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INDICE

1.

INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 1

2.

OBJETIVOS.............................................................................................................. 2

3.

2.1.

Objectivo geral ................................................................................................... 2

2.2.

Objectivos especificos ....................................................................................... 2

DESMONTE HIDRÁULICO ................................................................................... 3
3.1.

Vantagens ........................................................................................................... 4

3.2.

Desvantagens ..................................................................................................... 5

3.2.1.
4.

BOMBEAMENTO DAS FRENTES DE LAVRA ................................................. 10
4.1.

5.

6.

Danos Ambientas ........................................................................................ 5

Classificação das bombas ................................................................................ 10

4.1.1.

Bombas de deslocamento ......................................................................... 10

4.1.2.

Bombas rotativas ...................................................................................... 10

4.1.3.

Bombas Centrífugas ................................................................................. 11

4.2.

Tipos de Bombas usadas no Bombeamento de Polpa...................................... 11

4.3.

Como Selecionar uma Bomba ......................................................................... 11

PERDA DE CARGA NO BOMBEAMENTO DA POLPA ................................... 11
5.1.

Escoamento Turbulento ................................................................................... 13

5.2.

Escoamento Laminar ....................................................................................... 13

5.3.

Número de Reynolds ....................................................................................... 13

ALTURA MANOMÉTRICA DO SISTEMA ........................................................ 16
6.1.

Teorema de Bernoulli, Altura Manométrica de Sucção e de Descarga ........... 17

6.1.1.

Teorema de Bernoulli ............................................................................... 17

6.1.2.

Altura Manométrica de Sucção ................................................................ 18

6.1.3.

Altura Manométrica de Descarga ............................................................. 18

7.

CONCLUSÃO ........................................................................................................ 20

8.

BIBLIOGRAFIA ..................................................................................................... 21

1. INTRODUÇÃO
Neste trabalho a abordagem será referente a mineração por Desmonte Hidráulico e
Bombeamento nas Frentes de Lavra, sendo esta efectuada por jateamento com água, em
encostas, visando o desmonte do minério, com esse jateamento forma-se uma polpa, que
normalmente é constituida pelo minério, estéril e água.
A água a alta pressão e alta velocidade, proveniente de um tanque elevado ou de uma
bomba centrífuga, levada contra a base de um banco por meio de um monitor , constitui
o sistema de desmonte hidráulico. O jato de água é usado para desintegrar, quebrar e
empolpar o material que passa a correr através de canais feitos na superfície da lavra,
sendo dirigido para a bomba e posterior recalque.

1

2.2. OBJETIVOS 2. 2.1.Objectivo geral  Mostrar os vários processos inerentes ao desmonte hidráulico e a posterior tragetória da polpa.  Conhecer a capacidade ideal que as bombas devem possuir.  Os vários factores que influenciam na selecção da bomba. 2 .Objectivos especificos  Apresentar a utilização de equações aplicadas ao cálculo do fator de atrito no bombeamento de polpa.

constitui o sistema de desmonte hidráulico. o seu transporte para uma estação de tratamento e sua recuperação nessa mesma estação. DESMONTE HIDRÁULICO O Desmonte Hidráulica. levada contra a base de um banco por meio de um monitor . que projeta um jato de água sobre o maciço rochoso. cassiterita. De todos os sistemas de lavra existentes.3. 3 . arenosas e outras. ilmenita. que pode ser tanto subterrânea como a céu aberto. o hidráulico é o único que permite combinar o desmonte de um material. A água a alta pressão e alta velocidade. de largo diâmetro. proveniente de um tanque elevado ou de uma bomba centrífuga. constituídos por uma lança ou canhão orientável. que permite desagregar e arrastar os materiais. formações argilosas. sendo dirigido para a bomba e posterior recalque. como as aluviões de ouro. rútilo. consiste em utilizar a força hidráulica (essencialmente água) nas frentes de trabalho para o desmonte do minério. O jato de água é usado para desintegrar. assim como o posterior escoamento dos resíduoscom a energia obtida por um fluxo de água. cujo estado de consolidação é apropriado para tal finalidade. diamantes. Os equipamentos hidráulicos são equipamentos de desmonte. zircônio. Aplica-se fundamentalmente onde os materiais são desagregados por ação de água à pressão. quebrar e empolpar o material que passa a correr através de canais feitos na superfície da lavra.

1. 4 .  Menores necessidades de pessoal e com menor especialização.  Baixo custo de operação. 3.Figura 1: Desmonte Hidráulico Fonte: Góes Filho-2004.  Equipamentos mais econômicos.  Infra-estrutura mineira reduzida.Vantagens A utilização destes equipamentos tem as seguintes vantagens:  Desmonte contínuo do material a explorar.

 Grandes necessidades em caudal e pressão de água. 5 .Desvantagens Os inconvenientes principais são:  Condições específicas do material a desmontar.2.  Remoção da cobertura vegetal.  Perda do solo vegetal.  Escassas probabilidades de seletividade.  Condições topográficas adequadas para a circulação dos materiais desmontados.  Necessidade de grandes áreas para retenção de resíduos.  É proibida a entrada de pessoas não autorizadas nos taludes onde se realiza o desmonte hidráulico.  Erosão e assoreamento de cursos de água. Danos Ambientais Os principais danos ambientais causados pela mineraçao pelos metodos de desmonte hidráulico são os seguintes  Poluição das águas superficiais.  Disposições restritivas sobre contaminação e impacto ambiental. no desmonte hidráulico deve estar provido de equipamento específico e adequado para serviços em condições de alta umidade.3.  O pessoal.2. Na realização do desmonte hidráulico devem ser observadas as seguintes regras:  Os operários e os equipamentos que efetuam o desmonte devem estar protegidos por uma distância adequada de forma que os possíveis desmoronamentos e deslizamentos do talude não os atinjam.  Inviabilização do uso futuru do solo.  Aplicabilidade do sistema quando o processo de tratamento posterior é feito em via úmida.1. 3.

 Para instalações do desmonte hidráulico que funcionam com pressões de água acima de 10 Kg/cm2 devem ser cumpridas as seguintes regras adicionais: a) Os tubos. repetindo-se o ciclo.  Desmonte do material. c. segundo as direções relativas do jato projetado e da polpa escoada: a. De acordo com as características mecânicas do maciço rochoso existem dois esquemas de lavra básicos:  Desmonte direto do material que se encontra na frente de trabalho. c) A instalação deve ter um dispositivo para desligar a bomba de pressão em caso de emergência. o equipamento é aproximado da nova frente de trabalho. Misto. Em direção. b) Deve existir um suporte para o equipamento. b. O princípio geral de trabalho quando é possível desmontar o maciço diretamente. As distintas possibilidades de posicionamento do equipamento dão origem as três esquemas de lavra. Em contracorrente. 6 .  O material desmontado é submetido à ação do jato de modo a promover a sua desagregação e escoamento ao longo do canal de transporte. provas aleatórias). após uma previa desagregação. os acoplamentos e os suportes das tubagens de pressão devem ser apropriados para esta finalidade (certificados dos fornecedores. podendo este ser acionado pelo pessoal que estiver a trabalhar com o equipamento.  Uma vez limpa a frente. corresponde ao seguinte esquema operativo:  Projeção do jato sobre o pé do talude de modo a criar uma sobreescavação do mesmo até que se origine a queda do talude.

2. Legenda: 1. 3.Figura 2: Diferentes desmontes hidráulicos Fonte: Góes Filho-2004.Canal de transporte 4.Captação 5-Estação de bombeamento 6-Tubagem da polpa 7.Equipamento.Tubagem de alimentação.Polpa 7 .

é dada pela seguinte expressão. sendo esta a altura máxima permitida por motivos de segurança. diluindo a polpa e consumindo mais energia. Com isto grande quantidade de água é transportada de carga da linha e atritos do jato hidráulico com a atmosfera. respectivamente. O desmonte em contracorrente aplica-se fundamentalmente em grandes frentes de trabalho que podem variar entre os 20 a 30 m. Método de lavra pode-se definir como o conjunto de processos utilizados e de soluções adotadas para a remoção da substância útil contida numa fração da jazida. permitindo o arranque do material situado na zona intermédia de dois equipamentos.g. V= c(2. restando uma quantidade relativamente pequena de energia para o trabalho de quebrar e empolpar. A correlação entre a altura manômetrica e velocidade do jato. que consumirá mais energia para ser retirada por bombeamento. Este método tem baixo rendimento de toda energia utilizada. se transforma e é perdida rapidamente durante sua passagem através do ar. O desmonte misto é utilizado quando se aplicam vários equipamentos na mesma frente de trabalho.O desmonte em direção é caracterizado pela direção de circulação da polpa coincidir com a direção do jato de água projetado. conforme está bem demonstrado nas tabelas I e II. grande parte é consumida em perdas remanescente não quebrado e não empolpado. Distância versus capacidade e Altura manômetrica versus distância.5 8 . A energia cinética do jato de água que saí do bocal do monitor. sendo aplicado sobre frentes com altura inferior a 8 m. Também há dificuldade prática em se dirigir o jato contínuamente contra a parte do material ao banco.h)0. Esta ineficiência do desmonte hidráulico não tem maior relevância nos locais onde energia potencial natural é disponível.

metros M3 de material desmontado 5 10 15 20 100 93 74 48 8. m/s h = altura manômetrica no bocal. 9.onde: v = velocidade .6 10.7 Consumo de agua 8 em m3 por m3 de material Tabela 1: Desempenho do motor versus consumo de Agua/ Material Fonte: Macintyre (2010) ALCANCE versus ALTURA MANOMETRICA Altura manometrica em metros 20 40 60 80 Alcance em metros 10 21 31 41 Tabela 2: Alcance versus altura manometrica Fonte: Macintyre (2010) 9 . mca g = aceleração gravidade.8 16.81 m/s2 c = constante adimensional do bocal. c=0.95 DESEMPENHO DO MOTOR versus CONSUMO DE AGUA/ MATERIAL Distancia do motor a face de desmonte.

é necessário conhecer a vazão e a altura manométrica. são rapidamente fluidizados e formam polpas de alta concentração. 10 .  Lóbulo.  Bombas de diafragma.A produtividade do desmonte hidráulico possuiu variáveis intrínsicas nas características do solo. os fatores de atrito serão calculados por meio das equações já apresentadas. Bombas de deslocamento  Bombas de pistão. Bombas rotativas  Engrenagem. 4. assim como para as bombas de água.Classificação das bombas 4.1. Para a seleção de bombas de polpa. ou seja. onde polpas de minério são bombeadas entre os processos de concentração. 4. As bombas de polpa são usadas em plantas de beneficiamento mineral. Para determinadas vazões de bombeamento e concentrações de sólidos.  Parafuso. 4.1. Argilas plásticas possuem comportamento reologico nem sempre definido e invariavelmente requerem energia adicional e maior tempo para sua desintegração.1.  Palheta. o ponto de operação da bomba. econômico e rápido parase transportar sólidos. Argilas e outros materiais dispersos. BOMBEAMENTO DAS FRENTES DE LAVRA O bombeamento de polpa é um dos meios mais simples.2. Os resultados teóricos serão confrontados com valores obtidos em um bombeamentode polpa real no qual serão consideradas as mesmas vazões e concentrações de sólidos.1.

uma vez que esse fator refere-se à perda de energia provocada por atritos que ocorrem entre a água e as paredes das tubulações. conexões e acessórios.  Bombas VASA HD com base deslizante.  Fluxo misto. de sua viscosidade.3. o cálculo de perdas de carga em tubulações é fonte constante de estudos. 4. ou seja. 5.  Procure a bomba de menor potência que satisfaça esses valores.Tipos de Bombas usadas no Bombeamento de Polpa  Bombas XM e XR com base deslizante. a bomba mais eficiente. Bombas Centrífugas  Radiais. como conseqüência da interação entre viscosidade e rugosidade. Segundo Kamand (1988). PERDA DE CARGA NO BOMBEAMENTO DA POLPA Segundo (Macintyre. sendo refletida nos custos da instalação.  Bombas Centrífugas.4. de melhor rendimento.1.3. isto é.2. A perda de carga no bombeamento da polpa pode ser obtida por meio daequação de Darcy-Weisbach apresentada a seguir (Valadão e Araújo. da resistência oferecida pelas paredes dos tubos em virtude da rugosidade e das alterações nas trajetórias das partículas sólidas e líquidas impostas pelas válvulas.Como Selecionar uma Bomba  Determine a vazão e a altura manométrica total requerida.  Axial. a perda de carga resulta do atrito interno da polpa. 2007): 11 . 4. 2010).

um cotovelo de 90º de 1” provoca a mesma perda de carga que 0. a perda de carga provocada por uma conexão.3 0. L = comprimento total da tubulação.4 0.2 0.5 m de tubo do mesmo diâmetro. conexões e acessórios.1 0.4 0. Conforme tabela 1. f = fator de atrito.3 0.4 ⁄ 0.3 ⁄ 0. o fluxo de um líquido em uma tubulação pode ser classificado em turbulento e laminar.2 ⁄ 0.9 0.4 0. Sendo assim.1 0.3 0.6 1. Para Macintyre (2010).7 0.Onde: f h = perda de carga.2 0.7 0. 12 .1 0. Curva 900 RL DN Te Passagem Valvula Esfera Direita Entrada Normal ⁄ 0.4 0.3 0. a esse comprimento dá-se o nome de comprimento equivalente. D = diâmetro interno dos tubos. g = aceleração da gravidade. válvula ou acessório.7 ⁄ 1.3 2. V = velocidade de escoamento da polpa.3 0.2 0.8 1.6 Tabela 3: Comprimento equivalente a tubo que provoca a perda da carga FONTE: Macintyre (2010) De acordo com Azevedo Netto e Alvarez (1991).5 0. é igual à perda produzida por certo comprimento de tubo.1 0. o comprimento total da tubulação ( L ) é o comprimento dos tubos somados aos comprimentos equivalentes das válvulas.5 0.2 0.5 0.9 1.

(FOX. densidade e velocidade apresentam uma componente aleatória de grande variabilidade no espaço e/ou no tempo. produzindo uma transferência de quantidade de movimento entre regiões de massa líquida. usado em mecânica dos fluidos. de forma caótica com turbulência e redemoinhos. 2006) O seu nome vem de Osborne Reynolds.2. LUIZ) 5.3. PRITCHARD. As distribuições de pressão. No escoamento laminar a viscosidade age no fluido no sentido de amortecer a tendência de surgimento da turbulência. cuja viscosidade é relativamente baixa.É um número adimensional. um físico e engenheiro irlandês.Escoamento Turbulento O escoamento turbulento ocorre quando as partículas de um fluido não se movem ao longo de trajetórias bem definidas. que demonstrou experimentalmente os dois tipos distintos de escoamento referidos anteriormente. apresentando lâminas ou camadas e tendo cada uma delas a sua característica preservada no meio. O seu significado físico é um quociente entre as forças de inércia e as forças de viscosidade. ou seja. 5.1. isto é. Este escoamento ocorre geralmente a baixas velocidades e em fluidos que apresentem grande viscosidade. as partículas descrevem trajetórias irregulares.5. Essa característica é determinada através do cálculo de um parâmetro adimensional denominado Número de Reynolds (Re). 13 . Neste tipo de escoamento as partículas se misturam de forma não linear.Número de Reynolds O número de Reynolds . A partir dele. MCDONALD. (RODRIGUES. Este escoamento é comum na água. podemos determinar a natureza do escoamento (laminar ou turbulento) dentro de um tubo ou sobre uma superfície. em oposição ao fluxo laminar. com movimento aleatório. que caracteriza o comportamento global de um fluido. Escoamento Laminar O escoamento laminar ocorre quando as partículas de um fluido movem-se ao longo de trajetórias bem definidas.

A = área da seção transversal ao tubo. podemos deduzir que se o número de Reynolds for alto. Para o escoamento em tubos. a viscosidade cinemática é obtida pela fórmula: Onde: = viscosidade cinemática da polpa. A viscosidade cinemática de um fluido é o quociente entre a viscosidade dinâmica e a massa específica do fluido. Segundo Crane (1978). e se for baixo. 14 . a velocidade média através seção transversal de um tubo é determinada pela equação: Onde: Q = vazão volumétrica. = massa específica da polpa. o número de Reynolds é calculado da seguinte forma: Onde: V = velocidade média de escoamento. os efeitos viscosos são desprezíveis. os efeitos viscosos são dominantes. A massa específica da polpa é determinada pela equação: Onde: = massa específica do sólido.Analisando essa relação. Aplicando-se a uma polpa. D = diâmetro interno da tubulação. = viscosidade dinâmica da polpa. v = viscosidade cinemática do fluido.

Thomas (Mader. A concentração mássica da polpa é obtida pela equação: Onde: = massa de sólidos. A concentração volumétrica ( ) da polpa que é dada pela equação: Obtido o número de Reynolds. o regime de escoamento poderá ser determinado conforme tabela: Re Regime Laminar Transitorio Turbulento Tabela 4: Regime de escoamento FONTE: Macintyre (2010) 15 . = concentração volumétrica de sólidos. = massa total da polpa. = concentração mássica.= massa específica do líquido. 1987) apresentada a seguir:  = viscosidade dinâmica do líquido. A viscosidade dinâmica da polpa pode ser obtida pela fórmula do engenheiro D. G.

A Altura Geométrica(h) -É a diferença entre os níveis dos reservatórios de descarga (Zd) e de sucção (Zs).É definida como a energia que o sistema vai solicitar da bomba para que esta consiga transferir um fluido de um reservatório a outro a uma determinada vazão. Para essas quantidades de 16 . Tais resistências são: a altura geométrica (h). Figura 3: Alturas Geométricas dos Reservatórios FONTE: Macintyre (2010) O cálculo da altura manométrica total é feito considerando-se o quanto de energia já existe na linha de sucção (hs) e o quanto de energia se deve ter na linha de recalque (hd). Essas medidas são feitas a partir da superfície do fluido.6. Para obtermos a perda de carga total da rede devemos somar as perdas de carga da sucção (hfs) e descarga (hfd). no reservatório em que se encontram. A bomba deverá fornecer a quantidade de energia requisitada na linha de recalque menos a quantidade de energia que existe na linha de sucção. a diferença de pressão entre os reservatórios de descarga (Pd) e sucção (Ps) e as perdas de carga da rede (hf). que podem ser vistos na figura 3. Essa energia irá variar levando-se em conta as resistências que este sistema fornece ao fluido. até a linha de centro do rotor da bomba. ALTURA MANOMÉTRICA DO SISTEMA A Altura Manométrica do Sistema(H) .

A energia de pressão por unidade de peso em um determinado ponto do fluido é definida como: Onde: P: a pressão atuante num ponto do fluido ɣ: o peso específico do fluido. Esse procedimento será descrito no tópico seguinte.1998) Existem duas formas para calcularmos a altura manométrica de sucção e de descarga. a altura manométrica total será dada pela diferença hd – hs. que é a energia devido à velocidade do fluido e a energia potencial gravitacional. 6. A energia cinética por unidade de peso é definida como: 17 . Teorema de Bernoulli O teorema de Bernoulli representa um caso particular do princípio da conservação de energia. energia cinética.Teorema de Bernoulli. A energia total de um fluido pode se apresentar das seguintes formas: energia de pressão. a instalação nesse caso já deve estar operando. expressando que num fluido ideal.1. Obviamente. DE FALCO.1. (DE MATTOS. Neste trabalho será abordado apenas o primeiro método. Altura Manométrica de Sucção e de Descarga 6. Uma forma é pela aplicação do Teorema de Bernoulli. Portanto. a energia se conserva ao longo de seu percurso. respectivamente. Outro procedimento utilizado é através da medição na própria instalação.energia damos os nomes de altura manométrica de sucção e altura manométrica de descarga. que é a energia do fluido devido à pressão que possui.1. que é a energia devido à altura que se encontra o fluido.

Assim. Altura Manométrica de Descarga A altura manométrica de descarga . devemos descontar a quantidade de energia perdida pelo fluido no percurso. Altura Manométrica de Sucção A altura manométrica de sucção (hs) . dependendo da instalação que compõe o sistema. Desta forma.1. E como queremos saber a quantidade de energia “líquida”. dependendo apenas da instalação. 6.É definida como a quantidade de energia por unidade de peso que se quer obter no ponto final da linha de descarga. Analisando a expressão. entre um ponto na superfície do fluido no reservatório de sucção e o flange da bomba.É definida como a quantidade de energia por unidade de peso existente na linha de sucção. O termo que contabiliza a velocidade no reservatório de sucção pode ser desprezado. mostrado acima. 6.2. Obtemos. maior será a quantidade de energia na linha de sucção.1. Zd pode assumir valores tanto positivos quanto negativos. aplicamos entre o flange da bomba e a superfície do fluido do reservatório de descarga. a seguinte expressão: Da mesma forma que no cálculo da altura manométrica de sucção. Para calcularmos. obtemos a expressão: É importante notar que o valor de Zs pode ser positivo ou negativo. Essa expressão demonstra a quantidade de energia necessária para que o fluido consiga 18 .Onde: V: a velocidade do fluido g: a aceleração da gravidade. aplicamos o Teorema de Bernoulli da mesma forma que foi feita para a sucção. podemos ver de forma clara que quanto maior a altura do reservatório de sucção ou a pressão existente nele.3. Nesse caso. devemos aplicar o Teorema de Bernoulli. então.

DE FALCO. (DE MATTOS.1998) 19 . a pressão do reservatório e a perda de carga. maior será a quantidade de energia requerida. Quanto maior a altura geométrica.chegar ao ponto requisitado atendendo as condições do processo.

zircônio. cassiterita. Aplicando-se fundamentalmente onde os materiais são desagregados por ação de água à pressão. De todos os sistemas de lavra existentes.7. o fluxo de um líquido em uma tubulação pode ser classificado em turbulento. Indo no que se refere ao Bombeamento nas frentes de lavra. como as aluviões de ouro. o seu transporte para uma estação de tratamento e sua recuperação nessa mesma estação. formações argilosas. consistindo assim em utilizar a força hidráulica nas frentes de trabalho para o desmonte do minério. arenosas e outras. diamantes. assim como o posterior escoamento dos resíduoscom a energia obtida por um fluxo de água. CONCLUSÃO Findo o trabalho referente ao Desmonte Hidraulico e Bombeamento nas frentes de lavra concluiu-se que o Desmonte Hidráulica pode ser feito tanto a subterrânea como a céu aberto. ilmenita. o hidráulico é o único que permite combinar o desmonte de um material. rútilo. laminar ou crítico. salientar que De acordo com Azevedo Netto e Alvarez (1991). 20 .

E. BIBLIOGRAFIA AMERICAN SOCIETY OF MECHANICAL ENGINEERS. VALADÃO. Nova Iorque. G. J. BETINOL. 86p.8. Instalações Hidráulicas Prediais e Industriais. ARAÚJO. R. 2007. NBR 5626: Instalação Predial de Água Fria. Santiago. J. ed. MACINTYRE. 2010. Solid-Liquid Flow Slurry Pipeline Transportation.G. KENNY. 4. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. (1977). Slurry Pipeline Design Approach.11. J. C. 1987. WASP. MADER. THE AMERICAN SOCIETY OF MECHANICAL ENGINEERS. (2008). Critério general de diseño hidráulica. P. A. A. Bombeamento de Polpa (Apostila). L. 2002. Rio de Janeiro.. W. 2004. The Slurry Transportation Piping Systems. New York. BHP BILITON. Chile.. R. Rio de Janeiro: LTC. ASME B31. Introdução ao Tratamento de Minérios. (2007). Belo Horizonte: EPC.. & GANDHI. E.10: Welded and Seamless Wrought Steel Pipe.ROJAS L. Belo Horizonte: UFMG. São Francisco: Trans Tech Publications..N. 1998. 21 . ASME B 36. R.