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R$14,00 54 COR AL -SOL: A BE LA DE PRESENTE (E LE TA L) AM
R$14,00
54
COR AL -SOL: A BE LA
DE PRESENTE
(E LE TA L) AM EA ÇA DO MAR
EDIÇÃO
PÔ ST ER
292
O BR AS IL ME RE CE O TÍT ULO
33
DE PÁTR IA ED UC AD OR A?
60
AS NO VA S TE CNO LO GI AS
PA RA A GA STR ONOM IA
A HISTÓRIA
DA ENERGIA
DO FOGO AOS PAINÉIS
SOLARES
GA LILE U. GL OBO .C OM
CO MO NUDE S PO DE M SE R BONS PA RA VO CÊ P. 14
P. 7
NOV. 15
TU DO QUE VOCÊ
SA BE ESTÁ ER RA DO
EX EMPL AR DE ASS IN AN TE
VE NDA PR OIBIDA
CA RG A TRIB UT ÁRIA FEDER AL AP RO X. 4,6 5%

Ente nd a o que é, afi na l, a identidade de gêne ro e descubra como o de bate sobr e o te ma é impo rtante pa ra ac abar com o pre conceito

P. 44

PR IM EI- RA MENTE DIRETOR DE REDAÇÃO DE GALILEU NO V. 20 15 POR
PR
IM EI-
RA
MENTE
DIRETOR DE REDAÇÃO DE GALILEU
NO V. 20 15
POR GUSTAVO POLONI

gam a parar para pensar: o que só o analógi- co pode fazer? A resposta — descobri com o passar dos dias — não era tão simples assim. Quick tem uma visão muito interessante so- bre o assunto. Para ele, uma revista não deve almejar o que ela jamais poderia ser. Parece papo de boteco, eu sei. O que ele quis dizer é que ela não pode ocupar o lugar do jornalis- mo de internet, por exemplo. Não faz sentido reproduzir coisas que só têm sentido no mundo virtual — como as tags que usávamos com frequência nas matérias. Uma revista tem de valori- zar as fotos, os infográficos, usar suas páginas para surpreender o leitor. Ou seja, precisa valorizar o papel. Com uma prancheta em mãos, uma das características mais marcantes do

em mãos, uma das características mais marcantes do Quick começou Rafael Quick CA RGO — Editor
Quick começou
Quick
começou

Rafael Quick

CA RGO — Editor de arte

IDADE — 27 anos

NATURALIDADE — Pampulha, BH

FO RMA ÇÃO — Design Gráfico (UEMG) | e Artes Visuais (UFMG)

DE QUE GOS TA — Tudo o que é antigo

MEIOS DE TRANSPORTE — Juarez, um Fusca 1972, ou um skate com a lixa florida

seu jeito de trabalhar,

a rascunhar o que seria a nova GALI-

LEU. Com a ajuda dos designers Fer- nanda Didini e Feu e do restante da redação, discutimos a nova missão de GALILEU, buscamos arquétipos para decidir qual seria o seu papel (spoiler:

somos um rebelde otimista) e saímos atrás de referências. Dos lambe-lambes

tão em moda nas grandes cidades em- prestamos a tipografia. Dos atlas e livros, as texturas e o cuidado nos detalhes. E, nos inspirando nas revistas que amamos (sim, aqui amamos revistas!), criamos uma capa mais limpa,

1
1
3
3

LINHA EDITORIAL

Foi uma co isa que mudou muito pouco na nova GALILEU. Co ntinuamos sendo

a revista que usa a

ciência co mo ponto de partida para ex- plicar o mundo. Com

uma diferença: que-

re mos entrar mais a

fundo em assuntos espinhosos, como transexualidade.

NOVA S SEÇÕ ES

A GALILEU passou

por uma grande re or- ganização. A seção que abre a revista

tornou-se o Antima- téria. Além das notas mais quentes sobre ciência, tecnologia

e co mportamento,

ele engloba a seção

de cultura. O Dossiê (m ais moderno) é seguido pelas re- portagens. A revista acaba co m o Pa no-

râ mica, o Ul timato

e o Só +1 Minuto.

EM CONSTA NTE TRANSFORMAÇÃO

de tempos em tempos, é

D preciso rever o que não está

funcionando e o que pode ser melhorado numa revista. A linha edito- rial ainda faz sentido? O projeto gráfico

ficou antiquado? É preciso criar novas seções e, quem sabe, acabar com algu- mas delas? A edição de GALILEU que você tem em mãos é o resultado de mais uma dessas mudanças que se fazem tão necessárias. Da capa à pegada dos textos, da logomarca à missão, do projeto gráfico à assinatura, absolutamente tudo mudou. A transformação teve início ainda em junho, quando Rafael Quick assumiu a direção de arte da revista. Mineiro de Belo Horizonte, é um dos mais talentosos designers da sua geração, e seus traba- lhos já receberam prêmios no Brasil e no exterior. Quando começamos a conversar sobre a nova GALILEU, Quick fez

uma dessas perguntas que o obri-

seções modernas, a pegada agressiva das reportagens (veja mais

detalhes ao lado). O resultado desse trabalho, que durou meses, custou horas de discussão, noi- tes maldormidas e que foi escrutinado por muita gente competente (obrigado, Paula Perim, Rodolfo França, José Pe- queno e Frederic Kachar), é a edição de novembro de GALILEU. Sem medo de errar, trata-se de uma das revistas mais elegantes e modernas do país. E sem deixar de lado os assuntos mais relevantes, interessantes e polêmicos, sempre retratados sob a ótica daquilo

que nos remete à sua origem: a ciência.

A nova GALILEU é motivo de muito

orgulho para todos nós, que damos duro para fazer a revista com um úni- co objetivo: agradar a você, caro leitor. Espero que goste.

2
2

PROJETO GRÁFICO Se não re parou,

vale a pena vo ltar

à capa para ve r o

novo logo. Não é só:

a revista tem fo nte

de lambe-lambe, uma seção com identidade visual bem marcada, uma palheta de core s do início ao fim, matérias co m abres mais fo rtes etc.

4
4

CO NSELHO

A partir desta edi-

ção, GALILEU conta com um grupo de leitores que vai

avaliar suas edições, sugerir ideias para

a marca e participar

da criação de pau- tas. Em troca, terão acesso a informa- ções exclusivas e ga nharão prêmios.

terão acesso a informa- ções exclusivas e ga nharão prêmios. Um grande abraço, Gustavo 04 FOTO

Um grande abraço, Gustavo

04
04

FOTO To más Arthuzzi

NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE
NOVEMBRO 2015
NOVEMBRO 2015
NOVEMBRO 2015

NOVEMBRO 2015

NOVEMBRO 2015
NOVEMBRO 2015

ANTIMATÉRIA

NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO
NOVEMBRO 2015 ANTIMATÉRIA MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO
MÁQUINA 378 PERSONAGENS JÁ FORAM MORTOS NOS FILMES DE 007 ATÉ HOJE DOTEMPO VIDA E
MÁQUINA
378 PERSONAGENS JÁ
FORAM MORTOS NOS
FILMES DE 007 ATÉ HOJE
DOTEMPO
VIDA E MORTE
DO TIETÊ
P.
16
5
23 53
PIERCE B RO SNAN
72
RO GER MOORE
90
SEAN CO NNERY
P.
24
DA NIEL CRAIG
TIMOTHY DA LT ON
ACIÊNCIA
DOSNUDES P. 7
ALIANÇ A
G EO RG E LAZEN BY
135
P.
18
DO CRIME:
Redução do
desmatamen to na
Ama zô nia melhor a
a qualidade do ar
na América do Sul
SUA CA DEIR A
VA I TE MA TAR
AS LO UCAS
AV ENTURAS DE
JOHNNY DEPP
CO M TIRAS DA
P. 20
PESADA - P. 25
INFOMANIA
MAIS DA METADE
P. 14
DO MUNDO AIND A
NÃ O TEM AC ESSO
P.
15
À INTERNET
NO TÁVEIS:
P. 22
O GÊNIO DO LEGO
LU NE TA:
P. 16
OFICINA P. 23
P. 26
HÁ VID A EM MARTE?
CUR TO CIRCUITO
33
DOSSIÊ
A DIFÍCIL
CO NSTRUÇÃO
DE UMA PÁTRIA
EDUCADORA
CO MO OS
TÊNIS SÃO
PRODUZIDOS
E DÁ-L HE
CLORETO DE
SÓDIO NO MIOJO
DENTRO DA CAIXA
ELEMENTAR
30
32
05
05

POR NATHAN FERNANDES

POR NATHAN FERNANDES CON- SE - LHO OS ESCOLHIDOS O PRIMEIRO FÓRUM DE LEITORES GALILEU ESTREIA

CON-

SE -

LHO

POR NATHAN FERNANDES CON- SE - LHO OS ESCOLHIDOS O PRIMEIRO FÓRUM DE LEITORES GALILEU ESTREIA
POR NATHAN FERNANDES CON- SE - LHO OS ESCOLHIDOS O PRIMEIRO FÓRUM DE LEITORES GALILEU ESTREIA
POR NATHAN FERNANDES CON- SE - LHO OS ESCOLHIDOS O PRIMEIRO FÓRUM DE LEITORES GALILEU ESTREIA

OS ESCOLHIDOS

O PRIMEIRO FÓRUM DE LEITORES

GALILEU ESTREIA O NOVO PROJETO GRÁFICO E EDITORIAL COM GRANDE ELENCO. DURANTE SEIS MESES, NOSSOS ESCOLHIDOS VÃO FAZER PARTE DAS DECISÕES DA REVISTA

NOSSOS ESCOLHIDOS VÃO FAZER PARTE DAS DECISÕES DA REVISTA Ângelo Rocha, 29 - CE Arthur Hermes,

Ângelo Rocha, 29 - CE Arthur Hermes, 24 - SC Bianca Carvalho, 22 - SP Bruna Mendes, 22 - RJ Bruna Molina, 25 - SP

Bruno Peixoto, 31 - MG Carlos de Oliveira, 24 - PE Carlos Lima, 24 - RJ Devanil Júnior, 22- RO Fernanda de Macedo, 18 - RN

Igor Cocielli, 17 - SP Lucas Araújo, 19 - SP Marcos Bandeira, 22 - PE Maria Eugênia, 18 - DF Marília Ferreira Dias, 24 - SP

Maurício Alcides - PE Rafael Vicentin, 24 - RS Renato Britto, 28 - RS Suellen Ouverney, 29 - SP Zeus Bandeira, 20 - TO

INSCRIÇÕES POR IDADE GALILEU e Geração Y: um caso de amor + de 40 31
INSCRIÇÕES
POR IDADE
GALILEU
e Geração Y:
um caso
de amor
+ de 40
31 a 40
21 a 30
até 20

307 IN SCRI TOS

11 + NOVO

ANOS

31 a 40 21 a 30 até 20 307 IN SCRI TOS 11 + NOVO ANOS

77 + VE LHO

ANOS

FILMES X LIVROS FAVO RITOS

Os clássicos (ou não) mais lembrados

X LIVROS FAVO RITOS Os clássicos (ou não) mais lembrados INTERESTELAR O GUIA DOMOCHILEIRO DAS GALÁXIAS
X LIVROS FAVO RITOS Os clássicos (ou não) mais lembrados INTERESTELAR O GUIA DOMOCHILEIRO DAS GALÁXIAS
INTERESTELAR O GUIA DOMOCHILEIRO DAS GALÁXIAS CLUBE DA LUTA LARANJAMECÂNICA MADMAX UMA BREVE HISTÓRIA DO
INTERESTELAR
O GUIA DOMOCHILEIRO
DAS GALÁXIAS
CLUBE DA LUTA
LARANJAMECÂNICA
MADMAX
UMA BREVE HISTÓRIA DO TEMPO
LUCY
ADMIRÁVELMUNDO NOVO
O CÓDIGO
EX MACHINA
DA VINCI
A TEORIA DE TUDO
O UNIVERSO NUMA
CASCA DE NÓS
JOGO
DA IMITAÇÃO
OMUNDOASSOMBRADOPELOS DEMÔNIOS
A ORIGEM
FACTÓTUM
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OUTROS PULARAM DE PARAQUEDAS 3 VIVERAM 4 47 9 VIA JA RAM FORAMASHOWS INESQUECÍVEIS QUAL
OUTROS
PULARAM DE PARAQUEDAS
3 VIVERAM
4
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FORAMASHOWS
INESQUECÍVEIS
QUAL FO I
A COISA MAIS
LEGAL QUE VO CÊ
JÁ FEZ NA VIDA?
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TIVERAM
FILHOS
Emoção e nonsense
nas melhores
respostas
21
ESTUDARAM
26
NADA
INSCRIÇÕES POR ESTADO Roraima e Piauí não ligam para nós + DE 90 31 A40
INSCRIÇÕES
POR ESTADO
Roraima e Piauí
não ligam para nós
+ DE 90
31 A40
TEMOS UM
21A30
AMANTE NA
11A20
BOLÍVIA
1A 10
11 .2015 Pg. 7
11
.2015
Pg. 7
ED IÇ ÃO NATHAN FERNANDES E THIAGO TANJI AN TI - MATÉ - RIA POR
ED IÇ ÃO NATHAN FERNANDES E THIAGO TANJI
AN TI -
MATÉ -
RIA
POR ANDRESSA BASILIO
1

MAI S NU DE S, PO R FAVOR

A ciência mostra que ficar sem roupa pode

ser bom. Mas antes de povoa r o Wh at sApp

com imagens de como a natureza o concebeu,

é bom to mar algumas medidas de precaução

IL US TR AD OR ES CO NV ID AD OS 11 .2 015 1
IL US TR AD OR ES CO NV ID AD OS
11 .2 015
1 ZANSKY
DE SI GN RAFAEL QUICK
2 GUILHERME HENRIQUE
3 GABRIEL GIANORDOLI
Pg. 8 11 .2015 MANDANUD Quem po st a o pedido na s rede s

Pg. 8

11 .2015

MANDANUD

Quem po st a o pedido na s rede s corre o risco de ser at endid o. Fo i o ca so da ca rioca Lu isa Ro cha.

“Mesmo em tom de brincadeira, sempre tem intenção sexual, né?”, confessa ela, que, depois de uma conver- sa com um amigo pelo WhatsApp, acabou trocando mais do que apenas palavras. Talvez seja por isso mesmo que os nudes — ou o ato de enviar mensagens íntimas pelo celular, também conhecido como sexting — causam polêmica. Alguns dizem que a exposição não vale a pena, afinal, é difícil saber as reais inten- ções de quem está do outro lado do smartphone. Ainda assim, os adeptos não param de crescer e já ultrapassam os 50% entre os jovens de 18 a 24 anos, como revelou uma pesquisa da empresa de segurança digital McAfee. “Trata-se de um grito de liberdade. Ao mandar uma foto sensual para outra pessoa é como se você dissesse: ‘Olha, esse é o meu verdadeiro eu’”, defende a psicóloga Maura de Albanesi, diretora do Instituto de Psicologia Avançada (SP).

Para além da autoafirmação, todo esse desnuda- mento pode trazer benefícios para o corpo. Recen- temente, cientistas da Universidade de Drexel, nos Estados Unidos, descobriram que casais que trocam imagens sexualmente sugestivas têm mais disposição entre quatro paredes. Casada há cinco anos, a dentista Manoela Mendes atesta as vantagens: “É uma oportu- nidade de quebrar a rotina e até de levantar a autoesti- ma. Receber nudes no meio da tarde é um belo motivo para voltar para casa cheia de energia”. Também não há nada de errado quando as imagens ganham vida:

um esbarrão mais quente pode até aumentar os níveis de ocitocina, o hormônio do amor. Até mesmo em repouso absoluto, o corpo nu leva vantagem. Quem explica é Richard Castriotta, coor- denador do Centro de Problemas do Sono da Uni- versidade do Texas. Em artigo publicado em agosto,

11 .2015

Pg. 9

11 .2015 Pg. 9 normalmente não agiríamos.” Por isso, não custa nada cercar-se de alguns cuidados

normalmente não agiríamos.” Por isso, não custa nada cercar-se de alguns cuidados antes de povoar o WhatsApp com seus nus “artísticos”. As tatuagens que o identificam, por exemplo, precisam mesmo aparecer? Além disso, às vezes, a sensualidade está no que se esconde e não no que se mostra, ou seja, fotos insinuantes podem ser mais eficientes do que um zoom em alta definição da sua genitália. Alguns aplicativos minimizam o risco de vazamen- to, como o Snapchat, no qual é possível escolher o tempo de visualização da foto e ver quem a salvou, e o Telegram, que, diferentemente do WhatsApp, não armazena as informações. Já o FotoWiz protege ima- gens e vídeos do celular em caso de roubo ou acesso indevido (alô, Stênio Garcia!). Para os inseguros, Na- buco aconselha a avaliação prévia sobre as chances de a foto gerar constrangimento no futuro. “Se a resposta for sim, não faça. Afinal, o que acontece na internet fica na internet por muito tempo.” Já dentro de casa

DES.

o

ele ressalta que dormir sem roupa impede

o

superaquecimento durante a noite, me-

lhorando o sono. Vale lembrar que quando

você dorme bem o desempenho das célu-

las aumenta, há diminuição no acúmulo de

gorduras e o cortisol se mantém estável, o

que garante a sensação de bem-estar. Es-

queça até mesmo cueca e calcinha: espe-

cialmente para mulheres, a ventilação nas

partes íntimas reduz as chances de proli-

feração de fungos e bactérias indesejáveis.

Desfilar por aí da forma como a natureza

concebeu pressupõe contato próximo

com as gordurinhas salientes ou com a

cicatriz que você odeia. Mas é justamen-

te essa convivência forçada que ajuda a

quebrar os tabus surgidos internamente,

como assegura a psicoterapeuta e apre-

sentadora de TV Fran Walfish — que, em

casa, costuma passar mais

tempo sem roupa do que ves-

tida. “Faz bem para a autoes-

tima e aumenta a confiança,

já que aprendemos a nos ver

COBRE,ENCOBRE, DESCOBRE A nudez ganhou conto rnos diferente s ao longo da histó ria do
COBRE,ENCOBRE, DESCOBRE
A nudez ganhou conto rnos diferente s
ao longo da histó ria do Ocidente
GREGOS & ROMANOS
2000 A.C.
Eram indiferentes em re lação ao corpo. Os banhos
A SÉC. 5
públicos eram os espaços mais usados pelos homens
para bater papo e tomar decisões importantes
MODA FEUDAL
1000 D.C.
O
co rpo nu passou a ser associado à ve rgonha, ficando
A SÉC. 15
re
strito aos espaços íntimos. Ta mbém era uma forma
de distinção entre os senhores feudais e os selvagens
TRADICIONAL FA MÍLIA FASHION
SÉC. 15
A religião passou a ditar as regras, entre elas a ideia
A 18
de que a vestimenta era o símbolo da moral e dos bons
costumes. Já o corpo nu representava o pecado original
SÉC. 19
NU ARTÍSTICO
Ve io a moda dos re tratos pintados e, com ela, a nudez
frequentemente exposta em quadros. Os prazeres da
carne passaram a não ser mais tão julgados assim
PRÉ-SELFIE NO ESPELHO
A popularização das atividades físicas e a banalização
SÉC. 20
dos espelhos fizeram com que as pessoas começassem
a se preocupar mais com o co rpo e co m a aparência
FO NTE A Hi stória da Nudez na Vida Privada, He nrique Ferraz e Na dime
L’Apiccirella. Revista Eletrônica de Ciências da UFSCar – SP

como seres humanos puros

e completos, que não

precisam ser perfei-

tos”, diz a especialista. Mas antes de apontar

o celular para as partes

íntimas, lembre-se de que os nudes só são bem-vindos se forem consensuais e se rolar confiança entre os envolvidos. Mesmo assim, é preciso saber que os riscos de vazamento existem. O psi- quiatra Cristiano Nabuco, coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica da Uni- versidade de São Paulo, já atendeu muitos casos em que a vítima ficou tão devastada que tentou até suicídio. A SaferNet Brasil,

associação civil que luta contra crimes e violações aos Direitos Humanos na Inter- net, recebeu 224 casos semelhantes no ano passado, um crescimento de 120% em re- lação a 2013. As mulheres são as principais afetadas (81%), seguidas por homens que escondem a orientação sexual (19%). “Todos nós temos uma personalidade eletrônica que é muito mais desinibida, sexualizada e insubordinada”, explica Na- buco. “Quando estamos em uma situa- ção de intimidade, a tendência é baixar a guarda, ficar mais relaxado e, se há tec- nologia no meio, essa personalidade nos faz ter vontade de agir de uma forma que

OFERECIMENTO:
OFERECIMENTO:
OFERECIMENTO:

VELOCIDADE, POTÊNCIA E FÍSICA

Além dos piloto s e das máquinas, a natureza será um dos principais desta ques do GP Brasil de Fó rmula 1

TEXTO ALEXANDRE DE SANTI DESIGN BERNARDO BORGES ILUSTRAÇÃO JAPS

AC ELERAÇÃO Após a largada, os carros da Fó rmula 1 chegam a 100 km/h em apenas dois segundos. Essa acele- ração só é possível graças à forç a de tração que é transferida dos potentes motores para as ro das. Pa ra evitar que os pneus patinem, é necessário outra forç a: o atrito estático entre a borracha e o asfalto, que va i garantir a aderência das ro das no solo. Ele é alcançado co m a escolha correta dos pneus de acordo com o tipo de pista e o clima.

RESISTÊNCIA DO AR No início, um dos desafios da F1 era o atrito entre o
RESISTÊNCIA DO AR
No início, um dos desafios da F1 era o atrito entre o
ar e o carro em alta velocidade, conhecido como ar-
rasto. Ao longo dos anos, a aerodinâmica foi adapta-
da para driblar o problema. Hoje, os carros têm uma
área frontal pequena, que diminui o contato com o ar.
O seu formato foi pensado para escoar o vento, des-
de a asa dianteira até a traseira, de forma a evitar a
turbulência, que atrapalharia o rendimento do carro.
des- de a asa dianteira até a traseira, de forma a evitar a turbulência, que atrapalharia

FO RÇ A G Na s curvas, os pilotos sentem os seus co rpos at é cinco ve zes mais pesados do que o normal. A re sponsáve l por esse efeito é a forç a G, medida de aceleração que puxa os motoristas para o lado oposto da curva. Para segurar o piloto no lugar e atenuar o desga ste físico, o co ckpit fo i pensado para ser o menor possível. O sistema de segurança Ha ns também ajuda ao estabilizar a cabeça.

PRES SÃO AERODINÂMICA

O

fluxo de ar também permite ao piloto

at

ingir ve locidades mais eleva das

(p

orque aumenta a aderência das ro das

co m o solo) e proporciona um ce ntro

de grav idade mais baixo (o que gera mais estabilidade nas curvas). O design da asa traseira capta o ar e, assim, aumenta a pressão nas ro das de trás.

SAUBER C34-FERRARI Ve locidade máx.: 300 Km/h Pe so: 702 kg (com piloto e tanque
SAUBER C34-FERRARI
Ve locidade máx.: 300 Km/h
Pe so: 702 kg
(com piloto e tanque vazio)
Cilindrada: 1600 cc
Rotação máx.: 15 mil rpm
Comprimento: 5.300 mm
Pilotos: Fe lipe Nasr (Brasil)
e Marcus Ericsson (Suécia)

7 DA DOS SOBRE O GP BRASIL

1
1

O

evento foi sediado 10 vezes em Jacarepaguá,

no Rio, e 33 em Interlagos, em São Paulo

2
2

5 brasileiros ganharam a prova, com 9 vitórias, resultado superior a de outras nacionalidades

3
3

Mas o piloto que subiu ao topo do pódio mais vezes foi o francês Alain Prost: 6 vezes

4
4

A McLaren é a dona da prova: venceu

a corrida 12 vezes entre 1974 e 2012

5
5

A volta mais rápida durou 1min 11s 473. Foi

completada po Juan Pablo Montoya, em 2004

6
6

A

pista de Interlagos tem 4.309 km de extensão.

Em 71 voltas, os pilotos percorrem 305.909 km

7
7

Entre os pilotos de 2015, quatro já ganharam

o

GP Brasil: Massa, Vettel, Räikkönen e Rosberg

km 7 Entre os pilotos de 2015, quatro já ganharam o GP Brasil: Massa, Vettel, Räikkönen
Pg. 14 11 .2015 1
Pg. 14
11 .2015
1

PA RA A AMA ZÔNIA RESPIRAR FUNDO

Sabe todos aqueles trabalhinhos que você fez sobre conscientização ambiental nos tempos de escola? Eles podem ter surtido algum efeito, afinal. A conscientização, jun- to com a fiscalização das autoridades, fez com que o desflorestamento da Amazônia diminuísse em 82% entre 2004 e 2014. E, de acordo com pesquisa divulgada pelo pe- riódico científico Nature em setembro deste ano, a queda dos índices de desmatamento já melhorou a qualidade do ar que respi- ramos. Com o auxílio de monitoramento por satélites, instituições governamentais e privadas focaram-se no combate à técnica de corte e queima de árvores para a agri- cultura, que é proibida por lei. “Depois de alguns anos, a fertilidade natural do solo é perdida e os agricultores usam o fogo para recuperar um pouco dessa fertilidade”, ex- plica André Guimarães, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazô-

A redução do desmatamento tem feito bem aos pulmões dos latino-americanos

nia (Ipam). Em junho deste ano, uma pes- quisa conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que as emissões de gás carbônico relacionadas ao desflorestamento recuaram em 80% entre 2000 e 2010. Uma boa notícia que não se estende apenas ao território bra- sileiro: de acordo com o texto publicado na Nature e assinado por pesquisadores de instituições como o MIT, nos Estados Unidos, e a Universidade de Manchester, no Reino Unido, a melhora na qualidade do ar também foi detectada em regiões da Bolívia e até no norte da Argentina. Com isso, ao menos 1.060 mortes foram preve- nidas por conta de doenças associadas à poluição. Mas não se pode cantar vitória antes da hora: números divulgados neste ano sinalizam um aumento de ao menos 60% do desmatamento da região amazô- nica em relação a 2014. Estamos de olho.

2 desconhecidos SEM e fora do nosso DÚVIDA controle, podem afetar o rumo das OQUE
2
desconhecidos
SEM
e
fora do nosso
DÚVIDA
controle, podem
afetar o rumo das
OQUE É
ATEORIA
DO CA OS?
co isas”, diz Carmen
Prado, do Instituto
de Física da USP.
Brincadeiras
etílicas à parte, os
pesquisadores de-
senvolveram essa
teoria para explicar
Lucas Costa ,
via Fa cebook
Você está
imprevisibilidade
do co mportamen-
to de sistemas
pelo fa to de
não ser possível
a
R:
em um
bar na
sexta-feira e tudo
corre em perfeita
normalidade até
seu amigo pedir
mais uma rodada
de cerveja. Daí a
medir co m infinita
precisão a posição
e
a ve locidade de
teoria do caos passa
nenhum objeto.
Assim, os mínimos
detalhes do
presente podem
influenciar direta-
mente os aconteci-
a
fazer sentido em
sua vida. “Algo é im-
previsível se eventos,
mentos futuros —
como a re ssaca do
sábado de manhã.
“Esquecide
desligar as
notificações”
Edward Sn ow den,
ex-t écnico da NSA
O
responsáve l pelo vazamento de
informações sigilosas do gove rno norte-
-americano criou uma co nta no Twitter
(@snowd en) e re ce beu 47 gigas em
notificações. #liçãoaprendida, tuitou ele
11 .2015 Pg. 15 DARW IN NA PONTA DA LÍNGUA (DAS ABELHAS) A banda Kiss

11 .2015

Pg. 15

11 .2015 Pg. 15 DARW IN NA PONTA DA LÍNGUA (DAS ABELHAS) A banda Kiss ficaria

DARW IN NA PONTA DA LÍNGUA (DAS ABELHAS)

A banda Kiss ficaria orgulhosa com as modificações físicas dos insetos causadas por mudanças climáticas

MAIS UMA CO NTRIBUIÇÃO DA HUM ANIDADE para mudanças irreversíveis na natureza: para não desaparecer por conta do aquecimento glo- bal, as abelhas apresentaram adaptações em sua anatomia para conseguir se alimentar. Em estudo realizado nas Montanhas Rochosas, cor- dilheira que ocupa porções de terra dos Estados Unidos e do Canadá, pesquisadores de diferentes

instituições norte-americanas ob- servaram que a língua das abelhas das espécies B ombus balteatus e Bombus sylvico la diminuiu nos últimos 40 anos. O aumento da temperat ura na re gião afet ou as flores que possuem tubos polínicos longos, as preferidas das espécies de abelhas de língua longa — só na Mo ntanha da Pe nsil vâ nia, um dos locais avaliados na pesquisa , hou ve uma re dução de 60% des- sas plantas. Com isso, a evolução natural favoreceu os insetos com língua menor, que tinham mais op-

ções de alimentação. Ao comparar exemplares coletados entre 1966 e 1980, os pesquisadores verificaram que a língua das abelhas diminuiu 0,61% a cada ano, ficando reduzi- da a três quartos de seu tamanho original. Só nos Estados Unidos a população de abelhas criadas em cativeiro caiu 40% entre 2014 e 2015 por conta de pragas naturais, uso de agrotóxicos e mudanças cli- máticas. No Brasil, estados como São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais também apresentam queda da população desses insetos.

3 GÊNIO DO LEGO Em ve z de montar castelos ou um fo rte Apache,
3
GÊNIO DO LEGO
Em ve z de montar castelos ou
um fo rte Apache, aos 12 anos
Shubham Banerjee usou as
peças de um kit de Lego para
criar uma impressora de braile,
e agora é dono de uma startup
NO TÁVEIS
NOME: Shubham Banerjee
NACIONALIDADE: Belga
IDADE: 14 anos
PROFISSÃO: Estudante
FEITO: Criou uma impressora
de braile de baixo custo
“DÁ UM GOO GLE , MENINO.” Aos
12 anos, Shubham Banerjee não sa-
bia como os cegos conseguiam ler e
perguntou aos seus pais.Após ouvir
a resposta contemporânea para a
solução de todas as dúvidas, o garo-
to descobriu que existia uma coisa
chamada braile, sistema de leitura
pelo tato impresso por máquinas
que custam ao menos US$ 2 mil. Foi a inspiração
necessária para o trabalho da feira de ciências
da escola: com um kit de peças da linha Lego
Mindstorms — que também possui equipamen-
tos eletrônicos de montagem —, Shubham demo-
rou apenas três semanas para inventar a Braigo,

impressora para o sistema braile com custo de US$ 350 e que hoje já tem o apoio de companhias como Intel e Microsoft. Filho de indianos, o jovem de 14 anos nasceu na Bélgica e hoje vive nos Es- tados Un idos, onde fundou no ano passado a Braigo Labs, empresa sediada no Vale do Silício que trabalha para finalizar a versão comercial do produto. A Braigo 1.0 é produzida em código aberto, o que significa que qualquer um pod e ter acesso às instruções de montagem, além de propor melhorias ao projeto original. “A ideia é encorajar outras pessoas a aprimorar o conceito da máquin a”, diz. At é o fim deste ano, a Brai- go Labs planeja enviar algumas unidades para testes antes do lançamento oficial — um dos lo- cais que deverá experimentar a impressora é a Fundação Dorina Nowill, entidade brasileira que promove a inclusão de pessoas com deficiência visual. Quando perguntado sobre como conse- guiu produzir a máquina a um preço tão baixo, a re sposta por e-mail ve io co m um emoticon. “Talvez eu não tenha sido educado a fazer pro- dutos complexos =)”, respondeu o garoto, com a simplicidade de quem faz parte de uma geração criada em um mundo no qual a busca pelo lucro incessante fa z cada ve z menos sentido.

DILMA VS. PUTIN

Comparamos a popularidade do russo aliado ao ditador sírio com a da brasileira acusada de pedaladas fiscais

VS. PUTIN Comparamos a popularidade do russo aliado ao ditador sírio com a da brasileira acusada
Pg. 16 11 .2015
Pg. 16
11 .2015
a a a LU- NE- TA
a a a LU- NE- TA

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LU-

NE-

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a a a LU- NE- TA sius e seus índices de radiação ultra- violeta são considerados

sius e seus índices de radiação ultra- violeta são considerados extremos. Mesmo assim, o pesquisador cogita quemicro-organismos extremófilos, nome dado aos seres capazes de vi- ver em condições muito adversas, poderiam lutar pela sobrevivência naquele planeta. A busca de vida marcia- na, no entanto, esbarra

em um probleminha:

seres vivos terrestres como a bactéria Bre- vundimonas resistem

não apenas aos pro- tocolos de esterilização da Na sa como também à microgravidade e à ra diação. Pe ga ndo uma ca ro na até Marte com as sondas espaciais, seria possível que elas se adaptas- sem àquele ambiente e o contami- nassem. Diante disso, se micróbios marcianos de fato existirem, esses concorrentes “extramarcianos” po- deriam exterminá-los antes mesmo de serem encontrados. O outro ce- nário é ainda mais bizarro. Rubens Duarte explica que há a chance de detectarmos vida terrestre achando que ela é marciana. “Isso causaria uma enorme confusão.”

2

O MA PA DA ÁG UA NO VERÃO MARCIANO, LÍQUIDO ES CORRE PELAS ENCOS TAS

LINHAS

RECO RRENTES

DE ENCOSTA

são fluxos de água líquida salgada. Surgem no verão em regiões de relevo acidentado, ricas em perclora- to de magnésio e de potássio

300

metros é a extensão máxi- ma das linhas

potássio 300 metros é a extensão máxi- ma das linhas ÁG UA É VIDA? Após co

ÁG UA É VIDA?

Após co nfi rmação de que água líquida ainda flui na superfície de Marte, cientistas discutem a possibilidade de encontrar micro-organismos no planeta

AQUI NATERRA, costuma-se dizer que

“onde tem água, tem vida”. Depois que

comunidade astronômica confirmou,

em setembro, a existência de fluxos sazonais de água em estado líquido

em Marte, fica a pergunta: será que a mesma lógica terrestre não poderia ser aplicada ao planeta vermelho? “Acha- mos que existe a possibilidade de ha- ver micro-organismos marcianos com

química da vida muito parecida com

nossa”, afirma o astrobiólogo Rubens

Duarte. Só que, para sobreviver em um ambiente desses, um micróbio tem de ser duro na queda — a temperatura mé- dia de Marte é de menos 63 graus Cel-

POR ANDRÉ JORGE

POR ANDRÉ JORGE
POR THIAGO TANJI HIS TÓ RIA DE UM RIOMOR TO Belenzinho Tatuapé Canindé O passado,
POR THIAGO TANJI
HIS TÓ RIA DE UM RIOMOR TO
Belenzinho
Tatuapé
Canindé
O passado, o presente e o futuro do Rio Ti etê, que perdeu
seu fo rmato original para dar lugar a vias ex pressas e
tornar-se um depósito de esgoto na cidade de São Pa ulo
Vila Maria
Quem passeia pela Marginal
do Tietê, preferencialmente
com o vidro do carro fechado
por conta do mau cheiro, prova-
velmente não se dá conta de que
o rio espremido entre duas vias
recortava a paisagem paulistana
com um curso de água marcado
por uma série de curvas. Com a
justificativa de combater as en-
chentes que afetavam os paulis-
tanos na época de chuvas, obras
para a retificação e canalização
começaram na década de 1940,
com a construção de avenidas e
instalação de fábricas próximas
ao seu leito. A “morte” do Tietê
foi sacramentada com o despejo
de esgoto urbano e industrial
no rio durante décadas.
Itaquaquecetuba
FO NTE : In fo rmações do mapa ex traídas do
livro A Ca pital da Vertigem (Editora Ob jetiva)
ÁGUA LÍQUIDA NA SUPERFÍCIE FLUXOS DE ÁGUA SA LO BRA NA CRATERA GARNI
ÁGUA LÍQUIDA
NA SUPERFÍCIE
FLUXOS DE ÁGUA SA LO BRA
NA CRATERA GARNI

5

metros é a largura que podem atingir

Barra Funda

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5 metros é a largura que podem atingir Barra Funda -23 Celsius, tempe- ratura em que

Celsius, tempe- ratura em que se formam

AG ENDA

Nov. 2015 d s t q qss 1 2 3 4 5 6 7 8
Nov. 2015
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VIDA NO ESPAÇO
A Estação Espacial
In ternacional (ISS)

comemora 15 anos de ocu- pação humana ininterrupta, com ao menos dois astro- nautas vivendo por lá

12
12

SENHOR DO ANEL Em 1980, a Voyager

sobrevoava o plane- ta Saturno e suas luas. Entre as descobertas, a sonda mediu o dia saturniano, que dura 10 horas e 39 minutos

17
17

OLHE PA RA O CÉU Pico de atividade da chuva de meteoros

Leonídeas, associada ao cometa Tempel-Tuttle. Sua intensidade é considerada moderada, com um fluxo de 10 a 15 met eoros por hora

Lapa

moderada, com um fluxo de 10 a 15 met eoros por hora Lapa Casa Verde 11

Casa Verde

11 .2015 Pg. 17 OPS PO RQUE O ER RO É PA I DO AC
11 .2015
Pg. 17
OPS
PO RQUE O ER RO É PA I DO AC ERTO
SUPER
BONDER
O norte-americano Harry
Coover trabalhava no
desenvolvimento de uma
mira mais eficiente para
fuzis durante a Segunda
Guerra Mundial e criou
o cianoacrilato, um
material muito grudento
que foi descartado pelos
militares. Daí, o cientista
aperfeiçoou a utilização
da substância para fins
domésticos — sem contar
eventuais acidentes quan-
do a cola gruda no dedo.
VIAGRA
Na década de 1990, a
farmacêutica norte-ame-
ricana Pfizer realizava
testes para desenvolver
um novo medicamen-
to para combater a
angina, doença cardíaca
responsável por estreitar
as artérias que levam
sangue até o coração.
Os resultados não foram
efetivos, mas o remédio
mostrou-se eficaz no
tratamento da disfunção
erétil. E daí a marchinha
da “pipa do vovô não
sobe mais” tornou-se,
definitivamente, retrô.

Remédios

Osasco

tornou-se, definitivamente, retrô. Remédios Osasco 1 2 3 PA SSADO Com extensão de 1.150
1
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PA SSADO Com extensão de 1.150 quilômetros, o Tietê cortava a cidade de São Paulo por 46 quilômetros. Nas primeiras décadas do século 20, barcos para transporte de materiais ou de passeio per- corriam o rio — a largura entre as margens variava entre 25 e 50 metros, dependendo do trecho

PRESENTE Os primeiros projetos para a retificação do Tietê previam a redução do trecho paulistano em 20 quilômetros. Em 1957, a via expressa foi inaugurada, e hoje possui 23,5 quilômetros de extensão em cada sentido. O trecho do rio com pouca presença de oxigênio compreende quase 155 quilômetros

FUTURO

O

gove rno estadual tem a estimativa de

re

cuperar o rio até 2025 por meio do Projeto

Ti

etê. Em 2012 fo i inaugurado o ce ntro de

tratamento de esgoto na cidade de Itaquaque-

ce

tuba para diminuir a quantidade de dejetos

despejada nos córregos afl uentes do Ti etê

(PMDB)

s

(PMDB) s Pg. 18 11 .2015 CHUVA DE LIKES GALILEU VA SCULHOU O FACEBOOK DA PRESIDENTE,

Pg. 18

11 .2015

CHUVA DE LIKES

GALILEU VA SCULHOU O FACEBOOK DA PRESIDENTE, DO VICE E DE TO DOS OS SENADORES
GALILEU VA SCULHOU O FACEBOOK
DA PRESIDENTE, DO VICE E DE
TO DOS OS SENADORES PA RA
DESCOBRIR QUEM CURTE QUEM
POR BERNARD O BORG ES ,
RU BENS FE RNAN DO
E CRIS TI NE KI ST
BERNARD O BORG ES , RU BENS FE RNAN DO E CRIS TI NE KI ST
BERNARD O BORG ES , RU BENS FE RNAN DO E CRIS TI NE KI ST
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CO MO LE R O GR ÁFI CO
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Situação Centro Op osição
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com base de 20 no 15 posicionamento dos partidos, e não de cada senador individualmente
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Pg. 20 11 .2015 1 NÃ O SE NT A LÁ , CL ÁU DIA

Pg. 20

11 .2015

1

NÃ O SE NT A LÁ , CL ÁU DIA

Trabalhar numa cadeira é coisa do passado: a moda agora

é

questionar essa cultura e fazer as atividades em pé. Mas

o

que os médicos acham disso? PO R BR UNO RO MANI

A SUA CADEIRA VA I MATA R VO CÊ. Isso porque

muitos problemas estão associados a quem pas-

sa a vida sentado, como aumento de chances de diabetes, problemas urinários e lesões na coluna.

E não adianta fazer academia. Uma pesquisa da

Universidade de Queensland, na Austrália, con- cluiu que, a cada hora sentada, a pessoa reduz em 21 minutos sua expectativa de vida. Outro estudo da Universidade de Columbia comparou dois grupos de meninas. O primeiro, que ficou sentado por três horas consecutivas, apresen- tou uma redução das funções cardiovasculares, associadas a problemas como infarto.

Os fundadores da startup americana Jasw ig

questionam a cultura de produzir tudo sentado,

e acham que a luta contra esse perigo tem de

começar cedo. A empresa criou carteiras para

que as crianças possam estudar em pé. A ideia é acostumar os pequenos para que não se tornem adultos dependentes de assentos.

A co mpanhia diz ter analisado a maneira co mo

as crianças le va ntam objetos para que a car-

teira pudesse fa cilmente ser ajustada entre os modos “e m pé” e “s entado”. Em bo ra ve nda os móveis para qualquer um que queira tê-los em casa, a Jasw ig imagina que sua criação possa ser ainda mais importante na escola. Mas isso não quer dizer que estudar em pé seja

o segredo para uma gera ção de adultos mais

saudáve is. “Qualquer at ividade fe ita por longa

duração na mesma posição co rporal é preju- dicial à saúde. Além disso, o trabalho em pé

pode provocar va rizes nos membros inferiores

e dificuldade de re torno ve noso em pessoas

co m problemas va scula re s”, alerta Fr ancisc o Lacaz, prof esso r do De partamento de Me di-

cina Preventiva da Un ifesp. Pa ra qu em passa muito tempo sentado, o

ideal é se leva ntar por 10 ou 15 minutos a cada ho ra . A mudança de posição também va le para quem trabalha de pé. “A proposta da Jasw ig pode esta r re lacionada à busca de maior pro- dutividade no trabalho na vida adulta, o que

é questioná ve l”, diz Lacaz.

na vida adulta, o que é questioná ve l”, diz Lacaz. O CHEFE VA ZOU St
na vida adulta, o que é questioná ve l”, diz Lacaz. O CHEFE VA ZOU St
na vida adulta, o que é questioná ve l”, diz Lacaz. O CHEFE VA ZOU St
na vida adulta, o que é questioná ve l”, diz Lacaz. O CHEFE VA ZOU St
na vida adulta, o que é questioná ve l”, diz Lacaz. O CHEFE VA ZOU St

O CHEFE VA ZOU

St ev e Jobs saiu e a Apple fez a fest a, to mando decisões que fa riam o che fã o entrar em com- bus tã o espon tâ ne a se tivesse vivo — PO R B. R.

bus tã o espon tâ ne a se tivesse vivo — PO R B. R. SEM
SEM
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POR QUE CÂ MERAS FO TO GRÁFICAS CA PA ZESDEREALIZAR UMSUPERZOOM DA LUA NÃO CA PTAM OSSATÉLITES?

Lucas Costa,via Fa cebook

R:
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Na realidade,

equipamentos

considerada baixa para observar os detalhes de um satélite artificial. “O objeto não

considerada baixa para observar os detalhes de um satélite artificial. “O objeto não
considerada baixa para observar os detalhes de um satélite artificial. “O objeto não

como a Nikon 900, passaria de

que tem poder para visualizar as crateras da Lua, também captam os satélites orbitando o nosso planeta. O proble- ma é a resolução do conjunto de lentes da câmera,

um pontinho e, muitas vezes, seria confundido com uma estrela cadente”, afi rma Raniere Menezes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências da USP.

E E ntre as novidades divulga- das pela Apple neste fim de ano (ainda sem
E E ntre as novidades divulga- das pela Apple neste fim de ano (ainda sem

E

Entre as novidades divulga- das pela Apple neste fim de ano

(ainda sem previsão de lançamento no Brasil), o acessório que mais chamou a atenção foi uma simples canetinha, ou melhor, um lápis: o Apple Pencil. A ironia é que Steve Jobs odiava isso. “Quem precisa de uma stylus?”, perguntou ele para a audiência

que acompanhava o lançamento do iPhone,

para a audiência que acompanhava o lançamento do iPhone, 11 .2015 Pg. 21 em 2007 —
para a audiência que acompanhava o lançamento do iPhone, 11 .2015 Pg. 21 em 2007 —

11 .2015

Pg. 21

que acompanhava o lançamento do iPhone, 11 .2015 Pg. 21 em 2007 — na época, o

em 2007 — na época, o acessório era peça recorrente nos smartphones. “Você precisa pegá-la, guardá-la, você a perde.” Três anos depois, Jobs deu sua visão definitiva: “Se você vir uma stylus, ele [o fabricante] fez errado”. E essa não foi a única vez que a Apple contrariou o chefe depois de sua morte. De desenvolvi- mento de produtos a relação com empresas rivais, muita coisa mudou na Apple.

a relação com empresas rivais, muita coisa mudou na Apple. TA MANHO É PAU NO ANDROID
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TA MANHO É

PAU NO ANDROID

EU SOU UM MAC;

MADRE TERESA NÃO

TELEFONÕES

TÁ LINDA, LINDA

DOCUMENTO

DOCUMENTO EU SOU UM PC NÃO VENDEM

EU SOU UM PC

DOCUMENTO EU SOU UM PC NÃO VENDEM

NÃO VENDEM

DOCUMENTO EU SOU UM PC NÃO VENDEM
“Destruirei o Android porque é um produto Ti m Co ok decidiu assu- Uma das

“Destruirei o Android porque é um produto

“Destruirei o Android porque é um produto Ti m Co ok decidiu assu- Uma das co

Ti

m Co ok decidiu assu-

o Android porque é um produto Ti m Co ok decidiu assu- Uma das co isas

Uma das co isas que o líder da Apple apre- ciava era esqueumor- fismo no software.

Is

to é, ele go stava que

Pa ra Jo bs, os tablets menores eram “muito grandes para co mpetir co m um smartphone

A

rivalidade entre Apple

mir sua homossexualida-

“Ninguém vai comprar telefones co m telas

ro

ubado”, disse Jo bs,

e

Microsoft começou

de por achar que fo rtale- ceria a causa LGBT. Nos últimos anos, a Apple doou dinheiro para a construção de hospitais, para programas de educação de minorias

na biografi a escrita por Walter Isaacson. O

nos anos 1980 — Jobs achava que Bill Gates

grandes ”, cr avou St eve Jo bs em 2010 — na época, o iP hone tinha tela de 3,5 polegadas. O motivo? Telefones gran- des seriam difíceis de

e

muito pequenos

chefão se sentia traído pelo Google e por Er ic Schmidt, executivo que deixou o co nselho de sua empresa para

havia roubado sua inter- face gráfica. Mesmo fa- zendo alguns acordos, o chefão alimentava sen- timentos antiMicrosoft. Mas Tim Cook, o atual chefe, nem ligou para isso quando anunciou

objetos virtuais imi- tassem a aparência e

para co mpetir com o

iPad”. O chefe também achava que tablets pequenos dificultavam

a

textura de materiais

reais, co mo madeira

para instituições que combatem a pobreza e

e

manusear. Um ano de- pois da morte do chefe,

e

co uro. Po uco tempo

criação de bons apps. Um ano depois de sua

a

co mandar a rival. A Samsung, maior fabri- cante a usar Android,

depois de sua morte,

o

HIV. Ma s nem sempre

a

Apple mudou de ideia

a

Apple eliminou

morte, a Apple lançou

foi assim. Qu ando vo ltou

esticou o iPhone para 4 polegadas. E hoje

e

esses elementos do iO S e passou a

o

iPad mini, co m tela

tornou-se o alvo dos processos. Ho je, Apple

o

pacote Office para o

para a Apple, nos anos 1990, Jobs co rtou os

de 7,9 polegadas, para aproveitar o sucesso dos tablets Android de tela pequena.

novo iPad Pro: “Tendo

a

co mpanhia ve nde

optar por um design

e

Samsung já fizeram

o máximo de amigos,

programas de filantropia

o

iP hone 6s Plus, um

mais simplificado e chapado na sétima gera ção do sistema.

acordos em quase todos

é possível entregar

e

nunca os trouxe de

colosso gigantesco de 5,5 polegadas.

eles. Só resta um caso aberto nos EUA, no qual as empresas estão em fa se de mediação — ce nário impensáve l nos anos de Jo bs.

soluções melhores ”.

volta. Até o fim de sua vida, pouco fa lou de causas humanitárias, já que acreditava que sua ajuda para o mundo eram os próprios produtos da Apple.

     
     
POR B.R. LUA DIGITAL DRONE AFOGADO TURBINAS DE NATAÇÃO A x2 Sport é uma turbina
POR B.R. LUA DIGITAL DRONE AFOGADO TURBINAS DE NATAÇÃO A x2 Sport é uma turbina

POR B.R.

LUA DIGITAL DRONE AFOGADO TURBINAS DE NATAÇÃO A x2 Sport é uma turbina aquática Já
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LUA DIGITAL DRONE AFOGADO TURBINAS DE NATAÇÃO A x2 Sport é uma turbina aquática

LUA DIGITAL

DRONE

AFOGADO

TURBINAS DE NATAÇÃO

A x2 Sport é uma turbina aquática

Já pensou em eternizar na Lua as músicas de Wesley Safa dão? Um a startup dinamarquesa tenta finan- ciar um foguete para enviar ao nosso satélite natural quaisquer lembranças digitais que seus apoiadores quiserem. O Moons- pike terá três módulos. Um cravo de titânio fixará o componente que transporta os dados digitais.

Eles já dominam os ares e agora querem o mundo do Aq uaman. O Trident é um drone que mergulha até 100 metros e filma o fundo do mar co m uma câmera HD. Um cabo manda as informações para uma boia, que se co necta via wi-fi a tablets. Ele atinge até 2 m/s.

que faz o usuário nadar mais

rá pido do que qualquer Michael

Phelps. O sistema tem dois motores fixados em cada braço

e uma espécie de mochila com

a bateria. Ele atinge ve locidade de 10 km/h e pode ser usado até 10 metros de prof undidade.

Meta US$ 772 mil

Meta US$ 50 mil

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Produto US$ 58

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Produto US$ 1,4 mil

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US$ 950 Produto US$ 1,4 mil Site Kickstarter Site Kickstarter Os melhores projetos para por o

Os melhores projetos

para por o seu dinheiro

IN FO MAN IA POR THIAGO TANJI

Pg. 22 11 .2015 MUNDO CONECTADO? PORCENTAG EM DA POPULAÇÃO Relatório divulgado em setembro pela
Pg. 22
11 .2015
MUNDO CONECTADO?
PORCENTAG EM
DA POPULAÇÃO
Relatório divulgado em setembro pela ONU indica que 57% das
pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso à internet — no
Brasil, 84 milhões de habitantes estão fora da rede. Veja o ranking:
CONECTADA
98,2%
96,3%
96%
95,9%
95,2%
1° ISLÂNDIA
2° NORUEGA
3° DINAMARCA
4° ANDORRA
5° LIECHNSTEIN
94,7% 6° LUXEMBURGO
94,7%
6° LUXEMBURGO
91,6% 11° REINO UNIDO
91,6%
11° REINO UNIDO
87,4% 16° ESTADOS UNIDOS
87,4%
16° ESTADOS UNIDOS
93,2% 7° HOLANDA
93,2%
7° HOLANDA
91,5% 12° CATA R
91,5%
12° CATA R
87,1% 17° CA NADÁ
87,1%
17° CA NADÁ
92,5% 8° SUÉCIA
92,5%
8° SUÉCIA
91% 13° BAHREIN
91%
13° BAHREIN
87% 18° SUÍÇA
87%
18° SUÍÇA
92,4% 9° MÔNACO
92,4%
9° MÔNACO
90,6% 14° JA PÃO
90,6%
14° JA
PÃO
86,2% 19° ALEMANHA
86,2%
19° ALEMANHA
92,4% 10° FINLÂNDIA
92,4%
10° FINLÂNDIA
90,4%
90,4%

15° EMIRADOS ÁRABES

85,5% 20° NOVA ZELÂNDIA
85,5%
20° NOVA ZELÂNDIA

Entre os países com maior acesso à internet , a Islândia lidera a lista: 98,2% da população

do país está conectada

74 ,7% 37° LÍBANO
74 ,7%
37° LÍBANO
63,2% 57° GRÉCIA
63,2%
57° GRÉCIA
56,8% 68° MARROCOS
56,8%
68° MARROCOS
72,4% 39° CHILE
72,4%
39° CHILE
62% 59° ITÁLIA
62%
59° ITÁLIA
49, 3% 80° CHINA
49, 3%
80° CHINA
70,5% 43° RÚSSIA
70,5%
43° RÚSSIA
61,5% 60° URUGUAI
61,5%
60° URUGUAI
44,4% 89° MÉXICO
44,4%
89° MÉXICO
64,7% 53° ARGENTINA
64,7%
53° ARGENTINA
57,6% 66° BRASIL
57,6%
66° BRASIL
42,7% 96° NIGÉRIA
42,7%
96° NIGÉRIA
64,6% 54° PORTUGAL
64,6%
54° PORTUGAL
57% 67° VENEZUELA
57%
67° VENEZUELA
39,4% 105° IRÃ
39,4%
105° IRÃ

O Brasil encontra-se na 66ª posição do ranking, índice semelhante aos de países como Albânia, Bielorrússia e Venezuela

30% 113° CUBA
30%
113° CUBA
18% 134° ÍNDIA
18%
134° ÍNDIA
11,3% 153° IRAQUE
11,3%
153° IRAQUE
1,6% 185° SOMÁLIA
1,6%
185° SOMÁLIA
1% 188° ERITREIA
1%
188° ERITREIA

A Eritreia, país africano que viveu décadas de guerra com a Etiópia, encontra-se na última posição

OFICINA POR JÚLIO CÉSAR SANTOS* Tire a ca ixa de ferramentas do armário e faça
OFICINA POR JÚLIO CÉSAR SANTOS* Tire a ca ixa de ferramentas do armário e faça
OFICINA
POR JÚLIO CÉSAR SANTOS*
Tire a ca ixa de ferramentas do armário
e faça consertos por co nta própria
PROBLEMAS
NO BA NHEIRO
2
CHUVEIRO NÃO
ESQUENTA?
Pode ser a resistên-
cia que queimou.
Após comprar uma
peça nova, desligue
a
rede elétrica de
casa, abra o chuvei-
ro, realize uma lim-
peza interna e faça
a
troca. Aqueles
toques: não deixe a
resistência encos-
tada à estrutura
de plástico e abra a
torneira com água
fria antes de re ligar
a
eletricidade
A TORNEIRA NÃO
PA RA DE PINGAR?
Ho ra de co locar
um macacão azul
e
faze r co spla y
do Ma rio! Des-
ligue o re gistro
gera l de água,
desmonte a
torneira usando
cha ve de fe nda e
alicate e troque
os re paros,
nome dado àque-
la borrachinha
localizada na
parte interna do
equipamento
A PRIVADA
ENTUPIU?
Essa é para quem
tem nojinho: o jeito
mais eficaz para
resolver o problema
é
colocar a mão na
massa e desobstruir
a
passagem —
usando uma luva de
borracha, é claro.
Também pode-se
utilizar um desentu-
pidor e pressionar
com força repetidas
vezes a região do
fundo da privada.
Boa sorte na missão
*Júlio César Santos é franqueado da Doutor
Fa z Tu do — Un idade Campo Grande

11 .2015

Pg. 23

Fa z Tu do — Un idade Campo Grande 11 .2015 Pg. 23 pesquisadores da Intel
Fa z Tu do — Un idade Campo Grande 11 .2015 Pg. 23 pesquisadores da Intel

pesquisadores da Intel (Intel’s RealSense Interaction Design Group) tem trabalhado em soluções para incluir ainda mais esse público no universo dos games. A ideia é usar tecnologia assistiva no mundo real, como câmeras e sensores portáteis, para criar jogos virtuais e em realidade aumen- tada. A tecnologia atual permite o uso de objetos e partes do mundo real, como o formato de uma sala, para interagir com o jogo. Essa câmera já existe em laptops e possibilita a interação com o computador por gestos. A equipe fez testes

conectando-a a dispositivos vestíveis. Nas primeiras provas,

o equipamento ajudou cegos a caminhar. Funciona assim: um colete com oito sensores espa- lhados emite vibrações no ponto do corpo que se aproxima de algo. Se a pessoa está próxima de uma árvore, o colete vibra para alertar sobre a possível colisão. Quanto maior a proximidade, maior a vibração. Com aparelhos como esse seria possí- vel incorporar a frequência cardíaca ao

jogo. A ideia é que essas vibrações deem a sensação de visão. Mas os desafios são grandes. A linguagem tátil ainda precisa evoluir para transmitir as informações que se perdem visualmente. Outras partes do corpo e diferentes padrões de vibração ainda devem ser usados, o que pode ga- rantir aos cegos se sentirem cada vez mais inseridos nos games. To be continued

JOGOS PARA OUVIR:

A Blind Le gend (Android e iO s) , Pa pa Sangre Series (iOS) , The Ni ghtjar (iOS) , Three Monkeys (PC e Mac)

3
3

PR AZ ERES DESCONHECIDOS PA RA CEGOS

A indústria de ga mes exclui 250 milhões de pessoas com problemas de visão, mas alguns

pesquisadores já estão mudando isso

PO R CA RO LI NA MAGDAL ENO

Em A Culpa É das Estrelas, Augustus e Isaac jogam videogame. Poderia ser uma cena comum, se Isaac não fosse cego. A ideia não veio do nada para o autor John Green. De fato, já existem empresas de- dicadas a fazer com que os deficientes vi- suais também possam jogar. Em outubro, a companhia francesa Dowino lançou, por financiamento coletivo, o game A Blind Legend, em que o jogador é guiado pelo som e o celular funciona como joystick. A tela fica preta durante toda a saga. O maior desafio foi “conseguir fazer um jogo que agradasse tanto a cegos quanto a jo- gadores tradicionais”, diz o cofundador da empresa Pierre-Alain Gagne. A boa notí- cia: o game (em inglês e francês) é grátis. Para ter o mesmo efeito para quem não enxerga, um jogo tradicional precisaria ser totalmente remodelado. Um grupo de

Pg. 24 11 .2015 ELES ESTÃO NOMEIO DE NÓS Depois de três anos e um

Pg. 24

11 .2015

ELES ESTÃO NOMEIO DE NÓS

Depois de três anos e um re make americano, a série francesa Le s Reve nants re torna dos mortos

PO R DANIELA FETZNER — DE PA RIS

ritmo das séries americanas, mas foi fundamental, segundo o dire- tor e roteirista Fabrice Gobert. “Na França, ainda não chegamos a um processo de industrialização das séries como acontece nos Es- tados Unidos. É interessante ver como os americanos trabalham, mas é muito diferente da nossa realidade”, disse a GALILEU.

Trabalhando com outros três roteiristas e dividindo a direção com Fré- déric Goupil, o autor buscou criar uma atmosfera ainda mais surreal nos novos episódios. “Em Les Revenants, a imagem costuma falar mais do que os diálogos”, explica. É a esse cenário fantástico, seis meses depois dos últimos acontecimen-

tos, que chega um novo personagem para esclarecer os mistérios ocorridos. Ainda que longe do realismo, a série mantém uma abordagem intimista, foca- da na dimensão humana dos personagens. “O tema central nunca foi a morte, e sim o amor e as relações interpessoais”, diz Fabrice, que evita comparações com séries de zumbis. O diretor promete ainda mui- tas revelações: “Assim como o espectador, os personagens também estavam tentan- do entender o que acontecia. Agora tenta- mos responder a esses questionamentos”.

Na bíblia, Lázaro é um amigo de Jesus que morreu e ressuscitou, graças às preces de suas irmãs. O que o livro sagrado não conta, no entanto, é o que aconteceu em seguida na vida dessas pessoas. Será que Lázaro queria voltar? Como suas irmãs lidaram com o fato de conviver com al- guém que deveria estar a sete palmos do chão? Por sorte, contamos com a série francesa Les Revenants — que estreia no Brasil em 4 de novembro, no HBO Max — para expor os conflitos dos mortos que retornam a seus lares e veem como a vida de entes queridos prosseguiu sem eles. A demora de três anos entre a primeira e a segunda temporada foi tanta que ren- deu o igualmente belo e dramático remake americano The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os fãs acostumados ao

The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os
The Returned (disponível na Netflix). A espera pode ter sido um teste de paciência para os

135

11 .2015 Pg. 25 AMIGOS E RI VA IS Mais um vez irreconhecível, Johnny Depp

11 .2015

Pg. 25

AMIGOS E RI VA IS

Mais um vez irreconhecível, Johnny Depp mo stra como um mafioso irlandês ajudou o FBI a acabar com a máfia italiana

POR EL AINE GUERINI — DE TO RON TO

a máfia italiana POR EL AINE GUERINI — DE TO RON TO O governo dos Estados

O

governo dos Estados Unidos já foi acu- sado muitas vezes de colaborar com crimi-

nosos para alcançar um “bem maior” — as no livro The True Story of an Unholy Alliance between the

ditaduras latino-americanas são só um exem- FBI and the Irish Mob, de Dick Lehr e Gerard O’Neill.

na verdade psicológica e emocional do personagem”, diz o diretor, Scott Cooper. O roteiro foi escrito com base

plo. No filme Aliança do Crime, que estreia em 12 de novembro, o bem maior da vez é a paz na cidade de Boston, na década de 1970. O filme mostra como James

“Ao interpretar um personagem fictício, você pode estendê-lo para muitos lugares estranhos e diferentes, o que eu costumo fazer geralmente”, conta a GALILEU

“Whitey” Bulger ajudou o FBI a exterminar a máfia ita- o ator Johnny Depp, quase irreconhecível no papel do

liana do local. Detalhe: Whitey também era um mafioso mafioso envelhecido, calvo e grisalho. “Ao represen-

que, com o tempo, tornou-se um dos mais procurados

do país. Até hoje o seu envolvimento como informante da responsabilidade diante da história e da verdade

do FBI é incerto, ainda que a aliança ajude a explicar como o chefão de origem irlandesa conseguiu passar anos impune até começar a ser caçado, em 1994. “A

tar uma figura verídica, no entanto, há uma tremen-

da pessoa, independentemente de ela ser boa ou má’’, completa o ator, que há tempos não tinha um desem- penho tão marcante nas telas. Não será surpresa caso

verdade no caso de Bulger é vaga. Mas não fiz um do- sua performance, com requintes de crueldade explícita, cumentário. O público de ficção está mais interessado seja lembrada nas indicações ao Oscar de 2016.

1 SEM SUPER-HOMEM OU GOKU? Ale xa ndre Callegaro,via Fa cebook R: É difícil quantificar
1
SEM
SUPER-HOMEM OU GOKU?
Ale xa ndre Callegaro,via Fa cebook
R:
É difícil quantificar as habilidades
de cada herói, mas o sayajin Goku viveu
um dia de Alemanha e venceu o Ho mem
de Aço por sete votos a um em eleição fe ita
na re dação. Um dos eleitores não fo i capaz de
re sponder à questão por motivos geracionais
desconhecer o personagem japonês.
FOTO S Di vulgação
Pg. 26 11 .2015 POR DOUGLAS UTESCHER*
Pg. 26
11 .2015
POR DOUGLAS UTESCHER*

SIMPLES, SUJO& DESPRETENSIOSO

A HQ Ig nóbil é tudo o que o nome não sugere

VINDO DA CENA DOS FA NZINES DOS ANO S 1990, Wander- ley Co utinho — que assina co m o pseudônimo Dá blio C. — é um desses bem guardados segredos do submundo co ntra- cultu ra l. Ele lança agora Ig nóbil, seu primeiro álbum, pela Ed itora Elefante. Dá blio C. fa z quadrinhos punks. Nã o que suas histórias abordem esse universo, mas o espírito provo- cativo e transgressor, a sinceridade brutal e a assimilação da

sujeira co mo re curso estético transpi ra m das suas páginas. Claramente influenciado por Robert Crumb, Gilbert Shelton

e

Ma rc at ti, ele abusa de hachuras em seu desenho, não economiza no nanquim e privilegia a ex pressi-

desenho, não economiza no nanquim e privilegia a ex pressi- IGNÓBIL Dá blio C., Editora Elefante,

IGNÓBIL Dá blio C., Editora Elefante, 104 páginas, R$ 30 ugrapress.com.br

vidade em detrimento da perfeição fo rmal. Os roteiros são prot agonizados por tipos co muns

e

demasiadamente humanos, co mo o ga lã da

escola ou o ve lhinho re acionário, e co nseguem um fe ito ra ro hoje em dia: unir humor e crítica

social sem apelar para o moralismo ra steiro ou para a ofensa gratuita. Remando contra a maré de sofisticação e profissionalismo que marca os mais co mentados lançamentos independentes

at

uais, Dá blio C. põe em ce na um pouco da ir-

re

ve rê ncia e da ur gê ncia típicas da produção

zinesca. No final, é co mo ouvi r um disco do s Ra mones: é simples, sujo e despretensioso ,

mas funciona perfeitamente.

*Criador da editora e loja Ugra Press

perfeitamente. *Criador da editora e loja Ugra Press A EDITORA DE UM HOMEM SÓ Além de
perfeitamente. *Criador da editora e loja Ugra Press A EDITORA DE UM HOMEM SÓ Além de

A EDITORA DE UM HOMEM SÓ

Além de ilustrar as páginas desta edição,

o ilustrador Zansky tem uma pequena

editora independente,

a Ed ições de Zaster

(dezaster.com). “É uma editora de uma pessoa só, mas co n- vido artistas visuais

e escritores a par-

ticipar”, ex plica ele,

que fa z tudo, desde

o projeto gráfico das publicações até im-

pressão e vendas. “É uma das poucas edi- toras que trabalham co m publicações 100% serigrafadas

e

processos mais

experimentais, que

não envo lvem com- putador ou emulsão

fotossensível.” Gl uten

e

Fo rtuna ( foto ) são

alguns dos trabalhos.

POR N. F. SU CK MYZ INE .COM

O PA PA É ROCK NÍVEL DE ANSIE DA DE PELO LANÇAMENTO Padre Ma rcelo
O PA PA
É ROCK
NÍVEL DE ANSIE DA DE
PELO LANÇAMENTO
Padre Ma rcelo
Meninas Cantoras de Pe trópolis
Na Confederação
cional dos
Bispos do Brasil
Richard
Dawkins

CARTEL DO POP

VOCÊ É FÃ DE UM SUECO DE MEIA-IDADE QUE ESCREVE SOBRE O SONHO ADOLESCENTE. SÓ NÃO SABE DISSO AINDA

POR NATH AN FE RNAN DES

SÓ NÃO SABE DISSO AINDA POR NATH AN FE RNAN DES É DURA A VIDA DE

É DURA A VIDA DE UM POPSTAR.

Com tantos shows, entrevistas e apa- rições públicas é quase impossível se dedicar a compor um hit de sucesso.

É por isso que, desde os anos 2000,

as paradas são dominadas, basica- mente, por composições das mesmas quatro pessoas. No livro recém- -lançado The Song Machine (sem tradução no Brasil), o autor John Seabrook revela como os produtores dominaram a fórmula do pop. Mas calma! O carisma e a história de vida dos artistas ainda têm o seu valor.

e a história de vida dos artistas ainda têm o seu valor. MAX MARTIN O sueco,

MAX MARTIN

O sueco, herdeiro do ve terano

Denniz Po p e habitué do topo da Billboard, poderia se chamar Midas

DR. LUKE Parceiro de Martin, é adepto da tática de oferecer músicas a novos artistas. Alguns dão certo, como Katy Perry e Ke$ha

ESTER DEAN Também cantora, Ester já quis ir para o palco, mas desistiu. Suas demos (com su- cessos de Rihanna) vazaram no YouTu be

STARGATE

A dupla norueguesa fo i descoberta

pelo cantor Ne -Yo e estourou com Irre placeble , de Beyoncé, em 2007

11 .2015

Pg. 27

11 .2015 Pg. 27 CA MINHO DAS ÍNDIAS A parce ria entre o guitarris- ta do

CA MINHO DAS ÍNDIAS

A parce ria entre o guitarris- ta do Ra diohead e o diretor Paul Thomas Anderson re ndeu um documentário musical bem diferente das nove las de Glória Perez

Os fãs carentes de Radiohead, que não ouvem nada novo da banda desde 2011, podem preparar os ouvi- dos para Junun, o álbum do guitarrista Jonny Green- wood em parceria com o compositor israelense Shye Bem Tzur. Os dois foram para a Índia gravar com os músicos locais e contaram com o registro visual do diretor Paul Thomas Anderson. O resultado, além do álbum que sai em novembro, foi um documentário homônimo. Casando as imagens místicas do lugar com o som do grupo, que conta com metais, percus- são e cânticos indianos, o filme estreou em outubro exclusivamente no Mubi, uma espécie de Netflix dos filmes alternativos — disponível em inglês.

estreou em outubro exclusivamente no Mubi, uma espécie de Netflix dos filmes alternativos — disponível em
TOTAL DE MÚSICAS LANÇADAS

TOTAL DE MÚSICAS LANÇADAS

Swifities, agradeçam

a Ma rtin por Bad

Blood , Shake it Off

e Blank Space

3
3

Br itney se deu bem quando o grupo TLC recusou o hit Baby On e More Time

The We eknd Britney Spears Ariana Grande Kelly Clarkson Demi Lovato Max Martin Quando Kelly
The We eknd
Britney Spears
Ariana Grande
Kelly Clarkson
Demi Lovato
Max Martin
Quando Kelly
percebeu que
Already Gone e
Halo, de Beyoncé
(ambas de
Ryan Tedder),
tinham a mesma
batida, ela quis
cancelar o single
Taylor Sw ift
Dr. Luke
Este r Dean
Ke $ha
Stargate
(Mikkel Eriksen e To r Hermansen)
Rihanna
Katy Pe rry
Fifth Ha rmony
Nick Mi naj
Beyoncé
Mi
ley Cy rus
A cantora também
se deu bem quando
Br itney recusou
Um brella, de
Tricky Stewart
Sim, eles são,
basicamente, a
mesma banda
co m cabelos
diferentes
Ne -Yo
Davi d Guetta
Ellie Goulding
NSync
Backstreet Boys
DENT RO DACA IXA

DENT RO DACA IXA

DENT RO DACA IXA
DENT RO DACA IXA

m média, uma pessoa dá

10 mil passos por dia e pode percorrer o equivalente a quatro vezes a circun- ferência da Terra em sua vida. Então, para passear pelo bairro ou completar uma marato- na, é necessário escolher um tênis com um sistema de amortecimento que re- duza o impacto em regiões do corpo como os calca- nhares e os joelhos. Em- presas como a Mizuno tes- tam seus tênis com atletas que realizam um test drive de até 600 quilômetros, utilizando sensores para analisar a estabilidade

da passada. Já a japonesa ASICS atirou um ovo de uma altura de seis metros para provar que o amorte- cimento em gel seria ca- paz de conter o impacto. E olha que funcionou!

E

DÊ UM ROLÊ

Conheça tecnologias e inova ções desenvo lvidas pelas empresas em produtos de nosso cotidiano

Em cápsulas MIZUNO Wave A tecnologia amortece A PRORUNNER 18 o impacto por toda a
Em cápsulas
MIZUNO
Wave
A
tecnologia amortece
A
PRORUNNER 18
o
impacto por toda
a
ex tensão do pé
O amortecimento é feito por
meio de milhares de “cápsulas”
de um material granular que
armazena e libera energia
para melho rar a passada
R$ 500
220g
ADIDAS
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ULTRA BOOST
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EVA
A
espuma vinílica
acetinada é um
material mais leve e
flexível que a bor ra cha
Me sh
Te
cido entrelaçado
que promove maior
ve
ntilação interna
B
entrelaçado que promove maior ve ntilação interna B COMO UMA LU VA Pa ra que o
entrelaçado que promove maior ve ntilação interna B COMO UMA LU VA Pa ra que o

COMO UMA LU VA

Pa ra que o tênis fique co nfortáve l, é necessário conhecer o seu tipo de pisada

Ma pa do pé

NEUTRA PRONADA SUPINADA O tênis Após certo tempo de uso, o tênis fica mais desgastado
NEUTRA PRONADA SUPINADA O tênis Após certo tempo de uso, o tênis fica mais desgastado
NEUTRA PRONADA SUPINADA O tênis Após certo tempo de uso, o tênis fica mais desgastado

NEUTRA

PRONADA

SUPINADA

O tênis

Após certo tempo de uso, o tênis fica mais desgastado na lateral interna

Co nforme o uso, o desgaste aparece na lateral externa do calçado

deteriora-se

de maneira

uniforme

nas laterais

interna e

externa

30
30
uniforme nas laterais interna e externa 30 ENTRADA Ao encostar o calcanhar no chão, a maior
uniforme nas laterais interna e externa 30 ENTRADA Ao encostar o calcanhar no chão, a maior

ENTRADA

Ao encostar o calcanhar no chão, a maior parte do impacto é rece bida

o calcanhar no chão, a maior parte do impacto é rece bida MEIO Mo mento do

MEIO

Mo mento do apoio da passada, quando todo o pé entra em contato com o solo

SAÍDA

Co m o apoio, é possível ga nhar impulso para uma nova passada

quando todo o pé entra em contato com o solo SAÍDA Co m o apoio, é

DÊ UMA OLHADA

A qualidade é importante, mas a responsabilidade ambiental e social das companhias também faz parte na escolha de um produto

das companhias também faz parte na escolha de um produto FO RA DACA IXA Couro O

FO RA DACA IXA

Couro

O material é

produzido co m

ve ge tais, co mo

os ex trat os de acácia

é produzido co m ve ge tais, co mo os ex trat os de acácia Lona

Lona

O reve stimento do calçado é fe ito de algodão orgâ nico, cultivado em plantações de agricultura fa miliar que não utilizam agrotóx icos ou sementes transgê nicas

C
C

Após denúncias A de que as fábri- cas de manufa- tura da Nike no

Sudeste Asiático explo- ravam os trabalhadores

e utilizavam mão de obra

infantil, a empresa norte- -americana tornou público

o nome das indústrias que

fabricam seus produtos em todo o mundo. A iniciativa

de deixar os processos pro- dutivos mais transparentes

e de desenvolver políticas

de sustentabilidade tam- bém ganhou outros exem- plos no setor de calçados, como o da companhia francesa VERT, que usa matérias-primas 100% brasileiras: desde 2005, quando foi criada, a marca utilizou 120 toneladas de algodão orgânico e 65 to- neladas de borracha natu- ral da Floresta Amazônica.

Solado

A borracha ve m da co operat iva Chico Mendes, que emprega 90 famílias de seringueiros

iva Chico Mendes, que emprega 90 famílias de seringueiros PA SSANDO A LIMPO Em julho deste

PA SSANDO A LIMPO Em julho deste ano, a Ad idas anunciou o desen vo lvimento do protót ipo de um tênis fe ito co m materiais re ciclá ve is re tirados

dos oceanos. Em setembro, a empresa noticiou o projeto Sport In finity, que iniciará o desen vo lvimento de um novo material re ciclá ve l para chuteiras e tênis

de um novo material re ciclá ve l para chuteiras e tênis Do Acre ao Rio

Do Acre ao Rio Grande do Sul

A empresa francesa VERT produz seus calçados exclusivamente no Brasil

1 ACRE Extração da borra- cha de seringueiras nativas da floresta CEARÁ
1 ACRE
Extração da borra-
cha de seringueiras
nativas da floresta
CEARÁ
2 1
2
1

Produção do algodão cultivado sem o uso de agrot óx icos

3
3

RIO GRANDE DO SUL

No local de fabricação dos tênis há auditorias para verificar as condições de trabalho dos operários

3

Fo to: To má s Ar th uz zi / Ed itor a Gl obo

H EL EM ENT AR C N O Na P Cl K Fe
H
EL EM ENT AR
C
N
O
Na
P
Cl
K
Fe

APRESSADO COME SAL

A rapideznopreparo do miojo

exigeumaproduçãodiferen-

te emuito cloretode sódio

 

A

preguiça de preparar um prato elaborado pode ser o convite para co- mer um dos alimentos

campeões em concentração de sal. Enquanto o Ministério da Saúde recomenda o consumo de, no máxi- mo, 2,4g por dia, marcas de miojo entregam entre 1,4g e 2,7g. Colo- cado não apenas para realçar o sa- bor, mas também como conservan- te, o sal, em excesso, pode causar problemas de pressão, retenção de líquidos e insuficiência cardíaca. O tempero que acompanha o ma- carrão ainda recebe outros realça- dores de sabor — o mais comum é

o

glutamato monossódico, extraí-

do de algas marinhas. Além dele, o

produto contém inosinato dissódi- co, extraído de alguns peixes. A cor fica por conta dos corantes páprica

e

caramelo. A receita ainda inclui

farinha de arroz, caldo de legumes, tomate, beterraba e cebola em pó, farinha de milho enriqueci- da com ferro e alho em pó.

Ficar pronto mais rápido tem seu preço e requer diferenças na produção. Antes de ser embalado, os 80 gramas do macarrão são pré-cozidos e

pré-fritos em gordura vegetal, em menos de 15 segundos. É

o que garante a secagem do

alimento. A massa é produ- zida de forma tradicional, com farinha de trigo, ovos, reguladores de acidez e as

26 Fe
26
Fe

FERRO

32
32

vitaminas PP, B1, B2 e B6, além do glúten.

Encontrado na

fa rinha de trigo,

com a qual se fa z

a massa, o fe rro

é essencial para

o orga nismo porque, nas moléculas de hemoglobina, o

ox igênio se liga

a ele para ser

transportado

pelo sangue

o ox igênio se liga a ele para ser transportado pelo sangue Debaixo dos caracóis do
o ox igênio se liga a ele para ser transportado pelo sangue Debaixo dos caracóis do

Debaixo dos caracóis do seu tempero: alta co ncentração de sal

6 C 1 H 7 8 N O
6
C
1
H
7
8
N
O
 
19 1 K H 6 C 8 O
19
1
K
H
6
C
8
O

ÁC IDO FÓ LICO Re sponsáve l pela absorção

11 Na 1 6 H C 8 O
11
Na
1
6
H
C
8
O
11 Na 15 8 P O
11
Na
15
8
P
O
 

do fe rro, o ácido fólico também

TRIPOLIFOSFA-

é

encontrado

TO DE SÓD IO

6 C 1 H
6
C
1
H

no trigo. Mas

CARBONATO

Presente no ma-

no processo de

DE POTÁ SSIO

carrão instan-

re

fino da fa rinha

E

CARBONATO

tâneo, é usado

ele é perdido, e

DE SÓDIO

também nos

por essa ra zão

Encontrados

deterge ntes.

BETAC A-

a

legislação

naturalmente

O tripolifosfato

ROTENO

brasileira obriga

na casca do ovo

é um co ringa

É um cora nte

os fa bricantes

e

da ostra, eles

nas indústrias.

natural,

a

adicionar

têm elementos

Produzido

presente na

150mcg do

diferentes,

sinteticamente,

cenoura, na

co mponente a

mas a função

ele serve para

beterraba e em

cada 100g de

é

a mesma:

manter a textu-

outros vege-

fa

rinha. Po r isso

re

gular o pH do

ra do alimento,

tais. Quando

as embalagens

alimento para

re

gular a acidez

absorvido pelo

dizem “e nri-

que não fique

e

não deixar

organismo, é

quecido co m

ácido demais ou

o

alimento

transformado

ácido fó lico”

básico demais

rançoso

em vitamina A

DOS SIÊ EDUCAÇÃO TEXTO THIAGO TANJI DESIGN RODOLFO FRANÇA Os índices brasileiros melhoraram nos últimos
DOS SIÊ
EDUCAÇÃO
TEXTO THIAGO TANJI
DESIGN RODOLFO FRANÇA
Os índices brasileiros melhoraram nos últimos anos, mas
ainda há um longo ca minho a percorrer para a conquista de
um ensino com melhor qualidade e acesso mais democrático
UMA PÁTRIA
ED UCADORA
PA RA QUANDO?
33
partidos políticos e preferên-
cias ideológicas à parte, ninguém
discorda de que a educação no
Brasil é um direito garantido pela
Constituição Federal de 1988 e é
dever do Estado assegurar de ma-
neira obrigatória e gratuita o ensino
básico. O mantra repetido a cada
eleição pelos candidatos também
não deixa dúvidas de que “a educa-
ção é o futuro de nosso país”. Após
assumir a Presidência da Repúbli-
ca para um novo mandato, Dilma
Rousseff ratificou a importância
do desenvolvimento de políticas
educacionais com o novo lema do
governo federal: Brasil, Pátria Edu-
cadora. “Só a educação liberta um
povo e lhe abre as portas de um
futuro próspero”, disse a presidente
em seu discurso de posse, realizado
em 1º de janeiro deste ano no Con-
gresso Federal. Pouco mais de dez
meses depois, as palavras anima-
doras se chocam com a realidade:
previsto de R$ 101,3 bilhões para
2015, a pasta teve investimentos
reduzidos em R$ 9,2 bilhões
com o corte de verbas anuncia-
do em maio pelo Ministério do
Planejamento, o que prejudicou
programas como o Pronatec, que
oferece cursos de ensino técnico
e profissionalizante, e paralisou
a ampliação de universidades
a
crise política que atinge o núcleo
do Poder Executivo e o quadro
de recessão econômica já afetam
o
planejamento do Ministério da
Educação (MEC). Com orçamento
federais. Para superar as contra-
dições e avançar, a construção da
Pátria Educadora deixa de ser
um simples slogan político e se
torna um desafio urgente.

À PROVA

Baixo nível de instrução da sociedade e investimentos públicos insuficientes ainda são problemas não superados na política educacional do país

pesquisa feita em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicava que 13 milhões de brasileiros a partir de 15 anos não sabiam ler ou es- crever um bilhete simples em seu idioma — o equivalente a 8,5% da população. O quadro permane- ce trágico, mas já foi pior: se em 2003 apenas R$ 33,3 bilhões do or- çamento do governo federal foram destinados à educação, o montante saltou para R$ 101,3 bilhões neste

ano, cifra que deverá aumentar em dez anos para alcançar até 10% do PIB nacional, medida sancionada em 2014 com o Plano Nacional de Educação. O problema é que, sem contar as restrições orçamen- tárias por conta da crise atual, os números agigantados também es- condem as insuficiências para me- lhorar a infraestrutura das institui- ções públicas. “Uma das maiores bandeiras do movimento estudantil foi a luta pelos 10% do PIB para

ANOS DE EST UDO: MÉDIA BRASILEIRA

8

anos 7 anos 6 anos 5 anos 1995 1996 1999 2001 2002 2003 2004 2005
anos
7
anos
6
anos
5
anos
1995
1996 1999
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
2011 2012
HOMENS
MULHERES
TOTAL

2013

CORTES DO ORÇAMENTO DE 2015 NO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

ORÇAMENTO

CORTES

R$ 101,3 BILHÕES

R$ 9, 4 BILHÕES

(PREVISÃO INICIAL)

PRONATEC

CIÊNCIAS SEM FRONTEIRAS

Orçamento 2014 R$ 5,2 BILHÕES
Orçamento 2014 R$ 5,2 BILHÕES

Orçamento

2014 R$ 5,2 BILHÕES

2015 R$ 4 BILHÕES

2016 R$ 1,6 BILHÃO

(PROPOSTA)

Orçamento 2015 R$ 3,5 BILHÕES
Orçamento 2015 R$ 3,5 BILHÕES

Orçamento

2015 R$ 3,5 BILHÕES

2016 R$ 2,1 BILHÕES

(PROPOSTA)

TAXA DE ANALFABETISMO TAXA DE ANALFABETISMO Por faixa de idade Porcentagem da população brasileira Porcentagem
TAXA DE ANALFABETISMO
TAXA DE ANALFABETISMO
Por faixa de idade
Porcentagem da população brasileira
Porcentagem
15
A 19 ANOS
1
%
20
A 24 ANOS
1,6 %
12
%
APROXIMADAMENTE
25
A 29 ANOS
2,3 %
13 MILHÕES
10
DE PESSOAS
30
A 39 ANOS
4,7%
%
40
A 59 ANOS
9,4 %
8
%
60
ANOS OU MAIS
24
,3%
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
2010 2011
2012 2013
MARCOS
DA EDUCAÇÃO
BRASILEIRA
1549
1759
1808
1911
A primeira escola do
Brasil é fundado na Bahia
pela ordem católica dos
jesuítas, liderada pelo
padre Ma nuel da Nó brega
Ma rq uês de Po mbal,
secretário do Estado do
Re ino de Po rtugal, ex pulsa
os jesuítas do Brasil e o
ensino passa às mãos da
monarquia portuguesa
Em 18 de fevereiro, dias
antes da chegada da
fa mília re al ao Brasil, é ins-
talada na Bahia a primeira
fa culdade do país, que
oferece o curso de medici-
na no Ho spital Re al Mi litar
O governo da Re pública
cria as primeiras provas de
acesso ao ensino superior,
um embrião do modelo
at ual de ve stibular

a educação. Agora, os investimen- tos só podem aumentar, e não ser cortados na primeira dificuldade”, afirma Carina Vitral, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). As contradições da cons- trução do projeto de uma “pátria educadora” não se restringem à esfera federal: em 29 de abril, a Po- lícia Militar do Paraná deixou mais de 200 feridos ao reprimir uma manifestação de professores que pediam melhores remunerações

— o piso salarial nacional para es- ses profissionais é de R$ 1.917,78. Em São Paulo, estudantes da rede pública participaram em outubro de manifestações contra a decisão do governo estadual de fazer com que as escolas atendam apenas um ciclo de ensino, divididas em Fun- damentais 1 e 2 e Ensino Médio. Para o Sindicato dos Professores e organizações estudantis, essa reor- ganização ameaça o fechamento de ao menos 155 instituições.

NÍVEL DE INSTRUÇÃO BRASILEIRA *

*Pesquisa realizada co m pessoas de 25 anos ou mais

0, 27 % 11,27% SEMINSTRUÇÃO OU FUNDAMENTALINCOMPLETO FUNDAMENTAL COMPLETO E MÉDIO INCOMPLETO 49,25 % 24,56%
0, 27 %
11,27%
SEMINSTRUÇÃO OU
FUNDAMENTALINCOMPLETO
FUNDAMENTAL COMPLETO
E MÉDIO INCOMPLETO
49,25 %
24,56%
MÉDIO COMPLETO E
SUPERIOR INCOMPLETO
SUPERIOR COMPLETO
14,65%
NÃO DETERMINADO

CRIANÇAS E JOVENS FO RA DA ESCOLA (7 A 17 ANOS)

Total

2.074.683

Ne gros

1.267.252

Branco s

784.681

Total

234.635

Ne gros

190.227

Brancos

39.509

Total

Total

713.597 640.892

Ne gros

Ne gros

528.203 348.546

Brancos

Bra ncos

179.776 284.867

Total

Total

322.571 162.988

Ne gros

Ne gros

96.679 103.597

Bra ncos

Bra ncos

223.346 57.183

BRASIL

NORTE

NORDESTE

SUDESTE

CENTRO-OESTE

SUL

GABARITO Realizado entre os dias 24 e 25 de outubro, o Exame Na cional do En sino Mé dio (Enem) teve mais de 7,7 m ilhões de inscritos. Desse total, 2,5 milhões de participantes fizeram a prova pela primeira vez

HORA DE TIRAR O AT RA SO

Modelo de colonização reta rdou a construção de universidades e penalizou o desenvo lvimento educacional brasileiro

E m 1551, 19 anos após

a

conquista espanhola

do Império Inca,

Universidade Nacional

a

Maior de São Marcos era

fundada na cidade peruana de Lima e tornava-se

primeira instituição

a

de ensino superior

em território sul-americano. A criação de uma faculdade no Brasil aconteceria séculos depois, em 1808, pouco antes da chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro (confira a linha do tempo abaixo). Pesquisadores afirmam que o atraso para a implantação dessas instituições no país se devia à ideia clássica da universidade como lugar de autonomia do pensamento e de liberdade, um conceito que pouco agradava à elite colonial brasileira. No século 19, com as transformações econômicas motivadas pela Revolução Industrial, o ensino tornou- se menos restritivo, mas sua concepção estava longe de ser democrática: a educação estendida em diferentes níveis de instrução era destinada à formação da elite brasileira, enquanto o ensino de caráter profissionalizante, de menor duração e complexidade, destinava-se às classes populares.

e complexidade, destinava-se às classes populares. 1912 1934 1937 1996 2013 É criada no

1912

1934

1937

1996

2013

É

criada no Para ná a

Após a criação do Minis-

afirma que o ensino deve

Re

unidos no Rio de Ja nei-

A Lei de Di re trizes e Bases

A presidente Di lma

primeira universidade do

e

Me dicina. No Peru,

tério da Ed ucação e Saúde

ro,

jove ns de todo o país

da Ed ucação Nacional

Rosseff sancionou a lei que

Brasil, re unindo os cursos de Di re ito, Enge nharia

Pública, em 1930, a nova Co nstituição brasileira

criam a União Na cional dos Estudantes, que se envo lvem em diferentes

institui a obrigatoriedade do ensino público pré- -escolar e a universali-

destina 75% do dinheiro pago pelas empresas para ter direito à exploração do

por exemplo, institui-

ser um “direito de todos”

lutas políticas, co mo a

zação do ensino médio

pré-sal para a educação

çõ

es de ensino superior

re sistência à Di tadura

 

ex istiam desde 1551

Mi litar iniciada em 1964

QUAL É A SUA?

 

ESCOLA SEM PA REDES

Nova s proposta s pedagógicas propõem alterações que envo lvem o uso de te cnologias e mudanças na arquitet ura

Desenvo lvida em diferentes épocas, linhas pedagógicas refletem o modelo adota do para a formação dos estudantes

 

aquela história de ir para o colégio por obrigação tem uma pontinha de verdade: na Antiguidade Grega, os pedagogos eram es- cravos que acompanhavam as crianças até a escola. Desde então, a palavra ficou associada ao estudo dos processos de aprendizagem,

com modelos que se diferenciam em suas propostas de ensino e até na arquitetura das escolas. “O espaço da sala de aula não é neutro e precisa contar com a infraestrutura necessária de acordo com as necessidades pedagógicas”, diz Marcella Deliberador, pes- quisadora da Unicamp. Confira as principais linhas pedagógicas:

pedagógicas”, diz Marcella Deliberador, pes- quisadora da Unicamp. Confira as principais linhas pedagógicas:
pedagógicas”, diz Marcella Deliberador, pes- quisadora da Unicamp. Confira as principais linhas pedagógicas:
pedagógicas”, diz Marcella Deliberador, pes- quisadora da Unicamp. Confira as principais linhas pedagógicas:

P ara a Escola Municipal André Urani, localizada na comunidade carioca da Rocinha, lousa, carteiras, caneta e papel não são necessariamente sinônimos de uma sala de aula. Desde 2013, a instituição de ensino

LIBE RA L TR ADICION AL

TE CNICI STA

PR OGR ES SI STA

fundamental faz parte de uma iniciativa da Prefeitura Municipal que busca modernizar a rede pública. Batizado de Projeto Gente, o modelo pedagógico aboliu a divisão dos estudantes por turmas ou séries e criou espaços físicos amplos e com mesas coletivas onde os professores atuam como mentores e também interagem com o conteúdo por meio de notebooks. “A escola pública deve estar disponível a todos com qualidade, e esse é um primeiro passo para estudarmos como as inovações podem se ampliar”, diz Helena Bomeny, secretária municipal de educação do Rio de Janeiro. Atualmente, a escola atende cerca de 250 estudantes em turno integral.

Com o objetivo de formar estudantes preparados para o mercado de traba- lho, concentra-se na

Com o objetivo de formar estudantes preparados para o mercado de traba- lho, concentra-se na eficiência e na re- petição de técnicas com base na expli- cação do professor

LIBE RTADORA

   
 
   
 

Prioriza a formação moral e intelec- tual por meio da disciplina. O centro da sala de aula está no professor, com memoriza- ção de conteúdo e

O educador brasi-

leiro Paulo Freire é

o

grande expoente

dessa linha pedagó- gica, pensada para

a

formação de estu-

dantes críticos em

relação à realidade

   

e

engajados na

interpretação pouco crítica da realidade

interpretação pouco crítica da realidade
interpretação pouco crítica da realidade construção do co- nhecimento contra as opressões sociais

construção do co- nhecimento contra as opressões sociais

MONTES-

 

CONS TRU- TI VI STA

CONS TRU- TI VI STA
MONTES-   CONS TRU- TI VI STA         coletivas de
 
 
 
 
      coletivas de Napoli cardo CO Os tes e mesas
      coletivas de Napoli cardo CO Os tes e mesas
      coletivas de Napoli cardo CO Os tes e mesas
      coletivas de Napoli cardo CO Os tes e mesas
      coletivas de Napoli cardo CO Os tes e mesas
      coletivas de Napoli cardo CO Os tes e mesas
      coletivas de Napoli cardo CO Os tes e mesas
      coletivas de Napoli cardo CO Os tes e mesas
      coletivas de Napoli cardo CO Os tes e mesas
      coletivas de Napoli cardo CO Os tes e mesas
      coletivas de Napoli cardo CO Os tes e mesas
coletivas
coletivas

coletivas

coletivas
coletivas

de Napoli

cardo

CO

Os tes e mesas ILUSTRAÇÃO têm amplas, Ri

Os

tes

e
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Os tes e mesas ILUSTRAÇÃO têm amplas, Ri as

estudan-

CO Os tes e mesas ILUSTRAÇÃO têm amplas, Ri as estudan- co m notebooks

co m

notebooks

CO Os tes e mesas ILUSTRAÇÃO têm amplas, Ri as estudan- co m notebooks

S

OR IANA

Desenvolvido pelo

PEDAGOGIA

   

suíço Jean Piaget, prioriza a cons- trução do conhe- cimento com base nas descobertas do estudante e não apenas na trans- missão de conteú- dos. O professor assume um papel de mediador para auxiliar o aluno a desenvolver as técnicas apresenta- das em sala de aula

Linha criada pela italiana Maria Mon- tessori, identifica as possibilidades que a criança pode desenvolver. Cabe à escola propor- cionar a estrutura adequada para a exploração dessas potencialidades, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada estudante

WA LDORF

   

Idealizada pelo austríaco Rudolf Steiner, valoriza as potencialidades in- dividuais para esti- mular a diversidade cultural e princípios éticos, com a utili- zação de trabalhos manuais e artísticos

ÍCONES Cassie Mc kown / The No un Project

CAU SAPÚBLICA INFRAEST RUTURA DISPONÍVEL NA ESCOLA PÚBLICA (ENSINO FUNDAMENTAL) 43,9 % 47,6 % 19,4
CAU SAPÚBLICA INFRAEST RUTURA DISPONÍVEL NA ESCOLA PÚBLICA (ENSINO FUNDAMENTAL) 43,9 % 47,6 % 19,4

CAU SAPÚBLICA

INFRAEST RUTURA DISPONÍVEL NA ESCOLA PÚBLICA (ENSINO FUNDAMENTAL)

43,9%

47,6 %

NA ESCOLA PÚBLICA (ENSINO FUNDAMENTAL) 43,9 % 47,6 % 19,4 % 50,3 % NORTE 9% 14%

19,4%

50,3 %

19,4 % 50,3 % NORTE 9% 14% 24,5 % 22,1 % 26,3 % 27,1 % 29,5

NORTE

19,4 % 50,3 % NORTE 9% 14% 24,5 % 22,1 % 26,3 % 27,1 % 29,5
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24,5 %

22,1 %

26,3%

19,4 % 50,3 % NORTE 9% 14% 24,5 % 22,1 % 26,3 % 27,1 % 29,5

27,1 %

29,5%

36,2%

 

13,2%

NORDESTE

12,7%

27,1 % 29,5 % 36,2 %   13,2 % NORDESTE 12,7 % SUDESTE 27,2 % 60,4%

SUDESTE

27,2 % 60,4%
27,2 %
60,4%

69,7%

75,7 %

72,7 %

76,3 %

82,2 %

% 29,5 % 36,2 %   13,2 % NORDESTE 12,7 % SUDESTE 27,2 % 60,4% 69,7

80,4%

69,7 % 75,7 % 72,7 % 76,3 % 82,2 % 80,4 % CENTRO-OESTE 33,7 % 61
CENTRO-OESTE 33,7 % 61 ,5% 80,2 % 78,7 % 39,6 % 52,8 %

CENTRO-OESTE

33,7%

61 ,5% 80,2 % 78,7 % 39,6 % 52,8 %
61
,5%
80,2 %
78,7 %
39,6 %
52,8 %
33,7 % 61 ,5% 80,2 % 78,7 % 39,6 % 52,8 % BIBLIOTECA OU SALA DE
33,7 % 61 ,5% 80,2 % 78,7 % 39,6 % 52,8 % BIBLIOTECA OU SALA DE
33,7 % 61 ,5% 80,2 % 78,7 % 39,6 % 52,8 % BIBLIOTECA OU SALA DE
33,7 % 61 ,5% 80,2 % 78,7 % 39,6 % 52,8 % BIBLIOTECA OU SALA DE

BIBLIOTECA OU SALA DE LEITURA

80,2 % 78,7 % 39,6 % 52,8 % BIBLIOTECA OU SALA DE LEITURA ACESSO À INTERNET

ACESSO À INTERNET

% 52,8 % BIBLIOTECA OU SALA DE LEITURA ACESSO À INTERNET LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA VIAS ADEQUADAS

LABORATÓRIO DE

INFORMÁTICA

DE LEITURA ACESSO À INTERNET LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA VIAS ADEQUADAS PARA PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA QUADRA

VIAS ADEQUADAS

PARA PESSOAS

COM MOBILIDADE

REDUZIDA

VIAS ADEQUADAS PARA PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA QUADRA DE ESPORTES Dados divulgados pelo Ministé rio da

QUADRA DE

ESPORTES

PARA PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA QUADRA DE ESPORTES Dados divulgados pelo Ministé rio da Educação indicam
PARA PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA QUADRA DE ESPORTES Dados divulgados pelo Ministé rio da Educação indicam

Dados divulgados pelo Ministé rio da Educação indicam a disparidade de infraestrutura entre instituições de ensino bá sico públicas e privadas

rio da Educação indicam a disparidade de infraestrutura entre instituições de ensino bá sico públicas e

INFRAESTRUTURA DISPONÍVEL NA ESCOLA PRIVADA (ENSINO FUNDAMENTAL)

84,4 %

92

%

NA ESCOLA PRIVADA (ENSINO FUNDAMENTAL) 84,4 % 92 % 57,1 % 34,4% BRASIL 57,2 % 80,4%
57,1 % 34,4% BRASIL 57,2 % 80,4% 90,7% 46,9% 40,3% NORTE 54,2% 82,9 % 86,5
57,1 %
34,4%
BRASIL
57,2 %
80,4%
90,7%
46,9%
40,3%
NORTE
54,2%
82,9 %
86,5 %
39,6%
35,1 %
NORDESTE
37,2%
82,5 %
95,1%
68
%
23,4%
SUDESTE
68,6 %
99 %
80 %
37,2% 82,5 % 95,1% 68 % 23,4% SUDESTE 68,6 % 99 % 80 % CENTRO-OESTE 59,2
CENTRO-OESTE 59,2 % 69,4% 66 % 69,1% 94,1 %

CENTRO-OESTE

59,2 %

69,4% 66 % 69,1%
69,4%
66
%
69,1%

94,1%

BRASIL

32,1%

SUL

66,1 %

97,4 %

SUL

86,1 %

96,9 %

32,1 % SUL 66,1 % 97,4 % SUL 86,1 % 96,9 % MARCHA SOLDADO, CA BEÇA

MARCHA SOLDADO, CA BEÇA DE PA PEL

Com a justificativa de refo rçar segurança, militarização de escolas é criticada por especialistas

colocar a farda, respeitar os códi- gos de conduta e vestimenta, bater

continência e, em caso de desobe- diência, apresentar-se a um oficial militar. O cotidiano dos quartéis já é uma realidade para mais de 90 escolas públicas brasileiras que passaram a ter sua administração conduzida pela Polícia Militar dos

C

estados, sob a argumentação de combater os casos de violência escolar e melhorar o desempenho dos estudantes por meio de uma pedagogia baseada nos conceitos de hierarquia e disciplina. “Contro- lar a educação de jovens e crianças com um profundo autoritarismo é cercear a ideia de crítica e opo- sição”, afirma Francisco Machado Tavares, professor de ciência po-

OUTRO LADO Pe squisa re alizada em 2014 indica que 12,5% dos profes- sores brasileiros já sofreram algum tipo de agressão verbal ou intimidação prat i- cada por estudantes

lítica da Universidade Federal de Goiás, estado que lidera o ranking de colégios militarizados, com 26 instituições. “O grêmio estudantil não pode funcionar, os pais não são ouvidos, há um retrocesso maior do que na época da Ditadu- ra Militar”, diz Tavares. Procurada pela reportagem, a Polícia Militar de Goiás não se pronunciou até o fechamento desta edição.

FA SESUPERIOR?

   

Mesmo com a ampliação de políticas públicas, universidades lutam para melhorar qualidade de ensino e democratizar o acesso

 
   

SE A AMPLIAÇÃO do ensino bá- sico para toda a população já é uma realidade, o mesmo não pode ser dito da educação superior: em 2013, mais de 13 milhões de estudantes disputaram 5 milhões de vagas para ingressar em faculdades públicas e privadas. Buscando reduzir essa insuficiência, o governo investiu na criação de novas universidades federais — em dez anos, a rede pas-

sou de 45 para 63 instituições —, além de programas como o ProUni, que concede bolsas de estudos em cursos privados de graduação, e o Fies, responsável por oferecer cré- dito estudantil para o pagamento de mensalidades. A implantação dos projetos, no entanto, é criticada por alguns especialistas pelo fato de priorizar a educação privada. “O Fies é um grande equívoco: neste

NO SUFOCO Co m orçamento estimado em R$ 4,6 bilhões para 2015, a USP, maior universidade do país, co ngelou 20% da re ce ita