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Os programas que lideram o ranking são os que receberam maior número de denúncias

fundamentadas. O ranking aparece em uma tabela (ranking das denúncias), indicando os


programas na seqüência quantitativa de denúncias fundamentadas recebidas, número de
denúncias por Estado.

Comentários sobre ranking


O sistema de ranking tem o objetivo de passar informação direta e simples, com a
“categorização” imediata, com a qual a maioria da população está acostumada, como: índices de
audiência, pesquisas de opinião, pesquisas de intenção de voto, etc. Tendo, assim, uma eficácia
direta de indicação e denúncia, apontando os programas mais criticáveis, repercutindo como
meio de pressão sobre esses programas e seus anunciantes.
Mas a análise revela limites para essa eficácia. O primeiro corresponde à adoção de um
critério criticável – e criticado, indiretamente pela própria campanha. As empresas de televisão
alegam a validade de seus programas com base nos índices de audiência, que sugerem que, se o
público assiste a eles em tão grande quantidade, é porque aceita e aprova a programação “dá-se
ao público o que ele quer”.
Um segundo limite é de natureza estratégica. As emissoras não deixam de observar que o
número de denúncias é irrelevante diante da audiência dos programas.
Esses dois limites sugerem que, para uma sustentação mais eficaz para os objetivos da
campanha, seria necessário um esforço de penetração na opinião pública com base no rigor
técnico e ético-jurídico que está associado a seus parâmetros. Se o parâmetro é essencialmente
propagado pela legislação, o processo judicial seria um encaminhamento probabilisticamente
eficaz.

O título da campanha
O título adotado para a campanha tem um efeito duplo de negativo e positivo. A
denominação adotada – “Quem financia a baixaria é contra a cidadania” – tem forte eficácia de
compreensão imediata e memorização.
A expressão foi adotada para enfatizar o que pode ser efetivamente uma incidência
poderosa sobre a mídia. Uma pressão sobre o anunciante, se bem sucedida, apanha as emissoras
no que lhes é mais delicado, que é a sustentação econômica. Assim, enfatizar esse ângulo parece
ser uma boa estratégia.
A frase-título da campanha faz uma afirmação direta e clara sobre o processo,
explicitando papéis sociais com clareza e simplicidade.
A palavra “baixaria” é sobretudo relacionada a questões de sexo e violência, mas deixa de
lado questões mais sutis de direitos humanos e de valores sociais e culturais. Assim, a
denominação repete uma tendência criticada da mídia, que é a abdicação de uma reflexão mais
cuidadosa, não solicitando do interlocutor um esforço de compreensão abrangente.

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