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Neste artigo falarei de rítmica na melodia, mais especificamente falarei da subdivisão da

pulsação. O que é isso? Parece assunto de bateristas? Pois é… logo podemos descobrir o
quanto é interessante para nós pianistas e tecladistas “brincarmos” com o aspecto rítmico da música, na hora de criarmos nossas melodias.

Abram alas para o ritmo passar!
Os elementos que compõem a música são 4: harmonia, melodia, ritmo e dinâmica. Já se
perguntou qual, entre eles, é o único indispensável? Uma melodia poderia existir sem a
harmonia a sustentá-la. Uma música pode existir sem dinâmica. Pode haver música sem
melodia... Apenas não há nada sem o ritmo, isto é, sem uma organização temporal. Se o
ritmo é, de forma geral, importante para a existência do próprio fenômeno musical, ele é,
também, muito importante, para o improvisador. De fato, é muito importante o músico
improvisador saber trafegar com tranquilidade dentro da pulsação e de sua subdivisão.
Dominar essa habilidade enriquece demais nossos solos!!

Observe a próxima figura: os acentos mostram a pulsação em semínimas. A partir daí,
podemos subdividir cada pulsação em 2 notas (como mostra a segunda linha), em 3 notas
(como mostra a terceira linha) ou em 4 notas (como mostra a quarta linha).
Assista ao vídeo para ver isso em prática. Toque junto

Exercícios rítmicos de coordenação
Vamos praticar dois exercícios para desenvolver a
capacidade de passar de um valor de notas para
outro sem perder o andamento ou a coordenação
das mãos. Esses exercícios estão contidos no meu
método “Rítmica e Levadas Brasileiras para o piano” (Livro + CD + DVD).

Exercício 1:
Assista ao vídeo para ver isso em prática. Toque junto

Exercício 2:
Assista ao vídeo para ver isso em prática. Toque junto

Notas de diferente duração na melodia
A construção de melodias que contenham notas, ou grupos de notas, de diferente duração (ora colcheias, ora semínimas, mínimas ou tercinas, por exemplo), proporciona resultados esteticamente interessantes. Observe a Figura abaixo: a melodia alterna grupos de
colcheias, tercinas e semicolcheias. Acompanhe ouvindo o áudio.

O próximo vídeo propõe a aplicação desse conceito na improvisação, tendo como referência a música “Afinando” (partitura abaixo).
Uma vez entendida a proposta de estudo, use a base da música para treinar. Observe que
esse exercício é, antes de mais nada, MENTAL! Não tem nada a ver com a técnica, com “os
dedos”. É o cérebro que aprende a coordenar. Então, com calma, experimente primeiro
improvisar usando 2 notas por pulsação. Depois experimente as tercinas (o que é mais
difícil). Feito isso, dedique o tempo de uma inteira base (cerca de 4 minutos, base da música Afinando) à mistura entre 2 e 3 notas por pulsação, como mostrado no vídeo. Quando
se sentir mais seguro, coloque pausas... verá que o resultado será muito bom, após um
pequeno tempo dedicado a esse estudo.

Após ter cumprido essa etapa, experimente tocar 4 notas por pulsação. Passe a alternar 3
e 4 notas. Sucessivamente, se quiser, experimente 6 e 8 notas por pulsação.
Esse artigo foi publicado na Revista Digital Teclas e Afins nº3
Acesse: www.teclaseafins.com.br
www.turicollura.com