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Papiloscopia

:
É a ciência que trata da identificação humana através das papilas dérmicas
existentes na palma das mãos e na sola dos pés, mais conhecida pelo estudo das
Impressões Digitais.
Papiloscopista:
É
o
nome
dado
ao
profissional
da
Papiloscopia.
Especialista em identificação, desde a coleta até o arquivamento, envolvendo
planejamento, coordenação, supervisão, controle e execução de trabalhos
periciais papiloscópicos relativos ao levantamento, coleta, análise, codificação,
decodificação e pesquisa de padrões e vestígios papilares. Pericia de
Prosopografia (descrição de uma pessoa - envelhecimento, rejuvenescimento e
reconstituição facial),bem como a realização de estudos e pesquisas técnico
científicas, visando a identificação humana.
História da identificação e seus personagens

Figura 1: Desenho pré-histórico.
Fonte: < www.morpho.com>,12/12/01.
Há várias evidências que o interesse humano em impressões digitais data da préhistória. Em uma face de precipício na Nova Escócia há um desenho (fig. 1) que
mostra uma mão com uma digital em espiral presumivelmente feito por nativos
pré-históricos.
Há registro de placas de cerâmica antiga retiradas de uma cidade soterrada no
Turquestão, com os seguintes dizeres: "Ambas as partes concordam com estes
termos que são justos e claros e afixam as impressões dos dedos que são marcas
inconfundíveis".
Na China do século VII, nos casos de divórcio, o marido tinha que dar um
documento para a divorciada, autenticado com suas impressões digitais.

No século IX na Índia, os analfabetos tinham seus documentos legalizados com
as suas impressões digitais.
Apesar da difusão do emprego da impressão digital como ferramenta
individuadora, não havia até então uma aplicação científica do seu uso para
identificação humana.
Marcello Malphighi

Figura 2 : Marcello Malphighi.
Fonte: < www.rc.kyushu-u.ac.jp >,10/11/01.
Em 1.686, Marcello Malphighi (fig. 2), professor de anatomia na Universidade de
Bolonha - Itália, com o auxílio de um microscópio (recém inventado), estudou a
superfície da pele e notou os cumes elevados na região dos dedos e os
descreveu como " da laçada a espirala " mas não fez nenhum comentário no
possível uso das mesmas como ferramentas de identificação.
Muito antes dos cientistas forenses se interessarem por impressões digitais para
identificação humana, a sociedade de todas as eras tinham reconhecido a
necessidade de estigmatizar os criminosos.
Métodos antigos de identificação biométrica consistiam em infligir cicatrizes,
marcas, ou tatuagens nos criminosos. A mutilação era (e em alguns países, ainda
é) uma atitude extrema, mas efetivo modo de marcar um ladrão.

Mas este tipo de mutilação, bem como marcar com ferro em brasa (ferrete França), desapareceu na maioria dos países na primeira metade do século XVIII
quando a civilização desenvolveu um sistema de lei criminal e uma maior
importância do indivíduo na sociedade.
No caso da reincidência o castigo a ser aplicado ao transgressor era mais severo,
o delinqüente buscava esconder suas ofensas passadas assumindo uma falsa
identidade, e como nesse período não havia nenhum método eficaz de
identificação, esta era uma tarefa relativamente fácil para o criminoso. Com o
passar dos anos ficou óbvio que muitos criminosos reincidentes estavam sendo
tratados como primários, o que martirizava a polícia e juizes da época. A
comunidade de execução da lei virou sua atenção para este sério problema, e um
novo método de identificação, fazia-se necessário.
Johannes Evangelista Purkinji

Figura 3: Johannes Evangelista Purkinji.
Fonte: <www.eneate.freeserve.co.uk>,10/11/01.
Em 1823, o tcheco Johannes Evangelista Purkinji (fig. 3), professor de anatomia
na Universidade de Breslau, publicou sua tese onde citava nove padrões de
impressões digitais.
Apesar de, assim como Marcello Malphighi, também não ter feito nenhuma
menção de seu valor como ferramenta de identificação, deixou o caminho aberto
para descobertas que estavam por vir.
A Antropometria de Alphonse Bertillon

oscilando entre 185 mm a 190 mm. que foram classificados em pequenas. 4) em 1879. obedecendo uma classificação original. Inicialmente. as impressões digitais representam um mero elemento de identificação a mais. descritivo e dos sinais particulares. O terceiro grupo formado pela dimensão média da cabeça. Figura 4: Alphonse Bertillon. se formavam dois grandes grupos. além dos assinalamentos antropométrico. de modo que.12/12/01. Na mesma é colocada uma fotografia de frente e as impressões dos dedos polegar. qualquer que seja o número de fichas. A classificação das fichas faz-se mediante as medidas obtidas no assinalamento antropométrico e finalmente repartidas em armários adequados.morpho. visto que a chave do sistema é baseada na antropometria. . reproduzida a um sétimo e as impressões digitais que foram introduzidas por Bertillon em 1894. confiava em uma combinação de medidas físicas coletadas por procedimentos cuidadosamente prescritos. segundo o sexo e a idade das pessoas. indicador. É um sistema complexo e completo de identificação humana. A antropometria. o reconhecimento de um reincidente se faz facilmente pela situação ordenada de sua ficha e pela eliminação das demais.com>. médias e grandes. apresenta a fotografia do identificado de frente e de perfil.O primeiro método científico de identificação amplamente aceito foi desenvolvido pelo francês Alphonse Bertillon (fig. também chamada de Bertillonage em homenagem a seu criador. Fonte:< www. As medidas são representadas por símbolos que são registrados em fichas de cartolina medindo 161 mm de comprimento por 142 mm de largura. Na Bertillonage. No sistema havia três fichas para classificação que formavam 9 grupos subdivididos em 3 subgrupos resultando 27 categorias.

Europa e o resto do mundo ( no Brasil em 1894 ). Quando da apreensão. Ironicamente. dificultando ainda mais a tomada das medidas. conteria apenas uns 20 cartões em cada uma das categorias primárias não sendo difícil comparar o registro novo com cada um dos outros cartões da mesma categoria. o tempo exigido na procura de cartões duplicados aumentou de minutos para horas. Como as agências de execução de lei começaram a arquivar mais e mais cartões. O sistema de Bertillon foi adotado oficialmente pela Polícia de Paris em 1882 e em seguida por toda a França. caso existentes. Medidas de Bertillon não eram de fato sem igual. Como resultado. os antecedentes. a quantidade em cada categoria cresceu continuamente. As dificuldades na classificação não foram os únicos problemas enfrentados pelo sistema. 5 ) e o cartão completo era indexado na categoria apropriada. 12/12/01. o entusiasmo inicial para o sistema de Bertillon mostrou uma de suas desvantagens. para uma instituição grande como o Departamento de Prisão Estadual de Nova Iorque. Um arquivo de 5.morpho. os dados pessoais e indicativos bem como as marcas e anomalias. A antropometria apresentou uma falha que a conduziu ao abandono como ferramenta de identificação. . Figura 5: Sistemas de coleta das medidas estipuladas por Bertillon.com>. Fonte:< www. e embora 243 categorias eram mais que suficiente para uma agência de 5. as agências começaram a usar subclassificações para ajudar no processo de escolha. descrito e fotografado (fig.médio e anular direito e nesta ficha também se anotavam a filiação. o criminoso era medido.000 registros por exemplo.000 cartões.

a impressão digital era obviamente o sistema de identificação do futuro. ao emparelhar suas medidas com as existentes no arquivo daquela instituição. Leavenworth EUA.o primeiro banco de dados Em julho de 1858. e sem pensamento de identificação pessoal. bem dentro do alcance que poderia ser atribuído a variações individuais.12/12/01 Um dos casos mais proeminentes de identidade enganada que envolve o sistema de Bertillon foi o de Will West. As fotografias de William West pareciam idênticas comparadas com as do novo prisioneiro (fig. A idéia inicial era . 6 ).Índia. Magistrado Principal do distrito de Hooghly em Jungipoor .com>. Herschel fez com que Rajyadhar Konai. um homem de negócios local. William James Herschel .morpho. e as medidas de Bertillon. sendo todos sobrepujados em precisão e confiabilidade pelas impressões digitais. Fonte:< www. Ao chegar na Penitenciária Federal a LeavenworthEUA em 1903. West negou qualquer encarceramento anterior. no entanto. não havia nenhuma semelhança. O caso Will e Willian West Figura 6: Fotos Will e Willian West Penitenciária Federal. o britânico William James Herschel (fig. Em uma tentativa. 7). colocasse a impressão da mão dele no verso do seu contrato. quando as impressões digitais de ambos foram comparadas. estava tendo problemas no cumprimento dos contratos feitos com os nativos e decidiu usar uma técnica antiga daquele local. Embora algumas agências continuaram a usar o sistema de Bertillon até os anos trinta. O caso desacreditou três métodos usados na identificação humana. Além da semelhança visual. As fórmulas derivadas das medidas de Bertillon também eram quase idênticas.Vários casos de identidade enganada provaram que havia certas características físicas comuns que pareciam ser idênticas dentro dos limites de precisão do sistema. a fotografia. Porém. o agente descobriu um cartão com as mesmas medidas com o nome de William West. os dois homens se pareciam no nome também. o nome pessoal .

Apesar de suas experiências com impressões digitais serem limitadas. Fonte: <www. longe de todo pensamento o de repudiar a assinatura dele. O nativo ficou impressionado e cumpriu o contrato. 10/11/01.cz>. Herschel fez disso um hábito. Henry Faulds . Herschel estava convicto elas eram de fato sem igual. Diante do resultado positivo. como também permanente ao longo da vida do indivíduo. a coleção de impressão digital foi crescendo. Com o uso contínuo desta prática.primeiro método de classificação . e Herschel começou a notar que as impressões podiam realmente provar ou contestar a identidade das pessoas. o que o inspirou a ampliar o uso. Figura 7: William James Herschel.de somente "assustar" . requerendo a impressão da palma da mão. e posteriormente apenas a impressão do dedo médio em todos os contratos daquela data em diante.spsmvbr.

informou a Faulds que não poderia ajudá-lo. Faulds publicou um artigo no Diário Científico. começou seus estudos depois de notar marcas de impressões digitais em cerâmicas pré-históricas.htm>. Cirurgião britânico superintendente do Hospital de Tsukiji em Tóquio no Japão. Ainda em 1880.07/11/01. mas também inventou um método de classificação para as mesmas. Faulds remeteu uma explicação do seu sistema de classificação e uma amostra das formas que tinha projetado para registrar impressões digitais a Charles Darwin que em idade avançada e doente. Sem terem notícias um do outro.us/ops/history/ph_fauld. "Nature" (natureza) onde discutia sobre impressões digitais como meio de identificação pessoal. publicou seu livro " Impressões digitais ". estabelecendo sua individualidade e permanência. Em 1892.Figura 8: Henry Faulds. Fonte: <http://criminaljustice. por volta de 1870 Henry Faulds (fig.aplicação científica para a dactiloscopia Francis Galton (fig. mas que passaria todo o material de estudo para seu primo. onde três padrões básicos de impressões digitais laçada. Em 1880. 8). começou seu trabalho com impressões digitais em 1880. Um mês depois Herschel também publicou um artigo na mesma revista falando de suas experiências. embasado nos trabalhos de Herschel e Faulds. antropólogo britânico . . Faulds não só reconheceu a importância das impressões digitais como um meio de identificação. O livro incluiu o primeiro sistema de classificação das impressões digitais. Francis Galton.ny. por exemplo: LLAWL LWWLL .state. arqueada e Whorl(verticilo). e o uso de tinta de impressora como um método para obter tais impressões. 9).eram classificados alfabeticamente e distribuídos por entre os dez dedos das mãos. Francis Galton .

Estas características são as mesmas usadas hoje. Ele provou cientificamente o que Herschel e Faulds já suspeitavam: impressões digitais não mudam no curso da vida de um indivíduo. 10/11/01. Galton identificou também as características pelas quais podem ser identificadas as impressões digitais. onde foram identificados 23 presos. nascido aos 20 de Julho de 1858 na cidade de Dalmácia Império " Austro-húngaro " (atual Iugoslávia). inventou o seu próprio sistema de arquivamento e identificação através das impressões digitais dandolhe o nome de ICNOFALANGOMETRIA. Em 1º de setembro de 1891. mas logo descobriu que impressões digitais não oferecem nenhuma pista firme à história genética do indivíduo. Primeira identificação criminal . ainda com o sistema de Bertillonage. e nenhuma impressão digital é exatamente igual a outra.html>. seu sistema foi implantado na chefatura de polícia de La Plata. Após tomar conhecimento dos trabalhos de Galton. naturalizou-se argentino.edu/~alroy/ lefa/Galton. e aos 24 anos de idade ingressou na polícia de La Plata . e freqüentemente chamadas de detalhes de Galton.sistema adotado pelo Brasil Juan Vucetich Kovacevich (fig.) O interesse de Galton em impressões digitais era inicialmente como ajuda para determinar a hereditariedade e fundo racial das pessoas. 10).nceas.Buenos Aires. Fonte:<www.ucsb.Figura 9: Francis Galton. Juan Vucetich Kovacevich . Vucetich foi incumbido de trabalhar no setor de identificação de La Plata.

Francisco Latzina . um artigo no qual critica favoravelmente o sistema de Vucetich. de Buenos Aires. que é tida como verdadeira culpada. As impressões encontradas coincidiam exatamente com as de Francisca.10/11/01. ocorrido 1892 . Fonte: <http://www.gregandsheila. sugerindo entretanto. fosse substituído por dactiloscopia. Edward Richard Henry . A ele deve-se também o primeiro caso autêntico de identificação de um autor de crime através das impressões digitais. quando uma mulher chamada Francisca Roja mata dois filhos. o argentino Francisco Latzina publicou no jornal "La Nacion". que o nome ICNOFALANGOMETRIA. corta a própria garganta e acusa um seu vizinho como sendo o criminoso.com/consult/vucet. A Polícia encontra na porta da casa a marca de vários dedos molhados de sangue.a origem do nome dactiloscopia No ano de 1894. o funcionário britânico Edward Richard Henry (fig.o sistema inglês Durante a mesma década.htm>. .Figura 10: Juan Vucetich Kovacevich. na Índia. 11) encontrava em Bengala os mesmos problemas que tinha incitado Herschel a usar impressões digitais no Distrito de Hooghly.

Fonte: <http://criminaljustice. Acreditando que um sistema de impressões digitais seria a resposta aos seus problemas. outro comitê foi nomeado para revisar o método de identificação de Jarda da Escócia. Henry começou a se corresponder com Galton e depois o visitou na Inglaterra. Brevemente depois disso. O seu problema de classificação de impressão digital ainda seria solucionado. O pedido de Henry foi concedido. e foi instituído em Bengala em 1897.us/ops/history/ph_henry. Henry ordenou que impressões digitais e medidas de Bertillon seriam tiradas de todos os prisioneiros da sua jurisdição.htm>. 10/11/01.Figura 11: Edward Richard Henry. Uma vez que o Sistema de Classificação de Impressão digital de Henry tinha demonstrado boa desenvoltura na Índia. o Governador Geral assinou uma resolução.state. Henry alcançou a solução. determinando que daquela data em diante o método oficial de identificar os criminosos na Índia britânica seria o de impressões digitais. Ao retornar à Bengala. Desenvolveu um sistema próprio de classificação baseado em valores numéricos para cada dedo e na presença ou ausência de "verticilos".024 classificações primárias. Este comitê também recomendou .ny. Seu sistema produziu 1. O sistema foi tão bem aceito em Bengala que Henry pediu formalmente para que o Governo da Índia considerasse a possibilidade de substituir Bertillonage por impressões digitais como meio primário de identificação. como Henry expõe em um relatório datado de julho de 1896. Um comitê independente se encontrou em março de 1897 e concluiu que impressões digitais são superiores à Bertillonage e em junho daquele ano.

adotando quatro tipos fundamentais: arcos. Fonte: (APPOLRJ). Whorl (verticilos) e compostos. presilhas.764. do Gabinete de Identificação Antropométrica. Henry. Em 1901 foi adotado oficialmente na Inglaterra pela Scotland Yard e em poucos anos o sistema estava implantado na maioria dos países de língua inglesa. a identificação Antropométrica. com a inauguração. dá novo regulamento à Secretaria de Polícia do Distrito Federal. O Decreto 4. Em 1891 começa em São Paulo. José Félix Alves Pacheco . Diz o Decreto no seu Artigo 57: . que ali permaneceu até o ano de 1906. Em 1902. empregado como método exclusivo de identificação. o que logo em seguida aconteceu. e introduz no Brasil a identificação datiloscópica. de 31 de dezembro). Governo do então Presidente Rodrigues Alves. Figura 12: José Félix Alves Pacheco. publicou na Inglaterra seu livro "Classification and uses of finger prints" (Classificação e uso de impressões digitais). Em 1900.a identificação dactiloscópica no Brasil. passou a ser dirigida por José Félix Alves Pacheco (fig. em 17 de julho. o Gabinete Antropométrico do Distrito Federal (RJ).que Bertillonage fosse abandonado em favor das impressões digitais. por insistência de Félix Pacheco. A partir de 1901. a identificação por meio da fotografia (Decreto 09. de 05 de fevereiro de 1903. 12). expondo seu sistema dactiloscópico. é instituída em São Paulo.

Parágrafo Único . . crimes contra a liberdade sexual ou crime de falsificação de documento público. para todos os efeitos. Vucetich. a impressão digital como prova mais concludente e positiva da identidade do indivíduo. em seu artigo 6º. que servirão para corroborá-la. Em 1941. dando-se-lhe a primazia no conjunto das outras observações.I. 57 . de 30 de novembro. salvo nas hipóteses previstas em lei".N. que estabelece. o decreto-lei 3.454 de 07 de abril instituiu o número único de Registro de Identidade Civil. exceto quando: I – estiver indiciado ou acusado pela prática de homicídio doloso. de 7 de dezembro: Art. fotografia de frente e de perfil. Juan Vucetich. do 3º Congresso Científico Latino Americano.A identificação dos Delinqüentes será feita pela combinação de todos os processos atualmente em uso nos países mais adiantados. anexo a este Regulamento: Exame descritivo (Retrato Falado). apresentou um trabalho intitulado "Evolución de La Dactiloscopia". introduzindo inovações na classificação e arquivamento das individuais datiloscópicas. observações antropométricas." Em 1905 ano da realização. que "O civilmente identificado não será submetido a Identificação Criminal. a identificação datiloscópica. cicatrizes e tatuagens. é criado o arquivo dactiloscópico monodactilar e o laboratório de locais de crime. impressões digitais.Estes dados serão na sua totalidade subordinados à classificação datiloscópica. inciso VIII. Em 2000 a Lei no 10. promulga o Código de Processo Penal.. de acordo com o método instituído por D. por força do Decreto 1533-A. no Serviço de Identificação de São Paulo. que veio ao Brasil. Ricardo Gunbleton Daunt.Instituto Nacional de Identificação -. no Rio de Janeiro. de 03 de outubro. Em 1935 sob a direção do Dr. conforme o modelo do Livro de Registro Geral.689. notas cromáticas. crime de receptação qualificada. considerando-se. sinais particulares. Em 1997 a Lei 9."Art. Em 1968 foi elaborado o Manual Técnico dactiloscópico do I. constando do seguinte.054. Em 1907 é instituída em São Paulo. Em 1988 a Constituição Brasileira determina em seu Artigo 5º Inciso LVIII. crimes contra o patrimônio praticados mediante violência ou grave ameaça. 3o O civilmente identificado por documento original não será submetido à identificação criminal. a obrigatoriedade de identificação criminal no País.

: Art. Art. Para as finalidades desta Lei. VI – o indiciado ou acusado não comprovar. Parágrafo único. com informações conflitantes entre si. III – o indiciado portar documentos de identidade distintos. sua identificação civil. salvo nos casos previstos nesta Lei. . III – o estado de conservação ou a distância temporal da expedição de documento apresentado impossibilite a completa identificação dos caracteres essenciais. 3o Art. poderá ocorrer identificação criminal quando: I – o documento apresentar rasura ou tiver indício de falsificação. de 1 de outubro: Art. IV – passaporte. II – carteira de trabalho. VI – outro documento público que permita a identificação do indiciado. III – carteira profissional. II – o documento apresentado for insuficiente para identificar cabalmente o indiciado.037.II – houver fundada suspeita de falsificação ou adulteração do documento de identidade. em quarenta e oito horas. 1º O civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. V – houver registro de extravio do documento de identidade. 3º Embora apresentado documento de identificação. V – carteira de identificação funcional. Em 2009 a Lei no 12. IV – constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações. 2º A identificação civil é atestada por qualquer dos seguintes documentos: I – carteira de identidade. equiparam-se aos documentos de identificação civis os documentos de identificação militares.

ou trânsito em julgado da sentença. 9º Revoga-se a Lei nº 10. que serão juntados aos autos da comunicação da prisão em flagrante. ainda que consideradas insuficientes para identificar o indiciado. . Parágrafo único. Art. V – constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações. ou outra forma de investigação. 5º A identificação criminal incluirá o processo datiloscópico e o fotográfico. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 6º É vedado mencionar a identificação criminal do indiciado em atestados de antecedentes ou em informações não destinadas ao juízo criminal. 7º No caso de não oferecimento da denúncia. antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. 13) é o maior órgão de nosso corpo. desde que apresente provas de sua identificação civil. Art. a autoridade encarregada tomará as providências necessárias para evitar o constrangimento do identificado. do Ministério Público ou da defesa. ou absolvição. 1o de outubro de 2009.054. após o arquivamento definitivo do inquérito. É composta por: Epiderme: camada visível formada por células mortas ou prestes a morrer. de 7 de dezembro de 2000. Sua espessura varia de 0. é facultado ao indiciado ou ao réu. ou sua rejeição. Art. requerer a retirada da identificação fotográfica do inquérito ou processo. Art. ESTUDO DA PELE A pele (fig.IV – a identificação criminal for essencial às investigações policiais. As cópias dos documentos apresentados deverão ser juntadas aos autos do inquérito.5 a 6 mm e funciona como uma capa que protege os órgãos internos. Art. segundo despacho da autoridade judiciária competente. 4º Quando houver necessidade de identificação criminal. Brasília. 188º da Independência e 121º da República. Art. que decidirá de ofício ou mediante representação da autoridade policial. ou do inquérito policial ou outra forma de investigação. VI – o estado de conservação ou a distância temporal ou da localidade da expedição do documento apresentado impossibilite a completa identificação dos caracteres essenciais.

Figura 13: Desenho representando a pele humana e suas divisões. . O local em que a derme e a epiderme se encontram é irregular pois elas se interpenetram formando ondulações denominadas papilas dérmicas. terminações nervosas e vasos sangüíneos. Figura 14: Desenho representando as cristas e sulcos das papilas. Fonte: <http://orbita. peculiar a cada indivíduo.16/08/01. como a palma das mãos e a sola dos pés.com/~vitiello1/pele. Fonte: <http://orbita. as veias e os músculos.starmedia. que dá elasticidade à pele.Derme: fica logo abaixo da epiderme e contém a raiz dos pêlos.html>. Hipoderme: onde ficam as gorduras.com/~vitiello1/pele.16/08/01.starmedia. Onde a pele é mais espessa. elas se tornam visíveis e possuem configurações distintas.html>. além do colágeno.

são elementos de identificação incontestáveis e que mesmo uma pequena parte destas impressões é suficiente para determinar a identidade do indivíduo. e se formam entre seis e oito semanas antes do nascimento do indivíduo permanecendo imutáveis . As cristas papilares estão separadas umas das outras pelos sulcos interpapilares. afirmar com precisão absoluta a identidade de um ser humano. as marcas e cicatrizes são sinais imutáveis presentes nas cristas papilares e permitem ao perito que analisa os papilogramas. Papilogramas Às impressões formadas pelas papilas dérmicas dá-se o nome de papilogramas. Figura 15: Papilograma com seus pontos característicos em destaque. onde as linhas negras são formadas pelas cristas papilares e os espaços em branco formados pelos sulcos interpapilares. São a base sólida na afirmativa da identidade entre dois papilogramas. basta que ela apresente certo número de particularidades coincidentes.As papilas dérmicas são formadas por cristas papilares e sulcos interpapilares (fig. Em uma impressão papilar há particularidades anatômicas de caráter congênito que variam na sua apresentação. 14). Todos esses detalhes anatômicos. numa distância de dois a sete décimos de milímetro.ao olhos do perito papiloscópico . Esses caracteres são chamados pontos característicos (fig. até a putrefação. Fonte: (DelPol). papiloscopia No começo do século XX. mas também as impressões palmares (palma da mão) e plantares (sola do pé). 15).por toda a vida. localização e direção. que diferenciam e individualizam cada impressão. dimensão. formato. Alphonse Bertillon (pai da ciência forense) afirmou e demonstrou que não só as impressões digitais. .

qual sejam: Unicidade: todos os indivíduos de todas as raças possuem impressões papilares. Ao estudo das papilas dérmicas é dado o nome de Papiloscopia (Papilas + Skopën = examinar ): ciência que trata da identificação humana através das papilas dérmicas. apresentando deltas. Quiroscopia Quiroscopia (quiros =mão + Skopën =examinar): ciência que trata da identificação humana através das papilas dérmicas palmares (impressões palmares). Perenidade: surgem no 6º mês de vida fetal e só desaparecerem com a putrefação da pele. Imutabilidade: o desenho não se altera durante a existência do indivíduo. perenidade. pontos característicos e poros.O estudo dos poros Em 1912. podendo estabelecer a identidade do indivíduo quando a impressão papilar não fornecer características suficientes para a identificação. Ramos da papiloscopia A Papiloscopia é dividida em quatro partes: Quiroscopia: processo de identificação por meio das impressões palmares. O desenho quiroscópico é formado por cristas papilares e sulcos interpapilares. Variabilidade: o desenho papilar varia de pessoa para pessoa. Poroscopia: processo de identificação por meio dos poros das papilas dérmicas. . imutabilidade e variabilidade. e Datiloscopia: processo de identificação humana por meio das impressões digitais. Edmond Locard observou que da mesma forma que os detalhes de Galton. Requisitos exigidos para uma ferramenta de identificação Toda ferramenta de identificação possui alguns requisitos fundamentais. Podoscopia: processo de identificação por meio das impressões plantares. imutáveis e individuais. possuindo os requisitos unicidade. os poros são permanentes.

apresentando deltas. perenidade. possuindo os requisitos unicidade. O desenho podoscópico é formado por cristas e sulcos interpapilares. do prolongamento do dedo mínimo. Hipotenar: É a região que se encontra do lado externo da palma da mão. . médio.Figura 16: Mão humana e suas regiões. ocupando uma posição oposta à região tenar. Fonte: (DelPol). ou seja. Podemos classificar a palma da mão em três regiões (fig. imutabilidade e variabilidade. anular e mínimo. Superior ou Infra-Digital : É a região situada imediatamente abaixo dos dedos indicadores. 16): Tenar : É a região situada na base do dedo polegar. Podoscopia Podoscopia (podo =pé + Skopën =examinar): ciência que trata da identificação humana através das papilas dérmicas plantares (impressões plantares). pontos característicos e poros.

a saber (fig. Poroscopia Poroscopia (poro + Skopën =examinar): ciência que trata da identificação humana através dos poros encontrados nas cristas papilares. na identificação dos recém-nascidos.A podoscopia é utilizada com maior freqüência pelas maternidades. 4. Em papiloscopia. os desenhos formados pelos poros nos papilogramas (fig.região fibular (fíbula). Figura 17: Pé humano e suas regiões. e ainda no confronto de impressões podoscópicas encontradas em locais de crime. Fonte: (DelPol). quando o número de pontos característicos encontrados em uma impressão ou fragmento de impressão papilar for insuficiente.região do grande artelho (dedão).região do calcanhar. lado interno (arco do pé). 5. Com a finalidade de identificação a coleta de impressões plantares. 2.região do segundo ao quinto artelho. servem como meio complementar e seguro para estabelecer a identidade. 3. lado externo do pé. 17): 1. podemos dividir a planta dos pés em cinco regiões.18). pois também possuem as .região tibial.

org 2001.htmlwww. Na poroscopia.scafo. Posição – localiza-se na parte central e periférica das cristas papilares. . estuda-se: O número – varia segundo a distância de um para outro orifício (poro). imutabilidade e variabilidade. Dimensões – variam em regra de 80 a 250 micromilímetros. estrelário e triangular.com/~vitiello1/pele. As cristas aumentam 10 a 15 mm de largura e os orifícios sudoríparos surgem nítidos. Fonte:<http://orbita. oval. >. Figura 18: Foto de impressões ampliada. no diâmetro de seis a oito milímetros. Dactiloscopia Dactiloscopia : ciência que trata da identificação humana através das papilas dérmicas digitais (impressões digitais).mesmas propriedades que as papilas dérmicas – perenidade. discerníveis nas suas minudências. permitindo observar os desenhos dos poros. O exame de confronto consiste na tomada das mensurações com a ajuda de um compasso. de 9 a 18 por mm2. Forma – os poros apresentam as seguintes configurações: circular.starmedia. a fim de obter-se todas as medidas necessárias além do levantamento da forma e localização do poro nas peças negativas das fotografias ampliadas 45 vezes.

indicador.(fig. anular e mínimo. falangeta. 19) a contar da base onde se articulam com os ossos metacarpianos correspondentes. interno e distal. A dactiloscopia estuda as papilas localizadas na falangeta ou falange distal. os desenhos digitais sejam facilmente Praticidade: a obtenção das impressões digitais é simples. rápida e de baixo custo. que os sustentam e dão articulação. Vantagens da dactiloscopia sobre os demais ramos da papiloscopia A dactiloscopia. médio. O polegar possui apenas falange e falangeta e se destaca dos demais por ser o mais grosso e curto da mão. na ordem convencional de polegar. as quais formam desenhos distintos que permite sua classificação e arquivamento. além dos requisitos fundamentais da identificação humana perenidade. palmar e dorsal além dos bordos externo. falanginha. Os dedos apresentam duas faces. imutabilidade e variabilidade .Um ser humano normal possui cinco dedos em cada mão. Figura 19: Impressão de um dedo indicador apresentando sua divisões. Fonte: (DelPol). formados pelos ossos da falange.possui também: Classificabilidade: permite que classificados para o arquivamento. dispostos em fileira. Elementos da impressão digital .

marginal. 21). Sua principal função no sistema de Vucetich é definir o tipo fundamental da impressão digital dando também referência para contagem das linhas. onde uma linha imaginária (linha de Galton) é apoiada no primeiro ponto característico logo a frente do delta. determina o tipo e o sub-tipo da impressão digital. caso não o tenha será apoiada no próprio delta e estendida até o ápice da laçada mais central no núcleo. juntamente com a posição em que se encontra o delta. 20): Região basal ou linhas basilares: Localiza-se entre a prega interfalangeana e o ramo inferior das linhas diretrizes. nuclear e basal. e suas linhas seguem de um lado ao outro do dedo mais ou menos paralelas. contando-se as linhas por ela cortada. e o prolongamento imaginário de seus "braços" forma as linhas diretrizes que define a divisão de cada uma das regiões ou grupo de linhas. formada no encontro das três regiões. Região marginal ou linhas marginais: localiza-se acima do ramo superior das linhas diretrizes até a base da unha e suas linhas segue de um lado ao outro do dedo mais ou menos paralelas tomando uma forma abalada. . Região do núcleo ou linhas nucleares: localiza-se entre os ramos inferior e superior das linhas diretrizes e a performance de suas linhas. Delta é a figura em forma de triângulo ou trirrádio (fig.Figura 20: Desenhos de uma mesma impressão e seus elementos principais. A impressão digital é dividida em três regiões ou grupos de linhas (fig. Fonte: (DelPol). Ele localiza-se no quadrante inferior da impressão digital e pode aparecer de várias formas diferentes.

22): é o datilograma. geralmente adéltico. Sistema de classificação de Vucetich Tipos fundamentais O sistema de classificação idealizado por Juan Vucetich consiste em quatro tipos fundamentais a saber: Arco (fig. É representado pela letra A para os polegares e número 1 para os demais dedos. . Fonte: (DelPol). apresentando em sua trajetória formas mais ou menos paralelas e abauladas ou alterações características.Figura 21: Desenho que mostra algumas formas de Delta ou Trirrádios. formado por linhas que atravessam o campo digital.

formando laçadas.Presilha interna (fig. partido da direita. apresentando linhas que. . 24): é o datilograma com um delta à esquerda do observador. curvam-se e voltam ou tendem a voltar ao lado de origem. formando laçadas. É representado pela letra I para os polegares e o número 2 para os demais dedos. Presilha externa ( fig. partindo da esquerda. 23): é o datilograma com um delta à direita do observador. É representado pela letra E para os polegares e o número 3 para os demais dedos. curvam-se e voltam ou tendem a voltar ao lado de origem. apresentando linhas que.

Essas impressões são coletadas e dispostas em uma ficha específica (fig. e a seqüência dos dedos indicador. o arquivamento é do tipo decadactilar. é colocado a qualificação do identificado. Arquivamento No sistema de Vucetich. médio. No verso da ficha. nome. 25): é o datilograma com um delta à direita e outro à esquerda do observador. tendo pelo menos uma linha livre e curva à frente de cada delta. . unidos em uma única impressão. ou seja. são utilizadas as impressões dos dez dedos das mãos do indivíduo para a classificação e arquivamento. indicador. Esse procedimento serve para conferir a seqüência das impressões dos dedos coletada no anverso da ficha. anular e mínimo. data de nascimento etc. ou seja. anular e mínimo de cada uma das mãos. médio. bem como a impressão de cada um dos polegares nos locais determinados.Verticilo ( fig. É representado pela letra V para os polegares e o número 4 para os demais dedos. 26) que contém em um dos lados dez campos na seqüência polegar. filiação. o sub-tipo e a contagem das linhas de cada dedo respectivamente. sendo os cinco da mão direita em cima e os cinco da mão esquerda em baixo tendo para cada um dos dedos três campos na parte superior onde é registrado o tipo fundamental..

256º. grupo V. A/E.1111/1111. O arquivamento das fichas é baseado na fórmula dactiloscópica da ID (individual dactiloscópica) sendo sua distribuição feita da seguinte forma: Primeira divisão: forma-se 4 grupos independentes de fichas com base no tipo fundamental encontrado no polegar direito. Exemplo: V1343 / V2122 (fig. forma-se sub-grupos com base no tipo fundamental do polegar esquerdo. E/V e 4º Grupo V .1111 / 4444.. Segunda divisão: dentro de cada grupo.. 257º. 2º Grupo I . A/I. médio. I/E.. anular e mínimo. Exemplo: grupo A. A/V. I/I.Figura 26: Ficha dactiloscópica. .536º..65.. 5º-1111/1121. V/E. I/V...A/A.. E/I. grupo I..I/A.1112 / 1112. (individual dactiloscópica) que baseada nos tipos forma uma fração alfanumérica sendo letras para os polegares e números para os demais dedos. indicador. 3º-1111/1113... . Exemplo: 1º Grupo A . A disposição das impressões digitais na ficha forma a ID.... Exemplo: 1º. V/I. ..E/A. grupo E .. 4º-1111/1114.4444 / 4444. E/E. Terceira divisão: dentro de cada subgrupo segue-se a ordem crescente da fração numérica formada pelos tipos dos dedos. 6º1111/1122... 3º Grupo E .. V/V.V/A. 258º. 27).1112 / 1111.. 2º-1111/1112 . .

048. formamos 4 grupos com os polegares direito.1% das 1. Admite-se que nos grandes arquivos. Com este sistema de arquivamento. contendo 4 subgrupos de polegares esquerdos em cada grupo e 65. dentro do sub-grupo I. os quatro tipos fundamentais idealizados por Vucetich possibilita-nos um grande número de combinações "imaginárias" para o arquivamento. mas a natureza não foi avisada disso pois ela não segue a mesma distribuição prevista pela matemática. uma ficha dactiloscópica com a seguinte fórmula V3321 / I4233: Coloca-se a ficha no grupo V (arquivo destinado às fichas que possuem impressão digital do tipo verticilo no polegar direito). Dentro deste grupo V. coloca-se a ficha no sub-grupo I (posição destinada às fichas que possuem impressão digital do tipo presilha interna no polegar esquerdo) e. outras se quer existem. Figura 28: Desenho representando localização de uma ficha. além dos desenhos digitais sofrerem uma simetria bilateral.Por exemplo.576 combinações possíveis.536 combinações numéricas formadas pelos demais dedos para cada subgrupo.048. Subtipos Como vimos. Enquanto algumas combinações se repetem muito.576 combinações possíveis. coloca-se a ficha na posição correspondente à fração numérica 3321/4233 que estará entre os extremos 1111/1111 e 4444/4444 (fig. Isto ocorre porque alguns tipos fundamentais são mais freqüentes que outros. perfazendo um total de 1. o número de combinações catalogadas chega a pouco mais de 0. ou seja. o tipo encontrado em um dos dedos de uma das mãos tende a se repetir no . 28). um arquivo decadactilar e a Finalmente.

Essa simetria entretanto não é uniforme entre os dedos. . sendo que as externas tendem a ocorrer somente nos dedos da mão direita e as internas nos dedos da mão esquerda. indicador e anular. sendo sua ocorrência maior nos dedos indicadores. e seu efeito bilateral é fraco combinando mais freqüentemente com as presilhas do que com os verticilos(Clemil José de Araújo. Associação Brasiliense de Peritos Papiloscopistas 2001). sendo o responsável pela maior variedade das fórmulas. Sua aparição ocorre com maior freqüência nos dedos polegar. só que invertendo a imagem como o efeito de um espelho. Este fenômeno impôs a necessidade do desdobramento das fórmulas sendo necessário a criação de subtipos para os tipos fundamentais. Os subtipos estão baseados na disposição das linhas nucleares de cada tipo: Figura 29: Arco Plano. elevando a capacidade do arquivo. As presilhas têm preferência de ocorrerem nos dedos mínimo e médio. Alguns tipos são mais sensíveis que outros à seu efeito. seguindo a ordem: presilha. distribuindo-se igualmente nas mãos direita e esquerda.dedo correspondente da outra mão. Verticilos: incidem em 35% dos casos. dando maior desenvoltura e segurança ao arquivamento. sendo o efeito da simetria bilateral maior no dedo polegar. Estudos indicam que a freqüência dos tipos nos dedos ocorrem da seguinte forma: Presilhas: incidem em 60% dos casos. com exceção dos indicadores que tendem a sofrer uma maior alternância desses tipos. verticilo e arco. Arcos: incidem em 5% dos casos.

assumindo configuração mais ou menos abalada. no âmbito do arco plano. Arco Angular (fig. afastando-se da configuração geral daquelas que formam o arco plano. . 31): símbolo BD.Arco Plano (fig. 29): símbolo PL. as linhas atravessam o campo da impressão digital. formando uma espécie de pente ou garfo apontado para a direita. as linhas se elevam mais ou menos na parte central da impressão. 30): símbolo AG. Figura 31: Arco Bifurcado à Direita. confundindo-se com as linhas basilares e marginais. assumindo a forma de um ângulo agudo ou forma de uma tenda. Arco Bifurcado à direita (fig. Figura 30: Arco Angular. algumas linhas se desviam à direita.

Figura 32: Arco Bifurcado à Esquerda. Figura 33: Arco Destro Apresilhado. assumindo certa semelhança com a presilha externa. apresentando um delta a esquerda do observador. 33): símbolo DA. formando uma espécie de pente ou garfo apontado para a esquerda. 32): símbolo BE. Arco Destro apresilhado (fig. no âmbito do arco plano. . algumas linhas se desviam à esquerda. a característica é uma única laçada que ocorre a direita do observador. afastando-se da configuração geral daquelas que formam o arco plano. Arco Bifurcado à esquerda (fig. não existindo porém nenhuma linha entreposta entre este delta e a laçada.

.Figura 34: Arco Sinistro Apresilhado. Arco sinistro apresilhado (fig. apresenta um delta a direita do observador. Figura 35: Presilha Interna Normal. assumindo certa semelhança com a presilha interna. 35): símbolo NR. e suas linhas nucleares formam laçadas que nascem na extremidade esquerda retornando ao lado de origem sendo mais ou menos regulares em todo o seu trajeto. apresentando um delta a direita do observador. 34): símbolo SA. a característica é uma única laçada que ocorre a esquerda do observador. não existindo porém nenhuma linha entreposta entre este delta e a laçada. Presilha interna normal (fig.

e suas linhas nucleares formam laçadas que nascem na extremidade esquerda formando o ápice das laçadas. além de possuir um delta a esquerda e outro a direita do observador apresenta no centro do núcleo um ou mais círculos completamente fechados.Figura 36: Presilha Interna Invadida. Presilha interna invadida (fig. Os subtipos da presilha externa são os mesmos : 1º Presilha externa normal: símbolo NR. 37): símbolo CR. apresenta um delta a direita do observador. 2º Presilha externa invadida: símbolo VD. . " invadindo " seu ramo ascendente. 36): símbolo VD. porém o delta encontra-se a esquerda do observador. Verticilo circular(fig. Figura 37: Verticilo Circular . e ao retornarem para o lado de origem desviam de sua trajetória normal.

38): símbolo SP. ou por uma linha que se desenvolve do centro para a periferia descrevendo uma curvatura oval também fechada. Figura 39: Verticilo Ovoidal. Verticilo ovoidal (fig. desenvolvendo-se do centro para a periferia. Verticilo espiral (fig. 39): símbolo OV. além de possuir um delta a esquerda e outro a direita do observador apresenta no centro do núcleo uma ou mais linhas ovais fechadas. além de possuir um delta a esquerda e outro a direita do observador apresenta no centro do núcleo uma única linha espiral.Figura 38:Verticilo Espiral. .

além de possuir um delta a esquerda e outro a direita do observador apresenta no centro da impressão um núcleo duplo com prolongamento das linhas entre si. tomando-se para contagem de linha o ponto mais central dentro do núcleo. o ápice da laçada central mais próxima do delta da esquerda. Figura 41: Verticilo Duvidoso. 41): símbolo DV. além de possuir um delta a esquerda e outro a direita do observador apresenta um núcleo que não pode ser definido como os demais. 40): símbolo SN. Verticilo duvidoso (fig.Figura 40 Verticilo Sinuoso. assumindo a forma de "S" . Verticilo sinuoso (fig. considerando-se como centro do núcleo para efeito de contagem de linhas. "N" ou "Z". Tipos especiais .

ou seja as linhas nucleares processam uma espécie de invasão pela parte inferior do núcleo.Presilha interna dupla (fig. Presilha interna ganchosa (fig. 42): apresenta um delta a direita do observador. voltada para o lado do delta. Presilha externa dupla: reflexo da interna dupla. Figura 43: Presilha Interna Ganchosa. 43): apresenta um delta a direita do observador e o núcleo forma uma curvatura acentuada. e o núcleo superior geralmente assume a configuração de uma presilha interna ganchosa. . com dois núcleos dominados pelo mesmo delta. Figura 42: Presilha Interna Dupla. Presilha externa ganchosa: reflexo da interna ganchosa.

formam uma entrada. Verticilo ganchoso (fig.Figura 44: Verticilo Ganchoso. Anomalias congênitas: são classificadas como 7º tipo sendo divididas em: 1º Polidactilia: caracteriza-se pela incidência de mais de 5 dedos na mão. 44): apresenta dois deltas. encontra-se um delta ou pseudo delta onde ocorre a entrada das linhas nucleares nas imediações do centro do núcleo. Anomalias Desenhos Anômalos (fig. 45): tipos que não podem ser determinado devido a deformidade de seu desenho e sua freqüência é muito rara não sendo necessário seu desdobramento classificados para efeito de arquivamento como 6º tipo. . Figura 45: Desenhos Anômalos. a direita e a esquerda do observador e as linhas nas proximidades do centro do núcleo. dando ao centro deste núcleo a configuração de um grão de feijão. Outras vezes.

Amputação: símbolo 0.8 Deltas . No caso dos verticilos. salvo nos casos de anomalias congênitas. o número de linhas deve ser aposto no terceiro campo localizado acima de cada um dos campos de cada dedo da ficha dactiloscópica.. da laçada mais central. . caracterizada pela falta da falange distal.2º Ectrodactilia: caracteriza-se pela falta congênita de um ou mais dedos na mão. de 11 à 15 letra C. Figura 46: Exemplo da colocação da "Linha de Galton" em uma presilha interna. a linha de Galton será apoiada no Delta a esquerda do observador. poder-se-á usar a contagem de linhas como uma sub-subcalssificação. e no ápice mais próximo deste delta. 46). classifica-se como 8º tipo quando não for possível determinar o tipo fundamental da impressão devido a deformidade causada. e estendida até o ápice da laçada mais central no núcleo. sendo que para os polegares deve-se colocar o número exato de linhas e para os demais dedos apenas a letra correspondentes ao número de linhas contadas : 1 a 5 letra A. contando-se as linhas por ela cortada (fig. 3º Sindactilia: caracteriza-se pela união de dois ou mais dedos na mão. para contagem de linhas. feita como já vimos no capítulo 3.contagem das linhas. podendo no entanto. Após a contagem. caso não o tenha será apoiada no próprio delta. de 16 à 20 letra D de 21 à 25 letra E e de 26 em diante letra F. ser encontrada de forma diferente nos outros Estados da Federação.. apoiada no delta até o ápice da laçada mais central. onde uma linha imaginária (linha de Galton) é apoiada no primeiro ponto característico logo a frente do delta. classifica-se como zero ou 10º tipo na classificação. Contagem de linhas Caso os subtipos das impressões de uma ficha não forneçam sub-classificações suficientes para distinção das fichas. de 6 à 10 letra B. Cicatriz: símbolo X. Este tipo de classificação da contagem de linhas é o adotado pelo Instituto de Identificação de São Paulo..

Albotadiloscopia
É um termo criado por Luiz Reyna Almandos, palavra híbrida, composta de:
ALBUS - ALVO, BRANCO
DAKTYLOS - DEDOS
SKOPEIN - EXAMINAR.
O estudo publicado por Reyna Almandos, na Revista de Identificação Y Ciências
Penales, descreve as linhas brancas como sendo falhas do sistema de linhas
papilares.
Elas formam traços alheios ao sistema de linhas papilares que aparecem nas
impressões com relativa freqüência (fig. 47).
Elas tem origem em rugosidades existentes nos tecidos da ponta dos dedos, na
palma das mãos e na planta dos pés. É bem diferente do sulco provocado por
cicatriz de corte; esse apresenta uma reentrância ou um vertente na crista
papilar motivada pela ação cortante.
Essas linhas brancas não são perenes e nem imutáveis. Aparecem em um ou
mais dedos, muitas vezes, em todos os dedos no formato de retas, levemente
curvas, quebradas, mistas, ligeiramente sinuosas; mas distantes umas das
outras. Longas, curtas, medianas, largas, estreitas. Em relação à prega
interfalangeana são transversais, verticais e oblíquas e em vários sentidos.

Figura 47: Impressão digital com as linhas albodactiloscópicas. Fonte:
(DelPol ).
Não está bem definida a origem das linhas brancas. Alguns autores atribuem
como um sinal de senilidade; há aqueles que acreditam na interferência da
temperatura úmida ambiental e o seu relacionamento com determinadas
profissões no manuseio constante de produtos químicos.

Sob o ponto de vista técnico papiloscópico é bastante relativa a presença de
linhas brancas no papilograma; não podemos lhes atribuir um valor absoluto; eis
que lhe faltam dois elementos essenciais da crista papilar que são perenidade e a
imutabilidade. Sem esses atributos, não se pode confiar na sua imagem.
Entretanto, pelo seu formato, pela sua dimensão e espessura, pela sua posição
no papilograma, podemos atribuir um valor puramente indicativo, meramente
subsidiário e relativo, condicionando a outros elementos imutáveis e congênitos
de uma peça e outra quando do assinalamento e confronto dos pontos
característicos, pois, as linhas brancas, não são generalidades das pessoas e nem
de todos os dedos do mesmo indivíduo.
Também verificou-se que as linhas brancas aparecem em crianças, jovens,
adultos e velhos e é comum nos portadores de doenças alérgicas, radiodermite,
hanseníase bem como nas mãos de lavadeiras, professoras, feirantes de
legumes, pedreiro, copeiro ou em conseqüência das doenças renais. Porém,
essas linhas não coçam, não infeccionam, não doem e aparecem como um sulco
largo e isolado, formam imagens quadriculadas, cruzadas ou reticuladas
combinadas entre si, constituindo uma figura estranha e superposta ao desenho
existente. As linhas brancas não se originam da solução de continuidade das
saliências papilares e algumas desaparecem com os anos, sem deixar nenhum
vestígio, e em outras a persistência é duradoura.
As linhas brancas são de valor indicativo no conjunto de sinais. É mais um dado,
mais um fator que distingue e diferencia as cristas. Esse valor é meramente
subsidiário e relativo, é mais um reforço visual. É certo que essas linhas brancas
surgem, aumentam, diminuem, modificam-se e desaparecem em qualquer
tempo. Sua presença no papilograma é prejudicial ao desenho papilar. Na maioria
das vezes, não oferece condições de classificação, tornando-se um empecilho na
subclassificação. As linhas brancas não servem como elemento condutor da
pesquisa visual papiloscópica e não podemos considerá-las como ponto de
realce. São altamente prejudiciais pela interferência de seus traços sobre os
desenhos, dificultando a leitura e a classificação dos mesmos. identificação
definitiva.
Ao observar as linhas papilares, vê-se que existem elementos anatômicos que se
sobressaem nas cristas papilares. Esses acidentes anatômicos são chamados de
Pontos Característicos e diferenciam, individualizando cada dedo do ser humano.
Francis Galton os denominou de "minutae", e Juan Vucetich os chamou de
Pontos Característicos, definindo-os como sinais individualizadores que se
apresentam nas linhas papilares e que podem ser encontrados nas pontas dos
dedos, nas palmas das mãos e na planta dos pés, sendo imutáveis em tipo,
localização e número, no decorrer do tempo (fig. 48).
Os Pontos Característicos são a base sólida da identidade do datilograma,
quando encontrados em campo papilar com o mínimo de doze pontos
característicos, ou três raros e agrupados de idêntica forma e localização, sem
que haja entre eles outro ponto discrepante.
É aceito mundialmente o critério de assinalamento dos pontos característicos
porque distingue um datilograma de outro de forma absoluta. Entretanto, para se
saber a quem pertence , é preciso que uma delas esteja identificada com uma
letra, código, ou a própria qualificação do indivíduo resultando, por exemplo
impressão A = impressão B.

Figura 48: Impressões digitais de um mesmo dedo, com 25 anos de
intervalo entre as coletas, apresentando seus pontos característicos na
mesma ordem e posições, indicados por setas e numerados para
identifica-los.
Alguns pontos característicos ocorrem com maior freqüência e outros são mais
raros. No Brasil para estabelecer a identidade, é necessário a marcação de no
mínimo 12 pontos idênticos e coincidentes no confronto de dois datilogramas.
Este número de pontos foi sugerido por Alphonse Bertillon. Para Edmond Locard,
três pontos raros e agrupados, têm mais valor que 15 ou 20 extremidades de
linhas que são mais freqüentes.
impressões em locais de crime
As impressões em locais de crimes podem ser encontradas de três formas
básicas:
Moldadas: quando as impressões são encontradas em materiais que permitem a
modelagem em baixo relevo (massa de fixar vidro por exemplo), tendo o perito
que fotografá-la aplicando à mesma uma luz oblíqua para produzir sombra nos
sulcos do molde, revelando assim o desenho formado pelas cristas papilares e ou
poderá moldar tal impressão com material apropriado como silicone ou gesso,
por exemplo.
Visíveis ou entintadas : quando as impressões são deixadas visíveis no local
por ter o agente manuseado substâncias como tinta, sangue, graxa, sujeira etc.
sendo fácil sua localização tendo no entanto o perito que fotografá-las para o
estudo que se fizer necessário.
Latentes: São as impressões mais comuns por serem produzidas por
substâncias segregadas pelo próprio corpo do agente como suor e gorduras.

Pode ser fatal se engolido. Em contato com o cloreto de sódio (suor). O material é exposta ao vapor de cianocrilato por alguns minutos. Vapor de super-cola : um dos mais recentes métodos de detecção de impressões digitais é o vapor de cola (ou vapor de cianocrilato – Super Bonder). que são expelidas pelos poros sendo facilmente localizada por foco de luz oblíqua projetado sobre ela. produz cloreto de prata e nitrato de sódio.A reprodução do desenho papilar no local de crime por meio da impressão latente. Carbonato de chumbo: é um pó branco extremamente fino. Negro de Fumo : é um termo genérico usado para identificar uma ampla variedade de materiais carbonáceos finamente divididos. poderá permanecer por longo tempo fixada no suporte e o seu aproveitamento poderá ser feito através de reações químicas sobre a mancha. Suas micro partículas aderem na mancha deixada pelas cristas papilares banhadas de suor e ou óleo revelando o desenho das papilas dérmicas. Pode ser fatal se engolido. Por isso. é necessário preservar o local de crime. sendo aplicado por pulverização ou por meio de um pincel. A digital aparece em leves contornos brancos visíveis a olho nu. É utilizado na revelação de impressões latentes deixadas em papel. Danoso se for inalado. Ela é produzida por gotas de suor e ou gordura. . sol. sendo aplicado por pulverização ou por meio de um pincel. todo o material seja removido. revelando assim o desenho deixado pelas cristas papilares. é necessário o emprego de agentes químicos e técnicas especiais para manuseá-los. Agentes reveladores Para revelar impressões latentes. É um dos materiais mais utilizados na revelação de impressões latentes encontradas em suportes de fundo escuro e transparentes. Muitas vezes são fragmentos papilares deixados ocasionalmente sobre qualquer suporte pelo toque dos dedos. estando resguardada de sujeira. É utilizado na revelação de impressões latentes deixadas em papel. Causa queimaduras a qualquer área de contato. para se resgatar as impressões papilares que por muitas vezes podem identificar o autor. sendo este revelado com a exposição à luz. Causa queimaduras a qualquer área de contato. sendo que o cloreto de prata é indissolúvel permitindo assim que após a lavagem do papel. fazendo aparecer a imagem oculta. exceto o desenho deixado pela mancha de suor. Sabe-se que uma impressão latente. Suas micro partículas aderem na mancha deixada pelas cristas papilares banhadas de suor e ou óleo revelando o desenho das papilas dérmicas. Danoso se for inalado. O vapor de iodo reage com os ácidos graxos deixados no contato das cristas papilares com o papel revelando assim o desenho papilar. nem sempre é perfeita. chuva e qualquer outra coisa que possa danificá-la. mãos e pés descalços que provam a presença da pessoa no local. É um dos materiais mais utilizados na revelação de impressões latentes encontradas em suportes de fundo claro. Nitrato de prata : material altamente corrosivo. Vapor de iodo: material altamente corrosivo.

Por exemplo: Presilha Externa invadida. dá-se de maneira exclusivamente numérica sendo os tipos fundamentais representados por seus respectivos números: 1 arco. no entanto. No tipo Arco existe uma única subdivisão. Sinuoso =4 e Duvidoso =5. temos a contagem de linhas que no caso do arquivo monodactilar é colocado o número exato de linhas para cada dedo. resta ao perito a tarefa de confrontá-la com a de um suspeito. Angular = 2 Exemplo: Arco Plano. é representado pelo número 11 no arquivo monodactilar. E se não houver um suspeito? Como já foi visto. permitindo assim a exclusão de um número maior de impressões digitais na procura da impressão em uma ficha padrão (fig. A classificação e sub-classificação neste tipo de arquivo. Arquivo monodactilar Uma vez encontrada a impressão no local do crime. 2 presilha interna.O grafite. . o talco. da capacidade e conhecimento do perito na arte. 3 presilha externa e 4 verticilo sem que haja a distinção dos polegares para os demais dedos. surgiu o arquivo monodactilar. contendo 23 linhas entre o delta e a laçada mais central. acrescenta-se na seqüência o sub-tipo também de forma numérica. por exemplo: Subtipos do Arco : Plano = 1. será representada pelo número 32-23. é representada pelo número 22 no arquivo monodactilar. Subtipos da Presilha Interna e Externa: Normal = 1. Exemplo: Verticilo Ovoidal. invadida = 2 Exemplo: Presilha Interna Invadida. é representado pelo número 43 no arquivo monodactilar. mais uma série de substâncias. porém nas presilhas e no Verticilo. Diante da real necessidade de se encontrar uma única impressão digital em um arquivo sem a necessidade de um suspeito. podem ser utilizados para revelar impressões latentes. encontrar uma ficha com dez impressões em um arquivo decadactilar é relativamente fácil. Ovoidal =3. a poeira e outros tantos pós extremamente finos. respeitando-se a ordem da subclassificação de cada um. 49). Este tipo de arquivo é embasado em uma maior quantidade de sub-classificações para uma impressão digital. procurar uma única impressão sem muitas vezes sequer saber a qual dedo ela pertence. dependendo porém. Após a classificação numérica do tipo. é algo que pode ser considerado como impossível em se tratando de um grande arquivo decadactilar. Espiral =2. Subtipos do Verticilo: Circular =1.

12 (doze) pontos idênticos. Pontos Característicos São "acidentes" presentes entre as cristas papilares utilizados para identificar as impressões papilares através de suas coincidências. Além da contagem normal procedida no delta da esquerda. um verticilo sinuoso com 10 linhas no lado esquerdo e 14 linhas do lado direito.Figura 49: Modelo da ficha utilizada no arquivo monodactilar de São Paulo. no mínimo. Para que a figura identificadora seja considerada um Ponto Característico. Por exemplo. A legislação brasileira . a divisão torna-se ainda mais complexa. terá de ter no mínimo a espessura de uma crista papilar. através de impressões latentes encontradas nos locais de crimes. 1935 . No caso do verticilo. pelo uso e costume. foi de grande valia na identificação dos autores de delitos. exige a coincidência de. seria representado no arquivo pelo número 441014. na mesma localização. Ricardo Gunbleton Daunt). com a mesma "nomenclatura" e sem nenhum ponto discrepante. Esse capítulo foi apresentado para dar uma idéia da existência desse tipo de arquivo que por vários anos (São Paulo.Dr. tendo sido abandonado com o advento do sistema informatizado de identificação. para atestar uma identidade. Nomenclatura dos Pontos Característicos . temos para este tipo de arquivamento a contagem de linhas feitas à partir do delta da direita.

2.É um pedaço pequeno de linha de duas à quatro vezes maior que uma "ilha" 4.Extremidade de linha .Ilha ou Ilhota . Feito isso. . 3. faz-se observando-a circularmente no sentido horário tomando-se como base do raio (ou ponteiro) a parte mais central do desenho. é como um ponto final de uma frase escrita que se encontra entre duas linhas.É pouco maior que um ponto e se caracteriza por ser o menor pedaço de linha da impressão digital. 5. medindo aproximadamente de dois à quatro pontos de comprimento. em sentido contrário.Confluência . 6.Da mesma forma que a bifurcação porém. juntam-se em uma única linha.Ponto .Cortada . Esse estreitamento deve ser considerado para que não seja confundido com uma interrupção do desenho da linha.Quando se analisa uma impressão.Bifurcação . quando duas linhas seguem no sentido horário e. conclui-se que.Estipulou-se em número de 9 (nove) os pontos característicos. que podem ser encontrados em até 150 em uma única impressão digital completa sendo identificados com a seguinte nomenclatura e forma: 1. É o ponto característico mais comum em uma impressão digital.É todo final de linha seguida pelo estreitamento das duas linhas paralelas que a ladeiam. formando assim uma confluência. ou seja. em dado momento. as linhas que se seguem nesse sentido e abrem-se em duas outras formam uma Bifurcação. causado por agentes externos à formação natural da mesma.Como o próprio nome sugere.

Ponte ou Anastomose . a informatização no reconhecimento de impressões digitais é uma realidade.Ocorre quando duas linhas são ligadas por um seguimento curto formando entre elas uma ponte de ligação. que venha a substituir o método manual de pesquisa. Nos países mais avançados. Hoje a situação demográfica urbana é outra. 8. semelhante a uma aste ou uma "fisga de arpão" de pesca podendo ser confundida com uma pequena confluência ou bifurcação. Esta tecnologia é chamada de AFIS (Automated . 9. O importante é o ponto ser igual e estar na mesma posição em ambas as impressões confrontadas e sem haver nenhum ponto discrepante entre as mesmas.Haste ou Arpão .Esse ponto é formado por uma abertura da linha e seu fechamento logo em seguida. formando com isso uma espécie de "bolha" na linha. semelhante a anastomose das folhas das plantas. Sistema Informatizado de identificação O sistema de identificação vigente prestou grande contribuição para a Polícia quando as cidades eram menores e os criminosos conhecidos.7. Sabe-se que a identificação através das impressões digitais é extremamente eficiente e com o emprego de recursos oferecidos pela informática.Dá-se o nome de Aste ou Arpão ao ponto quando um segmento de linha forma um apêndice na linha. Com o advento da informática foi possível adquirir uma resposta mais eficiente e satisfatória na elucidação de crimes. as cidades cresceram sendo necessário um processo de identificação criminal mais dinâmico e com maior eficiência. sua eficácia torna-se ainda maior.Lago ou Encerro . Existe "n" variações de pontos a serem estudados em uma impressão digital e todos carregam alguma característica dos pontos citados sofrendo pouca ou nenhuma modificação. o que possibilitava o confronto das impressões colhidas nos locais de crime com as de um suspeito ou até mesmo podiam ser encontradas nos arquivos monodactilares.

História do AFIS A idéia de automação na procura de impressões digitais em grandes bancos de dados data dos anos 60. as pesquisas estavam sendo conduzidas pelo Home Office. com grandes desafios a enfrentar. vários crimes do passado estão sendo solucionados com a identificação das impressões digitais arquivadas por falta de suspeitos com os quais pudessem ser confrontadas. O AFIS é usado para comparar uma impressão digital com impressões previamente arquivadas no banco de dados do sistema. e os seus projetos eram dirigidos para este fim e suas atenções eram voltadas para as impressões fragmentadas e de baixa qualidade. Em 1969. além de muito dinheiro é claro. No Reino Unido. as dificuldades pareciam ser as mesmas e praticamente todos estavam no mesmo patamar tecnológico.Fingerprint Identification System ) Sistema de Identificação Automatizada de Impressões Digitais). (Federal Bureau Investigation) é que começou a aparecer algum resultado. Devido aos dispositivos de informática existentes na época e da tecnologia na exploração óptica. O Senhor Thiebault entretanto mostrou o projeto francês em detalhes. Por esse motivo praticamente nada se aproveitou dessa visita. Nos países que já possuem este sistema. o tamanho e o desempenho de uma calculadora daquela. entregue em 1972 com o nome de FINDER ( Fingerprint Reader Leitor de impressão digital). o F. Thiebault. R. pelo Senhor M. O Home Office estava mais interessado em manter segredo a fim de resguardar uma futura exploração comercial do produto. O FBI gastou milhões de dólares no desenvolvimento de um dispositivo de leitura de impressão digital que em 1970 ficou a encargo da CORNELL AERONALTICS LABORATORY. do Departamento de Assessoramento Científico. iniciou-se . mas somente nos anos 70 com os esforços realizados pelo F.B. a qualidade. estes países estavam mais interessados na questão das impressões latentes encontradas em locais de crimes. foi contratada para fabricar cinco diferentes modelos de leitores FINDER que foram entregues em 1975. Já em 1977. Considerese o preço. a empresa ROCKWELL. a fim de partilhar conhecimentos e evitar esforços duplicados. para realização deste projeto. pode-se imaginar o esforço monumental exigido. Ao contrário dos Estados Unidos. Na França. Em 1974.B. procurou os países que possuiam projetos de automatização do processo dactiloscópico. Entretanto.I. o sistema de memória disponível para armazenar dados que de uma impressão digital. Esta tecnologia melhorou muito no final do século XX quando os processadores e as memórias dos computadores tornaram-se mais eficientes e acessíveis. Diversas foram as companhias que empregaram enorme quantidade de pesquisas e dinheiro para este fim. o projeto foi apresentado na Polícia da Prefeitura de Paris.I.

As impressões digitais dessa pessoa são inseridas no sistema e o AFIS codifica uma cópia e busca entre todas as impressões existentes em seu banco de dados. um AFIS necessita de uma base de dados estabelecida. duas funções poderão ser executadas. O processo pode envolver milhares ou até mesmo milhões de impressões digitais. que pode levar anos para ser concluída. incluindo aquelas de anos atrás que estavam nos arquivos do sistema manual. Esta base de dados consiste nas impressões digitais de todos os criminosos que são presos. Estas impressões representam cada pessoa que foi presa no estado. Os cartões da apreensão são chamados cartões ten-print (impressões dos dez dedos . Esta é uma tarefa árdua mas necessária.I. A conversão dos sistemas é provavelmente a parte a mais crucial do AFIS. O segundo tipo são as novas aquisições feitas diariamente. da Inglaterra sendo apontado como o principal responsável pela identificação de milhares de criminosos e solução de inúmeros crimes. . A conversão envolve agrupar todas as impressões digitais em uma única base de dados e uma vez que todas as impressões digitais estão incorporadas na mesma base de dados. fornece um nome falso. Base de Dados do AFIS Para funcionar. A base de dados contem dois tipos de registros a serem estabelecidos. identificando essa pessoa de maneira precisa e incontestável. Os cartões ten-print então são digitalizados por dispositivo óptico especifico e arquivados na base de dados do sistema. todos os departamentos municipais das polícias submetem os cartões de impressões digitais dos criminosos que prendem. para ser incorporada ao banco de dados criminal nacional. O FBI foi o primeiro a utilizar esta inovadora tecnologia. Como exemplo.B. Nos Estados Unidos. Uma cópia de cada cartão deve ser remetida ao F. do Canadá e a Scotland Yard. todos os cartões de impressões digitais existentes no arquivo manual da agência devem ser digitalizados e transferidos para o computador. que hoje é adotada em centenas de instituições públicas de segurança de vários países. A primeira função que pode ser executada pelo AFIS é a pesquisa do registro de prisão de uma pessoa. o que é mais provável.semelhante ao nosso aqui do Brasil). Quando uma agência de polícia implanta um AFIS. O primeiro tipo são os milhares de cartões que durante anos foram arquivados no sistema convencional. Em segundos o computador seleciona algumas impressões digitais similares às cópias fornecidas e então o perito poderá determinar qual delas combina exatamente. na Carolina do Norte por exemplo. Nos arquivos.o processo de conversão de cerca de 15 milhões de individuais datiloscópicas do FBI que foi concluído somente no início dos anos 80. vamos supor que uma pessoa é presa e se recusa fornecer seu nome ou. como a Polícia Montada. cada cartão tem dez impressões digitais que devem ser codificadas uma a uma. ao departamento de investigações do estado.

um AFIS compara uma impressão digital. A etapa de aquisição envolve os elementos sensores que podem ser sensores fotográficos (fig. O computador seleciona as impressões que são similares para serem examinadas pelo perito. em sua maioria bifurcações e extremidades de linhas. O FBI tem uma potencialidade maior do AFIS. etc. Na aquisição de uma impressão. que permitem classifica-las como únicas. suas cópias serão incorporadas na base de dados e estarão lá para consulta quando for preso novamente. não necessariamente a imagem da impressão está arquivada. Quando diz-se que uma impressão digital está arquivada em um banco de dados de um AFIS. capacitivo. sua direção. ultra-som e etc. Por exemplo: uma impressão digital é coletada de uma arma utilizada em um crime.html 16/03/2.com/AFIS. O FBI está construindo um AFIS incrível.Caso a pessoa não tenha nenhum registro anterior. mas por enquanto. Através de algoritmos poderosos. A segunda função que pode ser executada pelo AFIS é a habilidade que ele tem de procurar em seu banco de dados. os melhor resultados estão vindo em nível de estado. 50) ou sensores próprios para aquisição de imagens de impressões digitais (digital. detectando uma ou mais impressões similares para serem confrontadas pelo perito. isso tudo em questão de segundos e caso a identificação seja confirmada. Funcionamento do AFIS Um AFIS trabalha tanto com as impressões digitais completas quanto com fragmentos encontrados em locais de crime. que lá pelo ano 2010 poderá estar em funcionamento. elétricos. qual o tipo de minúcia. ou até mesmo um fragmento de impressão. separando-as por indivíduo. que é uma coleção de informações obtidas através dos pontos característicos encontradas na impressão. probabilidade de ocorrência.forensicpress.002). com milhões de outras impressões de um banco de dados. A cópia é trazida ao laboratório para ser confrontada com a base de dados do AFIS. os melhores resultados ainda são encontrados nos AFIS estaduais (http://www. As informações contidas em um template podem ser tão simples quanto somente as coordenadas de onde ocorrem as bifurcações e extremidades de linhas ou mais ricas englobando informações como.). no entanto. impressões similares as cópias latentes encontradas em locais de crime. o crime poderá ser esclarecido em menos de um minuto. o AFIS faz a varredura da imagem da impressão digital e cria uma template (modelo). .

. resulta em cerca de 400 mil pontos enquanto as minúcias são. Na etapa de comparação as informações na saída do detector de minúcias são comparadas com as informações do banco de dados. anomalias devido à ferimentos. Em um sistema nem sempre é necessário armazenar a imagem da impressão mas apenas os templates resultantes. São as informações de saída deste bloco que alimentarão o restante da máquina de identificação. por exemplo. pois o volume de informações tratado é muito menor do que seria se fossem comparadas imagens diretamente. em número de 100. Uma imagem de impressão digital adquirida a 600 DPIs. Existe também a justificativa de espaço de armazenamento necessário. É uma etapa crucial onde existe a influência de diversos fatores como ruído de aquisição. etc. A fonte pode ser uma imagem impressa em papel ou mesmo a aquisição direta a partir do dedo do usuário. em geral. deslocamentos devidos à plasticidade da pele. sujeira. o que possibilita o uso de um PC na realização da tarefa.Figura 50 Sistema de aquisição direta através de câmara digital. Daí a importância e a maior justificativa para o uso de templates. normalmente utiliza-se algoritmos extras para extrair com mais cuidado as minúcias para evitar que elementos falsos apareçam no arquivo. O bloco de extração de minúcias é responsável por recuperar as informações dos pontos característicos na imagem da impressão digital. cicatrizes. como é o caso de sistemas online.

Em São Paulo o Setor de Informática.Figura 51 Diagrama simplificado do funcionamento de um AFIS.o Printrak. e análise de resultados AFIS no Brasil O Sistema AFIS introduzido no Brasil no final de 1979 . tinha que ser desligado. 51) é possível ver as partes principais que constituem o sistema: interface com o usuário. estava sendo mantido por pessoal não treinado para o gerenciamento de sistemas que seria necessário para a manutenção do AFIS. nos institutos de identificação da Bahia e de São Paulo. A Thomas de La Rua.Detecção de poucos pontos característicos. Havia problemas como a falta de manutenção do ar condicionado na sala do AFIS. por falta de manutenção. cadastro de um template no sistema. Em ambos os Institutos de Identificação eram altos os índice de rejeição de individuais datiloscópicas pelo Sistema AFIS. que não podendo ficar na temperatura ambiente. unidade de aquisição. de cerca de 28º C. cada um tinha a capacidade para 4 milhões de registros decadactilares e 500 mil registros de impressões monodactilares. o que resultava em: 1 . em 1987 o contrato por falta de pagamento do governo do Estado. As impressões eram consideradas de baixa qualidade. No diagrama (fig. na Bahia. Segundo o Senhor Alberto Velho (1987) o sistema deixou de funcionar. da Thomas de La Rue. Também houve problemas com a estabilização de energia elétrica pelas freqüentes queimas de fontes de alimentação. e 3 . 2 . impossibilidade de uma classificação correta pelo AFIS.queda na velocidade de conversão do arquivo de .Erros no arquivamento. comparação de um template com os armazenados no banco de dados. que prestava serviços de manutenção técnica rescindiu. instalado na própria Secretaria de Segurança Pública. extração de minúcias.

com base no sistema datiloscópico. Concluindo. nos anos de 1978/1979. Também sugeriu-se a criação de cadastro de empregadas domésticas e registros de desaparecidos.Projeto de Modernização Técnica da Polícia Federal -. Neste período praticamente todos os estados tinham o seu instituto de identificação. somada a pouca utilização das impressões digitais nos casos policiais. o que acaba deixando o sistema AFIS subaproveitado quanto ao seu enorme potencial. Os órgãos estaduais de identificação não possuíam interligação uns com os outros que possibilitasse uma comunicação rápida dos antecedentes penais.). manchadas. se não houver um sistema informatizado de impressões digitais. Mas os resultados não foram animadores. Não há como este projeto funcionar como deve. CENTRALIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES CRIMINAIS Nas primeiras décadas do século XX ocorreu a implantação da identificação criminal no Brasil. explicando como melhor colher impressões digitais. Devido a baixa produtividade do sistema. ao contrário dos sistemas instalados nas polícias norte americanas e canadenses. A lei 9. trata-se de um projeto a ser implantado na Polícia Federal.454 instituiu o CANRIC . a Thomas chegou a sugerir algumas medidas como emitir folhetos. E a causa. no Brasil o AFIS não logrou êxito. tem como prioridade a instalação do AFIS na Polícia Federal. com o auxílio do Instituto Nacional de Identificação.Cadastro Nacional de Registro de Identidade Civil. Para se obter qualquer informação era necessário encaminhar expedientes para cada . devido a constante necessidade de edição manual das impressões deficientes (sem delta. Nos anos 30. O projeto PROMOTEC . deslocavam-se para outros estados e estavam sendo julgados como réus primários. O juiz conhecia somente os antecedentes pertinentes a sua jurisdição. se deve ao baixo nível de qualidade das nossa impressões digitais. com documentos sem nenhuma segurança na sua expedição por falta do controle datiloscópico. Nas décadas seguintes começou a preocupar as autoridades federais o fato de que infratores cometiam crimes em um estado. que visa ao melhoramento técnico do aparelho policial. tanto entintadas como as latentes. Quanto ao sistema AFIS a nível nacional. etc. não tendo como saber sobre as ações dos malfeitores em outros estados. que também está em andamento. iniciaram-se encontros com objetivo de padronização dos procedimentos e uniformização de documentos expedidos por esses institutos.papel para o digital. segundo o relatório da Thomas de La Rue. O índice de aproveitamento das impressões latentes obtidas locais de crime são extremamente baixos. Caso contrário ficaríamos na mesma situação que estamos hoje.

"Federal Bureal of Investigation": A criação de um órgão que centralizasse essas informações e.unidade da federação e. Coordenar e promover o intercâmbio dos serviços de identificação civil e criminal no âmbito nacional. ao final. devido ao longo tempo de espera de resposta. A solução encontrada foi a mesma da polícia federal dos Estados Unidos da América .Instituto Nacional de Identificação -. O Instituto Nacional de Identificação conta hoje com as seguintes atribuições: Planejar. propondo. medidas para o seu aperfeiçoamento. Analisar os resultados das atividades de identificação. na estrutura do Departamento de Polícia Federal.114. de 17 de junho de 1963) para o intercâmbio de informações criminais do Departamento de Polícia Federal com as Secretarias de Segurança Pública de todo o país. dirigir. a informação mostrava-se ineficaz. relevantes para os procedimentos pré-processuais e judiciários. Esta preocupação era ainda mais justificada pela relativa facilidade de falsificação de documentos de identidade e pela grande extensão do nosso território. coordenar. O Governo Federal autorizou a celebração de convênios (Decreto 52. controlar e executar as atividades de identificação humana. Desenvolver projetos e programas de estudos e pesquisas no campo da identificação. entre outras tarefas ligadas à identificação. Então foi criado o INI . teria a incumbência de orientar a política de identificação criminal no país. Centralizar informações e impressões digitais de pessoas indiciadas em inquéritos policiais ou acusadas em processos criminais no território nacional e de estrangeiros sujeitos a registros no Brasil. com a normatização específica da Funcionamento do AFIS centralizado Considerando-se o tamanho do Brasil e sua expansão demográfica. no sentido de aprimorar e uniformizar as atividades de identificação no País. quando solicitado por autoridade competente. Colaborar com os institutos de identificação dos estados e do Distrito Federal. órgão sediado em Brasília. Emitir passaportes de conformidade Coordenação Central Policial. quando necessário. podemos afirmar que sem um AFIS a centralização da identificação civil e ou criminal . orientar.

mas com o PROMOTEC este problema será solucionado. . em seguida remetidas ao instituto de identificação estadual. e este por sua vez. remete uma cópia da ficha ao arquivo central da união. a centralização torna-se.através das impressões digitais é impraticável. mostra de maneira clara e resumida. como se processa o arquivamento das fichas no sistema de identificação criminal centralizado. desnecessária e dispendiosa. em se tratando de identificação de impressões digitais encontradas em locais de crimes (arquivos monodactilares). A necessidade de centralizar as informações em um só banco de dados é incontestável. As fichas dactiloscópicas são colhidas nas delegacias ou postos de identificação. 52). O diagrama (fig. Figura 52 Arquivamento centralizado de fichas dactiloscópicas. a princípio. porém.

o trabalho realizado pelo computador será dispendioso. Considere o posto de identificação de cada cidade como sendo também um posto de pesquisa monodactilar primário. forma-se arquivos primários nos postos de identificação. onde um AFIS de menor potencial. o processo pode ser realizado de maneira mais fácil e proveitosa. Para consultar o arquivo. Para evitar esse tipo de problema e otimizar o sistema.Figura 53: Consulta de fichas dactiloscópicas no sistema centralizado. sendo utilizado de maneira independente. ou seja. trabalhe com um arquivamento próprio em banco de dados compatível ao do sistema central. isso considerando ser um sistema de consulta on-line e multi-usuário. o requerente acessa o instituto de identificação estadual. o arquivo central será consultado (fig. podendo provocar um colapso no sistema se consultado por várias delegacias ao mesmo tempo. porém. e consequentemente de menor custo. Ao invés de centralizar o banco de dados em um arquivo único federal. o arquivamento e a consulta poderão ser feitos de maneira inversa ao do sistema de fichas decadactilares. 53). e caso não logre êxito na identificação. Formar um arquivo monodactilar central com todas as fichas de criminosos é possível. realizando consultas para as delegacias locais. consultar impressões digitais únicas e ou encontradas em locais de crimes em um AFIS. caso contrário o acúmulo de consultas tornará a pesquisa impraticável devido a dinâmica na coleta de impressões digitais em locais de crimes e o previsível aumento no uso do sistema. ao consultar o arquivo. . No caso de consultas no arquivo monodactilar.

um arquivo pode estar pronto para a consulta em menos de 1 mês. Correção de problemas: sendo o sistema implantado em várias cidades. antes de faze-la em arquivos locais. Menor taxa de erros : o AFIS apresentam dois problemas. A independência das delegacias nas consultas: a autonomia das delegacias nas consultas. sendo desnecessário na maioria dos casos realizar uma procura entre milhões de impressões de um arquivo central nacional. os problemas e melhorias descobertos em um determinado posto." . os melhor resultados estão vindo em nível de estado. Pesquisar nas impressões certas: a grande maioria dos crimes são cometidos por delinqüentes da própria cidade ou região (pesquisa de campo). falsa rejeição: quando a impressão existe no arquivo mas não é localizada e falsa aceitação: quando localiza uma impressão errada. ambos provocados pelo número excessivo de impressões. poderá ser facilmente adotado nos demais com segurança e rapidez. A rapidez da implantação: entre treinamento e implantação.000 dólares. como já foi visto no capitulo 7.2 parágrafo 7 : "O FBI tem uma potencialidade maior do AFIS. no entanto.As vantagens da descentralização do arquivo nas pesquisas monodactilares são: Preço: a implantação de um AFIS com arquivamento em banco de dados compatível com um AFIS de grande porte (central federal) que trabalhe em um micro computador. pode ser adquirido por um preço que varia entre 45 até 1.

variando o preço pela capacidade e confiabilidade exigida. possibilitando a migração de dados. No diagrama (fig.54) pode-se observar a maneira como se daria as consultas em um sistema descentralizado de impressão digital. . Quanto custa implantar um AFIS ? Perguntar quanto custa a implantação de um AFIS é o mesmo que perguntar quanto custa um carro ou uma casa. É importante observar quando da aquisição de um software de AFIS. para que no futuro possa ser integrado a outro sistema.000 dólares somente o software. se ele oferece segurança e rapidez nas respostas de pesquisas e se ele está de acordo com os padrões da Interpol. O preço pode variar de 45 até 10.Figura 54: Consulta em sistema descentralizado.

Brasília. e com o advento do computador. CONCLUSÃO O uso da dactiloscopia como ferramenta de identificação continua sendo o mais prático e seguro que existe. sendo em muito deficiente em mais de 50% dos institutos de identificação do Brasil (Grupo de Perito Da Interpol AFIS . Situação atual da identificação no Brasil O Brasil tem 26 estados e 1 distrito federal. Há um Instituto de Identificação em cada uma das 27 unidades da federação. somente no final dos anos 90. há o INI. que são responsáveis não somente para armazenar as impressões digitais de pessoas identificadas. mas também pela a expedição de carteiras de identidades. 3 estados não têm arquivo dactiloscópico algum. 1 estado tem um arquivo dactiloscópico inoperante. o treinamento do pessoal que ira trabalhar com o equipamento. O status atual das instituições acima mencionadas da identificação é: 13 estados têm arquivos dactiloscópicos operacionais. Baseado no cenário da identificação acima retratado. No distrito federal. a identificação das pessoas da maneira convencional tornar-se-á muito em breve insatisfatória. as necessidades forenses no que tange a identificação de pessoas será suprida. Porém. Com a implantação do AFIS através do PROMOTEC. 4 estados incapacitaram seus arquivos dactiloscópicos. 6 estados têm arquivos dactiloscópicos na fase organizar. . Em um país como o nosso. sua aplicação ganhou nova dimensão e a informatização do sistema no Brasil tornou-se algo imprescindível. devido a crescente expansão demográfica. 6 à 9 de novembro de 2000). começou a ser exigido conhecimento basico de informática nos concursos de ingresso a carreira policial. que é por sua vez responsável pelas fichas dactiloscópicas criminal nacionais. pode-se supor que uma busca em um arquivo dactiloscópico geralmente não precede a expedição da carteira de identidade emitida pelo II. levando-se em conta que no Estado de São Paulo. deve-se ater para os problemas que hão de surgir na identificação de impressões encontradas em locais de crimes. além do II.Deve-se considerar também custo de implantação.

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