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Ou seja, ele imagina uma vida ideal, que no consegue concretizar/passar para a vida

real, e sente-se fraco e incapaz


Tenta abstrair-se da realidade, sonhando
o "sonhar" demasiado intenso sequer para poder ser concretizado - demasiado
inalcanvel.

"rio sem fim" uma divisria, uma barreira, que divida o hoje do futuro sonhado e
impossvel de atravessar.
O rio corre sem fim tal como a vida est sempre a decorrer, no h tempo para paragens

O rio chegou vida actual de Pessoa.


Mas o destino ilusrio - se Pessoa medita sobre ele, ele passa e impede-o de o enfrentar.
Mas se Pessoa desperta do seu pensamento, o Destino j passou, e no possvel regressar
a ele.
Se pensa sobre eles, v que no pode ultrapassar, mas se os ignora, eles passam por ele sem
que ele d sequer por isso. Qualquer das realidades angustiante.

metfora da casa como a vida: o seu eu uma casa com vrias divises fragmentao.

O rio d uma imagem permanente da diviso e evidencia a incapacidade de alterar


essa situao - o rio corre sem fim ( de um lado esta a vida real, de outro a
sonhada; de um lado a vida, de outro a morte)
Curiosamente, ou talvez no, na mitologia grega, depois da morte, de a vida ser cortada pela
moira Atropos, a sombra do morto era conduzida s margens de um rio, guardado por Caronte,
o barqueiro do Aqueronte.