto do : nto se traba que tenha sido ex tha um papel, encontramos uma delas ‘perimentada contex! na nossa vi 5 to do papel, 0 rosto criard essa OE ee ge eee inho. Essa observacao é s A : rarmalirounUlanineusvehes. padeleorizen apressar-se a repeti-la e sae Palavras e depois conn eel cara, um “personagem” Procurar falsas rugas, a procurar eer, dade: a “personificar” al ie personalidade”, o slogan da Cae pars ce guem. Pode expor a luz soment persona. eo seu rosto odo. E assi ait z Beane uoae. sim al ‘ anto, essa experiéncia anne ae ee essa pesquisa. No Moses nos referir a ela, 2 S . Hele expenanaiae quando € necessario. O me: ‘0 € nao hesitamos em periéncias e de outros exercicios smo pode se dizer de ou- Porque 0 ator do as 179 Fvidentemente os exercicios funcionam de um modo que se pode dizer “piologico”. Se 0 ator nado for vivo, se nao trabalhar com toda a sua natureza, S¢ estiver sempre dividido, entao — podemos dizer — envelhece. No fundo de todas as divisoes que nos sao impostas pela educagao & pela nossa luta na vida quotidiana, no fundo de tudo isso existe - até a uma certa idade — a semente da vida, da natureza. Mas depois, comegamos a descer ao cemitério das coisas. O problema nao éa morte clinica, mas a morte que nos reclama pouco a pouco. Se 0 nsaios, podem envolver a trabalho sobre 0 espetaculo, a criagao, os er totalidade do ser do ator, se na criagao o ator pode relevar a sua in- teireza, nao descera ainda ao cemitério das coisas. Mas em todos os outros dias, sim. Por esta razao, nos perfodos em que yocés nao estao ensaiando ou em que nao fazem 0 espetaculo (no sentido da realizacao de um Ato), os exercicios sao indispensaveis. Os exercicios consolidam além do mais valores que, ao mesmo tempo, consolidam a nossa fé € a nossa confianga. Nao se trata de slogan, mas de algo vivo que é preciso re- confirmar a cada vez. Por que sou contrario aos exercicios como um modo de auto-aper- feicoamento? Aqueles que empreendem 0 auto-aperfeigoamento, na realidade, retardam o Ato. Aquele que diz: “Aperfeicoo-me do ponto de vista ético, portanto cada dia mentiret menos” confirma simples- mente o fato de mentir. Se pensamos segundo as categorias da perfei- cao, do melhoramento, do autodesenvolvimento etc. reafirmamos a indiferenga de hoje. E isso 0 que significa? O desejo de evitar 0 Ato, de fugir do que deveria ser feito agora, hoje. A presenga da técnica nao é o mesmo que a presen¢a do Ato. A técnica pode ser (em graus diversos) um sintoma de um Ato sub-ro- gado. Se executamos 0 ‘Ato, a técnica existe por st mesma. A tecnica fria, consciente serve para evitar 0 Ato, para nos esconder, para NOS cobrir, A técnica emerge da realizagao, portanto 4 falta de técnica € um sintoma da falta de honestidade. Existem 6 as experiéncias, nao 0 seu aperfeigoamento. A realizagao é hic et nunc (aqui e agora). Se existe a realizagao, ela nos conduz ao testemunho. Porque foi real, plena, sem defesas, sem hesitagao..- Um exemplo de um outro campo de agao: suponhamos que haja um ensaio. Comega uma cena. Temos alguns elementos muito prect- sos. Por meio do contato e da presenga tangivel do corpo-memoria, a cena se desenvolve coerentemente. O diretor observa. Observa que 4 diretor sabe que nao servird ao diversa. O que deveria fazer? § guma, interromperd o ensaio, Parara 0 ator, Se interromperd. Pode ser que, quando tudo estiver acabado, encontrem alguns pontos de contato, alguns fragmentos que poderao ser “mon- tados” na partitura do espetaculo. Depois, talvez, poderd eNnearar esse ensaio de um outro ponto de vista. Mas suponhamos que nenhum desses materiais Possa ser “usado” no espetaculo, Quer dizer que 0 en- saio foi desperdigado? Ao contrario, O que se provou hoje? A semente da criatividade, as fontes. tiver em si semente al- liver a semente, Nao os Com certeza, vocés devem estar conscientes do fato que, ao lon- go do caminho, retor nardo a coeréncia final, 3 estrutura, A estrutura pode ser construida, 0 Processo nunca. O Ato nao pode nunca ser fe- chado, acabado, A estrutura: sim. A organizacdo do trabalho: sim. Se nao temos essa capacidade da coeréncia, nao podemos criar. Mas essa és6a condicao, nao o essencial, O €ssencial é a presenga da realizagao, Para este dia, cada dia, e nao a eterna preparagao para um outro dia Exercicios Do encontro realizado em maio de 1969 com os estagidrios estrangeiros que re- sidiam no Teatro Laboratorio TBxercices”, em Action culturelle du sud “st, suplemento ao N. 6, 197] “Exercices", versao inglesa, inédita, de aie i James, Slowiak.