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pesquisa e planejamento economico volume 5 dezembro 1975 + niimero 2 Gradualismo ou tratamento de choque * Akroxso Cetso Pastore ** Runex Dario AtMoacin * 1 — Introdugio fo da experiéncia de muitos palses que adotaram estra- égias gradualistas ou de tratamento de chogue, em anos recentes, vesult sempre uma conclusio: 0 gradualismo é uma forma eficien- + Os amtores ugradecens 30 Mrofesox Larry Sjaasat, pela sugestio do tem, {© sos Profesores Arnold Harberger e Adolfo C. Diz, por valioss comentirios, 1+ Mo Instituto de Pesquisas Feunémieas da Universilatle de Sia. Paulo Peay. Plan, ¥eon. Rip de Janelio, sq «Ma Sea te do atingirse a estabilizagio com menores custos em termos de quedas de cescimento do produto real Os maiores esforgos em anilises das estratégias de estabilizaedo, contudo, témse concentrado na explicagio do comportamento da taxa de inflaglo, e quase nada foi escrito quando do impacto dessas politicas sobre o Lado real da economia, isto &, sobre a taxa de cres- cimento do. produto. * © presente trabalho é uma tentativa dé avaliar 0 efeitos elas po- ticas monetiria © erediticia em programas alternativos de esta Dilizagio, quando as taxas de inflagio ¢ de crescimento do produto Mo consideradas como variiveis endégenas do modelo, Procurare- mos mostrar que a taxa de expansio monetiria € uma variivel decisiva na explicagio do comportamento de longo pravo da taxa de inflagio, mas que, como um instrumento capar de altersida ne curto prazo, € telativamente menos eficiente. Por outro lado, as tutu Bes na taxa de variagio do crédito do setor privado afetam subs. tancialmente a oferta agregada de eurto prazo, embora posam cer um efeito negligivel sobre a oferta de longo pravo. Procura, também, explorar a idéia de que as expectativas de in- flagio desempenham um papel importante no comportamento di- nimico das casas de variagio dos pregos € que, se for possivel indu ir variagbes cxdgentis nessa variivel, a estabilizagio. poderé. set aleangada com menores custos sociais, Finalmente, a anilise desenvolvida indica que paives que colocam (6 crescimento econdmieo como um objetivo prioritirio podem ser levados a gerar uma inflagio instivel, com wn viés inflacionsni ° 1 Vejase, para 0 caso da Brasil, entte otras, a8 andlies de A. Delfin. Newco onion, Algune Asics da Inflacdo Brasileira (Sto Paulo: ANPES, 1965), M M1 Simonsen, fafa: Gradual es, Tratencnto de Choque Qo te Jaese APEC, 1970), € A. G, Pastore “Aspects da Politica Monetiria Recente no Basil”, in Fstudes Feondmicos, woh 8 (Serembro de 1973), pp. 738 Para odo Chile, \. G Hashesger, "The Dyrutnicr of TatlaGon in Chile”, dn C. Christ fed), Mewsement iv Eeovonice (Stantotd: Suunford Univesity’ Pees, 1909}; © J. D. Deover, “The Chilean Jatlation and the Demand for Money", in D. Meiselman (el). Tarieties of Monetary Experience (Chleago: The University of Chicigo Pres, 16d). Bara o da Argentina, A. G. Dig, "Money and Prices in -egentna, 1985-1902", hu D. Meleehnan, ep. cits e, mals secemtemente, Re Vogel, “The Dynamics of Fallation én Latin America”, i American Feowomic Resiew, vol Gt qunarga ve 174), pp. MODI 2 Peig, Plan, Feow, $(2) es. 1978 que poderia explicar a experiéneia péskeynesiana de muitos paises com tanas de inflaglo exescentes. Esse vids sitige no momento em que o governo estimula a eco: nomia, visando a elevar o nivel de atividade. Pastinds de wma po: sigio de equilibrio, © governo pode conseguir aumentar a taxa de erescimento do produto, mas ewe resultado € apenas temporério, pois na medida em que © processo de ajustamente vaise complet © aumento na demanda se traduziré cada vex mais em elevagio de pregos © cada ver menos em ganhos de crescimento do produto. Nese ponto, 0 govetno passa a preocuparse com at inflacio uma politica de estabilizaczo. © problema residiré novamente no fato de que esta politica afctard primeiramente o produto, que s0- freri uma redugio inicial de crescimento, e s6 mais tarde, no pro: cesso de ajustamento, € que a tax de inflagio diminuiva. As poli ticas de estabilizacdo so, portanto, impopulaes, devido & maturera de sett processo dinimico. O resultado & que, depois de se obter uma veducio parcial na taxa de inflagio, © governo transferind su inte: resse para o combate a0 desemprego € inerementard novamente a demanda agregada, Por uma questio de simplicidade, toda a anélise seri desenvolvi- da supondo uma economia fechada, deixando de Indo, dessi forma, informagies importantes quanto aos efeitos do comércio. exterior sobre a estratégia de estabilizagio. “Também analisaremos somente a explicagio do comportamento de curio prazo das taxas de inflagie € de crescimento do produto, sem considerar os efeitos que recesses ineventes a cortos mecanismos de estabiliaagio tem sobre a taxa de crescimento de longo praz do produto, Finalmente, ignore: mos os cfcitos distorcives de uma infligio continua (que lorgt a economia a operar dentro de sua fronteira de possibilidades de produgio) sobre @ nivel do produto real. 2 — A demanda agregada (O modelo de demanda agregada contém cinco equagdes, A primeira a demanda de moeda de longo prazo, dada por als an + Be @n etiona ow Trawmento de Choque 388 onde yt é o Togaritmo do estoque real desejado de moeda, x & a taxa de inflaglo esperada ¢ 2 & © logaritmo do produto real. A se- gunda é a equagio de ajustamento do estoque desejado, dada por tu = (a — ) + DE — A) + at a2 onde d, precedendo uma varidvel, indiea a sux derivada con: vets gio ao tempo (isto & d = djdt), eo acento circunflexo sobre cad: Me J atual de moeda e M* é estoque nominal dese- igi (2.2) indica que a variaglo do estoque real atual de mocda (do lado esquerdo da equagio) € igual A variagio dese. jada (do Lado direito) © que esta é dada pela soma de wes efeitos, ® © primeio termo do lado direito & 0 “efeito-desequilibrio de esto- ques”. Supsese que sempre que 9 estoque real desejado for maior que © estoque tual 0s individuos procurario alterar estoque at numa proporgie 1003% do total do que desejam scammular. vavidvel indica que estamos tomando a sua taxa de variags A. justificaciva econdmiea para este componente pode ser encon- trada no fit de que existem dois tipos de custos envolvides na decisio de alterar o estoque real de moeda, O- primeiro & 0 custo de estar fora do equilibrio de estoque (isto 6 0 custo de manter tum estoque real atial que € menor ou maior que o estoque dese- judo), © € medido pela perdla de retomos derivada do fato de que fos individuos no esto retendo a qu Supdese que quanto maior a diferenca entre os estoques atual desejado (isto é, quanto maior © desequilfbrio de estoques) , tanto major serd este custo ¢, conseqitentumente, maior © beneficio de um ajustamento xipido, © segundo é aquele em que os indivi de incorer a fim de ajustar seus estoques isto €, 0 sac ntidade real étima de moeda. luos vem, cio en termos de consi no ¢ de acumulacie de outros ativos, etc). Supo- mos que este custo cresce com x velocidade do ajustamento do esto- que real de moeda, induzindo os individuos a reduzir a velocidade do ajustamento, A existéncia desses dois custos atuando em direcdes Wejase R, Almanac, Mama 6 Teoria da Binds reDoctneia apresenada 4 Universidade de S40, Pau ALG Pastore, oft eit, pp. 8 Exondmion (Pose le 1974), pp. 4648; st esq. Plan. Econ. 5(2) des. 1975 posta gern una trajetéria Stina de ajustamento que, por hipstese, seria eaptada pelo primero termo do lado direito de (2). © segundo termo do tado direito mee 0 “efeito-amortecedor de choques". Se 0s ineividaos desejarem aumentar sew estoque wom nal a uma taxa MF, mis as sutoridades monetirias einen mocda «uma taxa AC maior que Jt, por exempto, os individuos conser: ‘ato iniciamente win proporgio dese excesso em seu extogue real. Tal comportamento deviva do fato de que & moeda &, acima dle tudo, um instrumento de teansngdes que pode ser trocado, por squmisquer outros ativos ou bens ¢, des forma, até que seja tome Ain a decisio sobre a slocagto dees recursos adicionals, € ‘melhor ‘amtélos na forma de moeda, Este componente do ajustamento do ssiogue teal de mosis é, por sia prdpria natureza, de curto prazo ©, portanto, quanto mator © periodo considerado, menor seri 4 set importincia. Assim, quando o perfodo de analie € sulicientemente cart, esperase que b esteju bem proximo de 1. No longo, pra. 20, B dever. ser zero ¢, pati os periodos intermediitios, seus valores poderio variar entre sero © 1 © timo terme do laclo direiwo capta os efeitos de excaimenta do produto ¢ de variagies em =" Se iniciatmente ye ye? fossem, Jguais © crescessem & mesma tana, teiamos continuamente je = ye Se A1¥ © 84 também fossem iguais,teriamos continuamente AF! — 1 Neste caso, os individuos acum jam moeda & mesma taxa de variacio do estoque descjado, isto €, dt = dy, A terceira equ: igo da taxa de infla- ‘elo, dada pela diferenga entre a taxa de expansio monetiria e a tea de vai do estoque real atual demoed St du (2.3) * K, Finer © R, stot, “Determinants of Business Investments", fa CALE. tmpocts of Monetary Policy (Prentice Hall, 1968), mastraram que, «2 © cinco de star fora do equilibria © 6 custo do ajostamento forem fungies quadetics, © cacficiente « seria simplesmente quuciente entre 0 «usta maiginal de estar fora do equilibrio © » eusto msiginal de ajustamento. Quanto maior o xgunds ‘em relagdo a0. primeito, tanto menor @ cosficiente x, ¢ 1200 sie longo 9 period necesicio pata oj Gradualisme ou Tratemento de Chogue 2 |Ay duas ltimas equagdes da demanda ayeegatla descrevem as hipsteses sobre a formacio de expectativas velerentes & taxa de in. flagio © a0 nivel geral de pregos. Para a taxa de inflagio esperada utilizamos o modelo de expectativas adaptadas proposto por Gagan: # de = ole) @.4) ¢, para 6 nivel esperada de preges, @ modelo proposto por Almo: aac: € dp’ = ety ~ p+ @.5) 4 Pagan, "The Monetary Dynamics of Hyperinflation, iu Mion Fred man (0 Studies in the Ruamtity Theory of Money (Chicago: The Univesity Of Chicago Press, 1956). 0 equacie 2.4) implica que a x2 esperada de ils Go, +, € ana main mével co pesos geomettiamente dectinantes dis. passidas de inflagto, 5) estubelece una distingso entre a tena espera de Sf jos, As propriedades deste Jpoelo sto discus com maior sletalhe om R. Alnanacid, Nominal Income, 0, x',€ 2 taxa de variagio do alvel esperado de p Output and Prices in the Short-Rum (Tese Ge Doxtoramtente, Universidade de Chicago, 1971), Entretanto, cumpre enfatizar que a distinefo entie xt © ff & fundamental pata a consitinca interna do modelo, porque cm equiliio pleno fo somente a iguaklave w= 47, mas também p= pF. Se pf fone finde come: vient fo eGnde ‘onde F 8.0 momenta mo gyal as expectitivas so fonnadas e F € ¢ momento ne qual se espera ocarrer © dado aor sta varkive, ado que: oven f wore ew fin Ge que 9° coneiyja para py set mecca [es comigja pana sev, © que coluca wna xetiglo desnecessiia @ fungi de expeee dolled 336 Peig, Plan, Reon, 32) Me 15 onde fr € 0 logaritmo do nivel de precos € f € © logaritmo do nivel esperado de pregos. © Fste modelo de demancla agregada € similar 0 utilizaclo anteriormente em anilise da inflagio em outros pafses © possui algumas propriedades interessantes.* A fim de diseutilas, comecemos com a definigie da demands de moeda em termes nor dada por: tnt? = — an’ + 82-49 eu De (2.1) © @AY resulta que: Gil = ~ cade! + pale A =a + ap 6 usindo as selagées anteriores, chegase & forma reduzida: B= (LB Mf be + ald — 8) det + ole = 1) ~~ 2) pie + + beelp =P) 2.6 8A definigaa do wise de pregos esperala tal que. bie = p, bem omio da taxa esperala de inflagio, x, envelve o conceit de vm horiznte de cexpecttivas definite como um periods ce tempo pra o qual as expeetaivas sto formuladas (0 valor wolevante de ~ na nots de rodapé anterior. Mesmo lque 9 hovironte foe nulo poderseia manter as equagics @.4) © 5), det indo we © p4 respectivamente, como a tina perecbida de inflagio e «nivel pewebido de precos. Isto implica que os deemtores de estoque real de toed nfo conbecrm exatamente 0 wivel de pregas a taxa a que ele 1 ou ess taxa, Obvinmente, 0 medelo pdevia ser genctaltzto supondo que a expectatvas param dado horizonte) Slo formiaclas usaoide as tases ¢ os ives percebidos. Io i aria, may tem peneepyies sobre ese jatkt 0 wo dle um modelo con equacies mais complesas do que 2.4) © 2.5), Empiniea mente, enttetanto, 4 dstinedo entre as percenyses e expectitivas € impossve. ste ponte também € cratado «om toy desathe em R, Vmonacid, Nominal Income, Output an Prices ie the Short-Ri, op. eity Capitulo. 1 F Vejase a ene respi A. €. Pastore, of et A aifsrenge byisiea € que, na primeiva veisio do motelo, Pastore fxallon o comportamiento de x, mantendo Y consiante, © desst forma no incluiu q ereeitn termi fo eleitoteseimento) 1 equacio de sjustamento (2.2), nem se picocupou com as expectativas doe Ives de preg Grudeuliome ov Travwnento de Choque a0 Uma forma vedusida semelhante pode ser derivada de “modelos cestruturais” diferentes do exposto neste trabalho, tal como os eli borades por Sjaastad* ¢ por Friedman.* Supondo que 0 mercilo monetirio estejx em equilibrio de esto- ques (m = m!, onde m © m so os estoques reais de moeda atwl fe desejado, respectivamente, isto é fm = we hun = wi) e que a taxa de inflagio se mantenha constante por um periodo de tempo suficientemente longo para que as expectativas se ajustem, isto é, pane p= pr, aequacio (2.6) se redwe a: na it ps @n que & a equagio quantitativa tradicional, e que aqui também pode ser deduzida do equilibrio de estoques do mercado: monetirio. Isto significa que @ longo prazo, quando todos os ajustamentos no mercado monetirio tiverem se completado, a taxa de inflagio serd igual 2 taxa de expansdo monetiria, menos o produto da clas: ticidaderenda da demanda de moeda (de longo prazo) pela taxa de cxescimento do produto real. Entretanto, x no curto. prazo (= B) & pequeno, mudangas na taxa de crescimento da oferta de moeda afetem muito pouco a taxa de inflagio de curto pravo, © LA, Sjaastad, "Why Stable Jnttauions Hai}, in J. M. Perkine G. Zis feds), Inflation in the World Beovomy (Manchester: Manchester University Press, 1975) > Vejase a vespeito Milton Friedman, "A Theoretiadl Framework for Monetary sAnalysi", in Jouraat of Political Eeowomy, vol. TS (margo/abril de 1970), pp. 199238. Combinando as equacdes 23 2 BL de Friedman, obtémse, apie algonias (ransormactes: ST Et ob) ott obnnse dat + blll Te) — one y de +22) ‘onde as yathiveis do expressat con terms de Noss anetadio © os pavtmetius pra anotacio de Friedovan, com =* sono 0 logariono de renda seal permanente, shop a elstickdade-rends © Moo = aw a clastiidaecusto, Notase que esta é 2 Inesma fornia redurkda Ho Hawe modelo, execto por dois ferme: o efeitos: (quilibrio de estoqie no mere wonetitio, que em noso modelo & expresso fm termos reais e nie de Friedman em termes momimas, eo atimo terme da fequacio, que em nosa versio representa © desequilirio entre os niveis de Dregs atnais © cxperadas, Esta diference deriva cssencatmente da forma Siveros pels qual a equacio que explica os pregos t4 zeluionada ao lado reid {ao moilelo, como seri anaisado mais adiante, 38 Pex, Plan, Econ. 3(2) des. 1995 que permat perada cect aproximadamente igual A taxa de inflagio es Evidéncias empivicas para o Brasil indicam que 0 co taxa de expan n Fem modelos com especificagio se- melhante a (2.6) € aproximadamente igual a 0,1, quande @ mo- delo € ajustado a dados menstis, © a 04, pura dados trimestrai Ao mesmo tempo, 0 coeficiente da taxa esperada de inflagio é apro- Simarlamente 1 para dados mensais © 06 para dados urimestrais, jente da monetinia (Os extuddos de Dir, para a Argentina, Harberger, para o Chile, c, mais yecentemente, Vogel, para uma série de paises latino-ameri monetiria nndo se rellete imediatamente nos pre¢os, mas apenas depois de de- corrido um periodo de tempo bastante longo (um ano ou mais). anos, mostram gue 0 impacto completo da expan Supondo 0 nivel de renda exégeno e constante (dz = 0), 0 mo- delo pes de expansio: monetdria passa de um nivel constante para outro." nite avaliar a trajetéria seguida por x € 4 quando a taxa Se At = Sf, wté_0 momento t,, ¢ dai para frente passa a um noxo 1 constante, M,, uma possivel trajetéria pa » & a indicada na parte A do Grifieo I (no ea de equilibrio estivel ¢ conver: géncia nio-oscilatéria), Inicialmente, a taxa de inflagio sofverd uma pequens redugio, que seri tanto menor quanto maior for b, Entre ty € ty, a xa de expansio moncti ia sord menor do que x. O estoque real atu de moeda diminui enguanio 0 estoque dese: jado de mocde permanecera constante, inicialmente, porque nen (os precos nem ay expectativas reagem de forma instantinea, pase Pasone, of cit HAs comtigies dle esailldade so cxanminadis cou detalbes no Apendice A. i ger, sabese que para xalores plauslveis dee costciutes etvolies a sol (30 ser8 excel. Na hipotese deb = 0 fauséncis do cfeitoamortecedor de che ques} de 0 termo dy estar ausente da equacio de ajusiumento, modelo aq Dropesto recat no utiizudo por R.A. Mundell, “Growth, Seabilisy sid Inflationary Finance”, in Journal of Political keonomy, vol. 48 atri de 1965), pp. 97-100. Xe hipitese de 0 = 9 sempre teremos n= mt (ajustamento instantineo de mercado monctio), © © modelo se conte maqisle preposto anteriormente Dor Gagan, op. cit Graduativny on Pratamento de Choque 3 sando, posteriormente, a se elevar, O excesso def relativa mente ae reiuz 0 fluxo de dispindio em bens ¢ servigos, 0 gue diminui ainda mais a pressio sobre a taxa de inflagio, que, em conseqiiénc continuaré a declinar. Quando, posteriormente, @ taxa de intl esperada declinar, a taxa atual do inflagio se redusird ainda mais, devido ao eleito ireto «le 2° sobre x € ao aumento no estoque desejado de moeda provocady pela redugio de x, Depois de wm certo ponto no tempo Ue no grafico), a taxa de inflagio cairé abaixo da taxa de expansio monetétia. 7 7 fl cinco 1 TRAIETERIAS Possivels DE Y, Be & 1 RUMO AO EQUILIBRIO su esq. Plan. Eco, (2) des. 1975 Dai para frente o estoque real de moeda crescerii, gerando desta forma as forts que eventualmente eliminardo a diferenga entre fj. Esta difevenga (0 desequilibrio de estoques) podria estar at rmentando se x estivesse crescendo a uma taxa superior & de (como ‘corre em torno de f, ¢, eventualmente, de ¢,, xendo yuma tr jet6ria possivel de yt no periodo de transicio) . Enttetento, emi algum ponto do tempo entre ty ¢ fy, pf comegard 4 crewer a uma taxa menor do que a de je € 0 desequilibri de estoques comecari a se reduzir. Na medida em que o desequilibrio de estoques tor- arse menor, reduzirsest a queda da taxa de inflagio e, depois que ela passar por um ponto de minimo (em t,), comesard a ces cer novamente. Eventualmente, em 4, 0 desequilibrio de estoques sera climinado, com as taxas de inflagio atual e esperada igus, Iandlo-se novamente. Em resumo, existem duas forgas que neste modelo alteram taxa de inflagio: a) as modificagies no desequilibrio de estoaues; € b) as moditicagdes na taxa de inflagao esperada. O desequitibrio de estoques estard aumentanclo pelo menos até o ponto f,, porque uf esti aumentando e 4 dectinando, © » estar caindo, porque o desequilibrio de estoques esté-se tornando maior © porque = esti declinando, Depois de 1, 0 estoque real atual de moeda estar crescendo e, no ponto em que pasar 2 aumentar & mesma ta que j, 0 desequilibri de estoques ter atingido o sew valor mé- ximo. Daf para frente, na medida em que o desequilibrio de esto: ‘ques se reduzir existinio foreas atuando na ditegio de elevar a taxa atual de intlagio, A queda da taxa de inllagio esperada, con- tudo, atuaré na divegio contrarian. Desde que o desequilibrio de estoques seja o efeito dominante, a taxa de inflagio comegard Grescet_novamente, 0 que, por sta vez, atenuard as forgas que stuam na diregio de reduair »". Eventualmente, os valores de w € de 9 convergirao entre si, © 0 desequilibrio de estoques desapare ceri, Neste ponto (ly, no grafico) a economia estari novamente em equilibrio pleno, £ possivel, contudo, que x? caia abaixo de M, ¢ neste caso yt sobrepasari 0 seu valor de equilibrio, Neste caso, terfamos uma aproximagio oscilatéria rumo a0 equilibrio, Se adn Gradualism ow Pratamento de Choque sa 4 renda real também possa se alterar, o proceso seri ainda mais complexo. Uma ver que 0 novo equilibrio ser saleancado com menores taxas de expansio monetiria ¢ de inflagio, a0 final do proceso o custo de reter moeda serd menor. Portanto, © novo estogue real dle moeda (igual a0 desejado) sera necessariamente maior que o nal. Conseqientemente, em equilibrio pleno o estoque real dda moeda varia Inversamente com 3 taxa de expansion monetiria No cutto prizo, contudo, a redugio no crescimento de M conduz a uma queda na liquides real a economia A iitca B do Grifico 1 seri maior gue a area A exatamente nat magnitude necessitia para fuer com que o estoque real de moeda se cleve de yf para ye. A diferenga entre as duas areas € exata- mente igual & @ (0 coeliciente associalo a xf na equagio da de- manda de moeda (2.1); a elasticidade-custo da demanda de moe- da € ae’), multiplieado pela variagio na taxa de expansio. mone tiria (isto é, B— A = aA) © logaritmo da velocidade-rends atu entre 0 logaritmo da renda seal e © logs de moeda, v = = — p. Com = consiante, uma queda da taxa de ex- pansiio monetitia elevara inicialmente a velocidade-renda, mas, quand © novo equilibrio for alcangado, ¥ seri necessariamente me- nor, A velocidaderenda de longo prazo ser uma fungio estivel da renda real ¢ dla taxa de inflacgio esperada, No custo prazo, porém, se 2 taxa de expansio mon 1 at yelocidaderends tendera a fucuar na direcio oposta, € dado pela diferengs imo da quantidade real 52 Mesmo se a clastcidadevenda da demandy de mocda forse, a0. longo prsvo, maior que 1, ek ainda atsim podria ser menor que I no custo pasa Neste caso, 4 Velocdate emda da moe variatia postivamente com a Fenda ho carta pravo © negativansente no Tongo prae®. Desa forma, © modelo pen parm valores dadoe dor parimctros envolvides) i comportanento para a elocdadesrenda da moea éntins 30 ebsesvado para os Estadot Unidos por Millon Friedman, “The Demand for Money; Some ‘Theoretical and. Envpirial Rela”, in Jounal of Political Bronomy, vol. GE (agosto ee 1969), yp, 327-551, Enureranto, a existéncla de uma conelaiso pestiva 2 © x, cdieamene, ¢ de uma comelacio negativa no longo prazo age seriam interpretadas come resul- tals da hipdtee de que a demunda de woos & wana fungi estivel da senda Dersiancnte (ao cootririo da ronda coveente), Tal roultadlo derivaria da ex: tenia de detssigens de sjustimente no estaque real de moda see esp. Blan, Bron, 5(2) des, 1975 Esse comportamento & captado pelo moclelo, pois, quando b ¢ grande, a oferta de mocda produr, « curt prazo, um impacto mui to reduzido sobre ». Mas 0 modelo tambétn mostra que, no longo pro, nio & possivel levar a cabo qualquer programa de estabi zagio sem um controle de i A equagio (2.6) permite tracar as curvas de demanda agrega- dha de eurto @ longo prazos no piano x — $ (onde y é a renda real € 5 = dz é a sua taxa de variasio). Supondo equilfbrio pleno, a curva de demand agregata de longo prazo (com At — M,) est 10 Dlg, Depois de completado 0 pro- cesso de ajustamento (com AC = Af, < ih), a curva de demands anregada se desloca para posigio DL. Enteetanto, quando af ¢ redwzido para ity, « variagio da emva de demanda agregada sera inicialmente menor que indicada por DL, e uma vez que ax/aj no cwvto ptazo € menor que no longo. prazo, a curva de dlemanda agreyada € mais elistic, como ilustado por DC, Pos inicialmente situada na. posi teriormente, a curva de demanda ayregada continuari deslocando. se até atingir a posicio D, cnires 2 A CURVA DE DEMANDA AGREGADA Gruduatione ow Pratemento de Choque as 3 — Oferta agregada” Uma das criticas mais sérigs Jevantadas & miaioria dos modelos explicatives da inflagio deriva da omissio de uma curva de oferta agregacda. 1ss0 implica que a venda real tenha de ser tomada como variivel exégena, 0 que torna extremvamente dificil diseutir fos custos de estratégias alternativas de ¢stabilizacio, Para. intro- duzit a curva de oferta, iniciamos com a hipdtese de que a fungio de produgio possa ser expressa como: y= FU, K’) en ‘onde y & @ fluxo do produto real e N* © K* gio 0s fluxos dos servigos produtivas do trabalho e do. capital, respectivamente, Suponbamos que (3-1) € diferenciivel com xs primeitus ¢ segundas derivadas continuas, Além disso, supomos que as_pro- dutividades marginais do trabalho e do capital, Fys © Fys, sejam positivas e declinantes, isto & Fysxs = Fasys > 0. ‘Nosso primeiro problema consiste ew definir os servigos produti vos do capital. Vamos supor que eles estejam relacionados & planta (PL), miquinas (MQ), matériasprimas (MP), estoques (Lj, de preciagio (D), crédito real (FP), ete., por uma fungio de pro: dlugio tal que: GPL, MQ, MP, I,D, LP...) G2 Combinando os bens de capital que sio estoques (planta, md quinas, etc) num tinico conceito de estoque de capital (XK), st 35. Fra soso baeinae em Almomacid, Nominal Income, Count anit Prices in the Shov-Rum, op eit, Capitulo 1, Pavte 2 Mf evilente que oy seco produtivos de matérias prinas se confundem com 0 préprio consumo de matériasprimas no proceso proutiva, Neste cas, © pronluta definido cim (3.1) € expres em termor de pretuto bruto © 0 fe valor aliionado. Tato nso apresentn qualquer dificuldade pare os rest tados obtios nesta Seqlo, uma ver que € possivel masta que, se so detinit 9 como produto brio, ¢ tna Na varie 5" como predate er termos de valor fiicionalo, anova tingle de oferta agregida correspondent ay" ters exace hente as mesinay propricdacer que a obtida pars j. A ese sespelto, vejnse Mmonacid, Nominal Ivcone, Output and Prices ix the Short Ran, ep. ei ma Peage Plan, Ero, $2) thes, 1978 pondo que 0 crédito real seja fixado exogenamente para as firmas nual a © = LJP € agrapando todos os demais insumos_(matérias: primas, depreciagio, etc) mama nova varidvel X, podemos expr amir a relagio (8.2) na forma Ki = OK, X, 0) B.3) Para cada insumo componente de X, teremos um prego corres pondente P,,, onde j varia de Tan, sendo no miimero de insumos componentes de X. Potese também definir um nivel médio de pregos de X, dado por P,.!¥ Minimizando os custos de produit set vigos de capital podese, usando (8.8), devivar a curva de eustos rmarginais correspondente 4 produgio de servigos de capital, dada por: CMR) = MK, Ky Py By) Esta fungio 6 homogénea de grau um em P,, podendo, portanto, ser expressa conto: CMR) = PLH(R, K,0) Gay onde Hss > 0 © Hy < 0. Finalmente, os custes marginais decli nam com 2 maior disponibilidade de capital de giro, implicando He < 0. Ainda mais, € ravoivel admitir que v \g5es proporcio- nais em K* K ¢ G nao alterem os custos marginais de produriv servicos de capital (isto €, a funcio H & homogénea de grau zero em K’, K€ ©). Neste caso, seri vilida a seguinte velagio: Bly KH + CHe 0 ey” Se detiniimes X em termos de valor a ptegos constantes, Py tera a die Imensio de um indice de pecs 19. A relagio em (3.4) fot obtida a hipdiese de que o estaque veal de eré- dito € dala para ab fivwas. No. Apéndice R € sundliside a determinacio da demands de eréaito para wna fora competitiva, Mostrae que ea demand € uma fungto de P,, A", K€ j, onde f é a cixa de jures sobre emprésinios. Se se soimatem a5 demandas de todas se firmas, © epondo exiséncia de uma foferta ce crédito (to €, a demanda do stite de empréstinoe ca parte dae names, mudelo determinaia endagenamente os votes de ie J. Gradualiome on Pratamenio, de Choque Mo Podlemos imaginar duas hipéteses salirios no mercado de trabalho, N. temativas sobre a fixagio clos ‘a primeira, aditivemos que os is sio finatlos institueionalmente, Na segunda, su poremos que sio determinados pelo jogo da demands ¢ oferta de abalho, Em qualquer um doy dois 230s, a fungiotucro seré dada por Qa PRY, KY WN f PLHO,K.Odv~ FC 8.5) onde FC vepresenta os demais custos fixos e P & 0 nivel de pregos dos produtos vendicos pela firma. A condicio neceséria para 0 lucro mdximo € dada por a da qual se obtém: PRg. = P, HK", K, 0) 8.8) PF. = 6.0 on soja, © valor di seu respectivo custo marginal. A equagio (3-6) inclui dois in ices dle precos diferentes: um para o produto real, que aparece do Indo esquerdo cla equagio, © oute para prego dos insumos, que aparece do lado diteito, Para simplificar @ problema © sem jus: cificar neste wabalho 9s hipSteses necessirias para tal hipStese, 17 ‘admitiremos que os agentes econdmicos investem mais na obtencio de informagies sobre os precos dos produces que os afetum mais rota ¢ signilicativamonte, Desta forma, cles prevéem com maior precisio 0 movimentos nos pregos dese bent. Como conseqiién |, admitimos que os empresirios tém expectativas corretas com relagio aos sakinios e aos pregos do produto, mas que podem co. meter erros na previsio dos precas dos demais insumos. Ao mes mo tempo, os trabalhadores ttm ¢xpectativas cometas com rela. Glo a salivios, mas pollem errar com relagio aes movimentos do nivel geral de pregos. Denominando o nivel de precos esperado, Hlos insumos por Pt, a relagio (8.6) pode ser reescrita na forma: PPg, = PLH(K', K,C) = D oy produtividade marginal de cada insumo & igual AT Veja Almonscl of sat Peg, Plant, Reon, 52) des, 1975 unde Dé 0 prego de aluguel (rental price) des servicos de capital, que é anilogo, p para os servigos da mno- deobra, A fim de estudar as propriedades da funcio de oferta ayrequla, diferenciamos totalmente o sistema (3.5) — (8.7), € © sesultade na forma matical, utilizando a condigio de equilihrie into, & taxa de sal B.6y, & PH gage — PL ge PF ge gc) aR D 1 PP yen PP yey d LAN". 0. o PERK PLCHe onde, como antes, um acento circuntlexo sobre cada vavidvel ine dliea que estamos considerando i sua taxa de variagio. Empregando a regra de G nominando por Ao devenninante da amet para resolver o sistema ¢ de- iitie dos cocficientes asso- 1), obtemses ciados as iiveis endégenas (0 determinante prine = (PP ge — Pg) PR yee = PE mee) © 2 condigio de maximizagio de Iucros implica que A > 0. A expresso. para_os nerdscimos dos servigas produtivos de ea pital seri AK! = A= PRs. DIP = P+ PF gy WU = WY + + PP yx. PEKHg R + PPy.y. PECHo(L — PY (3.9) Da mesma forma, au expresso para os acréscimos nos servicos produtives do trabalho sera: ny avaty x PE xx DIP = BS) ~ (PP gage ~ P Has) WEP = Wi) PP yon PR Hg B ~ PB gos PCH AL ~ Ph 10) Grad ualisma on Tratamiento de Ghogue Mr A fim de obter a expresso para o aumento lo produto real, diferenciamos totalmente (8.1), obtendo: F Pgsth + Fy dX) v ¢, substituindo d+ © dX para os valores de equilibria na utiliza ‘glo dos insumos, obtém-se: p= -P)+a-wWyt+ak+ati-~) 3.11) onde: 0, = 0, (= DP yoy WFysxs) ae = a, WIDF Reys — Fy.(PPeoxe — PHy)) 05 = 0, PER H (DF yuxe = WFyons) 5 = ty PLCHe (DE yo ~ WE) 1 fom. a, dss ty € a> 0, onda ay— Portanto, a oferta agregada € uma funcio homogénes de grat zero em P, Pe, We I, © pode ser express na forma: yf = SP IPS, P/W, K, © Por outro Lada, a taxa de crescimento do produto real, na } tese de que 0 crédito real cresca % mesma taxa que o estogue de capital, ¢ de que P = B= W, € dada por: WE) K = ag 6.12) que pode ser definida como a “taxa quasesnatural” de crescimento (por analogia a0 caso da taxa natural de orescimento) 9 = (4.0) K = 0, PLRHg + CH) (DE 26 Utilizando a relacio (8.4), € supondo retomes de excita constantes, de KLIN © Pyrat =~ Prege = — A regs, portee Desde que” mio exe pro, sa taxa relate, tal forma que y ee demons que a= te que, enti, lagice, x, A 6 € crestorio todos 8 rag. Plan. Bean. $2) des. 1975 Se os salitios forem livremente determinados no mercado, 0 mo: delo ter essencialmente a mesma forma, mas a condigio de equ Mbrio (8.7) deve ser devidamente alterada, Podese imaginar que 6s trabalhadores se comportam de acordo com uma fungio de ofer de trabalho que depende de trés hipsteses: a) os wrabalhadores no antecipam corretamente nivel de pregos de sua “cesta” de con: sumo; b) a desutilidade marginal de trabalho aumenta com o flu xo de servigos produtivos do trabalho; ¢ ©) a oferta de trabalho aumenta (a curva de oferta deslocase para a direita) com o aw mento da forca de trabalho N. Isso permite substituir em (8.7) 0 saidrio nominal pela oferia de trabalho, obtendo: PE x. = PLG(N/N) @.7 onde Pf, é 0 nivel de precos esperatlo pelos trabalhadores. A fun- io em (8.7) & homogenea de grau zero em Ne N, ¢ um aumento proporcionalmente igual messas duas variiveis nfo altera 0 preco de oferta do trabalho, Supomos, também, que G' > 0. A fim de estudar as propriedades da oferta agregada nesta nova formutagio, diferenciamos totalmente o sistema (3.6) ¢ (8.7). € nna hipétese de que trabathadores ¢ empresitios tém as_mesmas expectativas com relagio ao nivel de pregos, isto é que Pl = = Pi, =P, obtémse um sistema que, quando colocado na forma matricial, © wilizando as condigies de equilibria (8.6)" ¢ 8.7)’, produz: WP eens — PH) PRavse | AR D 7 O- Py+ Piya (PP yey. — Gy) Lane Ww. PKHy o 7. peten, + K+ w+ é B.13) a PINGS, ° Da mesma forma como anteriormente, podese obter o determi- ante principal, dado por: 8 = PP axe ~ Py) (PP yy. ~ PCy SPF yy > Graduatiomo axe Prntamento de Choque 30 que & também positive devido & condicdo de segunda ordem pats a maximizacio de Iucros. Resolvendo pela regia de Cramer, obtemos: AKT = = ADP P yin — PG) — WPF ped P= PY > ag KH PB yee — PG) K— 25 PP yee PNG SS $e IP He (Pye ~ PGI} € G4) onde cg = pats on serigs pots de cipil,« ANT = = 6 {IP Pgege — PH) — DPR yond P= P= = egy. PKU) B+ 0, PNG PF rome — PH) 8 PP yas + PCH) @ B18) para os servigos produtivos do trabatho. ‘A fim de se obter a expressio para 0 aumento do produto total, diferenciamos totalmente (3.1) 1 (Pye dt + Pye dN) v «¢, substituindo d+ e dK* para os valores de equilibrio nos mercados dos fatores, obtemos ah Pb aK +s +46 16) ¢.finalmente, wilizando (2.5), obtenos Pade — +d K+ ds N+ dC — cod (p- P) B.10" onde dy = d,{— D’ (PP yoy — Po Gy) + 2 WDP Egos ~ WE (Pee ~ - PAR dy = d,[DPF yo — Pye) — WPF yee] P°KH dy = = A, [DPF gy — WPF gens — P He)| PONG thy = dy (DPF exe — PG) — WPF yoy] CMe 4 cam diy deydy € ay > 0, ome dy = Hx so eq. Pla Keon, 82) ees. 1975 A oferta agregada é, portant, homogénes de grat zeto em Pe PY, € pode ser expresse na forma: v= SPIP KN, C) \ taxa de crescimento do produto veal, no caso en que 0 crite real € 0 estoque de capital crescam: a mesma taxa, € de que B= P ex == dada por: GH tdyK tah an B.1) que & a tase natural de erescimento, determinada agora pelas tasas de crescimento do estoque de cxpital, da forca de trabalho e do ‘erédito real, Utilizando (3.17), a equaco (3.16)" pode ser reescrita na forma: Ga athe — eh @-p)+aC-K) — G.18) Seria Hieil adicionay em (3.1) uma variivel que exprimisse o pro reso teenoldgico, © que apareceria explicitamente nas expresses (3-11), B14) © (3.15), sem alterar essencialmente a forma da fungio de oferta agregada (3.16), embora adicionasse um nove termo a taxa natural de erescimento, No caso limite, em quer = 2 = thé = Kep de oferta agregada no plano x = j € vertical 20 nivel da taxa my tural de crescimento. Essa relagio. seri detini ofer como a emva de agregada de longo prazo, x0 longo da qual as taxas de uti io de trabalho & capital esto constantes Os pontos direita da curva de oferta agregada de longo praze delinem situagdes onde 0 emprego e os servigos de capital crescem 4 taxs maiores que as correspondentes so equilibria de. longo pro. Os pontos i esquerdla indicum situagdes em que essas taxas sio menorey que as prevalecentes no equilibria de longo pravo. Seo ciddita real estiver crescendo relativamente ao estoquie de capital (upondo P= Pre x WW = x), a emva de oferta agreguda tars diveita da curva de Tongo privo: se @ crédito real estiver se 1 Lima vex mais pore se fa demonstrat que se (8.4) fot villa, se a jo de producto for homogénen de grau Ye se N=, entie did. 4 4x0 © taas a6 variineiy erewerio 4 menna taxa selina, Vejese note de ralape Gradualismo on Traamento de Choyue ot reduvindo, a cunva estaré & esquerda da oferta de longo prazo. A curva de oferta agregada assume posigées semelhantes com relago 4k ofertz de longo prazo, quando os salirios forem fixados ins tucionalmente, com 1’ < ou Hf > x, respectivamente. Suponhamos agora que x = W; © = K e que os niveis de precos cstejam ajustados (P= PY), mas que a xa esperada de inilagio csteja rigida no nivel x = 2s, Neste caso, desde que d, > 0, sabese por (3.18) que a curva de oferea agregada sera positivamente incli- nada no plano ® — 3. Fsta curva seri definida como a oferta agre adi de cutto prio. Para uma taxa esperada de inflagio, xi a courva de oferta agregada de curto prazo corta a oferta agregada de Jongo prazo no pomto onde x, = r!,Sex’ = xf, (tuna constante) € dado que d, >0, sobre a oferta agregada de curto prazo, uma taxa amais baixa de inflagio implica uma taxa mais baixa de ces: mento ¢, da mesma modo, uma taxe mais alta de ereseimento im- plica muma taxa mais alta de intlagio, isto & maior que crieco s- A CURVA DE OFERTA AGREGADA 90. tay @=R ro i Peag, Plan, eon 52) es. 1975 A eursa dle oferta apeeguda de curto pravo deslocese para dite- rentes valores de ot. Desta forma, xe P= PY, @ = Kvn = We wt se redur de nf para ns, a oferta agregada de curto prazo se desloce pia a dircita 4. — As ofertas de moeda ¢ crédito A anvilive anterior baseouse nas hipéteses de que a taxa de varia @o do estoque nominal de moeda exerce um papel importante na fixagio da taxa de inflagio de longo prazo, enquanto a taxa de yariagio do estoque real de crédito explica parte do comports- nto da oferta agreyada de curto prazo. Desse modo, politicas que visem a restringir a taxa de expansio monetiria ¢ que impli- quent, a0 mesmo tempo, uma redugo do estoque real de crédito ferdo um impacto negativo sobre a oferia agregada. Em tais casos, a estibilizagio somente sera atingida a custo de uma reduelo sen- sivel na taxa de crescimento do produto real, © objetivo desta segio & investigar até que pomo é possivel ma- ular independentemente ofertas de moeda € crédito, de forma a imizar os cleitos recessivos de uma contencio monetéria. * I de moeda como: M= kB aay onde k € 0 multiplicator, B a base monetiria ¢ Mo estoque de moeda, definido como a soma de papel-moeda em poder do piblico © 0 total dos depbsitos hiancatios, isto é M = Mp -+ D. No caso brasileiro, a base monetiria ¢ dada pela soma de M, ¢ 0 total de reservas voluntivias ¢ compulsérias dos bances comerciais, 1K, mais os depésitos do public no Banco do Brasil, D*,2" ow seja: Polemos iniciar defininde 0 estoque non B=M,+R+D™ 4.2) 2 Ay iddiag desenvolvidas nesta seqdo baseiamac em Pastore, of, it ¢, do nestnw autor, "\ Oferta de Mocs no Brasil — 1961/72", in Pesquisa © Plane- janvento Econdimico, vol. 3 idezemben de 1978), yp. 998-104 FL © Manco do ras & siultaneamente um banes comercial co agente financeivo da sutoridades monetitit. Ror onto lado, e Banco do Brasil tem sais Mberdade que os emis, una ver que: 3) sudo & syjeito a reseras com Gueduatisna ou Pratamento de Cheque a8 Admitiremos, em seguida, a existéncia de ués relagies de coat portamento: 3) 0 pablico deseja manter uma propargio h do total da oferta dle moeda na forma de papel-moeda; b) a relagio entre a8 reservas (volimtirias © compulsérias) © 0 total de depésitos nos Damcos comerciais € igual a ¢ Qa propensio média a depositsr no Banco do Brasil € igual a g Formalmente, essas és hiporeses podem ser representadas por (3) aay G3) onde D = DP + pre (4.6) com DF vepresentando 0 (otal de depénitos do publica wos bivr cos comerciais. A expresio para @ multiplicador veri, enti kot iit aa C-HU-Na ow Segue-se que & varia inversamente a hire g.2 A base monetéria, quando analisida do laclo das operagoes ativas ¢ nio das exigibilidades, & dads por Bait lh +P, a8) onde L, € 6 crédito liquide do governo, L™ € 0 saldo dos emprés times do Banco do Brasil ao setor privado ¢ F, é aquela parte da pulkirige minimax; ©) ado pyocka har seu pisel de weseras volta, Dols gor cle sees simitaio aus recursos do Banco Central. Por outa Tudo. tem ties iberdale porque nto pode exshelecer ti polities de empréstines da resi forma que o dewalt banca. Assia, seus empristines (2) mio io Aerminatios en funghe de seus depisitos (D™) edo exces de xerervus, mis por cetos catabelecidon pelay autoridades, monetiis. 22 No eato ean que nenbion banco comercial & parte cumponente das aus dates menetiviay, base monetinia, 1 seria definida na forma usa, ue € M, f R. Og seria igual a revo, © 06 “saramentoy” do multiplicator ccorreriam sanente através de fee 1, com & roiwindowe a8 = 2 — Mh) (2), € © denomizados do mukipfewtor monetirig seid simplemente Pah = hb r=), emmy € expieso teadiciomalmente a Pes. Man. Keon, 52) des. 95S base monetiria gerada pelt compra ¢ venda de mnocda estranged, que pode ter sinsl negative, Vtilizando © multiplieador monetivio para converter a base mo ietivia no total de oferta de moeda, obremos. TPP =~ 8) ML, +R) ay A relacio em (4.8) é a restriglo orgamentiria das autoridades monetirias. Uma vez fixado 0 nivel desejado da base moneciria, 6 possivel expandir os empréstimes nominais do Banco do Brasil xo setor privado apenas através da xeducio velativa da saldo quido de L, + F,, Modificando 0s canais através dos quais a moe- na cconomia, isto é alterande a composigio das opera sla € injecacla es ativas ma base moneviria, € possivel alterar a relagio entee Lo eM. Tynorando 0 capital dos bancos con para simplitiear © problema, supondo que eles aplicam em empréstimos todos os recursos “livres” Ge dilerengs entre os depésitos © reservas), 0 montante de empréstimos olereeidos pelos hancos comerciais se Maa ew Ft; aM 4.10) & & somunde membro a membeo as relacées (1.9) © (1.10), obtemos: L=M-@,+P) a) Reagrapantlo os termos em (4.11), a fim de isolar Mone lado exquerdo da equagio, o Ida direito serio aivo do bakingo cot solidado do sistema banedrio e das autoridades monctirias, Essa expresso mostra que a oferta de moeda € idéntica i soma de créditos concedidos a0 govern ¢ ao setor privado, mais a integral do deficits © supenmits do balango de pagamentos, convertidos en caueitos a tax cambial vigente no momento de cada ansagio, 23 © otlely podria sor fal ances te ested para colt’ «© caw em que o+ illzam sens recursos ie zomente par fare esupsCstins, as também ibrar qualquer pe de ativw financcive. Lal gencraliagio wevtemente ‘emtiqucectia @ modelo, avis ¥24 al6os dow propéxitor dor presente abut, Coduatioare ow Crawemenin de Choque fd A velagio empréstimo/mocda seri daca por dent a-a ob 0 (4.12) onde af & a proporcio, na base monetéria, dos empréstimos do aciia) escimento do multiplicador monetirio como com o aumento da paticipacio dos empréstimos do Banco do Brasil ao setor privado na base. Alterando a taxa de reservas, a composicio da base ino: netitia, e ctiando incentivos para que 0 setor privado modifique as relagbes M,/M ¢ D#/D, as auoridades monetirias podem aumen- ar ou diminuir a relagio Z/M. Reagrupando os termos em (4.12) & possivel obter uma relagiio explicativa do comportamemo do estoque real de arédite conce- ido a0 setor privado, C, dado por: ue Cae, G-)0- oF} (4.13) £ possivel, agora, introduir na andlise alguns resultados obtidos nna Seco 2. Sibese que exisiem evidéncias de que a demanda de miveda € wma fungio estivel da renda e da taxa esperada de in- flagio, Numa situagio em que a renda € constante, em equilibrio pleno, as taxis de inflagio atual ¢ esperada scrao iguais & taxa de expansio. monetiria, Dewle que a demanda de moeda varia inversamente com a taxa de inflagio esperada, sabese gue, se a taxa de expansio monetiria for reduzida de um nivel constance 4 outs, quande a economia aleangar a nova posiggo de equilibrio 2 Cutea sinplificarso ueiirada news secko consite em que somente os bam os comercais emprestin recursos 20 seor privade, Fsta no € wine lista, como € apanente 4 paytir da eaperiéncia de anos recente, 4) ficou un grance desenvolvinwnto do sintens financeire no bancirio, Cesta mente ima exiensio interesante do presente traballio seria induc © resto do fino no mudelo, ms este < tin cimwinlo que no prclendemos acquit neste estigio da anilise 16 Prog. Plan. Beon. 52) dex 1973 pleno, © cstoque real de moeda seré maior, Conseqiientemente, no longo prazo a redugio na taxa de expansio monetitia conduz a uma elevaco do estoque real de empréstimo ao setor privado. Vimos, também, que quanto maior o valor de b — 0 coeficiente do termo absorvedor de choques em (2.2) — menor ¢ a eficiénets da politica monetdria no curt pravo, uma ver que x taxa de inflagio é menos sensivel, iniciaimente, as variagoes da taxa de expansio monet © Grifico 1 mostra uma trajetéria uipica do estoque real de moeda quando a taxa de expansio monetiria ¢ redurida de um nivel constante para outro. Notase que o primeiro efeito de uma redugio em 8Y é uina queda em MP. Mesmo que as taxas de crescimento de L,, F, € 138 fossem vedi vidas na mesma proporcio, nfo provocando desta forma qualquer alteragio na composigio da base monetivia, ficando também cons tantes os coeficientes que entram no multiplicador monetiio, as relagies (2.6) € (4.18) mostram que com T > (I~ b) > 0 uma reducio na taxa de expansio monetiria gera, necessariamente, wma queda no estoque real de crédito. Se a reduclo em Mi somente for possvel através de uma maior redugio da taxa de crescimento do crédito do Banco do Brasil a0 sctor privado (ou pela rigider do deficit de caixa do Tesouro, ov porque nio € desejivel perder reservas estrangeiras liquids), a {queda do estoque real de crédito, nas fasts iniciais do. programa de estabilizagio, seri muito mais acentuada que a queda do estoque real de moeda, A redugio em MJP, resultante do deeréscimo em Ai, contrai a demanda agregada, um elemento essencial para uma queda da taxa de inflagio, mas a queda em C contrai a oferta agregada, O reflexo principal destes dois movimentos (nos estigios iniciais do programa de estabilizagio) sera sentido no lado real da economia, revelandose mais fortemente na queda da taxa de cxescimento do produto do que na queda da taxa de intlasio, Isto mostra, também, que 2 organizacio institucional das autor Gades monetivias, mantendo © Banco do Brasil como parte inte grante delas, permite uma maior flexibilidade ma condlugio da po: ica monetiria, Tal estruturacio institucional, wo permitir que L Gruduatiomo o Fraoaento de Ciopue a seja manipulade de forma menos dependente da olerta demoed, uments a probabilidade de se levar a cabo, com sucesso, x stra tdgia de estabilizaco, sem aumentar os eustos soe is em termos de 5 — Expectativas, “efeito-aniincio”, acompanhamento de precos e corregio inflaciondria Na Secio 2 supusemos que a taxa de intlagao esperada eva obt por um processo dle expet por Cagan.# aativas adaptalas, idéntico se proposto A equacio (2.4) pode ser express na forma; o w Or tt nO) 6.1) Hla implica que a taxa esperada de intlagio seja express como uma media mével, com pesos geometricamente declinantes das taxis passacdas de intlagio, isto & () Jt Le) rl Hg 6.2) = Che Ea tingdo que decreve a estratura le omle £ pesos. Varios estucos empiricos mostram que o perfil de f(g) revels uma estrutura de pesos estremamente “esticuda”. Entbora 0s pesos declinem geometricamente, assumem valores relativamente altos pats as taxas de inflacio bastante distantes no passadlo, Desta forma, 4s expectativas revelant un allo grau de inéreia, di Jicultando sua redugio, ps ncipalmente quando se esté saindo de tama fase rdlativamente prolongada de inflagio crescent Nao queremos deixar x impressio de que julgamos sero modtelo GN o io for nelhor” para desctever a forma na qu: Outros fas expectativas r rocelos tém sido utilizados en estuclos em 25 Capa, ap. ee 8 Peep, Plan, Brow, 52) des. 1975 piricos com relative sucesso. 2* Entretanto, todas eles compartilham a mesma dificuldade: @ dnica informagse utilizada na for de expectativas futuras € 0 comportamento passside dis asa de inflagio, E rasodivel admitirmos que os individuos nto utilizam qualquer outta informagio na formagio de sway expectativas? Uma sucessio de “amincios” feitos pelo governo sobre as taxas dle inllagio, que pretenda atingi em perfodos {unues, ndo aletaria as expectativay? Por que os amincios governamentais so as vezes elicientes mame: ificagio das expectativas, enquanto que em outras ocisi6es. sto completamente indewos? Suponhamos que o governa possi anunciar continusamente a taxa de inflagio que espera atingit © que os indi- viduos tenham um certo grau de credibilidade com veligio as mie- ay amunciadas, Neste caso, poderfamos postular um modelo de formagio de expectativis, incorporando a taxa an a fonn FORT ORF FO LO 6.3) onde a taxa esperade de inflaglo 6 uma médis ponderada do “componente histérico” — dado essencialmente pela selagio (5.1) —e do componente “anincio”, com 0 peso deste iiltimo dado por tum “coeliciente de credibilidade”, @, wm nei veto 1 mero variando entre de pr de to Pa, mt ma MX _)" nif) proposta por Solow, “On a Family of Lag Disteis Ti) +0 spots or Sow, “On 4 Homily of ta Di in Econometiice, vol. 28 (abs) de 1960). pp. 818-408, ou de ‘movlelos mais gerais, tal como @ proposta por. Jorgen, “Rationat Distributed Lag Functions”. iu Beowometrcn, vol. SE (janche de 3966). 10 id) tss10, ox forma £2 5, unde Bi) © Gidh sto yolmomios a0. me ratlor alas caso especial destas day formas 2 © podevia serum coeficiente que mete 4 probabilidade subjetiva que fos agentes econdmices atribucm 4 yealaaao da taxa de ila Os saores que esse conficienle atsumini cepender da snanipnlagio. daguees amicus julgam anais in poftamento dag tanas ce inflacdo (ais como ‘eajustimenia dle salérios minimes, modiieages da taxa de chibio, ete). Se Greduatiows ou Praiementa de Chogue su Quando © se aproxima de 1, os individuos reduzem a importin- cia do “componente hist6rico” ¢, quando @ é igual 2 ze10, conside. | apenas © “componente histé ico” na formagio das expecta © modelo desenvolvido nas segbes anteriores mostrou que a taxa ‘tual de inflagio influencia as expectativas e que estas, por sua vee, afetam a propria taxa de inflagio no curto prazo, Se supusermos mmincio” posta reduzir as expectativas exogenamente, cn 4 taxa de inflagio tenderé a declinay. Esta redugio em = afe- tari © componente hi imais as expectativas € reforgande a tendéneia no sentido de um dledlinio da inflagio. que um rico da taxa esperada, reduzindo ainda om agentes ccondrnicas no orientam seu comportamento pela observacio dessas vanidvel, mas sim pela observagio da consstncia dos objeivas.anuneiades tio paseo (ao sentido da extensto emt que aquecks objetivas foram atingiden), poderia ser astcindo a inn coxficente de covrlacho psiclégica entre mw € x", nia forma: 0 = cor bn, of fvmrdnh varlnt}4 cone: mene (que seria sestrita.exelosivamy vs qual: Ji fe 8 er 8) G Wee Bde 1 cosos ie eovatiincia mila, ott positiva, & var (=f £09 (wt =~ ert = pte vr [7 1@ bee — Oe — Oh at fonde JG) & 4 extn Se 0 governo anoncia metas que sto atingidas consistentemente, © render 41, Se ae metae aunca forem aleancadas, @ tender a zero, 28 Para todos os valores de Q, o modelo posaul a necesévia propriedade sasimdtica de que, quando 1 taxa de inflaglo permanece constante por un» Deriedo de tempo sufcientemente Joogo para que os ajustamentos se realizem de pesos protenientes de (3.1) totalmente, a axa esperada serk gual 2 taxa atwal. Quando @ € igual a rer, recaimos no caso de Cagan, Quando @ = J, 0 govemno estari anunciando con: limuamenie weiss que sda pesfetamente corretss, © teremos 360 Pesg. Plan. Boon, 2) dee, 1995 Seo antncio for realmente wn elemento importante no pro- grama de estabilizagio, justiticamse os esforgos do govern para afetar o comportamento dos individuos através da declaragio das metas” de inflacio, Nas fases iniciais de um programa de estabilizagio, ou quando um nove governy se instala, os individuos podem yelutar em acre- wT Ma meta anunciada devido a falta de informacies anteriores sobre a habilidade do yoverno em implementar sua politica ¢co- nomica, Mesmo que o programa ji tivesse produzido alguns resul tatos, se as informagdes disponivels derivassem de um periodo de tempo relativamente curto a cvedibilidade poderia ser menoy. Isto implica que uma politica de “amineios” ter efeitos mais Timitados nos estigios inicias, e somente depois que alguns rest! tados positivos tenham sido alcangados & que poder ser utilizada com maior sucesso, Claramente, a eficiéncia da politica de “amine cos" depende da criagio de um sistema que mantenha os indivi 0, mas, também, devide as distorgdes alocativas geradas no processo de ajustamento. Desde que a transigio rumo a0 nove equilibrio fopere com uma reducio initial do crescimento do produto, & pos- sivel que a taxa de acumulagio de capital nao permanega constante, mas decline, pois uma das caracteristicas mais evidentes dos pro. gramas de cstabitizagio, semelhantes a0 aqui analisede, consiste na reduco da taxa de investimentos, % O mesmo se di com a taxa de inovagées tecnolégicas © com o investimento em capital humano, © que signiliea que durante a transigio a taxa natural de eres Cimento deve cair, Neste caso, a area de perdas serd maior que a de ganhos. 82 Wma Uimitacse Sbvia deste medelo, na forma em que esti extrturado, © 4 auséncia de ums denna de capital ¢ de investimento. Sia inelenio, per, aitiria um estudo do comportamente de K através do tems € tomar fos. sivel una avatiagio wais precisa dos custos de extabil Gratuationo ou Trewemento de Choque 309 7 — O enfoque gradualista Se o cocficiente } na equacko (2.6) for préximo de 1 no curto prazo, a taxa de inflacio atwol serd extremamente sensivel as ex: wo dos pregos, Neste caso, o sucesso em estabi- Tizar, sem os efeitos recessivos que acompanbam um cruque moc virio puro, dependerd de se atuar sobre a taxa de inflagio espe- ada, Consideremos novamente a equacdo (2.6) : pectativas de va a (tb) M+ be + al b) de + aun) — (1-1) Bde + bee (DP) Se a exratégia de estabilzagio lograr reduzir x entio sofrerd uma reducio imediata. A politica monetivia deveré ser manip fada para redurir a taxa de expansio monetiria, tornando com pativel com a taxa de intlao mais baixa, Observese que, seb for grande, a reducto em Af teri apenas um pequend impacto sobre = no curto pravo, As dus taxas somente se tormam compativeis x 0 equi io de estoques no mercado monetirio for garantido, isto é se se consey igualdade m = mé, Desde que a demanda de movda é uma fungio estivel do custo de manter moeda, »‘, @ recugio das expectativas provocaré um acres: jy manter cimo imediato no estoque descjado de moeda, 1" Dado que em trabalhos empivicos veriticase que a > 1, sea taxa de expansio monetiria for yeduzica para um nivel wm pouco mais elevado do que o da taxa de inflagio, x, farendo com que o estoque real atual ctesca aproximadamente & mesma taxa que m*, 0 even- tual desequilfbrio de estoques no mercado monetirio ser pequeno. Se as autoridades monetirias conseguirem esse controle “fino” da politica econdmica, 0 resultado se cente na mesma velocidade da taxa de inflagio esperada, com os uma taxa de inflagio decres estoques destjado © atual de mocda crescendo paralelamente, Em conseqiiéncia, a reduclo de » se realizaria aproximadamente a0 ritmo previsto pela equagda (2.7) da teoria quantitativa mais simples. 370 Peaq. Plan, Econ. $2) dex. 1975 Voltemos, agora, nossa atengio para a oferta agregada (3.18): baat dle) —diea@—p) + db 2K) Se persist aproximadamente uma igualdade entre # © xf € 5¢ 7 sr + &, a curva de oferta agregada se manteri: numa posigio vertical sobre a taxa natural de crescimento e a estabilizagio se realivara com redugBes sucessivas na taxa de inflagio, garantindo, em termos de assim, um declinio da inflagio, sem custos redugées no ritmo da atividade cconémica, Em geral, a principal objecio ao gradualismo é a de que ele seria muito lento na apresentagio de resultados, Na realidade, 0 tinico fator limitante da velocidade a que a taxa de inflacio se reduz sem tum impacto negativo sobre 0 produto) é a habilidade do governo com alterar as expectativas. Por meio de uma sucessio de amincios bem planejacos © com umn sistema de acompanhamento de precos ‘que leve empresirios ¢ trabalhadores 4 compreensio de que os obje- tivos do governo so possiveis, podese reduzir a expectativa de in- {lagio de forma gradativa Entretanto, as expectativas no sio completamente maleiveis, pois 0 comportamento pasado da inflagio € um companente ime portante na sua formacio, A fim de manter um alto grau de ctedi- bilidade com relagio js taxas anunciadas, as metas devem ser colo- ccadas centro de limites praticiveis, o que implica ndo ser possivel praticar mais que um gradualismo bastante lento. Fica, contudo, a obscrvagio de que a estratggia deve concentrar- cio dos objetivos, procurande obter resultados finais nio muito distantes dos objetivos estabelecidlos, Neste caso, @ inflagio declinard lenta mas continuamente, € a trajetoria segui dla por = e § sera semelhante & do Grilico 7 Partimos de uma situagio de equilibrio pleno em todos os mer eados com a taxa de inflagio em mp. No primeiro instante, 0 go- verno provoca uma tedugio das expectativas (através de um amin- cio), baixando simultaneamente a taxa de expansio monetaria para At, ¢ provocando o deslocamento da curva de demanda agregada ara uma posigio ligeiramente mais baixa, Desde que © erédito real Gradualism ou Tratamento de Choque an cenco r~ A DINAMICA 00 PRODUTO E PRECOS NO ENFOQUE GRADUALISTA a nko seja reduvido ¢, nesta primeira fase, x stja aproximada igual a 2", a economia moverse-4 ao longo da curva de oferta ag? gada de longo prazo e a taxa de inflagio diminuirs, com a de- manda agregada deslizando ao Iongo de SL Pela aplicagio de sucessivas “doses ancinflaciondrias, a taxa de inflagio continuaré a deercscer € 0 produto real aescerd 8 taxa natural Durante toda a fase de estabilizagio 0 estoque real de moeda es tara crescendo e, desde que, por hipstese, todas as outras variaveis que afetam L{M permanccam constantes, a oferta real de crédito também estara aumentando, £ claro que o succso cm estabilizar mantendo a taxa natural de crescimento pode ser auxiliado pela expansio relativa do crédito real, indurindo deslocamentos suces sivos da curva de oferta agregada para a diteita, Isto ocorrerd pa medida em que 0 governo tenla graus de liberdade pare alterar 4 politica de reservas compulsirias ou os canais através dos quais mocda € injetada na economia. Tais aumentos da oferta possi we esq. Plan, Eco. 5/2) ws bilitario atingir mais rapidamente a reduclo na taxa de inflacko a tuma taxa de crescimento do produto igual ou mesmo ligeiramente maior que a taxa natural A aceitacio do gradualismo, contudo, pode levar a certos excessos, que devem ser evitados. © primeiro problema critico provém de que a tenta langas nas expectativas pode ser confundida com um controle rigide de precas ¢ sakitios, £ pox sivel mostrar que tal estratégia nem sempre conduzird aos melho- res resultados. de indusie mm Se o govetno decidir congelar pregos € salirios, a primeira alte: ragio do modelo é na oferta agregada de curto prazo, que passa a ser representada pelas equagées (3.11) € (3.12) M+ Gy (92) + a2 (e—W8) — ay 09 (P—p') + ay (b——-R) (BUY © congelamento de pregos opera “como se” as expectativas tives: sem sido reduzidas imediatamente; se 25 autoridades monetirias obtiverem sucesso na reducio adequada da taxa de expe netiria, a economia se estabilizara 4 nova taxa de inflaglo m, orérico 8 - A POLITICA GRADUALISTA COM CONGELAMENTO DE SALARIOS seman ylem+k Wao Dlo:m= nf rent gj 7 Graduatismo ou Traamento de Choaue 378 Depois do congeiamento, a taxa de saldvios nominais permane- ceri constante. (d= 0), se a5 igualdades x = 9's k= x + K forem rmantidas, a cutva de oferta agregada de curio prazo deslocarse-4 para a direita, como mostra o Grilica 8, 0 que torna possivel uma ripida redugio na taxa de inflagio com maior utilizagio dos ser~ vicos produtives dos fatores. Entretanto, no hi gurantia de que festa seré uma estratéyia que maximize 0 bemestar da economia, Se o salétio real inicial estivesse acima do salério de equilibrio 6 5¢ 0 sakirio real estivesse exatamente no ponto de equilibrio, quan do a0 final da estratégia os salirios fossem novamente liberados, cevtamente se obteria um ganho Liquide para a sociedide como tum todo, Isto significa que inieialmente nfo se estava sobre a curva de oferta agregada de longo prazo, uma vez que a taxa de wilize ‘gio dos servigos do trabalho era menor que a correspondente a0 nivel de pleno emprego. Neste «aso, o congelamento de salirios se viu mio somente para estabilizar os precos, may também para cor jr una distorgio, Neste caso particular, a medida produz wn {ganbo liquido para a sociedad Se, eniretanto, a taxa de sildrios ji estivesse inicialmente ex seu nivel de equtilibrio, a0 Final da esteatégia os saltios reais este fam abaixo do ponto de equilibrio ¢ haveria wm excesso de de manda de trabalho. Uma liberacio subseqiiente dos saldrios impli aria um aumento dos sakivios nominais, como resultado di inter Go da oferta ¢ da demanda, percendosse, por conseguinte, 05 be reficios do. programa de estabilizagio. (© outro ponto critico com relagio 2 esta abordagem reside no fato de que un suceso relative na estabilizagio, via controle de pre: os, pole levar as autoridades & ilusio de que 0 comportamenio da oferta monetitia ndo tenba qualquer relagio com os aumentos de precos. A taxa de expansio monetiria seri mantida em nivels relutivamente altos, 05 estogues de moeda € crédito crescerdo © x economia comecari a operar no estigio de superemprego. Contudo, pressdes inflaciondrias de longo. prvo permanecerio latentes, cate sandlo finalmente o fracas do controle de precos. ‘A persisténcia em controlar os pregos com uma taxa dle expansion ‘monctivia elevada causard uma aceleraglo da inflagio em pontos localizados do tempo quando as autoridades nao forem capares de resisir a presses para comigit os precos adminisuados om esq, Plan. Econ, 5(2) des. 1975 8 — A tendéncia a instabilidade na taxa de inflacdo A anilise desenvolvida nas duas segdes precedentes torna possivel uma explicagio altemativa para 9 fato de que muitas economias uma tendéncia a instabilidade da taxa de inflagio, lade do governo for uma alta axa de crescimento, po- deri, por algum tempo, aumentar a taxa média de creseimento do produto acima da taxa natural. Empregard, inicialmente, um trata mento de choque expansionista, a fim de aumentar a taxa de cres cimento. Mais tarde, quando a taxa de inflagio atingir um nivel considerado “inaceitavel", utilizaré um programa gradualista par reduzila. Todavia, desde que perioda de desinllagdo implique estos, a taxa de inflagio inicial provavelmente mio mais sera atin gida, Como indicam as experiéncias de pés guerra, a taxa de infla go tem aumentado na maioria dos paises do Ocidente. © modelo pode ser facilmente entendido com o auxilio do Gri fico 8 © estigio expansionisia comega quando a taxa de inflagio esti em x4 {ponto F,), onde as eurvas de oferta e demanda agregada de longo. prazo se cruzam, Neste momento, 0 governo decide acclerar crdrico 9- A DINAMICA DE PRECOS E PRODUTOS E 0 VIES INFLACIONARIO suman tanee seoiten+Rs rf, Moe, tan + Root Duy maa ent Dey mam by otoimantitant pad j Graduatisomo ou Tratementa de Choque a8 a taxa de erecimento do produto real, o que pote ser feito a cutto prazo, elevando a taxa de expansfo monetitia ¢ tentondo, 20 mes tno tempo, manter a taxa de inflagio esperada 20 nivel rs "A cutva de demanda deslocarse-4 imediatamente para a posigio DC, ¢, desde que a taxa de expansio monetiria seja maior que a de inflagdo, mesmo que no ocarram alteragbes na composigho da bse mionetivia, 9 estoque real de crédito creer, deslocando a of ta agregala para a posiglo SC,. A taxa de inflagio pode ser lied: tamente maior, igual ou menor que a taxa inci; 0 resultado final depende do deslocamento relativo dis cinvas de demanda ¢ oferta de curto prszo. Mas, ceraamente, o primeizo impacto postivo sek sentido na taxa de creseimento do produto real (ponto E, no Gri fico 9) Se a taxa de expansio monetiria for mantida em Af, por algun tempo, a economia encontrard seu noxo ponto de equilibrio em Ta and etard crescendo taxa natural, com a inflagio em mp tear fe no Se através desses aumentos ma oferta ¢ na demands for fobtida uma taxa de investimento maior, ao final do processo ha- yerd um ganho, em termos dle caescimento do produto. Se o cresci mento mais elevado do produto gerar um aumento na demanda de investimentos (através de mudangas tecnolégicas, ou através de subs- titnigio de ativos cuja taxa de retorno cai com 0 aumento da in flagio por capital fisico), a propria taxa natural de crescimento pode aumentar por algum tempo, Enuetanto, a instabilidade na taxa de inflagio inodurira uma font reduziri provavelmente 0 grau de cli alocativa, sendo impos sivel, no contexto do modelo aqui apresentado, determinar a di- regio em que a taxa de acumulacio de capital ¢ a ua de cresei- mento do produto de Iongo prazo se movers, de incertera na economia € (Os argumentos desenvolvides na Secfo 6 mostram que, s¢ a taxa de acumulagio de capital nfo se altera, 0 nivel do produto real a0 final do processo ser exatamente igual 20 que sc teria obtido se a taxa de intlacio tivesse permanecido estivel cm ry. Neste cio, fa taxa de crescimento terd de ser menor que a taxa natural por tum periode de tempo suficientemente longo para fazer com que © produto real retome ao nivel que teria atingido sem 0 choque én flaciondrio. Portanto, a economia entraria num periode de estag flagio (inflagio pouco Ou nenbum crescimento) esq, Plan, Bea 5(2) des. 1973 Suponhamos, entretanto, que uma taxa mais alta de crescimen- to tenha sido realmente obtida, de forma que, durante esse. pro- eso, a economia eresga mais rapidamente e cheguc a um nivel de renda mais elevado, ainda que a uma taxa de inflaglo mais alta, como indicado por riz (OM r12). O iinica resultado concreto dessa ‘estratégia consistitia em que, por algum tempo, uma taxa de eres: ccimento maior que a taxa natural seria alcangada, £ posstvel, entio, que governos com uma visio miope do problema sejam tentados a seguir essa estraiégia; mfope porque esse produto maior representa presumivelmente um nivel de bemestar menor No momento em que a patte “positiva” do. processo expansionista (creseimentoacelerado) for concluida e somente permanccer a parte negativa (uma taxa maior de inflagio), as autoridades se interessardo em reduzir a inflagio, Um programa de estabilizagio que minimize perdas de produto deve incluir 0 uso de chiusulas de indesagio, uma politica de controle de precas, uma politica de austeridade nos gastos © uma reducio correspondente na taxa de expansio monetitia, Desde que cometamente implementado, 0 plano de estabilizagio deve ter custos muito pequenos em termos de produto real, A taxa de intlagio diminuitia ao longo da curva de oletta de longo prazo, com a taxa de crescimento da economia sendo mantida proxima de n até que a taxa desejada de inflagio seja atingida. Lamentavel- mente, € raro que uma politica adequada seja adotada, em virwudle da falta de suficiente paciéncia para esperar até que as medidas tomadas frutitiquem. O resultado € que os planos sio abandonados antes que se atinja a taxa inicial de inflagio, o que possivelmente & a ‘rigem da teneléncia intlacionaria do presente na maiotia dos paises A discussio da Secio 5 mostrou que 0 sucesso no uso de “ ios" depende do grau de credibilidade que os individuos deposi- fam nas metas anunciadas pelo governo, Quando a wxa de infla- si, zo, ¢ anunciada, mas na realidade uma aceleragio da inflagio 0 nivel mz 6 obtida, o governo est perdendo eredibilidade © di minuindo a possibilidade de usar a estratégia gradualista. Seria de- Vido a esse fato € 4 circunstancia de que agora os individuos podem ajustarse mais rapidamente as variagies ma demanda agreyada que 5 governos encontram mais © mais dificuldades para aumentar a taxa de crescimento do produto com choques. expansionistas? Gradualiomo ow Tracemento de Choque a7 Apéndice A Condicdes de estabilidade do equilibrio Tomemos o modelo formado pelas equagies das Segdes 1 2 6: whan ar’ + Be 0 aul = au = 9) + OT a) + a @ or =e (e~ 2) eo ay ep Pte ® Wau @ de = A(w~ dp) @ Podemos exprimir a demanda do estoque nominal de moeda na forma: etal tot €, conseqiiemtemente att = ay’ + dp @ Substituindo (7) em (2) € reagrupando os termos vern: baju = lat Dd Map + OE @) ce substituindo (1) em (8) vem: (dta)us—afat @- Dale + 8latC~ dle -bdy' + bit @Y Por outro lado, as relagies (3) @ (1) padem ser expressas mt forma @tee—enne ey Gt cddp’ —cer- a =0 wy 378 Pesg, Plan. Econ, 5(2) des. 1978 Obiemos entio wm sistema de cinco equacdes diferencias, com- posto pelas cquacdes (2), (8)', (47, (5) © (©, comtendo cinco varidveis endigenas, 97, = pt ¢ 2, expresias em fungio de uma Amica varidvel exégens, Af. Nu forma matricial a expressio para o sistema é (+0) ala+~b)d| —8a+U-Ha} bo Ifa] |e 0 ate) ° e alfa] fo ° -d ° (tea) -¢ = |=[eo]M a o ° o a dap] a ° ° a A -All «| fo A solugio do sistema € obtida tomandose a solugio geral do sistema homoxéneo currespondente e adiciouandose a cla a sok Go particular do sistema no homogéneo. Obiénise a solugie do sistema homogéneo calculardo as raizes caracteristicas do determi: ante prineipat igualaco a sero, isto & +a) alatU-HA —sa+U-HN bo ° Ate) ° 0 ney o ra o Ate) — =o a ° ° cece o 0 a A oe onde 08 valores de 2 que satisfazem a esta equagio permitem obter a soluciv do sistema homogéneo, Este determinante pode se: ex preso na forma: Ota 0 ~se+G-oN Bo 6 Ote) ° one 0 =; ° Qtead -e =o a ° ° ee ° alas x A -4 Grduatismo on Tratamenio de Choque 39 que € obtida adicionandose & segunda coluna o produto de aj pela terceira cohma, Expandindo-se 9 determinante a0 longo da ‘quarta linha obtemos: 0 8b uw ob ° Oto) ° o aa Aeon = -h o Oto er al » A A Ota 0 —BlatG-ON b o (+e) ° ° o =k ° ated 0 alps » A isto 6 AAA, As, onde: —8la+ (t-BN b ° A= Ate) ° eb epee ca] = X AA 0 ~sla+G-)N -al -a ° dee) fh Xd A ou, ainda: 4, =A 0+ 6) foee— AB lat (NEE + (Wt slot U- ON SO eal por outto lado: Ape =A A+e) A+) OA) 380) esq. Plan, Eeon, 32) des. 1975 obtemos entio a expresso para A, dada por: =A I+ =) AB ac]! + [at ~ ae)) +r ED + GAB + ef (1 — 0) (1 — oe N+ tt aes + acy (f ~ acy) + ey epi — DA acyes} =0 (9) ‘que é uma expressio do tipo: Med bed + ead +e) = 0 wo ‘Temos, conseqientemente, uma raiz nula, A solugio seri estavel se, mo caso de as trés raizes restantes serem reais, todas forem nega- tivas; 6, no caso de duss serem complexas, suas partes reais forem negativas. No caso de as tés ratzes serem reais, € suliciente que todos os cocficientes de 4 em (9)" sejam positivos para garantir que as raizes scjam negativas. Desde que a, ¢, ¢ > 0, teremos €, > 0. A condi- lo para que ey) > 0 & a, <1 4 + AB nee Para que ¢, > 0 deveremos ter: aA +e) earl oy Finalmente, para que ¢, > 0 deveremos rer: ela tee (t ary <1 a Verificase que nos trés casos obtemos condigées pata a estab Tidade menos festritivas do que no modelo mais simplificado ante- riormente desenvolvido por Cagen‘ (lembremo:nos que no caso analisido por ele a condigio de estabilidade era ac, <1) 38 Copan, op. cit Gradualivme ov Traamento de Choque 38 Na eventualidade de termos raizes complexas, os coeficientes de. vero atender as eondigdes dle Routh. Elis s80 ¢) > 05 ¢; > 0 €: ener tee > 0 ao) ‘Jé analisamos sob que condigbes deveremos ter ¢, € €; > 0. Substituindo em (10) os coeficientes correspondentes de (8), ob- temos: fa {i — ac) + ap + ey (t — b) + eg (1 = b) (t — aey)] [aes + Hace (1 ary) + cree (t ~ bl] ~ acpee [f+ (1B) (AB = ay] > @ Desenvolvendo, simplificando e agrupando os termos obtemos: Tey + eg 1 ~ aa) fa (f+ AB a€3} + oy eo E — BYE + lev + cell ~ arf ald ~ b) > acy ee ay que € 2 condicéo de estabitidade. ‘Tomemos primeiramente um caso extreme, em que a moeda & ‘um perfeito amortecedor de chogues, isto ¢ b = I. Entao (11) se edu 2 ales beet ~ ae] (f+ AB ~ acy) > ere ‘Ainda que ac, = 1, a solucio pode ser estivel se 248 > ¢y No outro caso extreme, em que a moeda no opera como um amortecedor de choques, isto é, b = 0, teremos: ler + colt = ae) a + AB ae,) + eyed + ales + eet aes) & que € uma condigin que sera atendida, ainda que acy = 1, quan do 8 de > 4 E, J, Routh, The Dynwnicr of @ System of Rigid Bodies (Dover Pub. 69 edigho, 1955), ex» particular, pp, 227-228, Ey Prag, Plan, Econ, 5(2) dex. 1975 Apéndice B A determinacéo da demanda de crédito para uma firma competitiva Suponhamos o casa de ume npetitiva interessada em mi: nimizar os custos de producir uma dada quantidade de servigos ile capital. Deveremos entio minimizar a fungio CT (Kt) = P.X 4. + iC +i [Ky — G(K, X, ©)] com relagio a X, € 2, onde todos (8 termos tém 0 mesmo gnificado do texto, senda i a taxa de juros © © mubiplicador de Lagrange, que neste caso pode ser inter pretado como 0 custo marginal de produziv servigos de capital, A condigio de primeira ordem para minimizagio implica que: 2D = p04, o -G(K,X,0)=0 Estas trés equagées sio uma forma implicita das demandas de insumos (X), de erédito (C) ¢ do custo marginal de produzir ser- vigos de capi fungies, diferes 5» C eh em fun 1, Para obter explicitamente as propriedades destas mmos totalmente o sistema (I) © tesolvemos para Ao de i, P,, Ke K*, Obtemos, entio: OP, NO, AK — NG Ad NGe dC ~ Gy dd = di Mi dK ~ Nig AX = GAC ~ Gd = 0 @ aK" ~ G dis = G,aX ~ Ga Graduatinno ou Tratamento de Choque ss Quando o sistema (2) 6 expresso na forma matricial, obtém-se: G, Mire Mz |) | |G <1 ° ° Gp Mee Miee| | AX |=) AG fame] o fare} —2 tit) 0 aR” 0 G G|\de| | & ° o} jor aque pode ser resolvido para i, X e G em fungio de X, P, i ¢ KY [A solugio, que pote ser encontrada em Hicks, tem a seguinte forma: X8 =D (Ky Po i KY =D (K.P, 1, K) 3) d= Dy(K, Poi, KD) onde X¢ e G? slo as demandas de insumos ¢ de crédito, respectiva mente, e} £0 custo matginal de produzirservigos de capital. Supondo que os wis fatores que comparccem em G (K, X, 6) sho grosssubstitutes (isto € que Grey Ger € Gey > 0) € wtilizandose ‘as condicées de segunda ordem para a minimizagio, obtém-ses Da, Diy Dus >o @ Din, <0 Dam Dery Das > 0 © Dy <2 Dany Don Dyt > 0 © Dw <0 ‘A fungio D, é identificada no texto como: PAL (KEK, ©) on Pall (K', Kyi) on Pall (K}K, 3) G5 JR, Hicks, Value and Capital (Oxfords Oxford University Pres, 1908). ast sresq, Plan, Econ. 52) des, 1995,