Você está na página 1de 446
a5 85 one i il li i M PRINCIPAIS OBRAS DO AUTOR Bape! oe eee oa camp! 2002 . Se eee 0 Pain: Sania, 2000; 3 orev mi RIZZATTO NUNES Desembargador do Tribunal de Justiga do Estado de Sao Paulo; ‘Mestre © Doutor em Filosofia do Direito pela PUC/SP; livre Docente ‘em Direito do Consumidor pela mesma Universidade; Coordenador € Professor dos Programas de Mestrado e Doutorado em Diceito da Unimes/Santos; Professor nas cadeiras de Direito do Consumidor, Initodusdo a0 Estudo do Diteto, Filosofia do Direilo, Teoria Geral do Direito € Direito Processual Civil; Académico da Academia Paulista de Magistrados. Blog e site: veww.beabadoconsumidor.com br trotille Ltrentis 2006.04 dewite manha Jami pe CURSO DE DIREITO DO CONSUMIDOR Com Exercicios 42 edigao 2009 Eattora Saraiva sie cng, Turn as (1 84 i a a sells este scrmiecien us bearers Fe fee Eiger fects tennessee ‘ Beirut Peg fetta oe SEO saint serous seta anenie sige Niel 8 ater fulton ‘tara on Potanebects fee te toed fata Feusrinn-te MnS-tthee tees tenn fembarnn vet seen arenes samo ea 5- tae fant aoe aneaeaeady casey Fats tat aa e180 uno Baa ering afore ena i a ena see TO Rew feebinoia ene i ess aortas ‘ss Feta eons fetta atauaesa has ise orsesezarni8 i maison mi) ono i Se pe eae eee ae ae Fra eae er bie ee scnienn | ais om olson: A ts ae Ave dag pa is nfs Pus ope Rs i op ose vt “ha ot i Soe lt ste (a ads (nr De recmsanevro Ds EBIGS0: 317m ‘oe pant in mt at Ss Bed pple eb nt Para Walter Ceneviva, ‘meu primeiro grande professor; Espléndico!, Inesquecfvel! SUMARIO 1. Pressupostos fundamentals... aoe: . LiL Aspectos histéricas 7 1.2. A Constituigdo Federal brasileira de 1988, 2, Principios e normas constiMCiONAis oer n-n 2.1 Os principios constitucionas 2.2. As momas constitucionals ons 23. A interpretagio do sistema juridico 24, Bxercicios ... : 3. Os principios constitucionais de protectio ao consumidor.... 3. Soberania i 3.1.1. autodeterminagio 3.1.2. Os tatados internacionais, 3.12.1. Elaboragt . 3.12.2. Monismo e duatismo. 3.1.23. A recepgao na ordem juridica nacional 3.124. A posicao hieréquica no sistema juri- ico .. - 3.2. Dignidade da pessoa humana 3.2.1 Principio fundamental .. 3.2.2. Piso vital minimo 32.3 Dignidade: valor preenchido 3.3, Liberdade neon BA, Tustiga conn 34.1. Justiga real 12 Is 16 ” "7 19 19 2 =] tees 29 3.4.2. Justiga como fundamento do ordenamento juri- dico eeqliidade 3.43, Pobreza 3.5. Sotidariedade 3.6. sonoma... - 3.6.1, Igualdade de todos... 3.6.2, O turista : 3.7. Direito vida 3.8. Ditito imtimidade, vida privada, honrae imagem 3.8.1. Intimidade e vida privada 3.8.2. Honra 3.83. Imagem 3.84, Pessoa juridica 3.9. Informagio 39.1.0 direito de informar 3.9.2, Oireito de se informar 3.93. O diteito de ser informado 3.10. Principios gerais da atividade econdmica 3 11 Principio da eficiéncia 3.12, Publicidade a = 3.12.1, Publicidad ou propaganda? . 3.122 Publicidade e produgio 3.12.3, Publicidade e verdade 3.13. Exen (0 Codigo de Detesa do Consumidor 4. Lei prineipiolégica : 42. Pressupostos para a intrpetago do CDC 43 Exercicio ‘A telacdo juridiea de consumo. 5.1 Conceito de eonsumidor Ss 51.1 Questo proliminar 5.1.2. Destinatétio final... : 52. 53. 54. 55. 5.1.3. Caso exemplar ..... 5.14 Peston jdiea —destinatsia final 5.1.5. Resumo e conclusio 5.1.6, A coletividade de pessoas 5.1.7. Vitimas do evento .. Conceito de fornecedor 5.21, Sem exclusio a 5.2.2. A atvidade ea relago jurdica de consumo 5.23, Qualquer pess0 jude one nennnn 5.24, Ente despersonalizado 52.5, Pessoa fisiea . 5.26, Fomecedor € género ..... Conceited produto... 51. Produto mével ou imével 532, Produto material ov imateral 5.33. Produto darivel 534. Produto “nto duel” . 5.3.5. Produto gratuito ou “amosta gritis” Conceito de servigo 54.4. Servigo baneéro, finaneeto, de crédito, see trio et. : 542. Atividade . | 54.3. Servigo durvel eno dursvel 5.44, Nao se vende produto sem servigo - 5.45. O seivigo sem remuneragio Os servigos pblicos 55.1 Servigo publico prestado direta ov ind MEME ns oe 5.52. Bficiéncia cee 5533. Servigo essencia COntiNWO a. 5.53.1, Servigo essencial B 80 83 34 85 86 86 87 31 2 B 95 95 100 100 10 101 ww 103 108 107 w07 5.53.2 Interupgao .. . 5.5.3.3. Inadimpléncia do consumidor ... 5.5.3.4. Garantia constitucional 5.53.5. Prego .. : 5.536 Servigo pubic: servigo ou produto? 5.53.7. Consummidor ov contribuinte? oo. 5538. Responsabilidade do prestador do setvigo péblico — 5.6. A relagio juridica : SP ER@TC§C108 erro s principios da Lei n. 8.078/90 e 0s direitos bisicos do con- sumidor ee oe 6.1, Dignidade .... 7 62. Protegio& vide, sade eseguranga- : 63. Protec e necessidade 64. Transparénc ee G5 oom 66. Vulnerabilidade poe . 67. Liberdade de escolba : 68. Intervengiv do Estado . 69 Abowfé a 69.1 Boa-fé objetiva san . 69.2 Bos-é como principio. 6.93. O equitrio a 6.10, Igualdade nas contratages von 6.11. Dever de informar 6.12. Protego contra publicidad eaganosa ou abusiva 6.13, Proibigdo de priticas abusivas ........ 614 do de cliusulas abusivas . 6.15, Principio da conservagio 6.16. Modificagao das cldusulas que ewan presta- ‘des desproporcionais... 109 109 13 13 47 18 120 121 12 6.17 Direita de revisio - 6.18. PrevencZo e reparacao de danos materiais e morais 6.18.1, Proibigio do tarifamento 6.18.2. Prevengdo 6.183, Reparagdo integral... 6 184. Dreitosindividuais,cotetivs editsos . 6.19. Acesso A Justica 6.19.1. Assisténcia judicisria 6.192. A confusio entre “assisténcia juice “as- sisténeia juridica” 6.19.3. Dois dispositivos diversos........ 620. Adequadia¢ eficaz prestagio de servigos pubicos 621. Responsabitidade solidria 6:22. Exercicios ‘Qualidade e seguranga dos produtos e servigos. 7.1. Problemas com a tedagao da Lei Consumerista 7.2. Riscos A satde ou seguranga 73, Risco normal e previsivel .... — 7.4, Informagoes necessérins ¢ adequadas 15. Proibigio de fumar 7.6. Impressos 1.7. Poteniaidade de nocividade e periculosidade 7.8, Infoumagdes cabais . : 79. Responsabilidade objetiva . : 7.10. Bxeteicios O recall on. « 8.1. Modos de efewaro recall . 82. B se o consumidor ndo for encontrado? 83. Exercicios 9. A teoria do risco do negécio: a base da responsabilidade ob- Feta eon 141 142 142 13 143 43 14a 144 146 149 150 150 181 153 153 153 154 155 156 158 tol 161 162 164 168 165 165 167 10. 1 91 92. 93 94. 95, 96. 97. 98. 99 . Fato do produto ¢ do servigo Os negécios implicam risco Risco/custo/beneficio Produgio em série Caractristien da produgdo em see: vcioe defeito O CDC controls o resultado da producao .. A receita e 0 patriménio devem atcar com os prejufeos .. Auséi de culpa . Exercicios — A responsabilidade civil objetiva...... 104 102, 103. Viio e defeito:distingao HL U3. ua us 12k 122 123 124, 125. Reparagio integral (0s consumidores equiparados Exercicio Vieio Defeito Exemplon. 1 Exemplon.2 Exercicios os dos produtos Vicio spaiente Vieio oculto Quem ¢ 0 responsivel Produtos duriveis e no durdveis Vicio de qualidade 125.1. Equivoco 125.2. Solidariedade 1253. O vicio de qualidade 1254 Rol exemplificativo .. 1255 Publicidade e informagio 12.5.6. Vicio de qualidade: resumo 125.7. Exemplos relativos 2 letra “a” 167 168 169 169 170 mn In 13 4 176 16 178 179 180 180 181 182 182 192 184 134 184 134 186 187 187 187 187 187 138 188 189 1258 1259 125.10. 126, Uso e consumo. : 126.1. Prazo de validade .. Exemplos telativos a letra “b” Exemplos relativos &fetra “c” [Exemplos relativos & letra “a” 12.6.2. Produto “alterado” 12.63. Impropriedade .. 12.6.4, Qualquer MOVE ns 12.7. Variagdes decortentes da natureza do produto 12.8. O problema do prazo para o saneamento do vicio .... 1281. 1282. 1283, 1284 1285, Prazo de 30 dias. in 12.8.1.1. Problemas com o prazo 128.12. Como contar os 30 dias... Prazo de garantia . Desgaste do produto... Direitos do consumior apés os 30 dias 1284.1. Proibigdo de oposigdo 12.842 Substituicdo do produto 12.843. Medida judicial. 12.844, Restituieto da quantia paga mais pert e danos .. 128.45. Defesa do fornecedor- 12.846. Abatimemto proporcional de prego 12.8.4.7. Cumulagio de alternativas Escolha do fornecedor a ser acionado 129. Diminuigdo e aumento de prazo. 129.1. 1292 Ollimite minimo © aumento do pra20 ses 12.10. Garantias sem prazo . 12.10.1. Uso imediato das presrogativas 1210.2. Quatro situagées... cone 12.103. Exemplos.... 12.104. Indenizagio .. 189 190 190 190 11 192 192 192 192 193 104 195 197 198 199 200 200 200 201 203 205 206 207 207 208 209 210 210 2 aun 212. Ru 1212 12.8. xiv 12,10.5. Produto essencial Substituiglo do produto... 12.111. Palta do produto 12.112. Escolha de outro produto. 12.113, Pagamento a prazo 12.14, Produto de espécie, marca ou modelo diver 1211.5. Reatiigdo da quanti, abatimento proporco- nal do prego ¢ indenizagio 0s produtos in natura 1243.1. Quem é 0 responsivel noe enn 12.132. Solidariedade we 12.133, Defeito de quantidade 12.134. Produto durdvel e nfo durivel 12.135. Equivoco 12136. Vieio de quantidade: minus do deta 12.137 Rol exemplificative 12.138. Definigio do vicio de quantidade 12.139. Bxemplos ., (213.10 Confito de fontes . 12.13.11. Menor quantidade, mas sem vicio 12.13.12. Sem prazo ... 12.13.13, Eseolha do consumidor 12.13.14. Abatimento proporcional do prego 12.13.15. Complementagdo do peso ou medida 12.13.16. Substituigao do produto 12.13.16.1. Falta do produto 12.13 16.2. Bscolha de outro produto 12.13 163. Pagamento a prazo ~ 12.13.164. Produto de espécie, marca ou modelo diVe1808 enon 23 213, 213 a4 21s 216 207 218 29 232 234 1214. Bxete§Ci08 neve 13. Os vicios dos servigos... 13.7. Expectativa do consumidor. 13.8. Variagdes decorrentes da natureza do servigo 13.9. A cessagdo do problema. 13.10. Escolha do consumidor 123.165, Abatimentproporciona do pr $0 ran 12.13.17, Restinigto da quanta pagae indenizagio 12.13.18. Defesa do fornecedor 12.13.19. Fornecedor imediato Vicios de qualidade e também de quantidade Quem € 0 responsivel ... Prestador do servigo Solidariedade ... - : Servigos durdveis endo duriveis Vicios de qualidade dos servigos : 136.1. Distingzo entre impréprio ou inadequad 13.62. Servigos “impréprios ou inadequados” 136.3. Definicdo proviséria 1363.1, Exemplos relatives & letra “a” 13.6 3.2. Exemplos relativos a feta “b” (3.6.3.3. Bxemplos relativos & letra “c” 13.6.3.4, Exemplos relatives & lea “a” 1364 Consumir e usar 1365. Definigao 13.66. Vicio aparente oe... 13.67, Vicio oculto...... 13.10.1. Reexecugdo quando possivel 1310.2. Reexecugo parcial 13.10.3. Restituigdo imediata da quantia paga . 13,104. Perdas e danos ..... 234 239 238 239 240 a2 242 242 243, 243 246 247 247 248, 248 49 250 250 250 251 282 252 252 253, 253 254 255 255 Bas % 13.104.1. Resumo : 13.10.42. Onus da provae sua inverstio 13.104 3. Defesa do prestador do servigo« 13.11, Abatimento proporcional do preso 13.12. Reexecugto via terceiros 13.13, Medidas judicias ..... 13.14.05 vicios de quantidade dos servigos . oo 13.14.1. Definigdo de vieio de quantidade do servigo .. 13.142, Definigio provis6tia oe enensnnin 13.143, Definigd0 13.15. Fontes simultineas dos vicios .. 13.16, Garantia .. 13.17. Perdas e danos 13.18. Defesn do prestador do sevigo 13.19. Exeeugao por terceiros a 13.20, Medidas judiciais E 13.21. Bxetefeios 14.0 fato do produto: os acidentes de consumoldefeitos ¢ sua respousabilidade, = es 14.1. Acideme de consumo e fato do produto: 0s defeitos 14.2. 0 fiato do produto 14.3. Quem € 0 responsivel 144 Odefeito 14.4.1. Ofeita e publicidade causadoras do dano 14.42. Informagio causadora do dano 145. Solidaiedsde 146 Ocomerciante 14.7. Produto nacional ou estrangeizo . 148. O importador ...... a 149. Avtorizagio governamental «= 14.10. A impropriedade do § 1° do att 12. do CDC 1410.1. Contradigio XVI 259 261 262 263 264 265 266 267 267 268, 268 269 270 270 270 270 14.10.2, Uso ¢ riscos razodiveis... 14.103. Sem sentido 1411.0 § 2esté destocado 14.12. Sintese grdfica .. 14.13. Desconsiuigo do nexo de causlidade 14.14. A prova do dano e do nexo de causalidade ... 14.15. Bxeludentes do nexo de causalidade 1415.1. Oadvétbio “sé” a 14.152. Caso fortuito ¢ forga maior nfo excluem res- ponsabilidade : 14.153. Culpa exclusiva do consumidor 14.154. Culpa exclusiva de terceito..... 14.16. Equivoco doutrinitio.. as = 14.18. Tlegitimidade de parte. 14.19. A responsabilidade do comerciante.... 14.191. Controle da qualidade.. 14192, Solidariedade : 14.193. Se fabricante, construtor, produtor ou importa- dor “nfo puderem” ser identificados M4194, “Sem Kien” do een, poh, construtor ou importador 14.195. Conseqiiéncias 1419.6. Conservagio inadequada 14.197. Partigfo da indenizagao 14.198. Norma auténoma 1.19.9. Vedacio da demunciagio da ide. 14.19.10. Sintese grifica 14.20. Exercicios © fato do setvigo: os acidentes de consumo/defeitos e sua responsabilidade... 15:1. Acideate de consume e far do servigo: os deeitoa 15.2. Ofato do servigo 281 281 283, 283, 283, 285, 285 285 286 288 288 289 289 289 290 290 201 201 293 204 204 295 295 297 297 298 XVII 15.3. Prestador do servigo..... 154. Distingao entre vicio e defeito ISA. Vicios 15.42. Defeito, 15.43. Bxemplo a. 1.. 15.44. Bxemplo a. 2 co 155. O“fomecedor” do sevigo 60 responsével.. 15.6, Oferta e publicidade causadoras do dano, 15.7. Informagdo causadora do dan... 158, Solidariedade. 15.8.1. Bxemplo a. Boca ocon 158.2. Exemplon 2... 15.9. Autorizagio governamental . : 15 10. Servigos com atenco normativa especial 15.11. impropriedade do § 1° do ar 14. 15.111. Contradigao. 15.112. Resultado e riscos tazosves.. 15.113, Sem semtido : 15.12 0 § do art 14 esta deslocado, 15.13. Sintese geitica... 15.14. A desconstitugdo da responsabilidade 15.15. A prova do dano e do nexo de eausalidde 15.16. Excludentes de responsabilizagio.. 1516.1, O advérbio "so"... . 15.162, Caso fortuito ¢ forga maior nifo exeluem a responsabilidade ....., 15.163. Culpa exclusiva do consumidar 15.164 Culpa exclusiva de terceico 15.17, Desconstiuigto do direito do consumidor 15.18. Exereicios 16.Os danos matersis, moras, esitcos e & imagem e os exit ros para. a fixagdo da indenizagio comtespondent...... XVI 298 298 17 18 19 16.1, Dano material. Dano mora... 16.2. 0 dano moral... 16.3. Critéios para fixapSo da indenizago do dano moral 16.4, Apontamentos sobre indenizagdo do dano estéico. 165.0 dano a imagem... : 16.6. Poss0a juttdicd enema 167. Bxercicio.. A responsabilidade dos profissionais liberais: culpa. 17.1. Porque esse profissional foi excluido do sistema geral? 17.2. Intuitu personae 173, Atividade de meio 174. Prestaglo de servigo de massa? 175. Profissional liberal na pessoa juridica 176. O que caracteriza o profissional liberal. 17.7. Defeito e vicio? 178. Conclusao.... 7 179. Q 6nus da prova . —— 1710. Exercicios conan - A prestagio dos servigos de reparaclo 18.1. Prestador de servigos... 182 Consestos 18.3, Componentes originais 184. Componente “original adequado” e novo 185. Especificagdes téonicas.... —— 18.6. Autorizagao em contrétio do consumidor. 187. Bxetcicio : A garantia dos produtos e servigos 19.1. Prazo de garantia. SS 19.1.1, Garantia legal... = 19112. Produto ou servigoducivel¢ nto durdvel 19.13. Inicio da contagem do prazo.... 320 321 324 340 43 45 349 350 350 351 353 354 357 359 360 361 362 365 365 365 366 365 361 367 37 373 33 374. 374 375 192, 193 194 195, 196 197 198 Vicio de fil constatago ¢ visio oculto. Produtos usados. — Oferta de garanti.. 0 6ovio ds qualidade, finatidadee adequactio ““Vedada a exoneragio do fornecedor”.. A gurantia contatual “~ 19.7.1. Garantia complementar 19.7.2. Termo de garantia 19.73. Manual de insirugio Exereicios 20. Os prazos para reclamar, a decadéncia e a preserigio .. 20.1 202. 203. 204. 205. 26. 203. 208 209. 20.10 2011 2012 20.13. Osegime tradicional Novo modelo : Vicio de ffeil constatagd0...o.senem Produto ou servigo dursvel e nfo durdvel Inicio da contagem do prazo A gutaatia contratual 20.6.1. Prazos legais ¢ contratuais, 2062. Garantia complementar A obstaculizagao da decadéncia, A teclamagiio do consumidos 2081. Reclamacao verbal e pessoal (letras “a” ¢ oes 2082. Reclamasdofeita na enidade de defesa do consumidor (letea “e") so 2083. Reclamagdo entregue a qual pessoa no forne= ccedor? (leua “d”) A instauragao do inquétito civil O vicio oeulto, A preserigio .. Prazo de 5 anos ou mais. ee Inicio da contagem do prazo. 376 378 381 381 382 383, 383) 386 386 387 389 389 390 391 391 392 392 392, 393 394 397 397 399 403, 403 405 405 407 2 20.14. 20.15 ee a a presetigio ... = Exercicios. A oferta: regime juridico vinculante ..... ee au 212. 23. 214. 215. 216. 27 218. 219. 21.10. 2. ‘No confundir como diteito privado As caracteristicas da oferta, Informagio e publicidade, Suficientemente precisa... ‘Qualquer meio de comunicacio. : Produtos e servigos oferecidos ou apresentados Integra 0 contro: a vinculagio, Ocrro na oferta... Oferta que nao constou do contrato (0101 exemplifieativo do att. 31 Elementos da oferta e apresentagio 21.1.1. Blementos obrigatérios 2111.2. Tem “a 1": “informagées corretas”. 2LLL3. Them "a2": “informagées claras” DUAL 4 tem “a3”: “informagdes precisas” 21.115. Ttem “a4”: “informagées ostensivas” 21116. Destaque : Item "a5": “informagdes em Ifngua portu- QUAL. ‘guesa” : 21.118 Linguagem legivet 29, “caracteristicas” 2.10 “qualidade” 2a “quantidade” 2112, : “composigio” 21.41.13. “prego”, 21.11.13.1. Prego & sempre “A vista” 21.11.13.2. Prego visivel..... 21.11.14 Item “b6": “garantia” 408 au 413 43 414 as 415 416 416 416 a7 20 23 404 95 425 426 426 an 427 48 430 43 432 432 432 432 433 435 436 21.12. Nao se deve confundic diet com light. 2011S. tem “b.7": 21.11.16, Item “b8 “prazo de validade” “origem” 21.13. Oferta por telefone, mala direta ete... o 21.14, Proibigdo de recusa do cumprimento da oferta. 21.14.1, Oferta, apresentaglo ou publicidade 21.142, Alternativas do consurmidor 21.14 3. Cumprimento forgado da oferta... 21.144. Aceitagtio de outro produto ou servico. 21.14.5. Resciso do contrato 21.15. Bxercicios 22. A publicidade 221 22. 23 224, 25 XXII Pbliidade ou propaganda? Publicidade e producio.. Publicidade e verdade Publicidade de tabaco, bebidas alcodlicas, medica- :mentos ¢ terapias 22.4.1. Produtos fumigenos 22.42, Bebidus alcoblicas. 22.43. Medicamentos e terapias. © Cédigo Brasileiro de Auto: egulumenngto Publ citiria 225.1. Vinculagio legal 25.1.1. Antincio 2.5.1.2. Produto e servigo. 2.5.1.3, Consuntidor 22.5.2. Aniincio honesto e verdadeiro 25.2.1. Honesto 2.5.2.2. Verdadeito 225.23. Objetiv0 2.5.2.4, Transparéncia - 22.53. Enganosidade . 225.4, Respeitabilidace..... 437 437 438 439 49 499 452 433 453 453 454 454 454 454 455 455 497 437 437 458 22.5411. Discriminagio. : 22.542. Atividades ilegais.... 22.543. Decéncia, 2.5.4.4. Intimidade 22.5.5, Medo, supersticio e viol@ncia 225.6 Seguranga e acidentes 22.5.7. Criangas e jovens ...... 225.8. Meio ambiente... 2259. Patrimonio cultura... 22.5 10-Linguagem un 22.5.10.1. Vernéculo.. 225.102. Prontincia on 225.103. Califo. 22.5.11, Publicidade comparativa 22.5,12. Testernunhais 22.5.12.1. Coneeito. 225.122, Testemunhal de especialista/perito.. 225.123. Testemunhal de pessoa famosa. 22.5.12.4. Testemunhal de pessoa comum ou ‘consumidor 22.5.125. Atestado ou endosso 22.5.12.6. Normas relacionadas com 2 obten- fo e vaidade dos testemunhais. 225.127. Normas relacionadas com a divul- gagdo de testermunhos e atestados. 225.13. Teaser = 225.14, Merchandising . 2.5.15. Pega jornalistica 22.5.16. Identificagdo publ 225.17. Reconhecimento da influencia do anincio. 225.18. Responsabilidade pelo anincio. 225.181 Responsabilidade solidéria do ‘anunciante e da agéncia. itatia : 458, 458 458 459 459 459 460 460 461 461 461 461 461 462, 462 463 a8 465 465 465, 465, 467 461 467 XxxIL 225.182 Responsabilidade solidétia do vei- culo. sons 225.18.3. Responsabilidade das pessoas fisicas envolvides. ne 225 .18.4. Origem do anincio..... 2.5.19. Categorias especiais de antincios 22.5.19.1, Bebidas alco6licas.. 225.192, Educagdo, cursos, ensino 225.193. Venda e aluguel ecco 225.194, Investimentos, empréstimos e mer- cado de capitas... 225.195. Lojase vaejo. 22.5.196. Produtos alimenticies.... 225.197. Médicos, dentistas, vetetinirios, patteirss, massagistas. enfeimei- ros, servicos hospitalares, para- ‘meédicos, para-hospitalares, pro- ddutos protéticos, dietéticos, tata mentos ¢ dictas, : 225.198. Produtos farmacEuticos populares 225.19.9. Produtos de Fumo 25.19.10. Produtos inibidores do fumo 25.19.11 Profissionais tibesais 22.5.19.12. Reembolso posal venias pelo couteio 25.19.13. Turismo, viagens, exeursGes, hote- lui 22.5.19.14. Veteulos motriados 22.5.19.15. Armas de fogo. 22.6 Obrigacto de fazer publicidade 22.7. Exercicios. 23. A publicidade clandestina 23,1. Peoibigo da publicdadeelandestina xxv 468, 470 an 44 415 476 477 478 481 48) 483 483 484 485) 485 232. A técnica do merchandising... 232.1. O tipo de merchandising proibido 23.2.2. Enganosidade e abusividade 1 7 23.2.3, Outras insereses indiretas, mas permitidas.... 23.3. Exercicio —— A publicidade enganosa, 24.1. Publicidade enganosa:efeto sobre o consumidor 24.1.1. Ampla garantia 24.1.2. O “chamariz”..., 24.1.3, Informagao “distorcida” 24.2. Enganosidade x consumidor real... 24.3. Pardmetros para a afericao da enganosidade 24.3.1. Julgamento do antincio em si... 243.2. Ambigtidade 24.33. Bxagero. 24.3.4. Licenca publicitétia 24.3.5. Enganosidade x publicidade comparativa 24.3.6. Normas auto-tegulamentares.. 24.4. Publicidade enganosa por omissdo 24,5. Elemento subjetivo. 24.6. Responsabilidade do fornecedor-anunciante, das agén- ciase do vefeulo, 24.6.1, Responsabilidade sotidérin 2462 Responsabilidade solid agenci 2463. Responsabilidade solidiria do vefeulo com 0 anunciante ea agéneta....... 24.7 Suptessio ¢ impedimento do aniincio engunoso 24.8, Contrapropaganda ret erp 24.8.1. Fungao. 248.2. Contetid0 s.e.onn - 24.8.3. Amplitude do meio, S E 248.4. “Astrintes”. 24.9. Bxereicios. ja do anunci 486 487 487 490 490 491 491 492 492 493 494 494 494 495 496 497 499 502 503 505 505 505 506 507 gees 509 510 510 xxv 25. A publicidade abusiva 25.1, Publckdade abusiv:efto sobre oconsumidor 25.2. Respeitabilidade. 25.3. Discriminagdo . 254, Atividades ilegais.... 255, Decéncia... 25.6. Infimidade oon 257. Medo suprsigio e violencia. 258 Seguranga e acidemtes 259. Criangas e jovens... 25.10. Meio ambiente seen 25.11 Patriménio cultural... : 25.12. Abusividade x consumidor real a 25.13, Parimetros para a aferigo da abusividade. 2513.1 Julgamento do antincio em si 2513.2. Ambigilidade 25.133. Bxagero... 25.134, Licenga publicitdsia : 25.14, Abusividade x publicidude compurativa 25.15 Blemento subjetivo 25.16 Responsabilidade do fornecedor-anunciante, das agéncias e do veteulo. 25.16.1. Responsabilidade sotidatia 25 162. Responsabilidade solidria do anunciante e du agéncia 25.1633. Responsablidade slisia do vetculo com 0 anunciante ¢ a agéncia... 25.17, Supsessdo e impedimento do andncioabusivo 25 18. Contrapropaganda..... 25.18 1. Fungao..... - 5.18.2. Contetido 25.183. Amplitude do meio 25.184 “Astreintes” xxv 524 525 526 526 526 527 527 528 25.19. Bxercicios . 26. A prova da verdade e comegio da publicidad. 26.1. Exercicios 27..As priticas abusivas 27.1. O abuso do dircito. 27.2. Priticas abusivas em geval. 27.3. Prous sbusivas objetivamenteconsideradas. 274. Priticas abusivas pré, pds e contratuais. 275. Rolexemplificativo 276, Venda casada, 277. Recusa de stendimenta.. 27.8. Entrega sem solicitagio do consumidor 279. Excepcional vulnerabilidade... 27.9.1, 1oso... 27.9.1.1.Priridade no atendimento 27.9.1.2. Direito a sade... 27.9.1.3. Descontos em ingressos. 27.9.14. Servigos de transporte... 27.9.1.5. Internagio do idoso 27.9.1.6. Conclusio 27.10 Vantagem excessiva, 27.11. Orgamento prévio : 27.12, Informagio depreciativa 27.13. Normas téenicas.. 27.14, Recusa da venda 27.15. Blevagiia de presos, 27.16. Reajuste de pregos. 27.17. Falta de prazo. 27.18. Exercicios 28. O orcamento.. ee 928 530 sal 535 535 536 337 537 339 540 343, 544 546 347 547 349 350 351 952 554 554. 555 956 557 559 559 561 S61 562 564 564 xxv 28.2. tens obtigatéios 28.2.1. Valor da mlo-de-obra.. — 28.2.2. Prego dos matetiais e dos equipamentos a se- om empregados eee - 2823, Condigées de pagamento 28.2.4. Datas do inicio e término do servigo. 28.3. Prazo de validade E 28.4. Vinculagio do fomecedr.... 28.5, Fechamento do contiato 28.6. Servigos de texceros. 28.7. Cobranga do orgamento ou taxa de 28.8. Uso de pogas originaise usadss 289. Priticas anteriores... = 28.10, Exereicios 29. A cobranga de dividas 29.1. Conexto como art. 71 29.2. Agdo regular de cobranga 29.3. Asacdes proibidas. 293.1, Ameaga os 293.2. Congo. 29.3.3. Constrangimento fisico ou moral 293.4. Afirmagas 29.3.5. Exposicao 29 ridiculo. 29.3.6 Interferéncia com trabalho, descanso ou lazer falsos, incorretas ou enganosas 29.4.1. Regraamena, 29.42. Caracterizayio do diveito a repetit 294.3. Engano justificivel 29.44. Indenizacdo por danos materials ¢ morais 2945. O diteito a repel meio de cobranga 295 Bxercicios... io em dobro independe do XxXVII 565 365 565 566 566 967 367 568 568, 568 569 569 569 a sm sm 374 m4 375 515 315 576 om sm 77 578 579 579 580 381 30. 31 Os banoos de dados ¢ cadastros. Os Senvigas de Peto so Créito = ing S011 Amplnade da oom a 30.2. Os Servigos de Protegdo a0 Crédito.... 302.1. Requisitos para a negativagdo 30.22. Carder publico... 30.23. O consumidorinagimpente. 30.24, O direito do consumidor inadimplente 303. Linguagem e prazo.... ee 30.3.1. Linguagem compreeasivel = 303.2. O prazo on ee 304. Comunicagio ao consumidor . 30:5. Corregio dos dados inexatos. 30.6. Cariter publico.. - 30.7. Tipos penais, — E rs 3038, Arquivo de reclamagfes conta o feomecedor 308.1. Lista de reclamages 309. Exerefeios..... A protegio contratual . a 31.1. Consideragbes iniciais. . 31.2 Principios basilares dos contiatos de consumo. 31.2.1. Aus@ncia de manifestagio de vontade. 31.2.2. Prinefpio da conservagio. 31.2.2.1 Modificacdo das cldusulas que esta- belegam presiagdes desproporcionsis 31.22 2 Diteito de revisso, 31.23. Principio da boa-fé.... 31.231. Boa objeivaesubjeiva. 31.23.2.Boa-fé como principio... 31.233 Bos-fé como cldusula geval 583 584 384 585 586 587 588 593 593 593 595 595 596 596 596 597 597 598, 603 60s 606 606 31.234 Boa-f6 e eqllidade.. - 31.24 Principio da equivaléncia .. . 31.2.5. Principio da igualdade 31.26, Dever de informar e principio da transparéncia, 31.2.6.1.0 dever de informar 31.2.6.2.0 principio da transparéncia... 31.2.63.Conelusio . : 31.27. Wulnerbildade e hipossuficiénia do consu- IMiAOF oa 31.28. Nenhuma forma de abuso do diteito 31.2.8.1. Dever de cooperagio 31.2.8.2. Dever de cuidado. 31.29. Protecionismo. 313, Exersivio, 32. As formas de contratagdon. 0. 32.1. Todas as formas 32.2. Contato de adesfio..... 32.3. Comporamento socialmente pico 32.4 Condigdes gerais ou cliusulas geruis..... = 525. Bxescicio 33. Os eontrats de adeséo. 33.1 Conceito de contrato de adestio. : 352. Estipulagdes unilaterais do Poder Piblico 33.3. Formulirio e inserglo de chiusula oe nnonnnnvne 33.4, Resolugho altemativa, 33.5. Redagio do contrat. 33.5.1. Termos claros 33.5.2. Infoomagdes precisas 335.3. Caracteres ostensives 35.5.4. Caracteres legivets.. 33.6. Destaque. Xxx oor 608, sees 610 610 61 12 612 612 63 614 614 old ais ais 67 618 618 619 620 620 22 622 622 624 34, 35. 36. 33.7. Contrato escrito ou verbal e comportamento social- ‘mente tipico. 33.8. Veto. 339. Bxercicio. Contato: wana imeretsto¢ vielago pecow tratual 7 34 Prinipio da wansparéncia 34.2. Conhecimento prévio. 34.3. Difleil compreenséo... 34.4. A imterpretagfo........ 34.5. A vinculagio pré-contratual... 34.6. Bxercicio oo ‘Compras feitas fora do estabelecimento comercial: prazo de reflexio ou arrependimento eo. conn -e-e 35.1. “Telos” legal... 352. Prazo de reflexio ou arependimeoto.. 35.3. Prazo maior do que 7 dias. 354, Contagem do prazo . : 35.5. A manifestagéo da desist8neia neem 35.6. O sentido de produto, servigoe contiato 357. Compra de iméveis 358. Bfeito ex time 359. Sem despesa.. 35 10, Soldaredade das administradoras de eartio de exéito 35 LL, Bxercicio ‘As cldusulas abusivas. 36.1. Nulidade absoluta, - 362. Imprescritibilidade.. . 363. O conceito de“ 364. Rol exemplificativo .. : 3655. Cliusula de no indeniZat oem 26 26 en 61 at 632 62 a7 69 oa 643 643 64s 646 646 647 648 649 650 650 651 653 655 659 69 660 660 31 365.1. Proibigio absoluta.... 36.52. Proibigdocelativa 36.6. Reembolso de quantia paga.... 4367. “Tranfertncia de responsabilidad aterceivs.. 36.8. Obrigagdes iniquas e desvantagem exagerada 36.8.1, Presunglo relativa non 3682, Principios fundamentais. 36.8.3. Ameaca do objeto ou do equilibrio contratual 36.8.4, Onerosidade excessiva para o consumidor... 36.9. Cléusula geral da boa-fé e eqtidade 36.10. Onus de prova: proibigio da inversio.. 36.11. Arbitragem computssia . 36.12. Imposigdo de representante 36.13. Opyao de conclusfo do negécio 36.14. Alteragio unilateral do prego 36.15. Cancelamento do contrato. 36.16. Ressrcimento unilateal do eusto da cobranga 36.17. Modificagio unilateral do conttato 36:18, Violacao de normas ambientis 3619. Desacordo com sistema de pretegso 20 consumidor 38.20. Reniincia a indentzagio por benfeitorias necesséris. 36.21. Conservacio do contiato 36.22. Representagio ao Ministtio Péblico 36.23. Vetos. 36.24. Exercici Emptéstimos e financiamentos 37.1, Todo tipo de eontrato 37.2. Complemento do art. 46, 373. Prego.em moeda corrente nacional 374. Juros de mora 37A.L Lei da Usua rvogada, om parte 37.42. Os juros de mora 660 661 BRaE 6656 or 668 on on 63 67a 615 675 om ons 678 679 680 680 681 682 685 687 687 688, 688, 688 689 690 38 39. 37.43. A mora do pagamento de impostos devidos & Fazenda Nacional vi 37.4.4, Que € Selic?.. 3745. Juros de mor, dia ei eno coneto monet, 37.4.6. Ataxa Selic ea coregto de alguns tributes 37.4.7. Conclusio 37.5. Taxa efotiva 376. Acréscimos Tegais 37.7. Nimero e peviodicidade das pestagées 37.8, Total a pagar com e sem financiamento 379. Multa... . 37:10, Liquidagtoantecipad, 371. Bxetecios... ‘Compra e venda com pagamento do prego mediante prestagées 38.4. Cléusula abusiva. 38.2. Perda total das parcolas 38.2.1. Fundamento, 38.2.2 Pagamento em prestagses 38.2.3. 0 regime do “Codigo Civil” de 1916. 38.2.4, O problema da expresstio “perda total das par- lee ee 383. Alienagio fiducidtia.. 38.44. Sistema de consércios. 7 385. Contiatos em moeda corrente nacional 386. Exercivios cen A desconsideragio da personalidade juridica.. 39.1 Origem da possibitidade da desconsideragio da pesso- nnalidade juidiea 1. 39.2. Dever do magistrado 39.3. “Desconsideragio" e nfo “dissolu 394. “Em detrimento do consumidor” 39.5. Elenco exemplificativo 61 691 S228 699) 699 699 700 700 70 705 705 705 705 708 709 10 m2 12 m4 74 76 n6 m7 TU 4 39.6. Abuso “do” 39.7. Bxcesso de poder... 39.8. Infragao da lei e fato ou pritica de ato iliito 39.9. Violagdo dos estatutos ou contro social 39.10. Mé administragio.. — : 39.11. Outras espécies de abusos 39.12. Os parceiros de negécios. 39.13. No Cédigo Civil de 2002. 39.14, Bxercicios Aspectos processuais — 0 cariter coletive da protego pro- ccessual do CDC. : 401A defesa do consuidar em juzo. 40.2. A protegie cotetiva, 403. Bxercicio Os direitos difusos, coletivos e individuais homogéneos... ALL, A Constituigio Federal 412. 0 Cédigo de Defesa do Consumidor 413 Direito ov interesse?... ALA, Os direitos difusos, 41.41 Sujetoativo indeterminado 4142, Sujeito passive 43 A telacio juricica 41.4.4, Objeto indivisivel ALAS Sintese grifica 41.4.6. Exemplos 415. Os direitos coletivos 41.5.1 Sujeto aio indeteminad, mas detemnindvel 41.5.2, Sujeito passive , oe 4US.3. A relaglo jutidiea oem nee 415.4. Objeto indivisivet 4.55. Distingo dos dccios indivduaishomogéoeos. nt 718 78 n9 79 n9 nr 23 23 ns ns ns ns nm nm no 70 730 730 m 72 732 3 73 73 BB 2A BA 34 134 41.56, Sintese grt... ANT. Be MplO5 ee 41.6 Os direitos individuais homogéneos 41 6.1, Sujeto ativo determinad e plural 41.62 Sujeto passive 41.63. A relagio juridica, 41.64. Objet divisivel, 41.6.5. Espécie de dreto coletivo 41.6.6 Sinese grfied os 41.67. Bxemplos..... ALT. Bxercicio 42. A legitimidade ativa para propositura de agbes coletivas... 42.1. A legitimagao concorrente 42.2. Legitimacdo disjuntiva... — 423. Direitos difusos e coletives: legitimagdo auténoma, 42.4. Direitos individuais homogéneos: legitimagdo extraor- india 425 Personalidade judiciésia 426. A legitimidade do Ministtio Pablo. 42.7. A legitimidade das associagdes civis.. 42.7.1. Fins institucionais 42.7.2. Autorizagio da assembléia 427.3. Constituigdo hd um ano : 42.74, Dispensa do reuisito de constigao hi um ano 428 Intervengio obrigatéria do Ministétio Pablico 429. Bxetcicio 43, As agées judi 43.1. Garantia constivucional 43.2. Todas as especies de ages... 93.3. Bx e0C§Ci0 eee snsne anes nmr 44, Obrigagies de fazer ou nfo fazer. 735 736 736 736 736 31 731 131 738 738 78 741 741 742 142 743 3 143 46 146 46 mI 148 8 49 793 153 154 154 155 44.1. Tutela espectfica ou providéncias que assegurem 0 sesultado pritico equivalente 44.2. Liminar. 442.1, Fandamentorelevante 44.2.2. Ineficicia do provimento final. 44.23. Momento da concessio da liminar.. 443, Asteinte c © 44.3.1. O vocdibulo. 44.3.2. Fangio 443.3. Natureza 44.34, O carter objetivo: confuso a ser evita. 44.3.5. O limite do guartion 44.36. Previsio legal 44.3.7. gio principal sem valor econdmico 44.3.8. Medida direta do juiz 443.9 Modificagio das astreintes no viola a coisa julgada 444310. Oqve aontece se 23530 junds improcedente ‘ou extinta sem resolugo de mérito 443.11. Nas agbes coletivas 44.4, Pores e danos 44.5 Betctcio 45. Custas, despesas e honoctrios nas agbies coletivas, 45.1 Acesso a Justiga . . 45.2. Liberagdo automatica 145 3 laversiio do @nus da prova... 45.4. MiAfé .. 454.1. Como caacterizar a mité 45.4.2. Responsabilizagao dos diretores da associagtio- UIE ns —— 45.4 3. No hd mf-f6 exeUSIvA oven 435. Exetcicio XXXVI 756 736 756 731 760 760 760 761 761 762 763 765 167 167 769 ™m 73 ™7 m4 75 75 715 75 116 176 ™ 78 778 46. Inversiio do nus da prova. 719 46.1. Consideragbesinicias 77 462. Critétio do juz... a 780 46.3. Verossimithanga das alegagies i... Tl 464 Hipossuficiéncia..... 782 46.5. Momento de versio... : 783 466.0 dnus econsmico 785 467. Exetecios : : 786 ATA compett cia osu . 789 47.1. Agbescoletvas par doesn dos dios indvidaisho- mogEneos, difus0s € COletIVOS oe. wmv 789 47.2. A competéncia da Justica Federal. 790 47.3. Competéncia no dano de fmbito local 791 473.1, 0 equivoco. 7m 41.32. A solugio do problema: local do dano ou domi- ‘flo do autor . : 792 47.4 Compeitocia no dano de ambit nacional on tegional...._ 793 474.1 Capital do Estado ou Distito Federal: como defini? 793 47.42. Como defini chamado ito egtona? 796 47.43. Competéncia no diteito individual 798, 47 5. Bxewicio 798 48. Da coisa julgada nas agées coletvas 799 48 Goi pata spe aes dpi so di difusos 79 48.1.1 Bleito erga ones 799 48.1.2 Efeito da improcedéncia por insuficiéncia de provas. 800 48.13 Relaco com o diteito individual do consu- midor 800 48.2.Coisa julgada nas agGes coletivas de protegdo 20s direitos coletives .. 801 48.2.1. Efeito ultra partes... 801 wav 48.2.2. Bfeito da improcedéncia por insuficiéncia de provas 48.23. Relagdo com o dieito individual do consumidor 48,3. Coisa julgada nas agdes coletivas de protecio aos diteitos individuais homogéneos 48.3.1, Bleito erga omnes 48.3.2. Bfeito da improcedéncia por insuficineia de provas 48.3.3. Exercicio do direito individual pelo consumi- dor-vitima ou seus sueessores 48.4 Bxervicio 49. Aspectos da litispendéncia e continéncia da aco coletiva com acd individual 49.1. Litispendéncia, 49.1. Efeitos especiais da sentensa 49.12. Risco do consumidor depende da prova de sua cigncia 492. Continéncia 49.3. Exercicio 50. Denunciagio da lide, chamamento do processo e assisténcia 50.1. Responsabilidade do comerciante 30.2. Denuinciago da lide 503. Chamamento ao processo 504, Assisténcin 505, Exereicio 51. Liquidagdo de sentenea nas ages coletivas SLL Liguidaglo ¢ execugio individual Liquidagio e execugéo pelos legitimados do ait. 82 312 513. Bxercicio Bibliografia indice Aljabético-Remissivo XXXVI 801 302 302 802 803 803 804 805 805 805 805 807 308 809 809 809 810 81 au 812 813 814 sis 817 833 1, PRESSUPOSTOS FUNDAMENTAIS Antes de buscar compreender a extensdo da aplicagio da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990, ¢ importante fazer a apresentacio dos funda- mentos que Ihe deram origem. “Temos dito que um dos maiores problemas para o aprendizado de tudo ‘que o Cédigo de Defesa do Consumidor (CDC) significa est relacionado ais lembrangas. E que a maior parte dos estudiosos do direito e dos opera- dores em geral que atuam no mercado no foram educados investigando os fendmenos ocorrentes na sociedade de consumo, Precisames, portanto, entender por que & que ainda existe uma certa, ou melhor, uma grande di- ficuldade de compreensdo das regras da lei consumerista Por isso vamos aqui abordar algumas situagdes que so historicas € ‘que, por sua vez, sfo fundamentos do CDC. Entender a Lei n. 8.078 implica, portanto, considerar um problema de meméria Na verdade, quase todos aqueles que operam o diteito no Brasil —ad- vogados, juizes, procuradores etc. — foram formados na tradigdo do direi- to privado, cuja estrutura remonta ao século XIX e que é baseada num sistema juridico anterior & Constituigfo Federal atval , claro, anterior & cedigdo da Lei n. 8078/90. ‘A grande dificuldade que existe hoje de compreensio das regras bra sileitas instituidas pela lei de proteg2o 20 consumidor reside nesse aspecto Uipico da nossa meméria juridica. Apesar de a lei ter vigdncia desde 11 de ‘margo de 1991, a miaior parte dos estudantes ainda veio sendo formada tendo por base a tradicdo privatista, absolutamente inadequada para enten- sera sociedade de massa do século XX. E por isso que, se nZo apontarmos, ainda que sucintamente, os pressupostos formadores da legislagaa de con- sumo, acabaremos ndo entendendo adequadamente por que o CDC traz um regramento de alta protegiio a0 consumidor na sociedade capitalista contem- ppordnea, com regras especificas muito bem colocadas e que acaba gerando toda a sorte de dificuldades de interpretagdo das questées contratuais, da 1 responsabilidade, da informacio, da publicidade, do conttole in abstrata das cléusulas contratuais, das agdes coletivas, enfim, literalmente de tudo 0 que estd por ele estabelecido. Examinemos, entfo, os pressupastos histéricas, mesmo que pontuais, para que possamos entender o regramento que a Lei n. 8078/90 touxe, LI. Aspects histéricos Inicie-se colocando um ponto: © CDC, como sabemos, fi editudo em 11 de setembro de 1990; 6, portanto, uma lei muito atrasada de proteco 20 cconsumidor. Passamos 0 século inteico aplicando as relagbes de consumo Cédigo Civil, lei que entrou em vigor em 1917, fundada na tradicio do direito civil europen do séeulo anterior Pensemos num ponto de tealce importante: em relagio ao diveito civil, pressupoe-se uma série de condigses para contratar, que no vigem para relagGes de consumo, No entanto, durante praticamente o século inteiro, no Brasil, acabamos aplicando as rolagbes de consume a le civil para tesolver 9 problemas que surgiram e, por isso, 0 fizeimos de forma equivocada [Bsses equvocos remanesceram na nossa formagio juridica, fiearam na ‘nossa meméria influindo na maneira como enxergamos as relagbes de eon- sumio, ¢, atvaliente, femos toda sorte de dificuldades para interpretar ¢ compreender um texto que € bastante enxuto, custo, que diz respeito a um ovo coute feito no sistem jurfdico, e que regula especificamente as relagbes que envalvem os consumidores ¢ o8 Formecedotes, Anote-se essa observagdo: nos Estados Unidos, que hodiemamente & © pals que domnina o planeta do ponto de vista do capitalismo contempori- neo, que capitancia o controle econdmicu mundial (cujo modelo de contro- le tem agora 0 ntome de globalizacZo}, a protecio ao consumidor bavia comeyado em 1890 com a Lei Shermann, que é lei antittuste americana -xatamente um século antes do nosso CDC, numa sociedade que se ia como sociedade capitalista de massa, j4 existn um lei de prove. ‘80 consumidor Sabe-se, é veidade, que a conscincia socal e cultural da defesa do con- sumidor mesmo nos Estados Unidos ganhou folego maior a paitr dos anos 1960. Especialmente com 0 surgimento das associagées dos consumideres, ‘com Ralf Nader. Ou seja, 0 verdadeiso movimento consumerista (como se ‘costuma chamar) comegou para valer na sogunda metade do século XX. Mas ¢éimportante atentannos para essa preocupagio existente ji no século XIX com ‘a questo do mereado de consumo, no pals mais poderoso do mundo, 2 E preciso que lembremos desses pressupostos para entender 0 porgué de uma lei que chegn até nds no final do séeulo XX trazer uma série de s- tuagées que importam em experineia que anda ni tinhamos vivenciado Potémn, apesar de alrasado no tempo, o CDC aesbou tend resultados ala- ‘mente postivos, porque © legislador, isto é aqucles que pensaram na sa «laborago — os pofessores que geraram otexto do aneprojto que acabot Vitondo ‘a Lei n. 8078 (a pati o projeto apesentado peo, na épaca, De- patado Geraldo Alckmin) —,pensaram etrouxeram para sistema legisla tivo brasileiro aquito que exstae existe de mais moderno na protegio do consumo. O resultado fo to positivo que ali brasileira j inspirow a ei 4e protego ao consumidor na Aigentnareformas no Paraguaie no Unga « projetos em paises da Europa Oihemos, endo, um pouco para o passado. Uma lei de protesto 20 consumidor pressupde entende a Sociedade a que nds prtencemos. Eessa Sociedade tem uma origem bastante remota que pecisamos pontuar,espe- ciaimentenaquilo que nos intereso, para entendetmos a chamadasocieda- de de massa, com sua producto em série, na Sociedade capitalstacontem- porines ‘Vamos patr do perfodiops-Revolugo Industrial. Com o erescimen- ‘0 populacional nas metoles, que gerava aumento de demanda , portan- to, uma possbilidade de aumento da oferta, 2 indkistia em geral passou a «querer predzir mais, para vender para mais pessoas (o que erue € egitim) Passou-se eno a pensar num modelo capaz de entrega, para um maior nimero de pessoas, mais produtos € mais servis. Para ss0, crouse a chamada produeio em série, “standatizagio” da produgto, a homogene’- zagao da prougio ssa poducio homogeneizada, “stndartzada", em sti, posibititou uma diminuigio profunda dos custose um aumento enorme da oferta, indo ating, enti, uma mais larga camads de pessoas. Este modelo de producio € um modelo que deu certo; veio crescendo na passagem do século XIX para século XX; a partis da Primeita Gera Mundial houve um inte- ‘mento na produgho, que se soliiticou e eresceu em nfves extraordindrios a partir da Segunda Guetsa Mundial com o surgimento da tecnologia de onta, do fortalecimento da informatie, do incromento das tlecomunica- cies ete A patirda segunda metade do século XX, ss sistema passa aavangar sobre todoo glob ferreste, de tl modo que permit que ns ttimos anos se pudesseimplementar aida de globaizagao, aque ji nos referimos ‘Temos, assim, a sociedade de massa. Dentre as varias earacteristicas desse modelo destaca-se uma que interessa: nele a produgio é planejada unilateralmente pelo fabricante no seu gabinete isto 6, 0 produtor pensa e decide fazer uma larga oferta de produtos servigos para serem adquiridos pelo maior nimero possivel de pessoas. A idgia & ter um custo inicial para fabricar um dnico produto, e depois reprodui-lo em série. Assim, por exemplo, planeja-se uma caneta esferogrsfica tinica ¢ a partir desta repro- dduzem-se milhares, milhdes de vezes em séxi, ‘Quando a montadora resolve produzir um autom6vel, gasta uma quan- tia X de dinheiro na eriagio de um tinico modelo, e depois o reproduz. mi- hares de vezes, o que baixa o custo finat de cada veiculo, permitindo que © prego de varejo possa ser acessivel a um maior mimero de pessoas Esse modelo de producZo industrial, que é o da sociedade capitalista ‘contemporinea, pressupbe planejamento estratégico unilaleral do foruecedar, do fabricante, do produtor, do prestador do servigo etc. Ora, esse planeja ‘mento unilateral tinha de vir acompanhado de um modelo contratual. Beste acabou por ter as mesmas caracteristicas da produgSo Aliés,j4 no comego do séeulo XX, 0 continio era planejado da mesma forma que a producto. [Nao tinha sentido fazer umn automével, reproduzi-lo vinte mil vezes, ce depois fazer vinte mil contratos diferentes para os vinte mil compradores Na verdade quem faz.um produto eo reprodua. vinte mil vezes tambssm faz um Gniev contate e o seprodus vinte mil vezes. Ou, no exemplo das insti luigdes financeizas, milhées de vezes Quem planeja a oferta de um servigo ou um prodste qualquer. por exemplo, Baanceiro, banecsrio, para set repro: \luzido mithiies de vezes, também planeja uni fnico contrato eo inyprime € distribui miles de vezes Esse padrilo &, entio, o de um modelo conttatal que supée que aque: Je que produ um produto ou uin servigo de massa planeja um contrato de ‘massa que veio 2 se1 chamado pela Lei n 8.078 de contiato de adesio, Lembre-se, por isso, que a primeira lei brasileita que narou da questo {oi exatamente 0 Cédigo de Defesa do Consumidor: no seu art. Sd esta re gulado 0 contrato de adesio E por que 0 contrato & de adesio? Ele é de adesio por uma caracteristica evidente ¢ l6gica: 0 consumidor $6 pode aderir Ele nfo discute cléusula alguna Para comprar produtos € servigos © consumidor s6 pode examinar as condicées previamente estabelecidas pelo fornecedor, ¢ pagar o prexo exigido, dentro das formas de pagamento também prefixadas. 4 Pois bem. Este € 0 modo de produgdo, de oferta de produtos e servigos de massa do século XX. $6 que nés aplicamos, no caso brasileiro, até 10 de margo de 1991, 0 Cédigo Civil as relagbesjuridicas de consumo, isto _gerou problemas series para a compreensio da propria sociedad. Passamos a interpretar as elagdes juridicas de consumo € os contratos ‘com base na lei civil, inadequada pata tanto e, como isso se deu durante quase todo 0 século XX, sinda temos dificuldades em entender o CDC em todos os seus aspectos. Por exemplo, nessa questio contratual, nossa me- ‘mria prvatista pressupde que, quando vemos o contato, asistimos a0 aforismo que die pacta sunt servanda, posto que no diceto civil essa una das caracterstcas contratuas, com fundamento na autonomia da vontade Sabe-se que nas relagSes contratuais no diteito civil, no dizeitopriva- do, ha um pressuposto de que aqueles que querem contratar sentam-se & ‘mesa em igualdade de condig&es etransmiter 0 elemento subjetivo volt- vyode dentro para fora, transformado em dado objetivo num pedago de papel Sio proposigdes que, organizadas em forma de cléusulas impressas num pedago de papel, fazer surgi o contato escrito. Ba tentativa de detinea- mento objetivo de uma vontade, portanto elemento subjetivo. a eserita =o tipo de contrato — que o dicito civil wadicional pretende contolar Entfo, quando nos referimos is relaghes contatusis privatstas, o que se faz 6 uma interpreiagio objetiva de um pedago de papel com palavras organi= 2zadas em proposicSesineigiveise que dever rpresentara vntade subjetiva das partes que esta li, na época do ato da contagéo, transmitindo 0 «lernento subjetivo pata aquele mesmo pedago de papel. E ura ve2 que tl foi feito, pacta sunt servanda, ist €, 08 pactos devem ser respeitados. ‘Acontece que isto nio serve para as elagbes de consumo Esse esque- ma legal privatista para interpretar contratos de consumo é completamente «quivocado, porque o consumidor nfo senta 8 mesa para negociarelusulas contratuais. Na verdiade,o consumide vai ao mercade e recebe produtos ¢ setvigos postos e ofertados segundo tegramentos que o CDC agora preten- de controlar, e de forma inteligente. O problema é que a aplicagio da lei civil assim como a memoria dos operadores do diteto geram toda sorte de equivocos. Até a oferta, para lustrarmes cam mais um exemplo, € dferen- te nos dois regimes: no diteito privado ¢ um coavite & oferta; no ditto do consumidor, uma oferta que vinculao ofettante 1 Claro qee no estamos esquecende o contri verbal, pis ele tem a mesma ease- eistea ao tnttva de objtividado; 66 nso To esto Entdo esta era, foie ainda é, uma situaglio que acabou afetando 0 en- tendimento da lei. Se nio atentarmos para esses pontos histéricos do fun- ‘damento da sociedade contempordnea, teremos muita dificuldade de inter- pretar aquilo que o CDC regrow especificamente. Este é um ponto, 12. A Constituicdo Federal brasileira de 1988 ‘O segundo ponto diz respeito ao nosso texto constitucional. As constitui- «8s federais do acidente so documentos histicos politicos ideolégicos que tefletem o andamento do pensamento juridico da humanidade. Tanto é verda- ‘de que a primeira Constituicao do pas-guerra, da Segunda Grande Guetta, a Constituigio alema, triz exatamente, por forga desse movimento, desse pen- samento juridico humanititio, no seu at. 1, que a dignidade da pessoa huma- ‘na.6 um bem intangivel. Foi a experiéncia com o nazismo da Segunda Guerra ‘Mundial que fez.com que as nagdes escrevessenn, produzissem textos const tucionais reconhecendo esse clemento da histéria. Nio tem sentido que o di reito ndo venha reconhecer esse avango do pensamento bumano, Isto foi feito, como dito, lngo pela Constituigtio Federal alema. Agora, ' Constituigdio Federal brasileiza de 1988 também o fez no art. 1%, I: a dignidaule da pessoa humana é wn bem intangével Quando examinamos o texto da Constituigio Federal brasileita de 1988, percelemos que ela inteligentemente aprendeu com a histériae tam ‘bém com 0 modesto de produgdo industrial que acabamos de elatar Pedemmos perccber que os fundamentas da Repilblica Federativa do Brasil sao de um regime capitatista, mas de um tipo definido pela Carta Magna. Esta, em seu art 1°, diz que a Repiiblica Federativaé Formada com alguns fundamentos, dente eles a cidadania, a dignidade da pesson humana e, eomo eleneadas ro ine. 1V do art. 1°, os valores soviais do trabalho e da livre iniciativa® E sobre esse dltimo aspecto, deve-se fazer um comentiio especi ‘Tem-se dito, de forma equivocada, que esse tundamento da livre iniciativa na Repaiblica Federativa do Brasil € 0 de uma livre iniciativa ampla, total e 2 "Aa HA Republics Federative do Gras forma pela yn indsslivel dos Estos ¢ Municipios edo Disuto Federal, consti se ent Estado Demoeritica de Ditto tm como fundamsonos:[~ a soberaniay ila cidtdani ll —a dune da pesson hua: IV — os valores seis do tahalo eda lve iia: V —o pluraisme polit ‘co Parigrfo unico. Todo o paler emna da pov qi 0 exetce porns de representantes lst ov direament, nos terms deta Contigo 6 inrestrita. Na verdade, ¢ uma leitura errada e uma interpretagio errénea do {exto, O inciso IV do art. I é composto de duas proposigSes ligadas por ‘uma conjuntiva “e”: “os valores sociais do trabalho ‘e" da livre iniciativa’ Para interpretaro texto adequadamente basta langar mio do primeiro exité- rio de interpretagio, qual seja, 0 gramatical. Ora, essas duas proposiges ligadas pela conjuntiva fazem surgi duas dicotomias: trata-se dos valores sociais do trabalho “e” dos valores sociais da livre iniciativa. Logo, a inter- pretagio somente pode ser que a Repiiblica Federativa do Brasil esté fun- dada nos valores sociais do trabalho e nos valores sociais da livre iniciativa, isto €, quando se fala em regime capitalista brasileiro, a livre iniciativa sempre gera responsabilidade social. Ela nao ¢ ilimitada, Assim, quando chegarmos ao art. 170 da Constiuigio Federal, que trata dos princfpios gerais da aividade econ®mica, com seus nove prineipios, esses elementos iniciais tém de ser levados em conta. O regime & capital ‘a, logo hi livre iniciativa, ela € posstvel, e aquele que tem pattimnio e/ou gue tem condigbes de adquirir crédito no mercado pode, caso queita, em- preender algum negécio} 3 Mais aiante comentaremos os Pinfpios Gers da Avie Beonimica, no Capito 3, tem 3 10 2. PRINCIPIOS E NORMAS CONSTITUCIONAIS Veremos adiante que o sistema da Lei n.8.078/90 &, ele prépri ‘mado por principios que hilo de ser respeitados pelo intérprete, Porém, antes de ingressarmos no exame do arcabougo dagmitico do CDC, é necessério que conhegemos as normas constitucionais ’s quais ele etd ligado e que, portanto, devem dirigi-lo. Além disso, é forgoso que se reconheca, da mesma forma, os principios constitucionais que conduzam & interpretagio ndo $6 do préprio texto magno como também do CDC. A Constit omo se sabe, no Estado de Direito Democrético, 6a lei maxima, que subniete todas as pessoas, bem como os prOptios Poderes Legislative, Executivo e Judicisrio. ‘As normas constitucionais, além de ocuparem o dpice da “pitdmide juridica”,caracterizam-se pela imperatividade de seus comandos, que obri- ‘gam nfo 56 as pessoas fisicas ou juridicas, de direito pablico ou de direito privado, como 0 proprie Estado, © que #e esté procurando tessaltar & que a Carta Magna exprime um cconjunte de norinas supremas. que demandam incondicional observaneia, inclusive pelo leyistaior intraconstitucional. NBo € por outro motivo que se diz que a Constituisdo € a lei fanamental de Estado A titulo de nota leia-se © que diz Canotitho a respeito. Para ele a su- periovidade bierrquica da Constituigdo revela-se em us perspectivas: ‘(as nonnas do dieito consttucional constituem urna ‘ex superior’ que recolhe 0 furidamento de validade em si propria (‘autoprimazia normiativa’); (2) as normas de diteto constitucional sfo ‘nermas de normas’ (‘norma nor: ‘marum’), afirmando-se como fontes de producto juridiea de ontras normas (normas legais, normas tegulsmentares, nortnas estatutirias, ete.) (3) a supe- soridade normativa das normas constitucionais implica o principio da confor: ‘midads de todos os actos dos podetes politicus com a constituigio": 4 Preto consiuional p14 Logo, no hé como duvidar que as normas juridicas mais importantes encontram-se na Consttuigdo. E ela que indica quem detém os poderes estatais, quais so esses poderes, como devem ser exercidos ¢ quais 03 reitos€ garantias que as pessoas tém em relaglo a eles. Mas mesmo na Constitugio existem normas mais relevantes que outras. Essas, mais importantes, fo as que veiculam principios, verdadeiras dire- trizes do ordenamentojusidico. E deles que nos ocuparemos. [Naturalment, nto vamos aqui fazer uma abordagem completa de todos 6 principios eonsttucionais que norteiam a interpetagio do texto consti- tucional. © que nos interessa so 0s principios — e também as normas consttucionais — que afetam o sentido das normas principios estatuidos ‘no CDC¥,na parte do diteito material® Por iso vamos inttalé-ls prineipios do dieito material do consumidor na Constituigio Federal 2.1. Os prineipios constitucionais No dizer de Carlos Maximiliano, “todo conjunto harmOnico de regras positivas € apenas o resumo, a sintese, 0 ‘substratum’ de um complexo de altos ditames, o indice materializado de um sistema organico, a concretiza- ‘320 de uma doutrina, série de postulados que enfeixam ptinefpias superio- res. Constituem estes as ‘diretivas’,idéias do hermeneuta, os pressupastas cientificos da ordem juridica’”. E assim que esse cientista do direito define 108 chamados principios gerais do diteito, ‘Mas 0s principios constitucionais so mais que isso. Sto verdadeiras vigas mestras, alicerces sobre os quais se constr6i o sistema juridico. s principios constitucionais dao estrutura e coestio a0 edifcio ur: digo. Assim, devem ser estritamente obedeidos, sob pena de todo 0 axde: namento juridico se coxromper. O principio jucidico é um enunciado l6gico, implicito ou explicito, que, por sua grande generalidade, ocupa posigio de preeminéncia nos hotizontes do sistema jutidico e, por isso mesmo, vincula, de modo inexordvel, 0 en- ‘endiimento ¢ & aplicagdo das normas juridicas que com ele se conectam, 5 Para um exame de todos ot prinipiosconsitucionsis ver Luiz Alberto David ‘rao e Vidal Serano Nunes hinior, Curso de dieitoconstiteconal,Captlo 2 6 Logo, nosans 18a 34 7 Hermenzutiea eaplicagdo do dire,» 298 © principio jurdico influi na interpretago até mesmo das préprias norms magnas. ‘Se um mandamento consttucional tiver pluralidade de sentidos, a interpretagio deveri ser feta com vistas a fixar 0 sentido que possibiltar ‘uma sintonia com o principio que lhe for mais préximo, Da mesma maneira se surgir nia aparente antinomia entre os textos ‘nocmativos da Constituigdo, ela seréresolvida pela aplicagao do prinespio ais relevante no context. [Na realidade o principio funciona como um vetor para o intérprete. E. © jurista, na andlise de qualquer problema juridico, por mais trivial que este ppossa ser, deve, preliminarmente,algar-se ao nivel dos grandes principios, ‘fim de verificar em que dirego eles apontam, Nenhuna interpretagdo seré hhavida por jurica se arta: Com um prinefpio constitucional, Afinado nesse diapasio, Geraldo Ataliba leciona: “.. prinefpios so linhas mestras, os grandes nortes as dretrizes mag- fas do sistema juridico. Apontam os ramos a serem seguidos por toda a sociedade ¢ obrigatoriamente perseguidos pelos 6rgios do govemo (poderes, constiruidos) Eles expioscam a substincia ditima do querer popular, seus objetivos ¢ desigaios, as linhas mestas da lezislacio, da administragaoe da jursdigo. Por estas avo podem ser contariados; tim que ser prestigisdos até as dltimas conseqiéncias” Peicebe-se, assim, que 03 princfpios exercem uma fungdo importan- tissima dentro do ontenamento urigico-positivo j que orientarn. vondicio- ‘nam e iluminam a intetpretagdo das notinas jurdieas em geral. Por setem rnormas qualiticaas, os prneipios do corso ao sistema juridica, exercen- do excepcional fator aglutinamte -Embora os princfpios e as normas tenbam a mesma estrutura 1gica, aqueles t2m maior pulanga axiolégica do que estas. So, pois, normas qua- lificadas, que ocupam posigio de destaque no mundo jurfdico, orientando e condicionando a aplicagio de todas as demas noimas A importincia do respeito aos principios constitucionsis foi anctada por Konrad Hesse com base numa ligio de Walter Burekharts & Replica © Const, 6-7 0 “.. aquilo que &identiicado como vontade da ConstitigHo deve ser hhonestamente preservado, mesmo que, para iso, tenhamos de renunciar a alguns beneficios, ou até a algumas vantagens justas. Quem se mostra dis- posto a secrficar um interesse em favor da preservacio de um principio