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BOLETIM

INFORMATIVO
Destaque - LAUDATO SI (pag. 4)
Sobre o cuidado da casa comum (que é o Planeta), 2ª Carta encíclica do Papa Francisco

CONVOCATÓRIA
De acordo com os estatutos do MPI — Movimento Pró
-Informação para a Cidadania e Ambiente, convoco a
Assembleia Geral Ordinária desta Associação, que se
realizará Domingo, dia 14 de Fevereiro, pelas 14:30
horas, na rua Alberto Marcelino sito em Vale Cruzes,
freguesia de Outeiro da Cabeça, concelho de Torres
Vedras, com a seguinte ordem de trabalhos:
1 – Discussão e votação do Relatório e Contas do ano 2015
2 – Eleições dos corpos sociais para o triénio 2016 - 2018
3 – Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2016.
4 – Outros assuntos de interesse para a associação

Não havendo número legal de associados para a Assembleia funcionar, fica desde já marcada uma segunda
convocação para meia hora depois, funcionando com
qualquer número de associados.
Vilar, 17 de Janeiro de 2016
O Presidente da Assembleia-Geral

FORMAÇÃO – CONVÍVIO DE SÓCIOS
E AMIGOS – TROCA DE SEMENTES
Domingo, 14 de Fevereiro —10.30 h
Vale Cruzes (Outeiro da Cabeça – Torres Vedras)
- Enxertias de fruteiras tradicionais – por Sérgio Faustino e
Nuno Carvalho
TROCA DE SEMENTES
- Traz as tuas sementes para troca
CONVÍVIO DE SÓCIOS E AMIGOS
Traz algo para comer e beber para partilhar!
OFICINA DAS ERVAS COMESTÍVEIS
28 de Fevereiro (domingo), 9.45 h
Escola de Turismo e Hotelaria de Óbidos
Investimento (inclui almoço) 25 - não sócios / 4 - Crianças
dos 6-12 anos / 6 - dos 13-17 anos; Gratuito para crianças até
5 anos / 20 para os sócios - Inscrições limitadas até ao dia 23
de Fevereiro - mpicambiente@gmail.com

Humberto Pereira Germano

Editorial

Nesta edição:

Mais um ano que começa e cá estamos a construir a esperança
de um mundo melhor. De facto, ter esperança não significa ficar
de braços cruzados à espera que algo (milagre?) aconteça ou que
alguém faça as coisas por nós, bem pelo contrário, a esperança é
uma construção, dia a dia, sem cessar. Conforme nos aponta o
Papa Francisco não bastam acções isoladas, mas o caminho de
mudança faz-se em rede, em comunidade e as associações têm
um papel fundamental, assim tenham também por sua vez base
de apoio, isto é associados activos.
Votos de um ano 2016 sustentável
A presidente da direcção
Alexandra Azevedo

Histórico da debulha

2

Guia dos frutos e ervas

2

Natureza Comestível

3

Dieta Mediterrânica

3

Quota Familiar

3

Laudato Si

4

Breves

6

Eco-Receita

7

Espaço Jovem Atento

8

Ano 12, N.º 35
Janeiro de 2016

www.mpica.info

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RECRIAÇÃO HISTÓRICA DA DEBULHA DE CEREAIS

n.º 35 - Janeiro 2016

Alexandra Azevedo

Actualmente importamos a maior parte dos cereais (no caso do trigo importamos cerca de 90%!!), mas há poucas décadas atrás o cenário era bem diferente. A seguir ao Alentejo (região dos barros de Beja) a região Oeste era
das maiores produtoras de cereais, com destaque para o trigo. Marcos desses tempos são os inúmeros moinhos de
vento que pontuam a nossa paisagem, e havia uma indústria de maquinaria para o trabalho que os cereais requerem, actualmente desactivada.
Contrariando esta tendência e na iminência de não conseguir completar o ciclo dos cereais de variedades tradicionais que tem preservado, o agricultor resistente João Vieira, activista da Plataforma Transgénicos Fora em
representação da CNA – Confederação Nacional de Agricultura, com quem o MPI colabora regularmente, acolheu-nos junto a sua casa, na Póvoa – concelho do Cadaval, no dia 26 de Julho, para participarmos num momento
histórico ansiado há vários anos, e que finalmente foi possível concretizar, o funcionamento de uma debulhadora
fixa Tramagal, que adquiriu e recuperou os engenhos com a ajuda de familiares.

Eu própria já experimentei fazer pão com as variedades de trigo Barbela e Provençal, cultivadas pelo Sr. João
Vieira e posso garantir que o pão fica particularmente saboroso!
Nesse mesmo dia, à tarde, realizou-se uma reunião de activistas da Plataforma Transgénicos Fora (da qual o
MPI é membro), com pessoas de vários pontos do país, e está sempre aberta a todos os interessados.

GUIAS PRÁTICOS DOS FRUTOS E ERVAS SILVESTRES COMESTÍVEIS
Em 2015 foram editados pela Quercus estes
guias práticos que procuram reaproximar-nos do
contacto mais íntimo com a Natureza,
nomeadamente da prática da recolecção de
alimentos silvestres, de que a nossa sociedade
industrial e profundamente urbanizada nos
afastou. Dirigem-se especialmente a quem busca
uma alimentação mais natural e além de
recuperar alguns conhecimentos ancestrais, aliase a tradição à inovação alimentar, por isso a
edição destes trabalhos resultam de um percurso
ao longo dos últimos anos de pesquisa e
sobretudo de muitas experiências gastronómicas,
fruto também do trabalho em associações de
defesa do Ambiente que a autora, Alexandra
Azevedo, tem desenvolvido.
Os guias estão disponíveis na loja da Quercus,
www.loja.quercus.pt, na Junta de Freguesia de
Vilar, na Livraria Ler Devagar em Óbidos

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SÉRIE DE VÍDEOS “NATUREZA COMESTÍVEL”

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Alexandra Azevedo

Para facilitar a identificação das plantas e sua utilização, em complemento à informação dos guias práticos
iniciou-se em 2015 uma série de vídeos numa co-produção MPI e Quercus. Estes vídeos têm 3 a 4 minutos de
duração e adoptam uma abordagem simples e didáctica. Após uma breve apresentação de uma planta silvestre
comestível, ou ainda de uma alga marinha, será demonstrado como preparar uma (ou eventualmente duas)
proposta(s) gastronómica(s).
Estão acessíveis no canal do Youtube específico do projecto: https://www.youtube.com/user/mpicambiente,
em interligação com a Quercus TV. Em 10 de Setembro foi divulgado publicamente o primeiro vídeo e até ao
fecho da edição deste boletim estão disponíveis no total 7 vídeos: Introdução aos alimentos silvestres, a beldroega, o abrunho-bravo, o pilriteiro, a bolota: o alimento dos homens invencíveis!, o carvalho-português e o sobreiro, e ainda uma reportagem para o programa Biosfera da RTP2 “Cozinhar com plantas silvestres”. O canal do
Youtube tem até ao momento mais de 150 subscritores e perto de 5000 visualizações no total.

COLÓQUIO: A DIETA MEDITERRÂNICA
Inspirada no tema «Nutrir o Planeta, Energia para a
Vida», da Expo Internacional de Milão que reuniu até ao
dia 31 de Outubro de 2015 mais de 150 países de todo o
mundo, a Câmara Municipal do Cadaval organizou um
colóquio para se reflectir a nível local nas questões da
alimentação. Assim no dia 11 de Novembro no auditório
dos Paços do Concelho participaram 3 oradores: Helder
Muteia, representante da FAO (Organização das Nações
Unidas para Alimentação e Agricultura), Sheila Antunes,
Dietista da Santa Casa da Misericórdia do Cadaval
e Alexandra Azevedo, activista em representação do
MPI. Foi pena a fraca participação do público, mas quem
esteve presente gostou bastante do evento e sentiram-se
mais esclarecidos.

Foto - Câmara Municipal do Cadaval

MPI - QUOTA FAMILIAR
Na assembleia-geral de 2015 foi aprovada uma nova modalidade de quota: a quota familiar. No valor de 5
euros anuais destina-se ao agregado familiar que abrange o casal e filhos até aos 25 anos de idade em que
é atribuído um número de associado a cada membro do agregado familiar podendo assim exercer os direitos
estatutários. O envio do boletim e a emissão do recibo da quota será efectuado apenas ao membro que o agregado indicar. A adesão a esta modalidade é facultativa e destina-se tanto a novos associados como aos associados já
inscritos.

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LAUDATO SI – LOUVADO SEJAS
A segunda encíclica do Papa Francisco tem como tema central o cuidado da casa comum, que é o
nosso Planeta, e constitui um marco importante não só para a igreja católica, e o quanto todos os crentes têm de mudar perante os desafios actuais, mas também para todos os habitantes do Planeta, a quem
aliás o Papa dedica esta encíclica.
Para uma associação de defesa do ambiente, como é o caso do MPI, é reconfortante o reconhecimento do Papa pelo longo e rico caminho do movimento ecológico mundial, e que “Infelizmente, muitos

esforços na busca de soluções concretas para a crise ambiental acabam, com frequência, frustrados não
só pela recusa dos poderosos mas também pelo desinteresse dos outros. As atitudes que dificultam os
caminhos de solução, mesmo entre os crentes, vão da negação do problema à indiferença, à resignação
acomodada ou à confiança cega nas soluções técnicas. Precisamos de nova solidariedade universal” , são
das primeiras ideias com que o Papa nos interpela.
Não substituindo a leitura desta obra aqui ficam algumas ideias e citações demonstrativas do seu
conteúdo.
O título é inspirado na expressão de S. Francisco d’Assis “Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa

irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa …Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por
causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou. Crescemos a pensar que éramos seus proprietários e dominadores, autorizados a saqueá-la. … Esquecemo-nos de que nós mesmos
somos terra.” Cada ser vivo possui um valor em si mesmo.
O Papa busca as mais diversas fontes e cita o Patriarca Ecuménico Bartolomeu o qual se tem

“referido particularmente à necessidade de cada um se arrepender de próprio modo de maltratar o Planeta, porque «todos, na medida em que causamos pequenos danos ecológicos», somos chamados a reconhecer «a nossa contribuição – pequena ou grande – para a desfiguração e destruição do ambiente».
«Quando os seres humanos destroem a biodiversidade na criação da Terra e contribuem para a mudança climática, desnudando a Terra das suas florestas naturais ou destruindo as suas zonas húmidas; quando os seres humanos contaminam as águas, o solo, o ar… tudo isso é pecado.» Porque «um crime contra
a natureza é um crime contra nós mesmos e um pecado contra Deus».
Esse patriarca propôs como solução «passar do consumo ao sacrifício, da avidez à generosidade, do
desperdício à capacidade de partilha, numa ascese que significa aprender a dar, e não simplesmente
renunciar. É um modo de amar, de passar gradualmente do que eu quero àquilo de que o mundo de
Deus precisa. É libertação do medo, da avidez, da dependência.»
É desejo do Papa que “esta carta encíclica, …, nos ajude a reconhecer a grandeza, a urgência e a beleza do desafio que temos pela frente.” O Papa apresenta vários problemas como a poluição e as alterações climáticas e como isso afecta a saúde e as condições de vida, em particular dos mais pobres; as
questões da água, nomeadamente que água em quantidade e qualidade suficiente não chega aos mais
pobres; a perda de biodiversidade; a deterioração da qualidade de vida humana e a degradação social,
como o facto das cidades serem cada vez mais insalubres, em especial para os mais pobres e excluídos,
os descartados da sociedade; a desigualdade planetária, a maioria da população mundial é mais afectada, havendo uma dívida ecológica entre o Norte e o Sul.
Procurando as causas de todos estes problemas o Papa cita Romano Guardini «o homem moderno

não foi educado para o recto uso do poder» porque o imenso crescimento tecnológico não foi acompanhado por um desenvolvimento do ser humano, … carece de uma ética sólida, uma cultura e uma espiritualidade que lhe ponham realmente um limite…” Há uma “crença” desmesurada nas soluções técnicas, mas as supostas soluções criadas pela espécie humana acabam por criar novos problemas e iludem-nos com o poder de “substituir um beleza insuprível e irrecuperável por outra criada por nós.” O
pior é que este paradigma tecnocrático se globalizou!
Há “um notável excesso antropocêntrico”. A interpretação cristã correcta do conceito de “domínio

sobre o mundo … é no sentido de administrador responsável”… “Não há ecologia sem uma adequada
antropologia”.
Outra questão pertinente que o Papa aborda é o trabalho, como um meio para enriquecer e cuidar da
criação de Deus e para desenvolvimento pessoal e que o progresso tecnológico não deve procurar substituir cada vez mais o trabalho humano, dando como exemplo a agricultura.
Lamenta a fraqueza das nossas reacções, da política internacional e embora a sensibilidade ecológica

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das populações tenha aumentado é ainda insuficiente, por isso é necessária “uma ecologia integral”,
pois tudo está interligado é fundamental buscar soluções integrais que considerem que somos parte
integrante da Natureza e que todos os seres vivos têm um valor em si. “Não há duas crises separadas:

uma crise social e uma crise ambiental, mas uma única e complexa crise socioambiental.”

“É a humanidade que precisa mudar… Surge assim, um grande desafio cultural, espiritual e educativo que implicará longos processos de regeneração” , o Papa termina a encíclica apontando as bases da
educação e espiritualidade ecológicas necessárias, como:
Outro estilo de vida: É preciso fugir ao “consumismo obsessivo reflexo subjectivo do paradigma tecnoeconómico … Temos demasiados meios para escassos e raquíticos fins …quanto mais vazio está o
coração da pessoa, tanto mais necessita de objectos para comprar, possuir e consumir… Mas nem tudo
está perdido, porque os seres humanos, capazes de tocar o fundo da degradação, podem também superar-se, voltar a escolher o bem e regenerar-se”.
Educar para a aliança entre a humanidade e o ambiente: “Nos países que deveriam realizar as maiores mudanças nos hábitos de consumo, os jovens têm uma nova sensibilidade ecológica … mas cresceram num contexto de altíssimo consumo e bem-estar que torna difícil a maturação de outros hábitos.
Por isso, estamos perante um desafio educativo.” Não basta informar é preciso “uma transformação
pessoal… assumir o dever de cuidar da criação com pequenas acções diárias”
A conversão ecológica: “A crise ecológica é um apelo a uma profunda conversão interior … Viver a
vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial de uma existência virtuosa.” Isso exige reconhecer os erros, arrependimento e “mudar a partir de dentro.” Mas não basta a acção isolada, que pode sucumbir ao consumismo
sem ética, mas através de redes comunitárias. “A conversão ecológica, que se requer para criar um dinamismo de mudança duradoura é também uma conversão comunitária.”
Alegria e paz: “A espiritualidade cristã propõe um crescimento na sobriedade e uma capacidade de
se alegrar com pouco. … A paz interior das pessoas tem muito a ver com o cuidado da ecologia e com o
bem comum, porque autenticamente vivida, reflecte-se num equilibrado estilo de vida aliado com a
capacidade de admiração que leva à profundidade da vida”.
Amor civil e político: “Vivemos já muito tempo na degradação moral, baldando-nos à ética, à bondade, à fé, à honestidade; chegou o momento de reconhecer que esta alegre superficialidade de pouco
serviu … O amor cheiro de pequenos gestos de cuidado mútuo, é também civil e político, manifestando-se em todas as acções que procuram construir um mundo melhor”, na política, nas associações.

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BREVES
ERSAR TRAVA AUMENTO DA TARIFA DOS RESÍDUOS DA VALORSUL
A Entidade Reguladora dos Serviços de Água e de Resíduos (ERSAR) travou o aumento de 1,04% da tarifa
de tratamento de resíduos, proposta pela gestão da Valorsul para 2015, forçando uma descida de 3,4%, face ao
valor que vigorou em 2014, para 19,44 euros por tonelada na região da Grande Lisboa e zona do Oeste.
Segundo o regulador, citado pelo Diário Económico, "é muito difícil encontrar uma justificação" para o fazer
agora, "num ano de transição, especialmente complexo".
Fonte: http://goo.gl/uMzmDN

ALTERAÇÕES

CLIMÁTICAS AMEAÇAM OS AVANÇOS NA SAÚDE DOS ÚLTIMOS

50

ANOS
A ameaça para a saúde humana representada pelas alterações climáticas é tão importante que pode comprometer os avanços conseguidos no último meio século, alerta um estudo divulgado pela revista TheLancet.
As alterações climáticas têm também consequências indirectas para os humanos, como mudanças nos padrões
de propagação de doenças infecciosas, aumento da poluição atmosférica, insegurança alimentar e má nutrição,
além de mais problemas de saúde mental, com uma potencial subida das perturbações de ansiedade e casos de
stress pós-traumático em refugiados provocados pelo desaparecimento de zonas costeiras em todo o globo.
Fonte: Lusa24 Junho, 2015 http://goo.gl/C3AJJ5

DINAMARCA - O PRIMEIRO PAÍS QUE, POR LEI, SÓ TERÁ AGRICULTURA BIOLÓGICA
O actual governo da Dinamarca pretende transformar a agricultura dinamarquesa em 100% biológica. A Dinamarca já é o país com maior desenvolvimento e amplitude do comércio de produtos biológicos, sendo que 97%
da população conhece o seu significado e importância. A primeira meta, a ser alcançada até 2020 é duplicar a
quantidade actual de terra cultivada em modo de produção biológico, para isso o país pretende oferecer às escolas, cantinas (nomeadamente dos ministérios dinamarqueses) e hospitais, até 60% de alimentos de origem biológica. Na educação está prevista uma reforma do sistema actual para incluir cursos de nutrição, alimentação saudável e agricultura natural.
Fonte: greenMe, 2015-08-14 em Notícias Agricultura http://goo.gl/UlC3no

DGS LANÇA MANUAL COM ORIENTAÇÕES PARA DIETA VEGETARIANA
A Direção-Geral da Saúde lançou um manual “Linhas de orientação para
uma alimentação vegetariana saudável” dedicado à alimentação vegetariana,
com esclarecimentos, informações nutricionais, benefícios e riscos de um estilo
alimentar cada vez mais procurado e que em Portugal já terá cerca de 30 mil
seguidores. Procurando assim orientar os interessados uma vez que há cada vez
mais informação online sobre vegetarianismo, muita dela sem qualidade ou a
tentar vender produtos comerciais, o que origina má informação.
Os estudos internacionais apontam para um número crescente de vegetarianos a cada ano – influenciados em grande parte pelo aumento das preocupações
com a protecção do ambiente e dos animais – sobretudo entre a população mais
esclarecida e estudantes universitários.
Link do manual: http://goo.gl/ZweJTU
Fonte: Lusa,9 Julho, 2015 por http://zap.aeiou.pt/author/zap

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PORTUGAL É PAÍS DO MEDITERRÂNEO COM MAIOR PEGADA ECOLÓGICA
PROVOCADA PELA ALIMENTAÇÃO
A pegada ecológica nacional chega a 1,5 hectares globais, a medida usada para se calcular o espaço necessário
para produzir tudo o que se consome, enquanto que a média por habitante de um país mediterrânico são 0,9
hectares globais, que também é elevada, mas o nosso alto consumo de peixe é que põe Portugal na lista negra.
Para piorar a situação, os portugueses têm uma especial preferência por peixes que estão no topo da cadeia alimentar, como o atum e o bacalhau, o que pode resultar em casos de sobrepesca que já levaram a Comissão Europeia a reduzir, no ano passado, a quota pesqueira portuguesa.
Alessandro Galli, líder da investigação, que coordena a pesquisa sobre os países do mediterrâneo da Global
Footprint Network, rede internacional que trabalha para promover a sustentabilidade do planeta e responsável
pelo cálculo da pegada ecológica explica: o problema não está na dieta mediterrânica, [mundialmente reconhecida como uma das melhores dietas tradicionais do mundo e normalmente associada a uma menor pegada ecológica], mas sim nas pessoas do mediterrâneo já não seguem a dieta mediterrânica”. Esta dieta é baseada em alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes e cereais [nomeadamente alimentos silvestres], com consumo
de alimentos de origem animal muito moderado (carne, peixe, ovos e lacticínios).
Os investigadores envolvidos neste estudo esperam, agora, que as conclusões sirvam para uma mudança de
mentalidades. “Estamos a consumir o equivalente a um planeta e meio, o que significa que são precisos 18 meses para regenerar aquilo que é gasto durante um ano”, explica o investigador.
Fonte: http://goo.gl/xmmxlM 29/10/2015

ECO-RECEITA: BOLACHAS DE BOLOTA
Ingredientes:
150g de manteiga
90g de açúcar
200 g de farinha de trigo não refinada
100g de farinha de bolota
3g de canela
Modo de preparação:
Derreter a manteiga, juntar os restantes ingredientes e
misturar bem. Moldar em forma de rolo e com uma faca
cortar em bolachas que se vão colocando num tabuleiro de
ir ao forno untado (ou com papel vegetal antiaderente)
deixando espaço para que cresçam. Levar ao forno a 180ºC,
apenas com calor em baixo, durante 15 minutos.

Ficha técnica
Directora: Alexandra Azevedo / Paginação: Nuno Carvalho
Impressão com o apoio da Junta de Freguesia de Vilar
Propriedade: MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
Largo 16 de Dezembro, 2 / Vilar / 2550-069 VILAR CDV
tel:/fax: +351 262 771 060 email: mpicambiente@gmail.com
Web site: www.mpica.info

Alexandra Azevedo

espaço

Jovem Atento
Aprender a ler
o grande “livro” da Natureza

Quando olhamos para a Natureza à nossa volta o que encontramos com mais facilidade são plantas, pois
elas não podem fugir como os animais porque estão agarradas ao chão pelas raízes. Vemos muitas plantas mas
não sabemos o seu nome, ou … nem sequer reparamos nelas. Afinal muitas vezes são só umas ervas que os
adultos até chamam de daninhas, porque é que havíamos de reparar nelas?! É o que estás a pensar?
Pois é, quando não se conhecem as plantas é como olhar para um livro cheio de letras que não nos dizem
nada quando ainda não aprendemos a ler, mas depois … quando já sabemos ler é completamente diferente…,
todas aquelas letras arrumadas em palavras e por sua vez em frases já conseguimos perceber uma história, por
exemplo. Mas para isso é preciso querer aprender, praticar, estudar …
Com o grande “livro” da Natureza é parecido. Se tivermos curiosidade, quanto mais olharmos para
as plantas e formos perguntando o que são, a pouco e pouco o verde já não é todo igual e já conseguimos ver
bem as diferenças entre elas.
Uma coisa muito importante precisamos de saber: todas as plantas são úteis, mesmo que por vezes não se
saiba muito bem para que sirvam, por isso devemos sempre respeitá-las. Uma grande variedade de ervas são
boas para nós comermos e a vantagem em relação às que cultivamos na horta ou compramos no mercado é que
têm mais nutrientes, por isso são melhores para a nossa saúde!
Não era por acaso que S. Francisco de Assis deixava sempre um recanto na horta do convento para que as
ervas silvestres crescessem à sua vontade. Ele gostava de todos os seres vivos e alegrava-se com a sua beleza!
Não é uma pena pensarmos que são todas daninhas e querermos estar sempre a destrui-las com
herbicidas?
E agora? Vais ter curiosidade em aprender mais sobre as plantas? Começa pelas mais fáceis de identificar,
uma delas é a urtiga, e podes crer, é das melhores ervas para comermos e é útil para tratar outras plantas que
cultivamos na nossa horta e tudo!
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