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Física - Acústica

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A NATUREZA

DO UNIVERSO

Acústica
o som apresenta as mesmas características geraís das outras formas de onda. As ondas sonoras são compressões e rarefações longítudinais do meio através do qual se propagam e são produzidas pela vibração de objetos.
Quando uma onda sonora se propaga através de um meio qualquer, as variações de pressão formadas ao longo de seu trajeto geram perturbações no meio em decorrência das tensões nele aplicadas. A velocidade do som é obtida pelo cálculo da raiz quadrada de seu módulo elástico dividida pela densidade.

exemplo, mostrar a imagem de um bebê no útero da mãe. Em ambos os casos, as variações no tipo de material são determinadas pelas variações do tempo que o som leva para se propagar até o detector.

Refração

do som

À noite, o ar próximo ao solo costuma ficar mais frio que o das camadas superiores, pois a Terra se resfria após o pôr do Sol. Assim sendo, a onda sonora que se move verticalmente a partir do solo vai sofrendo ligeiros desvios horizontais ao atravessar as camadas mais quentes de ar. Por fim, acabará sendo refletida de volta para baixo, permitindo que o som seja ouvido a longas distâncias. Este fenômeno é explicado pela lei de refração de Snell, segundo a qual camadas de ar sob diferentes temperaturas funcionam como meios diferentes através dos quais o som se propaga em velocidades diferentes. Na I Guerra Mundial, os canhões da frente de batalha ao norte da França podiam ser ouvidos no sul da Inglaterra, mas não na área intermediária. Este fato consistiu numa importante prova da existência da estratosfera, que é a parte da atmosfera acima da
troposfera (camada de ar mais baixa); na estratosfera aumenta com a altitude. média e superior, a temperatura

A velocidade

do som

A velocidade do som, assim como a velocidade de
outros tipos de onda, varia de acordo com o meio. Em

1. O levantamento sismico baseia-se na variação da reflexão das ondas sísmicos nos diferentes tipos de rocha.

ar parado, a ooe, corresponde a cerca de 331 m/s (1.191,6 km/h). Se a temperatura do ar subir cerca de 1°C, a velocidade do som aumentará cerca de 0,6 m/s. Nos metais, como o aço, a velocidade do som é de 5.060 m/s. Esta é a razão pela qual, nos filmes de "faroeste", vemos as pessoas encostarem o ouvido nos trilhos das estradas de ferro para ouvir a aproximação do trem. Isto ocorre porque a onda se propaga muito mais rápido através do aço do que do ar. Nas profundezas dos oceanos, o efeito combinado da salinidade, da temperatura e da pressão resulta numa velocidade mínima do som. O canal centrado ao redor desta velocidade mínima em profundidades entre 1.000 e 1.300 m permite que ondas sonoras se propaguem por grandes cij.~tânciashorizontais, com perda relativamente pequena. Já foram transmitidos, desta forma, sinais da Austrália às Bermudas. o fato de a velocidade do som variar nos diferentes meios é uma das razões da utilização de técnicas sísmicas para sondar. camadas de rochas ou minerais no subsolo. De modo semelhante, varreduras ultrasônicas são empregadas na medicina e permitem, por

O ouvido

humano

o ouvido humano é um detector bastante sensível. Seu limiar de percepção corresponde a uma intensidade sonora de 10]2 watts por metro quadrado (W m2), que é a medida da energia que chega até ele, conhecida como intensidade limiar. O som de maior intensidade que o ouvido consegue tolerar é da ordem de 1 W m2. Por abranger uma faixa de variação muito extensa, costuma-se representá-Ia em escala logarítmica de base 10. Sua unidade original era o bel, termo derivado do nome do inventor do telefone, o escocês Graham Bell C '347-1922). Mesmo graduado com base na escala logarítmica, o bel, por ser uma unidade muito ampla, é substituído normalmente pelo decibel (db) - 1 bel = 10 db. Se o limiar de intensidade for de O db, o som correspondente ao limiar de intensidade dez vezes maior será de 10 db, cem vezes maior será de 20 db, mil

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ESTRONDOS
Tmielo do e,'coodo oc,rdo 00 ,010

Características das notas musicais As notasproduzidaspelos instrumentos musicais
possuem três caracteósticas principais. A intensidade relativa poderia parecer a mais simples delas, mas é complicada em função da resposta não-linear do ouvido. A 100 Hz e 10.000 Hz o limiar de audição é de cerca de 40 db, comparado ao de O db da faixa entre 2.500 e 4.000 Hz. O conceito de intensidade relativa, portanto, não se baseia apenas na energia que atinge o ouvido, mas também na freqüência. A altura está intimamente relacionada à freqüência. Quando se dobra a freqüência da vibração, a altura se eleva em uma oitava. De modo geral, quanto mais alta a freqüência, maior a altura. Os sons produzidos pelos instrumentos musicais não constituem formas de ondas simples; são resultantes de diversas combinações de ondas. Tal complexidade resulta no timbre da nota de um instrumento específico. Até mesmo uma nota "pura" pode conter diversas ondas de freqüências diferentes. Tais freqüências são conhecidas como harmônicos ou múltiplos da freqüência fundamental ou mais baixa, a qual possui dois nodos e um antinodo, sendo chamada de primeiro harmônico. O segundo harmônico possui três nodos e dois antinodos, em que o comprimento de onda é reduzido à metade e a freqüência é dobrada. O terceiro harmônico possui quatro nodos e três antinodos; seu compriAottoodo 3. Harmônicas mento de onda corresponde a um terço do original e sua Nodo~ ~Nodo freqüência, ao triplo. Cada Aottoodo Aottoodo instrumento dá ênfase a um determinado harmônico. Nodo . Os sintetizadores musicais . 2'HARMÔNICO imitam os instrumentos Aottoodo AottoodoN d Aottoodo d produzindo eletronicamenNodo ""'" ~ te uma mistura de harmônicos em várias amplitudes.

Se a velocidade da fonte da onda sonora for superior à do som - 300 m/ s (1.080 km/hl na troposfera superior (até 10 km acima da superfície terrestre) - a frente de onda produzida não será esférica, e sim cônica. As diferentes cristas de onda se unem formando uma onda de choque. Um avião supersônico (cujo velocidade é superior à do som) gera este tipo de frente de choque, provocando um forte ruido (um estrondol e grandes variações de pressão.

vezes maior será de 30 db e assim por diante. Assim, o valor de 1 W m2 está 120 db acima do limiar. Freqüências ao redor de 3.200 Hz fazem o canal auditivo humano ressoar. A faixa de maior sensibilidade situa-se entre 2.500 e 4.000 Hz. Apenas cerca de 10% da população conseguem ouvir sons de Odb e, mesmo assim, na região de 2.500-4.000 Hz. A resposta do ouvido não é linear, ou seja, não possui relação direta com a intensidade do som detectado. A sensibilidade está relacionada à freqüência: apresenta forte diminuição nas freqüências audíveis mais baixas, mas diminui menos nas mais altas. A faixa de freqüência à qual o ouvido humano responde varia com a idade. No caso dos adolescentes, situa-seentre 20 e 20.000 Hz, enquanto para adultos próximos dos 40 anos o limite superior cai para a faixa entre 12.000 e 14.000 Hz. No limiar inferior da ,,, audição, as flutuações de pressão das ondas sonoras correspondem a cerca de 3 x 10-10 pressão atmosda férica. O tímpano (chamado de membrana timpânica)

--------------10 HARMÔNICO (FUNDAMENTAl!
.

~o ------ -

< ------ >

Nodo

~~---~

Nodo

3'

HARMÔNICO

O EFEITO DOPPLER
o efeito Doppler descrito pela primeira

vibra com velocidadesbastantebaixas - cerca de 10
cm por ano. Este dado pode parecer estranho, já que o ouvido vibra com freqüências de até '20.000 Hz (ciclos por segundo); no entanto, a baixa velocidade é explicada pelo fato de que o deslocamento detectado das moléculas de ar adjacentes ao tímpano a cada vez que ele se move é menor do que o raio atômico típico (cerca de 10-10 m). O ouvido humano é um detector muito sensível e uma sobrecarga constante acaba por deteriorar sua performance. Freqüências situadas abaixo da faixa de audição humana são conhecidas como infra-sônicas e as situadas acima são chamadas ultra-sônicas. A sensibilidade auditiva de alguns mamíferos, como o golfinho e o morcego, situa-se dentro da gama ultra-sônica. Tais animais se orientam através do eco produzido pelos guinchos agudos que emitem. Animais de grande porte, como as baleias e os elefantes, utilizam freqüências infra-sônicas para se comunicar a longas distâncias. Acredita-se que aves migratórias detectam sons infra-sônicos gerados por diversas fontes naturais, que lhes são úteis para a navegação.

veZ pelo fisico austríaco CJ. Doppler j 180353), é válido para todas as ondas. Ocorre :U:;;;:b7do a~~:t~~~~ ' emergência. A intensida, altura da noto emitida pela sirene parecem aumentar à medida que o veículo se aproxima e diminuir quando se a~sta.

'v odor Aex p licaf a-o é quequan d ooobse se move em direção à fonte sono, recebe as oscilações de pressão com f üêncio maior do que quando está parado. Assim, a impressão que ele tem é de que a fonte está emitindo freqüências mais altas. Inversamente, se ele estiver se afastando da fonte, a freqüência com que recebe as oscilações parece diminuir. O mesmo se aplica para o caso em que a fonte está em movimento e o observador, parado.

~

objeta depende da relação de aproximação ou afastamento entre o morcego e o objeto. Os morcegos parecem ser capazes de perceber efeit6s Doppler de menos de 1%. Suas narinas possuem espaçamento correspondente a um quarto do comprimento de onda, de modo que ao longo da norma/- ou da perpendicular - a uma linha entre suas narinas, as ondas estãô em fase e, assim, em amplitude total máxima. Deste modo, o som emitido é irradiado frontalmente em linha reta. O efeito [)oppler ~também notado na ótica,tendoprofu~do significado para a compreensão do universo. Comparandose o espectro de uma estrela ao arco ou à .centelha.dealgumelemento nela presente, $uaslinhas espectrais podem deslocar-se. Deslocamentos para a extremidade vermelha. do espectro para comprimentos de onda maiores -indicam que a estrela está se afastando da Terra. O astrônomo norteamerkanoEdwin Hubble (1889-1953) estudou este fenômeno em diversas galãxias e constatou que sua velocidade de recessão é proporcional à sua distância da Terra, confirmando, desto forma, que o universo parece estar em expansão.

Os morcegos emitem feixes de sons de freqüência constante; a freqüência emitida pelasdjferentes espécies de morcegos vari~ de cerca de 40 a 120 kiloherl% (kHz: 1 kHz ::1.000 AzJ.Devido ao efeito Doppler, a freqüência do eco que retoma aos ouvidos destes animais depois de refletido por um

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