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Contabilidade - Sinopse 2007

Contabilidade - Sinopse 2007

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Sinopse Contábil & Tributária 2007

DEPARTAMENTO DE PRÁTICAS PROFISSIONAIS (DPP)
AUDITORIA E IMPOSTOS

Resumo das principais normas de auditoria, contabilidade e tributação emitidas durante o ano.

Sinopse Contábil & Tributária 2007
Publicação do Departamento de Práticas Profissionais (DPP) e do Departamento de Impostos da KPMG Auditores Independentes Fones (11) 3245-8211 / 2183-3317 Coordenação Técnica: José Gilberto M. Munhoz Sócio, DPP Diogo H. Ruiz Sócio, Impostos Sérgio S. Schuindt Sócio, Impostos Equipe Técnica: Antonio Darago Junior Carmo Barboni Júnior Fernanda C. Inácio Dayko Rogério H. Garcia

Design e Produção: Idéia e Imagem Comunicação ideiaeimagem@uol.com.br (11) 4056 3575 / 4056 1056
A Sinopse Contábil & Tributária 2007 destina-se a fornecer um resumo das normas e notícias sobre o andamento das matérias contábil, de auditoria e tributária. Enquanto tomamos os cuidados para assegurar que as informações apresentadas estejam corretas, detalhes importantes para as empresas em particular podem ter sido omitidos. Desta forma, as informações aqui contidas não devem ser consideradas suficientes para a tomada de decisões. A KPMG está à disposição para discussão de situações específicas. O nome KPMG e o logotipo KPMG são marcas comerciais registradas da KPMG International, uma cooperativa suíça. © 2008 KPMG Auditores Independentes uma sociedade brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG International, uma cooperativa suíça. Todos os direitos reservados. Impresso no Brasil.

Sumário
Auditoria e Contabilidade
Editorial Normas Nacionais Resumo da Lei nº 11.638 CFC - Conselho Federal de Contabilidade CVM - Comissão de Valores Mobiliários IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil CPC - Comitê de Pronunciamentos Contábeis Normas Internacionais IASB - International Accounting Standards Board • Normas Novas - International Financial Reporting Standards (IFRS) • Normas Revisadas - International Accounting Standards (IAS) • Interpretações Emitidas - International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) • Exposure Drafts (EDs) Emitidas • Drafts Interpretations (DIs) • Plano de Projetos do IASB Normas Americanas FASB - Financial Accounting Standards Board • FASB Statements (SFAS) Publicadas • Emerging Issues Task Force (EITFs) Publicadas • SEC - Security Exchange Commission • PCAOB - Public Company Accounting Oversight Board 32 37 40 40 20 21 22 25 30 31 6 9 11 16 19 4

Normas Tributárias
Editorial Leis Ordinárias Medidas Provisórias Decretos Federais Instruções Normativas Ato Declaratório Interpretativo 44 46 48 48 51 55

Auditoria e Contabilidade

Editorial
Esta sétima edição da Sinopse Contábil & Tributária resume as normas de contabilidade, auditoria e legislação tributária publicadas em 2007 pelos órgãos , profissionais e reguladores. O fato contábil e regulatório mais relevante ocorrido em 2007 foi a publicação da Lei 11.638 em 28 de dezembro de 2007 que alterou entre outras os critérios , contábeis contemplados na Lei 6.404. Esse marco na área dos registros contábeis possibilitará uma maior transparência nas informações divulgadas pelas entidades de capital aberto e pelas empresas em geral. Essas novas normas contábeis passam a vigorar a partir de 01 de janeiro de 2008. Esse é um processo irreversível em direção à adoção de padrões internacionais de contabilidade, em um mercado de capitais globalizado. Em continuidade ao projeto de harmonização das normas brasileiras às normas internacionais de contabilidade, os órgãos reguladores no Brasil, como Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgaram algumas normas neste ano, visando essa harmonização. Neste contexto, na CVM podemos destacar a Deliberação 527 que aprova o , Pronunciamento Técnico emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis CPC 01, sobre Redução ao valor Recuperável dos Ativos, em linha com a IAS 36 e o Ofício Circular CVM/SNC/SEP 02/07 que dispõe sobre a opção de , elaboração e divulgação das demonstrações financeiras consolidadas, com base no padrão contábil internacional (International Accounting Standard Board - IASB) durante o período de 2007 a 2009 e fixa o ano 2010 para que as companhias brasileiras adotem obrigatoriamente as normas contábeis internacionais. O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu no ano de 2007 o IFRS 8 onde define os requerimentos para divulgação de segmentos por entidades que negociam títulos ou ações no mercado público ou que registraram ou estão em processo de registro de suas demonstrações financeiras em uma comissão de valores mobiliários ou outros órgãos regulatórios com o objetivo de emitir qualquer classe de instrumentos no mercado público; a revisão da IAS 1 visa melhorar a capacidade dos usuários analisarem e compararem as informações fornecidas nas demonstrações financeiras e a revisão da IAS 23 sobre Custos de Empréstimos, onde a principal mudança em relação à versão anterior é a remoção da opção de reconhecimento imediato como despesa dos custos de empréstimos que se relacionam a ativos para uso ou venda de longa maturação. Ainda em 2007 o IASB emitiu diversas interpretações, emendas e alguns ,

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IFRICs. Outras propostas de emendas encontram-se em análise, para serem divulgadas a partir de 2007 . No âmbito das normas norte-americanas (US GAAP), o Financial Accounting Standards Board (FASB) publicou dois novos pronunciamentos, o SFAS 159 - Opção de Valor Justo para Ativos e Passivos Financeiros, Inclusive Alteração na Declaração FASB no 115; o SFAS 160 - Participação Minoritárias nas Demonstrações Financeiras Consolidadas - uma emenda do ARB nº 51 e reemitiu um pronunciamento SFAS 141 - Combinação de Negócios. A Security Exchange Comission (SEC) publicou o SAB 109 que expressa as opiniões da equipe da SEC relativas aos compromissos de empréstimos subscritos registrados a valor justo no resultado. No Brasil, continuamos avançando fortemente no campo da governança corporativa, motivados pelos reguladores - Banco Central, SUSEP e CVM mas, principalmente por um mercado de capitais em contínuo crescimento e patrocinador da transparência e integridade das informações. A KPMG, nos diversos segmentos de sua atuação, tem como compromisso indelegável o patrocínio do debate que venha aumentar a confiança dos participantes do mercado de capitais, apoiar e discutir com as empresas no entendimento da regulação. A rede KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory. Estamos presentes em 145 países e temos mais de 123 mil profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. As firmas-membro da rede KPMG são independentes entre si e são afiliadas à KPMG International, uma cooperativa suíça. A KPMG International não presta serviços a clientes. No Brasil, somos aproximadamente 2.000 funcionários, distribuídos em 8 Estados e Distrito Federal, 11 cidades e 13 escritórios situados em: São Paulo (Sede), Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Jaraguá do Sul, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Carlos.

José Gilberto M. Munhoz
Sócio DPP - Departamento de Práticas Profissionais

Normas Nacionais
Resumo da LEI Nº 11.638
No dia 28 de dezembro de 2007 foi publicada na edição extra do Diário Oficial , da União a lei n° 11.638, a qual altera dispositivos da Lei n° 6.404 de 15 de dezembro de 1976 (lei das Sociedades Anônimas), e da lei n° 6.385 de 07 de dezembro de 1976 (lei sobre o mercado de valores mobiliários e que cria a Comissão de Valores Mobiliários - CVM), estendendo ainda às Sociedades de Grande Porte disposições relativas à escrituração e elaboração de demonstrações financeiras. Dentre as alterações introduzidas pela lei nº 11.638/07 destacamos : - As Sociedades Anônimas deverão incluir em suas demonstrações financeiras obrigatórias, a demonstração dos fluxos de caixa; e se companhia aberta, deve apresentar também a Demonstração do Valor Adicionado. As companhias fechadas com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$2.000.000,00 (dois milhões de reais), estão desobrigadas a apresentarem a demonstração dos fluxos de caixa. A demonstração de origens e aplicação de recursos deixa de ser exigida. - As normas da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, referentes às demonstrações financeiras das companhias abertas, deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. - Consideram-se sociedades de grande porte, para os fins exclusivos desta lei, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais). Estas sociedades de grande porte estão obrigadas a adotar o disposto na lei 6.404/76 sobre escrituração e elaboração de demonstrações financeiras e obrigatoriedade de auditoria independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários - CVM. - Esta lei também altera diversas regras relativas à elaboração de demonstrações financeiras e registros contábeis, destacamos :

Classificação do Ativo Permanente e do Patrimônio Líquido
- O grupo do ativo permanente, que era dividido em investimentos, imobilizado e diferido, com esta nova lei, acresce um novo grupo, denominado Intangível. O imobilizado engloba os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que

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transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens; o diferido engloba as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que contribuirão, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional; e intangível classificam-se os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. - O patrimônio líquido, antes dividido em capital social, reservas de capital, reservas de reavaliação, reservas de lucros e prejuízos acumulados, passa a ser dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. Neste novo subgrupo “ajustes de avaliação patrimonial” classificam-se as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos de certos ativos e passivos, em decorrência da sua avaliação a preço de mercado, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência. Não serão mais classificadas como reservas de capital, “prêmio recebido na emissão de debêntures” e “doações e subvenções para investimentos” Os . saldos existentes nas reservas de reavaliação deverão ser mantidos até a sua efetiva realização ou estornados até o final do exercício de 2008. A assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais (subdivisão do grupo de reservas de lucros) a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório.

Critérios para Avaliação do Ativo
- As aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo devem ser avaliados pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e direitos e títulos de crédito. Anteriormente havia a opção de apresentá-los pelo custo de aquisição. Esta lei define o conceito de “valor de mercado dos instrumentos financeiros” . - Os direitos classificados no intangível (ativo permanente), pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização; - A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado, no intangível e no diferido, a fim de que sejam registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam

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ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização. - Os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.

Critérios para Avaliação do Passivo
- As obrigações, encargos e riscos classificados no passivo exigível a longo prazo serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.

Demonstração do Resultado do Exercício
- Discriminará as participações de debêntures de empregados e administradores e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados que não se caracterizem como despesa;

Transformação, Incorporação, Fusão e Cisão
Se essas operações forem realizadas entre partes independentes e em que ocorram a efetiva transferência de controle, a avaliação dos ativos e passivos será obrigatoriamente a valor de mercado.

A Avaliação de Investimento em Coligadas e Controladas
Os investimentos devem ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial quando a Companhia tiver investimentos ( antes tinha que ser relevante ) em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante (antes era do capital social), em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. Quanto as alterações na lei nº 6.385/76, apenas foi acrescido o artigo Art. 10-A onde foi disposto que a Comissão de Valores Mobiliários - CVM, o Banco Central do Brasil e demais órgãos e agências reguladoras poderão celebrar convênio com entidade que tenha por objeto o estudo e a divulgação de princípios, normas e padrões de contabilidade e de auditoria, podendo, no exercício de suas atribuições regulamentares, adotar, no todo ou em parte, os pronunciamentos e demais orientações técnicas emitidas. Data de Vigência e Transição Essas alterações já se aplicam a partir de 1º de janeiro de 2008. A íntegra das leis acima citadas poderá ser obtida em : www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11638.htm www.planalto.gov.br/CCIVIL/LEIS/L6404compilada.htm www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L6385compilada.htm

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CFC Conselho Federal de Contabilidade
A íntegra das normas a seguir relacionadas poderá ser obtida em www.cfc.org.br

Resolução CFC nº 1088/07
Eventos Subseqüentes Aprova a NBC T 19.12 Eventos Subseqüentes à data das Demonstrações Contábeis, que estabelece critérios e condições para a contabilização e divulgação de eventos subseqüentes à data do balanço. Eventos subseqüentes à data do balanço são aqueles que, sejam eles favoráveis ou desfavoráveis, ocorrem entre a data do balanço e a data na qual é autorizada a conclusão da elaboração das demonstrações contábeis. Dois tipos de eventos podem ser identificados: a. Os que evidenciam condições que já existiam na data do balanço (eventos subseqüentes à data do balanço que originam ajustes). b. Os que são indicadores de condições que surgiram subseqüentemente à data do balanço (eventos subseqüentes à data do balanço que não originam ajustes). Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação (24 de janeiro de 2007), aplicando-se na elaboração e divulgação das demonstrações contábeis relativas aos exercícios que se iniciarem a partir de 1º de janeiro de 2007 .

Resolução CFC nº 1091/07
Revisão Externa de Qualidade pelos Pares Dá nova redação á NBC T 14 - Revisão externa de qualidade pelos pares. Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação (30 de março de 2007), revogando-se a resolução CFC nº 996 de 16 de abril de 2004, publicada no Diário Oficial da União, Seção 1, de 22 de abril de 2004, página 254, Resolução CFC nº 1.008, de 8 de outubro de 2004, publicada no Diário Oficial da União, Seção 1, de 18 de novembro de 2004, página 74 e demais disposições em contrário.

Resolução CFC nº 1100/07
Sigilo Profissional nos Trabalhos de Auditoria Aprova a NBC P 1.6 - Sigilo. Esta norma estabelece as diretrizes a serem empregadas pelo Auditor Independente sobre questões de sigilo profissional nos trabalhos de auditoria. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando as disposições em contrário, em especial o item 1.6 - Sigilo da NBC P 1 - Normas Profissionais de Auditor Independente, norma aprovada pela Resolução CFC nº 821/97 publicada no , Diário Oficial da União, em 21 de janeiro de 1998, Seção 1, páginas 49 e 50, bem como a regulamentação do mesmo item de que trata a Resolução CFC nº 961/03, publicada no Diário Oficial da União, em 4 de junho de 2003, Seção 1, páginas 123 a 125.

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Resolução CFC nº 1103/07
Comitê Gestor da Convergência no Brasil Criação do Comitê Gestor da Convergência no Brasil. O Comitê tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento sustentável do Brasil por meio da reforma contábil e de auditoria que resulte numa maior transparência das informações financeiras utilizadas pelo mercado, bem como no aprimoramento das práticas profissionais, levando-se sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, 28 de setembro de 2007 .

Resolução CFC nº 1106/07
Regras para Edição das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCs) As Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCs) editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) deverão seguir os mesmos padrões de elaboração e estilo utilizados nas normas internacionais. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, 26 de outubro de 2007 .

Resolução CFC nº 1109/07
Dispõe sobre a NBC P 5 - Norma sobre o Exame de Qualificação Técnica para Registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Esta Resolução entrou em vigor na data de sua publicação, 07 de dezembro de 2007 .

Resolução CFC nº 1110/07
Aprova a NBC T 19.10 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos, para aplicação aos exercícios encerrados a partir de dezembro de 2008. Esta Resolução entrou em vigor em 07 de dezembro de 2007 .

Resolução CFC nº 1111/07
Aprova o Apêndice II da Resolução CFC nº. 750/93 sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade. Esta Resolução entrou em vigor em 05 de dezembro de 2007 .

Resolução CFC nº 1115/07
Aprova a NBC T 19.13 - Escrituração Contábil Simplificada para Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. Esta Resolução entrou em vigor em 19 de dezembro de 2007 .

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CVM Comissão de Valores Mobiliários
A íntegra das normas a seguir relacionadas poderá ser obtida em www.cvm.gov.br

Ofício-circular CVM/SNC/SEP 02/06, de 28 de Dezembro de 2006
Orientações Sobre a Divulgação de Informações Pelas Companhias Abertas Tem como objetivo alertar às companhias abertas e seus respectivos auditores independentes sobre a obrigatoriedade de divulgação, no Relatório dos Administradores, das informações relacionadas à prestação de outros serviços prestados além da auditoria externa conforme determinado pela Instrução CVM nº 381/03.

Ofício-circular CVM/SNC/SEP 01/07, de 14 de Fevereiro de 2007
Orientação Sobre Normas Contábeis pelas Companhias Abertas Este Ofício-Circular substitui o OFÍCIO-CIRCULAR/CVM/SNC/SEP nº 01/2006. Tem como objetivo incentivar a adoção de novos procedimentos e divulgações, bem como antecipar futura regulamentação por parte da CVM e, em alguns casos, esclarecer questões relacionadas às normas internacionais emitidas pelo IASB.

Ofício-circular CVM/SNC/SEP 02/07, de 18 de Maio de 2007
Orientação Sobre Normas Contábeis pelas Companhias Abertas Tem como objetivo colocar em audiência pública a minuta de instrução que dispõe sobre a opção de elaboração e divulgação das demonstrações financeiras consolidadas, com base no padrão contábil internacional (International Accounting Standard Board - IASB) durante o período de 2007 a 2009 e fixa o exercício findo em 2010 para que as companhias brasileiras adotem obrigatoriamente as normas contábeis internacionais.

Ofício-circular CVM/SEP 04/06, de 28 de Dezembro de 2006
Orientações Sobre a Elaboração de Informações Contábeis Pelas Companhias Abertas Tem como objetivo informar às companhias abertas sobre a nova versão do sistema ITR/DFP/IAN (CVMWIN), disponibilizado a partir de 29 de dezembro de 2006.

Ofício-circular CVM/SEP 01/07, de 20 de Março de 2007
Orientações Sobre Procedimentos a Serem Observados pelas Companhias Abertas Consolidação dos ofícios-circulares anteriormente emitidos pela SEP (Superintendência de Relações com Empresas).

Ofício-circular CVM/SEP 02/07, de 1º de Junho de 2007
Orientações Sobre a Elaboração de Informações Contábeis pelas Companhias Abertas Tem como objetivo informar às companhias abertas sobre a nova opção de envio de documentos.

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Ofício-circular CVM/SEP 03/07, de 29 de Junho de 2007
Orientações Sobre a Elaboração de Informações Contábeis pelas Companhias Abertas Tem como objetivo informar às companhias abertas sobre a nova versão do sistema ITR/DFP/IAN (CVMWIN), disponibilizado a partir de 2 de julho de 2007 .

Ofício-circular CVM/SEP 04/07, de 6 de Novembro de 2007
Orientações Sobre a Elaboração de Informações Contábeis pelas Companhias Abertas Tem como objetivo a orientação quanto ao envio de informações pelas companhias abertas que voluntariamente passarem, a partir do 3º trimestre de 2007 a enviar suas demonstrações financeiras consolidadas elaboradas em , conformidade com as normas internacionais de contabilidade, nos termos da Instrução CVM nº 457/07 .

Deliberação CVM nº520 de 15 de Maio de 2007
Dispõe sobre a audiência pública e a aceitação pela CVM dos pronunciamentos técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC. Esta Deliberação entrou em vigor em 17 de maio de 2007 .

Deliberação CVM nº 521 de 27 de Junho de 2007
Disciplinar, no âmbito da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, o Sistema de Supervisão Baseada em Risco do mercado de valores mobiliários - SBR, estabelecendo mecanismos institucionais de organização das atividades da CVM e de priorização das suas ações de regulação e fiscalização, de maneira a permitir a identificação, o dimensionamento, a mitigação, o controle e o monitoramento dos riscos que possam afetar a implementação dos mandatos legais da CVM. Esta Deliberação entrou em vigor em 26 de junho de 2007 .

Deliberação CVM nº 525 de 5 de Setembro de 2007
Obrigatoriedade de identificação dos acionistas, conforme elencados no caput do art. 12 da Instrução CVM nº 358, de 3 de janeiro de 2002, de companhias abertas e estrangeiras, até o nível das pessoas físicas. Esta Deliberação entrou em vigor em 06 de setembro de 2007 observadas as , seguintes regras de transição: i. As companhias ainda não registradas deverão apresentar as informações previstas nesta Deliberação para a obtenção do registro. ii. As companhias já registradas que realizarem distribuição pública de valores mobiliários deverão apresentar as informações previstas nesta Deliberação previamente à concessão do registro de distribuição.

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iii. As companhias já registradas na CVM que não realizarem distribuição pública de valores mobiliários até 31 de maio de 2008 deverão apresentar as informações especificadas nesta Deliberação no Formulário IAN com vencimento a partir dessa data.

Deliberação CVM nº 527 de 1º de Novembro de 2007
Aprova e torna obrigatório, para as companhias abertas, o Pronunciamento Técnico CPC 01, anexo à presente Deliberação, que trata sobre Redução ao Valor Recuperável dos Ativos, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, para aplicação aos exercícios encerrados a partir de dezembro de 2008. Esta Deliberação entrou em vigor em 08 de novembro de 2007 .

Instrução CVM nº 449 de 15 de Março de 2007
Altera os arts. 11, 12, 13 e 15 da Instrução CVM nº 358, de 3 de janeiro de 2002, que dispõe sobre a divulgação e uso de informações sobre ato ou fato relevante relativo às companhias abertas, disciplina a divulgação de informações na negociação de valores mobiliários e na aquisição de lote significativo de ações de emissão de companhia aberta, estabelece vedações e condições para a negociação de ações de companhia aberta na pendência de fato relevante não divulgado ao mercado. Esta Instrução entrou em vigor em 19 de março de 2007 .

Instrução CVM nº 450 de 30 de Março de 2007
Trata Sobre Fundos de Investimento. Revoga as Instruções CVM nºs 316, de 15 de outubro de 1999, 322, de 14 de janeiro de 2000, 326, de 11 de fevereiro de 2000, 327 de 18 de fevereiro de 2000, , 329, de 17 de março de 2000, 336, de 15 de maio de 2000, e 338, de 21 de junho de 2000 e altera a redação das Instruções CVM: • Nº 409, de 18 de agosto de 2004, que dispõe sobre a constituição, a administração, o funcionamento e a divulgação de informações dos fundos de investimento. • Nº 306, de 5 de maio de 1999, dispõe sobre a administração de carteira de valores mobiliários. • Nº 387 de 28 de abril de 2003, que estabelece normas e procedimentos a , serem observados nas operações realizadas com valores mobiliários, em pregão e em sistemas eletrônicos de negociação e de registro em bolsas de valores e de bolsas de mercadorias e futuros e dá outras providências. • Nº 391, de 16 de julho de 2003, que dispõe sobre a constituição, o funcionamento e a administração dos Fundos de Investimento em Participações. Esta Instrução entrou em vigor em 03 de abril de 2007 .

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Instrução CVM nº 451 de 3 de Abril de 2007
Altera a Instrução CVM nº 398, de 28 de outubro de 2003, que dispõe sobre a constituição, a administração, o funcionamento e a divulgação de informações dos Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional - FUNCINE. Esta Instrução entrou em vigor em 04 de abril de 2007 .

Instrução CVM nº 452 de 30 de Abril de 2007
Regula a imposição de multas cominatórias pela CVM às pessoas que deixarem de prestar as informações periódicas ou eventuais exigidas em atos normativos, ou, ainda, que deixarem de cumprir ordens específicas emitidas pela CVM e revoga a Instrução CVM nº 273, de 12 de março de 1998. Esta Instrução entrou em vigor em 03 de maio de 2007 .

Instrução CVM nº 453 de 30 de Abril de 2007
Altera as Instruções CVM nº 406, de 27 de abril de 2004, que dispõe sobre a constituição, o funcionamento e a administração dos Fundos de Investimento em Participações que obtenham apoio financeiro de organismos de fomento: • Nº 209, de 25 de março de 1994, que dispõe sobre a constituição, o funcionamento e a administração dos fundos de Investimento em Empresas Emergentes. • Nº 391, de 16 de julho de 2003, que Dispõe sobre a constituição, o funcionamento e a administração dos Fundos de Investimento em Participações. Esta Instrução entrou em vigor em 03 de maio de 2007 .

Instrução CVM nº 454 de 30 de Abril de 2007
Dispõe sobre a atividade de captação de ordens pulverizadas de venda de ações, e revoga os dispositivos da Instrução CVM nº 387 de 28 de abril de 2003, e a , Deliberação CVM nº 213, de 21 de março de 1997 . Esta Instrução entrou em vigor em 02 de junho de 2007 .

Instrução CVM nº 455 de 13 de Junho de 2007
Inclui as companhias hipotecárias entre as entidades autorizadas a administrar fundos de investimento imobiliário e altera a Instrução CVM nº 205, de 14 de janeiro de 1994. Esta Instrução entrou em vigor em 14 de junho de 2007 .

Instrução CVM nº 456 de 22 de Junho de 2007
Altera as Instruções CVM no 409, de 18 de agosto de 2004, que dispõe sobre a constituição, a administração, o funcionamento e a divulgação de informações dos fundos de investimento e no 332, de 4 de abril de 2000, Dispõe sobre a emissão e negociação de certificados de depósito de valores mobiliários - BDRs com lastro

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em valores mobiliários de emissão de companhias abertas, ou assemelhadas, com sede no exterior. Esta Instrução entrou em vigor em 26 de junho de 2007 .

Instrução CVM nº 457 de 13 de Julho de 2007
Dispõe sobre a elaboração e divulgação das demonstrações financeiras consolidadas, com base no padrão contábil internacional emitido pelo International Accounting Standards Board - IASB. Esta Instrução entrou em vigor em 16 de julho de 2007 .

Instrução CVM nº 458 de 16 de Agosto de 2007
Altera a Instrução CVM nº 356, de 17 de dezembro de 2001, que Regulamenta a constituição e o funcionamento de fundos de investimento em direitos creditórios e de fundos de investimento em cotas de fundos de investimento em direitos creditórios. Esta Instrução entrou em vigor em 17 de agosto de 2007 .

Instrução CVM nº 459 de 17 de Setembro de 2007
Dispõe sobre a constituição, a administração, o funcionamento e a divulgação de informações dos fundos de investimento vinculados exclusivamente a planos de previdência complementar ou a seguros de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência, estruturados na modalidade de contribuição variável, a que se referem os arts. 76 e seguintes da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Esta Instrução entrou em vigor em 18 de setembro de 2007 .

Instrução CVM nº 460 de 10 de Outubro de 2007
Dispõe sobre os Fundos de Investimento em Participações em Infra-Estrutura e altera a Instrução CVM nº 406/04. Esta Instrução entrou em vigor em 11 de outubro de 2007 .

Instrução CVM nº 461 de 23 de Outubro de 2007
Disciplina os mercados regulamentados de valores mobiliários e dispõe sobre a constituição, organização, funcionamento e extinção das bolsas de valores, bolsas de mercadorias e futuros e mercados de balcão organizado. Revoga as Instruções 42/85; 179/92; 184/92; 203/93; 263/97; 344/00; 362/02; 379/02; o art. 6º da Instrução 312/99; os arts. 1º a 14 e 17 da Instrução 243/96; 250/96; arts. 2º a 7º, caput e §1º do art. 8º, arts. 10, 13, 15 e 16 da Instrução 297/98; o parágrafo único do art. 1º e o art. 3º da Instrução 202/93; e a Deliberação 20/85. Esta Instrução entrou em vigor em 24 de outubro de 2007 .

Instrução CVM nº 462 de 27 de Novembro de 2007
Dispõe sobre o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Esta Instrução entrou em vigor em 27 de novembro de 2007 .

16 Sinopse Contábil & Tributária 2007

IBRACON Instituto dos Auditores Independentes do Brasil
A íntegra das normas a seguir relacionadas poderá ser obtida em www.ibracon.com.br.

Publicações 2007 NPA 13
Procedimentos de Auditoria Independente dos Dados dos Participantes e das Obrigações de Planos de Benefícios de Entidades Fechadas de Previdência Complementar Esta norma foi elaborada pela Comissão Nacional de Normas Técnicas do IBRACON com o objetivo de orientar o auditor independente sobre os procedimentos mínimos a serem utilizados nos trabalhos de auditoria das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), a fim de cumprir com o disposto na NBC P 1.8 - Utilização de Trabalhos de Especialistas. Esta NPA está em vigor a partir de 1 de janeiro de 2007 .

NPA 14
Laudos de Avaliação Emitidos por Auditor Independente Esta Norma e Procedimentos de Auditoria (NPA) estabelece padrões técnicos e profissionais a serem observados pelo auditor independente, nomeado como perito ou como empresa especializada (também referido como avaliador para fins desta NPA), na emissão de laudo de avaliação a valor contábil ou a valor contábil ajustado a preços de mercado, destinado a apoiar processos de incorporação, cisão ou fusão de entidades empresas, de retirada ou ingresso de sócios, de encerramento de atividades ou operações específicas previstas em lei. Os trabalhos do auditor independente para a emissão de laudos de avaliação contábil devem ser conduzidos com observância ao descrito nesta NPA. Esta NPA foi aprovada pelo IBRACON em 24 de setembro de 2007 Aplica-se . a trabalhos para emissão de laudos de avaliação de patrimônios ou acervos líquidos cuja data-base seja em ou após 1° de janeiro de 2008. NPO 1 - Trabalhos de Asseguração (Assurance) que não Sejam de Auditoria ou de Revisão de Informações Financeiras Históricas O objetivo desta Norma e Procedimentos de Asseguração (NPO) é estabelecer princípios básicos e procedimentos essenciais, além de fornecer orientação aos auditores independentes, para a realização de trabalhos de asseguração (também conhecidos pelos profissionais da área como trabalhos de “Assurance”) que não sejam de auditoria ou revisão de informações financeiras históricas, que estão sujeitos a normas específicas. A presente NPO foi aprovada pela Diretoria Nacional em 25 de outubro de 2007 e aplica-se a trabalhos de asseguração cujo relatório for datado a partir de 1º de janeiro de 2008.

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Interpretação Técnica 01/2004 - Contabilização das Contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) Orientação geral quanto aos principais aspectos contábeis envolvidos forma de cálculo das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), e para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Foi REEDITADA EM 24 de setembro de 2007 em função de alteração na questão 5 (cinco). Questão 5 Qual a forma de contabilização do crédito, no caso das empresas que estão enquadradas no regime da não-cumulatividade e que realizam operações de exportação de mercadorias, prestação de serviços para pessoas domiciliadas no exterior e vendas à empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação, uma vez que essas operações não sofrerão incidência do PIS/da COFINS? Resposta Segundo previsão incluída em Lei, as empresas que realizarem as referidas operações poderão utilizar o crédito do tributo para dedução do valor da contribuição a recolher, decorrente de suas demais operações no mercado interno, ou para compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria. Ainda, segundo a norma, as empresas que não conseguirem utilizar o crédito por qualquer dessas formas, até o final de cada trimestre do ano civil, poderão solicitar ressarcimento em dinheiro, também observada a legislação específica aplicável à matéria. Assim, a contabilização deverá ser feita de forma análoga ao descrito na Questão 2. Por outro lado, cabe destacar que as empresas exportadoras que tributam suas receitas pelo regime cumulativo têm o direito de calcular crédito presumido de IPI para ressarcimento do PIS/da COFINS (Leis nºs 9.363/96 e 10.276/01), a ser utilizado para dedução de débitos de IPI relativos a períodos subseqüentes de apuração, transferidos para outro estabelecimento da pessoa jurídica para dedução de débitos de IPI, e, remanescendo, ao final de cada trimestre-calendário, créditos de IPI passíveis de ressarcimento poderão ser ressarcidos ou utilizados para compensação de débitos próprios relativos a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal, conforme IN SRF nº 600/05. Essas empresas também possuem um ativo realizável, a ser registrado, no momento em que o crédito for apurado, em contrapartida de conta redutora de custos, por ser, em essência, uma redução do custo de aquisição da matéria-prima.

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CT 01/07
Divulgação de Informações Suplementares Tem como objetivo orientar sobre a emissão do parecer dos auditores independentes quando a entidade auditada divulgar informações suplementares às suas demonstrações contábeis. Comunicado técnico emitido em 23 de janeiro de 2007 .

CT 02/07
Despacho Aduaneiro Expresso (Linha Azul) O presente Comunicado Técnico (CT) tem por finalidade orientar os auditores independentes na análise dos assuntos de auditoria relacionados à habilitação ao Despacho Aduaneiro Expresso (Linha Azul), instituído pela Instrução Normativa n° 476, de 13 de dezembro de 2004. Este CT discute os assuntos técnicos e orienta os auditores independentes quanto aos procedimentos de asseguração a serem aplicados e outros temas, incluindo modelo do relatório a ser emitido como resultado desse trabalho. Comunicado técnico emitido em 25 de outubro de 2007 .

CT 03/07
Tributos com Exigibilidade Suspensa O presente Comunicado Técnico (CT) tem por finalidade orientar os auditores independentes quanto à análise da eventual reversão de passivos ou constituição de ativos relativos a tributos com exigibilidade suspensa, cuja tese seja contagem de prazo decadencial, cabendo salientar que a responsabilidade primária pela decisão é da administração da entidade. Comunicado técnico emitido em 18 de dezembro de 2007 .

CT 04/07
Tábua biométrica complementar (EFPC) conforme Resolução MPS/CGPC nº 18, de 28 de março de 2006. Estabelece que as EFPCs devem utilizar sempre a tábua biométrica, para a projeção da longevidade dos participantes assistidos do plano de benefícios, mais adequada à respectiva massa, não se admitindo, exceto para a condição de inválidos, tábua biométrica que gere expectativas de vida completa inferiores às resultantes da aplicação da tábua AT-83. Também estabelece que para o plano de benefícios que utilize tábua biométrica com expectativas de vida completa inferiores às correspondentes à aplicação da tábua AT-83, a EFPC deverá promover implementação gradual ao disposto no item 2, até 31 de dezembro de 2008. Comunicado Técnico Emitido em 21 de Dezembro de 2007 .

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CPC

Comitê de Pronunciamentos Contábeis
A íntegra destes pronunciamentos a seguir relacionados poderá ser obtida em www.cpc.org.br.

Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução do Valor Recuperável de Ativos (“Impairment”)
Tem por objetivo definir procedimentos visando a assegurar que os ativos não estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado no tempo por uso nas operações da entidade ou em sua eventual venda. Caso existam evidências claras de que os ativos estão registrados por valor não recuperável no futuro, a entidade deverá imediatamente reconhecer a desvalorização, por meio da constituição de provisão para perdas. (Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade - IAS 36). Aberto para audiência pública de 1º de dezembro de 2006 ao dia 31 de março de 2007 reaberta para audiência pública de 29 de junho ao dia 31 de julho de 2007 , , pronunciado oficialmente em 1º de novembro de 2007 .

Pronunciamento Técnico CPC 02 - Conversão de Demonstrações Contábeis
Objetiva definir procedimentos visando à conversão de demonstrações elaboradas numa determinada moeda para outra moeda. A ênfase principal está na conversão de moedas estrangeiras para o real brasileiro, mas também se aplica para o inverso ou para a conversão de uma moeda para outra sendo ambas estrangeiras. Aberto para audiência pública de 27 de abril a 31 de julho 2007 ainda não foi , pronunciado oficialmente.

Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis
Esta Estrutura Conceitual não é um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, portanto, não define normas ou procedimentos para qualquer questão particular sobre aspectos de mensuração ou divulgação. Estabelece os conceitos que fundamentam a preparação e a apresentação de demonstrações contábeis destinadas a usuários externos. (Correlação às Normas Internacionais “Framework for the Preparation and Presentation of Financial Statements” - IASB). Aberto para audiência pública de 15 de agosto ao dia 15 de outubro de 2007 , ainda não foi pronunciado oficialmente.

Normas Internacionais
IASB - International Accounting Standards Board

Normas Novas
International Financial Reporting Standards (IFRS)
A íntegra das normas a seguir relacionadas poderá ser obtida em www.iasb.org.uk

IFRS 8 - Segmentos Operacionais
IFRS 8 define os requerimentos para divulgação de segmentos por entidades que negociam títulos ou ações no mercado público ou que registraram ou estão em processo de registro de suas demonstrações financeiras com uma comissão de valores mobiliários ou outros órgãos regulatórios com o objetivo de emitir qualquer classe de instrumentos no mercado público. IFRS 8 introduz uma “abordagem da gerência” que requer que a divulgação de , segmentos seja baseada em componentes da entidade que a gerência monitora na tomada de decisões sobre questões operacionais. Estes componentes (segmentos operacionais) são identificados com base em relatórios internos que o tomador de decisões da entidade (CODM - Chief Operating Decision Maker) revisa regularmente na alocação de recursos para segmentos e na avaliação da respectiva performance. A agregação de segmentos operacionais é permitida contanto que os segmentos sejam “similares” e atendam a algumas outras medidas específicas. Segmentos reportáveis são identificáveis com base em indicadores quantitativos de receita, lucro ou prejuízo e ativos. Os valores divulgados de cada segmento reportável são as medidas reportadas ao CODM, que não são necessariamente baseadas nas mesmas políticas contábeis reconhecidas nas demonstrações financeiras. IFRS 8 não define, mas requer uma explicação de como lucro ou prejuízo por segmento, ativos por segmento e passivos por segmento são mensurados para cada segmento reportável. IFRS 8 requer reconciliações entre os valores totais para todos os segmentos reportáveis e as demonstrações financeiras com uma descrição para todos os itens materiais de reconciliação.

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IFRS 8 requer divulgação geral e por entidade, incluindo informação sobre produtos e serviços, áreas geográficas, principais clientes e fatores usados para identificar um segmento reportável da entidade. Informações comparativas são normalmente re-emitidas (restated) para mudanças em segmentos operacionais. IFRS 8 é aplicável para períodos iniciados em ou após 1º de janeiro de 2009. Aplicação antecipada é permitida.

Normas Revisadas International Accounting Standards (IAS)

Emenda à IAS 1 - Apresentação de Demonstrações Financeiras
O International Accounting Standards Board (IASB) publicou em 06 de setembro de 2007 uma versão revisada da IAS 1 Apresentação de Demonstrações Financeiras. A revisão visa melhorar a capacidade dos usuários analisarem e compararem as informações fornecidas nas demonstrações financeiras. As mudanças feitas requerem que as informações nas demonstrações financeiras sejam agregadas com base em características compartilhadas e introduzir uma demonstração de resultados detalhada. Isso possibilitará que os leitores analisem mudanças no patrimônio da empresa resultantes de transações com os proprietários nessa função (tais como dividendos e recompras de ações) separadamente de mudanças não relacionadas aos proprietários (tais como transações com terceiros). Em resposta aos comentários recebidos por meio do processo de consulta, a norma revisada oferece aos elaboradores de demonstrações financeiras a opção de apresentar os itens de receita e despesa e componentes de outros resultados detalhados em uma única demonstração de resultados abrangente com subtotais, ou em duas demonstrações separadas (uma demonstração de resultados separada seguida por uma demonstração de resultados detalhada). As revisões incluem mudanças na nomenclatura de algumas demonstrações financeiras para refletir sua função com maior clareza (por exemplo, o balanço é renomeado de demonstração da posição financeira). As novas nomenclaturas serão utilizadas nas normas contábeis, mas seu uso não é obrigatório nas demonstrações financeiras. A norma revisada entrará em vigor para períodos anuais começando em ou após 1 de janeiro de 2009, mas a adoção antecipada é permitida. A publicação da IAS 1 marca a conclusão da primeira fase da iniciativa conjunta do IASB e do Financial Accounting Standards Board (FASB) dos EUA para revisar e harmonizar a apresentação das demonstrações financeiras. A segunda fase, que já começou, é examinar as questões mais fundamentais sobre a apresentação das informações nas demonstrações financeiras, sendo que e o IASB espera publicar um documento de discussão sobre o assunto nos próximos seis meses.

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Emenda à IAS 23 - Custos de Empréstimos
O International Accounting Standards Board (IASB) publicou em 29 de março de 2007 a revisão da IAS 23 - Custos de Empréstimos. A principal mudança em relação à versão anterior é a remoção da opção de reconhecimento imediato como despesa dos custos de empréstimos que se relacionam a ativos para uso ou venda de longa maturação. A norma revisada continua o trabalho do IASB no projeto de Convergência de Curto Prazo com o Financial Accounting Standards Board (FASB) para reduzir as diferenças entre as IFRSs e os princípios contábeis geralmente aceitos nos EUA (US GAAP). O IASB acredita que a aplicação da Norma revisada vai melhorar os relatórios financeiros de três maneiras. Primeiramente, o custo de um ativo vai incluir, no futuro, todos os custos incorridos em prepará-lo para o uso ou venda. Em segundo lugar, a comparação é melhorada por que um dos dois tratamentos contábeis existentes anteriormente para esses custos de empréstimos é removido. Em terceiro lugar, a revisão da IAS 23 atinge convergência em princípio com os US GAAP . O intuito desta revisão foi de eliminar grandes diferenças entre as IFRSs e os US GAAP e de melhorar os relatórios financeiros. Eliminar a opção das IFRSs melhora a comparação e converge em princípio com as US GAAP E a publicação . dessa Norma revisada também representa um passo adiante na remoção imposta pelas empresas estrangeiras junto a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) de reconciliar suas demonstrações financeiras com os US GAAP .

Interpretações Emitidas pelo IFRIC International Financial Reporting Interpretations Committee

IFRIC 12 - Contabilização de Direitos e Obrigações de Operadores Privados
Os acordos de concessão de serviços são aqueles onde um governo ou outro órgão concede contratos para o fornecimento de serviços públicos — tais como rodovias, distribuição de energia, penitenciárias ou hospitais — para operadores privados. O objetivo desse projeto do IFRIC é esclarecer como determinados aspectos da literatura existente do IASB devem ser aplicados aos acordos de concessão de serviços. Em 30 de novembro de 2006, o International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) publicou uma Interpretação — IFRIC 12 Acordos de Concessão de Serviços. A IFRIC 12 aborda como os operadores de concessão de serviços deverão aplicar as International Financial Reporting Standards (IFRSs) para contabilizar as obrigações que assumem e direitos que recebem nos acordos de concessão de serviços. Ao desenvolver essa orientação, o IFRIC baseou-se na experiência de operadores envolvidos em diversas concessões de serviços em todo o mundo. No reconhecimento do tamanho do projeto, o Comitê ampliou o processo formal normal para uma minuta de Interpretação ao realizar uma consulta pública para ter certeza de que a aplicação da Interpretação iria resultar em uma apresentação justa da posição financeira e desempenho financeiro dos operadores da concessão.

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IFRIC 12 fornece orientação contábil para entidades do setor privado (operadores) para contratos de concessão de serviços público-para-privado. IFRIC 12 aplica-se somente para os contratos de concessão de serviços na qual o setor público (poder concedente) controla ou regula os serviços fornecidos com a infra-estrutura e seus preços, e controla alguma parte residual na infra-estrutura. Nestas circunstâncias, o operador não reconhece a infra-estrutura como seu imobilizado se a infra-estrutura é infra-estrutura existente do poder concedente ou é infra-estrutura construída ou comprada pelo operador como parte do contrato de concessão de serviços. O operador reconhece ou um ativo financeiro ou um intangível, ou ambos, pelo valor justo como compensação pelos serviços de construção que a entidade fornece. Se o poder concedente fornece outros itens para o operador que o operador pode reter ou vender à sua opção, então o operador reconhece aqueles itens como seus ativos em contrapartida de um passivo pela obrigação a cumprir. O operador reconhece e mensura suas receitas pelos serviços de construção de acordo com IAS 11 e receitas por outros serviços de acordo com o IAS 18. O operador reconhece valores a receber pelo poder concedente para serviços de construção, incluindo aperfeiçoamentos à infra-estrutura existente, como um ativo financeiro e/ou um ativo intangível. O operador reconhece um ativo financeiro à medida que ele tenha um direito incondicional de receber o recurso financeiro independentemente do uso da infra-estrutura. O operador reconhece um ativo intangível à medida que tenha o direito de cobrar pelo uso da infra-estrutura. Qualquer ativo financeiro reconhecido é contabilizado de acordo com a norma de instrumentos financeiros, e qualquer ativo intangível, de acordo com o IAS 38. Não há exceções destas normas para os operadores. O operador reconhece e mensura as obrigações para manter ou restaurar a infraestrutura, exceto por algum elemento relacionado a aperfeiçoamento, de acordo com o IAS 37 (Provisions, Contingent Liabilities and Contingent Assets) O operador reconhece como despesas os custos com empréstimos conforme incorrido, a menos que tenha o direito de receber um ativo intangível e adota uma política de capitalização conforme IAS 23 Borrowing Costs, na qual a entidade irá capitalizar os custos de empréstimos atribuíveis durante o período de construção. IFRIC 12 é aplicável para períodos contábeis iniciados em ou após 1º de janeiro de 2008.

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IFRIC 12 é aplicado retrospectivamente a menos que seja impraticável. Neste caso, regras de transição especiais devem ser aplicadas.

IFRIC 13 - Programas de Fidelidade do Cliente
• A IFRIC 13 aborda como as empresas, que fornecem créditos aos seus clientes pela sua fidelidade (normalmente chamados de ‘pontos’) na compra de mercadorias ou serviços, deverão contabilizar sua obrigação de fornecer mercadorias ou serviços gratuitos ou com desconto quando os clientes resgatam os pontos. • Até agora, as IFRSs não forneceram orientação detalhada nessa área e as práticas podem variar. Algumas empresas mensuram sua obrigação com base no valor dos pontos para o cliente. Outras a avaliam ao custo (geralmente menor) para a entidade de fornecer as mercadorias ou serviços gratuitos ou com desconto. • A IFRIC 13 baseia-se no ponto de vista de que os clientes estão implicitamente pagando pelos pontos que recebem quando compram outras mercadorias ou serviços e, portanto, que parte da receita deveria ser alocada aos pontos. • A IFRIC 13 exige que as empresas estimem o valor dos pontos para o cliente e difiram esse valor da receita como um passivo até que tenham cumprido suas obrigações de fornecer os pontos. • A IFRIC 13 vai padronizar as práticas e assegurar que as entidades avaliem as obrigações de prêmios de fidelidade do cliente da mesma maneira que avaliam outras obrigações com os clientes, ou seja, pelo valor que o cliente pagou por elas. Data de Vigência: A IFRIC 13 é obrigatória para períodos anuais começando em ou após 1º de julho de 2008. A aplicação antecipada é permitida.

IFRIC 14 - IAS 19 - O Limite Sobre um Benefício Definido - Requisitos de Captação
A IFRIC 14 aborda três pontos: • Como as entidades deverão determinar o limite colocado pela IAS 19 Benefícios a Funcionários no valor de um superávit em um plano de pensão que podem reconhecer como um ativo. • Como um requisito mínimo de captação de recursos afeta esse limite. • Quando um requisito de captação mínima cria uma obrigação onerosa que deverá ser reconhecida como um passivo além de ser normalmente

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reconhecida com base na IAS 19 (A IAS 19 não fornece orientação detalhada nessa área e as práticas podem variar). • A IFRIC 14 vai padronizar a prática e assegurar que as entidades reconheçam um ativo em relação a um superávit em uma base consistente. • Em jurisdições onde há tanto um forte requisito de captação de recursos mínima e restrições sobre os valores que as entidades podem recuperar do plano, seja como restituições ou reduções na contribuição, as entidades talvez tenham que reconhecer um passivo adicional. Data de Vigência: A IFRIC 14 é obrigatória para períodos anuais começando em ou após 1º de janeiro de 2008.

Exposure Drafts (EDs) Emitidas

Minuta de Norma Internacional Alterações Propostas na IAS 24 Divulgações de Partes Relacionadas entidades Controladas pelo Estado e Definição de uma Parte Relacionada
Essa minuta de exposição (exposure draft) contém propostas feitas pelo International Accounting Standards Board para alterar a IAS 24 Divulgações de Partes Relacionadas. As alterações vão eliminar os requisitos de divulgação no parágrafo 17 da IAS 24 para algumas entidades que são controladas ou significativamente influenciadas por um estado em relação a transações com outras entidades controladas ou significativamente influenciadas por aquele estado. A isenção não se aplica quando existe influência em tais relacionamentos. A minuta de exposição também propõe alterações na definição de uma parte relacionada, por quatro motivos. Primeiramente, o Comitê considerou o relacionamento entre uma associada e uma subsidiária de uma entidade (‘o investidor’). A IAS 24 exige a divulgação de transações entre uma associada e uma subsidiária do investidor em demonstrações financeiras individuais ou separadas da associada mas não em demonstrações financeiras individuais ou separadas da subsidiária. O Comitê propõe mudar a definição de uma parte relacionada para assegurar que uma coligada ou uma subsidiária de uma entidade sejam partes relacionadas para fins de suas demonstrações financeiras individuais ou separadas. Da mesma forma, o Comitê propõe que quando o investidor for uma pessoa física, uma entidade que é significativamente influenciada por essa pessoa e outra entidade que é controlada por essa pessoa são partes relacionadas. A IAS 24 também trata algumas investidas do pessoal chave da administração de uma entidade que prepara suas demonstrações financeiras (nessa minuta de exposição, chamadas de ‘entidade reportante’) como relacionada a uma entidade reportante. Entretanto, a definição na IAS 24 não inclui a recíproca disso—ou seja, nas demonstrações financeiras da investida, a entidade reportante não é uma parte relacionada. O Comitê propõe aditar a definição para assegurar que em ambos os conjuntos de demonstrações financeiras as entidades sejam definidas como partes relacionadas.

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Por fim, como resposta aos comentários que a definição de parte relacionada é difícil de entender e interpretar, o Comitê propõe reestruturá-la. A reestruturação não visa mudar o significado de uma parte relacionada, exceto pela mudança descrita nos parágrafos 2-4 acima. A minuta de exposição também propõe melhorar a redação da norma.

Minutas de Exposição (Exposure Drafts) para Pequenas e Médias Empresas
O objetivo da norma proposta é fornecer um conjunto simplificado e completo de princípios contábeis que é apropriado para empresas menores, não negociadas em bolsa, e está baseado em todas as IFRSs, desenvolvidas principalmente para empresas de capital aberto. Ao remover as opções de tratamento contábil, eliminando tópicos que geralmente não são relevantes para PMEs e simplificar os métodos de reconhecimento e mensuração, a minuta da norma resultante reduz o volume de orientação contábil aplicável às SMEs em mais de 85 por cento em comparação com o conjunto completo das IFRSs. Como resultado, a Minuta de Exposição oferece um conjunto utilizável e completo de normas contábeis que possibilitarão que os investidores comparem pela primeira vez o desempenho financeiro de PMEs dentro dos limites internacionais ou caso a caso. Os comentários foram recebidos até 1º de outubro de 2007 . O IASB também desenvolve e publica uma norma separada que visa ser aplicada a demonstrações financeiras de finalidade geral e outros relatórios financeiros de entidades que em muitos países são conhecidas como pequenas e médias empresas (SMEs). Essa norma é a [minuta] da Norma Internacional de Relatórios Financeiros para Pequenas e Médias Empresas (International Financial Reporting Standard for Small and Medium-sized Entities - IFRS for SMEs).

Emenda Proposta à IAS 39 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Avaliação Exposições que se Qualificam para Contabilidade de Hedge
Os comentários foram recebidos até 11 de janeiro de 2008. Essa minuta de exposição contém propostas feitas pelo International Accounting Standards Board para alterar a IAS 39 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração. O objetivo das alterações é esclarecer quando uma entidade pode designar uma exposição a um instrumento financeiro como um item protegido por hedge. As propostas podem ser modificadas à luz dos comentários recebidos antes de serem publicadas na sua forma final como aditamentos à IAS 39.

A Minuta de Exposição (ED) 9 Acordos Conjuntos (Joint Arrangements)
Os comentários foram recebidos até 11 de janeiro de 2008.

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Esta minuta define os requisitos para o reconhecimento e divulgação de participações em acordos conjuntos. O objetivo da [minuta da] IFRS é melhorar a representação fiel de acordos conjuntos que uma entidade fornece nas suas demonstrações financeiras. O objetivo do projeto é reduzir as diferenças entre as IFRSs e princípios contábeis geralmente aceitos nos EUA (US GAAP). A convergência de curto prazo centra-se nas diferenças que podem ser solucionadas em um prazo relativamente curto e que podem ser abordadas fora de projetos maiores. As propostas podem ser modificadas à luz dos comentários recebidos antes da publicação como uma International Financial Reporting Standard (IFRS).

Minuta de Exposição de Alterações Propostas nas International Financial Reporting Standards (IFRSs) Primeiro Projeto Anual de Melhorias
Os comentários foram recebidos até 11 de janeiro de 2008. Essa minuta de exposição (exposure draft) das alterações propostas nas International Financial Reporting Standards (IFRSs) como parte do seu primeiro projeto anual de melhorias. O objetivo desse projeto anual de melhorias é fornecer um processo otimizado para lidar eficientemente com um conjunto de aditamentos diversos, não urgentes, mas necessários, nas IFRSs. As propostas podem ser modificadas à luz dos comentários recebidos antes de serem publicadas na sua forma final como aditamentos às IFRSs.

Estrutura da Minuta de Exposição
A minuta de exposição inclui um capítulo para cada IFRS para a qual uma alteração é proposta. Cada capítulo inclui: (a) Uma explicação da alteração proposta (b) Um convite para fazer comentários sobre a alteração proposta (c) Os parágrafos da IFRS ou orientação que são afetados pela alteração proposta (d) A base do Comitê para as conclusões na proposição da alteração Algumas das alterações propostas afetam mais de uma IFRS, ou seja, a alteração proposta envolve alterações conseqüentes em outras IFRSs. Essas alterações conseqüentes estão contidas nos respectivos capítulos das IFRSs afetadas. Entretanto, a explicação da mudança proposta e o convite para comentar estão incluídos somente no capítulo para a IFRS que é principalmente afetada pela alteração proposta, e não nos capítulos das IFRSs para as quais alterações conseqüentes são propostas.

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IFRS
IFRS 1 Aplicação pela primeira vez das IFRSs IFRS 5 Ativos não circulante mantidos para venda e operações descontinuadas IFRS 7 Instrumentos financeiros: Divulgações

Tópico da Alteração Proposta
1. Reestruturação da IFRS1. 2. Plano de vender participação majoritária em uma subsidiária. Alteração conseqüente da IAS 41: Custos dos pontos de venda. 3. Apresentação dos custos financeiros. Alteração conseqüente da IAS 28 e IAS 31: Requisitos de divulgação para investimentos em associadas e participações em entidades controladas conjuntamente contabilizados ao valor justo no resultado.

IAS 1 Apresentação das Demonstrações Financeiras

4. Declaração de conformidade com as IFRSs. 5. Classificação no circulante/realizável a longo prazo dos instrumentos conversíveis. 6. Classificação no circulante/realizável a longo prazo dos derivativos.

IAS 2 Estoques IAS 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa

Alteração conseqüente da IAS 41: Custos dos pontos de venda. Alteração conseqüente da IAS 16: Venda de ativos mantidos para locação.

IAS 8 Políticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas Contábeis e Erros IAS 10 Eventos Subseqüentes à Data do Balanço Patrimonial
IAS 16 Imobilizado

7.

Status da orientação sobre a implementação.

8. Dividendos declarados após o período de apresentação dos relatórios.

9. Valor recuperável. 10. Venda de ativos mantidos para locação. Alteração conseqüente da IAS 40: Propriedades em construção ou desenvolvimento para uso futuro como propriedade para investimento.

IAS 17 Arrendamentos

11. Classificação de arrendamentos de terrenos e edifícios 12. Aluguéis contingentes.

IAS 18 Receita IAS 19 Benefícios a Funcionários

12. Custos de originação de um empréstimo. 13. Reduções e custo negativo de serviços passados. 14. Custos de administração de planos. 15. Substituição do termo ‘vencer’. Orientação sobre passivos contingentes.

IAS 20 Contabilização de Subsídios Governamentais e Divulgação de Assistência Governamental IAS 23 2C41 Custos de Empréstimos IAS 27 Demonstrações financeiras consolidadas e separadas

16. Consistência da terminologia com outras IFRSs 19. Empréstimos governamentais com taxa de juros inferior a do mercado. 17 Componentes dos custos de empréstimos. . 18. Avaliação da subsidiária mantida para venda em demonstrações financeiras separadas.

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IFRS
IAS 28 Investimentos em Coligadas

Tópico da Alteração Proposta
19. Divulgações exigidas quando os investimentos em coligadas são contabilizados ao valor justo no resultado. 20. Impairment de investimento em coligada.

IAS 29 Demonstrações contábeis em economias hiperinflacionárias IAS 31 Participação em Joint Ventures

21. Consistente terminológica com outras IFRSs.

22. Divulgações exigidas quando a participação em entidades controladas em conjunto é contabilizada ao valor justo do resultado.

IAS 32 Instrumentos Financeiros: Apresentação

Alteração conseqüente da IAS 28 e IAS 31: Divulgações exigidas quando os investimentos em coligadas e a participação em entidades controladas em conjunto são contabilizada aos valor justo no resultado.

IAS 34 Relatórios financeiros intermediários

23. Divulgações de lucros por ação em relatórios financeiros intermediários.

IAS 36 ‘Impairment’ de Ativos

24. Divulgações das estimativas utilizadas para determinar o valor recuperável Alteração conseqüente da IAS 41: Custos dos pontos de venda.

IAS 38 Ativos Intangíveis

25. Atividades de publicidade e promoção. Método da unidade de produção da amortização.

IAS 39 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Avaliação

26. Definição de um derivativo. 27 Reclassificação de instrumentos financeiros dentro ou fora da . classificação de valor justo no resultado. 28. Designação e documentação de hedges no nível dos segmentos. 29. Taxa de juros efetiva aplicável no encerramento da contabilidade do hedge pelo valor justo. Tratamento das penalidades de pagamento antecipado como derivativos embutidos altamente relacionados.

IAS 40 Propriedades para Investimento

30. Propriedades em construção ou desenvolvimento para uso futuro como propriedade para investimento. 31. Consistência terminológica com a IAS 8. Propriedade para investimento mantida para aluguel.

IAS 41 Agricultura

32. Custos dos pontos de venda. 33. Taxa de desconto para cálculos do valor justo. 34. Transformação biológica adicional. 35. Exemplos de produção e produtos agrícolas. Alteração conseqüente da IAS 20: Consistente terminológica em outras IFRSs.

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Implementação Proposta e Data de Vigência
O Comitê propõe que as alterações, caso confirmadas, deverão entrar em vigor para períodos anuais começando em ou após 1º de janeiro de 2009. O Comitê propõe permitir uma aplicação antecipada das alterações, desde que: (a) Todas as alterações propostas do primeiro projeto anual de melhorias. (b) O IAS 1 Apresentação das Demonstrações Financeiras (conforme revisado em 2007) sejam aplicados para o mesmo período.

Drafts Interpretations (DIS)

IFRIC DI D21 - Vendas de Imóveis
Foi publicada pelo IASB apenas para comentário. Os comentários sobre a minuta da interpretação puderam ser enviados por até 5 de outubro de 2007 . Essa DI fornece orientação sobre quando a entidade vendedora deverá reconhecer a receita da venda de imóveis. Especificamente: (a) Ela esclarece se os contratos de venda celebrados antes da construção estar completa deverão ser vistos como contratos de construção no escopo da IAS 11 ou contratos para a venda de mercadorias no escopo da IAS 18. (b) Ela revisa a orientação sobre a aplicação da IAS 18 a vendas de imóveis em geral. Esta DI Interpretação deverá ser aplicada na contabilidade da receita de vendas de imóveis. Esta DI Interpretação aborda: (a) O significado do termo ‘contrato de construção’, conforme definido na IAS 11. (b) Os requisitos da IAS 18 em relação: (i) Às condições que devem ser atendidas antes que a entidade vendedora reconheça a receita da venda do imóvel. (ii) À maneira na qual a entidade vendedora deverá reconhecer e mensurar quaisquer obrigações contratuais que permanecem quando as condições para o reconhecimento da receita tiverem sido atendidas.

IFRIC DI D22 - Orientação Proposta Sobre Hedges de um Investimento Líquido em uma Operação Estrangeira
Esta DI estava aberta para comentário público até 19 de outubro de 2007 . A IFRIC D22 esclarece dois pontos que surgiram em duas normas contábeis— IAS 21 Efeitos das Mudanças em Taxas de Câmbio e IAS 39 Instrumentos

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Financeiros: Reconhecimento e Avaliação—sobre a contabilidade de operações de hedge de risco em moeda estrangeira em uma empresa e suas operações no exterior. A proposta do IFRIC esclarece o que qualifica como um risco no hedge de um investimento líquido em uma operação estrangeira e onde em um grupo o instrumento que compensa esse risco pode ser mantido.

Planos de Projetos do IASB Cronograma projetado em dezembro de 2007.
Projetos de Convergência no curto prazo

Joint Ventures
Este projeto é parte do projeto de convergência de curto prazo juntamente com o FASB. O objetivo é reduzir as diferenças entre as IFRS e princípios contábeis geralmente aceitos nos EUA (US GAAP) que possam ser resolvidas em um período relativamente curto e possam ser endereçadas fora de outros projetos maiores. Este projeto também por objetivo melhorar os relatórios financeiros para atividades dentro do escopo do IASB 31 – Participações em Empreendimentos de controle Conjunto. O propósito da minuta da norma tem interesse principalmente em remediar dois aspectos da IAS 31 em que o IASB considera ser um impedimento para a qualidade de informações relacionadas a acordos de controle conjunto – a saber, que forma do acordo é o principal determinante para a sua contabilização e que a entidade tem uma escolha no tratamento contábil de participações em entidades de controle conjunto. A publicação desta IFRS está prevista para o segundo semestre de 2008.

Imposto de Renda
Os impostos de renda são identificados frequentemente como uma fonte de reconciliações significativas para registrantes estrangeiros listados na SEC que aplicam IFRS e os participantes indicaram os prospectos da convergência são bem-vindos. Tanto na IAS 12 - Imposto de renda quanto o FASB 109 - Contabilização de Imposto de renda , a contabilização de impostos sobre a renda são baseados na perspectiva de obrigações no balanço onde a entidade reconhece imposto de renda diferido ativo e passivo para diferenças temporárias (diferença entre o valor contábil de um ativo e passivo no balanço e sua base fiscal) e para prejuízos fiscais. Entretanto, as diferenças surgem porque em ambos há numerosas exceções ao princípio básico. Neste projeto de convergência do IASB não deve ser reconsiderado, a forma de contabilização, mas eliminar as exceções ao princípio básico. Conclusão Estimada do Projeto A publicação de uma minuta que ficará em audiência pública (Exposure Draft) está previsto para o segundo trimestre de 2008.

Normas Americanas
FASB - Financial Accounting Standards Boards

FASB Statements (SFAS) Publicadas
A íntegra das normas a seguir relacionadas poderá ser obtida em www.fasb.org

SFAS 159 - Opção de Valor Justo para Ativos e Passivos Financeiros, Inclusive Alteração na Declaração FASB no 115
Sinopse Esta Norma permite que as entidades optem por avaliar diversos instrumentos financeiros e determinadas outras contas pelo valor justo. O objetivo é aprimorar a preparação dos relatórios financeiros, dando às entidades a oportunidade de atenuar a volatilidade dos resultados publicados gerada pela avaliação de ativos e passivos relacionados por critérios diferentes, sem a necessidade de aplicar disposições complexas de contabilização de hedges. É esperado que esta Norma amplie o uso da avaliação pelo valor justo, que é consistente com os objetivos de longo prazo do Comitê para a contabilização de instrumentos financeiros. Esta Norma é aplicável a todas as entidades, inclusive organizações sem fins lucrativos. A maioria das disposições desta Norma se aplica apenas às entidades que optarem pela avaliação pelo valor justo. Entretanto, a alteração à Norma FASB nº 115, Contabilização de determinados investimentos em títulos acionários e de dívida, aplica-se a todas as entidades que possuam títulos mobiliários disponíveis para venda ou destinados à negociação. Alguns requisitos se aplicam de forma diferente a entidades que não apresentam lucro líquido. Os itens a seguir são qualificados para a opção de avaliação determinada por esta Norma: 1. Ativos e passivos financeiros reconhecidos, exceto: a. Investimentos em uma subsidiária que a entidade seja obrigada a consolidar. b. Participação em uma entidade de participação variável (VIE) que a entidade seja obrigada a consolidar.

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c. Obrigações do empregador e de planos (ou ativos que representem posições com excesso de provisões) por benefícios de aposentadoria, outros benefícios pós-aposentadoria (inclusive benefícios de assistência médica e seguro de vida), benefícios pós-emprego, opções de ações para e outras formas de acordo e remuneração diferida, conforme definição do FASB nº 35, Contabilização e relatórios por planos de aposentadoria com benefício definido, nº 87 , Contabilização de aposentadorias pelo empregador, nº 106, Contabilização pelo empregador de benefícios pós-aposentadoria, nº 112, Contabilização pelo empregador de benefícios pós emprego, nº 123 (revisada em dezembro de 2004), Remuneração baseada em ações, nº 43, Contabilização de faltas compensadas, e nº 158, Contabilização pelo empregador de planos de aposentadoria com benefícios definidos e outros planos pós-aposentadoria, e Opinião APB nº 12, Opinião geral - 1967 . d. Ativos e passivos financeiros reconhecidos em operações de arrendamento, conforme definição do FASB nº 13, Contabilização de arrendamentos, (esta exceção não se aplica a garantias de obrigações de arrendamento de terceiros nem a obrigações contingentes decorrentes de um arrendamento cancelado). e. Passivos de depósitos sacáveis à vista de bancos, associações de poupança e empréstimo, cooperativas de crédito e outras instituições similares captadoras de depósitos. f. Instrumentos financeiros classificados pelo emissor, no todo ou em parte, como componente do patrimônio líquido (inclusive “patrimônio líquido temporário”). Um exemplo seria uma obrigação conversível, com característica de conversão beneficiária não contingente. 2. Compromissos firmes que de outra forma não seriam reconhecidos no lançamento e envolvam apenas instrumentos financeiros. 3. Contratos não-financeiros de seguros e garantias que a seguradora pode liquidar pelo pagamento a um terceiro para o fornecimento daqueles bens ou serviços. 4. Instrumentos financeiros hospedeiros, resultantes da separação de um instrumento derivativo implícito não-financeiro de um instrumento não financeiro híbrido. Como esta norma altera as práticas contábeis atuais? A opção de valor justo determinada por esta Norma permite a todas as entidades optar por avaliar os itens qualificados nas datas especificadas para a opção. Uma entidade comercial apresentará os ganhos e perdas não realizados nos itens para os quais tenha efetuado a opção pelo valor justo nas contas de resultado (ou em

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outro indicador de desempenho caso não divulgue seus resultados) em todas as datas-base subseqüentes. Uma organização sem fins lucrativos apresentará os ganhos e perdas não realizados em seu demonstrativo de atividades ou outro demonstrativo similar. A opção pelo valor justo: 1. Pode ser aplicada instrumento por instrumento, com algumas exceções como os investimentos de outra forma contabilizados pelo método de equivalência patrimonial. 2. É irrevogável (a menos que ocorra nova data de opção). 3. É aplicada apenas aos instrumentos completos e não a parte dos instrumentos. A opção pelo valor justo desta Norma é similar, mas não idêntica, à opção pelo valor justo do IAS 39, Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração. A opção internacional pelo valor justo está sujeita a determinados critérios de qualificação não incluídos neste padrão e se aplica a um conjunto de instrumentos ligeiramente diferente.

Data de Vigência e Transição
Esta Norma entra em vigor no primeiro exercício social iniciado após 15 de novembro de 2007 A adoção antecipada é permitida em um exercício social . iniciado antes de 15 de novembro de 2007 inclusive, desde que a entidade opte , também por aplicar as disposições da norma FASB no 157 Avaliação pelo valor , justo. Não é permitido aplicar retroativamente esta Norma a exercícios sociais anteriores à data de entrada em vigor, salvo se a entidade optar pela adoção antecipada. A opção pela adoção antecipada deve ser efetuada após a emissão desta Norma, mas no prazo de 120 dias após o início do exercício social da adoção, desde que a entidade ainda não tenha emitido demonstrações financeiras, inclusive notas explicativas obrigatórias, relativas a qualquer período intermediário do exercício social da adoção. Esta declaração permite a aplicação a itens qualificados existentes na data de entrada em vigor ou de adoção antecipada.

SFAS 160 - Participações Minoritárias nas Demonstrações Financeiras Consolidadas - uma emenda do ARB nº 51
Esta norma se aplica a todas as entidades que elaboram demonstrações financeiras consolidadas, exceto as organizações sem fins lucrativos, mas afetará apenas as entidades que possuírem participação minoritária pendente em uma ou mais subsidiárias ou que não consolidem. As organizações sem fins lucrativos devem continuar a aplicar as diretrizes no Accounting Research Bulletin nº 51, Demonstrações Financeiras Consolidadas, antes das emendas feitas por essa norma, e quaisquer outras normas aplicáveis, até que o Comitê emita diretrizes interpretativas.

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Uma participação minoritária consiste de parte do patrimônio em uma subsidiária não atribuível, direta ou indiretamente, a uma controladora. O objetivo dessa norma é melhorar a relevância, comparabilidade e transparência das informações financeiras apresentadas por uma entidade emissora de relatório em suas demonstrações financeiras consolidadas, por meio da determinação de normas contábeis e de relatório, exigindo que: • A participação acionária nas subsidiárias detidas pelas partes, que não sejam da controlada, sejam claramente identificadas, classificadas e apresentadas no balanço dentro do patrimônio líquido, mas separado do patrimônio líquido da controladora. • A quantidade de lucro líquido consolidado atribuível à controladora e para a participação minoritária seja claramente identificada e apresentada, dentro da demonstração consolidada de resultado. • As mudanças na participação acionária da controlada, enquanto a controlada mantém seu controle na subsidiária, sejam contabilizadas consistentemente. A participação acionária de uma controlada em uma subsidiária muda se a controladora adquirir participação acionária adicional em sua subsidiária ou se a controladora vender parte de suas participações acionárias em sua subsidiária. Além disso, modifica se a subsidiária readquirir alguma participação acionária ou se a subsidiária emitir participação acionária adicional. Todas essas transações são economicamente similares, e essa norma exige que sejam contabilizadas similarmente, como transações de patrimônio. • Quando uma subsidiária deixa de ser consolidada, qualquer participação minoritária retida na antiga subsidiária será inicialmente calculada a valor justo. O ganho ou perda apurado no momento em que uma subsidiária não é mais consolidada é calculado utilizando o valor justo da participação minoritária em vez do valor contábil daquele investimento retido. • As entidades apresentem divulgações suficientes que possam distinguir e identificar claramente entre a participação da controladora e dos proprietários minoritários.

Data de Vigência e Transição
Esta norma entra em vigor para exercícios fiscais, e períodos de ínterim, nesses exercícios fiscais, iniciados em ou após 15 de dezembro de 2008 (ou seja, 1º de janeiro de 2009, para entidades com anos-calendários findos/a findarem-se). É proibida a adoção antecipada. A data efetiva dessa norma é a mesma da norma 141(R) relacionada. Essa norma deve ser eventualmente aplicada no início do exercício fiscal no qual essa norma for inicialmente aplicada, exceto para as exigências de apresentação e divulgação. As exigências de apresentação e divulgação serão aplicadas retrospectivamente para todos os períodos apresentados.

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SFAS 141 (revisado 2007) – Combinação de Negócios
O objetivo dessa norma é melhorar a relevância, a fidelidade representativa e a comparabilidade das informações que uma entidade emissora de relatório apresenta em seus relatórios financeiros sobre uma combinação de negócios e seus efeitos. Para tanto, essa norma define princípios e exigências em como o adquirente: a. Reconhece e calcula em suas demonstrações financeiras os ativos identificáveis adquiridos, os passivos assumidos e qualquer participação minoritária na adquirida. b. Reconhece e calcula o ágio adquirido na combinação de negócios ou um ganho da aquisição de uma barganha (bargain purchase). c. Determina que informações devem ser divulgadas para permitir aos usuários das demonstrações financeiras avaliarem a natureza e os efeitos financeiros da combinação de negócios. Essa norma se aplica a todas as transações ou outros eventos nos quais uma entidade (adquirente) obtém controle de um ou mais negócios (adquirente), incluindo as “verdadeira exemplo, por contrato independente ou por meio de lapso de direitos de veto de minoritários. Essa norma se aplica a todas as entidades de negócios, incluindo entidades mútuas que utilizaram previamente o método contábil de união de interesses para algumas combinações de negócios. Isso não se aplica a : a. Formação de uma joint venture b. Aquisição de um ativo ou um grupo de ativos que não constituem um negócio c. Combinação entre entidades ou negócios sob controle comum

d. Combinação entre organizações sem fins lucrativos ou a aquisição de um negócio com fins lucrativos por uma organização sem fins lucrativos

Data de Vigência e Transição
Esta norma se aplica para combinações de negócios para as quais a data de aquisição seja em ou após o início do primeiro período de emissão de relatório anual iniciado em ou após 15 de dezembro de 2008. Uma entidade não pode aplicá-la antes dessa data. A data efetiva dessa norma é a mesma daquela do SFAS nº 160 relacionado, “Participações de minoritários nas demonstrações financeiras consolidadas” .

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FASB Interpretations (FINs) Publicadas Emerging Issues Task Force (EITFs) Publicadas

Até 15 de dezembro de 2007 nenhuma FIN foi publicada.

EITF 06-5 - Contabilização de Compras de Seguro de Vida - Determinando o Valor que Poderia Ser Realizado de Acordo com o FTB 85-4, “Contabilização de Compras de Seguros de Vida”
A Força-Tarefa chegou a um consenso de que um segurado deve levar em consideração qualquer valor adicional incluso nos prazos contratuais da apólice, na determinação da quantia que poderia ser realizada conforme o contrato de seguro. Chegou também a um consenso de que um segurado deve determinar a quantia que poderia ser realizada de acordo com o contrato de seguro, assumindo o resgate de uma apólice individual-life by individual-life (ou certificado por certificado em uma apólice em grupo). Além disso, a Força-Tarefa observou que qualquer quantia que ao final fosse realizada pelo segurado sobre o resgate assumido da apólice final (ou certificado final em uma apólice em grupo) seria incluída na quantia que poderia ser realizada conforme o contrato de seguro.

EITF 06-6 - Contabilização pelo Devedor para uma Modificação (ou Troca) de um Instrumento de Dívida Conversível
A Força-Tarefa chegou a um consenso de que a mudança no valor justo de uma opção de conversão incorporada, resultante de uma mudança de instrumentos de dívida ou uma modificação nos termos de um instrumento de dívida existente, não deve ser incluída no teste de fluxo de caixa se os termos do novo instrumento de dívida são substancialmente diferentes dos termos do instrumento de dívida original, de acordo com a EITF 96-19. Entretanto, uma análise independente deve ser desempenhada se o teste de fluxo de caixa de acordo com a Questão 96-19 não resultar em uma conclusão de que uma modificação substancial ou mudança ocorreu. As diretrizes na EITF 05-7 são substituídas pelo consenso nesta EITF A . Força-Tarefa concordou em alterar a EITF 96-19, a fim de substituir as diretrizes da EITF 05-7 com as diretrizes desta EITF .

EITF 06-7 - Contabilização pelo Emissor para uma Opção de Conversão Anteriormente Bifurcada de um Instrumento de Dívida Conversível, Quando a Opção de Conversão não Atende Mais aos Critérios de Bifurcação no Statement 133
A Força-Tarefa chegou a um consenso de que quando uma opção de conversão incorporada em um instrumento de dívida conversível não atende mais aos critérios de bifurcação no Statement 133, um emissor deve contabilizar a

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opção de conversão previamente separada por meio da reclassificação do valor contábil do passivo para a opção de conversão (ou seja, seu valor justo na data de reclassificação) para o patrimônio líquido. Qualquer desconto de dívida reconhecido quando a opção de conversão foi separada do instrumento de dívida de conversão deve continuar a ser amortizado. Além disso, a ForçaTarefa chegou a um consenso de que um emissor divulgará as informações a seguir para o período no qual uma opção de conversão incorporada previamente contabilizada como um derivativo, de acordo com a Statement 133, não atende mais aos critérios de bifurcação de acordo com essa Statement: a. Uma descrição das principais mudanças que fazem com que a opção de conversão incorporada não exija mais a bifurcação, conforme a Statement 133. b. A quantia de passivo para a opção de conversão reclassificada para o patrimônio líquido.

EITF 06-8 - Aplicação da Avaliação de Investimento Contínuo de um Comprador Dentro do Statement 66, para Venda de Condomínios
A Força-Tarefa chegou a um consenso de que quando da avaliação da capacidade de recebimento do preço das vendas, de acordo com o parágrafo 37(d) da Statement 66, uma entidade deve avaliar a adequação do investimento contínuo e inicial do comprador para concluir que o preço das vendas é passível de recebimento. A Força-Tarefa observou que, em consistência às exigências para vendas de outros tipos de imóveis, os investimentos contínuos e iniciais do comprador devem consistir de qualquer uma das formas especificadas no parágrafo 9 da Statement 66, e devem considerar apenas a parte não reembolsável desses investimentos. Se uma entidade não tiver condições de atender aos critérios no parágrafo 37 incluindo uma avaliação da capacidade de , recebimento, utilizando os testes de investimento contínuo e inicial descritos nos parágrafos 8-12 da Statement 66, então a entidade deve aplicar o método de depósito, conforme descrito nos parágrafos 65-67 da Statement 66, até que os critérios do parágrafo 37 sejam cumpridos. Na data de uma reavaliação, uma entidade deve reavaliar todos os critérios no parágrafo 37 da Statement 66 para determinar se o lucro deve ser reconhecido de acordo com o método de percentage-of-completion. A Força-Tarefa chegou a um consenso de que na reavaliação da capacidade de recolhimento do preço de vendas, os testes de investimento contínuo e inicial devem ser provavelmente aplicados a partir da data de reavaliação (como se o depósito fosse recebido na data de reavaliação). O consenso nesta EITF entra em vigor no primeiro período de relatório anual iniciado após 15 de março de 2007 .

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EITF 06-9 - Reportando uma Mudança (ou Eliminação) de uma Diferença Anteriormente Existente entre o ano Fiscal da Matriz e de suas Entidades Consolidadas ou Entre os Períodos de Report de uma Investidora e sua Investida Avaliada pelo Método de Equivalência Patrimonial
A Força-Tarefa chegou a um consenso de que uma controladora ou uma investidora deve reportar uma mudança para (ou eliminação de) uma diferença previamente existente entre o período de relatório da controladora e o período de relatório de uma entidade consolidada ou entre o período de relatório de um investidor e o período de relatório de uma investida avaliada pelo método de equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras consolidadas do investidor ou da controladora como uma mudança de princípio contábil de acordo com as cláusulas da Statement 154. A Força-Tarefa observou que, enquanto a Statement 154 geralmente exige mudanças voluntárias nos princípios contábeis a serem reportados retrospectivamente, a aplicação retrospectiva não é exigida se for impraticável aplicar os efeitos da mudança de acordo com o parágrafo 11 da Statement 154. Para chegar a esse consenso, a Força-Tarefa concluiu que a mudança ou a eliminação de um período de atraso representa uma mudança no princípio contábil, conforme definido na Statement 154. A Força-Tarefa chegou a um consenso de que uma entidade deve proceder às divulgações exigidas, de acordo com a Statement 154.

EITF 06-11 - Contabilização de Benefícios de Imposto de Renda de Dividendos Sobre Ações Dadas como Forma de Pagamento (Share-Based Payment Awards)
A Força-Tarefa chegou ao consenso de que o benefício fiscal recebido sobre dividendos associados com ações dadas como forma de pagamento que são lançadas em lucros acumulados deve ser reconhecido em additional paid-in capital e incluído no pool de excesso de benefícios fiscais para absorver potenciais futuras deficiências fiscais nos pagamentos baseados em ações. O consenso é efetivo para benefícios fiscais declarados em anos fiscais iniciados após 15 de dezembro de 2007 .

EITF 07-3 - Contabilização de Adiantamentos para Bens ou Serviços a Serem Utilizados em Atividades Futuras de Pesquisa e Desenvolvimento
A Força Tarefa chegou ao consenso de que adiantamentos não reembolsáveis por bens ou serviços a serem utilizados ou prestados em atividades futuras de pesquisa e desenvolvimento devem ser diferidos e capitalizados. Tais valores devem ser reconhecidos como despesas conforme os bens ou serviços relacionados sejam entregues ou executados. As entidades devem continuar a avaliar se esperam que os bens sejam entregues ou os serviços sejam prestados. Se uma entidade não esperar que os bens sejam entregues ou os serviços sejam prestados, o adiantamento capitalizado deve ser debitado à despesa. O consenso deve ser aplicado prospectivamente para novos contratos firmados para os anos iniciados após 15 de dezembro de 2007 .

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SEC Security Exchange Commission
A íntegra das normas a seguir relacionadas poderá ser obtida em www.sec.gov

SAB 109 (Staff Accounting Bulletin) Expressa Opiniões da Equipe SEC Relativas aos Compromissos de Empréstimos Subscritos Registrados a Valor Justo no Resultado.
Sinopse Esta interpretação do SAB apresenta os pontos de vista da equipe contábil em relação a compromissos de empréstimos subscritos contabilizados pelo valor justo nas contas de resultado, segundo os princípios contábeis geralmente aceitos. O SAB nº 105, Aplicação de princípios contábeis a compromissos de empréstimo (“SAB 105”), apresentou os pontos de vista da equipe em relação a compromissos de empréstimos derivativos, contabilizados pelo valor justo nas contas de resultado segundo o SFAS 133, Contabilização de instrumentos derivativos e atividades de hedge. O SAB 105 afirmava que, na determinação do valor justo de um compromisso de empréstimo derivativo, a equipe acreditava ser inapropriado incorporar os fluxos de caixa líquidos futuros previstos relativos à administração dos empréstimos relacionados. Este SAB substitui o SAB 105 e apresenta a visão atual da equipe que, de forma consistente com o SFAS nº 156, Contabilização da administração de ativos financeiros, e nº 159, Opção de valor justo para ativos e passivos financeiros, os fluxos de caixa líquidos previstos relativos à administração dos empréstimos relacionados devem ser incluídos na avaliação de todos os compromissos de empréstimo subscritos que sejam contabilizados pelo valor justo através do resultado. O SAB 105 indicava também que ativos intangíveis desenvolvidos internamente (como ativos intangíveis de relacionamento com clientes) não deveriam ser contabilizados como parte do valor justo de um compromisso de empréstimo derivativo. Este SAB mantém esse ponto de vista da equipe e amplia sua aplicação a todos os compromissos de empréstimos subscritos contabilizados pelo valor justo através do resultado. A equipe espera que as empresas sujeitas a registro apliquem os pontos de vista da Questão do SAB 109 aos compromissos de empréstimo derivativos emitidos ou alterados nos trimestres iniciados a partir de 15 de dezembro de 2007 .

PCAOB Public Company Accounting Oversight Board
A íntegra das normas a seguir relacionadas poderá ser obtida em www.pcaobus.org

Norma de Auditoria PCAOB nº 5
A AS 5 estabelece as medidas a seguir relacionadas, para Auditoria dos Controles Internos Sobre o Relatório Financeiro, Integrada a uma Auditoria das Demonstrações Financeiras. A Norma de Auditoria nº 5 substituirá a Norma de Auditoria nº 2 quando entrar em vigor. A Norma de Auditoria nº 5 foi aprovada pela Securities and Exchange Commission em 25 de julho de 2007 e entra em vigor para auditorias dos , controles internos sobre o relatório financeiro, exigidas pela Seção 404(b) da Lei Sarbanes-Oxley de 2002, em exercícios fiscais a findarem-se em ou após 15 de novembro de 2007 A adoção antecipada é permitida a qualquer momento após . a aprovação da SEC. Os auditores que decidirem agir em conformidade com a

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Norma de Auditoria nº 5 após a aprovação da SEC, porém, antes da data efetiva, também devem agir em conformidade, ao mesmo tempo, com a Norma 3525 e com outras normas do PCAOB, conforme emendado pela Norma de Auditoria nº 5. Os auditores que não decidirem agir em conformidade com a Norma de Auditoria nº 5 antes de sua data efetiva devem utilizar a definição de “fraqueza significativa” contida na Norma de Auditoria nº 5 após a aprovação da norma por parte da SEC. Esta norma define exigências e oferece diretrizes que são aplicadas quando um auditor se compromete a desempenhar uma auditoria da avaliação da administração quanto à eficácia dos controles internos sobre o relatório financeiro (“auditoria dos controles internos sobre o relatório financeiro”) integrado a uma auditoria das demonstrações financeiras. 1. Os controles internos eficazes sobre o relatório financeiro oferecem segurança absoluta quanto à confiabilidade do relatório financeiro e à elaboração das demonstrações financeiras para fins externos. Se houver uma ou mais fraquezas significativas, os controles internos sobre o relatório financeiro da empresa não podem ser considerados eficazes. 2. O objetivo do auditor em uma um parecer sobre a eficácia dos controles internos sobre o relatório financeiro da empresa. Devido à impossibilidade de os controles internos serem considerados eficazes se houver uma ou mais fraquezas significativas, para formar uma base para expressar um parecer, o auditor deve planejar e desempenhar a auditoria para obtenção de evidência competente, suficiente para obter garantia absoluta sobre a existência de fraquezas significativas na data especificada na avaliação da administração. Uma fraqueza significativa nos controles internos sobre o relatório financeiro pode existir, mesmo quando as demonstrações financeiras não são significativamente errôneas. 3. As normas gerais são aplicáveis a uma auditoria dos controles internos sobre o relatório financeiro. Essas normas exigem treinamento técnico e habilidades como auditor, independência e exercício de cuidado profissional adequado, incluindo ceticismo profissional. Essa norma define a área de trabalho e as normas de relatório aplicáveis a uma auditoria dos controles internos sobre o relatório financeiro. 4. O auditor deve utilizar a mesma estrutura de trabalho de controle reconhecido e adequado para desempenhar sua auditoria dos controles internos sobre o relatório financeiro, à medida que a administração utiliza para sua avaliação anual da eficácia dos controles internos sobre o relatório financeiro da empresa.

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Normas Tributárias

Editorial
Em um ano marcado por inúmeras disputas internas no Governo Federal, que culminaram não-prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), antiga “contribuição do cheque” o ano de 2007 não , apresentou significativas modificações na legislação tributária, pelo menos no conteúdo. Apesar disso, no curso do ano o Governo ocupou-se com a regulamentação de diversos benefícios fiscais que haviam sido implementados anteriormente por meio da publicação da Lei n° 11.196, originada da chamada “MP do bem” e decorrentes de outras Leis. Nesse contexto, entre os benefícios que receberam regulamentação específica no decorrer do último ano destacam-se o “novo” incentivo à inovação tecnológica, o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da InfraEstrutura (REIDI), além dos diversos incentivos relacionados ao PIS e à COFINS. O Governo reformulou o benefício de Incentivo à Inovação Tecnológica, conferindo à pessoa jurídica tributada pelo lucro real a possibilidade de excluir os dispêndios efetivados em projeto de pesquisa científica e tecnológica e de inovação tecnológica a ser executado por Instituição Científica e Tecnológica (ICT). Além disso, o Governo também buscou fomentar as atividades de caráter desportivo, por meio de incentivos fiscais e benefícios, em relação aos valores despendidos a título de patrocínio ou doação, no apoio direto a projetos desportivos e paradesportivos previamente aprovados pelo Ministério do Esporte, estendendo esse benefício até 2015. Em contrapartida, se de um lado a legislação tributária não foi intensamente alterada como nos anos precedentes, de forma que o Governo concentrou suas atividades em regulamentar diversos dispositivos que já existiam em nosso ordenamento jurídico, presenciamos, durante o ano de 2007 a sinalização de , que nossos tribunais se posicionaram de forma favorável em relação à maior parte das grandes demandas tributárias. Em função das possíveis perdas que o Governo poderá vir a sofrer nos próximos anos, acarretando uma perda financeira significativa, verificamos uma série de medidas internas e tentativas de acordos com os Tribunais a fim de minimizar possíveis impactos que possam ocorrer. Citamos, como exemplo, o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da inclusão do valor do ICMS nas bases de cálculo da contribuição ao PIS e à COFINS, fundado no conceito de que o ICMS destacado no documento fiscal

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não constitui receita bruta da empresa e, portanto, não deve compor a base imponível dessas contribuições. Embora o julgamento não tenha sido concluído, até o final de 2007 seis dos ministros do STF se posicionaram contra o Fisco e apenas um a favor, implicando uma derrota técnica para o Governo. Nesse sentido, como uma medida desesperada, a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação Declaratória de Constitucionalidade visando à declaração da constitucionalidade de se incluir o ICMS nas bases de cálculo do PIS e da COFINS, o que implicaria serem consideradas inconstitucionais quaisquer outras exclusões não previstas em Lei. Outra discussão trazida novamente à baila no curso de 2007 refere-se à discussão da majoração da alíquota da COFINS cumulativa, regulamentada pela Lei n° 9.718/98, de 2% para 3%, em que, segundo os próprios ministros do STF afirmaram, irão levar novamente a plenário a questão da constitucionalidade, ou não, da majoração da alíquota dessa contribuição. Por fim, há de se mencionar que 2007 manteve-se como um ano de grandes avanços no desenvolvimento das atividades arrecadatórias e fiscalizadoras por parte da Administração Tributária, que a cada ano vem aprimorando e intensificando a utilização de recursos tecnológicos mais eficazes em suas atividades. Prova disso pode ser verificada com a implementação do chamado “SPED” - Sistema Público de Escrituração Digital, instrumento que unifica as atividades de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a escrituração comercial e fiscal dos empresários e das sociedades empresárias. Coube aos contribuintes efetuarem a conversão de toda a sua escrita contábil e fiscal para o formato digital, incluindo a conversão dos livros diários, razão, balancete diário, balanços e fichas de lançamentos comprobatórios e seus auxiliares, por força da instituição por parte da Receita Federal do Brasil da Escrituração Contábil Digital (ECD), a fim de atender ao “SPED” . Diante dessa breve introdução, apresentamos a seguir as principais alterações na legislação tributária federal, promovidas no curso do ano de 2007 .

Diogo H. Ruiz
Sócio Departamento de Impostos

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Leis Ordinárias

11.604/2007 - DOU 06.12.2007
Revoga a Medida Provisória nº 382, de 24 de julho de 2007 a qual dispunha , sobre o desconto de créditos do PIS e da COFINS, quando da aquisição no mercado interno ou importação de bens de capital destinados à produção de bens do setor automotivo; autoriza a concessão de subvenção econômica nas operações de empréstimo e financiamento destinadas às empresas dos setores têxtil, de calçados e artefatos de couro, confecção e móveis de madeira.

11.529/2007 – DOU 23.10.2007
Dispõe sobre a possibilidade da utilização dos créditos da não-cumulatividade do PIS e da COFINS, em seu montante integral, a partir do mês de aquisição no mercado interno ou de importação, referente à depreciação de máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para utilização na produção de bens destinados à venda, quando destinados à produção de autopeças, máquinas, veículos, lã, tecidos de pêlos, algodão, tecidos de algodão, fios de linho, outros tecidos, linhas, cobertores, mantas, calçados, bulldozers, angledozers, máquinas, aparelhos para uso hortícola, ceifeiras, tratores, automóveis, chassis com motor e outros móveis; redução do percentual de definição de pessoa jurídica preponderantemente exportadora, para fins da suspensão do PIS e da COFINS, o qual era de 80%, e passou para 60% ou 70% conforme o caso; e autorizou a União a conceder subvenção econômica, sob as modalidades de equalização de taxas de juros e de concessão de bônus de adimplência sobre os juros, nas operações de empréstimo e financiamento destinadas especificamente às empresas dos setores de pedras ornamentais, beneficiamento de madeira, beneficiamento de couro, calçados e artefatos de couro, têxtil, de confecção, inclusive linha lar, e de móveis de madeira, com receita operacional bruta anual de até R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais).

11.488/2007 – DOU 15.06.2007
Cria o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infra-Estrutura (REIDI); reduz para 24 meses o prazo mínimo para utilização dos créditos do PIS e da COFINS decorrentes da aquisição de edificações; amplia o prazo para pagamento de impostos e contribuições; altera as alíquotas do PIS e da COFINS na importação de etano, propano e butano, destinados à produção de eteno e propeno, e de nafta petroquímica, quando efetuada por centrais petroquímicas, bem assim no que se refere à suspensão no caso de venda de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem destinados à pessoa jurídica preponderantemente exportadora.

11.487/2007 – DOU 15.06.2007
Altera a Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, para incluir novo incentivo à inovação tecnológica e modificar as regras relativas à amortização acelerada para investimentos vinculados à pesquisa e ao desenvolvimento.

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O novo incentivo à inovação tecnológica, trazido pela referida Lei, confere à pessoa jurídica, tributada pelo lucro real, excluir do lucro líquido, para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), os dispêndios efetivados em projeto de pesquisa científica e tecnológica e de inovação tecnológica a ser executado por Instituição Científica e Tecnológica (ICT), a que se refere o inciso V do caput do art. 2º da Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004.

11.484/2007 – DOU 31.05.2007
Dispõe sobre os incentivos às indústrias de equipamentos para TV Digital e de componentes eletrônicos semicondutores e sobre a proteção à propriedade intelectual das topografias de circuitos integrados, instituindo o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (PADIS) e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para a TV Digital (PATVD); altera a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993; e revoga o art. 26 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

11.482/2007 – DOU 31.05.2007
Esta lei é fruto da conversão da MP n° 340/2006, a qual alterou a tabela progressiva do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para os anos de 2007 , 2008, 2009 e 2010; dispõe acerca da redução a zero da alíquota da CPMF , destacando-se os lançamentos a débito em conta especial destinada ao registro e controle do fluxo de recursos, aberta exclusivamente para pagamento de salários, proventos, soldos, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares, decorrente de transferência para conta-corrente de depósito de titularidade do mesmo beneficiário, e caso de operação que não é preciso ser efetivada por meio de lançamento a débito em conta-corrente de depósito do titular ou do mutuário, por cheque de sua emissão, cruzado e intransferível, ou por outro instrumento de pagamento. A referida Lei introduziu a seguinte tabela progressiva mensal, aplicável às pessoas físicas para o ano-calendário de 2007:

Base de Cálculo (R$)
Até 1.313,69 De 1.313,70 até 2.625,12 Acima de 2.625,13

Alíquota (%)
15 27 ,5

Parcela a Deduzir do IR (R$)
197 ,05 525,19

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11.472/2007 - DOU 03.05.2007
Altera e acresce dispositivos à Lei nº 11.438, de 29 de dezembro de 2006, que dispõe sobre incentivos e benefícios para fomentar as atividades de caráter desportivo. O Decreto nº 6.180, de 6 de agosto de 2007 que regulamenta a Lei supracitada, , dispõe que a partir do ano-calendário de 2007 e até o ano-calendário de 2015, inclusive, poderão ser deduzidos do imposto de renda devido, apurado na Declaração de Ajuste Anual pelas pessoas físicas ou em cada período de apuração, trimestral ou anual, pela pessoa jurídica tributada com base no lucro real, os valores despendidos a título de patrocínio ou doação, no apoio direto a projetos desportivos e paradesportivos previamente aprovados pelo Ministério do Esporte. O texto legal observa os percentuais de deduções a serem aplicados sobre o imposto devido.

Medidas Provisórias

MP nº 351 – DOU 22.01.2007
Cria o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infra-Estrutura (REIDI), reduz para 24 meses o prazo mínimo para utilização dos créditos do PIS e da COFINS decorrentes da aquisição de edificações, amplia o prazo para pagamento de impostos e contribuições e dá outras providências.

Decretos Federais

6.306 – DOU 17.12.2007
Regulamenta o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF .

6.287 – DOU 06.12.2007
Dispõe sobre a redução a zero das alíquotas do PIS e da COFINS, incidentes sobre a receita bruta na venda, no mercado interno, quando adquiridos pelos Estados, Municípios e pelo Distrito Federal de veículos e embarcações destinados ao transporte escolar para a educação básica na zona rural.

6.262 – DOU 20.11.2007
Dispõe sobre a simplificação de procedimentos para importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica.

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6.260 – DOU 20.11.2007
Dispõe sobre a exclusão do lucro líquido, para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL, dos dispêndios efetivados em projeto de pesquisa científica e tecnológica e de inovação tecnológica a ser executado por Instituição Científica e Tecnológica (ICT).

6.234 – DOU 15.10.2007
Estabelece critérios para a fruição dos incentivos decorrentes do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para a TV Digital (PATVD), que reduz a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP , da COFINS e do IPI, instituído pelos arts. 12 a 22 da Lei nº 11.484, de 31 de maio de 2007 .

6.233 – DOU 15.10.2007
Estabelece critérios para efeito de habilitação ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (PADIS), que concede isenção do imposto de renda e reduz a zero as alíquotas do PIS, da COFINS e do IPI, instituído pelos arts. 1° a 11 da Lei nº 11.484, de 31 de maio de 2007 .

6.227 – DOU 09.10.2007
Altera a Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto nº 6.006, de 28 de dezembro de 2006, reduzindo a zero a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre equipamentos destinados à televisão digital.

6.180 – DOU 06.08.2007
Regulamenta a Lei nº 11.438, de 29 de dezembro de 2006, que trata dos incentivos e benefícios para fomentar as atividades de caráter desportivo.

6.167 – DOU 25.07.2007
Altera e acresce dispositivos ao Decreto nº 6.144, de 3 de julho de 2007 que , regulamenta a forma de habilitação e co-habilitação ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infra-Estrutura (REIDI), instituído pelos arts. 1° a 5° da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007 .

6.144 – DOU 04.07.2007
Regulamenta a forma de habilitação e co-habilitação ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infra-Estrutura (REIDI), instituído pelos arts. 1º a 5º da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007 Alterado pelo Decreto nº . 6.167 de 24 de julho de 2007 , .

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6.140 – DOU 04.07.2007
Regulamenta a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF).

6.127 – DOU 19.06.2007
Dispõe sobre a suspensão da exigência do PIS e da COFINS incidentes sobre a receita auferida na comercialização de material de embalagem da empresa sediada no exterior para entrega em território nacional.

6.104 – DOU 02.05.2007
Dispõe sobre a execução dos procedimentos fiscais no âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil e dá outras providências.

6.073/2007 – DOU 04.04.2007
Dá nova redação aos arts. 1º e 2º do Decreto nº 5.062, de 30 de abril de 2004, que fixa coeficiente para redução das alíquotas específicas do PIS e da COFINS em relação às receitas decorrentes da venda e da produção sob encomenda de embalagens para águas e refrigerantes.

6.066 – DOU 22.03.2007
Altera o Anexo ao Decreto n° 3.803, de 24 de abril de 2001, que dispõe sobre o crédito presumido do PIS e da COFINS, previsto nos arts. 3° e 4° da Lei nº 10.147 de 21 de dezembro de 2000. ,

6.023 – DOU 22.01.2007
Altera o art. 2º do Decreto nº 5.602, de 6 de dezembro de 2005, que regulamenta o Programa de Inclusão Digital instituído pela Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Para efeitos da redução a zero das alíquotas do PIS e da COFINS, o valor de venda, a varejo, não poderá exceder: i. R$ 4.000,00 (quatro mil reais), no caso de máquinas automáticas de processamento de dados, digitais, portáteis, de peso inferior a 3,5 kg, com tela (écran) de área superior a 140 cm², classificadas nos códigos 8471.30.12, 8471.30.19 ou 8471.30.90 da TIPI. ii. R$ 4.000,00 (quatro mil reais), no caso de máquinas automáticas de processamento de dados, apresentadas sob a forma de sistemas do código 8471.49 da TIPI, e dá outras orientações.

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6.022 – DOU 22.01.2007
Institui o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). O Sped é um instrumento que unifica as atividades de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a escrituração comercial e fiscal dos empresários e das sociedades empresárias. Assim, os livros e documentos fiscais serão emitidos em forma eletrônica, observado o disposto na Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001. Adicionalmente, o sistema supramencionado não dispensa o empresário nem a sociedade empresária de manter sob sua guarda e responsabilidade os livros e documentos na forma e nos prazos previstos na legislação aplicável.

Instruções Normativas

IN RFB nº 789 – DOU 12.12.2007
Dispõe sobre a Declaração de Benefícios Fiscais (DBF). A DBF foi desenvolvida para facilitar a prestação de informações relativas às doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, aos investimentos em obras audiovisuais e às doações e patrocínios de projetos culturais, previstos em lei.

IN RFB 787 – DOU 22.11.2007
Institui a Escrituração Contábil Digital (ECD). A ECD será enviada, pelas pessoas jurídicas a ela obrigadas, por meio do Sped, o qual foi instituído pelo Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007 e somente , poderá ser considerada válida após a confirmação de recebimento do arquivo que a contém e, quando for o caso, após a autenticação pelos órgãos de registro. A Escrituração Contábil Digital compreenderá os livros abaixo descritos: i. Livro Diário e seus auxiliares, se houver ii. Livro Razão e seus auxiliares, se houver iii. Livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos.

IN RFB nº 781 – DOU 08.11.2007
Altera a Instrução Normativa SRF nº 296, de 2003, em razão das alterações no art. 29 da Lei nº 10.637 de 2002, promovidas pelo art. 3º da Lei nº 11.529, de , 2007 .

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Passa a vigorar, a partir da publicação dessa Instrução Normativa, nova consideração a respeito de pessoa jurídica preponderantemente exportadora, conforme segue: A partir da referida Instrução Normativa, considera-se pessoa jurídica preponderantemente exportadora aquela cuja receita bruta decorrente de exportação para o exterior, no ano-calendário imediatamente anterior ao da aquisição, houver sido superior a 70% (setenta por cento) de sua receita bruta total de venda de bens e serviços no mesmo período, depois de excluídos os impostos e as contribuições incidentes sobre a venda. Adicionalmente, estabelece redução para 60% (sessenta por cento) do percentual para habilitação da pessoa jurídica como preponderantemente exportadora, caso a receita de exportação dos itens nesta Instrução Normativa expressos, classificados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto nº 6.006, de 28 de dezembro de 2006, seja igual ou superior a 90% (noventa por cento).

IN RFB nº 780 – DOU 08.10.2007
Altera a Instrução Normativa SRF nº 595, de 2005, em razão das alterações no art. 40 da Lei nº 10.865, de 2004, promovidas pelo art. 4º da Lei nº 11.529, de 2007. A referida alteração dispõe sobre as condições necessárias para que as pessoas jurídicas possam ser consideradas como preponderantemente exportadoras, e dá outras providências.

IN RFB nº 779 – DOU 23.10.2007
Altera a Instrução Normativa SRF nº 476, de 13 de dezembro de 2004, que dispõe sobre o Despacho Aduaneiro Expresso (Linha Azul). A Linha Azul é um regime aduaneiro que permite reduzir o tempo das liberações das mercadorias de empresas que operem no comércio exterior, propiciando menores custos nas importações e nas exportações por conta da agilização dos processos de despachos Aduaneiros. Poderá ser habilitada à Linha Azul a pessoa jurídica submetida ao regime de tributação do imposto de renda com base no lucro real e cuja atividade econômica principal seja a indústria, extrativa ou de transformação, excetuadas as atividades de apoio à extração de minerais, bem como dá outras providências.

IN RFB nº 778 – DOU 26.10.2007
Altera a Instrução Normativa RFB nº 758, de 25 de julho de 2007 que dispõe , sobre o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da InfraEstrutura (REIDI).

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IN RFB nº 765 – DOU 09.08.2007
Dispõe sobre a dispensa de retenção do imposto de renda na fonte sobre as importâncias pagas ou creditadas a pessoas jurídicas inscritas no Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), e altera o art. 3º da Instrução Normativa SRF nº 480, de 15 de dezembro de 2004, e o art. 3º da Instrução Normativa SRF nº 459, de 18 de outubro de 2004. A dispensa da referida retenção, de acordo com o texto legal, não se aplica ao imposto de renda relativo aos rendimentos ou ganhos líquidos auferidos em aplicações de renda fixa ou variável de que trata o inciso V do § 1º do art. 13 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.

IN RFB nº 758 – DOU 27.07.2007
Dispõe sobre o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da InfraEstrutura (REIDI). Alterada pela IN RFB nº 778, de outubro de 2007 .

IN RFB nº 757 – DOU 17.09.2007
Dispõe sobre o Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (Recof). O Recof permite à empresa beneficiária importar ou adquirir no mercado interno, com suspensão do pagamento de tributos, mercadorias a serem submetidas a operações de industrialização de produtos destinados à exportação ou ao mercado interno.

IN RFB nº 752 – DOU 10.07.2007
Dispõe sobre o tratamento tributário aplicável na hipótese de mudança do regime de reconhecimento das receitas em função do recebimento para o regime de competência referente ao ano-calendário de 2007 . A referida Instrução Normativa trata do critério de reconhecimento das receitas auferidas pelas pessoas jurídicas, optantes pelo regime de tributação com base no lucro presumido (para fins de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS), bem como integrantes do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples Federal). Observa que se durante o primeiro semestre de 2007 a pessoa jurídica adotou o critério de reconhecimento de suas receitas à medida do recebimento (regime de caixa) e que, em julho de 2007 optar por ingressar com o regime de , competência, esta deverá reconhecer todas as suas receitas auferidas e ainda não recebidas no mês de junho de 2007 para fins de tributação. ,

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IN RFB nº 744 – DOU 31.05.2007
Altera a Instrução Normativa SRF nº 252, de 2002, que dispõe sobre a incidência do imposto de renda na fonte sobre rendimentos pagos, creditados, empregados, entregues ou remetidos para pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior nas hipóteses que menciona. O texto legal dispõe sobre as hipóteses em que será aplicada a redução a zero da alíquota do imposto de renda em se tratando de rendimentos recebidos de fontes situadas no Brasil, por pessoas jurídicas domiciliadas no exterior, na hipótese de pagamento, crédito, emprego, entrega ou remessa para o exterior por conta de despesas relacionadas com pesquisa de mercado para produtos brasileiros de exportação, bem como aquelas decorrentes de participação em exposições, feiras e eventos semelhantes, inclusive aluguéis e arrendamentos de estandes e locais de exposição, vinculadas à promoção de produtos brasileiros, e de despesas com propaganda realizadas no âmbito desses eventos.

IN RFB nº 742 – DOU 25.05.2007
Dispõe sobre o imposto de renda nas operações de empréstimo de títulos e de valores mobiliários.

IN RFB nº 734 – DOU 2.05.2007
Dispõe sobre a emissão de certidões de prova de regularidade fiscal perante a Fazenda Nacional quanto aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e dá outras providências.

IN RFB nº 728 – DOU 23.03.2007
Altera a Instrução Normativa SRF nº 600, de 28 de dezembro de 2005. A referida Instrução Normativa dispõe sobre os créditos de IPI, passíveis de ressarcimento ou compensação, bem como observa que somente poderão ser compensados com referidos créditos tributos e contribuições administrados pela SRF . O referido pedido de ressarcimento ou compensação previstos no texto legal será efetuado mediante a utilização do Programa PER/DCOMP disponibilizado , pela SRF e, no caso de impossibilidade de utilização do programa, a pessoa jurídica poderá solicitar o ressarcimento ou a compensação mediante petição/ declaração com toda a documentação comprobatória do crédito. Adicionalmente, tal Instrução Normativa dispõe sobre qual deverá ser o tratamento escritural do estorno dos créditos solicitados.

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IN RFB n° 722 – DOU 14.02.2007
Altera a Instrução Normativa SRF nº 687 de 26 de outubro de 2006, que , dispõe sobre a apresentação de informações relativas aos recursos em moeda estrangeira, decorrentes de recebimentos de exportações de mercadorias e serviços, mantidos no exterior. A Instrução Normativa em comento dispõe que a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no País que mantiver, no exterior, recursos em moeda estrangeira relativos ao recebimento de exportações de mercadorias e serviços, deverá apresentar à Secretaria da Receita Federal (SRF), anualmente, uma declaração contendo informações sobre a utilização dos referidos recursos. No caso de inobservância desse disposto, caberá aplicação de multa.

Atos Declaratórios Interpretativos

ADI RFB nº 015 – DOU 28.09.2007
Dispõe acerca da possibilidade de desconto de créditos do PIS e da COFINS calculados em relação às aquisições de bens e serviços de pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional.

ADI RFB nº 012 – DOU 11.07.2007
Dispõe sobre a aplicação do regime aduaneiro especial de drawback para fornecimento no mercado interno.

ADI RFB nº 010 – DOU 22.06.2007
Dispõe sobre a retenção do imposto de renda, da CSLL, do PIS e da COFINS sobre a prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, e administração de contas a pagar e a receber, de que tratam os arts. 29 e 30 da Lei n° 10.833, de 2003.

ADI RFB nº 006 – DOU 25.05.2007
Dispõe sobre a não-incidência do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) sobre as importâncias decorrentes da prestação a terceiros de serviços oferecidos por cooperativa, os quais resultem do esforço comum dos seus associados.

ADI SRF nº 004 – DOU 04.04.2007
Dispõe sobre a não-possibilidade de apropriação de créditos do PIS e da COFINS relativos a insumos na prestação de serviços de limpeza e conservação.

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ADI SRF nº 003 – DOU 30.03.2007
Dispõe que o valor dos créditos do PIS e da COFINS não cumulativos não constitui receita bruta da pessoa jurídica, servindo somente para dedução do valor devido das referidas contribuições e não deve ser excluído do lucro líquido, para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

ADI SRF nº 001 – DOU
Dispõe sobre a aplicação de dispositivos da Convenção entre a República Federativa do Brasil e os Estados Unidos Mexicanos destinada a evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em relação aos impostos sobre a renda.

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