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Corte-o seguindo 0 desenho das cavas, frente e costes. pela linha tracejada dos esquemas Ie 2. A largura EF ou GH pode ser de 3 a 4em. Depois de cortados os mol- es, una-os pelo ombro com uma fta durex, fazendo uma pega linica (fig. 4), a fim de tomar me- nos grosseira a costura no ombro. Feche o arremate pela costura EF € coloque-o de encontro a blusa, direito contra diteito, fazendo coineidir a costura EF com a cos- tura lateral da blusa. Alinhave e depois costure em toda a volta da cava, Rebata 0 arremate para 0 lado de dentro. Faga uma bainha estreita a maquina na borda livre ¢ prenda 0 arremate com pontos es- pacados, invisiveis pelo direito, quando a blusa ndo for forrada. Se houver forro,oarremate seri preso nesie com pontos em espinha de peixe. 22 USA SEM GOLA COM ARREMATE DF. ABOTOAMENTO E DE CAVA Nesta ligéo veremos as abertu- ras mais discretas. FRENTE (esquema 3) — Trace a base normalmente e, em se- ‘guida, abra 0 decote no ombro, de A até A’, na medida que se deseja. No meio da frente, desga o decote de B até BY, na altura que se queira para um decote menos ou mais profundo. Depois ¢ 36 ligar B’a A’ pela curva do novo decote. A linha tracejada mostra 0 con- tomo primitivo que foi eliminado, Note que, se BB’ é nulo ou muito pequeno (1 a 2cm), teremos o chamado decote canoa, 20 mesmo tempo que AA’ é bem grande,so- brando pouco ombro. Aumen- tando BB’ o decote vai ficando re- dondo. Uma vez modificado 0 de- cote, é s6 introduzir na base os elementos exigidos pelo modelo, como abotoamento, bolsos, recor. tes, ete. COSTAS — Para abrir 0 decote nas costas, 0 problema se torna um pouco menos simples, porque dois casos se apresentam: ombro sem pence e ombro com pence. Ombro sem pence (esquema 4) ~ Trace a base das costas do pri- meiro ou do segundo tipo. Em se- guida, abra o decote de A até A’ na mesma medida da frente. A abertura ou descida do decote na meio das costas, de G até G', de- pende do decote receber ou nao gol, Se vai recebé-la, GG" deverd medir « metade de AA* em regra, isto €, se AA’ tiver 4em, GG" me- dirt 2cm e assim por diante. No segundo caso, quando o decote é liso, sem gola, GG’ terd a medida que bem deseja 2 leitora para um decote mais ou menos pronun- ciado. Ombro com pence — Aqui tam- ‘bém temos de encarar duas hipé- teses: 1) Se a abertura no oribro AA’ no chega a atingir a pence (ou esta pode ser desviada um pouco BLUSA SEM GOLA COM ARREMATE DE ABOTOAMENTO E DE CAVA 323 mais para a extremidade do om- bro), 0 problema pode ser resol- vido! como no caso anterior de ‘ombro sem pence. 2) Se a abertura do ombro atinge a pence, o mais conve- niente sera transporté-laprevia- mente para o decote, antes de abrir © mesmo. Para isso, basta ‘que alleitora se lembre dos proces- ‘sos de transportes de pences. Em primeiro lugar trace a reta CD (es- quema 5) unindo o bico da pence a qualquer ponto dodecote. Corte com a tesoura a linha CD e feche a pence do ombro com alfinetes ou durex resultado final vai indicado no esquema 6, onde a linha trace- jada mostra o tracado primitivo da pence desaparecida. Feito isto, podemos agora abrir 0 decote de acordo com as regras citadas na hipdtese do ombro sem pence: ‘AA’ medindo 0 dobro de GG". Li- gue A’ a G’ pela curva do novo decote, nao esquecendo de fazera Pequena correo ao nivel da pence, como mostra 0 esquema 7. Como vemos, o decote, mesmo depois de aberto, ainda perme- nece com um pedago de pence. Esta ligdo serve de introdugao para 0 estudo das golas, uma vez que ¢ extremamente comum abritmos o decote quando quere- mos golas afastadas do pescoco. DE ZIPER-5 MONTAGEM VISIVEL Este 6 0 tipo de montagem que deixa 0 ziper visivel para efelto decorativo. O cadargo pode ser da mesmna cor da roupa ou de cor dijerente para efeito contrastante. Embora a montagem seja fail, cerias regras devem ser obedecidas para que o resultado do trabalho seja limpo e bonito. 1. Com um alinhavo, marque contorno da abertura cm que 0 zi- per vai ser colocado. A largura desta abertura poder deixar & mostra apenas a serrilha, ou entao ‘uma certa parte do cadarco do zi- per. O comprimento deve ser 0 mesmo do ziper mais | a 2 em ‘para que os terminais nfo fiquem colocados na borda da abertura (ig. 40). 2, Aplique 0 ziper, fechado vie ado para baixo, sobre 0 avesso da roupa, de maneira que a serrilha fique bem centralizada na marca ‘do feita. Prenda o ziper com ali- nhavos feitos bem junto as bordas do cadargo (fig. 41). 3, Volte a roupa para o direito. ‘Com uma tesoura de pontas finas, corte 0 tecido por cima do ziper, pelo centro da marcagao, termi- nando nos cantos inferiores em Y invertido, como mostra a fig. 42. 4, Dobre as beiras cortadas para 0 avesso pelos alinhavos de marca- dio, inclusive o pequeno triangulo inferior, deixando, assim, o ziper 4 mostra. Vinque as dobras fixe-as sobre 0 ziper com um pesponto feito bem juntinho das bordas do- bradas da abertura (fig. 43). Se 0 ziper estiver colocado numa bord, como um decote, arremate 2 extremidade superior com uma gola ou uma vista (fig. 44), con- forme 0 modelo, Se for numa saia, ‘arremate com um obs, Retire os alinhavos da marcagdo. 5. Se, em vez de prender o ziper na abertura com as bordas pes- pontadas — como no caso anterior =, ele for preso com costuras in- ternas, o procedimento muda, em- bora a marcagdo da abertura seja igual. Marque com alfinetes, em ambos os lados do cadargo do zi- per, a largura exata da abertura. A seguir, aplique o ziper, fechado virado para baixo, sobre o direito AVESSO GaN da roupa, de maneira que a mar- cacao de alfinetes do lado direito do viper se sobreponha 20 lado es- querdo da mareagao da abertura. Alinhaye, retire os alfinetes ¢ cos- ure & miquina, Retire os alinha- ¥os € corte 0 tecido pelo centro da_marcagéo, terminando em- baixo em Y invertido, como no caso anterior (fig. 45), 6. Vire 0 ziper e empurre-o para 0 avesso da roupa. Passe a ferro, a costura feita. Dobre o lado oposto da abertura para 0 avesso pela marcagao alinhavada (fig. 46). 7, Rebata todo 0 tecido da roupa sobre 0 ziper, a fim de libertar a COSTURA XxM1_325 — beira nao costurada da abertura, Aplique-a, entéo, sobre o ziper, fa zendo coincidir a marcacio de al- finetes com a marcagio alinha- vada da abertura, Alinhave a cos- tura a maquina, depois de retirar os alfinetes (fig. 47). 8, Para finalizar, dobre 0 trigngulo inferior para 0” avesso, levante tecido € costure 0 triangulo sobre © ziper (fig. 48). Observacdo: Se 0 ziper for central ~ como na abertura do bolso embutido =, 0 processo o mesmo em ambos (95 casos, apenas repetindo o corte em 'Y € 0s tridngulos em ambas as extre- midades. “Jeans” macio € 10 a 12 botdes (conforme 0 comprimento do vsti) Duas alturas do vestido com 140m de largura. Frente (esquema 1) — Trace a base do vestido inteiro sem pence (ligdo 20), porém, a frente inteira, visto que o modelo & todo abotoado lateralmente. Para isso, trabalhe com o papel dobrado pelo meio da frente ©, depois de o molde tracado, passe a carretilha sobre as linhas definitivas do contomo do molde, a fim de obter a frente inteira ao desdobrar 0 papel. Trace a nova linha do decote AA? e BB’ 3cm distante do decote original. No lado esquerdo, trace a linha do trarispasse 2cm para fora da lateral do vestido, Dobre o papel para baixo pela linha do transpasse € passe a carretilha sobre a curvatura da cava até o ponto marcado. Desdobre 0 papel passe 0 lipis sobre a marcacao da arretilha. Faga 0 arremate do transpasse com Som de largura. Para 0 abotoamento do ombro, marque o transpasse também com 2cm, Dobre o papel para baixo do molde, pela linha do transpasse, e passe a carretilha sobre as linhas do decote e da cava até a marcagio. Desdobre 0 papel, passe 0 lipis sobre a marcagao da Eortlacs tase steele oom ‘Sem de largura. Marque trés casas na linha do ombro e, na lateral, marque as casas com as distancias desejadas. Se quiser, pode substituir as casas ¢ botdes por plic-placs. Em caso de diivida, consulte a ligio 26, que trata exclusivamente de abotoamento. Trace os arremates da caya do lado diteito ¢ 0 do decote com 35cm de largura. Transporte-os separadamente para outro papel. Corte no tecido, uma vez, omolde do vestido. INTERPRETACAO DE MODELOS _327 Costas (esquema 2) - Trace a base das costas do vestido inteiro sem pence (licéo 20) com o papel dobrado pelo meio das costas, € passe a carretilha sobre todo 0 contorno para marcar 0 outro 328_INTERPRETACKO DE MODELOS. ag lado. Em seguida, proceda e- xatamente como na frente, sendo que, no lugar das casas, marque os botées. Corte uma vez este molde no tecido. Una os moldes do decote e da cava dircita pela linha do ombro, a fim de corté-los numa pega inteira (esquemas 3 € 4). Corte no tecido uma vez cada um. 1, Una a frente com as costas do vestido pelas costuras do ombro da lateral do lado direito. 2. Aplique os arremates do decote © da cava sobre 0 vestido, direito contra direito, costure em volta e rebata-os para 0 avesso. Chuleie as suas bordas. 3. Prepare os arremates do abo- toamento conforme foi ensinado na ligdo 26, Faga as casas © prégue 0s botGes nos lugares mar- cados. As bordas dos arremates depois de dobradas para 0 avesso devem ser unidas com pontinhos feitos 4 mao, 4. Faga a bainha da barra ¢ chuleic todas as margens de costura. ( ESQUEMA 3 peQUEMArd ) > ss MONTAGEM DE BOLSO - 4 BOLSO APLICADO COM LAPELA Nesta ligéo, ensinaremos a ‘montagem de um bolso aplicado com lapeta, também muito usado na ‘moda atual, tanto na roupa ferinina como na masculina, Adotamos a forma retangular, de dngulos retos, ‘mas 0 processo se aplica indiferentemente em outras formas, inclusive a de Angulos ou lados arredondados. $80 TRUQUES E CONSELHOS A A » Corte 0 bolso no tecido com as di- mensdes desejadas. Acrescente ‘em cima trés vezes a largura re= queride para a lapela, Deixe 2cm de margem para costura em toda a volta, com excegdo da borda supe- rior (ig. 1). Para a costura da aba, proceda da seguinte maneira: do: bre o bolso pela linha AB, direito contra direito, e costure lateral. mente apenas na altura da aba. Faga piques na margem de cos- tra, exatamente no ponto em que cada costura termina (fig. 2). Do- bre a margem de costura para dentro, a0 nivel da aba, 0 que pode ser feito por causa dos pi- ques (fig. 3). Vire, entio, a aba para © direito, dobrando a parte da bainha para o avesso (fig. 4). Em seguida, dobre para 0 avesso fas_margens_em volta do. bolso, tendo o cuidado de cortar os an- gulos em diagonal, Passe @ ferro (fig. 5). Aplique o bolso no lugar determinado na roupa com uma costura bem juntinho a borda (fig. 6). Se houver pespontos, faca ou- tra costura a uma distincia de Sa 8mm. 332_ESTUDOS DAS GOLAS I — NOGOES TEORICAS 1, Eixo da Gola — E a linha sc- gundo a qual a gola dobra, O eixo € sempre longitudinal, isto é, corre paralelo ao comprimento da gola (fig. 1), em sua metade (quando a gola € fechada) ou encurvando Para o ponto A (quando a gola é aberta na frente), Se a gola en- curva, © eixo encurva com ela, como mostra a fig. 2. A linha BC corresponde ao meio das costas © CA, a linha do decote, 2. Queda da Gola — E a maneira pela qual a gola tomba sobre os ‘ombros, ora mais em pé, ora mais deitada, Esta queda depende da curvatura do eixo, ou seja, da cur- vatura da propria gola. Vejamos a fig. 3. Quando a gola é reta (cixo eto), como mostra o retangulo BDCA, 0 comprimento do decote CA ¢ igual ao da borda livre BD, Nestas condigées, a gola levantaré totalmente, porque a borda tende 4 ocupar mesmo comprimento do decote, como acontece no co- larinho, na gola-palhaco, rulé, ete Quando a forma da gola comeca a encurvar, em CA’ e CA”, 0 com- primento da linha do decote per- manece 0 mesmo, mas 0 compri- mento da borda BD comega a se tomar cada vez mais longo, permi- tindo que a gola va tombando cada vez mais. No momento em que o encurvamento chega a seu ponto méximo, em CA”, isto é, quando a curvatura do decote da gola reproduz a curvatura do de- cote da blusa, teremos a gola total- mente pousada, conhecida como “claudine™ ou colegial. 3. Largura da Gola — E a linha do meio das costas BC (fig. 3), que serve de base, quando se deseja di- mensionar uma gola, O tragado da borda dependerd da forma da mesma, -alargando ou estreitando para a frente, arredondando ou no, etc. Se a gola é reta, isto é, completamente levantada, a sua largura no meio das costas deve ser o dobro da largura descjada para a pola Se ¢ “claude” sto , totalmente pousada, a meio ca~ minho entre os pontos extremos (em CA’ na fig. 3), o meio das cos- FIG. 2 wo MEIO DAS COSTAS ° tas terd uma largura igual A que se deseja, mais a metade desta me- dida, Por exemplo, se voc desea que a gola tenha 6cm na parte de tris, o meio das costas BC medira, conseqiientemente, 6 +3 = 9cm, 4, Fio'da Gola—Todagola deveser cortada em pleno viés (veja a seta na fig. 1), a fim de que apresente a B BORDA & DECOTE A FIG. 1 B c uma queda mais bonita. No tecido enviesado, a dobra da gola se forma lisa e redonda, 0 que nfo acontece no tecido a fio reto. E preciso, entretanto, tomar cui- dado com as fazendas listradas € as de estamparia ou tessitura com (wantungues, por exemplo). lesse caso, se voce cortar a gola num pano tinico, sem emenda no meio das costas, no obierd 0 mesmo desenho nas duas extremi- dades, como mostra a fig. 4. Para evitar tal desencontro, torna-se necessério cortar a gola em duas Paris contriras, com 0 desenho formando Angulos na costura do meio das costas, como se pode ver na fig. 5. Por outro lado, nas golas retas ou de pequena curvatura, pode-se obter 0 vigs ao longo de todo 0 molde, 0 que n&o acontece nas golas muito curvas. Aqui, a parte da gola que deverd ficar no vis seri aquela que corresponde a0 trecho em que ela passa da frente para as costes (em cinza, na fig. 6). Esta disposi¢ao do fio pode ser facilmente obtida, desde que se coloque 0 meio das costas a fio reto. A costura do meio das costas pode ser evitada nesse caso por- que, mesmo em tecidos com pé, —__________stupos pas couas: 338 ndo haverd choque entre os dese- nhos em ambas as extremidades. 5, Execugdo — Toda gola deve ser entretelada, variando a entretela de acordo com 0 tecido: os delica- dos exigem entretelas mais finas e ‘os mais grossos entretelas mais ru- des. Corte duas vezes 0 molde no tecido e uma vez na entretela, tudo no mesmo sentido do fio. Co" loque as pegas direito contra di- reito e a entretela por cima ou por baixo, costurando toda a vol com excecdo do lado que vai ser montado no decote. Para nao en- grossar a ponta da gola, aentretela © cortada exatamente pele” do molde, sem margem de cos- tura, a no ser no lado da monta- ‘gem no decote, como se pode ver fa fig. 7. Quando a gola for virada pelo direito, para que a ponta nfo fique grosseira, tirando toda a delice deza do trabalho, deve-se langar mao do truque indicado na fig. 8, isto é, as_margens internas (que nao deverdo ser recortadas com a finalidade de estreité-las) so do- bradas em Angulos retos, exata- mente pelas costuras, e batidas com o cabo da carretilha, de uma faca ou de qualquer outro objeto duro. Prenda as dobras entre 0 in- dicador e 0 polegar e vire cuida- dosamente pelo direito, Se as do- bras nao ficarem bem acamadas, ajeite-as pelo lado de dentro com 3 ponta da tesoura fechada, jamais puxando as bordas da ponta da gola pelo lado de fora, com agu- Thas ou alfinetes. Desta maneira, ‘08 angulos da gola ficario perfei- tos, nldos e delicados. FIG. 7 Fie. Fic. 4 8 394_ESTUDOS DAS GOLAS 6. Classificagio 6.1. Golas posticas: a) rulé aberta b) rulé fechada ©) ordinari f) militar 8) chemisier 62. Golas inteiras 63. Golas mistas: a) chemisiser aberta ») italiana Il — GOLA RULE 1, GOLA RULE ABERTA. Nao existe na realidade gola mais facil de ser cortada do que a gola rulé aberta, como veremos a seguir. O que a caracteriza ¢ que ela fica sempre de pé e € aberta no meio da frente (fig. 10) — ou das costas —, onde se processa 0 abo- toamento. Antes de tracar o molde da gola, verifique se 0 de- cote vai permanecer 0 mesmo da base ou se vai ser alargado, Neste liktimo caso, a abertura do decote deve obedecer is regras citadas na ligdo anterior. Nao se esqueca de que, em se tratando de gola rulé,o decote, quando aumentado, deve ser do tipo canoa, isto é, mais aberto para o ombro do que no meio da frente e das costas. Em seguida, meca 0 contorno do de- cote, desde 0 meio da frente — sem contar com o transpasse de abotoamento — até o ombro, e do ombro até o meio das costas, ob- tendo assim a metade da medida total do decote. Molde da Gola — A gota rulé pode ser cortada de duas maneiras: I Maneira — Trace o retangulo ABCD (esquema 1), em que AB & igual &, medida do decote, jd to- mada, e AC, igual ao dobro da lar- gura desejada para a gola, uma vez que 0 eixo € reto. O lado AC sera © meio das costas (com ou sem costura) € 0 ponto D, 0 meio da frente. O lado CD ser o do de- cote. Como 0 molde é cortado em pleno viés, ha uma tendéncia de a gola aumenter o seu comprimento na hora da montagem. Para evitar A BORDA B 21 gi 2 l DOBRA g c DECDTE D ESQUEMA 1 2 5 g 2| DECOTE ESQUEMA 2 este inconveniente, é aconselhavel diminuir lcm, em média, no com- primento de AB. No momento da montagem, distenda a gola, o que também pode ser feito previa- ‘mente com o ferro de passar. Esta distengao provoca inclusive uma queda. mais bonita da gola, Prepare ¢ entretele a gola se- ‘undo 0 que ji foi ensinado. Para a montagem no decote, costure a gola no mesmo, a maquina, pren- Simin a fave inferior come cai. tela, A face superior serd costu- rada 4 mao no decote, escon- dendo a margem da costura de ‘montagem. Executada desta. maneira, a gola ficara com uma costura em volta de toda a borda. Para evitd- la, teremos a segunda maneira de execugao, 2! Maneira — Trace o retingulo FFCD (esquema 2), em que EF é igual & medida do decote menos Tem (para distender no ato da montagem) € EC, igual ao dobro da largura do retangulo anterior, ‘ui seja, quatro vezes a largura de- sejada para gola.Dobrea fazenda em pleno vies, pelo lado EC (meio das costas), no momento de cor- tar, para obter 0 molde inteiro. Ou entio corte duas vezes, colo- cando uma costura no meio das cosias (para economia de tecido ‘ou no caso de fazendas com pé). Para a execucdo, dobre a gola ple meio AB, de modo que 0 lado EF coincida com o lado CD, direito contra direito. Aplique a entretela — que deve ter apenas a metade da altura da gola — e cos- ture as extremidades, com os mes- mos cuidados jd expostos anterior- mente, Vire a gola pelo direito monte no decote, como foi expli- cado na I* maneira, Assim, a do- bra AB vai corresponder a borda livre da gola. A dobra RS se for- mard naturalmente. A fig. 9 mos- tra com clareza as dobras da gola, 2. GOLA RULE FECHADA Esta gola difere da anterior ape- nas pelo fato de que ela nio é aberta, nem na frente nem nas costas, transformando-se_ num anel de tecido em torno do pes- ‘ogo, como mostra a fig. 11. ESTUDOS DAS GOLAS 335 Tudo 0 que foi dito a respeito do corte ¢ da execugio da gola rulé aberta também se aplica neste caso. Desta maneira, a rule fe- chada poderd ter duas costuras de fechamento, colocadas a0 nivel dos ombros, ou apenas uma s6 costura, colocada no meio das costas. Se a abertura do decote for sufi- ciente para a passagem da cabeca, niio haverd necessi. ade de abo- toamento ou ziper na blusa © a gola sera inteiriga. Em caso con- trario, a gola rulé fechada também transpassar, sendo presa por pequenos botdes de pressio, colchetes ou um botio. Nestas condigdes, ao se tomar a medida do decote, deve-se contar também © transpasse de abotoamento, para se calcular a medida de EF. ARREMATE DE BLUSA DECOTADA SEM MANGAS Um bom acabamento é importantissimo no aspecto final de tna roupa, evitando que wn bom corte seja desperdigado em costuras grosseiras, displicentes € sem categoria. Blusas decotadas e sem mangas, do tipo que abordamos nesta licao, nao devem ser arrematadas com bainhas posticas nas cavas € no decote, a menos que sejam forradas © ax bainkas presas no forro, evitande que 0s pontos marquem 0 lado direiio. Caso contrério, em ‘lusas rao-forradas, com decotes «do camplos que os ombros quase se transformam em aleas, a técnica do arremate deve obedecer as instrugdes (que passaremos a explicar. Em primeiro lugar, obviamente, ‘trace 0 molde da blusa, de acordo com 0 que jd foi ensinado em licdes anteriores € delimite o decote na altura desejada, seja ele redondo — como 0 dos esque- mas —, quadrado ou de outra for- ma qualquer. Corte o arremate da frente pelo. mesmo moldc (esquema 1), interrompendo-o, porem, na linha do busto ¢ seguindo pelo lado superior da pence horizontal, mesmo que ela tenha sido climinada pelo trars- porte, como mostra a parte em destaque nos esquemas. Para 0 arremate das costas (esquema 2), leve 2 medida de AB na costura lateral da frente para a costura lateral das costas e trace a linha do arremate ao nivel de B, por onde ‘ele deve ser cortado, Para montar © arremaie na blusa, execute 0 trabalho na seguinte ordem: Fig. 5 Fig. 1 — Aplique o arremate sobre a frente da blusa, direito contra direito, antes da montagem da frente com as costas. Costure 0 contomno da cavas e o do decote, deixando livres as costuras dos dois ombros, Deixe como esti e coloque a pega de ledo. Fig. 2.—Se a blusa tiver ziper no meio das costas, é& claro que haverd duas partes. Em cada uma delas, aplique o arremate — que também tem duas partes — dircito contra direito, Costure 0 contorno da cava ¢ do decote deixando também a costura do ombro aberta. Se as costas forem inteiras, proceda como na frente. Uma vez costurado o arremate nas costas, rebata-o para o avesso, virando 0 ombro pelo direito, Fig, 3 — Tome do molde das cosias, j4 virado pelo direito, introduza-o por dentro do ar- remate da frente (que ainda esta pelo avesso), cava com cava © decote com decote, até que os ombros se adaptem perfei- tamente, um por dentro do outro. Feito isso, costure cada ombro, apanhando de uma s6 vez as qua- tro espessuras do tecido. Fig. 4 — Se 0 ombro for largo — 4em ou mais — € se voce quiser um acabamento ainda mais perfeito, em vez da costura tinica, apanhando as quatro espessuras, costure em circulo, apanhando apenas duas espessuras. Abra a costura com a unk ou com 0 ferro de passar, conforme 0 tecido. Fig. 5 — Costurados os ombros, vire a frente para o direito, O trabalho ficard assim perieito, o ‘ombro, bem-acabado, tanto pelo direito quanto pelo avesso. Fig. 6 — Resta agora fechar as costuras laterais. Comece a fazé- lo, partindo da cintura para a cava. Levante 0s arremates para cima, frente © costas, ¢ costure direto, Abra a costura com 0 ferro e torne a rebater o arremate para baixo, O acabamento ficara perfeito. INTERPRETACAQ_ DE MODELOS, UM VESTIDO Fazer uma roupa com bolso embutido € a nossa proposta desta vez. Desse modo, seus conhecimentos vao sendo tesiados € veb pode colocar em pratica tudo aguilo que esté cprendend, Eun vestido evasé muito elegante e bastante acessivel és letoras. INTERPRETACKO DE MODELOS 339 Qualquer tecido de timo caimento, liso ou estampado. Duss alturas do vestido com 140m de largura. Frente (esquema 1) — Trace a ESQUEMA 1 frente da base do vestido intciro com pence (igo 19), colocando dem de profundidade na pence do busto. Deixe reta a linha da costura lateral. Nao é necessario fazer alteracéo na linha dos quadris, pois trata-se de um vestido bem amplo. Para que a cava ndo bamboleic, faga a pence corretora de cava conforme foi ensinado na ligao 20, com 1,5cm de profundidade no total. Trace, entdo, uma linha vertical, do ponto O a bainha, parelela ao meio da frente. Corte essa linha no molde, partindo da bainha até o ponto O e, em seguida, dobre a pence do busto e a corretora de cava, prendendo as dobras com fita adesiva (as pences ndo aparece no vestido). Desse modo, abre-se em baixo 0 evasé. Para _terminar o molde, basta completar a bainha com uma linha ligeiramente curva. Abra o decote Som na linha do ombro, em AA’, desca 7cm no meio da frente, em BB’, ¢ trace a nova linha do decote. Suba 2cm na linha do ombro, em CC, e refaca a cava conforme mostra 0 esquema. Trace 0 fundo do bolso 23em abaixo da extremidade da ‘cava, com as medidas indicadas no esquema. Para o arremate inteiro do decote e das cavas, marque a linha ESQUEMA 2 DD’ lem abaixo da linha da cava € reproduza o molde em outro papel (esquema 2). As linhas em negrito mostram 0 molde definitivo. ‘Com 0 tecido dobrado pelo meio da frente, corte uma vez a frente do vestido e uma vez o arremate, deixando margens para costura. $40_INTERPRETACAO DE MODELOS ESQUEMA 3 A ESQUEMA 4 Costas (esquema 3) — Trace as costas da base do vestido inteiro (ligdo 19). Deixe reta a linha da costura lateral. Nio é necessério fazer alteragio na linha dos ‘quadris, Meca a abertura do evasé da frente, EE’, diminua 2cm dessa medida ¢€ coloque-a em GG" nas costas. Trace, entéo, a lateral das ccostas com uma linha reta, unindo a extremidade da cava a0 ponto G’. Esta linha deve ter a mesma medida da lateral da frente. Complete a bainha com uma linha suavemente curva, Trace o fundo do bolso igual ao da frente, Para 0 tragado do novo decote, marque AA’ com Sem, isto & a mesma medida da frente, e desca 3cm no meio das costas, FF’, Trace a linha da borda do arremate inteiro GG’, conforme 0 da frente, e transporte-o para outro papel (esquema 4), Com 0 tecide dobrado pelo meio das costas, corte uma vez as costas do vestido e uma vez 0 arremate, deixando margens de costura. 1. Costure as laterais do vestido, contornando © fundo dos bolsos. 2. Costure as laterais do arremate e chuleie as suas bordas. 3. Enfie 0 vestido por dentro do arremate, direito contra direito, fazendo coincidir as curvas do decote ¢ das cavas. 4. Para a montagem do arremate inteiro, consulte a ligio anterior. 5, Depois de montado o vestido, chuleie as costuras e faca a bainha da barra com pontos em espinha de peixe. NOTA: O vestido pode ser usado solto ou com a cintura ajusiada or cintos e faixas varidveis, MONTAGEM DE BOLSO - 5 BOLSO EMBUTIDO EM FENDA DEBRUADA © bolso embutido é aquele cujo Jiurdo éinmtemo e tem a forma de um ‘aco. A abertura se processa sob a Jorma de uma fenda que pode ser ‘simples ou gudrnecida de uma portinhola. Passaremos & explicapao de sua montagem. EMBUTIDO EM FENDA DEBRUADA SIMPLES E aquele em que a aberiura tem a Jorma de uma fenda, marcada dos kibios de tecido, como se fosse uma casa de botao de pano. Nao é dificil execuiar esse tipo de bolso: hasta fazer a casa de abertura com a mesma técnica de uma casa de botdo ¢, a seguir, aplicar sobre 0 lado avesso 0 fundo do bolso ja preparado. Estudaremos’a ‘mortagem desse bolso com a orientagdo de desenhos. Marque sobre 0 local da roupa © contorno desejado para a aber- tura do bolso. O comprimento, em ‘AB, e a largura, em AC, ficando a abertura no centro, isto &, cada labio da casa terd 0’ comprimento AB c a largura igual & metade de AC (fig. 1), Trace 0 contorno da casa no lado avesso do tecido, com Lapis € régua, para que 0s gulos fiquem bem marcados. Ci bra os tragos com alinhavos pe- quenos, a fim de que eles se tor- nem visiveis pelo direito, pois & por este lado que comega a mon- tagem do bolso. Dobre dois pedacos de tecido ¢ passe a ferro, vincando bem a do- bra, Em seguida, com um pis de penta fina, trace 0, contorno do lébio da casa, junto da dobra, num lado somente, Faga o mesmo com © outro pedago de tecido. Re- corte, dando margem de costura estreita (fig. 2). Aplique, sobre o direito da mar- cago da roupa, os dois libios da casa, de modo que os tracos de li- pis AB e CD coincidam com os la- dos maiores da marcagéo da casa € que as dobras dos libios fiquem viradas para fora, isto é, uma para cima e outra para baixo do tra- gado da casa (fig. 3). Alinhave ¢ depois costure A méquina, se- guindo as linhas AB e CD. Nao costure os lados menores. Levante as margens internas de ( sa labios se encostem no centro e que 0 tecido dos labios fique bem liso sobre o avesso (fig. 5). Fixe os labios um no outro, com largos Pontos em espinha de peixe, costura ¢, com uma tesoura de \ > pontas finas, faga um corte entre as duzs costuras, terminando em Y nas extremidades. (fig. 4). Depois de feito 0 corte da aber- tura da casa do bolso, introduza por ele os dois ldbios de tecido, passando-es para 0 avesso. Faca com que as bordas dobradas dos Doan Fig. 3 FIG. 5 TOR FIG. 2 FIG. 9 FIG. 10 noo Bo £0130 FIG. 11 Com a ponta de uma tesoura fe- chads, rebata para 0 avesso os dois pequenos tridngulos laterais, de maneira que os cantos fiquem perfeitos. Achate bem as cosiuras € passe a ferro (fig. 6). ‘Apoie 0 trabalho sobre a mesa com 0 avesso para baixo. Levante 0 tecido para liberiar 0 pequeno iriingulo lateral bem apoiado so- bre 0s lados da casa. Faga uma pe- quena costura, prendendo a base do tridngulo sobre as margens in- temas dos labios da casa, de B aD (fig. 7). Repita o mesmo procedi- mento no lado oposto. A- monte gem do bolso deve ser feita antes da montagem da roupa, para faci- litar © trabalho, estando inteira- mente livre a pega onde se coloca © bolso, Depois de feitas as duas costuras laterais na base dos trian- gulos, o trabalho da abertura do bolso em forma de casa de botao debruada estar terminado. Resta agora montar 0 fundo do bolso no lado avesso. © molde do fundo do bolso sera © retdingulo ABCD, onde a lar- gura AB terd © mesmo compri- mento da abertura do bolso ¢ a al- tura AC, igual ao dobro da pro- fundidade desejada para o fundo do bobo (fig. 8). Para que o fundo do bolso no faca volume sob a roupa, corte-o em tecido mais fino, porém da mesma cor da roupa, deixando margem de cos- tura em toda a volta. Feito isso, costure na borda superior uma barra do mesmo tecido da roupa, com uma largura_ligeiramente maior que a abertura do bolso. Dobre o fundo do bolso pela li- nha EF, de modo que a borda CD coineida com a costura da barra superior que fieard livre para cima (fig. 9). Costure, entio, os lados, fechando 0 fundo do bolso. Nijo vire o fundo do bolso para © direito, deixando. as costuras pelo lado externo, a fim de nao en- ‘grossar as bordas costuradas. A; que © fundo do bolso sobre 0 avesso da abertura de maneira que a barra superior do tecido da roupa, cubra exatamente 0 con- torno da casa. Rebata a barra su- perior para baixo e costure com pontos mio a borda oposta da abertura do fundo do bolso no te- cido do labio inferior da casa (ig. 10). Rebata novamente para cima a barra superior do fundo do bolso¢ costure-a, com pontos & mio, so- superior da casa (fig. 344_ESTUDOS DAS GOLAS Il GOLA ORDINARIA Ela é nada menos do que a gola rulé quando comeca a encurvar para que possa adquirir uma queda mais deitada sobre os om- bros. Assim sendo, todas as golas compreendidas entre a gola rulé ¢ a gola colegial so consideradas ordinirias, qualquer que seja a forma que apresentem: pontudas, arredondadzs ou recortadas. Nesta licdo, ensinaremos trés tipos de golas ordindrias, com diferen- tes curvaturas, mostrando que, quanto mais pronunciada esta cur- vatura, mais a gola pousard. Mos- traremos também as diferentes formas que a gola poderd adquirir, conservando @ mesma curvatura, deixando a critério da leitora a es- colha de novos contornos. Nesta gola, a sua pequena curva tura permite apenas que ela pouse ligeiramente sobre os ombros. Como sempre acontece na con- fecedo de qualquer gola, © pri- meiro cuidado a ser tomado de- veri ser 0 decote da biusa, isto é, se ele vai permanecer 0 mesmo da base ou se vai ser alargado, con- forme as regras jé explicadas ante- riormente, O ‘segundo cuidado sera tomar a medida do contorno do decote, como ensinamos na li- cao anterior. ‘Tomadas estas precaugdes_ini- ciais, passaremos ento a0 molde da gola propriamente dito. Trace © retangulo ABCD, em que AB é igual A medida do decote (metade do mesmo, evidentemente, por- que AC corresponde ao meio das costas) e AC é igual a aproximada- mente 0 dobro da largura desejada para a pola. Divida o retngulo em trés partes iguais. Prolongue BD para baixo, de maneira que DG mega de 2.a4em, Ligue Fa G por uma linha ligeiramente curva. Como esta curva é sempre um pouco maior do que CD ~ ou AB —, leve a medida do decote nesta linha e marque CG’. Do ponto G’, levante uma perpendicular a FG ¢ trace G'H, que serd a borda dian- teira da gola. Resta agora tragar 0 contorno da borda livre, que fi- card a gosto da leitora, como mos? tram as diversas linhas tracejadas do esquema. O trago mais grosso AEI, em que a largura da gola & toda igual, fornecera um contomo indicado na figura ao lado. A pré- pria inclinago da linha G’H pode ser modificada, desde que se de- seje a separacio das pontas da gola da frente, mais aberta ou mais fe~ chada. A'ponta da gola poderd ser arredondada, como se pode ver na linha de menor tracejado do es- quema, A preparagéo ¢ a montagem na gola obedecem as regras ja expli- cadas em ligdes anteriores. Tudo aquilo que fai dito ensi- nado para a gola anterior continua id sendo vi para este segundo tipo, A nica diferenga € que a gola é agora mais curva, pousando mais deitada sobre o ombro. Para obter esse aumento de curvatura, basta que o prolongamento de BD até G meca, neste caso, de 4 a Gem. A altura da gola, AC, no meio das costas, deverd ser igual ao dobro da largura desejada para a gola, menos I a 2cm. Esta gola € ainda mais pousada do que as duas anteriores, Também aqui se aplica tudo 0 que foi dito para ado primeiro tipo. Para ob- termos 0 aumento da curvatura, basta continuar com © prolonga- mento de BD até Gem 6.a8em, A curva do decote serd ligada agora até 0 ponto N, situado na metade do primeiro tergo. Nao esqueca de evar nesta curva a medida do de- cote, a fim de marcar 0 ponto G’. Aaltura AC, no meio das costas, deve ser igual & largura que se de- seja para a gola mais a metade desta largura — calculo jé ensinado na ligdo 28. Ainda se poderd obter golas mais deitadas do. que estas trés, bas- tando, para isso, que se va aumen- tando paulatinamente a distancia DG, oque provocara maiores eur- vaturas na gola, ESTUDOS DAS GOLAS 345 46 _ ESTUDOS DAS GOLAS D ESQUEMA 1 c FIG. 2 A 48 1V — GOLA COLEGIAL OU “CLAUDINE” E aquela que tomba totalmente sobre os ombros. E usualmente empregada em roupinhas infantis, ‘por no incomodar as criangas, que tém normalmente 0 pescocinho curto, Mas é também usada em roupas de adultos, sendo indicada em particular para as mulheres de Pescogo curto. Seu corte é extre- mamente facil, como veremos a seguir. MOLDE Tome dos moides da frente € das cosas da blusa € una-os pela linha do ombro, como mostra 0 es- quema |. Para que a gola nao fi- que totalmente chata e levante um pouquinho na montagem do de- cote, cruze um pouco os dois mol- des na extremidade D do ombro, mantendo a extremidade B junto a0 decote, apenas se tocando. Este eruzamento deve ser de 15a cm. Feito isso, trace 0 molde da gola, todo da mesma largura, como est indicado no esquema, Reproduza- © em outro papel teremos assim © molde que se pode ver na fig. 2. A leitora poderd entéo dar a forma que desejar as pontas da la, arredondando-as ou ndo ¢ inclinando-as mais ou menos, con- forme queira a abertura mais junta ou mais separada. © preparo e a montagem desta gola obedecem as mesmas regras ‘Hiensinadas para qualquer tipo de ‘gola postica. INTERPRETACAO_ DE MODELOS, DE CORPO LONGO Sem nentum compromisso com ‘modismos, este tipo de roupa jamais deixou de’ ser usado. Toda mulher Sempre tem um no sew guarda- rroupa, poiv € extremamente confortavel e veste muito bem. Ao cconfeccionar este vestido, voce colocard em pritica uma série de conkecimentos jé aprendides no decorrer do nosso curso. 348 _INTERPRETACAO DE MODELOS Tecido de bom caimento, de preferéncia listrado, para dar feito contrastante entre a blusa a saa, sendo esta ultima cortada no fio atravessado. Porém, se 0 tecido for liso ou estampzdo, tanto a saia quanto a blusa serio corta- das no sentido do comprimento (ourela). |.90m com 140m de largura. Se a saia tiver até 45cm de compri- mento, a metragem também po- deri ser de 3,60m com 0,90m de largura. Frente da blusa (esquema 1) — Trace a base da frente da blusa de ‘manga japonesa curta, conforme foi ensinado na ligdo 24, e prolon- gue 0 seu comprimento em 1Sem. Marque AA’ BB’ com Sem, res- pectivamente, ¢ trace a linha do decote redondo, Entre 2cm naex- tremidade da linha do ombro e trace a linha da cava ligeiramente curva. Corte este molde uma vez com 0 tecido dobrado pelo meio da frente. Costas da blusa (esquema 2) — Trace a base das costas da blusa de manga japonesa curta, con- forme foi ensinado na licio 24, & prolongue 1Scm no seu compri- mento. Marque AA’ com Sem e BB’ com 4em. Trace o novo de- cote unindo os pontos A’B”. Entre 2cm na extremidade da linha do ombro € trace a linha da cava li- geiramente curva, Corte este molde uma vez com 0 tecido do- brado pelo meio das costas. NOTA: — Deixe 2 a 2,5cm de mar- ‘gem pare costura nas linhas retas € Tem no decote © nas cavas. Para a bainha da saia, deixe 3 ou dem. 1 Una a frente com as costas da blusa pelas costuras dos ombros das laterais. 2. Arremate 0 decote e as cavas com roloté na cor preferida. 3. Faca as costuras laterais da seia. Franza em cima e monte na blusa. 4, Dobre a bainha da saia para o avesso e prenda-a com pontos em ‘espinha de peixe. INTERPRETACAO DE NODELOS 349, ESQUEMA 3 MEIO DA FRENTE OU MEIO DAS COSTAS (DOBRA) Desde longa data, os debruns e vieses servem para guarnecer € enfeitar 0 vestuario néo sé feminino ‘mas também masculino e infantil. ‘Nunca esto exatamente fora da ‘moda, embora haja épocas em que les si utlizados em maior escala. Na roupa infantil, so usados ‘sempre, estando ou néo na moda. Os debruns ¢ os vicses dao realmente um aspecto muito alegre ¢ jovem a qualquer roupa, Entretanio, para que eles fiquem realmente ‘bonitos, ¢ necessério que a sua montagem seja perfeita. Procuramos dar aqui, alguns conselhos e regras, a fim de obter um resultado satisfatério. ‘Antes, porém, vamos classificar 0s debruns € 0s vieses em grupos distintos, de acordo com 0 seu tipo de montage: 1. Com fita fabricada 2. Com fita preparada manu- almente. 3. Debrum quadriculado, reio ou 1, Debrum interno 2. Debrum de borda 1. Viés interno. 2. Viés de borda Os debruns se diferenciam dos vieses porque sio sempre chatos, em forma de fitas, € nao precisam ser necessariamente cortados no viés, Alem disso, tém maior variedade de largura. Os vieses, como seu nome faz supor, sic sempre cortados enviesados ¢ geralmente guarnecem bordas, embora também aparecam in- crustados em costuras internas. Raramente ultrapassam lem de largura. Quando sio muito es- treitos, com aproximadamente 2mm de largura, sio chamados de vivos. De acordo com a classificagao dada cima, passamos a explicar a maneira pratica de montar 0s debruns e os vieses, " DEBRUM APLICADO 1. Com fita — A largura ea qualidade da fita dependem do tecido e do modelo da roupa. Ela pode ser de cetim, de tafetd, de veludo, de gorguraa, etc. A fita de gorgurio é muito ‘prépria para enfeitar roupas, sob a forma de debruns. Quando cla é aplicada em linha reta, como, por exemplo, num bolso (fig. 1), sua aplicagao é bastante simples ©, por esse mesmo processo, pode ser usado 0 galdo bordado. Para comecar, alinhave a fita no local e, em seguida, passe uma costura 4 maquina, bem junto da borda, usando uma linha da cor exata da fita, para que a costura fique invisivel (fig. 2). Quando a fita de gorguréo tem de ser aplicada em linha curva, como n0 contorno de um decote (fig. 3), € necessirio trabalhar previamente a fita para que ela adquira a curvatura desejada. Vejamos 0 procedimento: cologue a fita sobre a tabua, umedega uma de suas bordas € paste 0 ferro sobre la (fig. 4), O calor do ferro faz encolher a borda timida, provo- cando, assim, a curva desejada. Aplique sobre a roupa com a mesma técnica. Quando 0 debrum aplicado forma Angulos, com qualquer ti- po de fita, é necessirio muito euidado para que os angulos ngo fiquem grosseiros (fig. 5). Inicialmente, no ponto em que deve ficar o Angulo, dobre a fita, diceito contra direito, e faca uma costura em: ngs de 45 graus (fig. 6). Em seguida, corte a sobra da fita, no lado ayesso, a meio centimetro de distancia da costura feita (fig. 7). Abra a fita, achate com o ferro as margens da costura angular e chuleie as bordas (ig. 8). 2, Com tira de tecido — Neste caso, a fita € preparada_ma- nualniente. Corte o debrum no comprimento desejado © com a largura aumentada de meio centimetro em cada lado, Dobre esse meio centimetro para 0 lado avesso © passe a ferro com um pano timido, a fim de que o debrum fique bem batido (fig. 9). costuRs xxvill_381 52 COSTURA XVII Para facilitar 0 trabalho, convém alinhavar as dobras antes de passar a ferro, Retire os alinhavos € torne a passar a ferro, caso os alinhavos tenham marcado 0 tecido. Este debrum pode ser aplicado de duas maneiras: primeiro, fazendo as costuras de montagem & maquina ‘bem junto 4s bordas, como se vé na fig. 10; segundo, "com pontos corridos, bem mitidos, feitos & mio, pelo lado avesso e apanhando apenas as dobras internas do debrum, bem junto das bordas (fig. 11). Dessa maneira, tem-se a im- pressio de que o debrum esta Colado sobre 0 tecido, visto que os pontos ficam invisiveis pelo lado direito. Para aplicar 0 debrum manual em linha curva, é necessario cortd- lo no viés € preparé-lo como no casv anterior. Em seguida, espiche um dos lados com 0 ferro. Estando 0 tecido cortado en viesado, ele espicha com facie lidade, ‘tomando a curva dese- jada. 3. Debrum quadriculado, reto ou ‘curvo —Se o debrum quadriculado & reto, seja cortado a fio reto ou no viés, seu preparo e sua montagem seguem o mesmo processo do debrum preparado manualmente. Hé casos, porém, em que 0 debrum quadriculado segue uma linha, 0 que pode ser encontrado principalmente em decotes, como mostra a fig. 12. Em tecidos isos, debruns desse tipo so cortados com a mesma forma do decote. Mas, em tecidos quadriculados, assim’ no deve ser feito, porque o desenho guadriculado ndo permanece 0 mesmo ao longo de todo o débram, como se vé na fig. 13. Para que 0 desenho permanega inalterado a0 longo de todo ‘0 dedrum, corte-o numa tira reta, porém em pleno viés (fig. 14). Para que essa tira tome a for- ma arredondada, embeba li- geiramente um dos lados e espi- che 0 outro com o ferro de passar (fig. 15). BOLSO-6 BOLSO EMBUTIDO EM FENDA DEBRUADA COM PORTINHOLA E aquele em que a fenda debruada do bolso esti guarnecida por wna portinhola. Esse tipo & interessante porque, colocarde-se a portinhola para dentro do bolso, este ficaré. em Jenda simples. Sua montagem é exatamente igual @ anterior, acrescentando apenas a portinhola. S & \\ A portinhola é geralmente re- tangular, embora possa_adquirir outras formas. Sua confecgio é simples, como veremos a seguir. Corte a portinkola com as di- mensdes descjadas ¢ repita-a para cima, isto €, corte em dobro, pois 353 a portinhola vai ser dobrada ao meio, Deixe margem de costura em toda a volta, de lem no md- ximo, com excegio do lade supe rior maior (fig, 1), Cole a entretela no lado avesso, apanhando apenas a metade da portinhola, que sera dobrada ao meio, direito contra direito (fig. 2). A entretela ficard logicamente so- bre 0 lado de fora. Depois de do- brada a portinhola, costure os la- dos e dé iques nas exremidades da margem de costura (fig. 3), Vite a portinhola para o direito e passe a ferro (fig. 4). B 354_TRUQUES E CONSELHOS Se a portinhola tem cantos arre- dondados, no pode ser cortada em dobro, para depois ser do- brada, como na retangular. As duas faces so cortadas em sepa- rado € costuradas em volta, Para evilar excesso de tecido nos can- tos arredondados, depois de a por- tinhola ser virada para o direito, faca piques angulares, como mos” tra a fig. 5. Note que 0s piques nao devem atingir a costura para ndo provocar pequenas angulagdes de- pois de virada para 0 direito, Faga a casa da abertura do bolso como foi ensinado anterior- mente. Detalhe importante: os labios da casa devem ser estreitos, com aproximadamente 3mm cada uum (fig. 6). Introduza a portinhola mele abertura da casa do bolso (fi nhola na abertura, colocando o libio superior da abertura da casa como arremate externo da monta- gem da portinhola (fig. 8). Com Pontos firmes, feitos a mio, fixe a portinhola sobre 0 avesso do te- cido do libio superior da casa (fig. 9). Somente depois de presa a por- tinhola € que 0 fundo do bolo sera montado, segundo as explica- Ses dadas no caso anterior. FIGURA 5 FIGURA EE FIGURA 6 7 avessO FIGURA 9 FIGURA 8 ESTUDO DAS GOLAS V — GOLA GRAVATA E aquela que se prolonga em pon- tas soltas, que podem ser amarra- das de maneira variavel, na frente da blusa. Também conhecida como gola foulard. Como vere- mos nesta ligdo, existem duas va- tiedades desia gola. 18 Tipo: Aqui nio se trata exata- mente de uma gola, pois esta va- riedade néo passa de uma banda eta em pleno viés, presa a0 de- cote ¢ dando um laco na frente (fig. 1), Para fazer-lhe 0 molde, trace primeiramente © retingulo ABCD (esquema 1), em que AB é igual & largura desejada para a gola e AC 4 medida do decote. Em seguida, prolongue o molde para formar a ponta solta, neces- siria para o lago, que tanto pode ser relangular (CDEF) como pode ler outras formas, como mostra 0 esquema | Corte 0 molde quatro vezes, colo- cando uma emenda no meio das Costas em pleno viés. Coloque as duay partes da gola uma sobre a outra, direito” contra direito, SO para fora, ¢ entretele-a, wgindo apenas 4 parte que vai ser montada no decote (as pontas soltas no serio. entreteladas), Costure em toda a volta até as ex- tremidades que formam os panos, mas deixe aberto 0 espago com- preendido para a montagem no decote (linha DB no esquema 1), Vire 0 trabalho pelo direito, como mostra a fig. 2. Costure a parte de cima da gola no decote, direito contra diteito, faca os piques vire para cima is margens internas da costura, Rebata entdo @ parte de baixo da gola sobre 0 avesso ¢ Costure-a com pontos de chuleio, escondendo completamente as margens de costura, Note que 0 trespasse de abotoamento fica solto (fig. 3), isto & a gola devera Ser pres apenas até o meio da frente. 2+ Tipo: Nesta outra variedade, te- mos realmente uma gola, que do- bra sobre si mesma como qual- quer gola. Nestas condigdes, trace © retingulo ABCD (esquema 2), FIG. 2 Fi D ESQUEMA 1 D ESQUEMA 2 de modo que AB tenha o dobro da largura desejada para a gola e AC ou BD a medida do decote Em seguida prolongue o retdngulo para formar # ponta para o lago CDEF, Esta ponta é sempre re- tangular e 0 seu comprimento CE ficard 2 critério da leitora — um minimo de 30cm -, seja para um aco mais ou,entiio, menos cheio © preparo e a montagem desta se- gunda vatiedade da gola gravate ‘obedecem as mesmas ras de ue falamos no caso anterior, no se esquecendo de que ela também € cortada em pleno vies. Depois de pronta, esta gola dobra sobre si mesma, em torno do de- cote, e, na frente, pode ser dado um né simples ou um lago verdae deiro, cujas pontas ficardo, assim, com o dobro da largura da gola (ig. 4), VI — VARIACAO DA GOLA GRAVATA Esta difere das anteriores porque © pano solto tem uma forma bem diferente da gola propriamente dita, que, por suz vez, deixou de ser de uma banda lisa em torno do pescogo para adquirir as for- mas mais variadas. MOLDE Como esta gola exige sempre de- cotes em V, 0 primeiro cuidado deverd dirigir-se para o decote da blusa. Para isso, basta tragar no molde o V do decote (esquema 3), junto ao pescoco (linha tracejada) ‘Ou mais afastado (linha cheia), ar- redondando sempre a linha reta perto do ombro, a fim de que se ESTUBO DAS GOLAS _ 357 continue com a curva do decote nas costas sem formar angulo no ponto M. Em seguida, meca o de- Cote, frente ¢ costes, € marque 0 transpasse de abotoamento. Assim feito, passaremos ao molde da gola (esquema 4), Trace 0 retdngulo ABCD, de modo que AB tenha a medida do decote e AC a largura desejada para @ gola mais a metade desta largura. Marque CH coma quarta arte de CD. Desca DE com JOcm, ligue H a E por uma cut suave, na qual marque CE’ com a medida do decote. O ponto E’ vai cortespander 40 meio da frente (veja esquema 3). Prolongue a curva CE até G no comprimento desejado pera as pontas do lago — 40cm em media. Em seguida, trace 0 outro lado da gola AB ¢ 0 outro lado da ponta FIG. 58_ESTUDO DAS GOLAS ‘com 0 contorno que se deseja, pela linha BDF. A ponta B da gola pode ser arredondada, assim ‘como 0 pana solto pode ser retan- gular ou abrir, como mostra 0 es- quema, Desejando-se uma gola mais pousada, basta aumentar a distancia DE; e , para uma gola mais em pé, basta diminuir essa mesma distancia EXECUCAO Basta orientar-se pelo que foi dito anteriormente. Corte 0 molde quatro vezes € costure dois a dois pela costura no meio das costas. Corte a entretela atingindo apenas a parte da gola, sem aleangar 0 pano solto. Coloque as pecas di- reito contra direito, a entretela por baixo, € costure em toda a volta, ‘com excegiio da parte que vai ser montada no decote — linha CHE’. Alinhave a parte inferior da gola, junio com aentretela, direito con- | ‘ua direito do decote, costure, faga | (5 piques e vire as margens inter- nas da costura para cima, natural- mente depois de ter virado a gola pelo direito, através da abertura deixada para a montagem no de- | cote, Rebata a parte de cima da | gola sobre a costura do decote no ‘ayesso ¢ prenda-a com pontos de dliuleio, escondende toda a cos- tura. VII — GOLA MILITAR E aquela, como seu proprio nome indica, que & usada freqiente- mente em uniformes militares, 0 muitas vezes, civis (porteiros, beiros, ete), No ambito feminino, ‘vamos encontréla em mantds, ro- bes caseiros, vestidos ¢ blusdes de estilo chines (dai também chamar- sede gola mandarim ou estilo Mao)... dois tipos de gola mili- tar: a reta e a gola em forma. GOLA RETA (gola 1) A gola militar nada mais é do que uma tira reta que rodeia 0 pes- c0go. © seu molde é extrema- mente simples: é apenas um retat gulo ABCD, em que AB ¢ igual a medida do decote ¢ AC ao dobro da largura desejada. AC corres- ponde ao meio das costas e a do- bra do tecido (para evitar uma costura desnecessiria no meio das ‘costas). EXECUCKO, Dobre direito contra direito, pela linha EF, a tira que compde a gola, Coloque a entretela em cima € costure & maquina as extremida- des, Vire pelo direito, Alinhave a parte de cima da gola, junto com a entretela, no decote, direito con- tra direito, e costure. Faga ques e vire as margens internas da ESTUbO DJ AS 369 costura para cima. Rebata 0 lado de baixo da gola sobre a costura € prenda-o com pontos de chuleio, como mostra a fig. 5. GOLA EM FORMA (gola 2) A gola militar em forma € erre~ dondada para melhor abragar 0 eSCOFO e€ Se USA apenas em rou- pas femininas. Faca 0 molde seguinte maneira: trace 0 retin gulo ABCD com us dimensdes ja ensinadas, isto é AB igual & me- dida do decote ¢ AC igual a lar- ura que se deseja para a gota (em médig, 3 a dem). Prolongue DB até E, de maneira que BE mega Tem. Ligue Ca E por uma curva, na qual seri marcada CE’ com a medida do decote. Do ponto E” le- vante uma perpendicular a CE, de maneira que E’F tenha a mesma medida de AC. Ligue A a F por uma curva paralela a primeira. EXECUCAO, Cone o molde duas vezes com a fazenda dobrada pelo meio das costas AC. Pelo mesmo molde, corte a entretela uma vez apenas. Coloque as duas partes da gola, uma sobre a outra, direito contra direito, © a entretela por baixo Costure a volta toda, com excegio do lado que vai ser montado ‘no decote. Vire pelo direito, bata a ferro. Para a montagem no decote, leia 0 que ensinamos na gola anterior. FIG. 5 MEIO DAS COSTAS. ° > GOLA 2 INTERPRETACAO DE MODELOS, Para quem gosta de facer wna roupa nova num pequeno espaco de tenipo, esta sugestdo ¢ unt verdadeiro achado. Em poucas horas voce ppoderd estar com esta saia prontinka ‘para ser usada. Nao tem o que errar. Basta seguir direitinho as nossas explicagbes, corte os moldes corretamente € 0 modelo estard terminado. Um tecido leve como a organza, ‘a musseline ou a gaze, Um ziper bbem leve, de 20cm. 2,60m a 2,80m com 0,90m de largura para cada saia, Primeira saia (esquema 1) — Numa folha de papel. trace duas linhas perpendiculares entre si, sem medida determinada. Divide © dingulo reto a0 meio por uma diagonal, Divida a medida da cintura por seis € coloque o resultado em OA, OF e OE. ‘Trace, entéo, a linha da cintura em um quarto de circulo unindo esses pontos. Na diagonal, marque AD com 0 comprimento desejado para as pontas da saia, No ponto INTERPRETACAO DE MODELOS _361 D, trace duas linhas perpen- diculares que vio fechar 0 qua- drado nos pontos Be C, Corte este molde uma vez com 0 tecido dobrado pelo meio da frente e uma ver com 0 tecido dobrado pelo meio das costa: Segunda saia (esquema 2) — Como no caso anterior, trace num Papel duas linhas perpendiculares ire si OD ¢ OH e divdi o Angulo rete 20 meio pela diagonal OB. Partindo do ponio O, marque 0s pontos F. A e G com a medida da cintura dividida por seis e trace a cintura unindo esses pontos. A seguir, coloque nas linhas FD € GH a mesma medida de FD no esquema 1, isto €, 0 comprimento das pontas da sala. Para terminar, Tigue os pontos DH por uma eta! Corte este molde uma vez com 0 tecido dobrado pelo meio da frente ¢ uma vez com o tecido dobrado pelo meio das costas. OBSERVACAO:—Com osmoldes tragados €” coriados no tecido conforme foi explicado. teremos fas costuras.laterais. coincidindo com as ourelas, 0 que facilitard plenamente a montagem do ziper. 1. Costure as duas partes de cada saia, deixando uma abertura de 20cm ‘nas costuras Taterais do lado esquerdo para a montagem do ziper. 2, Coloque uma saia sobre a outta. de modo que as costuras se sobreponham e as pontas fiquem interealadas. Monte © aiper no lado esquerdo, apanhando as duas saias ou apenas a saia de cima, 0 que deixard a costura mais leve, 3. Arremate as bordas com bainha de lengo, ou qualquer ponto feito a maquina, desde que ele seja delicado, 4, Na cintura, monte um cés com 3em de largura, prendendo simultancamente as duas saias. NOTA: Se forem usadas duas tonalidades para a saia, a mais clara ficard sempre por cim DEBRUNS E VIESES DEBRUNS INCRUSTADOS Os debruns incrustados sto aqueles montados com costuras internas, diferentes dos aplicados, ‘que’ sao. presos com pespontos. Oferecem & roupa um efeito novo e maior realce. Os debruns incrustados podem ser internos (modelo da fig. A) ou de borda, como em bolsos, golas, ete: (detathes da fig. B). 1, Debrum inerustado interno — Quando o debrum incrustado se localiza dentro do modelo, € ne- cessirio cortar 0 molde por um dos lados de montagem do de- brum. Isso est claro. no modelo da fig. A. Neste caso, dois debruns atravessam a frente do ves! parando planos de cores diferen- tes. Para isso, 0 molde deverd ser cortado duas vezes, a0 nivel da FIGURA A borda superior de cada debrum, ficando assim a frente do vestide dividida em trés partes. Ao cortar ‘as pegas do molde no tecido, além da marcagéo do contorno dele, faga também, com alinhavos, a mareagdo de’ montagem do de- brum, que deve seguir exatamente © contorno do recorte, por uma paralela distante da costura de montagem, na largura desejada para o debrum, ‘A seguir, corte 0 debrum, se- guindo 0 desenho que se deseja, ¢ deixando margem de costura em ‘ambos 0s lados. Aplique 0 debrum sobre a marcagio, direito contra direito, estando toda a largura do debrum dirigida para o lado de dentro, Alinhave (fig. 16) ¢ depois costure 4 maquina. Isto feito, re- bata o debrum para cima (fig. 17) e passe bem a ferro. Assim, ja fica ‘montado um dos lados do debrum ‘em costura interna, Para costurar ‘a peca que fica do outro lado do __COSTURA xxix _96 debrum, coloque-a sonre a peve anterior, direito contra dircito, ¢ faca uma costura unica, apa- nhando as bordas livres, tanto do debrum quanto da pesa (fig. 18) Primeiramente alinhave e depois passe & maquina, completando a moniagem do outro lado do de- brum. Passe bem a ferro, reba- tendo para baixo as duas margens de costura no lado avesso (fig. 19). DIREITO DA ROUPA 364 COSTURA XxIK_ Esta é a montagem dos debruns internos retos ou ligeiramente cur- vos. Quando os debruns formam Angulos, como mostra a fig. C, a montages torna-se um pouco mais trabalhosa, embora os princi pios sejam os mesmos. Como no caso anterior, corte 0 molde pela borda superior do debrum faca as marcagdes de maneira idéntica, Cortelodebrumcom eformaigual & do desenho. A montagem ¢ feita da mesma maneira que a anterior, porém, para que os Angulos fi- quem perfeitos, & necessario que cada trecho entre cles seja mon- tado em separado, Explicaremos, ‘em seguida, 2 montagem do de- brum no modelo da fig. C. Inicialmente, monte 0 lado hor zontal. inferior, aplicando 0 lado correspondente ao debrum, di- reito contra direito, procedendo come no caso do debrum reto simples (fig. 20). Feita a montagem deste lado, passemos para a do pequeno lado. vertical, Dé um pique no angulo interno da costura, terminando no Jingulo A, ponto onde a costura terminou. Rebata o debrum para cima ¢ depois vire-o para o lado ‘oposto, a fim de que 0 scu direito fique de encontro ao direito da peca (fig, 21). Faga, nto, a cos- tura vertical de A para B. Rebata todo trabalho para olado, dando um pique apenas na margem in- terna de costura do debrum, no ngulo B, término da segunda cos- tura, Assim, o debrum ficara todo aplicado sobre a marcayéo. de montagem, com duas costuras jé prontas (fig. 22), faltando apenas 0 liltimo lado horizontal. Para a montagem deste lado, vire para baixo a parte do debrum que falta montar, a fim de que fi- que direito contra dircito © a cos- tura possa ser feita (fig. 23). Ob- serve que os piques nos 4ngulos ora so dados apenas no debrum (angulo B), ora so dados apa- nhando também o préprio tecido da roupa (angulo A). E necessirio notar que s piques sao feitos sem- pre nos angulos reentrantes, ja- ‘ais nos ngulos salientes, ¢ se de- FIGURA B FIGURA C ___ DIREITO. Gs roupa. 0 propia tesenehe roupa O pnts 0 mento do trabalho o indicard. a montagem do debrum Nos seus diversos trechos, resta fa- DIREITO zer a montagem do outro lado ‘com a outra peea do molde, con- forme jA foi explicado no debrum simples. Para que os angulos fi- quem perfeitos, cada trecho entre g B 5 z 2 15 SE , 2 gy eles deve ser costurado se} mente, como j4 foi e1 iogulos piques. ruinado, 05 devem levar ARREMATE INTERNO DAS COSTURAS Os arremates internos de uma roupa_devem merecer a maior ‘tengo e ser executados de maneira perjeita. porque, além de prolongar « duragio da roupa, déo um aspecto de limpeza e capricho. Um dos mais importantes arremates internos é, ssem diivida, 0 arremate das bordas das margens internas de costura, Ha twna grande variedade de arremates _feitos @ mao, o que passaremos a ver. 1) Costura chuleada — O chu- leado simples consiste num ponto atris feito na borda da costura, da ‘esquerda para a direita, a fim de evitar que ela se desfie. E 0 cha- mado ponto de chuleio (fig. 1). 2) Costura em chuleio cruzado — Quando 0 tecido desfia muito, 0 chuleio cruzado € mais eficiente, Depois de feito 0 chuleio simples, faz-se outro sobre ele, em sentido contrério, partindo da direita para a esquerda (fig. 2). 3) Costura debruada — Coloque nas bordas da costura interna um viés dobrado ao meio ¢ costure a mio. O viés deve ser de tecido fino (fig. 3). 4) Costuras com bainhas — Dobre para o avesso as bordas das margens de costura ¢ faga a bai- nha estreita & mao (fig. 4). 5) Em roupas forradas, quando 0 forro ¢ costurado junto’com 0 te- sido da roupa, a margen interna de costura deve ser arrematada ‘com pontos em espinha de peixe, que prendem a margem de cos- {ura apenas no tecido do forro (fig. 5). 6) Costura picotada — E feita ‘com tesoura prépria para picoter. Embora seja um acabamento valido, ndo é 0 mais recomen- dado, porque nao oferece & roupa ‘um bom aspecto no lado avesso, €, também, ndo € eficiente em teci- dos que desfiam muito. FIG. 5 [eee FIG. 4 A utilizacdo desses arremates depende da textura do tecido usado. As costuras debruadas, por ‘exemplo, sio geralmente usadas em lis ou em algodées grossos. ‘Como existe uma infinidade de te- cidos, cabe a leitora utilizar 0 tipo de arremate conveniente. BASE DO VESTIDO INTEIRO 0 vestido tubo mais modelado sugere com maior nitides as formas do corpo, », além da pence ret ‘possui ainda outra vertical, fusiforme. Esta pence, totalmerue situada dentro do molde — quer dizer, ela ndo atinge nenhum os coniomos do molde ~ é una ‘pence modeladora, cuja fungiio é eliminar o excesso de tecido na zona da cintura, aproximando um pouco mais a linha do vestido aes contornos corpo. E claro que estas duas pences junias no sio visualmente bonitas, @ 56 devem ser usadas quando 0 vestido for feito de tecido estampado, cujos motivos as tornem praiicamente invisiveis. Caso contrério, usaremos as variagées desia base com auxilio do transporte de pences € dos recortes, como veremos mais tarde. De modo semelhante ao vestido tubo menos ‘modelado, o ponto de partida para esta base é 0 vestido inteiro reto com pence, 207 248 BASE DO VESTIDO INTEIRO Frente (esquema 1) — Trace @ frente da base do vestido inteiro elo com pence (li¢do 19) ¢ nela introduza as seguintes modificagSes: 1, Trace a pence horizontal normalmente ou aumentada para 4 ov Sem de profundidade, em e030 de busto mais saliente, Sua ponta estaré sempre sobre 0 ponto 0. 2, Risque © eixo da pence vertical, descendo uma reta do ponto 0, paralela 20 meio da frente, até o ponto O’ na linha da cintura, ¢ prolongando-a dai para baixo em cerca de 14a 16cm até 0 Ponto P. A profundidade maxima desta pence, na cintura, é de 2a dem, marcando-se metade cada lado do ponto O’. Trace entio os lados da pence para ‘cima, até o ponto O e, para baixo, até 0 ponto P. 3. Encurve a costura lateral em apenas lem, 20 nivel da cintura, de A até A’, Costas (esquema 2) — Trace as costas da base do vestido inteiro Feto (ligdo 19), com as seguintes alteragdes: 1. Encurve a costura lateral como na frente, isto é, em apenas Jem, na cintura, de B aié B. 1. Risque o eixo da pence vertical aproximadamente_na metade da linha da cintura BD, de maneira que tenha IScm pare cima e [Sem para baixo da referida linha, Sua profundidade maxima, na cintura, € de 3cm, marcando-se metade para cada lado do eixo. Trace entio os lados da pence para cima e para baixo da cintura, até as extremidades do eixo, SE DO VESTIDO INTEIRO 249 OBSERVACOES a) A costura do meio das cosas — onde geralmente & colocado 0 fecho ecler — sendo reta, pode ser eliminada, ‘quando o vestido tiver abertura ou abotoamento na frente. Neste caso, corte as costas com © tecido dobrado pelo meio, Por outro lado, voce pode optar pelas costas sem pence, bastando usar a base das costas dovestido tubo menos modela- do, 'b) Como nos casos anterio- res, esta é uma base inicial, de onde vocé partiré para o modelo desejado, por meio de transporte de pences ¢ da colo- cago dos detalhes finais (gola, manga, bolsos, etc). ‘) Esta base € sempre usada todas as vezes que 0 modelo escolhido apresentar pences ¢ recortes, verticais ou obliquos, que atravessem a cintura. Se quiser usi-la tal como é, com as duas pences, separe as suas pontas do ponto O, recuando a ponta da pence horizontal para 0 lado em 2. cme descendo ada pence vertical para baixo em também 2 cm. 250 BASE DO VESTIDO INTEIRO. VARIAGOES DA BASE Para facilitar a compreensio a respeito do transporte de pences na base do vestido tubo mais modelado, vamos dar aqui alguns ‘exemplos bem oportunos. Porém € bom lembrar que tais exemplos servem apenas como exercicio, nao importando absolutamente se esto na moda ou nao. Em primeiro lugar, preciso esclarecer que a pence vertical, sendo modeladora, nao pode jamais ser climinada pelo transporte, uma vez que seus lados nao atingem nenhum dos limites do molde. Quando muito, pode ser escondida dentro de um recorte, como jé veremos, Resta- nos, conseqiientemente, apenas a pence horizontal para ser transportada para dentro da pence vertical. Ora, como a pence vertical est toda contida dentro do molde, por mais que tentemos fechar a horizontal, ela jamais se abrird. A solugdo esti em darmos um corte qualquer, ligando a pence vertical a um dos lados do molde. Este corte pode partir da Ponta superior, da ponta inferior, de ambas as pontas ou do corpo da pence. Vejamos os exemplos, para maior clareza do assunto. I. Corte Partindo da Ponta Inferior 4) Tracada a base, faca 0 corte vertical AB, desde a ponta inferior da pence até a bainha, Recorte os lados da pence e feche a pence horizontal, obtendo-se a base mostrada no esquema 3, em que o vestido € modelado por duas ESaUEMA « longas pences, desde a bainha até o busto. b) Faca agora o cone horizontal AB, partindo da ponta inferior da pence vertical até aleangar a linha lateral do olde. Recorte os lados da pence vertical ¢ feche a pence horizontal, obtendose uma nova base; desta vez, modelada por uma pence em L, como mostra 0 equema 4, Este corte lateral, além de horizontal, pode ser inclinado, curvo ou mesmo dirigido para 0 centro do molde. II, Corte Partindo do Corpo gta Pesce. yb ddd Tragada 2 base, faga 0 cone AB na linha da cintura, a partir do corpo da pence até a linha lateral do molde, Recorte apenas a parte superior da pence vertical e feche ‘a pence horizontal, obtendo-se a base indicada pelo esquema 5, ‘Note que a parte inferior da pence vertical permanece como uma pence comum e, como tal, deve ser costurada. Eevidente que o corte AB pode BASE DO VESTIDO INTEIRO 251 ser dado em qualquer outro nivel do corpo da pence. ‘IIL. Corte Partindo da Ponta Superior a) Tracada a base, faga 0 corte OM em continuaco a0 lado interno da pence, desde o ponto O até atingir_ 0 ombro. Feche a pence horizontal, obtendo-se a base mostrada no esquema 6, em que 0 vestido € modelado. por duas longas pences modeladoras que descem dos ombros até os quadris. 252_RASE PO VESTINO INTFIRO b) Faga agora 0 corte OM, ‘obliquamente, partindo do ponto © até atingir’ 0 meio da frente. Feche a pence horizontal e ‘obteremos 2 base com o aspecto indicado no esquema 7, Observe que, todas as vezes que 0 corte — parta de onde partir — se dirige para o meio da frente, esta titima linha deixa de ser reta de alto a baixo, sofrendo uma mudanca de direcdoa partir do pontoem que 0 corte se abre. Nestas condigdes, um dos trechos pode ser colocado na dobra da fazenda, mas 0 outro receberé forgosamente uma costura, como mostra a figura do esquema 7. a) Tracada a base, faca dois cortes: 0 corte OM, partindo da ponta superior até 0 ombro; e o corte AB, partindo da_ponta inferior até “a bainha, Recorte entdo os lados da pence vertical, separando a base em duas partes. Feche a pence na parte lateral e arredonde ligeiramente @ ponta que se forma no ponto O, como mostra 0 esquema 8. b) Neste exemplo, faga os seguintes cortes: © corte curvo OM, partindo da ponta superior até a cava; e 0 corte horizontal AB, partindo da ponta inferior até © lado, Recorte os lados da pence vertical, separando 0 molde em duas partes, como mostra o esquema 9. Feche a pence horizontal na parte separada e arredonde ligeiramente a ponta que se forma no ponto O. Observe que aqui, depois do transporte, as pences deixam de existir, sendo substituidas por Tecortes que as absorveram, ‘Combinando cortes que partem de ambas as pontas da pence vertical, vocé poder obter muitos outros ‘modelos de base. Tente fazé-lo, quando muito nao seja, como exercicio para lubrificar 0 seu raciocinio na intepretacdo de modelos. 259 INTERPRETACAO: y} E MODELOS, BB UM VESTIDO DE LINHAS CURVAS A medida que 0 curso se vai desenrolando, nds vamos colocando algumas dificuldades, para que vocé se familiarize com elas. Desta vez, trazemos um vestido tubular que resenta recortes emt linkas curvas. uma roupa solta, pratica e muito ‘facil de fazer, sem compromisso com a moda. Excothemos este modelo porque recentemente ensinamos como se deve costurar as linhas curvas (veja & pagina 233 ¢ 234). E, assim sendo, woce poderé colocar em pratica os conhecimentos adquiridos a esse respeito. Esta roupa tanto pode ser feita com uma fazenda estampada ¢ wma lisa como com dois tons diferentes de tecido liso. Os desenhos das curvas rnéo precisaréo seguir rigorosamente © esquema que apresertanos. O tracado ficard a seu critério ¢, principalmente, a sua habilidade. 254_INTERPRETACAO DE MODELOS. MOLDE E CORTE DO VESTIDO FRENTE — (esquema 1) — Trace a base da frente do vestido iro (veja pagina 224). Porém, a frente inteira, pois trata-se aqui de uum modelo assimétrico, isto é, os recortes curvos. ultrapassam 0 meio da frente. Para isto, trabalhe com o papel dobrado pelo meio da frente, ¢, depois de 0 molde tragado, passe a carretilha sobre as linhas definitivas do contorno do molde e das pences para obter a frente inteira ao desdobrar 0 pa- pel. Sendo um vestido decotado & cavadinho, marque na linha do ‘ombro o ponto A, 6em distante do decote original ¢'0 ponto B, 2om para dentro da cava. Faca a ESQUEMA 1 mesma coisa em A’B’. Trace, en- tio, anova linha da cava e, em se- guida, a do decote canoa unindo os pontos A M A’ por uma linha curva. Feito isto, determine 03 re- cortes em curvas conforme mostra © esquema, A forma das curvas pode variar um pouco devido ao tragado a mao livre, porém, dois dos recortes partem necessaria- mente da ponta das pences, a fim de que a0 separar 0 molde pelas li- nhas curvas, as pences sejam do- bradas © presas com fita adesiva; elas ndo aparecem no vestido, per- manecendo apenas a sua fungio que é a de formar o bojo do busto. Depois de separado 0 molde e fe- chadas as pences, corte no tecido, uma vez cada pega, em cores al- ternadas (veja 0 modelo). COSTAS — (esquema 2) ~ Trace a base das costas do vestido inteiro (veja pagina 225) com o pa- pel dobrado pelo meio das costas € passe a carretilha em todo con- torne para marcar o outro lado. Desdobre o papel e faca na linha do ombro as mesmas’ modifica. Ges da frente. O decote das cos- tas forma um V, cuja profundi- dade K L mede 30cm. Una os pontos A L.A’ por duas linhas re- tas tendo 0 cuidado de desfazer os Angulos criados nos pontos A A’ com uma pequena ¢ ligeira curva a fim de dar continuidade ao de- cote da frente. Determine os re- cortes curvos segundo o esquema, © que sera mais fécil, visto que as costas nao levam pences. Separe 0 molde pelas linhas curvas e corte no tecido de maneira idéntica ao a frente. ARREMATE DO DECOTE — (esquema 3) — Sobre uma folha de papel, coloque os moldes da frente e das costas unidos pela li- nha do ombro. Reproduza a linha do decote. tracando em cada ex- tremidade’ dem do meio da frente e 4cm do meio das costas. Retire 0s moldes e trace 0 arremate, todo ele com dem de largura. Corte uma vez com o tecido dobrado pelo meio da frente. ARREMATE DA CAVA — (esquema 4) — Proceda da mesma ‘maneira que na peca anterior, re- indo desta vez 0 contorno da cava. Trace 4em em cada ex- tremidade, retire os moldes ¢ faga todo o arremate com 4.cm de lar- gura; Corte duas vezes no tecido. MONTAGEM. Conselhos” (veja pagina 233). 2. Monte a frente com as costas pelas costuras dos ombros. 3. Feche o arremate do decote pelz costura do meio das costas € ue-0 sobre o decote do ves- tido, direito contra direito, Cos- ture a borda e, na margem de cos- tura, dé um pique na ponta do V das costas ¢ outro na curva da frente. Rebata o arremate para 0 INTERPRETAGAO DE MODELOS 255 avesso, chuleie a bordae prenda-o ‘nas costuras dos ombros com pon- tos a mio. 4. Faga as costuras laterais do vestido € chuleie as suas bordas, ‘5, Feche os arremates das cavas pela costura inferior. Aplique-os nas cavas do vestido, direito con- tra direito e costure as cavas como se fossem mangas. Dé piques nas margens de costura e rebata os ar- remates para 0 avesso. Chuleie as bordas © prenda-os nas costuras dos ombros ¢ nas laterias com Pontes a mio. 6. Termine o vestido fazendo uma bainha de 4a 5 cmdelargura, Presa com pontos em espinha de pele, ESQUEMA 3 lf? ESQUEMA 4 26 — Ponto de bainha invisivel espacado — E utilizado para ligar partes de uma pega de roupa de tecido leve, Assemelha-se ao ponto de bainha invisivel, com a dite- Fenga que os pontos ficam mais espagados. Trabalha-se da direita para a esquerda, com a guarnicio dobrada para tras. Prenda a linha na guarniga. Dé um pequeno ponto horizontal na entretela ou no foro, 10 mm adiante da dobra da guarnicZo: em seguida, dé outro pequeno ponto horizontal, desta vez na guarnigio, & distancia de 1,5 a 2 cm do anterior. Puxe a agulha e a li- nha € repita 0 proceso. Nao estique demasiado a linha, 27— Ponto de bainha inclinada — O mais répido, em- bora seja o de menor duracdo, por ser grande a quanti- dade de linha exposta, logo, sujeita a desgaste. Prenda a linha no avesso da bainha e passe a agulha e a linha pela borda da bainha, Trabalhando da direita para a es- querda, dé 0 primeiro ponto, ¢ os seguinies, cerca de 6 a 9 mm para a esquerda, apanhando apenas | fio do te- cido da pega da roupa e fazendo sair a agulha através da borda da bainha. 28 — Mosca — Ponto em forma de triangulo exclusi mente decorativo, E usado em saias, no final da cos- tura das pregas macho ¢ nas extremidades dos bolsos, Executa-se do lado direito da roupa. No direito da peca, marque,com um giz ou linha, um triingulo. Dé dois pe- quenos pontes corridos dentro do tridngulo, fazendo sair a linha no vértice inferior esquerdo. Introduzindo a agulha da direita para a esquerda, no vértice superior, dé um pequeno ponto (ver 1). Pure a linha introduza a agulha no vértice inferior direito, levando-a a sair no vértice inferior esquerdo, ligeiramente mais para dentro da linha, que ai se encontra (ver 2). Puxe a linha e repita © processo até completar o tridngulo (ver 3 e 4). 29 — Aselha — Ponto de reforgo que forma uma linha ligeiramente curva, em substituicio dos colchetes fé- meas. Prenda a linha e passe a agulha para o direito. Dé dois ou trés pontos compridos no mesmo lugar (a me- dida dos pontos corresponde ao comprimento desejado para a asclha). Apanhando as linhas ¢ 0 tecido, dé pon- tos de cobertor, bem juntos, até cobrir totalmente as li- has (ver fasciculo 20, ponto 19). 30 — Aselha de ligagiio ~ E usada para ligar duas par- tes independentes de uma pega da roupa, Por exemplo, a borda inferior de um casaco a borda inferior de um respectivo forro, sem impedir um certo movimento as duas partes unidas. Dé um pequeno ponto na parte su- perior da bainha da peca da roupa, seguido de outro, yualmente pequeno, no forro, deixando uma folga de linha de 2,5 a 5 cm entre os pontos, Dé varios pontos se melhantes, prendendo-os nos mesmos locais. Seguida- mente, dé pontos de cobertor bem juntos sobre as li- - que unem as duas partes (ver fasciculo 20, ponto 31 — Ponto espinho de rosa — Essencialmente decora- tivo, © ponto espinho de rosa compde-se de uma série de pontos dados alternadamente de um ¢ de outro lado de uma determinada marcagdo, O irago que serve de orientagdo para a execugdo do ponto deve ser marcado no direito do tecido. Prenda a linha abaixo do referido trago e passe-a para 0 direito do tecido. Para o primeiro ponto e os seguintes, leve a agulha e a linha em diago- ral, para o lado oposto. Mantendo a linha nessa posigio ¢ com a agulha apontando para baixo, dé um pequeno ponio, fazendo passar a ponta da agulha, sobre a linha. pomto deve ficar meio solto, de modo que a linha sob ele se encurve. Continue, formando pontos de um € ou- to lado do trago. COMO FAZER PESPONTOS COM ANGULOS ‘Muitas vezes a roupa exige pecas lis dra espana ces. ‘Nem sempre sio linhas seguidas. ‘Muitas vezes é necessario que Se faca ae pespontos em ‘Gngulos, como, tee Para fazer uma costura com Angulo, marque no tecido a margem desejada. A seguir costure sobre a linha marcada até © final da indicagio, ponta do ingulo (fig. 1). No ponto de encontro com a linha transversal, deixe a agulha no tecido e levante a sapatilha (fig. 2). Gire 0 tecido, na agulha, acertando a respectiva margem (lig. 3). Baixe a sapatilha e costure na nova diregio, mantendo sempre a margem determinada anteriormente (fig. 4). 260_PROCESSO PRATICO PARA O TRANSPORTE DE PENCES Nio devem ser esquecidas algu- mas nogGes tedricas, mesmo aque- las que j4 foram ensinadas: s6 se pode abrir uma nova pence, fe- chando uma ou as duas pences da disposigao cléssica; toda ¢ qual quer nova pence a ser aberta, parta de onde partir, deverd sem: pre terminar sobre 0 ponto 0, cu seja, 0 ponto correspondente a ponta do seio; para facilitar 0 tra- balho, trace na base, a pence hi zontal até ponto 6, isto é, a sua ponta deverd tocar a ponta da pence vertical. Agora, vamos entdo a0 pro- cesso pratico: 1° Fase — Trace a base da frente da blusa, com a disposigao classica das pences, ¢, em seguida, recorte- a. OBSERVACAO — Para o fe- chamento das pences primiti- vas, dé preferéncia a0 uso da fita durex. Os alfinetes podem rasgar 0 papel e provocam uma ondulagio desagraddvel no molde. Com a fita durex 0 fe- 2* Fase — Nesta base, trace com 0 lapis a dirego da nova pence. Su- ponhamos que a blusa deva ter uma pence em V (fig. 1), A sua di- Teedo sera portanto indicada pela reta AO, partindo do meio da cin- tura até 0 ponto 0, como mostra o esquema A, 3° Fase — Corte com a tesoura a li- nha da nova pence (esquema B). 4 Fase — Com © auxilio de alfine- tes ou de uma fita durex, feche uma ou as duas pences cldssicas — chamento fica mais perfeito, rincipalmente nos casos de transporte simples, quando nao hd necessidade de tornar a re- produzir 0 molde em outro papel. neste caso vamos fechar as duas — abrindo conseqientemente @ nova pence, pelo afastamento das bor- das do corte (esquema C). 5* Fase — Leve 0 molde assim transformado sobre outra folha de papel e reproduza-o integral- mente, contornando-o com um ld pis (esquema D). @ Fase — Coloque, entéio, neste novo tragado (esquema E), todos os detalhes requeridos pelo modelo. | Caso deseje eliminar a pence horizontal, ficando apenas a verti- cal para modelar a blusa (fig. 2), 0 corte deverd ser dado pelo eixo desta tiktima, como mostra 0 es- quema F. Fechando-se a pence horizontal, os lados da vertical se abrirdo mais um pouco, tornando- a mais profunda (esquema G). O aspecto final do molde (esquema PROCESSO PRATICO PARA O TRANSFORTE DE PENCES 261 H) sera 0 mesmo que foi obtido pelo processo tedrico. Em caso cont~irio, se vocé qui- ser que a blusa seja modelada ape- nas pela pence horizontal (fig. 3), © corte seré dado pelo seu cixo, como se pode ver no esquema I. Ao fechar a pence vertical, a hori- zontal se tornara automatica- mente mais profunda pelo afasta- mento dos seus lados. como est demonsirado no esquema J. Note que a abertura da pence res- tantendo ser apenas a abertu- ra_do corte, mas iri de um iraco 2 outro da'pence antiga, como es- ta indicado no aspecto final do molde (esquema L) ‘BAR "ate 262_PROCESSO PRATICO PARA © TRANSPORTE DE PENCES FIG. 4 Rh Outro exemplo: se quiser substi- tuir as pences cldssicas por uma nica dbliquo-lateral (ig. 4), siga as fases do processo, trace PONTOS A MAQUINA QUE 0 > ~ e IMITAM PONTOS A MAO As méquinas de costura auais, apenas os mais usados, pois os em razdo de sua vartedade de pecas demais poderdo ser encontrados nos e acessorios, podem executar ox manuais de utilizaedo das mdquinas, , imitar perfeitamente muitos dos que normalmente as acompanham. pontos feitas & mo. Ensinaremos | — Alinhayo — Este ponte? maquina ¢ reto ¢ com- prido, que se destina a manter unidas dues ou mais ca~ /madas de tecido, durante a prova ou enquanto se cos- Aura a maquina, definitivamente. Obtém-se regulando para o maximo o comprimento do ponto reto. Na maio- ria das mAquinas, esse ponto maximo corresponde de 4 ja S mm de comprimento. 2 ~ Ponto atrés — E usado para arrematar no inicio ¢ Ino final de uma série de pontos 4 maquina, Com 0 [ponto atrés ndo é necessdrio atar as extremidades das li- Inhas. Este ponto nio é, porém, aconselhivel em certas partes, como a ponta de uma pence, pois ai a inversio Ido sentido em que costura pode, por vezes, distorcer 0 ltccido, Ele ¢ executado em qualquer tipo de maquina, Imediante 0 recurso do mecanismo de inversio do Iponto. Coloque esies pontos sobre os que formam a ‘costura ou mesmo ao lado (para dentro) destes. Evite Idar 0 ponto atrés para além da beirada cortada, pois 0 iecido pode ser arrastado para dentro do orificio da Jchapa de dentes. 3 — Ponto corrente ou de lagada — Este é 0 ponto co mum de maquina, usado na maioria das costuras. Expe- rimente num retalho de tecido a tensio ¢ 0 compri- mento do ponto antes de comegar a sua costura. Se ‘vocé nao estiver familiarizada com a costura a maquina, pratique antes, costurando por cima de linhas retas ¢ Curvas desenhadas sobre pedagos de tecido. COSTURAXXI 267 4 — Ponto ziguezague — Este é um ponto mecinico, feito & maquina, com acessério de agulha oscilante. E usado como enfeite ou para arrematar bordas cortadas. Expe- rimente 0 comprimento ¢ a largura do ponto num reta- Iho de tecido. Para manter © ponto em linha reta, juando estiver arrematando a borda, coloque a beir jo tecido no centro do pezinho ou sapatilha da m: quina. 5 — Acabamento em ponto ziguezague — Use para arre- matar as bordas que tem tendéncia a desfiar. Ajuste a largura do ponto de acordo com o tecido, utilizando um ponto mais estreito em tecidos finos e um ponto mais largo em tecidos mais pesados. Quando as margens so passadzs a ferro na mesma direcao podem ser passadas ‘no Ziguezague simultaneamente. 6 — Ponto de casear — Usado para fazer casas de bo- do a maquina, Primeiramente, marque o comprimento da casa no tecido. Comece o trabalho com ponto de zi- gue i¢ estreito (des. 1). Pare a costura na extremi- fade da casa ¢ duplique a largura do ponto. Faca, en- tio, a mosca de arremate com 4 ou 5 pontos de zigueza- gue (des. 2). Levante a sapatilha da méquina e gire o te- ido a fim de fazer 0 outro lado da casa no esquecendo de estreitar novamente © ponto (des. 3). Para finalizar, duplique © ponto ¢ faga a mosca desta extremidade (des. 4). 268 _COSTURA Xx! 7 — Aplicagio — O ponto ziguezague ¢ também usado para aplicagGes. Coloque a aplicagdio sobre @ pega e prenda com alinhavos, Contorne o desenho com zigue- zague € retire os alinhavos. 8 — Ponto de cerzido — Serve para emendar pegas ras- | gadas. Coloque um tecido da mesma cor, no lado avesso da peca, por baixo da abertura e, no lado direito, passe © ziguemague para frente e para iris no trecho a ser unido. Feito isto, apare as bordas do tecido que ser- viu de reforgo no lado avesso. 9 — Mosca — Arremate utilizado no final de costuras de pregas, aberturas de saias retas, lados de bolsos, etc. ve ig ponte ziguezague conforme mostram os desenhos e2. 10 — Ponto de costura aberta — Fste ponto é utilizado para unir de forma decorativa partes de pecas de uma roupa, Trace num papel duas linhas paralelas com a lar- gura desejada para a abertura. Dobre para 0 avesso as, margens de costura da pega e coloque as bordas das do- bras sobre essas linhas. Faca 0 ziguezague depois de tes- TNTNININI NINN INAS JNA © compliments a largura desejados para 0 ponto, i HI 11 — Ponto de bainha invisivel — Este ponto comp3e-se de 4 2 6 pontos retos seguidos de 1 ponio ziguezague. Dobre 2 bainha com 1,5em de largura ¢ alinhave-a @ mio. Com 0 avesso para cima, costure de modo que os pontos retos fiquem na margem da costura ¢ 0 porto de ziguezague prenda a dobra, sendo este 0 tinico que apa- rece no lado direito, 12 — Ponto “ajour”” ~ Ponto decorativo para bainhas que se caracteriza por fios de tecido puxados junto & dobra da bainha, O nimero de fios depende do tecido, porém 0 espaco desfiado deve ter de 3a 6mm. Costure ‘com pontos de bainha invisivel, sendo que os pontos re- tos ficam sobre os fios e o ziguezague na borda da dobra da bainha, a0 COMO ENFIAR UMA FAIXA NA “COULISSE” A “eoulisse”” & uma bainha aplicada geraimente no lado avesso da roupa, ao nivel da cintura, € que forma um tinel, por onde passam elasticos, cordoes, faixas, etc., que depois de atados ajustam a roupa ao corpo. Para enfiar um elistico numa “coulisse” virada para o avesso da roupa, prenda um alfinete de se- uranga numa das extremidades jo eldstico e fixe a outra ponta a peca de roupa, para que nao sea arrastada para dentro da “cou- lisse” (fig. 1). Para arrematar, unindo as pontas do ekistico, co- mece por sobrepé-las 10mm © prendé-las com alfinetes, para néo escapulirem, A seguir, costure so- bre a parte sobreposta, formando um quadrado ¢ fazendo um X no seu interier, na diagonal, para re~ forcar (fig.-2). Caso a “coulisse” tej pel lado de fora, com a fina lidade de prender faitas ou cordi- nnhas, arremate muito bem as casas de botdo verticais abertas para a passagem da faixa, Em seguide, fixe um alfinete de seguranca numa das pontas do objeto a ser enfiado, procurando néo soltar a outra ponta, para que nio corra para dentro (fig. 3). Caso queira, em lugar de abrir casas na parte da frente ou nas costas da roupa, voc® poderd fazé-lo pelas abertu- ras laterais das costuras (fig. 4). ESTUDO RECORTES 0 esiudo dos recortes por meio do transporte de pences é da maior importéncia para a facilidade de interpretacdo de um modelo qualquer. Para que o estudo se torne ‘bem claro, vamos fazé-lo por partes e de acordo com a classificagdo que se segue. FIGURA 5 272 ESTUDO DOS RECORTES I. Recortes que passam pelo ponto 0 Quando um recorte passa pela ponta de uma pence qualquer, esta pence pode ser transportada para dentro do recorte. Ora, se uma blusa © recorte passa pelo ponto 0 — onde se coloca 0 bico das duas pences classicas —, estas penees podem ser levadas para 0 recorle_desaparecendo total mente. Estudaremos a seguir duas hipéteses: 4) © recorte coincife com uma das pences ckissicas — Suponhamos ESQUEMA M FIGURA 6 ‘um recorte que desea do ombro e coincida com a pence vertical (ig. 3). Maneira de executar: tome do molde ¢ trace, a partir do ponto 0, a direcdo do recorte até um ponto qualquer do ombro, como se vé em OB no esquema M, Corte com a tesoura 0 traco dado OB e os dois lados da pence atingida (a yertical no nosso caso), separando © molde em duas partes. Feche entdo a pence horizontal (es- quema N) e arredonde ligeira- mente 0 angulo que se’ forma no onto 0 (esquema 0), obtendo-se 0 molde final em duas pecas, sem pence nenhuma visivel, Se o recorte coincide com a pence lateral, teremos um corte horizon- tal por cima do busto, como mos- tra a fig. 6. A maneira de executar € a mesma: trace a horizontal MO (esquema P) e corte esta linha, continuando @ cortar pelos lados da pence lateral, a fim de separar (0 molde em dus partes. Feche a pence vertical (esquema Q)e arre- donde © angulo do ponio 0 (ex quema R). b) © recorte nfo coincide com ne- ‘shuma pence — Imaginemos um re- corte qualquer como o que esti indicado na fig. 7. Maneira de executar: tome do olde basico ¢ nele trace a dire- io do recorte desejado ROS, pas- sando naturalmente pelo ponto 0, como se pode ver no esquema S. Corte a linha tracada, separando o moide em duss partes. Feche as neces primitivas (esquema T). Reeds ligeiramente o angulo formado no ponto 0, obtendo-se assim as duaspegas finais do molde, que, unidas uma na outra, no deixardo nenhuma pence visi- vel (esquema U). Neste caso, as pences ndo desapi recem totaimente, sobrando uma meia-pence que, em geral, parte do recone dado, Tambem ‘ere: mos duas hipSteses: a) O recorte niio atravessa ne- nnhuma das pences — Isto acontece quando o recorte passa por cima ou por dentro do ponto 0. Maneira de executar: suponha- mos um recorte deste tipo, o da fig. 8. Tome do molde € nele trace ESTUDO DOs RECORTES_973 a diregdo do recorte desejado AB (esquema A), Corte a linha AB, dividindo o molde em duas partes. Como a presenga das pences clis- sicas & deselegante, vamos transporti-las para uma pencezi- nica, numa posiglio mais es- ica, partindo do ponto 0, No t 120350 exemplo, a meia-pence par- tird perpendicularmente do. re- corte ¢ ird até 0 ponto 9 (esquema 8). Corte a nova meia-pence e fe- che as primitivas, a fim de abri-las, como se vé no esquema C. Figura 6 274 ESTUDO DOS RECORTES b) O recorte atravessa uma ou as a linha MN, separando o molde duas pences — Isto acontece quando 0 recorte passa por baixo ou por fora do ponto 0. Maneira de executar: usemos ‘como exemplo 0 recorte do mo- delo da fig. 9. Tome do molde bisico e, primeiramente, feche com cuidado as pences primitivas, com fita durex, formando 0 bojo. No molde assim trabalhado, trace a diregio do recorte, em MN, como mostra 0 esquema D. Corte em duas partes. A parte com 0 corpo fechado das pences, sem formar bojo, assim seri levada para o tecido. Na parte que con- tém © ponto 0, formando bojo, faga um corte OT (esquema E) até © ponto 0, na direcao desejada, corte que ‘se abrira automatica- mente numa nova meia-pence (veja esquema F). Vejamos, como outro exemplo, 0 modelo da fig. 10. A mesma ma- neira de executar: feche primeiro as pences existentes no molde e, a seguir, trace a diregdo do recorte = no nosso caso, seria a reta RS (esquema G). Corte a linha RS, se- parando o molde em duas partes. A parte lateral serd levada para 0 tecido com © corpo fechado das pences, Na parte central, faga 0 corte PO, partindo de RS até o ponto 0, para que a nova meia- ence possa abrir-se. FrQURA 9 HiguRA 10 8 MONTAGEM DE ZIPER - 1 Em 1891, Whitcomb Judson inveniou wn tipo espectal de fecko para roupas, unico em seu género. Nem ele mesmo, na época, quis cacreditar que este novo invento fosse 4 solugdo ideal para 0 problema do fechamento seguro de aberturas nas as. Este fecho, SoU a Ser Chamado de "fecho corredico™ ro comeco néo era muito perfeito. pois fregilentemente enguigava. Porém, com o passar do tempo, foi-se aperfeigoando até que, depois da Primeira Guerra Mundial, conseguia aingir wm grau de industrializagao satisfatério, tornando-se conhecido por varias denominagdes, iais como: Ziper, fecho reldmpago ou fecko ecler. Hoje, seu uso é comum em ‘qualquer tipo de abertura em roupas, sendo fabricado em varios tamtanho: ¢ comprimentes. Eles divident-se em dots tipos: os normais ou fechados ¢ os especiais, tabertos ou de encaixe solto. Os primeiros séo aqueles que se abrem na extremidatie superior, mas mantén-se fechados na inferior. Séio usados praticamente em qualquer tipo de vestudrio. Os de encaixe solto, so aqueles que, além de abrirem normalmente em cima, possuem na base um encaixe especial que permite separar totalmente as duas partes do. viper. Embora sejem usados especialmente em blusdes e roupas esportivas, podem ser colocados em qualquer pea de roupa cujo centro seja totalmente aberto, como uma saia ‘ow um colete. Pedem ser fabricados em metal ~ com os dentes metdlicos presos a una fia ow cadargo de algodio, Jormiando una especie de corrente ‘ndo-continua ~ ou de material sintélico ~ plastico ou nailon. Os de plastico sio idénticos aos de metal, ‘mas, devido a sua aparéncia, com dentes grandes e alavancas vistosas, semem como elemento decorativo. O de néilon comportam uma espiral continua nesse material, que se fixa duma fita de tecido (veja fig. 1). Sao ‘muito procurados no mercado, pelas suas qualidades, como a leveza, a flexibilidade, a deticadeza ¢ a ‘Jacilidade no correr da alavanca Exisiem também ziperes com dois cursos ou alavancas, que se abrem apenas no centro, permanecendo suas extremidades fechadas, Sao utilizados ent malas de viagem, tendas de camping, sacos de dormir, ete 216 COSTURA XXII CONSELHOS PARA A MONTAGEM DOS ZIPERES Damos aqui, para quem comeca a costurar, uma série de regrinhas ficeis de seem seguidas para a mon- tagem do ziper, 0 que resulta num trabalho perfeito. 1. Para facilitar o trabalho, ¢ conveniente adquirir para maquina de costura uma sapatilha de pregar zi- per, cujo desenho geral — que muda de fabricante para fabricante — pode ser visto na fig. 2. Ela difere da sapati- lha comum porque, em vez de ser bifurcada com a agu- Iha trabalhando no centro, ¢ inteirica, com ranhuras la- terais para a passagem da agulha. A maioria destas sa- patithas para ziper & ajustivel, podendo deslizar para a esquerda ou para a direita, a fim de ser usada em qual- quer dos lados da serrilha do ziper. Isto permite que ambos os lados do ziper sejam costurados na mesma di- Tegdo do fio do tecido. 2. Antes de montar 0 ziper, ndo esquega de arrematar previamente a costura da abertura onde ele sera mon- tudo. Além disso, na maior parte dos casos, ela deve es- tur alinhavada € aber a ferro no avesso. Quando 0 zi- per € montado numa costura curva — quadril, por ‘exemplo — ou no viés, € conveniente fazer uma costura de fixacdo a 6mm da borda, a fim de evitar uma prova- vel deformacao. 3. Quando ji se possui um ziper © se quer monti-lo, numa abertura menor que 0 seu comprimento, pode-se encurté-lo sem maiores dificuldades. Para isto, marca- se 0 comprimento desejado (em AB na fig. 3) € faz-se varios pontos 4 mao sobre a serrilha do ziper. cerca de 2a 25 cm abaixo daquela marcag3o. A seguir, corta, se 0 excedente, 4. Se, por uma distracdo — ou para um melhor en- aire das pecas no tecido —, na abertura de colocacdo do ziper ficou uma margem de costura de 1,5em ou me- nos, torna-se necessério aumenti-la. Isto pode ser feito costurando-se uma tira de suporte apenas nas bordas das margens de costura (fig. 4). COSTURA XXII 277 5. Se a montagem do ziper atravessa costuras hori- zontais — de palas, recortes ou da cintura— nota-se, a0 nivel das costuras, um aumento de volume que preju- dica a limpeza do trabalho. Para evitar que isto acon- tega, corte ou apare as magens intemas de costura até um pouco além da linha de costura do ziper (fig. 5). 6. Se 0 ziper for montado numa abertura da roupa te- chada em cima e embaixo, 0 ziper deverd ter sua extre- midade superior também fechada antes de ser costu- rado na abertura. Para isto, fixe as bordas internas da fita do ziper com varios pontos 4 mio, aproximada- mente 6mm acima do final superior da serrilha (fig). VARIOS TIPOS DE MONTAGEM DE ZIPER ‘A. Montagem centralizada — Eaquela em que o ziper coincide com a linha de costura da roupa, tendo beira- das em ambos os lados (fig. 7). E sempre executada no meio da frente ou das costas, jamais em costuras late- rais, Também € usada em extremidades de mangas. Para a montagem centralizada, qualquer tipo de ziper serve. B. Montagem transpassada — E aquela em que 0 z- per, colocado um pouco para dentro da linha de cos- ture da roupa, € coberto apenas por uma s6 beirada larga. Utilizada em costuras laterais de saias, calgas vestidos, a montagem transpassada exige um ziper con- vencional mais ou menos delicado (fig. 8). C. Montagem com carcela — E parecida com a ante- rior, 96 que, além da beirada externa, possui outra in- terna. E a montagem tradicional das braguilhas de cal- as masculinas, mas também usada_em saias e calgas femininas, Exige o ziper normal, fechado em sua extre- midade inferior (fig. 9). D. Montagem invisivel — E aquela que no apresenta pontos no exterior da roupa, ficando a montagem redu- Zida a uma simples costura e a serrilha se tornando completamente invisivel quando 0 ziper é fechado. Esta montagem exige um tipo especial de ziper invisivel, que no deve existir em nosso mercado tio carente de bons aviamentos de costura. Por outro lado, a montagem s6 fica perfeita quando executada com a sapatilha apro- priada para cla. Entretanto, pode ser substituida pela Montagem ordinaria (fig. 10). E, Montagem aberta — E aquela correspondente a0 ziper de encaixe solto, que, em geral, é preso por inter- ‘médio da montagem centralizada (fig. 11), embora algu-' mas yezes seja empregada a montagem transpassada, F, Montagem visivel — E aquela em que o ziper fica totalmente visivel pela auséncia de beirada. E sempre uma montagem centralizada. Pode ser de borda — em decotes, punhos, saias, ete. — ou central — em aberturas de bolsos embutides (fig. 12). Pode ser utilizado tanto 0 ziper convencionial quanto 0 de encaixe solto, especial- mente se tiver efeito decorativo. INTERPRETACAO: DE MODELOS UM VESTIDO PARA TODAS AS HORAS Existem certos tipos de roupas que sempre estardo presentes no guarda- de toda ¢ qualquer mulher pratica. E a exigéncia do cotidiano, da vida atribulada que © mundo ‘moderao nos obriga a viver. Este vestido é un verdadeiro achado, pois tanto pode fazer uma bela figura durante 0 dia como também se engalanar um pouco mais @ brithar mura festa. Tudo dependera apenas do tipo de tecido que escother. ESQUEMA 1 WEIO DA FRENTE E MEIO GAS COSTAS 1, Monte a frente nas costas do vestido pelas costuras dos ombros. 2, Una os arremates da frente € das costas do decote pelas costu- ras dos ombros. 3.’Aplique 0 arremate do de- cote sobre 0 vestido, direito con- tra direito, costure a borda e re- bata o arremate para 0 avesso. Chuleie a borda © prenda-a com pontos & mao ao nivel dos ombros. 5 G ° 6 ESQUEMA 3 ESQUEMA 2 [AGEM 4. Faga as costuras laterais do vestido. 5, Feche em circulo a barra de cava, dobre ao meio ¢ monte no yestido, seguindo @ orientagao das letras. 6. Use na cintura uma large faixa do mesmo tecido do vestido, INTERPRETACAO DE jODELOS 279 MATERIAL Tecido de algodao listrado ¢ liso, ou qualquer outro a gosto. METRAGEM Duas alturas do vestido, mais a bainha e a faixa, que seri da lar- gura desejada. 0,20cm de tecido branco ou de uma das cores da lis- tra. Ambos os tecidos com 140m de largura. MOLDE _E CORTE NO TECIDO ‘Vestido (esquema 1) — Numa fo- Iha de papel, trace o retingulo ABCD, de modo que AB tenha a medida da quarta parte dos qua- dris mais 6 a &cm de folga para te- cidos comuns. Se 0 tecido for fino e de muito bom caimento, pode aerescentar uma folga maior. Em ‘AC, coloque o comprimento dese- jad para o vestido, Marque AF com ISem e AE com 3em. Com uma linha curva, faca 0 decote unindo os pontos EF. Determinea abertura da cava marcando BG com 22cm. Conte este molde duas vezes, com 0 tecido dobrado pelo meio da freme e das costas, nao esque- cendo de deixar margens de cos- tura e bainha, Se quiser 0 vestido sem costura nos ombros, faca 0 molde inteiro e corte-o com 0 te- cido dobrado pelos ombros, Arremate do decote (esquema 2) — Coloque o moide do vestido so- bre uma folha de papel e repro- duza a linha do decote tragando uma linha com 3,5em em cada ex- tremidade. Retire o molde e trace todo 0 arremate com 3,Sem de lar- gura. Corte este molde duas vezes, com 0 tecido dobrado pelo meio da frente ¢ das costas. Barra da cava (esquema 3) — Faca um retdngulo com 44cm de comprimento ¢ 12em de largura. Corte duas vezes no tecido liso, deixando 1,5 a 2cm para costura nos quatro lados. 280 A COLOCACAO DOS BOTOES E a iiltima coisa que se faz quando se execuia uma roupa ~ se tla tiver abotoamento, € iégico -, isto ¢, depois que ela se encontra quase pronta, com os casas jé executadas A PRI EPARACAO A linha dé colocagio jd deve estar marcada na roupa, ‘ej no meio da frente ou das costas, no ‘ombro, ete. Embora a marcagdo das casas no molde também sirva para a posi¢do dos botdes, nao confie muito nisso. O mais seguro & scbrepor o lado onde esto as casus sobre 0 lado onde serio fixados 0s botdes, de modo que sja_perfeita coincidéncia das linhes do meio da frente ou, de um modo geral, das linhas’ de ibotoamento, esteja onde e: Fixe as duas espessuras com alfinetes colocados nos intervales entre as casas. ‘Como existem casas horizontais e verticais, temos duuas maneiras de proceder. Se forem horizontais, espete um alfinete para baixo, passando-o pela casa a uma dis- Udncia de 2 a 3mm da extre- midade mais proxima da bor- da do transpasse de abotoa- mento (fig. |). Levante 0 lado das casas e enfie 0 alfinete horizon- talmente. Repita 0 processo 20 nivel de cada casa, retirando um a um 0s alfinetes de fixagio entre as casas. Se, no_entanto, forem verticais, 0 alfinete devera ser espetado de modo a passar pelo centro da casa (fig. 2). O resto do processo € semelhante ao anterior. DIVERSAS MANEIRAS DE PREGAR BOTOES Existem apenas dois tipos de botdo: com furos ou com pé. O primeiro € aquele em que a linha de pregar passa através de pequenos orificios. O segundo ¢ 0 que possui, em sua parte inferior. uma alga metilica redonda ou uma saliéncia munida de um pequeno aro, por onde vai pasar a linha, Botées com furos — Muitas vezes, no momento em que voce usa pela primeira ver uma roupa, nota que o tecido enruga por baixo do botdo e, como sobrou, ondula entre um'e outro. Voce pensa imediatamente que @ distancia entre 0s botOes € as casas nfo esti correta. Mede € torna a medir as distancias. Esto absolutamente certas. Onde estaria, entio, o defeito? O que acontece ¢ 0 seguinte: para que as casas de botéo deslizem fa- cilmente por baixo deles — prin- cipalmente quando se trata de casas debruadas em tecidos espes- sos — € natural que haja um espa- ¢0 entre 0 botio € 0 tecido. Se voeé costurou 0 botio com fu- ros, eolado a0 tecido, é légico que a east no pode desiizar por bai- xo dele, ficando, assim, entreaber- ta, Como isto vai se repetir nas demais casas, a conseqiiéncia evidente & que 0 tecido repuxe condule entre os botSes, Para evitar ue isso acontega, eles devem ser presos com um pequeno pé (fig. 3). Este pé serd tanto mais alto ‘quanto mais espesso € 0 tecido empregado. Esta altura ge- ralmente € de Imm para tecidos delzados, de 2 a 3mm para tecidos médios e de 3.a 4mm para veludos € lis espessas. Para prender um botio for mando pé, segure o tecido por «i ma do indicador da mo. esquer- dae dé um ponto no lugar mareado para 0 botio (lig. 4A). Entre 0 polegar ¢ 0 indicador, prenda 0 botio de encontro ao tecido, afastanda um pouca da sua marcagio. Comece, entio, a pasar a_linha pelos furos num vaivém (fig. 4-B). Depois de fazer um numero suficiente de pontos, levante 0 botdo enrole a linha em tomo deles até dar um nd final. (ig. 4-C). ‘Como este proceso é um tanto lento, vocé pode langar mao de um pequeno truque para facilitar © trabalho de pregar um botdo de furds formando pé. No momento de costurévio, cologue entre os furos uma haste qualquer — palito, {sforo, etc. — (fig. 5). Passe 0s fios de linha por cima da haste e va costurando o botdo até o ponto necessirio. Retirando a haste, os 7 fios ficario frouxos. Puxe 0 botdo para cima, separando-o do tecido € esticundo 9s fios. Enfie a agulha yor um dos buracos e enrole a linha em torno dos fios até formar © pé, Arremate com um né final (fig. 6). TRUQUES E CONSELHOS 287 Voeé poderi pregar 0 botdo sem pé — “cego”, costuma-se dizer — quando se trata de botdo decorativo ou quando usamos botdes delicados em tecidos muito finos (camisas ¢ “chemisiers”). Nes- te caso € simples pregi-lo (iz. 7) 282_TRUQUES E CONSELHOS Quando o botao tem dois furos, ‘© modo de pregi-lo ¢ sempre 0 mesmo, mas quando possui quatro furos, pode ser pregado de varias maneiras decorativas, dispondo-se ‘os pontos de maneira a formar cruz, um quadrado, um pé-de- galinha ou duas linhas paralelas (ig. 8). ao — Quando o oto tiver quatro furos, co- loque-o sobre & mareacio de ma- nneira que a linha do abotoa- mento (meio da frente, das cos- tas, ete.) passe exatamente pelo meio, entre os furos. ‘Quando, porém tiver dois furos, a posigdo depende da casa. Se esta for vertical, os furos também ficardo na vertical sobre a linha do abotoamento, ‘mas se for horizontal, 0s furos ficario também na horizontal a linha do abotoamento passando ‘entre os furos, exatamente no meio. Botdes com pe — Aqui, o inconveniente comentado quando: tratamos dos botdes com furos ndo tem lugar, porque o pé do botio jd confere 0 espaco ne- cessirio para que o tecido deslize por baixo dele, permitindo que pouse sobre a superiicie da casa, sem deformé-la, Por este motivo é ‘0 tipo ideal de botdo para tecidos encorpados. Se a fazenda for espessa demais, pode ser necessério acrescentar um pé de linha por baixo do pé do botio, a fim de aumentar 0 espaco 0 sufieiente para que a casa deslize com maior facilidade. Para pregar um botio com pé, coloque-o sempre de maneira que aalca ou a dimensdo maior do pé fique paralela & abertura da cusa (fig. 9). Faga, entdo, uma série de pontos pequenos passando pelo tecido e pelo pé, de modo a fixd-lo com seguranga (fig. 10) Para colocar um pé feito de linha, separe um pouco 0 botio do tecido com auxilio do indicador, ¢ faga os varios pontos entre o pé © tecido (fig. 11). Chegando ao Ultimo ponto, passe a linha através do pé do botdo € enrole-a em toma dos fios até formar 0 novo pé. Arremate no avesso com um n6 formado pela linha (fig. 12). Sempre que fizer um pé de linha, tenha 0 cuidado de nai fazer pontos espacados demais, nem apertar demasiadamente 0 enrolamento do pé, para nado enrugar ou franzir 0 tecido por baixo do botio. Botdes com reforco — Quando os botdes estiio colocados em_pon- tos sujeitos a forte tensio, necessario reforgé-los para evitar que 0 esforgo rasgue 0 tecido naqueles pontos. Isto poder ser feito colocando-se um quadrado de tecido resistente no avesso © costurando-se 0 botdo sobre ele, Ou, entdo, usando-se um botio, bem menor e achatado, que se coloca no avesso exatamente por baixo do botio externo. Para prendé-lo, siga as explicacdes dadas para pregar um botio com furos € com pé de linha. Como 03 pontos devem fixar simul- taneamente 0 botdozinho de reforgo, 0 mimero de furos deveri ser idéntico nos dois botées. Chegando ao titimo ponto, passe a agulha por um dos buracos do botdo externo e execute o pé (fig. 13), ‘Awalmente hd méquines de pregar botes ou pegas especiais que se _adaptam nas méquinas jomésticas, mas isto foge 20 nosso objetivo, ‘uma vez que aqui tratamos de ensinar a costura feita com as préprias mios. No caso das maquinas, hi folhetos © instrugSes que podem orienté-ta. Licao 24 VARIACOES DAS MANGAS I— MANGA JAPONESA CURTA Como jé tivemos ocasido de dizer, auteriormente, hd inimeras ‘maneiras de cortar uma manga Joponesa, curia ou comprida, Aqui daremos um processo dos mais priticas. Baseada no que jé foi ensinado anteriormente, vocé poderd atiar outros modos pessoais de cortar wma manga japonesa. Ponka 4d prova a sua criaiividade e tente. 0 processo a ser explicado nesta lio 4 além de pratico, muito facil e pode ser adaptado a qualquer ‘comorimento. SUE 284 VARIAGOES DAS MANGAS Frente (esquema 1) — Como este tipo de manga cal muito me- Thor em blusas folgadas, trace ini- cialmente a frente da base da bblusa sem pence (pag. 177), dando uma folga lateral de 1 a 2em, Tra- gamos © contorno da cava no es- ‘quema apenas para uma visio me- Ihor e mais clara da leitora, mas na realidade vocé nio precisa fazé-lo, Prolongue a linha do ombro para fora num comprimento inde- terminado, apenas para orienta- Xo. Do ponto A no decote, mega 4dcm € marque ponto B sobre a li- nha do ombro. Ligue o ponto B a0 ponto C, situado Tem acima da ex- tremidade do ombro. Do ponto C, trace entdo a reta CD, paralela ao prolongamento do ombro lem acima dele. Para que vocé tenha 0 ‘comprimento de CD, trace a boca da manga por uma reta partindo do ponto E na linha do busto até encontrar a linha do ombro, de maneira a formar um Angulo reto do ponto D. ‘A medids de CD dari 0 com- primento da manga a partir do ‘omibro. Se vocé achar que 0 com- primento esté grande, basta diminui-lo por uma paralela a boca da manga ED, como mostra alinha tracejada do esquema. Isto, evidentemente, também diminuird a largura da manga. Se vooé nic quiser que isto aconteya, marque © ponto D” na linha do ombro, com a diminuigo desejada e, deste ponto, trace uma per- pendicular a0 ombro que, depois voc’ vai encurvando aos’ poucos até aleangar a linha lateral da base, como mostra a outra linha tracejada do esquema 1. Na cintura, a blusa podera ser franzida, com ou sem blusante ¢, neste’ caso, a linha lateral per- manecerd como esta no esquema, ‘ou entdo um pouco inclinada para dentro, quando se deseja menos franzido, Se voce quiser a blusa modelada, cologue uma pence na cintura com cerca de 5 a Tem de profundidade, embebendo o res- lante se ela ndo for suficiente para ajustar a cintura A medida real do corpo (veja esquema). E, agora, preste atencZo: ndo coloque ja- mais uma pence horizontal que, além de ser fei, atrapalha a exe- cugiio do molde Se 0 vestido for inteiro, ou se tratar de blusa ou blusio, basta prolongar a base para baixo no comprimento necessdrio. Para sa- ber se 0 vestido caberd nos quadris, basta que voce mul- tiplique por 4 a largura da base. Se ndo couber, veja quanto falta ¢ divida-o por 4. Acrescente 0 resul- tado na largura da base. Por exem- lo, voce tem 102 de quadris ¢ a frente da base mede 25 de largura. Multiplicando por 4, teremos meio centimetro a acrescentar na largura da base, que passard a ser 25,5em. Esté claro? Costas (esquema 2) — Recorte a base da frente, vire a0 contririo e coloque-a sobre outra folha de pa- pel. Com um lépis, contorne toda a base. A seguir, basta modificara linha do ombro € do decote, como veremos. Do ponto A ¢ do ponto B, le- vante perpendiculares com 2cm € marque A’ e B’. Do ponto Ce do ponto D, levante outras perpendi culares, agora com 3em, e marque C’c D’. Ligue entdo todas os no- vos pontos para obter a nova linha do ombro. Note que, tanto nas costas como na frente, os angulos que se formam nos pontos B e C (frente) ‘ou Be C’ (costas) devem ser aba- tidos por curvas suaves. Para 0 decote, trace uma hori- zontal do ponto A, até encontrar 0 yrolongamento para cima do meio Gas costas, 10 ponto G. Marque GG’ com icm ¢ ligue A’ a G’ pela curva do novo decote. resto da base, para baixo, permanece igual ao'da frente. Se quiser modelar as costas, trace a pence com 3em de profundidadee \Sem de altura. Embeba o res- tante da cintura até ajusti-la a0 corpo. As vezes, esse tipo de manga pode estar guarnecido por um pu- aho reto, contrastante ou ndo. Para corti-lo, mega primeiramente toda a largura da'boca da manga, frente e costas, Trace entio um re: ingulo (esquema 3), cujo compri- mento EE € igual a medida da boca damanga e cuia altura é igual ao do- bro da largura desejada para 0 pu- nho. Feche em circulo, entretele, dobre ao meio e monte na abertura da manga, de modo que a costura EE fique embaixo do brago, junto a costura lateral (fig. 2). Se vocé aumentar bastante a largura do punho, este acabaré por se transformar auma manga, cujo molde no passa de um re- tdngulo e a boca da manga na blusa passard a ser uma cava reta, como mostra a fig. 3. FIG. 2 VARIACOES DAS MANGAS 285 ESQUEMA 3 osaAs 286_VARIACOES DAS MANGAS. ‘Se voce quiver utilizar esta base para ‘a modelagem de uma roupa com ‘mangas japonesas mais compridas do que ela permite, seremos obrigados a acrescentar wna ‘pequena modijicagio na zona da ‘axila, como passaremos a explicar. Frente (esquema 4) — Trace a base da frente da blusa sem pen- ces e faga na linha do ombro as mesmas modificagdes do caso an- terior, Mega em CD 0 com. primento desejado para a manga. Do ponto D, desga uma_per pendicular a linha do ombro DE — a boca da manga — que deve me- dir a metade da largura desejada para a manga menos I,Sem, Do ponto E, trace uma reta paralela a0 ombro CD, até encontrar a li- nha lateral da base em F. Agora, 56 resta arredondar 0 molde na axila, tragando uma curva, ora ‘mais ora menos pronunciada, con- forme 0 gosto ou o modelo. As ve- zes esta curve € tg ampla que dis- pensa o tracado da reta EF. No resiante, todas as observacdes feitas para 0 caso anterior, aqui tam- bém se aplicam, Costas (esquema 5) — Recore a base da frente, vire-a ao contririo ¢ cologue-a sobre outra folha de papel. Contorne com um lapis, toda u base, reproduzindo-a inte- gralmente, A seguir, introduza as mesmas modificacdes no ombro € no decote, como jé ensinamos no caso anterior. No restante, todas as observa. ges feitas anteriormente, aqui também continuam a se aplicar, Nunca ¢ demais fazer lembrar a todas voces que equi se trata ape- nas de bases. Nelas vocés terdo de trabalhar 0 modelo colocande os detalhes que ele exigir, sejam bol- sos, abotoamento, gola ou quais- quer outros. Il — MANGA BUFANTE A manga bufante, cuja popularidade varia muito com a época, é aquela que, sendo franzida ora na cava, ora na boca, ‘ora em ambas, adquire uma forma arredondada ¢ cheia. Hévirios ‘modalidades de manga bufante, como veremos a seguir: 1, Manga bufante franzida s6 na cava — Trace inicialmente 0 molde de uma manga curta, de maneira que.a sua boca meca exatamente a mesma medida do contorno do brago (esquema 5). Corte o molde pelo meio ¢ coloque as duas partes sobre outro papel, separando-as ape~ nas em cima na medida em que se deseja para maior ou menor tran- zido. Contre agora com 0 lapis JARIAGOES DAS MANGAS 287 © novo molde, refuzendo a cava, como mosira o esquema 6, Arre- donde a boca da manga. 2, Manga bufante franzida ape- nas na boca — Faga_primei- ramente 0 molde da manga cur- ta reta (esquema 7). A seguir co- logue as duas partes sobre 0 pa- | | pel onde vai ser tracado 0 molde | ESQUEMA 6 trério do caso anterior) na medida fem que se deseja para maior ou menor franzido. Com 0 lapis, contorne 0 novo molde, arre- dondando a cava em cima, onde se forma um pequeno angulo € tragando a nova boca por uma curva, como mostra o esquema 8. ‘A boca, depois de franzida, é ge- talmente montada num punho ou roloté ou, entio, faz-se uma bai- nha estreita ¢ por dentro passa-se um elastico, que servird entéo para fazer a boca, definitive. Separe agora as duas partes apenas embaixo (a0 con- ESQUEMA 7 JS ESQUEMA 8 3. Manga bufante franzida na | ‘cava ena boca — Como no caso ar terior, faga 0 molde da manga cura rela (esquema 9), Corte a se- guir 0 molde pelo meio € colo- que as duas partes sobre outro papel, separando-as paralela- mente, tanto em cima como em- bao, numa medida que se desee | para um franzido maior ou menor. Contorne 0 novo molde, arredon- | dando a cava em cima e a boca em ESQUEMA 9 baixo, numa medida maior ou me- ror, conforme se deseje um bojo menos ou mais pronunciado para a manga. O franzido da boca pode ser obtido por um eldstico pasado den- tro de bainha ou, entdo, pode ser montado sobre um roloté (esquema 10), ESQUEMA 10 | ESQUEMA 11 INTERPRETACAO DE MODELOS, VESTIDO DE ULTIMA HORA De repente surge um convite inesperado. Seja para uma simples reunido ou até mesmo uma festa. ‘Nao se preocupe. Existe sempre uma solupio para esses casos. E, ai, nada ‘melhor do que este modelo. E simples. Muito facil de fazer. E resulta num vestido elegantissimo. O tecide escolhido é que determinard se ele sera mais ou menos luxuoso. A cintura tanto poderd ser amarrada por uma faixa da mesma fazenda ‘como por um cinto largo,ou até ‘mesmo um eintinho fino, no caso de uma recepedo mais formal. E 0 principal € que poderd ser feito em ‘pouco tempo. MATERIAL Qualquer tipo de tecido de boa queda, assim como 0 algodio ma- Gio, a viscose, 0 jérsei, etc., estam- pado ou liso, METRAGEM Duas alturas de tecido, mais a | bainha, com 1,40m de largura. Frente (esquema 1) — Trace 0 retingulo ABCD com as seguintes dimensdes: AB e CD = 50cm. AC e BD =Altura do decote até 0 compri mento desejado para 0 vestido (medida tirada no corpo). ‘Marque AE com 35cm (decote) eligue E 2 D por uma reta (lado). Coloque © ponto F, 16cm abaixo de E (abertura da cava). Suba IScm em DD’, a fim de arre- dondar a bainha. Corte este molde uma vez com 0 tecido dobrado pelo meio da frente. N40 esquega de deixar margens para costura e bainha, Costas (esquema 2) — Faca 0 retZngulo com as mesmas medidas da frente. Marque AG com 3Sem ¢ AA’ com Sem. Com uma linha curva, faga 0 decote unindo os ¢ arredonde a bainha. Corte este molde uma vez com o tecido dobrado pelo meio das costas. MONTAGEM 1, Aplique_no lado avesso do decote da frente uma bainha postiga, com 2,5cm de largura, a fim de formar um tunel ou “coulisse” (veja esquema 1). 2, Seguindo a forma do decote das costas, aplique uma bainha postiga no lado avesso com 2,5om de largura, para formar um ttnel u “coulisse” (Veja esquema 2). 3. Una a frente com as costas pelas costuras laterais, parando no INTERPRETACAO DE MODELOS 259 ponto F, ficando dai para cima as pontos GA’. Suba I,Sem em DD’ aberturas das cavas. As margens das costuras laterais servem de bainha para as cavas ¢ devem ser Preses no avesso com pontos de espinha de peixe. 4, Prepare duas tiras com 1,20m de comprimento e 2em de largura cada uma (depois de prontas). _S. Passe as tras pelas “cou- lisses”, a fim de que elas fran- zam 0 decote ¢ se amarrem nos ombros. 6. Para ajustar ou franzir a cintura, use uma faixa do mesmo tecido ou de cor diferente, ou ainda, por opgio, qualquer cinto fantasia, 290 MONTAGEM DE ZIPER—2 MONTAGEM CENTRALIZADA ‘A montagem centralizada do zi- per é muito comum em costura. E feita sempre da mesma maneira, qualquer que seja a pega do ves- tudrio em que se coloque a aber- tura a ser fechada. Quando ha di- ferencas, elas so pequenas: ou 0 ziper € colocado numa abertura fechada em cima ¢ embaixo pela costura (no meio das costas, por exemplo) ou entio é colocado numa abertura que termina numa borda qualquer da roupa. Neste tiltimo caso, a colocacdo do ziper abaino da beirada vai depender de como esta beirada estd arrema- tada, Se houver um arremate do- brado ou costurado na borda, a extremidade superior do ziper deve ficar lem abaixo da linha de costura da borda. Se, em ver do arremate a borda for arrematada por um gola ou um c6s, por exem- plo, as margens de costura estardo viradas agora para cima, dentro da gola ou do cés, 0 qué permite a0 ziper ser montado logo abaixo da linha de costura — cerca de meio centimetro, ‘A montagem ¢ toda feita sobre © avesso da roupa, com excegdo do ponto final. Quando alinhavar ou pespontar, faga-o sempre de baixo para cima, em relagdo 4 po- sigdo do ziper. Se vocé trabalha com a sapatilha ou pé especial para ziper, mantenha-o fechado durante todo 0 processo de mon- ‘tagem mas, se trabalha com 0 pé caleador normal, abra ¢ feche 0 zi- per no momento necessério, para ‘que 0 cursor do ziper nao atrapa- Ihe a pascagem do pé da maquina. Embora 0 processo de menta- gem centralizada seja 0 mais facil de todos, convém seguir com atengdo as diversas fases, para que © resultado do trabalho seja limpo € satisfatdrio, As fases sio as se- guintes: 1. Meca cuidadosamente 0 com- primento do ziper, entre os termi- nais da serrilha, Os pedacos de ca- argos que sobram em cima e em- baixo niio contam. Marque esta medida na costura, onde vai ficar a abertura para o ziper. Feche a costura até a sua marcagao infe- rior, fazendo ai um ponto atrds com a maquina, para maior segu- ABERTURA | manga. Feche também a abertura éestinada ao ziper com um ali- havo A maquina ou A mao (fig. 1). 2 Se os alinhavos que fecham a abertura forem feitos 4 mio, asua reirada no final do trabalho néo oferece dificuldades, mas se forem feitos a maquina, isso ndo acon- tece. Para facilitar a retirada dos alinhavos, corte apenas 0 fic da bobina a intervalos de 3cm aproxi madamente. Se a costura de ali- nhavos foi feita em continuagio a costura normal de fechamento da costura, apenas mudando o com- primento dos pontos, corte ambos 05 fios, logo acima dos pontos de seguranca no final da abertura (fig. 2), Abra a costura com o ferro de passer € chuleie as bordas das margens. 3, Vire todas as espessuras de t cido para um s6 lado, a fim de lie bertar a margem de costura do lado esquerdo (fig. 3). Aplique 0 ziper, virado para baixo, sobre a marceco, de modo que a beirada dos dentes coincida com a linha central da costura _alinhavada. Para facilitar este. trabalho, abra © aiper, faga a coincidéncia e alinhave-o & maquina sobre a mar- gem de costura que foi isolada, se- guindo a marcagdo-guie que geral- mente existe no cadarco da maio- ria dos ziperes, 4, Vire agora as espessuras de t ido para 0 outro lado, a fim de li- berar a margem de ‘costura do lado direito, Feche o ziper e ali- have 4 maquina o lado oposto so- bre a margem de costura liber- tada, a igual distancia da serrilha (ig. 4), Faca-o sempre de baixo para cima, Nesta fase do trabalho, © ziper estard preso apenas sobre ‘8 margens internas de costura. 5, Vire a roupa para o direito e, partindo da costura central, passe um alinhavo transversal & extremi- dace inferior da abertura € suba por um dos lados, a 6mm de dis- tincia da costura central alinha- ada. Faga a mesma coisa no ou- to lado. Este alinhavo deve ser feito com pontos a mao, que atra~ vessam todas as espessuras, isto é, © tecido, a margem de costura eo cadargo do ziper (fig. 5). 6, Depois de regular 0 ponto da maquina para o comprimento nor- mal, pesponte ao longo do ali- nhavo feito, um pouquinho para fora, apanhando as trés espessu- ras, Este pesponto ¢ feito em duas etapas (fig. 6): Primeiro, faga a metade do pequeno pesponto transversal, a partir do centro, e depois, deixando a agulha enfiada no tecido, vire e pesponte até em cima. Faga 0 mesmo no lado ‘posto. No comeco e no fim do pesponto, passe as pontas da linha 5 coinerTo COSTURA XXIIL_291 para o avesso e dé um né para ar- rematar, 7. Retire 08 alinhavos que fecham a abertura desde 0 inicio, assim ‘como 05 alinhavos a mio. Esti, as- sim, terminada a montagem. MONTAGEM DE ZIPER ABERTO Ja sabemos que 0 ziper aberto ou de encaixe solto, ¢ aquele que pode se separar totalmente em duas partes. Sua montagem é mais ripida que a anterior. Em geral, costuma-se primeiro aplicar 0 zi- per aberto ¢ depois fazer bainhas, colocar arremates ou montar go- las. Passemos a explicagio: oinerTo 292 COSTURA XXIIL 1. Em primeiro lugar, junte os dois lados da roupa pela linha do ziper, com alinkavo a maquina. Abra @ costura com 0 ferro de passar ¢ ar remate as bordas das margens de costura. Aplique 0 ziper por cima, fechado e virado para baixo, cen- tralizando & sertilha sobre @ cos tura, Como foi ensinado na mon- tagem anterior, alinhave a ma- quina 0 cadargo de cada lado do ziper, sobre cada uma das mar- gens de costura (fig. 7). 2. Em seguida, pelo lado direito, faga um alinhavo & mao, a fim de prender a margem de costura com © riper ao vestusrio (fig. 8). Este alinhavo deve ser feito numa incia de 6mm da linha central, em dperes comuns, ou de lem, em ziperes de serrilha mais grossa. Ndo haverd a pequena costura transversal embaixo, porque 0 zi- per se abre completamente, sepa- rando as duas partes da roupa. 3. Faca um pesponto a maquina, linda pelo lado direito, ligeira- mente por fora do alinhavo feito, mantendo-o sempre a uma distin. cia uniforme da linha central. Para ‘arrematar 0 pesponto no principio no fim da costura, passe os fios para o avesso ¢ dé um n6, Retire 6s alinhavos & mio ¢ os que fe- cham a abertura central (fig. 9), a fim de fazer 0 acabamento no lado aVesso, 4. Monte os arremates ¢ facga as bainhas, dobrando para 0 avesso. Nas extremidades do ziper, dobre © arremate € a bainha em angulo de 45 graus para que néo cubram as extremidades da serrilha. Prenda com pontos 4 mio, como se vé na fig. 10-A. Caso as bainhas € 0s arremates ji estejam prontos, aplique © ziper por cima, como mostra a fig. 10-B, Dessa maneira, 4 montagem do ziper deixa-o t0- talmente visivel no lado avesso, 0 que nao tera importancia se a roupa for usada sempre fechada, Se a roupa também for usada aberta — como blusdes coletes © acabamento nio teri um as pecto cuidadoso, Para evitar este conveniente, deve-se aplicar um arremate sobre © avesso, escon- dendo parcial ou totalmente 0 zi per. No primeiro caso, corte o arre- mate conforme exige 0 modelo Faga uma dobra de 3mm na borda € aplique-a sobre 0 cadargo do zi- Per, & uma distancia de meio centimetro do centro da serrilha. Prenda 0 arremate com alfineies, pois isto ¢ feito antes da fase 2, Os alinhavos feitos nesta fase e depois na fase seguinte fixardio © arre- mate em definitivo (fig. 11), junta- mente com o ziper. Esta maneira de arrematar 0 avesso ¢ indicada quando a borda superior é com- pletada por uma gola ou um ¢6s. aiper fica semivisivel, porém com um bom acabamento. No segundo caso, corte o arre- mate conforme a exigéncia do modelo, Faga uma dobra de 3 a dem na borda correspondente 20 ziper ¢ alinhave-a, Na borda da roupa, dobre a margem de costura para dentro ¢ alinhave-a também sem prender 0 ziper. Se 0 decote for liso, sem gola, aplique o arre- mate sobre a roupa, direito contra direito, alinhavando as dobras da borda central. Costure a borda do decote e rebata 0 arremate para 0 avesso, Acerte as bordas dobradas € deslize um dos lados separados do ziper entre as duas espessuras, de modo que os dentes fiquem ren- tes com as bordas do arremate e da roupa. Alfinete, alinhave e pes- ponte pelo direito, apanhando to- das as camadas (fig. 12). Se 0 de- cote tiver gola, 0 arremate sera aplicado diretamente, sem a mon- tagem prévia do mesmo no de- cote, A gola sera montada poste- riormente, depois de costurado 0 ziper. Proceda da mesma maneira do‘ lado oposto. Com esta monta- ‘gem, © ziper ficara escondido no avesso da roupa. Detalhes de acabamento — O Pesponto a maquina € um pouco grosseiro para costura fina, 0 aca- bamento 4 mao pode dar & roupa uma aparéncia mais refinada. ‘Neste czso, substitua o pesponto a maquina por pontos atrés espaca- dos, feitos 4 mao. O ponto atris espacado é semelhante 20 conti- nuo (veja pigina 231), sd que a agulha sai a frente num espago maior, de modo que, ao voltar para fazer 0 ponto atras, este fica separado do anterior, em vez de colado a ele (fig. 13). Muitas vezes, a abertura para 0 Ziper fica no meio de uma costura, suas extremidades permanecendo fechadas em cima e embaixo. Desse modo, para um trabalho melhor, ligue as bordas centrais do cadargo do ziper com pontos fei- tos & mao, um pouco além dos seus terminais, Siga 0 processo bisico de montagem e, ao fazer 0 pesponto final, faga as pequenas costuras transversais, ndo s6 em baixo, como também, em cima (fig. 14). COMO FAZER UM BOLSO-1 0 uso de bolsos aparentes do surgia repentinamente na moda Jeminina. Foi a indumentéria ‘masculina quem primeiro os utilizow € $6 aos poucos é que a roupa da mulher foi-se guarnecendo destes devalhe:. O aparecimento do bolso como elemento utilitério antecedeu ao do bolso simplesmente de adoro. Antes que ele surgisse, 0 homem era Obrigado a carregar seus objetos em bolsas e sacolas, 0 que com a evolugdo dos costumes, cada ve2 mais, tornava-se incémodo. Passaram, entio, as bolsas ase ligar ‘a cintos, algas de correia de couro, etc,, diretamente apoiadas ao corpo, libertando, assim, as mdos do portador. Dat a passarem a ser ‘plicadas sobre a prépria roupa sob @ forma de bolsos foi tmediato. De inicio, a mulher também usou seus objetos em bolsas e sacolas, escondidas dentro das peras da indumentéria — saias principalmente = para depois torné-las visiveis, quando as bolsas aparecem de mil e uma formas ¢ sto confeccionadas nos mais variados materiais. Portanto, se 0 bolso aparecen na roupa feminina com sentido uiiltdrio, jé 0 perdeu em grande parte, permanecendo apenas 0 seu sentido decorativo. Nos casacos, “manteaux”, uniformes, roupas profissionais, 0 bolso feminino ainda ‘guarda a sua finalidade del de ‘guardar pequenos objeros de uso. Sao muitas as variedades de bolsos que, no entanto, podem ser agrupadas em tipos principais: 0 bolso embutido e 0 bolso aplicado ou chapado. © bolso embutido, com um fundo iwistvel colocado no lado avesso, confeccionado por meio de uma Jenda que pode ser em forma de casa ide botao ou em espagos aberios em ccosturas. O bolso aplicado € aquele ‘chapado sobre a roupa, ficando totalmente visivel. Ha uina grande variedade de bolsos aplicados, com ou sem portinkolas, guarnecidos ou nndo de pespontes, pregas, etc. _-BOLSO APLICADO . ‘SIMPLES: (© bolso aplicado simples é fécil de ser executado, Eles no exigem t€enicas complicadas; porém, para que se obtenha um trabalho perieito, & conveniente observer algumas regrinhas para um bom. resultado final Corte o bolso no tecido nas dimensdes desejadas — ou pelo molde que jé foi cortado no papel =, deixando uma margem. para dobrar de 2cm em toda a volta € 3 a dem na parte superior que servird para bainha da entrada do bolso (fig. 1) No lado avesso, cole uma entretela com as dimensSes exatas do bolo, isto 6, sem margens para costura, Feito isto, recorte os Angulos até jumto da entretela a fim de eviter excesso de tecido quando dobrar as margens, 0 que resultaria em Angulos grosseiros (Gg. 2). Dobre agora as margens de costura sobre a entretela, fazendo nos cantos dobras em envelope prendendo com pontos a mao apenas 0 trecho da dobra (fg. 3). Para um melhor acabamento, & conveniente forrar 0 avesso com um tecido fino da mesma cor, cobrindo | a 1,Sem as bordas das margens de costura e preso com pontos a mao (fig. 4). Depois deo bolso.preparado, aplique-o sobre o local a ele destinado na roupa, fixando-o com alfinctes ou alinhavos. Se 0s alfinctes ou os alinhavos mar- carem © bolso devido 4 quali- dade do tecido, faga-o ou prenda- ‘0 pelo avesso, sem atingir 0 tecido superior do bolso (fig. 5). Pelo lado avesso, prenda definitivamente 0 bolso. com pontos miudinhos feitos & mao, que apanhardo apenas o tecido da roupa ¢ as margens internas do bolso. Estes pontos deverdo scr feitos bem proximos da borda do bolso, porém de maneira a néo deixat marcas no lado direito, Retire os alfinetes ou os alinhavos e passe bem a ferro. Licao 25 BASE PRATICA PARA Esta base serve de ponto de partida ‘para os diversos tipos de mangas ‘montadas em meiarcava. Do porto em que termina a meia-cava, nasce Sempre wm recorte qualquer, necessdrio para separar a parte que contém a manga do restante do ‘molde. Entre as mangas deste sgénero se incluem as palas ou Os recortes com meia-cava € as mangas-raglé, Aparentemente complicada, esta base, pelo processo pratico desta ligdo, pode ser desenhada com rrelativa facilidade. Preparaco — Em primeiro lugar, trace as bases da frente ¢ das cos- tas, seja as da blusa ou as do ves- tido inteiro, cldssica com pences ‘ou sem pences, ou entdo com fol- gas © aumentos para 0 caso do chemisier, blazer, casaco, cic, Nos nnossos esquemas’tragamos apenas ‘5 elementos da zona da cava (de- cote, ombro ¢ cava) ¢ despreza- mos todo 0 resto, ndo so porque ele depende do modelo, como também nao nos interessa para 0 tragado da base desta manga. ‘Uma vez tragadas as bases, mega © contorno total da cava, frente ¢ costas, ¢ leve esta medida para a tabela'6 (pig. 191), procure uma cava de manga igual ¢ verifique qual a meia-largura correspon dente na outra colina, Se vocé en- controu 45cm no contorno total da cava nas bases, levando este va- lor para a tabela 6, vai verificar que a meialargura correspon- dente é de 16,5 cm. Se, entretanto, ‘yocé encontrar um valor que no vai achar na tabela, escolha entdo 0 imediatamente abaixo. Se a me- dida total da cava for 43, a tabela 6 29 BASE PRATICA PARA DIVERSOS TIPOS DE MANGAS no possui este valor. Escolha en- tio 0 logo abaixo, que é 43,5, 20 qual corresponde 16 de meia- largura. De posse da meia-largura, va a tabela 5 (pg. 189) ¢ verifique qual ¢ a medida da cabega da manga correspondente a ela. A se- guir, tome um pedago de papel transparente — papel manteiga ou de seda —e nele trace as linhas de construgio da metade de uma ‘manga clissica, com os elementos que acabamos de ensinar a encon- trar (esquema 1) ‘AB — comprimento desejado para a manga ‘AC — medida da cabeca da manga CE © BD — meiclargura da manga Nio hd necessidade de tragar a curva da cava que, alids, foi dese- nhada no esquema em linha trace- jada, apenas para maior clareza do molde. Frente (esquema 2) — Tome o pa- pel transparente com o tragado da meia-manga e coloque-o sobre a base da frente, de modo que o ponto A coincida com a extremi- dude do ombro. Fixe 0 papel neste ponto com a ponta do lapis ¢ gire~ até que 0 ponto Ese coloque ao nivel da vertical que passa pelo ponto M da cava pnimitiva da base. Mantenha 0 papel transpa- rente imobilizado nesta posicio e, com uma ponta fina qualquer — de uma tesourinha, por exemplo —, marque todos ¢s pontos do tra: gudo da manga transportando-os para a base, Retire © papel trans- arente € ligue os pontos marca- dos por meio das linhas retas, re- produzindo, assim, todo 0 molde da meia-manga. ‘Tragado da mein-cava— Marque 0 ponto Ona cava primitiva da base, na altura que se deseja para o aproveitamento da_meia-cava. Este ponto deve estar mais ou me- nos na metade do espago entre os pontos M e N da cava primitiva, jamais acima do ponto M, pois nio fornecerd um bonito desenho, Ligue, agora 0 ponto O ao ponto E por uma curva que vai represen- tar a meia-cava da manga, a ser costurada em OE, que € a meia- cava da roupa, Por esta raziio, as duas curvas OE e OE’ devem’ser jguais. Meca-as para verificar. Se no forem iguais, faga a necessiria corregao, Em geral, a da manga é menor, Aumente-a entio no que for preciso, no prolongamento de CE. Trace a nova linha da manga ED, paralela & anterior. Em caso contrario, aumente a cava da roupa ¢ retrace a linha lateral por uma obliqua de uns 12cm, até en- contrar a antiga lateral. O trecho superior da cava da base, OA, deixa de existir uma vez que a manga said inteiriga da roupa neste nivel Tragado do ombro — Trace A'B’, paralela a AB numa distancia de lem, No ombro, marque 0 ponto G, distante 4em do ponto F no de- cote. Ligue G a A’ por uma reta ¢ arredonde o ombro entre Ae A’. Costas (esquema 3) — Tome 0 pa- pel transparente com 0 molde da ‘meia-manga, vire-o 40 contrério € coloque-o sobre a base das costas, fazendo coincidir 0 ponto A com a extremidade do ombro. Fixando © papel neste ponto com a ponta do lapis, gire-o até que 0 ponto E se coloque a0 nivel da vertical que passa pela curva da cava. Repita 0 ‘que foi feito na frente, marcando 05 pontos € reproduzindo todo 0 tracado da meia-manga. ‘Tragado da meia-cava — Marque 0 ponto O na cava primitiva da base, mais OU menos na mesma altura {que 0 ponto O na frente. Ligue © aE por uma curva que serd a meia-cava da manga, a ser constu: mada em CE’, que € ameia-cava da roupa. Por esta razdo, estas duas curvas devem ser iguais. Em geral, a curva OE" da roupa é um pouco maior. Aumente entio a meia- cava da manga OE, no prolonga- mento de CE, até ficarem iguais, ‘Trace a nova jinha da manga ED, paralela & anterior. Se, por um acaso, se der 0 contririo — 0 que é aro —, isto é, se a meizcava da roupa for menor, proceda como na frente. O trecho superior de cava primitiva OA, também como na frente, deixara de existir, pois a manga neste nivel € inteiriga com a propria roupa. ‘Tragado do ombro — Exatamente igual ao da frente. Trace A'B', pa- ralela a AB, numa distancia de lem, Marque 0 ponto G, a uma distancia de dem do ponto F no Gecote, ¢ ligue Ga A’ por uma reta, arredondando 0 ombro entre AeA’. MANGA-RAGLA E aquela em que a cava parte da axila, mas,em vez de contomar a articulagiio do ombro, se dirige para © decote, iransformandonse em wn ‘corte obiiquo, como mostra a graura. A manga-ragla pode ser odelada sobre base dos esquemas 1, 2, € 3. Frente da Blusa _(esquema 4) — Trace a base da frente da blusa. Marque 0 ponto de nascimento da cava no decote, Este ponto pode estar colocado em qualquer parte do decote, mas em geral a sua po- sigio mais comum € a seguinte: di- vida 2 linha do decote em trés par- tes iguais €-coloque 0 ponto no primeiro terco, 0 que dd quase sempre uma distincia de dem abaixo do ombro, Em seguida trace uma reta ligando 0 ponto H 20 ponto O. ‘Com 0 auxilio do papel carbono ou da carretilha, transporte 0 molde da blusa, assim desenhado, para outro papel. No esquema dei- samos, deliberadamente, de tragar ences ou abotoamentos, a fim de pert & leitora ampla liberdade na escolha do modelo, uma vez que é 0 tracado da manga o que realmente interessa. Frente da manga (esquema 5)—Na E PRATICA PARA DIVERSOS TIPOS DE MANGAS 297 > mesma base que foi utlizada para © molde da frente da blusa, faca 0 tragado bdsico da manga, como foi explicado no esquema 2. 208 BASE PRATICA PARA DIVERSOS TIPOS DE MANGAS D B Costas da blusa (esquema 6) — Trace a base das costas da blusa, de acordo com a frente. Marque no decote o ponto I a uma distan- cia do ombro igual a da frente me- nos lcm. Como escolhemos dem. para a frente, aqui nas costas sera de 3cm. Ligue 0 ponto I ao ponto O, na curvatura inferior da cava, por uma reta, ‘Com a ajuda do papel carbono ou da carretilha, transporte 0 molde das costas da blusa, assim delineado, para outro papel € co- loque, entao, os detalhes que © modelo exi Costas da manga (esquema 7) — Na mesma base que serviu para o molde das cosias da blusa, faca 0 tragado da base da manga (es- quema 3). Em seguida, retrace a li- nha IO ¢ prolongue-a de O a E, por outra curva mais pronunciada, completando assim © molde das costas da manga, Nota — Da maneira como foi sinado, 0 molde da mange-ragli compreendera duas partes: a da frente € a das costas, com uma costura superior e outra inferior. Pode-se, entretanto, reduzir a manga-ragli a um molde inico, com uma profunda pence no om- bro. Para isso, basta juntar as duas partes pela costura superior © prendélas por meio de uma fita durex, como se pode ver no es- quema 8. MANGA MONTADA EM _ MEIA-CAVA COM PALA Vamos aprender um outro tipo de ‘manga montada em meiarcava. Ela € tragada sobre a base, cujo molde ensinamos anteriormente. AO con- trério da maioria das mangas, 4 blusa tem aqui parte integrante, néio podendo ser tracada em separado. Tanto a frente como as costas estéio divididas em duas partes: a superior, que inclui a manga e a pala, ¢ a inferior, que inclui apenas a blusa. Parte Superior (esquema 9) — Depois de tragar base, como ja ensinamos, escolha a altura da pala que vocé deseja e trace a li- nha horizontal KJ, indo do meio da frente até a linha da cava primi- tiva. Ligue entio 0 ponto J ao nto E por uma curva que repro- Giza mals ou menos o desenho da cava da frente de uma mange or- dindria, Parte Inferior (esquema 10) — Como o contorno da parte supe- rior se sobrepde ao da parte infe- rior, coloque 0 molde sobre outro papel c, com auxilio do papel car- bono ou da carretilha, reproduza © desenho da parte inferior. A li- nha da cava da manga JE deverd ser costurada na linha da cava da bluse JE, Parte Superior (esquema 11) — Depois de tracar a base das costas, como jé foi explicado, escolha & altura da pala que vocé deseja nas costas e trace a linha horizontal LM, desde o meio das costas até @ linha da cava primitiva. Feito isto, ligue 0 ponto L 20 ponto E por uma curva que reproduza mais ou ‘menos o desenho da cava das cos- tas de uma manga ordindria. Parte Inferior (esquema 12) — Leia 0 que foi dito para a parte in- ferior da frente e compare as le- tras do esquema 12 com as do es- quema Il. A linha da cava da manga LE seré costurada na linha da cava da blusa LE, BASE PRATICA PARA DIVERSOS TIPOS DE MANGAS _299 MONTAGEM DE ZIPER — 3 MONTAGEM TRANSPASSADA ‘A__montagem transpassada do ziper pode ser usada em qua parte da roupa, em substituicao a centralizada, S6 & obrigatéria em cosiuras laterais de saia, calga ou vestido. E sempre feita da mesma maneira, com uma pequena dife- renga relativa & posigdo do ziper na roupa: ou ele esta cr :ocado numa abertura fechada em cima e embaixo (na lateral de um vestido, por exemplo), ou entio numa abertura que vai terminar numa borda qualquer da roupa. No pri- meiro caso, ndo ha problema, po- rem, no segundo, a colocagdo do Ziper na beirada vai depender do ucabamento desta beirada, Se houver um arremate dobrado ou costurado na borda, a extremi- dade superior do ziper deve ficar, como na montagem centralizada, a lcm abaixo da linha de costura da borda. Se a borda for arrema- tada por uma gola ou eés, as mar- gens de costura estardio agora vira- das para cima, dentro da gola ou do cbs. O ziper neste caso seri montado logo abaixo da linha de costura, ou seja, cerea de meio centimetro, ‘A montagem é feita sobre 0 avesso da roupa, com jexcecio do ponto final. Quando alinhavar ou pespontar, faga-o sempre de baixo para cima, em relagdo & posigdo do ziper. E aconselhiivel possuir um pé calcador para 0 ziper, 0 que facilitara bastante 0 trabalho, Embora a montazem transpas- sada dé a impressio de ser mais trabalhosa que a centralizada, na verdade no oferece grandes difi- culdades,o que poderemos verifi- car a seguir. 1. Mega cuidadosamente 0 com- primento do ziper, entre os termi- nais da serrilha, néo contando os pedagos de cadargo que sobram nas extremidades. Leve esta me- dida para a costura, onde vai ficar a abertura do ziper, © marque-a em sua posigiio correta(fig 15). Fe- che 2 costura até a marcagao infe- rior, fazendo ai um ponto para tras com a maquina, para maior segu- ranga. A seguir, sem tirar 0 traba- Iho ‘da maquina, regule-a para o ponto bem grande de alinhavar € feche a abertura, Como este ali- nhavo a miguina tem que ser reti- rado no final, corte apenas 0 fio da bobina a espacos regulares para fa- cilitar o trabalho. Corte também _umbos os fios, logo acima dos pon- tos de seguranga no final da aber- tura, visto que ambas as costuras foram feitas em continuagdo. 2, Vire todas as espessuras do te- cido para um lado 86, a fim de li- bentar © estender a margem de costura da direita e sobre ela colo- que 0 ziper virado para baixo, de maneira que a extremidade supe rior da serrilha, coincida com a marcagio ¢€ a sua borda encoste zo longo da linha de costura ali- nhavada da abertura. Alinhave & maquina o ziper sobre a margem de costura que foi isolade (fig. 16). 3. Vire 0 riper para cima e rebata todas as camadas de tecido para um lado s6, a fim de libertar 0 2i- per. Dobre, entio, a margem de costura sobre a qual ele esté ali- nhavado € aplique a dobra junto da serrilha, sem cobri-la, Costura a dobra, bem junto da borda, apa- nhando as duas espessuras da mar- gem e 0 cadarco do ziper (fig. 17) 4, Nessa altura, 0 avesso do traba- tho tem o aspecto mostrado na fig. 18. Faca um corte transversal na margem de costura, onde 0 ziper esta preso, para soltar a preguink feita e facilitar a passagem a ferro da costura abaixo do ziper. Este conte pode ser feito a 4cm abaixo do final da montagem, Fixe com alfinetes 0 lado solto do ziper. 5. Volte a roupa para 0 direito. Faca um alinhavo transversal 4 ex- tremidade inferior do ziper ¢, de- pois, paralelamente a linha de cos- tura, guiando-se pelos alfinetes. Esta distincia do alinhavo A linha de costura & geralmente de 1 a I,Som, para que fique aproxima: damente na metade do cadargo do iper (fig. 19). 6, Pesponte & maquina, um pou- quinho para fora do alinhavo. Co- mece pelo trecho transversal infe- Tior, vite 0 trabalho no canto, dei- xando a agulha enfiada, e conti- nue até em cima (fig. 20). No final © no comeco, passe as linhas para © avesso e dé um né, para arrema- taro pesponto, Retire os alinhavos feitos & mao ¢ depois 0 alinhavo & maquina que fechava a abertura, Assim, a montagem do ziper est terminada. ABERTURA FECHADA — Ha vezes em que a abertura do zi- per fica situada no meio de uma costura, com as extremidades fe- chadas em cima ¢ embaixo. Quando isso acontece, ligue as bordas centrais do cadargo do zi- per com pontos & mao, um pouco acima dos terminais ‘superiores. Observe se a abertura da roupa mede exatamente a distancia en- tre a ponta inferior do ziper e os pontos dados.* Quando a abertura para o ziper atravessa uma costura qualquer de montagem, como por exemplo, na cintura, se'0 ziper desce da blusa até a saia, faga a coincidéncia da costura em amibos os lados, antes de fechar a abertura com o alinhavo. Apare as margens de costura, con- forme ensinamos anteriormente no inicio deste assunto (veja a fig. 21), a fim de reduzir 0 volume. A moriagem aqui segue 0 pro- cesso basico, Feche a costura com pontos normais até 4 marcagao inferior da abertura, Faga alguns pontos para tras. A seguir, regue a maquina para pontos grandes de alinhavar e continue até a marca- qo superior da abertura, Neste ponto, retome 0 ponto normal da maquina, dé uns pontos para trés ¢ complete a costura para cima, Feito isto, monte 0 ziper como ja ensinamos, porém, ao fazer 0 pes- ponto final, termine em cima com outro_pesponto transversal, igual ao inferior (fig. 21). ACABAMENTO A MAO-O pesponto feito a maquina € um Pouco grosseiro quando se trata de costura fina em tecidos delic: dos. Por isso, convém substitui-lo por pontos & mio, que oferecem a0 trabalho um aspecto mais refi- nado, Para isso, faga a montagem do ziper normalmente até a fase do pesponto final (lig. 22). Neste ponto, em vez de usar a maquina, faga & mio um ponto atrés, espa- COSTURA XXIV_301 eee ado (fig. 23), como ja explicamos na montagem centralizada, traba- Thando de baixo para cima. Para maior resisténcia, levante todo 0 tecido da roupa e, no avesso, c0s- ture & maquina a beira da margem interna da costura sobre o cadargo do ziper, no lado correspondente 20 pespomto feito 4 méo, bem junto a ele (fig. 24). 302_COSTURA XXIV MONTAGEM TRANSPASSADA COM ZIPER ABERTO O aiper aberto ou de encaixe solto, repetimos, ¢ aquele que se abre_ também. inferiormente, separando-se em duas partesisola- das. Sua montagem é semelhante a do ziper fechadd € geralmente costumasse aplicé-lo em primeiro lugar, para depois fazer bainhas, colocar arremates ou montar go- las. 1. Em primeiro lugar, junte 03 dois, lados da abertura — ou da roupa — pela linha do ziper, com um ali- nhavo a maquina. Abra a costura com o ferro de passat ¢ arremate as bordas das margens de costura pelo proceso que quiser. Vire to- das as camadas de tecido para um lado sé, a fim de liberar a margem de costura do lado direito. Apli- que 0 ziper fechado ¢ voltado para baixo, sobre as margens de cos- tura, de modo que a serrilha que fica centrada sobre a costura € 0 divisivel do ziper na extremidade inferior da abertura. Alinhave a miquina 0 eadarco do ziper sobre a margem direita (fig, 25). 2, Como no caso anterior, vire ziper para cima e dobre a margem de costura sobre ele, costurando a borda da dobra bem junto da ser- rilha (fig. 26). 3. Volte a roupa para o direito € passe-a a ferro. Faga um alinhavo vertical, a lem de distancia da li- nha central alinhavada, apa- nhando todas as camadas do te- cido, inclusive 0 cadargo do ziper que estd solto no avesso. A seguir, pesponte a maquina, bem junto do alinhavo (fig. 27). ‘Com isto, os dois lados do ziper ficarao presos. 4, Retire os alinhavos 4 mao e de- pois os & maquina que fechavam a abertura, Termine a montagem, aplicando os arremates, fazendo as bainhas ou montando a gola, tudo de acordo com 0 que ja foi ensinado no caso anterior (fig. 28). ‘Ao contrario da montagem cen- tralizada, 0 ziper de encaixe solto, na_montagem transpassada, fica sempre visivel ao lado avesso. No entanto, se houver forro no ca- saco, 0 aspecto interno ficara me- thor, quando se faz um arremate que esconda as bordar livres do ai- per. Pura isto, corte 0 arremate de acordo com o modelo, No. lado em que 0 ziper fica colocado na beira, o arremate sera costurado, ‘ou aplicado com pesponto, sobre ‘© cadargo do ziper e apenas sobre ele, como mostra a fig. 29. No lado oposto, em que 0 Ziper fica re- cuado para ‘dentro, 0 arremate seri aplicado ao. nivel do. pes- ponto. Primeiro faga uma dobra estreita na borda do arremate € aplique-o sobre a linha do ali- nhavo (fig. 30). Quando fizer 0 pesponto, indicado na fase 3, ele apanhard todas as camadas do te- ido, inclusive 0 ziper e 0 arre- mate, INTERPRETACAO DE MODELOS, a UM VESTIDO MUITO SIMPLES tinico derathe desta roupa é a presenca de bolsos aplicados. Nossa escolha foi propasitada, a fim de oferecer a oce a oportunidade de usar sua imaginacao nessa mater Para facilitar,damoscamo exemplo: acrescentar detalhes, modificar 0 decote, utilizar outro tipo de manga, etc., bastando para isso, recorrer as ligdes anteriores, onde podem ser encontradas varias sugestdes, pois ‘muio jd foi ensinado ate au. Porém. se vocé aprecia a simplicidade, nada a impede de executar o vestido tal qual ele se presenta, ow ainda, para the conjerir um ligeiro toque de graga, usar na cintura uma faixa de cor diferente ou wn bonito cinto fantasia. Ouira opedo, é wna leve echarpe envolvendo 0 pescoco. ‘Tratando-se de um vestido tubo muito simples, 0 Gnico material necessario € 0 tecido. Este pode ser linho, algodao, viscose ou qualquer outro tipo de tecido, liso ou esiampado. 0 tecido deve ter 0,90m de lar- gura ea metragem é igual a duas yezes © comprimento do vestido mais uma altura para as mangas. Frente (esquema 1) — Trace a frente da base do vestido inteiro ‘g04_INTERPRI TACAO DE MODELOS isto é, ligdo 20 ou ligdo 19. Colo- sem pence (ligd0 20), ou, caso prefira, use a base do vestido in- teiro com pence (ligéo 19). Mar- que 0 ponto A na metade da linha do ombro, €, 0 ponto B, 1,Sem abaixo do meio do decote primi tivo. Com uma linha curva, trace © decote definitivo, unindo ‘os pon- tos AB. Paralelo a essa linha, trace ‘0 arremate do decote com 3,5em de largura, indicado no molde pela linha tracejada ¢ reproduza-o em outro papel. O bolso, cujas di- mensbes so de Idem de largura e I6cm de altura — medidas que po- dem variar -, & marcado 10cm abaixo da cintura © 3em distante da costura lateral. Com 0 tecido dodrado pelo meio da frente, corte uma vez a frente do vestido e uma vez oarre- mate do decote. O bolso é cortado dduas vezes. Costas (esquema 2) — Trace as costas da base do vestido inteiro correspondente & base da frente, que o'ponto A na metade da linha do ombro © 0 ponto B, I,5em abaixo do decote original. Ligue ‘95 pontos AB por uma curva que seri a nova linha do decote. Trace © arremate do decote conforme da frente e transporte-o para outro papel. Corte as costas do vestido © © arremate do decote, uma vez com 0 tecido dobrado pelo meio das costas. ‘Manga (esquema 3) ~ Mega 0 contorno total da cava do vestido e, com esta medida, consulte a ta- bela 7 (ligdes 17 € 18), a fim de en- contrar a medida da meia-largura da manga. Trace, entdo, o molde da manga ordindria (ligio 16) com aproximadamente 26cm de com- primento, Corte duas vezes no te- cido. 1. Prepare o bolso conforme foi ensinado na lig&io 24 ¢ aplique-o na frente do. vestido sobre a mesma marcagdo. 2. Una a frente com as costas do vestido pelas costuras dos ombros, Faga 0 mesmo com 0s arremates do decote. Aplique 0 arremate so- bre 0 decote do vestido, direito contra direito, costure em volta e Tebata 0 arremate para 0 avesso. Chuleie as suas bordas ¢ prenda-o apenas nas costuras dos ombros com pontos a mio. Feche as cos- turas laterais do vestido e, se qui ser, deine aberturas na parte infe- rior. Neste caso, as préprias mar gens de costura servem de arre- Mate para as aberturas. 3. Faga a costura de fecha- mento da manga, embeba a parte superior da cabega © monte na cava do vestido. Na boca da manga, faga uma bainha de 4em. Nota: Faga a bainha da barra do vestido e chuleie todas as costuras. ESQueMA 3 COMO FAZER UM BOLSO — 2 © bolso-colete, muito usado ‘especialmente em trajes esportivos, € dividido em dois tipos, conforme sua maneira de execupdo: 0 incrustado e o aplicado. Inicialmente abordaremos 0 bolso-colete FIG. 1 > T OIRETTO t Em primeiro lugar, marque na roupa, com alinhavo, 0 local desti- nado para 0 bolso, O alinhavo & necessiirio porque 2 montagem & feita pelo lado direito (fg. 1). O re- tangulo ABCD, geralmente mede Jom de altura e tema largura dese- Juda, sendo que para a passagem ‘da mao, esta largura ndo deve ser inferior a 13cm. No entanto, isso fio impede que se faca bolsos me- nores. Corte a aba juntamente com a folha anterior do fundo do bolso (fig. 2), com as seguintes me- didas: CD = AB na fig. 1 (I3em no nosso exemplo), CG ¢ GE = AC na fig. 1 @ ¢ 3om no nosso exemplo, isto é, duas ve- 2es a medida de AC. A profundi- dade do fundo do bolso, EM, va- ria de 10.a ISem. Deixe em toda a volta 1,Sem de margem para cos- tura, A folha posterior do furdo do bolso tem as mesmas dimensdes da fig. 2, porém, com a aba AR, marcadi uma s6 ver (fig. 3). Corte também esta pega deixando em toda a volta uma margem de I,5cm para costura. Sobre a linha CD do reténgulo, costure a folha anterior do fundo do bolso virada para baixo, en- quanto a folha posterior serd cos- turada sobre a linha AB do retan- gulo, virada para cima. As duas fo- Ihas devem ficar sobre a roupa, di- Teito contra direito, visto que a ‘montagem ¢ feita pelo lado direito (fig. 4). Em seguida, corte 0 meio do retingulo até uma certa distin- cia e dai em forma de Y até os qua- '306_TRUQUES E CONSELHOS FIG. 8 tro cantos, como se fosse uma casa de botio (fig. 5). Depois de aberta a fenda, introduza as duas partes do fundo do bolso para o avesso. Dobre a folha anterior do fundo do bolso pela linha GH, que deve ser vineada a ferro. Esta do- bra vai formar a aba que cobre 0 espago do ratangulo, cuja altura € de 3em, como ja foi mencionado acima. As linhas pontilhadas_mostram ‘© fundo do bolso no lado avesso, assim como os pequenos tridngu- lus que se formam em ambos os Jados por efeito da abertura da fenda (fig. 6). Esses tridngulos devem ser re- batidos para 0 lado avesso, apés 0 que, as suas dobras AC e BD se- ro vincadas para facilitar 0 traba- lho, Costure, ent&o, a base do \widngulo, como mostra a fig. 7. Prossiga costurando a fim de fe- char todo 0 lado direito do fundo do bolso como esta indicado na cosTunan FIG. 9 fig. 8. Repita 0 mesmo no lado esquerdo, costurando © pequeno triangulo'e continuando a costura pelo lado do fundo do bolso. ‘Complete o fechamento pela cos- tura inferior. Note que as costuras nos Angulos cruzam para melhor acabamento, Completado assim 0 bolso, no lado dircito, cle teré a forma clissica indicada no mo- delo. No lado avesso, as duas es- Pes: & dupordo numa placa lisa como mostra a fig. 9. Licao 26 ESTUDO DO ABOTOAMENTO A base, como foi ensinada, néio permite a colecacao de nenhum abotoamento, seja ele na frente, nas costas, nos ombros ou no lado, porque néo foi dada a necessdria folga para que ele se efete. ‘Quatro so os elementos que se deve ler sempre em mente quando se desejar colocar um abotoamenio em qualquer parte da base: 1 — Trespasse do abotoamento HI — Arremate do abotoamento U1 ~ Colocagio dos botées I ~ Colocagio das casas Passaremos a estudar em detalhe cada um desses elementos. E a folga que se deve dar no local desejado para que ele se verifique. Em geral, o abotoamento deve ser igual & metade do dotdo mais a distancia que deve separar 0 botio da borda do trespasse. Nos ab>- toamentos classicos, essa distancia égeralmente de lem, podendo ser aumentada quando’ se trata de abotoamentos mais fantasiosos. Marcada a largura do trespasse do abotoamento, trace uma linha pa- ralela a linha em que ele se efetua Tomemos, como exemplo, um abotoamento no meio da frente, indicado no esquema 1. Também chamado vista, é 0 aca- bamento necessério no lado avesso. Para tragd-lo, proceda da maneira que se segue: Dobre o molde pela linha AB (es- quema 2), correspondente a borda do trespasse. Reproduza com car- bono, carretilha ou tesoura as li- nhas do molde atingidas pelo arre- mate. No nosso exemple, seria 0 contorno do decote até uma certa porcdo do ombro e uma parte da linha da cintura. Abra o papel, fim de marear a largura do arre- mate, que deverd ser igual, no mi- imo, ao dobro do trespasse mais lcm. Assim, por exemplo, se a lar- gura do trespasse for de 2,5em, a Targura do arremate seré de 6em, no minimo. Leve esta medida em BC na cintura, a partir da dobra, 08_ESTUDOS DO ABOTOAMENTOS Do ponto C, levante uma paralela ao meio da frente até o nivel da li- nha da cava, encurvando-a dal fara cima até alcancar cerca de m do ombro. O esquema 2 mos- tra em verde-claro a forma que teri o arremate do abotoamento no meio da frente. © arremate pode ser inteirigo, quando ¢ cortado numa pee inica com 0 molde, ou postizo, quando ¢ conado em separado ¢ fepois unido por uma costura na borda do trespasse. Todo arre- mate de abotoamento deve ser en- tretelado, a fim de evitar que a fa zenda ondule entre 03 botdes, principalmente quando estes sio Pesados em relacdo ao tecido, Qs esquemas 3 © 4 mostram abo- toamentos colocados no ombro no lado, respectivamente, de acordo com 0 que foi explicado para o meio da frente. Devem ser sempre costurados na linha em que se processa 0 abo- toamento, seja ele o meio da frente, 0 meio das costas, a linha do ombro ou a linha do lado, Sua colocagao deverd ser a espagos re- folate orton (Go 2 5 203 e 3 ete.), Ao iniciarmos 0 estudo da feitura das casas de boto, temos a consi- derar trés aspectos, aparente- mente sem grande importincia, mas que sio de grande valia para voce lidar com as casas de botéo de maneira facil e desembaragada. Estes aspectos sao: a disposigao, a dimensio € 0 tipo. 1. Disposigao — E 0 modo pelo qual as casas se dispdem sobre a vestimenta, Sob este aspecto, elas podem ,ser: 1.1. Casas Verticais — aquelas que se dispdem no mesmo sentido do abotoamento. Esto sempre colo- cadas na linha do meio do trans- passe, onde se verifica 0 abotoa- mento (frente, costas, ombro ou lado), enquanto os boides sfio co- locados na pea a abotoar, de modo a coincidir com o/meio' de 1.2, Casas horizontais — sto aque- las que se dispdem transversal- mente ao sentido do abotos- mento. Esto sempre colocadas de mancira a ulirapassar a linha do abotoamento para olada da borda do transpasse, em cerca de 2mm, a fim de neutralizar 0 espaco ab- sorvido pelos furos do botdo — que & sempre costurado sobre a linha de abotoamento do lado oposto, metade para cada lado —, como mostra a figura 2 Quando 0 abotoamento se verifica no meio da frente ou das costas, a linha de abotoamento é a pré- pria linha dese meio. Quando, porém, se verifica em outro local, 2 linha do abotoamento passa a ser a linha do molde onde ele se coloca (ombro, lado, etc.), A qual & acrescentado 0 transpasse de abo- toamento, Assim, tudo 0 que for dito em relagdo 4 linka do meio, aplica-se 4 linha do abotoamento, esteja onde estiver. 2. Dimensiio — E 0 comprimento que a casa deve ter. Este compri- FIG.1 FIG. mento é igual ao didmetro do bo- to, mais a sua espessura, Este cil- culo & tanto mais necessario quanto mais se trata de botdes grandes € espessos (como os de massa, por exemplo). 3. Tipo — a meneira pela qual a ‘casa é trabalhada. De acordo com 4a sua execucio, existem dois tipos de casas de botdio: debruadas ¢ bordadas. 3.1. Casas debruadas — sio aque- las cuja abertura é formada por dois vieses ou debruns de pano. Por serem trabalhosas, s30 pouco usadas hoje em dia na indistria da confecgao, sendo reservadas para a alta costura ou para as costuras individuais ¢ encomendadas. Elas também séo chamadas ca- as passepoileés, inglesas, francesas ‘ou simplesmente casas de pano. Sio utilizadas nos vestidos, casa- ‘cos, mantés e blusdes, em ld, algo- dio ou seda. Nao devem a sua re- putacdo de dificuldade se ndo ao desconhecimento de umas poucas regras, simples mas indispenséveis a0 bom resultado do trabalho. ‘Aconselhamos vivamente as prin- cipiantes fazerem uma primeira casa de botio deste tipo (como mostra a gravura) sob a forma de ESTUDOS DO ABOTOAMENTO_309 experiéncia, numa fazenda barata de algodtio — ou num retalho qual- quer de tecido disponivel — com a nica finalidade de dominar rap- damemte a técnica do trabalho. -- PROCESSO. Passaremos agora a ensinar como 2 casa pode ser executada de uma maneira aparentemente mais tra- balhosa, mas que permite melhor acubamento. Desta mancira, os libios da casa so cortados num retingulo de pano independente um do outro, 1, A casa deve ter um compri- ‘mento igual ao didmetro do botao mais a sua espessura, cdlculo este muito importante quando se trata de botdes, grandes e espessos. 2. Corte em pleno vies tantos pe- dagos de tecido quanto é 0 dobro das casas a serem feitas. Isto por- ‘que cada labio da casa é indepen- dente do outro. Cada pedaco de tecido tem a forma de um retin- gulo (fig. 1) com as seguintes di- Mensbes; comprimento. igual a0 310 _ESTUDOS DO ABOTOAMENTO. da casa mais 1,5em de cada lado e altura igual a cerca de 2a 3cm. Marque com um alinhavo a linha do meio do retangulo no sentido vertical. Dobre o retngulo da fa- zenda ao meio, deixando 0 lado direito para fora. Em seguida, por meio de um trago a lapis ou de um alinhavo pequeno, marque 0 con- torno do labio no lado da dobra (fig. 2). O alinhavo deverd pegar as duas espessuras de tecido. 3. Colocagao (ig, 3). As casas de- bruadas so feitas horizontal- mente, isto é, perpendiculares A borda da roupa. Sao executadas no tecido simples, separando-se entdo, se for 0 caso, a entretela ou © arremate (veja fig. 3 ¢ A). Mar- que entdo 9 abotoamento por meio de alinhavos: 3.1. O meio das casas (veja fig. 3e B)ylinha esta que seré marcada da seguinte maneira: divida por dois ‘© comprimento da casa e marque essa distincia de modo que ultra- pease er 4mm a linha do meio da rente (ou das costas, conforme o caso), como indica a fig. 4. Faca entio um alinhavo paralelo a0 meio, na distancia encontrada, Os botdes se colocariio sempre, como {i vimos, na extremidade da fenda do lado da borda da roupa. 32. O nivel de cada casa (veja fig. 3 eC) a intervalos regulares e em. numero de acordo com o modelo. Determinado o nivel de cada casa, marque para cima ¢ para baixo a espessura de cada labio da casa, fazendo, entdo, em cada nivel, dois zlinhavos paralelos, que indi- cam a espessura total da casa. A. largura do lébio oscila entre 2e 3 mm, para tecidos delgados, e 4 e ‘Smm, para ls € tecidos mais es- esos. EXECUCAO 1, Labio Superior ~ Aplique o re- tangulo jé debrado sobre o lado 10 da roupa, por meio de ali- mhavos pequenos, de maneira que ‘© meio do reténgulo coincida com ‘© meio das casas da roupa € que 0 alinhavo demarcador (ou trago de lapis) da casa se sobreponha a0 alinhavo superior. Note que a do- bra do retingulo deve estar vol- tada para fora, isto é, para cima do alinhavo superior, como mostra a fig. 5. Por cima’do alinhavo ou trago a lipis, entre Ae B, faca uma costura & maquina com pon- tos bem pequenos. Nao costure os ados menores do libio da casa. Retire 0s alinhavos. 2, Labio inferior — Aplique 0 ou- tro reténgulo sobre o alinhavo in- ferior, que marca 0 nivel da casa, seguindo as instrugdes dadas para © labio superior. A dobra do re- tdngulo deve estar agora voltada para baixo, isto é, para fora dos alinhavos marcadores da casa, como mostra a fig. 6. Prenda 0 lébio inferior por meio de uma costura 2 maquina com pontos bem pequenos, entre Ce D. Nao DIREITO DIREITO DIREITO FIG. 5 DIREITO FIG. 7 | FIG. 6 _ 8 -_ | — | | FIG. 8 AVESSO 1 | = eee ESTUDOS DO ABOTOAMENTO 311 DIREITO _ AVESSO c D ns* FIG. 10 FIG. 11 AVESSO ARREMATE FIG, 12 costure os lados menores da case. 3. Levante os dois labios da casa ¢ corte com uma tesourinha de pon- tas bem finas, 0 tecido da roupa, entre os dois labios (fig. 7), pa- rando a Smm das extremidades das costuras que prendem os libios, a fim de poder cortar os An- gulos obliquamente. Estes angulos serio cortados até 0 fundo, isto ¢, até alcangarem as linhas de cos- tura. Como levantar os retingulos costurados dé muito trabalho e o corte do tecido nao fica bem feito, € muito mais rapido ¢ mais prético cortar o tecido da roupa pelo lado avesso, servindo as linhas de cos- tura dos libios como pontos de re- paro. 4, Passe para o avesso da roupa cada um dos retdngulos da fa- zenda, introduzindo-os pela fenda (ig. 8). 5. Estire bem, no lado avesso, os dois retingulos e marque bem a costura dos libios, com a unha ou com 0 ferro de passar (fig. 9). 6. Levante, no lado avesso, o lado do retingulo, deixando & mostra 0 pequeno tridngulo lateral, resul- tado do corte e dngulo. Esse trién- gulo sera ento costurado & mé- quina, com pontos bem pequenos, sobre as extremidades do retén- gulo que constitui o lébio da casa, Como mostra a fig. 10. Essa cos- tura vai prender entdo os lados menores da casadobotio, fechan- do-a completamente. Para que © avesso seja tio impecd- vel ¢ to sdlido quanto 0 lado di- reito, ¢ preciso rebater 0 arremate robre 0 avesso das casas € fixé-lo em toda a volta, cuidadosamente, primeiro, com aifinetes e, depois, com alinhavos em torno da casa. Para facilitar a abertura do arre- mate ao nivel de cada casa, lance mio do seguinte truque: espete no lado direito quatro alfinetes, um em cada canto da casa, enfiando- 0s verticalmente até a cabega (fig. 11). Vire 0 trabalho para 0 avesso , Com uma tesourinha de pontas finas, corte o arremate servindo os alfinetes de pontos de reparo para cortar 05 Angulos obliquamente. Dobre, entdo, para dentro as bor- das cortadas do arremate, liber- tando assim a fenda da casa, Man- temha cada dobra de encontro & casa com pequenos pontos de bai ‘ha (fig. 12). Os dois lados meno- res do retangulo, bem como os an- gulos, so fixados com pontos de festo. Este tiltimo trabalho é obri- gatéric, desde que se deseje que 0 arremate resista nos cantos. ‘Observages — Note que, apds ‘a passagem dos dois retingulos para 0 lado do avesso, a dobra ‘que estava voltada para fora passa a ficar voltada para o lado de dentro, encontrando-te a de cima com a de baixo no meio da casa, = q EE co 9 . Be —k> MONTAGEM DE ZIPER — 4 COM CARCELA OU TRANSPASSE INTERNO E usada tradicionalmente para fechar a braguilha de calgas masculinas, sendo utilizada também em roupas femininas esportivas, como calgas, saias ¢ salas-calcas, por ser um fechamento seguro c resistente, A superposicao do transpasse é feita da direita para a esquerda, no vestudrio feminino, e em sentido contrério, no masculino. Nas explicagdes desta ligio, usaremos 0 transpasse feminino porque provavelmente seré o mais executado pela leitora, Para 0 masculino, basta inverter as instrugdes. Em braguilhas de calcas masculinas, geralmente, é mais usado 0 ziper de metal, mais ou menos pesado, conforme 0 tipo de tecido, Na roupa feminina, pode ser usado o de ndilon quando o tecido for mais fino. Passaremos, entao, ao processo da ‘montagem: 1, Ao cortar 0 molde da calga deixe no meio da frente do lado direito um arremate de 2,5cm de largura, que desce ao longo da costura do gancho € termina antes ‘que ela encurve. Este arremate mede entre 17 ¢ 20cm de altura, nas caleas femininas, e entre 14 18cm, nas masculinas. Ao cortar no tecido, deixe também uma margem de 2cm em volta do arfe- mate, O lado esquerdo da frente nio necessita deste arremate, Ozi- per deve medir a altura do arre- mate, menos 2em, 2, Aplique os dois lados da frente, direito contra direito, ¢ faga a cos- tura do gancho a partir do pontoo —final do arremate — até o ponto ‘A, deixando um trecho de 2,Sem a 4em em aberto até o ponto B, fi- nal do gancho da frentc, como mostra a fig. 31. A seguir, ainda no lado direito, marque com um ali- nhavo a linha do pesponto de fixa~ io do arremate. Este alinhavo deve acompanhar 9 contomo do arremate, ou seja, ficar a uma dis- ‘tancia de 2,5em do meio da frente ‘e encurvar em seu trecho final até © ponte 0 (fig. 31). 3, Dobre 0 arremate para 0 avesso @ vinque a dobra com o ferro (fig. 32). 4, Abra o arremate, e, sobre 0 seu direito, coloque 0 ziper fechado e virado' para baixo. A borda do lado esquerdo do cadarco do ziper deve ficar junto ao vinco da dobra do arremate (meio da frente) ¢ a extremidade inferior da serrilha @ em de distincia do ponto O, final do arremate 33). Alinhave o ziper na posigéo correta, do- brando a ponta inferior do ca- darco para cima, de modo que fi- ‘que no mesmo nivel da extremi- dade inferior de serrilha, Este ali- havo é feito de baixo para cima, no cadargo do lado esquerdo do ziper. No cadargo do lado direito, faga uma costura & maquina junto a serrilha e outra junto a borda do cadargo. §, Dobre novamente o arremate para 0 avesso, pela dobra jé vin- cada com 0 ferro de passar, ¢ fixe- © com um alinhavo vertical. Pelo lado direito da calgae tendo o cui- dado de nao apanhar 0 cadargo do lado esquerdo do ziper, pesponte, de baixo para cima, junto a pri meira marcagio de alinhavos, feita na fase 2. No final, 20 nivel da cintura, passe as linhas para o avesso e dé um nd. Retire, entio, {odos 0s alinhavos (fig. 34}, inclu- sive os da esquerda do ziper. 6. Dobre ¢ alinhave a borda da frente no lado esquerdo da calea, 6mm _ para dentro da linha do meio da frente. Abra o ziper e co- jue a. serritha do lado solto, into a borda dobrada do lado es- querdo da frente da cala. De baixo para cima, prenda o cadargo do ziper com alfinetes e depois ali- nhave. Retire os alfinetes e feche © ziper para verificar a sua posigao correta, sem repuxar (fig. 35). 7, Passaremos agora a execugdo do transpasse interno, cujo molde deve ser exatamente igual a forma do arremate do lado direito da frente. Corte o transpasse duas ve- zes no tecido da calga, deixando margem de costura em toda a volta. Aplique as dues partes, di- reito contra direito, € costure 0 lado que termina cm curva (fig. 36). Apare a margem desta cos- tura e faga piques triangulares ao longo da'curva. 8. Vire © transpasse para o direito © passe a ferro, Para arrematar 0 lado reto, corte a parte de cima pela linha de montagem, elimi- nando a margem de costura. Do- bre a margem da parte de baixo sobre a parte de cima e costure perto da dobra. Corte 0 excesso da margem dobrada, reduzindo-a ‘a meio centimetro (lig. 37). Observagio: Se 0 tecido da calga for muito gresso, corte o transpasse uma vez no tecido da calga e outra vez num tecido de forro, como otafeti ou a alpaca. Neste caso, para o arremaie 4a borda reta, corte & margem do te- cido da caka e dobre a margem do Torro sobre ele. 9, Sobre o avesso da calga, com o Ziper fechado, aplique 0 trans- paste interno de mancira que haja coincidéncia do lado curvo com a curva do pesponto de fixagdo do arremate. Prenda provisoriamente com alfinetes (fig. 38). 10. Volte a calga para o direito € nhave verticalmente 0 lado es- querdo, apanhando todas as ca- madas, isto €, a calga, 0 ziper € 0 transpasse interno. Retire os alfi- Netes € abra o ziper. Costure a borda junto a serrilha, usando o pé calcador para ziper, de baixo para cima, apanhando todas as cama- das de tecido. No final, passe as li- sihas para o avesso e dé um nd. Na ponta inferior da braguilha, faga uma barra transversal com pontos 4 mao ou a méquina, com um ponto de ziguezague bem serrado (lig, 39). As pontas superiores do cadarco do ziper ficario embuti- das na costura do cés. TRANSPASSE INTERNO RETO. COSTURA XXV_ 313 UM TUBINHO SIMPLES COM MANGAS RAGLA A medida que as ligées vém sendo eresentadas, temos procurado oferecer, nesta parte do curso, modelos em que voet possa aplicar os conhecimentos adquiridos. Assim sendo, agora trazemos um vestidé-tubo, com mangas ragla e de-ore canca. As dobras da manga +40 sustentadas por uma presitha, cuia ponta é presa sobre a manga com um plic-plae. ‘omo jd dissemos diversas vezes, fica a critério de cada uma ‘acrescentar detalhes de acordo com 0 seu gosto, visto que O nosso propdsito é enfattzar pri e 4 base, pois é partindo dela que se obten 3 model Uma das vantagens do vestido- tubo é que ele tanto pode ser usado soltinho como ajusiado 4 cintura por uma faixa ou um cinto, Um tecido de bom caimento, como 0 linho, a viscose, etc., liso ou estampado, 2,50m com 0,90m de largura, Frente (esquema 1) — Trace a frente da base do vestido inteiro sem pence (li¢do 20). Na linha do ‘ombro, marque EE’ com Tem. Desga AA’ com 2cm ¢ trace 0 novo decote unindo os pontos E’A’. Trabalhe a manga ragla con- forme foi ensinado na li¢do 25, ‘com 38cm de comprimento, Essa medida de comprimento & mar- cada a partir da extremidade infe- rior do ombro normal. Reproduza © molde da manga cm outro pa- INTERPRETACAO DE MODELOS 315, pel. ‘Costas (esquema 2) — Trace a base das costas do vestido inteiro sem pence (licao 20). Marque EE” na linha do ombro com Tem. Desga AA’ com 2 cm e trace 0 novo decote unindo os pontos E’A’. No restante proceda como no molde da frente do vestido, $316 _INTERPRETACAO DE MODELOS ‘Manga (csquema 3) — Depois de recortadas a frente € as costas da manga, una as dues partes com fita adesiva pela linha do dorso, obtendo, assim, a manga inteira, apenas com uma espécie de pence no lugar da costura do ombro. Presilha da manga (esquema 4) — Trace um retangulo com 22cm de comprimento e 3cm de largura, terminando em ponta numa das extremidades. ‘Arremate do decote da frente (esquema 5) — Antes de separar 0 molde da manga, faga uma linha paralela A do decote com 3,5em de largura como se vé no esquema ESQUEMA 4 1 em linha tracejada, Transporte 0 moide do arremate para outro pa- 1. Pe jrremale do decote das costas (esquema 6) — Proceda de ma- neira idéntica & do decote da frente. Corte no tecido — A frente do vestido ¢ 0 arremate do decote da frente devem scr cortados uma vez no tecido dobrado pelo meio da frente. As costas do vestido € 0 arremate do decote das costas de- vem ser cortados uma vez com 0 tecido dobrado pelo meio das cos- tas, A manga é cortada duas ve~ zes; e a presilha, quatro vezes. ESQUEMA 5 ESQUEMA 6 MONTAGEM, 1, Faga as costuras laterais do vestido “deixando aberturas ne parte inferior, a fim de facilitar 0 caminhar. As margens de costura servem de arremates para as aber- tras. 2. Costure 0 ombro da manga ¢ faga a costura inferior de fecha- mento. Na boca da manga, faga uma bainha estreita, 3. Aplique as partes da presilha, duas a duas, direito contra direito. Costure em volta, menos a extre- midade reta, por onde a presilha serd virada para o direito. Passe a ferro. No centro da manga, no lado avesso, ¢ 20cm acima da bai- nha, costure a extremidade reta da presilha, que vai sustentar as do- bras da ‘manga. A ponta da presi- tha sera presa com um plic-plac no lado direito da manga, no mesmo nivel em que foi costurada a extre- midade reta. 4. Monte a manga no vestido orientando-se pelas letras indica- das nos esquemas. 5, Una of arremates da frente ¢ das costas pela linha do ombro. Aplique sobre 0 decote do ves- tido, direito contra direito, costure ‘em volta e rebata o arremate para 0 avesso, Chulkie suas bordas prenda-o apenas nas costuras dos ombros do vestido com pontos in- visiveis feitos & mao, . 5. Terminando, faca as bainhas da barra do vestido e das abertu- ras laterais com pontos em espi- nha de peixe, COMO FAZER UM BOLSO—3 BOLSO-COLETE APLICADO Dando prosseguimento 20 es- tudo dos bolsos, ensinaremos agora a montagem de um bolso- colete aplicado, que se diferencia do incrustado por trés pontos prit cipais: a) Apenas o lado inferior maior montado 4 méquina, enquanto ‘0s dois lados menores so monta- dos & mio, pelo avesso. ») Por isso, a superficie da barra do bolso fica mais saliente sobre a superficie do tecido da roupa. ¢) O fundo do bolso é cortado separado da barra. Em primeiro lugar, devemos preparar a barr’ do ‘bolso, em forma de retingulo comprido, an- tes de proceder & sua montagem no lugar determinado na roupa. Para isso, marque as dimensbes do bolso em um retingulo ABCD (geralmente com 13cm de compri- mento por 3,Sem a 4em de altura) € repita a marcacdo para cima, fi- cando assim em dobro, Corte ren- te 20 tracado no retingulo supe- rior e s6 dé margem de costura no reténgulo inferior, como se vé na fig. 1. Se o tecido for firme, esta barra pode ser tracada direta- mente sobre o seu lado avesso, sem necessidade de cortar 0 molde ‘em papel depois transportivo para © tecido, Corte a entretela com as dimen- sbes da barra do bolso, sem mar- zens de costura, como indica a fig. Cole a entretela sobre 0 avesso do retangulo inferior da barra do bolsoe dobre o retingulo superior Pils Jats: AB, extatesdo- nara jixo, sobre 2 entretela, de ma- neira ‘a cobri-la inteiramente (fig. 3. Assim feito, dobre as margens de costura para dentro, tendo o cuidado de dobrar as pontas supe- riores em Angulo, como mostra a fig. 4. Faga assim nos dois lados, direito e esquerdo, sem mexer nas pontas do lado maior inferior. Costure as margens internas sobre © forro do"bolso — formado pelo retingulo superior rebatido — com pontos em espinha de peixe feitos 4 mio. Corte 0 fundo do bolso num re tangulo cuja largura MN (fig. 5) igual ao comprimento do bolso e cuja altura MP serd igual a pro- fundidade desejada para o fundo do bolso. Corte duas vezes, dei- xando margens de costura em toda a volta. 418 TRUQUES E CONSELHOS Depois de preparada a barra do bolso € cortados os fundos do mesmo, marque na roupa a linha de montagem correspondente 40 lado inferior do retangulo do bolso. Esta marcago € feita com alinhavos pelo lado direito da roupa, pois é por este lado que se fuz a montagem. ‘Coloque entio a barra do bolso, J preparada, sobre a marcagao da Toupa, de modo que fique direito contra direito ¢ o lado inferior CD colocado para cima sobre a mar- cacio. Por cima da barra do bolso, coloque uma folha do fundo do bolso, dirigida para baixo e co dindo o seu lado superior com 0 lado CD da barra. A fig. 6 mostra & posigdlo correta, estando em pontilhado a barra do bolso, ape- nas para clareza, uma vez que ela cesta visivel por baixo. Alinhave, € a seguir, costure pela linha CD, prendendo simultaneamente a barra € 0 fundo do bolso. Costure a outra folha do fundo do bolso a lcm de disténcia da costura feita (CD), estando ela vi- rada para cima, isto é em sentido contrario ao da primeira folha do fundo do bolso. Faga um corte en- tre as duas costuras, como se fosse uma casa de botao, cortando pelo centro e terminando em Y nos an- gulos, como se vé na fig. 7, Feitoo corte, introduza pela abertura as duas folhas do fundo do bolso. Passados 0s fundos do bolso para 0 avesso, ficardo dois pequenos tridingulos nas extremidades, resul- tante do corte em Y. Coma ponta da tesoura fechada, empurre os dois tridingulos para’o avesso. Le- vante o tecido da roupa, a fim de libertar as duas folhas do fundo do bolso, que deverio estar perfeita- mente superpostas, € costure 0 pe~ queno tridngulo lateral sobre 0 fundo do bolso, prosseguindo com a costura pelo lado deste ultimo, a fim de fechd-lo, Faga 0 mesmo no lado oposto ¢ complete 0 fecha- mento do fundo pela costura infe- for horizontal, como se vé ma fig Feito isto, a barra do bolso fi- cari solta pelo lado direito, onde esti presa apenas pelo lado in- ferior, costura CD. Por baixo dela, ficard visivel a abertura do bolso em forma de fenda estreita, em cujas bordas esto costuradas as folhas do fundo do bolso, como mostra a fig. 9. Resta agora reba- tera barra do bolso para cima, co- brindo a abertura, e fixar os lados menores da barra, o que sera feito pelo lado avesso, com pontos cor- ridos, bem mitidos, que apanhatdio apenas a camada interna do te- cido, a fim de que fiquem invisi- veis'pelo lado direito (fig. 10), como se a barra do bolso estivesse colocada sobre a roupa. FIG. 6 riG B [al —— FIG. 7 FIG. 9 a5 i AvESSO i E DE CAVA feremnos 0 arremate quando a blusa possui abotoamenio, caso certo em que o arremate das cavas é independente. cortada i USA SEM G 0 arremate da frente do decote € contado numa pega tinica com 0 arremate de abotoamento, como {ii foi explicado e como mostra 0 esquema |, Em virtude da ausén- cia de gola, é conveniente aumen- tar a largura de AB, no ombro, para 3 ou dem, Quanto ao decote costuras, 0 seu arremate sera cortado seguindo a linha de con- torno (como indica a linha trace- jada no esquema 2) e com a mesma largura de AB na frente, ou seja, 3 ou dem. Corte com 0 papel dobrado pelo meio das eos- las, de modo que o molde aberto tera a forma representada pela f- gura | Pasa proceder a montagem, costure em primeiro lugar as ex- tremidades AB do arremate das costas com o arremate da frente, Feito isto, dobre os arremates da frente para fora, de maneira que fique o direito do arremate conira o direito da blusa (figura 2), Faga entio uma costura em toda a volta do decote ¢ dé numerosos nna margem da costura (se esta for bem estreita, de meio centimetro, 05 piques so dispensaveis), como rosin a figura 3. Agora € 56 reba- ter o arremate para 0 lado de den- tro da blusa (fig. 5) Para melhor caimento, deve-se entretelar com morin todo 0 arre- mate, nio sé na parie de abotoa- mento, como também na do de- cote. A entretela seré cortada pelo mesmo molde do arremate, nas medidas exatas, sem costuras, nao 86 porgue a borda do abotoa- mento & uma dobra do tecido, como também para ndlo engrossar a borda do decote. A entretela fi cari presa na borda livre do arre- mate (AC no esquema 1), na mar- gem interna da costura do decote, pelus casas € pelos botoes. Se 4 biusa for forrada, prenda o arre- mate com pontos em espinha de peixe sobre o forro, sem apanhar 0 tecido da blusa. Caso contririo, prenda-o com pontos espagados na costura dos ombros. }E ABOTOAMENTO E DE CAVA,